13.271 – Medicina – Estatina reduz risco de infarto, derrame e insuficiência cardíaca


estatina
Um novo estudo acaba de comprovar mais um benefício das estatinas para a saúde cardíaca. Além de ter o colesterol controlado, pessoas que tomam estatinas têm menor probabilidade de terem o músculo do coração espesso, condição conhecida como hipertrofia ventricular esquerda, que aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca e derrame no futuro.
No estudo, apresentado durante o EuroCMR 2017, conferência sobre exames de imagem cardíaca realizada em Praga, na República Tcheca, pesquisadores da Universidade de Londres analisaram, por meio de exames de ressonância magnética, o coração de 4.622 pessoas na Inglaterra, das quais 17% tomavam estatinas. Os resultados mostraram que, em comparação com quem não fazia tratamento com o medicamento, aqueles que faziam tinham câmaras ventriculares esquerdas com uma porcentagem de massa muscular 2,4% menor. Seu volume de massa ventricular esquerda e direita também eram menores.
Mas, na prática, o que isso significa? De acordo com Nay Aung, autor do estudo, essas características correspondem a uma redução no risco de desfechos adversos associados a um coração grande e espesso, como infarto, insuficiência cardíaca e derrame, em pacientes que, teoricamente já estavam em risco mais alto de desenvolver problemas cardíacos, em comparação com aquelas que não usam o medicamento.
Os resultados foram confirmados mesmo após os cientistas contabilizaram outros fatores que podem afetar o coração, como etnia, gênero, idade e índice de massa corporal (IMC).

Possível explicação
Segundo informações do jornal britânico The Guardian, outros benefícios já comprovados das estatinas incluem melhoria da função dos vasos sanguíneos, redução da inflamação e estabilização dos depósitos de gordura nas paredes das artérias.
Embora o estudo atual não tenha analisado o porquê desse efeito benéfico das estatinas na estrutura e função cardíaca, pesquisas anteriores já haviam mostrado que o medicamento reduz o stress oxidativo e a produção de fatores de crescimento, químicos naturais que estimulam o crescimento celular. Essas características podem ter influência em seu efeito sobre a estrutura cardíaca. As estatinas também ajudam a dilatar as veias sanguíneas, levando a uma melhora no fluxo e redução do stress do coração.

13.263 – Mega Polêmica – Onde há Fumaça há fogo e Onde há Dinheiro há corrupção


DINHEIRO-CORRUPÇAO
Um velho escrito bíblico já dizia: “O homem é corruptível”, será que está no DNA ou é apenas uma questão de valores?
Corrupção é a troca do mal para bem eventual ou permanentemente ao longo dos tempos, e vice-versa. A corrupção não é um mal essencialmente político, mas sim humanístico, daí que quando nos referimos à ela à nível político ela denomina-se Corrupção Política. Mas não é da corrupção política que vamos falar, mas sim da corrupção à nível geral, como um fenômeno universal. A corrupção é simplesmente a injustiça, a imoralidade, e pesquisar de formas básicas com lógicas simples como definições ajudará bastante. Todas as formas de corrupção partem dela, como que resultados dela. Já desde muito cedo na Antiguidade Clássica que filósofos como Platão realçavam a maneira de se organizar uma sociedade justa, onde os homens pudessem viver livres de corrupção espiritual e de actos que manchassem as suas almas, e Aristotoles realçava o conceito de animal político e pessoa social.
Como uma droga, a corrupção vicia e dá prazer, e o “tratamento” possível — a punição – não garante a solução do problema resolvido, segundo profissionais de psicanálise, psiquiatria e ciência política, que se debruçam sobre a questão. Segundo a cientista política Rita Biason, do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Corrupção da Unesp, a falta de controle é o maior incentivo para um corrupto.
A corrupção é mais tolerada do que gostaríamos, e para acabar com ela deveria haver mudanças sociais e culturais coletivas. Há uma grande diferença entre saber intelectualmente que fez algo errado e sentir emocionalmente que fez algo errado, diz a psicanalista Marion Minerbo.

13.254 – Anvisa registra primeiro teste de farmácia para detecção do HIV


TESTE HIV
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou esta semana o primeiro autoteste para triagem do HIV no Brasil. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.
De acordo com a documentação do processo de registro do produto, o teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos já existentes para medição de glicose por diabéticos.
O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.
O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da exposição.
O período de um mês é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período, um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.
Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição.
Se o resultado for positivo, o paciente deve procurar um serviço de saúde para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.
A possibilidade do registro de autoteste para o HIV surgiu em 2015, quando a Anvisa regulou o tema. De acordo com a regra, esse tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde 136.
O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar esse valor. O teste de farmácia para Aids não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos. O teste Action traz o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para aparecer.

13.253 – Ta doente? Vai uma macoinha aí – Maconha pode ser regulamentada como planta medicinal


maconha
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a Cannabis Sativa L. na sua lista de Denominação Comum Brasileira. A ação oficializa a cannabis, dando-lhe um número de identidade para referência posterior entre médicos e órgãos reguladores.
A medida foi oficializada com a publicação da Resolução nº 156, no dia 5 de maio de 2017. Agora, a maconha é uma substância reconhecida dentro do país, o que permite às agências reguladoras nacionais se referirem à planta em suas diretrizes.
“É um primeiro passo muito importante. A partir de agora, podemos esperar uma regulamentação da planta para fins medicinais”, explica Paulo Mattos, doutorando em Biologia Molecular pela UNIFESP e membro do Grupo Maconhabras do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) e da Associação Cultural Canabica de São Paulo (ACUCA).
A inclusão, porém, não altera as normas regentes atuais. “O cultivo e uso não autorizado da substância ainda é criminalizado”, explica ele. A Anvisa permite a prescrição de medicamentos derivados do canabidiol e tetrahidrocanabinol perante uma autorização especial dada por ela. Um dos exemplos mais conhecidos é o Mevatyl, responsável por diminuir a rigidez excessiva em pacientes que sofrem de esclerose múltipla.
Segundo Mattos, existem três famílias com autorização para cultivar a erva com fins medicinais, mas nenhuma produtora nacional. Com uma regulamentação oficial futura, a possibilidade para o cultivo em grande escala estará aberta.

