13.891 – ☻Mega Arquivo – O Blog do Conhecimento


science
O principal foco do blog é Ciência e Tecnologia

Ciência, do latim “scientia”. Conhecimento. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria. Conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio. Soma de conhecimentos práticos que servem a um determinado fim. A soma dos conhecimentos humanos considerados em conjunto. Decompondo a definição de ciências podemos dizer que
a ciência é prática. Ainda que a ciência ocasionalmente envolva aprendizado com base em manuais e aulas, sua principal atividade é a descoberta. A descoberta é um processo ativo, presente, não algo para ser realizado apenas por estudiosos isolados do mundo. Ela é tanto uma busca por informação quanto um esforço por explicar como essa informação se combina de maneira significativa. Quase sempre a ciência procura respostas para questões muito práticas: como a atividade humana afeta o aquecimento global? Por que as populações de abelhas estão subitamente se reduzindo na América do Norte? O que permite aos pássaros migrar por distâncias tão longas? Como se formam os buracos negros? A ciência se baseia na observação. Os cientistas empregam todos os seus sentidos para recolher informações sobre o mundo que os cerca.
Embora nosso blog tenha como carro chefe Ciência e Tecnologia, é também um blog que aborda entretenimento, artes, esporte, comerciais antigos, programação de rádio e TV, música, quadrinhos e etc.

asteroide beta

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Bem Vindo a Este Vasto Universo: ☻Mega Arquivo


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    1. ☻Mega Arquivo, 30 Anos
    1. Tudo começou em 1988, com simples anotações em um caderno. Foram mais de 10 mil textos resumidos de conclusões de livros e artigos dos mais diversificados, além de algumas explanações próprias minhas. Aqui no WordPress em breve estaremos atingindo marcas impressionantes.

 

    1. Nossa meta ainda está longe de ser alcançada porque apesar dos meus esforços com a qualidade, quantidade e diversidade de assuntos, a repercussão na rede é ainda tímida.

 

    1. Deixe seu comentário pertinente no espaço reservado, de preferência em português. Comentários em inglês serão traduzidos e editados, comentários em outros idiomas ou sem sentido, serão descartados.

 

    1. A partir do post 10.000, o ☻ Mega Arquivo vai iniciar uma nova fase onde será reduzido o número de publicações, sem prejudicar a qualidade. Entendemos que já concluímos o nosso objetivo inicial e uma vez que precisamos de tempo para buscar fundos para manter o próprio site, então reduziremos as postagens.

Por Carlos Rossi

Se as pesquisas de aristóteles sobre animais marcavam o início de uma ciência autônoma entre os gregos, a descoberta de Pitágoras foi decisiva para o espírito científico grego e para toda a ciência ocidental. Depois de Einstein passamos a compreender melhor que todos os fenômenos físicos nada mais são que manifestações de uma energia idêntica e que a própria massa tem uma relação bem estreita com a energia; segundo a clássica fómula E=MC܆². Os grandes problemas que agitam a conciência humana não podem e nem poderão jamais ser resolvidos pela ciência, por exemplo, o problema das origens, do sentido da vida, da ação, da culpa, da salvação, do amor e das relações sociais, do sofrimento e da morte, os problemas do além, bem como do sentido absoluto da vida humana. Isso porque, quanto mais faltar uma base experimental, tanto mais impossível há de ser, pois a ciência é experimental. A psicologia e a sociologia, já adentraram também pelos domínios da ciência, inspirando-se em seus princípios básicos, em pressupostos filósofos e se dispersando em diversas escolas inconciliáveis. Se o mundo fosse totalmente absurdo, as leis cósmicas não significariam nenhum conhecimento apreciável; se o mundo não pudesse ser conhecido por via experimental, a ciência seria um jogo totalmente vão. Portanto são imensos os domínios que escapam à ciência.

O ☻ Mega não tem fins lucrativos, entretanto, se você simpatiza com a nossa causa e possui recurso financeiro, suas doações serão bem vindas.

Se você quer doar e é do Brasil:

Conta: 14421-2 AG 4010 OP 013 Caixa Econômica Federal

Pra quem é de fora do Brasil:
Pay Pal – rossi.car2000@gmail.com

O Que é o Mega Arquivo?


Depois da descoberta do fogo e da roda, o desenvolvimento da escrita, cuja origem exata é misteriosa, foi uma das mais preciosas tecnologias lançadas durante a evolução humana, através dela, o conhecimento é transmitido pelo mundo todo, de geração em geração. Os grandes cientistas morrem, completando o ciclo vital ao qual estamos submetidos, mas deixam um legado de conhecimento, para que outros que surgirão no futuro possam se basear. O Mega Arquivo tenta ao analisar fragmentos do conhecimento humano geral, montar um intricado quebra-cabeças de como funciona o universo em que vivemos, analisado a evolução geral do homem, suas invenções, seus engenhos e sua luta para prolongar seu tempo de vida através da Medicina e também, seu pouco desenvolvimento no campo social, na produção e justa distribuição de bens. O mundo capitalista ao qual boa parte da população mundial está submetida é apenas um pouco menos injusto que modelos econômicos da Idade Antiga ou Idade Média. Em compensação, houveram grandes avanços nos campos da química, física, medicina, engenharia e domínios de várias outras tecnologias então desconhecidas há uns poucos séculos atrás.

Quem é o autor do ☻Mega Arquivo?
Carlos Rossi, nascido em 1964 – Desde criança sempre fui um devorador de livros, em 1973 aos 9 anos, ganhei uma enciclopédia chamada Trópico, da extinta editora Martins Fontes, ela foi lida 25 vezes. Meu primeiro livro foi o Manual do Prof Pardal, era um livro infantil que falava de inventores e inventos, uma maneira criativa da editora Abril de despertar o interesse pela cultura nas crianças e comigo deu certo, despertando um apetite pelo conhecimento que estava adormecido no meu DNA. O primeiro manual Disney foi o do Escoteiro Mirim, também bastante rico culturalmente. Alguns anos depois me tornei um auto-didata que colecionava livros, paradidáticos e enciclopédias. Deles saíram a base do meu conhecimento. Comecei a escrever o Mega Arquivo em 1988, que foi inicialmente manuscrito, pois não possuía PC naquela época e nem se sonhava que um dia existiria algo como Internet. Fiquei perplexo quando em 1995, no programa do Jô, então no SBT, vi a apresentação de uma obra parecidíssima com a minha, “O Guia dos Curiosos”, por Marcelo Duarte, da Cia das Letras. Esse livro foi um sucesso de vendas nas livrarias, já que houve um melhor trabalho de divulgação e foi escrito por alguém que já era do meio jornalístico. Mesmo assim, continuei o meu trabalho e apresentei-o na mesma Cia das letras em 1999, que não o compreendeu. De lá para cá ele vem sendo periodicamente atualizado, mas a quantidade de textos que aqui foram enviados é apenas uma fração do projeto original.

Meu primeiro livro
Minha primeira enciclopédia

14.358 – ☻ Mega Polêmica – Não existe diferença entre o certo e o errado


Antes que você diga que eu estou “errado”, vou lhe dizer que estou totalmente “certo”.

Se analisarmos que são duas palavras no nosso dicionário, elas são completamente iguais. Se analisarmos que são dois adjetivos, também são iguais. Que são dois “rótulos”, a mesma coisa.
Se você passou por um relacionamento, um negócio ou um projeto que “não deu certo”, fique tranquilo, pois ele deu “certo”!
Quando você tomou alguma decisão naquele relacionamento, naquele negócio ou naquele projeto que “não deu certo”, você estava tomando uma decisão que, no seu entendimento, era “certa”. Correto? Então, tudo que você faz é “certo” e ninguém pode mudar isso. Ninguém faz algo “errado”. Você pode fazer coisas que a sociedade, como um todo, considera “erradas”, mas você, na sua intimidade, privacidade e livre arbítrio, considera que está fazendo o “certo”. Então é “certo”.
O que você acha que um bandido pensa quando realiza um assalto? Por mais que todos nós saibamos que essa atitude é “errada”, do ponto de vista da maioria das pessoas, o bandido crê, realmente, que está fazendo o “certo”. Ele tem a sua justificativa para ter aquela atitude, então, ela é “certa”, na opinião dele.
Entendeu? Todos nós só fazemos o “certo”. Mesmo que seja “certo” só para nós mesmos.
O julgamento das outras pessoas é que pode tentar transformar o conceito daquilo que fazemos, mas no fundo, tudo é “certo”.
O conceito “errado”, por exemplo, serve para agrupar atitudes que a maior parte da sociedade não concorda.
Você deve estar pensando que, então, devemos aceitar a atitude de um bandido que furta ou mata alguém? Óbvio que não. O ponto que levanto neste artigo não é sobre o que a sociedade deve ou não aceitar, e sim, sobre o paradigma do que é considerado “certo” e o que é considerado “errado”.
Tudo é conceito e tudo é uma questão de perspectiva.
Claro que a sociedade não funciona assim e se isso fosse realidade poderíamos ter um caos.
Talvez esteja na hora de repensarmos o conceito de “certo” e “errado” e avaliar as pessoas de outra forma. Quais? “Pela intenção”, por exemplo.

14.357 – Urologia – Queda da Potência Sexual


MEDICINA simbolo
Ansiedade e estresse
As causas psicológicas estão entre as que mais desencadeiam a disfunção erétil, especialmente quando o paciente é mais jovem.
Em momentos de estresse e ansiedade, ocorre um aumento na liberação de adrenalina pelo corpo, que diminui o calibre dos vasos sanguíneos e dificulta a chegada de sangue até o pênis. Portanto, se um homem vive ansioso ou estressado, pode ter sua ereção prejudicada.

Depressão
A depressão é mais uma causa emocional que pode provocar impotência. Considerada como o mal do século, essa doença tem como sintomas a tristeza profunda e a falta de prazer em atividades que antes o paciente sentia. Dessa forma, ocorre a diminuição e perda de libido, que provoca a disfunção erétil.

Problemas vasculares
Doenças como a hipertensão, diabetes, colesterol elevado e a aterosclerose, provocam o enrijecimento das paredes dos vasos sanguíneos e interferem na quantidade de sangue que chega até o pênis. Como a ereção depende do fluxo sanguíneo para ser obtida, problemas na circulação podem causar impotência.
Desequilíbrio hormonal
Os problemas hormonais também são uma das causas da disfunção erétil, sendo as baixas concentrações de testosterona o que mais provoca esse problema. Isso acontece porque o hormônio masculino exerce um papel indispensável na execução de uma boa ereção e, em taxas insuficientes, esse ato é prejudicado.
Procedimentos cirúrgicos e radioterapia
Algumas cirurgias, especialmente as intestinais ou as realizadas na próstata, podem lesionar vasos e nervos fundamentais para a ereção. Dessa forma, causar a disfunção erétil. Pelo mesmo motivo, os tratamentos radioterápicos realizados na região pélvica (abaixo da cintura), também podem ser os grandes vilões quando o assunto é impotência sexual.
Traumas penianos
Você certamente já deve ter ouvido sobre a quebra de um pênis. Apesar de estranho, isso realmente pode acontecer. Esse tipo de trauma costuma ocorrer durante as relações sexuais, quando os corpos cavernosos estão repletos de sangue e torna o órgão duro o suficiente para quebrar de maneira semelhante a um osso.
Nessa condição, os tecidos internos do pênis são danificados, o que impede que próximas ereções sejam obtidas.
Consumo de álcool e tabaco
As bebidas alcoólicas atuam deprimindo o sistema nervoso e, consequentemente, provocam um relaxamento de todos os músculos do corpo, inclusive os penianos.
Essa situação impede que uma ereção seja mantida devido à falta de tensão muscular suficiente para exercer o ato. O tabaco atua por meio de alterações definitivas no sistema vascular e, como essa é uma das principais causas orgânicas da disfunção erétil, esse hábito torna-se um potente fator desencadeante de impotência.
São diversas as causas da disfunção erétil, cada uma delas com mecanismos diferentes para provocar essa condição. No entanto, existe tratamento para a grande maioria delas, que pode incluir tratamentos psicológicos, medicamentosos e cirúrgicos.
Quando o assunto é impotência, não deixe de procurar um médico para que ele estabeleça o tratamento adequado para recuperar a sua performance sexual e a sua qualidade de vida.
A testosterona é o principal hormônio masculino. Na puberdade, é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias como massa muscular, a distribuição de pelos, o desenvolvimento das cordas vocais e o crescimento do pênis e dos testículos. Na fase adulta, atua sobre funções sexuais como a fertilidade, a ereção e a libido.
Esse hormônio também é fundamental para o bom funcionamento do organismo e das emoções, sendo essencial para manter uma vida saudável e o bom humor.
No entanto, a partir dos 40 anos de idade, a produção de testosterona sofre uma queda gradual e o homem pode começar a sofrer com a diminuição da libido. A boa notícia é que, com a devida orientação médica, é possível fazer tratamento de reposição hormonal e combater os sintomas.
Os níveis de testosterona, principal hormônio masculino ligado ao desejo sexual, caem naturalmente com a idade, e podem ser afetados por doenças e medicamentos, causando baixo interesse sexual.

Outras causas incluem:

depressão;
ansiedade;
rotina;
excesso de bebidas alcoólicas e drogas;
problemas de relacionamento;
masturbação excessiva;
anemia;
sedentarismo;
medicamentos;
dieta desequilibrada;
diabetes.
O passo mais importante é descobrir quais são os reais motivos da perda de desejo sexual. Depois, é preciso partir para a ação. Comece mudando sua rotina, controle a obesidade e o estresse e inclua atividades físicas em sua agenda.

Estudos mostram que exercícios físicos contribuem com a saúde física e mental, melhoram a autoestima e o bem-estar geral, refletindo na qualidade de vida sexual. A prática regular libera hormônios que ajudam a aumentar a frequência, o desejo e a qualidade da relação.

Também é fundamental realizar atividades prazerosas para aliviar o estresse e acalmar a mente. Aposte ainda em uma alimentação equilibrada para aumentar o desejo sexual. Em casos específicos, alguns tratamentos podem ajudar, como a terapia ou o uso de medicamentos, desde que indicados por um urologista.
O sexo faz muito bem para a saúde, ajuda a melhorar o bem-estar, a qualidade de vida e pode ficar ainda melhor com o passar dos anos. Por isso, com o acompanhamento médico adequado é possível manter uma vida sexual ativa e saudável, inclusive na terceira idade.

Escola Paulista de Medicina

14.356 – Poeira Cósmica – A poeira da terra vem do espaço?


poeira cósmica
A NASA sempre está fascinada com a vida microbial em luas distantes do nosso sistema solar ou testando poderosos propulsores de foguetes que irão impulsionar a humanidade para seu antigo lar, mas ainda há toneladas de coisas que não sabemos sobre o nosso próprio planeta — e a poeira cósmica está entre esses mistérios.

O que é exatamente a poeira cósmica? Bem, definitivamente não é a sujeira que você tem que espanar constantemente das suas prateleiras e móveis. Isso aí são apenas restos mortos de você mesmo. A Eos define a poeira cósmica como “em grande parte sobras de 4,6 bilhões de anos de idade, provenientes do processo vacilante de acreção dos tempos da formação do sistema solar, que o planeta pega quando passa por caudas e restos de asteroides”. Os cientistas pensam que este pó tem um papel importante na formação de nuvens e até mesmo na fertilização do plâncton, um elemento essencial nos ecossistemas da Terra — e mais de 50 toneladas dessa poeira caem na superfície do nosso planeta a cada dia.
Isso equivale a 24 elefantes africanos de material antigo de estrelas ou, se você não gosta da ideia de animais caindo na Terra a uma velocidade terminal, pense em cerca de 31 Cadillacs Eldorado (de 2002). Os cientistas pensavam que o número poderia ser qualquer coisa entre 0,4 e 110 toneladas, mas um novo estudo publicado no Journal of Geophysical Research diz que o valor exato é 54,4 toneladas.
Isso é muito louco, e também é um número que é importante, pois a partir dele os cientistas podem começar a dissecar o que significa exatamente a poeira cósmica para a vida na Terra.

