13.269 – Mega Byte – A Ciência da Computação


ciencia da computacao

“ Ciência da Computação tem tanto a ver com o computador como a astronomia com o telescópio, a biologia com o microscópio, ou a química com os tubos de ensaio. A ciência não estuda ferramentas, mas o que fazemos e o que descobrimos com elas. ”

É a ciência que estuda as técnicas, metodologias e instrumentos computacionais, que automatiza processos e desenvolve soluções baseadas no uso do processamento digital. Não se restringe apenas ao estudo dos algoritmos, suas aplicações e implementação na forma de software, extrapolando para todo e qualquer conhecimento pautado no computador, que envolve também a telecomunicação, o banco de dados e as aplicações tecnológicas que possibilitam atingir o tratamento de dados de entrada e saída, de forma que se transforme em informação. Assim, a Ciência da Computação também abrange as técnicas de modelagem de dados e os protocolos de comunicação, além de princípios que abrangem outras especializações da área.
Enquanto ciência, classifica-se como ciência exata, apesar de herdar elementos da lógica filosófica aristotélica, tendo por isto um papel importante na formalização matemática de algoritmos, como forma de representar problemas decidíveis, i.e., os que são susceptíveis de redução a operações elementares básicas, capazes de serem reproduzidas através de um qualquer dispositivo mecânico/eletrônico capaz de armazenar e manipular dados. Um destes dispositivos é o computador digital, de uso generalizado, nos dias de hoje. Também de fundamental importância para a área de Ciência da Computação são as metodologias e técnicas ligadas à implementação de software que abordam a especificação, modelagem, codificação, teste e avaliação de sistemas de software.
Os estudos oriundos da Ciência da Computação podem ser aplicados em qualquer área do conhecimento humano em que seja possível definir métodos de resolução de problemas baseados em repetições previamente observadas. Avanços recentes na Ciência da Computação tem impactado fortemente a sociedade contemporânea, em particular as aplicações relacionadas às áreas de redes de computadores, Internet, Web e computação móvel que têm sido utilizadas por bilhões de pessoas ao redor do globo.

abaco

Um pouco de História
A primeira ferramenta conhecida para a computação foi o ábaco, cuja invenção é atribuída a habitantes da Mesopotâmia, em torno de 2700–2300 a.C.. Seu uso original era desenhar linhas na areia com rochas. Versões mais modernas do ábaco ainda são usadas como instrumento de cálculo.
No século VII a.C., na antiga Índia, o gramático Pānini formulou a gramática de Sânscrito usando 3959 regras conhecidas como Ashtadhyāyi, de forma bastante sistemática e técnica. Pānini usou transformações e recursividade com tamanha sofisticação que sua gramática possuía o poder computacional teórico tal qual a Máquina de Turing.
Entre 200 a.C. e 400, os indianos também inventaram o logaritmo, e partir do século XIII tabelas logarítmicas eram produzidas por matemáticos islâmicos. Quando John Napier descobriu os logaritmos para uso computacional no século XVI, seguiu-se um período de considerável progresso na construção de ferramentas de cálculo.
No século VII, o matemático indiano Brahmagupta explicou pela primeira vez o sistema de numeração hindu-arábico e o uso do 0. Aproximadamente em 825, o matemático persa al-Khwarizmi escreveu o livro Calculando com numerais hindus, responsável pela difusão do sistema de numeração hindu-arábico no Oriente Médio, e posteriormente na Europa. Por volta do século XII houve uma tradução do mesmo livro para o latim: Algoritmi de numero Indorum. Tais livros apresentaram novos conceitos para definir sequências de passos para completar tarefas, como aplicações de aritmética e álgebra. Por derivação do nome do matemático,actualmente usa-se o termo algoritmo.

Lógica binária
Por volta do século III a.C., o matemático indiano Pingala inventou o sistema de numeração binário. Ainda usado atualmente no processamento de todos computadores modernos, o sistema estabelece que sequências específicas de uns e zeros podem representar qualquer informação.
Em 1703 Gottfried Leibniz desenvolveu a lógica em um sentido formal e matemático, utilizando o sistema binário. Em seu sistema, uns e zeros também representam conceitos como verdadeiro e falso, ligado e desligado, válido e inválido. Mais de um século depois, George Boole publicou a álgebra booleana (em 1854), com um sistema completo que permitia a construção de modelos matemáticos para o processamento computacional. Em 1801, apareceu o tear controlado por cartão perfurado, invenção de Joseph Marie Jacquard, no qual buracos indicavam os uns e, áreas não furadas, indicavam os zeros. O sistema está longe de ser um computador, mas ilustrou que as máquinas poderiam ser controladas pelo sistema binário.

Foi com Charles Babbage que o computador moderno começou a ganhar forma, através de seu trabalho no engenho analítico. O equipamento descrito originalmente em 1837, mais de um século antes de seu sucessor, nunca foi construído com sucesso, mas possuía todas as funções de um computador moderno. O dispositivo de Babbage se diferenciava por ser programável, algo imprescindível para qualquer computador moderno.
Durante sua colaboração, a matemática Ada Lovelace publicou os primeiros programas de computador em uma série de notas para o engenho analítico. Por isso, Lovelace é popularmente considerada como a primeira programadora.

Nascimento da Ciência da Computação
Antes da década de 1920, computador era um termo associado a pessoas que realizavam cálculos, geralmente liderados por físicos. Milhares de computadores eram empregados em projetos no comércio, governo e sítios de pesquisa. Após a década de 1920, a expressão máquina computacional começou a ser usada para referir-se a qualquer máquina que realize o trabalho de um profissional, especialmente aquelas de acordo com os métodos da Tese de Church-Turing.
O termo máquina computacional acabou perdendo espaço para o termo reduzido computador no final da década de 1940, com as máquinas digitais cada vez mais difundidas. Alan Turing, conhecido como pai da Ciência da Computação, inventou a Máquina de Turing, que posteriormente evoluiu para o computador moderno.
Os fundamentos matemáticos da Ciência da Computação moderna começaram a ser definidos por Kurt Gödel com seu teorema da incompletude (1931). Essa teoria mostra que existem limites no que pode ser provado ou desaprovado em um sistema formal; isso levou a trabalhos posteriores por Gödel e outros teóricos para definir e descrever tais sistemas formais, incluindo conceitos como recursividade e cálculo lambda.
Em 1936 Alan Turing e Alonzo Church independentemente, e também juntos, introduziram a formalização de um algoritmo, definindo os limites do que pode ser computador e um modelo puramente mecânico para a computação. Tais tópicos são abordados no que atualmente chama-se Tese de Church-Turing, uma hipótese sobre a natureza de dispositivos mecânicos de cálculo. Essa tese define que qualquer cálculo possível pode ser realizado por um algoritmo sendo executado em um computador, desde que haja tempo e armazenamento suficiente para tal.
Turing também incluiu na tese uma descrição da Máquina de Turing, que possui uma fita de tamanho infinito e um cabeçote para leitura e escrita que move-se pela fita. Devido ao seu caráter infinito, tal máquina não pode ser construída, mas tal modelo pode simular a computação de qualquer algoritmo executado em um computador moderno. Turing é bastante importante para a Ciência da Computação, tanto que seu nome é usado para o Prêmio Turing e o teste de Turing. Ele contribuiu para a quebra do código da Alemanha pela Grã-Bretanha[3] na Segunda Guerra Mundial, e continuou a projetar computadores e programas de computador pela década de 1940; cometeu suicídio em 1954.
Até a década de 1930, engenheiros eletricistas podiam construir circuitos eletrônicos para resolver problemas lógicos e matemáticos, mas a maioria o fazia sem qualquer processo, de forma particular, sem rigor teórico para tal. Isso mudou com a tese de mestrado de Claude Shannon de 1937, A Symbolic Analysis of Relay and Switching Circuits. Enquanto tomava aulas de Filosofia, Shannon foi exposto ao trabalho de George Boole, e percebeu que poderia aplicar esse aprendizado em conjuntos eletro-mecânicos para resolver problemas. Shannon desenvolveu a teoria da informação no artigo de 1948: A Mathematical Theory of Communication , cujo conteúdo serve como fundamento para áreas como compressão de dados e criptografia.
Apesar de sua pequena história enquanto uma disciplina acadêmica, a Ciência da Computação deu origem a diversas contribuições fundamentais para a ciência e para a sociedade. Esta ciência foi responsável pela definição formal de computação e computabilidade, e pela prova da existência de problemas insolúveis ou intratáveis computacionalmente.
Também foi possível a construção e formalização do conceito de linguagem de computador, sobretudo linguagem de programação, uma ferramenta para a expressão precisa de informação metodológica flexível o suficiente para ser representada em diversos níveis de abstração.
Para outros campos científicos e para a sociedade de forma geral, a Ciência da Computação forneceu suporte para a Revolução Digital, dando origem a Era da Informação.
A computação científica é uma área da computação que permite o avanço de estudos como o mapeamento do genoma humano (ver Projeto Genoma Humano).

