13.547 – Mega Cult – Os Ditos Populares de outros países


“Quando um navio está afundando, os ratos são os primeiros a pular fora”
Alemanha
Esse provérbio , que tem equivalentes ao redor de todo o mundo, surgiu no tempo das grandes navegações. Seu significado é o de que, quando as coisas começam a ficar ruins, as pessoas egoístas – e também covardes – só se preocupam com si mesmas.

“A manhã tem ouro na boca”
(Morgenstund hat Gold im Mund)

Alemanha
Essa rima alemã (acredite, em alemão essas palavras rimam) é um recado direto para os dorminhocos e procrastinadores. Ele diz algo como o nosso “Deus ajuda quem cedo madruga”. Sua origem está em um antigo ditado latino: “Aurora musisamica” (algo como “A aurora é a amiga das musas”).

“Muito trabalho e pouca diversão tornam Jack um menino aborrecido”
(All work and no play makes Jack a dull boy)

Inglaterra
E vai dizer que isso não é a pura verdade? Quem só trabalha e não se diverte costuma se aborrecer muito – além de aborrecer os outros. O ditado, que surgiu na Inglaterra do século 17, faz referência à obra do sábio Ptah-Hotep, do Egito antigo.

“Da Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”
(De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento)

Portugal
Foi da eterna rixa da Península Ibérica que surgiu esse ditado um tanto maldicente. As cortes de Portugal e da Espanha se notabilizaram por casamentos mal-sucedidos entre os nobres dos dois países – como no caso de Carlota Joaquina e dom João VI. Mas a expressão também tem uma explicação geográfica: como a Espanha tem um território montanhoso, os ventos que chegam a Portugal do leste, durante o inverno, são mais secos e rigorosos que os do oceano, ao oeste.

“Estão chovendo cães e gatos”
(It’s raining cats and dogs)

Inglaterra e EUA
Um clichê sobre o clima em língua inglesa (algo como “Estão chovendo canivetes”). Existem várias origens dessa expressão; a mais lúdica diz que seria uma espécie de conexão das tempestades a Odin (deus nórdico do trovão, associado a cães) e a bruxas (associadas a gatos).

“Veio para passar khol nos olhos dela, deixou-a cega”
(Ija mishan Kahila, Amaha)

Arábia Saudita
Às vezes, você quer melhorar algo e acaba piorando a situação… Isso não acontece só com você, acredite. Pois é exatamente o recado desse ditado árabe que usa a figura de uma mulher que quer deixar os olhos mais vistosos (khol é uma espécie de lápis preto), mas acaba se dando mal.

“Até a Virgem de Pilar, o tempo começa a mudar”
(Hacia la Virgen del Pilar comienza el tiempo a cambiar)

Espanha
A Virgem de Pilar é a padroeira da Espanha. Em 12 de outubro o povo de todo aquele país – e especialmente da cidade de Saragoza, no nordeste espanhol – celebra de o dia da santa em uma grande festividade. Como essa época do ano coincide com o final do calor e começo das chuvas no Hemisfério Norte, a cultura espanhola acabou cunhando esse ditado, que por aqui é um tanto desconhecido.

“Não existe tempo ruim, apenas roupas ruins”
(Det finns inget dåligt väder, bara dåliga kläder)

Suécia
Também encontrado em inglês no romance Dombey e Filho, de Charles Dickens, o provérbio é muito popular na Suécia. A ideia central é de que tudo é uma questão de adaptação. Assim como qualquer clima é aceitável se estivermos com as roupas certas, tudo na vida pode ser ajustado de acordo com a situação.

“Mais quente que sovaco de tosador de ovelhas”
(Hotter than a shearer’s armpit)

Austrália
Expressões sobre o tempo têm variantes em diversos idiomas. A cultura da Austrália, um país de clima quente e com uma população gigantesca de ovinos, moldou esse ditado, que, cá entre nós, faz sentido: afinal, não deve ser muito agradável segurar uma ovelha e tosar sua lã sob um calor escaldante.

“Primeiro vem a comida, depois a moral”
(Erstkommt das Fressen, dann die Moral)

Alemanha
Essa expressão popular que também parece uma regra deconduta é uma citação da obra A Ópera dos Três Vinténs, do dramaturgo Bertold Brecht. É uma amostra de que as necessidades básicas (a fome, no caso) conseguem impedir-nos de nos preocupar com as questões que deveriam ser mais importantes.

“Melhor bolinhos que flores”
(Hana-yoridango)

Japão
O ditado está relacionado ao Hanami, tradicional costume japonês de contemplar a beleza das cerejeiras na primavera. Aqui, a ideia é a ironia: durante os festivais é comum as pessoas levarem lanches para se alimentar e a gulodice acaba deixando de lado a apreciação das flores.

“Na falta de pão, boas são tortas”
(A falta de pan, buenas son tortas)

Espanha
A expressão espanhola vem de uma situação pela qual muita gente já passou alguma vez na vida: chegar tarde demais à padaria e não ter mais pão para comprar. A torta em questão era um tipo de pão seco que dura muitos dias, menos saborosa que o pão comum. Nosso equivalente mais conhecido seria “Quem não tem cão caça com gato”, que tem origem diferente, mas mesmo sentido.

“A neve é a manta do agricultor”
(Kar çiftçinin yorganidi)

Turquia
Surgiu a partir da atividade agrícola, importante para a economia turca. O sudeste turco tem invernos longos e é justamente a neve que protege o solo: ela é um bom isolante térmico e evita que as plantas congelem, garantindo as safras de inverno.

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13.536 – Curiosidades sobre sexo no Reino Animal


Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um orgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

Ácaros (Red Velvet Mites)
Sexo é um ato solitário (e esquisito) para os ácaros Trombidiidae. O macho procura o ninho perfeito para o acasalamento, com muitas folhas e galhinhos, para criar a perfeita atmosfera para o casal. E então, ele espalha seu sêmem por todo o lugar. Depois de completar o serviço, o próximo passo é atrair uma fêmea – com suas fezes. Ela segue o rastro deixado pelo macho e, chegando ao ninho “cuidadosamente” preparado, deve se virar sozinha para ser inseminada.

Antequino-Marrom
O vício em sexo não é um problema enfrentado apenas por humanos. A condição também atinge esse pequeno marsupial. O Antequino-Marrom é tão frenético que, durante o período reprodutivo, chega a passar até 12 horas se acasalando com apenas uma parceira. Como é insaciável, passa de fêmea pra fêmea, até seu sistema imunológico começar a falhar. Ele geralmente desenvolve úlceras graves e contrai infecções de parasitas, e morre não muito tempo depois da sessão de acasalamento.

Argonautas
Os argonautas são um gênero de polvo bastante comum, que habita águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Seu momento de reprodução, no entanto, está longe do “regular”: a fêmea desenvolve uma concha gigante para abrigar e proteger os ovos e embriões, enquanto os machos – que também possuem uma concha, mas em tamanho significativamente menor – começam a acumular uma bola de espermatozóides em um tentáculo especial. Quando, passeando por aí, o macho encontra uma fêmea por quem se interessa, o tentáculo se destaca do corpo e sai nadando sozinho até a fêmea.

