14.348 – Música – Da Escandinávia para o Mundo – Ace Of Base


Ace of Base
Os Sucessores do Abba

Uma banda dance e pop da Suécia constituída por Ulf Gunnar Ekberg (Buddha), e os irmãos Jonas Berggren (Joker), Malin Sofia Katarina Berggren (Linn) e Jenny Cecilia Berggren. Muitas vezes são comparados com o ABBA, outra banda do mesmo país. Ace Of Base é considerado um dos maiores fenômenos da música européia e também mundial em todos os tempos.
A história da banda teve início quando os três irmãos Jonas, Jenny e Linn Berggren formaram uma banda chamada “Tech Noir”. Jonas conheceu o Ulf Ekberg e juntos começaram a compor e produzir músicas, criando assim o Ace of Base.

Após gravar uma fita demo, onde entre outras estava “All That She Wants”, eles foram para Estocolmo procurar pelas grandes Gravadoras. Nenhuma delas se mostrou interessada (Jonas ainda se lembra de alguém falando que as músicas eram “Obvias demais, simples demais”). O próximo passo foi Copenhaga, onde a Mega Records imediatamente viu que eles tinham potencial e adorou o estilo pop-reggae das músicas.
O primeiro single do Ace of Base foi “Wheel of Fortune”, seguido então pelo conhecidíssimo hit “All That She Wants”. “The Sign” e “Don’t Turn Around” também se tornaram sucessos internacionais.
A banda primeiramente teve sucesso na Dinamarca, depois Alemanha, o resto da Europa, Ásia, antes de conquistar a América.
No total, o primeiro álbum, chamado Happy Nation, vendeu 23 milhões de cópias e mantém a marca de Album de Estréia Mais Vendido no Guiness Book. Além de alcançar vários prémios, como seis WMA, três Billboard Awards, três America Music Awards, vários Grammy Awards da Europa e duas nomeações ao Grammy.
Em 1994 gravaram aquele que seria o melhor house single da década de 1990, Living Danger

14.346 – Cinema – Marvel vem com Filme do Príncipe Namor


Namor, o Príncipe Submarino, um dos personagens mais clássicos do Universo Marvel, teve seus direitos cinematográficos devolvidos à Marvel Studios depois de anos sem uso. Vários estúdios tentaram criar um projeto em que o Rei de Atlantis fosse o personagem principal, mas nem mesmo o sucesso de Homem de Ferro em 2008 e todas as produções futuras foram suficientes para que algo saísse do papel. Agora, ele volta para as mãos de quem mais acerta com as produções baseadas nos quadrinhos da editora e deve ganhar espaço em algum filme nos próximos anos. Mas quem é Namor e como introduzi-lo nas telonas?
O Príncipe Submarino é um personagem criado antes mesmo da editora ter o nome atual, em 1939. Ele teve grandes participações nas histórias do Capitão América referentes à Segunda Guerra Mundial e considera o bandeiroso um dos poucos amigos de verdade da superfície. Filho de um humano e de uma atlante, o híbrido desenvolveu as habilidades aquáticas da espécie e ainda herdou dons mutantes, como o voo, por meio de pequenas asas em seus tornozelos, força, velocidade e resistência sobre-humana.
Namor foi de herói a vilão durante vários períodos da Marvel, algo que é mantido até hoje. Como o monarca de Atlantis tem como objetivo principal defender os direitos de seu povo, ele entrou em conflito com diversos personagens e faz alianças sempre que considerou necessário para defender seu reino. Ele ainda foi bastante influente em várias histórias do Quarteto Fantástico, ainda mais por ter se apaixonado por Sue Storm, a Mulher Invisível. A personalidade dele é marcada pelos traços de arrogância, liderança e força.
Como a Marvel Studios não pode usar o conceito “mutante” em suas produções, o personagem deve ser introduzido apenas como um homem com poderes aquáticos. Outro ponto que complica a criação de background de Namor é a ausência do Quarteto Fantástico nas mãos da Marvel Studios, algo que pode fazer com que a empresa tente novos acordos com a Fox para ter novamente a família Richards em seu domínio, assim como fez nos acertos com a Sony pelo Homem-Aranha.
Namor e Pantera Negra são considerados grandes rivais no Universo Marvel nos últimos anos, já que divergem em vários assuntos que precisam decidir no grupo Illuminati. O conflito entre os dois fez com que seus povos entrassem em confronto, principalmente depois que Namor, sob os poderes da Força Fênix, inundou parte de Wakanda. Talvez, aproveitar o longa do rei wakandiano para introduzir o Príncipe Submarino seja a melhor ideia, principalmente se conseguir antecipar a aceitação do Aquaman pelo público.

Namor
Namor é um grande personagem e deve entrar nos planos da Marvel Studios muito em breve, principalmente após os roteiristas de Capitão América: Guerra Civil terem confessado interesse de incluir o herói no filme. O presidente do estúdio Kevin Feige já deve começar a planejar o futuro do atlante nas telonas, que, pelo menos, deve fazer alguma participação nos próximos longas dos Vingadores.
Um Pouco Mais
Estreando no início de 1939, o personagem foi criado pelo escritor-desenhista Bill Everett para Funnies Inc., um dos primeiros estúdios a produzir quadrinhos por demanda. Inicialmente criado para a revista Motion Picture Funnies Weekly, o personagem foi publicado pela primeira vez na revista Marvel Comics # 1 (outubro de 1939).
Suas origens estão relacionadas à lendária Atlântida. Namor é filho da princesa Fen — herdeira direta do trono de Atlântida, e filha do Imperador Thakorr — e do norte-americano Leonard McKenzie. A espécie humanóide da qual Namor pertence é chamada de Homo mermanus”. Como características principais, têm a capacidade de (somente) respiração submarina, pele azul e olhos escuros. A mãe de Namor, mulher linda e impetuosa, subiu à superfície para investigar explosões que ocorriam à capital de Atlântida. Nesse ínterim, conheceu o capitão McKenzie e se apaixonaram. Após o ‘affair’, ela voltou ao trono grávida. Na Atlântida nasceu Namor – que em língua atlante – significa “o filho vingador”. Ele nasceu branco como o pai, com olhos claros que variam entre o azul e o verde. Seus cabelos são pretos (como os do pai e da mãe); tem aproximadamente 1,85m, corpo esguio e apêndices nos calcanhares que assemelham-se às asas de aves.
O personagem foi recuperado anos mais tarde por Stan Lee e Jack Kirby, nas histórias do Quarteto Fantástico, responsável pela volta do gênero na editora. Seu retorno aconteceu no número 4 da revista Fantastic Four (maio de 1962), e para justificar sua ausência editorial, argumentou-se que ele tinha perdido a memória e que ele acreditava ser um andarilho, até o Tocha Humana (não o personagem original, mas o membro do Quarteto Fantástico) encontrá-lo e jogá-lo ao mar, recuperando assim a sua memória e poder.
Namor também foi responsável pela reintrodução do Capitão América no universo Marvel, batendo no gelo do Pólo Norte e revelando um pedaço de gelo em que o Capitão América foi congelado.
Atuou diretamente com os Vingadores, Quarteto Fantástico, Invasores, Esquadrão Vitorioso, Defensores, X-Men, e Illuminati.
Por causa de sua herança genética incomum, Namor é único entre ambos os seres humanos comuns e atlantes; ele é por vezes referido como “o primeiro mutante da Marvel”, porque, embora a maioria de seus poderes sobre-humanos observados vêm do fato de que ele é um híbrido de ADN humano e atlante, a sua capacidade de voar não pode ser explicado por nenhum dos lados (atlantes são uma ramificação da humanidade “linha de base”); no entanto, em termos de cronologia em continuidade, havia muitos mutantes existentes antes Namor. Namor possui uma fisiologia completamente anfíbio adequado para pressões extremas submarinos, força sobre-humana, velocidade, agilidade, durabilidade, voo, e longevidade. Namor tem a capacidade de sobreviver debaixo d’água por períodos indefinidos, e visão especialmente desenvolvido que lhe dá a capacidade de ver claramente nas profundezas do oceano.

Origem
No período que antecede a Segunda Guerra Mundial, o navio de exploradores “Oracle” viajava próximo à Antártida e detonou cargas explosivas no fundo do oceano para conseguir abrir espaço para a embarcação passar com segurança. Influenciado por um vilão chamado Paul Destino, o “Oracle” procurava os restos de uma antiga civilização.
Sem saber, no entanto, a equipe do navio estava destruindo com seus explosivos uma imensa cidade onde viviam os atlantes, uma espécie de homens do fundo do mar.
O imperador daquele mundo, rei Thakorr, ordenou então à sua filha, Fen, que fosse com um grupo de guerra à superfície descobrir o que estava acontecendo. Fen, porém, decidiu ir sozinha e usando uma poção que lhe permitia respirar ar, subiu ao navio, deixando a tripulação encantada com sua beleza.

Para investigar melhor, a princesa decidiu permanecer no navio aprendendo a cultura e a língua daqueles homens, ao mesmo tempo em que tentava impedir novas detonações, mas acabou se apaixonando pelo capitão, Leonard McKenzie. Os dois se casaram no navio e logo depois McKenzie descobriu a cidade perdida (Lemúria) que procurava (por sinal, criada por outro povo submarino, os Lemurenses), mas Paul Destino ficou louco ao encontrar na cidade uma relíquia maligna, o Capacete do Poder, e incidentalmente acabou com Atlântida.
McKenzie conseguiu voltar para o navio que, no exato momento em que ele chegou e abraçava Fen, foi atacado por soldados do pai dela, que acreditavam que a princesa havia sido raptada. O comandante foi gravemente ferido em frente à esposa (ela acreditou que ele havia morrido).
A cidade começou a ser reconstruída e Fen descobriu que estava grávida: tempos depois, nasceria Namor. O nome, por sinal, significa “filho vingador” na língua atlante.
A única criatura que se parecia com ele era uma prima, Aquaria, apelidada pelo pai como “Namora” por ser fisicamente parecida com Namor (também ela era fruto de uma relação interracial do povo submarino e os da superfície), que mais tarde se tornaria mãe de Namorita (o pai era um atlante chamado Maritanis). Namor cresceu e viveu aventuras submarinas (que envolviam tentativas políticas de tomada de poder) durante um bom tempo, quase sem contato com as pessoas da superfície, que considerava verdadeiros demônios pelo que faziam com o mar e por ouvir lendas dos demais atlantes.
Quando começou a Segunda Guerra Mundial, no entanto, combates entre navios causaram novos estragos em Atlântida e o herói foi enviado pelo imperador, seu avô, para se vingar. O herdeiro do mar começa sua vingança em Manhattan, onde acaba enfrentando o Tocha Humana original. Até que uma agente especial do exército chamada Betty Dean é enviada para capturá-lo. Ela finge estar se afogando e tenta usar uma arma contra o intruso quando este a resgata. Ele a desarma, mas fica admirado com a coragem da moça, da qual se torna amigo e, eventualmente, amante. Namor é então convencido de que os vilões de verdade são os nazistas e se une ao Tocha, Capitão América e a outros heróis da época na luta contra Hitler.
Em 1946, ao lado de Capitão América, Bucky, Tocha Humana, Ciclone e Miss América, integrou o “Esquadrão Vitorioso” (All-Winners Squad no original).
Namor foi reintroduzido por Stan Lee no Universo Marvel novamente como vilão do Quarteto Fantástico (na revista The Fantastic Four # 4) e, depois, dos Vingadores.

Depois de lutar na II Guerra Mundial contra os nazistas, Namor perde a memória e vaga pelo mundo da superfície como um mendigo. Ao ser visto pelo Tocha Humana ele é reconhecido. Logo em seguida o jovem super herói o ajuda a se recuperar. Ao se lembrar de seu reino, a lendária Atlântida, Namor mergulha até o local onde ficava a cidade, mas só encontra ruínas. Culpando os seres da superfície, Namor jura vingança, mas seus ataques são rechaçados pelo Quarteto Fantástico e pelos Vingadores. Mais tarde, Namor reencontra seu povo, que havia se tornado nômade.
Namor teve um segmento em The Marvel Super Heroes nos anos 60.

14.343 – Cinema – Charles Chaplin


Charles-chaplin_1920
Sir Charles Spencer Chaplin KBE (Inglaterra, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977) foi um ator, diretor, compositor, roteirista, produtor e editor britânico. Chaplin foi um dos atores da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. É bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.
Influenciado pelo trabalho dos antecessores – o comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith Luís e Auguste Lumière – e compartilhando o trabalho com Douglas Fairbanks e Mary Pickford, foi influenciado pela mímica, pantomima e o gênero pastelão e influenciou uma enorme equipe de comediantes e cineastas como Federico Fellini, Os Três Patetas, Peter Sellers, Milton Berle, Marcel Marceau, Jacques Tati, Rowan Atkinson, Johnny Depp, Michael Jackson, Sacha Baron Cohen, Harold Lloyd, Buster Keaton, Roberto Gomes Bolaños (o “Chaves”), Renato Aragão (o “Didi Mocó”) e outros diretores e comediantes. É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos “pais do cinema”, junto com os Irmãos Lumière, Georges Méliès e D.W. Griffith.
Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido como Carlitos ou “O Vagabundo” no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e – sua marca pessoal – um pequeno bigode-de-broxa.
Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.
Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).
A primeira turnê de Chaplin aos Estados Unidos com o trupe de Fred Karno ocorreu durante 1910 até 1912. Após cinco meses de volta na Inglaterra, ele retorna aos Estados Unidos em uma segunda turnê com o trupe de Karno, chegando novamente nos Estados Unidos em 2 de outubro de 1912. Na Companhia de Karno estava Arthur Stanley Jefferson, que posteriormente ficaria conhecido como Stan Laurel. Chaplin e Laurel dividiam um quarto em uma pensão. Stan Laurel retornou à Inglaterra, mas Chaplin manteve-se nos Estados Unidos. No final de 1913, a atuação de Chaplin foi eventualmente vista por Mack Sennett, Mabel Normand, Minta Durfee e Fatty Arbuckle. Sennett o contratou para seu estúdio, a Keystone Film Company, pois precisavam de um substituto para Ford Sterling.
Foi no estúdio Keystone onde Chaplin desenvolveu seu principal e mais conhecido personagem: O Vagabundo (conhecido como Charlot na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, Carlitos no Brasil e na Argentina, e Der Vagabund na Alemanha). O Vagabundo é um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro; aparece sempre vestindo um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, e um chapéu-coco; carrega uma bengala de bambu; e possui um pequeno bigode-de-broxa. O público viu o personagem pela primeira vez no segundo filme de Chaplin, Kid Auto Races at Venice, lançado em 7 de fevereiro de 1914. No entanto, ele já havia criado o visual do personagem para o filme Mabel’s Strange Predicament, produzido alguns dias antes, porém lançado mais tarde, em 9 de fevereiro de 1914.
Visto que grupos de imigrantes chegavam constantemente na América, os filmes mudos foram capazes de atravessar todas as barreiras de linguagem, sendo compreendidos por todos os níveis da Torre de Babel americana, simplesmente devido ao fato de serem mudos. Nesse contexto, Chaplin foi emergindo e tornando-se o exponente máximo do cinema mudo.
Em 1919, Chaplin co-fundou a distribuidora United Artists junto com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, todos tentando escapar da crescente consolidação de poder dos distribuidores e financiadores de filmes durante o desenvolvimento de Hollywood. Este movimento, junto com o controle total da produção de seus filmes no seu próprio estúdio, assegurou a independência de Chaplin como cineasta. Ele trabalhou na administração da UA até o início da década de 1950. Todos os filmes de Chaplin distribuídos pela United Artists foram de longa-metragem, começando com o drama atípico A Woman of Paris (1923), em que Chaplin fez uma pequena ponta. A Woman of Paris foi seguido pelas clássicas comédias The Gold Rush (1925) e O Circo (1928).
Apesar dos filmes “falados” tornarem-se o modelo dominante logo após serem introduzidos em 1927, Chaplin resistiu a fazer um filme assim durante toda a década de 1930. Ele considerava o cinema uma arte essencialmente pantomímica.
Durante o avanço dos filmes sonoros, Chaplin produziu Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1936) antes de se converter ao cinema “falado”. Esses filmes foram essencialmente mudos, porém possuíam música sincronizada e efeitos sonoros. Indiscutivelmente, Luzes da Cidade contém o mais perfeito equilíbrio entre comédia e sentimentalismo. Em relação à última cena, o crítico James Agee escreveu na revista Life em 1949 que foi a “melhor atuação já registrada em celulóide”. Apesar de Tempos Modernos ser um filme mudo, ele contém falas — geralmente provenientes de objetos inanimados, como rádios ou monitores de televisão. Isto foi feito para ajudar o público da década de 1930, que já estava fora do hábito de assistir a filmes mudos. Além disso, Tempos Modernos foi o primeiro filme em que a voz de Chaplin é ouvida (no final do filme, a canção “Smile”, composta e cantada pelo próprio Chaplin num dueto com Paulette Goddard). No entanto, para a maioria dos espectadores, este ainda é considerado um filme mudo — e o fim de uma era.
O primeiro filme falado de Chaplin, O Grande Ditador (1940), foi um ato de rebeldia contra o ditador alemão Adolf Hitler e o nazismo, e foi lançado nos Estados Unidos um ano antes do país abandonar sua política de neutralidade e entrar na Segunda Guerra Mundial. Chaplin interpretou o papel de Adenoid Hynkel, ditador da “Tomânia”, claramente baseado em Hitler e, atuando em um papel duplo, também interpretou um barbeiro judeu perseguido frequentemente por nazistas, o qual é fisicamente semelhante ao Vagabundo. O filme também contou com a participação do comediante Jack Oakie no papel de Benzino Napaloni, ditador da “Bactéria”, uma sátira do ditador italiano Benito Mussolini e do fascismo; e de Paulette Goddard, no papel de uma mulher no gueto. O filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época, tanto pela sua ridicularização do nazismo quanto pela representação de personagens judeus ostensivos e de sua perseguição. Adicionalmente, O Grande Ditador foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Chaplin), Melhor Ator Coadjuvante (Oakie), Melhor Trilha Sonora (Meredith Willson) e Melhor Roteiro Original (Chaplin).

