13.319 – Saúde – Amamentação reduz risco de doenças cardíacas em até 18%


amamentação
Alguns estudo já mostraram que a amamentação não só promove inúmeros benefícios para o bebê como também ajuda na perda de peso no pós-parto, reduz níveis de colesterol, glicose, pressão alta, riscos de câncer de mama e do ovário nas mães. Agora, a ciência comprova mais uma vantagem da prática para as mães: segundo estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of the American Heart Association, amamentar pode prevenir derrames e o desenvolvimento de doenças cardíacas, mesmo uma década após o parto.
Pesquisadores da Universidade Oxford, na Inglaterra, e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, na China, acompanharam cerca de 290.000 mulheres chinesas por oito anos. Os resultados mostraram que aquelas que tinham amamentado, corriam um risco 9% menor de desenvolver doenças cardíacas e 8% menor de sofrer derrames.
Além disso, os benefícios aumentaram de acordo com a duração da amamentação. Ou seja, as mães que amamentaram seus filhos por até dois anos ou mais diminuíram sua probabilidade de doenças cardíacas em até 18% e de derrames em 17%. Segundo o estudo, a cada seis meses adicionais de aleitamento, o risco de desenvolver os problemas diminuía em 4% e 3%, respectivamente.

“Apesar de não conseguirmos estabelecer a relação entre causa e efeito, os benefícios podem ser explicados pela aceleração do metabolismo que a amamentação promove depois do parto. A gravidez muda o metabolismo da mulher drasticamente enquanto armazena gordura para fornecer energia necessária para o crescimento do bebê e para o leite materno. Amamentar ajuda a eliminar essa gordura de forma mais rápida e completa.”, disse Sanne Peters, pesquisador na Universidade Oxford.

Benefícios da amamentação
Outra hipótese é que, em geral, as mulheres que amamentam são mais propensas a se engajarem em comportamentos mais saudáveis, reduzindo, consequentemente, os riscos de doenças, em comparação com as que não o fazem. Segundo os pesquisadores, o estudo é um dos primeiros a fornecer evidências dos benefícios em longo prazo do aleitamento.
O leite materno pode ajudar a proteger recém-nascidos de doenças e infecções, e é recomendado para, pelo menos, os primeiros seis meses de vida da criança, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). “As descobertas devem encorajar as mães a amamentarem por mais tempo, visto que promove benefícios que dependem disso”, disse Zhengming Chen, principal autor da pesquisa.

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10.832 – Síndrome do Parto Prematuro Desafia a Medicina


parto-prematuro-problemas

Pela primeira vez na história, o parto prematuro – aquele feito antes que as 37 semanas de gestação estejam completas – é a principal causa de mortalidade infantil em todo o mundo. De acordo com o mais amplo estudo do gênero, publicado no periódico The Lancet, as mortes por complicações desse tipo de nascimento chegaram a 1,1 milhão, superando doenças como pneumonia e diarreia, até então responsáveis pela maior quantidade de mortes de crianças até 5 anos.
No Brasil, são cerca de 9 000 óbitos anuais, o que torna o país o líder na América Latina em mortes ligadas a nascimentos precoces. Nossa taxa é de 22%, acima da proporção mundial de 17,4%.
As estatísticas revelam uma revolução no padrão da saúde infantil global: em países pobres e ricos, a desnutrição e as doenças infecciosas que matavam na infância foram vencidas, transformando as complicações de nascimentos precoces no próximo desafio ao combate da mortalidade infantil.
“Vivemos uma mudança no modelo da saúde, chamada transição epidemiológica. As mortes estão se aproximando cada vez mais do momento nascimento e precisamos, agora, de esforços para compreender e prevenir esse fenômeno extremamente complexo que se tornou um grande problema mundial”, diz o pediatra Fernando de Barros, pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e uma das maiores autoridades do país em saúde infantil.
Os especialistas têm previsto essa transformação há pelo menos quatro décadas e alertado os sistemas de saúde para a importância dos cuidados durante o período pré-natal e após o nascimento, única forma eficaz de prevenir as mortes de bebês prematuros. Os altos números divulgados pelo estudo demonstram que, nesse período, pouco se avançou em estratégias de combate aos nascimentos antes da hora.
“O parto prematuro é um tipo de síndrome silenciosa, pouco conhecida e com consequências trágicas”, diz o médico Renato Passini Junior, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O maior número de bebês mortos por conta do nascimento precoce está em países pobres como a Índia, com 361 600 óbitos, Nigéria, com 98 300 mortes, ou Paquistão, onde foram registradas 75 000 mortes. No entanto, o drama dos nascimentos prematuros também atinge países desenvolvidos. Os lugares com as maiores proporções entre mortes ocorridas por complicações de partos prematuros são Macedônia (51%), Eslovênia (47,5%) e Dinamarca (43%).
Isso é explicado porque, nos países desenvolvidos, a taxa de nascimentos de prematuros é baixa – e a maior parte de mortes de prematuros nesses lugares não poderia ser evitada. “Nos países ricos, outras causas de mortalidade infantil como doenças infecciosas ou diarreia foram eliminadas e, por isso, a proporção é alta. Mas, em números absolutos, há poucas mortes relacionadas às complicações de partos prematuros em regiões desenvolvidas, ao contrário do que acontece na África ou Ásia”.
Esse cenário é o oposto do que acontece no Brasil. De acordo com dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do SUS e do Ministério da Saúde, utilizados no maior estudo sobre fatores de nascimentos prematuros no Brasil, 340 000 bebês nasceram prematuros em 2012. São 40 por hora, uma taxa de 12,4% – o dobro da Europa.
A pesquisa, coordenada por Renato Passini Junior, da Unicamp, foi publicada em outubro na revista Plos One e acompanhou durante um ano cerca de 30 000 nascimentos em maternidades das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. O objetivo foi descobrir as causas de tantos nascimentos precoces no país — o que leva um bebê a nascer antes do tempo é uma soma de componentes complexos ainda não claramente compreendidos pela medicina.

