13.547 – Mega Cult – Os Ditos Populares de outros países


“Quando um navio está afundando, os ratos são os primeiros a pular fora”
Alemanha
Esse provérbio , que tem equivalentes ao redor de todo o mundo, surgiu no tempo das grandes navegações. Seu significado é o de que, quando as coisas começam a ficar ruins, as pessoas egoístas – e também covardes – só se preocupam com si mesmas.

“A manhã tem ouro na boca”
(Morgenstund hat Gold im Mund)

Alemanha
Essa rima alemã (acredite, em alemão essas palavras rimam) é um recado direto para os dorminhocos e procrastinadores. Ele diz algo como o nosso “Deus ajuda quem cedo madruga”. Sua origem está em um antigo ditado latino: “Aurora musisamica” (algo como “A aurora é a amiga das musas”).

“Muito trabalho e pouca diversão tornam Jack um menino aborrecido”
(All work and no play makes Jack a dull boy)

Inglaterra
E vai dizer que isso não é a pura verdade? Quem só trabalha e não se diverte costuma se aborrecer muito – além de aborrecer os outros. O ditado, que surgiu na Inglaterra do século 17, faz referência à obra do sábio Ptah-Hotep, do Egito antigo.

“Da Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”
(De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento)

Portugal
Foi da eterna rixa da Península Ibérica que surgiu esse ditado um tanto maldicente. As cortes de Portugal e da Espanha se notabilizaram por casamentos mal-sucedidos entre os nobres dos dois países – como no caso de Carlota Joaquina e dom João VI. Mas a expressão também tem uma explicação geográfica: como a Espanha tem um território montanhoso, os ventos que chegam a Portugal do leste, durante o inverno, são mais secos e rigorosos que os do oceano, ao oeste.

“Estão chovendo cães e gatos”
(It’s raining cats and dogs)

Inglaterra e EUA
Um clichê sobre o clima em língua inglesa (algo como “Estão chovendo canivetes”). Existem várias origens dessa expressão; a mais lúdica diz que seria uma espécie de conexão das tempestades a Odin (deus nórdico do trovão, associado a cães) e a bruxas (associadas a gatos).

“Veio para passar khol nos olhos dela, deixou-a cega”
(Ija mishan Kahila, Amaha)

Arábia Saudita
Às vezes, você quer melhorar algo e acaba piorando a situação… Isso não acontece só com você, acredite. Pois é exatamente o recado desse ditado árabe que usa a figura de uma mulher que quer deixar os olhos mais vistosos (khol é uma espécie de lápis preto), mas acaba se dando mal.

“Até a Virgem de Pilar, o tempo começa a mudar”
(Hacia la Virgen del Pilar comienza el tiempo a cambiar)

Espanha
A Virgem de Pilar é a padroeira da Espanha. Em 12 de outubro o povo de todo aquele país – e especialmente da cidade de Saragoza, no nordeste espanhol – celebra de o dia da santa em uma grande festividade. Como essa época do ano coincide com o final do calor e começo das chuvas no Hemisfério Norte, a cultura espanhola acabou cunhando esse ditado, que por aqui é um tanto desconhecido.

“Não existe tempo ruim, apenas roupas ruins”
(Det finns inget dåligt väder, bara dåliga kläder)

Suécia
Também encontrado em inglês no romance Dombey e Filho, de Charles Dickens, o provérbio é muito popular na Suécia. A ideia central é de que tudo é uma questão de adaptação. Assim como qualquer clima é aceitável se estivermos com as roupas certas, tudo na vida pode ser ajustado de acordo com a situação.

“Mais quente que sovaco de tosador de ovelhas”
(Hotter than a shearer’s armpit)

Austrália
Expressões sobre o tempo têm variantes em diversos idiomas. A cultura da Austrália, um país de clima quente e com uma população gigantesca de ovinos, moldou esse ditado, que, cá entre nós, faz sentido: afinal, não deve ser muito agradável segurar uma ovelha e tosar sua lã sob um calor escaldante.

“Primeiro vem a comida, depois a moral”
(Erstkommt das Fressen, dann die Moral)

Alemanha
Essa expressão popular que também parece uma regra deconduta é uma citação da obra A Ópera dos Três Vinténs, do dramaturgo Bertold Brecht. É uma amostra de que as necessidades básicas (a fome, no caso) conseguem impedir-nos de nos preocupar com as questões que deveriam ser mais importantes.

“Melhor bolinhos que flores”
(Hana-yoridango)

Japão
O ditado está relacionado ao Hanami, tradicional costume japonês de contemplar a beleza das cerejeiras na primavera. Aqui, a ideia é a ironia: durante os festivais é comum as pessoas levarem lanches para se alimentar e a gulodice acaba deixando de lado a apreciação das flores.

“Na falta de pão, boas são tortas”
(A falta de pan, buenas son tortas)

Espanha
A expressão espanhola vem de uma situação pela qual muita gente já passou alguma vez na vida: chegar tarde demais à padaria e não ter mais pão para comprar. A torta em questão era um tipo de pão seco que dura muitos dias, menos saborosa que o pão comum. Nosso equivalente mais conhecido seria “Quem não tem cão caça com gato”, que tem origem diferente, mas mesmo sentido.

