14.206 – Astronomia – Betelgeuse, O Início do Fim


Os astrônomos já confirmaram: uma das constelações mais famosas do nosso céu noturno – Órion, o caçador – cedo ou tarde perderá seu ombro direito. Isso vai acontecer porque sua segunda estrela mais brilhante, Betelgeuse, está morrendo. Mas ela definitivamente não terá uma morte serena, muito pelo contrário. Como uma boa supergigante vermelha (ela é 20 vezes mais massiva, 890 vezes maior e emite 125 mil vezes mais energia que nosso sol!), seu último suspiro promete ter desdobramentos cataclísmicos, resultando naquilo que a ciência considera um dos eventos mais violentos e extremos da natureza – uma supernova.
Quando isso acontecer, Betelgeuse vai deixar de ser uma das estrelas mais brilhantes da noite terrestre para virar um objeto muito, mas muito maior. Seu tamanho e brilho podem se tornar equivalentes aos da lua cheia, e ela será facilmente visível até durante o dia por alguns meses ou anos. Depois disso, desaparecerá por completo. Mas quando isso vai acontecer? Nem os astrônomos sabem ao certo.
As estimativas variam de cem mil até um milhão de anos, sendo que o primeiro cenário é o mais provável. Mas a verdade é que ainda sabemos pouco sobre Betelgeuse, até mesmo a distância da estrela continua sendo alvo de debates. Um estudo recente trouxe evidências de que ela está a 650 anos-luz da Terra – isso é longe o bastante para garantir que, quando vier a supernova, não correremos nenhum tipo de risco. Mesmo que para nós cem mil anos possa parecer muito tempo, em uma perspectiva cósmica isso é um piscar de olhos. E levando em conta o tanto que ainda não conhecemos sobre este sol distante, dá até pra nutrir uma (minúscula) esperança de que ele exploda hoje à noite!
De um jeito parecido com algumas pessoas aqui na Terra, as supergigantes vermelhas vivem rápido e morrem jovens: Betelgeuse está agonizando com “meros” 8,5 milhões de anos, enquanto o Sol existe há 4,5 bilhões de anos e deve viver até o dobro disso. Ainda comparando as duas estrelas, se Betelgeuse estivesse no centro de nosso sistema solar, a Terra e todos os planetas rochosos seriam engolidos, e seu diâmetro se estenderia até as proximidades de Júpiter.

No estágio atual, a gigante provavelmente já exauriu todo o hidrogênio de seu núcleo, principal combustível que acaba transformado em hélio. Agora, o hélio está sendo convertido em carbono, processo que libera uma imensa quantidade de energia e provoca grande perda de massa. Daqui a provavelmente cem mil anos, quando o hélio se esgotar, as coisas começam a ficar mais turbulentas – elementos cada vez mais pesados serão fundidos em um espaço cada vez mais curto de tempo. A morte chega junto com a fusão do silício em ferro, que rouba a energia que a estrela precisa para se sustentar.

O núcleo entra em colapso, esquenta ridiculamente e – CABUM! Explode em uma magnífica supernova. É o fim de Betelgeuse. Octilhões de toneladas de matéria serão lançadas no espaço interestelar junto de uma onda de choque que viajará a cerca de 13 quilômetros por segundo e vai demorar 6 milhões de anos para nos acertar. A bolha de partículas do Sol que protege todo o sistema que ele rege, chamada de heliosfera, deve nos proteger do impacto – nós estaremos seguros. De hoje até lá, inclusive, a Via Láctea provavelmente terá sido palco de umas mil supernovas – a média galáctica é de mais ou menos uma explosão por século, e a última foi observada pelo astrônomo Johannes Kepler em 1604. Considerando o “atraso”, é possível que uma supernova ilumine nossa galáxia a qualquer momento!
De um jeito parecido com algumas pessoas aqui na Terra, as supergigantes vermelhas vivem rápido e morrem jovens: Betelgeuse está agonizando com “meros” 8,5 milhões de anos, enquanto o Sol existe há 4,5 bilhões de anos e deve viver até o dobro disso. Ainda comparando as duas estrelas, se Betelgeuse estivesse no centro de nosso sistema solar, a Terra e todos os planetas rochosos seriam engolidos, e seu diâmetro se estenderia até as proximidades de Júpiter.

No estágio atual, a gigante provavelmente já exauriu todo o hidrogênio de seu núcleo, principal combustível que acaba transformado em hélio. Agora, o hélio está sendo convertido em carbono, processo que libera uma imensa quantidade de energia e provoca grande perda de massa. Daqui a provavelmente cem mil anos, quando o hélio se esgotar, as coisas começam a ficar mais turbulentas – elementos cada vez mais pesados serão fundidos em um espaço cada vez mais curto de tempo. A morte chega junto com a fusão do silício em ferro, que rouba a energia que a estrela precisa para se sustentar.

O núcleo entra em colapso, esquenta ridiculamente e – CABUM! Explode em uma magnífica supernova. É o fim de Betelgeuse. Octilhões de toneladas de matéria serão lançadas no espaço interestelar junto de uma onda de choque que viajará a cerca de 13 quilômetros por segundo e vai demorar 6 milhões de anos para nos acertar. A bolha de partículas do Sol que protege todo o sistema que ele rege, chamada de heliosfera, deve nos proteger do impacto – nós estaremos seguros. De hoje até lá, inclusive, a Via Láctea provavelmente terá sido palco de umas mil supernovas – a média galáctica é de mais ou menos uma explosão por século, e a última foi observada pelo astrônomo Johannes Kepler em 1604. Considerando o “atraso”, é possível que uma supernova ilumine nossa galáxia a qualquer momento!

14.205 – Mais Sobre o Cinturão de Asteroides


gaspra
É como se fosse uma estrada elíptica formada por bilhões de asteroides em volta de um corpo celeste com densidade suficiente para segurá-los nessa órbita.
Os asteroides são corpos celestes rochosos e metálicos que orbitam o sol e podem ser encontrados em várias regiões do sistema solar, mas a maioria se encontra entre a órbita de Marte e de Júpiter na região conhecida como Cinturão de Asteroides.
Os asteroides diferem dos planetas porque são menores e, atualmente, segundo a nova definição estipulada pelo IAU (International Astronomic Union), só são considerados planetas os corpos celestes que, além de outras características, têm a órbita livre, ou seja, não possuem outros corpos celestes na mesma órbita (o que no caso de um cinturão com bilhões de asteroides não ocorre).
O cinturão de asteroides se formou, provavelmente da colisão de diversos corpos maiores que, ao colidir, se partiram em diversos pedaços menores ainda na época de formação do sistema solar e continuam colidindo entre si enquanto permanecem no cinturão. Ou ainda, segundo uma outra teoria, teriam se originado do material que sobrou da formação dos outros planetas.
Asteroide “Gaspra 951”, localizado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.
Alguns asteroides podem escapar do cinturão quando atraídos pela gravidade de algum planeta, ou mesmo pela gravidade do sol, se sua órbita sofrer algum tipo de perturbação. Neste caso, ele pode chegar a colidir com este planeta, ou com o sol, ou então ficar em órbita deste, como um satélite.
Esta é a origem, por exemplo, de algumas luas que orbitam Júpiter visto que ele está mais perto do cinturão de asteroides e tem uma força gravitacional muito grande.

14.204 – A Nuvem de Oort


nuvem de oort
É uma grande concentração de cometas que se acredita existirem no limite do sistema solar, a uma distância aproximada de 100.000 UA (UA significa unidade astronômica e corresponde a 149.598.000 Km ou a distância média entre a Terra e o Sol). Estatisticamente calcula-se que existam entre um e cem bilhões de cometas.
Sua existência foi inicialmente postulada, em 1932, pelo astrônomo, nascido na Estônia, chamado Ernst Öpik, que propôs que os cometas irregulares provinham de uma extensa nuvem de material nas fronteiras do Sistema Solar.
Em 1950, esta idéia foi retomada pelo astrônomo holandês Jan Oort para explicar a persistência dos cometas. Oort foi capaz de estudar a órbita de 19 cometas e pesquisar de onde vinham. A nuvem de Oort explica elegantemente um antigo aparente paradoxo. Se os cometas são destruídos quando se aproximam do Sol, já deveriam ter sido totalmente destruídos durante a história do Sistema Solar. A nuvem de Oort proporciona uma fonte contínua de material cometário que substitui os cometas destruídos.
O efeito gravitacional das estrelas próximas desvia os cometas de suas órbitas e os envia em direção ao Sol, onde se tornam visíveis.
As teorias mais aceitas sobre a formação do Sistema Solar consideram que os cometas se formaram muito mais proximamente ao Sol como parte do mesmo processo que formou os planetas e os asteroides. Os cometas na nuvem de Oort seriam ejetados, nesta etapa primitiva, dada a proximidade com planetas gigantes em formação, especialmente o jovem Júpiter. Tal proximidade expulsou gravitacionalmente estes corpos em órbitas extremadamente elípticas e de grande inclinação explicando, portanto, a distribuição esférica dos cometas. Com o passar do tempo, a interação gravitacional dos cometas e das estrelas longínquas contribuiu para circularizar suas órbitas. A partir desta teoria, estima-se que a massa total dos cometas na nuvem de Oort pôde ter sido, em sua origem, 40 vezes a massa da Terra.
Os objetos da nuvem de Oort são tão longínquos que, até agora, só foi descoberto um possível candidato a fazer parte dela, seu nome é 2003 VB12 (Sedna), descoberto em março de 2004 por astrônomos de Caltech e da Universidade de Yale. Sedna possui uma órbita elíptica de 76 a 850 UA, muito mais próxima do que se esperava, fato que poderia torná-lo um membro de uma nuvem interna de Oort.

