14.291 – Medicina – Cólicas Renais


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É uma dor em geral forte que se dá na região abdominal, normalmente nos flancos, com possível irradiação para região da virilha.
A origem dessa dor é o cálculo renal, conhecido popularmente como pedra no rim, que é uma pequena massa sólida formada a partir de pequenos cristais.
O cálculo pode ser encontrado não apenas nos rins, como também qualquer outro órgão do trato urinário.
Contudo, esse problema costuma ser assintomático. Os cálculos renais originam sintomas, como a cólica renal, quando se deslocam a partir do rim pelos ureteres em direção à bexiga e uretra. Ou seja, quando o corpo humano tenta eliminá-los.
A cólica renal, ou pedra nos rins, não é uma doença única, mas sim a manifestação de diferentes enfermidades que têm em comum o aparecimento de cál​culos no sistema urinário.
Os cálculos renais, enquanto estão localizados nos rins, costumam passar despercebidos (assintomáticos​) e podem permanecer assim por meses ou anos.
Dessa forma, a principal manifestação clínica da litíase renal é a cólica de rim, que ocorre quando um cálculo se desprende do órgão e se desloca pelo ureter, a caminho da bexiga.
A crise, determinada pela migração do cálculo, é caracterizada por dor nas costas, que se irradia para a barriga (baixo ventre).
Quando a pedra se desloca para outras partes do corpo, como a bexiga, o canal da uretra, o ureter ou até a região dos testículos, alguns sinais podem indicar a presença de cálculo renal.
Além de crises de cólica e vômitos, o acometido pode sentir dores extremas na região da uretra e sangramentos internos, que podem, em alguns casos, evoluir para uma infecção ou um tumor.
A presença de sangue na urina, ou hematúria, ocorre por diferentes problemas e não é exclusivamente ligada ao cálculo renal.
Contudo, como os rins ‘filtram’ o sangue, alguns problemas, como o cálculo, podem fazer com que os glóbulos vermelhos passem esses órgãos.
Além disso, se a pedra se deslocar para o canal da uretra, pode causar dano na estrutura do trato urinário e lesar vasos sanguíneos.
Nesse caso, a presença de sangue na urina pode ser visível ora a olho nu ora nos exames.
Aumento de idas ao banheiro
Se de uma hora para outra se passa a ir muito mais vezes ao banheiro sem um motivo aparente, como ingestão maior de líquidos, também pode ser, igualmente, sinal de que algo está errado com a bexiga.
Como uma pedra que começou a se “movimentar”. Esse deslocamento costuma ser acompanhado de dor. Contudo, também pode haver diminuição no fluxo urinário.
Dores insuportáveis
Muitos dizem que a dor de uma pedra mudando de lugar chega a ser tão forte quanto a dor do parto.
Quando o cálculo renal se desloca para a bexiga ou pelo canal da uretra, é comum sentir uma dor lombar aguda, unilateral, que tende a se deslocar para as partes mais baixas do abdome.
Em alguns casos, os homens também sofrem um desconforto nos testículos e, as mulheres, nos grandes lábios. Além da dor, o quadro pode ser acompanhado de problemas intestinais, náuseas e vômitos.
A pedra no rim é uma formação sólida composta por minerais que surge dentro deste órgão.
Em síntese, mais de 70% das pedras são compostas por sais de cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Existem, igualmente, cálculos à base de ácido úrico.

Em princípio, entender a formação das pedras é simples. Basta imaginar um copo cheio de água clara e transparente.

Quando se coloca um pouco de sal, em primeiro lugar, ele se diluirá e tornará a água um pouco turva. Como consequência, jogando mais sal no copo, a água ficará cada vez menos clara, até o ponto em que o sal começará a se precipitar no fundo do copo.

A precipitação acontece quando a água fica super saturada com sal, isto é, a quantidade de água presente já não é mais suficiente para diluir o sal.
Esse é o princípio da formação dos cálculos. Nesse sentido, quando a quantidade de água na urina não é suficiente para dissolver todos os sais presentes na mesma, estes retornam na forma sólida e precipitam nas vias urinárias.
Os sais precipitados na urina tendem a se aglomerar, formando, com o passar do tempo, as pedras.
Essa precipitação dos sais presentes na urina ocorre basicamente por dois motivos: falta de água para diluir ou excesso de sais para serem diluídos.
Apesar de o cálculo renal ser um fator de predisposição para a infecção urinária, as duas patologias são completamente diferentes.
A cólica renal é um sintoma agudo da existência dos cálculos renais. Trata-se de uma dor intermitente na região lombar, que começa subitamente e pode irradiar para a lateral do abdômen e região genital.
A dor é caracterizada pelo seu aumento progressivo de intensidade, seguido de alívio para depois se agravar novamente.
É importante ressaltar que não há uma posição específica que diminua ou termine com esta dor.
Os sintomas comumente têm início quando o cálculo renal sai do rim e obstrui o canal da urina, causando uma dilatação renal e provocando estas dores intensas, que em alguns casos geram calafrios, náusea, vômitos e sangue na urina, provocado pela movimentação do cálculo no rim e no ureter.
Já a infecção de urina é desencadeada pela presença de micro-organismos no trato urinário, geralmente bactérias como a E.coli (Escherichia coli).
A intensidade da doença depende da capacidade imunológica de cada paciente, bem como do micro-organismo em questão e da aderência à parede do trato urinário.
Dor, ardência e dificuldades ao urinar são os sintomas que podem indicar a infecção urinária.
O que há de comum entre as duas doenças?
As duas doenças possuem um importante sintoma em comum, que é o aumento da frequência urinária (urinar muitas vezes, porém em pequeno volume).
Por isso, ambas devem ser prontamente avaliadas por um médico (preferencialmente urologista), principalmente na ocorrência de febre e calafrios.
Um simples infecção urinária pode levar a uma infecção generalizada (septicemia), caso não seja diagnosticada e tratada adequadamente.
Já a cólica renal, se não tratada, pode acarretar até a perda da função de um rim.
Fatores
Baixa ingestão de água
Pacientes que costumam desenvolver cálculos bebem, em média, menos 300 mL a 500 mL de água por dia, quando comparados com pessoas que nunca tiveram pedra nos rins.

Calor em excesso
Pacientes que vivem em países de clima tropical ou trabalham em locais muitos quentes devem procurar se manter sempre bem hidratadas para evitar a produção de uma urina muito concentrada.
Alguns tipos de bebidas
O suco de toranja (jamboa ou grapefruit) parece ser prejudicial, aumentando o risco de formação das pedras.
Em relação às bebidas alcoólicas, há controvérsias, havendo estudos que indicam aumento da formação dos cálculos e outros que sugerem redução da formação, principalmente com o consumo de vinho.
Alguns tipos de dietas
Alimentos ricos em sal, proteínas e açúcares são fatores de risco.
Curiosamente, apesar da maioria dos cálculos serem compostos de cálcio e surgirem por excesso de cálcio na urina, não há necessidade de restringir o consumo do mesmo na dieta. A restrição, aliás, pode ser prejudicial.
Doenças pré-existentes e envelhecimento
Outros fatores de risco para o surgimento de cálculos são obesidade, idade acima de 40 anos, hipertensão, gota, diabetes e ganho de peso muito rápido. Os homens também são mais suscetíveis ao problema.
Alguns medicamentos
Medicações podem ter como efeito colateral a formação de pedra. Os mais comuns incluem indinavir, atazanavir, guaifenesina, triantereno, silicato e drogas à base de sulfa, como sulfassalazina e sulfadiazina.
Havendo suspeita de cálculo renal, primordialmente, deve-se realizar exames por imagem.
Podem ser realizados exames como um raio x simples de abdômen, ultrassonografia do trato urinário, tomografia computadorizada de abdômen ou radiografia contrastada dos rins (urografia excretora).
Ademais, na vigência de cólica renal, realiza-se mais frequentemente a ultrassonografia do trato urinário ou a tomografia computadorizada de abdômen.
O que fazer:
Ao contrário do que se recomendava no passado, durante as crises deve ser evitada a ingestão exagerada de líquidos.
Líquido em excesso pode aumentar a pressão da urina no rim e, consequentemente, aumentar as dores.
O tratamento para cólica renal pode envolver várias frentes:
Medicamentos podem ser indicados apenas pelo médico levando em conta a causa da formação dos cálculos. Durante as crises, é indicado o uso de analgésicos e anti-inflamatórios potentes para aliviar a dor, que é extremamente forte, quase insuportável;
Litotripsia, ou seja, bombardeamento das pedras por ondas de choque visando à fragmentação do cálculo o que torna sua eliminação pela urina mais fácil;
Cirurgia percutânea ou endoscópica: por meio do endoscópio e através de pequenos orifícios, o cálculo pode ser retirado dos rins após sua fragmentação;
Ureteroscopia por via endoscópica, que permite retirar os cálculos localizados no ureter.
Quais tipos de medicamentos podem ser utilizados?
Os primeiros medicamentos indicados são os analgésicos, os antiespasmódicos e os anti-inflamatórios.
Muitas vezes, eles não bastam para controlar a dor e o paciente eliminar o cálculo9.
Como podem ocorrer vômitos, quando ela é muito forte, é preciso prescrever medicação injetável. Dor persistente exige a aplicação de derivados da morfina e internação hospitalar.
Acredita-se que cálculos pequenos, de no máximo 5 mm ou 7 mm, passam pela via urinária sem maiores problemas9.
O paciente é mantido sob analgesia até eliminá-los e depois tratado eletivamente. Cálculos maiores podem entrar no ureter e nele ficar retidos. Não vão nem para frente nem para trás.
Aí, a dor é mais intensa e prolongada e o caso demanda outro tipo de intervenção para que sejam retirados.
Tomar muita água durante o dia é a melhor forma de prevenir a formação dos cálculos renais.

