13.389 – Educação – Por que é tão difícil aprender matemática?


Matematica
A dificuldade de estudar matemática nem sempre está associada ao conceito. Muitos alunos conseguem somar, diminuir e efetuar problemas matemáticos quando perguntados de maneira informal. Porém, quando se deparam com o exercício escrito não conseguem desenvolver o raciocínio.
A maioria das dificuldades começa no ensino básico e vai se arrastando durante os demais anos escolares. Mas é importante lembrar que até passar no vestibular, terminar a escola, no trabalho e em muitos momentos cotidianos de nossas vidas a matemática está presente. É necessário ter os conhecimentos mínimos da disciplina para saber gerenciar sua conta bancária no futuro, organizar seu orçamento e planejar compras, viagens e etc.

A melhor forma de estudar matemática é:
1. Não começar pelos exercícios mais díficeis.

2. Inicie pelos exercícios instrumentais e operacionais. Por exemplo, ao estudar subtração não comece tentando resolver os probleminhas de subtração, mas realize o maior número possível de contas de subtrair com diferentes graus de dificuldade.

3. Mantenha o raciocínio sempre muito organizado. Isso começa pela folha onde você escreve. Tenha sempre uma folha de rascunho e outra para desenvolver o pensamento lógico do exercício.

4. Saiba a tabuada de cor! Atualmente há muitas formas divertidades de aprender a tabuada, aplicativos no celular, jogos no computador. Quanto mais claro estiver a tabuada de 1 a 10, mais rapidamente você resolverá os exercícios.

5. Não deixe números e contas soltas pela folha. Utilize as linhas do caderno, evite colorir, use sempre lápis e deixe a caneta apenas nos resultados.

Ao resolver um problema leia atentamente a questão. Imagine a situação, traga para sua realidade e tente resolvê-lo. Nesta fase o português é muito importante. A interpretação de texto vem antes do raciocínio matemático!

O que diz a pesquisa:
A aversão é tanta que o senso comum aponta: o brasileiro já nasce sem vocação para aprender matemática. O estudo na área começa com professores sem formação específica, que em geral não gostam da disciplina, e acaba com docentes que têm conteúdo para transmitir, mas não didática. No fim do ensino médio, exames confirmam o despreparo.
O resultado do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), divulgado recentemente, mostrou que 57% dos alunos terminam o ensino médio com rendimento insatisfatório em matemática.
Os números do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que avaliou o desempenho em matemática de jovens na faixa de 15 anos, colocaram o Brasil na 57.ª posição em um ranking de 65 países. No topo da lista estão China, Cingapura e Hong Kong.
Se a meta é fazer com que a produção de ciência e tecnologia acompanhe o crescimento econômico do Brasil, essa intolerância à matemática precisa ser combatida com urgência, dizem os especialistas.
E a mudança precisa começar na sala aula. Mas não naquela que as crianças frequentam. A reforma deve ocorrer, primeiramente, nas classes das universidades que formam os futuros professores do País.
O desafio começa na formação dos docentes que dão aulas para o ensino fundamental 1. No Brasil, os professores do 1.º ao 5.º ano são polivalentes, isto é, responsáveis pelo conteúdo de todas as disciplinas e, por isso, não têm uma formação específica. Entre eles, poucos estudaram exatas. “Além de ter de dar conta de todas as matérias, muitos trazem a tradição brasileira de não gostar de matemática”, diz Priscila Monteiro, consultora pedagógica para a área de matemática da Fundação Victor Civita.

Para esses, segundo a especialista, falta conhecimento. “Ele sabe ensinar, mas, como não domina o conteúdo, acaba preso às regras. Logo, a criança aprende de forma arbitrária, sem lógica.” Priscila conta que, numa análise de cadernos de estudantes, constatou que, nas questões de matemática, sempre havia a resposta, nunca o processo de resolução. “Desse jeito, o aluno não constrói uma postura investigativa.”
Problema oposto ocorre com os docentes do ciclo 2 do ensino fundamental, que dão aula para estudantes do 6.º ao 9.º ano. “Nesse caso, o professor de matemática é formado na área, tem conteúdo, mas lhe falta didática. Daí, ele se foca naqueles alunos que acompanham a aula e os outros continuam parados, aumenta o vale entre eles,” diz Priscila.

Mudanças. Para tratar de propostas e materiais para o ensino de matemática, o Instituto Alfa e Beto (IAB) promove, em agosto, um seminário internacional sobre o tema, voltado a professores e coordenadores pedagógicos. “Vamos discutir a forma de ensino: o material pedagógico que usamos é adequado? Qual o tempo de aula ideal? A fração tem que ser ensinada em forma de pizza? Decora ou não tabuada?”, elenca João Batista Araujo e Oliveira, presidente do IAB.
Efeito cascata. Formar alunos com gosto pela matemática pode ajudar a resolver até mesmo a carência de professores da disciplina. Nos vestibulares da USP e da Unesp, por exemplo, a concorrência para licenciatura na área é de cerca de dois candidatos por vaga.
No País há 59 mil professores formados em Matemática para 211 mil com formação em Letras. Somado a isso, muitos dos formados passam longe da escola. A baixa remuneração paga aos professores não atrai esses profissionais e muitos optam, por exemplo, pelo trabalho na rede bancária.

Comparação

4 em cada 10 jovens brasileiros de 15 anos não sabem fazer uma operação de multiplicação, habilidade ensinada até o 5º ano do ensino fundamental.
30 mil engenheiros se formam ao ano no Brasil. O número representa 23 engenheiros para cada 10 mil habitantes. Em Israel, o índice chega a 140. No Japão, são 75.

13.378 – Filosofia – Liceu


liceu
Na Grécia Antiga, o Liceu (do grego antigo Λύκειον, transl. Lykeion) era um gymnasion perto de Atenas. A palavra designa também a escola filosófica fundada por Aristóteles, em 335 a.C. (a escola peripatética), cujos membros se reuniam no local. Ali havia um bosque consagrado a Apolo Lykeios – de onde provavelmente deriva o termo Lykeion.
O Liceu de Aristóteles tinha cursos regulares, de manhã e à tarde. Pela manhã, os discursos do filósofo eram esotéricos, isto é, direcionados a um público interno, mais restrito, com maiores e mais avançados conhecimentos sobre lógica, física, metafísica. Os discursos da tarde (chamados exotéricos) destinavam-se ao público em geral e diziam respeito a temas mais acessíveis, como retórica, política, literatura.
Na atualidade, em alguns países, o termo “liceu” designa estabelecimento do ensino secundário.
Na França, o liceu (lycée em francês) é o tipo de estabelecimento de ensino onde são ministrados os três últimos anos do ensino secundário, aos adolescentes com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos. A conclusão dos estudos num liceu pode conferir três tipos de diploma, de acordo com o curso seguido: o bacharelato, o certificado de aptidão profissional (CAP) e o brevê de estudos profissionais (BEP).
Conforme o tipo de ensino ministrado, existem quatro tipos de liceus: liceus de ensino geral e tecnológico (ou simplesmente “liceus”), liceus profissionais, liceus agrícolas e liceus da defesa.
Os liceus públicos eram genericamente designados “liceus nacionais”. Os liceus onde era ministrado o curso complementar eram designados “liceus centrais”. Os liceus anexos às escolas normais superiores, para estágio dos professores do ensino liceal, eram chamados “liceus normais”.

