13.525 – Austrália proíbe escalada em monte considerado sagrado por aborígenes


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Estão proibidas as escaladas no monólito Uluru, ou Ayers Rock, que fica na zona central da Austrália.
A rocha, composta de arenito, tem 348 metros de altura e é considerada a maior do mundo.
O lugar é considerado sagrado pelos membros da etnia Anangu, aborígenes proprietários do terreno.
As escaladas começaram nos anos 30, quando o terreno ainda pertencia ao governo australiano. Desde que tomaram posse, em 1985, os Anangu tentam proibir a prática.
A decisão para encerrar esse tipo de atividade foi tomada em conjunto com a diretoria do parque nacional Uluru-Kata Tjuta, em que se localiza o monólito.
“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

monte sagrado

13.090 – Mega Sampa Ecologia – A Serra do Mar


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Velha estrada de Santos abandonada

É um maciço rochoso que percorre quase toda a extensão do litoral sul e sudeste brasileiro. Segundo a geologia, a origem da Serra do Mar está relacionada ao evento geológico ocorrido a cerca de 130 milhões de anos atrás e que foi o responsável por separar o super continente da Gondwana formando a América do Sul e a África, e dando origem ao Oceano Atlântico.
Ao se separar do continente africano a placa tectônica sul-americana se chocou com a placa de nazca (do Oceano Pacífico) dando origem a cadeia andina e soerguendo a placa sul-americana na parte oriental, a costa brasileira. Esse soerguimento, ocorrido a cerca de 80 milhões de anos, foi o responsável por expor rochas muito antigas (cerca de 600 milhões de anos) dando início à formação do sistema Serra do Mar – Mantiqueira.
Os intemperismos físicos, químicos e biológicos e a continuação dos eventos geológicos (como o soerguimento do litoral brasileiro que ocorre até hoje) se encarregariam de continuar esculpindo a Serra do Mar.
Com uma extensão de cerca de 1.000 km, a Serra do Mar passa pelo litoral de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e rio de Janeiro recebendo um nome variado em cada local: Serra do Mar, Juréia – Itatins ou Serra da Paranapiacaba em São Paulo, Serra do Itajaí ou Serra do Tabuleiro em Santa Catarina, Serra da Prata, Marumbi, Graciosa ou Ibitiraquire no Paraná e Serra da Bocaina ou dos Órgãos no Rio de Janeiro.
Devido à sua grande extensão e variação de altitudes (de 1200 a 2200 m acima do nível do mar), a Serra do Mar apresenta uma grande variedade de vegetações que vão desde a Floresta Ombrófila Densa até aos Manguezais. Infelizmente, a rápida ocupação do litoral brasileiro e o desenvolvimento das regiões sul e sudeste quase acabaram com essa riqueza de biodiversidade: só no Estado de São Paulo cerca de 90% da vegetação que cobria a Serra do Mar foi devastada.
Uma curiosidade sobre a Serra do Mar: ela continua crescendo. Estudos apontam que o movimento de soerguimento da costa brasileira atingiu uma elevação de 25 metros durante os últimos 300 mil anos.

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12.657 – A montanha sagrada aborígene e os Astronautas Antigos


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Neste místico ponto da Austrália, encontram-se tradições aborígenes, uma indústria turística e, para alguns, a evidência clara da existência de uma antiga civilização extraterrestre.
À primeira vista, ali há somente uma rocha simples, ou uma formação rochosa de 350 metros de altura – embora sua maior parte esteja debaixo da terra -, que se ergue com uma imponente solidão no deserto. Em 1987, Uluru foi declarado Patrimônio da Humanidade, o que só fez aumentar o fluxo de turistas para a região, transformando a rocha em uma indústria em si. O perímetro de Uluru possui uma quantidade grande de pinturas e gravuras que, para os nativos, têm origem divina. É sagrada aos aborígenes e tem inúmeras fendas, cisternas (poços com água), cavernas rochosas e pinturas antigas.
Muitas dessas imagens nas cavernas estão relacionadas à fertilidade e à iniciação e, outras, as mais estranhas, representam os Wandjina, seres mitológicos associados à criação do mundo. São figuras que se assemelham muito aos astronautas ou extraterrestres: de tonalidade acinzentada, não têm boca, mas possuem olhos grandes e negros e a cabeça coberta com uma espécie de capacete.
Para alguns, isso é um suporte perfeito para a teoria dos “Astronautas Antigos”, segundo a qual personagens estranhos trouxeram a vida para a Terra em uma de suas viagens especiais fora do tempo. Para outros, uma simples, e não por isso menos magnífica, invenção ancestral, que tenta explicar o inexplicável (a origem) em uma enorme rocha solitária.
Uluru, também conhecido como Ayers Rock, está localizada quase no centro da Austrália, no Território Norte, a 430 km a sudoeste da cidade de Alice Springs e cerca de 2.800 km de Sydney.

10.705 – O Paraíso é Aqui – Kirkjufell


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A montanha Kirkjufell é muito conhecida por ser protagonista de imagens absolutamente incríveis feitas pelos turistas que visitam a região. Localizada na Península de Snaefellsnes, na Islândia, não há nada de impressionante ou significativo sobre a própria montanha. Não é a maior montanha na Islândia, ou a mais mortal, e também não pode ter a pretensão de ser um dos muitos vulcões que deram à Islândia a reputação de produzir um terço de toda a lava basáltica do mundo.
Mas, se há uma coisa que faz Kirkjufell se destacar e entrar para essa lista é a combinação de todos os elementos que fazem parte da paisagem. Ou seja: esta montanha é muito fotogênica. O trio de cachoeiras que alimentam um córrego cristalino no pé do monte ajuda a criar um retrato perfeito que poderia muito bem ter sido tirado de um dos seus sonhos. E, como a imagem acima mostra, Kirkjufell fica bem no centro de um dos melhores lugares para ver a deslumbrante aurora boreal.

