13.316 – Memória – 5 exercícios para fortalecer a memória


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Você já deve ter ouvido falar que nossos cérebros são verdadeiros computadores, capazes de armazenar uma quantidade infinita de informações. Mas, na hora de estudar, esse computador parece que já está meio desatualizado: com frequência, você esquece o que estudou no dia anterior, ou não lembra mais o que acontece naquele livro da lista obrigatória que leu no começo do ano.
Não há nada de estranho nisso: esquecer é algo completamente normal para o cérebro. O que você precisa, na verdade, é dar aquela “levantada” na máquina. Mas, ao invés de apenas trocar o HD ou atualizar os programas, como em um computador comum, com o cérebro você precisa fazer as coisas à moda antiga. E o melhor exercício para a memória é… treiná-la! Abaixo, citamos cinco exercícios bastante eficazes se praticados em rotina diária.

Cálculos mentais
Ao longo do dia, treine-se para fazer operações aritméticas simples, mas o mais depressa possível. Se você anda de ônibus ou a pé, procure somar cada algarismo dos números pelos quais você passa na rua: placas de carro, números de prédios, telefones em placas. Isso ajuda a “afiar” a mente, deixando-a mais rápida e ágil. Exemplo:

4 + 3 + 7 + 6 + 9 + 2 + 1 + 8 = 40

3 + 7 + 2 + 8 + 0 + 3 + 5 + 1 = 29

8 + 0 + 2 + 7 + 1 + 5 + 3 + 7 = 33

Recordar objetos e cenas
Esse funciona em qualquer lugar. Observe uma vitrine, uma paisagem, um quadro ou uma revista (o que estiver ao redor), por em torno de 30 segundos. Após isso, oculte a imagem (ou vire de costas) e anote em um papel todos os detalhes que conseguiu lembrar: cores, quais objetos compunham a cena, como estava o céu, posição dos móveis, como estão vestidas as pessoas.
É isso mesmo: arrume jogos de quebra-cabeça e da memória e mãos à obra! Essas atividades ajudam na concentração e exigem que o cérebro exercite a capacidade de associação por imagens e, com o tempo, você ficará mais habilidoso em memorizar onde está cada peça e onde ela deve ser encaixada. Outras opções são jogos como sudoku, palavras cruzadas, dominó e até jogos tradicionais de cartas.

Memorizar citações
Essa dica vai ajudar não só a aprimorar sua memória como a ir bem na redação ou nas provas dissertativas dos vestibulares. Quando estiver estudando, tente memorizar frases, citações de personagens históricos, enunciados gerais de física e química, etc. Ao estudar filosofia e sociologia, anote frases importantes das teorias em um caderno para ler diariamente e relembrar. Além de ajudar a fixar conteúdos, você também terá um ótimo repertório para usar nas provas.

Relembrar o dia
Antes de dormir, feche os olhos e tente relembrar de tudo que aconteceu durante o dia, desde o momento em que se levantou: o que você fez, quem encontrou, quais eram as roupas das pessoas, o que você disse a cada uma.

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13.276 – Instrumentos – O Dinamômetro


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Força é o resultado da interação entre dois ou mais corpos. Essa grandeza é medida em newton (N) de acordo com o S.I.
Um dispositivo que pode ser utilizado para medir a força chama-se dinamômetro.
Este dispositivo é dotado de:
• Estrutura
• Mola
• Gancho em uma das extremidades da mola
• Graduação na estrutura
Em uma das extremidades da mola encontra-se presa a estrutura graduada e em outra extremidade, o gancho, que se localiza fora da estrutura.

dinamometro
O princípio de funcionamento consiste na deformação que a mola sofre em razão da ação de uma força que é proporcional a esta força aplicada, sua intensidade é indicada na graduação existente na estrutura (dinamômetro ideal).
Em algumas feiras, vendedores de peixes utilizam um dispositivo com estas características com a finalidade de medir a massa (massa é dita usualmente como peso) dos peixes vendidos. Massa e peso são grandezas diferentes; uma forma de resolver este impasse é associar à graduação a divisão de cada valor por 9,8 (valor da aceleração da gravidade nas proximidades da Terra), pois aí sim ele estará apto a medir a massa que os peixes possuem em valor aproximado, pois a aceleração da gravidade na superfície terrestre é variável, tornando a massa também variável, e se graduado como proposto (dividindo os valores da escala por 9,8) este dispositivo só mediria a massa em valor aproximado em locais que possuem a aceleração da gravidade igual ou bem próxima a 9,8m/s².

13.261 – Física – O campo magnético da Terra


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É como o campo magnético de um gigantesco ímã em forma de barra, que atravessa desde o Pólo Sul até o Pólo Norte do planeta. Mas é importante lembrar que os Pólos Magnéticos da Terra tem uma inclinação de 11,5° em relação aos Pólos Geográficos. Lembremos também que o Pólo Norte Geográfico também é inclinado em relação à linha perpendicular ao plano da órbita da Terra.

“… Note que o pólo norte magnético é, na realidade, um pólo sul do dipolo que representa o campo da Terra. O eixo magnético está aproximadamente na metade entre o eixo de rotação de rotação e a normal ao plano da órbita da Terra…” HALLIDAY (2004) pg.268.
É interessante salientar que os Pólos Norte e Sul determinados geograficamente são na verdade os pontos onde emergem as extremidades do eixo em torno do qual a Terra gira. O Pólo Norte Magnético considerado é o ponto de onde emergem as linhas de campo magnético mostradas na figura. E o Pólo Sul Magnético é na verdade o ponto para onde convergem as linhas de campo magnético que emergem do Pólo Sul Geográfico. No caso de um ímã, o norte é atraído pelo sul. Ou seja, o norte do ímã apontará para o pólo sul do campo magnético do interior da Terra.
Esse campo magnético do planeta é percebido e utilizado por diversas espécies de animais, como aves migratórias.

13.226 – Internet e Conhecimento – China lançará enciclopédia virtual para concorrer com a Wikipedia


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O governo chinês chamou 20 mil cientistas e acadêmicos do próprio país para criar uma versão estatal da Wikipedia, a maior enciclopédia virtual do mundo. Segundo a agência estatal responsável, a obra ambiciosa, que terá conteúdo de mais de 100 áreas do conhecimento, entrará no ar em 2018.
A plataforma online é novidade, mas a enciclopédia em si, não. Essa é a terceira edição da Enciclopédia Chinesa, cuja primeira edição foi impressa em 1993 após 15 anos de trabalho. Ela tinha 74 volumes físicos.
O projeto prevê 300 mil verbetes de mil palavras cada um. Se tudo der certo, afirma o jornal neozelandês NZ Herald, o resultado final será duas vezes maior que a Encyclopædia Britannica. Do ponto de vista numérico, ela não chegará aos pés da Wikipedia chinesa, com 939 mil artigos.
Essas comparações, porém, são arriscadas. Desde 1974 a Britannica é publicada em três partes: a primeira é reservada a verbetes curtos, de consulta rápida. A segunda, a versões aprofundadas dos principais tópicos mencionados antes. A terceira, a índices e informações sobre os autores.
Essas diferenças tornam uma comparação direta muito difícil – critérios de contagem diferentes trarão resultados diferentes.
Além disso, tamanho não é documento. A padronização do conteúdo e a seleção de boas fontes e colaboradores são essenciais, e, nesse aspecto, a Wikipedia inevitavelmente perde para suas concorrentes de papel mais antigas.