Técnicas de filmagem
Chaplin nunca explicou detalhadamente seus métodos de filmagem, alegando que tal coisa seria o mesmo que um mágico revelar seus truques. Na verdade, antes dele produzir filmes falados, começando com O Grande Ditador em 1940, Chaplin nunca começou a filmar a partir de um roteiro completo. O método que ele desenvolveu, visto que seu contrato com o Essanay Studios deu-lhe a liberdade de roteirizar e dirigir seus filmes, foi a partir de uma vaga premissa – por exemplo, “Carlitos entra em um spa” ou “Carlitos trabalha em uma loja de penhores”. Chaplin tinha cenários já construídos e trabalhava com seu elenco estático para improvisar piadas em torno das premissas, quase sempre pondo as ideias em prática na hora das filmagens. Enquanto algumas ideias eram aceitas e outras rejeitadas, uma estrutura narrativa começava a emergir, muitas vezes exigindo que Chaplin refilmasse uma cena já concluída que poderia ir contra o enredo.
Chaplin ficou conhecido por sua versatilidade nas artes, sendo que em Luzes da Ribalta, foi diretor, produtor, financiador, roteirista, músico, cinematógrafo, regente de orquestra e ator.
Alguns temas musicais de seus filmes como os de O Garoto, Luzes da Cidade, Tempos Modernos e Luzes da Ribalta são inesquecíveis. Ele era ator, músico, cineasta, produtor, empresário, escritor, poeta, dançarino, coreógrafo, humorista, mímico e regente de orquestra.
Durante a era de macarthismo, Chaplin foi acusado de “atividades anti-americanas” como um suposto comunista, e J. Edgar Hoover, que instruíra o FBI a manter extensos arquivos secretos sobre ele, tentou acabar com sua residência nos Estados Unidos. A pressão do FBI sobre Chaplin cresceu após sua campanha para uma segunda frente europeia na Segunda Guerra Mundial em 1942, e alcançou um nível crítico no final da década de 1940, quando ele lançou o filme de humor negro Monsieur Verdoux (1947), considerado uma crítica ao capitalismo. O filme foi mal recebido e boicotado em várias cidades dos Estados Unidos, obtendo, no entanto, um êxito maior na Europa, especialmente na França. Naquela época, o Congresso ameaçou chamá-lo para um interrogatório público. Isso nunca foi feito, provavelmente devido à possibilidade de Chaplin satirizar os investigadores.
Os últimos dois filmes de Chaplin foram produzidos em Londres: A King in New York (1957) no qual ele atuou, escreveu, dirigiu e produziu; e A Countess from Hong Kong (1967), que ele dirigiu, produziu e escreveu. O último filme foi estrelado por Sophia Loren e Marlon Brando, e Chaplin fez uma pequena ponta no papel de mordomo, sendo esta a sua última aparição nas telas. Ele também compôs a trilha sonora de ambos os filmes, assim como a canção-tema de A Countess from Hong Kong, “This is My Song”, cantada por Petula Clark, chegando a ser a canção mais popular do Reino Unido na época do lançamento do filme. Chaplin também produziu The Chaplin Revue, uma compilação de três filmes feitos durante seu período de parceria com a First National: A Dog’s Life (1918), Shoulder Arms (1918) e The Pilgrim (1923), para os quais ele compôs a trilha sonora e gravou uma narração introdutória. Adicionalmente, Chaplin escreveu sua autobiografia entre 1959 e 1963, intitulada Minha Vida, sendo publicada em 1964. Chaplin planejara um filme intitulado The Freak, que seria estrelado por sua filha, Victoria, no papel de um anjo. Segundo Chaplin, ele havia concluído o roteiro em 1969 e foram feitos alguns ensaios de pré-produção, mas foram interrompidos quando Victoria se casou. Além disso, sua saúde declinou constantemente na década de 1970, prejudicando todas as esperanças do filme ser produzido.
Morte
Túmulos de Chaplin (à direita) e Oona O’Neill no Cemitério de Coursier-Sur-Vevey, em Vaud, Suíça.
A saúde de Chaplin começou a declinar lentamente no final da década de 1960, após a conclusão do filme A Countess from Hong Kong, e mais rapidamente após receber seu Oscar Honorário em 1972. Por volta de 1977, já tinha dificuldade para falar, e começou a usar uma cadeira de rodas. Chaplin morreu dormindo aos 88 anos de idade em consequência de um derrame cerebral, no Dia de Natal de 1977 em Corsier-sur-Vevey, Vaud, Suíça, fez-se um pequeno funeral anglicano privativo dois dias depois, como era de seus desejos, e foi enterrado no cemitério comunal.
No dia 1º de março de 1978, seu cadáver foi roubado da sepultura, com caixão e tudo, por dois imigrantes desempregados – o polonês Roman Wardas e o búlgaro Gantcho Ganev – na tentativa de extorquir dinheiro de sua viúva Oona O’Neill.
Dois meses depois, uma grande operação policial capturou os dois criminosos, o caixão foi encontrado enterrado num campo em Noville, um vilarejo próximo, perto do Lago Léman, e novamente enterrado em Corsier-sur-Vevey, mas desta vez a família mandou fazer um tampão de concreto de 6 pés (1,80 metro) de espessura protegendo o caixão do cineasta, para evitar novos problemas. No mesmo cemitério, há uma estátua de Chaplin em sua homenagem.
Em 1991, sua quarta e última esposa, Oona O’Neill, faleceu e foi sepultada ao lado do cineasta.
Em 1972, Chaplin ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme Luzes da Ribalta, de 1952, que também foi um grande sucesso. O filme foi co-estrelado por Claire Bloom e também contou com a participação de Buster Keaton, sendo esta a única vez em que os dois grandes comediantes apareceram juntos. Devido às perseguições políticas contra Chaplin, o filme não chegou a ser exibido durante uma única semana em Los Angeles quando foi originalmente lançado. Este critério de nomeação era desconsiderado até 1972.
Chaplin também foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator em O Grande Ditador em 1940, e novamente por Melhor Roteiro Original em Monsieur Verdoux em 1948. Durante seus anos ativos como cineasta, Chaplin expressava desprezo pelos Oscars; seu filho descreve que ele provocou a ira da Academia ao deixar seu Oscar de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. Isto talvez explique porque Luzes da Cidade e Tempos Modernos, considerados por várias enquetes como dois dos melhores filmes de todos os tempos, nunca foram indicados a um único Oscar.

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Relacionamentos amorosos e casamentos
Em 23 de outubro de 1918, Chaplin casou-se aos 28 anos de idade com Mildred Harris, que tinha então 16 anos. Tiveram um filho nascido deformado, que morreu três dias após o nascimento. Divorciaram-se em 1920 por conta de tudo que sofreram pelo filho.
Mais tarde, Chaplin namorou por anos Peggy Hopkins Joyce. O relacionamento que teve com Joyce inspirou Chaplin a fazer o filme Uma mulher de Paris.
Aos 35 e sozinho, apaixonou-se por Lita Grey, que tinha apenas 16 anos, durante as preparações de The Gold Rush. Mesmo ela sendo muito jovem, casaram-se em 26 de Novembro de 1924, no México, quando ela ficou grávida. Tiveram dois filhos, Charles Chaplin Júnior e Sydney. Divorciaram-se em 1926, por causa de brigas. Nessa época a fortuna de Chaplin chegou a incríveis 825 000 dólares.
Passado os anos, Chaplin casou-se secretamente aos 47 anos com Paulette Goddard, de 25 anos, em Junho de 1936. Depois de alguns anos felizes, este casamento também terminou em divórcio, em 1942, devido a problemas conjugais.
Após a separação, Chaplin namorou Joan Barry, atriz de 22 anos. Esta relação durou anos e terminou quando Barry começou a perturbá-lo, pois ele não a quis mais e ela constantemente perseguia-o com ciúmes. Em Maio de 1943, ela informou a Chaplin que estava grávida e exigiu que ele assumisse a paternidade. Ele tinha certeza que não era o pai, pois ela teve outros homens durante a separação. Então, exames comprovaram que Chaplin não era o pai, porém na época, os exames não eram muito válidos e a lei exigia que, por ele ter sido o último parceiro com quem ela apareceu em público, a lei entendia que mesmo ele não sendo o pai biológico, teria que assumir a paternidade, mesmo sem ser no cartório, e ele foi obrigado a custear as despesas da criança e se viu forçado a pagar 75 dólares por semana até que o filho completasse 21 anos.
Tempos depois, conheceu Oona O’Neill, filha do dramaturgo Eugene O’Neill. Se apaixonaram rapidamente e casaram-se em 16 de Junho de 1943. Ele tinha 54 anos enquanto ela somente 18, mas a enorme diferença de idade não influenciou em nada o bom relacionamento. Este casamento foi longo e feliz. Oona, mesmo sendo ainda muito jovem, deu oito filhos a Charlie, o que o deixou em completa felicidade. O amor era tão grande que Charlie ficou com ela até sua morte, e Oona cuidou dele no fim de sua vida.
No dia 4 de março, com 85 anos, foi nomeado Cavaleiro Comandante do Império Britânico (KBE) pela Rainha Elizabeth II. A honra foi proposta originalmente em 1931, mas não foi realizada devido à controvérsia de Chaplin não ter servido na Primeira Guerra Mundial. O título de cavaleiro foi proposto novamente em 1956, mas foi vetado pelo então governo conservador com receio de prejudicar sua relação com os Estados Unidos no auge da Guerra Fria e na invasão de Suez planejada para aquele ano.
Apesar de ser batizado pela Igreja da Inglaterra, Chaplin sempre declarou-se agnóstico. Entretanto, algumas de suas frases e pensamentos citam “Deus”, embora pelo conceito hermético, admitem-se as citações como uma metáfora aludindo à potencialidade divina de cada indivíduo – sobretudo por ter declarado publicamente em diversos momentos não seguir alguma religião.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Chaplin foi criticado pela imprensa britânica por não ter se alistado ao exército. Na verdade, ele se apresentou ao serviço militar, mas foi recusado por estar abaixo da altura e peso exigidos para alistamento. Chaplin levantou fundos substanciais durante a época de venda de bônus de guerra, não só discursando publicamente em comícios, mas também ao produzir, com seu próprio orçamento, The Bond, um filme-propaganda de comédia usado em 1918. A persistente controvérsia provavelmente impediu Chaplin de receber o título de cavaleiro em 1930.
O Vagabundo é provavelmente o personagem mais imitado em todos os níveis de entretenimento.
De 1917 a 1918, o ator de cinema mudo Billy West fez mais de 20 filmes imitando meticulosamente O Vagabundo, com maquiagem e figurino.
No filme indiano Punnagai Mannan, Kamal Haasan inspirou-se em Chaplin para construir o personagem “Chaplin Chellappa”.
Em 1985, Chaplin foi homenageado com sua imagem em um selo postal do Reino Unido, e em 1994 ele apareceu em um selo dos Estados Unidos, desenhado por caricaturista Al Hirschfeld.
Na década de 1980, a IBM produziu uma série de comerciais com um imitador de Chaplin para divulgação de seus computadores.
John Woo dirigiu uma paródia do filme The Kid, intitulado Hua ji shi dai (1981), também conhecido como Laughing Times.
O asteróide 3623 Chaplin, descoberto pela astrônoma soviética Lyudmila Georgievna Karachkina em 1981, foi batizado em homenagem a Chaplin.

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Em 1992, foi feito um filme sobre a vida de Charlie Chaplin, intitulado Chaplin, dirigido por Richard Attenborough e estrelado por Robert Downey Jr. e Geraldine Chaplin, a filha de Chaplin na vida real, interpretando sua própria avó. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator (Downey Jr.), Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.
Em 2001, o comediante britânico Eddie Izzard interpretou Chaplin no filme The Cat’s Meow, de Peter Bogdanovich, que especula sobre o caso ainda não resolvido da morte do produtor cinematográfico Thomas Ince durante uma festa em um iate bancada por William Randolph Hearst, na qual Chaplin era um dos convidados.

 

14.337 – Cidades da DC Gotham e Metrópolis


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As cidades de Batman e Superman são seriam próximas.
Gotham já não é mais uma cidade dominada pelo crime e pela corrupção, mas que graças aos esforços filantrópicos de Bruce Wayne, a cidade foi trazida de volta à sua antiga glória.
Claro que o Batman também tem sua parcela de crédito pelo desaparecimento dos vilões.

Gotham: Química Ace
Então, temos um vislumbre do prédio da Química Ace, o local de “nascimento” do Coringa. Aqui, o breve comercial faz uma ponte com o Esquadrão Suicida, exaltando a ligação entre os filmes da DC, uma vez que todos fazem parte do mesmo universo.
Como visto no trailer de Esquadrão Suicida, a origem da Arlequina será mostrada, e pelo seu processo de transformação ser muito similar ao do Coringa, ela estará conectada nos mínimos detalhes com a Química Ace.

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Gotham em vida
A cidade brilha ainda mais ao visitarmos a aba especial de Gotham no site da Turkish Airlines. Se você jogou Batman Arkham Kinight sabe que Gotham possui seus bairros temáticos com suas peculiaridade. Isso está presente em peso na versão cinematográfica da cidade. “Os edifícios do centro da cidade de Gotham, incluindo a Torre Wayne, o edifício Ellsworth, a Torre Davenport, e a Torre do Relógio, lançam sombras profundas ao meio-dia, e criam uma corte arquitetônica de reis.” Diz o site. “A Gotham City Opera House e o Teatro Rosemont são pilares gêmeos dos intelectuais, e sua arquitetura chama até mesmo aqueles que não se importam em ver as apresentações”. Um desses dois lugares deve estar relacionado a morte dos pais de Bruce.

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Metrópolis e Gotham: Atrações
No fim ainda temos uma visão panorâmica de Gotham, e o símbolo de uma celebridade local brilhando no céu. Bruce termina convidando a todos a visitarem sua “grandiosa cidade”.
Esta visão mais pessoal, meio celebridade dos super-heróis foi uma sacada muito inteligente da equipe de publicidade do filme, fazendo com que Batman e Superman sejam tratados como atrações. Uma abordagem simples, mas incrivelmente realista e palpável.
Metrópolis e Gotham: Contrastes
Nesta versão, Gotham e Metrópolis são retratadas cidades vizinhas para enaltecer o contraste entre elas.
De acordo com o diretor Zack Snyder, a ideia é mostrar duas cidades irmãs separadas por uma grande baia, como Oakland e San Francisco. Ben Affleck, por sua vez, vê “Metrópolis como uma cidade bem sucedida e saudável, e Gotham como um lugar onde pessoas oprimidas vivem”.
Está claro que Bruce tentou levar Gotham ao mesmo nível da Metrópolis pré-kryptonianos, algo que ele aparentemente conseguiu.

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Metrópolis: Reconstrução
Entretanto, Metrópolis não foi salva apenas pelo Superman. Após a cidade quase ser varrida do mapa, Lex Luthor investiu em sua reconstrução e se tornou uma espécie de símbolo. O comercial trata de deixar bem claro isso, falando da cidade como um local renascido e reconstruído.
Isso tudo tendo acontecido em apenas 18 meses traz à tona o complexo de Deus de Lex. Mas é claro que o símbolo de Lex não é maior que o do Superman, que até ganhou uma estátua em sua homenagem e em homenagem às vítimas da invasão kryptoniana.
Lex possui seus complexos e desejos maquiavélicos de se tornar a pessoa mais poderosa do mundo. O que o diferencia é que ele tem os meios para se tornar o que almeja, mas existe alguém em seu caminho. Lex pôde reconstruir Metrópolis a sua imagem e semelhança, transformando-a na Cidade do Futuro.

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14.336 – Quadrinhos – Várias Faces de um Coringa


coringa gothan
Coringa é um dos maiores personagens da cultura pop, quiçá o maior vilão de todos os tempos. Mas sua personalidade mudou drasticamente no decorrer dos anos, seja por causa de censuras impostas aos quadrinhos ou para torná-lo mais sádico. Essas mudanças também são bastante representativas nas adaptações, já que o personagem já foi interpretado por quatro atores diferentes: Cesar Romero, Jack Nicholson, Heath Ledger e Jared Leto. Mas você conhece os motivos do Palhaço do Crime ter mudado tanto e quais são as principais diferenças entre essas versões? Você sabia que atualmente todas essas personalidades divergentes são dadas como vários Coringas?

Recentemente, na edição número 42 de Justice League, Batman adquiriu controle da Cadeira de Moebius, um aparato que permite ao usuário conhecimento universal. Uma das questões que Bruce Wayne quis desvendar quando estava sentado nela era a identidade do seu maior inimigo. Para sua surpresa, ela respondeu que existem três Coringas diferentes. Essa história foi escrita por Geoff Johns, que hoje é um dos maiores nomes nas produções dos longas da DC. As interpretações do vilão no cinema são todas diferentes, porém correspondentes às três versões que surgiram nos quadrinhos.

Coringa Mestre do Crime
Esta é a primeira versão do personagem e a única que tem uma origem realmente detalhada. Nascido na Era de Ouro dos quadrinhos, em 1940, o vilão era um serial killer com um senso de humor um tanto controverso. Ele estreia nos gibis anunciando pelo rádio que vai roubar diamantes e assassinar um homem, algo que ele faz pouco depois. Ele continua a matar pessoas pelas edições posteriores, além de transformar o rosto das vítimas no seu sorriso ou fazer máscaras com a pele delas.

Esta versão do Coringa é a que coincide com a interpretação do Jack Nicholson para o personagem, no longa dirigido por Tim Burton em 1989. Entretanto, tal visão violenta do vilão não pode durar muito tempo nos quadrinhos, já que surgiu o Comics Code Authority, um controle que regulamentava o que deveria ou não estar nos gibis. Este sistema foi criado depois que o livro Seduction of the Innocence, do psicanalista alemão Fredric Wertham, alegava que as HQs estavam desvirtuando as crianças. Este tipo de censura, que a própria indústria determinou para não ser perseguida socialmente, marcou o fim da Era de Ouro e uma grande mudança no Palhaço do Crime.

Coringa Brincalhão
A segunda versão do vilão passou de assassino em massa para brincalhão. Tudo que ele mais queria durante esse período era roubar bancos e museus, fugindo das características violentas de anteriormente. Ele não tinha intenção de ferir quem aparecesse pelo caminho, apenas de fazer piadas com quem aparecesse pelo seu caminho. Esse período fez o personagem ficar famoso por aparatos como a flor que espirra água, a pistola que dispara uma bandeira e até mesmo o Jokermobile, um carro roxo com o rosto dele na parte dianteira.

A personalidade mais divertida do vilão ficou conhecida nas telas por causa da interpretação que Cesar Romero deu ao Coringa, na série de televisão da década de 60. No Brasil, essa versão ficou muito mais famosa por causa de Feira da Fruta, uma redublagem feita por fãs que se popularizou pela Internet e até hoje é cultuada.

Coringa Psicopata
Na década de 70, o Coringa foi remodelado novamente. Desta vez, ele voltaria a ser um vilão com instinto assassino. Ele tornou-se muito mais característico por seus problemas mentais, deixando-o completamente insano, fazendo com que as atitudes dele fossem imprevisíveis. Esta personalidade é a que mais faz sentido com o personagem atual, sendo a mais icônica por causa de história marcantes, como A Piada Mortal, no qual ele deixa a Bárbara Gordon paraplégica apenas para tornar o dia do Comissário Gordon ruim e provar seu ponto de vista.
A interpretação de Heath Ledger para o Palhaço do Crime é a que mais se aproxima da psicótica, mesmo que ele tenha características claríssimas de anarquismo, que foram adotados pelo ator durante seu período de estudo do personagem. Ele não tem problema de matar violentamente, vê o Homem-Morcego como sua contra-parte e tenta provar que sua visão do mundo é a correta.

O Quarto Coringa
A versão de Jared Leto, em Esquadrão Suicida, é formada por várias épocas do personagem. O roteiro traz muitos momentos icônicos dele, principalmente em suas vestimentas. Entretanto, ele foge dos aspectos mais comuns do vilão. Ele é um criminoso com estilo de cafetão, a ponto de oferecer a Arlequina para outro bandido, para assim violentá-lo em seguida. Atitude que leva a outra parte nova dele: o envolvimento mais romântico dele com Harleen Quinzel. No longa, ele parece nutrir algum tipo de amor pela moça, algo que difere bastante dos quadrinhos, onde ele claramente abusa dela.

Ele tem várias tatuagens pelo corpo, espalha metodicamente facas pelo chão e faz planos muito bem calculados. Outro ponto curioso é que não dá para entender ainda como ele tornou-se o Coringa, já que ele requisita a Arlequina o pulo nos produtos químicos quando ela está em transição de personalidade. O vilão deve ser melhor desenvolvido no próximo longa do Batman, já que muitas cenas dele foram cortadas de Esquadrão Suicida.
A origem do Coringa tem versões muito diferentes, na série Gotham, por ex, seus ataques de risos seriam provocados por um gás do riso desenvolvido por outro vilão, O Espantalho.
Ele ainda foi visto de outras maneiras em animações e games, nos quais foi brilhantemente o grande vilão da franquia Arkhan. Isto criou muitas visões diferentes para o Palhaço do Crime e que ganharam espaço no cânone das histórias do Batman. Jared Leto apenas começou a introduzir uma no visão para a persona, que deve crescer exponencialmente nos próximos anos.
Coringa, um pesadelo
“Com Gotham à beira da anarquia e cortada do mundo externo, apenas Jim Gordon, Bruce Wayne e um grupo de heróis permanece para retomar a cidade. Inspirado em Terra de Ninguém, vilões como Pinguim, Charada, as Sereias e Jeremiah tomam conta de várias regiões da cidade. A ordem será restaurada ou caos reinará em Gotham?”

