13.988 – Ilíada e Odisseia


DO QUE TRATA

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“Canto, ó deusa, a cólera de Aquiles” é o verso inicial e o tema central da Ilíada, que em seus mais de 15 000 versos relata a fúria do herói Aquiles, filho de uma deusa e um mortal, e suas trágicas conseqüências na Guerra de Troia, na qual mata Heitor, o fi lho do rei de Troia. Odisseia conta as difíceis aventuras que enfrenta Ulisses, rei de Ítaca, e seu retorno para casa após a guerra, onde o esperam sua esposa, Penélope, e o fi lho, Telêmaco.

QUEM ESCREVEU
Homero foi um dos primeiros poetas da Grécia antiga. Pouco se sabe sobre sua vida, mas calcula-se que tenha nascido por volta dos séculos 8 ou 9 a.C. Pelo menos 7 cidades gregas disputam a honra de ter sido seu berço. Já houve até quem questionasse a própria existência do poeta.

POR QUE MUDOU A HUMANIDADE
São os 2 maiores poemas épicos da história, considerados o início da literatura narrativa ocidental. Tiveram enorme influência nas manifestações da arte, da literatura e da civilização do Ocidente, e seus personagens e sagas se tornaram símbolos e sínteses de toda a aventura humana.
Levados pelas diferenças de estilo de cada poema, estudiosos há séculos discutem a hipótese de cada um dos textos pertencer a um autor diferente. Ou de ambos serem a recomposição de poemas anteriores, da tradição oral, reunidos por um poeta anônimo.

13.901 – Universidades da Idade Média


No tramitar da Idade Média, uma grande parte da população não tinha acesso ao conhecimento, nem mesmo o básico que é ler e escrever, e não tinha nenhuma perspectiva na vida de reter tais conhecimentos.
O que ocorria neste período é o que ocorre nos dias atuais, as disparidades financeiras e de oportunidades. Na Idade Média ler e escrever eram privilégio de uma estreita parcela da população composta por integrantes da igreja e comerciantes.
As primeiras escolas medievais se instalavam e eram regidas pelas igrejas e mosteiros, a partir do século XII, houve uma conscientização acerca da educação, pois a formação se fazia importante no comércio, que utilizava a escrita e o cálculo, e nesse mesmo período surgiram escolas fora da igreja.
As universidades tiveram início no século XIII, como um tipo de associação de professores e alunos que se unia para questionar as autoridades, a universidade da França surgiu a partir de uma associação de professores e a da Itália foi composta por alunos.
As universidades da Idade Média permitiam dentro de suas dependências o livre pensamento e ideologias, nesta época existia faculdade de artes, medicina, direito e teologia, todas as aulas eram ministradas em latim assim como grande parte das obras escritas.
No século XI desenvolveu-se uma literatura variada: A poesia épica (falava sobre heróis e honra), a poesia amorosa (falava de amor e admiração à mulher) e Romance (guerra, aventura e amor).
No campo da filosofia, os principais eram Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, o primeiro defendia a razão e o mundo espiritual como superior e o segundo afirmava que o homem não devia se apoiar na religião.

13.872 – Dica de Livro – A China Antes e Depois de Mao Tse Tung


China C Rossi
Trechos do ☻Mega Foram Usados Para Escrever o Livro
Este livro junta artigos de Ernest Mandel, S. Wu, Carlos Rossi, Pierre Rousset, Roland Lew acerca da evolução da Revolução Chinesa.
O crescimento demográfico aliado aos fenômenos de urbanização, industrialização e disseminação dos padrões de consumo das nações mais desenvolvidas em direção às nações menos desenvolvidas tem exacerbado o conflito redistributivo em nível mundial. A globalização da economia e a monopolização dos mecanismos de mercado como forma de alocação de recursos e decisão sobre o que produzir e consumir expõe as enormes contradições abrigadas dentro do sistema via os impactos ambientais e o preço das “commodities” agrícolas e minerais, aí incluso o petróleo.
Quando Mao Tsé-tung morreu, em 1976, a China era um país rural de 1 bilhão de habitantes, pobre, quase paupérrimo, com 85% de sua população vivendo no campo numa economia de subsistência, com uma parca dieta vegetal, sem meios de transporte além de pernas, bicicletas e de seus animais.
A maior fonte de energia disponível era primária, tirada deles próprios ou da natureza sem nenhuma sofisticação industrial. A infraestrutura de energia e transporte era quase inexistente para o tamanho de sua população, e os padrões de consumo, tão frugais que seria impossível a um ocidental imaginar como eles podiam viver daquela maneira. O sonho de consumo de um chinês era um rádio e uma bicicleta, e a moda, ano após ano, eram os indefectíveis terninhos tipo Mao, com o mesmo design e cores, distribuídas duas ou três peças por habitante. Tudo era racionado, da comida ao sabonete. Os níveis de consumo da China, principalmente de alimentos, beiravam o limite da sobrevivência, daí a grande criatividade dos chineses nos ingredientes de sua culinária, principalmente no que tange a proteína animal.
O impacto da China no mercado mundial de commodities agrícolas, minerais e energia era zero, assim como seu impacto no mercado de bens industrializados. Embora já dispusesse de um razoável poderio militar e inclusive detentora de bombas nucleares, do ponto de vista do impacto econômico no mundo e pressão sobre recursos naturais e emissão de poluentes, tudo se passava como se a China e suas centenas de milhões de habitantes não existissem! Era um enorme ponto no mapa mundial despertando mais curiosidade do que qualquer preocupação. A China de Mao, em 1976, não era muito diferente da China vista por Marco Polo ao final do século 13 ou por Lorde MacCartney ao final do século 18. A China era um imenso país igualitário, vivendo na pobreza absoluta.
Em 2012, apenas 36 anos depois, a China de Hu Jintao, em termos mundiais, era a segunda maior economia, a primeira nação industrial e maior exportador de bens industriais. O país é hoje o maior produtor e consumidor mundial de aço, alumínio, cimento, automóveis, eletrodomésticos, computadores, roupas, sapatos, para nomear alguns itens. Maior consumidor mundial de alimentos, energia e commodities minerais. Nesse curto espaço de tempo, a China deixou de ser uma bucólica nação agrícola e rural para se tornar uma nação industrializada, quase urbana com mais de 50% de sua população vivendo nas cidades.
Nossa civilização ocidental desenvolveu um modelo econômico baseado na abundância relativa, isto é, os recursos do mundo são para todos e devem ser comercializados livremente pelas forças de mercado, mas os padrões de vida e consumo, não. Assim caberá a algumas nações e povos trabalharem mais e fornecerem os recursos. E a outras consumirem. Umas viverão na abundância e outras na penúria! Parafraseando Clausewitz, que dizia que “a guerra é continuação da política sob outros meios”, atrevo a dizer que “a globalização dentro da visão ocidental é a continuação do colonialismo e da escravidão sob outras formas”.