 

13.222 – Ciências Biológicas – O Predatismo


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O Predador

Esse tipo de relação ocorre principalmente em seres carnívoros (leão, lobo, tigre, homem), contudo também entre os herbívoros. Neste caso, com denominação de herbivorismo, bem caracterizado pelo ataque de formigas, gafanhotos ou lagartas a uma lavoura, destruindo velozmente uma cultura.
Dessa forma, o ato predatório do ponto de vista particular, favorece a espécie predadora, enquanto as presas são desfavorecidas. E do ponto de vista ecológico, o predatismo representa um mecanismo que regula a densidade populacional mediante uma cadeia alimentar, controlando a quantidade de indivíduos de uma determinada comunidade.
Contudo, evolutivamente surgiram adaptações desenvolvidas pelas presas utilizadas como defesa à predação, por exemplo, o mimetismo, a camuflagem e o aposematismo (cores de advertência), formas que permitem às presas escaparem de um ataque e assim prolongar a existência de seu genótipo.
É uma relação de grande importância, pois isso garante a transferência da energia captada pelos vegetais (seres produtores) aos demais níveis tróficos das cadeias alimentares. São exemplos de animais herbívoros os bovinos (Bos taurus) e a lagarta do bicho-da-seda (Bombyx mori).
Muitas espécies possuem características que atuam na defesa contra predadores, como tartarugas e jabutis, que se retraem em seus cascos na presença do predador, ou plantas que produzem substâncias tóxicas em pelo menos uma de suas partes, como a mandioca-brava (Manihot utilissima). Suas folhas e raízes são dotadas de substâncias que, quando ingeridas, causam cansaço, falta de ar, taquicardia, agitação e até a morte.

Predação na regulação das populações
Do ponto de vista individual, as espécies predadoras beneficiam-se, ao passo que as presas são prejudicadas. Já do ponto de vista ecológico, a predação é um fator que atua na regulação da densidade populacional, tanto das presas como dos predadores.
Um exemplo do papel da predação no equilíbrio ambiental foi o caso observado no Planalto de Kaibab, nos Estados Unidos, no início do século XX.
O veado da espécie Odocoileus hemionus teve sua caça proibida, ao mesmo tempo que a caça de seus predadores naturais – coiotes, pumas e lobos – foi estimulada. Como consequência disso, a população de veados aumentou rapidamente, indo, em cerca de 20 anos, de 4 mil a 100 mil indivíduos.
Os campos, porém, já não suportavam tantos veados, pois podiam comportar, no máximo, até 30.000 animais. Em resposta a isso, o ambiente não pôde mais fornecer alimento aos veados, pois estes se alimentaram das gramíneas até suas raízes, além de terem pisoteado o solo a tal ponto que já não era mais possível a recuperação das pastagens.
Com a capacidade suporte do ambiente ultrapassada, os veados começaram a morrer de fome e doenças, e o número de animais diminuiu bruscamente. Em cerca de 15 anos, sua população reduziu-se a menos de 10 mil indivíduos, porém, ainda assim o capim não voltou a brotar como antes, uma vez que o solo já estava comprometido.

13.101 – Linguística – De onde veio a Língua Portuguesa?


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Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa “falar à maneira dos romanos”). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituírem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte da Espanha.
As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).

A Evolução da Língua Portuguesa

Destacam-se alguns períodos:

1) Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).

2) Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

3) Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa”. Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como “arte de falar e escrever corretamente”.

13.090 – Mega Sampa Ecologia – A Serra do Mar


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Velha estrada de Santos abandonada

É um maciço rochoso que percorre quase toda a extensão do litoral sul e sudeste brasileiro. Segundo a geologia, a origem da Serra do Mar está relacionada ao evento geológico ocorrido a cerca de 130 milhões de anos atrás e que foi o responsável por separar o super continente da Gondwana formando a América do Sul e a África, e dando origem ao Oceano Atlântico.
Ao se separar do continente africano a placa tectônica sul-americana se chocou com a placa de nazca (do Oceano Pacífico) dando origem a cadeia andina e soerguendo a placa sul-americana na parte oriental, a costa brasileira. Esse soerguimento, ocorrido a cerca de 80 milhões de anos, foi o responsável por expor rochas muito antigas (cerca de 600 milhões de anos) dando início à formação do sistema Serra do Mar – Mantiqueira.
Os intemperismos físicos, químicos e biológicos e a continuação dos eventos geológicos (como o soerguimento do litoral brasileiro que ocorre até hoje) se encarregariam de continuar esculpindo a Serra do Mar.
Com uma extensão de cerca de 1.000 km, a Serra do Mar passa pelo litoral de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e rio de Janeiro recebendo um nome variado em cada local: Serra do Mar, Juréia – Itatins ou Serra da Paranapiacaba em São Paulo, Serra do Itajaí ou Serra do Tabuleiro em Santa Catarina, Serra da Prata, Marumbi, Graciosa ou Ibitiraquire no Paraná e Serra da Bocaina ou dos Órgãos no Rio de Janeiro.
Devido à sua grande extensão e variação de altitudes (de 1200 a 2200 m acima do nível do mar), a Serra do Mar apresenta uma grande variedade de vegetações que vão desde a Floresta Ombrófila Densa até aos Manguezais. Infelizmente, a rápida ocupação do litoral brasileiro e o desenvolvimento das regiões sul e sudeste quase acabaram com essa riqueza de biodiversidade: só no Estado de São Paulo cerca de 90% da vegetação que cobria a Serra do Mar foi devastada.
Uma curiosidade sobre a Serra do Mar: ela continua crescendo. Estudos apontam que o movimento de soerguimento da costa brasileira atingiu uma elevação de 25 metros durante os últimos 300 mil anos.

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12.932 – Chuva – Os Rios Voadores


Chuva sobre areas de cultivo de cana no interior de Sao Paulo.
A chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água, no estado líquido, sobre a Terra. Em quase todos os casos, a chuva se forma nas nuvens, mas em certos lugares, também é possível cair chuva sem a presença de nuvens. E nem toda a chuva que sai das nuvens atinge o solo, pois algumas vezes, ela se evapora na atmosfera bem antes de cair sobre a superfície. Para que a gente possa entender melhor a chuva, vamos examinar o que são as nuvens.
As nuvens podem apresentar diversas formas, que variam dependendo da natureza, dimensões, número e distribuição espacial das partículas que a constituem e das correntes de ventos atmosféricos. Cada nuvem é um conjunto de partículas finas de água (em seu estado líquido) ou de gelo (água em estado sólido) que se encontram em suspensão na atmosfera, uma manifestação visível que resulta da condensação de vapor de água (água invisível, em seu estado gasoso). Uma nuvem pode conter partículas de água líquida ou de gelo em menores ou maiores dimensões, além de partículas procedentes, por exemplo, de vapores industriais, de fumaças ou de poeiras.