Blaise Pascal, desenvolveu a calculadora mecânica e tem seu nome em uma linguagem de programação;
Charles Babbage, projetou um computador mecânico, a máquina analítica;
Ada Lovelace, considerada a primeira pessoa programadora, deu nome à uma linguagem de programação;
Alan Turing, participou do projeto Colossus e foi um dos cérebros que decifra a Enigma. Também inventou um tipo teórico de máquina super-simples capaz de realizar qualquer cálculo de um computador digital, a Máquina de Turing
John von Neumann, descreveu o computador que utiliza um programa armazenado em memória, a Arquitetura de von Neumann, que é a base da arquitetura dos computadores atuais
John Backus, líder da equipe que criou o Fortran e criou a notação BNF
Maurice Vicent. Wilkes, inventor do somador binário
Howard Aiken, inventor do Mark I
Walter H. Brattain, inventor do transístor
William Shockley, inventor do transístor
John Bardeen, inventor do transístor
Fred Williams, inventor da memória RAM
Tom Kilburn, inventor da memória RAM
Konrad Zuse, inventor independente do computador digital e de linguagens de programação na Alemanha nazista
John Atanasoff, inventor do primeiro computador digital, o Atanasoff–Berry Computer, ABC
Clifford Berry, assistente de Atanasoff
Almirante Grace Hopper, programadora do Mark I, desenvolveu o primeiro compilador; primeira mulher a receber um Ph.D. em matemática
Edsger Dijkstra, líder do ALGOL 60, publicou o artigo original sobre programação estruturada
J. Presper Eckert, criador do ENIAC
John William Mauchly, criador do ENIAC

Abrange
Arquitetura de computadores — o desenvolvimento, a organização, a otimização e a verificação de sistemas computacionais
Computação distribuída — computação sendo executada em diversos dispositivos interligados por uma rede, todos com o mesmo objetivo comum
Computação paralela — computação sendo executada em diferentes tarefas; geralmente concorrentes entre si na utilização de recursos
Computação quântica — representação e manipulação de dados usando as propriedades quânticas das partículas e a mecânica quântica
Sistemas operacionais — sistemas para o gerenciamento de programas de computador e para a abstração da máquina, fornecendo base para um sistema utilizável
Por ser uma disciplina recente, existem várias definições alternativas para a Ciência da Computação. Ela pode ser vista como uma forma de ciência, uma forma de matemática ou uma nova disciplina que não pode ser categorizada seguindo os modelos atuais. Várias pessoas que estudam a Ciência da Computação o fazem para tornarem-se programadores, levando alguns a acreditarem que seu estudo é sobre o software e a programação. Apesar disso, a maioria dos cientistas da computaçao são interessados na inovação ou em aspectos teóricos que vão muito além de somente a programação, mais relacionados com a computabilidade.
Apesar do nome, muito da Ciência da Computação não envolve o estudo dos computadores por si próprios. De fato, o conhecido cientista da computação Edsger Dijkstra é considerado autor da frase “Ciência da Computação tem tanto a ver com o computador como a astronomia com o telescópio […]”. O projeto e desenvolvimento de computadores e sistemas computacionais são geralmente considerados disciplinas fora do contexto da Ciência da Computação. Por exemplo, o estudo do hardware é geralmente considerado parte da engenharia da computação, enquanto o estudo de sistemas computacionais comerciais são geralmente parte da tecnologia da informação ou sistemas de informação.
Por vezes a Ciência da Computação também é criticada por não ser suficientemente científica, como exposto na frase “Ciência é para a Ciência da Computação assim como a hidrodinâmica é para a construção de encanamentos”, credita a Stan Kelly-Bootle.
Apesar disso, seu estudo frequentemente cruza outros campos de pesquisa, tais como a inteligência artifical, física e linguística.
Ela é considerada por alguns por ter um grande relacionamento com a matemática, maior que em outras disciplinas. Isso é evidenciado pelo fato que os primeiros trabalhos na área eram fortemente influenciados por matemáticos como Kurt Gödel e Alan Turing; o campo continua sendo útil para o intercâmbio de informação com áreas como lógica matemática, teoria das categorias e álgebra. Apesar disso, diferente da matemática, a Ciência da Computação é considerada uma disciplina mais experimental que teórica.

Várias alternativas para o nome da disciplina já foram cogitadas. Em francês ela é chamada informatique, em alemão Informatik, em espanhol informática, em holandês, italiano e romeno informatica, em polonês informatyka, em russo информатика e em grego Πληροφορική. Apesar disso, tanto em inglês quanto em português informática não é diretamente um sinônimo para a Ciência da Computação; o termo é usado para definir o estudo de sistemas artificiais e naturais que armazenam processos e comunicam informação, e refere-se a um conjunto de ciências da informação que engloba a Ciência da Computação. Em Portugal, no entanto, apesar de a palavra estar dicionarizada com esse sentido amplo, o termo é usado como sinónimo de Ciência da Computação.
De forma geral, cientistas da computação estudam os fundamentos teóricos da computação, de onde outros campos derivam, como as áreas de pesquisa supracitadas. Como o nome implica, a Ciência da Computação é uma ciência pura, não aplicada. Entretanto, o profissional dessa área pode seguir aplicações mais práticas de seu conhecimento, atuando em áreas como desenvolvimento de software, telecomunicação, consultoria, análise de sistemas, segurança em TI, governança em TI, análise de negócios e tecnologia da informação. O profissional de computação precisa ter muita determinação na apreensão tecnológica, uma vez que esta área sofre contínuas transformações, modificando rapidamente paradigmas.

13.247 – O que se sabe até agora do mega-ataque cibernético em todo o mundo


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Um ataque cibernético de grandes proporções atingiu diversas empresas e organizações pelo mundo nesta sexta-feira, afetando até mesmo os serviços de saúde britânicos.
Trata-se de uma aparente campanha de ransomware —em que computadores são infectados com um vírus que codifica e “sequestra” os arquivos. Os invasores, então, pedem um “resgate”: ameaçam destruir (ou tornar públicos) os arquivos caso não recebam dinheiro.
Há relatos de computadores infectados em até 74 países, incluindo Reino Unido, EUA, China, Rússia, Espanha e Itália, o que leva especialistas em segurança acreditar que se trate de uma ação coordenada.
Uma análise da empresa de antivírus Avast identificou um “enorme pico” de ransomwares pelo vírus WanaCrypt0r 2.0 (ou WCry). “Foram mais de 57 mil infecções até agora”, diz o blog da empresa, atualizado nesta tarde. “Segundo nossos dados, o ransomware alveja principalmente Rússia, Ucrânia e Taiwan, mas teve sucesso em infectar grandes instituições.”
No Reino Unido, houve significativo impacto sobre os arquivos digitais do NHS, equivalente ao SUS britânico. Dados de pacientes foram encriptados pelos invasores e se tornaram inacessíveis. Até ambulâncias e clínicas médicas foram afetadas.
Nos computadores invadidos, uma tela dizia “ops, seus arquivos foram codificados” e pedia pagamento de US$ 600 em bitcoins (moeda digital) para recuperá-los.
Outra grande empresa infectada foi a espanhola Telefónica, que disse em comunicado estar ciente de um “incidente de cibersegurança”. Segundo a empresa, clientes e serviços não foram afetados, apenas a rede interna.
Na Itália, um usuário compartilhou imagens de um laboratório de informática universitário aparentemente infectado pelo mesmo programa.
Nos EUA, a empresa de logística FedEx disse que, “assim como outras empresas, está vivenciando interferência com alguns de nossos sistemas baseados em Windows, por culpa de um malware (software malicioso) Faremos correções assim que possível”.

AMEAÇA CRESCENTE
Os ransomwares estão se tornando uma das mais importantes ameaças cibernéticas da atualidade.
E o ataque desta sexta se destaca: “Foi muito grande, impactando organizações pela Europa em uma escala que nunca havia visto”, disse o especialista em segurança cibernética Kevin Beaumont.
Especialistas apontam que o ataque explora uma vulnerabilidade que havia sido divulgada por um grupo que se autointitula The Shadow Brokers. Esse grupo recentemente declarou ter usado ferramentas digitais roubadas da NSA, a agência nacional de segurança dos EUA.
A empresa Microsoft havia conseguido criar proteções contra a invasão, mas os hackers parecem ter tirado proveito de redes de computadores que ainda não haviam atualizado seus sistemas.
Segundo especialistas, a proteção contra ransomwares passa por medidas básicas, como evitar clicar em links suspeitos e fazer cópia de arquivos importantes.

hacker resgate

13.241 – Neurociência – Elon Musk: o projeto que mesclará cérebros humanos e inteligência artificial


neurociencia
Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla, está no processo de desenvolvimento de uma nova empresa de interfaces cérebro-computador. Chamada Neuralink, ela será voltada à criação de dispositivos que poderão ser implantados no cérebro humano.
Sua função será unir o cérebro humano a um software, permitindo o aperfeiçoamento da memória e a criação de interfaces diretas com aparelhos informáticos.
Embora, até o momento, esse tipo de interface exista apenas na ficção científica, na medicina as matrizes de eletrodos e outros implantes já são utilizados para ajudar no alívio de sintomas do mal de Parkinson, da epilepsia e de outras doenças neurodegenerativas.
Operar o cérebro humano é bastante complexo e invasivo e, segundo os pesquisadores, temos um entendimento muito limitado sobre como os neurônios reagem no cérebro humano. Por isso, é compreensível que somente as pessoas que tenham uma condição médica muito séria e já tenham esgotado todas as outras possibilidades estejam suscetíveis à ideia de um implante cerebral – pelo menos, em uma primeira fase.