Popularmente chamados de “pedras nos rins”, eles são formados pelo acúmulo de cálcio, ácido úrico, oxalato (um sal) ou cistina (um aminoácido) dentro dos rins ou nos canais urinários.
No calor ou depois de atividade física a transpiração elimina líquidos do corpo, nem sempre repostos na quantidade suficiente para conseguir eliminar o excesso dessas substâncias e evitar o acúmulo de cristais que formam o cálculo.
Além da hereditariedade, os hábitos de vida, obesidade, resistência à insulina e alimentação inadequada favorecem o aparecimento das pedras.
A dor intensa é o principal sintoma do distúrbio, quando o cálculo tiver um tamanho médio ou se movimentar dentro dos canais que ligam o rim à bexiga.
Portanto, tomar oito copos de água por dia, pelo menos, pode evitar o problema.
Todo caso de cólica renal merece acompanhamento com urologista.
Contudo, pacientes grávidas, com um único rim, com indícios de infecção, como febre e queda do estado geral têm, muitas vezes, necessidade de internação de urgência, bem como casos com dor de difícil controle.
Em muitos casos, há a indicação de remoção dos cálculos através de cirurgia endoscópica, procedimento minimamente invasivo, que permite um retorno do paciente à sua rotina mais rapidamente.
Escola Paulista de Medicina

14.114 – História da Anatomia


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A história do estudo da anatomia humana é datada de 500 anos a. C. o primeiro a praticar foi Alcméon de Crotona na Itália onde ele realizou dissecações em animais mortos, um tempo depois ocorreu um estudo clínico na escola hipocrática onde descobriram a anatomia do ombro conforme foi estudado antes nos animais.

Já no século II d.C. Galeano dissecou quase tudo que tivesse vontade todos animais, aplicando depois o que identificou aplicou nos estudos da anatomia humana, desenvolvendo a doutrina da “causa final”, pois nem todos os cadáveres humanos tinham possibilidade de identificar a causa morte.

As primeiras ilustrações anatômicas impressas foram baseadas nas técnicas medievais, chamado de Fasciculus Medicinae, que era uma coleção de texto de vários autores que eram destinados aos médicos principiantes, tendo varias edições durante os séculos, as edições mais atuais já demonstravam imagens de todo o corpo humano com mais detalhes e especificações de cada órgão nas obras de Vesálio principalmente.

Vesálio e sua descoberta

Um das reproduções mais acertadas do corpo humano foi reproduzido por Andrés Vesálio em 1453,sendo um dos livros mais importantes para o homem da área de saúde, em seus escritos ele relata vários erros encontrados nos textos de Galeno seu antecessor, anos depois vários anatomistas aprimoraram as descobertas de Vesálio com imagens melhores.

14.085 – Farmacologia – A Silimarina


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É um fármaco utilizado pela medicina como protetor do fígado. É um composto extraído do fruto da Silybum marianum. Deve ser comercializado na forma de extrato seco padronizado, contendo flavonoides.
Age aumentando a síntese de RNA e também impedindo a peroxidação dos lipidos da membrana celular e dos organelos dos hepatócitos.
Hoje em dia, a Silimarina é muito usada por pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool, pois ela protege o fígado atacado fortemente pelo álcool, e também usada por atletas que fazem uso de anabolizantes que atacam o fígado.
Silibinina é o principal componente ativo da silimarina, que é extraida da planta medicinal Silybum marianum, é uma espécie de planta com flor pertencente à família Compostae.
A autoridade científica da espécie é (L.) Gaertn., tendo sido publicada em De Fructibus et Seminibus Plantarum
É utilizado no tratamento e prevenção de doenças do fígado através de sua ação anti-hepatotóxica.
Fígado (do latim ficatu) é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. Funciona tanto como glândula exócrina, liberando secreções num sistema de canais que se abrem numa superfície externa, como glândula endócrina, uma vez que também libera substâncias no sangue ou nos vasos linfáticos. Localiza-se no hipocôndrio direito, epigástrio e pequena porção do hipocôndrio esquerdo, sob o diafragma e seu peso aproximado é cerca de 1,3-1,5 kg no homem adulto e um pouco menos na mulher.
Na primeira infância é um órgão tão grande, que pode ser sentido abaixo da margem inferior das costelas, ao lado direito.

Funções
Em algumas espécies animais o metabolismo alcança a atividade máxima logo depois da alimentação; isto lhes diminui a capacidade de reação a estímulos externos. Em outras espécies, o controle metabólico é estacionário, sem diminuição desta reação. A diferença é determinada pelo fígado e sua função reguladora, órgão básico da coordenação fisiológica.

Entre algumas das funções do fígado, podemos citar[4][5]:

produção de bile;
síntese do colesterol;
conversão de amônia em ureia;
desintoxicação do organismo;
síntese de protrombina e fibrinogênio (fatores de coagulação do sangue);
destruição das hemácias;
síntese, armazenamento e quebra do glicogênio;
emulsificação de gorduras no processo digestivo, através da secreção da bile;
lipogênese, a produção de triacilglicerol (gorduras);
armazenamento das vitaminas A, B12, D, E e K;
armazenamento de alguns minerais como o ferro;
síntese de albumina (importante para a osmolaridade do sangue);
síntese de angiotensinógeno (hormônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina);
reciclagem de hormônios;
no primeiro trimestre de gestação é o principal produtor de eritrócitos, porém perde essa função nas últimas semanas de gestação.

