10.138 – História da Discoteca – Love is in the air, na mesma época, 2 versões


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Por Master DJ Carlos

Em meados de 1978, John Paul Young (Glasgow, Escócia, 21 de junho de 1950), lançou o single “Love is in the Air”, que se tornou seu único sucesso a nível mundial durante o ano de 1978, atingindo o número 2 na parada australiana, 7 na parada americana e 5 no Reino Unido.
Poucos meses depois, Martin Stevens, então vocalista da dupla ‘The Raes”, lançava a sua versão de Love is in the air, muito parecida, com um instrumental mais rico, porém e uma melodia levemente “melodramática”. Esta versão foi a preferida dos DJs, sendo a mais tocada nas casas noturnas, já a versão de John Paul Young, tocou mais na mídia convencional, rádio e televisão. Confira as duas versões aqui no ☻ Mega.

10.137 – Os 10 maiores terremotos da história


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No dia 1 de abril, um forte terremoto de magnitude 8,2 sacudiu o norte do Chile. Um dia depois, outro tremor de magnitude 7,8 atingiu a mesma região, obrigando a Shoa (Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha), a emitir um alerta de tsunami e a evacuação de mais de 1 milhão de habitantes.
Este, no entanto, não foi o primeiro e nem o último episódio preocupante no Chile, que sofre com terremotos há muitos anos. Na lista dos 10 maiores terremotos de todos os tempos, o Chile aparece duas vezes, tendo inclusive sido palco do maior terremoto já registrado na história.
Porque ocorrem tantos terremotos no Chile?
Como talvez você lembre da sua época de escola, os terremotos acontecem quando placas tectônicas se movimentam, causando deformação nas grandes massas de rocha. Quando esse esforço supera o limite de resistência da rocha, ela se rompe e libera energia em forma de ondas elásticas, chamadas de ondas sísmicas. Essas ondas podem fazer a terra vibrar intensamente, o que ocasiona os terremotos.
O Chile se encontra logo acima da zona de subducção onde a placa de Nazca escorrega para o leste sob a placa Sul-Americana. Por isso, nessa região os terremotos são constantes. Contudo, o terremoto que ganhou destaque nesse mês ocorreu em um trecho dessa fronteira tectônica que ainda não havia escorregado para produção de um terremoto em mais de 150 anos.
Para nossa sorte, Brasil, Argentina e Uruguai dificilmente têm terremotos, pois estão localizados no meio da placa do Atlântico, cuja borda leste está enterrada no meio do oceano.
O terremoto de 1 de abril não foi nem mesmo um dos 10 maiores da história do Chile (veja uma lista aqui). Mas o Chile não é o único lugar onde ocorrem terremotos enormes. Conheça aqui a lista dos 10 maiores terremotos a partir do século XX, quando as medições se tornaram mais precisas.

10 – Tibete (China), 1950 – Magnitude 8.6
Este terremoto causou a morte de mais de 1.500 pessoas. Apesar de ter se originado no Tibete, ele causou mais danos em Assam, na Índia.

9 – Sumatra (Indonésia), 2005 – Magnitude 8.6
Essa definitivamente não foi uma boa época para os moradores de Sumatra. Depois da região ser devastada três meses antes com o tsunami do Oceano Índico em dezembro de 2004, que matou mais de 230 mil pessoas atingindo a Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia e Maldivas, a ilha de Sumatra sofreu novamente com um tremor em terra que deixou mais de 1.300 pessoas mortas.

8 – Alasca (EUA), 1965 – Magnitude 8.7
O tremor atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um tsunami com ondas de 10 metros de altura. Felizmente, ao contrário de muitos casos nessa lista, o terremoto ocasionou poucos danos.

7 – Equador-Colômbia, 1906 – Magnitude 8.8
O abalo atingiu o Equador e a fronteira com a Colômbia, matando cerca de 1.000 pessoas, a maioria na Colômbia. Ele também ocasionou uma tsunami e chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.

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6 – Chile, 2010 – Magnitude 8.8
Um dos mais recentes da lista, o terremoto aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2010, deixando mais de 800 fatalidades e mais de 20 mil pessoas desabrigadas. O tremor mais intenso durou cerca de três minutos e pode ser sentido em diversas regiões do Chile, que juntas respondiam por 80% da população do Chile. As tsunamis causadas devastaram cidades no país e acionaram alertas em mais de 53 países, causando danos até em San Diego (EUA).

5 – Rússia, 1952 – Magnitude 9.0
Apesar da magnitude do terremoto, originado na península de Kamchatka, extremo leste da Rússia, e das ondas gigantes da Tsunami que chegaram ao Havaí, não tivemos nenhuma vítima fatal, felizmente.

4 – Japão, 2011 – Magnitude 9.0
Não tivemos a mesma sorte com o terremoto que atingiu o Japão, em 2011, e ainda está em nossas memórias. Seguido por um tsunami com ondas de 10 metros de altura que chegaram a uma velocidade de 800 km/h que atingiu a costa japonesa, a tragédia deixou mais de 15 mil mortos, 6.000 feridos e 2.600 pessoas desaparecidas, além de ter deixado cidades totalmente devastadas.

3 – Sumatra (Indonésia), 2004 – Magnitude 9.1
Mais uma vez em Sumatra, este foi o terremoto que deu origem à grande tsunami que atingiu 14 países e matou mais de 230.000 pessoas, se tornando um dos maiores desastres naturais da história do planeta.

2 – Alasca (EUA), 1964 – Magnitude 9.2
Tendo durado cerca de quatro minutos, o fortíssimo abalo deixou 15 vítimas fatais. A tsunami originada a partir dele, no entanto, matou 129 pessoas. Foi o terremoto mais forte da história da América do Norte.

1 – Chile, 1960 – Magnitude 9.5
Ocorrido em 22 de maio de 1960, esse foi o maior terremoto de todos os tempos. Ele deixou mais de 2.000 mortos e apagou cidades inteiras do mapa do Chile, gerando ondas de 10 metros de altura. A Tsunami resultante atingiu também o Havaí, Japão, Nova Zelândia e Austrália.

10.136 – A blindagem contra radiação de celulares funciona?


