14.057 – Como Funciona o Trem Bala?


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Eles conseguem fazer isso graças a poderosos eletroímãs – peças que geram um campo magnético a partir de uma corrente elétrica – instalados tanto no veículo quanto nos trilhos. Os maglevs (abreviação de “levitação magnética”), como são chamados, nada têm a ver com os famosos trens-bala que circulam no Japão e na Europa com motores elétricos e rodas comuns e atingem até 300 km/h. Já os maglevs, que ainda não entraram em operação em nenhum lugar do mundo, poderão superar os 500 km/h, pois não sofrerão nenhum atrito com o solo. As vantagens não param por aí. Eles consumirão menos energia, serão mais silenciosos e não precisarão de tanta manutenção. A expectativa é de que esses trens flutuantes possam competir até com vôos regionais, revolucionando o transporte entre cidades.
Um maglev venceria a distância entre Rio e São Paulo em 50 minutos, praticamente o mesmo tempo da ponte aérea, mas a um custo bem inferior. Por que, então, eles ainda não estão em funcionamento? O problema é o enorme investimento necessário para instalar linhas totalmente novas – enquanto os trens-bala comuns podem aproveitar as ferrovias já existentes.
Transporte revolucionário O trem alemão Transrapid levita a 10 milímetros de altura
CABINE DE COMANDO
Apesar de ter, na frente, uma cabine de comando tripulada, como os trens tradicionais, o maglev não possui uma locomotiva propriamente dita, já que o “motor” não fica no trem e sim nos trilhos inteiros. Cada vagão tem seus próprios ímãs e é capaz de levitar sozinho

TRILHOS MAGNÉTICOS
O verdadeiro motor do maglev está na linha que ele irá percorrer. Uma bobina de cabos ao longo dos trilhos produz um campo magnético variável que impulsiona o trem a velocidades de até 500 km/h. Para economizar energia, apenas a parte da linha sobre a qual o trem está passando permanece ligada

CHASSI INFERIOR
Essa estrutura embaixo dos vagões carrega os ímãs responsáveis pela levitação e pela direção do veículo. Apesar de envolver as guias da linha (para evitar descarrilamento), o chassi não toca nelas e fica suspenso no ar, a 10 milímetros de distância

ÍMÃS DE DIREÇÃO
Quatro eletroímãs, dois de cada lado do trem, são atraídos para a guia. O resultado é um equilíbrio de forças (seta amarela) que impede o trem de tocar nos trilhos. Nas curvas, a potência dos ímãs é automaticamente ajustada por computadores para que o trem vire suavemente, sem solavancos

ÍMÃS DE LEVITAÇÃO
Ficam embaixo dos trilhos e apontados para cima, sustentando o trem no ar com sua força magnética (seta verde). São eles que impulsionam o trem para a frente, reagindo às variações na corrente elétrica que passa pela linha

BOBINA DE CABOS
A bobina é formada por três cabos elétricos trançados que percorrem todo o trilho. A diferença de corrente elétrica entre eles gera o campo magnético que faz o trem avançar (seta vermelha). Para freá-lo, basta inverter a direção desse campo

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14.035 – O Xis da Questão – O ‘X’ SE TRANSFORMOU NA VARIÁVEL DESCONHECIDA DA MATEMÁTICA


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Mesmo que você não seja um gênio das ciências exatas, certamente sabe que a letra “X” na matemática representa um termo utilizado para substituir outro que, geralmente, é desconhecido. Mas você sabe como é que essa letra se transformou nessa variável? A resposta a essa questão, ao contrário do que você poderia imaginar, não está relacionada a nenhum cálculo secreto, mas sim com a fonética.
O pessoal da TED — uma respeitada fundação privada sem fins lucrativos que organiza conferências em todo o mundo para disseminar conhecimento — postou um vídeo no YouTube, no qual Terry Moore, durante uma das palestras, explica por que o X foi o escolhido para representar o desconhecido.
Basicamente, quando os textos árabes sobre matemática e outras ciências começaram a chegar na Europa — mais precisamente, na Espanha — lá nos séculos 11 e 12, obviamente os sábios da época se empenharam em traduzir todo esse conhecimento para um idioma europeu comum.
No entanto, alguns sons verbalizados em árabe não possuem correspondência com os idiomas europeus, sem contar que os caracteres desse alfabeto tampouco contam com equivalentes ocidentais. Assim, uma letra árabe muito comum — ? pronunciada “shin” — tem o mesmo som que “shhh” e é utilizada para escrever a palavra “Shalam”, que em árabe significa “algo”, ou seja, ela descreve alguma coisa indefinida.
Assim, os árabes utilizavam o termo “al-shalam” para designar “o desconhecido” que, por sua vez aparecia muito nos antigos textos matemáticos. O problema, contudo, é que, como no idioma espanhol não existe o som “shhh”, os estudiosos que traduziram os antigos textos árabes tiveram que encontrar uma alternativa, adotando o som “ck”, proveniente do grego clássico, para criar uma convenção.
No grego clássico, o som “ck” é representado pela letra “Kai”, cuja grafia é “χ”. E mais tarde, quando os textos espanhóis foram transcritos para o latim — que era o idioma mais comum da época —, o caractere grego foi substituído pela letra X. Uma vez em latim, esses textos serviram de base para os livros de matemática por quase 600 anos, e o “X” acabou se tornando o que é hoje simplesmente porque os espanhóis não têm uma letra para o som “shhh”.

14.032 – Mega Básico – Para que serve a Atmosfera?


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A atmosfera terrestre é uma camada de ar que se mantem presa à superfície da Terra pela ação da gravidade. Assim como o Planeta Terra, outros planetas possuem atmosferas, entretanto, a atmosfera terrestre desempenha funções que são vitais para a manutenção da vida no planeta.
A atmosfera é constituída de diversos gases, como dióxido de carbono, oxigênio, nitrogênio e argônio. O gás carbônico ocupa apenas 0,039% do volume total da atmosfera, mas ele é fundamental para a manutenção de toda a cadeia biológica por ser utilizado pelos vegetais no processo de fotossíntese.
Outro importante gás encontrado na atmosfera é o oxigênio, que corresponde a 21% do volume da atmosfera. O oxigênio garante a vida dos seres aeróbicos, desde simples bactérias até seres complexos como os mamíferos.