14.203 – Os Satélites do Sistema Solar


luas sistema solar
Os planetas e os planetas anões oficiais do Sistema Solar são, até onde se sabe, orbitados por 214 satélites naturais ou luas. 19 satélites do Sistema Solar são grandes o suficiente para serem arredondados devido ao efeito de sua gravidade e, portanto, seriam considerados planetas ou planetas anões se estivessem em órbita direta ao redor do Sol.
Terra – 1 Lua
Marte – 2 Fobos, Deimos
Júpiter – 79 = Principais IO, Europa, Ganimedes e Calisto. Os satélites irregulares de Júpiter são substancialmente menores do que os satélites regulares, possuindo órbitas mais distantes e excêntricas. Estes satélites formam famílias que possuem parâmetros orbitais similares (tais como eixo semi-maior, inclinação e excentricidade) e composição. Acredita-se que estes grupos sejam, ao menos parcialmente, famílias dinâmicas que foram criados quando os corpos maiores (embora ainda relativamente pequenos) originais foram despedaçados em pedaços menores via impactos de asteroides capturados pelo campo gravitacional do planeta. Estas famílias possuem os nomes de seus maiores membros.
Saturno – 82 Principais = Mimas, Encelado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Japeto. O sistema de satélites de Saturno é muito desequilibrado: uma lua, Titã, compreende mais de 96% da massa em órbita ao redor do planeta. As outras seis luas planômicas (elipsoidais) constituem aproximadamente 4% da massa, e as restantes 55 pequenas luas, juntamente com os anéis, compreendem apenas 0,04%.
Urano – 27 – Principais = Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia, Oberon. O sistema de satélites uraniano é o menos massivo entre o dos gigantes gasosos; a massa combinada dos cinco maiores satélite equivale a menos da metade da massa de Tritão (a sétima maior lua do Sistema Solar).
Netuno – 14 Principais = Tritão, Nereida, Halimede, Sao, Laomedeia, Psámata, Neso. Satélites de Netuno recebem nomes de personagens da mitologia grega ou romana associados com o oceano ou com Netuno (Poseidon). Tritão recebeu o nome do deus marinho Tritão, filho de Poseidon. Ele não recebeu um nome oficial até o século XX.
Planetas Anões
Ceres – 0
Plutão – 5 Caronte, Cérbero, Nix, Hidra, Estige. Plutão e Caronte são considerados um planeta duplo porque Plutão e Caronte (que tem metade do diâmetro de Plutão) orbitam um ponto que está acima da superfície de Plutão, ou seja, o baricentro do sistema está em um ponto entre as superfícies de ambos.
Quando descoberto, Hidra era um pouco mais brilhante que Nix, e por isso pensava-se que Hidra era 20% maior que a outra lua, mas outras observações revelaram que as duas luas são praticamente do mesmo tamanho. É provável que a mudança no brilho se deva à curva de luz de Hidra, mas não se sabe se isso acontece devido à forma irregular ou a variações no brilho da superfície (albedo). O diâmetro dos objetos pode ser estimado a partir de seus albedos assumidos, que é de 35% assim como Caronte, mas as luas podem ter 130 km se elas tiverem o albedo 4% dos objetos do cinturão de Kuiper mais escuros. No entanto, dadas sua cor e similaridades química a Caronte, é provável que seus albedos sejam similares ao de Caronte e que seus diâmetros sejam próximos às estimativas mínimas.
Haumea – 2 Namaka, Hiʻiaka. Os satélites de Haumea parecem ser um sistema colisional (derivados de um grande impacto em Haumea). Aparentemente, o planeta está composto quase totalmente de rocha e conta com uma superfície de gelo; acredita-se que a maior parte do manto gelado originário se desprendeu com o impacto. Portanto, poderiam existir um grande quantidade de satélites menores que Namaka, os quais se encontrariam embaixo da capacidade de detecção terrestre atual. Hiʻiaka parece ser composto de água congelada.
Makemake – 1= S/2015. Atualmente, a órbita de S/2015 (136472) 1 ao redor de Makemake ainda não é conhecida com precisão, os pesquisadores vão necessitar de novas observações do Hubble para fazer medições precisas, a fim de determinar se sua órbita é elíptica ou circular, o que também deve lançar uma luz sobre sua origem. Uma órbita circular apertada significaria que o objeto provavelmente se formou a a partir de uma colisão entre Makemake e um outro objeto do cinturão de Kuiper.
Eris – 1 = Disnomia é o satélite natural de Éris. O nome significa “desordem” em grego (no original, Δυσνομία dysnomia), uma referência à entidade mitológica que, segundo Hesíodo, era filha de Éris, a Discórdia.