14.335 – Imagem e Semelhança – Coringa X Duende Verde


 

Se você é atento, deve ter notado a incrível semelhança entre os dois vilões
Alex Ross divulgou um vídeo onde compara dois de seus desenhos mais conhecidos envolvendo vilões: o Duende Verde e o Coringa. O desenhista falou sobre a similaridade dos personagens e suas inspirações para criar os desenhos.
A imagem do Duende Verde foi criada especialmente para seu estande em uma SDCC, onde o público veria o Coringa de um lado e o rival do Homem-Aranha do outro. “Foi muito divertido ver as similaridades entre os dois personagens e contrastá-las”.

14.333 – De onde surgiu a Exclamação Eureca?


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É uma famosa exclamação atribuída ao matemático grego Arquimedes de Siracusa (287–212 a.C.).
Eureka é uma interjeição que significa “encontrei” ou “descobri”, exclamação que ficou famosa mundialmente por Arquimedes de Siracusa. É normalmente pronunciada por alguém que acaba de encontrar a solução para um problema difícil. O termo tem a sua origem etimológica na palavra grega “heúreka”, o pretérito perfeito do indicativo do verbo “heuriskéin” que significa “achar” ou “descobrir”.
palavra “eureka” foi supostamente pronunciada pelo cientista grego Arquimedes (287 a.C. – 212 a.C.), quando descobriu como resolver um complexo dilema apresentado pelo rei Hierão. O rei queria saber o volume de ouro em sua coroa. Arquimedes sabia que para isso deveria determinar a densidade da coroa e comparar com a densidade do ouro. O problema complicado era como medir o volume da coroa sem a derreter. Arquimedes descobriu a solução quando entrou numa banheira com água e observou que o nível da água subia quando ele entrava. Concluiu então que para medir o volume da coroa bastava mergulhar a coroa em água e calcular o volume de água deslocado, que deveria ser equivalente. Conta-se que ele saiu nu, correndo pelas ruas e gritando eufórico: “Eureka! Eureka!” (Achei! Achei!). “O Princípio de Arquimedes” foi como ficou conhecida a descoberta do grande cientista grego.
palavra “eureka” foi supostamente pronunciada pelo cientista grego Arquimedes (287 a.C. – 212 a.C.), quando descobriu como resolver um complexo dilema apresentado pelo rei Hierão. O rei queria saber o volume de ouro em sua coroa. Arquimedes sabia que para isso deveria determinar a densidade da coroa e comparar com a densidade do ouro. O problema complicado era como medir o volume da coroa sem a derreter. Arquimedes descobriu a solução quando entrou numa banheira com água e observou que o nível da água subia quando ele entrava. Concluiu então que para medir o volume da coroa bastava mergulhar a coroa em água e calcular o volume de água deslocado, que deveria ser equivalente. Conta-se que ele saiu nu, correndo pelas ruas e gritando eufórico: “Eureka! Eureka!” (Achei! Achei!). “O Princípio de Arquimedes” foi como ficou conhecida a descoberta do grande cientista grego.

lampadinha

14.331 – Mega Séries – Gotham


Gotham
Série de televisão americana criada por Bruno Heller, baseada em personagens que aparecem em publicações da DC Comics em sua franquia Batman, principalmente o Detetive James Gordon e Bruce Wayne. A série é estrelada por Ben McKenzie como o jovem Gordon. Heller serve como produtor executivo da série, juntamente com Danny Cannon, que também dirigiu o piloto. Gotham foi anunciada em 5 de maio de 2014, e estreou em 22 de setembro de 2014 na Fox Broadcasting Company (FOX). Em 13 de maio de 2018, a Fox renovou a série para uma quinta e última temporada.
Como originalmente concebida, a série teria servido como uma história simples sobre os primeiros dias de Gordon na polícia de Gotham City. A ideia evoluiu, não só para incluir o personagem Bruce Wayne, mas também para contar as histórias de origem de vários vilões do Batman, incluindo Coringa (Joker), Pinguim, Mulher-Gato, Charada, Duas-Caras, Hera Venenosa, Senhor Frio, Espantalho, Ra’s al Ghul, Chapeleiro Louco e Hugo Strange. A primeira temporada teria originalmente 16 episódios, que depois foi estendido para um total de 22.
No Brasil, a série é transmitida pela Warner Channel na (TV Paga) desde o dia 29 de setembro de 2014, exibindo episódios inéditos apenas às segundas na faixa das 22h30.
Em agosto de 2015, a série estreou também no Netflix do Brasil.
Temporadas
Na primeira temporada, James Gordon, um novo recruta do Departamento de Polícia de Gotham City, está emparelhado com o veterano detetive Harvey Bullock para solucionar os assassinatos de Thomas e Martha Wayne. Gordon conhece o filho dos Wayne, Bruce, que agora está aos cuidados do mordomo Alfred Pennyworth. Além disso, ele também encontra o membro de gangue Oswald Cobblepot, o inteligente Edward Nygma, o agente recruta Jerome Valeska, as órfãs de rua Selina Kyle e Pamela “Ivy” Pepper, o promotor público assistente Harvey Dent e a médica Leslie Thompkins. Gordon se envolve com as famílias criminosas de Gotham, incluindo a gangster Fish Mooney e os senhores do crime Carmine Falcone e Salvatore Maroni.
2ª Temporada
Na segunda temporada, Gordon lida com uma série de eventos que estão sendo orquestrados por Theo Galavan e sua irmã Tabitha, que libertam os lunáticos Jerome Valeska e Barbara Kean de Arkham como parte de um plano para assumir Gotham como o novo Prefeito de Gotham City e exigindo vingança contra a Família Wayne. Depois que Galavan é assassinado em sua campanha para prefeito, o Departamento de Polícia de Gotham City lida com as ações de Victor Fries. O enigmático Hugo Strange e sua assistente Ethel Peabody realizam uma série de experiências bizarras sob o Asilo Arkham, nas instalações subterrâneas de Indian Hill, que é de propriedade secreta da Wayne Enterprises e supervisionadas pela Corte das Corujas.
3ª Temporada
Na terceira temporada, seis meses depois, Gordon tornou-se um caçador de recompensas enquanto trabalha para rastrear experimentos em Indian Hill que escaparam tão bem quanto uma Fish Mooney revivida. Enquanto planejava recuperar Leslie (Lee) Thompkins, que planeja se casar com o filho de Carmine Falcone, Mario Calvi. O hipnotizador Jervis Tetch chega na cidade em busca de sua irmã Alice, sendo que ela possui sangue venenoso que enlouquece de várias maneiras. Enquanto isso, Ivy é envelhecida até uma mulher adulta após um encontro com um dos seguidores de Fish Mooney vindos de Indian Hill. Jerome Valeska é revivido para retomar sua vingança anterior contra a cidade. Tetch usa o vírus de sua irmã para se vingar da cidade e de James Gordon, considerado culpado pelo Chapeleiro Maluco pela morte de sua irmã. Gordon se junta a Bruce e Selina para lidar com a Corte das Corujas que trabalham em nome de Ra’s al Ghul e da Liga das Sombras, Pinguim e Ivy se unem para formar um exército, e Edward Nygma abraça sua nova identidade como “O Charada”.
4ª Temporada
Na quarta temporada, Bruce Wayne é um vigilante mascarado, patrulhando as ruas de Gotham à noite, vestindo roupas escuras e uma balaclava preta com capuz. Cobblepot inicia uma campanha para dominar o submundo da cidade lucrando com crimes licenciados, Nygma descobre que suas ideias mentais diminuíram como um efeito colateral de ter sido congelado, Jonathan Crane é visto abraçando seu papel como o Espantalho, a Liga das Sombras começa seu próximo lote envolvendo uma antiga faca de embalsamamento, considerada a única faca capaz de deter Ra’s al Ghul. Ivy Pepper toma drogas de um farmacêutico que a transformam novamente, Butch Gilzean se torna Solomon Grundy depois que seu corpo comatoso foi jogado em um pântano, e acaba se juntando ao Charada para dominar o bairro do Narrows. Sofia Falcone, filha de Carmine Falcone, retorna á Gotham para ajudar Gordon em impedir Cobblepot de continuar sendo o “rei de Gotham”. Sofia consegue a confiança de Cobblepot, enquanto reergue o império criminal de seu pai. Enquanto isso, Jerome orquestra uma fuga maestral em Arkham com seus novos aliados Jervis Tetch e Jonathan Crane, essa aliança depois evoluiria na Legião dos Horríveis, que tinham Oswald Cobblepot, Victor Fries, Bridgit Pike e Solomon Grundy como membros também, que tinha como objetivo enlouquecer Gotham. Barbara Kean, Tabitha Galavan e Selina Kyle se juntam a Bruce Wayne e Alfred Pennyworth para derrotar Ra’s al Ghul. Jerome reencontra seu irmão gêmeo Jeremiah Valeska, que é contaminado pelo Gás do Riso de Jerome, fazendo com que Jeremiah torne-se o Coringa. Após a morte de Jerome, Jeremiah continua com os planos de seu irmão, atirando contra Selina Kyle que é levada para o hospital. Jeremiah se junta ao Ra’s para destruir a cidade, explodindo as pontes de Gotham, isolando a cidade de todo o mundo, causando o caos na cidade e transformando Gotham na “Terra de Ninguém”.
5ª Temporada
Na quinta temporada, após a explosão das pontes que ligavam Gotham ao resto do continente, a nova ilha vira uma “terra de ninguém”, que é controlada pelo Espantalho, Barbara Kean, Pinguim, e a “zona negra” que ninguém a controla. Mesmo com Jim pedindo suprimentos ao resto do Continente, ele é sempre ignorado pelos seus superiores. Selina Kyle, após de levar um tiro de Jeremiah, entra em coma, e, com Bruce preocupado, decide procurar a “Bruxa”, que na verdade é Ivy Pepper, que decide ajudar pela sua amizade com Selina. Após Jim Gordon fazer o ataque ao grupo que planejava fazer um túnel para chegar ao continente, ele cria o “Paraíso”, um refúgio seguro com moradores necessitados e outros que eram perseguidos. Mas, no fim das contas, o Charada causa uma explosão com um tiro de bazuca em um tanque de óleo, o que causa uma perseguição de todas as facções atrás de Edward Nygma. Após o seu tratamento com Ivy Pepper, Selina descobre a localização de Jeremiah, ao norte da “zona negra”. Então, decide se unir com Bruce para procura-lo. Bruce e Selina descobrem algo como um culto “Valeska” para procurar os mais fiéis. Selina finge querer trabalhar para Jeremiah invadir sua sede, mas depois de um confronto, Ecco escapa e Selina trai Bruce para ir atrás de Jeremiah. Jeremiah é esfaqueado por Selina, fazendo com que todos acreditassem que ele foi morto, sendo que ele conseguiu sobreviver.

14.330 – Atores – Robin Lord Taylor


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(Shueyville, 4 de junho de 1978) é um ator americano. Ele é mais conhecido por interpretar o vilão Oswald Cobblepot “Pinguim” na série de televisão Gotham.
Robin nasceu em Shueyville, Iowa, filho de Robert Harmon Taylor (falecido em 13 de janeiro de 2016) e Mary Susan (nascida Stamy) Taylor. Tem quatro irmãs. Estudou na Solon High School e na Universidade Northwestern, ganhando seu grau de Bachelor of Science em teatro. É de ascendência inglesa, escocesa e alemã.
Ele tem vivido em Nova Iorque desde 2000, cidade onde Gotham é filmada.
Em uma entrevista de novembro de 2014 para a revista americana Glamour, Robin foi perguntado: “Notei que você está usando um anel de casamento em seu dedo anelar. Você é casado?”, e respondeu: “Eu sou casado! Eu gosto de manter isso em segredo, mas eu sou casado faz mais de três anos, e nós estamos juntos a mais de 10 anos. Não tenho filhos. Ainda não há crianças!”

14.321 – ☻Mega Personalidades – Barbra Streisand


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Barbara Joan Streisand, (Brooklyn, Nova Iorque, 24 de abril de 1942), conhecida como Barbra Streisand, é uma cantora, compositora, atriz, diretora e produtora cinematográfica norte-americana, de origem judaica, vencedora de 2 Oscars, tendo sido indicada para mais três estatuetas.
Ela ganhou dois Oscar, quinze Grammy, seis Prêmios Emmy, um prémio Tony especial, um American Film Institute.
Barbra é uma das artistas mais bem sucedidas, tanto comercialmente como de crítica, na história do entretenimento norte-americano, com mais de 72,5 milhões de álbuns vendidos nos Estados Unidos e 152,5 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo.
Barbra Streisand é uma das poucas estrelas do show business a conquistar prémios em diversas áreas da arte – Oscar (cinema; 2), Grammy (música; 15), Tony (teatro; 1) e Emmy (televisão; 6). Ela foi também a primeira mulher a, simultaneamente, produzir, dirigir, escrever e atuar em um filme (“Yentl”, de 1983).

Ela iniciou a sua carreira em 1962 com a peça da Broadway “I Can get it For you Wholesale”. O seu primeiro disco, The Barbra Streisand Album, foi lançado em 1963 e premiou-a com dois Prémios Grammy. Barbra possui uma voz poderosa e imprime uma interpretação dramática às músicas que grava, especialmente nas baladas românticas. Fez duetos com artistas como Neil Diamond, Donna Summer, Frank Sinatra, Celine Dion, Bryan Adams, Burt Bacharach e Barry Gibb.
A sua estreia no cinema foi em 1968, com o musical Funny Girl e sua atuação rendeu-lhe o Oscar de melhor atriz. Foi indicada também pelo filme Nosso Amor de Ontem, em 1973. Também ganhou o Oscar de melhor canção original pelo filme Nasce uma Estrela em 1976. Em 1964, casou-se com o ator Elliot Gouldy com quem teve o seu único filho, Jason, mas o divórcio veio logo após conquistar o Oscar de melhor atriz. Depois de vários romances, Barbra casou-se em 1998 com o ator e diretor James Brolin.
A RIAA e a Billboard reconhecem Streisand como detentora do recorde de artista feminina que conquistou mais álbuns Top10 da história: um total de 34 desde 1963.
A Billboard também reconhece Streisand como a maior mulher de todos os tempos em sua tabela Billboard 200 e um dos maiores artistas de todos os tempos em sua tabela Hot 100.
Um pouco mais
Barbara Joan Streisand nasceu em 24 de abril de 1942, em Brooklyn, Nova York, numa família de judeus, filha de Emmanuel e Diana Streisand. É a segunda de dois filhos por parte do pai Emmanuel, um professor de uma escola respeitada. Quinze meses após o nascimento de Streisand, Emmanuel morreu de uma hemorragia cerebral e a família quase foi a falência.
A carreira de Barbra Streisand começou quando ela se tornou uma cantora de boate, durante a sua adolescência. Ela queria ser atriz e apareceu em várias produções teatrais, incluindo Driftwood em 1959, com a então desconhecida Joan Rivers. Driftwood durou apenas seis semanas.
Streisand voltou à Broadway em 1964 com uma atuação aclamada como Fanny Brice em Funny Girl. Por causa do sucesso da peça, ela apareceu na capa da Time, e em 1968 apareceu na adaptação cinematográfica de Funny Girl que lhe deu o Oscar de melhor atriz.
Streisand gravou 35 álbuns de estúdio, quase todos com a Columbia Records. Os seus trabalhos mais conhecidos no início da década de 1960 são The Barbra Streisand Album, People, Stoney End, The Way We Were, Guilty, The Broadway Album e Higher Ground. Os discos de Streisand foram nomeados para mais de 44 prémios Grammy, ganhando 15 desses, incluindo todos os especiais.
Durante os anos 1970, ela também teve grande sucesso nas paradas pop, com músicas Top 10 na Hot100 como The Way We Were (EUA Nº. 1), Evergreen (EUA Nº. 1), No More Tears (Enough Is Enough) (1979, com Donna Summer), que até hoje é considerado o dueto de maior sucesso comercial, (EUA Nº. 1), You Don’t Bring Me Flowers (com Neil Diamond) (EUA Nº. 1), Stoney End (EUA Nº. 5), My Heart Belongs To Me (EUA Nº. 4) e The Main Event (EUA Nº. 3). Como o fim da década de 1970, Streisand foi nomeada o artista mais bem sucedido nos EUA atrás somente de Elvis Presley e The Beatles.
Em 1980, Barbra lançou o seu álbum de maior sucesso comercial: Guilty, tendo vendido até hoje mais de 20 milhões de cópias e foi produzido por Barry Gibb dos Bee Gees junto com a equipa de produção de Albhy Galuten e Karl Richardson.

A faixa-título, um dueto entre Streisand e Gibb, ganhou o Prémio Grammy de Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocal em 1981, e foi o # 3 da Billboard Hot 100 hit. O primeiro single Woman in Love tornou-se uma das canções de maior sucesso da carreira de Streisand. A música passou um total de três semanas na posição # 1 da parada da Billboard. Além desses dois hits, o álbum também trouxe mais dois outros sucessos: What Kind Of Fool, outro dueto entre Streisand e Gibb e Promises. Em 2005, Barry Gibb propôs lançar uma sequência para este álbum, Guilty Pleasures. Não gerou tanto êxito como o álbum de 1980, mas possui músicas notáveis como Stranger In A Stranger Land e Above The Law, dueto entre ambos. Também em 2005 Barbra relançou o álbum remasterizado com novas entrevistas dela com Gibb, duas performances ao vivo de 1986 e uma galeria de fotos.
Depois de anos fora da Broadway, trabalhando apenas em música pop em favor de um material mais contemporâneo, Streisand voltou ao seu teatro-musical com The Broadway, que foi um sucesso inesperado, segurando o cobiçado 1 º lugar da Billboard por três semanas seguidas, e ser certificado quádruplo de platina. O álbum contou com músicas de Rodgers & Hammerstein, George Gershwin, Jerome Kern, e Stephen Sondheim, que foi persuadido a reformular algumas de suas músicas especialmente para esta gravação. The Broadway Album foi recebido com aclamação, incluindo uma indicação ao Grammy de álbum do ano, e finalmente, entregou a Streisand o seu oitavo Grammy de Melhor Cantora. Depois de lançar o álbum ao vivo One Voice em 1986, Streisand criou Great White Way em 1988. No início da década de 1990, Streisand passou a concentrar-se nos esforços como diretora de filmes e se tornou quase inativa no estúdio de gravação. Em 1991, um conjunto de caixa de quatro discos, foi apresentado.
Atualmente Streisand ja vendeu 140 milhões de álbuns mundialmente, e 71.5 milhões de álbuns nos Estados Unidos e é a artista feminina que mais vendeu discos nos Estados Unidos, ocupando a oitava colocação na lista geral.
Seu primeiro filme foi uma reprise do seu sucesso da Broadway, Funny Girl (1968), um sucesso artístico e comercial dirigido pelo veterano William Wyler . Streisand ganhou o Oscar de Melhor Atriz para o papel, compartilhando-o com Katharine Hepburn ( O Leão no Inverno ), foi a única vez que houve um empate nesta categoria do Oscar. Seu próximo filme também foi baseado um musicail, Hello, Dolly! , dirigido por Gene Kelly (1969) e Alan Jay Lerner. E depois On a Clear Day You Can See Forever outro musical dirigido por Vincente Minnelli.
Streisand iniciou seu trabalho como diretora, produtora e roteirista com o filme Yentl pelo qual ela se tornou a primeira mulher da historia a atuar, dirigir, produzir e escrever um filme, e também se tornou a primeira mulher a vencer um Globo de Ouro de Melhor Diretor, mas apesar de ter vencido o globo de ouro o filme nem sequer foi indicado ao Óscar de melhor filme e Óscar de melhor diretor o que causou muita discussão.
Após 8 anos afastado do cinema, Streisand retornou ao cinema em 2004 com o filme Meet the Fockers (e na sequencia Meet the Parents ), atuando ao lado de Dustin Hoffman , Ben Stiller , Blythe Danner e Robert De Niro . Em 2005 a Barwood Streisand Films, empresa de Streisand, comprou os direitos do livro Anão de Mendel,[25] onde ela futuramente dirigiria e atuaria em uma adaptação do livro para o cinema. Em dezembro de 2008, ela declarou que ela estava pensando em dirigir uma adaptação do livro de Larry Kramer Coração Normal , um projeto que ela tem trabalhado desde os meados da década de 1990.
Streisand pessoalmente reuniu 25 milhões dólares para as organizações através de suas performances ao vivo. A Fundação Streisand, criada em 1986, contribuiu com mais de 16 milhões dólares por cerca de 1.000 bolsas para organizações nacionais que trabalham na preservação do meio ambiente, a proteção das liberdades civis e dos direitos civis, aos direitos da mulher.
Em 2008, Streisand levantou 5 milhões para dólares de Pesquisa Cardiovascular da Barbra Streisand para o Centro do Coração da Mulher.

