3046 – Cinema – IT, uma obra-prima do Medo


IT,poster. Clic para ampliar

É um filme americano de 1990, adaptação cinematográfica do livro homônimo de Stephen King. Este escritor, como vimos em outro capítulo, se trata de um mega escritor que fatura muitos milhões de dólares vendendo os direitos autorais de suas obras para as produtoras de cinema.
Maine, é uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como “A Coisa”. Suas vítimas eram crianças, sendo que se apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise. Com esta forma ele reaparece, 30 anos depois. Quem sente sua presença é Michael Hanlon (Tim Reid), um bibliotecário e único de um grupo de sete amigos que continuou morando em Derry. Assim ele liga para Richard Tozier (Harry Anderson), Eddie Kaspbrak (Dennis Christopher), Stanley Uris (Richard Masur), Beverly Marsh Rogan (Annette O’Toole), Ben Hanscom (John Ritter) e William Denbrough (Richard Thomas), pois todos os sete quando jovens, viram “A Coisa” e juraram combatê-la, caso surgisse outra vez. Porém este juramento pode custar suas vidas.
Ganhou o Emmy de Melhor Trilha Sonora – Especial/Mini-série, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Edição – Especial/Mini-série

Elenco
Harry Anderson (Richard / Trashmouth’ Tozier)
Dennis Christopher (Eddie Kaspbrak)
Richard Masur (Stanley Uris)
Annette O’Toole (Beverly Marsh Rogan)
Tim Reid (Michael Hanlon)
John Ritter (Ben Hanscom)
Richard Thomas (William Denbrough)
Tim Curry (Robert Gray / Pennywise / A Coisa)
Jonathan Brandis (William Denbrough – 12 anos)
Brandon Crane (Ben Hanscom – 12 anos)
Adam Faraizl (Eddie Kaspbrak – 12 anos)
Seth Green (Richard Tozier – 12 anos)
Ben Heller (Stanley Uris – 12 anos)
Emily Perkins (Beverly Marsh – 12 anos)
Marlon Taylor (Michael Hanlon – 12 anos)
Jarred Blancard (Henry Bowrs – 14 anos)
Olivia Hussey (Audra Phillips Denbrough)
Michael Cole (Henry Bowers)
Sheila Moore (Sonya Kaspbrak)
Florence Patterson (Gray Kersh)
Claire Brown (Arlene Hanscomb)

2045 -Idéia Vale mais que dinheiro


Seja um bom presidente africano. Não roube. Não tente dar um golpe de Estado. Aí você pode ganhar US$ 5 milhões quando se aposentar.
Seja um bom presidente africano. Não roube. Não tente dar um golpe de Estado. Aí você pode ganhar US$ 5 milhões quando se aposentar. Quem oferece é o magnata das telecomunicações Mo Ibrahim, um britânico de origem sudanesa. A ideia, claro, é estimular o fim da corrupção na África. Dois ex-governantes, um de Botsuana e outro do Moçambique, já levaram a bolada. Por sinal, nunca houve tantos prêmios nessa linha, com o intuito de melhorar o mundo pela força da grana. Quem banca são instituições filantrópicas. É a nova caridade: mais do que dar o peixe ou ensinar a pescar, ela estimula a criação de varas melhores e de peixes mais nutritivos (e o prêmio de metáfora mais forçada vai para…). Veja alguns:

US$ 1,5 bilhão
Para Quem criar uma vacina barata contra a pneumonia pneumocócica.

US$ 1,4 milhão
Para Uma forma mais eficaz de tirar petróleo vazado do mar.

US$ 20 mil
Para As melhores ideias para a produção de fertilizantes mais acessíveis.

US$ 5 mil
Para Quem imaginar usos para os resíduos da produção de glicerina.

2044 – ☻Mega Notícias: Comida orgânica pode alterar o DNA


Uma experiência feita com galinhas no Instituto Louis Bolk, na Holanda, constatou que a ingestão regular de alimentos orgânicos modifica a atividade de 49 genes das aves – que, por causa disso, passam a apresentar um sistema imunológico mais ativo. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo da mudança.

Como é feito o `sabor pizza´ do miojo?
É basicamente uma mussarela em pó
O macarrão miojo continua o mesmo, mas o tempero, quanta diferença: sabores tradicionais, como carne, galinha e legumes, ganharam a companhia de pozinhos que prometem gosto de 4 queijos, caldo de feijão e até pizza. Mas qual pizza? “Os ingredientes principais são tomate, queijo e orégano. O tempero contém ainda uma mistura de fermento e goma guar, para dar consistência.

Na prática, o pó vermelho que vem no saquinho para ser jogado sobre o macarrão remete a outros produtos “sabor pizza” – como o saudoso salgadinho Zambinos. Tudo dentro da melhor tradição da culinária industrial

2043 – Curiosidade Artística – Um Castelo de Papel


Castelo de papel levou 4 anos pra ficar pronto

Olhe de perto. Não, mais perto. Esta magnífica estrutura é feita de papel e demandou do jovem estudante de Tóquio Wataru Itou quatro longos anos para ser projetada e construída.

Como exemplo da engenharia com papel, provavelmente não tem rivais uma incrível construção de torres, espirais, pilares, uma grande roda e até um aeroporto. Medindo 2,4 m x 1,8 m, é iluminada por luzes elétricas e tem até um trem que se move em volta dela.

Wataru desenvolveu sua criação apenas com um estilete, cola e um furador. Mas, apesar dos anos de dedicação, o estudante anunciou sua disposição de pôr fogo no castelo quando terminar a exposição de que participa em uma ilha da baía de Tóquio.

“Sou devotado enquanto trabalho em meus projetos”, explica, “mas perco rapidamente o interesse quando os completo”.

2042 – Genoma, cadê os resultados?


Da Super para o ☻Mega

Os anos 2000 começaram com o anúncio de uma revolução. O código da vida havia sido decifrado. Estávamos prestes a entender as doenças mais misteriosas. E transplantes de DNA dariam conta dos distúrbios mais graves. Mas nada disso aconteceu até hoje. A revolução ainda está a caminho?
Escrever o manual de instruções de uma pessoa. Esse era o objetivo dos cientistas que começaram a mapear e sequenciar o genoma humano, em 1990. Um trabalho duro. A chave para desvendar nosso corpo estava em um código formado por milhares de genes, cada um deles com uma função definida – e completamente desconhecida. Com um mutirão de cientistas e computadores potentes, no entanto, o mundo achou que chegara a hora de entender tudo: por que ficamos doentes, nascemos com cabelos lisos ou crespos, sentimos mais ou menos dor do que os amigos. Entender por que uma pessoa funciona do jeito que funciona.

Seria uma obra revolucionária para a saúde do homem. Saberíamos com antecedência que doenças nos afetariam no futuro. Desligando genes que causam disfunções e ligando aqueles responsáveis pelo conserto, seria mínimo o risco de sofrermos de males hereditários. Acreditando nisso, o mundo comemorou quando o mapeamento do genoma humano foi apresentado em 2000, quase completo. Em coisa de 10 anos, diziam os líderes do projeto, viveríamos melhor. E mais. Os 10 anos se passaram e o que foi prometido não aconteceu.
Promessa 1
Doenças desvendadas
Se tudo tivesse saído como imaginado, o Projeto Genoma teria desvendado a causa de doenças graves, como diabetes e câncer. O resultado do trabalho seria um manual mesmo: “Os genes BRCA1 e BRCA2 são responsáveis por suprimir tumores. Em caso de mau funcionamento, podem causar câncer de mama”. De posse desse “livro da vida” (termo que os cientistas usavam), médicos saberiam exatamente como nos curar de doenças. E como evitar problemas de saúde que surgiriam no futuro.

Na prática, seria assim: todo mundo teria o genoma mapeado. O médico leria o DNA do paciente e procuraria por algum gene ou mutação capaz de provocar uma doença. Se encontrasse algo preocupante, prescreveria um tratamento que mexesse direto naquele gene. Diabéticos, por exemplo, sairiam com uma receita que regulasse o gene responsável pela produção de insulina. O Projeto Genoma mapearia os botões do corpo que ativam determinados processos – os médicos só precisariam ligá-los e desligá-los conforme necessário.

Mas esse cenário começou a desmoronar logo, assim que os cientistas mergulharam nos dados do genoma. Para começar, eles nem sabiam direito quantos genes teriam de decifrar. A princípio, acreditavam que o total ficava em torno de 300 mil. Depois chegaram ao número de 100 mil. E reduziram para cerca de 25 mil.