10.667 – Alpinismo – Um cemitério no Everest


Alpinismo é uma atividade desportiva de alta montanha, acima dos 2500 m, que exige uma muito boa condição física, um equipamento de montanha apropriado, uma técnica de progressão que lhe é própria, e geralmente necessita a presença de um guia de alta montanha com uma formação específica, para escolher o percurso e assegurar a cordada.
O alpinismo não deve confundido com o montanhismo que além de um termo genérico relacionado com a montanha, também se pode referir à prática da marcha em condições de baixa ou média montanha.
A palavra alpinismo deriva da atividade desportiva de alto nível realizada na cordilheira centro Europeia conhecida por Alpes. Este termo é no entanto atualmente utilizado como um termo genérico, para definir qualquer ascensão em qualquer zona montanhosa do globo. Prática com um risco elevado, que exige consideráveis conhecimentos, técnicos, físicos, psicológicos, de material e equipamento, e do conhecimento das características destas regiões.
Até recentemente, a escalada e o alpinismo eram entendidos como variantes do montanhismo. Atualmente, porém, considerando o grau de especificidade que estas modalidades atingiram, o montanhismo passou a designar apenas as atividades de marcha em condições de média montanha (até 2 500 aproximadamente), que não requerem materiais e técnicas típicas do alpinismo e da escalada, embora na realização de um percurso de média montanha também possa ser necessário o recurso a pequenas manobras de corda para ultrapassar pequenos obstáculos de rocha ou eventualmente ultrapassar zonas de neve e gelo.
As montanhas sempre fizeram parte da história humana por se tratarem de obstáculos a serem transpostos em viagens, explorações ou migrações, mas antigamente, até á Idade Média, os homens evitavam os cumes aos quais levantavam rumores e lendas, e em 1387 os magistrados de Lucerna fecharam o monge Niklaus Bruder e cinco outros religiosos que haviam tentado subir o Monte Pilatus da região.
Em 1492, Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França, apesar das inúmeras superstições existentes a respeito de seu cume. Em 1744 ocorre a chegada ao cume (chamada pelos montanhistas de “conquista”), do Monte Titlis, nos Alpes berneses; em 1770, a do Monte Buet, no Maciço do Giffre, Alpes Ocidentais, e em 1779 o Monte Vélan, nos Alpes Peninos, também é conquistado.
O alpinismo moderno, porém, nasceu em 8 de agosto de 1786, quando dois franceses, o médico Michel Paccard e o cristaleiro Jacques Balmat, motivados por um prémio oferecido por Horace-Bénédict de Saussure (considerado o fundador do alpinismo), venceram os 4 810 metros do Monte Branco, na fronteira entre França e Itália. O alpinismo toma um impulsão importante com os grandes nomes do alpinismo inglês como Edward Whymper , Albert F. Mummery, Frederick Gardiner, naquilo que ficou conhecido como a idade de ouro do alpinismo, no fim do século XIX e início do século XX quando se verifica uma verdadeira corrida à conquista de montanhas até então inexploradas.

E aí, vai encarar?

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10.362 – Mega Tour – Trem inspirado em vagões de luxo viaja pelo ‘Equador profundo’


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O friozinho típico da manhã em Quito ganhou ares mais quentes assim que o antigo sino da estação de trens de Chimbacalle, no centro da cidade, soou para anunciar a partida de mais uma viagem.
Inspirado nos trens de luxo europeus, o novo Tren Crucero Ecuador viaja por quatro dias entre desfiladeiros, vulcões, parques nacionais, comunidades indígenas, mercados tradicionais e pequenas cidades ligadas à história férrea e econômica do país.
Com apoio também do governo federal e investimentos de mais de US$ 280 milhões (R$ 615 milhões), foram reabilitados mais de 450 km de linhas férreas para fazer esse itinerário sair do papel.
Hoje o trem viaja de Quito à litorânea Guayaquil atravessando os Andes em vagões novinhos, mas sem abrir mão da locomotiva a vapor do início do século 20 restaurada.
Cada viagem leva no máximo 54 passageiros. Os vagões são decorados à moda dos originais, com inspiração europeia nas mesas e cadeiras, dispostas de modo que todo viajante tenha uma janela.
A cada regresso ao trem, mimos para os passageiros: de frutas a produtos típicos do país, como a colada morada, bebida preparada com farinha de milho escura, especiarias e frutas vermelhas.
O atendimento pode ser em português, espanhol, inglês, alemão e francês. Todas as noites, os passageiros desembarcam e são acomodados em “haciendas”, fazendas típicas do período colonial equatoriano.
Dentre elas, merece destaque a Hato Verde (haciendahatoverde.com ), uma propriedade familiar com vista para o vulcão Cotopaxi nas proximidades de Lasso. Ali, a família Mora-Bowen, recebe até 18 hóspedes por noite. No jantar, todos comem juntos, em duas mesas, com os anfitriões sentados entre eles, trocando experiências de viagem e curiosidades culturais de seus países.
Ao longo dos quatro dias, o viajante visita lugares que, à exceção dos parques nacionais, até então não estavam acostumados a receber turistas: assentamentos indígenas, centros de cultivo e exportação das rosas equatorianas e fazendas de cacau.
Vimos manguezais, florestas, vulcões, glaciar e margeamos o rio Alauisi, que chegou a deixar a ferrovia submersa em 1998 durante uma manifestação do El Niño.
No mercado semanal da minúscula Guamote éramos os únicos turistas entre habitantes locais que compravam produtos agrícolas e carnes, muitas vezes na base do escambo –uma saca de legumes podia ser trocada por um porquinho, por exemplo.
Durante a viagem, o trem arranca pela sinuosa ferrovia oscilando de mais de 3.000 metros de altitude até o nível do mar. Fica visível a geografia do país, cortado de norte a sul pela cordilheira dos Andes, com as planícies costeiras, as montanhas permeadas por rios, riachos e lagos, os vulcões com cumes cobertos de neve e as florestas.