14.355 – Poeira espacial pode transportar a vida entre planetas


A panspermia é a teoria segundo a qual microrganismos ou moléculas precursoras da vida podem ter surgido espaço afora e caído aqui na Terra – assim como em outros planetas com as condições adequadas.
Vários cientistas têm apoiado essa teoria, mostrando que meteoritos podem ter semeado a vida na Terra ou que a vida pode ter começado no espaço e chegado à Terra em cometas.
O professor Arjun Berera, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acredita que nem mesmo é necessário depender dos asteroides e cometas – para ele, a vida pode se mover entre planetas impulsionada por partículas que mergulham velozmente atmosfera abaixo.
Mais do que isso, ele afirma que os fluxos de poeira interplanetária que bombardeiam continuamente a atmosfera do nosso planeta podem continuar trazendo pequenos organismos de mundos distantes, ou enviando organismos terrestres a outros planetas.
Curiosamente, isso dá sustentação a hipóteses especulativas de que a distribuição geográfica de algumas epidemias na Terra são compatíveis com a chegada de microrganismos do espaço – essas hipóteses nunca foram levadas muito a sério devido à quase impossibilidade de demonstrá-las experimentalmente.

Fluxos rápidos
Berera calculou como o fluxo de poeira espacial de alta velocidade – que pode viajar a até 70 km por segundo – se comporta ao colidir com partículas em um sistema atmosférico.
Ele descobriu que as partículas de poeira cósmica podem atingir partículas atmosféricas, situadas a 150 km ou mais de altitude no caso da Terra, com força suficiente para lançá-las além do limite da gravidade da planeta – eventualmente chegando a outros planetas.
O mesmo mecanismo poderia permitir o intercâmbio de partículas atmosféricas entre planetas distantes, podendo ter trazido originalmente a vida para a Terra.
Algumas bactérias, plantas e pequenos animais chamados tardígrados são conhecidos por sua capacidade de sobreviver no espaço, conforme demonstrado em experimentos na Estação Espacial Internacional. Por isso, defende Berera, é possível que organismos desse tipo possam colidir com a poeira estelar que entra velozmente em nossa atmosfera.

Revista: Astrobiology

14.354 – Acredite se Quiser – Empresa que quer trazer ‘mortos’ de volta à vida espera resultados em 5 anos


Em maio de 2016, uma startup dos Estados Unidos focada em biotecnologia chamou a atenção do mundo inteiro, inclusive do Brasil, com uma proposta, no mínimo, ousada: trazer de volta à vida pessoas que tiveram morte cerebral.
A empresa, chamada Bioquark, obteve autorização de órgãos de saúde dos Estados Unidos e da Índia para tratar um grupo de 20 pacientes no Hospital Anupam, no estado indiano de Uttarakhand, com uma nova técnica dentro do chamado “Projeto ReAnima”.
“Ainda é um trabalho em andamento”, diz o doutor Ira Pastor, CEO da Bioquark. Ele explica que a autorização recebida em 2016 para tratar aqueles 20 pacientes indianos serviu para que os cientistas da empresa pudessem estudar o funcionamento de um corpo humano em estado vegetativo. Nenhum deles foi “ressuscitado” ainda, porém.
Até mesmo o vocabulário usado por Ira para descrever o projeto mudou. Num comunicado divulgado à imprensa em 2016, o CEO dizia que aqueles testes na Índia seriam um primeiro passo “em direção a um eventual [processo de] reversão da morte”. Hoje, porém, ele diz que o objetivo do projeto “não é a reversão da morte, em si”.
Para Ira, a confusão tem a ver com o que a palavra “morte” significa. Até meados da década de 1960, o conceito médico de morte se resumia ao coração e à respiração. Se o seu coração parar de bater ou se você parar de respirar, você estava morto.

No entanto, a medicina criou, ao longo dos anos, técnicas cada vez mais refinadas de ressuscitação. Na década de 1950, nasceu a reanimação cardiorrespiratória, que permitia trazer de volta à vida alguém que parou de respirar ou cujo coração parou de bater em questão de minutos ou até horas.
Socorristas do mundo todo usam essas técnicas para reanimar pessoas aparentemente “mortas” até hoje. Desde 1968, portanto, a comunidade científica internacional concordou em adotar uma nova definição de morte, que agora é a ausência de atividade cerebral.
Há 50 anos, portanto, define-se como “morta” uma pessoa cujo cérebro não apresenta mais atividade. Ira explica que o objetivo da Bioquark é acabar com mais esta definição e criar uma maneira de reanimar o cérebro de uma pessoa clinicamente morta, assim como a reanimação cardiorrespiratória traz de volta quem parou de respirar ou quem teve uma parada cardíaca.

De olho na natureza
Ira lembra que há muitas criaturas na Terra que possuem a habilidade de regenerar partes complexas do corpo, como órgãos, membros e até grandes porções do cérebro (a salamandra é um exemplo), ou retardar o próprio envelhecimento. Estas criaturas são a inspiração do projeto ReAnima.
O objetivo da Bioquark, segundo ele, é “estudar a natureza e o que aconteceu nos últimos bilhões de anos de processo evolucionário para descobrir por que nós, humanos, não somos tão bons nisso [regenerar-se], e como nós podemos, com ferramentas de biotecnologia, despertar estas capacidades, porque nós temos genomas semelhantes aos de muitas destas espécies”.
A primeira fase do projeto ReAnima é, portanto, regenerar funções do cérebro que se perderam em pacientes em estado vegetativo. Só depois é que a empresa planeja descobrir maneiras de ressuscitar uma pessoa que acaba de ser diagnosticada com morte cerebral.
Ira acredita que os primeiros resultados práticos deste projeto devem surgir nos próximos anos – “talvez até o fim de 2018, talvez em cinco anos”, segundo ele. Mas o CEO diz que ainda é muito cedo para se pensar em trazer de volta à vida um ente querido morto há meses ou anos.
“Neste momento, nosso único foco é em casos específicos de pessoas em coma irreversível devido a traumatismo craniano. Nada de cadáveres sendo retirados de túmulos, nada do tipo Frankenstein”, diz Ira. “Se isto é uma ponte para a imortalidade? Não. As pessoas ainda vão morrer. Não faz sentido trazer uma pessoa que morreu de câncer no pâncreas de volta à vida se ainda não temos uma cura para o câncer.”

14.353 – Origem da Vida – Teria surgido em lagos com fósforo e cálcio abundantes


origem da vida
Um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, pode ter nos deixado mais perto de entender como a vida surgiu na Terra há milhões de anos. A pesquisa defende que os primeiros organismos surgiram em lagos onde o fósforo era abundante, segundo o artigo publicado no PNAS.

Para que a vida como a conhecemos exista, o fósforo é essencial, pois faz parte das moléculas que formam o DNA. Entretanto, o suprimento dessa substância era escasso quando os primeiros seres vivos começaram a surgir — e isso sempre intrigou os cientistas: “Há 50 anos o chamado ‘problema do fosfato [ânion de fósforo]’ atormenta os estudiosos da origem da vida”, disse Jonathan Toner, um dos estudiosos, em comunicado.
Para realizar o estudo, os pesquisadores focaram em lagos ricos em carbonatos, que se formam em ambientes secos, dentro de depressões, e que geralmente canalizam a drenagem da água ao redor. Devido às altas taxas de evaporação, o líquido desses ambientes tendem a ser mais alcalinos, ou seja, com pH mais alto.
Ambientes do tipo são encontrados nos sete continentes do planeta, mas para a pesquisa os estudiosos focaram em três localidades: o Mono Lake, nos Estados Unidos, o Lago Magadi, no Quênia, e o Lonar Lake, na Índia.
Analisando amostras de diferentes regiões dos corpos aquáticos, os pesquisadores descobriram que os lagos ricos em carbonato têm até 50 mil vezes os níveis de fósforo encontrados na água do mar, rios e outros lagos, por exemplo. Segundo os especialistas, isso sugere a existência de algum mecanismo natural que resulta esse acúmulo da substância.
Entretanto, estudar os lagos na atualidade não é o suficiente, já que os seres vivos que habitam a região alteram a composição da água. Por isso, a equipe fez testes em laboratório com água rica em carbonato, que foi misturada com diferentes substâncias químicas. Depois disso, as amostras foram analisadas e comparadas entre si para que os especialistas medissem o nível de fósforo existente.
Os cientistas observaram que, quando o cálcio estava presente na água juntamente com o carbonato, a concentração de fósforo livre era maior. De acordo com eles, isso acontece porque nesses ambientes o carbonato libera fósforo para se ligar ao cálcio livre na água, liberando o fosfato.
Dessa forma, o fosfato ficaria livre na água para se unir a outras moléculas e formar, então, as substâncias essenciais à vida. “É uma ideia direta e esse é seu apelo”, pontuou Toner. “Resolve o problema do fosfato de maneira elegante e plausível.”
Os níveis de fosfato poderiam aumentar ainda mais nos períodos de seca, conforme explicou David Catling, coautor do artigo. “Os níveis extremamente altos de fosfato nesses lagos e lagoas teriam impulsionado reações que colocariam fósforo nos blocos moleculares de RNA, proteínas e gorduras, todos necessários para manter a vida.”
Além disso, naquela época o ar era rico em dióxido de carbono, o que é essencial para a formação de carbonato na água dos lagos. “O início da Terra era um lugar vulcânico ativo, então você teria muitas rochas vulcânicas frescas reagindo com dióxido de carbono e fornecendo carbonato e fósforo aos lagos”, afirmou Toner. “A Terra primitiva poderia ter hospedado muitos lagos ricos em carbonatos, que teriam concentrações de fósforo altas o suficiente para iniciar a vida.”

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Vida+na+Terra+surgiu+a+cerca+de+3400+M.+a

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14.352 – Física – Curvaturas no espaço Tempo (?)


gravidade tempo
É uma das principais consequências da teoria da relatividade geral, de acordo com a qual a gravidade é efeito ou consequência da geometria curva do espaço-tempo. Os corpos em um campo gravitacional seguem um caminho espacial curvo, mesmo que eles possam realmente estar se movendo como “linhas de mundo” possíveis “em linha reta” através do espaço-tempo curvo. É importante salientar que as linhas mais “retas” ou unindo dois pontos com o comprimento mais curto possível em um determinado espaço de tempo são chamadas de linhas geodésicas e são linhas de curvatura mínima.
As ideias básicas que levaram à noção de que o espaço físico é curvo e portanto não euclidiano se devem às muitas tentativas, ao longo de vários séculos, em demonstrar se o quinto postulado de Euclides podias ser derivado do restante dos axiomas da geometria euclidiana. Este postulado afirma que fixada uma reta e um ponto exterior a esta, existe uma e somente uma reta paralela à primeira que passe por tal ponto.

Essas tentativas culminaram com a constatação de Bolyai e Gauss de que este axioma ou postulado das paralelas pode ser contestado, e se podiam construir geometrias onde simplesmente o postulado é falso, dando lugar às geometria não euclidianas. Assim, além do espaço plano ou euclidiano, podemos construir outros espaços de curvatura constante como:
O espaço aberto hiperbólico de Bolyai-Lobachevski no qual existe não uma, senão infinitas retas paralelas a uma reta dada que passem por um ponto exterior prefixado.
O espaço fechado elíptico de Riemann no qual não existe nenhuma reta paralela exterior a outra dada que não se intersectem.
Um pouco mais
Desde o início da era espacial, há trinta anos, a imagem de astronautas flutuando sem peso em suas naves se tornou bastante familiar. Tanto que a maioria das pessoas já nem sequer se espanta diante desse estranho privilégio, geralmente alardeado por mágicos e faquires, mas na realidade nunca visto aqui na Terra. Para o senso comum, a levitação se explica pura e simplesmente pela ausência de gravidade. Mas não é nada disso: o astronauta flutua porque, na verdade, está caindo. Isso mesmo, caindo. Essa causa, mais intrigante ainda que a própria falta de peso do astronauta tem a ver com espaço, o tempo e o fato de que essas categorias são bem mais concretas na vida do Universo do que se costuma pensar.
Aparentadas entre si, formando o espaço-tempo, essas entidades são capazes de criar um relevo menos ou mais íngreme em pleno vácuo, em que os corpos, de certa forma, tendem sempre a escorregar. Nessa incrível geometria, quando um obstáculo qualquer impede os corpos de escorregar, surge então o peso, uma força que age sobre eles. Não é por outra razão que, na Terra, as pessoas têm a sensação do próprio peso. Já no caso dos astronautas, impulsionados pelos foguetes ladeira acima no espaço-tempo, graças à velocidade sua queda se transforma num perpétuo giro em volta da Terra.

Essas idéias todas parecem esdrúxulas, mas não são – o problema é que as pessoas ainda não estão acostumadas a elas. Só muito recentemente a ciência e a tecnologia começaram aos poucos a aproximar o homem comum de um Universo onde os fenômenos são bem diferentes daqueles que ocorrem na experiência cotidiana no mundo comparativamente estreito da superfície terrestre. Os relógios dos astronautas, por exemplo, já podem registrar as sutis alterações no ritmo do tempo, provocadas pelos vales e cordilheiras cósmicas. Acontece que o tempo passa mais lentamente onde a inclinação do espaço-tempo é mais acentuada. Para todos os efeitos práticos, a diferença ainda é desprezível em quase todos os casos em que é preciso ver as horas no espaço, mas à medida que cresce a exigência de exatidão nos afazeres humanos a variação tende a se tornar importante.

No movimento dos corpos, um cenário mais claro

Mesmo que assim não fosse, as novas idéias sobre o espaço e o tempo, formuladas pelo físico Albert Einstein na segunda década do século, deveriam merecer a maior atenção. Afinal, foi a partir delas que se chegou ao conceito de evolução do Universo, isto é, a sua origem em uma tremenda explosão, há cerca de 15 bilhões de anos, e a transformação final das estrelas nos abismos conhecidos pelo nome de buracos negros. Agora mesmo se supõe que existia um buraco negro por assim dizer às portas da Terra, entre as estrelas que formam a Galáxia da Via Láctea (veja o artigo “Fábrica de estrelas”, nesta edição). É possível até que todas as galáxias abriguem um personagem celeste desse tipo, constituído exclusivamente por uma fantástica ruptura no tecido do espaço-tempo.
O vasto cenário que se abre à aventura

Por que tudo cai na mesma velocidade?

do homem não é fácil de visualizar, mas se torna bem claro quando se manifesta no movimento dos corpos, seja uma estrela, um astronauta ou uma simples bola de tênis. Um exemplo extraordinário é a própria superfície da Terra, em que todos os corpos caem com a mesma velocidade, não importa se o que está caindo é uma pedra, um chumaço de algodão ou um gato. Se todos esses corpos caírem de uma altura de 10 metros, sua velocidade de choque, ou seja, medida no instante em que atingem o solo será sempre exatamente igual a 14 quilômetros por hora.
Como será que isso é possível, se há tanta diferença no tamanho, no peso e no material de que são feitos?
A resposta revolucionária da Física moderna é que todos eles escorregam em um mesmo tobogã, ou seja, fazem a mesma curva no espaço-tempo. Assim, a análise dos corpos em queda mostra que espaço e tempo não são meros símbolos, mas participantes ativos do mundo físico, onde empurram, freiam ou deixam rolar os objetos. Em uma palavra, determinam os seus movimentos.
É verdade que desde o século XVII se conhecia esse fato desconcertante, mas quase trezentos anos se passaram até que, em 1916, Einstein dissesse, pela primeira vez, que isso acontecia devido à curvatura do espaço-tempo.
A partir daí, ele escreveu a sua Teoria da Relatividade Geral. Esta, durante décadas, carregou a fama de genial, mas incompreensível.
Agora, quando começa a ganhar importância prática, vê-se, por exemplo, como é simples desenhar a trajetória de uma corriqueira bola de tênis nas rotas relativísticas.
Um ano-luz é igual à cerca de 10 trilhões de quilômetros. Da mesma maneira, quando uma bola de tênis sobe 10 metros em 1,4 segundos, pode-se dizer que ela percorreu no espaço-tempo a distancia de 420 mil quilômetros, resultado da multiplicação de 1,4 por 300 mil.
Hoje em dia se sabe que a própria esfera cósmica se move em constante expansão, de forma que, como no caso da sala, mesmo que estivessem imóveis umas em relação às outras, as estrelas estariam se deslocando junto com o Universo. Vale a pena acompanhar esse curioso deslocamento. Para tanto, é preciso entender que o Universo não é visto propriamente como uma esfera: ele constitui apenas a superfície da esfera, em cujo interior não existe nada. Exatamente como a casca de uma laranja sem os gomos dentro. Assim, quando se expande, a casca se torna cada vez maior e, ao contrário do que possa parecer, mais espessa.
O resultado é semelhante ao que acontece com dois pontos assinalados sobre um balão: à medida que este for inflado, eles ficarão cada vez mais longe um do outro. E isso realmente ocorre com as galáxias: eles estão constantemente se afastando entre si a medida que o Universo envelhece. Alguns cientistas chegam a especular que se pode associar a expansão cósmica ao próprio fluxo do tempo. Mas tudo indica que uma coisa nada tem a ver com a outra. O exemplo da sala e da esfera universal tem apenas o valor de uma analogia, de modo a dar uma ideia mais palpável do tempo, raciocinando em termos de movimento.
Mas, esse caso, o ideal é observar um dos curiosos fenômenos protagonizados pela luz: as suas mudanças de cor. Ao ser emitida por uma estrela, jorra em um raio azul, mas se torna vermelha para um observador nas proximidades. Esse fenômeno passa por várias etapas e acaba conduzindo à curvatura do espaço-tempo.
A primeira observação importante é que a cor é uma simples medida da quantidade de energia luminosa está concentrada no tempo, ou seja, a cor indica a energia que chega ao olho a cada momento. Somando agora os dois eventos, conclui-se que o tempo na superfície da estrela deve ser curto. De fato, a cada momento, jorra um grande pacote de energia num raio azul, mas o observador vê o pacote avermelhado.
Como o pacote é o mesmo, ou seja, não houve perda de energia no caminho, foi o tempo que encolheu.

