13.497 – Cientistas criam cola cirúrgica capaz de fechar feridas em menos de um minuto


cola cirurgica
Os dias em que feridas graves exigiam que o paciente fosse costurado podem estar chegando ao fim. Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Universidade Northeastern e da Faculdade de Medicina de Harvard desenvolveram uma cola cirúrgica capaz de fechar feridas desse tipo em menos de 60 segundos.
Segundo o artigo publicado pelos cientistas, a cola, que recebeu o nome de MeTro, é uma espécie de gel. Ela é feita com uma proteína humana modificada para reagir a luz ultravioleta. Ela é aplicada a uma ferida e, em seguida, exposta a esse tipo de luz. A luz agiliza a secagem da cola, o que, por sua vez, faz com que a ferida se feche.

A agilidade com a qual a cola se seca faz com que ela seja muito mais eficiente na selagem de feridas do que os tradicionais “pontos” que são usados em cirurgias atualmente. E como ela é feita com proteínas humanas, ela pode ser usada também em feridas em órgãos internos.
Por tratar-se de um gel, ela também é capaz de ser aplicada em tecidos flexíveis, como um coração ou pulmões, que precisam se expandir ou contrair com frequência. O tempo de degradação dela também pode ser modificado; assim, a cola pode ir se desfazendo automaticamente conforme o órgão vai se recuperando, e não é necessário, por exemplo, remover os pontos posteriormente.
Fora isso, de acordo a pesquisadora Nassim Annabi, uma das professoras de engenharia química associadas ao estudo, a cola “não é apenas um selante; ela também ajuda na regeneração dos tecidos”. Com isso, a MeTro poderia, por exemplo, ser aplicada diretamente em um coração logo após um ataque cardíaco.

Testes
No artigo, os pesquisadores descrevem o uso da MeTro nos pulmões de ratos. Durante os testes, eles reportaram que a cola funcionou melhor do que suturas e selantes já disponíveis. A principal vantagem dele era que ele permitia aos órgãos se mover de maneira mais natural durante o processo de recuperação.
Serão feitos ainda mais testes em animais antes de que os pesquisadores comecem a aplicar a MeTro em humanos. No entanto, o BGR estima que ella pode substituir técnicas tradicionais de selagem de feridas em hospitais ao longo dos próximos cinco anos.

13.266 – Bioquímica – Como os primeiros compostos orgânicos teriam se formado na terra primitiva?


terra primitiva
há cerca de 3 biliões de anos atrás, quando a Vida começou na Terra… A jovem Terra, com 1,5 biliões de anos, tinha todas as condições para a vida como a conhecemos: uma temperatura estável, nem muito quente nem muito fria, energia abundante proveniente do Sol, massa suficiente para manter uma atmosfera e alguns ingredientes de que os organismos vivos são formados – carbono, oxigénio, hidrogênio e azoto, elementos estes que formam 98% dos organismos vivos. E como é que tudo começou? Como é que as moléculas complexas que foram os seres vivos se formaram a partir destes átomos e moléculas simples que existiam no nosso planeta?
Em 1923 A. I. Oparin, um químico russo, apresentou uma teoria sobre a forma como teria aparecido o primeiro composto orgânico, o precursor da Vida. Segundo ele na atmosfera da Terra havia pouco ou nenhum oxigénio livre, mas havia um conjunto de gases contendo vapor de água (H2O), assim como dióxido de carbono (CO2), azoto (N2), amoníaco (NH3) e metano (CH4). O Sol diminuiu de intensidade, formaram-se nuvens, relâmpagos, e a chuva caiu. As substâncias radioativas no interior da Terra decaíram libertando energia. A conjunção de todos estes factores permitiu que as primeiras moléculas orgânicas se formassem e evoluíssem permitindo a Vida. Ou seja, gases simples desintegraram-se e os seus componentes juntaram-se de forma mais complexa.

Um pouco mais:
Estima-se que o planeta Terra surgiu há aproximadamente 4,6 bilhões de anos e que, durante muito tempo, permaneceu como um ambiente inóspito, constituído por aproximadamente 80% de gás carbônico, 10% de metano, 5% de monóxido de carbono, e 5% de gás nitrogênio. O gás oxigênio era ausente ou bastante escasso, já que sua presença causaria a oxidação e destruição dos primeiros compostos orgânicos – o que não ocorreu, propiciando mais tarde o surgimento da vida.
Nosso planeta foi, durante muito tempo, extremamente quente em razão das atividades vulcânicas, jorrando gases e lava; ausência da camada de ozônio; raios ultravioletas, descargas elétricas e bombardeamento de corpos oriundos do espaço. Sobre isso, inclusive, sabe-se que a maioria do carbono e de moléculas de água existentes hoje foi parte constituinte de asteroides que chegaram até aqui.
Foi esta água que permitiu, ao longo de muito tempo, o resfriamento da superfície terrestre, em processos cíclicos e sucessivos de evaporação, condensação e precipitação. Após seu esfriamento, estas moléculas se acumularam nas depressões mais profundas do planeta, formando oceanos primitivos.
Agregadas a outras substâncias disponíveis no ambiente, arrastadas pelas chuvas até lá; propiciaram mais tarde o surgimento de primitivas formas de vida. Muitas destas substâncias teriam vindo do espaço, enquanto outras foram formadas aqui, graças à energia fornecida pelas descargas elétricas e radiações.
Um cientista que muito contribuiu para a compreensão de alguns destes aspectos foi Stanley Lloyd Myller, que, em 1953, criou um dispositivo que simulava as possíveis condições da Terra primitiva; tendo como resultado final a formação de moléculas orgânicas a partir de elementos químicos simples.

13.054 – A vitamina C combate o câncer. Saiba Como.


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Vitamina C mata células cancerígenas. Isso já havia sido provado em testes de laboratório, com células in vitro, e em ratos. O problema é que, quando a coisa chegava ao ser humano, não importa quantos litros de suco de acerola alguém tomasse, a vitamina C não surtia efeito nenhum.
Um grupo de cientistas da Universidade de Iowa (EUA) acredita ter matado a charada de duas formas. Primeiro, o problema com outras pesquisas é que a vitamina C era administrada oralmente – como o corpo procura regular a quantidade dela no sangue, então, não importa o quanto você tome, a maioria acaba sendo expelida. Para driblar isso, os cientistas aplicam a vitamina C por via intravenosa e conseguem atingir concentrações de 100 a 500 vezes maiores que a normal.
O segundo avanço: uma dose cavalar de vitamina C mata o câncer, mas não as células normais – além disso, overdose de vitamina C não detona o corpo, ao contrário de outras vitaminas que podem ser tóxicas e até letais em excesso.
E tem uma surpresa também: segundo o grupo, o efeito “matador” das células cancerosas não vem da vitamina C, mas de outra substância, produzida quando ela começa a se decompor no sangue: peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como água oxigenada. Embora ela seja vendida na farmácia sem receita, é uma substância corrosiva, capaz de até mesmo queimar a pele e matar uma pessoa se injetada. O surpreendente é que, quando produzida pela decomposição da vitamina C no sangue, a água oxigenada não agride células saudáveis e destrói as cancerígenas.
O segredo está na enzima catalase, que serve como escudo celular contra a água oxigenada, e é produzida em quantidade muito baixa pelas células cancerígenas. “Por isso, elas são muito menos eficientes em remover o peróxido de hidrogênio que as células normais”, afirma o oncologista Garry Buettner, condutor do estudo. “Assim, são muito mais susceptíveis ao dano e morte diante de uma grande quantidade da substância”.
A Universidade de Iowa atualmente está testando a vitamina C combinada com quimioterapia e radioterapia em cânceres de pulmão e pâncreas. A próxima fase da pesquisa é começar a medir o nível de catalase em diferentes tipos de câncer. Quanto menor, mais eficiente será tratá-los com vitamina C.