Quase todo mundo tem um celular, e há alguns anos, o temor de que os campos eletromagnéticos (CEMs) dos telefones sejam cancerígenos criou um enorme mercado potencial.
Alguns consumidores usam fones de ouvido para falar ao celular, outros compram protetores especiais que são inseridos nos celulares e supostamente bloqueiam as ondas eletromagnéticas nocivas.
No início desta semana, na seção Ciência do New York Times, um anúncio de página inteira divulgava um certo Aires Shield, que promete “neutralizar a radiação nociva” dos celulares. Segundo o material promocional, a radiação pode causar depressão, estresse, dores de cabeça, insônia, depressão e até câncer no cérebro.
Disponível em uma ampla variedade de modelos, que custam entre 39 dólares (Aries Shield, “um microprocessador de silício que decompõe oscilações nos campos eletromagnéticos”) a 249 dólares (Aires Defender Utility, “com dois microprocessadores de última geração, que fornecem proteção universal contra a poluição eletromagnética das frequências de banda larga”).
O conteúdo do site da empresa discorre sobre hologramas, modelos fractais e energias. Apesar da aparência arrojada, há razões para desconfiar de que o Aires Shield e outros escudos antirradiação não estejam à altura do que prometem.
Por exemplo, embora o anúncio afirme que o produto é “premiado e clinicamente aprovado”, não há nenhuma informação ou evidência disponível que comprove cientificamente sua eficácia. O site está repleto de erros ortográficos, o que é bem estranho para uma empresa multinacional de alta tecnologia.
A página “Pesquisas”, por exemplo, afirma que “A Aires Technologies são mais de 12 anos (sic). Durante esse período, foi realizada uma série de estudos sobre os mecanismos de transformadores coesos, com efeito sobre os processos físicos, químicos, tecnológicos e biológicos. Os estudos foram realizados em estreita colaboração com as principais instituições acadêmicas e de pesquisa”.
Há poucas referências a estudos já publicados ou artigos científicos que comprovem que o blindagem da Aires (ou qualquer outra) realmente funciona. A página
“Pesquisas” contém uma lista impressionante de estudos que parecem científicos e descobertas que demonstram a importância de produtos do gênero contra a radiação dos celulares – por algum motivo, todos da Rússia.
A maioria das pesquisas é atribuída a uma certa “UPEPP”, provavelmente a Universidade Politécnica Estadual de São Petersburgo, e algumas delas teriam sido realizadas pela Academia Médica Militar de Kirov. No entanto, não está claro por que uma academia militar conduziria testes clínicos sobre radiação de celulares de uso civil. Os nomes dos cientistas responsáveis foram omitidos, assim como quaisquer resultados publicados.
Recheada de fotos aleatórias de bancos de imagens e ilustrações genéricas de cientistas, laboratórios e cérebros, a linguagem do site é intencionalmente complicada, entremeada por jargão médico. Na verdade, até uma leitura superficial dos estudos citados desperta suspeitas, sugerindo que a informação não é confiável. Por exemplo, um dos “estudos” afirma que “um organismo humano vivo consiste principalmente de água (95% de água na infância e 60% na velhice)”.
W. Kim Johnson, físico aposentado e ex-presidente da Academia de Ciências do Novo México, analisou o site da Aires para o Discovery Notícias e afirmou que o material é “balela”. “Os autores da descrição técnica do dispositivo da Aires parecem usar uma seleção aleatória de termos técnicos. A descrição do dispositivo é puro jargão e, no fim das contas, não quer dizer nada”.
O fato é que a blindagem contra a radiação eletromagnética é desencessária porque os celulares não são perigosos. E os cientistas citam várias razões para os mecanismos que supostamente prejudicam a saúde serem cientificamente improváveis.
Para começar, os campos eletromagnéticos gerados pelos celulares não são potentes o bastante para romper as ligações moleculares e químicas nas células humanas e, portanto, não podem danificá-las como a radiação ionizante. Além disso, os campos elétricos gerados pelos celulares são muito mais fracos que os que ocorrem naturalmente no interior do organismo.
Abaixo, segue o trecho de uma conclusão publicada em uma revista científica sobre as ligações entre campos eletromagnéticos, celulares e saúde: “A pesquisa epidemiológica mostra um nível baixo de associação, inconsistências e relações ausentes de dose/efeito. Um mecanismo biológico de ação ainda é discutível. Não foi comprovado nenhum dano à saúde humana. Conclusão: não há base científica para os efeitos nocivos dos CEMs sobre a saúde humana”.
Segundo Johnson “o corpo humano é constantemente exposto a muitas outras fontes de radiação eletromagnética de baixa e alta frequência, tanto naturais como artificiais. Os celulares emitem uma quantidade de energia tão pequena que nem se compara à exposição normal às fontes de radiação eletromagnética”.

10.135 – Via Láctea – Uma galáxia com 40 bilhões de Terras


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Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora do Sistema Solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos.
Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã — ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.
“Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis”, afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. “Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta.”
Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida – água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida?
Para a Nasa, vida é oficialmente definida como “um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana”. Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca?
A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo.
“Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor”, afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. “Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto.”
A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo – entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um dos “caçadores de planetas” mais bem-sucedidos da astronomia moderna – o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros).
Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia — elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas.
A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores.
Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados.
Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida — os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida.
Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler — que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que “mira” o telescópio, mas continua em atividade — virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).
Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea — o único tipo conhecido até hoje — mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar.
Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico.

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Esse foi o primeiro planeta fora do Sistema Solar encontrado em uma zona habitável, em setembro de 2010. Está a 20 anos-luz de distância, orbitando uma estrela anã na constelação de Libra. Sua massa é três vezes maior que a da Terra e ele tem um período de translação (tempo que o planeta leva para dar uma volta completa ao redor de sua estrela) de 37 dias. Ele possui apenas uma das faces voltadas para a estrela, o que significa que um de seus lados recebe luz constantemente, enquanto o outro permanece na escuridão. O lugar mais confortável para morar, com temperaturas entre -31 graus Celsius e -12 graus Celsius, seria na linha intermediária entre a sombra e a luz. E a gravidade é semelhante à da Terra, o que significa que poderíamos andar por lá sem dificuldades.

10.134 – Saúde – Metade dos hipertensos desconhece que tem o problema


A hipertensão atinge cerca de 30% da população brasileira — em idosos, essa prevalência chega a ser de 50% e, em crianças e adolescentes, de 5%. Estima-se, no entanto, que metade dessas pessoas desconhece ter o problema — e, entre aquelas que sabem, apenas um quarto segue corretamente o tratamento.
Esses dados são da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que lançou nesta semana, junto ao Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a campanha “Conheça a sua pressão arterial!”. O objetivo é alertar a população sobre a importância de conhecer e entender os valores da própria pressão arterial.
Os especialistas ressaltam que essa informação pode fazer com que mais pessoas com pressão alta recebam tratamento adequado e se protejam de uma série de doenças. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, 80% dos derrames cerebrais, 40% dos infartos e 25% dos casos de insuficiência renal terminal são causados pela pressão arterial alta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima de o problema seja responsável por 7 milhões de mortes no mundo anualmente.

10.133 – NASA Afirma: “As chances de haver vida em outros planetas são muito altas”


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A equipe de 23 cientistas responsável pela descoberta do Kepler-186f foi liderada por Elisa Quintana, uma astrofísica que trabalha há oito anos no Seti, sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterreste (Search for Extraterrestrial Intelligence Institute). O local, fundado em 1984 na Califórnia, Estados Unidos, tem seus projetos patrocinados pela Nasa e emprega mais de 120 cientistas com o único propósito de explorar e explicar a origem e natureza da vida no universo. Em outras palavras, seus pesquisadores procuram, com a tecnologia mais avançada do mundo, encontrar seres alienígenas.
O objetivo de Elisa, a astrofísica que, desde 1999 trabalha em projetos da agência espacial americana e também é pesquisadora da missão Kepler, é encontrar planetas como o descoberto no último dia 17, capaz de abrigar água na forma líquida. Para ela, a revelação de muitos planetas semelhantes à Terra é apenas questão de tempo. E eles vão mostrar que as chances de existir vida no espaço, além de nós, é praticamente uma certeza. “Se descobríssemos que planetas das dimensões da Terra não eram comuns, isso também nos traria lições importantes – como a de que, talvez, a vida seja algo especial”, diz a pesquisadora.

Trecho de sua entrevista:
– Pessoas como eu, que estudam planetas fora do Sistema Solar, procuram lugares em que existe água porque a vida, como conhecemos, precisa de água, e porque tudo o que podemos monitorar com a tecnologia atual são o vapor d’água ou outros elementos assim na atmosfera. É claro que esses novos planetas podem ter tipos de vida muito diferentes de tudo o que conhecemos, mas, já que não podemos detectar coisas assim, usamos a definição de ‘habitável’ como sendo algo parecido com a Terra e capaz de ter água líquida na superfície. Essa é uma concepção que coloca a Terra como parâmetro, porque achamos que a vida só pode existir na presença de oceanos como os nossos. Mas, no fundo, procuramos por lugares que sejam lar de qualquer forma de vida detectável. Se isso for encontrado, não só irá nos levar a uma compreensão do universo de uma forma completamente nova como nos fará rever nosso papel no cosmo. Deixaremos de ser os únicos seres vivos do universo.

10.132 – A China exporta nuvens de poluição para o resto da Ásia


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A China exporta suas nuvens de poluição para o resto da Ásia. É o que mostram as duas imagens acima. A de cima foi obtida em 20 de fevereiro. Mostra uma nuvem de poluição na região de Pequim (Beijing). Na imagem de baixo, de 25 de fevereiro, a névoa suja já se desloca para fora da China, chegando às Coréias e ao Japão. As imagens são da Nasa, agência espacial americana.
As nuvens são formadas por partículas tóxicas das indústrias na região de Pequim. A inversão térmica (fenômeno que atinge outras cidades como São Paulo) evita que o ar sujo suba para as altas camadas da atmosfera e se disperse mais facilmente. Mas não impede que se desloque para os países vizinhos. Um estudo recente afirma que resíduos da poluição chinesa chegam até a costa americana.
Os níveis de material particulado em Pequim chegaram a 444 microgramas por metro cúbico em 25 de fevereiro, segundo a agência Associated Press. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de no máximo 25 microgramas. Viver em Pequim nesses dias de poluição é pior do que morar num fumódromo. Ativistas dizem que o país está criando “cidades do câncer” com sua falta de controle de poluição.
Essas partículas podem entrar nos pulmões. Podem gerar crises de asma ou irritação respiratória. A longo prazo, estão associadas a ataques cardíacos e câncer.