14.310 – Cinema – Charles Bronson


Bronson
Nome artístico de Charles Dennis Buchinsky, (Ehrenfeld, 3 de novembro de 1921 — Los Angeles, 30 de agosto de 2003) foi um ator norte-americano.
Foi no cinema que ele se projetou e, apesar da longa carreira, que teve início nos anos 50, somente ganhou popularidade na década de 1970. Nessa fase, ficou conhecido como “o homem de poucas palavras e muita ação”, pelas características de seus personagens.
Antes mesmo de participar de qualquer filme, Bronson somente pôde conhecer o mundo, além do local onde cresceu, quando serviu no exército dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi artilheiro de cauda do bombardeiro B-29, ele voou 25 missões no teatro de operações do Oceano Pacífico, tendo recebido a medalha de condecoração militar Purple Heart, por ferimentos em combate.
Bronson se casou três vezes: a primeira foi Harriet Tendler, com quem ficou casado de 1949 a 1967 e com quem teve dois filhos; a segunda foi a atriz Jill Ireland, de 5 de outubro de 1968 a 18 de maio de 1990, até a morte dela, e com quem teve uma filha; a terceira esposa foi Kim Weeks, e o casamento durou de 22 de dezembro de 1998 até a morte dele, em 2003. Bronson mencionou que em seu retorno do exército, teve um breve romance com uma loira espanhola chamada Esther, cuja história acabou quando ela voltou para seu país, deixando uma lembrança na memória do ator como ele disse certa vez, ter sido seu primeiro amor.
Bronson sofria do Mal de Alzheimer e morreu em consequência de uma pneumonia aos 81 anos. Encontra-se sepultado em Brownsville Cemetery, West Windsor, Condado de Windsor, Vermont nos Estados Unidos.

Carreira
Iniciou a fase de sucesso nos anos 1960. Apesar da relativamente pequena participação no filme Sete homens e um destino, ficou conhecido quando esse western passou a ser considerado um dos melhores da década. Depois de atuar em filmes de aventura como Robur, o conquistador, de 1961, Fugindo do Inferno (1963) e Os doze condenados, de 1967, Bronson foi para a Europa em 1968, onde atores de filmes de ação estavam obtendo melhores oportunidades. Neste ano, ele filmou Os canhões de San Sebastian, Era uma vez no oeste e Adeus, amigo, este último com Alain Delon. Seguiram-se O Passageiro da Chuva, de 1969, Os visitantes da noite, de 1970, Sol vermelho, de 1971, novamente parceria com o francês Delon, e por fim O segredo da Cosa Nostra, de 1972, os três últimos dirigidos por Terence Young.
Nos anos 1970, Bronson voltaria aos Estados Unidos e faria sucesso como o maior astro dos filmes de ação. Seu primeiro grande filme nesse nova fase foi ‘The Mechanic’, de 1972, no qual interpretou o assassino profissional Arthur Bishop, revivido por Jason Statham no filme homônimo em 2011.
No filme Fuga audaciosa, de 1975, é mostrado um plano de fuga de uma prisão, utilizando-se um helicóptero que, pilotado por Bronson, pousa no pátio de um presídio e resgata o prisioneiro interpretado por Robert Duvall. A cena se tornou famosa no Brasil, pois teria inspirado a fuga do bandido Escadinha, que usou o mesmo estratagema para fugir do presídio carioca da Ilha Grande, em 1985.
Nos anos 80 Bronson protagoniza diversos filmes de baixo orçamento e muita ação com a produtora Cannon Films de 1981 a 1994, boa parte deles dirigidos pelo Cineasta Inglês J. Lee Thompson, entre os de mais de destaque estão: Death Wish II, Death Wish III, 10 to Midnight e Kinjite: Jogos Proibidos.
Mas, o maior “empurrão” em sua carreira foi com o clássico Desejo de Matar, de 1974, que o consagrou na pele de Paul Kersey, um pacato arquiteto da cidade de Nova Iorque, que tem sua mulher morta e sua filha estuprada por três bandidos e passa a agir como um “vigilante”, perseguindo os criminosos nas ruas à noite.
Desejo de matar teve mais quatro sequências: Desejo de Matar 2 (1982), Desejo de Matar 3 (1985), Desejo de Matar 4 – Operação Crackdown (1987) e Desejo de Matar 5: A Face da Morte (1994).

14.308 – Cinema – Bud Spencer


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Nome artístico de Carlo Pedersoli (Nápoles, 31 de outubro de 1929 — Roma, 27 de junho de 2016), foi um ator, nadador olímpico e jogador de polo aquático italiano.
Como ator, Bud Spencer estrelou diversos filmes de comédia e do chamado western spaguetti. Seus trabalhos mais famosos foram em comédias de ação ao lado de seu parceiro de longa data Terence Hill. A dupla “foi aclamada mundialmente e atraiu milhões de pessoas aos cinemas”. Spencer e Hill estrelaram, produziram e dirigiram mais de 20 filmes juntos.
O nome Bud Spencer foi uma homenagem a sua cerveja favorita, Budweiser, e ao ator Spencer Tracy.
Graduado em Direito e falante de seis línguas (inclusive o português, no qual disse frases em alguns filmes tais como em “Charleston” de 1977, quando se faz passar por um milionário brasileiro), também foi autor do registro de diversas patentes.
Morou no Brasil entre 1947 e 1949, quando foi funcionário do consulado da Itália em Recife.
Em 1949, com apenas 20 anos, começa competir com as cores do SS Lazio, proclamando-se campeão italiano de natação nos 100 metros livres, título este que ele viria a conquistar por 7 vezes consecutivas (1949 a 1956). Além disso, ele foi o primeiro italiano a nadar 100 metros, em estilo livre, em menos de um minuto.
As boas performances valeram a Pedersoli a convocação para disputar o Campeonato Europeu de natação em 1950, disputado em Viena (Áustria). Não foi campeão, mas permaneceu no time para disputar em 1951 a primeira edição dos Jogos do Mediterrâneo, onde conquistou a medalha de prata nos 100m livres.
Estes resultados lhe credenciaram a defender as cores da Itália nas Olimpíadas de 1952 e 1956.
Também foi jogador de Pólo aquático e jogando pela Lázio, foi campeão italiano em 1954. Em 1955, foi medalha de ouro nos Jogos do Mediterrâneo (pelo pólo aquático).
Em Helsinque-1952, parou nas semifinais dos 100 livre marcando 58.9 além de integrar o revezamento 4×200 livre da Itália que parou nas eliminatórias.
Quatro anos depois, nos Jogos de Melbourne, Pedersoli já alternava a carreira de nadador com o polo aquático onde se sagrou campeão italiano pela Lazio em 1954. Nos Jogos de 56, parou novamente nas semifinais dos 100 livre, desta vez nadando para 59.0. No ano seguinte deixava o esporte.

Carlo_Pedersoli_bud spencer
Iniciou sua carreira de ator em 1949, na comédia Quel fantasma di mio marito e em Hollywood, no filme Quo Vadis, com um papel de guarda do Império Romano. Mas ficou famoso com o parceiro de atuação, Terence Hill, em filmes do gênero western spaghetti, como o primeiro grande êxito Meu nome é Trinity, de 1970, repetido com a sequência de 1971 …continuavano a chiamarlo Trinità. Outros sucessos foram Altrimenti ci arrabbiamo, Due superpiedi quasi piatti e Io sto con gli ippopotami. No filme Anche gli angeli mangiano fagioli o parceiro de Bud Spencer foi Giuliano Gemma. Também teve êxito sem Terence Hill, como: Lo chiamavano Bulldozer, Piedone lo Sbirro e Banana Joe dentre outros.
Morreu aos 86 anos de idade, em Roma, em 27 de junho de 2016. A causa da morte não foi revelada, mas o filho declarou que o ator ficou com a saúde debilitada após ter sofrido uma queda em casa.

14.305 – Cinema – Rutger Hauer


hauer
(Breukelen, 23 de janeiro de 1944 – Beetsterzwaag, 19 de julho de 2019)
Começou a carreira de ator como o protagonista da série de TV holandesa Floris. Ficou conhecido com o filme de 1982, Blade Runner, dirigido por Ridley Scott.
Apesar as críticas favoráveis, Rutger era ignorado pela indústria de Hollywood e por isso seu nome ficou restrito ao cenário holandês por vários anos. Neste período, trabalhou em várias produções, como Katie Tippel (1975), ‘Soldier of Orange (1977) com Verhoeven novamente, e Spetters (1980).
Sua estreia no cinema norte-americano aconteceu em 1981, junto de Sylvester Stallone, no filme Nighthawks, no papel de um terrorista chamado Wulfgar. No ano seguinte fez o seu papel mais famoso, o do androide (replicante) violento em busca de seu criador, Roy Batty, no filme cult de ficção científica Blade Runner. Hauer improvisou suas falas finais, que eternizaram o monólogo do personagem, lágrimas na chuva, como uma das falas mais icônicas do cinema.
No mesmo ano estreou Flesh & Blood, no papel de um mercenário. Em 1986, estreou em The Hitcher. Hauer chegou a ser escalado para o papel de RoboCop, mas o papel ficou com Peter Weller. No mesmo ano estreou em Wanted: Dead or Alive, descendente do personagem de Steve McQueen na série de televisão de mesmo nome. Deixando um pouco de lado os personagens violentos e psicóticos, ele estrelou em 1989 no filme franco-italiano La leggenda del santo bevitore e no mesmo ano trabalhou em Blind Fury (1989). Em 1990, ele voltou à ficção científica em The Blood of Heroes.
No filme de 2003, Confissões de uma Mente Perigosa, Hauer interpretou um assassino. No filme de 2005, interpretou o vilão em Sin City – A Cidade do Pecado e depois o executivo das empresas Wayne, em Batman Begins (2005). Interpretou o Conde Drácula, protagonista do filme de 2005 Dracula III: Legacy. Em 2009, apareceu no filme holandês Dazzle, tido como um dos mais relevantes filmes do ano no país. No mesmo ano, trabalhou com o diretor italiano Renzo Martinelli em Barbarossa. Em abril de 2010, foi escalado para trabalhar no filme Grindhouse.
Rutger Hauer era ambientalista, sendo um dos patrocinadores do Greenpeace.
Em 2013 foi nomeado Cavaleiro da Ordem do Leão Neerlandês por serviços prestados à dramaturgia.
Hauer foi casado com Heidi Merz, de quem se divorciou. Hauer então se casou com Ineke ten Cate, em 1985, com quem teve uma filha, a atriz Aysha Hauer.
Rutger Hauer morreu em 19 de julho de 2019, em sua casa em Beetsterzwaag, uma vila no município de Opsterland, no leste da Frísia, nos Países Baixos, seguida de uma breve doença, aos 75 anos. Sua morte só foi divulgada cinco dias depois.

14.304 – Cinema – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES


caçador de androides
Blade Runner
Distribuidor Warner Home Video (Brazil)
Ano de produção 1982
Tipo de filme longa-metragem
O ator Dustin Hoffman chegou a ser convidado para interpretar Deckard, mas recusou o papel.
Detalhe secreto
O comerciante de cobras que aparece em uma das ruas de Blade Runner possui em sua testa uma tatuagem da nave Millenium Falcon, da série Star Wars. Como a tatuagem é bem pequena, apenas é possível vê-la utilizando o zoom do vídeo/dvd.
Surpresa do diretor
Em julho de 2000, o diretor Ridley Scott declarou, em entrevista à tv britânica, que o personagem Deckard também era um replicante.
Versão do diretor
Em 1992, dez anos após o lançamento de Blade Runner, o diretor Ridley Scott lançou uma versão pessoal para o filme, que contém cenas extras e tem um final bem diferente do exibido na versão original do filme.
Nova edição
No Festival de Veneza de 2007 o diretor Ridley Scott lançou mais uma versão do filme, chamada Blade Runner: The Final Cut.
OSCAR
1983
Indicações
Melhor Direção de Arte
Melhores Efeitos Especiais

GLOBO DE OURO
1983
Indicação
Melhor Trilha Sonora

BAFTA
1983
Ganhou
Melhor Direção de Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Direção de Arte/Design de Produção

Indicações
Melhor Edição
Melhor Maquiador
Melhor Composição
Melhor Som
Melhores Efeitos Visuais
Enredo
No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.

O filme se passa em novembro de 2019 numa decadente e futurista cidade de Los Angeles decaída com a poluição, o consumismo exacerbado e a consequente busca de novas formas de colonização em outros planetas, para a qual as pessoas são convidadas a aventurarem-se em face do colapso da civilização humana, tanto material quanto moralmente. Destaca-se o quão visionário foi o diretor Ridley Scott, na medida em que a globalização tão amplamente difundida nas últimas décadas, encontra nesta película, um final catastrófico, melancólico e deprimente — animais extintos são clonados e replicados a exemplo do principal quinhão no filme — replicantes humanos; a existência de uma profusão de culturas, etnias, credos e costumes. Com efeito, mexicanos, chineses, árabes e toda uma gama de culturas convivem neste ambiente sombrio e desanimador. Neste contexto, seres humanos artificiais, chamados replicantes, são criados e usados nas mais nocivas atividades, na Terra e, principalmente fora dela. A empresa responsável se chama Tyrell Corporation. Após um motim, os replicantes são banidos na Terra, passando a ser usados para trabalhos perigosos, servis e de prazer nas colônias extraterrenas da Terra. Replicantes que desafiam esse banimento e retornam para a Terra são caçados e “aposentados” pelos operativos especiais da polícia conhecidos como “caçadores de replicantes”. O enredo se foca em um brutal e astuto grupo de replicantes que recentemente escapou e está se escondendo em Los Angeles, e no aposentado caçador de replicantes Rick Deckard, que relutantemente concorda em realizar mais um trabalho para caçá-los.
O filme é uma fina ironia acerca das questões fundamentais que afligem a espécie humana e, é exatamente neste ponto, sob o espectro da moral, da ética e da busca do sentido para a vida, é que as pessoas acabam fazendo com os replicantes tudo aquilo que as fazem sofrer e o que lhe acarretam as mazelas e vicissitudes da vida.
Blade Runner inicialmente polarizou a crítica especializada: alguns não gostaram de seu ritmo, enquanto outros gostaram de sua temática complexa. O filme foi muito mal nas bilheterias da América do Norte; apesar do fracasso comercial, ele desde então se tornou um clássico cult.
e é atualmente considerado um dos melhores filmes já feitos. Blade Runner foi elogiado por seu desenho de produção, mostrando um futuro “retrofit”, e permanece como um dos principais exemplos do gênero neo-noir. Blade Runner chamou a atenção de Hollywood para o trabalho do escritor Philip K. Dick, com vários filmes posteriores tendo sido baseados por suas obras. Ridley Scott considera Blade Runner como “provavelmente” o seu filme mais completo e pessoal. Em 1993, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso como sendo “cultural, histórica ou esteticamente significante”.
Sete versões diferentes do filme já foram exibidas em vários mercados como resultados de mudanças controversas feitas pelos executivos do filme. Um apressado Director’s Cut foi lançado em 1992 depois de fortes reações a exibições testes. Isso, em conjunto com a popularidade do aluguel de vídeo, fez este ser um dos primeiros filmes a ser lançado em DVD, resultando em um disco básico com uma qualidade medíocre de vídeo e áudio. Em 2007, a Warner Bros. lançou o The Final Cut, uma versão digitalmente remasterizada de 25 anos feita por Scott, em cinemas selecionados e posteriormente em DVD, HD DVD e Blu-ray.
A sequência, intitulada Blade Runner 2049, foi lançada em 6 de outubro de 2017.
Elenco
Harrison Ford como Rick Deckard
Rutger Hauer como Roy Batty
Sean Young como Rachael
Edward James Olmos como Gaff
M. Emmet Walsh como Capitão Bryant
Daryl Hannah como Pris
William Sanderson como J.F. Sebastian
Brion James como Leon Kowalski
Joe Turkell como Dr. Eldon Tyrell
Joanna Cassidy como Zhora Salome
James Hong como Hannibal Crew
Morgan Paull como Dave Holden
Kevin Thompson como Bear
John Edward Allen como Kaiser
Hy Pyke como Taffey Lewis
Kimiko Hiroshige como Moça Cambojana
Robert Okazaki como Mestre Sushi
Carolyn DeMirjian como Vendedora
Ben Astar como Abdul Ben Hassan
É um filme literário de ficção científica, envolvendo tematicamente a filosofia da religião e implicações morais do domínio humano da engenharia genética no contexto do drama e da húbris grega clássica.
Blade Runner aprofunda as implicações da tecnologia no ambiente e na sociedade ao chegar ao passado, usando literatura, simbolismo religioso, temas dramáticos clássicos e cinema noir. Essa tensão entre passado, presente e futuro é refletida no futuro reestruturado de Blade Runner, que possui alta-tecnologia e lugares reluzentes, mas decadente e velho em outros lugares. Ridley Scott descreveu o filme como: “extremamente escuro, literalmente e metaforicamente, com uma sensação estranhamente masoquista”, em uma entrevista de Lynn Barber para o jornal britânico The Observer em 2002. Scott “gostou da ideia de explorar a dor” e comentou na sequência a respeito da morte de seu irmão por um câncer de pele: “Quando ele estava doente, eu costumava visitá-lo em Londres, e isso foi realmente traumático para mim
Escolha do elenco
A escalação para o elenco do filme demonstrou-se bastante problemática, particularmente para o papel principal de Deckard. O roteirista Hampton Fancher imaginou Robert Mitchum como Deckard tendo escrito o diálogo do personagem com Mitchum em mente.O diretor Ridley Scott e os produtores do filme passaram meses se reunindo e discutindo o papel com Dustin Hoffman, que eventualmente desistiu do papel devido a algumas discrepâncias de visão. Harrison Ford foi finalmente escolhido por várias razões, incluindo seu desempenho nos filmes da franquia Star Wars, o interesse de Ford pela história de Blade Runner e algumas discussões com Steven Spielberg que estava terminando Os Caçadores da Arca Perdida na época e elogiou fortemente o trabalho de Ford no filme.Depois de seu sucesso em filmes como Star Wars (1977) e Os Caçadores da Arca Perdida (1981), Ford estava procurando um papel com profundidade dramática. De acordo com os documentos de produção, vários atores foram considerados para o papel, incluindo Gene Hackman, Sean Connery, Jack Nicholson, Paul Newman, Clint Eastwood e Al Pacino.
Um papel que não foi difícil de escalar foi o de Rutger Hauer como Roy Batty, o violento mas ainda pensativo líder dos replicantes. Scott colocou Hauer no elenco sem conhecê-lo, tendo unicamente como base as performances de Hauer nos filmes de Paul Verhoeven que Scott tinha visto (Katie Tippel, Soldaat van Oranje e Turkish Delight). A interpretação de Hauer para o personagem Batty foi considerado por Philip K. Dick como “o Batty perfeito e frio, ariano, impecável”. Dos muitos filmes que Hauer fez, Blade Runner é o seu favorito. Como explicou em um bate-papo ao vivo em 2001, “Blade Runner não precisa de explicação, é apenas o melhor, não há nada parecido, fazer parte de uma verdadeira obra-prima que mudou o pensamento do mundo.” Hauer reescreveu o discurso “lágrimas na chuva” do seu personagem e o apresentou para Scott no set antes da filmagem.
Blade Runner utilizou um número de atores até então pouco conhecidos: Sean Young interpretou Rachael, uma replicante experimental com memórias da sobrinha de Tyrell implantadas, fazendo-a acreditar que ela é humana; Nina Axelrod fez uma audição para o papel. Daryl Hannah interpretou Pris, uma “modelo de prazer básico” replicante; Stacey Nelkin fez testes para o papel, mas lhes foi dada uma outra parte no filme, que foi cortada em última instância antes da filmagem.[36] A escalação para os papéis de Pris e Rachael foi desafiador, exigindo vários testes de tela, com Morgan Paull desempenhando o papel de Deckard. Paull foi escolhido como Dave Holden o caçador de recompensas e colega de Deckard, que é baleado na primeira cena, baseado em suas performances nos testes. Brion James interpretou Leon Kowalski, um replicante de combate, e Joanna Cassidy interpretou Zhora, uma replicante assassina.
Edward James Olmos interpretou Gaff. Olmos usou sua diversidade étnica e pesquisa pessoal para ajudar a criar a linguagem ficcional “cityspeak” que seu personagem usa no filme.
A máquina de Voight-Kampff é uma ferramenta fictícia utilizada em interrogatórios, originado no romance onde é soletrada como Voigt-Kampff. O Voight-Kampff é uma máquina semelhante a um polígrafo usada pelos Blade Runners para determinar se um indivíduo é um replicante. Ele mede as funções corporais, como respiração, modo de respostas, frequência cardíaca e movimento dos olhos em resposta a questões relacionadas com a empatia.
A trilha sonora de Blade Runner composta por Vangelis é uma combinação melódica sombria de composição clássica e sintetizadores futuristas que espelha o filme noir retro-futurístico imaginado por Ridley Scott. Vangelis, que recentemente havia ganhado um Óscar de melhor trilha sonora por Carruagens de Fogo, compôs e executou a música em seus sintetizadores.
Efeitos especiais
Blade Runner foi lançado em 1.290 cinemas no dia 25 de junho de 1982. Essa data foi escolhida pelo produtor Alan Ladd, Jr. porque seus filmes anteriores de maior bilheteria (Star Wars e Alien) tiveram uma data de abertura semelhante (25 de maio) em 1977 e 1979, tornando esta data seu “dia de sorte”. Blade Runner arrecadou vendas de ingressos razoavelmente boas segundo relatórios contemporâneos; Faturando US$ 6,1 milhões durante o seu primeiro fim de semana nos cinemas. O filme foi lançado próximo de outros grandes lançamentos de ficção científica/fantasia, tais como O Enigma de Outro Mundo, Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan, Conan, o Bárbaro e E.T. – O Extraterrestre.
Crítica
As reações iniciais entre os críticos de cinema foram misturadas. Alguns escreveram que a trama tomou um assento traseiro para efeitos especiais do filme, e não coube o marketing do estúdio como um filme de ação/aventura. Outros aclamaram sua complexidade e previram que resistiria ao teste do tempo.
Blade Runner detém uma classificação de 89% no Rotten Tomatoes, um site que classifica os filmes com base em críticas publicadas por críticos, obtendo uma média de 8,5 de 10 em 104 comentários.