12.981 – Nobel de Química vai para cientistas que criaram máquinas feitas de moléculas


moleculas
Os pesquisadores Jean-Pierre Sauvage, Bernard L. Feringa e Sir J. Fraser Stoddart ganharam o Prêmio Nobel da Química de 2016 por seu “desenho e síntese de máquinas moleculares”. O trabalho dos pesquisadores permitiu uma nova forma de ligação e articulação de estruturas em nível molecular, que podem ter implicações revolucionárias para a medicina e a ciência da computação.

Mas o que é isso?
Basicamente, Sauvage deu o primeiro passo nesse trabalho em 1983, conforme a Royal Swedish Academy of Sciences explica (pdf). Moléculas geralmente se ligam umas às outras por meio de ligações covalentes, mas naquele ano ele descobriu uma maneira diferente de ligá-las, usando um íon de cobre.
Mais especificamente, ele descobriu como criar uma “corrente” de móléculas. Usando o íon de cobre, ele podia fazer com que moléculas fechadas se ligassem umas às outras, formando uma espécie de corrente. Feito isso, o íon de cobre podia ser removido. A imagem abaixo ilustra esse processo:
Ligadas dessa forma, as moléculas ainda têm liberdade de movimento, mas não se desprendem – da mesma forma que os elos de uma corrente. Com isso, foi possível começar a pensar em aplicações práticas para estruturas moleculares desse tipo.

De um ponto a outro
Uma das primeiras delas apareceria em 1991, no trabalho de Stoddart. O pesquisador usou essa técnica para criar um eixo de moléculas por meio do qual um anel podia se mover. Funcionava da seguinte forma: o eixo tinha alguns pontos com muitos elétrons. Em torno desse eixo ficava um anel (outra molécula) com poucos elétrons. Como o anel estava em torno do eixo, ele só podia se mexer sobre ele.
Tendo poucos elétrons, o anel ficava em um dos pontos com muitos elétrons. Quando calor era aplicado ao conjunto eixo-anel, no entanto, o anel se excitava e mudava de posição. Ele continuava, contudo, com poucos elétrons, e com isso acabava se deslocando até o próximo ponto com muitos elétrons. Era uma maneira de fazer uma molécula se mover por pontos determinados ao longo de outra.

Minimáquinas
Essa estrutura, conforme Stoddart mostraria depois, poderia ser usada para criar chips de computador extremamente pequenos – do tamanho de moléculas, aliás. Não apenas chips: estruturas desse tipo permitiam a reprodução de máquinas de diversos tipos em escalar molecular, com diversas possibilidades de aplicação.
Por exemplo, em 1999, Bernard Feringa mostrou como era possível criar motores mecânicos usando essa técnica. Para isso, ele utilizou moléculas específicas que giravam em uma única direção quando expostas a raios ultravioletas. Moléculas geralmente se movem de maneira errática, mas a criação de Feringa permitia o controle dessa rotação e, com isso, a criação de um motor molecular.
Feitos os motores, é possível fazer também o resto do carro. Foi isso que Feringa realizou em 2011: ele tinha motor, chassi e rodas e conseguia se mover após a aplicação de uma pequena tensão elétrica. Em 2016, segundo o Vox, acontecerá a primeira corrida de NanoCarros, na qual criações semelhantes à de Feringa em 2011 disputarão para ver qual delas consegue percorrer primeiro uma superfície de átomos de ouro.

12.603 – Saúde – O que são os antioxidantes?


Por definição, antioxidantes são substâncias capazes de atrasar ou inibir a oxidação de um substrato oxidável. O papel dos antioxidantes é proteger as células sadias do organismo contra a ação oxidante dos radicais livres.

Relação radicais livres x antioxidantes
Os radicais livres (agentes oxidantes) são moléculas que, por não possuírem um número par de elétrons na última camada eletrônica, são altamente instáveis. Estão sempre buscando atingir a estabilidade travando reações químicas de transferência de elétrons (oxi-redução) com células vizinhas. Apesar de fundamentais para a saúde, quando em excesso, os radicais livres passam a oxidar células saudáveis, como proteínas, lipídios e DNA.
O ataque constante leva à peroxidação lipídica (destruição dos ácidos graxos poli insaturados que compõem as membranas celulares). A intensificação no processo de peroxidação lipídica, por sua vez, está associada ao desenvolvimento de doenças crônicas, como a aterosclerose, a obesidade, o diabetes, a hipertensão, e o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o Alzheimer e o Parkison, e alguns tipos de câncer.
A importância dos antioxidantes está justamente no fato de que estes são capazes de regular a quantidade dos radicias livres no organismo.
Uma dieta rica no consumo de antioxidantes colabora para a redução da situação de estresse oxidativo (desequilíbrio entre os níveis de radicais livres e antioxidantes)

Sistemas de defesa antioxidante
Sistema enzimático (endógeno): formado por um conjunto de enzimas (o superóxido dismutase, a catalase e a glutationa) produzidas naturalmente pelo organismo. Contudo, a eficiência deste sistema de produção tende a diminuir com o passar dos anos. Portanto, é importante manter a qualidade do segundo sistema de defesa, o não-enzimático, através da ingestão de alimentos ricos em antioxidantes.
Sistema não-enzimático (exógeno): composto por grupos de substâncias como vitaminas, substâncias vegetais e sais minerais que podem ser ingeridos através da dieta alimentar.
Os antioxidantes atuam de duas formas sob os radicais livres: inibindo sua formação e reparando as lesões já causadas. A primeira está relacionada à inibição de reações em cadeia que envolvem sua formação; e o segundo, na remoção de células danificadas, seguida da reconstituição das membranas celulares.
Os antioxidantes também interceptam os radicais livres e impedem o ataque destes sobre os lipídeos, aminoácidos, proteínas, ácidos graxos poli insaturados e bases do DNA, protegendo as células de lesões. Antioxidantes obtidos através da dieta (vitaminas, flavanoides e carotenóides, entre outros) são fundamentais neste processo.
O corpo humano possui dois sistemas de autodefesa antioxidantes: o sistema enzimático (endógeno) e o não-enzimático (exógeno).
Alguns antioxidantes, como a vitamina E, são solúveis em lipídios (lipossolúveis) e protegem as membranas celulares da peroxidação lipídica, colaborando para a remoção de danos e para a reconstituição da membrana celular.
O sistema de autodefesa endógeno, no entanto, tende a ser reduzido com o processo natural de envelhecimento, pois a produção das enzimas antioxidantes vai perdendo sua eficiência com o passar dos anos.

Os principais antioxidantes do sistema não-enzimático são:

• Beta-caroteno e Licopeno: são carotenoides, corantes naturais presentes nas frutas e nos vegetais. Atuam como antioxidantes, pois sequestram o oxigênio, reduzindo a disponibilidade de radicais livres para realizarem reações oxidativas. Estão associados à prevenção de carcinogênese e aterogênese, por serem capazes de proteger moléculas como lipídios, proteínas e DNA de sofrerem oxidação. Além disso, são percursores da vitamina A no organismo.

Onde encontrar: são encontrados em alimentos avermelhados, alaranjados e amarelados, como cenoura, tomate, laranja, pêssego, abóbora; e em vegetais verde-escuros, como brócolis, ervilha e espinafre.

• Curcumina: é um pigmento que ocorre naturalmente nas raízes da cúrcuma. Muito usada como tempero na culinária indiana, a cúrcuma sequestra os radicais livres e inibe a danificação dos ácidos graxos poli insaturados das membranas celulares.

Onde encontrar: Cúrcuma, açafrão e curry.