“A neve é a manta do agricultor”
(Kar çiftçinin yorganidi)

Turquia
Surgiu a partir da atividade agrícola, importante para a economia turca. O sudeste turco tem invernos longos e é justamente a neve que protege o solo: ela é um bom isolante térmico e evita que as plantas congelem, garantindo as safras de inverno.

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13.546 – Do Micro ao Macro


Microscópios e telescópios foram fundamentais para a ciência. Eles serviram para ajudar a fazer grandes descobertas e simbolizam o interesse do homem tanto pelo micro – as coisas pequenas, invisíveis a olho nu, quanto pelo macro – a vastidão do Universo. Hoje, como você vai ver nestas e nas próximas páginas, a ciência caminha ainda mais para o estudo dessas duas pontas, mas em uma escala nunca vista antes. O estudo de coisas previstas apenas na teoria, como partículas subatômicas muitas vezes menores que o átomo, passa a ser possível também na prática, assim como a observação de galáxias cada vez mais distantes. E o que empurra a ciência nessa direção é o avanço das técnicas de investigação da natureza, que ficam cada vez mais sofisticadas.
A verdade é que o homem sempre gostou de estudar esses dois extremos. Até o século 16, contudo, os experimentos nessa área eram limitados por aparelhos rudimentares e teorias difíceis de provar. Foi no século 17 que surgiram o microscópio e o telescópio, dois equipamentos fundamentais, que permitiram testar teorias e avançar na observação do céu e das partículas.
O telescópio foi criado em 1606 por um holandês e adaptado pelo astrônomo Galileu Galileu, o primeiro a usá-lo para estudar o céu. O aparato permitiu que o italiano de Pisa descobrisse fenômenos como o relevo da Lua, os satélites de Júpiter e a natureza da Via Láctea. Algumas décadas depois, veio o microscópio. O holandês Antonie van Leeuwenhoek foi o primeiro a usar o equipamento para observar materiais biológicos, como plantas, glóbulos de sangue e espermatozoides do sêmen.
Hoje, ambos evoluíram. Parece até coisa do Obama, mas o que motiva a realização de estudos em níveis tão profundos é, simplesmente, porque nós podemos. Assim como a astronomia e a biologia floresceram no século 17 graças ao telescópio e ao microscópio, hoje é possível desbravar as fronteiras mais longínquas do micro e do macro porque temos as ferramentas necessárias. Os instrumentos tradicionais ficaram bem mais poderosos – chegamos à era dos extremely large telescopes (“telescópios extremamente grandes”), que têm espelhos de mais de 30 metros e permitem fotografar e catalogar o céu inteiro.
Também surgiram outras tecnologias, impensáveis há até pouco tempo. A ferramenta mais significativa é o megaprocessamento de dados. A capacidade de armazenar e processar quantidades inimagináveis de informações é uma das formas de aprender sobre tudo que está ao redor de nós, em todas as escalas
Microscópios e telescópios modernos geram tanta informação por dia que é impossível para o ser humano compilá-la e condensá-la. Mas um computador consegue encará-la – e é na análise dessa montanha monstruosa de dados que moram respostas para muitas das nossas dúvidas.
Mas, quando os números são muito grandes, mesmo as respostas do computador podem ser difíceis de digerir. É para isso que surgiram técnicas como a visualização de dados. Na prática, são programas que produzem gráficos simples a partir de informações complexas. Só de olhar dá para entender o que eles querem dizer. Esse é o trabalho do arquiteto da informação Manuel Lima, criador do projeto Visual Complexity, que reúne projetos inovadores de visualização de redes, e do Many Eyes, que fornece ferramentas para a interpretação visual de dados. Com a técnica, é possível enxergar desde a interação entre proteínas até a forma como as pessoas usam a internet, e fica mais simples entender conhecimentos complexos, gerados a partir de um monte de estatísticas. O uso das novas ferramentas permite não só que as pessoas explorem o micro e o macro de uma forma nunca vista antes mas também que possam compreender com facilidade o que isso significa para elas.

13.545 – Medicina – Órgão artificial poderá criar células de combate ao câncer


celulas cancerigenas
Embora ainda não tenha sido testado em seres humanos, este órgão artificial poderia reduzir o tempo e o custo da imunoterapia com células T e torná-lo uma opção mais viável para pacientes com baixa contagem de glóbulos brancos.

Timo artificial
Muitos órgãos artificiais estão sendo desenvolvidos como uma alternativa aos órgãos de dadores, pois estes são apenas soluções temporárias que exigem que os pacientes mantenham um regimento vitalício de medicamentos.
Com os recentes avanços nas tecnologias biomédicas, a ajuda pode chegar a tempo e evitar que aqueles que necessitam de transplantes já não tenham de esperar nas listas de doação para substituir órgãos como rins e vasos sanguíneos. Agora, os cientistas adicionaram o Timo à lista de partes do corpo que podemos simular artificialmente.

