13.349 – Oftalmologia – Ler no escuro prejudica a visão?


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“Leitura em ambientes mal iluminados pode provocar um cansaço temporário dos olhos, mas isso passa assim que a iluminação adequada é restabelecida”, diz o americano Aaron Carroll, professor de pediatria do Instituto Regenstrief, em Indianápolis, nos EUA. De acordo com Carroll, o número de pessoas com problemas de visão não era maior no passado, quando nem existia luz elétrica. “Se ler com a iluminação proporcionada por velas, tochas ou lampiões realmente provocasse danos irreversíveis, todo mundo seria praticamente cego naquela época.”
Com pouca luminosidade, nossas pupilas se dilatam para aumentar a entrada de luz, reduzindo a profundidade de foco. Por isso, quem lê no escuro faz mais esforço com os olhos. O resultado, muitas vezes, é fadiga ocular e dor de cabeça. Mas nada disso tem relação com o eventual aparecimento de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo) ou com o aumento do grau de suas lentes corretivas. Para uma leitura mais confortável em ambientes escuros, use uma fonte de luz direcional. Isso aumenta o contraste do material a ser lido e evita o cansaço dos olhos.

13.348 – Comportamento – O que é ser introspectivo?


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Pessoa retraida, que na maioria das vezes, fecha-se em seu mundo, deixando de interagir com o ambiente que integra e até corre o risco de tornar-se depressiva, pois na maioria das vezes, vive seu momento não dividindo nada com ninguém. Não generalizando, existem pessoas que preferem viver seu momento, pois só assim conseguem a paz que anseiam, até um momento para refletir, estar só consigo. Pessoas que preferem discutir seus problemas e anseios consigo mesma. Pessoas timidas e até em alguns momentos inseguras.
Pessoas que preferem ficar no anonimato, falam pouco, não gostam de ser notadas. Ex: Existem algumas donas de casas que preferem ser eternamente donas de casas, cuidar de seus afazeres domesticos, e não interagir com outras pessoas. Tambem existem pessoas quietas, que falam pouco, não se comprometem com nada, tudo está sempre muito bom e até aquele, que nunca sorrir, sempre seria.
Estar introspectivo é exercer a capacidade de refletir sobre sua própria condição, voltar-se para suas ações, avaliar os resultados e, com isso, poder tomar decisões, mudar caminhos ou continuar. Esse conceito deve estar ligado à capacidade de fazer uma análise íntima de suas vivências e experiências.
Entre as principais vantagens de um introspectivo, destacam-se duas: o relativo controle sobre as ações e a administração de suas consequências.
O introspectivo é um observador
Segundo a psicanalista e psicóloga Katya de Azevedo Araújo, o conceito equivocado da introspecção é comum, principalmente por que a pessoa vai permanecer isolada por um determinado período, parecer distante e estar mais observadora. “Por isso, a primeira impressão é de que se trata de tristeza ou até mesmo depressão”.
Dessa forma, é normal que os amigos mais próximos ou familiares se mostrem preocupados com o introspectivo. Mas o que deve ser levado em conta é o que pode ter desencadeado esse quadro, especialmente nas crianças.
Se o pequeno está pensativo e faz reflexões depois de ser alertado por uma professora, por exemplo, é saudável que ele busque formas de melhorar seu comportamento ou desempenho, se for o caso.
A questão pode ser motivo de preocupação se a criança não está conseguindo acompanhar a turma ou se comporta mal em sala de aula. Nesse caso, o problema é outro. Por isso, o olhar de quem está perto, o cuidado e a observação são tão importantes. O introspectivo pode se tornar alguém triste, mas é preciso enxergar bem mais além.

Ser introspectivo não é ser tímido
Um caso clássico é o da timidez, que também pode ser confundida com estados de introspecção. De acordo com Katya, a timidez pode ser reflexo da dificuldade que a pessoa tem de se relacionar. Também se apresenta a partir da incapacidade de agir, da inibição e da insegurança. “Já o introspectivo, vai ter a força e a condição de pensar sobre si”, diz Katya.
Por isso, se você percebe alguém capaz de buscar soluções e evoluir por meio da autoanálise e do silêncio, aprenda com essa pessoa. Acredite que esse quadro se traduzir em crescimento e não em preocupação.
Ao contrário do que se pode pensar, o introspectivo não necessita de ajuda psicológica, a não ser que a origem esteja em problemas bem sérios, ou se a introspecção estiver associada a algum tipo de isolamento afetivo bem importante.

O lado ruim da introspecção
Quando falamos em “desvantagens” da introspecção, logo é possível relacionar o entendimento errado por parte de outras pessoas em relação ao seu estado. O introspectivo vai passar, na maioria das vezes, a impressão de tristeza ou de alguém com problemas tão sérios que podem ser incapazes de dividir com outros de seu círculo familiar ou de amizades.
O essencial, de acordo com Katya, é aceitar que, de maneira natural, esse estado é benéfico em qualquer momento da vida, em toda idade. Ele é fundamental para traçar metas, avaliar conquistas e estratégias.

13.347 – Psicologia e Psicologias – Quem é o Pai da psicologia?


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Wilhelm Maximilian Wundt foi o fundador da psicologia.
Nascido em Neckarau, em 16 de agosto de 1832 — morreu em Großbothen, 31 de agosto de 1920. Wundt foi um médico, filósofo e psicólogo alemão. É considerado um dos fundadores da moderna psicologia experimental junto com Ernst Heinrich Weber (1795-1878) e Gustav Theodor Fechner (1801-1889).
Entre as contribuições que o fazem merecedor de reconhecimento histórico estão a criação na Universidade de Leipzig, na Alemanha, do primeiro laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia.
Por esse fato e por sua extensa produção teórica na área, ele é considerado o pai da Psicologia moderna ou científica. Wundt desenvolveu a concepção do paralelismo psicofísico, segundo a qual aos fenômenos mentais correspondem à fenômenos orgânicos. Por exemplo, uma estimulação física, como uma picada de agulha na pele de um indivíduo, teria uma correspondência na mente deste indivíduo. Para explorar a mente ou consciência do indivíduo, Wundt cria um método que denomina introspeccionismo.
A partir de 1858 Wundt publicou fragmentariamente vários estudos sobre psicofísica, sensação e percepção organizados em livros:
Contribuições para a teoria da percepção sensorial. Em 1863 publica as Lições de psicologia humana e animal (“Lectures on human and animal psychology”, um dos primeiros estudos de psicologia comparada). Em 1874, publica os Fundamentos da psicologia fisiológica / Principles of Physiological Psychology. Neste livro ele salienta as relações entre fisiologia e psicologia. Ele também divulgou sua crença que a psicologia deveria ser estabelecida como disciplina científica independente.
Em 1879 é o ano de fundação do primeiro laboratório de pesquisas psicologia que recebe o nome de Psychologische Institut na Universidade Leipzig; muitos consideram esse ato como marco do início da psicologia como uma ciência experimental (Bringmnn et al. 1997).
Wundt definia a psicologia como uma ciência da mente seu objeto a experiência imediata tal como é dada direta e fenomenalmente ao observador. Analisava os compostos e complexos conscientes a partir dos elementos ou unidades: sensação e sentimentos ou afetos. Para Wundt, a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos; Pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes no consciente. Os afetos ou sentimentos acompanham as sensações e suas combinações entre os modelos de classificação dos sentimentos que utilizou o mais influente foi o referente à sua teoria tridimensional das emoções, que estabelecia três pares dicotômicos: agradável – desagradável; tenso – descontraído; excitado – calmo.
O materialismo científico também esteve com Wundt, buscando a relação entre os fenômenos psíquicos e fisiológicos. Os processos mentais e os processos corporais e fisiológicos decorrem paralelamente, sem interferência mútua.

