12.624 – Big Bang da Ciência – No Futuro Seremos Cyborgs?


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Os seres humanos serão bem diferentes, em um futuro não muito distante; dentro de apenas três décadas, todos seremos imortais e nos transformaremos em Cyborgs dourados.
Essa é a surpreendente previsão de um futurologista – que afirma que a tecnologia nos fará “evoluir” para uma nova espécie ao longo das próximas décadas.

Nosso domínio da tecnologia também nos permitirá ter animais de estimação “modificados geneticamente” e capazes de falar — como Furbies vivos.
Os seres humanos se tornarão efetivamente imortais, à medida que alcançarem a capacidade de carregar o conteúdo de suas mentes em computadores e baixá-las em novos corpos robóticos.
Tais previsões – baseadas em pesquisas acadêmicas – foram feitas pelo futurologista Dr. Ian Pearson durante a Big Bang Science Fair 2016.
O Dr. Pearson diz que em 2050, as pessoas serão capazes de conectar seus cérebros diretamente a computadores e poderão transferir sua mente para um corpo tecnológico muito superior ao nosso.
“Isso permitirá que as pessoas tenham múltiplas existências e identidades ou que continuem a viver por muito tempo, mesmo após sua morte biológica.”
“O mais emocionante de tudo é que a natureza já não será mais a responsável por produzir mudanças em nós, mas sim as nossas próprias descobertas e avanços científicos.”

Algo mais
Existem diversos sistemas em desenvolvimento para substituir membros e órgãos que não funcionam mais. Por exemplo, o menino Patrick, de apenas 10 anos de idade, recentemente virou notícia por ter sido a primeira criança brasileira a receber um coração artificial. O órgão artificial (atualmente) pode ser utilizado por um período de até 3 meses, permitindo que o paciente aguarde um doador compatível. Esse era o caso de Patrick, e o coração artificial foi capaz de mantê-lo vivo por mais de um mês, até que ele recebeu um coração natural de um doador. Infelizmente, Patrick veio a falecer pouco depois do transplante, por complicações diversas. Pesquisadores trabalham para que, dentro de algum tempo, tenhamos um coração artificial que possa ser utilizado indefinidamente. Isso evitaria a necessidade de um segundo transplante, diminuiria as chances de rejeição e poderia aumentar a expectativa de vida de pessoas com problemas cardíacos como o de Patrick.
Também há pesquisas focando o desenvolvimento de equipamentos capazes de converter a energia gerada pelo nosso corpo em energia elétrica (aproveitando calor, fluxo sanguínio, vibrações, reações químicas…)! Já viu esse filme? Pois é. A ideia é converter energia para alimentar dispositivos como marca-passos, aplicadores de insulina, sensores para monitoramento etc.
Atualmente já há casos de sucesso quando o tema é a substituição de órgãos naturais por artificiais! Por exemplo, há cerca de um ano um paciente teve sua mão natural, que perdeu os movimentos devido a um acidente elétrico, substituída por uma mão robótica. O bom resultado deste caso serviu de motivação para que Milo, um sérvio de apenas 26 anos, pedir para ter a mão amputada para que fosse acoplada uma prótese que liga os nervos a sensores responsáveis por processar os comandos do cérebro. Milo havia perdido o movimento do braço direito após um acidente de moto cerca de dez anos antes. A cirurgia de amputação foi um sucesso e agora Milo aguarda ansiosamente por sua recuperação para instalar seu novo membro biônico.
Atualmente nós incorporamos muitos artefatos artificiais para corrigir problemas e melhorar nosso “funcionamento”, como óculos, marca-passo e próteses dentárias, por exemplo. E consideramos seu uso perfeitamente natural. No futuro, a tecnologia poderá ser utilizada não apenas para corrigir algo que não funciona bem, mas para melhorar nossa capacidade geral e precisão!

12.623 – Elixir da Juventude pode surgir através de uma bactéria


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Um grupo de cientistas russos descobriu uma antiga linhagem de bactérias no profundo solo siberiano que poderiam levar ao desenvolvimento de organismos capazes de destruir moléculas de petróleo, transformando-as em água e gerando o rejuvenescimento da saúde geral dos seres vivos, semelhante ao “elixir da vida”.
Se for bem desenvolvido, a descoberta pode levar a um avanço na proteção ambiental, assim como as bactérias podem gerar a limpeza dos vazamentos de petróleo e vazamentos químicos perigosos, transformando-os em água. Quem afirma Viktor Cherniavskiy, médico e epidemiologista russo, em entrevista À agência Sputnik.
As bactérias remontam a mais de 18 mil anos, e foram encontradas no solo siberiano juntamente com os restos de um mamute em região russa de Yakutia. Segundo Cherniavsky, quando as antigas bactérias foram descobertas, o grupo de investigação científica de cerca de 10 cientistas de várias cidades da Sibéria descobriu que os microrganismos antigos tinham o potencial para mudar o mundo.
“Ninguém jamais descobriu as bactérias que nós descobrimos, por terem sido mantidas congeladas sob a terra durante milhares de anos”.
O especialista também advertiu que antes de mais trabalho possa ser feito, os cientistas precisam descobrir se as bactérias não contêm cepas, escondidas sob o solo, que poderiam perigosas para as pessoas. Felizmente, até agora, os cientistas não encontraram efeitos prejudiciais.
Há poucos dias, a mídia russa informou sobre os micro-organismos antigos que poderiam levar ao desenvolvimento de um “elixir da vida”, uma substância que supostamente poderia dar às pessoas a juventude sem fim. Segundo relatos, os cientistas de Novosibirsk, Ekaterinburg e Yakutsk testaram uma substância probiótica, derivada das antigas bactérias, em ratos velhos de laboratório.
“Os resultados foram surpreendentes. Os ratos velhos mostraram sinais de rejuvenescimento com o experimento — a sua saúde em geral melhorou e eles recuperaram habilidades de reprodução, perdidas devido à idade avançada. Agora, se a mesma substância for dada a pessoas, isso poderia causar uma melhora significativa em sua saúde, levando, inclusive, à descoberta de um “elixir da vida”, especula Cherniavskiy.
Infelizmente, é muito cedo para dizer quando isso poderia acontecer devido às leis que proíbem os testes em seres humanos. No entanto, o epidemiologista russo disse que durante séculos foram conhecidas populações locais no nordeste da Sibéria com saúde muito boa em idade muito avançada, apesar das condições ambientais muito adversas. Segundo o especialista, isto poderia ter sido causado porque essas populações consumiam comida local que continha partículas de bactérias antigas.

12.622 – Impressão 3D – Cientistas inventam impressora 3D capaz de produzir órgãos humanos


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Bioengenheiros norte-americanos desenvolveram uma impressora 3D de tecidos orgânicos capaz de fabricar de forma estável ossos, cartilagens e músculos humanos utilizando células estaminais e polímeros, informou a revista Nature Biotechnology.
O formato correto de construção do tecido visado é alcançado através da representação da imagem de dados clínicos como um modelo computacional anatômico, que é interpretado e traduzido por um programa que controla os movimentos dos bicos da impressora, que dispersam células para locais específicos gerando as formas do órgão.
A sua equipe desenvolveu um processo que eles chamaram de “sistema integrado de impressão de órgãos e tecidos”, que produz uma rede de pequenos canais permitindo que tecidos impressos sejam nutridos após serem implantados em seres vivos. Com tempo, a parte do polímero é eventualmente dissolvida e naturalmente substituída por tecidos orgânicos.
Para demonstrar a invenção, a equipe de pesquisa utilizou células-tronco para “fazer crescer” uma mandíbula humana. Eles “imprimiram” igualmente uma orelha humana em tamanho real, que se assemelha com cartilagem normal sob microscópio, com vasos sanguíneos que abastecem as regiões exteriores e sem circulação nas regiões internas (tal como em cartilagem de verdade).
Ambas as estruturas foram implantadas em ratos vivos, não sofrendo rejeição, ganhando vasos sanguíneos e, eventualmente, se tornando parte do animais.
O novo método, no entanto, ainda não está pronto para estudos clínicos, mas seus autores têm certeza de que não irá demorar até que a invenção passe a ser amplamente usada pela medicina regenerativa.