14.202 – Astronomia – O Observatório Nacional


obsv nacional
Trata-se de uma instituição científica localizada no número 77 da rua General José Cristino, no bairro imperial de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
Criado em 1827. A sua finalidade inicial foi a de orientar os estudos geográficos do território brasileiro e o ensino da navegação. Em nossos dias, desenvolve pesquisas, ensino e prestação de serviços tecnológicos, sendo responsável pela geração, distribuição e conservação da Hora Legal Brasileira e por diversas pesquisas e estudos em astronomia, astrofísica e geofísica. Oferece cursos de pós-graduação com mestrado e doutorado nessas áreas. Criou, entre outros institutos, a meteorologia (1909), o Laboratório Nacional de Astrofísica (1980), anteriormente Observatório Astrofísico Brasileiro e o Museu de Astronomia e Ciências Afins (1985).
A observação astronómica no Brasil remonta à época colonial. De acordo com o padre Serafim Leite, os jesuítas instalaram um observatório em seu colégio no Rio de Janeiro, no morro do Castelo em 1730. No mesmo local, em 1780, os astrônomos portugueses Sanches d’Orta e Oliveira Barbosa montaram um observatório e passaram a realizar observações regulares de astronomia, meteorologia e magnetismo terrestre. Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808, o acervo desse observatório foi transferido para a Academia Real Militar.
No começo do século findo esta cidade do Rio de Janeiro, com o influxo da Independência, havia tomado um grande desenvolvimento comercial e seu porto era um dos mais frequentados por numerosas embarcações, cujos capitães tinham necessidade de conhecer a declinação magnética, assim como a hora média, e a longitude, para regular seus cronômetros, a fim de poder empreender com segurança a viagem de retorno ou de continuá-la ao redor do mundo. Habitualmente as operações astronômicas necessárias à obtenção daqueles dados eram efetuadas com maior ou menor facilidade por processos aproximados, pelos comandantes de navios ou pelo oficial encarregado da navegação. Mas, muitos desses elementos poderiam ser obtidos com mais exatidão e facilidade por profissionais, providos de instrumentos instalados em um Observatório, e capazes, pela sua instrução especial e guiados pela experiência, de obtê-las com maior exatidão e segurança. Da mesma maneira, havia necessidade de conhecer os elementos geográficos de pontos do território, para construir a indispensável carta.
— H. Morize in Observatório Astronômico: um século de história 1827-1927
Em 27 de setembro de 1827, a Assembleia Geral Legislativa do Império, autorizou o governo a criar um Observatório Astronômico no âmbito do Ministério do Império e, em 15 de outubro de 1827, o imperador dom Pedro I decretou a sua criação. Ele foi instalado no torreão da Escola Militar, tendo sido dirigido, inicialmente, pelo professor de matemática Pedro de Alcântara Bellegarde.
Em 1845, o então Ministro da Guerra, Jerônimo Francisco Coelho, reorganizou a instituição como Imperial Observatório do Rio de Janeiro, quando assumiu, no cargo de diretor, o professor Soulier de Sauve, da Escola Militar, que o transferiu para a Fortaleza da Conceição e, em 1846, teve o seu primeiro Regulamento aprovado por decreto.
Entre 1846 e 1850, o diretor Soulier transferiu novamente o Observatório, dessa vez para as antigas instalações de uma igreja no Morro do Castelo, onde permaneceu até 1920. Após o falecimento de Soulier em 1850, o tenente-coronel engenheiro Antônio Manoel de Mello, também professor da Escola Militar, foi nomeado diretor, permanecendo no cargo até 1865, quando foi substituído pelo capitão-tenente Antônio Joaquim Cruvelo d’Avila. Nesse mesmo ano, o Observatório passou a ser subordinado da Escola Central, que foi desmembrada da Escola Militar, permanecendo nessa condição até 1871, quando foi criada a Comissão Administrativa do Imperial Observatório do Rio de Janeiro. Foi nomeado, para a direção, o cientista francês Emmanuel Liais, permanecendo em sua direção por dois períodos de gestão, de janeiro a julho de 1871 e de 1874 a 1881. Entre 1871 e 1874, Camilo Maria Ferreira Armond, Visconde de Prados, esteve à frente da direção.
Entre 1827 a 1871, o Observatório quase exclusivamente foi voltado à instrução de alunos das escolas militares de terra e mar. No ano de 1871, foi retirado da égide militar e reorganizado para dedicar-se com exclusividade à pesquisa e prestação de serviços à sociedade nos campos da meteorologia, astronomia, geofísica e na medição do tempo e na determinação da hora.
O engenheiro militar e astrônomo belga Luís Cruls sucedeu Liais em 1881, permanecendo no cargo até 1908. Em 1888, o Parlamento aprovou uma verba para iniciar a construção do novo Observatório na Fazenda Imperial de Santa Cruz, mas, no ano seguinte à proclamação da República do Brasil, o Observatório voltou a ser subordinado ao Ministério da Guerra e teve sua denominação alterada para Observatório do Rio de Janeiro, tendo, como anexo, o Serviço Geográfico. Foi, então, abandonada a ideia da sua mudança para Santa Cruz. Após o falecimento de Cruls, em 1908, o astrônomo Henrique Charles Morize assumiu a direção.
Em 1909, através do decreto 7.672, de 18 de novembro, foi criado, no Ministério da Agricultura, a Diretoria de Meteorologia e Astronomia, à qual ficou subordinado o Observatório Nacional, e foi extinto o Observatório do Rio de Janeiro.
Em 28 de setembro de 1913, foi assinada a ata de lançamento da pedra fundamental do novo Observatório Nacional, no morro de São Januário, no Rio de Janeiro.
Em 1915, foi implantado o Observatório Magnético de Vassouras, no Rio de Janeiro, até hoje integrado à estrutura do ON.
Em 1921, a Diretoria de Meteorologia teve, separadas, as duas áreas que a compunham, dando origem a dois institutos: um dedicado à meteorologia, denominado Diretoria de Meteorologia, e outro à astronomia, geofísica e metrologia, que conservou o nome de Observatório Nacional. Nesse ano, recebeu a visita de Albert Einstein, durante sua estada no Brasil.
Em 1922, o ON foi transferido do Morro do Castelo, atual Esplanada do Castelo, para o Morro de São Januário, em São Cristóvão, onde atualmente ainda se encontra instalado. Foi o final de uma demanda iniciada por Liais, cinquenta anos antes, por instalações adequadas para o Observatório.
Em 1930, o Observatório Nacional passou a integrar o recém criado Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Em 1955, o ON ampliou sua atuação de pesquisa em magnetismo terrestre com o funcionamento um observatório na ilha de Tatuoca, na foz do Rio Amazonas.
Em 1972, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) aprovou um projeto de instalação de um observatório astrofísico a ser instalado em Brasópolis, em Minas Gerais. Em 22 de abril de 1980, já se encontrava instalado e iniciando operações um refletor cassegrain-coudé, de 1,60 metros (diâmetro do espelho principal).[4] Em fevereiro de 1981, o doutor Luiz Muniz Barreto, diretor do ON, inaugurou as instalações com o nome de “Observatório Astrofísico Brasileiro” (OAB). Em 13 de março de 1985, o OAB foi desmembrado do ON, dando origem ao atual Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).
Em 2003, foram inauguradas, no campus do ON, as novas instalações do Serviço da Hora, no Prédio Carlos Lacombe. Em maio de 2004, o ON deu início a um outro serviço, o Carimbo do Tempo.
Ao longo do século XX, o ON foi a instituição pioneira no Brasil nos seguintes campos do conhecimento e pesquisa:
Execução continuada de pesquisas astronômicas,
Levantamentos geofísicos do território nacional, além das primeiras medidas sismológicas do país e
Geração, manutenção e disseminação da Hora Legal Brasileira, definida em lei (Lei 2 784, de 18 de junho de 1913, regulamentada pelo Decreto 10 546, de 5 de novembro de 1913).
Em 1982, o CNPq criou o Projeto de Memória de Astronomia e de Ciências Afins, a fim de preservar a história da astronomia, geofísica, meteorologia, metrologia, física e química, que, no Brasil, tiveram, como instituto pioneiro, o ON. Em 1985, esse projeto deu lugar à criação do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), sem vinculação com o Observatório mas ocupando suas instalações originais, no Morro de São Januário. Com o museu, está a guarda de todo o acervo histórico do ON, incluindo lunetas, cúpulas e centenas de instrumentos. Esse acervo foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), sendo alvo de cuidados especiais para sua preservação.
O Observatório Nacional teve participação no cenário científico mundial com trabalhos que contribuíram para o conhecimento nas áreas de sua atuação. Entre esses trabalhos alguns se destacam como o da determinação da paralaxe solar, durante a passagem do planeta Vênus pelo disco do Sol, na Estação da Ilha de São Thomás, nas Antilhas, em 1882.
O Observatório Nacional, no século XIX, auxiliou no estabelecimento e demarcação de parte das fronteiras brasileiras e na expedição chefiada por Cruls realizada ao Brasil Central que, entre 1892 e 1896, serviu para a escolha do local aonde seria construída, anos mais tarde, a nova capital: Brasília.
Em 1919, coordenou a expedição inglesa, também com a participação americana, que documentou o eclipse total do Sol, em Sobral (Ceará). Fenômeno também observado na Ilha do Príncipe, que veio a comprovar a teoria da Relatividade de Einstein, ao se constatar o desvio sofrido pela luz das estrelas no fundo do céu, causado pelo forte campo gravitacional provocado pela massa do Sol.
As pesquisas atuais na área de geofísica dão ênfase na integração de vários métodos para o estudos geológicos do território brasileiro, se concentrando nas áreas classificadas como:
Geofísica da Terra Sólida,
Geofísica da Exploração e
Geofísica Aplicada.
As atividades técnico-científicas relacionadas à Geofísica são caracterizadas pela aquisição sistemática de dados geofísicos nos observatórios de Vassouras (RJ) e Tatuoca (foz do Rio Amazonas), contando também com o apoio das estações da Rede Geomagnética Brasileira, da Rede Gravimétrica Fundamental Brasileira e da Estação Sismológica do Rio de Janeiro.
Essas medidas regulares do campo geomagnético, realizadas rotineiramente nas 110 estações da Rede Geomagnética e nos Observatórios, propiciam subsídios para a pesquisa básica no estudo da morfologia do campo geomagnético no Brasil e sua evolução temporal, servindo de apoio as áreas aplicadas tais como: a prospecção de minerais, água subterrânea e de petróleo; navegação; pesquisas espaciais, em especial a pesquisa sobre o eletrojato equatorial e anomalia magnética do Atlântico Sul.
A Rede Gravimétrica Fundamental Brasileira é composta por 520 pontos de medição distribuídos no país, servindo de base aos estudos do geoide, base fundamental da cartografia e prospecção mineral.
O ON possui um Programa de Pós-Graduação, credenciado pelo Conselho Federal de Educação, para a formação de Mestres e Doutores nas áreas de astronomia, astrofísica e geofísica. Atualmente, conta com mais de 170 dissertações/teses defendidas.
Em 1996, foi iniciado o Ciclo de Cursos Especiais com o objetivo de trazer aspectos atuais de diferentes áreas de astronomia e astrofísica, complementar a formação de alunos de pós-graduação e oferecer, aos recém-doutores e pesquisadores, oportunidade para atualizarem seus conhecimentos e interagirem com os convidados.
O Observatório Nacional organiza, desde 1997, o curso anual de Astronomia no Verão e Cursos de Atualização em astronomia e astrofísica, voltado para professores e estudantes de segundo grau e pessoas interessadas em conhecer o atual estágio das pesquisas observacionais e teóricas que estão sendo desenvolvidas em astronomia. Realiza também, anualmente, uma Escola de Verão em Astronomia e Geofísica para alunos de graduação e graduados nas áreas de ciências exatas e da terra.
Desde 2003, o curso a distância em astronomia e astrofísica, em nível de divulgação científica, é oferecido anualmente pela Divisão de Atividades Educacionais (DAED) do Observatório Nacional (ON). O seu principal objetivo é socializar o conhecimento científico através da Internet – veículo eletrônico que hoje é usado por grande parte da população. Este recurso permitiu que fosse alcançado todo o território nacional. Uma das grandes vantagens do curso a distância é permitir, a cada participante, definir o seu ritmo de estudo, avaliando o seu tempo disponível e programando, assim, a sua dedicação ao curso a qualquer hora. O conteúdo pode ser estudado diretamente no site do Observatório Nacional (online) ou ser copiado e estudado offline.
A proposta dos cursos promovidos pelo Observatório Nacional é possibilitar o acesso à informação científica correta, aproximar a sociedade de uma instituição de pesquisa e capacitar professores da rede de ensino, vetor fundamental para multiplicar o conhecimento adquirido.
Já foram ministrados cursos de astrofísica geral, astrofísica do Sistema Solar, evolução estelar e cosmologia, com mais de 42 000 alunos participantes.
A Biblioteca do Observatório Nacional, que iniciou a sua história em uma pequena parte da Escola Militar em 1826, possui um acervo especializado de aproximadamente 18 000 livros, 400 títulos de periódicos, teses e obras de referência nas áreas de astronomia, geofísica e ciências afins que auxiliam estudantes e pesquisadores nos seus estudos.