Filtrar a radiação solar
A atmosfera é responsável por filtrar a maior parte da radiação solar. Cerca de 40% da radiação é refletida para o espaço pelas camadas superiores da atmosfera. A camada de ozônio, por sua vez, é responsável por filtrar cerca de 95% dos raios ultravioletas B (UVB) emitidos pelo sol.
Proteção contra impactos de meteoros
O espaço sideral está cheio de meteoros e outros tipos de fragmentos que constantemente atingem a o Planeta Terra. Os danos causados por esses corpos não são maiores porque a atmosfera atua como um escudo protetor da superfície. Ao entrar em contato com o ar concentrado da atmosfera, sobretudo oxigênio, os meteoros se fragmentam e entram em combustão, o que impede que causem danos a superfície.

Manutenção das temperaturas médias
4% do volume da atmosfera é composto por vapor d’agua. A presença de vapor d’agua garante a manutenção das temperaturas médias na superfície terrestre. Sem a presença de vapor d’agua, tanto o resfriamento quando o ganho de calor da superfície seriam muito mais rápidos, expondo o planeta a amplitudes térmicas extremas.

Efeito Estufa
A presença de dióxido de carbono na atmosfera garante o chamado efeito estufa. Por ser capaz de absorver calor, o dióxido de carbono evita a perda de calor da superfície, mantendo a superfície aquecida o suficiente para a manutenção da vida.

14.030 – Toxicologia – Qual é o veneno mais potente?


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Quando você pensa em envenenamento, provavelmente você imagina líquidos densos, guardados em frascos pequenos, com uma caveira no rótulo. Mas, na vida real a coisa não é bem assim.
Só para que você tenha ideia, o veneno mais mortal do mundo é utilizado em tratamentos de beleza. Ou você você não sabia que a toxina botulínica é capaz de matar?
E não é preciso muito para que o veneno mais mortal seja letal. Apenas 0,4 nanograma por quilo já é o suficiente para tirar a vida de um adulto jovem e saudável, de 50 quilos, por exemplo.
Cianureto
Essa substância pode ser encontrada naturalmente em vegetais, como na mandioca; ou sintetizada, em gás ou em pó; e é extremamente tóxica se ingerida ou inalada. Uma pequena dose de 5 miligramas já é o suficiente para matar.
O cianureto age destruindo as células do sangue, causando parada respiratória e destruindo o sistema nervoso central. Seu único antídoto é o nitrito de sódio.

Estricnina
Retirada de uma plantinha conhecida como Strychnos nux vomica, a estricnina está entre os venenos mais fatais do mundo. Se você ingerir, inalar ou mesmo deixar entrar em contato com a pele apenas 2,3 miligramas do veneno, pode ser seu fim.
O pior de tudo é que não existe antídoto para esse tipo de veneno, embora o Diazepan intravenoso amenize os sintomas da estricnina. Sobre seu envenenamento, a substância, utilizada desde o século 19 no extermínio de ratos, gera convulsões, espasmos musculares e morte por asfixia (muito embora já tenha sido utilizada como anabolizante, para aumentar as contrações musculares dos atletas).

Sarin
A substância é sintetizada em laboratório e contamina se for inalada. Apenas 0,5 miligrama é suficiente para envenenar. Aliás, para quem não sabe, esse era o gás utilizado em uma das armas químicas mais poderosas que existem.
Em contato com o organismo, o veneno desabilita os músculos, causa parada cardíaca e respiratória. Mas, esses efeitos podem ser interrompidos com o remédio atropina.

Ricina
Extraída da mamona, a ricina contamina pela ingestão ou pela inalação. Ela não tem antídoto e 22 microgramas já são suficientes para matar.
Esse é considerado o veneno mais mortal do mundo de origem vegetal. No organismo, ele provoca dor de estômago, diarreia, vômito com sangue e, claro, a morte. No caso de crianças, apenas uma semente de mamona já é letal.

Toxina diftérica
Essa toxina vem de um bacilo, chamado Corynebacterium diphtheriar. A contaminação com esse tipo de veneno acontece por meio de gotículas de saliva, vindas da fala ou do espirro das pessoas contaminadas, por exemplo.
Para que você tenha noção da potência desse veneno, 100 nanogramas já pode ser considerada uma dose letal. Mas, a boa notícia é que o soro antidfitérico suspende o efeito mortal da toxina.
Agora, se ele não for administrado em tempo hábil, a difteria atinge órgãos como o coração, o fígado e os rins.

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Essa toxina é produzida pelas bactérias dos gêneros Shigella e Escherichia. Ele contamina pela ingestão de bebidas ou de alimentos contaminados. Com apenas 1 nanograma você já pode morrer envenenado e o pior de tudo é que não existe antídoto para isso.
Normalmente, tratam-se os sintomas até que o veneno seja expelido pelo corpo, mas isso pode não resolver completamente o problema.
No organismo, o veneno causa diarreia, destrói a mucosa do intestino, causa hemorragia, impede a absorção de água e pode acabar levando à morte por desidratação.

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Toxina tetânica
Vinda da bactéria Clostridium tetani, essa toxina envenena só de entrar em contato com a pele, especialmente se estiver com ferimentos. Uma porção minúscula de 1 nanograma já é o suficiente para matar, caso não seja administrado o soro antitetânico.
A toxina, inclusive, causa o tétano, doença que ataca o sistema nervoso provocando espasmos musculares, dificuldade de deglutição, rigidez muscular do abdome e taquicardia.

Toxina botulínica
Proveniente da bactéria Clostridium botulinum, essa é a mesma toxina que, em pequenas doses, ajuda a mulherada a lutar contra as rugas, por meio de aplicações locais. Mas, não se engane.
Essa toxina é o veneno mais mortal do mundo, muito mais potente que os venenos de cobra, por exemplo.
No organismo, em doses iguais ou superiores a 0,4 nanograma, ela age diretamente no sistema neurológico, causa paralisia respiratória e pode levar até a morte, caso seu antídoto, a antitoxina trivalente equina, não for administrado em tempo hábil.