Caracóis
O caracol é um dos favoritos na disputa de localização mais bizarra do pênis: seu órgão reprodutivo fica no pescoço. Os caracóis são hermafroditas e precisam de um companheiro para conseguirem se reproduzir. E para convencer o parceiro, eles costumam “flertar” apunhalando um ao outro com dardos constituídos de carbonato de cálcio ou quitina e usados para injetar no receptor hormônios que estimulam os órgãos genitais femininos.

caracol

Hienas
As fêmeas representam o gênero dominante entre as hienas. Mais agressivas que os machos, no momento de escolher um parceiro elas não dão bola para os esquentadinhos, preferindo aqueles que se mostram mais submissos. O companheiro terá então um desafio à frente: habilidosamente inserir seu pênis no pseudo-pênis da fêmea, que esconde sua vagina. Contorcionismo no mundo animal.

Hipopótamo
O hipopótamo macho possui uma forma bastante diferente de chamar a atenção de uma fêmea. Ele se coloca em lugar de destaque, defeca em si mesmo e utiliza a sua cauda como uma espécie de hélice, espalhando as fezes por todos os lados na tentativa de encontrar uma parceira. E o mais incrível: a nojeira funciona.

Macaco-rhesus
O primata, também conhecido como Reso, tem muitos motivos para ser um tanto paranoico. No Reino Animal é bem comum que as disputas entre os machos por uma companheira acabem sendo um tanto violentas. Mas poucas espécies são tão cruéis (e, ao mesmo tempo, espertas): os macacos-rhesus atacam seus oponentes no momento em que eles estão tendo um orgasmo. Sim, é isso mesmo. Um estudo da University of Utrecht apontou que mais da metade dos encontros sexuais dos macacos reso terminam com o macho sendo brutalmente atacado. Até 9 macacos podem se aproveitar da vulnerabilidade do coleguinha para tentar roubar sua fêmea.

Marreca-pé-na-bunda
A marreca-pé-na-bunda, também conhecida como Oxyura vittata, possui orgãos reprodutores mais estranhos do que seu nome. Além de ser dono de um pênis de aproximadamente 40 centímetros de comprimento, o orgão do macho tem formato de saca rolhas e possui uma espécie de ~pincel~ na ponta. A vagina da fêmea também é em espiral, mas no sentido oposto – o que permite o encaixe. Durante o ato sexual, o macho utiliza a sua “escova” para remover qualquer esperma deixado por um macho anterior.

Morcegos (Chinese Fruit Bat)
Cientistas do Guangdong Entomological Institute in Guangzhou, na China, descobriram que os morcegos da espécie Cynopterus sphinx usam o sexo oral para prolongar o ato sexual. A descoberta é um tanto inusitada, já que se pensava que somente humanos tinham essa prática. Mas o que é ainda mais curioso é que, através de um grande contorcionismo, a fêmea consegue agradar o macho enquanto ainda estão envolvidos no ato sexual. Provavelmente não é seguro tentar isso em casa.

Peixe actinopterígeo
Estes peixes, que habitam exclusivamente ambientes marinhos, redefinem o conceito de namorado folgado. Alguns machos do subgênero, bem mais franzinos que suas companheiras de espécie, nascem com sistema digestivo rudimentar, que logo passa a dificultar sua alimentação. Para contornar este problema quase-fatal, os peixes usam de seu olfato apurado para encontrar uma fêmea no oceano. No primeiro encontro, nada de rituais de acasalamento: o macho logo morde a fêmea e libera uma enzima digestiva que corrói a pele de sua boca e o corpo da companheira, fundindo o par para toda a vida. Conectado ao sistema circulatório da fêmea, o corpo do macho se atrofia. Sua única função agora é liberar esperma sempre que hormônios na corrente sanguínea de sua “parceira” indicam que ela está ovulando. Ah, o amor… Não bastasse apenas um namorado parasita, é comum que a fêmea da espécie seja mordida por múltiplos machos.

Peixe-palhaço
Descobrir a verdade sobre a reprodução dos peixes-palhaço vai ajudar a entender melhor o filme Procurando Nemo. Em um núcleo familiar, a fêmea é sempre o maior membro do grupo. Quando ela morre, o maior macho assume seu lugar – literalmente. Como estes peixes são hermafroditas, isso significa que o macho muda de papel. Ou seja: o pai de Nemo, na verdade, passaria a ser a mãe do Nemo.

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Percevejos
A reprodução dos percevejos pode ser comparada a um ato de violência sexual. Os machos das espécies costumam possuir um pênis tão afiado que, na hora de se reproduzirem, praticamente dão diversas “facadas” no corpo da fêmea até conseguirem depositar o seu esperma. Já que a espécie não está em extinção, presume-se que a fêmea sobrevive ao traumático ataque.

13.535 – Biologia – Pra que serve o pênis na Hiena Fêmea?


penis hienas
Na verdade, o que acontece é que as hienas-malhadas fêmeas contam com um clitóris muito, muito grande, e essa estrutura — que, aliás, é homóloga do pênis — inclusive é maior do que a genitália dos machos.
Graças a esse “pseudopênis” presente nas fêmeas, por muito tempo se acreditou que as hienas fossem hermafroditas. O mais estranho é que os clitóris, além de chegarem a medir mais de 15 centímetros de comprimento — e inclusive serem capazes de ficar eretos —, vêm acompanhados de uma espécie de saco composto de gordura e outros tecidos que fica pendurado por ali, para, você sabe, compor melhor o conjunto.
Além de terem “pênis” maiores do que o dos machos, quem manda em casa são as fêmeas, já que elas são superagressivas e são quem dominam os clãs! Essa peculiaridade anatômica provavelmente ocorre por que, durante a gestação, as mães produzem uma grande quantidade de hormônio masculino, o que garante, entre outras coisas, que os filhotes nasçam agressivos, característica indispensável para a sobrevivência desses animais.
Entretanto, essa dose extra de hormônios, além de prejudicar o desenvolvimento de outros órgãos do sistema reprodutivo, também faz com que os clitóris das fêmeas sejam superdesenvolvidos. Além disso, com um “pênis” no lugar de uma “vagina”, o acasalamento entre as hienas não é uma tarefa nada fácil, já que evidentemente existe uma espécie de… conflito.
Para que o ato ocorra, os machos precisam introduzir o pênis em um pequeno orifício — que mede cerca de 2,5 centímetros de diâmetro — presente no superclitóris, em uma manobra complexa que requer alguma habilidade. Portanto, os machos principiantes precisam treinar um durante alguns meses antes de completar o acasalamento com sucesso.
E no caso de que ocorra uma gestação, as fêmeas têm seus filhotes através desse orifício presente em seus clitóris — meninos, já imaginaram a dor? —, e não é raro que ocorram rupturas no canal durante os nascimentos, provocando a morte das mães em 20% dos casos.

13.530 – Os Lugares Mais Secretos do Mundo


area 51
Área 51: É estritamente proibido o acesso a pessoas não autorizadas. Essa base da Força Aérea americana é provavelmente o local mais citado nos relatórios ufológicos e teorias conspiratórias, especialmente por causa do famoso Caso Roswell.

Cofre do fim do mundo: No arquipélago norueguês de Svalbar, está o também chamado “banco mundial de sementes”, um depósito subterrâneo gigante construído para preservar milhares de sementes de plantas de cultivo no caso de eventuais cataclismos mundiais.

Cheyenne Mountain Complex: Dentro da montanha Cheyenne, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, está localizada a principal instalação do Comando de Defesa Aerospacial da América do Norte. O edifício está literalmente enterrado debaixo de meio quilômetro de granito, e todos seus acessos são blindados com portas de 25 toneladas.

