9708 – Mega Sampa – O Pátio do Colégio


Patio do colegio

É um sítio arqueológico, onde foi levantada a primeira construção da atual cidade de São Paulo, quando o padre Manuel da Nóbrega e o então noviço José de Anchieta, e outros padres jesuítas a pedido de Portugal e da Companhia de Jesus, estabeleceram um núcleo para fins de catequização de indígenas no Planalto.
O Pátio do Colégio é o marco inicial no nascimento da cidade de São Paulo. O local, no alto de uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi o escolhido para iniciar a catequização dos indígenas.

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Em 25 de janeiro de 1554, foi realizada, diante da cabana coberta de folhas de palmeira de cerca de noventa metros quadrados – ou, como descrita por Anchieta, de dez por catorze passos craveiros (passo craveiro era uma medida linear portuguesa) – a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuíta. Em 1556, o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura brasileira, foi o responsável pela construção em taipa de pilão de um colégio e igreja anexa. Brigas entre os colonos e os religiosos que defendiam os indígenas, culminaram na expulsão dos jesuítas do local em 1640, para onde só retornariam treze anos mais tarde. Na segunda metade do século XVII, foi erigida a terceira edificação, de taipa de pilão e pedra.

O Pátio do Colégio foi sede do governo paulista entre os anos de 1765 e 1912, após a apropriação do local pelo Estado, servindo como palácio dos Governadores, devido à expulsão dos jesuítas de terras portuguesas, determinada pelo marquês de Pombal em 1759. O antigo casarão colonial foi completamente descaracterizado por profundas reformas durante todo esse período, sobretudo no último quartel do século XIX.
Há fragmentos de uma parede de 1585, remanescente do antigo colégio dos jesuítas na edificação atual, que tem inspiração na original seiscentista, visto que a igreja foi demolida em 1896 e o palácio dos Governadores, em 1953, sendo inaugurado o conjunto no formato atual em 1979. Abriga o museu Anchieta.
O Pátio do Colégio é uma obra apostólica pertencente a Companhia de Jesus. Seu complexo abriga diversas atividades culturais e religiosas. Abriga um museu, a Igreja, uma biblioteca temática e projetos sociais.
Atividades religiosas
Missas: São celebradas missas diárias na Igreja, ao meio dia. Aos domingos, a missa é celebrada às 10:00 horas.
Bênção das Rosas: A Bênção das Rosas é uma solenidade que foi introduzida pelos jesuítas no Brasil na solenidade que criou a Congregação de Nossa Senhora do Rosário na Vila de Piratininga em 1583. As rosas foram trazidas para o Brasil pelo Padre Anchieta 1560 e 1570.
Retiros: A casa promove retiros na linha dos exercícios espirituais inacianos.
Casamentos: A igreja do Pátio do Colégio também realiza celebrações matrimoniais.
Cursos de temática religiosa são oferecidos ao público.

Cultura
Concertos: a casa mantém uma programação de concertos com orquestras e corais.
Vem pro Pateo no Domingo: Todo terceiro domingo do mês às 11 horas são oferecidas atividades culturais gratuitas. O público adulto pode apreciar concertos e apresentações de grupos folclóricos, já as crianças participam de uma série de oficinas de arte e história, teatro de fantoche, caça ao tesouro etc.
Museu: O museu possui um acervo de arte sacra e diferentes suportes da memória, como iconografia inédita, textos explicativos, mapas e maquete sobre a história do Pátio do Colégio e a cidade de São Paulo.
Biblioteca Padre Antônio Vieira: A biblioteca é especializada em história do Brasil e da Companhia de Jesus. Possui seis mil títulos catalogados e mais sete mil em catalogação.

PatioColegio

9707 – Automóvel – Melhorou,mas continuam “carroças”


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No Brasil, com um pouco mais de 33 mil reais, você consegue comprar um Palio Attractive 2014 prata, vendido no site oficial da Fiat por 33.321 reais. Ele possui motor 1.0 de 75 cavalos e vem equipado com dois air bags. Já nos Estados Unidos, você pode comprar um Nissan Versa Note S 2014, vendido atualmente por 13.990 dólares (32.876 reais, com dólar a 2,35). Ele possui motor 1.6 de 109 cavalos, vem equipado com ar condicionado, 6 air bags, rádio AM/FM/MP3 e controle de tração. O Nissan Versa Note S não é comercializado no Brasil.

9706 – Mega Byte – Rede Tartaruga


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O estudo realizado pela empresa de tecnologia americana Akamai em 2013, mostra que países como Malásia, México e Cingapura têm a velocidade média da internet banda larga maior que a do Brasil. Na Coreia do Sul, onde foi detectada a média mais alta, a velocidade é cinco vezes maior.

9705 – Drogas – A Metanfetamina


Metanfetamina é uma droga sintética (ilícita), ou seja, uma substância psicoativa de ação estimulante do sistema nervoso central. Entre os usuários, a metanfetamina é conhecida como Ice, Tina, Meth, cocaína de pobre, Speed ou cristal. O uso terapêutico de medicamento a base de metanfetamina (Pervitin) foi banido em vários países, inclusive no Brasil, devido ao uso inadequado (recreativo) e abusivo. Como o nome sugere, a metanfetamina tem efeitos parecidos aos das anfetaminas, no entanto seus efeitos são muito mais potentes, assemelhando-se aos da cocaína.
A metanfetamina é facilmente manipulada em laboratórios clandestinos, a partir de uma mistura de ácido clorídrico e substâncias presentes em medicamentos vendidos sem prescrição médica, como broncodilatadores e descongestionantes nasais (pseudoefedrina), ou mesmo com a própria efedrina.

Assim como outras drogas sintéticas, como o Ecstasy e o LSD, o uso da metanfetamina é considerado, em nível mundial, como uma epidemia entre os frequentadores de “raves”, devido ao “aumento” de energia que a droga proporciona. A metanfetamina é encontrada e pode ser ingerida de diferentes formas:

Cristal – pode ser fumado (em cachimbos como o crack).
Pílulas – ingeridas via oral.
Pó – pode ser “cheirado” (como a cocaína), ou injetado (dissolvido em água ou mesmo em álcool).
Os efeitos da metanfetamina iniciam entre 3 e 5 minutos após uso via pulmonar (fumada ou “cheirada”) ou intravenosa. Se ingerida, os efeitos surgem entre 15 e 20 minutos. Um diferencial da metanfetamina em relação a outras drogas, como a cocaína e o crack, é a duração prolongada de seus efeitos, variando entre 4 a 8 horas (dependendo da forma como foi utilizada).

