13.509 – ☻Mega no Dia do Professor


a-arte-de-ensinar-5-638

Ensinar é uma arte e uma técnica

Fundamentos Pedagógicos
Foram estruturados na Folosofia, mas desde o século 20, outras áreas começaraqm a dar suas contribuições:
A Biologia, a Sociologia e a psicologia, que possibilitaram conhecer mais sobre o desenvolvimento e a aprendizagem do ser humano em seus diferentes aspectos, a fim de entender as demandas infantis a partir das diferenças individuais, reconhecendo a influência dos fatores externos nos processos de aprendizagem.
A Escola Nova foi um movimento de revisão e crítica à escola tradicional de conhecimento dogmático e externo ao aluno. Defende mudança na educação on de o aluno passaria a ser o entro do processo.
Paideia – Conceito de educação da sociedade grega voltado a formar meninos cidadãos. Processo de ensino organizado para a formação em todos os aspectos da vida, desenvolvendo o homem em todas as suas potencialidades.
O professor busca um ideal maior que é a formação humana a partir do estabelecimento de uma aprendizagem mais interativa.
A escolarização é um processo sistemático de instrução dos indivíduos, composto pela informação e difusão de saberes, a respeito do ambiente, dos indivíduos e da sociedade. É na instituição escolar que se desenvolve um saber sistemático e organizado.
Epistemologia Genética – Incentiva a interação da criança com o meio ambiente. Nesta perspectiva, as informações não são controladas pelo professor cujo papel é fazer o aluno interagir com o meio ambiente.
O sensório-motor é a 1ª fase.
A Pedagogia é a ciência que estuda a Educação, já a Didática é um campo de estudo da Pedagogia que que estuda as práticas de ensino e as relações de ensino, instrumentalizando o professor para atividades práticas.
A 1ª fase, sensório-motor (0 a 2 anos), nesta fase a criança ainda não consegue evocar eventos sober o passado, presente e futuro, lida com o meio a patir de ações práticas e cosntroi seus esquemas mentais.
Na 2ª fase, Pré-operacional (2 anos) – Aprende linguagem. Ações mentais irreversíveis.
Na 3ª – Operatório concreto (7 anos) Pensamento lógico, objetivo, reversível e menos egocêntrico.
Na 4ª, Pensamento abstrato (12 anos) – Pensamento lógico formal.

Coexistindo escolas públicas e particulares, ambas devem ser avaliadas pela União, delimitando conteúdos mínimos.

A Didática organiza os saberes, potencializando o trabalho do docente.

dia dos professores

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13.493 – Pestalozzi – A Educação Transforma


pestalozzi
(Zurique, 12 de janeiro de 1746 — Brugg, 17 de fevereiro de 1827) foi um pedagogista suíço e educador pioneiro da reforma educacional.
Ele conheceu de perto o preconceito social e teve de lutar muito para se tornar conhecido numa sociedade dividida entre nobres e plebeus e entre ricos e pobres. Durante esse período recebeu orientação religiosa protestante, mas considerava-se sempre um cristão, sem defender qualquer religião.
Após a leitura do Emílio, de Rousseau, Pestalozzi foi influenciado pelo movimento naturalista e tornou-se um revolucionário, juntando-se aos que criticavam a situação política do país.
Na Universidade de Zurique associa-se ao poeta Lavater num grupo de reformistas. Gastou parte de sua juventude nas lutas políticas mas, em 1781, com a morte do amigo e político Bluntschli, abandonou o partido para dedicar-se à causa da educação.
Casou-se aos 23 anos e comprou um pedaço de terra onde intentou o cultivo de ruiva (Rubia tinctorum – planta herbácea de onde se pretendia tirar um corante) mas, não sendo agricultor, fracassou.
Por este tempo havia feito de sua casa na fazenda uma escola. Escreveu “As Horas Noturnas de um Ermitão” (Die Abendstunde eines Einsiedlers – 1780), contendo uma coleção de pensamentos e reflexões. A este livro seguiu-se sua obra-prima: Leonardo e Gertrudes (“Leonard und Gertrud” – 1781), um conto onde narra a reforma gradual feita primeiro numa casa, depois numa aldeia, frutos dos esforços de uma mulher boa e dedicada. A obra foi um sucesso na Alemanha, e Pestalozzi saiu do anonimato
Em 1801 Pestalozzi concentrou suas idéias sobre educação num livro intitulado “Como Gertrudes ensina suas crianças” (Wie Gertrude Ihre Kinder Lehrt). Ali expõe a sua didática pedagógica, o Método Pestalozzi, de partir do mais fácil e simples, para o mais difícil e complexo. Continuava daí, medindo, pintando, escrevendo e contando, e assim por diante.
Em 1799 obteve permissão para manter uma escola em Burgdorf, onde permaneceu trabalhando até 1804. Em 1802 foi como deputado a Paris, e fez de tudo para fazer com que Napoleão se interessasse em criar um sistema nacional de educação primária; mas o conquistador disse-lhe que não podia perder tempo com o alfabeto.
Pestalozzi foi um dos pioneiros da pedagogia moderna, influenciando profundamente todas as correntes educacionais, e longe está de deixar de ser uma referência. Fundou escolas, cativava a todos para a causa de uma educação capaz de atingir o povo, num tempo em que o ensino era privilégio exclusivo.

“A vida educa. Mas a vida que educa não é uma questão de palavras, e sim de ação. É atividade.”
Johann Heinrich Pestalozzi
Os trabalhos completos de Pestalozzi foram publicados em Stuttgart em 1819, 1826, e uma edição por Seyffarth apareceu em Berlim, em 1881.
Trechos extraídos do Livro Minhas indagações sobre a marcha da natureza no desenvolvimento da espécie humana escrito por Pestalozzi em 1797, (traduzido do original alemão Meine Nachforschungen über den Gang der Natur in der Entwicklung des Menschengeschlechts):

Estado natural
O homem nesse estado é filho puro do instinto, que o conduz simples e inocentemente para todos os gozos dos sentidos.

Estado social
O homem como espécie, como povo não se submete ao poder como ser moral, nem tampouco entra na sociedade e na cidadania para servir a Deus ou amar ao próximo. Ele entra na sociedade e no estado de cidadania para tornar sua vida mais alegre e para gozar tudo o que seu ser animal e sensorial tem que gozar e para que seus dias sobre a terra transcorram satisfeitos e tranqüilos. O direito social não é assim um direito moral, mas apenas uma modificação do direito animal. ( …)

O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem social. Ele não pode exigir que eu seja um homem moral. Se eu o sou, sou-o para mim e não para ele. O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem moral na medida em que ele mesmo o seja, isto é, se ele não for poder, não se comportar como poder. Só pode exigir de mim, se ele viver a força de sua divindade, não para ser servido, mas para servir e dar a vida para a redenção de muitos. (…)

Simples satisfação é a cota do estado natural. Esperança é a cota do estado social. Não pode ser diferente: toda a estrutura da vida social repousa em representações que basicamente não existem – ela é uma representação. Propriedade, lucro, profissão, autoridade, leis são meios artificiais para satisfazerem minha natureza animal pela escassez de liberdade animal. (…)

Estado moral
Se eu alcançar na minha condição e na profissão tudo o que eu posso alcançar, se minha felicidade está garantida pelo direito, em suma, se eu, no pleno sentido da palavra, for um cidadão e se a palavra de meu país, liberdade – liberdade –, soasse novamente na boca dos homens honestos e felizes, estaria eu então satisfeito no meu íntimo? Deveria pensar que sim, mas não é verdade (…), o direito social não me satisfaz, o estado social não me realiza, não posso permanecer tranqüilo sobre o fundamento da minha formação civil, como não posso permanecer no mero prazer sensual e animal – sou , em todo o caso, através dessa formação, emudecido; na minha alma entraram desconfiança, sinuosidade e intranqüilidade, que nenhum direito social pode desfazer. (…)

Se eu te declaro animal no envoltório do teu nascimento, não coloco o objetivo da tua perfeição nos limites do invólucro da tua origem. Vejo o interior do teu ser como divino, assim como o ser interior da minha natureza (…). Se o homem planta uma árvore ou uma flor, ele a enterra no solo, põe esterco na raiz e a cobre de terra. Mas o que ele faz com tudo isso ao ser íntimo da flor? O material, através do qual a semente se desenvolve, é em toda a natureza infinitamente de menor valor que a semente em si. (…)

Logo vi que as circunstâncias fazem o homem, mas vi também que o homem faz as circunstâncias, tem uma força em si mesmo que pode conduzir de várias maneiras, segundo sua vontade. (…)

Como obra da natureza, sinto-me livre no mundo para fazer o que me agrada e me sinto no direito de fazer o que me serve.