Fonte: Galileu

13.252 – Farmacologia – Brasileiros criam nanoantibióticos contra infecções resistentes


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Da Folha para o ☻Mega

Pesquisadores brasileiros criaram um método que combina minúsculas partículas de prata com um antibiótico para tentar vencer a crescente resistência das bactérias aos medicamentos convencionais.
Em testes preliminares de laboratório, a abordagem mostrou bom potencial para enfrentar formas resistentes do micróbio Escherichia coli, que às vezes causa sérios problemas no sistema digestivo humano.
“Alguns sistemas podem até funcionar melhor no que diz respeito à capacidade de matar as células bacterianas, mas o ponto-chave é que as nossas partículas combinam um efeito grande contra as bactérias com o fato de que elas são inofensivas para células de mamíferos como nós”, explica um dos responsáveis pelo desenvolvimento da estratégia, Mateus Borba Cardoso, do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas (SP).
Cardoso e seus colegas assinam estudo recente na revista especializada “Scientific Reports”, no qual descrevem o processo de produção da arma antibacteriana e seu efeito sobre os micróbios.
Esse mesmo grupo já utilizou nanopartículas para inativar o HIV e atacar somente as células tumorais, em caso de câncer de próstata, poupando as células saudáveis.
O aumento da resistência das bactérias causadoras de doenças aos antibióticos tradicionais é um caso clássico de seleção natural em ação que tem preocupado os médicos do mundo todo.
Em síntese, o que ocorre é que é quase impossível eliminar todos os micróbios durante o tratamento. Uma ou outra bactéria sempre escapa, e seus descendentes paulatinamente vão dominando a população da espécie e espalhando a resistência, já que os micro-organismos suscetíveis morreram sem deixar herdeiros.
Para piorar ainda mais o cenário, tais criaturas costumam trocar material genético entre si com grande promiscuidade, numa forma primitiva de “sexo”. Assim, os genes ligados à resistência diante dos remédios se disseminam ainda mais.
Já se sabe, porém, que as nanopartículas de prata (ou seja, partículas feitas a partir desse metal com dimensão de bilionésimos de metro) têm bom potencial para vencer as barreiras bacterianas e, de quebra, parecem induzir muito pouco o surgimento de variedades resistentes.
Por outro lado, essas nanopartículas, sozinhas, podem ter efeitos indesejáveis no organismo.
A solução bolada pelos cientistas brasileiros envolveu “vestir” as partículas de prata com diferentes camadas à base de sílica, o mesmo composto que está presente em grandes quantidades no quartzo ou na areia.
Testes feitos pela equipe mostraram que o conjunto afeta de forma específica as células da bactéria E. coli, tanto as de uma cepa de ação mais amena quanto a de uma variedade resistente a antibióticos, sem ter o mesmo efeito sobre células humanas –provavelmente porque a ampicilina se conecta apenas à parede celular das bactérias.
É claro que ainda é preciso muito trabalho antes que a abordagem dê origem a medicamentos comerciais.
Segundo Cardoso, o primeiro passo seria o uso de sistemas semelhantes em casos muitos graves, nos quais pacientes com infecções hospitalares já não respondem a nenhum antibiótico.
Para um emprego mais generalizado, provavelmente será necessário substituir o “recheio” de nanopartículas de prata por outras moléculas, mais compatíveis com o organismo.
O trabalho teve financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

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13.244 – Ansiedade – Mitos e Verdades


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Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

VERDADE. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade
MEIA VERDADE. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

A ansiedade está ligada ao envelhecimento

MEIA VERDADE. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma
MITO. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises
VERDADE. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade
MITO. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade
MEIA VERDADE. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

Ter um hobby combate a ansiedade
MEIA VERDADE. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade
VERDADE. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais
VERDADE. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

Maconha causa ansiedade
MEIA VERDADE. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.

Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

MEIA VERDADE. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

A ansiedade tem causas genéticas e ambientais
VERDADE. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas
MEIA VERDADE. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença. “

13.243 – Universidade Mackenzie de SP abre centro que questiona a evolução


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A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acaba de inaugurar um núcleo de ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos a realização de pesquisas sobre a chamada teoria do DI (Design Inteligente).
Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pela maioria da comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que ao menos parte de suas estruturas só poderia ter sido projetada deliberadamente por algum tipo de inteligência.
O novo centro recebeu o nome de Núcleo Discovery-Mackenzie por causa da parceria entre a universidade brasileira e o Discovery Institute, nos EUA.
A instituição americana está entre os principais promotores da causa do DI e já sofreu derrotas judiciais em seu país por defender que a ideia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a teoria da evolução, hoje a explicação mais consolidada sobre a diversidade da vida.
Tribunais dos EUA consideraram que o DI seria, na essência, muito semelhante ao criacionismo bíblico (a ideia de que Deus criou diretamente o homem e os demais seres vivos) e, portanto, seu ensino violaria a separação legal entre religião e Estado no país.
“É importante destacar que não é um núcleo de DI, e sim um núcleo de fé, ciência e sociedade”, declarou à Folha o teólogo e pastor presbiteriano Davi Charles Gomes, chanceler da universidade. “Nossa instituição é confessional, o que significa que ela tem uma visão segundo a qual o mundo tem um significado transcendente. E não existe ciência que, no fundo, não reflita também sobre coisas transcendentes.”

DE BACTÉRIAS AO TRÂNSITO
Segundo Gomes, o contato com o Discovery Institute já acontece desde a década passada, quando a universidade começou a organizar o ciclo de simpósios Darwinismo Hoje, trazendo biólogos defensores da teoria da evolução e palestrantes que questionam o consenso científico.
Para especialistas, o projeto tem sabor de fracasso. “É triste e extremamente preocupante”, diz o paleontólogo Mario Alberto Cozzuol, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “As premissas do DI foram derrubadas e expostas já faz muito tempo. Seus proponentes não têm aportado nenhuma novidade para a discussão. O único motivo pelo qual isso continua atraindo gente é a falta de educação em ciências.”

argumento pro

argumento contra

13.241 – Neurociência – Elon Musk: o projeto que mesclará cérebros humanos e inteligência artificial


neurociencia
Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla, está no processo de desenvolvimento de uma nova empresa de interfaces cérebro-computador. Chamada Neuralink, ela será voltada à criação de dispositivos que poderão ser implantados no cérebro humano.
Sua função será unir o cérebro humano a um software, permitindo o aperfeiçoamento da memória e a criação de interfaces diretas com aparelhos informáticos.
Embora, até o momento, esse tipo de interface exista apenas na ficção científica, na medicina as matrizes de eletrodos e outros implantes já são utilizados para ajudar no alívio de sintomas do mal de Parkinson, da epilepsia e de outras doenças neurodegenerativas.
Operar o cérebro humano é bastante complexo e invasivo e, segundo os pesquisadores, temos um entendimento muito limitado sobre como os neurônios reagem no cérebro humano. Por isso, é compreensível que somente as pessoas que tenham uma condição médica muito séria e já tenham esgotado todas as outras possibilidades estejam suscetíveis à ideia de um implante cerebral – pelo menos, em uma primeira fase.