12.621 – A Ciência da Imortalidade


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Há quem faça operações plásticas, quem tome antioxidantes e quem diminua a ingestão de calorias com o fito de rejuvenescer ou viver mais anos. Mas há quem vá ainda mais longe.
Considerando o envelhecimento como uma doença com tratamento e não como um processo natural, Aubrey de Grey sugere que as pessoas, atingindo uma determinada idade, sejam submetidas à inativação completa da telomerase. Como muitos cancros possuem telomerase activa, a sua inactivação permitiria prevenir os cancros.
No entanto, essa inativação iria impedir que as células estaminais se dividissem. Para evitar essa perda irreversível, o cientista propõe a administração regular de células estaminais como forma de tratamento. A solução, na sua opinião, iria promover um equilíbrio entre a telomerase e as células estaminais.
Já o cientista Ray Kurzweil acredita que a imortalidade será uma realidade daqui a 20 anos, graças ao conhecimento dos genes e à tecnologia informática, que permitirá ao ser humano reprogramar o seu organismo. O norte-americano crê mesmo que a nanotecnologia nos permitirá viver para sempre.
A verdade é que vários estudos sugerem que o potencial máximo de vida humana será de 120 anos, mesmo que consigamos combater as doenças, os acidentes, os homicídios e todas as causas de morte. O corpo humano parece condenado ao fim.
Há quem vá ainda mais longe e esteja disposto a gastar fortunas para se fazer congelar depois da morte, na esperança de que possa ser ressuscitado um dia. Outros pensam que os moribundos poderiam ser conservados num estado de hipotermia, colocando o seu metabolismo au ralenti, de modo a aumentar as hipóteses de sobrevivência no futuro. Perguntar-se-á: se a hibernação pode adiar a morte, a congelação poderá vencê-la?
Mesmo que fosse possível reprogramar o nosso corpo, será eticamente aceitável? Quantos poderiam beneficiar destes tratamentos, potencialmente muito dispendiosos? Que programas de saúde teriam de ser suspensos de modo a serem canalizados fundos para estas investigações e tratamentos? Poderá a ciência prolongar indefinidamente a vida humana, substituindo as peças avariadas por peças artificiais construídas em laboratório? Afinal, para onde caminha a investigação científica? Ficam as questões.
Impressão de órgãos 3D
Ao longo dos anos, a impressão 3D tem evoluído em diversos aspectos e atualmente é usada em inúmeras aplicações interessantes. Imprimir pizza e chocolate pode ser realmente incrível, mas a criação de órgãos vivos em impressoras 3D é algo completamente diferente. Como funciona? Essa aplicação específica da tecnologia de impressão 3D é chamada de bioimpressão e utiliza o tipo mais caro e avançado de máquina desse tipo já criada – isso porque a bioimpressão imprime, literalmente, células vivas. O método tem alguns pontos em comum com a impressão 3D comum, exceto pelo fato de que a estrutura do órgão desejado é impresso utilizando proteínas e, em seguida, os espaços são preenchidos com células-tronco que vão crescer e ocupar as lacunas. Para conseguir essa espécie de “tinta biológica” que alimenta a impressora 3D, cientistas colhem células humanas a partir de biópsias ou de células-tronco e, em seguida, permitem que elas se multipliquem numa placa de Petri (os conhecidos “pratinhos de vidro dos laboratórios”). Os médicos esperam que, quando colocadas no corpo, essas células impressas interajam com os tecidos já existentes.

Impacto na expectativa de vida do ser humano
Fígados e rins artificiais simples já foram criados usando a bioimpressão, mas os cientistas ainda têm um longo caminho a percorrer antes que eles fiquem bons o suficiente para substituir os órgãos originais. Porém, o progresso nessa área tem se mostrado assustadoramente rápido. Mas como isso poderia levar à vida eterna? Se você faz parte do grupo de pessoas que acredita que a mortalidade humana está relacionada simplesmente a deterioração dos órgãos ao longo do tempo, então a resposta é igualmente simples: substitua seus órgãos conforme eles se aproximam do colapso e você viverá para sempre. Seu cérebro pode ficar senil, mas seu corpo continuará firme e saudável. É claro que o discurso é muito mais fácil do que a prática. Para que isso se torne realidade é preciso reaplicar cada componente do corpo, incluindo ossos, pele, gordura e artérias. Mas logicamente falando, isso pode funcionar.

Sangue novo

Nos livros e filmes sempre ouvimos falar do “elixir da vida”. Mas e se essa fórmula mágica fosse nada mais do que o sangue da juventude? Calma. Não estamos falando de vampiros que precisam tomar sangue de jovens para manter sua vida eterna. De acordo com resultados de pesquisas realizadas no início do ano passado, o sangue jovem pode parar – ou até mesmo reverter – o processo de envelhecimento. Como funciona? A “mágica” acontece por meio de uma técnica antiga: a transfusão de sangue. O procedimento pode parecer algo extremamente simples, mas o resultado pode ser milagroso. Em 2005, cientistas demonstraram que o sangue de ratos jovens ajudava a regenerar tecidos musculares de ratos mais velhos em testes em laboratório. Mas em 2014, descobriram que ratos tratados com uma proteína isolada do sangue jovem demonstraram cognição e resistência melhoradas, além de uma significativa melhora no funcionamento de seus órgãos após transfusões de sangue. Essa foi a primeira demonstração de um fator de rejuvenescimento produzida naturalmente. O efeito surpreendente acontece graças a uma proteína conhecida por GDF11, que regula a atividade de células estaminais. Ratos jovens possuem essa célula em abundância, mas a sua presença vai diminuindo gradualmente com a idade, mas ninguém sabe ao certo por que isso acontece. Impacto na expectativa de vida do ser humano A pesquisa nessa área ainda está engatinhando, mas os resultados até agora são notáveis o suficiente para que os cientistas fiquem esperançosos, mas cautelosos. Muitos concordam que a GDF11 tem grande potencial terapêutico, mas é preciso ter cuidado até que se descubra mais sobre o mecanismo dessa proteína. Ainda assim, a equipe de Harvard responsável pela pesquisa antecipa que os testes clínicos de terapia em humanos utilizando a GDF11 podem começar dentro de um período de 3 a 5 anos, enquanto rumores apontam que a companhia já começou a preparar pequenos testes de transfusão de plasma em pacientes com Alzheimer. O GDF11 pode não ser a resposta oficial para a juventude eterna, mas um estudo mais aprofundado pode desbloquear novas descobertas sobre mecanismos de envelhecimento humano e como eles podem ser interrompidos ou até mesmo revertidos. Afinal, o que é a imortalidade se não a interrupção da deterioração orgânica?

Terapia genética
Uma pergunta interessante em relação à vida dos seres vivos é: por que os ratos têm uma vida útil de dois anos, canários vivem cerca de 15 anos, enquanto os morcegos podem viver até 50 anos? Qual é a grande diferença entre eles? De acordo com a bioquímica Cynthia Kenyon, o fator de diferenciação está escondido nos genes desses animais – e isso sugere que o envelhecimento é determinado (ou pelo menos influenciado) por um ou mais genes. Acompanhando essa linha de pensamento podemos acreditar que os cientistas devem encontrar os genes do envelhecimento e “desligá-los”. Esse tipo de modificação genética é chamado de “terapia genética”. Como funciona? A terapia genética pode ser descrita como algo que abrange qualquer estratégia de introdução de material genético com o intuito de modificar o curso de uma doença. Essa ainda é uma área ainda incipiente da medicina, praticada especialmente nos laboratórios de pesquisa fundamental, e sua aplicação ainda é estritamente experimental. Por meio de experimentações realizadas em lombrigas, a bioquímica Cynthia Kenyon descobriu que sua vida útil mais do que duplicou quando um determinado gene foi danificado: o gene DAF-2. Esse gene é responsável por controlar a integridade dos receptores de DAF-2 nas células, que, por sua vez, são responsáveis pela recepção de uma proteína chamada Fator de Crescimento semelhante à insulina tipo 1 (ou simplesmente IGF-1). O IGF-1 é um hormônio que influencia o crescimento na infância e o envelhecimento e o ato de danificar esse receptor significa interferir no processo de envelhecimento. Há uma sutil ressalva que precisa ser feita aqui: as lombrigas mutantes não viveram o dobro do tempo. Em vez disso, elas envelheceram mais vagarosamente. Ou seja, o envelhecimento do verme em 10 dias não foi o mesmo que o de uma lombriga normal; em vez disso, ela teve um envelhecimento correspondente ao de 5 dias de uma lombriga normal. Impacto na expectativa de vida do ser humano Algo realmente interessante sobre todo esse conceito é que não há evidências que sugiram que os seres humanos não estão isentos. Pesquisas realizadas com um grupo de judeus Ashkenazi mostraram que um número significante de pessoas que viveu até os 100 anos de idade ou mais possuíam mutações no gene DAF-2 que tornaram o hormônio IGF-1 menos “potente”. Ainda estamos longe de atingir a imortalidade com a ajuda da terapia genética, mas se os cientistas conseguirem descobrir os principais genes envolvidos no processo de envelhecimento e manipulá-los da maneira correta, é perfeitamente possível que os seres humanos superem o fenômeno do envelhecimento.