13.234 – Segurança Pública – Habilitações passam a utilizar código de segurança digital para evitar fraude


habilitação
As Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) emitidas a partir deste mês passarão a ter um QR Code –códigos de barra que podem ser escaneados por aparelhos ou dispositivos móveis com câmeras fotográficas.
De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), do Ministério das Cidades, a mudança é uma forma de aumentar a segurança contra fraudes e cópias ilícitas do documento.
Através da leitura do QR Code, informações biográficas e foto do documento original dos motoristas armazenadas no banco de dados do Denatran poderão ser acessadas.
Segundo Elmer Vicenzi, diretor do departamento, a novidade permite que “qualquer setor da sociedade tenha acesso às informações, seja numa relação civil, seja numa relação empresarial, como bancos, cartórios e empresas de locadoras de veículos, por exemplo. Antes, a verificação se dava apenas dos dados presentes na CNH, podendo a foto não ser a do titular de fato, configurando fraude”.
A leitura do código –que fica na parte interna do documento–, é feita por um aplicativo, o “Lince”, disponível para os sistemas Android e iOS e foi desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
A checagem das informações pode ser feita offline, o que permite que autoridades como as polícias rodoviárias possam ter acesso aos dados mesmo em lugares distantes.
Apesar de Vicenzi ressaltar que não há nenhum custo adicional que justifique o aumento da taxa de emissão, o órgão reconhece que faz parte da autonomia administrativa de cada Estado definir se haverá ou não aumento.
Mais de 300 mil habilitações foram emitidas com a funcionalidade desde 1º de maio, data em que a iniciativa entrou em vigor. A previsão é que, dentro de cinco anos, todos os motoristas brasileiros já possuam a nova CNH.

13.229 – Mega Byte – WhatsApp voltou a funcionar após instabilidade de mais de 2 horas


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Após mais de 2 horas de instabilidade, o WhatsApp voltou a funcionar por volta das 19h20 desta quarta-feira (3 de maio). Segundo relatos nas redes sociais, o aplicativo de mensagens estava fora do ar desde as 17h no Brasil e em outros países do mundo.
Procurado pelo G1, o WhatsApp afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que “está ciente do problema e trabalhando para corrigi-lo o mais rápido possível”.
Um mapa feito pela página mostra que os relatos se concentram na Europa ocidental e no Brasil. Na seção de comentários do site, porém, usuários de todo o mundo afirmaram que o aplicativo esteve fora do ar em seus respectivos países.

13.226 – Internet e Conhecimento – China lançará enciclopédia virtual para concorrer com a Wikipedia


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O governo chinês chamou 20 mil cientistas e acadêmicos do próprio país para criar uma versão estatal da Wikipedia, a maior enciclopédia virtual do mundo. Segundo a agência estatal responsável, a obra ambiciosa, que terá conteúdo de mais de 100 áreas do conhecimento, entrará no ar em 2018.
A plataforma online é novidade, mas a enciclopédia em si, não. Essa é a terceira edição da Enciclopédia Chinesa, cuja primeira edição foi impressa em 1993 após 15 anos de trabalho. Ela tinha 74 volumes físicos.
O projeto prevê 300 mil verbetes de mil palavras cada um. Se tudo der certo, afirma o jornal neozelandês NZ Herald, o resultado final será duas vezes maior que a Encyclopædia Britannica. Do ponto de vista numérico, ela não chegará aos pés da Wikipedia chinesa, com 939 mil artigos.
Essas comparações, porém, são arriscadas. Desde 1974 a Britannica é publicada em três partes: a primeira é reservada a verbetes curtos, de consulta rápida. A segunda, a versões aprofundadas dos principais tópicos mencionados antes. A terceira, a índices e informações sobre os autores.
Essas diferenças tornam uma comparação direta muito difícil – critérios de contagem diferentes trarão resultados diferentes.
Além disso, tamanho não é documento. A padronização do conteúdo e a seleção de boas fontes e colaboradores são essenciais, e, nesse aspecto, a Wikipedia inevitavelmente perde para suas concorrentes de papel mais antigas.

 

13.225 – Tecnologia – Brasil vai lançar e controlar satélite de telecomunicações


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De Kourou, na Guiana Francesa, parte para o espaço o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Ele será apenas uma das muitas espaçonaves que hoje pairam sobre o território nacional e fornecem conexões via satélite para os mais variados fins, como telefonia, televisão e internet.
Mas será a primeira a ser operada e controlada pelo governo brasileiro -numa parceria entre o Ministério da Defesa e a Telebras.
De acordo com o governo brasileiro, o novo satélite é indispensável para a preservação da soberania nacional, permitindo comunicações seguras das Forças Armadas e a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, que pretende levar internet rápida, pelo espaço, a locais do país onde a infraestrutura de telecomunicações por solo é deficitária.
Discutido desde 2011, o contrato para a construção do SGDC foi assinado em novembro de 2013, dois meses depois que documentos revelaram que contas de e-mail de diversos membros do governo brasileiro, inclusive da ex-presidente Dilma Rousseff, foram alvo de espionagem pela NSA, agência de segurança nacional dos EUA.
Os satélites geoestacionários são assim chamados porque se localizam num anel ao redor do equador terrestre, a cerca de 36 mil km de altitude. Nessa posição, têm a propriedade especial de evoluir em torno da Terra no mesmo ritmo da rotação do próprio planeta -com isso, é como se estivessem o tempo todo sobre o mesmo ponto do globo.
Por essa razão, a órbita geoestacionária é a preferencial para satélites de telecomunicações, pois podem atender ininterruptamente uma grande região territorial.
As tecnologias envolvidas num desses artefatos espaciais de última geração, contudo, não são dominadas pelo Brasil. Por isso, o governo decidiu criar uma empresa integradora nacional -a Visiona, uma joint venture entre a Telebras e a Embraer- e contratar, por meio dela, a construção do satélite no exterior.
A vencedora da licitação foi a empresa franco-italiana Thales Alenia, que se comprometeu a realizar transferência de tecnologias envolvidas na construção do SGDC e construiu o satélite com a colaboração de dezenas de engenheiros brasileiros.
O lançamento será feito pelo foguete Ariane 5, da empresa francesa Arianespace, que opera seus voos a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Com 5,7 toneladas, o SGDC será a carga principal, e um segundo satélite, o KoreaSat-7, da Coreia do Sul, voará como carga útil secundária.
O satélite transmitirá em duas bandas: a X (entre 8 e 12 gigahertz) e a Ka (26 a 40 gigahertz). A primeira será usada exclusivamente para uso da Defesa e a segunda será parcialmente dedicada à implementação, pela Telebras, do Plano Nacional de Banda Larga. A capacidade excedente será licitada para uso por outras empresas interessadas.
A iniciativa pode dar algum retorno imediato ao governo, que investiu R$ 2,7 bilhões no projeto, entre satélite, lançamento e investimentos na infraestrutura de solo para suas operações.
Contudo, ao chegar à sua conclusão, o projeto deixa um enorme vazio para o futuro. Originalmente, a ideia era que o SGDC fosse o primeiro de uma constelação de três satélites geoestacionários de telecomunicações, incorporando gradualmente tecnologia nacional.
Contudo, o segundo satélite da série está apenas em fase de conceito, e sem essas especificações e um contrato firmado, a Visiona -empresa criada para integrar esse e os futuros satélites- basicamente fica sem o que fazer.

13.219 – Eletricidade – Qual a função de um alternador?


alternador
Todo carro tem uma alternador. É ele que que mantém a bateria sempre carregada, exatamente como ela saiu de fábrica. A função dele é a de converter a energia mecânica do motor em energia elétrica, devolvendo a carga à bateria.
Mesmo com o passar dos anos o alternador quase nada mudou, a não ser na aparência para ser instalado nos diversos modelos existentes, e na potência devido ao aumento dos componentes elétricos.
Mas o princípio do funcionamento é o mesmo. Ele é composto internamente por um rotor, escovas, regulador de voltagem, estator e mesa retificadora de diodos. Todos são assim, como o da foto acima, que é de um Ford Corcel com mais de 40 anos de fabricação.
Dizer que um alternador é um carregador de baterias é um exagero e pouco conhecimento dos fatos. Quase seria uma utopia esperar isso de uma peça como esta. Basta observar que quando sua bateria descarregou por um rádio ligado ou uma luz esquecida acesa, uma chupeta parece que resolveu tudo. Mas é apenas uma solução de emergência, para deslocar o carro de uma situação desagradável. Com o tempo a bateria vai arriar de novo. Um alternador gera energia apenas para repor uma determinada carga usada, como as que vem dos faróis, luz de freio, sistema de injeção, enfim, de toda a parte elétrica e eletrônica do carro. Confiar apenas no alternador para carregar sua bateria descarregada seria um erro, e uma troca de nome. Quem realmente carrega uma bateria descarregada é um carregador profissional, uma peça grande semelhante as usadas pelas fábricas. Algo parecido com a foto abaixo.

carregador de baterias

 

Uma bateria precisa ficar aos “cuidados”de um carregador como esse da foto acima por pelo menos 9 horas a uma carga constante de 10 amperes, o que é algo muito maior, em termos de gerar energia, do esperado de um alternador que subdivide a energia produzida.
Outro mito sobre um alternador é que ele aumenta o consumo de combustível do carro. Isso é irreal. O que pode causar isso é o equipamento interligado ao alternador, como o compressor do ar condicionado que também é tocado pela correia do motor, o que aumenta o esforço do motor e assim aumenta também o consumo. Alguns também afirmam que ao trocarmos uma bateria de menor capacidade por uma maior, devemos também trocar o alternador por um mais possante. Não é uma verdade. Basta pensar em um caminhão, dos antigos, que sempre foram equipados com baterias de 150 amperes (uma gigante do segmento) carregadas por um alternador de 35 amperes. Então por que um alternador de 60 amperes não conseguiria manter uma bateria de 60, ou 70?
O que importa é quanto de energia está sendo retirada da bateria do seu carro. Quanto mais equipamentos, acessórios como mídia, e som de competição, mais o alternador vai ser exigido.