13.236 – Estudo revela por que a maconha prejudica a memória


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Um novo estudo publicado na Nature acredita que conseguiu explicar, pela primeira vez, por que é difícil lembrar das coisas para quem fuma maconha.
A cannabis afeta a memória de curto prazo, impedindo que essas lembranças sejam solidificadas no cérebro. O efeito é temporário: parando de usar, o processo de armazenamento de informações volta ao normal rapidamente. O problema é que ninguém sabia explicar exatamente o que causava esse curto-circuito.
A mais nova descoberta mostra que as mitocôndrias são as responsáveis por esse bug cerebral. Para quem precisa de um lembrete das aulas de biologia da escola, mitocôndrias são organelas que ficam dentro de todas as nossas células. Sua função é prover energia através da respiração celular.
Para conseguir causar a “brisa” e os demais efeitos da cannabis, o THC, princípio ativo da maconha, se “prende” aos receptores de canabinoides que temos nos nossos neurônios. Essa ligação vai acontecendo em todo o sistema nervoso. O que os cientistas não sabiam é que as mitocôndrias também têm receptores de THC nas suas membranas. Ou seja: mitocôndrias também ficam chapadas e isso afeta a energia produzida nos seus neurônios.
O Instituto Neurocentre Magendie, na França, desenvolveu um estudo com ratinhos para analisar esse fenômeno. Os animais foram acostumados com um labirinto até saber percorrê-lo de cor. Depois, os pesquisadores injetaram THC no hipocampo dos ratos, região responsável pela memória. Quando os ratos chapados voltaram ao labirinto, agiram como se nunca tivessem estado lá antes.
Depois, os cientistas repetiram o experimento com ratos geneticamente modificados para não ter receptores de THC em suas mitocôndrias – e o defeito na memória deles não ocorreu.
Levando essas mitocôndrias para as placas de Petri, eles notaram que o THC interrompia o sistema de transporte de elétrons, que é uma etapa essencial no processo de produção de energia que ocorre dentro das mitocôndrias. Os neurônios do hipocampo, com as mitocôndrias prejudicadas, começavam a se comunicar menos entre si e, por isso, formavam menos memórias.
A mini-amnésia causada pela maconha é como se fosse, então, um regime de racionamento de energia que os neurônios adotam para conseguir manter sua atividade normal. Então, se você for do tipo que tem certeza que descobriu o significado da vida, do Universo e tudo o mais, tenha papel e caneta em mãos – ou então nem do número 42 você vai lembrar.

13.235 -Toxicologia – Maconha passa a ter o efeito oposto quando você envelhece


maconha
No equilíbrio entre os benefícios e os riscos da maconha, a idade parece ser um fator mais importante do que se imaginava. Pelo menos foi o que concluiu uma pesquisa feita com ratos na Universidade de Bonn, na Alemanha.
Os cientistas queriam ver qual seria o efeito do THC, a substância responsável pelo “barato” da maconha, se fosse dado aos ratos em doses baixas, mas diárias, por um longo período de tempo.
Eles dividiram os ratos em três grupos: um de jovens, outro de ratos na meia idade e um último de idosos. Os animais foram testados com relação à capacidade de aprender e à memória usando pequenos labirintos. Eles observaram quanto tempo os roedores levavam para explorar o trajeto certo e, depois, para perceber quando estavam num caminho já percorrido anteriormente.
A próxima etapa foi dar subdoses de THC durante um mês para cada rato. A quantidade era bem baixa, pequena demais até para causar efeitos psicoativos. Mesmo assim, ao fim do teste, o desempenho dos ratos jovens piorou muito dentro do labirinto.
O resultado é consistente com pesquisas em humanos, que mostram que a memória de curto prazo fica prejudicada enquanto durar o uso, ainda que os efeitos sejam reversíveis.
Mas o grupo de ratos idosos surpreendeu os pesquisadores. Porque, no caso deles, o uso do THC trouxe uma melhora cognitiva razoável, impulsionando a memória e a atenção e trazendo resultados melhores dentro do labirinto.

13.233 – Saúde – (Des) Nutrição e Obesidade


desequilibrio alimentar

Quando se fala em obesidade logo imaginamos uma série de quadros patológicos comumente associados ao excesso de peso: diabetes, hipertensão, apneia do sono, osteoartrite, entre outros. Mas o que muita gente não sabe é que grande parte das pessoas obesas também podem estar desnutridas, mesmo consumindo alimentos em excesso. De acordo com o Relatório Global de Nutrição de 2016, o mundo enfrenta hoje níveis muito severos de obesidade e desnutrição, com centenas de milhões de pessoas apresentando distúrbios nutricionais por terem muito açúcar, sal ou colesterol no sangue. “Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma.

Estar desnutrido não significa apenas não ter acesso a alimentos em quantidade suficiente. O que caracteriza a desnutrição é um desequilíbrio entre a ingestão e a capacidade do organismo de absorver corretamente nutrientes essenciais. No caso dos obesos isso acontece devido a hábitos alimentares errados, que na maior parte das vezes combinam uma deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) com a ingestão dos chamados antinutrientes (como o glúten). Essa carência ocorre tanto em adultos quanto em crianças, e pode envolver a falta de vitaminas do complexo B, selênio, ácido fólico, vitamina A, por exemplo.

Como a maioria dos obesos tem uma dieta inadequada – ingerindo uma grande quantidade de alimentos pobres em nutrientes em detrimento de frutas, verduras e grãos integrais – a relação entre obesidade e desnutrição tem se tornado cada vez mais comum. Por participarem do metabolismo energético e da produção de insulina, os micronutrientes têm grande influência no aumento ou diminuição do peso. Estudos recentes demonstram que a deficiência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais dificulta a perda de peso e favorece o ganho de gordura corporal.