Depois de séculos de exploração colonial, a pregação pela abertura comercial e dos benefícios da economia de mercado, propagados à exaustão pelas nações abastadas do centro como modelo a ser seguido pelas nações pobres da periferia, parece não estar resistindo a seu grande teste que é o crescimento chinês. Imaginem se os demais 4,7 bilhões da população mundial seguirem o mesmo caminho da China! O crescimento acelerado da China era tudo que as nações ocidentais não sabiam que não queriam!

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13.721 – Literatura Clássica – Os três Mosqueteiros


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Romance histórico escrito pelo francês Alexandre Dumas. Inicialmente publicado como folhetim no jornal Le Siècle de março a julho de 1844, foi posteriormente lançado como livro, ainda em 1844, pelas Edições Baudry, e reeditado em 1846 por J. B. Fellens e L. P. Dufour com ilustrações de Vivant Beaucé.
É o volume inicial de uma trilogia, com base nos importantes fatos do século XVII francês: dos reinados dos reis Luís XIII e Luís XIV e da Regência que se instaurou entre os dois governos.
O título previsto inicialmente seria “Athos, Porthos e Aramis”, mas foi alterado para “Os Três Mosqueteiros” por sugestão de Desnoyers, encarregado da secção de folhetins do “Siècle”, para quem o título evocava aos leitores as três Moiras da mitologia grega (Parcas, na mitologia romana). Dumas aceitou este último título notando que seu absurdo (já que seus heróis são ao todo quatro) contribuiria para o sucesso da obra
Este livro conta a história de um jovem de 18 anos, proveniente da Gasconha, D’Artagnan, que vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros do Rei. Chegando lá, após acontecimentos similares, ele conhece três mosqueteiros chamados “os inseparáveis”: Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentaram grandes aventuras a serviço do rei da França, Luís XIII, e principalmente, da rainha, Ana de Áustria.
Encontraram seus inimigos, o Cardeal Richelieu e os seus guardas, além de Milady, uma bela mulher à serviço de Richelieu, que já foi casada com Athos. Essa lista também inclui os huguenotes e os ingleses, inimigos da Coroa francesa.
Com seus numerosos combates e suas reviravoltas romanescas, “Os Três Mosqueteiros” é o exemplo típico do romance de capa-e-espada.
Na primeira segunda-feira do mês de abril de 1625, o burgo de Meung vê o jovem d’Artagnan, que pretende entrar para a companhia dos Mosqueteiros do Rei, ser humilhado por dois desconhecidos, na verdade agentes do Cardeal Richelieu: Rochefort e Milady de Winter. Rochefort lhe confisca uma carta de recomendação escrita por seu pai para Monsieur de Tréville, capitão dos Mosqueteiros do Rei. Já em Paris, mesmo sem a carta, d’Artagnan apresenta-se ao M. de Tréville, que não pode lhe prometer um lugar na companhia. Saindo da entrevista, em perseguição a Rochefort, Rostad Lok que havia reconhecido da janela, d’Artagnan provoca contra sua vontade três mosqueteiros para um duelo, ao esbarrar no ombro de Athos, ao se enrodilhar no boldrié de Porthos e ao apanhar do chão um lenço que comprometia Aramis.
O herói de “Os Três Mosqueteiros” é baseado no personagem histórico Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan do regimento de Luís XIII de França: os “Cadetes da Gasconha”. Seu nome é citado em memórias e correspondências da época, notadamente nas de Madame de Sévigné. Alexandre Dumas dispunha como fonte das “Memórias de M. D’Artagnan” de Gatien de Courtilz de Sandras redigidas em 1700, 27 anos após a morte de d’Artagnan[2]. Dumas pinça daí uma grande quantidade de detalhes que reescreve dentro de seu estilo bastante pessoal.
O projeto deste livro que dá origem à trilogia sobre d’Artagnan e os Três Mosqueteiros é originalmente uma idéia de Auguste Maquet, constante colaborador de Dumas, que o ajuda na redação do romance.
As memórias da época em que ocorrem os eventos abordados pelo livro lhes fornecem um manancial de intrigas, notadamente no episódio dos ferretes da rainha que é narrado, por exemplo, por La Rochefoucauld no primeiro capítulo de suas “Memórias”.

13.674 – História Antiga – O Conceito de Helenismo


O HELENISMO de Alexandre, o grande.
O conceito de Helenismo foi usado pela primeira vez pelo historiador alemão Johann Gustav Droysen (1808-1884) para caracterizar o processo de expansão da cultura helênica, isto é, grega, para outras regiões do mundo antigo após a morte do imperador Alexandre, O Grande.

Alexandre, O Grande, ou Alexandre Magno (como também é conhecido), viveu entre os anos 356 e 323 a.C. Era oriundo da Macedônia, região da Península Balcânica que possuía forte conexão com as cidades-estado gregas, tendo se erguido enquanto organização política com inspiração em vários elementos da civilização grega. Alexandre era filho de Felipe da Macedônia e teve como preceptor o filósofo grego Aristóteles, tendo estudado em Atenas com esse sábio.

Ao contrário de seu pai, Alexandre conseguiu expandir os domínios da Macedônia para toda a Hélade (como era conhecido o complexo de cidades-estado da Grécia Antiga), criando um império helênico que primava pela centralidade da cultura grega, sobretudo por aquilo que havia sido desenvolvido em suas principais cidades, como Atenas, Esparta e Tebas, em sua forma de organização política. Dessa maneira, aspectos do teatro, arquitetura, organização militar, música, vestimenta, filosofia, conhecimento astronômico, poético e toda a ampla atmosfera política e cultural das cidades gregas foram absorvidos por Alexandre, que procurou expandi-las para além da Península Balcânica, levando-os em direção aos domínios de seu império.

O Império de Alexandre compreendia uma vastidão que ia desde o norte da África, passando pelos domínios do antigo Império Persa, no Oriente Médio, o leste europeu, até chegar à Índia. Em toda essa região foram disseminados os elementos da cultura grega. Um dos exemplos mais famosos é o da cidade de Alexandria (que leva o nome de seu fundador), construída no nordeste do Egito, que se tornou símbolo intelectual da época helenística, em virtude de sua famosa biblioteca de rolos de papiros, que comportava cópias de obras de vários sábios da antiguidade.
Após a morte de Alexandre, seus generais dividiram o império entre si e sustentaram a herança administrativa e cultural que Alexandre os legou até a época em que Roma passou a expandir-se e a dominar os antigos territórios conquistados por Alexandre. Esse período de florescimento, expansão e domínio da cultura grega no mundo antigo foi o que caracterizou o helenismo.