Era complicado mesmo estimar o número de genes. Eles estão bem escondidos no corpo. Para encontrá-los, o primeiro passo é olhar dentro das células, no núcleo. Lá estão os cromossomos que herdamos de nossos pais. Os cromossomos guardam o DNA, uma longa cadeia de substâncias químicas. O que os cientistas tinham de fazer era olhar para a espiral do DNA e apontar os pedaços dela que mandam o corpo produzir proteínas. Esses pedaços é que são chamados de genes.

A identificação deu tanto trabalho quanto o que você teria se resolvesse sair cavucando por aí para achar ouro. Ouro mesmo, porque os genes têm a função mais nobre no organismo: produzir proteínas. Tudo o que acontece no seu corpo é regulado pelas proteínas, como a cor do cabelo, a absorção de gordura, o transporte de oxigênio. E esse trabalho é feito de acordo com o que os genes mandam. Eles ordenam, as proteínas executam.

No caso da obesidade, cientistas já descobriram 40 genes com alguma culpa no cartório. E esse número equivale a apenas 10% dos responsáveis genéticos pelo problema. Ainda é preciso correr atrás dos outros 90%.

Parece muito trabalho, mas pelo menos ainda estamos falando de um terreno conhecido dos cientistas. O pior é que o Projeto Genoma revelou um protagonista nessa história até então menosprezado: o DNA lixo, aquele que não produz proteínas. A pesquisa mostrou por que ele não mete a mão na massa – ele é mais um gerentão dos genes mesmo. “A grande surpresa do Projeto Genoma foi descobrir que o DNA antes considerado lixo é justamente o responsável pela interação entre os genes”, diz Salmo Raskin, geneticista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Genética, que trabalhou no projeto. Os cientistas começaram uma nova área de estudos, que nem imaginavam que enfrentariam. E perceberam que mapear e sequenciar o genoma não seria o fim de uma maratona. Seria o começo.
As empresas que formam o varejão do genoma.
Qualquer um já pode ter o próprio genoma sequenciado. A Illumina oferece o serviço por US$ 19 500. Para quem não tem tanto dinheiro, a opção é recorrer a empresas como 23andMe, Navigenics e DeCode. Essas não sequenciam o genoma, apenas o vasculham à procura de genes e mutações ligadas a doenças (como comparar o seu DNA com um gabarito e ver se há algo errado ali). Na 23andMe, empresa que informou a Sergey Brin que ele corria o risco de ter Parkinson (e que tem a esposa de Brin como sócia), o serviço custa US$ 499. Nos EUA, essa indústria tem despertado preocupação. Em julho, uma agência do governo divulgou um teste-surpresa que havia feito com essas companhias. O resultado: as empresas deram avaliações diferentes lendo o mesmo genoma, e uma chegou a dar como praticamente certo o diagnóstico de câncer a uma das clientes fictícias. Para evitar abusos como esses, o governo tem conversado com as empresas para criar uma regulamentação para o setor.
O Projeto Genoma despertou tanta euforia que os cientistas concluíram que logo teríamos um remédio para cada gene ou mutação genética capaz de gerar doenças em nosso corpo. Como aconteceu com John. Poderíamos até nos prevenir com vacinas personalizadas. E recorrer a uma espécie de transplante de DNA, por meio de mudanças no genoma.

O que estava a caminho, no entanto, era uma morte. Aconteceu em 1999. A vítima foi Jesse Gelsinger, um rapaz de 18 anos do Arizona portador de uma doença hereditária rara, chamada ornitina trancarbamilase. O problema é causado pela falta de um gene no fígado e tem como principal característica a dificuldade de eliminar amônia. Normalmente quem nasce com o distúrbio não vive mais de um mês, mas o rapaz sofria de uma forma branda da doença.

Gelsinger foi convidado a participar de estudos conduzidos pela Universidade da Pensilvânia. A ideia dos pesquisadores era transportar o gene que faltava até o fígado do rapaz, usando um vírus de resfriado. Vírus têm a capacidade de inserir seu próprio DNA nas células da pessoa que infectam. Os cientistas quiseram tirar proveito disso – com um vírus modificado, que carregaria o gene tão necessário à vida de Gelsinger. Quatro dias depois de feito o procedimento, Gelsinger teve falência múltipla dos órgãos. A hipótese levantada na época foi de que o sistema imunológico de Gelsinger teria disparado uma resposta muito severa ao vírus.

Foi a primeira morte relacionada à chamada terapia gênica, a linha de tratamento que propõe interferências diretas no DNA. Depois desse episódio, órgãos de segurança passaram a exigir mais cuidados. Investimentos privados em terapia gênica, que cresciam naquele período, minguaram nos anos seguintes. “O incidente marcou uma virada no setor e precipitou um rápido recuo tanto dos investidores como das grandes companhias”, escreveu Paul Martin, professor da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, no livro Living with the Genome.

O susto concentrou as pesquisas nos remédios personalizados. Ainda que não tenham conseguido desvendar as nossas doenças, os cientistas já conseguiram desenvolver drogas específicas para pessoas que possuem mutações. Um exemplo é o Herceptin, lançado pelo laboratório Roche para pacientes com câncer de mama. O remédio funciona só com quem tem uma certa proteína que aumenta a agressividade do câncer. (No Brasil, a droga é distribuída pelo Instituto Nacional do Câncer e por hospitais públicos de Rio de Janeiro e São Paulo.)

Como Craig Venter passou de vilão dos humanos para Deus das bactérias.
O plano de Venter de ganhar dinheiro com a venda de informações conseguidas com o sequenciamento do genoma pode ter se frustrado. Mas ele conseguiu um lugar de honra na ciência mundial. Depois de deixar a Celera por divergências com outros acionistas da empresa, Venter se lançou em uma empreitada ambiciosa: criar uma vida artificial. Ele conseguiu. Em maio, anunciou ter criado a primeira forma de vida com um genoma produzido artificialmente, uma bactéria. É o primeiro passo para construir organismos muito úteis, que nos ajudem a produzir combustíveis ou combater doenças.
Além de cientistas e investidores, farmacêuticas também acharam que o sequenciamento do genoma poderia dar muito dinheiro. Ainda em 1990 a Roche comprou 60% da Genentech, aquela que havia desenvolvido a insulina sintética. Foi uma forma de se preparar para desenvolver os remédios personalizados, que, acreditava-se, chegariam em breve. “Fizemos a compra porque precisavámos absorver o conhecimento que eles tinham nessa área”, afirma Maurício Lima, diretor da Roche no Brasil.

As novas promessas
A primeira década dos anos 2000 foi um choque de realidade para quem apostou tudo na genética. Mas isso não significa que os esforços foram em vão. Não, a genética não fracassou. Só vai dar muito mais trabalho do que se pensava.

3041 – China descobre reserva de gelo combustível


O governo chinês descobriu depósitos de gelo na província de Qinghai, no centro-oeste do país, que poderão ser usados como fonte de energia. Isso porque o gelo encontrado lá não é qualquer um: é hidreto de metano, uma mistura de água congelada com gás metano, que pode ser queimado. Segundo o governo chinês, as reservas são suficientes para abastecer o país por até 90 anos. Os EUA também já têm um projeto para explorar o gelo combustível, o que preocupa os ambientalistas – um vazamento acidental de metano poderia acelerar o aquecimento global.