Fort Knox: Nessa base, no estado do Kentucky, estão armazenadas aproximadamente 5 mil toneladas de ouro. É por esse motivo que se trata da instalação mais segura do seu tipo no mundo inteiro. Não só protege metais preciosos como abriga documentos históricos de grande importância, como a Declaração da Independência dos Estados Unidos.

Bunker Yamantau: Na Rússia, em alguma região desconhecida do Monte Yamantau, está localizada uma instalação subterrânea tão secreta que seu objetivo é absolutamente desconhecido. Enquanto alguns rumores dizem que poderia se tratar de um depósito para mísseis nucleares, outros afirmam que seria um abrigo destinado a abrigar milhares de pessoas.

13.529 – Curiosidades – Este fungo tem mais de 23 mil sexos


fungo

Os fungos são criaturas maravilhosas e desinibidas que não respeitam as construções de gênero e se acasalam livremente com quase qualquer outro membro de sua espécie.
A chave para esse mundo perfeito? Não sei, pode ser devido ao fato de que eles são inconscientes.
De qualquer forma, existe um fungo, conhecido cientificamente como Schizophyllum commune, que é particularmente desconstruído: tem cerca de 23 mil sexos.
Esse fungo prospera em madeira apodrecida e vive em partes das Índias Orientais, Tailândia, Madagáscar e Nigéria, onde muitas pessoas o comem, apesar de guias ocidentais o classificarem como “não comestível”. Aparentemente, sua textura dura e borrachuda não é um problema para outras culturas.
Também é usado medicinalmente, pois, como muitos outros fungos, tem propriedades antivirais e antifúngicas para mantê-lo seguro na natureza.
Se você não sabe nada sobre micologia, nunca esperaria que um humilde fungo de podridão de madeira tivesse dezenas de milhares de variações sexuais.

Diferentão

O S. commune possui um número invulgarmente elevado de sexos, realmente, mas ter muitas variantes não é de fato algo incomum no mundo dos fungos.
No reino animal, a maioria das espécies é bastante limitada em suas opções de sexo biológico, porque a compatibilidade reprodutiva geralmente depende da compatibilidade anatômica: em outras palavras, algum tipo de pênis deve se encaixar em algum tipo de vagina.
Existem animais que fertilizam ovos externamente, mas essas espécies geralmente também têm um organismo que coloca os ovos e outro que os fertiliza. Alguns hermafroditas possuem um mecanismo mais igualitário, mas até nesses seres ainda há algo fálico fertilizando alguma coisa. É simplesmente a vida.
Menos para os fungos. Eles não são limitados pelas mesmas restrições anatômicas. Eles precisam se fundir fisicamente para procriar, mas podem recombinar material genético de maneira mais direta.

A transferência
O acasalamento nada mais é do que fazer duas células se fundirem em uma, de modo que seu DNA possa se combinar.
Para isso, os fungos não precisam passar pelo processo de ejaculação – eles produzem células sexuais de forma semelhante aos humanos, mas simplesmente misturam seu DNA através de transferência celular direta.
Eles se combinam essencialmente criando uma “conexão”, que permite aos fungos transferir núcleos de uma célula para outra. Os animais e as plantas fazem o mesmo utilizando algum “veículo de transporte” para essas células, seja esperma ou pólen, por exemplo, enquanto os fungos apenas chegam perto um do outro e deixam a diversão começar.

Complexo

De forma bastante resumida, os fungos possuem um conjunto de dois genes em dois cromossomos diferentes. Esses “locais genéticos” são chamados de A e B. Cada um desses genes também possui dois alelos, ou formas alternativas, chamadas de alfa e beta.
Assim, no total, existem quatro pontos distintos no genoma do S. commune onde a variação sexual pode ocorrer: A-alfa, A-beta, B-alfa e B-beta.
Aqui é onde fica mais complicado. Cada um desses quatro locais pode ter múltiplas variantes, que são todas versões ligeiramente diferentes do mesmo conjunto de proteínas. A-beta tem aproximadamente 32 especificidades possíveis, e o resto tem cerca de nove. Então, para determinar o sexo de um organismo, você teria que ordená-lo geneticamente para criar algo como A-alfa-1, A-beta-8, B-alfa-3, B-beta-5…
Para dois S. commune acasalarem, eles têm que ter variantes diferentes em algum lugar em A e em algum lugar em B. Então, dois fungos que possuem A-alfa-1 e B-beta-5, mas têm diferentes A-betas e B-alfas, podem se reproduzir. Mas se eles tiverem A-alfas e A-betas correspondentes, não podem.
Ainda não está claro como os componentes alfa e beta afetam a compatibilidade, mas sabemos que certos tipos genéticos se recombinam mais frequentemente do que outros e que, no geral, o S. commune pode se acasalar com a grande maioria de sua própria população.
Esta é realmente uma ótima estratégia para preservar a diversidade sexual. O fungo literalmente tem que se acasalar com um indivíduo geneticamente distinto, por isso aumenta constantemente o número de variações sexuais que existem em uma população.
Como existem muitas maneiras do sexo variar em S. commune, acaba que existem mais de 23 mil deles. Este tipo de sistema de acasalamento é comum entre os fungos, só é mais raro existirem tantas variações.
Então, da próxima vez que você comer um cogumelo, lembre-se que ele provavelmente teve uma vida sexual mais agitada do que a sua. [POPSCI]

13.524 – Ig Nobel – Descobertas Bizarras da Ciência de 2017


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Depois do Furacão Harvey atingir o Texas, nos Estados Unidos, uma criatura marinha misteriosa sem face e com dentes afiados apareceu na costa do estado. As imagens viralizaram nas redes sociais e internautas começaram a criar hipóteses sobre a origem do estranho animal: de alienígenas a monstros.
Kenneth Tighe, biólogo do Museu Nacional de História Natural de Washington, afirmou ao jornal Earth Touch News que o animal aparenta ser uma enguia da espécie Aplatophis chauliodus, da família Ophichthidae. Contudo, o pesquisador não conseguiu determinar exatamente a espécie da criatura, e declarou que ela ainda pode ser uma Bathyuroconger vicinus ou Xenomystax congroides.
Em 2017 pudemos registrar o anelídeo conhecido como Eunice aphroditois se alimentando e, nossa, que coisa estranha! Esses predadores de emboscada enterram seus corpos no sedimento no fundo do oceano, com apenas suas cabeças emergindo da areia, aguardando a presa. Quando elas passam: BAM! A minhoca sai rapidamente do esconderijo para agarrá-las e levá-las para debaixo da areia.

Olhando para o abismo
O horizonte de eventos de um buraco negro é um ponto sem volta. Uma vez que algo está passando por ele, nunca sairá — ao menos é o que se sabe até então. Isso inclui a luz, o que torna os buracos negros impossíveis de serem vistos.
Entretanto, o telescópio Event Horizon examinará o horizonte de eventos do (suposto) buraco negra conhecido como Sagitário A * para fornecer a primeira imagem de um dos fenômenos mais misteriosos do universo.

Torre com cerca de 700 crânios astecas é achada na Cidade do México
Uma torre com aproximadamente 700 crânios humanos foi encontrada próxima ao Templo Mayor, templo de Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, onde atualmente fica a Cidade do México.
Cobertos com cal, foram encontrados crânios de homens, mulheres e crianças, colocando em questão o que se sabe até hoje sobre as práticas da civilização. “Esperávamos encontrar apenas crânios de homens, principalmente jovens, possíveis guerreiros, pois não pensávamos que mulheres e crianças lutassem”, disse Rodrigo Bolanos, antropólogo biológico, em entrevista à agência Reuters.