13.576 – Por que os escoceses usam “saia”?


saia escocesa
Para começar, não é exatamente uma saia – ai de você se chamar o kilt de saia na frente de um escocês!
No final do século 14, ele já era usado pelo povo gaélico, que vivia na Irlanda. Com a migração dos gaélicos para a região úmida e chuvosa das Highlands, no norte e no oeste da Escócia, o aparato foi adotado pelos escoceses da região. Os kilts serviam para a proteção contra a umidade e o frio típicos de lá.
O tecido era feito de lã escovada, que impermeabilizava à água. Naquela época, a peça única era presa ao corpo, como um tipo de manto. É aí que está a origem do nome “kilt”, que, na antiga língua falada na Escócia, significa o ato de “prender uma roupa no corpo”. O tipo de xadrez do kilt (chamado de tartan) mudava de estampa de acordo com o clã daqueles que o usavam. A peça atual, em formato de saia, é criação escocesa e só passou a ser usada a partir do século 18.
No século seguinte, foi adotada como símbolo de identidade nacional e hoje é vestida por cidadãos escoceses e de outros países, como Inglaterra, em ocasiões diversas, como festas formais, eventos da moda ou pela plateia de jogos esportivos.

13.547 – Mega Cult – Os Ditos Populares de outros países


“Quando um navio está afundando, os ratos são os primeiros a pular fora”
Alemanha
Esse provérbio , que tem equivalentes ao redor de todo o mundo, surgiu no tempo das grandes navegações. Seu significado é o de que, quando as coisas começam a ficar ruins, as pessoas egoístas – e também covardes – só se preocupam com si mesmas.

“A manhã tem ouro na boca”
(Morgenstund hat Gold im Mund)

Alemanha
Essa rima alemã (acredite, em alemão essas palavras rimam) é um recado direto para os dorminhocos e procrastinadores. Ele diz algo como o nosso “Deus ajuda quem cedo madruga”. Sua origem está em um antigo ditado latino: “Aurora musisamica” (algo como “A aurora é a amiga das musas”).

“Muito trabalho e pouca diversão tornam Jack um menino aborrecido”
(All work and no play makes Jack a dull boy)

Inglaterra
E vai dizer que isso não é a pura verdade? Quem só trabalha e não se diverte costuma se aborrecer muito – além de aborrecer os outros. O ditado, que surgiu na Inglaterra do século 17, faz referência à obra do sábio Ptah-Hotep, do Egito antigo.

“Da Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”
(De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento)

Portugal
Foi da eterna rixa da Península Ibérica que surgiu esse ditado um tanto maldicente. As cortes de Portugal e da Espanha se notabilizaram por casamentos mal-sucedidos entre os nobres dos dois países – como no caso de Carlota Joaquina e dom João VI. Mas a expressão também tem uma explicação geográfica: como a Espanha tem um território montanhoso, os ventos que chegam a Portugal do leste, durante o inverno, são mais secos e rigorosos que os do oceano, ao oeste.

“Estão chovendo cães e gatos”
(It’s raining cats and dogs)

Inglaterra e EUA
Um clichê sobre o clima em língua inglesa (algo como “Estão chovendo canivetes”). Existem várias origens dessa expressão; a mais lúdica diz que seria uma espécie de conexão das tempestades a Odin (deus nórdico do trovão, associado a cães) e a bruxas (associadas a gatos).

“Veio para passar khol nos olhos dela, deixou-a cega”
(Ija mishan Kahila, Amaha)

Arábia Saudita
Às vezes, você quer melhorar algo e acaba piorando a situação… Isso não acontece só com você, acredite. Pois é exatamente o recado desse ditado árabe que usa a figura de uma mulher que quer deixar os olhos mais vistosos (khol é uma espécie de lápis preto), mas acaba se dando mal.

“Até a Virgem de Pilar, o tempo começa a mudar”
(Hacia la Virgen del Pilar comienza el tiempo a cambiar)

Espanha
A Virgem de Pilar é a padroeira da Espanha. Em 12 de outubro o povo de todo aquele país – e especialmente da cidade de Saragoza, no nordeste espanhol – celebra de o dia da santa em uma grande festividade. Como essa época do ano coincide com o final do calor e começo das chuvas no Hemisfério Norte, a cultura espanhola acabou cunhando esse ditado, que por aqui é um tanto desconhecido.

“Não existe tempo ruim, apenas roupas ruins”
(Det finns inget dåligt väder, bara dåliga kläder)

Suécia
Também encontrado em inglês no romance Dombey e Filho, de Charles Dickens, o provérbio é muito popular na Suécia. A ideia central é de que tudo é uma questão de adaptação. Assim como qualquer clima é aceitável se estivermos com as roupas certas, tudo na vida pode ser ajustado de acordo com a situação.

“Mais quente que sovaco de tosador de ovelhas”
(Hotter than a shearer’s armpit)

Austrália
Expressões sobre o tempo têm variantes em diversos idiomas. A cultura da Austrália, um país de clima quente e com uma população gigantesca de ovinos, moldou esse ditado, que, cá entre nós, faz sentido: afinal, não deve ser muito agradável segurar uma ovelha e tosar sua lã sob um calor escaldante.

“Primeiro vem a comida, depois a moral”
(Erstkommt das Fressen, dann die Moral)

Alemanha
Essa expressão popular que também parece uma regra deconduta é uma citação da obra A Ópera dos Três Vinténs, do dramaturgo Bertold Brecht. É uma amostra de que as necessidades básicas (a fome, no caso) conseguem impedir-nos de nos preocupar com as questões que deveriam ser mais importantes.

“Melhor bolinhos que flores”
(Hana-yoridango)

Japão
O ditado está relacionado ao Hanami, tradicional costume japonês de contemplar a beleza das cerejeiras na primavera. Aqui, a ideia é a ironia: durante os festivais é comum as pessoas levarem lanches para se alimentar e a gulodice acaba deixando de lado a apreciação das flores.

“Na falta de pão, boas são tortas”
(A falta de pan, buenas son tortas)

Espanha
A expressão espanhola vem de uma situação pela qual muita gente já passou alguma vez na vida: chegar tarde demais à padaria e não ter mais pão para comprar. A torta em questão era um tipo de pão seco que dura muitos dias, menos saborosa que o pão comum. Nosso equivalente mais conhecido seria “Quem não tem cão caça com gato”, que tem origem diferente, mas mesmo sentido.

“A neve é a manta do agricultor”
(Kar çiftçinin yorganidi)

Turquia
Surgiu a partir da atividade agrícola, importante para a economia turca. O sudeste turco tem invernos longos e é justamente a neve que protege o solo: ela é um bom isolante térmico e evita que as plantas congelem, garantindo as safras de inverno.

