14.233 – Você Acredita em Destino?


Não Confunda, você está no ☻Mega Arquivo

“Tudo está determinado, o começo e o fim, por forças sobre as quais não temos controle. É determinado para um inseto, e para uma estrela. Seres humanos, verduras ou poeira cósmica… todos nós dançamos uma música misteriosa, tocada à distância por um músico invisível.” Quem disse isso foi Albert Einstein, numa entrevista publicada em 26 de outubro de 1929 pelo semanal americano The Saturday Evening Post. O repórter não teve presença de espírito, nem tempo, de perguntar quem ou o que seria esse tal músico – logo após a frase, Einstein se levanta e vai para o quarto dormir, encerrando a conversa. Mas as “forças sobre as quais não temos controle” podem ser encontradas na própria ciência: a sequência de fenômenos desde o início dos tempos.
O Universo surgiu do Big Bang, uma explosão ocorrida há 13,7 bilhões de anos. Pelas regras da física newtoniana, as trajetórias de todas as partículas, e eventuais interações entre elas, foram determinadas por esse fenômeno inicial: como se o Universo fosse uma mesa de bilhar, em que a tacada inicial define o movimento de todas as bolas. E isso vale para absolutamente tudo o que existe – inclusive os átomos que formam os neurônios do seu cérebro, com os quais você resolveu ler este texto. Ou seja: o futuro, de certa forma, já foi decidido. Essa é a lógica do determinismo universal, conceito proposto em 1814 pelo físico Pierre-Simon Laplace (um cientista importante, que ficou conhecido como o “Newton francês”).
Você deve estar pensando: ok, bela tese, mas a vida real não é bem assim. De fato, não é. O determinismo de Laplace não leva em conta, por exemplo, a física quântica (pela qual uma partícula pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, como uma bola de bilhar caindo em duas caçapas). E também conflita com a observação mais trivial da realidade. O futuro não está escrito porque você pode decidir, agora mesmo, o que irá fazer. Pode continuar lendo este texto, pode parar e ir fazer outra coisa, pode erguer a mão direita e coçar o nariz, pode fazer inúmeras escolhas dentro de uma lista quase infinita de possibilidades. Mas será que, quando resolve fazer alguma coisa, foi você mesmo que tomou aquela decisão? Nem sempre é isso o que acontece. Muitas vezes, o seu cérebro decide por conta própria – vários segundos antes de você.
A primeira pista disso veio em 1983, numa experiência feita pelo neurologista Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia . Nesse teste, seis pessoas foram colocadas na frente de uma espécie de relógio, em que uma bolinha se movia. Elas receberam uma única instrução: deveriam apertar um botão, colocado na mesa à frente, quando quisessem, e depois contar ao pesquisador em que momento fizeram isso (informando qual era a posição da bolinha). Libet monitorou os impulsos elétricos nos músculos e no córtex motor das pessoas, e perguntou a cada uma delas qual era a posição da bolinha quando ela resolveu apertar o botão.
Cruzando as duas informações, ele fez uma descoberta intrigante: o córtex motor entrava em ação até 0,8 segundo antes que as pessoas decidissem, conscientemente, apertar o botão. Em 2008 o cientista John-Dylan Haynes, do Centro de Neuroimagem Avançada de Berlim, replicou o teste com um joystick, que os voluntários deveriam mover. Chegou a um resultado ainda mais impressionante: os córtices frontopolar e medial das pessoas se acendiam até dez segundos antes que elas decidissem, conscientemente, mexer o joystick. Em 2013, Haynes pediu a voluntários que somassem dois números exibidos numa tela – e constatou que os cérebros delas começavam a executar essa tarefa quatro segundos antes que elas decidissem, conscientemente, fazer a conta.
Apertar um botão, mover uma alavanca ou somar dois números são tarefas banais. Até hoje, não há nenhum indício de que o cérebro tome “sozinho” decisões mais complexas, como escolher uma profissão, um cônjuge, ou mesmo o que você vai almoçar hoje. Seria muito difícil provar que isso acontece; se é que acontece. Mas isso não significa que essas escolhas sejam totalmente livres. A pressão evolutiva, a genética e o ambiente em que nossos pais viveram têm efeitos profundos, e às vezes surpreendentes, sobre nós. “À medida que vamos descobrindo como o cérebro funciona, e como os genes fornecem instruções para os circuitos neurais, vemos que nossos comportamentos – desde os mais simples até os mais complexos – parecem ter uma base biológica, hereditária”, afirma Hannah Critchlow, neurocientista da Universidade de Cambridge e autora do livro The Science of Fate (“A Ciência do Destino”, inédito no Brasil). Novos estudos têm revelado que a genética, e sobretudo a epigenética (ativação ou desativação de genes provocada por fatores ambientais), influem mais do que se acreditava sobre o comportamento de cada pessoa. Mas o destino começa a ser escrito bem antes disso. A sua saúde mental, por exemplo, é afetada por um fator que precede a genética: o mês em que a sua mãe engravidou de você.

14.215 – Biologia – Aranhas Venenosas


☻ Mega Arquivo – 32º Ano

 

armadeira

As aranhas são animais invertebrados que pertencem ao filo dos artrópodes e classe dos aracnídeos. Enquanto algumas são inofensivas, outras podem injetar veneno e representam perigo ao homem e a outros animais vertebrados.
A picada da aranha pode ocasionar vermelhidão, dor, inchaço, dor de cabeça e em casos mais graves, a morte do indivíduo. Tudo irá depender da espécie, quantidade de veneno injetado e das características corporais da vítima.
A aranha armadeira (Phoneutria sp.) é considerada a mais perigosa do mundo, sendo encontrada no Brasil. Várias espécies de aranhas-armadeiras são encontradas na América do Sul. No Brasil, é uma das aranhas que mais causam acidentes.
É uma espécie agressiva e o seu veneno em grande quantidade pode levar uma pessoa a morte. Para se ter uma ideia, apenas 0,006 mg do seu veneno é suficiente para matar um rato. E não é só, o veneno da aranha armadeira pode atuar de forma mais rápida do que o de muitas serpentes!
Já foram notificados casos de mortes de pessoas em virtude do veneno da aranha-armadeira, inclusive no Brasil. Atualmente, já existe antidoto contra o veneno desta tão perigosa aranha.
Algumas vezes a picada da aranha-marrom pode passar despercebida, até que sejam notadas alterações no local afetado, tais como: feridas, inchaço, vermelhidão e bolhas. No local da picada pode ocorrer a necrose, ou seja, a morte do tecido.
Apesar de não ser uma aranha agressiva, casos de acidentes com humanos já foram notificados. O mais comum é ser surpreendido pela presença da aranha em ambiente doméstico, onde é encontrada dentro de sapatos ou misturada na roupa de cama.
A aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é nativa da Austrália, o seu nome deve-se ao fato de elaborar teias que assemelham-se a funis.
O veneno da aranha-teia-de-funil é um dos mais perigosos e pode ser fatal para os humanos ao afetar o sistema nervoso. Essas aranhas são agressivas e usam as patas para se prender as suas pressas e injetar seu veneno.
A aranha-teia-de-funil já fez diversas vítimas na Austrália. Na década de 80 foi formulado um antídoto contra o veneno da aranha-teia-de-funil, a partir daí não foi registrada mais nenhuma morte relacionada a acidentes com essa aranha.
A aranha viúva-negra (Latrodectus mactans), conhecida por matar e alimentar-se do macho após a cópula, é encontrada em toda a América.
Apenas as fêmeas picam os seres humanos e causam acidentes. A picada causa dor, cãibras no local atingido e conforme o veneno se espalha pelo corpo, outros sintomas mais intensos vão surgindo. Sem a ajuda médica, a vítima pode morrer.
A aranha-rato (Missulena occatoria) é encontrada na Austrália, e o seu nome deriva do fato das mesmas cavarem tocas para servir de esconderijo dos predadores e um local seguro para guardar os seus ovos e filhotes.
Apesar de não serem agressivas, as aranhas-rato possuem um veneno poderoso, mas com poucos casos de acidentes registrados.
A aranha-de-costas-vermelha (Latrodectus hasseltii) é nativa da Austrália e introduzida em diversos locais do mundo. Ela destaca-se pela presença de faixa longitudinal vermelha na parte superior do abdômen.
Do mesmo modo que as viúvas-negras, as aranhas-de-costas-vermelhas também se alimentam dos machos após a cópula.
A sua picada causa dor intensa, seguida de sudorese, espasmos musculares, taquicardia, náuseas e vômitos. Até o momento da descoberta da vacina contra o seu veneno, a aranha-de-costas-vermelha foi responsável pela morte de algumas pessoas.
A aranha-da-areia (Sicarius sp.) recebe esse nome pois usa a areia para se camuflar, isso porque habita os desertos da África e América do Sul.
A sua picada provoca dor, necrose do tecido atingido, lesões e outras complicações, conforme o veneno se espalha pelo organismo, podendo levar a morte. Ainda não existe antídoto contra o veneno da aranha-da-areia.
Curiosidades
As aranhas podem ser seres pavorosos para algumas pessoas, as quais desenvolvem medo extremo desses animais, o que é chamado de aracnofobia.
Acredita-se que 5% da população mundial seja afetada pela aracnofobia.

