13.255 – Santos ganha 1º ônibus sustentável movido a energia elétrica e diesel


Santos ingressou para o seleto grupo de cidades do País a contar com ônibus híbrido, que funciona com um motor elétrico e outro a diesel. Um veículo do tipo entrou em operação na tarde desta terça-feira (16) na linha 20, que liga o Centro ao Gonzaga. Além da economia de combustível, o modelo reduz a emissão de poluentes e a geração de ruído.
O novo veículo chama a atenção pelo design moderno e é mais alongado que o ônibus convencional, com 12,40 metros de comprimento – o outro tem 11 metros -, oferecendo 36 assentos. Dispõe de ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Ao acompanhar a entrega do veículo na Praça Mauá, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa destacou que um dos tópicos do plano de melhorias do transporte coletivo é a modernização do sistema e a chegada do ônibus híbrido é mais um avanço.
“Estamos sempre buscando novas tecnologias”, disse o prefeito. Ele lembrou que hoje quase metade da frota está climatizada e 100% opera com wi-fi, além de o usuário contar com o aplicativo ‘Quanto Tempo Falta’, que informa o horário de chegada do ônibus no ponto.
A Viação Piracicaba informou que houve treinamento especial para os motoristas que vão trabalhar com o novo veículo adquirido pela empresa. A operação do híbrido deve atender as normas do fabricante, inclusive para que ocorra a recarga da bateria do motor elétrico.

Bateria elétrica
Os dois motores do ônibus híbrido funcionam de forma paralela ou independente. Quando o veículo está parado ou em velocidade de até 20km/h, é movido pela energia elétrica. Nas velocidades mais altas, entra em operação o sistema a diesel.
A bateria do motor elétrico é recarregada durante as frenagens. O veículo não emite ruído no arranque e fica silencioso quando parado em semáforos e nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, momentos em que o motor a diesel permanece totalmente desligado.
Segundo a Volvo, fabricante do veículo, o híbrido gera economia de até 35% de combustível em relação ao veículo convencional e, por consequência, emite também 35% menos gás carbônico.

Saiba mais
No Brasil, há 41 unidades em circulação no momento. São 30 em Curitiba, cinco no Parque Nacional de Foz do Iguaçu, onde atende turistas, um em linha turística em São Paulo (onde há outros três em teste), além de um também em teste em Caxias do Sul e mais o de Santos. No mundo, são 3,3 mil veículos do tipo circulando em 21 países.

Cidades Sustentáveis

13.167 – Escritório japonês constrói edifício com material descartado


escritorio reciclado
Uma janela de oito metros foi feita com janelas de casas abandonadas e ajuda, junto com o pé direito alto, a refrescar o ambiente durante o verão. Outros materiais foram reutilizados, como baús e equipamentos agrícolas encontrados nos centros de reciclagem. Garrafas vazias se transformaram em lustres, jornais em papel de parede, e o exterior da casa foi revestido com cedro localmente produzido e colorido com tinta de origem natural – várias improvisações criativas visando desperdício zero.
A cidade japonesa Kamikatsu também se sentiu inspirada pela iniciativa e o projeto de arquitetura de baixo custo, que atingiu uma taxa de 80% de reciclagem, visa contribuir para a criação de um sistema social sustentável.

12.937 – Sustentabilidade – Microsoft vai abastecer um data center inteiro apenas com energia eólica


turbina-eólica
Para uma empresa do tamanho da Microsoft, manter um data center funcionando exige muita energia elétrica. Isso não significa, porém, que a fonte dessa energia não pode ser renovável. A empresa acaba de assinar acordos para abastecer sua central de dados em Wyoming, nos EUA, totalmente a partir do poder dos ventos.
A Microsoft contratou as turbinas eólicas da fazenda Bloom Wind, no Kansas, como fornecedora de 178 megawatts, enquanto as fazendas Silver Age e Happy Jack, em Wyoming, proverão, juntas, mais 59 megawatts. Segundo a companhia, isso é suficiente para manter seu data center local abastecido por um ano até que o contrato seja renovado.
Contando com o novo acordo, a Microsoft totaliza mais de 500 megawatts fornecidos por energia eólica em todo o território norte-americano. A empresa já possui contratos de fornecimento semelhante em Illinois e Texas. A ideia é que, até 2018, 50% de toda a energia consumida por seus servidores venham de fontes renováveis como o vento.

12.877 – Brasileiros ganham prêmio de sustentabilidade na Alemanha


Dois brasileiros estão entre os 25 vencedores da 8ª edição do Green Talents Award, prêmio realizado pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha. A iniciativa tem como objetivo promover uma plataforma na qual cientistas de diferentes partes do mundo desenvolvam e compartilhem projetos de ciência e desenvolvimento sustentável.
Os mestrandos Marina Demaria Venâncio, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Hani Rocha El Bizri, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), foram selecionados entre 757 candidatos de 104 países. A dupla passará duas semanas na Alemanha participando do Fórum Internacional para Iniciativas de Alto Potencial em Desenvolvimento Sustentável, no qual poderão conhecer diversos laboratórios e profissionais especializados em ciência e sustentabilidade, além de participar de workshops e compartilharem ideias com os outros 23 participantes.
Durante o evento Venâncio e Bizri terão ainda a oportunidade de conhecer institutos alemães especializados em suas áreas de atuação, onde farão um estágio de três meses em 2017.

