13.616 – Peixe considerado o mais raro do mundo teve sua população Aumentada nos oceanos


peixe raro
O Thymichthys politus, ou simplesmente peixe-mão-vermelha, pensado como sendo o mais raro do mundo – mais isso até recentemente, quando os cientistas conheciam apenas 20-40 membros de sua população. No entanto, após uma descoberta casual feita pela Reef Life Survey, verificou-se que seus cardumes dobraram, segundo informações da Science Alert.
Antes da recente descoberta, a única população conhecida da espécie vivia na costa sudoeste da bacia de Frederick Henry, na Tasmânia. Já o novo clã vive em uma área diferente, que não foi divulgada para que proteção e gerenciamento dos peixes. Tudo o que se sabe é que eles foram encontrados vivendo em uma área de cerca de 50 metros de profundidade.
No entanto, para os pesquisadores, encontrar um novo grupo é emocionante, dada a raridade da espécie e possibilidade de aumentar ainda mais sua população, que era estimada em algo entre 20 e 40 peixes.
Mas, a raridade do peixe-mão-vermelha não é a única coisa impressionante sobre a espécie. Como o próprio nome indica, o peixe tem curiosos apêndices que se parecem com mãos, que usam para se movimentar ao redor no fundo do oceano.
Agora, o título de peixe mais raro do mundo poderá ser dado a um primo de espécie do T. politus, o peixe-mão-de-Ziebell, que não é avistado há mais de uma década, embora os pesquisadores temam que tenha sido extinto.

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13.578 – Amigo do Homem ou Amigo da Onça?


Mulher morre atacada pelos próprios cães durante passeio

pit bull

A americana Bethany Lynn Stephens, de 22 anos, foi morta pelos próprios cães enquanto passeava com os animais em um bosque no estado da Virginia, situado no condado de Goochland, nos Estados Unidos. Os dois cachorros da raça pit bull teriam atacado a dona, que teve graves ferimentos na cabeça e na garganta, e permanecido em volta do corpo durante uma hora. Segundo o site Metrópoles.
O corpo da jovem teria sido encontrado pelo próprio pai, que estranhou a demora da filha em voltar para casa do passeio. Ao procurá-la no bosque onde Bethany costumava brincar com os animais, encontrou o corpo por volta das 20h, com os cães em volta. O homem chamou os serviços de emergência, que após examinarem o corpo constataram o ataque sofrido.
“A vítima tinha feridas defensivas em suas mãos e braços, tentando manter os cachorros afastados dela, o que seria consistente com o ataque enquanto ainda estava viva”, disse o xerife de Goochland, James Agnew, em depoimento reproduzido pelo site Metrópoles.
Após ser atacada no rosto e na garganta, ela teria caído no chão já inconsciente, sendo depois atacada em outras partes do corpo até a morte. O xerife ainda revelou que os cães são de grande porte e treinados para a luta.

13.575 – Biologia – Peixes que tem anticongelante natural


peixes
Enquanto a temperatura despenca ao ponto mais baixo do ano, aqueles de nós que vivem em latitudes mais altas se recolhem a abrigos aconchegantes. Podemos simpatizar com os esquilos e passarinhos, sujeitos ao frio abaixo de zero que varre o mundo exterior, e deixar-lhes comida, mas não pensamos muito em criaturas menores e menos fofinhas: por exemplo os insetos e aranhas que habitam quintais e bosques durante o verão. Eles ressurgirão na primavera, o que significa que de alguma forma sobrevivem ao frio intenso. Mas como o fazem, se não contam com a proteção de pêlos ou penas?
A ameaça à vida nas baixas temperaturas não é o frio, mas o gelo. Já que células e corpos se compõem primordialmente de água, o gelo pode ser letal porque sua formação perturba o equilíbrio entre os fluidos externos e internos das células, o que resulta em encolhimento celular e dano irreversível a tecidos.
Os insetos desenvolveram múltiplas maneiras de evitar congelamento. Uma estratégia é escapar de vez ao inverno. Borboletas como a monarca migram para o sul. Uma ótima solução, mas a capacidade é rara. A maioria dos insetos permanece em seu habitat de origem, e precisa encontrar outra forma de evitar congelamento. Eles fogem ao gelo rastejando para buracos ou fendas por sob a cobertura de neve ou linha de congelamento, ou, como algumas larvas de insetos, hibernam nos fundos de lagos que não se congelem de todo.
Mas muitos insetos e outros animais se defendem contra a exposição direta a temperaturas abaixo de zero por meio da engenhosidade bioquímica, ou seja, produzem anticongelantes.
O primeiro anticongelante de origem animal foi identificado décadas atrás no plasma sanguíneo de peixes da Antártida, por Arthur DeVries, hoje na Universidade do Illinois, e seus colegas. Os mares antárticos são muito frios, com temperaturas da ordem de menos dois graus. A água é salgada o suficiente para que se mantenha líquida a alguns graus abaixo da temperatura de congelamento da água fresca.
As abundantes partículas de gelo flutuando nessas águas representam risco para os peixes porque, caso ingeridas, podem iniciar formação de gelo nas tripas dos animais, com consequências devastadoras. A menos que algo impeça o crescimento dos cristais de gelo.
É isso que as proteínas anticongelantes dos peixes fazem. Os tecidos e corrente sanguínea de cerca de 120 espécies de peixes pertencentes à família dos Notothenioidei estão repletos de anticongelante. As proteínas têm uma estrutura incomum de repetição que permite que se conectem aos cristais de gelo e reduzam para menos três graus a temperatura em que os cristais de gelo crescem. Isso fica um pouco abaixo da temperatura mais baixa do Oceano Antártico, e cerca de dois graus acima da temperatura de congelamento do plasma sanguíneo de peixes que não produzem o anticongelante. Essa pequena margem de proteção tem consequências profundas. Os peixes produtores de anticongelante hoje dominam as águas antárticas.
A capacidade de sobreviver e prosperar em águas frígidas impressiona, mas os insetos sobrevivem a temperaturas muito mais baixas em terra. Alguns, como a pulga da neve, ficam ativos até no inverno e são vistos saltando sobre montes de neve em temperaturas de menos sete graus ou mais baixas. Na verdade, esses insetos não são pulgas, mas Collembolae, um inseto sem asas primitivo capaz de saltar por longas distâncias usando a cauda.
Laurie Graham e Peter Davies, da Universidade Queen¿s, em Kingston, Canadá, isolaram as proteínas anticongelantes das pulgas de neve e descobriram que elas também constituem uma estrutura repetitiva simples que se aglutina ao gelo e impede que os cristais cresçam.
As proteínas anticongelantes das pulgas de neve diferem completamente das que foram isoladas em outros insetos, como o besouro vermelho, que apresenta proteínas anticongelantes por sua vez diferentes das encontradas nas Choristoneurae, uma espécie de lagarta. E todos os anticongelantes desses insetos diferem da espécie que impede o congelamento dos peixes antárticos. O anticongelante de cada espécie é uma invenção evolutiva separada.
Mas a inovação dos insetos vai além dos anticongelantes. Biólogos descobriram outra estratégia para enfrentar o frio extremo. Alguns insetos simplesmente toleram o congelamento.
Nas latitudes mais setentrionais, como o interior do Alasca, as temperaturas de inverno caem a menos 50 graus, e a neve e temperaturas abaixo de zero podem perdurar até maio. Nessas temperaturas extremas, a maioria dos insetos vira picolé. O besouro upis, do Alasca, por exemplo, congela em torno dos menos oito graus. Mas ainda assim pode sobreviver mesmo se exposto a temperaturas de menos 73 graus.
Para tolerar o congelamento, é crucial que os insetos minimizem os danos do congelamento e do degelo. Os insetos desenvolveram diversas substâncias protetoras. Quando o inverno se aproxima, muitos desses insetos produzem elevada concentração de glicerol e outras moléculas de álcool. Elas não previnem o congelamento, mas retardam a formação de gelo e permitem que os fluidos que cercam as células congelem de modo mais controlado, enquanto o conteúdo da célula não congela.
Para proteção máxima, alguns insetos árticos combinam materiais protetores e anticongelantes. De fato, um novo tipo de anticongelante foi recentemente descoberto no besouro upis. Ao contrário das proteínas anticongelantes de outros besouros, mariposas e pulgas de neve, o produto do upis é um complexo açúcar de alta eficiência.
A necessidade de evitar o congelamento de fato foi mãe de muitas invenções evolutivas. Essa nova descoberta torna mais provável que tenhamos truques químicos a aprender dos métodos de proteção contra o frio extremo usados por insetos.
E a questão não envolve apenas entomologia ártica esotérica. Um desafio persistente para a preservação de órgãos humanos é exatamente o problema que esses insetos resolveram – como congelar tecidos por um longo período e depois degelá-los sem dano. Equipes de pesquisa agora estão estudando como aplicar percepções ganhas no mundo animal às salas de cirurgia.