Você nasceu com medo de aranhas e cobras
Uma pesquisa feita com bebês provou que já nascemos com medo de animais como aranhas e cobras. Para chegar à conclusão, especialistas mostraram imagens de alguns animais para os pequenos voluntários, que reagiram mal a esses bichos mesmo sendo novos demais para terem desenvolvido o medo racionalmente.

Descobriram um inseto tão bizarro que uma nova Ordem precisou ser criada
Dois insetos presos em âmbar há 100 milhões de anos são diferentes de qualquer coisa que os paleontologistas já tinham visto, então foi preciso criar uma nova Ordem para os animais. Para você entender melhor a grandeza da esquesitice desses bichos: mais de 1 milhão de espécies já foram descobertas e classificadas em apenas 32 Ordens (sendo uma delas essa nova).

A matéria assustadora que liga o universo
Quando olhamos para o céu é difícil imaginar o que mantém todas as estrelas, planetas e galáxias ligados. Estudos recentes sugerem que o que une tudo isso é, na realidade, uma porção de filamentos de matéria escura.
Agora, astrônomos da Universidade de Waterloo, no Canadá, conseguiram desenvolver uma técnica capaz de ver o invisível. Usando as dobras espaciais promovidas pelo misterioso material, os cientistas capturaram a primeira imagem de uma rede de matéria escura que compõe o Universo.
Uma escavação arqueológica descobriu os restos de um golfinho na pequena ilha Chapelle Dom Hue, ao largo da costa de Guernsey, no Canal da Mancha, cuidadosamente enterrado em um cemitério medieval. “É muito peculiar, não sei o que fazer com isso”, disse o arqueólogo Philip de Jersey.

Morcegos-vampiro começam a se alimentar de humanos
Um tipo de vampiro-morcego do sul e do centro da América Latina que se alimenta de pássaros fez uma mudança surpreendente em sua dieta e, pela primeira vez, tem sido observado se alimentando de sangue humano.

Sua presa habitual vem desaparecendo devido ao desmatamento, por isso não é surpreendente que esteja buscando refeições em outro lugar. O que é um enigma é como um morcego que evoluiu para digerir o sangue aviário rico em gordura pode digerir o sangue rico em proteínas dos humanos.

(Com informações de Science Alert.)

13.521 – Ufologia – Qual Seria de Fato a Aparência dos ETS?


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Diversos astrobiólogos foram consultados com relação à fisionomia dos seres vivos que poderão existir em várias das luas do nosso sistema solar com possibilidades de abrigar vida microbiana.
Doug Vakoch, presidente do METI International, um projeto que procura sinais de rádio emitidos do espaço sideral, afirmou que ninguém deveria esperar se deparar com seres fisionomicamente similares aos seres humanos fora da Terra.
Ele acredita que em Encélado, uma das luas de Saturno, poderão ser encontradas formas de vida que se alimentam de hidrogênio, sob a crosta de gelo. No entanto, ele afirmou que “as águas de Encélado são tão frias que seria difícil imaginar uma vida maior que uma bactéria”.
Enquanto isso, Rocco Manicelli, astrobiólogo da NASA, concordou com seu colega ao afirmar que um meio-ambiente tão extremo não deixa muitas possibilidades a formas de vida multicelulares. Em vez disso, de acordo com sua opinião, seria um mundo bacteriano.
Se, por acaso, esse tipo de vida for encontrado, Seth Shostak, principal astrônomo do SETI, acredita que seria mais parecido aos insetos do nosso planeta.
Por último, Catlin Ahrens, astrofísica da Universidade do Arkansas, ressaltou que a vida extraterrestre não estaria necessariamente baseada ano carbono, como acontece na Terra, mas que poderia ser constituída por outros elementos, como o enxofre.

13.496 – Cenários da Desolação


picher
Picher, Oklahoma, Estados Unidos: Esta cidade fantasma era o epicentro da mineração de chumbo. Aos poucos, a má administração de resíduos a transformou em um lugar inabitável. Várias pessoas morreram de envenenamento por chumbo, o que deu início a um êxodo que desencadeou no fechamento da cidade, em 2009.

aral

Mar de Aral, Ásia Central: Este mar interior, ou lago endorreico, localizado na fronteira do Cazaquistão com o Uzbequistão, foi, até algumas décadas atrás, uma região próspera para ambas as nações. Atualmente, seu volume diminuiu 90% devido à mudança climática, o que transformou o lugar em um deserto altamente contaminado.

Centralia, Pensilvânia, Estados Unidos: Em 1981, o vilarejo tinha uma população de mais de mil habitantes, mas, por causa do incêndio de uma antiga mina de carvão subterrânea, que ainda queima debaixo da terra, seus habitantes fugiram precipitadamente. Atualmente, ainda se conservam as casas e os negócios, mas o clima torna o lugar inabitável.

Wittenoom, Austrália: Esta cidade paradisíaca da Austrália Ocidental foi fechada em 2016 por causa do alto nível de contaminação do ar. Lá, funcionava uma grande fábrica de amianto e as partículas contaminantes desse material tornaram seu território perigosamente tóxico.

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13.492 – Curiosidades – Entenda por que cortar cebola provoca lágrimas


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Se quer chorar, que tal uma cebola?

Quando qualquer vegetal é cortado ou quebrado, suas células são rompidas. Como um sistema de defesa eficiente, algumas plantas liberam substâncias químicas chamadas polifenóis com cheiro amargo que podem espantar animais famintos que estão tentados a comê-las.
O sistema de defesa da cebola, porém, vai além, e produz uma substância ainda mais irritante, o syn-propanethial-S-oxide, que tem como objetivo impedir que a planta seja consumida por insetos e outros animais.
Essa substância volátil tem o que é chamado de fator lacrimogêneo. Sua volatilidade significa que quando é liberada, ela evapora rapidamente e encontra os nossos olhos rapidamente. Ali ela se dissolve na água que cobre nossos olhos e forma ácido sulfênico.
Esse ácido irrita a nossa glândula lacrimal, mas a quantidade produzida é tão pequena que é apenas irritante, e não causa estragos no nosso corpo.
A liberação do syn-propanethial-S-oxide era inicialmente creditada à enzima da cebola chamada allicinase, um catalizador biológico que aumenta a velocidade da produção do componente que irrita os olhos. Mas uma outra pesquisa sugere que duas enzimas podem ser necessárias para produzir os efeitos irritantes de olhos.
Essa explicação mais complexa começa com o enxofre que a cebola absorve do solo e armazena em um composto chamado PRENCSO 1. Quando a cebola danificada libera a alicinase, ela reage com o PRENCSO para produzir amônia e o ácido 1-propenilsulfênico.
A segunda enzima, chamada de sintase fator lacrimatório, se transforma no syn-propanethial-S-oxide.
Mas por que algumas cebolas têm efeito mais forte que outras? Há várias possíveis respostas para isso. Uma delas está relacionada à quantidade de enxofre que a cebola absorveu do solo, que depende da qualidade do solo e das condições de crescimento da planta.