Agroecologia
Com apenas 23 anos, Marina Demaria Venâncio é uma das vencedoras mais jovens do Green Talents Awards. A estudante começou a se interessar por direito ambiental durante a graduação, ao longo da qual se dedicou a pesquisar biodiversidade, impactos ambientais e agricultura sustentável e mudanças climáticas, tema pelo qual se apaixonou e continuou a estudar.
Venâncio trabalha com um tema chamado de agroecologia, que trata da agricultura a partir da perspectiva de um ecossistema sustentável. Em sua pesquisa, ela analisa as políticas públicas feitas em relação a esse assunto.
Em 2015, ela publicou o livro A Tutela Jurídica da Agroecologia Brasil – Repensando a Produção de Alimentos na Era de Riscos Globais, no qual analisou as medidas realizadas antes da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, de 2012, e os efeitos desta na criação de iniciativas estuduais e mudanças climáticas — tudo sob a perspectiva do direito.
“Estudar esses mecanismos nos ajuda a fazer políticas que não sejam só bonitas, mas eficazes. Meu foco é tentar identificar e elencar essas boas práticas e ver o que a nossa legislação está fazendo direito”, explicou.
Sustentabilidade na caça
Além do mestrado em Saúde e Produção Animal na UFRA, Hani Rocha El Bizri, de 29 anos, atua como pesquisador associado do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). Ele colabora com a organização desde a graduação em ciências biológicas, período em que teve contato com o estudo da biologia da conservação com foco na melhoria do bem-estar humano, área na qual decidiu se especializar.
A pesquisa de Bizri tem foco na subsistência da caça na Amazônia. Ao longo dos últimos anos, o mestrando e seus colegas do IDSM perceberam que a caça deixou de ser sustentável para as comunidades amazônicas. Como a maior parte delas vive isolada dos grandes centros, depende dos recursos da natureza para sobreviver. “Os moradores locais dependem dos recursos das matas e dos rios para se alimentar, produzir em pequena escala e vender”, explicou o pesquisador em entrevista à GALILEU. “Temos um problema de conservação dos animais e, principalmente, de segurança alimentar.”
Em parceria com um professor da Universidade Autônoma de Barcelona que atua no Peru, Bizri têm trabalhado em conjunto com as comunidades para coletar dados biológicos dos animais. “Em vez de descartar os resquícios dos animais caçados, os moradores nos fornecem os restantes que não vão comer para análise”, detalha. A partir desse material, o pesquisador tem feito uma revisão dos dados reprodutivos das espécies locais — as informações mais recentes são de 30 anos atrás! —, o que o ajuda a entender quais espécies podem ser abatidas em quais épocas, de forma que os animais não entrem em extinção e as comunidades não passem fome. “As pessoas precisam dessas informações”, afirma Bizri.

12.846 – Planeta Terra – O aumento da população mundial e a ameaça da predação planetária


populacao
No dia 14 de fevereiro de 1990, a sonda espacial Voyager 1 tirou uma fotografia do planeta Terra de uma distância recorde de 6 bilhões de quilômetros, cerca de 40 vezes e meia a distância entre o Sol e a Terra. Essa é a distância aproximada até Plutão. Na foto, nosso planeta mal preenche um pixel, um “pálido ponto azul” contra a imensidão do espaço. A ideia da imagem foi do astrônomo e divulgador de ciência Carl Sagan, que convenceu os técnicos da Nasa a girar a sonda, reorientando-a para que tirasse uma última foto da Terra. No dia 13 de outubro de 1994, num pronunciamento proferido na Universidade Cornell, onde lecionava, Sagan refletiu sobre o significado daquela imagem:
“Não há melhor demonstração da folia humana do que essa imagem distante de nosso pequeno mundo. Ela deveria inspirar compaixão e bondade nas nossas relações, mais responsabilidade na preservação desse precioso pálido ponto azul, nossa casa, a única.”
Quando medido contra as distâncias cósmicas, contra a enorme quantidade de mundos espalhados pelo vazio do espaço sideral, esse pequeno planeta é insignificante, apenas mais um dentre trilhões. Por outro lado, essa esfera girando em torno do Sol é tudo o que temos.
Aqui vivemos, e é aqui que continuaremos a viver por muitas gerações. “Nessa vastidão, não temos qualquer indicação de que exista alguém para nos salvar de nós mesmos”, disse Sagan. “A responsabilidade do que ocorre aqui é inteiramente nossa.”
A imagem de nossa casa cósmica ocupando um mero pixel flutuando em meio ao nada elucida sua fragilidade. A Terra é um planeta finito, com recursos limitados. Indiferente e ignorante disso, nos últimos 90 anos a população mundial cresceu de 2 para 7,5 bilhões de habitantes (os interessados podem consultar o “relógio” que estima em tempo real o tamanho da população mundial: goo.gl/HjGPZO). Em outubro de 2011, o Fundo Populacional das Nações Unidas projetou que a população chegará a 8 bilhões no ano 2025. A taxa de crescimento vem desacelerando, mas os números são assustadores e continuarão a aumentar, mesmo se mais lentamente do que no passado.
No final do século 18, o inglês Thomas Malthus argumentou que a taxa de crescimento da população era incompatível com a capacidade de o nosso planeta prover a subsistência necessária a tanta gente: “O poder da população é tão superior ao poder da Terra de prover sustento ao homem que a morte prematura deverá, de alguma forma, visitar a espécie humana”, escreveu.
Em sua previsão um tanto sombria, Malthus não considerou a habilidade que temos –e demonstramos inúmeras vezes no decorrer da história– de resolver nossos problemas de natureza tecnológica através da implementação de ideias científicas na prática. No caso, a otimização e a mecanização das técnicas utilizadas na agricultura, responsáveis por um aumento pronunciado da produção alimentícia nos últimos 150 anos.
Por outro lado, o fato é que a Terra tem apenas uma quantidade finita de terra arável, cerca de 31 milhões de quilômetros quadrados. (Mesmo que o planeta tenha em torno de 150 milhões de quilômetros quadrados de terra firme –aproximadamente 29% de sua superfície total–, há que se descontar regiões montanhosas de grande altitude, desertos, áreas pantanosas e outras não-irrigáveis ou utilizáveis para fins agrários.) Em 2013, só 14 milhões de quilômetros quadrados eram considerados aráveis, cerca de 10% do total.
Considerando a taxa de produção agrária atual, essa quantidade de terra arável pode produzir em torno de 2 bilhões de toneladas de grãos por ano. Isso é comida suficiente para alimentar cerca de 10 bilhões de vegetarianos, mas apenas cerca de 2,5 bilhões de omnívoros. A diferença de 75% vem da quantidade imensa de grãos necessários para sustentar o gado e as aves consumidos pela população mundial. A partir desses números, vemos que uma população vegetariana é bem mais sustentável globalmente do que uma população carnívora.
A estimativa acima leva em conta duas suposições essenciais: primeiro, que o abastecimento de água continuará ocorrendo no nível atual, isto é, que não haverá secas prolongadas, ataques terroristas que comprometam a qualidade da água em grandes reservatórios ou conflitos sociopolíticos devido ao desvio de rios para irrigação.
Ainda que estimativas sejam incertas, parece claro que estamos marchando resolutamente em direção a um ponto de saturação, no qual nossas práticas de extração e de exploração do solo e a demanda de uma população crescente e com afluência maior irão exaurir os recursos planetários.
A fé cega na ciência e na criação de soluções tecnológicas é uma posição perigosa, dado que é impossível basear o sucesso futuro no do passado: a ciência e suas aplicações práticas não avançam linearmente ou de forma previsível, mesmo supondo que o fomento à pesquisa continue inalterado tanto no nível governamental quanto no privado.
Existem algumas medidas que podem ser tomadas para atenuar a pressão inexorável de uma população cada vez maior e com maiores demandas sobre o ecossistema global. Iniciativas pedagógicas devem ser instituídas de modo a educar um número cada vez maior de pessoas sobre os perigos do crescimento populacional desmedido.
O conjunto de ações deve incluir o acesso fácil e pouco oneroso a contraceptivos, sobrepujando barreiras culturais e religiosas; a conversão do consumo desmedido da carne, base da alimentação de bilhões de habitantes, a uma dieta orientada à ingestão mais significativa de frutas e vegetais; a viabilização econômica de fontes de energia renováveis, de modo a atrair um número maior de usuários na população e nas empresas e órgãos governamentais; e a adoção, no currículo escolar e na rotina corporativa, de uma nova ética planetária baseada na sustentabilidade global.
Toda criança precisa ser educada sobre o planeta em que vive, e toda empresa precisa agir de acordo com parâmetros que reflitam a realidade global em que vivemos.
Cada um desses passos gera sérias controvérsias e é debatido longamente pelos diversos grupos de interesse, dos governos às lideranças religiosas e comunitárias. Com frequência, eles são rotulados como parte de uma agenda política liberal. Parece-me que essa atitude tradicionalista é profundamente equivocada e, em grande parte, responsável pela situação atual.
Educar as pessoas sobre os perigos de um crescimento populacional desenfreado (que, como sabemos, afeta com frequência regiões já extremamente pobres) ou sobre o que se come e de onde vem essa comida, ou sobre a necessidade urgente de se proteger o meio ambiente e, de modo mais geral, o planeta (para o benefício do homem e de todas as criaturas que dividem com ele esse espaço) deveria suplantar as divisões políticas que impedem uma mudança profunda em nossa atitude.
Deveríamos considerar essa nova atitude como uma extensão direta da regra ética mais essencial que seguimos todos: trate todas as formas de vida como quer ser tratado; trate o planeta como quer que sua casa seja tratada. Por quê? É muito simples. Esse pálido ponto azul é a única casa que temos e que teremos por um longo tempo.
A Terra existiu e continuaria, sem dúvida, a existir por bilhões de anos sem a gente. Mas nós não podemos existir sem ela.