13.568 – Exobiologia – Estas estranhas bactérias podem ser a chave para a encontrarmos


bacterias-comem-ar-antartica
Formas de vida

Os micróbios foram encontrados na Antártica e podem subsistir de uma dieta de hidrogênio, monóxido de carbono e dióxido de carbono, mantendo-se vivos nas condições mais extremas em que outros alimentos e fontes de energia são escassos.
A possibilidade de formas de vida de baixo nível existirem em outros planetas também é uma que agora podemos considerar.
“A grande questão é como os micróbios podem sobreviver quando há pouca água, os solos são muito baixos em carbono orgânico e há pouca capacidade para produzir energia do sol através da fotossíntese durante a escuridão do inverno”, disse a principal pesquisadora Belinda Ferrari.

Vida que vive do quê?
A Antártica é um local com condições particularmente desfavoráveis à vida: temperaturas extremas, pouca água, meses de escuridão, radiação ultravioleta forte e intempérie de ciclos de congelamento e descongelamento.
E, no entanto, a vida está presente lá. Como sobrevive sem as fontes de energia usuais, como carbono que se transforma em açúcar através da fotossíntese?
Para responder a essa pergunta, os pesquisadores coletaram amostras de solo de duas partes livres de gelo do continente, Robinson Ridge e Adams Flat, escolhidas porque qualquer fonte de alimento reconhecível para a vida ou para bactérias é praticamente inexistente por lá.
Ao reconstruir os genomas de 23 micróbios, os cientistas conseguiram identificar dois grupos de bactérias anteriormente desconhecidos que eles chamaram de WPS-2 e AD3.
Além disso, as espécies dominantes no solo tinham genes com alta afinidade com o hidrogênio e o monóxido de carbono, permitindo que capturassem estes gases do ar a uma velocidade suficientemente rápida para sustentar a vida.

Vida alienígena
Essa é a primeira forma de vida que “come ar” que já identificados, mesmo que seja apenas uma bactéria na maior parte dormente.
O próximo passo é descobrir quão generalizados são estes tipos de bactérias de baixa manutenção, seja na Antártica ou em qualquer outro lugar da Terra.
Eventualmente, micróbios semelhantes podem ser encontrados em outros planetas, ou seja, formas de vida sem necessidade de outros alimentos exceto o ar que respiram.
“Esta nova compreensão sobre como a vida ainda pode existir em ambientes fisicamente extremos e desprovidos de nutrientes como a Antártica abre a possibilidade para gases atmosféricos que sustentam a vida em outros planetas”, explica Ferrari. [ScienceAlert]

13.566 – Ciências Sociais – Gênero(??)


genero
Gênero pode ser definido como aquilo que identifica e diferencia os homens e as mulheres, ou seja, o gênero masculino e o gênero feminino.
De acordo com a definição “tradicional” de gênero, este pode ser usado como sinônimo de “sexo”, referindo-se ao que é próprio do sexo masculino, assim como do sexo feminino.
No entanto, a partir do ponto de vista das ciências sociais e da psicologia, principalmente, o gênero é entendido como aquilo que diferencia socialmente as pessoas, levando em consideração os padrões histórico-culturais atribuídos para os homens e mulheres.
Por ser um papel social, o gênero pode ser construído e desconstruído, ou seja, pode ser entendido como algo mutável e não limitado, como define as ciências biológicas.
Nos estudos biológicos, o conceito de gênero é um termo utilizado na classificação cientifica e agrupamento de organismos vivos, que formam um conjunto de espécies com características morfológicas e funcionais, refletindo a existência de ancestrais comuns e próximos.
Por exemplo, o “homo sapiens” é o nome da espécie humana a qual pertence ao gênero “homo”.

Identidade de gênero
Consiste no modo como determinado indivíduo se identifica na sociedade, com base no papel social do gênero e no sentimento individual de identidade da pessoa.
O conceito da identidade de gênero não está relacionado com os fatores biológicos, mas sim com a identificação do indivíduo com determinado gênero (masculino, feminino ou ambos).
Por exemplo, uma pessoa que biologicamente nasceu com o sexo masculino, mas que se identifica com o papel social do gênero feminino, passa a ser socialmente reconhecida como uma mulher. Esta pessoa é denominada transgênera, pois possui uma identidade de gênero diferente da biológica.
É incorreto, no entanto, relacionar a identidade de gênero com a orientação sexual. Existem pessoas transexuais, por exemplo, que podem ser heterossexuais, homossexuais ou bissexuais, assim como acontece com as pessoas cisgênero.

Ideologia de gênero
Este conceito está relacionado com a ideia da identidade de gênero, pois classifica os papéis do gênero como um produto histórico-cultural e político, que foi definido ao longo dos anos e pautado por uma perspectiva de sociedade patriarcal e heteronormativa.
De acordo com esta ideologia, as pessoas nascem iguais e, ao longo da vida, vão construindo a sua própria identidade, seja como homem, mulher ou ambos.
Atualmente, esta ideia continua a não ser facilmente aceita pela maioria da sociedade. Para desconstruir a heteronormatividade que está enraizada na cultura brasileira, por exemplo, existem alguns projetos e políticas de ensino que planejam ensinar as crianças e jovens a compreenderem as diferenças.

Gênero textual
Na gramática da língua portuguesa, o gênero pode se referir aos diferentes tipos e classificações de substantivos, por exemplo, os que são “masculinos”, “femininos”, “biformes” ou “heterônimos” e etc.
O gênero literário se refere ao uso das palavras para produção de obras literárias. Exemplo: romântico, poético, barroco e etc.
Já o gênero musical se refere aos vários estilos musicais, como o rock, o jazz, o pop, entre outros.
Ainda podemos considerar os gêneros cinematográficos, que são os filmes de drama, musicais, western, policiais, infantis e etc.

