13.909 – Oftalmologia – Implante ocular


Pesquisadores de São Carlos criaram um novo formato de prótese ocular que pode diminuir desconfortos em pacientes. O material é praticamente idêntico a um olho comum. O implante tem formato cônico e por isso se adapta melhor ao local. Os estudos duraram 10 anos e o olho artificial já foi implantado em 50 pacientes em SP.
Segundo os pesquisadores, a vantagem do novo implante é que ele diminui as chances de rejeição, já que ao contrário de outros modelos feitos de plástico, a peça é feita com uma mistura de cálcio, fósforo, sódio e sílica, que auxiliam na regeneração dos tecidos dos olhos.

13.538 – Oftalmologia – Uma lente pode evitar o transplante de córnea


oftalmologia
O segredo é uma pequena peça, feita de material acrílico, que é implantada nos olhos do paciente. Ela funciona como uma espécie de filtro e é muito mais simples do que o transplante de córneas.
“Já foram realizadas 52 cirurgias com acompanhamento de mais de três anos e, além daqui, essa cirurgia já foi realizada em alguns países, nos Estados Unidos, na Alemanha, na Itália, na Argentina, nos Emirados Árabes e na Austrália, e realmente vem atraindo a atenção de oftalmologistas de todo o mundo”, diz Claudio Trindade, o criador do método.

Ceratocone:
Muitos casos de Ceratocone são diagnosticados como Astigmatismo irregular (distorção da imagem causada pela alteração da curvatura normal da córnea)ou Miopia.
Ceratocone é uma doença ocular que preocupa muitos pacientes, necessitando de diagnóstico precoce para interromper sua progressão e permitir um tratamento bem-sucedido. Estima-se que a doença atinja uma em cada 20 mil pessoas no Brasil e faz com que a córnea adquira formato cônico e irregular, resultando em visão distorcida, mas não se preocupe, ceratocone tem cura .
O tratamento do ceratocone visa sempre proporcionar uma boa visão ao paciente, bem como garantir seu conforto na utilização dos recursos que serão empregados e principalmente preservar a saúde da córnea. As alternativas de tratamento de modo geral são avaliadas nesta ordem: óculos, lentes de contato, e cirurgias.
O acompanhamento constante da doença é importante, pois o Ceratocone é uma doença progressiva. Tanto o diagnóstico da doença como a verificação de sua progressão dependem de exames especiais, destacando-se a topografia da córnea (estudo da superfície), tomografia de córnea (estudo 3D), acuidade visual e refração (avaliação da óptica ocular).
A primeira opção que o paciente recebe é a prescrição de óculos, na maior parte das vezes em casos iniciais da doença, quando o astigmatismo irregular ainda é baixo e é possível obter uma boa acuidade visual (visão). Quando há um avanço da doença, na maior parte das vezes, a acuidade visual (visão) satisfatória não corresponde a qualidade visual, ou seja, o paciente pode ler as letras na Tabela de Snellen (tabela utilizada para verificação da visão do paciente na consulta médica com Oftalmologista) mas a qualidade da imagem não é precisa.
A partir do momento em que os óculos não conseguem fornecer uma visão satisfatória, a lente de contato é a próxima alternativa. Em determinados casos, as lentes gelatinosas para a correção do Ceratocone possibilitam adaptação perfeita. Em outros, os pacientes adaptam-se melhor com as lentes rígidas gás permeável ou lentes esclerais e semi-esclerais.

A adaptação de lentes de contato no Ceratocone deve ser feita por médicos oftalmologistas experientes que possam dar o devido acompanhamento e orientação ao paciente. Com isso proporcionando a melhor visão possível, principalmente assegurando a saúde fisiológica da córnea do paciente.

As lentes de contato podem retardar ou estabilizar a progressão da ectasia?

Infelizmente não! Pois mesmo representando uma forma eficaz de melhora da visão
Uma lente mal adaptada ou de má qualidade pode causar erosão de córnea, ceratite, hidropsia seguida de leucoma, edema de córnea e infecções oculares.

Quando a cirurgia do Ceratonone está indicada?
O tratamento cirúrgico do Ceratonone está classicamente indicado com o objetivo de melhorar a visão e permitir reabilitação visual e para estabilizar a progressão da doença.

