13.341 – Astrobiologia – Por que a vida em Marte pode ser impossível?


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A probabilidade de que os astrônomos encontrem vida em Marte pode ter caído consideravelmente com a descoberta de que o planeta é coberto de tóxicos capazes de destruir qualquer organismo vivo. Segundo estudo publicado no periódico Scientific Reports, nesta quinta-feira, a combinação entre as substâncias químicas do solo marciano e a forte radiação ultravioleta que bombardeia a atmosfera seria fatal para microrganismos como as bactérias – ou seja, qualquer vida surgida no passado seria eliminada pelas condições atuais de Marte.
A descoberta, de acordo com os cientistas, deve ser considerada por futuras missões para a busca de vida no planeta, pois apenas organismos enterrados dois ou três metros sob a superfície estariam a salvo da radiação.
O estudo, feito por uma dupla de astrobiólogos da Universidade de Edinburgo, na Escócia, foi baseado na descoberta de percloratos, substâncias com alto conteúdo oxidantes, em solo marciano. Missões como a Viking, da Nasa, que pesquisou o planeta nos anos 1970, já havia encontrado indícios da substância, que teve a existência confirmada pela sonda Phoenix, em 2008, e pelas missões Curiosity e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Até agora os cientistas acreditavam que, apesar de o químico ser altamente tóxico para microrganismos, eventuais bactérias marcianas poderiam ter encontrado uma maneira de utilizá-lo como fonte de energia.
Para verificar essa possibilidade, Jennifer Wadsworth e Charles Cockell resolveram simular o ambiente marciano em laboratório e submeter a ele bactérias Bacillus subtilis, que são encontradas no solo terrestre e costumam contaminar sondas espaciais. Inicialmente, as bactérias foram expostas a perclorato de magnésio e bombardeadas com radiação ultravioleta em níveis semelhantes aos de Marte. Os pesquisadores perceberam que, com a presença do químico, os microrganismos morriam duas vezes mais rapidamente.
Em uma segunda leva de testes, peróxidos e óxidos de ferro, que também são encontrados no solo marciano, foram adicionados à combinação. Com as novas substâncias, as bactérias desapareciam onze vezes mais rapidamente do que no ambiente compostos apenas de percloratos e radiação.
“Apesar de suspeitarmos dos efeitos tóxicos de oxidantes na superfície marciana há algum tempo, nossas observações mostram que o solo atual de Marte é altamente deletério para as células, resultado de um coquetel tóxico de oxidantes, óxidos de ferro, percloratos e radiação UV”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Há vida em Marte?
O novo estudo, porém, não elimina a possibilidade de vida em Marte, segundo os cientistas. Isso porque ela pode ser encontrada no subsolo – onde estaria protegida das fortes radiações – ou mesmo se aproveitar das baixas temperaturas para se proteger. Quando Wadsworth e Cockell ajustaram a temperatura do experimento de 25°C para 4°C, a morte das bactérias foi sensivelmente reduzida, o que sugere que, em temperaturas amenas, talvez os microrganismos estariam a salvo. Em Marte, a média de temperatura fica em torno de -55°C. Além disso, as concentrações de perclorato não são uniformes na superfície marciana, o que poderia promover a existência de algumas áreas menos nocivas aos microrganismos.
Uma das possibilidades, de acordo com os astrobiólogos, seria encontrar vida no subsolo de Marte. Para confirmar essa hipótese, no entanto, as missões futuras ao planeta deveriam prever perfurações de até três metros na superfície.

13.311 – Astronomia – Os 5 planetas mais extremos já descobertos


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O mais frio
OGLE-2005-BLG-390Lb se parece com o código serial de algum videogame, mas é o nome de batismo do planeta mais frio já identificado pelos cientistas. O nome esquisito é mesmo culpa da falta de criatividade dos astrônomos. Toda essa frieza, porém, você pode colocar na conta do astro que o exoplaneta orbita, uma anã vermelha – tipo mais frio de estrela. Para ir para lá, precisaríamos mais do que um casaquinho: a temperatura chega a atingir os 223ºC – negativos, é claro.

O mais quente
A descoberta do mais esquentadinho é notícia recente – os cientistas identificaram o KELT-9b em 2016. Por lá, um dia comum tem temperatura na casa dos 4327 ºC. Para registrar temperaturas tão altas, o planetinha conta com um gerador potente: seu Sol (o quase xará KELT-9) é 2.5 vezes maior que o nosso.

O mais antigo
Quando o PSR B1620-26 b nasceu, isso tudo que hoje a gente chama de universo era mato. O apelido que recebeu dos cientistas, Matusalém, faz referência a um personagem bíblico, considerado o homem que mais tempo viveu. Comparados com esse planeta, no entanto, os 969 anos do personagem não dão nem para o cheiro. Cerca de 2.5 vezes maior que Júpiter esse ancião já conta cerca de 12.7 bilhões de anos.

O menor
O Kepler-37 foi identificado em fevereiro de 2013. Quase do tamanho da Lua, é menor do que Mercúrio e tem um terço do tamanho da Terra. Definitivamente não é dos melhores lugares do universo para programar uma visita nas férias de verão. Além da distância (demorados 210 anos-luz), você teria de encarar 426°C de temperatura.

O maior
Esqueça Júpiter. O DENIS-P J082303.1-491201 b é mais de 28 vezes maior. De tão grande, há cientistas que questionam a classificação atual do planeta, propondo que o gigante gasoso talvez devesse ser considerado uma anã marrom. Sua descoberta foi anunciada em agosto de 2013.

13.309 – Astronomia – Júpiter é o maior e também o primeiro planeta do Sistema Solar


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De acordo com um grupo internacional de cientistas, Júpiter já girava ao redor do Sol apenas um milhão de anos depois do início de nosso Sistema Solar, há 4,6 bi. O planeta, porém, tinha uma cara bem diferente da que tem hoje – 15 vezes menor que sua versão atual, e com um apetite voraz por gás e poeira
O estudo foi o primeiro a explicar a formação de Júpiter com dados medidos em laboratório. Diferente do que dá para fazer com a Lua, Marte ou a própria Terra, não conseguimos aterrissar no planetão para descolar um pedaço do gigante e estudá-lo sob o microscópio. A saída, então, foi recorrer a análise química de meteoritos antigos para cravar sua data de aniversário.
Após a explosão que originou o Sol, uma grande nuvem de gás e poeira tomava conta do Sistema Solar. O acúmulo contínuo desses detritos em um núcleo rochoso possibilitou a formação de Júpiter – que um milhão de anos depois de estrear em nosso Sistema Solar já tinha peso 20 vezes maior que o terrestre (hoje, nosso vizinho é 317 vezes mais pesado que a Terra).
Todo esse tamanho foi suficiente para “abrir um buraco” na nuvem de poeira criada na juventude do Sol. A gravidade de Júpiter impedia corpos celestes (como meteoritos) de chegarem perto de sua órbita. Isso criou, então, dois anéis empoeirados diferentes: um ficava de Júpiter para frente, e outro estava atrás do planeta. Isolados, ambos os reservatórios não trocavam material entre si por conta do sentinela gasoso.
Sem os planetas irmãos para atrapalhar o acesso à refeição empoeirada, Júpiter foi crescendo, e 3 milhões de anos depois de nascer, já era 50 vezes maior que a Terra. Por ter se aproximado mais do Sol, tornou-se menos resistente à passagem de asteroides, permitindo que meteoritos que estavam em anéis diferentes voltassem a se misturar. Hoje, sabe-se que esses corpos celestes estão concentrados entre Júpiter e Marte – e eventualmente dão seus alôs por aqui, assustando todo mundo ao passar perto da órbita da Terra.
Os cientistas conseguiram descobrir toda essa relação complexa analisando os isótopos de molibdênio e tungstênio em 19 meteoritos. A partir dessas características químicas, conseguiu-se determinar não só a idade de cada um (entre 1 e 4 milhões de anos mais novos que o Sol), mas também o reservatório que cada um habitava.
O fato é que, ainda que a passos curtos, vamos descobrindo cada vez mais informações sobre o vovô de nosso Sistema Solar. Com a sonda Juno, que permanecerá mais uns meses orbitando Júpiter, dá para dizer que estamos mais íntimos do que nunca do planetão – mesmo que observando a 1.26 milhão de milhas de distância.