A a Lei n.º 5/73, de 25 de julho previu a unificação do ensino secundário liceal e técnico que deveria ser ministrado em estabelecimentos designados “escolas secundárias polivalentes”, ainda que as mesmas pudessem manter as designações tradicionais. Na sequência do 25 de abril de 1974, é contestada a separação entre o ensino técnico e o liceal, sendo este considerado demasiado elitista. A partir de 1975 e na sequência do Decreto-Lei n.º 260-B/75 de 26 de maio, os liceus e as escolas técnicas começaram a ser transformados em escolas secundárias que deveriam ministrar tanto o ensino liceal como o técnico. Em junho de 1975, inicia-se a extinção do ensino técnico e a sua incorporação no ensino liceal que passa a ser conhecido como “ensino secundário unificado”. O processo de extinção dos liceus fica concluído em 1978, altura em que todos os liceus ainda remanescentes com esta designação passaram obrigatoriamente a ter a designação de “escola secundária”.

Hoje em dia, apesar de já não ter significado formal, o termo “liceu” ainda é usado na linguagem corrente para designar as escolas secundárias que tiveram origem em antigos liceus, bem como para designar o ensino correspondente ao antigo ensino liceal (atuais terceiro ciclo do ensino básico e ensino secundário).
O termo “liceu” também é usado para designar os estabelecimentos de ensino secundário de outros países como: Itália (Liceo), Bulgária (Лицей), Chipre (Ενιαίο Λύκειο), Estónia (Lyceum), Grécia (Λύκειο), Polónia (Liceum), Roménia (Liceu), Turquia (Lise) e Uruguai (Liceo). Além destes, o termo é usado em regiões francófonas do Canadá e da Suíça.

13.306 – Educação – Como Funciona o Ceeja?


ceeja
O Ceeja é uma instituição de ensino de organização didático-pedagógica diferenciada e funcionamento específico, com o objetivo de oferecer cursos de Ensino Fundamental e Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.
O CEEJA é destinado a alunos que não cursaram ou não concluíram as etapas da educação básica, correspondentes aos anos finais do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio.
No CEEJA o atendimento é individualizado, a presença do aluno é flexível, sendo necessário realizar as avaliações parciais e finais, bem como o registro de, pelo menos, 1 comparecimento por mês para desenvolvimento das atividades previstas pelas disciplinas. O CEEJA funciona de 2ª feira a 6ª feira, nos três turnos: manhã, tarde e noite.
O CEEJA somente efetuará matrícula de candidato que comprove ter, no momento da matrícula inicial ou para continuidade de estudos, em qualquer etapa do Ensino Fundamental ou do Médio, a idade mínima de 18 anos completos.
A matrícula no CEEJA, independentemente de ser inicial ou para continuidade de estudos, poderá ocorrer a qualquer época do ano.
Os estudos já reaalizados e concluídos com êxito, serão aproveitados.

Lei nº 9.394/96
Res. CNE/CEB nº 01/00
Res. CNE/CEB nº 03/10
Res. SE nº 77/2011

Fonte: Secretaria da Educação

13.284 – Educação – Erradicação do Analfabetismo no Brasil


charge analfabeto
O 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos indica que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior número de analfabetos adultos.
De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012 e divulgada em setembro de 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no país foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos – número reconhecido pela Unesco.
Segundo o estudo da organização, há em todo o mundo 774 milhões de adultos analfabetos, sendo que 72% deles estão em dez países – como Brasil, Índia, China e Paquistão.
O presidente do Inep – que representou o Ministério da Educação (MEC) no lançamento do relatório da Unesco, em Brasília – informou que o número elevado de idosos que não sabem ler nem escrever é um dos fatores que dificultam a erradicação do analfabetismo no país. Segundo o instituto, com base em dados do IBGE de 2012, 24% da população brasileira com mais de 60 anos é analfabeta.
Quatro metas a serem cumpridas
Dos seis objetivos definidos em 2000 para a educação, a serem cumpridos até 2015, Costa afirmou que quatro devem ser atendidos pelo Brasil: educação primária universal, igualdade de gêneros, garantia do aprendizado de jovens e adultos e melhoria na qualidade do ensino. A alfabetização de adultos e a educação na primeira infância, com acesso a creches, correm o risco de ficar fora da lista de metas executadas pelo país.
“Acredito, baseado em projeções, que nós vamos alcançar quatro dessas metas. E essas outras duas metas [analfabetismo de adultos e creches] nós temos dificuldades. [Em] Analfabetismo, por exemplo, nós avançamos muito, […] vamos perseguir até o fim. […] Pode ser que no global não cheguemos aos números, mas vamos chegar com a população mais jovem. […] A questão das creches e da pré-escola também é outra [dificuldade em atingir a meta]”, declarou o presidente do Inep.
Costa disse também que é preciso relativizar os dados que colocam o Brasil entre os dez países com maior número de analfabetos.
“Isso tem que ser relativizado, claro, porque o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo. Mas, se observamos a redução [nacional] de analfabetismo, já chegamos a 91,8% hoje de taxa de alfabetizados. E, se pegarmos a população de 15 a 16 anos, temos 98% de alfabetização”, destacou o presidente do Inep.
Pontos positivos
Apesar dos dois objetivos que não serão alcançados pelo Brasil, a análise que o relatório faz da educação no país aponta avanços. Um dos pontos positivos é o acompanhamento de melhoria do ensino que é feito a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
“O Brasil é citado com vários exemplos de boas recomendações, bons modelos para outros países. Mas também aponta várias áreas que o pais precisa melhorar”, diz a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes.
De acordo com a coordenadora, ainda falta no Brasil uma política de valorização do salário e da carreira do professor. “A primeira [coisa a ser feita] é a ampliação da educação infantil – precisamos alcançar no mínimo 80% das crianças da educação infantil nas escolas. A segunda seria expandir a alfabetização de adultos e jovens. E a terceira é a questão da qualidade. E quando falamos de qualidade, o ponto principal é dos professores e da valorização dos professores”, ressaltou.
O relatório destaca como avanço no país a redução das diferenças educacionais por região. Conforme o estudo, entre 1997 e 2002, a média de matrículas no ensino básico no Nordeste aumentou 61%, enquanto no Norte subiu 32%. No entanto, avaliações mostram que, em matemática, estudantes da Região Norte ainda ficam atrás de outras regiões. Segundo o relatório, essa diferença indica que “as reformas precisam continuar e ainda mais fortes”.