Mas o que é o Timo?
O timo, (Thymus em inglês) é uma glândula linfoide primária, responsável pelo desenvolvimento e seleção de linfócitos T. Na anatomia humana, o timo é uma glândula endócrina linfática que está localizada na porção superior do mediastino e posterior ao osso externo, fazendo parte do sistema imunológico. Limita-se superiormente pela traqueia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum, lateralmente pelos pulmões e inferior e posteriormente pelo coração.

13.544 – Folhas caídas no outono viram material de alta tecnologia para eletrônica e energia


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Da biomassa à eletrônica

As estradas do norte da China estão cercadas por árvores kiri, ou paulônia imperial, que são decíduas, ou seja, perdem as folhas no outono. Essas folhas geralmente são aproveitadas pela população, que as queima na estação mais fria.
Hongfang Ma, da Universidade Qilu de Tecnologia, estava pesquisando essas folhas em busca de novas formas de converter a biomassa em materiais de carbono porosos que pudessem ser usados para o armazenamento de energia – em eletrodos de baterias, por exemplo.
Nessa busca, ele desenvolveu um método para converter a massa de resíduos orgânicos em um material de carbono poroso que pode ser usado para produzir equipamentos eletrônicos de alta tecnologia – e justamente para armazenar energia.

Supercapacitor de carbono
Ma usou um processo de várias etapas, mas bastante simples, para converter as folhas caídas das árvores em uma forma de carbono que pode ser incorporada nos eletrodos como materiais ativos.
As folhas secas foram primeiro moídas e a massa resultante foi aquecida a 220º C por 12 horas. Isso produziu um pó composto de pequenas microesferas de carbono. Essas microesferas foram então tratadas com uma solução de hidróxido de potássio e aquecidas por aumentos graduais da temperatura em uma série de saltos, de 450 a 800º C.
O tratamento químico corrói a superfície das microesferas de carbono, tornando-as extremamente porosas. O produto final, um pó de carbono preto, tem uma área superficial muito alta graças a esses poros minúsculos. E essa superfície proporciona ao produto propriedades elétricas extraordinárias.
As curvas de corrente-tensão do material mostraram que a substância poderia ser usada para construir um capacitor excelente. Testes posteriores mostram que, na verdade, o material produz supercapacitores, com capacitâncias específicas de 367 Farads por grama – isto é mais de três vezes mais do que a capacitância dos supercapacitores de grafeno.

Materiais supercapacitivos
Os capacitores são componentes elétricos presentes em toda a eletrônica, armazenando energia entre dois condutores separados um do outro por um isolante. Já os supercapacitores geralmente podem armazenar de 10 a 100 vezes mais energia do que um capacitor comum e podem carregar e descarregar muito mais rapidamente do que uma bateria recarregável típica.
Por isso, materiais supercapacitivos são altamente promissores para uma grande variedade de aplicações de armazenamento de energia, dos computadores aos veículos híbridos e elétricos.
O professor Ma e seus colegas pretendem a seguir melhorar ainda mais as propriedades eletroquímicas do material poroso de carbono, otimizando o processo de preparação e permitindo a dopagem do material, ou seja, a modificação de suas propriedades para aplicações específicas mediante a adição de pequenas quantidades de outros elementos, como se faz com os demais materiais utilizados na eletrônica.

13.543 – Antigravidade – Como se consegue anular a gravidade nos laboratórios da Nasa?


antigravidade

Não se pode simplesmente “desligar” a gravidade. Cintos antigravitacionais só existem no cinema ou nas histórias em quadrinhos. A Nasa e outras agências espaciais utilizam um artifício que permite simular a ausência de gravidade: a queda livre. Imagine-se dentro de um elevador, carregando alguns livros na mão. Quando o elevador chega ao último andar, alguém corta os cabos e ele despenca. De repente, a sensação será de ausência de peso, os pés perderão o contato com o chão e os livros flutuarão no ar. Como o elevador está fechado, você irá flutuar sem sentir a resistência do ar, como em um ambiente sem gravidade. Nos experimentos das agências espaciais, um avião a jato sobe até determinada altitude e, em seguida, é posto em queda livre durante certo tempo – não mais que 30 segundos. Na acolchoada cabine de passageiros, os futuros astronautas sentem a ausência de peso, até que o piloto retome o curso da aeronave.
Os testes não são utilizados apenas como “curso preparatório” para viagens espaciais. Dentro dos aviões, pesquisadores submetem equipamentos, procedimentos médicos e substâncias químicas, por exemplo, às mesmas condições encontradas no espaço. O que passar no teste pode entrar na nave.

