13.090 – Mega Sampa Ecologia – A Serra do Mar


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Velha estrada de Santos abandonada

É um maciço rochoso que percorre quase toda a extensão do litoral sul e sudeste brasileiro. Segundo a geologia, a origem da Serra do Mar está relacionada ao evento geológico ocorrido a cerca de 130 milhões de anos atrás e que foi o responsável por separar o super continente da Gondwana formando a América do Sul e a África, e dando origem ao Oceano Atlântico.
Ao se separar do continente africano a placa tectônica sul-americana se chocou com a placa de nazca (do Oceano Pacífico) dando origem a cadeia andina e soerguendo a placa sul-americana na parte oriental, a costa brasileira. Esse soerguimento, ocorrido a cerca de 80 milhões de anos, foi o responsável por expor rochas muito antigas (cerca de 600 milhões de anos) dando início à formação do sistema Serra do Mar – Mantiqueira.
Os intemperismos físicos, químicos e biológicos e a continuação dos eventos geológicos (como o soerguimento do litoral brasileiro que ocorre até hoje) se encarregariam de continuar esculpindo a Serra do Mar.
Com uma extensão de cerca de 1.000 km, a Serra do Mar passa pelo litoral de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e rio de Janeiro recebendo um nome variado em cada local: Serra do Mar, Juréia – Itatins ou Serra da Paranapiacaba em São Paulo, Serra do Itajaí ou Serra do Tabuleiro em Santa Catarina, Serra da Prata, Marumbi, Graciosa ou Ibitiraquire no Paraná e Serra da Bocaina ou dos Órgãos no Rio de Janeiro.
Devido à sua grande extensão e variação de altitudes (de 1200 a 2200 m acima do nível do mar), a Serra do Mar apresenta uma grande variedade de vegetações que vão desde a Floresta Ombrófila Densa até aos Manguezais. Infelizmente, a rápida ocupação do litoral brasileiro e o desenvolvimento das regiões sul e sudeste quase acabaram com essa riqueza de biodiversidade: só no Estado de São Paulo cerca de 90% da vegetação que cobria a Serra do Mar foi devastada.
Uma curiosidade sobre a Serra do Mar: ela continua crescendo. Estudos apontam que o movimento de soerguimento da costa brasileira atingiu uma elevação de 25 metros durante os últimos 300 mil anos.

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10.682 – Ecologia, Transporte e Meio Ambiente – Chegou a vez das bikes?


Leve, barata e resistente. Se a moda pega...
Leve, barata e resistente. Se a moda pega…

MAIS ECOLÓGICO, IMPOSSÍVEL!
O israelense Izhar Gafni apresenta um modelo feito de… embalagens de papelão recicladas! Suporta até 140 kg e custa cerca de US$ 9. Solução sustentável e barata para comunidades mais pobres;
Elétrica não deve emplacar
A versão com motor elétrico diminui a quantidade de pedaladas necessárias para encarar, por exemplo, uma ladeira muito íngreme. Mas não é muito prática: além de exigir o carregador, não atinge grandes velocidades; sem falar no preço que é inviável para a maioria.
Como tornar um produto totalmente mecânico mais atraente para a geração digital? A solução da Shimano, maior fabricante de peças de bicicletas no mundo, foi deixá-lo com cara de gadget: sem cabos, com freio moderno e câmbio eletrônico;

História das Bikes
Anos 90 – LIVRE, LEVE E SOLTA
São lançados os quadros feitos em fibra de carbono, ainda mais leves que os de alumínio, porém mais resistentes ao impacto e com a manutenção semelhante à do aço. Atualmente, estão em todas as opções mais caras do mercado;
Por incrível que pareça, só em meados do século 20 a bicicleta foi repaginada para se tornar o “sonho de consumo” da garotada, com tamanho, cores e acessórios voltados para esse público;
Da lama ao caos da cidade
O norte-americano James Finley Scott dá uma “tunada” em sua bike: coloca pneus mais largos, guidão reto, desviadores e outros recursos para facilitar o movimento por trilhas. Nasce a mountain bike. Logo, é adotada até nas grandes cidades;

1900
Fica mais fácil ganhar velocidade (com o cubo com roda livre, recurso que permite a continuidade do giro mesmo sem a pedalada) e brecar (com os primeiros sistemas de freios e marchas);

1895
Chegam os modelos de alumínio, mais leves que os de aço. No mesmo ano, as magrelas enfim dão as caras no Brasil;

1877
Antes dos pneus, a aderência era garantida por travões e tiras de borracha. Nesse mesmo ano, são lançados também um dispositivo para multiplicar o giro do aro dianteiro (aumentando a velocidade) e aquelas versões com rodas enormes na frente (que logo caíram em desuso);

1887
O escocês John Boyd Dunlop bola uma câmara de ar para envolver as rodas da magrela de seu filho. Foi a primeira aplicação de sucesso de um pneu. Logo depois, o pneu desmontável, enchido por válvula, é criado pelos franceses Edouard e André Michelin;

