14.128 – Cinema – Ponha um Sorriso Nessa Cara!


coringa no cinema
Se Beber, Não Case; Escola de Idiotas; Um Parto de Viagem. À primeira vista, é difícil imaginar que Todd Phillips, diretor de todas essas produções, um dia estaria envolvido em um filme como Coringa – dramático, tenso e violento.
Joaquin Phoenix, por outro lado, é conhecido por interpretar papéis excêntricos – o que combina muito com sua personalidade. Quando ele foi confirmado como o vilão, muita gente comemorou: a opinião geral era que o palhaço cairia como uma luva para ele.
O começo da ideia
Phillips foi o idealizador de Coringa. Em 2016, ele apresentou o projeto para os executivos da Warner, mas revela que não foi nada fácil convencê-los. “Não foi algo da noite para o dia”, disse ele. “Basicamente, eu estava dizendo para pegar um personagem com 75 anos de legado consolidado e criar uma história de origem a ele.”
A ideia do diretor era usar o mundo das histórias em quadrinhos como pano de fundo para fazer o que ele chama de “filmes de estudo de personagem”: histórias como Um Estranho no Ninho, Serpico e O Rei da Comédia, este último uma das grandes inspirações para Coringa.
“Nos últimos cinco, dez anos, os filmes de super-heróis dominaram o cinema. Eles são ótimos, mas não permitem uma abordagem profunda do personagem principal.” Phillips cita A Rede Social, sobre a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, como um exemplo recente do tipo de produção que ele queria fazer.
Phillips conta que, nas primeiras conversas com o pessoal da Warner, sua sugestão era que a DC Comics criasse um selo de filmes independentes. O “DC Black”, como ele mesmo chamou, serviria para que diretores criassem histórias originais, sem a necessidade de estarem amarradas com o universo cinematográfico de Liga da Justiça, Esquadrão Suicida e cia.
“Claro que, para a Warner, filmes independentes são aqueles cujo orçamento é de US$ 50 milhões, mas o legal dessas histórias é que elas não precisariam ter grandes efeitos especiais, explosões ou prédios caindo.” A ideia não vingou, mas Phillips conseguiu que Coringa saísse do papel.

Dupla dinâmica
Phoenix foi a primeira escolha para o personagem principal. Na verdade, Phillips escreveu o roteiro com ele em mente. “É um dos grandes dessa geração”, elogia o diretor. Mas a primeira reação do ator não foi bem nessa linha.
“Quando recebi o convite, pensei: ‘De jeito nenhum vou fazer isso!’”, disse o ator. Phoenix estava relutante pois não fazia ideia de qual seria a abordagem ideal. Mas assim que Phillips apresentou suas ideias para o filme, ele mudou de opinião.
“O fato desse Coringa dar risadas quase que de forma dolorosa me deixou bastante interessado”, conta Phoenix. “Nunca havia pensado nisso.” Joaquin disse que foi a visão de Phillips sobre o personagem que o fez encarar o papel. “Todd sabia o que estava fazendo. Era o cara certo para dirigir esse filme.”
A dupla dinâmica, então, estava formada. Os dois mergulharam de cabeça na produção. “Nós íamos para o set duas horas antes do início das filmagens e, depois que o dia terminava, conversávamos por mais duas horas sobre o filme”, lembra Phoenix.

Quadrinhos? Hoje não
Tanto Phillips quanto Phoenix bateram na mesma tecla durante a conversa: Coringa não é uma adaptação dos quadrinhos. “É claro que consultamos algo aqui e ali, afinal, não criamos o personagem nem Gotham City”, esclarece o diretor, que cita A Piada Mortal, de 1989, como uma dessas fontes de consulta esporádica. “Mas nós tivemos liberdade para fazer o que quiséssemos.”
Todd se baseou, principalmente, nas lembranças que tinha das histórias que lia quando criança. Ele defende que a ideia, desde o começo, era fazer algo com o máximo de originalidade – opinião compartilhada por Phoenix. “Eu não quis fazer algo baseado em algum quadrinho ou performance anterior”, disse o ator. “Era importante que seguíssemos nosso próprio caminho.”
Ora, se as páginas dos gibis não foram o foco da inspiração, o que seria? Resposta: anos 1970. “Foi nessa época que, na minha opinião, foram feitos os maiores filmes de estudo de personagem”, confessa Phillips. O diretor, então, revisitou os longas da época, como os dirigidos por Martin Scorsese: Taxi Driver, Touro Indomável, O Rei da Comédia…Todos eles, veja só, estrelados por Robert De Niro, que, não por acaso, está em Coringa.
Sem as versões do vilão dos quadrinhos como base, Phoenix e Phillips tentaram criar uma versão mais humana para o personagem. Fleck é um cara desajustado, que sofreu bullying e tem traumas de infância. O desafio da dupla era grande: como transformar uma pessoa vulnerável (e que gera empatia no público) em um vilão enlouquecido?
Phoenix conta que as primeiras cenas gravadas foram as que ele está totalmente vestido como o Coringa. Para ele, apesar da dificuldade inicial em achar o tom do personagem, o processo inverso o ajudou na composição de Fleck. “Dessa maneira, pude entender melhor como o palhaço vivia dentro daquele cara, e como ele foi lentamente evoluindo até chegar no Coringa.”
Para a maquiagem, a produção elaborou mais de 100 versões de rostos de palhaço, até que Todd definiu qual seria. Outra parte difícil de definir foi a risada do Coringa. Phoenix confessou que demorou até encontrar uma versão que o agradasse, e disse só resolveu esse problema quando as filmagens já tinham começado.
Há um futuro para Coringa?
Quando perguntados sobre uma possível sequência, ambos desconversaram. “Acho que vai depender da audiência”, disse Phoenix. “Isso é com o estúdio, mas eu topo fazer qualquer coisa que envolva o Joaquin”, falou Phillips.
O ponto é que Coringa não precisa de uma continuação. “A ideia do ‘DC Black’ foi pensada justamente para proteger esse filme.” Phillips também negou que o próximo Batman, dirigido por Matt Reeves, vá se conectar de alguma forma com o longa. Mas não escondeu o desejo de comandar outra história independente. “Meu herói favorito é o Demolidor, mas se pudesse, adoraria fazer um filme sobre o Rorschach [personagem de Watchmen] nessa mesma pegada intimista.”

A recente controvérsia
Nas últimas semanas, criou-se uma discussão em torno da violência do filme – e o que ela poderia incitar. Para alguns críticos, Coringa pode ser potencialmente perigoso por, de certa forma, enaltecer um personagem mau, fazendo com que pessoas se identificassem com ele da maneira errada.
Nos EUA, por exemplo, o Exército tem tomado cuidado para que ataques não aconteçam durante a estreia do longa. A polêmica chegou até Phoenix: recentemente, ele abandonou uma entrevista após ser questionado se o filme poderia inspirar pessoas com os mesmos problemas do Coringa a fazer o mesmo que o vilão.
O papo com Phoenix e Phillips, porém, aconteceu antes de tudo isso. Mas ambos defendem que o personagem nunca foi pensado como alguém com distúrbios mentais ou com o qual as pessoas se identificariam (e defenderiam). “Eu sempre acreditei que, de um jeito ou de outro, filmes funcionam como um espelho, que reflete o que está acontecendo com a sociedade naquele momento”, disse Todd. “Nosso objetivo era que a história funcionasse de maneiras diferentes para cada pessoa que assistir. (…) E se elas começarem a discutir a partir do filme, é uma coisa boa.”