8493 – Medicina – O Retardo Mental e a Anemia


A prevenção da doença mental inclui evitar a anemia nos primeiros anos de vida. Esta foi a conclusão do Departamento de Psicologia Pediátrica da Universidade de Miami.

Evidências já demonstraram que o ferro é um componente importante no desenvolvimento e no funcionamento cognitivo, neuromotor e social/emocional, porque o processo de desenvolvimento do sistema nervoso central é altamente dependente de enzimas e proteínas que contêm ferro. A deficiência de ferro em idades precoces pode aumentar o risco para doenças psiquiátricas.
Utilizando dados do National Health Insurance Database, de 1996 a 2008, crianças e adolescentes com diagnóstico de anemia por deficiência de ferro (ADF) foram identificadas e comparadas com controles da mesma idade e pareadas por sexo em uma investigação sobre o aumento do risco de transtornos psiquiátricos.
Um total de 2.957 pacientes com anemia por deficiência de ferro (ADF) e com um risco aumentado de transtorno depressivo unipolar, transtorno bipolar, transtorno de ansiedade, transtorno do espectro do autismo, déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de tiques, atraso no desenvolvimento e retardo mental foi identificado. Um efeito em relação ao sexo foi observado, em que apenas as pacientes do sexo feminino com ADF tiveram um aumento do risco para transtorno bipolar (OR = 5,56, IC 95% = 1,98 ~ 15,70) e transtorno de tiques (OR = 2,95, IC 95% = 1,27 ~ 6,86).
No presente trabalho, observou-se que a deficiência de ferro aumenta o risco de transtornos psiquiátricos, incluindo transtornos do humor, transtorno do espectro do autismo, déficit de atenção e hiperatividade e transtornos de desenvolvimento. Mais estudos são necessários para esclarecer o mecanismo da associação entre a ADF e os transtornos psiquiátricos.
Os principais autores da pesquisa, Mu-Hong Chen e Ya-Mei Bai, do Departamento de Psiquiatria da National Yang-Ming University, de Taipei, em Taiwan, encorajam os pediatras a considerarem a suplementação de ferro em crianças como possível fator de proteção contra sequelas psiquiátricas e os psiquiatras a investigarem a deficiência de ferro em pacientes pediátricos com transtornos psiquiátricos.

8392 – Medicina – Receita com dose de cautela


Cientistas americanos do Instituto de Saúde de Bethesda acreditam que a vitamina A possa diminuir a mortalidade infantil causada por desnutrição. Durante um ano eles acompanharam 15 mil crianças indianas e concluíram estatisticamente que a chance de 1 desnutrido sobreviver aumenta 46%, em média, quando ele recebe Vitamina A. Quanto menor a criança, maior o benefício de tal suplemento. Sabe-se que doses exageradas dessa vitamina tem efeitos nocivos, principalmente para bebês. Nos casos analisados, a vitamina diminuiu incidências de diarréia e infecções diversas, que geralmente levam à morte. A suplementação é válida apenas em lugares muitos pobres, onde a vitamina não pode ser obtida através da alimentação e, portanto, os riscos de excesso são menores.
Os autores da pesquisa admitem que talvez seja mais seguro oferecer as crianças doses de betacaroteno, substância que se transforma em vitamina A apenas quando o organismo necessita.

