14.014 – Parasita de 99 milhões de anos é encontrado intacto em âmbar


ambar
O fóssil de um piolho-de-cobra de 99 milhões foi encontrado preservado em uma pedra de âmbar, em Myanmar. O artrópode da classe diploide é tão único que os especialistas tiveram de criar uma subordem própria para ele. A espécie foi nomea da Burmanopetalum inexpectatum.
O exemplar é o primeiro fóssil de um milípede pertencente à ordem Callipodida já encontrado, e é menor do que seus parentes da mesma época — apenas 8,2 milímetros. A descoberta também ajuda na compreensão de quando a espécie apareceu, sugerindo que esse grupo de artrópodes deve ter evoluído há pelo menos 100 milhões de anos.
“Foi uma grande surpresa para nós que este animal não possa ser colocado na atual classificação de milípedes”, disse o principal autor do estudo, professor Pavel Stoev, em comunicado. “Apesar de sua aparência geral ter permanecido inalterada nos últimos 100 milhões de anos, como nosso planeta sofreu mudanças dramáticas várias vezes nesse período, algumas características morfológicas na linhagem Callipodida evoluíram significativamente.”
De acordo com o co-autor do estudo, Dr. Thomas Wesener, apenas 12 espécies de diplóides da Era Mesozoica — um período de 185 milhões de anos — foram encontradas até então, mas as expectativas crescem com novas descobertas.
Isso porque o âmbar em que Burmanopetalum inexpectatum foi encontrado contém mais 528 milípedes, que vem sendo investigados: “Nos últimos anos, quase todas as 16 ordens vivas de milípedes foram identificadas neste âmbar de 99 milhões de anos de idade. Os belos dados anatômicos apresentados por Stoev mostram que Callipodida agora se junta ao clube”, disse Wesener.

13.994 – Biologia – Rinoceronte negro é declarado oficialmente extinto


rinoceronte
O rinoceronte negro, uma espécie tradicional do Oeste africano, foi declarado oficialmente extinto.
Ele é uma das milhares de espécies que constam da chamada lista vermelha formulada pela organização União Internacional pela Conservação da Natureza.
De acordo com a entidade, é possível que outra espécie, o rinoceronte branco, da África Central, também pode estar extinto.
A entidade afirma, em um relatório, que a despeito de seus esforços, cerca de 25% dos mamíferos mundiais enfrentam risco de extinção.
O rinoceronte-negro-ocidental media de 3 a 3,8 metros de largura, tinha uma altura de 1,4 a 1,7 metros e pesava de 800 a 1 350 quilogramas.
O rinoceronte-negro-ocidental foi alvo proeminente de caçadores no início do século 20, mas a população cresceu nos anos 30 depois que medidas de preservação foram tomadas. Os esforços preservacionistas, no entanto, declinaram ao passar do tempo, assim como o número de rinocerontes-negros-ocidentais. Em 1980, a população era de centenas. Não se sabia de nenhum animal cativo, mas se acreditava em 1988 que em torno de 20 ou 30 eram mantidos para fins de reprodução. A caça ilegal continou, e em 2000 era estimado que apenas 10 animais sobreviveram. Em 2001, o número diminuiu para 5.
Um dos motivos mais fortes para a extinção da espécie reside na abrangência da caça ilegal, e na ineficiência dos esforços para prevenção da prática. O rinocerente-negro-ocidental foi avistado pela última vez em 2006, no Camarões. Foi oficialmente declarado extinto em 2011.

13.990 – Mega Polêmica – Homossexualismo Seria Um Recurso da Natureza Para Controlar as Superpopulações


reprodução

Argumento pró Reprodução Assexuada

“A reprodução sexual consiste em um dos grandes paradoxos da natureza. Seres que se reproduzem sexualmente desperdiçam metade de seu investimento reprodutivo na produção de machos, criaturas que seriam desnecessárias caso a espécie se reproduzisse assexualmente. Além desse desperdício brutal – a natureza costuma ser bastante econômica e punir desperdícios, selecionando e mantendo seres que não abusam da sorte desperdiçando recursos –, criaturas que praticam a reprodução sexual investem parcelas consideráveis de seu tempo e demais recursos procurando parceiros, para os quais se embelezarão e tentarão seduzir fazendo uso de artimanhas frequentemente arriscadas, como as ornamentações, vocalizações e odorizações chamativas que, além de parceiros, atraem predadores.
Pavões, cigarras e borboletas são apenas mais chamativos do que a maioria; de um modo ou outro, todas as criaturas sexuais empenham parte considerável de suas vidas tentando encontrar e seduzir parceiros com os quais engendrarão suas proles e perpetuarão suas linhagens. Os que não se empenham decidida e enfaticamente na busca de parceiros tendem a ser superados, nesse afã, por outros mais dedicados. Todos os seres vivos pertencemos a linhagens de criaturas que se empenharam decididamente na própria reprodução. Estamos aqui, todos nós, porque cada um de nossos ancestrais superou vários concorrentes nessa tarefa.
A importância da reprodução para os organismos vivos costuma ser minimizada, valorizando-se excessivamente a luta pela sobrevivência, um erro. Descendemos dos indivíduos que mais se reproduziram, dos que mais se multiplicaram, e não dos que mais sobreviveram. A relevância da sobrevivência para a evolução decorre exclusivamente do fato de que indivíduos longevos, vivendo por mais tempo, tendem a deixar mais descendentes que outros. Fique claro que é a replicação, e não a luta pela sobrevivência, que define os seres cujas linhagens se perpetuarão, e de cujas linhagens todos nós descendemos. A replicação, a multiplicação do próprio tipo, é a meta fundamental dos seres vivos, foi ela que garantiu que todos nós estivéssemos aqui.
Uma enorme confusão histórica, cujas raízes estão encravadas nas primeiras interpretações da teoria da evolução, faz com que tais considerações sejam negligenciadas. A máxima consagrada por Herbert Spencer, um dos mais influentes pensadores de seu tempo, da síntese do processo evolutivo como o resultado de uma luta pela sobrevivência e da resultante sobrevivência do mais apto sugere a preponderância da sobrevivência sobre a replicação, um equívoco.
As considerações acima acirram enormemente o paradoxo concernente na reprodução sexual, visto tudo indicar ser ela absolutamente desastrosa. A tarefa mais fundamental e desalentadora dos biólogos ao investigar questões ligadas à reprodução sexual consiste em compreender a plausibilidade desse processo. De fato, a grande dificuldade na compreensão dos fatos relativos a tal fenômeno consiste em mostrar a viabilidade desse modo de reprodução. Houvesse alguma brecha para que a existência de tal processo reprodutivo pudesse ser negada, e o seria, com enorme satisfação. Uma confusão radical inunda, ainda, a compreensão sobre a possibilidade de manutenção de um processo desnecessário e tão absurdamente dispendioso. A constatação de que a biologia contemporânea ainda não atina com uma explicação minimamente aceitável para fenômeno tão habitual é profundamente decepcionante. Sejamos claros: a biologia oficial não tem a menor ideia de como a existência da reprodução sexual seja possível.
Ignorância tão profunda faz parecer completamente descomedida a tentativa de elucidação da gênese de um processo tão ignorado que nem sua viabilidade é compreendida.
A exemplo do fogo, no entanto, combatido eventualmente também com fogo, proponho combatermos o absurdo com absurdo, e tentarmos compreender a gênese da reprodução sexual – o modo como ela surgiu –, para posteriormente compreender como é possível que processo tão ineficiente venha sendo mantido”.(?)

Outras Considerações

A Biologia explica o predatorismo e a cadeia alimentar para promover o equilíbrio entre as espécies, o sexo não reprodutivo entraria como mais um recurso da natureza para inibir as superpopulações.
A ideia de que todos os outros bichos só transam para fins reprodutivos não passa de mito. Na verdade, nem existe essa dicotomia entre sexo “por prazer” e “para reprodução”. Estudos que comparam nossa fisiologia à de outras espécies demonstram que a base do interesse sexual é mesmo o prazer, pelo menos nos mamíferos – e provavelmente em muitos outros animais vertebrados.
Dá para comparar a atividade sexual com outra prática muito prazerosa para qualquer bicho: a alimentação. Todo organismo vivo necessita das proteínas, das gorduras e dos açúcares encontrados, por exemplo, numa bela picanha ou num tabletão de chocolate. Para convencer o sistema nervoso de que aquilo deve ser devorado, o cérebro recorre a uma espécie de suborno bioquímico – a sensação de prazer. Afinal, não há nada de intrinsecamente gostoso num bolo de chocolate, assim como não há nada de intrinsecamente erótico num par de seios fartos. Trata-se apenas do cérebro convencendo seu dono de que aquilo tudo é muito bom.
Esse mecanismo aplica-se aos outros animais e vale também para o ato sexual. O melhor exemplo de sexo “recreativo” no mundo selvagem talvez seja o dos bonobos, ou chimpanzés-pigmeus – famosos pelo estilo de vida “paz e amor”. O sexo é tão casual entre eles que envolve, com frequência, fêmeas com fêmeas, machos com machos e adultos com filhotes.
Certas espécies de golfinho também fazem sexo com muita regularidade, e geralmente fora da época mais fértil das fêmeas. Na espécie nariz-de-garrafa, uma das mais comuns, a grande maioria dos indivíduos é bissexual. O “nariz” que acabou dando origem ao seu nome popular é usado para estimular a área genital dos parceiros. (?)