13.533 – Adeus ao Pergaminho – A Invenção da Imprensa


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Do mesmo modo que a invenção do telescópio por Galileu Galileu, no século XVII, revolucionou a astronomia, a invenção da máquina de impressão em tipos móveis, mais conhecida como imprensa, pelo alemão Johannes Gutenberg, no século XV, provocou uma enorme revolução na modernidade: o processo de aceleração da produção de livros. Após a invenção da imprensa, imprimir e compor livros deixaram de ser práticas manuais e artesanais e tornaram-se uma produção em série mecanizada.
Gutenberg desenvolveu o seu invento por volta do ano de 1430. A máquina de imprensa de Gutenberg contava com uma prancha onde eram dispostos os tipos, ou caracteres, móveis. Esses tipos móveis nada mais eram que símbolos gráficos (letras, números, pontos etc.) moldados em chumbo. Um só molde desses tipos, alimentado com tinta, poderia imprimir inúmeras cópias de um mesmo texto em questão de horas. Se na elaboração manual dos livros (que eram chamados de códex, ou códice), o tempo gasto era enorme; com a imprensa, esse tempo foi amplamente reduzido.
No início do século XVI, os efeitos provocados pela imprensa de Gutenberg já eram perceptíveis nos principados alemães, sobretudo quando, por meio da imprensa, houve a popularização dos panfletos críticos do reformista Martinho Lutero. A Reforma Protestante deflagrada por Lutero em 1517 passou a ter uma grande recepção entre a população letrada da Alemanha, em virtude da circulação das teses e dos panfletos impressos. Posteriormente, uma contribuição ainda maior de Lutero para a história da leitura estaria de “mãos dadas” com a imprensa de Gutenberg: a tradução da Bíblia do latim para o alemão.
Com a Bíblia traduzida para uma língua vulgar (no sentido de que não era clássica, como o latim), a demanda por sua leitura também se tornou grande, já que nem toda a população letrada do século XVI dominava o latim. O papel da impressão em tipos móveis foi decisivo para suprimir essa demanda no menor tempo possível. Do século XVI para cá, as máquinas de imprensa (ou impressão, como é mais comumente dito hoje) tornaram-se ainda mais sofisticadas, bem como o público leitor mais amplo, diversificado e sofisticado, o que gerou novas perguntas e novas problemáticas a respeito de se estamos ou não passando por uma nova revolução no campo da leitura, como bem sugere o historiador francês Roger Chartier:

“A revolução do nosso presente é, com toda certeza, mais que a de Gutenberg. Ela não modifica apenas a técnica de reprodução do texto, mas também as próprias estruturas e formas do suporte que o comunica a seus leitores. O livro impresso tem sido, até hoje, o herdeiro do manuscrito: quanto à organização em cadernos, à hierarquia dos formatos, do libro da banco ao libellus; quanto, também, aos subsídios à leitura: concordâncias, índices, sumários etc. Com o monitor, que vem substituir o códice, a mudança é mais radical, posto que são os modos de organização, de estruturação, de consulta do suporte do escrito que se acham modificados. Uma revolução desse porte necessita, portanto, outros termos de comparação.”

13.491 – Livro – Breve História de Quase Tudo


Breve Historia de Quase Tudo
Um inventário de tudo o que sabemos sobre o mundo, da origem do universo até os dias de hoje, explicado de maneira clara até para o leitor de primeira viagem. Vencedor do prêmio Aventis 2004, o livro teve os direitos de publicação negociados em 29 países e vendeu mais de 2 milhões de exemplares na Inglaterra.
Ao constatar que ignorava o porquê dos oceanos serem salgados, o renomado escritor e cronista Bill Bryson percebeu, com certo desagrado, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. A indagação o propeliu à tarefa épica de entender – e explicar – tudo o que sabemos sobre o mundo.
Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava “maçantes” na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa foge dos jargões técnicos sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas. Para compilar esta Breve história de quase tudo, Bryson consultou dezenas de obras e pesquisadores e montou o que pode ser considerado um delicioso guia de viagens pela ciência.

“Um clássico moderno da escrita científica.” – The New York Times

“Um diário de viagem pela ciência, escrito por um guia inteligente, engajado e bem-informado, que ama o assunto e está louco para dividir esse prazer” – The Times

Título original: A SHORT HISTORY OF NEARLY EVERYTHING
Capa: Kiko Farkas / Máquina Estúdio
Elisa Cardoso/ Máquina Estúdio
Páginas: 544
Formato: 16.00 x 23.00 cm
Peso: 0.833 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 01/12/2005
ISBN: 9788535907247
Selo: Companhia das Letras

13.406 – Dyeus Phater: a origem do nome de Deus


nome Deus
As culturas mais antigas do Ocidente chamavam Deus da mesma forma que as crianças chamam. O nome Dele era “Papai do Céu”. Essas culturas não deixaram registros escritos. Os linguistas só sabem que eles chamavam Deus de “Papai do Céu” porque comparam idiomas díspares, como o latim, da Europa mediterrânea, e o sânscrito, da Índia. Então pescam os sons que essas línguas têm em comum e tentam reproduzir como era o idioma ancestral que deu origem a elas lá atrás. Essa língua-mãe, concluíram os especialistas, era falada há mais ou menos 6 mil anos. Hoje a chamamos por um nome técnico: “proto-indo-europeu”. E nesse idioma, que daria origem a 439 línguas e dialetos modernos, o nome de Deus soava como Dyeus Phater – sendo que Dyeus é “céu”, e Phater, como a grafia deixa claro, é “pai”.
Na Índia, o nome segue parecido até hoje: “Papai do Céu” em védico-sânscrito, um dos idiomas locais, é Dyaus Pita. O Papai do Céu hindu sempre foi só uma divindade de segundo escalão naquelas bandas. Na Grécia, porém, ele acabou mais bem-sucedido: a expressão Dyeus Phater evoluiu até virar Zeus Pater. Em latim, o termo acabou contraído para Iuppiter (“Júpiter” na grafia de hoje). Um só Deus, que ao mesmo tempo é três.
Mas essa é só a origem da palavra mesmo. Júpiter está morto. Não resistiu ao fim da cultura greco-romana. No lugar dele assumiu uma divindade do Oriente Médio: Iahweh, o deus que tinha começado sua “carreira” como uma espécie de padroeiro de uma tribo de pastores, a dos israelitas, bem antes de as divindades da Grécia e de Roma terem nascido. Iahweh, no início, era apenas um entre muitos deuses da velha Canaã, mas, graças a um certo livro composto pelos israelitas, ganhou status de Deus único.
O Deus com “D” maiúsculo dos judeus, mais tarde, iria se tornar também a divindade máxima dos cristãos e, sob outra alcunha, mas com praticamente a mesma biografia, viraria o Deus dos muçulmanos.