Reparação dos telômeros
Um elemento importante no envelhecimento celular é algo chamado “encurtamento de telômeros”. O teômero é uma espécie de contador da divisão celular que protege o organismo contra divisões fora de controle, como acontece no câncer. A presença dos telômeros impede que a extremidade de um cromossomo entre em fusão com outro. Quando uma célula se divide, seu DNA é replicado perfeitamente de ponta a ponta. Devido a isso, as cadeias de DNA (cromossomos) são encurtadas cada vez que a célula sofre uma divisão. Isso significa que eles vão sendo encurtados ao longo da vida até perderem sua funcionalidade e o resultado desse processo é o envelhecimento, pois células com telômeros encurtados acabam morrendo ou ficando mais vulneráveis a instabilidades genéticas. Basicamente, a preservação dos telômeros reduz o ritmo do envelhecimento Como funciona? A boa notícia é que as células jovens têm uma enzima chamada telomerase, que tem como função adicionar sequências específicas e repetitivas de DNA à extremidade dos cromossomos, onde se encontra o telômero. Porém, a telomerase é finita, o que significa que quando uma célula se divide várias vezes, já não há telomerase capaz de retardar o fim do telômero que se encurta cada vez mais. No entanto, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford criaram um novo procedimento capaz de prolongar artificialmente os telômeros. “O processo envolve a utilização do ácido ribonucleico (ARN) modificado, que carrega instruções dos genes para máquinas de fabricação de proteínas da célula. O ARN específico utilizado pelos pesquisadores continha TERT, proteína que está envolvida na telomerase. Essa pesquisa recém-descoberta não só poderia ajudar a expandir o tempo de vida, mas também ajudar em uma variedade de doenças que afetam milhares de pessoas”. Impacto na expectativa de vida do ser humano Até agora, essa é apenas uma solução de curto prazo que causa um rápido aumento no crescimento dos telômeros durante 48 horas. Em seguida, a telomerase se esgota e os telômeros começam a se encurtar novamente. Se isso puder ser aplicado por tempo indefinido, há chances de que o processo de envelhecimento seja interrompido. A adulteração do encurtamento dos telômeros envolve alguns riscos. Isso porque se a divisão celular acontecer muito mais rápido do que a morte celular, é possível obter muito mais células do que o pretendido, o que poderia causar câncer.

Remédio antienvelhecimento

Imagine como seria ótimo (ou não) tomar apenas algumas pílulas por dia e se tornar imortal? As indústrias farmacêutica e de saúde já estão procurando maneiras de tornar esse sonho realidade. Uma das empresas envolvidas nisso é a Calico, criada pelo Google com o objetivo de criar tecnologias para tratar questões do envelhecimento e prolongar a vida dos seres humanos. Como funciona? Um fármaco chamado Sirolimus, também conhecido como rapamicina, originalmente é utilizado pela medicina como imunossupressor (para fins como transplantes de órgão), mas pesquisas recentes apontaram que seu uso pode ajudar a estender a expectativa de vida em vermes, camundongos e leveduras. O problema é que o Sirolimus tem muitos efeitos colaterais negativos, portanto nunca foi considerada uma solução ideal. No entanto, ele impulsionou a quantidade de pesquisas relacionadas a medicamentos antienvelhecimento e acabou levando a descoberta da substância Everolimus. Pesquisadores relataram que o Everolimus reverteu parcialmente a deterioração da imunidade que ocorre com o avanço da idade. O envelhecimento do sistema imunológico é uma das principais causas de doenças e mortes. É por isso que pessoas mais velhas são mais suscetíveis a infecções e possuem uma resposta fraca a vacinas. Impacto na expectativa de vida do ser humano Ainda é muito cedo para dizer se essas drogas podem ser refinadas e transformadas em algo capaz de proporcionar juventude eterna. Muitos estudos relacionado ao assunto demonstraram apenas um pequeno aumento no tempo de vida, até cerca de 14%. O interessante sobre esses fármacos é que os pesquisadores estão começando a dominar esse campo. Se os medicamentos descobertos até hoje já mostraram que podem causar impactos sobre a vida, imagine o que os compostos ainda não descobertos poderão fazer? Mais investimento financeiro nessa área poderia resultar em descobertas de novas drogas.

Transferência mental
Essa ideia ficou no final da lista, pois até o momento ela é pouco mais do que uma simples hipótese. Transferência mental diz respeito a noção de upload da sua consciência e memórias para um computador. Em outras palavras, significa que uma pessoa pode transformar sua personalidade, memória e essência em dados de computador. Como funciona? Atualmente, há dois métodos propostos para transformar esse conceito em algo real. O primeiro é o método de “cópia e transferência”, que envolve a digitalização e o mapeamento perfeito de todo o seu cérebro, até o último elétron, e, em seguida, a replicação desses dados em um dispositivo computacional. Essa é a forma mais “popular” de transferência mental. O segundo método é conhecido como “substituição gradual” que, como o próprio nome já diz, visa substituir gradualmente cada neurônio do seu cérebro por algo não biológico. A introdução gradual de sistemas não biológicos em nossos corpos e cérebros é apenas mais um exemplo da contínua rotatividade das peças que compõem o ser humano. Isso não deve afetar a nossa identidade mais do que a substituição natural de nossas células biológicas faz atualmente. De acordo com esse método, no futuro nossos pensamentos estarão, literalmente, na nuvem. Impacto na expectativa de vida do ser humano Para que isso seja possível, o computador precisa ser potente o suficiente para simular um cérebro humano real com a mesma velocidade de processamento de informações. Essa não é uma ideia tão absurda, considerando que o cérebro humano é apenas uma série de impulsos elétricos, mas chegar a uma “réplica computadorizada” é a parte mais difícil. Porém, se isso acontecer, alcançar a vida eterna será mais fácil. Dados são imateriais, por isso mesmo a unidade física que mantém “sua mente” gravada se deteriora. Com esses dados gravados seria possível passar essas informações de unidade para unidade conforme ela fosse se deteriorando. E se os dados da sua mente se tornarem imortais, então sua consciência também se tornaria. Atualmente, existem cerca de 10 mil laboratórios de neurociências em todo o mundo trabalhando em pesquisas relacionadas ao mapeamento cerebral e às conexões entre mente e máquina. É evidente que esse assunto gera muita polêmica e envolve uma série de questões filosóficas e éticas muito difíceis de resolver. Nós ainda seríamos considerados humanos após passar por procedimentos desse tipo? No caso da clonagem, qual deles seria o verdadeiro você? Se os cientistas vão conseguir descobrir o segredo da vida eterna, nós não sabemos. Mas fato é que a cada ano estamos fazendo avanços impressionantes que juntos podem resultar em algo incrível (e talvez assustador).

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12.620 – Tim anuncia que não vai mais cortar internet após fim da franquia


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A Tim anunciou que  volta, temporariamente, a oferecer navegação na internet móvel após o fim da franquia nos planos pré-pago. Antes, a operadora cortava o acesso à internet ao término do consumo completo do pacote de dados.
A novidade vale para os pacotes de dados nas ofertas com tarifação diária: Infinity Web e WEB+ Torpedo 50MB, 100MB e 200MB. Porém, a navegação com velocidade reduzida será uma opção gratuita até o dia 31 de agosto. Durante esse período, a operadora irá avaliar o comportamento dos usuários e poderá prorrogar o prazo da gratuidade.
A empresa diz ter tomado a decisão após ouvir a opinião de 85% dos clientes que fazem parte do plano pré-pago. Com isso, os usuários poderão decidir se querem continuar navegando gratuitamente com velocidade reduzida ou se preferem recontratar o pacote atual ou migrar para uma oferta com mais internet.
Quando a franquia de dados estiver para acabar, o cliente receberá um SMS informativo avisando que já atingiu 80% da franquia de dados contratada. Quando atingir 100%, um novo SMS oferece quatro opções para o usuário continuar a navegar. A primeira para aumentar a franquia diária contratando um novo plano; a segunda para recontratar a oferta atual e, assim, ter um novo pacote de dados para aquele dia; a terceira para contratar um pacote mensal de dados; e a quarta para continuar navegando grátis com velocidade reduzida.
Se o cliente escolher seguir navegando sem um novo pacote, terá sua velocidade reduzida a 30Kbps.

12.619 – Para que era usado o computador mais antigo do mundo?


Até então não se sabia qual teria sido a função da Máquina de Anticítera, ou “o primeiro computador da humanidade”, que tem 2 mil anos e foi descoberto em 1901, na Grécia.
Agora, um grupo internacional de cientistas anunciou, depois de 10 anos de estudo com tecnologia de vanguarda, a solução do mistério. O artigo, publicado pelo portal PhysOrg, explica que essa relíquia tecnológica foi desenvolvida como um calendário-relógio: mostrava as fases da lua, a posição do sol e dos planetas, e os eclipses previstos.
Para confirmar, os pesquisadores tiveram que decodificar, com aparelhos de raio-x, um texto de 3.500 caracteres espalhado pelas 82 partes encontradas da máquina, escrito com letras de pouco mais de 1mm, gravadas dentro e fora do artefato.
Segundo Alexander Jones, um dos diretores de pesquisa, o mecanismo era utilizado para a adivinhação e o conhecimento derivado da relação entre os movimentos cósmicos e do dia a dia. “Não foi uma ferramenta de pesquisa, algo que um astrônomo usaria para realizar cálculos, ou um astrólogo para fazer prognósticos, mas uma coisa utilizada para ensinar sobre o cosmos e o nosso lugar nele (…). Trata-se de um livro da astronomia como se entendia na época, conectando os movimentos do céu e dos planetas com a vida dos antigos gregos e o seu entorno”, explica Jones.