Curiosidades
Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um orgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

Instinto selvagem
Sexo tem tudo a ver com instinto de perpetuação da espécie, e os animais que transam apenas no período mais fértil da fêmea estão aí para provar. Mas isso não impede que certos bichos sintam prazer. “Alguns têm sentimentos muitos parecidos com os do homem”, diz o etnólogo americano Jonathan Balcombe. “Inclusive o prazer no ato de copular”

13.924 – Biologia – Encontrados peixes que vivem em região quase sem oxigênio


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Ao realizar uma exploração com um veículo operado de maneira remota, os cientistas detectaram a presença de peixes que viviam em uma região com baixíssima concentração de oxigênio.”Nós observamos enguias, pequenos tubarões e outros peixes menores nadando ativamente em áreas onde a concentração de oxigênio era menor que 1%”, escreveu a bióloga Natalya Gallo em um blog que apresentou a pesquisa.
Gallo, que trabalha no Instituto de Pesquisa do Aquário da Bahia de Monterrey (MBARI), afirmou que “mal acreditava” ao observar diferentes espécies de animais vivendo em condições extremas. De acordo com a especialista, a maioria dos peixes depende de uma boa concentração de oxigênio para sobreviver — esse é um dos motivos, inclusive, para a diminuição da população desses animais com o aumento da poluição nos rios e oceanos.
“Antes deste estudo, não se esperava que os peixes tolerassem condições hipóxicas (onde há baixo teor de oxigênio) tão severas”, escreveram os autores da pesquisa. Uma das hipóteses levantadas pelos cientistas é de que algumas espécies passaram por um processo de adaptação que fez aumentar as estruturas de suas guelras, possibilitando uma maior absorção de oxigênio. Também conhecidas como brânquias, esses órgãos são responsáveis pelas trocas gasosas no ambiente aquático.
Outra possibilidade seriam as mudanças nos processos do metabolismo desses animais, que necessitariam de menos oxigênio para realizar suas atividades — para comprovar essas hipóteses, os pesquisadores realizarão exames mais aprofundados nas espécies.
O estudo afirma que, a partir de agora, os cientistas deverão abrir uma nova classificação entre os animais conhecidos como extemófilos, que vivem em condições extremas e nocivas à vida. Além daqueles que toleram altas temperaturas e concentração elevada de sal, os pesquisadores sugerem que se considere os animais que vivem em áreas onde há pouca concentração de oxigênio.

13.897 – Biologia Marinha – O Tubarão Baleia


tubarao baleia
(Rhincodon typus) é uma espécie de tubarão que se alimenta por filtração e o único membro existente da família Rhincodontidae e do gênero Rhincodon, que pertence à subclasse Elasmobranchii. É o maior peixe vivo e, de longe, o maior vertebrado não minguante existente. O maior indivíduo registrado tinha um comprimento de 12,65 m e um peso de cerca de 21,5 toneladas.
O tubarão baleia é encontrado em águas abertas oceânicas tropicais e raramente é visto em águas cujo a temperatura seja inferior a 21 graus Celsius. Estimativas sugerem uma vida útil de cerca de 70 anos, porém a longevidade exata do tubarão baleia é difícil de calcular. O tubarão baleia possuí uma boca bastante grande, e se alimenta através de filtração, somente outras duas espécies de tubarões exibem este comportamento: o tubarão boca grande e o tubarão elefante. Eles se alimentam quase que exclusivamente de plâncton e geralmente não são uma ameaça para os seres humanos.
A espécie foi oficialmente descrita em abril de 1828, após um indivíduo de 4,6 m ser capturado em uma praia na África do Sul. Andrew Smith, um médico militar associado a tropas britânicas estabelecidas na Cidade do Cabo, o descreveu no ano seguinte. O nome ”tubarão baleia” refere-se ao tamanho do peixe, sendo quase tão grande quanto algumas espécies de baleias, e também pelo fato de se alimentar através de filtração como as baleias da ordem Mysticeti.
A boca de um tubarão baleia mede aproximadamente cerca 1,5 m de largura, e possuí entre 300 a 350 fileiras de dentes minúsculos e 10 almofadas de filtração que eles utilizam para se alimentar. Tubarões baleias têm cinco grandes pares de brânquias. A cabeça é larga e plana, com dois olhos pequenos na frente. Eles geralmente são de cor cinza com o ventre branco. Sua pele é marcada com manchas e listras amarelas ou brancas, e cujo o padrão é único para cada indivíduo. O tubarão baleia têm 3 protuberâncias proeminentes ao longo da lateral de seus corpos. Sua pele pode ter até 10 cm de espessura. A espécie possuí um par de barbatanas peitorais e dorsais. As caudas dos animais jovens têm uma barbatana superior maior que a inferior, diferente dos adultos.
O tubarão baleia é o maior animal não cetáceo do mundo. O tamanho médio dos animais adultos é estimado em 9,7 m e 9 t de peso. Foram relatados vários espécimes com mais de 18 m de comprimento. O maior indivíduo já registrado foi capturado em 11 de novembro de 1947, perto da ilha de Baba no litoral do Paquistão, e tinha 12,65 m de comprimento, 21,5 toneladas de peso e uma circunferência de 7 m. São conhecidos relatos e histórias de espécimes maiores de 18 m e 45,5 t, mais nenhum registro científico comprovou a sua existência. Em 1868, o cientista irlandês Edward Perceval Wright observou um grupo da éspecie perto das Seicheles, mais alegou ter observado animais com comprimento superiores a 21 metros.
Em 1925 uma publicação feita pelo ictiólogo americano Hugh M. Smith descreveu um enorme animal capturado em uma armadilha para peixe feita de bambu na Tailândia em 1919. O tubarão era muito pesado para ser trazido a terra, mas Smith estimou que ele tinha um comprimento de pelo menos 17 m e 37 t de peso. Essas medidas mais tarde foram exageradas para 43 t e 17,98 m. Em 1994 um tubarão capturado no sul de Taiwan, supostamente pesava 35,8 toneladas. Houve também relatos de tubarões baleia de até 23 metros e 100 toneladas. Em 1934, um navio chamado Maurguani caçou um tubarão baleia no Pacífico Sul que tinha supostamente 12,20 m de comprimento e 4,6 m de circunferência. Porém não existem registros confiáveis que provem a existência de tubarões baleia gigantes e por isso essa reivindicações de tamanho são desconsideras pela maioria dos cientistas e biólogos.
O tubarão baleia habita quase todos os mares tropicais e temperados do mundo. O peixe é principalmente pelágico, vivendo em mar aberto, entretanto, não nas profundezas do oceano, embora sejam conhecidos por mergulharem em profundidades de até 1.800 m. As agregações de alimentação sazonal ocorrem em varias regiões costeiras, como partes do sul e leste da África do SulIlha de Santa Helena no Oceano Atlântico sul
O tubarão baleia é uma espécie migratória. Um tubarão-baleia, em 2018, fez a mais longa viagem de migração já registrada viajando mais de 19.000 km. através do Oceano Pacífico, ela foi rastreada fazendo a migração do Panamá para uma área próxima às Filipinas no Indo-Pacífico.
O comportamento reprodutivo dos tubarões baleia não foi observado. A captura de uma fêmea em 1996 que estava gravida de 300 filhotes confirmou que os tubarões baleia são ovovíparos. Os ovos permanecem no corpo da fêmea que dá a luz à filhotes vivos com 40 e 60 cm de comprimento. A evidências que indicam que os filhotes não nascem todos de uma vez, com a fêmea retendo o esperma de uma acasalamento e produzindo um fluxo constante de filhotes durante um período prolongado. Eles atingem a maturidade sexual por volta dos 30 anos e sua vida útil é estimada em pelo menos 70 anos e possivelmente até 100 anos.
O tubarão baleia é um filtrador e uma das três únicas espécies conhecidas de tubarão que exibem este comportamento (juntamente com o tubarão elefante e o tubarão boca grande). Eles se alimentam de plâncton, incluindo copépodes, krill, ovos de peixes, larvas de caranguejos, bem como pequenas lulas e peixes. Também se alimenta de nuvens de ovos durante a desova em massa de peixes e corais. As muitas fileiras de dentes não desempenham nenhum papel na alimentação. A alimentação acontece através da filtração, em que o animal abre a boca e nada para frente, empurrando água e comida para a boca, a água então é expulsa da boca através das brânquias retendo o alimento. Em ambos os casos as almofadas filtradoras, que são estruturas semelhantes a grandes peneiras pretas, servem para separar a água da comida. A separação de alimentos feitos pelo tubarão baleia é por filtração de fluxo cruzado, na qual a água viaja quase que paralelamente à superfície da almofada filtradora, não perpendicularmente através dela, antes de passar para o exterior, enquanto, as partículas de alimentos mais densas continuam na parte de trás da garganta. Este é um método de filtração extremamente eficiente que minimiza a incrustação da superfície da almofada filtradora. Os tubarões baleia foram observados ”tossindo”, presumivelmente para limpar a acumulação de partículas nas almofadas de filtração. Os tubarões baleia migram, tanto para se alimentar quanto para se reproduzir.
Apesar de seu tamanho, o tubarão baleia não representa perigo significativo para os seres humanos. Eles são animais dóceis e às vezes permitem que os nadadores os toquem ou que nadem ao seu lado, embora essa pratica seja desencorajada por cientistas de tubarões e conservacionistas, que acreditam que isso estressa o animal. Os tubarões baleia jovens são gentis e podem até mesmo brincar com os mergulhadores.
Atualmente não existe uma estimativa populacional mundial de tubarões baleia. A espécie é considerada Em perigo pela UICN, devido aos impactos da pesca, lesões provocadas por embarcações e capturas em redes pesca, isto somado com a reprodução lenta da espécie devido ao fato de que demoram para amadurecer, torna os tubarões extremamente vulnerável a pressões. Em 1998, as Filipinas proibiram toda a pesca, venda, importação e exportação de partes de tubarões baleia, seguida pela Índia em maio de 2001 e posteriormente Taiwan em maio de 2007.
Em 2010, o derramamento de óleo no Golfo do México resultou em 4.900.000 de barris (780.000 m cúbicos) de petróleo derramados que fluiu para uma área ao sul do Delta do Rio Mississippi, onde um terço de todos os avistamentos de tubarões baleia na parte norte ocorreram em anos recentes. Observações confirmaram que os tubarões não conseguiram evitar as manchas de óleo que estavam situadas na superfície do mar, onde a espécie se alimenta durante várias horas por vez.Felizmente,nenhum tubarão baleia foi encontrado morto na região após o incidente.