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13.338 – Catolicismo – Quem foi São Bento, o patrono dos exorcistas?


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Benedetto de Norcia nasceu em Úmbria, na Itália, no ano de 480. Desde criança, ele demonstrou interesse pela religião e nunca deixava de rezar. Por conta disso, acabou se mudando para Roma para estudar filosofia. Lá ele conheceu um eremita que lhe ensinou tudo sobre a vida solitária, e Bento passou a ser um ermitão.
Durante 3 anos, Bento ficou recluso em uma gruta, apenas rezando e estudando. Ele recebia alimentos de seu mentor, chamado Romano. Aos poucos, outros pastores da região começaram a ouvir sua história e também passaram a deixar comida na entrada da sua moradia.
Ordem do Beneditinos
A fama de que Bento era um santo em vida logo se espalhou, e muita gente passou a procurá-lo em busca de conselhos e orações. Isso fez com que ele fosse convidado a ser o abade do convento de Vicovaro, já que conhecia bastante dos ensinamentos de Cristo. Lá, ele acabou criando atrito com os monges, seus subordinados, que inclusive teriam tentado matá-lo com um cálice envenenado. Bento, ao benzer o vinho, teria neutralizado o veneno e sobrevivido!
Apesar dos atritos, Bento foi o primeiro a organizar os monges – antes eles viviam isolados e dispersos. Os mosteiros fundados por ele faziam parte da Ordem dos Beneditinos, a primeira ordem monástica da História, que atraiu a atenção de muitas pessoas da alta sociedade, que enviavam os filhos para estudar nesses locais. Ela funciona até os dias atuais.
Bento morreu aos 67 anos, supostamente depois de prever a própria morte. Ele cavou sua cova, reuniu seus seguidores, fez uma reza e sucumbiu! Sua fama de milagreiro só aumentou ao longo dos séculos: em 1220, ele foi finalmente canonizado. Dos mosteiros beneditinos, ergueram-se 23 papas, 5 mil bispos e 3 mil santos!
A medalha e a oração
A origem da cruz-medalha de São Bento é incerta, mas ela traz uma série de curiosas inscrições. Por exemplo: VRS (“Vade Retro Satana”, ou “para trás, Satanás”, em latim) e NSMV (“Nunquam Suade Mihi Vana”, ou “Nunca me dê conselhos vãos”). Por conta disso, ela ficou famosa no uso em exorcismos, a ponto de o papa Bento XIV, em 1742, aprovar a medalha para essa prática.
Hoje em dia, muitos invocam orações a São Bento como forma de quebrar magias de inimigos – e não precisa ser apenas do Tinhoso! Para isso, basta entoar os versos de sua oração: “A cruz sagrada seja minha luz. Rogue por nós, bem-aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo”.

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13.354 – Microbiologia – Superbactérias avançam no Brasil e levam autoridades de saúde a correr contra o tempo


bacteria resistente
Bactérias que não respondem a antibióticos vêm aumentando a taxas alarmantes no Brasil e já são responsáveis por ao menos 23 mil mortes anuais no país, afirmam especialistas.
Capazes de criar escudos contra os medicamentos mais potentes, esses organismos infectam pacientes geralmente debilitados em camas de hospitais e se espalham rapidamente pela falta de antibióticos capazes de contê-los. Por isso, as chamadas superbactérias são consideradas a próxima grande ameaça global em saúde pública pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

PERIGOSAS
Um exemplo é a Acinetobacter spp. A bactéria pode causar infecções de urina, da corrente sanguínea e pneumonia e foi incluída na lista da OMS como uma das 12 bactérias de maior risco à saúde humana pelo seu alto poder de resistência.
De acordo com a Anvisa, 77,4% das infecções da corrente sanguínea registradas em hospitais por essa bactéria em 2015 foram causadas por uma versão resistente a antibióticos poderosos, como os carbapenems.
Essa família de antibióticos é uma das últimas opções que restam aos médicos no caso de infecções graves.
utro exemplo é a Klebsiella pneumoniae. Naturalmente encontrada na flora intestinal humana, é considerada endêmica no Brasil e foi a principal causa de infecções sanguíneas em pacientes internados em unidades de terapia intensiva em 2015, segundo dados da Anvisa.
O mais preocupante é que ela tem se tornado mais forte com o passar do tempo. Nos últimos cinco anos, a sua taxa de resistência aos antibióticos carbapenêmicos (aqueles usados em pacientes já infectados por bactérias resistentes) praticamente quadruplicou no Estado de São Paulo –foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica paulista.
A capacidade de bactérias de passar por mutações para vencer medicamentos desenvolvidos para matá-las é chamada de resistência antimicrobiana –ou resistência a antibióticos.
Essa extraordinária habilidade é algo natural: os remédios, ao atacar essas bactérias, exercem uma “pressão seletiva” sobre elas, que lutam para sobreviver. Aquelas que não são extintas nessa batalha são chamadas de resistentes. Elas, então, multiplicam-se aos milhares, passando o gene da resistência a sua prole.
Esse processo natural pode ser acelerado por alguns fatores, como o uso excessivo de antibióticos. Um agravante é o emprego desses medicamentos também na agricultura, na pecuária e em outras atividades de produção de proteína animal.
Muitos fazendeiros injetam regularmente medicamentos em animais saudáveis como um aditivo de performance. Isso acelera a seleção de bactérias no ambiente e em animais, que podem vir a contaminar humanos.
De acordo com especialistas, o número crescente de infecções –que poderiam ser barradas por mais higiene e saneamento básico– também é um problema, porque demanda maior uso de antibióticos, o que, por sua vez, seleciona mais bactérias resistentes, perpetuando um círculo vicioso.
Um estudo encomendado pelo governo britânico no ano passado estima que tais organismos irão causar mais de 10 milhões de mortes por ano após 2050. Atualmente, 700 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de bactérias resistentes no mundo.
Os efeitos na economia também podem ser devastadores. Países como o Brasil estariam sob o risco de perder até 4,4% de seu PIB em 2050, segundo estimativas do Banco Mundial.

PECUÁRIA
Características específicas, como hospitais superlotados e alta atividade agropecuária com uso de antibióticos, fazem do Brasil um grande facilitador a bactérias resistentes.
O país é hoje o terceiro no mundo a mais utilizar antibióticos na produção de proteína animal, atrás apenas da China e dos Estados Unidos –e deve continuar nessa posição até pelo menos 2030, aponta um estudo coordenado por Thomas P. Van Boeckel, da Universidade de Princeton (EUA).
Consultado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento diz que atua para diminuir o uso desses produtos em animais. A pasta afirma que já é proibido utilizar antibióticos como as penicilinas e as cefalosporinas para melhorar o desempenho dos animais.
No ano passado, a colistina, um antibiótico considerado a última opção de tratamento a bactérias resistentes também teve seu uso proibido em animais saudáveis.
Na área hospitalar, a Anvisa monitora as infecções da corrente sanguínea em UTIs, associadas ao uso de instrumentos para aplicação de remédios, como o cateter. Somente em 2015, foram mais de 25 mil infecções desse tipo –a maioria causada por bactérias com altos índices de resistência.
Desde dezembro, o Ministério da Saúde vem elaborando, com diferentes ministérios e a Anvisa, um plano nacional de combate a bactérias resistentes, a pedido da OMS. Alguns dos objetivos do material são fortalecer o conhecimento científico sobre o tema e expandir a rede de saneamento básico no país para ajudar a prevenir infecções.
O governo diz que também pretende educar melhor profissionais e pacientes sobre a urgência do tema.
De acordo com o Ministério da Saúde, o plano estratégico está pronto, mas ainda é necessário definir como será a implementação e o monitoramento das ações.
A proposta brasileira está prevista para ser colocada em ação a partir de 2018, com expectativa de conclusão até 2022. Comparado com outras economias em desenvolvimento, o país está atrasado: a África do Sul começou a colocar seu plano em prática ainda em 2014, enquanto a China implementa o seu desde 2016. Já a Índia começou nesse ano.
O país é também um dos únicos Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que ainda não disponibilizou o documento publicamente no site da OMS, juntamente com a Rússia.
Consultada, a OMS disse que os países não são obrigados a compartilharem seus planos, mas que ela encoraja a prática “como uma forma de transparência e de boas práticas”.
Mas enquanto o governo trabalha numa estratégia, bactérias aprimoram sua capacidade de sobreviver aos remédios mais poderosos.
Em outubro, a Anvisa emitiu um alerta sobre a detecção no Brasil de cepas da E. coli, resistentes a uma família de antibióticos chamada polimixinas. que se tornaram a última escolha de médicos frente a bactérias resistentes.
O mais preocupante é que essas cepas da E.coli têm a capacidade de trocar material genético com outras espécies de bactérias e transferir o gene da resistência às polimixinas a outros organismos –não apenas a sua prole.
O novo mecanismo de resistência exemplifica o quanto o assunto é urgente, diz Sampaio, da USP, para quem “a cada dia há uma surpresa” no universo desses organismos.