14.125 – Cinema: Seria cômico, se não fosse Trágico – O Coringa


coringa
Elenco Joaquin Phoenix – Robert de Niro
Bruce Wayne
Dante Pereira-Olson
Martha Wayne
Carrie Louise Putrello Randall
Glenn Fleshler Hoyt Vaughn
Josh Pais Gene Ufland
Marc Maron Dr. Sally Sondra James
Barry O’Donnell Murphy Guyer
Penny – jovem
Hannah Gross
Carl Brian Tyree Henry
Ator Bryan Callen
Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante.
☻ Mega Crítica
Quando Christopher Nolan assinou contrato para Batman Begins, trouxe consigo a proposta de uma aventura bem mais sombria, condizente com o clima pesado das ruas de Gotham City. Por mais que tenha sido extremamente bem sucedido, havia ainda limitações dentro de tal proposta no sentido de manter os filmes do Homem-Morcego dentro de uma classificação indicativa acessível a todo público. Em Coringa, Todd Phillips vai além e entrega um filme sujo, corajoso e transgressor, tão condizente com a essência de seu personagem-título quanto com a ideia de uma Gotham City caótica, decadente e sem qualquer regra. Ainda bem.
Neste sentido, é muito interessante como este Coringa dialoga com o histórico do personagem, tanto no cinema quanto nos quadrinhos. Sem qualquer referência prévia, trata-se de uma história original que reinventa características básicas do personagem, sem jamais modificá-lo de fato ou citar quaisquer de seus antecessores. Ao mesmo tempo, se apropria da memória coletiva em relação às versões anteriores, não propriamente no sentido de compará-los mas de saber previamente do que o personagem é capaz: o Coringa é doentio e não vê problema algum em ser extremamente violento, o espectador sabe bem disto. Tal consciência traz ao filme um clima de tensão onipresente, especialmente quando os primeiros indícios da eclosão do Palhaço do Crime começam a vir à tona.
Por outro lado, Todd Phillips também manipula a narrativa de forma que a loucura do Coringa, ou melhor, de Arthur Fleck seja não apenas justificável como, em um primeiro momento, quase perdoável. A partir de um minucioso estudo de personagem acompanhamos a saga de Arthur a cada novo fracasso, assistindo à mudança da meiguice inicial de Joaquin Phoenix rumo a um personagem cada vez mais duro e decidido, em todas as etapas de uma transformação decorrente muito mais dos vícios da sociedade do que por falhas suas. Não há pressa em buscar sequências emblemáticas, apenas o tempo necessário para justificar cada passo dado. Quando elas surgem o mérito é todo do roteiro, por respeitar este tempo próprio de desenvolvimento, e, é claro, de Joaquin Phoenix, absolutamente soberbo.
Se Phoenix tivesse apenas se sujeitado à transformação física e criado esta risada que provoca calafrios, seja pelo som emitido ou pela conjuntura de sua existência, já seria suficiente para um belo trabalho. Entretanto, ele vai além ao entregar uma variedade imensa de perfis multifacetados que compõem o personagem, provocando espanto e admiração em doses fartas. É como se este Coringa fosse uma evolução psicológica das versões anteriores, de Jack Nicholson e Heath Ledger, agora sem amarras para que possa soltar sua loucura e violência sem pudores. Simples assim.
Paralelamente, o roteiro escrito por Scott Silver e o próprio diretor traz um verdadeiro achado, ao estabelecer um subtexto político em torno da transformação de Arthur Fleck no Coringa. Pouco a pouco, a luta de classes chega a Gotham City de forma absolutamente orgânica, com direito a uma referência deliciosa a Tempos Modernos, provocando um levante dos oprimidos junto à elite local, cujo representante maior é… Thomas Wayne. Sim, Coringa também passa pela origem do Batman, mais uma vez dialogando com a memória coletiva, entregando uma versão inédita de uma história pra lá de batida.
Claramente inspirado nos filmes urbanos de Martin Scorsese, em especial Taxi Driver com sua estética das ruas e fotografia suja, Coringa ainda apresenta uma apurada direção de arte na construção deste filme de época e um figurino preciso, surrado e ao mesmo tempo recorrente às roupas e cores usuais do personagem-título. Em relação ao restante do elenco, claramente ofuscado por Phoenix, merece destaque a desenvoltura de Robert De Niro como o apresentador de TV Murray Franklin, óbvia referência (invertida) ao seu papel em O Rei da Comédia, dirigido pelo mesmo Scorsese lá em 1982.
Violento e de uma efervescência política vibrante, Coringa é um novo capítulo na história do Palhaço do Crime que será lembrado por muitos e muitos anos. Entretanto, independente de sua ligação prévia, trata-se também de um filme brilhante pela forma como foi construído: a partir de um fundo psicológico calcado apenas na vida real, de forma que sua transformação seja verossímil não só em Gotham City, mas em qualquer cidade nas mesmas condições de desigualdade social. Fascinante.

coringa poster

14.119 – Cinema – A Volta do Homem de Ferro


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Quando Homem de Ferro estreou em 2008 o público não tinha ideia que era o início de um fenômeno da cultura pop que o mundo do entretenimento nunca havia visto antes. Desde então, o MCU ganhou vários novos personagens, expandiu para as vastidões do espaço e se espalhou nas diferentes plataformas de mídia.
Agora que o mundo aguarda a chegada da altamente antecipada “Fase 3” dos estúdios Marvel e Capitão América: Guerra Civil, o homem que começou tudo poderá retornar para Homem de Ferro 4.
Robert Downey Jr., conhecido como Tony Stark, é a base para o MCU, e sem dúvida, o ator mais popular em todo o Universo, então não é de se admirar que o estúdio o traga de volta mais uma vez.
Infelizmente, está quarta filmagem não acontecera tão cedo.
A super programação original dos estúdios Marvel apresenta três filmes sem nome depois das duas grandes partes de Vingadores: Guerra Infinita, e enquanto os Inumanos, aparentemente, ficaram com o local remanescente de 2019, Mr. Stark pode ter que se apossar de uma das outras vagas. Isso significa que o público não veja outro filme solo do Homem de Ferro até 2020.
Enquanto certamente não faltarão filmes da Marvel, entretanto, isso será em quatro anos a partir de agora, e muito pode acontecer em quatro anos.
Incluindo uma potencial reformulação de elenco.
O contrato de Downey com os estúdios Marvel acaba após a Guerra infinita, então os fãs não precisam se preocupar em perder o verdadeiro Tony Stark por enquanto. Mas o que acontece depois que Thanos é derrotado? Existem milhares de heróis no grande Universo da Marvel, de modo que o estúdio poderia aposentar o personagem e seguir com outros personagens.
A “Fase 3” deve introduzir novos heróis as telonas, então a Guerra Infinita talvez sirva para inaugurar a “nova geração” de heróis nos cinemas. No entanto, alguns têm especulado que, em vez de se desfazer do personagem, o estúdio possa fazer um recasting do elenco ou um reboot.
Após sua última aparição em Vingadores: A Era de Ultron, Downey pediu um belo aumento de salário que iria aumentar potencialmente seu salário em Homem de Ferro 4 para a gritante quantia de $ 150 milhões. Apenas isso é motivo suficiente para o estúdio considerar outra pessoa para a roupa de ferro.
Nada foi confirmado ainda, então temos que esperar e ver o que acontece.
Os fãs podem ver Robert vestir seu traje icônico pela sexta vez para enfrentar Chris Evans em Capitão América: Guerra Civil, que estreia nos cinemas 6 de maio deste ano.