12.225 – Energia – Bateria Ecologica


Especialistas do Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de Maryland, nos EUA, criaram uma bateria usando apenas uma folha de carvalho carbonizada com sódio, altamente reativo.
A receita envolve o cozimento da folha a temperaturas de 1.000 °C, demonstrou que a combinação poderia ser usada como um terminal negativo de uma bateria, chamado de ânodo.
“As folhas são abundantes, tudo o que tinha que fazer era escolher uma caída aqui no chão do campus”, disse o pesquisador Li Hongbian, que também é membro do corpo docente do Centro Nacional de Nanociência e Tecnologia de Pequim, na China. Outros estudos têm demonstrado que a casca do melão, a casca da banana e musgo de turfa podem ser utilizados da mesma forma, mas a folha facilitaria o processo, pois precisa de menos preparação.
A maioria das baterias recarregáveis ​​atuais são de lítio, mas o objetivo é que baterias possam ser feitas utilizando sódio, que é capaz de armazenar mais carga. Até agora, porém, os especialistas lutam para encontrar um material ânodo compatível com o sódio. Embora o grafeno com vários materiais possa atrair e reter sódio, tais ânodos são demorados e caros de produzir. Em comparação, as folhas são uma opção muito mais rápida e barata.
A equipe aquecia uma folha durante uma hora a 1.000 °C para queimar toda a estrutura de carbono subjacente. O lado inferior da folha permaneceu cravejado com poros para absorver água, o que os peritos utilizaram para absorver o eletrólito de sódio que pode transportar uma carga elétrica. As camadas superiores de carbono viraram folhas de carbono “nanoestruturadas” para absorver o sódio que transporta a carga.
“A forma natural de uma folha já corresponde às necessidades de uma bateria. Ela possui a área de superfície de baixo, que diminui os defeitos; um monte de pequenas estruturas juntas, que maximiza o espaço, e estruturas internas do tamanho certo para ser usada com eletrólito de sódio”, disse Fei Shen, um estudante visitante no Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais.
Liangbing Hu, professor assistente, acrescentou: “Temos tentado outros materiais naturais, como a fibra de madeira, para fazer uma bateria. Mas a folha já é projetada pela natureza para armazenar energia para uso posterior, e usando-as desta forma podemos criar um armazenamento sustentável em larga escala”. De acordo com Hu, o próximo passo é investigar diferentes tipos de folhas para encontrar a melhor espessura, estrutura e flexibilidade para o armazenamento de energia elétrica.