13.471 – Novo supercomputador funciona com “pó mágico” composto de luz e matéria


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Durante anos, os supercomputadores trouxeram a esperança de resolver alguns dos problemas mais misteriosos e aparentemente insolucionáveis da ciência. O avanço contínuo da computação quântica renovou a expectativa dos cientistas, mas um estudo recente de pesquisadores do Reino Unido e da Rússia leva esse potencial um passo adiante, combinando luz e matéria para formar o que é conhecido como “pó mágico”.
Pesquisadores de universidades em Cambridge, Southampton e Cardiff, no Reino Unido, e no Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia, na Rússia, demonstraram que uma combinação mágica poderia potencialmente permitir a superação de capacidades mesmo dos supercomputadores mais avançados. As partículas quânticas conhecidas como polaridades, que são luz e matéria, foram capazes de “iluminar o caminho” para soluções simples quando havia problemas complicados. Os resultados do estudo, conforme relatado na revista Nature Materials, acabariam eventualmente levando os cientistas a resolver o que hoje ainda não tem solução.
Misturando matéria

Ao calcular uma solução matemática para um problema complexo com aplicações do mundo real, é essencial garantir o número mínimo de etapas possíveis. O caminho mais direto para uma resposta mantém um baixo risco de confusão ou erros, mas na abordagem dos problemas mais intrincados do nosso universo conhecido, isso se torna uma tarefa aparentemente impossível. “Este é exatamente o problema a enfrentar quando a função objetiva a ser minimizada representa um problema da vida real com muitas incógnitas, parâmetros e restrições”, disse uma das autoras do artigo, a professora Natalia Berloff, do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica de Cambridge e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia.
Berloff, junto com sua equipe, projetou esse uso do “pó mágico” sob um ângulo bastante criativo. Assim como o fogo-fátuo ilumina o caminho para viajantes no folclore escocês, os polaritons atuam como marcadores facilmente detectáveis, orientando cientistas rumo a uma solução. Os átomos selecionados, como o gálio, o arsênico, o índio e o alumínio são dispostos em uma pilha e recebem o direcionamento de um laser. Os elétrons, nessa mistura de matéria leve, absorvem a luz e a emitem em cores diferentes. Dez mil vezes mais leves do que elétrons, os polaritons poderiam atingir densidades que o tornariam um condensado de Bose-Einstein, um novo estado de matéria em que as fases quânticas desses polaritons se sincronizariam e criariam um objeto quântico macroscópico detectável com fotoluminescência. Os cientistas estão, literalmente, criando faróis de luz.
O co-autor do estudo, professor Pavlos Lagoudakis, chefe do laboratório de fotônica híbrida da Universidade de Southampton e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia (onde os experimentos foram realizados), expôs: “Estamos apenas no início da exploração do potencial dos gráficos de polaridade para resolver problemas complexos … Atualmente expandimos nosso dispositivo para centenas de nódulos, enquanto testamos o fundamento de seu poder computacional. O objetivo final é um simulador quântico de microchip que opere nas condições ambiente. ”
Não são apenas as profundidades da astrofísica que contêm problemas insolúveis. A biologia, as finanças, as viagens espaciais e outras áreas do saber têm nascentes profundas de questões não respondidas. São perguntas que um supercomputador, usando poeira mágica para iluminar o caminho até uma solução simples, pode ser capaz de responder. [Futurism]

13.465 – Pode estourar seu cartão de crédito, o fim do mundo está chegando


planeta x
Bricadeiras à parte, tal boato já dura mais de 10 séculos
Um tal David Meade afirmou em um livro que neste sábado (23-09) o mundo acaba com a chegada do famigerado Planeta X. Pela teoria de Meade, o planeta seria na verdade uma estrela com um sistema planetário ao seu redor e estaria vindo em direção à Terra. Além de planetas, o sistema traria também cometas e asteroides e esses seriam arremessados contra a Terra, o que causaria destruição em massa.
Para fechar, tudo com o conhecimento da NASA que, óbvio, estaria escondendo a verdade. As fontes da “pesquisa” de Meade são trechos da bíblia que ele interpreta como acha melhor para vender seu livro e sua ideia e, de acordo com ele, o último eclipse solar do dia 21 de agosto teria precipitado a chegada do Planeta X.
Volta e meia tem gente que vem esse papo: ora com Planeta X, ora com Hercóbulus, ora com o Planeta Chupão e o mais popular entre os conspiracionistas, o Nibiru. Claro, a NASA está sempre envolvida na parada escondendo tudo.
A imagem abaixo é apontada, inclusive, como sendo de Niburu, mas pode trocar por um dos assassinos listado acima. Na verdade não passa da estrela V838 Monocerotis iluminando gás e poeira ejetados numa explosão milhares de anos atrás. E ela está longe, muito longe, tipo… 20 mil anos luz de distância.
Não perca seu tempo e pague suas contas
Para ser direto, não perca seu tempo. Se você tem compromisso no domingo, pode ir, prova ou conta vencendo na segunda, pode continuar pagando ou estudando porque o mundo vai estar inteiro.
Há quem diga que, na antiga Mesopotâmia, já havia citações a todos esses elementos destruidores, mas dar contexto científico ao que parece ser mitologia mal traduzida é um pouco demais. Se um planeta ou uma estrela como essa estivesse nas proximidades do Sistema Solar, nós já teríamos descoberto. E nem adianta dizer que a NASA está acobertando, pois ela não tem controle sobre todos os astrônomos do mundo. Quem me dera se ela me pagasse o que volta e meia me acusam de estar recebendo para permanecer calado…
Os céus do globo são monitorados por vários programas de defesa para justamente avistar algum asteroide com potencial de atingir a Terra. Corpos celestes com mais de 100 metros de tamanho são razoavelmente fáceis de descobrir e os maiores que isso, portanto, muito mais perigosos, são muito fáceis de se encontrar. Não há como uma estrela, ou um planeta gigantesco passar despercebido pela frota de telescópios terrestres. Aliás, tem muito mais astrônomo amador monitorando o céu do que astrônomos profissionais. Como manter uma conspiração com centenas de milhares de pessoas no mundo todo?
Além dos telescópios em Terra, algumas missões espaciais já varreram o céu todo em busca de planetas e/ou anãs marrons mais distantes no Sistema Solar. Nenhuma dessas iniciativas deu resultado positivo. Nem sequer um caso suspeito foi encontrado. Até mesmo Mike Brown, que tem como objetivo de vida descobrir mais um planeta no Sistema Solar e vasculha o céu todo, ano após ano por uma década encontrou alguma coisa suspeita.
Desses planetas todos, o Planeta X é o único que aparece nos livros de astronomia. Quando Percival Lowell procurava pelo nono planeta do Sistema Solar, – que depois viria a ser Plutão; pelo menos, até 2006 – se referia a ele como ‘Planeta X’ para que ninguém desconfiasse do que se tratava. Ele sabia que havia outras pessoas fazendo o mesmo e quando enviava ao seu observatório novas coordenadas o tratava desse jeito: o ‘X’ nada mais é do que a variável ‘X’, a incógnita a ser encontrada, como em qualquer equação matemática.
O fim do mundo está mais próximo de acontecer por iniciativa própria, do que por um planeta, asteroide ou estrela desgarrada. Eu me preocupo mais com a Coreia do Norte do que com Nibiru. Ah, sim, e com as contas no fim do mês que vão chegar implacavelmente.