13.256 – Bioastronomia – Sistema Solar reside num pequeno oásis galáctico para a vida


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Segundo um estudo recente, o Sistema Solar está localizado no lugar certo da Via Láctea para permitir a existência de vida — um “oásis” relativamente pequeno em meio a uma galáxia largamente inóspita.
O trabalho, aceito para publicação no periódico “Astrophysical Journal”, foi liderado por Jacques Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, e envolveu a combinação entre dados precisos de posições de estrelas jovens e cálculos detalhados de suas órbitas ao redor do centro galáctico.
A Via Láctea é uma galáxia espiral de porte respeitável, com cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro e pelo menos 100 bilhões de estrelas, das quais o Sol é apenas uma. Todas elas estão em órbitas ao redor do núcleo da galáxia, onde reside um enorme buraco negro. Mas nosso astro-rei está bem afastado do centro, localizado a 26 mil anos-luz de lá — mais ou menos a metade do caminho até a periferia galáctica.
Há algumas décadas, ao analisarem as diferenças circunstanciais entre as regiões mais centrais da galáxias (com alta densidade de estrelas) e as partes mais afastadas (em geral povoadas por estrelas com baixo conteúdo de elementos mais pesados, como carbono, oxigênio e ferro), os astrônomos começaram a trabalhar o conceito de “zona habitável galáctica” — uma faixa ao redor da Via Láctea onde a potencial presença de vida seria mais favorecida.
O raciocínio básico é que, nas regiões mais internas, devido à grande concentração de estrelas, não só os sistemas planetários estão mais sujeitos a desestabilização por encontrões entre estrelas vizinhas como também existe maior risco de esterilização por explosões de supernovas próximas.
Em compensação, nas regiões mais externas, o problema é a falta de elementos químicos pesados, que são essenciais à formação de planetas habitáveis e, em última análise, de seus potenciais habitantes.
Restaria portanto apenas um anel a uma distância média do centro galáctico que teria as condições certas para a vida. O Sol, naturalmente, estaria nessa faixa.
Em tempos recentes, inclusive, houve pesquisadores defendendo a hipótese de que se podia estabelecer uma correlação entre as extinções em massa que aconteceram em nosso mundo com as potenciais travessias pelos braços galácticos, embora essa conexão nunca tenha sido estabelecida de forma clara. E agora sabemos o porquê.
O estudo dos pesquisadores da USP mostra que, na verdade, o Sol nunca cruza os braços espirais da Via Láctea. Nunca.
De acordo com os cálculos, nossa estrela está presa num padrão de ressonância que faz com que o período de sua órbita — cerca de 200 milhões de anos — seja o mesmo dos braços espirais. Ou seja, se o Sol avança em seu percurso galáctico no mesmo ritmo que o braço de Sagitário, que vem antes dele, e que o braço de Perseu, que vem depois, eles jamais se encontram.
A descoberta também ajuda a explicar a existência de um braço anômalo na nossa região da Via Láctea, chamado de “Braço Local”, que consiste em essência numa estranha fileira de estrelas. Essas são justamente as estrelas que, a exemplo do Sol, ficaram presas nesse padrão de ressonância e também nunca têm um encontro potencialmente desagradável com os braços galácticos.
Se a travessia dos braços realmente oferece perigo para a vida — algo que não sabemos com certeza –, o trabalho deve levar a uma importante revisão do conceito de “zona habitável galáctica”, restringindo-a somente a essas áreas onde as estrelas são capturadas nesse padrão particular de ressonância. De acordo com os pesquisdores, existe um desses “oásis” entre cada um dos quatro braços espirais da Via Láctea — são quatro, portanto.
Confira a seguir uma pequena entrevista que o Mensageiro Sideral fez com Jacques Lépine, o autor principal do estudo.

13.249 – Em Marte Cedo ou Tarde – Astronomia: O plano da Nasa para ir a Marte


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Durante o evento Humans to Mars 2017, realizado em Washington, a Nasa apresentou dados concretos sobre seu plano para levar astronautas a Marte na década de 2030.

FASE ZERO
O plano foi dividido em quatro fases e, no momento, estamos, adivinhe, na fase zero. Essa “pré-etapa” envolve testar tecnologias a bordo da Estação Espacial Internacional, que orbita a meros 400 km da superfície da Terra.

FASE UM
A primeira etapa para valer começa a partir de 2021 e se estende por quatro voos do megafoguete SLS, que deve realizar seu primeiro voo-teste em 2019. Cada uma dessas missões levará uma cápsula Orion com quatro astronautas às imediações da Lua, além de um módulo para a construção de uma estação que terá a função de servir como “porto espacial”. A Nasa está chamando essa nova estação de Deep Space Gateway e espera que ela esteja pronta ao redor de 2026.
FASE DOIS
O Gateway poderá apoiar exploração lunar — controlando robôs remotamente e mesmo sendo usado como ponto de partida para missões tripuladas ao solo –, mas sua principal função será servir como porto para o Deep Space Transport, o veículo interplanetário que deve transportar humanos até Marte. A segunda fase envolve uma missão tripulada de um ano com esse veículo nas imediações da Lua — um voo de teste dos sistemas –, em 2028.

FASE TRÊS
Confirmado o sucesso da nave interplanetária em manter uma tripulação viva e bem por um período de tempo longo, chega a hora do primeiro voo até Marte. Ele deve acontecer ao redor de 2033 e, entre ida e volta, consumir cerca de mil dias — quase três anos.

FASE QUATRO
Finalmente, chega o ponto em que pousaremos em Marte. Ainda não há arquitetura fechada para essa etapa final, exceto pelo fato de que ela envolverá, além da nave interplanetária, um módulo de pouso e ascensão marciano. Mas, para tudo isso acontecer, a Nasa espera conseguir parceiros internacionais que contribuam elementos tanto para o Gateway como para as missões marcianas.