14.022 – De onde vem o Dito Popular Maria vai com as Outras?


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Maria vai-com-as outras designa pessoa sem vontade própria, cujo nome se deve à mãe de dom João VI (1767-1826), a rainha Maria I, a Louca (1734-1816), que não podia mais sair de casa por vontade própria, sozinha, e saía sempre com outras marias, que a amparavam, guiavam e cuidavam, pois tinha enlouquecido.
É uma pessoa que não tem opinião, que segue o comando dos outros, que se deixa convencer com facilidade. Essa expressão surgiu a partir de uma associação com Dona Maria, mãe de D. João VI. Enlouquecida e incapaz de governar, foi afastada do trono e só era vista quando saia para caminhar a pé, juntamente com as damas de companhia.

14.018 – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


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A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização. Segundo a doutora Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), as abelhas são fundamentais para a humanidade.
Nesta semana, o US Fish and Wildlife Service (FWS), que funciona como o Ibama dos Estados Unidos, incluiu sete espécies de abelha na lista de animais em extinção. Só não dá para cravar um prazo para o desaparecimento completo – nosso e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

Fazendeiras naturais
O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões

O zumbido do apocalipse
Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica

4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos

14.017 – Psiquiatria – Gênios com Transtornos Mentais


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Vincent van Gogh, (o homem que pintava o 7) famoso por quadros como A Noite Estrelada e A Cadeira de Van Gogh, sofria de transtornos mentais. Além disso, de tanto beber absinto, ele adquiriu uma lesão no cérebro que causava ataques epilépticos. Certa vez, devido a uma crise, decepou sua própria orelha esquerda. Alguns autores afirmam que ele poderia ter transtorno bipolar, pois tinha variações constantes de humor. Suicidou-se aos 37 anos de idade.

John Nash, o matemático que inspirou o filme Uma Mente Brilhante e ganhador do Nobel de Economia, tem esquizofrenia paranoide. Ele já passou por vários hospitais psiquiátricos, sempre contra sua vontade, nos quais recebeu tratamentos com drogas antipsicóticas e injeções de insulina (que provocam períodos de coma). Gradualmente, Nash se recupera e eventualmente dá aulas de matemática na Universidade de Princeton.

O aviador, produtor de filmes e empresário Howard Hughes tinha uma estranha fobia de germes. Por causa do transtorno, ele tornou-se recluso e adquiriu o vício em codeína. Era compulsivo por higienização e obrigava seus empregados a seguirem suas ordens à risca. Para servir comida, por exemplo, eles precisavam usar luvas de papel toalha. Em certa fase, Hughes tirava toda a roupa e ficava deitado por horas em quartos escuros (que chamava de zonas higiênicas); e calçava caixas de lenços nos pés.

De acordo com alguns autores, o escritor Edgar Allan Poe, famoso por suas histórias de terror, sofria de transtorno bipolar. Ele bebia muito e certa vez escreveu uma carta descrevendo seus pensamentos suicidas.

Ernest Hemingway, ganhador de um Nobel de Literatura e um prêmio Pulitzer, tinha depressão e alcoolismo. Sua saúde mental tornou-se debilitada por causa do uso intenso de medicamentos, pelas bebedeiras, e devido a uma terapia baseada em choques elétricos, que causou perda de memória. , Assim como seu pai, seu irmão e sua irmã, Hemingway se suicidou.

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Tennessee Williams, dramaturgo, autor de Um Bonde Chamado Desejo e vencedor do Prêmio Pulitzer, sofria de depressão, alcoolismo e dependência química. Seu quadro se agravou ainda mais quando, sua irmã esquizofrênica passou por uma lobotomia; e seu namorado de longa data morreu de câncer de pulmão.

O famoso compositor Ludwig Van Beethoven tinha transtorno bipolar, de acordo com autores. Quando jovem, sofreu muito com o pai – que o agredia fisicamente e o pressionava a estudar música. As surras constantes contribuíram para que ele perdesse a audição. Beethoven tinha períodos de grande excitação e energia , seguidos de momentos de extrema depressão. Para se ver livre das crises, usava drogas e álcool.

Abraham Lincoln é conhecido por seus grandes feitos como presidente dos Estados Unidos. Mas apesar do sucesso, ele era descrito como um indivíduo de tendências melancólicas. Tinha crises profundas de depressão e ficava debilitado com frequência. Alguns autores afirmam que Lincoln tentou cometer suicídio.

Isaac Newton foi um dos maiores gênios de todos os tempos. Ele inventou o cálculo, desenvolveu a Lei da Gravidade e construiu o primeiro telescópio refletor. Mas, apesar do brilhantismo, era conhecido por seus transtornos mentais. Newton era uma pessoa de difícil convivência e apresentava mudanças drásticas de humor. Alguns autores sugerem que ele tinha transtorno bipolar e esquizofrenia.

14.013 – Arma de Guerra – Campo Minado


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Trata-de de determinada área infestada por minas, artefatos bélicos que são enterrados no solo com o objetivo de causar danos permanentes a um inimigo quando este a toca, ativando seu mecanismo de detonamento. Há uma séria controvérsia envolvendo a utilização dessas armas, pelo fato de muitas vezes não afetarem apenas o inimigo a qual são endereçadas, mas também a população local e também os demais seres vivos habitantes da região. A explosão de uma mina pode ser fatal ou causar ferimentos, tais como cegueira, queimaduras, membros danificados, e ferimentos causados por estilhaços.
São dois os tipos de minas utilizados:

a) minas antipessoais – são artefatos projetados para ferir ou matar pessoas. Feita de plástico, metal ou outros materiais, elas geralmente contêm explosivos ou então fragmentos e estilhaços.Ao pisar em uma mina antipessoal, o indivíduo terá invariavelmente lesões nos pés e pernas, infecções secundárias que geralmente resultam em amputação.
Há ainda as minas de fragmentação, cujos fragmentos de metal dispostos dentro do artefato podem infligir ferimentos profundos à vítima.
Algumas destas são projetadas para surgir a cerca de um metro da vítima e em seguida, explodir, atirando fragmentos de metal ao longo de um grande raio.
b) minas antitanque – são projetadas para destruir ou incapacitar veículos. Tais minas contêm mais explosivos do que as minas antipessoal e muitas vezes exigem mais pressão ou peso em cima deles para serem acionadas. São certamente mais peri gosas, com uma maior capacidade de destruição que as minas antipessoais.
As minas antipessoais estão proibidas nos termos do Tratado de Proibição de Minas em seu artigo 2.1, mas, ao contrário, as minas antitanque (a menos que tenham fusíveis sensíveis e funcionam como minas antipessoal) não são.
O problema deste tipo de armamento é que, além de ter um baixo custo, é utilizado nos mais diversos conflitos pelo mundo. Elas podem permanecer dormentes por anos e mesmo décadas sobre ou perto do chão até que uma pessoa ou animal acione seu mecanismo de detonação. Isto ocorre por meio de pressão direta a partir de cima, por pressão exercida sobre um fio ou filamento ligado a um comutador de puxar, por um sinal de rádio ou método de ativação remoto, ou ainda simplesmente pela proximidade de uma pessoa dentro de uma distância predeterminada.
Atualmente, muitos movimentos foram organizados para eliminar a ameaça das minas terrestres e explosivos remanescentes de guerra, com destaque para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Prevenção e Recuperação de Crises. Países como Angola, Afeganistão, Camboja, Vietnã, Croácia e Colômbia são os mais afetados pelo problema, devido a décadas de conflitos armados, onde o artefato foi utilizado indiscriminadamente, e até hoje são uma ameaça aos civis não envolvidos em qualquer ação armada.

14.012 – Quem são os Esquimós?


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(ou inuit como se autodenominam) vivem no Ártico, uma das regiões mais frias da Terra. As teorias mais propagadas afirmam que seu assentamento nas regiões mais frias do planeta se deve ao rechaço de que foram objeto por parte dos índios americanos (há 12.000 anos), quando chegaram ao Alaska, vindos do nordeste da Ásia e através do Estreito de Bering.
Hoje, os esquimós não formam nem pertencem a alguma nação. Trata-se de um povo solidário, acolhedor e muito pacífico. São nômades por natureza. Sua civilização se baseia na família, patriarcal e poligâmica, na qual o homem tem mais mulheres na medida em que possui mais riquezas.
As crianças são muito importantes para os esquimós porque, de acordo com suas crenças, os pequenos são reencarnações de seus antepassados. Os inuit crêem na existência de seres superiores aos quais não é necessário cultuar ou mesmo fazer orações.
A estatura dos esquimós é pequena, os homens medem, em média, 1,60 m e as mulheres 10 cm menos. Seus corpos são fortes e seus membros curtos.
As terras do norte, extremamente frias, não permitem o crescimento de plantas, as únicas coisas que os esquimós podem fazer para sobreviver é caçar e pescar. É muito característico dos esquimós andar acompanhados de cães, usados para caçar e puxar os trenós, seu principal meio de transporte.
Dentro de suas casas, as mulheres se dedicam a cozinhar e costurar, enquanto os homens preparam seus utensílios para caçar e pescar focas e baleias. Os esquimós aproveitam tudo dos animais caçados: carne, gordura, pele, ossos e intestinos. Sua dieta habitual era a carne fervida, mas devido à lentidão deste processo e a escassez do combustível animal que era necessário, este povo passou a comer carne crua. A origem da palavra esquimó (no idioma algonquino) quer dizer comedor de carne crua.
As roupas dos esquimós são feitas com pele de foca, com a pelagem voltada para dentro e forradas com pele de urso ou de raposas, que as mulheres mascam com seus dentes e curtem com urina. Estas roupas são costuradas com os tendões dos animais.
Durante o inverno é comum que os alimentos fiquem escassos, época em que os homens saem para viajar e caçar. Quando as expedições duram muitos dias, é necessário construir casas temporárias, feitos com gelo, os iglus são estes famosos refúgios.
A língua esquimó está dividida em quatro dialetos bem parecidos, que só tem Substantivos e verbos.

13.985 – Uma Vila de Castelos Fantasmas


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Imagine poder viver em um lugar onde todas as casas são como réplicas dos castelos dos filmes da Disney. Sonho de princesa? Bem, na Turquia, essa era exatamente a proposta do Burj Al Babas, um condomínio de luxo cuja construção foi interrompida em novembro de 2018. O motivo? A empresa faliu.
Tudo começou em 2014. Na época, o Sarot Group, uma empresa de construção, decidiu levantar um empreendimento de alto padrão para os ricaços do país e de outras nações do Oriente Médio. O resort, que iria contar com mansões, piscinas, um shopping e uma mesquita, começou a ser construído em uma região de colinas a 250 quilômetros à leste de Istambul.
Ao todo, o complexo custaria algo em torno dos US$ 200 milhões para construir. As 732 casas são inspiradas nos châteaux: as residências de campo da antiga nobreza francesa, cujos palácios e mansões se tornaram famosos pontos turísticos – e que serviram de clara inspiração para os contos de fadas europeus.
O recanto turco, portanto, era cheio de fachadas ornamentadas e o projeto acrescentou às casas até pequenas torres a. Já o design do interior de cada “chalé” ficaria a gosto do comprador. O preço, de acordo com a Bloomberg, era de US$ 370 mil a US$ 530 mil.Processo de falência
Mas, enquanto construía seu paraíso da imaginação, o Sarot Group acumulou uma dívida de US$ 27 milhões – segundo o presidente da empresa, Mehmet Emin Yerdelen, porque boa parte dos ricaços foram atrasando pagamentos além do combinado, e a grana estava investida em terminar as obras.
De acordo com o jornal Hurriyet, a Sarot entrou na justiça pedindo proteção para negociar a dívida com seus credores – e retomar as vendas de moradias. Bastariam 100 chateaux para tirar a empresa do vermelho, segundo os cálculos otimistas do presidente. Mas a decisão não foi favorável: eles ganharam apenas 3 meses resolver o problema, e não rolou.
A onda de problemas da empreitada também se soma à tremenda má impressão que o condomínio deixou para os moradores dos arredores. Ele chega a ser chamado de “vila grotesca” por alguns. Tudo porque o distrito de Mudurnu já tem seu próprio estilo de construção – a arquitetura por lá é tipicamente otomana. A disputa não é só estética (é claro): mexe no bolso dos moradores. Ser um lugar que preserva a antiga arquitetura do Império Otomano deu a Mudurnu a chance de ser candidata à Patrimônio da Humanidade da UNESCO – o que, naturalmente, atrairia turistas para a região e movimentaria a economia local.
O medo dos moradores de perder sua “essência” otomana (e os dólares de viajantes procurando arquitetura exótica para suas fotos no Instagram) se somou ainda a problemas ambientes. A construtora foi acusada de derrubar árvores ilegamente para a construção do condomínio estilo Disney – e de ter despejado a terra proveniente das obras em áreas florestais.
Apesar dos problemas, o último discurso de Yellen ainda afirmava, com muito otimismo, que tudo pode ser resolvido nos próximos cinco meses, e que em breve as pessoas poderão se mudar para o Burj – que, por ora, parece mais com um cenário de um filme de terror (ou de um parque de diversões mal-assombrado)

