13.267 – Tour da Muamba – Ciudad del Este


Ciudad-del-este
A Grande Ciudad del Este é a segunda maior aglomeração urbana do Paraguai seja em relação a população ou superfície, sendo a aglomeração da Grande Assunção a maior do país. É uma das zonas do Paraguai com maior crescimento urbano nos últimos tempos. Possui uma área de 1017 km² pertencente aos quatro municípios, sendo apenas 120 km² de fato conurbados.
No distrito de Minga Guazú, encontra-se o Aeroporto Internacional Guaraní, o segundo mais importante do país. Este terminal aéreo tem apenas como destinos as cidades de Assunção, Montevidéu e São Paulo.
O Terminal de Ônibus de Ciudad del Este está localizado próximo do Estádio Antonio Oddone Sarubbi. Este terminal oferece serviços para muitas cidades do Paraguai e também a nível Internacional.
A cidade foi fundada através de decreto em 3 de fevereiro de 1957 com o nome Puerto Flor de Lis. Logo, teve seu nome alterado para Puerto Presidente Stroessner, em homenagem ao ditador Alfredo Stroessner. Após o golpe de estado que depôs o ditador em 3 de fevereiro de 1989, o comando revolucionário utilizou o nome Ciudad del Este. Nos dias posteriores, através de plebiscito, os cidadãos elegeram e confirmaram o nome de Ciudad del Este.
A cidade faz parte de um triângulo internacional conhecido na região como Tríplice Fronteira, que envolve também Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. As três cidades são separadas umas das outras pelo Rio Paraná e pelo Rio Iguaçu.
Com uma aglomeração urbana de 387 mil habitantes (2010), Ciudad del Leste é a segunda cidade mais populosa do Paraguai, ficando apenas atrás da capital Assunção, que tem 742 mil habitantes. Inúmeros brasileiros trabalham ilegalmente nessa cidadeː quase 50 mil.
A cidade é responsável por 10% do produto interno bruto paraguaio, que é de 3 bilhões de dólares estadunidenses. É a terceira maior zona franca de comércio do mundo (após Miami e Hong Kong). Seus clientes são, na maioria, brasileiros, paraguaios e coreanos atraídos pelos baixos preços dos produtos ali vendidos. Além disso, a cidade é o quartel-general da Itaipu Binacional, juntamente com Foz do Iguaçu, no Brasil. A venda de eletricidade da usina hidrelétrica de Itaipu para o Brasil gera mais de trezentos milhões de dólares estadunidenses de renda anual para o país.
O turismo de Ciudad del Este é caracterizado pelo turismo de compras, porém a cidade possui, também, atrativos turísticos que fogem a este padrão. A 20 quilômetros ao norte, em Hernandarias, se encontra a represa de Itaipú, que pode ser contemplada pelo lado paraguaio. A 8 quilômetros ao sul, se encontram os Saltos del Monday. A 26 quilômetros ao sul, está localizado o Monumento Científico Moisés Bertoni. O parque de Acaray oferece hospedagem aos visitantes. O lago de la República, que se encontra no centro da cidade, é um espaço de recreação rodeado pela vegetação. A Catedral de San Blás assemelha-se à forma de um barco e foi construída em 1964 com esculturas de pedra. O museu “El Mensú” foi o primeiro espaço destinado para reunir os mais diversos objetos que representam a história, cultura e tradição da cidade, tendo peças da época da fundação da cidade e utensílios de indígenas da região.
A temperatura média anual é de 21 °C, a máxima atinge 38 °C, e a mínima 0 °C. O maior montante anual de precipitação ocorre na região do Alto Paraná, terra do nevoeiro, do orvalho e do inverno permanente. Ciudad del Este tem um clima subtropical continental. No inverno de 1982, nevou pela segunda vez no Paraguai. Em novembro-dezembro de 2009, ocorreram quatro princípios de tornados, mas nunca estabelecidos em sua totalidade (é normal ver vórtices menores sobre o rio Paraná).

13.255 – Santos ganha 1º ônibus sustentável movido a energia elétrica e diesel


Santos ingressou para o seleto grupo de cidades do País a contar com ônibus híbrido, que funciona com um motor elétrico e outro a diesel. Um veículo do tipo entrou em operação na tarde desta terça-feira (16) na linha 20, que liga o Centro ao Gonzaga. Além da economia de combustível, o modelo reduz a emissão de poluentes e a geração de ruído.
O novo veículo chama a atenção pelo design moderno e é mais alongado que o ônibus convencional, com 12,40 metros de comprimento – o outro tem 11 metros -, oferecendo 36 assentos. Dispõe de ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Ao acompanhar a entrega do veículo na Praça Mauá, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa destacou que um dos tópicos do plano de melhorias do transporte coletivo é a modernização do sistema e a chegada do ônibus híbrido é mais um avanço.
“Estamos sempre buscando novas tecnologias”, disse o prefeito. Ele lembrou que hoje quase metade da frota está climatizada e 100% opera com wi-fi, além de o usuário contar com o aplicativo ‘Quanto Tempo Falta’, que informa o horário de chegada do ônibus no ponto.
A Viação Piracicaba informou que houve treinamento especial para os motoristas que vão trabalhar com o novo veículo adquirido pela empresa. A operação do híbrido deve atender as normas do fabricante, inclusive para que ocorra a recarga da bateria do motor elétrico.

Bateria elétrica
Os dois motores do ônibus híbrido funcionam de forma paralela ou independente. Quando o veículo está parado ou em velocidade de até 20km/h, é movido pela energia elétrica. Nas velocidades mais altas, entra em operação o sistema a diesel.
A bateria do motor elétrico é recarregada durante as frenagens. O veículo não emite ruído no arranque e fica silencioso quando parado em semáforos e nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, momentos em que o motor a diesel permanece totalmente desligado.
Segundo a Volvo, fabricante do veículo, o híbrido gera economia de até 35% de combustível em relação ao veículo convencional e, por consequência, emite também 35% menos gás carbônico.

Saiba mais
No Brasil, há 41 unidades em circulação no momento. São 30 em Curitiba, cinco no Parque Nacional de Foz do Iguaçu, onde atende turistas, um em linha turística em São Paulo (onde há outros três em teste), além de um também em teste em Caxias do Sul e mais o de Santos. No mundo, são 3,3 mil veículos do tipo circulando em 21 países.

Cidades Sustentáveis

13.246 – Mega Sampa – Rua 24 de Maio


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Rua tradicinal do centro de São Paulo e que já teve lojas famosas como a Ultralar e a Mesbla, uma danceteria famosa dos anos 70 e popular galeria da 24 de maio onde há artigos para surfistas, vinil importado para djs, tatuadores e etc. Para jovens e mais velhos a galeria da não perdeu espaço mesmo com a vinda dos Shoppings.

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Lado obscuro
Com 450 lojas divididas por sete andares, a Galeria do Rock, na Rua 24 de Maio, é um centro conhecido na cidade pela concentração de lojas de roupa e de disco. Tão antigo quanto a tradição do endereço nessa área é o problema da venda de drogas nas suas imediações. “Na década de 80, era mais maconha, na sombra da noite”, lembra Manoel Camassa, de 73 anos, delegado aposentado e síndico do complexo na época.
Hoje, o comércio envolve também cocaína, LSD e outras substâncias mais pesadas.
A atuação dos marginais amedronta os lojistas, que reclamam da intimidação da clientela do prédio, frequentado por 25 000 pessoas diariamente. “Eles formam uma verdadeira barreira na entrada, precisamos escoltar alguns jovens até o metrô porque eles se sentem inseguros”, diz Antonio de Souza Neto, administrador da galeria. Há na vizinhança alguns prédios residenciais. Os moradores, como o representante comercial Alberto Gattoni, também relatam temor. “Meus irmãos e sobrinhos têm pavor daqui e evitam me visitar”, afirma ele.

A repressão da polícia existe, mas parece insuficiente para pôr ordem na região. Imagens de 16 de fevereiro mostram um homem de camiseta cinza sendo abordado por um PM, em diálogo que dura aproximadamente sete minutos. Ele é revistado e, em seguida, liberado. Seis dias depois, as câmeras mostram a mesma pessoa de novo no lugar, repassando a clientes pequenos pacotes. O suspeito é mais uma vez revistado por um guarda e solto na sequência. No outro dia, volta ao expediente na rua, usando a mesma bermuda quadriculada da véspera, e fica um tempo de bate-papo com Puro Ódio, o apelido do traficante mais conhecido da área.
A polícia diz que está atenta ao movimento. “Nós fazemos de quatro a cinco flagrantes de tráfico por mês na 24 de Maio, que é uma zona de preocupação, pois os registros são maiores que nas outras vias”, afirma o tenente-coronel Francisco Cangerana, do 7º Batalhão da PM. “Mas, quando tiramos alguns deles de circulação, logo surgem outros para ocupar o espaço”, diz Cangerana.
De acordo com as estatísticas do 3º Distrito Policial, responsável pela área, as ocorrências de venda e porte de drogas aumentaram de 46 para 267 casos entre o primeiro bimestre de 2015 e o mesmo período deste ano (uma evolução de 480%). Em dezembro, foram apreendidos 20 quilos de cocaína, avaliados em 200 000 reais, que abasteceriam a Rua 24 de Maio e as redondezas. “As investigações estão em andamento para identificarmos os chefes do crime organizado”, garante Luis Roberto Hellmeister, titular do 3º DP. Enquanto isso não acontece, a feira da droga continua na porta da Galeria do Rock.