trem equador

Um dos trechos mais esperados é no penúltimo dia, quando o trem desce a sinuosa região serrana ao final dos Andes batizada de “Nariz del Diablo”. Ganhou o nome porque suas curvas estreitas em penhascos eram o maior temor dos maquinistas no século passado. Hoje, tanta sinuosidade, emoldurada pela cordilheira, é puro deleite fotográfico para os viajantes.
Como os moradores dos vilarejos por onde passa o trem –como Colta, onde está primeira igreja católica do Equador e, segundo os moradores, a segunda mais antiga da América do Sul– ainda estão pouco acostumados com turistas, acenam entusiasmados quando o trem passa e, nas paradas, se aproximam para saber de onde vêm os forasteiros. Não raras vezes, são os passageiros que ganham ares de atração turística.
TREN CRUCERO ECUADOR
SAÍDAS semanais, de junho a março
PREÇO US$ 1.270 (R$ 2.794), com passeios, hospedagem e refeições nos quatro dias; é possível fazer partes do itinerário; o tour de um dia sai US$ 236 (R$ 519)

10.117 – Avalanche no Everest mata pelo menos 12 pessoas


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Pelo menos doze sherpas nepaleses morreram e três ficaram gravemente feridos em (18-Abr-2014) ao serem soterrados por uma avalanche quando se dirigiam para um dos acampamentos base no Everest. O deslizamento ocorreu no início da manhã a cerca de 6 mil metros de altitude, quando aproximadamente 50 alpinistas se deslocavam do acampamento base I para o II, afirmou um alto funcionário do corpo de montanhista, Tilak Ram Pandey.
O número de mortos pode aumentar, pois os operadores de turismo não confirmaram se há mais montanhistas desaparecidos. Os sherpas, que ajudam a escalada dos alpinistas, dirigiam-se para um acampamento base mais alto e alguns escaladores estrangeiros tinha se unido ao grupo para se aclimatarem com a altitude, como é habitual.
A temporada de escalada de primavera começou oficialmente em março, mas os primeiros alpinistas só iniciaram em abril a subir o Everest, a montanha mais alta do mundo, com 8.848 metros de altura.
Em setembro de 2012, em uma das piores avalanches dos últimos anos, na montanha Manaslu, no Himalaia, 11 alpinistas morreram, entre eles oito franceses e um espanhol. Em novembro de 1995, um deslizamento no Everest deixou 26 montanhistas mortos, dos quais 12 eram japoneses e o restante nepaleses.

9899 – O Cânion das Andorinhas


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Os paredões do cânion das Andorinhas são uma das atrações do Parque Nacional da Serra da Capivara. Essas formas únicas surgiram a partir da atividade vulcânica que separou o continente africano da América do Sul. O terreno já foi fundo de oceano e berço de florestas tropicais.
Tal cânion atrai as andorinhas em tardes ensolaradas.
Em tardes claras, o que acontece na maioria dos dias do ano na serra Vermelha, os turistas podem aguardar e presenciar a descida das andorinhas em pontos específicos dos cânions.
A reunião começa com uma cantoria e termina com um som forte, como um jato rumo ao solo.
Mas nem sempre o sol brilha. Este repórter encontrou naquele dia um tempo nublado. E foi questionado por um comerciante, sem ironia, se já teria imaginado que poderia passar frio no Piauí. A temperatura? Era de 28ºC.
Desça as escadas que dão acesso ao sítio localizado próximo à parte inferior do baixão das Andorinhas.
Lá estão algumas pinturas de cor vermelha, outras brancas e, ainda, algumas feitas com o preenchimento amarelo e o contorno vermelho.

9898 – Geografia – Paredão Natural


Cânion Fortaleza
Cânion Fortaleza

Com 7 quilômetros de extensão, o cânion Fortaleza é o maior do Parque Nacional da Serra Geral, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O nome surgiu do formato dos rochedos, que parecem enormes muralhas fortificadas.
O Desfiladeiro Fortaleza situa-se no Parque Nacional da Serra Geral, no limite dos municípios de Cambará do Sul, no estado do Rio Grande do Sul e Jacinto Machado, no estado de Santa Catarina. Na parte superior do planalto está o estado do Rio Grande do Sul, onde as bordas fazem a divisa estadual de SC e RS, sendo que os paredões e o fundo do vale estão no estado de Santa Catarina.

9788 -☻Mega Recordes


O ponto mais elevado da Terra
– Monte Everest – Nepal – Tibet – 8.844,43 m (rocha) e 8.848 m (gelo)

Ponto mais baixo (maior depressão)
Mar Morto – Israel, Jordânia – A superfície da água está 396 metros abaixo do nível do mar.

Maior profundidade
Fossas Marianas, no Oceano Pacífico – 11.034 m

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Maior Continente – Ásia – 8,6% da superfície planetária (ou 29,5% das terras emersas)

Menor Continente – Ocenia – 9.008.458 km² (7.686.850 km² só da Austrália)

Maior Oceano – O Pacífico – 180 milhões km²

Menor oceano, o Ártico – 13 milhões km². É a menor e a mais rasa das cinco grandes divisões oceânicas do mundo.

Maior desfiladeiro – Grand Canyon – EUA – 446 km de extensão e 1.600 m de profundidade

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Maior Monólito – Monte Augustus, Austrália – O Monte Augustus fica a 1.105 metros de altitude e, com aproximadamente 860 m de altura, cobre uma área de 47.95 km². Ele possui um cume central de 8 km de comprimento.

Maior rocha – Ayers Rock – Austrália – 860 m de de altura e cume de 8 km de comprimento.

Maior mina de cobre a céu aberto (tamanho) – Bingham Canyon Mine – EUA

Maior mina de cobre a céu aberto (produção) – Chuquicamata, Chile – 3 km de extensão e 850 metros de profundidade.

Maior mina de diamantes a céu aberto – Mina de Mirny
Rússia – 525 metros de diâmetro e 1200 de profundidade

Maior ilha – Groelândia – Dinamarca – 2.166.086 km² (se a Austrália não for considerada ilha)

Menor Ilha – Ilhas Pitcairn, Reino Unido – 47 km²

Maior iceberg – B15A – 110 quilômetros de extensão por 20 de largura. A área total: quase 1 700 km²

Território terrestre mais isolado – Ilha de Páscoa – Chile – Situada a 3.510 km da costa oeste do Chile e a 2.075 km da costa sudeste das Ilhas Pitcairn

Maior praia – Praia do Cassino, Brasil – 240 km

Praia do Cassino, a maior do mundo
Praia do Cassino, a maior do mundo

Menor praia – Praia de Gulpiyuri, Espanha – 50 m de diâmetro a 100 m da costa.