A ação da metanfetamina como estimulante do Sistema Nervoso Central se dá pela liberação de dopamina, noradrenalina e serotonina (neurotransmissores), sendo os efeitos mais comuns: euforia, diminuição do apetite, do sono e da fadiga, estado de alerta aumentado, alterações da libido e emoções intensificadas. O uso constante leva a rápida dependência e a necessidade de aumento das doses, devido à tolerância a sua ação.
O uso contínuo de metanfetamina leva o usuário a desenvolver distúrbios de humor, ansiedade, insônia e agressividade. Há a possibilidade de apresentar problemas de memória, sintomas de psicose e mudanças na função e estrutura cerebral (dano cerebral, caracterizado pela perda da matéria cinzenta e hipertrofia da matéria branca, entre outras). Outras consequências são: perda de peso e complicações odontológicas.
Elevação da temperatura corporal, aumento da pressão sanguínea, dor torácica, arritmias cardíacas e convulsões podem ser sintomas de overdose pelo uso de metanfetamina, e podem levar o usuário a óbito.

9704 – Toxicologia – O Oxi


Não confunda, é oxi e não ôxi (expressão de espanto)

Trata-se de entorpecente obtido da mistura da pasta base de cocaína com querosene, gasolina, cal virgem ou solvente usado em construções.
A droga é geralmente consumida numa mistura com o cigarro comum ou com o cigarro de maconha, ou ainda fumada em cachimbos de fabricação caseira, como o crack. O nome oxi, uma abreviação de “óxido” ou “oxidado”, vem do fato da droga liberar uma fumaça escura ao ser usada, deixando um resíduo marrom, de cor semelhante ao da ferrugem (oxidação) nos metais.

O oxi age no sistema nervoso, proporcionando sensações variadas que dependem das características do usuário, podendo proporcionar desde prazer e alívio até angústia e paranoia. Seu uso prolongado aumenta as chances de doenças como cirrose e o acúmulo de gordura no fígado.
Tanto o oxi quanto o crack possuem o mesmo princípio ativo, que é a pasta de cocaína. A fabricação da chamada “pasta base” (da qual também são feitos a cocaína em pó, o crack e a merla) se dá a partir da utilização de uma substância alcalina e um solvente, em geral amoníaco ou acetona, para que se possa extrair a maior quantidade possível do princípio ativo da planta, que é a responsável pelo efeito principal da droga no sistema nervoso. Para se transformar em oxi, a pasta recebe uma nova quantidade de solvente e alcalino, só que desta vez, os produtos utilizados são o querosene e a cal, bem mais tóxicos do que os solventes utilizados para fazer o crack e a cocaína em pó, mas também mais acessíveis e baratos.
Ambos possuem também uma maior capacidade de viciar os usuários em comparação à cocaína em pó, pois chegam mais rapidamente ao cérebro, o que significa que proporcionam a sensação de euforia e êxtase, o chamado “barato” em menor tempo (estima-se que a droga começa a fazer efeito depois de apenas sete a nove segundos depois de consumido). Tal característica é considerada uma qualidade para o dependente, mas, do mesmo modo que os efeitos são rápidos, eles logo cessam, gerando a necessidade de novo consumo da substância.
O comércio de uma droga desse tipo é bastante vantajosa ao fornecedor, que logo transforma mais usuários em dependentes, utilizando um produto mais barato (portanto mais acessível), já que o oxi costuma ser vendido por um preço duas a cinco vezes menor que o crack.
Em suma, o oxi possui características explosivas e também é mais letal. Estima-se que os usuários de crack vivam pelo menos 5 a 6 anos, mas 30% dos usuários de oxi poderão estar mortos depois de um ano.

9703 – A Mitologia Japonesa


mitologia japonesa

O Mito da Criação
Conta que os deuses haveriam convocado dois seres divinos à existência, um chamado IZANAGI (macho) e outro IZANAMI (fêmea), e haveriam lhes ordenado para que criassem seus primeiros lares. Deram a eles de presente uma lança decorada com jóias, a lança do céu, ou AMENONUHOKO. Assim, estas duas divindades seriam a ponte entre terra e céu. Izanagi e Izanami haveriam agitado o mar com a lança do céu e formado assim uma primeira ilha, a ONOGORO-SHIMA. Haveriam eles descido do céu por uma ponte e morado na ilha, onde tiveram filhos. Estes filhos eram porém imperfeitos, e não eram considerados deuses, eles colocaram os filhos em um barco, o qual foi arrastado pela correnteza. Tendo sido repreendidos pelos deuses por causa do seu erro, Izanagi e Izanami casaram-se novamente e deste casamento nasceram OHOYASHIMA, ou seja, as oito principais ilhas do Japão.

Segundo o mito, Izanagi e Izanami haveriam gerado ilhas e filhos de sua união, até que Izanami veio a morrer quando deu à luz KAGUTSUCHI, a encarnação do fogo. Este foi, porém, morto pelo pai encolerizado e a partir desta morte surgiram muitas outras divindades.

O Mito do Sol, da Luz e do Vento
Conta a história dos “kamis” que foram gerados a partir do banho de IZANAGI no rio. Entre eles, Amaterasu (sol), Tsukuyomi (lua) e Susanoo (mar).

A partir destas primeiras divindades mitológicas, é contada a história da criação do mundo, do Japão e dos demais elementos da natureza.

Os principais deuses conhecidos da mitologia japonesa são:

Shinigami – o deus da Morte;
Kagutsuchi, o deus do fogo;
Amaterasu, a deusa do sol;
Tsuki-yomi, o deus da lua;
Susanowo, o deus da tempestade.
Outro elemento interessante da mitologia japonesa são as histórias que envolvem as raposas (kitsunes). Para o folclore japonês, as raposas são descritas como seres inteligentes e até com capacidades mágicas. Muitos são os mitos japoneses, chineses, coreanos e até indianos envolvendo estes animais.