Comportamento da luz é o dado mais importante

na superfície da estrela. Finalmente, na última etapa do processo, cabe perguntar por que o tempo muda de tamanho. A resposta de Einstein e que a grande massa da estrela esmaga o espaço-tempo em suas vizinhanças, mais ou menos como o peso de uma bola de aço amassa uma superfície de borracha. A dilatação do tempo devido à curvatura do espaço-tempo tem sido vista nas mais inesperadas circunstâncias, como nos pulsares, ou astros degenerados, como dizem os astrônomos, que surgem depois do colapso de grandes estrelas e se transformam numa espécie de gigantesco relógio cósmico.

Há cerca de cinco anos, de fato, os astrônomos se espantaram com um pulsar que gira 640 vezes por segundo em torno de si mesmo e, cada volta, emite um preciso sinal de rádio. É um pulso que se repete a cada período de 1,56 milésimo de segundo, mais preciso do que qualquer relógio atômico já construído. Mas a curvatura do espaço-tempo criada pelo Sol prejudica essa pontualidade, introduzindo um desvio de até 5 por cento no ritmo com que os pulsos de rádio são recebidos na Terra.
O desvio tanto pode apressar quanto atrasar o sinal de rádio, pois surge quando a Terra se aproxima ou se afasta do Sol, mudando, portanto de posição no espaço-tempo.
A menor distância é a curva
Nem sempre é possível caminhar em linha reta entre dois pontos – é o que impõem os espaços curvos, como, por exemplo, a superfície esférica da Terra. Por isso, a menor distância entre duas cidades como São Paulo e Tóquio é um arco de círculo. Enquanto isso, um avião percorre a menor distância entre dois pontos em um espaço plano, no qual vale a Geometria tradicional. É uma reta e não um arco de círculo. Até a época de Einstein, se pensava que a Geometria do Universo fosse plana, mas ele mostrou que essa idéia não podia ser afirmada arbitrariamente. Como no caso da superfície da Terra, pode haver obstáculos que imponham uma forma para o espaço. Einstein provou, de fato, que a Geometria do Universo é influenciada pela quantidade de matéria existente no espaço e no tempo – este, segundo a Relatividade, também deve ser incluído nessa geometria. No espaço-tempo, a menor distância entre dois pontos é dada por uma curva chamada geodésica. É uma linha que só pode ser desenhada em um diagrama. Qualquer corpo em queda, na verdade, está rolando sobre uma curva geodésica.

Até as crianças entendem

Quem tem dificuldade para visualizar o escorregadio mundo relativístico pode tomar lições com as crianças. Espontaneamente, aos 6 anos, elas começam a usar o conceito de velocidade para analisar o movimento – naturalmente, sem se dar conta disso. Essa operação mental é o ditame central da Teoria da Relatividade, toda construída com a ajuda da velocidade da luz. O próprio Einstein, em 1928, quis saber do grande psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) se a noção de velocidade era anterior ou posterior à do tempo, no processo de formação de inteligência. Piaget, depois de uma pesquisa, respondeu que a velocidade vinha antes.
De fato, se uma criança vê dois bonecos lado a lado movendo-se com a mesma velocidade num certo percurso, não tem dúvida de que ambos levaram o mesmo tempo para fazer o trajeto. Mas, se um dos bonecos for mais veloz, a criança dirá que durante o seu movimento transcorreu mais tempo. “Não se trata de erro”, escreveu Piaget: a criança, para ele, tem consciência de que os dois bonecos partem e param ao mesmo tempo; acontece que o boneco mais rápida, num mesmo tempo, percorre uma distância maior, induzindo a criança a dizer que demorou mais – o que na realidade não ocorreu.
O essencial nesse caso, diz Piaget, é a noção de ultrapassagem – o fato de que os bonecos saem lado a lado, mas um deles termina na frente do outro. Para a criança, isso basta para analisar o movimento, dispensando a distância realmente percorrida e a duração do percurso. Essa conclusão animou alguns físicos franceses a abandonar a velha definição de velocidade, onde o espaço e o tempo são as intuições básicas. Partiram direto para uma definição ancorada na idéia de ultrapassagem e assim reescreveram a Relatividade de modo mais simples.

Um funil que jamais acaba

No buraco negro, o espaço-tempo é um abismo de inclinação infinita. Na ilustração, vê-se a trajetória de um raio de luz rumo a esse sorvedouro: as paredes do espaço-tempo constrangem o seu movimento em uma espiral cada vez mais afunilada. O círculo amarelo na boca do funil é o horizonte do buraco negro. Um raio de luz que apenas resvale nesse horizonte pode escapar do funil. Caso contrário, não haverá saída.

A bola percorre 420 mil km

O Universo de Einstein possui quatro dimensões: altura largura, profundidade e tempo. Certamente não é possível desenhá-lo numa folha. Mas é mais simples do que parece. A dimensão corresponde ao tempo pode ser obtida a partir de um movimento de uma bola de tênis, que pode alcançar 10 metros em 1,4 segundo. Nesse tempo a luz percorre 420 mil quilômetros, pois sua velocidade é de 300 mil quilômetros por segundo. Aquela é a distancia que a bola percorre no espaço-tempo para chegar ao ponto mais alto de sua trajetória no espaço tradicional. Combinando as duas coisas em um diagrama se obtém a trajetória da bola no espaço-tempo.

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14.351 – Biologia – Os Canídeos


lobos
Canidae é uma família de mamíferos da ordem Carnivora que engloba cães, lobos, chacais, coiotes e raposas. É composto por 35 espécies distribuídas por todos os continentes com exceção da Antártica.

Os canídeos têm uma cauda longa e dentes molares adaptados para esmagar ossos. Têm quatro ou cinco dedos nas patas dianteiras, quatro nas patas traseiras, e garras não retrácteis adaptadas para tração em corrida. O tamanho é variável, bem como os hábitos sociais que podem ser gregários, como o lobo e o cachorro-vinagre, ou solitários como os coiotes e raposas. Os sentidos da audição e olfato são mais importantes que a visão. Os canídeos são predadores mas podem também ter alimentação onívora, se as condições ambientais assim o exigirem. Apesar de serem bons corredores, não são velozes como as chitas por exemplo, e caçam as presas por corridas de resistência, os canídeos são bem semelhantes com as Hienas (Crocuta crocuta) mas não apresentam nenhum parentesco com estas.
As espécies de Canidae podem ser tanto diurnas quanto noturnas e algumas podem apresentar os dois tipos de atividade. Vivem em tocas no solo ou em cavidades naturais, como aquelas encontradas sob rochas, podendo ser solitários, viverem em pares ou montarem grupos de diferentes tamanhos e com diferentes níveis de complexidade social e hierarquia. Algumas espécies apresentam comportamento nomádico, realizando grandes incursões em busca de alimentos. Várias espécies, sejam elas gregárias ou não, são territorialistas e realizam demarcação por micção repetida em marcos na periferia e no interior do território.
A estratégia de caça principal dos Canidae envolve perseguição da presa por longas distâncias, geralmente em terreno aberto, até que esta se canse e seja abatida. Quando caçando vertebrados de pequeno e médio porte, os canídeos agarram com a boca a nuca do animal e, com um movimento brusco da cabeça, partem o pescoço da presa. Se o animal apresentar maior tamanho corporal, ele pode ser imobilizado através de mordidas na região ventral, o que muitas vezes provoca rompimento do tecido e morte da presa por choque. Algumas espécies, geralmente aquelas de maior tamanho, formam grupos de caça e, com isso, conseguem abater animais maiores do que eles próprios.
Devido à sua ampla distribuição, canídeos podem ser encontrados em uma grande variedade de habitats, que engloba savanas, estepes, colinas, bosques, florestas, desertos, pântanos, regiões de transição e montanhas de até 5000 metros. As espécies que habitam ambientes extremos, como desertos, apresentam adaptações que permitem que suportem altas temperaturas e baixa disponibilidade de água.
Como parte da ordem Carnivora, canídeos são, em sua maioria, predadores generalistas,possuindo muitas vezes hábitos oportunistas. Muitas espécies apresentam dieta onívora, consumindo, além das presas que caçam, carniça, matéria vegetal e invertebrados. Espécies Neotropicais (encontradas nas Américas Central e do Sul) incluem em sua dieta artrópodes, como insetos e caranguejos, sapos, ovos, répteis, mamíferos, carniça, raízes, frutas, cana de açúcar e outras gramíneas. Dessa forma, essas espécies possuem diferentes nichos ecológicos e podem se apresentar como consumidores primários, secundários ou terciários em diferentes cadeias tróficas, também apresentando importante papel na dispersão de sementes.
Apesar de muitas serem grandes predadoras, as espécies integrantes de Canidae também podem ser presas de outros animais. Independente do seu tamanho, canídeos podem ser predados por felinos (pumas, onças, leões, leopardos, linces e tigres), cobras constritoras (sucuris, jibóias e pítons), aves de rapina, ursos, mustelídeos (texugos e carcajus), civetas, hienas, crocodilos e outros canídeos de maior tamanho, inclusive o cão-doméstico(Canis lupus familiares). São muitas vezes alvos desses animais quando ainda filhotes, mas também podem ser predados quando adultos.
Com exceção do cão-do-mato (Speothos venaticus), Canidae apresenta reprodução uma vez ao ano, com um aumento da frequência de marcações odoríferas e de vocalizações de ambos os sexos no período que antecede o cio, bem como aumento dos encontros agressivos entre os machos. O cio dura de quatro a cinco dias e, nesse período, machos e fêmeas copulam uma a duas vezes por dia, sendo que em boa parte das espécies ocorre laço copulatório (pode estar ausente ou ser muito curto no cão selvagem africano (Lycaon pictus). A gestação pode levar de cinquenta a setenta dias.
Em Canidae, é comum observar a formação de um casal monogâmico e de longa duração, estratégia pouco comum entre os mamíferos no geral. Porém, ao se observar a organização social dentro do espectro de canídeos de pequeno à grande porte, percebe-se uma grande variação na proporção dos sexos nas diferentes populações, bem como na dispersão e nos sistemas de acasalamento e criação dos recém-nascidos. Canídeos de pequeno porte (menores do que 6 kg ) tendem a apresentar em suas populações maior número de fêmeas, migração de machos, fêmeas ajudantes e poligamia, isto é, os machos possuem mais de uma parceira reprodutiva. Já em canídeos de grande porte (com exceção do lobo guará) o quadro se inverte. As populações possuem maior proporção de machos, emigração de fêmeas, machos ajudantes e poliandria, ou seja, as fêmeas possuem mais de um parceiro reprodutivo. Em espécies de tamanho intermediário, a proporção de machos e fêmeas é igual em relação à acasalamento, grupos sociais, ajudantes e migração e elas tendem a apresentar maior flexibilidade para alterar seu comportamento social e organização em resposta ao ambiente. Essa característica faz parte de um padrão encontrado nessa família em que o tamanho corporal está causalmente relacionado à taxas metabólicas e padrões de história de vida dos organismos.
O tamanho corporal também se relaciona ao tamanho dos filhotes e das ninhadas. Canídeos de grande porte possuem ninhadas maiores compostas de filhotes de menor tamanho (comparados ao tamanho materno) e, portanto mais dependentes de cuidado parental após o parto e por mais tempo. Essa relação entre tamanho da ninhada e tamanho do corpo materno é algo que não é observado em outros mamíferos.
Parâmetros ecológicos, especialmente aqueles relacionados ao tamanho e disponibilidade do alimento, podem interferir de forma significativa no tamanho da ninhada, bem como em estratégias de reprodução, o que indica que Canidae possui uma alta flexibilidade para responder à características do ambiente, podendo gerar altas taxas de variação dentro de uma mesma espécie.
A maioria dos integrantes da família Canidae são solitários e geralmente se socializam apenas na época reprodutiva com uma comunicação baseada na audição e no olfato. Nas espécies sociais a comunicação requer sistemas mais complexos, como por exemplo a visão. Cães domésticos, lobos e coiotes são capazes de utilizar combinações faciais simultâneas para comunicarem-se com outros indivíduos, diferentes das raposas que não desenvolveram tal habilidade.[9] O desenvolvimento dos sinais comunicativos entre os membros do grupo está relacionado com a coesão social.
Quanto às unidades sociais, conforme o maior ao menor grau de organização social, generalmente os lobos formam grandes alcateias, os coiotes vivem de forma solitária ou em um grupo familiar pequeno e as raposas são invariavelmente solitárias (exceto durante a época reprodutiva e durante os primeiro meses do recém-nascido). Essa variação por conta das diferenças ecológicas pode estar relacionada com o desenvolvimento dos sinais comunicativos citados anteriormente.
As alcateias são vistas como grupos familiares, ou seja, compostas por um casal de progenitores e suas crias, as quais se dispersam quando atingem a maturidade sexual. Entretanto, pode haver indivíduos não aparentados que se tornaram membros da alcateia por adoção ou por substituição de um dos progenitores. Nessa unidade social e reprodutora persiste um sistema de divisão de tarefas, em que a fêmea reprodutora cuida das crias e o macho reprodutor obtém o alimento.O comportamento de dormir em contato uns com os outros é encontrado regularmente em algumas espécies como os cães-guaxinins, raposas-orelha-de-morcego, cachorros-do-mato-vinagre, cães-selvagens-africanos, etc. Mas como a maioria das espécies são solitárias, este é um comportamento ocasional pois normalmente agem de forma independente, como encontrado em raposas vermelhas.
A forma de caça mais comum é a caça individual, eventualmente em pares, predando presas de pequeno porte. Mas há espécies que caçam de forma coletiva e cooperativa, como por exemplo os lobos, dingos, cachorro-do-mato-vinagre, cão-selvagem-africano, cão-selvagem-asiático e, ocasionalmente, em chacal-listrado.[10]