13.217 – Notícias Falsas no Ar – Não acredite neste novo boato que está circulando pelo WhatsApp


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O WhatsApp é um aplicativo de comunicação pessoal, e não uma plataforma de mídia. Mas tem muita gente usando o serviço para compartilhar “notícias urgentes”, que, como é o caso dessa nova, não passam de conversa fiada.
O mais novo boato vem na forma de uma corrente, compartilhada entre usuários, alertando que a Justiça brasileira teria mandado bloquear o WhatsApp. A mensagem, copiada e colada sem atenção pelos usuários, pede que as pessoas não atualizem o app para que possam evitar o suposto bloqueio.
“Assim que vc atualizar irá bloquear automaticamente e vc não vai mais conseguir entrar (sic)”, diz o texto da corrente, repleto de muitos outros erros de ortografia. O boato ainda vem acompanha de um link do YouTube com referência à TV Globo e uma citação à Folha de S. Paulo e ao UOL, como forma de dar mais credibilidade à história.
Só que tudo não passa de uma farsa. A Justiça brasileira não emitiu qualquer ordem de bloqueio do WhatsApp desde o ano passado. E, mesmo que isso tivesse acontecido, o bloqueio do app seria instantâneo, sem necessidade de atualização.
Atualizações servem apenas para corrigir erros no código do app e adicionar novas funcionalidades. Portanto, pode atualizar o seu WhatsApp sem medo (se houver updates disponíveis). Como com qualquer boato na internet, não é possível saber quem ou por quê inventaram mais essa história falsa.

13.216 – Exterminador do Presente – Curadores do jogo Baleia Azul podem ser robôs


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O jogo “Baleia Azul”, em que um “curador” seleciona os jogadores e distribui 50 desafios a serem cumpridos até o suicídio, vem deixando pais e especialistas preocupados.
Mas de acordo com uma nova pesquisa, os curadores podem ser robôs. Na teoria, o curador utiliza uma inteligência artificial através de “chatbot” ou bots. Esses chatbots são capazes de se comunicar nas redes sociais e se passar por pessoas. Segundo Thiago Zaninotti, CTO da Aker N-Stalker, a comunicação interativa usada pelo modelo do jogo é compatível com os atuais bots, baseados em princípios de computação cognitiva.
“Em geral, os bots sociais, utilizados para finalidades criminosas ou lícitas, dispõem de recursos poderosos de aprendizado e são movidos por algoritmos de engenharia social que, embora relativamente sofisticados, estão se tornando cada vez mais corriqueiros nas estratégias de atração e engajamento de vítimas”, explicou.
Tudo faz sentido quando pensamos que as tarefas selecionadas são simples para um robô, como por exemplo, se cortar com uma lâmina, assistir a um filme de terror ou fazer voto de silêncio por um dia. “Para efeitos de comunicação verbal, tudo isto compreende um número pequeno de variáveis, passíveis de serem semanticamente mapeadas em esquemas de ação e reação bastante restritivos”.

13.215 – Cultura e Tecnologia – O brasileiro está lendo menos por causa da internet?


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A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, revelou que o brasileiro está lendo menos. De acordo com o levantamento nacional, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011. Outro dado revela a queda do apreço do brasileiro pela leitura como hobby. Em 2007, ler era a quarta atividade mais prazerosa no tempo livre; em 2011, o hábito caiu para sétimo lugar. Na sua opinião, o afastamento entre leitores e livros pode ser motivado pelo uso crescente da internet no Brasil?
Pesquisa Ibope revela que hábito de leitura cai no Brasil. A internet tem culpa nisso?
Criancas reproduzem habitos dos pais, nao adianta a escola frisar a importância da leitura se os pais a despreza!
E você leitor do ☻Mega, qual a sua opinião?

13.212 – Energia – Brasil constrói ponte para a eficiência com novas usinas solares


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Em 2017, o Brasil deve ter a capacidade de produzir seu primeiro gigawatt de energia solar fotovoltaica, estima a ABSolar (associação do setor).
O montante seria suficiente para atender a cerca de 800 mil residências, de acordo com Rafael Kelman, diretor da consultoria PSR.
Se confirmado, o marco vai representar um salto gigantesco sobre os 84 MW (megawatts) registrados em 2016 pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do Ministério de Minas e Energia. O número, contudo, continua tímido se comparado aos 9,65 GW de capacidade das usinas hidrelétricas em 2015, último dado disponível.
Reforço para o segmento, a EGPB (Enel Green Power Brasil), subsidiária da italiana Enel, deve colocar em funcionamento neste ano quatro parques solares, adicionando 807 MW à capacidade instalada no país.
Três das estações ficam na Bahia e uma no Piauí. As plantas de Nova Olinda (PI), com 292 MW, e Ituverava (BA), de 254 MW, serão, segundo a empresa, as maiores da América Latina. A EGPB estima que, juntas, as quatro plantas serão capazes de gerar o suficiente para atender ao consumo anual de 845 mil famílias.
A empresa venceu leilões em 2014 e 2015 e investiu cerca de US$ 980 milhões nos projetos. “A vantagem do Brasil em relação à Europa é que o maior potencial solar está em áreas semiáridas do Nordeste não aproveitáveis para agricultura”, diz Carlo Zorzoli, presidente da Enel no Brasil.
O Brasil assumiu objetivos ambiciosos dentro do Acordo de Paris, ratificado no ano passado. A contribuição do setor energético inclui expandir a participação de energias renováveis na geração elétrica, além da hídrica, para pelo menos 23% até 2030. Em 2015, a oferta hídrica representava 64% da matriz brasileira; a solar não passava de 0,01%.

13.204 – Tecnologia – A era dos ciborgues chegou?


era dos cyborgues

 

Como todas as outras espécies, somos o resultado de milhões de anos de evolução. Agora, porém, estamos assumindo o comando desse processo.
Engenharia e medicina unem-se na criação de próteses comandadas por chip, sensores e software. Elas devolvem os movimentos a pernas, cotovelos, pés e mãos e substituem por perfeição até ouvidos.
Adam Jensen é um ex-policial americano que foi gravemente ferido enquanto tentava impedir um ataque ao laboratório em que trabalhava como segurança. À beira da morte em uma sala de cirurgia, conseguiu ser salvo por médicos que instalaram uma série de próteses cibernéticas em seu corpo.
Perfeitamente adaptados ao organismo de Jensen, os novos membros não foram apenas responsáveis por devolver-lhe a vida. Eles o transformaram em um super-homem: olhos que projetam informações digitais, ouvidos que funcionam como headphones, um braço capaz de esmagar paredes, pernas que realizam saltos inimagináveis.
Essas próteses sobre-humanas ainda não estão disponíveis. Fazem parte do enredo de Deus Ex: Human Revolution, game lançado no ano passado, ambientado na sociedade futurista de 2027. Na vida real, os pesquisadores ainda não conseguiram projetar membros capazes de expandir as habilidades humanas. Mas já fabricam próteses eletrônicas altamente tecnológicas que trazem conforto e segurança a milhares de pessoas, em todo o mundo, que sofrem com algum tipo de deficiência física.
Joelhos, pés, mãos, cotovelos, ouvidos. Com a ajuda de softwares e microprocessadores, engenheiros e médicos estão criando equipamentos artificiais cada vez mais semelhantes aos membros físicos, aproximando a ficção da realidade. “Trata-se de um conceito conhecido como biônico, quando a interface da prótese passa a ‘entender’ a necessidade do paciente”, afirma o fisioterapeuta José André Carvalho, diretor do Instituto de Prótese e Órtese (IPO), em Campinas, no interior de São Paulo.

Próteses inteligentes
Mesmo que a perfeita integração entre homem e máquina ainda não tenha sido totalmente alcançada, os membros eletrônicos disponíveis hoje já auxiliam seus usuários de maneira significativa. “Temos pacientes que jogam basquete, tênis, andam de skate, de bicicleta. Ao fazer essas atividades, eles esquecem que estão usando uma prótese”, diz o fisioterapeuta Carvalho.
O corretor de imóveis Reginaldo Dias de Souza, 39 anos, é um dos que nem percebem a falta do membro perdido. Primeiro, porque não tem tempo. Souza, que também é dono de uma empresa que realiza obras, passa o dia andando de um lado para outro, inspecionando a construção dos empreendimentos imobiliários.