 

Quais procedimentos cirúrgicos podem ser indicados para casos de ceratocone?
O tratamento cirúrgico era exclusivamente o Transplante de Córnea até meados dos anos 1990. Entretanto, há cirurgias alternativas que podem ser indicadas para o ceratocone com diferentes objetivos em diferentes fases da doença

 

13.428 – Cientista cria retina artificial à base d’água


A ideia básica desse tipo de implante é usar uma câmera para gerar sinais elétricos que o cérebro é capaz de interpretar da mesma maneira que lê o mundo a partir da sua retina. Ou seja: fazer pessoas com doenças genéticas degenerativas como a retinite pigmentosa voltarem a enxergar com olhos literalmente biônicos.
O problema é que instalar uma pequena máquina fotográfica dentro de alguém ainda é, por razões óbvias, um procedimento muito invasivo, com grandes chances de rejeição por parte do paciente. É por isso que a química Vanessa Restrepo-Schild, da Universidade de Oxford, criou uma retina sintética feita com um material maleável e muito similar ao real – um avanço inédito nas pesquisas com implantes eletrônicos.
“O olho humano é incrivelmente sensível, por isso, corpos estranhos como implantes metálicos na retina podem ser muito danosos, causando inflamações e ferimentos”, explicou Restrepo-Schild à assessoria de Oxford. “Um implante biológico sintético, por outro lado, é macio e solúvel em água, então é muito mais amigável no ambiente do interior do olho.”
Segundo a cientista, é preciso acabar com o imaginário popular que está por trás de seres humanos biônicos: pessoas de aparência metálica, robótica. “Eu quero pegar os princípios que estão por trás de funções vitais do nosso corpo, como a audição, o tato e a habilidade de detectar luz, e replicá-los no laboratório usando componentes naturais. Eu espero que minha pesquisa seja o primeiro passo em uma jornada para produzir tecnologia que seja macia e biodegradável em vez de rígida e descartável.”

13.349 – Oftalmologia – Ler no escuro prejudica a visão?


ler-a-noite
“Leitura em ambientes mal iluminados pode provocar um cansaço temporário dos olhos, mas isso passa assim que a iluminação adequada é restabelecida”, diz o americano Aaron Carroll, professor de pediatria do Instituto Regenstrief, em Indianápolis, nos EUA. De acordo com Carroll, o número de pessoas com problemas de visão não era maior no passado, quando nem existia luz elétrica. “Se ler com a iluminação proporcionada por velas, tochas ou lampiões realmente provocasse danos irreversíveis, todo mundo seria praticamente cego naquela época.”
Com pouca luminosidade, nossas pupilas se dilatam para aumentar a entrada de luz, reduzindo a profundidade de foco. Por isso, quem lê no escuro faz mais esforço com os olhos. O resultado, muitas vezes, é fadiga ocular e dor de cabeça. Mas nada disso tem relação com o eventual aparecimento de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo) ou com o aumento do grau de suas lentes corretivas. Para uma leitura mais confortável em ambientes escuros, use uma fonte de luz direcional. Isso aumenta o contraste do material a ser lido e evita o cansaço dos olhos.

12.478 – Cientistas usam células da pele para devolver visão a pacientes pela primeira vez


oftalmologia
Cientistas japoneses relataram o primeiro transplante bem-sucedido de células da pele para o olho em humanos.
Ou seja, células-tronco derivadas da pele de uma paciente foram transplantadas para seu olho para restaurar parcialmente sua visão.
A paciente que recebeu o transplante foi uma mulher de 70 anos de idade diagnosticada com degeneração macular relacionada à idade, a principal causa de deficiência visual em pessoas idosas.
Progresso

O tratamento experimental começou em 2014 como parte de um estudo piloto. Agora, dois anos após o transplante, os cientistas decidiram compartilhar os resultados.
Eles esperaram tanto tempo a fim de monitorar o progresso da paciente e avaliar o sucesso das células modificadas.
As células transplantadas sobreviveram sem quaisquer eventos adversos durante mais de um ano, resultando em uma visão um pouco melhor para a mulher.
O procedimento

Os pesquisadores tiraram um pequeno pedaço de pele do braço da paciente (4 mm de diâmetro) e modificaram as células, reprogramando-as em células-tronco pluripotentes induzidas.
Essas células têm a capacidade de se diferenciar em quase qualquer tipo de tecido dentro do corpo. Uma vez que as células foram induzidas a tornar-se epitélio pigmentar da retina, foram cultivadas em laboratório para crescer em uma folha ultrafina, a qual foi, em seguida, transplantada atrás da retina da paciente.
Cientistas restauram visão em ratos cegos
“Estou muito satisfeito que não houve complicações com a cirurgia”, disse o principal autor da pesquisa, Masayo Takahashi, do Centro Riken de Biologia do Desenvolvimento, no Japão, em 2014.
Bons resultados

Enquanto ainda é cedo para dizer que esse procedimento experimental deve ser utilizado em larga escala, os sinais até agora são promissores.
“A folha transplantada sobreviveu bem, sem quaisquer indicações de rejeições imunes nem proliferação inesperada adversa por um ano e meio, alcançando o nosso objetivo principal deste estudo piloto”, disseram os cientistas em um comunicado para a imprensa esta semana.
Embora não tenha havido uma restauração completa da visão na paciente, o estudo mostrou um avanço significativo no uso de células-tronco pluripotentes induzidas – que os cientistas pensam que podem ser usadas para tratar uma série de doenças, como Parkinson e Alzheimer, e não apenas problemas de visão.
Mais pesquisas