7935 – Bebê Gigante de 7 kg se recupera após falta de oxigênio em parto difícil


Com seis semanas de vida, George King passa bem. Mas seu nascimento foi difícil.
Ele chegou ao mundo pesando 7,233 kg, e ficou cinco minutos sem oxigênio durante o parto, em um hospital no interior da Grã-Bretanha.
A mãe, Jade King, conta que os médicos só se deram conta do tamanho de seu filho quando o ombro do bebê ficou preso durante o parto, que ela chamou de “traumático”.
Por ter passado cinco minutos sem oxigênio, os médicos deram 10% de chances de sobrevivência a George, mas ele resistiu.
George está passando por uma série de exames em um hospital em Bristol, para onde foi transferido. Seu estado de saúde é bom, mas ele poderá ter dificuldades de aprendizado.
Em 2012, um bebê nasceu com 7,3 kg na China. No Brasil, uma mãe gaúcha deu à luz uma criança com 6,1 kg em 2009.
Os médicos agora querem saber por que George nasceu tão grande.
Já a mãe diz que não quer engravidar de novo tão cedo e que, por enquanto, está feliz com o seu pequeno grande homem.

7920 – Autismo – Estudo reforça que ácido fólico na gravidez pode reduzir o risco de autismo nos bebês


Um extenso estudo americano concluiu que tomar suplementos de ácido fólico durante a gravidez reduz em até 40% o risco de o bebê ter autismo. Essa vitamina, presente em alimentos como brócolis, tomate, lentilha e também em bebidas como a cerveja, diminui as chances de haver má formação congênita, mas ainda não está claro se a substância protege a criança contra problemas neurológicos. A nova pesquisa, publicada nesta quarta-feira no periódico The Journal of The American Association (JAMA), fornece novas evidências que reforçam tal relação, que já havia sido apontada por trabalhos anteriores.
A pesquisa, feita na Universidade da Califórnia, Davis, nos Estados Unidos, se baseou nos dados de 85.176 bebês inscritos no Estudo de Corte de Mães e Crianças Norueguesas, o maior trabalho já feito sobre a influência de fatores genéticos e ambientais sobre doenças neurológicas. Os pais dessas crianças também participaram da pesquisa. Após acompanhar as crianças entre três e dez anos após o seu nascimento, a equipe observou que 270 delas apresentaram algum transtorno do espectro autista.
De acordo com os resultados da pesquisa, mães que fizeram uso de suplementos de ácido fólico antes e durante a gestação tiveram filhos com um risco até 40% menor de serem diagnosticados com autismo na infância. Esse benefício foi observado apenas em mulheres que tomaram os suplementos durante o período entre quatro semanas antes de engravidarem e oito semanas após o início da gestação — o que revela que o momento do consumo da vitamina é crucial para reduzir os riscos de saúde ao bebê. Os pesquisadores não encontraram evidências de que outros suplementos alimentares, como de ômega-3, por exemplo, na gravidez influenciam no risco de autismo no filho.

Consumo ideal — Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o consumo de suplementos de ácido fólico é indicado para prevenir anencefalia (defeito congênito na formação do cérebro e da medula) e espinha bífida (formação anômala dos ossos da coluna vertebral) — dois defeitos de fechamento do tubo neural (estrutura que dará origem ao sistema nervoso central do bebê, incluindo cérebro e coluna).
A recomendação do órgão é a de que as mulheres consumam 400 microgramas por dia de ácido fólico durante pelo menos um mês antes de engravidar e ao longo do primeiro trimestre de gestação — período em que o tubo neural está em pleno desenvolvimento.
Em 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adição de 4,2 miligramas de ferro e de 150 miligramas de ácido fólico para cada 100 gramas de farinha de trigo e de milho. A intenção era reduzir a prevalência de anemia por deficiência de ferro e prevenir defeitos do tubo neural.

7645 – Mucina, um novo agente protetor no leite


Amamentar é importante porque o leite contém anticorpos que protegem o bebê. Isso é o que todos pensam, inclusive o médico Robert Yolken, do Centro para Crianças Johns Hopkins, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. Ou melhor: Yolken já não está tão certo. O motivo é que mesmo depois de eliminar por completo os anticorpos, o leite manteve seu poder protetor. O segredo parece ser a mucina, substância presente tanto no leite como no muco. Basta uma pequena quantidade para deter os rotovírus, microorganismos causadores de diarréia, responsáveis pela morte de 100 crianças por ano nos Estados Unidos.
Nos países pobres os rotovírus e outros agentes da diarréia respondem por 23% das mortes entre crianças com menos de 5 anos. Ainda é cedo para avaliar as possibilidades da mucina. Mas já há quem pense em transformá-la num forte suplemento da alimentação dos bebês.

