13.552 – Primeiro modem comercial 5G da Intel já está sendo desenvolvido


modem 5g
A empresa anunciou o desenvolvimento do seu primeiro modem 5G comercial, que deve ser lançado no mercado nos próximos anos.
O XMM 8060 é o primeiro modem 5G da Intel. Ele tem capacidade de funcionar em redes 5G, 4G, 3G e 2G. A expectativa da Intel é que os primeiros dispositivos com o chip cheguem às lojas em meados de 2019. Isso inclui smartphones, computadores, veículos e mais.
A expectativa é que as conexões 5G atinjam velocidades superiores a 5 Gbps. Além da Intel, outra empresa que trabalha na área é a Qualcomm, que já realizou uma conexão 5G que bateu a marca de 1 Gbps – ainda longe do potencial real da tecnologia.
O 5G só deve começar a operar comercialmente em 2020, e ainda assim deve demorar bastante até que as redes com a quinta geração de internet móvel estejam disponíveis para muita gente. Até lá, a Intel trabalha para ser um nome forte na área.

13.408 – Mega Techs – Senai-SP abre 160 vagas gratuitas para cursos de programação


senai techs
O Senai-SP está com vagas abertas para curso de programação. O Senai Code Experience oferece 160 vagas gratuitas nas áreas de Front-End, Back-End, Mobile e Internet das Coisas para candidatos com ensino médio completo.
Durante o curso, os alunos desenvolverão projetos reais para as empresas e terão o acompanhamento técnico de mentores que já estão no mercado. Além disso, os alunos participarão do Hackathon, uma maratona de programação para criar soluções inovadoras com a orientação de especialistas do mercado de TI.
O curso será ministrado de segunda à sexta-feira, na Escola Senai de Informática, em São Paulo, e tem duração de seis meses, com início em outubro de 2017 e término em abril de 2018. As inscrições estão abertas até o dia 10 de setembro e é preciso efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 20.

13.283 – Mega Byte – Malware já infectou mais de 24 milhões de PCs brasileiros


malware
Um malware foi encontrado em mais de 250 milhões de computadores, sendo que 24 milhões deles são PCs brasileiros.
O malware em questão foi batizado de Fireball, e ele é capaz de se instalar em navegadores para transformá-los em “zumbis”. Para quem não sabe, quando se cita “zumbis” no contexto de segurança digital, estamos falando em máquinas infectadas que ficam sob comando de um cibercriminoso. Basta enviar uma ordem e o computador dominado a realizará, independentemente da vontade do usuário.
No caso do Fireball, a autoria foi atribuída a uma empresa de marketing chinesa chamada Rafotech, de acordo com a Check Point. A função primária do ataque é manipular os PCs infectados para entrar em sites e gerar receitas de publicidade. Isso é feito alterando a página inicial e o motor de busca padrões do browser para uma ferramenta falsa. Ao fazer uma pesquisa, o usuário é redirecionado para um site convencional como o Google ou o Yahoo e realmente recebe os resultados que procurava. A empresa aproveita e também procura obter informações privadas das vítimas, possibilitando o roubo de senhas e outros dados sigilosos.
A segunda parte do Fireball é talvez ainda mais preocupante. Ele também deixa uma porta aberta para que os controladores remotos dos computadores infectados possam instalar o que eles quiserem na máquina. Ou seja: se os autores do malware assim desejarem, eles podem despejar outros tipos de softwares maliciosos com outras funções potencialmente ainda mais nefastas.
Como o escopo do ataque é gigantesco, muitos dos sites de busca falsos para o qual o Fireball redireciona a vítima acabam ficando entre os mais populares da internet. Os dados da ferramenta de medição de tráfego online Alexa colocam vários dos sites entre os 10 mil mais acessados da web; em alguns casos, eles chegam a aparecer entre os 1.000 mais acessados.
O método de distribuição do malware é famoso entre os brasileiros. É o mesmo que fez o gigante chinês Baidu sofrer tanta rejeição no nosso país: a inclusão de softwares indesejados nos instaladores de programas gratuitos que a vítima baixa pela internet, às vezes até mesmo de fontes confiáveis. A Check Point, no entanto, aponta que podem haver outras formas de distribuição ainda não detectadas.
O Brasil é uma das principais vítimas do Fireball, de acordo com o relatório, correspondendo a 24,1 milhões de instalações, ou 9,6% das infecções mundiais, atrás apenas da Índia, com 25,3 milhões (10,1%). Completando o ranking dos maiores afetados estão México, com 16,1 milhões (6,4%), e Indonésia, com 13,1 milhões (5,2%).
Para se proteger, a Check Point dá algumas orientações. A primeira é procurar o Fireball, que pode estar com outro nome, na sua lista de aplicativos instalados no Windows ou Mac e removê-lo. Em seguida, executar algum programa para limpeza de adwares e malwares e, finalmente, resetar as configurações do navegador. Vale a pena sempre remover também os atalhos do browser que você tem na sua área de trabalho e criar novos.

13.269 – Mega Byte – A Ciência da Computação


ciencia da computacao

“ Ciência da Computação tem tanto a ver com o computador como a astronomia com o telescópio, a biologia com o microscópio, ou a química com os tubos de ensaio. A ciência não estuda ferramentas, mas o que fazemos e o que descobrimos com elas. ”

É a ciência que estuda as técnicas, metodologias e instrumentos computacionais, que automatiza processos e desenvolve soluções baseadas no uso do processamento digital. Não se restringe apenas ao estudo dos algoritmos, suas aplicações e implementação na forma de software, extrapolando para todo e qualquer conhecimento pautado no computador, que envolve também a telecomunicação, o banco de dados e as aplicações tecnológicas que possibilitam atingir o tratamento de dados de entrada e saída, de forma que se transforme em informação. Assim, a Ciência da Computação também abrange as técnicas de modelagem de dados e os protocolos de comunicação, além de princípios que abrangem outras especializações da área.
Enquanto ciência, classifica-se como ciência exata, apesar de herdar elementos da lógica filosófica aristotélica, tendo por isto um papel importante na formalização matemática de algoritmos, como forma de representar problemas decidíveis, i.e., os que são susceptíveis de redução a operações elementares básicas, capazes de serem reproduzidas através de um qualquer dispositivo mecânico/eletrônico capaz de armazenar e manipular dados. Um destes dispositivos é o computador digital, de uso generalizado, nos dias de hoje. Também de fundamental importância para a área de Ciência da Computação são as metodologias e técnicas ligadas à implementação de software que abordam a especificação, modelagem, codificação, teste e avaliação de sistemas de software.
Os estudos oriundos da Ciência da Computação podem ser aplicados em qualquer área do conhecimento humano em que seja possível definir métodos de resolução de problemas baseados em repetições previamente observadas. Avanços recentes na Ciência da Computação tem impactado fortemente a sociedade contemporânea, em particular as aplicações relacionadas às áreas de redes de computadores, Internet, Web e computação móvel que têm sido utilizadas por bilhões de pessoas ao redor do globo.

abaco

Um pouco de História
A primeira ferramenta conhecida para a computação foi o ábaco, cuja invenção é atribuída a habitantes da Mesopotâmia, em torno de 2700–2300 a.C.. Seu uso original era desenhar linhas na areia com rochas. Versões mais modernas do ábaco ainda são usadas como instrumento de cálculo.
No século VII a.C., na antiga Índia, o gramático Pānini formulou a gramática de Sânscrito usando 3959 regras conhecidas como Ashtadhyāyi, de forma bastante sistemática e técnica. Pānini usou transformações e recursividade com tamanha sofisticação que sua gramática possuía o poder computacional teórico tal qual a Máquina de Turing.
Entre 200 a.C. e 400, os indianos também inventaram o logaritmo, e partir do século XIII tabelas logarítmicas eram produzidas por matemáticos islâmicos. Quando John Napier descobriu os logaritmos para uso computacional no século XVI, seguiu-se um período de considerável progresso na construção de ferramentas de cálculo.
No século VII, o matemático indiano Brahmagupta explicou pela primeira vez o sistema de numeração hindu-arábico e o uso do 0. Aproximadamente em 825, o matemático persa al-Khwarizmi escreveu o livro Calculando com numerais hindus, responsável pela difusão do sistema de numeração hindu-arábico no Oriente Médio, e posteriormente na Europa. Por volta do século XII houve uma tradução do mesmo livro para o latim: Algoritmi de numero Indorum. Tais livros apresentaram novos conceitos para definir sequências de passos para completar tarefas, como aplicações de aritmética e álgebra. Por derivação do nome do matemático,actualmente usa-se o termo algoritmo.

Lógica binária
Por volta do século III a.C., o matemático indiano Pingala inventou o sistema de numeração binário. Ainda usado atualmente no processamento de todos computadores modernos, o sistema estabelece que sequências específicas de uns e zeros podem representar qualquer informação.
Em 1703 Gottfried Leibniz desenvolveu a lógica em um sentido formal e matemático, utilizando o sistema binário. Em seu sistema, uns e zeros também representam conceitos como verdadeiro e falso, ligado e desligado, válido e inválido. Mais de um século depois, George Boole publicou a álgebra booleana (em 1854), com um sistema completo que permitia a construção de modelos matemáticos para o processamento computacional. Em 1801, apareceu o tear controlado por cartão perfurado, invenção de Joseph Marie Jacquard, no qual buracos indicavam os uns e, áreas não furadas, indicavam os zeros. O sistema está longe de ser um computador, mas ilustrou que as máquinas poderiam ser controladas pelo sistema binário.

Foi com Charles Babbage que o computador moderno começou a ganhar forma, através de seu trabalho no engenho analítico. O equipamento descrito originalmente em 1837, mais de um século antes de seu sucessor, nunca foi construído com sucesso, mas possuía todas as funções de um computador moderno. O dispositivo de Babbage se diferenciava por ser programável, algo imprescindível para qualquer computador moderno.
Durante sua colaboração, a matemática Ada Lovelace publicou os primeiros programas de computador em uma série de notas para o engenho analítico. Por isso, Lovelace é popularmente considerada como a primeira programadora.

