14.265 – Mega Clássicos – Debby Boone You Light Up My Life


(nascida como Deborah Ann Boone; Hackensack, 22 de setembro de 1956) Ela é uma cantora e atriz de teatro norte americana e filha do cantor Pat Boone.
Conhecida no Brasil pela clássica You Light Up My Life, que foi tema da novela global Dancin Days que foi ao ar em 1978/79. Seus outros trabalhos são praticamente desconhecidos no Brasil, 13 álbuns no total.

 

 

O pai, Pat Boone, nome artístico de Charles Eugene Patrick Boone, nascido em 1.º de junho de 1934. Dono de um estilo suave, que fez dele um dos mais populares intérpretes dos anos 1950. As suas versões de sucessos de Rhythm and blues afro-americanos tiveram um impacto visível no desenvolvimento da ampla popularidade do Rock and roll. É também um ator, um palestrante motivacional, uma personalidade da televisão e um comentarista político conservador. Boone é cristão pentecostal.

Atualmente com 85 anos, nascido em Jacksonville, Florida, Pat Boone costuma dizer que é um descendente direto do pioneiro americano Daniel Boone. Em Nashville, Tennessee, freqüentou a David Lipscomb College e começou a gravar em 1954 pela gravadora Republic Records. A sua versão de “Ain’t That a Shame” de Fats Domino, em 1955, foi um grande sucesso. Esta foi a marca do início de sua carreira, focada na regravação de canções de Rythm’n’Blues (originalmente interpretadas por artistas negros) para o público branco. Boone também participou do filme gospel “A Cruz e o Punhal”, onde interpretou o pregador David Wilkerson.

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14.254 – De onde surgiu o provérbio “além do tombo, o coice”?


coice de mula
Os jovens citadinos podem até não entender o significado desse dito popular tão conhecido lá para as bandas do nosso interior. É o que se costuma dizer quando o azar vem em dobro. Ou seja, além de cair do cavalo, ainda pode ser atingindo com o coice que pode ser pior do que a própria queda.
Esta expressão popular tem o significado de dois castigos ao mesmo tempo, quando ocorrem duas situações desagradáveis simultaneamente. Ela origina-se da situação em que o cavaleiro, além de ser derrubado da montaria ainda recebe desta um coice. E é muito comum na linguagem popular do nordeste brasileiro.

14.253 – O rei está pelado? De onde Surgiu a Expressão “Em Terra de Cego quem Tem só um olho é Rei”


terra de cego
“Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e instituições. Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide sem muita visão ou competência.”
Stephen Kanitz, consultor de empresas, palestrante e best seller
“O rei está pelado! Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão. Menino louco! Menino burro! Não vê a roupa nova do rei! Está querendo desestabilizar o governo! Moral da estória: Em terra de cego, quem tem um olho não é rei. É doido.”
Rubem Alves, cronista
“É mais fácil se tornar um escravo do que propriamente um rei. Há muitos pais e parentes que, desde a infância da pessoa cega ou com baixa visão, colocam-se na posição de tutores onipresentes, tornando-se reféns de um cativeiro que eles criaram.”
Sônia B. Hoffman, especialista em deficiência visual

Você entendeu alguma coisa? Nem eu
Mas vamos ao dito popular: Em terra de cego quem só tem um olho é rei
Expressão popular que significa: no meio da ignorância que sabe pouco domina.
Fulano se deu bem, também ¨em terra de cego quem tem olho é rei¨.
Essa expressão pode significar que em um mundo onde a maioria das pessoas não sabe nada (cegos), quem tem conhecimento (olho) se sobressai perante os demais (rei).

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14.236 – Aeronáutica – Estes helicópteros valem até R$ 100 milhões, têm cozinha e levam 25 pessoas


helicottero carga
Os helicópteros são mais conhecidos como um meio de transporte ágil para driblar o trânsito de grandes cidades. No entanto, há versões desenvolvidas para situações bem mais críticas, como operações em plataformas de petróleo, missões de guerra e transporte de massa. Esses mesmos helicópteros também podem ser adaptados para versões executivas luxuosas. Um dos modelos mais caros do mundo foi desenvolvido para o transporte do presidente dos Estados Unidos. A versão usada atualmente por Donald Trump é uma variação do Sikorsky S-92, que recebeu a denominação VH-92.
Desenvolvido para missões em plataformas de petróleo, busca e salvamento e combate a incêndio, o helicóptero Airbus H225 Super Puma também pode ser adaptado para o transporte civil. Segundo a Airbus, a versão executiva do modelo é usada principalmente por chefes de Estado e grandes corporações. O H225 Super Puma tem capacidade para 19 passageiros, 5,4 toneladas de carga e autonomia de voo de cinco horas e 40 minutos, com velocidade máxima de 324 km/h. Na versão executiva, o helicóptero pode ser configurado com lounges na frente e atrás, cozinha e banheiros.
O AW101 é um helicóptero multimissão capaz de realizar desde operações de guerra até o transporte executivo. Em sua capacidade máxima, o AW101 pode transportar até 25 passageiros. O helicóptero tem autonomia de voo de 1.400 quilômetros e velocidade máxima de 277 km/h. Ele pode voar por até seis horas e 50 minutos. Na parte interna, o AW101 mede 2,49 metros de largura com 1,83 metro de altura. Na versão executiva, é equipado com poltronas de luxo, estações de trabalho e sistemas de comunicação via satélite.
Além da versão executiva, o Sikorsky S-92 também pode ser utilizado para missões humanitárias, de resgate e operações em plataformas de petróleo. O modelo tem capacidade para 19 passageiros. Segundo a Lockheed Martin, já foram entregues mais de 300 unidades do modelo, que realizaram mais de 1,5 milhão de horas de voo.
O maior modelo da Bell foi também o primeiro helicóptero para uso comercial a usar o sistema de controle de voo computadorizado fly-by-wire. O modelo tem capacidade para até 16 passageiros, tem alcance máximo de 1.037 km e velocidade máxima de 296 km/h. As versões mais luxuosas podem ter capacidade para apenas sete ou oito passageiros, com poltronas mais amplas e giratórias, mesas de trabalho e de refeições. Também pode ser utilizado para missões de resgate, ambulância aérea ou operações em plataformas de petróleo.

14.233 – Você Acredita em Destino?


