14.124 – Prótese biônica tem resposta mais rápida do que mão humana


bionica 2019
Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, anunciaram o desenvolvimento de uma prótese biônica capaz de traduzir os comandos enviados pelo cérebro dos usuários e responder mais depressa do que uma mão humana. O dispositivo combina elementos de robótica com tecnologias de neuroengenharia e permite que pessoas amputadas tenham muito mais controle sobre os movimentos e funções da mão prostética.

Mão biônica
O funcionamento da prótese está baseado em sensores que são colocados no coto da pessoa amputada e que são capazes de detectar a atividade muscular quando o paciente tenta movimentar os dedos – que já não estão lá. Além disso, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo de machine learning que, ademais de decodificar os impulsos neuromusculares enviados pelo cérebro da pessoa e que são registrados pelos sensores, interpreta os sinais e aprende os movimentos para treinar o sistema e melhorar o desempenho da prótese.
De acordo com os cientistas, para que o algoritmo aprenda a decodificar as intenções do usuário e traduzi-las nos movimentos dos dedos da prótese, a pessoa precisa realizar uma variedade de movimentos para que o sistema aprenda a identificar qual atividade muscular corresponde a qual ação.
Com isso, depois que o algoritmo entende as intenções do usuário, o amputado consegue controlar cada dedo da mão biônica de maneira independente. Mas tem mais: a prótese também é equipada com sensores de pressão que “ensinam” o algoritmo a reagir sempre que o dispositivo entra em contato com um objeto qualquer para que os dedos se fechem automaticamente sobre ele, mesmo na ausência de informações visuais.
O resultado dessa combinação de tecnologias faz com que a resposta do equipamento seja como o de uma mão de verdade. Bem, na verdade, a reação é ainda mais rápida. Para se ter ideia, quando seguramos algo e esse objeto começa a deslizar de nossa mão, nós temos apenas um par de milissegundos para reagir e não deixar a coisa cair. Já a prótese – que possui sensores nos dedos – consegue estabilizar o objeto e segurá-lo antes mesmo de o cérebro se dar conta que ele está escapulindo e possa responder.

Próteses do futuro
O sistema foi testado por 10 pessoas – 3 amputadas e 7 não – e os resultados foram bastante impressionantes, tanto que os cientistas por trás do projeto acreditam que, além de ser aplicada a próteses, a tecnologia poderia ser empregada em interfaces cérebro-computador com o objetivo de ajudar pacientes com mobilidade limitada.
Ainda é necessário refinar o algoritmo e trabalhar no sistema até que as mãos biônicas possam sair dos laboratórios e sejam disponibilizadas para quem precisa delas. Já sobre os pacientes paralisados, considerando que já existem iniciativas focadas no desenvolvimento de dispositivos superflexíveis que podem dar origem a implantes cerebrais com potencial de melhorar a comunicação de pessoas incapazes de se mover com máquinas e ajudar que elas se ganhem mais autonomia – a Neuralink, fundada por Elon Musk, é uma das startups trabalhando nessa área –, os avanços não devem demorar em chegar.

14.123 – Neuro Prótese para Paraplégicos


Uma pesquisa liderada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis permitiu que pacientes paraplégicos caminhassem. O trabalho foi publicado na revista Scientific Reports e utiliza várias abordagens combinadas para o feito. A principal delas é um dispositivo de estimulação muscular e de uma interface cérebro-máquina, que permite controlar outros aparelhos por meio do pensamento.
Na prática, o paciente imagina que sua perna está se movendo, o que aciona a contração de oito músculos naquele membro e permite que os passos sejam dados. Os dois participantes do estudo possuem paraplegia crônica e, de acordo com o artigo da equipe de Nicolelis, foram capazes de caminhar em segurança apoiados entre 65% e 70% de seu peso corporal. Além disso, deram 4580 passos durante os testes.
Melhoras
O trabalho relata que foram encontradas melhoras cardiovasculares e houve menor dependência de assistência para se locomover. Outro benefício reportado pela equipe foi uma recuperação neurológica parcial dos dois pacientes. Um deles tem 40 anos e sofreu a lesão medular há quatro, enquanto o outro tem 32 e sofreu a lesão há 10 anos.

A pesquisa faz parte do projeto Andar de novo (Walk Again Project), que é um consórcio internacional sem fins lucrativos reunindo pesquisadores dedicados a estudar a recuperação de pacientes com lesões medulares.
Esta não foi a primeira demonstração de quão promissor é o dispositivo desenvolvido pela equipe de Nicolelis, que lidera um grupo de pesquisadores na área de Neurociência na Duke University, nos Estados Unidos. Uma pesquisa desenvolvida por ele permitiu que um jovem paraplégico chutasse uma bola durante a abertura da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

14.116 – Uber Vai Lançar Carro Voador



O uberAIR é um projeto da Uber que pretende trazer carros voadores para transporte urbano. O objetivo é que os usuários possam pedir o serviço da mesma forma que já fazem no aplicativo de corridas. Para transformar a ideia em realidade, a empresa vem trabalhando em parceria com outras companhias para o desenvolvimento dos veículos, que devem obedecer a uma série de critérios estabelecidos pela Uber.
A empresa já revelou que pretende começar os testes no próximo ano, inclusive no Brasil, para que o serviço faça sua estreia em 2023. Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades brasileiras com mais potencial para receber a novidade. Veja, a seguir, todos os detalhes do veículo.

uberAIR: testes do carro voador podem começar já em 2023

Antes de começar, vale ressaltar que o protótipo disponível no escritório não funciona, ou seja, ele não voa de fato. O veículo foi criado para que as pessoas que trabalham no projeto possam ter uma noção de como o carro voador deve funcionar e testar seus futuros recursos. Isso é importante para que a Uber possa estabelecer critérios, visto que são outras empresas que vão criar os veículos.

O protótipo disponível foi desenvolvido em parceria com a Safran, uma companhia francesa que atua no ramo da aviação. No caso do Brasil, é a Embraer que vai fabricar o carro voador. Segundo Mark Moore, diretor de engenharia para aviação da Uber, algumas empresas parceiras já estão testando a capacidade de voo de seus veículos, mas ele ainda não pode revelar em quais lugares isso vem sendo feito.

O carro voador tem espaço para o piloto e mais quatro passageiros. No entanto, para evitar distrações, o motorista fica separado por um vidro. Vale ressaltar que a Uber já revelou que tem planos futuros de criar carros voadores autônomos, tornando o serviço mais rentável.

Ao todo, são seis portas: três de cada lado. O assento é semelhante ao de um helicóptero e foi pensado para veículos de decolagem vertical (eVTOL). Um detalhe interessante é que o cinto de segurança é bem apertado para que os passageiros estejam seguros durante o trajeto. Há ainda um espaço na parte de trás dedicado às bolsas, visto que não é possível carregar objetos no colo. Vale lembrar, no entanto, que o carro terá um limite de peso e que a bagagem deverá ser pequena.
Com relação à estrutura, o carro tem uma cabine acústica, que isola os sons externos, mas permite que os passageiros conversem entre si. Além disso, alguns detalhes, como a iluminação, são pensados para fazer com que o veículo pareça maior do que é, diminuindo a sensação de claustrofobia. O uberAIR também deve estar preparado para enfrentar o tempo ruim, assim como um helicóptero. De qualquer forma, caso a empresa identifique riscos em determinado dia, pode suspender a operação por causa do clima.
A empresa já revelou que tem planos de testar o projeto no Brasil e que as cidades com mais potencial para os testes são Rio de Janeiro e São Paulo. Para os veículos participantes, a empresa prevê velocidades entre 240 km/h e 320 km/h, além de autonomia para 60 milhas (96,5 km). Vale lembrar que o uberAIR não tem como objetivo percorrer longas distâncias. O carro deve ser capaz de realizar trajetos curtos, facilitando o dia a dia do usuário.
Para o chefe do projeto Uber Elevate, Eric Alisson, o Uber Copter, serviço de corridas de helicóptero disponível em Nova York (EUA), está oferecendo alguns aprendizados para a companhia. Um deles se refere aos motoristas, que deverão ter conhecimentos especiais para pilotar um carro voador. Ainda não está claro como será feita a seleção e o treinamento deles, mas no caso das corridas de helicóptero, a Uber vem trabalhando em parceria com uma empresa especializada em aviação, uma possibilidade que também pode funcionar para o uberAIR.
O uberAIR é mais um projeto que reforça o posicionamento da Uber como uma empresa de mobilidade. Além do tradicional serviço de corridas, a companhia vem investindo em outros recursos que concentram diversas opções de transporte, como bicicletas elétricas e patinetes. Outras novidades incluem o Uber Transit, recurso que mostra o transporte público em tempo real e já está disponível na cidade de São Paulo. Há ainda um projeto de carro autônomo, que promete economizar tempo e espaço em corridas solicitadas pelo app.