Uma usina de processamento
Além das funções citadas acima, este órgão efetua aproximadamente 220 funções diferentes, todas interligadas e correlacionadas. Para o entendimento do funcionamento dinâmico e complexo do fígado, podemos dizer que uma das suas principais atividades é a formação e excreção da bile.
as células hepáticas produzem em torno de 1,5 l por dia, descarregando-a através do ducto hepático. A transformação de glicose em glicogênio, este conhecido como amido animal, e seu armazenamento, se dá nas células hepáticas. Ligada a este processo, há a regulação e a organização de proteínas e gorduras em estruturas químicas utilizáveis pelo organismo da concentração dos aminoácidos no sangue, que resulta na conversão de glicose, esta utilizada pelo organismo no seu metabolismo. Neste mesmo processo, o subproduto resulta em ureia, eliminada pelo rim. Além disso, paralelamente existe a elaboração da albumina, e do fibrinogênio, isto tudo ao mesmo tempo em que ocorre a desintegração dos glóbulos vermelhos. Durante este processo, também age em diversos outros, tudo simultaneamente, destruindo, reprocessando e reconstruindo, como se fossem vários órgãos independentes, por exemplo, enquanto destrói as hemácias, o fígado forma o sangue no embrião; a heparina; a vitamina A a partir do caroteno, entre outros.
O fígado, além de produzir em seus processos diversos elementos vitais, ainda age como um depósito, armazenando água, ferro, cobre e as vitaminas A, vitamina D e complexo B.
Durante o seu funcionamento produz calor, participando da regulação do volume sanguíneo; tem ação antitóxica importante, processando e eliminando os elementos nocivos de bebidas alcoólicas, café, barbitúricos, gorduras entre outros. Além disso, tem um papel vital no processo de absorção de alimentos.
As impurezas são filtradas pelo fígado, que destrói as substâncias tissulares transportadas pelo sangue. Os lipídios, glicídios, proteínas, vitaminas, etc, vindos pelo sangue venoso, são transformados em diversos subprodutos. Os glicídeos são convertidos em glicose, que metabolizada se converte em glicogênio, e, novamente convertida em açúcar que é liberado para o sangue quando o nível de plasma cai. As células de Kupffer, que se encontram nos sinusoides, agem sobre as células sanguíneas que já não têm vitalidade, e sobre bactérias, sendo decompostas e convertidas em hemoglobina e proteínas, gerando a bilirrubina, que é coletada pelos condutores biliares, que passam entre cordões dessas células que segregam bílis; esta, por sua vez, vai se deslocando para condutos de maior calibre, até chegar ao canal hepático, (também chamado de ducto hepático, ou duto hepático); neste, une-se numa forquilha em forma de Y com o ducto cístico, chegando à vesícula biliar. Da junção em Y, o ducto biliar comum estende-se até o duodeno, primeiro trecho do intestino delgado, onde a bílis vai se misturar ao alimento para participar da digestão. O alimento decomposto atravessa as paredes permeáveis do intestino delgado e suas moléculas penetram na corrente sanguínea. A veia porta conduz estas ao fígado, que as combina e recombina, enviando-as para o resto do organismo.
Em casos de impactos muito fortes, pode haver ruptura da cápsula que recobre o fígado, com a imediata laceração do tecido do órgão. As lesões em geral são alarmantes e de extrema gravidade, podendo ser muitas vezes fatais, devido à enorme quantidade de sangue que pode ser perdida, dado o grande número de vasos sanguíneos que compõem o órgão. Se em caso de acidente grave, e consequente lesão, a pessoa sobreviver, o fígado geralmente demonstrará alto e rápido poder de regeneração.

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14.020 – Medicina – O Hormônio de Crescimento


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A sigla GH (Growth Hormone) se refere ao hormônio do crescimento. O GH é produzido pela glândula hipófise, situada na base do crânio, e está presente em todas as pessoas normais. É indispensável durante o período de crescimento e sem ele a estatura adulta normal não pode ser alcançada.
Para avaliar o ritmo de desenvolvimento os médicos utilizam a velocidade de crescimento. Para isso é preciso ter pelo menos duas medidas de estatura e um intervalo de tempo entre elas. Nos primeiros meses de vida as medidas podem ser mensais, mas depois a cada três ou quatro meses. Nos primeiros dois anos de vida a criança cresce cerca de 25 cm, ocorrendo uma desaceleração progressiva da velocidade de crescimento, mas na puberdade ela volta a acelerar. O acompanhamento com o Pediatra é fundamental para detectar precocemente qualquer alteração da velocidade de crescimento, e com isso permitir o diagnóstico precoce de doenças que afetam o crescimento. Quando o crescimento é menor que o esperado, o ideal é que um especialista seja consultado. Quanto mais cedo for percebido o problema, melhores serão as chances de recuperação.
O nanismo é um termo usado para situações de baixa estatura grave. Manifesta-se principalmente a partir dos dois anos de idade, impedindo o crescimento e desenvolvimento durante a infância e adolescência. Pode ser causado por deficiência de hormônio de crescimento (chamado de nanismo hipofisário) ou por doenças ósseas congênitas.
Quando o corpo humano produz GH em excesso, causa uma doença conhecida como gigantismo. É um quadro de crescimento exagerado, acompanhado de outros problemas graves de saúde. Pode surgir na infância, durante a puberdade ou na vida adulta.
A deficiência de GH pode ser causada por problemas genéticos, traumas, doenças infecciosas ou inflamatórias, tumores cranianos, radioterapia, quimioterapia, entre outras. Muitas vezes não é possível identificar a causa da deficiência, mesmo realizando todos os exames disponíveis.
Uma das formas de se identificar problemas de crescimento é observar que a criança está demorando para trocar a numeração de roupas e calçados ou quando ela se torna a menor da turma da escola. Esses são sinais importantes que devem estimular os pais a procurar um médico endocrinologista.
As crianças devem ser medidas e os dados de peso e estatura precisam ser colocados nos gráficos para serem interpretados corretamente. Só assim é possível comparar as medidas da criança com as de outras crianças da mesma idade e sexo e também com a estatura dos pais.
O crescimento acontece até que haja a fusão ou fechamento das cartilagens de crescimento, que é uma região especial dos ossos. A época em que ocorre o término do crescimento vai depender muito da idade de início e de término da puberdade. Depois que as cartilagens dos ossos longos se fecham, não há mais possibilidade de crescer, mesmo tomando o GH. Nesse caso, além de não fazer crescer, o uso do GH não é seguro e pode trazer prejuízo para a saúde.
Adultos com deficiência de GH podem fazer a reposição do hormônio de crescimento. Nesses casos o tratamento com GH produz outros benefícios para a saúde como melhora da capacidade física, aumento da massa magra (ossos e músculos), redução da gordura corporal e melhora da qualidade de vida. Por causa desses benefícios, algumas pessoas utilizam o GH erroneamente para tratar a obesidade, reduzir o processo de envelhecimento e melhorar o desempenho físico. A medicação é contraindicada para esses fins por não ser considerada segura. No esporte, a sua utilização é considerada ilícita e passível de punição.
A abordagem dos problemas de crescimento é feita da seguinte forma: inicialmente o endocrinologista avalia o histórico de saúde da família e da criança, incluindo os antecedentes gestacionais e de nascimento, além do exame físico completo para identificar outros sinais de doenças. Depois realiza a pesquisa de possíveis causas por meio de exames laboratoriais e radiológicos. Se for constatada uma deficiência de hormônio de crescimento, o endocrinologista indicará o tratamento com GH. É importante saber que existem outras situações que atrapalham o crescimento normal e que também podem ser tratadas com GH. Tomar hormônio, só com orientação médica.

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13.613 – Saúde – Tontura e Vertigem


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Tontura é um termo difícil de ser definido, sendo muitas vezes equivocadamente usado para descrever sensações como desequilíbrio, náuseas, hipotensão, fraqueza, visão dupla, turvação visual ou mal-estar. A tontura verdadeira é aquela que se apresenta como uma falsa sensação de movimento próprio ou do ambiente, estando frequentemente associada a desequilíbrio e/ou enjoos. Quando a tontura é causada por uma sensação de movimento rotatório, ou seja, parece que tudo ao redor está girando, damos o nome de vertigem. A vertigem é o tipo mais comum de tontura.

Neste texto vamos explicar por que a tontura surge e quais as doenças que a provocam. Se você está a procura de informações sobre cinetose, os enjoos que surgem ao andar de carro ou de navio, ou sobre desmaios e síncope, seus textos são estes:

– CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO
– DESMAIO, SÍNCOPE E REFLEXO VAGAL
Para nos mantermos em equilíbrio, para saber em que posição estamos em relação ao meio ambiente (deitado, em pé, inclinado, de lado, pernas esticadas, braços levantados, etc.) e para saber se estamos parados ou em movimento, é preciso que o nosso corpo forneça informações detalhadas ao cérebro.