Maior caverna – Sarawak, Malásia – 70 m x 700 m x 300 m

Maior deserto – Saara – Argélia, Chade, Egito, Marrocos, Líbia, Sudão, Tunísia – 9 065 000 km²

Menor deserto – Deserto de Maine, EUA – 160.000 m²

Maior deserto de sal – Salar de Uyuni, Bolívia – 12.000 km² de área

Maior floresta – Floresta Amazônica – Brasil, Peu, Venezuela – 7.000.000 km²

Rio mais longo – Amazonas – Peru, Brasil – 7.026 km (fontes citam o Rio Nilo)

Mar mais longo Mediterrâneo – Aproximadamente 2,5 milhões de km²

Maior vulcão – Guallatiri – Chile – Seu cume situa-se a 6.071 metros acima do nível do mar.

Menor vulcão – Taal, nas Filipinas

Maior lago de água doce – Lago Superior – Canadá, EUA – 82.414 km²

Maior lago de água salgada – Mar Cáspio – Rússia, Irã – 371.000 km²

Lago mais profundo – Baikal, Rússia – 1.600m de profundidade

Mar mais raso – Azov, Rússia – Profundidade máxima de 14 metros.

Lago mais alto (navegável) – Lago Titicaca -Peru, Bolívia – 3.811 metros acima do nível do mar

9641 – Geologia – Como se formou o Himalaia?


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A viagem de mais de 6.000 km do continente indiano antes de sua colisão com a Ásia (Eurásia) entre cerca de 40 e 50 milhões de anos atrás.
O Himalaia está entre as formações montanhosas mais jovens do planeta. De acordo com a moderna teoria das placas tectônicas, sua formação é resultado de uma colisão continental, ou então, pelo processo de orogenia (isto é, processo de formação de montanhas) entre os limites convergentes entre as placas Indo-australiana e da Eurásia. A colisão iniciou-se no Cretáceo Superior há cerca de 70 milhões de anos, quando a placa Indo-australiana se moveu rumo ao norte e colidiu com a placa da Eurásia. Há cerca de 50 milhões de anos, com a movimentação rápida da placa Indo-australiana, a junção já havia se estabelecido. Entretanto, a placa, continua a movimentar-se horizontalmente para baixo do planalto do Tibete, forçado a ascendência do planalto. As montanhas de Arakan-Yoma em Mianmar e as ilhas Andamão e Nicobar na Baía de Bengala também se formaram em decorrência dessa colisão.
A placa Indo-australiana ainda se move numa proporção de 67 mm/ano, e nos próximos 10 milhões de anos avançará cerca de 1500 km para o interior da Ásia. Cerca de 20 mm/ano da convergência da Índia com a Ásia é absorvida pelo empuxo ao longo da frente sul do Himalaia. Isto, leva os Himalaias a elevar-se cerca de 5 mm/ano; fazendo com que eles sejam geologicamente ativos. O movimento da placa indiana em direção à placa asiática, também faz esta região ser sismicamente ativa, induzindo terremotos periodicamente.

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9136 – América Latina – Chile: Movido a cobre e salmão


Chile
Segundo o relatório de 2006 do Banco Mundial, o Chile está na 38ª posição no ranking de nações: ostenta um Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas geradas pelo país, de 145,851 bilhões de dólares. Isso significa uma distribuição per capita de 8.876 dólares. A economia depende basicamente das exportações de metais, minerais, produtos industrializados e, em menor parte, de produtos agrícolas. De todo o comércio exterior, a venda de cobre é a mais significativa: em 2006, o produto rendeu ao país 32,332 bilhões de dólares, 55,63% de todo o ganho das exportações. Entre os outros itens, destacam-se o ferro, o iodo, o sal, a uva, o vinho e o salmão. O alto volume de exportações levou o país a assinar acordos comerciais com diversos países, com o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos – seu principal parceiro.
O Chile avançou muito graças à disciplina fiscal e à estabilidade econômica e política. Graças à estabilidade, converteu-se em um país de baixo risco, o que atrai investimentos importantes. A aposta no modelo exportador também deu bons resultados. Some-se isso o fato de o governo concentrar investimentos diretos em saúde e educação e fazer parcerias com o setor privado para outras áreas, como a de obras de infra-estrutura. Por fim, instituições estáveis, como Judiciário independente, criam ambiente seguro para atrair investimentos externos.
A revolução capitalista foi quase acidental, iniciada sob a longa noite da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). Como a maioria dos ditadores latino-americanos, Pinochet era instintivamente um nacionalista econômico. Depois de dar algumas cabeçadas, teve a boa idéia de permitir que economistas liberais (os Chicago Boys) usassem o Chile como laboratório para substituir uma economia de inspiração européia por outra, do tipo americano. O primeiro resultado foram duas recessões brutais e o colapso financeiro no início dos anos 80.

Políticas mais pragmáticas colocaram ordem na casa mais tarde, mas a economia só decolou depois do restabelecimento da democracia, em 1990. O resultado final foi a criação de um capitalismo empreendedor, diferente do paternalismo estatal tradicional na região. No governo desde o fim da ditadura, a Concertación – a coalizão entre socialistas e democratas-cristãos que, pelas urnas, substituiu Pinochet – mantém intactos esses princípios econômicos.
A comparação dos indicadores recentes com aquelas do início de década de 1970, quando o país embarcou no socialismo de Salvador Allende, ilumina os avanços. A inflação anual caiu de 500% para 3%; a participação das estatais no PIB, de 40% para 9%; o déficit orçamentário, de – 23% para 4% (superavitário); as tarifas de importação, de 105%, em média, para 3,7%; o crescimento do PIB, negativo em 5,6%, subiu para 6,3% em 2006; a proporção de pobres na população desceu de 30% para 19% e o analfabetismo, de 11% para 4%.