viuvanegra

14.212 – Zoologia – O cão-lobo


Kunming_Dog
É um animal resultado do cruzamento entre cão doméstico e um lobo. Os cães podem acasalar com os lobos e terem filhotes férteis, por isso reclassificaram os cães de canis familiaris a canis lupus familiaris, o que tornou os cães uma subespécie de lobo, em vez de uma espécie a parte. Os cães-lobos precisam ser tratados de um jeito especial em relação aos cães normais, oferecendo-lhes grandes espaços para correr e se sentir livre. Eles podem se tornar agressivos em relação à comida.
Costumam manifestar temperamento variado, podendo ser mais agressivos do que seus parentes domesticados, não sendo adequados para donos inexperientes. As raças de cães mais escolhidas para cruzamento, são as que exibem os tratos físicos mais semelhantes aos lobos, como o husky siberiano, o malamute-do-alasca e o pastor-alemão. Existem cerca de 300 mil cães-lobos nos EUA. Existem três especies de cão lobo consideradas como raças, sendo elas o cão-lobo-checoslovaco,o cão-lobo de Kunming e o cão-lobo-de-saarloos, oriunda dos Países Baixos.
Cada tipo de cão lobo origina-se de um acasalamento específico. Tal como o cão-lobo-de-saarloos,fruto do acasalamento entre uma loba de um zoológico e um pastor-alemão, registrado pela primeira vez por Leendert Saarloos. Porém há controvérsias na qual é dito que o cão-lobo-de-saarloos é uma subespécie de um lobo russo, o canis lupus occidentalis ou de outro canadense.
Já o cão-lobo-checoslovaco, origina-se do acasalamento entre um pastor-alemão e uma loba da cordilheira dos Cárpatos tendo se originado na Checoslováquia. Não há nenhum indício do cruzamento que originou o cão-lobo de Kunming, porém sabemos, que foram originados na China.
A cabeça e o corpo dos cães Kunming são semelhantes em aparência ao pastor alemão, exceto pelo fato de serem mais altos nas costas. Eles têm pelos sazonais que se tornam um casaco de duas camadas durante o final do outono e início do inverno, mas que se deslocam para peles mais curtas durante o final da primavera. A cauda é longa como seus primos pastores alemães. Ocasionalmente, os cães-lobo de Kunming levantam suas caudas encaracoladas quando estão excitados, mas geralmente os carregam em suas costas como fazem seus ancestrais lupinos. Os casacos são marcados com uma parte traseira preta e focinho, com outras cores que vão desde um canudo claro até o óxido profundo.

14.211 – Mega Vocabulário – O que significa a expressão porco chauvinista?


chovinista
É um termo pejorativo. Alguém que assume posição de nacionalista extrema.
Não havia para ele senão o seu país, terra sem defeitos, sem dever favores a nenhum outro, positivamente soberana; mal enxergava seus próprios pés, era um poco chauvinista.
Chauvinismo ou chovinismo (do francês chauvinisme) é o termo dado a todo tipo de opinião exacerbada, tendenciosa ou agressiva em favor de um país, grupo ou ideia. Associados ao chauvinismo frequentemente identificam-se com expressões de rejeição radical a seus contrários, desprezo às minorias, narcisismo, mitomania.
O termo deriva do nome de Nicolas Chauvin, soldado do Primeiro Império Francês, que sob o comando de Napoleão demonstrou seu enorme amor por seu país sendo ferido dez vezes em combate, mas sempre retornando aos campos de batalha.
Inicialmente, o vocábulo foi usado para designar pejorativamente o patriotismo exagerado, sendo posteriormente adotado para outros casos.
O chauvinismo resulta de uma argumentação falsa ou paralógica, uma falácia de tipo etnocêntrico. Em retórica, consubstancia-se em alguns dos argumentos falsos chamados ad hominem que servem para persuadir com sentimentos em vez de razão quem reage mais àqueles que a estes. A prática nasceu fundamentalmente com a crença do romantismo nos “caracteres nacionais” (“Volksgeist”, Espírito do Povo, em alemão).

14.210 – Mega Curiosidades – Qual foi o 1º Filme?


viagem-a-lua1
A história considera que foram as fitas exibidas pelos irmãos Auguste e Louis Lumière na primeira sessão pública do cinematógrafo, em 1895, em Paris. Durante cerca de 20 minutos, o público se maravilhou com o aparelho assistindo a imagens de Empregados Deixando a Fábrica Lumière e de Chegada de um Trem à Estação de la Ciotat. Mas, se estamos falando de longas-metragens, a honra pertence à Austrália. The Story of the Kelly Gang, de 1906, conta, em 70 minutos, a história de Ned Kelly, fora da lei que desafiou a preconceituosa Austrália colonial, transformando-se em herói nacional. O personagem foi tema de outra produção mais recente, de 2003, com Heath Ledger.

14.191 – Clima de Outros Planetas


bbc-temperaturas
Muitas vezes reclamamos do clima, principalmente quando eventos extremos se tornam cada vez mais comuns aqui na Terra.
E se passássemos nossas férias lutando com ventos que chegam a 8.000 km/h ou temperaturas quentes o suficiente para derreter o chumbo?
Vamos começar perto de casa, com nosso vizinho Vênus, o lugar mais inóspito do sistema solar.
Basicamente, Vênus é um buraco apocalíptico. Lar de uma atmosfera densa, composta principalmente de dióxido de carbono, a pressão atmosférica em Vênus é 90 vezes maior que a da Terra.
Essa atmosfera retém grande parte da radiação solar, o que significa que as temperaturas em Vênus podem chegar a 460° C – você seria esmagado e fervido em segundos se colocasse os pés ali.