Amputado da perna esquerda após sofrer um acidente de moto, em 2010, Souza é usuário da C-Leg, uma prótese eletrônica de joelho fabricada pela empresa alemã Otto Bock. “Não tenho mais medo de andar na rua e cair. Com a prótese consigo pular, descer uma rampa, andar em piso acidentado”, diz Souza. Antes da eletrônica, ele havia experimentado uma prótese convencional, mas não se adaptou. “Como ando muito, esquecia que estava usando uma prótese e acabava caindo com frequência. Não tinha segurança”, afirma Souza.

Após dez anos de pesquisas, a C-Leg foi lançada em 1997 e conta com mais de 50 mil usuários ao redor do mundo. O joelho eletrônico procura dar estabilidade total ao paciente na hora de caminhar, além de permitir realizar os movimentos com maior naturalidade. Para isso, o sistema é equipado com dois sensores internos responsáveis por fornecer informações como o ângulo e a velocidade de flexão do joelho. Um software interpreta esses dados e os envia ao microprocessador, que converte comandos para que um pequeno motor ative o sistema hidráulico, permitindo assim o movimento. Um detalhe importante: isso acontece 50 vezes a cada segundo.

Apesar da alta tecnologia empregada, o processo de adaptação do usuário à prótese não é simples. Antes de poder utilizá-la sem restrições, o paciente deve passar por um período de treinamento, ganhando confiança para voltar a andar. Além disso, o responsável pela instalação do membro artificial deve registrar algumas informações básicas no microprocessador interno da C-Leg, usando Bluetooth. “Quando o paciente está em treinamento na clínica, verifico seus movimentos usando gráficos e consigo fazer os ajustes necessários no software. Todas essas informações ficam armazenadas na prótese”, diz o fisioterapeuta José André Carvalho.

O usuário da C-Leg também conta com um controle remoto, que pode ser usado para a realização de atividades específicas. Caso queira andar de bicicleta, por exemplo, basta ligar uma função para que o joelho fique “livre”, sem nenhum tipo de travamento do controle hidráulico. Se preferir esquiar, é possível manter o equipamento em um ângulo específico, próprio para a prática da atividade. Apesar de todas essas possibilidades, o membro artificial ainda encontra uma limitação: não é à prova d´água. “Não poder entrar no mar com a prótese é uma coisa que me deixa chateado. Se elas tivessem algum tipo de blindagem seria limitação zero, daria para fazer qualquer coisa”, afirma Souza.

Mãos e ouvidos biônicos – Buscando explorar cada vez mais recursos, a Otto Bock lançou o Genium, um joelho eletrônico com tecnologia superior à da C-Leg. Já disponível no mercado europeu, o aparelho ainda depende da liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser comercializado no Brasil.
Mas a oferta de próteses eletrônicas não fica restrita a joelhos e pernas. A empresa islandesa Össur projetou o Proprio Foot, um pé biônico que busca recriar o funcionamento do tornozelo. Por meio de sensores, o equipamento se adapta ao terreno em que pisa, modificando o funcionamento na hora de subir rampas e escadas, facilitando, assim, a movimentação do usuário.

Para os membros superiores, a alta tecnologia fica por conta das próteses de mãos. Desenvolvida pela companhia escocesa Touch Bionics, a i-LIMB revolucionou o mercado ao criar um sistema que permite o funcionamento de todos os dedos do membro artificial, a partir de motores independentes. Além disso, a prótese é capaz de realizar movimentos de rotação do punho e do dedão, possibilitando ao usuário segurar objetos de maneira segura.
A mão eletrônica funciona a partir da transmissão de impulsos nervosos vindos da contração dos músculos existentes na parte não amputada do braço. Captados por sensores instalados na prótese, esses sinais são convertidos em cargas elétricas e levados ao microprocessador do equipamento, permitindo a execução dos movimentos. Com um software instalado em seu computador pessoal, o usuário pode alterar os níveis de sensibilidade e aderência da mão, usando Bluetooth.

O jovem inglês Matthew James, 14 anos, é um dos pacientes que perceberam imediatamente os benefícios da i-LIMB. A nova prótese do garoto, que nasceu sem a mão esquerda, veio de uma maneira especial. Apaixonado por Fórmula 1, Matthew enviou uma carta para Ross Brawn, chefe de equipe da escuderia Mercedes. Nela, contava o desejo de ganhar uma prótese que fosse mais confortável e o ajudasse na vida cotidiana. Comovida, a equipe de corrida se dispôs a pagar parte das 35 mil libras (cerca de 95 mil reais), o valor da prótese.
Matthew contou sobre o novo membro tecnológico, que usa desde agosto do ano passado: “Agora, tenho muito mais controle e precisão. Posso segurar uma maçã ou, até mesmo, uma uva sem medo de esmagá-la. Além disso, ela é muito bonita. A luva transparente é sensacional.” Matthew afirma que usava pouco sua antiga prótese, porque era muito pesada e limitava os movimentos. Pesquisadores vêm desenvolvendo também membros artificiais que poderão substituir plenamente órgãos vitais, como coração, rins, pâncreas e bexiga.
Entre as próteses internas mais bem-sucedidas está o ouvido biônico. Com um procedimento conhecido como implante coclear, pessoas com surdez parcial ou total são capazes de voltar a receber estímulos sonoros. Desenvolvido desde o início da década de 80, o ouvido biônico funciona a partir de duas unidades, uma externa e outra interna.

A primeira é um processador de som. Captada por um microfone, a frequência sonora é digitalizada e enviada por meio de uma antena FM para a unidade interna. Instalado dentro do ouvido, na região da cóclea, esse dispositivo transforma os dados recebidos em impulsos elétricos, que estimularão o nervo auditivo responsável por levar as informações ao cérebro.
Processado por um software, o som que chega aos ouvidos parece uma voz robótica. Segundo o médico otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, coordenador do Grupo de Implante Coclear da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o procedimento cirúrgico para a colocação da unidade interna é simples. “Um pequeno corte é feito atrás do ouvido para a instalação da unidade interna. A cirurgia demora cerca de uma hora e meia e o paciente sai do hospital no mesmo dia.”
Fabricado por quatro companhias, o ouvido biônico custa 60 mil reais. Mais de cem mil pessoas já fizeram o implante coclear no mundo. No Brasil, são realizados 800 procedimentos por ano. Só no Hospital das Clínicas de São Paulo, a equipe do doutor Bento realiza aproximadamente dez implantes por mês.
Ainda que o número de usuários seja alto, nem todas as pessoas que perderam a audição podem realizar o implante coclear. “O desenvolvimento do córtex cerebral deve ser levado em conta. Um indivíduo com 20 anos de idade que nasceu surdo e por isso nunca teve o cérebro estimulado terá um resultado pior do que o de um bebezinho de 1 ano. O ideal é que o implante seja feito o mais cedo possível”, afirma Bento.

Alto desempenho
Mesmo com tantos recursos tecnológicos, as próteses biônicas não são a única opção para as pessoas que perderam membros. É o que explica Ian Guedes, diretor do Centro Marian Weiss, de São Paulo, especializado na reabilitação de amputados. “A prótese mais avançada eletronicamente não é necessariamente a mais indicada. Precisamos sempre pensar quais são as necessidades e a expectativa do paciente.”
Um bom exemplo disso são os pés fabricados em fibra de carbono, como os desenvolvidos pela empresa Össur. Chamados Cheetah, são destinados a atletas e funcionam como molas. As próteses absorvem o impacto e devolvem essa energia na forma de impulsão. “Nesse caso, não podemos pensar em sistemas eletrônicos, pois não resistiriam aos choques intensos sofridos com o solo”, diz o fisioterapeuta José André Carvalho.

O atleta Alan Fonteles, 19 anos, já está acostumado a essa rotina de choques intensos. Nascido no Pará, o jovem sofreu uma biamputação abaixo dos joelhos quando tinha apenas 21 dias de vida, devido a uma infecção intestinal que se alastrou pela corrente sanguínea. Mas a amputação nunca lhe foi um empecilho. Com próteses mecânicas aprendeu a andar e a correr. Conheceu o atletismo aos 8 anos.
“Era doido para fazer algum esporte e, como alguns amigos praticavam atletismo, resolvi correr também. Em 2005 comecei a competir e em 2008 entrei para a seleção principal paraolímpica”, diz Alan, que conquistou duas medalhas de ouro no Mundial Juvenil, após vitórias nos 100 e 200 metros rasos, além de uma medalha de prata no revezamento 4 por 100 na Paraolimpíada de Pequim, na China.
Morando em São Paulo há quatro meses, Alan treina diariamente no Centro Olímpico do Ibirapuera, focado na Paraolimpíada de Londres, que acontece em agosto deste ano. Corre sobre pernas de fibra de carbono Cheetah que pesam 512 gramas cada e suportam até 147 quilos. “As próteses convencionais machucavam e não me permitiam melhorar o rendimento. Dei um salto no desempenho com a Cheetah”, diz Alan.
“Quando estou na pista de atletismo, tenho um retorno de energia muito grande, o que me permite correr em alta performance.” O modelo que o garoto pobre do Pará ganhou de presente e que mudou sua vida custa hoje cerca de 30 mil reais. Ele tem quatro pares. Fora das pistas, Alan usa próteses convencionais.