12.618 – Experimentos usam células-tronco para criar animais com órgãos humanos


Criar porcos com órgãos humanos. Este é o objetivo de um grupo de cientistas do Instituto Salk para Estudos Biológicos, sediado na Califórnia, que atua num nascente e promissor campo que reúne modernas técnicas de edição genética e células-tronco. A ideia é sedutora, com potencial para acabar com as filas de transplante, mas enfrenta uma série de dilemas éticos. No fim do ano passado, o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA suspendeu a concessão de novos financiamentos para experimentos que envolvam a injeção de células-tronco humanas pluripotentes (capazes de gerar qualquer tipo de tecido) em embriões de animais em estágio inicial. Mas estudos com financiamento privado prosseguem, a legislação só proíbe que a gestação seja completa.

Em comunicado sobre a decisão, o NIH destacou que trata-se de uma “área excitante da ciência que está em rápido progresso, mas que merece considerações sobre ética e bem-estar dos animais”. Além da questão sobre o possível uso de animais para fabricar órgãos, o maior temor é com a humanização, ou seja, que o animal resultante do experimento tenha características humanas, desde um simples pelo até um maior poder cognitivo.

Nos laboratórios do Instituto Salk, Jun Wu é um dos coautores de estudo publicado na “Nature” no ano passado que comprovou a possibilidade de cultivar células humanas em embriões de camundongos. Os pesquisadores desenvolveram um novo tipo de célula-tronco, batizada como rsPSC, criada a partir de qualquer célula adulta do doador. Dessa forma, será possível produzir órgãos e tecidos para transplante sem riscos de rejeição, caso os experimentos sejam bem-sucedidos. Atualmente, a equipe trabalha com porcos.

— Estamos tentando gerar órgãos e tecidos humanos funcionais usando um porco como hospedeiro. Usamos tecnologias de edição genética para desabilitar genes no embrião que são chave para o desenvolvimento de órgãos nos porcos e células-tronco humanas para “resgatar” essa deficiência, criando um porco com órgãos humanos — contou Wu. — Nós acreditamos que uma fazenda de órgãos será viável no futuro próximo. Agora existem alguns desafios técnicos , como a eficácia e a escolha do gene correto para modificar no porco, mas achamos que isso será rapidamente superado com o avanço nos campos da edição genética e de células-tronco.

CONSEQUÊNCIAS DESCONHECIDAS
Após a preparação, o embrião é implantado no útero de uma porca hospedeira, para dar início à gestação. O desenvolvimento é interrompido ainda nas primeiras semanas, mas os pesquisadores esperam ser possível observar sinais de órgãos formados por células humanas.
O procedimento de inserção de células humanas em embriões de animais é conhecido como quimerismo, em referência à figura mítica grega de uma besta cuspidora de fogo com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente. Na ficção, a hibridização de humanos com animais foi explorada por H. G. Wells, em “A ilha do dr. Moreau”. Para Wu, essas fantasias alimentam o temor sobre o futuro dessas tecnologias.
Além do Instituto Salk, pesquisas nessa linha estão sendo realizadas em Stanford e na Universidade de Minnesota. Estimativas apontam que ao menos 20 gestações de quimeras foram realizadas nos EUA no ano passado, mas os resultados ainda não foram publicados. Em carta publicada na revista “Science” em novembro, 11 pesquisadores, a maioria de Stanford, pediram pelo fim da moratória imposta pelo NIH. Além da possibilidade de cultivar órgãos humanos em animais, estudos com quimeras podem abrir portas para outras aplicações, como o cultivo de “órgãos em miniatura” para estudar o avanço de doenças in vivo, ou para modelos de testes de novas drogas, garantindo maior segurança antes dos testes clínicos.
O brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, é um dos pioneiros na produção de quimeras. Em 2005, ele provou que neurônios humanos derivados de células-tronco pluripotentes desenvolvidos em embriões de camundongos podem ser funcionais. Seus experimentos usaram embriões em estágio avançado, com a injeção das células-tronco na região do cérebro do feto — diferente dos estudos atuais, que usam embriões em estágios iniciais, nos quais a contribuição humana pode acontecer em qualquer região do organismo.
O pesquisador ressalta a importância desse tipo de abordagem científica. A sua descoberta, por exemplo, abriu caminho para uma série de pesquisas que estão em fase de ensaio clínico para novos tratamentos médicos. Mesmo assim, ele concorda com a moratória imposta pelo NIH.
A polêmica em torno da produção de quimeras usando embriões de animais em estágio inicial ainda não chegou ao Brasil. De acordo com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligada ao Conselho Nacional de Saúde, ainda não foram submetidos pedidos de análise de projetos que tratem do assunto. Mas com o avanço dos estudos nos EUA e em outros países, é provável que a discussão chegue ao país em breve.

12.617 – Cientistas criam novo tipo de célula-tronco com apenas meio genoma


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Foi gerado pela primeira vez um tipo de célula-tronco embrionária que carrega uma única cópia do genoma humano, e não as costumeiras duas, um desdobramento que poderia levar ao avanço da pesquisa sobre edição genética, rastreio genético e medicina regenerativa.
Derivada do óvulo feminino, as células-tronco geradas pelos cientistas são as primeiras células humanas conhecidas capazes de divisão celular com apenas uma cópia do genoma da célula do progenitor, de acordo com um estudo publicado  no periódico “Nature”.
Espera-se que a descoberta reduza a complexidade para se identificar anormalidades genéticas, o que poderia levar a uma melhor compreensão de muitas doenças, afirmaram os pesquisadores.
Células humanas são consideradas diploides porque elas herdam dois conjuntos de cromossomos, 23 da mãe e 23 do pai. As células reprodutivas do óvulo e do esperma são conhecidas como haploides pois elas contém um único conjunto de cromossomos. Elas não podem se dividir para gerar mais óvulos e esperma.
“O que é fundamentalmente novo é que nós temos células que podem se dividir e se renovar com um único genoma. Isso é simplesmente sem precedentes”, declarou Dieter Egli, do Centro Médico da Universidade de Columbia em Nova York, autor do estudo junto com Nissim Benvenisty, da Universidade de Jerusalém.
Os pesquisadores, incluindo cientistas da Fundação de Células-Tronco de Nova York, identificaram células-tronco haploides capazes de se transformar em muitos outros tipos de célula, como células nervosas, do coração e pancreáticas, mantendo ao mesmo tempo um único conjunto de cromossomos.

15.616 – Viagens no Tempo


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Se existem temas que definitivamente fascinam os produtores de entretenimento, a viagem no tempo é um dos principais, como fica claro em Alice Através do Espelho. No longa, que estreia esse mês nos cinemas, a jovem heroína embarca em um universo paralelo no qual presente e futuro se misturam.
Mas, antes de tentar entrar no espelho da sua casa, vamos investigar esse complexo assunto e descobrir o que é possível nesse roteiro e o que provavelmente nunca vai passar de ficção.
A pergunta que não quer calar: dá para viajar no tempo?
Quem responde é Rodrigo Nemmen, astrofísico, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e pesquisador de buracos negros. “Certamente é possível viajar no tempo, mas somente para o futuro”.
Até hoje, estudos, teorias e cálculos comprovam que isso é factível de duas maneiras: embarcando em uma viagem próxima à velocidade da luz ou sobrevoando uma região onde a força da gravidade seja extrema, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.
Para entender como tudo acontece, precisamos encarar de frente duas das teorias mais inovadoras da física: a Teoria da Relatividade Especial ou Restrita e a Teoria da Relatividade Geral, ambas de Albert Einstein – e, sim, mesmo sendo centenárias, elas continuam a nortear toda e qualquer experiência sobre esse assunto.
Mas antes de alinharmos nosso pensamento às ideias de um dos principais físicos de todos os tempos, precisamos falar sobre o tempo!

Que tempo é esse?
Lição número 1: o tempo NÃO é absoluto. Ou seja, um segundo na Terra não é equivalente a um segundo em qualquer parte do Universo.
Como Einstein chegou a essa conclusão? Observando a velocidade da luz, que é uma constante. Ou seja, mesmo que a luz seja emitida por um objeto em movimento, sua velocidade é sempre a mesma: 299.792.458 m/s.
Relembrando, então, aquela famosa fórmula que aprendemos no Ensino Médio: a velocidade é igual a distância percorrida, dividida pelo tempo. No caso da velocidade da luz (que, como já foi explicado, é constante) a variante é o tempo!