13.886 – Zoologia – O Jaguarundi


jaguarundi
(Felis iaguarundi)

Um felino de cauda longa e membros curtos, cujo porte lembra uma grande doninha. A coloração do pelo vai do vermelho ferruginoso ao cinza. Habita campos do sudoeste dos EUA até a Argentina, alimentando-se de pequenas presas e frutas.
Por causa de seu tamanho reduzido e à ausência de pintas ou listras que tornam visados os felinos maiores e mais carismáticos, o jaguarundi é pouco conhecido.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) atualmente coloca o jaguarundi na categoria “Pouco Preocupante” (Least Concern) globalmente, mas os pesquisadores não sabem se a população está estável ou em declínio.
O jaguarundi pode ser encontrado desde o sul do Texas até o centro-sul da Argentina. É semelhante ao gato doméstico, mas tem o dobro do tamanho, cara achatada e orelhas arredondadas. É ágil como uma fuinha e tem a cauda longa como a de uma lontra, o que lhe rendeu os apelidos de “gato-fuinha” e “gato-lontra”. Embora seja geralmente considerado o gato mais comum no hemisfério ocidental, um novo estudo na revista científica Mammal Review revela que tanto os biólogos como o público em geral sabem muito pouco acerca deste enigmático carnívoro – e que este pode estar muito mais ameaçado do que se pensava.
“Com base naquilo que hoje sei e suspeito sobre a distribuição do jaguarundi, eu defenderia um aumento das medidas de conservação de vários habitats neotropicais ameaçados”, disse Anthony Giordano, autor do estudo e fundador da SPECIES (Sociedade para a Preservação de Carnívoros Ameaçados & para o seu Estudo Ecológico Internacional). Para esse relatório, Giordano conduziu uma revisão meticulosa da bibliografia disponível, incluindo artigos não publicados e relatórios revisados, avistamentos documentados e relatados pessoalmente, e levantamentos de campos sobre mamíferos.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) atualmente coloca o jaguarundi na categoria “Pouco Preocupante” (Least Concern – LC), mas os pesquisadores não sabem se sua população está estável ou em declínio. Devido à sua coloração castanha, parda ou acinzentada, o jaguarundi escapou à devastação que ocorreu com outras populações de felinos malhados, perseguidos pelo comércio de peles. Embora não sejam caçados frequentemente, há ocorrências em alguns locais, e estas podem aumentar à medida que outros predadores vão desaparecendo da paisagem.
De acordo com Giordano, vários fatores contribuem para o baixo nível de prioridade de conservação que se atribui ao jaguarundi. Sua distribuição norte-sul é relativamente vasta – depois do puma (Puma concolor), trata-se do felino com maior distribuição no hemisfério ocidental – sendo localmente comum em certas áreas. São ativos durante o dia; por isso, são avistados mais frequentemente por pesquisadores de campo e pelo público. Ainda assim, o jaguarundi não é muito conhecido, devido ao seu pequeno tamanho e à ausência de pintas ou listras que tornam visados os felinos selvagens maiores e mais carismáticos.
O jaguarundi ocupa uma grande variedade de habitats nas Américas, desde os campos de vegetação baixa na fronteira entre os Estados Unidos e o México, passando por todas as principais ecorregiões do Brasil até chegar ao centro-sul da Argentina. A maior parte do seu habitat preferencial – as planícies tropicais – está ameaçada.
A espécie está classificada como “Em Perigo” (Endangered – EN) nos Estados Unidos desde 1976. Em algumas regiões dos Estados Unidos, como Texas, Arizona e Flórida, são frequentes relatos equivocados envolvendo o jaguarundi. “É altamente improvável que os animais avistados [fora das áreas de distribuição conhecidas] sejam realmente jaguarundis”, diz Giordano. Num estudo anterior, ele reviu todas as observações documentadas de jaguarundis no Big Bend National Park. Esses avistamentos, que descrevem o inconfundível personagem como “gato-lontra”, sugerem fortemente que ainda pode existir uma população, mas os biólogos têm de conduzir mais levantamentos de campo para haver uma confirmação. Seu status nos Estados Unidos está ainda para ser determinado.
Giordano começou a ficar intrigado com o jaguarundi enquanto estudava jaguares e outros grandes carnívoros.

“Seu comportamento é decididamente diferente do dos outros [gatos] que partilham os seus habitats”, disse Giordano. Ele é ativo durante o dia e descansa à noite, mantendo um horário oposto ao da maioria dos outros carnívoros. Esse comportamento pode ser uma adaptação recente à coexistência com outros carnívoros, como o ocelote, o jaguar e o puma, que ocupam posição semelhante na cadeia alimentar. A perda de habitat, a maior ameaça para o jaguarundis e todos os outros gatos neotropicais, também podem fazer com que a competição seja um fator determinante sobre sua distribuição geográfica.
Os jaguarundis habitam sobretudo planícies de florestas tropicais úmidas, onde, apesar de serem trepadores e saltadores habilidosos, passam a maior parte do tempo no chão. Uma cobertura vegetal baixa e densa é essencial em seu habitat preferencial, pois abriga sua dieta regular de de roedores e outros pequenos mamíferos, bem como aves, répteis e insetos. Também habitam matos baixos e florestas espinhosas, estepes e florestas de galeria – as faixas de árvores situadas ao longo dos rios em paisagens pouco arborizadas. Relatórios indicam que também utilizam florestas fragmentadas ou secundárias e paisagens agrícolas onde os ratos são abundantes – outra razão pela qual a espécie é considerada relativamente comum. Segundo Giordano, a realização de mais estudos sobre a forma como os jaguarundis utilizam as florestas de galeria e pequenas manchas de floresta fragmentada pode ajudar na elaboração de planos de gestão e na identificação de corredores de conservação para unir habitats fragmentados para outros gatos e carnívoros.

13.866 – Embora ainda não alcançado, reversão do envelhecimento é cientificamente viável


Devido aos recentes avanços nas pesquisas genéticas, as alegações de três insiders e denunciantes do SSP-Secret Space Program (Programa Espacial Secreto) dos EUA, que dizem ter sofrido um processo de regressão (rejuvenescimento) de idade nos programas secretos espaciais, tornaram-se muito mais plausíveis.
Os denunciantes, Corey Goode, Randy Cramer e Michael Relfe, todos dizem que eles tiveram seu envelhecimento regredido para tornarem-se 20 anos mais jovens no final de seus respectivos tempo de serviço alistados em programas espaciais secretos dos EUA.
Recentemente, geneticistas identificaram os genes que controlam o processo de envelhecimento do corpo humano, e em experimentos impressionantes, cujos resultados foram publicados em revistas científicas revisadas por seus pares, demonstraram que foram capazes de reverter o processo de envelhecimento em vários graus de sucesso. Os resultados dessas experiências tornam plausível que os três denunciantes tenham realmente sofrido um processo de regressão de idade usando tecnologias médicas classificadas em programas secretos espaciais, como alegaram.
O principal cientista genético nos estudos de reversão de idade publicamente anunciados é o Dr. David Sinclair, que discutiu em uma entrevista os resultados de seus experimentos genéticos conduzidos pela primeira vez em ratos:
“Nós descobrimos genes que controlam como o corpo luta contra o envelhecimento e esses genes, se você ativá-los no caminho certo, eles podem ter efeitos muito poderosos, de mesmo reverter o envelhecimento – pelo menos em camundongos até agora … Nós lhes demos uma molécula que é chamado de NMN e este envelhecimento foi invertido completamente dentro de apenas uma semana de tratamento no músculo, e agora estamos procurando para reverter todos os aspectos do envelhecimento, se possível”.
Ele explicou como esse processo também poderia ser feito com segurança para os seres humanos:
“Nós fomos de ratos em primeiros estudos humanos na verdade. Houve alguns ensaios clínicos em todo o mundo, e estamos esperando nos próximos anos para saber se isso vai realmente funcionar em seres humanos também … Eles demonstram que as moléculas que prolongam a vida útil em ratos são seguras para uso nas pessoas”.
O Professor Sinclair passou a dizer em sua entrevista que as drogas baseadas na molécula Mononucleótido de Nicotinamida (NMN-Nicotinamide Mononucleotide) poderiam ser desenvolvidas com sucesso “para restaurar a juventude em células humanas.”
A opinião de Sinclair de que as drogas baseadas em NMN serão eventualmente desenvolvidas para uso seguro por seres humanos é impressionante em suas implicações. Ele pode muito bem estar no meio do desenvolvimento do lendário elixir da vida, o que o explica rapidamente sendo elevado às 100 pessoas mais influentes do mundo de acordo com a Time Magazine:
É importante ressaltar que a pesquisa genética pioneira da Sinclair é de código aberto e não classificada. Isto significa que é muito provável, se não quase certo, que a pesquisa classificada no campo da tecnologia de reversão / regressão de idade é muito mais avançada do que qualquer coisa conseguida por Sinclair e seus pares.
Em várias entrevistas particulares com William Tompkins, um engenheiro aeroespacial e ex-agente da Inteligência Naval dos Estados Unidos, que posteriormente trabalhou com importantes empreiteiros aeroespaciais por mais de quatro décadas, ele revelou que ele trabalhou em um estudo classificado como secreto desenvolvido pela empresa, TRW, em 1971.
Tompkins disse que ele se deparou pela primeira vez com o desenvolvimento de tecnologias de regressão de idade, quando participou das sessões informativas dos espiões da Marinha dos EUA que estavam implantados dentro da Alemanha nazista, de 1942 a 1945, na Estação Aérea Naval de San Diego. Esses espiões revelaram a existência de estudos de regressão de idade que estavam secretamente em andamento na Alemanha nazista.
Na época, o trabalho de Tompkins era distribuir pacotes de briefing para companhias e think tanks norte americanos com experiência nas áreas usadas pelos nazistas para desenvolverem suas tecnologias inovadoras. Tompkins disse que o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) foi um dos centros de pesquisa acadêmica que ele entregou pacotes de relatórios feitos por ele. Portanto, é possível que os cientistas do MIT tenham conhecimento dos estudos nazistas de regressão de idade desde 1942!
Significativa e sincronicamente, a descoberta de Sinclair em estudos de regressão de idade foi alcançada enquanto ele fazia um pós -doutorado no MIT sob supervisão do Dr. Leonard Guarente no MIT. Isso foi meramente uma “coincidência”, ou foi Sinclair foi ajudado e/ou encorajado enquanto desenvolvia seus insights no MIT sobre a potencial de manipulação genética da reversão de idade ?
Recentemente, Tompkins revelou-me, em particular, que foram desenvolvidas drogas classificadas como secretas de “regressão por idade”. Ele diz que essas drogas têm sido usadas por algum tempo nas regressões de “em torno de 20” anos do tempo de serviço em programas espaciais secretos. Isto é consistente com o processo de regressão de idade sofrido pelos insiders e informantes do Secret Space program descrito por Goode, Cramer e Relfe, que envolveu a medicação administrada a eles durante um período de duas semanas em que estavam fisicamente imobilizados.
Ainda mais recentemente, Tompkins diz que as drogas foram refinadas para que possam ser usadas para períodos de regressão de idade mais extensa. Por exemplo, reverter um ser humano com 90 anos de idade de volta para quando ele / ela tinha o corpo físico de um jovem de 27 anos agora é possível. Tompkins diz que há um processo secreto de divulgação sancionado da Marinha dos EUA em andamento para liberar essas tecnologias de regressão de idade para o setor público. É, portanto, possível que a pesquisa de Sinclair possa ter sido estimulada por esta iniciativa secreta da Marinha durante seu tempo de trabalho no MIT (Massachusetts Institute of Technology).

