8858 – Fibrilação – Como fazer o coração pegar no tranco


MEDICINA simbolo

O coração funciona com estímulos elétricos que se propagam pelo músculo causando contração e, depois, relaxamento. “Às vezes, por causa de doença cardíaca, acidentes ou complicações cirúrgicas, o impulso engasga e não chega”, esclarece o professor Noedir Stolf, do Instituto do Coração, em São Paulo. Quando isso acontece, há fibrilação, isto é, o músculo entra em atividade caótica, sem conseguir contrair nem bombear o sangue. Em alguns casos, basta uma pancadinha no peito para eliminar a arritmia. Em caso de parada cardíaca, os médicos usam um desfibrilador, aparelho que dá choques no tórax. O efeito é o de uma pancada forte. O impacto normaliza a falha elétrica, fazendo o impulso ultrapassar a gagueira e chegar aonde deve. Não substitui o impulso, apenas desimpede o seu caminho. A descarga do choque pode ir até 200 joule (unidade de medida de energia) – o suficiente para acender uma lâmpada de 100 watts por 2 segundos. Mas só funciona quando a parada cardíaca é provocada por fibrilação. Quando o impulso elétrico deixa de ser emitido, só medicamentos ou massagens cardíacas podem fazer o órgão voltar a bater.

INCOR – SP

8857 – De ☻lho no Mapa – As Ilhas Canárias


canarias mapa

É um arquipélago espanhol no Oceano Atlântico, ao largo de Marrocos, constituindo uma Região Autônoma da Espanha. A área é de 7 447 km² (décima-terceira Comunidade espanhola em área); a população em 2003 era de 1 843 755, em 2005 quase 2 000 000, correspondendo à oitava região mais populosa. A densidade demográfica é de 247,58 hab/km².
Para além dos vizinhos continentais, as Canárias são também o território mais próximo do arquipélago da Madeira. Capitais: Santa Cruz de Tenerife e Las Palmas de Gran Canária.

O arquipélago das Canárias é constituído por sete ilhas principais, divididas em duas províncias, e várias pequenas ilhas e ilhéus costeiros:
Província de Santa Cruz de Tenerife:
Tenerife;
La Palma;
La Gomera;
El Hierro.
Província de Las Palmas:
Gran Canária;
Fuerteventura;
Lançarote;
Arquipélago Chinijo:
Graciosa;
Alegranza;
Ilha de Lobos;
Montaña Clara;
Roque del Oeste;
Roque del Este.
Há ainda um conjunto de pequenos ilhéus costeiros, penedos e ilhotas (Anaga, Salmor, Garachico).

ilhas-canarias

São conhecidas desde a Antiguidade: existem relatos fidedignos e vestígios arqueológicos da presença cartaginesa na ilha. Foram descritas no período greco-romano a partir da obra de Juba II, rei da Numídia, que as mandou reconhecer e que, afirma-se, por nelas ter encontrado grande números de cães, deu-lhes o nome de “Canárias” (“ilhas dos cães”). São referidas por autores posteriores como “Ilhas Afortunadas”.
Depois de um período de isolamento, resultado da crise e queda do Império Romano do Ocidente, e das invasões dos povos bárbaros, as ilhas foram redescobertas e novamente visitadas com regularidade por embarcações europeias a partir de meados do século XIII.
A sua redescoberta é reivindicada por Portugal em período anterior a Agosto de 1336. A sua posse, entretanto, foi atribuída ao reino de Castela pelo Papa Clemente VI, o que suscitou um protesto diplomático de Afonso IV de Portugal, por carta de 12 de Fevereiro de 1345:
“Ao Santíssimo Padre e Senhor Clemente pela Divina Providência Sumo Pontífice da Sacrossanta e Universal Igreja, Afonso rei de Portugal e do Algarve, humilde e devoto filho Vosso, com a devida reverência e devotamento beijo os beatos pés. (…)
Respondendo pois à dita carta o que nos ocorreu, diremos reverentemente, por sua ordem, que os nossos naturais foram os primeiros que acharam as mencionadas Ilhas [Afortunadas].
E nós, atendendo a que as referidas ilhas estavam mais perto de nós do que qualquer outro Príncipe e a que por nós podiam mais comodamente subjugar-se, dirigimos para ali os olhos do nosso entendimento, e desejando pôr em execução o nosso intento mandamos lá as nossas gentes e algumas naus para explorar a qualidade daquela terra.
Abordando às ditas Ilhas se apoderaram, por força, de homens, animais e outras coisas e as trouxeram com muito prazer aos nossos reinos.
Porém, quando cuidávamos em mandar uma armada para conquistar as referidas Ilhas, com grande número de cavaleiros e peões, impediu o nosso propósito a guerra que se ateou primeiro entre nós e El-rei de Castela e depois entre nós e os reis Sarracenos. (…)”
Nos séculos seguintes, com o consentimento papal e o apoio da Coroa castelhana, organizaram-se várias expedições comerciais em busca de escravos, peles e tinta.
As Canárias converteram-se em ponto de escala nas rotas comerciais com a América e África (o porto de Santa Cruz de La Palma chegou a ser um dos pontos mais importantes do Império Espanhol), o que trouxe grande prosperidade a determinados sectores da sociedade, mas as crises da monocultura no século XVIII e a independência das colónias americanas no século XIX provocaram graves recessões.
No século XIX e na primeira metade do século XX, a razão das crises económicas foi a emigração, cujo destino principal era o continente americano.
No início do século XX, foi introduzida, nas ilhas Canárias, pelos ingleses, uma nova monocultura: a banana, cuja exportação será controlada por companhias comerciais como a Fyffes.
A rivalidade entre as elites das cidades de Santa Cruz e Las Palmas pela condição de capital das ilhas fez com que, em 1927, se tomasse a decisão da divisão do arquipélago em províncias. Atualmente, a capital está dividida entre essas duas cidades.
A economia é baseada no setor terciário (74,6%), principalmente turismo que tem proporcionado o desenvolvimento da construção civil, sendo a origem dos turistas: espanhóis (30%), alemães, britânicos, suecos, franceses, russos, austríacos, neerlandeses, portugueses e de outras nacionalidades europeias.
A indústria é escassa, basicamente agro-alimentícia, de tabaco e de refinação de Petróleo (A refinaria de petróleo de Tenerife é a maior de Espanha). Depois da ocupação do Saara Ocidental por Marrocos, as indústrias de conserva e de salga de pescado desapareceram.
Só esta cultivado 10% do solo sendo a maioria de secano (cevada e trigo), e de regadio uma minoria (tomates, bananas e tabaco), orientados para o comércio com o resto da Espanha e da União Europeia. Também se iniciou a exportação de frutas tropicais (abacate e manga) e flores. A pecuária, principalmente a caprina e a bovina, tem sofrido um importante retrocesso nas últimas décadas.

8856 – Física – O que são os raios cósmicos?


São núcleos altamente energéticos que atravessam o nosso universo. Cerca de 87% dos raios cósmicos observados são núcleos de Hidrogênio. 12% são núcleos de Hélio e os restantes são elementos mais pesados como o Carbono e o Ferro. Os raios cósmicos mais energéticos observados até à data têm uma energia igual à de uma bola de tênis lançada com uma velocidade de 57 m/s. É uma quantidade de energia imensa para um corpo que é cerca de 0,00000000000001 vezes mais pequeno que uma bola de tênis!
A origem dos raios cósmicos de muito alta energia não se encontra ainda esclarecida porque se desconhecem fenômenos naturais que possam acelerar os núcleos às energias observadas. Alguns fenômenos naturais de aceleração de partículas são os ambientes extremos como a explosão de uma estrela. No entanto nem mesmo estes fenômenos chegam para acelerar um raio cósmico às energias mais elevadas que já foram observadas até à data. Este mistério constitui um dos grandes desafios da física: enquanto os físicos teóricos investigam modelos que expliquem as observações feitas, os físicos experimentais procuram criar telescópios que identifiquem raios cósmicos de alta energia com maior precisão.