12.182 – Meio Ambiente – Estudo revela potencial ruptura de novas barragens em Mariana


marianasatelite
Um estudo feito pela mineradora Samarco a pedido da Justiça considera a possibilidade de rompimento das barragens de Santarém e Germano, as únicas que ficaram de pé em Mariana (MG), após a tragédia em 5 de novembro que aniquilou o distrito de Bento Rodrigues. Segundo o jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, o levantamento estima que seriam liberados 105 bilhões de litros de rejeitos em caso de novos rompimentos.
Quando a barragem de Fundão se rompeu, avalia-se que 40 bilhões de litros de rejeitos de minério foram despejados da estrutura. O volume foi suficiente para riscar do mapa Bento Rodrigues e devastar a fauna e a flora da Bacia do Rio Doce – a quinta maior bacia hidrográfica brasileira. O “mar de lama” chegou ao Oceano Atlântico, ameaçando ainda o recife de corais de Abrolhos, que possui a maior biodiversidade do Brasil.
As estruturas de Germano e Santarém foram danificadas após o rompimento da barragem de Fundão, mas a mineradora afirma que os reservatórios remanescentes estão “estáveis”. A empresa diz ainda que trabalha para reforçá-los até o fim de fevereiro.
No documento obtido pela Folha, cinco possibilidades foram avaliadas, mas todas levam em conta que a barragem de Santarém, que armazena água para a produção mineral e fica mais próxima de Bento Rodrigues, transborde ou se rompa. O pior cenário supõe que isso aconteceria após a ruptura da barragem de Germano, que fica atrás de Santarém.
Também são exibidos cenários que chagariam, ao menos, até a hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga), a 109 quilômetros das barragens. Além do assoreamento e da mudança do curso de rios, foram levados em consideração também a destruição de áreas de preservação ambiental, o que acabaria com a vida animal, interromperia os fornecimentos de água e luz e inundaria propriedades urbanas e rurais.
As previsões indicam que a lama chegaria em dez minutos ao local onde antes morava o povoado de Bento Rodrigues, que hoje está completamente submerso pela lama de Fundão. O município de Barra Longa, a 77 quilômetros de distância, seria atingido após 11 horas, intervalo próximo ao do dia da tragédia.
A consultoria Pimenta de Ávila, que fez o estudo, pede que a Samarco cadastre as habitações que podem ser atingidas, a fim de facilitar a evacuação. Ela pede também que a mineradora elabore um novo plano de emergência para as barragens. O Ministério Público de Minas Gerais vai solicitar que a Justiça determine as medidas. Conforme a mineradora informou ao jornal, o plano já está em “fase de elaboração de escopo para a contratação de empresa especializada”.

12.141 – Ecologia – Adidas imprime tênis em 3D com lixo marítimo


A Adidas anunciou uma parceria com a Parley for the Oceans, uma organização que incentiva a remoção de lixo dos mares, e criou um tênis impresso em 3D usando plástico encontrado no mar na confecção. A novidade foi anunciada durante um dos painéis da COP21, Conferência do Clima da ONU.
Na visão da empresa alemã, a iniciativa mostra como ainda é possível estabelecer novos padrões para a indústria de calçados.
O protótipo é baseado no modelo chamado Futurecraft 3D, apresentado neste ano, que também é um produto que pode ser impresso em 3D. A Adidas não tem planos de comercializar o tênis feito com lixo marítimo.
Como escreve o The Verge, apesar de ser um modelo interessante de fabricação, o plástico, em si, ainda é um material poluente e, portanto, causa danos ao meio ambiente, seja na forma de um tênis ou em qualquer outra.

12.055 – Renováveis podem destronar combustíveis fósseis em 2030


gerador-de-energia-eolica
Em 2014, as energias renováveis responderam por quase metade de todas as novas usinas construídas no mundo, segundo relatório recente da Agência Internacional de Energia (AIE).
De acordo com o World Energy Outlook 2015, a energia verde é o segundo maior gerador de eletricidade do mundo, com potencial de destronar os combustíveis fósseis até 2030.
Segundo o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, o relatório é um indicativo da consolidação da indústria de energia renovável. “Ela não é mais um nicho, tornou-se um combustível mainstream”, disse ele ao jornal The Guardian.
O estudo aponta que 60 por cento de todos os novos investimentos em energia está sendo canalizando em projetos de geração renovável, apesar dos US$ 490 bilhões em subsídios que os combustíveis fósseis receberam no ano passado.
A inclinação do mundo para fontes de energia mais limpas é um sinal promissor que chega a poucas semanas da cúpula do clima da ONU em Paris, onde diplomatas de quase 200 países vão elaborar um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases-estufa.
Apesar do crescimento, as energias renováveis continuam a representar apenas uma pequena fração do consumo de energia global. Muito mais deve ser feito para descarbonizar o fornecimento de energia global, advertem os analistas a Agência.
Seu ritmo de expansão precisa acelerar se quisermos evitar os piores efeitos das mudanças climáticas associados a um aumento superior a 2ºC na temperatura do Planeta.
Para se ter ideia, um estudo divulgado nesta quinta-feira (12) mostra que os governos dos principais países industrializados fornecem mais de US$ 450 bilhões por ano para apoiar a produção de combustíveis fósseis.
Isso é quase quatro vezes os subsídios mundiais para a expansão das energias renováveis, que totalizou US$ 121 bilhões em 2013, segundo dados da AIE.