• Flavanoides: os flavanóides são um conjunto de substâncias produzidas naturalmente por vegetais para colaborar na proteção contra a radiação solar e combater organismos patógenos. Têm a capacidade de inibir a atividade das enzimas responsáveis pela produção dos radicais livres, evitando portanto, sua formação.

Onde encontrar: são encontrados em frutas, como uva, morango, maçã, romã, mirtilo (blueberry), framboesa e em outras frutas de coloração avermelhada; em vegetais como brócolis, espinafre, salsa e couve; nas nozes, soja, linhaça; além de serem encontrados em bebidas, como no vinho tinto, chás, café e cerveja, e até no chocolate e no mel.

• Vitamina A (retinol): a vitamina A tem a capacidade de se combinar com alguns radicais livres, antes que estes provoquem lesões. A vitamina A também participa no processo de produção da pele.

Onde encontrar: em alimentos de origem animal, como leite integral e fígado de boi. Aqueles que não consomem produtos de origem animal devem consumir os vegetais que contém altas concentrações de betacaroteno e licopeno, pois estes são percursores da vitamina A no organismo.

• Vitamina C (ácido ascórbico): solúvel em água (hidrossolúvel), portanto, reage com radicais livres disponíveis em meio aquoso, como o que existe no interior da célula. A vitamina C também é capaz de regenerar vitamina E e de manter as enzimas do sistema antioxidante endógeno em estados reduzidos, poupando principalmente a glutationa.

Onde encontrar: em frutas: melão, melão cantaloupe, frutas cítricas (laranjas, limões, tangerinas) kiwi, manga, mamão, abacaxi, mirtilo (blueberry), morango, framboesa e oxicoco (cranberry); e em vegetais: brócolis, couve flor de bruxelas, couve flor, pimentão vermelho e verde, espinafre, batata, batata doce, moranga e tomate.

• Vitamina E (tocoferois): a vitamina E é um conjunto de tocoferois, sendo o mais importante como agente antioxidante, o alfa-tocoferol. A vitamina E é solúvel em gordura (lipossolúvel), portanto, atua protegendo as membranas celulares (formadas por lipídios) da ação dos radicais livres. Também protege as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) que atuam no transporte do colesterol.

Onde encontrar: óleos vegetais e derivados, folhas verdes, oleagionosas (castanha do pará, avelã, amêndoa, nozes) e sementes, cereais integrais e vegetais folhosos: espinafre, agrião, rúcula, entre outros.

• Cobre: essencial para o bom funcionamento do sistema de auto defesa endógeno, pois influencia a ação da enzima superóxido dismutase.

Onde encontrar: miúdos, frutos do mar, cereais integrais e em vegetais verde-escuros.

• Selênio: atua em conjunto com a vitamina E, combatendo a ação dos radicais livres. Colabora também para a formação normal da tireróide.

Onde encontrar: em produtos de origem animal, como miúdos e frutos do mar; em alimentos de origem vegetal, como cererais integrais e castanha do pará.

• Zinco: da mesma forma que o cobre, influencia a atuação da enzima superóxido dismutase.

Onde encontrar: alimentos de origem marinha, como ostras, lagosta, caranguejo. Em outros produtos de origem animal, como carne vermelha e carne de aves, leite e derivados. E em produtos de origem vegetal: feijões, nozes e grãos integrais.

Suplementos vitamínicos
Dessa maneira, é fundamental manter a qualidade do sistema de defesa antioxidante exógeno através da ingestão de antioxidantes.
Uma vez que as pessoas têm necessidades vitamínicas diferentes, tomar vitaminas em cápsulas pode não ser recomendável em todos os casos (veja mais aqui).
Apesar da ampla variedade de suplementos vitamínicos no mercado, é indicado que a suplementação seja feita apenas com base em uma recomendação médica, seguida de devido acompanhamento profissional.

12.476 – Acredite se Puder – Empresa de biotecnologia vai tentar trazer 20 mortos de volta à vida


O Maior Desafio da Humanidade

Sim, você leu certo: uma empresa de biotecnologia da Philadelphia pretende reviver 20 pessoas. E eles conseguiram aprovação ética de um corpo de diretores dos órgãos de saúde dos Estados Unidos e da Índia para tocar a ideia adiante.
Num período de seis semanas a companhia, chamada Bioquark, usará um projeto chamado ReAnima para tentar trazer essas pessoas de volta à vida.
Os pacientes estão clinicamente mortos e dependem de aparelhos para se manter minimamente ativos. A Bioquark pretende usar células tronco, estimulação de nervos e outras técnicas para tentar reverter o quadro.
“Para empreender uma iniciativa de tamanha complexidade estamos combinando ferramentas de medicina regenerativa biológica com outros dispositivos médicos tipicamente usados para estimular o sistema nervoso central em pacientes com outras desordens severas de consciência”, explica o doutor Ira Pastor, CEO da empresa.
De acordo com o The Next Web, a Bioquark está se baseando em estudos recentes que sugerem que ainda há alguma atividade cerebral e fluxo sanguíneo após a morte cerebral, mas isso não é suficiente para que o corpo continue operando normalmente. Há outras criaturas que conseguem reverter o quadro com regeneração, reparo ou remodelando completamente partes do cérebro.
Pastor acredita que os primeiros resultados devem ser vistos nos primeiros dois ou três meses. “Isso representa a primeira tentativa do tipo e outro passo em direção a um eventual [processo de] reversão da morte.”

12.387 – Bioluminiscência – Pele que brilha no escuro


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E se você pudesse comprar uma pele nova? Qualquer queimadura, cicatriz ou doença dermatológica poderia ser apagada – e você não precisaria mais se preocupar com filtro solar ou com maquiagem. Bom, isso ainda não é uma realidade para humanos, mas um bando de cientistas do instituto Riken, no Japão, conseguiu fabricar pele de ratos usando células tronco dos bichinhos. E tem mais: o tecido foi transplantado com sucesso de um rato para outro.
Mas como é que os cientistas criaram essa pele? Primeiro, as células tronco foram geneticamente modificadas para ficarem fluorescentes, e, assim, mais fáceis de serem identificadas no estudo. Depois, elas foram multiplicadas em laboratório e implantadas na pele de ratos vivos e sem pelos. Deu certo: as células começaram a se desenvolver e se conectar aos nervos e músculos dos bichos, com pelos e glândulas. O último passo foi testar o transplante, que aconteceu sem problemas de rejeição: a pele continuou crescendo normalmente no ratinho receptor. Por causa da alteração genética, feita no começo do estudo, a pele sintética brilha no escuro – mas os cientistas afirmam que isso não teve nenhum efeito no organismo das cobaias. É só muito legal de ver.
Tudo isso é animador, ainda mais se a gente for pensar em queimaduras ou em câncer de pele. Mas o problema é que ainda há um longo caminho entre os ratos e os humanos. O mais perto que já se chegou de fabricar esse tecido para pessoas foi há dois anos, quando pesquisadores do Reino Unido conseguiram criar uma única camada, a epiderme, a partir de células tronco humanas. Desde então, não houve grandes avanços na pesquisa, e é por isso que os cientistas japoneses estão otimistas com a descoberta: mesmo que não sejam células humanas, esta é a primeira vez que um tecido tão complexo quanto a pele é criado em laboratório com camadas internas e externas, glândulas que produzem suor, folículos capilares e um crescimento celular estável.
Os japoneses ainda não entenderam muito bem como os mecanismos de desenvolvimento dessa pele artificial funcionam, então a ideia é usar a descoberta como um modelo para estudar e aperfeiçoar aos poucos essa técnica – é um primeiro passo. Mesmo assim, eles estimam que a pele artificial estará pronta para ser testada em humanos em menos de 10 anos, e que, nesse mesmo período, eles conseguirão desenvolver outras partes do corpo, como glândulas salivares, glândulas lacrimais e até dentes. Por enquanto, então, não esqueça o filtro solar.