8705 – Planeta Terra – Montanhas



Falamos em um outro capítulo do mangue, um ambiente impróprio à ocupação humana e que dentre os fatores negativos, se destacam a extrema umidade do ar, aliada a dificuldade de locomoção provocada pela vegetação e pelo terreno lamacento e que favorece a proliferação de insetos nocivos, principalmente o mosquito anoféles, o responsável pela transmissão da malária. Apesar disso, não devem ser extintos. Como todos os ambientes naturais, fazem parte de uma longa e complexa cadeia que garante o equilíbrio ecológico do planeta.

pilastras

Montanhas
Na Tessália, centro da Grécia, temos pilastras de rocha com cerca de 500 metros de altura, sobre a as quais, eremitas ortodoxos construíram, nos séculos 14 e 15, seus mosteiros isolados e quase inacessíveis. A origem de tal paisagem é a erosão. Em algumas ela só ataca em parte, milhares de anos, porém, quando a ação da água, vento, calor e gelo tiver completado a sua obra de demolição, tal aspecto seria bem diferente. Muitas rochas são inteiramente constituídas de substâncias solúveis na água. Ao escorrer, a água fluvial lava violentamente o solo, arrastando as partículas para as regiões baixas, sobretudo quando não existe muito vegetal capaz de manter o solo compacto. Quando a água escorre velozmente em grande quantidade. consegue remover e transportar até cascalho e volumosas pedras; a ação erosiva aumenta a tal ponto que mesmo pequenas torrentes podem escavar o terreno até formar grandes vales. Os rios dilapidam a superfície dos continentes, elevando o material removido para os mares e oceanos. Ondas e marés são também grandes forças mecânicas que contribuem para a erosão.

8456 – Estudo diz que geleiras da região do Everest diminuíram 13% em 50 anos


O Monte Everest, a maior montanha do mundo, já sofre impactos do aumento da temperatura global.
De acordo com o estudo, anunciado em uma conferência realizada em Cancún, no México, em 50 anos o gelo encontrado na região do Everest reduziu-se em 13% e pontos da montanha que antes ficavam totalmente cobertos já são visíveis.
Geleiras com tamanho médio de 1 km² estão desaparecendo mais rapidamente e foi detectada uma redução de 43% da presença delas na superfície da montanha desde 1960. A exposição de rochas e escombros que antes ficavam nas profundezas do gelo aumentou 17% desde 1960. Já as extremidades das geleiras recuaram, em média, 400 metros nos últimos 50 anos.
De acordo com pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, há suspeita de que a grande quantidade de emissões de gases de efeito estufa seja a principal causa da redução do gelo e neve na região do Everest. No entanto, eles ainda não estabeleceram uma ligação entre as mudanças na montanha e as mudanças climáticas.

Ritmo crescente de degelo
Segundo o pesquisador Sudeep Thakuri, que liderou a equipe de cientistas durante o trabalho, patrocinado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), as informações foram obtidas com a ajuda de imagens de satélite do Parque Nacional Sagarmartha, além de mapas topográficos e reconstrução da história glacial da região. A análise estatística mostra ainda que a maioria das geleiras do parque recuam a ritmo crescente.
Dados hidrometeorológicos avaliados pelos cientistas apontaram também que, desde 1992, a temperatura da região do Monte Everest aumentou 0,6ºC e as chuvas diminuíram em 100 milímetros nos períodos que antecipam as monções (mudança de ventos que proporcionam chuvas intensas durante os períodos de junho a agosto) e nos meses de inverno.
A próxima etapa da pesquisa é integrar os dados sobre as geleiras, a hidrologia e o clima na região, para entender melhor o ciclo das chuvas e a futura disponibilidade de água no Himalaia. “As calotas polares e o gelo do himalaia são considerados uma fonte de água para a Ásia, para o consumo, agricultura e produção de energia”, explicou Thakuri.

7880 – Como escalar o Everest


Everest, ainda é o topo do mundo
Everest, ainda é o topo do mundo

Subir a montanha mais alta do mundo é mais fácil do que se pode imaginar. Desde 1953, pelo menos 1.300 pessoas já pisaram no cume do Everest, no Nepal. O número é bastante elevado se levarmos em conta, além do perigo da aventura, os custos da operação – de R$ 120 mil a R$ 300 mil. Isso ocorre porque a montanha vem ganhando uma estrutura turística, como se fosse um lugar qualquer para a prática de esportes radicais. Mas o Everest está longe de ser uma Disney World radical. O frio, que pode chegar a 70ºC negativos, e o ar rarefeito continuam lá. Perto do topo, existe só 30% do oxigênio que há no litoral. Isso deixa o corpo em pane: os músculos perdem força, o cérebro não consegue somar dois mais dois e o pulmão corre o perigo de sofrer um edema –encher-se de líquido. Mesmo com esses riscos, sem contar avalanches, o Everest é bem mais acessível agora do que há meio século, quando foi vencido pela primeira vez.
Alguns milhares de dólares bastam para que o cidadão tenha uma boa chance de voltar para casa cheio de histórias. O montanhista de primeira viagem pode contar com guias nativos, que conhecem cada buraco da montanha e cuidam do trabalho pesado. Veja um caso. Para aliviar os efeitos da falta de ar, o grosso dos alpinistas carrega quilos de garrafas de oxigênio nas partes mais altas. Obviamente, novatos precisam de mais garrafas que os acostumados a grandes altitudes. E aí entram os carregadores: bem pagos, eles levam oxigênio extra à vontade para seus clientes.
Essa mãozinha pode ser a diferença entre chegar ou não ao cume. Outra coisa que ajuda é a organização do Parque Nacional Sagarmatha, onde fica o Everest: ela cobra para instalar escadas, pontes e cordas nas partes iniciais da escalada. Mas um bolso recheado não basta para uma jornada suave rumo ao topo do Everest: nos últimos dez anos, 58 pessoas pagaram a aventura com a vida.