Não Confunda, você está no ☻Mega Arquivo

“Tudo está determinado, o começo e o fim, por forças sobre as quais não temos controle. É determinado para um inseto, e para uma estrela. Seres humanos, verduras ou poeira cósmica… todos nós dançamos uma música misteriosa, tocada à distância por um músico invisível.” Quem disse isso foi Albert Einstein, numa entrevista publicada em 26 de outubro de 1929 pelo semanal americano The Saturday Evening Post. O repórter não teve presença de espírito, nem tempo, de perguntar quem ou o que seria esse tal músico – logo após a frase, Einstein se levanta e vai para o quarto dormir, encerrando a conversa. Mas as “forças sobre as quais não temos controle” podem ser encontradas na própria ciência: a sequência de fenômenos desde o início dos tempos.
O Universo surgiu do Big Bang, uma explosão ocorrida há 13,7 bilhões de anos. Pelas regras da física newtoniana, as trajetórias de todas as partículas, e eventuais interações entre elas, foram determinadas por esse fenômeno inicial: como se o Universo fosse uma mesa de bilhar, em que a tacada inicial define o movimento de todas as bolas. E isso vale para absolutamente tudo o que existe – inclusive os átomos que formam os neurônios do seu cérebro, com os quais você resolveu ler este texto. Ou seja: o futuro, de certa forma, já foi decidido. Essa é a lógica do determinismo universal, conceito proposto em 1814 pelo físico Pierre-Simon Laplace (um cientista importante, que ficou conhecido como o “Newton francês”).
Você deve estar pensando: ok, bela tese, mas a vida real não é bem assim. De fato, não é. O determinismo de Laplace não leva em conta, por exemplo, a física quântica (pela qual uma partícula pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, como uma bola de bilhar caindo em duas caçapas). E também conflita com a observação mais trivial da realidade. O futuro não está escrito porque você pode decidir, agora mesmo, o que irá fazer. Pode continuar lendo este texto, pode parar e ir fazer outra coisa, pode erguer a mão direita e coçar o nariz, pode fazer inúmeras escolhas dentro de uma lista quase infinita de possibilidades. Mas será que, quando resolve fazer alguma coisa, foi você mesmo que tomou aquela decisão? Nem sempre é isso o que acontece. Muitas vezes, o seu cérebro decide por conta própria – vários segundos antes de você.
A primeira pista disso veio em 1983, numa experiência feita pelo neurologista Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia . Nesse teste, seis pessoas foram colocadas na frente de uma espécie de relógio, em que uma bolinha se movia. Elas receberam uma única instrução: deveriam apertar um botão, colocado na mesa à frente, quando quisessem, e depois contar ao pesquisador em que momento fizeram isso (informando qual era a posição da bolinha). Libet monitorou os impulsos elétricos nos músculos e no córtex motor das pessoas, e perguntou a cada uma delas qual era a posição da bolinha quando ela resolveu apertar o botão.
Cruzando as duas informações, ele fez uma descoberta intrigante: o córtex motor entrava em ação até 0,8 segundo antes que as pessoas decidissem, conscientemente, apertar o botão. Em 2008 o cientista John-Dylan Haynes, do Centro de Neuroimagem Avançada de Berlim, replicou o teste com um joystick, que os voluntários deveriam mover. Chegou a um resultado ainda mais impressionante: os córtices frontopolar e medial das pessoas se acendiam até dez segundos antes que elas decidissem, conscientemente, mexer o joystick. Em 2013, Haynes pediu a voluntários que somassem dois números exibidos numa tela – e constatou que os cérebros delas começavam a executar essa tarefa quatro segundos antes que elas decidissem, conscientemente, fazer a conta.
Apertar um botão, mover uma alavanca ou somar dois números são tarefas banais. Até hoje, não há nenhum indício de que o cérebro tome “sozinho” decisões mais complexas, como escolher uma profissão, um cônjuge, ou mesmo o que você vai almoçar hoje. Seria muito difícil provar que isso acontece; se é que acontece. Mas isso não significa que essas escolhas sejam totalmente livres. A pressão evolutiva, a genética e o ambiente em que nossos pais viveram têm efeitos profundos, e às vezes surpreendentes, sobre nós. “À medida que vamos descobrindo como o cérebro funciona, e como os genes fornecem instruções para os circuitos neurais, vemos que nossos comportamentos – desde os mais simples até os mais complexos – parecem ter uma base biológica, hereditária”, afirma Hannah Critchlow, neurocientista da Universidade de Cambridge e autora do livro The Science of Fate (“A Ciência do Destino”, inédito no Brasil). Novos estudos têm revelado que a genética, e sobretudo a epigenética (ativação ou desativação de genes provocada por fatores ambientais), influem mais do que se acreditava sobre o comportamento de cada pessoa. Mas o destino começa a ser escrito bem antes disso. A sua saúde mental, por exemplo, é afetada por um fator que precede a genética: o mês em que a sua mãe engravidou de você.

14.230 – Objeto misterioso de outra galáxia está enviando sinais a cada 16 dias


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Rajadas rápidas de rádio (FRB, da sigla em inglês) são um dos fenômenos mais misteriosos da astrofísica. São emissões de radiação na forma de ondas eletromagnéticas que carregam muita energia, vindas de algum lugar do espaço profundo. Os pulsos duram milissegundos – bem menos que um piscar de olhos –, e por isso são tão difíceis de estudar.
Para piorar, as FRBs são totalmente aleatórias. Quando conseguimos encontrar alguma, astrônomos se aventuram em teorizar sobre suas origens, mas dificilmente conseguem identificar com certeza. Na verdade, de mais de cem FRBs identificadas na história, só cinco tiveram seus pontos de origem definidos. E em nenhum dos casos o culpado exato pela emissão foi identificado com precisão.
Agora, um novo elemento apareceu para complicar ainda mais essa história: pela primeira vez, cientistas encontraram um sinal de rádio que não é aleatório, mas que obedece um ciclo temporal definido.