9702 – Neurociência – As Fibras Nervosas


fibras-nervosas

As fibras nervosas, ou neurofibras, são prolongamentos citoplasmáticos finos que compõem a estrutura dos neurônios. No sistema nervoso, essas fibras exercem a função de conduzir impulsos nervosos e ocorrem em dois tipos: dendritos e axônios.
Os dendritos são prolongamentos finos, curtos e ramificados (do grego dendron, árvore), cuja função é receber os estímulos do ambiente, de outros neurônios ou de células sensoriais e conduzi-los ao corpo celular (região mais volumosa do neurônio). A maior parte dos impulsos nervosos que alcançam o neurônio são captados pelos dendritos, mais especificamente, pelas suas projeções: as gêmulas (ou espinhas).
Os axônios são prolongamentos finos, em geral, mais longos do que os dendritos. São responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos provenientes dos dendritos e do corpo celular para as demais células, especialmente neurônios e células do tecido muscular. Cada neurônio possui apenas um axônio.
De acordo com a sua função, as fibras nervosas podem ser revestidas por um invólucro lipoproteico denominado bainha de mielina, sendo que aquelas que apresentam essa estrutura são as neurofibras mielinizadas, enquanto aquelas que não a possuem são chamadas de neurofibras não mielinizadas. No sistema nervoso central, a bainha de mielinia provém dos oligodendrócitos; já no sistema nervoso periférico, são originárias das células de Schwann. De modo geral, os dendritos não são mielinizados.
A bainha de mielina funciona como um isolante elétrico (devido à sua composição lipídica) e acelera a propagação dos impulsos nervosos pelo neurônio, além de impedir que tais impulsos sejam dispersos entre neurofibras vizinhas. Essa rapidez da condução dos impulsos nervosos se deve, principalmente, à presença dos nódulos de Ranvier, que são pontos de separação da bainha de mielina. Os espaços sem mielina provocam movimentos em saltos, o que estimula a transmissão dos impulsos nervosos.
As fibras nervosas são estruturas importantes na formação dos nervos, órgãos responsáveis pela transmissão do impulso nervoso. Cada neurofibra, seja ela mielinizada ou não, é revestida por uma camada de tecido conjuntivo, denominado endoneuro. Esse feixe de neurofibras, por sua vez, é envolto por outra camada de tecido conjuntivo: o perineuro. Por fim, esses conjuntos de feixes se organizam para formar os nervos, sendo revestidos por uma terceira camada de tecido conjuntivo, chamada epineuro. O endoneuro, o perineuro e o epineuro contêm vasos sanguíneos, que transportam oxigênio e nutrientes a todas as fibras nervosas.
Estima-se que, no corpo humano, existam aproximadamente 3 bilhões de fibras nervosas.

9701 – Física – A Gravidade


As ideias sobre a gravitação evoluíram bastante ao longo dos séculos. Na antiguidade os gregos acreditavam que a aceleração sofrida pelos objetos abandonados pouco acima da superfície seria proporcional à sua massa. Galileu Galilei, através da experimentação, comprovou que objetos de diferentes massas sofrem a mesma aceleração. Esta conclusão ficou clara em sua famosa experiência na torre de Pisa, em que foram lançadas esferas de diferentes tamanhos e elas chegaram ao mesmo tempo no solo. Séculos mais tarde, em 1971, a experiência foi repetida pelos tripulantes da Apollo 15, lançando um martelo e uma pena na superfície da lua, onde o efeito da atmosfera é insignificante. Os objetos atingiram o solo lunar simultaneamente.
Quem desenvolveu uma teoria da gravitação completa foi Isaac Newton. Essa teoria explicava tanto a queda dos objetos no solo quanto o movimento dos planetas, sendo útil até hoje para certas aproximações.

Segundo Newton, a Gravitação atuaria instantaneamente à distância, ou seja, por algum motivo desconhecido e sem qualquer meio condutor a gravidade age sobre os objetos no exato momento em que são colocados na presença de outro corpo massivo. Por exemplo: se de repente a Lua desaparecesse, as marés imediatamente baixariam nos locais onde elas estavam altas anteriormente.

Na Teoria da Relatividade Geral, Einstein concluiu que espaço e tempo estão intimamente relacionados e, portanto, a força gravitacional deveria ser pensada em 4 dimensões: as três dimensões do espaço (altura, largura e profundidade) e o tempo. Nesta Teoria, a gravitação é provocada por uma distorção do espaço tempo, algo análogo a um objeto pesado que distorce a superfície de uma cama elástica.

Com a descoberta de diversas partículas, desenvolveu-se um uma teoria que pudesse relacionar as forças conhecidas e as diversas partículas que haviam sido encontradas. Esta teoria é conhecida como Modelo Padrão. Ela descreve as partículas fundamentais que constituem a matéria e as forças elementares do Universo.

As partículas são divididas em férmions e bósons. Podemos dizer que os férmions constituem a matéria. Eles possuem spin semi-inteiro (podendo assumir valores 1/2, 3/2, 5/2 e assim por diante). Já os bósons são responsáveis por transmitir a interação de uma força. Um exemplo conhecido é o fóton. Ele é o responsável por transmitir a interação eletromagnética. Os bósons possuem spin com valores inteiros (0,1,2,3…).

De maneira semelhante, muitos físicos acreditam que haja uma partícula que transmita a força gravitacional. Ela é conhecida como gráviton e não faz parte do modelo padrão.

Existem grandes dificuldades para comprovar a existência dos grávitons. Uma delas é que fenômenos gravitacionais de grande escala são difíceis de reproduzir em laboratório por exigirem altos níveis de energia. A outra dificuldade é que a gravidade é a força fundamental que possui menor intensidade. Seus efeitos são percebidos apenas em grandes aglomerações de massa (como os planetas e estrelas).

Um fenômeno astronômico que pode ajudar a compreender a força gravitacional são as ondas gravitacionais. Há uma corrida entre físicos e astrônomos de diversas partes do mundo buscando a detecção experimental direta dessas ondas. Algumas das equipes que participam deste esforço são brasileiras. O conhecimento a respeito delas pode contribuir para unificação de todas as teorias a respeito das forças fundamentais em uma única Teoria que aborde todas as forças do Universo!