3040 – Clássicos do Cinema – Um Dia de Cão


Al Paccino

Filme norte-americano de 1975, um drama policial dirigido por Sidney Lumet, e estrelado por Al Pacino, com roteiro baseado em fatos reais.
O roteiro foi inspirado em artigos dos jornalistas Thomas Moore e P. F. Kluge escritos no New York Daily News sobre episódio ocorrido no bairro do Brooklyn, em Nova Iorque, no dia 22 de agosto de 1972.
Numa tarde quente no Brooklyn dois perdedores planejam roubar um banco e o resultado será um desastre. O roubo deveria ter levado apenas dez minutos. Quatro horas depois, o banco pareceia um espetáculo de circo. Oito horas depois, era notícia em toda a rede de TV. Doze horas depois, toda a história atinge o seu clímax e resolução.
Elenco
Al Pacino …. Sonny Wortzik
John Cazale …. Sal
Charles Durning …. Eugene Moretti
Chris Sarandon …. Leon
James Broderick …. Sheldon
Beulah Garrick …. Margaret
Sully Boyar …. Mulvaney
Sandra Kazan …. Deborah
Oscar 1976 (EUA)
Venceu na categoria de melhor roteiro original.
Indicado nas categorias de melhor ator (Al Pacino), melhor ator coadjuvante (Chris Sarandon), melhor filme, melhor diretor e melhor montagem.
BAFTA 1976 (Reino Unido)
Venceu na categoria de melhor ator (Al Pacino) e melhor edição.
Indicado nas categorias de melhor direção, melhor filme, melhor roteiro e melhor trilha sonora.
Prêmio David di Donatello 1976 (Itália)
Recebeu um prêmio David especial.
Globo de Ouro 1976 (EUA)
Indicado nas categorias de melhor diretor de cinema, melhor filme – drama, melhor ator novato em cinema – drama (Chris Sarandon), melhor roteiro de cinema, melhor ator coadjuvante (John Cazale e Charles Durning).
A conversa que os personagens de Al Pacino (Sonny) e Chris Sarandon (Leon) têm ao telefone foi toda improvisada pelos atores. Esse filme marca a estréia do ator Chris Sarandon no cinema. Na hora em que uma das reféns oferece um cigarro a Sal (o parceiro de Sonny no assalto ao banco), ele recusa o cigarro e diz que não quer morrer de câncer. O ator John Cazale, intérprete de Sal, tragicamente morreu dessa mesma doença três anos depois do filme, em 12 de março de 1978, devido a um câncer nos ossos. Em 1975 o próprio realizador original do assalto, John Wojtowicz (no filme, Sonny Wortzik) escreveu um artigo para o New York Times, onde apontava para os fatos verídicos e falsos do filme (um deles, bastante curioso, é que tanto ele quanto Sal já estavam imobilizados quando o agente do FBI decidiu atirar em Sal).
Filme baseado numa notícia de jornal verdadeira. Um homem de Nova Iorque e dois cúmplices planejaram minuciosamente um assalto a banco de deveria durar 10 minutos. Na tentativa, eles acabam sendo cercados pela polícia, redes de tv e vários curiosos. Com toda a tensão, descobre-se que o autor do assalto só queria ter dinheiro suficiente para que seu amante possa realizar uma cirurgia de mudança de sexo para tornar-se uma mulher.

3039 – Música – A Gravadora Montown


Montown no ☻Mega
Logo da Montown

A Motown Records, também conhecida como Tamla-Motown, é uma gravadora americana de discos fundada em 12 de janeiro de 1959 por Berry Gordy Jr. na cidade de Detroit, estado americano de Michigan conhecida como “Motor Town”, devido às montadoras de automóveis ali instaladas. O nome da gravadora é uma redução de “Motor Town.Nos anos 60 foi a mais bem sucedida na criação daquilo que se tornou conhecido como O Som da Motown, um estilo de “soul” bem característico, com o uso de instrumentos como pandeiros, baterias e instrumentos do “rhythm and blues” além de um estilo de ‘canto-e-resposta’ (com a repetição, por parte do coral, de frases inteiras ou palavras de alguns versos) originário da música gospel. O “som da Motown” também é marcado pelo uso de orquestração e instrumentos de sopro, por harmonias bem arranjadas e outros refinamentos de produção da música pop, e é considerado precursor da Era Disco dos anos 70.
Apesar de terem existido músicos negros norte-americanos de grande sucesso antes dos anos 60, incluindo Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, e Chuck Berry, a Motown foi a mais importante lançadora de artistas negros desde seu surgimento até o surgimento do chamado “hip hop”. Foi também a primeira a lançar músicas que deixavam de lado o puro e simples lirismo e mergulhavam também em temas socio-políticos.
Tanto cuidado com a produção deu resultados: de 1961 a 1971 a Motown conseguiu emplacar nada menos que 110 músicas no “Top 10” norte-americano. Para completar o acompanhamento de alguns artistas, a gravadora teve também sua própria orquestra, chamada The Funk Brothers.

“ABC”, do Jackson Five “You Keep Me Hangin’ On”, com Diana Ross e The Supremes “Let´s Get it On, de Marvin Gaye “I Can´t Help Myself” com os The Four Tops “My Girl”, com The Temptations, são alguns exemplos.
Outros artistas
The Jackson Five (indiretamente, Michael Jackson)
The Four Tops
Rick James
Martha Reeves and the Vandellas
Smokey Robinson
The Temptations
Mary Wells
Jackie Wilson
The Commodores e Lionel Richie
Gladys Knight & the Pips
The Miracles
Stevie Wonder
Marvin Gaye
Marvelettes
Contours
Jr. Walker & The All Stars
Barrett Strong
Eddie Holland
Edwin Starr
Isley Brothers

3038 – Avanços do Século 20 – Capítulo 3


Celular, modelo da década de 90

Medicina
Waksman e Schatz descobriram a estreptomicina, utilizada para tratar a tuberculose e Alfred Charles Kinsey (1894-1956) publicou suas primeiras pesquisas sobre o comportamento sexual do homem. Em 1950, os anti-histamínicos começaram a ser usados contra as alergias e resfriados e o meprobamato como tranquilizante. O isótopo carbono 13 foi descoberto e outro antibiótico foi isolado: a neomicina.
Desenvolvimento tecnológico
Ainda em 1942, entrava em funcionamento o 1° computador automático e foi construído o 1° míssil teleguiado. A Universidade da Pensilvânia, EUA, construiu o primeiro cérebro eletrônico, o antecessor do computador, em 1947 e um avião ultrapassava pela 1ª vez a barreira do som. A URSS lançava o 1° satélite artificial, o Sputinik em 4/10 de 1957 e no mês seguinte, o primeiro ser vivo foi lançado no espaço, a cadela Laika, a bordo do Sutinik 2. O pioneirismo soviético fez com que os EUA criassem depois a NASA e lançassem sua 1ª nave, o Explorer I. Em 1959, a nave espacial soviética Lunik atingiu a Lua; a URSS envia 2 macacos para o espaço. No Atol de Eniwetok, Pacífico e os EUA explodiram a 1ª bomba de hidrogênio em 6/11/1952 e no ano seguinte a URSS explodiu a sua também. Em 1955 foi produzido e detectado o antipróton.
O Laboratório de Los Alamos produzia o neutrino, a partícula atômica sem carga e foi descoberto o anti-nêutron. Em 1952 foi produzida a 1ª pílula anti-concepcional e os 1°s estudos relacionando o fumo ao câncer. Sabin preparava a vacina contra a pólio e em 1960 foi sintetizado o hormônio pituitário.
Willard Frank Libby (EUA, 1908-1980) desenvolveu a técnica para determinar a data dos fósseis através do carbono 14. Produzidos amoniácidos em laboratório. Isolada a clorofila e descoberto outro antibiótico a meticilina. Em 1951, uma filial da 3M Scotch, desenvolvida o processo de gravar imagens em fita magnética, mas o sistema só se tornou viável no ano seguinte quando Ginzburg e Ray Dolby desenvolveram cabeça de gravação móveis. A marinha norte-americana construiu o 1° submarino nuclear, o Nautilus e lançou o porta-aviões Forrestal com 60 mil toneladas. Descoberto o processo de fabricação do diamante artificial a 2700°C. Em 1958 foram realizadas as primeiras gravações stereo. Surgiu o laser. Gagárin (1934-1968) e Shepard fizeram os primeiros vôos espaciais tripulados.
A nave americana Apolo 11 foi a primeira nave tripulada a descer na Lua. No mesmo ano (1969), as Sondas Mariner fotografaram a superfície de Marte e a soviética Vênus 7 desceu em Vênus instalando telescópios refletores de 150 polegadas . A China explodiu também a sua bomba de hidrogênio (1957). Em 1967, Cristian Neethling Barnard, um sul-africano nascido em 1922 fez a primeira operação de transplante de coração na Cidade do Cabo, África do Sul. Utilizado o primeiro marca-passo em 1970. Em 1973 a Pionner 10 transmitiu imagens de Júpiter. Em 1976 foram descobertos 5 anéis de Urano semelhantes aos de Saturno. As naves Voyager, hoje fora do Sistema Solar foram lançadas também nesse ano. Caronte, a Lua de Plutão foi descoberta em 1978.
Paul Berg (americano, nascido em 1926) fez experiências sobre a modificação dos caracteres genéticos e hereditários de um vírus. Foram realizadas em 1972, experiências sobre a possibilidade deseparar células com genes defeituosos. Descobertas as enzimas de restrição fundamentais em engenharia genética. Ainda em 1975, foi desenvolvida a tecnologia da produção de anticorpos monoclonais a partir das células híbridas.

