2119-O Pneu


É escolhido em princípios as proporções exatas de borracha natural e sintética e aditivos. As diversas telas de material de reforço são feitas de fio de náilon ou aço, são revestidos de borracha numa prensa de cilindros giratórios, denominada calandra. As partes do pneu são : banda de rodagem, lonas emborrachadas constituem a base da estrutura da carcaça, preparada em outra máquina de tambores giratórios. Sobre esses, são enrolados primeiro as lona e depois os flancos e a banda de rodagem, previamente obtido por trefilação, e também os frisos metálicos. Disforme, o pneumático recebe sua típica forma de almofada insuflando-se ar comprimido em seu interior. A última operação é a estampagem e vulcanização. O pneu é colocado dentro de uma forma de almofada, insuflando-se ar comprimido contra um molde por meio de vapor superaquecido, adquirindo assim seus sulcos e ressaltos característicos. O calos faz a borracha reagir com as substâncias vulcanizadas adicionais no início, dando ao pneu suas especificações definitivas. No pneu convencional. A carcaça é formada por um conjunto de lonas cruzadas, no radial, os cabos são alinhados como raios, em torno dos quais é sobreposta uma cinta de telas. No de lonas cruzadas, os flancos são rígidos, o que lhe tira a aderência nas curvas, ao passo que os flancos mais flexíveis do radial, permitem melhor aderência.
A Vulcanização
Natural ou sintética a borracha crua é de pouca utilidade. Com o frio torna-se dura e quebradiça e no calor tende a derreter e fica pegajosa. Em 1839 o americano Charles Goodyear deixou cair acidentalmente uma mistura de borracha e enxofre numa chapa quente de fogão e verificou melhora. O processo foi batizado de vulcanização em homenagem a Vulcano, o Deus do fogo. Diversas substâncias são adicionadas á borracha para se obter o produto final.
Uma das aplicações mais importantes da vulcanização é na indústria de calçados e indústria automobilística, principalmente na fabricação de pneus.

1778- A Vulcanização:Salvos pelo enxofre


Descoberta no Brasil no século 16, a borracha esperou 3 séculos até ser utilizada em grande escala. Quente ela era mole e grudenta. Fria, dura e quebradiça. O americano Charles Goodyear era filho de um inventor frustrado e ficou obcecado pela idéia de torná-la imune ás variações de temperatura.Passou anos em busca da fórmula certa. Perdeu a saúde, gastou o que tinha e o que não tinha, chegou a ser preso por dívidas, mas não desistiu. Um dia, em 1939, deixou sem querer, que uma mistura de borracha e enxofre encostasse a um fogão quente. Em vez de derreter, a borracha apenas queimou um pouco. Goodyear colocou-a para esfriar, no quintal, e no dia seguinte ela estava perfeitamente flexível. Estava estabelecido o princípio da vulcanização (de Vulcano, o Deus romano do fogo), base de toda a aplicação industrial da borracha.