8855 – Tubarões arrastados pelas enchentes na Austrália surgem em terra Enchente na Austrália


Além dos crocodilos, os afetados pelas inundações no leste da Austrália agora temem também os tubarões, avistados até 30 quilômetros dentro de terra firme no Estado de Queensland.
A rádio ABC informou que vários habitantes do povoado de Goodna viram no sábado dois tubarões touro, e outro apareceu na quinta-feira pelas ruas submersas de Brisbane, a terceira maior cidade do país.
O tubarão touro não frequenta as profundezas e tolera a água doce, por isso que ocasionalmente visita alguns rios. Há registro de ataques contra seres humanos.
Enquanto isso, as autoridades de Queensland confirmam a morte de 17 pessoas, enquanto 12 continuam desaparecidas, após as piores enchentes em meio século.
A Austrália escapou da grande inundação de 70 milhões de anos atrás porque estava 250 metros mais alta do que está hoje.

8854 – Astronomia – Explosão espacial


Na Via Láctea, a cada trinta anos, pelo menos uma estrela monumental, milhares de vezes maior que o Sol, fica sem combustível. Então ela implode, desabando sobre si mesma num desastre indescritível, e vira uma supernova. A luz é tanta que por um instante ofusca os outros 200 bilhões de sóis da Galáxia. Mais violenta ainda é uma outra inundação de energia provocada pela implosão da estrela, que os físicos conhecem pelo nome de onda gravitacional. Ela anda ao lado da onda de luz, mas é de natureza totalmente diversa, pois representa uma vibração do próprio espaço. À medida que passa, engorda ou afina planetas, estrelas e qualquer outra coisa.
O problema é que o efeito de uma onda gravitacional, apesar de ser carregado de energia, é muito difícil de registrar, pois produz alterações muito sutis. Para você ter uma ideia, se uma delas passar por aqui, a distância entre a Terra e o Sol, que é de 150 milhões de quilômetros, vai mudar muito menos do que o diâmetro de um átomo! Por isso, embora já tenha registrado diversas supernovas, a Astronomia continua perseguindo o sonho de capturar sua primeira onda gravitacional. Mas os cientistas se animam cada vez mais.
Pense bem: você acredita mesmo que a Terra atrai a Lua sem estar presa a ela por algum tipo de corda ou de elástico? Será que é mesmo possível puxar ou empurrar um objeto sem realmente encostar nele de algum jeito? Se você desconfia dessa idéia meio marota, e tem vergonha de confessar, saiba que foi duvidando dela que o alemão Albert Einstein previu a existência das ondas gravitacionais em 1915.
Seguindo o raciocínio do gênio, ele inicialmente resolveu que, para o planeta fazer força sobre seu satélite, os dois teriam que se “tocar” de um modo ou de outro. Depois, ele mostrou que os contatos podiam ser feitos por meio de partículas – como se um planeta jogasse pedras no outro o tempo todo. São essas partículas, os grávitons, que formam as ondas gravitacionais, mais ou menos como o movimento da massa de água nos oceanos cria as ondas do mar.
Imagine, então, que o Universo está imerso num oceano de grávitons, infinitas partículas voando de um lado para outro, transmitindo força gravitacional entre todos os planetas, estrelas e galáxias. Normalmente, esse oceano está calmo porque a revoada prossegue sem perturbação. Mas volta e meia a calmaria dá lugar à desordem: se uma estrela gigante explode, desarranja o movimento das partículas e o distúrbio se espalha pelo Cosmo com a velocidade da luz. É a onda gravitacional. Com a distância, o efeito fica mais fraco, o que explica, em parte, a trabalheira dos físicos para detectar os maremotos cósmicos.
Outro problema sério é que nada é mais parecido com um fantasma do que os grávitons: eles atravessam qualquer coisa praticamente sem deixar pistas. Cada um de nós é testemunha disso, pois o peso medido na balança é uma força gravitacional e, portanto, surge da troca de grávitons entre nosso corpo e a Terra. Apesar disso, ninguém sente os grávitons deslizando pelas canelas. Então, como flagrá-los passeando por aí?
O jeito é mesmo surpreender uma onda enorme, um vagalhão de grávitons. Vários detectores estão sendo construídos para registrar a capacidade das ondas de cruzar o Cosmo distorcendo as distâncias, assim como o tamanho e a forma de tudo o que encontram. A alteração ocorre em escala subatômica, mesmo na crista de um vagalhão. Mas, com as novas tecnologias, nem fantasmas vão escapar.

8853 – Pegue o Macacão – Como se troca o pneu de um avião?


Pilotos habilidosos já pousaram pequenas aeronaves sem trem de pouso e até Boeings gigantescos com problemas nas rodas. Mas para que tanta emoção, não é? O melhor é apostar em manutenção constante. “Depois que uma roda passa 6 vezes pelo check-up obrigatório, ela sempre vai para uma revisão geral”, diz um engenheiro gerente-geral de hangar e revisão da Gol.
Pneus dianteiros podem ter até 11 recauchutagens antes de ser descartados, mas os traseiros, que sofrem mais impacto pelo peso do avião, apenas 5. Após 100 voos, chega a hora de trocar o pneu – um processo simples para profissionais, mas que requer muita prática e habilidade.
Não é só estacionar no posto: é preciso isolar a área, calçar as rodas e fechar portas – isso é para evitar que a fuselagem entorte quando o avião é erguido.
O King Kong
A peça-chave para trocar o pneu do avião é um grande macaco hidráulico chamado de malabar. Primeiro, acionado manualmente, ele é só encaixado na aeronave.
O grande truque
Uma mangueirinha passa a pressão interna de um pneu para o malabar – é tanta pressão que ele consegue erguer o avião. Com o avião suspenso, é retirado o pneu que não está conectado.
A grande porca
A porca que segura a roda é solta com a ajuda de um equipamento hidráulico. Recomenda-se tirar a roda com ajuda de um suporte – cada uma delas pesa pelo menos 200 kg.
A nova roda
A roda tem de ser colocada ainda com seu pneu desinflado. Com a roda encaixada e presa, o freio é desativado para verificar se ela gira normalmente. Depois, a porca é presa outra vez.
O novo gás
Com o avião ainda suspenso, o novo pneu é inflado. E não se usa ar comprimido, mas nitrogênio, que não congela na altitude e demora mais a sair do pneu.