Mas se isso não parecer doloroso o suficiente, a chuva em Vênus é composta de ácido sulfúrico extremamente corrosivo, que queimaria gravemente a pele ou o traje espacial de qualquer viajante interestelar, caso chegasse à superfície.
Devido às temperaturas extremas do planeta, essa chuva evapora antes de tocar o solo.

Ainda mais bizarro: há “neve” em Vênus. Não é do tipo com a qual você poderia fazer guerra de bolas de neve: esse material é composto dos restos de basalto e geada de metais vaporizados por sua atmosfera.

Netuno turbulento
Por outro lado, temos os planetas gigantes de gás, Urano e Netuno.

Este último, nosso planeta mais distante, abriga nuvens congeladas de metano e os ventos mais violentos do sistema solar.

Por causa da topografia do planeta, que é bastante plana, não há nada para diminuir a velocidade desses ventos supersônicos de metano, que podem atingir velocidades de até 2.400 km/ h.
Além de poder ouvir a barreira do som quebrando, uma visita aqui também incluiria chuva de diamantes, graças ao carbono na atmosfera sendo comprimido.

Mas você não precisaria se preocupar em ser atingido por uma pedra caindo, pois já teria sido congelado instantaneamente – a temperatura média é de -200° C.

Planetas fora do sistema solar
Os exoplanetas estão localizados fora do nosso sistema solar e orbitam em torno de um sol.
Tom Louden, pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Warwick, no Reino Unido, é uma espécie de meteorologista intergaláctico. Seu trabalho é descobrir quais são as condições atmosféricas em outros planetas.
Sua especialidade são exoplanetas, particularmente um batizado de HD 189733b.
Este mundo azul profundo a 63 anos-luz de distância é um bom candidato para hospedar o clima mais extremo conhecido em outro planeta.
Pode parecer bonito, mas suas condições climáticas são cataclismaticamente terríveis.
Com ventos de 8.000 km/ h (os mais fortes registrados na Terra têm pouco mais de 400 km/ h), também é 20 vezes mais próximo do sol do que nós, com temperatura atmosférica de 1.600 ° C – a mesma de lava derretida.

“As rochas do nosso planeta seriam vaporizadas em líquido ou gás aqui”, diz Louden. E também chove vidro derretido. Lateralmente.

Há algum lugar habitável por aí?
Louden diz que existem planetas semelhantes em tamanho e massa à Terra que orbita estrelas anãs M menores, ou “anã vermelha”.
Essas são as estrelas mais comuns da Via Láctea, mas se escondem nas sombras, muito escuras para serem vistas a olho nu da Terra.
Se esses planetas são habitáveis ​​ou não é outra questão.
Muitos desses exoplanetas estão de fato na “zona Cachinhos Dourados”, que não é nem muito próxima nem muito longe do Sol. Infelizmente, é provável que muitos também estejam “ordenadamente travados” em sua estrela.

Isso significa que eles sempre têm o mesmo lado voltado para o objeto em que estão orbitando – assim como o mesmo lado da Lua sempre é virado para a Terra.
Por esse motivo, você terá um lado com luz do dia permanente e o outro, noite perpétua.

“Quando você cria modelos de computador, há ventos fortes se movendo do dia para o lado escuro”, diz Louden.

“Isso é uma consequência do efeito de travamento das marés. Um lado do planeta fica muito mais quente que o outro, então ventos fortes são uma conseqüência quando o planeta tenta redistribuir o calor”, diz ele.
“Qualquer água líquida do lado do dia evapora em nuvens, que são sopradas para o lado noturno, onde congelam e nevam. Você tem um lado que é deserto e outro que é ártico.”
Ingo Waldmann, professor de planetas extrasolares da UCL, disse à BBC News que, se existir uma atmosfera espessa o suficiente, a circulação do dia para a noite deve ser suficiente para impedir que a noite fique totalmente congelada.
Outros modelos sugerem que a água que evapora no ponto mais quente do dia se condensará em nuvens e formará uma cobertura permanente de nuvens no lado do dia.
Essas nuvens poderiam refletir o suficiente da radiação da estrela de volta ao espaço para diminuir a temperatura do planeta e tornar habitáveis ​​partes do dia.
Então, até encontrarmos condições habitáveis ​​fora do planeta Terra, realmente não haverá lugar como nosso lar.

14.190 – Chuva de Diamantes no Espaço


diamantes em Netuno
Pesquisadores da Nasa planejam enviar missões a Netuno para explorar a chamada chuva de diamantes, um fenômeno que se forma na atmosfera ultra-densa do planeta em função da pressão exercida sobre os átomos de carbono, que se transformam em nuvens e chuvas de diamantes. Dá para imaginar uma chuva dessas?
Netuno está localizado a 4 bilhões de quilômetros da Terra, o que dificulta muito uma viagem espacial. Ainda assim, o interesse de explorar as riquezas desse planeta faz com que os homens quebrem a cabeça pensando numa alternativa para chegar até lá. Segundo especialistas, uma viagem espacial para Netuno numa nave convencional demoraria cerca de 30 anos.
Há quem pense que o esforço vale a pena. Em Netuno e em Urano o ar é tão denso que chove diamante. Alguns estudos também dão conta de que a superfície dos planetas é repleta de diamantes e que existe ainda a possibilidade de haver oceanos de diamante líquido e icebergues de diamantes nos dois planetas. Qualquer pessoa ficaria feliz em explorar essas riquezas, não?
ideia dos pesquisadores é construir uma vela de 250 mil metros quadrados, que seria inflada pela luz do Sol. Esse equipamento alcançaria uma supervelocidade e chegaria a Netuno em três anos.
Por enquanto, tudo está apenas no campo das ideias, mas quem sabe um dia o homem não seja realmente capaz de explorar a curiosa chuva de diamantes de Urano e Netuno.

14.186 – Como se Forma o Granizo


granizo
As gotas de água que se evaporam dos rios, mares e da superfície terrestre, quando chegam às nuvens e encontram temperaturas abaixo de -80°C, viram gelo. Congelado, o vapor de água fica com mais peso do que a nuvem pode aguentar e cai, em forma de pedra de gelo, que chamamos de granizo.
A chuva de granizo, no entanto, não acontece nas regiões polares. O motivo? É que o granizo só se forma em um único tipo de nuvem, a cumulonimbus, também responsável por trovões e relâmpagos. Essa nuvem atinge até 25 km de altitude a partir da linha do Equador. “E ela só aparece nas regiões mais quentes”, explica Mario Festa, professor de Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. Isso acontece porque ela se forma graças a temperaturas elevadas e alto índice de umidade relativa do ar, mais raro nos países frios.
A ocorrência do granizo, portanto, é mais frequente nas regiões equatoriais, e vai diminuindo
gradativamente ao longo das regiões tropicais, extratropicais e temperadas. “Por isso, em algumas épocas do ano é até possível ter chuva de granizo na Escandinávia, mas é raro. Já nos polos, realmente, nunca foi registrada”, diz o professor.
A pedra de gelo tem, em média, 0,5 a 5 centímetros de diâmetro, mas isso pode variar. Nos Estados Unidos, na década de 1970, foi registrado um granizo com 14 centímetros de diâmetro, com 750 gramas.