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13.349 – Medicina – Aparelho quase igual ao pâncreas chega ao país


pancreas artificial
O número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde. Significa que 8,9% da população sofre da doença — eram 5,5% em 2006. Ao todo, estima-se que há mais de 14 milhões de homens e mulheres vivendo com diabetes e, a cada ano, surgem 60 mil novos casos no país.
Assegurar que os níveis de glicose no sangue estejam sempre adequados é um desafio para a maioria desses pacientes. A hipoglicemia (queda drástica destas taxas de açúcar no sangue), por exemplo, pode levar à perda de consciência, convulsões e, em casos mais graves, ao óbito. A boa notícia é que agora eles poderão contar com uma novidade: a primeira bomba de infusão de insulina (equipamento computadorizado e portátil), com liberação contínua do hormônio em pacientes diabéticos que, pela primeira vez, é capaz de suspender o hormônio antes do episódio de hipoglicemia– evitando, assim, até 75% destes casos.
De tamanho de um celular, o aparelho é o primeiro no país a, automaticamente, suspender a infusão de insulina quando prevê uma crise de hipoglicemia e a reiniciar a administração do hormônio quando a taxa de glicose volta a atingir um nível seguro. “Sem dúvida é um passo à frente para um dia chegarmos no caminho do pâncreas artificial”, observa Freddy Eliaschewitz, endocrinologista.
Já existem bombas de insulina no Brasil. Essa, no entanto, é a primeira de circuito fechado, ou seja: o glicosímetro (que mede o nível de glicose, ou açúcar no sangue) e a bomba de insulina (que libera a insulina na corrente sanguínea) estão no mesmo sistema e se “comunicam”. O glicosímetro avisa a bomba de insulina o quanto de insulina o corpo está precisando, ou se é necessário interromper a entrega da mesma, evitando o episódio de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), que pode causar desmaios, coma e até levar a óbito.

Dispositivo:
Fabricado pela irlandesa Medtronic, a bomba MiniMed 640G libera insulina através de um pequeno tubo e uma cânula (conhecidos como conjunto de infusão), colocada sob a pele do paciente. Com uma espécie de dispositivo inovador, o sistema imita a forma como um pâncreas saudável fornece insulina ao corpo.
Com base nos valores de glicose enviados pelo sensor a cada cinco minutos,durant 24 horas por dia, a tecnologia SmartGuard do sistema MiniMed640 consegue prever, com 30 minutos de antecedência, quando o nível de glicose do paciente estará próximo do limite mínimo e, assim, interrompe automaticamente a administração de insulina.
Totalmente personalizável, o novo dispositivo possibilita ao paciente configurar múltiplos limites ao longo do dia, de acordo com suas necessidades individuais, proporcionando conforto e mais proteção contra a hipoglicemia. Quando o nível de glicose no sangue diminui ou aumenta fora dos parâmetros, um alarme de advertência é ativado.
Pessoas de todas as idades com diabetes de tipo 1 ou tipo 2 podem usar a bomba de infusão de insulina. No entanto, um médico deve aconselhar sobre o melhor tratamento para cada paciente.
O Brasil é o terceiro país da América Latina, além do México e Colômbia, a disponibilizar a tecnologia.

13.348 – Medicina – O sistema imunológico é a chave para a cura do câncer?


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Há alguns anos, os imunoterápicos, medicamentos que utilizam o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer, têm sido os grandes protagonistas dos congressos médicos sobre o assunto e a grande aposta de médicos e pesquisadores.
A Food and Drug Administration (FDA), agência americana que regula fármacos, aprovou uma nova droga para o tratamento de câncer de pulmão. Trata-se do pembrolizumabe, medicamento indicado como primeira linha de tratamento para pacientes com tumores pulmonares em estágio de metástase.
A aprovação é importante pois essa é a primeira vez que um fármaco imunoterápico é indicado como primeiro tratamento para pacientes com esse diagnóstico, em vez da tradicional quimioterapia. A FDA também expandiu a aprovação para o tratamento de pessoas com a doença que tenham realizado quimioterapia.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que entre 2016 e 2017 haverá 28.190 novos casos de câncer de pulmão no país. Um estudo conduzido pela Sociedade Americana do Câncer em parceria com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), aponta que o câncer de pulmão é a principal causa de morte pela doença entre homens e mulheres em países desenvolvidos.
Dos 30 000 brasileiros que recebem o diagnóstico a cada ano, apenas 6 000 sobreviverão à doença em cinco anos. Estudos com pembrolizumabe mostraram que o composto reduziu pela metade o risco de progressão da doença e em 40% o risco de morte.
O medicamento age bloqueando a PD-1, proteína presente nas células de defesa do corpo humano, os linfócitos T, mas que, em pessoas com câncer, permite que o tumor se esconda do sistema imunológico. Ao bloquear a PD-1, o medicamento faz com que os linfócitos-T ataquem o câncer.
Para Philip Greenberg, chefe de imunologia do Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson em Seattle, nos Estados Unidos, a imunoterapia já é o quarto pilar do tratamento anticâncer, ao lado da radioterapia, quimioterapia e cirurgia, segundo informações da rede americana CNN. “Há momentos em que ela será usada sozinha, e haverá momentos em que será usada em conjunto com outras terapias, mas há muito pouco a questionar que esta vai ser uma parte importante do tratamento do câncer daqui para frente.”