observatorio-nacional

14.197 – Usina de Oxigênio na Lua


oxigenio na lua
Cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriram como transformar a poeira da Lua em oxigênio respirável. Agora a equipe está desenvolvendo um protótipo de usina que pretende fazer isso em larga escala — algo que poderá auxiliar astronautas nas futuras missões para o nosso satélite natural.
Segundo os cientistas, estudos em amostras da superfície lunar mostram que o material é composto por 40% a 45% de oxigênio. Entretanto, a substância está ligada quimicamente a outros materiais, formando óxidos na forma de minerais ou vidro.
Para que esse oxigênio possa ser utilizado durante a respiração, esses óxidos precisam passar por um processo que os separa de outros elementos químicos. O método desenvolvido pela equipe da ESA é conhecido como eletrólise de sal fundido, no qual a “poeira” lunar é colocada em um recipiente de metal junto com sal de cloreto de cálcio fundido.

O sistema, então, é aquecido a 950 °C, temperatura que não é alta o bastante para que a poeira mude de estado físico, mas suficiente para que o oxigênio seja extraído do material. De lá, o oxigênio migra para um outro recipiente com ajuda das moléculas de sal, enquanto a matéria prima inicial se transforma em liga metálica.
Esse segundo material também é interessante para os cientistas, como explicou Alexandre Meurisse, um dos pesquisadores, em comunicado. “O processo de produção deixa para trás um emaranhado de metais diferentes, e essa é outra linha útil de pesquisa: ver quais são as ligas mais úteis que poderiam ser produzidas a partir delas e que tipo de aplicações elas poderiam ter”
Como explicam os especialistas, o processo já é realizado por algumas indústrias que produzem ligas metálicas, mas elas tendem a descartar o oxigênio ou utilizá-lo como combustível. Por isso, a ideia da equipe é desenvolver um equipamento que foque em armazenar a substância, tão essencial para sustentar a vida como a conhecemos.

14.196 – Hibernação em Viagens Espaciais


hibernação marte
Os astronautas que estiverem escalados para a missão de visitar Marte pela primeira vez poderão ter que hibernar durante a viagem da Terra até o planeta vermelho. A Agência Espacial Europeia (ESA) está estudando a possibilidade de colocar os tripulantes espaciais em sono profundo durante o trajeto.
Por enquanto, a ESA está avaliando quais seriam as vantagens da prática. De acordo com as pesquisas, que estão sendo feitas em parceria com a Instalação de Design Simultâneo (CDF, na sigla em inglês), há efeitos psicológicos positivos e até uma redução nos custos financeiros com a hibernação.
Com esses resultados em mãos, os próximos passos da ESA consistem em aprofundar os estudos e, futuramente, iniciar o desenvolvimento de equipamentos de hibernação, como câmaras, suportes, monitores, entre outros dispositivos.
A ideia de hibernar surge também como forma de amenizar os efeitos de uma longa viagem. O percurso ida e volta tem quase 55 milhões de quilômetros e levaria quase mil dias para ser completado. Esse tempo não conta o período em que os astronautas permaneceriam estacionados em solo marciano. A Nasa, por sua vez, já informou que esse tempo pode ser reduzido para apenas 30 minutos no futuro.
Hibernar durante uma viagem espacial não é algo incomum, pelo menos em Hollywood. Clássicos de ficção científica como Avatar, 2001: Uma Odisseia no Espaço, entre outros, já exploraram o tema. Resta saber se a vida vai imitar a arte.

hibernação

14.191 – Clima de Outros Planetas


bbc-temperaturas
Muitas vezes reclamamos do clima, principalmente quando eventos extremos se tornam cada vez mais comuns aqui na Terra.
E se passássemos nossas férias lutando com ventos que chegam a 8.000 km/h ou temperaturas quentes o suficiente para derreter o chumbo?
Vamos começar perto de casa, com nosso vizinho Vênus, o lugar mais inóspito do sistema solar.
Basicamente, Vênus é um buraco apocalíptico. Lar de uma atmosfera densa, composta principalmente de dióxido de carbono, a pressão atmosférica em Vênus é 90 vezes maior que a da Terra.
Essa atmosfera retém grande parte da radiação solar, o que significa que as temperaturas em Vênus podem chegar a 460° C – você seria esmagado e fervido em segundos se colocasse os pés ali.

Mas se isso não parecer doloroso o suficiente, a chuva em Vênus é composta de ácido sulfúrico extremamente corrosivo, que queimaria gravemente a pele ou o traje espacial de qualquer viajante interestelar, caso chegasse à superfície.
Devido às temperaturas extremas do planeta, essa chuva evapora antes de tocar o solo.

Ainda mais bizarro: há “neve” em Vênus. Não é do tipo com a qual você poderia fazer guerra de bolas de neve: esse material é composto dos restos de basalto e geada de metais vaporizados por sua atmosfera.

Netuno turbulento
Por outro lado, temos os planetas gigantes de gás, Urano e Netuno.

Este último, nosso planeta mais distante, abriga nuvens congeladas de metano e os ventos mais violentos do sistema solar.

Por causa da topografia do planeta, que é bastante plana, não há nada para diminuir a velocidade desses ventos supersônicos de metano, que podem atingir velocidades de até 2.400 km/ h.
Além de poder ouvir a barreira do som quebrando, uma visita aqui também incluiria chuva de diamantes, graças ao carbono na atmosfera sendo comprimido.

Mas você não precisaria se preocupar em ser atingido por uma pedra caindo, pois já teria sido congelado instantaneamente – a temperatura média é de -200° C.

Planetas fora do sistema solar
Os exoplanetas estão localizados fora do nosso sistema solar e orbitam em torno de um sol.
Tom Louden, pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Warwick, no Reino Unido, é uma espécie de meteorologista intergaláctico. Seu trabalho é descobrir quais são as condições atmosféricas em outros planetas.
Sua especialidade são exoplanetas, particularmente um batizado de HD 189733b.
Este mundo azul profundo a 63 anos-luz de distância é um bom candidato para hospedar o clima mais extremo conhecido em outro planeta.
Pode parecer bonito, mas suas condições climáticas são cataclismaticamente terríveis.
Com ventos de 8.000 km/ h (os mais fortes registrados na Terra têm pouco mais de 400 km/ h), também é 20 vezes mais próximo do sol do que nós, com temperatura atmosférica de 1.600 ° C – a mesma de lava derretida.

“As rochas do nosso planeta seriam vaporizadas em líquido ou gás aqui”, diz Louden. E também chove vidro derretido. Lateralmente.

Há algum lugar habitável por aí?
Louden diz que existem planetas semelhantes em tamanho e massa à Terra que orbita estrelas anãs M menores, ou “anã vermelha”.
Essas são as estrelas mais comuns da Via Láctea, mas se escondem nas sombras, muito escuras para serem vistas a olho nu da Terra.
Se esses planetas são habitáveis ​​ou não é outra questão.
Muitos desses exoplanetas estão de fato na “zona Cachinhos Dourados”, que não é nem muito próxima nem muito longe do Sol. Infelizmente, é provável que muitos também estejam “ordenadamente travados” em sua estrela.