Queda livre simula ausência de peso 11 000 metros (início da descida)
Gravidade = 1 G (normal)

1. Na simulação de gravidade zero, o piloto sobe até uma determinada altitude – de 10 000 a 12 000 metros – e abaixa o nariz do avião em 45 graus. Se a inclinação for menor que isso, a ausência de peso não é total

11 000 a 8 000 metros (descida)

Gravidade = Zero

2. Na descida, que dura entre 20 e 25 segundos, os ocupantes da cabine de passageiros flutuam no ar. Nessa mínima fração de tempo, são realizados os testes médicos que avaliam os efeitos da ausência de gravidade no organismo humano

8 000 metros (final da descida)

Gravidade = 1 G (normal)

4. A sequência de descidas e subidas é repetida de 30 a 40 vezes pelo piloto, até completar um total de três horas de voo

5. Quando alcança a marca de 8 000 metros de altitude, o piloto retoma a subida. Nessa etapa do voo, a gravidade, em vez de diminuir, aumenta para 1,8 G (1 G equivale à força gravitacional ao nível do mar)

13.542 – Astronáutica – Impressora 3D no Espaço


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No Warm Up Wired Festival Brasil 2017, no MAM de SP, Andrew Rush, CEO da empresa americana Made In Space, líder no segmento de manufatura em gravidade zero, anunciou parceria com a empresa brasileira Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. As duas empresas estão trabalhando juntas para a criação de peças e ferramentas no espaço, a partir de uma impressora 3D. O próximo passo é a reciclagem desses objetos fora da Terra, o que não deve demorar.

13.541 – Pré Historia – Adaptação ao Frio


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(c. 900.000 a.C. – China)
Os cada vez mais inventivos e adaptáveis humanos descobriram o fogo e o estão usando para se aquecerem nos duros invernos chineses e, talvez, para cozinhar. Não se sabe ao certo como foi que aprenderam o segredo, mas é provável que tenham aproveitado incêndios de arbustos ou de florestas, provocados por raios. Acredita-se que sua dieta inclua vegetais.

Instrumentos Versáteis
Após terem deixado suas quentes regiões da África Ocidental, eles presumivelmente mantiveram a capacidade de fabricar machados. Mas agora, talvez porque a rocha local não se preste para machados de pedra talhada, eles estão se equipando com ferramentas de corte pequenas. Com a ajuda delas, produzem instrumentos de múltiplo uso mais afiados, semelhantes a cutelos, e que podem ser usados para fazer pontas em lanças de bambu.

13.540 – Biologia – Composto que teria dado origem à vida na Terra é encontrado


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Os cientistas que pesquisam as origens da vida trabalham com a hipótese de que uma reação química chamada fosforilação pode ter sido crucial para a montagem de três ingredientes-chave nas formas de vida precoces: cadeias curtas de nucleotídeos para armazenar informações genéticas, cadeias curtas de aminoácidos (peptídeos) para fazer a trabalho principal de células e lipídios, para formar estruturas encapsulantes, como paredes celulares. No entanto, ninguém jamais encontrou um agente fosforilante que estivesse plausivelmente presente no início da Terra e poderia ter produzido essas três classes de moléculas lado a lado nas mesmas condições realistas.
Agora, químicos no Instituto de Pesquisa Scripps (TSRI), nos EUA, acabaram de identificar esse composto: o diamidofosfato (DAP).
“Sugerimos uma química de fosforilação que poderia ter dado origem, no mesmo lugar, a oligonucleótidos, oligopeptídeos e estruturas semelhantes a células para anexá-los”, disse o autor principal do estudo, Ramanarayanan Krishnamurthy, professor associado de química na TSRI. “Isso, por sua vez, permitiria outras químicas que não eram possíveis antes, levando potencialmente às primeiras entidades vivas simples, baseadas em células”.
O estudo, relatado na revista Nature Chemistry, faz parte de um esforço contínuo de cientistas de todo o mundo para encontrar rotas plausíveis para a jornada épica da química pré-biológica até a bioquímica baseada em células.
Outros pesquisadores descreveram reações químicas que poderiam ter permitido a fosforilação de moléculas pré-biológicas no início da Terra. Mas esses cenários envolveram diferentes agentes de fosforilação para diferentes tipos de moléculas, bem como diferentes e muitas vezes incomuns ambientes de reação.

Todas as temperaturas e condições
“Foi difícil imaginar como esses processos muito diferentes poderiam ter se combinado no mesmo lugar para produzir as primeiras formas de vida primitivas”, lembra Krishnamurthy.
Ele e sua equipe, incluindo os co-primeiros autores Clémentine Gibard, Subhendu Bhowmik e Megha Karki, todos pesquisadores de pós-doutorado no TSRI, mostraram que o DAP poderia fosforilar cada um dos quatro blocos de construção de nucleósidos do RNA na água ou um estado semelhante a uma pasta sob uma ampla gama de temperaturas e outras condições.
Com a adição do catalisador imidazol, um composto orgânico simples que estava presente de forma plausível no início da Terra, a atividade do DAP também levou ao surgimento de cadeias curtas de RNA desses blocos de construção fosforilados.
Além disso, o DAP com água e imidazol fosforilou eficientemente os blocos de lipídios de glicerol e ácidos graxos, levando a pequenas cápsulas de fosfolipídios chamadas vesículas, versões primitivas de células.