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13.186 – Mega Cidades – Estocomo


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É a sede do governo sueco, representado na figura do Riksdagen, o parlamento nacional do país, além de ser a residência oficial dos membros da monarquia sueca. Em 2008, a área metropolitana de Estocolmo era o lar de cerca de 21% da população da Suécia e contribuía com mais de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Segundo dados de 2010, a cidade de Estocolmo propriamente dita tinha uma população de 807 311 habitantes, enquanto que a área urbana (em sueco tätort) tinha cerca de 1,3 milhão de moradores, e sua região metropolitana, a maior aglomeração urbana do país, que engloba as demais cidades periféricas ou próximas de Estocolmo, além dela própria, cerca de 2 milhões.
Estocolmo é o maior e mais importante centro urbano, cultural, político, financeiro, comercial e administrativo da Suécia desde o século XIII. Sua localização estratégica sobre 14 ilhas no centro-sul da costa leste da Suécia, ao longo do lago Mälaren, tem sido historicamente importante. Uma vez que a capital sueca está situada sobre ilhas conhecidas por sua beleza, a cidade é destino de turistas de todo o mundo, tendo sido apelidada nos últimos anos de “Veneza do Norte”. Estocolmo é conhecida pelos seus edifícios e monumentos extremamente bem preservados, por seus arborizados parques, por sua riquíssima vida cultural e gastronômica, e pela gigantesca qualidade de vida que oferece a seus moradores.
Há décadas, Estocolmo figura como uma das cidades mais visitadas dos países nórdicos, com mais de um milhão de turistas internacionais anualmente.
O nome Stockholm nasce da junção de dois nomes; a primeira parte, stock, que significa literalmente “tronco de madeira”, pode ser relacionado com uma palavra do antigo alemão (Stock), que significa “fortificação”, enquanto que a segunda parte, holm significa ilha, referindo-se à ilhota de Helgeandsholmen na zona central de Estocolmo, de onde a cidade surgiu.
No século XVII a Suécia atingiu grande prosperidade e respeito por parte dos países europeus, reflectindo-se no desenvolvimento de Estocolmo. Desde 1610 até 1680, a população multiplicou-se seis vezes. Em 1634, a cidade tornou-se na capital oficial do Império Sueco. Foram aprovadas leis que deram a Estocolmo o monopólio do comércio da Suécia e dos territórios escandinavos.
Estocolmo fica na parte da costa oriental da Suécia. Está situada num arquipélago de catorze ilhas e ilhotas, unidas por 53 pontes, na região onde o lago Mälaren encontra o mar Báltico. A fisiografia da cidade é muito homogénea, sendo que predominam as planícies, chegando no máximo a 200 m de altitude em alguns pontos. Cerca de 30% da cidade está coberta de canais e outros 30% são ocupados por parques e zonas verdes, proporcionando à cidade um clima mais favorável do que se deveria esperar, principalmente devido à elevada latitude no contexto europeu.
A cidade de Estocolmo tem um clima continental. Devido à latitude da capital sueca, o clima deveria ser mais frio, no entanto é ameno devido à influência da Corrente do Golfo. A duração do dia, em média, varia entre 18 horas, no Verão, e 6 horas no Inverno, sendo que a cidade desfruta de 1821 horas de sol anualmente.
O município de Estocolmo é uma unidade administrativa com limites geográficos bem definidos. Está dividido em distritos municipais que têm ao seu cargo a gestão das escolas, dos serviços sociais, culturais e de lazer da respectiva zona. Estes por sua vez estão divididos em bairros. A cidade está dividida em três partes: Estocolmo Central (Innerstaden), Estocolmo Meridional (Söderort) e Estocolmo Ocidental (Västerort). Os distritos municipais e respectivos bairros de cada uma dessas três fracções são:
Estocolmo Central:

Kungsholmen – Fredhäll, Kristineberg, Kungsholmen, Lilla Essingen, Marieberg, Stadshagen e Stora Essingen
Norrmalm – Norrmalm, Skeppsholmen, Vasastaden e Östermalm
Södermalm – Långholmen, Reimersholme, Södermalm e Södra Hammarbyhamnen
Östermalm – Djurgården, Hjorthagen, Ladugårdsgärdet, Norra Djurgården e Östermalm
Estocolmo Meridional:

Enskede-Årsta-Vantör – Enskedefältet, Enskede Gård, Gamla Enskede, Johanneshov, Stureby, Årsta, Östberga, Bandhagen, Högdalen, Örby, Rågsved e Hagsätra.
Farsta – Fagersjö, Farsta, Farstanäset, Farsta Strand, Gubbängen, Hökarängen, Larsboda, Sköndal, Svedmyra e Tallkrogen
Hägersten-Liljeholmen – Fruängen, Hägersten, Hägerstensåsen, Mälarhöjden, Västertorp, Liljeholmen, Aspudden, Gröndal, Midsommarkransen e Västberga
Skarpnäck – Hammarbyhöjden, Björkhagen, Enskededalen, Kärrtorp, Bagarmossen, Skarpnäcks gård, Flaten, Orhem e Skrubba
Skärholmen – Bredäng, Sätra, Skärholmen e Vårberg
Älvsjö – Herrängen, Långbro, Långsjö, Älvsjö, Solberga, Örby Slott e Liseberg
Estocolmo Ocidental:

Bromma – Abrahamsberg, Alvik, Beckomberga, Blackeberg, Bromma Kyrka, Bällsta, Eneby, Höglandet, Lunda, Mariehäll, Nockeby, Nockebyhov, Norra Ängby, Olovslund, Riksby, Smedslätten, Stora Mossen, Södra Ängby, Traneberg, Ulvsunda, Ulvsunda industriområde, Åkeshov, Åkeslund, Ålsten e Äppelviken
Hässelby-Vällingby – Hässelby gård, Hässelby strand, Hässelby villastad, Grimsta, Kälvesta, Nälsta, Råcksta, Vinsta e Vällingby
Rinkeby-Kista – Rinkeby, Akalla, Husby, Kista e Hansta
Spånga-Tensta – Bromsten, Flysta, Solhem, Lunda, Sundby e Tensta
A grande maioria dos habitantes de Estocolmo trabalham no sector dos serviços, que representa aproximadamente oitenta e cinco por cento dos empregados da cidade. A quase total ausência de indústria pesada na cidade faz com que esta seja uma das mais limpas da Europa e do Mundo. Na última década geraram-se muitos postos de trabalho na capital sueca, principalmente na área da alta tecnologia, devido ao desenvolvimento caseiro de empresas dessa natureza tal como a fixação de companhias multi-nacionais desse género. A IBM, Ericsson e Electrolux têm assento na cidade.

Estocolmo é o centro financeiro da Suécia; na cidade encontram-se sediados os maiores bancos do país, tais como o Swedbank, o Handelsbanken, e o Skandinaviska Enskilda Banken, e também muitas companhias de seguros, como por exemplo a Skandia e Trygg-Hansa. Os principais índices bolsistas suecos estão representados na Bolsa de Estocolmo (Stockholmsbörsen). Também estão instaladas na cidade as principais sedes de lojas de venda a retalho tal como a H&M.

O sector do turismo representa também uma importante fatia na economia local. Entre 1991 e 2004 o número de visitantes da cidade, por ano, aumentou de quatro milhões para sete milhões e meio.
Em Estocolmo o ensino é até os 18 anos, e as crianças aprendem 4 línguas diferentes, para os imigrantes que vivem no município e tem filhos, tem o direito de aprender a língua materna.Um costume nas escolas de Estocolmo é que precisa tirar o sapato para entrar.

Estocolmo é mais conhecida pela cerimônia de entrega do Prémio Nobel que ocorre todos os anos, mas a cidade é também sede da maior concentração de universidades e de instituições de ensino superior isoladas da Suécia. Entre elas estão as seguintes:

Universidade de Estocolmo (Stockholms Universitet)
Real Instituto de Tecnologia (Kungliga Tekniska Högskolan ou “KTH”)
Escola de Economia de Estocolmo (Handelshögskolan i Stockholm ou “Handels”)
Instituto Karolinska (Karolinska Institutet ou ‘”KI”‘)
Escola Real de Belas Artes (Kungliga Konsthögskolan ou “Mejan”)
Escola Real de Música (Kungliga Musikhögskolan)
Universidade-Escola de Artes, Desenho e Design (Konstfack)
Universidade-Escola de Ópera (Operahögskolan)
Universidade-Escola de Educação Musical (Kungliga Musikhögskolan)
Universidade-Escola de Dança (Danshögskolan)
Universidade-Escola do Sul de Estocolmo (Södertörns Högskola)
A cidade de Estocolmo têm um amplo sistema de transporte público. Consiste no Metropolitano de Estocolmo; três sistemas ferroviários regionais ou suburbanos:Trem urbano (Pendeltåg), Roslagsbanan e Saltsjöbanan; um grande número de linhas de ônibus e uma linha de barca na cidade. Todo o setor de transporte público da cidade de Estocolmo, com exceção dos autocarros de aeroporto, são organizados pelo Storstockholms Lokaltrafik. Para a operação e manutenção dos serviços públicos de transporte são delegadas várias empreiteiras. O tráfego de barco do arquipélago é manipulado pelo Waxholmsbolaget.

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Aeroporto de Estocomo

13.151 – Desabamento – Prédio antigo desaba e atinge carros no centro de Teresina


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Um casarão antigo desabou no cruzamento das ruas Areolino de Abreu com a rua Barroso, no centro de Teresina. O local está congestionado e o trecho foi interditado desde a rua 13 de maio. O Corpo de Bombeiros foi acionado e está no local fazendo a vistoria do prédio, pois há risco de novos desabamentos.
As paredes do imóvel atingiram dois carros que estavam parados no sinal de trânsito. Um dos veículos é um Sandero, que ficou bastante destruído e com o teto amassado. O outro, um Pálio, foi atingido principalmente na lateral. Em cada um dos carros havia apenas os motoristas, que sofreram ferimentos leves.
Para evitar que um prédio antigo desabasse, seria necessário fazer manutenção e análise periódica na estrutura – de dois em dois anos.
A Prefeitura de Teresina informou que o imóvel está contemplado num decreto de preservação do município, e ressaltou que a realização de vistorias e de reformas nos imóveis é de responsabilidade exclusiva dos proprietários.
Ainda segundo a PMT, os prédios históricos, que devem ser preservados, são isentos do pagamento de IPTU e da taxa de construção, que é cobrada sempre que se realizam reformas em imóveis. A medida é uma espécie de incentivo para que os proprietários façam periodicamente os reparos necessários à conservação dos prédios.
Quanto à fiscalização, a Prefeitura informou que ela é dificultada em casos de imóveis particulares que não estão sendo utilizados e permanecem fechados, uma vez que só é possível entrar em propriedades privadas com a autorização do dono ou com uma ordem judicial.