A emissão foi batizada como FRB 180916.J0158+65. Ela foi identificada pela primeira vez pelo radiotelescópio canadense CHIME, em 2016, e aparentemente segue um padrão de 16,35 dias. Por quatro dias, o sinal é identificado algumas vezes. Depois, ele desaparece por 12 dias. Volta a surgir nos quatro dias seguintes, e assim por diante.
Foi o que descobriu a equipe de astrônomos do estudo, que analisou os sinais por mais de um ano, entre setembro de 2018 e novembro de 2019. A pesquisa foi publicada no servidor online arXiv.org.A descoberta é única: a maioria das rajadas rápidas de rádio aparecem apenas uma vez e nunca mais se repetem. Dessa forma, estudá-las e encontrar seus locais de origem é bastante difícil. Algumas vezes, esses fenômenos até aparecem mais de uma vez – mas nunca com um intervalo definido. Nesses casos, os astrônomos até consegue mapear suas rotas e encontrar a galáxia em que elas se originaram.

Os pesquisadores ainda não sabem exatamente o porquê deste novo ciclo observado, mas dá para teorizar. E, pelo menos, não estamos totalmente no escuro: a FRB 180916.J0158+65 é um dos únicos cinco sinais que de fato conseguimos encontrar a origem, já que ela havia se repetido várias vezes após sua primeira identificação. A rajada surgiu uma galáxia espiral há 500 milhões de anos-luz da Terra – a menor distância entre todos os locais de origem de FRBs já identificados. Mais: sabemos que essa região é conhecida por ser um local de intensa formação estelar, e isso ajuda a explicar o mistério.
A periodicidade em si não é uma característica incomum no espaço. Objetos cósmicos como buraco-negros, estrelas e planetas obedecem padrões temporais em seus movimentos, por exemplo. Como as FRBs envolvem quantidades enormes de energia, é provável que elas surjam a partir de eventos extremos envolvendo buracos-negros ou estrelas.
Considerando que o local de origem do novo sinal é uma região de intensa atividade estelar, é possível que um objeto orbitando um buraco-negro seja o responsável pela emissão. Os 16,35 dias podem ser seu período orbital, por exemplo, no qual somente em quatro deles a sua posição permita que identifiquemos as rajadas de radiação. Outra possibilidade, postulada por um estudo separado, é que o sinal venha de uma estrela de nêutrons (que são remanescentes de enormes estrelas defuntas), em um sistema binário com outra estrela, muito maior que ela.
E hipóteses de todos os tipos também já foram levantadas, envolvendo inúmeros objetos e eventos do vasto catálogo cósmico, como magnetares (estrelas de nêutrons com altos valores de campo magnético), blitzars (hipotéticas colisões entre estrelas de nêutrons e buracos negros), colisões entre buracos-negros, entre outros.
Mas a verdade é que ainda não sabemos com certeza. E, nesse caso, uma outra hipótese bastante interessante encontra lugar para emergir, inclusive entre alguns cientistas: poderia a periodicidade das emissões ser fruto de atividade alienígena inteligente?
Seria algo extremamente animador para amantes de teoria da conspiração, mas a resposta é quase certamente não. Rajadas rápidas de rádio como as identificadas liberam dezenas de milhares de vezes mais energia que nosso Sol. É mais provável, então, se tratar de um fenômeno cósmico mesmo.

14.228 – Morcegos carregam dezenas de vírus, mas são imunes a eles


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Não existe um coronavírus só. Existem vários. O nome não se refere a um vírus específico, mas a um grupo de vírus que têm características em comum e foram responsáveis por várias crises de saúde pública nas últimas décadas – o surto chinês atual é só o exemplo mais recente.
Entre 2002 e 2003, a síndrome respiratória aguda grave (que ficou conhecida pela sigla SARS) também teve epicentro na China. Foram 8 mil infectados e 800 mortos em 17 países. Era um coronavírus, parente próximo do responsável pela crise atual. Anos depois, em 2012, a Arábia Saudita parou graças à MERS (dessa vez, a sigla significava síndrome respiratória do Oriente Médio). De novo, a culpa era de um coronavírus; houve 2,5 mil vítimas, 850 fatais.
Doenças epidêmicas virais como estas costumam ser zoonoses, isto é: os agentes causadores – como vírus, bactérias, protozoários, fungos etc. – originalmente parasitavam outros animais. O advento da pecuária há aproximadamente 10 mil anos aumentou a proximidade física entre seres humanos e os bichos que nos forneciam comida, leite, ovos e companhia. Vacas, cães e galinhas carregam seus próprios micróbios, que frequentemente aprendem a infectar também o Homo sapiens. De 1.415 patógenos conhecidos, 61% foram emprestados de outras espécies.
Uma dessas espécies são os morcegos. Eles definitivamente não são mascotes, e só em raros contextos culturais se tornam comida, mas a silhueta de suas asas recortadas e dentes afiados se embrenhou firmemente no imaginário popular. A maior parte das crianças pensa que todo morcego bebe sangue; na realidade, só três dentre as mais de mil espécies são vampiras de vocação (e, para derrubar outro preconceito, só um em cada 200 espécimes é infectado pelo vírus da raiva).
A fama gótica é injusta. Os morcegos são nossos aliados em muitas atividades, e são um dos objetos de estudo mais fascinantes da biologia. Nas palavras de James Gorman no New York Times, eles “comem insetos transmissores de doenças às toneladas, e são essenciais na polinização de muitas frutas, como bananas, abacates e mangas. Além disso, são um grupo incrivelmente diverso, que perfaz cerca de um quarto do total de espécies de mamíferos”.
Os morcegos, porém, são repositórios pululantes de vírus. Ebola, Nipah, Melaka, MERS e SARS todos pegam carona neles sem afetá-los. Ainda não há provas, mas é bem provável que o coronavírus atual também tenha chegado à nossa espécie pegando carona em morcegos. Isso é possível porque o sistema imunológico desses animais tolera tais agentes infecciosos com bem mais parcimônia que o nosso e o dos demais mamíferos.
Em um artigo publicado em fevereiro de 2019 na Escola de Medicina Duke-NUS, em Singapura, um grupo com dezenas de pesquisadores identificou que a proteína NLRP3, nos morcegos, é produzida pelas células em pequena quantidade e em uma versão menos sensível que a carregada por nós. Essa proteína é uma das responsáveis por desencadear a resposta inflamatória dos mamíferos a micróbios que adentram o corpo.
Vírus não são propriamente seres vivos. É mais correto defini-los como conjuntos complexos de moléculas capazes de produzir cópias de si mesmas usando o maquinário do hospedeiro (leia mais sobre isso neste texto). Normalmente, quando um vírus sequestra nossas células, ele ativa uma resposta inflamatória violenta.
Proteínas de sinalização chamadas citocinas atraem os sentinelas do sistema imunológico para o local da invasão; o fluxo de sangue por lá aumenta para permitir que nossa polícia microscópica atenda ao chamado mais rápido, gerando vermelhidão e inchaço. Se tal procedimento é mais relaxado nos morcegos, é porque a capacidade de pegar leve com os vírus, bactérias e afins os ajuda a sobreviver – o que soa contraditório. Por que um sistema imune pregiçoso seria melhor que um pavio curto?
Temos algumas hipóteses para responder a essa pergunta. Em outro artigo, este de 2018, pesquisadores do Instituto Wuhan de Virologia, na China, explicam que os morcegos têm necessidades energéticas muito mais altas que as dos demais mamíferos. Voar, afinal, queima muitas calorias. Isso os forçou a evoluir uma bioquímica diferente para aumentar a eficácia do processamento de combustível no interior de suas células, gerando subprodutos que não são verificados no metabolismo de um ser humano, gato ou cão.
Tais subprodutos são tóxicos e danificam o DNA desses animais. Pedacinhos da molécula que guarda o material genético acabam sendo liberados no interior do organismo e chamam a atenção do sistema imunológico como se fossem – veja só, que coisa doida – vírus. Se as células de defesa do morcego ficassem em prontidão constante, ele passaria o tempo todo atiçando reações inflamatórias contra pedaços de si mesmo. Um eterno alarme falso.
Isso é algo desgastante para o corpo. De fato, muitos dos sintomas que você tem quando está doente são seu corpo tentando combater a doença, e não a doença em si. Um morcego que passasse o tempo todo em alerta máximo morreria atacado pelo próprio sistema imunológico, o que não é lá muito bom para a seleção natural.
Assim, os morcegos dedicam atenção apenas parcial aos vírus, mantendo-os sob controle sem lançar ataques de larga escala. Isso permite que eles se tornem reservatórios ideias para esses parasitas. Abrigos seguros a partir do qual eles podem pular para outros organismos.
Isso significa que devemos lutar contra morcegos? De jeito nenhum. Como já dito, eles são animais essenciais não só para várias atividades humanas como também para a manutenção de incontáveis ecossistemas. Errados estamos nós, que destruímos os habitats desses bichos – e, veja só, até comemos eles quando oportuno. Sabe-se que faz tempo que zoonoses frequentemente têm origem em morcegos. Resta tomar precauções.