Como obra da espécie, sinto-me no mundo atado a relações e contratos, fazendo e suportando o que essas relações me prescrevem como dever.

Como obra de mim mesmo, sinto-me livre do egoísmo da minha natureza animal e das minhas relações sociais, e ao mesmo tempo no direito e no dever de fazer o que me santifica e o que santifica o meu ambiente.(…)

Como obra da natureza, sou um animal perfeito. Como obra de mim mesmo, esforço-me pela perfeição. Como obra da espécie, procuro me tranqüilizar num ponto sobre o qual a perfeição de mim mesmo não é possível.

A natureza fez a sua obra inteira, assim também faze a tua.
Reconhece-te a ti mesmo e constrói a obra do teu enobrecimento sobre a consciência profunda de tua natureza animal, mas também com a consciência completa da tua força interior de viver divinamente no meio dos laços da carne.
Quem quer que tu sejas, acharás nesse caminho um meio de trazer tua natureza em harmonia contigo mesmo. Queres porém fazer tua obra apenas pela metade, quando a natureza fez a dela inteira? Queres estacionar no degrau intermediário entre tua natureza animal e tua natureza moral, sobre o qual não é possível o acabamento de ti mesmo? – Então não te espantes de que serás um costureiro, um sapateiro, um amolador ou um príncipe, mas não serás um homem.

Não te espantes então de que tua vida seja uma luta sem vitória e que nem sequer te tornes o que a natureza, sem a tua ação, fez de ti – mas muito menos serás um meio-homem civil. (…)

O princípio de que o bem do homem e o direito do homem repousam inteiramente na subordinação das minhas exigências animais e sociais à minha vontade moral é outra maneira de dizer o resultado do meu livro.

pestalozzi livro

13.474 – Mega Polêmica – O Ensino Religioso nas Escolas


religião
A Constituição brasileira e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) permite, desde que não sejam obrigatórias para os alunos e a instituição assegure o respeito à diversidade de credos e coíba o proselitismo, ou seja, a tentativa de impor um dogma ou converter alguém. Mas faz sentido oferecer a disciplina na rede pública?

Argumento Contra:
O que fazer com os estudantes que, por algum motivo, não queiram participar das atividades? Organizar a grade para que eles tenham como opção atividades alternativas é o que se espera da escola. Porém, não é o que acontece em muitas redes. Nelas, nenhum aluno é obrigado a frequentar as aulas da disciplina, mas, se não o fizerem, têm de descobrir sozinhos como preencher o tempo ocioso. A lei não obriga a rede a oferecer uma aula alternativa, mas é contraditório permitir que as crianças fiquem na escola sem uma atividade com objetivos pedagógicos.
A questão da diversidade, outro item previsto na lei, também não é uma coisa simples de ser resolvida. Como garantir que todos os grupos religiosos – incluindo divisões internas e dissidências – sejam respeitados durante o programa em um país plural como o nosso? Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 64,6% da população se declara católica, 22,2% evangélica, 2% espírita, 3% praticante de outras religiões e 8% sem religião.
De que forma assegurar que o professor responsável por lecionar Ensino Religioso não incorra no erro de impor seu credo aos estudantes? Ou que aja de maneira preconceituosa caso alguém não concorde com suas opiniões? É fato que todos, educadores e alunos, têm o direito de escolher e exercer sua fé. Está na Constituição também. Não há mal algum em rezar, celebrar dias santos, frequentar igrejas (ou outros templos), ter imagens de devoção e portar objetos, como crucifixos e véus. Porém, em hipótese alguma, a escola pode ser usada como palco para militância religiosa e manifestações de intolerância. É bom lembrar que a mesma carta magna determina que o Estado brasileiro é laico e, por meio de suas instituições, deve se manter neutro em relação a temas religiosos.
Cabe a escola usar os dias letivos para ensinar aos estudantes os conteúdos sobre os diversos campos do conhecimento. Há tempos, sabe-se que estamos longe de cumprir essa obrigação básica. Os resultados de avaliações como a Prova Brasil e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, sigla em inglês) comprovam com clareza essa falta grave. Boa parte dos estudantes conclui o Ensino Fundamental sem alcançar proficiência em leitura, escrita e Matemática.

Educação e verdades incontestáveis não combinam. Enquanto os credos são dogmáticos e pautados na heteronomia (quer dizer, as normas são reguladas por uma autoridade ou um poder onipresente), a escola é o lugar para a conquista e o desenvolvimento da autonomia moral. Isso quer dizer que crianças e adolescentes devem aprender e ser estimulados a analisar seus atos por meio da relação de respeito com o outro, compreendendo as razões e as consequências de se comportar de uma ou outra maneira. Bons projetos de Educação moral, que abrem espaço para questionamentos e mudanças de hábito, dão conta do recado.

Mesmo sem oferecer a disciplina, muitas instituições pecam ao usar a religião no dia a dia. Segundo respostas dadas por 54.434 diretores ao questionário da Prova Brasil 2011, independentemente de oferecer a matéria, 51% das escolas cultivam o hábito de cantar músicas religiosas ou fazer orações no período letivo, no horário de entrada ou da merenda, entre outros(leia outros dados no gráfico abaixo).

Outro exemplo de como os limites são extrapolados é apresentado no estudo O Uso da Religião como Estratégia de Educação Moral em Escolas Públicas e Privadas de Presidente Prudente, de Aline Pereira Lima, mestre em Educação e docente da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Felicam). Na instituição pública analisada, mesmo sem a presença da matéria na grade dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a religião estava muito mais presente do que nas duas escolas particulares visitadas, que tinham caráter confessional declarado. O discurso teológico permeava o dia a dia dos estudantes: era usado para solucionar casos de indisciplina e até de violência. A pesquisadora observou também que os professores diziam aos estudantes frases como “Deus castiga os desobedientes”.

Sem contestar ou ameaçar a liberdade de credo de ninguém, espera-se que os educadores sigam buscando ensinar o que realmente interessa. Sem orações, imagens e afins.

Religiosidade e Educação

Contrariando a laicidade do Estado, as escolas têm manifestações de crenças

66% ministram aulas de Ensino Religioso

51% têm o costume de fazer orações ou cantar músicas religiosas

22% têm objetos, imagens, frases ou símbolos religiosos expostos

Argumento pró:
As religiões fazem parte de um mosaico cultural da história da humanidade. São fortemente ligadas as civilizações e se apresentadas de maneira imparcial sem imposição de ideias e dogmas pode ser uma ferramenta de auxílio na formação moral dos alunos além de aumentar a bagagem cultural. Desde é claro, que expostas sem preconceito ou favorecimento.
1988
A nova Constituição diz no artigo 210, parágrafo primeiro: “O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. O artigo 5 define: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. No artigo 19, consta: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II – recusar fé aos documentos públicos; III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
“Art. 11 – A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa. §1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.

ensino religioso

13.423 – Educação – Novo Ensino Médio tem a meta de alinhar o Brasil com sistemas estrangeiros


em
Um dos argumentos dos que defendem a reforma do ensino médio é que ela alinha o currículo brasileiro a experiências internacionais. Isso porque prevê que o aluno possa escolher, segundo seu interesse, uma área de formação entre as cinco previstas.
Especialistas concordam que a tendência é não ter mais um caminho único para o aprendizado. Fazem, porém, duas ressalvas à reforma brasileira: a primeira diz respeito ao fato de que ainda não há um detalhamento de como ela será implantada; a segunda, a de que existem pontos mais sérios a serem tratados na reforma do que o alinhamento internacional.
Simon Schwartzman, sociólogo e pesquisador do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), considera que a reforma é um avanço. “Não existe no mundo sistema parecido com o brasileiro antes da reforma”, destaca. “O sistema europeu permite diferentes trilhas no ensino médio e, nesse sentido, a reforma nos aproxima desse sistema. A diferença é que, na Europa, isso é feito em redes de ensino diferentes, enquanto aqui a proposta não é essa. O sistema americano não tem redes separadas, mas é mais flexível.”