7471 – Medicina – O que é a morte súbita de bebês?


Poucas causas de morte são tão misteriosas e traumáticas para as famílias, quanto as que acontecem durante o sono de bebês aparentemente saudáveis.
Também chamada de síndrome da morte súbita do lactente, ela é definida como o óbito inesperado de um bebê no qual a autópsia não consegue apontar a causa.
Não está claro se a morte ocorre durante o sono ou nos períodos de transição entre sono e vigília, que se sucedem durante a noite. O que se sabe é que o pico de incidência está entre dois e quatro meses de idade, que é mais comum em meninos, que colocar a criança para dormir de barriga para baixo (em pronação) aumenta sobremaneira o risco e que a ocorrência depois dos 6 meses de idade é rara.
Nos países industrializados, o reconhecimento de que deitar de bruços mais do que triplica o risco, deu origem a campanhas para que os pais colocassem os bebês para dormir de barriga para cima (posição supina). Esse cuidado simples diminuiu o número de óbitos em mais de 50%.
No Brasil, o costume de deitar os bebês de lado, posição que protege mais do que deixá-los de bruços, mas menos do que se estivessem de barriga para cima, explica por que a incidência é mais baixa: 5 a 10 em cada 10 mil crianças nascidas.
Além da posição ao dormir, podem servir de gatilho para disparar a síndrome: 1) a asfixia por compressão das vias aéreas ou inalação excessiva do gás carbônico exalado na posição com o rosto para baixo; 2) a hipertermia causada pela compressão da face contra o travesseiro ou o colchão; 3) o nascimento prematuro e a imaturidade dos mecanismos cardiorrespiratórios e de controle térmico.
Essas condições tornariam o recém-nascido mais vulnerável ao estresse provocado pela falta de oxigênio. No entanto, a síndrome pode surgir mesmo em bebês que não apresentam essas características.
Estudo recente mostrou que 85% dos casos acontecem com crianças que dormem de barriga para baixo ou compartilham o leito com outras pessoas. Deitar em pronação em colchões e travesseiros macios aumenta 20 vezes o risco. Os processos infecciosos característicos dos primeiros meses de vida também parecem aumentar a probabilidade.
Bebês excessivamente agasalhados, que dormem em quartos muito aquecidos, correm perigo maior quando colocados com a face para baixo, porque a face é uma fonte importante de eliminação do calor nas crianças. Nesses casos, supõe-se que o estresse causado pelo aumento de temperatura leva à diminuição da frequência cardíaca e à inibição letal do centro respiratório.
Estão associadas com a síndrome algumas características genéticas envolvidas no controle involuntário (autonômico) das funções cardíacas e respiratórias, no equilíbrio energético e na resposta às infecções.
Bebês submetidos a condições como pobreza, exposição ao fumo, álcool e drogas ilícitas na vida intrauterina, ou à fumaça do cigarro depois do nascimento, são especialmente propensos.
A síndrome envolve uma convergência de fatores que resultam em asfixia dos bebês vulneráveis, portadores de sistemas cardiorrespiratórios e mecanismos de despertar imaturos e ainda mal integrados.

Precauções:
Nenhum bebê com menos de seis meses deve ser deixado de bruços no berço essa é a lição que a Associação Médica Americana pretende divulgar nos Estados Unidos, depois de concluir que a posição aumenta em até 67% os riscos de morte súbita, por falta de respiração durante o sono. Ao divulgar esse dado, os americanos imitam o exemplo de outros países. Na Nova Zelândia, por exemplo, uma campanha de informação semelhante reduziu a incidência de mortes súbitas de 6,3 casos para 1,3 em cada 1000 bebês. Na Inglaterra, as clínicas pediátricas passaram a distribuir folhetos, explicando que a melhor posição para um bebê dormir é de barriga para cima. Resultado: no último ano, as ocorrências de morte súbita caíram pela metade.

