12.685 -Queda de meteorito assusta cidade do sul da Argentina


meteorito
Explosões inesperadas provocaram medo entre os habitantes da cidade de General Roca, no sul da Argentina. A origem do fenômeno era um meteorito que se desintegrou antes de atingir o solo.
Devido à potência dos estrondos, que fizeram vários edifícios tremerem e quase quebraram os vidros, alguns moradores pensaram que se tratava de um terremoto.
“Tremeu tudo”, afirma o prefeito da cidade, Martín Soria.
Nada foi encontrado na zona por bombeiros, policiais e funcionários da Defesa Civil que buscavam rastros que explicassem o fenômeno. General Roca está 1.100 km a sudoeste de Buenos Aires.
Finalmente o mistério foi revelado: o causador dos estrondos havia sido um meteorito que entrou na atmosfera a uma velocidade de 2.400 quilômetros por hora, entre 8.000 e 10.000 metros de altura.
Estima-se que o objeto tinha 12 metros de diâmetro e dilatou até se romper em três fragmentos.

12.191 – Astronáutica – Missões Espaciais de 2016


Marte 2
O planeta vermelho, novamente, será o centro das atenções dos astrônomos, há diversas missões programadas ao planeta. Os dados recolhidos poderiam ajudar a estabelecer bases locais e avaliar a importância e a validade de futuras missões tripuladas. A Agência Espacial Europeia, por exemplo, está se preparando para o programa ExoMars, que acontecerá em outubro.
A missão tem como objetivo detectar metano e outros gases atmosféricos em Marte, que poderiam indicar atividade biológica. O professor Andrew Coates, um cientista planetário da Universidade College London, explicou: “O metano na atmosfera de Marte é muito interessante, pois não deveria estar lá, ele deveria ser quebrado pela luz solar. Por isso, o fato dele estar lá significa que deve existir alguma atividade geotérmica. Isso é interessante, pois não sabíamos desta atividade de Marte, que pode representar a vida”.

Como outro projeto de pesquisa, a Nasa tem contribuído com o Trace Gas Orbiter, projetado para detectar metano. A agência russa Roscosmos forneceu a sonda planetária Schiaparelli, que será lançada em março. A sonda da Nasa, InSight, tinha a esperança de superar a missão europeia na superfície marciana, com uma data de chegada prevista para o final de setembro. No entanto, em dezembro, um vazamento foi encontrado em um dos tubos de vácuo da sonda e sua decolagem fracassou. A Nasa não revelou a nova data da missão.

Cinturão de asteroides
No final de 2015, a sonda Dawn, da NASA, enviou imagens próximas de Ceres, o maior objeto presente no cinturão de asteroides rochosos. Orbitando entre Marte e Júpiter, esta pedra menos conhecida revelou ter montanhas, crateras e depósitos brilhantes de sal. A demonstração aérea mais próxima pode ter acontecido em outubro de 2015, porém, mais imagens serão transmitidas para a Terra ao longo de 2016.
A novidade para este ano será a missão OSIRIS-Rex, da Nasa, que vai pousar em um asteroide chamado Bennu, mapear e analisar a rocha espacial antes de trazer uma amostra à Terra, em 2023.
Enquanto isso, em outros corpos rochosos da vizinhança, a missão europeia Rosetta fez muito sucesso no ano passado, após a sonda Philae pousar no Cometa 67-P. No entanto, após ficar sem comunicação por um tempo, ela parece ter “acordado”. Rosetta seguirá com a missão em 67-P em setembro.

Júpiter

Jupiter 2

A missão New Frontiers, da Nasa, lançou Juno, em 2011, para que chegue em Júpiter próximo a 5 de julho, onde irá entrar na órbita do gigante de gás. O objetivo é coletar novos dados sobre as origens do maior planeta do sistema solar. Porém, de acordo com a Nasa, devido à intensa radiação emitida por Júpiter, a missão pode receber uma dosagem crítica, rapidamente, com duração de apenas 30 órbitas do planeta.
Com alguma sorte, ele irá enviar imagens da aurora de Júpiter, bem como uma da atmosfera mais profunda, escondida pelas nuvens, usando medições de gravidade para revelar detalhes sobre o núcleo do planeta. Outras missões pretendem explorar as luas congeladas de Júpiter, incluindo as três maiores: Ganimedes, Calisto e Europa.

Saturno
A sonda Cassini continua explorando a atmosfera de Saturno. Após enviar dados fundamentais sobre a Lua Enceladus, uma das candidatas para a vida microbiana no Sistema Solar, a sonda da Nasa continuará realizando sobrevoos a algumas das luas menores do planeta. A missão irá continuar ao longo de 2016, culminando em uma aproximação da superfície de Saturno prevista para o próximo ano.

Lua
A exploração lunar da agência espacial chinesa, Chang’e 3, e sua sonda Jade Rabbit (Yutu), acabaram de completar dois anos na superfície lunar. No entanto, a tecnologia já teria ultrapassado a sua expectativa de vida e não se sabe quanto tempo pode durar antes que a luz-piloto se apague.
Enquanto isso, os planos da Rússia de criar uma base lunar permanente foram postergados. De acordo com o jornal russo Izvestia, a agência espacial está sujeita a cortes orçamentais, por conta da próxima missão lunar tripulada da Roscosmos, adiada para 2030. Relatórios têm afirmado que Roscosmos poderá ser relançada como uma empresa estatal, e parece estar pronta para competir com a SpaceX na categoria “voos espaciais tripulados”, ainda este ano.
Porém, como as missões espaciais provenientes da China são mantidas como segredo de Estado, surpresas poderiam acontecer. “Os chineses estão aterrissando grandes trens de pouso na Lua, quem sabe quando eles vão mandar algo para coletar amostras?! Uma vez que tenham feito isso, eles poderiam mandar pessoas para lá. Minha previsão seria que nos próximos dois anos, poderíamos ver astronautas chineses na Lua”, opinou o professor Rothery.

Plutão
Plutão nunca foi tão falando quanto em 2015, quando a maior aproximação da história ao planeta-anão rendeu imagens exclusivas e surpreendentes de sua superfície. Tudo isso graças a sonda New Horizon. Porém, embora a sonda tenha alcançado feitos históricos, ela continuará enviando imagens de Plutão por meses, inclusive algumas mais antigas, devido à distância em que ela está. A próxima parada da New Horizons será 2014MU69, um corpo rochoso localizado 35 km a frente do Cinturão de Kuiper.

Sol
A atividade solar já desacelerou muito na última década, pois o Sol já passou de seu pico de atividade no ciclo atual de 11 anos. No entanto, os cientistas alertam para o aumento do potencial de enormes tempestades solares que poderiam enviar rajadas de partículas carregadas e radiação ao longo de 2016.
“É um momento em que qualquer atividade no sol pode realmente afetar o que acontece na Terra, com tempestades geomagnéticas mais fortes”, explicou o professor Andrew Coates, um cientista planetário da Universidade College London. “Quando o sol emite uma dessas grandes ejeções de massa coronal, há uma chance de interagir com o campo magnético da Terra. Essas interações podem tornar-se mais intensas durante a fase de declínio”, completou.
Muitos satélites estão em condições de estimar o tempo solar até 2016, incluindo o Soho, da Nasa. Eles analisam mudanças na superfície do Sol e a intensidade do vento solar, enviando os dados para a base de estudos, na Terra.