8852 -Astronomia-De ☻lho no Hubble


telescópio hubble

Para publicar todas as fotos batidas por tal telescópio, seriam precisos quase 2 milhões de edições de uma revista.
Como prolongar a vida útil de um telescópio sem enviar astronautas para consertá-lo? É o que os engenheiros da Nasa se perguntam atualmente. Desde o acidente com o ônibus espacial Columbia as viagens tripuladas para o Hubble estão vetadas. E o futuro do telescópio é incerto.
• Sem ajustes, é impossível manter o Hubble em órbita. As baterias do telescópio acabarão em breve. Se até lá não for desenvolvido um substituto para o trabalho dos astronautas, o Hubble irá despencar em alguma parte da Terra – sem comando, não será possível nem mesmo dirigi-lo para o oceano.
• As mais de 14 mil formações observadas pelo Hubble revolucionaram o que sabemos sobre o Universo. Há quem dê ao telescópio importância maior que os trabalhos de Galileu. Mas falta muito a descobrir: a Omega Centauri é tão grande que tem apenas um pequeno pedaço no campo de visão do Hubble.
Orbitando a 600 km da Terra, o Hubble tira fotos imunes às distorções provocadas pela atmosfera. São as imagens mais nítidas que o homem já viu do espaço. Graças a essa resolução astrônomos conseguem analisar formações como os glóbulos de Thackeray, que estão constantemente em choque.
• 130 milhões de vezes a distância que a luz percorre num ano. É esse o endereço da galáxia NGC 4650A. Achou longe? Pois isso é pouco para o Hubble, que captou fotos a 12,6 bilhões de anos-luz da Terra. Ou seja, o telescópio flagrou imagens quase tão antigas quanto o Universo, um vovô de 13 a 14 bilhões de anos.
• Um exemplo da importância científica do Hubble: antigamente, acreditava-se que galáxias eram estáveis e pouco dinâmicas. Nesta imagem, duas delas aparecem interagindo. O Hubble nos fez entender que galáxias são como pessoas: normais à primeira vista, mas surpreendentes e estranhas à medida que nos aproximamos.
• Desde o lançamento, em 1990, astronautas faziam atualizações tecnológicas no Hubble. A foto da galáxia NGC 604 foi tirada por câmeras instaladas em 2002. Agora, a Nasa estuda a utilização de robôs para substituir o trabalho dos homens. Parece ser a última chance de manter o telescópio em funcionamento
A Hubble é capaz de absorver 118 mil vezes mais luz do que o olho humano
A Nasa estuda enviar robôs ao espaço para substituir os astronautas.

8851 – Biologia – Nosso ancestral? Esse micróbio?


Um pesquisador francês muda os rumos da discussão sobre a identidade do primeiro ser vivo da Terra, o micróbio fundamental. A hipótese predominante dizia que ele era amigo das altíssimas temperaturas. Agora, o professor Paul Forterre diz que não, o bicho não era tão quente assim.
Por volta de 4 bilhões de anos atrás, a superfície da Terra era um inferno horroroso, assolado por centenas de vulcões ativos e bombardeado por grandes meteoros. Mas isso não impediu que os micróbios aparecessem. Segundo a hipótese mais aceita, eram seres infernais: habitavam fendas fumegantes, por onde jorrava vapor de água carregado de sais minerais. Alimentados pelo caldo forte e aquecidos pelo forno interior da Terra, aqueles seres não precisaram da energia do Sol para viver, ao contrário da grande maioria dos seus sucessores.
Bem recentemente, em 1977, foram descobertos micróbios subterrâneos bem parecidos — e bem vivos. São bactérias: os termófilos (se aguentam bem até 80°C) ou hipertermófilos (chegam aos 110°C). No final do ano passado, descobriu-se mais. Que a quantidade desses amigos do calor é tão grande que, em peso, pode ser maior do que a de todos os outros animais e plantas somados. A descoberta foi pura lenha na fogueira e inflamou ainda mais a hipótese de que nossos ancestrais biológicos ferviam. Os herdeiros encontrados seriam as provas candentes da existência dos antepassados.
Fundamental é achar um tronco para a árvore genealógica de todos os seres, dos insetos às baleias azuis, passando pelas famílias de cada um de nós. São conhecidos três grandes galhos: o das bactérias, o das arqueobactérias e o dos eucariotas. As duas primeiras são bastante semelhantes entre si. Seu organismo é uma célula pequena e sem órgãos internos, nem núcleo nem nada. Por isso, parecem primitivas.
Os eucariotas, o terceiro galho, seriam uma ramificação mais recente. Suas células, de fato, são maiores e têm diversos órgãos internos, como o núcleo — uma bolha de gordura onde os genes ficam guardados. Muitos eucariotas são unicelulares, como as algas, as amebas e os protozoários (um protozoário conhecido é o tripanossoma, causador do mal de Chagas). Mas há os eucariotas multicelulares. Você, que está com essa revista na mão, é um eucariota. A minhoca também é, como todos os animais e plantas.
Foi a partir dessa árvore de três galhos que se chegou a hipótese do ancestral mais tórrido. Por sua simplicidade, as bactérias e arqueobactérias parecem ser as mais primitivas. Além do quê, são amigas do calor. Outro ponto a favor: os fósseis mais antigos já encontrados, com 3,5 bilhões de anos, têm os traços gerais das bactérias, enquanto os primeiros rastros dos eucariotas aparecem há apenas 2 bilhões de anos. Mas a tese pegou fogo mesmo quando passaram a surgir, recentemente, novas descobertas de termófilos e hipertermófilos (bactérias das altas temperaturas, de até 110 graus) habitando as profundezas da terra, muitas vezes embaixo do fundo dos oceanos.
Todos os meses, praticamente, surge um novo representante da escaldante fauna. Em 1994, o microbiologista ambiental Daniel Boone, do Oregon Graduate Institute, de Portland, Estados Unidos, encontrou montanhas de bactérias enterradas sob mais de 3 quilômetros de rochas. Uma delas, apropriadamente batizada Bacillus infernus, é inquilina das fendas de pedra a 60°C. Boone resumiu o argumento da maioria dos cientistas com relação a esses micróbios. “Durante a formação da Terra, a temperatura era muito alta, e assim que ela caiu um pouco, as primeiras células capazes de sobreviver teriam sido as bactérias termófilas.”
O francês Paul Forterre, no entanto, acha prematuro tirar conclusões por aí. Ele reconhece que as bactérias têm uma anatomia simples. Mas, se forem observadas mais de perto, na escala das moléculas, elas não são realmente primitivas: “Elas têm mais ou menos as mesmas engrenagens bioquímicas dos eucariotas.” Forterre trabalha com a idéia de um ser ancestral muito diferente com relação aos que existem hoje.

Planeta dos micróbios
Eles estão na Terra há mais de 4 bilhões de anos; os humanos (Homo erectus) chegaram há 2 milhões de anos, se tanto. Uma idade duas mil vezes menor. Mesmo juntando todos os animais, dos menores vermes às baleias azuis, nenhum está aqui há mais de 500 milhões de anos, quase um décimo da idade dos micróbios. Numa árvore genealógica de todos os seres, o conjunto completo dos animais é um único ramo, e o conjunto das plantas ocupa mais um. São dois ramos num dos três galhos da árvore, o galho dos eucariotas. Todos os outros vinte ramos da árvore são propriedade dos micróbios.
“Já sabemos que há mais diferença entre duas linhagens de micróbios, mesmo filiados ao galho dos eucariotas, do que entre as plantas e os animais, que também são eucariotas”, diz o francês Paul Forterre. Isso significa que há mais semelhanças entre um cidadão comum e uma samambaia do que entre um micróbio e outro.
Forterre sustenta que a ramificação dos seres unicelulares, por volta de 4 bilhões de anos atrás, foi muito rápida. Uma explosão que transformou profundamente o hipotético precursor de todos eles, na visão do cientista. Ele sabe que está andando na contramão.