Uma curiosidade quanto à alimentação e a caça cooperativa de cães-selvagens-africanos é que também assumem um papel importante na manutenção da coesão social da matilha. Tanto os adultos como os jovens incitam repetidamente os outros indivíduos a regurgitar a carne por meio de uma postura de súplica específica derivada da súplica infantil.
Para a expressão do domínio, assim como para os momentos de ataque, o indivíduo adere postura e expressão corporal que conduzem a impressão de um maior tamanho corpóreo: o corpo é mantido rígido, há piloereção da cauda e as orelhas ficam eretas com as aberturas apontadas para frente. Esse comportamento é encontrado na maioria dos canídeos. Ao se tratar de cognição de Canidae, há um evidente destaque das pesquisas voltadas principalmente para os cães (Canis lupus familiares). Assim, a quantidade de pesquisas especificamente sobre a cognição dos outros canídeos é comparativamente escassa, com exceção dos lobos (Canis lupus) que possuem um número considerável, provavelmente por estarem vinculados ao cães por questões evolutivas e filogenéticas.Os canídeos são relativamente velozes: os cães da raça “whippet” (raça canina utilizada para corridas) atingem uma velocidade média de 55km/h, os coiotes cerca de 69km/h e as raposas vermelhas 72km/h.
Os cães, assim como a maioria dos mamíferos, possuem dentes difiodontes, ou seja, há apenas dois conjuntos de dentes durante a vida, sendo que a dentição decídua ou “dentes de leite” do filhote são perdidos e substituídos pela dentição permanente.
A família Canidae é originária do continente norte americano, tendo irradiado dessa região para o resto do mundo, salvo a Antártica.
Domesticação
A associação entre canídeos e humanos teria começado da adoção do hábito migratório caçador de lobos por grupos humanos. Isso se sustenta, por ser encontrado indício do desenvolvimento do hábito caçador migratório em grupos humanos em lugares que coincidem em ambientes habitados por matilhas de lobos.
Outro fator, além da coincidência geográfica, que também suporta tal teoria, está relacionada às dinâmicas de comportamento grupais de matilhas e de grupos de grandes primatas atuais.
Grupos de lobos demonstram comportamento, geralmente, mais cooperativo e comunitário que o observado em grupos de chimpanzés. Esses por sua vez, têm características comportamentais mais individualistas. A capacidade de caça cooperativa de grandes alvos não teria sido desenvolvida pelos grupos humanos caso esses apresentassem dinâmica semelhante aos grupos de primatas. Logo, pela observação do comportamento dos canídeos, teriam alterado hábitos e desenvolvido técnicas de caça próprias.
Dessa forma, lobos e humanos teriam passado por processo de co-evolução, alterando seus hábitos e técnicas mutuamente, e não um processo de domesticação do lobo pelo homem, como também é inferido.
Algumas poucas espécies possuem distribuição extremamente restrita, como é o caso da raposa-de-Darwin (Lycalopex fulvipes), endêmica do Chile e com a população restrita principalmente à Ilha Grande de Chiloé, e do lobo-etíope (Canis simensis), restrito à algumas regiões elevadas do continente africano.
América do Sul: 11 espécies
América Central: 3 espécies
América do Norte: 9 espécies
Europa: 4 espécies
Ásia: 12 espécies
África: 13 espécies
Oceania: 2 espécies
As zoonoses são doenças que podem ser passadas dos animais para o homem. Tendo em vista a íntima relação entre os seres humanos e espécies animais, em especial os cães domésticos (Canis lupus familiaris), buscou-se por avanços para o controle e a incidência de zoonoses. Entretanto, os números de casos de contágio permanecem altos em todos os países em desenvolvimento.
A raiva, provavelmente, é a zoonose mais conhecida na relação cães-homens, uma vez que no Brasil, em meados do século XX, a taxa de incidência de raiva humana era relativamente alta, até que em 1973 foi criado o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva Humana visando diminuir a infecção humana através do controle nos animais domésticos e a adoção de medidas profiláticas imediatas para aqueles que tiveram contato com animais raivosos.[36] Os animais infectados apresentam alterações comportamentais, escondendo-se em lugares escuros ou demonstram grande agitação e agressividade, apresentam anorexia, irritação na região da mordedura, estimulação das vias geniturinária, ligeiro aumento da temperatura corporal, salivação abundante e, em fases agudas, convulsões generalizadas. A doença pode ser passada para o homem através de mordidas e causa angústia, cefaléia, elevação da temperatura corporal, mal-estar, anorexia, náuseas, irritabilidade, alterações sensoriais imprecisas, extrema sensibilidade à luz, alucinações e convulsões, terminando em morte, uma vez que não há cura. O controle da doença se dá pela vacinação, dos animais e dos homens.

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14.350 – Física – A Busca pelo Supercondutor


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Um século após a descoberta deste fascinante fenômeno, a supercondutividade continua sendo um campo de pesquisa atual e vem contribuindo de modo significativo para o desenvolvimento científico e tecnológico. Apesar de muitos desafios terem sido superados ao longo destes anos, dois permanecem notavelmente destacados: a) o desenvolvimento de uma teoria microscópica ab initio (de primeiros princípios) que seja capaz de explicar a supercondutividade em qualquer intervalo de temperatura e b) a obtenção de um material que seja supercondutor a temperatura ambiente ou em temperatura maior que a ambiente. Depois de 5 prêmios Nobel em Física terem sido concedidos a pesquisadores desta área, é possível conjeturar que mais serão entregues aos que superarem os desafios destacados acima. Apresentamos uma sucinta discussão concernente aos principais acontecimentos relacionados à supercondutividade: sua descoberta, os materiais, as teorias propostas, os protagonistas e os avanços tecnológicos. Em um universo ocupado quase que exclusivamente por físicos teóricos e experimentais, destacamos a pouco conhecida contribuição do físico-químico americano Linus Pauling, que propôs um modelo simples e eficiente para a descrição da supercondutividade baseado em sua teoria da ressonância não-sincronizada das ligações covalentes (RVB).
Em 2011, a física comemorou aniversário de 100 anos de um dos fenômenos mais intrigantes já descobertos: a supercondutividade. Mesmo depois de um século, este curioso fenômeno continua a despertar o interesse de vários pesquisadores. Considerado um evento quântico que se manifesta em escala macroscópica, a supercondutividade ainda é um campo de pesquisa atual que têm contribuído para o desenvolvimento científico e tecnológico. Neste cenário, alguns desafios ainda não foram superados, tais como: uma teoria unificada capaz de explicar sua ocorrência para diferentes tipos de materiais em qualquer intervalo de temperatura crítica (TC ) e a obtenção de um material que seja supercondutor em temperatura ambiente ou maior. As pesquisas atuais concentram-se em grande parte na descrição da dinâmica de vórtices (um aspecto extremamente relevante em aplicações). Já em relação aos novos materiais supercondutores recentemente descobertos, eles ainda não superam a temperatura crítica dos cupratos, os quais prosseguem como campeões da TC . Do ponto de vista teórico, nenhum avanço significativo recente pode ser equiparado ao advindo da teoria BCS, uma das mais admiráveis teorias do estado sólido. A despeito de tudo, aplicações da supercondutividade em medicina, indústria e pesquisas avançadas vêm sendo realizada com sucesso e a produtividade neste ramo é intensa. Um indicativo do quanto o campo da supercondutividade é produtivo pode ser visto no número de prêmios Nobel em Física que foram outorgados até o momento: cinco. Provavelmente outros serão dados em reconhecimento às futuras descobertas que certamente virão. Este trabalho descreve a evolução histórica da supercondutividade desde sua descoberta até os dias atuais e acrescenta como tópico para discussão a desconhecida contribuição de Linus Pauling: a teoria da ressonância não-sincronizada das ligações covalentes (RVB).
A descoberta da supercondutividade
Há 109 anos, em 1911, na universidade de Leiden (Holanda), Heike Kamerlingh Onnes, em seu laboratório, observou pela primeira vez um dos fenômenos mais surpreendentes que a natureza pode exibir: a supercondutividade. Poucos anos antes (em 1908), Onnes tinha liquefeito o hélio (também pela primeira vez), baseado no princípio do processo de Linde, onde o hélio gasoso era submetido a sucessivos ciclos de resfriamento unidos em ‘cascata’, usando, dentre outras substâncias, ar líquido, obtendo assim temperaturas inferiores a 4 K. Neste novo regime de temperatura, Onnes investigou o comportamento da resistência elétrica para vários metais. Algumas idéias da época sugeriam que haveria uma queda contínua da resistência, que se anularia a zero Kelvin. Outra perspectiva era que a resistência a zero Kelvin seria infinita, pois os elétrons responsáveis pela condução se ‘congelariam’. A despeito dessas propostas, Onnes observou um fato inesperado (em particular para o mercúrio). O mercúrio foi um dos metais selecionados por ser mais fácil de obtê-lo com elevado grau de pureza. Os demais metais investigados demonstraram uma resistividade residual, o que Onnes interpretou como a presença de impurezas. A queda abrupta da resistência do mercúrio em torno de 4,2 K intrigou Onnes (essa temperatura foi classificada como temperatura crítica -TC , abaixo da qual o sistema se en-contra no estado supercondutor devido à ocorrência de uma transição de fase). Tal comportamento era totalmente inesperado, dado o estado rudimentar das teorias da condutividade vigentes na época. Vale ressaltar que este fato foi observado apenas três anos depois dele liquefazer o hélio. “Por sua investigação das propriedades da matéria a baixas temperaturas a qual levou à produção de hélio líquido”, Onnes recebeu o prêmio Nobel de Física em 1913. Seus trabalhos pioneiros atraíram vários pesquisadores para a Holanda, transformando a universidade de Leiden em um dos centros de pesquisa em física mais prestigiados do mundo.
Uma explicação satisfatória para os fatos observados por Onnes só viria muitos anos depois com o advento da teoria BCS. Neste intervalo, alguns outros avanços foram obtidos como veremos a seguir.
Desde a descoberta de Onnes até 1933, nenhum desenvolvimento significativo foi alcançado no campo da supercondutividade. Metais e ligas supercondutoras foram sendo descobertas, mas sem grande impacto. Durante esse período acreditava-se que as previsões feitas sobre o comportamento magnético de um condutor perfeito eram verdadeiras para um supercondutor. Porém, em 1933, os alemães KarlWalther Meissner e Robert Ochsenfeld verificaram que as propriedades reais de um supercondutor não são equivalentes as de um condutor perfeito [8, 9]. Eles descobriram que a distribuição do campo magnético no interior de um supercondutor era sempre nulo, independente das condições iniciais (da história da magnetização). O fenômeno passou a ser conhecido e denominado como efeito Meissner. A Fig. 1 apresenta uma ilustração do efeito Meissner. As linhas de indução são expulsas espontaneamente do interior da amostra supercondutora, o que caracteriza um diamagnetismo perfeito. Uma vez que o sistema se encontra abaixo da TC, haverá a expulsão do campo magnético, quer ele tenha sido aplicado antes ou depois do resfriamento.
Após a descoberta do efeito Meissner, ficou claro que as propriedades magnéticas de um supercondutor não podiam ser compreendidas pela hipótese de um condutor normal com resistividade zero. A supercondutividade passou a ser interpretada como um novo estado da matéria, o estado supercondutor. Daí vem as designações ‘estado normal’ e ‘estado supercondutor’. Num condutor perfeito o fluxo magnético na amostra é constante, enquanto que no supercondutor é zero, caracterizando o efeito Meissner. O perfeito diamagnetismo apresentado por materiais supercondutores poderá ser aplicado futuramente na fabricação de trens levitados magneticamente e pesquisas neste sentido já se encontram em andamento. Uma descrição satisfatória do efeito Meissner só viria em 1935 com o trabalho dos irmãos London.

14.349 – O que é a Matéria escura?


materia-escura

É uma parte do Universo que os astrônomos sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que seja. É matéria, porque se consegue medir sua existência por meio da força gravitacional que ela exerce. E é escura, porque não emite nenhuma luz. Essa segunda propriedade é justamente o que dificulta seu estudo. Todas as observações de corpos no espaço são feitas a partir da luz ou de outro tipo de radiação. eletromagnética emitida ou refletida pelos astros. Como a matéria escura não faz nenhuma dessas coisas, é “invisível”. Ainda assim, sabe-se que ela está lá. Na década de 1930, o astrônomo Fritz Zwicky , um húngaro radicado nos Estados Unidos, calculou a massa de algumas galáxias e percebeu que ela era 400 vezes maior do que sugeriam as estrelas observadas!
A diferença está justamente na massa de matéria escura. E quanta diferença! Pelas contas do professor Fritz, você deve ter percebido que ela não é apenas um detalhe na composição do Universo, e, sim, , seu principal ingrediente. Hoje em dia, calcula-se que el corresponda a mais ou menos 95% do Universo.
É como se todas as galáxias que conhecemos atualmente fossem apenas alguns pedacinhos de chocolate encravados no grande bolo do Universo. Existem várias teorias sobre o que seria a tal massa escura. O mais provável é que ela seja feita de partículas subatômicas, menores que nêutrons, prótons e elétrons e ainda indetectáveis pelos atuais instrumentos de medição dos cientistas.
Apesar da semelhança no nome, matéria escura não tem nada a ver com buraco negro. “A massa escura é um componente do Universo, sem luz, enquanto o buraco negro é um objeto astrofísico com um campo gravitacional tão forte que não deixa nem mesmo a luz escapar”.

14.348 – Música – Da Escandinávia para o Mundo – Ace Of Base


Ace of Base
Os Sucessores do Abba

Uma banda dance e pop da Suécia constituída por Ulf Gunnar Ekberg (Buddha), e os irmãos Jonas Berggren (Joker), Malin Sofia Katarina Berggren (Linn) e Jenny Cecilia Berggren. Muitas vezes são comparados com o ABBA, outra banda do mesmo país. Ace Of Base é considerado um dos maiores fenômenos da música européia e também mundial em todos os tempos.
A história da banda teve início quando os três irmãos Jonas, Jenny e Linn Berggren formaram uma banda chamada “Tech Noir”. Jonas conheceu o Ulf Ekberg e juntos começaram a compor e produzir músicas, criando assim o Ace of Base.

Após gravar uma fita demo, onde entre outras estava “All That She Wants”, eles foram para Estocolmo procurar pelas grandes Gravadoras. Nenhuma delas se mostrou interessada (Jonas ainda se lembra de alguém falando que as músicas eram “Obvias demais, simples demais”). O próximo passo foi Copenhaga, onde a Mega Records imediatamente viu que eles tinham potencial e adorou o estilo pop-reggae das músicas.
O primeiro single do Ace of Base foi “Wheel of Fortune”, seguido então pelo conhecidíssimo hit “All That She Wants”. “The Sign” e “Don’t Turn Around” também se tornaram sucessos internacionais.
A banda primeiramente teve sucesso na Dinamarca, depois Alemanha, o resto da Europa, Ásia, antes de conquistar a América.
No total, o primeiro álbum, chamado Happy Nation, vendeu 23 milhões de cópias e mantém a marca de Album de Estréia Mais Vendido no Guiness Book. Além de alcançar vários prémios, como seis WMA, três Billboard Awards, três America Music Awards, vários Grammy Awards da Europa e duas nomeações ao Grammy.
Em 1994 gravaram aquele que seria o melhor house single da década de 1990, Living Danger

14.347 – O Continente Africano


mapa-continente-africa
África é um dos seis continentes do mundo, sendo o terceiro maior em extensão territorial. O território estende-se por mais de 30 milhões de km2, ocupando, aproximadamente, 20% da área continental da Terra. No continente vivem mais de um bilhão de habitantes, fazendo dele o segundo mais populoso entre os demais.

A África é conhecida pela sua pluralidade étnica e cultural, e, por meio de uma história milenar, é capaz de contar a história de toda a humanidade. Apesar da enorme riqueza do continente, muitos países africanos apresentam baixos índices de desenvolvimento, com diversos problemas sociais, como a miséria, baixa qualidade de vida, subnutrição e o analfabetismo.
Os países africanos dividem-se em duas principais regiões — o Norte da África e a África subsaariana — e também se distribuem em:
África Central
África Meridional
África Setentrional
África Ocidental
África Oriental
Continente África
Gentílico Africano
Extensão territorial 30.221.532 km2
População 1.225.080.510 habitantes
Densidade demográfica 36,4 hab/km2

Idioma
Na África são faladas mais de mil línguas africanas, além de idiomas como o Árabe, Inglês, Francês, Português, Espanhol, Africanêr, entre outros.

Países
54 países e 7 territórios independentes
Maior país Argélia
Menor país Seicheles
Países da África e suas capitais
A África é composta por 54 países, sendo 48 continentais e 6 insulares.