13.553 – Biologia – Este é o maior organismo vivo já encontrado


fungo-oregon-Antrodia
Em 1998, um grupo de pesquisadores do Serviço Florestal dos EUA entrou na Floresta Nacional de Malheur para investigar a morte de várias árvores abeto, o famoso pinheirinho de Natal que cresce no Hemisfério Norte. O parque fica na região leste do estado de Oregon, nas Montanhas Azuis.
A área afetada foi identificada com a ajuda de fotografias aéreas e amostras de raízes de 112 árvores mortas ou que estavam prestes a morrer foram recolhidas. A análise delas mostrou que 108 estavam infectadas com o fungo Armillaria solidipes.
Este fungo cobre 9,6 km2, chegando a ter cerca de 3 km de extensão no maior ponto. Com base nos cálculos dos pesquisadores, o organismo está ali há 2,5 mil anos, mas alguns especialistas acreditam que ele esteja ali há 8 mil anos.
Este fungo gigante se espalha pelo sistema de raízes das árvores, matando-as lentamente. Por isso, não é apenas o maior organismo do mundo, mas também o mais mortal. Por algumas semanas em cada outono, o fungo aparece em aglomerados amarelados de corpo de frutificação e esporos, mas durante o resto do ano o micélio vegetativo fica escondido em uma camada fina branca embaixo da terra. É justamente quando está escondido que ele fica mais mortal.
As árvores costumam se beneficiar da presença de fungos em suas raízes, pois eles ajudam na movimentação de nutrientes no solo. Este tipo específico de fungo, porém, causa o apodrecimento das raízes, matando a árvore lentamente durante décadas. A árvore tenta lutar contra o fungo ao produzir uma seiva preta que escorre pela casca, mas esta é uma batalha perdida.
“As pessoas normalmente não pensam que cogumelos matam árvores. O fungo cresce ao redor da base da árvore e então mata todos os tecidos. Pode levar 20, 30, 50 anos antes que ela finalmente morra. Não há movimentação de água ou nutrientes para cima ou para baixo da árvore quando isso acontece”, explica um dos pesquisadores do Serviço Florestal, Greg Filip, ao Oregon Public Broadcasting.
fungo foi identificado pela primeira vez em 1988, e inicialmente acreditava-se que se tratava de vários organismos diferentes, mas experimentos mostraram que se tratava do mesmo organismo. Quando o micélio de fungos geneticamente idênticos se encontra, eles se unem e formam um indivíduo. Quando os genes dos fungos são diferentes, eles se rejeitam. Assim, os cientistas colocaram na mesma placa de Petri diferentes amostras recolhidas de diferentes pontos. O resultado foi que 61 deles tinham os mesmos genes.
Se todos esses cogumelos fossem reunidos e empilhados, eles pesariam até 31 toneladas. “Nunca vimos nada na literatura que sugere que qualquer outra coisa no mundo é maior em superfície”, diz Filip.
Esse cogumelo pode ser encontrado em outras partes dos EUA e na Europa, mas nenhum é tão grande quanto o encontrado em Oregon. “Quando você percebe que esse fungo se espalha entre 12 a 36 cm por ano e que temos alguma coisa tão grande assim, podemos calcular sua idade”, explica ele.
O fungo tem preocupado os lenhadores e madeireiras da região, que tentam encontrar uma forma de impedir seu crescimento. Eles já tentaram cortar árvores, cavar as raízes das plantas afetadas e em algumas áreas tentaram remover até a última fibra do fungo que eles encontraram. Este último método produziu o melhor resultado, já que mais pinheiros sobreviveram depois de serem plantados no solo tratado. Mesmo assim, esta técnica é cara e trabalhosa, e nunca será suficiente para eliminar o fungo todo da região.
Outra possível solução é encontrar uma espécie de pinheiro que sobreviva ao fungo e passar a plantar este tipo de árvore na região afetada. Pesquisadores do estado de Washington, vizinho ao norte de Oregon, estão pesquisando quais árvores são menos afetadas pelo fungo, já que o estado também está sofrendo com o problema. “Estamos procurando por uma árvore que possa crescer em sua presença. É besteira plantar a mesma espécie onde há infestação da doença”, diz Dan Omdal, do Departamento de Recursos Naturais de Washington.
O provável, porém, é que a atividade humana não influencie muito no crescimento do fungo, e ele continue existindo abaixo das florestas dos Estados Unidos e Europa por outros milhares de anos. [Odditycentral, BBC]

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13.540 – Biologia – Composto que teria dado origem à vida na Terra é encontrado


vida-terra
Os cientistas que pesquisam as origens da vida trabalham com a hipótese de que uma reação química chamada fosforilação pode ter sido crucial para a montagem de três ingredientes-chave nas formas de vida precoces: cadeias curtas de nucleotídeos para armazenar informações genéticas, cadeias curtas de aminoácidos (peptídeos) para fazer a trabalho principal de células e lipídios, para formar estruturas encapsulantes, como paredes celulares. No entanto, ninguém jamais encontrou um agente fosforilante que estivesse plausivelmente presente no início da Terra e poderia ter produzido essas três classes de moléculas lado a lado nas mesmas condições realistas.
Agora, químicos no Instituto de Pesquisa Scripps (TSRI), nos EUA, acabaram de identificar esse composto: o diamidofosfato (DAP).
“Sugerimos uma química de fosforilação que poderia ter dado origem, no mesmo lugar, a oligonucleótidos, oligopeptídeos e estruturas semelhantes a células para anexá-los”, disse o autor principal do estudo, Ramanarayanan Krishnamurthy, professor associado de química na TSRI. “Isso, por sua vez, permitiria outras químicas que não eram possíveis antes, levando potencialmente às primeiras entidades vivas simples, baseadas em células”.
O estudo, relatado na revista Nature Chemistry, faz parte de um esforço contínuo de cientistas de todo o mundo para encontrar rotas plausíveis para a jornada épica da química pré-biológica até a bioquímica baseada em células.
Outros pesquisadores descreveram reações químicas que poderiam ter permitido a fosforilação de moléculas pré-biológicas no início da Terra. Mas esses cenários envolveram diferentes agentes de fosforilação para diferentes tipos de moléculas, bem como diferentes e muitas vezes incomuns ambientes de reação.

Todas as temperaturas e condições
“Foi difícil imaginar como esses processos muito diferentes poderiam ter se combinado no mesmo lugar para produzir as primeiras formas de vida primitivas”, lembra Krishnamurthy.
Ele e sua equipe, incluindo os co-primeiros autores Clémentine Gibard, Subhendu Bhowmik e Megha Karki, todos pesquisadores de pós-doutorado no TSRI, mostraram que o DAP poderia fosforilar cada um dos quatro blocos de construção de nucleósidos do RNA na água ou um estado semelhante a uma pasta sob uma ampla gama de temperaturas e outras condições.
Com a adição do catalisador imidazol, um composto orgânico simples que estava presente de forma plausível no início da Terra, a atividade do DAP também levou ao surgimento de cadeias curtas de RNA desses blocos de construção fosforilados.
Além disso, o DAP com água e imidazol fosforilou eficientemente os blocos de lipídios de glicerol e ácidos graxos, levando a pequenas cápsulas de fosfolipídios chamadas vesículas, versões primitivas de células.

O DAP em água à temperatura ambiente também fosforilou os aminoácidos glicina, ácido aspártico e ácido glutâmico e, em seguida, ajudou a ligar essas moléculas em cadeias peptídicas curtas (os peptídeos são versões menores de proteínas).
Krishnamurthy e seus colegas demonstraram anteriormente que o DAP pode fosforilar eficientemente uma variedade de açúcares simples e, assim, ajudar a construir carboidratos contendo fósforo que estariam envolvidos em formas de vida precoces. O seu novo trabalho sugere que o DAP poderia ter um papel muito mais central nas origens da vida.
“Isso me lembra a Fada Madrinha da Cinderela, que acena uma varinha e “poof”,”poof”,”poof”, as coisas simples se transformam em algo mais complexo e interessante”, compara Krishnamurthy.
“Pode ter havido minerais no início da Terra que liberaram tais compostos de fósforo-nitrogênio nas condições corretas”, disse ele. “Os astrônomos encontraram evidências de compostos de fósforo-nitrogênio no gás e poeira do espaço interestelar, por isso é certamente plausível que tais compostos estejam presentes no início da Terra e tenham desempenhado um papel no surgimento das moléculas complexas da vida”. [phys.org]

13.536 – Curiosidades sobre sexo no Reino Animal


Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um orgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

Ácaros (Red Velvet Mites)
Sexo é um ato solitário (e esquisito) para os ácaros Trombidiidae. O macho procura o ninho perfeito para o acasalamento, com muitas folhas e galhinhos, para criar a perfeita atmosfera para o casal. E então, ele espalha seu sêmem por todo o lugar. Depois de completar o serviço, o próximo passo é atrair uma fêmea – com suas fezes. Ela segue o rastro deixado pelo macho e, chegando ao ninho “cuidadosamente” preparado, deve se virar sozinha para ser inseminada.

Antequino-Marrom
O vício em sexo não é um problema enfrentado apenas por humanos. A condição também atinge esse pequeno marsupial. O Antequino-Marrom é tão frenético que, durante o período reprodutivo, chega a passar até 12 horas se acasalando com apenas uma parceira. Como é insaciável, passa de fêmea pra fêmea, até seu sistema imunológico começar a falhar. Ele geralmente desenvolve úlceras graves e contrai infecções de parasitas, e morre não muito tempo depois da sessão de acasalamento.

Argonautas
Os argonautas são um gênero de polvo bastante comum, que habita águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Seu momento de reprodução, no entanto, está longe do “regular”: a fêmea desenvolve uma concha gigante para abrigar e proteger os ovos e embriões, enquanto os machos – que também possuem uma concha, mas em tamanho significativamente menor – começam a acumular uma bola de espermatozóides em um tentáculo especial. Quando, passeando por aí, o macho encontra uma fêmea por quem se interessa, o tentáculo se destaca do corpo e sai nadando sozinho até a fêmea.