13.350 – Personagens – O Amigo da Onça o mais popular do humor nos anos 40 e 50


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O Criador
Péricles de Andrade Maranhão, ou simplesmente Péricles como passaria a ser conhecido, foi contratado como contínuo e, aos 19 anos, já era o mais novo de uma equipe de jornalistas. Chegou a ser parceiro de Millôr Fernandes na lendária seção Pif-Paf mas foi com o Amigo da Onça que faria história. O primeiro desenho saiu na edição de 23 de outubro de 1943 e logo se tornou o mais importante e popular personagem do humor brasileiro nos anos 40 e 50. Com direito a garrafinha com seu rosto, bibelôs que decoravam de cozinhas a salas de jantar e quadrinhos com a célebre frase “Fiado, só amanhã”. Lembram disso nos bares pé-sujos da cidade? Pois é, criação de Péricles!
Péricles tinha tentado outros personagens antes, mas sem muito sucesso. Um dia lhe contaram uma piada sobre uma onça e, conta a lenda, ali mesmo sentou e desenhou um boneco. Nascia e era batizado, então, o Amigo da Onça. Com suas piadas irreverentes, sorriso irônico, jeito malandro e bigodinho (moda entre os meninos hipsters da época), o personagem estava sempre impecável em seu summer jacket branco.
Interessados em saber qual foi a piada? Dois caçadores conversam enquanto estão no acampamento…
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse bem aqui na sua frente?
— Ora, daria um tiro nela — diz o amigo.
— Mas e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu a mataria com meu facão
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanharia um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro reclama irritado:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Normalmente era sisudo, mas tinha um grande senso de humor. Quando menos a gente esperava ele soltava uma daquelas tiradas que fazia todo mundo rir. Sua capacidade de raciocinar e perceber as coisas era também incrível. Observador, tudo era motivo para ser transformado em charge.
Chegou a virar peça de teatro em 1988. “O Amigo da Onça” foi escrita pelos também cartunistas Chico Caruso e Nani e dirigida por Paulo Betti. O elenco contava com, entre outros, Chiquinho Brandão, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Sérgio Mamberti e Eliane Giardini. Chico Caruso mergulhou na pesquisa e chegou a estabelecer uma identidade com o colega humorista, revelou ao GLOBO na edição de 22 de novembro de 1987.
O humorista que sabia fazer o país rir também era triste. Tinha um temperamento sensível que o fazia extrovertido e sentimental, angustiado e insatisfeito, isso tudo ao mesmo tempo. Sua notória boemia e farra com amigos escondia um homem profundamente solitário e infeliz. E, apesar de manter uma aparência engraçada, sofria de depressão. O Amigo da Onça era sua válvula de escape e, como tantos com exacerbada sensibilidade, não conseguia lidar com seus temores e frustrações.

Triste Fim
Na tarde de 31 de dezembro de 1961, solitário, Péricles foi para casa, o apartamento 612 do Edifício Monte Claro, na Rua Barata Ribeiro 160, em Copacabana, na Zona Sul. Lá escreveu três bilhetes, um para sua mãe e o segundo: “A quem interessar possa”.
A história da vida de Péricles Maranhão terminava ali, aos 37 anos. Ele foi para a cozinha, abriu o gás do forno e, antes de fechar todas as portas e janelas com fita adesiva, pendurou o terceiro recado na porta: “Não risquem fósforos”. Foi encontrado morto com a cabeça sobre um travesseiro no chão da cozinha. Estava impecavelmente vestido com um terno de linho branco, camisa azul, gravata escura e sapatos de verniz preto. O criador à imagem e semelhança foi engolido pela criatura; o humor que criou é, entretanto, imortal.

Nota: Amigo da onça também é uma expressão popular, originada deste personagem de quadrinhos (ou banda desenhada). Usa-se essa expressão para definir a pessoa que diz ser amiga de outra mas que constantemente coloca essa outra em situação constrangedora ou vexatória.

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13.343 – Livros do século 19 podem ser levados pra casa em biblioteca da Assembleia Legislativa


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Andar entre os estreitos corredores da biblioteca do terceiro andar da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) é uma pequena viagem no tempo. Nas prateleiras, há volumes com mais de cem anos, como a série “Costumes, Usos e Trajos de Todos os Povos do Mundo”, de Augusto Wahlen, em edição de 1878. No corredor ao lado, há um conjunto com a obra completa de Shakespeare (1564-1616) impressa em Paris, em 1904.
Outra coleção de destaque por lá é a Brasiliana, série de cerca de 400 livros publicados a partir de 1930 que traz estudos e visões sobre o Brasil a partir de várias áreas do conhecimento, como história e biologia.
Antes restrito aos funcionários da Alesp e a pedidos de empréstimo de outras instituições, esse acervo pode ser consultado e emprestado por qualquer pessoa desde o começo deste mês. O cadastro exige RG e comprovante de endereço e permite levar até três livros por vez, com devolução em 15 dias.
A maior parte dos 9.000 volumes trata das várias áreas do direito. “Temos projetos de lei e discursos feitos desde o tempo do Império, alguns deles anotados à mão”, diz o deputado Cauê Macris (PSDB), presidente da Alesp, que busca atrair mais público para a casa, sediada no Palácio 9 de Julho, edifício de 1948, em frente ao parque Ibirapuera. “Queremos que as pessoas não venham apenas para os debates, mas que usem mais o prédio.”
Outra prateleira que vale prestar atenção é a que contém volumes sobre a história paulista, com livros escritos em várias décadas. Lá estão os volumes publicados nos anos 1920 pelo historiador Affonso d’Escragnole Taunay (1876-1958) e também o recente “A Capital da Solidão”, de Roberto Pompeu de Toledo.
Além da biblioteca, a instituição também abre ao público seu acervo histórico, com cerca de 150 mil fotografias e outros milhares de itens, como medalhas, mapas e cartas.
Uma delas, de 1901, veio de Paris. Santos Dumont (1873-1932) escrevia ao então Congresso de São Paulo para contar as novidades de seus planos de voar.

Livros de Destaque
Série “Costumes, Usos e Trajos de Todos os Povos do Mundo”, de Augusto Wahlen, de 1878.
Obras Completas de William Shakespeare, em francês, editadas em 1904.
“São Paulo nos Primeiros Anos”, de Affonso d’Escragnole Taunay, em edição da década de 1920.
Coleção Brasiliana, com mais de 300 volumes publicados a partir de 1930.
“História dos Bairros de São Paulo”, série publicada em 1988.