Mercúrio
Cientistas planetários aguardam uma missão conjunta entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Jaxa, do Japão, que pretende explorar o planeta mais próximo do Sol, em nosso Sistema Solar. Mas eles talvez tenham que esperar um pouco mais. Uma das maiores missões que está por vir, a BepiColombo, irá explorar a composição e a atmosfera de Mercúrio. Apesar da familiaridade do planeta, ele é um dos menos explorados, incluindo apenas alguns sobrevoos e um único veículo orbital.
O lançamento havia sido programado para julho, mas problemas na produção de componentes para a missão adiaram o projeto para o final de 2016 ou começo de janeiro de 2017. BepiColombo deve chegar a Mercúrio até 2024 e as agências espaciais acreditam que os dados irão auxiliar com informações de sua história e da formação de planetas interiores do Sistema Solar, como Mercúrio, Vênus e Terra.

Vênus
O boletim meteorológico de Vênus permanece nublado, e 2016 pode ser relativamente calmo em relação aos demais planetas do Sistema Solar. Mas nem tudo é marasmo: a sonda japonesa Akatsuki finalmente entrou na órbita de Vênus em dezembro, após o início da missão, em 2010.
Enquanto o planeta é visto como irmão da Terra, ele é consideravelmente menos hospitaleiro. A sonda Jaxa irá usar sensores infravermelhos, este ano, para analisar algo através do véu de nuvens compostas de ácido sulfúrico e capturar dados sobre a superfície do planeta. A Nasa também está considerando mais duas missões para explorar sua atmosfera, mas ainda não foram confirmadas.

Terra
Antes de qualquer viagem mundo afora, existem várias missões ocorrendo para explorar a própria Terra. Em 2015, foguetes da SpaceX e Blue Origin conseguiram pousar na posição vertical após voos curtos, empolgando cientistas sobre a possibilidade da realização de turismo espacial, criação de bases lunares e cidades em Marte, de acordo com empresas aeroespaciais. A tecnologia de foguete recuperável poderia reduzir drasticamente o custo de missões espaciais.
Tim Peake, atualmente na estação espacial, pode retornar à Terra em 5 de junho. No entanto, o futuro financiamento da estação espacial está sendo questionado. As agências espaciais alemã e francesa, que são os maiores financiadores europeus da estação espacial, anunciaram este mês que eles estão realizando estudos detalhados para avaliar as despesas de funcionamento da estação, avaliando se o atual nível de financiamento é viável.
Outros vários satélites estão prestes a ser lançados este ano, assim como diversos planos para a criação de soluções para enfrentar o crescente problema do lixo espacial na órbita da Terra.

Urano e Netuno
Já se passaram 30 anos desde que a Voyager passou por eles. Não existem missões previstas para analisar estes planetas.

Descobrimentos
Após vários anúncios no início deste mês, tudo indica que, em 2016, os astrônomos vão tentar confirmar se existe um nono planeta escondido na borda do nosso sistema planetário. Cientistas na Califórnia acreditam que tenham encontrado um planeta com dez vezes a massa da Terra, além de Netuno, o que poderia explicar a atração de corpos gelados no cinturão de Kuiper. Mas ele ainda precisa ser observado.
A nave espacial Voyager está, atualmente a mais de 130 vezes a distância da Terra ao Sol (medida como “unidade astronômica” ou AU). Professor Coates disse, em entrevista ao portal Daily Mail: “A Voyager 1 está provando a região do espaço fora daqui, medindo os campos magnéticos, partículas energéticas, partículas de baixa energia, realmente mostrando a fronteira entre o Sistema Solar e o espaço interestelar”.
No entanto, a nossa sonda mais distante da borda real do Sistema Solar, encontra-se na Nuvem de Oort. “Voyager 1 está atualmente a 134 UA de distância. A Nuvem de Oort está a algo como 10 mil UA. O Sistema Solar é muito grande, o espaço é muito grande, e por isso estamos realmente olhando apenas para as coisas mais próximas de nosso ambiente”, concluiu o professor Coates.

10.174 – Astronomia – Finalmente achado o planeta X?


planeta x
Não é de hoje que astrônomos profissionais e amadores têm a suspeita de que existe um nono planeta em nosso Sistema Solar, muito além de Plutão. Boa parte dessa desconfiança vem da busca por explicações de anomalias nas órbitas de objetos próximos ao Cinturão de Kuiper, uma área misteriosa que se estende a partir da órbita de Netuno.
Em 2014, os estudiosos Scott Sheppard e Chad Trujillo escreveram um artigo sobre pequenos objetos com uma estranha discrepância em suas órbitas, que podem ser causadas por diversos fatores. Alguns estudiosos sugeriram, na ocasião, que a discrepância se dava por conta de “berçários estelares” próximos ao nosso Sistema Solar, ou algum outro objeto que saiu da órbita de sua estrela e tentou alcançar a nossa – mas, desde então, já se discutia que a causa mais possívei seria mesmo um novo planeta, desconhecido para nós, que mantivesse todas as estranhas órbitas atreladas à dele.
Agora, um time do Instituto de Tecnologia da Califórnia, o Caltech, parece realmente ter encontrado evidências de um planeta gigante e gélido orbitando nosso Sol a uma distância inimaginável até então. O artigo, que foi publicado por Konstantin Batygin and Mike Brown (um dos responsáveis por rebaixar Plutão a um planeta-anão em 2006), descreve esse novo mundo como sendo de cinco a dez vezes mais massivo que a Terra e de duas a quatro vezes mais largo. Essas proporções não são conhecidas em nenhum outro mundo, tornando-o o quinto maior planeta do Sistema Solar, próximo a Urano em termos de massa.
A existência de possíveis planetas próximos ao Cinturão não é exatamente uma novidade: até Plutão já havia sido considerado um “planeta novo” até sua descoberta, em 1930, e relegado ao título de planeta-anão muitos anos depois. Há também Makemake e Haumea, dois planetas-anões que ficam no Cinturão, e há também Eris, que é mais massivo que Plutão e orbita a Terra de uma longa distância. Mas todos esses exemplos contêm menos massa que o “nono planeta”.
A órbita do novo planeta é imensa, nunca chegando mais perto do Sol do que 30,5 bilhões de quilômetros, que representa cinco vezes a distância da órbita média de Plutão. Em tese, esse planeta seria extremamente frio e escuro, o que justifica que nunca tenhamos tirado uma foto dele. A existência dele é tão controversa que os estudiosos do Caltech iniciaram sua pesquisa para provar que ele realmente não existia – mas após anos de estudos, Brown e Batygin realmente perceberam que o modelo das órbitas discrepantes que estudavam só seria possível se o “nono planeta” realmente existisse.
Para explicar como as órbitas se movimentam, Brown as comparou com um relógio. “É como se você tivesse seis ponteiros de relógios se movimentando em diferentes velocidades e, quando você olha para elas, estão todas no mesmo lugar”, explicou. “Basicamente, isso não acontece de forma aleatória”.
E por que não percebemos antes? O próprio Brown explica: “nesse caso, estávamos com os rostos tão colados nos númeos e dados que nunca parávamos para dar um passo para trás e encarar o Sistema Solar de fora. Eu não acreditei que nunca tinha notado isso. É ridículo”, contou ele à Scientific American.
Contudo, os estudos de Brown e Batygin não são definitivos – e ainda não comprovam a existência do planeta, que tem 60% de chance de ser real. Além dessa possibilidade, existia a chance de ser um objeto formado recentemente no Cinturão, uma compressão de cometas e pedras espaciais que se juntaram de alguma forma. Logo perceberam que isso realmente parece impossível, porque o Cinturão não contém massa suficiente. Já um planeta cinco vezes mais massivo que a Terra, que se formou junto com o Sistema Solar, se encaixa perfeitamente no modelo – e explica outros estranhos fenômenos descobertos no Cinturão recentemente.
A solução ideal, de fato, seria tirar uma foto do planeta e acabar com o a dúvida. Como é muito distante, os pesquisadores acreditam que alguns instrumentos potentes, como o telescópio japonês da Subaru, localizado hoje no Havaí, possa ser ideal para tirar a fotografia, quando o planeta estiver mais próximo do Sol – o que, bem, pode levar cerca de dez mil anos.