Caracóis
O caracol é um dos favoritos na disputa de localização mais bizarra do pênis: seu órgão reprodutivo fica no pescoço. Os caracóis são hermafroditas e precisam de um companheiro para conseguirem se reproduzir. E para convencer o parceiro, eles costumam “flertar” apunhalando um ao outro com dardos constituídos de carbonato de cálcio ou quitina e usados para injetar no receptor hormônios que estimulam os órgãos genitais femininos.

caracol

Hienas
As fêmeas representam o gênero dominante entre as hienas. Mais agressivas que os machos, no momento de escolher um parceiro elas não dão bola para os esquentadinhos, preferindo aqueles que se mostram mais submissos. O companheiro terá então um desafio à frente: habilidosamente inserir seu pênis no pseudo-pênis da fêmea, que esconde sua vagina. Contorcionismo no mundo animal.

Hipopótamo
O hipopótamo macho possui uma forma bastante diferente de chamar a atenção de uma fêmea. Ele se coloca em lugar de destaque, defeca em si mesmo e utiliza a sua cauda como uma espécie de hélice, espalhando as fezes por todos os lados na tentativa de encontrar uma parceira. E o mais incrível: a nojeira funciona.

Macaco-rhesus
O primata, também conhecido como Reso, tem muitos motivos para ser um tanto paranoico. No Reino Animal é bem comum que as disputas entre os machos por uma companheira acabem sendo um tanto violentas. Mas poucas espécies são tão cruéis (e, ao mesmo tempo, espertas): os macacos-rhesus atacam seus oponentes no momento em que eles estão tendo um orgasmo. Sim, é isso mesmo. Um estudo da University of Utrecht apontou que mais da metade dos encontros sexuais dos macacos reso terminam com o macho sendo brutalmente atacado. Até 9 macacos podem se aproveitar da vulnerabilidade do coleguinha para tentar roubar sua fêmea.

Marreca-pé-na-bunda
A marreca-pé-na-bunda, também conhecida como Oxyura vittata, possui orgãos reprodutores mais estranhos do que seu nome. Além de ser dono de um pênis de aproximadamente 40 centímetros de comprimento, o orgão do macho tem formato de saca rolhas e possui uma espécie de ~pincel~ na ponta. A vagina da fêmea também é em espiral, mas no sentido oposto – o que permite o encaixe. Durante o ato sexual, o macho utiliza a sua “escova” para remover qualquer esperma deixado por um macho anterior.

Morcegos (Chinese Fruit Bat)
Cientistas do Guangdong Entomological Institute in Guangzhou, na China, descobriram que os morcegos da espécie Cynopterus sphinx usam o sexo oral para prolongar o ato sexual. A descoberta é um tanto inusitada, já que se pensava que somente humanos tinham essa prática. Mas o que é ainda mais curioso é que, através de um grande contorcionismo, a fêmea consegue agradar o macho enquanto ainda estão envolvidos no ato sexual. Provavelmente não é seguro tentar isso em casa.

Peixe actinopterígeo
Estes peixes, que habitam exclusivamente ambientes marinhos, redefinem o conceito de namorado folgado. Alguns machos do subgênero, bem mais franzinos que suas companheiras de espécie, nascem com sistema digestivo rudimentar, que logo passa a dificultar sua alimentação. Para contornar este problema quase-fatal, os peixes usam de seu olfato apurado para encontrar uma fêmea no oceano. No primeiro encontro, nada de rituais de acasalamento: o macho logo morde a fêmea e libera uma enzima digestiva que corrói a pele de sua boca e o corpo da companheira, fundindo o par para toda a vida. Conectado ao sistema circulatório da fêmea, o corpo do macho se atrofia. Sua única função agora é liberar esperma sempre que hormônios na corrente sanguínea de sua “parceira” indicam que ela está ovulando. Ah, o amor… Não bastasse apenas um namorado parasita, é comum que a fêmea da espécie seja mordida por múltiplos machos.

Peixe-palhaço
Descobrir a verdade sobre a reprodução dos peixes-palhaço vai ajudar a entender melhor o filme Procurando Nemo. Em um núcleo familiar, a fêmea é sempre o maior membro do grupo. Quando ela morre, o maior macho assume seu lugar – literalmente. Como estes peixes são hermafroditas, isso significa que o macho muda de papel. Ou seja: o pai de Nemo, na verdade, passaria a ser a mãe do Nemo.

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Percevejos
A reprodução dos percevejos pode ser comparada a um ato de violência sexual. Os machos das espécies costumam possuir um pênis tão afiado que, na hora de se reproduzirem, praticamente dão diversas “facadas” no corpo da fêmea até conseguirem depositar o seu esperma. Já que a espécie não está em extinção, presume-se que a fêmea sobrevive ao traumático ataque.

13.535 – Biologia – Pra que serve o pênis na Hiena Fêmea?


penis hienas
Na verdade, o que acontece é que as hienas-malhadas fêmeas contam com um clitóris muito, muito grande, e essa estrutura — que, aliás, é homóloga do pênis — inclusive é maior do que a genitália dos machos.
Graças a esse “pseudopênis” presente nas fêmeas, por muito tempo se acreditou que as hienas fossem hermafroditas. O mais estranho é que os clitóris, além de chegarem a medir mais de 15 centímetros de comprimento — e inclusive serem capazes de ficar eretos —, vêm acompanhados de uma espécie de saco composto de gordura e outros tecidos que fica pendurado por ali, para, você sabe, compor melhor o conjunto.
Além de terem “pênis” maiores do que o dos machos, quem manda em casa são as fêmeas, já que elas são superagressivas e são quem dominam os clãs! Essa peculiaridade anatômica provavelmente ocorre por que, durante a gestação, as mães produzem uma grande quantidade de hormônio masculino, o que garante, entre outras coisas, que os filhotes nasçam agressivos, característica indispensável para a sobrevivência desses animais.
Entretanto, essa dose extra de hormônios, além de prejudicar o desenvolvimento de outros órgãos do sistema reprodutivo, também faz com que os clitóris das fêmeas sejam superdesenvolvidos. Além disso, com um “pênis” no lugar de uma “vagina”, o acasalamento entre as hienas não é uma tarefa nada fácil, já que evidentemente existe uma espécie de… conflito.
Para que o ato ocorra, os machos precisam introduzir o pênis em um pequeno orifício — que mede cerca de 2,5 centímetros de diâmetro — presente no superclitóris, em uma manobra complexa que requer alguma habilidade. Portanto, os machos principiantes precisam treinar um durante alguns meses antes de completar o acasalamento com sucesso.
E no caso de que ocorra uma gestação, as fêmeas têm seus filhotes através desse orifício presente em seus clitóris — meninos, já imaginaram a dor? —, e não é raro que ocorram rupturas no canal durante os nascimentos, provocando a morte das mães em 20% dos casos.

13.529 – Curiosidades – Este fungo tem mais de 23 mil sexos


fungo

Os fungos são criaturas maravilhosas e desinibidas que não respeitam as construções de gênero e se acasalam livremente com quase qualquer outro membro de sua espécie.
A chave para esse mundo perfeito? Não sei, pode ser devido ao fato de que eles são inconscientes.
De qualquer forma, existe um fungo, conhecido cientificamente como Schizophyllum commune, que é particularmente desconstruído: tem cerca de 23 mil sexos.
Esse fungo prospera em madeira apodrecida e vive em partes das Índias Orientais, Tailândia, Madagáscar e Nigéria, onde muitas pessoas o comem, apesar de guias ocidentais o classificarem como “não comestível”. Aparentemente, sua textura dura e borrachuda não é um problema para outras culturas.
Também é usado medicinalmente, pois, como muitos outros fungos, tem propriedades antivirais e antifúngicas para mantê-lo seguro na natureza.
Se você não sabe nada sobre micologia, nunca esperaria que um humilde fungo de podridão de madeira tivesse dezenas de milhares de variações sexuais.