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10.131 – O que está por trás do abuso de analgésicos


O Brasil é um país altamente tolerante com a automedicação. Quem nunca comprou remédio sem receita ou ofereceu um comprimido a um amigo? A dificuldade de acesso a consultas médicas é parte do problema, mas não explica todos os casos. Compartilhar remédio como quem compartilha conselho é um traço cultural.

Oferecer comprimidos para a dor de cabeça é um clássico. Quem consome analgésicos em excesso conhece o resultado. Depois de tomar uma determinada dosagem por um certo tempo, ela deixa de fazer efeito. A pessoa parte para uma dose maior que, num certo momento, também deixará de funcionar. É um ciclo que precisa ser evitado.
Drogas ilícitas como cocaína e crack assustam. O abuso de drogas lícitas como os medicamentos é visto como um problema menor. Pode não ser. Analgésicos potentes como os opióides podem matar quando consumidos fora da indicação médica.
Um dos casos mais emblemáticos é o do cantor Michael Jackson, morto em 2009, aos 50 anos. Segundo as investigações, Jackson era dependente de analgésicos – entre eles, os opióides. Volta e meia surge a notícia de alguma celebridade de Hollywood que se deu muito mal por causa do abuso desses remédios. No ano passado, foi a vez do ator Zac Efron.
Os opióides são uma ferramenta importantíssima no arsenal médico. São eles que aliviam dores intensas como aquelas provocadas pelo câncer, pelos politraumatismos e pelas queimaduras graves. O uso deveria ser altamente restrito, mas os controles existentes têm se mostrado falhos.
Há quem compre esses remédios de forma ilegal pela internet. Ou consiga uma receita de forma ilícita. Ou use os comprimidos receitados para um parente. Um mercado negro estimula o uso recreativo.
“Quem procura essas drogas com essa intenção faz isso por causa do efeito euforizante”, diz o neurocirurgião Claudio Fernandes Corrêa, coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. “Esse efeito é variável. Alguns dizem sentir um prazer físico e mental. Outros têm náuseas e vômitos”, afirma.
É o tipo de diversão que quase sempre acaba mal. Um dos opióides potentes usados de forma abusiva é a oxicodona, vendida com o nome comercial de OxyContin. Na medicina, ela é usada para aliviar dores de intensidade moderada a forte. Por exemplo, nos pós-operatórios, na neuropatia diabética e em algumas dores crônicas.
Atualmente, os comprimidos de oxicodona disponíveis no Brasil podem ser quebrados. Isso facilita o uso abusivo. Se for esmagado, o comprimido vira um pó que pode ser inalado. Misturado a um solvente, pode ser injetado na veia.
A boa notícia é que o fabricante pretende lançar em breve uma nova tecnologia que pode reduzir o problema. Assim que a Anvisa liberar o registro da nova formulação (o que pode acontecer ainda neste semestre) os comprimidos em circulação no Brasil serão feitos especialmente para não quebrar.
O princípio ativo continua o mesmo. Ainda que alguém consiga quebrar o comprimido, restarão pedras grandes que não podem ser inaladas. Se alguém colocar um solvente, o produto vira um gel que não pode ser injetado.
É preciso acabar com a ilusão de que pílulas aliviam toda e qualquer dor. Contra as dores da alma, elas nada podem fazer. Alguns incômodos nascem na mente e se manifestam no corpo. Nesses casos, os comprimidos podem ajudar. Mas a causa da dor vai continuar onde sempre esteve.
Corpo e mente funcionam juntos. Eles têm limites. Não passam incólumes em caso de sobrecarga. Quando o fardo fica pesado demais, a gente tropeça e cai. Sábio é quem aproveita a queda para respirar. O chão é o melhor conselheiro. Depois é juntar os cacos e recomeçar. A vida é isso e talvez essa seja a graça dela.

10.130 – Curiosidades – Animais com proporções do corpo bastante bizarras


Geralmente, existe uma harmonia perfeita nas formas e na estrutura de cada animal. No entanto, uma curiosidade bastante forte em alguns deles é a falta de proporção entre algumas partes do corpo.
As forças da seleção natural resultaram em algumas espécies verdadeiramente estranhas em relação às suas proporções corporais. São caudas e bicos extremamente compridos, patas desiguais e até mesmo línguas que são tão compridas quanto o seu próprio tamanho total.

A tromba da mariposa-falcão
As chamadas “trombas” dos insetos são as partes de sua estrutura com a qual eles são capazes de sugar o néctar e coletar o pólen das flores com grande eficiência. No entanto, existe uma espécie que tem esse canal de sucção muito mais extenso do que o normal em outros tipos.
Estamos falando da mariposa-falcão de Madagascar, que mede, em média, cerca de sete centímetros, enquanto a sua tromba pode chegar a 28 centímetros, ou seja, quatro vezes o comprimento do corpo.
A estrutura é utilizada para extrair o néctar das orquídeas excepcionalmente profundas em um orifício que é inacessível para a maioria das outras espécies. A tromba é totalmente retrátil, rolando em uma bobina abaixo da boca.

A cauda de fita da ave do paraíso
De aparência incrivelmente bela, a Astrapia rabo-de-fita é uma ave do paraíso que tem as mais longas penas da cauda em relação ao tamanho do corpo. Nativa das florestas de altitude da Nova Guiné, a sua cauda mede mais de três vezes o comprimento de seu corpo.
As penas gigantes de sua cauda podem se estender mais de um metro de comprimento, superando o tamanho da própria ave, que mede apenas 32 centímetros. Apesar da beleza e do recorde, essas aves enfrentam alguns problemas de movimentação e podem facilmente ficar enroscadas na vegetação.
O voo também fica prejudicado, abrindo vantagem para os predadores. Além disso, por serem tão belas, elas são constantemente caçadas para conseguirem as suas penas, o que as torna alvos de uma espécie em extinção.

beija flor

O beija-flor bico-de-espada
Assistir a um beija-flor sobrevoando as plantas e usando o seu bico para sugar o néctar é algo totalmente belo e harmonioso. Essas aves são finamente adaptadas ao seu estilo de vida em toda a sua estrutura corporal. Tanto que os bicos alongados são necessários para permitir que um pássaro tire proveito de uma fonte de alimento específica.
Para o beija-flor bico-de-espada, uma dieta de flores profundas o deixou com a honra de ser a única ave do planeta com o bico mais comprido do que seu corpo. Medindo 10 centímetros, o bico ultrapassaria em extensão a cabeça e a cauda do próprio beija-flor se fosse colocado ao lado dele. A língua se estende ainda mais, permitindo que a ave esvazie quase toda a flor que ele encontra.

ave pernalta

O pernilongo-de-costas-negras
De aves pernaltas a natureza está repleta e isso é maravilhoso. As pressões da adaptação levaram um grande número de aves desse porte, incluindo garças, cegonhas e flamingos, a desenvolverem pernas que permitem a capacidade de acesso aos alimentos na água, sem que elas precisem nadar.
No entanto, existe uma pequena ave pernalta que leva o comprimento de suas pernas ao extremo. O pernilongo-de-costas-negras, presente em vários países, detém o recorde de pernas mais longas em relação ao comprimento do corpo.
O corpo desse animal mede de 35 a 40 centímetros a partir de seu bico até a ponta de sua cauda. Já as suas pernas medem de 17 a 24 centímetros, compondo até 60% do comprimento do corpo da ave.

O verme “cadarço de botas”
Com certeza esse é o serzinho mais repugnante da lista. Esse verme, do tipo “cadarço de botas”, é uma espécie não segmentada e tem um incrível potencial de crescimento, que é aparentemente ilimitado.
Tanto que não é incomum que eles cresçam até nove metros, enquanto que o espécime mais longo conhecido já mediu mais de 55 metros. Imagine o tamanho disso? Quando trazidos para a superfície, um verme desse tipo pode se assemelhar a um conjunto de intestinos emaranhados.

