9555 – Desastre Ecológico – Petroleiro Torrey Canion


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O dia 18 de março de 1967 inaugurou uma das maiores pragas ecológicas do século 20:
O petroleiro Torrey Canion bateu contra um recife e 11.900 toneladas de petróleo foram ao mar na costa inglesa. Essa foi a 1ª maré negra, como foi chamado o acidente e deixou atrás de si animais e plantas mortos. Desde então, desastres similares ocorreram em todos os mares do mundo. Segundo a ONU, acidentes no mar despejam anualmente algo em torno de 400 mil toneladas de petróleo. A esmagadora maioria de tais acidentes se devem a erros humanos. No notório caso do petroleiro Exxon Valdez, que em março de 1989 colidiu com as rochas do Canal Príncipe William, no Alasca, derramando 36 mil toneladas de petróleo. Naquele momento, o comandante estava fora dp posto, embriagado.

O Primeiro de Muitos:
Esta foi a mensagem, recebida no sábado, dia 18 de março, de 1967, anunciava o drama em torno do navio de 120.000 dwt registrado na Libéria, o petroleiro “Torrey Canyon”. Logo depois, a mensagem “PROSSIGA AGORA” estalou através do éter, o que partiu do nosso rebocador de salvamento “Utrecht”, que já levantou ferro de sua base em Mounts Bay e foi em encontro para a posição aonde estava o navio tanque. Esta operação de salvamento que, se não a mais difícil, foi certamente a mais perigosa das 600 realizados pela empresa desde sua fundação.
Algumas horas após isso o navio encalha, e instruídos pelos agentes nossa Empresa inicia a realizar o resgate, com base na abertura de um contrato com o Lloyd – não há jeito, sem remuneração, sem dinheiro, sem resgate. A ação do Capitão do Torrey Canyon em inicialmente se recusar a assinar o contrato resultou em um tempo precioso perdido.
Foi exatamente assim como narrado por um tripulante de um dos rebocadores que tentaram salvar o Torrey Canyon, este acidente iria entrar para a história, como o primeiro grande derramamento de óleo de muitos que iriam se seguir. Na época este era um dos maiores navios com 120.000 toneladas.

7494 – Acidente Ecológico – Derramamento de Óleo


O petroleiro grego Prestige derramou cerca de 77 mil toneladas de óleo na costa da Espanha, trouxe o assunto novamente às primeiras páginas da imprensa internacional.
Porém, esse não é um caso isolado: os acidentes com navios transportando petróleo têm se repetido e provavelmente vão continuar acontecendo. O Instituto Worldwatch, uma das mais respeitadas instituições de diagnóstico ambiental do planeta, estima que desde o naufrágio do Exxon Valdez, em 1989 – o maior ocorrido em toda a história , já foram derramadas mais 1,1 milhão de toneladas de óleo nos mares. Ou 30 vezes o que o Valdez derramou.
As embarcações são dotadas de um casco interno e outro externo. Caso haja uma colisão com recifes, por exemplo, o dano ficaria limitado ao casco externo, preservando-se o interno, que contém o petróleo.
Hoje, a frota de petroleiros no mundo soma 7 320 navios. Desses, 5 243 têm cascos simples e apenas 2 077 apresentam casco duplo. Os Estados Unidos proibiram, em 1989, o acesso de petroleiros de casco simples a seus portos. Agora, com o caso do Prestige, a União Européia também deve adotar regulamentação semelhante.
Mas regras e acordos parecem não estar funcionando. Desde 1948, quando foi criada a Organização Marítima Internacional, mais de 40 convenções e tratados internacionais foram assinadas. Entre eles, há acordos para o reforço dos cascos e a revisão de rotas que se aproximem de hábitats mais sensíveis.
A fiscalização continua sendo um problema. Em parte, causado pelas bandeiras de aluguel. Os navios destinados ao transporte de alto risco em sua maioria são registrados na Libéria, Bahamas, Malta e Panamá, países onde as regras sobre acidentes marinhos são frouxas e os governos não cumprem os tratados internacionais. Eles representam grande parte da frota mundial e têm clientes garantidos, pois oferecem fretes mais baratos.
solução radical: a substituição do petróleo por outras fontes de energia, renováveis. O problema é que, hoje em dia, essas fontes são consideradas muito caras. “O custo do petróleo não inclui o custo ambiental de acidentes como o da Galícia. Se incluísse, chegaríamos à conclusão de que energias renováveis são, na verdade, mais baratas”, diz Marcelo do Greenpeace.

Grandes acidentes e os danos que causaram
Galícia, 2002
Prestige 77 mil toneladas de óleo
O óleo atingiu as praias da Galícia, na Espanha, e ilhas do oceano Atlântico
Ainda não se contabilizaram os efeitos da tragédia, que se estende por dezenas de quilômetros da costa espanhola. Estima-se que mais de 50 mil aves já morreram por causa do desastre
O óleo não foi retirado do navio antes de afundar; foram feitas tentativas de bloquear o óleo, com material absorvente, antes que chegasse às praias; equipes trabalham na limpeza das praias e no resgate de animais.