14.098 – Mega Byte – Motoristas da Uber sofrem derrota na justiça brasileira


Uber
O STJ – Superior Tribunal de Justiça – deu uma grande vitória à Uber e aos aplicativos de transporte de modo geral: afirmou que os motoristas que trabalham com essas empresas não têm vínculo empregatício com elas e, portanto, não podem ser considerados seus funcionários. Com isso, o tribunal praticamente encerra uma disputa que poderia ter consequências sérias para as empresas.
Caso o vínculo empregatício tivesse sido reconhecido, as companhias teriam que arcar com todos os custos trabalhistas de todos os motoristas, como FGTS, férias, descanso semanal remunerado, entre outros. Em alguns tribunais trabalhistas, a Uber havia sido condenada a reconhecer o vínculo. Agora, com o acórdão do STJ, essas decisões terão que ser revistas. O tribunal decidiu ainda que qualquer disputa judicial entre motoristas e a Uber deve ser resolvida no âmbito da justiça cível – e não da trabalhista.

☻Mega Opinião
Se você trabalha em um local que há regras a cumprir e é submetido a algum controle de qualidade, há sim subordinação, portanto algum vínculo existe.

14.093 – Audiotecnologia – Como Funciona um Alto Falante


alto falantes 1
Graças aos nossos ouvidos conseguimos ouvir sons produzidos por diversos dispositivos como buzinas, campainhas, bumbos, alto-falantes, etc. Os alto-falantes hoje estão em diversos aparelhos eletrônicos, sendo muito utilizados para incrementar carros de sons, como mostra a figura acima.
Podemos simplificar a definição de alto-falantes como sendo componentes que transformam sinais elétricos de uma corrente elétrica em oscilações de pressão no ar, em forma de onda sonora. Caso observemos bem de perto um alto-falante, poderemos verificar que seus componentes básicos são um ímã permanente, preso na armação do alto-falante, e uma bobina móvel, que está fixa no cone de papel.
Quando aplicamos uma corrente elétrica variável na bobina, esta é repelida ou atraída pelo campo magnético do ímã permanente. Desta forma, o conjunto bobina-cone é movido para frente e para trás, empurrando o ar em sua volta, criando uma onda de compressão e rarefação no ar, ou seja, uma onda sonora.
Por exemplo, aplicando uma corrente oscilante de 440 Hz na bobina, o cone do alto-falante vai se mover para frente e para trás com esta mesma frequência, produzindo uma onda sonora de 440 Hz.
A bobina, presa ao cone, é movida para frente e para trás por meio da força magnética, quando ela é percorrida por uma corrente elétrica.

14.089 – Mega Byte – ‘Novo’ nome do WhatsApp começa a aparecer para os usuários


golpe whats3
Algumas semanas atrás, o Facebook oficializou uma pequena mudança de nome do WhatsApp e do Instagram: eles passariam a se identificar como pertencentes ao Facebook; Agora, a modificação está ocorrendo e um dos aplicativos mais utilizados do mundo já tem o sobrenome da rede social.
A mudança não é tão radical, mas foi feita para que o Facebook pudesse se reafirmar como dono desses aplicativos. O Facebook quer que as coisas sejam claras para todos. Com isso, o aplicativo de troca de mensagens passa a se chamar “WhatsApp do Facebook”.
Isso já pode ser visto na tela de configurações da nova versão beta do aplicativo. Ainda não se sabe se o nome exibido abaixo do ícone na tela do aparelho também mudará, mas pode ser que aconteça no futuro.
A pequena alteração de nome não muda em absolutamente nada o funcionamento do aplicativo: o seu “WhatsApp do Facebook” é exatamente o mesmo app que antes você conhecia apenas como “WhatsApp”.

14.088 – ☻Mega Projeções – Poderá a inteligência artificial superar a humana?


robo IA
Segundo um estudo com opiniões de 352 cientistas e especialistas, daqui a 45 anos há 50% de probabilidade das tarefas ocupadas por humanos conseguirem ser superadas por máquinas inteligentes.
A Inteligência Artificial (IA) está presente em coisas tão quotidianas como o telemóvel, o computador ou o GPS. Até as próprias plataformas de redes sociais já têm mecanismos para filtram informação.

O estudo When Will Artificial Intelligence Exceed Human Performance? levado a cabo por investigadores da Universidade de Yale (EUA) e da Universidade de Oxford (Reino Unido), recolheu opiniões de 352 cientistas e especialistas que acreditam que daqui a 45 anos há 50% de probabilidade das tarefas ocupadas por humanos conseguirem ser superadas por um sistema de inteligência artificial. O relatório indica que a IA está a progredir a uma velocidade nunca antes vista e que pode mudar completamente a sociedade como a conhecemos, desde saúde a transportes, passando pela economia e ciência.
As questões feitas pelos investigadores foram realizadas com o objetivo de determinar, numa linha temporal, a superação de tarefas típicas do ser humano por máquinas. Dentro de algumas décadas, é provável que a IA permita dominar trabalhos e procedimentos cada vez mais complexos, como cirurgias ou até a escrita de best sellers. A definição Máquinas de Alto Nível de Inteligência – máquinas que conseguem completar tarefas de forma mais eficaz e econômicas do que o ser humano – serviu de base para as considerações dos inquiridos.

As conclusões foram significativas. Segundo os resultados, metade aponta como provável que dentro de 45 anos atividades humanas vão conseguir ser superadas por sistemas de IA, sendo que em cerca de 10% das probabilidades a data reduz mesmo para nove anos. Em relação à automatização total do trabalho, os horizontes são mais longínquos: há 50% de probabilidades que aconteça daqui a 122 anos e 10% de chances de acontecer em menos de 20 anos.

Previsões de datas onde o desempenho humano poderá ser ultrapassado pelas máquinas
2024
Transcrever um discurso
2026
Realizar trabalhos escolares (Ensino Secundário)
2027
Conduzir um camião
2031
Trabalhar como um vendedor de comércio a retalho
2049
Escrever um best seller do The New York Times
2053
Trabalhar como um cirurgião
2138
Automatização total do trabalho
Em 2016, um romance criado por um programa de IA passou a primeira fase de seleção para Premio Nacional de Literatura Japonês. O Dia Em Que Um Computador Escreve Um Romance não foi o vencedor, mas mostrou um desenvolvimento significativo.

Noel Sharkey, um especialista em robótica da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, mostra algum ceticismo. “Resultados de estudos sobre o futuro podem ser úteis dentro de um intervalo de cinco a dez anos: isso é um futuro previsível”, explica à BBC. “Uma vez que vamos mais longe que isso, é pura especulação”.

O especialista vê como inevitável a superação das máquinas sobre os humanos em vários campos, mas não acredita que a inteligência artificial possa sequer ser comparada à humana. “Não sei se alguma vez [uma máquina] será capaz de se levantar de manhã e perceber se o meu cão precisa de ir à rua ou tomar decisões humanas significativas”, esclarece.