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13.134-Emirados Árabes querem ir a Marte e construir uma ‘Dubai’ por lá até 2117


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Os Emirados Árabes, que já ergueram o prédio mais alto do mundo, com 163 andares, estão mirando um bocadinho mais alto: Marte.
O país já havia anunciado que tinha planos de enviar uma missão não tripulada ao planeta vermelho em 2021, coincidindo com o aniversário de 50 anos da união entre os ricos principados do Golfo.
Mas, no último mês, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, premiê dos Emirados, adicionou um outro objetivo ao programa espacial: construir uma cidade em Marte em 2117, daqui a um século.
São metas ousadas, como foi também o rápido desenvolvimento de Dubai e Abu Dhabi a partir dos anos 1970, em uma região desértica.
Os Emirados planejam também erguer uma cidade climatizada no Golfo, uma região cuja sensação térmica pode passar dos 50º C.
Há dúvidas sobre a viabilidade da viagem a Marte. Não há detalhes técnicos de como essas missões seriam feitas. Mas o importante, como no clichê, não é a chegada, mas a viagem em si, diz à Folha Mohammed al-Ahbabi, diretor-geral da agência espacial dos Emirados Árabes.
“Esse não é um projeto sobre o destino final, mas sobre ampliar os nossos conhecimentos e incentivar os nossos jovens”, afirma Ahbabi.
A agência espacial, criada em 2014, regula um dos setores industriais escolhidos pelo governo dos Emirados para impulsionar sua economia quando o petróleo –hoje seu principal recurso– secar.
Mas, quando esse dia chegar, também terão secado os fundos soberanos que por ora gestionam as rendas milionárias do petróleo.
O país investiu quase R$ 20 bilhões em seu programa espacial nas últimas duas décadas, incluindo o desenvolvimento de tecnologias de comunicação. Os Emirados devem lançar um satélite neste ano para a cobertura da América Latina e, em especial, do Brasil.
Os investimentos no setor espacial podem também, diz, transformar a reputação dos Emirados, hoje lembrados pela indústria petroquímica, mas não como um expoente para outras tecnologias.
Uma das metas da agência é portanto, segundo Ahbabi, incentivar jovens a pensar em carreiras que não estejam apenas ligadas ao petróleo.
Um sintoma da urgência desse objetivo foi a dificuldade que a agência encontrou para recrutar 200 jovens para a missão a Marte. Faltavam engenheiros qualificados.
A média de idade dos membros é de 33 anos. Um terço deles são mulheres.
Os recrutas são enviados para estudar em outros países, em parcerias científicas, e os Emirados criaram também três centros de pesquisa espacial nos últimos anos.

NASA E SPACEX
Elon Musk, dono e projetista-chefe da SpaceX, apresentou no ano passado o que seria o objetivo maior da empresa: promover a colonização de Marte. E disse que uma passagem para o planeta vermelho teria de custar pelo menos US$ 200 mil. para viabilizar o plano.
Já o projeto Journey to Mars da Nasa está congelado. A ideia era mandar uma missão tripulada ao planeta por volta de 2030, mas os programas espaciais estão mudando a chave e se concentrando em reavivar a exploração lunar.

13.095 – Obra de Arte – Os Candangos de Brasília


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Guerreiros, mais conhecida como Os Candangos, está localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Erguida em 1959, a escultura de Bruno Giorgi é uma homenagem aos 80 mil trabalhadores responsáveis pela construção da capital. A obra mede oito metros de altura e é toda feita em bronze. Em 1987, foi restaurada pelo artista Zeno Zani.
Escultor e pintor, Bruno Giorgi nasceu em Mococa (SP). Em 1911 mudou-se com a família para Roma. No início da década de 20 estudou desenho e escultura. Após cumprir quatro anos de pena por conspiração contra o regime fascista, foi extraditado para o Brasil em 1935. Morou também em Paris, onde frequentou as academias La Grande Chaumière e Ranson e conheceu Aristide Maillol, que passou a orientá-lo.
As duas figuras que erguem longas hastes homenageiam os que derramaram suor e sangue para realizar o sonho de Juscelino Kubitschek de interiorizar a capital do Brasil.

candangos

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O que é candango?
Antes de se tornar cidade, o cerrado foi uma oportunidade de trabalho para os candangos, como ficaram conhecidos os trabalhadores que ergueram a cidade planejada por Oscar Niemayer e Lúcio Costa, inaugurada com pouco mais de três anos de obras, em 21 de abril, de 1960, há 50 anos.
De acordo com o antropólogo James Holston, antes da construção de Brasília, a palavra “candango” era depreciativa. Este era o termo pelo qual os africanos se referiam, pejorativamente, aos colonizadores portugueses.
“A palavra tornou-se o termo geral usado para as pessoas do interior em oposição às do litoral, e especialmente, para os trabalhadores itinerantes pobres que o interior produziu em grande quantidade. Com esses trabalhadores o termo chegou a Brasília”, descreveu no livro “A cidade modernista, uma crítica de Brasília e sua utopia” (1993).
Os imigrantes eram oriundos de vários estados brasileiros, principalmente da região Nordeste, que sofria com a seca que teve seu auge em 1958, fato que motivou até mesmo a fundação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), naquele mesmo ano.
Parecia que a nova cidade já havia começado a atingir o seu objetivo principal de distribuir o desenvolvimento nacional de forma igualitária. Mas não. Aquelas pessoas trabalhavam em condições inóspitas e tratamento desumano.
Os funcionários da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) moravam em tendas e barracas de madeira e trabalhavam em regimes de oito horas diárias, se revezando durante a madrugada, para que o trabalho nunca parasse.
Com o avanço das obras, aumentava o número de trabalhadores e com isso, os problemas. O contingente que em 1957 chegava a 2.500 homens saltou para 65 mil em dois anos, tendo chegado a 80 mil.
Mesmo havendo um hospital improvisado, as grávidas não recebiam atendimento. A unidade era voltada para primeiros-socorros e atendimento de operários acidentados. Como as cidades mais próximas estavam a uma hora dali (quando havia transporte disponível) as mulheres contavam apenas com a sorte, antes da chegada da enfermeira Cassilda Bertone, que acompanhava o marido em 1957.
O primeiro parto foi de uma vizinha. Levando tudo o que precisava na bolsa, até mesmo a água quente, Cassilda realizou mais de 800 partos em três anos.
Segundo conta o pioneiro no movimento sindical em Brasília, Geraldo Campos, que trabalhava na estatal responsável por fiscalizar para as empreiteiras, na época, “serviam comida estragada, as pessoas não tinham um tratamento digno, como ser humano, era aquela montoeira de gente em alojamentos de tábua”.
Mas nada se comparou ao que aconteceu durante o Carnaval de 1959, como mostra o filme “Conterrâneos velhos de guerra” (1986), do diretor Vladimir Carvalho. Era fevereiro e haviam cortado a água dos canteiros de obras espalhados no domingo de Carnaval, para impedir que os operários saíssem para se divertir.
De acordo com Geraldo Campos – em entrevista à rádio CBN –, no por-do-sol daquele dia, uma caminhonete cheia de soldados chegou ao acampamento que estava construindo o Palácio do Planalto e, pelo que eles os trabalhadores lhe contaram, “houve muita violência, pancada, tiroteio”.
Mortos e feridos graves teriam sido colocados em um basculante (parte móvel de veículos de carga) e enterrados em algum lugar de Brasília. Mas a história oficial da cidade não diz quantos morreram naquele massacre.
A partir daí, a palavra “candango” mudou novamente de significado, de acordo com o estudo de James Holston, tornando-se sinônimo de pioneiro, desbravador, brasileiro comum e operário de Brasília.
“A palavra evocava os valores da coragem, da ousadia, da perseverança, da fé, da dedicação ao trabalho. Resumia, enfim, todas as boas qualidades do brasileiro, os aspectos positivos da identidade nacional”.

13.088 – Mega Sampa – Esse ano tem o tradicional bolo do Bixiga


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Em uma bacana iniciativa, a forte e dedicada comunidade do Bixiga, se une para resgatar a tradição do Bolo de aniversário da cidade de São Paulo. Uma verdadeira lição de união, amor e tradição.
O tradicional Bolo do Bixiga, que era servido todo dia 25 de janeiro em comemoração ao aniversário de São Paulo, vai voltar. A guloseima gigante teve sua história interrompida em 2008 após o programa Pânico na TV incentivar uma guerra de bolo com as crianças. A ação prejudicou a imagem do evento que perdeu patrocínios e, desde então, são servidos apenas bolos industrializados aos participantes. Para alegria geral, este evento volta agora este ano, com a força da comunidade local. Como um verdadeiro resgate da história, convocam cada morador do tradicional bairro a levar um bolo para juntos montarem novamente um grande tapetão doce para os 463 anos da cidade. Vale para não moradores locais também, só não vale dar o bolo na festa!
A festa em torno do bolo mais famoso de São Paulo tornou-se um evento concorrido e disputado, entrando para o Guinness Book como o maior bolo de aniversário do mundo, sendo também homenageado no Museu do Futebol. Em 2015 o evento entrou para o calendário oficial da cidade através da aprovação da lei: Festa do Bolo do Bixiga – 16.144/2015. A história do Bolo do Bixiga começou em 1986, quando São Paulo completou 432 anos. Idealizado por Armandinho Puglisi, inicialmente a festa era feita pela comunidade do bairro e cada morador levava um bolo. A ideia era que a cada ano o bolo igualasse em metros a idade da cidade. Desde 1996, dois anos após a morte de Armandinho, seu amigo Walter Taverna, presidente da Sodepro, organiza a festa do Bolo do Bixiga. Walter é uma figura especial, realmente um festeiro, incansável defensor do bairro e suas tradições. Primo querido, sobrinho do meu avó, dos alto de seus 80 anos continua na atividade. Pode ser encontrado todos os dias na sua cantina ou no Centro da Memória do Bixiga, que mantém com todo carinho e dedicação.