13.341 – Mega Sampa – O Museu de Arte de São Paulo


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Museu Assis Chateaubriand (mais conhecido pelo acrônimo MASP) é uma das mais importantes instituições culturais brasileiras. Localiza-se, desde 7 de novembro de 1968, na Avenida Paulista, cidade de São Paulo, em um edifício projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi para ser sua sede. Famoso pelo vão de mais de 70 metros que se estende sob quatro enormes pilares, concebido pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, o edifício é considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira e um dos mais populares ícones da capital paulista, sendo tombado pelas três esferas do poder executivo. O engenheiro responsável foi Isac Grobman.
A década de 1940 caracterizou-se no Brasil como um período de grande efervescência no plano econômico e político. A ascensão de Getúlio Vargas ao poder, em 1930, havia marcado o fim do liberalismo e uma maior interferência do Estado na vida econômica do país, mas fatores de ordem internacional, como a Segunda Guerra Mundial e a crise de 1929, favoreceram um surto de desenvolvimento industrial, em substituição ao ciclo do café, tendo como conseqüência direta a criação das condições necessárias ao crescimento urbano e à instalação de uma “estrutura cultural” no país. Em São Paulo, particularmente, o período se notabilizou pela consolidação de um vigoroso parque industrial. O estado, a essa altura, já havia suplantado o Rio de Janeiro como principal produtor de bens de consumo do país. A capital paulista prosseguia em sua trajetória de extraordinário crescimento populacional. Atraindo muitas indústrias e concentrando uma expressiva e poderosa elite, abandonava progressivamente o aspecto de cidade provinciana.
O paraibano Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários Associados – à época o maior conglomerado de veículos de comunicação do Brasil – foi uma das figuras mais emblemáticas desse período. Comandava um verdadeiro império midiático, composto por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, uma agência de notícias, uma editora (responsável pela publicação da revista O Cruzeiro, a mais lida do país entre 1930 e 1960) e se preparava para ser o pioneiro da televisão na América Latina – e futuro proprietário de 18 estações. Dono de um espírito empreendedor, Chateaubriand manteve uma postura ativa no processo de modernização do Brasil e utilizava-se da influência de seu conglomerado para pressionar a elite do país a auxiliá-lo em suas iniciativas, quer fossem políticas, econômicas ou culturais. Em meados dos anos quarenta, criou a “campanha da aviação”, que consistia em enérgicos pedidos de contribuições para a aquisição de aeronaves de treinamento a serem doados ao aeroclubes do país. Como fruto da iniciativa, cerca de mil aviões foram comprados e doados às escolas para formação de pilotos. Terminada a campanha, Chateaubriand iniciaria uma nova e ousada empreitada: a aquisição de obras de arte para formar um museu de nível internacional no Brasil.
Chateaubriand pretendia sediar o futuro museu no Rio de Janeiro, mas optou por São Paulo por acreditar que nessa cidade teria mais sucesso em arrecadar os fundos necessários para formar a coleção. O mercado de arte internacional passava por um momento propício para quem dispunha de fundos para adquirir obras de relevo e o Brasil passava por um momento de grande prosperidade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a Europa em reconstrução, muitas coleções eram postas à venda. O aumento exponencial da oferta derrubou os preços das obras de arte em níveis inéditos.
Nos três primeiros anos de atividade, o museu funcionaria em uma sala de mil metros quadrados, no segundo andar do Edifício Guilherme Guinle, na rua Sete de Abril, centro de São Paulo, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon para ser a sede dos Diários Associados.
O museu foi inaugurado em 2 de outubro de 1947, com a presença do governador do estado, Ademar de Barros e do ministro da educação, Clemente Mariani, além de outras personalidades do mundo artístico e político. No dia seguinte, os primeiros visitantes chegaram para ver a incipiente coleção, ainda com poucas peças, destacando-se o Busto de atleta, de Pablo Picasso e o Auto-retrato com barba nascente, de Rembrandt. Duas exposições temporárias também puderam ser vistas: uma com a Série Bíblica de Cândido Portinari e outra com obras de Ernesto de Fiori.

As escolas do MASP
Três anos após a fundação, visando acomodar o crescente acervo, o museu passou a contar com mais três andares do Edifício Guilherme Guinle. O terceiro andar foi reservado para a coleção permanente e se destacava pelo partido museológico adotado: as paredes eram suspensas por tirantes de aço, com iluminação planejada e sem a intervenção de paredes. Cursos e palestras ocupavam o quarto e o décimo-quinto andares. No segundo andar, ficavam os auditórios, e espaços expositivos, além de biblioteca e laboratório fotográfico. Os novos espaços foram inaugurados pelo presidente da república, Eurico Gaspar Dutra, com a presença do banqueiro Nelson Rockefeller e do cineasta Henri-Georges Clouzot.
A ampliação dos espaços permitiu ao museu diversificar a sua atuação didática. Assim, em 1950, foi criado o Instituto de Arte Contemporânea, englobando diversos cursos, com o objetivo principal de suprir importantes lacunas no ensino técnico e artístico da cidade. O primeiro curso ministrado pelo instituto foi o de gravura, aos cuidados de Poty Lazzarotto e Renina Katz. O de desenho foi confiado a Roberto Sambonet, importante designer italiano. Gastone Novelli e Waldemar da Costa lecionaram pintura, e o polonês August Zamoyski, escultura.
O longo período de apresentações de obras do museu na Europa foi bastante prolífico para o aumento da coleção. À medida que as exposições iam se sucedendo, apareciam boas oportunidades no mercado. Bardi e Chateaubriand decidiram, portanto, comprar mais algumas obras. Para isso, assumiram uma dívida considerável com duas tradicionais galerias comerciais, a Wildenstein e a Knoedler. Quando as obras foram apresentadas nos Estados Unidos, o representante da Galeria Knoedler, Walter J. Leary, impaciente por uma solução, decidiu executar a dívida, solicitando à justiça norte-americana o seqüestro das obras. Georges Wildenstein recusou-se a tomar a mesma atitude. A respeito do assunto, declarava: “Somos criadores e não liqüidantes de museus”.
Para efetuar o pagamento, Chateaubriand solicitou a David Rockefeller um crédito de cinco milhões de dólares junto à Morgan Guaranty Trust Company, a ser pago em parcelas semestrais. A garantia de pagamento era o penhor de todo o acervo. A dívida, no entanto, era demasiadamente alta, e somente a primeira parcela foi paga. Diante da possibilidade das obras serem confiscadas, Chateaubriand recorreu diretamente ao presidente, Juscelino Kubitschek, que autorizou a Caixa Econômica Federal a conceder um empréstimo ao museu para honrar as dívidas contraídas no exterior, detendo dessa forma o controle da coleção. Os futuros problemas financeiros do museu impediriam que a dívida junto ao governo brasileiro fosse paga. A situação só seria equacionada muito tempo depois, durante a gestão de Antônio Delfim Netto no Ministério da Fazenda, quando, para quitar o débito, o governo decidiu utilizar todo o montante arrecadado com a Loteria Esportiva, destinada, por lei, à cultura.
Assis Chateaubriand não chegaria a ver a inauguração da nova sede do MASP. Faleceu alguns meses antes, em 4 de abril de 1968, vítima de uma trombose. Seu império jornalístico, por sua vez, já havia começado a se esfacelar desde o início da década de 1960, com dívidas crescentes e com a concorrência da rede de jornais de Roberto Marinho, fazendo escassear os recursos que haviam permitido a formação do acervo.
Apesar das dificuldades financeiras do MASP terem se agravado após a morte do fundador, impossibilitando a aquisição de novas obras, o museu conservou seu perfil de instituição dinâmica. Em 1970, organizou e sediou a primeira edição do Congresso Internacional de Histórias em Quadrinhos, do qual participaram artistas consagrados, como Burne Hogarth e Lee Falk, entre outros. Em 1973, o museu foi convidado a expor obras do acervo em várias instituições japonesas, iniciando um longo e profícuo intercâmbio com este país. Quando retornou, a coleção foi apresentada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Parte do acervo seguiria novamente para o Japão, em uma série de exposições realizadas entre 1978 e 1979.
Em 1977, em comemoração aos 30 anos do museu, Leon Cakoff, crítico, jornalista e diretor do Departamento de Cinema do MASP, organizou a Mostra Internacional de Cinema, com 16 longa-metragens e 7 curtas de 17 países, e inaugurou a modalidade de voto do público para a escolha do melhor filme. O vencedor da primeira edição foi Hector Babenco, com Lúcio Flávio, o passageiro da agonia. A mostra, realizada anualmente desde então, tornou-se uma das mais importantes e tradicionais do Brasil. Seguiu vinculada ao museu até 1984, quando ganhou autonomia.