Os alertas de Stephen Hawking quando vivo
Já não é a primeira vez que o famoso físico britânico se se manifestava sobre esta questão. Segundo Stephen Hawking, a criação de máquinas inteligentes pode constituir uma ameaça à sobrevivência da espécie humana. Até agora, a inteligência artificial tem-se revelado útil em vários campos, mas a longo prazo “tornar-se-ia independente e redesenhar-se-ia a uma velocidade ainda maior”, disse nos finais de 2014, à BBC. “Os humanos, que estão limitados pela sua evolução biológica, não podem competir [com a inteligência artificial] e seriam ultrapassados”, acrescentou.

“O risco com a IA não é a malícia, mas a competência”, afirmou ainda o físico numa entrevista ao The Times. “Uma IA super-inteligente será extremamente boa a atingir os seus objetivos e se estes não estiverem alinhados com os nossos, teremos problemas”. Apesar da conjuntura, o físico mantém-se otimista, pois acredita que a espécie humana estará à altura dos seus desafios.
Mesmo Elon Musk, conhecido pelas suas inclinações futuristas, pensa que alcançar “uma simbiose entre inteligência humana e a máquina” que permita evitar que a raça humana se torne irrelevante. As declarações foram feitas a fevereiro deste ano no World Government Summit, no Dubai.
Fonte: O Observador

14.075 -Robótica – Pesquisadores criam pele para robôs que pode regenerar seus circuitos sozinha


regeneracão robotica
Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, podem ter encontrado uma solução para tornar os robôs mais resistentes. Trata-se de uma pele artificial feita de material híbrido e que pode se regenerar sozinha, permitindo a reconexão automática de circuitos. A expectativa é que a solução torne o reparo das máquinas mais barato, combatendo falhas elétricas comuns.
De acordo com a publicação da PhysicsWorld, a solução proposta pelos pesquisadores envolve um tipo de polímero. No entanto, para que o material se torne flexível e resistente a danos, são inseridas micro gotas de uma liga metálica à base de gálio-índio em uma casca macia e elástica. Com isso, cria-se um material híbrido “sólido-líquido” com propriedades macias, eletricamente isolantes e que pode se regenerar diversas vezes.
A “mágica” da solução proposta é a seguinte: quando há um dano no material desta pele robótica, as gotículas de metal presentes no material se rompem para formar novas conexões e redirecionar os sinais elétricos sem interrupção. Assim, as máquinas conseguem continuar as suas operações. De acordo com o chefe da pesquisa, Carmel Majidi, a inspiração para a técnica vem do sistema nervoso humano e sua capacidade de autorregeneração.
Embora o uso de materiais que se “curam” não seja uma novidade na indústria, há uma diferença importante em relação ao proposto pelos cientistas da universidade americana. A maior parte dos compostos atuais demandam exposição ao calor, aumento de umidade ou remontagem manual para que a recuperação ocorra. Já o composto híbrido pode fazer tudo automaticamente, reduzindo custos.

Além do uso em robôs, a equipe da Universidade de Carnegie Mellon acredita que o material também pode ser útil em computadores portáteis e dispositivos vestíveis. A tecnologia também pode ajudar a tornar realidade smartphones flexíveis, tão especulados para os próximos anos, uma vez que sua capacidade regenerativa pode ser usada para recuperar os circuitos internos dos aparelhos.
Apesar dessas características, ainda há espaço para avanços, especialmente no que diz respeito à danos estruturais e mecânicos. Segundo a equipe de pesquisadores norte-americano, o foco agora é desenvolver um material igualmente macio e flexível, mas que pode se regenerar de defeitos físicos.

14.074 – Carro voador japonês faz voo de um minuto em teste


carro voador japones

A corrida para tornar o carro voador realidade está a todo vapor. No Japão, a Nec Corp realizou nesta segunda-feira (5) um teste para seu protótipo. Dentro de uma grande gaiola de segurança, o veículo levantou a 3 metros de altura e ficou voando por cerca de um minuto.
Parecendo mais um drone gigante, o modelo utiliza 4 hélices movidas à energia elétrica. De acordo com a Associated Press, o governo japonês está incentivando o desenvolvimento de carros voadores para que virem realidade até 2030.
Por enquanto, o objetivo é que o veículo seja utilizado em entregas no futuro e sem a necessidade de um piloto.
Além da Nec, empresas como Boeing, Pal-V e Uber estão trabalhando em seus conceitos voadores. Em outra frente, companhias também desenvolvem motos voadoras, inclusive, até a polícia de Dubai está utilizando um protótipo do tipo.

Testes em Fukushima
Entre as bases que o governo japonês está criando para incentivar os carros voadores está uma área de testes em Fukushima. A ideia é utilizar a região devastada pelos desastre nuclear como local de voo para estes veículos.

Há mais projetos em desenvolvimento

 

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Notícias de carros voadores estão se tornando mais frequentes a cada dia. Essa corrida para ver quem domina primeiro esta tecnologia, e a coloca no mercado, envolve gigantes como Boeing, Airbus e Uber, mas também tem projetos nas mãos de várias startups pelo mundo.
Alguns se parecem mais com um carro de verdade, enquanto outros utilizam tecnologia mais similar a de drones. Outra corrida em potencial é a da moto voadora, nesse caso, com veículos mais compactos.

Airbus
Feito em parceria com a Audi, o conceito de carro voador da Airbus foi apresentado no Salão de Genebra de 2018. Com uma cabine de capacidade para dois passageiros, o habitáculo pode ser acoplado tanto a uma base sobre rodas como a um módulo de voo.
O módulo de voo tem 4,40 metros de comprimento, e é movido por 8 motores elétricos, que totalizam 217 cavalos. A autonomia é de 50 km.

O Holandês Voador
A holandesa Pal-V promete para 2020 colocar a venda seu carro voador. Ele tem uma autonomia de até 500 km no ar e possui hélices que o transformam em uma espécia de helicóptero. Chamado de Liberty Pioneer, ele pode levar 2 pessoas e até 20 kg de bagagem.

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14.073 – Inaugurada 1ª etapa de usina solar flutuante em reservatório da Bahia


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Foi inaugurada a primeira etapa da usina solar flutuante instalada no Reservatório de Sobradinho, na Bahia.
De acordo com a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a plataforma solar flutuante tem uma potência de geração de 1MWp (Mega Watt pico), e até 2020 deverá ter, ao todo, 2,5 MWP.
O valor do investimento nas duas plantas solares da plataforma totaliza R$ 56 milhões. Este é o maior projeto de pesquisa e desenvolvimento desse tipo de energia flutuante no país, em reservatório de hidrelétrica.
Com 3.792 módulos de placas solares e área total de 11 mil m², o projeto instalado no Reservatório de Sobradinho (BA) é fixado ao fundo do lago por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores que atuam na construção e manutenção.
De acordo com a Chesf, esse é primeiro estudo sobre a instalação de usina solar flutuante em lagos de hidrelétricas, que aproveita a água dos reservatórios e evita desapropriação de terras. Além disso, esse tipo de usina permite aproveitar as mesmas subestações e linhas de transmissão que escoam a energia produzida pela hidrelétrica.
O projeto tem o objetivo de comparar a eficiência de projetos solares implantados em terra e em água.
Além disso, a pesquisa analisará o grau de eficiência da interação de uma usina solar em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas. O foco será em fatores como a radiação solar que incide no local, produção e transporte de energia, instalação e fixação no fundo dos reservatórios, a complementariedade da energia gerada e o escoamento desta energia.
Os resultados dos projetos vão permitir avaliar a eficácia da produção média de energia solar nesses locais.
A região Nordeste apresenta altos índices solarimétricos (intensidade da radiação solar) e, por isso, é considerada área com grande potencial para aproveitamento de geração solar.
Os estudos ambientais também serão contemplados na pesquisa, focando o efeito da planta fotovoltaica sobre a água do rio, além dos impactos na biota aquática.