13.860 – Dinossauros – Eles Estão Entre Nós


dino ave
Uma vez por ano o paleontólogo americano Mark Norell troca o conforto do Museu de História Natural de Nova York, com sua privilegiada vista do Central Park, por uma temporada de dois meses no hostil Deserto de Gobi, na Mongólia. Ali, com a ajuda de pesquisadores da Academia de Ciências da Mongólia, ele procura, desde 1990, fósseis de dinossauros, sua grande paixão e principal atração do museu onde trabalha, e de outros animais igualmente antigos. O sacrifício valeu a pena: em abril passado, Norell apresentou ao mundo o resultado desse trabalho, um quase completo exemplar de um pequeno dinossauro, ainda desconhecido, que na pia batismal recebeu o nome grego de Mononychus, devido a uma singular característica: a garra única dos membros anteriores.

O Mononychus integra o grupo dos celurossauros, tem 75 milhões de anos e sua descoberta causou alvoroço muito além das fronteiras da província científica — a revista Time, por exemplo, dedicou-lhe nada menos que o artigo de capa da edição de 26 de abril. Não poderia ser de outra forma: bípede, pedacinhos afiados de dentes, pescoço e cauda compridos, longas pernas boas para correr, muito a propósito do tamanho de um peru, a descoberta reaqueceu o debate em torno de uma velha — e jamais decidida — questão da Paleontologia: seriam as aves modernas descendentes dos dinossauros? Somado a outras evidências que se acumulam sobretudo a partir da década passada, o achado de Norell aponta para uma conclusão: anatomicamente, as aves pertencem à árvore genealógica dos dinossauros.
O Mononychus não tinha asas nem evidências de penas, ao contrário do arqueoptérix — que, no entanto, não se pode garantir tenha sido um animal voador. Porém, possui outras características pouco tradicionais para um dinossauro e muito próximas das aves modernas, tais como a quilha no osso esterno, isto é, uma estrutura muito reforçada nesse osso, que serve de apoio aos músculos peitorais (os que auxiliam no vôo) e ossos pélvicos muito unidos e alongados.
Na verdade, essa é uma das correntes que tentam explicar a evolução das aves. A outra, alternativa mas não oposta, sustenta que dinossauros e aves têm um ancestral comum — o tecodonte, um réptil muito variável, às vezes bípede, outras vezes quadrúpede. Para essa corrente, muitas semelhanças aproximam as aves dos celurossauros, levando à suposição de que ambos evoluíram paralelamente. Tais teorias não chegam a ser exatamente uma novidade, estão na pauta dos especialistas desde o século XIX, e são reavivadas a cada nova evidência que aparece. O Mononychus parece ser a mais importante dos últimos tempos.
Os tiranossauros, velociraptors, alossauros e cia. estão por aí. A diferença é que agora eles atendem por nomes menos glamourosos – pintassilgo, tico-tico, galinha caipira, pato, pombo… Das quase 10 mil espécies de aves que existem, todas são descendentes diretas dos dinossauros. O parentesco entre os dois é um fato bem conhecido da biologia. A diferença é que, agora, começam a surgir evidências de que a relação entre os penosos e os escamosos é bem mais estreita. A começar pelas penas. Em 2012 por exemplo, paleontólogos alemães encontraram um indício de que boa parte dos dinossauros tinha penas. E bico. Conheça agora as características que as aves herdaram de seus avós, as criaturas mais fascinantes que já pisaram sobre a Terra.
Pescoço em “S”
Uma diferença marcante entre dinossauros e crocodilos, por exemplo, é que só os primeiros têm pescoço em forma de “S” – justamente uma característica das aves. Ela provavelmente evoluiu nos primeiros dinossauros como uma adaptação para ampliar o campo de visão (igual o bipedismo – seja nos dinos, seja nos homens). E o resultado foi o pescoço esguio. Os cisnes agradecem.

Instinto maternal
Tartarugas são péssimas mães. Botam os ovos e tchau: a filhotada que se cuide depois. Até pouco tempo atrás o consenso era que os dinossauros também se comportavam desta maneira, digamos, reptiliana. Mas não. Hoje sabemos que vários deles faziam como os pássaros: eram pais exemplares, que construíam ninhos e cuidavam dos filhotes. É o caso deste dino-ave aqui ao lado, o citipati, cujo fóssil mostra o bicho chocando ovos.

Bico
Nós usamos as mãos para cavar. Então desenvolvemos unhas (com os cachorros aconteceu a mesma coisa). Outros usam a boca para cavar, então desenvolveram unhas. Na cara. O bico é um par de unhas facial. Essa proteção evoluiu em alguns dinossauros, e desse grupo passou para todas as aves. Um dos dinos bicudos era o Citipati. Mas alguns pesquisadores acreditam que até grandes carnívoros, como o tiranossauro, tivessem alguma espécie de bico, ainda que dentado.
Pés de passarinho
Responda em um segundo, valendo um milhão de reais: os pés de um dinossauro pareciam mais com: a) os de um crocodilo; b) os de um periquito. Pois é: a certa é a alternativa B. O grupo de dinossauros que deu origem às aves, os terópodes (dos quais faz parte o glorioso tiranossauro), já tinha pés de passarinho, com três dedos para frente e um para trás – dedo extra que os pombos usam para se empoleirar nos fios elétricos.

Ossos pneumáticos
Os terópodes, ramo dos dinossauros mais próximos das aves, e que inclui o tiranossauro, têm ossos pneumáticos, ou seja, com câmaras internas cheias de ar, como as aves modernas (e pneus!). É uma característica essencial para o voo. Mas claro: tiranossauros não voavam – os ossos pneumáticos deixavam o gigante mais leve e ágil.

“Osso da sorte”
Cada um pega de um lado do ossinho. E quem ficar com o pedaço maior ganha. É o “osso da sorte” – brinquedo que as galinhas forneciam para as crianças na era pré-videogame. Ele é formado pela fusão das duas clavículas e ajuda na sustentação dos ossos do tórax durante o voo. Mas também era encontrado em vários dinossauros, como o aerosteon aqui.

Sacos aéreos
Aves não têm sistema respiratório – têm um metrô respiratório. O ar circula por uma rede intrincada de canais ligando reservatórios de ar. São os sacos aéreos. Eles mantêm os pulmões sempre cheios, mesmo quando a ave expira. Isso confere um poder invejável de respiração – e possibilita às aves voar a altitudes rarefeitas. Mas tudo começou aqui no chão, para ajudar certos dinos a correr mais.

Punhos articulados
A articulação do punho das aves de hoje permite uma ampla movimentação das asas. Alguns dinossauros tinham essa mesma característica – caso dos maniraptores. O nome disso na biologia é “exaptação”: o uso de uma estrutura antiga para uma função nova (igual aconteceu com os sacos aéreos e com as penas). Nos dinos, o punho articulado só servia para deixar as mãos mais ágeis.

Penas
Já encontraram dezenas de dinossauros penosos – a maior parte do grupo dos coelurosaurus, que inclui de tiranossauros a dinos voadores. Mas o achado mais recente, o Sciurumimus, desenterrado em julho, na Alemanha, é uma exceção: pertence ao grupo dos megalosauros, um ramo bem diferente. Isso sugere que o ancestral comum entre os dois grupos podia ter penas – e mais: que todos os dinossauros talvez tenham tido pelo menos algum tipo de penugem. A função? A mesma que os pelos têm nos mamíferos: regular a temperatura.

galinhassauro

 

13.821 – De onde veio a vida na Terra? Ciência pode estar mais perto da resposta


atmosphere
Cientistas sugerem que um dos elementos mais importantes para a vida, o fosfato, pode ter sido entregue na Terra em seu primeiro bilhão de anos através de cometas ou meteoros.
O estudo foi conduzido pela University of Hawaii e publicado no periódico Nature Communications. Nele, os estudiosos usaram uma câmera de vácuo chamada W.M Keck Research Laboratory in Astrochemistry, para resfriar a simulação de grãos interestelares a temperaturas de até -270ºC.
Esses grãos foram revestidos em dióxido de carbono e água, algo comumente encontrado em moléculas de nuvens que deram origem às estrelas, e também fosfina – este último, no caso, venenoso para nós na Terra, mas muito útil quando é reagido para formar outros químicos.
Na câmara de vácuo, os pesquisadores expuseram a poeira interestelar á radiação ionizada, simulando raios cósmicos no espaço. Isso produziu coisas como ácido fosfórico que, no caso, é muito útil na criação de vida. “Na Terra, a fosfina é letal para seres vivos”, afirmou o líder do estudo, Andrew Turner, em um comunicado. “Mas no mundo interestelar, um elemento químico como a fosfina pode promover raras reações químicas que levam a moléculas relevantes como oxiácidos de fósforo, que eventualmente pode ser a faísca para a evolução molecular da vida como conhecemos”.
A ideia de que blocos inteiros de vida podem ter sido entregues na Terra não é necessariamente nova. Outras evidências de moléculas ou elementos químicos formados no espaço já foram encontradas, enquanto cometas já foram propostos como métodos para trazê-los até aqui. E como cometas contém materiais que datam desde o início do nosso sistema solar, eles podem ter coletado fosfina do universo interestelar, segundo a co-autora do estudo, Cornelia Meinert, da University of Nice, na França. Uma vez no nosso planeta, esse fósforo pode ter ajudado na prevalência da vida.
Entender quando e como a vida se originou na Terra é uma questão que ainda é debatida. Descobrir essa resposta não traria apenas um entendimento sobre o nosso início por aqui, mas ajudaria a compreender a possibilidade do início da vida no resto do universo, também – e a chegada do fósforo é uma peça importante deste quebra-cabeça.