Teoria da Relatividade Especial ou Restrita
Esqueça aquela história de uma supernave que vai viajar a uma velocidade absurda, até transpor um determinado portal e te levar para o futuro. De acordo com a física, o que acontece é que ao viajar próximo à velocidade da luz, o tempo passa mais devagar.
“Suponha que você é um astronauta e viaja no espaço, que é um ambiente sem gravidade, por um ano inteiro próximo à velocidade da luz. Para um observador que está na Terra, terão se passado 70 anos”, exemplifica Rodrigo Nemmen.

Teoria da Relatividade Geral
Nesse estudo, Einstein descobriu que quanto maior é o campo gravitacional de uma região, mais o tempo passa devagar nesse local quando comparado a um campo gravitacional mais fraco.
Isso acontece porque a matéria (energia) é capaz de “curvar” o espaço e o tempo à sua volta. No site do Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais de Araçatuba (INAPE), há um ótimo exemplo que diz o seguinte: imagine o espaço-tempo como um colchão, basta colocar um objeto pesado sobre sua superfície para que ele se curve para baixo. Ou seja, quanto maior a densidade da matéria no tempo-espaço, maior será a curvatura causada e maior será a intensidade da força gravitacional.
“A gravidade em um buraco negro é extremamente forte. Se alguém conseguir orbitar próximo dessa região, sem ser ‘engolido’, o tempo para essa pessoa passará mais devagar do que em relação a uma pessoa que está longe desse ambiente”.
Então, se essas são as duas possibilidades já comprovadas de se viajar para o futuro, por que ninguém foi para lá até agora? Porque não é nada fácil acelerar um ser humano perto da velocidade da luz ou orbitar próximo a um buraco negro!
“Acelerar partículas subatômicas não é um problema para a tecnologia, mas fazer isso com um ser humano demanda uma quantidade colossal de energia que, provavelmente, explodiria o experimento. Isso porque, quanto mais próximo se chega da velocidade da luz, mais energia é necessária”, explica Rodrigo.
Quanto à segunda opção, precisaríamos criar um ambiente onde seja possível manipular a gravidade, outra coisa que não é nada fácil. Ou teríamos que ficar bem próximos a um astro denso. Detalhe: o buraco negro mais próximo da Terra encontra-se a meros mil anos-luz de distância.

Grandes – e velozes – passos para a humanidade
Mesmo sendo algo quase nulo do ponto de vista prático, os estudos e experimentos sobre viagem no tempo não devem parar nunca. “Na ciência, é importante que as pessoas pesquisem os mais diversos temas. Ao explorar os limites da física, como viajar no tempo, é normal esbarrar em becos sem saída. Grande descobertas científicas acontecem quando corajosos vão pelos caminhos menos explorados”, ressalta o professor.
Do ponto de vista científico e tecnológico, dois grandes avanços encheram a comunidade especializada de esperança. O primeiro deles é o Grande Colisor de Hadrons, que é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente no mundo. Trata-se, portanto, de uma espécie de “máquina do tempo” para as pequenas partículas que estão sendo aceleradas ali dentro, explorando a Teoria da Relatividade Restrita de Einstein.
Para dar uma ideia de sua grandiosidade, o colisor começou a ser construído em 1998 e demorou dez anos para ser concluído. O equipamento é enorme e ocupa um túnel de 27 km de circunferência, localizado na Suíça.
O segundo grande avanço aconteceu no início deste ano e refere-se a descoberta das ondas gravitacionais. “É a descoberta científica mais impactante da última década”, constata Rodrigo Nemmen. Ao observar a colisão de dois buracos negros, foi possível comprovar a criação de uma onda capaz de deformar o próprio tempo-espaço, como Albert Einstein previu na Teoria da Relatividade Geral. “Eventualmente, com esses conhecimentos, poderemos aprender uma maneira de deformar o tempo e viajar por ele”, esclarece o professor.

Sem olhar pra trás!
Não podemos dizer que é impossível viajar ao passado, mas nenhuma solução físico-teórica foi encontrada até o momento. Por isso, paradoxos temporais, buracos de minhoca e realidades paralelas são apenas especulações teóricas, sem qualquer tipo de comprovação.

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12.615 – Saúde – Fisiculturista morre de câncer pelo abuso de esteroides e dieta de 10.000 calorias diárias


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Dean Wharmby, 39 anos, de Greater Manchester, Reino Unido, dedicou vários anos de sua vida à melhora de seu físico.
Para ganhar peso ele devorava uma série de junk food e lanches calóricos, além de fazer uso de esteroides. Logo, ele acabou desenvolvendo problemas de saúde, e em 2010, descobriu ter um tumor em seu fígado. Naturalmente ele interrompeu o uso dos esteroides e apelou para a medicina. Apesar de lutar expressivamente contra a doença, o tumor agressivo acabou resultando na morte do fisiculturista.
Conforme reportado pelo Mail Online, Dean chegava a beber até 8 latas de energético por dia para conseguir ganhar peso. Obcecado pelo corpo ideal ele chegava a ingerir diariamente uma dieta de 10.000 calorias, que incluíam hambúrgueres, pizzas e bacon. Além disso, também fazia o uso de anabolizantes com a finalidade de esculpir os músculos.
Após dedicar cinco anos de sua vida a essa rotina, ele descobriu o tumor maligno em seu fígado. No entanto, se recusou a fazer as sessões de quimioterapia, optando por curas espirituais, incluindo reiki. Dean chegava a ingerir até 200 comprimidos naturais por dia. Por um certo tempo, seu corpo até respondeu bem ao tratamento, fazendo o tumor regredir e eventualmente desaparecer.
Curado, ele resolveu retomar seus antigos hábitos. Em 2013, enquanto trabalhava em uma academia como treinador, ele acabou entrando em colapso, precisando ser levado às pressas para um hospital. Assim, no ano seguinte ele voltou ao seu estilo de vida saudável, mas as coisas, novamente, começaram a dar errado. Em novembro, ele estava hospitalizado e os médicos informaram a família que ele tinha apenas três semanas de vida.
O tumor havia crescido de tal forma que era impossível para os médicos operá-lo. Assim, aos 39 anos de idade o fisiculturista acabou morrendo. De acordo com a legista do caso, Lisa Hashmi, a causa direta de sua morte foi uso contínuo de esteroides. Além disso, com o grande consumo de açúcar que ele tinha todos os dias (provenientes da alimentação e das bebidas energéticas), seu corpo foi intoxicado com este excesso, o que propiciou um aumento agressivo do tumor.
Como é de conhecimento geral, o uso de esteroides pode ser bastante prejudicial à saúde. Nos homens pode reduzir a contagem de espermatozoides, causar infertilidade, encolhimento dos testículos, disfunção erétil, calvície, acne e aumento do risco de câncer. Além disso, efeitos colaterais psicológicos também poder ser sentidos, como comportamento agressivo, mudanças de humor, comportamento maníaco, alucinações e delírios.

12.614 – Mega Mito – De onde vem a (falsa) ideia de que o Buda era gordo?


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Teria sido o Buda uma figura realmente rechonchuda, careca e sorridente como as imagens que vemos por aí?
Quem realmente conhece a história do príncipe Sidarta, popularmente dito e escrito simplesmente como Buda, tem em mente uma representação muito diferente (e mais magra). O príncipe da atual região do Nepal, após descobrir uma dor oculta durante décadas, decide se libertar das amarras ilusórias da vida por meio da meditação.
Então, de onde vem essa imagem popular de um buda gordinho? De acordo com os especialistas, ela vem de uma pequena confusão causada por uma homofonia – palavras que possuem sons semelhantes, mas grafias diferentes. Bu-Dai, ou Budai, era uma das formas pelas quais era conhecido o famoso monge budista Hotei, descrito como amigável e bonachão, e, ele sim, era careca e roliço.
O sorridente Budai nasceu em Zhenjiang, no leste da China, no século X, e praticava o budismo zen, doutrina originária do extremo oriente que sintetiza noções do budismo com outras mais antigas do taoísmo. Sua imagem foi escolhida para representar Maitreya, personagem mítico do budismo Zen, que vem para se tornar o novo Buda por meio da meditação tradicional.
Na verdade, é Budai, e não o príncipe Sidarta Gautama, que costumamos ver careca e gordo, às vezes rodeado por crianças, outras vezes carregando poucos pertences e sempre sorrindo.

12.613 – Retro Games – Street Fighter: após 25 anos, são revelados os lutadores da intro do game


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Uma das características marcantes do game Street Fighter está na diversidade e quantidade de personagens oferecidos aos amantes de jogos de luta.
Desde mestres do kenpo e de ioga até militares e ditadores, passando por um leque enorme de personagens, cenários e situações.
No entanto, entre todos os personagens criados pela empresa Capcom para Street Fighter II, existem dois que nunca estiveram à disposição para jogar, apesar de protagonizarem a abertura de cada nova partida: quem são os lutadores que lutam na introdução do jogo?
Hoje, após 25 anos de mistério e anonimato, a Capcom colocou um fim ao enigma, apresentando a todos Max e Scott. A seguir, suas fichas técnicas:
Max, 1.80m de altura, 93 kg. É boxeador peso-pesado e de mau comportamento, o que lhe causou várias desqualificações. É jogador compulsivo e adora as coisas brilhantes.
Scott, 1.90m de altura, 95 kg. É guarda-costas, além de boxeador, e possui uma tendência incontrolável de brigar na rua.