14.453 – Cães Que Mudaram a História Da Ciência


belka-strelka
Belka and Strelka
Foram as primeiras cadelas do programa espacial soviético a voltarem vivas para a Terra. Decolaram na missão Sputinik 5 em 19 de agosto 1960, e passaram um dia em órbita. Não ficaram tão famosas quanto Laika, mas forneceram dados científicos ainda mais valiosos sobre as condições de vida no espaço. Segundo a CNN, Strelka teve uma ninhada de filhotes logo após a missão – um dos quais (chamado Pushinka) foi dado de presente à filha do então presidente John F. Kennedy, Caroline. Talvez a provocação mais criativa da Guerra Fria.

snupi

Snuppy, nascido na Coreia do Sul em 2004, é o primeiro cão clonado do mundo. A matriz para sua produção foi uma célula tirada da orelha de seu pai (ou seria irmão gêmeo? Na foto, o menor é Snuppy, ainda bebê, e o maior é sua matriz).

Ele também é, acima de tudo, um sobrevivente: foram implantados óvulos em 123 úteros. Destes, três chegaram ao final da gestação, e apenas Snuppy alcançou a vida adulta. Em 2008, seu esperma foi usado para inseminar artificialmente duas fêmeas que também eram clonadas. Nasceram 10 filhotes, nove sobreviveram.
A técnica se popularizou rápido. Em 2009, sete labradores retriever clonados – todos chamado Toppy – começaram a trabalhar na alfândega sul-coreana. O projetou custou 240 mil dólares, e o resultado foi bem fofo.

Marjorie
Em 1921, o médico canadense Frederick Banting e seu assistente Charles Best entraram para a história da medicina por terem isolado a insulina – o hormônio que os diabéticos quase não têm, responsável por manter sob controle o nível de açúcar no sangue (isso na tipo 1. Na tipo 2, o hormônio é produzido, mas o corpo não reage a ele.
O que ninguém sabe é que a primeira pacientes deles foi Marjorie, uma vira lata que sobreviveu 70 dias sem pâncreas. Não era um problema congênito. O órgão foi retirado só para fazer os testes, o que soa cruel hoje em dia, mas era uma prática aceitável no começo do século – vale lembrar que ratos de laboratório passam por isso até hoje.

Marjorie não foi a única. Segundo a Harvard Magazine, dez cães ao todo morreram nas mãos de Banting e Best. A descoberta – que salva a vida milhões de pessoas com diabetes todos os dias – até hoje divide opiniões e gera longas discussões sobre ética e direitos dos animais.

O cão marrom de William Bayliss
O cão marrom, até hoje sem nome, foi o gatilho de uma polêmica que tomou conta dos jornais da Inglaterra entre 1903 e 1910. O resumo da ópera: no final do século de 19, professores de medicina abriam animais vivos em aulas de anatomia – uma prática chamada vivissecção. A ideia era treinar futuros cirurgiões (e também fazer pesquisas científicas) usando organismos vivos, e não cadáveres.
Às vezes isso era feito com anestesia. Às vezes, sem. Em 1903, William Bayliss, professor do University College de Londres, levou um cão marrom à aula. E não fez questão de anestesiá-lo. Um grupo de ativistas suecas que assistiu à cena se revoltou, apurou o caso e levou a pauta para as ruas.
O acadêmico, é claro, alegou que o animal estava inconsciente, mas não colou – a vivissecção era considerada cruel até para os padrões da época, e sua prática era regulamentada por lei desde 1876. A causa mobilizou a opinião pública e uma estátua de bronze em homenagem ao cão marrom foi erguida em 1906.

A inscrição na base relata sua história – ele foi submetido a cirurgias “pedagógicas” por dois meses antes de perecer –, e então provoca a escola de medicina de Bayliss com um pouco de estatística: “Também em memória dos 232 cães (…) dissecados no mesmo local durante o ano de 1902. Homens e mulheres da Inglaterra, por quanto tempo isso ainda acontecerá?”
Os estudantes não gostaram nada do monumento. Após uma série de disputas judiciais, em dezembro de 1907 mil deles foram às ruas de Londres contra o movimento de defesa dos direitos dos animais. A manifestação virou pancadaria e a polícia precisou intervir – vários receberam multas de três libras por atacarem os guardas. Parece pouco? Pois, considerando a inflação, é equivalente a 239 libras em 2017, mais de R$ 1 mil na cotação atual.

Jofi
O felpudo chow chow Jofi era um dos vários mascotes de Freud – apesar de intelectual, ele era fã de cachorros, e não de gatos. Na opinião do pai da psicanálise, manter animais de estimação na sala durante a consulta era um ótimo jeito de confortar seus pacientes.

Em seus diários, ele observa que Jofi era um bom “termômetro” de emoções – se afastava de pacientes ansiosos e interagia com os mais amigáveis. Essas anotações são as primeiras menções ao uso de cães para fins de diagnóstico e terapia. Hoje eles são presenças comuns em hospitais infantis e asilos – e artigos científicos como este aqui comprovam que fazer carinho em um cachorro ajuda com picos de pressão alta.

Bluey
Agora um caso mais light. Bluey, da raça boiadeiro australiano, nasceu em 1910 e morreu em 1939 – viveu exatamente 29 anos e 5 meses. É o cão mais velho já verificado pelo Guinness Book, o livro dos recordes. Trabalhou no campo durante dois terços de sua vida.
Depois dele veio Chilla, um cruzamento entre boiadeiro australiano e labrador que teria vivido 32 anos. Jornais deram a notícia de sua morte em 1984, mas ele não bateu Bluey no Guinness Book – sua data de nascimento nunca foi comprovada com exatidão. Seja como for, os boiadeiros australianos são uma das raças mais longevas que existem: vivem em média 13 anos. Um fato científico útil se você quiser um mascote para passar um longo, longo tempo ao seu lado.

Do Guiness:
A maior idade confiável registrada para um cachorro é de 29 anos e 5 meses para um cão de gado australiano chamado Bluey, de propriedade de Les Hall of Rochester, Victoria, Austrália. Bluey foi obtido como cachorro em 1910 e trabalhou entre gado e ovelha por quase 20 anos antes de dormir para 14 de novembro de 1939.
A maioria dos cães vive por 8-15 anos, e registros autênticos de cães que vivem mais de 20 anos são raros e geralmente envolvem as raças menores.

13.426 – Curiosidades Geográficas – Quais os Lugares Mais Quentes do Planeta?


lugares quentes
Não suporta o verão? Tem vontade de mudar de país quando as temperaturas ultrapassam os 30°? Então fique bem longe desses lugares:
Dallol, Etiópia
Se você acha que alguns lugares no Nordeste brasileiro são muito quentes e até perigosos para a saúde dos habitantes, saiba que o ponto mais quente do Brasil ainda está longe de Dallol, uma cidade na Etiópia que marca 35 °C quando o dia está fresco.
Cercada pelo deserto de Danakil, Dallol tem uma temperatura média de 40 °C durante o ano e, entre junho e agosto, é comum que os moradores sobrevivam sob um sol de 47 °C. O cenário na cidade até lembra outro planeta: calor extremo, muitas rochas e areia.

etiopia
Wadi Halfa, Sudão
É uma cidade que está localizada no centro do deserto do Saara. O ar que dessa região subtropical tem uma forte influência na região vizinha, produzindo um seco e extremamente quente deserto.
A precipitação média é de 2,45 mm por ano.

