Bem Vindo a Este Vasto Universo: ☻Mega Arquivo


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      Em março de 2017 o ☻ Mega Arquivo completou seu 29º ano, tudo começou em 1988, com simples anotações em um caderno. Foram mais de 10 mil textos resumidos de conclusões de livros e artigos dos mais diversificados, além de algumas explanações próprias minhas. Aqui no WordPress em breve estaremos atingindo marcas impressionantes.

 

      Nossa meta ainda está longe de ser alcançada porque apesar dos meus esforços com a qualidade, quantidade e diversidade de assuntos, a repercussão na rede é ainda tímida.

 

      Deixe seu comentário pertinente no espaço reservado, de preferência em português. Comentários em inglês serão traduzidos e editados, comentários em outros idiomas ou sem sentido, serão descartados.

 

      A partir do post 10.000, o ☻ Mega Arquivo vai iniciar uma nova fase onde será reduzido o número de publicações, sem prejudicar a qualidade. Entendemos que já concluímos o nosso objetivo inicial e uma vez que precisamos de tempo para buscar fundos para manter o próprio site, então reduziremos as postagens.

Por Carlos Rossi

Se as pesquisas de aristóteles sobre animais marcavam o início de uma ciência autônoma entre os gregos, a descoberta de Pitágoras foi decisiva para o espírito científico grego e para toda a ciência ocidental. Depois de Einstein passamos a compreender melhor que todos os fenômenos físicos nada mais são que manifestações de uma energia idêntica e que a própria massa tem uma relação bem estreita com a energia; segundo a clássica fómula E=MC܆². Os grandes problemas que agitam a conciência humana não podem e nem poderão jamais ser resolvidos pela ciência, por exemplo, o problema das origens, do sentido da vida, da ação, da culpa, da salvação, do amor e das relações sociais, do sofrimento e da morte, os problemas do além, bem como do sentido absoluto da vida humana. Isso porque, quanto mais faltar uma base experimental, tanto mais impossível há de ser, pois a ciência é experimental. A psicologia e a sociologia, já adentraram também pelos domínios da ciência, inspirando-se em seus princípios básicos, em pressupostos filósofos e se dispersando em diversas escolas inconciliáveis. Se o mundo fosse totalmente absurdo, as leis cósmicas não significariam nenhum conhecimento apreciável; se o mundo não pudesse ser conhecido por via experimental, a ciência seria um jogo totalmente vão. Portanto são imensos os domínios que escapam à ciência.

O ☻ Mega não tem fins lucrativos, entretanto, se você simpatiza com a nossa causa e possui recurso financeiro, suas doações serão bem vindas.

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O Que é o Mega Arquivo?


Depois da descoberta do fogo e da roda, o desenvolvimento da escrita, cuja origem exata é misteriosa, foi uma das mais preciosas tecnologias lançadas durante a evolução humana, através dela, o conhecimento é transmitido pelo mundo todo, de geração em geração. Os grandes cientistas morrem, completando o ciclo vital ao qual estamos submetidos, mas deixam um legado de conhecimento, para que outros que surgirão no futuro possam se basear. O Mega Arquivo tenta ao analisar fragmentos do conhecimento humano geral, montar um intricado quebra-cabeças de como funciona o universo em que vivemos, analisado a evolução geral do homem, suas invenções, seus engenhos e sua luta para prolongar seu tempo de vida através da Medicina e também, seu pouco desenvolvimento no campo social, na produção e justa distribuição de bens. O mundo capitalista ao qual boa parte da população mundial está submetida é apenas um pouco menos injusto que modelos econômicos da Idade Antiga ou Idade Média. Em compensação, houveram grandes avanços nos campos da química, física, medicina, engenharia e domínios de várias outras tecnologias então desconhecidas há uns poucos séculos atrás.

Quem é o autor do ☻Mega Arquivo?
Carlos Rossi, nascido em 1964 – Desde criança sempre fui um devorador de livros, em 1973 aos 9 anos, ganhei uma enciclopédia chamada Trópico, da extinta editora Martins Fontes, ela foi lida 25 vezes. Meu primeiro livro foi o Manual do Prof Pardal, era um livro infantil que falava de inventores e inventos, uma maneira criativa da editora Abril de despertar o interesse pela cultura nas crianças e comigo deu certo, despertando um apetite pelo conhecimento que estava adormecido no meu DNA. O primeiro manual Disney foi o do Escoteiro Mirim, também bastante rico culturalmente. Alguns anos depois me tornei um auto-didata que colecionava livros, paradidáticos e enciclopédias. Deles saíram a base do meu conhecimento. Comecei a escrever o Mega Arquivo em 1988, que foi inicialmente manuscrito, pois não possuía PC naquela época e nem se sonhava que um dia existiria algo como Internet. Fiquei perplexo quando em 1995, no programa do Jô, então no SBT, vi a apresentação de uma obra parecidíssima com a minha, “O Guia dos Curiosos”, por Marcelo Duarte, da Cia das Letras. Esse livro foi um sucesso de vendas nas livrarias, já que houve um melhor trabalho de divulgação e foi escrito por alguém que já era do meio jornalístico. Mesmo assim, continuei o meu trabalho e apresentei-o na mesma Cia das letras em 1999, que não o compreendeu. De lá para cá ele vem sendo periodicamente atualizado, mas a quantidade de textos que aqui foram enviados é apenas uma fração do projeto original.