14.184 – ☻Mega Notícias – Escapou do Câncer mas Morreu num Tombo


O homem que foi curado de um câncer em estado terminal com um tratamento inédito na América Latina morreu em Belo Horizonte após um acidente. De acordo com a Polícia Civil, o corpo de Vamberto Luiz de Castro, de 64 anos, deu entrada no Instituto Médico Legal em 11 de dezembro e saiu no mesmo dia.
O acidente provocou um traumatismo craniano grave em Vamberto, que não resistiu. Os parentes do homem não quiseram se manifestar.
Vamberto estava em fase terminal de um linfoma – um tipo de câncer – muito agressivo nos ossos quando procurou o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para tentar um tratamento ainda experimental no Brasil, inédito na América Latina, com uma equipe da Universidade de São Paulo (USP).
Ele teve alta em outubro após apresentar uma melhora considerada cura, com a terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-CeII.
Antes de se submeter ao tratamento inédito custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Vamberto tomava doses máximas de morfina diariamente e não conseguia mais andar. O tumor havia se espalhado pelos ossos. No início de setembro, o corpo do paciente estava tomado por tumores. Já após o tratamento, a maioria deles já havia desaparecido. E os que restavam, segundo os médicos, sinalizavam a evolução da terapia.
No EUA, os tratamentos comerciais já receberam aprovação e podem custar mais de US$ 475 mil.

14.183 – Medicina – O que é Bruxismo?


bruxismo
Também designado como briquismo (do grego “brýkhmós”, cujo significado é “ranger os dentes”) é uma condição na qual o indivíduo aperta ou range os dentes, na maioria das vezes inconscientemente, a noite durante o sono, ou até mesmo durante o dia. O bruxismo atinge pessoas de todas as idades, sendo mais frequente entre os 15 e 35 anos e com maior prevalência nas mulheres. Suas causas estão relacionadas com problemas emocionais, tais como o estresse e ansiedade.
Em muitos casos, o bruxismo pode ser moderado e nem sequer ser notado. No entanto, pode ser frequente e grave o suficiente para causar problemas maiores. O ranger dos dentes, além de causar um desgaste tremendo nos dentes e danificar os tecidos em volta deles, pode ainda resultar em dores de cabeça (enxaquecas), afetar a mandíbula, causar problemas de ouvidos e dores miofaciais. Em bocas onde não há uma higiene bocal adequada e que haja dentes cariados, o ranger pode provocar também a quebra dos mesmos.
Quando o bruxismo ocorre durante o dia, é mais fácil para ser controlado e também diagnosticado. No entanto, pelo fato do bruxismo acontecer na maioria das vezes durante o sono, grande parte das pessoas não sabem que rangem os dentes. O movimento feito pelo bruxismo durante o sono envolve movimentos rítmicos semelhantes ao da mastigação, com longos períodos de contração dos músculos mandibulares. Estes movimentos e contrações podem ser tão fortes que consequentemente, no dia seguinte, alguns sintomas como dor de cabeça e maxilar dolorido acontecem. Em muitos casos, o bruxismo pode ser alto o suficiente para acordar um parceiro adormecido. Por isto é importante identificar os sinais e sintomas de bruxismo e procurar atendimento odontológico.
Se há suspeita da possibilidade de diagnóstico de bruxismo é recomendável procurar um dentista o quanto antes, que irá receitar um protetor bucal (placas interoclusais feitas sob encomenda) para proteger os dentes durante a noite deste hábito destrutivo. Estas placas com o tempo serão desgastadas pelo uso constante e devem ser trocadas sempre que necessário. Além disto, recomenda-se também evitar ou reduzir alimentos e bebidas que contenham cafeína, como também as bebidas alcoólicas que contribuem para o aumento da ansiedade e o stress nos pacientes, intensificando o ranger dos dentes. Muitas pessoas que tem bruxismo possuem a mania de colocar lápis ou canetas na boca para mastigar as suas pontinhas, bem como outros objetos. Estes hábitos devem ser suspensos e também é aconselhável evitar as gomas de mascar (chicletes).

14.180 – Hyundai e Uber mostram seu carro voador


carro voador
A montadora sul-coreana Hyundai e a Uber anunciaram
durante a CES 2020 que estão desenvolvendo um carro
voador, que deve ser utilizado pela empresa de caronas
em 2023. A promessa das companhias é que este veículo,
chamado de S-A1, será capaz de transportar cinco passageiros
pelos céus e que, um dia, possa até abolir o piloto humano.
Este projeto faz parte da visão da Urban Air Mobility (UAM)
da Hyundai, com o chamado Veículo Aéreo Pessoal (PAV)
usando decolagem vertical e motores elétricos para aliviar o congestionamento da estrada.

A Hyundai será responsável pela fabricação do S-A1.
Espera-se que tenha vários rotores – para eficiência e segurança –
e um sistema de acionamento de para-quedas, se o pior acontecer.
Ele também será desenvolvido com baixo nível de ruído em mente,
para evitar perturbar as áreas urbanas nas quais as aeronaves devem operar.

Enquanto isso, a Uber cuidará das operações, sob a marca Uber Elevate.
“A Hyundai é nosso primeiro parceiro de veículos com experiência na
fabricação de automóveis de passageiros em escala global”, explicou
Eric Allison, diretor da Uber Elevate, ontem (06) durante a CES.
“Acreditamos que a Hyundai tem potencial para fabricar os veículos do Uber Air
a taxas nunca vistas na indústria aeroespacial atual, produzindo aeronaves confiáveis
​​e de alta qualidade em grandes volumes para reduzir os custos de passageiros por viagem
. Combinar o poder de fabricação da Hyundai com a plataforma de tecnologia da Uber representa um grande salto para
o lançamento de uma vibrante rede de táxis aéreos nos próximos anos”.
O conceito de uso deste carro, segundo a Hyundai e a Uber, parte de uma rede de centros de pouso espalhados por áreas urbanas,
descritas como espaços de mobilidade geral. Esses centros funcionariam como lugares para os PAVs aterrissarem,
bem como para passageiros e carga se reunirem. Um outro veículo seria usado para transportar pessoas ou itens
para o hub e atracar em seus raios periféricos.
No centro do hub, haveria um lounge e uma área de preparação.
Os PAVs decolam do Skyport por cima e transportarão passageiros pela cidade.
No outro extremo, outro PBV poderá levá-los ao destino final ou vincular-se a outras opções de transporte público.

A Uber diz que pretende lançar o modelo em 2023, embora isso dependa de obstáculos tecnológicos e regulatórios.