1820
O veículo ainda era movido pelo contato dos pés no solo. Foi o ferreiro escocês Kirkpatrick MacMillan quem adaptou ao eixo traseiro duas bielas ligadas por uma barra de ferro que, acionadas pelos pés, fazem o aro traseiro girar. Eram os “avôs” do pedal;

1790
A primeira bicicleta, o celerífero, era praticamente uma barra apoiada em duas rodas de madeira, para que o usuário simplesmente “caminhasse sentado”. O guidão só surgiria 26 anos depois, no modelo draisiano, do barão alemão Karl Friedrich von Drais;

1861
O francês Pierre Michaux e seu filho, Ernest, fundam a primeira linha de produção de bikes do mundo, a Companhia Michaux. Seis anos antes, Ernest havia criado uma versão do pedal parecida com a atual, porém ligada à roda dianteira. É o velocípede;

1420
Recentemente, monges italianos encontraram um projeto de Leonardo da Vinci para uma máquina muito semelhante às bicicletas atuais, inclusive com pedais e tração por corrente.

Eu já sabia...!!!!
Eu já sabia…!!!!

10.362 – Mega Tour – Trem inspirado em vagões de luxo viaja pelo ‘Equador profundo’


equador mapa

O friozinho típico da manhã em Quito ganhou ares mais quentes assim que o antigo sino da estação de trens de Chimbacalle, no centro da cidade, soou para anunciar a partida de mais uma viagem.
Inspirado nos trens de luxo europeus, o novo Tren Crucero Ecuador viaja por quatro dias entre desfiladeiros, vulcões, parques nacionais, comunidades indígenas, mercados tradicionais e pequenas cidades ligadas à história férrea e econômica do país.
Com apoio também do governo federal e investimentos de mais de US$ 280 milhões (R$ 615 milhões), foram reabilitados mais de 450 km de linhas férreas para fazer esse itinerário sair do papel.
Hoje o trem viaja de Quito à litorânea Guayaquil atravessando os Andes em vagões novinhos, mas sem abrir mão da locomotiva a vapor do início do século 20 restaurada.
Cada viagem leva no máximo 54 passageiros. Os vagões são decorados à moda dos originais, com inspiração europeia nas mesas e cadeiras, dispostas de modo que todo viajante tenha uma janela.
A cada regresso ao trem, mimos para os passageiros: de frutas a produtos típicos do país, como a colada morada, bebida preparada com farinha de milho escura, especiarias e frutas vermelhas.
O atendimento pode ser em português, espanhol, inglês, alemão e francês. Todas as noites, os passageiros desembarcam e são acomodados em “haciendas”, fazendas típicas do período colonial equatoriano.
Dentre elas, merece destaque a Hato Verde (haciendahatoverde.com ), uma propriedade familiar com vista para o vulcão Cotopaxi nas proximidades de Lasso. Ali, a família Mora-Bowen, recebe até 18 hóspedes por noite. No jantar, todos comem juntos, em duas mesas, com os anfitriões sentados entre eles, trocando experiências de viagem e curiosidades culturais de seus países.
Ao longo dos quatro dias, o viajante visita lugares que, à exceção dos parques nacionais, até então não estavam acostumados a receber turistas: assentamentos indígenas, centros de cultivo e exportação das rosas equatorianas e fazendas de cacau.
Vimos manguezais, florestas, vulcões, glaciar e margeamos o rio Alauisi, que chegou a deixar a ferrovia submersa em 1998 durante uma manifestação do El Niño.
No mercado semanal da minúscula Guamote éramos os únicos turistas entre habitantes locais que compravam produtos agrícolas e carnes, muitas vezes na base do escambo –uma saca de legumes podia ser trocada por um porquinho, por exemplo.
Durante a viagem, o trem arranca pela sinuosa ferrovia oscilando de mais de 3.000 metros de altitude até o nível do mar. Fica visível a geografia do país, cortado de norte a sul pela cordilheira dos Andes, com as planícies costeiras, as montanhas permeadas por rios, riachos e lagos, os vulcões com cumes cobertos de neve e as florestas.

trem equador

Um dos trechos mais esperados é no penúltimo dia, quando o trem desce a sinuosa região serrana ao final dos Andes batizada de “Nariz del Diablo”. Ganhou o nome porque suas curvas estreitas em penhascos eram o maior temor dos maquinistas no século passado. Hoje, tanta sinuosidade, emoldurada pela cordilheira, é puro deleite fotográfico para os viajantes.
Como os moradores dos vilarejos por onde passa o trem –como Colta, onde está primeira igreja católica do Equador e, segundo os moradores, a segunda mais antiga da América do Sul– ainda estão pouco acostumados com turistas, acenam entusiasmados quando o trem passa e, nas paradas, se aproximam para saber de onde vêm os forasteiros. Não raras vezes, são os passageiros que ganham ares de atração turística.
TREN CRUCERO ECUADOR
SAÍDAS semanais, de junho a março
PREÇO US$ 1.270 (R$ 2.794), com passeios, hospedagem e refeições nos quatro dias; é possível fazer partes do itinerário; o tour de um dia sai US$ 236 (R$ 519)