Meu primeiro livro
Minha primeira enciclopédia

13.166 – Curiosidades – Por que o jogo da velha tem esse nome?


jogo da velha
Os primórdios do jogo remontam à Antiguidade, embora esse não fosse o nome usado naquela época. A expressão brasileira deriva de um costume de idosas britânicas.
No século 19, era comum as senhoras se reunirem para jogar noughts and crosses (zeros e cruzes) enquanto bordavam e conversavam. Foi assim que o passatempo virou “jogo das velhas” e depois simplificado para “jogo da velha”. Mas também pode chamar de cerquilha, jogo do galo ou tic-tac-toe.

13.165 – Por que no Brasil os gatos “têm” sete vidas e nos EUA, nove?


A expressão, que simboliza a forte imunidade e a agilidade dos bichanos, vem da cultura árabe, que influenciou Portugal e parou aqui.
As vidas extras dos gatos americanos também são coisa de colonizador. Um antigo mito de povos ancestrais dos ingleses refere-se a um gato que entrou numa casa com nove crianças e devorou nove peixes sobre a mesa. As crianças morreram de fome e o gato morreu por comer demais. Chegando ao paraíso, o gato foi punido: precisaria morrer nove vezes até poder entrar.

13.164 – Quantas igrejas de Nossa Senhora Aparecida existem no Brasil?


aparecida igreja
São 149 igrejas dedicadas à santa que representa Maria. A maioria, 104 delas, é nomeada Nossa Senhora Aparecida mesmo. Outras 14 são dedicadas a Nossa Senhora da Conceição Aparecida (versão estendida do nome da santa).
E há ainda outras variações: 13 delas estão registradas como “Aparecida de” algum lugar (Restinga, Taquaralto etc.) e nove são dedicadas a mais de um santo, como a Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Catarina de Sena.
Por fim, existem quatro congregações que estão no processo de se tornar paróquias, uma catedral, três santuários e uma Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida. Ave.

13.163 – Cabeça de porco é realmente proibida na linguiça?


porco
A proibição até existe, mas só se refere ao uso do cérebro e de glândulas – não só as da cabeça, mas do corpo todo – pela indústria de alimentos. O decreto federal que regulamenta isso é de 1952 e foi criado para evitar problemas de saúde decorrentes da manipulação de partes potencialmente infecciosas. Contudo, nada impede que a indústria brasileira exporte glândulas para mercados que permitam o processamento dessas partes.
Segundo Pedro Eduardo de Felício, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, “não há nada que iniba o uso das carnes da cabeça do porco em embutidos. E nem perigo à saúde quando ela é processada de modo correto. O que existe é uma normativa, desde 2000, que indica a porcentagem de matérias-primas para cada tipo de embutido.”
Inclusive, algumas partes da cabeça são consideradas iguarias gastronômicas. Na Itália, por exemplo, a carne da bochecha é curada no sal e na pimenta-do-reino para dar origem ao guanciale – um tipo de bacon não defumado.

13.162 – Museu do Coumputador – Micro Computador Expert MSX da Gradiente


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MSX foi o nome dado a uma arquitetura de microcomputadores pessoais criada no Japão em 1983, apresentada em 27 de junho do mesmo ano, e que definia um padrão para os desenvolvedores de hardware. Foi desenvolvido por Kazuhiko Nishi, vice-presidente da ASCII Corporation, empresa japonesa que era representante da Microsoft no Japão até 1986. Dessa forma, várias empresas de eletroeletrônicos poderiam produzir seus computadores, manter um mínimo de compatibilidade entre eles, e ainda assim diferenciá-los, adicionando recursos novos. Mas a compatibilidade com outros micros do padrão MSX seria mantida.
O significado da sigla é controverso. Faz parte da lenda que seu nome significa “MicroSoft eXtended”, visto que a Microsoft participou do desenvolvimento do micro, fazendo o BIOS, o interpretador BASIC (o MSX-BASIC, gravado em ROM) e o MSX-DOS 1. Em 2001, em visita a um encontro de usuários na Holanda (Países Baixos), Nishi afirmou numa palestra que MSX significa “Machine with Software eXchangeability”. Em outra conversa, o próprio criador afirmou que o nome significava naquela época Matsushita Sony X-power, visto que a Matsushita (National e Panasonic) e a Sony eram as empresas que mais apoiavam o padrão.
O padrão MSX fez sucesso na década de 1980 tanto no Brasil como no mundo (Japão, Países Baixos, Inglaterra, Coreia do Sul, Argentina, Rússia, Arábia Saudita, entre outros).
Muitos de seus usuários costumavam usá-lo apenas como um videogame de luxo, estereótipo este uma consequência da grande qualidade dos jogos disponíveis. Eles eram distribuídos por empresas como a Konami, Compile e outras, que se aproveitaram da capacidade gráfica e de som do MSX para produzir jogos muito mais atraentes que os encontrados nos videogames da época. Ainda assim serviu como base de estudo para muitos estudantes de informática e engenharia eletrônica, que desenvolveram nele projetos variados.
Expert XP-800
Este equipamento, lançado em 1985, foi claramente inspirado em outro MSX, o National CF-3000. O Expert contava com o teclado separado do gabinete. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor monocromático e um modem. Posteriormente foi lançada uma nova versão, a 1.1, com correções no teclado (acentuação), e tornou-se a mais popular de todas.
Uma nova versão, o Expert Plus (GPC-1), na cor preta, foi lançada em 1989, junto com o cartão de 80 colunas. No mesmo ano foi lançado também o Expert DD Plus, com um drive de disquete de 3 1/2 embutido no canto do gabinete. Apesar dos avanços, o Expert Plus/DD-Plus teve problemas de compatibilidade, mais pela falta de informação dos produtores de loaders de jogos, que não sabiam como carregar corretamente os seus jogos (apenas usando as páginas de RAM já comuns do Expert 1.1 e do Hotbit).
Haveria uma nova geração, com o VDP Yamaha V9978, mas o projeto foi cancelado, pois a única empresa que ainda fabricava equipamentos MSX (Panasonic) deixava a plataforma para se dedicar ao console de video-games 3DO Interactive Multiplayer. A Yamaha lançou um chip chamado Yamaha V9990, considerado uma variação do V9978, sendo utilizado no cartucho Graphics 9000.
Enquanto na Europa e Japão as versões se sucediam, no Brasil ficou-se estagnado na primeira versão do sistema. Contudo no final da década de 1980 surgiram kits de transformação para MSX 2.0 e MSX 2+, que ampliavam a memória para 256 KB e a VRAM para 128KB, além de algumas outras melhoras no sistema.
Ao longo do tempo surgiram diversos periféricos para MSX, ou adaptados para o MSX. No Brasil lançaram drives de 5 1/4 externos (360kB de capacidade) e posteriormente drives de 3 1/2 (720 kB de capacidade), expansões de memória (MegaRAM, MegaROM e memory maper), joysticks, expansores de slot e até mouses. Fora do Brasil lançaram CD-ROMs, tabletas gráficas, unidades digitalizadoras, mouses, teclados musicais, cartuchos que ampliavam a capacidade de áudio (MSX-Music, MSX-Audio, MoonSound), etc, para MSX.
O sistema foi descontinuado no final de 1993 pela Panasonic, que fabricava o Turbo-R.