14.161 – Inventos – O Trator


massey-ferguson-trator-mf7180
Depois da Revolução Industrial do século XVIII, as máquinas foram rapidamente desenvolvidas. A tração a vapor surgira com a finalidade de realizar trabalhos pesados, principalmente o deslocamento de produtos e madeiras. Porém, passaram, gradualmente, a serem empregadas para puxarem arados aplicados ao trabalho agrícola.
No ano de 1904, Benjamin Holt (1849-1920) soluciona o problema devido a fragilidade dos carros utilizados até então que atolavam com facilidade, criando um veículo equipado com esteiras no lugar de rodas. Quase três décadas depois, as rodas de metal foram substituídas por rodas de borracha, com grande aro, o que diminuía o peso do veículo e aumentava a aderência junto ao solo.
O termo trator surgiu em 1906, como forma de substituir o longo termo Traction Engine.
Quando os fabricantes de automóveis começaram a optar pelo motor de combustão interna, eles também estavam de olho no mercado agrícola. Os motores a gasolina deveriam ser ajustados para trabalhos mais pesados e vendidos a fazendeiros.
A primeira versão de tratores com motor a gasolina foi desenvolvida pelo americano John Froelich, que construiu um modelo bem sucedido. A Ford foi a primeira fabricante em série de tratores com motor a gasolina em 1912. Foi o primeiro trator leve produzido em grande escala.

14.152 – Mega Curiosidades – Quantos Amperes tem Um Raio?


tempestade2
Durante a chuva, o granizo e as gostas de chuva presentes nas nuvens concentram carga elétrica negativa, enquanto os cristais de gelo e a água concentram carga elétrica positiva. A diferença entre as cargas gera uma tensão elétrica que dá origem aos raios.
Segundo o engenheiro eletricista Maurício Ferraz, a potência dos campo elétrico nas nuvens em que os raios se formam pode chegar a mil gigawatts. Ou seja, uma potência 100 mil vezes maior do que a encontrada em redes de alta tensão.
Um raio comum costuma ter intensidade de 30 mil amperes, isso equivale a intensidade de mil chuveiros elétricos.
Mito
Já ouviu aquela história de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Pois é, ele pode cair sim. Há locais com grande incidência de raios. O Cristo Redentor, por exemplo, é atingido por cerca de 6 raios todos os anos.
Os raios não caem apenas durante as tempestades. Além de dias de chuva, eles também podem se formar em outras situações. Erupções vulcânicas e tempestades de neve e areia, por exemplo, podem envolver atrito de partículas e criação de cargas elétricas, que geram raios.
A chance de uma pessoa ser atingida por um raio é de 1 em 1 milhão. mas, se ela estiver numa área descampada enquanto muito forte, essa chance é de 1 em mil. Como foi o caso dos banhistas que recentemente foram atingidos por raios numa praia no litoral sul de São Paulo.
Quando um raio atinge alguém, a sua corrente elétrica pode causar queimaduras, além de outros danos. A maioria das mortes causadas por raios é por causa de paradas cardíacas e respiratórias. Por outro lado, quem é atingido e consegue sobreviver, pode sofrer de problemas psicológicos e físicos por um longo período.
De acordo com o Inpe, um em cada 50 mortes por raios no mundo acontece no Brasil. Cerca de 1.672 pessoas morreram por causa de raios no país entre os anos de 2000 e 2013, segundo o órgão.
Até o mês de novembro de 2014, 84 pessoas haviam morrido por causa de raios no Brasil. Em função do calor intenso e do alto nível de umidade, a incidência de raios no país é maior entre os meses de outubro a março.
De acordo com pesquisas recentes, a incidência de raios tem crescido em áreas urbanas. Isso estaria ligado ao aumento da poluição e da temperatura nesses locais.
Alocalidade de Kamemebe, situada na África Central, tem a maior incidência de raios do mundo. A média anual na região é de 33 raios por quilômetro quadrado.
Brasil
A incidência de dezenas de milhões de raios no Brasil se deve ao fato da maior parte do país se encontrar na zona tropical, que é uma área do globo mais favorável à formação de tempestades.
No Brasil, a região entre Coari e Manaus tem a maior incidência de raios. De acordo com o Inpe, a ocorrência de raios nessa área nas próximas décadas deve se tornar cada vez mais comum.
Já quando é considerada a incidência por município, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, está no topo da lista. A média da cidade é de 13 raios por quilômetro quadrado todos os anos.
Embora tenha potência elétrica grande, a pequena duração dos raios faz com que eles não gerem muita energia. Em média, um raio gera em torno de 300 quilowatts/hora, o que equivale ao consumo mensal de uma pequena residência.
Um raio é extremamente veloz. Ele dura no máximo 2 segundos e consegue percorrer distâncias de até 5 quilômetros nesse tempo.
Para os especialistas, raio e relâmpago são coisas diferentes. Enquanto relâmpago é qualquer descarga elétrica gerada por nuvens de tempestade, o raio é uma descarga elétrica desse tipo que se conecta com o solo. Logo, todo raio é um relâmpago, mas nem todo relâmpago é um raio.
Algumas pessoas confundem raio e trovão. O trovão é o som produzido pelo aquecimento e expansão do ar nas regiões da atmosfera percorridas pela corrente dos raios. A intensidade de um trovão pode chegar a 120 decibéis, ou seja, para os seus ouvidos é como se você estivesse nas primeiras fileiras de um show de rock. No entanto, apesar de ser ensurdecedor, o trovão é, em geral, inofensivo.
Existe um jeito simples para saber a distância aproximada em quilômetros de um raio. Basta contar os segundos entre o momento em que se vê o raio e o instante em que se escuta o trovão e dividi-los por três, então você terá a distância.
No futuro, regiões que registram médias anuais de mais de cinco raios por quilômetro quadrado poderão usá-los como fonte de energia. Uma torre capaz de captar os raios em locais com essas características pode fornecer energia suficiente para manter um sítio ou uma fazenda funcionando.

intensidade raio

14.140 – Como Funciona a Máquina à vapor


Os princípios básicos da máquina a vapor já haviam sido explorados pelo engenheiro e matemático greco-egípcio Hierão de Alexandria, que no século I a.C. estudava o vapor como força motriz, através de sua invenção, a eolípila.
Já no final do século XVII, Denis Papin e Thomas Savery desenvolveram os primeiros motores a vapor, porém, foi
somente em 1972, que Thomas Newcomen revolucionou a área. O chamado “motor de Newcomen”, a partir de então começou a ser amplamente usado.
Com o avanço, os motores a vapor começaram a movimentar as primeiras locomotivas, barcos, fábricas, bem como as minas de carvão. As primeiras máquinas a fazer uso da energia a vapor eram usadas para retirar água acumulada nas minas de ferro e carvão e ainda eram utilizadas na fabricação de tecido.

Naquela época estava ocorrendo a chamada Revolução Industrial, em que o número de indústrias teve um crescimento vertiginoso, e com isso, a necessidade de usar cada vez mais máquinas para suprir o trabalho humano.

A primeira máquina a vapor foi utilizada por Thomas Savery, na retirada de água de poços de minas. A máquina transformava a energia armazenada no vapor quente em energia utilizável.
Na máquina de Savary, o vapor, que é proveniente da água aquecida até a ebulição em uma caldeira, entrava em uma câmara. Tal câmara, após ser fechada, era arrefecida por aspersão da água fria, e assim acontecia a condensação do vapor no seu interior.
Uma máquina a vapor não cria energia, mas sim usa o vapor para transformar a energia quente que é liberada pela queima de combustível. Toda máquina a vapor possui uma fornalha para que seja realizada a queima de carvão, óleo, madeira ou mesmo outro combustível para produzir energia calorífica.
Além disso, a máquina a vapor dispõe de uma caldeira. Assim, o calor proveniente da queima de combustível leva a água a transformar-se em vapor no interior dessa caldeira. Com o processo, o vapor expande-se, e ocupa um espaço muitas vezes maior que o ocupado pela água. A energia da expansão produzida pode ser aproveitada de duas formas: A primeira, deslocando um êmbolo num movimento de vaivém ou, acionando uma turbina.