Nascimento da Ciência da Computação
Antes da década de 1920, computador era um termo associado a pessoas que realizavam cálculos, geralmente liderados por físicos. Milhares de computadores eram empregados em projetos no comércio, governo e sítios de pesquisa. Após a década de 1920, a expressão máquina computacional começou a ser usada para referir-se a qualquer máquina que realize o trabalho de um profissional, especialmente aquelas de acordo com os métodos da Tese de Church-Turing.
O termo máquina computacional acabou perdendo espaço para o termo reduzido computador no final da década de 1940, com as máquinas digitais cada vez mais difundidas. Alan Turing, conhecido como pai da Ciência da Computação, inventou a Máquina de Turing, que posteriormente evoluiu para o computador moderno.
Os fundamentos matemáticos da Ciência da Computação moderna começaram a ser definidos por Kurt Gödel com seu teorema da incompletude (1931). Essa teoria mostra que existem limites no que pode ser provado ou desaprovado em um sistema formal; isso levou a trabalhos posteriores por Gödel e outros teóricos para definir e descrever tais sistemas formais, incluindo conceitos como recursividade e cálculo lambda.
Em 1936 Alan Turing e Alonzo Church independentemente, e também juntos, introduziram a formalização de um algoritmo, definindo os limites do que pode ser computador e um modelo puramente mecânico para a computação. Tais tópicos são abordados no que atualmente chama-se Tese de Church-Turing, uma hipótese sobre a natureza de dispositivos mecânicos de cálculo. Essa tese define que qualquer cálculo possível pode ser realizado por um algoritmo sendo executado em um computador, desde que haja tempo e armazenamento suficiente para tal.
Turing também incluiu na tese uma descrição da Máquina de Turing, que possui uma fita de tamanho infinito e um cabeçote para leitura e escrita que move-se pela fita. Devido ao seu caráter infinito, tal máquina não pode ser construída, mas tal modelo pode simular a computação de qualquer algoritmo executado em um computador moderno. Turing é bastante importante para a Ciência da Computação, tanto que seu nome é usado para o Prêmio Turing e o teste de Turing. Ele contribuiu para a quebra do código da Alemanha pela Grã-Bretanha[3] na Segunda Guerra Mundial, e continuou a projetar computadores e programas de computador pela década de 1940; cometeu suicídio em 1954.
Até a década de 1930, engenheiros eletricistas podiam construir circuitos eletrônicos para resolver problemas lógicos e matemáticos, mas a maioria o fazia sem qualquer processo, de forma particular, sem rigor teórico para tal. Isso mudou com a tese de mestrado de Claude Shannon de 1937, A Symbolic Analysis of Relay and Switching Circuits. Enquanto tomava aulas de Filosofia, Shannon foi exposto ao trabalho de George Boole, e percebeu que poderia aplicar esse aprendizado em conjuntos eletro-mecânicos para resolver problemas. Shannon desenvolveu a teoria da informação no artigo de 1948: A Mathematical Theory of Communication , cujo conteúdo serve como fundamento para áreas como compressão de dados e criptografia.
Apesar de sua pequena história enquanto uma disciplina acadêmica, a Ciência da Computação deu origem a diversas contribuições fundamentais para a ciência e para a sociedade. Esta ciência foi responsável pela definição formal de computação e computabilidade, e pela prova da existência de problemas insolúveis ou intratáveis computacionalmente.
Também foi possível a construção e formalização do conceito de linguagem de computador, sobretudo linguagem de programação, uma ferramenta para a expressão precisa de informação metodológica flexível o suficiente para ser representada em diversos níveis de abstração.
Para outros campos científicos e para a sociedade de forma geral, a Ciência da Computação forneceu suporte para a Revolução Digital, dando origem a Era da Informação.
A computação científica é uma área da computação que permite o avanço de estudos como o mapeamento do genoma humano (ver Projeto Genoma Humano).

Blaise Pascal, desenvolveu a calculadora mecânica e tem seu nome em uma linguagem de programação;
Charles Babbage, projetou um computador mecânico, a máquina analítica;
Ada Lovelace, considerada a primeira pessoa programadora, deu nome à uma linguagem de programação;
Alan Turing, participou do projeto Colossus e foi um dos cérebros que decifra a Enigma. Também inventou um tipo teórico de máquina super-simples capaz de realizar qualquer cálculo de um computador digital, a Máquina de Turing
John von Neumann, descreveu o computador que utiliza um programa armazenado em memória, a Arquitetura de von Neumann, que é a base da arquitetura dos computadores atuais
John Backus, líder da equipe que criou o Fortran e criou a notação BNF
Maurice Vicent. Wilkes, inventor do somador binário
Howard Aiken, inventor do Mark I
Walter H. Brattain, inventor do transístor
William Shockley, inventor do transístor
John Bardeen, inventor do transístor
Fred Williams, inventor da memória RAM
Tom Kilburn, inventor da memória RAM
Konrad Zuse, inventor independente do computador digital e de linguagens de programação na Alemanha nazista
John Atanasoff, inventor do primeiro computador digital, o Atanasoff–Berry Computer, ABC
Clifford Berry, assistente de Atanasoff
Almirante Grace Hopper, programadora do Mark I, desenvolveu o primeiro compilador; primeira mulher a receber um Ph.D. em matemática
Edsger Dijkstra, líder do ALGOL 60, publicou o artigo original sobre programação estruturada
J. Presper Eckert, criador do ENIAC
John William Mauchly, criador do ENIAC

Abrange
Arquitetura de computadores — o desenvolvimento, a organização, a otimização e a verificação de sistemas computacionais
Computação distribuída — computação sendo executada em diversos dispositivos interligados por uma rede, todos com o mesmo objetivo comum
Computação paralela — computação sendo executada em diferentes tarefas; geralmente concorrentes entre si na utilização de recursos
Computação quântica — representação e manipulação de dados usando as propriedades quânticas das partículas e a mecânica quântica
Sistemas operacionais — sistemas para o gerenciamento de programas de computador e para a abstração da máquina, fornecendo base para um sistema utilizável
Por ser uma disciplina recente, existem várias definições alternativas para a Ciência da Computação. Ela pode ser vista como uma forma de ciência, uma forma de matemática ou uma nova disciplina que não pode ser categorizada seguindo os modelos atuais. Várias pessoas que estudam a Ciência da Computação o fazem para tornarem-se programadores, levando alguns a acreditarem que seu estudo é sobre o software e a programação. Apesar disso, a maioria dos cientistas da computaçao são interessados na inovação ou em aspectos teóricos que vão muito além de somente a programação, mais relacionados com a computabilidade.
Apesar do nome, muito da Ciência da Computação não envolve o estudo dos computadores por si próprios. De fato, o conhecido cientista da computação Edsger Dijkstra é considerado autor da frase “Ciência da Computação tem tanto a ver com o computador como a astronomia com o telescópio […]”. O projeto e desenvolvimento de computadores e sistemas computacionais são geralmente considerados disciplinas fora do contexto da Ciência da Computação. Por exemplo, o estudo do hardware é geralmente considerado parte da engenharia da computação, enquanto o estudo de sistemas computacionais comerciais são geralmente parte da tecnologia da informação ou sistemas de informação.
Por vezes a Ciência da Computação também é criticada por não ser suficientemente científica, como exposto na frase “Ciência é para a Ciência da Computação assim como a hidrodinâmica é para a construção de encanamentos”, credita a Stan Kelly-Bootle.
Apesar disso, seu estudo frequentemente cruza outros campos de pesquisa, tais como a inteligência artifical, física e linguística.
Ela é considerada por alguns por ter um grande relacionamento com a matemática, maior que em outras disciplinas. Isso é evidenciado pelo fato que os primeiros trabalhos na área eram fortemente influenciados por matemáticos como Kurt Gödel e Alan Turing; o campo continua sendo útil para o intercâmbio de informação com áreas como lógica matemática, teoria das categorias e álgebra. Apesar disso, diferente da matemática, a Ciência da Computação é considerada uma disciplina mais experimental que teórica.

Várias alternativas para o nome da disciplina já foram cogitadas. Em francês ela é chamada informatique, em alemão Informatik, em espanhol informática, em holandês, italiano e romeno informatica, em polonês informatyka, em russo информатика e em grego Πληροφορική. Apesar disso, tanto em inglês quanto em português informática não é diretamente um sinônimo para a Ciência da Computação; o termo é usado para definir o estudo de sistemas artificiais e naturais que armazenam processos e comunicam informação, e refere-se a um conjunto de ciências da informação que engloba a Ciência da Computação. Em Portugal, no entanto, apesar de a palavra estar dicionarizada com esse sentido amplo, o termo é usado como sinónimo de Ciência da Computação.
De forma geral, cientistas da computação estudam os fundamentos teóricos da computação, de onde outros campos derivam, como as áreas de pesquisa supracitadas. Como o nome implica, a Ciência da Computação é uma ciência pura, não aplicada. Entretanto, o profissional dessa área pode seguir aplicações mais práticas de seu conhecimento, atuando em áreas como desenvolvimento de software, telecomunicação, consultoria, análise de sistemas, segurança em TI, governança em TI, análise de negócios e tecnologia da informação. O profissional de computação precisa ter muita determinação na apreensão tecnológica, uma vez que esta área sofre contínuas transformações, modificando rapidamente paradigmas.

13.210 – Mega Byte – Como surgiu o Facebook?