Uma série de outros estudos também estão mostrando resultados positivos na restauração da visão a partir de tratamentos com células-tronco.
No início do ano, pesquisadores na China e nos EUA foram capazes de melhorar a visão de bebês com catarata através da manipulação de níveis de proteína em células-tronco.
Além disso, uma mulher da cidade americana de Baltimore cega há mais de cinco anos ganhou um pouco de sua visão de volta após células-tronco serem extraídas de sua medula óssea e injetadas nos seus olhos.
Embora muitas questões permaneçam em aberto sobre esse tratamento específico, não há como negar que a pesquisa com células-tronco é um campo muito próspero de estudo. [ScienceAlert]

12.253 – Metade do mundo vai ser míope em 2050


Você quer enxergar carros voadores no futuro? Então a recomendação é não forçar muito a vista até lá. De acordo com uma nova pesquisa, quase cinco bilhões de pessoas no planeta terão miopia até 2050.
Ainda em 2020, a estimativa é de que 2,6 bilhões de pessoas, ou 1/3 da população mundial, terão dificuldade em enxergar objetos que estão longe. Só na América do Sul, 53% dos habitantes podem desenvolver miopia até 2050.
E pior: se as previsões feitas pelo Instituto Brien Holden Vision se confirmarem, 1 bilhão de pessoas podem ser consideradas cegas nas próximas décadas.
Para realizar essas estimativas, o instituto analisou artigos sobre miopia que foram publicados em diversos países, desde 1995. O estudo levou em consideração os picos de surgimento da deficiência, o aumento da população e a urbanização de várias regiões. Não à toa, o crescimento das cidades e uso sistemático de computadores são algumas das causas para a o aumento da miopia, avalia o instituto.
Na maioria dos casos, a miopia começa aos seis anos de idade, mas pode surgir repentinamente em adultos com idades entre 20 a 40 anos. Para reverter a situação, o estudo aconselha que pais levem seus filhos regularmente a oftalmologistas, assim como o governo deve reforçar campanhas de prevenção a problemas de visão. Outra saída é diminuir o tempo em que passamos em frente ao computador, ou usar óculos o resto da vida.

12.175 – Oftalmologia – O implante de olho que poderá extinguir a cegueira do mundo


Aos cinco anos de idade, Lewis foi diagnosticada com retinite pigmentosa, uma doença que afeta os fotorreceptores da retina, impedindo a absorção da luz. Desde então, seu olho direito ficou completamente cego e seu olho esquerdo reduzido a uma visão muito limitada.
Uma vez que o nervo ótico não sofreu nenhuma lesão durante a doença, a questão passou a ser simplesmente como substituir os fotorreceptores afetados. Foi aí que surgiu uma técnica recente em desenvolvimento de uma empresa de engenharia alemã, a Retina Implant AG. Trata-se de um chip de 3×3 mm, que contém 1.600 eléctrodos, que captam a luz que entra nos olhos e ativa as células nervosas da retina, as quais enviam sinais elétricos ao cérebro através do nervo ótico.
O procedimento não foi simples: o implante do chip na parte de trás do olho ocorreu no hospital John Radcliffe, de Oxford, e durou um dia inteiro. Depois da operação, Lewis passou a ver flashes de luz. Poucas semanas depois, seu cérebro começou a dar sentido e significado a esses estímulos externos. Para regular a sensibilidade, o contraste e a frequências das imagens, a paciente conta com um dispositivo sem fio com mostradores que ela opera com as mãos.
Embora essa tecnologia ainda tenha um longo caminho a percorrer, está claro que seu propósito é melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

11.762 – Medicina – Cura para cegueira através da substituição de células de visão nos olhos