13.161 – Sociologia – Unicef mostra círculo vicioso da pobreza no Brasil


sociologia
Cerca de 8.200 crianças nascem por dia no Brasil. Num país insistentemente desigual, cada um desses meninos e meninas já vem ao mundo com mais ou menos chances de superar a pobreza de acordo com sua etnia, a renda de sua família, a escolaridade de sua mãe e a região onde nasceu. O relatório Situação da Infância e Adolescência Brasileiras, lançado pelo Unicef traz dados sobre as diferenças de acesso a serviços de saúde e educação entre crianças pobres e ricas, que vivem em áreas rurais ou urbanas, que crescem no sul ou no norte do país e mostra como estes fatores determinam as oportunidades que aquele bebê, que acaba de nascer, terá na vida.
Desses 8.200 brasileiros que nascem por dia, cerca de 1.500 são da região nordeste. Cada uma deles terá um quarto da chance de completar o primeiro ano de vida dos nascidos no sul ou no sudeste. “Quase metade deles serão negros e terão duas vezes mais chance de não freqüentar o ensino fundamental, em comparação com as crianças brancas”, disse a representante do Unicef no Brasil, Reiko Niimi.
Os dados são fruto de uma tabulação especial da Amostra do Censo Demográfico 2000, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pedido do Unicef, e comprovam com números uma realidade bastante conhecida no país e que ficou ainda pior nos anos 90. Segundo o relatório, é esta a conclusão a que se chega quando a equidade de renda é analisada além da média nacional, com recortes como os feitos no documento.
Desigualdade histórica
Um dos grupos em situação história e persistente de desvantagem e vulnerabilidade é a população negra. A proporção de pessoas negras vivendo abaixo da linha da pobreza, em relação às pessoas brancas, passou de menos do que o dobro no começo da década para mais do que o dobro na segunda parte da década. O percentual de pobres nos grupos de crianças e adolescentes negros é maior (58%) do que nos grupos brancos e amarelos (33% e 24%, respectivamente). Isso significa que, no Brasil, uma criança ou um adolescente negro tem quase duas vezes mais chance de ser pobre que uma criança ou um adolescente branco.
Em relação ao percentual de crianças na fase de freqüentar o ensino fundamental, as iniqüidades também são significativas: 8,1% das crianças de cor negra contra 3,8% das crianças brancas fora da escola. As desigualdades persistem desde a fase de creche e pré-escola até o ensino médio e universitário.
Em todos os indicadores selecionados, as crianças e os adolescentes negros aparecem em situação mais desfavorável que os brancos. Comparativamente, eles têm duas vezes mais possibilidade de morar em domicílio sem abastecimento de água, duas vezes mais possibilidade de não freqüentar a escola (dos 7 aos14 anos) e três vezes mais chances de não serem alfabetizados.
Os dados apontam para um círculo vicioso em que a população negra está inserida. “Trata-se de um grupo imenso da população que se encontra na base da pirâmide social brasileira, em condições precárias de moradia e de acesso a bens e serviços, o que alimenta a falta de acesso a outras oportunidades”, diz o relatório.
Falta de escolaridade
O documento do Unicef também revela que o nível educacional da mãe tem impacto direto no status econômico da criança e do adolescente. Enquanto a média nacional é de 45% de crianças e adolescentes pobres, dentro do grupo daqueles com mães que não têm escolaridade ou têm menos de um ano de estudo, 76% são pobres. Entre os filhos de mães com 11 ou mais anos de estudo, esse percentual é de 11%. Isso significa que uma criança com mãe com baixa escolaridade tem sete vezes mais possibilidade de ser pobre que uma criança com mãe com alta escolaridade.
O impacto da baixa escolaridade da mãe também é evidenciado na situação da infra-estrutura domiciliar das crianças. Em termos de saneamento básico, aproximadamente 41,6% das crianças e dos adolescentes com mãe sem instrução vivem em domicílios sem acesso ao abastecimento de água ou esgoto.
E mães fora da escola significam, quase sempre, filhos fora da escola. O percentual de crianças fora da pré-escola aumenta com a queda da escolaridade da mãe: 56,8% das crianças em idade pré-escolar com mães sem instrução não freqüentam instituições de ensino. Esse percentual diminui para 16,9% quando a mãe tem 11 ou mais anos de estudo. Adolescentes com mães com baixa escolaridade têm mais de 23 vezes mais possibilidade de ser analfabetos do que adolescentes com mães com alta escolaridade.