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Trata – se de uma rede social lançada em 4 de fevereiro de 2004, operado e de propriedade privada da Facebook Inc..
Em 4 de outubro de 2012, o Facebook atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos, sendo por isso a maior rede social em todo o mundo
O nome do serviço decorre o nome coloquial para o livro dado aos alunos no início do ano letivo por algumas administrações universitárias nos Estados Unidos para ajudar os alunos a conhecerem uns aos outros. O Facebook permite que qualquer usuário que declare ter pelo menos 13 anos possa se tornar usuário registrado do site.
O Facebook foi fundado por Mark Zuckerberg e por seus colegas de quarto da faculdade Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes.
A criação do site foi inicialmente limitada pelos fundadores aos estudantes da Universidade de Harvard, mas foi expandida para outras faculdades na área de Boston, da Ivy League e da Universidade de Stanford. O site gradualmente adicionou suporte para alunos em várias outras universidades antes de abrir para estudantes do ensino médio e, mais tarde, para qualquer pessoa com treze anos ou mais. No entanto, com base em dados de maio de 2011 do ConsumersReports.org, existiam 7,5 milhões de crianças menores de 13 anos com contas no Facebook, violando os termos de serviço do próprio site.
Um estudo de janeiro de 2009 do Compete.com classificou o Facebook como a rede social mais utilizada em todo o mundo por usuários ativos mensais.
A Entertainment Weekly incluiu o site na sua lista de “melhores de”, dizendo: “Como vivíamos antes de perseguirmos os nossos ex-namorados, lembrarmos dos aniversários dos nossos colegas de trabalho, irritarmos os nossos amigos e jogarmos um jogo empolgante de Scrabulous antes do Facebook?
A Quantcast afirma que o Facebook teve 138,9 milhões de visitantes únicos mensais nos Estados Unidos em maio de 2011.
De acordo com o Social Media Today, estimava-se que em abril de 2010 cerca de 41,6% da população estadunidense tinha uma conta no Facebook.
No entanto, o crescimento de mercado do Facebook começou a estabilizar em algumas regiões, sendo que o site perdeu 7 milhões de usuários ativos nos Estados Unidos e no Canadá em maio de 2011. O Facebook entrou com pedido de uma oferta pública inicial em 1 de fevereiro de 2012.
Em 21 de julho de 2016, o Facebook fez seu primeiro voo com drone que deve levar internet a todo o mundo. O modo escolhido por Zuckerberg e sua equipe para tentar levar a web a um público que, hoje, está offline, foi apostar em equipamentos voadores alimentados por energia solar, e depois de meses de testes com modelos menores, a empresa finalmente realizou o primeiro voo de seu drone Aquila.
Em maio de 2005, o Facebook recebeu 12,8 milhões de dólares de capital da Accel Partners.
Em 23 de agosto de 2005, o Facebook compra o domínio facebook.com da Aboutface por US$200.000,00 e descarta definitivamente o “The” de seu nome. A esta data, o Facebook foi “repaginado” recebendo uma atualização que, segundo Mark, deixou mais amigável aos usuários. Também neste mês, Andrew McCollum retornou a Harvard, mas continuou atuando como consultor e retornando ao trabalho em equipe durante os verões. Como antes, Chris Hughes permaneceu em Cambridge, enquanto exercia sua função como representante da empresa. Então, em 2 de setembro, Mark Zuckerberg lançou a interação do Facebook com o ensino secundário. Embora inicialmente definido para separar as “comunidades” para que os usuários precisassem ser convidados para participar, dentro de 15 dias as redes escolares não mais exigiam uma senha para acessar (embora o cadastro no Facebook ainda exigisse). Em outubro, a expansão começou a atingir universidades de pequeno porte e instituições de ensino pós-secundário (junior colleges) nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, além de ter expandido a vinte e uma universidades no Reino Unido, ao Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey no México, a Universidade de Porto Rico em Porto Rico e toda a Universidade das Ilhas Virgens nas Ilhas Virgens Americanas. Em 11 de dezembro de 2005, universidades da Austrália e Nova Zelândia aderiram ao Facebook, elevando sua dimensão para mais de 2 mil colégios e mais de 25 mil universidades em todo o Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Irlanda.

Passaram Açúcar
No início de 2012 o Facebook se tornou a maior rede social no Brasil e no restante da América Latina, ultrapassando o Orkut, Tumblr, Twitter. Durante o mês de dezembro de 2011, segundo dados da comScore divulgados em janeiro. Pesquisa da companhia mostrou que a rede fundada por Mark Zuckerberg atraiu 36,1 milhões de visitantes durante o período, superando os 34,4 milhões registrados pela rede social do Google.
Em 13 de janeiro de 2012, o Facebook lançou a funcionalidade que permite que o usuário escute uma música que o amigo está ouvindo.
Em 29 de fevereiro o Facebook lança a linha do tempo também para Fan Pages.
Pouco depois, o Facebook anunciou que uma nova ferramenta que permite que o usuário escute uma música que seu amigo esteja escutando ao mesmo tempo. Também é possível escutar a mesma música em um grupo, permitindo que seu amigo brinque de DJ.
Quando seu amigo estiver escutando uma música, uma nota musical aparecerá ao lado do seu nome. Para escutar a música, basta apenas você clicar no nome do seu amigo, que aparecerá uma janela com um botão escrito “Listen with” (escute com em português), clique no botão e você ouvirá música com seu amigo, como mostra a figura acima. Além de escutar você poderá comentar sobre a música.
Após lançar ações na bolsa, estima-se que o Facebook atingirá o valor de 100 bilhões de dólares ainda no primeiro semestre de 2012.
No total, a empresa registrou 421,2 milhões em ações vendidas, e devido a grande procura, aumentou o valor de uma ação de 34 dólares para 38 dólares, atingindo o máximo esperado. A oferta inicial informada era de 484,4 milhões, podendo arrecadar até 18,4 bilhões. A empresa será listada na bolsa da Nasdaq sob a sigla FB. A oferta de ações da rede social tornou-se a maior oferta de uma empresa de tecnologia, sendo também a 10ª maior dos últimos 25 anos.
Em 9 de abril de 2012, Mark Zuckerberg anuncia em seu perfil a aquisição do aplicativo Instagram pelo valor de aproximadamente 1 bilhão de dólares.
Após o lançamento na bolsa, o Facebook perdeu cerca de 50% do seu valor. Alguns sites publicaram uma possível saída de Mark Zuckerberg do posto de CEO do Facebook.
Na manhã do dia 4 de outubro, Marc Zuckerberg informou que havia já mais de mil milhões de utilizadores ativos do Facebook.
Em março de 2013 o Facebook anunciou mudanças em sua Linha do Tempo dos usuários. O novo design adiciona livros que o usuário leu ou gosta, filmes e músicas. A área fica ao lado das fotos pessoais e dos amigos. Quem gosta de assistir a filmes pode adicionar as produções favoritas e usar aplicativos como o Netflix para compartilhar o que se está assistindo no momento. A mudança vem acontecendo aos poucos, mas até o segundo semestre de 2013 todos os usuários já estarão com sua Linha do Tempo atualizada. Até o Google quis comprar o Facebook, mas Mark Zuckerberg não quis vender.
No dia 19 de fevereiro de 2014 a empresa anunciou que comprou o aplicativo WhatsApp por 16 bilhões de dólares. O valor é o mais alto já pago por um aplicativo móvel, desde que a própria rede social comprou o Instagram. Também é a maior aquisição do site de Mark Zuckerberg. O acordo também prevê um pagamento adicional de 3 bilhões de dólares aos fundadores e funcionários do WhatsApp que poderão comprar ações restritas do Facebook dentro de quatro anos. Além disso, o presidente-executivo e cofundador do WhatsApp, Jan Koum, tomará lugar no conselho administrativo do Facebook.
O website é gratuito para os usuários e gera receita proveniente de publicidade, incluindo banners, destaques patrocinados no feed de notícias.
Usuários criam perfis que contêm fotos e listas de interesses pessoais, trocando mensagens privadas e públicas entre si e participantes de grupos de amigos. A visualização de dados detalhados dos membros é restrita para membros de uma mesma rede ou amigos confirmados. De acordo com o TechCrunch, 85% dos membros dos colégios suportados têm um perfil cadastrado no website e, dentre eles, 60% fazem login diariamente no sistema, 85% o faz pelo menos uma vez por semana e 93% o faz pelo menos uma vez por mês. De acordo com Chris Hughes, porta-voz do Facebook, as pessoas gastam em média 19 minutos por dia no Facebook.
O Mural é um espaço na página de perfil do usuário que permite aos amigos postar mensagens para os outros verem. Ele é visível para qualquer pessoa com permissão para ver o perfil completo, e posts diferentes no mural aparecem separados no “Feed de Notícias”. Muitos usuários usam os murais de seus amigos para deixar avisos e recados temporários. Mensagens privadas são salvas em “Mensagens”, que são enviadas à caixa de entrada do usuário e são visíveis apenas ao remetente e ao destinatário, bem como num e-mail. Em julho de 2007 o Facebook, que só permitia posts de textos, passou a permitir postagem de anexos no mural.
O botão de “curtir/gostar” é um recurso onde os usuários podem gostar de certos conteúdos, tais como atualizações de status, comentários, fotos, links compartilhados por amigos, e propagandas. É também uma característica da Facebook Plataform, que permite aos sites participantes a exibirem um botão que permitem o compartilhamento de conteúdo do site com os amigos.
O Facebook adicionou um recurso chamado “Cutucar” (Brasil) ou “Toque” (Portugal) (em inglês: Poke) para que os usuários enviem “cutucadas” uns aos outros. Segundo o FAQ do Facebook, uma cutucada é “uma forma de você interagir com seus amigos no Facebook. Quando criamos a cutucada, achamos que seria interessante ter um recurso sem qualquer finalidade específica. As pessoas interpretam a cutucada de muitas maneiras diferentes, e nós encorajamos os usuários a interpretá-la com seu próprio significado”. A princípio, ele se destina a servir como uma forma de chamar a atenção do outro usuário. No entanto, muitos usuários o utilizam como uma forma de dizer “olá”.

Críticas
Facebook tem recebido inúmeras críticas principalmente por denuncias de que teria colaborado com o programa de vigilância eletrônica conhecido como PRISM, da Agência de Segurança Nacional estadunidense conhecida como NSA.
Apesar dos documentos revelados por Edward Snowden comprovarem a participação tanto do Facebook como de outras empresas, nos programas de vigilância, elas negam que hajam colaborado. A Microsoft, por exemplo, afirmou que só cede dados ao governo sob ordem judicial.
Todas as empresas como Google e Facebook negaram que tenham colaborado com a coleta de dados para o Prism, o programa secreto de monitoramento de e-mails, chats e buscas da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos. O jornalista estadunidense Glenn Greenwald, que tem acesso a todos os documentos secretos que revelaram um complexo mecanismo de espionagem dos usuários dos serviços de nove grandes empresas estadunidenses afirmou que não usa Facebook, e sim o Skype somente em casos de extrema necessidade, quando não há alternativa. Segundo Greenwald, apos avaliar os documentos, ele prefere não se arriscar.