12.251 – Estética – O Ácido hialurônico


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É um biopolímero formado pelo ácido glucurônico e a N-acetilglicosamina. De textura viscosa, existe no líquido sinovial, humor vítreo e no tecido conjuntivo colágeno de numerosos organismos, sendo uma importante glicosaminoglicana (GAG) na constituição da articulação. Esta molécula é a única GAG não sulfatada e possui a capacidade de se associar a proteínas para formar agregados moleculares, mas não forma proteoglicanos.
A nossa pele, quando jovem é caracteristicamente lisa e elástica. Contém muito ácido hialurônico, que é uma substância do nosso organismo que preenche os espaços entre as células. Com o avanço da idade o ácido hialurônico diminui, diminuindo também a hidratação e elasticidade da pele, o que contribui para o surgimento de rugas.

O ácido hialurônico é uma substância presente no organismo de todos os animais, e encontra-se em todos os órgãos do nosso corpo, em diferentes proporções, sendo que a pele contém 56 % do total. No nosso organismo, esta substância é responsável pelo volume da pele, forma dos olhos e lubrificação das articulações, sendo normalmente produzido e degradado. Como método terapêutico, pode ser obtido a partir de animais ou a partir da fermentação de bactérias. Este último tem grandes vantagens, uma vez que permite a sua produção em escala industrial e, por não possuir proteínas animais, não provoca reações alérgicas, sendo portanto a forma mais utilizada. As reações que podem ocorrer são alguma vermelhidão no local, pequeno edema (inchaço) sensação de coceira ou sensibilidade. Porém quando ocorrem, são, em geral, pouco acentuadas e tendem a sumir em 24-48 horas.
Há algumas apresentações sintéticas de ácido hialurônico que são utilizadas em medicina de reabilitação e medicina estética. O uso em reabilitação concentra-se no tratamento da artrose. Em estética, o objetivo é preencher rugas ou sulcos, ou simplesmente dar volume, através da injeção na camada média ou profunda da pele. São exemplos de áreas da face que podem ser preenchidas com ácido hialurônico: lábios, sulcos nasogenianos (bigode chinês), sulcos nasojugais (olheiras) e rugas glabelares (raiz do nariz, entre as sobrancelhas). A aplicação pode ser sob anestesia tópica com creme ou por bloqueio regional com lidocaína. A injeção do produto pode ser por pontilhado ou retroinjeção. Compressas frias diminuem a formação de inchaço (edema). O resultado aparece em duas semanas, quando o inchaço já deve ter desaparecido.

12.218 – Drogas – DMT (dimetiltriptamina)


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É uma droga alucinógena e ilícita, classificada como tipo A, como a heroína e a cocaína. Porém este tipo de droga é natural e pode ser até produzido até pelo próprio organismo humano na Glândula Pineal e pesquisas recentes indicam que o DMT será produzido ao menos duas vezes, no nascimento e na morte. Esta droga é encontrada também em folhas de plantas da América do Sul como: Anadenanthera peregina, em folhas de Banisteriopsis rusbyana, Diplopterys cabrerana e principalmente na da planta brasileira epená (Virola calophylla). Além de ser encontrada em rapé, hoje já pode ser encontrada em pó e em cristais.
O DMT pode ser fumado através de um cachimbo ou então injetado no músculo. Seu uso não causa dependência física ou psicológica. Para usar o DMT via oral, deve-se misturá-lo com inibidores da monoamina oxidase, mas ainda causa alucinações. No caso de via oral, a forma mais conhecida é a do “chá ayahuaska” que é usado nos ritos do Santo Daime (uma religião), no seu preparo a uma reunião para a consagração do chá, para seus usuários neste ritual ele é um gerador da divindade interna. A ayahuaska causa alterações da consciência mesmo misturado com inibidores.

Os efeitos que a droga causa quando é injetada ou fumada são:

Primeiros instantes:

Visões e pensamentos muito rápidos;
Objetos perderem as formas;
Objetos se dissolverem;
Após os primeiros 5 minutos:

Pupilas dilatadas;
Batimento cardíaco acelerado;
Tensão arterial aumenta;
Dentro de 10 minutos:

Alucinações de olhos fechados e abertos;
Grande movimentação na visão
Dificuldade nas expressões e pensamentos;
Pressentimentos que podem levar ao medo.
Devido aos efeitos serem muito fortes, algumas pessoas podem até relatar contatos com pessoas já mortas e também extraterrestres, saindo da realidade. Após 60 minutos os efeitos já não existem mais, apenas em raros casos pessoas tiveram alguns sintomas na segunda hora do uso.
O DMT também pode causar depois do uso, irritações na garganta, distúrbios no sono e dificuldade de concentração para se fazer tarefas. Assim como ocorre com outras drogas alucinógenas, as pessoas que usam o DMT podem aumentar sua dose frequentemente, pois o efeito começa a ter menos intensidade e o período que os efeitos são percebidos se tornam mais curtos. Não é recomendada a mistura do DMT com outras drogas, e é muito perigoso o uso por pessoas que tem a pressão alta.

12.029-Medicina – Biohackers querem produzir insulina em código aberto


hacker
Um grupo de biohackers está criando o primeiro protocolo aberto para a produção de insulina. A ideia do projeto Open Insulin (Insulina Aberta, em português) é facilitar a vida dos 370 milhões de pessoas que possuem diabetes ao redor do mundo e precisam comprar insulina a altos preços para sobreviver.
Não existe no mundo algo como uma insulina genérica. Quem possui diabetes e não pode pagar por ela acaba sofrendo consequências bem sérias, como cegueira, doenças cardiovasculares, problemas nos rins e, em alguns casos, a própria morte.
O objetivo do Open Insulin é produzir e refinar a insulina a partir da bactéria E.coli, registrando esse processo para que ele possa ser replicado. A ideia é que essa insulina, livre de patentes, possa ser comercializada por uma empresa farmacêutica de genéricos e chegue a preços acessíveis para pacientes de todo o mundo. Todo o processo, das pesquisas iniciais até os resultados finais, será de domínio público.
O Open Insulin está na plataforma de crowdfunding para projetos científicos Experiment: até o momento em que a reportagem foi escrita mais de US$ 11.300 haviam sido arrecadados – a meta final é US$ 12.000. Esse dinheiro será gasto com equipamentos e com todos os custos operacionais para dar cabo de uma missão tão complexa quanto essa.
Os criadores da iniciativa fazem parte do Counter Culture Labs. Localizado na Califórnia, nos EUA, o espaço é um laboratório comunitário aberto e um hackerspace para a biologia do “faça você mesmo” e para a ciência cidadã.