14.102 – Cinema – Um Dia de Fúria


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Falling Down é um filme de drama policial de 1993 dirigido por Joel Schumacher e escrito por Ebbe Roe Smith. O filme é estrelado por Michael Douglas no papel principal de William Foster, um divorciado e desempregado de uma firma de defesa. O filme gira em torno de Foster como ele provoca uma agitação violenta em toda a cidade de Los Angeles, tentando alcançar a casa de sua ex-mulher a tempo para a festa de aniversário de sua filha. Ao longo do caminho, uma série de encontros, tanto trivial e provocante, o levam a reagir com violência e fazer observações sarcásticas sobre a vida, a pobreza, a economia, e capitalismo. Robert Duvall co-estrela como Martin Prendergast, um envelhecido sargento da LAPD no dia de sua aposentadoria, que enfrenta suas próprias frustrações, assim como ele rastreia Foster.
O título do filme, referindo-se ao colapso mental de Foster, é retirado da canção de ninar “London Bridge Is Falling Down”, que é um motivo recorrente ao longo do filme.
Enredo
Martin Prendergast (Robert Duvall) é um policial no seu último dia de trabalho antes de se aposentar, e que arrisca a sua própria vida para tentar impedir William Foster (Michael Douglas), um homem que está emocionalmente perturbado porque perdeu o seu emprego e vai encontrar-se com Beth (Barbara Hershey), a sua ex-mulher, e de sua filha, sem querer reconhecer que o seu casamento já terminou há muito tempo.

No seu caminho que percorre, William vai matando todos os que forem aparecendo no seu caminho e abusam de uma boa vontade que ele já perdera há muito tempo, como comerciantes estrangeiros, membros de uma gangue, trabalhadores que fecham uma rua, trabalhando sem razão apenas para não ter seus salários reduzidos, e um neonazista dono de uma loja que oferece artigos bélicos, que destrói o presente que William pretendia entregar à filha em seu aniversário, justamente nesse dia.

Elenco
Michael Douglas (William Foster)
Robert Duvall (Martin Prendergast)
Barbara Hershey (Beth)
Tuesday Weld (Amanda Prendergast)
Rachel Ticotin (Sandra Torres)
Frederic Forrest (Dono da loja)
Lois Smith (Mãe de William)
Joey Hope Singer (Adele)
Raymond J. Barry (Capitão Yardley)
D.W. Moffet (Detetive Lydecker)
Steve Park (Detetive Brian)
Kimberly Scott (Detetive Jones)
James Keane (Detetive Keene)
O que é fascinante sobre o personagem de Douglas, como está escrito e interpretado, é o núcleo de tristeza em sua alma. Sim, no momento em que encontrá-lo, ele tem ido sobre a borda. Mas não há nenhuma alegria em sua fúria, não há liberação. Ele parece cansado e confuso, e em suas ações, ele inconscientemente segue os scripts que ele pode ter aprendido com os filmes, ou no noticiário, onde outros desajustados frustrados desabafam sua raiva em pessoas inocentes.

Controvérsia
A Korean American Coalition protestou sobre o filme pelo seu tratamento das minorias, especialmente o dono da mercearia coreana. A Warner Brothers da Coreia cancelou o lançamento de Falling Down na Coreia do Sul após ameaças de boicote.Trabalhadores desempregados da defesa também ficaram irritados com seu retrato no filme. Falling Down tem sido descrita como uma exploração definitiva da noção de “homem branco com raiva”; o personagem D-FENS foi destaque nas capas de revistas, incluindo a revista Time, e relatado como uma forma de realização do estereótipo

14.096 – Cinema – O novo Exterminador do Futuro


O trailer do novo longa da série iniciada em 1984, O Exterminador do Futuro, traz uma novidade interessante além daquela que é mais difundida, a presença de Linda Hamilton como Sarah Connor e Arnold Schwarzenegger como Terminator. Trata-se de uma continuação do filme mais famoso da série, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), de James Cameron.

Essa volta a uma sequência interrompida em 2003, com o ótimo O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, de Jonathan Mostow, e não mais retomada nos dois longas seguintes, o bom O Exterminador do Futuro: A Salvação (McG, 2009) e o sofrível O Exterminador do Futuro: Genesis (Alan Taylor, 2015), é a desculpa para continuar a franquia que não precisava de desculpa para continuar, já que a própria premissa (uma volta ao passado para impedir um acontecimento futuro) permite qualquer tipo de desenvolvimento nos próximos longas.
Mas é certo que essa volta ganha um novo e poderoso estatuto: está mais próxima de um desenvolvimento “oficial” ou fidedigno da trama que se desenrolou nos dois primeiros longas (excelência do terceiro à parte). A presença de James Cameron como produtor, após quase 30 anos, é um ótimo exemplo dessa ligação mais forte com as origens.

Este sexto longa da série, terceiro com o selo de qualidade de Cameron (também diretor nos dois primeiros), é dirigido por Tim Miller, cineasta de pouca experiência que estreou com Deadpool (2016) e chega agora ao segundo longa. Cameron seria o nome ideal para a empreitada, mas ele está concentrado nas continuações de Avatar (2009), previstas para lançamento a partir de 2021.

Uma coisa é (quase) certa. Cameron não produziria uma continuação da sua série consagrada se não confiasse naquele que estará atrás das câmeras. Se Tim Miller não mostrou muita força em seu Deadpool, principalmente por causa de muitas ideias desiguais, a força da franquia Terminator deve mantê-lo comportado o suficiente para fazer valer o trabalho dos normalmente bons roteiristas David S. Goyer e Billy Ray, que estreiam na escrita da série acompanhados de Justin Rhodes.
Em certas produções, o melhor a se fazer na direção é o feijão com arroz, sob o risco de afundar um bom roteiro e boas atuações. A não ser que o diretor se chame James Cameron ou Jonathan Mostow.

14.083 – Cinema – Chuck Norris


Chuck_Norris_(1976)
Carlos Ray “Chuck” Norris (Ryan, 10 de março de 1940) é um artista de artes marciais, ator, produtor de cinema, argumentista americano. Depois de servir na United States Air Force (Força Aérea Americana), começou a tornar-se conhecido como artista de artes marciais. Em 1990, fundou a sua escola de artes marciais, Chun Kuk Do, e em 2005, a World Combat League (WCL), uma competição de combate por equipas.

Norris apareceu em numerosos filmes de acção, como Way of the Dragon (1972), em que contracena com Bruce Lee, Lone Wolf McQuade (1983) com David Carradine, na trilogia Missing in Action e em The Delta Force (1986) com Lee Marvin. Foi a estrela maior da empresa The Cannon Group,[2][3] e o actor principal da série de televisão Walker, Texas Ranger, exibida de 1993 a 2001.

Norris é um cristão devoto e politicamente conservador. Escreveu vários livros sobre o Cristianismo e doou a várias causas e candidatos republicanos. Também já participou em vários anúncios televisivos para promover o estudo da Bíblia e a oração nas escolas publicas. Entre 2007 e 2008, fez campanha para o ex-governador do Arkansas, Mike Huckabee, que participou também para a nomeação de candidato a presidente em 2008.[4] Norris é também um cronista para o website conservador WorldNetDaily.