12.023 – Mega Techs – Maior impressora 3D do mundo é usada para construir casas


big_delta_1
Já ouviu falar na vespa-oleira? Ela ganhou esse nome porque, assim como um oleiro fabrica telhas, tijolos e outros objetos a partir do barro, o inseto constrói sua casa usando essa mesma matéria-prima. Para erguer seu ninho, a vespa deposita diversas camadas de lama, uma sobre a outra, em formato circular. O resultado final se assemelha a uma minúscula panela de barro.
A engenhosidade do inseto inspirou uma empresa italiana a tentar fazer o mesmo: construir moradias sobrepondo camadas de argila, utilizando para isso uma impressora 3D. A meta é desenvolver uma tecnologia rápida e barata para ajudar, por exemplo, vítimas de grandes catástrofes naturais, como terremotos, furacões e enchentes.
Não por acaso, a empresa se chama WASP – o nome, que significa “vespa” em inglês, também é uma sigla para “World’s Advanced Saving Project” Criada em 2012, a iniciativa sempre teve como meta a impressão de casas baratas, resistentes e sustentáveis. A argila atende a esses requisitos – tanto que é adotada na construção civil há séculos. Um dos mais belos registros disso é a cidade de Shibam, no Iêmen, que conta com edifícios de até 30 metros, feitos com tijolos de barro. A vantagem da impressão 3D é que ela reduz drasticamente a mão de obra necessária para a construção das edificações, além de permitir novas soluções arquitetônicas.
A Big Delta – maior impressora 3D do mundo, com 12 m de altura, que será utilizada para construir as moradias.
Diversos materiais já foram testados no equipamento, incluindo concreto, serragem, material reciclável e até cogumelos – mais especificamente, uma parte deles, chamada mycelium, que já é adotada em alguns projetos de construção sustentável e que foi usada pela equipe do WASP para tornar as estruturas impressas mais resistentes.
Como a ideia é levar o serviço a áreas com pouca ou nenhuma estrutura, uma das principais preocupações durante o desenvolvimento da Big Delta era garantir que ela não consumisse muita energia. Segundo a empresa, a impressora gigante consome no máximo 1,5 Kw/h e, na ausência de rede elétrica, requer apenas um painel solar para funcionar.
Entre os planos da empresa para o futuro, está a construção de uma vila autossustentável, totalmente construída por meio de impressão 3D – a WASP afirma que as casas de argila podem ser adaptadas para receber fiação e rede hidráulica, por exemplo, assim como seria possível como uma casa feita com cimento.

11.930 – Em meio à crise hídrica, regiões assumem riscos e melhoram a eficiência no uso da água


Em meio à crise hídrica, regiões assumem riscos e melhoram a eficiência no uso da água
No princípio deste ano, enquanto a Costa Leste dos Estados Unidos tremia de frio, a Califórnia fervia. No ano passado, incêndios florestais destruíram casas em subúrbios, um reservatório esvaziado deixou expostas as ruínas de um vilarejo da época da corrida do ouro e, na primavera, a cachoeira do Yosemite estava reduzida a um fio d’água. Enquanto a seca alcançava recordes históricos, as disputas políticas retomavam rotinas conhecidas.
Os agricultores conclamaram o Parlamento a revogar a proteção a espécies de peixes ameaçadas. Os moradores urbanos lembraram que, em média, 41% da água na Califórnia é usada na agricultura, ao passo que menos de 11% abastece as cidades (e quase 49% permanece nos rios). Prevaleceram as frases de efeito, e ao menor sinal de chuva as discussões silenciavam por completo.
“E sempre ocorria que, nos anos de seca, as pessoas mal se lembravam dos anos de abundância”, escreveu John Steinbeck em seu épico romance de 1952, A Leste do Éden, que mostrava a tragédia de uma família no Vale de Salinas no início do século 20, “e durante os anos chuvosos perdiam toda lembrança dos anos de seca”.
Tal capacidade de esquecimento é quase uma característica inata no Oeste americano. Mas não há motivo para isso. Basta, por exemplo, ver o que ocorre na Austrália, um país com situação bem similar à existente hoje na Califórnia e no Oeste americano. Tanto na Califórnia como na Austrália, há zonas desérticas na área central, ao passo que as bordas do território são temperadas e urbanizadas. Ambas dependem de complexos sistemas de dutos para mover a água. Na verdade, os dois irmãos canadenses que, no final do século 19, construíram alguns dos primeiros sistemas de irrigação na Califórnia também ajudaram a planejar os sistemas de água na árida bacia hidrográfica australiana dos rios Murray e Darling.

Australia: solução para reduzir o consumo urbano
Na Austrália, a chamada Grande Seca, que se prolongou por uma década na virada do século 21, desencadeou no princípio o mesmo tipo de escaramuça política que toma conta da Califórnia. No entanto, depois de anos de destruição ambiental, crise de falta de água nas cidades e enormes prejuízos por parte dos agricultores, os políticos australianos – e os produtores rurais – tiveram de assumir riscos consideráveis.
“No auge da seca, tornou-se evidente que não tem como dissimular a verdade do meio ambiente”, diz o professor Mike Young, da Universidade de Adelaide, que participou da reação do país à seca. A Austrália conseguiu reduzir o consumo urbano de água graças ao investimento de bilhões de dólares em medidas de conservação, educação e melhoria na eficiência da rede. O país adotou um esquema que assegurava um suprimento mínimo de água para o ambiente, com o restante sendo dividido em parcelas que podiam ser rapidamente negociadas – ou guardadas. Embora tenham lutado contra as mudanças, os produtores rurais, graças aos estímulos financeiros, logo passaram a usar a água de maneira mais criativa e eficiente. O consumo diminuiu.
“O sistema de manejo da água na Califórnia – cujos custos anuais superam os 30 bilhões de dólares – está muito aquém do exemplo admirável da Austrália”, afirma Michael Haneman, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “A Califórnia e quase toda a região Oeste do país nada fizeram para facilitar o manejo da escassez de água”, diz ele. “Nunca nos mostramos dispostos a realizar, com antecipação, as mudanças indispensáveis para enfrentarmos um futuro mais seco.”