6598 – Medicina – O RAQUITISMO


Enfermidade conhecida desde a antigüidade e descrita cientificamente no século XVII, o raquitismo só pôde ter suas causas identificadas com a descoberta da vitamina D, que se forma na pele pela ação dos raios solares e que tem papel fundamental para a calcificação.
O raquitismo é doença generalizada do tecido ósseo, caracterizada por ineficácia na deposição de sais de cálcio sobre a matriz protéica e na cartilagem da zona de calcificação provisional. Admitem-se três grupos principais de raquitismo: por deficiência de vitamina D, por insuficiência renal crônica e por insuficiência renal tubular. Há ainda um quarto grupo, que inclui o raquitismo devido à hipofosfatasia e o raquitismo pseudo-resistente à vitamina D.
Trata-se de uma condição que se manifesta sobretudo na infância, quando o corpo está em crescimento. As manifestações aparecem nos primeiros meses de vida da criança e consistem em mau desenvolvimento do sistema esquelético, convulsões, irritabilidade geral, fraqueza muscular e retardo no crescimento, entre outras.
Uma de suas causas é a falta de vitamina D, causada por deficiência na alimentação e má absorção das paredes intestinais. Essa vitamina regula o metabolismo de dois elementos — fósforo e cálcio — assim como a união deles na formação de um complexo que se deposita no tecido ósseo e lhe confere dureza e resistência.
Como conseqüência da falta de vitamina D a absorção do cálcio pelos rins diminui, não ocorre a formação do complexo com o fósforo e, como resultado, o osso não se calcifica. Na criança em que existe essa carência, a caixa craniana não ossifica corretamente e mostra amolecimentos. Com o desenvolvimento do bebê, as alterações esqueléticas se apresentam no tórax, extremidades superiores e membros inferiores, que se arqueiam de forma característica.
Ao lado das alterações ósseas, apresentam-se outras do tipo muscular, tais como: inchação típica do ventre; distrofia, que corresponde à diminuição de tamanho e funcionalidade de órgãos; tamanho do crânio maior do que o normal em relação às outras partes do corpo. A malformação do tórax, no raquitismo, apresenta uma retração do esterno na sua extremidade inferior; o relaxamento da parede abdominal e a plasticidade das costelas inferiores são responsáveis pela retração inspiratória. No tórax infundibuliforme, o esterno inferior é mantido contra a coluna vertebral por um diafragma malformado e contraído.
O diagnóstico é feito pela identificação do aspecto característico dos ossos longos. O exame radiológico revela as grandes articulações do joelho, tornozelo e punho, o que permite acompanhar o tratamento do processo raquítico e avaliar a cura.
O tratamento para o raquitismo baseia-se na administração de vitamina D e em dieta com alimentos ricos nessa vitamina, como ovos, manteiga, leite em pó e azeite de fígado de bacalhau. Recomenda-se também a exposição direta ao sol, uma vez que a ação dos raios solares determina a formação da vitamina D. Durante o tratamento devem ser tomados cuidados para se evitar a intoxicação pela vitamina D, ou seja, a hipervitaminose D.
Há, porém, tipos de raquitismo que não são curáveis pela ingestão de vitamina D. Despertam grande interesse do ponto de vista bioquímico porque permitem avaliar dados sobre a ação do fósforo e do cálcio no organismo.

5962 – Os riscos da obesidade infantil


Pesquisadores das Universidades britânicas de Glasgow e Bristol acompanharam os hábitos de 9 mil crianças na última década e concluíram que o ambiente no qual elas foram educadas teve tanta influência nos casos de obesidade infantil quanto a herança genética. O estudo identificou alguns fatores que podem levar á obesidade a partir dos 7 anos.
Os bebês nascem com tendência à obesidade se a mãe engordar exageradamente durante a gestação.
Peso e altura acime da média em bebês com idade entre 8 e 18 meses indicam tendência à obesidade.
O peso de um bebê ao completar 1 ano não deve ser superior a 3 vezes o que eles pesavam no nascimento.
O crescimento no 1° anos de vida não deve ultrapassar 25 cm.
Bebês que dormem menos de 10 horas por noite apresentam cansaço durante o dia e, consequentemente fazem menos atividade física.
Crianças com mais de 3 anos que permanecem diante da TV mais que 8 horas poe semana têm tendência ao sedentarismo e à superalimentação.
Aparecimento de gordura localizada antes dos 4 anos.
Filhos de pais gordos podem, além de herdar características genéticas de obesidade, imitar seu comportamento.