Temos basicamente três meios para mandar estas informações para o sistema nervoso central:

1. Visão, que nos orienta onde estamos e como está o meio ao nosso redor.
2. Propriocepção, que é a capacidade do cérebro reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. É a propriocepção que nos permite, de olhos fechados, reconhecer que estamos com o braço levantado, de cabeça para baixo, inclinados para frente, com as pernas dobradas, etc.
3. Ouvido interno, que é o maior responsável pelas tonturas e vertigens. É dele que vamos falar um pouco agora.

OUVIDO INTERNO – LABIRINTO E APARELHO VESTIBULAR
Dentro do ouvido interno temos um órgão chamado labirinto que faz parte do aparelho vestibular, responsável pela manutenção do equilíbrio.
O labirinto é um conjunto de arcos semicirculares que possuem líquidos em seu interior. A movimentação destes líquidos é interpretado pelo cérebro ajudando a identificar movimentos e a nos manter em equilíbrio.
As informações passadas pelo labirinto através da movimentação destes líquidos, ajudam o cérebro a interpretar movimentos angulares, acelerações lineares e forças gravitacionais.

Apenas como curiosidade: você sabe por que ficamos tontos depois de rodarmos várias vezes? Porque quando paramos de rodar, apesar de já estarmos parados, os líquidos dentro do nosso ouvido interno ainda ficam em movimento rotacional por alguns segundos, fazendo com que o cérebro interprete que ainda estamos rodando. Se fecharmos os olhos, a tontura aumenta ainda mais, pois de olhos abertos a visão consegue atenuar a mensagem errada que o ouvido interno está mandando ao cérebro.
Diferenças entre a vertigem e outros tipos de tontura
A caracterização de uma tontura como vertigem é importante porque este sintoma é típico de doenças do aparelho vestibular. As causas mais comuns de vertigens são as doenças que acometem assimetricamente o ouvido interno, seja por calcificação de áreas do labirinto, por inflamação, por infecções, por traumas ou por excesso de líquido dentro dos aparelho vestibular.
Como já foi citado na introdução deste texto, a vertigem é um tipo de tontura onde há ilusão de movimentos rotatórios. Este dado é essencial para distingui-la de outros tipos de tonturas. Também é característico da vertigem o fato da tontura ser intermitente, ou seja, vai e volta ao longo das semanas. Uma tontura permanente, que não melhora nunca, dificilmente se trata de vertigem. A vertigem costuma piorar com movimentos da cabeça, sendo um modo simples de identificar o tipo da tontura que o paciente apresenta.

SINTOMAS DA VERTIGEM
De forma resumida, os sintomas da vertigem são:

– Tonturas rotatórias. A sensação é de que você ou o ambiente estão rodando
– Dificuldade em manter o equilíbrio
– Tonturas que vão e voltam frequentemente ao longo de vários dias
– Tonturas que pioram com a movimentação da cabeça ou do tronco, quando tossimos ou quando espirramos
– Também podem estar associados a tontura: dor de cabeça, sensibilidade a luz ou barulho, sensação de fraqueza, visão dupla, taquicardia (coração acelerado) e dificuldades para falar.
Um sinal importante de vertigem é a presença do nistagmo: involuntários, rápidos e curtos movimento dos olhos, geralmente em direção lateral, como no vídeo abaixo.

CAUSAS DE VERTIGEM E TONTURAS
Cerca de 40% dos casos de tonturas se devem a doenças do aparelho vestibular, 10% são devidos a lesões cerebrais, 15% a distúrbios psiquiátricos, 25% não são verdadeiramente tonturas, mas sim pré-síncopes e desequilíbrios, e 10% são de origem indeterminada. Vamos citar rapidamente algumas causas comuns de tonturas e vertigens. Posteriormente escreverei um texto individual sobre cada uma destas causas.

a.Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)

A vertigem posicional paroxística benigna, também chamada de vertigem posicional ou vertigem postural é a a causa nais comum de vertigem; é causado por calcificações nos pequenos canais dentro do sistema vestibular. A vertigem posicional apresenta curta duração (segundos a poucos minutos) e costuma ser desencadeada por certos movimentos da cabeça. A doença pode estar presente por várias semanas.

Para mais informações sobre a Vertigem posicional paroxística benigna, leia: VERTIGEM POSICIONAL PAROXÍSTICA BENIGNA.

b. Doença de Ménière

A doença de Ménière é causada por excesso de líquido no labirinto, o que provoca vertigens, perda auditiva e zumbidos. As crises de tonturas da doença de Meniere duram entre vários minutos até horas.
Na doença de Ménière o paciente pode apresentar perda permanente da audição e ficar com dificuldades de manter o equilíbrio de forma crônica.
Para mais informações sobre a doença de Ménière, leia: DOENÇA DE MÉNIÈRE.

c. Labirintite (neurite vestibular)

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A labirintite é causada por uma inflamação do labirinto ou do ramo vestibular do nervo auditivo que leva as informações do ouvido interno até o cérebro. A principal causa desta inflamação parece ser uma infecção viral. Pacientes com labirintite apresentam um quadro súbito de vertigem fortes, associado a náuseas, vômitos e dificuldade em se manter em pé. Podem também existir perda de audição e zumbidos. Na labirintite os sintomas podem durar vários dias. Para mais informações, leia: LABIRINTITE | Sintomas e tratamento.

d. Vertigens da enxaqueca
Pacientes com enxaqueca também podem podem apresentar episódios de vertigens (leia: DOR DE CABEÇA | Enxaqueca , cefaleia tensional e sinais de gravidade).

e. AVC ou ataque isquêmico transitório
Isquemia ou infarto cerebral podem causar tonturas (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL). O quadro é mais comum em idosos, em pacientes com história de diabetes, hipertensão, tabagismo ou doenças cardiovasculares. No AVC costumam estar presentes outros sintomas além da tontura, como perda de movimentos e/ou sensibilidade em um ou mais membros, desorientação, dificuldades para falar, etc.

f. Medicamentos
Intoxicação por algumas drogas podem causar lesão do ouvido interno, entre elas, cisplatina, fenitoína e antibióticos da classe dos aminoglicosídeos.

g. Entupimento do ouvido por cera
Raramente, pacientes com impactação de cera no ouvido podem se queixar de tonturas (leia: CERÚMEN | Cera do ouvido).

h. Esclerose múltipla (leia: ESCLEROSE MÚLTIPLA | Sintomas, diagnóstico e tratamento)

i. Traumatismo craniano

j. Crises de ansiedade ou ataques de pânico

SINAIS DE GRAVIDADE DAS TONTURAS
A maioria dos casos de vertigens são autolimitados e, apesar dos sintomas serem bastante incômodos, não trazem maiores riscos. O otorrinolaringologista é o especialista indicado para avaliar casos de tonturas. Entretanto, se a tontura vier acompanhada de alguns outros sintomas, um quadro mais grave pode estar por trás.
Portanto, se você apresenta tonturas e alguns dos sinais e sintomas descritos abaixo, procure imediatamente atendimento médico:

– Febre alta.
– Dor de cabeça muito intensa (exceto nos pacientes já sabidamente portadores de enxaqueca).
– Fraqueza em algum membro.
– Dificuldade para falar.
– Perda da consciência.
– Dor no peito
– Desorientação.
– Vômitos incoercíveis.