Por isso o Unicef considera fundamental o investimento em políticas dirigidas a mulheres, pelos resultados que isso apresenta na melhoria da qualidade de vida das mesmas, na educação e qualidade de vida de seus filhos.
Dois “Brasis”
A pobreza infantil varia também de acordo com o local onde a criança e o adolescente vivem, já que a renda segue concentrada principalmente nos Estados do sudeste e sul. No Maranhão, 75% das crianças e dos adolescentes são pobres, contra 22% dos que moram em São Paulo. Crianças maranhenses têm, portanto, mais de três vezes mais possibilidade de ser pobres do que crianças paulistas.
O percentual de crianças e adolescentes vivendo em domicílios sem infra-estrutura adequada também tende a ser maior nos Estados do nordeste e norte e menor no sul e sudeste. No Acre, quase metade das crianças e dos adolescentes vive em domicílios sem acesso à água potável, contra 1,7% em São Paulo. Isso significa que as crianças que moram no Acre têm 29 vezes mais possibilidade de não ter abastecimento de água do que as crianças que moram em São Paulo. No Piauí, metade das crianças e adolescentes vive em domicílios sem acesso a saneamento adequado, contra 0,9% no Distrito Federal.
Comparativamente às demais crianças e adolescentes do país, aqueles que moram em Estados da região norte ou nordeste têm quatro vezes mais chances de morrer antes de completar um ano de idade e 16 vezes mais possibilidade de não ser alfabetizados.
“O projeto de Brasil previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente ainda está longe de ser uma realidade para os 61 milhões de crianças e adolescentes neste país”, disse Reiko Niimi. “O Brasil precisa reconhecer sua dívida e seu compromisso com cada um desses meninos e meninas. Não se pode esperar mais”, afirma.
Círculo vicioso
Crianças pobres estão inseridas em ciclos de pobreza e exclusão. Quando esse paradigma não é rompido, elas serão pais e mães de crianças também pobres. Assim, crianças mal nutridas crescem e se tornam mães mal nutridas que acabam dando à luz bebês com baixo peso; pais que carecem de acesso a informações cruciais tornam-se incapazes de alimentar e cuidar de suas crianças de forma saudável; e pais analfabetos têm mais dificuldades de ajudar no processo de aprendizagem de seus filhos.
“Para se transformar esse círculo negativo em positivo, a redução da iniquidade e da pobreza deve ter uma atenção maior para com a infância”, aponta o texto. Como recomendação, o documento acredita que o primeiro passo é o aumento dos investimentos públicos, principalmente do Estado, em áreas que afetam mais diretamente as crianças e adolescentes, como a saúde e a educação. “Atualmente, mesmo se os recursos disponíveis fossem canalizados para a infância e adolescência e para as áreas apontadas neste relatório, não seriam suficientes”.

13.160 – Record, SBT e RedeTV! não entram em acordo e anunciam saída da TV paga


Três das cinco maiores emissoras de TV do país, Record, SBT e RedeTV! anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão sair da TV paga na próxima semana porque não entraram num acordo.
Em mensagem que começou a ser veiculada nesta tarde, Record, SBT e RedeTV! informaram que a partir do dia 29 de março, quando o sinal analógico será desligado na Grande São Paulo, as três emissoras sairão do ar nas operadoras de TV paga NET, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky.
As redes afirmam que “estas empresas se recusam a negociar os direitos de transmissão, ao contrário do que já fazem com grupos estrangeiros e até com outras emissoras nacionais”, como é o caso da Globo, que já recebe por seu sinal digital.
Na mensagem, as três emissoras ainda dizem que “lamentam a falta de diálogo das operadoras, o que impediu um acordo que respeitasse o desejo do público brasileiro” (confira no final da publicação).
Em 2016, Record, SBT e RedeTV! criaram juntas a Simba, empresa responsável por negociar seus sinais com as operadoras de TV paga. A três redes se uniram após avaliarem que teriam maior poder de barganha se negociassem juntas. As emissoras estimam que o valor de seus sinais valem R$ 15,00 por assinante, o que daria cerca de R$ 3,5 bilhões brutos por ano.