O que é precipitação? É diferente de chuva?
A precipitação é qualquer forma de água, seja líquida ou sólida, que cai do céu. Assim, além da chuva líquida que cai na maior parte do Brasil, inclui também granizo e neve.
A chuva se refere apenas à forma líquida das precipitações.
As gotas de chuva, que podem ter um diâmetro de até 6 mm, não seguem a mesma formação que as gotas de água que caem de uma torneira, por exemplo. As menores, com menos de 1 mm de raio, na verdade, são esféricas. As que crescem mais, começam a se deformar na parte inferior, porque a pressão do ar as puxa para cima durante a queda, momento em que começam a conseguir contrariar a tensão superficial que as mantém esféricas.
Quando o raio excede cerca de 4 mm, o buraco interior cresce tanto que a gota, antes de se partir em gotas menores, fica com uma forma que quase parece um paraquedas: a forma de um saco de paredes finas voltado para baixo, com um anel mais grosso de água em roda da abertura inferior. As gotas de chuva são muito maiores do que as gotículas das nuvens e podem ficar suspensas no ar por muito tempo. Como são muito maiores e mais pesadas, as gotas de chuva não ficam suspensas no ar e dão origem à chuva.
Dependendo da quantidade de água que chove e o tamanho das gotas, podemos descrever a chuva como chuvisco, garoa, aguaceiro, pé-d’água, dilúvio, pancada, etc.
O estado de São Paulo é conhecido como terra da garoa, ou do chuvisco, que é um tipo de precipitação que se caracteriza por ter um tamanho de gota de água pequeno, dando a impressão de que as gotas flutuam no ar em vez de caírem. O chuvisco se origina de nuvens relativamente baixas e de pouco desenvolvimento vertical, como as nuvens estratiformes.
Há dois tipos básicos de precipitação: estratiformes e convectivas. As precipitações podem estar associadas a diferentes fenômenos atmosféricos sob diferentes escalas de desenvolvimento temporal e espacial. Por exemplo:
chuvas frontais são causadas pelo encontro de uma massa fria (e seca) com outra quente (e úmida). Por ser mais pesado, o ar frio faz o ar quente subir na atmosfera. Com a subida da massa de ar quente e úmida, há um resfriamento da mesma que condensa e forma a precipitação.
chuvas de convecção são também chamadas de chuvas de verão na região Sudeste do Brasil e são provocadas pela intensa evapotranspiração de superfícies úmidas e aquecidas (como florestas, cidades e oceanos tropicais). Precipitação convectiva é comum no verão brasileiro, na Floresta Amazônica e no Centro-oeste. Na região Sudeste, particularmente sobre a Região Metropolitana de São Paulo e sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, também ocorrem tempestades convectivas associadas à entrada de brisa marítima ao final da tarde com graves consequências sobre as centenas de áreas de risco ambiental. Estas chuvas também são conhecidas popularmente como pancadas de chuva, aguaceiros ou torós.
chuvas orográficas são também chamadas de chuvas de serra, ou ainda, chuvas de relevo e ocorrem quando os ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa, como é normal nas encostas voltadas para o mar. São comuns nos litorais paranaense, catarinense e na Serra do Mar.
A chuva tem papel crucial no ciclo hidrológico. A quantidade de chuva que cai é medida usando um instrumento chamado pluviômetro, de funcionamento simples: a boca de um funil de área conhecida faz a coleta das gotas de chuva e as acumula em um reservatório colocado abaixo do funil. Normalmente, esse recipiente está marcado com uma escala graduada, de forma que o observador pode medir o volume de água acumulado num determinado período, por exemplo, 25 mm por metro quadrado nas últimas 24 horas.
A manutenção do ciclo da água é fundamental para nossas vidas e para a natureza, pois promove a regularidade da temperatura e a água das chuvas abastece os nossos rios e lagos e penetra no solo para irrigar a vegetação. Ela permite a realização de atividades importantes para a sociedade humana, como a agricultura e a pesca, por exemplo.

12 929 – Cientistas tentam descobrir se elevou frequência de ressacas no Brasil


ressaca
Morar pertinho da praia pode ter inconvenientes bem piores do que a ferrugem nos móveis e eletrodomésticos, efeito da maresia. Volta e meia o mar se revolta e invade quiosques e avenidas com suas ondas, causando estragos consideráveis como os vistos recentemente no litoral do Sul e do Sudeste.
Ainda faltam métodos confiáveis de previsão das ressacas e dados que confirmem se elas estão ocorrendo com maior frequência. Por isso mesmo, o fenômeno oceano-meteorológico tem ganhado mais atenção e protagonismo nas discussões e pesquisas climáticas, numa tentativa de compreendê-lo melhor.
O problema é que não há um registro histórico detalhado nem muita informação a respeito das ressacas no litoral brasileiro, segundo Roberto Fontes, professor da Unesp de São Vicente. Daí a dificuldade em dizer se os fenômenos aumentaram em número e intensidade nos últimos anos –seja por causa do aquecimento global ou outras mudanças climáticas.
Uma estatística curiosa é o registro de que, entre eventos chamados de popularmente de “maré alta” e ressacas, 73% dos fenômenos se concentram na década de 2000, de acordo com uma pesquisa de 2008 baseada em acervos de jornais e em bancos de dados de desastres da cidade de Santos, no litoral de São Paulo. em 88 anos observados
Apesar de não existir uma capacidade observacional tão detalhada do clima para saber exatamente o que está acontecendo, para o estudioso do clima e professor da USP Paulo Artaxo o risco é claro. “Todos os modelos climáticos apontam claramente para um aumento contínuo nas ressacas e no nível do mar, que subiu 25 cm nos últimos cem anos.”
Para o físico e professor da USP Belmiro Castro, porém, é prematuro dizer que as mudanças climáticas estão causando um aumento na ressaca. Dentro do complexo sistema climático, o aquecimento global poderia até arrefecer as ressacas, caso reduzisse a intensidade das frentes frias, por exemplo.
A aparente indisciplina oceânica é produto da combinação de dois fatores: a presença de ventos fortes e da altura da maré –fenômeno determinado astronomicamente pelas posições relativas do Sol, da Lua e da Terra.
Os maiores efeitos (ou seja, maiores amplitudes de marés altas) acontecem quando os três astros formam uma linha reta, maximizando a ação da força gravitacional, que move as águas. Isso acontece nas fases de lua nova e de lua cheia.
Descontando os efeitos meteorológicos, a variação da altura do nível do mar é o que o cientistas chamam de um fenômeno determinístico, ou seja, é possível saber com certeza qual será a altura da maré a cada instante.
A preamar (pico da maré alta) e a baixamar (menor nível da maré baixa) se alternam em intervalos de um pouco mais de seis horas. A pior ressaca possível aparece principalmente quando há coincidência de ventos fortes, causados por frentes frias, com as marés cheias.
Para prever as ressacas, o difícil é saber quando a ventania virá. As massas geladas de ar que vão provar ressacas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil se formam na Antártida, ao sul. Ao passarem próximos à costa com grande intensidade –fenômeno que recebe o nome de ciclone extratropical–, os ventos provocam a ressaca.
(Quando os ventos vêm do norte, o efeito geralmente é oposto, diminuindo o nível do mar na costa, explica Castro.)
Não dá para afirmar ao certo quando um ciclone desses passará próximo à nossa costa e quão intensa será a força desses ventos. O que se sabe é que o período de maior incidência é em torno do inverno.
A previsão só funciona bem quando o evento já está bem perto de acontecer, relata Castro, que coordena um laboratório que estuda o tema. Um dos resultados da pesquisa é um mapa de risco que consegue prever, com confiabilidade maior que 80%, uma ressaca com até dois dias de antecedência.