4781 – Medicina – A Paralisia ou Pólio


Trata-se de uma infecção aguda da medula do cérebro, provocada por vírus. Na realidade é um grupo de vírus. A vacinação em massa fez com que tal moléstia diminuísse consideravelmente se restringindo a regiões subdesenvolvidas onde não há vacinação. Em geral só atinge um memnbro da família, mas há exceções. A faixa etária de maior incidência é a de 1 a 16 anos; 55% dos casos em meninos e a época do ano atingida é o verão e início de outono. A transmissão é por tosse ou espirro. Também é transmitida pelo leite, água contaminada e pelas moscas. O vírus entra pela inalação do material infectante ou ingestão de água ou alimentos contaminados. O período de incubação é de 7 a 14 dias. O vírus continua presente nas fezes por até 6 ou 8 semanas ou até por vários meses. Alguém aparentemente sadio pode ter forma branda da doença. Crianças com menos de 6 meses em geral são imunes pois a mãe lhes transmitiu substâncias protetoras.
Em pequena porcentagem há uma persistência dos sintomas iniciais e se desenvolve uma paralisia que pode atingir um braço ou uma perna e pode comprometer os músculos da respiração, como os do tórax ou o diafragma. O médico não pode deter o curso da doença, mas felizmente a incidência é de apenas 1 ou 2%.
Pólio bolbar é a mais grave porque compromete o cérebro e o controle da respiração e função cardíaca. Há dificuldade em engolir e respirar. Os batimentos são irregulares e há sinais de mau funcionamento do coração. O pulmão de aço tem sido um recurso valioso para pacientes com comprometimento dos músculos respiratórios. Felizmente, graças a vacinação, os casos tem sido minoritários. Tal forma da doença é a responsável pelo maior número de mortes, cerca de 20 a 25%. O pulmão de aço substitui o natural até que os músculos se recuperem e isto pode levar várias semanas ou meses.
Polioencefalite – Os sintomas são: sonolência, irritabilidade excessiva, eventualmente coma ou convulsões, em alguns casos, paralisia do olho ou dos músculos faciais. Não há medicamentos para o tratamento, somente para aliviar a dor. Há tratamentos auxiliares de fisioterapia, mas a recuperação não é total.
Vacinas – A Sabin é a mais eficaz e de mais fácil administração. É de vírus vivos atenuados, misturados por via oral num tablete de açúcar ou num xarope. Pode ser dada em qualquer idade a partir dos 2 ou 3 meses. As doses são aplicadas com intervalo de 1 mês.

Zé Gotinha, o símbolo da campanha contra a paralisia

4764 – Quero chorar, não tenho lágrimas – Por que o recém-nascido chora à seco?


Porque ele ainda não se adaptou ao ambiente fora do útero materno. Lá dentro, prescinde de proteção para os olhos, que não estão sujeitos à ação de bactérias. “Assim, quando nasce, o aparelho lacrimal está apenas parcialmente desenvolvido”, diz um pediatra Universidade de Guarulhos, em São Paulo. O líquido serve para lavar as lentes oculares e tem anticorpos. Quando choramos, comprimimos a glândula que o produz, por isso ele escorre. A ausência do precioso desinfetante deixa os recém-nascidos vulneráveis a infecções até os 9 meses. Por essa rezão, Fernandes sugere pingar no olho do bebê um pouco de leite materno, também rico em anticorpos, ao primeiro sinal de conjuntivite.

4738 – Como se dividem os cordões umbilicais dos gêmeos?


Não se dividem. Para não dar briga, cada um tem um cordão umbilical só seu, não importa quantos bebês existam dentro da barriga da mãe. Isso vale tanto para gêmeos univitelinos, formados pela divisão de um mesmo óvulo, quanto para os bivitelinos, gerados pela união de dois espermatozóides e dois óvulos diferentes. “Essa individualização do cordão é uma forma de garantir que nada faltará a nenhum dos fetos”, explica um pediatra Universidade Federal de São Paulo. É por meio do cordão que tudo – os nutrientes, o oxigênio e os anticorpos de defesa de que ele precisa ao nascer – passa da placenta da mãe para o bebê. Se houver algum problema nessa passagem, a criança pode nascer desnutrida. Ou com baixa resistência.