Também é conhecido pelas suas contribuições a várias organizações não-governamentais, tanto na forma de doações como em actividades para recolha de fundos. Em 1990 criou a United Fighting Arts Federation (UFAF) e a KickStart, programas que promovem o estudo das artes marciais entre as crianças em risco, como táctica para as afastar do mundo da droga. Desde 2005 que Chuck Norris é amplamente associado a um meme da Internet que documenta características e proezas fictícias, muitas vezes absurdas, associadas a ele.
Alistou-se na Força Aérea dos Estados Unidos em 1958, e foi enviado para a base aérea de Osan, na Coreia do Sul. Foi lá que ganhou o apelido “Chuck” e começou a treinar Tang Soo Do (tangsudo), um interesse que o levou a atingir o cinturão negro naquela arte, e a fundar a forma chun kuk do (“Caminho Universal”).
Quando regressou aos Estados Unidos, continuou a servir como policia militar (AP) na Base March Air Reserve, Califórnia.
Norris foi dispensado do serviço militar em 1962. Trabalhou para a empresa Northrop Corporation e abriu uma cadeia de escolas de Karaté, incluindo uma em Torrance. A sua página oficial tem uma lista de celebridades que foram alunos das suas escolas; entre eles Steve McQueen, Chad McQueen, Bob Barker, Priscilla Presley, Donny Osmond e Marie Osmond.
Norris começou a sua carreira em 1964, num pequeno torneio em Salt Lake City, Utah. Foi derrotado nos seus dois primeiros torneios, com as decisões a cair para Joe Lewis e Allen Steen, e três combates no Campeonato Internacional de Karate, para Tony Tulleners. Em 1967, Norris já tinha melhorado consideravelmente e venceu combates contra Lewis, Skipper Mullins, Arnold Urquidez, Vic Moore, Ron Marchini e Steve Sanders. Norris tornou-se então duas vezes consecutivas vencedor do Torneio All American’s. Henry Cho, em 1967 e 1968. Em 1968, Norris sofreu a décima e última derrota da carreira, perdendo uma decisão virada para Louis Delgado. A 24 de Novembro de 1968, vinga-se da derrota de Delgado e ao fazê-lo ganhou o titulo mundial de Campeão Profissional de Karatê de Pesos-Médios, estatuto que manteve por seis anos consecutivos.
A revista Black Belt, que cobre artes marciais e desportos de combate, atribuiu a Norris os prêmios de ‘Lutador do Ano’ em 1968, ‘Instrutor do Ano’ em 1975, ‘Homem do Ano’ em 1977 e ‘Fighting Stars Editor’s Award’ em 1979.
A carreira competitiva de Chuck Norris acabou em 1974. Apesar de várias opiniões divergentes, o seu recorde em torneios está estimado em 183 vitórias, 10 derrotas e 2 empates. Ganhou pelo menos trinta torneios.
Norris fez história em 1990, quando foi o primeiro ocidental descrito na história documentada do Tae Kwon Do a quem foi dado o Cinturão Preto de Grande Mestre de 8º Grau.
Em 1999, Norris foi introduzido na Martial Arts History Museum’s Hall of Fame.
Em 1990 Norris criou a Chun Kuk Do, uma arte marcial que é baseada principalmente em Tang Soo Do e inclui elementos de todos os estilos de combate que ele conhece. Como muitas outras artes marcias, Chun Kuk Do inclui um código de honra, regras de conduta e um sistema de oito cinturões. Tais regras são do código pessoal de Norris.
Chun Kuk Do inclui as formas hyung da Coreia e a kata japonesa. A maioria das formas são adaptadas a partir do Tang Soo Do e do Karaté tradicional.
Norris conheceu Bruce Lee, numa demonstração de artes marciais em Long Beach. Em 1972, participou como o nemesis de Lee em Way of the Dragon, filme que é amplamente reconhecido como o responsável por o ter lançado para o estrelato. Na Ásia, Norris é ainda conhecido principalmente pelo papel que desempenhou nesse filme.
A estreia como actor principal foi em 1977 no filme Breaker! Breaker!, e em filmes subsequentes como Good Guys Wear Black (1978), The Octagon (1980), Ajuste de Contas (1981) e Lone Wolf McQuade, provando a sua crescente receita de bilheteira. Em 1984, Norris fez Missing in Action, o primeiro de uma série de filmes inspirados em fantasias de salvamento de prisioneiros de guerra estilo-Rambo: First Blood Part II, baseado nos desaparecidos em combate da guerra do Vietname. Missing in Action foi realizado por Joseph Zito e produzido pelos primos israelitas Menahem Golan e Yoram Globus, lançado sobre a marca Cannon Films. No entanto, foi muito criticado, principalmente por tentar agarrar dinheiro devido à popularidade dos filmes Rambo.
Norris é conhecido pelas suas contribuições a várias organizações como a Funds for Kids, Veteran’s Administration National Salute to Hospitalized Veterans, a United Way, e a Fundação Make-A-Wish, tanto na forma de doações como em atividades para recolha de fundos.
Em 1990 Norris fundou a United Fighting Arts Federation (UFAF) e a KickStart (ex-“Kick Drugs Out of America”). Como parte significante das suas contribuições filantrópicas, a organização foi criada para melhorar a auto-estima e o foco das crianças e jovens em risco treinando-os nas artes marciais, como táctica para as afastar do mundo da droga. Norris espera que com este esforço positivo e de fortalecimento, estas crianças tenham a oportunidade de construir um futuro melhor para si.

Fimografia
1968 The Wrecking Crew Homem na casa dos 7 Joys não creditado
1970 Room 222 Como si próprio/Instrutor de Karate ep. 2×10
1972 Way of the Dragon Colt
1973 The Student Teachers Instrutor de Karate papel pequeno
1974 Slaughter in San Francisco Chuck Slaughter
1977 Breaker! Breaker! John David “J.D.” Dawes
1978 Good Guys Wear Black John T. Booker
1979 A Force of One Matt Logan
1980 The Octagon Scott James
1981 Ajuste de Contas Sean Kane
1982 Silent Rage Sheriff Dan Stevens
1982 Forced Vengeance Josh Randall
1983 Lone Wolf McQuade Ranger J.J. McQuade
1984 Missing in Action Col. James Braddock
1985 Missing in Action 2: The Beginning
1985 Code of Silence Eddie Cusack
1985 Invasion U.S.A. Matt Hunter
1986 The Delta Force Major Scott McCoy
1986 The Karate Kommandos Como ele próprio/Lider dos Karate Kommandos série de animação televisiva
1986 Firewalker Max Donigan
1988 Hero and the Terror Danny O’Brien
1988 Braddock: Missing in Action III Col. James Braddock
1990 Delta Force 2: The Colombian Connection Col. Scott McCoy
1991 The Hitman Cliff Garret/Danny Grogan
1992 Sidekicks Como ele prórpio
1993-2001 Walker, Texas Ranger Ranger Cordell Walker Série de TV
1994 Hellbound Frank Shatter
1995 Top Dog Jake Wilder
1996 Forest Warrior Jedidiah McKenna
1998 Logan’s War: Bound by Honor Jake Fallon Filme de TV
1999 Sons of Thunder Cordell Walker Série de TV / estrela convidada
2000 Martial Law Cordell Walker ep. 2×16 (estrela convidada)
2000 The President’s Man Joshua McCord Filme de TV
2002 The President’s Man: A Line in the Sand Joshua McCord Filme de TV
2003 Bells of Innocence Matthew (um Anjo)
2003 Yes, Dear Como ele prórpio/Cordell Walker 4×09 (estrela convidada)
2004 Dodgeball: A True Underdog Story Como ele próprio Breve aparição
2005 Walker, Texas Ranger: Trial by Fire Ranger Cordell Walker Filme de TV
2005 The Cutter John Shepherd
2009 Birdie & Bogey produtor
2012 The Expendables 2 Booker
2015 The Finisher pré-produção

14.063 – Celebridades – Por onde anda Sharon Stone?