Surgimento da imunoterapia
No verão de 1890, a jovem de 17 anos Elizabeth Dashiell, carinhosamente chamada de “Bessie”, prendeu sua mão entre dois assentos de um trem e mais tarde notou um nódulo doloroso na área que ficou presa, de acordo com o Instituto de Pesquisa do Câncer dos Estados Unidos. As informações são da rede americana CNN.
Em Nova York, ela procurou o médico William Coley, com 28 anos na época, para tratar a lesão. Após a realização de uma biópsia, em vez encontrar pus na massa colhida, como esperado, ele encontrou uma pequena massa cinzenta no osso. Era um tumor maligno conhecido como sarcoma.
Para tratar o câncer, Elizabeth teve seu braço amputado. Mas, mesmo com a medida, a doença se espalhou rapidamente para o resto do seu corpo e ela faleceu em janeiro de 1891. Coley ficou devastado e dedicou sua carreira à investigação do câncer. Hoje, o médico é conhecido como “pai da imunoterapia do câncer”, de acordo com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos.
Durante sua carreira, Coley percebeu que infecções em pacientes com câncer foram associadas com a regressão da doença. A surpreendente descoberta o levou a especular se produzir intencionalmente uma infecção em um paciente poderia ajudar a tratar o câncer. Para testar a ideia, ele criou uma mistura de bactérias e usou esse ‘coquetel’ para criar infecções em pacientes com câncer em 1893.
As bactérias, às vezes, estimulam o sistema imunológico de um paciente para atacar não só a infecção, mas também qualquer outra coisa estranha ao corpo, incluindo um tumor. Em um caso, quando Coley injetou bactérias estreptocócicas em um paciente com câncer para causar erisipela, uma infecção bacteriana na pele, o tumor desse paciente desapareceu – presumivelmente porque foi atacado pelo sistema imunológico.
A hipótese levantada por Coley foi estudada por vários pesquisadores na década de 1900, mas não foi amplamente aceita como uma abordagem de tratamento do câncer, até recentemente. “A imunoterapia passou por uma espécie de revolução na última década no sentido de que algo que era experimental – e ainda havia dúvidas sobre o papel que teria no caminho do tratamento do câncer – se tornou algo claramente eficaz “, disse Greenberg.
Apesar do médico alemão Paul Ehrlich, ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1908, ter proposto o uso do sistema imunológico na supressão da formação de tumores em uma hipótese chamada “vigilância imunológica” – uma ideia semelhante à de Coley, foi somente no início dos anos 2000 que a hipótese tornou-se amplamente aceita.
Uma revisão publicada na revista científica Nature Immunology, em 2002, apoiou a validade da vigilância imunológica contra o câncer. “A imunoterapia do câncer se refere a tratamentos que usam o seu próprio sistema imunológico para reconhecer, controlar e espero que, em última análise, curar cânceres”, disse Jill O’Donnell-Tormey, CEO do Instituto de Pesquisa do Câncer, durante uma conferência realizada em setembro em Nova York, nos Estados Unidos.
A imunoterapia aparece em muitas formas de tratamento – vacinas, terapias de anticorpos e medicamentos – que pode ser administradas através de uma injeção, comprimido, cápsula, pomada ou creme tópico e cateter. Em 2010, a FDA aprovou a primeira vacina para o tratamento do câncer, chamada sipuleucel-T ou Provenge. Ela estimula uma resposta do sistema imunológico a células de câncer de próstata e foi estudo clínicos mostraram que ela aumenta a sobrevida de homens com um certo tipo de cancro da próstata em cerca de quatro meses.
A FDA aprovou também algumas terapias com anticorpos. Os anticorpos são uma proteína do sangue que desempenham um papel chave no sistema imunológico do paciente e podem ser produzidos em laboratório para ajudar esse sistema a combater as células cancerosas,
Outro tipo de terapia aprovada são os chamados inibidores de checkpoint, que bloqueiam alguns dos danos que as células cancerosas podem causar e enfraquecer o sistema imunológico. O Keytruda, nome comercial do pembrolizumabe, fabricado pelo laboratório americano MSD, é uma dessas drogas. Além dela, também já estão aprovadas o nivolumabe, fabricado pela Bristol-Myers Squibb com o nome de Opdivo, para tratar linfoma Hodgkin, melanoma avançado, uma forma de câncer renal e câncer de pulmão avançado; Tecentriq para o tratamento de câncer da bexiga e Yervoy para melanoma em estágio avançado. Muitos outros medicamentos, com essas e outras formas de atuação já estão em desenvolvimento.

Desafios da imunoterapia
Alguns dos principais desafios da imunoterapia são o preço elevado – algumas estimativas sugerem que um tratamento com um inibidor de checkpoint, por exemplo, pode custar até 1 milhão de dólares por paciente – e os terríveis efeitos colaterais. Estimular o sistema imunológico pode causar reações cutâneas, sintomas semelhantes aos da gripe, palpitações cardíacas, diarreia, infecções e até artrite.
Outro desafio está em entender por que pacientes podem ter diferentes respostas à tratamentos imunoterápicos e por que alguns têm recaídas e outros não. Para isso, os pesquisadores precisam entender melhor não só o comportamento do nosso sistema imunológico, mas também dos tumores.

13.342 – Medicina – Hospital brasileiro testa nova técnica contra o câncer


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Uma técnica inovadora de radioterapia feita para preparar pacientes com câncer para o transplante de medula óssea tem sido testada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O procedimento, chamado Targeted Marrow Irradiation (TMI), que foi desenvolvido por pesquisadores dos Hospitais Universitários de Cleveland, nos Estados Unidos, “destrói” a medula com uma irradiação mais focal, localizada, diminuindo o acesso da radiação a outros órgãos e tecidos sadios e, consequentemente, produzindo menos efeitos colaterais. No Brasil, o hospital é o primeiro a experimentar o tratamento.
De acordo com Ana Carolina Pires de Rezende, médica radio-oncologista do Hospital Albert Einstein, antes do transplante de medula, o paciente precisa passar pela etapa de condicionamento, a radioterapia que prepara o organismo para a cirurgia. Em muitos casos, para acessar a medula óssea, o procedimento é feito de corpo inteiro, o que pode prejudicar outros órgãos saudáveis, inclusive os vitais.
Essa radiação desnecessária, segundo Nelson Hamerschlak, coordenador do Centro de Oncologia e Hematologia do hospital, pode provocar inflamação do intestino, pneumonia, mais indisposição e cansaço, que acabam por interferir na qualidade do transplante. O método beneficiará principalmente aqueles que precisam fazer o transplante de medula óssea, como pacientes com leucemia ou mieloma múltiplo, com mais de 60 anos ou a saúde fragilizada por outros problemas associados, como a desnutrição.

Precisão da técnica
Os pesquisadores norte-americanos desenvolveram a técnica com o objetivo de reduzir a toxicidade do procedimento tradicional. Eles criaram uma diferente programação do equipamento radiológico, de forma que atinja efetivamente mais os ossos e o baço, áreas que precisam ser irradiadas, preservando os órgãos vitais. Segundo Ana Carolina, esse programa exige um planejamento específico e individualizado para cada paciente, com diferentes doses de radiação e regiões do corpo.
Devido a sua praticidade, a técnica não exige grandes investimentos. Segundo Hamerschlak, não é preciso adquirir um aparelho específico, apenas fazer pequenas adaptações e treinar a equipe, principalmente os físicos, para as novas programações. “Nossos profissionais acompanharam esse desenvolvimento em nível experimental e foram treinados ao longo de cinco anos”, afirmou.

Testes no Brasil
O método já é utilizado pela equipe de Cleveland há dois anos. No Brasil, o Hospital Albert Einstein realizou a radioterapia focalizada com sucesso em dois pacientes em junho deste ano. A dose de radiação foi referendada pela equipe americana.
A partir de agora, o hospital dará início a um protocolo de pesquisas para testar doses maiores da radiação, sem ampliar a toxicidade. Uma das perguntas a serem respondidas é se essa técnica reduz os casos de doença do enxerto contra o hospedeiro, uma das principais complicações do transplante, que normalmente acontece por conta da toxicidade da radioterapia.

13.335 – Saúde – Morte por raiva humana é confirmada no Recife


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Recife confirmou o primeiro caso de raiva humana em dezenove anos, de acordo com Jurandir Almeida, gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde do Recife. Adriana Vicente da Silva, de 36 anos, morreu na última quinta-feira, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), mas o resultado do exame realizado pela Instituto Pasteur, de São Paulo, que confirmou a causa do óbito, foi divulgado somente nesta segunda-feira, 3/07.
O laudo do exame mostrou que o vírus encontrado em Adriana é de origem silvestre (cepa 3), proveniente de um morcego hematófago (que se alimenta de sangue). Jurandir acredita que o gato que transmitiu a doença para a mulher tenha entrado em contato com um morcego contaminado.
Antes mesmo da confirmação, após ser levantada a suspeita de raiva, o Centro de Vigilância Ambiental do Recife iniciou as medidas necessárias para evitar novos casos da doença. “Em um raio de 1 quilômetro da residência da vítima nós iniciamos a vacinação de cães e gatos em cada domicílio. Também instalamos postos de vacinação em um raio de 5 quilômetros do local e iniciamos uma vistoria para capturar morcegos que estejam escondidos em residências abandonadas, por exemplo, além de orientar a população sobre a importância de vacinar os animais e notificar caso encontrem algum morcego, cão ou gato com características alteradas”, diz Jurandir .