9700 – Física – Os Ciclos Termodinâmicos


Este é o ☻ Mega Arquivo, a caminho do post 10.000

Define-se como ciclo termodinâmico a sequência repetitiva de transformações físicas produzidas por um sistema a fim de realizar trabalho. Os ciclos termodinâmicos são a base do funcionamento de motores de calor, que operam a maioria dos veículos no mundo. Veja alguns exemplos de ciclos termodinâmicos e os tipos de motores de calor que os mesmos representam:
Ciclo de Carnot
O ciclo de Carnot, proposto pelo engenheiro francês Nicolas Léonard Sadi Carnot, é considerado um ciclo termodinâmico ideal, representando apenas o funcionamento teórico de uma máquina. Este ciclo reversível é formado por duas transformações isotérmicas, que se alternam com duas transformações adiabáticas. Todas as trocas de calor são isotérmicas neste ciclo.

Até hoje ainda não foi possível desenvolver uma máquina de Carnot, ou seja, uma máquina que opere sob o ciclo de Carnot, uma vez que, seu rendimento corresponde ao máximo que uma máquina térmica pode atingir (próximo de 100%), operando entre determinadas temperaturas de fonte quente e fonte fria. Assim, para chegar próximo ao sistema isotérmico, um processo real desse ciclo teria que ser muito lento e isso inviabilizaria seu uso.

Por representar o ciclo mais básico da Termodinâmica, a máquina de Carnot é utilizada apenas como um comparativo, que mostra se uma máquina térmica tem ou não um bom rendimento.

Ciclo de Otto
O ciclo de Otto idealiza o funcionamento de motores de combustão interna, que operam grande parte dos veículos automotores movidos a álcool, gasolina ou gás natural. Neste tipo de motor, o calor captado pelo ciclo é proveniente de uma reação de combustão, que acontece no interior do motor. Uma faísca provoca a ignição da combustão e com isso, os gases produzidos na reação são utilizados para realizar trabalho.

Assim como nenhum outro ciclo termodinâmico, o ciclo de Otto não é tão eficiente quanto o ciclo de Carnot, visto que sua eficiência depende diretamente das propriedades do fluido, como, por exemplo, o calor latente de evaporação e a energia interna.

Ciclo de Diesel
O ciclo de Diesel representa o funcionamento de outro tipo de motor de combustão interna: o motor movido a diesel. A principal característica deste ciclo é o fato da combustão ser provocada pela compressão da mistura de combustível com o ar (sem faísca). Isso ocorre porque nesse tipo de motor não existe a vela (o dispositivo que causa a faísca), ao contrário dos motores movidos a gasolina, por exemplo.

Ciclo Rankine
O ciclo Rankine é o ciclo termodinâmico que representa de forma idealizada o funcionamento das máquinas a vapor, ou seja, de um motor que opera através da transformação de energia térmica em energia mecânica. Tal processo baseia-se no fato de que um gás se contrai ao condensar e se expande quando evapora, de forma a realizar trabalho mecânico. Sendo assim, neste ciclo existe uma transição de fases: condensação e evaporação.

Ciclo de Stirling
O ciclo de Stirling idealiza o funcionamento de um motor de combustão externa. Esse ciclo é o mais simples, uma vez que é composto apenas por duas câmaras que oferecem temperaturas diferentes, de maneira que o gás seja resfriado alternadamente. Este ciclo é o que mais se parece com o ciclo de Carnot. As máquinas térmicas que operam com base no ciclo de Stirling apresentam um rendimento maior do que aquelas operadas com base no ciclo de Otto ou de Diesel.

Pode-se concluir, então, que um ciclo termodinâmico é uma série de processos repetitivos realizados por um fluido, que pode ser um gás ou um líquido, para produzir trabalho.

9699 – Alcoolismo – Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca


Vodca não é água, não!!!
Vodca não é água, não!!!

Uma nova pesquisa revelou que 25% de todos os homens russos morrem antes dos 55 anos – e o principal culpado por essa alta taxa de mortalidade precoce é o álcool, especialmente a vodca. O estudo foi publicado nesta sexta-feira na revista médica The Lancet.
A pesquisa foi feita com cerca de 151 000 homens, que foram acompanhados durante até dez anos. Durante esse tempo, 8 000 participantes morreram. Com base em informações como hábitos de consumo de álcool e de tabagismo, além das causas das mortes, os autores fizeram uma estimativa sobre fatores de risco de mortalidade em um período de 20 anos.
Entre homens de 35 e 54 anos, o maior risco de morte foi observado entre os que fumavam e bebiam mais de 1,5 litro de vodca por semana: eles tiveram 35% de chances de morrer ao longo de 20 anos. É mais do que o dobro do risco apresentado por aqueles que também fumavam, mas bebiam menos de meio litro de vodca por semana, que foi de 16%.
As principais causas de mortes relacionadas ao excesso de vodca incluíram envenenamento por álcool, acidentes e suicídio, além de doenças como câncer de garganta e fígado, tuberculose, pneumonia, pancreatite e doenças hepáticas.

A pesquisa foi conduzida por especialistas do Centro do Câncer de Moscou, na Rússia, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No artigo, os autores lembram que, embora o risco de morte prematura ainda seja alto na Rússia ele vem diminuindo desde 2006, quando reformas na política sobre o álcool foram introduzidas no país, fazendo com que o consumo de destilados caísse em cerca de um terço.
De acordo com David Zaridze, um dos autores do estudo, porém, a relação entre consumo de vodca e risco de morte na Rússia deve ser considerada como uma “crise de saúde” no país. Para ele, esse problema pode ser revertido caso as pessoas passem a beber com moderação.

9698 – Toxicologia e Bioquímica


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O consumo exagerado de gordura, sódio e álcool e a superexposição ao sol e ao cigarro, entre outros hábitos ruins da modernidade, podem comprometer o funcionamento de uma das mais nobres estruturas celulares, as mitocôndrias – pequenas usinas de energia existentes no interior das células. Quando agredidas, elas deflagram a produção excessiva de radicais livres, átomos ou moléculas altamente reativos que podem desequilibrar a bioquímica celular.