12.071 – Retrospectiva – Mortes que marcaram 2015 Joseph Engelberger


O pai da robótica, como era conhecido, criou o primeiro robô industrial do mundo, em 1961: o Unimate, que trabalhou na General Motors. Ele realizava a tarefa de soldar peças fundidas na carroceria dos automóveis, atividade que poderia amputar funcionários ou envevená-los através da alta quantidade de gases tóxicos. Engelberger morreu aos 90 anos de idade, no começo de dezembro.

Christopher Lee
O ator britânico ficou conhecido mundialmente ao interpretar o conde Drácula, papel que repetiu em diversos longas nas décadas de 60 e 70. E, não menos importante, se destacou ao dar vida a Saruman, de O Senhor dos Anéis. Como se isso não fosse suficiente, Lee também participou de Star Wars, nos episódios II e III, como o vilão Conde Dooku. Fã de heavy metal, ele lançou três albuns com seus hits. Entre eles, o “Jingle Hell”, do ábum “A heavy metal Christmas”. Morreu aos 93 anos, de insuficiência cardíaca e respiratória.

Eduardo Galeano
Escritor e jornalista urugaio, Eduardo Galeano retratou a opressão que o continente latino-americano sofria em seu livro As Veias Abertas da América Latina. Sua escrita era versátil: ficção, reportagens, história, ensaios. Foi preso em 1973 pela ditadura militar uruguaia, fato que interrompeu sua carreira de jornalista. Foi para o exílio e só retornou ao seu país de origem nos anos 80. Ele lutava contra um câncer de pulmão, que acabou tirando sua vida aos 74 anos de idade.

Carl Djerassi
A descoberta de Djerassi mudou a vida de milhões de mulheres ao redor do planeta: ele criou a pílula anticoncepcional. Apesar de ter sido criado para evitar uma explosão populacional, o método garantiu que as mulheres tivessem liberdade sobre o próprio corpo, já que elas poderiam fazer uso do medicamento sem ninguém saber. O químico morreu de complicações decorrentes de um câncer de fígado.

23 pessoas mortas na chacina de Osasco e Barueri
Em agosto de 2015, nos municípios de Osasco e Barueri, 23 pessoas morreram e outras sete sofreram tentativa de homicídio. Os tiros que mataram as vítimas vieram de sete policiais, que buscavam vingança pela morte de um PM e um guarda. O caso foi encerrado no meio do mês de dezembro, e os criminosos agora estão presos. A chacina começou às 20h30, em um bar de Osasco. Quatro pessoas morreram no local e outras seis no hospital. A matança continuou até a meia-noite, nas ruas das duas cidades.

John Nash
Foi ele quem inspirou o filme Uma Mente Brilhante, ganhador de quatro estatuetas do Oscar em 2002. O matemático norte-americano, um dos mais brilhante do século XX, recebeu diversos prêmios pela “Teoria dos Jogos”, que analisa as tomadas de decisões estratégicas humanas. Nash era esquizôfrenico, o que fez com que ele fosse internado diversas vezes – esse é o drama retratado no longa. Morreu aos 86 anos de idade, em um acidente de carro, que também matou sua esposa Alicia.

Leonard Nimoy

Vida longa e próspera: Mr. Spock é um dos personagens mais queridos de Star Trek – Jornada nas Estrelas, assim como o ator que deu vida a ele. Leonard Nimoy morreu em decorrência de uma doença pulmonar crônica obstrutiva, aos 83 anos. Mas, como diz a saudação vulcana repetida diversas vezes por Nimoy, ele viveu com bastante prosperidade. Era ator, cantor, cineasta, fotógrafo e poeta. Além disso, inspirou fãs do mundo a se apaixonarem pelos mistérios do Universo.

17 pessoas e diversos animais, mortos no desastre de Mariana

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17 pessoas, no mínimo, morreram na catástrofe ambiental causada pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco, em Minas Gerais. Os 62 milhões de m3 de lama provocaram uma onda de destruição, deixando mortos, feridos, desaparecidos e desabrigados. O Rio Doce foi contaminado pelos rejeitos, e, hoje, alumínio, manganês e ferro estão presentes na água em quantidades perigosas. Espécies de peixes, anfíbios e répteis também morreram, seja pela falta de oxigêncio ou cimentados pela lama.

Oliver Sacks
O neurocientista e escritor, explorador da mente humana, morreu aos 82 anos, em decorrência do câncer, um melanoma no olho que o deixou parcialmente cego. Sacks era conhecido por tratar de assuntos complicados com um tom bem humorado. Um de seus bestsellers O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, retrata a história de um paciente que sofria de agnosia visual, transtorno que o fez agarrar o topo da cabeça de sua esposa e tentar colocá-lo na cabeça. Em 2015, lançou uma autobiografia, em que fala sobre a sua homossexualidade e envolvimento com drogas.

Aylan Kurdi

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A imagem do menino Aylan Kurdi, morto, com o corpo estendido na praia turca Ali Hoca Burnu, percorreu o mundo inteiro através da internet. A história de Kurdi, que tinha apenas três anos de idade, é a mesma de muitos refugiados sírios que tentavam escapar do Estado Islâmico: ele morreu, junto com o irmão e a mãe, durante o naufrágio da embarcação que levava um grupo da Turquia para a Grécia. A intenção era chegar até o Canadá, onde moram familiares das vítimas. O choque causado pela foto alertou a comunidade internacional para a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.

