14.346 – Cinema – Marvel vem com Filme do Príncipe Namor


Namor, o Príncipe Submarino, um dos personagens mais clássicos do Universo Marvel, teve seus direitos cinematográficos devolvidos à Marvel Studios depois de anos sem uso. Vários estúdios tentaram criar um projeto em que o Rei de Atlantis fosse o personagem principal, mas nem mesmo o sucesso de Homem de Ferro em 2008 e todas as produções futuras foram suficientes para que algo saísse do papel. Agora, ele volta para as mãos de quem mais acerta com as produções baseadas nos quadrinhos da editora e deve ganhar espaço em algum filme nos próximos anos. Mas quem é Namor e como introduzi-lo nas telonas?
O Príncipe Submarino é um personagem criado antes mesmo da editora ter o nome atual, em 1939. Ele teve grandes participações nas histórias do Capitão América referentes à Segunda Guerra Mundial e considera o bandeiroso um dos poucos amigos de verdade da superfície. Filho de um humano e de uma atlante, o híbrido desenvolveu as habilidades aquáticas da espécie e ainda herdou dons mutantes, como o voo, por meio de pequenas asas em seus tornozelos, força, velocidade e resistência sobre-humana.
Namor foi de herói a vilão durante vários períodos da Marvel, algo que é mantido até hoje. Como o monarca de Atlantis tem como objetivo principal defender os direitos de seu povo, ele entrou em conflito com diversos personagens e faz alianças sempre que considerou necessário para defender seu reino. Ele ainda foi bastante influente em várias histórias do Quarteto Fantástico, ainda mais por ter se apaixonado por Sue Storm, a Mulher Invisível. A personalidade dele é marcada pelos traços de arrogância, liderança e força.
Como a Marvel Studios não pode usar o conceito “mutante” em suas produções, o personagem deve ser introduzido apenas como um homem com poderes aquáticos. Outro ponto que complica a criação de background de Namor é a ausência do Quarteto Fantástico nas mãos da Marvel Studios, algo que pode fazer com que a empresa tente novos acordos com a Fox para ter novamente a família Richards em seu domínio, assim como fez nos acertos com a Sony pelo Homem-Aranha.
Namor e Pantera Negra são considerados grandes rivais no Universo Marvel nos últimos anos, já que divergem em vários assuntos que precisam decidir no grupo Illuminati. O conflito entre os dois fez com que seus povos entrassem em confronto, principalmente depois que Namor, sob os poderes da Força Fênix, inundou parte de Wakanda. Talvez, aproveitar o longa do rei wakandiano para introduzir o Príncipe Submarino seja a melhor ideia, principalmente se conseguir antecipar a aceitação do Aquaman pelo público.

Namor
Namor é um grande personagem e deve entrar nos planos da Marvel Studios muito em breve, principalmente após os roteiristas de Capitão América: Guerra Civil terem confessado interesse de incluir o herói no filme. O presidente do estúdio Kevin Feige já deve começar a planejar o futuro do atlante nas telonas, que, pelo menos, deve fazer alguma participação nos próximos longas dos Vingadores.
Um Pouco Mais
Estreando no início de 1939, o personagem foi criado pelo escritor-desenhista Bill Everett para Funnies Inc., um dos primeiros estúdios a produzir quadrinhos por demanda. Inicialmente criado para a revista Motion Picture Funnies Weekly, o personagem foi publicado pela primeira vez na revista Marvel Comics # 1 (outubro de 1939).
Suas origens estão relacionadas à lendária Atlântida. Namor é filho da princesa Fen — herdeira direta do trono de Atlântida, e filha do Imperador Thakorr — e do norte-americano Leonard McKenzie. A espécie humanóide da qual Namor pertence é chamada de Homo mermanus”. Como características principais, têm a capacidade de (somente) respiração submarina, pele azul e olhos escuros. A mãe de Namor, mulher linda e impetuosa, subiu à superfície para investigar explosões que ocorriam à capital de Atlântida. Nesse ínterim, conheceu o capitão McKenzie e se apaixonaram. Após o ‘affair’, ela voltou ao trono grávida. Na Atlântida nasceu Namor – que em língua atlante – significa “o filho vingador”. Ele nasceu branco como o pai, com olhos claros que variam entre o azul e o verde. Seus cabelos são pretos (como os do pai e da mãe); tem aproximadamente 1,85m, corpo esguio e apêndices nos calcanhares que assemelham-se às asas de aves.
O personagem foi recuperado anos mais tarde por Stan Lee e Jack Kirby, nas histórias do Quarteto Fantástico, responsável pela volta do gênero na editora. Seu retorno aconteceu no número 4 da revista Fantastic Four (maio de 1962), e para justificar sua ausência editorial, argumentou-se que ele tinha perdido a memória e que ele acreditava ser um andarilho, até o Tocha Humana (não o personagem original, mas o membro do Quarteto Fantástico) encontrá-lo e jogá-lo ao mar, recuperando assim a sua memória e poder.
Namor também foi responsável pela reintrodução do Capitão América no universo Marvel, batendo no gelo do Pólo Norte e revelando um pedaço de gelo em que o Capitão América foi congelado.
Atuou diretamente com os Vingadores, Quarteto Fantástico, Invasores, Esquadrão Vitorioso, Defensores, X-Men, e Illuminati.
Por causa de sua herança genética incomum, Namor é único entre ambos os seres humanos comuns e atlantes; ele é por vezes referido como “o primeiro mutante da Marvel”, porque, embora a maioria de seus poderes sobre-humanos observados vêm do fato de que ele é um híbrido de ADN humano e atlante, a sua capacidade de voar não pode ser explicado por nenhum dos lados (atlantes são uma ramificação da humanidade “linha de base”); no entanto, em termos de cronologia em continuidade, havia muitos mutantes existentes antes Namor. Namor possui uma fisiologia completamente anfíbio adequado para pressões extremas submarinos, força sobre-humana, velocidade, agilidade, durabilidade, voo, e longevidade. Namor tem a capacidade de sobreviver debaixo d’água por períodos indefinidos, e visão especialmente desenvolvido que lhe dá a capacidade de ver claramente nas profundezas do oceano.

Origem
No período que antecede a Segunda Guerra Mundial, o navio de exploradores “Oracle” viajava próximo à Antártida e detonou cargas explosivas no fundo do oceano para conseguir abrir espaço para a embarcação passar com segurança. Influenciado por um vilão chamado Paul Destino, o “Oracle” procurava os restos de uma antiga civilização.
Sem saber, no entanto, a equipe do navio estava destruindo com seus explosivos uma imensa cidade onde viviam os atlantes, uma espécie de homens do fundo do mar.
O imperador daquele mundo, rei Thakorr, ordenou então à sua filha, Fen, que fosse com um grupo de guerra à superfície descobrir o que estava acontecendo. Fen, porém, decidiu ir sozinha e usando uma poção que lhe permitia respirar ar, subiu ao navio, deixando a tripulação encantada com sua beleza.

Para investigar melhor, a princesa decidiu permanecer no navio aprendendo a cultura e a língua daqueles homens, ao mesmo tempo em que tentava impedir novas detonações, mas acabou se apaixonando pelo capitão, Leonard McKenzie. Os dois se casaram no navio e logo depois McKenzie descobriu a cidade perdida (Lemúria) que procurava (por sinal, criada por outro povo submarino, os Lemurenses), mas Paul Destino ficou louco ao encontrar na cidade uma relíquia maligna, o Capacete do Poder, e incidentalmente acabou com Atlântida.
McKenzie conseguiu voltar para o navio que, no exato momento em que ele chegou e abraçava Fen, foi atacado por soldados do pai dela, que acreditavam que a princesa havia sido raptada. O comandante foi gravemente ferido em frente à esposa (ela acreditou que ele havia morrido).
A cidade começou a ser reconstruída e Fen descobriu que estava grávida: tempos depois, nasceria Namor. O nome, por sinal, significa “filho vingador” na língua atlante.
A única criatura que se parecia com ele era uma prima, Aquaria, apelidada pelo pai como “Namora” por ser fisicamente parecida com Namor (também ela era fruto de uma relação interracial do povo submarino e os da superfície), que mais tarde se tornaria mãe de Namorita (o pai era um atlante chamado Maritanis). Namor cresceu e viveu aventuras submarinas (que envolviam tentativas políticas de tomada de poder) durante um bom tempo, quase sem contato com as pessoas da superfície, que considerava verdadeiros demônios pelo que faziam com o mar e por ouvir lendas dos demais atlantes.
Quando começou a Segunda Guerra Mundial, no entanto, combates entre navios causaram novos estragos em Atlântida e o herói foi enviado pelo imperador, seu avô, para se vingar. O herdeiro do mar começa sua vingança em Manhattan, onde acaba enfrentando o Tocha Humana original. Até que uma agente especial do exército chamada Betty Dean é enviada para capturá-lo. Ela finge estar se afogando e tenta usar uma arma contra o intruso quando este a resgata. Ele a desarma, mas fica admirado com a coragem da moça, da qual se torna amigo e, eventualmente, amante. Namor é então convencido de que os vilões de verdade são os nazistas e se une ao Tocha, Capitão América e a outros heróis da época na luta contra Hitler.
Em 1946, ao lado de Capitão América, Bucky, Tocha Humana, Ciclone e Miss América, integrou o “Esquadrão Vitorioso” (All-Winners Squad no original).
Namor foi reintroduzido por Stan Lee no Universo Marvel novamente como vilão do Quarteto Fantástico (na revista The Fantastic Four # 4) e, depois, dos Vingadores.

Depois de lutar na II Guerra Mundial contra os nazistas, Namor perde a memória e vaga pelo mundo da superfície como um mendigo. Ao ser visto pelo Tocha Humana ele é reconhecido. Logo em seguida o jovem super herói o ajuda a se recuperar. Ao se lembrar de seu reino, a lendária Atlântida, Namor mergulha até o local onde ficava a cidade, mas só encontra ruínas. Culpando os seres da superfície, Namor jura vingança, mas seus ataques são rechaçados pelo Quarteto Fantástico e pelos Vingadores. Mais tarde, Namor reencontra seu povo, que havia se tornado nômade.
Namor teve um segmento em The Marvel Super Heroes nos anos 60.

14.343 – Cinema – Charles Chaplin


Charles-chaplin_1920
Sir Charles Spencer Chaplin KBE (Inglaterra, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977) foi um ator, diretor, compositor, roteirista, produtor e editor britânico. Chaplin foi um dos atores da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. É bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.
Influenciado pelo trabalho dos antecessores – o comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith Luís e Auguste Lumière – e compartilhando o trabalho com Douglas Fairbanks e Mary Pickford, foi influenciado pela mímica, pantomima e o gênero pastelão e influenciou uma enorme equipe de comediantes e cineastas como Federico Fellini, Os Três Patetas, Peter Sellers, Milton Berle, Marcel Marceau, Jacques Tati, Rowan Atkinson, Johnny Depp, Michael Jackson, Sacha Baron Cohen, Harold Lloyd, Buster Keaton, Roberto Gomes Bolaños (o “Chaves”), Renato Aragão (o “Didi Mocó”) e outros diretores e comediantes. É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos “pais do cinema”, junto com os Irmãos Lumière, Georges Méliès e D.W. Griffith.
Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido como Carlitos ou “O Vagabundo” no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e – sua marca pessoal – um pequeno bigode-de-broxa.
Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.
Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).
A primeira turnê de Chaplin aos Estados Unidos com o trupe de Fred Karno ocorreu durante 1910 até 1912. Após cinco meses de volta na Inglaterra, ele retorna aos Estados Unidos em uma segunda turnê com o trupe de Karno, chegando novamente nos Estados Unidos em 2 de outubro de 1912. Na Companhia de Karno estava Arthur Stanley Jefferson, que posteriormente ficaria conhecido como Stan Laurel. Chaplin e Laurel dividiam um quarto em uma pensão. Stan Laurel retornou à Inglaterra, mas Chaplin manteve-se nos Estados Unidos. No final de 1913, a atuação de Chaplin foi eventualmente vista por Mack Sennett, Mabel Normand, Minta Durfee e Fatty Arbuckle. Sennett o contratou para seu estúdio, a Keystone Film Company, pois precisavam de um substituto para Ford Sterling.
Foi no estúdio Keystone onde Chaplin desenvolveu seu principal e mais conhecido personagem: O Vagabundo (conhecido como Charlot na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, Carlitos no Brasil e na Argentina, e Der Vagabund na Alemanha). O Vagabundo é um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro; aparece sempre vestindo um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, e um chapéu-coco; carrega uma bengala de bambu; e possui um pequeno bigode-de-broxa. O público viu o personagem pela primeira vez no segundo filme de Chaplin, Kid Auto Races at Venice, lançado em 7 de fevereiro de 1914. No entanto, ele já havia criado o visual do personagem para o filme Mabel’s Strange Predicament, produzido alguns dias antes, porém lançado mais tarde, em 9 de fevereiro de 1914.
Visto que grupos de imigrantes chegavam constantemente na América, os filmes mudos foram capazes de atravessar todas as barreiras de linguagem, sendo compreendidos por todos os níveis da Torre de Babel americana, simplesmente devido ao fato de serem mudos. Nesse contexto, Chaplin foi emergindo e tornando-se o exponente máximo do cinema mudo.
Em 1919, Chaplin co-fundou a distribuidora United Artists junto com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, todos tentando escapar da crescente consolidação de poder dos distribuidores e financiadores de filmes durante o desenvolvimento de Hollywood. Este movimento, junto com o controle total da produção de seus filmes no seu próprio estúdio, assegurou a independência de Chaplin como cineasta. Ele trabalhou na administração da UA até o início da década de 1950. Todos os filmes de Chaplin distribuídos pela United Artists foram de longa-metragem, começando com o drama atípico A Woman of Paris (1923), em que Chaplin fez uma pequena ponta. A Woman of Paris foi seguido pelas clássicas comédias The Gold Rush (1925) e O Circo (1928).
Apesar dos filmes “falados” tornarem-se o modelo dominante logo após serem introduzidos em 1927, Chaplin resistiu a fazer um filme assim durante toda a década de 1930. Ele considerava o cinema uma arte essencialmente pantomímica.
Durante o avanço dos filmes sonoros, Chaplin produziu Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1936) antes de se converter ao cinema “falado”. Esses filmes foram essencialmente mudos, porém possuíam música sincronizada e efeitos sonoros. Indiscutivelmente, Luzes da Cidade contém o mais perfeito equilíbrio entre comédia e sentimentalismo. Em relação à última cena, o crítico James Agee escreveu na revista Life em 1949 que foi a “melhor atuação já registrada em celulóide”. Apesar de Tempos Modernos ser um filme mudo, ele contém falas — geralmente provenientes de objetos inanimados, como rádios ou monitores de televisão. Isto foi feito para ajudar o público da década de 1930, que já estava fora do hábito de assistir a filmes mudos. Além disso, Tempos Modernos foi o primeiro filme em que a voz de Chaplin é ouvida (no final do filme, a canção “Smile”, composta e cantada pelo próprio Chaplin num dueto com Paulette Goddard). No entanto, para a maioria dos espectadores, este ainda é considerado um filme mudo — e o fim de uma era.
O primeiro filme falado de Chaplin, O Grande Ditador (1940), foi um ato de rebeldia contra o ditador alemão Adolf Hitler e o nazismo, e foi lançado nos Estados Unidos um ano antes do país abandonar sua política de neutralidade e entrar na Segunda Guerra Mundial. Chaplin interpretou o papel de Adenoid Hynkel, ditador da “Tomânia”, claramente baseado em Hitler e, atuando em um papel duplo, também interpretou um barbeiro judeu perseguido frequentemente por nazistas, o qual é fisicamente semelhante ao Vagabundo. O filme também contou com a participação do comediante Jack Oakie no papel de Benzino Napaloni, ditador da “Bactéria”, uma sátira do ditador italiano Benito Mussolini e do fascismo; e de Paulette Goddard, no papel de uma mulher no gueto. O filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época, tanto pela sua ridicularização do nazismo quanto pela representação de personagens judeus ostensivos e de sua perseguição. Adicionalmente, O Grande Ditador foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Chaplin), Melhor Ator Coadjuvante (Oakie), Melhor Trilha Sonora (Meredith Willson) e Melhor Roteiro Original (Chaplin).