4700 – Medicina – Anomalias associadas ao retardamento


Herança de genes defeituosos. Desenvolvimento de anomalias cromossômicas, como no mongolismo, na Síndrome de Klinefeller e na Síndrome de Turner. Defeitos hereditários no metabolismo. Defeitos resultantes de malformações do crânio e do cérebro. Certas doenças durante a gravidez como rubéola, sífilis e outras infecções. Desnutrição extrema da mãe durante a gravidez. Ingestão de drogas nocivas. Exposição à radiação . Dificuldades durante o parto. Doença do fator rh. Problemas pós-parto, tais como meningite, encefalite, lesões graves na cabeça, envenenamento por chumbo ou outros.
Distúrbios metabólicos que causam retardamento
Fenilcetonúria, galactosemia, Doença de Tay-Sachs, Moléstia de Wilson. A fenilcetonúria é a ausência de uma enzima que age em um dos componentes das proteínas alimentares, a fenilanina. O metabolismo inadequado de tal elemento causa o acúmulo de componentes anormais no cérebro. Frequentemente há mais de um caso na família.
A microcefalia é uma má formação congênita que se caracteriza pelo tamanho reduzido da cabeça. Em geralé acompanhada por retardamento mental, uma vez que o crânio reduzido impede o crescimento do cérebro. Exames podem evitar proiblemas. O teste de Guthrie pode ser feito quando o bebê tem 3 ou 4 dias. Em alguns países, há leis que que exigem tal teste antes que os bebês deixem a maternidade. Se a fenilcetonúria for reconhecida logo, inicia-se uma dieta controladíssima,com baixo teor de fenilalanina e assim se evita a lesão cerebral que ocorre com a doença na proporção de 1 entre 20 mil nascimentos.
A galactosemia se caracteriza por distúrbio no metabolismo do açúcar do leite, a lactose. Não há problema com os outros açúcares. Para evitar há um exame de sangue que verifica o grau da presença da enzima necessária ao metabolismo do açúcar do leite. Pode se fazer também o teste na urina de bebês. Se for detectado o problema, elimina-se a lactose na alimentação do bebê com a substituição do leite.
Doença de Wilson – Trata-se de um distúrbio no metabolismo do cobre e que permite o acúmulo de tal elemento no cérebro, fígado, olhos e outros órgãos, lhes prejudicando a função. Tratamento:
Uma substância pode ser dada a criança que vai ajudar a eliminar o cobre do organismo.
Constantemente se descobrem novas doenças associadas ao retardamento mental, a maioria felizmente são raras.

Escola Paulista de Medicina

4527 – Pediatria – Qual a doença detectada pelo teste do pezinho?


O teste consiste em analisar duas gotas de sangue tiradas do pé do bebê um ou dois dias depois do nascimento, quando ele já começou a mamar. “Ele serve para diagnosticar precocemente duas doenças”, explica o criador mundial do exame. Uma é a fenilcetonúria, a incapacidade de metabolizar a fenilalanina. Essa substância, encontrada em vários alimentos, é um aminoácido essencial para o corpo. Só que, para poder ser aproveitada pelo organismo, é preciso que seja transformada por uma enzima. Do contrário, o aminoácido fica circulando pelo corpo e, ao chegar ao cérebro, provoca pequenas hemorragias. No caso da criança, a função cerebral pode ser afetada a ponto de provocar retardamento mental irreversível.
Outra doença detectada é o hipotiroidismo. Os hormônios produzidos pela tiróide são indispensáveis para o crescimento do cérebro. Pelo exame do pezinho é possível saber se a criança produz o hormônio em quantidade suficiente. Nos dois casos, quando tratadas desde cedo, as doenças são reversíveis, daí a imensa utilidade do teste.

4404 – Dislexia – Células lentas, fala errada


A dislexia, que causa dificuldades para ler e falar corretamente, pode ser provocada por um defeito nas células sensoriais do cérebro ligadas ao sistema auditivo. Albert Galaburda, da Escola Médica de Harvard, nos Estados Unidos, analisou doze cérebros, cinco de disléxicos e sete de pessoas normais. Descobriu que, na parte do cérebro ligada à audição, os disléxicos têm as células sensoriais menores e também em menor quantidade do que as pessoas comuns. Resumo: o cérebro conduz sinais sonoros mais lentamente. Com menos informações, que demoram a ser processadas, torna-se difícil uma pessoa ler e falar normalmente.

4275 – Medicina Fetal


Os bebês devem ser avaliados por 3 ultra-sons: um a cada trimestre de gravidez. Exames sofisticados detectam riscos de malformação. Se houver alteração na translucência nucal, é recomendado uma biópsia na placenta, para investigar o problema. Há risco de malformação e alterações cromossômicas. O doppler é um exame sofisticado que analisa o ducho venoso, podendo indicar alterações cardíacas congênitas.