14.067 – Medicina – Estão Chegando os Órgãos Artificiais


orgaos artificias
De acordo com o Ministério da Saúde, só no Brasil, são mais de 40 mil pessoas na fila de espera para um transplante de órgão. Apesar de salvar vidas, muitas pessoas ainda se recusam a doar órgãos. A taxa de rejeição a doação em nosso país é de 43%, enquanto que a média mundial é de 25%.
São números bastante significativos e que custam a vida de muitas pessoas todos os anos. No primeiro trimestre de 2018, 664 pessoas morreram na fila de espera pela doação de um órgão que fosse compatível. Por isso, sem dúvida alguma, os órgãos artificiais têm uma grande importância para a medicina e ajudará a salvar milhares de vidas.
O primeiro transplante da história foi realizado entre gêmeos. Um transplante de rim realizado em 1954 pelo médico Joseph Murray foi um grande sucesso e um marco na história da medicina. Isso foi realizado com o objetivo de evitar a rejeição dos órgãos, mas, de lá para cá, muita coisa mudou.
Hoje, existem medicamentos imunossupressores que são capazes de evitar essa rejeição e, assim, aumentar o sucesso do transplante.
Há, basicamente, dois tipos de transplante: o autólogo e o alogênico. No primeiro caso, o órgão ou tecido é retirado da própria pessoa e implantado em outra parte do corpo. Já no segundo caso, o receptor recebe uma parte do corpo de outra pessoa, conhecida como doadora.
O grande problema do transplante é a questão da compatibilidade entre os indivíduos. Quando o órgão implantado não é compatível com o corpo, os anticorpos começam a atacar, destruindo o que consideram um “agente invasor”. O paciente acaba indo a óbito.
Nesse aspecto, o uso dos órgãos artificiais seria um grande avanço nas cirurgias de transplantes, evitando essa incompatibilidade.
A ideia é que, até 2021, os órgãos artificiais sejam bastante populares. Quando algum órgão do corpo humano entrar em falência, como o pâncreas — que pode reduzir drasticamente ou mesmo parar a produção de insulina –, possa ser rapidamente substituído por um órgão artificial. Este, por sua vez, conseguirá exercer todas as funções do órgão original.
Os órgãos artificiais já estão sendo produzidos em laboratório com a ajuda de uma impressora 3D e de outros diversos equipamentos. Um excelente exemplo é o de um coração artificial que já está sendo criado e também um pâncreas. Eles já foram, inclusive, aprovados pelo órgão institucional que cuida dos alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration).
São inovações que levam esperanças para milhares de pessoas. Por exemplo, um pâncreas artificial pode representar a cura para o diabetes, uma doença que atinge mais de 14 milhões de brasileiros, sendo que muitos ainda não sabem que são portadores da doença.
Atualmente, no Brasil, a tecnologia já permite que tecidos mais simples sejam fabricados em laboratório: valvas cardíacas, vasos sanguíneos, pele, ossos e outros tecidos de baixa complexidade. Para que o órgão artificial possa substituir o de origem, são usadas as biomoléculas (fragmentos de células-tronco), que são fatores de crescimento e, assim, conseguem aumentar a produção de células nesse órgão.
Depois de algum tempo, em um ambiente propício, as células começam a ocupar o lugar do polímero, dando uma estrutura biológica ao órgão em questão. Ocorrerá uma diferenciação específica e as células passam a apresentar as características de uma determinada parte do corpo. Tudo isso graças aos avanços em estudos com as células-tronco e ao seu poder de diferenciação e regeneração de tecidos.
A grande dificuldade na criação dos órgãos artificiais é justamente a elevada complexidade de alguns deles. Por exemplo, no coração, encontramos diversos tipos de tecidos. É também um órgão repleto de cavidades e com uma rica rede de vascularização.
Uma das formas encontradas de tentar driblar esse bloqueio foi o uso da impressão em 3D, ou melhor dizendo, o uso da bioimpressão. Ela funciona de forma bem simples: uma substância chamada de hidrogel, rica em células e biomoléculas, é colocada, na impressora que consegue imprimir o órgão exatamente da forma desejada. Por exemplo, pode-se usar um exame de imagem 3D para replicar, com exatidão, o coração de um indivíduo.

Quais são os principais tecidos desenvolvidos?
Muitos órgãos e diversas partes do corpo estão sendo transformados em órgãos artificiais. Veja abaixo quais são os principais e que estão em processo de criação:

Pele
Há um tempo considerável os pesquisadores já estão trabalhando na criação da pele humana em laboratório. Células humanas são cultivadas e então são introduzidas em uma estrutura feita de colágeno. Com essa técnica, é possível produzir até 5 mil lâminas de tecido epitelial por mês.

Vasos sanguíneos
A criação de novos vasos sanguíneos artificiais pode ser a esperança para o tratamento de problemas diabéticos, renais e cardíacos. Muitos testes já estão sendo realizados com a utilização das células dos próprios pacientes.

Fígado
A espera por esse órgão costuma formar uma longa fila. Diversas doenças como a hepatite tendem a destruir o fígado e, assim, esse órgão precisa ser rapidamente substituído.
É um dos mais complexos e, consequentemente, o que os cientistas sentem maior dificuldade em reproduzir, sem contar o seu tamanho. Mas algumas miniaturas já foram criadas e o transplante em ratos tem dado resultados muito positivos.

Bexiga
A bexiga é um dos órgãos artificiais que já estão sendo testados em humanos e vem apresentando um resultado bastante positivo. A bexiga artificial é produzida a partir de células dos próprios pacientes e levam cerca de 2 meses para serem produzidos.

Traqueia
A traqueia é outro órgão artificial que já está sendo testado em seres humanos. Uma menina nos EUA recebeu uma traqueia artificial fabricada a partir de suas próprias células. Ela nasceu sem o órgão e sem a réplica artificial só sobreviveria com a ajuda de aparelhos.

Coração
Por ser um órgão bastante complexo, nenhum dos corações artificiais já produzidos foram capazes de substituir com maestria o órgão original. Atualmente, estão sendo realizados testes em ratos com um coração feito a partir de tecido animal. Alguns pesquisadores estimam que um coração artificial funcional conseguirá ser produzido até 2030.

Orelha
Uma orelha artificial já foi produzida em laboratório com a utilização de células e cartilagem produzida em laboratório. Ficou conhecida como orelha biônica, pois consegue captar outras frequências que os ouvidos humanos não são capazes de ouvir.

O pesquisador do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, Anthony Atala, deu uma das palestras de maior repercussão da edição de 2011 do TED — conferência anual na Califórnia que reúne pensadores para apresentar suas melhores ideias em palestras de 15 minutos. No palco, Atala segurou nas mãos o molde de um rim impresso no dia anterior. O processo levou sete horas e usou células humanas e materiais biológicos que são inseridos no cartucho de uma impressora 3D. Em casos assim, o paciente teria o corpo escaneado para que se identificasse o formato exato do órgão a ser reproduzido. Ainda em desenvolvimento — por enquanto é possível imprimir apenas a carcaça do órgão, mas não sua parte interna —, o método sinaliza o início de uma espécie de revolução industrial dos transplantes. Uma era em que pode ser possível produzir órgãos em larga escala e até sob encomenda. “Queremos resolver o problema das longas filas de espera pelos transplantes”, afirmou Atala em entrevista à galileu. No Brasil, elas duram, em média, quatro anos. E 70% das cirurgias são para ganhar um novo rim.

As tecnologias emergentes que mais apontam para a produção em massa de órgãos e tecidos a partir de materiais biológicos são novíssimas impressoras 3D. Usando células do próprio paciente em vez de tinta, espera-se que a precisão robótica destas máquinas imprima estruturas de órgãos para transplantes. No ano passado, a start-up de biotecnologia norte-americana Organovo lançou a primeira máquina comercial para imprimir tecido humano. Fabricada para pesquisas desenvolvidas em laboratórios universitários, custa cerca de US$ 250 mil e produz vasos sanguíneos. A máquina já imprimiu estruturas de órgãos implantados em animais. “Chegaremos ao ponto de fabricar órgãos prontos para serem transplantados em pessoas”, afirmou à galileu o cientista húngaro Gabor Forgacs, um dos fundadores da Organovo e inventor do protótipo da impressora.