Um novo tipo de terapia genética foi capaz de reprogramar células profundas nos olhos de ratos, que conseguiram perceber luz.
Após o tratamento, um teste simulava um ataque de coruja, em vídeo, no qual os ratos demonstraram resposta positiva, fugindo do predador.
Rob Lucas, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, é o colíder da equipe que desenvolveu e testou o tratamento. “O que podemos dizer é que os ratos normais reagiram à coruja da mesma forma que os ratos deficientes visuais tratados, enquanto os ratos não tratados não fizeram nada”, relatou ele.
A equipe injetou o gene de um pigmento que detecta a luz nos olhos de ratos cegos para ajudá-los a ver objetos reais novamente. A abordagem pretende atender a todos os tipos de cegueira, causados por danos ou não, recuperando as células receptoras de luz. A maioria das terapias genéticas para a cegueira se concentra na substituição de genes defeituosos das formas mais raras, especificamente cegueira hereditária, como a Amaurose Congênita de Leber.
O tratamento permite que que outras células interiores da retina possam capturar a luz. Embora bastonetes (responsáveis pela visão noturna) e cones (que distinguem a luz) normalmente convertam luz em um sinal elétrico, as células ganglionares e bipolares anteriores são responsáveis por processar esses sinais e enviá-los para o cérebro. Deixando que elas produzam o pigmento de detecção de luz, seria possível compensar os receptores perdidos, de acordo com os pesquisadores.
Para isso, os cientistas usaram a rodopsina, pigmento utilizado pelos bastonetes para detectar brilho, que poderia ligar o gene dentro do gânglio e das células bipolares. Esse DNA é inserido através de um vírus nos olhos de ratos com os cones e bastonetes destruídos. Nas tentativas anteriores, os ratos tratados só conseguiam perceber os objetos sob luz extremamente brilhante. Por isso, a descoberta é crucial, também por ser a primeira vez que um gene humano foi testado dessa maneira.
O vírus usado já está aprovado para uso em seres humanos, e Lucas espera começar os testes humanos em cinco anos. “Este é o exemplo mais eficaz do uso da terapia genética no tratamento de degeneração avançada de retina”, disse Robin Ali, da equipe da University College London, que aplicou terapia genética em pessoas com Amaurose Congênita de Leber.
Porém, Robert Lanza, diretor médico da Ocata Therapeutics em Marlborough, EUA, afirma que é preciso ter cuidado com o resultado, pois não se sabe a durabilidade do tratamento. Algumas pessoas com Amaurose Congênita de Leber foram tratadas com terapia genética há alguns anos, e a doença acabou regredindo ao longo do tempo.

11.654 – “Botox” à base de veneno de cobra


botox

Pesquisadores de Minas Gerais desenvolveram um medicamento à base de veneno de cobra cascavel que age como bloqueador neuromuscular, efeito semelhante ao da toxina botulínica (Botox).
Chamada crotoxina, a substância está sendo testada no tratamento do estrabismo, distúrbio que afeta o paralelismo entre os dois olhos.
Hoje, uma opção de tratamento são aplicações de toxina botulínica. Ela causa paralisia transitória do músculo. O relaxamento muscular ajuda a restaurar o equilíbrio nos músculos que controlam o movimento dos olhos.
A pesquisa está sendo desenvolvida por meio de parceria entre a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), as secretarias de Estado da Saúde e de Ciência e Tecnologia de Minas, com apoio do Sebrae Minas.
Segundo a farmacêutica Ana Elisa Ferreira, foram feitos testes laboratoriais e com coelhos. Agora, a equipe busca mais parcerias para realizar outros testes ainda na fase experimental (como de toxicidade entre outros). O investimento estimado é de R$ 1 milhão. Só depois vão acontecer os testes em humanos.
Ana diz que, nos primeiros testes com animais, a neurotoxina apresentou vantagens sobre a toxina botulínica. “Os efeitos parecem ser mais duradouros, tornando as aplicações menos frequentes.”
Para oftalmologista Geraldo de Barros Ribeiro, da UFMG, a crotoxina pode ser uma opção quando o paciente não responde mais às aplicações da toxina botulínica.
A crotoxina é a principal toxina do veneno da cascavel sul-americana. Já a toxina botulínica é obtida de uma bactéria (Clostridium botulinum).
Um dos tratamentos é para as distonias musculares, distúrbio caracterizado por espasmos musculares involuntários. Quando aplicada em pequenas doses, a toxina bloqueia a liberação de acetilcolina (neurotransmissor responsável por levar as mensagens elétricas do cérebro aos músculos) e, como resultado, o músculo não recebe a mensagem para contrair.

11.638 – Cientistas desenvolvem novo colírio que pode dissolver catarata sem cirurgia


catarata
A catarata é a causa de metade dos casos de cegueira no mundo. É possível combatê-la com cirurgias, mas o procedimento não é acessível para todos. Especialmente em países pobres, o acesso a cirurgiões-oftalmologistas pode ser bem complicado.
Para tentar solucionar o problema, um time de pesquisadores da University of California San Diego está desenvolvendo um colírio capaz de dissolver a catarata dos olhos. A descoberta foi descrita na revista Nature.
Entenda
Já se sabe que a catarata decorre de um acúmulo de proteínas desnaturadas no cristalino, que fazem a visão ficar esfumaçada. Isso pode acontecer tanto por causa da idade como por fatores genéticos.
Os pesquisadores da University of California perceberam que pacientes jovens que sofriam de catarata não produziam um hormônio chamado lanosterol, um hormônio esteroide.
Então, eles começaram a fazer alguns experimentos. Primeiro, os pesquisadores aplicaram uma solução de lanesterol em células do cristalino humano. Os resultados foram bastante positivos.
Depois, foi a vez de um grupo de treze coelhos que sofriam de catarata severa. Após seis dias de aplicação do colírio, onze coelhos apresentaram melhoras dramáticas – alguns se curaram completamente.
O último teste foi realizado em um grupo de sete cachorros, de raças mais propensas a terem catarata, como labradores e pinschers. A melhora foi igualmente significativa.
Agora, os pesquisadores vão continuar pesquisando a substância para realizar testes em humanos.