13.817 – Quais foram os Primeiros Primatas?


cranio humano
A busca pelas origens do homem nos leva até o surgimento dos primeiros primatas, há 70 milhões de anos. Só que nessa época nossos parentes se pareciam mais com ratos do que com os atuais macacos.
Elo ainda perdido
Quando a teoria de Charles Darwin foi confirmada, uma idéia rapidamente se difundiu: de que haveria um elo perdido entrehomens e macacos. Uma espécie intermediária, da qual os dois se teriam desenvolvido. Hoje, os cientistas acreditam que a história não é tão simples assim: homens e macacos provavelmente se desenvolveram paralelamente, a partir de outras espécies de primatas. Por isso, voltar até as origens do ser humano significa chegar ao momento em que surgiram os primeiros primatas – ordem de mamíferos à qual pertencem tanto homens quanto macacos.

Há 70 milhões de anos…
…surgiram os primeiros primatas. Um dos mais antigos, o Pleisiadapis, ainda era semelhante a um roedor. Só os de 35 milhões de anos atrás se assemelhavam aos atuais macacos. Nessa época, surgiu o Aegiptopiteco, animal arborícola e frutívoro, já com o cérebro um pouco desenvolvido e capaz de distinguir cores e relevos. Dele se originou o grupo dos hominóides, que inclui os gibões, os orangotangos, os chimpanzés, os gorilas e os homens. Há mais ou menos 30 milhões de anos, os gibões se separaram da linhagem que conduziu ao ser humano. Logo depois — há 17 milhões de anos — aconteceu a separação da linhagem dos orangotangos. Por fim, respectivamente há 7 e 12 milhões de anos, surgiram os gorilas e chimpanzés. Por terem se separado da nossa linhagem a menos tempo, esses dois animais ainda mantêm muitas semelhanças com os humanos, tanto na fisionomia quanto no comportamento.
E o cérebro cresce
Durante todo o processo de evolução do ser humano, um dado foi constante: o aumento do volume cerebral. Isso permitiu, a longo prazo, o desenvolvimento de instrumentos, da linguagem e da cultura.

Os primeiros hominídeos
O mais antigo hominídeo conhecido, com cerca de 4,5 milhões de anos, é o Ardipithecus ramidus. Eram animais ainda muito parecidos com os atuais chimpanzés, mas provavelmente já andavam sobre duas pernas. Os machos eram duas vezes maiores do que as fêmeas. Hoje, os cientistas acreditam que os A. ramidus viviam nas florestas, o que derruba a teoria de que o bipedismo tenha surgido quando nossos antepassados foram viver nas savanas. Então por que nos tornamos bípedes? Essa pergunta ainda não tem uma resposta definitiva, mas certamente andar sobre duas pernas proporcionava mais vantagens também na floresta. Nas savanas, o bipedismo permitia percorrer maiores distâncias em menor tempo, facilitando a busca por alimentos.
Os Australopithecus
O primeiro esqueleto de A. afarensis encontrado foi o da famosa Lucy. Ela recebeu esse nome porque a música Lucy in the Sky with Diamonds, dos Beatles, tocava no rádio no momento em que a equipe de arqueólogos percebeu que havia encontrado um esqueleto de mulher.
Ao contrário do que se pensava antigamente, a evolução humana não foi linear. Várias espécies surgiram e desapareceram, e até chegaram a conviver durante algum tempo. Há pouco mais de 4 milhões de anos surgiram os primeiros Australopithecus. Os mais antigos deles são o Australopithecus anamensis e o A. afarensis, já com características fisionômicas mais parecidas com as dos humanos atuais. Mas seu cérebro ainda mantinha a mesma dimensão do dos atuais chimpanzés. A primeira espécie a apresentar crescimento cerebral foi a A. africanus — que se alimentava de frutos e folhas e tinha a pele negra. Logo depois, surgiram três espécies quase simultâneas: a Australopithecus aethiopicus, a A. robustus e a A. boisei.
Em outro ramo evolutivo surgiu o Homo habilis, espécie de hominídeos com o cérebro mais desenvolvido da época. Foram os primeiros a talhar utensílios, em vez de simplesmente utilizar pedras e gravetos em estado bruto, como faziam alguns Australopithecus e como até hoje fazem os chimpanzés. Também foi a primeira espécie a organizar uma forma rudimentar de fala e a construir abrigos. Foi também com o H. habilis que os hominídeos adotaram hábitos carnívoros, alimentando-se inclusive de Australopithecus. Calma! Isso não quer dizer que fossem canibais. Não se esqueça de que os Australopitecus pertenciam a outra espécie animal.
Grupos de caçadores
Um primo distante do Homo habilis, chamado Homo ergaster, foi o primeiro a fazer armas e a se especializar na caça. Para aumentar sua eficiência contra grandes presas, passou a viver em pequenos grupos. A necessidade de coordenar as táticas de caça obrigou o desenvolvimento da comunicação e das linguagens oral e gestual. O Homo erectus descendeu do H. ergaster e já tinha capacidade cerebral próxima à nossa. Foi a primeira espécie a controlar o fogo e, com isso, tornaram-se capazes de migrar para regiões de climas mais frios. Os hominídeos deixavam a África e partiam para a Europa e Ásia. Mas o H. erectus ainda não seria a espécie a dominar o mundo. Outra estava por surgir, também descendente do H. ergaster: o Homo sapiens primitivo.
Ao contrário do que se pensava, o homem de Neanderthal não é um de nossos antepassados. Mas surgiu quase ao mesmo tempo que o Homo sapiens. Este último deu origem ao Homo sapiens sapiens, espécie à qual pertencemos.
Com suas roupas de pele, machados e lanças, os homens de Neanderthal viveram os rigores da glaciação.

O primo do H. sapiens
Quando o primeiro fóssil de Homo neanderthalensis — também conhecido como homem de Neanderthal — foi encontrado, em 1856, os pesquisadores acreditaram tratar-se de um de nossos antepassados na cadeia evolutiva. Estavam enganados. Hoje se sabe que o homem de Neanderthal era um “primo” do H. sapiens e chegou a conviver durante algum tempo com o homem moderno — o H. sapiens sapiens. Mas pesquisas mais recentes indicam que o homem de Neanderthal foi responsável por uma cultura muito mais avançada do que se supunha. Foram os primeiros artistas da Pré-História, criando flautas a partir de ossos, e os primeiros humanos a viver sob as duras condições das eras glaciares. Viviam em pequenos grupos familiares e os mais fracos eram apoiados pelos companheiros. Os mortos eram enterrados com utensílios, o que demonstra a prática de rituais e certa consciência religiosa. Já possuíam uma linguagem rudimentar, embora não fossem capazes de produzir um leque muito variado de sons. Faziam machados, facas e pontas de lanças, construíam cabanas de madeira, pedra e peles de animais. Desapareceram misteriosamente há 30 mil anos.
Finalmente, o homem moderno
Nessa longa linha evolutiva, por fim surgiu o Homo sapiens sapiens, há 130 mil anos. Desenvolveu vestuário, habitações, ornamentos, práticas medicinais e rituais. Também foi responsável pela criação de novas formas de arte, como a escultura e a pintura. Há 12 mil anos, o Homo sapiens sapiens descobriu a agricultura e domesticou os animais. Tornou-se sedentário e criou as primeiras cidades. Há 5 mil anos surgiram as primeiras civilizações e foi inventada a escrita. Era o fim da Pré-História e o início de uma nova aventura humana.
As pinturas encontradas em cavernas em várias partes da Europa são herança dos primeiros Homo sapiens sapiens.

Paleolítico
Esse período começou há cerca de 2 milhões de anos e terminou há 10 mil. Foi uma época de evolução física e cultural do homem.

Neolítico
Esse foi o período da Pré-História no qual aconteceram as maiores transformações da humanidade. Foi a época da domesticação dos animais e da criação da agricultura.

Idade dos Metais
A evolução humana originou as primeiras cidades no Oriente Médio. E, juntamente com a vida urbana, surgiu a escrita. A existência de documentos escritos determina o final da Pré-História e o início da História.

13.816 – Evolução das Espécies – De quem Evolui O Macaco?


lemures
Foi de um animal do tamanho de um ratinho, que morava escondido em buracos de árvores, comendo insetos, e que viveu há 100 milhões de anos. Fora isso, sabemos apenas que ele era parecido com pequenos mamíferos que existem hoje em dia, como o musaranho. Esse antepassado distante ainda não era um primata – ordem à qual os macacos e o homem pertencem e cujo primeiro representante só apareceria 40 milhões de anos depois. Esse lapso de tempo é enorme e até hoje ainda não são conhecidas as espécies que completariam esse período da árvore genealógica dos macacos. “Existe um buraco na evolução. Todos os fósseis encontrados, que fariam a ponte entre os insetívoros e os primatas, foram desconsiderados”, afirma o biólogo Walter Alves Neves, da Universidade de São Paulo (USP). O termo “desconsiderado” soa esquisito, mas significa que pesquisas posteriores mostraram que esses fósseis realmente não compunham os elos perdidos tão procurados pelos especialistas.
Se essa parte da história evolutiva dos macacos é nebulosa, pelo menos os capítulos mais adiante são bem conhecidos. Ao longo de milhões de anos, os primatas foram crescendo de tamanho e ganharam um cérebro maior. O hábito de viver de galho em galho ajudou nessa última transformação, pois nas árvores os primatas aprimoraram o tato e a visão para fugir de predadores e encontrar comida. A evolução dos sentidos levou esses animais a expandirem uma área do cérebro fundamental para o desenvolvimento de capacidades, como a associação de idéias e o aprendizado. Sem esse avanço, os primatas poderiam não ter sobrevivido e o homem nem sequer pisado na Terra.