Vale da Morte, EUA
Habitado por ao menos mil anos pela tribo dos Timbisha, o Vale da Morte ganhou o nome dos aventureiros que se atreveram a cruzá-lo no início do século 19, atraídos pela febre de ouro.
Em 1994, o local foi declarado parque nacional. Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas visitam o Vale da Morte a cada ano para desfrutar de sua espetacular paisagem desértica.
Entrar neste lugar quando as previsões meteorológicas apontam para temperaturas superiores a 53°C não parece ser uma boa ideia.

vale da morte
Deserto Lut, Irã
Na área, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a até 70°C.
Em persa, a região é chamada Dasht-e-Loot, o que significa algo como “deserto do vazio”. Mas apesar desse nome, foram descobertos ali água, insetos, répteis e raposas do deserto.

Tirat Tzvi, Israel
Nessa pequena cidade foi registrada a temperatura recorde asiática de 53,9°C (129,0°F) em 21 de junho de 1942.

Timbuktu, Mali – a cidade já registrou a sufocante temperatura de 54,4°C
É uma cidade no centro do Mali, capital da região de mesmo nome. Apesar de não mostrar o esplendor da sua época áurea, no século XIV e estar a ser engolida pela areia do deserto do Saara, ainda tem uma importância tão grande, como depositório de saber, que foi inscrita pela UNESCO, em 1988, na lista do Patrimônio Mundial.
A desertificação e a acumulação de areia trazida pelo vento seco harmattan já destruíram a vegetação, o abastecimento em água e muitas estruturas históricas da cidade.

Queesland, Austrália – caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C.
O clima de Queensland é essencialmente tropical e permite a existência vastas florestas tropicais e mangais junto à costa. O interior é seco e semidesértico.Graças ao seu clima e grande extensão de costa, Queensland é um destino bastante apreciado por veranistas australianos bem como turistas estrangeiros. As atracções principais do estado são a Grande Barreira de Coral e as ilhas costeiras.

Turfan, China – esta área fica a noroeste da província chinêsa de Xinjiang e já viu temperaturas acima de 50°C.
No local existe um peculiar sistema de irrigação subterrânea, que utiliza poços interligados por túneis que fornecem irrigação nas áreas desérticas. Este método de irrigação foi difundido em Xinjiang durante a época da Dinastia Han. Os poços recolhem a água corrente de neve derretida e são interligados de modo que a parte inferior de um poço é ligada com outro poço escavado em um terreno mais abaixo. A maioria desses túneis de irrigação se estendem por cerca de 3 Km, mas alguns chegam a ter 30 km de extensão. Há cerca de 1.100 desses poços na região de Hami e da Depressão de Turpan. Atualmente, o comprimento total desses túneis subterrâneos de irrigação na região de Xinjiang é estimado em 3.000 Km. Trata-se de uma façanha de engenharia comparável à Grande Muralha e ao Grande Canal. A plantação de uvas na região, somente é possível devido a existência desses poços.

Kebili, Tunísia – esta cidade tunisiana já registrou 55º C.
Situa-se à beira de um oásis do deserto do Saara, entre o Chott el Jerid (a noroeste) e o Chott el Fejaj (a nordeste), o território a norte constitui aquilo a que se poderia chamar uma península se os chotts fossem verdadeiramente lagos, já que é uma faixa de terra que separa os dois chotts que estão ligados por uma faixa estreita no sentido este-oeste. A cidade encontra-se 95 km a sudeste de Tozeur, 30 km a norte de Douz, 120 km a oeste de Gabès, 110 km a sul de Gafsa e 470 km a sul de Tunes (distâncias por estrada).

Ghadames, Líbia – Já registrou temperatura de 55°C

A boa notícia é que não há uma temperatura definida de quanto os humanos não conseguem mais aguentar e o grande problema é mesmo lidar com a umidade.

13.425 – Geologia – Há um Imenso Oceano no Interior da Terra (?)


oceanos2
Apesar de todos os avanços tecnológicos das últimas décadas, a composição do interior da Terra continua a ser uma grande interrogação científica. Uma hipótese, entretanto, ganha força entre os geólogos encarregados de elucidar o mistério: trata-se da possibilidade de que abaixo do manto terrestre, a uma profundidade entre 410 e 660 quilômetros, exista um gigantesco oceano.
Embora essa teoria venha sendo estudada há muito tempo, a primeira evidência apareceu em 2008, após a descoberta de um pequeno diamante, com apenas 3 milímetros de largura e pouco valor comercial. Na composição da pedra foi encontrado um mineral chamado ringwoodita, capaz de conter grandes proporções de água.
Após anos de análises, foi possível determinar que o diamante vem exatamente das profundidades da Terra, o que consiste na primeira prova da presença de um grande corpo subterrâneo de água. Se as evidências avançarem nesse sentido, se trataria de uma verdadeira revolução para a geologia e a compreensão do planeta.

13.416 – Uma Questão de Sobrevivência – Golfinhos espancam polvos antes de comê-los


polvo espancado
Foi o que descobriram cientistas da Universidade Murdoch, na Austrália, que passaram seis anos observando golfinhos no litoral do país.
O sistema nervoso dos polvos não é centralizado – ou seja, os tentáculos continuam funcionando mesmo se o cérebro deles for esmagado – e podem estrangular os golfinhos (os cientistas encontraram um golfinho morto por um tentáculo de 1,3 m, que ele tentou comer).

13.407 – Geografia – Ilhas Famosas e Abandonadas


Hashima (Japão) – No século 19, os japoneses descobriram que esta ilha possuía fartas minas de carvão e começaram a povoar o lugar para explorar o minério. Prédios foram construídos para servir essas pessoas, incluindo um hospital e uma escola. Nos anos 50, o lugar chegou a ter mais de 5 mil moradores. Em 1974, porém, a exploração parou e os habitantes se foram (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

hashima

 

Holland Island (EUA) – Esta ilhota na Baía de Chesapeake (EUA), banhada pelo Oceano Atlântico, ganhou muitos habitantes no século 19 devido ao boom da pesca e da agricultura. Em 1920, havia 360 residentes e a ilha chegou a ter 70 estruturas, incluindo uma igreja. No entanto, a erosão do solo diminuiu a área da ilha até que ela desaparecesse completamente em 2012 (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Poveglia (Itália) – É dividida em três pequenas ilhas. Uma delas abriga um forte octogonal construído no século 17. No século seguinte, virou ponto de parada de navios que iam para Veneza – até que dois deles atracaram com pessoas infectadas pela peste. Mais recentemente, no século 20, as estruturas foram transformadas num sanatório, até o local ficar desabitada nos anos 60. Hoje, a ilha italiana tem fama de ser assombrada (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Hirta (Escócia) – Esta ilha a 180 km da costa escocesa foi habitada até 1930, quando os últimos residentes foram embora. Hoje abriga uma estação de monitoramento de mísseis, mas não tem nenhum residente fixo. Mas há até um bar lá para atender os funcionários e marinheiros que passam por ali (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

North Brother Island (EUA) – Esta ilha e sua “irmã”, a South Brother, ficam pertinho de Manhattan, em Nova York. Durante um tempo, a North Brother abrigou um hospital especializado em doenças que exigiam quarentena, como varíola e tuberculose. Depois, virou um centro de reabilitação para dependentes químicos, que fechou nos anos 60. A ilha está desabitada desde então (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Spinalonga (Grécia) – Fortificada no século 16 para proteger o continente contra piratas e invasores, a ilha, que fica na Grécia, foi tomada pelos otomanos no século 18. No século 20, foi uma colônia para leprosos, o que alimenta boatos de que é assombrada. Hoje está desabitada, mas é muito visitada por turistas (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

spinalonga

13.334 – Heroínas no Cinema


heroina grafico
O último dos grandes super-heróis finalmente realizou o sonho do filme próprio: a Mulher-Maravilha, que chegou às telas depois de 75 anos. Nos últimos 40 anos, os estúdios filmaram mais de 150 longas adaptados de HQs – e apenas 13 são protagonizados por mulheres. (E olha que contamos quadrinhos mais alternativos, como Annie e Azul é a Cor Mais Quente).