 

13.202 – Mais uma superterra na lista dos alvos para a busca por vida fora do Sistema Solar


Um grupo internacional de cientistas anunciou a descoberta de um mundo rochoso, maior que a Terra, orbitando na zona habitável de sua estrela a cerca de 40 anos-luz daqui. O que deixa os pesquisadores empolgados é que sua modesta distância, a exemplo do sistema recém-descoberto Trappist-1, permitirá a busca de sinais de vida por lá nos próximos anos.
A pequena LHS 1140, localizada na constelação austral da Baleia, é uma anã vermelha, com cerca de 15% da massa do nosso Sol. Trata-se de uma estrela já madura, com mais de 5 bilhões de anos, e agora os astrônomos descobriram que ela tem um planeta com diâmetro 40% maior que o da Terra — uma “superterra”, no jargão dos cientistas — que completa uma volta em torno de sua estrela a cada 25 dias.
A descoberta original foi feita com a rede de telescópios MEarth, destinada justamente a buscar planetas similares ao nosso em torno de anãs vermelhas próximas. São dois conjuntos de quatro telescópios de 40 cm de abertura, um instalado no Arizona, no hemisfério Norte, e outro no Chile, no hemisfério Sul. Com isso, os astrônomos têm acesso a 100% da abóbada celeste para as buscas.
Os telescópios fazem descobertas medindo a pequena redução de brilho causada pela passagem de um planeta à frente de sua estrela-mãe, o famoso método dos trânsitos. A técnica é boa para fornecer o diâmetro planetário, mas em geral não permite estimar a massa.

No caso de LHS 1140b, contudo, os astrônomos solicitaram uma bateria de observações com o Harps, um espectrógrafo instalado no telescópio de La Silla, do ESO, também no Chile. É um instrumento que permite medir o bamboleio gravitacional da estrela conforme ela é atraída suavemente, para lá e para cá, por planetas girando ao seu redor. O método é complementar e permite estimar a massa dos planetas, mas não seu diâmetro. Após 144 medidas precisas da chamada “velocidade radial” da estrela (termo técnico para o “bamboleio”), os cientistas puderam estimar que o planeta tem cerca de 6,6 vezes a massa da Terra (com uma margem de erro significativa de 1,8 massa terrestre).
Pode parecer um número enorme, mas lembre-se de que essa massa toda também se distribui por um volume bem maior, porque o diâmetro do planeta é 40% maior que o nosso. Calculando o volume interno de LHS 1140b (lembra da fórmula das aulas de geometria? V=4/3.π.r3), dá cerca de três vezes o terrestre. Nessas horas, é melhor usar o parâmetro da densidade, que é dada pela massa dividida pelo volume. Nesse sentido, podemos dizer que o mundo recém-descoberto é cerca de duas vezes mais denso que o nosso — provavelmente com um núcleo metálico mais avantajado que o da Terra.
De toda forma, em todas as faixas de massa estimadas, o planeta seria rochoso (planetas gasosos têm densidade muito menor) e estaria numa posição do sistema que, em tese, permitiria a presença de água em estado líquido na superfície. Com efeito, em sua órbita, LHS 1140b recebe cerca de metade da radiação que o Sol nos dá — um pouquinho mais do que Marte recebe no Sistema Solar.
E o mais interessante: “Porque LHS 1140 é próxima, telescópios atualmente em construção podem ser capazes de procurar gases atmosféricos específicos no futuro”, escrevem os autores liderados por Jason Dittmann, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, em seu artigo na “Nature”.
Com isso, o planeta LHS 1140b se junta aos mundos do sistema Trappist-1 na lista de alvos preferenciais para o Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado pela Nasa em 2018, assim como para os telescópios de solo de próxima geração, que devem começar a operar na próxima década.
A ideia é que esses futuros equipamentos, mais sensíveis, possam observar a estrela no momento em que o planeta passar à frente dela. Com isso, parte da luz atravessaria a borda da atmosfera planetária, carregando consigo uma “assinatura” dos gases presentes.

13.060 – Iglus podem permitir a presença humana em Marte


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Uma espécie de iglu, similar àqueles que encontramos no polo norte, pode ser a solução para a vida em Marte daqui a alguns anos.
O iglu marciano segue o mesmo princípio dos terrenos: criar uma barreira para proteger os moradores contra os agentes externos – no caso de Marte, a radiação letal emitida pelo sol e por outros astros.
O projeto, criado pela Nasa em parceria com laboratórios de pesquisa e design, é bastante simples: desenvolver uma oca inflável que pode ser preenchida com água. O líquido irá congelar rapidamente diante das temperaturas marcianas, que podem chegar a -140oC, e criar um ambiente que permita, por exemplo, viagens exploratórias ao planeta vermelho. Além de tudo, o material é leve e fácil de transportar.
A água é bastante eficaz no bloqueio e controle da radiação. Basta uma camada de cinco centímetros de gelo para manter os raios gama e ultravioleta a níveis seguros.
Será que teremos um condomínio de iglus marcianos nos próximos anos?

12.845 – Cientistas detectam raios X misteriosos vindos de Plutão


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Um comunicado da NASA afirma que a descoberta poderá revolucionar tudo o que se acreditava saber sobre a atmosfera do planeta anão.
A essência de Plutão, um astro frio e rochoso, sem campo magnético próprio, faz com que ele não possa emitir raios X naturalmente. Entretanto, é possível que a interação entre os gases que o circundam e o vento solar (partículas carregadas e emitidas pelo Sol em um fluxo contínuo) seja capaz de produzi-los.
O que intriga os astrofísicos responsáveis pela descoberta é a intensidade do sinal detectado. Carey Lisse, pesquisadora do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, explica: “descobrimos que Plutão está interagindo com o vento solar de uma forma inesperada e energética”.
As hipóteses propostas pela equipe de Lisse são duas. Por um lado, eles acreditam que é possível que Plutão possua um armazenamento de gases muito maior do que se imaginava, sendo, definitivamente, um corpo celeste mais próximo a um cometa que a um planeta. Por outro lado, acreditam que, seguindo os princípios de outras teorias físicas, por algum motivo, as partículas carregadas que chegam do Sol totalizariam uma quantidade muito maior do que a esperada e, dadas as características do planeta anão, estariam formando uma espécie de anel energético ao seu redor.

12.789 -NASA encontra vulcão que expele água e sal no planeta anão Ceres


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Um vulcão de água gelada com metade do tamanho do Everest. Parece umaatração de parque aquático, mas é a nova arma do asteroide Ceres para ganhar alcançar a fama. A descoberta feita pela equipe de Ottaviano Ruesch, da NASA, foi publicada na Science.
Descoberto no século 19, o irmão de Plutão foi inicialmente alçado ao título de provável décimo planeta do Sistema Solar, mas as definições de planeta anão foram atualizadas, e Ceres acabou rebaixado à mesma categoria do ex-nono planeta.
Para os parâmetros de sua vizinhança, porém, Ceres é bem nutrido: um terço de toda a massa do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter corresponde a ele. Não bastasse o tamanho razoável, ele ainda prega peças nos observadores. Já foram registradas crateras que desapareceram de sua superfície sem deixar vestígios e inexplicáveis manchas brilhantes.
Sua nova carta na manga é o vulcão Ahuna Mons, que, em vez de lava, expele água e sal. Isso mesmo, uma ótima ideia para colocar um pouco de macarrão na mistura e improvisar um jantar cósmico. O nome do vulcão é criovulcão, ou vulcão gelado.
Ninguém o viu em atividade, mas há bons motivos para acreditar que ele estaja ativo, sim: não há atividade tectônica no planeta anão, o que excluí a possibilidade de que uma elevação geográfica tenha se formado pelos mesmos processos que deram origem às cordilheiras terráqueas. E foi possível verificar que a erosão não é significativa. “O único processo que pode formar uma montanha isolada é o vulcanismo”, explicou Rausch ao Business Insider.
Essa é a mais clara evidência de um vulcão gelado já encontrada. E a existência dessa bizarrice cósmica pode revelar detalhes fascinantes das características químicas e geológicas do astro. “Nós haviamos visto pistas de atividade criovulcânica no passado, mas não tínhamos certeza. Essa é uma descoberta importante que restringe as formas como Ceres pode ter se desenvolvido”, afirmou Ruesch ao veículo americano. “A montanha na superfície nos conta o que está acontecendo em seu interior.”
Entre outras possíveis implicações da descoberta, a presença de sal diminui a temperatura de solidificação da água, o que pode explicar a características que resultam da circulação de fluidos mesmo em temperaturas tão baixas (a mínima, por lá, é -106ºC, e a máxima, -34º).