11.208 – Surpresinha em Ganimedes – há um oceano gigante na maior lua do Sistema Solar


ganimedes

Pesquisadores acabam de publicar um estudo no Journal of Geophysical Research: Space Physics em que provariam a existência de um oceano gigante sob a crosta de Ganímedes, uma das luas de Júpiter.
O maior satélite do Sistema Solar teria mais água do que todos os oceanos da Terra.
Os cientistas baseiam suas conclusões pela superfície lisa e gelada da lua, obtidas através da sonda Galileo e pelo telescópio Hubble. Dados sobre a interação com o campo magnético de Júpiter também indicariam a presença de um oceano salgado cerca de 330 km abaixo da superfície.
Agora Ganímedes se junta à Europa, Titã e Encélado (as duas últimas luas sendo de Saturno), como os satélites em que sabemos que existem oceanos.
Ceres, um planeta-anão atualmente analisado pela sonda Dawn, também pode ter um oceano subterrâneo.

11.198 – Mares em luas geladas de Júpiter e Saturno podem abrigar vida


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Duas descobertas anunciadas recentemente, numa lua de Júpiter e noutra de Saturno, aumentaram as perspectivas da busca por vida extraterrestre no Sistema Solar.
Usando o Telescópio Espacial Hubble, alemães conseguiram confirmar que Ganimedes, a maior das luas jovianas, tem um vasto oceano sob sua superfície congelada.
á dados da sonda Cassini, que orbita Saturno desde 2004, trouxeram evidências de que há fontes hidrotermais sob o oceano oculto de Encélado, uma modesta lua de apenas 500 km de diâmetro.
A revelação, publicada em estudo na revista “Nature”, é importante porque muitos cientistas creem que foi em fossas hidrotermais que a vida surgiu aqui na Terra.
“A descoberta de ambientes similares em Encélado abre perspectivas novas na busca por vida em outras partes do Sistema Solar”.
O achado foi feito ao analisar a composição de partículas de um dos anéis de Saturno, que é composto por material ejetado de fissuras na superfície de Encélado. A presença de pequenos grãos de silicato (rocha) revelou a existência das fontes hidrotermais no leito do oceano.
Água em estado líquido é tida pelos cientistas como a condição essencial para a existência de vida, por isso também há empolgação pela descoberta em Ganimedes.
Ao medir a interação do campo magnético da lua com o fluxo de partículas do Sol, os cientistas conseguiram inferir a presença de um oceano sob a crosta de gelo.
Estima-se que a camada líquida de água salgada em Ganimedes tenha espessura média de 100 km –dez vezes a dos oceanos terrestres.
Já se sabia que outra lua joviana, Europa, também tem oceano subterrâneo. A sonda Galileo já sugeria que era esse o caso em Ganimedes, mas a confirmação só veio agora.

11.195 – Cidade de Deus participará de projeto para explorar Marte


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Um grupo de crianças da favela Cidade de Deus (só no nome),no Rio de Janeiro, terá a oportunidade de explorar Marte, observando imagens inéditas do planeta. O projeto Mars Academy, realizado por pesquisadores da Nasa, a agência espacial americana, em parceria com a ONG Developing Minds Foundation, levará cinco cientistas à Cidade de Deus, onde vão trabalhar com as crianças por duas semanas. O objetivo principal é incentivar os jovens a se interessar por ciência, estimular novos objetivos profissionais e também filmar um documentário sobre a experiência.
Wladimir Lyra, professor de astronomia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e um dos integrantes do grupo de pesquisadores que desenvolverá a ação, afirma que “os alunos vão participar ativamente da exploração espacial vendo algo que ninguém no mundo viu antes, inclusive nós”. De acordo com Lyra, menos de 10% de Marte foi mapeado até agora em alta resolução. É parte dos 90% restantes, que tem sido observado pelas câmeras da sonda HiRISE, da Nasa, que os alunos vão estudar. O que o satélite americano tem permitido fazer com o planeta é uma espécie de Google Earth, mas, no caso, seria um Google Marte.
Fundador e presidente da ONG, Philippe Houdard lembra que, na época em que visitou a favela pela primeira vez, a imagem do filme Cidade de Deus gerou muita atenção para a comunidade, mas reverteu pouco em melhorias para qualidade de vida. “Ao ver o bom trabalho de outras organizações na favela, percebemos que aquele seria o lugar ideal para nós. A nossa missão é usar a educação para acabar com ciclos de violência”.

11.183 – Marte pode ter tido mais água do que o Oceano Ártico


Esse pode ter sido Marte há alguns bilhões de anos – novas evidências sugerem que o planeta vermelho podia ter mais água do que o Oceano Ártico.
Na revista Science, cientistas publicaram um artigo que levanta a possibilidade de que Marte tinha água suficiente para cobrir toda a sua superfície, há 4,5 bilhões de anos. Essas conclusões foram baseados na análise da crosta de Marte, que tem um local aparentemente ‘marcado’ por um oceano nas suas planícies norte. Esse oceano cobriria 20% do nosso vizinho.
Durante seis anos, pesquisadores da Nasa usaram três grandes telescópios no Chile e no Havaí para comparar a diferença na quantidade de moléculas de água na atmosfera de Marte entre suas estações. Nessa atmosfera existe H2O, nossa velha conhecida e HDO, que ocorre quando um dos átomos de hidrogênio é substituído por um isótopo chamado deutério.
Essa molécula com deutério age de forma diferente da água normal, por causa de seu peso. O hidrogênio da água pode se vaporizar e ‘ir embora de Marte’. Mas o deutério é mais pesado e ficaria para trás.
Como em suas calotas polares, Marte apresenta muito deutério, cientistas suspeitam que ele perdeu uma grande quantidade de água. O que isso muda? Os dados indicam que o planeta era úmido e habitável por um tempo maior do que foi estimado antes.
Mas o que aconteceu com a água? Pesquisadores acreditam que a atmosfera marciana decaiu há alguns bilhões de anos, perdendo o calor e a pressão necessária para manter a água em sua forma líquida. Então o oceano se condensou e apenas 13% dele ainda está lá, em forma de calotas de gelo ainda visíveis:

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11.182 – Exploração Espacial – Cautela na Busca por ETs