6907 – A Lenda da Atlântida


Tal lenda tenta dar uma explicação para a existência do arquipélago. Muito antiga e de origem desconhecida, foi narrada por Platão, sendo já mencionada por este como uma história que lhe contaram.
Na antiguidade teria havido um imenso continente (a Atlântida) no meio do Oceano Atlântico, em frente às Portas de Hércules. Essas portas, segundo mitos antigos, fechavam o mar Mediterrâneo onde atualmente se localiza o Estreito de Gibraltar.
A Atlântida seria um lugar magnífico, com extraordinárias paisagens, um clima suave, grandes florestas de frondosas e gigantescas árvores, extensas planícies férteis, chegando a dar duas ou mais colheitas por ano, e animais mansos, saudáveis e fortes.
Os habitantes desta terra paradisíaca chamavam-se atlantes e eram senhores de uma invejável civilização, considerada perfeita e rica. Tinha palácios e templos cobertos a ouro e outros metais preciosos como a prata e o estanho, e abundava o marfim. Produzia todo o tipo de madeiras tidas como preciosas, tinha minas de todos os metais.
Dispunha de jardins, ginásios, estádios, boas estradas e pontes, e outras infraestruturas importantes para o bem estar dos seus cidadãos. A joalharia usada pelos atlantes seria feita com um material exótico e mais valioso que o ouro, apenas do conhecimento dos povos atlantes, que se chamava oricalco. A economia florescente proporcionava as artes, permitindo a existência de artistas, músicos e grandes sábios.
O império dos atlantes era formado por uma federação de 10 reinos que se encontravam debaixo da protecção de Poséidon. Os seus povos eram tidos como exemplares no seu comportamento, e não se deixavam corromper pelo vício ou pelo luxo mas viviam num pleno e magnifico bem estar que o seu país perfeito lhe permitia.
No entanto, não deixavam de praticar e de se ensaiar nas artes da guerra, visto que vários povos, movidos pela inveja e pela abundância dos atlantes, tentavam invadir a sua terra. Os combates de defesa foram tão bem sucedidos que surgiu o orgulho e a ambição de alargar os domínios do reino.
Assim o poderoso exército atlante preparou-se para a guerra e aos poucos foi conquistando grande parte do mundo conhecido de então, dominando vários povos e várias ilhas em seu redor, uma grande parte da Europa Atlântica e parte do Norte de África. E só não teriam conquistado mais territórios porque os gregos de Atenas teriam resistido. Os seus corações até ali puros foram endurecendo com as suas armas. Nasceu o orgulho, a vaidade, o luxo desnecessário, a corrupção e o desrespeito para com os deuses.
Poséidon convocou então um concílio dos deuses para travar os atlantes. Nele foi decidido aplicar-lhes um castigo exemplar. Como consequência das decisões divinas começaram grandes movimentos tectônicos, acompanhados de enormes tremores de terra. As terras da Atlântida tremeram violentamente, o céu escureceu como se fosse noite, apareceu o fogo que queimou florestas e campos de cultivo. O mar galgou a terra com ondas gigantes e engoliu aldeias e cidades.
Em pouco tempo Atlântida tinha desaparecido para sempre na imensidão do mar. No entanto, como fora possuidora de grandes montanhas, estas não teriam afundado completamente. Os altos cumes teriam ficado acima da superfície das águas e originado as nove ilhas dos Açores.
Alguns dos habitantes da Atlântida teriam, segundo a lenda, sobrevivido à catástrofe e fugido para vários locais do mundo, onde deixaram descendentes.

4667 – O Clima de São Paulo


Na serra, 50 km de bike

São Paulo está localizada a mais ou menos 750 metros acima do nível do mar a partir da Serra do Mar, onde surgem as colinas na direção do centro da cidade. O Pico do Jaraguá, com 1200 metros de altitude.
A cidade ocupa uma área de 1.493 km². Conhecida antigamente como “terra da garoa” porque todo final de tarde caía uma garoa fina e a temperatura baixava. Hoje, tal neblina não existe mais. O clima é tropical de altitude, já que se localiza em um planalto. Trata-se de um clima parecido com o de algumas regiões da Europa, com verões quente e chuvosos e um inverno temperado. O paulistano costuma reclamar do “clima maluco” da cidade. Isto acontece porque um corredor de de ventos vindos do sul em direção a Amazônia, passa por nossa cidade e consequentemente, o frio e as chuvas podem chegar em qualquer época do ano.
Além disso, a alteração da natureza com a destruição das matas e a poluição do meio ambiente modificou o clima com prejuízos em todo o planeta.

1567-Aconcágua, o Gigante do Continente


O Gigante Sul Americano

Vulcão extinto dos Andes, na América do Sul, o Aconcágua é tido como o maior pico do continente. Atinge 7060 metros de altura, está situado no Chile, praticamente na fronteira com a Argentina. Foi escalado pela primeira vez em 1897 por Vines e Zurbriggen, da expedição Fritzgerald. Com exceção dos picos localizados no Himalaia, a mais alta cadeia de montanhas do mundo, onde se encontra o Everest com 8848 metros, o Aconcágua é considerado um dos mais perigosos e difíceis picos do mundo para ser escalado, na opinião de veteranos alpinistas.