Diferentão

O S. commune possui um número invulgarmente elevado de sexos, realmente, mas ter muitas variantes não é de fato algo incomum no mundo dos fungos.
No reino animal, a maioria das espécies é bastante limitada em suas opções de sexo biológico, porque a compatibilidade reprodutiva geralmente depende da compatibilidade anatômica: em outras palavras, algum tipo de pênis deve se encaixar em algum tipo de vagina.
Existem animais que fertilizam ovos externamente, mas essas espécies geralmente também têm um organismo que coloca os ovos e outro que os fertiliza. Alguns hermafroditas possuem um mecanismo mais igualitário, mas até nesses seres ainda há algo fálico fertilizando alguma coisa. É simplesmente a vida.
Menos para os fungos. Eles não são limitados pelas mesmas restrições anatômicas. Eles precisam se fundir fisicamente para procriar, mas podem recombinar material genético de maneira mais direta.

A transferência
O acasalamento nada mais é do que fazer duas células se fundirem em uma, de modo que seu DNA possa se combinar.
Para isso, os fungos não precisam passar pelo processo de ejaculação – eles produzem células sexuais de forma semelhante aos humanos, mas simplesmente misturam seu DNA através de transferência celular direta.
Eles se combinam essencialmente criando uma “conexão”, que permite aos fungos transferir núcleos de uma célula para outra. Os animais e as plantas fazem o mesmo utilizando algum “veículo de transporte” para essas células, seja esperma ou pólen, por exemplo, enquanto os fungos apenas chegam perto um do outro e deixam a diversão começar.

Complexo

De forma bastante resumida, os fungos possuem um conjunto de dois genes em dois cromossomos diferentes. Esses “locais genéticos” são chamados de A e B. Cada um desses genes também possui dois alelos, ou formas alternativas, chamadas de alfa e beta.
Assim, no total, existem quatro pontos distintos no genoma do S. commune onde a variação sexual pode ocorrer: A-alfa, A-beta, B-alfa e B-beta.
Aqui é onde fica mais complicado. Cada um desses quatro locais pode ter múltiplas variantes, que são todas versões ligeiramente diferentes do mesmo conjunto de proteínas. A-beta tem aproximadamente 32 especificidades possíveis, e o resto tem cerca de nove. Então, para determinar o sexo de um organismo, você teria que ordená-lo geneticamente para criar algo como A-alfa-1, A-beta-8, B-alfa-3, B-beta-5…
Para dois S. commune acasalarem, eles têm que ter variantes diferentes em algum lugar em A e em algum lugar em B. Então, dois fungos que possuem A-alfa-1 e B-beta-5, mas têm diferentes A-betas e B-alfas, podem se reproduzir. Mas se eles tiverem A-alfas e A-betas correspondentes, não podem.
Ainda não está claro como os componentes alfa e beta afetam a compatibilidade, mas sabemos que certos tipos genéticos se recombinam mais frequentemente do que outros e que, no geral, o S. commune pode se acasalar com a grande maioria de sua própria população.
Esta é realmente uma ótima estratégia para preservar a diversidade sexual. O fungo literalmente tem que se acasalar com um indivíduo geneticamente distinto, por isso aumenta constantemente o número de variações sexuais que existem em uma população.
Como existem muitas maneiras do sexo variar em S. commune, acaba que existem mais de 23 mil deles. Este tipo de sistema de acasalamento é comum entre os fungos, só é mais raro existirem tantas variações.
Então, da próxima vez que você comer um cogumelo, lembre-se que ele provavelmente teve uma vida sexual mais agitada do que a sua. [POPSCI]

13.521 – Ufologia – Qual Seria de Fato a Aparência dos ETS?


ets2
Diversos astrobiólogos foram consultados com relação à fisionomia dos seres vivos que poderão existir em várias das luas do nosso sistema solar com possibilidades de abrigar vida microbiana.
Doug Vakoch, presidente do METI International, um projeto que procura sinais de rádio emitidos do espaço sideral, afirmou que ninguém deveria esperar se deparar com seres fisionomicamente similares aos seres humanos fora da Terra.
Ele acredita que em Encélado, uma das luas de Saturno, poderão ser encontradas formas de vida que se alimentam de hidrogênio, sob a crosta de gelo. No entanto, ele afirmou que “as águas de Encélado são tão frias que seria difícil imaginar uma vida maior que uma bactéria”.
Enquanto isso, Rocco Manicelli, astrobiólogo da NASA, concordou com seu colega ao afirmar que um meio-ambiente tão extremo não deixa muitas possibilidades a formas de vida multicelulares. Em vez disso, de acordo com sua opinião, seria um mundo bacteriano.
Se, por acaso, esse tipo de vida for encontrado, Seth Shostak, principal astrônomo do SETI, acredita que seria mais parecido aos insetos do nosso planeta.
Por último, Catlin Ahrens, astrofísica da Universidade do Arkansas, ressaltou que a vida extraterrestre não estaria necessariamente baseada ano carbono, como acontece na Terra, mas que poderia ser constituída por outros elementos, como o enxofre.

13.500 – Estudo diz que vida na Terra começou em lagoas quentes de água que foram atingidas por meteoritos


meteoritos
A vida na Terra começou em algum momento entre 3,7 e 4,5 bilhões de anos atrás, depois que meteoritos vindos do espaço sideral derramaram e espalharam elementos essenciais em pequenas lagoas quentes. Pelo menos é o que dizem cientistas da Universidade McMaster, no Canadá, e do Instituto Max Planck, na Alemanha. Seus cálculos sugerem que ciclos úmidos e secos transformaram blocos de construção molecular básicos no caldo rico em nutrientes das lagoas em moléculas de RNA auto-replicantes que constituíram o primeiro código genético para a vida no planeta.
Os pesquisadores baseiam sua conclusão em pesquisas e cálculos exaustivos em aspectos de astrofísica, geologia, química, biologia e outras disciplinas. Embora o conceito de “pequenas lagoas quentes” tenha ocorrido desde Darwin, os pesquisadores agora provaram sua plausibilidade através de numerosos cálculos baseados em evidências.
Os autores principais Ben K.D. Pearce e Ralph Pudritz, ambos do McMaster’s Origins Institute e seu Departamento de Física e Astronomia, dizem que a evidência disponível sugere que a vida começou quando a Terra ainda estava tomando forma, com os continentes emergindo dos oceanos, meteoritos atacando o planeta – incluindo aqueles que traziam o blocos de construção da vida – e nenhum ozônio protetor para filtrar os raios ultravioleta do Sol.
Ligações de vida

“Para entender a origem da vida, precisamos entender a Terra como era há bilhões de anos. Como nosso estudo mostra, a astronomia fornece uma parte vital da resposta. Os detalhes de como nosso sistema solar se formou têm conseqüências diretas na origem da vida na Terra”, diz Thomas Henning, do Instituto Max Planck para astronomia e outro co-autor.
A centelha da vida, segundo os autores, foi a criação de polímeros de RNA: os componentes essenciais dos nucleotídeos, fornecidos por meteoritos, atingindo concentrações suficientes na água das lagoas e unindo-se à medida que os níveis de água caíram e aumentaram através de ciclos de precipitação, evaporação e drenagem. A combinação de condições úmidas e secas foi necessária para a ligação, diz o artigo.
Em alguns casos, acreditam os pesquisadores, condições favoráveis ​​viram algumas dessas cadeias se dobrarem e se replicarem espontaneamente, tirando outros nucleotídeos de seu ambiente, cumprindo uma condição para a definição de vida. Esses polímeros eram imperfeitos, capazes de melhorar através da evolução darwiniana, cumprindo a outra condição.

“Esse é o Santo Graal da química experimental das origens da vida”, diz Pearce.

Essa forma de vida rudimentar daria origem ao eventual desenvolvimento do DNA, o modelo genético de formas superiores de vida, que evoluiria muito mais tarde. O mundo teria sido habitado apenas pela vida baseada em RNA até o DNA evoluir.
“O DNA é muito complexo para ter sido o primeiro aspecto de vida a surgir”, diz Pudritz. “Ela teve que começar com outra coisa, e isso é o RNA”.