13.159 – Tecnologia – Fim do sinal analógico em São Paulo


fim do sinal
Anatel confirma desligamento da TV analógica em São Paulo em 29 de março
O Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, confirmou data de desligamento da TV analógica na cidade de São Paulo e nos municípios do entorno.
Segundo Quadros, o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) não vai propor, ao Ministério das Comunicações, nenhuma mudança no cronograma de desligamento do sinal analógico na grande São Paulo.
“Os dados mostram que até a data do desligamento atingiremos o índice de 93% dos domicílios aptos a receberem o sinal digital. Não vai haver adiamento”, afirmou Quadros, que também presidente o Gired.
Ele destacou, porém, que o ato do desligamento precisa de uma portaria assinada pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovação, Gilberto Kassab.

Adiamento
As empresas de telefonia chegaram a pedir o adiamento do cronograma de desligamento na grande São Paulo e também em outras cidades. Quadros disse que o pedido referente a São Paulo já foi rejeitado, mas que os outros pedidos ainda serão analisados nas próximas reuniões do Gired.
De acordo com Quadros, uma pesquisa do Ibope mostrou que, se o sinal de TV analógico fosse desligado hoje na região, só 8% da população ficaria sem sinal digital. A pesquisa apontou que, atualmente, 86% dos domicílios já estão aptos par receber o sinal digital.
O Ministério prevê que, para o sinal ser desligado, 93% dos domicílios devem estar aptos a receber o sinal.
Com a confirmação da agência, a grande São Paulo deve ser a terceira região a desligar o sinal analógico. Já foram desligados os sinais na cidade de Rio Verde (GO) e no Distrito Federal.

Kit gratuito
Quadros destacou que só 20% das famílias que têm direito já receberam o kit gratuito para adequar o aparelho de televisão ao sinal digital. Ao todo, em São Paulo e nos municípios do entorno, devem ser entregues 1,870 milhão de kits. Na capital, o índice de entrega dos kits gratuitos é ainda menor: só 3%.
Têm direito aos kits beneficiários do Bolsa Família e do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). As inscrições para receber os kits de graça podem ser feitas pelo telefone 147 ou pelo site http://www.vocenatvdigital.com.br.

13.158 – Café pode entrar em extinção (?)


xicara vazia
Tomar um pingado vai ficar mais difícil. Tudo culpa do aquecimento global, que, segundo o Instituto Australiano do Clima, vai reduzir a área de cultivo do café pela metade até 2050.
A princípio não vai ser ruim para todo mundo: as plantações podem ficar mais produtivas em regiões como a África Oriental. Isso porque a concentração de CO2 aumenta e, como efeito imediato, turbina a produção vegetal.
Mas isso só vale para áreas em altitude suficiente para não sofrerem com o calor. Hoje em dia, a Tanzânia perde 140 kg de café por ano a cada 1 oC a mais no termômetro – o equivalente a mais de 12 mil xícaras.

13.157 – Por que a aliança de casamento é usada na mão esquerda?


aliança n é cotoco
Aliança não é cotoco

 

O costume surgiu na Grécia antiga, e bombou com os romanos.
Tudo porque acreditava-se que uma veia do dedo anelar esquerdo dava direto no coração – dado que a anatomia atual desmitificou. Era a vena amoris (“veia do amor” em latim).
Mas a convenção não é universal: cristãos ortodoxos, numerosos na Grécia e no leste europeu, usam a aliança na mão direita.

13.156 – Como surgiu o CPF? O primeiro documento foi o 000.000.000-1?


O primeiro Cadastro de Pessoas Físicas, o CPF, surgiu em 1968. Ele foi criado para reunir informações detalhadas sobre as pessoas físicas, obrigadas a apresentar declaração de rendimentos e bens.
E, não, o primeiro não era 000.000.000-1. Cada CPF é feito a partir de duas séries de números que codificam vários dados da pessoa, como a cidade em que vive. Combinadas, as séries geram um número único. A lógica usada permite que ele seja verificado como válido ou não automaticamente, por meio de uma fórmula.

Número incrível
180 milhões é o número de CPFs na base de dados da Receita Federal.
Outro dado relevante sem nenhuma ligação
180 milhões de dólares foram pagos pela tela As Mulheres de Argel, de Pablo Picasso, a mais cara já leiloada.

13.155 – Por que as medidas nos EUA são polegadas, jardas, milhas e libras? Isso só existe lá?


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Os americanos não vão com a cara do sistema métrico desde o século 19, principalmente para posar de país soberano, que não se submete a normas internacionais. Nessa época, o metro e o quilo foram até reconhecidos legalmente por lá, mas, na prática, a população não dá a mínima.
Em 1960, o Sistema Internacional de Medidas (SI), uma evolução do sistema métrico, foi adotado por centenas de países, mas os EUA continuaram com pés, milhas e outras unidades de medida, herdados da Inglaterra, que por sua vez os herdou de romanos e anglo-saxões.
Uma das justificativas para a não adesão dos EUA é o custo para a indústria se adaptar. Além dos States, só Libéria e Mianmar ainda não adotaram oficialmente o SI – e este último já está se preparando para fazê-lo.

13.154 – Por que tantos zíperes têm a inscrição YKK?