12.811 – Teorias de Conspiração sobre o 11/9


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A Torre 7: o edifício anexo às Torres Gêmeas foi derrubado às 17:20 do dia 11 de setembro de 2001, devido aos efeitos combinados dos escombros provenientes dos edifícios atacados e dos vários incêndios que o fogo vizinho desencadeou no seu interior. Os amantes da conspiração afirmam que se tratou de um colapso controlado, causado por bombas incendiárias e explosivos.
O voo 93: o quarto avião sequestrado durante a trágica manhã caiu sobre a pequena cidade de Shanksville, na Pensilvânia, depois que os passageiros deram início a uma rebelião no seu interior para impedir que os terroristas cumprissem sua missão. Embora não haja nenhuma prova sobre isso, circulam na internet vários boatos de que o voo foi derrubado por um míssil do exército norte-americano.
Ataque ao Pentágono: Há duas teorias conspiratórias em torno do ataque ao Pentágono. A primeira sugere que não foi um avião comercial que se chocou contra a sede do Departamento de Defesa dos EUA, mas um míssil ou um voo não tripulado. A segunda afirma que o atentado foi feito pelo próprio Pentágono e não pela Al-Qaeda, como diz a versão oficial.
A queda das Torres Gêmeas: A teoria mais difundida entre os que duvidam da veracidade do relato oficial sugere que as Torres Gêmeas não caíram por causa do impacto dos aviões, mas devido a diversos explosivos que teriam sido colocados no interior do complexo em cumplicidade com o governo Bush. Todavia, não existe nenhuma prova sobre isso.
Cumplicidade militar: Há muitos boatos de que, para realizar um ataque com a grandeza do ocorrido no 11 de setembro, os terroristas contaram com o apoio secreto do exército dos EUA. Diz-se que uma força militar tão poderosa quanto a norte-americana teria sido capaz de derrubar os aviões sequestrados. No entanto, há provas de que os atentados pegaram as forças armadas de surpresa e por isso elas não foram capazes de impedir as colisões.

12.493 – Mega Personalidades – Quem foi Garcia Lorca?


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Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 18 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.
Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transferiu-se para Madrid, onde fez amizade com artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.
Grande parte dos seus primeiros trabalhos baseia-se em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928).
Concluído o curso, foi para os Estados Unidos e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense. Expressou seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens do Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.
Voltando à Espanha, criou um grupo de teatro chamado La Barraca. Não ocultava suas ideias socialistas e, com fortes tendências homossexuais.
Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.

O assassinato e o corpo
O biógrafo de García Lorca, Stainton, afirma que seus assassinos fizeram comentários sobre sua orientação sexual, o que sugere que ele desempenhou um papel em sua morte. Ian Gibson sugere que o assassinato de García Lorca foi parte de uma campanha de assassinatos em massa que visava a eliminar apoiantes da Frente Popular Marxista. No entanto, Gibson propõe que a rivalidade entre a anticomunista Confederação Espanhola de Direito Autônomo (CEDA) e a Falange foi um fator importante na morte de Lorca. O ex-vice parlamentar da CEDA, Ramon Ruiz Alonso García, prendeu Garcia Lorca na casa de Rosales e foi o responsável pela denúncia original que levou ao mandado de captura emitido.
Tem sido argumentado que García Lorca era apolítico e tinha muitos amigos em ambos os campos republicanos e nacionalistas. Gibson contesta isso em seu livro de 1978 sobre a morte do poeta. Ele cita, por exemplo, o manifesto publicado de Mundo Obrero, que Lorca assinara mais tarde, e alega que Lorca foi um apoiante activo da Frente Popular. Lorca leu um manifesto num banquete em honra do companheiro poeta Rafael Alberti em 9 de fevereiro de 1936.
Muitos anticomunistas eram simpáticos a Lorca. Nos dias antes de sua prisão ele encontrou abrigo na casa do artista e líder membro da Falange, Luis Rosales. O poeta comunista vasco Gabriel Celaya escreveu nas suas memórias que uma vez se encontrou com García Lorca, na companhia do falangista José Maria Aizpurua. Celaya escreveu ainda que Lorca jantava todas as sexta-feiras com o fundador e líder falangista José Antonio Primo de Rivera.
Em 11 de março de 1937 foi publicado um artigo na imprensa falangista denunciando o assassinato de García Lorca: ” O melhor poeta de imperial Espanha foi assassinado”.
O processo relativo ao assassinato, compilado a pedido de Franco e referido por Gibson e outros, ainda virá a tona. O primeiro relato publicado de uma tentativa de localizar o túmulo de Lorca pode ser encontrado no livro do viajante britânico e hispânico Gerald Brenan em “A face da Espanha”. Apesar das tentativas iniciais, como Brenan em 1949, o local permaneceu desconhecido durante a era franquista.

Poesia
Livro de Poemas – 1921
Ode a Salvador Dalí – 1926.
Canciones (1921-24) – 1927.
Romancero gitano (1924-27) – 1928.
Poema del cante jondo (1921-22) – 1931.
Ode a Walt Whitman – 1933.
Canto a Ignacio Sánchez Mejías – 1935.
Seis poemas galegos – 1935.
Primeiras canções (1922) – 1936.
Poeta em Nueva York (1929-30) – 1940.
Divã do Tamarit – 1940.
Sonetos del Amor Oscuro – 1936

12.343 – Conhecimento – Estudo aponta quais são os países mais ignorantes do mundo


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O povo brasileiro parece fazer parte de um gigante que conhece pouco sobre si, segundo um estudo chamado Perigos da Percepção.
O país ficou com a terceira pior colocação num raking que tinha por objetivo saber quanto um povo sabe sobre si mesmo. Os brasileiros mostraram ignorar muitos dados sobre sua própria população em aspectos como idades, índices de imigração e de acesso à internet entre outros, perdendo apenas para o o líder México e a Índia.
O estudo reuniu 33 nações de todos os continentes e foi feito com cerca de mil brasileiros. Para fazer o cálculo, a pesquisa do instituto britânico Ipsos MORo produziu 12 questões e comparou as suposições dos entrevistados com os dados reais. A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 16 de outubro de 2015.