12.612 – Tecnologia – Curiosidades sobre Cabos Submarinos


cabos submarinos
Mais de 300 cabos se escondem hoje no fundo do mar e sem eles não teríamos a internet.
Em 2017, uma rota de comunicação alternativa entre brasileiros e africanos será inaugurada — no fundo do mar. Financiado por uma empresa angolana, o sistema de cabos submarinos está planejado para atravessar o oceano e conectar a cidade de Fortaleza a Luanda, capital da Angola.
Essa tecnologia compreende a maior parte da conexão de dados acessados hoje no mundo e o sinal da internet, telefone e celular não seriam os mesmos sem ela. Conversamos com o CEO da Angola Cables, António Nunes, para desvendar alguns mitos sobre as verdadeiras origens da sua internet:
A conexão de cabos entre países não é assim tão nova
A instalação do primeiro cabo transatlântico para telégrafos começou em 1854 e conectava a Irlanda a uma ilha chamada Terra Nova, localizada no noroeste do Oceano Atlântico. No mapa interativo criado pela TeleGeography, é possível ver a rede de cabos espalhada pelos oceanos.

Instalar um cabo transatlântico custa caro e dá trabalho
A eficiência do sinal fornecido pelos cabos é inquestionável, mas projetos como o SACS (South Atlantic Cable System), previsto para ser instalado em 2017 e ligar Fortaleza com Luanda, na Angola, costumam custar milhões de dólares e exigem cuidados com a instalação.
“Fazemos um processo chamado desktop survey, que analisa a superfície do fundo do mar para decidir o melhor trajeto do cabo”, explica António Nunes, CEO da Angola Cables. Em seguida, o cabo é lançado na água por barcos especiais, tomando cuidado para não atingir corais e outros habitats ecológicos. O equipamento precisa ficar fixo no fundo do mar.

A comunicação pelos cabos é mais rápida do que por satélites
O cabo que pretende conectar Brasil e Angola no próximo ano deve medir cerca de 6 mil quilômetros. É muito menos do que a distância de satélites espaciais: apesar dos satélites de comunicação e cabos de fibra ótica terem sido ambos inventados nos anos 60, os satélites ainda apresentam problemas de latência, o tempo que leva para uma informação viajar de um ponto a outro.

Tubarões já tentaram mastigar sua internet
Evidências de tubarões tentando morder cabos no fundo do mar começaram a surgir em 1987 e vídeos recentes comprovam o inexplicável interesse dos peixes por esse material. O Google, que também financia alguns desses cabos, já chegou a investir em proteção “anti-tubarão”.

12.611 – Neurociência – Cérebro humano tem 16 tipos diferentes de neurônios


neurociencia
86 bilhões: esse é o número de neurônios que existem no cérebro humano. Apesar dessa quantidade imensa, até agora, achava-se que essas células fossem iguais umas às outras. Mas não é bem assim: um estudo da Universidade da Califórnia acaba de revelar que nós temos pelo menos 16 tipos de neurônios. E tudo isso só no córtex – a camada mais externa do cérebro.
A descoberta pode revolucionar o estudo do cérebro, porque mostra que sua estrutura é ainda mais complexa do que se imaginava. Os órgãos do corpo humano possuem tipos distintos de célula, cada uma especializada em uma função – mas nenhum deles possui, só em sua superfície, 16 tipos diferentes.
Os pesquisadores extraíram 3227 neurônios, de seis partes do cérebro de um cadáver humano, e analisaram as moléculas de RNA (ácido ribonucleico) de cada um deles – o que revelou a existência dos 16 tipos diferentes de neurônio. O próximo passo é estudar melhor essas diferenças e tentar entender como (e se) elas correspondem às funções cerebrais.
Se os pesquisadores conseguirem desvendar as funções diferentes das diversas “espécies” de neurônios, poderão criar um mapa do cérebro saudável – o modelo de um cérebro ideal, que definirá o funcionamento perfeito de cada célula. Esse mapa servirá como controle para os médicos diagnosticarem os pacientes de forma mais precisa, com base em evidências físicas (o número de neurônios comprometidos, por exemplo), e não só em sintomas – já que, quando os sintomas aparecem, costuma ser tarde demais para qualquer intervenção médica.

O milagre da multiplicação dos neurônios
A ideia é que, se existem diferenças entre neurônios, as doenças como Alzheimer, Parkinson, depressão e esquizofrenia devem atingir neurônios diferentes – e com a ajuda do mapa, os médicos poderiam tratar melhor de seus pacientes ou, quem sabe, até prever e prevenir essas doenças. Com o tempo, esse guia pode ajudar a colher dados o suficiente para a descoberta da cura de cada mal.
Mas até lá, vai levar tempo: embora os cientistas saibam onde cada tipo de neurônio se agrupa no córtex, eles ainda não conseguiram determinar exatamente quais as funções de cada um desses grupos. Então, os pesquisadores ainda precisam entender melhor as funções de cada “espécie” de neurônio e analisar neurônios de outras partes do cérebro – não só do córtex – para descobrir se existem ainda mais tipos.

12.610 – Colonização de Planetas – As opções mais habitáveis do Sistema Solar


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Sim, se fôssemos sair da Terra, qual seria o melhor lugar para se viver no nosso Sistema Solar? Nenhuma das opções é tão habitável quanto o nosso planeta, mas elas têm a vantagem de ainda não terem sido estragadas pela humanidade. Então é uma questão de pesar risco e benefícios.
Marte
Tem sido a opção número 1 por ser um planeta razoavelmente parecido com a Terra em relação a gravidade, e o fato de ser perto permite uma viagem de até 9 meses. Conta com água sólida nos polos e líquida abaixo do solo, e Sol o bastante para aproveitar energia solar. Não há muita atmosfera, mas ela existe, bloqueando um pouco da radiação solar.
A parte ruim: A vida deve ser restrita a ambientes fechados, porque a atmosfera marciana é extremamente rarefeita, fazendo com que a água evapore em temperaturas muito baixas (menos do que a temperatura do corpo humano). Isso significa que a água no corpo de uma pessoa exposta iria evaporar em pouco tempo, causando uma morte horrível. A radiação ainda é forte demais para uma vida saudável.

Lua
É a opção mais próxima. É possível chegar lá com poucos dias de viagem, tornando a Lua a alternativa mais fácil para aquela fuga rápida do planeta Terra. Também existe a crença de que existe água congelada nos polos, minérios, e Hélio-3, que seria uma boa fonte de energia radioativa.
A parte ruim: sem atmosfera, a Lua é bombardeada por radiação solar. A poeira lunar também se provou um problema sério nas viagens das espaçonaves Apollo. Além disso, há o fato de que, se você realmente quer sumir da Terra, a Lua pode ser perto demais.

Vênus
Em vez de ir para o quarto planeta do Sistema Solar, que tal ir para o segundo? Vênus tem atmosfera, ao contrário de Marte e da Lua. No entanto, a pressão do ar em Vênus em sua superfície é esmagadora (equivalente a quase 1 km de profundidade nos oceanos terrestres), e o calor é insuportável (460° Celsius). No entanto, a NASA já estuda alternativas viáveis que incluem criar cidades voadoras em Vênus, a 50 quilômetros da superfície; nesta altitude, as temperaturas variam entre 0°C e 50°C e a pressão atmosférica é próxima da terrestre.
A parte ruim: se a ideia de viver para sempre em um balão não agrada, o fato de as chuvas serem formadas por ácido sulfúrico, que é fortíssimo e altamente corrosivo, também não é muito atraente. Além disso, o fornecimento de água e metais seria complexa, devido à espessa atmosfera do planeta, dificultando o lançamento e pouso das naves.

Titan
Esta lua de Saturno tem uma vantagem muito clara: energia aos montes. Ela possui oceanos inteiro de metano puro, que é um gás altamente inflamável, mas lá está em estado líquido. A pressão atmosférica é próxima à da Terra (1,4 vezes a pressão), tornando desnecessário o uso de uma roupa pressurizada (mas ainda seria necessário usar uma máscara para respirar). Há nitrogênio e amônia na atmosfera que poderiam ser usadas para fertilizar hortas em estufas e pode haver água sob a superfície. A atmosfera também é espessa o bastante para filtrar a radiação solar.
A parte ruim: Bom, a lua está perto de Saturno, que é muito longe do Sol. O resultado disso é que a temperatura média em Titan é de -180° Celsius. Além disso, a distância em relação à Terra significa que a viagem até lá demoraria vários anos com os sistemas de propulsão atuais.