A extensa língua do morcego Anoura fistulata
Os amiguinhos do Batman detêm geralmente os prêmios de animais mais assustadores ou sugadores de sangue. No entanto, pouca gente imagina que uma das espécies de morcego é conhecida também pela sua extensa língua. O morcego linguarudo em questão é o Anoura fistulata, que é um tipo bem pequeno, sugador de néctar, que foi descoberto nas florestas do Equador em 2005.
O minúsculo morcego tem apenas cinco centímetros de comprimento, mas tem uma língua extensível medindo nove centímetros, quase duas vezes maior do que seu corpo. Assim como os beija-flores, esses morcegos pairam sobre as flores profundas e usam suas longas línguas para alcançar lá dentro. As papilas, finas como cabelo, embutidas em suas línguas lhes permitem recolher o máximo possível de néctar no interior dos tubos.

caranguejo violonista

O caranguejo-violinista
Ele não é exatamente um músico praticante de violino, mas esse caranguejo tem uma garra bem maior do que a outra, o que lhe rendeu essa nomenclatura, pois parece que ele carrega com ele um instrumento. O tamanho superdimensionado dessa garra é tanto, que ela pode chegar a ser do mesmo tamanho de todo o seu corpo e esse membro serve para vários usos.
As garras gigantes servem para dominação durante disputas entre machos e em esforços para atrair companheiras. A garra pode ser usada até mesmo para alcançar os corpos de outros caranguejos e atirá-los de lado quando for preciso. Uma pesquisa da Universidade do Texas descobriu que as garras também podem desempenhar uma função importante de termorregulação do animal.

10.129 – Medicina – O Lipossarcoma


Escola Paulista de Medicina

O termo “lipossarcoma” refere a um espectro de processos neoplásicos que abrange desde lesões essencialmente benignas a lesões francamente malignas, mais agressivas, suscetíveis de recidivas e/ou metastatizar (disseminarem-se). As decisões a respeito do tratamento e cuidados posteriores dos pacientes que apresentam a doença são determinadas por características e padrões de comportamento que se conhecem dos vários subtipos existentes. Embora muitos princípios que ditam a avaliação e manejo de outros sarcomas de tecidos moles são certamente aplicáveis ao lipossarcoma, há, entretanto, muitas características singulares a esta doença que merecem consideração especial. O manejo destes tumores requer a abordagem de uma equipe multidisciplinar e deve ser prestado em centros com experiência acerca das múltiplas facetas de cuidados de um paciente com sarcoma.
Em relação a outros tipos de câncer, sarcomas de tecidos moles são relativamente raros. Aproximadamente 5000 novos casos de sarcomas de tecidos moles são diagnosticados por ano (Sim 1994) representando cerca de 1% de todas as novas neoplasias diagnosticadas no mesmo período (Lewis 1996). Lipossarcoma representa cerca 9.8% a 18% de sarcomas de tecidos moles, com a segunda variante histológica mais frequente destes tumores, tem menor incidência apenas do que o fibrohistiocitoma maligno (FHM).
Lipossarcoma é um tumor derivado de células primitivas que sofrem diferenciação em tecido adiposo. É uma neoplasia própria de pacientes adultos, com pico de incidência situado entre os 40 e 60 anos, e discreta predominância em homens.
Quando esta doença de fato acomete a população pediátrica, tem uma tendência a apresentar-se na segunda década de vida (Coffin 1997). Em ambas as faixas etárias, a localização mais frequente corresponde aos tecidos moles profundos das extremidades, particularmente na região da coxa, onde está localizado mais de 50% do total de casos.
A apresentação da neoplasia nesta região do corpo caracteriza-se clinicamente por uma massa de crescimento lento e indolor. Geralmente estes tumores são diagnosticados depois de o paciente ter sofrido um pequeno trauma na área de origem. A descoberta da presença de um nódulo rígido, que não desaparece tempos depois do traumatismo, é o que chama a atenção do paciente com sarcoma para buscar atendimento médico. Infelizmente, já que pacientes acometidos por sarcoma não se sentem ‘doentes” nos estágios iniciais de desenvolvimento da neoplasia, o diagnóstico e consequente tratamento dos mesmos é geralmente tardio.

Lipossarcoma foi originalmente descrito por R. Virchow, em 1857. Em 1944, Arthut Purdy Stout escreveu: “certamente, um dos mais fantásticos e bizarros capítulos na história da oncologia é protagonizado por tumores de células formadoras de tecido adiposo. O estranho modo pelo qual elas crescem, seu incrível tamanho… entre outras características peculiares… creditam a elas grande interesse.

Uma característica singular ao lipossarcoma é sua tendência a ocorrer em espaços viscerais, particularmente no retroperitônio. Até 1/3 originam-se nesta região (Peterson 2003). A apresentação clínica do lipossarcoma localizado no retroperitônio pode distinguir-se muito de sua apresentação nas demais localidades. Embora exista a presença de uma massa, a detecção do tumor, com frequência, ocorre tardiamente, devido à capacidade do espaço retroperitoneal em acomodar um volume muito maior de uma massa tumoral sem modificar-se, do que a coxa é capaz, por exemplo. Além disso, sintomas de obstrução urinária e intestinal, ao tumor atingir estas estruturas, podem dominar o quadro clínico. O manejo de lipossarcomas de localização retroperitoneal pode ser particularmente muito difícil.

É válido mencionar que, além dos locais previamente descritos, lipossarcoma pode ocorrer em várias outras regiões. A região da cabeça e pescoço representa 5% dos locais acometidos, enquanto a extremidade superior contabiliza 10%. Outros locais incomuns são o cordão espermático, a cavidade peritoneal, a axila, a vulva e até mesmo o seio. Embora se acredite que a maioria dos lipossarcomas originam-se ‘’de novo” (e não sobre outra neoplasia já existente), os de localização mamária são uma exceção, com sua origem geralmente sobre um cistossarcoma filoide pré-existente (Donegan 1979, Austin 1986). Não há evidências que lipossarcomas cresçam a partir de lipomas benignos.
Estadiamento e Biópsia do Lipossarcoma
Uma vez que há a suspeita de sarcoma pelos exames clínicos e de imagem, o estadiamento e a biópsia precisam ser realizados. Isto basicamente irá ajudar a determinar a natureza da lesão e qual a extensão, se houver, de disseminação do tumor. Estudos de imagem, como os descritos acima, são uma parte de fundamental importância do processo de estadiamento. Além disso, já que os pulmões são o local mais comum de metástases, radiografia e tomografia computadorizada devem ser rotineiramente realizados. Também é recomendada a tomografia computadorizada de abdômen devido ao relativamente comum envolvimento do espaço retroperitônio e visceral. Devem ser realizados ainda exames laboratoriais, que incluem o hemograma, taxa de sedimentação e bioquímica elementar. Estes testes fornecem conhecimento a respeito da reposta sistêmica induzida pela neoplasia e também uma base para monitoramento da terapia.