12.771 – Cientistas acreditam que Vênus foi habitado no passado


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Cientistas do Planetary Science Institute (PSI), no Arizona, EUA, fizeram uma simulação da evolução de Vênus, com resultados surpreendentes.
Segundo suas conclusões, o planeta teria sido habitado há milhões de anos.
Atualmente, Vênus possui uma atmosfera composta por nuvens tóxicas incandescentes e sua temperatura média é de 463°C, o que faz do planeta um ambiente extremamente hostil para o desenvolvimento de vida.
Mas nem sempre foi assim. Os pesquisadores acreditam que, devido à alta quantidade de átomos de deutério na sua superfície, há uma probabilidade grande de que tenha havido muita água no planeta. Por isso, concluem que teriam existido nele as condições necessárias para o surgimento e evolução de vida inteligente.
Os especialistas tentam determinar agora quais são os fatores responsáveis por um planeta com as características similares às da Terra ter se transformado no que Vênus é hoje. Eles acreditam que, há aproximadamente 715 milhões de anos, seus oceanos se evaporaram e suas paisagens foram transformadas radicalmente com a erupção de toneladas de massa vulcânica.

12.711- Peso Pesado no Sistema Solar – Se a gravidade da Terra fosse igual à de Júpiter…


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Para ter muita gravidade, tio Newton ensinou, você precisa de muita massa. Nesse caso, 15,6 mais massa, com a Terra passando das esbeltas 6 sextilhões de toneladas que tem hoje para as jovianas 90 sextilhões de toneladas. Mas isso não deixaria a circunferência do nosso planeta tão grande assim – ela seria só 2,5 vezes maior. A circunferência de Júpiter, para comparar, é 11 vezes maior que a nossa. A rochosa Terra não precisaria crescer tanto, enfim, porque é mais densa: cada metro cúbico da Terra tem bem mais massa que cada um do planeta gasoso.
A mudança mais óbvia é tão óbvia que não precisamos nem mencionar (mencionando: você seria 15 vezes mais pesado). Agora vamos às mudanças mais inusitadas. Uma delas é que o ano teria 52 meses, com sete dias cada um. É que a gravidade extra aceleraria a Lua. O satélite iria girar quatro vezes mais rápido, completando uma volta a cada sete dias. Como a idéia de mês é baseada no tempo entre duas luas novas, as primeiras civilizações da Terra instituiriam que um anos tem 52 meses.
O clima mudaria bastante também. A gravidade extra achataria a atmosfera a ponto de ela ficar com só 30% da espessura que tem hoje. Na prática, isso traria um frio montanhoso para lugares que hoje são relativamente quentes. Uma cidade como São Paulo, que fica a 760 metros de altitude, teria o clima equivalente ao de lugares que ficam a quase 2 mil metros, como Campos do Jordão (SP), onde há temperaturas negativas no inverno. Já as montanhas com mais de 5 mil metros ficariam na estratosfera, onde a temperatura para de diminuir com a altitude, estabilizando-se por volta de 60 graus negativos. O pico do Everest, aliás, roçaria na camada de ozônio.
A atmosfera mais curta também seria mais seca. As nuvens não teriam espaço para crescer a ponto de formar chuva. Pelo menos não na quantidade de hoje. A evaporação da água do mar geraria nevoeiros, e as gotículas que eles formam seriam nossa única fonte de água doce. Sem água o bastante, é provável que as espécies mais complexas de vida terrestre jamais tivessem surgido – a começar pela nossa. Mas essa é a melhor das hipóteses. Nas pior, nos adaptaríamos a viver com água de nevoeiro, mas sob a pena de nunca, jamais, se dar ao luxo de ficar de ressaca. Melhor deixar a gravidade de Júpiter por lá mesmo.

12.658 – Astrônomos descobrem planeta maior do que Júpiter orbitando 3 sóis


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Nomeado como HD 131399Ab, trata-se de um gigante quatro vezes maior do que Júpiter, 11 vezes maior do que a Terra e que possui em sua órbita três sóis.
Apesar de não ser o primeiro planeta do tipo encontrado, ele está sendo considerado como o mais estranho para os cientistas. Por causa de sua órbita longíssima, de 550 anos, eles acreditam que a luz do dia ali é quase constante, havendo três amanheceres e entardeceres por dia, dependendo da estação, “que pode durar mais do que uma vida humana”, segundo Kevin Wagner, um dos autores da descoberta publicada pela revista Science.
Inabitável para qualquer ser humano, graças as suas temperaturas que podem chegar a 586 °C – o que ainda é considerado frio para o padrão dos exoplanetas – ele ainda é formado por nuvens de pedra de silicado que são do tamanho de cigarros, de acordo com o estudo. Trata-se de um corpo relativamente jovem – de cerca de 16 milhões de anos – que forma um sistema de múltiplas estrelas: uma pouco maior do que o Sol ao centro, duas outras menores que orbitam uma a outra e, entre estrelas menores, está o HD 131399Ab.
A preocupação dos cientistas, no entanto, é que esses sistemas costumam ser instáveis, já que as forças gravitacionais das estrelas competem entre si. Nessa disputa, nenhuma delas costuma levar a melhor, porque os planetas acabam sendo ejetados. Agora, a partir dessa descoberta, os pesquisadores acreditam que esse tipo de planeta seja mais comum do que se pensava.
“Pessoalmente, estou mais interessado na órbita do planeta”, disse Wagner ao The Atlantic. “É improvável, mas existe uma chance de o sistema não ser tão estável quanto achamos que é, e até que ele nem orbite as estrelas. Em alguns anos, poderemos ver como ele se move e aí poderemos ter certeza”.

12.610 – Colonização de Planetas – As opções mais habitáveis do Sistema Solar


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Sim, se fôssemos sair da Terra, qual seria o melhor lugar para se viver no nosso Sistema Solar? Nenhuma das opções é tão habitável quanto o nosso planeta, mas elas têm a vantagem de ainda não terem sido estragadas pela humanidade. Então é uma questão de pesar risco e benefícios.
Marte
Tem sido a opção número 1 por ser um planeta razoavelmente parecido com a Terra em relação a gravidade, e o fato de ser perto permite uma viagem de até 9 meses. Conta com água sólida nos polos e líquida abaixo do solo, e Sol o bastante para aproveitar energia solar. Não há muita atmosfera, mas ela existe, bloqueando um pouco da radiação solar.
A parte ruim: A vida deve ser restrita a ambientes fechados, porque a atmosfera marciana é extremamente rarefeita, fazendo com que a água evapore em temperaturas muito baixas (menos do que a temperatura do corpo humano). Isso significa que a água no corpo de uma pessoa exposta iria evaporar em pouco tempo, causando uma morte horrível. A radiação ainda é forte demais para uma vida saudável.