Isso significa que eles sempre têm o mesmo lado voltado para o objeto em que estão orbitando – assim como o mesmo lado da Lua sempre é virado para a Terra.
Por esse motivo, você terá um lado com luz do dia permanente e o outro, noite perpétua.

“Quando você cria modelos de computador, há ventos fortes se movendo do dia para o lado escuro”, diz Louden.

“Isso é uma consequência do efeito de travamento das marés. Um lado do planeta fica muito mais quente que o outro, então ventos fortes são uma conseqüência quando o planeta tenta redistribuir o calor”, diz ele.
“Qualquer água líquida do lado do dia evapora em nuvens, que são sopradas para o lado noturno, onde congelam e nevam. Você tem um lado que é deserto e outro que é ártico.”
Ingo Waldmann, professor de planetas extrasolares da UCL, disse à BBC News que, se existir uma atmosfera espessa o suficiente, a circulação do dia para a noite deve ser suficiente para impedir que a noite fique totalmente congelada.
Outros modelos sugerem que a água que evapora no ponto mais quente do dia se condensará em nuvens e formará uma cobertura permanente de nuvens no lado do dia.
Essas nuvens poderiam refletir o suficiente da radiação da estrela de volta ao espaço para diminuir a temperatura do planeta e tornar habitáveis ​​partes do dia.
Então, até encontrarmos condições habitáveis ​​fora do planeta Terra, realmente não haverá lugar como nosso lar.

14.190 – Chuva de Diamantes no Espaço


diamantes em Netuno
Pesquisadores da Nasa planejam enviar missões a Netuno para explorar a chamada chuva de diamantes, um fenômeno que se forma na atmosfera ultra-densa do planeta em função da pressão exercida sobre os átomos de carbono, que se transformam em nuvens e chuvas de diamantes. Dá para imaginar uma chuva dessas?
Netuno está localizado a 4 bilhões de quilômetros da Terra, o que dificulta muito uma viagem espacial. Ainda assim, o interesse de explorar as riquezas desse planeta faz com que os homens quebrem a cabeça pensando numa alternativa para chegar até lá. Segundo especialistas, uma viagem espacial para Netuno numa nave convencional demoraria cerca de 30 anos.
Há quem pense que o esforço vale a pena. Em Netuno e em Urano o ar é tão denso que chove diamante. Alguns estudos também dão conta de que a superfície dos planetas é repleta de diamantes e que existe ainda a possibilidade de haver oceanos de diamante líquido e icebergues de diamantes nos dois planetas. Qualquer pessoa ficaria feliz em explorar essas riquezas, não?
ideia dos pesquisadores é construir uma vela de 250 mil metros quadrados, que seria inflada pela luz do Sol. Esse equipamento alcançaria uma supervelocidade e chegaria a Netuno em três anos.
Por enquanto, tudo está apenas no campo das ideias, mas quem sabe um dia o homem não seja realmente capaz de explorar a curiosa chuva de diamantes de Urano e Netuno.

14.151 – Colonização da Lua – Projeto Gateway visa a construção de um quartel general no satélite para levar astronautas para o planeta vermelho


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A nave, que levará o mesmo nome do projeto, está em processo de construção e sua primeira parte deverá ser lançada ao espaço em 2022. Outras dois módulos serão lançados posteriormente para acoplar o sistema, que ficará orbitando a Lua. O primeiro teste não tripulado da iniciativa deverá entrar em órbita já em 2020.

A ideia é que o Gateway se torne uma espécie de “quartel general espacial” no satélite da Terra. Com isso, a nave seria um primeiro passo na colonização da Lua. A NASA já estuda a construção de estruturas no solo lunar. Outras agências espaciais como as de Japão, Rússia e Canadá também fazem parte do projeto encabeçado pelos norte-americanos.

“Trabalhando com agências internacionais, a NASA vai mudar o paradigma da exploração humana no espaço. O Gateway pretende estabelecer uma presença humana constante na Lua para descobrir novos avanços científicos e dar o primeiro passo para que empresas passem a construir uma economia lunar”, diz a página oficial da agência.

“Nós queremos que o Gateway seja um novo espaço para o melhor que o mundo tem a oferecer em ciência e tecnologia. A agência quer usar o projeto para observar a Terra de uma nova perspectiva, estudar o Sol e ter uma visão desobstruída do vasto universo”, revela o documento.

O escritório da NASA em órbita também é importante para que a exploração humana do universo avance drasticamente. Após o fim da Guerra Fria e a chegada à Lua, a corrida espacial perdeu parte de seu sentido e o avanço das tecnologias fez com que as agências espaciais explorassem o Sistema Solar através de robôs e sondas.

Agora, os norte-americanos querem usar o satélite como uma espécie de escala para fazer a sonhada missão tripulada para Marte. “As tecnologias do projeto Gateway serão fundamentais para que consigamos fazer a viagem de de 34 milhões de milhas até Marte”, explica a agência.
Ainda segundo a agência, “as explorações da Lua e de Marte estão entrelaçadas”, uma vez que as novas ferramentas que serão testadas no satélite da Terra tendem a ser chave para o próximo passo na exploração do Sistema Solar.

Devido à ambição do Gateway, o governo norte-americano deve injetar U$ 1,6 bilhão no orçamento da NASA já para o ano que vem.

De acordo com a NASA, também estão entre os principais objetivos da colonização da Lua e da chegada em Marte explorar as dificuldades de se viver no espaço, descobrir e utilizar novos recursos naturais e estudar opções para descarte de lixo. A expectativa da NASA é que o projeto Gateway esteja totalmente pronto em 2026.

14.150 – Colonização da Lua – Agora vai


coloniz Lua
Quando um ser humano pisou pela primeira vez na superfície lunar, em 20 de julho de 1969, os olhos do mundo estavam vidrados na TV. A Nasa estima que o pouso da Apollo 11 tenha sido acompanhado por 530 milhões de pessoas. Uma em cada sete no planeta da época.
Era o auge da Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética usaram a Lua como palco de exibição de seu poderio tecnológico: entre 1958 e 1976, EUA e URSS despacharam um total de 79 missões para lá. Foram em média quatro por ano.
Projetadas para sobrevoar, orbitar, impactar e pousar, essas expedições proporcionaram uma avalanche de informações sobre nosso satélite natural. E mais importante: presentearam os terráqueos com a chance de contemplar, pela primeira vez, seu próprio planeta de longe.
Até o final dos anos 1960, os soviéticos lideravam a corrida rumo à Lua. Seus dois principais programas, Luna e Zond, alcançaram feitos como o lançamento da primeira espaçonave a atingir a superfície lunar, a primeira a mandar de volta imagens do lado oculto da Lua, a primeira a realizar um pouso suave lá em cima, a primeira sonda a orbitá-la e, por último, mas não menos importante, a primeira a transportar formas de vida até lá e trazê-las de volta.
Foi em setembro de 1968, quando a União Soviética colocou tartarugas, moscas, larvas, plantas, sementes, bactérias e outros materiais biológicos a bordo da missão Zond 5. As tartarugas emagreceram: 10% de seu peso se foi, mas não perderam o apetite e permaneceram bem de saúde. Parecia estar tudo no jeito para que o primeiro cosmonauta – e ser humano – embarcasse em uma jornada lunar. Mas então os EUA dispararam seu tiro de misericórdia. Apenas três meses depois, lançaram a Apollo 8, primeira missão a levar astronautas à órbita da Lua e trazê-los de volta em segurança. Com as missões Apollo que se seguiram, os americanos roubaram a cena.
Markus Landgraf, analista de exploração humana e robótica da Agência Espacial Europeia (ESA), considera que o impacto científico do programa Apollo é subestimado até hoje. Segundo o analista, ele representou uma revolução na ciência do Sistema Solar, sendo diretamente responsável por boa parte do que sabemos sobre os planetas, o meio interplanetário e o Sol. Isso só foi possível graças aos 378 quilos de rochas e regolito trazidos de volta pelas seis Apollos que pousaram na Lua entre 1969 e 1972. Sondas soviéticas trouxeram apenas 301 gramas.
Análises dessas amostras nos forneceram um primeiro vislumbre detalhado sobre processos geológicos lunares e sua composição mineral. “O que é irônico, porque o programa Apollo nunca foi pensado para ser científico”, aponta Landgraf.
Desde 1972, com a derradeira Apollo 17, seres humanos nunca mais pisaram na Lua. A vitória americana colocou uma pá de poeira lunar na corrida espacial, e os dias de ouro da exploração lunar chegariam ao fim. E não foi só isso. “Assumiu-se que tudo o que havia para se saber da Lua já estava sabido.” Até entre os cientistas ganhou espaço a visão da Lua como um lugar morto, que pouco tinha a oferecer para o progresso das ciências espaciais.
Essa ideia, no entanto, vem sendo desconstruída. O renascimento da exploração lunar começou no século 21. Os japoneses firmaram seu programa espacial com a missão Selene, de 2007, que produziu o mapa mais detalhado do campo gravitacional lunar até o momento e obteve algumas das imagens mais estonteantes da Lua e da Terra, registradas por uma câmera de alta definição. Logo, outros agentes entrariam de cabeça nesse jogo.