Aniversário de São Paulo – Bolo do Bixiga
Dia 25 de janeiro – quarta-feira – a partir das 9h00
Rua Rui Barbosa, altura do número 300 Bixiga – São Paulo

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o famoso bolo do Bixiga

13.021 – Geografia – Cidade de Paramaribo


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É a capital e maior cidade do Suriname, com uma população de cerca de 250 mil habitantes. A cidade está localizada adjacente ao Rio Suriname, 5°52′ Norte e 55°10′ Oeste, distando aproximadamente 15 km do Oceano Atlântico. Bauxita, cana-de-açúcar, arroz, cacau, café, rum, e madeiras tropicais são exportados de Paramaribo. A cidade também manufatura cimento, tinta, e cerveja.
Sua área foi dominada pela Grã-Bretanha em 1630, e em 1650, a cidade tornou-se a capital da mais nova colônia inglesa. O território foi então disputado entre os britânicos e os holandeses, embora tendo estado sob domínio holandês desde 1815 até a independência do Suriname em 1975. Seus cidadãos são formados principalmente de indianos, indígenas, javaneses, africanos e descendentes de holandeses.
Paramaribo tem um museu, uma catedral, fortes e canais, remanescentes da época holandesa.
Em janeiro de 1821, um incêndio no centro da cidade destruiu mais de 400 casas e outras construções. Um segundo incêndio, ocorrido em setembro de 1832, destruiu outras 46 casas na zona oeste de ‘Waterkant’.
A área, um posto comercial iniciado pelos holandeses, foi tomada pelos ingleses em 1630, e em 1650 a cidade se tornou a capital da nova colônia inglesa. A área mudou de mãos muitas vezes entre ingleses e holandeses, mas ficou nas mãos holandesas novamente em 1667, sob domínio holandês a partir de 1815 até a independência do Suriname em 1975.
Em janeiro de 1821, um incêndio no centro da cidade destruiu mais de 400 casas e outros edifícios.
Um incêndio em setembro de 1832 destruiu outras 46 casas na parte ocidental de Waterkant.
Em 7 de julho de 1989, o Aeroporto Internacional Johan Adolf Pengel(cerca de 30 km ao sul de Paramaribo) se tornou o local do acidente do Douglas DC-8 que realizava o voo 764 da Surinam Airways. Este avião caiu na aproximação à pista, matando 176 dos 178 passageiros e 9 tripulantes.
Os cidadãos locais são principalmente de ascendência da Ásia, da Índia, da África, indígena e holandesa.

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12.935 – Marketing – O Outdoor


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É a designação popular de um painel de mídia exterior, de grandes dimensões, sobretudo em placas modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas cidades.
A palavra outdoor é de origem inglesa e, em inglês, tem sentido totalmente diverso do seu significado em português. Billboard ou hoarding (hoarding é billboard em ingles britânico) são as palavras inglesas para qualquer propaganda (painel, letreiro luminoso, letreiro em parede, muro etc.) exposta ao ar livre ou à margem das vias públicas. Contudo é importante ressaltar que existem padrões, e nem toda mídia exterior é comercialmente chamada de outdoor. Painéis rodoviários, empenas, bandeiras, lonas, frontlights, backlights e totens, são outros exemplos de mídia exterior, popular e erroneamente chamadas de outdoor.
Pode-se dizer que antigamente, pela falta de tecnologia, o outdoor foi um dos primeiros modos de divulgação de produtos, idéias e serviços. Por exemplo, na Mesopotâmia os comerciantes de vinho anunciavam em axones pedras talhadas em relevo. Já os gregos gravavam suas mensagens em rolos de madeira.
Na Roma Antiga, a propaganda já era mais próxima do nosso atual cartaz mural: retângulos divididos por tiras de metal eram instalados sobre muros e pintados de cores claras, onde qualquer interessado poderia escrever – com carvão – mensagens de venda, compra ou troca de mercadorias.
O padrão do outdoor de hoje: tipo de mídia exterior constituído por uma placa de madeira ou metal, cuja medida mais comum são de 9 X 3 metros, que fica colocado na horizontal em áreas de grande circulação de carros e/ou transeuntes.
A impressão é feita por impressoras especiais, que dividem a imagem do outdoor em trinta e duas, dezesseis, oito partes ou seis, conhecido como L32, L16, L8 e L6 respectivamente, na qual cada uma constitui uma folha diferente a ser impressa e colada. A colagem se dá por meio de uma mistura de cola, fixador e água, em que profissionais treinados colam com cuidado as folhas de forma que não haja erro e o conteúdo fique bem definido, não aparentando emendas. Existe ainda a possibilidade de aplicação de lona, com o mesmo padrão de tamanho. Diferentemente do papel sua fixação é feita através de abraçadeiras plasticas em ilhoses aplicados na lona, e não cola.
O outdoor limitava-se no interior da área de 9 x 3 m mas a partir de 1980 com a DPZ e o produto Chancy da Nestlé, surgiu o primeiro outdoor brasileiro usando aplique (colagem de elemento fora do retangulo de 3×9) feito em madeira, ou PVC. (fonte: Grandes Nomes da Brasileira)
O período de veiculação de um outdoor também é padronizado são 14 dias chamados de “Bi-Semanas”, com data inicial e final já estabelecidas seguindo um calendário anual. Este calendário pode ser encontrado em diversos sites de veiculadoras, e a entidade que rege e organiza esse calendário é a “Central de Outdoor” (www.outdoor.org.br).
Embora seja muito utilizado, o outdoor gera críticas de muitos analistas por contribuir com uma parcela da chamada poluição visual, que aflige principalmente cidades grandes.
Os outdoors também podem contar com apêndices, chamados apliques, cujo valor se dá em metros quadrados. Esses apliques constituem imagens, objetos e outros elementos gráficos que exteriorizem a imagem do outdoor, que faça o trabalho sair de suas limitações espaciais e ganhar inclusive volume.
Há diversos prêmios no mundo que levam em consideração a mídia outdoor.
Hoje já são comuns nas grandes cidades os outdoors revestidos em lona, que são chamados “lonados ou envelopados” e podem ou não ter iluminação.
Fora do formato 9 x 3, o outdoor se chama frontlight, se tiver iluminação dianteira, e quando a luz vem de sua parte traseira, usando principalmente da transparência do material utilizado, se chama backlight. O formato do frontlight e do backlight é variado, mas o mais comum é o de 12 x 4. Também existe o top sight, cujo visual é mais sintético e limpo, com o formato de 3,5 x 5.
Em Janeiro de 2007 a prefeitura da cidade de São Paulo criou uma lei proibindo qualquer tipo de outdoor. A lei começou a valer em Março de 2007, mas judicialmente várias empresas publicitárias foram autorizadas a prorrogar o prazo de retirada até Abril de 2007.

12.520 – Geologia – Suécia está trocando uma cidade inteira de lugar para evitar que ela afunde


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A cidade de Kiruna foi fundada em 1900 pela mineradora estatal Luossavaara-Kiirunavaara AB, ao norte do Círculo Polar Ártico. A população sempre viveu em função da mina nas redondezas, que produz o minério de ferro mais puro do mundo. Mas, em 2004 a LKAB avisou à prefeitura que a extração de ferro teria continuar embaixo da cidade – e, com isso, o chão ia afundar.
Foi nessa época que Kiruna abriu uma competição entre empresas de arquitetura. A prefeitura queria saber qual delas apresentaria a melhor solução para um projeto nunca feito antes: mudar uma cidade inteira de lugar. A White Architects venceu em 2012 e abraçou o projeto, que vai, no mínimo, até 2040.
A etapa inicial é mover o “centro” de Kiruna que, na realidade, fica na parte oeste da cidade. O lugar onde a região fica agora vai ter afundado completamente até 2050 – segundo a empresa, já dá para ver alguns buracos se formando e a estação de trem já precisou ser fechada. O novo centro vai ser reinstalado a 3,2 quilômetros do extremo leste da cidade, o mais distante possível da mina de ferro.

Algumas das construções da cidade vão ser erguidas por guindastes e transportadas peça por peça. É o caso da Igreja de Kiruna, inaugurada em 1912 e eleita a construção mais bonita de toda a Suécia. O relógio da cidade também vai ser rebocado da forma como está para o outro lado do município.
Esse esforço todo é uma tentativa de manter a identidade da cidade, apesar da mudança radical. A prefeitura contratou até mesmo uma antropóloga social, que funciona como mediadora entre a população e os arquitetos e engenheiros. O objetivo é fazer a transformação urbana mais democrática do mundo.

É claro que nem todos os prédios vão ser realocados da forma como estão. A LKBA, que está financiando toda a mudança, oferece duas opções aos moradores: compram a casa em que moram pelo valor de mercado + 25% ou oferecem uma casa de mesmo valor na área expandida na cidade. Todo esse custo só consegue ser bancado porque a LKBA é a maior exportadora de ferro da Europa – ou seja, é mais barato mover toda essa gente do que fechar a mina.
Os arquitetos da nova Kiruna não querem apenas replicar a cidade em uma região segura, mas melhorar a forma como ela é distribuída. Kiruna é hoje o segundo maior município do mundo em área: são 21 mil km2, onde vivem só 20 mil pessoas. Isso é o equivalente a 122 estádios do Maracanã para cada habitante. A equipe quer tornar a cidade bem mais densa, além de aproveitar o espaço extra para aumentar o contato dos moradores com a natureza, misturando áreas rurais e de floresta ao centro urbano.
Mesmo depois de completar a primeira parte do projeto, a prefeitura espera que a forma final de Kiruna só fique pronta no fim do século. A planta futura da cidade, bem mais compacta, tem novos setores a norte, sul e leste, a uma distância bem grande da atividade da mina. Se tudo correr como planejado, Kiruna pode virar uma atração de turismo arquitetônico – quer dizer, para quem se aventurar a enfrentar um mês e meio em que o Sol não se põe no verão e outros 30 dias em que ele não nasce no inverno.