Já Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação e professor de filosofia da USP, avalia que, com 13 disciplinas, uma reforma era necessária, mas considera que existem outros pontos mais importantes que o alinhamento aos currículos internacionais. Um deles é que não há nenhuma garantia de que será oferecida ao aluno mais de uma opção.

ARGENTINA
(escuela secundaria)
Início a partir dos 13 anos
Duração 5 anos
13 disciplinas espanhol, matemática, biologia, química, física, história, geografia, educação cidadã, língua estrangeira, geografia, artes, educação tecnológica.

É divida por um ciclo básico e outro orientado, conforme a área escolhida. O país também discute uma reforma no ensino

CANADÁ
(high school)
Início a partir dos 15 anos
Duração 4 anos (5 anos em Québec)
9 disciplinas (inglês, matemática, física, química, história, geografia, biologia, educação física e língua estrangeira)

Nos dois primeiros anos, o aluno faz as matérias obrigatórias. Depois, escolhe as eletivas, inclusive o nível de dificuldade

CHILE
(escuela secundaria)
Início A partir dos 14 anos
Duração 4 anos
11 disciplinas espanhol, matemática, biologia, química, física, história, geografia, inglês, educação física, filosofia e artes.

Tem um currículo bastante parecido ao atual ensino médio brasileiro. Há ainda a modalidade de ensino técnico

ESTADOS UNIDOS
(high school)
Início a partir dos 14 anos
Duração 4 anos
7 disciplinas inglês, matemática, história, geografia e economia, educação física e língua estrangeira

Além das matérias obrigatórias, possui disciplinas eletivas que somam créditos para concluir o ensino médio e entrar na universidade

REINO UNIDO
(high school)
Início A partir dos 15 anos
Duração 4 anos
12 disciplinas inglês, matemática, ciências, história, geografia, língua estrangeira, tecnologia, artes, música, cidadania, educação física e computação. Nos dois primeiros anos, todas são obrigatórias -depois, só inglês, matemática e ciências, e as outras passam a ser eletivas

O que é a reforma?
É um conjunto de novas diretrizes para o ensino médio implementadas via Medida Provisória apresentadas pelo governo federal em 22 de setembro de 2016. Por se tratar de uma medida provisória, o texto teve força de lei desde a publicação no “Diário Oficial”. Para não perder a validade, precisava ser aprovado em até 120 dias (4 meses) pelo Congresso Nacional.

Quem elaborou a MP?
A MP foi elaborada pelo Ministério da Educação e defendida pelo ministro Mendonça Filho, que assumiu a pasta, após a posse de Michel Temer, em 1º de setembro de 2016.
Antes da MP, estava em tramitação na Câmara o Projeto de Lei nº 6840/2013, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Entidades como o Movimento Nacional pelo Ensino Médio defendiam a continuidade da tramitação e das discussões sobre o PL. Governo e congressistas dizem que o conteúdo da MP considera discussões da Comissão Especial que resultou no PL.

O que ficou definido na reforma?
A reforma flexibiliza o conteúdo que será ensinado aos alunos, muda a distribuição do conteúdo das 13 disciplinas tradicionais ao longo dos três anos do ciclo, dá novo peso ao ensino técnico e incentiva a ampliação de escolas de tempo integral.

Áreas de concentração
O currículo do ensino médio será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em elaboração. Mas a nova lei já determina como a carga horária do ensino médio será dividida. Tudo o que será lecionado vai estar dentro de uma das seguintes áreas, que são chamadas de “itinerários formativos”:

 

linguagens e suas tecnologias
matemática e suas tecnologias
ciências da natureza e suas tecnologias
ciências humanas e sociais aplicadas
formação técnica e profissional
As escolas, pela reforma, não são obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco áreas, mas deverão oferecer ao menos um dos itinerários formativos.
Carga horária
O texto determina que 60% da carga horária seja ocupada obrigatoriamente por conteúdos comuns da BNCC, enquanto os demais 40% serão optativos, conforme a oferta da escola e interesse do aluno, mas também seguindo o que for determinado pela Base Nacional. No conteúdo optativo, o aluno poderá, caso haja a oferta, se concentrar em uma das cinco áreas mencionadas acima.
Inglês
A língua inglesa passará a ser a disciplina obrigatória no ensino de língua estrangeira, a partir do sexto ano do ensino fundamental. Isso quer dizer que Congresso manteve a proposta do governo federal. Antes da reforma, as escolas podiam escolher se a língua estrangeira ensinada aos alunos seria o inglês ou o espanhol. Agora, se a escola só oferece uma língua estrangeira, essa língua deve ser obrigatoriamente o inglês. Se ela oferece mais de uma língua estrangeira, a segunda língua, preferencialmente, deve ser o espanhol, mas isso não é obrigatório.
Mais escolas em tempo integral
Outro objetivo da reforma é incentivar o aumento da carga horária para cumprir a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que, até 2024, 50% das escolas e 25% das matrículas na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio) estejam no ensino de tempo integral.
No ensino médio, a carga deve agora ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800 horas por ano, de acordo com o MEC. No texto final, os senadores incluíram uma meta intermediária: no prazo máximo de 5 anos, todas as escolas de ensino médio do Brasil devem ter carga horária anual de pelo menos mil horas. Não há previsão de sanções para gestores que não cumprirem a meta.

Disciplinas obrigatórias
A principal polêmica diz respeito às disciplinas obrigatórias do ensino médio. Antes da MP, no Brasil, não existia uma lei que especificava todas as disciplinas que deveriam obrigatoriamente ser ensinadas na escola – esse documento será a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que ainda não saiu do papel. Até então, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) só citava explicitamente, em trechos diversos, as disciplinas de português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia como obrigatórias nos três anos do ensino médio.
Na versão original enviada pelo governo, a MP mudou isso, e retirou do texto as disciplinas de artes, educação física, filosofia e sociologia. Ela determinava que somente matemática e português seriam disciplinas obrigatórios ao longo dos três anos, e tornava obrigatório o ensino de inglês como língua estrangeira. Mas, além disso, os demais conteúdos para a etapa obrigatória seriam definidos pela Base Nacional, ainda em debate.

MP altera artigos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei nº 11.494, de junho de 2007, que é a Lei do Fundeb. Além disso, institui a Política de Fomento à Implementação de Escola de Ensino Médio em Tempo Integral.

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13.408 – Mega Techs – Senai-SP abre 160 vagas gratuitas para cursos de programação


senai techs
O Senai-SP está com vagas abertas para curso de programação. O Senai Code Experience oferece 160 vagas gratuitas nas áreas de Front-End, Back-End, Mobile e Internet das Coisas para candidatos com ensino médio completo.
Durante o curso, os alunos desenvolverão projetos reais para as empresas e terão o acompanhamento técnico de mentores que já estão no mercado. Além disso, os alunos participarão do Hackathon, uma maratona de programação para criar soluções inovadoras com a orientação de especialistas do mercado de TI.
O curso será ministrado de segunda à sexta-feira, na Escola Senai de Informática, em São Paulo, e tem duração de seis meses, com início em outubro de 2017 e término em abril de 2018. As inscrições estão abertas até o dia 10 de setembro e é preciso efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 20.