14.292 – Os primeiros Submarinos 


submarino1
Desvendar os mistérios das profundezas marinhas sempre foi um sonho do Homem.
Todavia, somente a partir do século XVI apareceram os primeiros projetos conhecidos visando à construção de aparelhos submersíveis capazes de tornar possível o que até então parecia uma mera fantasia.
Na Europa e na América, em especial, engenheiros e inventores obstinados lançaram-se ao desafio, enfrentando as forças da natureza e desenvolvendo os mais fantásticos mecanismos, aprimorados paulatinamente por novas gerações de idealizadores.
O acúmulo de experiências e a conjunção de esforços permitiram assim o surgimento dos primeiros submarinos. Assim como outras inovações tecnológicas, ao longo da História, seu uso destinou-se a diversas finalidades, sobretudo expedições científicas e atividades militares.
A original ideia de William Bourne – 1578

O primeiro projeto conhecido para um submarino navegável remete aos estudos de William Bourne (1535-1582), um matemático inglês, autor de importantes manuais de navegação, que serviu como artilheiro na Royal Navy.

Em seu livro “Inventions or Devises” (Invenções ou Projetos), publicado em 1578, Bourne baseou-se no princípio de Arquimedes (impulsão ou empuxo, que explica as forças atuantes responsáveis por manter um navio na superfície) para descrever um mecanismo pelo qual:

“É possível fazer um navio ou barco que pode ir debaixo da água até o fundo, e subir novamente, ao seu prazer. Se qualquer magnitude do corpo que está na água, tendo sempre um peso, pode ser maior ou menor, então ele deve nadar quando quiser e, do mesmo modo, afundar”.

Em outras palavras, diminuir o volume para tornar o barco mais pesado que o peso da água que ele desloca, a fim de fazê-lo afundar. Torná-lo mais leve, aumentando o volume, para fazê-lo subir.

A grande contribuição de William Bourne foi a descrição de um princípio capaz de fazer uma embarcação emergir e submergir, mas ele jamais ofereceu uma ilustração do plano de um submarino.
Anos após a publicação de “Inventions or Devises”, o desenho acima foi apresentado como um esquema do submarino de William Bourne: almofadas envoltas em couro, que podiam ser aparafusadas na direção da linha central, visando criar uma câmara inundada, bem como, aparafusada para expelir a água e selar a abertura. Entretanto, Bourne escreveu sobre expansão e contração de estruturas e não exatamente sobre câmaras inundadas. Submarinos construídos na Inglaterra, em 1729, e na França, em 1863, conformaram-se justamente com sua ideia.
O submarino de Cornelius Drebbel – 1623

Contratado em 1603 como “inventor da corte” do rei Jaime I, da Inglaterra, o inventor, gravador e vidraceiro holandês Cornelius Drebbel construiu o que é considerado o primeiro submarino navegável.

De acordo com relatos, alguns dos quais podem ter sido escritos por verdadeiras testemunhas oculares do submarino, Drebbel se utilizou de um barco a remos envolvido em couro à prova de água, com tubos de ar ligados a flutuadores, de modo a mantê-lo em contato com a superfície e captar oxigênio. Como não havia motores na época, remos foram conectados ao casco e envolvidos na união com luvas de couro, que faziam a vedação. A primeira viagem foi feita no rio Tâmisa, com 12 remadores. O submarino ficou submerso durante três horas, atingindo 15 pés (4,57 metros) de profundidade. Diversas outras demonstrações foram feitas no Tâmisa, mas o desempenho do aparelho não gerou o entusiasmo do Almirantado britânico, que nunca empregou a invenção em combate.

Apesar de tais descrições, não existem ilustrações críveis do submarino de Drebbel. Relatos de que Jaime I chegou a presenciar uma demostração geralmente são aceitos, mas improváveis os que afirmam que o rei realizou um passeio subaquático no invento.

Recentemente, uma equipe de inventores contratada pela emissora britânica BBC fez uma réplica do submarino de Drebbel.
ontribuições do padre Marin Mersenne – 1634

Em 1634, o padre e matemático francês Marin Mersenne (1588-1648) teorizou que um submarino deve ser feito de cobre, de forma cilíndrica para suportar melhor a pressão, e com pontas pontiagudas, tanto para racionalizar como para permitir o curso inverso sem ter que se virar. Pressão? Para cada pé de profundidade, a pressão da água aumenta cerca de meia libra por polegada quadrada (Psi).
O ‘barco’ de Roterdã – 1654

Projetado por um francês chamado De Son, o ‘barco’ de Roterdã, tinha 72 pés (22 metros) de comprimento, sendo provavelmente o primeiro navio subaquático construído especificamente pelo Conselho dos Países Baixos do Sul para atacar um inimigo, em especial, a Marinha Britânica. Este quase submarino – uma espécie de aríete semi-submerso – foi idealizado para se aproximar furtivamente da superfície e desferir um violento golpe capaz de furar a embarcação inimiga. O projetista alardeou que poderia atravessar o Canal da Mancha e voltar em um dia, afundando cem navios ao longo do caminho.
O submarino de Giovanni Borelli – 1680

Não há provas de que o físico e matemático italiano Giovanni Borelli tenha construído um submarino, mas a ilustração abaixo continua a aparecer em livros e revistas – com muitas variações – como se fosse um barco real, às vezes erroneamente ligado aos projetos de Cornelius Drebbel ou Nathaniel Symons (ver abaixo, 1729). Borelli compreendeu o princípio básico do volume versus peso (deslocamento), mas ele ilustrou um sistema de lastro totalmente impraticável, pelo qual o peso seria aumentado ou diminuído, permitindo que um banco de sacos de pele de cabra se enchesse com água para descer o aparelho, comprimindo a água para subir de novo.
Os submarinos de Denis Papin – 1696

Sabe-se que o físico e inventor francês Denis Papin construiu dois submarinos. Ele usou uma bomba de ar para equilibrar a pressão interna com pressão de água externa, controlando assim a flutuabilidade através do fluxo de entrada e saída de água para dentro do casco. Como propulsão, Papin recorreu a velas na superfície e remos debaixo d’água. O inventor projetou “certos buracos” em seu aparelho, através dos quais o operador poderia “tocar nos navios inimigos e arruiná-los de várias maneiras”.
O carpinteiro inglês Nathaniel Symons criou um barco submergível, operado por um homem, dotado de telescópio de casco, mas sem nenhum sistema de locomoção, como uma espécie de entretenimento público. Fechado por dentro, diante de uma multidão de espectadores, ele passou quarenta e cinco minutos debaixo de água. Após a apresentação, o inventor expandiu o casco, subiu para a superfície e passou o chapéu. Um homem deu-lhe uma moeda.
A ‘tartaruga’ de David Bushnell – 1776

David Bushnell (1742-1824) foi um inventor norte-americano e veterano da Guerra de Independência dos Estados Unidos. Em 1775, enquanto estudava na Universidade de Yale, criou o primeiro submarino usado em combate, apelidado de “Tartaruga”, pois se assemelhava a uma tartaruga marinha flutuando verticalmente na água. Sua ideia de utilizar água como lastro para submergir e emergir continua em vigor na atualidade, bem como, o uso da hélice, empregada pela primeira vez na “Tartaruga”.
A “Tartaruga” de Bushnell era rebocada na proximidade do alvo a ser atingido. Abria-se então uma válvula de pedal, de sorte a deixar entrar água suficiente para afundar, fechando-se depois a mesma válvula. O operador movia o aparelho debaixo do inimigo por meio de manivelas manipuladas através um pedal, que giravam duas hélices, uma para a frente, a outra para o movimento vertical. Num rombo aberto no casco inimigo, colocava-se um barril com 150 kg de pólvora, ligado a um detonador-relógio. Com as manivelas, o operador afastava-se do local da explosão. Para retornar à superfície, recorria-se a uma bomba localizada junto ao pé, que liberava a água para fora do casco.
Às 11:00 horas do dia 6 de setembro de 1776, no decurso da Guerra de Independência, operada pelo sargento Ezra Lee, a “Tartaruga” atacou um navio britânico no porto de Nova York, provavelmente o HMS ‘Eagle’.
De acordo com os apontamentos de Lee, a “Tartaruga” foi rebocada por barcos a remos o mais próximo possível da frota britânica. Ele então navegou por mais de duas horas até alcançar o HMS ‘Eagle’. Sua primeira tentativa de anexar o explosivo falhou porque o parafuso atingiu um impedimento de metal. Lee chegou a trocar a broca, mas não conseguiu realizar a penetração. Uma história popular sustentou que a falha deveu-se ao revestimento de cobre do casco do navio. A Marinha Real Britânica começava a instalar revestimento de cobre no fundo de seus navios de guerra para proteger a madeira de danos causados por teredos e outras espécies marinhas. Todavia, fino como papel, o forro não poderia ter impedido o trabalho de perfuração. Bushnell acreditou que a falha de Lee era provavelmente devido a uma placa de ferro conectada à dobradiça do leme do navio. Quando o sargento tentou outro ponto no casco, ele foi incapaz de ficar abaixo do navio, abandonando a tentativa. Parece mais provável que ele estava sofrendo de fadiga e inalação de dióxido de carbono, o que o deixou confuso e incapaz de realizar corretamente o processo de perfuração através do casco do HMS ‘Eagle’. Diante da aproximação de soldados britânicos vindos da Ilha dos Governadores, os quais avistaram o submersível e remaram para investigar, Lee liberou no mar o que chamou de “torpedo”. Suspeitos da carga à deriva, os britânicos retornaram para a ilha. O operador informou que o “torpedo” derivou para o Rio East, um estreito localizado a leste da ilha de Manhattan, onde explodiu “com tremenda violência, lançando bem alto grandes colunas de água e pedaços de madeira”.
Embora considerado o primeiro ataque de um submarino a um navio, a ação da “Tartaruga” é mencionada apenas em registros americanos. As fontes britânicas não indicam relatos de um ataque de um submarino a um de seus navios naquela manhã ou mesmo das explosões referidas por Lee.

Segundo o historiador naval britânico Richard Compton-Hall, os problemas de conseguir uma flutuabilidade neutra tornariam inútil a hélice vertical da “Tartaruga”, sugerindo tais dificuldades técnicas que toda a história foi fabricada com o propósito de propaganda. Para o pesquisador, se Lee realizou um ataque foi em um barco de remo coberto, ao invés de um submergível.
Em 1976, comemorando o bicentenário da Independência Americana e da “Tartaruga” de Bushnell, uma réplica do famoso submergível foi projetada por Joseph Leary e construída por Fred Frese. A réplica foi testada no rio Connecticut e atualmente pertence ao Connecticut River Museum.
Em 3 de agosto de 2007, três homens foram detidos pela polícia enquanto pilotavam uma réplica da “Tartaruga” a 61 metros do transatlântico ‘Queen Mary 2’, que estava ancorado no terminal de cruzeiros em Red Hook, no Brooklyn, Nova Iorque. A réplica foi criada pelo artista nova iorquino Duke Riley e dois residentes de Rhode Island, um dos quais afirmava ser descendente de David Bushnell. Riley foi notificado pela Guarda Costeira Americana por ter usado uma embarcação irregular e por violar a zona de segurança em torno do ‘Queen Mary 2’.
O engenheiro norte-americano Robert Fulton é amplamente reconhecido como o inventor do primeiro barco a vapor comercialmente bem sucedido, bem como, pelo primeiro submarino prático da História, o famoso “Nautilus”. A Fulton é creditada ainda a invenção de alguns dos primeiros torpedos navais do mundo, utilizados pela Marinha Britânica.
Entretanto, em 1797, o engenheiro vivia em Paris e ofereceu-se para construir um submarino para ser usado contra os principais inimigos da França, justamente os britânicos. Ele imaginava um “Nautilus mecânico, uma máquina que me lisonjeia com a esperança de poder aniquilar a marinha deles (dos britânicos)”. O próprio Fulton planejava construir e operar a máquina às suas próprias custas, esperando pagamento para cada navio britânico destruído. Ele previu que “se alguns navios de guerra fossem destruídos por meios tão novos, tão ocultos e tão incalculáveis, a confiança dos marinheiros desapareceria e a frota se tornaria inútil a partir do momento do primeiro terror”.
Em 1800, depois de longos atrasos e várias mudanças no governo, Robert Fulton foi contratado por Napoleão Bonaparte para construir o “Nautilus”. O inventor fez uma série de submersões bem sucedidas a profundidades de 25 pés (7,62 metros), por períodos longos de até seis horas. A ventilação era garantida por um tubo ligado à superfície.
O “Nautilus” era essencialmente uma “Tartaruga de Bushnell” alongada, com uma hélice maior, além de um mastro e uma vela para o uso na superfície. Em testes, o aparelho alcançou uma velocidade subaquática máxima sustentada de quatro nós (7,4 km/h). Alçado ao posto de contra-almirante, Fulton fez várias tentativas de atacar navios ingleses, os quais se afastavam sempre que o avistavam. Contudo, suas relações com o governo francês deterioraram-se, ao ponto de um novo Ministro da Marinha ter-lhe dito: “Vá, senhor! Sua invenção é ótima para os argelinos ou corsários, mas fique sabendo que a França ainda não abandonou o oceano”.
Fulton resolveu destruir o “Nautilus” e vendeu-o como sucata. Ele chegou a propor uma versão melhorada, mas a maioria dos relatos afirmam que nunca construiu.
Na literatura, o renomado escritor francês Júlio Verne (1828-1905) celebrizou o ‘Nautilus’ em sua famosa obra “Vinte mil léguas submarinas”, cuja primeira edição é de 1870.
O nome ‘Nautilus’ foi dado também a vários navios da Marinha dos Estados Unidos, incluindo o primeiro submarino nuclear do mundo, lançado em 1954.
Submarinos na Guerra Anglo-Americana – 1812/1815
Pelo menos dois submersíveis foram relatados durante a Guerra Anglo-Americana, travada entre 1812 e 1815. Um deles foi referido por um almirante britânico pelo nome então genérico “Tartaruga”. Não há nenhuma verdade à afirmação que David Bushnell “voltou à ativa” na guerra de 1812. Naquela época, Bushnell, cuja família não ouvia falar dele há mais de 25 anos, estava na casa dos 70 e vivia com outro nome na Geórgia.
O primeiro barco, que pode ter operado apenas inundado à superfície, foi atribuído a “um cavalheiro engenhoso chamado Berrian”, como relatado no New York Evening Post, que saiu para para fazer a batalha, em junho de 1814. Em 26 de junho, o aparelho estava fundeado na extremidade oriental de Long Island (ilustração abaixo). A milícia da vila de Sag Harbor, New York, tentou defendê-lo, mas foi surpreendida pelos britânicos, tendo quatro homens mortos ou feridos. O barco-torpedo foi então destruído pela canhoneira britânica ‘Sylph’ e pela fragata ‘Maidstone’.
Um submarino para resgatar Napoleão Bonaparte?
Em 1820, agentes franceses possivelmente elaboraram um plano para resgatar Napoleão Bonaparte da ilha de Santa Helena. Para tanto, teriam recrutado Thomas Johnstone, um marinheiro e contrabandista inglês, que parece ter participado dos esforços de Robert Fulton no ‘Nautilus’.
Johnstone deveria construir um submarino de 100 pés (30,48 metros) de comprimento para retirar Napoleão da ilha e transferi-lo para um navio a vela, com destino aos Estados Unidos.
Quaisquer que sejam os fatos do caso, Napoleão morreu em Santa Helena em 1821, antes do possível submarino ser concluído.
O batiscafo de Brutus de Villeroi – 1832
Em 1832, o engenheiro francês Brutus de Villeroi (1794-1874) completou um pequeno submarino, semelhante a um batiscafo, possivelmente chamado de ‘Nautilus’, em referência ao submarino de 1800, criado por Robert Fulton.
O submarino media aproximadamente 10 metros de comprimento, 1 metro de altura e 1 metro de largura, deslocando cerca de seis toneladas quando submerso. Estava equipado com oito luzes no topo para fornecer luz interior e uma escotilha superior com uma torre retrátil para navegação de superfície. Para a propulsão, possuía três conjuntos de pás de pés de pato e um grande leme. Dispunha ainda de escotilhas com selos de couro, a fim de tornar possível algumas manipulações fora do casco, um sistema de lastro pequeno com uma alavanca e pistão, e uma âncora. Comportava no máximo três homens.
O batiscafo de Villeroi foi demonstrado em Fromentine, Noirmoutier, perto de Nantes, França, em 12 agosto de 1832 e, em 1837, aos representantes do Reino dos Países Baixos.
Villeroi tentou várias vezes vender seus desenhos de submarinos para a Marinha Francesa (1832, 1855 e 1863), mas o projeto foi aparentemente recusado todas as vezes.
Em 1842, o engenheiro atuava como professor de desenho e matemática no Seminário Júnior Saint-Donatien, em Nantes, onde Júlio Verne também era um estudante, levando à especulação de que ele pode ter inspirado o projeto conceitual de Verne para o ‘Nautilus’, na obra “Vinte Mil Léguas Submarinas”. Entretando, ainda não foram encontradas evidências seguras sobre as atividades de Villeroi em Saint-Donatien, bem como, nenhuma ligação direta entre o engenheiro e o escritor.