12.513 – Mega Cidades – Tóquio


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É a capital e uma das 47 províncias do Japão.
Situa-se em Honshu, a maior ilha do arquipélago. Tóquio possui 9 790 000 habitantes, cerca de 10% da população do país, e a Região Metropolitana de Tóquio possui mais de 37 milhões de habitantes, o que torna a aglomeração de Tóquio, independentemente de como se define, como a área urbana mais populosa do mundo. Um de seus monumentos mais famosos é a Torre de Tóquio. Foi fundada em 1457, com o nome de Edo ou Yedo. Tornou-se a capital do Império em 1868 com a atual designação. Sofreu grande destruição duas vezes; uma em 1923, quando foi atingida por um terremoto; e outra em 1944 e 1945, quando bombardeios americanos destruíram grande parte da cidade, sendo que no total foi destruída 51% de sua área e mataram mais de 150 mil pessoas.
Embora Tóquio seja considerada o maior e mais importante centro financeiro do mundo (ao lado de Nova York e Londres), e uma “Cidade Global Alfa++”, ela não é, tecnicamente, uma cidade.
Também fazem parte de Tóquio pequenas ilhas no Oceano Pacífico, localizadas a mais de 1000 km para sul, nos subtrópicos.
Mais de oito milhões de pessoas vivem dentro dos 23 distritos autônomos que constituem a parte central de Tóquio. Estes 23 distritos definem a “Cidade de Tóquio”, na opinião da maioria dos especialistas e outras pessoas, possuindo 8 340 000 habitantes. A população de Tóquio aumenta em 2,5 milhões ao longo do dia, devido aos estudantes e trabalhadores de prefeituras vizinhas, que vão à Tóquio para estudar e trabalhar.
Tóquio é o principal centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural do Japão. Assim sendo, Tóquio possui a maior concentração de sedes de empresas comerciais, instituições de ensino superior, teatros e outros estabelecimentos comerciais e culturais do país. Tóquio também possui um sistema de transporte público altamente desenvolvido, com numerosas linhas de trens, metrô e de ônibus, bem como o Aeroporto Internacional de Tóquio.
Em 1914 inaugurou-se a Estação de Tóquio e em 1927 inaugurou o primeiro metrô subterrâneo na Linha Ginza. O Grande terremoto de Kanto (関東大震災, Kantō daishinsai?) golpeou Tóquio em 1923, com um saldo de aproximadamente 140.000 pessoas mortas e desaparecidas, 300 mil residências destruídas chegando a 3,4 milhões o número de vítimas do desastre em toda a Região de Kanto.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Tóquio foi intensamente bombardeada a partir de 1942 até 1945. A causa disto, em 1945 a população de Tóquio era a metade que em 1940. Os bombardeios mais pesados atingiram Tóquio em 1944 e 1945, destruindo aproximadamente um terço da cidade, e matando aproximadamente 150 mil pessoas. Milhões de pessoas decidiram abandonar Tóquio. Esta tinha cerca de 7,3 milhões de habitantes em 1940; no final da guerra, a população havia caído pela metade, para cerca de 3,5 milhões. Ao terminar a guerra, em setembro de 1945, Tóquio foi ocupada militarmente e passou a ser governada pelas Forças Aliadas.
Tóquio está localizada na margem noroeste da Baía de Tóquio. Limita-se com a província de Chiba a leste, Yamanashi a oeste, Kanagawa ao sul e Saitama ao norte. Fazem também parte de Tóquio ilhas que estão espalhadas no Oceano Pacífico. A mais distante delas, Okinotorishima, está a dois mil quilômetros de da costa de Tóquio.
Na atualidade, Tóquio é um dos mais importantes centros urbanos do planeta. É um dos principais centros financeiros e a capital política do Japão. A cidade tem menos arranha-céus em comparação com outras cidades da sua magnitude, principalmente devido ao risco de terremotos. É por isso que a maior parte dos seus edifícios não tem mais de 10 andares. Tóquio também tem o terceiro sistema metropolitano mais extenso do mundo depois dos metropolitanos de Londres e Nova York.
Tóquio tem adotado uma medida de redução de gases estufa. O governador Shintaro Ishihara pôs em prática um sistema com o objetivo de reduzir em 25 por cento o nível de emissões de gases em 2020 a partir de 2000.
Tóquio possui mais postos de trabalho e locais de recreação cultural do que qualquer outra cidade do Japão, atraindo muitas pessoas do resto do país (especialmente jovens). Sua densidade populacional é extremamente alta, de 14 mil pessoas por quilômetro quadrado, mais densa que Nova Iorque e o dobro da densidade populacional de São Paulo.
97% da imensa população da província são descendentes de japoneses. Os dois maiores grupos étnicos minoritários de Tóquio são chineses e coreanos, cada um responsável por menos de 1% da população da província. Há também pessoas de outras nacionalidades: filipinos, brasileiros, peruanos, americanos, europeus de diversas origens, iranianos, paquistaneses etc.
A religião em Tóquio mostra padrões semelhantes ao do resto do país, onde convivem o Budismo, o Xintoísmo e outros credos. Existe um sincretismo constante, onde é comum as pessoas integrarem duas ou mais religiões na sua prática diária. Das mais de nove mil organizações religiosas na prefeitura, 38% são budistas, 21% xintoístas, e há também 13% de igrejas cristãs.
A imensa população de Tóquio cria uma altíssima demanda por residências. No passado, a maioria dos habitantes da província vivia em casas de um ou dois andares, feitas de madeira, cada uma com seu próprio jardim, quintal e capela religiosa. À medida que a população de Tóquio foi crescendo, tais casas foram demolidas, e no seu lugar, edifícios de apartamentos foram construídos. Atualmente, o tamanho médio das residências em Tóquio é de 63m². De acordo com uma classificação de 2007 feito pelo grupo imobiliário Knight Frank e do Citi Private Bank, subsidiária do Citigroup, Tóquio é a quinta cidade mais cara do mundo quanto ao preço dos imóveis residenciais de luxo: 17 600 euros por metro quadrado.
Mesmo assim, a procura por residências continuou a ser mais alta do que a oferta, aumentando preços do terreno e do aluguel – especialmente dentro dos 23 distritos da província. Como resultado, a partir da década de 1970, mais pessoas abandonaram a região dos 23 distritos, mudando-se para Tama (parte da província de Tóquio), ou mesmo para outras cidades vizinhas mais distantes. Em Tama, o governo provincial de Tóquio criou um projeto de residenciamento barato, para famílias de baixa renda. Porém, estas residências estão localizadas muito longe dos principais centros comerciais e industriais, e muitos destes trabalhadores de baixa renda são obrigados a usar o transporte público, e passam por vezes mais de quatro horas somente dentro de algum meio de transporte público.
Sua tecnologia aliada aos recursos naturais deram ao Japão acesso à água potável e tratamento de esgoto em quase todo o território nacional. Devido à rápida urbanização de suas grandes cidades, ocorreu a degradação ambiental que causou enchentes, aridez e piora da qualidade da água. Para atenuar os danos causados por esses problemas, foram implantadas medidas para melhorar os mecanismos de coordenação sobre o uso da água e prevenir a sua contaminação.
Tóquio não é tecnicamente uma cidade, mas sim, uma das 47 províncias do Japão.
A polícia em Tóquio é administrada pelo Departamento Metropolitano de Polícia de Tóquio, o qual se encarrega de manter a ordem cidadã dentro de toda a metrópole, resguardando a segurança de 12 milhões de pessoas por dia.
Tóquio é a cidade com maior produto interno bruto (PIB) (medido pelo seu poder de compra) do mundo, calculado em 2008 em US$1,4 trilhão; Se fosse um país independente, a Tóquio seria, efetivamente, a 12a maior economia do mundo, a frente de países como Espanha, Canadá e Austrália.
Hoje, como um centro financeiro de alcance global , a capital japonesa possui um grande centro internacional de finanças, escritórios centrais de diversas companhias, bancos e seguradoras, e vários pontos de conexão de companhias de transporte, publicações e difusão do Japão.
O turismo é uma das principais fontes de renda de Tóquio. Milhões de turistas, boa parte deles estrangeiros, visitam Tóquio anualmente. Além de suas muitas atrações turísticas, a cidade também sedia alguns grandes eventos anuais, como a parada dos bombeiros de Tóquio, em 6 de janeiro, ou o Festival de Sanja, na terceira semana de maio.
Muitas das maiores companhias de eletrônica do Japão fabricam seus produtos em Tóquio, que em sua maioria exportam-se para outros países. Entre elas, destacam a Sony, Toshiba e Hitachi. A imprensa também é uma das principais indústrias da cidade. A maioria das empresas de imprensa e publicação do Japão estam radicadas em Tóquio, assim como a maior parte das revistas e periódicos publicados na prefeitura. Outras indústrias importantes são a petroquímica, fabricação de automóveis, madeireira e telefones movéis. Outros grandes centros industriais localizados na região metropolitana de Tóquio são Yokohama e Kawasaki, ambas grandes produtoras de navios, produtos petroquímicos, automóveis e produtos do ferro e do aço.