13.389 – Educação – Por que é tão difícil aprender matemática?


Matematica
A dificuldade de estudar matemática nem sempre está associada ao conceito. Muitos alunos conseguem somar, diminuir e efetuar problemas matemáticos quando perguntados de maneira informal. Porém, quando se deparam com o exercício escrito não conseguem desenvolver o raciocínio.
A maioria das dificuldades começa no ensino básico e vai se arrastando durante os demais anos escolares. Mas é importante lembrar que até passar no vestibular, terminar a escola, no trabalho e em muitos momentos cotidianos de nossas vidas a matemática está presente. É necessário ter os conhecimentos mínimos da disciplina para saber gerenciar sua conta bancária no futuro, organizar seu orçamento e planejar compras, viagens e etc.

A melhor forma de estudar matemática é:
1. Não começar pelos exercícios mais díficeis.

2. Inicie pelos exercícios instrumentais e operacionais. Por exemplo, ao estudar subtração não comece tentando resolver os probleminhas de subtração, mas realize o maior número possível de contas de subtrair com diferentes graus de dificuldade.

3. Mantenha o raciocínio sempre muito organizado. Isso começa pela folha onde você escreve. Tenha sempre uma folha de rascunho e outra para desenvolver o pensamento lógico do exercício.

4. Saiba a tabuada de cor! Atualmente há muitas formas divertidades de aprender a tabuada, aplicativos no celular, jogos no computador. Quanto mais claro estiver a tabuada de 1 a 10, mais rapidamente você resolverá os exercícios.

5. Não deixe números e contas soltas pela folha. Utilize as linhas do caderno, evite colorir, use sempre lápis e deixe a caneta apenas nos resultados.

Ao resolver um problema leia atentamente a questão. Imagine a situação, traga para sua realidade e tente resolvê-lo. Nesta fase o português é muito importante. A interpretação de texto vem antes do raciocínio matemático!

O que diz a pesquisa:
A aversão é tanta que o senso comum aponta: o brasileiro já nasce sem vocação para aprender matemática. O estudo na área começa com professores sem formação específica, que em geral não gostam da disciplina, e acaba com docentes que têm conteúdo para transmitir, mas não didática. No fim do ensino médio, exames confirmam o despreparo.
O resultado do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), divulgado recentemente, mostrou que 57% dos alunos terminam o ensino médio com rendimento insatisfatório em matemática.
Os números do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que avaliou o desempenho em matemática de jovens na faixa de 15 anos, colocaram o Brasil na 57.ª posição em um ranking de 65 países. No topo da lista estão China, Cingapura e Hong Kong.
Se a meta é fazer com que a produção de ciência e tecnologia acompanhe o crescimento econômico do Brasil, essa intolerância à matemática precisa ser combatida com urgência, dizem os especialistas.
E a mudança precisa começar na sala aula. Mas não naquela que as crianças frequentam. A reforma deve ocorrer, primeiramente, nas classes das universidades que formam os futuros professores do País.
O desafio começa na formação dos docentes que dão aulas para o ensino fundamental 1. No Brasil, os professores do 1.º ao 5.º ano são polivalentes, isto é, responsáveis pelo conteúdo de todas as disciplinas e, por isso, não têm uma formação específica. Entre eles, poucos estudaram exatas. “Além de ter de dar conta de todas as matérias, muitos trazem a tradição brasileira de não gostar de matemática”, diz Priscila Monteiro, consultora pedagógica para a área de matemática da Fundação Victor Civita.

Para esses, segundo a especialista, falta conhecimento. “Ele sabe ensinar, mas, como não domina o conteúdo, acaba preso às regras. Logo, a criança aprende de forma arbitrária, sem lógica.” Priscila conta que, numa análise de cadernos de estudantes, constatou que, nas questões de matemática, sempre havia a resposta, nunca o processo de resolução. “Desse jeito, o aluno não constrói uma postura investigativa.”
Problema oposto ocorre com os docentes do ciclo 2 do ensino fundamental, que dão aula para estudantes do 6.º ao 9.º ano. “Nesse caso, o professor de matemática é formado na área, tem conteúdo, mas lhe falta didática. Daí, ele se foca naqueles alunos que acompanham a aula e os outros continuam parados, aumenta o vale entre eles,” diz Priscila.

Mudanças. Para tratar de propostas e materiais para o ensino de matemática, o Instituto Alfa e Beto (IAB) promove, em agosto, um seminário internacional sobre o tema, voltado a professores e coordenadores pedagógicos. “Vamos discutir a forma de ensino: o material pedagógico que usamos é adequado? Qual o tempo de aula ideal? A fração tem que ser ensinada em forma de pizza? Decora ou não tabuada?”, elenca João Batista Araujo e Oliveira, presidente do IAB.
Efeito cascata. Formar alunos com gosto pela matemática pode ajudar a resolver até mesmo a carência de professores da disciplina. Nos vestibulares da USP e da Unesp, por exemplo, a concorrência para licenciatura na área é de cerca de dois candidatos por vaga.
No País há 59 mil professores formados em Matemática para 211 mil com formação em Letras. Somado a isso, muitos dos formados passam longe da escola. A baixa remuneração paga aos professores não atrai esses profissionais e muitos optam, por exemplo, pelo trabalho na rede bancária.

Comparação

4 em cada 10 jovens brasileiros de 15 anos não sabem fazer uma operação de multiplicação, habilidade ensinada até o 5º ano do ensino fundamental.
30 mil engenheiros se formam ao ano no Brasil. O número representa 23 engenheiros para cada 10 mil habitantes. Em Israel, o índice chega a 140. No Japão, são 75.

13.378 – Filosofia – Liceu


liceu
Na Grécia Antiga, o Liceu (do grego antigo Λύκειον, transl. Lykeion) era um gymnasion perto de Atenas. A palavra designa também a escola filosófica fundada por Aristóteles, em 335 a.C. (a escola peripatética), cujos membros se reuniam no local. Ali havia um bosque consagrado a Apolo Lykeios – de onde provavelmente deriva o termo Lykeion.
O Liceu de Aristóteles tinha cursos regulares, de manhã e à tarde. Pela manhã, os discursos do filósofo eram esotéricos, isto é, direcionados a um público interno, mais restrito, com maiores e mais avançados conhecimentos sobre lógica, física, metafísica. Os discursos da tarde (chamados exotéricos) destinavam-se ao público em geral e diziam respeito a temas mais acessíveis, como retórica, política, literatura.
Na atualidade, em alguns países, o termo “liceu” designa estabelecimento do ensino secundário.
Na França, o liceu (lycée em francês) é o tipo de estabelecimento de ensino onde são ministrados os três últimos anos do ensino secundário, aos adolescentes com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos. A conclusão dos estudos num liceu pode conferir três tipos de diploma, de acordo com o curso seguido: o bacharelato, o certificado de aptidão profissional (CAP) e o brevê de estudos profissionais (BEP).
Conforme o tipo de ensino ministrado, existem quatro tipos de liceus: liceus de ensino geral e tecnológico (ou simplesmente “liceus”), liceus profissionais, liceus agrícolas e liceus da defesa.
Os liceus públicos eram genericamente designados “liceus nacionais”. Os liceus onde era ministrado o curso complementar eram designados “liceus centrais”. Os liceus anexos às escolas normais superiores, para estágio dos professores do ensino liceal, eram chamados “liceus normais”.