Alguns dos sintomas que podem ser indicativos de desnutrição em uma pessoa obesa são a sensação de cansaço frequente, a diminuição do ritmo de crescimento (em crianças), infecções recorrentes, mau humor, alteração do funcionamento intestinal, enfraquecimento de unhas e cabelos e queda capilar. De qualquer forma, a confirmação de um quadro patológico que associa obesidade e desnutrição só pode ser feita por meio de exames laboratoriais.
Quando se fala em obesidade logo imaginamos uma série de quadros patológicos comumente associados ao excesso de peso: diabetes, hipertensão, apnéia do sono, osteoartrite, entre outros. Mas o que muita gente não sabe é que grande parte das pessoas obesas também podem estar desnutridas, mesmo consumindo alimentos em excesso. De acordo com o Relatório Global de Nutrição de 2016, o mundo enfrenta hoje níveis muito severos de obesidade e desnutrição, com centenas de milhões de pessoas apresentando distúrbios nutricionais por terem muito açúcar, sal ou colesterol no sangue. “Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma”, diz Lawrence Haddad, um dos responsáveis pela pesquisa.
Estar desnutrido não significa apenas não ter acesso a alimentos em quantidade suficiente. O que caracteriza a desnutrição é um desequilíbrio entre a ingestão e a capacidade do organismo de absorver corretamente nutrientes essenciais. No caso dos obesos isso acontece devido a hábitos alimentares errados, que na maior parte das vezes combinam uma deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) com a ingestão dos chamados antinutrientes (como o glúten). Essa carência ocorre tanto em adultos quanto em crianças, e pode envolver a falta de vitaminas do complexo B, selênio, ácido fólico, vitamina A, por exemplo.
Como a maioria dos obesos tem uma dieta inadequada – ingerindo uma grande quantidade de alimentos pobres em nutrientes em detrimento de frutas, verduras e grãos integrais – a relação entre obesidade e desnutrição tem se tornado cada vez mais comum. Por participarem do metabolismo energético e da produção de insulina, os micronutrientes têm grande influência no aumento ou diminuição do peso. Estudos recentes demonstram que a deficiência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais dificulta a perda de peso e favorece o ganho de gordura corporal.
Alguns dos sintomas que podem ser indicativos de desnutrição em uma pessoa obesa são a sensação de cansaço frequente, a diminuição do ritmo de crescimento (em crianças), infecções recorrentes, mau humor, alteração do funcionamento intestinal, enfraquecimento de unhas e cabelos e queda capilar. De qualquer forma, a confirmação de um quadro patológico que associa obesidade e desnutrição só pode ser feita por meio de exames laboratoriais.

13.224 – Mitos Religiosos – O Diabo Não Existe


Uma visão espírita sobre o diabo

O diabo não existe – isso pode parecer óbvio para você, se você é espírita. Mas milhões de pessoas ainda acreditam na existência do diabo como um ser real, personificado. E embasam a sua crença na Bíblia, a mesma Bíblia que nos apresenta Jesus.
Nós sabemos que a maior parte das pessoas que acredita no diabo é composta por católicos e protestantes (ou os chamados evangélicos). Tanto católicos quanto evangélicos exercem um papel importante que merece todo o nosso respeito, mas não há como fazer uma mudança profunda no ser imortal que nós somos se nós não reconhecermos a total responsabilidade que nós temos sobre nós mesmos. Então, enquanto nós tivermos a ideia de um ser culpado pelo mal, um ser a quem se atribui a causa de todo o mal que há na Terra, nós não nos responsabilizaremos pelos nossos pensamentos, pelas nossas palavras, pelas nossas ações.
Não podemos mais continuar terceirizando a responsabilidade que temos sobre nós mesmos, porque a ideia do diabo é isso: é a terceirização da responsabilidade. Nós erramos, mas não somos culpados pelo nosso erro – nós estamos apenas dominados ou influenciados pelo diabo; o culpado é o diabo.
Entre os espíritas não existe a crença no diabo, mas essa terceirização da responsabilidade também acontece apenas mudando de nome – o culpado não é o diabo porque o diabo não existe, mas o espírita muitas vezes coloca a culpa dos seus males no espírito obsessor.

Fonte: Espírito Imortal

13.221 – Ortopedia – Osso as vezes quebra e não cola direito


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Não são todos os casos de fratura na área da ortopedia que se resolvem com um tratamento simples – alguns são complicados e o osso pode não consolidar na primeira tentativa de tratamento.
Alguns ossos as vezes não têm uma boa cicatrização após uma fratura – isso depende de vários aspectos, que as vezes são inerentes ao osso ou ao tipo de fratura
Ao contrário do que muita gente imagina, o osso é uma estrutura muito viva e com muita circulação sanguínea em algumas áreas, e é por isso que um gesso bem colocado resolve bem boa parte das fraturas que temos que tratar, principalmente em crianças. Algumas necessitam de cirurgias, para correção de desvios, e isso deve ser julgado pelo seu ortopedista, mas boa parte melhoram simplesmente com uma imobilização.
Se uma fratura é muito grave, a ponto de deixar o osso com um grande prejuizo da sua vascularização, o risco de não consolidar ocorre. Alguns ossos onde o risco de consolidação é grande são os navicular e o escafóide, pequenos ossos dos pés e das mãos (respectivamente). E mesmo em casos de cirurgias, quando materiais modernos são usados, se você que é o cirurgião não respeitar a nutrição vascular do osso pode ter problemas sérios mais adiante.
Quando um osso não cicatriza no período esperado dizemos que se trata de um retardo de consolidação, e quando isto demora muito mais tempo dizemos que se trata de uma pseudoartrose. O nome não é muito adequado, já que não fica no local nenhuma articulação falsa com artrose (traduação ao pé da letra da expressão pseudoartrose). O que ocorre nestes casos é ou uma falha na biologia do processo de consolidação ou uma falha no método de tratamento utilizado para fixação (interna, externa ou indireta, como o gesso).
O que devemos lembrar é que para a maioria das fraturas o período de cicatrização varia de 6 a 8 semanas. Algumas podem demorar mais tempo (ao redor de 12 semanas, por exemplo, como em algumas fraturas do escafóide, no punho, e para as fraturas da tíbia). Nas crianças o período geralmente é menor, e quando mais jovem menor o tempo ainda – algumas fraturas de antebraço em crianças chegam a cicatrizar em 2 ou 3 semanas. Se você está há muito tempo imobilizado e ainda sente dores pode ser que esteja ocorrendo uma consolidação inadequada, e o tratamento vai depender das causas desta falha de consolidação.
O recado continua sempre o mesmo: questione o seu médico sempre que estiver em dúvida sobre a evolução da sua lesão. Gostaria de deixar aqui no blog esta chamada para que todos que precisam da gente possam usar e abusar do conhecimento que temos a obrigação de passar para quem nos procura. A relação médico-paciente vem se deteriorando a cada dia que passa, e tanto médicos quanto pacientes devem ser os personagens principais deste novo filme que devemos criar. Um filme que traga de volta o que a nossa profissão tem de mais bonito – a atenção e o carinho pelas pessoas que nos procuram para serem tratadas.