14.126 – Astrofísicos detectam ‘sol’ que poderia ter planeta gêmeo da Terra


terra e lua
Uma equipe científica internacional descobriu um irmão do Sol em idade e composição química. Pesquisadores enfatizam não ser simplesmente um irmão, mas um gêmeo solar, porque a estrela poderia ter um planeta semelhante ao nosso.
“Se tivermos sorte, e a nossa estrela irmã do Sol tiver um planeta, e o planeta for rochoso, na zona de habitabilidade, e finalmente, se esse planeta tiver sido ‘contaminado’ pelas sementes de vida da Terra, então temos o que nós sempre sonhamos — uma Terra 2.0, a orbitar um Sol 2.0”, comentou o investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências Espaciais (IA) de Portugal, Vardan Adibekyan.
Segundo asseguram os pesquisadores, irmãos solares são bons candidatos à busca de vida, uma vez que existe a possibilidade de que a vida tenha sido transportada entre planetas ao redor das estrelas do aglomerado solar. A transferência de vida entre sistemas exoplanetários é chamada de panspermia interestelar.
“Alguns modelos teóricos mostram uma probabilidade não negligenciável da vida se ter espalhado a partir da Terra, até outros planetas ou sistemas exoplanetários, durante o período de bombardeamento tardio do Sistema Solar”, observou o astrofísico.
Irmãos solares são milhares de estrelas formadas no mesmo aglomerado que o Sol há aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Com o tempo, as estrelas do aglomerado se dissolvem e se dispersam por toda a nossa galáxia, portanto, é muito difícil encontrá-las.
Para detectar o novo irmão solar, denominado HD 186 302, de idade e composição química semelhante ao do nosso Sol, cientistas analisaram 230.000 dados espectrais do projeto AMBRE e informações da missão ESA Gaia.
A equipe do IA planeja iniciar uma missão de busca planetária em torno dessa estrela usando os espectrógrafos HARPS e ESPRESSO5.

14.104 – Sistema Solar – A Lua Pandora


Pandora
Eis o Batatão

Pandora é um satélite natural de Saturno. Foi descoberto em 1980 por fotografias feitas pela sonda Voyager 1 e foi provisoriamente chamado de S/1980 S 26. Em 1985 foi oficialmente chamado de Pandora, e é conhecido também por Saturno XVII. Junto com Prometeu é um satélite pastor do anel exterior de Saturno, o Anel F.

14.099 – Apareceu a Margarida – Índia localizou a sonda Chandrayaan-2 e está tentando fazer contato


sonda indiana
A Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês) encontrou a localização do módulo de aterrissagem da sonda não tripulada Chandrayaan-2. Os cientistas perderam contato com o veículo espacial na sexta-feira (6), enquanto ele descia para a superfície da Lua. Agora, eles precisam determinar em qual condição a máquina está.
O presidente da ISRO, K. Sivan, disse ao canal India Today TV que Chandrayaan 2 enviou uma imagem térmica da localização do orbital lunar Vikram – parte que compõe a sonda e fora preparada para ficar um ano no satélite natural coletando dados. A espaçonave também possui um rover com seis rodas, chamado Pragyan, projetado para passar duas semanas na superfície da Lua realizando experimentos.
Essa é a primeira missão indiana a tentar chegar com sucesso na Lua. A equipe da ISRO perdeu contato com a sonda na sexta-feira e até o momento não havia informações se os sinais desapareceram por causa de um problema no módulo de aterrissagem ou por colidir com a superfície lunar.
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, em um discurso na manhã de sábado (7de setembro), indicou que a missão tinha falhado. “Chegamos muito perto, mas precisamos cobrir mais terreno. Nossa determinação de tocar a Lua se tornou ainda mais forte”.
A Chandrayaan-2 deveria ter pousado por volta das 17h20 (horário de Brasília) na sexta-feira (6). A essa hora, porém, na sala de comando da ISRO, a comunicação com a sonda foi interrompida. Segundo o painel de monitoramento, ela estava a apenas 2,1 quilômetros da superfície lunar.
Ao custo de aproximadamente 141 milhões de dólares, a Chandrayaan-2, cujo nome em sânscrito significa “nave lunar”, tem um objetivo ambicioso: chegar perto do polo sul da Lua, a um local jamais explorado em outras missões. O ponto escolhido para o pouso foi um planalto situado entre duas crateras apelidadas de Manzinus C e Simpelius N. Pensando em medidas terrestres, o local fica a 70,9 graus da latitude sul e 22,7 graus da longitude leste, ou seja, a cerca de 600 quilômetros do polo sul.
Com a missão, a ISRO pretende mapear a superfície lunar para estudar as variações na sua composição — algo essencial para o melhor entendimento da origem e da evolução da Lua. Antes, com a missão Chandrayaan-1, lançada em 2008, a Índia ajudou a confirmar a presença de água na Lua, mas fez isso sem pousar na superfície lunar.

14.079 – Queda de nave israelense espalhou milhares de tardígrados pela Lua


tardígrado
Tardígrado vai sempre tarde

Qual é o bicho mais resistente que existe? Não, não são as baratas. Principalmente em um planeta onde vivem os tardígrados – simpáticos seres gorduchinhos como este que você vê na foto acima. Primos distantes dos artrópodes, eles costumam ter entre 0,5 e 1,2 milímetro de tamanho e sempre a mesma aparência: corpos rechonchudos de onde emergem oito pernas e pequenas mãozinhas – além de uma espécie de “esfíncter” onde deveria ser o rosto.
Eles, sim, já deram diversas provas de que merecem o título, sobretudo pela habilidade de viver tranquilamente em situações extremas. Índices de radiação que poderiam matar humanos; temperaturas escaldantes ou o frio Antártico, aridez extrema, longos períodos sem comer e até mesmo a queda de um asteroide. Nada disso é páreo para os tardígrados.
Sua capacidade de adaptação é tamanha que, em 2019, eles foram escolhidos para um experimento ousado. Uma nave israelense que tinha como destino final a Lua, a Beresheet, levou na bagagam uma “biblioteca lunar”, contendo milhões de arquivos digitais sobre o planeta Terra, amostras de DNA humano e um lote de milhares de tardígrados desidratados. Era a grande oportunidade de provar se esses seres microscópicos, além de dominarem climas extremos na Terra, podiam também viver no espaço.
Os prognósticos eram promissores. Em 2007, cientistas já haviam demonstrado que tardígrados poderiam sobreviver às condições que encontrariam em uma viagem ao espaço. Mesmo após serem bombardeados por altas doses de radiação, temperaturas abaixo de zero e viverem no vácuo alguns dias, eles permaneceram firmes e fortes.
O problema é que a Beresheet não concluiu sua missão original e, em vez de pousar placidamente na Lua, se espatifou por lá no último dia 11 de abril. A queda teria espalhado o carregamento de tardígrados pela superfície lunar.
A grande notícia é que, a tal “biblioteca lunar” que o veículo carregava sobreviveu. E, de acordo com o que disse à revista Wired Nova Spivack, fundador da missão que bancou a ida dos tardígrados a Lua, os bichinhos também não morreram – e podem ainda voltar à vida se tirados do estado de dormência em que se encontram.
Tardígrados têm a estranha habilidade de perder quase toda a água do corpo e reduzir drasticamente seu metabolismo – entrando numa espécie de “animação suspensa”. Esse estado letárgico é que os permite sobreviver em condições que, normalmente, poderiam ser fatais. Como viagens ao espaço, por exemplo.
Uma vez colocados na água, os animais se tornam ativos novamente – recuperando a capacidade de se alimentar e se reproduzir como sempre fizeram. Mas não há a possibilidade de que os tardígrados tomem conta da Lua e iniciem por lá uma civilização extraterrestre. Como não há atmosfera e água em estado líquido na superfície, eles não conseguem se reproduzir, permanecendo na situação de animação suspensa em que estão.
O que se especula agora, porém, é se seria possível buscá-los na Lua e devolvê-los à vida. Duvida que os bichinhos conseguiriam sobreviver a mais essa prova? É melhor pensar de novo. Há casos de tardígrados ressuscitados após passarem 30 anos congelados, por exemplo.
Quanto tempo eles aguardarão na superfície lunar, ou se a chegada de humanos benevolentes será suficiente para trazê-los de volta, só o tempo irá dizer. Enquanto eles estiverem ali, no entanto, poderemos afirmar sem medo que existe, sim, vida na Lua – para além dos micróbios presentes nos 96 sacos de fezes, vômito e urina que os astronautas deixaram por lá.