A grande famíliaPrimos próximos
Os macacos simiiformes evoluíram a partir de antigos prossímios, ganhando mais agilidade e inteligência. Eles surgiram cerca de 45 milhões de anos atrás. Hoje há perto de 200 espécies desses animais, que se dividem entre os chamados macacos do novo mundo (que habitam as Américas), como o mico-leão, e os do velho mundo (África), como o mandril

Quase humano
O ancestral comum entre humanos e grandes primatas viveu há cerca de 6 milhões de anos e ainda é desconhecido. Há 5 milhões de anos surgiram os primeiros hominídeos: os australopitecos, parecidos com os macacos, mas bípedes. O primeiro ancestral do gênero Homo, o Homo habilis, surgiu 2 milhões de anos atrás e já manipulava bem objetos
Os grandes primatas vieram dos mesmos animais que deram origem aos macacos do velho mundo. A separação entre os ancestrais de um grupo e de outro foi há 25 milhões de anos. Os grandes primatas têm o cérebro maior e mais complexo. Hoje, são os gibões, gorilas, orangotangos, chimpanzés e bonobos – dos quais os dois últimos são nossos parentes mais próximos
Os primeiros primatas, chamados prossímios, surgiram há 60 milhões de anos. Alguns de seus representantes ainda estão por aí, como o moderno társio. Esses animais se diferenciaram de seus ancestrais insetívoros por terem uma dieta mais variada, corpos mais bem adaptados à vida nas árvores e um cérebro bem maior
Os mais distantes ancestrais dos macacos eram de uma extinta família de insetívoros (animais comedores de insetos) chamada Leptictidae, que viveu entre 100 milhões e 38 milhões de anos atrás. Seus membros se pareciam com o musaranho, um pequeno mamífero moderno. Além dos primatas, eles deram origem a outros animais, como cavalos e bois
Os lemurídeos se separaram do tronco evolutivo que deu origem ao társio e aos macacos modernos há mais de 50 milhões de anos, formando uma linhagem própria, que originou os atuais lêmures. Esses animais conservam uma aparência primitiva, com rosto de raposa e corpo de macaco.

13.814 – Biologia – O Primeiro Animal a Andar Sobre a Terra


animal terrestre
Fósseis de um animal de transição entre peixes e animais terrestres com 375 milhões de anos contestam um conceito amplamente aceito da teoria da evolução de que grandes apêndices posteriores que dariam origem às patas teriam aparecido depois que os vertebrados migraram da água para a terra.
Descobertos em 2004, os fósseis bem preservados da pélvis e de parte da nadadeira pélvica do Tiktaalik roseae, que parecia um híbrido de crocodilo e peixe, indicam que as patas traseiras na verdade tiveram origem em nadadeiras posteriores, afirmaram cientistas em uma pesquisa publicada na edição online da revista científica americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), com datas de 13 a 17 de janeiro.
“Até então, os paleontólogos pensavam que uma transição havia sido produto de uma locomoção com duas nadadeiras nos peixes, anterior a uma locomoção ‘em quatro apêndices’ entre os tetrápodes”, explicou Neil Shubin, professor de anatomia da Universidade de Chicago, um dos principais autores da descoberta.
Segundo ele, “aparentemente esta transição teria ocorrido antes de tudo nos peixes e não entre os animais terrestres quadrúpedes”, como se supunha.
Os primeiros tetrápodes eram, de fato, animais exclusivamente aquáticos, ainda mal diferenciados dos peixes. Seus descendentes atuais são os anfíbios, as aves, os répteis e os mamíferos.
Hoje extinto, o Tiktaalik roseae tinha cabeça achatada como a de um crocodilo e dentes cortantes de um predador. Ele tinha 2,7 metros de comprimento e possuía uma morfologia muito similar à dos peixes, mas a articulação de suas nadadeiras peitorais leva a crer que este animal conseguia sustentar o peso de seu corpo.
O Tiktaalik roseae representa a espécie de transição mais conhecida entre os peixes e os tetrápodes terrestres, segundo os autores desta pesquisa.
“O Tiktaalik era uma combinação de características primitivas e avançadas. Aqui, não só suas características eram distintas, mas elas sugerem uma função avançada. Eles parecem ter usado a nadadeira de uma forma mais sugestiva do modo como um membro é usado”, explicou outro autor do estudo, Edward Daeschler, curador associado de Zoologia de Vertebrados na Academia de Ciências Naturais da Universidade de Drexel.
As primeiras análises sobre o animal foram realizadas em fósseis encontrados em 2004 no Ártico canadense, na altura da ilha de Ellesmere.
Sem dúvida alguma, as nadadeiras eram utilizadas como remos para nadar, mas poderiam também servir como patas em algumas ocasiões, explicaram os autores deste estudo.
Os trabalhos também permitiram aos cientistas fazer uma nova simulação, mostrando como o Tiktaalik se parecia e como se deslocava em seu hábitat.

13.808 – Megalodonte, o tubarão que engoliria um elefante


mega proporção
Carcharocles (ou Carcharodon) megalodon (também denominado megalodonte ou tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que viveu entre 23 e 2,6 milhões de anos atrás no período Mioceno no Oceano Pacífico.
Extinta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Lamniformes
Família: Lamnidae
Género: Carcharodon ou Carcharocles
Espécie: C. megalodon
Nome binomial
Carcharodon megalodon/Carcharocles megalodon
Os dentes são em muitos aspectos similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que pode superar os 17 centímetros de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são produto de um processo de evolução convergente. Por causa de seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa “dente enorme”.
O tamanho desta criatura era entre 10 e 18 metros, com uma massa que podia chegar as 50 toneladas. Em algumas primeiras reconstituições ultrapassadas, possuíam comprimentos que podiam chegar aos 30 metros, mas sabe-se hoje que o megalodonte provavelmente não ultrapassava os 20 metros.

Em 1995, foi feita uma proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos defendem a inclusão no género Carcharocles, que inclui outras três espécies, enquanto outros mantêm a conexão com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.
Acredita-se que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sua sobrevivência, permitindo que as baleias pudessem prosperar durante o verão.
De acordo com relatos da época do Renascimento, acreditava-se que gigantescos dentes fósseis triangulares, muitas vezes encontrados incrustados em formações rochosas, pertenciam a dragões e cobras. Esta interpretação foi corrigida em 1667 pelo naturalista dinamarquês Nicolaus Steno, que os reconheceu como dentes de tubarão. Ele produziu uma famosa representação de uma cabeça de tubarão com os tais dentes. Steno descreveu suas descobertas no livro The Head of a Shark Dissected, que também continha uma ilustração de um dente de C. megalodon.

O naturalista suíço Louis Agassiz foi quem deu ao tubarão seu primeiro nome científico, Carcharodon megalodon, em 1835, em seu trabalho de pesquisa Recherches sur les poissons fossiles (“Pesquisa sobre peixes fósseis”, em tradução livre), concluído em 1843. Os dentes do megalodonte são morfologicamente semelhantes aos dentes do tubarão branco. Com base nesta observação, Agassiz categorizou a espécie dentro do gênero Carcharodon. Embora o nome científico seja C. megalodon, é muitas vezes informalmente apelidado de “tubarão-branco-gigante” ou “tubarão-monstro”.
ubarões muitas vezes empregam estratégias de caça complexas para pegar presas de grande porte. Alguns paleontólogos sugerem que as estratégias de caça do grande tubarão-branco podem oferecer pistas de como o grande megalodonte poderia ter caçado presas extraordinariamente grandes, como baleias. No entanto, a evidência fóssil sugere que C. megalodon era mais eficaz nas estratégias para capturar grandes presas em comparação com as estratégias empregadas pelo grande tubarão-branco. Os paleontólogos têm realizado um levantamento de fósseis para determinar os padrões de ataque do C. megalodon com as presas.

Durante o Plioceno, cetáceos muito grandes e avançados desapareceram. O megalodonte aparentemente era mais refinado com suas estratégias de caça para lidar com estas grandes baleias. Numerosos ossos fossilizados de nadadeiras (ou seja, segmentos das barbatanas peitorais), e vértebras caudais de grandes baleias do Plioceno foram encontradas com marcas de mordida que foram causados ​​por ataques de megalodonte. Esta evidência paleontológica sugere que o megalodonte tentava imobilizar uma grande baleia rasgando ou mordendo suas estruturas de propulsão antes de matar e se alimentar dela.
Os megalodontes jovens não eram grandes o bastante para atacar baleias. Os dentes dos jovens eram geralmente encontrados em águas rasas, sugerindo que estes grandes tubarões viviam perto das costas. E com isso eles provavelmente deveriam ter caçado peixes de grande porte e pequenos mamíferos, como o Odobenocetops.
C. megalodon é representado no registro fóssil principalmente pelos seus dentes e centra vertebral. Como acontece com todos os outros tubarões, seu esqueleto era formado por cartilagem em vez de ossos propriamente ditos.

Os fósseis mais comuns de megalodontes são seus dentes. Seus dentes têm: forma triangular, estrutura robusta, são de grande porte, serrilha boa e são em forma de V. Os dentes deste tubarão podem medir mais de 180mm de altura (ou comprimento, quando inclinado na diagonal) e são maiores do que os de qualquer outra espécie de tubarão conhecida.