11.927 – A Química do Doping no Esporte


Um dos primeiros registros de doping no esporte moderno é do ciclista dinamarquês Knud Jensen, nas Olimpíadas de 1960, em Roma. Jensen morreu enquanto disputava a tradicional maratona de 100 quilômetros em equipe. O sol estava muito forte, ele passou mal, caiu da bicicleta e fraturou o crânio. O laudo da morte apontava para insolação seguido de traumatismo craniano, mas um ano após o acidente, a autópsia revelou alta dosagem de anfetamina no sangue de Jensen – uma droga estimulante.
Os primeiros exames antidopings só foram surgir em 1968, nas Olimpíadas do México. Na época, até o álcool era considerado estimulante, e um pentatleta sueco foi pego no exame. Hans-Gunnar Liljenwall admitiu ter bebido duas cervejas antes de uma das provas para “se acalmar”. O doping esportivo surgiu com intuito de melhorar o desempenho dos atletas profissionais através do uso de outras substâncias.
Porém, não estamos aqui para contar casos de doping, mas para explicar a reação de substâncias estimulantes no corpo humano. Existem dois tipos de dopagens, sanguínea e bioquímica. Conheça cada uma delas:

dopping

Dopagem Sanguínea
É causada pela alta quantidade de hemácias, células do sangue responsáveis por levar oxigênio para os músculos. A eritropoetina, ou EPO, é o hormônio responsável pela produção de hemácias, e começou a ser fabricada sinteticamente, em 1985, para tratar pacientes com anemia. Usada em atletas saudáveis, melhora a performance, pois a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue aumenta consideravelmente.
Por se tratar de uma substância biológica, muitas pessoas tendem a achar que a injeção de eritropoietina não é ilegal nos esportes, mas é. Além disso, a dopagem sanguínea têm efeitos colaterais pesados: a quantidade massiva de hemácias no sangue pode acarretar em um AVC ou infarto.

O caso mais famoso de dopagem por EPO no esporte é o do ciclista Lance Armstrong, conhecido por ser uma lenda do ciclismo e ter vencido a Volta da França sete vezes (de 1999 a 2005). Armstrong teve todos seus títulos cassados, e responde processo de vários patrocinadores.

Dopagem Bioquímica
Esse tipo de dopagem é muito mais comum nos esportes de alto rendimento. É causada por hormônios estimulantes e anabólicos. Um dos mais comuns é o hormônio do crescimento, ou GH (Growth Hormone), produzido pela glândula hipófise e responsável por nosso crescimento físico. Esse hormônio também foi criado sinteticamente como medicamento para pacientes com problemas hormonais, mas foi usado em atletas de alto rendimento.

ben jonhson

O caso mais emblemático de doping por GH é o do corredor canadense Ben Johnson, um dos ícones do atletismo na década de 1980. Johnson havia vencido a prova de 100 m rasos nas Olimpíadas de 1988, em Seul, mas foi desqualificado por uso de hormônios proibidos pela federação.
Mais famoso do que o GH são os esteroides anabolizantes. Esses são produzidos sinteticamente afim de substituir a testosterona. Nomes como androsterona, dianabol e drostanolona são comuns nesse meio. Apesar de ser conhecido como “hormônio masculino”, as mulheres também produzem testosterona, mas em um nível bem menor do que os homens. Os efeitos do uso de esteroides são diferentes por gêneros também.
Em mulheres, os efeitos são mais visíveis. Características masculinas, como engrossamento da voz, crescimento de pelos e aumento de força física, assim como perda de gordura e aumento de massa muscular. A nadadora brasileira Rebeca Gusmão, foi banida do esporte, em 2007, aos 23 anos, por alta taxa de testosterona no corpo.
Já nos homens, o efeito colateral é inverso ao das mulheres. O corpo masculino mantem um nível de testosterona e, se injetarmos hormônios extras, o corpo entende que não precisa mais produzir, atrofiando os testículos. Além disso, o excesso de testosterona pode se converter em estrógeno, o hormônio feminino, causando ganho de características femininas em corpos masculinos, como a ginecomastia – crescimento de seios. Esse tipo de dopagem é comum no fisiculturismo.
No futebol, o caso mais emblemático é o de Diego Maradona, pego na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, por uso de cocaína. Os narcóticos, como a cocaína e a maconha, também entram na lista de dopagem bioquímica. Eles não têm efeito anabólico, mas aliviam dor e tensão, podendo aumentar a resistência física do atleta.

11.739 – Bioquímica – Efeitos da Cafeína


Santo cafezinho
Santo cafezinho

Nossos neurônios disparam, ao longo do dia, uma adenosina neuroquímica que se acumula no corpo. O sistema nervoso utiliza receptores especiais para monitorar os níveis de adenosina. À medida que o dia passa, mais e mais adenosina caminha através desses receptores, o que deixa as pessoas sonolentas, uma das razões para o cansaço noturno.
A cafeína, no entanto, é uma imitadora furtiva. Ela tem os mesmos tamanho e “forma” da adenosina e, ao absorvê-la pela manhã, seus receptores não a distinguem. A cafeína se liga ao receptor A1 e, ao ser absorvida por ele, impede uma grande quantidade de moléculas de adenosina de entrar no seu corpo, criando um “engarrafamento”. Com tanta adenosina bloqueada, a cafeína impede que o corpo sinta-se cansado.
Com o receptor de adenosina entupido, neurotransmissores, como a dopamina e o glutamato, podem obter uma vantagem inicial. Os níveis de dopamina aumentam, o que lhe dá uma sacudida leve de energia. De certa forma, a cafeína é como um guarda. Ela bloqueia a porta, mantendo as moléculas do cansaço para fora, enquanto as moléculas de estímulo trabalham.
Mas tais estímulos de energia possuem duração mínima. A cafeína pode lhe dar um impulso necessário pela manhã, mas também pode fazer você ter uma queda brusca. Cerca de quatro xícaras de café bloqueiam metade dos receptores A1 do cérebro.
Com muitos receptores entupidos, a quantidade de adenosina no corpo não tem para onde ir. Assim, quando a cafeína se esgota, toda adenosina adicional corre através de seus receptores. Demora muito tempo para o seu corpo processar o enorme fluxo de novos metabólitos, fazendo com que o cansaço seja muito mais forte.

11.675 – Testosterona: reposição do hormônio não melhora o desempenho sexual masculino


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É o que afirma um estudo recente. O trabalho, realizado por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que homens com níveis de testosterona ligeiramente baixos não apresentaram melhora em seu desejo sexual depois que se submeteram a reposição do hormônio.
Na pesquisa, cerca de 150 homens acima dos 60 anos receberam suplementos diários de testosterona, ao longo de três anos, enquanto outros 150 receberam placebo durante o mesmo período. Após esse tempo, os pacientes que receberam a testosterona não apresentaram melhora na função sexual ou na qualidade de vida, em comparação com o grupo de controle (que tomou o placebo).
“Os benefícios da terapia hormonal são claros para os homens que sofrem especificamente de problemas nos testículos ou na hipófise. O nosso estudo mostra que os homens cujos níveis de testosterona estão na faixa normal – ou um pouco abaixo do normal – não se beneficiam com a suplementação. Não devem, portanto, usar o hormônio”, disse Shalender Bhasin, principal autor do estudo.
Apesar da descoberta, o objetivo central do estudo era verificar se a terapia de testosterona poderia de fato aumentar os riscos para problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Para surpresa dos pesquisadores, os resultados mostraram que a suplementação do hormônio não aumentou o risco dos pacientes para a aterosclerose (endurecimento e espessamento) das artérias. A aterosclerose é fator de risco para o coração e AVC.

11.481 – Biologia – Os pulgões e suas armas químicas de defesa


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Uma nova pesquisa da instituição Imperial College, de Londres, vem demonstrando uma forma inusitada dos pulgões de se defenderem dos predadores.
Utilizando uma “bomba” química, o óleo de mostarda. Isso ocorre quando seus inimigos naturais, como as joaninhas, tentam comê-los ou oferecem alguma ameaça real para a colônia.
Os pulgões que vivem e se alimentam de alguns vegetais como os repolhos em grandes plantações, acabam consumindo um derivado químico de alguns agrotóxicos: os glucosinolatos. Estas substâncias não são metabolizadas e liberadas por seu organismo, sendo acumuladas no sangue, o que provoca a reação com uma enzima chamada mirosinase, resultando numa “explosão”, produzindo instantaneamente o óleo mostarda.
Um grande inconveniente surge desta defesa pois grande parte dos indivíduos morrem por não suportarem a reação química dentro do seu organismo. Mas, pelo bem da comunidade, esta prática está se tornando comum, já que outros predadores ao observar o acontecido, costumam não chegar próximo daquela colônia. Apenas os pulgões ápteros utilizam esta forma de defesa. Outras espécies que desenvolvem asas acabam degradando os glicosinolatos.