Roubo de obras do acervo
No dia 20 de dezembro de 2007, por volta das cinco horas da manhã, três homens invadiram o museu, levando duas obras importantes do acervo: O Lavrador de Café de Cândido Portinari e Retrato de Suzanne Bloch de Pablo Picasso. A ação durou cerca de três minutos.
A atual sede do MASP foi erguida pela Prefeitura de São Paulo, e inaugurada em 1968, com a presença da soberana britânica, a rainha Isabel II. É uma das principais obras da arquitetura modernista no país. O edifício foi erguido no terreno do antigo Belvedere do Trianon, na Avenida Paulista, de onde se avistava o centro da cidade e a serra da Cantareira. O doador do terreno à prefeitura, o engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, construtor da avenida Paulista e precursor do urbanismo no Brasil, havia vinculado a doação do terreno à municipalidade ao compromisso expresso de que jamais se construiria ali obra que prejudicasse a amplidão do panorama. Desse modo, o projeto exigia ou uma edificação subterrânea ou uma suspensa. A arquiteta Lina Bo Bardi e o engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, optaram por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso, através de quatro pilares interligados por duas gigantescas vigas de concreto.
O Museu de Arte de São Paulo possui a maior e mais completa coleção de arte ocidental da América Latina e de todo Hemisfério Sul.
A coleção de arte italiana do MASP abrange um amplo período, que vai das manifestações artísticas da Idade Média, até o Fovismo de Filippo De Pisis. Do período bizantino, há estatuetas em marfim (Figura de Anjo, século XII) e obras de ourivesaria de temática sacra, ornados com prata e pedras preciosas. Na coleção de pinturas, estão representadas a arte tardo-medieval, com a Madona de Mestre do Bigallo, e o Gótico italiano (Mestre de San Martino alla Palma, Paolo Serafini da Modena, Ottaviano Nelli e Mestre de 1416).
A coleção de arte francesa representa o núcleo mais numeroso do acervo, e é conhecida por sua densidade e homogeneidade, especialmente no que se refere aos movimentos artísticos dos séculos XVIII e XIX. A produção artística referente ao período gótico e à Renascença (séculos XIII ao XV]) encontra-se representada por estatuetas e bustos relicários de temática sacra, finamente adornados com filigranas e pedras semi-preciosas. Os séculos XVI e XVII, embora escassos na coleção, emergem no maneirismo de François Clouet e nas composições barrocas de Nicolas Poussin e Pierre Mignard.
O segmento referente à arte espanhola no acervo do MASP cobre um arco de mais de oito séculos, sendo Virgem sobre o Trono, obra da escola castelhana do século XII, a mais remota cronologicamente. É imperioso citar ainda o retábulo O Juízo Final, do Mestre da Família Artés, único representante do renascimento ibérico na coleção.
Embora seja um museu especializado na história da arte internacional, o acervo do MASP conserva momentos de grande intensidade das artes no Brasil, desde os registros pictóricos de Frans Post no século XVII, passando pela estatuária barroca de Aleijadinho, até as mais recentes manifestações artísticas contemporâneas.

Arqueologia
O MASP possui um acervo de antiguidades egípcias, gregas, itálicas, italiotas e romanas que se destaca no Brasil por sua raridade e qualidade. São objetos provenientes das mais importantes civilizações que floresceram no mediterrâneo oriental e ocidental. A maioria provém da Doação Lina Bo e Pietro Maria Bardi, feita ao museu em 1976. O acervo egípcio é constituído por artefatos datados do Antigo Império (2575 a.C.) ao Período Romano (50 d.C.). O essencial do grupo é formado por objetos religiosos de variadas temáticas, como estatuetas divinas (Deus Thot, Hórus, Osíris etc.), fragmentos de pinturas tumulares, amuletos, ushabtis (figuras mumiformes) e estelas votivas. O grande destaque da coleção é a peça Ísis Lactante com Hórus, uma estatueta de bronze do período ptolomaico (332 – 31 a.C.)

O MASP conserva em seu acervo uma coleção de aproximadamente 900 fotografias de 245 autores consagrados no meio artístico brasileiro. São provenientes de um projeto desenvolvido desde 1990 conjuntamente, pelo museu e pela Pirelli S.A., e deve sua relevância à multiplicidade de questões histórico-sociais, estéticas e formais. Dentre os fotógrafos presentes na coleção, merecem destaque Sebastião Salgado, Pierre Verger, Araquém Alcântara, Nair Benedicto, Adenor Gondim, Guy Veloso, Flavya Mutran, Juca Martins, Klaus Mitteldorf e Arthur Omar, entre outros.

Biblioteca
A “Biblioteca e Centro de Documentação do MASP” tem como finalidade guardar, preservar, organizar e divulgar todo o material bibliográfico, iconográfico e histórico existente na instituição. O valioso acervo especializado em artes plásticas, arquitetura, história da arte, design, fotografia e eventos afins, é composto de aproximadamente 60 000 volumes entre livros, livros raros, catálogos de exposições, periódicos, teses e boletins de museu. Trata-se da principal fonte de pesquisa para o estudo da História da Arte em São Paulo e é uma das maiores bibliotecas especializadas em arte do país. Entre os livros raros, encontram-se preciosidades como Trattato della Pittura, de Leonardo da Vinci (1792), Le Fabbriche e I Disegni, de Andrea Palladio (1796), Vita Del Cavaliere Gio. Lorenzo Bernino (1682) e Ragionamenti Del Sig. Cavaliere Giorgio Vasari (1588), entre outros.

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13.215 – Cultura e Tecnologia – O brasileiro está lendo menos por causa da internet?


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A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, revelou que o brasileiro está lendo menos. De acordo com o levantamento nacional, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011. Outro dado revela a queda do apreço do brasileiro pela leitura como hobby. Em 2007, ler era a quarta atividade mais prazerosa no tempo livre; em 2011, o hábito caiu para sétimo lugar. Na sua opinião, o afastamento entre leitores e livros pode ser motivado pelo uso crescente da internet no Brasil?
Pesquisa Ibope revela que hábito de leitura cai no Brasil. A internet tem culpa nisso?
Criancas reproduzem habitos dos pais, nao adianta a escola frisar a importância da leitura se os pais a despreza!
E você leitor do ☻Mega, qual a sua opinião?