O DAP em água à temperatura ambiente também fosforilou os aminoácidos glicina, ácido aspártico e ácido glutâmico e, em seguida, ajudou a ligar essas moléculas em cadeias peptídicas curtas (os peptídeos são versões menores de proteínas).
Krishnamurthy e seus colegas demonstraram anteriormente que o DAP pode fosforilar eficientemente uma variedade de açúcares simples e, assim, ajudar a construir carboidratos contendo fósforo que estariam envolvidos em formas de vida precoces. O seu novo trabalho sugere que o DAP poderia ter um papel muito mais central nas origens da vida.
“Isso me lembra a Fada Madrinha da Cinderela, que acena uma varinha e “poof”,”poof”,”poof”, as coisas simples se transformam em algo mais complexo e interessante”, compara Krishnamurthy.
“Pode ter havido minerais no início da Terra que liberaram tais compostos de fósforo-nitrogênio nas condições corretas”, disse ele. “Os astrônomos encontraram evidências de compostos de fósforo-nitrogênio no gás e poeira do espaço interestelar, por isso é certamente plausível que tais compostos estejam presentes no início da Terra e tenham desempenhado um papel no surgimento das moléculas complexas da vida”. [phys.org]

13.539 – Pré História – Artesãos fazem ferramentas de cobre


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5.000 a.C. – Oriente Médio

As comunidades estão produzindo mais ferramentas e armas de cobre, graças a um novo e engenhoso processo que permite extraí-lo de rochas incandescentes contendo minérios do metal.
Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça.

Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iuguslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nehuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nehuma certeza disso.

13.538 – Oftalmologia – Uma lente pode evitar o transplante de córnea


oftalmologia
O segredo é uma pequena peça, feita de material acrílico, que é implantada nos olhos do paciente. Ela funciona como uma espécie de filtro e é muito mais simples do que o transplante de córneas.
“Já foram realizadas 52 cirurgias com acompanhamento de mais de três anos e, além daqui, essa cirurgia já foi realizada em alguns países, nos Estados Unidos, na Alemanha, na Itália, na Argentina, nos Emirados Árabes e na Austrália, e realmente vem atraindo a atenção de oftalmologistas de todo o mundo”, diz Claudio Trindade, o criador do método.

Ceratocone:
Muitos casos de Ceratocone são diagnosticados como Astigmatismo irregular (distorção da imagem causada pela alteração da curvatura normal da córnea)ou Miopia.
Ceratocone é uma doença ocular que preocupa muitos pacientes, necessitando de diagnóstico precoce para interromper sua progressão e permitir um tratamento bem-sucedido. Estima-se que a doença atinja uma em cada 20 mil pessoas no Brasil e faz com que a córnea adquira formato cônico e irregular, resultando em visão distorcida, mas não se preocupe, ceratocone tem cura .
O tratamento do ceratocone visa sempre proporcionar uma boa visão ao paciente, bem como garantir seu conforto na utilização dos recursos que serão empregados e principalmente preservar a saúde da córnea. As alternativas de tratamento de modo geral são avaliadas nesta ordem: óculos, lentes de contato, e cirurgias.
O acompanhamento constante da doença é importante, pois o Ceratocone é uma doença progressiva. Tanto o diagnóstico da doença como a verificação de sua progressão dependem de exames especiais, destacando-se a topografia da córnea (estudo da superfície), tomografia de córnea (estudo 3D), acuidade visual e refração (avaliação da óptica ocular).
A primeira opção que o paciente recebe é a prescrição de óculos, na maior parte das vezes em casos iniciais da doença, quando o astigmatismo irregular ainda é baixo e é possível obter uma boa acuidade visual (visão). Quando há um avanço da doença, na maior parte das vezes, a acuidade visual (visão) satisfatória não corresponde a qualidade visual, ou seja, o paciente pode ler as letras na Tabela de Snellen (tabela utilizada para verificação da visão do paciente na consulta médica com Oftalmologista) mas a qualidade da imagem não é precisa.
A partir do momento em que os óculos não conseguem fornecer uma visão satisfatória, a lente de contato é a próxima alternativa. Em determinados casos, as lentes gelatinosas para a correção do Ceratocone possibilitam adaptação perfeita. Em outros, os pacientes adaptam-se melhor com as lentes rígidas gás permeável ou lentes esclerais e semi-esclerais.

A adaptação de lentes de contato no Ceratocone deve ser feita por médicos oftalmologistas experientes que possam dar o devido acompanhamento e orientação ao paciente. Com isso proporcionando a melhor visão possível, principalmente assegurando a saúde fisiológica da córnea do paciente.

As lentes de contato podem retardar ou estabilizar a progressão da ectasia?

Infelizmente não! Pois mesmo representando uma forma eficaz de melhora da visão
Uma lente mal adaptada ou de má qualidade pode causar erosão de córnea, ceratite, hidropsia seguida de leucoma, edema de córnea e infecções oculares.

Quando a cirurgia do Ceratonone está indicada?
O tratamento cirúrgico do Ceratonone está classicamente indicado com o objetivo de melhorar a visão e permitir reabilitação visual e para estabilizar a progressão da doença.