Telefone Celular – Invenção do século 20
OS PRIMEIROS CELULARES CHEGARAM AO BRASIL HÁ 20 ANOS
Em apenas 20 anos, o número de telefones celulares no Brasil cresceu de forma exponencial. Os aparelhos chegaram ao país em 1990, de forma tímida, caindo nas mãos de 667 pessoas que apostaram na tecnologia. Quem diria que, um ano depois, o número já seria dez vezes maior, chegando a 6.700. Foi o início do reinado do eletrônico portátil mais popular do planeta, que hoje supera a marca dos 197,53 milhões de aparelhos ativos só no país – de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Um feito impressionante, uma vez que o número ultrapassa a quantidade de habitantes do Brasil, que, segundo o IBGE, gira em torno dos 192 milhões de pessoas.

3037 – Aquecimento Global: O Perigo vem do Ártico


Cientistas ligados a ONU estão investigando o solo do Ártico que está começando a despejar gás carbônico na superfície. Por enquanto, a quantidade é pequena, mas se aumentar, pode ameaçar a vida no planeta. Toda a atividade, inclusive a industrial humana produz por ano cerca de 6 gigatons do gás poluente e que causa o efeito estufa. Nos últimos anos, o calor anormal vem derretendo o geleiras milenares. A novidade é que, além de aumentar o nível dos oceanos, pode também liberar mais carbono na atmosfera, acelerando ainda mais o processo de aquecimento do planeta. O solo do Ártico armazena 14% de todo o carbono existente na Terra e representa várias centenas de gigatons. Pelos cálculos atuais, o efeito estufa fará a Terra esquentar de 2 a 5°C até 2050, mas se o gás do Ártico chegar a atmosfera, a mudança climática poderá ser bem mais rápida.

3036 – Mundo Animal – Que diabo é esse? O Diabo da Tasmânia


Esse diabinho existe e mora na Tasmânia

É um mamífero marsupial, da família Dasyuridae, atualmente endêmico da ilha da Tasmânia, Austrália. Através do registro fóssil sabe-se que a espécie habitou também o continente australiano, tendo se extinguido há cerca de 400 anos antes da colonização pelos europeus. As causas do desaparecimento são desconhecidas mas pensa-se que tenha sido influenciado pela introdução do dingo, pela chegada e expansão dos aborígenes e por influência climática do El Niño durante o Holoceno.
Com uma aparência de urso, que lhe rendeu a descrição científica de Didelphis ursina, é um animal robusto e musculoso. Sua pelagem é escura e com uma mancha branca característica na região da garganta. Após a extinção do tilacino, tornou-se o maior marsupial carnívoro da atualidade. Pode ser encontrado em vários tipos de habitat, incluindo áreas urbanas.
Foi caçado e envenenado pelos colonizadores devido aos ataques as criações, principalmente galinhas e cordeiros. As populações estavam reduzidas, e em 1941, a espécie foi oficialmente protegida e os números começaram a crescer. Entretanto, na década de 90, com o aparecimento do tumor facial do diabo-da-tasmânia as populações de diabos foram reduzidas drasticamente, levando a espécie a ser classificada como estando em perigo de extinção. Programas de manejo da doença têm sido conduzidos pelo governo da Tasmânia para garantir a continuidade da espécie. O animal é um ícone da Tasmânia e de muitas organizações, grupos e produtos associados. Ficou popularmente conhecido atráves do personagem Taz dos desenhos animados Looney Tunes.
O diabo-da-tasmânia é endêmico da Austrália, onde pode ser encontrado apenas na ilha da Tasmânia e alguns ilhas costeiras próximas, como a Robbins, Bruny e Badger. A população da ilha Bruny sobreviveu até meados dos anos 1800, não havendo mais registros para a espécie após 1900. A população da ilha Badger foi ilegalmente introduzida na metade da década de 90, sendo removida em agosto de 2007.
Estes animais contam sobretudo com a visão, o olfato e os bigodes para localizar o alimento. São animais diurnos e solitários mas encontram outros membros da sua espécie em torno de carcaças. Nesta circunstância são extremamente agressivos e envolvem-se em lutas que deixam cicatrizes profundas com frequência. As lutas são acompanhadas de barulhentas vocalizações como grunhidos, guinchos e latidos que contribuem para a fama de ferocidade do animal. Em condições de cativeiro, os diabos-da-tasmânia organizam-se num sistema altamente hierarquizado.
Com a extinção do tigre-da-tasmânia, o diabo tornou-se no predador de topo da cadeia alimentar no seu ecossistema, mas os juvenis podem ser caçados por águias, corujas e quolls. Estes animais têm um impacto positivo no seu habitat, no controlo de espécies introduzidas de lagomorfos e roedores e na remoção de carcaças em decomposição. Podem também ser prejudiciais ao Homem quando atacam rebanhos de ovelhas.
No passado foi caçado e envenenado pelos estragos causados ao rebanho e pela sua carne, que os colonos diziam ter sabor a vitela. A espécie foi protegida em 1941 e a partir daí a população recuperou-se.
Em 2009, o seu estatuto de conservação, na Austrália passou de vulnerável para ameaçado.
Tumor facial
Em 1996 foi detectado pela primeira vez
Nos últimos anos, têm-se registrado perdas significativas para uma doença cancerosa que aparenta ser endémica nos diabos-da-tasmânia. Esta doença foi identificada em 1999 e causa tumores em torno da boca, sendo normalmente fatal por impedir a alimentação do animal. Foram afectados 70% dos indivíduos desde 1996.
O modo de contágio ou propagação da doença permanece desconhecido e há evidências de que seja cíclica com um período de 70 a 100 anos. A epidemia atingiu proporções catastróficas, levando os conservacionistas a tomar medidas extremas como matar os animais que apresentem os estágios iniciais da doença, para evitar o contágio, e criar áreas fechadas com populações saudáveis nas ilhas ao largo da Tasmânia, de forma a permitir a reintrodução no caso da espécie ser erradicada da ilha principal no futuro próximo.
Em 10 de março de 2010, cientistas australianos anunciaram a descoberta de uma colônia de diabos-da-tasmânia que se mostra imune ao câncer contagioso. A partir dessa descoberta, os pequisadores querem desenvolver uma vacina que combata a proliferação desse câncer
Em meados da década de 1960, esta espécie animal inspirou os estúdios Warner Bros, que produzia os desenhos animados de Pernalonga, Frajola & Piu Piu, Patolino, Papa-Léguas, etc., a criar um personagem que inicialmente apareceu em alguns episódios dos desenhos de Pernalonga. O personagem fez tanto sucesso que a Warner Bros o transformou em personagem fixo, batizando-lhe de “Taz”, fazendo-lhe, inclusive, de protagonista de uma série de desenhos produzidos por esta produtora.

O Taz não existe só nos desenhos

O bicho pertence à espécie dos marsupiais, a mesma dos cangurus, e tem uma bolsa onde se realiza parte da gestação do filhote. O nome se deve à sua expressão feroz, rosnado rouco e temperamento agressivo. Ele é capaz de devorar qualquer animal que o ataque, inclusive outros diabos. Também não é muito exigente com relação a comida: aprecia pequenos répteis, mamíferos e cangurus. Não rejeita sequer cadáveres de animais. Sua mordida é excepcionalmente forte e ele geralmente devora suas presas por inteiro. Existem casos em que famílias são capazes de comer um cavalo inteiro, deixando apenas o esqueleto e o rabo. O diabo, que tem cerca de 1,2 metro de comprimento, vive atualmente apenas na Tasmânia, (Tasmânia é uma ilha da Oceania, não confundir com Tanzânia, que fica na África). Ele era comumente encontrado também na Austrália, mas foi praticamente extinto.

3035 – Mega Curiosidades: Os leões ronronam?


Todos os felinos ronronam, apesar de os membros da subfamília Panfherinae – que inclui o leão, o tigre, o jaguar e o leopardo – só conseguirem fazê-Io quando estão expirando. Todos os outros ronronam também quando inspiram. Ainda não se conhece o mecanismo exato, mas parece ser um espasmo rápido da laringe que dilata e contrai a glote, e não uma vibração das cordas vocais.
Imagina-se que gatos ronronem em sinal de contentamento, mas eles também o fazem em momentos de muito estresse, como ao darem à luz ou visitarem o veterinário. A frequência do ronronar varia de 25 a 150Hz, dependendo da espécie, e vários estudos mostraram que vibrações nessas frequências estimulam o crescimento ósseo e a reparação de tecidos.