11.429 – Lentes biônicas prometem deixar a visão de qualquer pessoa 100% perfeita


Lentes-Bionicas
Uma nova invenção da medicina promete manter a visão de pacientes 100% perfeita durante o resto de suas vidas. As inovadoras lentes biônicas foram desenvolvidas pelo Dr. Garth Webb, oftalmologista da British Columbia.
Batizadas de Ocumetic Bionic Lens, as lentes biônicas dispensarão óculos e lentes de aumento e não precisarão ser substituídas como acontece hoje com as inseridas cirurgicamente, tudo isso porque as Ocumetic Bionic Lens não sofrem desgaste.
A lente biônica possui tamanho semelhante as lentes comuns existentes no mercado, no entanto, com o poder de não se desgastarem com o passar do tempo e de aumentarem a visão dos usuários. “Se normalmente se pode ver um relógio a uns 3 metros de distância, com estas lentes você poderá enxergá-lo a 9 metros”, declara Webb.
Além disso, Webb afirma que a inserção das lentes é segura, indolor e que só leva 8 minutos, corrigindo a visão do paciente de forma imediata.
O trabalho de 8 anos de pesquisas e estudos custou US$ 3 milhões para Webb, que também é diretor geral da Ocumetics Technology Corp. A apresentação das lentes biônicas foi realizada diante de 14 importantes oftalmologistas.
Devido ao processo de regulamentação das lentes em cada país, é esperado que as lentes possam chegar ao mercado em até dois anos.

11.391 – Cientistas podem encontrar a cura para a cegueira, revertendo a deterioração das células da retina


retina
Eles já conseguiram restaurar, parcialmente, a visão de ratos, em laboratório. A descoberta poderia ajudar a restaurar este problema de visão, que atinge uma a cada 300 pessoas.
A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Berna, na Suíça, e da Universidade de Goettingen, na Alemanha.
O tratamento é focado em algo conhecido como cegueira degenerativa progressiva, que fazem com que células sensíveis à luz, presentes nos olhos, sofram degradação. A pesquisa poderia ajudar pessoas que sofrem de uma série de condições, incluindo retinose pigmentar, degeneração macular e retinopatia diabética.
Usando um processo conhecido como optogenética – que envolve o uso de luz para controlar os neurônios – os cientistas foram capazes de restaurar as capacidades de visão dessas células. Eles fizeram isso através da introdução celular de proteínas sensíveis à luz, chamadas Opto-mGluR6, que sobrevivem na retina, mesmo quando elas degradam.
Em experimento, os ratos acometidos pela cegueira degenerativa progressiva, que já eram incapazes de enxergar, tiveram sua visão restaurada à luz do dia. A equipe acredita que é possível que os mesmos resultados sejam replicados em seres humanos.
As novas proteínas são introduzidas no olho para transformar as células velhas em fotorreceptoras, o que lhes permite processar a luz incidente. Usando vias de sinalização existentes, eles foram capazes de ativar o córtex visual do cérebro para analisar sinais visuais.
Antes do tratamento, ratos cegos foram incapazes de encontrar uma plataforma, ao serem submersos em água. Após o tratamento, eles conseguiram nadar, diretamente ao local, sem dificuldade, alguma.
“A nova terapia pode, potencialmente, restaurar a visão em pacientes que sofrem de qualquer tipo de degeneração de fotorreceptores”.

11.234 – Cientistas descobrem como adicionar visão noturna em olhos humanos


Os animais de estimação são incríveis. Entre as muitas habilidades que eles têm, que nós humanos (ainda) não temos, está a visão noturna. Imagine enxergar tudo mesmo com a ausência de luz – essencial para visão. A verdade é que é uma questão de tempo até os seres humanos adquirirem essa habilidade restrita apenas a alguns animais. E não estamos falando dos tradicionais óculos com infravermelho.
Pesquisadores bioquímicos americanos descobriram como adicionar visão noturna em olhos humanos. O que permite enxergar até 50 metros na escuridão total por várias horas. A chave é uma substância natural, sensível à luz, chamada Clorina E6 (CE6), derivada de criaturas do mar e já utilizada no tratamento de câncer. Agora foi descoberto que a CE6 também tem propriedades que podem ser úteis em tratamentos oftalmológicos.
A teoria da visão noturna está em uma patente de 2012. Segundo o documento, quando uma mistura de CE6, insulina e soro fisiológico é injetada em olhos humanos, a retina é capaz de absorver os elementos e aumentar a capacidade de visão noturna. A prática foi exercida pela equipe do Science for the Masses, que resolveu agir e enfim adicionou visão noturna em olhos humanos.
A cobaia foi Gabriel Licina. Depois de adicionarem a mistura nos olhos de Licina, tiveram que colocar uma lentes pretas para reduzir o impacto da luz. A capacidade de visão noturna aumenta de acordo com o aumento da sensibilidade à luz.
Foram injetados 50ml da substância em cada olho de Licina, que realmente adquiriu visão noturna, mas apenas por 20 dias, sem efeito colateral. Vale lembrar que esse foi apenas o primeiro teste em humanos e que ainda faltam muitos estudos sobre o assunto.