Competição de iguais – Com a Cheetah, alguns para-atletas já são capazes de competir em nível de igualdade com corredores olímpicos. É o caso do sul-africano Oscar Pistorius, 25 anos, que nasceu sem as fíbulas, osso localizado na parte lateral da perna. Biamputado que utiliza a Cheetah desde 2004, Pistorius é campeão paraolímpico em Atenas e Pequim. Conhecido como Blade Runner, em razão dos pés finos de fibra de carbono, o sul-africano participou, no ano passado, do Campeonato Mundial de Atletismo correndo ao lado de atletas não amputados.
Agora, na busca por vaga na Olimpíada de Londres, Pistorius tem até junho para conquistar o índice olímpico da prova dos 400 metros rasos, de 45s30. Em entrevista, Pistorius diz que quer fazer história nos Jogos Olímpicos ao tornar-se o primeiro atleta paraolímpico a disputar as competições regulares. “Tenho certeza de que serão os melhores jogos já disputados. Caso me qualifique, vou buscar ser consistente em cada corrida, vendo até onde consigo chegar.” Pistorius já está classificado para as competições paraolímpicas dos 100, 200 e 400 metros rasos.
Carro na vaga especial – Sem a necessidade de equipamentos eletrônicos, Daniela Raddi adaptou-se bem à sua prótese. Diretora de esportes do Instituto Paulo André, criado para inserir crianças e adolescentes carentes no mundo dos esportes, e ex-jogadora da Seleção Brasileira de Polo Aquático, Daniela sofreu uma amputação abaixo do joelho esquerdo em 2007, resultado de uma cirurgia malsucedida, e hoje utiliza uma prótese fabricada com fibra de vidro e carbono. No dia a dia, Daniela caminha com uma perna que possui um dispositivo capaz de inclinar o pé, o que possibilita até o uso de salto alto.
Para treinar natação, a atleta troca por uma prótese com nadadeira acoplada. “Tem gente que não faz ideia de que sou deficiente. Se manco um pouquinho, falam ‘você está com dor no joelho?’ E, muitas vezes, brigam comigo, dizendo que é um absurdo parar em vaga de carro para deficientes”, afirma Daniela.
Ainda que a reabilitação seja feita de maneira personalizada, de acordo com as necessidades de cada usuário, o desenvolvimento de próteses tecnológicas tende a disparar nos próximos anos. Mas por enquanto o cenário projetado em Deux Ex: Human Revolution está longe de ser concretizado. Quem sabe até 2027 não tenhamos uma nova geração de ciborgues aminhando pelas ruas?

O primeiro ciborgue
Neil Harbisson chama a atenção por si só. O cabelo em formato de tigela, as calças coloridas e o olhar zombeteiro fazem desse britânico de 29 anos uma figura peculiar. Mas é um pequeno dispositivo saindo de sua cabeça que o torna único: Harbisson é considerado o primeiro ciborgue do mundo. Ele nasceu com uma doença chamada acromatopsia, que o impede de enxergar cores. Mas seu mundo em preto e branco durou até 2004, ano em que desenvolveu o Eyeborg, um dispositivo que permite “escutar” as diferentes tonalidades de cor.
Capturada por uma webcam, a imagem é direcionada a um chip instalado em seu crânio e capaz de analisar a frequência da luz e transformá-la em som. Com as cores transformadas em frequências sonoras, Harbisson conseguiu expandir seus sentidos. Quando vai a um museu ou passeia pelas cidades, não só aprecia a beleza visual como também “ouve” as diversas tonalidades de cor presentes nos objetos.
Com seu Eyeborg, Harbisson consegue escanear os padrões de cores das metrópoles. Para ele, Londres é vermelha e amarela. São Paulo, uma mescla entre o azul e o vermelho. Formado em artes visuais, Harbisson fundou a Cyborg Foundation, cujo objetivo é ajudar humanos a se tornarem ciborgues. “A proposta é ampliar seus sentidos”, disse Harbisson.
Experimente perguntar a Harbisson como se sente sendo um ciborgue e a resposta será: “Fui gradualmente percebendo, ao notar que os componentes cibernéticos passaram a fazer parte de meus sentidos. Foi estranho porque não sabia quase nada sobre ciborgues quando comecei o projeto”. No início carregava um computador de 5 quilos com cabos. A grande mudança foi a instalação do chip, que é desenvolvido para que fique cada vez menor.

Esperança robótica
Épico. Esta foi a palavra encontrada pela mexicana Tamara Mena, 25 anos, para descrever um momento que jamais acreditou que viveria novamente. Moradora da Califórnia desde os 13 anos, ela e o namorado, Patrick, estavam num táxi em Rosarito Beach, na fronteira com o México, quando o carro atropelou um cavalo na estrada. O impacto lançou o animal para o ar. Ele caiu sobre o automóvel, matando na hora o motorista e Patrick. Tamara ficou paralisada do peito para baixo.
Era 2005 e, conformada de que nunca mais andaria, Tamara seguiu em frente. Concluiu o curso de comunicação na California State University e passou a fazer palestras e dar apoio a pessoas que vivem situação como a dela.
Foi num desses encontros que conheceu um projeto criado pela empresa Ekso Bionics. “Estava em um hospital e uma paciente comentou sobre um aparelho que estava sendo criado para pessoas paraplégicas”, disse Tamara. “Fui procurar mais informações e descobri uma tecnologia inimaginável.”
Fundada em 2005 na cidade de Berkeley, na Califórnia, a Ekso Bionics desenvolveu o Ekso, um exoesqueleto robótico capaz de devolver o movimento às pessoas que sofreram algum tipo de paralisia nos membros inferiores. Alimentados por duas baterias de íon de lítio, os quatro motores e quase 30 sensores espalhados pela estrutura de alumínio recriam os passos humanos. Com duas muletas, os pacientes ficam em pé e caminham, ainda que não tenham a sensibilidade do movimento.
“A primeira vez que usei o Ekso tive medo de cair. Era uma sensação diferente, já que não sentia as pernas. Parecia estar flutuando”, conta Tamara. “Após cinco anos e meio sem poder andar, era impressionante ver o meu pé tocando o solo, o joelho se dobrando. Estava caminhando, avançando.”
Tamara tornou-se “piloto de testes” da companhia desde fevereiro de 2011. Inicialmente, a concepção do exoesqueleto tinha fins militares. No ano 2000, a Darpa, agência americana vinculada ao Departamento de Defesa, iniciou o projeto Exoeskeletons for Human Performance Augmentation, que pretendia criar poderosas máquinas capazes de gerar mais força e resistência aos soldados no campo de batalha.
O processo de desenvolvimento comercial dos exoesqueletos começou em 2005, quando Homayoon Kazerooni, Russ Angold e Nathan Harding, professores do Laboratório de Engenharia Humana e Robótica de Berkeley, fundaram o que seria a Ekso Bionics. Em 2008, foi lançado o HULC (Human Universe Load Carrier), equipamento militar comprado pela empresa bélica Lockheed Martin. Três anos mais tarde seria a vez de a companhia anunciar o Ekso, versão “civil” do exoesqueleto.
Desde fevereiro deste ano, o Ekso está sendo vendido a hospitais americanos especializados no tratamento de pacientes com mobilidade comprometida. Por aproximadamente 130 mil dólares, o equipamento tem autonomia de três horas e necessita do auxílio de um especialista, responsável por ativá-lo e acompanhar os passos do usuário.

13.203 – Internet e Sociedade – A Frieza das redes Sociais


face whaqts
Inerente ao ser humano, o ato de reclamar encontrou no imediatismo e na simplicidade das redes sociais um novo lar, que oferece ao internauta um “megafone” para desabafar e reforçar seu ego.
A frieza do meio estimula o protesto e a crítica? Por que o ser humano usa a internet como um microfone inclusive para propagar mensagens destrutivas?
Vivemos tempos de muita democracia e pouca tecnocracia, que nas redes sociais qualquer cidadão pode se expressar em igualdade de condições com o maior analista em um assunto.

Quanto maior o acesso a tecnologia maior é a frieza do ser humano?
A tendência, no mundo atual, é as formas de contato social sofrerem uma reviravolta por causa das tecnologias. Antigamente, o contato familiar era mais frequente, pois não existiam formas de interação, como a internet e suas mais diversas ferramentas. Com o passar dos anos 90 e a difusão em larga escala da rede mundial de computadores, passa-se a ver ainda mais a individualização das pessoas na medida em que elas passam muito tempo no computador e se esquecem dos contatos primários (exemplo da família, amigos, namoradas ou namorados, entre outros).

13.180 – Como impedir que o cabo do seu celular estrague


Enquanto a tecnologia de carregamento sem fio ainda não chega aos principais smartphones do mercado, os consumidores precisam se virar com os tão odiados cabos. Na maioria das vezes, esses acessórios são frágeis e caros.