Qual o maior animal já comido por uma planta carnívora?

A dioneia (Dionaea muscipula) se especializou em digerir insetos e tem armadilhas apropriadas ao tamanho de suas presas. Se elas se fecham sobre animais maiores que um terço do seu tamanho de 2 a 3 cm , podem não segurá-los com firmeza suficiente para evitar que fujam. Ainda assim, espécimes maiores já foram encontrados com esqueletos de sapo dentro deles.

3034 – Zoologia – Pescador Eficiente


Um pássaro pescador

A imagem submersa de um martim-pescador mergulhando para capturar sua presa foi obtida pelo fotógrafo húngaro Joe Petersburger. Os martins-pescadores tipicamente caçam alguns metros acima da água, descendo a até 100 km/h para agarrar suas vítimas.
Imediatamente antes de a ave entrar na água, uma terceira pálpebra translúcida a membrana nictitante fecha-se sobre os olhos para protegê-los, o que efetivamente deixa o pássaro cego por uma fração de segundo.
O processo todo exige precisão extrema, pois
o martim tem de não só chegar até a profundidade em que o peixe está antes que ele fuja, mas também de compensar o efeito de refração na água, a ilusão que faz a presa parecer estar mais perto da superfície do que realmente está. As aves são capazes de fazer isso graças a filtros polarizadores nos olhos, que excluem a reflexão gerada pela água e fazem-nos enxergar melhor suas presas.

3033-160 Séculos de ciência aqui no ☻Mega


A ciência pode ser encarada como um desenvolvimento relativamente recente. É possível, por exemplo, argumentar que o pensador italiano Galileu Galilei, no início do século 17, foi quem primeiro lançou as bases para o que hoje chamamos de método científico. Afinal, a sistematização da produção do conhecimento por meio de hipóteses e experiências surgiu a partir de seus escritos. Mas claramente a ciência, numa estrutura ainda embrionária (e mesmo assim muito poderosa), tem início muito antes disso.

É necessário voltar no tempo até a préhistória, cerca de 16 mil anos atrás. Foi naquele momento que os primeiros agrupamentos humanos mostraram o domínio completo das técnicas de cerâmica. Isso implicava não só a capacidade de fazer artefatos, produzir ferramentas e arte, mas obter o controle total do fogo, que também permitiu ao homem cozinhar os alimentos, se proteger do frio e se espalhar pelo planeta.

Mais uns 3 mil anos transcorreriam até que surgissem as primeiras sociedades agrárias. O homem deixaria de ser nômade e passaria a ter a habilidade de se estabelecer de forma fixa num território, explorando a capacidade de plantar e colher. Foi talvez o momento mais marcante e transformador da cultura humana sem exagero, o início precoce do que hoje chamamos de globalização.

A agricultura de fato apontava para um universo muito maior. Sua prosperidade passava necessariamente pelo desenvolvimento da astronomia. Afinal, foi o estudo do céu que abriu as portas para que a humanidade enxergasse periodicidade nos fenômenos vistos no chão (como a época boa para plantar e o tempo certo da colheita). A marcação do tempo em dias, semanas, meses e anos é fruto das observações astronômicas primitivas.

Círculos no firmamento, círculos no chão. A roda. Difícil imaginar uma invenção mais influente na história da humanidade. Se ela era extremamente útil quando foi criada, o que não dirá hoje? A roda mais antiga encontrada tem cerca de 5 mil anos, originária da Mesopotâmia, mas é dado como certo que outras existiram antes.

Cerâmica, fogo, agricultura, astronomia, roda… Estamos falando de concepções com forte impacto nos rumos da cultura humana, e é muito fácil enxergar conexões entre cada uma delas. A cada avanço científico, nascia uma nova sociedade. E isso não mudou com o passar do tempo. Podemos prosseguir com a lista e desembocar na máquina a vapor, que transformou relações econômicas e sociais no mundo inteiro ao promover a chamada Revolução Industrial. Quer mais? Pense na lâmpada elétrica, no telefone, nos transistores, na bomba atômica, na internet.

3032 – Mega Mistério – O Triângulo das Bermudas


O Triângulo do diabo

É uma área que varia, aproximadamente, de 1,1 milhão de km² até 3,95 milhões de km². Essa variação ocorre em virtude de fatores físicos, químicos, climáticos, geográficos e geofísicos da região, que influem decisivamente no cálculo de sua área, situada no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale (Flórida) e as Bahamas. A região notabilizou-se como palco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, para os quais popularizaram-se explicações extrafísicas e/ou sobrenaturais.Uma das possíveis explicações para estes fenômenos são os distúrbios que esta região passa, no campo magnético da Terra. Um dos casos mais famosos é o chamado voo 19. Muito embora existam diversos eventos anteriores, os primeiros relatos mais sistemáticos começam a ocorrer entre 1945 e 1950. Alguns traçam o mistério até Colombo. Mesmo assim, os incidentes vão de 200 a não mais de 1000 nos últimos 500 anos. Howard Rosenberg afirma que em 1973 a Guarda Costeira dos EUA respondeu a mais de 8.000 pedidos de ajuda na área e que mais de 50 navios e 20 aviões se perderam na zona, durante o último século.
Muitas teorias foram dadas para explicar o extraordinário mistério dos aviões e navios desaparecidos. Extraterrestres, resíduos de cristais da Atlântida, humanos com armas antigravidade ou outras tecnologias esquisitas, vórtices da quarta dimensão, estão entre os favoritos dos escritores de fantasias. Campos magnéticos estranhos, flatulências oceânicas (gás metano do fundo do oceano) são os favoritos dos mais técnicos. O tempo (tempestades, furacões, tsunamis, terremotos, ondas, correntes), e outras causas naturais e humanas são as favoritas entre os investigadores céticos.
Desde a era das Grandes Navegações, nos séculos XV e XVI, as naus que viajavam da Europa para as Américas passavam continuamente por esta área para aproveitar os ventos da Corrente do Golfo. Depois, com o desenvolvimento das máquinas a vapor e dos barcos com motores de combustão interna, grande parte do tráfego do Atlântico Norte já não passava mais por esta área.
A Corrente do Golfo, uma área com clima instável (conhecida por seus furacões), também passa pelo triângulo ao sair do Mar do Caribe. A combinação de um intenso tráfego marítimo e o clima instável pode ter feito com que alguns barcos entrassem em tempestades e se perdessem sem deixar pistas, principalmente antes do desenvolvimento das telecomunicações, do radar e dos satélites no final do século XX.
A primeira obra documentada sobre os desaparecimentos nesta área foi lançada em 1950, por E. V. W. Jones, jornalista da Associated Press, que escreveu algumas matérias sobre desaparecimentos de barcos no triângulo. Jones disse que os desaparecimentos de barcos, aviões e pequenos botes eram “misteriosos”. E deu a esta área o nome de “Triângulo do Diabo”.
Variações nas bússolas
Os problemas com bússolas são um dos mais citados em vários incidentes no triângulo. Enquanto alguns têm teorizado que anomalias magnéticas locais incomuns podem existir nesta área, tais anomalias não têm sido reveladas como existentes. Também deve ser lembrado que as bússolas têm variações magnéticas naturais em relação aos polos magnéticos. Por exemplo, nos Estados Unidos os únicos lugares onde o polo norte magnético e o polo norte geográfico são exatamente os mesmos estão em uma linha passando do Wisconsin até o Golfo do México. Os navegadores sabem disso há séculos, mas o público pode não estar informado e algumas pessoas pensam que existe alguma coisa misteriosa na “mudança” na bússola numa área tão extensa como o triângulo, apesar de ser um fenómeno natural.
A Corrente do Golfo é uma corrente oceânica que se origina no Golfo do México, e então passa através do Estreito da Flórida, indo ao Atlântico Norte. Em essência, é um rio dentro do oceano, e como um rio, pode e carrega objetos flutuantes. Tem uma velocidade de superfície ao redor de 2,5 m/s (6 mph). [4] Um pequeno avião fazendo um pouso na água ou um barco tendo problema no motor serão carregados para longe da reportada posição pela corrente, como aconteceu com um cruzeiro chamado Witchcraft em 22 de Dezembro de 1967, quando foi reportado um problema no motor próximo a um marcador de boia a uma milha (1,6 km) da costa, mas o navio não estava lá quando a Guarda Costeira chegou.
Furacões
Os Furacões são poderosas tempestades que são geradas em águas tropicais, e têm historicamente sido responsáveis por milhares de vidas perdidas e bilhões de dólares em prejuízos. O naufrágio da frota espanhola Francisco de Bobadilla em 1502 foi o primeiro registro de um exemplo de um destrutivo furacão. Estas tempestades têm no passado causado vários incidentes relacionados ao triângulo.
Ondas gigantes
Em vários oceanos ao redor do mundo, as ondas gigantes têm causado o afundamento de navios [5] e a queda de plataformas de petróleo.[6] Estas ondas são consideradas como sendo um mistério e até recentemente eram acreditadas como sendo um mito.[7][8] No entanto, as ondas gigantes não explicam a perda de aviões.
As erupções frequentes de metano poderiam produzir regiões de água espumosa que poderiam não dar sustentação suficiente aos barcos. Se formasse uma área deste tipo ao redor de um barco, este afundaria muito rapidamente sem aviso. Os experimentos no laboratório têm provado que as bolhas podem realmente afundar um barco em modelo de escala, devido à diminuição da densidade da água.
Explicações de quedas de aviões
O gás metano também poderia fazer com que os aviões caíssem. O ar menos denso faria com que os aviões perdessem sustentação.
Além disso, no altímetro do avião (que mede a altitude) é medida a densidade do ar. Como o metano é menos denso, o altímetro indicaria que o avião está subindo. O piloto que viajaria de noite ou entre nuvens (onde não é possível ver o solo), suporia que o avião está subindo, e reagiria descendo, fazendo com que o avião colidisse.
Além disso, o metano no motor arruinaria a mistura de combustível e ar. Os motores do avião queimam hidrocarbonetos (como a gasolina) misturados com o oxigênio que provêm do ar. Quando os níveis de oxigênio no ambiente diminuem bruscamente, a combustão poderia parar por completo, fazendo com que o motor desligue. Todos estes efeitos do gás metano tem sido demonstrados experimentalmente.
A Lista de Acidentes é extensa:

1840 – Rosalie – embarcação francesa encontrada meses após o seu desaparecimento, na área do Triângulo das Bermudas, navegando com as velas recolhidas, a carga intacta, porém sem vestígios de sua tripulação.
1872 – Mary Celeste – Apesar do navio ter sido abandonado na costa de Portugal, ele teria antes supostamente batido em um recife perto da costa de Bermuda. 1880 – Atlanta – Fragata britânica, desapareceu em Janeiro, com 290 pessoas a bordo.
1902 – Freya – embarcação alemã, ficou um dia desaparecida. Saiu de Manzanillo, em Cuba no dia 3 de outubro. Foi encontrada no dia seguinte, no mesmo local de onde havia saído, porém sem nenhuma pessoa a bordo: todos os tripulantes desapareceram. 1909 – The Spray – pequeno iate do aventureiro canadense Joshua Slocum, que desapareceu nesta área.
1917 – SS Timandra – embarcação que iria para Buenos Aires que tinha partido de Norfolk (Virgínia) com uma carga de carvão, e uma tripulação de 21 passageiros. Não emitiu nenhum sinal de rádio.
1918 – Cyclops – embarcação carregada com 19.000 toneladas de aprovisionamentos para a Marinha Norte-americana, com 309 pessoas a bordo. Desapareceu a 4 de março em mar calmo, sem emitir aviso, mesmo dispondo de rádio.
1921 – Carroll. A. Deering – cargueiro que afundou no cabo Hatteras, cerca de 1000 km a oeste das ilhas Bermudas. 1925 – Raifuku Maru – embarcação que afundou em uma tempestade a cerca de 1000 km ao norte das ilhas Bermudas.
1925 – Cotopaxi – embarcação desaparecida próximo a Cuba.
1926 – SS Suduffco – embarcação que afundou em um furacão no triângulo.
1931 – Stavenger – cargueiro desaparecido com 43 homens a bordo.
1932 – John and Mary – embarcação desaparecida em Abril. Foi encontrada posteriormente à deriva, a cerca de 80 quilômetros das ilhas Bermudas.
1938 – Anglo-Australian – embarcação desaparecida em Março, com uma tripulação de 39 homens. Pediu socorro quando estava próxima ao Arquipélago dos Açores.
1940 – Gloria Colite – embarcação desaparecida em Fevereiro. Foi encontrada com tudo intacto, mas sem a tripulação.
1942 – Surcouf – submarino francês que foi atacado pelo cargueiro norte-americano Thompson Lykes perto do Canal do Panamá, cerca de 1800 km do triângulo 1944 – Rubicon – cargueiro cubano desaparecido em 22 de outubro. Foi encontrado mais tarde pela Guarda Costeira Norte-americana próximo à costa da Flórida
1945 – Super Constellation – aeronave da Marinha Norte-americana desaparecida em 30 de Outubro, com 42 pessoas a bordo.
1945 – Voo 19 ou Missão 19 (“Flight 19”) – esquadrilha de cinco aviões TBF Avenger, desaparecida em 5 de Dezembro.
1945 – Martin Mariner – hidroavião enviado na busca do Vôo 19, também desapareceu em 5 de dezembro, após 20 minutos de vôo, com 13 tripulantes a bordo.
1947 – C-54 – aeronave do Exército dos Estados Unidos, jamais foi encontrado.
1948 – DC-3 – aeronave comercial, desaparecida em 28 de dezembro, com 32 passageiros. 1948 – Tudor IV Star Tiger – aeronave que desapareceu com 31 passageiros.
1948 – SS Samkey – embarcação que afundou a 4200 km a nordeste do triângulo e a 200 km a nordeste dos Açores. 1949 – Tudor IV Star Ariel – aeronave que desapareceu no triângulo.
1950 – Sandra – cargueiro transportando inseticida, desapareceu em Junho e jamais foi encontrado.
1950 – GLOBEMASTER – Avião desaparecido em março. Era um avião comercial dos Estados Unidos.
1952 – YORK – Avião de transporte britânico. Desaparecido em 2 de fevereiro. Tinha 33 passageiros a bordo fora a tripulação. Sumiu ao norte do Triângulo das Bermudas.
1954 – Lockheed Constelation – aeronave militar com 42 passageiros a bordo que desapareceu no triângulo.
1955 – CONNEMARA IV – Desapareceu em setembro e apareceu 640km distante das bermudas, também sem tripulação.
1956 – MARTIN P-5M – Hidroavião desaparecido em 9 de novembro. Fazia a patrulha da costa dos Estados Unidos. Sumiu com 10 tripulantes a bordo nas proximidades do Triângulo das Bermudas.
1957 – CHASE YC-122 – Desaparecido em 11 de janeiro. Era um avião cargueiro com 4 passageiros a bordo.
1962 – Um avião KB-50 desapareceu em 8 de
janeiro. Tratava-se de um avião tanque das Forças Aéreas dos Estados Unidos. Desapareceu quando cruzava o Triângulo.
1963 – MARINE SULPHUR QUEEN – Cargueiro que desapareceu em fevereiro sem emitir nenhum pedido de socorro.
1963 – SNO’BOY – Desaparecido em 1º de Julho. Era um pesqueiro com 20 homens a bordo. Nunca foi encontrado.
1963 – 2 STRATOTANKERS KC-135 desapareceram em 28 de agosto. Eram 2 aviões de quatro motores cada, novos, a serviço das forças aéreas americanas. Iam em missão secreta para uma base no Atlântico, mas nunca chegaram no local.
1963 – CARGOMASTER C-132 – Desaparecido em 22 de setembro perto das ilhas Açores.
1965 – FLYNG BOXCAR C-119 – Desaparecido em 5 de junho. Era um avião comercial com 10 passageiros a bordo.
1967 – WITCHCRAFT – Desaparecido em 24 de dezembro. Considerado um dos casos mais extraordinários do Triângulo. Tratava-se de uma embarcação que realizava cruzeiros marítimos. Estava amarrado a uma bóia em frente ao porto de Miami, Flórida, a cerca de 1600 metros do solo. Simplesmente desapareceu com sua equipe e um passageiro a bordo.
1970 – Milton Latrides – cargueiro francês que partiu de Nova Orleans em direção à Cidade do Cabo. Levava uma carga de azeite vegetal e refrigerante. Afundou no triângulo em Abril.
1973 – ANITA – Desaparecido em março. Era um cargueiro de 20.000 toneladas que estava circulando próximo ao Triângulo com 32 tripulantes a bordo.
1976 – Grand Zenith – petroleiro, afundou com pessoas e bens a bordo. Deixou uma grande mancha de petróleo que, pouco depois, também desapareceu.
1976 – SS Sylvia L. Ossa – embarcação que afundou em um furacão a oeste das ilhas Bermudas.
1978 – SS Hawarden Bridge – embarcação que foi encontrada abandonada no triângulo.
1980 – SS Poet – embarcação que afundou em um furacão no triângulo. Transportava grãos para o Egito.
1995 – Jamanic K – cargueiro que afundou no triângulo, depois de sair de Cap-Haïtien.
1997 – Iate – É encontrado um iate alemão.
1999 – Genesis – cargueiro que afundou depois de sair do porto de São Vicente; sua carga incluía 465 toneladas de tanques de água, tábuas, concreto e tijolos; informou de problemas com uma bomba um pouco antes de perder o contato. Foi realizada uma busca sem sucesso em uma área de 85.000 km² (33.000 milhas quadradas).
Mais de 100 navios e aviões desapareceram, desde o final da Segunda Guerra, entre o arquipélago das Bermudas, o estado da Flórida, nos Estados Unidos, e a cidade de San Juan, em Porto Rico. Os limites dessa região formam um triângulo imaginário sobre as águas do mar do Caribe que há séculos desperta temores. Ainda assim, a fama do Triângulo das Bermudas como cenário de fenômenos inexplicáveis cresceu mesmo a partir de dezembro de 1945, quando cinco aviões da Marinha americana sumiram sem deixar vestígios.
As especulações sobre o incidente e a lembrança de casos semelhantes deixaram muita gente curiosa e logo a mídia passou a explorar o assunto em livros, filmes e programas de TV. Publicado em 1974, o livro O Triângulo das Bermudas, do escritor americano Charles Berlitz, vendeu 20 milhões de exemplares levantando hipóteses como a de que naves alienígenas teriam seqüestrado as embarcações desaparecidas no local.
Para vários especialistas há muito exagero em torno do assunto. Fenômenos bem mais comuns, como tempestades, explicariam boa parte dos naufrágios e muitos podem ter ocorrido longe da área. Em 1975, no livro The Bermuda Triangle Mystery – Solved (“O Mistério do Triângulo das Bermudas – Solucionado”, inédito no Brasil), o ex-piloto americano Larry Kusche mostra o trabalho de meses de investigações sobre vários incidentes e conclui que os aviões desaparecidos em 1945 caíram no mar por causa da simples falta de combustível.
De qualquer forma, as histórias sobre o Triângulo ainda impressionam. A catarinense Heloisa Schurmann, matriarca da família que deu a volta ao mundo em um barco entre 1984 e 1994, navegou pela região com o marido Vilfredo em 1978.
E não tem boas lembranças: “Quando entramos no arquipélago das Bahamas, uma forte tempestade se aproximou. De repente, vimos um redemoinho de água vindo em nossa direção. Imediatamente mudamos de rumo e fugimos daquele lugar.”
Gás suspeito Alguns cientistas supõem que o metano pode explicar o mistério
1. No subsolo oceânico do Triângulo, há metano estocado como hidrato gasoso, em estruturas como cristais de gelo. O movimento das placas tectônicas muda a pressão e a temperatura das profundezas, transformando esse hidrato em gás
2. O gás de metano sobe para a superfície em forma de bolhas e reduz a densidade da água, fazendo com que os barcos percam sustentação e afundem
3. As bolhas também podem liberar o gás na atmosfera e a faísca do motor de um avião que passe pelo local nesse momento seria suficiente para provocar uma explosão
Um mistério de séculos Região do Caribe é cenário de fatos estranhos desde antes da era cristã
500 a.C. – Pesadelo fenício
Os fenícios – civilização de exímios navegadores que surgiu onde hoje fica a Síria – temiam monstros que se moviam num oceano de algas. Hoje, há especialistas que vêem nisso uma indicação de que eles teriam chegado ao mar de Sargaços, área infestada de algas que se estende sobre o Triângulo
Século XV – Os sustos de colombo
O navegador Cristóvão Colombo também temia essa parte do mar do Caribe. Em seu diário de bordo, ele menciona estranhos acontecimentos no local, como o mau funcionamento de sua bússola e a presença de luzes emergindo do oceano
Século XVIII – Primeiro naufrágio
Em 1790, o barco do espanhol Juan de Bermudez afundou na região, mas ele conseguiu chegar a uma ilha que chamaria de Bermudas, por causa de seu sobrenome. O navegador não só esteve num dos primeiros naufrágios registrados no Triângulo como ainda batizou o arquipélago
1945 – O caso mais polêmico
Cinco bombardeiros Torpedo, da Marinha americana, decolam de Fort Lauderdale, na Flórida, e desaparecem com 14 tripulantes a bordo. O incidente do chamado Vôo 19 (seu número de controle no tráfego aéreo) tornam a região mundialmente famosa como local de sumiços misteriosos
1951 – Gigante desaparecido
Um avião-cargueiro C-124, da Força Aérea americana, deixa de ser registrado por radares ao sobrevoar o Triângulo. Considerado um dos maiores aviões de carga do mundo, ele levava 52 tripulantes
1963 – Rotina de sumiços
O navio-cargueiro Marine Sulphur Queen, de 425 pés (129,45 metros), desaparece com 39 homens a bordo. Nenhum sinal de socorro foi emitido e o navio jamais foi encontrado
1972 – O último caso
O desaparecimento do cargueiro alemão Anita, de 20 mil toneladas e com 32 ocupantes, foi o último acontecimento misterioso do Triângulo a ter grande repercussão em todo o mundo.