África do Sul (Cidade do Cabo)

Angola (Luanda)

Argélia (Argel)

Benin (Porto Novo)

Botsuana (Gaborone)

Burquina Faso (Ouagadougou)

Burundi (Gitega)

Camarões (Yaoundé)

Chade (N’djamena)

Costa do Marfim (Abidjan)

Djibouti (Djibouti)

Egito (Cairo)

Eritreia (Asmara)

Etiópia (Addis Abeba)

Gabão (Libreville)

Gâmbia (Banjul)

Gana (Acra)

Guiné (Conacri)

Guiné-Bissau (Bissau)

Guiné Equatorial (Malabo)

Ilhas de Madagascar (Antananarivo)

Ilhas de Cabo Verde (Cidade de Praia)

Ilha de Comores (Moroni)

Ilhas São Tomé e Príncipe (São Tomé)

Ilhas Seychelles (Victoria)

Lesoto (Maseru)

Libéria (Monróvia)

Líbia (Trípoli)

Malaui (Lilongwe)

Mali (Bamako)

Marrocos (Rabat)

Mauritânia (Nouakchott)

Moçambique (Maputo)

Namíbia (Windhoek)

Níger (Niamey)

Nigéria (Abuja)

Quênia (Nairobi)

República Centro-Africana (Bangui)

República Democrática do Congo (Kinshasa)

República do Congo (Brazzaville)

República de Maurício (Port Louis)

Ruanda (Kigali)

Senegal (Dacar)

Serra Leoa (Freetown)

Somália (Mogadíscio)

Eswatini (Lobamba)

Sudão (Cartum)

Sudão do Sul (Juba)

Tanzânia (Dodoma)

Togo (Lomé)

Tunísia (Tunes)

Uganda (Kampala)

Zâmbia (Lusaka)

Zimbábue (Harare)
África não é um país e sim um continente. Essa pergunta, apesar de parecer óbvia, implica uma questão bastante comum entre a maioria das pessoas: referir-se ao território africano como homogêneo. E não, ele não é. A África é uma das regiões mais diversas do mundo, em termos culturais, religiosos, étnicos, políticos e geográficos.
Na África existe um país chamado África do Sul. Este é responsável por cerca de um quinto da economia do continente.
Sabemos que o continente africano apresenta grande biodiversidade, assim como uma extensa diversidade cultural, étnica, religiosa e política. Assim, para facilitar a análise e observação de algumas áreas, o continente foi dividido em cinco regiões:

1) África Central
Abrange os territórios dos seguintes países: República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Angola, Chade, Camarões e República do Congo. Essa região limita-se com o Oceano Atlântico, a oeste, e regiões montanhosas, a leste. É atravessada por diversos rios, apresenta altas temperaturas, umidade do ar elevada, predominância de clima tropical e presença das savanas.

2) África Meridional
Abrange os territórios dos seguintes países: África do Sul, Botsuana, Comores, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Eswatini, Zâmbia e Zimbábue. Essa região caracteriza-se pela presença de planaltos; clima tropical, desértico e mediterrâneo; e vegetação de savanas, estepes e florestas. Parte dela é rica em minérios como ouro, cobre e crômio. Em outras partes, é praticada a agricultura, como as plantações de cana-de-açúcar, café e fumo.

3) África Setentrional
Abrange os territórios dos seguintes países: Argélia, Egito, Líbia, Marrocos, Sudão e Tunísia, sendo a maior região do continente em termos de área. A população distribui-se de forma heterogênea pela área, concentrando-se nas porções de maior umidade.
Nessa região, também chamada Norte da África, há uma grande concentração de minérios voltados para o mercado de exportação, ao passo que a agropecuária é pouco desenvolvida, devido às suas condições naturais. Apenas no Vale do Rio Nilo é que a agricultura desenvolve-se, devido à grande fertilidade do solo, graças às cheias do rio.

4) África Ocidental
Abrange os territórios dos seguintes países: Benin, Burkina, Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, São Tomé e Príncipe, e Togo. Localiza-se entre o deserto do Saara e o golfo da Guiné.
A África Ocidental caracteriza-se pela predominância de clima equatorial, vegetação representada pelas savanas e florestas. A população concentra-se especialmente nas regiões ao sul, pois no Saara as condições geográficas não são atrativos populacionais. Nessa área a agricultura é uma das atividades econômicas praticadas, com destaque para o cultivo de cana-de-açúcar, cacau e banana.

5) África Oriental
Abrange os territórios dos seguintes países: Burundi, Djinouti, Eritreia, Etiópia, Quênia, Ruanda, Ilhas de Madagascar, Seychelles, Somália, Tanzânia e Uganda. Localiza-se entre a região da bacia hidrográfica do Congo e o Oceano Índico.
A África Oriental caracteriza-se pela presença de formações montanhosas, vulcões e lagos. O clima predominante é o tropical, e a vegetação é dos tipos equatorial, savana e estepes, com áreas desérticas.
A economia da região baseia-se na agricultura com o cultivo de café e algodão, voltado ao mercado de exportação. Essa região apresenta baixos índices de desenvolvimento humano e diversos problemas sociais.

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História da África
A África é o berço da humanidade, pois há indícios de que o continente foi o primeiro a ser habitado por humanos. Nele foram encontrados diversos fósseis que comprovam essa teoria e também possibilitaram o estudo da evolução humana. Estima-se que a porção norte do continente seja a mais antiga do mundo, na qual se estabeleceu os povos egípcios.
O continente foi colonizado por povos europeus, como os espanhóis, portugueses e franceses. Muitos africanos foram arrancados e levados de seus países para outras partes do mundo pelos europeus, a fim de realizarem o trabalho escravo.
Assim a África foi dividida ao longo da sua colonização, segundo os interesses dos colonizadores, que ignoraram a realidade e identidade dos povos, agrupando-os em tribos com disparidades culturais. Foi após a Segunda Guerra Mundial que as colônias africanas iniciaram o seu processo de independência. Contudo, o continente ainda vive diversos conflitos territoriais e religiosos.

População e idiomas
Vivem no continente mais de um bilhão de habitantes. No entanto e apesar do alto contingente, a África apresenta distribuição desigual da população, devido às condições geográficas que desfavorecem a ocupação das áreas.
O continente africano convive com grandes problemas de ordem social. Muitos países apresentam baixos Índices de Desenvolvimento Humano. Grande parte da população de alguns países convive com baixa qualidade de vida, fome e miséria. As taxas de natalidade e mortalidade são muito altas, enquanto a expectativa de vida é baixa.
Há uma grande diversidade cultural no continente, o qual possui várias etnias, tradições, religiões e línguas. Além das milhares de línguas africanas, falam-se as línguas trazidas pelos colonizadores, como o Francês, Inglês e Português. Essa última é falada por cinco países: Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola. Recentemente Guiné Equatorial também adotou o idioma. Caso tenha curiosidade sobre esse tema, leia nosso texto: População africana.

Relevo
O continente africano apresenta, em quase todo o seu território, planaltos com, aproximadamente, 750 metros de altitude limitados por escarpas.
Na região do deserto do Saara (região setentrional), encontra-se o planalto setentrional por onde percorre o Rio Nilo. Na região leste, encontra-se grandes montanhas como o Kilimanjaro e o Monte Quênia. Já na parte meridional, encontra-se a cadeia do Cabo, com altitude que ultrapassa 3400 metros.

Clima
O território africano é bastante diverso em termos climáticos. Podemos encontrar áreas com predomínio do clima equatorial, outras de clima tropical, assim como há também regiões de clima desértico e mediterrâneo. O clima equatorial é registrado na região ocidental; o tropical, na região central e sul; o desértico, na região setentrional, assim como o clima mediterrâneo.
No continente africano, podem ser encontradas faixas de floresta equatorial; savanas que predominam na maior parte do continente; vegetação mediterrânea; e estepes. Caso tenha maior interesse sobre o clima e a vegetação africanos, leia nosso texto: Aspectos naturais da África.

Economia
Índices econômicos e de desenvolvimento humano apontam que o continente africano é o mais pobre entre os continentes. Muitos países são considerados subdesenvolvidos.
A economia africana é baseada, principalmente, no setor primário, com o extrativismo e a agropecuária. O continente é rico em minerais como ouro e diamante. Em alguns países também são encontrados petróleo e gás natural. A exploração de recursos naturais é feita pelos europeus e também pelos norte-americanos, o que impede o desenvolvimento do país com base em suas próprias riquezas.
O extrativismo animal e vegetal também destaca-se. Já no que tange à agropecuária, a agricultura realizada em alguns lugares é para subsistência e, em outros, para fim comercial.
Os principais cultivos para subsistência são: mandioca, milho, inhame e sorgo. Já dos cultivos voltados para o mercado destacam-se algodão, cacau, café e amendoim. Em relação à pecuária, a criação de gado ganha destaque em diversas áreas. A criação de ovelha também é comum no sul do continente.
Curiosidades
Muitos turistas procuram a África para fazerem safári. O encontro com animais selvagens nas grandes savanas africanas está no roteiro de muitos aventureiros.
O Rio Nilo é considerado o maior rio do mundo.
Dos 30 países mais pobres do mundo, 21 são africanos.
Angola e África do Sul são os países com maior Produto Interno Bruto da África.
O Saara, maior deserto do mundo, localiza-se na África.

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14.346 – Cinema – Marvel vem com Filme do Príncipe Namor


Namor, o Príncipe Submarino, um dos personagens mais clássicos do Universo Marvel, teve seus direitos cinematográficos devolvidos à Marvel Studios depois de anos sem uso. Vários estúdios tentaram criar um projeto em que o Rei de Atlantis fosse o personagem principal, mas nem mesmo o sucesso de Homem de Ferro em 2008 e todas as produções futuras foram suficientes para que algo saísse do papel. Agora, ele volta para as mãos de quem mais acerta com as produções baseadas nos quadrinhos da editora e deve ganhar espaço em algum filme nos próximos anos. Mas quem é Namor e como introduzi-lo nas telonas?
O Príncipe Submarino é um personagem criado antes mesmo da editora ter o nome atual, em 1939. Ele teve grandes participações nas histórias do Capitão América referentes à Segunda Guerra Mundial e considera o bandeiroso um dos poucos amigos de verdade da superfície. Filho de um humano e de uma atlante, o híbrido desenvolveu as habilidades aquáticas da espécie e ainda herdou dons mutantes, como o voo, por meio de pequenas asas em seus tornozelos, força, velocidade e resistência sobre-humana.
Namor foi de herói a vilão durante vários períodos da Marvel, algo que é mantido até hoje. Como o monarca de Atlantis tem como objetivo principal defender os direitos de seu povo, ele entrou em conflito com diversos personagens e faz alianças sempre que considerou necessário para defender seu reino. Ele ainda foi bastante influente em várias histórias do Quarteto Fantástico, ainda mais por ter se apaixonado por Sue Storm, a Mulher Invisível. A personalidade dele é marcada pelos traços de arrogância, liderança e força.
Como a Marvel Studios não pode usar o conceito “mutante” em suas produções, o personagem deve ser introduzido apenas como um homem com poderes aquáticos. Outro ponto que complica a criação de background de Namor é a ausência do Quarteto Fantástico nas mãos da Marvel Studios, algo que pode fazer com que a empresa tente novos acordos com a Fox para ter novamente a família Richards em seu domínio, assim como fez nos acertos com a Sony pelo Homem-Aranha.
Namor e Pantera Negra são considerados grandes rivais no Universo Marvel nos últimos anos, já que divergem em vários assuntos que precisam decidir no grupo Illuminati. O conflito entre os dois fez com que seus povos entrassem em confronto, principalmente depois que Namor, sob os poderes da Força Fênix, inundou parte de Wakanda. Talvez, aproveitar o longa do rei wakandiano para introduzir o Príncipe Submarino seja a melhor ideia, principalmente se conseguir antecipar a aceitação do Aquaman pelo público.

Namor
Namor é um grande personagem e deve entrar nos planos da Marvel Studios muito em breve, principalmente após os roteiristas de Capitão América: Guerra Civil terem confessado interesse de incluir o herói no filme. O presidente do estúdio Kevin Feige já deve começar a planejar o futuro do atlante nas telonas, que, pelo menos, deve fazer alguma participação nos próximos longas dos Vingadores.
Um Pouco Mais
Estreando no início de 1939, o personagem foi criado pelo escritor-desenhista Bill Everett para Funnies Inc., um dos primeiros estúdios a produzir quadrinhos por demanda. Inicialmente criado para a revista Motion Picture Funnies Weekly, o personagem foi publicado pela primeira vez na revista Marvel Comics # 1 (outubro de 1939).
Suas origens estão relacionadas à lendária Atlântida. Namor é filho da princesa Fen — herdeira direta do trono de Atlântida, e filha do Imperador Thakorr — e do norte-americano Leonard McKenzie. A espécie humanóide da qual Namor pertence é chamada de Homo mermanus”. Como características principais, têm a capacidade de (somente) respiração submarina, pele azul e olhos escuros. A mãe de Namor, mulher linda e impetuosa, subiu à superfície para investigar explosões que ocorriam à capital de Atlântida. Nesse ínterim, conheceu o capitão McKenzie e se apaixonaram. Após o ‘affair’, ela voltou ao trono grávida. Na Atlântida nasceu Namor – que em língua atlante – significa “o filho vingador”. Ele nasceu branco como o pai, com olhos claros que variam entre o azul e o verde. Seus cabelos são pretos (como os do pai e da mãe); tem aproximadamente 1,85m, corpo esguio e apêndices nos calcanhares que assemelham-se às asas de aves.
O personagem foi recuperado anos mais tarde por Stan Lee e Jack Kirby, nas histórias do Quarteto Fantástico, responsável pela volta do gênero na editora. Seu retorno aconteceu no número 4 da revista Fantastic Four (maio de 1962), e para justificar sua ausência editorial, argumentou-se que ele tinha perdido a memória e que ele acreditava ser um andarilho, até o Tocha Humana (não o personagem original, mas o membro do Quarteto Fantástico) encontrá-lo e jogá-lo ao mar, recuperando assim a sua memória e poder.
Namor também foi responsável pela reintrodução do Capitão América no universo Marvel, batendo no gelo do Pólo Norte e revelando um pedaço de gelo em que o Capitão América foi congelado.
Atuou diretamente com os Vingadores, Quarteto Fantástico, Invasores, Esquadrão Vitorioso, Defensores, X-Men, e Illuminati.
Por causa de sua herança genética incomum, Namor é único entre ambos os seres humanos comuns e atlantes; ele é por vezes referido como “o primeiro mutante da Marvel”, porque, embora a maioria de seus poderes sobre-humanos observados vêm do fato de que ele é um híbrido de ADN humano e atlante, a sua capacidade de voar não pode ser explicado por nenhum dos lados (atlantes são uma ramificação da humanidade “linha de base”); no entanto, em termos de cronologia em continuidade, havia muitos mutantes existentes antes Namor. Namor possui uma fisiologia completamente anfíbio adequado para pressões extremas submarinos, força sobre-humana, velocidade, agilidade, durabilidade, voo, e longevidade. Namor tem a capacidade de sobreviver debaixo d’água por períodos indefinidos, e visão especialmente desenvolvido que lhe dá a capacidade de ver claramente nas profundezas do oceano.

Origem
No período que antecede a Segunda Guerra Mundial, o navio de exploradores “Oracle” viajava próximo à Antártida e detonou cargas explosivas no fundo do oceano para conseguir abrir espaço para a embarcação passar com segurança. Influenciado por um vilão chamado Paul Destino, o “Oracle” procurava os restos de uma antiga civilização.
Sem saber, no entanto, a equipe do navio estava destruindo com seus explosivos uma imensa cidade onde viviam os atlantes, uma espécie de homens do fundo do mar.
O imperador daquele mundo, rei Thakorr, ordenou então à sua filha, Fen, que fosse com um grupo de guerra à superfície descobrir o que estava acontecendo. Fen, porém, decidiu ir sozinha e usando uma poção que lhe permitia respirar ar, subiu ao navio, deixando a tripulação encantada com sua beleza.

Para investigar melhor, a princesa decidiu permanecer no navio aprendendo a cultura e a língua daqueles homens, ao mesmo tempo em que tentava impedir novas detonações, mas acabou se apaixonando pelo capitão, Leonard McKenzie. Os dois se casaram no navio e logo depois McKenzie descobriu a cidade perdida (Lemúria) que procurava (por sinal, criada por outro povo submarino, os Lemurenses), mas Paul Destino ficou louco ao encontrar na cidade uma relíquia maligna, o Capacete do Poder, e incidentalmente acabou com Atlântida.
McKenzie conseguiu voltar para o navio que, no exato momento em que ele chegou e abraçava Fen, foi atacado por soldados do pai dela, que acreditavam que a princesa havia sido raptada. O comandante foi gravemente ferido em frente à esposa (ela acreditou que ele havia morrido).
A cidade começou a ser reconstruída e Fen descobriu que estava grávida: tempos depois, nasceria Namor. O nome, por sinal, significa “filho vingador” na língua atlante.
A única criatura que se parecia com ele era uma prima, Aquaria, apelidada pelo pai como “Namora” por ser fisicamente parecida com Namor (também ela era fruto de uma relação interracial do povo submarino e os da superfície), que mais tarde se tornaria mãe de Namorita (o pai era um atlante chamado Maritanis). Namor cresceu e viveu aventuras submarinas (que envolviam tentativas políticas de tomada de poder) durante um bom tempo, quase sem contato com as pessoas da superfície, que considerava verdadeiros demônios pelo que faziam com o mar e por ouvir lendas dos demais atlantes.
Quando começou a Segunda Guerra Mundial, no entanto, combates entre navios causaram novos estragos em Atlântida e o herói foi enviado pelo imperador, seu avô, para se vingar. O herdeiro do mar começa sua vingança em Manhattan, onde acaba enfrentando o Tocha Humana original. Até que uma agente especial do exército chamada Betty Dean é enviada para capturá-lo. Ela finge estar se afogando e tenta usar uma arma contra o intruso quando este a resgata. Ele a desarma, mas fica admirado com a coragem da moça, da qual se torna amigo e, eventualmente, amante. Namor é então convencido de que os vilões de verdade são os nazistas e se une ao Tocha, Capitão América e a outros heróis da época na luta contra Hitler.
Em 1946, ao lado de Capitão América, Bucky, Tocha Humana, Ciclone e Miss América, integrou o “Esquadrão Vitorioso” (All-Winners Squad no original).
Namor foi reintroduzido por Stan Lee no Universo Marvel novamente como vilão do Quarteto Fantástico (na revista The Fantastic Four # 4) e, depois, dos Vingadores.