14.211 – Mega Vocabulário – O que significa a expressão porco chauvinista?


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É um termo pejorativo. Alguém que assume posição de nacionalista extrema.
Não havia para ele senão o seu país, terra sem defeitos, sem dever favores a nenhum outro, positivamente soberana; mal enxergava seus próprios pés, era um poco chauvinista.
Chauvinismo ou chovinismo (do francês chauvinisme) é o termo dado a todo tipo de opinião exacerbada, tendenciosa ou agressiva em favor de um país, grupo ou ideia. Associados ao chauvinismo frequentemente identificam-se com expressões de rejeição radical a seus contrários, desprezo às minorias, narcisismo, mitomania.
O termo deriva do nome de Nicolas Chauvin, soldado do Primeiro Império Francês, que sob o comando de Napoleão demonstrou seu enorme amor por seu país sendo ferido dez vezes em combate, mas sempre retornando aos campos de batalha.
Inicialmente, o vocábulo foi usado para designar pejorativamente o patriotismo exagerado, sendo posteriormente adotado para outros casos.
O chauvinismo resulta de uma argumentação falsa ou paralógica, uma falácia de tipo etnocêntrico. Em retórica, consubstancia-se em alguns dos argumentos falsos chamados ad hominem que servem para persuadir com sentimentos em vez de razão quem reage mais àqueles que a estes. A prática nasceu fundamentalmente com a crença do romantismo nos “caracteres nacionais” (“Volksgeist”, Espírito do Povo, em alemão).

14.210 – Mega Curiosidades – Qual foi o 1º Filme?


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A história considera que foram as fitas exibidas pelos irmãos Auguste e Louis Lumière na primeira sessão pública do cinematógrafo, em 1895, em Paris. Durante cerca de 20 minutos, o público se maravilhou com o aparelho assistindo a imagens de Empregados Deixando a Fábrica Lumière e de Chegada de um Trem à Estação de la Ciotat. Mas, se estamos falando de longas-metragens, a honra pertence à Austrália. The Story of the Kelly Gang, de 1906, conta, em 70 minutos, a história de Ned Kelly, fora da lei que desafiou a preconceituosa Austrália colonial, transformando-se em herói nacional. O personagem foi tema de outra produção mais recente, de 2003, com Heath Ledger.

14.200 – Mega Sampa – Esse Ano tem Bolo no Bixiga


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Em 2020 teremos o maior bolo comunitário do mundo, o famoso bolo do Bixiga, que já foi alvo de muitas críticas e polêmicas.
O primeiro foi em 1986, quando Sampa completou 432 anos. O bolo foi crescendo a cada ano e ganhando fama.
Em 2009 a tradição foi interrompida e voltou em 2017.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai monitorar o trânsito nas imediações da Rua Rui Barbosa, que será interditada na pista sentido Brigadeiro, entre as ruas Conselheiro Carrão e Fortaleza, no Bexiga, Zona Central da cidade, no sábado (25), das 10h00 às 22h00, para a realização da “Festa do Bolo do Bexiga”.

Alternativas
Os veículos provenientes da Rua Rui Barbosa, sentido Av Brigadeiro Luís Antônio deverão virar à direita na Rua Conselheiro Carrão, virar à esquerda na Rua Treze de Maio e seguir até a Rua Fortaleza.
A Engenharia de Campo da CET vai monitorar e orientar o tráfego na região, visando manter as condições de trânsito e preservar a segurança de pedestres e motoristas.
Para informações de trânsito, ocorrências, reclamações, remoções e sugestões, ligue 156 ou acesse Portal 156. Atende 24 horas por dia.

 

14.194 – Como os ursos hibernam?