 DAS MÃOS ÀS MÁQUINAS

Anthony Atala é um pioneiro da fabricação de órgãos. Quatro dias após sua palestra no TED, ele, que é urologista pediátrico, publicou em um dos mais importantes periódicos científicos do mundo, The Lancet, o resultado de um estudo que acompanhou cinco mexicanos de 10 a 14 anos após receberem, em 2004, transplante de uretras criadas em seu laboratório. Os órgãos funcionaram normalmente ao longo dos seis anos de monitoramento. Em 1998, sua equipe já havia criado e implantado bexigas em nove crianças, tornando-se a primeira a transplantar em pessoas órgãos feitos em laboratório.

Atualmente, Atala e sua equipe desenvolvem e testam mais de 30 tipos de tecidos e órgãos, entre eles pele, rins, pâncreas, fígado e válvulas cardíacas. O cientista leva cerca de seis semanas para fabricar um órgão oco e relativamente simples como uma bexiga. O processo começa com a coleta de um pedaço de tecido, menor que a metade de um selo postal, da bexiga do paciente. Depois, as células são cultivadas em laboratório e colocadas dentro e fora de uma carcaça feita à base de colágeno. Assim, elas se espalham e se organizam por conta própria. Na última etapa, o órgão “semeado” é colocado em uma espécie de forno que simula as condições de um corpo humano, com 370 C de temperatura e 95% de oxigênio. Por utilizar células do paciente, o procedimento diminui muito as chances de rejeição.

Em outubro do ano passado, pesquisadores do mesmo instituto desenvolveram uma miniatura funcional de um fígado humano. Os cientistas retiraram o órgão de um animal morto. O fígado foi lavado com um detergente neutro para remover todas as células, deixando apenas o esqueleto de colágeno do órgão original. Feito isso, células humanas foram inseridas no suporte natural. Após uma semana dentro de uma máquina bombeada por nutrientes e oxigênio, o tecido de fígado humano começou a ser formado. Até agora, órgãos produzidos por este processo não foram colocados em pessoas. Mas é assim que Atala pretende fazer o primeiro transplante de rim de laboratório. O método também pode reutilizar órgãos humanos.

 PEÇA COM ANTECEDÊNCIA

Além da redução das filas para transplantes, a produção de órgãos em escala traria a diminuição de custos. Um procedimento como o dos garotos que receberam as uretras criadas no laboratório de Atala sai por cerca de US$ 5 mil (e não está disponível para o público). “O interesse comercial nestas tecnologias deve estimular sua industrialização e reduzir preços”, diz Atala. Ainda assim, a fabricação não será instantânea. O ideal, então, poderá ser a encomenda antecipada. “Se sua família tiver um histórico de problemas cardíacos, poderemos produzir vasos sanguíneos e guardá-los para o dia em que você precisar deles”, diz Forgacs, da Organovo. Com fabricação em massa e sob encomenda, você poderá comprar uma bexiga ou fígado novo quando os seus falharem. Quem sabe até parcelar no cartão.

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14.066 – A Cápsula Orion


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(MPCV)) é uma nave espacial desenvolvida pela NASA para exploração humana do espaço profundo, construída para transportar astronautas à Lua, a Marte e a asteróides.
A espaçonave é baseada no antigo Orion Crew Exploration Vehicle, do cancelado Programa Constellation.
O primeiro teste não-tripulado da Orion foi realizado com sucesso em 5 de dezembro de 2014.
Em 14 de janeiro de 2004, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a construção do Crew Exploration Vehicle (CEV) como parte da política espacial americana Vision for Space Exploration. O veículo espacial era parcialmente uma reação ao acidente do ônibus espacial Columbia, ao relatório da comissão criada para analisar as causas do desastre e às descobertas subsequentes, além de uma revisão do programa espacial norte-americano feita pela Casa Branca. Como a Vision for Space Exploration acabou sendo desenvolvida como Programa Constellation, o CEV acabou sendo denominado Orion Crew Exploration Vehicle, em homenagem à constelação do mesmo nome.
O Programa Constellation propunha a criação do Orion CEV com duas variantes, nave cargueira não-tripulada e voos com tripulação, como apoio às expedições na Estação Espacial Internacional e como um transporte para voltar à Lua. Dividida em duas partes principais, um módulo de comando em forma de cone e um módulo de serviço cilíndrico – contendo o sistema de propulsão da nave e suprimentos de consumo – foram projetados, baseados no desenho das naves Apollo que voaram entre 1967 e 1975.
O desenho da nave incluía um módulo de serviço para suporte à vida e propulsão própria, inicialmente previsto para aterrar em terra firme com o auxílio de airbags, mas depois mudado para pouso no mar, também como as antigas Apollo.
A nave deveria ser lançada por um foguete leve Ares I para a órbita baixa da Terra onde se acoplaria com o Módulo Lunar Altair, lançado antes por um foguete mais pesado, Ares V, para as expedições lunares. Entretanto, em 11 de outubro de 2010, por questões orçamentárias, o presidente Barack Obama cancelou o Programa Constellation, encerrando o desenvolvimento do módulo Altair e dos dois foguetes programados. Apenas o Orion Crew Exploration Vehicle (CEV), renomeado como Orion Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV), foi mantido, com lançamento a ser feito pelo Space Launch System.
A Orion MPCV se assemelha em aparência com suas predecessoras Apollo mas a similaridade é limitada ao desenho de ambas. Sua tecnologia e capacidade são muito mais avançadas. Ela é planejada para suportar missões de maior duração no espaço profundo e pode carregar até seis astronautas por mais de 21 dias e até 6 meses. Durante o período de repouso no espaço, o suporte à vida da tripulação deve ser fornecido por outro módulo como o Deep Space Habitat, um módulo em tamanho menor e derivado das condições de conforto da ISS. A propulsão, proteção termal e sistemas aviônicos foram planejados para serem modernizados à medida que novas tecnologias sejam descobertas. Ela inclui módulo de comando e de serviço assim como um adaptador de espaçonaves.
O módulo destinado à tripulação é maior que o da Apollo e pode acomodar mais tripulantes para missões espaciais curtas ou longas. O módulo de serviço, além de fornecer propulsão, estoca a água e o oxigênio da tripulação. Sua estrutura também foi desenhada para permitir o transporte de carga e de experimentos científicos.

Módulo de Comando
É a cápsula que serve de habitação para os tripulantes, fornece armazenamento para materiais de consumo e instrumentos de pesquisa e serve como porto de acoplagem para transferência de tripulações. É a única parte da espaçonave que retorna à Terra após a missão e tem um formato de tronco de bases paralelas a 57.5º, similar ao Módulo de Comando da Apollo. Tem 5m de diâmetro por 3,3m de altura, com uma massa de cerca de 8,6 toneladas.
A proteção termal da cápsula é feita de um produto chamado Avcoat, também usado anteriormente nas Apollo e nos ônibus espaciais, composto de fibras de sílica com uma resina em um favo feito de fibra de vidro e resina fenólica. Algumas das novas tecnologias usadas pela Orion são um sistema de acoplagem automática (existente apenas hoje nas naves cargueiras não-tripuladas), sistema de computadores superiores aos existentes em qualquer espaçonave atual, sistemas digitais de controle derivados do Boeing 787 Dreamliner, o mais avançado avião da Boeing, incluindo controle de voz, melhoria das instalações de gestão de resíduos, com um banheiro de estilo acampamento em miniatura e o “tubo de alívio” unissex usado no ônibus espacial (cujo sistema foi baseado no utilizado no Skylab) e da Estação Espacial Internacional (com base nas estações soviéticas Salyut e MIR). Isso elimina o uso da odiada “fralda de plástico” usada pelos tripulantes das Apollo e das naves russas Soyuz. Além disso, um novo sistema de mistura de oxigênio/nitrogênio é usado na composição da atmosfera do interior da nave, que permite que o ar respirado tenha mesma pressão do nível do mar ou ligeiramente reduzido.
A cápsula é construída com uma liga de alumínio-lítio, igual à usada no tanque externo do ônibus espacial e nos foguetes Delta IV e Atlas V.
Para permitir que ela acople com outras naves espaciais, o MC da Orion é equipado com o NASA Docking System, mecanismo de acoplagem desenvolvido para ela, similar ao usados pelos ônibus espaciais para acoplagem com a ISS. Ela também possui um sistema de escape de emergência durante o lançamento, o Launch Escape System, assim como uma capa protetora feita de fiberglass para protegê-la de tensões aerodinâmicas e de impacto durante os 2,5 minutos de subida. Seus projetistas asseguram que a Orion é dez vezes mais segura durante a subida e a reentrada que os ônibus espaciais.