Depois de lutar na II Guerra Mundial contra os nazistas, Namor perde a memória e vaga pelo mundo da superfície como um mendigo. Ao ser visto pelo Tocha Humana ele é reconhecido. Logo em seguida o jovem super herói o ajuda a se recuperar. Ao se lembrar de seu reino, a lendária Atlântida, Namor mergulha até o local onde ficava a cidade, mas só encontra ruínas. Culpando os seres da superfície, Namor jura vingança, mas seus ataques são rechaçados pelo Quarteto Fantástico e pelos Vingadores. Mais tarde, Namor reencontra seu povo, que havia se tornado nômade.
Namor teve um segmento em The Marvel Super Heroes nos anos 60.

14.345 – Força Militar da China


misseis china
Especialistas em artes marcais, eles deveriam ter o exército mais poderoso do planeta
Todo o planeta está de olho na China, principalmente no que diz respeito à tecnologia — boa parte dos eletrônicos que utilizamos são produzidos por lá. Além disso, empresas chinesas estão ganhando cada vez mais projeção mundial, como Lenovo, Alibaba, Xiaomi e muitas outras. Elas se destacam pela forma inovadora como encaram o mercado, derrubando a antiga imagem de que produtos chineses eram de baixa qualidade.
Para sustentar o crescimento vertiginoso que o país tem vivenciado nas últimas décadas, os chineses têm investido pesado em equipamentos militares, não só comprando do seu tradicional parceiro de armas, a Rússia, como também desenvolvendo suas próprias tecnologias — chegando até a colocar um astronauta no espaço.
Os investimentos em armas transformaram a China em uma das maiores potências militares do mundo, e estão mudando o balanço de poder na Ásia, que é uma importante região para a economia mundial.
Há algumas décadas, o Exército de Libertação Popular da China (PLA) comprava equipamentos da União Soviética e outros países — os EUA nunca gostaram de vender armamentos para os chineses. Aos poucos, a China passou a fabricar equipamentos estrangeiros sob licença, para posteriormente projetar seus próprios aviões, tanques, submarinos e mísseis. Muitos deles são cópias quase que fiéis de modelos russos e ocidentais, obtidos através de engenharia reversa, mas outros são obras primas.
Como o assunto é, além de interessante, no mínimo curioso, o Business Insider compilou uma lista com os principais equipamentos militares chineses da nova geração, que talvez sejam páreos apenas para o poderio bélico americano.
Chengdu J-20
Você já deve ter ouvido falar em aviões “invisíveis”, tecnologia stealth, F-22 e F-35. Essas aeronaves, obviamente, não são realmente invisíveis, mas os radares não conseguem detectá-los, por causa de uma combinação de várias tecnologias e técnicas de construção — principalmente o formato, as curvas e a saída dos gases de exaustão do motor.
O avião stealth mais famoso é o F-117, aquele preto que parece um morcego, usado pelos EUA na Guerra do Golfo e Iraque e custou uma fortuna. Ele já saiu de linha, e os EUA agora possuem o F-22 e o F-35, que são caças super modernos que custaram fortunas para serem construídos. Além dos EUA, outro país a apresentar um avião com as mesmas características do F-22 foi a Rússia, com seu T-50.
Há alguns anos, várias empresas de defesa dos EUA, envolvidas no projeto do F-35, tiveram seus computadores invadidos por hackers orientais. Eis que, alguns anos depois, surge o J-20, um avião de quinta geração que tem uma semelhança incrível com o F-35, F-22 e também o russo T-50.
Claro que o fato do equipamento ter sido feito, em partes, por meio de cópia “na cara dura”, isso não diminui suas capacidades técnicas, muito menos os engenheiros chineses. Pelo contrário, se alguém já fez e funciona, por que não copiar?
O J-20 ainda não é uma aeronave de produção em série, e seu desenvolvimento ainda está nos primeiros estágios, apesar de já existirem protótipos voando. E ainda, os motores chineses não são capazes de fornecer a potência necessária para uma boa operação, então o caça depende de motores russos — o que não é um problema, dado o crescente aumento dos laços comerciais e militares entre os dois vizinhos.

Shenyang J-31
O J-31 é outro avião de 5ª geração, mas que, diferentemente do J-20, é fruto de desenvolvimento próprio da China, e não de dados roubados dos EUA.
Apesar disso, ele tem uma grande semelhança com o F-35, possuindo quase as mesmas dimensões, só que com uma capacidade de armamento menor.
Como o F-35, ele é projetado para operar também dos novos porta-aviões que a China está construindo, e juntamente com seu “parente” americano, serão as únicas aeronaves do mundo invisíveis ao radar e que operam de porta-aviões, dando uma vantagem tática enorme para os chineses.
Shenyang J-15 Flying Shark
O J-15 não foi desenvolvido na China e é uma versão modificada do russo Sukhoi Su-33. No entanto, a aeronave utiliza radares, motores e armamento chineses, o que representa um avanço tecnológico incrível.
Esse avião entrou em operação em 2009, e desde então vem realizando testes de voo no novo porta-aviões chinês Liaoning. O alcance de combate do J-15 é de 1200 km, quando decola com todos os seus armamentos e os tanques cheios. No entanto, o porta-aviões chinês ainda não possui uma catapulta para efetuar o lançamento da aeronave. Por isso, o alcance, quando operado no mar, deve ser menor, porque o peso de decolagem tem que ser reduzido.
Mesmo assim, é um avião extremamente poderoso, que dá uma enorme vantagem tática para os chineses.
Chengdu J-10 Firebird
Apesar de uma “leve” semelhança com o F-16 americano, o J-10 é um design 100% chinês, tanto nos motores quanto na aviônica e nos armamentos.
Ele é um caça multi-tarefas, e com 11 pontos fixos, pode carregar uma vasta gama de diferentes armamentos para realizar os mais variados tipos de missão — podemos compará-lo, a grosso modo, aos caças Gripen que o Brasil comprou recentemente.
Bombardeiro Xian H-6
Bombardeiros já não são mais tão utilizados quanto na Segunda Guerra Mundial, e apenas os EUA, a Rússia e a China possuem grandes quantidades desse tipo de aeronave — na verdade, alguns outros países também têm bombardeiros soviéticos, mas em pequena quantidade.
O H-6, na realidade, é derivado do bombardeiro Tupolev Tu-16 Badger, construído pela então União Soviética. Apesar de grande, lento e vulnerável, ele pode carregar mísseis anti-navios ou mísseis de cruzeiro ar-terra, além de armas nucleares.
E isso dá uma capacidade tática enorme para a China, principalmente contra vizinhos menos poderosos, como Vietnam, Tailândia, Filipinas, etc. Com um alcance de quase 5 mil quilômetros, alguns analistas acreditam que ele pode alcançar o Havaí, nos EUA.
O interessante do H-6 é que ele é baseado no russo Tu-16, construído na década de 50. No entanto, os chineses fizeram diversas modificações e atualizações, principalmente na parte da eletrônica embarcada, novos radares, equipamentos de guerra eletrônica, etc. que deixam o equipamento em condições modernas de vôo.
Mísseis hipersônicos
Mísseis hipersônicos são, como o próprio nome diz, mísseis que voam a velocidades hipersônicas, que corresponde a 5 vezes a velocidade do som ou mais. Essas armas são extremamente poderosas porque são muito difíceis de serem interceptadas. Enquanto um míssil balístico convencional pode ser neutralizado sem muitos problemas pelos sistemas de defesa dos EUA, e também da Rússia, um hipersônico representa uma ameaça grande.
O modelo chinês funciona da seguinte maneira: ele é lançado verticalmente, chegando até a estratosfera, e depois desce até o alvo planando, a uma velocidade de 10 mil km/h, direto no alvo.
Além da China e EUA, o único país a ter tal tecnologia é a Rússia.
Submarinos de ataque movidos a energia nuclear
Um país que deseja ser uma potência militar precisa investir bastante na marinha. Os submarinos são uma das armas mais importantes para a projeção do poder e intimidação dos inimigos.
A China tem investido muito dinheiro para a construção de submarinos movidos a energia nuclear, e já possui 6 unidades – o Brasil está patinando para construir o primeiro. Além dos 6 nucleares, o país possui mais 53 do tipo convencional, com propulsão diesel-elétrica.
O diferencial do submarino nuclear é que ele pode permanecer submerso por semanas, até meses, operando bem longe do território chinês, e próximo de águas inimigas.
Recentemente, os submarinos chineses entraram, pela primeira vez, no Oceano Índico, representando uma importante marco para a Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN).
Submarinos balísticos movidos a energia nuclear
Esses submarinos são ainda mais perigosos, porque carregam mísseis balísticos intercontinentais – que como o nome diz, podem acertar outro continente.
Estima-se que a China tenha apenas 3 unidades desses submarinos, chamados de “boomers”. Ele seriam capazes de acertar o Havaí ou o Alasca com seus mísseis, e caso se desloquem até o meio do Oceano Pacífico, são capazes de atingir qualquer área dos EUA e América Latina.
A ameaça que eles representam em uma beligerância é enorme. Isso porque, por serem movidos a energia nuclear, podem ficar meses submergidos, dando uma capacidade de ataque aos chineses mesmo que suas instalações de terra sejam destruídas. Ou seja, no caso da China estar perdendo a guerra, os submarinos podem ainda fazer um grande estrago no inimigo.

Porta aviões
Os porta aviões são uma das armas mais importantes do poderio militar de um país. Atualmente, apenas algumas forças armadas possuem tais navios, e apenas os dos EUA, Rússia, Índia e França estão em condições operacionais.
Agora, vamos a uma história que chega a ser engraçada: a União Soviética começou a construir uma classe de porta-aviões chamada Almirante Kuznetsov, para sua própria marinha. Foram planejadas apenas duas unidades, o Almirante Kuznetsov e o Varyag. No entanto, quando houve o colapso do bloco comunista, apenas o primeiro havia sido concluído e estava operacional. O Varyag ainda estava sendo construído no estaleiro, e acabou ficando para a Ucrânia.
Alguns anos depois, um empresário de Hong Kong comprou a sucata do Varyag, com o intuito de construir um cassino e hotel temáticos flutuantes — como já existe na China, com outro porta-aviões soviético aposentado.
No entanto, alguns anos depois, a China aparece com seu primeiro porta-aviões, o Liaoning – e sim, esse foi o navio comprado para ser um cassino.
O Liaoning foi lançado em 2012, e ainda não está operacional, pois está realizando testes no mar. Além disso, a belonave é muito velha e cheia de problemas, e analistas militares acreditam que o navio seja apenas um “teste” para os chineses aprenderem e aprimorarem as técnicas de operação de um porta aviões.
Existem reportes de que a China está planejando construir 3 grupos de batalha – cada grupo possui um porta aviões – e os aprendizados obtidos com o Liaoning serão utilizados na construção de navios modernos e mais confiáveis.

Mísseis anti-satélite
Como o nome diz, esses são mísseis que destroem satélites. Boa parte do poderio bélico americano depende do GPS, e a China sabe disso.
Em janeiro de 2007, o país destruiu um de seus próprios satélites para testar sua nova arma, que foi um sucesso. Depois disso, a China fez várias outras destruições no espaço.
No caso de uma guerra, essa seria uma séria ameaça aos EUA, já que a constelação de satélites que formam o GPS são altamente vulneráveis a essas armas – e não tem como criar um sistema de defesa.
Com a destruição do GPS, boa parte do mundo viraria um caos. O pessoal que usa o app Runtastic não ia mais poder calcular a distância percorrida, nem o Waze conseguiria te levar a diferentes lugares em grande parte dos smartphones hoje disponíveis no mercado. E os chineses possuem seu próprio sistema de posicionamento global, o BeiDou, também chamado de COMPASS, então o GPS é o de menos para eles.
Mísseis balísticos intercontinentais
Os ICBMs aterrorizaram o mundo durante a Guerra Fria, já que tanto a União Soviética quanto os EUA possuíam arsenais imensos, e esses mísseis percorrem distâncias enormes – intercontinentais – podendo chegar a qualquer parte do mundo.
A China não quis ficar para trás, e vem investindo muito dinheiro para construir um arsenal de ICBMs com os mais variados alcances.
Em agosto desse ano, o país testou o Dong Feng-5A (DF-5A), que possui um alcance de 13 mil km, e pode acertar os EUA. A China também desenvolveu o Dong Feng-41, que pode alterar o balanço de poder na região, já que é capaz de carregar 10 ogivas nucleares a uma distância de até 12 mil km, apresentando uma séria ameaça aos EUA no caso de um conflito, além de inibir possíveis ações americanas na região.
Os mísseis DF-5A e 41 são estacionários, ou seja, são lançados de uma base fixa, provavelmente silos, que são vulneráveis a ataques. Mas a China também tem, em seu arsenal, ICBMs móveis, que podem ser levados a qualquer lugar na carroceria de caminhões.
Esse é o Dong Feng-31A, que tem um alcance também de 12 mil km, podendo atingir os EUA ou Europa facilmente. Além disso, eles podem, futuramente, ser colocados nos submarinos balísticos, os boomers. Com isso, mesmo após um troca troca de bombas atômicas, a China teria a capacidade de retaliar.
Ataques cibernéticos
Um dos ativos mais importantes e valiosos das Forças Armadas chinesas é seu exército de hackers, que vivem invadindo sistemas de empresas de defesa ao redor do mundo, roubando segredos militares.
Os hackers chineses já roubaram dados de muitos projetos vitais, como o caça F-35, o avião de reconhecimento naval P-8, o helicóptero Black Hawk, mísseis balísticos, e mais recentemente, a série de navios mais moderna dos EUA, chamada de Littoral Combat Ship, composta por duas classes.
E não só os EUA são alvos dos chineses. Entre 2011 e 2012, eles tentaram roubar informações sobre o Iron Dome, o sistema de defesa anti-misseis de Israel, que protege o país contra a enxurrada de mísseis que palestinos e terroristas lançam por lá.
Além de alvos militares, os chineses também roubam dados de grandes empresas mundiais rotineiramente, causando danos consideráveis na economia.
Drone de combate Sharp Sword (espada afiada)
Em novembro de 2013, a China completou o primeiro teste de voo do Sharp Sword, um drone de ataque invisível ao radar (stealth). Com esse voo, a China se uniu a um seleto grupo composto por EUA, França e Inglaterra, que são os únicos países com tal capacidade.
Um drone de combate invisível ao radar é uma ameaça seríssima aos países vizinhos, por sua capacidade de atacar sem detecção. No entanto, o modelo chinês ainda está no estágio inicial do seu desenvolvimento.
Só que a China possui, ainda, uma enorme frota de outros drones, desde pequenos aviões táticos, até modelos maiores, que se parecem muito com os americanos Reaper e Predator.
As forças armadas chinesas estão entre as maiores do mundo, quantitativamente. No entanto, até poucos anos, elas ficavam para trás em qualidade, uma realidade que o país tem investido pesadamente para mudar. A maioria dos equipamentos listados aqui ainda está em fase de desenvolvimento e testes, mas mostra a capacidade dos chineses, que estão cada vez mais independentes de ajuda externa, principalmente da Rússia.
Big Bang é recriado em laboratório por acidente
Pesquisadores da Universidade da Flórida Central (EUA) dizem ter descoberto, acidentalmente, as condições necessárias para a explosão do Big Bang ocorrer.
A surpresa
O Big Bang é a teoria mais aceita sobre a origem do universo. Ainda assim, os cientistas não sabem explicar exatamente como essa explosão inicial foi possível, ou o que a teria desencadeado.
No novo estudo, os pesquisadores estavam testando métodos para produzir propulsão a jato hipersônica em laboratório quando notaram que uma chama passiva poderia acelerar e explodir sozinha.
“Exploramos essas reações supersônicas de propulsão e, como resultado, encontramos um mecanismo que parecia muito interessante. Quando começamos a nos aprofundar, percebemos que era relacionado a algo tão profundo quanto a origem do universo”, disse Kareem Ahmed, professor do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da Universidade, em um comunicado à imprensa.
Ao que tudo indica, tudo que é preciso é turbulência para que uma pequena chama passiva (como a de uma vela) acelere e exploda por conta própria.
O experimento
Para entender melhor a reação, a equipe de cientistas resolveu criar um pequeno tubo de apenas alguns centímetros que induz turbulência. Dentro dele, uma “chama simplificada” foi capaz de acelerar a cinco vezes a velocidade do som.
Durante o experimento, os pesquisadores observaram diversos “Pequenos Bangs”, ou seja, explosões que podem ser iguais – embora em menor escala – ao Big Bang.
Essa pode ser uma nova teoria sobre o que teria “precedido” a origem do universo, se é que algo a precedeu, uma questão ainda em aberto na ciência.
Além disso, as descobertas têm aplicações potenciais em viagens aéreas e espaciais.
Fonte: Science