O caso
Adriana era dona de uma pet shop e havia sido ferida na mama direita por um gato no dia 26 de abril. Na época, a mulher não procurou nenhuma unidade de saúde para relatar o ocorrido e tomar as medidas de saúde necessárias. Somente no dia 18 de junho, quando os sintomas começaram a se desenvolver, ela foi internada no Hospital Agamenon Magalhães, localizado na Zona Norte do Recife. Na última segunda-feira, em razão do agravamento do quadro, ela foi transferida para o HUOC, onde faleceu.
Segundo Jurandir, o fato de ela ter demorado para notificar o acidente e procurar ajuda foi um agravante, tanto de seu estado de saúde quanto do combate a novas transmissões.

Raiva em humanos
A raiva é uma doença de origem viral transmitida, em geral, pelo contato com a saliva ou secreções de animais infectados, como mordidas, arranhões ou lambidas. Nos animais, os sintomas da doença geralmente são dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento, mudança de hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras.
Nos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um “uivo rouco”, segundo informações do Ministério da Saúde. “Gatos agressivos, morcegos voando de dia ou caídos no chão são sinais de alerta”.
Em humanos, os sintomas começam com transformação de caráter, inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos, alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da infecção. Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações, febre e crises convulsivas. Como provoca inflamações no cérebro e na medula, o índice de letalidade da doença é de aproximadamente 100%.
Uma vez mordida ou agredida por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a doença, o ideal é lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar com urgência o serviço de saúde mais próximo para avaliação e prescrição de profilaxia antirrábica humana adequada, que consiste em tomar vacina e soro logo após o incidente.

13.333 – Saúde – Como a falta de sono afeta seu cérebro


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Cientistas do Canadá lançaram o que promete ser o maior estudo do mundo sobre os efeitos da falta de sono no cérebro.
Eles esperam que pessoas de todo o mundo se registrem pela internet para fazer testes cognitivos e participar do experimento.
Jogos de computador testarão habilidades como raciocínio, compreensão da linguagem e tomada de decisões.
O estudo é coordenado pelo neurocientista britânico Adrian Owen, do Instituto de Cérebro e Mente da Universidade Western, no Canadá.
A equipe irá analisar o desempenho dos participantes nos testes cognitivos e avaliar os diferentes resultados a partir das horas dormidas.
A necessidade diária de sono varia de pessoa para pessoa, mas se o estudo conseguir reunir um número significativo de voluntários, permitirá aos cientistas determinar um número médio de horas necessárias para a otimização da função cerebral.
O repórter da BBC Fergus Walsh e mais quatro voluntários passaram a noite na Universidade Western, onde testaram os jogos e puderam verificar como a falta de sono afeta o desempenho cognitivo.

VOLUNTÁRIOS
Hooman Ganjavi, 42 anos, psiquiatra, acostumado a fazer plantões noturnos: “Durmo apenas de quatro a cinco horas por noite. Sei que a falta de sono aumenta o risco de doenças cardíacas e de derrame, mas, como muitos médicos, não aplico essas regras ao meu dia a dia”.
Sylvie Salewski, 31 anos, mãe de duas meninas pequenas: “Para mim uma boa noite de sono é quando elas me acordam duas ou três vezes; não consigo me lembrar do que é dormir uma noite toda sem ser incomodada; normalmente me sinto meio desnorteada no dia seguinte”.
Evan Agnew, 75 anos, vigia aposentado: “Nunca dormi mais de oito horas de sono por noite, e na minha idade não acho que preciso de mais de quatro horas. Acabo complementando meu sono durante o dia com um ou dois cochilos”.
Cecilia Kramar, 31 anos, neurocientista que faz pesquisas cognitivas com camundongos noturnos, o que significa passar noites em claro no laboratório: “Quando não durmo muito, não consigo fazer nada complicado no dia seguinte, como ler uma revista científica, porque meu cérebro não funciona bem”.
Passamos praticamente um terço das nossas vidas dormindo. Ou seja, o sono é tão vital para a nossa saúde quanto os alimentos que ingerimos e o ar que respiramos.
Mas nossa cultura de estarmos ligados durante 24 horas por dia está reduzindo nossas horas de sono.
Um estudo na revista científica “Nature Reviews Neuroscience” apontou que havia “uma compreensão notavelmente pequena” das consequências da falta de sono crônica para o cérebro.
A pesquisa dizia que mais estudos são necessários face ao que chamou de “declínio considerável da duração de sono em todas as nações industrializadas”.

13.330 – Saúde – Mitos e verdades sobre a ansiedade


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Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas
VERDADE
Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade
MEIA VERDADE
Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

A ansiedade está ligada ao envelhecimento
MEIA VERDADE
Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma
MITO
Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises
VERDADE
A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade
MITO
Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade
MEIA VERDADE
Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

Ter um hobby combate a ansiedade
MEIA VERDADE
Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade
VERDADE
Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais
ADE
De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

Maconha causa ansiedade
MEIA VERDADE
O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.

Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade
MEIA VERDADE
A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

A ansiedade tem causas genéticas e ambientais
VERDADE
Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas
MEIA VERDADE
Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença. “

13.328 – Benefícios da atividade física para quem tem diabetes


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O exercício físico feito de maneira regular e bem orientado é hoje o principal fator na prevenção de diversas doenças como obesidade, hipertensão arterial, infarto do miocárdio, osteoporose e diabetes.
esmo para aqueles que já desenvolveram tais doenças, a atividade física em algum momento da evolução do paciente vai fazer parte do tratamento.
Especificamente em relação ao diabetes, o exercício físico melhora o aproveitamento da glicose pelos músculos, reduzindo muitas vezes as doses dos medicamentos utilizados e ajudando a prevenir problemas associados ao diabetes, como alterações na retina, vasos sanguíneos, nervos, rins e coração.
Num trabalho recente realizado no Centro Médico Universitário de Leiden, na Holanda, foi comprovada, através de ressonância magnética, uma redução da gordura ao redor de órgãos como coração, fígado e rins em 12 pacientes com diabetes tipo 2 (quando não há necessidade do uso de insulina para o controle da doença) secundária ao exercício físico. A redução deste tipo de gordura está associada a uma menor ocorrência de complicações do diabetes como o infarto do miocárdio. É importante que o diabético converse com seu endocrinologista sobre os exercícios que já realiza ou pretende iniciar, pois muitas vezes serão necessários ajustes na dosagem de insulina e dos medicamentos orais comumente utilizados.

Recomendações gerais
Se considerarmos o exercício físico como um “medicamento” a ser utilizado pelo diabético, ele terá uma “dose ideal” para cada pessoa. Genericamente recomenda-se que sejam realizados exercícios de 30 a 60 minutos por dia, cinco a seis vezes por semana, de intensidade leve a moderada. Esta intensidade normalmente é determinada através de uma consulta médica especializada e de um teste ergométrico (eletrocardiograma de esforço) para que sejam determinados limites adequados para cada indivíduo.
Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.

Escola Paulista De Medicina

13.322 – Medicina – Venenos que Salvam Vidas


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Como parte da medicina, a biomedicina é responsável por encontrar as substâncias tóxicas originadas no mundo animal que possam curar doenças. Abaixo, alguns exemplos de venenos que estão sendo estudados para combater algumas das patologias mais complicadas que afligem os humanos.