Navio tragado como se fosse um brinquedo

3031 – ☻Mega Notícias – Uma Vacina Feita de Genes


Além da terapia, ela é uma forma de tratar a doença depois que ela já está instalada e os pesquisadores também trabalham para criar vacinas gênicas com o objetivo de prevenir os males antes que eles aconteçam. As vacinas comuns contém micróbios inteiros, que depois de enfraquecidos no laboratório, são injetados no corpo para ativar seu sistema de defesa. Cada parte do invasor dispara uma reação diferente e uma resposta tende a anular a outra. Já as vacinas gênicas contém apenas as partes do inimigo que provocam contra-ataques mais eficazes. Os imunologistas acreditam que em breve teremos antídotos deste tipo para combater a hepatite C, a malária, a dengue e até mesmo a AIDs.
Arqueologia – Os dentes mais velhos da América
Trata-se de um pedaço de crânio e 3 dentes fossilizados e desenterrados em 1986 no Piauí. Posteriormente foram datados com 15 mil anos. Tal achado confronta mais uma vez que o homem chegou à América há apenas 12 mil anos. É possível que o homo sapiens tenha migrado da Ásia para cá muito antes desta data.

3030 – Lançamento do Endeavour deve reunir 70 mil nos EUA


A tempestade atrapalhou o cronograma da NASA

Folha Ciência

Lançamento do Endeavour deve reunir 70 mil nos EUA
Desde o início da manhã, milhares de americanos se posicionavam para ver de longe o voo do Endeavour, que será aposentado após 19 anos de atividade. A estimativa é de que pelo menos 70 mil pessoas se desloquem para ver o lançamento nesta sexta-feira.
Depois de uma tempestade que ocorreu na madrugada, a previsão indica que o tempo será bom, mas os controladores de voo ainda se preocupam com as nuvens e os ventos.
Barack Obama é o primeiro presidente americano a acompanhar o lançamento de uma espaçonave da Nasa (agência espacial americana).
Ele estará acompanhado da esposa Michelle e as duas filhas, que verão a partida do Endeavour do centro espacial Kennedy (Flórida), marcado para às 16h47 (horário de Brasília).
No centro espacial Kennedy, foram convidados membros do Congresso, antigos administradores da Nasa e funcionários de alto escalão.
Um grupo de 150 tuiteiros também vai narrar a partida em suas redes sociais, entre elas a brasileira Claudia Saleh, que vive no estado da Virgínia.
O Endeavour parte para uma missão com duração de 14 dias, levando a bordo um detector da matéria escura cuja construção custou US$ 2 bilhões.