10.835 – LIXO – 90% das aves marinhas têm plástico no estômago


albatroz_do_mundo_albatroz_errante3
Pesquisas anteriores indicavam que apenas 29% das aves estavam expostas à alimentação plástica. Para atualizar esse dado, os cientistas do Imperial College London, na Inglaterra, e da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês) analisaram estudos publicados entre 1962 e 2012 sobre 186 espécies de aves marinhas. No início da década de 1960, os cientistas haviam encontrado plástico no estômago de menos de 5% dos animais, mas o número aumentou para 80% em 2010. Contudo, de acordo com a correção feita por um modelo computacional, que leva em consideração a crescente poluição dos oceanos, os cientistas avaliam que a parcela de espécies afetadas seria de 90%, caso os estudos tivessem sido realizados hoje. Seguindo esse ritmo, em 2050, praticamente todas as espécies serão afetadas.
“Pela primeira vez temos uma estimativa global de como o longo alcance do plástico pode afetar as espécies marinhas – e os resultados são impressionantes”, afirma Chris Wilcox, um dos autores do estudo.
Impacto na vida animal – O material encontrado no estômago dos animais inclui sacolas plásticas, tampas de garrafas e fibras de roupas sintéticas que acabaram nos oceanos depois de passar por rios urbanos, esgotos e depósitos de lixo. No entanto, as aves identificam esse material colorido e o confundem com comida. No corpo dos bichos, o plástico compromete os intestinos, causando perda de peso e, eventualmente, a morte. De acordo com os pesquisadores, durante o trabalho de campo, uma única ave carregava 200 pedaços de plástico no estômago.
O plástico tem impacto maior na vida marinha quando se acumula em uma faixa que inclui a parte mais meridional da América do Sul, da África do Sul e da Austrália, região antes considerada “limpa” dos resíduos plásticos. Segundo os autores, o impacto do plástico nas aves é “astronômica” e a única solução para esse problema é melhorar a gestão de resíduos sólidos, que pode reduzir a ameaça à vida marinha.

11.788 – Chuveiro econômico: novo design radical pode economizar 70% de água


chuveiro-design-radical-3-838x469
O chuveiro tem a mesma aparência com a qual estamos acostumados há pelo menos cem anos. Não que seja feio ou pouco prático, mas já estava na hora de mudar.
Água é um recurso importantíssimo que anda cada vez mais escasso. E o chuveiro é uma bela fonte de desperdício.
A empresa Nebia quer mudar esse panorama. Com a proposta ousada de cortar esse desperdício em 70%, eles começaram a projetar um novo produto, com design radical, para atingir essa meta.
Chuveiro econômico com economia incrível
De acordo com Philip Winter, cofundador da Nebia, uma chuveirada de oito minutos gasta cerca de 75 litros de água, em média.
Assim, o principal desafio da equipe era diminuir essa quantidade, mas ainda manter o ambiente quente.

chuveiro-design-radical-838x524
A solução encontrada foi atomizar as correntes de água em pequenas gotas (milhões delas), dando ao chuveiro Nebia dez vezes a superfície de água de um chuveiro tradicional, usando apenas 30% do volume de água (22 litros).
Isso significa um banho delicioso, onde você se sente mais molhado, enquanto gasta bem menos água.
Para chegar a um produto viável com design icônico, a Nebia trabalhou ao lado de outra companhia, chamada de Box Clever.
O resultado final foi um chuveiro que não parece muito diferente do que todos temos em nossos banheiros, mas que é muito mais eficiente e amigo do meio ambiente.
Se o aspecto é o mesmo, a experiência de tomar um banho com Nebia já é bastante distinta. Não é como se molhar com um jorro de água, é mais como entrar em uma “neblina ensopada”.
Depois de uma campanha no site de financiamento Kickstarter, a companhia estima que os primeiros chuveiros devem ser entregados em maio de 2016.

11.606 – Cidade holandesa será a primeira do mundo com uma estrada feita com plástico reciclado


estrada-plastico-reciclado-
A Holanda pode se tornar o primeiro país do mundo a pavimentar suas ruas com garrafas plásticas, após a prefeitura da cidade de Roterdã afirmar que está considerando implantar um novo tipo de cobertura para suas ruas, considerado por seus criadores como uma alternativa mais sustentável ao asfalto.
A empresa VolkerWessels apresentou os planos para uma superfície feita inteiramente com plástico reciclável, que precisaria de menos manutenção do que o asfalto e poderia aguentar grandes variações de temperatura, entre -40ºC e 80ºC.
As estradas poderiam ser construídas em questão de semanas, ao invés de meses, e durar três vezes mais, segundo seus inventores.
A produção de asfalto é responsável pela emissão de 1,6 milhão de toneladas de CO2 por ano no mundo todo, quase 2% de toda poluição gerada nas estradas e ruas do planeta.
“O plástico oferece todos os tipos de vantagem, comparando-se ao modo como as ruas e estradas são feitos atualmente, tanto na construção das ruas como na manutenção delas”, afirma Rolf Mars, executivo da VolkerWessels.
As estradas de plástico são mais leves, reduzindo o impacto no solo, e ocas, tornando mais simples a instalação de cabos e encanamentos embaixo da superfície.
Cada pedaço de estrada pode ser pré-moldado em uma fábrica e transportado até onde eles serão instalados, reduzindo o transtorno causado pela construção de estradas. Ou seja: menos congestionamento por causa das obras na pista.
Mars afirma que o projeto PlasticRoad ainda está em um estágio conceitual, mas a empresa espera conseguir construir a primeira estrada completamente reciclada em até três anos. A cidade de Roterdã já assinou um acordo para realizar o primeiro teste da tecnologia.

11.223 – Planeta Água(?) – Por que ainda não utilizamos água salgada?