13.207 – Mega Byte – O Sistema Blackbox da Linux


black box linux
É um gerenciador de janelas livre para sistemas Unix-like com X Window System. Se destaca pela leveza, sendo ideal para quem usa micro-computadores com poucos recursos e não quer abrir mão de uma interface gráfica. Um usuário conta que o Blackbox roda satisfatoriamente em um 486DX4 (66 MHz) com 16MB de memória RAM. Outras características são seu estilo minimalista e a capacidade do usuário personalizar seu visual a partir de temas. É escrito em C++ e contém código completamente original.
Blackbox é portável, podendo ser compilado e executado nos seguintes sistemas operacionais
BSD (principal plataforma de desenvolvimento)
Linux
IBM OS/2
Windows (under Cygwin)
Windows chamado BB4Win
Apple Mac OS X
Sun Solaris
SGI Irix
HP HP/UX
O Blackbox teoricamente roda em qualquer arquitetura.
O sucesso do BlackBox gerou alguns projetos derivados que se propuseram a continuar sua linha inicial de desenvolvimento – mas adicionar novos recursos. Alguns desses projetos são:

FluxBox
OpenBox
Um dos grandes motivos do sucesso do Blackbox e de suas variações é o fato dele ser uma interface completamente nova, diferente do Windows, MacOS, KDE e Gnome. O Blackbox foi desenvolvido do zero, tendo em mente um ambiente simples e rápido, mas ao mesmo tempo funcional. A página oficial é a http://blackboxwm.sourceforge.net
A interface do Blackbox é bastante simples. O iniciar pode ser acessado clicando com o botão direito sobre uma área vazia qualquer da área de trabalho
A barra de tarefas do Blackbox tem um layout bastante reduzido. As setas da esquerda permitem alternar entre as áreas de trabalho (você pode manter programas diferentes abertos em cada uma), enquanto as setas da esquerda alternam entre as janelas abertas

13.180 – Como impedir que o cabo do seu celular estrague


Enquanto a tecnologia de carregamento sem fio ainda não chega aos principais smartphones do mercado, os consumidores precisam se virar com os tão odiados cabos. Na maioria das vezes, esses acessórios são frágeis e caros.

Use uma mola
A maioria dos defeitos acontece nas extremidades do acessório, que acabam sofrendo muita pressão para algum dos lados. Para evitar que o cabo se dobre, o melhor a fazer é utilizar uma pequena mola (daquelas encontradas dentro de canetas) para envolvê-lo.

mola

 

Misture amido de milho com silicone
Parece algo bizarro, mas um vídeo no YouTube ensina como fazer uma mistura envolvendo amido de milho e silicone para criar uma massa flexível que vai proteger a extremidade dos cabos. A aparência não fica das melhores, mas em temos de usabilidade o método parece bem eficiente.

Protetores de cabo
Uma opção mais barata e bonita são os protetores de cabo. É possível encontrá-los facilmente na internet, principalmente em sites como o Mercado Livre. O preço varia de acordo com o modelo, mas conseguimos encontrar alguns deles custando R$ 1.

Envolva com fita isolante
Se a proteção emborrachada que protege os fios já estiver desgastada, é melhor envolvê-la com fita isolante para evitar que os fios fiquem expostos. O problema é que a fita isolante não é tão protetora e, por isso, é aconselhável que se combine esse método com o da mola.

Utilize um tubo termo retrátil
O produto é encontrado por preços entre R$ 10 e R$ 25 na internet e, além de proteger, deixa o cabo até com um visual bacana. O problema é que a aplicação não é tão fácil e exige que o cabo seja aquecido usando um isqueiro.

13.080 – Mega Byte – Para que serve a tecla Insert do teclado?


insert
Já aconteceu de você estar escrevendo um texto no computador, voltar ao começo dele para editar e então descobrir que cada letra que você escreve apaga a letra que estava no lugar dela anteriormente? Se sim, é possível que você tenha, sem querer, apertado a tecla Insert.
A tecla Insert, antigamente, era usada para alternar entre dois modos de escrita: inserção e substituição. O modo inserção (ou “Insert”, em inglês, daí o nome da tecla) é o que se usa normalmente: quando você digita uma tecla, essa tecla é acrescentada no local onde seu cursor está. Por exemplo, imagine que você tenha a seguinte palavra: “ca|melo” (o | representa a posição do cursor). Se você escrever “ra”, a palavra resultante será “cara|melo”.
No entanto, há também o modo de substituição (ou “Overtype”, em inglês). Nesse modo, a tecla pressionada substitui o caractere que está na frente do cursor. Nesse caso, imagine novamente a mesma situação: “ca|melo”. Se você estiver no modo de substituição e digitar “b”, você ficará com a palavra “cab|elo”. Para alterar entre os dois modos de escrita, basta apertar a tecla Insert.
Curiosamente, porém, a funcionalidade dessa tecla vem desativada por padrão na maioria dos softwares de edição de texto atuais. É possível que essa alteração tenha sido feita pelo fato de muitas pessoas apertarem a tecla sem querer e depois não conseguirem voltar ao modo anterior de escrita. Uma busca rápida no Google revela uma série de tutoriais da década passada com truques para desabilitar permanentemente essa tecla, o que reforça essa ideia. Assim como a tecla “Scroll Lock”, ela parece ser uma “sobra evolutiva” dos teclados.

Outras funções
Talvez quase ninguém saiba, mas a tecla Insert também pode ser usada para copiar e colar conteúdo da mesma maneira que a combinação Ctrl+C e Ctrl+V. Selecionar algo e pressionar Ctrl+Insert faz com que aquilo seja copiado para a área de transferência; em seguida, pressionar Shift+Insert faz com que o conteúdo selecionado seja colado na posição do cursor.
Há ao menos uma função adicional para ela. Em alguns notebooks da Dell, pressionar a tecla Function (ou “Fn”) + Insert faz com que o notebook entre em “modo descanso” imediatamente. Isso desliga a tela, o teclado e as conexões do aparelho. Para fazê-lo “acordar” novamente, basta apertar o botão liga/desliga.
Pelo fato de a tecla ser pouco usada – e frequentemente odiada -, alguns notebooks não têm uma tecla Insert dedicada. Nesses casos, no entanto, ainda é possível usar as funções do Insert. Ela às vezes aparece junto ao número 0 do teclado numérico: nesses casos, a tecla se chama “0/Ins”. Em alguns casos mais problemáticos, ela fica junto da tecla Print Screen, e pode acabar mudando o modo de digitação toda vez que alguém tira um print da tela.

12.863 – Facebook cumpre decisão judicial e garante que não será bloqueado no Brasil


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Em nota divulgada à imprensa, o Facebook confirmou que não será bloqueado no Brasil por 24 horas, como havia decretado um juiz eleitoral de Santa Catarina. A Justiça pediu que a rede social tirasse uma página do ar e, segundo a assessoria da empresa, a ordem foi cumprida “integralmente”.
“O Facebook tem profundo respeito pelas decisões da justiça brasileira e cumpriu a ordem judicial dentro do prazo estabelecido”, disse o Facebook em nota.
De acordo com Renato Roberge, juiz eleitoral de Joinville (SC), o Facebook teria se recusado a tirar do ar um perfil falso que tirava sarro de um candidato à prefeitura, Udo Döhler (PMDB). A Justiça também exigiu que a rede social revelasse o IP do administrador do perfil “Hudo Caduco” e que oferecesse direito de resposta ao político ofendido.
“Não há dúvida alguma de que o perfil tratado nestes autos está à margem da legislação eleitoral vigente, pois claramente criado para o fim de infirmar o candidato representante”, disse o juiz na sentença. O Facebook diz que entrou com recurso e que, após tê-lo negado, cumpriu a ordem integralmente, como mandava a Justiça.

12.842 – Google anuncia central de computação em nuvem no Brasil


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O Google anunciou, o Google Cloud, uma central de computação em nuvem e série de produtos voltados para empresas brasileiras. A nova estrutura será em São Paulo e deve ficar pronta em 2017.
A plataforma foi pensada para as empresas, com sistemas integrados que incluem garantias em todos os níveis de serviço, com todos os componentes integrados e para o ponto de precificação que o cliente escolher.
O Google Cloud inclui tudo de Google Cloud Platform, que são aplicações de colaboração e produtividade, chamadas de G Suite, e todas as ferramentas e APIs de Machine Learning, APIs empresariais de mapas, smartphones e tablets Android e os Chromebooks que acessam a nuvem.
De acordo com a vice-presidente sênior do Google Cloud, Diane Greene, nos próximos cinco anos, negócios de todos os tipos serão transformados por dados inteligentes, análise, machine learning e comunicação digital, sendo que o que vai diferenciar os negócios no futuro é a tecnologia digital.
Além da infraestrutura brasileira, a companhia pretende abrir unidades nos Estados Unidos, Cingapura, Austrália, Alemanha, Reino Unido, Índia e Finlândia.

12.777 – Supercomputadores sem limites? São criados os primeiros neurônios artificiais


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A história da computação está prestes a mudar: o centro de pesquisas da IBM em Zurique, na Suíça, criou os primeiros neurônios artificiais.
As pequenas células robóticas possuem uma membrana neuronal em torno de um núcleo, um dispositivo de entrada e outro de saída, o que lhes permite interagir com outros neurônios, emulando o funcionamento de um cérebro biológico.
O núcleo é fabricado com um material utilizado na confecção de discos óticos, o GST (germânio-antimônio-telúrio), que se alterna entre fases cristalinas e amorfas por causa do calor. A fase cristalina é condutora e a amorfa funciona como isolante elétrico. Isso faz com que os neurônios nanotecnológicos se comportem de maneira similar aos orgânicos, emitindo impulsos elétricos em padrões temporais imprevisíveis.
A descoberta facilitará a criação de supercomputadores capazes de processar a informação de forma inteligente a velocidades inusitadas.
Os cientistas do laboratório da IBM possuem atualmente 500 neurônios artificiais com essas características e estão desenvolvendo um software complexo que permitirá sua implementação.

12.767 – Vírus do chamado Projeto Sauron coloca em xeque a segurança mundial


Desde 2011, existe um vírus complexo e sofisticado que ataca a segurança cibernética de agências governamentais, organizações militares e centros de pesquisa.
Chamado de Projeto Sauron, ele já afetou 30 alvos diferentes no mundo todo, como o Irã, Ruanda, China, Rússia, Bélgica e Suécia, de acordo com um relatório publicado pela empresa de segurança com sede nos EUA, Symantec, e o Laboratório Kaspersky, na Rússia,

“O grupo utiliza um vírus avançado conhecido como Remsec para realizar seus ataques”, afirmou um porta-voz da Symantec. Além disso, um representante do Kaspersky afirmou que esse ataque facilita ações de ciberespionagem. O obstáculo principal colocado por esse vírus para não ser detectado é que ele tem a capacidade de deixar diferentes vestígios nas suas vítimas, por isso é impossível seguir um padrão para ajudar os pesquisadores a encontrar e prevenir outros ataques.