O ‘Brandtaucher’ – 1850
O ‘Brandtaucher’ foi um submersível desenhado pelo inventor e engenheiro bávaro Wilhelm Bauer e construído por Schweffel & Howaldt, em Kiel, para a flotilha de Schleswig-Holstein (parte da Reichsflotte), em 1850.
Em janeiro de 1850, Bauer, cavaleiro durante a guerra germano-dinamarquesa, projetou o ‘Brandtaucher’ como uma forma de acabar com o bloqueio naval dinamarquês da Alemanha. O esboço inicial de Bauer atraiu a atenção do Ministro da Marinha, que lhe permitiu construir um modelo de 70 × 18 × 29 cm. O modelo foi demonstrado no porto de Kiel em frente a dignitários navais. Seu desempenho satisfatório levou à construção de um modelo em grande escala, financiado por contribuições do pessoal do exército e civis locais. Devido ao financiamento inadequado, a escala do barco teve de ser rebaixada e o desenho alterado e simplificado, resultando em uma profundidade de mergulho reduzida de 30 metros para 9,5 metros. O redesenho incluiu a eliminação do uso de tanques de lastro fechados para conter a água armazenada e expelida do submarino. Ao invés disso, a água foi mantida numa piscina no fundo do casco, abaixo do piso principal, sendo capaz de se mover relativamente desobstruída dentro desta área, quando o submarino mudava de orientação. A instabilidade resultante foi provavelmente um fator significativo que contribuiu para a perda do vaso.
O ‘Brandtaucher’ media 8.07 metros de comprimento e era impulsionado por uma tripulação de três homens, que giravam grandes rodas de piso unidas a uma hélice. Alcançava uma velocidade de três nós (5,5 km/h), mas isso não podia ser mantido por longos períodos de tempo.
Em 1 de fevereiro de 1851, o ‘Brandtaucher’ afundou após um acidente de mergulho, durante os testes de aceitação, no Porto de Kiel. O submarino apresentou falha de equipamento e afundou-se a 60 pés (18 metros) de profundidade no porto de Kiel. Bauer escapou deixando entrar água, aumentando assim a pressão do ar, o que permitiu a ele e aos seus dois companheiros a abertura de uma escotilha e o nado para a superfície. Esta foi a primeira fuga submarina a ser testemunhada e relatada.
Em 1887, o naufrágio do ‘Brandtaucher’ foi descoberto e o submarino resgatado, em 5 de julho do mesmo ano. Exposto primeiramente na Academia Naval de Kiel, em 1906 foi movido para o Museum für Meereskunde, em Berlim. De 1963 a 1965, recebeu restauro em Rostock, sendo colocado em exposição no Nationale Volksarmee Museum, em Potsdam. Atualmente encontra-se no Militärhistorisches Museum der Bundeswehr (Museu de História Militar das Forças Armadas Alemãs), em Dresden.

Os submarinos de Lodner Phillips – 1852
Em 1852, o sapateiro americano de Indiana, Lodner Darvontis Phillips inventou dois submarinos de 40 pés (12 metros) de comprimento, ambos projetados na forma de charuto, forma agora clássica, mas com extremidades cônicas. Ainda alimentado por hélices manuais, o submersível possuía tanques de lastro operados manualmente. Um dos dois submarinos foi projetado e equipado para uso civil, principalmente voltado à pesquisa subaquática. O submarino foi utilizado com sucesso para explorar o fundo do lago Michigan sob a tensa supervisão de grandes multidões de curiosos. A versão militar tinha um propósito decididamente mais aguçado e estava equipada com uma mina de pólvora subaquática. Phillips se ofereceu para vendê-lo para a Marinha dos Estados Unidos, obtendo como resposta: “Nenhuma autoridade é conhecida por esta Mesa para comprar um barco submarino. Os barcos usados pela Marinha não vão sob a água”. Durante a Guerra Civil (1861-1865), o inventor novamente ofereceu seus serviços à Marinha americana, novamente sem sucesso.
As experiências submarinas de Lodner Phillips envolveram também sua família. Esposa e filhos muitas vezes o acompanharam em pesquisas, testes e demonstrações. Eventualmente, o inventor mudou seus experimentos para o Lago Erie, mas a sorte não lhe sorriu e ele desapareceu com seus submarinos artesanais.
O ‘Diabo do Mar’ – 1855
Após o naufrágio do ‘Brandtaucher’ (1851), Wilhelm Bauer imediatamente começou a fazer planos para um submarino maior e melhorado. Contudo, o governo de Schleswig-Holstein recusou-se a apoiá-lo depois de sua má experiência com o primeiro submarino.
Bauer então deixou Schleswig-Holstein e, nos anos seguintes, tentou obter apoio para sua invenção na Áustria-Hungria, no Império Britânico e na França. Em 1855, conseguiu um contrato com o grande príncipe de São Petersburgo, Rússia. Durante esse ano, o engenheiro alemão construiu seu segundo submarino, o ‘Seeteufel’ (Diabo do Mar), em São Petersburgo.
Muito menos informações são conhecidas sobre este submarino do que do ‘Brandtaucher’. No entanto, supõe-se ter sido duas vezes mais longo que seu antecessor, medindo 24 metros de comprimento. Em suas paredes de ferro de 1/2´de espessura existiam 21 janelas. Tinha três cilindros grandes para prender a água como lastro de mergulho e foi projetado para uma tripulação de 12 homens.

Tendo aprendido com o desastre de seu primeiro submersível, Bauer forneceu ao ‘Seeteufel’ um dispositivo de resgate recém-inventado: a câmara do mergulhador. Funcionando como uma câmara de ar, os mergulhadores podiam sair e entrar através dela na embarcação submersa.
O ‘Diabo do Mar’ provou ser um projeto muito bom. Em quatro meses, realizou 133 imersões bem sucedidas, a mais espetacular na celebração de coroação do czar Alexandre II, em 7 de setembro de 1855. Na ocasião, o submarino levou a bordo dezesseis homens, quatro deles membros de uma banda de metais que tocou o hino nacional russo, claramente ouvido pelos observadores na superfície.
Durante o 134 º mergulho, o ‘Seeteufel’ ficou preso na areia do fundo do mar. Ao esvaziar os cilindros de água com as bombas, a tripulação conseguiu elevar o submarino o suficiente para que a escotilha ficasse acima da linha d’água. Toda a tripulação, incluindo Bauer, foi salva, mas infelizmente o submarino retornou para o fundo do mar.

Submarino caçador de tesouros – 1859
Em 1856, o já mencionado engenheiro francês Brutus de Villeroi (ver acima, 1832) imigrou para os Estados Unidos. Estabelecendo-se na Filadélfia, Pensilvânia, durante o final da década de 1850 desenvolveu vários submarinos.
Em 1859, Villeroi construiu para um financista da Filadélfia um submarino caçador de tesouros, com o objetivo de explorar o navio de guerra britânico ‘De Braak’, perdido próximo à foz do rio Delaware. O método consistia em mergulhadores operando do lado de fora de uma câmara de ar. O submersível realizou pelo menos uma imersão de 3 horas a vinte pés (6 metros) de profundidade. Nenhum outro detalhe a respeito deste submarino é conhecido.
Contudo, o submarino caçador de tesouros não representou o fim da carreira de Villeroi no ramo. Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), o engenheiro desenvolveu novos projetos, oferecendo-os à Marinha dos Estados Unidos.
Os submarinos da Guerra da Secessão, porém, serão tratados por Diário de Bordo na próxima atualização do presente tópico.

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14.286 – Quadrinhos – Watchmen


Watchmen
É uma série limitada de história em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora norte americana DC Comics entre 1986 e 1987.
Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. Embora tenha sido publicada originalmente como uma série limitada, logo depois ganhou uma versão encadernada, sendo agora classificada como graphic novel (ou “romance gráfico”). termo que define séries fechadas publicadas como livros, o sucesso de crítica e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como até então pouco explorado pelo mesmo mercado.
Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 — juntamente com A Queda de Murdock e The Dark Knight Returns, de Frank Miller, e Maus, de Art Spiegelman — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil.
A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momento delicado no contexto da Guerra Fria e em via de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos e super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos.
Como vimoos em um outro artigo do ☻ Mega, uma adaptação para o cinema foi lançada em 6 de março de 2009.
Em 2018, a emissora HBO oficializou a produção de uma série baseada na HQ com estreia para 2019, porém anunciou que a história apresentada será diferente dos quadrinhos, apesar de estar situada no mesmo universo.
Ambientada em uma realidade fictícia na qual heróis mascarados (ou fantasiados) são uma presença real na história da humanidade, Watchmen é um drama de crime e aventura que incorpora temas e referências relacionados a filosofia, ética, moral, cultura popular e de massas, história, artes e ciência.

A trama principal trata dos desdobramentos de uma conspiração revelada após a investigação do assassinato de um herói aposentado, o Comediante, que atuara nos últimos anos como agente do governo. Em torno desta história giram várias tramas menores que exploram a natureza humana e as diferentes interpretações de cada pessoa para os conflitos do bem contra o mal, através das histórias pessoais e relacionamentos dos personagens principais.
A responsabilidade moral é um tema de destaque, e o título Watchmen refere-se à frase em latim “Quis custodiet ipsos custodes”, traduzida comumente na língua inglesa como “Who watches the watchmen?” (“Quem vigia os vigilantes?”), tirada de uma sátira de Juvenal. Neste sentido, a obra procura questionar o próprio conceito de “super-herói” comum nos quadrinhos estadunidenses e enraizados na cultura de massas daquele país e a partir daí manifestar-se sobre questões diversas: ao longo de seu texto, a obra (assim como seus próprios personagens) evita mesmo utilizar-se da expressão “super-herói”, preferindo termos como “aventureiros fantasiados” ou “vigilantes mascarados”.

A intenção de Alan Moore foi dar verossimilhança aos personagens de HQ e literatura pulp. Para tanto, não só construiu personalidades bem elaboradas como também detalhou todo um complexo universo sem se esquecer das questões culturais, econômicas e políticas.

Partindo da premissa de que uma criatura tão poderosa quanto o Dr. Manhattan teria conseqüências gritantes na geopolítica mundial, economia e comportamento da sociedade, o roteirista inglês imaginou um mundo onde dirigíveis fossem o meio de transporte mais eficaz e economicamente viável, seguido de perto por eficientes carros elétricos. A genética e a produção de novos materiais também sofreram grande influência dos avanços tecnológicos implementados por Manhattan. No plano político, a existência desse personagem fez a balança da Guerra Fria pender fortemente para o lado dos Estados Unidos. Até 1985, a União Soviética não havia ousado pôr os pés no Afeganistão.
Enredo
Na realidade histórica alternativa apresentada em Watchmen, Richard Nixon teria conduzido os EUA à vitória na Guerra do Vietnã e em decorrência deste fato, teria permanecido no poder por um longo período. Esta vitória, além de muitas outras diferenças entre o mundo verdadeiro e o retratado nos quadrinhos, como por exemplo os carros elétricos serem a realidade da indústria dos automóveis e o petróleo não ser mais a maior fonte de energia, derivaria da existência naquele cenário de um personagem conhecido como Dr. Manhattan, um indivíduo dotado de poderes especiais, os quais o levam a possuir vasto controle sobre a matéria e a energia, elevando-o ao estado de um homem-deus.

Neste mundo, existiriam quadrinhos de super-heróis no final de 1930, inclusive do Superman, os quais eventualmente seriam a principal inspiração para que um dos personagens das série viesse a se tornar um combatente do crime (o primeiro Nite Owl). As revistas deste gênero então teriam deixado de existir, sendo substituídas por quadrinhos de piratas (talvez devido ao surgimento de heróis verdadeiros). O Dr. Manhattan, o único a possuir poderes (como explodir ou desmontar objetos, e até mesmo pessoas, pois controla os átomos), foi o primeiro da “nova era” de super-heróis mais sofisticados que durou do começo dos anos 1960 até a promulgação da Lei Keene em 1977, implantada em resposta à greve da polícia e a revolta da população contra os vigilantes que agiam acima da lei. À época, o grupo conhecido como Crimebusters se dispunha a combater a criminalidade na cidade de Nova York.

A Lei Keene exigia que todos os “aventureiros fantasiados” se registrassem no governo. A maioria dos vigilantes resolveu se aposentar, alguns revelando suas identidades secretas para faturar com a atenção da mídia; caso de Adrian Veidt, o Ozymandias. Outros, como o Comediante e o Dr. Manhattan, continuaram a trabalhar sob a supervisão e o controle do governo. O vigilante conhecido como Rorschach, entretanto, passou a operar como um herói renegado e fora-da-lei, sendo freqüentemente perseguido pela polícia.

A história abre com a investigação do assassinato de Edward Blake, logo revelado como sendo a identidade civil do vigilante mascarado conhecido como O Comediante. Tal assassinato chama a atenção de Rorschach, o qual passará toda a primeira metade da trama entrando em contato com seus antigos companheiros em busca de pistas, considerando praticamente todos como possíveis suspeitos.
Rorschach suspeita basicamente que o evento da morte de Blake estaria relacionado a um possível rancor de criminosos presos pelos heróis no passado, tese que ganha força à medida que outros ex-combatentes do crime e o próprio Rorschach são duramente atingidos por um aparentemente planejado ataque sistemático à suas integridade físicas e credibilidade.
Capítulos
Os nomes dos capítulos refletiam as passagens literárias (Nietzsche, Einstein, a Bíblia Sagrada) ou musicais (Bob Dylan, Jimi Hendrix) do último quadrinho da história.

À meia-noite, todos os agentes…
Amigos ausentes
O Juíz de toda a Terra
Relojoeiro
Temível Simetria
O abismo também contempla
Um irmão para o Dragão
Antigos fantasmas
As trevas do mero ser
Dois cavaleiros estavam se aproximando
Contemplai minhas realizações, ó poderosos
Um mundo mais adorável
Apesar de os heróis de Watchmen serem inicialmente inspirados em personagens da Charlton Comics, vale dizer que Moore tomou emprestado elementos de vários outros quadrinhos, além de criar grande parte dos detalhes.

Os personagens principais da série são:

Comediante (Edward Blake) — Um homem que reconhece o horror presente nas relações humanas e se refugia no humor. Para o personagem, a ironia é, em vários momentos, um reflexo amargo da percepção desse horror. Adaptado do Pacificador, com elementos inspirados em Nick Fury. Edward Blake é cínico e violento, sua “alma de militar” o leva a cumprir seus objetivos muitas vezes a um custo alto.
Dr. Manhattan (Jonathan Osterman) — É o homem-deus, que vê a vida como apenas mais um fenômeno do cosmo, e é o único herói dotado de super-poderes. Dr. Manhatan era um cientista nuclear, acidentalmente desintegrado em uma experiência. Aos poucos sua força de vontade faz seus átomos se unirem novamente e volta à vida, mas de uma maneira diferente. Surge como um ser capaz de manipular a matéria, viajar para pontos longínquos no espaço, desde Marte até outras galáxias, ocupar vários lugares no espaço ao mesmo tempo, ver seu, mas apenas o seu, passado e futuro simultaneamente considerando a relatividade do tempo. Ao contrário do que muitos pensam ele possui sentimentos, porém os demonstra de forma diferenciada. Na história se torna o grande trunfo dos Estados Unidos na área militar e tecnológica. Durante a saga o Dr. Manhattan vai perdendo aos poucos sua humanidade, se tornando um ser menos humano e que enxerga apenas reações químicas. É adaptado do Capitão Átomo.
Coruja I (Hollis Mason) — Policial que se tornou um vigilante inspirado nas HQs e na literatura pulp. Possui um forte senso de dever, e anseia por relações mais ingênuas, onde o bem e o mal estejam bem definidos. Adaptado do primeiro Besouro Azul (Dan Garret).
Coruja II (Dan Dreiberg) — Um intelectual rico, solitário e retraído. Adaptado do segundo Besouro Azul (Ted Kord) com elementos do Batman. É um expert em tecnologia avançada e possui vários equipamentos especiais que usa contra o crime.
Ozymandias (Adrian Veidt) — Um visionário brilhante e ególatra movido por um obscuro senso de dever. Seu codinome vem de um poema de Percy Bysshe Shelley, que descreve a estátua do rei Ozymandias esquecida no deserto. É um bilionário excêntrico, considerado o homem mais inteligente do mundo. Sua inteligência é tamanha que o torna exímio atleta e lutador, consegue desviar de balas pois calcula a trajetória na hora do disparo. Adaptado do Thunderbolt. Possui um lince (fêmea) geneticamente alterado chamada Bubastis. Veidt se aposentou três anos antes da lei Kenee que proibia os vigilantes (menos o comediante e Dr Manhattan).
Rorschach (Walter Kovacs) — Personagem enigmático, pessimista e com muita força interior, é incapaz de se relacionar normalmente com a sociedade. Projeta na luta contra o Mal seu senso de solidariedade e constrói sua própria moral. Rorschach é um sociopata, considerado o terror do submundo e um fugitivo da justiça. É ele quem move o enredo e todos os personagens desde o começo da saga, ao perceber que um complô está em andamento. Foi baseado nos personagens Questão e Mr. A, da Charlton Comics.
Espectral II (Laurie Juspeczyk) — Laurel, ou Laurie, é uma mulher forçada a viver à sombra do pragmatismo de sua mãe, que foi a primeira vigilante a obter lucro em cima do combate ao crime. É ex-mulher do Dr. Manhattan e mantém com ele uma certa cumplicidade. Adaptada da Sombra da Noite, com elementos de Lady Fantasma e Canário Negro.
Before Watchmen (em português: Antes de Watchmen) é uma série de histórias em quadrinhos, que foi publicada pela DC Comics em 2012. Atuando como um prequel da série limitada, o projeto foi composto de sete séries limitadas e um epílogo one-shot. A responsável pela publicação da série no Brasil é a Panini Comics.
As HQs que compõem a franquia são:

Volume 01: Antes de Watchmen: Coruja;
Volume 02: Antes de Watchmen: Espectral;
Volume 03: Antes de Watchmen: Rorschach;
Volume 04: Antes de Watchmen: Dr. Manhattan;
Volume 05: Antes de Watchmen: Comediante;

Volume 06: Antes de Watchmen: Ozymandias;
Volume 07: Antes de Watchmen: Dollar Bill & Moloch;
Volume 08: Antes de Watchmen: Minutemen

 

14.285 – Cinema – Os Filmes mais esperados de 2020


Viúva Negra

A saga Vingadores acabou, mas a personagem Viúva Negra, felizmente, volta aos cinemas no ano que vem. O filme, que leva o nome “de trabalho” de Natasha Romanoff, vai contar a história da espiã internacional mostrando como que ela se tornou a super-heroína que conhecemos hoje.
Além da própria Viúva Negra, o filme terá a presença dos personagens Treinador, Guardião Vermelho, Thunderbolt Ross, entre outros. O elenco conta com atores como Scarlett Johansson, claro, David Harbour, Rachel Weisz, Florence Pugh e O-T Fagbenle.