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11.420 -Em busca da Longevidade – Cientistas descobrem medicamento que rejuvenesce os tecidos musculares e cerebral


A pesquisa está em seus estágios iniciais, realizada apenas em ratos, mas poderia representar o primeiro passo para um tratamento que restaura a juventude em várias partes do corpo, de uma só vez.
À medida que envelhecemos, um dos motivos para as falhas de nossos corpos, é a interrupção da substituição de células-tronco adultas às células danificadas. Mas os cientistas descobriram que uma droga conhecida como “inibidora de quinase Alq5” pode ‘reanimar’ as células-tronco mais velhas em vários tipos de tecidos ao redor do corpo, restaurando sua capacidade de se manter jovem.
“Nós estabelecemos que é possível usar uma única pequena molécula para resgatar a função essencial, não só o tecido cerebral envelhecido, como também os músculos”, disse um dos autores da pesquisa, David Schaffer, do Centro de Células-Tronco nos EUA, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Essa é uma ótima notícia, porque se todos os tecidos tivessem um mecanismo molecular diferente para o envelhecimento, não seríamos capazes de ter uma única intervenção para resgatar a função de múltiplos tecidos”.
Esta pesquisa é particularmente interessante porque, em vez de focar em órgãos individuais, esta nova droga poderia ajudar a tornar todo o corpo, incluindo o cérebro, rejuvenescido. A chave para esse processo foi alterar o ambiente das células-tronco, o que naturalmente muda à medida que envelhecemos e, nesta fase, as células-tronco param de fazer o seu trabalho.
Uma equipe liderada por Irina Conboy, também da Universidade da Califórnia, fez este primeiro estudo em 2005, quando ficou claro ser possível infundir ratos velhos com o sangue de seus colegas mais jovens, revertendo o envelhecimento de células-tronco. Com base nesta pesquisa, um estudo começou no ano passado para ver se essa abordagem poderia ajudar a tratar pacientes humanos com Alzheimer.
Infelizmente, as transfusões de drogas são impraticáveis ​​e podem ser perigosas, por isso, a equipe de Conboy tentou descobrir o que havia, especificamente, no sangue dos ratos velhos que estava causando o envelhecimento das células-tronco. Durante a última década, um culpado surgiu – um fator de crescimento conhecido como TGF-beta 1, que a equipe descobriu ser regulado positivamente à medida que envelhecemos, suprimindo a atividade das células-tronco.
A inibidora de quinase Alq5, que já está sendo testada como um agente anticancerígeno, é capaz de bloquear os receptores do fator de crescimento em ratos. “Esta é realmente a primeira demonstração de que podemos encontrar uma droga que faça com que TGF-beta 1, que é elevada pelo envelhecimento, se comporte de forma mais jovem, em sistemas de múltiplos órgãos”, disse Conboy.
No entanto, os pesquisadores advertem que este é apenas um caminho bioquímico envolvido no envelhecimento. Outros processos celulares, tais como a inflamação, também desempenham um grande papel no processo. Eles estão agora procurando outras maneiras de mudar o ambiente de células-tronco para mantê-las mais jovens por ainda mais tempo.
Uma vez que possam trabalhar mantendo as células-tronco sustentáveis, ele irá, efetivamente, desbloquear a própria capacidade do nosso corpo para curar a si mesmo e permanecer jovem por tempo “indeterminado”.

11.405 – Bioquímica – O Colágeno


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É uma proteína de importância fundamental na constituição da matriz extracelular do tecido conjuntivo, sendo responsável por grande parte de suas propriedades físicas.
No corpo humano, o colágeno desempenha várias funções, como, por exemplo, unindo e fortalecendo os tecidos. Com o passar do tempo, o corpo pode sofrer algumas privações desta substância, principalmente na alimentação atual, muitas vezes carente de vitaminas e proteínas. Durante os primeiros anos até a puberdade, essas deficiências não são visíveis e nem mostram suas evidências. A falta de colágeno vai se tornar mais visível e notável quando o homem entra na fase da maturidade, fase em que há uma possibilidade maior dele sofrer fraturas com frequência. Também é nessa etapa da vida que começam a aparecer as rugas, pois a pele não tem mais a mesma elasticidade de antes.
A partir deste momento, é interessante fazer uma análise para examinar o que está danificado ou gasto pelo tempo, para fazer mudanças que possibilitem que seu corpo siga em frente e continue a operar seus shows de transformações. Praticar exercícios físicos, reforçar a alimentação saudável, levar uma vida regrada e saudável, tem uma grande colaboração.
A deficiência de colágeno no organismo denomina-se colagenoses, acarretando alguns problemas como má formação óssea, rigidez muscular, problemas com o crescimento, inflamação nas juntas musculares, doenças cutâneas, entre outros.
Todos os mamíferos fabricam o colágeno e seu uso se estende em diversas áreas de aplicação. No setor alimentício, ele é usado na fabricação de iogurtes, embutidos (salsichas, presunto, rosbife) e para sobremesas de fácil preparação (sobremesas de gelatinas, pudins, maria-mole, baianu´s e Pint), sendo também muito utilizado na área de cosméticos e produtos fármacos (cápsulas moles e duras são de gelatina obtida do processo de hidrólise parcial do colágeno, por exemplo).
O colágeno hidrolisado é o colágeno que passou por processo de hidrólise (hidros=água + lise=quebra) ou seja a grande cadeia proteica se quebra em um ponto, agregando uma molécula de água em sua estrutura. O processo de hidrólise mais comum utilizado pelas indústrias é através de enzimas específicas que garantem um tamanho mínimo desses fragmentos proteicos (normalmente próximo de 5000 Daltons). É justamente o tamanho do fragmento proteico que garante a absorção pelo organismo (cerca de 90%) através do trato intestinal, chegando facilmente à corrente sanguínea. Já a síntese de colágeno pelo corpo depende de fatores como a disponibilidade de vitaminas e minerais específicos de cada colágeno, além da necessidade do organismo em sintetizar aquele tipo de colágeno.
Como a maioria de sua estrutura é composta dos 3 tipos de aminoácidos já citados, o colágeno não é uma boa “fonte de proteínas”, pois não oferece todos os aminoácidos essenciais necessários à boa alimentação.
Colágeno Tipo I
É o mais comum; aparece nos tendões, na cartilagem fibrosa, no tecido conjuntivo frouxo comum, no tecido conjuntivo denso (onde é predominante sobre os outros tipos), sempre formando fibras e feixes, ou seja, está presente nos ossos, tendões e pele.
Colágeno Tipo II
É produzido por condrócitos, aparece na cartilagem hialina e na cartilagem elástica. Não produz feixes. Presente nos discos intervertebrais, olhos e cartilagem. A suplementação de Colágeno tipo II é indicado para tratamento de artrose, por ajudar a recompor a cartilagem das articulações.

Colágeno Tipo III
Presentes em músculo liso, endoneuro e nas trabéculas dos órgãos hematopoieticos (baço, nódulos linfáticos, medula óssea vermelha); artérias, fígado, útero e camadas musculares do intestino.Abundando no tecido conjuntivo frouxo, é encontrado na artéria aorta do coração, nos pulmões, nos músculos dos intestinos, fígado, no útero. Constitui as fibras reticulares.

Colágeno Tipo IV
Aparece na lâmina basal, um dos componentes da membrana basal dos epitélios. Presente nas lentes da cápsula ocular, glomérulos.