O vírus permite ao invasor acessar o computador afetado e roubar a informação que quiser. Embora os especialistas dessas empresas de segurança tenham conseguido avançar na pesquisa, ainda não foi possível encontrar uma forma de evitar que a segurança cibernética mundial esteja a salvo de seu ataque.

12.719 – Cientistas da IBM criam neurônios artificiais que ‘pensam’ sozinhos


neuronio artificial

Pesquisadores da IBM revelaram a criação de um conjunto de mais de 500 neurônios artificiais, capazes de interpretar informações e aprender sozinhos. A descoberta deixa a empresa cada vez mais próxima de desenvolver um sistema computacional capaz de se comportar como o cérebro humano.

Os neurônios artificiais da IBM foram criados a partir de chamados materiais de mudança de fase – isto é, substâncias que podem existir em dois estados diferentes (gasoso e líquido, por exemplo) e trocar de um para o outro com facilidade. A combinação usada pelos cientistas é composta por germânio, antimônio e telúrio.

A material, denominado GST, pode alterar sua composição entre os estados cristalino e amorfo – isto é, sólido, mas sem forma definida. Na primeira fase, o GST (usado na membrana do neurônio artificial) funciona como um isolador de energia elétrica. Já na fase amorfa, o material consegue atuar como um condutor de eletricidade.

Desse modo, com uma membrana capaz de conduzir ou isolar eletricidade, o neurônio artificial pode realizar sinapses a base de impulsos de energia – assim como os neurônios no cérebro humano. Outra semelhança é que os neurônios criados pela IBM não trocam dados digitais, como arquivos de computador, mas apenas informações analógicas, como temperatura e movimento, e são tão pequenos quanto neurônios “de verdade”.

Aplicando-se uma fonte de calor a essa população de neurônios, as sinapses acontecem quase que naturalmente. É importante destacar, contudo, que a informação trocada entre elas é puramente aleatória, assim como no cérebro humano. Isso acontece devido ao ciclo de transformações do GST, que altera seu estado entre cristalino e amorfo sempre com alguma diferença. Os cientistas nunca sabem quando uma sinapse será realizada ou entre quais neurônios.

O que torna a descoberta ainda mais impactante é sua eficiência: os materiais usados na criação dos neurônios são facilmente encontrados na natureza ou na indústria; cada célula exige muito pouca energia para operar; a quantidade de informação processada é muito grande, enquanto o processamento é rápido; e tudo isso funciona num espaço físico bem reduzido, em vez de ocupar enormes edifícios repletos de servidores, como os data centers modernos.

Embora esses neurônios ainda não estejam prontos para serem usados em robôs como os de filmes de ficção científica, possíveis aplicações já estão sendo estudadas. O “mini cérebro artificial” da IBM poderia, por exemplo, ajudar na detecção de fenômenos naturais, como terremotos e tsunamis, ou até em sistemas de previsão do tempo mais precisos.

Em teoria, nada impede que esses neurônios sejam usados na fabricação de processadores de computador que tornem PCs, aplicativos ou qualquer dispositivo eletrônico bem mais inteligente, nos aproximando da mítica singularidade. O desafio, porém, ainda é desenvolver o código de software capaz de interpretar as informações analógicas de um “cérebro” como esse.

12.621 – A Ciência da Imortalidade


-DNA
Há quem faça operações plásticas, quem tome antioxidantes e quem diminua a ingestão de calorias com o fito de rejuvenescer ou viver mais anos. Mas há quem vá ainda mais longe.
Considerando o envelhecimento como uma doença com tratamento e não como um processo natural, Aubrey de Grey sugere que as pessoas, atingindo uma determinada idade, sejam submetidas à inativação completa da telomerase. Como muitos cancros possuem telomerase activa, a sua inactivação permitiria prevenir os cancros.
No entanto, essa inativação iria impedir que as células estaminais se dividissem. Para evitar essa perda irreversível, o cientista propõe a administração regular de células estaminais como forma de tratamento. A solução, na sua opinião, iria promover um equilíbrio entre a telomerase e as células estaminais.
Já o cientista Ray Kurzweil acredita que a imortalidade será uma realidade daqui a 20 anos, graças ao conhecimento dos genes e à tecnologia informática, que permitirá ao ser humano reprogramar o seu organismo. O norte-americano crê mesmo que a nanotecnologia nos permitirá viver para sempre.
A verdade é que vários estudos sugerem que o potencial máximo de vida humana será de 120 anos, mesmo que consigamos combater as doenças, os acidentes, os homicídios e todas as causas de morte. O corpo humano parece condenado ao fim.
Há quem vá ainda mais longe e esteja disposto a gastar fortunas para se fazer congelar depois da morte, na esperança de que possa ser ressuscitado um dia. Outros pensam que os moribundos poderiam ser conservados num estado de hipotermia, colocando o seu metabolismo au ralenti, de modo a aumentar as hipóteses de sobrevivência no futuro. Perguntar-se-á: se a hibernação pode adiar a morte, a congelação poderá vencê-la?
Mesmo que fosse possível reprogramar o nosso corpo, será eticamente aceitável? Quantos poderiam beneficiar destes tratamentos, potencialmente muito dispendiosos? Que programas de saúde teriam de ser suspensos de modo a serem canalizados fundos para estas investigações e tratamentos? Poderá a ciência prolongar indefinidamente a vida humana, substituindo as peças avariadas por peças artificiais construídas em laboratório? Afinal, para onde caminha a investigação científica? Ficam as questões.
Impressão de órgãos 3D
Ao longo dos anos, a impressão 3D tem evoluído em diversos aspectos e atualmente é usada em inúmeras aplicações interessantes. Imprimir pizza e chocolate pode ser realmente incrível, mas a criação de órgãos vivos em impressoras 3D é algo completamente diferente. Como funciona? Essa aplicação específica da tecnologia de impressão 3D é chamada de bioimpressão e utiliza o tipo mais caro e avançado de máquina desse tipo já criada – isso porque a bioimpressão imprime, literalmente, células vivas. O método tem alguns pontos em comum com a impressão 3D comum, exceto pelo fato de que a estrutura do órgão desejado é impresso utilizando proteínas e, em seguida, os espaços são preenchidos com células-tronco que vão crescer e ocupar as lacunas. Para conseguir essa espécie de “tinta biológica” que alimenta a impressora 3D, cientistas colhem células humanas a partir de biópsias ou de células-tronco e, em seguida, permitem que elas se multipliquem numa placa de Petri (os conhecidos “pratinhos de vidro dos laboratórios”). Os médicos esperam que, quando colocadas no corpo, essas células impressas interajam com os tecidos já existentes.

Impacto na expectativa de vida do ser humano
Fígados e rins artificiais simples já foram criados usando a bioimpressão, mas os cientistas ainda têm um longo caminho a percorrer antes que eles fiquem bons o suficiente para substituir os órgãos originais. Porém, o progresso nessa área tem se mostrado assustadoramente rápido. Mas como isso poderia levar à vida eterna? Se você faz parte do grupo de pessoas que acredita que a mortalidade humana está relacionada simplesmente a deterioração dos órgãos ao longo do tempo, então a resposta é igualmente simples: substitua seus órgãos conforme eles se aproximam do colapso e você viverá para sempre. Seu cérebro pode ficar senil, mas seu corpo continuará firme e saudável. É claro que o discurso é muito mais fácil do que a prática. Para que isso se torne realidade é preciso reaplicar cada componente do corpo, incluindo ossos, pele, gordura e artérias. Mas logicamente falando, isso pode funcionar.

Sangue novo

Nos livros e filmes sempre ouvimos falar do “elixir da vida”. Mas e se essa fórmula mágica fosse nada mais do que o sangue da juventude? Calma. Não estamos falando de vampiros que precisam tomar sangue de jovens para manter sua vida eterna. De acordo com resultados de pesquisas realizadas no início do ano passado, o sangue jovem pode parar – ou até mesmo reverter – o processo de envelhecimento. Como funciona? A “mágica” acontece por meio de uma técnica antiga: a transfusão de sangue. O procedimento pode parecer algo extremamente simples, mas o resultado pode ser milagroso. Em 2005, cientistas demonstraram que o sangue de ratos jovens ajudava a regenerar tecidos musculares de ratos mais velhos em testes em laboratório. Mas em 2014, descobriram que ratos tratados com uma proteína isolada do sangue jovem demonstraram cognição e resistência melhoradas, além de uma significativa melhora no funcionamento de seus órgãos após transfusões de sangue. Essa foi a primeira demonstração de um fator de rejuvenescimento produzida naturalmente. O efeito surpreendente acontece graças a uma proteína conhecida por GDF11, que regula a atividade de células estaminais. Ratos jovens possuem essa célula em abundância, mas a sua presença vai diminuindo gradualmente com a idade, mas ninguém sabe ao certo por que isso acontece. Impacto na expectativa de vida do ser humano A pesquisa nessa área ainda está engatinhando, mas os resultados até agora são notáveis o suficiente para que os cientistas fiquem esperançosos, mas cautelosos. Muitos concordam que a GDF11 tem grande potencial terapêutico, mas é preciso ter cuidado até que se descubra mais sobre o mecanismo dessa proteína. Ainda assim, a equipe de Harvard responsável pela pesquisa antecipa que os testes clínicos de terapia em humanos utilizando a GDF11 podem começar dentro de um período de 3 a 5 anos, enquanto rumores apontam que a companhia já começou a preparar pequenos testes de transfusão de plasma em pacientes com Alzheimer. O GDF11 pode não ser a resposta oficial para a juventude eterna, mas um estudo mais aprofundado pode desbloquear novas descobertas sobre mecanismos de envelhecimento humano e como eles podem ser interrompidos ou até mesmo revertidos. Afinal, o que é a imortalidade se não a interrupção da deterioração orgânica?