Técnicas de filmagem
Chaplin nunca explicou detalhadamente seus métodos de filmagem, alegando que tal coisa seria o mesmo que um mágico revelar seus truques. Na verdade, antes dele produzir filmes falados, começando com O Grande Ditador em 1940, Chaplin nunca começou a filmar a partir de um roteiro completo. O método que ele desenvolveu, visto que seu contrato com o Essanay Studios deu-lhe a liberdade de roteirizar e dirigir seus filmes, foi a partir de uma vaga premissa – por exemplo, “Carlitos entra em um spa” ou “Carlitos trabalha em uma loja de penhores”. Chaplin tinha cenários já construídos e trabalhava com seu elenco estático para improvisar piadas em torno das premissas, quase sempre pondo as ideias em prática na hora das filmagens. Enquanto algumas ideias eram aceitas e outras rejeitadas, uma estrutura narrativa começava a emergir, muitas vezes exigindo que Chaplin refilmasse uma cena já concluída que poderia ir contra o enredo.
Chaplin ficou conhecido por sua versatilidade nas artes, sendo que em Luzes da Ribalta, foi diretor, produtor, financiador, roteirista, músico, cinematógrafo, regente de orquestra e ator.
Alguns temas musicais de seus filmes como os de O Garoto, Luzes da Cidade, Tempos Modernos e Luzes da Ribalta são inesquecíveis. Ele era ator, músico, cineasta, produtor, empresário, escritor, poeta, dançarino, coreógrafo, humorista, mímico e regente de orquestra.
Durante a era de macarthismo, Chaplin foi acusado de “atividades anti-americanas” como um suposto comunista, e J. Edgar Hoover, que instruíra o FBI a manter extensos arquivos secretos sobre ele, tentou acabar com sua residência nos Estados Unidos. A pressão do FBI sobre Chaplin cresceu após sua campanha para uma segunda frente europeia na Segunda Guerra Mundial em 1942, e alcançou um nível crítico no final da década de 1940, quando ele lançou o filme de humor negro Monsieur Verdoux (1947), considerado uma crítica ao capitalismo. O filme foi mal recebido e boicotado em várias cidades dos Estados Unidos, obtendo, no entanto, um êxito maior na Europa, especialmente na França. Naquela época, o Congresso ameaçou chamá-lo para um interrogatório público. Isso nunca foi feito, provavelmente devido à possibilidade de Chaplin satirizar os investigadores.
Os últimos dois filmes de Chaplin foram produzidos em Londres: A King in New York (1957) no qual ele atuou, escreveu, dirigiu e produziu; e A Countess from Hong Kong (1967), que ele dirigiu, produziu e escreveu. O último filme foi estrelado por Sophia Loren e Marlon Brando, e Chaplin fez uma pequena ponta no papel de mordomo, sendo esta a sua última aparição nas telas. Ele também compôs a trilha sonora de ambos os filmes, assim como a canção-tema de A Countess from Hong Kong, “This is My Song”, cantada por Petula Clark, chegando a ser a canção mais popular do Reino Unido na época do lançamento do filme. Chaplin também produziu The Chaplin Revue, uma compilação de três filmes feitos durante seu período de parceria com a First National: A Dog’s Life (1918), Shoulder Arms (1918) e The Pilgrim (1923), para os quais ele compôs a trilha sonora e gravou uma narração introdutória. Adicionalmente, Chaplin escreveu sua autobiografia entre 1959 e 1963, intitulada Minha Vida, sendo publicada em 1964. Chaplin planejara um filme intitulado The Freak, que seria estrelado por sua filha, Victoria, no papel de um anjo. Segundo Chaplin, ele havia concluído o roteiro em 1969 e foram feitos alguns ensaios de pré-produção, mas foram interrompidos quando Victoria se casou. Além disso, sua saúde declinou constantemente na década de 1970, prejudicando todas as esperanças do filme ser produzido.
Morte
Túmulos de Chaplin (à direita) e Oona O’Neill no Cemitério de Coursier-Sur-Vevey, em Vaud, Suíça.
A saúde de Chaplin começou a declinar lentamente no final da década de 1960, após a conclusão do filme A Countess from Hong Kong, e mais rapidamente após receber seu Oscar Honorário em 1972. Por volta de 1977, já tinha dificuldade para falar, e começou a usar uma cadeira de rodas. Chaplin morreu dormindo aos 88 anos de idade em consequência de um derrame cerebral, no Dia de Natal de 1977 em Corsier-sur-Vevey, Vaud, Suíça, fez-se um pequeno funeral anglicano privativo dois dias depois, como era de seus desejos, e foi enterrado no cemitério comunal.
No dia 1º de março de 1978, seu cadáver foi roubado da sepultura, com caixão e tudo, por dois imigrantes desempregados – o polonês Roman Wardas e o búlgaro Gantcho Ganev – na tentativa de extorquir dinheiro de sua viúva Oona O’Neill.
Dois meses depois, uma grande operação policial capturou os dois criminosos, o caixão foi encontrado enterrado num campo em Noville, um vilarejo próximo, perto do Lago Léman, e novamente enterrado em Corsier-sur-Vevey, mas desta vez a família mandou fazer um tampão de concreto de 6 pés (1,80 metro) de espessura protegendo o caixão do cineasta, para evitar novos problemas. No mesmo cemitério, há uma estátua de Chaplin em sua homenagem.
Em 1991, sua quarta e última esposa, Oona O’Neill, faleceu e foi sepultada ao lado do cineasta.
Em 1972, Chaplin ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme Luzes da Ribalta, de 1952, que também foi um grande sucesso. O filme foi co-estrelado por Claire Bloom e também contou com a participação de Buster Keaton, sendo esta a única vez em que os dois grandes comediantes apareceram juntos. Devido às perseguições políticas contra Chaplin, o filme não chegou a ser exibido durante uma única semana em Los Angeles quando foi originalmente lançado. Este critério de nomeação era desconsiderado até 1972.
Chaplin também foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator em O Grande Ditador em 1940, e novamente por Melhor Roteiro Original em Monsieur Verdoux em 1948. Durante seus anos ativos como cineasta, Chaplin expressava desprezo pelos Oscars; seu filho descreve que ele provocou a ira da Academia ao deixar seu Oscar de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. Isto talvez explique porque Luzes da Cidade e Tempos Modernos, considerados por várias enquetes como dois dos melhores filmes de todos os tempos, nunca foram indicados a um único Oscar.

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Relacionamentos amorosos e casamentos
Em 23 de outubro de 1918, Chaplin casou-se aos 28 anos de idade com Mildred Harris, que tinha então 16 anos. Tiveram um filho nascido deformado, que morreu três dias após o nascimento. Divorciaram-se em 1920 por conta de tudo que sofreram pelo filho.
Mais tarde, Chaplin namorou por anos Peggy Hopkins Joyce. O relacionamento que teve com Joyce inspirou Chaplin a fazer o filme Uma mulher de Paris.
Aos 35 e sozinho, apaixonou-se por Lita Grey, que tinha apenas 16 anos, durante as preparações de The Gold Rush. Mesmo ela sendo muito jovem, casaram-se em 26 de Novembro de 1924, no México, quando ela ficou grávida. Tiveram dois filhos, Charles Chaplin Júnior e Sydney. Divorciaram-se em 1926, por causa de brigas. Nessa época a fortuna de Chaplin chegou a incríveis 825 000 dólares.
Passado os anos, Chaplin casou-se secretamente aos 47 anos com Paulette Goddard, de 25 anos, em Junho de 1936. Depois de alguns anos felizes, este casamento também terminou em divórcio, em 1942, devido a problemas conjugais.
Após a separação, Chaplin namorou Joan Barry, atriz de 22 anos. Esta relação durou anos e terminou quando Barry começou a perturbá-lo, pois ele não a quis mais e ela constantemente perseguia-o com ciúmes. Em Maio de 1943, ela informou a Chaplin que estava grávida e exigiu que ele assumisse a paternidade. Ele tinha certeza que não era o pai, pois ela teve outros homens durante a separação. Então, exames comprovaram que Chaplin não era o pai, porém na época, os exames não eram muito válidos e a lei exigia que, por ele ter sido o último parceiro com quem ela apareceu em público, a lei entendia que mesmo ele não sendo o pai biológico, teria que assumir a paternidade, mesmo sem ser no cartório, e ele foi obrigado a custear as despesas da criança e se viu forçado a pagar 75 dólares por semana até que o filho completasse 21 anos.
Tempos depois, conheceu Oona O’Neill, filha do dramaturgo Eugene O’Neill. Se apaixonaram rapidamente e casaram-se em 16 de Junho de 1943. Ele tinha 54 anos enquanto ela somente 18, mas a enorme diferença de idade não influenciou em nada o bom relacionamento. Este casamento foi longo e feliz. Oona, mesmo sendo ainda muito jovem, deu oito filhos a Charlie, o que o deixou em completa felicidade. O amor era tão grande que Charlie ficou com ela até sua morte, e Oona cuidou dele no fim de sua vida.
No dia 4 de março, com 85 anos, foi nomeado Cavaleiro Comandante do Império Britânico (KBE) pela Rainha Elizabeth II. A honra foi proposta originalmente em 1931, mas não foi realizada devido à controvérsia de Chaplin não ter servido na Primeira Guerra Mundial. O título de cavaleiro foi proposto novamente em 1956, mas foi vetado pelo então governo conservador com receio de prejudicar sua relação com os Estados Unidos no auge da Guerra Fria e na invasão de Suez planejada para aquele ano.
Apesar de ser batizado pela Igreja da Inglaterra, Chaplin sempre declarou-se agnóstico. Entretanto, algumas de suas frases e pensamentos citam “Deus”, embora pelo conceito hermético, admitem-se as citações como uma metáfora aludindo à potencialidade divina de cada indivíduo – sobretudo por ter declarado publicamente em diversos momentos não seguir alguma religião.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Chaplin foi criticado pela imprensa britânica por não ter se alistado ao exército. Na verdade, ele se apresentou ao serviço militar, mas foi recusado por estar abaixo da altura e peso exigidos para alistamento. Chaplin levantou fundos substanciais durante a época de venda de bônus de guerra, não só discursando publicamente em comícios, mas também ao produzir, com seu próprio orçamento, The Bond, um filme-propaganda de comédia usado em 1918. A persistente controvérsia provavelmente impediu Chaplin de receber o título de cavaleiro em 1930.
O Vagabundo é provavelmente o personagem mais imitado em todos os níveis de entretenimento.
De 1917 a 1918, o ator de cinema mudo Billy West fez mais de 20 filmes imitando meticulosamente O Vagabundo, com maquiagem e figurino.
No filme indiano Punnagai Mannan, Kamal Haasan inspirou-se em Chaplin para construir o personagem “Chaplin Chellappa”.
Em 1985, Chaplin foi homenageado com sua imagem em um selo postal do Reino Unido, e em 1994 ele apareceu em um selo dos Estados Unidos, desenhado por caricaturista Al Hirschfeld.
Na década de 1980, a IBM produziu uma série de comerciais com um imitador de Chaplin para divulgação de seus computadores.
John Woo dirigiu uma paródia do filme The Kid, intitulado Hua ji shi dai (1981), também conhecido como Laughing Times.
O asteróide 3623 Chaplin, descoberto pela astrônoma soviética Lyudmila Georgievna Karachkina em 1981, foi batizado em homenagem a Chaplin.

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Em 1992, foi feito um filme sobre a vida de Charlie Chaplin, intitulado Chaplin, dirigido por Richard Attenborough e estrelado por Robert Downey Jr. e Geraldine Chaplin, a filha de Chaplin na vida real, interpretando sua própria avó. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator (Downey Jr.), Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.
Em 2001, o comediante britânico Eddie Izzard interpretou Chaplin no filme The Cat’s Meow, de Peter Bogdanovich, que especula sobre o caso ainda não resolvido da morte do produtor cinematográfico Thomas Ince durante uma festa em um iate bancada por William Randolph Hearst, na qual Chaplin era um dos convidados.