O fígado depura cerca de 80% das impurezas circulantes no organismo. Uma das mais nocivasé o etanol. Para ser metabolizada, a substância exige grande esforço do órgão. Tal demanda aumenta a produção de radicais livres. Com isso,o fígado tem comprometida sua capacidade de processar lipídios, o que pode levar ao acúmulo exagerado de gordura (a esteatose).

Uma das ações mais tóxicas do sol é danificar os telômeros, trechos do cromossomo que têm a função de proteger o DNA de agentes externos, assegurando que a informação genética seja perfeitamente copiada durante a divisão celular. Enfraquecidos, deixam o material genético vulnerável, estimulando o envelhecimento celular e facilitando o desenvolvimento de doenças.
O cigarro e o açúcar agridem as células das artérias, provocando um quadro inflamatório e, consequentemente, estimulando a produção
de radicais livres. Ao entrarem em contato como colesterol circulante, eles alteram a bioquímica das moléculas de gordura, fazendo com quese depositem com mais facilidade nas paredes arteriais. Já as baixas doses de oxigênio características do ar poluído levam o órgão a aumentar as contrações musculares, desgastando-o.

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A barreira hematoencefálica filtra a maioria das substâncias químicas circulantes no sangue. Com moléculas diminutas, o álcool é um dos poucos compostos que conseguem vencer esse obstáculo. Ao atingir o tecido cerebral, a bebida estimula os neurônios a aumentar a quantidade de neurotransmissores, sobretudo o GABA, responsável por reduzir o funcionamento do sistema nervoso central. A consequência: sedação e perda de reflexos do organismo.

9697 – Genética – Dentro de cada humano mora um neandertal


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Os neandertais desapareceram da Terra há pelo menos 30.000 anos. Mas seus genes ainda vivem dentro de nós, revelaram dois estudos publicados recentemente.
Pesquisas anteriores já provaram que houve acasalamento entre ancestrais diretos do homem e neandertais, há cerca de 65.000 anos, e que 1 a 3% do genoma humano vem desse hominídeo extinto. Os novos trabalhos foram os primeiros a demonstrar o efeito biológico dessa transferência genética no desenvolvimento humano. Eles revelaram que são remanescentes do DNA neandertal genes que causam diabetes tipo 2, doença de Crohn e lúpus, além de características na pele e no cabelo.
Em um estudo publicado na revista Science, os cientistas Benjamin Vernot e Joshua Akey, da Universidade de Washington, compararam mutações no genoma de mais de 600 europeus e asiáticos com o genoma sequenciado a partir do osso de um hominídeo encontrado na Espanha. Eles concluíram que mais de 20% do DNA neandertal sobrevive nos humanos.
Outra pesquisa, liderada por cientistas da Universidade Harvard e publicada na revista Nature, comparou o mais completo genoma neandertal já sequenciado com o de 1.004 humanos vivos. A principal revelação foi uma quase ausência de DNA neandertal no cromossomo X — em humanos, mulheres têm dois cromossomos X e homens um X e um Y. A ausência provavelmente significa que os descendentes machos do cruzamento eram estéreis.
​As análises revelaram também que alguns genes neandertais são comuns na atualidade, como os envolvidos na produção de queratina, componente que dá resistência à pele, ao cabelo e à unha. Essa herança pode ter ajudado os primeiros Homo sapiens a se adaptar a uma Europa fria, depois que eles deixaram a África, dando-lhes uma pele mais espessa.
Os cientistas também descobriram que alterações genéticas herdadas de neandertais elevam o risco para problemas de saúde como o diabetes tipo 2, o lúpus e a doença de Crohn. “Queremos usar as informações do estudo como uma ferramenta para entender doenças comuns em humanos”, diz David Reich, principal autor da pesquisa.

9696 – Antropologia – Meio sapiens, meio neandertal


Neandertais quase sapiens
Neandertais quase sapiens

Houve cruzamento entre os neandertais e o homem moderno?
Sim. De acordo com João Zilhão, arqueólogo português e pesquisador da Universidade de Barcelona, isso está provado pela anatomia de fósseis dos primeiros europeus da época posterior ao primeiro contato com o homem moderno. Esses fósseis apresentam alguns traços característicos dos neandertais. Além disso, mais recentemente, o cruzamento também foi comprovado com a comparação do genoma de um neandertal com o de indivíduos atuais de vários continentes. Essa comparação evidencia que a contribuição neandertal para o genoma humano persistiu até o presente e em porcentagem significativa.

Os neandertais foram dizimados pelo homem moderno?
Não se sabe ao certo por que os neandertais desapareceram da Terra há 30.000 anos. Algumas hipóteses, não excludentes, são epidemias, catástrofes naturais ou o extermínio por outras populações. O que se sabe é que os neandertais foram assimilados pelos homens modernos, por meio de cruzamentos, e sucedidos pelas populações originárias de África que ocuparam gradativamente a Europa e Ásia a partir de 50.000 anos atrás.

O neandertal é uma subespécie do Homo sapiens ou uma outra espécie do gênero Homo?
De acordo com Zilhão, o neandertal é uma subespécie do Homo sapiens. Por definição, se houve miscigenação importante entre os dois grupos, isso significa que eram “subespécies” ou “populações” de uma só espécie biológica, não duas espécies distintas. Vanessa Paixão-Côrtes, pesquisadora da área de genética e evolução, lembra, contudo, que a categorização de espécies é algo muito difícil. A questão ainda é amplamente discutida, apesar de tanto o homem moderno quanto o neandertal serem considerados humanos.

Só o homem moderno desenvolveu pensamento abstrato?
Não. Os neandertais também exercitavam o pensamento abstrato e faziam uso de símbolos. Eles enterravam os mortos, usavam objetos de adorno pessoal, pintavam os corpos com tintas minerais, usavam utensílios de osso e marfim com marcas decorativas abstratas e desenvolveram uma sofisticada tecnologia do fogo. Essa técnica incluía a fabricação da mais antiga matéria-prima artificial da humanidade – uma resina utilizada para fazer tinta – através de processos que só encontram equivalente nos fornos de cerâmica do Período Neolítico, muitos milhares de anos depois.

Quais traços o homem moderno compartilha com os neandertais?
O homem moderno de 50.000 anos atrás tinha uma organização social, uma economia e uma cultura em tudo semelhantes com os neandertais. O homem moderno atual é, evidentemente, muito diferente: privilegia a acumulação de conhecimentos e desenvolvimentos tecnológicos e científicos.