13.220 – A Fratura do cotovelo


fratura cotovelo
É a ruptura ou lesão de pelo menos um osso que compõe a articulação entre o úmero (braço), cúbito e rádio (cotovelo).
O cotovelo é uma articulação fundamental para levantar pesos, vestir-se, lavar-se, pentear os cabelos e trabalhar.
As possíveis lesões ocorrem no nível dos côndilos do úmero, cabeça do rádio, epicôndilo e podem ser supracondilar ou intercondilar.
As fraturas do olécrano são cerca de 10% das lesões do cotovelo, ocorrem principalmente em adultos, neste caso pode danificar o nervo ulnar.
Geralmente, as fraturas da cabeça do rádio são causadas por uma queda sobre as mãos em extensão, portanto um trauma indireto.
As fraturas supracondilianas causam um deslocamento da epífise distal do úmero também chamado paleta umeral, muitas vezes afetam crianças por trauma direto e são perigosas para os possíveis danos para o nervo radial.
As lesões dos côndilos do úmero são raras.
Os idosos que caem tem mais probabilidades de haver uma fratura do pulso do que uma no cotovelo, portanto esta doença é menos freqüente após os 65 anos.
Geralmente ocorre em apenas um cotovelo, esquerdo ou direito.
Em casos graves pode acontecer a luxação junto com a fratura, por exemplo com a fratura de Monteggia também ocorre a fratura de ulna e a luxação do rádio.

Quais são as causas da fratura do cotovelo?
As causas da fratura do cotovelo são o trauma direto ou indireto com o cotovelo fletido.
Ocorrem durante acidentes de moto e quedas de bicicleta com o cotovelo fletido e em supinação ou em caso de grande impacto, como uma queda do primeiro andar.
Um deslizamento para trás (por exemplo sobre o snowboard) provoca uma fratura da ulna com mais facilidade.

Como são classificadas as fraturas do cotovelo?
As lesões do cotovelo podem ser supracondilares, intercondilares ou radiales, dependendo se estão localizados acima dos côndilos do úmero, no interior ou no rádio.
De acordo com a clínica Mayo as fraturas do olécrano do cotovelo podem ser divididas em:

Tipo I: é simples ou com separação dos fragmentos menores de 2 mm, o prognóstico é bom.
Tipo II: é cominutiva ou não cominutiva, representa o 80/90% das fraturas do cotovelo e o prognóstico é bom.
Tipo III: é desviada e instável, estes podem ser fraturas cominutiva ou não cominutiva, frequentemente associadas com a lesão do rádio. São muito raros, constituem cerca de 5% de todas as fraturas, o tempo de cicatrização é longo e o prognóstico é reservado.

Quais são os sintomas da fratura do cotovelo?
O paciente chega na sala de emergência com forte dor no cotovelo, inchaço na área lesada, e um hematoma claramente visível.
O movimento é quase impossível por causa da dor, portanto a limitação funcional é quase total.
Em caso de fratura exposta, com o cotovelo fletido a 90°, é possível ver uma depressão, como uma cavidade acima do olécrano.
Em caso de lesões muito graves, se também pode danificar o nervo ulnar, o resultado é uma série de sintomas no lado externo do pulso, no dedo anelar e mindinho.

Qual é o exame de diagnóstico mais indicado para a fratura do cotovelo?
O exame mais adequado para as fraturas é o raio-x. Para a articulação do cotovelo é necessário manter o cotovelo flexionado em ângulo reto e a radiografia em projeção lateral.
Com o cotovelo estendido não é possível entender se a fratura é exposta e se os fragmentos se encaixam.

Diagnóstico da fratura de cotovelo
O médico controla a história clínica, a maneira em que a lesão ocorreu, os sinais e sintomas do paciente, se suspeitar de uma lesão óssea requer uma radiografia e realiza exames clínicos.
A observação do paciente pode mostrar algumas deformações que são indicativas de fratura exposta, de fato no caso de fratura do olécrano o tendão do tríceps puxa o fragmento ósseo em direção ao ombro, causando uma deformidade visível do cotovelo.
O exame mais indicado é a extensão do cotovelo, se o paciente não consegue fazê-lo, existem cerca de 50/60% de chance que o paciente tem uma fratura.
Se o paciente é capaz de estender totalmente a articulação, a radiografia pode ser evitada. É necessário manter em observação o paciente na semana seguinte do acidente porque se a dor persistir, pode haver uma pequena lesão.
A ressonância magnética é realizada raramente, este exame tem o mérito também de mostrar uma microfratura, mas este tipo de ruptura cura espontaneamente em cerca de 2 semanas.

Qual é o tratamento para a fratura do cotovelo?
Uma fratura composta é curada com a imobilização em gesso ou uma órtese durante um período de aproximadamente 30 dias, se na próxima radiografia não é iniciada a formação de calo, é necessário continuar a manter imóvel a articulação por mais de um mês.
As crianças podem manter o gesso por apenas 15 dias.
Em caso de fratura exposta do côndilo umeral, o fragmento destacado move para a mão; o cirurgião ortopédico deve decidir se remover a parte ou fixar-la e unir ao rádio com um prego de metal.
Se a lesão é exposta e epitroclear ou a nível do epicôndilo, o fragmento se move, portanto se procede à redução e fixação da fratura com um prego de metal.
Até mesmo a fratura do olécrano é tratada com cirurgia porque o tendão tricipital tende a manter a lesão exposta, impedindo a consolidação. Neste caso é necessário um cerclage com um fio de Kischner para manter os fragmentos na posição correta, em seguida prende-se tudo com uma placa de metal.
Os fios de Kischner não são simples fios de fibra, mas hastes de metal de aço inoxidável que se dobram com o alicate.
A sutura tem a tarefa de desviar as forças que tendem a remover os fragmentos ósseos.
Se a fratura é fragmentada e não consegue resolver com cirurgia, o cirurgião pode realizar um enxerto de osso com o tecido da fíbula.
É fácil de ver os resultados (conseqüências a médio e longo prazo) da lesão, muitas vezes o movimento do cotovelo não recuperar o 100%, além disso também pode ferir o nervo ulnar ou radial.
Se o paciente sente dor, o médico pode prescrever antiinflamatórios, mas é melhor tomar analgésicos, pois a inflamação é uma reação do corpo que serve para promover a reconstrução do cotovelo portanto não deve ser prejudicada.