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Para enfrentar o frio e a escassez de alimentos do inverno do hemisfério norte, eles tiram o time de campo, passando um tempo sem beber, comer, urinar e defecar. No caso dos ursos-negros, esse período varia entre cinco e sete meses por ano. Segundo uma pesquisa da Universidade do Alasca divulgada em fevereiro, o metabolismo dessa espécie fica reduzido a 25% de sua capacidade, a temperatura do corpo baixa em média 6 ºC e a frequência cardíaca cai de 55 para só nove batimentos por minuto! A queima da gordura estocada no corpo libera a água e as poucas calorias de que ele necessita para sobreviver. Também acontece uma reciclagem de componentes nitrosos, como a ureia. Combinados com a glicerina resultante do uso da gordura, esses dejetos formam aminoácidos que ajudam a manter as proteínas corporais.
ATIVIDADE NORMAL
Esse é o período “tranquilo”, quando o clima está favorável, há alimento disponível e o metabolismo do animal funciona em 100% da capacidade. Em geral, começa ao final do primeiro mês da primavera e vai até a metade do verão

HIPERFAGIA
O nome já diz tudo: é hora de comer bastante! Desde o meio do verão até um pouco mais da metade do outono, os ursos-negros com acesso ilimitado a alimento bebem pelo menos 30 litros de água por dia e estocam calorias (enquanto o gasto calórico continua o mesmo de antes)

TRANSIÇÃO DE OUTONO
Começam a diminuir o metabolismo para a hibernação. Comem menos que na hiperfagia, mas o consumo de água e a urinação seguem em alta. Os batimentos cardíacos caem de cerca de 80 por minuto para cerca de 50 (e, durante as 22 horas diárias de sono, chegam a 22 por minuto).

HIBERNAÇÃO
Pode chegar a sete meses. Durante o período, o consumo de calorias diárias, extraídas da gordura acumulada na hiperfagia, cai para entre 4 e 6 mil. O metabolismo é reduzido a 25%. Até a entrada de oxigênio é muito reduzida: em geral, o urso respira só uma vez a cada 45 segundos

HIBERNAÇÃO AMBULANTE
Sabe quando você acorda e ainda está meio grogue? Imagina após dormir por meses! Por cerca de 20 dias, os ursos mantêm o metabolismo abaixo da capacidade total, embora a temperatura do corpo já volte ao normal. É o período de ajuste antes de retornar à vida regular

CAFOFO ANIMAL
Eles hibernam sob as raízes ou na base de uma grande árvore, debaixo de um rochedo ou em uma toca que cavam no solo, com ao menos 0,5 m de altura e quase 1 m de comprimento. O chão e o fundo são forrados com ramos de vegetação. Nas regiões muito frias, montam a toca em um ponto onde caia muita neve para aumentar o isolamento térmico. E costumam voltar ao mesmo abrigo todo inverno

CADA UM POR SI
Ursos são essencialmente solitários, exceto na época de acasalamento. Ou quando as ursas prenhas dão à luz, geralmente durante a hibernação. Elas ficam na toca com os filhotes (entre três e seis) durante todo o inverno, amamentando-os. Após a hibernação, cuida deles até os 2 anos. Depois disso, os pequenos têm que se virar para conseguir alimento e montar o próprio abrigo

E NO ZOOLÓGICO?
Longe do habitat natural, bicho perde o ciclo
Ursos em cativeiro dificilmente hibernam, já que, dependendo do lugar, não faz frio e sempre há alimento disponível. Aliás, por esse mesmo motivo, o panda não hiberna nem na natureza: seus brotos de bambu não escasseiam com a mudança das estações. E, como vivem no alto das montanhas, caso o frio aperte, basta procurar uma temperatura mais amena em altitudes mais baixas

• Outros animais que hibernam: esquilos, marmotas, morcegos, hamsters, ratos-silvestres e ouriços.

14.189 – Meio Ambiente – Larvas que comem Plástico


larvas
As larvas até podem ser seres repulsivos, mas acredite: elas podem ajudar a salvar o planeta Terra da destruição. Essas criaturas viscosas podem livrar o planeta de mais de 33 milhões de toneladas de plástico e isopor, além de garrafas de água, copos e todos os outros tipos de resíduos plásticos descartados de forma irregular na natureza.
As chamadas larvas que comem plástico estão sendo encaradas pelos pesquisadores como a chave para combater a poluição plástica em todo o mundo. Na verdade, essa espécie já é comprovadamente responsável por um importante processo de reciclagem das matérias-primas plásticas que são jogadas no meio ambiente.
O problema é que elas comem uma quantidade mínima de plástico por dia, o que torna inviável utilizar apenas o trabalho desses insetos para conter a poluição.
Somente nos Estados Unidos, todos os anos, são jogadas mais de 33 milhões de toneladas de lixo plástico no meio ambiente. Menos de 10% de todo o lixo produzido acaba sendo reciclado corretamente, o que é um fato preocupante e triste, visto que vários tipos de plásticos, inclusive os usados em garrafas Pet, podem ser reciclados quantas vezes forem necessárias.
Isso significa que, de uma forma ou de outra, a maioria desse lixo plástico termina em um aterro, onde pode levar séculos para biodegradar. Mas, agora, os pesquisadores parecem ter encontrado uma solução para esse problema!
Os cientistas descobriram que as minhocas podem comer isopor, transformá-lo em material biodegradável e obter toda a nutrição de que necessitam. Um estudo colaborativo entre a Universidade de Stanford e pesquisadores chineses descobriu que 100 larvas podem consumir quase 40 miligramas de isopor por dia.
Na natureza, existem muitos insetos que comem plástico, mas esta é a primeira vez que eles confirmaram que o resultado da digestão é um produto natural. Além disso, os pesquisadores também descobriram que o plástico não faz mal aos insetos. Isso significa que, além de consumir o plástico, as larvas ainda o transformam em resíduo orgânico inofensivo ao meio ambiente e a outras espécies animais.
Este tipo de descoberta pode tornar melhores as atuais técnicas de reciclagem. O próximo passo é entender como acontece o processamento do plástico dentro do organismo das larvas e criar esse tipo de mecanismo em larga escala para ser usado no mundo todo. É um longo caminho a ser percorrido, mas, ao menos, trata-se de uma esperança para conter a poluição da natureza, causada pelo próprio homem.