Lua
É a opção mais próxima. É possível chegar lá com poucos dias de viagem, tornando a Lua a alternativa mais fácil para aquela fuga rápida do planeta Terra. Também existe a crença de que existe água congelada nos polos, minérios, e Hélio-3, que seria uma boa fonte de energia radioativa.
A parte ruim: sem atmosfera, a Lua é bombardeada por radiação solar. A poeira lunar também se provou um problema sério nas viagens das espaçonaves Apollo. Além disso, há o fato de que, se você realmente quer sumir da Terra, a Lua pode ser perto demais.

Vênus
Em vez de ir para o quarto planeta do Sistema Solar, que tal ir para o segundo? Vênus tem atmosfera, ao contrário de Marte e da Lua. No entanto, a pressão do ar em Vênus em sua superfície é esmagadora (equivalente a quase 1 km de profundidade nos oceanos terrestres), e o calor é insuportável (460° Celsius). No entanto, a NASA já estuda alternativas viáveis que incluem criar cidades voadoras em Vênus, a 50 quilômetros da superfície; nesta altitude, as temperaturas variam entre 0°C e 50°C e a pressão atmosférica é próxima da terrestre.
A parte ruim: se a ideia de viver para sempre em um balão não agrada, o fato de as chuvas serem formadas por ácido sulfúrico, que é fortíssimo e altamente corrosivo, também não é muito atraente. Além disso, o fornecimento de água e metais seria complexa, devido à espessa atmosfera do planeta, dificultando o lançamento e pouso das naves.

Titan
Esta lua de Saturno tem uma vantagem muito clara: energia aos montes. Ela possui oceanos inteiro de metano puro, que é um gás altamente inflamável, mas lá está em estado líquido. A pressão atmosférica é próxima à da Terra (1,4 vezes a pressão), tornando desnecessário o uso de uma roupa pressurizada (mas ainda seria necessário usar uma máscara para respirar). Há nitrogênio e amônia na atmosfera que poderiam ser usadas para fertilizar hortas em estufas e pode haver água sob a superfície. A atmosfera também é espessa o bastante para filtrar a radiação solar.
A parte ruim: Bom, a lua está perto de Saturno, que é muito longe do Sol. O resultado disso é que a temperatura média em Titan é de -180° Celsius. Além disso, a distância em relação à Terra significa que a viagem até lá demoraria vários anos com os sistemas de propulsão atuais.

Callisto
Júpiter tem várias luas, e Europa é a mais famosa, sempre lembrada quando falamos em chances de vida extraterrestre. No entanto, Callisto é interessante por vários motivos. O fato de estar mais distante de Júpiter significa que recebe menos radiação do gigante gasoso. Além disso, já foi observado gelo na superfície da lua, e tudo indica que haja um oceano salgado a uma profundidade entre 50 e 200 quilômetros. A própria NASA já começou a estudar a possibilidade de enviar humanos a Callisto pela sua estabilidade geológica e a possibilidade de transformar o gelo da superfície em propulsor de foguetes.
A parte ruim: também é longe para chuchu da Terra, dependendo de uma viagem de vários anos. A atmosfera também é fina, gerando problemas como na Lua da Terra e Marte. A radiação que recebe de Júpiter é menor do que outras luas jupterianas, mas ainda é maior do que Titan, por exemplo. Além disso, Callisto recebe apenas 4% da luz solar que a Terra recebe, dificultando bastante a captação de energia.

12.543 – Astrônomos podem ter desvendando mistério da origem da vida na Terra


terra e lua
A nova teoria está relacionada com a atividade solar registrada há quatro bilhões de anos. De acordo com eles, o clima espacial extremo da época pode ter criado a fagulha que permitiu o surgimento dos seres vivos.
Hoje em dia, se uma tempestade solar atingisse nosso planeta, poderia haver consequências catastróficas. Mas nos primeiros anos da Terra, esses eventos eram comuns. Utilizando o Telescópio Espacial Kepler, da NASA, pesquisadores observaram as atividades de estrelas jovens similares ao nosso Sol. Esses corpos celestes são extremamente eruptivos, capazes de liberar quantidades gigantescas de energia por meio de “superlabaredas solares”.
O cientista Vladimir Airapetian, da NASA, acredita que se nosso Sol era igualmente ativo há quatro bilhões de anos, ele pode ter criado as condições para o surgimento da vida na Terra. De acordo com a teoria do pesquisador, quando as superlabaredas atingiram nossa atmosfera, elas deram início a reações químicas que criaram um clima de efeito estufa através de gases, além de terem estimulado outros elementos essenciais para produzir vida.
Airapetian descobriu que estrelas do tipo G, como o Sol, são pura dinamite durante seus anos iniciais, liberando pulsos de energia equivalentes a 100 trilhões de bombas atômicas. Nos primórdios do nosso planeta, as partículas solares resultantes dessas explosões teriam colidido com nitrogênio, dióxido de carbono e metano. “Essas partículas interagiram com moléculas que estavam na atmosfera, criando novas moléculas – como uma reação em cadeia”, explica.
A interação solar-atmosféricas teria produzido óxido nitroso, um gás com 300 vezes mais potencial de aquecimento do que o CO2. Outro produto resultante das tempestades solares, o cianeto de hidrogênio poderia ter fertilizado a superfície da Terra com o nitrogênio necessário para formar os blocos de construção da vida. Outros cientistas estão agora usando a teoria de Airapetian para comprovar sua veracidade.

12.523 – Marte está saindo de uma longa era glacial, aponta pesquisa


Marte 2
Marte está saindo de um longo período glacial, segundo medições feitas em suas camadas de gelo polar. Com isso, pode ser possível determinar quando o planeta vermelho foi habitável.
O estudo foi publicado na revista “Science”. Os pesquisadores, entre eles Isaac Smith, do Southwest Research Institute (Instituto de Pesquisa Southwest), em Boulder (Colorado), nos Estados Unidos, analisaram os dados e determinaram que o planeta está saindo da era do gelo há cerca de 370 mil anos.
Essa descoberta é baseada em observações feitas pelo radar da Nasa (agência espacial americana) localizado a bordo do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, que mapeou a superfície marciana. A pesquisa permite uma melhor compreensão das variações do clima em Marte e suas diferenças em relação à evolução do clima da Terra. Tal como na Terra, Marte também tem ciclos estacionários, embora esses sejam mais longos e afetem a distribuição de gelo. As estações também poderiam ser mais acentuadas no planeta vermelho, porque o eixo de rotação de Marte varia até 60 graus, por períodos que vão desde centenas de milhares a milhões de anos.
Em comparação com o eixo sobre o qual gira a Terra, o de Marte não varia mais do que dois graus nos mesmos períodos. Essa grande variedade de seu eixo de rotação determina a quantidade de luz solar que atinge várias latitudes sobre a superfície do planeta e determina a estabilidade do gelo. O superaquecimento, em latitudes médias, faz com que o gelo se acumule nos polos.
Graças a medições da espessura da calota polar, os pesquisadores estimaram que, desde o fim da última era glacial, cerca de 370 mil anos atrás, houve acumulo de cerca de 87 mil quilômetros cúbicos de gelo, principalmente no Polo Norte. Esse volume é equivalente a uma espessura de 60 cm, se a quantidade de gelo é distribuída uniformemente sobre toda a superfície do planeta.
Os resultados dessa pesquisa vai permitir o desenvolvimento de novos modelos climáticos tendo em conta o movimento do gelo entre os polos e as latitudes médias durante os ciclos climáticos.