SONO NO INFERNO
Do acampamento 2 para cima, a situação complica de vez. Os menos experientes já começam a usar tanques de oxigênio, e o terreno, com longos trechos inclinados, fica mais desafiador. Para acostumar o corpo aos 7 500 metros do acampamento 3, os alpinistas dormem algumas noites lá, mas não seguidamente. Todo dia eles voltam para o base, já que é impossível relaxar a essa altitude.
Das 175 pessoas que morreram no Everest até o ano passado, cerca de um terço foi vítima de avalanches. Boa parte do restante morreu durante violentas tempestades de neve, que fazem a temperatura cair para menos de 70º C negativos. Uma tormenta que pegue o alpinista longe dos acampamentos costuma ser fatal. Há cerca de 120 corpos na montanha.
A expedição para montar o acampamento 4 sai da base. São seis horas até o acampamento 2 e mais seis até o 3, com poucas horas de sono depois de cada escalada. Na rota para o 4, quase todos usam máscaras de oxigênio. O último acampamento é feito só para que os alpinistas descansem antes de tentar o cume.

7617 – Geografia – Everest, O Monte


Everest, ainda é o topo do mundo
Everest, ainda é o topo do mundo

Desde que o neozelandês Edmund Hillary chegou aopico da montanha mais alta da Terra, milhares de expedicionários tentaram imitá-lo. Poucos conseguiram e quase todos contribuíram para transformar a legendária montanha num depósito de lixo.
Edmund Percival Hillary e seu guia sherpa, o nepalês Tenzing Norgay, tornaram-se os primeiros homens a atingir o pico do Monte Everest, a mais alta montanha da Terra, com 8 848 metros, na Cordilheira do Himalaia, na fronteira do Nepal com o Tibete (China). Desde então, algumas centenas de alpinistas sucederam-se na tentativa de atingir o pico mais alto do mundo, utilizando diferentes caminhos. Em 1978, Reinhold Messner e Peter Habeler foram os primeiros a chegar lá sem auxílio de bombas de oxigênio; em 1980, o mesmo Messner tornou-se o primeiro a subir sozinho. Mas pelo menos 130 montanhistas e 41 guias sherpas morreram em outras tentativas de domar a Rainha Mãe do Mundo — tradução literal do nome sherpa da montanha, Chomolungma.
A luta para chegar ao topo do Everest começou em 1920. Sete expedições subiram pelo lado noroeste, entre 1921 e 1938; outras três foram pelo lado sudeste. Todas fracassaram por causa do ar gelado e rarefeito, dos ventos fortes e das dificuldades do terreno. Em 1953, finalmente, uma expedição patrocinada pela Sociedade Geográfica Real e pelo Comitê Himalaio do Clube Alpino, duas entidades inglesas, chegou ao alto, graças ao uso de roupas e botas aquecidas, sistemas portáteis de oxigênio e aparelhos de rádio para comunicação. A expedição demarcou oito campos em sua rota, subindo até o Desfiladeiro do Sul, um enorme parapeito de pedra a 8 646 metros de altura. Dali, no dia 29 de maio, o neozelandês Edmund (dois meses mais tarde Sir Edmund) Percival Hillary e o sherpa Tenzing Norgay escalaram o Cume do Sudeste, passaram pelo Pico do Sul e chegaram ao alto do Everest .
Aos 33 anos, Hillary estava no auge de uma exemplar vida de aventureiro. Começou a praticar o montanhismo em seu próprio país, mas logo estava envolvido em expedições para levantamento da Cordilheira do Himalaia. Ajudou no reconhecimento do lado sul do Everest, antes de empreender a sua conquista, dois anos mais tarde. Tornou-se, a partir daí, um benemérito da região, onde ajudou a construir escolas, hospitais e aeroportos. Em 1955 transferiu seu interesse para a Antártida, tendo chegado ao Pólo Sul em 4 de janeiro de 1958. Em outra expedição, esta em 1967, praticou seu esporte predileto — o montanhismo — escalando pela primeira vez o gelado Monte Herschel, de modestos 3 600 metros. Tudo isso ficou elegantemente registrado em vários livros, o último dos quais uma autobiografia de 1975, que parecia ser o discreto anúncio da aposentadoria de um herói. Mas ainda haveria uma aventura final: em 1977, Hillary subiu o Rio Ganges, na Índia, até atingir suas nascentes na Cordilheira do Himalaia.
A cordilheira formou-se durante o período Miocênico, entre 26 e 7 milhões de anos atrás, pela compressão de suas bases sedimentárias, com a convergência do subcontinente indiano e o planalto tibetano. O Monte Everest apareceu bem mais tarde, durante o Pleistoceno, há 2,5 milhões de anos. A subida até o seu cume significa atravessar dois terços da atmosfera terrestre, chegando a uma altitude onde o ar é extremamente rarefeito, com muito pouco oxigênio. Isso torna ainda mais admirável o feito dos que conseguem fazer a subida sem o auxílio de equipamentos especiais: o guia sherpa Ang Rita, ainda em atividade — serviu até a uma expedição brasileira —, já praticou essa proeza sete vezes.
Mas outras dificuldades devem ser vencidas pelos montanhistas, entre elas os ventos fortíssimos e a temperatura muito baixa, sobretudo nas partes mais altas, onde não sobrevivem nem plantas, nem animais. A identificação dessa montanha como o ponto mais alto da Terra foi feita em 1852, pelo governo da Índia. Chamava-se Pico XV até 1865, quando o governador geral do país, o imodesto oficial inglês Sir George Everest rebatizou-o com o próprio nome. Sua altura exata foi objeto de muita discussão até 1955, quando se estabeleceu definitivamente que ela é de 8 848 metros.
Em média, 100 expedições aventuram-se todos os anos à conquista das 110 montanhas do Himalaia, na tentativa de chegar ao ponto culminante. Levam com elas, anualmente, de 3 a 5 toneladas de materiais diversos, que ficam pelo caminho, abandonados. A rota costuma estar tão congestionada que, em maio do ano passado, 55 montanhistas ficaram pacientemente estacionados no campo base uma semana inteira, à espera de sua vez de começar a subida. Estima-se que o caminho na montanha esteja coberto por 17 toneladas de lixo, acumuladas ano após ano.
Um inoportuno problema ecológico que o governo do Nepal enfrentou corajosamente: a partir de maio de 1993, somente 24 expedições serão autorizadas, cada ano, a tentar a escalada. Podem ter no máximo sete pessoas e deverão pagar 50 000 dólares pelo privilégio. O objetivo é espantar os amadores e, para piorar as regras, os expedicionários devem trazer de volta para Kathmandu todo o seu lixo — sacos plásticos, latas, garrafas de oxigênio etc. O único lixo que pode ser jogado no solo da montanha é o degradável: papel higiênico, comida e, conforme especifica a portaria ministerial, não sem uma ponta de humor negro, corpos humanos.