14.188 – Já a Venda o Primeiro Olho Biônico


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O primeiro olho biônico disponível para o mercado foi aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) na última semana. O equipamento, denominado Argus II, foi lançado pela empresa americana Second Sight Medical Products e consiste em um dispositivo composto de eletrodos implantados na retina e lentes que possuem uma câmera em miniatura.
Para implantar o olho biônico, é necessária uma cirurgia que insere uma pequena lâmina de eletrodos sensíveis à luz na retina do paciente, o que proporciona a capacidade de perceber formas e movimentos.
Além disso, o Argus II contém uma pequena câmera de vídeo conectada a um par de óculos, com um processador de imagem que o usuário deve levar consigo na cintura. Os dados captados pela câmera de vídeo são enviados ao processador e, em seguida, o nervo óptico é estimulado.
Para as pessoas que sofrem de retinose pigmentar, doença rara e genética que provoca a degeneração dos fotoreceptores da retina, o olho biônico pode recuperar parcialmente a visão. Os testes clínicos foram realizados com 30 pessoas de 28 a 77 anos com acuidade na visão abaixo de 1/10. Entre as respostas, os pacientes puderam distinguir formas em preto e branco.
O Argus II contém uma pequena câmera de vídeo conectada a um par de óculos, com um processador de imagem que o usuário deve levar consigo na cintura / Fonte: Reprodução Second Sight
Indicado para pessoas com mais de 25 anos, o custo do Argus II na Europa é de 73.000 euros (R$ 191.025,30 reais)

14.186 – Como se Forma o Granizo


granizo
As gotas de água que se evaporam dos rios, mares e da superfície terrestre, quando chegam às nuvens e encontram temperaturas abaixo de -80°C, viram gelo. Congelado, o vapor de água fica com mais peso do que a nuvem pode aguentar e cai, em forma de pedra de gelo, que chamamos de granizo.
A chuva de granizo, no entanto, não acontece nas regiões polares. O motivo? É que o granizo só se forma em um único tipo de nuvem, a cumulonimbus, também responsável por trovões e relâmpagos. Essa nuvem atinge até 25 km de altitude a partir da linha do Equador. “E ela só aparece nas regiões mais quentes”, explica Mario Festa, professor de Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. Isso acontece porque ela se forma graças a temperaturas elevadas e alto índice de umidade relativa do ar, mais raro nos países frios.
A ocorrência do granizo, portanto, é mais frequente nas regiões equatoriais, e vai diminuindo
gradativamente ao longo das regiões tropicais, extratropicais e temperadas. “Por isso, em algumas épocas do ano é até possível ter chuva de granizo na Escandinávia, mas é raro. Já nos polos, realmente, nunca foi registrada”, diz o professor.
A pedra de gelo tem, em média, 0,5 a 5 centímetros de diâmetro, mas isso pode variar. Nos Estados Unidos, na década de 1970, foi registrado um granizo com 14 centímetros de diâmetro, com 750 gramas.

14.181 – Física – Como Construir Uma Máquina do Tempo?


Um astrofísico chamado Ron Mallet acredita que encontrou uma maneira de voltar no tempo. O professor de física da Universidade de Connecticut afirma que escreveu uma equação científica que pode servir de base para uma máquina do tempo real. Mallet chegou a construir um protótipo de um dispositivo de um componente-chave de sua teoria. Apesar disso, o restante da comunidade científica não está convencida de que a máquina do tempo vai se concretizar.

Para entender a máquina é preciso conhecer o básico da teoria da relatividade de Albert Einstein. Segundo o cientista, o tempo acelera e desacelera dependendo da velocidade com que um objeto se move. Com base nisso, se uma pessoa estivesse viajando perto da velocidade da luz no espaço, o tempo passaria mais lentamente para ele do que de alguém que permanece na terra. Porém, embora alguns físicos aceitem que seria possível viajar para o futuro dessa maneira, ir para o passado seria outra questão. Mallet acredita que lasers podem resolver isso.

O astrofísico disse à CNN que sua máquina do tempo depende da teoria geral da relatividade. Segundo ela, objetos massivos dobram o espaço-tempo, um efeito que conhecemos como gravidade, e quanto maior a gravidade, menor o tempo. “Se você pode dobrar o espaço, existe a possibilidade de você torcer o espaço. Na teoria de Einstein, o que chamamos de espaço também envolve tempo, é por isso que se chama espaço-tempo. O que você faz com o espaço, pode ser feito com o tempo também”, afirmou.

Ele acredita que é teoricamente possível transformar o tempo em um loop que permitiria viajar no tempo para o passado. Ele chegou a construir um protótipo mostrando como os lasers podem ajudar a alcançar esse objetivo. “Estudar o tipo de campo gravitacional produzido por um laser anel pode levar a uma nova maneira de olhar para a possibilidade de uma máquina no tempo baseada em um feixe de luz circulante”.

Por mais otimista que Mallet esteja, seus colegas estão céticos quanto ao sucesso de sua teoria. O astrofísico Paul Sutter disse que “existem falhas profundas em sua matemática e em sua teoria, e, portanto, um dispositivo prático parece inatingível”. O próprio autor da teoria admite que sua ideia é apenas isso no momento, uma teoria. E mesmo que sua máquina funcione, reconhece que existiria uma grande limitação que impediria alguém de viajar de volta no tempo e mudar algo no passado.

14.180 – Hyundai e Uber mostram seu carro voador


carro voador
A montadora sul-coreana Hyundai e a Uber anunciaram
durante a CES 2020 que estão desenvolvendo um carro
voador, que deve ser utilizado pela empresa de caronas
em 2023. A promessa das companhias é que este veículo,
chamado de S-A1, será capaz de transportar cinco passageiros
pelos céus e que, um dia, possa até abolir o piloto humano.
Este projeto faz parte da visão da Urban Air Mobility (UAM)
da Hyundai, com o chamado Veículo Aéreo Pessoal (PAV)
usando decolagem vertical e motores elétricos para aliviar o congestionamento da estrada.

A Hyundai será responsável pela fabricação do S-A1.
Espera-se que tenha vários rotores – para eficiência e segurança –
e um sistema de acionamento de para-quedas, se o pior acontecer.
Ele também será desenvolvido com baixo nível de ruído em mente,
para evitar perturbar as áreas urbanas nas quais as aeronaves devem operar.