13.221 – Ortopedia – Osso as vezes quebra e não cola direito


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Não são todos os casos de fratura na área da ortopedia que se resolvem com um tratamento simples – alguns são complicados e o osso pode não consolidar na primeira tentativa de tratamento.
Alguns ossos as vezes não têm uma boa cicatrização após uma fratura – isso depende de vários aspectos, que as vezes são inerentes ao osso ou ao tipo de fratura
Ao contrário do que muita gente imagina, o osso é uma estrutura muito viva e com muita circulação sanguínea em algumas áreas, e é por isso que um gesso bem colocado resolve bem boa parte das fraturas que temos que tratar, principalmente em crianças. Algumas necessitam de cirurgias, para correção de desvios, e isso deve ser julgado pelo seu ortopedista, mas boa parte melhoram simplesmente com uma imobilização.
Se uma fratura é muito grave, a ponto de deixar o osso com um grande prejuizo da sua vascularização, o risco de não consolidar ocorre. Alguns ossos onde o risco de consolidação é grande são os navicular e o escafóide, pequenos ossos dos pés e das mãos (respectivamente). E mesmo em casos de cirurgias, quando materiais modernos são usados, se você que é o cirurgião não respeitar a nutrição vascular do osso pode ter problemas sérios mais adiante.
Quando um osso não cicatriza no período esperado dizemos que se trata de um retardo de consolidação, e quando isto demora muito mais tempo dizemos que se trata de uma pseudoartrose. O nome não é muito adequado, já que não fica no local nenhuma articulação falsa com artrose (traduação ao pé da letra da expressão pseudoartrose). O que ocorre nestes casos é ou uma falha na biologia do processo de consolidação ou uma falha no método de tratamento utilizado para fixação (interna, externa ou indireta, como o gesso).
O que devemos lembrar é que para a maioria das fraturas o período de cicatrização varia de 6 a 8 semanas. Algumas podem demorar mais tempo (ao redor de 12 semanas, por exemplo, como em algumas fraturas do escafóide, no punho, e para as fraturas da tíbia). Nas crianças o período geralmente é menor, e quando mais jovem menor o tempo ainda – algumas fraturas de antebraço em crianças chegam a cicatrizar em 2 ou 3 semanas. Se você está há muito tempo imobilizado e ainda sente dores pode ser que esteja ocorrendo uma consolidação inadequada, e o tratamento vai depender das causas desta falha de consolidação.
O recado continua sempre o mesmo: questione o seu médico sempre que estiver em dúvida sobre a evolução da sua lesão. Gostaria de deixar aqui no blog esta chamada para que todos que precisam da gente possam usar e abusar do conhecimento que temos a obrigação de passar para quem nos procura. A relação médico-paciente vem se deteriorando a cada dia que passa, e tanto médicos quanto pacientes devem ser os personagens principais deste novo filme que devemos criar. Um filme que traga de volta o que a nossa profissão tem de mais bonito – a atenção e o carinho pelas pessoas que nos procuram para serem tratadas.

13.076 – Neurociência – Homens e Mulheres têm cérebro diferente?


neurociencia

 

A crença de que existe um “cérebro masculino” e um “cérebro feminino” é antiga e amplamente difundida. Estudos com animais já demonstraram que as amígdalas, estruturas mais ou menos do tamanho de azeitonas que estão presentes em cada hemisfério cerebral, são maiores nos indivíduos masculinos. Como essa região está envolvida no controle das emoções e em comportamentos sociais como agressão e excitação sexual, achava-se que essa diferença de tamanho explicava muita coisa.
Mas acontece que não é bem assim – pelo menos não com pessoas. Pesquisadores da Rosalind Franklin University of Medicine and Science, em Illinois, nos Estados Unidos, realizaram uma meta-análise (ou seja, analisaram dezenas de outros estudos) e não encontraram diferenças significativas entre os gêneros humanos.
Ao todo, os autores encontraram 58 comparações no tamanho da amígdala entre homens e mulheres saudáveis em 46 estudos diferentes, totalizando 6.726 indivíduos. De fato, o volume absoluto dessa estrutura é cerca de 10% maior no cérebro masculino. MAS é preciso levar em conta que o corpo masculino também é maior, incluindo seu cérebro – que é em média 11 a 12% mais volumoso. Quando se calcula o tamanho proporcionalmente, a diferença fica desprezível (para ser mais exata, é de menos de 0,1% para a amígdala direita e 2,5% para a esquerda).
Lise Eliot, autora principal e professora associada de neurociência na universidade, já havia publicado em 2015 outra meta-análise derrubando mais uma ideia bastante difundida: a de que o hipocampo, região responsável por consolidar novas memórias, é maior nas mulheres do que nos homens.
“Há razões comportamentais para suspeitar de uma diferença no tamanho da amígdala de acordo com o sexo da pessoa”, afirma. “A emoção, a empatia, a agressão e a excitação sexual dependem dela, e as evidências de estudos em animais sugerindo uma diferença no volume da amígdala são mais fortes do que para o hipocampo. Então esta descoberta é ainda mais surpreendente e sugere que os cérebros humanos não são tão sexualmente dimórficos quanto os dos ratos, por exemplo”.
Segundo Eliot, não há dados que confirmem a ideia de um cérebro masculino ou feminino: “Apesar da impressão comum de que homens e mulheres são profundamente diferentes, análises extensas de medidas cerebrais estão encontrando muito mais semelhanças do que diferenças“.

13.046 – Saúde – O que é Desnutrição Úmida?


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A Desnutrição Úmida é consequência de uma alimentação rica em carboidratos, porém pobre em proteínas, gorduras, e vitaminas. A pessoa com desnutrição úmida não costuma a apresentar perda de peso, mas isso acontece por causa do acúmulo de água que provoca inchaço nas pernas, pés, rosto e barriga devido a falta dos outros nutrientes, mesmo que uma pessoa ingira grandes quantidades de carboidratos não são capazes de substituir as funções exercidas por outros nutrientes.
Quando não há proteínas, lipídios, e vitaminas nas refeições faltam materiais para construir ou recuperar as células do organismo
O Marasmo é o tipo de desnutrição que deixa a pessoa sem disposição para realizar as suas atividades, os marasmo ocorre quando não se ingere a quantidade suficiente de nutrientes durante muito tempo com a falta de alimentos ricos em nutrientes, a pessoa está sempre com fome, não cresce, emagrece e pega outras doenças com facilidade, os músculos ficam reduzidos.

Vamos ver agora a estrutura química do amido
Um dos carboidratos mais frequentes na nossa alimentação, por exemplo, existe amido no feijão, no arroz, na farinha de mandioca etc.
As unidades formadoras do amido são sempre iguais:
O que se repete em cada unidade é uma substância conhecida, a glicose. Muitas frutas também contem glicose, mas grande parte da glicose que o corpo utiliza vem do amido, através da digestão o amido ingerido é transformado em glicose e pode ser muito bem aproveitado pelas células. Outro grupo químico importante para a saúde do organismo são os lipídios. O olho de cozinha por exemplo, os lipídios também fornecem energia mas exercem outras funções veremos três delas

Qual é a mais conhecida das funções dos lipídios ?

Reservatório de Energia, uma parte da energia produzida
a partir dos alimentos que comemos é transformada em gordura e armazenada para ser utilizada no momento em que o organismo precisar suprir energeticamente as nossas células, o principal local de armazenamento da gordura fica sob a pele é o tecido adiposo
cujo acúmulo faz as pessoas engordarem. uma outra função dos lipídios é a formação da camada que envolve a célula, a membrana celular é formada por lipídios e proteínas, e a terceira função dos lipídios é a sua relação com as vitaminas, algumas vitaminas só podem ser absorvidas pelo organismo quando há lipídeos no intestino veja um exemplo de molécula de lipídio
se você comparar um lipídio com um amido notará semelhanças e diferenças, a semelhança é que os átomos que compõe os dois são os mesmos, a diferença é o modo como eles estão combinados, cada combinação tem suas propriedades e funções, por causa das diferenças os carboidratos não podem substituir os lipídios, isso nos leva a outra substancia nutriente as proteínas. As proteínas são substancias formadas por várias unidades, os aminoácidos, eles são capazes de se ligarem e formarem moléculas de vários tamanhos.