12.487 -Astronomia – Nasa descobre 1.284 novos planetas fora do Sistema Solar


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A Nasa anunciou a descoberta de 1.284 novos planetas fora do Sistema Solar – é o maior conjunto de novos planetas já anunciado, de uma só vez, pela agência espacial. Eles foram vistos pelo telescópio espacial Kepler e, do total, 550 planetas podem ser rochosos, como a Terra, e nove deles estão em zona potencialmente habitável – ou seja, ficam a uma distância tal de suas estrelas que possibilitam a ocorrência de temperaturas ideais para que exista água líquida sobre a superfície, principal condição para o surgimento de vida. Com esses nove, atualmente são 21 os planetas potencialmente habitáveis já identificados no Universo – os melhores candidatos a uma “nova Terra”.
“Este anúncio mais do que duplica o número de exoplanetas descobertos pelo telescópio Kepler”, afirmou Ellen Stofan, cientista-chefe da agência espacial americana, em um comunicado. “Isso nos dá esperança de que em algum lugar lá fora, em torno de uma estrela muito parecida com a nossa, poderemos, eventualmente, descobrir uma outra Terra.”
Candidatos a Terra – A análise foi publicada nesta terça-feira no periódico Astrophysical Journal e feita com 4.302 “candidatos a planeta”, nome que recebem os dados do telescópio que indicam a probabilidade da existência de um planeta orbitando uma estrela fora do Sistema Solar. Por meio de uma nova metodologia estatística, o astrofísico Timothy Morton, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, conseguiu analisar um grupo grande de candidatos de uma só vez.
Com o novo método, Morton verificou que 1.284 têm uma probabilidade maior que 99% de serem planetas, enquanto 1.327 requerem mais estudos para serem verificados como planetas. O estudo validou ainda 984 candidatos que já haviam sido verificados como planetas por outras técnicas e descartou a existência de 707 planetas, que devem ser algum outro tipo de evento astronômico.
Essas análises são possíveis porque o observatório espacial Kepler, lançado em 2009, monitora 150.000 estrelas em busca de sinais de planetas, particularmente aqueles que poderiam ser capazes de sustentar a vida. O instrumento capta o escurecimento da luz da estrela, conhecido como trânsito, cada vez que um planeta passa orbitando diante dela. É um evento semelhante ao trânsito de Mercúrio que pode ser observado nesta semana – o telescópio percebe a diminuição da luminosidade da estrela quando algum objeto passa por ela.
Dos cerca de 5.000 candidatos a planetas encontrados até agora, mais de 3.200 já foram verificados pelos cientistas – 2.325 deles foram descobertos pelo Kepler.

12.472 -Astronomia – Mais sobre os Exoplanetas


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Dessa vez, a descoberta vai além da mera possibilidade: na Bélgica, um grupo de cientistas encontrou três planetas muito parecidos com a Terra – e, pela primeira vez, são astros que permitem que se estude a atmosfera local para determinar se há ou não vida por lá.
Os planetas estão a cerca de 36 anos-luz de distância da Terra, e orbitam uma estrela batizada de Trappist-1, que é bem menor, menos brilhante e mais fria do que o nosso Sol. Os planetas, que têm quase o mesmo tamanho da Terra, estão quase 100 vezes mais próximos da Trappist do que nós do Sol. A tal estrela foi descoberta por um time de astrônomos da Universidade de Liège, na Bélgica, fica na constelação de Aquário, e é tão pequena que sequer pode ser vista a olho nu daqui.
Mas é justamente por isso que a descoberta é tão importante. O raciocínio é o seguinte: para determinar se um planeta pode ou não abrigar vida, os cientistas precisam estudar os gases que formam a atmosfera local. Para isso, eles analisam a deformação da luz no planeta – a lógica é que, como cada gás deforma a luz de um jeito específico, dá para determinar que gases estão presentes por ali. O problema disso é que as estrelas maiores e mais quentes, que costumam ser as primeiras apostas para procurar vida, ofuscam tudo o que estiver próximo a elas (mais ou menos como o Sol durante o dia, aqui na Terra), o que torna impossível essa análise de gases. E aqui está a novidade: a Trappist é tão escura e pequena que os astrônomos conseguem enxergar o caminho da luz nos três planetas e determinar a composição gasosa de cada atmosfera. Bingo!
O engraçado é que, até agora, ninguém havia prestado muita atenção na tal estrelinha. Mas foi só observar o sistema um pouco mais para perceber que uma organização planetária desse tipo nunca havia sido encontrada antes. Por isso, os cientistas belgas estão otimistas: no artigo em que revelam a descoberta, eles concluem dizendo que “se vamos começar a procurar vida na galáxia, este com certeza é o melhor lugar”.

12.463 – Astronomia – Descoberto grupo de 3 planetas habitáveis


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Um grupo internacional de astrônomos anunciou a descoberta de três planetas potencialmente habitáveis.
No entanto, o press release produzido pelo ESO (Observatório Europeu do Sul) “vendeu” esses mundos como “potencialmente habitáveis”. Eles estão mentindo? É uma pegadinha? Não, é só uma consequência de estudarmos planetas num sistema tão radicalmente diferente do nosso.