13.260 – História da Educação – A escola e seus problemas começaram há milênios


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A civilização da Suméria prosperou no terceiro milênio a.C. na região da Mesopotâmia, onde agora é o sul do Iraque. Entre os seus grandes centros estava, por exemplo, a cidade de Ur, de onde sairia muito mais tarde o patriarca bíblico Abraão para dar início à saga dos hebreus. Há consenso de que os sumérios foram os primeiros inventores da escrita, cerca de 3.300 a.C.. Foi tal o brilho da Suméria que, muitos séculos depois de sua língua ter deixado de ser falada, continuou sendo usada por acadianos, assírios e babilônios como idioma de prestígio, da ciência, do direito e da diplomacia, um pouco como aconteceu com o latim na Idade Média europeia.
Mas a poeira do tempo tudo cobriu, e os sumérios foram esquecidos. Sua existência foi redescoberta no século 19. Primeiro de forma indireta, a partir do estudo das línguas dos sucessores mesopotâmicos –um pouco como o planeta Netuno foi encontrado a partir do seu efeito no movimento de outros planetas. Depois, a partir de 1880, escavações arqueológicas trouxeram à luz dezenas de milhares de documentos (tábuas de argila e inscrições em monumentos), que comprovaram não só a existência dos sumérios como a antiguidade de sua escrita.
A escrita suméria é muito complicada, mas foi possível decifrá-la, na primeira metade do século 20. E então os documentos escavados revelaram um tesouro de informações sobre este povo extraordinário que viveu há cinco milênios. Poemas escritos mil anos antes da Bíblia e da Ilíada de Homero atestam que uma literatura rica e criativa surgiu na alvorada da História. Uma das tábuas de argila mais famosas contém o primeiro relato escrito da arca de Noé, e há muitos outros paralelos com a Bíblia. Através dos séculos, os textos escritos pelos sumérios nos falam do seu dia a dia, seus governantes, sua mentalidade, seus sentimentos, sua visão do mundo e… seu sistema educacional.
As escolas sumérias nasceram da necessidade de ensinar a escrita aos jovens que trabalhariam na administração do palácio real e do templo, as duas grandes fontes de poder. Mas muitas outras matérias foram ensinadas, como teologia, matemática, geografia, zoologia, botânica, geologia, gramática e linguística. As escolas se converteram em algo parecido com centros de pesquisa e de criação literária.
Ao que sabemos, o ensino era pago e, portanto, estava essencialmente restrito aos filhos dos mais poderosos. Homens apenas. À frente da escola estava um professor, auxiliado por alguns assistentes: “encarregado do sumério”, “encarregado do desenho”, não sabemos se havia um “encarregado da matemática”. Mas diversos documentos permitem entender os conteúdos curriculares da matemática e demais disciplinas. O horário era integral: o aluno entrava na escola ao amanhecer e saía ao pôr-do-sol. A aprendizagem era baseada na repetição e memorização. Quanto ao método pedagógico, bastará dizer que um dos assistentes era o “encarregado do chicote”…
Na verdade, professores e assistentes eram mal pagos e, naturalmente, viviam com fome e mal-humorados –o que os tornava ainda mais propensos ao uso do chicote. Numa das tábuas de argila encontradas, um estudante, cansado de apanhar, suplica aos pais que convidem o professor para jantar em casa, sirvam uma boa refeição e lhe deem de presente uma túnica nova, para que fique feliz com o desempenho do infeliz aluno na escola. É provavelmente o primeiro caso (documentado) de tentativa de corrupção na história.
Em outro documento escavado por lá, um pai se aflige com o filho que não se esforça para aprender, não vai à escola e pensa apenas em se divertir, vagabundear pelas ruas em bando e destruir os jardins públicos. Com muito sacrifício, o pai paga a escola do filho em vez de destiná-lo a trabalhos pesados, como os outros jovens. E desespera-se com a possibilidade de o herdeiro ingrato desperdiçar a oportunidade oferecida.
Evoluímos um pouco na organização escolar e nos métodos pedagógicos –afinal, o chicote e a palmatória foram banidos da sala de aula há algumas décadas–, mas não tanto quanto precisamos: em quantas escolas a repetição e memorização continuam sendo as principais técnicas didáticas?
Já a natureza humana, essa não mudou nada em cinco milênios.

13.215 – Cultura e Tecnologia – O brasileiro está lendo menos por causa da internet?


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A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, revelou que o brasileiro está lendo menos. De acordo com o levantamento nacional, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011. Outro dado revela a queda do apreço do brasileiro pela leitura como hobby. Em 2007, ler era a quarta atividade mais prazerosa no tempo livre; em 2011, o hábito caiu para sétimo lugar. Na sua opinião, o afastamento entre leitores e livros pode ser motivado pelo uso crescente da internet no Brasil?
Pesquisa Ibope revela que hábito de leitura cai no Brasil. A internet tem culpa nisso?
Criancas reproduzem habitos dos pais, nao adianta a escola frisar a importância da leitura se os pais a despreza!
E você leitor do ☻Mega, qual a sua opinião?

13.214 – Educação – Por que estudar artes nas escolas?


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Quadro de Van Gogh

Antigamente o estudo da arte não era tão levado em consideração, pelo fato das pessoas não verem o quão importante é estudar a história da arte, conhecer um pouco mais da cultura que existe em diversas partes do mundo, fazer atividades, entre outras coisas.
Porém, atualmente a arte é tida como uma matéria obrigatória na educação básica. Segundo o artigo 2º da Lei 12.287, de 13 de julho de 2010, O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. Mas nota-se que essa Lei é recente, provando o quão de lado a arte era deixada.
Estudar a arte faz com que o aluno desperte um interesse por algum tipo de arte, algo que muitas vezes ele não conheceria se não tivesse esta matéria. Além disso, o estudo da arte pode ajudar no desenvolvimento, fazendo com que tenhamos mais habilidade em desempenhar determinadas tarefas.
Além disso, a arte permite que a pessoa expresse os sentimentos, é uma maneira de liberdade de expressão, onde as pessoas se sentem melhores e mais felizes quando praticam algum tipo de arte. Por isso, é muito interessante que o interesse seja despertado desde quando o aluno é criança, pois isso beneficiará muito ele em todo o decorrer da vida.
O professor deve fazer com que o aluno se interesse por esse estudo, através de atividades diferentes, e inovar a maneira de liderar a aula, fazendo assim com que o aluno passe a gostar de aula de arte, e não apenas fazê-la para cumprir grade curricular!