Víboras para combater o Alzheimer: O veneno da víbora de Russell (Daboia russellii) contém uma molécula poderosa que seria capaz de fragmentar a proteína beta-amilóide, responsável pelo Alzheimer.
Aranhas para combater a distrofia muscular: O veneno da aranha Rosa Chilena (Grammostola rosea) possui uma proteína que evita a deterioração das células musculares. Embora não cure a distrofia, consegue parar a degeneração muscular.
Anêmonas para combater a obesidade: O veneno da anêmona Stichodactyla helianthus possui uma toxina que seria capaz de agir no sistema imunológico para regular o ritmo metabólico, ativando a boa gordura.
Caramujos para combater as dores: Os conus produzem um tipo de toxina que modifica seletivamente a transmissão de sinais entre neurônios, o que permitiria bloquear a dor cem vezes mais que a morfina e sem causar vício.
Monstro-de-gila para combater a diabetes: Esse lagarto possui um veneno na saliva que permite tratar diabetes, fazendo com o que o pâncreas produza insulina e que o estômago se esvazie lentamente, de modo que a glicose possa ser absorvida em maior quantidade.
Pererecas para combater o câncer: A perereca Phyllomedusa sauvagii excreta proteínas que poderiam influenciar no crescimento dos vasos sanguíneos, impedindo a chegada de sangue aos tumores.
Serpentes para combater a hipertensão: O veneno da jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) possui uma substância tóxica capaz de diminuir a pressão arterial. Dela deriva um medicamento que hoje já é receitado no mundo inteiro para tratar a hipertensão.

13.319 – Saúde – Amamentação reduz risco de doenças cardíacas em até 18%


amamentação
Alguns estudo já mostraram que a amamentação não só promove inúmeros benefícios para o bebê como também ajuda na perda de peso no pós-parto, reduz níveis de colesterol, glicose, pressão alta, riscos de câncer de mama e do ovário nas mães. Agora, a ciência comprova mais uma vantagem da prática para as mães: segundo estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of the American Heart Association, amamentar pode prevenir derrames e o desenvolvimento de doenças cardíacas, mesmo uma década após o parto.
Pesquisadores da Universidade Oxford, na Inglaterra, e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, na China, acompanharam cerca de 290.000 mulheres chinesas por oito anos. Os resultados mostraram que aquelas que tinham amamentado, corriam um risco 9% menor de desenvolver doenças cardíacas e 8% menor de sofrer derrames.
Além disso, os benefícios aumentaram de acordo com a duração da amamentação. Ou seja, as mães que amamentaram seus filhos por até dois anos ou mais diminuíram sua probabilidade de doenças cardíacas em até 18% e de derrames em 17%. Segundo o estudo, a cada seis meses adicionais de aleitamento, o risco de desenvolver os problemas diminuía em 4% e 3%, respectivamente.

“Apesar de não conseguirmos estabelecer a relação entre causa e efeito, os benefícios podem ser explicados pela aceleração do metabolismo que a amamentação promove depois do parto. A gravidez muda o metabolismo da mulher drasticamente enquanto armazena gordura para fornecer energia necessária para o crescimento do bebê e para o leite materno. Amamentar ajuda a eliminar essa gordura de forma mais rápida e completa.”, disse Sanne Peters, pesquisador na Universidade Oxford.

Benefícios da amamentação
Outra hipótese é que, em geral, as mulheres que amamentam são mais propensas a se engajarem em comportamentos mais saudáveis, reduzindo, consequentemente, os riscos de doenças, em comparação com as que não o fazem. Segundo os pesquisadores, o estudo é um dos primeiros a fornecer evidências dos benefícios em longo prazo do aleitamento.
O leite materno pode ajudar a proteger recém-nascidos de doenças e infecções, e é recomendado para, pelo menos, os primeiros seis meses de vida da criança, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). “As descobertas devem encorajar as mães a amamentarem por mais tempo, visto que promove benefícios que dependem disso”, disse Zhengming Chen, principal autor da pesquisa.

13.313 – Urologia – É preciso ficar 48 horas sem sexo antes do exame de sangue para câncer de próstata?


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Ponha o dedo na consciência se isso for uma reclamação. O jejum sexual evita um resultado falso de câncer.
É que a ejaculação eleva a taxa do PSA (Antígeno Prostático Específico), fenômeno que também ocorre quando há células cancerígenas na próstata.
Há ainda outras condições a evitar antes do exame, já que elas comprimem a próstata: cavalgar, andar de moto ou bicicleta, e uso de supositório.

13.310 – Nutrição – Comer Macarrão Emagrece (?)


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Se massa engorda e os italianos adoram massa, como explicar que eles sejam tão esbeltos, na média?
Foi com essa pergunta em mente que uma equipe de epidemiologistas italianos realizou um grande estudo com 23.366 homens e mulheres italianos de 18 a 96 anos. Todos eles tiveram suas dietas investigadas e passaram por medições para determinar o índice de massa corporal e a relação cintura-quadril (medida que serve para determinar o tamanho da pança). O resultado surpreendeu todo mundo: quanto mais massa eles comiam, menos barriga tinham (desde que o total de calorias na dieta fosse adequado).
Claro que isso não quer dizer que macarrão emagreça. A tese dos cientistas é que italianos que comem muita massa são mais tradicionalistas em sua dieta. Portanto, provavelmente têm outros hábitos que são típicos da Itália e que fazem bem pacas: farto consumo de tomate e seu molho, de azeitona e azeite, de alho, além de porções relativamente pequenas de carnes variadas. Italiano que come muito macarrão normalmente come também todas essas coisas saudáveis e por isso fica magro.
A pesquisa é relevante porque nos últimos anos entraram na moda no mundo todo as dietas baseadas em muita proteína e pouco carboidrato. Inclusive na Itália tem muita gente maneirando na pasta e comendo mais carne, na crença de que isso ajudará a emagrecer. A nova pesquisa indica que isso não é uma boa ideia.
Sabe-se há tempos que a chamada dieta mediterrânea, praticada tradicionalmente não só na Itália, mas também em países como França, Espanha, Grécia, Turquia, Marrocos e Tunísia, é tremendamente saudável e está ligada a índices baixíssimos de doença cardíaca e obesidade, mesmo com farto acesso aos maiores prazeres gastronômicos do mundo. Em todos esses lugares, consome-se muitos vegetais e azeite de oliva, geralmente em refeições longas regadas a vinho e risadas, muitas vezes ao ar livre. Os cientistas não sabem direito o que exatamente faz bem nessa dieta: se é o azeite, o vinho, o tamanho reduzido das porções de carne, ou se é o clima relaxado e a convivência com a natureza (provavelmente é uma combinação de tudo isso).
O novo estudo obviamente não significa que basta bater um pratão de spaghetti por dia para perder a pança. Longe disso. Mas ele joga areia nas novas “dietas da moda” que surgem dia sim dia não mundo afora. O maior ensinamento da pesquisa é que apegar-se a dietas tradicionais, que foram testadas e aperfeiçoadas ao longo de gerações, provavelmente é uma ideia melhor do que abraçar a última novidade propagandeada nas revistas e nos programas matinais da TV.