A a Lei n.º 5/73, de 25 de julho previu a unificação do ensino secundário liceal e técnico que deveria ser ministrado em estabelecimentos designados “escolas secundárias polivalentes”, ainda que as mesmas pudessem manter as designações tradicionais. Na sequência do 25 de abril de 1974, é contestada a separação entre o ensino técnico e o liceal, sendo este considerado demasiado elitista. A partir de 1975 e na sequência do Decreto-Lei n.º 260-B/75 de 26 de maio, os liceus e as escolas técnicas começaram a ser transformados em escolas secundárias que deveriam ministrar tanto o ensino liceal como o técnico. Em junho de 1975, inicia-se a extinção do ensino técnico e a sua incorporação no ensino liceal que passa a ser conhecido como “ensino secundário unificado”. O processo de extinção dos liceus fica concluído em 1978, altura em que todos os liceus ainda remanescentes com esta designação passaram obrigatoriamente a ter a designação de “escola secundária”.

Hoje em dia, apesar de já não ter significado formal, o termo “liceu” ainda é usado na linguagem corrente para designar as escolas secundárias que tiveram origem em antigos liceus, bem como para designar o ensino correspondente ao antigo ensino liceal (atuais terceiro ciclo do ensino básico e ensino secundário).
O termo “liceu” também é usado para designar os estabelecimentos de ensino secundário de outros países como: Itália (Liceo), Bulgária (Лицей), Chipre (Ενιαίο Λύκειο), Estónia (Lyceum), Grécia (Λύκειο), Polónia (Liceum), Roménia (Liceu), Turquia (Lise) e Uruguai (Liceo). Além destes, o termo é usado em regiões francófonas do Canadá e da Suíça.

13.306 – Educação – Como Funciona o Ceeja?


ceeja
O Ceeja é uma instituição de ensino de organização didático-pedagógica diferenciada e funcionamento específico, com o objetivo de oferecer cursos de Ensino Fundamental e Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.
O CEEJA é destinado a alunos que não cursaram ou não concluíram as etapas da educação básica, correspondentes aos anos finais do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio.
No CEEJA o atendimento é individualizado, a presença do aluno é flexível, sendo necessário realizar as avaliações parciais e finais, bem como o registro de, pelo menos, 1 comparecimento por mês para desenvolvimento das atividades previstas pelas disciplinas. O CEEJA funciona de 2ª feira a 6ª feira, nos três turnos: manhã, tarde e noite.
O CEEJA somente efetuará matrícula de candidato que comprove ter, no momento da matrícula inicial ou para continuidade de estudos, em qualquer etapa do Ensino Fundamental ou do Médio, a idade mínima de 18 anos completos.
A matrícula no CEEJA, independentemente de ser inicial ou para continuidade de estudos, poderá ocorrer a qualquer época do ano.
Os estudos já reaalizados e concluídos com êxito, serão aproveitados.

Lei nº 9.394/96
Res. CNE/CEB nº 01/00
Res. CNE/CEB nº 03/10
Res. SE nº 77/2011

Fonte: Secretaria da Educação

13.284 – Educação – Erradicação do Analfabetismo no Brasil


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O 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos indica que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior número de analfabetos adultos.
De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012 e divulgada em setembro de 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no país foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos – número reconhecido pela Unesco.
Segundo o estudo da organização, há em todo o mundo 774 milhões de adultos analfabetos, sendo que 72% deles estão em dez países – como Brasil, Índia, China e Paquistão.
O presidente do Inep – que representou o Ministério da Educação (MEC) no lançamento do relatório da Unesco, em Brasília – informou que o número elevado de idosos que não sabem ler nem escrever é um dos fatores que dificultam a erradicação do analfabetismo no país. Segundo o instituto, com base em dados do IBGE de 2012, 24% da população brasileira com mais de 60 anos é analfabeta.
Quatro metas a serem cumpridas
Dos seis objetivos definidos em 2000 para a educação, a serem cumpridos até 2015, Costa afirmou que quatro devem ser atendidos pelo Brasil: educação primária universal, igualdade de gêneros, garantia do aprendizado de jovens e adultos e melhoria na qualidade do ensino. A alfabetização de adultos e a educação na primeira infância, com acesso a creches, correm o risco de ficar fora da lista de metas executadas pelo país.
“Acredito, baseado em projeções, que nós vamos alcançar quatro dessas metas. E essas outras duas metas [analfabetismo de adultos e creches] nós temos dificuldades. [Em] Analfabetismo, por exemplo, nós avançamos muito, […] vamos perseguir até o fim. […] Pode ser que no global não cheguemos aos números, mas vamos chegar com a população mais jovem. […] A questão das creches e da pré-escola também é outra [dificuldade em atingir a meta]”, declarou o presidente do Inep.
Costa disse também que é preciso relativizar os dados que colocam o Brasil entre os dez países com maior número de analfabetos.
“Isso tem que ser relativizado, claro, porque o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo. Mas, se observamos a redução [nacional] de analfabetismo, já chegamos a 91,8% hoje de taxa de alfabetizados. E, se pegarmos a população de 15 a 16 anos, temos 98% de alfabetização”, destacou o presidente do Inep.
Pontos positivos
Apesar dos dois objetivos que não serão alcançados pelo Brasil, a análise que o relatório faz da educação no país aponta avanços. Um dos pontos positivos é o acompanhamento de melhoria do ensino que é feito a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
“O Brasil é citado com vários exemplos de boas recomendações, bons modelos para outros países. Mas também aponta várias áreas que o pais precisa melhorar”, diz a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes.
De acordo com a coordenadora, ainda falta no Brasil uma política de valorização do salário e da carreira do professor. “A primeira [coisa a ser feita] é a ampliação da educação infantil – precisamos alcançar no mínimo 80% das crianças da educação infantil nas escolas. A segunda seria expandir a alfabetização de adultos e jovens. E a terceira é a questão da qualidade. E quando falamos de qualidade, o ponto principal é dos professores e da valorização dos professores”, ressaltou.
O relatório destaca como avanço no país a redução das diferenças educacionais por região. Conforme o estudo, entre 1997 e 2002, a média de matrículas no ensino básico no Nordeste aumentou 61%, enquanto no Norte subiu 32%. No entanto, avaliações mostram que, em matemática, estudantes da Região Norte ainda ficam atrás de outras regiões. Segundo o relatório, essa diferença indica que “as reformas precisam continuar e ainda mais fortes”.