14.066 – A Cápsula Orion


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(MPCV)) é uma nave espacial desenvolvida pela NASA para exploração humana do espaço profundo, construída para transportar astronautas à Lua, a Marte e a asteróides.
A espaçonave é baseada no antigo Orion Crew Exploration Vehicle, do cancelado Programa Constellation.
O primeiro teste não-tripulado da Orion foi realizado com sucesso em 5 de dezembro de 2014.
Em 14 de janeiro de 2004, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a construção do Crew Exploration Vehicle (CEV) como parte da política espacial americana Vision for Space Exploration. O veículo espacial era parcialmente uma reação ao acidente do ônibus espacial Columbia, ao relatório da comissão criada para analisar as causas do desastre e às descobertas subsequentes, além de uma revisão do programa espacial norte-americano feita pela Casa Branca. Como a Vision for Space Exploration acabou sendo desenvolvida como Programa Constellation, o CEV acabou sendo denominado Orion Crew Exploration Vehicle, em homenagem à constelação do mesmo nome.
O Programa Constellation propunha a criação do Orion CEV com duas variantes, nave cargueira não-tripulada e voos com tripulação, como apoio às expedições na Estação Espacial Internacional e como um transporte para voltar à Lua. Dividida em duas partes principais, um módulo de comando em forma de cone e um módulo de serviço cilíndrico – contendo o sistema de propulsão da nave e suprimentos de consumo – foram projetados, baseados no desenho das naves Apollo que voaram entre 1967 e 1975.
O desenho da nave incluía um módulo de serviço para suporte à vida e propulsão própria, inicialmente previsto para aterrar em terra firme com o auxílio de airbags, mas depois mudado para pouso no mar, também como as antigas Apollo.
A nave deveria ser lançada por um foguete leve Ares I para a órbita baixa da Terra onde se acoplaria com o Módulo Lunar Altair, lançado antes por um foguete mais pesado, Ares V, para as expedições lunares. Entretanto, em 11 de outubro de 2010, por questões orçamentárias, o presidente Barack Obama cancelou o Programa Constellation, encerrando o desenvolvimento do módulo Altair e dos dois foguetes programados. Apenas o Orion Crew Exploration Vehicle (CEV), renomeado como Orion Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV), foi mantido, com lançamento a ser feito pelo Space Launch System.
A Orion MPCV se assemelha em aparência com suas predecessoras Apollo mas a similaridade é limitada ao desenho de ambas. Sua tecnologia e capacidade são muito mais avançadas. Ela é planejada para suportar missões de maior duração no espaço profundo e pode carregar até seis astronautas por mais de 21 dias e até 6 meses. Durante o período de repouso no espaço, o suporte à vida da tripulação deve ser fornecido por outro módulo como o Deep Space Habitat, um módulo em tamanho menor e derivado das condições de conforto da ISS. A propulsão, proteção termal e sistemas aviônicos foram planejados para serem modernizados à medida que novas tecnologias sejam descobertas. Ela inclui módulo de comando e de serviço assim como um adaptador de espaçonaves.
O módulo destinado à tripulação é maior que o da Apollo e pode acomodar mais tripulantes para missões espaciais curtas ou longas. O módulo de serviço, além de fornecer propulsão, estoca a água e o oxigênio da tripulação. Sua estrutura também foi desenhada para permitir o transporte de carga e de experimentos científicos.

Módulo de Comando
É a cápsula que serve de habitação para os tripulantes, fornece armazenamento para materiais de consumo e instrumentos de pesquisa e serve como porto de acoplagem para transferência de tripulações. É a única parte da espaçonave que retorna à Terra após a missão e tem um formato de tronco de bases paralelas a 57.5º, similar ao Módulo de Comando da Apollo. Tem 5m de diâmetro por 3,3m de altura, com uma massa de cerca de 8,6 toneladas.
A proteção termal da cápsula é feita de um produto chamado Avcoat, também usado anteriormente nas Apollo e nos ônibus espaciais, composto de fibras de sílica com uma resina em um favo feito de fibra de vidro e resina fenólica. Algumas das novas tecnologias usadas pela Orion são um sistema de acoplagem automática (existente apenas hoje nas naves cargueiras não-tripuladas), sistema de computadores superiores aos existentes em qualquer espaçonave atual, sistemas digitais de controle derivados do Boeing 787 Dreamliner, o mais avançado avião da Boeing, incluindo controle de voz, melhoria das instalações de gestão de resíduos, com um banheiro de estilo acampamento em miniatura e o “tubo de alívio” unissex usado no ônibus espacial (cujo sistema foi baseado no utilizado no Skylab) e da Estação Espacial Internacional (com base nas estações soviéticas Salyut e MIR). Isso elimina o uso da odiada “fralda de plástico” usada pelos tripulantes das Apollo e das naves russas Soyuz. Além disso, um novo sistema de mistura de oxigênio/nitrogênio é usado na composição da atmosfera do interior da nave, que permite que o ar respirado tenha mesma pressão do nível do mar ou ligeiramente reduzido.
A cápsula é construída com uma liga de alumínio-lítio, igual à usada no tanque externo do ônibus espacial e nos foguetes Delta IV e Atlas V.
Para permitir que ela acople com outras naves espaciais, o MC da Orion é equipado com o NASA Docking System, mecanismo de acoplagem desenvolvido para ela, similar ao usados pelos ônibus espaciais para acoplagem com a ISS. Ela também possui um sistema de escape de emergência durante o lançamento, o Launch Escape System, assim como uma capa protetora feita de fiberglass para protegê-la de tensões aerodinâmicas e de impacto durante os 2,5 minutos de subida. Seus projetistas asseguram que a Orion é dez vezes mais segura durante a subida e a reentrada que os ônibus espaciais.

Módulo de serviço
Num primeiro momento, após indecisões sobre a fabricação de um MS por questões orçamentárias após o fim do Programa Constellation, a direção da NASA e do programa Orion anunciou que a ela usaria um já existente ATV, os veículos de carga europeus desenvolvidos pela ESA para suporte das tripulações da Estação Espacial Internacional, como módulo de serviço para o módulo de comando da Orion. Com a evolução dos estudos, a NASA decidiu que um módulo exclusivo seria construído pela ESA para a nave, com hardware derivado dos atuais ATV, através da Airbus Defence and Space, em Bremen, na Alemanha.

Sistema de abortagem de lançamento
A Orion é a primeira espaçonave norte-americana desde o Programa Apollo a ser equipada com um sistema de escape de emergência. Assim como o módulo de comando da Apollo, o Launch Escape System (LES) da Orion possui um potente foguete de combustível sólido na ponta do conjunto foguete-cápsula, capaz de ejetar o módulo de comando e sua tripulação para longe do foguete se ele apresentar algum defeito durante o lançamento inicial, até o momento em que o primeiro estágio seja ejetado.
Baseado no sistema usado pelas naves Soyuz, o LES a ser usado pela Orion será maior que os da espaçonave russa e terá mais empuxo que todo o foguete Atlas 6 usado para colocar o astronauta John Glenn em órbita em 1962.
Após o adiamento para o dia seguinte, em 5 de dezembro foi feito o lançamento da espaçonave, às 07:03, hora local de Cabo Kennedy, sem tripulação, para o teste que consistiu em realizar duas órbitas em volta da Terra, uma delas a mais de 5,8 mil km de distância, dentro do Cinturão de Van Allen, testar equipamento críticos de segurança, fazer análises das estruturas da nave e retornar pousando no oceano.[24] Apesar de não levar tripulantes, a Orion levou ao espaço amostras do solo lunar, partes de um fóssil de dinossauro e uma gravação do movimento “Marte” da obra de Gustav Holst, “Os Planetas”.
Depois de cumprir o planejado, num voo de cerca de 4h30min, a cápsula pousou no Oceano Pacífico, 1000 km a oeste de San Diego, às 08:29, hora local, onde foi recolhida do oceano pelas equipes de resgate da NASA e da Marinha, a bordo do navio de apoio USS Anchorage. A agência espacial informou que a nave funcionou quase à perfeição e que pousou no mar apenas uma milha fora do ponto previsto.