 

14.337 – Cidades da DC Gotham e Metrópolis


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As cidades de Batman e Superman são seriam próximas.
Gotham já não é mais uma cidade dominada pelo crime e pela corrupção, mas que graças aos esforços filantrópicos de Bruce Wayne, a cidade foi trazida de volta à sua antiga glória.
Claro que o Batman também tem sua parcela de crédito pelo desaparecimento dos vilões.

Gotham: Química Ace
Então, temos um vislumbre do prédio da Química Ace, o local de “nascimento” do Coringa. Aqui, o breve comercial faz uma ponte com o Esquadrão Suicida, exaltando a ligação entre os filmes da DC, uma vez que todos fazem parte do mesmo universo.
Como visto no trailer de Esquadrão Suicida, a origem da Arlequina será mostrada, e pelo seu processo de transformação ser muito similar ao do Coringa, ela estará conectada nos mínimos detalhes com a Química Ace.

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Gotham em vida
A cidade brilha ainda mais ao visitarmos a aba especial de Gotham no site da Turkish Airlines. Se você jogou Batman Arkham Kinight sabe que Gotham possui seus bairros temáticos com suas peculiaridade. Isso está presente em peso na versão cinematográfica da cidade. “Os edifícios do centro da cidade de Gotham, incluindo a Torre Wayne, o edifício Ellsworth, a Torre Davenport, e a Torre do Relógio, lançam sombras profundas ao meio-dia, e criam uma corte arquitetônica de reis.” Diz o site. “A Gotham City Opera House e o Teatro Rosemont são pilares gêmeos dos intelectuais, e sua arquitetura chama até mesmo aqueles que não se importam em ver as apresentações”. Um desses dois lugares deve estar relacionado a morte dos pais de Bruce.

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Metrópolis e Gotham: Atrações
No fim ainda temos uma visão panorâmica de Gotham, e o símbolo de uma celebridade local brilhando no céu. Bruce termina convidando a todos a visitarem sua “grandiosa cidade”.
Esta visão mais pessoal, meio celebridade dos super-heróis foi uma sacada muito inteligente da equipe de publicidade do filme, fazendo com que Batman e Superman sejam tratados como atrações. Uma abordagem simples, mas incrivelmente realista e palpável.
Metrópolis e Gotham: Contrastes
Nesta versão, Gotham e Metrópolis são retratadas cidades vizinhas para enaltecer o contraste entre elas.
De acordo com o diretor Zack Snyder, a ideia é mostrar duas cidades irmãs separadas por uma grande baia, como Oakland e San Francisco. Ben Affleck, por sua vez, vê “Metrópolis como uma cidade bem sucedida e saudável, e Gotham como um lugar onde pessoas oprimidas vivem”.
Está claro que Bruce tentou levar Gotham ao mesmo nível da Metrópolis pré-kryptonianos, algo que ele aparentemente conseguiu.

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Metrópolis: Reconstrução
Entretanto, Metrópolis não foi salva apenas pelo Superman. Após a cidade quase ser varrida do mapa, Lex Luthor investiu em sua reconstrução e se tornou uma espécie de símbolo. O comercial trata de deixar bem claro isso, falando da cidade como um local renascido e reconstruído.
Isso tudo tendo acontecido em apenas 18 meses traz à tona o complexo de Deus de Lex. Mas é claro que o símbolo de Lex não é maior que o do Superman, que até ganhou uma estátua em sua homenagem e em homenagem às vítimas da invasão kryptoniana.
Lex possui seus complexos e desejos maquiavélicos de se tornar a pessoa mais poderosa do mundo. O que o diferencia é que ele tem os meios para se tornar o que almeja, mas existe alguém em seu caminho. Lex pôde reconstruir Metrópolis a sua imagem e semelhança, transformando-a na Cidade do Futuro.

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14.336 – Quadrinhos – Várias Faces de um Coringa


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Coringa é um dos maiores personagens da cultura pop, quiçá o maior vilão de todos os tempos. Mas sua personalidade mudou drasticamente no decorrer dos anos, seja por causa de censuras impostas aos quadrinhos ou para torná-lo mais sádico. Essas mudanças também são bastante representativas nas adaptações, já que o personagem já foi interpretado por quatro atores diferentes: Cesar Romero, Jack Nicholson, Heath Ledger e Jared Leto. Mas você conhece os motivos do Palhaço do Crime ter mudado tanto e quais são as principais diferenças entre essas versões? Você sabia que atualmente todas essas personalidades divergentes são dadas como vários Coringas?

Recentemente, na edição número 42 de Justice League, Batman adquiriu controle da Cadeira de Moebius, um aparato que permite ao usuário conhecimento universal. Uma das questões que Bruce Wayne quis desvendar quando estava sentado nela era a identidade do seu maior inimigo. Para sua surpresa, ela respondeu que existem três Coringas diferentes. Essa história foi escrita por Geoff Johns, que hoje é um dos maiores nomes nas produções dos longas da DC. As interpretações do vilão no cinema são todas diferentes, porém correspondentes às três versões que surgiram nos quadrinhos.

Coringa Mestre do Crime
Esta é a primeira versão do personagem e a única que tem uma origem realmente detalhada. Nascido na Era de Ouro dos quadrinhos, em 1940, o vilão era um serial killer com um senso de humor um tanto controverso. Ele estreia nos gibis anunciando pelo rádio que vai roubar diamantes e assassinar um homem, algo que ele faz pouco depois. Ele continua a matar pessoas pelas edições posteriores, além de transformar o rosto das vítimas no seu sorriso ou fazer máscaras com a pele delas.

Esta versão do Coringa é a que coincide com a interpretação do Jack Nicholson para o personagem, no longa dirigido por Tim Burton em 1989. Entretanto, tal visão violenta do vilão não pode durar muito tempo nos quadrinhos, já que surgiu o Comics Code Authority, um controle que regulamentava o que deveria ou não estar nos gibis. Este sistema foi criado depois que o livro Seduction of the Innocence, do psicanalista alemão Fredric Wertham, alegava que as HQs estavam desvirtuando as crianças. Este tipo de censura, que a própria indústria determinou para não ser perseguida socialmente, marcou o fim da Era de Ouro e uma grande mudança no Palhaço do Crime.

Coringa Brincalhão
A segunda versão do vilão passou de assassino em massa para brincalhão. Tudo que ele mais queria durante esse período era roubar bancos e museus, fugindo das características violentas de anteriormente. Ele não tinha intenção de ferir quem aparecesse pelo caminho, apenas de fazer piadas com quem aparecesse pelo seu caminho. Esse período fez o personagem ficar famoso por aparatos como a flor que espirra água, a pistola que dispara uma bandeira e até mesmo o Jokermobile, um carro roxo com o rosto dele na parte dianteira.

A personalidade mais divertida do vilão ficou conhecida nas telas por causa da interpretação que Cesar Romero deu ao Coringa, na série de televisão da década de 60. No Brasil, essa versão ficou muito mais famosa por causa de Feira da Fruta, uma redublagem feita por fãs que se popularizou pela Internet e até hoje é cultuada.

Coringa Psicopata
Na década de 70, o Coringa foi remodelado novamente. Desta vez, ele voltaria a ser um vilão com instinto assassino. Ele tornou-se muito mais característico por seus problemas mentais, deixando-o completamente insano, fazendo com que as atitudes dele fossem imprevisíveis. Esta personalidade é a que mais faz sentido com o personagem atual, sendo a mais icônica por causa de história marcantes, como A Piada Mortal, no qual ele deixa a Bárbara Gordon paraplégica apenas para tornar o dia do Comissário Gordon ruim e provar seu ponto de vista.
A interpretação de Heath Ledger para o Palhaço do Crime é a que mais se aproxima da psicótica, mesmo que ele tenha características claríssimas de anarquismo, que foram adotados pelo ator durante seu período de estudo do personagem. Ele não tem problema de matar violentamente, vê o Homem-Morcego como sua contra-parte e tenta provar que sua visão do mundo é a correta.

O Quarto Coringa
A versão de Jared Leto, em Esquadrão Suicida, é formada por várias épocas do personagem. O roteiro traz muitos momentos icônicos dele, principalmente em suas vestimentas. Entretanto, ele foge dos aspectos mais comuns do vilão. Ele é um criminoso com estilo de cafetão, a ponto de oferecer a Arlequina para outro bandido, para assim violentá-lo em seguida. Atitude que leva a outra parte nova dele: o envolvimento mais romântico dele com Harleen Quinzel. No longa, ele parece nutrir algum tipo de amor pela moça, algo que difere bastante dos quadrinhos, onde ele claramente abusa dela.

Ele tem várias tatuagens pelo corpo, espalha metodicamente facas pelo chão e faz planos muito bem calculados. Outro ponto curioso é que não dá para entender ainda como ele tornou-se o Coringa, já que ele requisita a Arlequina o pulo nos produtos químicos quando ela está em transição de personalidade. O vilão deve ser melhor desenvolvido no próximo longa do Batman, já que muitas cenas dele foram cortadas de Esquadrão Suicida.
A origem do Coringa tem versões muito diferentes, na série Gotham, por ex, seus ataques de risos seriam provocados por um gás do riso desenvolvido por outro vilão, O Espantalho.
Ele ainda foi visto de outras maneiras em animações e games, nos quais foi brilhantemente o grande vilão da franquia Arkhan. Isto criou muitas visões diferentes para o Palhaço do Crime e que ganharam espaço no cânone das histórias do Batman. Jared Leto apenas começou a introduzir uma no visão para a persona, que deve crescer exponencialmente nos próximos anos.
Coringa, um pesadelo
“Com Gotham à beira da anarquia e cortada do mundo externo, apenas Jim Gordon, Bruce Wayne e um grupo de heróis permanece para retomar a cidade. Inspirado em Terra de Ninguém, vilões como Pinguim, Charada, as Sereias e Jeremiah tomam conta de várias regiões da cidade. A ordem será restaurada ou caos reinará em Gotham?”

14.335 – Imagem e Semelhança – Coringa X Duende Verde


 

Se você é atento, deve ter notado a incrível semelhança entre os dois vilões
Alex Ross divulgou um vídeo onde compara dois de seus desenhos mais conhecidos envolvendo vilões: o Duende Verde e o Coringa. O desenhista falou sobre a similaridade dos personagens e suas inspirações para criar os desenhos.
A imagem do Duende Verde foi criada especialmente para seu estande em uma SDCC, onde o público veria o Coringa de um lado e o rival do Homem-Aranha do outro. “Foi muito divertido ver as similaridades entre os dois personagens e contrastá-las”.

14.330 – Atores – Robin Lord Taylor


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(Shueyville, 4 de junho de 1978) é um ator americano. Ele é mais conhecido por interpretar o vilão Oswald Cobblepot “Pinguim” na série de televisão Gotham.
Robin nasceu em Shueyville, Iowa, filho de Robert Harmon Taylor (falecido em 13 de janeiro de 2016) e Mary Susan (nascida Stamy) Taylor. Tem quatro irmãs. Estudou na Solon High School e na Universidade Northwestern, ganhando seu grau de Bachelor of Science em teatro. É de ascendência inglesa, escocesa e alemã.
Ele tem vivido em Nova Iorque desde 2000, cidade onde Gotham é filmada.
Em uma entrevista de novembro de 2014 para a revista americana Glamour, Robin foi perguntado: “Notei que você está usando um anel de casamento em seu dedo anelar. Você é casado?”, e respondeu: “Eu sou casado! Eu gosto de manter isso em segredo, mas eu sou casado faz mais de três anos, e nós estamos juntos a mais de 10 anos. Não tenho filhos. Ainda não há crianças!”

14.321 – ☻Mega Personalidades – Barbra Streisand


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Barbara Joan Streisand, (Brooklyn, Nova Iorque, 24 de abril de 1942), conhecida como Barbra Streisand, é uma cantora, compositora, atriz, diretora e produtora cinematográfica norte-americana, de origem judaica, vencedora de 2 Oscars, tendo sido indicada para mais três estatuetas.
Ela ganhou dois Oscar, quinze Grammy, seis Prêmios Emmy, um prémio Tony especial, um American Film Institute.
Barbra é uma das artistas mais bem sucedidas, tanto comercialmente como de crítica, na história do entretenimento norte-americano, com mais de 72,5 milhões de álbuns vendidos nos Estados Unidos e 152,5 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo.
Barbra Streisand é uma das poucas estrelas do show business a conquistar prémios em diversas áreas da arte – Oscar (cinema; 2), Grammy (música; 15), Tony (teatro; 1) e Emmy (televisão; 6). Ela foi também a primeira mulher a, simultaneamente, produzir, dirigir, escrever e atuar em um filme (“Yentl”, de 1983).