Colágeno Tipo V
Está presente nos ossos, tendões e sangue.

Colágeno Tipo VI
Está presente no sangue, camada íntima da placenta.

Colágeno Tipo VII
Está presente nas membranas corioaminióticas e na placenta.

Colágeno Tipo VIII
É endotélio.

Colágeno Tipo IX
Ele tem a função de manter as células unidas e é o principal componente proteico de órgãos

Colágeno Tipo X, XI e XII
Está presente na cartilagem.

Colágeno que formam longas fibrilas
As fibrilas de colágeno são formadas pela agregação de moléculas de colágeno do tipo I, II, III, V e XI, que se agregam para formar fibrilas claramente visíveis ao microscópio eletrônico. O colágeno do tipo I é o mais abundante, sendo amplamente distribuído no organismo. Ele ocorre como estruturas classicamente denominadas de fibrilas de colágeno e que formam ossos, dentina, tendões, cápsulas de órgãos, derme etc.

Colágenos associados a fibrilas
Colágenos associados a fibrilas são estruturas curtas que ligam as fibrilas de colágeno umas às outras e a outros componentes da matriz extra celular. Pertencem a este grupo os colágenos do tipo IX e XII.

Colágeno que forma rede
O colágeno cujas moléculas se associam para formar uma rede é o colágeno do tipo IV e VII. O tipo IV é um dos principais componentes estruturais das laminas basais, onde tem o papel de aderência e de filtração. O tipo VII forma dímeros que se reúnem em estruturas especializadas denominadas fibrilas de ancoramento. As fibrilas de ancoramento auxiliam a conexão da lâmina basal do epitélio de múltiplas camadas ao tecido conjuntivo subjacente e, portanto, sao especialmente abundantes na pele.

Colágeno líquido, cápsula ou pó
O colágeno hidrolisado pode ser encontrado na forma líquida, em cápsula ou pó.
O colágeno em pó é o mais difundido entre as apresentações do produto devido à baixa atividade água (umidade normalmente próximo de 8%), o que garante uma estabilidade muito grande da proteína (chegando a 5 anos na embalagem original de fabricação). Esta apresentação em pó normalmente apresenta um preço mais baixo que as outras apresentações. Esta apresentação, quando vendido puro (sem aditivos ou sabor) requer uma melhor qualidade sensorial (sabor neutro).
As cápsulas de colágeno são o produto em pó, inserido na cápsula garantindo doses, normalmente miligramas do produto. É bastante útil para quem tem facilidades em ingerir capsulas e evita a necessidade de diluição. Esta apresentação permite utilizar um produto de baixa qualidade sensorial (sabor característico mais evidente). É necessário avaliar a dose/cápsula para analisar a relação custo/benefício.
O colágeno líquido pode ser obtido através da exclusão da etapa de secagem do colágeno hidrolisado ou da diluição do colágeno em pó. Normalmente essa apresentação requer a necessidade de conservantes e agentes de sabor. É necessário conferir a concentração do produto para analisar a relação custo/benefício.

11.401- Genética – Uma nova base nitrogenada foi encontrada no DNA?


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É formado através da combinação de quatro partes: A, C, G e T (adenina, citosina, guanina e timina), chamados de bases de DNA, combinados em milhares de possíveis sequências para proporcionar a variabilidade genética, que permite a riqueza de aspectos e funções da vida nos seres.
No início dos anos 80, foi adicionada, a estas quatro bases “clássicas” de DNA, uma quinta: o metil-citosina (mC), derivada de citosina. No final dos anos 90, o mC foi reconhecido como o principal causador de mecanismos epigenéticos: capazes de mudar genes para ligados ou desligados, dependendo das necessidades fisiológicas de cada tecido.
Nos últimos anos, o interesse nesta ‘quinta base’ do DNA aumentou, mostrando que as alterações na metil-citosina contribuem para o desenvolvimento de muitas doenças humanas, incluindo o câncer.
Um artigo publicado por Manel Esteller, diretor do Programa de Biologia Epigenética e Câncer do Instituto de Pesquisa Biomédica Bellvitge (IDIBELL), pesquisador no ICREA e professor de Genética na Universidade de Barcelona, ​​descreve a possível existência de uma sexta base de DNA, o metil-adenina (mA), que também ajuda a determinar o epigenoma, e seria, portanto, a chave para a vida das células.
“Sabe-se que há anos, as bactérias, organismos vivos evolutivamente muito distantes de nós, tinham mA no seu genoma com uma função protetora contra a inserção de material genético de outros organismos. Mas acreditava-se que este foi um fenômeno de células primitivas e foi muito estático”, descreve Manel Esteller.
“No entanto, este problema celular sugere que as células mais complexas, chamadas eucariontes, tais como as células do corpo humano, apresentam também a sexta base de DNA. Estes estudos sugerem que algas, vermes e moscas possuem mA e ela age para regular a expressão de certos genes, constituindo assim uma nova marca epigenética. Este trabalho tem sido possível graças ao desenvolvimento de métodos analíticos com alta sensibilidade, pois os níveis de mA em genomas descritos são baixos. Além disso, parece que mA desempenha um papel específico nas células-tronco em estágios iniciais de desenvolvimento”, explica o pesquisador.
“Agora, o desafio que enfrentamos é confirmar esses dados e descobrir se os mamíferos, incluindo os seres humanos, também possuem esta sexta base de DNA, considerando seu papel”, finaliza Esteller.

11.374 – Livro – A Caixa Preta de Darwin


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A Caixa Preta de Darwin (em inglês: Darwin’s Black Box) é um livro de Michael Behe, bioquímico e professor na Universidade de Lehigh.
O livro questiona a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin como sendo antiquada para responder às descobertas que a ciência (especialmente o seu campo de estudo) tem feito nos últimos anos.
O texto analisa, à luz da bioquímica, os argumentos usados por Darwin e outros evolucionistas para justificar a teoria da evolução pelo mecanismo de seleção natural, defendendo que muitos processos biológicos não poderiam ter evoluído por um processo lento, gradativo e não teleológico como Darwin pensava em sua mocidade. Seriam “irredutivelmente complexos”.
O autor não descarta a ancestralidade comum universal dos seres vivos.

11.322 – Mega Bloco Biologia – Parte 4


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Exclusivo para o ☻Mega

 

Em agosto de 1932, o professor Picard foi além dos 16.670 de altitude metros e em setembro do ano seguinte, aviadores russos chegaram a mais de 19 mil metros.

Três necessidades especiais retém o ser vivo em níveis inferiores: oxigênio, pressão e temperatura. Em 1932 e 1924, expedições ao Himalaia procuraram satisfazer, a primeira, levando consigo grandes suprimentos de oxigênio comprimido e o mesmo faziam os aeronautas que tentavam atingir regiões superiores da atmosfera. Dentro de certos limites, o organismo dos alpinistas pode ir se acostumando gradativamente ao decréscimo de pressão atmosférica, como na expedição ao /everest em 1933, mas eles se expõem ao mal da montanha de forma extrema.

O major Hingston, médico da expedição ao Everest, em 1924, conta que o menor esforço como o de atar o cordão das botinas, abrir uma lata de conservas, entrar num saco de dormir, já causava enormes dificuldades respiratórias.

O frio em tais regiões atinge níveis inferiores a 30ºC negativos e é difícil manter o corpo aquecido. Nas altas montanhas há violentas tempestades de neve e avalanches.