Complicações da fratura de cotovelo
Rigidez. Em caso de fratura múltipla e desviada, os movimentos de flexão e extensão são limitados.
Artrose. A degeneração da cartilagem e da articulação pode causar dor no cotovelo e inflamação crônica.
Instabilidade crónica. O cotovelo não é estável e pode ocorrer uma luxação.
Pseudoartrose ou não consolidação. Os fragmentos não soldar ou juntar-se em uma posição anormal, esta complicação ocorre especialmente se a fratura não é tratada. Se depois de alguns meses a fratura não é consolidada, é possível realizar as ondas de choque que estimulam a reconstrução.
Infecção, especialmente se a fratura é exposta.
Lesões das artérias e nervos, particularmente o nervo ulnar que pode ser preso por tecido fibroso pós traumático. Os sintomas são dor no cotovelo até os dedos, formigamento, perda de força e sensibilidade do cotovelo ao dedo mindinho e o dedo anelar.

Qual é a reabilitação após uma fratura do cotovelo?
As fraturas do cotovelo devem ser tratadas o mais rápido possível para obter o movimento, a coisa mais difícil será dobrar e estender o braço completamente.
A primeira parte da fisioterapia é a aplicação da terapia magnetica para a formação de calo ósseo. Se pode efetuar em pacientes operados e até mesmo com gesso.
Logo que possível, é necessário começar os exercícios de reabilitação passiva e activa para recuperar melhor e mais rapidamente.
Para acelerar a cicatrização, é necessário trabalhar muito, seja passivamente que ativamente.
Assim que a dor permite, é necessário iniciar o reforço muscular.
O tempo de recuperação depende:

Da gravidade da fratura,
Das complicações,
Da idade do paciente,
Das outras doenças que afligem o paciente.
Em caso de fratura exposta, um jovem pode recuperar em 2/3 meses completamente, enquanto um idoso precisa de 3-4 meses.

Se a fratura é exposta com muitos fragmentos, a recuperação completa ocorre após 6 meses, mas o paciente não conseguirá dobrar e estender a articulação completamente.
O movimento completo não é necessário na vida cotidiana portanto o paciente é capaz de viver como antes e também pode levantar os pesos.

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13.218 – Geração Seguinte “paga o pato” – Fumar durante a gravidez aumenta o risco de ter netos autistas


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Se você é adepto da “varinha do câncer”, leia com atenção:

Vovós que fumaram durante sua gravidez podem ser responsáveis pelo autismo de seus netos, de acordo com um estudo desenvolvido na Universidade de Bristol, na Inglaterra. O hábito, quando mantido pelas avós maternas, aumentou o risco das crianças serem diagnosticadas como autistas em 53%. E o cenário pode ser ainda pior para as meninas: netas cujas avós fumaram enquanto grávidas têm 67% mais chance de desenvolver também comportamentos repetitivos e dificuldades de comunicação.
“Nós já sabemos que proteger o bebê dos efeitos do tabaco é uma das melhores maneiras de garantir um começo de vida saudável. O que descobrimos agora é que não fumar durante a gravidez pode também significar um bom início também dos netos”, pontuou Jean Golding, um dos autores do estudo, em entrevista ao site da Bristol University.
Estudos anteriores apontam a prática como a que oferece maior número de riscos à criança e à mãe, inclusive relacionando o fumo à ocorrência de autismo nos pequenos. A relação entre o hábito e o distúrbio, no entanto, é mais clara quando o contato é direto – de mãe para filho. A possibilidade de se herdar isso das avós, aponta para uma referência genética mais complexa.
Para explicar os resultados, os cientistas consideram dois possíveis mecanismos, como detalhou Marcus Pembrey, também co-autor do estudo. “Podem ser defeitos no DNA transmitidos aos netos ou alguma resposta ao fumo que deixa as crianças mais vulneráveis ao autismo”. Para Pembrey, essas mudanças podem não interferir na própria saúde da mãe, mas terão impacto maior quando forem transmitidas às crianças.
Sabe-se que o hábito de fumar pode provocar alterações nas mitocôndrias, organelas responsáveis pela respiração e produção de energia da célula. Curiosamente, essas são estruturas que os filhos herdam diretamente das mães – que, por sua vez, as receberam também de seu lado materno.
Os pesquisadores não conseguiram explicar, no entanto, o porquê das diferenças entre sexos, como a maior dificuldade de comunicação e os comportamentos repetitivos mais notados nas meninas. Apesar da tendência ao vício poder ter origem genética, os pesquisadores afirmam que o fato de pais fumarem durante a gestação não teve relação com os efeitos observados.
A pesquisa foi publicada no periódico Scientific Reports, e considerou dados relativos à saúde e desenvolvimento de 14.500 crianças nascidas nos anos 1990. Elas fazem parte do Children of 90s, estudo que analisou mulheres grávidas em 1991 e 1992.

13.208 – (In) Segurança Digital – O que é Engenharia Social?


engenharia-social
Se você clicou nessa página para ler esse mais esse artigo do  ☻Mega Arquivo, parabéns, você está um passo à frente

No contexto de segurança da informação, refere-se à manipulação psicológica de pessoas para a execução de ações ou divulgar informações confidenciais. Este é um termo que descreve um tipo psicotécnico de intrusão que depende fortemente de interação humana e envolve enganar outras pessoas para quebrar procedimentos de segurança. Um ataque clássico na engenharia social é quando uma pessoa se passa por um alto nível profissional dentro das organizações e diz que o mesmo possui problemas urgentes de acesso ao sistema, conseguindo assim o acesso a locais restritos.
A engenharia social é aplicada em diversos setores da segurança da informação, e independentemente de sistemas computacionais, software e/ou plataforma utilizada, o elemento mais vulnerável de qualquer sistema de segurança da informação é o ser humano, o qual possui traços comportamentais e psicológicos que o torna suscetível a ataques de engenharia social. Dentre essas características, pode-se destacar:
A engenharia social não é exclusivamente utilizada em informática. Ela também é uma ferramenta que permite explorar falhas humanas em organizações físicas ou jurídicas as quais operadores do sistema de segurança da informação possuem poder de decisão parcial ou total sobre o sistema, seja ele físico ou virtual. Porém, deve-se considerar que informações tais como pessoais, não documentadas, conhecimentos, saber, não são informações físicas ou virtuais, elas fazem parte de um sistema em que possuem características comportamentais e psicológicas nas quais a engenharia social passa a ser auxiliada por outras técnicas como: leitura fria, linguagem corporal, leitura quente. Esses termos são usados no auxílio da engenharia social para obter informações que não são físicas ou virtuais, mas sim comportamentais e psicológicas.
A maioria das técnicas de engenharia social consiste em obter informações privilegiadas enganando os usuários de um determinado sistema através de identificações falsas, aquisição de carisma e confiança da vítima. Um ataque de engenharia social pode se dar através de qualquer meio de comunicação. Tendo-se destaque para telefonemas, conversas diretas com a vítima, e-mail e WWW. Algumas dessas técnicas são:

Vírus que se espalham por e-mail
Criadores de vírus geralmente usam e-mail para a propagar as suas criações. Na maioria dos casos, é necessário que o usuário ao receber o e-mail execute o arquivo em anexo para que seu computador seja contaminado. O criador do vírus pensa então em uma maneira de fazer com que o usuário clique no anexo. Um dos métodos mais usados é colocar um texto que desperte a curiosidade do usuário. O texto pode tratar de sexo, de amor, de notícias atuais ou até mesmo de um assunto particular do internauta. Um dos exemplos mais clássicos é o vírus I Love You, que chegava ao e-mail das pessoas usando este mesmo nome. Ao receber a mensagem, muitos pensavam que tinham um(a) admirador(a) secreto(a) e na expectativa de descobrir quem era, clicavam no anexo e contaminam o computador. Repare que neste caso, o autor explorou um assunto que mexe com qualquer pessoa. Alguns vírus possuem a característica de se espalhar muito facilmente e por isso recebem o nome de worms (vermes). Aqui, a engenharia social também pode ser aplicada. Imagine, por exemplo, que um worm se espalha por e-mail usando como tema cartões virtuais de amizade. O internauta que acreditar na mensagem vai contaminar seu computador e o worm, para se propagar, envia cópias da mesma mensagem para a lista de contatos da vítima e coloca o endereço de e-mail dela como remetente. Quando alguém da lista receber a mensagem, vai pensar que foi um conhecido que enviou aquele e-mail e como o assunto é amizade, pode acreditar que está mesmo recebendo um cartão virtual de seu amigo. A tática de engenharia social para este caso, explora um assunto cabível a qualquer pessoa: a amizade.

manipulação

13.203 – Internet e Sociedade – A Frieza das redes Sociais


face whaqts
Inerente ao ser humano, o ato de reclamar encontrou no imediatismo e na simplicidade das redes sociais um novo lar, que oferece ao internauta um “megafone” para desabafar e reforçar seu ego.
A frieza do meio estimula o protesto e a crítica? Por que o ser humano usa a internet como um microfone inclusive para propagar mensagens destrutivas?
Vivemos tempos de muita democracia e pouca tecnocracia, que nas redes sociais qualquer cidadão pode se expressar em igualdade de condições com o maior analista em um assunto.

Quanto maior o acesso a tecnologia maior é a frieza do ser humano?
A tendência, no mundo atual, é as formas de contato social sofrerem uma reviravolta por causa das tecnologias. Antigamente, o contato familiar era mais frequente, pois não existiam formas de interação, como a internet e suas mais diversas ferramentas. Com o passar dos anos 90 e a difusão em larga escala da rede mundial de computadores, passa-se a ver ainda mais a individualização das pessoas na medida em que elas passam muito tempo no computador e se esquecem dos contatos primários (exemplo da família, amigos, namoradas ou namorados, entre outros).

13.200 – Espiritismo no Cinema – Nosso Lar 2 – Os mensageiros


Em breve a obra ditada pelo Espírito André Luiz ao médium Chico Xavier estará nos cinemas de todo o País, com direção de Wagner de Assis.
Os Mensageiros relata experiências de Espíritos que reencarnaram com instruções específicas para atingir o aprimoramento pessoal, mas que nem sempre foram bem sucedidos em suas tarefas.
Em Os mensageiros, o Espírito André Luiz relata experiências de Espíritos que reencarnaram com instruções específicas para atingir o aprimoramento pessoal, mas que nem sempre foram bem-sucedidos em suas tarefas. Escalado para prestar atendimento fraterno na Terra, ele aprende que o trabalho é fonte de renovação mental e grande passo rumo à construção do bem. Apresentando a morte física como apenas uma passagem rumo à vida espiritual em contínua evolução, os 51 capítulos, psicografados por Francisco Cândido Xavier neste segundo volume da coleção A vida no mundo espiritual, mostram a necessidade do estudo, da prática e do trabalho aplicados na esfera íntima de cada um, para que o retorno à pátria espiritual aconteça com a certeza do cumprimento dos compromissos assumidos antes de renascer.

13.193 – Mega Polêmica – Contra o consenso atual, historiador defende que Jesus foi apenas um mito


Livro polêmico promete colocar lenha na fogueira:

A tese de que Jesus Cristo nunca existiu é um prato cheio para teóricos da conspiração da internet, embora seja rejeitada pela grande maioria dos especialistas. Uma das raras obras sérias que tentam defender essa ideia, escrita pelo historiador e ativista ateu americano David Fitzgerald, acaba de chegar ao Brasil em versão eletrônica.

O livro, chamado “Nailed: Dez Mitos Cristãos Que Mostram Que Jesus Nunca Sequer Existiu”, manteve o trocadilho em inglês do título original (“nailed” quer dizer “pregado”, literalmente, mas também pode ser usado no sentido de “resolvido”, em situações como a resolução de um enigma ou problema).

Ao montar a lista de dez mitos, Fitzgerald, que foi protestante antes de abraçar o ateísmo, teve como alvo principalmente as afirmações sobre os textos do Novo Testamento feitas por cristãos mais conservadores. Seu primeiro passo é mostrar que, diferentemente do que afirmam os literalistas bíblicos –ou seja, aqueles que acreditam que todos os detalhes descritos na Bíblia são fatos históricos que ocorreram literalmente–, há uma longa lista de contradições nos diferentes retratos de Jesus traçados pelos Quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).

Isso significa que eles provavelmente não foram escritos por testemunhas oculares da vida de Cristo, mas incorporam a visão teológica de cada autor em passagens tão importantes quanto o nascimento do Nazareno, o batismo no rio Jordão, a morte na cruz e a Ressurreição.