Ela iniciou a sua carreira em 1962 com a peça da Broadway “I Can get it For you Wholesale”. O seu primeiro disco, The Barbra Streisand Album, foi lançado em 1963 e premiou-a com dois Prémios Grammy. Barbra possui uma voz poderosa e imprime uma interpretação dramática às músicas que grava, especialmente nas baladas românticas. Fez duetos com artistas como Neil Diamond, Donna Summer, Frank Sinatra, Celine Dion, Bryan Adams, Burt Bacharach e Barry Gibb.
A sua estreia no cinema foi em 1968, com o musical Funny Girl e sua atuação rendeu-lhe o Oscar de melhor atriz. Foi indicada também pelo filme Nosso Amor de Ontem, em 1973. Também ganhou o Oscar de melhor canção original pelo filme Nasce uma Estrela em 1976. Em 1964, casou-se com o ator Elliot Gouldy com quem teve o seu único filho, Jason, mas o divórcio veio logo após conquistar o Oscar de melhor atriz. Depois de vários romances, Barbra casou-se em 1998 com o ator e diretor James Brolin.
A RIAA e a Billboard reconhecem Streisand como detentora do recorde de artista feminina que conquistou mais álbuns Top10 da história: um total de 34 desde 1963.
A Billboard também reconhece Streisand como a maior mulher de todos os tempos em sua tabela Billboard 200 e um dos maiores artistas de todos os tempos em sua tabela Hot 100.
Um pouco mais
Barbara Joan Streisand nasceu em 24 de abril de 1942, em Brooklyn, Nova York, numa família de judeus, filha de Emmanuel e Diana Streisand. É a segunda de dois filhos por parte do pai Emmanuel, um professor de uma escola respeitada. Quinze meses após o nascimento de Streisand, Emmanuel morreu de uma hemorragia cerebral e a família quase foi a falência.
A carreira de Barbra Streisand começou quando ela se tornou uma cantora de boate, durante a sua adolescência. Ela queria ser atriz e apareceu em várias produções teatrais, incluindo Driftwood em 1959, com a então desconhecida Joan Rivers. Driftwood durou apenas seis semanas.
Streisand voltou à Broadway em 1964 com uma atuação aclamada como Fanny Brice em Funny Girl. Por causa do sucesso da peça, ela apareceu na capa da Time, e em 1968 apareceu na adaptação cinematográfica de Funny Girl que lhe deu o Oscar de melhor atriz.
Streisand gravou 35 álbuns de estúdio, quase todos com a Columbia Records. Os seus trabalhos mais conhecidos no início da década de 1960 são The Barbra Streisand Album, People, Stoney End, The Way We Were, Guilty, The Broadway Album e Higher Ground. Os discos de Streisand foram nomeados para mais de 44 prémios Grammy, ganhando 15 desses, incluindo todos os especiais.
Durante os anos 1970, ela também teve grande sucesso nas paradas pop, com músicas Top 10 na Hot100 como The Way We Were (EUA Nº. 1), Evergreen (EUA Nº. 1), No More Tears (Enough Is Enough) (1979, com Donna Summer), que até hoje é considerado o dueto de maior sucesso comercial, (EUA Nº. 1), You Don’t Bring Me Flowers (com Neil Diamond) (EUA Nº. 1), Stoney End (EUA Nº. 5), My Heart Belongs To Me (EUA Nº. 4) e The Main Event (EUA Nº. 3). Como o fim da década de 1970, Streisand foi nomeada o artista mais bem sucedido nos EUA atrás somente de Elvis Presley e The Beatles.
Em 1980, Barbra lançou o seu álbum de maior sucesso comercial: Guilty, tendo vendido até hoje mais de 20 milhões de cópias e foi produzido por Barry Gibb dos Bee Gees junto com a equipa de produção de Albhy Galuten e Karl Richardson.

A faixa-título, um dueto entre Streisand e Gibb, ganhou o Prémio Grammy de Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocal em 1981, e foi o # 3 da Billboard Hot 100 hit. O primeiro single Woman in Love tornou-se uma das canções de maior sucesso da carreira de Streisand. A música passou um total de três semanas na posição # 1 da parada da Billboard. Além desses dois hits, o álbum também trouxe mais dois outros sucessos: What Kind Of Fool, outro dueto entre Streisand e Gibb e Promises. Em 2005, Barry Gibb propôs lançar uma sequência para este álbum, Guilty Pleasures. Não gerou tanto êxito como o álbum de 1980, mas possui músicas notáveis como Stranger In A Stranger Land e Above The Law, dueto entre ambos. Também em 2005 Barbra relançou o álbum remasterizado com novas entrevistas dela com Gibb, duas performances ao vivo de 1986 e uma galeria de fotos.
Depois de anos fora da Broadway, trabalhando apenas em música pop em favor de um material mais contemporâneo, Streisand voltou ao seu teatro-musical com The Broadway, que foi um sucesso inesperado, segurando o cobiçado 1 º lugar da Billboard por três semanas seguidas, e ser certificado quádruplo de platina. O álbum contou com músicas de Rodgers & Hammerstein, George Gershwin, Jerome Kern, e Stephen Sondheim, que foi persuadido a reformular algumas de suas músicas especialmente para esta gravação. The Broadway Album foi recebido com aclamação, incluindo uma indicação ao Grammy de álbum do ano, e finalmente, entregou a Streisand o seu oitavo Grammy de Melhor Cantora. Depois de lançar o álbum ao vivo One Voice em 1986, Streisand criou Great White Way em 1988. No início da década de 1990, Streisand passou a concentrar-se nos esforços como diretora de filmes e se tornou quase inativa no estúdio de gravação. Em 1991, um conjunto de caixa de quatro discos, foi apresentado.
Atualmente Streisand ja vendeu 140 milhões de álbuns mundialmente, e 71.5 milhões de álbuns nos Estados Unidos e é a artista feminina que mais vendeu discos nos Estados Unidos, ocupando a oitava colocação na lista geral.
Seu primeiro filme foi uma reprise do seu sucesso da Broadway, Funny Girl (1968), um sucesso artístico e comercial dirigido pelo veterano William Wyler . Streisand ganhou o Oscar de Melhor Atriz para o papel, compartilhando-o com Katharine Hepburn ( O Leão no Inverno ), foi a única vez que houve um empate nesta categoria do Oscar. Seu próximo filme também foi baseado um musicail, Hello, Dolly! , dirigido por Gene Kelly (1969) e Alan Jay Lerner. E depois On a Clear Day You Can See Forever outro musical dirigido por Vincente Minnelli.
Streisand iniciou seu trabalho como diretora, produtora e roteirista com o filme Yentl pelo qual ela se tornou a primeira mulher da historia a atuar, dirigir, produzir e escrever um filme, e também se tornou a primeira mulher a vencer um Globo de Ouro de Melhor Diretor, mas apesar de ter vencido o globo de ouro o filme nem sequer foi indicado ao Óscar de melhor filme e Óscar de melhor diretor o que causou muita discussão.
Após 8 anos afastado do cinema, Streisand retornou ao cinema em 2004 com o filme Meet the Fockers (e na sequencia Meet the Parents ), atuando ao lado de Dustin Hoffman , Ben Stiller , Blythe Danner e Robert De Niro . Em 2005 a Barwood Streisand Films, empresa de Streisand, comprou os direitos do livro Anão de Mendel,[25] onde ela futuramente dirigiria e atuaria em uma adaptação do livro para o cinema. Em dezembro de 2008, ela declarou que ela estava pensando em dirigir uma adaptação do livro de Larry Kramer Coração Normal , um projeto que ela tem trabalhado desde os meados da década de 1990.
Streisand pessoalmente reuniu 25 milhões dólares para as organizações através de suas performances ao vivo. A Fundação Streisand, criada em 1986, contribuiu com mais de 16 milhões dólares por cerca de 1.000 bolsas para organizações nacionais que trabalham na preservação do meio ambiente, a proteção das liberdades civis e dos direitos civis, aos direitos da mulher.
Em 2008, Streisand levantou 5 milhões para dólares de Pesquisa Cardiovascular da Barbra Streisand para o Centro do Coração da Mulher.

14.310 – Cinema – Charles Bronson


Bronson
Nome artístico de Charles Dennis Buchinsky, (Ehrenfeld, 3 de novembro de 1921 — Los Angeles, 30 de agosto de 2003) foi um ator norte-americano.
Foi no cinema que ele se projetou e, apesar da longa carreira, que teve início nos anos 50, somente ganhou popularidade na década de 1970. Nessa fase, ficou conhecido como “o homem de poucas palavras e muita ação”, pelas características de seus personagens.
Antes mesmo de participar de qualquer filme, Bronson somente pôde conhecer o mundo, além do local onde cresceu, quando serviu no exército dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi artilheiro de cauda do bombardeiro B-29, ele voou 25 missões no teatro de operações do Oceano Pacífico, tendo recebido a medalha de condecoração militar Purple Heart, por ferimentos em combate.
Bronson se casou três vezes: a primeira foi Harriet Tendler, com quem ficou casado de 1949 a 1967 e com quem teve dois filhos; a segunda foi a atriz Jill Ireland, de 5 de outubro de 1968 a 18 de maio de 1990, até a morte dela, e com quem teve uma filha; a terceira esposa foi Kim Weeks, e o casamento durou de 22 de dezembro de 1998 até a morte dele, em 2003. Bronson mencionou que em seu retorno do exército, teve um breve romance com uma loira espanhola chamada Esther, cuja história acabou quando ela voltou para seu país, deixando uma lembrança na memória do ator como ele disse certa vez, ter sido seu primeiro amor.
Bronson sofria do Mal de Alzheimer e morreu em consequência de uma pneumonia aos 81 anos. Encontra-se sepultado em Brownsville Cemetery, West Windsor, Condado de Windsor, Vermont nos Estados Unidos.

Carreira
Iniciou a fase de sucesso nos anos 1960. Apesar da relativamente pequena participação no filme Sete homens e um destino, ficou conhecido quando esse western passou a ser considerado um dos melhores da década. Depois de atuar em filmes de aventura como Robur, o conquistador, de 1961, Fugindo do Inferno (1963) e Os doze condenados, de 1967, Bronson foi para a Europa em 1968, onde atores de filmes de ação estavam obtendo melhores oportunidades. Neste ano, ele filmou Os canhões de San Sebastian, Era uma vez no oeste e Adeus, amigo, este último com Alain Delon. Seguiram-se O Passageiro da Chuva, de 1969, Os visitantes da noite, de 1970, Sol vermelho, de 1971, novamente parceria com o francês Delon, e por fim O segredo da Cosa Nostra, de 1972, os três últimos dirigidos por Terence Young.
Nos anos 1970, Bronson voltaria aos Estados Unidos e faria sucesso como o maior astro dos filmes de ação. Seu primeiro grande filme nesse nova fase foi ‘The Mechanic’, de 1972, no qual interpretou o assassino profissional Arthur Bishop, revivido por Jason Statham no filme homônimo em 2011.
No filme Fuga audaciosa, de 1975, é mostrado um plano de fuga de uma prisão, utilizando-se um helicóptero que, pilotado por Bronson, pousa no pátio de um presídio e resgata o prisioneiro interpretado por Robert Duvall. A cena se tornou famosa no Brasil, pois teria inspirado a fuga do bandido Escadinha, que usou o mesmo estratagema para fugir do presídio carioca da Ilha Grande, em 1985.
Nos anos 80 Bronson protagoniza diversos filmes de baixo orçamento e muita ação com a produtora Cannon Films de 1981 a 1994, boa parte deles dirigidos pelo Cineasta Inglês J. Lee Thompson, entre os de mais de destaque estão: Death Wish II, Death Wish III, 10 to Midnight e Kinjite: Jogos Proibidos.
Mas, o maior “empurrão” em sua carreira foi com o clássico Desejo de Matar, de 1974, que o consagrou na pele de Paul Kersey, um pacato arquiteto da cidade de Nova Iorque, que tem sua mulher morta e sua filha estuprada por três bandidos e passa a agir como um “vigilante”, perseguindo os criminosos nas ruas à noite.
Desejo de matar teve mais quatro sequências: Desejo de Matar 2 (1982), Desejo de Matar 3 (1985), Desejo de Matar 4 – Operação Crackdown (1987) e Desejo de Matar 5: A Face da Morte (1994).

14.308 – Cinema – Bud Spencer


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Nome artístico de Carlo Pedersoli (Nápoles, 31 de outubro de 1929 — Roma, 27 de junho de 2016), foi um ator, nadador olímpico e jogador de polo aquático italiano.
Como ator, Bud Spencer estrelou diversos filmes de comédia e do chamado western spaguetti. Seus trabalhos mais famosos foram em comédias de ação ao lado de seu parceiro de longa data Terence Hill. A dupla “foi aclamada mundialmente e atraiu milhões de pessoas aos cinemas”. Spencer e Hill estrelaram, produziram e dirigiram mais de 20 filmes juntos.
O nome Bud Spencer foi uma homenagem a sua cerveja favorita, Budweiser, e ao ator Spencer Tracy.
Graduado em Direito e falante de seis línguas (inclusive o português, no qual disse frases em alguns filmes tais como em “Charleston” de 1977, quando se faz passar por um milionário brasileiro), também foi autor do registro de diversas patentes.
Morou no Brasil entre 1947 e 1949, quando foi funcionário do consulado da Itália em Recife.
Em 1949, com apenas 20 anos, começa competir com as cores do SS Lazio, proclamando-se campeão italiano de natação nos 100 metros livres, título este que ele viria a conquistar por 7 vezes consecutivas (1949 a 1956). Além disso, ele foi o primeiro italiano a nadar 100 metros, em estilo livre, em menos de um minuto.
As boas performances valeram a Pedersoli a convocação para disputar o Campeonato Europeu de natação em 1950, disputado em Viena (Áustria). Não foi campeão, mas permaneceu no time para disputar em 1951 a primeira edição dos Jogos do Mediterrâneo, onde conquistou a medalha de prata nos 100m livres.
Estes resultados lhe credenciaram a defender as cores da Itália nas Olimpíadas de 1952 e 1956.
Também foi jogador de Pólo aquático e jogando pela Lázio, foi campeão italiano em 1954. Em 1955, foi medalha de ouro nos Jogos do Mediterrâneo (pelo pólo aquático).
Em Helsinque-1952, parou nas semifinais dos 100 livre marcando 58.9 além de integrar o revezamento 4×200 livre da Itália que parou nas eliminatórias.
Quatro anos depois, nos Jogos de Melbourne, Pedersoli já alternava a carreira de nadador com o polo aquático onde se sagrou campeão italiano pela Lazio em 1954. Nos Jogos de 56, parou novamente nas semifinais dos 100 livre, desta vez nadando para 59.0. No ano seguinte deixava o esporte.