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A sigla é para Yoshida Kogyo Kabushikikaisha, algo como “Companhia Manufatureira Yoshida” em japonês.
O negócio bombou porque o fundador, seu Yoshida, criou máquinas exclusivas que turbinaram a produção. A YKK fabrica metade dos zíperes do mundo: 7,2 bilhões por ano.
Outros quase monopólios
LUXOTTICA
Fabrica Ray-ban, Oakley e 80% dos óculos de sol.
AB INBEV
Faz cinco das dez cervejas mais vendidas no mundo.
SHIMANO
Domina 50% do mercado mundial de peças de bike.

13.153 – Precisamos de uma polícia que nos proteja


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Sem polícia, é impossível construir um país decente. Mas tem que ser polícia mesmo
Temos alguns policiais bons. No geral, no País, esses bons policiais têm imensa dificuldade em lidar com a cultura da corporação. Acabam ficando deprimidos, uns escorregam no álcool ou em outras drogas, vários vão lentamente afrouxando a fibra moral. Alguns se suicidam, pela impossibilidade de conciliar o que eles acham certo com o que são obrigados a fazer todos os dias. Numa pesquisa com PMs do Estado do Rio, um a cada dez admitiu que já tentou se matar, um a cada cinco disse que pensava nisso.
Sem polícia, não é possível viver em paz na sociedade. Por mais rico e civilizado que seja um lugar, sempre haverá o perigo de alguém mau aparecer querendo lesar os outros – até o Éden precisa se precaver contra esse risco. O trabalho de polícia é um serviço público básico, que qualquer Estado digno de cobrar impostos tem a obrigação de prover.
Infelizmente, o Brasil não provê esse serviço, embora cobre impostos bem altos de seus cidadãos.
Gás lacrimogênio pode causar cegueira, aborto, colapso respiratório, além de ser fator de risco para doenças crônicas. Ainda assim, está longe de ser a pior coisa que pode acontecer a um brasileiro num encontro com a polícia.
A polícia daqui é uma das que mais matam no mundo – mais de 3 mil pessoas perdem a vida no País a cada ano perfurados por balas disparadas por agentes públicos. Claro que parte dessas mortes é necessária: elas podem inclusive ter salvo vidas. Mas é difícil evitar a constatação de que nossa polícia mata demais, ainda mais quando se verifica que várias vítimas são crianças, mães e pessoas desarmadas. Nos Estados Unidos, país bastante violento que possui população bem maior que a nossa, a polícia leva 30 anos para matar tanta gente. E a polícia de uma só cidade brasileira, São Paulo, mata mais que a dos EUA inteiros. Quase nunca, por aqui, algum policial é sequer investigado por essas mortes. Punições criminais são tão raras quanto moscas brancas.
62% dos brasileiros têm medo de ser vítima de violência policial – índice que fica mais e mais próximo de 100% quando se pergunta para pretos, pobres e nordestinos.
Diante desse quadro, é de se compreender que muitos brasileiros odeiem a polícia. Quantos de nós ou dos nossos amigos já vivemos traumas na mão de policiais sádicos, corruptos ou preconceituosos. Essa rejeição de parte da população à polícia chegou a um extremo nos últimos três anos, desde que a violência desmedida da PM paulistana desencadeou aquela que talvez fique registrada como a maior revolta popular da história do País, depois inflamada por uma crise econômica e por um imenso escândalo de corrupção que perpassa todo o sistema político.
Dia sim, dia também, em alguma cidade brasileira, há milhares de manifestantes gritando “Não acabou / tem que acabar / eu quero o fim da Polícia Militar”, sob o olhar ressentido dos próprios PMs, que ganham salário menor do que o valor das bombas de gás lacrimogênio que eles têm para jogar. O que se vê ao final de cada noite é uma batalha cheia de mágoa e sangue, que fica mais amarga a cada manifestação.
Não deveríamos ter ódio da polícia. Nenhuma sociedade saudável sobrevive se não tem confiança nas pessoas cujo serviço é cuidar da nossa segurança. Tem algo muito errado num país no qual agentes da ordem saem pelas ruas fazendo bagunça – explodindo bomba na cara, mirando no olho dos fotógrafos, mentindo no registro das ocorrências. O governo desconfia tanto dos nossos policiais que proibiu que eles ajudem a socorrer pessoas passando mal – o próprio Estado suspeita que eles possam se aproveitar para forjar execuções. Como é que o Estado coloca uma arma na mão de alguém em quem ele próprio não confia?
O sistema político tem dado respostas insuficientes ao problema, tanto à esquerda quanto à direita. Enquanto um lado elege como inimigo a polícia inteira, o outro defende os abusos, e se esquece que, num País que entra nessa espiral de execuções e vinganças, qualquer um pode ser a próxima vítima.
É injustificável que, em 2016, o Brasil ainda tenha uma polícia construída nos anos 1970, sob uma mentalidade ultra-autoritária, que vê o cidadão como um inimigo em potencial. Todo mundo que é sério concorda há mais de 20 anos que nosso modelo de polícia é inadequado e ultrapassado. E, ainda assim, após décadas de democracia sob governos de PMDB, PSDB, PT, não demos nenhum passo decisivo na direção certa.
É uma tentação culpar os policiais (ou os manifestantes) pelo fracasso, mas ele é do sistema político inteiro. Nessa história, os policiais são pelo menos tão vítimas quanto vilões. Quase 75% deles querem uma reforma profunda, que inclua a desmilitarização da polícia. Eles querem que a polícia melhore.
Quem geralmente não quer são os políticos, que acham conveniente ter uma polícia brutal que despreze regras, de maneira a poder usá-la para atacar seus inimigos e para manipular a opinião pública, exacerbando seus medos.
Já é hora de criar uma polícia de verdade no Brasil. Uma instituição transparente, que tenha como única missão proteger a população, que use a força com sabedoria e que garanta que todo mundo cumpra as regras – as mesmas, para todos.
Esse último item é especialmente importante. O Brasil é a terra do privilégio: achamos normal que umas pessoas sejam tratadas de um jeito e outras de outro. Para um país funcionar, as regras que cada cidadão tem que seguir precisam ser sempre as mesmas, seja ele branco ou preto, rico ou pobre, de direita ou de esquerda. Se não for assim, não é polícia: é um bando de arruaceiros, entre outros bandos de arruaceiros. E ninguém respeitará sua autoridade.