14.065 – NASA conclui cápsula Orion que levará tripulação à Lua até 2022


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Após 50 anos da primeira vez que o homem pisou na Lua, a NASA se prepara para fazer uma segunda viagem: em um evento de comemoração à missão Apollo 11, o vice-presidente norte-americano Mike Pence anunciou a conclusão da construção da cápsula espacial Orion.
“Orion é uma nova classe, projetada exclusivamente para voos espaciais de longa duração, que devolverão os astronautas à Lua e, eventualmente, levarão os primeiros humanos a Marte e os trarão de volta em segurança”, disse a vice-presidente e gerente geral de Espaço Civil Comercial da Lockheed Martin, empresa responsável pela construção da cápsula, Lisa Callahan.
A sua primeira missão será chamada de Artemis 1 e não vai contar com tripulação. A cápsula será enviada para orbitar a Lua a fim de testar os sistemas e analisar caminhos que levem até Marte. O gerente do programa Orion da Lockheed Martin, Mike Hawes, afirmou que os testes devem assegurar a viagem de pessoas à Lua até 2022 — quando a primeira mulher deve ir à Lua.
“O voo Artemis 1 testará o design e a mão-de-obra da cápsula e seu módulo de serviço durante a missão de três semanas ao redor da Lua. Estamos entusiasmados com essa missão, pois ela prepara o caminho para a primeira missão tripulada em 2022. Artemis 2.”, explicou.
Além da Lockheed Martin, a NASA fez parcerias com outras empresas, inclusive de diferentes países, para ampliar a qualidade do projeto e dividir custos. A Agência garante o estabelecimento da presença humana sustentável na Lua até 2028.

14.055 – De Olho no Eclipse – Eclipse total do Sol é festejado no Chile e na Argentina


eclipse
Da região de La Serena, no Chile , até a província de San Juan, na Argentina , centenas de milhares de pessoas acompanharam na tarde desta terça-feira o eclipse total do Sol. Considerado por muitos cientistas o fenômeno astronômico do ano , o evento só foi observado em sua totalidade por aqueles que se dirigiram a uma faixa de 150 quilômetros que se estendeu sobre os dois países vizinhos. Entre jornalistas, pesquisadores e curiosos, cerca de mil convidados estavam no Observatório de La Silla , situado no topo de uma montanha chilena próxima ao deserto do Atacama, quando a Lua se colocou entre o astro e a Terra. Por cerca de dois minutos, o dia se transformou em noite e a temperatura baixou 15ºC.
Quem foi até lá se deparou com um clima favorável e livre de nuvens. Quando finalmente a sombra da Lua ocupou completamente o céu, aplausos e gritos deram lugar ao silêncio total. Coquimbo, onde La Silla se situa, conta com um dos céus mais propícios para a observação astronômica. Por conta disso, a região responde por cerca de 45% de toda a atividade mundial nesta área.
— Estar em um planalto bem acima do nível do mar, onde a pressão atmosférica é menor, favorece muito a observação — explica o brasileiro Eugênio Reis, do Observatório Nacional. — Além disso, o Atacama faz com que haja menos umidade, o que também é positivo. É claro que o governo chileno deu todos os incentivos para que os observatórios se instalassem ali, mas a localização em um planalto desértico é muito boa.
Localizado a 2.400m acima do nível do mar, La Silla foi inaugurado em 1960 e é administrado pelo Observatório Europeu do Sul. O presidente chileno Sebastián Piñera visitou o lugar antes de se dirigir ao povoado de La Hilguera para assistir ao eclipse.
— Hoje é um dia muito importante que nós esperamos por muito tempo. O Chile é a capital do mundo em matéria de astronomia. Somos os olhos e os sentidos da humanidade para observar e estudar o Universo.
Ao se dar sobre os telescópios do observatório chileno, o eclipse apresentou uma oportunidade incomum para os cientistas. Nos últimos cinquenta anos, apenas duas vezes um fenômeno semelhante pode ser observado com ajuda dos equipamentos de observatórios astronômicos: em 1961, no francês Observatoire de Haute-Provence, e em 1991, no Mauna Kea, situado no Havaí (EUA). Cientistas dos observatórios chilenos de La Silla e de Cerro Tololo pretendiam realizar experimentos que podem revelar fatos desconhecidos sobre o Sol e a coroa solar.
Os pesquisadores planejaram repetir, inclusive, um experimento feito na cidade cearense de Sobral em 1919, quando ficou provado que a força de gravidade do astro altera o caminho da luz de outras estrelas até a Terra. O fato ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade Geral proposta por Albert Einstein.
No Brasil, apenas em 2045
De acordo com a Sociedade Chilena de Astronomia, a região de Coquimbo não assistia a um eclipse desde 1592. O próximo deve acontecer por lá apenas em 2165. No Chile, autoridades estimam que entre 300.000 e 350.000 mil turistas se dirigiram à região onde foi possível acompanhar o eclipse total. Todas as vagas nos hotéis de Vicuña, La Serena e Coquimbo estavam reservadas há meses.
Na capital chilena, o fenômeno foi parcial e a lua encobriu 92% do Sol. Colégios liberaram estudantes e uma multidão se reuniu nos parques e no topo de prédios para olhar os céus. Em Buenos Aires, no entanto, o clima ruim e os arranha-céus impediram que o evento fosse observado. Além dos dois países, Brasil, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Panamá puderam ver o eclipse de maneira parcial.
O próximo eclipse total do Sol vai acontecer novamente no ano que vem, em dezembro. Ele vai passar por Argentina e Chile outra vez, além de partes da África e da Antártida. Em 2024, fenômeno semelhante se dará nos EUA, Canadá e México. Quem quiser acompanhar um evento deste porte no Brasil terá que esperar até 2045.

14.048 – Em teste o Foguete que Levará o Homem a Marte


starship
Foguete reutilizável é peça-chave nos planos da SpaceX de chegar a Marte
Ao responder uma série de perguntas de seus milhares de fãs no Twitter, Elon Musk revelou suas intenções de uma apresentação completa do Starship, o foguete reutilizável de próxima geração da SpaceX já para o final de julho de 2019. A espaçonave é peça-chave no plano da empresa para chegar a Marte.
O CEO da SpaceX também lembrou que o último teste de um de seus motores de foguete Raptor foi “bem-sucedido em geral”, apesar de um aborto, já que o objetivo era testar os limites externos de tolerância do novo motor.
Segundo Musk, a apresentação oficial de Starship da SpaceX deve ocorrer “algumas semanas após Hopper pairar”, se referindo ao teste de voo de curta duração da StarHopper. O StarHopper completou um teste limitado em abril. O próximo passo é repetir o feito sem restrições, o que está mais próximo da realidade do que nunca depois que a empresa resolveu um problema importante com a vibração do motor Raptor em uma frequência operacional específica.
O Super Heavy é o estágio superior do veículo Starship, capaz de transportar até 20 toneladas para a órbita geoestacionária da Terra, ou mais de 100 toneladas para a órbita baixa. O compartimento de carga tem nove metros, e o sistema será capaz de transportar, além de cargas, tripulações e recursos necessários em viagens de astronautas para a Lua ou para Marte.
Vários voos de teste estão previstos com o conjunto Starship-Super Heavy antes que esse primeiro voo comercial de 2021 aconteça, segundo Hofeller, que servirão para demonstrar o sistema de lançamento aos clientes em potencial, bem como para resolver quaisquer problemas que porventura possam acontecer.
Recentemente, a empresa fez um “salto” com um protótipo do Starship, que subiu alguns metros a partir do solo, e os próximos testes alcançarão altitudes mais elevadas. Eventualmente, a SpaceX poderá substituir seus atuais foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy pelo Super Heavy, ainda que a empresa provavelmente não apressará seus atuais clientes para aceitarem esta troca.

14.047 – Asteroide a Caminho da Terra?


Fonte: Portal Terra

O setor de rastreamento da Nasa informou que um asteroide de 340m de diâmetro e 55 milhões de toneladas está a caminho da Terra, com chegada prevista para 3 de outubro. O risco de cataclismo é baixo, mas caso o asteroide saia de sua rota e entre no planeta, sua força destrutiva será igual a 2.700 megatrons — para se ter ideia, a bomba de Hiroshima tinha entre 13 e 18 quilotrons.
Chamado de FT3, o asteroide será o primeiro de 165 aproximações esperadas pela Nasa entre 2019 e 2116. Com o tempo será possível determinar se as possibilidades de colisão irão aumentar ou diminuir. Caso entrasse na atmosfera terrestre, o FT3 ganharia uma velocidade de 45.500 km/h.
O asteroide é uma rocha espacial que circunda o Sol dentro do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA vem monitorando sua rota desde 2007 e diz que há 99.9999908% de chances dele não acertar à Terra.
Potencialmente, no caso da mudança de rota dias antes de uma suposta colisão, pouco poderia ser feito. “Um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”, afirma a agência.
Basta esperar e torcer para que o FT3 siga seu curso normal.

asteroide choque