13.984 – De onde surgiu a expressão “sair do armário”?


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Os brasileiros literalmente traduziram a gíria dos EUA: “come out of the closet”. Esta, por sua vez, provavelmente foi criada a partir de outras duas expressões da língua inglesa. Nos séculos 19 e 20, “come out” (“sair” ou “se revelar”) era o verbo usado quando as debutantes se apresentavam à sociedade, em grandes festas, para atrair possíveis maridos. Era como se as meninas agora “se revelassem” adultas.

13.980 – Oceanografia – As Fossas Marianas


É o local mais profundo dos oceanos, atingindo uma profundidade de 11 034 metros.
Localiza-se no oceano Pacífico, a leste das ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo “Trieste”, da marinha Americana tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11 000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmaras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração.
Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativos da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano pela primeira vez em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10 916 metros de profundidade, levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão. Por esse motivo, não existem registos visuais do evento.
Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque “a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste”.
Em 1985 o oceanógrafo Robert Ballard, que tornou-se famoso pela descoberta do Titanic, utilizou um ROV (Remotely operated underwater vehicle) e seu minisubmarino Alvin para fazer mais uma descoberta histórica em conjunto com o pesquisador Dedley Foster, comprovando que, ao contrário do que se supunha, abaixo da camada batipelágico situada entre 1000 e 4000 metros, volta a existir vida. Antes da descoberta, as pesquisas eram realizadas de maneira empírica, com redes de alta profundidade. Até então era tido como certo que abaixo do batipelágico não existia mais nada no oceano. Pelas imagens de Ballard e Foster, comprovou-se que graças aos componentes químicos e ao calor exalado pelos vulcões por delicadas “chaminés” encontrados nas Fossas Marianas (a mais de 10 000 metros de profundidade) há vida exuberante nas profundezas. Pela análise das amostras coletadas pelo robô submarino comprovou-se a existência de vida marinha milhões de anos antes da vida na superfície terrestre. Na fossa das Marianas há um incalculável número de espécimes vivos altamente desenvolvidos e adaptados à colossal pressão encontrada nessas profundidades. As filmagens do ROV de Ballard e Foster mudaram para sempre parte da história da evolução da vida no planeta e abriram um campo imenso para novas pesquisas.
Em 25 de março de 2012, o cineasta James Cameron desceu sozinho até ao fundo da fossa das Marianas num batiscafo, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge[4]. Foram sete anos de trabalho para o cineasta empreender, em apenas três horas, uma descida aos 10 998 metros de profundidade. A fossa das Marianas, que recebera a presença humana pela primeira vez em 1960, foi filmada com câmeras de alta resolução em 3D. Cameron esperava ainda, ao longo de seis horas no fundo, recolher amostras do sítio, menos conhecido pela ciência do que a superfície do planeta Marte.
A placa do Pacífico é sub duzida sob a Placa Mariana, criando a Fossa das Marianas e (mais adiante) o arco das ilhas Mariana, à medida que a água está presa na placa é lançada e explode para cima para formar vulcões da ilha. A Fossa das Marianas faz parte do sistema Izu-Bonin-Mariana subdução que forma o limite de fronteira convergente entre duas chapas tectônicas. Neste sistema, a borda ocidental de um prato, a Placa do Pacífico, é subduzida (isto é, impulso) abaixo da menor Mariana Plate que fica a oeste. O material crustal na borda ocidental da placa do Pacífico é uma das crosta oceânica mais antiga da Terra (até 170 milhões de anos) e, portanto, é mais frio e mais denso; Daí a sua grande diferença de altura em relação à Placa Mariana de alto escalão (e mais jovem). A área mais profunda do limite da placa é a Fossa Mariana propriamente dita.
O movimento das placas do Pacífico e Mariana também é indiretamente responsável pela formação das Ilhas Marianas. Estas ilhas vulcânicas são causadas pelo fluxo fundido do manto superior devido à libertação de água que está presa em minerais da porção subduzida da Placa do Pacífico.

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13.956 – Curiosidades – A MAIOR PEPITA DE OURO JÁ DESCOBERTA NO MUNDO


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Golpe de muita sorte

Segundo Kaushik, os dois sortudos se chamavam John Deason e Richard Oates, e a dupla se deparou com o pepitão enquanto procurava por ouro na cidadezinha de Moliagul, situada em Victória, e bateram com uma picareta no pedregulho. Incrivelmente, a pepita se encontrava relativamente próxima da superfície e, quando um dos britânicos se abaixou para checar o que era o que tinham atingido, ele viu que tinha dado um baita golpe de sorte. Literalmente.
Na época, estava rolando uma corrida do ouro em Victoria, o que significa que não faltvamm mineiros na região. Então, antes de sair festejando, a dupla de britânicos escondeu seu achado e esperou até o pôr do sol para desenterrar o pepitão. Nós falamos que a pepita bateu mais ou menos 70 kg na balança, certo? De acordo com os registros históricos, ela tinha por volta de 60 centímetros de comprimento e 30 cm de largura e, desde então, nunca mais tanto ouro em uma peça só foi encontrado.