Vitaminas e Sais Minerais
A quantidade de vitaminas e sais minerais que precisamos é pequena, mas se faltar pode dar raquitismo, escorbuto entre outras doenças tanto as vitaminas quanto os sais minerais são chamados de necro nutrientes. O corpo depende do bom funcionamento dos processos bioquímicos eles são responsáveis pela formação, crescimento e funcionamento das células e tecidos e para tudo funcionar bem é indispensável variar os nutrientes
Todos os tipos de nutrientes são importantes e devem compor a dieta diária das pessoas somente com uma alimentação equilibrada estaremos mais seguros

Revisão
Hoje você conheceu as substancias que compões o nosso corpo: proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas e sais minerais.
Você aprendeu que uma alimentação equilibrada deve ter todos os nutrientes em proporção e que a falta de nutrientes provoca a desnutrição.

13.043 – Envelhecimento – PERDA DE MÚSCULOS DEPOIS DOS 50 ANOS


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Você já ouviu falar em sarcopenia? O termo vem do grego: sarx quer dizer músculo e penia, perda. Resumindo, sarcopenia é o processo natural e progressivo de perda de massa muscular (músculos), característico do envelhecimento.
Segundo João Toniolo, médico geriatra e diretor do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia, é muito comum os pacientes chegarem a seu consultório e relatarem ter o mesmo peso desde a juventude. Entretanto, quando o médico faz o teste de composição corporal, percebe que mais de 80% do peso é composto de gordura, ou seja, a pessoa manteve o peso, mas perdeu músculos e ganhou gordura.
“A sarcopenia atinge 40% da população acima de 65 anos e 60% dos indivíduos com mais de 80 anos. Fala-se muito de osteoporose, que é a diminuição progressiva da densidade óssea, de infarto, AVC e perda de memória, mas bem pouco da perda de músculos”.
Mas o que a perda muscular significa na prática? Quanto menos músculo o indivíduo possui, menores são sua força e funcionalidade, o que contribui para um maior risco de quedas, fraturas e hospitalizações recorrentes. Após a quinta década de vida, perdemos entre 1% e 2% da massa muscular por ano — mas alguns fatores aceleram o fenômeno. Sedentarismo, ingesta pobre em proteínas, doenças crônicas e hospitalização estão entre os principais.
“Sarcopenia é algo muito sério, então quando, por exemplo, o idoso precisa ficar internado, é preciso acompanhá-lo de perto. Diariamente, fazemos uma avaliação nutricional e medimos a circunferência da panturrilha. Estudos recentes mostram que um paciente idoso pode perder até 95 gramas de músculo por dia, enquanto um jovem perderia 14 gramas”.
Outra questão que a nutricionista Myrian Najas, diretora do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia, aponta é que muitos idosos têm resistência em consumir proteína (que ajuda na construção de músculo). “É muito comum as pessoas mais velhas dizerem que comem menos carne, frango e peixes. O consumo de carboidratos, como arroz e farinha branca, é maior nessa faixa etária, pois esse tipo de alimento é mais fácil de ser digerido e absorvido. O resultado, muitas vezes, é uma alimentação inadequada, o que resulta diretamente no ganho de peso.”
Por isso, normalmente as pessoas demoram para notar a perda muscular e quase nunca a previnem. Os sintomas são comumente associados à falta de vitaminas, “energia” e cansaço típicos da idade, mas quase nunca são relacionados à perda de massa magra.
No entanto, a perda de massa muscular pode ser amenizada com a prática de atividade física regular. Musculação, pilates, caminhada, corrida e bicicleta são boas opções. O ideal é realizar 150 minutos semanais de exercícios.

 

 

13.016 – Anatomia – Qual a função do fígado?


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O fígado é um órgão que atua como glândula exócrina (liberando secreções) e glândula endócrina (liberando substâncias no sangue e sistema linfático). Ele é a maior glândula do corpo humano.
Funções
O fígado desempenha muitas funções importantes dentro de nosso organismo, como: armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos, metabolismo das proteínas (conversão de amônia em uréia), síntese da maioria das proteínas do plasma, processamento de drogas e hormônios, destruição das células sanguíneas desgastadas e bactérias, emulsificação da gordura durante o processo de digestão através da secreção da bile, etc.
Além de todas as funções já citadas no parágrafo anterior, o fígado age também no armazenamento de vitaminas e minerais. Ele armazena algumas vitaminas como: A, B12, D, E e K, além de minerais como o ferro e o cobre.
O fígado participa também da regulação do volume sanguíneo, possui importante ação antitóxica contra substâncias nocivas ao organismo como o álcool, a cafeína, gorduras, etc.

Doenças do fígado
As principais doenças que acometem o fígado são as Hepatites, doenças causadas pelo alcoolismo como a cirrose, doenças hepáticas tóxicas, insuficiência hepática, fibroses, etc.

12.838 – Mitos sobre sexo em que você precisa parar de acreditar agora


Uma mulher que pratica relações sexuais com frequência ficaria com a vagina mais “larga”.
Não há evidência científica de que a frequência com que uma mulher pratica relações sexuais ou o tamanho do pênis de seus parceiros tenham influência permanente sobre a anatomia da vagina. Ela é elástica, se expande e contrai conforme a situação, sempre voltando ao seu estado original — um parto é um ótimo exemplo disso.
Uma pesquisa publicada na revista científica Human Reproduction — que lembra, logo na introdução, quão pouca atenção foi dedicada à anatomia vaginal na história da medicina — analisou as dimensões da vagina de várias mulheres, e tudo que pode confirmar é o já esperado: não há duas vaginas iguais, e todas as variações percebidas eram associadas à idade e outras características anatômicas, não ao uso.
A ejaculação feminina só existe em filmes pornográficos
O governo britânico, em uma medida polêmica de 2014, baniu a ejaculação feminina da lista de práticas que poderiam ser filmadas pelas produtoras de pornografia do país. Outras práticas excluídas foram atos que põe em risco a vida dos atores ou que fazem apologia à violência sexual, como a inserção de mãos no canal vaginal, conhecida como “fisting” e simulações de estupro.
Acontece que, longe de ser ficção, não há nada de errado com a ejaculação feminina. Um estudo publicado na revista científica Journal of Sexual Medicine revelou que algo entre 10% e 40% das mulheres liberam urina involuntariamente durante o orgasmo. O líquido, muitas vezes, vem misturado com pequenas doses de uma secreção análoga à da próstata masculina.
O tamanho do pênis masculino está associado à cor da pele, à altura ou a qualquer outra característica de um homem
É difícil de acreditar depois de anos de estereótipos injustificáveis, mas a verdade é que não há absolutamente nada que possa prever com sucesso o tamanho de um pênis masculino. E se você ainda tem alguma dúvida, basta ver este estudo publicado na revista científica Journal of Urology, que mediu mais de 15 mil pênis em busca de algum padrão perceptível, sem sucesso.

A circuncisão afeta o sensibilidade sexual
Não, a circuncisão não muda em nada o que você sente ou deixa de sentir em uma relação sexual. Em outro estudo, também publicado no Journal of Urology, foram testadas amostras iguais de homens que haviam passado e não passado pelo procedimento cirúrgico. Os pênis passaram por testes de sensibilidade ao calor, ao tato e a dor, e adivinhe só? Empate, claro.
A presença do hímem é um indicativo infalível de que uma mulher já teve uma relação sexual
É claro que, em muitos casos, o hímem é rompido na primeira penetração. Mas isso não é regra. A prática de atividade física, e o uso de brinquedos sexuais ou de absorventes internos podem dar fim à membrana antes da mulher fazer sexo pela primeira vez.