13.201 – Lei e Direito – Direito à Educação Lei 12.244/2010


educação
O direito à educação está normatizado no art. 6º da Constituição Federal, e é objeto essencial para a concretude de um dos princípios fundamentais desta República: o da dignidade da pessoa humana.
A educação é arma básica e indispensável para uma sociedade melhor, desenvolvimento cultural e pessoal, influencia ainda a efetiva participação na democracia do país, e principalmente, está intimamente relacionada com a qualidade de vida. Índices da UNESCO (Órgão das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) apontam dados interessantes: um ano extra de escolaridade aumenta a renda individual em 10%; 171 milhões de pessoas poderiam sair da pobreza se saíssem da escola sabendo ler; uma criança cuja mãe saiba ler possui 50% maiores de chances de sobreviver após os 05 (cinco) anos de idade; a lista de informações é extensa. A conclusão é apenas uma: a educação como direito e dever básico da população.
E foi tentando amenizar o descaso brasileiro com a educação, que no ano de 2010 foi publicada a lei 12.244, que dispõe sobre a obrigatoriedade de toda escola, seja pública ou privada, possuir uma biblioteca com acervo de no mínimo 01 (um) livro para cada aluno matriculado, como também ser gerida por um profissional bibliotecário. Apesar de ser um avanço legal, essa bela realidade ainda encontra-se distante de ser atingida: apenas 27,5% da escolas públicas no Brasil possuem bibliotecas e o prazo imposto na lei é até o ano de 2020, isso significa construir 130 mil até lá. Sem falar na escassa mão de obra especializada: estima-se apenas 30.000 desses profissionais no país.
Mas, apesar das dificuldades e precárias condições físicas e técnicas, devem os brasileiros acompanhar o progresso prático da lei, como exigir seu cumprimento e também colaborar para tal fato. Afinal, o art. 205 da Constituição Federal determina que é dever do Estado e da família promoverem a educação com a colaboração da sociedade. Necessário se faz pais e responsáveis atuarem positivamente nesse sentido, através de voluntariado, doações de materiais, entre outros. Quem ganha com isso é o futuro da nação.
Apesar dos direitos fundamentais sociais serem normas programáticas (aquelas que determinam diretrizes á serem seguidas pelo Estado, e dependem de lei posterior que a regulamentem), o direito da população em cobrar medidas efetivas do Estado é inequívoco, tanto que é uma faculdade a propositura de quaisquer demanda judicial quando o serviço educacional for deficiente ou inexistente. A judicialização dos direitos educacionais tem como meios além dos individuais, a ação civil pública, proposta pelo Ministério Público. Cabe á sociedade fazer sua parte e cobrar seus direitos
O desenvolvimento cultural e tecnológico de um país está relacionado á educação, como em ações sociais do Estado, mas também da vontade dos seus indivíduos que precisam utilizar os recursos já disponibilizados: 50 % dos brasileiros não leem um livro por ano, e a culpa não é exclusiva do governo. Para retirar o Brasil da horrorosa posição de terceiro país do mundo com maior desigualdade social e do penúltimo lugar do ranking global de qualidade de educação, a luta deve ser conjunta: povo e governo. Aos primeiros cabem fazer da educação um direito e dever, aos últimos aplicar recursos suficientes nesse direito.
O caminho é longo e difícil, mas deve-se aproveitar de leis como essa, da universalização das bibliotecas, para juntos construírem um país melhor. Monteiro Lobato dizia com maestria: “Um país se faz com homens e livros”, então, o conselho que fica é: Pais, responsáveis e alunos cobrem de seus representantes os seus direitos, exijam uma biblioteca nas suas escolas e de seus filhos, e aproveitem dela com prazer e ciência; á sociedade: colaborem para isso da melhor forma que puderem. Afinal, por que não a sexta economia do mundo também se tornar referência em educação?

13.010 – Redação – O que é o resumo?


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O resumo pode ser considerado como uma leitura inteligente do texto que se pretende entender ou explorar resumidamente. A leitura inicial é uma forma de reconhecimento do texto, o leitor vai sentir as primeiras impressões do texto. Para uma boa leitura é preciso que se leia de forma atenta e deixe de lado seus preconceitos, usando a sua parte perceptiva e identificando-se com o corpo do texto. O que podemos chamar de diálogo com o texto.
Após a primeira leitura e impressões, que é um tipo de análise do todo, passa-se a segunda leitura que divide o texto em parágrafos. Leia todo o texto sem deixar páginas ou parágrafos. Agora o leitor observará e retirará as idéias centrais dos parágrafos, cuidado ao analisar os parágrafos, pegue somente as idéias centrais e deixe as secundárias em segundo plano. A cada parágrafo deve-se fazer anotações sobre as idéias principais e importantes, não polua suas anotações com opiniões de menos importância. A idéia principal é uma explicação inserida no parágrafo. Ao término da assinalação dos dados significativos, faça um confronto com uma nova leitura para observar suas anotações e o seu entendimento.
Leia suas anotações com atenção e expresse suas idéias mostrando o que entendeu do texto, em verdade integrando as idéias contidas no texto. Observação: não é uma cópia.
Evite algumas expressões do tipo:
“O autor descreve…”;
“Neste artigo, o autor descreve que…”;
“No texto o autor fala…”;
“Todos sabem…”;
“De acordo com alguns autores…”;
Gírias, frases muito longas (são passíveis de erros), “achismos”.
O resumo deve conter:
Título – o original do autor da obra original, quando só se usa um texto. Para dois ou mais textos pode-se criar um título.
Corpo do texto – é o desenvolvimento.
Elaborar a referência – você partiu de um texto, logo será sua referência. Consultar as normas da ABNT.