A realização de biópsia é crucial, já que é a maneira pela qual o tecido é adquirido para se fazer o diagnóstico definitivo. A histologia (isto é, a aparência que tem o tumor ao ser examinado com o microscópio) fornece as primeiras pistas sobre o seu comportamento. O tecido requerido pode ser obtido através de aspiração com agulha, ou través de métodos de biópsia de incisão aberto ou excisional. A biópsia aberta caracteriza-se como um procedimento cirúrgico e é realizada em bloco cirúrgico. Embora este procedimento forneça a máxima quantidade de tecido para a análise do patologista, é geralmente desnecessário, ou até mesmo inapropriado. Tendo em vista que muitos sarcomas de partes moles são de fácil identificação no exame de palpação, a biópsia realizada com agulha é normalmente o procedimento necessário, e é frequentemente executada por um radiologista, que utiliza imagens de tomografia computadorizada para guiar a realização do procedimento. Já a biópsia incisional em algumas ocasiões é necessária para se obter uma amostra adequada de tecido. Este procedimento envolve fazer uma incisão sobre a pele para se extrair fragmentos do tumor para posterior avaliação. À exceção de raras ocasiões, a biópsia excisional (isto é, que remove todo o tumor no procedimento de biópsia para realizar a análise histológica inicial) deve evitar-se quando há suspeita de sarcoma; pois, deve ser realizado por primeiro o estadiamento e o diagnóstico histológico apropriados, para então realizar adequadamente um plano terapêutico de ressecção completa.
Lipossarcoma é, assim como outros sarcomas de tecidos moles, uma neoplasia de tratamento essencialmente cirúrgico. O objetivo principal do procedimento cirúrgico é remover completamente o tumor e prevenir recidivas. A maior probabilidade em se atingir esta meta é realizar a ressecção do tipo ampla e radical.
Embora historicamente a amputação seja a opção cirúrgica de escolha para estes tumores, atualmente a maioria é suscetível à cirurgia conservadora do membro. Isto se deve, em grande parte à compreensão do comportamento de sarcomas e a princípios de radioterapia. Estes avanços levaram a uma diminuição da frequência de amputações para sarcomas primários de partes moles de mais de 50% para cerca de 5%.
No entanto, a realização de cirurgia conservadora de membro não deve comprometer ao principal objetivo oncológico, a cura, e ainda deve garantir uma extremidade cuja função seja melhor do que possa oferecer uma prótese pós-amputação. É importante ressaltar que mesmo em cirurgias conservadoras do membro, pode ocorrer déficit funcional. Isto pode variar significativamente dependendo do tamanho e localização do tumor, e é devido à remoção de tecidos associados com o tumor (i.e. músculos, tendões nervos, etc).
Pollack et al (1998) relatou complicações com a cicatrização da ferida operatória em 25% dos pacientes que foram submetidos a radioterapia no período pré-operatório contra 6% nos que receberam tratamento no pós-operatório. É sugerido, no entanto, que a melhora no prognóstico oncológico dos pacientes com lipossarcoma e a diminuição de complicações tardias permanentes justifiquem o uso do tratamento radioterápico no período pré-operatório apesar da maior taxa de complicações (Virkus 2002). O tratamento da quimioterapia em pacientes com lipossarcoma permanece controverso, e sua utilização é melhor direcionado com base em cada caso individualmente.
Uma vez que o tumor tenha sido excisado e a terapia adjuvante completada, é necessário um seguimento continuado do paciente a fim da detecção precoce de qualquer evidência de recidiva local ou metástase à distância. Este processo de seguimento envolve um exame físico cuidadoso, Raios-X da extremidade afetada e estudos seriados de imagem (habitualmente mediante tomografia computadorizada) de tórax, abdômen, incluindo a pelve se houver indicação. Este seguimento continuará, com algumas modificações, durante o resto da vida do paciente. Em caso de detecção e recidiva ou metástase, se aplicará o tratamento direcionado para esta situação.
Uma complicação que acontece em algumas ocasiões é o surgimento de um sarcoma induzido por radiação. Por definição, são tumores que se originam em tecidos que sofreram irradiação previamente e foram documentados de estarem ‘’normais” antes da radiação.
O termo ‘’lipossarcoma” refere-se a um conjunto de neoplasias, cujo comportamento depende de seu subtipo histológico. Os princípios de tratamento, entretanto, são essencialmente idênticos aos de outros sarcomas de partes moles. De fato, o tratamento inclui a combinação em algum grau de terapia radioativa e cirurgia, com a presença ou não do tratamento quimioterápico. É de fundamental importância, nestas neoplasias, realizar um rigoroso exame físico do paciente, a fim de descartar qualquer sinal de recidiva local ou metástase e, qualquer nova queixa do paciente deve ser investigada prontamente. Isto é particularmente importante no caso de lipossarcoma, que pode ocorrer com padrões de disseminação e recidiva incomuns.

Escola Paulista de Medicina

10.128 – Biologia – Agora é tarde…Veja as próximas extinções


Cágado Astrochelys yniphora
Esse é simplesmente o cágado mais raro do mundo. Nativo de Madagascar, há apenas 300 desses animais no mundo inteiro. Em 2013, 10% de toda a população de Astrochelys yniphora do mundo foi encontrada na mala de um contrabandista.

lince

Lince-ibérico
Em 2004 havia apenas 100 linces-ibéricos adultos – os nascidos em cativeiro estão voltando para a natureza, em uma tentativa de repovoamento. Hoje há apenas 300 desses animais vivos, o que representa um risco extremo de extinção.

Rinoceronte-de-sumatra
Essa é a menor espécie de rinoceronte, atingindo no máximo um metro de altura. A extinção desses animais tem a ver com a venda de seus chifres, que chegam a valer US$ 30 mil por kg. Apenas 200 estão vivos atualmente.

Prolemur simus
Esse mamífero se alimenta de bambu, que contém cianeto, substância venenosa. Não se sabe, ainda, como esses animais sobrevivem ao alimento que consomem. Até 1986 acreditava-se que eles estavam extintos, mas cerca de 100 animais ainda estão na natureza. Só não se sabe por quanto tempo.

tigre sumatra

Tigre-de-sumatra
Em média 40 desses animais são mortos por humanos todos os anos na Sumatra. Em 1978, mil desses tigres estavam vivos. O número hoje caiu para 400.

Leopardo-de-amur
Com apenas 30 leopardos-de-amur no planeta, a reprodução está ainda mais difícil devido à endogamia, que nada mais é do que o sistema de acasalamento entre animais relacionados pela ascendência, aparentados. As fêmeas dão à luz apenas um bebê de cada vez.

Rã-pintada-da-palestina
Não foi vista por 60 anos até 2011. Cientistas acreditam que apenas 14 dessas rãs ainda existam no mundo. A espécie mais próxima a ela morreu há 15 mil anos.

Ambystoma mexicanum
Essa salamandra era tida como totalmente extinta até que duas delas foram vistas recentemente, neste ano. Esse animal tem a capacidade de regeneração de membros e, também por isso, é considerado superimportante para pesquisas científicas.

Rafetus swinhoei
Essa é simplesmente a maior tartaruga de água doce do mundo e apenas quatro delas estão vivas.

golfinho chines

Golfinho-lacustre-chinês
A espécie foi declarada extinta em 2006 e, em 2007, alguns sinais levaram a crer que alguns desses golfinhos ainda existam, mas o número é pequeno demais para repovoar o meio ambiente.

10.127 – Cinofilia – Cães Extintos


Kurī
A raça Kurī foi levada, provavelmente, do leste da Polinésia para a Nova Zelândia por volta do século 14. Embora seja dito que o cão era um companheiro favorito das mulheres Maori, nem todo mundo gostou da raça. “Eles eram traiçoeiros e nos mordiam frequentemente”, escreveu Marie Julien Crozet, uma francesa que viajou para a Nova Zelândia como parte de uma expedição em 1771.
Os cachorros Kurī foram muitas vezes descritos como feios e teimosos com um pobre sentido de olfato e a raça foi se perdendo, tornando-se extinta. Um exemplar empalhado de um Kurī está exposto atualmente no Museu Te Papa Tongarewa, na Nova Zelândia.
Talbot
Este cão de caça branco era tão bem-visto na Idade Média, que muitos brasões de família da época apresentavam a sua imagem. Alguns historiadores acreditam que William, o Conquistador, levou a raça para a Inglaterra em 1066.
Apesar de ser um cão de caça, ele era um pouco lento, mas muito leal e tinha um excelente senso de olfato, sendo muitas vezes utilizado em batalhas. Os Talbot foram todos extintos no século 16, mas seu legado foi herdado por seu tatara-tatara-tatara-tatara-neto, o Beagle.
Molossus
A raça amado pelos romanos e gregos, o Molossus foi o precursor do Mastiff, São Bernardo e outras raças grandes. Acredita-se que eles eram utilizados para a caça, pastoreio e para rinhas. Aristóteles era fã da raça e até escreveu sobre ela:
“É a raça ‘Molossian’ de cães, como são empregados na caça são praticamente os mesmos que em outros lugares, mas os cães desta raça são superiores aos outros em tamanho e na coragem com que eles enfrentam os ataques de selvagens”.

cão d luta

Cão de luta de Córdoba
Este cão cruel e poderoso, que é como uma mistura de Bull Terrier e Bulldog, foi utilizado para combates na Argentina. O grande problema dele é que, quando era hora de acasalar, os machos e fêmeas se atacavam violentamente como nas brigas, causando a falta de descendentes e consequente extinção.