As formas biológicas que nos são familiares não se estendem por mar adentro, sendo substituídas por outras espécies mais adaptadas ao frio e a escuridão e a alta pressão dessas regiões. Um mergulhador nu poderia descer a cerca de 9 metros e  manter-se no máximo por uns 2 minutos. Há notável restrição dos movimentos dos seres vivos no mar. Mesmo as baleias, estão sujeitas a tais inconvenientes ao mergulharem no abismo dos oceanos. Esses cetáceos são dotados de dispositivos reticulados dos vasos sanguíneos e que servem para minimizar o desprendimento das bolhas gasosas ao regresar a superfície.  Já o sistema circulatório e respiratório das criaturas terrestres funcionam com dificuldade quanto maior for a pressão.

 

Possibilidade de vida extraterrestre

Tais suposições tem girado em torno da existência de condições semelhantes as da Terra. Na superfície de Vênus reina um clima análogo ao terrestre, muito mais quente e úmido e com gases tóxicos.

O desenvolvimento e a pesquisa de hipóteses sobre vida extraterrestre é conhecido como “exobiologia” ou “astrobiologia”, embora a astrobiologia também considere a vida baseada na Terra, em seu contexto astronômico. Muitos cientistas consideram que a vida extraterrestre é plausível, mas ainda não há nenhuma evidência direta de sua existência.

Desde meados do século XX, houve uma contínua busca por sinais de vida extraterrena, desde radiotelescópios usados ​​para detectar possíveis sinais de civilizações extraterrestres, até telescópios usados ​​para procurar planetas extra-solares potencialmente habitáveis​​. O tema também desempenhou um papel importante em obras de ficção científica.

A hipótese de formas de vida alienígena, tais como bactérias, foi levantada a existir no Sistema Solar e em todo o universo. Esta hipótese baseia-se na vasta dimensão e nas leis físicas consistentes do universo observável. De acordo com este argumento, feito por cientistas como Carl Sagan e Stephen Hawking, seria improvável que a vida não existisse em algum lugar fora do planeta Terra.

Este argumento é incorporado no princípio de Copérnico, que afirma que a Terra não ocupa uma posição única no universo, e no princípio da mediocridade, que sugere que não há nada de especial sobre a vida na Terra.

A vida pode ter surgido de forma independente em muitos lugares em todo o Universo. Alternativamente a vida também pode se desenvolver com menos frequência, mas se espalhar entre planetas habitáveis ​​através da panspermia ou exogênese.

Em qualquer caso, as moléculas orgânicas complexas necessárias para a formação da vida podem ter se formado no disco protoplanetário de grãos de poeira ao redor do Sol antes da formação da Terra com base em estudos de modelos computacionais.

De acordo com estes estudos, este mesmo processo também pode ocorrer em torno de outras estrelas que mantêm um sistema planetário.

Entre os locais sugeridos em que a vida pode ter se desenvolvido no passado estão os planetas Vênus e Marte, em Europa, uma das luas de Júpiter,e em Titã e Encélado, duas das luas de Saturno.Em maio de 2011, os cientistas da NASA informaram que Encélado “está emergindo como o local mais habitável além da Terra no Sistema Solar para a vida como a conhecemos.”Desde os anos 1950, os cientistas têm promovido a ideia de que “zonas habitáveis​​” são os locais mais prováveis ​​para a vida ser encontrada. Várias descobertas nesse tipo de zona desde 2007 têm estimulado estimativas sobre a frequências de habitats semelhantes à Terra, com números que chegam em muitos milhares de milhões.

 

Toda a vida na Terra é baseada em 26 elementos químicos. No entanto, cerca de 95% desta vida é construída sobre apenas seis desses elementos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre, abreviados como CHONPS. Estes seis elementos formam os “blocos de construção” básicos de praticamente toda a vida na Terra, enquanto a maioria dos elementos restantes são encontrados apenas em quantidades vestigiais.

A vida na Terra requer água como solvente em que as reações bioquímicas ocorrem. Quantidades suficientes de carbono e outros elementos, juntamente com a água, pode permitir a formação de organismos em outros planetas com uma composição química e uma faixa de temperatura semelhante à da vida na Terra. Os planetas rochosos, tais como Terra, são formados num processo que permite a possibilidade de que tenham composições semelhantes à da Terra. Devido à sua abundância relativa e utilidade na manutenção da vida, muitos têm a hipótese de que as formas de vida em outros lugares do universo iriam utilizar estes mesmos materiais básicos para se formar. No entanto, outros elementos e solventes podem proporcionar uma base para a vida. Formas de vida baseadas em amônia (em vez de água) já foram sugeridas, embora esta solução pareça pior do que a água.

Do ponto de vista químico, a vida é fundamentalmente uma reação auto-replicante, mas que poderia surgir sob um grande número de condições e com vários ingredientes possíveis, embora carbonooxigênio dentro da faixa de temperatura com água líquida pareça um ambiente mais propício. Sugestões foram feitas mesmo que as reações de auto-replicação de algum tipo pudessem ocorrer dentro do plasma de uma estrela, apesar de que isso seria muito pouco convencional.

A tentativa de definir características limitadas desafia certas noções sobre necessidades morfológicas. Esqueletos, que são essenciais para grandes organismos terrestres de acordo com os especialistas do campo da biologia gravitacional, são quase certos de que são replicados em outros lugares do universo, de uma forma ou de outra.

Os cientistas estão procurando diretamente bioassinaturas dentro do Sistema Solar, com a realização de estudos sobre a superfície de Marte e de meteoros que caíram na Terra. No momento, não existe nenhum plano concreto para a exploração de Europa em busca de vida. Em 2008, uma missão conjunta da NASAe da Agência Espacial Europeia (ESA – sigla em inglês) foi anunciada que teria estudos que incluíam Europa. No entanto, em 2011 a NASA foi forçada a despriorizar a missão devido a uma falta de financiamento e é possível que a ESA vá assumir a missão sozinha.

A hipótese de Gaia estipula que qualquer planeta com uma população robusta de seres vivos terá uma atmosfera em desequilíbrio químico, que é relativamente fácil de determinar a distância pela espectroscopia. No entanto, avanços significativos na capacidade de encontrar pequenos mundos rochosos perto de suas estrelas são necessárias antes que tais métodos espectroscópicos podem ser usados ​​para analisar planetas extrasolares.

Em agosto de 2011, as descobertas da NASA, com base em estudos de meteoritos encontrados na Terra, sugere componentes de DNA e RNA (adenina, guanina e moléculas orgânicas relacionadas), os “blocos de construção” para a vida como a conhecemos, podem ser formados em ambientes extraterrestres no espaço sideral.

Em outubro de 2011, os cientistas relataram que a poeira cósmicacontém matéria orgânica complexa (“sólidos orgânicos amorfos com uma estrutura aromática-alifáticos mista”), que podem ser criados naturalmente e rapidamente por estrelas.37 38 39 Um dos cientistas sugerem que estes compostos podem ter sido relacionados com o desenvolvimento da vida na Terra disse que, “se este for o caso, a vida na Terra pode ter começado mais fácil, visto que estes produtos orgânicos podem servir como ingredientes básicos para a vida.”

Em agosto de 2012, os astrônomos da Universidade de Copenhague relataram a detecção de uma molécula de açúcar específica, glicolaldeído, em um planeta localizado em um sistema de estrelas distantes. A molécula foi encontrada em torno das protoestrelas binárias IRAS 16293-2422, que estão localizadas a 400 anos-luz da Terra.40 41 O glicolaldeído é necessário para formar o ácido ribonucleico, ou RNA, que tem função semelhante ao DNA. Esta constatação sugere que moléculas orgânicas complexas podem se formar em sistemas estelares antes da formação dos planetas e, eventualmente, entrar no planetas jovens no início de sua formação. Se houver uma sociedade extraterrestre avançada, não há garantia de que ela está transmitindo informações na direção da Terra, ou que essa informação possa ser interpretada como tal pelos seres humanos. O período de tempo necessário para que um sinal.