13.008 – Educação – Ensino Superior à Distância


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Lei
A Educação a Distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Esta definição está presente no Decreto 5.622, de 19.12.2005 (que revoga o Decreto 2.494/98), que regulamenta o Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB) .
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Portaria MEC N° 4.059/04 (que trata da oferta de 20% da carga horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial)
Portaria MEC N° 873/06 (autoriza em caráter experimental, as Instituições Federais de Ensino Superior para a oferta de cursos superiores a distância)
Fonte: Portal do Ministério da Educação

12.974 – Pesquisa do Instituto Butantan afirma: Para paulistano, ciência é assunto pouco atrativo


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Apenas 39% dos paulistanos dizem se interessar por temas científicos, o que colocaria a ciência entre os temas que menos chamam a atenção do público em geral-só a política consegue ser ainda mais desinteressante.
A indicação vem de uma pesquisa encomendada pelo Instituto Butantan e realizada pela FSB Pesquisa.
O levantamento ouviu pouco mais de mil pessoas (de ambos os sexos, de todas as classes sociais e com 15 anos ou mais de idade) nas ruas da cidade de São Paulo.
À primeira vista, trata-se de um balde de água fria para a imagem da ciência brasileira. Pesquisas realizadas periodicamente no país todo, a pedido do governo federal, costumam mostrar números bem mais animadores. Nelas, cerca de 60% dos entrevistados afirmam se interessar pelo tema (foi esse o resultado na versão da enquete feita no ano passado).
Os dados, no entanto, não são exatamente comparáveis, porque o levantamento nacional costuma perguntar ao público sobre o interesse em ciência e tecnologia, e não em ciência apenas.
“Acredito que o fato de a nossa pesquisa ter abordado ciência de forma isolada é o principal motivo para a diferença no resultado”, diz o imunologista Jorge Kalil Filho, diretor do Instituto Butantan. “Tecnologia é um termo mais amplo, que pode incluir, dependendo da visão do entrevistado, computação e até games.”
O tema, aliás, foi incluído na lista de assuntos que os participantes podiam assinalar como os de seu especial interesse, sendo assinalado por 57,6% das pessoas. Educação e medicina e saúde foram os assuntos que mais tiveram destaque nesse quesito, ultrapassando os 70% de interessados.
Nos EUA, a proporção de interessados em ciência e tecnologia é de 32%, enquanto na Europa é de 53% (os dados são de 2015 e 2013, respectivamente). A pesquisa americana foi realizada pelo Pew Research Center, organização que busca identificar tendências relacionadas aos EUA e ao mundo.
“Os entrevistados apontaram medicina e saúde como o segundo tema de maior interesse, mas não houve uma correlação explícita e direta da importância da ciência para o desenvolvimento da saúde”, analisa Kalil Filho.
Apesar disso, entre as ideias mais associadas à pesquisa científica na cabeça das pessoas, palavras-chave como “saúde”, “cura”, e “medicamentos” foram relativamente comuns.
Em São Paulo, só um quinto dos entrevistados considera que a importância da ciência para o país é baixa ou muito baixa. A maioria das pessoas concorda que a pesquisa científica é essencial para a saúde pública, para a inovação nas empresas e para diminuir a dependência em relação aos países desenvolvidos.
Metade das pessoas defende mais investimentos (tanto públicos quanto privados) na área e afirma que teria interesse em doar recursos para pesquisas. Em países como a Alemanha e o Reino Unido, por outro lado, só 25% dos entrevistados acham que é preciso aumentar os recursos para a ciência.
Por outro lado, apenas quatros entre dez pessoas afirmam conhecer alguma instituição científica brasileira (no Brasil como um todo, esse número cai para 12,4%). Entre os que se lembram de algum órgão específico em São Paulo, o Butantan foi o mais citado (68,5%), seguido pela USP e pela Fapesp (essa última apenas financia pesquisas), ambas com 11,2% das menções.
Outro dado que chama a atenção são as formas como as pessoas se informam, ou não, sobre ciência. A menor “repulsa” ao tema vem de programas ou documentários na TV. Cerca de 24% afirmou às vezes assistir conteúdo audiovisual relacionado a assuntos científicos.
Tanto para Moreira quanto para Kalil Filho, deficiências na educação básica são o principal elemento que explica o desconhecimento dos entrevistados sobre o tema.
“A educação é que faz a diferença para as grandes massas, e temos de reconhecer que o ensino de ciências no Brasil ainda é muito ruim”, diz o físico da UFRJ.
Ele aponta ainda a fragilidade das iniciativas brasileiras de divulgação científica fora da escola.

ciencia

12.964 – Educação – O Telecurso 2º Grau


telecurso
Telecurso é um sistema educacional de educação a distância brasileiro mantido pela Fundação Roberto Marinho e pelo sistema FIESP. Idealizado e criado pelo jornalista Francisco Calazans Fernandes, o programa consiste em teleaulas das últimas séries do ensino fundamental (antigo 1º grau, ou ginásio) e do ensino médio (2º grau, ou colégio) que podem ser assistidas em casa ou em telessalas. Também existe a modalidade profissionalizante em mecânica.
O programa era exibido na Rede Globo e oferecido às TVs educativas, como a TV Cultura, TV Brasil e o Canal Futura. As emissoras católicas TV Aparecida e Rede Vida também transmitem o Telecurso. As aulas são dividas por matérias. Cada teleaula tem uma duração de 15 minutos aproximadamente. Há material didático para cada disciplina. Na TV Cultura, o Novo Telecurso vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 5h.
O Telecurso 2º Grau foi criado em 1978 com uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta – mantenedora da TV Cultura – e a Fundação Roberto Marinho. A Rede Globo também exibia os cursos. Em 1981 foi criado o Telecurso 1º Grau.
Em 1986 a Fundação Roberto Marinho criou o “Novo Telecurso 2º Grau” em parceria com a Fundação Bradesco, que obteve autorização para avaliar e certificar o curso com validade para prosseguimento de estudos em todo território nacional, em escolas e classes montadas em empresas.
Em 2 de janeiro 1995[3], a Fundação Roberto Marinho e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo lançaram o Telecurso 2000 visando uma parcela da população que não havia completado o ensino fundamental ou o médio. Junto com ele também foi criado o Telecurso 2000 Profissionalizante.
O Telecurso 2000 ficou no ar até 28 de março de 2008, quando os programas passaram por reciclagem, por causa do desgaste das aulas originais e da desatualização em alguns tópicos das aulas de Geografia e História, que já não iam mais ao ar na íntegra. Com isso foi criado o Novo Telecurso que inclui os programas do Telecurso 2000 e novas disciplinas como filosofia, artes plásticas, música, teatro, sociologia e espanhol.
No ano de 2009, o Telecurso passou a apresentar uma nova série do Telecurso Profissionalizante de Mecânica com o auxílio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-SP).
Em 14 novembro de 2014 o Telecurso deixou de ser exibido na Rede Globo. A Fundação Roberto Marinho levou o Telecurso na íntegra para um novo portal gratuito na Internet, com todas as teleaulas.