Os fósseis de C. megalodon foram escavados em muitos lugares do mundo, incluindo Brasil, Europa, América do Norte, América do Sul, Porto Rico, Cuba, Jamaica, Austrália, Nova Zelândia, Japão, África, Malta, Granadinas, Índia e Madagascar. Seus dentes também foram escavados em lugares enormes,por exemplo, o Rio São Francisco em Sergipe.
Fósseis do megalodonte foram encontrados em diversos continentes.

mandibulas do mega

Megalodon_skeleton

13.789 – Descoberta molécula capaz de reverter o envelhecimento das células


envelhecimento celular
A tão procurada fonte da juventude pode estar numa simples molécula de ácido ribonucleico (RNA), ao menos em nível celular. Pesquisadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, ligado à Universidade de Lisboa, em Portugal, demonstraram que a redução da concentração dessa molécula em células de camundongos velhos as tornaram mais plásticas, capazes até mesmo de serem reprogramadas para células-tronco pluripotentes.
— Nosso objetivo era perceber a diferença entre células muito velhas e muito jovens, e descobrimos que uma molécula específica, a Zeb2-NAT, estava muito mais expressa nas células velhas que nas jovens. A nossa ideia foi diminuir a expressão dessa proteína para ver se a célula rejuvenescia — explicou Bruno de Jesus, coautor do estudo publicado esta semana na revista “Nature Communications”. — E foi isso o que aconteceu.
Todas as células do organismo passam por um processo progressivo de envelhecimento, que contribui para o aparecimento de doenças como o câncer. Uma das estratégias estudadas para o combate a essas doenças é a regeneração celular. No entanto, células envelhecidas, que são as que mais sofrem pelo avanço da idade, são resistentes a esses procedimentos.
A técnica de reprogramação de células adultas em células-tronco pluripotentes induzidas foi desenvolvida em 2006 pelo japonês Shinya Yamanaka, laureado com o Prêmio Nobel em 2012. O pesquisador da Universidade de Kyoto descobriu que a introdução de quatro genes numa célula adulta de camundongo era capaz de transformá-la numa célula-tronco, capaz de se especializar em qualquer outra célula do organismo.
Entretanto, o procedimento não funcionava com células de animais envelhecidos. Até agora. Os pesquisadores portugueses reduziram os níveis do Zab2-NAT em células de camundongos envelhecidos geneticamente modificados para a reprogramação celular e conseguiram transformá-las em células-tronco pluripotentes induzidas. Para testar os resultados, elas foram injetadas sob a pele de camundongos, onde induziram o surgimento de teratomas, tumor formado por diferentes tipos de células.
Isso não quer dizer que seja possível rejuvenescer uma pessoa ou organismo vivo, o procedimento foi realizado apenas em nível celular. Mas a descoberta já abre caminho para a busca por novas terapias para o tratamento de doenças relacionadas ao avanço da idade. As células-tronco pluripotentes induzidas podem ser usadas para substituir células envelhecidas.
O próximo passo da equipe de Jesus é testar o procedimento em células humanas. Caso o resultado seja positivo, a expectativa é que a técnica seja aproveitada por outros pesquisadores em estudos sobre a formação de órgãos e tecidos que possam ser usados em pacientes.
— Estes resultados são um importante avanço no sentido de virmos a ser capazes de regenerar tecidos doentes em pessoas idosas

13.782 – Verme suporta 400 mil vezes a força de gravidade da Terra


caenorhabditis-elegans verme
Qualquer um pode desmaiar se for exposto a uma gravidade quatro ou cinco vezes maior que aquela que o planeta exerce naturalmente – aquela de aceleração aproximada de 9,81 m/s². Agora, imagine essa força tremendamente maior. Cientistas brasileiros descobriram que lombriga Caenorhabditis elegans, uma espécie de nematoide usada em estudos biológicos, é casca-grossa o suficiente para aguentar 400 mil vezes a força gravitacional.
A descoberta é de autoria de Tiago Pereira e Tiago de Souza, pesquisadores de genética da USP. Eles estudavam a androbiose, um estado raro de animação suspensa em que alguns animais e plantas são capazes de entrar. Quando isso acontece, os organismos viram uma espécie de mortos-vivos: não há metabolismo, mas basta reidratá-los para voltarem ao normal. Nessa condição de zumbi, eles são capazes de aguentas situações extremas de calor, frio, pressão e radiação.
A dupla de Tiagos procurou saber se tais organismos também aguentariam condições de hiperaceleração. Para isso, colocou uma colônia de C. elegans em uma ultracentrífuga durante uma hora, a uma força de 400.000 G. Eles se inspiraram em um experimento japonês de 2011, que obteve sucesso em um teste com bactérias. “Queríamos ver se era possível aplicar as mesmas condições do teste com um organismo multicelular”, disseram . Ele see surpreendeu com os resultados: “quando abrimos a centrífuga, vimos que tanto os vermes em animação suspensa quanto o grupo de controle normal havia sobrevivido”.
A descoberta dos brasileiros pode ser valiosa para o campo da astrobiologia, a ciência que estuda a origem, evolução e ocorrência da vida no Universo, bem como investigar e prever os lugares com condições para abrigar organismos vivos. “Uma vez que sabemos que animais podem sobreviver a esse tipo de estresse, é possível que planetas com gravidades muito acima da nossa também poderiam ser habitáveis”, sugere Pereira. Pelo menos por formas de vida como essa lombriga.
O pesquisador acredita, ainda, que os resultados podem ajudar a formular teorias sobre a panspermia cósmica, que diz que a vida se espalhou pela galáxia por meio de organismos que viajaram de carona com meteoros e asteroides, que podem suportar acelerações similares às que a C. elegans aguenta.

13.781 – O gene zumbi que protege os elefantes do câncer


elefante velho
Um elefante africano, em cativeiro, vive uns 70 anos. Mais ou menos o mesmo que um ser humano.
Um elefante africano pesa 6 mil kg. Mais ou menos 100 vezes o que pesa um ser humano.
Um corpo que pesa 100 vezes mais que o nosso, naturalmente, contém 100 vezes mais células, cada uma com sua própria cópia do DNA do animal. Isso significa que o elefante também está sujeito a um risco 100 vezes maior de sofrer um dano no DNA. Um erro que pode causar câncer.
Apesar disso, só 5% dos gigantes acinzentados morrem por causa de tumores, contra 17% dos Homo sapiens. O que os torna tão resistentes à doença? Bem-vindo ao paradoxo de Peto – batizado em homenagem ao biólogo Richard Peto, de Oxford, autor do primeiro texto que apontou essa anomalia estatística, de 1977.
Há três anos, em 2015, pesquisadores das universidades de Chicago e Utah deram um passo importante na solução do problema. Eles descobriram que os elefantes têm inacreditáveis 20 cópias de um gene chamado TP53. Já o ser humano tem só uma. E essa é uma daquelas situações em que 1 é bom, 2 é ótimo e 20 é excelente: a função do TP53 é justamente identificar que há um trecho de DNA danificado em uma célula – e consertá-lo antes que ela se multiplique e cause mais problemas. Quanto mais guardiões desses um animal tem, melhor.

13.760 – Biogeografia


regioes-biogeograficas
É a ciência dedicada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo buscando entender os padrões de organização espacial e os processos que levaram a tais disposições biológicas. Esta ciência tem um aspecto multifacetado, englobando conhecimentos de diversas outras ciências como biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.
O tema central de estudos da biogeografia gira em torno do estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais possíveis influem no desenvolvimento da vida. Combinar as diferentes variáveis responsáveis pela ocorrência de vida e traçar uma “receita” para a existência da mesma em um determinado ambiente são os objetivos principais dos estudiosos dedicados à biogeografia.
As origens desta ciência encontram-se nos estudos de Alfred Russel Wallace no arquipélago malaio. Ele descreveu inúmeras espécies desse arquipélago e notou que a norte, em determinada área, as espécies eram relacionadas com espécies do continente asiático enquanto que, nas ilhas mais ao sul, as espécies tinham ligação com as espécies do continente australiano. Esta conclusão levou a uma posterior delimitação e mapeamento das áreas estudadas por Wallace, sendo que tais áreas receberam mais tarde a denominação de “Linha de Wallace”.
Seguindo o espírito deste estudo inicial, as diversas regiões do planeta foram sendo gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas. As principais divisões receberam o nome de “divisões biogeográficas”, a saber:
Região Paleártica: Compreende todo o continente europeu, norte da África até o deserto do Saara, o norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão.
Região Neoártica: Toda a América do Norte, indo até a fronteira sul do México.
Região Neotropical: Estende-se do centro do México até o extremo sul da América do Sul.
Região afro-tropical ou etiópica: compreende a África sub-saariana e os dois terços mais ao sul da península arábica.
Região indo-malaia: composta pelo subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia.
Região australiana: o restante mais a leste da Indonésia, ilha de Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia.
Região oceânica: as demais ilhas do oceano Pacífico.
Região antártica: correspondente ao continente e ao oceano com o mesmo nome.
Chamamos de região holártica (ou holártico) o conjunto resultante das regiões paleártica e neoártica.
A classificação acima aplica-se a seres viventes em terra firme ou seca. Em relação aos oceanos temos as “regiões biogeográficas marinhas”, que são definidas por meio das correntes oceânicas ou ainda pelas zonas climáticas, limites mais ou menos exatos para os seres vivos marinhos. Modernamente temos a definição de ecossistema marinho como a unidade de estudo dessas grandes regiões biogeográficas.

13.753 – Estudo mostra como as bactérias poderiam gerar ondas de rádio


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Pode não ser lá a questão mais importante da ciência atualmente, mas há uma grande controvérsia entre os cientistas se as bactérias podem (ou não) criar ondas de rádio. Agora, uma equipe da Universidade Northeastern, em Boston, Massachusetts, EUA, acredita ter finalmente descoberto o mecanismo supostamente utilizado pelas bactérias para emitir os sinais de rádio.
O estudo da universidade demonstra como o DNA bacteriano poderia ser a fonte de sinais de rádio. O DNA de bactérias, muitas vezes se enrola como um círculo, por onde elétrons livres em movimento podem criar certos níveis de energia. As frequências de transição entre esses níveis de energia, quando modeladas, mostram sinais de radiodifusão de 0,5, 1 e 1,5kHz.
Essas frequências correspondem àquelas medidas em uma colônia de E. coli e publicadas dois anos atrás. Entretanto, o estudo anterior foi muito contestado, com alguns investigadores inclusive negando o trabalho inteiro. Portanto, esta nova descoberta deve botar mais lenha na fogueira no debate latente sobre as bactérias e o que se passa a nível microbiano.
Uma das principais críticas que a pesquisa anterior sobre as E. coli sofreu foi que não havia nenhuma maneira pela qual as bactérias poderiam gerar ondas de rádio. Se elas efetivamente produzem as ondas ou não permanece no ar, porém este novo estudo da Northeastern University apresenta o mecanismo pelo qual isso poderia ser feito. [PopSci]