Ipanema Beach in Rio De Janeiro, Brazil.
A questão do esgotamento dos recursos naturais da Terra já está em discussão há muito tempo, mas aqui no Brasil ganhou contornos dramáticos quando os moradores de São Paulo enfrentaram a falta de água e de chuvas. Muitos problemas foram debatidos, sugestões levantadas e muita gente começou a ter consciência sobre o uso racional da água. Por conta disso, neste domingo, dia 22, Dia Mudial da Água, nós levantamos quais seriam os prós e contras do uso da água salgada para suprir nossa demanda por água doce. Seria uma alternativa viável?
Cientistas estimam que cerca de 70% da superfície terrestre é ocupado por água e apenas 3% desse total é doce. Então, por que não estamos usando esses recursos para resolver o problema da falta de água no mundo?
A resposta está em dois empecilhos básicos. O primeiro é o custo da tecnologia para tirar o sal da água. Apesar dos avanços nas últimas décadas, a dessalinização ainda é uma das duas fontes mais caras de água que existem – a outra é o reúso de água de esgotos. Dessalinizar custa de duas a três vezes mais do que submeter a água doce ao tratamento convencional.
A outra dificuldade é levar a água até regiões distantes do oceano. Depois de dessalinizar a água, seria necessário bombeá-la por longas distâncias para chegar às populações. Imagine a estrutura necessária para levar água do mar para Brasília, que fica a mais de 1200 km do litoral mais próximo e a mais de 1.000 metros de altitude. Mesmo quando o custo da dessalinização baixar, ainda será preciso vencer o custo de construir aquedutos tão grandes, além do gasto enorme com energia para vencer a distância e o desnível, se quisermos abastecer também as regiões não-litorâneas.
Além destes dois fatores limitantes iniciais, também há uma preocupação em relação ao sal retirado da água que seria limpa e utilizada. De acordo com especialistas da The Nature Conservancy, organização ambiental que trabalha em prol da conservação das água e terras, a salmoura concentrada que é produzida como resíduo do processo precisa ser disposta no ambiente e, mesmo quando retornada ao oceano, pode gerar impacto ambiental local, especialmente sobre os plânctons que são a base da vida marinha.
É por isso que, apesar de ser uma possibilidade para o futuro, a dessalinização ainda não pode ser vista como a solução para o problema. Cuidar bem da água doce, evitando o desperdício, a poluição, o assoreamento de rios e a perda de vegetação nas margens dos cursos d’ água, ainda é nossa alternativa mais viável, se quisermos viver sem o drama da falta de água daqui para frente.

11.101 – A Força do Vento – União Europeia tem recorde no crescimento de energia eólica


Energias

O setor eólico britânico instalou 1.7 gigawatt (GW) de nova capacidade de energia no ano passado, perdendo apenas para a Alemanha, que liderou com impressionantes 5.2GW.
Novos dados da Associação Europeia de Energia Eólica, divulgados hoje, revelam que quase 11.8GW foram acrescentados à grade elétrica, o que representa 43.7% da nova geração.
Em comparação, foram apenas 3.3GW de carvão e 2.3GW de gás, assegurando a posição da energia eólica como a nova fonte que mais cresce no bloco europeu. Há, no entanto, um enorme fosso entre as duas nações líderes e outros países europeus que não instalaram uma só turbina, como Eslováquia e Malta, Luxemburgo e Chipre.
Segundo Thomas Becker, diretor executivo da associação, os números sugerem que a fonte alternativa está se tornando uma oportunidade de negócio cada vez mais atraente. “Começa a parecer insensato colocar capital financeiro em setores velhos da Europa”, disse ele.
Becker acrescentou esperar um mercado mais concentrado em 2015, com o crescimento focado em poucos países e mercados no leste e sul europeus, que continuam penando como consequência de “mudanças erráticas” de políticas, informa a Bloomberg.

11.066 – Ecologia – Em Busca da Energia Limpa


escocia-comeca-construir-maior-usina-energia-mares-mundo_560w

Os 195 países que passaram duas últimas semanas discutindo na Cúpula do Clima (a COP), em Lima, no Peru, o acordo que promete cortar drasticamente as emissões globais de gás carbônico (CO2) até 2050 não apostam apenas no bom-mocismo e na vontade de preservar o planeta como motores para a transformação da sociedade.
Há um esforço conjunto em defender as energias limpas não mais como mera alternativa, mas como a principal forma, econômica e viável, de abastecer a humanidade em um futuro próximo. Para isso, a manobra principal dos preservacionistas é atacar o petróleo, cuja queima, principalmente pela indústria e como combustível de carros, faz o setor de energia representar dois terços das emissões de gases de efeito estufa.
Disse a secretária executiva da COP, a costarriquenha Christiana Figueres: “Os preços do petróleo oscilam muito, e essa imprevisibilidade é um dos maiores motivos para migrarmos para as energias sustentáveis”. Enquanto a exploração do óleo encarece a cada dia, as tecnologias verdes estão gradualmente mais baratas e eficientes. Hoje, 80% da energia vem do uso de combustíveis fósseis. A aposta é que o aumento do custo desse recurso nas próximas décadas, somado a manobras políticas – consolidadas na COP – para tornar sua extração burocraticamente mais difícil, fará com que as opções limpas passem a representar 40% do consumo até 2030 e 90% até 2060.
A economia do petróleo e o incentivo às energias limpas têm relação direta. Se o combustível fóssil fica caro, intensifica-se sua substituição por alternativas renováveis; se está estável ou barateia, diminuem as verbas para outras fontes energéticas. O custo do petróleo está em baixa nos últimos dois anos, o que fez com que empresas optassem mais pelo seu uso e dessem menos atenção a opções verdes. É esse o momento no qual vivemos.
Em dezembro de 2014, o barril do tipo Brent era negociado por cerca de 65 dólares, quase a metade do que era em 2012. “A curto prazo, pode brotar um círculo vicioso, em que diminui o uso das renováveis conforme o óleo, barato, vê sua demanda aumentar”, pontuou na COP o engenheiro alemão Sven Teske, diretor da área de energias renováveis do Greenpeace. “A médio prazo, porém, é inevitável a substituição das fontes sujas. Essa é a primeira COP em que já vemos energias renováveis serem mais econômicas que algumas não renováveis”, completa Teske. Nos últimos cinco anos, o custo de produção das energias solar e eólica caiu 50%, e, com subsídios do governo, elas já saem mais em conta que o gás natural ou o carvão nos Estados Unidos.
A projeção: com o aumento da oferta e da demanda – e ainda o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e baratas de captação -, o preço das fontes limpas continuará a despencar. Estima-se que o custo vá cair ao menos 35% até 2030, em todo o mundo, e 50% até 2050. Em paralelo, o preço do petróleo só aumentará, apesar do atual instante de queda. A expectativa da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) é que chegue a 130 dólares em 2035.
“Para cumprirem com suas metas de corte de emissão de gases de efeito estufa, e de quebra regularem o clima do planeta, os países terão de manobrar para controlar o preço e diminuir subsídios para a extração de combustíveis fósseis. E ainda se mostra necessário estabelecer um valor a ser pago para o que cada nação ou empresa utiliza de carbono”. Como uma dívida assumida por causar poluição e contribuir para o aquecimento global.
A conclusão não é que faltará petróleo no planeta, e por isso teremos de nos adaptar. Mas que a oferta será tão pequena, e controlada, que as energias limpas acabarão por ser a única escolha viável.