Conheça o funcionamento de uma máquina a vapor

maquina_vapor

Assim sendo, na caldeira, o calor faz com que a água entre em ebulição. Assim, quando a válvula A está aberta e a válvula B permanece fechada, o vapor acaba entrando sob pressão e empurrando o êmbolo para cima. Deste modo, a roda R e a biela B acabam sendo deslocadas. O êmbolo, ao atingir o topo do cilindro, a válvula A acaba fechando para cortar o fornecimento de vapor, e a válvula B abre-se, fazendo com que o vapor saia do cilindro e entre no condensador.
Através da água corrente o condensador é mantido arrefecido. Assim que o vapor deixa o cilindro a pressão diminuiu no seu interior e a pressão atmosférica empurra o êmbolo para baixo. O êmbolo, ao atingir o fundo do cilindro, a válvula B se fecha a válvula A abre. A partir de então, o vapor entra no cilindro e o processo começa novamente.
Locomotivas a vapor
No século 19 surgiram as primeiras locomotivas movidas a vapor, sendo que geralmente tinha sua energia gerada pela queima de carvão nas fornalhas. Esse modelo de locomotiva foi usado até o final da Segunda Guerra Mundial.

A primeira locomotiva a vapor foi construída por Richard Thevithick, sendo que o primeiro teste foi feito em 21 de fevereiro de 1904, porém, somente após alguns anos o projeto acabou sendo usado. A tecnologia, no decorrer dos seus 150 anos de uso da energia a vapor foi sendo aprimorado.
As LOCOMOTIVAS A VAPOR são constituídas basicamente de:

1) CALDEIRA : local onde é produzido o vapor de água;

2) MECANISMO: Conjunto de elementos mecânicos que tem pôr objetivo de transformar a energia calorífica dos combustíveis em energias mecânica para assim transmitir o movimento resultante dos êmbolos aos eixos motrizes e finalmente, transformar esse movimento retilíneo alternado em circular contínuo para as rodas;
3) VEÍCULO: constituído pela carroceria, rodas, eixos, caixas de graxa e molas.

14.108 – Morre Andrada o Ex Goleiro do Vasco da Gama


Andrada-boca
O goleiro começou a carreira em 1960, no seu país, defendendo o Rosario Central. Em 1969, o Vasco da Gama comprou o seu passe e ele mudou-se para o Brasil. Foi no clube carioca que Andrada viveu a melhor fase da sua carreira, conquistando títulos e prêmios pessoais.

Após seis anos no clube, Andrada mudou-se para a Bahia para defender o Vitória. A sua passagem pelo rubro-negro baiano durou apenas um ano e, em 1977, o goleiro regressou ao seu país natal para defender o Colón onde ficou até 1982, quando encerrou a carreira.
Numa quarta-feira, 19 de novembro de 1969 (ano em que chegou ao Vasco da Gama), Andrada teve à sua frente Pelé que perseguia a marca de 1000 gols na carreira. O estádio do Maracanã recebeu 65.157 pessoas que queriam ver o jogador alcançar a marca histórica, mas Andrada não queria entrar para história como o goleiro que sofreu o milésimo gol de Pelé. Ou como o “Goleiro do Rei” como foi chamado pela mídia, mas, provavelmente, não muito propalado pela maneira não muito agradável como Andrada encarou na época essa situação.

O argentino esforçou-se para não sofrer o gol, mas ao 33 minutos do segundo tempo houve um pênalti a favor do Santos e era a grande oportunidade de Pelé marcar. Todos no estádio gritavam o nome de Pelé. Andrada saltou para o lado certo e tocou na bola, mas não foi suficiente para evitar que Pelé marcasse o milésimo gol.


Pelé cobrou. Eu bati na bola, mas não consegui defender. Depois, com o tempo, as coisas foram mudando. Eu me acostumei com o fato e hoje convivo de uma forma muito gostosa com aquele milésimo gol.”
Em 2008 o goleiro foi acusado de ter sido um agente do serviço de inteligência da ditadura militar argentina entre 1976 e 1983
Morreu, nesta quarta-feira,04 de setembro de 2019, o ex-goleiro argentino Andrada, ídolo do Rosario Central e com passagem marcante no Vasco entre 1969 e 1975. O ex-jogador ficou mundialmente conhecido por ter sofrido o milésimo gol de Pelé, em 19 de novembro de 1969. A causa da morte não foi divulgada. Andrada tinha 80 anos.
Andrada foi destaque do Vasco nas conquistas do Campeonato Carioca de 1970 e do Campeonato Brasileiro de 1974. Dois anos após o título nacional pelo time cruz-maltino defendeu o Vitória da Bahia. Ele atuou por 10 anos no Rosario Central, clube onde se formou e ganhou o apelido de “El Gato” e é o goleiro com mais jogos pelos Canallas: 284 partidas. Chegou a atuar na seleção argentina durante a Copa América de 1963 e foi pré-relacionado para o Mundial de 1966 na Inglaterra, mas acabou cortado devido a uma lesão.

14.101 – Recordes Insólitos do Guiness


Guiness 2019
O Livro de Recordes do Guinness celebra mais um ano e traz consigo mais um conjunto de recordistas. Na edição de 2019 pode encontrar-se desde o homem com mais modificações corporais, mais precisamente 516, um repetente que já tinha sido eleito o homem com mais piercings em 2010, ao gato que consegue equilibrar mais dados numa só pata.
A estes recordes pouco comuns a que o Guinness nos tem habituado ao longo dos anos, junta-se Ash Randall, um britânico que foi considerado a pessoa que conseguiu controlar uma bola de futebol, com a sola dos pés, durante mais tempo, em cima do tejadilho de um carro em movimento – num total de 93 segundos.
Segue-se Josh Horton, que conseguiu balançar uma guitarra na cabeça durante 7 minutos e 3,9 segundos e a estudante de arte Elizabeth Bond que conseguiu criar as maiores agulhas de tricot do mundo, com 4,42 metros de comprimento cada uma.
No campo alimentar e em apenas um minuto, o irlandês Barry John Crows consegue fazer 78 salsichas e Kevin Strahle consegue comer nove donuts açucarados.
E como a idade é só um número, aos 85 anos Betty Goedhart é a trapezista mais velha do mundo – depois de ter começado a ter aulas aos 78 – e SumiRock a DJ mais velha, com 83.
A alemã Dunja Kuhn conseguiu ter 59 arcos hula-hoop a rodopiar em várias partes do corpo ao mesmo tempo e Mirko Hansen, do mesmo país, conseguiu fazer o melhor tempo a percorrer 50 metros a patinar com as mãos.
Mas nem só as pessoas bateram recordes, como o gato acima já fazia adivinhar. Jessica e a sua humana, Rachael Grylls, saltaram 59 vezes à corda juntas, o maior número de vezes registado entre uma pessoa e um cão juntos. Ainda no que a patudos diz respeito, Feather, uma cadela norte-americana conseguiu saltar a uma altura de 191,7 centímetros.