África do Sul, 2002
Jolly Rubino 1,3 mil tonelada de petróleo
Após um incêndio, o vazamento atingiu uma reserva natural considerada patrimônio da humanidade pela ONU
O navio foi rebocado para o alto-mar e grande parte do óleo foi salvo a tempo
O óleo atingiu o estuário que liga ao principal lago do parque St. Lucia Wetlands. O diretor de conservação do parque, Richard Penn Sawers, diz que os efeitos ambientais do vazamento ainda são incertos.

Equador, 2001
Jessica 700 mil litros de combustível
O arquipélago de Galápagos é patrimônio natural da humanidade da Unesco e tem dezenas de espécies que só vivem ali. Mais de 60% da população de iguanas foi morta, em algumas ilhas.
Parte do óleo foi retirada do navio antes de afundar; foi usado material absorvente para recolher o óleo do mar; foram resgatados animais em situação de risco e uma grande operação de limpeza das praias
Não há estimativas de recuperação.

LOCAL E DATA – Alasca, 1989
Exxon Valdez 50 mil toneladas óleo (ou 40 milhões de litros)
O óleo atingiu áreas virgens e biologicamente ricas, matando milhares de espécies de animais, peixes e vegetais
Foram mobilizados milhares de homens para a limpeza das praias, mas há sinais de que alguns métodos usados, como a lavagem das praias com água quente, também são prejudiciais ao ecossistema
13 anos após o acidente ainda há sinais de óleo em algumas praias e parte do produto se depositou subterraneamente; as espécies atingidas ainda não recuperaram sua população original.

exxon valdez

5206 – Ecologia – Vazamento de Óleo


Esqueça explicações complicadas – a equipe de segurança ambiental da estatal demonstrou, simplesmente, não ter consciência dos riscos nem ter sido treinada para enfrentá-los. Os dutos da refinaria eram vigiados por câmeras de TV que, segundo Délcio Rodrigues, diretor Greenpeace, eram monitorados apenas de 2 em 2 horas. “Tanto que a quantidade de óleo que escapou, 4 milhões de litros, é exatamente o volume que corre pelos tubos em 2 horas, tempo entre uma checagem e outra do encarregado.
A Petrobras nega, dizendo que o monitoramento é permanente, contando, além da TV, com um sistema de alarme automático que dispara quando há vazamento. “Se houve erro, coube ao encarregado de vigiar as telas de TV. Quanto ao alarme, ou não tocou, por falha técnica, ou não foi ouvido. A empresa reconhece, porém, que o óleo vazou durante 2 horas sem que fosse tomada uma providência capaz de impedir o desastre, ou pelo menos de reduzir o seu impacto. Além disso, as bóias atravessadas sobre o rio para conter a mancha não tinham como funcionar, porque a corrente no local – de 30 a 40 quilômetros por hora – empurra o óleo por cima do bloqueio, mais cedo ou mais tarde.
Os especialistas afirmam que essas bóias, em vez de barrar, deveriam ser usadas para desviar a sujeira para a margem. Aliás, essa foi a solução adotada pela empresa quando já era tarde demais. A Petrobras alega que conteve o óleo onde foi possível, a 44 quilômetros da refinaria. O que muitos consideram uma mancha grande demais. A empresa afirma que a limpeza da poluição e a recuperação do ambiente levarão pelo menos um ano – prazo que os ambientalistas acham que será de 48 meses.
Local do vazamento: Paraná

4666 – Vazamento de Óleo – Prejuízo da Chevron Já chega a US$ 40 milhões


A Chevron vai amargar um prejuízo de pelo menos US$ 40 milhões com o fechamento do poço responsável pelo vazamento de petróleo no campo de Frade, na bacia de Campos, no norte do Rio.
O valor, estimado pela empresa, é baseado principalmente no que foi gasto com a perfuração do poço, iniciada há quase um mês, até o acidente do último dia 7, que fez com que a Chevron abandonasse o trabalho e iniciasse a cimentação da área.
A empresa gastava, diariamente, cerca de R$ 800 mil com o aluguel da sonda Sedco 706, que pertence à Transocean. A locação do equipamento é o item mais caro no processo de perfuração.
As perdas da petroleira não param por aí. Desde o acidente no poço, o valor de mercado despenca.
Segundo a consultoria Economática, desde o dia 8 a Chevron teve desvalorização de US$ 30 bilhões -o valor de mercado (soma do preços das ações n Bolsa) caiu de US$ 216,8 bilhões para US$ 186,7 bilhões na última quarta-feira (ontem foi feriado de Ação de Graças nos EUA).
A conta dos prejuízos da petroleira Chevron com o vazamento aumenta quando se incluem as punições que foram aplicadas pelas autoridades brasileiras.
O Ibama multou a petroleira em R$ 50 milhões e pode cobrar mais R$ 10 milhões, caso seja comprovado que a empresa não deu a resposta devida ao acidente.
A ANP autuou a empresa por falhas técnicas na perfuração do poço e por negligência no combate ao vazamento de óleo no mar.
O valor ainda não foi estimado, mas pode chegar a R$ 100 milhões.
O governo do Rio vai entrar com ação civil pública cobrando mais R$ 100 milhões para reparações ambientais em razão do acidente.
Além disso, a ANP decidiu proibir a empresa de perfurar no país até que todas as questões relativas ao acidente estejam esclarecidas.
A medida da agência tem pouco valor prático, já que a própria petroleira tinha decidido suspender as perfurações na área de Frade logo após o vazamento.
A medida da ANP não atinge os poços já em produção -a perfuração é uma fase anterior do processo.
Os 11 poços da empresa em atividade na região produzem, em média, 80 mil barris de petróleo e gás por dia.
Em audiência pública na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), o supervisor de meio ambiente da Chevron Brasil, Luiz Pimenta, negou ontem que tenha editado as imagens do vazamento para mascarar a gravidade do problema.
A empresa entregou ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente) 11 DVDs com as filmagens feitas desde o início do acidente.