Os cálculos dos pesquisadores mostram que as condições necessárias estavam presentes em milhares de lagoas, e que as combinações chave para a formação da vida eram muito mais prováveis ​​de terem se reunido nessas lagoas do que nas aberturas hidrotermais, onde a principal teoria rival sustenta que a vida começou em fissuras no oceano, onde os elementos da vida teriam se unido em explosões de água aquecida. Os autores do novo artigo dizem que tais condições não são suscetíveis de gerar vida, uma vez que a ligação requerida para formar RNA requer ciclos úmidos e secos.
Os cálculos também parecem eliminar o pó espacial como fonte de nucleotídeos geradores de vida. Embora tal poeira realmente tenha os materiais certos, eles não foram depositados em concentração suficiente para gerar vida, determinaram os pesquisadores. Na época, no início da vida do sistema solar, os meteoritos eram muito mais comuns e poderiam ter pousado em milhares de lagoas, levando os blocos de construção da vida. Pearre e Pudritz planejam colocar a teoria em teste no ano que vem, quando a McMaster abrirá seu laboratório Origins of Life, que irá recriar as condições pré-vida em um ambiente fechado.

“Estamos emocionados de poder juntar um artigo teórico que combina todos esses tópicos, faz previsões claras e oferece ideias claras que podemos levar ao laboratório”, diz Pudritz. [phys.org]

13.499 – Descoberta a quarta fase da vida: quando o fim está próximo


espiral
Os biólogos separam a vida em três fases: desenvolvimento, envelhecimento e vida adiantada. Mas um crescente corpo de pesquisa agora sugere que há uma quarta fase imediatamente anterior à morte que os cientistas estão chamando de “espiral da morte”.
Embora a maioria das pesquisas sobre a “espiral da morte” tenha se concentrado nas moscas da fruta, os cientistas acham que esses estudos podem oferecer uma visão valiosa da última etapa da vida humana também.
“Acreditamos que isso faz parte do processo da morte geneticamente programada, basicamente”, explica Laurence Mueller, presidente do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade da Califórnia, nos EUA.

Morte das moscas
Ao longo da última década, vários estudos com moscas da fruta sugeriram que esta espiral pode ser vista na queda da taxa reprodutiva (fecundidade), de acordo com uma revisão desta pesquisa por Mueller e seus colegas, publicada no início deste ano na revista Biogerontology. Por exemplo, os pesquisadores descobriram que o primeiro dia em que uma mosca fêmea colocou zero ovos foi um preditor significativo do fim da vida: os indicadores de fecundidade começaram a diminuir cerca de 10 dias antes de moscas jovens da fruta terem zero ovos. Os pesquisadores acham que o que leva à morte das moscas também afeta sua capacidade de reprodução nos últimos dias.
Na nova revisão, Mueller disse que o momento dessa queda corresponde a outra estimativa anterior da duração da espiral da morte. 10 dias podem ser até um terço da vida de uma mosca. Pesquisas a partir de 2002 sobre moscas da fruta do Mediterrâneo, chamadas de moscas-do-mediterrâneo, descobriram que 97% dos machos começaram a ficar de cabeça para baixo cerca de 16 dias antes de morrer. Em termos relativos, esse indicador potencial de uma espiral da morte também é aproximadamente igual ao momento do declínio da fecundidade nas moscas da fruta.
Em outro estudo, cientistas observaram moscas da fruta, nemátodos e peixes-zebra para ver se seus intestinos exibiam maior vazamento antes da morte. Os pesquisadores testaram essa vazamento, chamado permeabilidade, dando corantes para cada animal. Se a permeabilidade aumentasse, esse corante escaparia para dentro do corpo do animal, e seu corpo mudaria de cor – azul nas moscas e nos peixes e verde fluorescente nos nemátodos. A pesquisa, publicada em 22 de março na revista Scientific Reports, concluiu que esse vazamento intestinal foi um marcador de morte nas três espécies.

Uma espiral de morte humana?
A esperança é que a investigação da espiral da morte em moscas da fruta e outros organismos poderia algum dia dizer aos cientistas mais sobre o declínio dos humanos antes da morte.
Em seu artigo de revisão, Mueller e seus colegas citaram um estudo de 2008 publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences que mostra evidências de que as pessoas podem experimentar a espiral da morte também. Nesse estudo, os pesquisadores analisaram os dados coletados sobre as habilidades físicas e cognitivas de 2.262 pessoas dinamarquesas, com idades entre 92 e 100 anos, entre 1998 e 2005. Eles descobriram que as pontuações físicas e cognitivas de indivíduos que morreram nos dois primeiros anos do estudo foram significativamente inferiores às pontuações daqueles que ainda estavam vivos em 2005. As avaliações incluíram medidas de força de aderência, capacidade de completar atividades diárias (como usar o banheiro e comer) e exames que ajudaram a avaliar o comprometimento cognitivo.
Basicamente, Mueller disse, uma espiral da morte nas pessoas poderia ser a razão pela qual muitas vezes vemos um aumento distinto na deficiências antes de uma pessoa morrer. Os seres humanos são desafios para assuntos de estudo, tanto por razões éticas como biológicas, mas a visão da espiral da morte em outros organismos poderia dar aos cientistas uma janela sobre como isso funciona em humanos, disseram os pesquisadores.
De acordo com Mueller, o próximo passo nesta pesquisa pode ser criar seletivamente as moscas para criar grupos que experimentam espirais de morte de diferentes durações.

“Uma vez que você cria populações que são geneticamente diferentes dessa maneira, você pode perguntar: ‘Que genes foram alterados para reduzir o comprimento da espiral da morte?”, prevê Mueller. Usando esse conhecimento, os pesquisadores poderiam procurar no genoma humano por marcadores genéticos similares. Os seres humanos são geneticamente semelhantes às moscas da fruta, observa Mueller. De acordo com o site yourgenome.com, um site do Wellcome Genome Campus, um grupo que concentra dados genéticos, 75% dos genes que causam doenças em seres humanos também estão presentes nas moscas da fruta.
É por isso que o “você” do pós-vida não seria você
Mueller diz que a pesquisa não é sobre parar ou mesmo atrasar a morte. Em vez disso, ele vê isso como uma forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas quando elas estão chegando ao fim e, potencialmente, economizar imensas quantidades de dinheiro em cuidados de saúde no fim de vida.

“Mesmo que não sejamos capazes de afetar quando você morre, gostaríamos de torná-lo totalmente funcional até o dia da sua morte”, disse ele. [Live Science]

13.497 – Cientistas criam cola cirúrgica capaz de fechar feridas em menos de um minuto


cola cirurgica
Os dias em que feridas graves exigiam que o paciente fosse costurado podem estar chegando ao fim. Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Universidade Northeastern e da Faculdade de Medicina de Harvard desenvolveram uma cola cirúrgica capaz de fechar feridas desse tipo em menos de 60 segundos.
Segundo o artigo publicado pelos cientistas, a cola, que recebeu o nome de MeTro, é uma espécie de gel. Ela é feita com uma proteína humana modificada para reagir a luz ultravioleta. Ela é aplicada a uma ferida e, em seguida, exposta a esse tipo de luz. A luz agiliza a secagem da cola, o que, por sua vez, faz com que a ferida se feche.

A agilidade com a qual a cola se seca faz com que ela seja muito mais eficiente na selagem de feridas do que os tradicionais “pontos” que são usados em cirurgias atualmente. E como ela é feita com proteínas humanas, ela pode ser usada também em feridas em órgãos internos.
Por tratar-se de um gel, ela também é capaz de ser aplicada em tecidos flexíveis, como um coração ou pulmões, que precisam se expandir ou contrair com frequência. O tempo de degradação dela também pode ser modificado; assim, a cola pode ir se desfazendo automaticamente conforme o órgão vai se recuperando, e não é necessário, por exemplo, remover os pontos posteriormente.
Fora isso, de acordo a pesquisadora Nassim Annabi, uma das professoras de engenharia química associadas ao estudo, a cola “não é apenas um selante; ela também ajuda na regeneração dos tecidos”. Com isso, a MeTro poderia, por exemplo, ser aplicada diretamente em um coração logo após um ataque cardíaco.

Testes
No artigo, os pesquisadores descrevem o uso da MeTro nos pulmões de ratos. Durante os testes, eles reportaram que a cola funcionou melhor do que suturas e selantes já disponíveis. A principal vantagem dele era que ele permitia aos órgãos se mover de maneira mais natural durante o processo de recuperação.
Serão feitos ainda mais testes em animais antes de que os pesquisadores comecem a aplicar a MeTro em humanos. No entanto, o BGR estima que ella pode substituir técnicas tradicionais de selagem de feridas em hospitais ao longo dos próximos cinco anos.