O homem moderno tem o cérebro maior que o do neandertal?
Não, ao contrário: os neandertais é que tinham um cérebro maior. Mas, de um ponto de vista genético, poucas diferenças foram encontradas quanta à capacidade cognitiva. Ou seja, tanto quanto podemos saber, os cérebros de humanos e neandertais eram diferentes apenas em tamanho.

Qual era a aparência dos neandertais?
Eram “gente como a gente”, salvo pequenas diferenças (o formato do queixo e a robustez das têmporas) dentro da margem de variação da humanidade atual. Provavelmente, seus cabelos também exibiam as mesmas variações de tonalidades que os do homem moderno. Os cientistas já fizeram experiências como atores maquiados como neandertais. A trupe passeou pelas ruas de grandes cidades e ninguém notou diferença.
A expectativa de vida dos neandertais era igual a dos primeiros humanos modernos: cerca de 25% deles ultrapassavam os 40 anos. Alguns podiam chegar aos 60 anos. A descoberta de ossos de neandertais idosos, que viveram além da idade de prover o sustento para eles mesmos, sugere forte organização familiar.
O canibalismo entre neandertais está documentado. Mas ainda não se sabe com que finalidade ou frequência: se era uma fonte alimentar excepcional para tempos de crise ou uma prática rotineira. Segundo pesquisadores, os neandertais seriam tão canibais quanto os homens modernos. De acordo com Zilhão, é mais um aspecto que aproxima os dois grupos.

9695 – Exposição ‘túnel da ciência’ chega a São Paulo


mostra de ciências

Dos grandes desafios da exploração espacial aos mistérios do funcionamento do corpo humano. O público paulistano poderá passear pelas grandes descobertas –e promessas– da ciência básica.
Após passar por 20 países, a mostra Túnel da Ciência Max Planck fica em cartaz em São Paulo até o dia 21 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, na Consolação (zona oeste), com entrada gratuita.
Interativa, a mostra usa vídeos, réplicas e recursos de realidade aumentada para fazer o visitante mergulhar nos temas expostos. “Cada vez mais tem havido uma integração entre as várias áreas da ciência. E essa exposição evidencia bem isso”, disse Peter Stein, coordenador do túnel da Sociedade Max Planck, instituição alemã que já recebeu 17 prêmios Nobel e tem mais de 5.300 pesquisadores.
Um dos destaques da exposição é o chamado espelho mágico. Uma combinação de câmeras e softwares de simulação permite ao visitante enxergar o “interior” de seu corpo de uma forma bem realista, identificando a posição e o funcionamento de vários órgãos humanos.
Uma miniatura do jipe robô Curiosity, da Nasa, que usa recursos interativos para explicar o funcionamento da sonda em Marte, também faz sucesso entre a garotada.
Segundo o coordenador da mostra, que faz parte das festividades da Temporada da Alemanha no Brasil, além de divulgar a ciência de uma maneira divertida o projeto quer despertar o desejo dos jovens brasileiros de fazer ciência.

9694 – Onde há Fumaça, há Câncer – Qual a origem do Tabagismo?


Do craque ao crack
Do craque ao crack

Arqueólogos e historiadores acreditam que o tabaco (Nicotiana tabacum) começou a ser cultivado no continente americano em torno de 6000 a.C., tornando-se uma planta sagrada dos povos pré-colombianos. O primeiro registro pictórico do ato de fumá-la, porém, é um vaso de cerâmica maia do século X, que mostra um charuto feito de folhas amarradas com um barbante. Quando os primeiros colonizadores chegaram à América, a partir do século XV, o hábito já havia se espalhado por toda parte. Os astecas fumavam o tabaco em pedaços de junco oco ou em tubos de cana. Outros nativos do México, da América Central e de parte da América do Sul usavam casca de milho e outros vegetais secos para envolver o fumo. O cigarro como o conhecemos hoje, trazendo as folhas picadas e enroladas em papel, surgiu de uma improvisação européia.
No século XVI, os mendigos de Sevilha, na Espanha, que não tinham dinheiro para comprar os já tradicionais charutos, enrolavam em tiras de papel o conteúdo das pontas descartadas nas ruas. Dois séculos depois, o hábito havia se espalhado por todo o planeta, movendo uma das indústrias mas ricas da história. Até poucas décadas atrás, o cigarro era até visto como um acessório elegante – mas entrou no século XXI como assassino de milhões.

Até o craque Leônidas da Silva emprestou seu nome para uma marca
Até o craque Leônidas da Silva emprestou seu nome para uma marca

9693 – Biologia e Toxicologia – Biointoxicação por moluscos bivalves


A proliferação de algas microscópicas, marinhas ou de água doce, pode causar diversos problemas para o homem e para o ecossistema como um todo. Quando a proliferação dessas algas é grande, o fenômeno é designado por HABs: Harmful Algal Blooms (proliferações nociva de algas).
A contaminação esporádica de animais filtradores, como os moluscos bivalves, por biotoxinas pode causar intoxicações agudas nos seres humanos, embora aparentemente não afetando o animal contaminado. Neste caso, a proliferações das algas pode ser tão pequena que não chega a alterar a cor da água. O fenômeno da floração é devido essencialmente a microalgas do grupo dos dinoflagelados, as quais, em sua maioria, são planctônicas e cujas toxinas atingem os homens diretamente através de moluscos bivalves.
Biointoxicação por moluscos bivalves é como se denominam os processos patológicos produzidos pela ingestão desses animais contendo em seus tecidos toxinas, as quais são sintetizadas por microalgas planctônicas. Estes processos são diferentes das intoxicações provocadas pelo consumo de moluscos bivalves contaminados com bactérias ou parasitos, por radiatividade ou compostos químicos, ou ainda daqueles decorrentes de hipersensibilidade do consumidor.
As biotoxinas causadoras de intoxicações são substâncias sintetizadas pelo fitoplâncton, pelo fitobentos ou por macroalgas. Uma vez sintetizadas, são ingeridas pelos consumidores de plâncton ou bentos. Estes, em seu processo de filtração-alimentação, absorvem as biotoxinas suspensas junto a outras partículas orgânicas e inorgânicas no meio marinho, as quais são acumuladas nos tecidos, na glândula digestiva ou no hepatopâncreas. Esta capacidade de acumular as biotoxinas é o que dá aos moluscos bivalves relevância especial como causadores de intoxicação dos seres humanos que os consomem.
Os moluscos bivalves contaminam-se com as biotoxinas marinhas por via digestiva, e o grau de contaminação depende de sua capacidade filtradora, e esta, por sua vez, do estado fisiológico em que se encontra; assim, os mexilhões e ostras são sempre os animais mais afetados, porque sua capacidade filtradora é maior que a de outros moluscos.
Distinguem-se cinco tipos de biotoxinas encontradas em moluscos bivalves, as quais se relacionam com outros tantos grupos de toxinas. Quatro deles, os das biointoxinas PSP (toxina paralisante de bivalves), NSP (neurotoxina de bivalves), DSP (toxina diarreica de bivalves) e VSP (venerupino), são sintetizados por dinoflagelados pertencentes aos gêneros Gonyaulax, Gimnodinium e Pyrodinium. Constitui exceção a biotoxina ASP (toxina amnésica de bivalves), produzida por diatomáceas.