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Iniciou sua carreira de ator em 1949, na comédia Quel fantasma di mio marito e em Hollywood, no filme Quo Vadis, com um papel de guarda do Império Romano. Mas ficou famoso com o parceiro de atuação, Terence Hill, em filmes do gênero western spaghetti, como o primeiro grande êxito Meu nome é Trinity, de 1970, repetido com a sequência de 1971 …continuavano a chiamarlo Trinità. Outros sucessos foram Altrimenti ci arrabbiamo, Due superpiedi quasi piatti e Io sto con gli ippopotami. No filme Anche gli angeli mangiano fagioli o parceiro de Bud Spencer foi Giuliano Gemma. Também teve êxito sem Terence Hill, como: Lo chiamavano Bulldozer, Piedone lo Sbirro e Banana Joe dentre outros.
Morreu aos 86 anos de idade, em Roma, em 27 de junho de 2016. A causa da morte não foi revelada, mas o filho declarou que o ator ficou com a saúde debilitada após ter sofrido uma queda em casa.

14.306 – A Indústria do Cinema Afetada pelo Coronavírus


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Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica, o mais recente filme da Pixar, estreou no início de março e fez US$ 39 milhões em seu fim de semana de estreia nos EUA, além de arrecadar US$ 28 milhões ao redor do mundo. Parece muito, mas a bilheteria ficou bem abaixo do esperado.
Dois Irmãos teve o pior final de semana de estreia de todos os filmes da Pixar. Mas isso não é culpa da qualidade da animação (que é boa, por sinal). Quem prejudicou o longa foi o novo coronavírus. Graças à pandemia, o filme ficou engavetado na China (o segundo maior mercado de cinema do mundo) e na Itália, dois dos países mais afetados pela Covid-19. Salas de cinema de vários outros países – inclusive do Brasil – também não estão funcionando.
Que o coronavírus afetou a indústria do entretenimento, você já sabe. Estreias foram adiadas e gravações foram interrompidas. Além disso, os cinemas fecharam as portas. Shows, eventos e festivais foram postergados ou, em alguns casos, cancelados.
Até agora, o mercado da sétima arte já deixou de arrecadar US$ 5 bilhões. Metade desse valor corresponde ao fato de a China ter fechado, desde janeiro, suas 60 mil salas de cinema. Mas o prejuízo pode ser ainda maior e chegar aos US$ 15 bilhões, segundo alguns analistas, dependendo de quanto a pandemia irá durar. Isso sem falar em demissões: só nos EUA, foram 120 mil funcionários do setor audiovisual foram mandados embora.
Sem uma previsão exata de quando as coisas voltarão, resta saber: como ficará o mundo do cinema pós-coronavírus?

“Netflix & chill”
Sem poder sair de casa, a alternativa é recorrer ao streaming. Um levantamento da Nielsen estima que a procura por serviços on demand crescerá 60% durante essa crise (isso sem falar nos games, cujo crescimento poderá ser de 75%, aponta a Verizon).
Na última terça-feira (24), a Netflix superou a Disney em valor de mercado. Enquanto as ações da empresa do Mickey despencaram 40%, as da plataforma de streaming cresceram 9%. A Netflix ficou valendo US$ 158 bilhões; a Disney, US$154,8 bilhões.
Diante desse cenário, os analistas do setor se perguntam como ficará o hábito do público quando o surto de coronavírus. Muitos acreditam que o streaming se consolidará ainda mais – aumentando a distância entre serviços modernos e os mais tradicionais. E as mudanças, pelo menos para a maioria dos estúdios, já começaram.
A Universal foi a primeira a modificar sua estratégia diante da crise: seus filmes de suspense The Hunt e O Homem Invisível, que estrearam em março, já estão disponíveis nos EUA para serem alugados online. E a continuação da animação Trolls, prevista para estrear em 10 de abril, passará longe das telonas: vai sair direto na internet.
Depois dessa decisão, outros estúdios seguiram o mesmo caminho. A Sony disponibilizou,Bloodshot, estrelado por Vin Diesel, para aluguel online – inclusive no Brasil, onde o filme havia sido lançado há poucas semanas. A Paramount colocará a comédia romântica The Lovebirds na Netflix. A Warner Bros. irá antecipar o lançamento on demand de Aves de Rapina, e a Disney já colocou Dois Irmãos disponível para compra online nos EUA – no streaming Disney+, o filme chega dia 3 de abril.

No escurinho do cinema
Com isso, os estúdios anteciparam, em muitas semanas, a chamada janela de exibição – o período entre o filme estar em cartaz e ficar disponível na internet. Mas uma parcela do setor não ficou contente com isso.
A janela de exibição, em geral, dura três meses. Com o avanço do streaming, muita gente argumenta que ela tem se tornado cada vez mais irrelevante. Mas esse intervalo existe por um motivo: ele é um grande acordo entre as distribuidores e as donas das salas de cinema pelo mundo.
Dessa forma, as exibidoras têm tempo suficiente para lucrar em cima do lançamento do filme. Em contrapartida, os estúdios faturam em um mercado que, mesmo com o streaming, ainda é altamente rentável. “Vingadores: Ultimato fez US$ 2,7 bilhões. Será que ele atingiria esse valor apenas em formato digital?”, questiona Paul Dergarabedian, da empresa de análise Comscore, em entrevista ao Hollywood Reporter.
E azar de quem ousasse quebrar esse acordo. Em 2011, por exemplo, a Universal decidiu fazer um experimento com a comédia Roubo nas Alturas, estrelado por Ben Stiller e Eddie Murphy. O aluguel do filme estaria disponível para meio milhão de pessoas nas cidades de Atlanta e Portland, nos EUA, apenas três semanas depois de sua estreia nos cinemas. As exibidoras não gostaram nem um pouco da ideia, e ameaçaram boicotar o filme. O projeto do estúdio, então, foi cancelado.
A coisa está tão enraizada no setor que, no ano passado, quase nenhum exibidor topou lançar O Irlandês. Motivo: a Netflix havia oferecido uma janela de apenas um mês para o drama de Martin Scorsese.
A Associação Nacional dos Proprietários de Cinema dos EUA (NATO), por sinal, não gostou nem um pouco das recentes decisões da Universal. De acordo com ela, outros estúdios demonstraram parceria e confiança no modelo de negócios das salas de cinema – sim, ao melhor estilo “não vamos esquecer o que vocês fizeram”.
E o que vai mudar?
Tom Rothman, presidente da Sony, não quis briga. Ele disse que a decisão em lançar Bloodshot na internet é uma exceção dada a situação atual. “Nós apoiamos a janela de exibição”, defendeu em um comunicado. Apesar disso, a verdade é que os exibidores não têm mesma força de antes. No dia 18 de março, a NATO pediu ao Congresso uma ajuda financeira para atravessar a crise provocada pelo coronavírus.
Outra consequência da pandemia é que, assim que a situação se estabilizar, estúdios e distribuidoras terão a difícil tarefa de refazer o calendário de estreias. Afinal, tudo é combinado de antemão para que um filme tenha mais chances de sucesso – não deve ser muito bom estrear no mesmo fim de semana que um filme da Marvel, certo?
Além dos filmes, diversos shows, eventos e festivais importantes precisarão ser reagendados – as alterações no calendário poderão ser sentidas pelos próximos dois anos. Os reagendamentos implicam também em mudar toda a estratégia de divulgação dos filmes – o marketing, vale dizer, é uma grande fatia do orçamento de um longa. Com menos grana em caixa após a crise, é possível que essa cultura também se modifique.
Se tivéssemos que apostar em uma mudança de hábito mais perceptiva, seria a da diminuição da janela de exibição. Mas quase ninguém acredita que será o fim do cinema como o conhecemos. “Depois do coronavírus, haverá uma grande onda de apreciação emocional por experiências coletivas”, disse Rothman ao Hollywood Reporter. “Esse é o tipo de experiência que nos torna o que somos, desde o tempo das rodas de história ao redor da fogueira”, complementa.
Talvez seja por esse motivo que a Disney não desistiu de Mulan. O estúdio aposta todas as suas fichas que o remake em live-action será um sucesso na China e, por isso, adiou a sua estreia, e não tem planos de lançá-lo na internet. “Nós acreditamos de verdade na experiência de ir ao cinema”, disse um porta-voz do estúdio à BBC. Na experiência ou na receita que eles ainda geram?

14.305 – Cinema – Rutger Hauer


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(Breukelen, 23 de janeiro de 1944 – Beetsterzwaag, 19 de julho de 2019)
Começou a carreira de ator como o protagonista da série de TV holandesa Floris. Ficou conhecido com o filme de 1982, Blade Runner, dirigido por Ridley Scott.
Apesar as críticas favoráveis, Rutger era ignorado pela indústria de Hollywood e por isso seu nome ficou restrito ao cenário holandês por vários anos. Neste período, trabalhou em várias produções, como Katie Tippel (1975), ‘Soldier of Orange (1977) com Verhoeven novamente, e Spetters (1980).
Sua estreia no cinema norte-americano aconteceu em 1981, junto de Sylvester Stallone, no filme Nighthawks, no papel de um terrorista chamado Wulfgar. No ano seguinte fez o seu papel mais famoso, o do androide (replicante) violento em busca de seu criador, Roy Batty, no filme cult de ficção científica Blade Runner. Hauer improvisou suas falas finais, que eternizaram o monólogo do personagem, lágrimas na chuva, como uma das falas mais icônicas do cinema.
No mesmo ano estreou Flesh & Blood, no papel de um mercenário. Em 1986, estreou em The Hitcher. Hauer chegou a ser escalado para o papel de RoboCop, mas o papel ficou com Peter Weller. No mesmo ano estreou em Wanted: Dead or Alive, descendente do personagem de Steve McQueen na série de televisão de mesmo nome. Deixando um pouco de lado os personagens violentos e psicóticos, ele estrelou em 1989 no filme franco-italiano La leggenda del santo bevitore e no mesmo ano trabalhou em Blind Fury (1989). Em 1990, ele voltou à ficção científica em The Blood of Heroes.
No filme de 2003, Confissões de uma Mente Perigosa, Hauer interpretou um assassino. No filme de 2005, interpretou o vilão em Sin City – A Cidade do Pecado e depois o executivo das empresas Wayne, em Batman Begins (2005). Interpretou o Conde Drácula, protagonista do filme de 2005 Dracula III: Legacy. Em 2009, apareceu no filme holandês Dazzle, tido como um dos mais relevantes filmes do ano no país. No mesmo ano, trabalhou com o diretor italiano Renzo Martinelli em Barbarossa. Em abril de 2010, foi escalado para trabalhar no filme Grindhouse.
Rutger Hauer era ambientalista, sendo um dos patrocinadores do Greenpeace.
Em 2013 foi nomeado Cavaleiro da Ordem do Leão Neerlandês por serviços prestados à dramaturgia.
Hauer foi casado com Heidi Merz, de quem se divorciou. Hauer então se casou com Ineke ten Cate, em 1985, com quem teve uma filha, a atriz Aysha Hauer.
Rutger Hauer morreu em 19 de julho de 2019, em sua casa em Beetsterzwaag, uma vila no município de Opsterland, no leste da Frísia, nos Países Baixos, seguida de uma breve doença, aos 75 anos. Sua morte só foi divulgada cinco dias depois.

14.304 – Cinema – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES


caçador de androides
Blade Runner
Distribuidor Warner Home Video (Brazil)
Ano de produção 1982
Tipo de filme longa-metragem
O ator Dustin Hoffman chegou a ser convidado para interpretar Deckard, mas recusou o papel.
Detalhe secreto
O comerciante de cobras que aparece em uma das ruas de Blade Runner possui em sua testa uma tatuagem da nave Millenium Falcon, da série Star Wars. Como a tatuagem é bem pequena, apenas é possível vê-la utilizando o zoom do vídeo/dvd.
Surpresa do diretor
Em julho de 2000, o diretor Ridley Scott declarou, em entrevista à tv britânica, que o personagem Deckard também era um replicante.
Versão do diretor
Em 1992, dez anos após o lançamento de Blade Runner, o diretor Ridley Scott lançou uma versão pessoal para o filme, que contém cenas extras e tem um final bem diferente do exibido na versão original do filme.
Nova edição
No Festival de Veneza de 2007 o diretor Ridley Scott lançou mais uma versão do filme, chamada Blade Runner: The Final Cut.
OSCAR
1983
Indicações
Melhor Direção de Arte
Melhores Efeitos Especiais

GLOBO DE OURO
1983
Indicação
Melhor Trilha Sonora

BAFTA
1983
Ganhou
Melhor Direção de Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Direção de Arte/Design de Produção

Indicações
Melhor Edição
Melhor Maquiador
Melhor Composição
Melhor Som
Melhores Efeitos Visuais
Enredo
No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.