Os brasileiros erraram, especialmente, as perguntas relacionadas à idade da população. Os entrevistados acreditavam que a média de idade dos habitantes do próprio país é de 56 anos, mas o correto é 31. Outra pergunta que os entrevistaram erraram muito foi “a cada 100 pessoas, quantas você acha que têm 14 anos ou menos?”, a média dos palpites foi 39, porém o certo é 24.

O estudo também mostrou que o brasileiro imagina que há mais mulheres na política do que realmente existe. Numa média geral, os entrevistados disseram que 31% dos políticos são mulheres, mas esse número é bem inferior: 14%. Um grande erro foi sobre a porcentagem de imigrantes. As respostas apontavam 25%, mas somente 0,3% da população brasileira é de fora.

Na outra ponta, os países mais conscientes sobre o próprio povo são Coreia do Sul, Irlanda e Polônia.

Veja abaixo o ranking dos piores 20 colocados:

1) México

2) Índia

3) Brasil

4) Peru

5) Nova Zelândia

6) Colômbia

7) Bélgica

8) África do Sul

9) Argentina

10) Itália

11) Rússia

12) Chile

13) Grã-Bretanha

14) Israel

15) Austrália

16) Japão

17) Canadá

18) Alemanha

19) Holanda

20) Espanha

12.102 – Anjo – História e Definição


anjos
A palavra anjo pode ser definida da forma mais ampla possível, conforme a cultura que preserva sua crença. No latim angelus ou no grego angelos destaca-se o papel do ser que anuncia uma mensagem, do que se deduz que ele seria o intermediário entre o Homem e Deus. Em hebraico ele é conhecido como malak; entre os japoneses é intitulado kami; no hinduísmo é o deva; na era ancestral do Irã esta criatura é nomeada Daena ou Fravarti; Sócrates mencionava o Daimon, assim como os antigos gregos se referiam aos Gênios.
Os seres angelicais integram uma vasta hierarquia composta por três tríades. A primeira engloba os Serafins, entidades mais elevadas e íntimas do Criador, as quais irradiam a divindade em sua potência máxima e estão diante do Trono Divino, neles brilha a chama da caridade; os querubins, criaturas enigmáticas, às vezes representadas entre os antigos como figuras metade humanas, metade animais, geralmente apontadas como guardiãs do reino de Deus, plenas de Seu amor; os Tronos ou Ofanins, comumente conhecidos como ‘anciãos’, pois são associados aos 24 idosos que se lançam eternamente aos pés do Senhor, simbolizam o poder sagrado, a humildade e a purificação.
A segunda tríade compreende os príncipes do céu. Às Dominações cabe estabelecer as normas que envolvem as tarefas dos anjos que se encontram abaixo delas na hierarquia, atribuindo-lhes seus respectivos papéis e mistérios nos trabalhos da Criação; elas também comandam o rumo dos países terrenos. As Virtudes têm como função preservar a direção das estrelas para que o Universo não perca sua eterna harmonia; elas conduzem os outros seres na realização de suas missões e mantêm distantes das nações as entidades que ainda percorrem o caminho do mal; estão próximas dos heróis e são as fontes dos milagres.
As Potestades ou Potências são as representantes da ordem divina, as mensageiras da consciência humana, as tecelãs da história da humanidade e de suas memórias coletivas; nelas o Homem encontra tudo que esteja incluso nos pensamentos elevados, desde os ideais até o plano ético. Estes anjos são também os soldados do Criador, protetores dos animais e os responsáveis pela vida e pela morte.
A Terceira Tríade inclui os anjos mais próximos do Homem, e por isso mesmo aptos a orientá-los na jornada material. Os Principados estão submissos às diretrizes traçadas pelas Dominações e Potestades, as quais eles devem enviar às esferas evolutivas subalternas; portam os tradicionais símbolos da angelitude, a coroa e o cetro. Eles zelam pelos municípios, pelas nações e por toda a Natureza.
Os arcanjos ou anjos principais são muito famosos nas Escrituras Sagradas, principalmente por abrigarem os representantes mais conhecidos da Humanidade, Miguel, Rafael e Gabriel. A Igreja Ortodoxa considera mais quatro seres desta categoria, Uriel, Ituriel, Amitiel e Baliel, combatentes que se opõem aos anjos caídos, os Nefilim. Eles atuam como elos de ligação entre Principados e Anjos; são verdadeiramente os mensageiros do Senhor.
Os anjos são as entidades celestiais que estão mais perto do Homem; na escala evolutiva eles se encontram no estágio logo acima do que compete ao ser humano atravessar; em alguns momentos estes seres se revelam à Humanidade, quando são incumbidos de desígnios do Criador; textos hebraicos de tradição mística referem-se constantemente a eles, atribuindo-lhes dons sobrenaturais.
Outras tradições religiosas e culturais também concebem a existência dos anjos; cada uma tem sua própria concepção destas criaturas, distinta da cultivada pelo Cristianismo. Budistas e hindus os vêem igualmente como criaturas cheias de luz; algumas podem comer e beber, além de terem o dom de assumir vestes materiais para se manifestarem. Os islâmicos classificam estas entidades em dois grupos, o dos bons e o dos maus.

12.079 – Mega Estatísticas – Números Chineses


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DADOS PRINCIPAIS

ÁREA: 9.536.499 km²

CAPITAL: Pequim

POPULAÇÃO: 1,4 bilhão de habitantes (estimativa dezembro de 2014)

MOEDA: Iuan

NOME OFICIAL: REPÚBLICA POPULAR DA CHINA (Zhonghua Renmin Gongheguo).

NACIONALIDADE: chinesa

DATA NACIONAL: 1 e 2 de outubro (Dia da Pátria, Proclamação da República Popular da China).

DIVISÃO ADMINISTRATIVA: 22 províncias, 5 regiões especiais (Hong Kong e Macau), 5 regiões autônomas e 4 municipalidades.

GOVERNO: Estado Unipartidário

PRESIDENTE: Xi Jinping
GEOGRAFIA DA CHINA:
MAPA DA CHINA

LOCALIZAÇÃO: leste da Ásia

FUSO HORÁRIO: + 11 horas em relação à Brasília

CLIMA DA CHINA: de montanha (O e SO), árido frio (N, NO e centro), de monção (litoral S)

CIDADES DA CHINA (PRINCIPAIS): Xangai, Pequim (Beijing), Tianjin; Shenyang, Wuhan, Guangzou (Cantão), Nanquim

REGIÃO ESPECIAL ADMINISTRATIVA: Hong Kong

COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: chineses han 91,6%; grupos étnicos minoritários 5,1% (chuans, manchus, uigures, huis, yis, duias, tibetanos, mongóis, miaos, puyis, dongues, iaos, coreanos, bais, hanis, cazaques, dais, lis), outros 3,3% (dados de 2012).

IDIOMAS: mandarim (principal), dialetos regionais (principais: min, vu, cantonês).

RELIGIÕES: sem religião (40,1%), crenças populares chinesas (28,9%), budismo (8,6%), ateísmo (7,5%), cristianismo (9%), crenças tradicionais (4,3%), islamismo (1,6%) – dados do ano de 2013.

DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 145,6 hab./km2 (estimativa dezembro de 2014)

CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0,6% por ano (entre 2010 e 2015)

TAXA DE ANALFABETISMO: 4,9% (dados de 2014).
RENDA PER CAPITA: US$ 7.428 (ano de 2014).

IDH: 0,727 (Pnud 2014) – índice de desenvolvimento humano alto

11.627 – Mega Memória – Navio brasileiro é afundado por submarino alemão na Segunda Guerra em 26-07-1942


No dia 26 de julho de 1942, o navio mercante brasileiro Tamandaré foi atingido por um torpedo do submarino alemão U-66, próximo de Trinidad e Tobago, que causou a morte de quatro tripulantes entre os 52 a bordo. Foi o 13o. navio brasileiro atacado pelos submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. O navio afundou em menos de uma hora, e os sobreviventes foram resgatados por um barco dos EUA. O nome do navio foi uma homenagem ao Almirante Tamandaré, herói nacional e patrono da Marinha de Guerra do Brasil.

11.565 – Geopolítica – Conflitos Irlandeses


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Atentados terroristas não são novidade na província inglesa da Irlanda do Norte, ou Ulster, como é conhecida por lá. Mas os ataques protestantes a igrejas e a casas de católicos, em Belfast, em julho, com a morte de três crianças, e a bomba católica que fez 28 vítimas e 220 feridos em Omagh, em agosto de 1998, foram especialmente amargos. Eles mostraram que não será fácil levar adiante o tratado de paz assinado em 10 de abril, que a maioria esmagadora da população apóia. O acordo deu o Nobel da Paz a John Hume, líder do maior partido católico, e David Trimble, chefe do maior partido protestante.
Aprovado num plebiscito, em maio, com 71% dos votos, o pacto criou o embrião de um futuro governo autônomo – um Parlamento próprio, com 108 representantes, eleitos em julho. Antes, o Ulster só elegia nove deputados ao Parlamento britânico. Na eleição, os partidos favoráveis à paz obtiveram 81% das cadeiras.
Os deputados vão fazer todas as leis, menos aquelas sobre impostos e segurança, que continuarão sendo inglesas. Ao mesmo tempo, vão aprofundar as relações com a República da Irlanda, que tem total independência da Inglaterra, dividindo com ela a administração do transporte, da agricultura e do turismo. Embora semi-autônomo, o Ulster continuará parte do Reino Unido, a não ser que a população opte pela unificação com a República da Irlanda, no futuro. A cada cinco anos haverá eleições.
Ocupada pelos celtas desde 300 a.C., cristianizada no século V e invadida pelos vikings em 795, a Irlanda virou colônia inglesa em 1171. Foi no século XVII que perdeu de vez a tranqüilidade.
1609 – Imigração maciça
A ilha, localizada ao lado da Inglaterra, manteve-se quase que totalmente católica até 1609, quando o rei inglês Jaime I autorizou a colonização em massa por protestantes ingleses e escoceses que, até então, dominavam só 10% das propriedades locais.
1798 – Reação violenta
Ao longo de 200 anos, os católicos foram perdendo terras. Inconformados, revoltaram-se em 1778, criaram brigadas e atacaram os protestantes. A rebelião foi sufocada e a colonização inglesa acelerada. No final do século XVIII, a maioria católica controlava apenas 5% da ilha.
1920 – Novo país
Depois que os conflitos chegaram à beira da guerra, a Inglaterra afinal aceitou dar uma independência relativa à ilha. Os 26 departamentos do sul, onde havia maioria católica, formaram o Estado Livre da Irlanda, que virou República da Irlanda em 1949. Os seis condados do norte, onde predominava a população protestante, continuaram como província inglesa. Essa região é hoje conhecida como Irlanda do Norte ou Ulster.
1998 – Fronteira religiosa
Em Belfast, capital da Irlanda do Norte, os conflitos incessantes levaram, em 1969, à construção de um muro de 3,5 quilômetros de comprimento e 3,5 metros de altura (veja o mapa abaixo) separando o bairro católico Falls do protestante Shankill. A cicatriz da violência permanece até hoje.
1998 – Mistura explosiva
No Ulster, a briga continua porque, embora minoritária, a população católica (38,4%) é quase tão grande quanto a protestante (42,8%) e não aceita fazer parte da Inglaterra. Além disso, há fortes queixas de discriminação anticatólica na região. Resultado: na década de 60 surgiu a luta armada entre as duas facções que, até hoje, fez 3 280 mortos e 37 500 feridos. É muito para uma população de 1,6 milhão de habitantes.
Ira Provisório
Tem 600 membros bem armados e surgiu em 1969, como dissidência do Exército Republicano Irlandês, o famoso IRA, criado em 1866. Do racha nasceu o IRA Oficial, que foi abandonando os atentados e passou a negociar por meio do grupo político Sinn Féin.
Exército Nacional de Libertação da Irlanda
Braço armado do Partido Socialista Republicano Irlandês, criado em 1974 depois de novo racha no Sinn Féin. Tem quarenta militantes e só aceita a paz se o Ulster for anexado imediatamente à República da Irlanda.
Ira Continuidade e Ira Verdadeiro
Os dois filhotes mais novos do IRA Oficial surgiram no começo dos anos 80. São contra a paz e a favor da unificação com a Irlanda. O primeiro tem cinqüenta membros e o segundo, responsável pelo atentado de Omagh, 150.
Protestantes
Força Voluntária Leal
Tem cerca de 300 membros e é contra qualquer acordo com a República da Irlanda. Dedica-se à extorsão e ao assassinato de católicos.
Força Voluntária do Ulster
Com 400 integrantes, exige que o Ulster continue parte da Inglaterra. Esteve por trás dos atentados que mataram três crianças e incendiaram dez igrejas em julho.
União Democrática do Ulster
Seus 200 militantes vêem com antipatia as negociações de paz. Já realizaram ataques contra católicos mas, hoje, entre os radicais protestantes, são os mais moderados.

Mais difícil vai ser manter a paz. Os ânimos estão à flor da pele há três décadas, quando os católicos se rebelaram contra séculos de discriminação. No século XVII os católicos não tinham direito a voto. Até o começo dos anos 70, um protestante que fosse empresário podia votar duas vezes. Hoje, eles ainda controlam a maioria das empresas. E raramente empregam católicos. A Comissão de Emprego do Ulster registra 250 reclamações de discriminação contra católicos por mês. Com tanto ódio, o novo Parlamento terá muito trabalho.

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11.490 – Português – De onde vêm os termos magnífico, excelentíssimo e meritíssimo?


Do latim. Magnífico, que se refere aos reitores de universidades, vem de magnum – imponente, grandioso. Os juízes são tratados como meritíssimo, originário da palavra meritus, merecedor. Subentende-se que seja merecedor de confiança. Já excelentíssimo é um termo mais abrangente. Pode ser empregado para senadores, deputados e até para o presidente. A origem é o termo excellentem, traduzido como “aquele que eleva-se acima de”. Seria uma forma de distinguir alguns indivíduos no meio da multidão. O que não é possível precisar é a partir de quando essas palavras viraram uma forma de tratamento. É certo que foi em Portugal, mas não se sabe em que século. “Não existe dicionário histórico-etimológico da Língua Portuguesa”.