Tóquio possui muitos pontos de interesse. As mais conhecidas são:

A Torre de Tóquio: uma torre de 333 metros de altura, localizada ao sul do Palácio Imperial.
O Palácio Imperial do Japão: a residência oficial do imperador do Japão. Porém, está aberta ao público apenas duas vezes ao ano, todo 2 de janeiro e no dia do aniversário do imperador. Nesses dias, atrai milhares de japoneses.
Os vários templos budistas de Tóquio atraem milhões de turistas e religiosos todo ano. Os templos mais famosos são o Templo Meiji em Yoyogi e o templo Sensoji em Asakusa.
Os belos jardins e parques de Tóquio atraem muitas pessoas. Um dos parques mais populares de Tóquio é o Parque Ueno, famoso pelas suas raras espécies de flores. O Parque Yoyogi também atrai muitos visitantes.
Possui o terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, e que atende principalmente a voos domésticos. Passaram pelo aeroporto 66.735.587 passageiros em 2008.
A maior parte da população de Tóquio é budista, e, assim sendo, centenas de templos budistas estão localizados na província, embora muitos dos habitantes de Tóquio vão à estes templos apenas em cerimônias especiais como casamentos e funerais, por exemplo, preferindo praticar seus atos religiosos em casa.
Tóquio tem dezenas de museus da arte, história, ciência e tecnologia. O museu mais importante do Japão é o Museu Nacional de Tóquio.

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12.321- Mega Sampa – Megacondomínio será erguido em terreno de antiga rodoviária de SP


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Em alguns anos, a paisagem de uma região histórica e hoje degradada do centro de São Paulo terá uma importante mudança. Um conjunto de habitação de interesse social e de mercado popular com 1.200 apartamentos será erguido no terreno onde ficava o antigo terminal rodoviário da capital paulista.
O terreno de 18 mil m² fica entre a praça Júlio Prestes e a alameda Barão de Piracicaba. Inaugurada no dia do aniversário da cidade em 1961, a rodoviária funcionou no local até 1982, mas depois foi substituída pelo Terminal Rodoviário Tietê, na zona norte.
As obras do empreendimento devem começar assim que o projeto receber a autorização de órgãos de tombamento, como o Condephaat, órgão estadual de patrimônio, e da Prefeitura de São Paulo, que também integra a parceria público-privada. A previsão para a conclusão da obra é de dois anos e meio.
Segundo o projeto da Secretaria de Estado da Habitação, serão construídos 1.200 apartamentos –de um dormitório (36 m² e 40 m²) e de dois (50 m² e 54 m²). Do total, 90% serão habitações de interesse social, para famílias com renda de até seis salários mínimos mensais (R$ 6.000).
Os outros 10% serão para o mercado popular, para famílias com renda de até dez salários (R$ 10 mil).
Para o secretário estadual da Habitação, Rodrigo Garcia, o empreendimento imobiliário será fundamental para a revitalização da área e ajudará a cidade em outros aspectos. “Os equipamentos culturais, como a Sala São Paulo, ajudaram a revitalizar o centro, mas eles já cumpriram o seu papel. Acho que só moradia vai resolver a nossa questão a partir de agora.”
Segundo o secretário, como a maioria das habitações é voltada para quem trabalha no centro mas mora nos bairros, o projeto vai contribuir para melhorar a mobilidade.
As inscrições já estão abertas. É possível se inscrever no site http://www.habitacao.sp.gov.br até 24 de julho. Para participar, é preciso ter ao menos uma pessoa da família que trabalhe no centro e estar dentro das faixas de renda estabelecidas pelo programa.

O diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, Valter Caldana, concorda que só habitação pode ajudar a revitalizar o centro, mas defende que apenas construir prédios não vai resolver essa questão.
“Trata-se de uma área estratégica para a cidade. Mas não adianta sair fazendo prédio. Deve-se projetar a ‘cidade-resultante’. Devemos discutir, por exemplo, a otimização do espaço do terminal Princesa Isabel, que fica a cerca de 80 metros dali e hoje está rigorosamente destinado ao uso do ônibus”.

HISTÓRIA DO TERRENO
1961 – Passa a funcionar o Terminal Rodoviário da Luz, o 1º da cidade. O empreendimento foi iniciativa de Carlos Caldeira Filho e Octavio Frias de Oliveira, que comprariam a Folha em 1962
1982 – Substituída pelo Terminal Rodoviário Tietê, na zona norte, a estação fecha suas portas durante a gestão do então governador Paulo Maluf
1988 – O terreno é vendido para um grupo de empresários, que o transforma em um shopping popular, o Fashion Center Luz
2005 – Um projeto de revitalização da região da Luz é anunciado pela prefeitura
2007 – O então governador José Serra (PSDB) anuncia a desapropriação do shopping para a construção de um complexo cultural que seria o maior da América Latina. As obras eram consideradas peça-chave na revitalização da cracolândia
2009 – É apresentado o projeto. Desenhado pelos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, que idealizaram o Tate Modern, museu de Londres, o espaço teria 3 salas de apresentações e escola de dança e música
2010 – O prédio que abrigou a rodoviária e o shopping é demolido para dar lugar ao futuro Complexo Cultural Luz. Abandonado, o terreno passa a ser ocupado por usuários de drogas da região
2012 – Já na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), o prazo para o início da construção do espaço, com custo previsto de R$ 500 milhões, é estendido para o 1º semestre de 2013
2014 – O governador manda congelar o projeto por achá-lo caro demais. O Estado já havia desembolsado R$ 118 milhões com arquitetos, consultores e desapropriações
2015 – A Justiça declara nulo o contrato firmado entre a Secretaria da Cultura e o escritório Herzog & de Meuron, responsável pelo projeto. O governo desiste de levar a ideia na região adiante
2016 – O governo do Estado anuncia a construção de moradias populares no terreno e a construtora Canopus vence a licitação.

12.295 – Sociedade – Uma cidade que não tem políticos nem classe social


Um lugar em que a política é feita do povo e para o povo, em que não há religião oficial e o dinheiro é mero detalhe. Parece utopia, mas essa é uma boa descrição da comunidade indiana de Auroville.
Oficialmente reconhecida como cidade pelo governo da Índia e pela Unesco, Auroville foi fundada em 1968 pelo casal Sri Aurobindo e Mirra Alfassa, ele indiano e ela francesa. No dia da inauguração da comunidade, pessoas de todos os cantos do mundo levaram terra de seus países nativos para simbolizar a união de todas as nações.
Hoje, cerca de duas mil pessoas moram na cidade, quem tem capacidade de receber até 50 mil moradores. A maioria dos habitantes de Auroville é indiana, mas há gente da França, da Alemanha, de Israel, dos Estados Unidos, da Rússia e até do Brasil.
Completamente autossustentável, a cidade tem campos cultiváveis, pequenas fábricas, restaurantes, padarias, hospitais, escolas e cinemas, além de um pequeno jornal local, tudo alimentado por energia solar. E não há escassez de profissionais! Lá, moram arquitetos, cientistas, médicos e artistas de todos os tipos, de escritores e poetas a escultores e pintores.
Todos os moradores recebem um salário mensal de R$ 405, valor suficiente para os gastos médios e para guardar um pouquinho para qualquer emergência. Mesmo que alguém acumule muito dinheiro, tocando um negócio, não há muito o que comprar, evitando assim a criação de uma sociedade de classes. Carros? Não existem em Auroville. Os cidadãos se locomovem com suas bicicletas.
A política também depende da comunidade. Não existem prefeitos, governadores ou secretários em Auroville. Sempre que surge um problema, uma assembleia é convocada e os cidadãos da comunidade elegem um conselho que remediará o problema.
Também não há religião oficial. Os residentes em Auroville são livres para exercer seus rituais e acreditar no que quiserem, desde que não incomodem ou tentem pregar suas crenças aos concidadãos.
Qualquer um é bem-vindo em Auroville. Para morar lá, o interessado precisa apenas comprar uma casa. As residências não ultrapassam o preço de 3 mil dólares – cerca de R$12 mil. Caso o novato não tenha condições de comprar a casa, pode conversar com a comunidade e realizar trabalhos extras para abater o preço.
Todo mundo precisa ter um trabalho oficial na cidade, mas pode contribuir em outras funções e produzir sua própria arte, que é remunerada. Portanto, quando chega na cidade, o novo morador descreve suas aptidões e recebe sugestões de funções que pode exercer.
No primeiro ano que passa na cidade, o novato é observado e avaliado pela comunidade. Depois de uma ano, período que eles chamam de “estágio”, os cidadãos de Auroville decidem se a pessoa pode ou não permanecer entre eles. Caso o pedido seja negado, o valor investido na compra da casa é devolvido integralmente.

E aí, ficou com vontade de se mudar para Auroville? Confira algumas fotos da cidade:

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12.138 – Cidades – Dentre as 20 cidades mais desenvolvidas do Brasil, nenhuma é capital


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O estado mais rico da federação é também o que congrega o maior número de cidades com um elevado índice de desenvolvimento, segundo revela um estudo do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgado no final do ano passado com dados de 2013.
Dos 431 municípios que possuem um desenvolvimento considerado alto, quase metade está em São Paulo.
Mas é de uma cidade de pouco mais de 30 mil habitantes no sudoeste de Minas Gerais o título de cidade mais desenvolvida do Brasil, segundo o índice.
Em menos de uma década, Extrema (MG) pulou da 569ª posição para o primeiro posto do ranking graças a uma série de avanços nas áreas de Educação e Saúde.
Para se ter uma ideia, a cidade possui um mercado de trabalho com capacidade para empregar 65,7% de sua população em idade ativa ? o dobro da proporção média do país. Mas não é só isso. Extrema também erradicou o abandono escolar no Ensino Fundamental e possui um IDEB médio de 6,1 ? enquanto a média do país é de 4,5.