Módulo de serviço
Num primeiro momento, após indecisões sobre a fabricação de um MS por questões orçamentárias após o fim do Programa Constellation, a direção da NASA e do programa Orion anunciou que a ela usaria um já existente ATV, os veículos de carga europeus desenvolvidos pela ESA para suporte das tripulações da Estação Espacial Internacional, como módulo de serviço para o módulo de comando da Orion. Com a evolução dos estudos, a NASA decidiu que um módulo exclusivo seria construído pela ESA para a nave, com hardware derivado dos atuais ATV, através da Airbus Defence and Space, em Bremen, na Alemanha.

Sistema de abortagem de lançamento
A Orion é a primeira espaçonave norte-americana desde o Programa Apollo a ser equipada com um sistema de escape de emergência. Assim como o módulo de comando da Apollo, o Launch Escape System (LES) da Orion possui um potente foguete de combustível sólido na ponta do conjunto foguete-cápsula, capaz de ejetar o módulo de comando e sua tripulação para longe do foguete se ele apresentar algum defeito durante o lançamento inicial, até o momento em que o primeiro estágio seja ejetado.
Baseado no sistema usado pelas naves Soyuz, o LES a ser usado pela Orion será maior que os da espaçonave russa e terá mais empuxo que todo o foguete Atlas 6 usado para colocar o astronauta John Glenn em órbita em 1962.
Após o adiamento para o dia seguinte, em 5 de dezembro foi feito o lançamento da espaçonave, às 07:03, hora local de Cabo Kennedy, sem tripulação, para o teste que consistiu em realizar duas órbitas em volta da Terra, uma delas a mais de 5,8 mil km de distância, dentro do Cinturão de Van Allen, testar equipamento críticos de segurança, fazer análises das estruturas da nave e retornar pousando no oceano.[24] Apesar de não levar tripulantes, a Orion levou ao espaço amostras do solo lunar, partes de um fóssil de dinossauro e uma gravação do movimento “Marte” da obra de Gustav Holst, “Os Planetas”.
Depois de cumprir o planejado, num voo de cerca de 4h30min, a cápsula pousou no Oceano Pacífico, 1000 km a oeste de San Diego, às 08:29, hora local, onde foi recolhida do oceano pelas equipes de resgate da NASA e da Marinha, a bordo do navio de apoio USS Anchorage. A agência espacial informou que a nave funcionou quase à perfeição e que pousou no mar apenas uma milha fora do ponto previsto.

14.057 – Como Funciona o Trem Bala?


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Eles conseguem fazer isso graças a poderosos eletroímãs – peças que geram um campo magnético a partir de uma corrente elétrica – instalados tanto no veículo quanto nos trilhos. Os maglevs (abreviação de “levitação magnética”), como são chamados, nada têm a ver com os famosos trens-bala que circulam no Japão e na Europa com motores elétricos e rodas comuns e atingem até 300 km/h. Já os maglevs, que ainda não entraram em operação em nenhum lugar do mundo, poderão superar os 500 km/h, pois não sofrerão nenhum atrito com o solo. As vantagens não param por aí. Eles consumirão menos energia, serão mais silenciosos e não precisarão de tanta manutenção. A expectativa é de que esses trens flutuantes possam competir até com vôos regionais, revolucionando o transporte entre cidades.
Um maglev venceria a distância entre Rio e São Paulo em 50 minutos, praticamente o mesmo tempo da ponte aérea, mas a um custo bem inferior. Por que, então, eles ainda não estão em funcionamento? O problema é o enorme investimento necessário para instalar linhas totalmente novas – enquanto os trens-bala comuns podem aproveitar as ferrovias já existentes.
Transporte revolucionário O trem alemão Transrapid levita a 10 milímetros de altura
CABINE DE COMANDO
Apesar de ter, na frente, uma cabine de comando tripulada, como os trens tradicionais, o maglev não possui uma locomotiva propriamente dita, já que o “motor” não fica no trem e sim nos trilhos inteiros. Cada vagão tem seus próprios ímãs e é capaz de levitar sozinho

TRILHOS MAGNÉTICOS
O verdadeiro motor do maglev está na linha que ele irá percorrer. Uma bobina de cabos ao longo dos trilhos produz um campo magnético variável que impulsiona o trem a velocidades de até 500 km/h. Para economizar energia, apenas a parte da linha sobre a qual o trem está passando permanece ligada

CHASSI INFERIOR
Essa estrutura embaixo dos vagões carrega os ímãs responsáveis pela levitação e pela direção do veículo. Apesar de envolver as guias da linha (para evitar descarrilamento), o chassi não toca nelas e fica suspenso no ar, a 10 milímetros de distância

ÍMÃS DE DIREÇÃO
Quatro eletroímãs, dois de cada lado do trem, são atraídos para a guia. O resultado é um equilíbrio de forças (seta amarela) que impede o trem de tocar nos trilhos. Nas curvas, a potência dos ímãs é automaticamente ajustada por computadores para que o trem vire suavemente, sem solavancos

ÍMÃS DE LEVITAÇÃO
Ficam embaixo dos trilhos e apontados para cima, sustentando o trem no ar com sua força magnética (seta verde). São eles que impulsionam o trem para a frente, reagindo às variações na corrente elétrica que passa pela linha

BOBINA DE CABOS
A bobina é formada por três cabos elétricos trançados que percorrem todo o trilho. A diferença de corrente elétrica entre eles gera o campo magnético que faz o trem avançar (seta vermelha). Para freá-lo, basta inverter a direção desse campo

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14.049 – Arma de Guerra – Novo drone helicóptero militar dos EUA está pronto para ação


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Após dois anos de testes e desenvolvimento, o drone helicóptero Fire Scout, da Marinha dos EUA, está finalmente pronto para a ação. O exército norte-americano declarou que o MQ-8C, desenvolvido pela Northrop Grumman, atingiu sua “capacidade operacional inicial”, ou o estado mínimo de que necessita para entrar em serviço.
A nova versão é consideravelmente maior do que o seu antecessor. O novo drone é capaz de ficar o dobro de tempo em voo, 12 horas na estação, e transportar cerca de três vezes mais carga útil. O drone também traz novos radares com campo de visão maior.
As atualizações devem ajudar a Marinha dos EUA a lidar com a grande variedade de missões que vão desde o reconhecimento direto de locais remotos até o apoio a unidades outras aéreas, terrestres e navais.
Apesar do anúncio, o drone não deve ser visto em ação tão cedo. Embora esteja claro seu potencial para operações de frota e treinamento, o drone helicóptero não deve ser implantado em navios de combate litorâneos até 2021.
De qualquer forma, o novo MQ-8C mostra quando o a Marinha aposta nos drones para o futuro.