 

Quais procedimentos cirúrgicos podem ser indicados para casos de ceratocone?
O tratamento cirúrgico era exclusivamente o Transplante de Córnea até meados dos anos 1990. Entretanto, há cirurgias alternativas que podem ser indicadas para o ceratocone com diferentes objetivos em diferentes fases da doença

 

13.537 – Tumba de esqueleto grego de 3.500 anos possui obra-prima detalhada gravada em uma minúscula pedra preciosa


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Uma impressionante obra de arte gravada em uma pedra preciosa com pouco mais de três centímetros foi descoberta por pesquisadores da Universidade de Cincinnati (EUA), depois que eles lavaram milhares de anos de calcário e sujeira do artefato.
A obra-prima foi encontrada há dois anos, mas, na época, foi difícil perceber sua importância.
A arte fazia parte de uma coleção de 1.400 artefatos desenterrados no túmulo de 3.500 anos de um guerreiro da Idade do Bronze, enterrado no sudoeste da Grécia.
A pedra, denominada “Pylos Combat Agate”, provavelmente era usada como uma pequena joia.
tendo em vista que abrigava o esqueleto bem conservado do chamado “Griffin Warrior”, sendo que “warrior” significa “guerreiro”, e “griffin” remete a uma criatura mitológica chamada “grifo”, um animal com cabeça, bico e asas de águia e corpo de leão. O guerreiro foi enterrado com uma placa descrevendo tal criatura.
Entre as riquezas encontradas com o esqueleto, havia uma coleção de anéis dourados e uma espada de bronze. A pedra preciosa também foi coletada, mas sua arte só foi revelada após uma limpeza rotineira dos artefatos.
Os pesquisadores levaram quase um ano para conseguir ver os intrincados detalhes esculpidos em sua superfície. Seus achados foram publicados na revista Hesperia.

Repensando toda a história da arte
A escultura só pode ser bem observada com uma lente fotomicroscópica. Alguns dos detalhes do desenho possuem apenas meio milímetro.
Uma lupa pode ter sido usada para criar essa obra, mas, de acordo com Shari Stocker, uma das principais escavadoras da tumba, nenhum tipo de ferramenta de ampliação desse período já foi encontrado.
Na verdade, obras de arte feitas com tanto detalhe só aparecem cerca de 1.000 anos mais tarde.

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Que lenda esta pedra conta?
O túmulo em que a pedra foi encontrada está localizado na península do Peloponeso, em Pylos, no local do palácio do rei Nestor, conforme escrito no poema épico de Homero, “Odisseia”.
A cena mostra um guerreiro vitorioso que, depois de vencer seu primeiro oponente, levanta sua espada para mergulhá-la no pescoço de outro inimigo. Até músculos individuais podem ser vistos nos corpos humanos esculpidos na pedra. A representação tem toda a grandiosidade de outros épicos gregos posteriores, como “A Ilíada” e “Odisseia”.
Exatamente qual história retrata, no entanto, é um mistério. Os pesquisadores não têm pistas suficientes para vincular a descrição pictórica às tradições orais que mais tarde inspirariam Homero, em 700 aC.
Stocker e seus colegas pesquisadores acreditam que a cena provavelmente descreve uma lenda que teria sido bem conhecida na época.

Quem foi este guerreiro?
Os historiadores precisam agora repensar o calibre da arte sendo feita durante esse período, uma vez que não foram encontradas outras esculturas comparativamente detalhadas da Idade do Bronze.
O “Griffin Warrior” foi enterrado por volta de 1450 aC, durante um momento politicamente tumultuado da Grécia antiga – os micênicos, moradores do continente grego, haviam conquistado os minoicos, nativos da ilha de Creta. A arte minoica influenciou grandemente o continente grego, e muitos dos artefatos minoicos encontrados durante este período podem ter sido importados ou roubados.
Quanta influência os minoicos exerceram sobre a Grécia continental tem sido objeto de debate, e a descoberta do túmulo do guerreiro foi importante, porque indicou um alto nível de intercâmbio cultural.
O número de artefatos minoicos em seu túmulo sugere que o indivíduo enterrado poderia ter sido um membro da elite minoica, ou um micênico cativado pela cultura minoica. [NatGeo]

13.536 – Curiosidades sobre sexo no Reino Animal


Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um orgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

Ácaros (Red Velvet Mites)
Sexo é um ato solitário (e esquisito) para os ácaros Trombidiidae. O macho procura o ninho perfeito para o acasalamento, com muitas folhas e galhinhos, para criar a perfeita atmosfera para o casal. E então, ele espalha seu sêmem por todo o lugar. Depois de completar o serviço, o próximo passo é atrair uma fêmea – com suas fezes. Ela segue o rastro deixado pelo macho e, chegando ao ninho “cuidadosamente” preparado, deve se virar sozinha para ser inseminada.