13.308 – Medicina – Sífilis de cara nova?


sífilis
O Ministério da Saúde adverte: a DST mais traiçoeira virou epidemia nacional. E por um motivo insólito: o remédio contra ela é barato demais.
Começa com um machucado. Indolor, costuma não ser bonito, mas também não é o fim do mundo. Quando aparece na área genital, fica evidente nos homens, mas pode acabar escondido dentro da vagina sem chamar qualquer atenção. Há ainda outros casos discretos, como na garganta ou no ânus. Aí, quando você está começando a se preocupar, Bam! Desaparece. Parabéns! Seu sistema imunológico é mesmo incrível, né? Na verdade, não. Você só passou para a próxima etapa de uma doença que, a curto ou longo prazo, pode atacar seu cérebro, mudar a estrutura dos seus ossos, deformar seu rosto e matar seus filhos.
Essa história está se repetindo mais do que o esperado no Brasil. Em outubro, o Ministério da Saúde reconheceu que a situação estava fugindo do controle e decretou a epidemia. Não é exagero, nossos números são assustadores. Desde 2010, quando os hospitais passaram a ser obrigados a repassar seus dados sobre a doença para o ministério, foram notificados quase 228 mil novos casos; só entre 2014 e 2015 houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 20% em mulheres grávidas. A maior parte dos casos está na região Sudeste (56%), a mais urbanizada e desenvolvida do País. Só para ter uma ideia do desastre, em 2015 tivemos 6,5 casos de bebês infectados a cada mil nascidos vivos; o valor é 13 vezes maior do que a Organização Mundial da Saúde considera aceitável.

Agora, se você não prestava realmente muita atenção nas aulas de educação sexual, é bem capaz que não saiba o que é, de fato, essa doença. Sífilis é o nome dado à infecção decorrente da bactéria Treponema pallidum. Ela invade o corpo em quatro fases. Cada etapa determina o quão dominado ele está pelos micro-organismos. A primeira, já citada no começo desse texto, é rápida (dura no mínimo quatro e no máximo oito semanas) e se manifesta como uma ferida indolor que desaparece sozinha, sem deixar rastros. O fato de o machucado não doer está longe de ser bondade. É estratégia de sobrevivência das bactérias. Se não dói, dá para transar – e disseminá-las. A segunda fase é ainda mais favorável para os micróbios. A doença volta a dar as caras entre seis semanas e seis meses após os machucados genitais sumirem. O infectado pode apresentar feridas pelo corpo, manchas vermelhas e, sobretudo, lesões na palma das mãos ou dos pés – sintomas que podem ser facilmente confundidos com uma alergia cutânea. E adivinha só: se você tomar um antialérgico, é provável que as feridas sumam. O que é péssimo. As reações afinal são tentativas do corpo de sinalizar a doença, e uma medicação equivocada para abafar os sintomas mascara o pedido de socorro. Uma vez que os sinais se vão mais uma vez – mesmo sem medicação isso acontece -, passe livre para voltar a transar e multiplicar a espécie – da bactéria. E começa a terceira fase da doença: a sífilis latente. O nome não é à toa. Nesse período (que pode durar até 40 anos), a sífilis fica reclusa. Na verdade, ela perde até seu caráter infeccioso; ou seja, o portador não passa mais a bactéria para frente. Fica tudo bem até explodir a sífilis terciária, fase aguda da moléstia. As úlceras que começam a brotar pelo corpo são tão agressivas que, em regiões de contato direto da pele com ossos, como no crânio, o esqueleto começa a ser corroído. Na tíbia, principal osso da canela, o corpo até tenta combater a degeneração: conforme a erosão óssea aparece, o estrago vai sendo calcificado. A região afetada começa a engrossar e, com o avanço do desgaste, a canela vai ficando curvada. Em alguns casos, a bacia também é afetada e o doente perde a capacidade de andar em linha reta. Uma das maneiras mais antigas de identificar portadores de sífilis, inclusive, é ver se a pessoa caminha como um pato, rebolando por causa da bacia deteriorada. Implacável, a infecção ainda ataca os sistemas vascular e nervoso – o que pode acontecer precocemente entre a primeira e a segunda fase. Quando a bactéria finalmente ocupa o cérebro, o infectado começa a sentir alterações de humor e pode desenvolver demência. É a chamada neurosífilis. Nesta última fase, finalmente, transar não ameaça mais aos outros. A sífilis deixa de ser infecciosa e quer acabar somente com o portador.
Nessa violenta investida pelos nossos corpos, as bactérias não perdoam ninguém. E um dos alvos mais frágeis é um grupo que tem sofrido particularmente com epidemias recentes no Brasil: as grávidas. Assim como o zika, a sífilis não poupa os bebês. Se uma gestante está infectada, em qualquer fase da doença, a criança pode nascer com sífilis congênita. 59% das crianças nascidas de mães com sífilis também apresentaram sinais da bactéria. A condição pode ocasionar más formações neurológicas e ósseas, além do óbito – em 2015, 1,4% das crianças nascidas com sífilis congênita não sobreviveu. Não dá para dizer que é um número pequeno. Quando olhamos para o panorama geral, isso significa que, a cada 100 mil nascimentos, sete crianças não vivem nem um ano, por causa da bactéria.

Mesmo diante desse cenário de guerra, a sífilis está longe de ser uma sentença de morte. A infecção pode ser curada com um tratamento barato e ridículo de simples: algumas doses de penicilina. Se a doença for diagnosticada no primeiro ano, a cura se resume a apenas duas injeções de benzetacil, uma em cada glúteo. Sim aquela mesma que você encontra na farmácia – e pode ser administrada, inclusive, para grávidas. Se o diagnóstico só aparecer mais tarde, sem problemas: penicilina cristalina (uma versão mais poderosa do antibiótico) nela, dessa vez por um pouco mais de tempo, duas injeções por glúteo em três doses semanais. Esse procedimento consegue até mesmo impedir a passagem da bactéria da grávida para seu filho. O tratamento na mãe também cura a criança. Quanto mais cedo o tratamento nela, menores os danos no bebê. Mas, caso a mãe dê à luz sem eliminar a bactéria do corpo, o bebê é automaticamente medicado. Recebe cristalina na veia por 10 a 14 dias – isso não recupera problemas neurológicos ou ósseos já causados pela doença, mas evita que a sífilis continue atacando o recém-nascido.