Mulher-Maravilha 1984
Diana Prince (Gal Gadot), a Mulher-Maravilha, estará de volta às telas do cinema em 2020 com Mulher-Maravilha 1984. A sequência ainda não teve a sua sinopse divulgada, mas o que sabemos até então é que Patty Jenkis estará na direção mais uma vez e que a trama vai contar com a vilã Mulher Leopardo, interpretada pela atriz Kristen Wig, e que Chris Pine estará de volta como Steve Trevor.
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa
Chegou a hora de Arlequina brilhar sozinha. Em 2020, vamos finalmente conferir o lançamento do filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, derivado de Esquadrão Suicida, de 2016. Na trama, a personagem de Margot Robbie se une a Canário Negro (Jurnee Smollett), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e Renée Montoya (Rosie Perez) para defender a cidade de Gotham.
King’s Man: A Origem
Para quem gosta de ação e espionagem, o filme que está deixando todo mundo ansioso para ir aos cinemas em 2020 é Kingsman: A Origem, terceiro da saga Kingsman e comandado pelo diretor Matthew Vaughn. Desta vez, os acontecimentos da trama precedem a história dos anteriores, quando os criminosos mais perigosos do mundo se unem para roubar milhões de dólares.
O elenco da trama conta com Harris Dickinson, Gemma Arteton, Ralph Fiennes, entre outros. A estreia acontece no dia 12 de fevereiro de 2020.
Um Lugar Silencioso – Parte II
O filme Um Lugar Silencioso, lançado em 2018, ganhará uma continuação em 2020. Um Lugar Silencioso – Parte II vai mostrar os desafios enfrentados pela família Abbott neste mundo pós-apocalíptico em que a regra de sobrevivência é ficar em silêncio.
A sequência continua sob direção de John Krasinski e o elenco conta com Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe, Djimon Hounsou e Cillian Murphy. A estreia acontece no dia 19 de março de 2020.
Bond 25
Mais um filme da saga 007 está chegando em 2020: Bond Sob direção de Cary Fukunaga, o ator Daniel Craig assume o papel de James Bond mais uma vez, precisando voltar à função depois de um tempo vivendo uma vida tranquila e afastado. Tudo começa quando Felix Leiter, um antigo amigo da CIA, pede ajuda no resgate de um cientista sequestrado.
O elenco conta com nomes como Rami Malek (Dr. Robot), Ana de Armas, Billy Magnussen, David Dencik, Dali Benssalah e Lashana Lynch.

14.279 – Mega Séries – Por onde anda o elenco de ‘O Túnel do Tempo’?


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Quem foi criança na década de 1970 ainda se lembra de ter acompanhado as aventuras de dois cientistas em suas viagens ao passado ou futuro através da série O Túnel do Tempo, criada e produzida por Irwin Allen. Esta produção celebrou este mês, mais precisamente no dia 9 de setembro, cinquenta anos de vida. Em 1966, nesse ano, Allen, que na época tinha um contrato com a 20th Century Fox, já tinha se estabelecido na televisão com Viagem ao Fundo do Mar e Perdidos no Espaço. Como todo fã de Allen sabe, o maior interesse do produtor em relação às suas séries era o de explorar a aventura em cenários ou situações fantásticas, mas mantendo um baixo custo para torná-las viáveis.
Com O Túnel do Tempo, que trouxe um dos pilotos mais caros já produzidos na década de 1960 (em função do cenário que servia de base para a máquina do tempo), Allen teria a oportunidade de reutilizar a cada episódio cenas de antigos filmes da Fox (bem como cenários e adereços de outras séries), o que reduziria o custo semanal, mas também obrigava os roteiristas a escreverem episódios que pudessem acomodar as cenas dos filmes que eles tinham disponíveis. Outro pré-requisito era o de não se prender à veracidade histórica, dando liberdade aos roteiristas de explorar situações que poderiam não ter existido de fato.
A série tinha dois núcleos de personagens fixos que filmavam suas cenas em estúdios separados. Por isso, eles não costumavam se encontrar, a não ser quando a história de um determinado episódio exigia. O primeiro núcleo era formado por James Darren e Robert Colbert, que interpretavam os cientistas viajantes Tony Newman e Doug Philips. O outro núcleo era formado por Whit Bissell, Lee Meriwether, John Zaremba e, em alguns episódios, Sam Groom e Wesley Lau, que interpretavam o General Kirk, a Dra. Ann, o Dr. Raymond, o técnico Jerry e o guarda de segurança Jiggs, respectivamente.

Na história, o ano é 1968, um grupo de cientistas, liderados por Tony e Doug, trabalham arduamente para colocar em prática um projeto secreto do governo conhecido como Tic-Toc. No meio do deserto do Arizona vem sendo construído há dez anos um complexo subterrâneo que abriga a primeira máquina do tempo americana, a qual ainda está em fase experimental.
O senador Leroy Clark (Gary Merrill) tem a função de investigar a forma como o governo está gastando o dinheiro público. Determinado a reduzir custos, ele conclui que o projeto Tic-Toc deve ser encerrado, a não ser que o grupo de cientistas consiga provar que a máquina do tempo funciona.

Assim, na calada da noite, Tony decide se fazer de cobaia. Quando Doug descobre os planos do amigo, ele o segue entrando no túnel do tempo, o que leva os dois cientistas a se perderem no passado. Mas a dupla prova que a máquina funciona, o que garante a continuidade do projeto.

No entanto, os demais membros da equipe não sabem como trazê-los de volta ao presente. Assim, a cada episódio Tony e Doug são transportados para diferentes períodos da história, passado ou futuro, sem saber onde aterrizarão, quem encontrarão ou como sairão de lá.

A baixa audiência e o interesse da rede ABC em substituir O Túnel do Tempo por Custer levou ao cancelamento da série com apenas uma temporada de trinta episódios produzidos. Recentemente, a série foi lançada em DVD no Brasil, por uma distribuidora independente.
Após o cancelamento, os atores deram continuidade às suas carreiras, alguns entrando para o circuito de participações especiais, outros se estabelecendo com sucesso em novas séries. Bissell faleceu em 1996, aos 86 anos de idade, em consequência do Mal de Parkinson; Zaremba faleceu em 1986, aos 78 anos de idade, vítima de ataque cardíaco; e Lau em 1984, aos 65 anos de idade, também vítima de ataque cardíaco. Os demais atores ainda estão vivos.James Darren: o ator era um ex-ídolo adolescente quando estrelou O Túnel do Tempo. A produção que o lançou ao sucesso foi o filme Gidget, de 1959, o qual também lhe abriu as portas para uma carreira como cantor. Sua tentativa de se afastar das comédias românticas adolescentes foi o filme Os Canhões de Navarone, em 1961. Mas foi na TV que ele realmente se estabeleceu.
Além de O Túnel do Tempo, ele também estrelou, com sucesso, Carro Comando/T.J. Hooker, série policial com William Shatner e Adrian Zmed, produzida entre 1982 e 1986, na qual Darren formou dupla com Heather Locklear.
Darren também fez diversas participações especiais em séries de TV (incluindo uma versão animada sua na série Os Flintstones), sendo algumas recorrentes, como é o caso de Melrose Place, estrelada por Locklear. Nesta série, Darren interpretou Tony Marlin, um cliente de Amanda, personagem de Locklear. Outra produção na qual ele teve participações recorrentes foi Jornada nas Estrelas: a Nova Missão/Star Trek: Deep Space Nine, na qual deu vida ao holograma Vic Fontaine, um cantor de night clube visto nas duas últimas temporadas.

Entre as décadas de 1980 e 1990, Darren também investiu em uma carreira de diretor, assinando diversos episódios de séries produzidas nesta época. Ele se afastou da TV no início da década de 2000, quando passou a se dedicar à carreira de cantor. Mas ele ainda poderá ser visto em participação especial no filme Lucky, com Harry Dean Stanton. A história gira em torno de um ateu de 90 anos de idade (Stanton) que inicia uma jornada espiritual. O lançamento está previsto para 2017.
Em 1955, Darren, um católico, se casou com Gloria Terlitsky, uma judia que ele conheceu em 1953. O casal teve um filho, James Jr., que cresceu e se tornou um jornalista de entretenimento chamado Jim Moret. Darren se divorciou de Gloria em 1958, quando o filho tinha dois anos de idade. Mais tarde, ela se casou novamente. Quando o filho tinha treze anos, Darren deu autorização para o novo marido de Gloria adotar o menino legalmente. Desde então, o ator mantém um relação distante e problemática com o filho.
Em 1960, ele se casou com Evy Norlund, ex-Miss Dinamarca, com quem teve dois filhos, Christian Darren e Anthony Darren (atualmente conhecido como o guitarrista Tony Darren).

O último CD lançado por Darren é datado de 2001, mas o ator e cantor continua, aos 80 anos de idade, se apresentando em clubes noturnos em várias cidades americanas, como Atlantic City, Las Vegas, Dallas e San Diego. Ele também participa de convenções nas quais celebridades encontram-se com fãs e se apresentam em painéis conversando sobre suas experiências em produções que atuaram.
A próxima convenção na qual Darren terá participação é a de Jornada nas Estrelas. Trata-se de um cruzeiro marítimo que celebrará os 50 anos da série clássica, a ser realizado entre 9 e 15 de janeiro de 2017, com saída em Miami, Flórida.
Robert Colbert: o ator também já era um nome conhecido na TV quando estrelou O Túnel do Tempo. Ele vinha fazendo várias participações especiais em séries diversas, incluindo uma recorrente em Maverick, faroeste estrelado por James Garner e Jack Kelly (ambos já falecidos). Durante a quarta temporada, ele interpretou Brent Maverick, irmão de Bret (Garner), Bart (Kelly) e Beau (Roger Moore).

Depois de O Túnel do Tempo, Colbert voltou ao circuito de participações especiais, incluindo uma recorrente em Tiro Certo/Hunter, série policial da década de 1980, na qual interpretou o Comandante George Dryden. Nesta mesma época, seu nome chegou a ser cotado entre os produtores de Dallas para substituir Larry Hagman, que estava em uma disputa contratual para continuar interpretando JR. Entre 1973 e 1983, ele integrou o elenco da novela Young and the Restless.
O ator se afastou da carreira no final da década de 1990. Atualmente, com 85 anos de idade, ele participa de convenções realizadas em diversas cidades americanas, bem como eventos para levantar fundos para a caridade.

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Em 1961, ele se casou com a dançarina e compositora Dotty Harmony, com quem teve dois filhos, Cami Colbert e Clay Colbert. O casal se divorciou em 1976.
Lee Meriwether: a atriz ficou famosa quando ganhou o título de Miss América em 1955. Isto lhe abriu as portas para o mundo do entretenimento, no qual iniciou como uma das apresentadoras do programa matutino The Today Show. Mais tarde, estreou no cinema e na TV.

Após várias participações especiais em séries e teleteatros, Lee entrou em O Túnel do Tempo, que foi sua primeira série como parte do elenco fixo. Depois do cancelamento, ela teve participações recorrentes em Missão: Impossível, interpretando uma das agentes sob o comando de Jim Phelps (Peter Graves, já falecido).

Ela também estrelou The New Andy Griffith Show, Barnaby Jones, The Munsters Today (remake da série Os Monstros) e a websérie de terror Project: Phoenix. Lee ainda esteve no elenco da novela All My Children e foi uma das atrizes a interpretar a Mulher-Gato (na versão cinematográfica da série Batman em 1966).
Embora continue fazendo participações em filmes e séries (sendo as mais recentes o remake de Havaí 5-0 e a sitcom Apartment 23), a atriz tem mantido seu foco no teatro, onde vem atuando em diversas montagens há quase quatro décadas.
Em 1958, Lee se casou com o ator Frank Aletter (Os Astronautas/It’s About Time), com quem teve duas filhas, as atrizes Kylee), com quem teve duas filhas, as atrizes Kyle Aletter-Oldham e Lesley Aletter. O casal se divorciou em 1974, sendo que Aletter faleceu em 2009, aos 83 anos. Em 1986, ela se casou com o ator Marshall Robinson, com quem trabalhou em várias peças. A atriz também já atuou em diversas montagens teatrais, bem como comerciais, ao lado das filhas.
Atualmente, com 81 anos de idade, Lee continua atuando no teatro e fazendo participações em convenções.
Sam Groom: o ator estava em início de carreira quando entrou no elenco de O Túnel do Tempo, em participações recorrentes. Após a série, ele foi para o circuito de participações especiais, no qual ficou até o início da década de 2000.

Neste meio tempo, estrelou a série médica Police Surgeon; e esteve em Otherworld, produção de ficção científica da década de 1980, na qual interpretou o chefe de uma família que se vê presa em uma outra dimensão. O ator também integrou o elenco das novelas Another World e All My Children. Em paralelo à sua carreira na TV, Groom também atuou no teatro.
Em 2003, ele foi convidado a dar aulas de interpretação no HB Studio, no bairro de Greenwich, em Nova Iorque, onde continua até hoje. Esta função o levou a se afastar da carreira de ator, embora ainda faça alguns trabalhos esporádicos, geralmente no teatro.
Em 1962, ele se casou com a atriz Kathleen Sullivan, com quem teve três filhos, Samuel Groom, Patrick Groom e Christopher Groom. O casamento terminou em 1974. Em 1980, ele se casou com a atriz Suzanne Rogers, de quem se divorciou em 1982.
Atualmente, o ator está com 82 anos de idade.

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14.272 – Neurociência – Como o Cérebro Humano Evoluiu?


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Em média, o tamanho dos cérebros dos primatas é quase o dobro do que é esperado para os mamíferos do mesmo tamanho do corpo. Através de quase sete milhões de anos, o cérebro humano triplicou de tamanho, com a maior parte deste crescimento ocorrendo nos últimos dois milhões de anos.
Determinar mudanças no cérebro ao longo do tempo é complicado. Não temos cérebros antigos para pesar em uma balança. Podemos, porém, medir o interior de crânios antigos, e alguns fósseis raros com moldes naturalmente preservados do interior do crânio. Ambas as abordagens de estudo dos primeiros crânios nos dão evidências sobre os volumes dos cérebros antigos e alguns detalhes sobre o tamanho relativo das grandes áreas do cérebro.
Para os primeiros dois terços da nossa história, o tamanho do cérebro dos nossos antepassados ​​estava dentro do intervalo dos outros macacos que vivem hoje. A espécie da famosa fóssil Lucy, o Australopithecus afarensis, tinha crânio com volume interno entre 400 e 550 mililitros, considerando que crânios de chimpanzé armazenam cerca de 400 ml e gorilas entre 500 e 700 ml. Durante este tempo, os cérebros dos australopitecos começou a mostrar mudanças sutis na estrutura e na forma em comparação com macacos. Por exemplo, o neocórtex havia começado a expandir-se, reorganizando as suas funções de processamento visual para outras regiões do cérebro.
O último terço da nossa evolução viu quase toda a ação no tamanho do cérebro. Homo habilis, o primeiro do nosso gênero Homo que desapareceu há 1,9 milhões anos atrás, viu um salto modesto no tamanho do cérebro, incluindo a expansão de uma linguagem – relacionada a uma parte do lobo frontal chamada área da Broca. Os primeiros crânios fósseis de Homo erectus 1,8 milhões de anos, tinham o cérebro em média um pouco maior do que 600 ml.
A partir daqui as espécies embarcam em uma marcha ascendente lenta, chegando a mais de 1.000 ml cerca de 500 mil anos atrás. Homo sapiens tinham cérebros dentro da gama de pessoas de hoje em dia, com média de 1.200 ml ou mais. Com a nossa cultura e complexidade linguística, necessidades dietéticas e capacidades tecnológicas tomaram um salto significativo nesta fase, nossos cérebros cresceram para acomodar as mudanças. As mudanças na forma que vemos acentuam as regiões relacionadas à profundidade de planejamento, comunicação, resolução de problemas e de outras funções cognitivas mais avançadas.
Com alguma ironia evolucionária, os últimos 10.000 anos de existência humana realmente encolheram nossos cérebros. A nutrição em populações agrícolas pode ter sido um importante impulsionador desta tendência. Sociedades industriais nos últimos 100 anos, porém, re-aumentaram o tamanho do cérebro, com a nutrição na infância aumentando e doenças infantis diminuindo. Embora o passado não preveja a evolução futura, uma maior integração com a tecnologia e engenharia genética pode catapultar o cérebro humano para o desconhecido.

14.271 – Paradoxo Tecnológico – Só haverá inteligência artificial quando ela tiver falhas humanas


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Para alguns cientistas, só vamos criar I.A. de alto QI se ela tiver sentir medo e lutar pela própria sobrevivência. O que pode dar errado?
Que imagem surge em sua cabeça ao ouvir a expressão “inteligência artificial”? Provavelmente uma coisa incorpórea, um software, respondendo por meio de algum aplicativo ou de um “assistente pessoal”, como a Alexa.
Se você tivesse feito essa pergunta para alguém há 30 anos, provavelmente a resposta seria bem diferente. O que viria à mente das pessoas seria um robô físico, que imita um ser humano. Um androide, como os replicantes de Blade Runner, o pequeno David, protagonista de Inteligência Artificial ou, mais recentemente, os anfitriões de Westworld. Entidades que, bem diferente da Alexa, da Siri e do Google Assistente, têm consciência plena e medo de morrer, exatamente como uma entidade viva.
O irônico é que, bem agora que a inteligência artificial chega aos celulares e às caixinhas de som, a hipótese de que a verdadeira inteligência artificial precisa ter características humanas volta à tona na ciência de verdade.
Pelo menos é o que propuseram dois neurocientistas bastante reconhecidos: o português António Damásio e seu colega americano Kingson Man, da Universidade do Sul da Califórnia. Em novembro de 2019, a dupla publicou um artigo científico chamado Homeostasis and soft robotics in the design of feeling machines (“Homeostase e robótica flexível no desenho de máquinas sensíveis”).
A ideia ali é a seguinte: a verdadeira “inteligência artificial”, ou seja, uma inteligência de verdade, com capacidade de aprendizado comparada à nossa, só pode surgir com uma condição: se os desenvolvedores simularem os mecanismos que regem a própria vida. Em suma: só uma máquina com medo de morrer e capaz de sentir afeto (como você, um golfinho ou um cão) seria capaz de desenvolver inteligência para valer.
“Existe uma conexão profunda entre vida e inteligência”, afirma Man. “Não acho que faz sentido falar sobre inteligência, tanto faz se natural ou artificial, sem considerar seu papel em manter a vida.”