Callisto
Júpiter tem várias luas, e Europa é a mais famosa, sempre lembrada quando falamos em chances de vida extraterrestre. No entanto, Callisto é interessante por vários motivos. O fato de estar mais distante de Júpiter significa que recebe menos radiação do gigante gasoso. Além disso, já foi observado gelo na superfície da lua, e tudo indica que haja um oceano salgado a uma profundidade entre 50 e 200 quilômetros. A própria NASA já começou a estudar a possibilidade de enviar humanos a Callisto pela sua estabilidade geológica e a possibilidade de transformar o gelo da superfície em propulsor de foguetes.
A parte ruim: também é longe para chuchu da Terra, dependendo de uma viagem de vários anos. A atmosfera também é fina, gerando problemas como na Lua da Terra e Marte. A radiação que recebe de Júpiter é menor do que outras luas jupterianas, mas ainda é maior do que Titan, por exemplo. Além disso, Callisto recebe apenas 4% da luz solar que a Terra recebe, dificultando bastante a captação de energia.

12.609 – Com parceria com EUA, Butantan pode testar vacina contra zika em 2017


vacina zika
O Instituto Butantan fechou uma parceria com o governo dos Estados Unidos e com a OMS (Organização Mundial da Saúde) para desenvolver uma vacina contra o vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A expectativa, segundo o instituto, é que a vacina possa ser testada em humanos já no primeiro semestre de 2017.
O instituto receberá US$ 3 milhões (cerca de R$ 44,1 milhões) da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão do Ministério da Saúde americano para as pesquisas de uma vacina da zika com o vírus inativado.
O repasse financeiro se dará por meio de acordo entre a Barda e a OMS para a expansão da capacidade de pesquisa e produção de vacinas no Brasil. De acordo com a Secretaria do Estado da Saúde, os recursos serão investidos em equipamentos e insumos para o desenvolvimento da vacina contra a doença. O acordo também prevê cooperação técnica entre os especialistas em vacinas da Barda e os pesquisadores do instituto.
Atualmente, pesquisadores do Butantan já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório. Na fase atual, a instituição vai aplicar o vírus inativado em roedores. Os próximos passos envolvem testes de toxidade do produto em animais e análise de uma área industrial para a produção do imunobiológico.

MICROCEFALIA
O Ministério da Saúde divulgou novo boletim no qual o Brasil já registra 1.616 casos confirmados de bebês com microcefalia, quadro geralmente associado à ocorrência de uma má-formação no cérebro durante a gestação.
Desde outubro, quando o aumento de casos de microcefalia começou a ser investigado no país, até 18 de junho, data dos dados mais recentes disponíveis, já foram notificados 8.049 casos de bebês com suspeita da má-formação. O alerta ocorre quando o perímetro da cabeça do bebê é menor do que o esperado. Destes, 62,5% já passaram por exames para confirmar ou descartar o quadro.

INFLAMAÇÃO INTRAOCULAR
Além dos casos de microcefalia associados ao vírus, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto publicaram a primeira descrição de uma inflamação intraocular em adultos causada pelo vírus.
Até então, acreditava-se que o vírus adquirido causasse apenas conjuntivite, que é uma inflamação da parte mais superficial do olho, e que somente a zika congênita (aquela que acomete bebês infectados na barriga da mãe) pudesse gerar lesões oculares mais graves.
Essa também é a primeira vez que o material genético do vírus foi isolado a partir de amostras de líquido de dentro do olho, o chamado humor aquoso, que fica na câmara anterior do órgão.

12.608 – Matemática – Como calcular toda a circunferência do universo visível com a precisão de um átomo de hidrogênio


pi
Vejamos como se dá tal cálculo surrealista:
O diretor e engenheiro-chefe da missão Dawn da NASA, Marc Rayman, foi quem respondeu à pergunta. Inclusive, ele comentou que esta não é a primeira vez que tal questão surge. Ele, quando era criança, fez a exata mesma interrogação durante a sexta série.
Hoje, com doutorado em física e trabalhando na exploração do espaço, Rayman explica para todos nós que não é necessário usar tantas casas decimais do Pi para fazer cálculos precisos.
“Para as fórmulas de maior precisão do JPL, que são para a navegação interplanetária, usamos 3.141592653589793”, escreve ele no site da NASA.
Rayman crê que não existem cálculos fisicamente realistas para os quais sejam necessários incluir mais decimais do que isso.
Para entendermos do que ele está falando, considere a nave espacial mais distante da Terra, a Voyager 1. Ela está a cerca de 20,11 bilhões de quilômetros de distância.
Vamos dizer que temos um círculo com um raio exatamente desse tamanho (ou com 40,23 bilhões de quilômetros de diâmetro) e queremos calcular sua circunferência, que é Pi vezes o raio vezes 2. Usando Pi arredondado para o 15º decimal, como o JPL faz, temos 125,52 bilhões de quilômetros.
“Nós não precisamos nos preocupar aqui com o valor exato, mas sim com o fato de que a margem de erro é minúscula ao não usar mais dígitos do Pi. Em outras palavras, cortando-o no ponto decimal 15, podemos calcular uma circunferência para esse círculo que é muito próxima da realidade. O valor calculado pode estar errado por mais ou menos 3,81 centímetros. Para um círculo mais de 125,52 bilhões de quilômetros, o cálculo é preciso até uma distância talvez menor do que o comprimento do seu dedo mindinho”, argumenta.

O planeta Terra como exemplo
O planeta Terra tem 12.755 quilômetros de diâmetro no equador. Sua circunferência, então, é de 40.072 quilômetros.
Isso é o quão longe você iria viajar se resolvesse dar a volta na Terra, sem se preocupar com colinas, vales, obstáculos como prédios, ondas no oceano, etc.
Quão errado poderia estar seu odômetro se usasse a versão limitada do Pi que o JPL usa? Pelo tamanho de uma molécula. Há muitos tipos diferentes de moléculas, é claro, mas isso já dá uma boa ideia do que estamos falando.
Universo observável x átomo de hidrogênio

Para finalizar a questão, vamos usar como exemplo para um cálculo preciso com Pi o maior tamanho que existe: o universo visível.
O raio do universo é de cerca de 46 bilhões de anos-luz (sendo que um ano-luz tem um valor aproximado de 10 trilhões de quilômetros). Quantos dígitos precisamos para calcular a circunferência de um círculo com um raio de 46 bilhões de anos-luz, com uma precisão igual ao diâmetro de um átomo de hidrogênio (o átomo mais simples que existe)?
Segundo Rayman, a resposta é 39 ou 40 casas decimais. Se você pensar em quão fantasticamente enorme o universo é (muito maior do que você é capaz de imaginar), e depois pensar sobre quão incrivelmente minúsculo um único átomo é (muito menor do que você é capaz de imaginar), não são muitos dígitos do infinito Pi que são necessários para cobrir toda essa gama.
O número sugerido pelo fã da NASA no Facebook, por exemplo, possui muitos mais decimais (mais de 300). Nenhum cálculo preciso no mundo hoje necessitaria disso.