6554 – Períodos da História Geológica


Na era paleozóica se diversificaram as formas de vida. Grandes árvores constituíram florestas, surgiram peixes, répteis e insetos. Devido a movimentos da crosta terrestre, trechos do sul do Brasil foram tomados pelo mar, que mata florestas, dando origem ao carvão fóssil, ainda hoje encontrado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Glaciações tomaram conta do sul do Brasil.
Na era mesozóica, ocorreram novos movimentos na crosta terrestre, devido a pressões internas. Tais movimentos geraram rachaduras e intensa atividade vulcânica no Brasil, surgiram vulcões em Poços de Caldas e Fernando de Noronha.
Na era cenozóica o Brasil já possuía o aspecto semelhante ao atual. A intensa atividade vulcânica que manifestou desde a era anterior, formou no sul do Brasil os grandes depósitos de basalto, um dos componentes da lavoura de café. A oeste da América do Sul surgia a Cordilheira dos Andes, criando mares interiores no Brasil (a Amazônia e o Pantanal). Tais mares rasos acabaram sendo preenchidos por sedimentos dos terrenos vizinhos, formando planícies.
Na era antropozóica surgiu o homem na África e na Ásia, então já separadas do Brasil, há 30 mil anos.

Um Pouco+

Geologia, do grego γη- (ge-, “a terra”) e λογος (logos, “palavra”, “razão”), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das ciências da Terra. A geologia foi essencial para determinar a idade da Terra, que se calculou ter cerca de 4,6 bilhões de anos e a desenvolver a teoria denominada tectônica de placas segundo a qual a litosfera terrestre, que é rígida e formada pela crosta e o manto superior dispõe-se fragmentada em várias placas tectônicas as quais se deslocam sobre a astenosfera que tem comportamento plástico. O geólogo ajuda a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, assim como metais como o ouro, ferro, cobre e urânio, por exemplo. Muitos outros materiais possuem interesse económico: as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.
A Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema celeste.
A palavra “geologia” foi usada pela primeira vez por Jean-André Deluc em 1778, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure em 1779.
A geologia relaciona-se directamente com muitas outras ciências, em especial com a geografia, e astronomia. Por outro lado a geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela química, física e matemática, entre outras, enquanto que a biologia e a antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.
No Brasil, a profissão da geologia é regulamentada pelo Confea – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e fiscalizada pelos Conselhos Regionais, instalados em todos os estados brasileiros.

Na China, Shen Kua (1031 – 1095) formulou uma hipótese de explicação da formação de novas terras, baseando-se na observação de conchas fósseis de um estrato numa montanha localizada a centenas de quilómetros do oceano. O sábio chinês defendia que a terra formava-se a partir da erosão das montanhas e pela deposição de silte.
A obra, Peri lithon, de Teofrasto (372-287), estudante de Aristóteles permaneceu por milénios como obra de referência na ciência. A sua interpretação dos fósseis apenas foi revogada após a Revolução científica. A sua obra foi traduzida para latim, bem como para outras línguas europeias.
O médico Georg Agricola (1494-1555) escreveu o primeiro tratado sobre mineração e metalurgia, De re metallica libri XII 1556 no qual se podia encontrar um anexo sobre as criaturas que habitavam o interior da Terra (Buch von den Lebewesen unter Tage). A sua obra cobria temas como a energia eólica, hidrodinâmica, transporte e extracção de minerais, como o alumínio e enxofre.
Nicolaus Steno (1638-1686) foi o autor de vários princípios da geologia como o princípio da sobreposição das camadas, o princípio da horizontalidade original e o princípio da continuidade lateral, três princípios definidores da Estratigrafia.

5064 – Serra tem um novo cume


O pico mais alto de S.P.

A rixa entre paulistas e cariocas não poupa nem as montanhas. O geógrafo Lorenzo Bagini, da Universidade de São Paulo, acaba de descobrir que o ponto culminante da Serra da Mantiqueira, na divisa entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, não é o famoso Pico das Agulhas Negras, no município fluminense de Itatiaia. O título agora vai para a Pedra da Mina, localizada em Queluz, São Paulo. Bagini fez a medição no ano passado com o auxílio de satélites. Assim, deu à montanha exatos 2 796 metros de altura, 8 a mais que Agulhas Negras. A diferença, pequena, não chega a desmerecer o imponente pico fluminense. O problema é que nunca houve antes um registro preciso das altitudes da região. E o maciço rochoso da Serra Fina, onde se localiza a Pedra da Mina, é solenemente ignorado por todas os mapas aeronáuticos oficiais existentes sobre a Mantiqueira, o que é um perigo para a aviação.

4831 – Montanha no Mar


Nas últimas duas décadas, os geólogos perceberam que o Mar Mediterrâneo é relativamente recente. Ele nasceu há cerca de 45 milhões de anos em decorrência do afastamento cada vez maior entre a Europa e a África. Este ano, pesquisadores do Laboratório de Geociências Azur, na cidade francesa de Villefranche-sur-Mer, confirmaram a suspeita de que ele já está começando a secar. Há uma cadeia montanhosa brotando no chão do mar e deverá soterrá-lo, no futuro. A bordo do submarino Nautile, os geólogos rastrearam o leito marinho usando sonares. Localizaram fraturas, dobras geológicas e vulcões mortos, alguns com 20 quilômetros de diâmetro. Segundo Jean Mescle, líder da equipe, a cordilheira despontará das águas dentro de 8 milhões ou 10 milhões de anos. “Em Geofísica, a paciência é fundamental”.