Fonte: Galileu

 

12.819 – Mega Polêmica Comportamento – Resistência ao uso da Camisinha


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Meras Hipóteses

Pesquisa a que a revista Saúde teve acesso com exclusividade conclui que mais da metade dos brasileiros não veste a camisinha.
52% dos brasileiros nunca ou raramente usam camisinha
O curioso é que esses números evidenciam um enorme paradoxo: o Ministério da Saúde aponta que mais de 95% da população sabe que a camisinha é o modo mais eficiente de não contrair o vírus da aids. Então, o que estaria levando jovens e adultos a ignorarem uma maneira tão prática de se defender do HIV e de outras doenças?
Enquanto os adolescentes não parecem dar a devida importância ao preservativo, chegando inclusive a pensar que as DSTs são facilmente remediáveis, os mais velhos pecam pela falta do hábito de colocá-lo.
A distribuição gratuita de camisinhas masculinas só começou no país em 1994, junto com os programas de combate à aids. Isso explicaria por que aqueles que não foram bombardeados com essas informações na sua juventude não lhe dão tanto valor hoje em dia. Ainda nos anos 1990, a chegada de remédios que garantem a ereção deu um gás, sem querer, para que o sexo descuidado acontecesse ainda mais. “Quando não havia acesso a esses medicamentos, os homens tinham menos relações ou faziam sexo sem penetração, diminuindo o risco de contrair doenças”.
Mas não é apenas a ala masculina que faz vista grossa ao método. Segundo a pesquisa da Gentis Panel, 51,8% das mulheres abrem mão do contraceptivo na hora do rala e rola. “Muitas vezes, elas não se protegem devido a uma resistência do parceiro, que deixa de usar o preservativo por que ele vai diminuir o prazer ou interferir na ereção”.
Outro fator que acabou depondo contra a camisinha foi a popularização da pílula anticoncepcional, que desde a década de 1960 permite às mulheres transar sem se preocupar em engravidar. É aí que está o perigo: muitas delas tomam o comprimido e não usam outros métodos.
Teste de HIV: ele também foi esquecido

O levantamento com a população brasileira constatou que, em 52% dos casos, pelo menos um dos parceiros não se submeteu a esse exame, e 61,5% dos casais só o fizeram após transar sem preservativo. Entre os solteiros, 70% raramente exigem o teste antes de irem para a cama sem proteção. “As pessoas davam mais atenção ao método quando não havia promessa de tratamento para aids”.

Opinião do Mega
Camisinha diminui o prazer e prejudica a ereção
Alguns autores de matérias espalhadas pela internet afirmam o contrário, mas tais afirmações são falsas. A anatomia humana é perfeita e quando de coloca alguma barreira artificial ela tende sim a alterar a sensibilidade.
Chega a ser ridiculo afirmar que a camisinha não tira ou diminui o prazer para o homem.

12.748 – Você sente enjoo no carro?


É bem provável que você conheça alguém que não consegue entrar na estrada sem passar mal (aqueles saquinhos não estão no ônibus à toa). Agora, depois de incontáveis paradas no acostamento, a ciência finalmente descobriu o motivo disso tudo: para seu estômago, andar de carro pode ser bem parecido com ser envenenado.
Do ponto de vista evolutivo, faz pouco tempo que a humanidade trocou os calcanhares pelos motores e nossa biologia ainda não é completamente adaptada para essa nova realidade. A verdade é que andar de carro confunde sua cabeça, literalmente: o cérebro recebe sinais de que está se mexendo e que está parado, ao mesmo tempo.
O ouvido interno é responsável por manter o equilíbrio do corpo. Para isso, ele conta com líquidos que se movimentam de acordo com seu movimento – é por isso que, mesmo vendado, você sabe se está deitado ou de pé, reto ou inclinado. O movimento do carro faz com que os líquidos do ouvido interno se desloquem, e, com isso, o corpo sabe que não pode estar parado.
Mas os seus olhos e seus músculos dizem outra coisa. Especialmente para quem está sentado no banco de trás, tudo que os olhos veem é o interior do carro, sem movimento algum. Suas pernas também não se mexem. Então por que tem um rebuliço no ouvido dizendo que você está a 70 km/h?
O juíz responsável por dar o veredito sobre o seu movimento é uma parte do cérebro chamada tálamo, como explica o neurocientista Dean Burnett à rádio NPR. E para responder à pergunta “como estou me mexendo sem me mexer”, a resposta que o tálamo encontra é que você está doidão.
O cérebro lê a confusão dos sentidos como sintoma de um possível envenenamento. Em termos evolutivos, as causas mais prováveis de desencontro dos sentidos, ao menos na natureza, são neurotoxinas. É por isso que o estômago acaba envolvido em um problema de equilíbrio e movimento. Se existe uma chance de que o corpo tenha sido contaminado, a reação de emergência do cérebro é forçar o corpo a botar para fora o veneno e diminuir os danos.

12.611 – Neurociência – Cérebro humano tem 16 tipos diferentes de neurônios


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86 bilhões: esse é o número de neurônios que existem no cérebro humano. Apesar dessa quantidade imensa, até agora, achava-se que essas células fossem iguais umas às outras. Mas não é bem assim: um estudo da Universidade da Califórnia acaba de revelar que nós temos pelo menos 16 tipos de neurônios. E tudo isso só no córtex – a camada mais externa do cérebro.
A descoberta pode revolucionar o estudo do cérebro, porque mostra que sua estrutura é ainda mais complexa do que se imaginava. Os órgãos do corpo humano possuem tipos distintos de célula, cada uma especializada em uma função – mas nenhum deles possui, só em sua superfície, 16 tipos diferentes.
Os pesquisadores extraíram 3227 neurônios, de seis partes do cérebro de um cadáver humano, e analisaram as moléculas de RNA (ácido ribonucleico) de cada um deles – o que revelou a existência dos 16 tipos diferentes de neurônio. O próximo passo é estudar melhor essas diferenças e tentar entender como (e se) elas correspondem às funções cerebrais.
Se os pesquisadores conseguirem desvendar as funções diferentes das diversas “espécies” de neurônios, poderão criar um mapa do cérebro saudável – o modelo de um cérebro ideal, que definirá o funcionamento perfeito de cada célula. Esse mapa servirá como controle para os médicos diagnosticarem os pacientes de forma mais precisa, com base em evidências físicas (o número de neurônios comprometidos, por exemplo), e não só em sintomas – já que, quando os sintomas aparecem, costuma ser tarde demais para qualquer intervenção médica.

O milagre da multiplicação dos neurônios
A ideia é que, se existem diferenças entre neurônios, as doenças como Alzheimer, Parkinson, depressão e esquizofrenia devem atingir neurônios diferentes – e com a ajuda do mapa, os médicos poderiam tratar melhor de seus pacientes ou, quem sabe, até prever e prevenir essas doenças. Com o tempo, esse guia pode ajudar a colher dados o suficiente para a descoberta da cura de cada mal.
Mas até lá, vai levar tempo: embora os cientistas saibam onde cada tipo de neurônio se agrupa no córtex, eles ainda não conseguiram determinar exatamente quais as funções de cada um desses grupos. Então, os pesquisadores ainda precisam entender melhor as funções de cada “espécie” de neurônio e analisar neurônios de outras partes do cérebro – não só do córtex – para descobrir se existem ainda mais tipos.

12.366 – Medicina – Transplante de Mão


Ataque ao estranho
O corpo não reconhece como seu o órgão transplantado e dispara o processo de rejeição.
Quando o cérebro se dá conta do corpo estranho, manda a medula produzir mais linfócitos, células de defesa, que são enviadas para a mão pela corrente sanguínea.
Os soldados atacam as células não reconhecidas e começam a destruí-las. São tantos que às vezes chegam a entupir os vasos sanguíneos.
O resultado é que o tecido morre. Por isso, o processo tem de ser revertido com medicamentos, tomados diariamente e para sempre.
Ligações delicadas
Os cirurgiões uniram vários tipos de tecidos, cada qual com funções diferentes.

A parte dura
O braço do doador foi cortado na medida para se encaixar perfeitamente. Primeiro ligaram-se os ossos com fios grossos de metal, parecidos com pinos, que depois foram retirados.
Ajuste fino
A parede das artérias tem só 0,4 milímetro de espessura. Para costurá-la usou-se um fio de náilon de 0,03 milímetro de diâmetro. Por isso – e para fazer pontos bem juntinhos –, a área precisou ser ampliada em trinta vezes com um microscópio.
A chave do movimento
A emenda do tendão, de 1 centímetro de diâmetro, é menos delicada. Mas deve ser muito resistente para não arrebentar com o movimento. O fio tem 3 milímetros e os pontos são feitos em forma de U.
Caminho de volta
Juntar as veias é a parte mais árdua. Ao contrário das artérias, suas paredes são moles e mais finas ainda (menos de 0,4 milímetro). Como não têm músculos, tendem a grudar.
Recuperação lenta
Com os nervos, o principal cuidado é não costurar tipos diferentes, um motor com um sensitivo. Feita a identificação, religam-se quatro feixes de cada um dos grupos. Eles vão se regenerar no máximo 1 milímetro por dia.
Toque final
Na última fase, a pele foi costurada como em outras cirurgias.