14.453 – Cães Que Mudaram a História Da Ciência


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Belka and Strelka
Foram as primeiras cadelas do programa espacial soviético a voltarem vivas para a Terra. Decolaram na missão Sputinik 5 em 19 de agosto 1960, e passaram um dia em órbita. Não ficaram tão famosas quanto Laika, mas forneceram dados científicos ainda mais valiosos sobre as condições de vida no espaço. Segundo a CNN, Strelka teve uma ninhada de filhotes logo após a missão – um dos quais (chamado Pushinka) foi dado de presente à filha do então presidente John F. Kennedy, Caroline. Talvez a provocação mais criativa da Guerra Fria.

snupi

Snuppy, nascido na Coreia do Sul em 2004, é o primeiro cão clonado do mundo. A matriz para sua produção foi uma célula tirada da orelha de seu pai (ou seria irmão gêmeo? Na foto, o menor é Snuppy, ainda bebê, e o maior é sua matriz).

Ele também é, acima de tudo, um sobrevivente: foram implantados óvulos em 123 úteros. Destes, três chegaram ao final da gestação, e apenas Snuppy alcançou a vida adulta. Em 2008, seu esperma foi usado para inseminar artificialmente duas fêmeas que também eram clonadas. Nasceram 10 filhotes, nove sobreviveram.
A técnica se popularizou rápido. Em 2009, sete labradores retriever clonados – todos chamado Toppy – começaram a trabalhar na alfândega sul-coreana. O projetou custou 240 mil dólares, e o resultado foi bem fofo.

Marjorie
Em 1921, o médico canadense Frederick Banting e seu assistente Charles Best entraram para a história da medicina por terem isolado a insulina – o hormônio que os diabéticos quase não têm, responsável por manter sob controle o nível de açúcar no sangue (isso na tipo 1. Na tipo 2, o hormônio é produzido, mas o corpo não reage a ele.
O que ninguém sabe é que a primeira pacientes deles foi Marjorie, uma vira lata que sobreviveu 70 dias sem pâncreas. Não era um problema congênito. O órgão foi retirado só para fazer os testes, o que soa cruel hoje em dia, mas era uma prática aceitável no começo do século – vale lembrar que ratos de laboratório passam por isso até hoje.

Marjorie não foi a única. Segundo a Harvard Magazine, dez cães ao todo morreram nas mãos de Banting e Best. A descoberta – que salva a vida milhões de pessoas com diabetes todos os dias – até hoje divide opiniões e gera longas discussões sobre ética e direitos dos animais.

O cão marrom de William Bayliss
O cão marrom, até hoje sem nome, foi o gatilho de uma polêmica que tomou conta dos jornais da Inglaterra entre 1903 e 1910. O resumo da ópera: no final do século de 19, professores de medicina abriam animais vivos em aulas de anatomia – uma prática chamada vivissecção. A ideia era treinar futuros cirurgiões (e também fazer pesquisas científicas) usando organismos vivos, e não cadáveres.
Às vezes isso era feito com anestesia. Às vezes, sem. Em 1903, William Bayliss, professor do University College de Londres, levou um cão marrom à aula. E não fez questão de anestesiá-lo. Um grupo de ativistas suecas que assistiu à cena se revoltou, apurou o caso e levou a pauta para as ruas.
O acadêmico, é claro, alegou que o animal estava inconsciente, mas não colou – a vivissecção era considerada cruel até para os padrões da época, e sua prática era regulamentada por lei desde 1876. A causa mobilizou a opinião pública e uma estátua de bronze em homenagem ao cão marrom foi erguida em 1906.

A inscrição na base relata sua história – ele foi submetido a cirurgias “pedagógicas” por dois meses antes de perecer –, e então provoca a escola de medicina de Bayliss com um pouco de estatística: “Também em memória dos 232 cães (…) dissecados no mesmo local durante o ano de 1902. Homens e mulheres da Inglaterra, por quanto tempo isso ainda acontecerá?”
Os estudantes não gostaram nada do monumento. Após uma série de disputas judiciais, em dezembro de 1907 mil deles foram às ruas de Londres contra o movimento de defesa dos direitos dos animais. A manifestação virou pancadaria e a polícia precisou intervir – vários receberam multas de três libras por atacarem os guardas. Parece pouco? Pois, considerando a inflação, é equivalente a 239 libras em 2017, mais de R$ 1 mil na cotação atual.

Jofi
O felpudo chow chow Jofi era um dos vários mascotes de Freud – apesar de intelectual, ele era fã de cachorros, e não de gatos. Na opinião do pai da psicanálise, manter animais de estimação na sala durante a consulta era um ótimo jeito de confortar seus pacientes.

Em seus diários, ele observa que Jofi era um bom “termômetro” de emoções – se afastava de pacientes ansiosos e interagia com os mais amigáveis. Essas anotações são as primeiras menções ao uso de cães para fins de diagnóstico e terapia. Hoje eles são presenças comuns em hospitais infantis e asilos – e artigos científicos como este aqui comprovam que fazer carinho em um cachorro ajuda com picos de pressão alta.

Bluey
Agora um caso mais light. Bluey, da raça boiadeiro australiano, nasceu em 1910 e morreu em 1939 – viveu exatamente 29 anos e 5 meses. É o cão mais velho já verificado pelo Guinness Book, o livro dos recordes. Trabalhou no campo durante dois terços de sua vida.
Depois dele veio Chilla, um cruzamento entre boiadeiro australiano e labrador que teria vivido 32 anos. Jornais deram a notícia de sua morte em 1984, mas ele não bateu Bluey no Guinness Book – sua data de nascimento nunca foi comprovada com exatidão. Seja como for, os boiadeiros australianos são uma das raças mais longevas que existem: vivem em média 13 anos. Um fato científico útil se você quiser um mascote para passar um longo, longo tempo ao seu lado.

Do Guiness:
A maior idade confiável registrada para um cachorro é de 29 anos e 5 meses para um cão de gado australiano chamado Bluey, de propriedade de Les Hall of Rochester, Victoria, Austrália. Bluey foi obtido como cachorro em 1910 e trabalhou entre gado e ovelha por quase 20 anos antes de dormir para 14 de novembro de 1939.
A maioria dos cães vive por 8-15 anos, e registros autênticos de cães que vivem mais de 20 anos são raros e geralmente envolvem as raças menores.

13.416 – Uma Questão de Sobrevivência – Golfinhos espancam polvos antes de comê-los


polvo espancado
Foi o que descobriram cientistas da Universidade Murdoch, na Austrália, que passaram seis anos observando golfinhos no litoral do país.
O sistema nervoso dos polvos não é centralizado – ou seja, os tentáculos continuam funcionando mesmo se o cérebro deles for esmagado – e podem estrangular os golfinhos (os cientistas encontraram um golfinho morto por um tentáculo de 1,3 m, que ele tentou comer).

13.409 – Seres humanos alteram florestas há 45 mil anos, mostra estudo global


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Tais resultados deixam claro que as florestas tropicais eram ambientes não “naturais” ou “intactos” bem antes da agricultura e da industrialização de hoje. O estudo, publicado na revista “Nature Plants”, mostra que os seres humanos modificaram as ecologias florestais por dezenas de milhares de anos, usando técnicas que incluem a queima controlada, o manejo de espécies de plantas e de animais e o desmatamento seletivo.
Um detalhe interessante é que essa queima controlada criou ambientes abertos que incentivavam a presença de animais e o crescimento de plantas comestíveis.
“O melhor e mais antigo registro disso está nas cavernas de Niah, na ilha de Bornéu. Aqui havia ambientes de floresta quando os humanos chegaram há 45 mil anos, provavelmente incluindo alguns espaços abertos”, disse à Folha o líder da pesquisa, Patrick Roberts, do Max Planck.
“O que é significativo é que, quando o clima mais quente e úmido normalmente levaria à expansão florestal, há uma onda de queimadas que sugere que os humanos forçaram deliberadamente alguns locais a manter esse mosaico ambiental para ter acesso à mesma variedade de plantas e animais”, diz Roberts.
Ou seja, os velhos habitantes humanos da região aprenderam a entender a paisagem, mas também intervieram ativamente para modificá-la. “É difícil dizer com certeza se foi casual ou planejado, mas provavelmente envolveu uma aprendizagem de dinâmicas ambientais locais íntimas, que também vemos na estabilidade das estratégias de caça”, afirma o pesquisador.