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Alguns cientistas acreditam que o encontro com alienígenas pode não ser tão agradável. O temor tem bases terrenas. Por aqui, ao longo da história, civilizações mais avançadas sempre subjugaram seus pares menos poderosos. A premissa não é unânime: como no nosso planeta, a evolução moral pode acompanhar o progresso tecnológico.
A visão pessimista dessa investigação tem um aliado muito respeitado na área. O físico britânico Stephen Hawking aconselha: os humanos não deveriam anunciar com tanto entusiasmo sua existência. Para ele, é provável que haja vida inteligente fora da Terra. E para nós, é melhor que ela permaneça distante.
Mundialmente famoso por seus trabalhos sobre o universo, Hawking acha temerário emitir sinais a fim de procurar seres extraterrestres. Ele considera provável que outras civilizações, com tecnologia muito mais avançada do que a humana, poderiam gostar do contato – e vir para a Terra em busca de seus recursos naturais.
Contrariando a recomendação, a Terra tem se mostrado bem receptiva. Há seis décadas, a emissão de sinais de rádio inaugurou a fase científica da busca por inteligência extraterrestre. Desde então, muitos foram os esforços para procurar vida no espaço e divulgar nosso planeta pelo universo.
Há 35 anos, por exemplo, as sondas Voyager partiram em uma viagem de descobrimento. Cada uma delas possui um “golden record”, disco dourado que contém informações sobre a nossa civilização, a nossa cultura e a nossa localização na galáxia. Neste momento, as duas naves, representantes terráqueas mais distantes de seu planeta natal, se preparam para abandonar o Sistema Solar.
Os discos dourados são apenas duas das diversas mensagens que a Terra envia a possíveis “vizinhos”. Mais recentemente, em 2008, a Nasa lançou no espaço a canção Across the Universe, dos Beatles, enviando uma mensagem de paz que deve chegar à região de Polaris em 2439.
Não se sabe quem – ou o quê – poderia receber essas mensagens. Por isso, outro renomado físico, o americano Michio Kaku, disse em entrevista à rede CNN em 2012 que, embora o hipotético contato com extraterrestres tendesse a ser amigável, seria importante a humanidade se preparar para uma hostilidade alienígena. “Seria como um encontro entre Bambi e Godzilla”, comparou.

Tal preocupação é vista como um ato de bom senso por Jorge Quillfeldt, pesquisador em astrobiologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Embora evite visões alarmistas, ele se apega à história da humanidade – único caso conhecido de vida no universo – para afirmar que, se um contato com alienígenas ocorrer, é provável que tenha consequências negativas aos terráqueos. Em uma analogia semelhante, Hawking lembrou como a descoberta da América foi danosa aos povos nativos do continente.

“A história humana não é muito bonita”, diz Quillfeldt. “É baseada em povos com ligeira ou grande superioridade tecnológica e cultural conquistando outros povos. Povos mais fortes, com capacidade de guerrear maior ou tecnologia maior, acabam subjugando outros, quase sempre de forma negativa e destruidora”.

Wuensche, contudo, acha possível que uma civilização muito mais avançada não tenha interesse predatório – situação também cogitada por Quillfeldt. “É possível supor que, se acontecer um contato, os povos mais desenvolvidos tenham o cuidado de não chegar na hora errada, de monitorar a Terra e se aproximar no momento certo”, avalia o neurocientista.
Já para Milan Ćirković, professor e pesquisador do Observatório Astronômico de Belgrado, na Sérvia, e pesquisador associado do Instituto do Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, na Inglaterra, o risco é extremamente exagerado. Ele afirma que o progresso científico e tecnológico da humanidade vem acompanhado de progresso moral, citando a rejeição a práticas respeitadas no passado, como a escravidão.

Ćirković entende que possíveis civilizações que se dedicam à expansão interestelar devem ser moralmente superiores, o que incluiria um elevado grau de tolerância e compreensão para aqueles de tecnologia e moral inferiores. “Acredito na mesma tendência para o futuro, ou, então, uma civilização de tecnologia avançada se destruiria muito antes de se aventurar em voos espaciais interestelares”.
Entre os especialistas, há quase um consenso de que vida inteligente extraterrestre não será encontrada nos próximos anos. Wuensche diz aguardar pela identificação fora da Terra de uma forma de vida simples, como uma bactéria. Também não acredita em contato direto, como na coleta de material por um astronauta, mas pela exploração de sondas, como ocorre em Marte, atualmente.
“Há vida, sim, mas não vamos encontrar ETs ou naves espaciais”, concorda Quillfeldt, acrescentando que a ideia principal na comunidade astrobiológica indica que, se houver vida em outros planetas, é provável que seja unicelular, como a que originou os demais seres vivos na Terra.
Ćirković, por sua vez, crê na possibilidade de contato inteligente, mas não em curto prazo. Para ele, a humanidade está mais propensa a detectar vestígios de atividades ligadas à megaengenharia em civilizações extraterrestres avançadas do que receber suas mensagens intencionais.
Enquanto isso, a sonda Curiosity avança em Marte, uma empresa holandesa planeja colonizar o planeta vermelho, os telescópios Hubble e Kepler desvendam estrelas distantes, um telescópio espacial pode ser construído graças ao crowdfunding, a captura de um asteroide entra no cronograma da Nasa e o turismo espacial dá seus primeiros passos. A busca continua.

11.169 – Sonda da Nasa se aproxima do planeta anão Ceres


A sonda Dawn, da Nasa, vai entrar na órbita do planeta anão Ceres, após mais de sete anos viajando pelo espaço. “Dawn está prestes a fazer história.
A sonda começou a se aproximar do planeta anão em dezembro. Desde 25 de janeiro, ela tem enviado as fotografias de melhor resolução já feitas de Ceres, e a qualidade continua aumentando à medida que a distância diminui. Imagens recentes mostram crateras e pontos brilhantes ainda não desvendados pelos cientistas.
Ceres foi identificado pela primeira vez em 1801, pelo astrônomo italiano Giuseppe Piazzi. À medida que mais objetos foram encontrados naquela região do espaço, os corpos celestes passaram a ser categorizados como asteroides. Em 2006, cientistas finalmente classificaram Ceres como planeta anão, ao lado de Plutão e Eris.
O planeta anão tem diâmetro de 950 quilômetros e sua massa é composta em 25% por água. Nomeado em homenagem à deusa grega da agricultura, suas crateras receberão nomes de divindades do cultivo e da vegetação da mitologia e de festivais de agricultura.
Lançada em setembro de 2007, a sonda Dawn visitou o asteroide Vesta entre 2011 e 2012, capturando imagens detalhadas dele. Vesta e Ceres estão entre Marte e Júpiter, no principal cinturão de asteroides do Sistema Solar. “Os dois objetos estavam no caminho de se tornarem planetas, mas seu desenvolvimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter. Por isso eles são como fósseis do nascimento do Sistema Solar e podem trazer informações sobre sua origem”, afirma Carol Raymond, pesquisadora da Nasa.

Eventos Astronômicos

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O destaque do ano é o eclipse lunar de 27 de setembro, visível em todo o Brasil. A Lua começará a escurecer às 22h07, ficará totalmente encoberta às 23h11 e voltará ao normal à 1h27. “A Lua terá uma aparência avermelhada, causada pelos raios solares refratados pela atmosfera terrestre”, explica Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos. Por causa da coloração, a ocorrência é conhecida como “Lua de sangue”. O eclipse de 27 de setembro também coincide com a data de uma superlua, fenômeno em que o satélite aparece maior e mais brilhante no céu, por estar no ponto de sua órbita mais próximo da Terra. “A Lua vai aparecer um pouco maior no céu, mas isso não é muito perceptível. Para a maioria dos espectadores será um eclipse como os demais”, afirma Rojas. O próximo eclipse lunar tão bem visível no Brasil acontecerá novamente apenas em 2019. Em 4 de Abril haverá outro eclipse lunar, mas ele só poderá ser visto no Acre e no Oeste do Amazonas.

11.160 – Essa célula alien pode sobreviver em Titã?