14.344 – Darwin – Cientistas não são Santos


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Muito se fala a respeito da brilhante teoria da evolução das espécies formulada pelas observações do naturalista inglês Charles Darwin, mas não tanto se sabe a respeito da vida íntima dessa figura que moldou boa parte do meio de pensar da comunidade científica atual. Lotado de polêmicas, Darwin foi uma figura ímpar também em sua intimidade.
Charles era uma pessoa extremamente pragmática, acostumada com a forma como a natureza funcionava gostava de analisar as coisas de maneira fria. Pelos seus 30 anos, decidiu que era a melhor hora para se casar e escolheu ninguém menos que Emma Wedgwood, sua prima de primeiro grau.
Casamento com a prima
Um ano mais velha que ele, pareceu a escolha mais sensata, uma vez que era a pessoa a quem tinha mais afeto e o incesto nesse nível — algo que não era tão incomum assim na Europa. Tanto que, na família de Emma, quatro dos irmãos dela haviam se casado com outros primos, e foi visto como um motivo de comemoração a união do casal.
Somente uma pessoa da família foi contra, o primo Francis Galton, que desenvolvia pesquisas sobre os perigos de relações intrafamiliares e incestuosas. Apesar da estranha união, o casal era bastante harmonioso, uma vez que Darwin — focado na ciência — não questionava a religiosidade de sua mulher.
O que encantou Emma a respeito de seu noivo, inclusive, era a transparência com que agia e a de suas ideias, “cada palavra expressa seus pensamentos reais”, dizia. Darwin, por sua vez, acreditava que a esposa conseguia tirar o melhor do que ele tinha como pessoa, e que existia felicidade além construir teorias.

Filhos
Porém, o amor que sentiam um pelo outro não era capaz de passar pelo empecilho que era a relação familiar de primeiro grau. O casal chegou a ter 10 filhos ao longo da vida, de todos esses, três morreram ainda na infância.
O restante viveu com graves problemas de saúde, sendo que três acabaram por serem supostamente inférteis. Charles percebeu o erro que cometeu ao ter filhos com alguém de sua própria família, endossando as teorias de seu primo Galton, muito por conta das condições lamentáveis de saúde de seus filhos Henrietta, que vivia de cama por problemas digestivos; Horace e Elizabeth, que convulsionavam com frequência e, Charles Júnior, que faleceu criança.
Darwin sofria com alguns problemas graves de saúde, por meio destes problemas ele tinha certeza que a desgraça de seus filhos era causada por conta de seus genes — o que, por um lado, estava correto.
Ao longo de sua vida, Charles sofreu com alguns ataques em seu miocárdio, seus problemas cardíacos traziam consigo desconfortos estomacais e náuseas. Conviveu com elas até o sofrido fim de sua vida, aos 73 anos, mas não existe consenso a respeito do que teria, de fato, causado sua morte.

Morte misteriosa
É mais comumente aceito entre historiadores e biógrafos do pai da evolução que Darwin teria morrido em sua residência na Inglaterra por conta de um ataque cardíaco fulminante, em 1882. De fato, a morte foi causada por um problema em seu coração, mas muitos acreditam que Charles possa ter sido vítima da doença de Chagas.
O naturalista teria adquirido a patologia por meio da picada do mosquito barbeiro enquanto estava na Argentina, em 1834 (quase 50 anos antes de sua morte). A doença não era conhecida naquele tempo, e os sintomas que apresentou ao final da vida são grandes indicativos de que teria a contraído.
Os sintomas podem começar a se manifestar até 20 anos depois de ter sido contraído, o que também condiz com o tempo passado desde suas viagens ao sul do trópico até o momento que começou a sofrer de complicações cardíacas, já mais velho.
Independente da causa, a morte do naturalista foi extremamente sentida, tanto que Charles Darwin é uma das únicas cinco pessoas não pertencentes à realeza que foram enterradas na Abadia de Westminster, ao lado de Isaac Newton e John Herschel — astrônomo notório.

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14.343 – Cinema – Charles Chaplin


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Sir Charles Spencer Chaplin KBE (Inglaterra, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977) foi um ator, diretor, compositor, roteirista, produtor e editor britânico. Chaplin foi um dos atores da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. É bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.
Influenciado pelo trabalho dos antecessores – o comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith Luís e Auguste Lumière – e compartilhando o trabalho com Douglas Fairbanks e Mary Pickford, foi influenciado pela mímica, pantomima e o gênero pastelão e influenciou uma enorme equipe de comediantes e cineastas como Federico Fellini, Os Três Patetas, Peter Sellers, Milton Berle, Marcel Marceau, Jacques Tati, Rowan Atkinson, Johnny Depp, Michael Jackson, Sacha Baron Cohen, Harold Lloyd, Buster Keaton, Roberto Gomes Bolaños (o “Chaves”), Renato Aragão (o “Didi Mocó”) e outros diretores e comediantes. É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos “pais do cinema”, junto com os Irmãos Lumière, Georges Méliès e D.W. Griffith.
Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido como Carlitos ou “O Vagabundo” no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e – sua marca pessoal – um pequeno bigode-de-broxa.
Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.
Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).
A primeira turnê de Chaplin aos Estados Unidos com o trupe de Fred Karno ocorreu durante 1910 até 1912. Após cinco meses de volta na Inglaterra, ele retorna aos Estados Unidos em uma segunda turnê com o trupe de Karno, chegando novamente nos Estados Unidos em 2 de outubro de 1912. Na Companhia de Karno estava Arthur Stanley Jefferson, que posteriormente ficaria conhecido como Stan Laurel. Chaplin e Laurel dividiam um quarto em uma pensão. Stan Laurel retornou à Inglaterra, mas Chaplin manteve-se nos Estados Unidos. No final de 1913, a atuação de Chaplin foi eventualmente vista por Mack Sennett, Mabel Normand, Minta Durfee e Fatty Arbuckle. Sennett o contratou para seu estúdio, a Keystone Film Company, pois precisavam de um substituto para Ford Sterling.
Foi no estúdio Keystone onde Chaplin desenvolveu seu principal e mais conhecido personagem: O Vagabundo (conhecido como Charlot na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, Carlitos no Brasil e na Argentina, e Der Vagabund na Alemanha). O Vagabundo é um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro; aparece sempre vestindo um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, e um chapéu-coco; carrega uma bengala de bambu; e possui um pequeno bigode-de-broxa. O público viu o personagem pela primeira vez no segundo filme de Chaplin, Kid Auto Races at Venice, lançado em 7 de fevereiro de 1914. No entanto, ele já havia criado o visual do personagem para o filme Mabel’s Strange Predicament, produzido alguns dias antes, porém lançado mais tarde, em 9 de fevereiro de 1914.
Visto que grupos de imigrantes chegavam constantemente na América, os filmes mudos foram capazes de atravessar todas as barreiras de linguagem, sendo compreendidos por todos os níveis da Torre de Babel americana, simplesmente devido ao fato de serem mudos. Nesse contexto, Chaplin foi emergindo e tornando-se o exponente máximo do cinema mudo.
Em 1919, Chaplin co-fundou a distribuidora United Artists junto com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, todos tentando escapar da crescente consolidação de poder dos distribuidores e financiadores de filmes durante o desenvolvimento de Hollywood. Este movimento, junto com o controle total da produção de seus filmes no seu próprio estúdio, assegurou a independência de Chaplin como cineasta. Ele trabalhou na administração da UA até o início da década de 1950. Todos os filmes de Chaplin distribuídos pela United Artists foram de longa-metragem, começando com o drama atípico A Woman of Paris (1923), em que Chaplin fez uma pequena ponta. A Woman of Paris foi seguido pelas clássicas comédias The Gold Rush (1925) e O Circo (1928).
Apesar dos filmes “falados” tornarem-se o modelo dominante logo após serem introduzidos em 1927, Chaplin resistiu a fazer um filme assim durante toda a década de 1930. Ele considerava o cinema uma arte essencialmente pantomímica.
Durante o avanço dos filmes sonoros, Chaplin produziu Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1936) antes de se converter ao cinema “falado”. Esses filmes foram essencialmente mudos, porém possuíam música sincronizada e efeitos sonoros. Indiscutivelmente, Luzes da Cidade contém o mais perfeito equilíbrio entre comédia e sentimentalismo. Em relação à última cena, o crítico James Agee escreveu na revista Life em 1949 que foi a “melhor atuação já registrada em celulóide”. Apesar de Tempos Modernos ser um filme mudo, ele contém falas — geralmente provenientes de objetos inanimados, como rádios ou monitores de televisão. Isto foi feito para ajudar o público da década de 1930, que já estava fora do hábito de assistir a filmes mudos. Além disso, Tempos Modernos foi o primeiro filme em que a voz de Chaplin é ouvida (no final do filme, a canção “Smile”, composta e cantada pelo próprio Chaplin num dueto com Paulette Goddard). No entanto, para a maioria dos espectadores, este ainda é considerado um filme mudo — e o fim de uma era.
O primeiro filme falado de Chaplin, O Grande Ditador (1940), foi um ato de rebeldia contra o ditador alemão Adolf Hitler e o nazismo, e foi lançado nos Estados Unidos um ano antes do país abandonar sua política de neutralidade e entrar na Segunda Guerra Mundial. Chaplin interpretou o papel de Adenoid Hynkel, ditador da “Tomânia”, claramente baseado em Hitler e, atuando em um papel duplo, também interpretou um barbeiro judeu perseguido frequentemente por nazistas, o qual é fisicamente semelhante ao Vagabundo. O filme também contou com a participação do comediante Jack Oakie no papel de Benzino Napaloni, ditador da “Bactéria”, uma sátira do ditador italiano Benito Mussolini e do fascismo; e de Paulette Goddard, no papel de uma mulher no gueto. O filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época, tanto pela sua ridicularização do nazismo quanto pela representação de personagens judeus ostensivos e de sua perseguição. Adicionalmente, O Grande Ditador foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Chaplin), Melhor Ator Coadjuvante (Oakie), Melhor Trilha Sonora (Meredith Willson) e Melhor Roteiro Original (Chaplin).

Técnicas de filmagem
Chaplin nunca explicou detalhadamente seus métodos de filmagem, alegando que tal coisa seria o mesmo que um mágico revelar seus truques. Na verdade, antes dele produzir filmes falados, começando com O Grande Ditador em 1940, Chaplin nunca começou a filmar a partir de um roteiro completo. O método que ele desenvolveu, visto que seu contrato com o Essanay Studios deu-lhe a liberdade de roteirizar e dirigir seus filmes, foi a partir de uma vaga premissa – por exemplo, “Carlitos entra em um spa” ou “Carlitos trabalha em uma loja de penhores”. Chaplin tinha cenários já construídos e trabalhava com seu elenco estático para improvisar piadas em torno das premissas, quase sempre pondo as ideias em prática na hora das filmagens. Enquanto algumas ideias eram aceitas e outras rejeitadas, uma estrutura narrativa começava a emergir, muitas vezes exigindo que Chaplin refilmasse uma cena já concluída que poderia ir contra o enredo.
Chaplin ficou conhecido por sua versatilidade nas artes, sendo que em Luzes da Ribalta, foi diretor, produtor, financiador, roteirista, músico, cinematógrafo, regente de orquestra e ator.
Alguns temas musicais de seus filmes como os de O Garoto, Luzes da Cidade, Tempos Modernos e Luzes da Ribalta são inesquecíveis. Ele era ator, músico, cineasta, produtor, empresário, escritor, poeta, dançarino, coreógrafo, humorista, mímico e regente de orquestra.
Durante a era de macarthismo, Chaplin foi acusado de “atividades anti-americanas” como um suposto comunista, e J. Edgar Hoover, que instruíra o FBI a manter extensos arquivos secretos sobre ele, tentou acabar com sua residência nos Estados Unidos. A pressão do FBI sobre Chaplin cresceu após sua campanha para uma segunda frente europeia na Segunda Guerra Mundial em 1942, e alcançou um nível crítico no final da década de 1940, quando ele lançou o filme de humor negro Monsieur Verdoux (1947), considerado uma crítica ao capitalismo. O filme foi mal recebido e boicotado em várias cidades dos Estados Unidos, obtendo, no entanto, um êxito maior na Europa, especialmente na França. Naquela época, o Congresso ameaçou chamá-lo para um interrogatório público. Isso nunca foi feito, provavelmente devido à possibilidade de Chaplin satirizar os investigadores.
Os últimos dois filmes de Chaplin foram produzidos em Londres: A King in New York (1957) no qual ele atuou, escreveu, dirigiu e produziu; e A Countess from Hong Kong (1967), que ele dirigiu, produziu e escreveu. O último filme foi estrelado por Sophia Loren e Marlon Brando, e Chaplin fez uma pequena ponta no papel de mordomo, sendo esta a sua última aparição nas telas. Ele também compôs a trilha sonora de ambos os filmes, assim como a canção-tema de A Countess from Hong Kong, “This is My Song”, cantada por Petula Clark, chegando a ser a canção mais popular do Reino Unido na época do lançamento do filme. Chaplin também produziu The Chaplin Revue, uma compilação de três filmes feitos durante seu período de parceria com a First National: A Dog’s Life (1918), Shoulder Arms (1918) e The Pilgrim (1923), para os quais ele compôs a trilha sonora e gravou uma narração introdutória. Adicionalmente, Chaplin escreveu sua autobiografia entre 1959 e 1963, intitulada Minha Vida, sendo publicada em 1964. Chaplin planejara um filme intitulado The Freak, que seria estrelado por sua filha, Victoria, no papel de um anjo. Segundo Chaplin, ele havia concluído o roteiro em 1969 e foram feitos alguns ensaios de pré-produção, mas foram interrompidos quando Victoria se casou. Além disso, sua saúde declinou constantemente na década de 1970, prejudicando todas as esperanças do filme ser produzido.
Morte
Túmulos de Chaplin (à direita) e Oona O’Neill no Cemitério de Coursier-Sur-Vevey, em Vaud, Suíça.
A saúde de Chaplin começou a declinar lentamente no final da década de 1960, após a conclusão do filme A Countess from Hong Kong, e mais rapidamente após receber seu Oscar Honorário em 1972. Por volta de 1977, já tinha dificuldade para falar, e começou a usar uma cadeira de rodas. Chaplin morreu dormindo aos 88 anos de idade em consequência de um derrame cerebral, no Dia de Natal de 1977 em Corsier-sur-Vevey, Vaud, Suíça, fez-se um pequeno funeral anglicano privativo dois dias depois, como era de seus desejos, e foi enterrado no cemitério comunal.
No dia 1º de março de 1978, seu cadáver foi roubado da sepultura, com caixão e tudo, por dois imigrantes desempregados – o polonês Roman Wardas e o búlgaro Gantcho Ganev – na tentativa de extorquir dinheiro de sua viúva Oona O’Neill.
Dois meses depois, uma grande operação policial capturou os dois criminosos, o caixão foi encontrado enterrado num campo em Noville, um vilarejo próximo, perto do Lago Léman, e novamente enterrado em Corsier-sur-Vevey, mas desta vez a família mandou fazer um tampão de concreto de 6 pés (1,80 metro) de espessura protegendo o caixão do cineasta, para evitar novos problemas. No mesmo cemitério, há uma estátua de Chaplin em sua homenagem.
Em 1991, sua quarta e última esposa, Oona O’Neill, faleceu e foi sepultada ao lado do cineasta.
Em 1972, Chaplin ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme Luzes da Ribalta, de 1952, que também foi um grande sucesso. O filme foi co-estrelado por Claire Bloom e também contou com a participação de Buster Keaton, sendo esta a única vez em que os dois grandes comediantes apareceram juntos. Devido às perseguições políticas contra Chaplin, o filme não chegou a ser exibido durante uma única semana em Los Angeles quando foi originalmente lançado. Este critério de nomeação era desconsiderado até 1972.
Chaplin também foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator em O Grande Ditador em 1940, e novamente por Melhor Roteiro Original em Monsieur Verdoux em 1948. Durante seus anos ativos como cineasta, Chaplin expressava desprezo pelos Oscars; seu filho descreve que ele provocou a ira da Academia ao deixar seu Oscar de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. Isto talvez explique porque Luzes da Cidade e Tempos Modernos, considerados por várias enquetes como dois dos melhores filmes de todos os tempos, nunca foram indicados a um único Oscar.