Depois de a noite cair, Deason e Oates levaram a peça até a cabana de um deles, botaram a pepita no fogo para que eles pudessem remover outros minerais incrustrados sobre o ouro e uma camada de quartzo que havia em sua superfície. Aliás, mais de 27 kg de ouro foi retirado só dos fragmentos desse cristal.

Pequena fortuna
Segundo Kaushik, o restante do metal precioso foi transportado de carroça – escondido debaixo da saia da esposa de Deason! – até a cidade de Dunolly, a pouco mais de 14 quilômetros de distância de Moliagul, e levada imediatamente a um banco para evitar o risco de que ela acabasse sendo roubada. No fim, a peça teve que ser dividida em 3 partes para poder ser pesada, e a dupla guardou um pouco do ouro e vendeu um total de 66 kg aos banqueiros.
A pepita encontrada por Deason e Oates ficou conhecida como “Welcome Stranger” – “Bem-Vindo Estranho” em tradução livre – e, com o negócio, os mineiros embolsaram o equivalente a 43 anos de salário de um trabalhador médio da época, ou seja, uma pequena fortuna. Deason, entretanto, não soube investir muito bem a sua parte a bolada e acabou perdendo quase todo o dinheiro que ganhou. Já Oates se casou, comprou uma fazenda na Austrália e viveu tranquilamente nela pelo resto da vida.

13.938 – Mega Mitos – Não se Deve Acordar um Sonâmbulo?


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O sonambulismo é curioso por si só: de repente, em meio ao sono, uma pessoa pode agir quase como se estivesse acordada, seja falando coisas, andando, acendendo as luzes ou fazendo alguma outra estripulia. Quando isso acontece, no entanto, a crença popular nos diz que não podemos acordar o sonâmbulo de jeito nenhum – mas será que é isso mesmo?
É totalmente possível e geralmente inofensivo acordar uma pessoa sonâmbula. No entanto, é preciso ter alguns cuidados: o sonambulismo acontece no estágio 3 do sono, conhecido como sono de onda lenta, que é quando a pessoa está dormindo profundamente.
É difícil acordar rápido desse estágio do sono, e quando alguém é despertado nesse momento, é normal que essa pessoa acorde meio lenta, digamos assim – essa inércia do sono demora cerca de 30 minutos para passar totalmente.
Quando acordamos alguém que está em estado profundo de sono, essa pessoa pode se assustar, ficar confusa e agitada por algum tempo. Nesses primeiros instantes, é normal, inclusive, que a pessoa não reconheça o indivíduo que a está acordando – por isso, ela pode tentar se defender, empurrando quem a acorda ou tentando fugir.
Alguns sonâmbulos conseguem fazer atividades mais elaboradas, como cozinhar e dirigir enquanto dormem, e, nesses casos, é preciso cuidado redobrado na hora de acordar a pessoa. Na dúvida, especialistas nos recomendam encaminhar o sonâmbulo para sua cama, onde pode continuar dormindo de maneira tradicional e segura.

13.936 – HISTÓRIA – Bike Atravessa Séculos


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Ela é uma das grandes invenções da humanidade, com múltiplas funções e múltiplos benefícios. Serve como meio de transporte e é usada em serviços comerciais, presta-se ao lazer e ao esporte, profissional ou amador. Seu uso regular faz bem à saúde, tem baixíssimo impacto ambiental e significa “um carro a menos”: pauta obrigatória nas atuais políticas públicas relacionadas ao trânsito.
Eternamente jovem, a bicicleta tem mais de cem anos de história no Brasil. Em 1896, já contava com muitos adeptos em São Paulo, como comprova A Bicycleta, semanário cyclistico ilustrado, publicado pelo ciclista e tipógrafo Otto Hüffenbächer – e cujos números 4, 11 e 19 estão guardados na Divisão de Publicações Seriadas da Biblioteca Nacional.
Com A Bicycleta, Otto Hüffenbächer aliava o interesse pelo esporte à sua atividade empresarial, publicando propagandas de seus serviços de tipógrafo, de revendedores de bicicletas e equipamentos e do Veloce Club Olympico Paulista, entidade associativa que promovia corridas. A maior parte das competições se dava no Velódromo Paulista, construído no final da rua da Consolação por iniciativa de Antônio da Silva Prado, de família tradicional paulistana.
A Bicycleta era inspirada no jornal francês La bicyclette. A primeira página, ilustrada, era dedicada a personalidades do sport, começando por uma homenagem ao próprio dono do jornal: “Musculoso, forte e bom ginasta estreou ele na inauguração do velho Velódromo, logo com os melhores (…) de então, disputando belissimamente… o último lugar! (…). De lá pra cá tem sido um Deus nos acuda de vitórias”.
Tal como o turfe, os eventos eram espaços de interação da classe alta: “As arquibancadas repletas de gentis senhoras que, aplaudindo com frenesi o vencedor deste ou daquele páreo, davam um tom festivo ao belo Velódromo da Rua da Consolação”. Presenças ilustres eram dignas de nota: na corrida de 3 de julho de 1896, registra-se a visita ao velódromo do presidente de São Paulo, o republicano histórico Campos Sales. O fato é interpretado como um sinal de interesse do político na promoção do ciclismo. E, de fato, Sales seria visto no mesmo local depois de eleito presidente da República “se entregando aos exercícios velocipédicos”.
Nas provas, muitos ciclistas não usavam seus nomes verdadeiros: transformavam-se em personagens, marcando uma diferença entre a vida comum e o espetáculo esportivo. Otto Hüffenbächer usava o nome próprio, mas havia um sem-número de curiosos apelidos para os rapazes da alta sociedade paulistana: Mago, Nero, Swift, Rápido, Dr. Semana, Rocambole, além de Ocirebla (Alberico às avessas) e Odarp, também conhecido como Antônio Prado Junior. Pelos toques de humor e intimidade, percebe-se que o jornal é escrito por ciclistas e para ciclistas.
A publicação cobre também os avanços do “ciclismo no estrangeiro”. O redator surpreende-se ao constatar que o Touring Club de Paris conta com 36.096 sócios. Em Liverpool, na Inglaterra, 43 ciclistas de diferentes sociedades concorrem na prova de 100 milhas inglesas. A utilização das bicicletas por monarcas europeus é mais uma prova do seu sucesso. Por outro lado, noticia o jornal, quatro argentinos não conseguem vir ao Brasil para uma prova importante por causa da excessiva taxação das bicicletas na Alfândega brasileira. Mas A Bicycleta comemora que a Câmara dos Deputados tenha colocado em pauta “os diretos de alfândega sobre velocípedes”. Ao facilitar a importação dos veículos, a “Câmara Federal vai certamente contribuir para o desenvolvimento físico da nossa mocidade, cujos exercícios atléticos são ainda infelizmente muito pouco cultivados”.