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Titã, uma das luas de Saturno, é uma das grandes apostas de cientistas em relação a mundos que possam abrigar vida. Mas, claro, ela tem um ambiente muito hostil para que a vida como nós a conhecemos aqui na Terra sobreviva. Mas e se houvesse uma forma de vida como nós NÃO conhecemos?
É com essa teoria que pesquisadores da Universidade de Cornell trabalharam. Eles criaram o modelo de uma célula alien baseada e metano (sem necessidade de oxigênio) que poderia sobreviver nas condições de Titã.
Na pesquisa, publicada no periódico Science Advances, eles descrevem uma membrana celular feita de pequenos compostos de hidrogênio e capaz de funcionar com metano líquido a uma temperatura de – 144 ºC. Esse modelo é inspirado em moléculas terrestres com base de água, que formam uma membrana similar capaz de proteger seu material orgânico. Como em Titã a água não estaria disponível, eles trabalharam com o metano líquido.
Essa célula, construída também de nitrogênio, carbono e hidrogênio (disponíveis no satélite) seria tão estável e flexível quanto uma terráquea.
Agora o próximo passo é criar um modelo que mostre que tipo de indicadores uma forma de vida baseada nessas células produziria. Assim, astrobiólogos poderiam buscar por esses sinais na atmosfera de Titã – e, quem sabe, encontrar a vida alienígena que tanto buscamos.

11.155 – Matéria Escura Causou Extinções em Massa


A Terra já passou por múltiplos de eventos de extinção em massa. O mais famoso deu fim aos dinossauros – a extinção do Cretáceo-Paleogeno, ou K-Pg. A catástrofe foi tão grande que até deu origem a um filme com o nome errado, mas não foi a pior que já aconteceu por aqui. A passagem do Permiano-Triássico, há 251 milhões anos, ganhou o apelido de A Grande Morte. Nela, desapareceram cerca de 90% das espécies de animais e plantas (as baratas sobreviveram).
Uma nova pesquisa afirma que esses ciclos de destruição podem ter sua causa no espaço, com a vilã sendo a misteriosa matéria escura. A possibilidade foi levantada em um estudo do biólogo Michael Rampino, da Universidade de Nova York.
O Sol – e, junto com ele, a Terra e o resto do Sistema Solar – gira em torno do centro da Via Láctea uma vez a cada 250 milhões de anos. Mas esse não é o único movimento que ele faz. Ao mesmo tempo, a estrela também se move para cima e para baixo, de forma perpendicular ao “prato” da galáxia. É como se estivéssemos num vinil rodando constantemente, mas ao mesmo tempo atravessando-o verticalmente, do lado A para o lado B, e depois do B para o A.

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O cientista notou que os períodos em que ocorrem as grandes extinções correspondem às épocas em que passamos pelo centro do disco (mais ou menos ali no ponto laranja da imagem acima). E, no centro, as coisas são mais nervosas que na periferia. Segundo diversos cálculos de astrofísicos, citados pelo cientista, há uma concentração maior de matéria escura nessa área.
Rampino propõe então que, quando o Sol atravessa o centro do disco galáctico, os cometas na Nuvem de Oort podem acabar desviados em direção a Terra, por influência da matéria escura. Bye-bye dinos.
Mas não é só. A matéria escura pode penetrar e se acumular no núcleo terrestre, colidindo e aniquilando a si própria, causando um grande aquecimento. Isso se acumula ao longo de milhões de anos, até resultar em massivas explosões vulcânicas, inversões no campo magnético, mudanças no nível dos mares e mesmo a criação de montanhas, pelo movimento das placas tectônicas. Esses cataclismos geológicos não caem muito bem para a maioria das espécies vivas, e poucas delas conseguem se adaptar. Essa teria sido a causa de várias extinções que não envolveram cometas.
A esta altura, você provavelmente está se perguntando quando foi a última vez em que a Terra passou pelo centro do disco galáctico. “Há 2 ou 3 milhões de anos”, afirma Rampino, em entrevista ao Supernovas. Por essa época, ocorreu a extinção do Plioceno-Pleistoceno, que salvou a humanidade – que ainda estava descobrindo como bater uma pedra na outra – de conviver com maravilhas da evolução como o megalodon e as aves do terror.
Só que não termina por aí. Ainda estamos vivendo a Extinção do Quaternário, que tirou da jogada criaturas bem mais simpáticas, como o mamute, o tigre dentes de sabre e a preguiça gigante. Ainda que a causa mais comumente apontada seja o próprio ser humano, Rampino não descarta a influência galáctica. “Ainda estamos no disco central. A extinção do Plioceno pode ter sido o anúncio para uma tempestade de cometas no presente”, diz. “Mas o ponto principal é que a atividade geológica interna do planeta pode ser impulsionada pelo acúmulo de matéria negra no núcleo”.

11.154 – Sem Pés no Chão – Empresas planejam abrir negócios no espaço


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Quem pode ser o dono da Lua? E de um asteroide? Ou de um terreninho em Marte?
De acordo com o Tratado do Espaço Exterior, de 1967, nenhuma nação pode reivindicar soberania sobre qualquer parte de qualquer rocha celestial.
Mas o tratado é menos claro a respeito do que uma empresa ou indivíduo pode fazer no espaço –possivelmente porque na década de 1960 os redatores do acordo devem ter achado difícil imaginar uma corrida espacial liderada por empresários.
Para empresas atuais que pretendem estabelecer uma colônia lunar ou garimpar platina em asteroides, a ambiguidade é mais um obstáculo.
“Como você convence as empresas a investirem na Lua se não existe um marco jurídico, e como, por outro lado, você cria um marco jurídico se não há operações empresariais?”, perguntou John Thornton, presidente-executivo da Astrobotic Technology, de Pittsburgh (Pensilvânia), que pretende ser a primeira empresa privada a pousar uma nave teleguiada na Lua.
Um acordo internacional de 1979, o Tratado da Lua, prevê que as empresas não podem lucrar com o espaço, que ninguém pode ser proprietário da Lua e de outros corpos celestes e que as riquezas lunares devem ser compartilhadas entre as nações, especialmente os países em desenvolvimento. Mas os EUA, a Rússia e a China nunca assinaram esse tratado.
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA, à qual cabe autorizar lançamentos espaciais privados no país, enviou em dezembro uma carta à Bigelow Aerospace, de Nevada, prometendo providências para que nenhuma empresa americana interfira na atuação de concorrentes na Lua e em outros lugares do espaço.
Em 2003, a Bigelow solicitou à FAA que analisasse uma proposta para o pouso de um dos seus habitats na Lua, com a intenção de que fosse usado como base para pesquisas científicas e mineração.
“Reconhecemos a necessidade do setor privado de proteger os seus ativos e seu pessoal na Lua ou em outros corpos celestes”, escreveu George Nield, da FAA.
Na sua proposta, a empresa sugeriu à FAA que ampliasse a sua própria autoridade para poder rever cargas e alvarás de lançamento. Basicamente, a Bigelow pediu à FAA que não autorize nenhuma outra firma americana a pousar no mesmo lugar.

11.103 – Física – O Big Bang não existiu?