12.607 – Problemas no Olfato


Para grande parte dos animais, o olfato é o mais importante dos sentidos.
Para os humanos, ele não é menos primordial. Sentir o cheiro das coisas é tão importante que somente nos damos conta disso quando nosso olfato, por alguma razão, desaparece. Na maioria das vezes esse processo é lento e a pessoa nem percebe que está perdendo um sentido tão importante. Ao se desconfiar disso, deve-se procurar o médico. Não há tratamento clínico específico, mas um treinamento para recuperação do olfato que ele pode prescrever.
No exame clínico, o médico passa sob o nariz do paciente tiras de papel com cheiro e sem cheiro e pergunta quantos odores diferentes ele sentiu.
Pelas respostas, constata se o paciente está sentindo bem ou mal os cheiros.
O olfato pode desaparecer por traumatismo craniano, tumores na cabeça, cirurgias no cérebro, inalação frequente de substâncias tóxicas e certas disfunções orgânicas que afetam o funcionamento dos órgãos sensoriais.
Uma equipe de especialistas franceses liderada por Thomas Hummel desenvolveu um treinamento em que o paciente cheira frascos com diferentes odores duas vezes por dia, de manhã e à noite, durante pelo menos quatro a seis semanas. Depois desse tempo, o olfato começa a voltar na maioria dos casos. Os que não melhoram são submetidos a um tratamento mais intenso na clínica, com várias sessões de múltiplos cheiros e testes repetidos à exaustão.
Este sentido tem uma particularidade que a visão e a audição não têm: ao contrário das células oculares e auditivas, as olfativas se regeneram.
O treinamento estimula as células nervosas e o centro cerebral responsáveis pela transmissão e processamento da informação vinda das narinas.
É por isso que nosso nariz pode ser treinado para detectar odores, como os de perfumes e bebidas, um trabalho muito bem remunerado nas grandes indústrias do setor.
O custo do tratamento resumese ao médico e aos frasquinhos de vidro ou plástico contendo fitas de gaze com odores estimulantes.
Às vezes, o olfato do paciente volta sem nenhum tratamento.
Em 10% a 20% dos casos, a volta ocorre antes ou muito depois da média. Alguns casos são hereditários e não têm cura. Outros se devem à idade muito avançada e também não têm cura. No restante, a reabilitação se dá entre quatro e seis semanas.
O olfato é fundamental para a qualidade de vida. Sentir a fragrância das flores, o cheiro de sua comida predileta, o perfume da pessoa amada é parte essencial dos prazeres da vida. Sentir o cheiro do gás vazando do fogão ou do peixe que está se estragando é essencial à preservação dela. É pelo olfato que o bebê encontra o seio da mãe e é pelo cheiro da fumaça que fugimos do incêndio enquanto é tempo.
Mas, apesar de tão importante, pouco mais de 5% das pessoas não sentem cheiro nenhum. Sofrem de anosmia, um mal hereditário.
E uma a cada quatro pessoas após os 60 anos também.
Nessa idade, é importante prestar atenção não só à audição e à visão, mas ao olfato. O cheiro vem sempre de um gás. Quando se está cozinhando, o cheiro que se sente é dos gases do alimento e dos temperos liberados pelo calor. Moléculas desses gases entram nas cavidades nasais e as células olfativas localizadas nas mucosas, dotadas de cílios minúsculos, absorvem as partículas de gás.
O nervo olfativo e o nervo trigêmeo levam a sensação ao centro cerebral responsável pelo olfato.O primeiro transporta os odores mais puros, enquanto o trigêmeo transmite mais as sensações desagradáveis, como os cheiros amargos e picantes – por exemplo, do amoníaco e das cebolas.
No cérebro, as sensações são identificadas, classificadas e arquivadas.
É assim que sabemos que um determinado cheiro é de um alimento ou de outro, de uma flor ou de outra, do nosso marido ou da nossa mulher – ou de outros -, da roupa de cama limpa, do bolo de chocolate assando no forno, do cheiro do campo, do mar, do peixe estragado, do estrume do gado e outros.
O ser humano pode distinguir mais de 10 mil cheiros diferentes.
Cada um tem sua própria representação em nosso cérebro, conforme a impressão que nos causou. A maioria dessas impressões é coletada quando temos entre 0 e 3 anos de idade, mas nunca paramos de aprender.
E muitas são eminentemente pessoais: um cheiro pode ser de alguma coisa para um e de outra coisa para outro, pode evocar uma coisa boa para um e má para outro.
Este sentido tem uma particularidade que a visão e a audição não têm: ao contrário das células oculares e auditivas, as olfativas se regeneram
Algumas pessoas perdem o olfato antes de surgirem doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. A perda do olfato é, com frequência, um aviso de mal de Parkinson. O tratamento depende da causa identificada. A retificação do septo nasal é um caso frequente,pois o desvio do septo é uma causa comum de perda do olfato.
Pólipos no nariz também provocam a perda de olfato e podem ser retirados por cirurgia. O diabete não tratado ou tratado inadequadamente também pode ocasionar a perda de olfato, e a recuperação virá com o tratamento efetivo do diabete. Uma gripe tem o mesmo efeito, e o olfato volta depois que é curada.
São raros os casos de anosmia por hereditariedade e quando ocorrem, em geral, afetam as mulheres. São comuns, porém, os casos em que a perda se deve a uma pancada na cabeça, por acidente, queda ou agressão.
Uma pancada forte na parte de trás da cabeça repercute violentamente na parte da frente e pode romper o nervo olfativo, que fica logo atrás da testa
Nos treinamentos de recuperação, pode-se fazer um programa para recuperar primeiramente o nervo trigêmeo e depois o olfativo.
Nesse caso, o paciente receberá para cheirar recipientes contendo os cheiros mais fortes e desagradáveis, como os do amoníaco, da cebola e do alho.
As células reagem ao estímulo multiplicando- se e levando mais informação ao trigêmeo, que por sua vez é estimulado a funcionar mais ativamente.
Nas sessões de treinamento, repetem-se 30 ou 40 vezes os mesmos exercícios. Entre uma sessão e outra, o paciente deve fazer exercícios em casa.
em 2004, os cientistas Richard axel e Linda Buck ganharam o Prêmio Nobel de Medicina pelo trabalho sobre a organização do sistema olfativo.
Há muitos casos em que a perda do gosto se deve à perda do olfato. A pessoa se queixa de que não sente mais o gosto de nenhum alimento e o problema não está nas células gustativas, mas nas olfativas.
O olfato está intimamente associado à degustação e é um fator dominante: sem o olfato, é impossível sentir o gosto real das coisas. O sabor de um abacaxi, por exemplo, depende da interação entre o gosto e o olfato. Sem o aroma, o abacaxi pode ser doce ou ácido, mas não é abacaxi. E assim com qualquer fruta, que será somente doce ou ácida se o olfato for suprimido. Os centros cerebrais da emoção e da memória também atuam em conjunto com o do olfato. Por isso, certos cheiros evocam lembranças de fatos ocorridos há muito tempo em nossas vidas, ou coisas que até já esquecemos, mas ficaram em nosso subconsciente. E, como esses fatos deixaram impressões em nosso centro de emoções, certos cheiros despertam emoções boas ou ruins.
O olfato é , dos nossos sentidos, o mais antigo e o mais ligado às emoções. Quem não se lembra do cheirinho de pão assando no forno da vovó quando vai à padaria comprar pão para o café? E do próprio café, quando na fazenda de sua infância espalhavam os grãos pelo sequeiro e depois o levavam para torrar? Sem essas lembranças, evocadas por aromas fugidios e sutis, uma parte de nossa história é perdida para sempre. O sabor de momentos que gostaríamos de reter como parte de nossa intimidade se vai. Pessoas depressivas têm o olfato menos desenvolvido que pessoas não depressivas, segundo pesquisas realizadas pela psicóloga francesa Bettina Pause.
Não se sabe se isso é causa ou consequência, mas 75% dos pacientes que procuram a clínica de Thomas Hummel sofrem de alguma forma de depressão. Ainda não se sabe se ou quantos se curam da depressão depois de recuperarem o olfato. Mas que vale a pena recuperar o olfato perdido, ninguém duvida.

12.606- Plâncton pode colocar teoria da superioridade humana em xeque


Dois pesquisadores da Universidade de Barcelona publicaram um estudo sobre a perda de genes na evolução, que coloca em xeque a noção da superioridade humana.
A pesquisa foi conduzida pelos professores Ricard Albalat e Cristian Cañestro, do Departamento de Genética, Microbiologia e Estatística e do Instituto de Pesquisa da Biodiversidade da universidade. Os biólogos estudaram o organismo planctônico Oikopleura dioica, um animal marinho minúsculo bastante propenso a perder genes.
Cristian Cañestro explicou, em entrevista ao jornal espanhol El País, que “a maioria dos nossos genes está também nas medusas. Nosso ancestral comum os tinha. Não é que nós tenhamos ganhado genes; eles é que os perderam. A complexidade genética é ancestral”. E Albalat acrescenta: “Não existem animais superiores nem inferiores. Nossas ‘peças de Lego’ são basicamente as mesmas, apesar de construirmos coisas diferentes com elas”.
Dadas as semelhanças entre o genoma humano e o do Oikopleura dioica, esse plâncton é ideal para entender quais são os genes essenciais. Ele mede três milímetros, tem boca, ânus, coração e cérebro, perdeu 30% dos nossos genes comuns, mas não apenas conseguiu sobreviver como sua espécie está em crescimento.

12.605 – Manipulação de Bactérias por Engenharia Genética


bacterias
Bactérias

Através da técnica do DNA recombinante é possível fazer com que um organismo sintetize determinada proteína que ele não produzia, através da inserção de um gene de outro organismo produtor desta proteína. O conjunto de processos que permitem a manipulação dos genes de microrganismos é denominado engenharia genética.
As bactérias são frequentemente usadas na engenharia genética, possuindo assim grande potencial biotecnológico. O hormônio do crescimento, responsável pelo nosso crescimento, atualmente é produzido por bactérias geneticamente modificadas através da engenharia genética. Os custos nesse caso são muito menores do que a extração desse hormônio através do modelo clássico, onde se retirava o hormônio de cérebros de carneiros.
A insulina, hormônio produzido no pâncreas e utilizado no tratamento de diabetes também já é produzida por bactérias modificadas. A bactéria recebe o gene responsável pela produção de insulina em humanos e começa a produzir o hormônio. Esse processo é mais vantajoso do que a extração de insulina feita a partir de pâncreas suíno e bovino, pois possui menos rejeição.
A engenharia genética também possibilitou a produção de anticorpos monoclonais através da clonagem de genes em bactérias. Os anticorpos monoclonais são utilizados no tratamento de alguns tipos de câncer.
Apesar da sua importância, ainda há muita polêmica em torno da engenharia genética, pois inclui modificação de material genético e clonagem. Entretanto, percebe-se que esta técnica é importante, pois permite que organismos, como as bactérias, sejam reprogramados para a produção de substâncias uteis.