http://educacao.globo.com/telecurso/

12.915 – Remando contra a Maré – O Anti-intelectualismo


anti-intelectuais
É o nome dado à prática de desprezar o cultivo da inteligência, o sistema educacional convencional, e em última instância, o pensamento racional. Geralmente, anti-intelectual está convencido de que os valores introduzidos pelas inovações científicas e tecnológicas são responsáveis pela maioria das injustiças sociais no mundo, e como consequência, pela maior parte do sofrimento humano.
Há alguns séculos, o ser humano deixou de utilizar a religião para explicar boa parte dos fenômenos naturais e sociais, e acolheu o humanismo, que coloca o homem como figura central da dinâmica cotidiana. Tal mudança trouxe consigo constantes revoluções tecnológicas, mudando para sempre os valores cultivados pelo ser humano.
Para muitos cidadãos dos países desenvolvidos, porém, as inovações científicas passaram a gerar um vazio espiritual, moral e social, que a ciência não se preocupa em abordar. Isso recentemente provocou uma nova ascensão da religião e a adoção de novas práticas místicas e moralistas. A partir daí identificamos o surgimento de um “não-intelectualismo”, cuja prática consiste em desprezar vários conceitos e fenômenos já explicados cientificamente. Logo, este novo fenômeno social é denominado anti-intelectualismo, onde valores morais e sociais estão acima do cultivo da inteligência. Um anti-intelectual costuma interpretar toda a inovação como “maligna” porque vai alterar o que é confortável (e por conseguinte, forçá-lo a aprender coisas que vão além do mundo o qual lhe é familiar, de sua criação). Aquilo que melhora a vida da humanidade passa a ser indesejado.
Talvez não seja apropriado falar em um movimento anti-intelectual organizado, com um objetivo definido, mas há claramente uma onda de natureza conservadora e religiosa em atividade, principalmente nos Estados Unidos. Podemos identificar personagens que agem claramente em prol destas ideias, muitos deles em postos importantes na política, geralmente integrantes da direita conservadora. Eles aparecem com frequência na mídia, sendo responsáveis por declarações bastante controversas, como por exemplo, a crença na oração como meio eficaz para evitar tornados, ou ainda, divulgando a ideia de que o conceito de aquecimento global é parte de uma conspiração terrorista para minar os recursos naturais do país.
Certamente, o episódio mais famoso da investida anti-intelectual refere-se à pressão pela inclusão da teoria criacionista de desenvolvimento humano no currículo de biologia nas escolas. Influenciados pela religião, e por uma interpretação literal da Bíblia, vários cidadãos foram à justiça para que uma teoria de criação da espécie humana mais simpática aos ensinamentos religiosos fosse transmitida a crianças e adolescentes, ao lado da teoria da evolução das espécies, proposta por Charles Darwin, que ainda hoje se mostra mais próxima da realidade.

12.914 – Educação e Sociologia – O Analfabetismo


educação
Segundo definição da UNESCO, “uma pessoa funcionalmente analfabeta é aquela que não pode participar de todas as atividades nas quais a alfabetização é requerida para uma atuação eficaz em seu grupo e comunidade, e que lhe permitem, também, continuar usando a leitura, a escrita e o cálculo a serviço do seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua comunidade”.
Um dos maiores problemas dos países subdesenvolvidos é o analfabetismo (não confundir com ignorância). A luta para reduzir o analfabetismo é antiga e sua supressão não tem sido possível. Há tempos, a educação é considerada um dos maiores privilégios dos quais o ser humano pode gozar.
Entende-se por analfabetismo funcional a incapacidade que algumas pessoas têm de entender (compreender) o texto que acabaram de ler, ou seja, quando, mesmo que as pessoas saibam ler e escrever, apresentam incapacidade para interpretar o texto que lhes foi dado para ser interpretado. Este tipo de analfabetismo é bastante comum.
Pode-se afirmar que, nos dias de hoje, a sociedade está experimentando uma nova forma de analfabetismo, chamado de analfabetismo digital. Este tipo de carência está relacionado com a falta de conhecimento necessário para utilizar computadores pessoais, celulares e agendas eletrônicas e dominar os sistemas que operam estas máquinas como, por exemplo, navegar na rede mundial de computadores.
O grave problema do analfabetismo no mundo continua sendo um dos grandes temas prioritários a solucionar desde que se realizou a Conferência Mundial da Educação para Todos, ocorrida em 1990, em Jomtiem, Tailândia. Esta conferência foi assistida por representantes do mundo todo e chegou-se à conclusão de que a alfabetização é um dos fatores chave para resolver um dos problemas mais urgentes da sociedade, que a realização plena do ser humano só se dá através da educação e promovê-la é fundamental para o desenvolvimento das nações. Assim sendo, a educação é uma ferramenta extremamente útil para combater a pobreza e a desigualdade, elevar os níveis de saúde e bem estar social, criar as bases para um desenvolvimento econômico sustentável e a manutenção de uma democracia duradoura. Por este motivo a educação foi incluída na lista dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, que fixou para o ano de 2015 a data limite para alcançar 100% de educação primária para todas as crianças do planeta.

12.850 – Educação – 91% das escolas públicas ficaram abaixo da média no Enem 2015


educação
Os resultados por escola do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2015 indicam que 91% das unidades públicas do país ficaram com desempenho abaixo da média do Brasil. Entre as particulares, esse percentual é de 17%.
As médias do Enem por escola foram divulgadas oficialmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame.
Levando em conta todas as escolas do país (públicas e privadas) com dados divulgados, a média alcançada pelos alunos foi de 515,8. Das 8.732 escolas públicas com notas divulgadas, 7.793 ficaram abaixo desse nível. Já entre as particulares, são 1.061 escolas –de um total de 6.266– com notas abaixo da média.
Só são divulgados os dados de escolas em que ao menos metade dos alunos participaram do Enem. Também é necessário um mínimo de dez alunos participantes. Dessa forma, 60% das escolas públicas brasileiras ficam fora da lista. No Estado de São Paulo, por exemplo, 75% das unidades não tiveram notas divulgadas. A participação no Enem nas escolas particulares é o oposto. Só 23% das escolas privadas do país não atingiram o critério mínimo de divulgação.
Só são divulgados os dados de escolas em que ao menos metade dos alunos participaram do Enem. Também é necessário um mínimo de dez alunos participantes. Dessa forma, 60% das escolas públicas brasileiras ficam fora da lista. No Estado de São Paulo, por exemplo, 75% das unidades não tiveram notas divulgadas. A participação no Enem nas escolas particulares é o oposto. Só 23% das escolas privadas do país não atingiram o critério mínimo de divulgação.