Antequino-Marrom
O vício em sexo não é um problema enfrentado apenas por humanos. A condição também atinge esse pequeno marsupial. O Antequino-Marrom é tão frenético que, durante o período reprodutivo, chega a passar até 12 horas se acasalando com apenas uma parceira. Como é insaciável, passa de fêmea pra fêmea, até seu sistema imunológico começar a falhar. Ele geralmente desenvolve úlceras graves e contrai infecções de parasitas, e morre não muito tempo depois da sessão de acasalamento.

Argonautas
Os argonautas são um gênero de polvo bastante comum, que habita águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Seu momento de reprodução, no entanto, está longe do “regular”: a fêmea desenvolve uma concha gigante para abrigar e proteger os ovos e embriões, enquanto os machos – que também possuem uma concha, mas em tamanho significativamente menor – começam a acumular uma bola de espermatozóides em um tentáculo especial. Quando, passeando por aí, o macho encontra uma fêmea por quem se interessa, o tentáculo se destaca do corpo e sai nadando sozinho até a fêmea.

Caracóis
O caracol é um dos favoritos na disputa de localização mais bizarra do pênis: seu órgão reprodutivo fica no pescoço. Os caracóis são hermafroditas e precisam de um companheiro para conseguirem se reproduzir. E para convencer o parceiro, eles costumam “flertar” apunhalando um ao outro com dardos constituídos de carbonato de cálcio ou quitina e usados para injetar no receptor hormônios que estimulam os órgãos genitais femininos.

caracol

Hienas
As fêmeas representam o gênero dominante entre as hienas. Mais agressivas que os machos, no momento de escolher um parceiro elas não dão bola para os esquentadinhos, preferindo aqueles que se mostram mais submissos. O companheiro terá então um desafio à frente: habilidosamente inserir seu pênis no pseudo-pênis da fêmea, que esconde sua vagina. Contorcionismo no mundo animal.

Hipopótamo
O hipopótamo macho possui uma forma bastante diferente de chamar a atenção de uma fêmea. Ele se coloca em lugar de destaque, defeca em si mesmo e utiliza a sua cauda como uma espécie de hélice, espalhando as fezes por todos os lados na tentativa de encontrar uma parceira. E o mais incrível: a nojeira funciona.

Macaco-rhesus
O primata, também conhecido como Reso, tem muitos motivos para ser um tanto paranoico. No Reino Animal é bem comum que as disputas entre os machos por uma companheira acabem sendo um tanto violentas. Mas poucas espécies são tão cruéis (e, ao mesmo tempo, espertas): os macacos-rhesus atacam seus oponentes no momento em que eles estão tendo um orgasmo. Sim, é isso mesmo. Um estudo da University of Utrecht apontou que mais da metade dos encontros sexuais dos macacos reso terminam com o macho sendo brutalmente atacado. Até 9 macacos podem se aproveitar da vulnerabilidade do coleguinha para tentar roubar sua fêmea.

Marreca-pé-na-bunda
A marreca-pé-na-bunda, também conhecida como Oxyura vittata, possui orgãos reprodutores mais estranhos do que seu nome. Além de ser dono de um pênis de aproximadamente 40 centímetros de comprimento, o orgão do macho tem formato de saca rolhas e possui uma espécie de ~pincel~ na ponta. A vagina da fêmea também é em espiral, mas no sentido oposto – o que permite o encaixe. Durante o ato sexual, o macho utiliza a sua “escova” para remover qualquer esperma deixado por um macho anterior.

Morcegos (Chinese Fruit Bat)
Cientistas do Guangdong Entomological Institute in Guangzhou, na China, descobriram que os morcegos da espécie Cynopterus sphinx usam o sexo oral para prolongar o ato sexual. A descoberta é um tanto inusitada, já que se pensava que somente humanos tinham essa prática. Mas o que é ainda mais curioso é que, através de um grande contorcionismo, a fêmea consegue agradar o macho enquanto ainda estão envolvidos no ato sexual. Provavelmente não é seguro tentar isso em casa.

Peixe actinopterígeo
Estes peixes, que habitam exclusivamente ambientes marinhos, redefinem o conceito de namorado folgado. Alguns machos do subgênero, bem mais franzinos que suas companheiras de espécie, nascem com sistema digestivo rudimentar, que logo passa a dificultar sua alimentação. Para contornar este problema quase-fatal, os peixes usam de seu olfato apurado para encontrar uma fêmea no oceano. No primeiro encontro, nada de rituais de acasalamento: o macho logo morde a fêmea e libera uma enzima digestiva que corrói a pele de sua boca e o corpo da companheira, fundindo o par para toda a vida. Conectado ao sistema circulatório da fêmea, o corpo do macho se atrofia. Sua única função agora é liberar esperma sempre que hormônios na corrente sanguínea de sua “parceira” indicam que ela está ovulando. Ah, o amor… Não bastasse apenas um namorado parasita, é comum que a fêmea da espécie seja mordida por múltiplos machos.