10.931 – Retinoblastoma: MANCHA BRANCA NO OLHO DIREITO


retino

O retinoblastoma é um tipo de tumor intraocular que, como regra, se manifesta antes dos sete anos de idade. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a incidência desse câncer pediátrico no Brasil é o dobro da dos EUA e da Europa. Enquanto algumas cidades brasileiras registram entre 21,5 e 27 casos desse câncer por 1 milhão de crianças, nos EUA esse valor varia entre 10 e 12 casos por milhão.
Como o retinoblastoma não é visível e se manifesta nos primeiros anos de vida, a criança não consegue reclamar dos sintomas, como dificuldade para enxergar, já que ainda não sabe falar. Por isso, segundo Rubens Belfort Neto, chefe do setor de oncologia ocular do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), um dos sinais de alerta para o problema e que deve chamar a atenção dos pais é o chamado “reflexo de olho de gato”, que ocorre no olho da criança ao tirar uma foto em um ambiente escuro.
“A leucocoria é um reflexo anormal no olho. Ao se direcionar um foco luminoso para os olhos, o correto seria a luz entrar na retina, bater no fundo de olho — que é vermelho por conta dos vasos — e deixar um reflexo avermelhado, aquela bolinha vermelha que aparece refletida nas fotografias. Isso é normal. Se a luz do olho fosse azul, o reflexo seria dessa cor. Quando o tumor cresce, o fundo do olho, que deveria ser vermelho, fica branco. A luz do flash bate no tumor e aparece refletida na foto como uma bola branca”.
No Brasil, devido ao atraso da chegada das crianças aos centros de excelência, a taxa de sobrevivência chega somente a 60%. “Infelizmente, de cada três crianças que chegam com o problema, uma ainda morre no Brasil. Quando o tumor aumenta e ainda está dentro do olho, é possível salvar todas as crianças. Agora, se ocorre alguma metástase, piora muito o prognóstico. Quanto mais cedo ela chegar para realizar o tratamento, maior a chance de salvar o olho e a visão.

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10.773 – Japoneses fazem primeiro implante de células reprogramadas


Uma equipe de pesquisadores japoneses fez a primeira cirurgia com células-tronco reprogramadas para tratar um transtorno ocular que pode causar cegueira.
A operação usou as células iPS (células-tronco pluripotentes induzidas, na sigla em inglês). Essas células são obtidas a partir de células adultas que são “induzidas”, por manipulação genética, a retornar a um estágio embrionário. A partir daí, os cientistas as estimulam a se diferenciar para formar o tecido desejado, no caso, a retina –por isso são chamadas de pluripotentes.
A paciente é uma mulher de 70 anos, segundo a equipe liderada por Masayo Takahashi, diretora do Instituto Riken.
Ela tem um tipo de degeneração macular ligada à idade, principal causa de cegueira entre pessoas com mais de 55 anos em países industrializados.
Em 2012, o japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gurdon receberam o Nobel de medicina por criar o método que permite reprogramar células adultas em células-tronco.
O uso de células iPS não apresenta problemas éticos importantes, diferentemente do que ocorre com as células-tronco obtidas de embriões humanos, daí a vantagem do método.

10.698 – Oftalmologia – Células-tronco embrionárias para tratar perda de visão


oftalmologia

Pacientes com doenças graves nos olhos que receberam um transplante de células-tronco embrionárias para recuperar parte da visão toleraram bem o tratamento e não apresentaram efeitos adversos graves. É o que mostra um estudo publicado nesta recentemente na revista médica The Lancet. A pesquisa também sugere que a técnica é eficaz, uma vez que a maioria dos participantes relataram melhoras na visão.
Esses resultados fazem parte da segunda etapa da pesquisa. A primeira foi realizada para averiguar se o tratamento pode provocar efeitos adversos graves, como tumores. A nova fase foi conduzida com o objetivo de verificar se a técnica é segura a longo prazo e se o sistema imunológico do paciente rejeitaria o transplante, algo que preocupava os pesquisadores. As conclusões indicaram, pela primeira vez, que o tratamento não surte efeitos adversos mais sérios no paciente nos três anos seguintes ao transplante.
“As células-tronco embrionárias têm o potencial de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo, mas o transplante delas era complicado pelo risco de problemas como rejeição do sistema imunológico”
A pesquisa foi feita com 18 adultos americanos que tinham dois tipos de degeneração macular – a degeneração relacionada à idade e a distrofia macular Stargardt, principais causas de perda de visão entre idosos e adolescentes, respectivamente. Não há tratamentos eficazes para essas doenças atualmente. Os pacientes receberam, no olho mais afetado pela doença, injeções contendo entre 50 000 e 150 000 células de pigmento do epitélio retinal (RPE) derivadas de células-tronco embrionárias para substituir as células danificadas.
Embora essa etapa da pesquisa não tenha sido feita para avaliar a eficácia da técnica, os pesquisadores observaram que a visão de 10 entre os 18 pacientes melhorou após o transplante. “Essas pessoas relataram melhora significativa na visão geral e periférica, assim como na capacidade de enxergar objetos de perto e de longe”, diz Robert Lanza.
Para que a eficácia do tratamento seja comprovada, os cientistas precisam realizar uma pesquisa de maior escala. A equipe planeja envolver mais de 100 pessoas com cada uma dessas duas doenças no próximo estudo.