12.814 – Como criar filhos inteligentes


mini-genios
Resultados sugeridos por um estudo de 45 anos.
O Estudo de Jovens Matemáticos Precoces (SMPY, sigla em inglês) está em seu 45º ano de duração, acompanhando as carreiras e realizações de 5 mil indivíduos com talento em matemática, ciências e habilidades verbais. Tudo começou quando estes participantes eram apenas crianças ou adolescentes, e passaram a ser analisados por pesquisadores das universidades Johns Hopkins e Vanderbilt (EUA).
Este trabalho – que acompanha os participantes nas idades de 18, 23, 33, 50 e 65 anos – já rendeu mais de 400 artigos científicos e sete livros, e é considerado a melhor fonte do mundo sobre como ajudar crianças a desenvolverem seus talentos intelectuais. Hoje, vários desses participantes do SMPY são cientistas conhecidos em instituições norte-americanas.
Para selecionar os participantes, os pesquisadores utilizaram testes padrões, além de fazer parceria com o programa do Centro de Jovens Talentosos da Universidade Johns Hopkins. Este programa aceita apenas os alunos top 1% que passaram na prova de seleção da universidade. Entre os jovens selecionados por ele estão Mark Zuckerberg, Lady Gaga e o co-fundador do Google, Sergey Brin. “Quer gostemos ou não, essas pessoas controlam nossa sociedade”, diz Jonathan Wai, psicólogo envolvido na identificação de talentos precoces da universidade.

Resultados
Os resultados desta pesquisa contrariam vários outros estudos ao sugerir que a inteligência herdada dos pais e estimulada na infância superam a repetição quando se trata de se especializar em alguma coisa. A habilidade cognitiva das crianças tem maior efeito nas conquistas da vida adulta do que a prática constante e outros fatores como o status socioeconômico da família.
Basicamente, o SMPY diz que se você é inteligente e é identificado desta forma desde pequeno e é estimulado a se desenvolver, você vai se dar bem na vida profissional.

Críticas
Trabalhos como o SMPY têm sido criticados por colocar muita ênfase nas crianças mais inteligentes. Especialistas alegam que aqueles com um potencial apenas um pouco mais limitado que os pequenos gênios são ignorados. Além disso, a pressão de ser classificado como “inteligente” quando criança pode prejudicar o desenvolvimento dessas pessoas.

Genética ou criação?
Apesar disso, o estudo não mostra de forma conclusiva que há apenas um fator que vai garantir que seu filho vai crescer e virar o próximo Steve Jobs. Vários estudos diferentes tentam avaliar as influencias da criação e das características inatas, e a conclusão geral é que as duas partes são igualmente importantes.
Um dos estudos diz que o apoio e amor dos pais na fase pré-escolar aumenta radicalmente a taxa de desenvolvimento do cérebro. Outro mostra que tarefas complexas que se tornam ainda mais difíceis com o passar do tempo trazem enorme benefício para a flexibilidade mental e conectividade neural.
Algumas dessas atividades são tocar um instrumento musical e ler com frequência, mas alguns jogos de vídeo game também apresentam esta qualidade. [IFLScience, Vanderbilt]

12.813 – Educação – Professor usa reconhecimento facial para classificar nível de tédio dos alunos


aula-chata
Eita aulinha chata!!!

O professor de ciências Wei Xiaoyong, da Universidade de Sichuan (China) utiliza um “leitor facial” para estudar as expressões e emoções de seus alunos. Tudo começou quando ele passou utilizar um dispositivo com reconhecimento facial para registrar a presença dos alunos em suas aulas. Agora ele usa o equipamento para saber quão envolvidos ou entediados seus alunos estão.

Câmeras estrategicamente posicionadas na sala de aula identificam e registram as reações dos alunos, usando tecnologia de reconhecimento facial para ler suas emoções. Um sistema de algoritmos detecta as alterações de humor em cada aluno, mostrando se estão felizes, neutros ou distraídos.
“Quando cruzamos estas informações com a forma que ensinamos, e colocamos isso em uma linha do tempo, podemos saber quando estamos atraindo a atenção dos alunos”, explicou Wei ao jornal Telegraph.
Wei compartilhou sua técnica com outros professores em universidades chinesas, e já viu resultado tanto em salas de aula como em trabalhos de psicologia e até na reforma educacional do país. Teoricamente, professores podem avaliar seus métodos de ensino se descobrirem quais partes de suas aulas deixam os alunos entediados e quais partes os deixam envolvidos.
Big Brother escolar
O conceito de instalar câmeras em salas de aula não é novo. Engenheiros dos laboratórios SensorStar, de Nova York, começaram a usar o método em 2013 para estudar o rosto de estudantes em sala de aula e usar algoritmo para analisar suas expressões.
O resultado do trabalho ainda não fui publicado, mas o co-fundador da empresa, Sean Montgomery, argumentou que a ideia de ter seus movimentos analisados não deve deixar pessoas incomodadas. “É exatamente o que o professor pode ver com seus olhos e o que o professor consegue ouvir com seus ouvidos”, diz. Mesmo assim, o conceito não agrada a algumas pessoas que temem por ter a privacidade invadida e que as imagens possam ser usadas com outras intenções além de avaliar seu nível de engajamento em uma aula.
No caso de Wei, ele não esclareceu se seus alunos sabem que estão sendo filmados ou não e se há algum tipo de penalidade para aqueles que não prestam atenção na aula. Será que este conceito vai virar tendência em escolas do futuro no resto do mundo?

12.746 – No Esporte estamos mal, porém…Brasil conquista medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Física


A delegação brasileira representou muito bem o país na 47ª Olimpíada Internacional de Física (International Physics Olympiad – IPhO). O evento ocorreu no fim de julho e contou com a participação de 450 estudante do ensino médio de 90 países.
Os estudantes tiveram que resolver duas provas, uma experimental e outra teórica, de cinco questões cada.
O Brasil foi representado por cinco jovens: Thiago Ross-White Bergamaschi, que conquistou a medalha de ouro; Henrique Corato Zanarella, que ganhou a de prata; e Leonardo Lessa, Diogo Correia Netto e Ítalo Silva, que trouxeram o bronze para casa. O resultado foi melhor do país desde que começou a participar do evento.
Para participar da competição, os cinco alunos passaram dos treinamentos realizados pela Sociedade Brasileiro de Física (SBF), na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

12.183 – Educação – Ensino de matemática no Brasil é catastrófico, diz novo diretor do Impa


Matematica
Em 2017 o país sediará a Olimpíada Internacional de Matemática, que deve trazer mais de mil dos jovens mais talentosos do mundo na disciplina. Em 2018, o maior congresso do mundo também será no Rio, com cerca de 5.000 pesquisadores estrangeiros e “estrelas” da matemática.
Segundo o novo diretor, vivemos hoje um paradoxo: apesar de o Impa ser uma instituição de pesquisa de ponta e de termos um brasileiro como ganhador da Medalha Fields, o Brasil patina na educação básica e a formação de professores nas licenciaturas é “catastrófica”. “As crianças nascem gostando de matemática. Os professores é que se encarregam de acabar com isso.”
Viana espera que sua gestão à frente do renomado instituto de pesquisa sirva para dar a “direção” de mudança de um país, no qual 40% dos alunos não conseguem entender nem o enunciado de uma questão de matemática e onde só 4% estariam aptos a trabalhar com tecnologia.