4378 – Mega no Topo – Expedição nas Montanhas


Vai encarar?

As 14 maiores
Todas as montanhas com mais de 8 mil metros ficam no Himalaia
• Nível do mar – 0 m
• Gashenbrum ii – 8035 m
• Shisha Pangma – 8046 m
• Broad Peak – 8047 m
• Gashenbrum i – 8068 m
• Annapurna – 8091 m
• Nanga Parbat – 8125 m
• Manaslu – 8156 m
• Dhaulagiri – 8172 m
• Cho Oyu – 8201 m
• Makalu – 8463 m
• Lhotse – 8501 m
• Kangchenjunga – 8598 m
• K2 – 8611 m
• Everest – 8850 m
Mallory e Irvine estavam perto do cume em 1924
De todas as tentativas de subir o Everest, só uma rivaliza com a escalada de Hillary e Norgay em prestígio e mística: a expedição britânica de 1924. Tudo porque George Mallory e Andrew Irvine podem ter chegado ao topo – mas provavelmente nunca saberemos. Os dois foram vistos pela última vez bem próximos do cume, no dia 8 de junho. Pela manhã, eles haviam deixado a barraca do acampamento avançado, para logo sumir em meio às nuvens. Noel Odell, um dos companheiros de equipe, conseguiu avistá-los ao longe, às 12h50. Será que eles conseguiram? Em 1999, uma expedição foi montada para repetir o percurso feito pelos britânicos. O corpo de Mallory foi encontrado (congelado e bem conservado) a cerca de 8290 metros de altitude. Os alpinistas procuraram a câmera fotográfica que ele carregava, na esperança de, 75 anos depois, poder revelar o filme em preto-e-branco capaz de desvendar o mistério. Em vão.
Os sherpas estão habituados ao ar rarefeito
Se não fossem os sherpas, provavelmente a conquista do Everest teria demorado ainda mais tempo. Povo das montanhas, eles vivem nos vales de grandes altitudes que serpenteiam o maciço do Himalaia desde o século 16, quando os primeiros habitantes chegaram à região vindos do leste do Tibete. Durante mais de 400 anos, viveram em paz com as montanhas. Budistas, eles acreditavam que elas eram o lar dos deuses e, por isso, não deviam ser devassadas. Criavam iaques e negociavam com os tibetanos e indianos. O plantio de batatas só foi introduzido pelos britânicos no século 19, mas é considerado muito importante para a fixação dos moradores no local.
Nos anos 1910, o pesquisador escocês Alexander Mitchell Kellas, pioneiro no estudo dos efeitos da altitude no organismo humano, descobriu que os sherpas têm enorme capacidade de adaptação à baixa pressão atmosférica (e, portanto, ao ar rarefeito). Hoje, acredita-se que gerações e gerações de habitantes das montanhas promoveram essa alteração genética que lhes permite viver a 3 mil metros ou mais – sem nenhum problema. O segredo estaria na respiração: mais rápida, de forma a inalar mais ar. Em 1921, quando os britânicos organizaram sua primeira expedição ao Everest, contrataram alguns moradores como carregadores. Nunca mais eles deixariam de escalar a montanha.
Além de carregar peso, passaram também a subir a montanha junto com os alpinistas estrangeiros. A chegada de Tenzing Norgay ao topo, em 1953, fez explodir o turismo no Himalaia. Hoje, muitos sherpas trabalham como guias para os cerca de 20 mil aventureiros que visitam a região todos os anos – vale lembrar que há muito mais pessoas interessadas em fazer caminhadas em altitudes inferiores a 5 mil metros do que os que sonham em conquistar o Everest.
A conquista de 1953 foi festejada com enorme alegria e admiração. Foi uma megaexpedição, com dez alpinistas e 350 carregadores de origem sherpa, povo que vive no Himalaia desde o século 16 e que se mostraria essencial para vencer a montanha (leia o quadro da página 54). Na época, já se sabia que é imperativo habituar o organismo à falta de ar nas grandes altitudes. A técnica, usada até hoje, consiste em montar um acampamento-base a cerca de 5300 metros. Em locais assim, a pressão atmosférica é metade da registrada ao nível do mar, ou seja, só há 50% do oxigênio disponível na maioria das concentrações urbanas. Dali para cima, a situação se torna cada vez mais crítica. A 8 mil metros, por exemplo, o oxigênio corresponde a apenas 30% do que o nosso corpo está acostumado. É a chamada zona da morte – o batimento cardíaco passa de 120 por minuto, em repouso; e as alucinações são freqüentes. Sem falar nos ventos constantes, nas temperaturas que variam de 15ºC a 45ºC negativos e na possibilidade de ser atropelado por uma avalanche, fenômeno responsável pela maior parte das mortes.
O Himalaia é a mais alta cadeia de montanhas do Planeta, também conhecido como o “Teto do Mundo”. São cerca de 110 picos com mais de 7300m de altura, culminando com o Monte Everest (8850m).
Foi formado pela convergência de duas grandes placas tectônicas: a da Eurásia e a da indo-australiana. O Himalaia é o resultado das colisões iniciadas há mais de 65 milhões de anos entre as duas placas.
Estende-se por uma faixa de cerca de 2.500km de oeste a leste, desde Nānga Parbat na Caxemira e Jammu, até Namcha Barwa, no Tibet. A cadeia de montanhas atravessa os reinos do Nepal e Butão, e inclui trechos da Índia, China e Paquistão. Ao norte fica o Planalto do Tibet e, ao sul, as planícies dos rios Indo, Brahmaputra, Ganges e seus afluentes.
O termo “Himalaya” vem do sânscrito e foi cunhado pelos antigos peregrinos indus. Numa tradução livre seria “morada das neves”. Trata-se de uma região inóspita, gelada, com pouca vegetação, ventanias frequentes e seca. Os lagos são alimentados pelo derretimento de geleiras que se formam acima de 5 mil metros de altitude nas montanhas. Apesar disso, o fluxo de turistas e alpinistas é intenso.