9861- Medicina – Transplante de Córnea


transplante de córnea

Trata-se de um procedimento cirúrgico no qual uma córnea lesionada ou com doença é substituída por outra de um doador.
Em uma pesquisa que usa células-tronco realizada pelo oftalmologista brasileiro Francisco Figueiredo na Universidade de Newcastle, pode ser uma alternativa em alguns casos de necessidade de transplante.
A córnea é uma estrutura transparente e curva, que reveste a superfície do olho. Assim como o cristalino, é uma lente natural que nos auxilia a focar os objetos. Em estado saudável, ela é totalmente transparente. Se há perda de sua integridade, ela torna-se embaçada, desfocada e a luz passa a não alcançar a retina, prejudicando sensivelmente a visão e provocando diversos transtornos que irão debilitar o paciente no desenvolvimento das suas atividades diárias e podendo até mesmo ocasionar a perda por completo da visão.
Isto pode acontecer por diferentes motivos, seja por alguma doença adquirida, por um defeito de nascimento ou por um ferimento. Em tais situações, a visão fica bastante afetada e quando não é possível recuperá-la através do uso de óculos ou de lentes de contato e quando o tratamento clinico já não obtém resposta, somente a troca da córnea doente por outra sadia e transparente pode restabelecer a qualidade da visão.
Atualmente, graças aos avanços da medicina e mais precisamente do instrumental cirúrgico, o transplante de córnea é um procedimento com alto índice de sucesso e com a menor taxa de rejeição entre os transplantes de tecidos. Esta é realizada sob anestesia local e sem a necessidade de internação, exceto em crianças e pacientes pouco cooperativos.
O transplante é uma cirurgia que troca a porção central da córnea doente por uma córnea sadia doada. A incisão é realizada através de um bisturi circular, chamado de Trépanos, que possibilita ao cirurgião a execução de cortes perfeitos, melhorando consideravelmente os resultados e ampliando a qualidade da acuidade visual e a capacidade funcional da visão. A nova córnea é fixada por um fio especial mais fino que um fio de cabelo e com o auxílio de um microscópio cirúrgico.
A recuperação definitiva da visão geralmente é lenta, mas após um mês o paciente já pode retomar a maioria das suas atividades diárias sem incômodos. Somente após seis meses desde a cirurgia, caso seja necessário e geralmente o é, o paciente poderá iniciar o tratamento para a correção visual, seja através de lentes de contato, óculos ou cirurgia refrativa.

9632 – Terapia genética em teste freia doença ocular degenerativa


Conseguir ler três linhas de letras miúdas a mais durante um exame de vista pode não parecer um grande triunfo, mas faz uma diferença tremenda para quem estava ficando cego por causa de uma doença degenerativa.
Esse avanço ocorreu durante um teste da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que usou terapia genética para tentar reverter o dano à retina e a outras regiões cruciais dos olhos.
O resultado do teste clínico de fase 1 (cujo objetivo principal é verificar só a segurança do tratamento) foi relatado na revista médica “Lancet”, uma das mais importantes do mundo.
Não há nada de milagroso: dos seis pacientes tratados, quatro continuam com a mesma acuidade visual que tinham antes da operação (eram os casos menos sérios, nos quais a visão era só um pouco mais fraca do que a de pessoas sadias).
Os outros dois doentes –justamente os que já tinham perdido boa parte da visão– responderam de forma mais clara ao tratamento.
A doença que a equipe do pesquisador Robert MacLaren está tentando enfrentar é a coroideremia, assim chamada porque afeta a coroide, camada do olho cheia de vasos sanguíneos que ajuda a nutrir a retina, também progressivamente destruída pela moléstia. A coroideremia afeta uma pessoa a cada 50 mil, em geral homens– e tem origem genética. A cegueira vem ao longo de décadas e é inevitável.
Como um defeito num único gene desencadeia o problema, a ideia dos cientistas é substituir o trecho de DNA defeituoso pelo equivalente “em bom estado”.
Isso é conseguido por meio de um vírus modificado que, na natureza, infecta seres humanos e outros primatas sem causar doenças.
Em laboratório, os cientistas embutem o gene de interesse no vírus, como um arquivo num pen drive, e ele fica encarregado de espalhar o gene nas células do olho após ser injetado no local.
Seis meses depois do procedimento, os resultados se mantiveram –o que ainda é pouco tempo, admitem os cientistas, dada a progressão lenta da doença.
As doenças degenerativas que afetam os olhos têm estado entre os alvos preferenciais da geneterapia por uma conjunção de motivos.
O mais óbvio deles é que não há cura para esse problema, o que justifica abordagens ousadas para preservar a visão dos pacientes.
Além disso, há a questão de como “entregar” o DNA com efeito terapêutico às células certas e evitar que ele afete outros tecidos que não precisam daquele gene extra.
Ainda há o temor de que os vírus modificados que são os “entregadores de DNA” saiam do controle. Os olhos são bons alvos para essas terapias porque o acesso à área de interesse é relativamente fácil e, ao mesmo tempo, a chance de que os vetores de DNA se espalhem por outros tecidos é baixa.
Além dos males oculares, a terapia genética tem mostrado resultados em outros problemas raros de origem hereditária, como baixa imunidade crônica e leucemia.
Por enquanto, só um tratamento desse tipo, para tratar um problema metabólico que causa inflamação do pâncreas, já foi liberado para comercialização na União Europeia.