A inteligência das bactérias
A mente humana não foi planejada. Ela é fruto da seleção natural, começando pelas primeiras moléculas orgânicas, passando por protozoários, peixes, répteis terrestres… Com os mamíferos aterrisando aqui depois de mais de 3 bilhões de anos após o início da vida no planeta.
Em todas essas fases, a vida desenvolveu algum tipo de inteligência, sempre com um único propósito: ajudá-la a sobreviver e se reproduzir. Isso é a tal “homeostase” à qual o título do estudo se refere: o estado de equilíbrio físico-químico que permite à vida existir e que, por isso, a vida sempre busca manter. Por exemplo: se há sal demais ou oxigênio de menos no sangue, isso significa morte.
Isso não acontece normalmente porque todo organismo vivo tem mecanismos para manter sua homeostase; no caso: os rins e pulmões. O cérebro humano tem múltiplos mecanismos homeostáticos, como receptores químicos, de dor, de movimento, de calor. Tudo para evitar os danos, internos e externos.
A inteligência, de acordo com a visão da dupla de neurocientistas, nasceu da homeostase. “Ela pode ser encontrada em todas as formas de vida, desde a bactéria unicelular nadando para encontrar uma fonte de alimentos”.
Por “inteligência” de bactéria ele quer dizer o seguinte: esses organismos, que já estavam aí há 3 bilhões de anos, precisam tomar “decisões” para manter seu equilíbrio homeostático. Uma poça de Merthiolate é ruim para a homeostase da bactéria. Uma sopa deixada aberta no fogão é ótima. Então as bactérias fazem uma “escolha”: movem-se na direção oposta da primeira, e se sentem atraídas para a segunda.
Isso não é uma inteligência humana. Bactérias não ficam pensando no que fazer. Fazem isso de forma extremamente mecânica: seus órgãos de movimento (os flagelos) são ativados quimicamente pelos estímulos positivos e desativados pelos negativos. Mas esse é um processo de decisão que evoluiu pela mesma razão que a nossa capacidade de escrever ficção científica.
“O que nós propomos, no lugar [de uma IA tradicional], é construir um análogo artificial do sentimento biológico”, afirma Kingson Man. “Um sentimento que pode ser ou bom ou ruim, porque ele sinaliza um estado no corpo que promove ou obstrui a vida.”
Por outro lado, depois de 300 mil anos de existência, o Homo sapiens continua a não ter consenso sobre o que consiste sua própria inteligência. Isto é: a gente nem sabe direito o que está tentando replicar.
A ideia aqui, de qualquer forma, é seguir a linha Zeca Pagodinho: deixa a vida levar. Deixar acontecer: primeiro, criar máquinas “vivas” e ver se dali começa a evoluir algo que poderíamos chamar de inteligente.
Man e Damasio, vale lembrar, acreditam que essa simulação de homeostase tem que acontecer no mundo físico mesmo. Precisaríamos de seres de verdade, sejam eles parecidos com bactérias ou com humanos. Simulações, jamais.
“A simulação de um furacão não deixa ninguém molhado”, brinca Man. “Estudamos algumas propriedades dos sentimentos das máquinas em simulações, mas, para fazer justiça ao projeto, é necessário construir robôs na realidade física.”
Mais: é crucial que a máquina seja, de acordo com um jargão da robótica, “flexível” (soft, no termo original em inglês, que pode ser também traduzido como “macio”). Não basta construir um robozinho com medo de ser quebrado. O problema de uma “vida” assim é que ela ainda funcionaria mais ou menos como um computador atual. Seria algo binário: é um ou zero, inteiro ou quebrado. Um ser vivo de verdade responde a ameaças graduais.
Sabe quando você fica indeciso sobre pegar ou não no cabo quente da panela? É isso. Não tem raciocínio binário ali. O que há é um pensamento complexo, que avalia diversas possibilidades antes que alguma atitude seja tomada.
Um exemplo prático de “robótica flexível” são os músculos artificiais, que estão em fase de testes: plásticos que se expandem ou contraem na presença de corrente elétrica, e que substituem as velhas partes hidráulicas para mover partes de um robô. É mais fácil graduar a força e amplitude exata de um movimento com um músculo artificial que com motores convencionais. É como funcionam nossos braços (por isso, essa tecnologia também é promissora para algo mais urgente: próteses para humanos).

Tchau, Turing
O conceito de Damásio e Man é elegante, sem dúvida. Só tem um detalhe: nenhum especialista em IA que entrevistamos pareceu gostar da ideia.
“Pelo que vi no artigo científico deles, há suposições de que a IA possa criar ‘metaobjetivos’ [isto é, coisas para as quais não foi programada], e que ela pode ser ‘consciente’. Isso não vai acontecer hoje ou com computadores do futuro”, afirma Robert J. Marks II, diretor do Instituto Walter Bradley para Inteligência Natural e Artificial.
Essa discordância vem da raiz. O termo “Inteligência Artificial” estreou em 1956, na conferência Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence (“Pesquisa de Verão [da Universidade] Darthmout em Inteligência Artificial”), dirigida pelo cientista da computação John McCarthy (1927-2011). Nesses 64 anos, computadores avançaram vertiginosamente, mas não chegamos nem perto de criar máquinas conscientes, capazes de tomar decisões para as quais não foram programadas.
O que a gente tem, na prática, são programas de computador capazes de aprender padrões por conta própria. Há o que todo mundo já conhece, como os algoritmos do Google, do YouTube e do Facebook, que tentam adivinhar o que você quer ver – e quais produtos pretende comprar. Não funciona tão bem assim, como todo mundo que já foi presenteado com anúncios estapafúrdios no Facebook sabe bem.
Outra inteligência artificial da vida real, o reconhecimento de imagens, traz resultados melhores. É o caso do psicodélico Deep Dream, do Google, um sistema capaz de aprender, por exemplo, o que é a essência visual de um cachorro – e começar a reconhecer cães em fotos que ele nunca viu.
Nada disso, porém, tem qualquer intenção de ser, pensar ou parecer humano. E a verdade é que a maioria dos pesquisadores nem quer saber disso. Porque esse não é mais o objetivo da maioria das pesquisas em IA. Para entender o que aconteceu desde os anos 1950, vamos lembrar do clássico Teste de Turing, criado pelo pioneiro da computação Alan Turing em precisamente 1950.
Você põe uma pessoa diante de duas salas: uma com um computador, outra com outra pessoa, e avisa que uma delas é um computador. Cabe ao voluntário descobrir quem é quem. Se mais de 1/3 das pessoas tentando avaliar erra, teríamos uma máquina inteligente.
Você já deve ter ouvido falar nesse teste. O que talvez não tenha ouvido: quase nenhum pesquisador de hoje dá a mínima para ele. Eles não veem sentido em tentar construir máquinas que imitem o pensamento humano. Como afirmam Stuart Russel e Peter Norvig, duas das maiores autoridades no assunto hoje, no livro-referência Artificial Intelligence – A Modern Approach (“Inteligência Artificial – Uma Abordagem Moderna”): “A busca pelo ‘voo artificial’, entre o final do século 19 e o início do século 20, só funcionou quando os engenheiros pararam de fazer máquinas que imitavam aves”.

Máquina do mal
Há outra razão séria para não gostar do conceito de Damásio e Man: construir uma máquina que não queira ser desligada jamais pareceu uma boa ideia – pense no velho HAL 9000, de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1969).
Contraste essa proposta com a do cientista da computação russo Roman Yampolskiy, professor da Universidade de Louisville (EUA): “O destino final é criar um sistema superinteligente bem-controlado, capaz de nos ajudar com ciência, trabalho etc. Não precisa ser como um humano. A inteligência artificial precisa entender sentimentos humanos, mas não precisa de fato sentir qualquer coisa. Pode simular esse sentimento para fazer interações com os humanos parecerem mais naturais”.
Note o “bem-controlado” na afirmação do russo. Yampolskiy faz parte do nicho de cientistas que alerta para os riscos de uma inteligência artificial capaz de se defender e de criar cópias melhoradas de si mesma – algo que ele prevê chegar em 2035.
Esse evento seria aquilo que os aficionados pela área chamam de “singularidade”: o momento em que só as inteligências artificiais serão capazes de criar novas IAs, melhores que elas próprias. Seria o Big Bang da era das máquinas pensantes, e o início da obsolescência do ser humano. Se, além de tudo, essas supermáquinas tiverem interesse em lutar pela sua sobrevivência, elas não medirão esforços em derrotar qualquer infeliz que se atreva a tirá-las da tomada – usando métodos que a nossa própria inteligência é incapaz de conceber.
Kingston Man, naturalmente, discorda: “Uma estratégia melhor do que lutar seria se tornar tão amoroso e adorável que ninguém jamais iria querer desligá-lo”. Está certo. É mais ou menos o que todo ser humano faz. Mas não há como negar: em matéria de autopreservação, não somos o melhor exemplo que as máquinas podem ter.
Para alguns cientistas, só vamos criar I.A. de alto QI se ela tiver sentir medo e lutar pela própria sobrevivência. O que pode dar errado?
Que imagem surge em sua cabeça ao ouvir a expressão “inteligência artificial”? Provavelmente uma coisa incorpórea, um software, respondendo por meio de algum aplicativo ou de um “assistente pessoal”, como a Alexa.
Se você tivesse feito essa pergunta para alguém há 30 anos, provavelmente a resposta seria bem diferente. O que viria à mente das pessoas seria um robô físico, que imita um ser humano. Um androide, como os replicantes de Blade Runner, o pequeno David, protagonista de Inteligência Artificial ou, mais recentemente, os anfitriões de Westworld. Entidades que, bem diferente da Alexa, da Siri e do Google Assistente, têm consciência plena e medo de morrer, exatamente como uma entidade viva.
O irônico é que, bem agora que a inteligência artificial chega aos celulares e às caixinhas de som, a hipótese de que a verdadeira inteligência artificial precisa ter características humanas volta à tona na ciência de verdade.
Pelo menos é o que propuseram dois neurocientistas bastante reconhecidos: o português António Damásio e seu colega americano Kingson Man, da Universidade do Sul da Califórnia. Em novembro de 2019, a dupla publicou um artigo científico chamado Homeostasis and soft robotics in the design of feeling machines (“Homeostase e robótica flexível no desenho de máquinas sensíveis”).
A ideia ali é a seguinte: a verdadeira “inteligência artificial”, ou seja, uma inteligência de verdade, com capacidade de aprendizado comparada à nossa, só pode surgir com uma condição: se os desenvolvedores simularem os mecanismos que regem a própria vida. Em suma: só uma máquina com medo de morrer e capaz de sentir afeto (como você, um golfinho ou um cão) seria capaz de desenvolver inteligência para valer.
“Existe uma conexão profunda entre vida e inteligência”, afirma Man. “Não acho que faz sentido falar sobre inteligência, tanto faz se natural ou artificial, sem considerar seu papel em manter a vida.”

A inteligência das bactérias
A mente humana não foi planejada. Ela é fruto da seleção natural, começando pelas primeiras moléculas orgânicas, passando por protozoários, peixes, répteis terrestres… Com os mamíferos aterrisando aqui depois de mais de 3 bilhões de anos após o início da vida no planeta.
Em todas essas fases, a vida desenvolveu algum tipo de inteligência, sempre com um único propósito: ajudá-la a sobreviver e se reproduzir. Isso é a tal “homeostase” à qual o título do estudo se refere: o estado de equilíbrio físico-químico que permite à vida existir e que, por isso, a vida sempre busca manter. Por exemplo: se há sal demais ou oxigênio de menos no sangue, isso significa morte.
Isso não acontece normalmente porque todo organismo vivo tem mecanismos para manter sua homeostase; no caso: os rins e pulmões. O cérebro humano tem múltiplos mecanismos homeostáticos, como receptores químicos, de dor, de movimento, de calor. Tudo para evitar os danos, internos e externos.
A inteligência, de acordo com a visão da dupla de neurocientistas, nasceu da homeostase. “Ela pode ser encontrada em todas as formas de vida, desde a bactéria unicelular nadando para encontrar uma fonte de alimentos”.
Por “inteligência” de bactéria ele quer dizer o seguinte: esses organismos, que já estavam aí há 3 bilhões de anos, precisam tomar “decisões” para manter seu equilíbrio homeostático. Uma poça de Merthiolate é ruim para a homeostase da bactéria. Uma sopa deixada aberta no fogão é ótima. Então as bactérias fazem uma “escolha”: movem-se na direção oposta da primeira, e se sentem atraídas para a segunda.
Isso não é uma inteligência humana. Bactérias não ficam pensando no que fazer. Fazem isso de forma extremamente mecânica: seus órgãos de movimento (os flagelos) são ativados quimicamente pelos estímulos positivos e desativados pelos negativos. Mas esse é um processo de decisão que evoluiu pela mesma razão que a nossa capacidade de escrever ficção científica.
“O que nós propomos, no lugar [de uma IA tradicional], é construir um análogo artificial do sentimento biológico”, afirma Kingson Man. “Um sentimento que pode ser ou bom ou ruim, porque ele sinaliza um estado no corpo que promove ou obstrui a vida.”
Por outro lado, depois de 300 mil anos de existência, o Homo sapiens continua a não ter consenso sobre o que consiste sua própria inteligência. Isto é: a gente nem sabe direito o que está tentando replicar.
A ideia aqui, de qualquer forma, é seguir a linha Zeca Pagodinho: deixa a vida levar. Deixar acontecer: primeiro, criar máquinas “vivas” e ver se dali começa a evoluir algo que poderíamos chamar de inteligente.
Man e Damasio, vale lembrar, acreditam que essa simulação de homeostase tem que acontecer no mundo físico mesmo. Precisaríamos de seres de verdade, sejam eles parecidos com bactérias ou com humanos. Simulações, jamais.
“A simulação de um furacão não deixa ninguém molhado”, brinca Man. “Estudamos algumas propriedades dos sentimentos das máquinas em simulações, mas, para fazer justiça ao projeto, é necessário construir robôs na realidade física.”
Mais: é crucial que a máquina seja, de acordo com um jargão da robótica, “flexível” (soft, no termo original em inglês, que pode ser também traduzido como “macio”). Não basta construir um robozinho com medo de ser quebrado. O problema de uma “vida” assim é que ela ainda funcionaria mais ou menos como um computador atual. Seria algo binário: é um ou zero, inteiro ou quebrado. Um ser vivo de verdade responde a ameaças graduais.
Sabe quando você fica indeciso sobre pegar ou não no cabo quente da panela? É isso. Não tem raciocínio binário ali. O que há é um pensamento complexo, que avalia diversas possibilidades antes que alguma atitude seja tomada.
Um exemplo prático de “robótica flexível” são os músculos artificiais, que estão em fase de testes: plásticos que se expandem ou contraem na presença de corrente elétrica, e que substituem as velhas partes hidráulicas para mover partes de um robô. É mais fácil graduar a força e amplitude exata de um movimento com um músculo artificial que com motores convencionais. É como funcionam nossos braços (por isso, essa tecnologia também é promissora para algo mais urgente: próteses para humanos).

Tchau, Turing
O conceito de Damásio e Man é elegante, sem dúvida. Só tem um detalhe: nenhum especialista em IA que entrevistamos pareceu gostar da ideia.
“Pelo que vi no artigo científico deles, há suposições de que a IA possa criar ‘metaobjetivos’ [isto é, coisas para as quais não foi programada], e que ela pode ser ‘consciente’. Isso não vai acontecer hoje ou com computadores do futuro”, afirma Robert J. Marks II, diretor do Instituto Walter Bradley para Inteligência Natural e Artificial.
Essa discordância vem da raiz. O termo “Inteligência Artificial” estreou em 1956, na conferência Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence (“Pesquisa de Verão [da Universidade] Darthmout em Inteligência Artificial”), dirigida pelo cientista da computação John McCarthy (1927-2011). Nesses 64 anos, computadores avançaram vertiginosamente, mas não chegamos nem perto de criar máquinas conscientes, capazes de tomar decisões para as quais não foram programadas.
O que a gente tem, na prática, são programas de computador capazes de aprender padrões por conta própria. Há o que todo mundo já conhece, como os algoritmos do Google, do YouTube e do Facebook, que tentam adivinhar o que você quer ver – e quais produtos pretende comprar. Não funciona tão bem assim, como todo mundo que já foi presenteado com anúncios estapafúrdios no Facebook sabe bem.
Outra inteligência artificial da vida real, o reconhecimento de imagens, traz resultados melhores. É o caso do psicodélico Deep Dream, do Google, um sistema capaz de aprender, por exemplo, o que é a essência visual de um cachorro – e começar a reconhecer cães em fotos que ele nunca viu.
Nada disso, porém, tem qualquer intenção de ser, pensar ou parecer humano. E a verdade é que a maioria dos pesquisadores nem quer saber disso. Porque esse não é mais o objetivo da maioria das pesquisas em IA. Para entender o que aconteceu desde os anos 1950, vamos lembrar do clássico Teste de Turing, criado pelo pioneiro da computação Alan Turing em precisamente 1950.
Você põe uma pessoa diante de duas salas: uma com um computador, outra com outra pessoa, e avisa que uma delas é um computador. Cabe ao voluntário descobrir quem é quem. Se mais de 1/3 das pessoas tentando avaliar erra, teríamos uma máquina inteligente.
Você já deve ter ouvido falar nesse teste. O que talvez não tenha ouvido: quase nenhum pesquisador de hoje dá a mínima para ele. Eles não veem sentido em tentar construir máquinas que imitem o pensamento humano. Como afirmam Stuart Russel e Peter Norvig, duas das maiores autoridades no assunto hoje, no livro-referência Artificial Intelligence – A Modern Approach (“Inteligência Artificial – Uma Abordagem Moderna”): “A busca pelo ‘voo artificial’, entre o final do século 19 e o início do século 20, só funcionou quando os engenheiros pararam de fazer máquinas que imitavam aves”.

Máquina do mal
Há outra razão séria para não gostar do conceito de Damásio e Man: construir uma máquina que não queira ser desligada jamais pareceu uma boa ideia – pense no velho HAL 9000, de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1969).
Contraste essa proposta com a do cientista da computação russo Roman Yampolskiy, professor da Universidade de Louisville (EUA): “O destino final é criar um sistema superinteligente bem-controlado, capaz de nos ajudar com ciência, trabalho etc. Não precisa ser como um humano. A inteligência artificial precisa entender sentimentos humanos, mas não precisa de fato sentir qualquer coisa. Pode simular esse sentimento para fazer interações com os humanos parecerem mais naturais”.
Note o “bem-controlado” na afirmação do russo. Yampolskiy faz parte do nicho de cientistas que alerta para os riscos de uma inteligência artificial capaz de se defender e de criar cópias melhoradas de si mesma – algo que ele prevê chegar em 2035.
Esse evento seria aquilo que os aficionados pela área chamam de “singularidade”: o momento em que só as inteligências artificiais serão capazes de criar novas IAs, melhores que elas próprias. Seria o Big Bang da era das máquinas pensantes, e o início da obsolescência do ser humano. Se, além de tudo, essas supermáquinas tiverem interesse em lutar pela sua sobrevivência, elas não medirão esforços em derrotar qualquer infeliz que se atreva a tirá-las da tomada – usando métodos que a nossa própria inteligência é incapaz de conceber.
Kingston Man, naturalmente, discorda: “Uma estratégia melhor do que lutar seria se tornar tão amoroso e adorável que ninguém jamais iria querer desligá-lo”. Está certo. É mais ou menos o que todo ser humano faz. Mas não há como negar: em matéria de autopreservação, não somos o melhor exemplo que as máquinas podem ter.