AMAZÔNIA
O trabalho da equipe envolveu também uma análise do que aconteceu depois na Amazônia. Pesquisadores brasileiros vêm demonstrando como os antigos índios moldaram parte do ambiente, notadamente produzindo terrenos com um solo extremamente fértil, a “terra preta de índio”, e uma versão intermediária, a “terra mulata”. São os solos ditos “antropogênicos” –criados pelo homem.
Para Roberts, os dados da Ásia e Oceania são precisos. “Em termos de solos antropogênicos posteriores, na Amazônia, por exemplo, isso é menos claro. Na verdade, ainda é fortemente debatido se eles foram o resultado do movimento sistemático e das queimadas de manchas florestais à medida que as comunidades se moviam ou se foram criadas intencionalmente para aumentar a fertilidade”, diz o pesquisador do Max Planck.
Monumentos e obras faraônicas nem sempre existiram em regiões tropicais. Notadamente não foi o caso do Brasil, apesar de haver instituições tradicionais que quase chegaram a ser estados.
Mas em todos esses locais há evidências de “gerenciamento de jardins”, ou de sistemas hídricos, integrando áreas agrícolas e urbanas ao ciclo ambiental natural.

13.390 – Engenharia Genética – Google quer liberar 20 milhões de mosquitos nos EUA


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A empresa Verily, que pertence ao Google (e até 2015 se chamava Google Life Sciences) pretende soltar 20 milhões de mosquitos em Fresno, cidade de 500 mil habitantes no sul da Califórnia – e, com isso, interromper a disseminação dos vírus da dengue, zika e chikungunya no local. A Califórnia começou a sofrer com esse problema em 2013, quando foram detectados os primeiros mosquitos Aedes aegypti por lá.

Os mosquitos que serão soltos foram criados em laboratório pela Verily, e também são da espécie A. aegypti, mas com uma diferença crucial: eles foram propositalmente infectados com uma bactéria, a Wolbachia pipientis, que os torna estéreis. A ideia é que eles acasalem com as fêmeas de A. aegypti na natureza. Além de não gerar descendentes (já que os mosquitos são inférteis), isso também impediria que os Aedes machos saudáveis se reproduzam – já que as fêmeas estarão ocupadas com os outros mosquitos. Com o tempo, isso levaria à extinção da espécie.
No Brasil, há um projeto similar. Ele é capitaneado pela empresa inglesa Oxitec, que desde 2014 produz mosquitos transgênicos estéreis em Campinas, no interior de São Paulo, e já os utilizou em testes pelo país.

13.388 – Engenharia Genética – Cientistas criam banana transgênica


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A banana foi desenvolvida pela Universidade de Queensland, na Austrália, e contém 20 vezes mais betacaroteno do que as bananas tradicionais. Essa molécula (naturalmente presente em alimentos como cenoura, espinafre e ervilha) é essencial para o bom funcionameno do corpo humano, pois é transformada pelo organismo em vitamina A. Em crianças pequenas, com menos de cinco anos, a falta de vitamina A é especialmente grave – pois pode prejudicar o sistema imunológico, levando a infecções graves. Acredita-se que, a cada ano, de 600 mil a 750 mil crianças morram por problemas de saúde relacionados à deficiência de vitamina A.
A maioria dos casos acontece na África, em países como Uganda – onde a banana cozida é um elemento central da alimentação. Os cientistas australianos receberam US$ 10 milhões da Fundação Bill & Melina Gates para criar a banana transgênica, que foi batizada de “banana dourada”. Ela é uma banana do tipo Cavendish, o mais comum (inclusive no Brasil) que recebeu genes de outra espécie de banana: a Fe’i, que é nativa de Papua Nova Guiné e conhecida por conter alto teor de betacaroteno.

O resultado do transplante genético foi a banana dourada, que contém muito mais betacaroteno que a Cavendish comum – e, por isso mesmo, é bem mais amarela. Após 12 anos de testes de laboratório e em plantações, os cientistas finalmente chegaram à nova espécie. Ela ainda tem de ser aperfeiçoada, ficando mais resistente e produtiva, para que possa ser cultivada em grande escala na África – o que, segundo os pesquisadores, pode acontecer até 2021. Veja, abaixo, um vídeo da nova banana:

13.381 – Os 5 Reinos dos Seres Vivos


Falar em cinco reinos dos seres vivos pode causar alguma confusão e discussão, pois há muitos biólogos que consideram mais de cinco reinos e o conceito de domínio já está se tornando popular entre os cientistas. Por enquanto vamos considerar apenas os cinco reinos, mas em breve discutir esses novos conceitos de classificação.

Muitos cientistas consideram que a vida surgiu na Terra primitiva há cerca de 3,5 bilhões de anos. Assim, todos os seres vivos que conhecemos hoje derivam de um mesmo grupo ancestral. Por processos evolutivos, esse grupo deu origem aos demais grupos de seres vivos.
No capítulo anterior também comentamos a respeito da característica presente em todos os seres vivos: a célula. A origem da vida corresponde à origem da primeira célula. Todas as células possuem material genético e um envoltório, chamado membrana plasmática, que separa o seu interior do meio externo. A célula também apresenta em seu interior o citoplasma, que pode conter diversas estruturas especializadas, dependendo do tipo celular.
Os cientistas consideram que os primeiros seres vivos eram unicelulares, ou seja, constituídos de apenas uma célula. Atualmente, existem grupos de seres vivos unicelulares, como as bactérias, a maioria dos pro-tistas e algumas espécies de fungos.
Os grandes grupos de seres vivos, tanto unicelulares quanto multicelulares, representados na categoria taxonômica de reino, estão indicados no cladograma ao lado. Observe que, de acordo com a hipótese representada no cladograma, os seres vivos podem ser classificados em cinco reinos.
Ao longo da história evolutiva, houve diversificação dentro de cada reino. Muitas espécies surgiram, muitas foram extintas, até chegarmos à biodiversidade atual.
O cladograma nos mostra que as plantas são evolutivamente mais próximas dos protistas, enquanto os fungos são evolutivamente mais próximos dos animais. O Reino Monera é o que tem origem mais antiga entre os atuais reinos de seres vivos.
Vamos ver brevemente quais são os seres vivos agrupados em cada reino.

Monera

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Formado por todos os procariontes, que são as bactérias e as cianobactérias. Eles possuem um tipo de célula chamada procariótica. Nesse tipo celular, não há um núcleo diferenciado, como você pode ver no esquema simplificado a seguir.

Protista ou Protoctista
Formado por todos os seres unicelulares eucariontes, como as amebas e as algas unicelulares, e por seres multicelulares capazes de fazer fotossíntese, mas com pouca diferenciação do corpo, que são as algas multicelulares. A célula de um protista é eucariótica, ou seja, o material genéüco é separado do citoplasma em um núcleo individualizado.

Fungo ou Reino Fungi
Formado por seres eucariontes, unicelulares e multicelulares, que absorvem o alimento do meio. Um exemplo de fungo multicelular é o cogumelo comestível conhecido por champignon. Um bom exemplo de fungo unicelular é o Saccharomyces cerevisiae, conhecido como fungo da cerveja, por ser utilizado na fabricação de cervejas e vinhos.

Reino das Plantas
Formado por seres multicelulares fotossintetizantes que possuem corpo diferenciado em tecidos. E o caso de todas as plantas, como musgos, samambaias, coqueiros, mangueiras, entre muitas outras.

Reino Animal
Formado por seres multicelulares que obtêm alimento por ingestão. É o caso de anémonas, minhocas, borboletas, peixes, sapos, serpentes, aves, cães, seres humanos e tantos outros exemplos.

E os vírus?
Os vírus são diferentes de todos os organismos pertencentes aos reinos dos seres vivos. Eles não são constituídos por células e somente conseguem se reproduzir dentro de uma célula, sendo essas as principais razões pelas quais alguns cientistas não os consideram seres vivos, mas uma forma particular de vida. Entretanto, os vírus possuem material genético, como todos os seres vivos, característica importante para que sejam considerados seres vivos pela maioria dos cientistas.