Enquanto isso, a Uber cuidará das operações, sob a marca Uber Elevate.
“A Hyundai é nosso primeiro parceiro de veículos com experiência na
fabricação de automóveis de passageiros em escala global”, explicou
Eric Allison, diretor da Uber Elevate, ontem (06) durante a CES.
“Acreditamos que a Hyundai tem potencial para fabricar os veículos do Uber Air
a taxas nunca vistas na indústria aeroespacial atual, produzindo aeronaves confiáveis
​​e de alta qualidade em grandes volumes para reduzir os custos de passageiros por viagem
. Combinar o poder de fabricação da Hyundai com a plataforma de tecnologia da Uber representa um grande salto para
o lançamento de uma vibrante rede de táxis aéreos nos próximos anos”.
O conceito de uso deste carro, segundo a Hyundai e a Uber, parte de uma rede de centros de pouso espalhados por áreas urbanas,
descritas como espaços de mobilidade geral. Esses centros funcionariam como lugares para os PAVs aterrissarem,
bem como para passageiros e carga se reunirem. Um outro veículo seria usado para transportar pessoas ou itens
para o hub e atracar em seus raios periféricos.
No centro do hub, haveria um lounge e uma área de preparação.
Os PAVs decolam do Skyport por cima e transportarão passageiros pela cidade.
No outro extremo, outro PBV poderá levá-los ao destino final ou vincular-se a outras opções de transporte público.

A Uber diz que pretende lançar o modelo em 2023, embora isso dependa de obstáculos tecnológicos e regulatórios.

14.177 – Demorou mas Chegou – Pílula contra HIV


pilula da aids mim
O Ministério da Saúde passará a disponibilizar em até 180 dias a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o vírus HIV. Na prática, um grupo inicial de 7 mil pessoas em grupos estratégicos deverão receber um medicamento para tomar no dia-a-dia e prevenir a infecção.
Inicialmente o governo deve priorizar 12 cidades brasileiras: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, esses municípios foram escolhidos por terem participado de projetos piloto para o uso da pílula.
Além disso, poderão receber o remédio populações-chave, determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais).
O remédio será distribuído para previnir a infecção pelo vírus HIV no Brasil e já é utilizado em outros países para o mesmo fim, como os Estados Unidos, e os estudos demonstram alta taxa de eficiência: 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.
A marca mais conhecida é o Truvada, usada em alguns países. O Ministério da Saúde disse há possibilidade de importar o produto, mas que uma licitação deverá ser feita.
Ele combina dois medicamentos em um comprimido: o fumarato de tenofovir desoproxila (TDF, 300 mg) e a emtricitabina (FTC, 200 mg). Os dois, junto a uma terceira substância, já fazem parte do coquetel de tratamento contra a doença há muitos anos.
O que é PrEP?
A Profilaxia Pré-Exposição é a ingestão do medicamento em grupos de risco do HIV para evitar que novas pessoas sejam infectadas. Há, ainda, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), feita no Brasil desde 2010 – quando a pessoa recebe um tratamento a base de um coquetel logo após um comportamento de risco, ou para profissionais de saúde que possam ter se infectado ao tratar pacientes.
O remédio impede a transcrição do material genético do vírus HIV, evitando se instale nas células do corpo.
Os dois médicos informaram que o medicamento mantém o efeito por um bom tempo no corpo. Então, esquecer de tomar um único dia não é o problema. De acordo com Kallas, ele geralmente é ingerido de três a quatro vezes por semana.
A longo prazo, de acordo com Timerman, o remédio pode causar problemas renais e alterar a calcificação dos ossos. Por isso, ele defende que os pacientes sejam acompanhados de seis em seis meses por um médico.
O total de pessoas cadastradas para receber a prevenção por meio da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), medicamento que previne a infecção do vírus HIV, aumentou 38% em cinco meses. O tratamento está disponível desde janeiro de 2018 no Sistema Único de Saúde (SUS). Desde então, 11.034 pessoas foram cadastradas, sendo 4.152 apenas entre janeiro e maio deste ano, de acordo com o Ministério da Saúde.

A “pílula anti-HIV” é uma combinação de medicamentos: tenofovir (300mg) + truvada (200mg). Ao tomar a dose diária, a pessoa se previne contra o vírus. Os grupos com maior risco passaram a ter acesso à PrEP na rede pública de saúde no Brasil: gays, homens que fazem sexo com outros homens (HSH), profissionais do sexo, homens trans, mulheres trans e travestis.
Em 2017, o Ministério da Saúde liberou a pílula para 7 mil pessoas, inicialmente. Foram priorizadas 12 cidades: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. A escolha dos locais acompanhava a maior incidência da doença. Depois, a PrEP foi ampliada para outras partes do Brasil.
A Profilaxia Pré-Exposição já era utilizada em outros países, como os Estados Unidos. Desde 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar a prevenção para esses mesmos grupos. Estudos apontam uma taxa de eficiência maior do que 90%. Mais de 100 mil pessoas já tinham usado a pílula até o final de 2016.
Uma revisão de 21 trabalhos que somam quase 10 mil pacientes analisou se a PrEP induz à diminuição do uso de preservativo e a incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O estudo aponta uma variação entre as populações estudadas e que não houve um aumento significativo no número de participantes que não usavam camisinha – a conclusão é que os HSH já transavam sem proteção. Mesmo assim, há um aumento geral no número de parceiros.
Os gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSM) são os que mais aderiram à medida no Brasil – foram 2.898 novos cadastros neste ano. Do outro lado, estão travestis, homens trans e mulheres trans, que representam menos de 5% dos usuários da PrEP. Desde o início de 2019, entraram no programa de prevenção 30 travestis, 162 mulheres trans e 10 homens trans.
Mesmo que esse número pareça pequeno, é difícil estimar se essas populações estão sub representadas na política de prevenção. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pesquisas demográficas ainda não contabilizam o número de travestis, mulheres trans e homens trans no Brasil.
O instituto argumenta que, na hora de fazer um questionário nas residências, uma única pessoa responde por toda a família – e muitas vezes não informa a existência de um integrante dessas populações. Além disso, parte dos homens trans e mulheres trans acaba entrando nos índices de sexo feminino ou masculino, pois o gênero é autodeclaratório.