Mas como é que o Brasil conseguiu virar palco de uma epidemia tão facilmente curável? Umas das justificativas utilizadas pelo Ministério da Saúde é a queda no uso das camisinhas. Ela, de fato, é real – mas fica difícil jogar toda a responsabilidade em cima disso, porque os números da queda não são tão expressivos assim: em 2004, 58,4% dos jovens de 15 a 24 anos usavam o preservativo em relações casuais; em 2013 (ano da pesquisa ministerial mais recente sobre o assunto), o número baixou para 56,6%. No uso dentro de relações estáveis a proporção é parecida: em 2004 eram 38,8%; em 2013, 34,2%. O mais provável é que a acessibilidade da penicilina tenha passado de nossa maior aliada para nossa maior inimiga. O preço modesto, que deveria facilitar o acesso da população à droga, desestimula a indústria farmacêutica a fabricá-la. Resultado: em 2015, faltou penicilina nas prateleiras do Brasil. E mesmo quando havia remédio aparecia um problema: ninguém na rede pública queria aplicá-lo. Até julho de 2015 era proibida a aplicação do medicamento pela equipe de enfermagem de locais que não estivessem equipados para evitar um choque anafilático. Na prática, se o posto de saúde não tivesse material para uma entubação, por exemplo, não poderia medicar portadores de sífilis. Pior ainda, se um enfermeiro do local resolvesse administrar penicilina, poderia ser responsabilizado por isso. O resultado foi o medo: segundo o Ministério da Saúde, 50% das equipes médicas evitavam aplicar penicilina por causa desse receio. Há também uma culpa paterna pela disseminação da doença: 62% dos parceiros de mulheres grávidas com sífilis não tomam os medicamentos, dando continuidade ao ciclo da bactéria. Além disso, estamos ajudando as estatísticas contabilizando com mais precisão o número de casos nacionais de sífilis. Desde 2010, o diagnóstico é atrelado a uma notificação compulsória, ou seja, sempre que ela é detectada, esses dados têm se ser enviados ao ministério, para que o órgão entenda o tamanho do surto pelo qual o País está passando. Vale ressaltar, porém, que isso não deveria aumentar o número de sífilis em crianças e grávidas. Desde 1986 o repasse de informações ao ministério é obrigatório para casos de sífilis congênita, e desde 2005 para os diagnósticos em gestantes. Mas a lógica segue: quanto mais preciso e amplo vai ficando o sistema, mais os números crescem. Isso dá margem para pensar que a epidemia pode estar acontecendo há mais tempo do que imaginamos.
Não se sabe exatamente quando, onde e como a sífilis surgiu. Uma das teses mais aceitas é de que a infecção seja uma doença das Américas que chegou à Europa quase que junto com a notícia do descobrimento do continente. Os pioneiros das grandes navegações teriam contraído a bactéria, que foi espalhada pela Europa quando eles retornavam para casa. Uma das evidências nessa direção é que a bactéria realmente existia por aqui antes de Cabral aportar. “Encontramos ossadas com mais de 4 mil anos de índios que tiveram sífilis”, afirma José Filippini, professor do Instituto de Biociências da USP. Para detectar a infecção, Filippini se aproveitava do estrago que a doença faz no corpo. “A sífilis tem marcas muito claras. Se eu pego uma tíbia (osso da canela) em formato de sabre, por exemplo, sei que as chances de ser um sifilítico são altas”, conta. Outra teoria é a de que a sífilis sempre existiu na Europa, mas era diagnosticada equivocadamente. “Ela pode ser confundida com a lepra, por exemplo. Os que concordam com a teoria da sífilis pré-colombiana afirmam que ela talvez seja tão antiga quanto a humanidade. Diversas pesquisas afirmam que a bactéria surgiu na África e foi se espalhando pelo mundo junto com nossos ancestrais.
“A sífilis nunca foi vista como prioridade aqui no Brasil. Declará-la oficialmente como epidemia, construir uma agenda sólida para o controle dela e pedir ajuda da população a respeito é importante para reverter o quadro”, expõe Adele. “Você tem que examinar a situação. Analisar os grupos mais vulneráveis (prostitutas e usuários de drogas, por exemplo) e o restante da população. Se há um aumento repentino no número de infectados, e onde eles estão aparecendo. A sífilis é uma doença que precisa ser analisada por um tempo para entendermos se é um surto ou uma epidemia”, afirma Adele. Declarada a epidemia, os holofotes da mídia se voltam para o assunto, o que ajuda na conscientização popular. “Desde outubro eu não paro de dar entrevista sobre isso.

Fases:
Do nível 1 ao game over

A sífilis funciona em fases. Os diferentes sintomas (ou a falta deles) ajudam a determinar a gravidade da infecção

1. Primária – Duração: 4 a 8 semanas

Na início, o único sintoma é uma ferida, indolor, na área infectada (pênis, vagina, ânus ou garganta). O machucado some no fim dessa fase.

2. Secundária – De 2 a 6 meses

Os principais sinais são machucados pelo corpo. Eles aparecem espalhados, mas se concentram na palma das mãos e nos pés.

3. Latente – De 2 a 40 anos

As feridas e os sintomas desaparecem. A partir desse estágio, ela não é mais contagiosa.

4. Terciária – Até a morte

A sífilis reaparece potente: deforma as pernas e ataca o rosto e o cérebro.

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13.301 – Mega Memória – Fundação do Alcoólicos Anônimos


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Em 10 de junho de 1935, em Nova York, dois alcoólatras em recuperação – um corretor e um médico – fundaram os Alcoólicos Anônimos (AA), um programa de reabilitação de 12 passos, que até hoje tem ajudado muitas pessoas a superar o alcoolismo.
Com base em técnicas psicológicas que suprimem traços perigosos da personalidade, membros da organização estritamente anônima controlam seus vícios através de discussões guiadas em grupo e confissões, confiando em um “poder superior” e em um retorno gradativo à sobriedade. A organização funciona através de grupos locais que não possuem regras formais além do anonimato, e também sem funcionários e taxas de cobrança. Qualquer um que tenha um problema com a bebida pode se tornar um membro. Hoje, existem mais de 80 mil grupos locais nos EUA, com um número estimado de quase 2 milhões de pessoas. Outras irmandades de apoio a viciados modelados nos AA incluem os Narcóticos Anônimos (NA) e os Jogadores Anônimos (JA).

13.300 – Método brasileiro usa pele de tilápia para tratar queimaduras graves


Há dezenas de receitas para o preparo da tilápia, um peixe de água doce que se reproduz com grande velocidade.
Mas além de ser saboroso e rico em proteínas, o peixe tem um potencial único no campo da medicina, especificamente para o tratamento de queimaduras de pele de segundo e terceiro graus.
O método, pioneiro no mundo, foi desenvolvido por médicos no Ceará.

“No Brasil, para tratar queimaduras, usamos normalmente um creme com efeito de 24 horas. Todos os dias, é preciso trocar o curativo, tirar o creme, enxaguar a área queimada, colocar o creme novamente e fazer um novo curativo”, explica Edmar Maciel, cirurgião plástico e presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ), que desenvolveu o procedimento.

O método oferece muitos benefícios.
Como permanece sobre a queimadura durante vários dias, em função da gravidade do ferimento, a pele do peixe evita as dores que resultam na necessidade da troca do curativo.
Em outros países, é usada a pele de outros animais, principalmente de porco.
Mas uma grande vantagem de usar a tilápia é que “sabemos que esses peixes têm menos possibilidades de transmitir doenças do que os terrestres”, assinala Maciel.
Por outro lado, tem uma maior quantidade de uma proteína chamada colágeno tipo 1, uma melhor resistência (similar à pele humana) e um grau adequado de umidade que ajuda na cicatrização.
Por sua boa aderência, a pele evita a contaminação externa e limita a perda de proteína e plasma, o que pode gerar desidratação e, em última instância, causar a morte do paciente.
Antes de ser utilizada, a pele do peixe é submetida a um processo de limpeza em que são retirados as escamas, o tecido muscular, as toxinas e o odor característico do peixe.
Depois, é estirada em uma prensa e cortada em tiras de 10 cm por 20 cm.
O resultado é um tecido flexível, similar à pele humana.
As tiras de pele são armazenadas em um congelador a uma temperatura entre 2 e 4 graus Celsius por no máximo dois anos.
O trabalho dos pesquisadores foi premiado várias vezes no Brasil.
Agora, a equipe analisa a possibilidade de usar a pele de tilápia em outras áreas da medicina, como, por exemplo, no campo da ginecologia, na atresia vaginal ou para uso em endoscopia.
Também será feito um estudo comparativo para avaliar as diferenças no tratamento das queimaduras entre a pele do porco, do cachorro, humana e da tilápia.

13.295 – Reprodução – O segredo dos espermatozoides


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Dos 50 a 150 milhões de espermatozoides liberados por um homem ao ejacular, somente 10 alcançarão o óvulo após uma jornada incrível. Desses, apenas um poderá fertilizá-lo.
Pesquisadores japoneses e britânicos estudaram o motivo do sucesso de alguns espermatozoides em comparação ao fracasso de outros, e, aparentemente, o segredo está no ritmo do nado.
Os cientistas tiveram que medir o ritmo das caudas (semelhante, em seu padrão, aos campos que se formam quando dois ímãs se juntam) para poder compreender o fluxo do líquido que gira em torno de cada espermatozoide. Essa medição permitiu que eles criassem uma fórmula matemática que explica os padrões rítmicos pelos quais cada espermatozoide se impulsiona para chegar ao óvulo.
O novo modelo poderá prever o movimento de grandes quantidades de espermatozoides e auxiliar no tratamento da infertilidade masculina.