13.916 – Zoologia – O Voo das Aves


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Só para de voar para reproduzir

A capacidade de voar das aves é totalmente dependente de uma série de adaptações que permitiram a conquista do ambiente aéreo. No sistema respiratório pulmões alveolares são combinados com sacos aéreos que não participam das trocas gasosas, mas criam um fluxo de ar contínuo e em uma única direção nos pulmões. Esses sacos aéreos possuem aproximadamente nove vezes o volume dos pulmões, ocupam a maior parte da cavidade dorsal do corpo e se estendem por cavidades internas dos ossos, formando os ossos pneumáticos que são leves e resistentes. Além disso, o fluxo de ar de sentido único maximiza a eficiência das trocas gasosas, permitindo o voo em altas altitudes, e dissipam o calor produzido pelos altos níveis de atividade muscular durante o voo através dos fluxos de corrente cruzada de ar e sangue nos pulmões.
Além dos ossos pneumáticos, algumas características dos órgãos internos das aves também reduzem sua massa corpórea. Elas não têm bexiga urinária e a maioria das espécies tem somente um ovário. As gônadas, tanto de machos quanto de fêmeas, são geralmente pequenas e regridem ainda mais quando a época de reprodução termina. Por outro lado, os corações são grandes e a velocidade de fluxo sanguíneo é alta para garantir a demanda de oxigênio durante o voo.
As penas também são estruturas protagonistas do voo, em especial as rêmiges (penas da asa) e as rectrizes (penas da cauda). Ao contrário de um avião, nas aves as asas não só promovem estabilidade durante o voo, mas também fazem a propulsão do animal. As rêmiges primárias, inseridas nos ossos da mão, são responsáveis pela maior parte da propulsão quando a ave bate suas asas, e as secundárias, inseridas no antebraço, fornecem a força de ascensão. Com a mudança da forma e da área das asas, assim como sua disposição em relação ao corpo, a ave consegue controlar a velocidade e a força de ascensão, o que permite a realização de manobras, mudança de direção, aterrissagem e decolagem. Aves que levantam vôo rapidamente têm asas largas e arredondadas, que lhes dão aceleração. Já as aves que voam por um longo período têm asas longas. Aquelas que voam em alta velocidade (aves de rapina, por exemplo) possuem asas longas e curvas com extremidades pontiagudas, para reduzir o atrito com o ar, e as aves que realizam muitas manobras de mudança de direção terão, por sua vez, caudas profundamente bifurcadas.
Obviamente, a capacidade de voo desenvolvida pelas aves é muito vantajosa evolutivamente, pois se mantém até hoje. Porém, como toda atividade desenvolvida por qualquer organismo vivo, gera um custo energético, o qual neste caso é muito alto. Por esse motivo, é tão comum vermos as aves que voam longas distâncias voarem em grupos, geralmente em uma formação específica. Pelicanos, por exemplo, quando voam em formação, alternam entre si o batimento das asas e planeio em uma sucessão regular. Dessa forma, esses animais aumentam seu tempo planando e, consequentemente, diminuem sua frequência cardíaca e seu gasto energético em comparação com o voo individual.

13.880 – Dica de Livro – Os Gênios Também Erram


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Nas salas de aula, os professores de ciência ensinam que Albert Einstein e Charles Darwin são gênios incontestáveis. Nada mais justo. O primeiro decifrou a expansão do universo, e o segundo escancarou o parentesco entre homens e macacos. Mas o caminho que levou a essas descobertas não foi pavimentado apenas com acertos. Houve erros, e não foram poucos. É sobre eles que se debruça o astrofísico e escritor romeno Mario Livio no recém-lançado livro “Brilliant Blunders” (“Erros Geniais”, em tradução livre, com lançamento em maio de 2014 no Brasil).
Além de apontar os equívocos, o livro deixa claro o quanto a evolução científica não é necessariamente uma progressão linear do pensamento, em que um cientista passa o bastão para o seguinte. Darwin foi brilhante em desenvolver a teoria da seleção natural, mas não enxergou as repercussões dela sobre as regras da hereditariedade aceitas em sua época. “Mas isso levou outros cientistas a reescreverem completamente essas normas, levando às nossas noções modernas de genes”, diz a física e jornalista Marcia Bartusiak, professora de redação científica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Assim como no exemplo de Darwin, muitos equívocos forçaram outros pensadores a corrigir ou redirecionar ideias. Linus Pauling desenvolveu um modelo de DNA (ácido desoxirribonucleico) errado na essência, já que a estrutura pensada pelo cientista não era a de um ácido. “Os outros pensaram: ‘Como o maior químico do mundo poderia estar errado?’”, diz Marcia. Dois cientistas muito mais jovens, James Watson e Francis Crick, não só tinham certeza do erro como se apressaram e chegaram à descrição de DNA.
Um exemplo curioso de erro que não estava “tão errado” assim diz respeito a Einstein. Quando o cientista formulou a Teoria da Relatividade, as equações que desenvolveu só fariam sentido se o universo estivesse se expandindo ou se contraindo, mas os cientistas da época acreditavam que o cosmo era estável. Para “consertar” a teoria, o físico adicionou às equações uma constante cosmológica. Astrônomos descobriram que o cosmo não estava estático, mas se expandindo. Einstein baniu a constante e a chamou de seu maior erro. Contudo, outros cientistas reabilitaram-na, já que ela poderia explicar a “energia escura”, força hipotética que estaria acelerando a expansão do universo.
Outro ponto sobre o qual “Brilliant Blunders” joga luz é o fato de algumas dessas mentes brilhantes serem cabeças-duras na hora de admitir os erros. Exemplos são William Thomson, conhecido como Lord Kelvin, e Fred Hoyle. Mesmo diante de evidências de que estavam errados (Kelvin com o cálculo da idade da Terra e Hoyle com a sua teoria furada sobre o universo), eles se recusaram a admitir o lapso. Os acertos posteriores em suas carreiras deram um lustro na imagem que eles deixaram no panteão do conhecimento humano. Os erros flagrados no livro não diminuem a importância desses gênios. Mostram apenas que a ciência é um empreendimento humano e, como tal, sujeito às nossas fraquezas.