14.076 – Ganhadores do IGnobel 2018


Ig-Nobel-Prize-winners-in-2018
Não é só de prêmios Nobel que vive a comunidade científica. Todos os anos, pesquisadores do mundo todo também são contemplados com um troféu um pouco mais divertido: o prêmio Ig Nobel, que contempla as pesquisas mais bizarras, porém úteis, submetidas no ano.
Dez troféus foram entregues a grupos de pesquisadores, em categorias de medicina e química a economia e antropologia. E como nos anos anteriores, as pesquisas premiadas não decepcionaram: na medicina, por exemplo, o Ig Nobel ficou nas mãos de uma dupla que avaliou a relação das montanhas-russas com a eliminação de pedras nos rins. Na literatura, por sua vez, a pesquisa premiada mostrou que as pessoas realmente não leem manuais de instruções.
Na medicina
Quem levou foram os pesquisadores e urologistas Marc Mitchell e David Wartinger, ambos norte-americanos. Depois de ouvirem relatos de pacientes, eles testaram o efeito de passeios em uma montanha-russa na velocidade de saída de pedras nos rins — e descobriram que, em alguns casos, a força-G pode ajudar mesmo.

Os testes deles foram realizados com 60 modelos que simulavam pacientes com diferentes tamanhos de cálculos renais, e os passeios foram feitos na Big Thunder Mountain Railroad na Disney de Orlando, na Flórida. Explicando de forma resumida, as viagens nos bancos da frente não foram tão bem-sucedidas, com apenas 4 das 24 pedras nos rins saindo. Já as feitas nos bancos de trás surpreenderam: 23 dos 36 cálculos renais passaram com sucesso.
Na antropologia
Os vencedores foram Tomar Persson, Gabriela-Alina Sauciuce e Elainie Madsen, que conseguiram provas em um zoológico de que não só os seres humanos que imitam chimpanzés: o contrário também acontece com frequência. E as imitações são até boas, na avaliação dos pesquisadores. O estudo foi conduzido no Zoológico de Furuvik Zoo, na Suécia, e publicado em agosto do ano passado depois de 52 horas de observação.

Na biologia
O grupo que levou era composto por Paul Becher, Sebastien Lebreton, Erika Wallin, Erik Hedenstrom, Felipe Borrero-Echeverry, Marie Bengtsson, Volker Jorger e Peter Witzgall, de cinco países, incluindo Alemanha e Colômbia. Eles provaram que os enólogos — especialistas em vinhos — são realmente bons no que fazem e conseguem identificar, com boa dose de certeza, a presença de uma mosca em uma taça só pelo cheiro. A pesquisa foi feita com a ajuda de oito especialistas da área de Baden, na Alemanha, todos responsáveis por garantir a qualidade dos vinhos produzidos na região.
Na química
Você já parou para pensar em quão eficaz é lamber algo sujo para limpar? Bem, os portugueses Paula Romão, Adilia Alarcão e César Viana já, e levaram o prêmio na categoria de química por terem medido isso. O estudo é antigo, datando do começo da década de 90, e ajudou a descobrir que sim, as enzimas do “cuspe” até ajudam em superfícies mais frágeis.

No ensino médico
A colonoscopia não é exatamente fácil, mas o japonês Akira Horiuchi levou o prêmio por fazer exames do tipo em si mesmo. Os achados foram compartilhados por ele no relatório médico “Colonoscopy in the Sitting Position: Lessons Learned From Self-Colonoscopy”, ou, em uma tradução livre, “Colonoscopia Sentado: Lições Aprendidas a partir da Auto-Colonoscopia”. O pesquisador é médico e encabeça a área de doenças digestivas no Hospital Geral de Showa Inan, em Nagano, no Japão. Em entrevista ao Japan Times, no entanto, ele não recomenda que ninguém tente fazer isso em casa.

Na literatura
Você muito provavelmente não lê o manual de instruções e sabe que muita gente também não o faz. E agora você tem provas disso, graças à pesquisa de Thea Blackler, Rafael Gomez, Vesna Popovic e M. Helen Thompson, que levaram o prêmio por documentar que a maioria das pessoas que usa um produto complicado de fato não lê o manual.

O estudo, intitulado “A Vida é Muito Curta para Ler a **** do Manual: Como Usuários se Relacionam com a Documentação e Excesso de Recursos em Produtos” (tradução livre), foi publicado em 2014.

Na nutrição
O pesquisador James Cole levou o Ig Nobel por uma pesquisa sobre canibalismo. Ele calculou que o ingestão de calorias em um dieta canibal é significativamente menor do que a de outras dietas baseadas em carnes. Ou seja, comparando por peso, comer um bife de vaca é mais nutritivo do que um bife feito a partir de uma pessoa. A pesquisa, apesar de estranha, ajudou a provar que as dietas canibais do passado não eram motivadas exatamente pelo valor nutricional, e sim por algum tipo de ritual mesmo.
Na paz
O trânsito pode ser estressante, e os pesquisadores Francisco Alonso, Cristina Esteban, Andrea Serge, Maria-Luisa Ballestar, Jaime Sanmartín, Constanza Calatayud e Beatriz Alamar, da Colômbia e da Espanha, foram descobrir o quanto ele faz as pessoas xingarem.

Eles levaram o prêmio por medir a frequência, a motivação e os efeitos de gritar e reclamar no volante. A pesquisa descobriu que esse tipo de comportamento é muitas vezes motivado não apenas por estresse, mas também por fadiga e motivos pessoais. O estudo também notou que, ainda que representem um risco, há um certo grau de tolerância social aos xingamentos no trânsito, justamente por serem comuns.

Na medicina reprodutiva
Os selos de cartas não têm lá muitas utilidades, mas só John Barry, Bruce Blank e Michael Boileau parecem ter pensado em colá-los ao redor de um órgão sexual masculino. O objetivo? Testar o funcionamento dele. É isso mesmo. Eles levaram o prêmio na categoria pelo relato no estudo “Monitoramento da Tumescência Peniana Noturna com Selos” (título em tradução livre), publicado ainda em 1980.
A ideia dos pesquisadores era relacionar ereções noturnas (que acabavam por rasgar o pedaço de pedaço) com doenças mais graves. Eles descobriram que quem acordava com o papel inteiro — 18 dos 37 pacientes impotentes analisados — tinham neuropatia diabética mais séria, tendências à depressão, perda de libido e fumavam bem mais.

Na economia
Sabe aqueles bonequinhos de vodu? Os pesquisadores Lindie Hanyu Liang, Douglas Brown, Huiwen Lian, Samuel Hanig, D. Lance Ferris e Lisa Keeping levaram o prêmio por analisar a eficácia deles nas mãos de funcionários querendo se vingar de chefes abusivos. Eles descobriram que machucar os bonecos não provoca o mesmo nos chefes, mas ao menos ajuda a aliviar a tensão. No entanto, só funciona no curto prazo. No longo, é melhor discutir a relação com a gerência mesmo.