O filme se passa em novembro de 2019 numa decadente e futurista cidade de Los Angeles decaída com a poluição, o consumismo exacerbado e a consequente busca de novas formas de colonização em outros planetas, para a qual as pessoas são convidadas a aventurarem-se em face do colapso da civilização humana, tanto material quanto moralmente. Destaca-se o quão visionário foi o diretor Ridley Scott, na medida em que a globalização tão amplamente difundida nas últimas décadas, encontra nesta película, um final catastrófico, melancólico e deprimente — animais extintos são clonados e replicados a exemplo do principal quinhão no filme — replicantes humanos; a existência de uma profusão de culturas, etnias, credos e costumes. Com efeito, mexicanos, chineses, árabes e toda uma gama de culturas convivem neste ambiente sombrio e desanimador. Neste contexto, seres humanos artificiais, chamados replicantes, são criados e usados nas mais nocivas atividades, na Terra e, principalmente fora dela. A empresa responsável se chama Tyrell Corporation. Após um motim, os replicantes são banidos na Terra, passando a ser usados para trabalhos perigosos, servis e de prazer nas colônias extraterrenas da Terra. Replicantes que desafiam esse banimento e retornam para a Terra são caçados e “aposentados” pelos operativos especiais da polícia conhecidos como “caçadores de replicantes”. O enredo se foca em um brutal e astuto grupo de replicantes que recentemente escapou e está se escondendo em Los Angeles, e no aposentado caçador de replicantes Rick Deckard, que relutantemente concorda em realizar mais um trabalho para caçá-los.
O filme é uma fina ironia acerca das questões fundamentais que afligem a espécie humana e, é exatamente neste ponto, sob o espectro da moral, da ética e da busca do sentido para a vida, é que as pessoas acabam fazendo com os replicantes tudo aquilo que as fazem sofrer e o que lhe acarretam as mazelas e vicissitudes da vida.
Blade Runner inicialmente polarizou a crítica especializada: alguns não gostaram de seu ritmo, enquanto outros gostaram de sua temática complexa. O filme foi muito mal nas bilheterias da América do Norte; apesar do fracasso comercial, ele desde então se tornou um clássico cult.
e é atualmente considerado um dos melhores filmes já feitos. Blade Runner foi elogiado por seu desenho de produção, mostrando um futuro “retrofit”, e permanece como um dos principais exemplos do gênero neo-noir. Blade Runner chamou a atenção de Hollywood para o trabalho do escritor Philip K. Dick, com vários filmes posteriores tendo sido baseados por suas obras. Ridley Scott considera Blade Runner como “provavelmente” o seu filme mais completo e pessoal. Em 1993, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso como sendo “cultural, histórica ou esteticamente significante”.
Sete versões diferentes do filme já foram exibidas em vários mercados como resultados de mudanças controversas feitas pelos executivos do filme. Um apressado Director’s Cut foi lançado em 1992 depois de fortes reações a exibições testes. Isso, em conjunto com a popularidade do aluguel de vídeo, fez este ser um dos primeiros filmes a ser lançado em DVD, resultando em um disco básico com uma qualidade medíocre de vídeo e áudio. Em 2007, a Warner Bros. lançou o The Final Cut, uma versão digitalmente remasterizada de 25 anos feita por Scott, em cinemas selecionados e posteriormente em DVD, HD DVD e Blu-ray.
A sequência, intitulada Blade Runner 2049, foi lançada em 6 de outubro de 2017.
Elenco
Harrison Ford como Rick Deckard
Rutger Hauer como Roy Batty
Sean Young como Rachael
Edward James Olmos como Gaff
M. Emmet Walsh como Capitão Bryant
Daryl Hannah como Pris
William Sanderson como J.F. Sebastian
Brion James como Leon Kowalski
Joe Turkell como Dr. Eldon Tyrell
Joanna Cassidy como Zhora Salome
James Hong como Hannibal Crew
Morgan Paull como Dave Holden
Kevin Thompson como Bear
John Edward Allen como Kaiser
Hy Pyke como Taffey Lewis
Kimiko Hiroshige como Moça Cambojana
Robert Okazaki como Mestre Sushi
Carolyn DeMirjian como Vendedora
Ben Astar como Abdul Ben Hassan
É um filme literário de ficção científica, envolvendo tematicamente a filosofia da religião e implicações morais do domínio humano da engenharia genética no contexto do drama e da húbris grega clássica.
Blade Runner aprofunda as implicações da tecnologia no ambiente e na sociedade ao chegar ao passado, usando literatura, simbolismo religioso, temas dramáticos clássicos e cinema noir. Essa tensão entre passado, presente e futuro é refletida no futuro reestruturado de Blade Runner, que possui alta-tecnologia e lugares reluzentes, mas decadente e velho em outros lugares. Ridley Scott descreveu o filme como: “extremamente escuro, literalmente e metaforicamente, com uma sensação estranhamente masoquista”, em uma entrevista de Lynn Barber para o jornal britânico The Observer em 2002. Scott “gostou da ideia de explorar a dor” e comentou na sequência a respeito da morte de seu irmão por um câncer de pele: “Quando ele estava doente, eu costumava visitá-lo em Londres, e isso foi realmente traumático para mim
Escolha do elenco
A escalação para o elenco do filme demonstrou-se bastante problemática, particularmente para o papel principal de Deckard. O roteirista Hampton Fancher imaginou Robert Mitchum como Deckard tendo escrito o diálogo do personagem com Mitchum em mente.O diretor Ridley Scott e os produtores do filme passaram meses se reunindo e discutindo o papel com Dustin Hoffman, que eventualmente desistiu do papel devido a algumas discrepâncias de visão. Harrison Ford foi finalmente escolhido por várias razões, incluindo seu desempenho nos filmes da franquia Star Wars, o interesse de Ford pela história de Blade Runner e algumas discussões com Steven Spielberg que estava terminando Os Caçadores da Arca Perdida na época e elogiou fortemente o trabalho de Ford no filme.Depois de seu sucesso em filmes como Star Wars (1977) e Os Caçadores da Arca Perdida (1981), Ford estava procurando um papel com profundidade dramática. De acordo com os documentos de produção, vários atores foram considerados para o papel, incluindo Gene Hackman, Sean Connery, Jack Nicholson, Paul Newman, Clint Eastwood e Al Pacino.
Um papel que não foi difícil de escalar foi o de Rutger Hauer como Roy Batty, o violento mas ainda pensativo líder dos replicantes. Scott colocou Hauer no elenco sem conhecê-lo, tendo unicamente como base as performances de Hauer nos filmes de Paul Verhoeven que Scott tinha visto (Katie Tippel, Soldaat van Oranje e Turkish Delight). A interpretação de Hauer para o personagem Batty foi considerado por Philip K. Dick como “o Batty perfeito e frio, ariano, impecável”. Dos muitos filmes que Hauer fez, Blade Runner é o seu favorito. Como explicou em um bate-papo ao vivo em 2001, “Blade Runner não precisa de explicação, é apenas o melhor, não há nada parecido, fazer parte de uma verdadeira obra-prima que mudou o pensamento do mundo.” Hauer reescreveu o discurso “lágrimas na chuva” do seu personagem e o apresentou para Scott no set antes da filmagem.
Blade Runner utilizou um número de atores até então pouco conhecidos: Sean Young interpretou Rachael, uma replicante experimental com memórias da sobrinha de Tyrell implantadas, fazendo-a acreditar que ela é humana; Nina Axelrod fez uma audição para o papel. Daryl Hannah interpretou Pris, uma “modelo de prazer básico” replicante; Stacey Nelkin fez testes para o papel, mas lhes foi dada uma outra parte no filme, que foi cortada em última instância antes da filmagem.[36] A escalação para os papéis de Pris e Rachael foi desafiador, exigindo vários testes de tela, com Morgan Paull desempenhando o papel de Deckard. Paull foi escolhido como Dave Holden o caçador de recompensas e colega de Deckard, que é baleado na primeira cena, baseado em suas performances nos testes. Brion James interpretou Leon Kowalski, um replicante de combate, e Joanna Cassidy interpretou Zhora, uma replicante assassina.
Edward James Olmos interpretou Gaff. Olmos usou sua diversidade étnica e pesquisa pessoal para ajudar a criar a linguagem ficcional “cityspeak” que seu personagem usa no filme.
A máquina de Voight-Kampff é uma ferramenta fictícia utilizada em interrogatórios, originado no romance onde é soletrada como Voigt-Kampff. O Voight-Kampff é uma máquina semelhante a um polígrafo usada pelos Blade Runners para determinar se um indivíduo é um replicante. Ele mede as funções corporais, como respiração, modo de respostas, frequência cardíaca e movimento dos olhos em resposta a questões relacionadas com a empatia.
A trilha sonora de Blade Runner composta por Vangelis é uma combinação melódica sombria de composição clássica e sintetizadores futuristas que espelha o filme noir retro-futurístico imaginado por Ridley Scott. Vangelis, que recentemente havia ganhado um Óscar de melhor trilha sonora por Carruagens de Fogo, compôs e executou a música em seus sintetizadores.
Efeitos especiais
Blade Runner foi lançado em 1.290 cinemas no dia 25 de junho de 1982. Essa data foi escolhida pelo produtor Alan Ladd, Jr. porque seus filmes anteriores de maior bilheteria (Star Wars e Alien) tiveram uma data de abertura semelhante (25 de maio) em 1977 e 1979, tornando esta data seu “dia de sorte”. Blade Runner arrecadou vendas de ingressos razoavelmente boas segundo relatórios contemporâneos; Faturando US$ 6,1 milhões durante o seu primeiro fim de semana nos cinemas. O filme foi lançado próximo de outros grandes lançamentos de ficção científica/fantasia, tais como O Enigma de Outro Mundo, Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan, Conan, o Bárbaro e E.T. – O Extraterrestre.
Crítica
As reações iniciais entre os críticos de cinema foram misturadas. Alguns escreveram que a trama tomou um assento traseiro para efeitos especiais do filme, e não coube o marketing do estúdio como um filme de ação/aventura. Outros aclamaram sua complexidade e previram que resistiria ao teste do tempo.
Blade Runner detém uma classificação de 89% no Rotten Tomatoes, um site que classifica os filmes com base em críticas publicadas por críticos, obtendo uma média de 8,5 de 10 em 104 comentários.

14.303 – Cinema Nacional – Pixote, a Lei do Mais Fraco


pixote
Enredo
Pixote (Fernando Ramos da Silva) foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua “educação”, pois conviveu com todo os tipos de criminosos e jovens delinquentes. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.
Adaptação
Baseado no livro “Pixote – Infância dos Mortos”, de José Louzeiro.
Trágico protagonista
Fernando Ramos da Silva, intérprete de Pixote, voltou à vida do crime e acabou morto em um confronto com policiais em 1987.
Criação de uma nova função
Foi em Pixote que o posto de preparador de elenco foi criado. O diretor Hector Babenco convidou Fátima Toledo a desempenhar a função, de forma a moldar os 15 garotos não atores do elenco para que atuassem no filme.
Prêmios
GLOBO DE OURO
Indicação
Melhor Filme Estrangeiro
FESTIVAL DE LOCARNO
Ganhou
Leopardo de Prata

Ranking dos Melhores Filmes Nacionais
Classificado na décima segunda colocação na lista de melhores filmes brasileiros de todos os tempos segundo a Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).
Festival de São Paulo
Selecionado para a 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Restauração
O filme foi restaurado em 2018 dentro do projeto “Memória Hector Babenco”, da HB Filmes, feito para recuperar toda a obra do cineasta, falecido em 2016.
O roteiro do filme foi escrito por Babenco e Jorge Durán, sendo baseado no livro Infância dos Mortos do escritor José Louzeiro.

Considerado um relato arrepiante e documental dos jovens delinquentes do Brasil, o filme construiu um dos mais cruéis retratos da realidade nas ruas de São Paulo, onde diversas crianças têm sua inocência retirada ao entrarem em contato com o mundo do crime, da prostituição e da violência. Pixote apresenta Fernando Ramos da Silva (morto posteriormente aos dezenove anos de idade por agentes da Polícia Militar de São Paulo) como o personagem-título e Marília Pêra como a prostituta Sueli; a trama gira em torno de Pixote, um garoto que é recrutado por terceiros para realizar assaltos e transportar drogas após fugir de um reformatório para menores infratores.

O filme se tornou um sucesso de crítica, sendo aclamado tanto nacionalmente quanto internacionalmente, com diversos críticos estrangeiros elegendo-o como um dos dez melhores filmes realizados naquele ano; o filme foi indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor filme estrangeiro. Em novembro de 2015, Pixote, a Lei do Mais Fraco entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
☻ Mega Resumo
Depois de uma ronda policial, algumas crianças de rua, incluindo Pixote, um mero menino morador das ruas da cidade de São Paulo de apenas onze anos de idade, são enviadas para um reformatório de delinquentes juvenis (equivalente a uma FEBEM). A prisão é uma escola infernal onde Pixote cheira cola como fuga emocional para as constantes ameaças de abuso e estupro que testemunha no local. Logo fica claro que os jovens criminosos são apenas joguetes para os sádicos guardas do abrigo e para seu diretor; quando um menino morre por abuso físico por parte dos guardas, estes procuram jogar a culpa do assassinato em outro menino, o amante de Lilica, um garoto homossexual. Convenientemente, o amante de Lilica também “morre”, com a ajuda dos guardas.
Logo depois, Pixote, Chico, Lilica e seu novo amante Dito encontram uma oportunidade de fugir da prisão. Após escaparem, eles permanecem no apartamento de Cristal, um ex-amante de Lilica, mas quando surgem tensões entre eles e Cristal, o grupo vai para o Rio de Janeiro para fazer uma negociação de cocaína com uma stripper conhecida de Cristal. Chegando lá, porém, eles acabam sendo passados para trás pela stripper, que acaba matando Chico e sendo esfaqueada por Pixote, o que se torna o primeiro assassinato cometido pelo menino.
Eles encontram Sueli, uma prostituta abandonada pelo seu cafetão e que acabara de fazer um aborto clandestino. Juntam-se a ela para roubar os clientes da prostituta durante os seus programas, mas o clima começa a ficar tenso quando Dito e Sueli ficam atraídos um pelo outro, causando profundo ciúme em Lilica, que acaba abandonando o grupo quando presencia Dito e Sueli fazendo sexo. O esquema de roubo acaba dando errado quando um americano que vai fazer um programa com Sueli reage inesperadamente quando Dito anuncia que vai assaltá-lo (uma vez que ele aparentemente ele não entende português) e os dois se atracam. Pixote, ao tentar mirar o americano com sua pequena pistola, erra e acaba acertando e matando Dito, para desespero de Sueli; o americano também é morto por Pixote.
Desolados, Pixote e Sueli estão agora sozinhos no mundo. O menino tenta buscar o carinho de Sueli, procurando nela a figura de uma mãe, mas ela o rejeita e o manda embora. Ele então se vai e é visto andando por uma linha ferroviária, de pistola na mão, se afastando até ir desaparecendo na distância.
Elenco
Fernando Ramos da Silva …. Pixote
Marília Pera …. Sueli
Jorge Julião …. Lilica
Gilberto Moura …. Dito
Edílson Lino …. Chico
Zenildo Oliveira Santos …. Fumaça
Cláudio Bernardo …. Garotão
Israel Feres David …. Roberto Pé de Lata
José Nílson Martins dos Santos …. Diego
Jardel Filho …. Sapatos Brancos
Rubens de Falco …. juiz
Elke Maravilha …. Débora
Tony Tornado …. Cristal
Beatriz Segall …. viúva
Ariclê Perez …. professora
O filme foi concebido em estilo de documentário, fortemente influenciado pelo neo-realismo italiano, no qual tomam parte do elenco vários atores amadores com vidas muito semelhantes às dos personagens do filme.
O filme teve suas cenas rodadas nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro; o filme apresenta várias cenas das praias do Rio, assim como lugares históricos e turísticos de São Paulo como o Viaduto Santa Ifigênia e o Monumento às Bandeiras (em frente ao Parque Ibirapuera), que são notavelmente vistos ao longo do filme.
Pixote foi lançado nos cinemas brasileiros em 26 de setembro de 1980. Nos Estados Unidos, o filme foi apresentado pela primeira vez no New York New Directors/New Films Festival em 5 de maio de 1981 em Nova Iorque; depois foi exibido em circuito limitado nos cinemas daquele país a partir de 11 de setembro de 1981.
O filme foi exibido em vários festivais de cinema, incluindo: Festival Internacional de Cinema de San Sebastián (na Espanha), Festival Internacional de Cinema de Toronto (no Canadá), Festival Internacional de Cinema de Locarno (Suíça), entre outros.
Crítica
O crítico de cinema Roger Ebert, do jornal Chicago Sun-Times, considerou o filme um clássico, e escreveu: “Pixote predomina neste trabalho de Babenco, que mostra um olhar áspero de uma vida que nenhum ser humano deveria ser obrigado a levar. E o que os olhos de Fernando Ramos da Silva, o jovem ator condenado, nos mostra não é para nos machucar, nem para nos acusar, assim como não mostra arrependimento – mostra apenas a aceitação de uma realidade diária desolada”.
Vincent Canby, crítico de cinema do The New York Times, gostou da atuação neo-realista e da direção do drama e escreveu: “Pixote, terceiro longa-metragem de Hector Babenco, diretor brasileiro nascido na Argentina, é um ótimo filme, intransigentemente cruel, sobre os meninos de rua de São Paulo, em particular sobre Pixote. As performances dos atores são boas demais para serem verdadeiras, mas o Sr. Ramos da Silva e a Sra. Pêra são esplêndidos. Pixote não é para os fracos de estômago, muitos dos detalhes são difíceis de serem deglutidos, mas o filme não é explorador, nem é pretensioso. O diretor Babenco nos mostra o fundo do poço e, como artista que ele é, nos faz acreditar nisto e que todas as possibilidades de melhora das crianças de rua brasileiras foram perdidas”.
O agregador de críticas Rotten Tomatoes apresenta uma pontuação positiva para o filme com 91% de suas resenhas sendo consideradas positivas, baseado em 11 críticas e obtendo uma classificação média de 8.75/10.
Embora tenha sido aceito como representante brasileiro para uma indicação do Óscar de melhor filme estrangeiro, Pixote foi posteriormente desqualificado devido o filme ter sido lançado nos cinemas antes da data permitida para sua elegibilidade.
O filme, contudo, conseguiu ser indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro durante a trigésima nona cerimônia realizada em janeiro de 1982, porém perdeu o prêmio para o britânico Chariots of Fire.