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13.867 – Curiosidades – Qual a Velocidade de uma bala?


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O revólver de calibre 38 atira o projétil em média 349m/s ou convertido a 1256,4 Km/h (em média!)

Tiro pra cima

Dependendo do ângulo em que o atirador aponta a arma pode matar sim! Se o tiro for dado exatamente para cima, em um ângulo reto, de 90 graus, a bala provavelmente não vai matar alguém, mas pode causar acidentes graves. “Ao atingir uma certa altura, a velocidade do projétil cai a zero e ele despenca como se fosse uma pedra pequena, mas a resistência do ar não deixa a bala passar de 270 km/h no fim do trajeto. Para perfurar o tecido do corpo, ela precisaria atingir pelo menos 350 km/h”. A situação complica quando o tiro é disparado em ângulos menores. Nesses casos, o projétil traça um arco no céu sem chegar a parar e boa parte da velocidade inicial é mantida.
Para piorar, como a bala sai do cano girando, ela fura o ar como se fosse uma broca e acaba caindo com a ponta virada para baixo, quase sem perder o pique. O drama é que uma bala atirada de um revólver calibre 38 parte a 1 042 km/h. O projétil de um fuzil AR-15 é ainda mais veloz: atinge 3 500 km/h. Mesmo que elas percam metade da velocidade no trajeto, o tiro dado para cima ainda pode ser letal.

13.855 – Aqui Jaz o Cadáver de Lenin


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Ele se encontra no Mausoléu de Lenin ou Mausoléu de Lenine.
é um ambiente localizado na Praça Vermelha, em Moscou, onde está guardado e exposto o corpo do líder fundador da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, Vladimir Ilitch Ulianov. A construção consiste em um salão coberto por cinco blocos em formato piramidal e cercado por um balcão, acessado por duas escadas ao lado de um portão, e que por sua vez dá acesso a uma tribuna. O mausoléu é composto das cores vermelha e preta, representando o sangue e o luto.
Após a morte de Lenin, o governo soviético recebeu muitos telegramas com o pedido de embalsamar o corpo do primeiro líder soviético. Esse pedido foi atendido, e logo em 23 de janeiro, dois dias após a morte de Lenin, o professor e patologista Alexei Abrikosov fez este trabalho. Neste mesmo dia, o arquiteto Alexei Schusev garantiu que, dentro de três dias, um projeto do mausoléu estaria pronto, e no dia 26 de janeiro foi decidido que o mausoléu ficaria na muralha do Kremlin de Moscou. Contudo, em agosto do mesmo ano, Schusev criou uma versão mais ampla do mausoléu, e o arquiteto Konstantin Melnikov idealizou o sarcófago sobre o qual o corpo de Lenin ficaria exposto.
Em 1929, cinco anos após a morte do líder, foi decidido que o corpo de Lenin deveria ser conservado por mais tempo, e o então mausoléu de madeira deveria ser substituído por um mais estruturado, feito de mármore, labradorite pórfiro, e granito, além de outros materiais, que seria terminado em outubro de 1930.
O sarcófago de Lenin é mantido em temperatura de 16 ºC em umidade de 80%-90%. O corpo de Lenin foi conservado principalmente com álcool, quinina, acetato de potássio, glicerol, água destilada e fenol. Durante a Grande Guerra Patriótica, o corpo de Lenin foi movido para Tiumen, na Sibéria, por conta da invasão nazista a Moscou e a possível destruição ou roubo do corpo. Em 1953, o corpo embalsamado de Josef Stalin ficaria exposto ao lado do de Lenin, durante dois anos. Após o XX congresso do Partido Comunista da União Soviética, Stalin seria enterrado nas paredes do Kremlin.

13.848 – Curiosidades – Quando Surgiu o Balonismo?


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O balonismo é um esporte aéreo praticado com um balão de ar quente. O esporte que proporciona ao praticante a sensação de ficar mais próximo do céu possui adeptos em todo o mundo, no Brasil tem ganhado popularidade.
A existência do balonismo data cerca de dois mil anos. A primeira tentativa de vôo com um balão de ar quente no Brasil foi feita pelo padre brasileiro Bartolomeu de Gusmão, em 1709.
Em razão da evolução das técnicas de voo, a utilização do balão se tornou mais segura para aqueles que se aventuram no esporte.
O nascimento do balonismo ocorreu no ano de 1783, quando dois irmãos franceses, Etiene e Joseph Montgofier, realizaram o primeiro teste com um balão. O vôo foi um sucesso e visto por quase toda a população de Paris da época.
O primeiro vôo de balão no Brasil aconteceu no ano de 1885. Em 1987 foi fundada a Associação Brasileira de Balonismo (ABB), entidade máxima do esporte no Brasil.
Atualmente existem campeonatos do esporte do por todo o mundo. Algumas das provas de balonismo são: Fly In, Fly On, Caça à Raposa, Key Grab.
De acordo com o campeão brasileiro de balonismo, Rubens Kalousdian, o esporte pode ser praticado por qualquer pessoa. Mas é restrito a um pequeno grupo de pessoas, devido o equipamento ser caro. Os melhores locais para a prática do balonismo são as grandes planícies.
O balão é divido em algumas partes independentes, tais como: envelope, maçarico, cilindro, cesto. O combustível utilizado pelos balões é o propano. A ventoinha é utilizada para encher o balão com ar frio.