Em oposição a ele, pesa o fato de que Terra sofreu pesada blitz de meteoros gigantes, entre 4,2 e 3,8 bilhões de anos atrás. Essa descoberta, feita há pouco mais de cinco anos, animou os defensores de um ancestral termófilo, já que a temperatura global da Terra pode ter chegado a quase 100 °C.

Uma árvore para cada hipótese

Hipótese 1
A visão predominante entre os pesquisadores é que os primeiros organismos surgiram mesmo na Terra ardente. Eram antepassados das bactérias (microorganismos que não têm núcleo). Por isso, as bactérias estariam na linhagem principal da árvore genealógica.

Hipótese 2
Na hipótese alternativa nem tudo era castigo, o tempo todo. As células originais acharam um ambiente menos quente para nascer e estavam na linhagem dos eucariotas (microorganismos com núcleo). Nesse ramo, estão os animais, inclusive o homem.

8850 – Medicina – O Fantasma do Infarto


Primeiro vem a dor no peito, forte, profunda, como se o coração estivesse sendo espremido. E a dor não para. Irradia-se para os braços, o pescoço e o queixo. Então vem a falta de ar, a tontura e o suor frio. Os sintomas não enganam. É um infarto.
Todos os anos, 200 000 brasileiros morrem de infarto, a mais temida de todas as doenças do coração. Suas causas são conhecidas: estresse, hábitos sedentários, obesidade, cigarro e comida com excesso de gordura. O problema é a demora para tomar as devidas precauções. Segundo um cardiologista, Maurício Wajngarten, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, cada um é responsável pelo próprio coração. “O paciente é o maior acionista nesse negócio”.
Quando a prevenção falha, a Medicina conta com poderosos recursos para salvar o infartado. As chances de sobrevivência depois do primeiro ataque cardíaco aumentaram de 50% para 95% nos últimos trinta anos, desde que os remédios sejam ministrados nas primeiras seis horas. Mas é melhor não bobear.
O infarto é a doença cardiovascular que mais assusta. É preciso, no entanto, ficar de olho em outras como a hipertensão arterial, a arteriosclerose e a insuficiência cardíaca.

Mega Dicas
A aspirina não só tira dor de cabeça. Ela é boa para o coração também. Como inibe a formação de coágulos no sangue, reduz o risco de infarto. Uma aspirina a cada dois dias é uma boa forma de ajudar a prevenir um ataque cardíaco.
Juventude potencializa os efeitos de um infarto
A morte do deputado Luís Eduardo Magalhães, no dia 21 de abril de 1998, chamou a atenção, de uma forma trágica, para a alta incidência de doenças cardíacas em pacientes relativamente jovens. Um terço das mortes por infarto no Brasil ocorre antes dos 55 anos. O descaso com a saúde faz com que as vítimas sejam cada vez mais jovens.
Luís Eduardo Magalhães, líder do governo na Câmara dos Deputados, tinha 43 anos. Fumava três maços de cigarro por dia, era hipertenso, vivia sob estresse, dormia pouco e, para piorar, tinha predisposição genética a doenças cardíacas. O excesso de exercícios físicos precipitou o ataque. Nessa faixa etária, o infarto costuma ser fulminante, porque o coração ainda não desenvolveu uma rede colateral de artérias, que se forma junto com o entupimento das coronárias. Esses vasos sangüíneos diluem, até certo ponto, o impacto do infarto, o que pode salvar a vida dos pacientes cardíacos mais idosos.
É errado supor que só os homens devem se preocupar com o infarto. É verdade que, até os 50 anos, aproximadamente, são raros os ataques cardíacos em mulheres. Com a menopausa, no entanto, diminui a produção de estrógeno, hormônio feminino que protege o coração. A maior participação das mulheres no mercado de trabalho eleva o estresse entre elas – e também os riscos de sofrer um infarto.

O que acontece em um infarto é tão simples quanto terrível.
O coração morre. De repente, o músculo cardíaco, ou miocárdio, deixa de receber sangue, em conseqüência de um entupimento das artérias coronárias, e uma parte de seu tecido morre. O ataque é súbito, mas a origem é antiga.
É um processo que leva anos. A gordura vai se acumulando na parede interna das artérias, até que um dia consegue interromper o fluxo sanguíneo.
A gravidade do infarto depende do tamanho da área atingida.
Se o bloqueio acontecer em uma das principais artérias, o atendimento médico tem de ser urgente.
Do contrário, é morte certa.

1. O excesso de colesterol leva à formação de placas de gordura (ateromas) na parede das artérias coronárias.
2. O sangue flui cada vez mais devagar com o engrossamento da placa. O coração sente a pouca irrigação sob forma de uma dor, a angina.
3. A placa quebra e, para cobrir a ferida, as plaquetas acodem para formar um coágulo de sangue (trombo).
4. É o coágulo o responsável pela total obstrução da artéria. O sangue, aprisionado, deixa de irrigar o miocárdio.

8849 – Medicina – Agulhada sem Dor


Ninguém gosta de tomar injeção. Mas, se não dá para evitar, que tal amenizar o sofrimento? É o que está propondo uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos. Liderados pelo engenheiro químico Mark Prausnitz, os especialistas fabricaram um adesivo contendo 400 microagulhas de silício, mais finas que um fio de cabelo. Aplicadas em qualquer lugar do corpo, as microagulhas transferem o medicamento – um anestésico ou uma vacina – de um reservatório para a rede de vasos capilares que estão em todas as partes do organismo. Isso sem causar dor nenhuma, pois as microsseringas são curtas e não passam da camada mais superficial da pele, que não tem nervos. “Elas vão mudar a aplicação de drogas”, disse Prausnitz. Mas a hora de dar adeus a pílulas e ampolas não é para já. A novidade, ainda em teste, levará um tempo para chegar ao mercado.

8848 -☻Mega Dicas – Acabe com a Insônia


como-acabar-com-a-insonia-1

POUCO EXERCÍCIO antes de dormir
Não pratique exercícios físicos. Do contrário, a descarga de adrenalina não deixará você pregar os olhos. Se tiver de fazer algum exercício à noite, prefira os aeróbicos, como corrida, natação ou caminhada. Eles fazem você dormir melhor – prolongam o sono de ondas lentas, período de nosso sono considerado o mais profundo e reparador.
Dormir de barriga cheia prejudica a digestão. Coma até duas horas antes de ir dormir, e faça refeições leves. Alimentos com carboidrato estimulam a produção de serotonina, hormônio que abre caminho para o sono. Já proteínas dificultam a liberação da serotonina. Boas opções: frutas, massas e saladas.
Entre no chuveiro pelo menos duas horas antes de ir dormir. E fique lá, sob água morna, de 15 a 20 minutos. O calor relaxará seus músculos. Na saída do banho, o resfriamento do corpo deixará você sonolento. ARRUME O QUARTO Quanto mais escuro o ambiente estiver, melhor. A melatonina, hormônio que induz ao sono, só é produzida no escuro.

DURANTE A MADRUGADA: SAIA DA CAMA
Espere no máximo 30 minutos para pegar no sono. Se passar disso, vá para a sala e faça algo relaxante, como ver TV. Só volte para o quarto quando estiver sonolento. Cama foi feita para dormir – se você se acostumar a ler ou trabalhar nela, seu cérebro pode associá-la a estar acordado.