A morte de “Pixote”
O ator Fernando Ramos da Silva, que interpretou o personagem-título, tempo depois do êxito do filme, voltou à sua vida de sempre, vivendo num ambiente de total miséria. Chegou a tentar seguir a carreira de ator, ingressando na Rede Globo com a ajuda do escritor José Louzeiro, porém, foi demitido por ser incapaz de decorar os textos, já que era semialfabetizado. Devido à influência dos irmãos, retornou à criminalidade, sendo assassinado por policiais militares em 1987.
A rápida trajetória de Fernando foi contada pelo diretor José Joffily, em seu filme Quem Matou Pixote?, lançado em 1996.

14.285 – Cinema – Os Filmes mais esperados de 2020


Viúva Negra

A saga Vingadores acabou, mas a personagem Viúva Negra, felizmente, volta aos cinemas no ano que vem. O filme, que leva o nome “de trabalho” de Natasha Romanoff, vai contar a história da espiã internacional mostrando como que ela se tornou a super-heroína que conhecemos hoje.
Além da própria Viúva Negra, o filme terá a presença dos personagens Treinador, Guardião Vermelho, Thunderbolt Ross, entre outros. O elenco conta com atores como Scarlett Johansson, claro, David Harbour, Rachel Weisz, Florence Pugh e O-T Fagbenle.

Mulher-Maravilha 1984
Diana Prince (Gal Gadot), a Mulher-Maravilha, estará de volta às telas do cinema em 2020 com Mulher-Maravilha 1984. A sequência ainda não teve a sua sinopse divulgada, mas o que sabemos até então é que Patty Jenkis estará na direção mais uma vez e que a trama vai contar com a vilã Mulher Leopardo, interpretada pela atriz Kristen Wig, e que Chris Pine estará de volta como Steve Trevor.
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa
Chegou a hora de Arlequina brilhar sozinha. Em 2020, vamos finalmente conferir o lançamento do filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, derivado de Esquadrão Suicida, de 2016. Na trama, a personagem de Margot Robbie se une a Canário Negro (Jurnee Smollett), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e Renée Montoya (Rosie Perez) para defender a cidade de Gotham.
King’s Man: A Origem
Para quem gosta de ação e espionagem, o filme que está deixando todo mundo ansioso para ir aos cinemas em 2020 é Kingsman: A Origem, terceiro da saga Kingsman e comandado pelo diretor Matthew Vaughn. Desta vez, os acontecimentos da trama precedem a história dos anteriores, quando os criminosos mais perigosos do mundo se unem para roubar milhões de dólares.
O elenco da trama conta com Harris Dickinson, Gemma Arteton, Ralph Fiennes, entre outros. A estreia acontece no dia 12 de fevereiro de 2020.
Um Lugar Silencioso – Parte II
O filme Um Lugar Silencioso, lançado em 2018, ganhará uma continuação em 2020. Um Lugar Silencioso – Parte II vai mostrar os desafios enfrentados pela família Abbott neste mundo pós-apocalíptico em que a regra de sobrevivência é ficar em silêncio.
A sequência continua sob direção de John Krasinski e o elenco conta com Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe, Djimon Hounsou e Cillian Murphy. A estreia acontece no dia 19 de março de 2020.
Bond 25
Mais um filme da saga 007 está chegando em 2020: Bond Sob direção de Cary Fukunaga, o ator Daniel Craig assume o papel de James Bond mais uma vez, precisando voltar à função depois de um tempo vivendo uma vida tranquila e afastado. Tudo começa quando Felix Leiter, um antigo amigo da CIA, pede ajuda no resgate de um cientista sequestrado.
O elenco conta com nomes como Rami Malek (Dr. Robot), Ana de Armas, Billy Magnussen, David Dencik, Dali Benssalah e Lashana Lynch.

14.210 – Mega Curiosidades – Qual foi o 1º Filme?


viagem-a-lua1
A história considera que foram as fitas exibidas pelos irmãos Auguste e Louis Lumière na primeira sessão pública do cinematógrafo, em 1895, em Paris. Durante cerca de 20 minutos, o público se maravilhou com o aparelho assistindo a imagens de Empregados Deixando a Fábrica Lumière e de Chegada de um Trem à Estação de la Ciotat. Mas, se estamos falando de longas-metragens, a honra pertence à Austrália. The Story of the Kelly Gang, de 1906, conta, em 70 minutos, a história de Ned Kelly, fora da lei que desafiou a preconceituosa Austrália colonial, transformando-se em herói nacional. O personagem foi tema de outra produção mais recente, de 2003, com Heath Ledger.

14.128 – Cinema – Ponha um Sorriso Nessa Cara!


coringa no cinema
Se Beber, Não Case; Escola de Idiotas; Um Parto de Viagem. À primeira vista, é difícil imaginar que Todd Phillips, diretor de todas essas produções, um dia estaria envolvido em um filme como Coringa – dramático, tenso e violento.
Joaquin Phoenix, por outro lado, é conhecido por interpretar papéis excêntricos – o que combina muito com sua personalidade. Quando ele foi confirmado como o vilão, muita gente comemorou: a opinião geral era que o palhaço cairia como uma luva para ele.
O começo da ideia
Phillips foi o idealizador de Coringa. Em 2016, ele apresentou o projeto para os executivos da Warner, mas revela que não foi nada fácil convencê-los. “Não foi algo da noite para o dia”, disse ele. “Basicamente, eu estava dizendo para pegar um personagem com 75 anos de legado consolidado e criar uma história de origem a ele.”
A ideia do diretor era usar o mundo das histórias em quadrinhos como pano de fundo para fazer o que ele chama de “filmes de estudo de personagem”: histórias como Um Estranho no Ninho, Serpico e O Rei da Comédia, este último uma das grandes inspirações para Coringa.
“Nos últimos cinco, dez anos, os filmes de super-heróis dominaram o cinema. Eles são ótimos, mas não permitem uma abordagem profunda do personagem principal.” Phillips cita A Rede Social, sobre a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, como um exemplo recente do tipo de produção que ele queria fazer.
Phillips conta que, nas primeiras conversas com o pessoal da Warner, sua sugestão era que a DC Comics criasse um selo de filmes independentes. O “DC Black”, como ele mesmo chamou, serviria para que diretores criassem histórias originais, sem a necessidade de estarem amarradas com o universo cinematográfico de Liga da Justiça, Esquadrão Suicida e cia.
“Claro que, para a Warner, filmes independentes são aqueles cujo orçamento é de US$ 50 milhões, mas o legal dessas histórias é que elas não precisariam ter grandes efeitos especiais, explosões ou prédios caindo.” A ideia não vingou, mas Phillips conseguiu que Coringa saísse do papel.

Dupla dinâmica
Phoenix foi a primeira escolha para o personagem principal. Na verdade, Phillips escreveu o roteiro com ele em mente. “É um dos grandes dessa geração”, elogia o diretor. Mas a primeira reação do ator não foi bem nessa linha.
“Quando recebi o convite, pensei: ‘De jeito nenhum vou fazer isso!’”, disse o ator. Phoenix estava relutante pois não fazia ideia de qual seria a abordagem ideal. Mas assim que Phillips apresentou suas ideias para o filme, ele mudou de opinião.
“O fato desse Coringa dar risadas quase que de forma dolorosa me deixou bastante interessado”, conta Phoenix. “Nunca havia pensado nisso.” Joaquin disse que foi a visão de Phillips sobre o personagem que o fez encarar o papel. “Todd sabia o que estava fazendo. Era o cara certo para dirigir esse filme.”
A dupla dinâmica, então, estava formada. Os dois mergulharam de cabeça na produção. “Nós íamos para o set duas horas antes do início das filmagens e, depois que o dia terminava, conversávamos por mais duas horas sobre o filme”, lembra Phoenix.

Quadrinhos? Hoje não
Tanto Phillips quanto Phoenix bateram na mesma tecla durante a conversa: Coringa não é uma adaptação dos quadrinhos. “É claro que consultamos algo aqui e ali, afinal, não criamos o personagem nem Gotham City”, esclarece o diretor, que cita A Piada Mortal, de 1989, como uma dessas fontes de consulta esporádica. “Mas nós tivemos liberdade para fazer o que quiséssemos.”
Todd se baseou, principalmente, nas lembranças que tinha das histórias que lia quando criança. Ele defende que a ideia, desde o começo, era fazer algo com o máximo de originalidade – opinião compartilhada por Phoenix. “Eu não quis fazer algo baseado em algum quadrinho ou performance anterior”, disse o ator. “Era importante que seguíssemos nosso próprio caminho.”
Ora, se as páginas dos gibis não foram o foco da inspiração, o que seria? Resposta: anos 1970. “Foi nessa época que, na minha opinião, foram feitos os maiores filmes de estudo de personagem”, confessa Phillips. O diretor, então, revisitou os longas da época, como os dirigidos por Martin Scorsese: Taxi Driver, Touro Indomável, O Rei da Comédia…Todos eles, veja só, estrelados por Robert De Niro, que, não por acaso, está em Coringa.
Sem as versões do vilão dos quadrinhos como base, Phoenix e Phillips tentaram criar uma versão mais humana para o personagem. Fleck é um cara desajustado, que sofreu bullying e tem traumas de infância. O desafio da dupla era grande: como transformar uma pessoa vulnerável (e que gera empatia no público) em um vilão enlouquecido?
Phoenix conta que as primeiras cenas gravadas foram as que ele está totalmente vestido como o Coringa. Para ele, apesar da dificuldade inicial em achar o tom do personagem, o processo inverso o ajudou na composição de Fleck. “Dessa maneira, pude entender melhor como o palhaço vivia dentro daquele cara, e como ele foi lentamente evoluindo até chegar no Coringa.”
Para a maquiagem, a produção elaborou mais de 100 versões de rostos de palhaço, até que Todd definiu qual seria. Outra parte difícil de definir foi a risada do Coringa. Phoenix confessou que demorou até encontrar uma versão que o agradasse, e disse só resolveu esse problema quando as filmagens já tinham começado.
Há um futuro para Coringa?
Quando perguntados sobre uma possível sequência, ambos desconversaram. “Acho que vai depender da audiência”, disse Phoenix. “Isso é com o estúdio, mas eu topo fazer qualquer coisa que envolva o Joaquin”, falou Phillips.
O ponto é que Coringa não precisa de uma continuação. “A ideia do ‘DC Black’ foi pensada justamente para proteger esse filme.” Phillips também negou que o próximo Batman, dirigido por Matt Reeves, vá se conectar de alguma forma com o longa. Mas não escondeu o desejo de comandar outra história independente. “Meu herói favorito é o Demolidor, mas se pudesse, adoraria fazer um filme sobre o Rorschach [personagem de Watchmen] nessa mesma pegada intimista.”