13.260 – História da Educação – A escola e seus problemas começaram há milênios


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A civilização da Suméria prosperou no terceiro milênio a.C. na região da Mesopotâmia, onde agora é o sul do Iraque. Entre os seus grandes centros estava, por exemplo, a cidade de Ur, de onde sairia muito mais tarde o patriarca bíblico Abraão para dar início à saga dos hebreus. Há consenso de que os sumérios foram os primeiros inventores da escrita, cerca de 3.300 a.C.. Foi tal o brilho da Suméria que, muitos séculos depois de sua língua ter deixado de ser falada, continuou sendo usada por acadianos, assírios e babilônios como idioma de prestígio, da ciência, do direito e da diplomacia, um pouco como aconteceu com o latim na Idade Média europeia.
Mas a poeira do tempo tudo cobriu, e os sumérios foram esquecidos. Sua existência foi redescoberta no século 19. Primeiro de forma indireta, a partir do estudo das línguas dos sucessores mesopotâmicos –um pouco como o planeta Netuno foi encontrado a partir do seu efeito no movimento de outros planetas. Depois, a partir de 1880, escavações arqueológicas trouxeram à luz dezenas de milhares de documentos (tábuas de argila e inscrições em monumentos), que comprovaram não só a existência dos sumérios como a antiguidade de sua escrita.
A escrita suméria é muito complicada, mas foi possível decifrá-la, na primeira metade do século 20. E então os documentos escavados revelaram um tesouro de informações sobre este povo extraordinário que viveu há cinco milênios. Poemas escritos mil anos antes da Bíblia e da Ilíada de Homero atestam que uma literatura rica e criativa surgiu na alvorada da História. Uma das tábuas de argila mais famosas contém o primeiro relato escrito da arca de Noé, e há muitos outros paralelos com a Bíblia. Através dos séculos, os textos escritos pelos sumérios nos falam do seu dia a dia, seus governantes, sua mentalidade, seus sentimentos, sua visão do mundo e… seu sistema educacional.
As escolas sumérias nasceram da necessidade de ensinar a escrita aos jovens que trabalhariam na administração do palácio real e do templo, as duas grandes fontes de poder. Mas muitas outras matérias foram ensinadas, como teologia, matemática, geografia, zoologia, botânica, geologia, gramática e linguística. As escolas se converteram em algo parecido com centros de pesquisa e de criação literária.
Ao que sabemos, o ensino era pago e, portanto, estava essencialmente restrito aos filhos dos mais poderosos. Homens apenas. À frente da escola estava um professor, auxiliado por alguns assistentes: “encarregado do sumério”, “encarregado do desenho”, não sabemos se havia um “encarregado da matemática”. Mas diversos documentos permitem entender os conteúdos curriculares da matemática e demais disciplinas. O horário era integral: o aluno entrava na escola ao amanhecer e saía ao pôr-do-sol. A aprendizagem era baseada na repetição e memorização. Quanto ao método pedagógico, bastará dizer que um dos assistentes era o “encarregado do chicote”…
Na verdade, professores e assistentes eram mal pagos e, naturalmente, viviam com fome e mal-humorados –o que os tornava ainda mais propensos ao uso do chicote. Numa das tábuas de argila encontradas, um estudante, cansado de apanhar, suplica aos pais que convidem o professor para jantar em casa, sirvam uma boa refeição e lhe deem de presente uma túnica nova, para que fique feliz com o desempenho do infeliz aluno na escola. É provavelmente o primeiro caso (documentado) de tentativa de corrupção na história.
Em outro documento escavado por lá, um pai se aflige com o filho que não se esforça para aprender, não vai à escola e pensa apenas em se divertir, vagabundear pelas ruas em bando e destruir os jardins públicos. Com muito sacrifício, o pai paga a escola do filho em vez de destiná-lo a trabalhos pesados, como os outros jovens. E desespera-se com a possibilidade de o herdeiro ingrato desperdiçar a oportunidade oferecida.
Evoluímos um pouco na organização escolar e nos métodos pedagógicos –afinal, o chicote e a palmatória foram banidos da sala de aula há algumas décadas–, mas não tanto quanto precisamos: em quantas escolas a repetição e memorização continuam sendo as principais técnicas didáticas?
Já a natureza humana, essa não mudou nada em cinco milênios.

13.215 – Cultura e Tecnologia – O brasileiro está lendo menos por causa da internet?


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A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, revelou que o brasileiro está lendo menos. De acordo com o levantamento nacional, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011. Outro dado revela a queda do apreço do brasileiro pela leitura como hobby. Em 2007, ler era a quarta atividade mais prazerosa no tempo livre; em 2011, o hábito caiu para sétimo lugar. Na sua opinião, o afastamento entre leitores e livros pode ser motivado pelo uso crescente da internet no Brasil?
Pesquisa Ibope revela que hábito de leitura cai no Brasil. A internet tem culpa nisso?
Criancas reproduzem habitos dos pais, nao adianta a escola frisar a importância da leitura se os pais a despreza!
E você leitor do ☻Mega, qual a sua opinião?

13.214 – Educação – Por que estudar artes nas escolas?


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Quadro de Van Gogh

Antigamente o estudo da arte não era tão levado em consideração, pelo fato das pessoas não verem o quão importante é estudar a história da arte, conhecer um pouco mais da cultura que existe em diversas partes do mundo, fazer atividades, entre outras coisas.
Porém, atualmente a arte é tida como uma matéria obrigatória na educação básica. Segundo o artigo 2º da Lei 12.287, de 13 de julho de 2010, O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. Mas nota-se que essa Lei é recente, provando o quão de lado a arte era deixada.
Estudar a arte faz com que o aluno desperte um interesse por algum tipo de arte, algo que muitas vezes ele não conheceria se não tivesse esta matéria. Além disso, o estudo da arte pode ajudar no desenvolvimento, fazendo com que tenhamos mais habilidade em desempenhar determinadas tarefas.
Além disso, a arte permite que a pessoa expresse os sentimentos, é uma maneira de liberdade de expressão, onde as pessoas se sentem melhores e mais felizes quando praticam algum tipo de arte. Por isso, é muito interessante que o interesse seja despertado desde quando o aluno é criança, pois isso beneficiará muito ele em todo o decorrer da vida.
O professor deve fazer com que o aluno se interesse por esse estudo, através de atividades diferentes, e inovar a maneira de liderar a aula, fazendo assim com que o aluno passe a gostar de aula de arte, e não apenas fazê-la para cumprir grade curricular!

13.201 – Lei e Direito – Direito à Educação Lei 12.244/2010


educação
O direito à educação está normatizado no art. 6º da Constituição Federal, e é objeto essencial para a concretude de um dos princípios fundamentais desta República: o da dignidade da pessoa humana.
A educação é arma básica e indispensável para uma sociedade melhor, desenvolvimento cultural e pessoal, influencia ainda a efetiva participação na democracia do país, e principalmente, está intimamente relacionada com a qualidade de vida. Índices da UNESCO (Órgão das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) apontam dados interessantes: um ano extra de escolaridade aumenta a renda individual em 10%; 171 milhões de pessoas poderiam sair da pobreza se saíssem da escola sabendo ler; uma criança cuja mãe saiba ler possui 50% maiores de chances de sobreviver após os 05 (cinco) anos de idade; a lista de informações é extensa. A conclusão é apenas uma: a educação como direito e dever básico da população.
E foi tentando amenizar o descaso brasileiro com a educação, que no ano de 2010 foi publicada a lei 12.244, que dispõe sobre a obrigatoriedade de toda escola, seja pública ou privada, possuir uma biblioteca com acervo de no mínimo 01 (um) livro para cada aluno matriculado, como também ser gerida por um profissional bibliotecário. Apesar de ser um avanço legal, essa bela realidade ainda encontra-se distante de ser atingida: apenas 27,5% da escolas públicas no Brasil possuem bibliotecas e o prazo imposto na lei é até o ano de 2020, isso significa construir 130 mil até lá. Sem falar na escassa mão de obra especializada: estima-se apenas 30.000 desses profissionais no país.
Mas, apesar das dificuldades e precárias condições físicas e técnicas, devem os brasileiros acompanhar o progresso prático da lei, como exigir seu cumprimento e também colaborar para tal fato. Afinal, o art. 205 da Constituição Federal determina que é dever do Estado e da família promoverem a educação com a colaboração da sociedade. Necessário se faz pais e responsáveis atuarem positivamente nesse sentido, através de voluntariado, doações de materiais, entre outros. Quem ganha com isso é o futuro da nação.
Apesar dos direitos fundamentais sociais serem normas programáticas (aquelas que determinam diretrizes á serem seguidas pelo Estado, e dependem de lei posterior que a regulamentem), o direito da população em cobrar medidas efetivas do Estado é inequívoco, tanto que é uma faculdade a propositura de quaisquer demanda judicial quando o serviço educacional for deficiente ou inexistente. A judicialização dos direitos educacionais tem como meios além dos individuais, a ação civil pública, proposta pelo Ministério Público. Cabe á sociedade fazer sua parte e cobrar seus direitos
O desenvolvimento cultural e tecnológico de um país está relacionado á educação, como em ações sociais do Estado, mas também da vontade dos seus indivíduos que precisam utilizar os recursos já disponibilizados: 50 % dos brasileiros não leem um livro por ano, e a culpa não é exclusiva do governo. Para retirar o Brasil da horrorosa posição de terceiro país do mundo com maior desigualdade social e do penúltimo lugar do ranking global de qualidade de educação, a luta deve ser conjunta: povo e governo. Aos primeiros cabem fazer da educação um direito e dever, aos últimos aplicar recursos suficientes nesse direito.
O caminho é longo e difícil, mas deve-se aproveitar de leis como essa, da universalização das bibliotecas, para juntos construírem um país melhor. Monteiro Lobato dizia com maestria: “Um país se faz com homens e livros”, então, o conselho que fica é: Pais, responsáveis e alunos cobrem de seus representantes os seus direitos, exijam uma biblioteca nas suas escolas e de seus filhos, e aproveitem dela com prazer e ciência; á sociedade: colaborem para isso da melhor forma que puderem. Afinal, por que não a sexta economia do mundo também se tornar referência em educação?