3029 – De ☻lho no Mapa – Bolsões de Miséria: A Etiópia


Castelo de um rei etíope

Etiópia no mundo

É um dos países mais antigos do mundo. Oficialmente a República Federal Democrática da Etiópia é a segunda nação mais populosa da África e a décima maior em área. O país faz fronteira com o Sudão a oeste, Djibouti e Eritreia ao norte, Somália ao leste, e Quênia ao sul. Sua capital é a cidade de Addis Ababa.
Considerando que a maioria dos Estados africanos têm muito menos de um século de idade, a Etiópia foi um país independente continuadamente desde tempos passados. Um Estado monárquico que ocupou a maioria de sua história, a Dinastia Etíope, tem suas raízes no século X a.C.. Quando o continente africano foi dividido entre as potências europeias na Conferência de Berlim, a Etiópia foi um dos dois únicos países que mantiveram sua independência. A nação foi uma dos apenas três membros africanos da Liga das Nações, e após um breve período de ocupação italiana, o país tornou-se membro das Nações Unidas. Além de ser um país antigo, a Etiópia é um dos sítios de existência humana mais antigos conhecidos por cientistas de hoje em dia que estudam os traços mais antigos da humanidade; podendo potencialmente ser o lugar em que o homo sapiens se originou. A Etiópia tem o maior número de Patrimônios Mundiais da UNESCO na África. O país também tem laços históricos próximos com as três maiores religiões abraâmicas do mundo. A Etiópia foi um dos primeiros países cristãos no mundo, tendo oficialmente adotado-o como religião do Estado no século IV. O país ainda tem uma maioria cristã, porém um terço da população é muçulmana.
O país tem, ao todo, cerca de 80 grupos étnicos diferentes hoje em dia, com o maior sendo o Oromo, seguido pelos Amhara, ambos os quais falam línguas afro-asiáticas. O país também é famoso pelas suas igrejas talhadas em pedras e como lugar onde o grão de café se originou.
No período após o derrube da monarquia, a Etiópia transformou-se em um dos países mais pobres do mundo. Ela sofreu uma série de períodos de fome trágicos na década de 1980, resultando em milhões de mortes. Lentamente, no entanto, o país começou a se recuperar, e hoje a economia etíope é uma das que mais crescem na África. Infelizmente, como em muitos lugares, este crescimento está tendo impactos negativos no meio ambiente.Pré-história
A Etiópia é considerada uma das áreas mais antigas de ocupação humana do mundo, senão a maior, de acordo com algumas descobertas científicas. Lucy, descoberta no no Vale de Awash da região Afar da Etiópia, é considerado o segundo mais antigo, mais bem preservado e mais completo fóssil adulto Australopithecus. A espécie de Lucy é chamada de Australopithecus afarensis, que significa ‘macaco do sul de Afar’, região da Etiópia onde a descoberta foi feita. É estimado que Lucy tenha vivido na Etiópia a 3,2 milhões de anos atrás. Houve várias outras descobertas notáveis de fósseis no país, incluindo o fóssil humano mais velho, Ardi.
Por volta do século VIII a.C., um reino conhecido como Dʿmt foi estabelecido ao norte da Etiópia e Eritreia, com sua capital em Yeha, norte etíope. Muitos historiadores modernos consideram esta civilização nativa da África, embora influenciada pelos sabeus, por causa de sua tardia hegemonia do Mar Vermelho, enquanto outros consideram os Dʿmt como o resultado de uma mistura dos sabeus e populações indígenas
O país tem um alto planalto central que varia de 1 290 a 3 000 m (4 232 a 9 843 ft) acima do nível do mar, com a maior montanha alcançando 4 533 m (14 872 ft). A elevação é geralmente mais alta pouco antes do ponto de descida do Vale do Rift que divide o planalto diagonalmente. Inúmeros rios cortam o planalto – notavelmente o Nilo Azul, que sobe o Lago Tana. O planalto gradualmente obliqua-se às planícies do Sudão no oeste e nos planaltos inabitados da Somália ao sudeste.
O clima é temperado no planalto e quente na planície
A estação chuvosa normal é em meados de junho e meados de setembro (sendo maior nos planaltos do sul), precedido por chuvas interminentes de fevereiro a março; o restante do ano é geralmente seco.
A Etiópia é um país ecologicamente diversificado, que vai desde desertos ao longo da fronteira oriental às florestas tropicais no sul à ao extenso Afromontane nas partes norte e sudoeste. O Lago Tana, ao norte, é a fonte do Nilo Azul. O país também tem um grande número de espécies endêmicas, notavelmente o Babuíno Gelada, e o Lobo-etíope. A ampla gama de diversidade de altitudes deu ao país uma variedade de áreas distintas ecologicamente, ajudando a estimular a evolução de espécies endêmicas na isolação ecológica.
Aproximadamente 80% da população sobrevive da agricultura, que é a espinha dorsal da economia etíope, respondendo por cerca de 90% do PIB. As exportações principais do setor são café, sementes oleaginosas, leguminosas (feijão), flores, cana-de-açúcar, forragem para animais, e uma planta conhecida por qat, que prossui propriedades psicotrópicas quando mascada. Outros produtos agrícolas importantes são cereais: trigo, milho, sorgo, cevada e o teff, cereal nativo que constitui a base da alimentação no país. As condições naturais são favoráveis à agricultura, mas as técnicas agrícolas são arcaicas e, portanto, a produção se limita ao nível de subsistência. A economia etíope é eminentemente agrícola e se encontra entre as mais atrasadas do mundo. Como ocorre com a maior parte dos países africanos, a Etiópia tem, no subdesenvolvimento e na fome, seus maiores problemas. As secas periódicas, a erosão e o esgotamento do solo, o desmatamento, a alta densidade populacional e a infra-estrutura precária tornam difícil o abastecimento satisfatório dos mercados. Os camponeses foram reunidos nas cooperativas e granjas do Estado, mas essas medidas oficiais, destinadas a melhorar a produção agrícola, tiveram pouco êxito. A pesca, a pecuária e as atividades extrativas também apresentam problemas relacionados com métodos ainda rudimentares de produção. O setor industrial (alimentos, couro, calçados, produtos têxteis, metalúrgicos e químicos) é incipiente. O governo incentivou também o turismo. Para isso melhorou os parques nacionais e a infraestrutura hoteleira. Metade da população (a terceira maior da África, perdendo apenas para o Egito e a Nigéria) sofre de subnutrição crônica.

3028 – Para que servem os pedais no piano?


Eles são parte fundamental da boa música, tornando os sons mais suaves ou mais vibrantes, segundo o gosto do intérprete. “A maior parte dos modelos de cauda, usados em concertos, só tem dois pedais”. É que o terceiro, o do meio — que aparece nos chamados pianos de armário —, não serve para produzir efeito especial. O pianista o aciona apenas quando quer um som bem baixinho. Assim, pode praticar sem incomodar quem está por perto.
1. Este aproxima o martelinho da corda. Assim, ele bate com menos força e faz um som mais suave.
2. O do meio, que nem todos os pianos têm, encosta um feltro nas cordas, evitando a vibração e diminuindo a altura do som, sem incomodar os vizinhos quando o pianista quer estudar.
3. Este deixa as cordas livres. Em geral, logo que o martelo bate, um outro feltro vem diminuir a vibração. Quando este pedal é apertado, o feltro não aparece e as cordas vibram livremente, aumentando a duração de cada nota.

3027 – ☻Mega Notícias – Um Gulliver entre miúdos


Não se pode dizer que seja exatamente um varapau. Mas a bactéria recém-descoberta por pesquisadores do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha, na Alemanha, está longe de se comparar à insignificância de suas primas microscópicas. Batizado de Thiomargarita namibiensis, o organismo encontrado na costa da Namíbia, África, mede quase 1 milímetro — um pouco maior que o ponto no final desta sentença. Ao lado de suas semelhantes, a Thiomargarita pareceria uma baleia perto de um camundongo. Segundo os pesquisadores, a robustez vem do mar na costa namibiana, muito rico em nutrientes. O bicho absorve compostos de enxofre de organismos em decomposição, no fundo do mar. Da água, retira compostos de nitrogênio, usados para respirar.

Por que a água do oceano Pacífico é mais fria que a do Atlântico?
Os oceanos são cruzados por correntes que levam e trazem calor e frio. Quando se trata de águas mornas, o Atlântico recebe uma colaboração generosa do vizinho Índico. Uma grande corrente quente vem pela parte sul da África e vai até quase o Alasca, onde esfria e faz meia volta. Só que, dessa vez, viaja pelo fundo, onde é menos percebida. “Esse movimento torna a temperatura média do Oceano Atlântico mais alta que a do Pacífico, quando se comparam regiões que estão em latitudes próximas”, diz um oceanógrafo da Universidade de São Paulo. O sentido das correntes é determinado pela salinidade da água e pela temperatura ambiente. Somados, esses fatores alteram a pressão no mar, empurrando a massa líquida para um lado ou para o outro.