11.485 – Mega Biografia – Anne Frank (12-06-1929 – 12-03-1945)


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Origem: Alemanha, Holanda
Nascida em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha, Anne Frank morou em Amsterdã durante a Segunda Guerra Mundial. Fugindo da perseguição nazista aos judeus, a família se escondeu por dois anos. Durante essa época, Frank escreveu sobre suas experiências e desejos. Ela tinha 15 anos quando sua família foi encontrada e enviada ao campo de concentração, onde ela morreu. Sua obra “O Diário de Anne Frank”, já foi lida por milhões de pessoas.
A vítima do Holocausto Anne Frank nasceu Annelies Marie Frank em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha. Sua mãe foi Edith Frank e seu pai, Otto Frank, um tenente do exército alemão durante a Primeira Guerra, tornando-se depois um homem de negócios na Alemanha e na Holanda. Frank também teve uma irmã chamada Margot, três anos mais velha.
Os Frank eram uma família de classe média alta que morava em um bairro quieto e religioso de Frankfurt. Porém, Anne nasceu em uma época de mudanças na sociedade alemã, que logo iriam interromper a felicidade e a tranquilidade de sua família e de todos os judeus alemães.
No início dos anos 20, a economia da Alemanha estava em péssimas condições, devido ao Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial e impôs muitas sanções ao país. Em 1933, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, antissemita e liderado por Adolph Hitler, tomou o controle do governo.
A família de Anne Frank se mudou para Amsterdã em 1933, e seu pai se tornou o diretor da Dutch Opekta Company. Lá, eles se sentiram novamente livres. Durante o resto da década de 30, Anne viveu uma infância relativamente normal, com muitos amigos, de diversas etnias e religiões.
Mas isso iria mudar em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra Mundial. Em 10 de maio de 1940, o exército alemão invadiu a Holanda, derrotando as forças holandesas apenas após alguns dias de combate. Os holandeses renderam-se em 15 de maio de 1940, e Anne escreveria em seu diário: “Após maio de 1940, os bons momentos eram raros; primeiro tinha a guerra, depois a rendição e então a chegada dos alemães, que foi quando os problemas começaram para os judeus”.
No começo de outubro de 1940, os ocupantes nazistas impuseram medidas antissemitas na Holanda. Os judeus eram obrigados a usar uma estrela amarela de Davi o tempo todo e obedecer a um toque de recolher. Eles também foram proibidos de serem donos de negócios, por isso Otto deu o controle de sua empresa a dois sócios cristãos. Frank e sua irmã foram transferidas a uma escola judia.
Em 12 de junho de 1942, Anne ganhou um diário pelo seu aniversário de 13 anos, e ela escreveu suas primeiras palavras do texto, endereçadas a uma amiga imaginária chamada Kitty: “Espero que eu possa confiar tudo a você, como eu nuca confiei a ninguém, e eu espero que você seja uma fonte de conforto e apoio”.
Semanas depois, em 5 de julho de 1942, Margot recebeu uma convocação para se reportar a um campo nazista na Alemanha. No dia seguinte, toda a família foi se esconder em quartos improvisados em um espaço vazio atrás da empresa de Otto. Eles foram acompanhados do sócio de Otto Hermann van Pels, sua esposa, Auguste, e seu filho, Peter. Alguns empregados de Otto se encarregavam da comida e de levar informações sobre o mundo exterior.
As famílias passaram dois anos escondidas, sem pisar os pés para fora do local. Para passar o tempo, Anne escrevia textos extensos em seu diário. Em alguns, ela colocava para fora todo o seu desespero de estar confinada. “Cheguei ao ponto no qual eu não me importo em viver ou morrer”, ela escreveu em 3 de fevereiro de 1944. “O mundo irá continuar girando sem mim, e eu não posso fazer nada para mudar os acontecimentos”.
Além do diário, Anne tinha um caderno no qual anotava citações de seus atores favoritos, histórias originais e o começo de um romance sobre o seu tempo na Secret Annex, como chamavam o local do esconderijo.
Ida ao campo de concentração
Em 4 de agosto de 1944, um oficial da polícia secreta alemã acompanhado por quatro nazistas holandeses arrombaram o Secret Annex, prendendo todos que ali estavam escondidos. Eles foram denunciados anonimamente e até hoje a identidade do traidor permanece desconhecida. Todos foram encaminhados ao campo de concentração Westerbork, em 8 de agosto de 1944. Após, foram transferidos para Auschwitz, na Polônia, no meio da noite de 3 de setembro de 1944. Quando chegaram, mulheres e homens foram separados, e foi a última vez que Otto viu sua mulher e filhas.

Morte por tifo
Após meses de trabalho duro, Anne e Margot foram transferidas para o campo de concentração Bergen-Belsen, na Alemanha. Sua mãe não foi autorizada a ir junto e, um tempo depois, adoeceu e morreu, em 6 de janeiro de 1945. No campo, a comida era escassa e a higiene péssima. Tanto Anne quanto sua irmã contraíram tifo e morreram com um dia de diferença, em março de 1945. Ela tinha apenas 15 anos, e foi apenas uma das mais de um milhão de crianças judias que morreram no Holocausto.
Otto Frank foi o único membro da família a sobreviver. Ao final da guerra, ele retornou para sua casa em Amstedã, procurando desesperadamente por notícias de sua família. Em 18 de julho de 1945, ele encontrou duas irmãs que conviveram com Anne e Margot em Bergen-Belsen e que repassaram a trágica notícia.

Diário encontrado
Quando Otto retornou para Amsterdã, ele encontrou o diário de Anne, que foi guardado pela sua amiga Miep Gies. Ele teve forças para lê-lo e ficou surpreso com o que descobriu. “Foi-me revelada uma Anne completamente diferente da filha que eu perdi”, ele escreveu em uma carta para sua mãe. “Eu não tinha ideia da profundidade de seus pensamentos e sentimentos”.
Ele publicou, em 1947, algumas seleções do diário da filha em um livro chamado “The Secret Annex: Diary Letters from June 14, 1942 to August 1, 1944”. “O Diário de Anne Frank”, como foi intitulado depois, já foi publicado em 67 línguas. Incontáveis edições, assim como adaptações para o teatro e o cinema, foram realizadas ao redor do mundo, e o livro permanece um dos mais lidos sobre a experiência dos judeus durante o Holocausto.
Apesar de ser uma história trágica, o livro é também uma história de fé, esperança e amor. Em uma passagem, ela escreve: “Eu vejo o mundo sendo transformado em uma selva; eu ouço a chegada de um trovão que, um dia, irá nos destruir também. Eu sinto o sofrimento de milhões. Ainda assim, quando eu olho para o céu, eu sinto que, de alguma forma, tudo irá mudar para melhor, que essa crueldade irá acabar e que a paz e a tranquilidade irão retornar”.
Em 2009, o Anne Frank Center USA lançou uma iniciativa chamada “Sapling Project”, plantando mudas de uma árvore de castanha de 170 anos que Anne amava, em 11 nações do mundo.