A estrela Trappist-1 é o que os cientistas chamam de anã vermelha ultrafria, com temperatura superficial de cerca de 2.300 graus Celsius e apenas 8% da massa do Sol. É uma estrelinha, cujo diâmetro é mais parecido com o de Júpiter do que com o solar. Por consequência, o sistema também se parece mais com o das grandes luas jovianas do que com o espaçoso Sistema Solar. Os três planetas que cruzam ocasionalmente à frente da estrela — e com isso “entregam” sua existência a telescópios na Terra — provavelmente estão numa trava gravitacional, o que significa que eles têm a mesma face virada para a estrela o tempo todo (como Io, Europa, Ganimedes e Calisto fazem com Júpiter, e a nossa Lua faz com a Terra).
Na prática, isso quer dizer que os planetas Trappist-1b, 1c e 1d podem ter uma face que fica permanentemente sob seu sol e outra que reside em tempo integral na escuridão. Alguns modelos sugerem que, em mundos assim, o hemisfério iluminado seja quente demais, o escuro seja frio demais, e uma pequena faixa “maomeno” exista entre o dia e a noite — um potencial oásis habitável num planeta de resto bastante hostil à vida.
SERÁ?
Aí é que entra o charme da descoberta. Não teremos de especular sobre isso durante centenas de anos, como fizemos sobre todo esse assunto de exoplanetas nos últimos quatro séculos. A partir de 2018, quando o Telescópio Espacial James Webb for lançado ao espaço pela Nasa, esses três planetas em Trappist-1 serão alvos preferenciais para pesquisa.
Eles preenchem três critérios essenciais: orbitam estrelas pequenas, passam à frente de suas estrelas com relação ao nosso ponto de vista e têm o tamanho que nos interessa, sendo mundos potencialmente rochosos.
Quando um desses mundos transita pela estrela, a luz dela que passa de raspão pela atmosfera do planeta carrega consigo — em nossa direção — uma assinatura de sua composição, além de várias outras informações a respeito do planeta. É o chamado “espectro de transmissão”, que o novo telescópio espacial da Nasa poderá detectar com grande precisão.
“Dados do Telescópio Espacial James Webb devem produzir fortes parâmetros-limite para massas planetárias [que permitirão estimar a estrutura interna desse mundos], temperaturas atmosféricas [para testar nossos modelos de zona habitável], e abundâncias de moléculas com grandes bandas de absorção, inclusive vários biomarcadores [indicativos de vida] como H2O [água], CO2 [dióxido de carbono], CH4 [metano] e O3 [ozônio]”, escrevem os autores em seu artigo científico.
Planetas como os que existem em torno de Trappist-1 são os que nos darão a primeira chance de começar a de fato comparar sistemas vizinhos ao nosso, indo além dos parâmetros básicos como características gerais da estrela e tamanho e massa dos planetas circundantes. Poderemos ver se há lá versões de planetas similares a Vênus, se há mundos com faixas habitáveis, se a circulação do calor pela atmosfera se dá conforme nossos modelos e se eles têm um jeitão parecido ou muito diferente, se comparados à Terra e aos planetas solares.
Mais empolgante ainda é o fato de que a busca feita com o telescópio Trappist (acrônimo para TRAnsiting Planets and PlanetesImals Small Telescope), localizado em La Silla, instalação do ESO no Chile, até agora mirou apenas 60 estrelas. Se numa amostragem tão pequena já achamos mundos tão interessantes e ao alcance da próxima geração de telescópios para caracterização, o que podemos esperar das próximas descobertas? Como serão os sistemas Trappist-2, 3 e 4? Não tardará a encontrarmos aí planetas do tamanho da Terra banhados pelo mesmo nível de radiação que nosso mundo ganha do Sol, numa distância que permitirá sondagens mais detalhadas.
Com efeito, a Nasa pretende lançar no ano que vem um telescópio espacial chamado TESS, cujo objetivo é encontrar justamente mais desses alvos preferenciais para posterior caracterização.

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12.212 – Descoberto Sistema Solar Gigantesco


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Ele é 222 vezes maior que o nosso. E um ano no planeta solitário que habita o lugar demora 900 mil anos terrestres.

Ele é grande e pequeno ao mesmo tempo. Pequeno porque consiste de apenas um planeta orbitando ao redor de uma estrela. Grande porque a distância que separa os dois é de 1 trilhão de quilômetros. Isso dá quase 7 mil vezes a distância entre a Terra e o Sol, que já é de respeitáveis 150 milhões de km.
Mais: Netuno, o planeta mais distante do nosso sistema, está a 4,5 bilhões de quilômetros do Sol. Em outras palavras: cabem 222 conjuntos Sol-Netuno na distância entre o planeta 2MASS J2126-8140 e sua estrela, a TYC 9486-927-1. “Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa tão longe da sua estrela mãe”, disse o pesquisador Simon Murphy, da Universidade Nacional Australiana.

sistema solarWiki commons
Se esse fosse o nosso sistema solar, você nunca teria a chance de fazer um aniversário: um ano lá representa 900.000 dos nossos. A órbita de Netuno, por exemplo, leva “só” 165 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol. Na verdade, se o 2MASS J2126-8140 estivesse orbitando o Sol, nós provavelmente nem o teríamos descoberto ainda. O novo planeta que os cientistas dizem ter encontrado fica entre 32 e 160 bilhões de quilômetros de distância. Se levamos esse tempo todo para descobrir esse possível novo integrante, imagina um 30 vezes mais longe.
Até agora, os astronômos imaginavam que o 2MASS J2126-8140 e a TYC 9486-927-1 eram corpos completamente separados, sem nenhuma relação. A distância é tão grande que eles não chegaram a imaginar que ambos poderiam formar um sistema. “O planeta não é tão solitário quanto imaginávamos, mas certamente está em um relacionamento de longa distância”, comenta Murphy.
O sistema solar considerado o maior antes da novidade era três vezes menor. “Como sistemas planetários tão grandes se formam e sobrevivem ainda é uma questão em aberto”, diz o cientista. Ou seja: não fazemos ideia de como ou por que essa aberração está ali. Mas ela está.

12.191 – Astronáutica – Missões Espaciais de 2016


Marte 2
O planeta vermelho, novamente, será o centro das atenções dos astrônomos, há diversas missões programadas ao planeta. Os dados recolhidos poderiam ajudar a estabelecer bases locais e avaliar a importância e a validade de futuras missões tripuladas. A Agência Espacial Europeia, por exemplo, está se preparando para o programa ExoMars, que acontecerá em outubro.
A missão tem como objetivo detectar metano e outros gases atmosféricos em Marte, que poderiam indicar atividade biológica. O professor Andrew Coates, um cientista planetário da Universidade College London, explicou: “O metano na atmosfera de Marte é muito interessante, pois não deveria estar lá, ele deveria ser quebrado pela luz solar. Por isso, o fato dele estar lá significa que deve existir alguma atividade geotérmica. Isso é interessante, pois não sabíamos desta atividade de Marte, que pode representar a vida”.

Como outro projeto de pesquisa, a Nasa tem contribuído com o Trace Gas Orbiter, projetado para detectar metano. A agência russa Roscosmos forneceu a sonda planetária Schiaparelli, que será lançada em março. A sonda da Nasa, InSight, tinha a esperança de superar a missão europeia na superfície marciana, com uma data de chegada prevista para o final de setembro. No entanto, em dezembro, um vazamento foi encontrado em um dos tubos de vácuo da sonda e sua decolagem fracassou. A Nasa não revelou a nova data da missão.

Cinturão de asteroides
No final de 2015, a sonda Dawn, da NASA, enviou imagens próximas de Ceres, o maior objeto presente no cinturão de asteroides rochosos. Orbitando entre Marte e Júpiter, esta pedra menos conhecida revelou ter montanhas, crateras e depósitos brilhantes de sal. A demonstração aérea mais próxima pode ter acontecido em outubro de 2015, porém, mais imagens serão transmitidas para a Terra ao longo de 2016.
A novidade para este ano será a missão OSIRIS-Rex, da Nasa, que vai pousar em um asteroide chamado Bennu, mapear e analisar a rocha espacial antes de trazer uma amostra à Terra, em 2023.
Enquanto isso, em outros corpos rochosos da vizinhança, a missão europeia Rosetta fez muito sucesso no ano passado, após a sonda Philae pousar no Cometa 67-P. No entanto, após ficar sem comunicação por um tempo, ela parece ter “acordado”. Rosetta seguirá com a missão em 67-P em setembro.

Júpiter

Jupiter 2

A missão New Frontiers, da Nasa, lançou Juno, em 2011, para que chegue em Júpiter próximo a 5 de julho, onde irá entrar na órbita do gigante de gás. O objetivo é coletar novos dados sobre as origens do maior planeta do sistema solar. Porém, de acordo com a Nasa, devido à intensa radiação emitida por Júpiter, a missão pode receber uma dosagem crítica, rapidamente, com duração de apenas 30 órbitas do planeta.
Com alguma sorte, ele irá enviar imagens da aurora de Júpiter, bem como uma da atmosfera mais profunda, escondida pelas nuvens, usando medições de gravidade para revelar detalhes sobre o núcleo do planeta. Outras missões pretendem explorar as luas congeladas de Júpiter, incluindo as três maiores: Ganimedes, Calisto e Europa.