Fonte: Engadget

14.048 – Em teste o Foguete que Levará o Homem a Marte


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Foguete reutilizável é peça-chave nos planos da SpaceX de chegar a Marte
Ao responder uma série de perguntas de seus milhares de fãs no Twitter, Elon Musk revelou suas intenções de uma apresentação completa do Starship, o foguete reutilizável de próxima geração da SpaceX já para o final de julho de 2019. A espaçonave é peça-chave no plano da empresa para chegar a Marte.
O CEO da SpaceX também lembrou que o último teste de um de seus motores de foguete Raptor foi “bem-sucedido em geral”, apesar de um aborto, já que o objetivo era testar os limites externos de tolerância do novo motor.
Segundo Musk, a apresentação oficial de Starship da SpaceX deve ocorrer “algumas semanas após Hopper pairar”, se referindo ao teste de voo de curta duração da StarHopper. O StarHopper completou um teste limitado em abril. O próximo passo é repetir o feito sem restrições, o que está mais próximo da realidade do que nunca depois que a empresa resolveu um problema importante com a vibração do motor Raptor em uma frequência operacional específica.
O Super Heavy é o estágio superior do veículo Starship, capaz de transportar até 20 toneladas para a órbita geoestacionária da Terra, ou mais de 100 toneladas para a órbita baixa. O compartimento de carga tem nove metros, e o sistema será capaz de transportar, além de cargas, tripulações e recursos necessários em viagens de astronautas para a Lua ou para Marte.
Vários voos de teste estão previstos com o conjunto Starship-Super Heavy antes que esse primeiro voo comercial de 2021 aconteça, segundo Hofeller, que servirão para demonstrar o sistema de lançamento aos clientes em potencial, bem como para resolver quaisquer problemas que porventura possam acontecer.
Recentemente, a empresa fez um “salto” com um protótipo do Starship, que subiu alguns metros a partir do solo, e os próximos testes alcançarão altitudes mais elevadas. Eventualmente, a SpaceX poderá substituir seus atuais foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy pelo Super Heavy, ainda que a empresa provavelmente não apressará seus atuais clientes para aceitarem esta troca.

14.046 – Mega Projeções – Ninguém mais vai usar smartphone em cinco anos, diz Samsung


O lançamento do Galaxy Fold tem sido um grande desafio para a Samsung, mas isso não fez que a empresa mudasse sua visão sobre o dispositivo. Para a companhia, o hardware dobrável é uma espécie de ponte para um futuro sem smartphones
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
Para assistir a vídeos, ouvir música, visualizar e responder mensagens, “pode-se ter a mesma experiência em qualquer lugar”. “O dobrável vai durar anos”, estima Cibils. “Uma vez que o 5G e a internet das coisas estejam disponíveis [juntos], em vez de smartphones haverá dispositivos inteligentes. Eles podem diminuir, mas novos aparelhos surgirão.”

14.041 – Mais Sobre Nanotecnologia


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A nanotecnologia consiste nos estudos e na manipulação da matéria em escala atômica e molecular. O nome dado a essa nova tecnologia deriva do termo nanômetro, que corresponde a um bilionésimo do metro (0,000000001 m), e foi definido pela Universidade Científica de Tóquio, em 1974.

O avanço da nanotecnologia ocorreu a partir do desenvolvimento do Microscópio eletrônico de varredura (MEV), em 1981, na Suíça. Esse microscópio tem uma capacidade de aumento muito maior que os microscópios ópticos. Ele é constituído por uma agulha extremamente fina, formada por poucos átomos, que executa a varredura de uma superfície a uma distância de um nanômetro. Durante essa varredura, os elétrons tunelam da agulha para a superfície, criando uma corrente de tunelamento, que é utilizada por um computador para criar uma imagem extremamente ampliada dessa superfície, tornando visíveis os seus átomos.
Ao tornar possível a visualização do relevo atômico de uma superfície, esse microscópio também possibilitou a criação de uma série de instrumentos para visualizar e manipular materiais em escala atômica.

Qual a importância dos estudos da nanotecnologia?
A matéria em escala nanométrica tem propriedades diferentes dos materiais macroscópicos. Nessa escala, já não são válidos os princípios da Física Clássica, e sim os da Física Moderna, que considera a dualidade onda-partícula e a Física Quântica. Pequenas mudanças na estrutura da matéria podem acarretar mudanças significativas em suas características físicas e químicas.
Atualmente, a nanotecnologia está presente em várias áreas de pesquisa, como Física, Química, Eletrônica, Medicina, Ciência da Computação, Biologia e Engenharia, e tem permitido o desenvolvimento de novos materiais e técnicas muito mais eficientes que os já conhecidos.
Indústria de cosméticos: As nanopartículas podem ser usadas para diferentes finalidades, como o preenchimento de rugas, maquiagens, protetor solar etc. Os benefícios da nanotecnologia nessa área devem-se à melhor penetração dos ingredientes na pele ou no cabelo. Afinal, se as partículas são menores, elas podem chegar a pontos mais profundos.

Informática: nos processadores eletrônicos, que podem ter um tamanho de apenas 45nm. Esses dispositivos possuem tecnologia avançada e podem trabalhar a altíssimas velocidades. Além disso, a capacidade armazenamento desses materiais é muito maior.

Medicina: No diagnóstico por imagem da ressonância magnética, em que as imagens são obtidas pela interação entre o campo magnético produzido pelo aparelho e o momento magnético do próton no núcleo dos átomos de hidrogênio.

Riscos da nanotecnologia
Embora as pesquisas na área da nanotecnologia tenham como objetivo proporcionar a melhora na qualidade de vida das pessoas, essa ciência também tem um potencial muito grande em ser prejudicial ao meio ambiente.
O tamanho mínimo das nanopartículas facilita sua dispersão na atmosfera, na água e no solo. Sua remoção torna-se praticamente impossível por técnicas de filtração. Além disso, quanto menor uma partícula, mais reativa ela é, além de poder desenvolver também novas propriedades que podem torná-la nociva.

14.038 – Mega Techs – Novo spray pode substituir curativos para queimaduras e feridas


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A startup israelense Nanomedic Technologies criou um spray para a pele que pode tratar feridas rapidamente sem dores de queimaduras com a ajuda de nanomateriais que imitam o tecido humano. O aparelho chamado de SpinCare pulveriza um curativo de polímero transparente, semelhante à pele, diretamente na ferida. O produto é resistente à água por 24 horas após a aplicação, e descasca naturalmente assim que a pele tenha cicatrizado. O tratamento pode permanecer na pele danificada por duas ou três semanas.
A camada de pele temporária e transparente que o dispositivo gera pode ser aplicada sem tocar na pele carbonizada, ajudando a prevenir infecções. O SpinCare pode ser utilizado por médicos e outras equipes médicas que trabalham em hospitais ou clínicas ou que prestam atendimento domiciliar, diz a startup em seu site.
Como funciona
“Ao cobrir a ferida, reduzimos a dor, melhoramos a cicatrização e até, por suas características, imitamos totalmente a camada superior da pele, temporariamente, para que ela possa cobrir até que o corpo se cure sozinho”, explica Chen Barak, CEO da Nanomedic.
Ele ressalta a facilidade com que os profissionais de saúde podem aprender a usar o produto, a eficácia do produto em evitar infecções e os termos de tempo, quando comparado aos métodos tradicionais de curativo.
O spray consiste em um dispositivo leve, em forma de pistola, e um kit rotativo de ampolas descartáveis ​​contendo uma solução de polímero. A solução de polímero – na qual os polímeros dissolvidos podem ser naturais ou sintéticos – pode ser combinada com vários aditivos de acordo com a natureza da ferida e as necessidades do paciente: cremes antibacterianos, antibióticos, colágeno, silício, hidrogel e canabinoides.
A camada precisa ser aplicada apenas uma vez no ponto da ferida e permanecer neste ponto até que um novo tecido epidérmico cresça embaixo, um processo que pode levar de uma a três semanas. Quando o novo tecido é regenerado, a pele artificial descasca naturalmente, sem dores para o paciente.
As pessoas podem tomar banho de um a dois dias após o tratamento. Na maioria dos casos de queimaduras, o curativo precisa ser removido e alterado para isso.
O tratamento “destina-se a qualquer tipo de feridas que precisam de tratamento médico, incluindo lesões cirúrgicas e crônicas”, disse Barak.