1982 A Annie

1984 B Supergirl + C Sheena, a Rainha das Selvas

1985 D Guerreiros do Fogo

1989 E Brenda Starr

1995 F Tank Girl

1996 G Bela e Perigosa

2001 H Josie e as Gatinhas

2004 I Mulher Gato

2005 J Elektra

2013 K Azul é a Cor Mais Quente

2017 L A Vigilante do Amanhã + M Mulher-Maravilha + N Valerian e a Cidade dos Mil Planetas*

*Filmes que serão lançados em 2017

Resident evil 5

13.332 – Curiosidades – Por que, no xadrez, homens e mulheres não competem entre si?


xadrez
A guerra dos sexos rola no tabuleiro, sim, senhor.
Nas competições de xadrez, existem as categorias Absoluto e Feminina.
Na primeira, tanto mulheres como homens podem se inscrever. Ou seja, neste caso, não há distinção de gênero, em absoluto.
A história do xadrez tem origem controversa, mas é possível afirmar que o jogo foi inventado na Ásia. Atualmente, a versão amplamente difundida é a de que teria surgido na Índia com o nome de chaturanga e dali se espalhou para a China, Rússia, Pérsia e Europa, onde se estabeleceram as regras atuais. Entretanto, pesquisas recentes indicam uma possível origem na China do século III a.C., na região entre o Uzbequistão e a Pérsia antiga (atual Irã).
Um dos primeiros registros literários sobre o xadrez é o poema persa Karnamak escrito no século VI, e, a partir desta época, sua evolução é mais bem documentada e amplamente aceita no meio acadêmico. Após a conquista da Pérsia pelos árabes, estes assimilaram o jogo e o difundiram no ocidente, levando-o ao norte da África e Europa e até as atuais Espanha e Itália por volta do século X, de onde se expandiu para o resto do continente chegando até a região da Escandinávia e Islândia. No oriente, o xadrez se expandiu a partir da sua versão chinesa, o Xiangqi, para a Coreia e Japão no século X.
Por volta do século XV o jogo estava amplamente difundido pela Europa e, dentre as variantes existentes do jogo, a europeia foi a que mais se destacou, devido à rapidez proporcionada pela inclusão da Dama e do Bispo. Apesar de já existir literatura anterior sobre o xadrez na época, foi neste período que começaram a surgir as primeiras análises de aberturas em virtude das novas possibilidades do jogo.
As partidas começaram a ser registradas com maior frequência e mais estudos da teoria foram publicados. No século XVIII foram fundados os primeiros clubes para a prática do xadrez e federações esportivas na Europa, e em decorrência do grande número de pequenos torneios acontecendo por todo o continente, em 1851 foi realizado o primeiro torneio internacional em Londres. A popularidade das competições internacionais levou à criação do título de campeão mundial, vencido por Wilhelm Steinitz em 1886, e, em 1924, é fundada a Federação Internacional de Xadrez (FIDE), em Paris, que organiza a primeira Olimpíada de Xadrez e o mundial feminino, vencido por Vera Menchik.
Com o avanço da computação a partir da década de 1950, começam a surgir os primeiros programas que jogam xadrez, que acompanharam a evolução do processamento de informação e introduziram o jogo na era moderna com competições on-line e acesso facilitado às análises das partidas.

13.327 – Saiba se Você tem Inteligência Acima da Média


einstein
Se você acredita ser mais inteligente do que a média, há grandes chances de isso ser verdade: uma série de estudos mostra as estatísticas de uma pessoa ser mais inteligente do que o restante.

Se..
…for o filho mais velho. Um estudo realizado em 2007 na Noruega mostra que os filhos mais velhos tendem a ter um QI mais alto do que os mais novos. Segundo os pesquisadores, o que muda não é nascer primeiro, mas sim a criação como filho mais velho.

…teve aulas de música quando era criança. Em 2011, pesquisadores observaram a comunicação verbal de crianças com idades entre 4 e 6 anos de idade que tinham lições de música era maior do que a das que não tinham.

…não fuma. Ao avaliar 20 mil homens com idades entre 18 e 21 anos, cientistas israelenses descobriram que os que fumavam tinham 94 pontos de QI, enquanto os não fumantes tinham 101.

…é canhoto. Um estudo conduzido pelo psicólogo Stanley Scoren mostra que pessoas canhotas tendem a pensar mais fora da caixa do que as destras.

…tem um gato. Um estudo conduzido por cientistas da Universidade Carroll, nos Estados Unidos, revela que donos de cachorros tendem a ser mais extrovertidos, enquanto donos de gatos costumam ser mais inteligentes.

13.324 – Múmia é quem Acredita – Múmia alienígena é achada no Peru (?)


mumia
Múmia de Gesso

Um vídeo chamou a atenção da comunidade científica internacional: uma múmia alienígena foi encontrada perto da região de Nazca, no Peru, onde ficam as famosas linhas que ainda são cercadas de muito mistério. “Pera aí, Mega, alienígena?”. Se você se perguntou isso, a gente já adianta que a história é um pouco menos fantasiosa do que jura o site que a divulgou originalmente.

O pessoal do site Gaia garante que é uma fonte de conhecimento livre e independente, mas talvez a veracidade não seja o foco principal. Acontece que a tal múmia, que possui seis dedos alongados nos pés e nas mãos e é coberta por uma espécie de pó branco, pode ser apenas uma farsa criada por um grupo que adora fazer essas pegadinhas.
Segundo eles, estudos de DNA conseguiram mostrar que se tratava de alguém do sexo feminino, que acabou ganhando o nome de Maria. Entretanto, na sociedade pré-colombiana do Peru, era comum que os crânios fossem mais alongados e esse detalhe anatômico foi um dos principais argumentos dados pelos “cientistas” do Gaia para “provar” que se tratava de uma múmia extraterrestre.
Só que o suposto russo Michael Aseev, que aparece nas imagens como um especialista em análise genética, sequer é listado em sites de seu país relacionados a Ciências. Já Jaime Maussan e Jesus Zalce Benitez, que aparecem como membros da equipe que teriam encontrado a “múmia alienígena”, são velhos conhecidos das fake news: em 2015, eles já tinham inventado uma história semelhante, na qual outra múmia com feições humanas e alienígenas foi descrita como sendo de outro planeta. Por fim, um tal de Dr. Konstantin Kototkov, que também integra essa trupe malandra, tentou vender uma máquina que fotografa a alma das pessoas por US$ 850.
Outra característica estranha é o fato de a tal múmia ser inteiramente branca, dando a impressão de ser apenas um molde de gesso bem do mal feito, por sinal. As múmias costumam ter uma coloração mais parecida com a de couro envelhecido. Essa história deve servir para provar que nem tudo que está escrito na internet é verdade.

falso doutor
Doutor? Não é o que dizem as academias científicas da Rússia