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Ela alcançou o reconhecimento internacional por seu papel no thriller erótico Instinto Selvagem. Foi nomeada para um Oscar de Melhor Atriz e ganhou um Globo de Ouro de Melhor Atriz em um Filme Dramático por sua atuação em Casino.
Nascida em Meadville, 10 de março de 1958.
A atriz chegou a posar nua na revista Playboy, na época do filme Basic Instinct. Além do inglês, fala fluentemente italiano. Possui uma estrela na Calçada da Fama.
Em outubro de 2001 a atriz sofreu uma hemorragia cerebral. Nos dois anos seguintes teve de reaprender a andar, a falar e a ler.
A artista alertou as pessoas sobre o perigo do aneurisma não ser tratado a tempo.”Se você sentir uma dor de cabeça muito forte, você precisa ir para o hospital, eu só fui depois de três ou quatro dias. A maior parte das pessoas morrem. Eu tive 1% de chance de sobreviver quando fiz a minha cirurgia e ninguém me contou isso, eu li em uma revista.
Sharon Stone passou boa parte da década passada lutando para se recuperar de um aneurisma.

Ao todo, ela diz que foram sete anos de tratamentos intensivos. Nesse período, a estrela de Hollywood acredita ter sido abandonada por todos ao redor.

Em evento do Women’s Brain Health Initiative, a atriz de 61 anos lamentou a falta de apoio após a doença, que foi desencadeada em 2001. “A minha mãe teve um aneurisma, a minha avó teve um aneurisma, eu tive um enorme aneurisma e mais nove dias de sangramento no cérebro. As pessoas me trataram de uma forma brutalmente indelicada. De outras mulheres da minha profissão à juíza que cuidou da custódia dos meus filhos, eu acho que ninguém refletiu sobre como um aneurisma pode ser perigoso para uma mulher e como é difícil a recuperação, para mim foram sete anos”, desabafou ela.

14.037 – Mega Personalidades – Patrick Swayze


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(Houston, 18 de agosto de 1952 — Los Angeles, 14 de setembro de 2009) foi um ator, dançarino, cantor e compositor norte-americano.
Começou sua carreira como dançarino clássico, interrompendo-a por problemas recorrentes de lesões originadas na juventude pelo futebol americano. Decidiu então priorizar sua carreira como ator.
Estrelou filmes de sucesso como Ghost, Dirty Dancing, Donnie Darko, Point Break e Steel Dawn . Seu último trabalho foi como Charles Barker, um agente do FBI, na série The Beast. Foi nomeado em 1991, pela revista norte-americana People, como o “Homem mais sexy do mundo”.
Em Dirty Dancing desempenhou o papel de Johnny Castle, um instrutor de dança e dançarino num hotel, contracenando com Jennifer Grey. Este e Ghost foram os filmes pelos quais o ator ficou mais conhecido.
Patrick Swayze nasceu em Houston, Texas, filho de Patricia Yvonne Helen, apelidada de Patsy, uma coreógrafa e dançarina, e Jesse Wayne Swayze. Embora o sobrenome “Swayze” seja de origem francesa, é oriundo da ascendência irlandesa do artista. O irmão dele, Don Swayze, também é ator.

Até os vinte anos, Swayze vivia no bairro de Oak Forest, Houston, onde estudou em Santa Rosa de Lima, uma escola católica. Durante este tempo, desenvolveu múltiplas habilidades artísticas e desportivas, como patinação no gelo, balé clássico, e representação. Estudou ginástica na vizinha San Jacinto College, por dois anos. Em 1972, mudou-se para Nova York para completar sua formação formal de dança no Ballet Harkness e Joffrey Ballet. A escola de dança da mãe de Patrick Swayze realmente foi o amuleto da sorte do ator. Além de ter dado uma carreira de sucesso para o filho, a professora Patsy Swayze também foi a cupido da relação de Patrick com uma das suas alunas, na época com 15 anos de idade, Lisa Niemi. Casados desde o dia 12 de Junho de 1975, o casal não teve filhos. Lisa fez diversos tratamentos para engravidar, mas sofreu dois abortos espontâneos, um em 1990 e outro em 2005.
Swayze morreu em 14 de setembro de 2009, aos 57 anos, após sofrer por dois anos com um câncer pancreático. Antes de saber da doença, o ator disse que num primeiro momento pensou estar sofrendo de indigestão crônica. Quando os sintomas pioraram, procurou seu médico tendo sido feita uma biópsia e o diagnóstico foi câncer. Seu alcoolismo e excesso de consumo de cigarros, mesmo após o diagnóstico, foi apontado como causas do desenvolvimento de tumores no pâncreas, que criaram metástase para o fígado.
Sua assessora de imprensa confirmou a morte, afirmando que ele estava ao lado da família.
O seu corpo foi cremado e suas cinzas dispersas no seu rancho no Novo México.

13.999 – Mecânica quântica e universos paralelos – a física de “Vingadores: Ultimato”


Em Vingadores, por outro lado, toda vez que o passado é alterado, surge um universo paralelo em que tudo ocorre de maneira diferente graças a essa alteração. Esse mecanismo – diferente do adotado por J.K. Rowling e Robert Zemeckis – não deriva da física clássica de Einstein, e sim, como já mencionado, da física quântica, da qual o próprio Einstein duvidou.
Para entender esse mecanismo, imagine que uma personagem que acabamos de inventar, a Ana, se arrependeu de começar um namoro com Gabriel e quer voltar no tempo para impedir si própria de conhecê-lo. Ela pretende furar o pneu do ônibus que Gabriel pegou para ir à faculdade naquela fatídica tarde de 2014. Assim, eles nunca teriam formado uma dupla na aula.
Se o plano desse certo no mundo de De Volta para o Futuro, assim que Ana retornasse a 2019, veria sua vida completamente mudada. No mundo de Harry Potter, por outro lado, o plano não daria certo: Ana descobriria que, naquela dia, o pneu furado foi justamente o que fez com que Gabriel chegasse um pouco atrasado à aula – e fosse obrigado a formar dupla com ela em vez de escolher um amigo próximo.
Já na perspectiva quântica, Ana teria inaugurado um novo universo. Uma realidade paralela em que ela de fato não viveu com Gabriel – enquanto o outro universo, em que o namoro segue normalmente, continua existindo. Parece maluquice – é maluquice –, mas é uma consequência da maneira como o físico americano Hugh Everett III interpretou as equações de Niels Bohr (sim, o da sua aula de química) e Erwin Schrödinger (sim, o do gato). Calma que a gente explica.

O que é física quântica, afinal?
Ela é a única teoria que descreve de maneira bem sucedida o comportamento de átomos e das partículas menores que átomos – os quarks e elétrons que compõem os átomos, por exemplo, ou os fótons, as partículas que perfazem a luz. Se você tentar usar as equações da Relatividade de Einstein para explicar o que um elétron está fazendo, não vai dar certo. O mundo das coisas pequenas é inacessível às equações do alemão.
Isso porque é impossível determinar a posição de um elétron. O melhor que você pode fazer é criar uma espécie de gráfico que demonstra onde há maior ou menor probabilidade deste elétron estar em um determinado momento. A equação que gera essa gráfico foi a grande sacada de Erwin Schrödinger.
Essa é uma noção muito estranha, pois nada, na nossa experiência cotidiana, pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se você está em casa, a probabilidade de que você esteja em casa é 100%, e de que você esteja fora de casa, 0%. Não dá para estar meio grávida, não dá para cometer meia infração de trânsito, não dá para estar 50% na cama e 50% no mercado.
Isso é tão verdade que até as próprias partículas concordam: quando você tenta estabelecer a posição de um elétron, ele imediatamente abandona sua incerteza e se manifesta em um lugar só. O gráfico, antes tão irregular, atinge 100% de garantia. Dureza: o mundo, na escala quântica, passa a perna nos cientistas. Quem descobriu que o elétron se nega a manifestar sua estranheza foi o dinamarquês Niels Bohr.
O que Everett concluiu foi: de fato, é extremamente tosco supor que um elétron esteja em dois lugares ao mesmo tempo, ou que o observador veja a partícula em vários lugares ao mesmo tempo. Mas não é tão tosco assim pressupor que existem vários universos, e que cada um deles contêm o elétron em uma das posições possíveis. Ou seja: o Gato de Schrödinger está vivo em um universo, e morto em outro. Acabou o paradoxo.
Mais recentemente, um físico chamado David Deutsch juntou algumas possibilidades de viagem no tempo quântica com a ideia do multiverso – gerando um cenário teórico mais ou menos parecido com o do filme. E é esse o Deutsch mencionado por Tony Stark no começo do filme.