Terapia genética
Uma pergunta interessante em relação à vida dos seres vivos é: por que os ratos têm uma vida útil de dois anos, canários vivem cerca de 15 anos, enquanto os morcegos podem viver até 50 anos? Qual é a grande diferença entre eles? De acordo com a bioquímica Cynthia Kenyon, o fator de diferenciação está escondido nos genes desses animais – e isso sugere que o envelhecimento é determinado (ou pelo menos influenciado) por um ou mais genes. Acompanhando essa linha de pensamento podemos acreditar que os cientistas devem encontrar os genes do envelhecimento e “desligá-los”. Esse tipo de modificação genética é chamado de “terapia genética”. Como funciona? A terapia genética pode ser descrita como algo que abrange qualquer estratégia de introdução de material genético com o intuito de modificar o curso de uma doença. Essa ainda é uma área ainda incipiente da medicina, praticada especialmente nos laboratórios de pesquisa fundamental, e sua aplicação ainda é estritamente experimental. Por meio de experimentações realizadas em lombrigas, a bioquímica Cynthia Kenyon descobriu que sua vida útil mais do que duplicou quando um determinado gene foi danificado: o gene DAF-2. Esse gene é responsável por controlar a integridade dos receptores de DAF-2 nas células, que, por sua vez, são responsáveis pela recepção de uma proteína chamada Fator de Crescimento semelhante à insulina tipo 1 (ou simplesmente IGF-1). O IGF-1 é um hormônio que influencia o crescimento na infância e o envelhecimento e o ato de danificar esse receptor significa interferir no processo de envelhecimento. Há uma sutil ressalva que precisa ser feita aqui: as lombrigas mutantes não viveram o dobro do tempo. Em vez disso, elas envelheceram mais vagarosamente. Ou seja, o envelhecimento do verme em 10 dias não foi o mesmo que o de uma lombriga normal; em vez disso, ela teve um envelhecimento correspondente ao de 5 dias de uma lombriga normal. Impacto na expectativa de vida do ser humano Algo realmente interessante sobre todo esse conceito é que não há evidências que sugiram que os seres humanos não estão isentos. Pesquisas realizadas com um grupo de judeus Ashkenazi mostraram que um número significante de pessoas que viveu até os 100 anos de idade ou mais possuíam mutações no gene DAF-2 que tornaram o hormônio IGF-1 menos “potente”. Ainda estamos longe de atingir a imortalidade com a ajuda da terapia genética, mas se os cientistas conseguirem descobrir os principais genes envolvidos no processo de envelhecimento e manipulá-los da maneira correta, é perfeitamente possível que os seres humanos superem o fenômeno do envelhecimento.

Reparação dos telômeros
Um elemento importante no envelhecimento celular é algo chamado “encurtamento de telômeros”. O teômero é uma espécie de contador da divisão celular que protege o organismo contra divisões fora de controle, como acontece no câncer. A presença dos telômeros impede que a extremidade de um cromossomo entre em fusão com outro. Quando uma célula se divide, seu DNA é replicado perfeitamente de ponta a ponta. Devido a isso, as cadeias de DNA (cromossomos) são encurtadas cada vez que a célula sofre uma divisão. Isso significa que eles vão sendo encurtados ao longo da vida até perderem sua funcionalidade e o resultado desse processo é o envelhecimento, pois células com telômeros encurtados acabam morrendo ou ficando mais vulneráveis a instabilidades genéticas. Basicamente, a preservação dos telômeros reduz o ritmo do envelhecimento Como funciona? A boa notícia é que as células jovens têm uma enzima chamada telomerase, que tem como função adicionar sequências específicas e repetitivas de DNA à extremidade dos cromossomos, onde se encontra o telômero. Porém, a telomerase é finita, o que significa que quando uma célula se divide várias vezes, já não há telomerase capaz de retardar o fim do telômero que se encurta cada vez mais. No entanto, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford criaram um novo procedimento capaz de prolongar artificialmente os telômeros. “O processo envolve a utilização do ácido ribonucleico (ARN) modificado, que carrega instruções dos genes para máquinas de fabricação de proteínas da célula. O ARN específico utilizado pelos pesquisadores continha TERT, proteína que está envolvida na telomerase. Essa pesquisa recém-descoberta não só poderia ajudar a expandir o tempo de vida, mas também ajudar em uma variedade de doenças que afetam milhares de pessoas”. Impacto na expectativa de vida do ser humano Até agora, essa é apenas uma solução de curto prazo que causa um rápido aumento no crescimento dos telômeros durante 48 horas. Em seguida, a telomerase se esgota e os telômeros começam a se encurtar novamente. Se isso puder ser aplicado por tempo indefinido, há chances de que o processo de envelhecimento seja interrompido. A adulteração do encurtamento dos telômeros envolve alguns riscos. Isso porque se a divisão celular acontecer muito mais rápido do que a morte celular, é possível obter muito mais células do que o pretendido, o que poderia causar câncer.

Remédio antienvelhecimento

Imagine como seria ótimo (ou não) tomar apenas algumas pílulas por dia e se tornar imortal? As indústrias farmacêutica e de saúde já estão procurando maneiras de tornar esse sonho realidade. Uma das empresas envolvidas nisso é a Calico, criada pelo Google com o objetivo de criar tecnologias para tratar questões do envelhecimento e prolongar a vida dos seres humanos. Como funciona? Um fármaco chamado Sirolimus, também conhecido como rapamicina, originalmente é utilizado pela medicina como imunossupressor (para fins como transplantes de órgão), mas pesquisas recentes apontaram que seu uso pode ajudar a estender a expectativa de vida em vermes, camundongos e leveduras. O problema é que o Sirolimus tem muitos efeitos colaterais negativos, portanto nunca foi considerada uma solução ideal. No entanto, ele impulsionou a quantidade de pesquisas relacionadas a medicamentos antienvelhecimento e acabou levando a descoberta da substância Everolimus. Pesquisadores relataram que o Everolimus reverteu parcialmente a deterioração da imunidade que ocorre com o avanço da idade. O envelhecimento do sistema imunológico é uma das principais causas de doenças e mortes. É por isso que pessoas mais velhas são mais suscetíveis a infecções e possuem uma resposta fraca a vacinas. Impacto na expectativa de vida do ser humano Ainda é muito cedo para dizer se essas drogas podem ser refinadas e transformadas em algo capaz de proporcionar juventude eterna. Muitos estudos relacionado ao assunto demonstraram apenas um pequeno aumento no tempo de vida, até cerca de 14%. O interessante sobre esses fármacos é que os pesquisadores estão começando a dominar esse campo. Se os medicamentos descobertos até hoje já mostraram que podem causar impactos sobre a vida, imagine o que os compostos ainda não descobertos poderão fazer? Mais investimento financeiro nessa área poderia resultar em descobertas de novas drogas.

Transferência mental
Essa ideia ficou no final da lista, pois até o momento ela é pouco mais do que uma simples hipótese. Transferência mental diz respeito a noção de upload da sua consciência e memórias para um computador. Em outras palavras, significa que uma pessoa pode transformar sua personalidade, memória e essência em dados de computador. Como funciona? Atualmente, há dois métodos propostos para transformar esse conceito em algo real. O primeiro é o método de “cópia e transferência”, que envolve a digitalização e o mapeamento perfeito de todo o seu cérebro, até o último elétron, e, em seguida, a replicação desses dados em um dispositivo computacional. Essa é a forma mais “popular” de transferência mental. O segundo método é conhecido como “substituição gradual” que, como o próprio nome já diz, visa substituir gradualmente cada neurônio do seu cérebro por algo não biológico. A introdução gradual de sistemas não biológicos em nossos corpos e cérebros é apenas mais um exemplo da contínua rotatividade das peças que compõem o ser humano. Isso não deve afetar a nossa identidade mais do que a substituição natural de nossas células biológicas faz atualmente. De acordo com esse método, no futuro nossos pensamentos estarão, literalmente, na nuvem. Impacto na expectativa de vida do ser humano Para que isso seja possível, o computador precisa ser potente o suficiente para simular um cérebro humano real com a mesma velocidade de processamento de informações. Essa não é uma ideia tão absurda, considerando que o cérebro humano é apenas uma série de impulsos elétricos, mas chegar a uma “réplica computadorizada” é a parte mais difícil. Porém, se isso acontecer, alcançar a vida eterna será mais fácil. Dados são imateriais, por isso mesmo a unidade física que mantém “sua mente” gravada se deteriora. Com esses dados gravados seria possível passar essas informações de unidade para unidade conforme ela fosse se deteriorando. E se os dados da sua mente se tornarem imortais, então sua consciência também se tornaria. Atualmente, existem cerca de 10 mil laboratórios de neurociências em todo o mundo trabalhando em pesquisas relacionadas ao mapeamento cerebral e às conexões entre mente e máquina. É evidente que esse assunto gera muita polêmica e envolve uma série de questões filosóficas e éticas muito difíceis de resolver. Nós ainda seríamos considerados humanos após passar por procedimentos desse tipo? No caso da clonagem, qual deles seria o verdadeiro você? Se os cientistas vão conseguir descobrir o segredo da vida eterna, nós não sabemos. Mas fato é que a cada ano estamos fazendo avanços impressionantes que juntos podem resultar em algo incrível (e talvez assustador).