8847 – Terráqueos ou Marcianos? Teoria sugere que a vida na Terra teria vindo de Marte


Falando ontem (29- 08-2013) a uma plateia de cientistas em uma conferência em Florença, na Itália, Benner sugeriu que, por incrível que pareça, os primeiros passos da vida, a partir de química simples, teriam sido dados muito mais facilmente no planeta vermelho, 4 bilhões de anos atrás, do que na Terra.
Benner é um dos defensores da hipótese conhecida como “mundo de RNA”. Trata-se da resposta mais aceita ao clássico dilema de Tostines no que diz respeito à origem da vida: o que vem primeiro, o material genético, que guarda as receitas das proteínas que fazem tudo no interior dos organismos, ou as proteínas, que tocam o metabolismo adiante e são a razão de ser do material genético?

Hoje, a principal molécula guardadora do material genético, como todos nós conhecemos, é o DNA. Todas as criaturas vivas têm seus genomas confortavelmente conservados em longas moléculas dele.

Contudo, no passado, o RNA — que hoje serve principalmente para fazer o leva-e-trás da informação contida no DNA — pode ter sido o protagonista da festa. Por quê? Ocorre que os cientistas descobriram que, em certas circunstâncias, ele pode agir ora como uma proteína, estimulando reações químicas (ou seja, realizando metabolismo), ora para servir como guardador da informação genética (como, inclusive, faz para alguns vírus até hoje). Resolvendo os dois problemas ao mesmo tempo, ele seria o primeiro passo natural da vida, sem exigir a formação de duas coisas diferentes (DNA e proteínas) simultaneamente.
Daí a ideia de que o livro da vida teria como seu capítulo inicial o “mundo de RNA”.
Benner se especializou nos últimos anos no estudo de processos que podem partir de moléculas simples e chegar à síntese de RNA. Seu trabalho é tão reconhecido que o paleontólogo americano Peter Ward chegou a chamá-lo de “mestre-cuca do RNA”.

Em suas pesquisas, Benner se deparou com dois paradoxos. O primeiro é o de que, quando você junta moléculas orgânicas e as coloca para reagir, você não cria vida — de RNA ou de qualquer outro tipo. “O que você tem é algo como piche, óleo ou asfalto”, diz.
Aparentemente, há alguns elementos químicos que, colocados na mistura, impedem que esse processo de degradação aconteça, entre eles boro e molibdênio. “Análises de um meteorito marciano recentemente mostraram que havia boro em Marte. E agora acreditamos que a forma oxidada do molibdênio também estava lá”, complementa.
O segundo paradoxo tem a ver com a água. Ela é essencial à vida, mas faz um estrago danado quando RNA é exposto a ela. Benner aponta que, embora houvesse água no passado de Marte, ela existia em quantidades bem menores.
Ou seja, transferindo o mundo de RNA da Terra para Marte, Benner parece estar resolvendo alguns dos maiores desafios químicos para a origem da vida. Usando boratos para impedir a tendência de os compostos orgânicos simples virarem piche, e molibdatos (versões oxidadas do molibdênio) para rearranjar as moléculas capturadas pelos boratos, Benner e seus colegas obtiveram ribose. “O R do RNA”, diz. “E estamos usandos ambientes desérticos para administrar a instabilidade intrínseca do RNA em água.”
Em compensação, Marte parece ter sido o ambiente ideal para essas reações. “Cerca de 3,5 bilhões de anos atrás, toda a química que propomos poderia ter acontecido em Marte”.
Mas como a vida vai de um planeta a outro? Ela pode pegar carona em meteoritos. Um asteroide colide com Marte, atira material marciano — com criaturas vivas — para o espaço. Esses pedregulhos ficam flutuando sem rumo pelo Sistema Solar até que caem na Terra.
Acontece direto. Aconteceu com o ALH 84001, meteorito que ficou famoso depois que um grupo de pesquisadores da Nasa, liderados por David McKay, disse ter encontrado sinais de bactérias marcianas antigas nele. (Hoje, a maior parte da comunidade aposta que os cientistas comeram barriga. Benner também não compra a versão dos micróbios marcianos, embora ressalte que “ausência de evidência” não é “evidência de ausência”.)
Um dos pesquisadores que estudam a resistência de organismos vivos a viagens espaciais involuntárias como essa é Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas. Embora ele acredite na viabilidade da panspermia (teoria que fala na transferência de organismos de um planeta a outro), o brasileiro é cauteloso quanto às afirmações mais arrojadas de Benner.
“É algo que ainda precisaremos provar”, diz. “A ideia ganharia muita força se detectarmos, com uma sonda como a Curiosity, uma grande quantidade de moléculas precursoras da vida em Marte, que tenham sobrevivido à destruição pela radiação UV e pelos raios cósmicos.”

8846 – Cientistas criam cérebros humanos em miniatura com células-tronco


Uma equipe de cientistas europeus desenvolveu pequenos cérebros humanos, de quatro milímetros de diâmetro, o equivalente a um cérebro de um feto com nove semanas, a partir de células-tronco pluripotentes que ajudarão a aprofundar o estudo de doenças neurológicas, divulgou a revista científica Nature.
Estes órgãos artificiais, frutos de uma pesquisa conjunta da Universidade de Bonn, na Alemanha, e do Instituto de Biotecnologia Molecular de Viena, na Áustria, serão usados para estudar as patologias e o desenvolvimento do cérebro.
A complexidade do cérebro humano sempre foi uma barreira para o avanço da pesquisa das doenças neurológicas, por isso era “necessário um sistema celular que simulasse as complexas características do órgão para estudá-lo em profundidade”, diz o alemão Jürgen Knoblich, chefe do projeto. “Esta abordagem pode superar algumas das limitações que encontramos quando realizamos experimentos com o cérebro de animais, pois eles não compartilham as mesmas peculiaridades do cérebro humano.”
Estes microcérebros, que incluem o córtex cerebral que cobre os dois hemisférios, são formados por diferentes tecidos dispostos em camadas, e a organização guarda muitas semelhanças com a de um cérebro nos períodos mais avançados de desenvolvimento.
Para demonstrar a utilidade deste sistema celular, os cientistas analisaram diferentes doenças neurológicas que acontecem quando o cérebro se encontra em pleno desenvolvimento, como a microcefalia. Este transtorno neurológico, que não tem tratamento, faz com que o tamanho da cabeça das pessoas afetadas seja consideravelmente menor em relação a idade e sexo.
A partir de células-tronco pluripotentes, a equipe acrescentou ao sistema inicial uma série de células de pacientes com microcefalia para obter um cérebro característico de uma pessoa com a doença.
Os cientistas perceberam que nos cérebros com esta doença as células precursoras dos neurônios deixavam de proliferar cedo demais, um defeito que poderia explicar algumas das causas da microcefalia.
Estes pequenos órgãos artificiais não apresentam as funções mentais de um cérebro humano normal, apesar do grupo de cientistas não descarta progredir nesse sentido, e também se aprofundar em outros tipos de doenças neurológicas.

Glossário:
CÉLULAS-TRONCO
Também chamadas de células-mãe, as células-tronco podem se transformar em qualquer um dos tipos de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Dada essa versatilidade, elas vêm sendo testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.

CÉLULA-TRONCO EMBRIONÁRIA
Formada no blastocisto, aglomerado de células que forma o feto. Por ter o ‘objetivo’ de ajudar na criação e desenvolvimento de um novo organismo, pode se diferenciar em praticamente todos os tecidos do corpo

CÉLULA-TRONCO PLURIPOTENTE INDUZIDA
Célula adulta especializada que foi reprogramada geneticamente para o estágio de uma célula-tronco embrionária. Pode se transformar em qualquer tecido do corpo. Uma célula somática (não envolvida diretamente na reprodução), como a da pele, pode “voltar” a um estágio similar ao de célula-tronco embrionária pela adição de alguns genes.