13.863 – Marvel – Luto no QG dos Vingadores


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Stanley Martin Lieber nasceu em 1922, em Nova York, nos Estados Unidos. Começou a trabalhar em HQs com o pseudônimo de Stan Lee em 1939, contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua mulher, Joan.
Ele foi um dos nomes mais importante dos quadrinhos americanos ao criar super-heróis como Homem-Aranha, Thor, Hulk, X-Men, Pantera Negra, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Demolidor.
Roteirista e editor da Marvel, foi um dos responsáveis por transformar a empresa na maior editora de quadrinhos do mundo a partir de 1961.
Após a mudança do nome da editora, primeiro para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics, Lee revolucionou o mercado de quadrinhos ao modernizar o gênero de heróis com criações para um público mais velho, como o lançamento de “Quarteto Fantástico”.
Com dramas familiares e heroísmos que utilizavam elementos de ficção científica, as histórias ajudaram na fama de personagens mais complexos e realistas da Marvel em relação à sua principal concorrente, a DC.
O mesmo aconteceu com o Homem-Aranha em 1962, um jovem adolescente que dividia suas aventuras com problemas no colégio e contas a pagar, e que se tornou um dos heróis mais populares dos quadrinhos.
Em parceria com artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee ainda criou outros personagens icônicos, como Hulk, Thor, Homem de Ferro e Demolidor.
Em 1963, com a cabeça no movimento por direitos civis de negros no Estados Unidos, lançou os X-Men, uma equipe de mutantes que eram marginalizados e hostilizados pelos humanos.
Dos quadrinhos para cinema e TV
Em 1981, Lee transformou seus heróis em desenhos animados exibidos por emissoras de TV.
Quando a Marvel Comics e a Marvel Productions foram adquiridas pela New World Entertainment em 1986, os horizontes do quadrinista foram se expandido ainda mais.
Lee teve a oportunidade de se envolver mais profundamente na criação e desenvolvimento de filmes e seriados. Ele constantemente fazia aparições nas produções do estúdio.
“Meu pai amou todos seus fãs. Ele era o melhor homem e o mais decente”, comentou a filha do editor, Joan Celia Lee.

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13.799 -Cinema – Por que Hitchcock era considerado o “mestre do suspense?”


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Sem medo de inovar
Se o filme é protagonizado por um ator famoso, o público presume que o personagem não morrerá (pelo menos não até o fim da história). O cineasta foi contra esse clichê e acabou criando uma das cenas mais surpreendentes do cinema: o assassinato no chuveiro da personagem interpretada por Janet Leigh, que ocorre aos 46 minutos de Psicose (1960).
Um segredo entre nós
A plateia era feita de cúmplice. Ele revelava a ela uma informação preciosa que o personagem desconhecia (e corria risco de vida se não descobrisse a tempo). Em O Marido Era o Culpado (1936), um garotinho carrega, sem saber, um pacote com uma bomba-relógio. Atrasa-se várias vezes para entregá-lo, deixando o público roendo as unhas de ansiedade.
Trauma de infância
No livro Hitchcock/Truffaut, o diretor revela que, quando tinha 5 anos, seu pai o enviou à delegacia com um bilhete que pedia ao delegado que o trancasse em uma cela e lhe dissesse: “Isso é que acontece com meninos desobedientes”. Não por acaso, pessoas acusadas injustamente por um crime são um tema recorrente em sua obra, como no filme O Homem Errado (1956).
Inspirado pelo silêncio
Ele começou no cinema como criador das legendas que simulavam diálogos em filmes mudos. Foi assim que aprendeu como causar emoções no público mesmo sem diálogo – só com enquadramentos e cortes precisos. Um exemplo? Festim Diabólico (1948), sobre dois amigos que matam um colega pouco antes de uma festa, é cheio de cenas contínuas e cortes disfarçados.
De corpo e alma
Em um discurso de agradecimento, o diretor disse que devia seu sucesso a quatro pessoas: “Uma é roteirista, outra é editora, outra é mãe da minha filha e a última é a melhor cozinheira que já existiu”. E o nome de todas elas é Alma Reville. Sua amada esposa consertava erros de edição e continuidade e foi até roteirista, em filmes como Sombra de uma Dúvida (1943).
O importante objeto insignificante
Ele bolou um recurso até hoje usado por roteiristas: o “MacGuffin”. Assim ele chamava qualquer objeto comum, que só servia para dar um objetivo ao protagonista e gerar suspense, como o microfone secreto que causa a perseguição ao herói de Intriga Internacional (1959). Mas é irrelevante: quando a trama avança, pode até ser deixado de lado.
Mania de assistir
Hitchcock se aproveitava bastante da ideia do voyeurismo: o prazer de observar os outros em situações íntimas ou de sofrimento. É um elemento central em Janela Indiscreta (1954), em que o protagonista bisbilhota a vida de seus vizinhos e acaba descobrindo um assassinato. Em outros filmes, fazia o público assistir a uma cena pelo ponto de vista do vilão.
Menina dos olhos
Um Corpo Que Cai (1958), sobre um detetive que fica obcecado pela loira que investiga, foi um de seus filmes que abordam a fixação com mulheres. O tema pode ser outro reflexo da vida pessoal do cineasta: ele adorava atrizes loiras. Tippi Hedren, protagonista de Os Pássaros (1963), chegou a acusá-lo de assédio sexual.