transferencia mental

12.590 – Medicina na Era Digital


os-dados-de-cada-um
“Declare o passado, diagnostique o presente e preveja o futuro”, dizia o fisiologista grego Hipócrates, apelidado de o pai da medicina, no século V a.C. Com essa elegante definição do trabalho médico, o pensador indicava a relevância do acúmulo de conhecimento prévio para guiar os tratamentos. Ao receber um paciente, o profissional de saúde precisa, antes de tudo, relacionar os sintomas relatados a outros quadros similares para realizar o exame, prescrever medicamentos e prever qual será a eficiência da terapia recomendada. Até muito recentemente, porém, antes do desenvolvimento de exames de laboratório complexos e conclusivos, os doutores tinham de confiar apenas na memória de um enfermo para desenhar um caminho de cura. Deu-se agora uma espetacular guinada com o avanço da era digital, da inteligência alimentada pelos algoritmos e do big data — termo que descreve a possibilidade de organizar e consultar, de forma automática, montantes colossais de dados em qualquer área do conhecimento humano. No século XXI, médicos dependem cada vez menos do próprio conhecimento, ou do que relatam os pacientes, para “declarar o passado, diagnosticar o presente e prever o futuro”. Bastam alguns cliques no computador para ter acesso a quase toda informação. Está acabando o tempo em que clínicos de pronto-socorro podem se contentar em dizer aos doentes, genericamente: “É uma virose”. O impacto das novas tecnologias de big data no trabalho médico pode ser medido em números. Ao longo da vida, um indivíduo gera o equivalente a 200 terabytes de informações ligadas à sua saúde. Entretanto, em torno de 90% desses dados se perdem porque não são armazenados, ainda. Estima-se que, se os médicos tivessem acesso ao histórico de todos os pacientes do mundo, seria possível reduzir em 20% a mortalidade global. A precisão nos diagnósticos possibilitaria ainda uma economia de 300 bilhões de dólares ao ano apenas para o sistema de saúde dos Estados Unidos. Esses benefícios levam a uma adoção cada vez mais ampla dessa inovação: a cada ano, aumenta em 20% a digitalização de informações médicas no planeta. Portanto, não está tão longe um futuro no qual não mais 90%, quiçá nem 1%, desse conteúdo será perdido.
Dada a imensidão de estatísticas que podem ser colhidas, como or­ga­ni­zá-­las e compreendê-las? A resposta está nos softwares de big data. Eles são resultado direto do exponencial barateamento da capacidade de armazenamento dos computadores, acompanhado pela multiplicação do processamento dessas máquinas e pelo avanço da tecnologia de sequenciamento genético. Tudo somado, temos a interpretação automática, mesmo por aparelhos comerciais como smart­pho­nes e tablets, de todo o conteúdo compilado pelos profissionais. E haja dados: um único hospital pode acumular 665 terabytes deles ao ano, o equivalente a três vezes todo o catálogo da Biblioteca do Congresso americano, a maior do mundo.
Um dos mais novos e promissores frutos desse caldo tecnológico é o programa Watson Health, próprio para hospitais. Lançado pela IBM em abril de 2015, ele é um refinado produto de inteligência artificial, alimentado pelos potentes servidores da empresa americana, cuja missão é agrupar grande parte dos dados medicinais do planeta para facilitar o trabalho dos médicos. No mês passado, a IBM começou a negociar a instalação do programa em clínicas brasileiras. Como ele vai funcionar? O Watson é alimentado de informações provenientes de laboratórios, hospitais e até mesmo iPhones. Em uma parceria com a Apple, a IBM fez com que seu software tivesse acesso a informações geradas a partir de aplicativos de celular e tablet que medem o estado de saúde de seus usuários. Que tipo de material é coletado? Quantos passos as pessoas dão em um dia, se dormem bem, em que ritmo bate o coração, e muito mais. “Há uns cinco anos começamos a notar quanto essa abordagem da computação, chamada de cognitiva, se tornará chave para a evolução do cuidado médico”, disse a VEJA o oncologista americano Mark Kris, um dos responsáveis pelo projeto do Watson Health. “A ferramenta que criamos é fundamental para a construção de tratamentos individuais, específicos e sob medida, de cada paciente, em qualquer lugar. É o futuro da medicina, começando hoje.” No consultório, o Watson Health acaba por operar como um Google dos médicos. A tecnologia apresenta subdivisões de acordo com a especialidade do campo da saúde. Uma das mais consultadas é o Watson Oncology, focado na oncologia e desenvolvido em parceria com o prestigiado hospital americano Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Durante os últimos cinco anos, médicos abasteceram o Watson — e continuam a fa­zê-lo — com histórias de casos atuais e antigos de câncer, ensinando assim a inteligência artificial a abordar cada variação da moléstia. Hoje, oncologistas com acesso ao programa consultam esse banco de dados antes de atender um paciente. Nele, é possível inserir o quadro clínico geral de um paciente. A partir daí, a inteligência artificial calcula quais são os métodos que se provaram mais eficientes para o tratamento da enfermidade em questão. Antes da chegada do Watson Health ao país, hospitais brasileiros já vinham instalando tecnologias similares. Há quatro anos o paulistano Sí­rio-Li­ba­nês investe na criação do que denominou de Biobanco, uma central de servidores com dados de amostras de sangue e tecido e com informações sobre tumores de pacientes. A tecnologia, em teste, ainda é acessada apenas por uma área de pesquisas, na qual quarenta pacientes têm servido de voluntários. “Mas estamos felizes com os resultados e logo implementaremos esse recurso em todo o nosso complexo”, diz o bioquímico Luiz Fernando Reis, responsável pela iniciativa.

12.569 – Cientistas conseguem armazenar dados em células como se fossem HDs


A revolucionária ferramenta CRISPR, capaz de ajudar pesquisadores a editar informações genéticas de seres vivos, tem ganhado cada vez mais destaque no meio científico. O mais novo uso para o método foi revelado em um estudo da Universidade de Harvard que conseguiu transformar células de bactérias em unidades de armazenamento de dados, como se fossem pequenos HDs de computador.
Cientistas revelaram na revista Science que o CRISPR foi usado para alterar geneticamente a propriedade de algumas células em uma bactéria Escherichia coli. Além de armazenar algo entre 30 e 100 bytes de dados, as bactérias foram capazes de se reproduzir e passar essas informações adiante para a sua prole.
Esses 100 bytes, porém, não foram preenchidos com arquivos de computador. O que os cientistas fizeram foi manipular o sistema imunológico das bactérias para que ele pudesse armazenar informações do ambiente. Em seguida, os microorganismos foram infectados por vírus e, com suas defesas naturais atuando como um HD, puderam registrar a forma como o vírus se comporta e o que foi feito pelo organismo para combatê-lo.
Não é a primeira vez, contudo, que cientistas conseguem usar o ácido desoxirribonucleico como disco rígido. Em métodos anteriores, dados eram codificados em forma de uma sequência genética que então era sintetizada na forma de um DNA – que, por sua vez, nunca chegava a dar vida a qualquer organismo, já que todo o experimento era conduzido de forma artificial.
Segundo Jeff Nivala, um dos líderes do novo estudo, o método antigo permitia que apenas algo em torno de 11 bits fosse armazenado em um DNA. “Nós registramos a informação diretamente no genoma” de um organismo vivo, explica o cientista. “Embora a quantidade de dados que temos armazenada dentro de um genoma seja relativamente pequena em comparação com sistemas totalmente sintéticos, acreditamos que esse método de armazenamento possa trazer muitas vantagens”.
Entre os possíveis usos dessa descoberta, além de permitir que a ciência colete informações ainda mais precisas sobre o funcionamento de organismos vivos, os pesquisadores acreditam que o armazenamento genético de dados pode ajudar a combater doenças ainda incuráveis e a compreender a evolução de certas condições moleculares ao longo de gerações.

12.556 – Tecnologia – Os Supercomputadores


Tianhe-1A
Ele já foi o supercomputador mais rápido do mundo em novembro de 2010 e, depois de dois anos e meio, está ainda entre os 10 mais velozes. Esta máquina é fabricada pela NUDT e pertence ao Centro Nacional de Supercomputador de Tianjin, China. Ela traz um processador com 183.638 núcleos, capaz de processar dados a uma velocidade média de 2,5 teraflops por segundo.

SuperMUC
Equipamento do Centro de Supercomputador de Leibniz, na Alemanha, o SuperMUC já foi o quarto mais veloz do mundo em junho de 2012. Atualmente, a nona posição que ocupa é graças ao processador de 147.456 núcleos, que processa dados a uma  velocidade média de 2,9 mil teraflops por segundo. Este computador é fabricado pela IBM.

Vulcan
O supercomputador Vulcan pertence ao Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, é fabricado pela IBM e traz 393.216 núcleos em seu processador. A unidade processa dados a uma velocidade média de 4,3 mil teraflops por segundo, além de contar com 393.216 GB de memória

Juqueen
Com processador de 458.752 núcleos, que alcança uma velocidade de 5 petaflops, esta máquina pertence ao Centro de Supercomputador de Jülich, na Alemanha. Ele tem memória de 458.752 GB e, em novembro de 2012, data da última medição feita pelo Top500, ocupava a quinta posição na lista.

Stampede
O Centro de Computação Avançada do Texas, localizado na Universidade do Texas, nos EUA, conta com o Stampede, sexto supercomputador mais rápido do planeta. Ele é fabricado pela Dell, traz 192.192 GB de memória e processador com mais de 462 mil núcleos, com velocidade de 5,1 mil teraflops por segundo.

Mira
O quinto colocado na lista pertence ao Departamento de Energia do Laboratório Nacional Argonne, nos Estados Unidos. Ele também é fabricado pela IBM e ocupava a quarta posição em novembro de 2012. A atual posição é garantida com um processador com mais de 786 mil núcleos, o qual processa dados a 8,5 petaflops por segundo.

mira

K Computer
O primeiro representante do Japão na lista está em quarto lugar. O K Computer pertence ao Instituto Avançado de Ciência do Computador RIKEN, no Japão. O mais rápido do mundo durante todo o ano de 2011, ele apresenta a seguinte configuração: processador com mais de 705 mil núcleos, velocidade de 10,5 petaflops por segundo e memória de 1.410.048 GB. Ele foi fabricado pela Fujitsu.

Sequoia
O Laboratório Nacional Lawrence Livermore é dono também do supercomputador Sequoia, terceiro mais rápido do mundo hoje. Fabricado pela IBM, esta máquina era a mais veloz do planeta há um ano, com mais de 1,5 milhão de núcleos, velocidade de mais de 17 petaflops por segundo e memória de 1.572.846 GB.