10.999 – Energia – Escócia começa a construir maior usina de energia das marés do mundo


escocia-comeca-construir-maior-usina-energia-mares-mundo_560w

O condado de Caithness, no litoral nordeste da Escócia, está prestes a ganhar uma estrutura no fundo do mar que vai gerar energia suficiente para abastecer 175 mil casas. Trata-se da MeyGen, a maior usina de energia das marés do mundo, com potencial total de 400 MW, que começará a ser construída este mês.
Financiada pelo Fundo de Investimento em Energia Renovável do Reino Unido, a iniciativa faz parte de um programa de energia limpa que prevê que até 2050 os britânicos produzam 190 GW de energia renovável. Para a primeira parte do projeto, foram investidas 51 milhões de libras (aproximadamente 203,5 milhões de reais).
Quando estiver concluída, a obra terá 269 turbinas. A empresa responsável pela gestão do projeto, a australiana Atlantis Resources, estima que 61 turbinas fiquem prontas no ano que vem e as restantes em 2020. A previsão é que a usina já comece a gerar e a entregar energia em 2016, com potencial suficiente para abastecer 46 mil casas.
Aproximadamente 25% da energia que vem do mar na Europa provém das costas escocesas, estima o governo. Só a Escócia gera 30% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis, graças, em grande parte, às hidrelétricas. No entanto, o MeyGen é considerado o primeiro projeto de energia das ondas em larga escala no mundo.
Além de não ocupar muito espaço, essa fonte de energia não emite gases de efeito estufa quando em funcionamento e é renovável, uma vez que é resultado de campos gravitacionais do Sol e da lua, combinados à rotação da Terra em torno de seu eixo. Também é possível gerar energia com velocidades baixas, mesmo a 1 m/s, graças à densidade da água, mil vezes mais alta que a do ar.
No entanto, ainda existem poucos exemplos de usinas de energia das marés no mundo e não foram determinados todos os impactos ao meio ambiente. Acredita-se que, como as barragens de marés dependem da manipulação do nível dos oceanos, as usinas tenham efeitos ambientais semelhantes ao das hidrelétricas.
A construção das usinas também pode interromper a migração de peixes nos oceanos e as turbinas podem atrapalhar a circulação de grandes animais marinhos.
Outra desvantagem desse tipo de energia é o alto custo. Projeções apontam que a energia das marés será comercialmente rentável até 2020, com tecnologias melhores. Mas, para isso, é necessário mais investimento em pesquisa no setor.

10.965 – Corajoso – Bill Gates experimenta água obtida a partir de fezes humanas. E gosta


Bill-Gates

Pode ser só um golpe publicitário, mas, para demonstrar a qualidade do equipamento em que investiu, Bill Gates, criador da Microsoft, tomou um copo de água obtida por meio de fezes humanas. “A água estava tão boa quanto qualquer uma engarrafada que eu já tomei. Estudei a engenharia por trás dessa máquina e beberia essa água tranquilamente todos os dias”, escreveu Gates em seu blog.
Os resíduos sólidos inseridos na máquina são fervidos e liberam água em forma de vapor, que é purificada para o consumo. Os sólidos restantes são incinerados e produzem um vapor que movimenta um motor, gerando energia elétrica. Com isso, a máquina é autossuficiente em termos de energia.
“Doenças causadas por falta de saneamento matam 700 000 crianças todos os anos e impedem que muitas outras se desenvolvam plenamente”, escreveu Gates. A máquina, chamada Omniprocessor, foi desenvolvida pela empresa de engenharia americana Janicki Bioenergy. Gates conta em seu blog que a próxima geração desse processador será capaz de produzir 86 000 litros de água potável por dia, a partir dos dejetos de 100 000 pessoas.
O próximo passo, descreve ele, é a criação de um projeto piloto em Dacar, no Senegal.

10.899 – Spray no telhado gera energia solar


spray-telhado-560

Pesquisadores da Universidade de Toronto encontraram um novo meio de colocar células solares sobre superfícies finas e flexíveis, que seriam então colocadas em telhados. E fizeram isto com o uso de um spray. Tais painéis passariam quase despercebidos.
“Meu sonho é um dia ver dois técnicos com mochilas como aquelas do filme ‘Os Caça Fantasmas’ chegando em sua casa para borrifar seu telhado”, disse o engenheiro elétrico e da computação Illan Kramer.
Além disso, películas mais flexíveis poderiam ser utilizadas para carregar aparelhos elétricos.
Kramer e colegas misturaram em uma solução minúsculas partículas de materiais sensíveis à luz, conhecidos como pontos quantum coloidais. Depois, compraram em uma loja de arte algumas unidades de air brush.
Para aplicar a solução a uma superfície flexível, usaram um método similar ao das rotativas de jornal, mas em vez de borrifar tinta em papel, usaram air brush para espalhar a solução na película.
Em experimentos, os pesquisadores mostraram que sua técnica resultou em painéis solares com a mesma eficiência de outros com películas finas e de fabricação mais cara, diz o Daily Mail.