12.348 – Neurologia – Neurônios correndo nas veias


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A cura de doenças como a leucemia pode estar na cabeça do próprio paciente. Não é nenhum poder paranormal, mas um transplante inédito de células do cérebro para dentro dos ossos. Aí, elas viram células sanguíneas. A demonstração foi dada por uma equipe capitaneada pelos neurobiologistas Angelo Vescovi, italiano, do Instituto Nacional Carlo Besta, em Roma, e Christopher Bjornson, canadense, da Universidade de Washington, em Seattle. Do organismo de ratos eles extraíram neurônios novos, ainda em estágio de. Depois, os colocaram na medula óssea de outros bichos. É no miolo dos ossos que se produz o sangue (lá existem microartérias pelas quais ele entra na circulação). Cinco meses depois da transferência, os cientistas perceberam que, dentro do esqueleto, os candidatos a células cerebrais tinham se transformado em personagens do sangue, que são os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas. “Imagino que o corpo dos animais tenha enviado sinais químicos capazes de provocar a metamorfose”.

Fases
1. Os cientistas retiraram porções da medula óssea de um grupo de camundongos e deixaram um espaço vago ali.
2. Depois, de outros camundongos, extraíram células recém-formadas no cérebro. Jovens, elas deveriam virar neurônios.
3. Nestes filhotes, os pesquisadores grudaram uma substância marcadora, que seria fácil identificar em um exame posterior. O passo seguinte foi injetar as células marcadas no espaço aberto dentro dos ossos daquele primeiro grupo de ratos.
4. Cinco meses depois, amostras tiradas das artérias desse grupo revelaram células sanguíneas assinaladas. Conclusão: os neurônios-bebês tinham virado sangue.

12.270 – Estatura – Ficamos mais altos a cada geração


Principalmente nos países desenvolvidos. Apesar do crescimento ser limitado pela genética, uma melhora na dieta e nas condições de saúde trazem centímetros a mais. O consumo de proteínas estimula a produção de células dos tecidos ósseos e musculares, acelerando o crescimento. Analisando as últimas 3 gerações, foi constatado um aumento de 3 cm por década. Mas o caso mais exemplar é no Japão. Antes da 2ª Guerra mundial, a dieta japonesa era pobre em cálcio e proteína animal e todo mundo era tampinha. Depois da década de 1950 o cardápio ficou mais rico e hoje a média de estatura é de 1,71 M.

12.051 – Medicina – A Utilidade do Apêncice


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Na verdade, mal nos lembramos dele: só quando inflama, pondo nossa vida em risco. O próprio nome do órgão dá uma medida de sua reputação ruim: “apêndice”, algo que pende, uma coisa pendurada no nosso sistema digestivo, sem função nenhuma. A explicação tradicional é que se trata de uma redundância que a evolução esqueceu dentro de nós.
Pois uma nova pesquisa indica que a má fama é injusta. Microbiólogos australianos e franceses concluíram que o órgão é fundamental no papel de povoar o sistema digestivo com bactérias que colaboram com nosso sistema imunológico, nos defendendo de infecções.
Os heróis da história são umas células chamadas linfócitos inatos, que existem em grande quantidade no apêndice. Soldadas do sistema imunológico, elas protegem o órgão em caso de ataque bacteriano e cuidam da defesa contra microorganismos invasores. Quando esses linfócitos falham, o apêndice inflama e você tem que sair correndo para o hospital. “O que nós descobrimos é que os linfócitos inatos podem ajudar o apêndice a propagar as bactérias ‘boas’ no microbioma – a comunidade de bactérias no corpo”, disse Gabrielle Belz, do Instituto Walter + Eliza Hall de Pesquisa Médica, de Melbourne. Um microbioma equilibrado é fundamental para a saúde em geral, mas principalmente para ajudar o corpo a se recuperar de ameaças bacterianas, como intoxicações alimentares. O apêndice seria, então, uma espécie de depósito de bactérias, que são fornecidas para o sistema digestivo inteiro.
Ter um apêndice saudável pode, portanto, poupar algumas pessoas de medidas extremas, como o transplante de fezes. Essa ação, que consiste em retirar fezes de um indivíduo e implantá-las no sistema digestivo de outro, serve para para recuperar a flora intestinal.

12.016 – Nanotecnologia – Pesquisadores criam sensor ingerível que mede sinais vitais


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Criados no século 19, os estetoscópios ainda são utilizados por médicos até hoje. Pensando em tecnologias semelhantes, pesquisadores do MIT desenvolveram um sensor ingerível que seria capas de medir os sinais vitais de um paciente dentro do seu corpo.
O sensor vem embalado em uma capsula de silicone e é do tamanho de amêndoa, podendo fazer avaliações a curto e longo prazo. Os pesquisadores acreditam que ele poderia ser usado na medicina, para monitorar soldados e para programas de treinamento de atletismo.
Os pesquisadores acreditam que da eficácia do sensor uma vez que wearables existentes para monitoramento de frequência cardíaca, por exemplo, podem ser incômodos porque requerem contato com a pele.
Giovanni Traverso, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, declarou que para desenvolver a tecnologia a equipe identificou todos os componentes compatíveis com ingestão. Os microfones presentes nos sensores captam ondas sonoras do coração e do pulmão e através de um algoritmo que diferencia os sons, é possível fazer uma análise.

10.865 – Biologia: Funções do Corpo Humano


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A biologia vem descobrindo funções surpreendentes nessas máquinas perfeitas que são nossos corpos. Abaixo, mostramos seis dados surpreendentes do corpo humano que talvez você não conheça:

Os dedos ficam enrugados com a umidade para poder agarrar coisas debaixo d’água: a ciência comprovou que o fato de nossos dedos se enrugarem ao entrar em contato prolongado com a água é uma vantagem evolutiva. Assim como as estrias dos pneus favorecem a aderência de um veículo, os dedos enrugados na água nos permitem pegar as coisas para que elas não nos escapem das mãos.

Os fetos enviam células-tronco que curam os órgãos das mulheres grávidas: estudos recentes com mamíferos mostraram que os fetos detectam tecidos danificados nos órgãos de suas mães e enviam células-tronco para restaurá-los. Além disso, eles também fornecem células-tronco que ajudam a combater o câncer de mama. Esse mecanismo ajuda a garantir a sobrevivência da espécie.

O fígado tem a capacidade de se autorregenerar: foi confirmado através de doações de órgãos que uma parte do fígado transplantado é capaz de se regenerar por completo no novo corpo, inclusive quando se trata de pedaços menores de 10% da massa hepática. Da mesma forma, se doássemos uma parte de nosso fígado, ele voltaria a ter seu tamanho original.

Respirar emagrece: quando emagrecemos, nosso metabolismo queima as moléculas de gordura desnecessárias. Agora, sabemos que os átomos de carbono contidos nos triglicerídeos são expulsos através do nosso sistema respiratório, juntamente com o dióxido de carbono.

Carregamos dois quilos de bactérias em nosso corpo: em nosso corpo, vivem mais de 100 bilhões de bactérias. Esses micro-organismos são úteis em várias funções orgânicas. Entre outras coisas, eles intervêm no balanço do sistema imunológico e produzem substâncias necessárias para que aproveitemos os nutrientes dos alimentos.

Leite materno sob encomenda: o leite materno contém todos os nutrientes que um bebê até seis meses de idade precisa. No entanto, suas propriedades ainda surpreendem: o leite vai se adaptando às necessidades da criança, o que varia com seu crescimento. Além disso, o corpo da mãe é capaz de detectar a presença de vírus no corpo do bebê e produzir no leite os anticorpos necessários para combatê-los.