3969 – Fisiologia – A Amamentação


Quando a criança suga, uma mensagem é ordenada pela glândula cerebral hipófise a descarregar o hormônio oxitocina, que por sua vez provoca a contração de um anel muscular, produzindo o leite. Durante o 1° mês de vida o bebê precisa de um alimento especial, sem muitas moléculas de sais, que sobrecarregariam os delicados rins. As imunoglobinas do leite transformam a bebida numa vacina pois são anticorpos. Herdadas da mãe, as moléculas se alojam nas mucosas respiratórias e no tubo digestivo da criança, como guardiãs, protegendo o organismo indefeso contra invasores atrevidos, como vírus e bactérias. Comparando o leite humano com o de vaca, nota-se que tem a mesma quantidade de gorduras, mas o humano tem mais lipase, proteína que ajuda a quebrar as moléculas gordurosas em pedaços menores, que o bebê digere mais fácil. A mortalidade infantil no 3° mundo está relacionada com o desmame precoce. Ele deve ser feito só aos 6 meses. Para mães que não podem amamentar existem os bancos de leite humano. A Fundação Osvaldo Cruz no RJ é o mais antigo do país, funcionando desde 1943.

3119 – A retirada das amígdalas estimula o crescimento


Clic e amplie

Operar amígdalas e adenoides (“carne esponjosa” atrás do céu da boca) de crianças aumenta a produção de hormônios do crescimento, mostra pesquisa realizada no Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.
O trabalho foi feito no decorrer do ano passado, com 26 crianças entre três e oito anos de idade que tinham esses órgãos maiores do que o normal, a ponto de prejudicar a qualidade do sono.
Os médicos fizeram exames para dosar a quantidade de hormônio do crescimento IGF-1 (Fator do Crescimento do Tipo Insulina 1) nas crianças antes de serem operadas e um mês depois da cirurgia.
MAIS HORMÔNIO
“Em todas as crianças, verificamos um aumento significativo do hormônio”, diz uma das autoras do estudo.
Um trabalho anterior, feito na Universidade Afyon Kocatepe (Turquia), mostrou que meninos com hipertrofia de amígdalas e adenoides tinham níveis de hormônios do crescimento menores do que os de crianças com órgãos de tamanho normal.
Foram avaliados 44 meninos, entre oito e 12 anos, com a hipertrofia, e 40 saudáveis, como grupo-controle.
Isso acontece porque o hormônio do crescimento é liberado principalmente à noite.O aumento do IGF-1 também está relacionado ao estado nutricional. Crianças que têm muitas infecções nas amígdalas se alimentam pior. E os remédios usados para tratar essas amigdalites também podem interferir na produção do hormônio.

3088 -☻Mega Notícias – Menino paga o próprio tratamento de câncer vendendo desenhos na internet


Folha de S.Paulo

Um menino americano de 5 anos conseguiu pagar o próprio tratamento de câncer vendendo 3.000 desenhos de monstros, palhaços e alienígenas na internet, muitos deles feitos na cama do hospital.
Aidan Reed, que vive em Kansas City, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com leucemia em setembro do ano passado.
Os pai dele, Katie e Wiley, tiveram de ver o filho enfrentar semanas de sofrimento com o tratamento de quimioterapia e outros procedimentos dolorosos, mas tinham esperanças, já que os médicos haviam dito que o tipo de câncer de Aidan tem uma taxa de cura de 90%.
Só que com as contas de hospital se acumulando, os Reed tiveram de colocar a casa da família à venda. Foi aí que surgiu a ideia de transformar um hobby de Aidan em fonte de recursos.

“Eu gosto de desenhar cavaleiros, bobos da corte, palhaços assustadores e alienígenas”, disse Aidan ao Survivors Club, uma organização que ajuda pessoas que enfrentam adversidade.

“Eu também gosto de me vestir de palhaços bons e palhaços malvados. Eu posso ser um lobo ou um zumbi…”

SUCESSO

Durante o tratamento, Aidan gostava de desenhar monstros. Estes desenhos foram colocados à venda na internet pela tia do menino, Mandi Ostein.

“Meu número de sorte é 60, então eu decidi que iria vender 60 desenhos”, disse Ostein.

Mas o sucesso foi tanto que a tia de Aidan acabou transformando sua casa em um centro de impressão e envio de desenhos. Muitos deles eram “assinados” pelo artista.

Pedidos chegaram de vários países do mundo, inclusive do Brasil.
No fim, foram vendidos cerca de 3.000 desenhos, arrecadando mais de US$ 30 mil (R$ 47 mil), o suficiente para cobrir todos os gastos com o tratamento e cancelar a venda da casa da família.

“É absolutamente inacreditável. Nós somos moradores de uma cidadezinha do Meio Oeste americano. Este tipo de coisa não acontece com a gente”, disse Ostein.