14.170 – O que é Fasciíte Necrosante?


bacteria q come carne
É uma infecção rara causada por bactérias extremamente agressivas, caracterizada pela destruição rápida e progressiva do tecido subcutâneo e da fáscia superficial (tecido conjuntivo que separa músculos da pele). Essa infecção acomete com mais frequência a parede abdominal, as extremidades e o períneo, apesar de poder afetar qualquer parte do corpo.
Não existe um único organismo causador dessa infecção, pois ela está relacionada com a ação de diferentes bactérias. O Streptococcus hemolítico do grupo A e o Staphylococcus aureus são frequentemente observados em quadros de fasciíte necrosante. Entretanto, essas não são as únicas bactérias causadoras do problema. Podemos citar ainda as bactérias do gênero Bacteroides, Clostridium e Peptostreptococcus.
Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento dessa condição, principalmente: idade avançada, uso de drogas, diabetes, abuso de álcool, lesões na pele, cirurgias e traumas abertos ou fechados.

→ Classificação da fasciíte necrosante
A fasciíte necrosante pode ser classificada em tipos I e II, utilizando-se como critério as bactérias envolvidas.
Tipo I: O tipo I, ou celulite necrosante, caracteriza-se por apresentar uma bactéria anaeróbia obrigatória, em associação com um ou mais anaeróbios facultativos. É comum o surgimento dessa infecção após cirurgias e em pacientes com diabetes e doença vascular periférica.
Tipo II: O tipo II, conhecido também como gangrena estreptocócica, possui a presença de Streptococcus do grupo A isolado ou, ainda, associado ao Staphylococcus aureus. Nesse caso, observa-se o aparecimento desse problema em decorrência de ferimentos penetrantes, queimaduras e procedimentos cirúrgicos.
→ Quadro clínico da fasciíte necrosante
A fasciíte necrosante inicia-se com a apresentação de uma área dolorosa e avermelhada, a qual vai aumentando no decorrer dos dias. A dor é desproporcional às alterações presentes na pele. Posteriormente, essa região da pele fica azulada (cianose local), e inicia-se a formação de bolhas com conteúdo amarelado ou vermelho-escuro. Esse local, então, torna-se demarcado, circundado por uma borda avermelhada e recoberta por tecido morto (necrótico). Ocorre ainda a trombose dos vasos superficiais, o que dificulta, assim, a ação dos antibióticos e proporciona o acúmulo de bactérias.
A dor é intensa, mesmo após o início do tratamento, e as feridas podem ter grandes proporções, surgindo verdadeiros “buracos” no paciente. Caso o tratamento não seja feito, pode ocorrer o acometimento de estruturas mais profundas, como a camada muscular. Vale destacar que normalmente existe a preservação do músculo subjacente.

→ Tratamento
O tratamento envolve o uso de antibióticos de amplo espectro, a retirada cirúrgica do tecido necrótico e meios que garantam o suporte geral do paciente, com isso, evitando choque séptico e falência dos órgãos. O tratamento apresenta um resultado satisfatório quando feito no início da infecção. Caso não seja tratada adequadamente, a doença torna-se potencialmente fatal.

14.166 – Química – Ponto de Fusão e Ebulição


No caso do ponto de fusão, a substância muda do estado sólido para o estado líquido. Já o ponto de ebulição refere-se a mudança do estado líquido para o estado gasoso.
Por exemplo, o gelo começa a se transformar em água na forma líquida, quando sua temperatura é igual a 0 ºC . Logo, o ponto de fusão da água é 0 ºC (sob pressão de 1 atmosfera).
Para passar de líquida para vapor, a água deve atingir a temperatura de 100 ºC. Assim, o ponto de ebulição da água é 100 ºC (sob pressão de 1 atmosfera).
Quando uma substância no estado sólido recebe calor, ocorre um aumento no grau de agitação de suas moléculas. Consequentemente sua temperatura também aumenta.
Ao atingir uma determinada temperatura (ponto de fusão), a agitação das moléculas é tal que rompe as ligações internas entre os átomos e moléculas.
Nesse ponto, a substância começa a mudar seu estado e passará para o estado líquido se continuar recebendo calor.
Durante a fusão sua temperatura se mantém constante, pois o calor recebido é usado unicamente para a mudança de estado.
O calor por unidade de massa necessário para mudar de fase é chamado de calor latente de fusão (Lf) e é uma característica da substância.
A temperatura do ponto de fusão e do ponto de ebulição depende da pressão exercida sobre a substância.
De uma maneira geral, as substâncias aumentam de volume quando sofrem fusão. Este fato faz com que quanto maior a pressão, maior deverá ser a temperatura para que a substância mude de fase.
A exceção ocorre com algumas substâncias, entre elas a água, que diminui seu volume quando sofrem fusão. Neste caso, uma maior pressão irá diminuir o ponto de fusão.
Uma diminuição na pressão faz com que o ponto de ebulição de uma determinada substância seja menor, ou seja, a substância irá ferver em uma menor temperatura.
Por exemplo, em lugares acima do nível do mar a água ferve com temperaturas menores que 100 ºC. Com isso, nesses lugares demora-se muito mais para cozinhar do que em lugares ao nível do mar.

14.156 – Geólogos e arqueólogos determinam idade correta da civilização mais antiga do mundo


De acordo com o novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, a cultura do Vale do Indo, tem pelo menos 8000 anos de idade, ao contrário dos 5500 estimados anteriormente.
Segundo as novas estimativas, a referida civilização supera o Antigo Egito e Mesopotâmia em antiguidade.
Os cientistas conseguiram determinar a idade da cultura do Vale do Indo, após terem submetido os fragmentos e ossos encontrados na localidade de Bhirrana a várias análises, entre elas à datação por carbono 14.
Além de precisar a idade, as observações desmentiram a teoria de que a queda da civilização de Harappa se possa ter devido a uma abrupta mudança climática. No entanto, a mudança da estratégia agropecuária associada à seca terá contribuído para a desurbanização e declínio gradual das cidades.
Um homem vestindo hábito maia passa na frente da pirâmide Kukulcan, no parque arqueológico Chichen Itzá, em 20 de dezembro de 2012
A cultura do Vale do Indo se situava no delta do rio Indo e tinha um grande nível de desenvolvimento cultural. Suas cidades contavam com canalização e banheiros públicos. No entanto, essa civilização começou decaindo no início do século XVII a.C.
Entre as teorias sobre o seu desaparecimento figura a versão da mudança climática, assim como a das invasões dos antepassados dos persas e indianos modernos.