13.010 – Redação – O que é o resumo?


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O resumo pode ser considerado como uma leitura inteligente do texto que se pretende entender ou explorar resumidamente. A leitura inicial é uma forma de reconhecimento do texto, o leitor vai sentir as primeiras impressões do texto. Para uma boa leitura é preciso que se leia de forma atenta e deixe de lado seus preconceitos, usando a sua parte perceptiva e identificando-se com o corpo do texto. O que podemos chamar de diálogo com o texto.
Após a primeira leitura e impressões, que é um tipo de análise do todo, passa-se a segunda leitura que divide o texto em parágrafos. Leia todo o texto sem deixar páginas ou parágrafos. Agora o leitor observará e retirará as idéias centrais dos parágrafos, cuidado ao analisar os parágrafos, pegue somente as idéias centrais e deixe as secundárias em segundo plano. A cada parágrafo deve-se fazer anotações sobre as idéias principais e importantes, não polua suas anotações com opiniões de menos importância. A idéia principal é uma explicação inserida no parágrafo. Ao término da assinalação dos dados significativos, faça um confronto com uma nova leitura para observar suas anotações e o seu entendimento.
Leia suas anotações com atenção e expresse suas idéias mostrando o que entendeu do texto, em verdade integrando as idéias contidas no texto. Observação: não é uma cópia.
Evite algumas expressões do tipo:
“O autor descreve…”;
“Neste artigo, o autor descreve que…”;
“No texto o autor fala…”;
“Todos sabem…”;
“De acordo com alguns autores…”;
Gírias, frases muito longas (são passíveis de erros), “achismos”.
O resumo deve conter:
Título – o original do autor da obra original, quando só se usa um texto. Para dois ou mais textos pode-se criar um título.
Corpo do texto – é o desenvolvimento.
Elaborar a referência – você partiu de um texto, logo será sua referência. Consultar as normas da ABNT.

13.008 – Educação – Ensino Superior à Distância


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Lei
A Educação a Distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Esta definição está presente no Decreto 5.622, de 19.12.2005 (que revoga o Decreto 2.494/98), que regulamenta o Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB) .
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Portaria MEC N° 4.059/04 (que trata da oferta de 20% da carga horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial)
Portaria MEC N° 873/06 (autoriza em caráter experimental, as Instituições Federais de Ensino Superior para a oferta de cursos superiores a distância)
Fonte: Portal do Ministério da Educação

12.974 – Pesquisa do Instituto Butantan afirma: Para paulistano, ciência é assunto pouco atrativo


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Apenas 39% dos paulistanos dizem se interessar por temas científicos, o que colocaria a ciência entre os temas que menos chamam a atenção do público em geral-só a política consegue ser ainda mais desinteressante.
A indicação vem de uma pesquisa encomendada pelo Instituto Butantan e realizada pela FSB Pesquisa.
O levantamento ouviu pouco mais de mil pessoas (de ambos os sexos, de todas as classes sociais e com 15 anos ou mais de idade) nas ruas da cidade de São Paulo.
À primeira vista, trata-se de um balde de água fria para a imagem da ciência brasileira. Pesquisas realizadas periodicamente no país todo, a pedido do governo federal, costumam mostrar números bem mais animadores. Nelas, cerca de 60% dos entrevistados afirmam se interessar pelo tema (foi esse o resultado na versão da enquete feita no ano passado).
Os dados, no entanto, não são exatamente comparáveis, porque o levantamento nacional costuma perguntar ao público sobre o interesse em ciência e tecnologia, e não em ciência apenas.
“Acredito que o fato de a nossa pesquisa ter abordado ciência de forma isolada é o principal motivo para a diferença no resultado”, diz o imunologista Jorge Kalil Filho, diretor do Instituto Butantan. “Tecnologia é um termo mais amplo, que pode incluir, dependendo da visão do entrevistado, computação e até games.”
O tema, aliás, foi incluído na lista de assuntos que os participantes podiam assinalar como os de seu especial interesse, sendo assinalado por 57,6% das pessoas. Educação e medicina e saúde foram os assuntos que mais tiveram destaque nesse quesito, ultrapassando os 70% de interessados.
Nos EUA, a proporção de interessados em ciência e tecnologia é de 32%, enquanto na Europa é de 53% (os dados são de 2015 e 2013, respectivamente). A pesquisa americana foi realizada pelo Pew Research Center, organização que busca identificar tendências relacionadas aos EUA e ao mundo.
“Os entrevistados apontaram medicina e saúde como o segundo tema de maior interesse, mas não houve uma correlação explícita e direta da importância da ciência para o desenvolvimento da saúde”, analisa Kalil Filho.
Apesar disso, entre as ideias mais associadas à pesquisa científica na cabeça das pessoas, palavras-chave como “saúde”, “cura”, e “medicamentos” foram relativamente comuns.
Em São Paulo, só um quinto dos entrevistados considera que a importância da ciência para o país é baixa ou muito baixa. A maioria das pessoas concorda que a pesquisa científica é essencial para a saúde pública, para a inovação nas empresas e para diminuir a dependência em relação aos países desenvolvidos.
Metade das pessoas defende mais investimentos (tanto públicos quanto privados) na área e afirma que teria interesse em doar recursos para pesquisas. Em países como a Alemanha e o Reino Unido, por outro lado, só 25% dos entrevistados acham que é preciso aumentar os recursos para a ciência.
Por outro lado, apenas quatros entre dez pessoas afirmam conhecer alguma instituição científica brasileira (no Brasil como um todo, esse número cai para 12,4%). Entre os que se lembram de algum órgão específico em São Paulo, o Butantan foi o mais citado (68,5%), seguido pela USP e pela Fapesp (essa última apenas financia pesquisas), ambas com 11,2% das menções.
Outro dado que chama a atenção são as formas como as pessoas se informam, ou não, sobre ciência. A menor “repulsa” ao tema vem de programas ou documentários na TV. Cerca de 24% afirmou às vezes assistir conteúdo audiovisual relacionado a assuntos científicos.
Tanto para Moreira quanto para Kalil Filho, deficiências na educação básica são o principal elemento que explica o desconhecimento dos entrevistados sobre o tema.
“A educação é que faz a diferença para as grandes massas, e temos de reconhecer que o ensino de ciências no Brasil ainda é muito ruim”, diz o físico da UFRJ.
Ele aponta ainda a fragilidade das iniciativas brasileiras de divulgação científica fora da escola.