Cão Havaiano Poi
Assim como o Kurī, este cão tinha origem polinésia. Os cachorros Poi eram alimentados com uma dieta vegetariana pastosa e as suas cabeças tornaram-se grandes e planas, devido ao desuso dos ossos da mandíbula. Esta dieta também contribuiu para sua obesidade galopante e a raça começou a desaparecer no século 18, após o acasalamento com outros cães que foram introduzidos no Havaí.

Paisley Terrier
Originário da Grã-Bretanha, o Paisley foi criado para ser uma variação menor do cão da raça Skye Terrier. Ele também foi pensado para ser um cão especialmente de estimação e mostras, sendo extinto depois que a demanda pela raça em exposições de cães diminuiu drasticamente.
Braque du Puy
Este cão de caça nacional francês foi criado pela primeira vez no século 19 e, embora muitas raças semelhantes possam ser encontradas hoje, o Braque du Puy em sua forma original não existe mais. Ele era conhecido por ser rápido e flexível, de tamanho médio para grande.

st jonh

Cão D’água St. John
Esta raça é o antepassado dos retrievers modernos, incluindo o Flat Coated Retriever, o Chesapeake Bay Retriever, o Golden Retriever e o Labrador Retriever. A raça era originária da província francesa no Canadá chamada Newfoundland e seus exemplares foram exportados em grande quantidade, dando origem às raças citadas acima após cruzamentos com outras.
As versões originais do St. John foram acabando lentamente, sendo que alguns permaneceram até o final século 20. Infelizmente, nos anos 70 só existiam dois, mas eram machos, o que causou a condenação final da raça.

Bullenbeisser
Conhecido também como buldogue alemão, esse cão era conhecido por sua força e agilidade. Cerca de 30 exemplares foram cruzados pela Boxer Kennel Club da Alemanha em 1900, com buldogues trazidos das Ilhas Britânicas e o resultado foi bom. Então, os proprietários alemães começaram a cruzar seus cães com todos os tipos de buldogues e boxers, que produziram uma raça indistinguível após a Segunda Guerra Mundial.
Uma razão pela qual tal quantidade de sangue alemão foi usada para criar o cão Boxer era o desejo de eliminar o excesso de cor branca da raça, e da necessidade de produzir milhares de cães para uma das raças mais populares do mundo. Com isso, o verdadeiro Bullenbeisser foi extinto.

Coton de Reunion
O Coton de Reunion foi o ancestral de raças como Bichon Frisé e Maltês. A história conta que uma raça europeia chamada Bichon Tenerife foi levada para as Ilhas do Oceano Índico de Mauritus e Reunion por marinheiros e navios comerciais nos séculos 16 e 17.
Lá, os exemplares cruzaram com cães locais, dando origem a essa raça. Como você deve desconfiar, “Coton” em francês é o mesmo que “cotton” do inglês e significa algodão, como os pelos desses fofinhos se pareciam.

10.126 – Astronomia – Explicado o mistério da luz brilhante em Marte


mate

Um ponto de luz em Marte registrado pela sonda Curiosity gerou uma onda de especulações sobre a vida no Planeta Vermelho. Não poderia ser diferente. Afinal, cada sinal fora do comum observado por lá pode se tornar alvo de muita curiosidade e comemoração pelos entusiastas da existência de extraterrestres.
No entanto, essa imagem que intrigou bastante os especialistas da área no princípio já está sendo tratada como algo comum. Segundo o Live Science, os membros da equipe da missão disseram que flashes brilhantes de luz visíveis em Marte — nas fotos tiradas pela sonda em 2 e 3 de abril — quase certamente têm uma explicação perfeitamente normal.
“Uma possibilidade é que a luz seja o brilho de uma superfície rochosa refletindo os raios solares. Quando essas imagens foram tiradas, o sol estava na mesma direção que o ponto brilhante, a oeste-noroeste da sonda e relativamente baixo no céu”, explicou Justin Maki, o líder de engenharia de câmeras da Curiosity ao Space.com.
Maki também acrescentou que a equipe científica da sonda também vê a possibilidade de que esse ponto brilhante seja da luz solar que atinge o CCD (charge-coupled device) da câmera, diretamente através de um orifício, o que já aconteceu anteriormente com outras câmeras da Curiosity e de outras sondas. Segundo ele, isso acontece quando a geometria da luz do sol que entra em relação à câmera é precisamente alinhada.
O especialista também acredita que seja possível que os flashes de luz sejam resultado do impacto dos raios cósmicos em movimento rápido com a câmera, esclarecendo que o fenômeno está longe de ser raro. “Em milhares de imagens que recebemos da Curiosity, vemos aquelas com pontos brilhantes quase todas as semanas”, disse Maki em um comunicado da NASA.
As duas fotos (em preto e branco) que foram tiradas pela câmera de navegação da Curiosity do lado direito mostram o que parece ser um pequeno flash de luz brilhante ao longe (numa área de estudos chamada Kimberley), na frente de uma cratera que domina o horizonte.
Porém, a imagem captada pela câmera que fica do lado esquerdo da sonda, quase que simultaneamente à outra, mostra o mesmo local sem a luz, apoiando a possibilidade de ela ter sido mesmo apenas um reflexo de raio solar ou cósmico.

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10.125 – Sexologia – Por que as mulheres fingem orgasmos?


Um estudo publicado recentemente no Journal of Sexual Archives diz que as mulheres fingem atingir o ápice do prazer não apenas para manter seu relacionamento ou por insegurança, mas também para se sentirem mais excitadas. A pesquisa norte-americana questionou 481 moças heterossexuais sexualmente ativas com idade média de 20 anos e que não estivessem em relacionamentos sérios.
Perguntadas sobre os motivos para mentir nessa hora, os quatro motivos mais recorrentes foram os seguintes:
Enganação altruísta (fazer o homem se sentir melhor);
Medo e insegurança (se esquivar de sentimentos ruins sobre a experiência);
Elevação de excitação (entrar mais no clima);
Encerramento sexual (fazer com que o sexo acabasse logo).
As duas respostas mais populares certamente vão de encontro ao que normalmente pensamos quando o assunto é fingir orgasmos, isto é, que isso acontece porque as mulheres querem agradar a seus parceiros ou têm medo de serem consideradas frígidas. No entanto, o pesquisador Erin Cooper ressalta que o terceiro item revela avanços na autodeterminação feminina na cama.
Vale ressaltar, no entanto, que o estudo questionou apenas mulheres jovens e solteiras. Pesquisas anteriores indicaram que esse grupo tem mais dificuldade de atingir orgasmos verdadeiros do que moças que estão em relacionamentos sérios. Ainda assim, um trabalho anterior revelou que cerca de 80% das mulheres em geral já fingiram atingir o ápice do prazer pelo menos uma vez, então não seria impensável que os motivos possam valer para todas.