2719-Mega Ecologia: Começa resgate de pinguins ameaçados por petróleo na ilha


Tristão da Cunha, a ilha vulcânica, local do derramamento de óleo

Um resgate a toque de caixa tenta salvar mais de 20 mil pinguins ameaçados por um derramamento de petróleo na ilha britânica de Tristão da Cunha, depois que um cargueiro ficou encalhado.
Pinguins penacho-amarelo cobertos de óleo começaram a ser recolhidos e retirados na quinta-feira para um galpão. Lá eles recebem tratamento, limpeza e, posteriormente, voltam ao seu habitat. Quinhentos já foram salvos.
O fluido especial para a limpeza dos animais precisa, entretanto, ser reposto porque está acabando. Um segundo navio deve sair da Cidade do Cabo e fazer uma viagem de vários dias, de 2.800 quilômetros, até o local.
O MS Oliva ficou encalhado na ilha de Nightingale no último dia 16. A tripulação, formada por um capitão grego e uma equipe de 21 filipinos, foi resgatada com segurança. Mas a embarcação se rompeu, dividindo-se em duas partes, e derramou o óleo.
“Infelizmente, as aves não podem ser alimentadas até que o navio da África do Sul chegue com o abastecimento de peixe congelado, junto com uma equipe de limpeza especializada e outros suprimentos”, afirmou John Cooper do conselho de conservação de aves da Austrália.
“As informações sobre esse segundo navio e a data de sua chegada ainda são aguardadas”, disse em comunicado.
O arquipélago é habitat da maior parte dos pinguins penacho-amarelo existentes no mundo.
Tristão e Cunha é uma ilha vulcânica com 263 residentes britânicos descritos como a comunidade mais isolada do mundo, mas conta com hotéis, aeroporto, clubes noturnos e restaurantes.

2270-Mega Memória -O Golfo em Chamas


Capa da Super com a matéria em 1991

Em permanente operação, a uma altitude de 330 mil km, uma dúzia de satélites de diversos tipos e habilidades constituiu uma força formidável e talvez imprescindível para a vitória dos EUA na guerra contra o Iraque. Mais de 500 poços de petróleo foram incendiados pelo líder iraquiano naquela ocasião e antes mesmo que a guerra terminasse, os sensores térmicos do satélite Landsat passaram a registrar incêndios medindo a intensidade do calor e identificando os poços onde as chamas estavam ou não sobre controle, assim foi possível apagar 175 incêndios. Inicialmente, muitos pesquisadores recearam que a fumaça do incêndio alcançasse a estratosfera, acima de 10 mil metros de altitude, formando uma sombra colossal capaz de diminuir a temperatura no mundo, mas os rolos de fumaça não subiram o suficiente. Também, o derramamento de óleo não entupiu as instalações das usinas de dessalinização,onde se encontrava boa parte do suprimento de água potável do país. A água oleosa armazenada em gigantescas piscinas, escavadas na areia, poderia ter se transformado numa bomba relógio ecológica, ao infiltrar-se e contaminar os lençóis subterrâneos.

Mega Memória – Explosão na Plataforma de Petróleo


A Petrobrás sabia da ocorrência de problemas operacionais na plataforma P36, nada fez. Tal plataforma nasceu no estaleiro italiano Fincatieri para ser uma plataforma de perfuração de poços de petróleo no limite de 500 metros de profundidade. Foi transformada em plataforma de produção com o triplo da capacidade. Os trabalhadores alertaram sobre o aumento da pressão no sistema de ventilação interna. Quando o sistema está com problema, os gases não são expelidos totalmente, o que provoca superaquecimento dos dutos. O alerta foi repetido por 3 dias seguidos. Na madrugado do 4° dia ocorreram 3explosões. A plataforma afundou 6 dias depois, tragando os corpos de 11 mortos. Os engenheiros ficaram perplexos com a inclinação da plataforma de cerca de 30° em relação ao nível do mar, a partir da explosão. Durante a tentativa de reequlibrar a P36 com aplicações de nitrogênio, observou-se que as placas metálicas não suportaram a pressão do gás injetado nos tanques de flutuação. A maior plataforma de petróleo do mundo, desapareceu em minutos no oceano, carragando 9 homens e meio bilhão de dólares, como se o gigante não passasse de um brinquedo.