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A teoria mais aceita hoje é que o Universo teve um início : o Big Bang, a explosão de um ponto infinitamente denso, uma singularidade. A partir dessa explosão, teria havido uma expansão e o resultado seria o Universo atual. Essa teoria é baseada na relatividade geral, proposta por Einstein.
No entanto um novo modelo, que mistura correções quânticas na teoria de Einstein, sugere que não houve Big Bang. E que, na verdade, o Universo não começou: ele sempre existiu.
“A singularidade do Big Bang é um problema para a relatividade, porque as leis da física já não fazem sentido pra ela”, afirma Ahmed Farag Ali, pesquisador da Universidade Benha, no Egito. Ele e o coautor Saurya Das, da Universidade de Lethbridge, em Alberta, no Canadá, mostraram que esse problema pode ser resolvido se acreditarmos em um novo modelo, no qual o Universo não teve começo – e não terá fim.
Os físicos esclarecem que o que eles fizeram não foi simplesmente eliminar a singularidade do Big Bang. Eles se basearam no trabalho de David Bohm, físico que, nos anos 1950, explorou o que acontecia se substituíssemos a trajetória mais curta entre dois pontos numa superfície curva por trajetórias quânticas. No seu estudo, Ali e Das aplicaram as trajetórias Bohminanas a uma equação que explica a expansão do universo dentro do contexto da relatividade geral. Com isso o modelo contém elementos da teoria quântica e da relatividade geral. Os pesquisadores esperam, com isso, que seu modelo se mantenha mesmo quando uma teoria completa da gravitação quântica for formulada.
Mas então o Universo não teve nem começo e nem fim? Com o modelo, os físicos estabelecem que o Universo tem um tamanho finito – e, com isso, podem dar a ele idade infinita, o que combina com nossas medições de constantes cosmológicas e de densidade.
O modelo descreve o Universo como preenchido com fluido quântico, que seria composto de gravitons, partículas hipotéticas que mediam a força da gravidade. Se eles existem, eles teriam um papel essencial na teoria da gravitação quântica. Agora os físicos pretendem analisar perturbações anistrópicas no Universo, elevando emc onsideração a matéria escura e a energia escura, mas eles acreditam que os próximos cálculos não afetarão os resultados atuais.

11.052 – Eclipses solares em 2015


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Assim como no ano passado, nenhum dos dois eclipses solares de 2015 será visível do Brasil. No dia 20 de março, um eclipse total do Sol, quando toda a luminosidade da estrela é encoberta pela Lua, será visível apenas do Ártico. Já em 13 de setembro haverá um eclipse parcial, que poderá ser observado na Antártida, Namíbia e África do Sul.
Outros Eventos
Madrugada com chuva de meteoros
Quando a Terra cruza a órbita de cometas, as partículas liberadas por eles provocam as chuvas de meteoros. Isso porque, ao se aproximar do Sol, o cometa perde matéria e deixa um rastro pelo caminho. Ao entrar em contato com a atmosfera terrestre, essas partículas queimam, formando os meteoros que vemos no céu.
“O ano promete ser bom para os que gostam de estrelas cadentes. Algumas das principais chuvas de meteoros do ano acontecerão sob condições favoráveis, em períodos em que o céu está escuro pela ausência do brilho lunar”, afirma Gustavo Rojas.
Os meteoros Geminídeos atingem o pico na noite de 13 para 14 de dezembro, considerada uma das melhores do ano por ser uma das mais intensas. Outras datas que terão boas condições de observação são 22 de Abril, noite dos meteoros Lirídeos, e 21 de outubro, noite dos Orionídeos. “As três chuvas acontecerão durante o quarto crescente. Portanto, no fim da madrugada (melhor horário para a observação dos meteoros) a Lua não estará no céu”.
Planetas em oposição
Quando um planeta está em oposição em relação ao Sol, é o melhor momento para observá-lo. Aqui da Terra, conseguimos ver a oposição de Marte, Júpiter e Saturno, que ficam visíveis, cada um no seu período de oposição, durante toda a noite. Urano e Netuno, mesmo ficando mais brilhantes, não atingem o nível suficiente para serem vistos a olho nu, enquanto Mercúrio e Vênus, por estarem mais perto do Sol do que a Terra, nunca ficam em oposição para nós – embora ambos sejam normalmente visíveis.
Para observar um planeta em oposição, deve-se olhar, no começo da noite, na direção Leste, onde o Sol nasce. O ponto mais brilhante será o planeta. Júpiter fica em oposição no dia 2 de fevereiro, Saturno em 23 de maio, Urano em 11 de outubro e Netuno em 11 de setembro. Marte só ficará em oposição em 2018.
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Conjunções planetárias
Em 22 de Fevereiro, Vênus e Marte estarão lado a lado no céu logo após o entardecer. E em 26 de outubro, os dois planetas mais brilhantes, Júpiter e Vênus, aparecerão um ao lado do outro antes do amanhecer. Nos dois casos, deve-se olhar na direção em que o Sol está (Oeste do primeiro caso e Leste do segundo).
Em 28 de outubro, Vênus, Marte e Júpiter estarão em conjunção, enquanto no dia 7 de dezembro será a vez da Lua e de Vênus estarem próximos. Nesses últimos casos, deve-se olhar para o Leste antes de o sol nascer.

Chegada a Plutão
A sonda, lançada pela Nasa em 19 de janeiro de 2006, será a primeira a estudar Plutão de perto, assim como Charon, a maior lua desse planeta anão. Em seguida, a New Horizons viajará para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois de Plutão. Nesse Cinturão existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Esses pequenos planetas são importantes por tratar-se de relíquias de mais de 4 bilhões de anos. A viagem ao Cinturão de Kuiper, no entanto, está prevista para o período entre 2016 e 2020.

11.051 – Eclipses Lunares em 2015


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O destaque do ano é o eclipse lunar de 27 de setembro, visível em todo o Brasil. A Lua começará a escurecer às 22h07, ficará totalmente encoberta às 23h11 e voltará ao normal à 1h27. “A Lua terá uma aparência avermelhada, causada pelos raios solares refratados pela atmosfera terrestre”, explica Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos. Por causa da coloração, a ocorrência é conhecida como “Lua de sangue”.
O eclipse de 27 de setembro também coincide com a data de uma superlua, fenômeno em que o satélite aparece maior e mais brilhante no céu, por estar no ponto de sua órbita mais próximo da Terra. “A Lua vai aparecer um pouco maior no céu, mas isso não é muito perceptível. Para a maioria dos espectadores será um eclipse como os demais”, afirma Rojas. O próximo eclipse lunar tão bem visível no Brasil acontecerá novamente apenas em 2019.
Em 4 de Abril haverá outro eclipse lunar, mas ele só poderá ser visto no Acre e no Oeste do Amazonas.