10.124 – Alcoolismo – O que o álcool faz com o seu cérebro


alcoolismo

Imagine você acordando em uma cama ou um sofá de um lugar totalmente desconhecido com aquele gosto de “cabo de guarda-chuva”, uma dor de cabeça fenomenal e nenhuma lembrança da noite anterior, parecendo uma cena de “Se Beber Não Case”. Você já passou por isso ou conhece alguém que tem uma história parecida com essa?
Pois a amnésia depois de ter bebido exageradamente é algo que acontece com frequência com muitas pessoas e pode ser muito perigoso, em diversos aspectos, você sabe. Mas você tem conhecimento de por que e como exatamente esse apagão acontece em seu cérebro?
Primeiro é preciso saber que nem todos os apagões são iguais. Existem dois tipos deles: o “em bloco” e o “fragmentado”, segundo um estudo do National Institute of Alcohol Abuse and Alcoholism. Como seus nomes sugerem, os apagões fragmentados fazem com que o beberrão não se lembre de momentos em pequenos períodos de tempo, enquanto os apagões em bloco referem-se a períodos maiores.
As pessoas que sofrem apagões fragmentados, por vezes referidos como “blecautes”, geralmente podem recordar de acontecimentos esquecidos. São como aqueles flashes de acontecimentos da noite passada que você lembra quando a ressaca já está passando.
Já quem tem os blecautes em bloco não têm tanta sorte, pois, nesse caso, a amnésia é praticamente total. Nesse último caso, a pessoa só vai ficar sabendo do que aconteceu na noite anterior de bebedeira quando os amigos contarem alguma coisa ou quando o indivíduo assistir a um vídeo seu da festa em situações provavelmente constrangedoras.
Entretanto, os cientistas afirmam que ambos os tipos de apagões são causados pela mesma coisa: um fenômeno neurofisiológico que acontece devido a um rompimento químico no hipocampo do cérebro, que é uma região essencial para a formação da memória.
Por essa razão, o álcool interfere nos receptores no hipocampo que transmitem o glutamato, um composto que transporta sinais entre os neurônios. Durante esta interferência, o álcool impede que alguns receptores trabalhem, enquanto ativa outros.
Este processo faz com que os neurônios criem esteroides que, em seguida, evitam que os neurônios se comuniquem uns com os outros corretamente, prejudicando, assim, a chamada potenciação de longa duração (long-term potentiation – LTP), um processo necessário para o aprendizado e para a memória.
Em termos mais simples, o efeito é semelhante à amnésia anterógrada, em que o cérebro perde temporariamente a capacidade de criar novas memórias. E, claro, isso pode causar sérias consequências.
As pessoas que sofrem esses blecautes totais tendem a apresentar um alto nível de intoxicação, durante o qual elas não mantêm seu melhor julgamento, aumentando o risco de um comportamento perigoso, como ter relações sexuais desprotegidas ou dirigir um carro.
Você deve estar cansado de saber que é necessário se alimentar antes de beber ou durante. O estômago vazio é uma das piores armadilhas para cair na bebedeira da amnésia. Portanto, estar com a barriguinha mais cheia ajuda. Não comer fará com que seu nível de álcool no sangue se eleve mais rapidamente, mas só isso não resolve.
Beber em menor quantidade e mais devagar também é importante. Além disso, alternar os drinks com água pura também pode ajudar bastante para evitar a desidratação que o álcool causa.
Pesquisas mostram que o principal culpado de um apagão é um pico rápido e forte no conteúdo de álcool no sangue. As mulheres podem ter mais dificuldade em evitar os apagões, pois seus aumentos no conteúdo de álcool no sangue acontecem mais rapidamente do que nos homens.
Não só elas tendem a ter menos água em seus corpos para dispersar o álcool, como também têm menos deidrogenase gástrica, uma enzima que decompõe o álcool.
Também parece haver uma tendência de as pessoas tentarem reverter o estado “pré-apagão” quando começam a perceber que a coisa está ficando feia. Nesse momento, é melhor trocar a bebida por muita água ou até algo açucarado para não apagar. Porém, o melhor caminho ainda para evitar essas situações é simplesmente não beber ou se limitar a uma taça de vinho ou poucos copos de cerveja.

10.123 – Vilões famosos dos quadrinhos


coringa

Coringa:
O principal inimigo do Batman teve sua origem depois de um personagem chamado Gwynplaine, retirado de uma adaptação para os cinemas feita pelo diretor alemão Paul Leni— intitulada O Homem Que Ri. O ardiloso maluco de Gotham City levou consigo a estranheza, bem como a assustadora maquiagem da face pouco amistosa de seu inspirador, cuja aparência simula uma feição de riso eterno.

maneto

Erik Magnus Lehnsherr — Magneto
O eterno vilão mais querido do universo dos X-Men teve sua criação depois de uma das figuras mais importantes da luta pelos direitos humanos. Erik Lehnsherr foi baseado em ninguém menos do que o próprio Malcom X, justamente no período crítico em que o ele e Luther King batalhavam contra a opressão racial — o que é justamente o grande ideal do controlador do magnetismo. Vale lembrar que a dupla Stan Lee e Jack Kirby optaram por fazer de Magnus um pouco menos pacifista do que seu amigo Prof. Xavier e por essa razão é que o personagem figura nesta lista de vilões.
Círculo Interno do Clube do Inferno
Outra dupla de talentosos produtores por trás das histórias dos Fabulosos X-Men certamente foi Chris Claremont e John Byrne, que fizeram o favor de criar o Clube do Inferno durante a primeira saga da Fênix Negra.
Entre os membros da versão inaugural dessa confraria de muito dinheiro e poder, encontramos o Mestre Mental (baseado no ator britânico Peter Wyngarde), o temível Sebastian Shaw (baseado no ator Robert Shaw), Donald Pierce (baseado no ator Donald Sutherland), Harry Leland (baseado em Orson Welles) e a bela Ema Frost (baseada em uma personagem do cinema interpretada por Diana Rigg).

galactus

Galactus — O Devorador de Mundos
É uma das entidades que representa uma das existências mais antigas de todo o universo Marvel, sendo considerado ao lado das forças essenciais da natureza (assim como a morte). O personagem também foi criado por Stan Lee e Jack Kirby, com a intenção de representar algo que estivesse além de conceitos como o bem e o mal. E exatamente por essa razão que a dupla se baseou no próprio criador de todo o universo para fazer o devorador de mundos. Isso mesmo, Galactus é uma espécie de Deus do Universo Marvel.

O Caveira
O temível inimigo do Capitão América, que (de acordo com os dois últimos longas do herói para o cinema) também conta com uma força sobre-humana, conta com uma inspiração no mínimo “estranha”, por assim dizer. Joe Simon, um dos criadores do alter ego de Steve Rogers, revelou que se baseou em uma sobremesa para a criação do vilão. Isso mesmo, quando você vê aqueles ossos rubros sobre o pescoço do nazista, que tal imaginar um sundae de chocolate com uma cereja no topo? Pois foi exatamente isso que Simon fez…

10.122 – Olho biônico devolve visão a americano


Um homem de 55 anos voltou a enxergar com a ajuda de um olho biônico. Com o dispositivo, implantado por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, o paciente Roger Pontz consegue entrever formas, silhuetas, sombras e flashes de luzes e pode identificar a presença de seu neto ou de seu gato, por exemplo.
Pontz perdeu a visão devido a uma retinite pigmentosa diagnosticada na adolescência. Trata-se de um tipo de degeneração da retina que leva à perda lenta e progressiva da visão. Pacientes afetados sentem, inicialmente, cegueira noturna seguida de redução do campo visual. Algumas pessoas com a doença ficam cegas após os 50 anos, enquanto outras permanecem com parte da visão a vida toda.
Segundo a agência de notícias Associated Press, o olho biônico consiste em um par de óculos com uma pequena câmera de vídeo e um transmissor. As imagens captadas pela câmera são transformadas em pulsos elétricos, que por sua vez são transmitidos a eletrodos ligados à retina do paciente. Esses pulsos estimulam as células saudáveis que restam na retina a levar os sinais ao nervo ótico, onde a informação visual é reconhecida e interpretada.
O implante do olho biônico de Pontz aconteceu em janeiro deste ano, mas o seu caso só foi relatado nesta quarta-feira. Além dele, outros três pacientes receberam o dispositivo na Universidade de Michigan — informações sobre os demais indivíduos, porém, não foram divulgadas. Essas pessoas foram as primeiras nos Estados Unidos a receber a “retina artificial”, que foi aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) no ano passado. Na Europa, dispositivos como esse já haviam sido implantados em pacientes anteriormente.