8845 – Religião & Filosofia – Escritores da Literatura Espiritualista


O espiritualismo se trata basicamente de filosofias e religiões que têm em comum a crença na existência da alma como fator essencial que move e sustenta o real, e também sua emancipação, liberdade e prioridade sobre a dimensão material. Segundo essa concepção, o homem traz em si uma alma eterna, chama da existência, a qual dá sentido a sua jornada pelo mundo da matéria e pelo Universo. Este elemento se distingue claramente da esfera material e do corpo físico. Além disso, as doutrinas espiritualistas admitem a presença da Divindade como fonte criadora e força que rege o Cosmos e toda a criação. E crêem em valores de natureza moral e espiritual. A literatura que traduz esse pensamento remonta a tempos ancestrais. A Bíblia é um dos livros mais antigos da humanidade e é o mais vendido de todos os tempos. O Antigo Testamento é rico em narrativas e metáforas, e há várias referências à interação com os mortos. A Odisseia, de Homero, retrata também a fé na alma que sobrevive à morte do corpo e no universo homérico as almas dos que se foram habitam o Hades. Uma das principais vertentes deste gênero literário é a literatura espírita, a qual dissemina os conceitos presentes na doutrina espírita, estabelecida por Allan Kardec. Várias obras desta natureza são ditadas por autores da espiritualidade através da psicografia.

O maior best seller de todos os tempos
O maior best seller de todos os tempos

Autores e Obras da literatura espiritualista
Bíblia Sagrada. Escrita por pelo menos 40 autores.
Homero: Ilíada; Odisseia.
Allan Kardec: O Livro dos Espíritos; O Livro dos Médiuns; A Gênese; Obras Póstumas; O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno; Revista Espírita; O Que é o Espiritismo?; O Principiante Espírita.
Augusto Cury: O Futuro da Humanidade; O Mestre Inesquecível; O Mestre do Amor; O Mestre da Vida; O Mestre da Sensibilidade; O Mestre dos Mestres; Os Segredos do Pai-Nosso; Maria, a Maior Educadora da História.
Francisco Cândido Xavier: Parnaso de Além-Túmulo; Cartas de uma Morta; Crônicas de Além-Túmulo; Há Dois Mil Anos; Lira Imortal; 50 Anos Depois; Paulo e Estevão; Renúncia; Nosso Lar; Libertação; Os Filhos do Grande Rei; História de Maricota.
Divaldo Pereira Franco: A Busca da Perfeição; A Lenda do Esconderijo Seguro; A Mensagem do Amor Imortal; Conflitos Existenciais; Constelação Familiar; Do Abismo às Estrelas; Em Algum Lugar do Futuro; Garimpo de Amor; Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda.
Padre Fábio de Melo: É Sagrado Viver; Orfandades – O Destino das Ausências; Tempo de Esperas – O Itinerário de um Florescer Humano; Cartas entre Amigos: Sobre Ganhar e Perder (com Gabriel Chalita).
Padre Marcelo Rossi: Kairós – O Tempo de Deus; Ágape; Agapinho.
Padre Reginaldo Manzotti: Feridas da Alma; Tempo Quaresmal; Superando Desafios; Um Mês em Oração; 10 Respostas que Vão Mudar a Sua Vida.
Dalai Lama: Amor, Verdade, Felicidade: Reflexões para Transformar a Mente; Bondade, Amor e Compaixão; Caminho para a Liberdade; Contos Populares do Tibet; O Livro da Sabedoria; Meditações; Princípios de Vida.
Frank Peretti: Este Mundo Tenebroso; Profeta; O Pacto; Fim do Jogo; The Visitation; Monster; Illusion.
David Wilkerson: A Cruz e o Punhal; Como Receber Mais de Jesus; A Última Advertência; God`s Plan to Protect His People in the Coming Depression; David Wilkerson Exhorts the Church.
Fernando Vieira Filho: Cure suas Mágoas e Seja Feliz!

8844 – De ☻lho no Mapa – O Norte da África


norte-da-africa

Muitos nomes são utilizados para se referir à região norte do continente africano: África Branca, África Setentrional, África do norte e Norte d’África. Essa área, oposta à África Negra (nações do sul), é composta pelos seguintes países: Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos. Porém, além destas nações, a ONU (Organização das Nações Unidas), através de seu Departamento de Estatísticas, ainda inclui o Sudão e o Saara Ocidental como componentes do Norte da África.
Entre os territórios que formam o Norte da África, todas as nações são membros atuantes da Liga Árabe. Além disso, Mauritânia, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos fazem parte da União do Magrebe Árabe, que é um tratado de integração e ajuda mútua entre as economias da região.
Antes de ser considerada África Branca, essa região foi originalmente habitada por africanos de pele negra. De acordo com alguns historiadores, isso pode ser comprovado pela presença da arte rupestre difundida no Saara. Somente as áreas do Baixo Egito e do Magrebe eram habitadas por africanos brancos. A prova disso é a utilização dos idiomas camito-semíticos para a comunicação desta etnia.
Após o processo que desertificou o Saara, os negros africanos migraram para a região sul do continente pelas costas ocidental e oriental. Após o período que compreende a Idade Média (entre os séculos V e XV), a região ficou sob controle dos otomanos, com exceção das terras que hoje pertencem ao Marrocos. Ao final do século XIX, França, Reino Unido, Itália e Espanha foram os principais colonizadores da área norte da África, com destaque para as duas primeiras nações.
Com a dificuldade de travessia no território desértico da África do Norte, o intercâmbio com a África subsariana quase não existiu durante séculos. Naquele período, as transações entre as duas regiões eram somente de caráter comercial, realizadas através do rio Nilo e por meio das costas oriental e ocidental. Este panorama perdurou até o início do processo de expansão do islamismo e dos povos árabes.
No que se refere à geografia da região, o Norte da África ocupa áreas como a faixa que segue o Mediterrâneo. O clima da localização é úmido e ameno, sendo que a parcela do sul do território pega parte do deserto do Saara. Localizada em parte do Egito, a península do Sinai encontra-se um uma placa tectônica árabe e, por isso, também faz parte do continente asiático. Desta forma, o Egito é categorizado como uma nação transcontinental do Norte da África.

8843 – Energia – Capacidade fotovoltaica global


Segundo o Worldwatch Institute há um intenso crescimento da implementação de fontes renováveis – o consumo de energia solar alcançou elevação de 58% e a eólica de 18% somente no ano de 2012. Os painéis fotovoltaicos representam 100 GW instalados. No mesmo ano, houve uma queda de investimentos no setor de energia fotovoltaica em escala global, porém, em virtude do uso de sistemas conectados em rede, o crescimento do consumo de energia solar foi de 60% ao ano desde 2005.
Analisando o relatório Estado Global das Renováveis 2012, realizado pela REN21, cerca de 30 GW foram adicionados na capacidade fotovoltaica global no ano de 2011. No ano de 2010, a capacidade instalada adicional era de 17 GW. Em 2012, tínhamos elevado a capacidade global para 70 GW, equivalente a 98% do total dos sistemas conectados à rede.
No final do ano de 2012, a capacidade solar FV total representava 10 vezes mais em comparação com a capacidade registrada em 2007, quando a capacidade era menor que 10 GW; em cinco anos, tivemos um aumento de 900% na capacidade. Em 2012, os investimentos financeiros em energia solar atingiram os 140,4 bilhões de dólares, 11% menos em comparação com 2011.
O consumo global de energia solar registrou crescimento de 58% em 2012. O continente europeu ainda consome grande parte dessa energia, no mesmo ano consumindo 76% de toda a capacidade. A Alemanha é o principal consumidor, demandou 30% do total de energia solar produzido em 2012. Porém, na Europa, dois países diminuíram os incentivos para a energia solar, a Itália e a Espanha.
Segundo a chefia em Energias Sustentáveis do Worldwatch Institute:
“Apesar de incertezas políticas ainda ameaçarem o crescimento solar e eólico, essas tecnologias estão posicionadas para continuar se expandindo (…) . O declínio nos preços das tecnologias solares, apesar de um risco para os atuais fabricantes, está ajudando a energia solar a alcançar a paridade em muitos mercados. Também a queda do custo de operação e da manutenção das usinas, está deixando a eólica competitiva com relação as fontes convencionais”.