Use uma mola
A maioria dos defeitos acontece nas extremidades do acessório, que acabam sofrendo muita pressão para algum dos lados. Para evitar que o cabo se dobre, o melhor a fazer é utilizar uma pequena mola (daquelas encontradas dentro de canetas) para envolvê-lo.

mola

 

Misture amido de milho com silicone
Parece algo bizarro, mas um vídeo no YouTube ensina como fazer uma mistura envolvendo amido de milho e silicone para criar uma massa flexível que vai proteger a extremidade dos cabos. A aparência não fica das melhores, mas em temos de usabilidade o método parece bem eficiente.

Protetores de cabo
Uma opção mais barata e bonita são os protetores de cabo. É possível encontrá-los facilmente na internet, principalmente em sites como o Mercado Livre. O preço varia de acordo com o modelo, mas conseguimos encontrar alguns deles custando R$ 1.

Envolva com fita isolante
Se a proteção emborrachada que protege os fios já estiver desgastada, é melhor envolvê-la com fita isolante para evitar que os fios fiquem expostos. O problema é que a fita isolante não é tão protetora e, por isso, é aconselhável que se combine esse método com o da mola.

Utilize um tubo termo retrátil
O produto é encontrado por preços entre R$ 10 e R$ 25 na internet e, além de proteger, deixa o cabo até com um visual bacana. O problema é que a aplicação não é tão fácil e exige que o cabo seja aquecido usando um isqueiro.

13.177 – Aviação Comercial – Quem manda no céu hoje


aviaçao
Voos comerciais movimentam centenas de bilhões de dólares todos os anos. Segundo estimativas da IATA, a Associação de Transporte Aéreo Internacional, esse mercado atingiu receitas de US$ 742 bilhões em 2015, e estima-se um fluxo de 3,8 bilhões de passageiros para este ano, distribuídos em 54 mil rotas. Mas quem são os reis do pedaço hoje? Quem manda no céu?
Como não seria de se surpreender, as empresas aéreas dos EUA ocupam as primeiras colocações nos rankings do setor, tanto por receita como em número de passageiros transportados e de aviões, seguidas por tradicionais nomes europeus.
A atual líder, tanto em receita como em tamanho da frota, é a American Airlines. Fundada na década de 1930, ela conta hoje com quase 1.500 aviões, faturamento anual superior a US$ 40 bilhões e mais de 500 mil passageiros transportados diariamente. É seguida de perto pela Delta e pela United Airlines, com receitas também próximas de US$ 40 bilhões e frotas que superam mil aeronaves. Parcela significativa das posições de liderança das três americanas advém de seu próprio mercado doméstico – o maior em todo o planeta -, mas não só isso. Seu poder também é fruto de um processo de sucessivas fusões e aquisições, uma característica mantida por décadas na aviação comercial. Coisa mais normal do mundo é uma companhia aérea engolir a outra, ou duas delas se fundirem para fortalecer sua posição no mercado.
Esse mesmo processo de fusões também moldou as superpotências europeias do ar, consolidando as aéreas em três companhias principais. Em 2004, a Air France se fundiu com a holandesa KLM, resultando em um conglomerado com mais de 500 aeronaves que voam a 320 destinos em 114 países. Um ano mais tarde, a Lufthansa, da Alemanha, se associou com a suíça Swiss, atingindo receitas anuais superiores a 30 bilhões de euros e uma frota de mais de 600 aviões – o que a posiciona hoje como a maior aérea europeia. A consolidação teve mais um capítulo em 2010, com a fusão da britânica British Airways com a Iberia, da Espanha, resultando numa empresa com cerca de 520 aviões e faturamento próximo de US$ 25 bilhões

Alianças aéreas
Quando não dá para fundir ou simplesmente comprar, o negócio é se emparceirar. A partir do final da década de 1990, buscando reduzir custos, aprimorar os serviços e ampliar as opções de voos e conexões para os passageiros, as principais companhias aéreas do mundo formaram alianças aéreas.
A mais antiga delas, a Star Alliance, foi fundada em 1997 e conta com 28 membros de todos os continentes, inclusive a brasileira Avianca, que aderiu em julho de 2015. Seus membros fundadores foram Air Canada, Lufthansa, Scandinavian Airlines (SAS), Thai Airways e United Airlines. Com isso, você pode comprar um bilhete no site da Lufthansa, por exemplo, para voar até a Suécia, fazendo a última perna do voo pela Scandinavian, e pegando suas malas só em Estocolmo.
Antes, Varig e TAM já fizeram parte do grupo. Com a fusão da TAM com a chilena LAN, a companhia migrou em 2014 para a Oneworld, que também reúne outros nomes de peso, como a American Airlines, British Airways, Japan Airlines e Qatar.
A lista tríplice das principais alianças é completada pela SkyTeam, fundada em 2000 por Aeroméxico, Air France, Delta Air Lines e Korean Air, e que hoje reúne 20 companhias aéreas, nenhuma delas brasileira.

A ascensão do Golfo Pérsico
O domínio dos céus por tradicionais nomes americanos e europeus prevaleceu por décadas, mas já começa a dar sinais de encolhimento. Uma nova luz, ao que parece, brilha no Oriente, com o aumento da concorrência representada pelas companhias aéreas do Golfo Pérsico, até pouco tempo desconhecidas por grande parte dos viajantes.
A maior delas, a Emirates Airlines, de Dubai, existe desde 1985, mas foi a partir da década de 2000 que entrou em fase de forte expansão internacional, voando para mais de 150 destinos em cerca de 80 países ao redor do mundo. Hoje, reúne uma frota de mais de 230 aeronaves, a maioria delas de grande porte, como o Airbus A380 – o maior avião de passageiros, e o Boeing 777, de longo alcance.
A Qatar Airways, com sede em Doha, voa para mais de 80 destinos nas Américas, Europa, Oriente Médio, África e Ásia, dispondo de uma moderna frota de cerca de 160 aeronaves, composta por Airbus A380 e A350, Boeing 777 e 787, entre outros.
A Emirates e a Qatar Airways são seguidas pela Etihad Airways, de Abu Dhabi, a mais jovem e de menor porte dentre as três, fundada em 2003 e com uma frota aproximada de 115 aviões, com predominância de Airbus A330 e Boeing 777. Todas as três voam para o Brasil, e por aqui buscam passageiros – não só os que queiram fazer turismo em seus países sede, mas principalmente os interessados em destinos do outro lado do mundo, como Japão, China e Sudeste Asiático.

Apostando em luxo e alta tecnologia, companhias do Oriente Médio ganham espaço

Além de uma eficiente estratégia de conexões centralizadas em aeroportos no Oriente Médio – uma vantagem geográfica para voos de longa duração entre o Ocidente e o Oriente -, as três companhias têm em comum um serviço de bordo acima do padrão das companhias ocidentais, mesmo para voos em classe econômica. A bordo dos Airbus A380 e Boeing 777 da Emirates, passageiros da primeira classe contam com diversas regalias quase inacreditáveis. E nada disso afeta os ganhos da companhia, muito pelo contrário. Em maio, a Emirates anunciou o seu 28º ano consecutivo com lucros, atingindo a cifra de US$ 2 bilhões. “A performance da companhia é a comprovação do sucesso de nosso modelo de negócio e estratégias”, disse o xeique Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente da Emirates.
O sucesso das aéreas árabes, porém, não é imune a críticas de seus concorrentes, principalmente dos Estados Unidos e da Europa, que alegam concorrência desleal. “O ponto são os US$ 42 bilhões em subsídios e outras vantagens injustas que o Qatar e os Emirados Árabes Unidos ofereceram às suas companhias estatais”, sintetizou Jill Zuckman, porta-voz do Partnership for Open and Fair Skies, ativo grupo de lobby norte-americano criado por American, Delta e United. A entidade afirma que as aéreas do Golfo recebem empréstimos e incentivos de seus governos, gerando desequilíbrios no mercado – o que é prontamente negado pelos árabes. De todo modo, a briga para os próximos anos promete ser boa, e quem ganha é o passageiro.