10.121 – Pele artificial poderá dar sensibilidade a membros biônicos


mao robotica

O homem já conseguiu fazer com que os robôs andem, enxerguem e até tomem decisões. Já existem aqueles que são padres, médicos e até atores. Contudo, nenhum deles possui tato — a sensibilidade que existe na pele para perceber o mundo com o toque. Um grupo de cientistas da Universidade de Berkley (EUA) tratou de resolver essa falha. O trabalho foi publicado na versão online do periódico Nature Materials.
Utilizando técnicas avançadas de nanotecnologia — a ciência das coisas que são milhares de vezes menores que um milímetro — os pesquisadores americanos desenvolveram uma pele artificial dotada de tato que poderá servir, a longo prazo, como solução para dar sensibilidade às proteses artificiais em implantes humanos. “A ideia é ter um material que funcione como a pele humana, incorporando o tato aos objetos”, disse o engenheiro Ali Javey, chefe da equipe que está desenvolvendo a pele artificial.
O feito foi apelidado de “e-skin” pelos cientistas de Berkley e poderá ajudar a resolver um grande problema na robótica — adaptar a quantidade de força necessária para segurar e manipular vários objetos. “Os humanos sabem quanta força é necessária para segurar um ovo sem quebrá-lo”, disse Javey. “Se quisermos que um robô faça tarefas de casa, por exemplo, temos que ter certeza que ele não vai quebrar as taças de vinho no processo. Mas também queremos que o robô seja capaz de segurar uma panela sem deixá-la cair”.
Os testes realizados pelos engenheiros demonstraram que a pele artificial consegue identificar pressões equivalentes a digitar em um teclado ou segurar um objeto. Os cientistas esperam que a invenção possa ajudar a restaurar a sensibilidade em pacientes com membros biônicos. Mas para isso, lembram os especialistas, será preciso muitos avanços na integração de sensores eletrônicos com o sistema nervoso humano.

10.120 – A maior favela vertical do mundo


favela vertical

Apesar de no Brasil — infelizmente — não faltarem favelas e cortiços, esses assentamentos não são exclusividade do nosso país, nem é por aqui que se encontram os maiores do mundo. Em Caracas, na Venezuela, está localizada a Torre de David, que ficou conhecida como a maior favela vertical do planeta graças a seus 45 andares e população de cerca de 3 mil pessoas.
Segundo o El País, o prédio — que fica no bairro de San Bernardino e é o mais alto de Caracas — estava destinado a abrigar um novo centro financeiro. Contudo, em 1994, depois da morte de seu criador, David Brillembourg, e por conta do colapso do setor financeiro venezuelano, a construção foi abandonada e nunca foi finalizada.
Quando a obra foi interrompida, os primeiros 28 andares se encontravam em um estágio mais avançado de construção, sendo considerados como habitáveis. Mas o fato de que os demais andares ainda não estivessem terminados não parou os invasores. Aos poucos, os moradores foram tapando os perigosos espaços abertos e instalando seus próprios sistemas de água e eletricidade, e hoje a Torre de David inclusive abriga lojinhas e até uma academia improvisada.
Atualmente, as famílias pagam em média 200 bolívares — cerca de R$ 60 — ao mês para ajudar a custear as patrulhas 24 horas responsáveis por fazer a segurança do edifício. Apenas os andares superiores contam com sacadas, nas quais os vizinhos costumam se reunir para conversar, ouvir salsa e fazer churrasco — ou você pensava que o bom e velho churrasquinho na laje só era feito por aqui?
Os pavimentos mais altos também são os mais ventilados e livres do cheiro de esgoto que domina os pisos inferiores. Além disso, a Torre de David não conta com elevadores, e a distribuição dos moradores ocorre conforme a situação de cada um. Os mais jovens e ativos ocupam os andares mais altos, enquanto que os idosos e fisicamente incapacitados permanecem nos mais baixos.
Os ocupantes da Torre de David invadiram o edifício em 2007, e o governo do então presidente Hugo Chávez não fez qualquer esforço no sentido de reverter a situação. Para os ocupantes, o edifício simboliza um refúgio seguro que os abriga das áreas dominadas pelo crime nas quais moravam antes. Mas a população de Caracas, evidentemente, vê o edifício como um antro de ladrões e um símbolo do desrespeito à propriedade privada.
A vizinhança se queixa constantemente de roubos, tráfico de drogas e assaltos a caixas eletrônicos, mas os moradores do edifício alegam que nos últimos 18 meses todos os delinquentes foram identificados e expulsos da Torre, e que uma nova “diretoria” pôs ordem na casa.

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10.119 – A ciência responde: a arca de Noé poderia flutuar?


A Arca de Noé
A Arca de Noé

Na história bíblica de Noé, recém-adaptada para o cinema, uma arca gigantesca é construída para abrigar dois animais de cada uma das espécies existentes no planeta e salvá-los de um dilúvio. Do ponto de vista científico, essa proeza seria possível? A resposta é sim — mas com ressalvas.
As especificações bíblicas para o tamanho da arca — respeitadas no filme Noé — são precisas: 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura. O côvado é uma unidade de medida arcaica que se baseia no comprimento do antebraço, da ponta do dedo médio até o cotovelo, e cada uma das civilizações antigas adotava uma medida diferente para representá-la.
Um grupo de estudantes da Universidade de Leicester, na Inglaterra, que realizou um estudo sobre a arca de Noé, estabeleceu um padrão ao fazer uma média entre o menor valor (44,5 centímetros, adotado pelos hebreus) e o maior (52,3 centímetros, dos egípcios), chegando a 48,2 centímetros.
Com base nessa medida, a arca teria 144,6 metros de comprimento (o equivalente a cerca de um quarteirão e meio), 24,1 metros de largura (aproximadamente dez carros, lado a lado) e 14,4 metros de altura (um prédio de quase cinco andares). Curiosamente, as medidas são parecidas com as de um navio de carga atual, e as dimensões ainda correspondem à proporção adotada no presente. “O fato de a arca ter essas dimensões é surpreendente, porque são os parâmetros de um navio da atualidade”, afirma Ricardo Pinto, professor de engenharia naval da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Para saber se a arca flutuaria, é preciso analisar também o material usado na sua fabricação. O texto bíblico menciona a “madeira de gofer”, que, hoje, seria semelhante ao pinheiro ou ao cipreste. Como a densidade dos dois materiais é parecida, os estudiosos ingleses escolheram o cipreste como exemplo.
Com essas informações, e assumindo que Noé teria seguido as instruções o mais literalmente possível, construindo uma embarcação retangular, em forma de caixa, é possível concluir que a arca não afundaria na água. “Qualquer objeto, ao ser colocado na água, provoca o deslocamento de certo volume. Para flutuar, o peso do volume da água deslocada pelo corpo deve ser igual ao peso do próprio corpo”, explica Pinto. “Esse tipo de madeira leve faria com que a embarcação flutuasse facilmente.”
Essas estimativas referem-se à arca vazia. Para descobrir o peso que a embarcação teria de suportar, é preciso saber quantos animais seriam colocados dentro. Pesquisadores que estudaram a história de Noé, como John C. Whitcomb e Henry M. Morris, autores do livro The Genesis Flood (O dilúvio de gêneses, em tradução livre), chegaram à conclusão de que cerca de 35 000 animais precisariam entrar na arca para que o Reino Animal fosse salvo. Existe uma discussão sobre o fato de que a expressão “dois animais de cada tipo”, contida da Bíblia, pode não significar exatamente cada espécie, o que reduziria ainda mais o número de eleitos. Whitcomb e Morris estimaram, também, que a ovelha representaria a média de tamanho dos animais.
A partir desses números, os cientistas da Universidade de Leicester calcularam que a arca suportaria o peso correspondente a 2,15 milhões de ovelhas. “Nós observamos que a arca aguentaria o peso, não como os animais caberiam dentro dela, ou como seriam armazenados alimentos e água fresca”, diz o estudante de física Oliver Youle, principal autor do estudo, publicado em 2013 no periódico Journal of Physics Special Topics, da Universidade de Leicester.
Além da capacidade do barco de suportar o peso, mais fatores precisam ser levados em consideração. “Podemos até assumir que a arca teria flutuabilidade, mas não sabemos sobre sua estabilidade”, afirma Pinto. A estabilidade depende da geometria, ou seja, do formato da embarcação, e da condição em que a carga foi dividida nela. “Se todos os animais pesados, como elefantes e leões, fossem colocados de um lado só, ela provavelmente ficaria desequilibrada.”
Seria necessária uma distribuição de peso cuidadosa para manter a embarcação estável, principalmente devido a seu tamanho. “Quanto mais comprida uma viga, mais fraca ela é. Um navio funciona como uma viga em termos técnicos, então quanto mais comprido, mais bem-estruturado precisa ser”, explica o professor. Para ele, a arca seria um navio “muito arrojado” para os padrões da época — uma construção tão surpreendente quanto as pirâmides do Egito.