13.794 – Curiosidades sobre a Lenda Bruce Lee


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Se ainda estivesse vivo, Bruce Lee completaria 78 anos em 2018 Mesmo com uma vida e uma carreira breves, o ator, roteirista e lutador se tornou um dos principais ícones das artes marciais no mundo.
Todo mundo sabe que Bruce Lee era forte, habilidoso e tinha golpes precisos, mas você consegue imaginar como ele se saía na escola ou quais eram seus outros hobbies?
Bruce Lee era rápido
Quem já assistiu ao menos uma cena dos clássicos estrelados pelo ator deve ter reparado que a agilidade é uma de suas principais características. No entanto, o interessante é notar que a maior parte dos filmes de artes marciais da época costumava ter cenas aceleradas para fazer com que as lutas parecessem mais rápidas.
Mas Bruce Lee era tão ágil que não era possível capturar seus incríveis movimentos com as tradicionais películas de 24 frames por segundo. Então, o lutador era filmado em 32 fps e suas cenas eram desaceleradas para que os espectadores pudessem acompanhar os movimentos.
Bruce Lee não era um bom aluno
Durante a infância, o ator frequentava o La Salle College, uma escola para falantes de inglês em Hong Kong, mas sempre se metia em confusões. Seu mau comportamento resultou em sua expulsão da instituição. E, mesmo depois de ser transferido para uma escola diferente, o jovem Bruce Lee continuou se envolvendo em brigas.
Bruce Lee também era dançarino e boxeador
Por trás das cenas, Lee cultivava dois hobbies: dançar e lutar boxe. Seu comprometimento com as duas atividades era tanto que ele chegou a ser reconhecido nas duas modalidades. Em 1958, aos 18 anos, ele ganhou o concurso de dança Hong Kong Cha Cha Championship e também venceu um campeonato de boxe. Por nocaute, é claro.
Ao contrário do que alguns podem pensar, o ator não era totalmente chinês. Mesmo tendo nascido nos Estados Unidos e passado toda sua vida como cidadão americano, o avô materno de Lee tinha ascendência alemã.
Bruce Lee era filósofo
Apesar de não ter um comportamento exemplar nos tempos de escola, Lee foi muito mais do que um lutador habilidoso. O ator frequentou a Universidade de Washington e se graduou em filosofia com ênfase nos princípios filosóficos das técnicas de artes marciais. Para conseguir bancar seus estudos, Bruce Lee dava aulas de artes marciais e abriu sua própria escola depois de concluir seus estudos.
O funeral de Bruce Lee apareceu em seu último filme
Bruce Lee faleceu aos 32 anos e os motivos que levaram à sua morte são controversos. Naquela época, ele estava no meio das filmagens de “Jogo da Morte”. O acontecimento inesperado obrigou os roteiristas a alterarem o enredo do filme, fazendo com que o personagem de Lee fingisse sua morte. Dessa maneira, as filmagens reais do funeral do ator foram utilizadas na trama, incluindo cenas em close do seu rosto embalsamado em pleno caixão.

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13.790 – Cinema – O Predador Está de Volta


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Data de lançamento 13 de setembro de 2018 (1h 47min)
Direção: Shane Black
Elenco: Boyd Holbrook, Sterling K. Brown, Keegan-Michael Key mais
Gêneros Ação, Ficção científica
Nacionalidade EUA
Enredo:
Um menino ativa o retorno dos predadores, agora mais fortes e inteligentes do que nunca, para a Terra. Ex-soldados e um professor de ciências se juntam para lutar contra essa ameaça e proteger o futuro da raça humana.
Pouco tempo depois de fazer sucesso como O Exterminador do Futuro, Arnold Schwarzenegger enfrentou um guerreiro alienígena no meio de uma floresta em Predador.
Agora, a franquia Predador vai ganhar um reboot e o ator foi novamente convidado para fazer parte do elenco. Infelizmente, as negociações não aconteceram como era esperado e, em entrevista ao Yahoo, o ator explicou os motivos para a recusa:
Eles me procuraram, e eu li, e não gostei daquilo que ofereceram. Então eu não vou fazer isso, não. Exceto se tiver uma chance de eles reescreverem, ou fazerem um papel mais significativo. Mas do jeito que está agora, não, eu não vou fazer isso.
O mais provável que o papel oferecido tenha sido um cameo ou uma aparição menor e Arnold Schwarzenegger não ficou satisfeito com a proposta.
O site norte-americano “Den of Geek” visitou o set do filme no ano passado e deu alguns detalhes sobre como a criatura está ganhando toques diferentes e modernos para o cinema atual. Outrora revolucionário para a cultura pop, tanto que continua relevante até hoje, o alienígena vai aparecer em três modelos clássicos, contando também com uma versão gigantesca com mais de três metros de altura.
Mais sobre a trilogia do Predador
Pouco tempo depois de fazer sucesso como O Exterminador do Futuro, Arnold Schwarzenegger enfrentou um guerreiro alienígena no meio de uma floresta em Predador.

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Agora, a franquia Predador vai ganhar um reboot e o ator foi novamente convidado para fazer parte do elenco. Infelizmente, as negociações não aconteceram como era esperado e, em entrevista ao Yahoo, o ator explicou os motivos para a recusa:
Eles me procuraram, e eu li, e não gostei daquilo que ofereceram. Então eu não vou fazer isso, não. Exceto se tiver uma chance de eles reescreverem, ou fazerem um papel mais significativo. Mas do jeito que está agora, não, eu não vou fazer isso.
O mais provável que o papel oferecido tenha sido um cameo ou uma aparição menor e Arnold Schwarzenegger não ficou satisfeito com a proposta.
“Desde os confins do espaço até as ruas de pequenas cidades dos subúrbios, os caçadores estão chegando nesta explosiva reinvenção de Shane Black da franquia Predador. Agora, os caçadores mais letais do universo são mais fortes, mais inteligentes e mais mortais do que nunca, tendo se aprimorado geneticamente com o DNA de outras espécies. Contudo, quando um menino acidentalmente descobre do seu retorno à Terra, apenas uma tripulação bagunçada de ex-soldados e um professor de ciências descontente podem impedir o fim da raça humana”.

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13.758 – Cinema – Querido Frankie


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Este emocionante filme tenta demonstrar a grande importância da presença de um pai
Frankie (Jack McElhone) é um garoto de 9 anos que vive com sua mãe, Lizzie (Emily Mortimer), com quem segue de um lado para outro. Tentando proteger Frankie da verdade, Lizzie escreve cartas para ele em nome de um pai fictício, que trabalha a bordo de um navio que passa por terras exóticas. Porém o que Lizzie não contava era que logo o navio em que o “pai” trabalha estará aportando no lugar em que estão, o que faz com que ela tenha que escolher entre contar a verdade para o filho ou encontrar um homem desconhecido que se faça passar pelo pai de Frankie durante algum tempo.
Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2004.

13.738 – Cinema – Mega Crítica para o Filme O Último Imperador


 

Apesar da cena grotesca onde cheiram o cocô do imperador, o filme ganhou todos os prêmios que disputou.
A saga de Pu Yi (John Lone), o último imperador da China, que foi declarado imperador com apenas três anos e viveu enclausurado na Cidade Proibida até ser deposto pelo governo revolucionário, enfrentando então o mundo pela primeira vez quando tinha 24 anos. Neste período se tornou um playboy, mas logo teria um papel político quando se tornou um pseudo-imperador da Manchúria, quando esta foi invadida pelo Japão. Aprisionado pelos soviéticos, foi devolvido à China como prisioneiro político em 1950. É exatamente neste período que o filme começa, mas logo retorna a 1908, o ano em que se tornou imperador.

Data de lançamento para filmes online (2h 25min)
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco: John Lone, Joan Chen, Peter O’Toole mais
Gêneros Histórico, Biografia
Nacionalidades França, Hong Kong, Itália, Reino Unido
Mais sobre o filme
O Último Imperador
foi o primeiro filme que recebeu autorização do governo chinês para filmar na Cidade Proibida.
– Ganhou os Oscars de todas as categorias as quais foi indicado.
– A versão original de
O Último Imperador
contém 224 minutos, sendo que a versão lançada nos Estados Unidos contém apenas 164 minutos. Anos mais tarde foi lançada uma versão sem cortes do filme, com sua duração original, sendo que a maior parte das cenas incluídas se referem ao período em que Pu Yi esteve em um campo de concentração chinês.
Prêmios OSCAR Ganhou 1988
Melhor Filme
Melhor Diretor – Bernardo Bertolucci
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Direção de Fotografia
Melhor Direção de Arte
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora Original
Melhor Som
Melhor Figurino

GLOBO DE OURO
Ganhou
1988
Melhor Filme – Drama
Melhor Diretor – Bernardo Bertolucci
Melhor Roteiro
Melhor Trilha Sonora Original

Indicado
Melhor Ator em Drama – John Lone

Longa premiado
Ganhou prêmios em todas as categorias do Oscar as quais foi indicado.
Versão original
A versão original de O Último Imperador contém 224 minutos, sendo que a versão lançada nos Estados Unidos contém apenas 164 minutos. Anos mais tarde foi lançada uma versão sem cortes do filme, com sua duração original, sendo que a maior parte das cenas incluídas se referem ao período em que Pu Yi esteve em um campo de concentração chinês.