13.686 – Veterinária – Otite Canina


otite-canina-cuidados
De certo você já viu um cão coçando o ouvido, sacudindo a cabeça e até chorando ao se coçar a orelha, isso pode ser otite canina. Uma inflamação do conduto auditivo que leva a produção de uma cera de coloração alterada e em excesso, coceira descontrolada, cheiro forte e desconforto tanto para o animal quanto para o dono.
Essa inflamação seguida de infecção causada no ouvido é muito comum nos cães devido ao formato de sua orelha, que tem um canal comprido e fechado, o que torna fácil o aparecimento e replicação de ácaros, fungos e bactérias. Algumas raças de cães apresentam otite canina com mais facilidade e frequência como Golden Retriver, Basset Hound e Cocker Spaniel por terem o orelhas maiores.
Tome cuidado durante o banho do cão, pois, ao deixarmos entrar água no ouvido deles, favorecemos o aparecimento da doença, já que o que os causadores dela se proliferam em locais úmidos e quentes. Uma dica interessante é colocar algodões nos ouvidos do cachorro, evitando a entrada de água, e sempre secá-lo bem ao final do banho.
Os sintomas são: coceira intensa, dor e choro ao coçar, cheiro forte no ouvido, excesso de cerúmen (cera), balançar demais a cabeça de um lado para outro, perda de audição, além da perda de apetite, que ocorre devido à dor que o cachorro sente.
A otite pode surgir nos cães por uma série de fatores e afetar diferentes partes da região auricular dos animais; sendo denominada de otite externa, otite média ou otite interna de acordo com o local específico prejudicado pelo problema – e as principais motivações para a sua ocorrência são:

Infecção Causada por bactérias, a otite infecciosa chega, geralmente, acompanhada por pus, e requer um tratamento medicamentoso feito, principalmente, por meio do uso de antibióticos injetáveis e por via oral associado a tratamento local tópico.
Fungos Provoca sintomas mais clássicos de otites com uma secreção normalmente enegrecida com cheiro adocicado característico, sendo é causada por um fungo, na maioria das vezes, a malassezia.
Parasitas O agente do problema, neste caso, são parasitas como carrapatos e ácaros, sendo que o seu tratamento também requer o uso de remédios específicos tópicos associados, quando necessário há medicamentos injetáveis ou por via oral.
Produção excessiva de cera O ouvido de alguns cães produz cera de maneira exagerada, e o acúmulo dessa cera causa uma fermentação que se transforma em inflamação.
Predisposição genética As características específicas de cada raça são as grandes responsáveis nestes casos, e os cães que contam com orelhas grandes, caídas e peludas são os mais propensos a desenvolver a complicação.
Outros fatores Traumas, alergias, tumores, questões hormonais e a presença de algum corpo estranho no ouvido do animal também podem exercer influência no aparecimento da otite canina.
Dito isso, vale lembrar que a melhor maneira de definir a origem correta do problema é por meio de uma consulta com um profissional veterinário – já que, em muitos casos, um diagnóstico preciso só pode ser obtido por meio de exames laboratoriais ou de imagem.

Raças mais afetadas pela otite
Orelhas grandes, caídas e peludas são as principais características genéticas que influenciam no aparecimento da otite canina, e as raças a seguir fazem parte do grupo de cães que mais tendem a apresentar esse tipo de problema:

Cocker Spaniel
Teckel
Basset Hound
Golden Retriever
Dachshund
Setter Irlandês
Labrador Retriever
Pastor Alemão
No entanto, é importante ressaltar que nem só os cães de orelhas maiores e caídas podem ser acometidos pela otite, e qualquer raça está sujeita ao aparecimento dessa complicação, caso os cuidados básicos de higiene não sejam realizados de maneira correta e constante.

Os sintomas da otite em cães
Cada tipo de otite canina pode apresentar diferentes sinais, em função do seu agente causador; no entanto, há um grupo de sintomas e comportamentos bastante conhecidos entre os cachorros que apresentam a enfermidade, conforme descrito abaixo.
Forte coceira na região das orelhas: cão passa a coçar, balançar e esfregar a cabeça onde puder para aliviar o sintoma, incluindo o chão e os móveis da casa.
Secreções: o ouvido do cachorro passa a apresentar secreções de cor amarelada e, em alguns casos, com pus.
Odor diferente e forte ou mau cheiro no ouvido do cachorro
Vermelhidão, escurecimento ou aparecimento de crostas no ouvido do animal
Inchaço na região da orelha
Perda de audição do cão
Forte dor nas orelhas: o cachorro aparenta sentir muita dor nas ocasiões em que a orelha se mexe ou é tocada
Ferimentos Peri-auriculares, que são ferimentos próximos às conchas auditivas, causados pela coceira constante

Prevenção da otite canina
Manter a higiene da orelha do seu pet é a melhor maneira de prevenir o surgimento da otite canina, e limpar os ouvidos do cachorro semanalmente é de grande ajuda. Caso haja pelos em excesso na região, levar o seu cão para uma tosa higiênica é uma ótima ideia; retirando a pelagem que ajuda a reter ainda mais sujeiras na região.
O pote de água pode acabar causando a otite, quando o animal tem orelhas muito compridas e o pote de água é muito largo, sempre que ele vai beber água acaba deixado as orelhas úmidas e essa umidade propicia a proliferação exagerada de fungos já existentes na orelha, causando a otite.
Outra medida importante é sempre enxugar bem as orelhas do cão quando forem molhadas, já que o acúmulo de água na região forma um ambiente extremamente propício para o surgimento do problema.
Visitas ocasionais ao veterinário também são importantes para ajudar na prevenção da otite canina, além de facilitarem o tratamento de qualquer complicação que o cão possa estar desenvolvendo.

Tratamento da otite em cachorros
O tratamento da otite canina dependerá tanto da sua origem como do nível de desenvolvimento da inflamação no ouvido do cão. Em alguns casos, a realização de uma limpeza profunda na região – feita com o uso de soluções específicas – já pode melhorar bastante o problema; mas, dependendo do agente causador da otite, medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios podem ser receitados.
Em muitos casos a dor do animal ao ter a região auricular tocada é tanta, que há a possibilidade de que ele tenha que ser sedado para que se faça a limpeza do ouvido, e a otite pode ser tão profunda que chega a alterar o sistema de equilíbrio do animal, o fazendo andar em círculos, por exemplo. Portanto, levar seu pet a um profissional veterinário é imprescindível para que ele possa ser tratado e curado da melhor e mais rápida maneira possível.

13.683 – Biologia – Veja o tamanho e peso do cérebro humano em comparação com outros animais


cerebro animal
O cérebro humano é incrível, e, com certeza, o que mais nos diferencia dos outros animais. Mas não é o maior cérebro do reino animal; animais maiores, como baleias e elefantes, têm cérebros maiores (a baleia- azul, com seus 10 kg de cérebro, tem o maior do reino animal).
Porém, o cérebro humano é muito grande quando comparado com o tamanho do nosso corpo. O cérebro humano pesa, em média, 1,5 kg. Em um homem de 80 kg, é quase 2% do seu peso corporal. Já a baleia-azul, com suas 200 toneladas, tem um cérebro que ocupa apenas 0,005% de seu corpo.
Mas proporção também não é tudo. Se inteligência dependesse só disso, estaríamos empatados com os ratos, que também têm um cérebro que ocupa 2% de espaço no corpo.

A chave é a complexidade desse órgão.
A maioria das criaturas vivas possui um sistema nervoso. Em algumas delas, ele é muito simples, como o da anêmona-do-mar, que tem apenas uma pequena rede de células nervosas. Nos insetos, essas células ficam lado a lado para formarem os nervos. Em criaturas mais complexas, forma-se uma coluna que possui um cérebro e uma medula espinal. Entre estes animais, os peixes possuem o cérebro mais simples, não muito maior que seu olho.
Quanto mais rugas tem um cérebro, mais neurônios ele tem. O cérebro humano tem mais pregas e rugas do que muitos outros animais. Por exemplo, o cérebro de um esquilo ou de um rato é muito liso comparado com o de um ser humano, por isso não é tão complexo. Alguns animais, como os golfinhos e as baleias, têm cérebros quase tão enrugados quanto os nossos.
Conclusão: tamanho e peso não são documento. Rugas podem ser mais decisivas – ainda que não expliquem todos os mistérios da inteligência.
Mas, por divertimento, confira o tamanho e o peso médio do cérebro de várias espécies animais:

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Primatas:
Humano (Homo sapiens): 1,176 kg
Chipanzé (Pan troglodytes): 273 g
Babuíno (Papio cynocephalus): 151 g
Mandril (Mandrillus sphinx): 123 g
Macaco (Macaca tonkeana): 110 g
Carnívoros:

Urso (Ursus arctos): 289 g
Leão (Panthera leo): 165 g
Guepardo (Acinonyx jubatus): 119 g
Cão (Canis familiaris): 95 g
Gato (Felis catus): 32 g
Artiodátilos:
Girafa (Giraffa camelopardalis): 700 g
Cudo, um antílope africano (Tragelaphus strepsiceros): 166 g
Muflão, carneiro selvagem (Ovis musimon): 118 g
Cabra do Gerês (Capra pyrenaica): 115 g
Queixada (Tayassu pecari): 41 g
Marsupiais:

Wallaby (Protemnodon rufogrisea): 28 g
Lagomorfos:

Coelho (Oryctolagus cuniculus): 5,2 g
Roedores:

Rato-preto ou ratazana (Rattus rattus): 2,6 g
Camundongo ou rato-doméstico (Mus musculus): 0,5 g
Bônus
Baleia cachalote: 7,8 kg
Vaca: 5,6 kg
Orca: 5,6 kg
Elefante: 7,5 kg
Golfinho: 1,6 kg
Abelha: 0,013 g
Beija-flor: 1 g
Hipopótamo: 500 g
Curiosamente, a proporção entre o cérebro e o corpo da abelha (15,6%) é bem maior que a do hipopótamo (0,017%), tornando-a mais esperta. Já a barata nem cérebro tem. No lugar, possui o cefalotorax, um órgão que atravessa seu corpo e só serve mesmo para mantê-la viva. Para matá-la, mal adianta arrancar sua cabeça…[NeuroscienceResearchTechniques, MundoEstranho, SuperInteressante, CerebroEMEnte]