8842 – Como funciona a mochila a jato?


Trambolho...vencer a gravidade de modo prático, fácil e eficiente ainda é um desafio
Trambolho…vencer a gravidade de modo prático, fácil e eficiente ainda é um desafio

É um trambolho.
Há dois modelos de jetpack (“mochila a jato” em inglês) para voos pessoais – um deles a jato e outro a hélice. Desde os anos 20, antes dos heróis de HQ com capas e superpoderes, havia personagens que voavam com máquinas futuristas. Nos anos 60, a ficção virou realidade por meio do Bell Rocket Belt, mochila a jato que virou atração em grandes eventos, como a Olimpíada de 1984. Mas o equipamento só é usado por profissionais especializados.
Nem todo herói dos quadrinhos precisa de superpoderes para voar. Nos anos 80, Rocketeer usava um jetpack para combater seus inimigos

Ases bem domáveis

O modelo a hélice leva vantagem em todos os comparativos da categoria

BELL ROCKET BELT

PREÇO – 200 mil dólares

VELOCIDADE MÁXIMA – 96 km/h

ALTITUDE MÁXIMA – 30 m

AUTONOMIA DE VOO – Até dez minutos

O nitrogênio do cilindro central empurra a água oxigenada dos cilindros laterais para câmaras com placas de nitrato de samário. Esse metal raro decompõe a água em hidrogênio e vapor de água, expelidos em alta velocidade, formando o jato.
Ao mover os manches para baixo ou para cima o veículo vai para trás ou para a frente. O manche direito controla a potência, e o esquerdo é móvel para todos os lados, controlando a direção do bocal dos tubos de propulsão
Desenho da saída dos tubos de propulsão seguem o princípio físico da abertura de De Laval. Com design parecido ao de uma ampulheta esticada, o hidrogênio e o vapor de água saem mais rapidamente
Manche direito para a frente e para trás controlam os flaps direcionais, e torcê-lo, como em uma moto, acelera ou freia. Já o manche esquerdo faz o aparelho avançar, recuar e até girar sobre o próprio eixo.
Para segurar 114 quilos só de equipamento, o Martin Jetpack tem um trem de pouso com um eixo principal e duas hastes retráteis. No caso de falha em grandes altitudes, o veículo tem um paraquedas militar embutido na traseira.
O motor de dois tempos a gasolina, como o das motos populares, tem 200 cavalos de potência. Ele movimenta duas hélices na altura dos ombros do voador. A rigor, portanto, não é um jetpack, já que não é impulsionado a jato.

8841 – Como funciona o ferro de passar?


O calor estica as fibras do tecido.
É usado pelas pessoas para passar tecidos do vestuário, ou as de cama, mesa e banho, em geral, alisando-os através do seu aquecimento. Antigamente, esse aquecimento era conseguido graças à queima de óleo, carvão ou gasolina, atualmente esse aquecimento é gerado através da energia elétrica.
O ferro de passar é um instrumento que começou a ser utilizado a centenas de anos. Desde o século IV já existiam meios de se passar as roupas principalmente as femininas. Os chineses foram os primeiros a utilizar uma forma rudimentar desse instrumento, consistia em uma panela cheia de carvão em brasa, e manuseada através de um cabo comprido, a fim de obter o resultado desejado. Nos séculos seguintes, no ocidente passaram a usar a madeira, o vidro ou o mármore como matéria-prima desse instrumento. Eles eram utilizados a frio, uma vez que até o século XV as roupas eram engomadas, o que impossibilitava o trabalho a quente.
No entanto, o ferro de passar roupa propriamente dito na forma mais parecida com o que temos hoje, tem suas primeiras referências a partir do século XVII, quando o ferro a brasa passou a ser usado por uma escala maior de pessoas. No século XIX surgiram outras variedades desse instrumento, como o ferro de lavadeira, o de água quente, a gás e a álcool. Em 1882, o americano Henry W. Seely criou a patente do ferro de passar elétrico, algum tempo depois em 1926 mais precisamente, surgiu o ferro a vapor.
Apesar de o ferro elétrico ter sido uma ótima invenção, na época de seu lançamento ele não obteve o sucesso esperado, pois a maioria das residências daquela época não dispunha de energia elétrica, e as que contavam com esse recurso somente podiam usar o novo instrumento à noite, porque durante o dia as empresas de distribuição de energia suspendiam seu fornecimento à população. Para não alterar os hábitos da atividade doméstica, a população preferia continuar usando os mesmo recursos utilizados até então. Porém, com a melhoria no fornecimento de energia elétrica, o produto se tornou um eletrodoméstico indispensável em qualquer residência. No Brasil a nacionalização desse produto ocorreu somente durante a década de 1950; antes disso, o abastecimento do nosso mercado interno era feito através da importação.
Outra invenção semelhante, mas que não agradou, pelo certo perigo que oferecia a quem o manusiasse, foi um modelo de ferro de passar aquecido por uma lâmpada. Em 1892 surgiram os ferros de passar com resistência. Eles eram mais práticos, eficientes e seguros, pois aliavam limpeza ao controle de temperatura, e podiam ser usados em qualquer lugar que dispusesse de eletricidade, além disso eram oferecidos aos interessados a preços acessíveis.
Com a expansão da rede de distribuição elétrica, e por sua facilidade de produção e montagem, o ferro elétrico continuou despertando o interesse das donas de casa em tê-lo e usá-lo em seus afazeres domésticos. Em 1924 surgiu o termostato regulável, o que passou a evitar a queima das roupas, e dois anos mais tarde surgiria o ferro a vapor. A partir da década de 1950 os fabricantes começaram a abastecer o mercado com uma grande variedade de ferros de passar, disponibilizando modelos capazes de atender o gosto e preferência dos consumidores.