13.152 – (IN) Segurança – Uma Polícia Arbitrária


insegurança
Você é vitima de assalto, aciona uma viatura e chegando no local eles te enquadram, te dão uma blitz e perguntam se você tem “passagem”, no caso você é a vítima, que acabou de passar por uma situação traumatizante como é a de um assalto e ainda passa pelo constrangimento de ser tratado como marginal. Essa é a abordagem padrão recomendada pelo comando da Polícia Militar?

Arbitrariedade
Aplica-se a uma pessoa que age apenas com base em sua vontade ou capricho e não na razão, lógica ou justiça.
Aplica-se à coisa que depende apenas da vontade ou capricho de alguém sem nenhuma razão, a lógica ou a justiça
A noção de arbitrariedade é baseado no conceito de tudo o IE coercitivo que é arbitrário é irrevogável e inevitável. Ou seja, algo que se impõe com o valor de lei com tampas, a ponto tal que ninguém pode fugir dela.
In me ajudar Freud ter falado várias vezes, utilizando este conceito de duas formas básicas:
Por um lado, a arbitrariedade colocado em jogo quando uma pessoa é imposta coercivamente na outra, ou impõe suas caprichos como se fosse uma lei universal.
Que a polícia precisa ser enérgica em suas ações não se discute, porém não se pode tratar da mesma forma, cidadões de bem e marginais.
A formação policial é evidenciada como condição determinante para a ocorrência do excesso e do abuso do poder.
Nota-se que para grande parte da doutrina a busca pessoal somente terá caráter legal no caso de prisão ou se houver a caracterização da fundada suspeita, a qual se refere a uma provável condição de que alguém esteja ocultando consigo algum objeto ilícito ou que esteja no desenvolver de uma ação criminosa.
Os órgãos policiais devem superar a cultura do abuso que ainda está presente na relação polícia e sociedade, haja vista que é incompatível a prática do abuso por quem tem o dever constitucional de proteger e defender. Neste aspecto se evidencia a importância da formação profissional moderna e de qualidade como condição redutora dos casos de excessos por parte da polícia.
A formação policial no Brasil passa por uma transformação nos métodos e na estrutura curricular de ensino, dado as interferências do Ministério da Justiça, entretanto ainda tem muito a evoluir, necessitando ser direcionada para a uma formação ética social e voltada para o ensino transmissor de um pensamento humanista e que atenda as novas perspectivas sociais.

13.151 – Desabamento – Prédio antigo desaba e atinge carros no centro de Teresina


desabamento Teresina
Um casarão antigo desabou no cruzamento das ruas Areolino de Abreu com a rua Barroso, no centro de Teresina. O local está congestionado e o trecho foi interditado desde a rua 13 de maio. O Corpo de Bombeiros foi acionado e está no local fazendo a vistoria do prédio, pois há risco de novos desabamentos.
As paredes do imóvel atingiram dois carros que estavam parados no sinal de trânsito. Um dos veículos é um Sandero, que ficou bastante destruído e com o teto amassado. O outro, um Pálio, foi atingido principalmente na lateral. Em cada um dos carros havia apenas os motoristas, que sofreram ferimentos leves.
Para evitar que um prédio antigo desabasse, seria necessário fazer manutenção e análise periódica na estrutura – de dois em dois anos.
A Prefeitura de Teresina informou que o imóvel está contemplado num decreto de preservação do município, e ressaltou que a realização de vistorias e de reformas nos imóveis é de responsabilidade exclusiva dos proprietários.
Ainda segundo a PMT, os prédios históricos, que devem ser preservados, são isentos do pagamento de IPTU e da taxa de construção, que é cobrada sempre que se realizam reformas em imóveis. A medida é uma espécie de incentivo para que os proprietários façam periodicamente os reparos necessários à conservação dos prédios.
Quanto à fiscalização, a Prefeitura informou que ela é dificultada em casos de imóveis particulares que não estão sendo utilizados e permanecem fechados, uma vez que só é possível entrar em propriedades privadas com a autorização do dono ou com uma ordem judicial.

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13.150 – Espiritismo – Por que a Bíblia proíbe invocar os mortos?


espiritismo e biblia
O que diz os evangélicos:

A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).
Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo. A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:
“Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles”. (ACF) (Lv 20.27, ver também Êx 22.18).
A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são amaldiçoadas por Deus:
“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR”. (ACF) (Lv 19.31). Portanto, invocar espíritos é uma prática condenada na Bíblia.