9692 – Por que se chama de “Negra” a partida de desempate?


É uma das expressões mais politicamente incorretas da língua portuguesa.
Sua origem remonta á época da escravatura. Era comum entre os senhores de escravos, quando se reuniam para disputar algum jogo, adotar como premiação a posse de uma escrava. Por isso diziam estar disputando uma “negra”. eram promovidas algumas competições para punir as mulheres mais atraentes, com a intenção de usa-las sexualmente.. A expressão se disseminou pelo paíes, não apenas no futebol, mas com outros esportes, ainda na priemira metade do século 20.

9691 – Que animais enxergam por meio de sons e como eles conseguem fazer isso?


Golfinho

Os grandes especialistas nesta arte – chamada de ecolocalização ou biossonar – são os golfinhos e os morcegos. Ambos possuem uma visão aguçada, que funciona perfeitamente durante o dia, mas normalmente precisam caçar e se locomover em ambientes com pouca luz. Em tais casos, eles conseguem enxergar sem utilizar os olhos, emitindo sons de alta freqüência, em geral inaudíveis para o ser humano. “Essas ondas sonoras batem na presa – e nos obstáculos à frente – e retornam na forma de ecos, que, por sua vez, são decodificados como um mapa pelo cérebro do bicho”, diz uma bióloga da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nos morcegos, o grau de precisão é tão elevado que certas espécies conseguem detectar a presença de um fio de apenas 0,5 milímetro de espessura em pleno vôo rasante. Nos golfinhos, o sistema é ainda mais preciso, pelo fato de, dentro d’água, o som se propagar a uma velocidade 4,5 vezes maior.
Assim, eles conseguem identificar peixes pequenos a distâncias de até 200 metros. Existem algumas espécies de pássaros que vivem em cavernas, ou têm hábitos noturnos, que também desenvolveram uma ecolocalização rudimentar, que só serve para a locomoção. E até mesmo um ser humano, acredite, pode utilizar a audição para localizar objetos ou evitar um obstáculo. “Quem é cego de nascença desenvolve a audição a tal ponto que esse sentido acaba substituindo, em parte, a visão”.

Existem cerca de 1 000 espécies de morcegos e quase todas têm a capacidade de se orientar no escuro por meio das ondas sonoras e seus reflexos. Esse mecanismo de ecolocalização – também chamado de biossonar – só foi descoberto pela ciência em 1938.
Para que o sonar do morcego funcione perfeitamente, o cérebro do animal possui um córtex auditivo (ponto em vermelho) extremamente desenvolvido. O sistema nervoso do bicho é tão sensível que possui até neurônios especializados em detectar a velocidade da sua presa.
A distância é medida pelo tempo que o som leva para ser refletido. Quanto mais rápido o eco voltar, mais próxima está a presa;

A velocidade do inseto é calculada pelo chamado efeito Doppler: quanto maior a velocidade, maior a variação na freqüência do som;

A partir do ângulo de entrada do som em seu aparelho auditivo, o morcego consegue “visualizar” a presa em três dimensões – altura, largura e profundidade;

Os golfinhos são capazes de nadar à noite ou em águas turvas graças ao biossonar

O animal produz o som na traquéia e nas cavidades nasais (acima dos olhos). Em seguida, o sinal sonoro passa por uma camada de tecido gorduroso que serve como uma lente focalizadora: em vez de se dispersar em todas as direções, o sinal é emitido para a frente, acompanhando o movimento do golfinho.
O som que retorna em eco é absorvido, em grande parte, pelas cavidades do maxilar inferior. De lá, os sinais seguem até o ouvido e chegam ao nervo auditivo, que desemboca no cérebro – onde os ecos são interpretados conforme a variação da freqüência e outras informações

1 – Assim que recebe o eco do primeiro som emitido, o golfinho gera outro “clique”. O lapso de tempo entre emissão e recepção permite que o animal calcule a distância que o separa do obstáculo à frente. Essa variação também é útil para que o golfinho avalie outras informações, como a velocidade e o tamanho de uma presa potencial

2 – O cérebro do golfinho é extremamente ágil para processar as informações relativas à distância e às dimensões do obstáculo à sua frente e à presa que está perseguindo. Essa sensibilidade funciona melhor numa faixa de distância entre 5 e 200 metros – e permite que o animal identifique pequeninas presas de até 5 centímetros

3 – Mesmo nadando em velocidade, ele consegue se desviar a tempo de prosseguir a caçada. Mas, ao se aproximar do obstáculo ou da presa, o golfinho precisa do auxílio da visão ocular. Estudos recentes provaram que golfinhos que não enxergam com os olhos têm a ecolocalização menos eficiente

O biossonar é inaudível para o ser humano
Nós não ouvimos a maior parte dos guinchos produzidos pelos morcegos, pois a freqüência das ondas sonoras é muito alta. O som mais agudo que um ser humano consegue escutar tem 20 KHz
freqüência entre 20 e 200 KHz;

Os golfinhos também emitem sons que não conseguimos escutar. Cada “clique” emitido por eles dura, no máximo, 128 microssegundos (1 microssegundo equivale a 1 milionésimo de segundo)
freqüência entre 40 e 150 KHz.