11.406 – Biologia – Os Campeões da Longevidade


Hidras
Os seres do gênero Hydra parecem ter tirado a sorte grande na loteria da vida. A maioria dos organismos animais sofre um processo de deterioração que aumenta a possibilidade de morte com o avançar da idade cronológica, chamado de senescência. As células que entram neste processo natural de envelhecimento perdem a capacidade de reprodução e regeneração. Mas isso não acontece com as hidras. Estudos apontam que estes seres são capazes contornar o envelhecimento renovando constantemente os tecidos de seu corpo. Ao que tudo indica, as hidras podem ter escapado da senescência e serem, potencialmente, imortais.

rockfish

Rockfish (Sebates aleutianus)
Eles não vivem para sempre – mas chegam perto. É também uma insignificante apresentação de senescência que garante a esse peixe do Pacífico enorme longevidade. Além de seu marcante tom vermelho, o rockfish tem outras características que o distinguem no reino animal – com uma reduzida taxa de envelhecimento, espécimes deste peixe podem chegar a viver 205 anos na natureza. Nada mal.
Tartarugas Blandingii (Emydoidea blandingii)
Natural da América do Norte, esta tartaruga semi-aquática de queixo amarelo pode ultrapassar a marca de 80 anos. Oito décadas pode não ser sinônimo de “vida eterna”, mas é uma idade respeitável, ainda mais considerando uma particularidade destes seres: uma vez que atingem a vida adulta, as tartarugas Blandingii parecem não envelhecer. Além de terem baixa senescência, estudos indicam que os espécimes mais velhos curtem a vida adoidado e se reproduzem mais que os companheiros mais jovens.
Planárias
São vermes planos que intrigam cientistas por sua alta capacidade regenerativa. Se cortados, transversal ou longitudinalmente, esses bichinhos feios são capazes de regenerar suas partes perdidas, originando vermes completos. Quero ver você fazer isso em casa. Este surpreendente super poder, aparentemente ilimitado, faz com que as planárias sejam consideradas praticamente imortais.

Água-viva imortal (Turritopsis dohrnii)
Esta espécie de água-viva é o “Benjamin Button” do oceano. Encontrado em 1988 pelo então estudante de biologia marinha Christian Sommer, este curioso ser exibiu um comportamento que intrigou o pesquisador alemão: a água-viva se recusava a morrer. Mais que isso, parecia estar seguindo o caminho inverso, tornando-se cada vez mais “jovem”, em uma regressão que a levou de volta à sua primeira fase de desenvolvimento. Pã. Chegando lá, começou um novo ciclo de vida. Duplo pã.
Foi apenas em 1996 que um estudo sobre a reveladora descoberta foi publicado – contrariando o que consideramos o ciclo natural da vida (que inclui a inevitável morte), a Turritopsis dohrnii é capaz de voltar ao seu primeiro estágio de vida em qualquer fase de seu desenvolvimento, escapando da morte e alcançando potencial imortalidade. Não bastasse isso, a espécie ainda é espertinha – pegando carona em cascos de navios, a Turritopsis hoje é encontrada não apenas na região do Mediterrâneo, mas também nas costas de Panamá, Espanha, Japão e Flórida, parecendo ser capaz de sobreviver e se proliferar em todos os oceanos do mundo. Limitações tecnológicas ainda impedem que pesquisadores determinem o que exatamente permite que o bichinho viva para sempre, mas é bom ficar atento: se descobrirem o segredo desta água-viva, isso pode também afetar nossa mortalidade.

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11.210 – Mega Indústrias – A GM


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William C. “Billy” Durant (1861-1947), um comerciante automotivo visionário fundou a General Motors em 1908, no início contando com a reputação de Louis Chevrolet (1878-1941), um engenheiro mecânico famoso por suas habilidades de pilotagem, ele estabeleceu um recorde de velocidade em terra, em 1905, atingindo 111 mph. Durant contratou Chevrolet para corridas promocionais de alta visibilidade.
Em 1910, Durant foi forçado a sair da empresa que ele fundou, mas não seria dissuadido de continuar na indústria automobilística em expansão. Ele se reagrupou com outros parceiros, inclusive Chevrolet, para desenvolver um carro novo. Durant acreditava que a reputação de Chevrolet como piloto ajudaria a vender carros, por isso a empresa levou o seu nome.
A Chevrolet foi fundada em 1911 e seu primeiro carro, o Series C clássico Six, um carro bastante confortável e espaçoso. Seu motor de seis cilindros produzia 40 cavalos de potência e permitiu uma velocidade máxima de cerca de 65 milhas por hora. Foi vendido por $ 2150 ou o equivalente a cerca de 50.000 dólares hoje, quando ajustados pela inflação.
Apesar de seu alto preço, o Chevrolet era bem visto pelo seu estilo, precisão e conforto. Durant também estava produzindo um carro menor, mais acessível chamado Little. As vendas de ambos foram fortes, mas Durant reconheceu a força do campo neste mercado e dirigiu sua empresa nessa direção. O Chevrolet Series C e o Little foram produzidos até 1913. Em 1914, a plataforma básica pouco foi refeita com o Chevrolet Modelo L, e mais tarde naquele ano, o Modelo H foi lançado.
A renovada linha Chevrolet teve sucesso imediato, graças a um preço orientado por valores e um motor de quatro cilindros que provou ser muito durável. Apesar do sucesso inicial da empresa, Durant e Chevrolet divergiam sobre a filosofia de produtos da empresa. O abismo entre eles resultou em Durant comprar a participação de Louis Chevrolet na empresa em 1915.
Design tem sido um dos pilares da Chevrolet e alguns de seus modelos tornaram-se inclusive ícones da cultura pop. As barbatanas crescentes do 1957 Chevy Bel Air sintetizaram o otimismo da era do jato , enquanto o elegante Corvette Stingray 1963 é considerado por muitos historiadores automotivos como um dos carros mais bonitos já projetado até hoje.
Outros modelos tiveram impactos culturais que ressoaram durante décadas. O Camaro , lançado em 1967, trouxe beleza, esportividade e desempenho acessível para os clientes mais jovens. O design inspirado na herança do Camaro de quinta geração, introduzida em 2010, rapidamente se tornou o mais vendido entre os seus principais concorrentes.
No mundo dos caminhões, as inovações de design da Chevrolet ajudaram a impulsionar mudanças e criar novos mercados na indústria. O Suburban foi lançado em 1935 e continua até hoje como o veículo automóvel de maior duração de mercado na história da indústria. O seu conceito de proporcionar maior capacidade de passageiros e de carga manteve-se fiel há 76 anos.
Em 1955, a edição especial Chevrolet Cameo introduziu pára-lamas traseiros lisos pela primeira vez em uma picape de produção em escala. O estilo deu ao caminhão uma aparência fluida, de alto nível, que era muito diferente do design tradicional de outros veículos contemporâneos. Dentro de alguns anos toda a indústria foi transformada para seguir estes mesmos padrões estabelecidos pela Chevrolet.

Opala SS
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