11.040 – Descoberto sistema solar mais velho que já pode ter abrigado vida


Astrônomos anunciaram a descoberta dos mais antigos planetas do tamanho da Terra já conhecidos, em um sistema estelar com 11,2 bilhões anos de idade. Eles dizem que o achado sugere que a vida poderia ter existido durante a maior parte de 13,8 bilhões de anos de história do Universo.
Os cinco planetas do tamanho da Terra foram detectados através de uma análise de dados do telescópio espacial Kepler da NASA, que procura por variações indicativas na luz estelar assim que os planetas atravessam o disco de uma estrela. Neste caso, a estrela está a 117 anos-luz da Terra e é 25% menor do que o nosso Sol. Ele é conhecido como Kepler-444.
Os pesquisadores usaram uma técnica que mede pequenas oscilações no brilho de uma estrela, para determinar a idade da Kepler-444.
Os planetas variam em tamanho entre Mercúrio e Vênus, mas todos eles orbitam a Kepler-444 dentro de uma órbita parecida com a de Mercúrio em nosso Sistema Solar.
Isso faria com que estes planetas fossem quentes demais para o desenvolvimento da vida como a conhecemos. No entanto, o fato de que tais planetas poderiam se formar tão cedo na história do Universo sugere que os mundos favoráveis à vida poderiam existir por bilhões de anos.
“Há implicações de longo alcance em torno desta descoberta”, disse em um comunicado à imprensa Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, principal autor do artigo publicado esta semana no The Astrophysical Journal.
“No momento em que a Terra se formou, os planetas neste sistema já eram mais velhos do que o nosso planeta é hoje. Esta descoberta agora pode ajudar a identificar o começo do que poderíamos chamar de” era da formação do planeta “, disse Campante.
Confira o vídeo como funciona este sistema solar extremamente antigo:

11.016- A NASA quer mandar um helicóptero para Marte


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Para otimizar as pesquisas em Marte, a próxima ideia do Jet Propulsion Lab, da NASA, é enviar um tipo de helicóptero ao planeta vermelho. Afinal, até o momento, nossas sondas foram capazes de cobrir áreas menores e limitadas pelo relevo. Com uma sonda capaz de ‘voar baixo’, mais informações poderiam ser obtidas em um tempo menor.
Mas o negócio é mais difícil do que apenas mandar um tipo de drone para lá. A gravidade de Marte é diferente da Terra – precisamente apenas 38% da gravidade que temos por aqui. “Além disso, o sistema precisa ser autônomo e ser capaz de pousar e decolar em terreno rochoso”, afirma Bob Balaram, engenheiro da Nasa.
Até o momento, um protótipo está sendo testado em uma câmara que simula o ambiente marciano. Para conseguir o impulso suficiente, cientistas precisam criar uma máquina que seja capaz de produzir 2,400 revoluções por minuto. Com isso, o helicóptero poderia dar saltos e voar em Marte por períodos de dois a três minutos antes de precisar pousar novamente.
E pousar é um grande desafio – “enquanto com a Curiosity tivemos 7 minutos de terror, quando realizamos seu pouso, com o helicóptero teremos essa preocupação diariamente”.

11.011 – Grande asteroide se aproximará da Terra nesta segunda-feira, dia 26/janeiro de 2015: saiba como observá-lo


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Um asteroide de meio quilômetro de diâmetro, denominado 2004 BL86, passará a 1.200.000 km da Terra, ou seja, distância três vezes maior que a de nosso planeta em relação à Lua, segundo a Nasa. Até o ano 2027, esse asteroide será o que mais se aproximará da Terra, embora as probabilidades de que represente uma ameaça efetiva contra o planeta sejam mínimas.
“Em 26 de janeiro, acontecerá a maior aproximação do asteroide 2004 BL86 em 200 anos”, afirmou o diretor do Programa NEO, da NASA, no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, nos EUA. “Este fato representará a passagem relativamente perto de um asteroide relativamente grande, por isso será uma oportunidade extraordinária para poder observar e aprender”, acrescentou. A passagem do asteroide 2004 BL86 pelo céu noturno da Terra será observável de qualquer hemisfério, através de pequenos telescópios (abertura de 10 cm ou maior) e grandes binóculos, direcionados à constelação de Câncer. O 2004 BL86 atingirá magnitude visual de 9, o que significa que poderá ser observado como uma tênue estrela.

11.003 – Astronomia – Planeta anima cientistas em busca de vida extraterrestre


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Três novos planetas situados fora do Sistema Solar foram descobertos por cientistas americanos, a partir de dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Um deles está na chamada “zona habitável” de sua estrela, isto é, a uma distância que permitiria a existência de água líquida em suas superfícies. Essa condição é indispensável para a potencial existência de vida, de acordo com os astrônomos.​
Liderado por pesquisadores das universidades do Arizona, da Califórnia e do Havaí, o novo estudo foi financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês). O artigo foi submetido à revista Astrophysical Journal, mas ainda não tem data para ser publicado.
Na primeira semana de janeiro, outro grupo dos Estados Unidos anunciou a descoberta de oito planetas na zona habitável de suas estrelas, com distâncias da Terra variando entre 475 e 1100 anos-luz. Além deles, os dados do Kepler já levaram à descoberta de mais de mil planetas.
A nova descoberta, no entanto, é considerada a mais promissora até agora na busca de planetas semelhantes à Terra. Os três novos objetos estão na órbita da estrela EPIC 201367065, que fica a cerca de 150 anos-luz da Terra. De acordo com os autores do estudo, essa distância, considerada pequena em escala astronômica, permitirá pela primeira vez o estudo de um planeta da zona habitável com os instrumentos e tecnologias atuais.
As dimensões dos novos planetas são 110%, 70% e 50% maiores que as da Terra. O menor deles, que tem a órbita mais distante de sua estrela, recebe níveis de radiação luminosa semelhante à que nosso planeta recebe do Sol, de acordo com Erik Petigura, um estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele descobriu os planetas no dia 6 de janeiro, quando realizava uma análise computacional dos dados do Kepler. Segundo Petigura, há uma possibilidade real do planeta mais externo ser rochoso, como a Terra, o que significa que ele poderia ter a temperatura certa para a formação de oceanos de água líquida.

A estrela EPIC 201367065, segundo os autores, é uma anã-vermelha que tem aproximadamente a metade do tamanho e da massa do Sol e, portanto, emite menos calor e luz. A maior parte dos planetas descobertos pela missão Kepler, até agora, são envolvidos por uma espessa atmosfera rica em hidrogênio, que são provavelmente incompatíveis com a vida.

Exoplanetas, isto é, os planetas fora do Sistema Solar, são descobertos às centenas atualmente, embora os astrônomos fiquem na dúvida sobre a possibilidade de algum deles realmente ter condições semelhantes às da Terra. Segundo Andrew Howard, da Universidade do Havaí, a nova descoberta ajudará a resolver essa questão. O próximo passo será estudar as atmosferas do novo planeta com o telescópio Hubble e outros observatórios, para descobrir quais elementos existem em sua atmosfera.

Kepler-438b e Kepler-442b
Candidatos a explonetas mais parecidos com a Terra já descobertos, eles orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a órbita do primeiro é de 35 dias, o Kepler-442b completa uma órbita em sua estrela a cada 112 dias.
Com diâmetro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%.