9690 – Nutrição – Novo tomate é enriquecido com substância que previne doenças degenerativas


EMBAPA, por onde estão espalhados os centros de pesquisas
EMBAPA, por onde estão espalhados os centros de pesquisas

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou um tomate enriquecido com carotenoide licopeno, substância que confere a cor vermelha ao alimento e previne doenças. O licopeno é considerado um dos mais eficazes antioxidantes na precaução de enfermidades degenerativas e cardíacas.
De acordo com dados da Embrapa, enquanto um tomate comum tem de 30 a 40 miligramas de licopeno por quilo, a nova variedade possui 114 miligramas por quilo.
Chamado de BRS zamir, o novo tomate é do tipo cereja e atende o segmento de culinária gourmet pelos balanceados teores de açúcar e acidez. O fruto foi produzido pela Embrapa Hortaliças, em Brasília, e representa uma nova linhagem de tomates nutricionalmente enriquecidos, ao mesmo tempo em que conserva os atributos característicos do segmento “”grape”” (aspecto, paladar e coloração). “​A demanda por tomates do tipo gourmet tem crescido no Brasil. “O desempenho do BRS zamir, tanto na conservação pós-colheita como na produtividade, comprovado em testes realizados em Goiás e São Paulo, colocam esse híbrido entre os melhores materiais genéticos em termos de desempenho agronômico””, afirma o pesquisador Leonardo Silva Boiteux, coordenador do Programa de Melhoramento de Tomate do Centro de Pesquisa. “Essas características fazem desse tomate um dos mais saborosos dentro do segmento ‘grape’.”

9689 – De ☻lho no Mapa – A República dos Camarões


camaroes

É um país africano, limitado a oeste e a norte pela Nigéria, a leste pelo Chade e pela República Centro-Africana, a sul pelo Congo, pelo Gabão e por Rio Muni (Guiné Equatorial) e a oeste pelo Golfo da Guiné, através do qual faz fronteira com a Guiné Equatorial, via a ilha de Bioko. A capital é Yaoundé.
Os navegadores portugueses, capitaneados por Lopo Gonçalves e também Fernão do Pó, chegaram ao estuário de um grande curso d’água na localidade de Duala em 1472. Notaram a abundância de camarões (Lepidophthalmus turneranus) nos mangues do rio Wouri e o denominaram rio dos Camarões. A zona costeira, depois reclamada pela Alemanha em 1884, passou a se denominar Camarões (adaptado em alemão para Kamerun). Em 1916, após a partilha entre franceses e britânicos todo território interior, além do litoral, passou a receber o mesmo nome, conservando-o após a independência total em 1961.

História
Apesar da chegada dos portugueses à costa dos Camarões no século XV, a malária impediu os europeus de se instalarem e conquistarem os territórios do interior até ao fim da década de 1870, quando grandes quantidades de quinino se tornaram disponíveis. No início, os europeus estavam sobretudo interessados em comerciar, o que faziam na zona costeira, e adquirir escravos. O comércio de escravos foi reprimido a meio do século XIX, ainda na parte final desse século instalaram-se nos Camarões missões cristãs, as quais continuam a desempenhar um papel na vida do país.
No dia 5 de julho de 1884 a totalidade do território camaronês e alguns territórios vizinhos tornaram-se a colónia alemã de Kamerun, com a capital situada primeiramente em Buéa e depois em Yaoundé. Após o final da Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido e a França dividiram essa colônia, cabendo à França a maior área, sendo as zonas mais distantes transferidas para o domínio de outras colônias francesas, e governando o restante a partir de Yaoundé.
Os Camarões franceses alcançaram a independência em 1960 sob a denominação de “República dos Camarões”, no território conhecido como Camarões do Norte e Camarões do Sul. No ano seguinte, a maioria muçulmana do norte, que dominava dois terços dos Camarões britânicos, votou pela adesão à Nigéria, enquanto que no sul a maioria cristã, votou de forma que o outro terço dos Camarões britânicos aderisse à República dos Camarões, formando a República Federal dos Camarões. Permanece no entanto em aberto o conflito da Ambazónia (Camarões do Sul).

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Posição Geográfica
Os Camarões situam-se no ocidente da África central, que se estende desde o lago Chade, a norte, até à baía de Biafra (parte do golfo da Guiné), a sul. O terreno é variado, compreendendo uma planície costeira a sul, e uma outra planície a norte, um planalto na zona central, e uma zona montanhosa no centro-oeste: o maciço de Adamaoua. Junto à costa, ergue-se o monte Fako, ou monte Camarões, que atinge 4.095 m de altitude, e é um dos mais altos picos de África. As maiores cidades são a capital, Yaoundé, situada no planalto central, e Douala, no litoral.
O clima é tão variado como o terreno, e vai desde tropical ao longo da costa até ao semi-árido e quente no norte.

Alguns dados sobre a economia dos Camarões:

Agricultura: cunhões (125 mil t), café (72 mil t), pluma de algodão (92 mil t), caroço de algodão (110 mil t), mandioca (1,5 milhão de t), milho (600 mil t), sorgo (450 mil t)
Pecuária: eqüinos (51 mil), bovinos (4,9 milhões), suínos (1,4 milhão), ovinos (3,8 milhões), caprinos (3,8 milhões), aves (20 milhões)
Pesca: 80 mil t
Mineração: petróleo (33 milhões de barris), calcário (50 mil t)
Reservas não exploradas de gás natural.
Indústria: alimentícia, extração de petróleo, carvão
Principais parceiros comerciais: França, Alemanha, Estados Unidos, Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Itália, Espanha.

Feriados
Data Nome em português
1 de Janeiro Dia de ano novo
11 de Fevereiro Dia Nacional da Juventude
1 de Maio Dia do Trabalhador
20 de Maio Dia Nacional
15 de Agosto Assunção
25 de Dezembro Natal

Além destes feriados fixos, os Camarões comemoram também os seguintes feriados móveis:

Cristãos: Sexta-feira Santa, Domingo de Páscoa e Segunda-feira de Páscoa
Muçulmanos: ‘Id al-Fitr e ‘Id al-Adha