Do método
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, melhor é o desenvolvimento da cidade.
A nota é calculada segundo a análise de três conjuntos de indicadores.
Em Emprego e Renda, o índice leva em conta o quanto a cidade gera de empregos formais, sua capacidade de absorver a mão de obra local, quanto de renda formal é gerada, os salários médios e a desigualdade social.
Já em Educação, a Firjan analisa o número de matrículas na educação infantil, a proporção de estudantes que abandonam o ensino fundamental, além da distorção idade-série, o número de professores com ensino superior, a média de aulas diárias e o resultado do Ideb no ensino fundamental.
O índice Saúde é calculado, por sua vez, com base no número de consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas, óbitos infantis por causas evitáveis e número de internações sensíveis à atenção básica (ISAB).
Em 2013, o IFDM Emprego e Renda recuou 4,3% e ficou com 0,7023 pontos, a menor nota desde a crise de 2009. Já a área de Educação avançou 2,8% com relação a 2012 e ficou em 0,7615. Os indicadores ligados à Saúde ficaram em 0,7684 – um crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior.
Cerca de 60,3% das cidades analisadas tiveram um desempenho considerado moderado no ranking. Apenas 431 municípios possuem um índice de desenvolvimento considerado elevado pelo estudo ? ou o equivalente a 7,8% do total analisado.

12.088-Sufoco na China


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O Aeroporto Internacional de Pequim cancelou 83 voos e adiou outros 143 devido aos elevados níveis de poluição atmosférica que atingem desde esta manhã a capital chinesa, informou a televisão estatal.
O governo municipal decretou o alerta laranja (o segundo mais alto de uma escala com quatro níveis). A poluição atinge um nível 20 vezes superior ao máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
Desde as 6h locais, Pequim regista uma concentração de partículas PM2.5 – as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões – superior a 500 microgramas por metro cúbico.

Uma nuvem de poluição cobre grande parte do nordeste da China há várias semanas, numa situação “normal” para a época, visto que a ativação do aquecimento central implica o aumento da queima de carvão, a principal fonte de energia no país.
Quase meia centena de cidades e duas províncias emitiram alertas por poluição.

12.025 – Arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade bíblica de Sodoma


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Depois de passarem doze anos escavando a região do monte Tall el-Hammam, na Jordânia, arqueólogos afirmam ter finalmente encontrado o que procuravam – a mítica cidade bíblica de Sodoma. Para quem não se lembra, a narrativa da Bíblia afirma que Sodoma, junto de Gomorra, teria sido destruída pela ira de Deus devido às práticas pecaminosas de seus habitantes. Tanto que a palavra “sodomia” vem daí. As escavações foram organizadas por uma equipe de pesquisadores da Universidade Trinity Southwest, do Novo México, e lideradas pelo arqueólogo Steven Collins.
O local foi selecionado por ser o maior de toda a região sul do Vale do Rio Jordão, com cerca de cinco a dez vezes o tamanho das antigas cidades-estado que ficavam nos arredores. “Cheguei à conclusão de que, se alguém quisesse achar Sodoma, deveria procurar pela maior cidade que existiu naquela área durante a Idade do Bronze, no tempo de Abraão”, disse o arqueólogo. Ele explica que, antes de sua pesquisa, os mapas que mostram a região naquela época longínqua eram bem incompletos.
A localização era privilegiada por proporcionar fácil acesso a grandes reservatórios de água – o Rio Jordão e também o Mar Morto. A proximidade de importantes rotas comerciais também ajuda a explicar o fato de a suposta Sodoma ter prosperado por volta dos anos 3500 e 1450 antes de Cristo. No entanto, o pesquisador afirma que no final da Idade do Bronze, a gigantesca cidade-estado foi misteriosamente evacuada e permaneceu sendo uma terra desolada por cerca de 700 anos, até voltar a ser povoada e florescer novamente. Se a causa foi mesmo a tal “ira de Deus”, provavelmente jamais saberemos.
A equipe comparou os objetos encontrados naquele sítio arqueológico com o das outras ruínas do entorno que datam da mesma época e não teve dúvidas de que se tratava da lendária cidade bíblica. Os achados foram desenterrados a cerca de quatro metros da superfície atual de Tall el-Hammam, profundidade que corresponde ao estrato da Idade do Bronze.
As dimensões e a opulência do povoado que eles encontraram são impressionantes. Na Antiguidade, a cidade era dividida em dois distritos principais e ostentava muralhas com uma altura que variava entre cinco e dez metros e tinha uma grossura de sete metros. A construção exigiu milhões de tijolos e certamente foi erguida pelo trabalho árduo de incontáveis operários.
Evidências de grandes portões e torres indicam que as fortificações de Sodoma durante a Idade do Bronze eram ainda mais expressivas do que se pensava. Também existiam ali diversas praças conectadas por vielas além de construções sofisticadas. “O sistema defensivo era impressionante e formidável, seu objetivo era proteger as casas dos cidadãos mais abastados da cidade, incluindo o palácio do rei, assim como templos e outros edifícios administrativos”.

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11.940 – Seca em Sampa – Inativo há 30 anos e em ruínas, velho Cantareira tem águas desperdiçadas


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Inativo há mais de 30 anos, o antigo sistema Cantareira, que por quase um século abasteceu a cidade, ainda tem suas ruínas na serra que lhe dá nome, a cerca de 15 km do centro.
Um dos primeiros sistemas de abastecimento da então pequena São Paulo foi inaugurado em 1882 e desativado totalmente na década de 1980, com o funcionamento do atual Cantareira, capaz de fornecer água a quase 9 milhões de pessoas. A distância entre ambos chega a ser de apenas 4 km.
Hoje, durante a maior crise hídrica dos últimos 85 anos, parte do velho sistema, assim como metade de suas águas, estão esquecidos na mata.
Em seus bons tempos, do alto da serra, água límpida e fresca –como descrito na época– descia até o planalto pelos canos de ferro ingleses. Após atravessar o rio Tietê, chegava ao reservatório da Consolação, próximo ao cemitério municipal.
Dali, ela era bombeada para o centro e atendia cerca de 60 mil pessoas, população que hoje caberia nas arquibancadas do estádio do Morumbi. No entanto, mesmo que a água chegasse à cidade, não alcançava todas as casas, porque a rede de canos não estava inteiramente conectada.
Grande parte do fornecimento da época era feito por meio de bicas e chafarizes. Ao redor deles, mulheres, crianças e escravos se reuniam munidos de baldes e vasilhas.
Havia também os que ganhavam algum trocado com a situação. Os chamados aguadeiros levavam suas carroças cheias de latas até os chafarizes, para depois vender a água em outros bairros. Quando essas fontes quebravam, situação costumeira, acontecia um alvoroço nos largos da cidade e forças policiais tinham que intervir para acalmar os mais exaltados.
Inicialmente o antigo Cantareira foi planejado para atender o dobro da população que a capital paulista tinha na época, então de 30 mil habitantes. Na virada do século, com o crescimento vertiginoso de São Paulo, os recursos da serra ficaram defasados e novas fontes tiveram que ser buscadas, como o já poluído rio Tietê.
Segundo especialistas, a captação de água na cidade esteve sempre atrás das necessidades de abastecimento. Por isso, até a década de 70 era comum ver paulistanos recorrendo a bicas e poços artesianos.
Em parte, esses problemas começaram a diminuir com a inauguração do atual Cantareira, em 1973. Desde então, o antigo sistema parou progressivamente de funcionar e o local limitou-se a ser uma área de preservação ambiental, o Parque Estadual da Cantareira. A última contribuição das represas foi abastecer um pedaço de Santana e o extinto presídio do Carandiru, na zona norte, na década de 80.
Os moradores da serra da Cantareira, cujas famílias estão ali há pelo menos 30 anos, viram as águas que chegavam a milhares de paulistanos passarem a ser sua exclusividade. A maioria das casas captam água de algum córrego ou nascente cercana.
A recuperação das estruturas para que a água da serra da Cantareira chegue à capital é uma das propostas dos moradores locais, apoiada também por especialistas. Com exceção de 150 litros de água por segundo que ajudam no abastecimento de Guarulhos, outros 150 litros se perdem no rio Tietê. Em tese, essa quantidade poderia atender a 50 mil paulistanos.
Um dos defensores da causa é o arquiteto e professor emérito da USP Candido Malta, que tem uma casa ali há mais de 30 anos. Para ele, é possível reabilitar canos e reservatórios do antigo sistema. Isso já é feito pela Sabesp ao reformar tubulações que ficaram décadas abandonadas, como as que ligam Santo Amaro a Vila Mariana.
Segundo Malta, essa não seria uma tarefa tão complexa, mas os órgãos responsáveis ainda não estudaram a fundo a proposta.
O professor diz que, quando a Sabesp abriu espaço para ideias de cidadãos para contornar a atual crise hídrica, mandou uma sugestão formal. “Não tive resposta”, afirma.
Apesar de não ter feito um estudo aprofundado sobre o tema, a Sabesp diz que a contribuição desses córregos é insignificante perto da demanda.
Para o diretor metropolitano da empresa, Paulo Massato, a conservação do velho Cantareira deve ser de caráter memorial e de responsabilidade do Instituto Florestal do governo do Estado, que gere o parque. “Isso ajuda a contar a história da cidade.”
Segundo ele, com a inauguração do novo Cantareira, que distribui 33 mil litros por segundo, o antigo sistema “perdeu em escala”. “As estruturas são muito grandes e pouco eficientes.”
A razão pela qual o aproveitamento da área não está no radar dos órgãos responsáveis, segundo o professor da Poli-USP Rubem Porto, são as dificuldades ambientais que a proposta implica. Afinal, ela fica em uma zona de proteção ambiental. “A população lucraria mais [com a preservação] do que com o aproveitamento dos mananciais que tem lá.”
Sandra Ferreira, a moradora que vive há mais de 50 anos na serra da Cantareira, pensa o contrário. A volta da captação, diz, pode ajudar a manter limpas as fontes de água. “Se usassem, iam cuidar mais. O pessoal joga lixo, entulho, bichos mortos nos córregos. Com fiscalização seria melhor.”