8840 – Como funciona a fibra óptica


infografico-tecmundo-9862

Transmissão de dados e voz em longas distâncias com pouca perda de sinal e qualidade, tudo isso com altíssimas velocidades. Já pensou nas maravilhas que isso permitiria? Apostamos que você deve estar pensando: baixar programas e músicas ficaria muito mais rápido e o tempo de espera por downloads seria reduzido ao mínimo.
E é exatamente isso que aconteceria, se todas as empresas de internet banda larga disponibilizassem a tecnologia da fibra ótica para os usuários. Logicamente a mudança de tecnologia demanda grandes quantias de dinheiro, por isso é difícil que tenhamos a fibra ótica em todas redes domésticas pelos próximos anos.
No Brasil, apenas algumas universidades e institutos públicos possuem este tipo de conexão. Em 2011, algumas residências devem passar a contar com o modo de transmissão de alta velocidade da fibra ótica – pelo menos é o que está prometendo uma das maiores empresas de telecomunicações do país.
Transformando dados em luz
A fibra ótica não envia dados da mesma maneira que os cabos convencionais. Para garantir mais velocidade, todo o sinal é transformado em luz, com o auxílio de conversores integrados aos transmissores. Há dois modos de converter os dados: por laser e por LED (respectivamente: fibras monomodo e multimodo.
Sem essa conversão, os dados enviados e recebidos não poderiam desfrutar das mesmas larguras de banda. Nesse momento, surge a necessidade dos cabos de fibra ótica, pois são eles que permitem a velocidade e a qualidade superiores às oferecidas pelos tradicionais cabos de cobre. O motivo disso nós vamos explicar mais à frente neste artigo.

Cabos de fibra ótica
Você imagina como é um cabo de fibra ótica por dentro? Ele não é construído apenas com a fibra de vidro e o revestimento plástico, há várias camadas que fazem parte da estrutura essencial dele. Vamos agora explicar um pouco mais sobre cada uma das camadas que compõe a fibra ótica.

Proteção plástica
Como todo cabo, a fibra ótica também precisa de proteção externa, para evitar que o desgaste natural ou as situações anômalas do tempo representem interferências no sistema. Geralmente, essa camada de proteção é composta por plásticos, tornando a aparência dos cabos de fibra ótica muito similar à apresentada por cabos de rede, por exemplo.

Fibra de fortalecimento
Logo abaixo da camada plástica, existe uma fibra de fortalecimento, bastante parecida com a que existe em cabos coaxiais de transmissão de sinal de televisão. Você sabe qual a função dela? Proteger a fibra de vidro de quebras que podem acontecer em situações de torção do cabo ou impactos no transporte.
Se a camada de fortalecimento não existisse, qualquer movimento brusco que atingisse os cabos de fibra ótica resultaria em quebra da fibra principal e, consequentemente, na perda total do sinal transmitido.

Revestimento interno
Também chamado de “Coating”, o revestimento interno tem função similar à das fibras de fortalecimento. É ele que isola todos os impactos externos e também evita que a luz natural atinja as fibras de vidro internas, o que poderia resultar em interferências muito fortes em qualquer que seja o sinal.

Camada de refração
Nas duas camadas mais internas, ocorre a parte mais importante do processo de transmissão de luz. Cobrindo o filete de fibra de vidro, a camada de refração (ou “Cadding”) é responsável pela propagação de todos os feixes, evitando que existam perdas no decorrer dos trajetos. Em um sistema perfeito, essa camada garantiria 100% de reaproveitamento dos sinais luminosos.
Núcleo
Também chamado de “Core”. Em suma, é onde realmente ocorre a transmissão dos pulsos de luz. Construído em vidro, é por ele que a luz viaja em suas longas distâncias. No próximo tópico mostraremos os dois tipos de fibras de vidro que podem ser utilizados nos cabos.

Multimodo
Fibras multimodo garantem a emissão de vários sinais ao mesmo tempo (geralmente utilizam LEDs para a emissão). Esse tipo de fibra é mais recomendado para transmissões de curtas distâncias, pois garante apenas 300 metros de transmissões sem perdas. Elas são mais recomendadas para redes domésticas porque são muito mais baratas.

Isso sim é velocidade
Você já viu que a fibra ótica garante velocidades muito maiores do que as oferecidas pelos fios de cobre comuns, mas ainda não viu os números exatos. Hoje, uma conexão banda larga de alta velocidade é oferecida com cerca de 10 Mbps, o que permite downloads a quase 1,25 MB/s.

Os padrões de testes da fibra ótica apontam para velocidades de 10 Gbps, o que resulta em downloads de 1.280 MB/s. É um aumento considerável, que pode ser extremamente importante para quem gosta de jogar games online ou baixar muitos arquivos pela internet.

Desvantagens:
Não existe nenhuma tecnologia perfeita, por isso precisamos apresentar também as desvantagens dos cabos de fibra ótica. A principal delas é relacionada aos custos, tanto de produção quanto de implementação dos novos sistemas de transmissão.

Produzir cabos de fibra ótica envolve processos muito complexos e caros, o que exige uma demanda muito grande de usuários dispostos a pagar um pouco mais pelos recursos oferecidos pela tecnologia. Além disso, para alimentar grandes cidades seriam necessários muitos retransmissores, e há relatos de perdas grandes de sinal em retransmissores divisores.

Outros problemas estão ligados diretamente à fragilidade das fibras de vidro. Como ainda não existe uma padronização no sistema, há muitos cabos que são vendidos sem o encapsulamento protetor adequado. Isso gera instabilidade para os cabos e pode resultar em quebras dos filetes de transmissão.

Tecnologia do futuro?
Será que a fibra ótica está realmente distante da realidade? Aos poucos, algumas empresas de televisão a cabo e internet estão oferecendo pacotes que contam com os recursos da tecnologia para seus assinantes. Os preços ainda são bem altos, mas com o passar do tempo é provável que baixem consideravelmente.

8839 – Idéias Heterodoxas – Traço de União entre Galáxias e Bactérias


Santa Fé

Apenas 15 anos depois de sua fundação, o Instituto Santa Fé, nos EUA, deixou de ser apenas um pequeno foco de rebelião. Financiado por grandes empresas americanas, tem um orçamento anual de 5 milhões de dólares. É um centro irradiador de novas teorias e conseguiu a adesão de milhares de seguidores no munso inteiro, matemáticos, economistas, químicos, antropólogos, físicos ou cientistas da computação.
Apesar disso, sua sede é um prédio pequeno, onde trabalham não mais que 10 ou 15 cientistas. Os profissionais que participam das pesquisas do instituto pertencem a grandes universidades espelhadas pelo mundo. Quem fosse lá ouviria falar de assuntos como a evolução do Universo às grandes extinções de espécies da história da Terra, do crescimento de colônias de bactérias e até mesmo o sobe e desce dos preços nas bolsas de valores.
Enquanto a Ciência tradicional procura simplificar os problemas que estuda, os pesquisadores do Instituto Santa Fé, nos EUA, preferem vê-los em sua complexidade. Dessa forma, investigam desde o balé de um cardume de salmões até as oscilações dos preços nas bolsas de valores, ou o movimento das galáxias no Universo.
Tal instituição é um instituto independente, sem fins lucrativos, de pesquisa teórica localizada em Santa Fé (Novo México , Estados Unidos ) e dedicada ao estudo multidisciplinar dos princípios fundamentais de sistemas adaptativos complexos , incluindo física, computacional, biológicas e sociais.
O Instituto é composto por um pequeno número de professores residentes, um grande grupo de professores “externo”, cujas nomeações primário às outras instituições, e um número de professores visitantes. O Instituto é aconselhado por um grupo de eminentes estudiosos, incluindo vários cientistas vencedores do Prêmio Nobel. Embora a pesquisa científica teórica é o foco principal do Instituto, ele também executa várias escolas populares do verão em sistemas complexos, juntamente com outros programas educativos e de assistência destinadas a alunos com idades entre ensino médio através pós-graduação.
Financiamento anual do Instituto vem de uma combinação de doadores privados, concessão de subsídios fundações, agências de ciência do governo, e empresas afiliadas com a sua rede de negócios. O orçamento de 2011 foi de mais de US $ 10 milhões.