Até aí, poucos historiadores do cristianismo primitivo achariam os argumentos dele controversos –ninguém defende, hoje em dia, que os chamados Reis Magos apareceram com presentes quando Jesus nasceu, ou que o rei Herodes de fato mandou matá-lo quando ainda era bebê.

Pilares da Dúvida
Nínguém ouviu falar dele: Autores não cristãos do século 1º d.C. nunca teriam mencionado Jesus – as poucas menções não passariam de falsificações criadas por copistas cristãos.

Argumento pró: – Há passagens genuínas sobre Cristo na obra do judeu Flávio Josefo e do historiador romano Tácito. Outros nomes não falaram dele porque no início o impacto do Cristianismo era modesto.

Evangelhos ‘plagiaram’ outros mitos
Semelhanças entre a trajetória de Jesus e a de outras figuras divinas que morrem e ressuscitam, como Baal, mostrariam que a fé cristã apenas deu nova roupagem a antigas religiões do Oriente Próximo
O consenso atual: embora esses elementos possam ter influenciado os evangelistas, o núcleo da biografia de Cristo, como o batismo no Jordão e a morte na cruz, possui fortes indicações de historicidade.

Para Paulo, Jesus nunca foi humano
Cartas do apóstolo Paulo, que são os mais antigos documentos cristãos, descreveriam um Jesus com poderes celestiais que existia desde o começo do Universo, e não um profeta de carne e osso.
O consenso atual: apesar de não se interessar muito pelo que Jesus fez e pregou em vida, Paulo claramente o descreve como “nascido de mulher” e com parentes vivos, como Tiago, o que derrubaria essa tese.

Autores bíblicos traçam retratos muito variados sobre Jesus
Há muitas contradições ente os diferentes evangelhos.

O mais importante desses historiadores, o judeu Flávio Josefo (37 d.C.-100 d.C.), deixou obras que, na versão que chegou até nós, citariam Jesus em dois trechos. Um deles, mais extenso, realmente foi adulterado por copistas cristãos para dar a entender que Josefo via Jesus como o Messias, mas a maioria dos historiadores afirma que, por trás da passagem alterada, é possível restaurar uma versão original que também falava de Cristo.

Já Fitzgerald diz que essa passagem maior foi totalmente inventada, enquanto no trecho mais curto um personagem chamado Tiago teria recebido o apelido de “irmão de Jesus, chamado Cristo” por intervenção de copistas cristãos.

Além do que vê como silêncio dos cronistas não cristãos, Fitzgerald enfatiza o silêncio do apóstolo Paulo, autor de diversas cartas a comunidades cristãs escritas entre os anos 40 e 60 do século 1º e preservadas no Novo Testamento.
Paulo, de fato, quase não aborda os episódios da vida de Jesus e os ensinamentos do Nazareno, o que, para Fitzgerald, seria indício de que o Cristo no qual ele acreditava era uma figura cósmica, de origem celestial, na qual o apóstolo teria passado a acreditar por meio de revelações místicas e da análise das Escrituras judaicas (o Antigo Testamento cristão). Não teria sido, portanto, um homem de carne e osso.
Outra objeção séria às ideias dos chamados miticistas (os que defendem que Jesus foi apenas um mito, sem base numa figura histórica real) envolve o chamado critério do constrangimento. Esse critério de análise histórica propõe que ninguém em sã consciência inventaria informações potencialmente constrangedoras sobre a trajetória de uma figura muito admirada. Portanto, é razoável admitir que tais fatos realmente aconteceram.
Esse critério é usado para postular que ao menos alguns fatos básicos da biografia de Jesus –a origem em Nazaré (cidadezinha insignificante), o batismo feito por João Batista (se Jesus é superior a João, por que foi batizado?) e a morte na cruz (martírio reservado a criminosos e subversivos de quinta categoria)– aconteceram mesmo.
Para Fitzgerald, porém, todos esses dados são uma criação do mais antigo Evangelho, o de Marcos.

Obra
NAILED: DEZ MITOS CRISTÃOS QUE MOSTRAM QUE JESUS NUNCA SEQUER EXISTIU
AUTOR David Fitzgerald
EDITORA Amazon

13.192 – Uma Mulher Imortal – Ela morreu em 1951, mas suas células continuam se multiplicando infinitamente nos laboratórios de todo mundo


Henrietta Lacks, nascida em 1920 em Baltimore, teve câncer no colo do útero aos 31 anos de idade, e pouco antes de morrer ela foi doadora involuntária de tecido do seu corpo de onde surgiu a linhagem celular HeLa, uma referência ao nome de Henrietta. As células HeLa foram cultivadas quando a mulher ainda recebia tratamento para um câncer do colo uterino no Johns Hopkins Hospital. Seu câncer produzia metástases anormalmente rápidas (se reproduzia, fazia mitoses), mais que qualquer outro tipo de câncer conhecido pelos médicos.
Mesmo depois de morta, as células dessa mulher continuaram sendo cultivadas para estudo de sua impressionante longevidade, sendo distribuídas por vários laboratórios em todo o mundo. Pesquisadores estimam que haja aproximadamente 50 milhões de toneladas dessas células circulando no mundo. Elas permitiram o desenvolvimento de uma vacina contra a poliomielite e inúmeros tratamentos médicos, e também foram levadas nas primeiras missões espaciais para ajudar cientistas entender o que aconteceria com o tecido humano em situações de gravidade zero. Neste meio século desde a morte de Henrietta, suas células foram continuamente usadas em experimentos e pesquisas contra o câncer, AIDS, efeitos da radiação, mapeamento genético e muito mais. Milhares de trabalhos científicos foram realizados com essas células.
Uma leva de células de Henrietta pode ser reproduzida em 24 horas. Elas foram as primeiras células humanas imortalizadas cultivadas em laboratório e já são cultivadas há mais tempo fora do que dentro do corpo de Henrietta. As células HeLa são chamadas de imortais por se dividirem num número ilimitado de vezes, desde que mantidas em condições ideais de laboratório. Atribui-se isso ao fato dessas células terem uma versão ativa da enzima Telomerase, implicada no processo de morte das células e no número de vezes que uma célula pode se dividir.
Considerando que cada lote de células pode custar entre US$ 10 e US$ 10 mil, o tumor de Henrietta virou um negócio farmacêutico multi-bilionário. Nem um centavo desse lucro, no entanto, foi parar para os filhos de Henrietta. Durante quase 30 anos, eles sequer souberam que um pedaço de sua mãe estava vivo e sendo usado para pesquisas médicas.

celulas cancerosas