O que diz o Espiritismo
O Espiritismo não tem nada a ver com adivinhação, feitiçaria ou encantamento. Quem prega essas coisas, atribuindo-as ao Espiritismo, age por ingenuidade, ignorância ou por absoluta má-fé
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes do aceitá-los.
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
Afirmar que Deus proíbe a comunicação com mortos, como fazem os evangélicos, é DESCONHECER as Escrituras.
A proibição feita por Moisés tinha a sua razão de ser, porque o legislador hebreu queria que o seu povo rompesse com todos os hábitos trazidos do Egito e de entre os quais o de que tratamos era objeto de abusos.
Não se evocava então os mortos pelo respeito e afeição tributados a eles, nem com sentimento de piedade, mas, sim, como meio de adivinhar, como objeto de tráfico vergonhoso, explorado pelo charlatanismo e pela superstição;
nessas condições, Moisés teve razão de proibi-lo.
Se ele pronunciou contra esse abuso uma penalidade severa, é que eram precisos meios rigorosos para conter esse povo indisciplinado; também quanto à pena de morte, era pródiga a sua legislação.
Havia na lei moisaica duas partes:
1ª, a lei de Deus, resumida nas tábuas do Sinai; lei que foi conservada porque é divina, e o Cristo não fez mais que desenvolvê-la;

2ª, a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes do tempo, e que o Cristo aboliu.

Hebreus 8 : 13 – Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.
Exemplos de leis disciplinares de Moisés que Cristo aboliu:

Levítico 24 : 17, 19, 20

17 – Quem matar alguém será morto.

19 – Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:

20 – fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

Mateus 5 : 38 – 40

38 – Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.

39 – Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;

40 – e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.
Levítico 20 : 10 – Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.

João 8 : 3 – 11

3 – Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,

4 – disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.

5 – E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?

6 – Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.

7 – Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.

8 – E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9 – Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 – Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 – Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

13.149 – Física – Atingir o zero absoluto é matematicamente impossível (?)


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Se estivesse vivo, esse seria o momento em que Walther Nernst daria um daqueles sorrisinhos de canto de boca. Isso porque o principal princípio da terceira lei da termodinâmica, proposta pelo físico alemão há mais de cem anos, acaba de ser comprovada como matematicamente irrefutável. De acordo com um estudo desenvolvido na University College London, é impossível que algo chegue à temperatura de – 273,15 °C, o chamado zero absoluto, que é medido em Kelvin (K).
A termodinâmica, campo que estuda as trocas de calor, tem suas bases na física clássica. Isso indica que, apesar de muito estudada, tende a adotar algumas concepções questionáveis, especialmente quando se fala de partículas muito pequenas – do campo da física quântica. Houve várias tentativas de se provar que haveria um jeito de ultrapassar tal limite. A temperatura mais fria atingida, no entanto, ainda esteve algumas centenas de microkelvin de atingir o zero.
A tarefa de congelar algo até a menor temperatura possível é realizada em laboratório com o auxílio de ondas luminosas. Os fótons, partículas que compõem os feixes de luz, interagem com o material, “roubando” a energia de seus átomos. Essa energia é responsável pela agitação das moléculas. Com menos energia, os átomos ficam mais “parados” e portanto, o material tem menor temperatura. Aí que os pesquisadores acreditam que esteja a incoerência das tentativas.
Os fótons não têm como resfriar os átomos do material a uma temperatura menor do que zero simplesmente porque interagem com ele. Qualquer contato pode, por si só, criar alguma quantidade de calor. Havendo um mínimo de calor, portanto, a entropia do material será diferente de zero. Entropia é um conceito físico entendido como o máximo de energia que pode ser transformada em trabalho – no caso, calor.
Por meio de cálculos matemáticos, os pesquisadores concluíram que não existe a possibilidade de se construir um sistema possível para dar conta da tarefa. Poderíamos, portanto, apenas nos aproximar mais e mais do feito. Mas sem jamais alcançar a temperatura mínima.

13.148 – Curiosidades – De onde vem a palavra “tchau”?


Vem do italiano ciao. Este, por sua vez, vem do dialeto de Veneza, e originalmente era sciao – redução de schiavo (escravo).
Ao encontrar-se ou despedir-se de alguém, a pessoa dizia sono vostro schiavo (“sou seu escravo”), como sinal de disponibilidade, cortesia.
Em Gênova, ciao virou ciau, que originou o espanhol chau e o português “tchau”.

Tchaus internacionais
Doei (Holandês)
Do svidaniya (Russo)
Sayonara (Japonês)
Poroporoaki (Maori)
Tschüss (Alemão)
Zaijian (Chinês)

13.147 – R&B – A Gravadora Buddah Records


Buddah Records foi uma gravadora fundada em Nova York em 1967. O selo nasceu de um ramo de distribuição da MGM Records, a Kama Sutra Records.
A gravadora possuía artistas de diversos tipos de gêneros musicais, como o bubblegum (Ohio Express), folk-rock (Melanie), música experimental (Captain Beefheart) e soul music (Gladys Knight & the Pips).
Nos anos 70 ela se especializou em R&B e disco music, lançando nomes como Andrea True Connection e Chic, com singles de grande sucesso comercial, mas entrou em concordata em 1976, lançando discos esporadicamente. Seus últimos lançamentos foram em 1983, com seu catálago passando às mãos da BMG em 1998.
A BMG reativou a gravadora em 1998, agora com o nome de Buddha Records e hoje seu catálago de gravações pertence à Sony Music.