14.072 – Música – Ilustre Injustiçado no Dueto com Donna Summer


summer e bricks
“Heaven Knows” é uma canção da já falecida cantora e compositora americana Donna Summer, com os vocais convidados da banda Brooklyn Dreams lançada no auge de sua fama durante a década de 1970.
Se passou despercebido a atuação brilhante da segunda voz para a maioria das pessoas não para nós.
A música faz parte do álbum MacArthur Park Suite, lançada em março de 1979. A segunda voz do ilustre desconhecido é do vocalista do Brooklyn Dreams Joe “Bean” Esposito.
Na versão single lançada por Summer (creditada como Donna Summer com Brooklyn Dreams), o cantor Joe “Bean” Esposito canta a segunda faixa para Summer, enquanto Summer.
No entanto, na versão que aparece no álbum de 1979 do Brooklyn Dreams, Sleepless Nights, é Esposito quem canta o vocal principal com Summer cantando a segunda posição, com Summer e o grupo oferecendo backing vocals. No álbum do grupo, esta versão é creditada como Brooklyn Dreams com Donna Summer.
Uma versão single de 12 “, às 6:45, foi lançada, o primeiro verso cantado por Summer solo, o restante com Summer e Esposito.
Ouça todas as versões e compare a magnífica performance de nosso ilustre desconhecido que embora injustiçada não passou despercebida para nós do Mega.

 

14.070 – Mega Curiosidades – Quem Inventou o Lápis?


Lápis-de-desenho-
O lápis que você conhece atualmente tem um aspecto bastante popular em todo o mundo, porém, vale destacar que nem sempre foi assim. Antigamente as barras de grafite eram cortadas em pedaços e embrulhadas em cordões, ou em pele de ovelha.
A história do novo lápis deu início então quando a República Francesa passava por um momento sob bloqueio econômico, incapaz de importar grafite da Grã-Bretanha, a principal fonte do material. Eis então que Lazare Nicolas Marguerite Carnot, um político e matemático francês, resolveu fazer um pedido ao grande Nicholas Jacques Conté, um francês, químico, pintor e militar, para que criasse um lápis que não dependesse de importações estrangeiras.
Após dias quebrando a cabeça, Conté teve a brilhante ideia de misturar grafite em pó com argila para criar a mina interna, uma combinação que possibilitou diferentes misturas, para desenvolvimento de diversos graus de dureza do grafite.
Para fechar o lápis, pressionou a mina entre duas tábuas cilíndricas de madeira, chegando assim no que conhecemos como o lápis moderno.
O criador então patenteou a invenção em 1795, e formou a Société Conté, uma empresa francesa que produz lápis de cor e grafite, bem como diversas outras ferramentas de desenho. A empresa foi comprada em 1979 pela Bic, e posteriormente, a parte de arte e a marca Conté a Paris foram compradas pelo grupo britânico ColArt em 2004.
Nicholas também inventou o lápis conté, um bastão de pastel duro, usado por artistas.
Em 1898, em uma exposição dos produtos da indústria francesa Conté, ganhou uma honrosa distinção, o mais alto prêmio, pelos seus “crayons de várias cores”.
O precursor mais remoto do lápis talvez tenham sido as varas queimadas cujas pontas foram utilizadas pelos primitivos para gravar inscrições nas cavernas, as famosas pinturas rupestres. Há cerca de 3500 anos, no Egito, as “varas” de rabiscar evoluíram para pequenos pincéis capazes de produzir linhas finas e escuras nas superfícies.
Há cerca de 1500 anos, os gregos e depois os romanos perceberam que estiletes metálicos serviam também ou até melhor ao propósito de registrar dados em superfícies. Pelas suas qualidades, o chumbo passou a ser amplamente empregado para tal fim.
O verdadeiro antepassado do lápis talvez seja o seu equivalente romano, o stilus, que consistia num pedaço de metal fino, normalmente chumbo, revestido com alguma proteção, usualmente madeira, a fim de evitar que os dedos se sujassem. O stylus era utilizado nos papiros.
Os primeiros lápis livres de chumbo datam do século XVI. Nessa época foi descoberta perto de Borrowdale (Inglaterra), uma grande mina com material bastante puro e sólido – o grafite – chamado de “chumbo negro” em alusão ao mineral concorrente e às suas aplicações.
Os habitantes locais logo descobriram que o “chumbo negro” era muito útil para se marcarem as ovelhas. Atando-se o grafite a varas de madeira, rapidamente surgiram os lápis rústicos, livres de chumbo e parecidos com os que hoje conhecemos.
De acordo com os registros de Giovanbattista Palatino, que escreveu um livro sobre a arte da escrita, sabe-se que os lápis de grafite não eram muito comuns, antes de 1540. Entretanto, numa obra sobre fósseis, Konrad Gesner informava que o grafite já se tinha popularizado, em 1565.
A primeira produção de lápis em massa foi atribuída a Friedrich Staedtler, em 1622, na cidade de Nuremberga (Alemanha). O lápis é o utensílio mais utilizado pelo homem, desde as primeiras civilizações até aos dias atuais, mesmo em países com baixos níveis educacionais.
A mina de grafite de Borrowdale permaneceu por muito tempo como fornecedora da melhor matéria prima para o fabrico dos lápis. Apenas em 1795, na época de Napoleão Bonaparte, o francês Nicolas-Jacques Conté encontrou uma forma viável de produzir grafite aplicável à escrita a partir de material de qualidade inferior. Contudo, em 1832, a importância daquela mina era notória e uma fábrica de lápis instalou-se nas redondezas.
Mesmo com a ascensão dos lápis de grafite, os lápis de chumbo mantiveram a sua presença até ao século XIX e só se extinguiram definitivamente no século XX, quando se comprovou a toxicidade do chumbo.
Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de lápis, fabricando 1,9 bilhões de unidades. Anualmente, são produzidos 5,5 bilhões de lápis em todo o mundo. O maior consumidorde lápis são os Estados Unidos, com 2,5 bilhões de unidades por ano.

14.069 – Automóvel – Por que os velocímetros nunca marcam a velocidade real?


velocimetro
A primeira resposta é simples: marketing. O fabricante procura passar a impressão de alto desempenho ao adotar um velocímetro cuja grafia vai muito além da velocidade máxima efetiva — mesmo que se considere nesta o erro do velocímetro, a influência de vento a favor, de declives, etc. Como exemplo extremo, o Clio nacional vem, desde seu lançamento, com velocímetro grafado até 240 km/h, incluindo a versão 1,0 de 59 cv, cuja máxima real (de acordo com o fabricante) é de 144 km/h. Nada menos que 66% de sobra!
Há, porém, uma atenuante: como muitas vezes o painel é o mesmo em diferentes versões de motorização, o carro mais fraco pode “passar por mentiroso” porque seu velocímetro prevê a abrangência da velocidade das versões mais potentes.
Quanto à diferença entre a velocidade indicada e a real, ela varia de modelo para modelo, de unidade para unidade e até em um mesmo automóvel durante sua vida útil. O simples desgaste dos pneus ou a variação de sua pressão de enchimento pode produzir diferenças na indicação. Em regra, porém, os velocímetros marcam cerca de 5% a mais que a velocidade real.
Isso acontece, de um lado, para causar a impressão de melhor desempenho e menor consumo (calculado a partir da quilometragem percorrida, o consumo parecerá menor que o efetivo), e de outro, para que pequenos excessos de velocidade não representem infração na realidade, livrando o motorista da multa. Assim, em muitos automóveis, pode-se trafegar a 130 km/h em uma estrada com limite de 120 km/h sem estar, na verdade, acima da velocidade permitida. Mas, em função das variações mencionadas, é melhor não contar com essa margem.