11.906 – De ☻lho no Mapa – Cidade de Antuérpia


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É a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região da Flandres. A população total de Antuérpia é 507 007 (em 31 de dezembro de 2011),[1] tornando-se o maior município tanto de Flandres quanto da Bélgica, em termos populacionais. É conhecida como centro mundial de lapidação de diamantes e por seu porto, um dos maiores do mundo, localizado nas margens do rio Escalda. Sua área total é de 204,51 km², dando uma densidade populacional de 2.308 habitantes por km². A área metropolitana, incluindo a zona exterior suburbana, cobre uma área de 1,449 km² com um total de 1.190.769 habitantes em 1 de Janeiro de 2008. Os habitantes de Antuérpia são localmente apelidado Sinjoren, após o título honorífico espanhol señor. Refere-se aos nobres líderes espanhóis que governaram a cidade durante o século XVII.[2]
Antuérpia é também um município, localizado no distrito de Antuérpia, província de Antuérpia, região da Flandres.
O fato de ser considerado o centro mundial do diamante deve-se a que nessa cidade são negociados 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados do mundo. De acordo com dados divulgados pelo Alto Conselho para o Diamante (HRD) em 2004, foram exportados mais de 8 mil milhões de dólares norte-americanos. Ainda de acordo com o HRD, o sector do diamante em Antuérpia movimentou nesse ano 34 mil milhões de dólares, e representou perto de 7% das exportações da Bélgica.
Mito
De acordo com o folclore, e como celebrada pela estátua em frente ao palácio municipal, a cidade tem o nome de uma lenda envolvendo um mítico gigante chamado Antigoon que morava perto do rio Escalda. Ele cobrou um preço daqueles que atravessassem o rio, e para aqueles que se recusaram, ele cortava uma de suas mãos e atirava-a ao rio Escalda. Eventualmente, o gigante foi morto por um jovem herói chamado Brabo, que cortou a própria mão do gigante e atirou-a ao rio. Daí o nome Antwerpen, do holandês hand é mão e wearpan (= arremessar), que mudou para hoje urdidura.
Além de ser um centro econômico, Antuérpia era igualmente centro cultural e intelectual. Por exemplo, ali nasceu em 1599 o pintor flamengo Anthony van Dyck. No entanto, a sua pujança foi irremediavelmente abalada por problemas religiosos depois de 1567, data em que tropas espanholas saquearam a cidade. Antuérpia foi de novo atacada em 1584, sendo, dessa feita, forçada a render-se aos espanhóis em 1585.
No século XVII, mais precisamente em 1648, foi mais uma vez lesada na sequência da Guerra dos Trinta Anos. Em questão estava o Tratado de Paz de Vestfália, que determinou o encerramento do rio Escalda à navegação, o qual foi reaberto somente em 1795 pelos franceses.
São muito característicos desta cidade os bulevares que vieram substituir as muralhas que circundavam Antuérpia. O interior do seu núcleo histórico guarda a Catedral de Notre Dame, igreja gótica dos séculos XIV e XV, que constitui o maior templo da Bélgica, com a sua flecha de quase 122 metros. Das obras de arte mais significativas desse templo, destacam-se várias pinturas de Petrus Paulus Rubens, artista que viveu a maior parte da sua vida nessa cidade.

Outros edifícios dignos de destaque são a Igreja de São Paulo – que contém obras de Caravaggio e de Van Dyck – e a Câmara(Prefeitura), ambos terminados no século XVI. As construções medievais estão ainda presentes no lugar do mercado público. Destacam-se também os Jardins Botânico e Zoológico e o Museu de Belas Artes, onde se encontram expostas algumas das obras-primas dos mestres flamengos, reconhecidos pela sua excelência na representação de pormenores pictóricos, como sejam as joias e os tecidos, que têm uma incrível semelhança com os objectos reais, para além da qualidade da cor exibida nos seus quadros.

Esporte
Antuérpia realizou os Jogos Olímpicos de Verão de 1920, que foram os primeiros jogos após a Primeira Guerra Mundial e também os únicos a serem realizados na Bélgica. Os eventos de ciclismo de estrada tomaram parte nas ruas da cidade.

10.897 – Mega Sampa – SÃO PAULO TEM CINCO DAS 26 GRANDES CONCENTRAÇÕES URBANAS DO PAÍS, DIZ IBGE


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Estudo inédito realizado pelo IBGE com base nos dados do Censo mostra que o país tinha, em 2010, 26 grandes concentrações urbanas, cinco delas no estado de São Paulo. Os mapas apontam clara tendência de interligação entre os municípios, que ultrapassam as divisas territoriais e pedem políticas públicas integradas. Grandes manchas urbanas estão concentradas principalmente no Sudeste. Nas 26 grandes concentrações viviam 79 milhões de pessoas, ou 41,3% da população de 2010.
O conceito de grande concentração urbana se refere a grupos de cidades com forte ligação entre si que somam mais de 750 mil habitantes. O principal fator de integração entre os municípios é o deslocamento de moradores para trabalho ou estudo. Também são levados em conta os municípios que se aproximaram a ponto de parecerem um só (conurbação urbana). Na lista há dois municípios isolados, mas que, pelo grau elevado de urbanização, também se enquadram na classificação de grandes concentrações – Manaus (AM) e Campo Grande (MS).
São Paulo é o único estado que tem mais de uma grande concentração urbana. O maior agrupamento é formado pela capital e outros 35 municípios, somando 19,6 milhões de habitantes. As outras grandes concentrações urbanas paulistas são grupos de municípios nas regiões de Campinas (1,8 74 milhão de habitantes), Baixada Santista (1,556 milhão), São José dos Campos (1,419 milhão) e Sorocaba (779,7 mil).
O IBGE também estudou arranjos populacionais, que são grupos de cidades interligadas, independentemente do tamanho. Os arranjos com mais de 100 mil habitantes foram chamados concentrações e estão divididas em médias (que tem de 100 mil a 750 mil habitantes) e grandes (mais de 750 mil).
Como se trata do primeiro estudo, não permite comparações com anos anteriores. A ideia é que a pesquisa seja feita a cada dez anos, depois dos Censos, para acompanhar a evolução dos arranjos populacionais e das concentrações urbanas de todo o país.
Depois de São Paulo, as maiores concentrações urbanas do país são, pela ordem, Rio de Janeiro (21 municípios que somam 11,9 milhões de habitantes), Belo Horizonte (23 cidades com 4,7 milhões de habitantes) e Recife (15 municípios com 3,7 milhões de habitantes).

“É a primeira vez que o IBGE traz um quadro de municípios com forte relação entre si, desde pequenos arranjos populacionais, até grandes concentrações de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. O que esse estudo nos mostra é que não dá para pensar política de transporte ou de saúde, por exemplo, isoladamente”, diz a pesquisadora Mônica O’Neill.
Mônica lembra que o conhecimento da dinâmica dos municípios também influencia decisões de investimento da iniciativa privada para, por exemplo, abrir novos negócios.

Maior fluxo
Mais de 7 milhões de pessoas se deslocavam, em 2010, para trabalhar ou estudar em municípios diferentes daqueles em que moravam. Na Grande Concentração Urbana, cujo núcleo é a cidade de São Paulo, com 36 municípios (incluindo a capital), 1,7 milhão de pessoas saem da cidade onde moram para trabalhar ou estudar. Na Grande Concentração Urbana, cujo núcleo é o Rio de Janeiro, são 1 milhão de pessoas.
O maior fluxo entre municípios do país é Guarulhos/São Paulo. No total, 146,3 mil pessoas se deslocam regularmente entre as duas cidades, segundo o Censo 2010. A grande maioria, 118.020 pessoas, sai de Guarulhos para trabalhar ou estudar na capital e 28.310 fazem o sentido contrário.
O IBGE não aponta qual é a periodicidade do deslocamento, mas sabe-se que, em cidades vizinhas, trabalhadores e estudantes costumam fazer o trajeto de ida e volta diariamente.
Outro grande deslocamento no estado acontece entre Osasco e São Paulo. Pouco mais de 91 mil pessoas vão de Osasco para a capital, para trabalhar ou estudar, e 20.688 vão de São Paulo para Osasco, somando 112,4 mil pessoas que se deslocam entre as duas cidades.
O maior fluxo que não inclui a capital é entre Santo André e São Bernardo do Campo (69,7 mil pessoas). Saem de Santo André para trabalhar ou estudar em São Bernardo 45.598 pessoas. Pouco mais de 24 mil fazem o sentido contrário.

Rio/São Paulo
A pesquisa mostra também um intenso deslocamento entre Rio de Janeiro e São Paulo para estudo ou trabalho. Apesar da distância de mais de 400 quilômetros entre os dois núcleos urbanos, o Censo 2010 apontou que 13.400 pessoas se deslocam entre eles, 57,7% para trabalhar, 40,5% para estudar e 1,9% para trabalhar e estudar. A pesquisa do IBGE não informa quantas pessoas vão do Rio para São Paulo e vice-versa.
O fluxo entre Rio e São Paulo é apontado como “caso especial” no estudo sobre concentrações urbanas e arranjos populacionais, especialmente pela grande distância entre as duas cidades. “Os casos especiais foram identificados e serão destacados por representarem tendências ou aspectos relevantes da urbanização brasileira”, diz a pesquisa, que não aponta com que regularidade esses trabalhadores e estudantes se deslocam. Os técnicos dizem que é improvável o deslocamento diário. Em geral, os deslocamentos são semanais.

‘Cidade-região’ tem 14% da população e 25% do PIB
A interligação das concentrações urbanas paulistas é tamanha que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) criou para São Paulo a categoria “cidade-região”, que soma os 27,4 milhões de habitantes de 11 diferentes arranjos populacionais, com total de 89 municípios.
Segundo o estudo, a cidade-região de São Paulo, com 14,4% da população brasileira, alcançou, em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 964 bilhões, equivalente a um quarto do PIB nacional.
Os técnicos do IBGE apontam que a concentração urbana da capital tem o papel de “grande estruturador” da cidade-região. “Não deve ser minimizada, porém, a participação dos demais arranjos, em especial Campinas, Baixada Santista e São José dos Campos”, dizem.