Mega Crítica:
Não entendo como um filme chato, sonolento e longo e que mostra um cara cheirando cocô possa ter sido tão premiado.

13.641 – Ciência no Cinema – A Teoria de Tudo


A teoria de Tudo
Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.
O filme narra a vida do cientista Stephen Hawking, responsável pela teoria sobre buracos negros e portador de esclerose lateral amiotrófica, que o confinou a uma cadeira de rodas e a uma expectativa de vida de dois anos, quando ainda era jovem. Pois o ator Eddie Redmayne (Os Miseráveis) está absolutamente impecável no papel do protagonista. Ele passa a maior parte do filme mudo, por conta da evolução da doença do personagem, mas adota um repertório de trejeitos e postura (a maneira como ele – não – sustenta o ombro torto, por exemplo) incrivelmente semelhantes aos de Hawking – o resultado é um registro quase que documental sobre o biografado.
James Marsh (vencedor do Oscar de melhor documentário com O Equilibrista) soube aproveitar com sensibilidade o extenso material da vida do estudioso, baseado nas memórias da própria (primeira) esposa de Stephen Hawking, Jane Hawking – interpretada com sutileza por Felicity Jones (O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro), que passa da excitação do início da relação ao visível cansaço (humano) decorrente dos cuidados com o marido.

O roteiro (de Anthony McCarten) tinha tudo para ser um dramalhão daqueles (afinal, estamos falando de Hollywood), mas se converte em um retrato que, para além de fiel, é poético e (surpresa!) bem-humorado. Ao mesmo tempo em que A Teoria de Tudo é apresentando com leveza, o filme também não foge de polêmicas que poderiam chocar a audiência mais conservadora, a principal delas envolvendo um triângulo amoroso. Em um dado momento, um terceiro elemento, Jonathan Hellyer Jones (Charlie Cox) entra para a vida do casal. Cada um dos personagens tem consciência das suas limitações e, por isso, a iminente mudança na relação é abordada de maneira natural e madura. Não deixa de ser arriscado (afinal, estamos falando de Hollywood).
A fotografia de Benoît Delhomme também chama a atenção: é exuberante, com destaque para a cena do “baile de maio”, quando Stephen joga todo seu charme para Jane, sob as luzes de um carrossel e, em seguida, de fogos de artifício; ou no filtro usado para dar uma cara de caseiro para as cenas do casamento dos dois.
É bem verdade que o contexto geral da trama que envolve as descobertas profissionais – bem como o conhecido ateísmo de Hawking – é deixado de lado para privilegiar a história de amor do casal. Mas é uma opção que, como tal, foi bem executada. E sem a necessidade de muletas (ou cadeira de rodas).

 

13.422 – Capitalismo Selvagem no Cinema – O Mercador de Veneza


O mercador

Enredo:
Na cidade de Veneza, no século XVI, Bassanio (Joseph Fiennes) pede a Antonio (Jeremy Irons) o empréstimo de três mil ducados para que possa cortejar Portia (Lynn Collins), herdeira do rico Belmont. Antonio é rico, mas todo seu dinheiro está comprometido em empreendimentos no exterior. Assim ele recorre ao judeu Shylock (Al Pacino), que vinha esperando uma oportunidade para se vingar de Antonio. O agiota impõe uma condição absurda: se o empréstimo não for pago em três meses, Antonio dará um pedaço de sua própria carne a Shylock. A notícia de que seus navios naufragaram deixa Antonio em uma situação complicada, com o caso sendo levado à corte para que se defina se a condição será mesmo executada.

Direção: Michael Radford
Elenco: Al Pacino, Jeremy Irons, Joseph Fiennes mais
Gêneros Drama, Romance
Nacionalidades EUA, Itália, Luxemburgo, Reino Unido
– Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2004.
– O orçamento de
O Mercador de Veneza
foi de US$ 30 milhões.

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Al Pacino Atividades > Ator, Diretor, Produtor
Nome de nascimento > Alfredo James Pacino
Nacionalidade > Americano
Nascimento > 25 de abril de 1940 (Cidade de Nova York, Nova York, EUA)
Idade > 77 anos

13.360 – Mega Clássicos – Kung Fu Fighting


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É uma famosa canção do jamaicano Carl Douglas. Douglas foi o primeiro artista jamaicano a chegar ao topo das paradas musicais note americanas, o que ocorreu em 1974.Na época o Kung Fu e seus filmes eram muito populares mundialmente, tanto que foi lançada uma famosa série de TV com o ator David Caradine

Ano: 1974

Formato(s) VinilGênero(s)

Disco, funk rock

Duração 6:18

Gravadora(s) Pye Records

Composição Carl Douglas

Produção     Biddu

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Bruce Lee

13.356 – Cinema – A Procura da (Tal) Felicidade


Enredo
Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, que lhe dê um salário mais digno. Chris consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de ações, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão.

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Will Smith Will Smith: Atividades
Ator, Produtor, Compositor da música-tema
Nome de nascimento: Willard Christopher Smith Jr.
Nacionalidade: Americano
Nascimento: 25 de setembro de 1968 (Filadélfia, Pensilvânia, EUA)
Idade: 48 anos

 

Curiosidades
Diretor
A contratação de Gabriele Muccino foi indicação de Will Smith. O ator havia assistido O Último Beijo (2001) e Ricordati di Me (2003), ambos dirigidos por Muccino.
Início da parceria
Este é o 1º de dois filmes em que o diretor Gabriele Muccino e o ator Will Smith trabalham juntos. O posterior foi Sete Vidas (2008).
Título
O título original contém a grafia incorreta da palavra happiness, substituindo a letra I por Y. Este erro foi intencional, sendo uma referência a uma cena importante do filme.

a procura da tal felicidade

13.351 – Cinema – MINHAS TARDES COM MARGUERITTE


minhas Tardes
Imagine o encontro de duas forças. De um lado, mais de 100 quilos de pura ignorância e do outro menos de 50, carregados de ternura. Entre eles, uma diferença de décadas de idade e em comum, o encanto pelos livros. Esta é a história de um cinquentão pobre com as palavras e uma idosa inversamente rica com elas.
Quando criança, Germain (Gérard Depardieu) foi chamado de burro na escola por todos e em casa, com sua mãe solteira, não era diferente. A dificuldade de ler se perpetuou numa espécie de bloqueio intelectual. Já adulto, sua vida se resumia a viver de bicos, ainda ser alvo de brincadeira dos amigos e, principalmente, conviver com o eterno desamor da mãe. Contudo, quando Margueritte (Gisèle Casadesus) faz com que as páginas de um livro se abram novamente para ele, este reencontro com o universo das letras amplia seu horizonte e o único limite – agora – será somente a sua vontade.
Baseado no livro “La Tête en Friche”, de Marie-Sabine Roger, o filme foi dirigido por Jean Becker (Conversas com Meu Jardineiro), responsável também pelo roteiro, que conduz bem o espectador e de maneira cativante apresenta um drama com elementos de comédia. E é esse contraponto que ameniza a tristeza dos fatos, sem deixar de lado a emoção.
O resultado é uma produção delicada, que não apela para a pieguice, envolvendo você do começo ao fim, porque a amizade fomentada pelo prazer de viver (dela) e aprender (dele) é inesquecível. Assim, a qualquer hora do dia, eis um filme bom de assistir: Minhas Tardes com Margueritte.