A recente controvérsia
Nas últimas semanas, criou-se uma discussão em torno da violência do filme – e o que ela poderia incitar. Para alguns críticos, Coringa pode ser potencialmente perigoso por, de certa forma, enaltecer um personagem mau, fazendo com que pessoas se identificassem com ele da maneira errada.
Nos EUA, por exemplo, o Exército tem tomado cuidado para que ataques não aconteçam durante a estreia do longa. A polêmica chegou até Phoenix: recentemente, ele abandonou uma entrevista após ser questionado se o filme poderia inspirar pessoas com os mesmos problemas do Coringa a fazer o mesmo que o vilão.
O papo com Phoenix e Phillips, porém, aconteceu antes de tudo isso. Mas ambos defendem que o personagem nunca foi pensado como alguém com distúrbios mentais ou com o qual as pessoas se identificariam (e defenderiam). “Eu sempre acreditei que, de um jeito ou de outro, filmes funcionam como um espelho, que reflete o que está acontecendo com a sociedade naquele momento”, disse Todd. “Nosso objetivo era que a história funcionasse de maneiras diferentes para cada pessoa que assistir. (…) E se elas começarem a discutir a partir do filme, é uma coisa boa.”

14.125 – Cinema: Seria cômico, se não fosse Trágico – O Coringa


coringa
Elenco Joaquin Phoenix – Robert de Niro
Bruce Wayne
Dante Pereira-Olson
Martha Wayne
Carrie Louise Putrello Randall
Glenn Fleshler Hoyt Vaughn
Josh Pais Gene Ufland
Marc Maron Dr. Sally Sondra James
Barry O’Donnell Murphy Guyer
Penny – jovem
Hannah Gross
Carl Brian Tyree Henry
Ator Bryan Callen
Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante.
☻ Mega Crítica
Quando Christopher Nolan assinou contrato para Batman Begins, trouxe consigo a proposta de uma aventura bem mais sombria, condizente com o clima pesado das ruas de Gotham City. Por mais que tenha sido extremamente bem sucedido, havia ainda limitações dentro de tal proposta no sentido de manter os filmes do Homem-Morcego dentro de uma classificação indicativa acessível a todo público. Em Coringa, Todd Phillips vai além e entrega um filme sujo, corajoso e transgressor, tão condizente com a essência de seu personagem-título quanto com a ideia de uma Gotham City caótica, decadente e sem qualquer regra. Ainda bem.
Neste sentido, é muito interessante como este Coringa dialoga com o histórico do personagem, tanto no cinema quanto nos quadrinhos. Sem qualquer referência prévia, trata-se de uma história original que reinventa características básicas do personagem, sem jamais modificá-lo de fato ou citar quaisquer de seus antecessores. Ao mesmo tempo, se apropria da memória coletiva em relação às versões anteriores, não propriamente no sentido de compará-los mas de saber previamente do que o personagem é capaz: o Coringa é doentio e não vê problema algum em ser extremamente violento, o espectador sabe bem disto. Tal consciência traz ao filme um clima de tensão onipresente, especialmente quando os primeiros indícios da eclosão do Palhaço do Crime começam a vir à tona.
Por outro lado, Todd Phillips também manipula a narrativa de forma que a loucura do Coringa, ou melhor, de Arthur Fleck seja não apenas justificável como, em um primeiro momento, quase perdoável. A partir de um minucioso estudo de personagem acompanhamos a saga de Arthur a cada novo fracasso, assistindo à mudança da meiguice inicial de Joaquin Phoenix rumo a um personagem cada vez mais duro e decidido, em todas as etapas de uma transformação decorrente muito mais dos vícios da sociedade do que por falhas suas. Não há pressa em buscar sequências emblemáticas, apenas o tempo necessário para justificar cada passo dado. Quando elas surgem o mérito é todo do roteiro, por respeitar este tempo próprio de desenvolvimento, e, é claro, de Joaquin Phoenix, absolutamente soberbo.
Se Phoenix tivesse apenas se sujeitado à transformação física e criado esta risada que provoca calafrios, seja pelo som emitido ou pela conjuntura de sua existência, já seria suficiente para um belo trabalho. Entretanto, ele vai além ao entregar uma variedade imensa de perfis multifacetados que compõem o personagem, provocando espanto e admiração em doses fartas. É como se este Coringa fosse uma evolução psicológica das versões anteriores, de Jack Nicholson e Heath Ledger, agora sem amarras para que possa soltar sua loucura e violência sem pudores. Simples assim.
Paralelamente, o roteiro escrito por Scott Silver e o próprio diretor traz um verdadeiro achado, ao estabelecer um subtexto político em torno da transformação de Arthur Fleck no Coringa. Pouco a pouco, a luta de classes chega a Gotham City de forma absolutamente orgânica, com direito a uma referência deliciosa a Tempos Modernos, provocando um levante dos oprimidos junto à elite local, cujo representante maior é… Thomas Wayne. Sim, Coringa também passa pela origem do Batman, mais uma vez dialogando com a memória coletiva, entregando uma versão inédita de uma história pra lá de batida.
Claramente inspirado nos filmes urbanos de Martin Scorsese, em especial Taxi Driver com sua estética das ruas e fotografia suja, Coringa ainda apresenta uma apurada direção de arte na construção deste filme de época e um figurino preciso, surrado e ao mesmo tempo recorrente às roupas e cores usuais do personagem-título. Em relação ao restante do elenco, claramente ofuscado por Phoenix, merece destaque a desenvoltura de Robert De Niro como o apresentador de TV Murray Franklin, óbvia referência (invertida) ao seu papel em O Rei da Comédia, dirigido pelo mesmo Scorsese lá em 1982.
Violento e de uma efervescência política vibrante, Coringa é um novo capítulo na história do Palhaço do Crime que será lembrado por muitos e muitos anos. Entretanto, independente de sua ligação prévia, trata-se também de um filme brilhante pela forma como foi construído: a partir de um fundo psicológico calcado apenas na vida real, de forma que sua transformação seja verossímil não só em Gotham City, mas em qualquer cidade nas mesmas condições de desigualdade social. Fascinante.

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14.119 – Cinema – A Volta do Homem de Ferro


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Quando Homem de Ferro estreou em 2008 o público não tinha ideia que era o início de um fenômeno da cultura pop que o mundo do entretenimento nunca havia visto antes. Desde então, o MCU ganhou vários novos personagens, expandiu para as vastidões do espaço e se espalhou nas diferentes plataformas de mídia.
Agora que o mundo aguarda a chegada da altamente antecipada “Fase 3” dos estúdios Marvel e Capitão América: Guerra Civil, o homem que começou tudo poderá retornar para Homem de Ferro 4.
Robert Downey Jr., conhecido como Tony Stark, é a base para o MCU, e sem dúvida, o ator mais popular em todo o Universo, então não é de se admirar que o estúdio o traga de volta mais uma vez.
Infelizmente, está quarta filmagem não acontecera tão cedo.
A super programação original dos estúdios Marvel apresenta três filmes sem nome depois das duas grandes partes de Vingadores: Guerra Infinita, e enquanto os Inumanos, aparentemente, ficaram com o local remanescente de 2019, Mr. Stark pode ter que se apossar de uma das outras vagas. Isso significa que o público não veja outro filme solo do Homem de Ferro até 2020.
Enquanto certamente não faltarão filmes da Marvel, entretanto, isso será em quatro anos a partir de agora, e muito pode acontecer em quatro anos.
Incluindo uma potencial reformulação de elenco.
O contrato de Downey com os estúdios Marvel acaba após a Guerra infinita, então os fãs não precisam se preocupar em perder o verdadeiro Tony Stark por enquanto. Mas o que acontece depois que Thanos é derrotado? Existem milhares de heróis no grande Universo da Marvel, de modo que o estúdio poderia aposentar o personagem e seguir com outros personagens.
A “Fase 3” deve introduzir novos heróis as telonas, então a Guerra Infinita talvez sirva para inaugurar a “nova geração” de heróis nos cinemas. No entanto, alguns têm especulado que, em vez de se desfazer do personagem, o estúdio possa fazer um recasting do elenco ou um reboot.
Após sua última aparição em Vingadores: A Era de Ultron, Downey pediu um belo aumento de salário que iria aumentar potencialmente seu salário em Homem de Ferro 4 para a gritante quantia de $ 150 milhões. Apenas isso é motivo suficiente para o estúdio considerar outra pessoa para a roupa de ferro.
Nada foi confirmado ainda, então temos que esperar e ver o que acontece.
Os fãs podem ver Robert vestir seu traje icônico pela sexta vez para enfrentar Chris Evans em Capitão América: Guerra Civil, que estreia nos cinemas 6 de maio deste ano.

14.102 – Cinema – Um Dia de Fúria


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Falling Down é um filme de drama policial de 1993 dirigido por Joel Schumacher e escrito por Ebbe Roe Smith. O filme é estrelado por Michael Douglas no papel principal de William Foster, um divorciado e desempregado de uma firma de defesa. O filme gira em torno de Foster como ele provoca uma agitação violenta em toda a cidade de Los Angeles, tentando alcançar a casa de sua ex-mulher a tempo para a festa de aniversário de sua filha. Ao longo do caminho, uma série de encontros, tanto trivial e provocante, o levam a reagir com violência e fazer observações sarcásticas sobre a vida, a pobreza, a economia, e capitalismo. Robert Duvall co-estrela como Martin Prendergast, um envelhecido sargento da LAPD no dia de sua aposentadoria, que enfrenta suas próprias frustrações, assim como ele rastreia Foster.
O título do filme, referindo-se ao colapso mental de Foster, é retirado da canção de ninar “London Bridge Is Falling Down”, que é um motivo recorrente ao longo do filme.
Enredo
Martin Prendergast (Robert Duvall) é um policial no seu último dia de trabalho antes de se aposentar, e que arrisca a sua própria vida para tentar impedir William Foster (Michael Douglas), um homem que está emocionalmente perturbado porque perdeu o seu emprego e vai encontrar-se com Beth (Barbara Hershey), a sua ex-mulher, e de sua filha, sem querer reconhecer que o seu casamento já terminou há muito tempo.

No seu caminho que percorre, William vai matando todos os que forem aparecendo no seu caminho e abusam de uma boa vontade que ele já perdera há muito tempo, como comerciantes estrangeiros, membros de uma gangue, trabalhadores que fecham uma rua, trabalhando sem razão apenas para não ter seus salários reduzidos, e um neonazista dono de uma loja que oferece artigos bélicos, que destrói o presente que William pretendia entregar à filha em seu aniversário, justamente nesse dia.

Elenco
Michael Douglas (William Foster)
Robert Duvall (Martin Prendergast)
Barbara Hershey (Beth)
Tuesday Weld (Amanda Prendergast)
Rachel Ticotin (Sandra Torres)
Frederic Forrest (Dono da loja)
Lois Smith (Mãe de William)
Joey Hope Singer (Adele)
Raymond J. Barry (Capitão Yardley)
D.W. Moffet (Detetive Lydecker)
Steve Park (Detetive Brian)
Kimberly Scott (Detetive Jones)
James Keane (Detetive Keene)
O que é fascinante sobre o personagem de Douglas, como está escrito e interpretado, é o núcleo de tristeza em sua alma. Sim, no momento em que encontrá-lo, ele tem ido sobre a borda. Mas não há nenhuma alegria em sua fúria, não há liberação. Ele parece cansado e confuso, e em suas ações, ele inconscientemente segue os scripts que ele pode ter aprendido com os filmes, ou no noticiário, onde outros desajustados frustrados desabafam sua raiva em pessoas inocentes.

Controvérsia
A Korean American Coalition protestou sobre o filme pelo seu tratamento das minorias, especialmente o dono da mercearia coreana. A Warner Brothers da Coreia cancelou o lançamento de Falling Down na Coreia do Sul após ameaças de boicote.Trabalhadores desempregados da defesa também ficaram irritados com seu retrato no filme. Falling Down tem sido descrita como uma exploração definitiva da noção de “homem branco com raiva”; o personagem D-FENS foi destaque nas capas de revistas, incluindo a revista Time, e relatado como uma forma de realização do estereótipo

14.096 – Cinema – O novo Exterminador do Futuro


O trailer do novo longa da série iniciada em 1984, O Exterminador do Futuro, traz uma novidade interessante além daquela que é mais difundida, a presença de Linda Hamilton como Sarah Connor e Arnold Schwarzenegger como Terminator. Trata-se de uma continuação do filme mais famoso da série, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), de James Cameron.

Essa volta a uma sequência interrompida em 2003, com o ótimo O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, de Jonathan Mostow, e não mais retomada nos dois longas seguintes, o bom O Exterminador do Futuro: A Salvação (McG, 2009) e o sofrível O Exterminador do Futuro: Genesis (Alan Taylor, 2015), é a desculpa para continuar a franquia que não precisava de desculpa para continuar, já que a própria premissa (uma volta ao passado para impedir um acontecimento futuro) permite qualquer tipo de desenvolvimento nos próximos longas.
Mas é certo que essa volta ganha um novo e poderoso estatuto: está mais próxima de um desenvolvimento “oficial” ou fidedigno da trama que se desenrolou nos dois primeiros longas (excelência do terceiro à parte). A presença de James Cameron como produtor, após quase 30 anos, é um ótimo exemplo dessa ligação mais forte com as origens.

Este sexto longa da série, terceiro com o selo de qualidade de Cameron (também diretor nos dois primeiros), é dirigido por Tim Miller, cineasta de pouca experiência que estreou com Deadpool (2016) e chega agora ao segundo longa. Cameron seria o nome ideal para a empreitada, mas ele está concentrado nas continuações de Avatar (2009), previstas para lançamento a partir de 2021.

Uma coisa é (quase) certa. Cameron não produziria uma continuação da sua série consagrada se não confiasse naquele que estará atrás das câmeras. Se Tim Miller não mostrou muita força em seu Deadpool, principalmente por causa de muitas ideias desiguais, a força da franquia Terminator deve mantê-lo comportado o suficiente para fazer valer o trabalho dos normalmente bons roteiristas David S. Goyer e Billy Ray, que estreiam na escrita da série acompanhados de Justin Rhodes.
Em certas produções, o melhor a se fazer na direção é o feijão com arroz, sob o risco de afundar um bom roteiro e boas atuações. A não ser que o diretor se chame James Cameron ou Jonathan Mostow.