Produto testado e aprovado
O dispositivo foi utilizado em mais de 100 pacientes em estudos clínicos em Israel em centros médicos como o Sheba Medical Center, o Hospital Ichilov em Tel Aviv e o hospital Rambam em Haifa, bem como vários na Europa.
A NanoMedic pretende lançar o novo produto no mercado no segundo semestre deste ano, primeiro na Europa e depois, após a aprovação da FDA, nos Estados Unidos.
Dr. Chen Barak, CEO da NanoMedic, informou que um preço final para o SpinCare ainda está para ser definido, mas que será significativamente mais barato do que outros produtos avançados no mercado. Além da compra única do próprio dispositivo, as ampolas utilizadas para carregar o polímero também serão relativamente baratas e vão exigir apenas uma aplicação por ferida.
“Sabemos que este é um sistema de entrega muito bom e, portanto, nosso pipeline de P&D possui ampolas que contêm componentes antibacterianos, além de componentes de colágeno que acabará indo para as células”, disse o CEO.
Cerca de 180 mil mortes acontecem a cada ano em todo o mundo por causa de queimaduras, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

14.034 – WhatsApp – Tiro pela Culatra Contra os Spans


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Mandou pra mais de 5, dançou… 

O aplicativo censura sua mensagem sem nem mesmo saber o conteúdo

Mensalmente são mais de 2 milhões de contas banidas que supostamente estariam propagando spans.
Dessa forma, comportamentos não permitidos, como o envio de mensagens automatizadas e em grandes quantidades – o famoso “spam” – podem ser detectados sem invadir a privacidade das conversas. Vale lembrar que o novo limite de encaminhamento de mensagens só permite enviar o mesmo conteúdo para apenas cinco contatos por vez.
Ainda de acordo com o material oficial divulgado pela companhia, 75% das contas removidas por ações inadequadas são identificadas por meio do algoritmo de aprendizado de máquina do app.
Para banir usuários sem ler o conteúdo das conversas privadas, o WhatsApp usa metadados do registro no aplicativo e a taxa de envio de mensagens. Por meio dessas informações, não é preciso decriptar o bate-papo. Tudo ocorre por meio do sistema de Machine Learning, um campo de Ciência da Computação que combina inteligência artificial e reconhecimento de modelos. Desse modo, a detecção de abusos se dá em três estágios. Primeiramente, no próprio momento de registro da conta. Em seguida, durante a escrita e envio de mensagens. Finalmente, as reações negativas, por meio de denúncias e bloqueios, também ajudam no combate às contas abusivas.
No momento de registro, os dados do aparelho em que a conta é criada permitem ao WhatsApp verificar suas coordenadas. O número de telefone, o endereço IP do celular e outros detalhes podem ser utilizados para detectar a origem de um problema. O mensageiro consegue verificar se a conta está sendo criada de um mesmo telefone ou de uma mesma rede que mostrou atividade suspeita. Nesse caso, é provável que o aplicativo remova a conta quando o usuário tentar registrá-la. Só nos últimos três meses, o WhatsApp revelou que 20% de contas foram banidas no momento em que eram registradas.
A avaliação de mensagens em tempo real é o segundo estágio. Aqui, é a intensidade de uso que faz a diferença. É relativamente fácil identificar abusos nesse momento – afinal de contas, usuários bem intencionados usam o aplicativo com moderação ao encaminhar conteúdo apenas ocasionalmente. Por outro lado, se uma pessoa envia 400 mensagens por minuto, por exemplo, é bem provável que a conta esteja relacionada a um esquema de uso abusivo do mensageiro.
As reações negativas a uma conta são, enfim, outra ferramenta que permite banir usuários sem que as mensagens sejam lidas. As denúncias enviadas são categorizadas pelo WhatsApp e permitem compreender as motivações das contas que enviam mensagens indesejadas, como espalhar informação falsa (fake news) ou mesmo vender um produto. O software também estimula a proteção contra o envio de mensagens impróprias ao oferecer a opção de bloqueio de informações para números desconhecidos.
Para aprimorar a identificação de reações negativas, o app também filtra bloqueios injustos. Assim, do mesmo modo que o WhatsApp se esforça para identificar o envio excessivo de mensagens, um grande número de denúncias direcionadas a um mesmo usuário também pode ser investigado. Uma das formas de fazer isso é verificar se os números de telefone que efetuaram as denúncias interagiram de fato com a pessoa denunciada.
Inicialmente, o app permitia o envio de um mesmo conteúdo para mais de 200 pessoas simultaneamente.
O WhatsApp foi cenário para diferentes polêmicas em 2018. Golpes envolvendo marcas famosas, como Burger King e Cacau Show, tentaram roubar dados pessoais dos usuários, e o fenômeno Momo perturbou crianças e adolescentes utilizando o chat. Além disso, uma falha envolvendo o emoji de esquilo travava o mensageiro e até os celulares.
As fake news também se tornaram assunto recorrente envolvendo o aplicativo, após uma série de boatos espalhados pela plataforma ocasionar o linchamento e morte de várias pessoas na Índia. A fatalidade fez com que a empresa mudasse sua política de compartilhamento. Aqui no Brasil, as notícias falsas movimentaram as eleições presidenciais. Confira a seguir as maiores polêmicas relacionadas ao WhatsApp em 2018.
Mega Opinião
Colocar no mesmo rol indivíduos que divulgam fake news e profissionais de vendas é um erro grosseiro do aplicativo ou é mesmo feito com intenções obscuras, cercear o direito de trabalhar num mundo com frágil economia é um deserviço à sociedade.

14.024 – Aviação Comercial – A Boeing Lançará seu Novo Supersônico


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Os voos comerciais com jatos supersônicos deixaram de ser uma realidade há mais de 15 anos, com a aposentadoria do Concorde, em outubro de 2003. Além do Concorde, apenas o avião russo Tupolev TU-144 chegou a fazer viagens com passageiros acima da velocidade do som. O TU-144, no entanto, ficou em operação por pouco mais de seis meses, entre 1977 e 1978. Nos últimos anos, começaram a surgir novos projetos para tentar viabilizar o retorno dos voos supersônicos na aviação comercial. Ainda deve demorar para que os primeiros voos de teste sejam iniciados.
Boeing
Apresentou em junho do ano passado o seu avião conceito para viagens supersônicas. A intenção é voar cinco vezes mais rápido que a velocidade do som, ou cerca de 5.500 km/h. Segundo a empresa, o novo avião poderia ser utilizado tanto pela aviação comercial como em missões militares. A Boeing não dá muitos detalhes sobre o projeto e diz apenas que os engenheiros de toda a empresa trabalham para desenvolver a tecnologia necessária para quando o mercado estiver pronto para os voos supersônicos. O pesquisador sênior e cientista-chefe de hipersônicos da Boeing, Kevin Bowcutt, afirmou que avião supersônico de passageiros da Boeing só deve ser viável daqui a 20 ou 30 anos.

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Com capacidade entre 12 e 18 passageiros, o jato executivo supersônico Spike S-512 quer reduzir o tempo das viagens de avião pela metade. O jato está sendo projetado para voar a velocidade Mach 1.6, cerca de 1.700 km/h, com uma autonomia de voo para mais de 11 mil quilômetros de distância. O jato poderia voar de São Paulo a Londres em 5h30. A empresa afirma que um dos principais diferenciais em relação aos antigos aviões supersônicos, como o Concorde, é o baixo nível de ruído, mesmo ao quebrar a barreira do som. O avião também está sendo projetado para ter um interior luxuoso. As janelas seriam substituídas por enormes telas, que podem transmitir imagens externas, um filme ou qualquer outra apresentação. Originalmente, a empresa tinha a intenção de fazer o primeiro voo do jato supersônico em 2021, com as entregas para 2023. O projeto, no entanto, está atrasado.
O jato executivo AS2, da Aerion Supersonic, deve realizar seu primeiro voo de testes em 2023, para ser entregue aos primeiros clientes em 2025. O jato terá capacidade para 12 passageiros, com velocidade máxima de Mach 1.4, cerca de 1.500 km/h, e autonomia de 7.800 quilômetros de distância. Quando estiver sobrevoando áreas terrestres, no entanto, o jato viajaria abaixo da velocidade do som por conta do estrondo gerado ao romper a barreira do som. Com isso, o avião é um misto entre supersônico e subsônico. Em uma viagem de Nova York a São Paulo, por exemplo, haveria uma economia de 2h09.

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