olho grafico

9102 – Oftalmologia – Sua miopia vai piorar se você não usar óculos?


Se ouvir um oftalmologista dizendo que a miopia se agrava quando óculos ou lentes de contato não são usados, pode ter certeza: esse cara é um picareta. A miopia não piora se você deixar de lado as lentes corretivas. Assim como o uso constante também não vai fazer seu grau diminuir. Seus óculos não são um remédio, capaz de estancar ou fazer regredir uma doença. São apenas a correção para um defeito, um distúrbio visual que você herdou geneticamente ou desenvolveu ao longo da vida.
Uma pessoa míope não enxerga bem de longe (imagens borradas e indistinção de formas), mas vê com nitidez coisas que estejam mais perto. Isso significa que ficar sem óculos durante certas atividades (a leitura de um livro, por exemplo) pode até ser mais confortável. Em contrapartida, deixá-los de lado por tempo demais pode render lacrimejamento, vermelhidão nos olhos e dor de cabeça – incômodos todos eles relacionados de alguma forma à dificuldade de enxergar nitidamente.
Estudos recentes demonstram que o agravamento da miopia muitas vezes está relacionado, isto sim, ao tempo exagerado que se passa diante da TV ou do computador – principalmente entre crianças e adolescentes. “A prova disso é que, estatisticamente, existem mais jovens sofrendo de miopia nas zonas urbanas do que nas rurais”, diz uma pesquisadora, do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O ideal para quem fica o dia inteiro na frente de um computador, é olhar para o horizonte a cada 15 minutos. E praticar qualquer tipo de atividade em áreas abertas, onde a visão para longe seja estimulada.

8351 – Oftalmologia – A Lente de Contato que Cura a Cegueira


As células-tronco são a grande esperança da medicina – sua capacidade de regenerar qualquer tecido do corpo promete curas incríveis. E elas acabam de operar seu primeiro milagre: fazer os cegos voltar a ver. Cientistas australianos desenvolveram uma lente de contato especial, que é revestida de células-tronco e consegue recuperar a visão de pessoas com problemas na córnea (a camada mais externa do olho). Alguns dias depois que a lente é colocada, as células-tronco começam a migrar para o olho, onde substituem as células da córnea e fazem a pessoa recuperar a visão. O procedimento foi testado em 3 pacientes cegos, que estavam na fila para receber transplantes de córnea. E os resultados foram incríveis. Dois dos pacientes se tornaram capazes de ler, e o terceiro pôde até voltar a dirigir. Como as células-tronco são retiradas do olho do próprio paciente, não há risco de rejeição – 18 meses após o tratamento, nenhum dos 3 cegos teve qualquer complicação. “Nós ainda estamos em fase de testes, mas o procedimento é bem simples e logo poderá ser usado em qualquer hospital”, afirma o criador da técnica, o oftalmologista Nick di Girolamo, da Universidade de New South Wales.

Num procedimento cirúrgico, é retirado um pedaço de 1 mm do limbo corneal ou da conjuntiva, regiões ricas em células-tronco. O paciente vai embora para casa no mesmo dia.
As células-tronco são colocadas na lente de contato, que é mergulhada numa solução rica em nutrientes e fica 10 dias numa incubadora, para que as células se multipliquem.
O paciente coloca a lente (cujo tamanho e textura são idênticos aos de uma lente comum). As células-tronco começam a se fundir com a córnea, substituindo as células danificadas.
Após duas semanas, todas as células-tronco já passaram para o olho e o paciente pode tirar a lente. A visão continua a melhorar (a recuperação total leva 3 meses).