ciencia

12.964 – Educação – O Telecurso 2º Grau


telecurso
Telecurso é um sistema educacional de educação a distância brasileiro mantido pela Fundação Roberto Marinho e pelo sistema FIESP. Idealizado e criado pelo jornalista Francisco Calazans Fernandes, o programa consiste em teleaulas das últimas séries do ensino fundamental (antigo 1º grau, ou ginásio) e do ensino médio (2º grau, ou colégio) que podem ser assistidas em casa ou em telessalas. Também existe a modalidade profissionalizante em mecânica.
O programa era exibido na Rede Globo e oferecido às TVs educativas, como a TV Cultura, TV Brasil e o Canal Futura. As emissoras católicas TV Aparecida e Rede Vida também transmitem o Telecurso. As aulas são dividas por matérias. Cada teleaula tem uma duração de 15 minutos aproximadamente. Há material didático para cada disciplina. Na TV Cultura, o Novo Telecurso vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 5h.
O Telecurso 2º Grau foi criado em 1978 com uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta – mantenedora da TV Cultura – e a Fundação Roberto Marinho. A Rede Globo também exibia os cursos. Em 1981 foi criado o Telecurso 1º Grau.
Em 1986 a Fundação Roberto Marinho criou o “Novo Telecurso 2º Grau” em parceria com a Fundação Bradesco, que obteve autorização para avaliar e certificar o curso com validade para prosseguimento de estudos em todo território nacional, em escolas e classes montadas em empresas.
Em 2 de janeiro 1995[3], a Fundação Roberto Marinho e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo lançaram o Telecurso 2000 visando uma parcela da população que não havia completado o ensino fundamental ou o médio. Junto com ele também foi criado o Telecurso 2000 Profissionalizante.
O Telecurso 2000 ficou no ar até 28 de março de 2008, quando os programas passaram por reciclagem, por causa do desgaste das aulas originais e da desatualização em alguns tópicos das aulas de Geografia e História, que já não iam mais ao ar na íntegra. Com isso foi criado o Novo Telecurso que inclui os programas do Telecurso 2000 e novas disciplinas como filosofia, artes plásticas, música, teatro, sociologia e espanhol.
No ano de 2009, o Telecurso passou a apresentar uma nova série do Telecurso Profissionalizante de Mecânica com o auxílio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-SP).
Em 14 novembro de 2014 o Telecurso deixou de ser exibido na Rede Globo. A Fundação Roberto Marinho levou o Telecurso na íntegra para um novo portal gratuito na Internet, com todas as teleaulas.

http://educacao.globo.com/telecurso/

12.915 – Remando contra a Maré – O Anti-intelectualismo


anti-intelectuais
É o nome dado à prática de desprezar o cultivo da inteligência, o sistema educacional convencional, e em última instância, o pensamento racional. Geralmente, anti-intelectual está convencido de que os valores introduzidos pelas inovações científicas e tecnológicas são responsáveis pela maioria das injustiças sociais no mundo, e como consequência, pela maior parte do sofrimento humano.
Há alguns séculos, o ser humano deixou de utilizar a religião para explicar boa parte dos fenômenos naturais e sociais, e acolheu o humanismo, que coloca o homem como figura central da dinâmica cotidiana. Tal mudança trouxe consigo constantes revoluções tecnológicas, mudando para sempre os valores cultivados pelo ser humano.
Para muitos cidadãos dos países desenvolvidos, porém, as inovações científicas passaram a gerar um vazio espiritual, moral e social, que a ciência não se preocupa em abordar. Isso recentemente provocou uma nova ascensão da religião e a adoção de novas práticas místicas e moralistas. A partir daí identificamos o surgimento de um “não-intelectualismo”, cuja prática consiste em desprezar vários conceitos e fenômenos já explicados cientificamente. Logo, este novo fenômeno social é denominado anti-intelectualismo, onde valores morais e sociais estão acima do cultivo da inteligência. Um anti-intelectual costuma interpretar toda a inovação como “maligna” porque vai alterar o que é confortável (e por conseguinte, forçá-lo a aprender coisas que vão além do mundo o qual lhe é familiar, de sua criação). Aquilo que melhora a vida da humanidade passa a ser indesejado.
Talvez não seja apropriado falar em um movimento anti-intelectual organizado, com um objetivo definido, mas há claramente uma onda de natureza conservadora e religiosa em atividade, principalmente nos Estados Unidos. Podemos identificar personagens que agem claramente em prol destas ideias, muitos deles em postos importantes na política, geralmente integrantes da direita conservadora. Eles aparecem com frequência na mídia, sendo responsáveis por declarações bastante controversas, como por exemplo, a crença na oração como meio eficaz para evitar tornados, ou ainda, divulgando a ideia de que o conceito de aquecimento global é parte de uma conspiração terrorista para minar os recursos naturais do país.
Certamente, o episódio mais famoso da investida anti-intelectual refere-se à pressão pela inclusão da teoria criacionista de desenvolvimento humano no currículo de biologia nas escolas. Influenciados pela religião, e por uma interpretação literal da Bíblia, vários cidadãos foram à justiça para que uma teoria de criação da espécie humana mais simpática aos ensinamentos religiosos fosse transmitida a crianças e adolescentes, ao lado da teoria da evolução das espécies, proposta por Charles Darwin, que ainda hoje se mostra mais próxima da realidade.

12.914 – Educação e Sociologia – O Analfabetismo


educação
Segundo definição da UNESCO, “uma pessoa funcionalmente analfabeta é aquela que não pode participar de todas as atividades nas quais a alfabetização é requerida para uma atuação eficaz em seu grupo e comunidade, e que lhe permitem, também, continuar usando a leitura, a escrita e o cálculo a serviço do seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua comunidade”.
Um dos maiores problemas dos países subdesenvolvidos é o analfabetismo (não confundir com ignorância). A luta para reduzir o analfabetismo é antiga e sua supressão não tem sido possível. Há tempos, a educação é considerada um dos maiores privilégios dos quais o ser humano pode gozar.
Entende-se por analfabetismo funcional a incapacidade que algumas pessoas têm de entender (compreender) o texto que acabaram de ler, ou seja, quando, mesmo que as pessoas saibam ler e escrever, apresentam incapacidade para interpretar o texto que lhes foi dado para ser interpretado. Este tipo de analfabetismo é bastante comum.
Pode-se afirmar que, nos dias de hoje, a sociedade está experimentando uma nova forma de analfabetismo, chamado de analfabetismo digital. Este tipo de carência está relacionado com a falta de conhecimento necessário para utilizar computadores pessoais, celulares e agendas eletrônicas e dominar os sistemas que operam estas máquinas como, por exemplo, navegar na rede mundial de computadores.
O grave problema do analfabetismo no mundo continua sendo um dos grandes temas prioritários a solucionar desde que se realizou a Conferência Mundial da Educação para Todos, ocorrida em 1990, em Jomtiem, Tailândia. Esta conferência foi assistida por representantes do mundo todo e chegou-se à conclusão de que a alfabetização é um dos fatores chave para resolver um dos problemas mais urgentes da sociedade, que a realização plena do ser humano só se dá através da educação e promovê-la é fundamental para o desenvolvimento das nações. Assim sendo, a educação é uma ferramenta extremamente útil para combater a pobreza e a desigualdade, elevar os níveis de saúde e bem estar social, criar as bases para um desenvolvimento econômico sustentável e a manutenção de uma democracia duradoura. Por este motivo a educação foi incluída na lista dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, que fixou para o ano de 2015 a data limite para alcançar 100% de educação primária para todas as crianças do planeta.

12.850 – Educação – 91% das escolas públicas ficaram abaixo da média no Enem 2015


educação
Os resultados por escola do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2015 indicam que 91% das unidades públicas do país ficaram com desempenho abaixo da média do Brasil. Entre as particulares, esse percentual é de 17%.
As médias do Enem por escola foram divulgadas oficialmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame.
Levando em conta todas as escolas do país (públicas e privadas) com dados divulgados, a média alcançada pelos alunos foi de 515,8. Das 8.732 escolas públicas com notas divulgadas, 7.793 ficaram abaixo desse nível. Já entre as particulares, são 1.061 escolas –de um total de 6.266– com notas abaixo da média.
Só são divulgados os dados de escolas em que ao menos metade dos alunos participaram do Enem. Também é necessário um mínimo de dez alunos participantes. Dessa forma, 60% das escolas públicas brasileiras ficam fora da lista. No Estado de São Paulo, por exemplo, 75% das unidades não tiveram notas divulgadas. A participação no Enem nas escolas particulares é o oposto. Só 23% das escolas privadas do país não atingiram o critério mínimo de divulgação.
Só são divulgados os dados de escolas em que ao menos metade dos alunos participaram do Enem. Também é necessário um mínimo de dez alunos participantes. Dessa forma, 60% das escolas públicas brasileiras ficam fora da lista. No Estado de São Paulo, por exemplo, 75% das unidades não tiveram notas divulgadas. A participação no Enem nas escolas particulares é o oposto. Só 23% das escolas privadas do país não atingiram o critério mínimo de divulgação.