Titan
Há seis meses ele era o mais rápido do mundo, mas perdeu o topo da tabela mesmo com velocidade de 17,6 petaflops por segundo. Ele pertence ao Laboratório Nacional Oak Ridge, Estados Unidos, e seu processador traz mais de 560 mil núcleos. A memória aqui é de 710.144 GB e ele foi fabricado pela Cray Inc.

titan

Tianhe-2
E a China batalhou para retomar a liderança da lista de supercomputadores mais rápidos do planeta. O Tianhe-2, uma “versão atualizada” do décimo colocado desta lista, traz 3,1 milhões de núcleos, velocidade de 33,8 petaflops por segundo e memória de 1.024.000 GB. Esta máquina absurda é fabricada pela NUDT.

thiane

12.524 – Mega Byte – Cuidado com o vírus que circula em forma de vídeo no Facebook


vírus face
Um relatório do instituto de segurança Kaspersky Lab afirma que uma massiva campanha maliciosa tem atingido os usuários brasileiros do Facebook nos últimos dias. São posts com chamadas para vídeos ou notícias que podem instalar um vírus no seu perfil ou no seu computador a longo prazo.
Segundo a Kaspersky, o post em questão exibe o domínio “motoresporte.com”. Normalmente há uma chamada sensacionalista – como um suposto vídeo de conteúdo violento ou sexual – e, muitas vezes, até envolvendo o nome de pessoas famosas. Tudo para atrair as vítimas e conseguir cliques instantâneos.
Ao clicar no post, o usuário recebe a mensagem de que um aplicativo quer ter acesso ao seu perfil do Facebook e fazer postagens em seu nome. É neste ponto em que muitos desavisados acabam aceitando a condição para poder ver o tal vídeo e, assim, acabam entregando dados pessoais e o controle da sua conta para cibercriminosos.
De acordo com a pesquisa da Kaspersky, o aplicativo usa mais de 90 domínios que não contém qualquer conteúdo quando acessado. É possível, em alguns casos, encontrar um vídeo supostamente “chocante”, mas que também exige que o usuário dê ao site acesso à sua conta no Facebook. O aplicativo é acionado tanto na versão móvel quanto na versão desktop da rede social.
No fim das contas, o tal vídeo escandaloso não existe e o seu perfil está nas mãos de criminosos. Assim, a sua conta pode ser usada para compartilhar mais links como esse na linha do tempo dos seus amigos ou no feed de notícias geral. É possível que, em alguns casos, mais do que o seu Facebook seja hackeado no processo, deixando aberta uma porta de entrada para o seu celular ou PC.
Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, explica que o Facebook acaba também sendo enganado por esse golpe, que atua dentro das próprias regras da rede social, pedindo a autorização do usuário e sem usar qualquer código suspeito. “Todo o processo acontece dentro da rede social, com a instalação da aplicação maliciosa diretamente no perfil da vítima”, diz.
Se você acabou caindo no golpe – ou conhece alguém que foi vítima – há como remover o aplicativo do seu Facebook. Vá até as configurações da sua conta na versão para PC da rede social e clique na guia “Aplicativos”. Remova todos os apps desconhecidos instalados no seu perfil – os dessa campanha, especificamente, se apresentam como aeroplay.top, aguiavideos.top ou asiavideos.top, entre outros do gênero.

12.417- Mega Memória – Lançado o computador Apple I, de fabricação manual em 11-04-1976


apple-1-computador
No dia 11 de abril de 1976 era lançado o Apple I, um computador pessoal e primeiro produto da empresa fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak. Acredita-se que somente 200 deles foram fabricados, todos de maneira manual, por Wozniak, com preço final de US$ 666,66 – Wozniak gostava de dígitos repetidos.
Jobs deu a ideia de vender o computador, que possuía, inclusive, uma encomenda de 50 deles para uma loja local de Cupertino, na Califórnia. O primeiro ponto de venda do computador foi a garagem da casa dos pais de Jobs. Para dar início ao projeto, Jobs vendeu seu único meio de transporte, um VW Microbus. Wozniak se desfez da sua calculadora HP-65 por US$ 500. Mais tarde, o Apple I foi exibido no Homebrew Computer Club, em Palo Alto, na Califórnia.
Ao contrário de outros computadores amadores de sua época, que eram vendidos como kits, o Apple I era constituído por uma placa de circuito totalmente montada, com aproximadamente 60 chips. Contudo, os usuários precisavam adicionar equipamentos para fazê-lo funcionar: um case, transformadores de energia, interruptor, teclado e vídeo. De qualquer maneira, o Apple I foi uma máquina inovadora para sua época.
Em abril de 1977, seu preço foi caiu para US$ 475. A máquina continuou a ser vendida até agosto do mesmo ano, apesar da introdução do Apple II em abril de 1977. Em outubro, a Apple abandonou o Apple I. Como Wozniak era a única pessoa que poderia responder a maioria das perguntas de suporte ao cliente sobre o computador, a empresa ofereceu descontos aos proprietários do Apple I para a compra do Apple II, além de persuadir os compradores a devolverem o computador inicial. O material que retornou foi destruído pela Apple, contribuindo para a sua raridade hoje em dia.
Até 2013, tinha-se conhecimento da existência de, ao menos, 61 Apple I, contudo, apenas seis estavam funcionando. Em maio de 2013, um destes computadores com condições de uso foi vendido em um leilão em Cologne, na Alemanha, por US$ 668 mil. Esta máquina tinha a assinatura de Wozniak, uma carta comercial escrita por Jobs e o manual de instrução original, artigos que, certamente, ajudaram a elevar bastante o preço.

12.405 – Mega Byte -Tudo o que você precisa saber sobre os limites da internet fixa


internet fixa limite
Você já deve estar sabendo: as operadoras de internet brasileira estão planejando começar a impor franquias limitadas na internet fixa, como já acontece com a internet móvel. O Mega está acompanhando as notícias através da mídia e traz as últimas informações.
O que é o limite?
Atualmente, os planos de internet móvel são limitados. Depois de consumir um volume X de dados (seja por download ou upload, acessando sites, baixando ou fazendo streaming de músicas e vídeos), previamente acertados em contrato com a operadora, a sua internet é cortada ou tem a velocidade severamente reduzida.
Esta é a intenção das operadoras de internet fixa: limitar o acesso à internet depois que esse número X de gigabytes for atingido pelo consumidor. Isso pode ser feito por um bloqueio total ou uma redução drástica de velocidade, que força o usuário a pagar mais para retomar a normalidade.

Por que é prejudicial?
Se você usa internet no seu celular, já sabe qual é o problema. O usuário é forçado a mudar seus hábitos de consumo de internet, evitando determinados serviços como Netflix e YouTube para respeitar o limite de banda, sob pena de ter que pagar a mais por isso.
Este levantamento mostra em detalhes o quão prejudicial seriam os limites, que são profundamente restritivos mesmo nos planos mais caros. Quem baixa apenas um jogo de Xbox One, PS4 ou Steam pode estourar metade do limite em uma tacada só. Quem assiste a dois episódios de 50 minutos de um seriado na Netflix por dia pode superar o limite mensal SÓ COM NETFLIX.

Como as operadoras justificam a mudança?
As operadoras dizem que as franquias limitadas ajudam a dimensionar melhor as necessidades da rede e a fornecer uma experiência melhor para os assinantes.

Todas as operadoras estão nessa jogada?
Felizmente não. O movimento recente foi iniciado pela Vivo, mas ela não está sozinha. Na verdade, a NET já tem franquias previstas em contrato há muito mais tempo, desde 2004, só que a empresa não agia para bloquear a internet do cliente após o excedente, apenas reduz a velocidade, e os usuários são avisados por e-mail antes de atingir o limite. No entanto, boa parte dos consumidores nunca percebeu redução.
A Oi também tem um plano de franquia limitada, mas garante não impor limites ao usuário. A empresa diz que isso é um benefício promocional, o que significa que isso pode mudar a qualquer momento. Quando e se isso acontecer, os clientes serão avisados com 30 dias de antecedência.
São algumas das maiores empresas do ramo, mas não são todas.
A mais conhecida da lista é a Live TIM, que diz não ter planos de estabelecer limites.

Todos os brasileiros serão afetados?
Tudo depende do seu contrato. Os usuários NET e Oi em grande parte já têm a franquia prevista em contrato, então é só uma questão destas empresas começarem a impor as restrições.
No caso da Vivo, a situação já é mais complicada. A empresa começou a colocar os limites em contrato em fevereiro deste ano para ADSL e abril para fibra óptica. Quem assinar com a operadora a partir de agora já terá a franquia no contrato. A empresa diz que manterá a internet ilimitada até o fim de 2016 em caráter “promocional”, e começará a impor as restrições a partir de 2017.

Tenho um contrato antigo sem franquia. Serei afetado?
Em tese, não. Se o seu contrato não prevê franquia limitada, a empresa não pode impor os limites por estar ferindo um acordo previamente firmado entre as duas partes. No entanto, como acontece com todos os serviços, com o tempo o seu pacote de internet ficará caro demais para o que ele oferece. Quando você tentar entrar em contato com a operadora para tentar melhorar o seu plano, será necessário um novo contrato, já com a franquia inclusa.

Fibra óptica é a solução?
Não. Inicialmente, a Vivo havia anunciado as mudanças apenas para os clientes com internet ADSL, dando a ilusão de que os clientes da fibra óptica estariam livres, causando um pouco de confusão. No entanto, a empresa já afirmou que os usuários da fibra óptica também serão afetados. Os planos da NET de fibra também já preveem limites.
Isso dito, a Live TIM oferece serviço via fibra óptica, e a empresa repetidamente afirmou que impor limites não está nos planos.

Isso é legal?
As empresas dizem que sim; os órgãos de defesa ao consumidor afirmam que não. O Marco Civil da Internet garante alguns direitos que incluem a “não suspensão da conexão à internet, salvo por débito diretamente decorrente de sua utilização”.
No entanto, o regulamento da Anatel diz o contrário: “O art. 63. do Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (banda larga fixa) prevê que o estabelecimento de franquias é possível e que a redução da velocidade é uma alternativa para a manutenção do serviço, caso o usuário não deseje efetuar pagamento adicional pelo consumo excedente”.
Assim, a decisão sobre a legalidade ou ilegalidade da medida ficará a cargo da Justiça. Os dois lados se apoiam em diferentes regras e leis.

A Anatel sabe disso?
Sim, sabe, e aparentemente não está fazendo nada para impedir, como foi possível ver no item anterior. Na verdade, a agência já previa os limites de franquia desde 2014, e nunca se mostrou contrária à medida.

Então o poder público não está fazendo nada?
Não necessariamente. Apesar de a Anatel, que é o órgão responsável pela regulamentação do setor, não se mostrar contra, o Ministério das Comunicações decidiu interceder. Em ofício encaminhado à agência, o ministro André Figueiredo pede que o órgão defenda os interesses dos consumidores contra práticas abusivas por parte das operadoras.

“Nós sabemos que existe uma previsão regimental da possibilidade de limitar essa franquia, mas contratos não podem ter uma alteração unilateral. A Anatel precisa tomar ações que protejam o usuário”, disse Figueiredo. Ainda de acordo com o ministro, o acesso livre à internet é um direito essencial defendido pelo governo federal.

Quem mais está fazendo algo contra isso?
Além das campanhas civis na internet, que tem ganhado muita força com a hashtag #internetjusta, vários órgãos de defesa ao consumidor estão de olho nas mudanças. A Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) já estão agindo contra a medida, dizendo que se trata de um ato ilegal. O Procon também já notificou as empresas para que elas deem explicações sobre os limites de internet.