Trechos da entrevista:
Hoje, a função que tenho e me dá mais trabalho é organizar o Congresso Internacional de Matemáticos. São 5.000 participantes de 120 países diferentes. E essa experiência tem um efeito muito grande no país organizador. É um investimento grande de esforço e dinheiro, mas tem um retorno importante sobre como a matemática passa a ser vista.
Tem gente que diz que a matemática no Brasil é um paradoxo, porque ao mesmo tempo temos um Medalha Fields [maior láurea científica do país, concedida a Artur Ávila, pesquisador do Impa] e um dos piores desempenho na educação básica.
O paradoxo tem explicações. Começa com o fato de que a matemática é uma desconhecida, uma incompreendida na nossa sociedade. A meta de quem organiza o congresso é ter um instrumento para mudar isso. Começa nas famílias. O que a criança tem de contato com os pais é pouco. Aí vai pra escola com carências de instalações físicas, de recursos, de tempo, de formação dos professores.
Nossa experiência diz que todas as crianças pequenas gostam de matemática. São os professores que se encarregam de acabar com isso.

12.159 – Educação – Semiárido cearense tem escolas públicas com nível de países ricos


educação
Os alunos da escola Massilon Sabóia moram em assentamentos ou em pequenos vilarejos do semiárido cearense. É no colégio que muitos fazem as principais refeições, devido à baixa renda familiar. É também ali que eles conseguem resultados que chamam a atenção do meio educacional do país ao ultrapassarem o nível de aprendizagem de nações ricas.
A escola faz parte da rede municipal de Sobral, cidade de 200 mil habitantes, a 230 km de Fortaleza. Seus 31 colégios com resultados divulgados na última avaliação do governo federal, o Ideb, tiveram notas entre 6,9 e 9 na primeira etapa do ensino fundamental, em escala de 0 a 10.
Nessa métrica, a média dos países desenvolvidos estaria em 6, algo equivalente à educação no Reino Unido. A Massilon Sabóia, a mais distante do centro de Sobral, teve 8. A avaliação considera notas em português e matemática e taxa de estudantes aprovados.
Em outra avaliação, divulgada neste mês, o município apareceu como o melhor do país em oportunidade de educação, que considera resultados das provas, percentual de estudantes matriculados e condições das redes (como escolaridade dos professores e experiência dos diretores).

AS AÇÕES
Para se chegar a esses resultados, o município implementou política calcada em definição clara do que deve ser ensinado dia a dia, bonificação por resultado e autonomia a diretores (escolhidos em concursos abertos, até para quem é de fora do Estado).
As escolas são bem conservadas, mas sem luxo. A base das aulas é o tradicional lousas-carteiras-apostilas-livros.
“Nossa preocupação é com o arroz com feijão bem feito, sem pedagogês que não dá resultado”, afirma o prefeito da cidade, Veveu Arruda (PT).
Os estudantes passam por uma bateria de avaliações. Além das provas aplicadas pelos próprios colégios, que são no mínimo mensais, são feitas semestralmente avaliações do município, com equipes de fora do colégio. Também há os exames dos governos estadual e federal.
O sistema visa, de um lado, indicar os alunos que estão com dificuldades. Estes passam a frequentar atividades fora do horário normal de aula, até entrarem no ritmo.
De outro lado, os resultados norteiam a remuneração extra que professores e diretores podem receber. No caso dos docentes o valor chega a R$ 500 mensais (o salário-base da categoria é de R$ 2.000; a população ganha em média perto de R$ 1.300 mensais). Também há prêmios pagos uma vez ao ano.

“A gratificação por desempenho é o que alimenta a vontade de continuar melhorando”, afirma o diretor Osmarino Portela Ribeiro, da escola Elpídio Ribeiro da Silva, que teve o melhor desempenho do município (nota 9).
No colégio, os estudantes do 5º ano do fundamental já chegaram ao desempenho esperado para os do 9º ano em português e matemática.
Outra política da rede elogiado por Ribeiro é a de deixar aos diretores a prerrogativa de montar o quadro de professores. Ao fim de cada ano, eles podem retirar os que não estão rendendo (na rede pública em São Paulo, são os docentes que escolhem onde querem lecionar). “É bom, dá pressão”, diz o diretor.
A Folha conversou com pais que colocaram o filho no colégio depois de passarem por escolas particulares de Fortaleza e de São Paulo.
“Aqui ela se desenvolve melhor”, afirma o comerciante Francisco da Costa, 44, que morava na capital cearense e se mudou em 2013.
Mesma opinião tem a podóloga Ana Lúcia Pitanga, 44, cujo filho de sete anos tem autismo leve. “Ele só se alfabetizou aqui.” Eles chegaram da capital paulista neste ano.

CONTRAPONTO
Se por um lado essa política educacional —iniciada na gestão do então prefeito Cid Gomes (1997-2005)— apresenta bons resultados em avaliações, por outro desperta debate acadêmico.
Um dos céticos é o diretor da Faculdade de Educação da Unicamp, Luiz Carlos de Freitas. “São políticas de voo de galinha. Focam no índice a ser obtido e constrangem as escolas a caminharem nesta direção. Estreitam o currículo em função do índice das disciplinas medidas”, afirma.
Boa parte do material pedagógico utilizado em Sobral tem como base a Prova Brasil, que compõe o Ideb. “É claro que se você ‘ensinar para a prova’, a nota vai subir. Educar, no entanto, é diferente de treinar”, completa.
Já Ilona Becskeházy, que estuda o caso de Sobral em seu doutorado na USP, diz que o município faz um “trabalho árduo”, que poderia ser estendido a outras redes.
Como empecilho para a disseminação, ela aponta a lógica da “compensação política”. Mesmo Sobral sofria do problema, antes da reforma. “Havia diretora analfabeta, que assinava com o dedo. Estava ali porque era cabo eleitoral”, diz o prefeito.

RECURSOS
Para atingir todos os objetivos, a prefeitura gasta 30% do seu Orçamento com educação, pouco acima do exigido pela Constituição (25%). Recursos adicionais vêm de parcerias com fundações e governos estadual e federal.
Parte do material pedagógico é feito pela rede, parte por empresa terceirizada. Em comum há a determinação do que deve ser ensinado a todos, diariamente.
No caso da professora Daniele Mesquita, 23, da escola Massilon Sabóia, a missão na manhã do último dia 6 era aprimorar coesão, coerência e concisão nos textos dos estudantes do 5º ano.

SOBRAL
População: 201.756
Nota no Ideb (2013):
> Rede estadual: não tem
> Rede municipal: 7,8 (4ª série/5º ano); 5,8 (8ª série/ 9º ano)

Orçamento (2015): R$ 574 milhões
> % para educação: 30%
Atividade econômica: Indústria e comércio