Saturno
A sonda Cassini continua explorando a atmosfera de Saturno. Após enviar dados fundamentais sobre a Lua Enceladus, uma das candidatas para a vida microbiana no Sistema Solar, a sonda da Nasa continuará realizando sobrevoos a algumas das luas menores do planeta. A missão irá continuar ao longo de 2016, culminando em uma aproximação da superfície de Saturno prevista para o próximo ano.

Lua
A exploração lunar da agência espacial chinesa, Chang’e 3, e sua sonda Jade Rabbit (Yutu), acabaram de completar dois anos na superfície lunar. No entanto, a tecnologia já teria ultrapassado a sua expectativa de vida e não se sabe quanto tempo pode durar antes que a luz-piloto se apague.
Enquanto isso, os planos da Rússia de criar uma base lunar permanente foram postergados. De acordo com o jornal russo Izvestia, a agência espacial está sujeita a cortes orçamentais, por conta da próxima missão lunar tripulada da Roscosmos, adiada para 2030. Relatórios têm afirmado que Roscosmos poderá ser relançada como uma empresa estatal, e parece estar pronta para competir com a SpaceX na categoria “voos espaciais tripulados”, ainda este ano.
Porém, como as missões espaciais provenientes da China são mantidas como segredo de Estado, surpresas poderiam acontecer. “Os chineses estão aterrissando grandes trens de pouso na Lua, quem sabe quando eles vão mandar algo para coletar amostras?! Uma vez que tenham feito isso, eles poderiam mandar pessoas para lá. Minha previsão seria que nos próximos dois anos, poderíamos ver astronautas chineses na Lua”, opinou o professor Rothery.

Plutão
Plutão nunca foi tão falando quanto em 2015, quando a maior aproximação da história ao planeta-anão rendeu imagens exclusivas e surpreendentes de sua superfície. Tudo isso graças a sonda New Horizon. Porém, embora a sonda tenha alcançado feitos históricos, ela continuará enviando imagens de Plutão por meses, inclusive algumas mais antigas, devido à distância em que ela está. A próxima parada da New Horizons será 2014MU69, um corpo rochoso localizado 35 km a frente do Cinturão de Kuiper.

Sol
A atividade solar já desacelerou muito na última década, pois o Sol já passou de seu pico de atividade no ciclo atual de 11 anos. No entanto, os cientistas alertam para o aumento do potencial de enormes tempestades solares que poderiam enviar rajadas de partículas carregadas e radiação ao longo de 2016.
“É um momento em que qualquer atividade no sol pode realmente afetar o que acontece na Terra, com tempestades geomagnéticas mais fortes”, explicou o professor Andrew Coates, um cientista planetário da Universidade College London. “Quando o sol emite uma dessas grandes ejeções de massa coronal, há uma chance de interagir com o campo magnético da Terra. Essas interações podem tornar-se mais intensas durante a fase de declínio”, completou.
Muitos satélites estão em condições de estimar o tempo solar até 2016, incluindo o Soho, da Nasa. Eles analisam mudanças na superfície do Sol e a intensidade do vento solar, enviando os dados para a base de estudos, na Terra.

Mercúrio
Cientistas planetários aguardam uma missão conjunta entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Jaxa, do Japão, que pretende explorar o planeta mais próximo do Sol, em nosso Sistema Solar. Mas eles talvez tenham que esperar um pouco mais. Uma das maiores missões que está por vir, a BepiColombo, irá explorar a composição e a atmosfera de Mercúrio. Apesar da familiaridade do planeta, ele é um dos menos explorados, incluindo apenas alguns sobrevoos e um único veículo orbital.
O lançamento havia sido programado para julho, mas problemas na produção de componentes para a missão adiaram o projeto para o final de 2016 ou começo de janeiro de 2017. BepiColombo deve chegar a Mercúrio até 2024 e as agências espaciais acreditam que os dados irão auxiliar com informações de sua história e da formação de planetas interiores do Sistema Solar, como Mercúrio, Vênus e Terra.

Vênus
O boletim meteorológico de Vênus permanece nublado, e 2016 pode ser relativamente calmo em relação aos demais planetas do Sistema Solar. Mas nem tudo é marasmo: a sonda japonesa Akatsuki finalmente entrou na órbita de Vênus em dezembro, após o início da missão, em 2010.
Enquanto o planeta é visto como irmão da Terra, ele é consideravelmente menos hospitaleiro. A sonda Jaxa irá usar sensores infravermelhos, este ano, para analisar algo através do véu de nuvens compostas de ácido sulfúrico e capturar dados sobre a superfície do planeta. A Nasa também está considerando mais duas missões para explorar sua atmosfera, mas ainda não foram confirmadas.

Terra
Antes de qualquer viagem mundo afora, existem várias missões ocorrendo para explorar a própria Terra. Em 2015, foguetes da SpaceX e Blue Origin conseguiram pousar na posição vertical após voos curtos, empolgando cientistas sobre a possibilidade da realização de turismo espacial, criação de bases lunares e cidades em Marte, de acordo com empresas aeroespaciais. A tecnologia de foguete recuperável poderia reduzir drasticamente o custo de missões espaciais.
Tim Peake, atualmente na estação espacial, pode retornar à Terra em 5 de junho. No entanto, o futuro financiamento da estação espacial está sendo questionado. As agências espaciais alemã e francesa, que são os maiores financiadores europeus da estação espacial, anunciaram este mês que eles estão realizando estudos detalhados para avaliar as despesas de funcionamento da estação, avaliando se o atual nível de financiamento é viável.
Outros vários satélites estão prestes a ser lançados este ano, assim como diversos planos para a criação de soluções para enfrentar o crescente problema do lixo espacial na órbita da Terra.

Urano e Netuno
Já se passaram 30 anos desde que a Voyager passou por eles. Não existem missões previstas para analisar estes planetas.

Descobrimentos
Após vários anúncios no início deste mês, tudo indica que, em 2016, os astrônomos vão tentar confirmar se existe um nono planeta escondido na borda do nosso sistema planetário. Cientistas na Califórnia acreditam que tenham encontrado um planeta com dez vezes a massa da Terra, além de Netuno, o que poderia explicar a atração de corpos gelados no cinturão de Kuiper. Mas ele ainda precisa ser observado.
A nave espacial Voyager está, atualmente a mais de 130 vezes a distância da Terra ao Sol (medida como “unidade astronômica” ou AU). Professor Coates disse, em entrevista ao portal Daily Mail: “A Voyager 1 está provando a região do espaço fora daqui, medindo os campos magnéticos, partículas energéticas, partículas de baixa energia, realmente mostrando a fronteira entre o Sistema Solar e o espaço interestelar”.
No entanto, a nossa sonda mais distante da borda real do Sistema Solar, encontra-se na Nuvem de Oort. “Voyager 1 está atualmente a 134 UA de distância. A Nuvem de Oort está a algo como 10 mil UA. O Sistema Solar é muito grande, o espaço é muito grande, e por isso estamos realmente olhando apenas para as coisas mais próximas de nosso ambiente”, concluiu o professor Coates.