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Relacionamentos amorosos e casamentos
Em 23 de outubro de 1918, Chaplin casou-se aos 28 anos de idade com Mildred Harris, que tinha então 16 anos. Tiveram um filho nascido deformado, que morreu três dias após o nascimento. Divorciaram-se em 1920 por conta de tudo que sofreram pelo filho.
Mais tarde, Chaplin namorou por anos Peggy Hopkins Joyce. O relacionamento que teve com Joyce inspirou Chaplin a fazer o filme Uma mulher de Paris.
Aos 35 e sozinho, apaixonou-se por Lita Grey, que tinha apenas 16 anos, durante as preparações de The Gold Rush. Mesmo ela sendo muito jovem, casaram-se em 26 de Novembro de 1924, no México, quando ela ficou grávida. Tiveram dois filhos, Charles Chaplin Júnior e Sydney. Divorciaram-se em 1926, por causa de brigas. Nessa época a fortuna de Chaplin chegou a incríveis 825 000 dólares.
Passado os anos, Chaplin casou-se secretamente aos 47 anos com Paulette Goddard, de 25 anos, em Junho de 1936. Depois de alguns anos felizes, este casamento também terminou em divórcio, em 1942, devido a problemas conjugais.
Após a separação, Chaplin namorou Joan Barry, atriz de 22 anos. Esta relação durou anos e terminou quando Barry começou a perturbá-lo, pois ele não a quis mais e ela constantemente perseguia-o com ciúmes. Em Maio de 1943, ela informou a Chaplin que estava grávida e exigiu que ele assumisse a paternidade. Ele tinha certeza que não era o pai, pois ela teve outros homens durante a separação. Então, exames comprovaram que Chaplin não era o pai, porém na época, os exames não eram muito válidos e a lei exigia que, por ele ter sido o último parceiro com quem ela apareceu em público, a lei entendia que mesmo ele não sendo o pai biológico, teria que assumir a paternidade, mesmo sem ser no cartório, e ele foi obrigado a custear as despesas da criança e se viu forçado a pagar 75 dólares por semana até que o filho completasse 21 anos.
Tempos depois, conheceu Oona O’Neill, filha do dramaturgo Eugene O’Neill. Se apaixonaram rapidamente e casaram-se em 16 de Junho de 1943. Ele tinha 54 anos enquanto ela somente 18, mas a enorme diferença de idade não influenciou em nada o bom relacionamento. Este casamento foi longo e feliz. Oona, mesmo sendo ainda muito jovem, deu oito filhos a Charlie, o que o deixou em completa felicidade. O amor era tão grande que Charlie ficou com ela até sua morte, e Oona cuidou dele no fim de sua vida.
No dia 4 de março, com 85 anos, foi nomeado Cavaleiro Comandante do Império Britânico (KBE) pela Rainha Elizabeth II. A honra foi proposta originalmente em 1931, mas não foi realizada devido à controvérsia de Chaplin não ter servido na Primeira Guerra Mundial. O título de cavaleiro foi proposto novamente em 1956, mas foi vetado pelo então governo conservador com receio de prejudicar sua relação com os Estados Unidos no auge da Guerra Fria e na invasão de Suez planejada para aquele ano.
Apesar de ser batizado pela Igreja da Inglaterra, Chaplin sempre declarou-se agnóstico. Entretanto, algumas de suas frases e pensamentos citam “Deus”, embora pelo conceito hermético, admitem-se as citações como uma metáfora aludindo à potencialidade divina de cada indivíduo – sobretudo por ter declarado publicamente em diversos momentos não seguir alguma religião.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Chaplin foi criticado pela imprensa britânica por não ter se alistado ao exército. Na verdade, ele se apresentou ao serviço militar, mas foi recusado por estar abaixo da altura e peso exigidos para alistamento. Chaplin levantou fundos substanciais durante a época de venda de bônus de guerra, não só discursando publicamente em comícios, mas também ao produzir, com seu próprio orçamento, The Bond, um filme-propaganda de comédia usado em 1918. A persistente controvérsia provavelmente impediu Chaplin de receber o título de cavaleiro em 1930.
O Vagabundo é provavelmente o personagem mais imitado em todos os níveis de entretenimento.
De 1917 a 1918, o ator de cinema mudo Billy West fez mais de 20 filmes imitando meticulosamente O Vagabundo, com maquiagem e figurino.
No filme indiano Punnagai Mannan, Kamal Haasan inspirou-se em Chaplin para construir o personagem “Chaplin Chellappa”.
Em 1985, Chaplin foi homenageado com sua imagem em um selo postal do Reino Unido, e em 1994 ele apareceu em um selo dos Estados Unidos, desenhado por caricaturista Al Hirschfeld.
Na década de 1980, a IBM produziu uma série de comerciais com um imitador de Chaplin para divulgação de seus computadores.
John Woo dirigiu uma paródia do filme The Kid, intitulado Hua ji shi dai (1981), também conhecido como Laughing Times.
O asteróide 3623 Chaplin, descoberto pela astrônoma soviética Lyudmila Georgievna Karachkina em 1981, foi batizado em homenagem a Chaplin.

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Em 1992, foi feito um filme sobre a vida de Charlie Chaplin, intitulado Chaplin, dirigido por Richard Attenborough e estrelado por Robert Downey Jr. e Geraldine Chaplin, a filha de Chaplin na vida real, interpretando sua própria avó. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator (Downey Jr.), Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.
Em 2001, o comediante britânico Eddie Izzard interpretou Chaplin no filme The Cat’s Meow, de Peter Bogdanovich, que especula sobre o caso ainda não resolvido da morte do produtor cinematográfico Thomas Ince durante uma festa em um iate bancada por William Randolph Hearst, na qual Chaplin era um dos convidados.

 

14.342 – História – O Dinheiro Falso de Hitler


dinheiro de hitler
Um plano mirabolante arquitetado silenciosamente durante as primeiras semanas da Segunda Guerra Mundial pretendia arruinar a economia inglesa. A ideia era espalhar pelo Reino Unido milhões de libras falsificadas. O enredo do esquema pouco conhecido, narrado em Os Falsários de Hitler, do jornalista americano Lawrence Malkin, lembra uma obra de ficção. Mas o autor garante: é tudo verdade.
O plano inicial era espalhar uma quantidade de notas falsas equivalente a 30% da moeda em circulação. Além dos próprios nazistas, a sabotagem aprovada por Adolf Hitler foi protagonizada por prisioneiros judeus, banqueiros, especialistas em lavagem de dinheiro, investigadores e, como o autor descreve, “patifes em geral”. Para os judeus, a missão representou uma pausa no caminho à câmara de gás. O sucesso ou o fracasso dela, porém, trazia de volta a dúvida quanto ao próprio destino.
O oficial Bernhard Krueger, que comandava a operação, logo localizou nos arquivos criminais o falsário ideal, Salomon Smolianoff – o sujeito teria falsificado dinheiro na prisão com uma chapa de gravação escondida no sapato. Para sorte dos nazistas, ele era judeu e estava em um campo de concentração. Sob direção especializada, a mão-de-obra judaica fez a indústria funcionar durante toda a guerra.
Após o conflito, Smolianoff tentou manter-se na atividade. Viveu em Roma, onde se casou, até que a policia italiana começou a investigar dólares falsos que circulavam no mercado negro. Em 1947, veio para a América do Sul e, em 1955, estabeleceu residência definitiva em Porto Alegre, no Brasil. Ao que tudo indica, aqui montou uma fábrica de brinquedos e viveu honestamente. O ofício criminoso já estava comprometido pelo mal de Parkinson, doença que o matou em 1977.
O livro tem o mérito de desvelar um episódio pouco conhecido dos tempos do nazismo. “É a história da maior operação de falsificação de dinheiro em tempos de guerra”, afirma Malkin. “Mas também da luta silenciosa pela sobrevivência individual travada pelos judeus, vítimas do maior tirano de todos os tempos.”

14.341 – A Torre Eiffel


torre eiffel
A Famosa torre está localizada no Campo de Marte (Champ de Mars), em Paris, França.
O monumento tornou-se um ícone da cidade, do país e da Europa, o qual recebe milhões de visitantes todos os anos.
A Torre Eiffel foi construída para o evento “Exibição Universal” (Exposition Universelle) que ocorreu em 1889 em Paris. O evento foi realizado no centenário da Revolução Francesa (1789).
Por meio de uma competição desenvolvida pelo governo francês, diversos engenheiros e arquitetos apresentaram seus projetos.
Por fim, ela foi projetada pelo engenheiro francês Gustave Eiffel (1832-1927) e sua construção levou cerca de dois anos.
Em estilo Art Nouveau, ela foi feita em ferro e inaugurada em 31 de março de 1889. A “Exibição Universal” contou com 2 milhões de visitantes aproximadamente.
Curioso notar que a ideia inicial era ser desmontada após o final do evento. Entretanto, ela permanece até hoje no local.
Já no primeiro nível da torre vê-se grande parte da cidade. Dentro, podemos encontrar lojas, sanitários, restaurante, cafés, etc.

Curiosidades sobre a Torre Eiffel
A Torre Eiffel tem 324 metros de altura e possui três níveis.
A Torre Eiffel é a estrutura mais alta de Paris e a segunda da França. Fica atrás do viaduto Millau, com 343 metros.
Até 1930, a Torre Eiffel era a mais alta estrutura do mundo.
Ela é o monumento pago mais visitado do mundo.
No verão, a torre fica cerca de 15 centímetros mais alta devido a dilatação do ferro.
Sua estrutura apresenta mais de 15 mil peças em ferro e 2,5 milhões de parafusos. Seu peso ultrapassa 10 mil toneladas.
Quando foi inaugurada, os visitantes subiam 1700 degraus até o ponto mais alto da torre. Hoje em dia, ela possui um elevador.
Gustave Eiffel, o engenheiro responsável pela construção da torre, também participou do projeto da Estátua da Liberdade em Nova York, Estados Unidos, e da Ponte Maria Pia, no Porto, Portugal.
Há diversas réplicas da Torre Eiffel pelo mundo: Las Vegas (Estados Unidos), Sucre (Bolívia), Tóquio (Japão), Hangshou (China), Urais (Rússia), Calcutá (Índia), Naqura (Líbano).

14.340 – O que são Neutrinos?


neutrinos gráfico
Trata-se de partículas subatômicas de massa infinitesimal e carga elétrica nula. Depois dos fótons, eles são o tipo de partícula mais abundante no universo.
Neutrinos são partículas neutras, ou seja, sem carga elétrica, extremamente pequenas e com massa tão insignificante que após sua descoberta acreditou-se que não possuíam massa. Devido a essas características, os neutrinos dificilmente interagem com a matéria. Isso os torna muito difícil de detectar.
Os Neutrinos foram previstos por Wolfigang Pauli, pois a energia liberada em certas reações era menor do a que teoria mostrava. Deveria então haver uma partícula neutra com a energia que faltava sendo liberada durante essas reações. Em 1956 os neutrinos foram finalmente detectados por Frederick Reines (1918-1998) e Clyde L. Cowan Jr (1919-1974), emitidos de um reator nuclear. Mas, como detectar um Neutrino? Para detectar um Neutrino são necessários enormes reservatórios de substâncias que produzam alguma reação detectável. No experimento de Clyde e Reines foi usado um grande tanque contendo uma solução aquosa de cloreto de cádmio. Quando os neutrinos vindos de um reator nuclear próximo reagissem com alguma partícula produziriam luz. Detectores especiais envolvendo o tanque captariam a fraca luminosidade produzida pelo choque.
Em outra experiência no ano 1968, Raymond Davis Jr. (1914-2006) e seus colaboradores decidiram detectar estes neutrinos colocando um tanque com 600 toneladas (378 000 litros) de percloroetileno (C2Cl4), no fundo de uma mina de ouro a 1500m de profundidade. Como aproximadamente um quarto dos átomos de cloro está no isótopo 37, ele calculou que dos 100 bilhões de neutrinos solares que atravessam a Terra por segundo, alguns ocasionalmente interagiriam com um átomo de cloro, transformando-o em um átomo de argônio. Como o argônio37 produzido é radiotivo, é possível isolar e detectar estes poucos átomos de argônio dos mais de 1030 (1 seguido de 30 zeros) átomos de cloro no tanque. Periodicamente o número de átomos de argônio no tanque seria medido, determinando o fluxo de neutrinos.

Com o desenvolvimento dos aceleradores, muitas partículas foram descobertas pelos físicos. Para organizar todo o conhecimento produzido foi criado o Modelo Padrão. Segundo ele existe um grupo formado de 6 partículas chamadas de léptons. Elas são: o elétron (e); o muon (m), mais pesado que o elétron; e o tau (t), ainda mais pesado que o muon. Esses três léptons são partículas eletricamente negativas. E, para cada uma dessas partículas, existe um neutrino correspondente: o neutrino do elétron (ne), o neutrino do muon (nm); e o neutrino do tau (nt), em ordem de peso.
Uma grande fonte de neutrinos próxima de nós é Sol, onde ocorrem violentas reações nucleares o tempo todo. A partir da comprovação da existência dos neutrinos muitos cientistas se concentram em pesquisar aqueles que eram provenientes da nossa estrela. Esse interesse se deve ao fato dos neutrinos poderem atravessar todo o núcleo solar e chegar até a Terra. Desta forma, o estudo dos neutrinos solares poderia revelar informações sobre o interior do próprio Sol. Esse tipo de pesquisa revelou coisas importantes sobre os próprios neutrinos: ao longo da viagem até a terra eles oscilam entre os três diferentes tipos o neutrino do elétron, o neutrino do muon, e o neutrino do tau; Como consequência, se essas oscilações fossem verdadeiras, o neutrino possuiria massa.
Ainda pairam algumas dúvidas sobre as propriedades dos neutrinos e as investigações sobre esta diminuta partícula podem aumentar nosso conhecimento sobre o Sol, as estrelas e próprio Universo.

14.339 – Big Bang é recriado em laboratório por acidente


Pesquisadores da Universidade da Flórida Central (EUA) dizem ter descoberto, acidentalmente, as condições necessárias para a explosão do Big Bang ocorrer.
A surpresa
O Big Bang é a teoria mais aceita sobre a origem do universo. Ainda assim, os cientistas não sabem explicar exatamente como essa explosão inicial foi possível, ou o que a teria desencadeado.
No novo estudo, os pesquisadores estavam testando métodos para produzir propulsão a jato hipersônica em laboratório quando notaram que uma chama passiva poderia acelerar e explodir sozinha.
“Exploramos essas reações supersônicas de propulsão e, como resultado, encontramos um mecanismo que parecia muito interessante. Quando começamos a nos aprofundar, percebemos que era relacionado a algo tão profundo quanto a origem do universo”, disse Kareem Ahmed, professor do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da Universidade, em um comunicado à imprensa.
Ao que tudo indica, tudo que é preciso é turbulência para que uma pequena chama passiva (como a de uma vela) acelere e exploda por conta própria.
O experimento
Para entender melhor a reação, a equipe de cientistas resolveu criar um pequeno tubo de apenas alguns centímetros que induz turbulência. Dentro dele, uma “chama simplificada” foi capaz de acelerar a cinco vezes a velocidade do som.
Durante o experimento, os pesquisadores observaram diversos “Pequenos Bangs”, ou seja, explosões que podem ser iguais – embora em menor escala – ao Big Bang.
Essa pode ser uma nova teoria sobre o que teria “precedido” a origem do universo, se é que algo a precedeu, uma questão ainda em aberto na ciência.
Além disso, as descobertas têm aplicações potenciais em viagens aéreas e espaciais.
Fonte: Science