13.196 – Livro – A Idade da Razão


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É um romance de Jean-Paul Sartre, publicado em 1945. O livro é o primeiro volume da trilogia Os Caminhos da Liberdade (em francês: Les Chemins de la liberté).
O romance, que se passa na Paris boêmia dos anos 30, gira em torno da vida de Mathieu, um professor de filosofia que procura dinheiro para pagar por um aborto para Marcelle, sua amante. Em três dias, vários personagens e suas ações são analisados, e as percepções e observações dos personagens recolhidas para dar ao leitor um retrato detalhado do personagem principal.
A obra mostra claramente a noção existencialista sartreana e o perfil psicológico dos personagens – tomando decisões importantes para suas próprias vidas. Demonstra ainda como a concepção de Sartre sobre liberdade está intrinsecamente ligada à existência humana, sendo o alvo final desta existência.
Enquanto a novela progride, a narrativa do personagem expõe conceitos de Sartre sobre o que significa estar livre e como se opera no âmbito da sociedade com esta filosofia. Este romance é uma representação imaginária de seus trabalhos filosóficos principais (O ser e o nada) onde se alcança a liberdade suprema com o nada, ou, mais precisamente, sendo nada.

13.173 – Português – Parônimos e Homônimos


teste-de-portugues
Parônimos são palavras com escrita e pronúncia parecidas, mas com significado (sentido) diferente.

– O homem fez uma bela descrição da mulher.
– Use a sua discrição, Paulo.

Amoral – nem contrário e nem conforme a moral
Imoral – contrário à moral
Arrear – pôr arreios
Arriar – colocar no chão
Comprimento – extensão, grandeza e tamanho
Cumprimento – saudação
Descrição – falar sobre
Descriminar – inocentar
Emergir – mostra-se
Imergir – mergulhar

Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido) diferente.

– A manga está uma delícia.
– A manga da camisa ficou perfeita.

– O político foi cassado por corrupção.
– O lobo foi caçado por bandidos.

Tipos de homônimos: homógrafos, homófonos e homônimos perfeitos.

Homógrafos – mesma grafia e som diferente.
– Eu começo a trabalhar em breve.
– O começo do filme foi ótimo.

Homófonos – grafia diferente e mesmo som.

– A cela do presídio está lotada.
– A sela do cavalo está velha.

Homônimos perfeitos – mesma grafia e som.
– Vou pegar dinheiro no banco.
– O banco da praça quebrou.

Acender – colocar fogo
Ascender – subir
Aço – metal
Asso – verbo assar conjugado
Censo – recenseamento
Senso – julgar
Cessão – ceder
Seção – divisão
Sessão – reunião
Coser – costurar
Cozer – cozinhar
Manga – fruta
Manga – parte da camisa
Sexta – dia da semana (sexta-feira)
Cesta – receptáculo
Sesta – descanso

13.148 – Curiosidades – De onde vem a palavra “tchau”?


Vem do italiano ciao. Este, por sua vez, vem do dialeto de Veneza, e originalmente era sciao – redução de schiavo (escravo).
Ao encontrar-se ou despedir-se de alguém, a pessoa dizia sono vostro schiavo (“sou seu escravo”), como sinal de disponibilidade, cortesia.
Em Gênova, ciao virou ciau, que originou o espanhol chau e o português “tchau”.

Tchaus internacionais
Doei (Holandês)
Do svidaniya (Russo)
Sayonara (Japonês)
Poroporoaki (Maori)
Tschüss (Alemão)
Zaijian (Chinês)

13.101 – Linguística – De onde veio a Língua Portuguesa?


lingua-portuguesa
Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa “falar à maneira dos romanos”). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituírem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte da Espanha.
As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).

A Evolução da Língua Portuguesa

Destacam-se alguns períodos:

1) Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).

2) Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

3) Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa”. Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como “arte de falar e escrever corretamente”.

13.097 – Qual a diferença de ninja pra samurai?


ninjas
A questão da honra

Os Ninjas não estavam nem ai pra honra e estavam se lixando para as regras de combate. Muitas vezes os ninjas usavam golpes baixos nas lutas.
Já para os samurais a honra vinha em primeiro lugar . Se alguém ofendesse a honra deles eles se suicidavam pela vergonha. Os samurais se suicidavam com o sistema do seppuku, o seppuku era um suicídio , que os samurais faziam para limpar sua honra. Eles acreditavam que era melhor morrer honrado do que viver desonrado.
A ocupação
Os samurais eram realmente soldados , eles defendiam o Japão dos ataques de outros países e de grupos rebeldes e davam sua vida pelo país . Alias os samurais expulsaram os portugueses do Japão no século XVI . Os portugueses ficaram 100 anos explorando o Japão. Os portugueses queriam cristianizar os Japoneses.
Embora muita gente não saiba , os ninjas não eram grandes guerreiros honestos , os ninjas eram espiões , assassinos de aluguel e mercenários.
O historiador militar japonês Hanawa Hokinoichi escreveu isso sobre os ninjas:
” Eles viajam disfarçados para outros territórios , para avaliar a situação do inimigo , eles teriam de achar o seu caminho no meio do inimigo para descobrir as falhas , e invadir castelos inimigos para incendiá-los e realizar assassinatos , chegando em segredo.”
Quem veio primeiro ?
Os samurais vieram primeiro.
Os samurais foram os soldados da aristocracia japonesa entre 1100 e 1867 .
Já os ninjas tem uma história muito escura e difícil de descobrir sua origem. Mas presume-se que os ninjas tiveram sua origem no século XIV.
Vamos chamar de publicidade, a forma em que o nome dos ninjas e dos samurais são passados para o mundo.
Vários filmes contam a história de samurais honrosos e grandes guerreiros.
Também existem vários filmes sobre ninjas. Um dos mais famosos é o filme o ninja assassino.
Mas quando se fala de desenhos e animes, os ninjas tem uma grande vantagem para cima dos samurais.
Eu nunca vi um desenho televisivo ou um anime que fale de samurais . Mas já vi vários desenhos e animes que falam de samurais.
Se querem exemplos , Naruto , um dos animes mais famosos de todos os tempos , conta a história de vários ninjas, as tartarugas ninjas e Pucca também falam muito de ninjas.
Tirando o desenho Pucca , onde os ninjas são do mal , todos os outros desenhos não mostram a real face dos ninjas. Em Naruto, o personagem principal é um ninja. E Naruto não é trapaceiro, assassino de aluguel , mercenário e espião.

13.079 – Golpe na Cultura – Livraria Leitura da avenida Paulista fecha as portas


Mais uma livraria fecha as portas. Desta vez, é a Leitura da avenida Paulista, que já encerrou suas atividades por causa dos altos custos -que envolviam R$ 30 mil só de IPTU- e do baixo retorno.
De acordo com Marcus Carvalho, sócio da rede, a loja custava três vezes mais que filiais em cidades como Teresina e Maceió e vendia menos. A ideia de Carvalho é continuar a abrir lojas em cidades com poucas livrarias. Ele diz que é rentável ser a principal ou segunda principal rede nessas cidades.