13.162 – Museu do Coumputador – Micro Computador Expert MSX da Gradiente


Gradiente_Expert_Brazil
MSX foi o nome dado a uma arquitetura de microcomputadores pessoais criada no Japão em 1983, apresentada em 27 de junho do mesmo ano, e que definia um padrão para os desenvolvedores de hardware. Foi desenvolvido por Kazuhiko Nishi, vice-presidente da ASCII Corporation, empresa japonesa que era representante da Microsoft no Japão até 1986. Dessa forma, várias empresas de eletroeletrônicos poderiam produzir seus computadores, manter um mínimo de compatibilidade entre eles, e ainda assim diferenciá-los, adicionando recursos novos. Mas a compatibilidade com outros micros do padrão MSX seria mantida.
O significado da sigla é controverso. Faz parte da lenda que seu nome significa “MicroSoft eXtended”, visto que a Microsoft participou do desenvolvimento do micro, fazendo o BIOS, o interpretador BASIC (o MSX-BASIC, gravado em ROM) e o MSX-DOS 1. Em 2001, em visita a um encontro de usuários na Holanda (Países Baixos), Nishi afirmou numa palestra que MSX significa “Machine with Software eXchangeability”. Em outra conversa, o próprio criador afirmou que o nome significava naquela época Matsushita Sony X-power, visto que a Matsushita (National e Panasonic) e a Sony eram as empresas que mais apoiavam o padrão.
O padrão MSX fez sucesso na década de 1980 tanto no Brasil como no mundo (Japão, Países Baixos, Inglaterra, Coreia do Sul, Argentina, Rússia, Arábia Saudita, entre outros).
Muitos de seus usuários costumavam usá-lo apenas como um videogame de luxo, estereótipo este uma consequência da grande qualidade dos jogos disponíveis. Eles eram distribuídos por empresas como a Konami, Compile e outras, que se aproveitaram da capacidade gráfica e de som do MSX para produzir jogos muito mais atraentes que os encontrados nos videogames da época. Ainda assim serviu como base de estudo para muitos estudantes de informática e engenharia eletrônica, que desenvolveram nele projetos variados.
Expert XP-800
Este equipamento, lançado em 1985, foi claramente inspirado em outro MSX, o National CF-3000. O Expert contava com o teclado separado do gabinete. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor monocromático e um modem. Posteriormente foi lançada uma nova versão, a 1.1, com correções no teclado (acentuação), e tornou-se a mais popular de todas.
Uma nova versão, o Expert Plus (GPC-1), na cor preta, foi lançada em 1989, junto com o cartão de 80 colunas. No mesmo ano foi lançado também o Expert DD Plus, com um drive de disquete de 3 1/2 embutido no canto do gabinete. Apesar dos avanços, o Expert Plus/DD-Plus teve problemas de compatibilidade, mais pela falta de informação dos produtores de loaders de jogos, que não sabiam como carregar corretamente os seus jogos (apenas usando as páginas de RAM já comuns do Expert 1.1 e do Hotbit).
Haveria uma nova geração, com o VDP Yamaha V9978, mas o projeto foi cancelado, pois a única empresa que ainda fabricava equipamentos MSX (Panasonic) deixava a plataforma para se dedicar ao console de video-games 3DO Interactive Multiplayer. A Yamaha lançou um chip chamado Yamaha V9990, considerado uma variação do V9978, sendo utilizado no cartucho Graphics 9000.
Enquanto na Europa e Japão as versões se sucediam, no Brasil ficou-se estagnado na primeira versão do sistema. Contudo no final da década de 1980 surgiram kits de transformação para MSX 2.0 e MSX 2+, que ampliavam a memória para 256 KB e a VRAM para 128KB, além de algumas outras melhoras no sistema.
Ao longo do tempo surgiram diversos periféricos para MSX, ou adaptados para o MSX. No Brasil lançaram drives de 5 1/4 externos (360kB de capacidade) e posteriormente drives de 3 1/2 (720 kB de capacidade), expansões de memória (MegaRAM, MegaROM e memory maper), joysticks, expansores de slot e até mouses. Fora do Brasil lançaram CD-ROMs, tabletas gráficas, unidades digitalizadoras, mouses, teclados musicais, cartuchos que ampliavam a capacidade de áudio (MSX-Music, MSX-Audio, MoonSound), etc, para MSX.
O sistema foi descontinuado no final de 1993 pela Panasonic, que fabricava o Turbo-R.

13.159 – Tecnologia – Fim do sinal analógico em São Paulo


fim do sinal
Anatel confirma desligamento da TV analógica em São Paulo em 29 de março
O Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, confirmou data de desligamento da TV analógica na cidade de São Paulo e nos municípios do entorno.
Segundo Quadros, o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) não vai propor, ao Ministério das Comunicações, nenhuma mudança no cronograma de desligamento do sinal analógico na grande São Paulo.
“Os dados mostram que até a data do desligamento atingiremos o índice de 93% dos domicílios aptos a receberem o sinal digital. Não vai haver adiamento”, afirmou Quadros, que também presidente o Gired.
Ele destacou, porém, que o ato do desligamento precisa de uma portaria assinada pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovação, Gilberto Kassab.

Adiamento
As empresas de telefonia chegaram a pedir o adiamento do cronograma de desligamento na grande São Paulo e também em outras cidades. Quadros disse que o pedido referente a São Paulo já foi rejeitado, mas que os outros pedidos ainda serão analisados nas próximas reuniões do Gired.
De acordo com Quadros, uma pesquisa do Ibope mostrou que, se o sinal de TV analógico fosse desligado hoje na região, só 8% da população ficaria sem sinal digital. A pesquisa apontou que, atualmente, 86% dos domicílios já estão aptos par receber o sinal digital.
O Ministério prevê que, para o sinal ser desligado, 93% dos domicílios devem estar aptos a receber o sinal.
Com a confirmação da agência, a grande São Paulo deve ser a terceira região a desligar o sinal analógico. Já foram desligados os sinais na cidade de Rio Verde (GO) e no Distrito Federal.

Kit gratuito
Quadros destacou que só 20% das famílias que têm direito já receberam o kit gratuito para adequar o aparelho de televisão ao sinal digital. Ao todo, em São Paulo e nos municípios do entorno, devem ser entregues 1,870 milhão de kits. Na capital, o índice de entrega dos kits gratuitos é ainda menor: só 3%.
Têm direito aos kits beneficiários do Bolsa Família e do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). As inscrições para receber os kits de graça podem ser feitas pelo telefone 147 ou pelo site http://www.vocenatvdigital.com.br.

13.135 – Operadora de celular dos Correios começa a funcionar


A operadora de telefonia móvel dos Correios, anunciada em janeiro, finalmente tem data para começar a funcionar. O serviço estreia na próxima segunda-feira, 6, começando por São Paulo.
Segundo os Correios, a primeira fase disponibilizará a oferta do serviço em 12 agências da capital paulista. Até o final de março, será possível adquirir a linha móvel dos Correios em 164 agências da Grande São Paulo.
Os preços dos planos só serão divulgados na segunda-feira. A ideia inicialmente é vender apenas planos pré-pagos, e tanto os chips quanto as recargas poderão ser compradas nas agências da empresa pelo Brasil.
Os Correios vão atuar como uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), o que significa que não terão infraestrutura própria. A estatal fechou acordo com a empresa EUTV, também conhecida pelo nome fantasia Surf Telecom, para prestação do serviço. Curiosamente, a Surf também é uma MVNO, que usa a infraestrutura da TIM para operar nacionalmente.

13.119 – Cientistas estão criando abelhas drones para combater crise de polinização


Pequenos drones revestidos de um pegajoso gel poderiam, um dia, reduzir a pressão das populações de abelhas para o transporte de pólen planta a planta, segundo informações da Live Science. Atualmente, cerca de três quartos das plantas florestais do mundo e 35% das culturas alimentares dependem dos insetos para a polinização, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA.
As abelhas são consideradas alguns dos polinizadores mais prolíficos, embora a existência delas esteja declinando em todo o mundo. No mês passado, o Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos EUA (U.S. Fish and Wildlife Service), pela primeira vez, listou a espécie nativa em ameaça de extinção.
Com isso em mente, pesquisadores no Japão deram o primeiro passo para a criação de mini robôs que poderiam ajudar a reduzir o trabalho dessas polinizadoras. Junto a isso, os cientistas criaram uma forma de gel pegajoso que permite aos robôs colher o pólen das plantas e depositar em outra para ajudá-las a se reproduzir.
Segundo o pesquisador e químico do projeto, Eijiro Miyako, do Instituto de Ciência Industrial Avançada, em Tsukuba, todo o projeto ainda está em prova de conceito. “Espera-se que alguns robôs sejam usados para experimentos de polinização”, disse.
A inovação do estudo, publicado este mês na revista Chem, é o gel iônico. De acordo com Miyako, ele foi resultado de uma tentativa fracassada de criar líquidos eletricamente condutores e acabou sendo esquecido em uma gaveta por quase uma década. Mas, oito anos depois, ele ainda não tinha secado – algo que ocorreria com a maioria dos géis. Então, após assistir a um documentário sobre polinização, teve a ideia.
“Na verdade, deixei cair o gel no chão e notei que absorvia muita poeira”, contou ele à Live Science. “Então tudo começou a se ligar na minha mente”.
Os cientistas então testaram como o produto poderia ser útil na polinização. Para isso, colocaram gotas do material na parte de trás de formigas, deixando-as durante uma noite dentro de uma caixa cheia de tulipas. No dia seguinte, descobriram que os insetos tinham transportado mais grãos de pólen do que fazem naturalmente.
Em outro experimento, os pesquisadores descobriram ainda que era possível integrar no gel compostos fotocromáticos, que mudam de cor quando expostos à luz UV ou branca. Então, colocaram o novo material em moscas vivas, dando a elas a capacidade de mudar de cor. Com isso, eles poderiam finalmente ver algum tipo de camuflagem adaptável para proteger os polinizadores de predadores.
Enquanto a descoberta pode melhor a capacidade de outros insetos carregarem pólen, também é uma solução potencial para a queda da população de abelhas. “É muito difícil usar organismos vivos para realizações práticas reais, então eu decidi mudar minha abordagem e usar robôs”, disse.
Segundo ele, ainda existem certas limitações, como por exemplo, a bateria, reduzir os custos de produção e uma melhor forma de pilotar o drone. Para isso, ele acredita que o GPS e inteligência artificial poderiam um dia ser usados para guiar automaticamente esses polinizadores robóticos.