Peixe-palhaço
Descobrir a verdade sobre a reprodução dos peixes-palhaço vai ajudar a entender melhor o filme Procurando Nemo. Em um núcleo familiar, a fêmea é sempre o maior membro do grupo. Quando ela morre, o maior macho assume seu lugar – literalmente. Como estes peixes são hermafroditas, isso significa que o macho muda de papel. Ou seja: o pai de Nemo, na verdade, passaria a ser a mãe do Nemo.

peixe-palhac3a7o1

Percevejos
A reprodução dos percevejos pode ser comparada a um ato de violência sexual. Os machos das espécies costumam possuir um pênis tão afiado que, na hora de se reproduzirem, praticamente dão diversas “facadas” no corpo da fêmea até conseguirem depositar o seu esperma. Já que a espécie não está em extinção, presume-se que a fêmea sobrevive ao traumático ataque.

13.535 – Biologia – Pra que serve o pênis na Hiena Fêmea?


penis hienas
Na verdade, o que acontece é que as hienas-malhadas fêmeas contam com um clitóris muito, muito grande, e essa estrutura — que, aliás, é homóloga do pênis — inclusive é maior do que a genitália dos machos.
Graças a esse “pseudopênis” presente nas fêmeas, por muito tempo se acreditou que as hienas fossem hermafroditas. O mais estranho é que os clitóris, além de chegarem a medir mais de 15 centímetros de comprimento — e inclusive serem capazes de ficar eretos —, vêm acompanhados de uma espécie de saco composto de gordura e outros tecidos que fica pendurado por ali, para, você sabe, compor melhor o conjunto.
Além de terem “pênis” maiores do que o dos machos, quem manda em casa são as fêmeas, já que elas são superagressivas e são quem dominam os clãs! Essa peculiaridade anatômica provavelmente ocorre por que, durante a gestação, as mães produzem uma grande quantidade de hormônio masculino, o que garante, entre outras coisas, que os filhotes nasçam agressivos, característica indispensável para a sobrevivência desses animais.
Entretanto, essa dose extra de hormônios, além de prejudicar o desenvolvimento de outros órgãos do sistema reprodutivo, também faz com que os clitóris das fêmeas sejam superdesenvolvidos. Além disso, com um “pênis” no lugar de uma “vagina”, o acasalamento entre as hienas não é uma tarefa nada fácil, já que evidentemente existe uma espécie de… conflito.
Para que o ato ocorra, os machos precisam introduzir o pênis em um pequeno orifício — que mede cerca de 2,5 centímetros de diâmetro — presente no superclitóris, em uma manobra complexa que requer alguma habilidade. Portanto, os machos principiantes precisam treinar um durante alguns meses antes de completar o acasalamento com sucesso.
E no caso de que ocorra uma gestação, as fêmeas têm seus filhotes através desse orifício presente em seus clitóris — meninos, já imaginaram a dor? —, e não é raro que ocorram rupturas no canal durante os nascimentos, provocando a morte das mães em 20% dos casos.

13.533 – Adeus ao Pergaminho – A Invenção da Imprensa


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Do mesmo modo que a invenção do telescópio por Galileu Galileu, no século XVII, revolucionou a astronomia, a invenção da máquina de impressão em tipos móveis, mais conhecida como imprensa, pelo alemão Johannes Gutenberg, no século XV, provocou uma enorme revolução na modernidade: o processo de aceleração da produção de livros. Após a invenção da imprensa, imprimir e compor livros deixaram de ser práticas manuais e artesanais e tornaram-se uma produção em série mecanizada.
Gutenberg desenvolveu o seu invento por volta do ano de 1430. A máquina de imprensa de Gutenberg contava com uma prancha onde eram dispostos os tipos, ou caracteres, móveis. Esses tipos móveis nada mais eram que símbolos gráficos (letras, números, pontos etc.) moldados em chumbo. Um só molde desses tipos, alimentado com tinta, poderia imprimir inúmeras cópias de um mesmo texto em questão de horas. Se na elaboração manual dos livros (que eram chamados de códex, ou códice), o tempo gasto era enorme; com a imprensa, esse tempo foi amplamente reduzido.
No início do século XVI, os efeitos provocados pela imprensa de Gutenberg já eram perceptíveis nos principados alemães, sobretudo quando, por meio da imprensa, houve a popularização dos panfletos críticos do reformista Martinho Lutero. A Reforma Protestante deflagrada por Lutero em 1517 passou a ter uma grande recepção entre a população letrada da Alemanha, em virtude da circulação das teses e dos panfletos impressos. Posteriormente, uma contribuição ainda maior de Lutero para a história da leitura estaria de “mãos dadas” com a imprensa de Gutenberg: a tradução da Bíblia do latim para o alemão.
Com a Bíblia traduzida para uma língua vulgar (no sentido de que não era clássica, como o latim), a demanda por sua leitura também se tornou grande, já que nem toda a população letrada do século XVI dominava o latim. O papel da impressão em tipos móveis foi decisivo para suprimir essa demanda no menor tempo possível. Do século XVI para cá, as máquinas de imprensa (ou impressão, como é mais comumente dito hoje) tornaram-se ainda mais sofisticadas, bem como o público leitor mais amplo, diversificado e sofisticado, o que gerou novas perguntas e novas problemáticas a respeito de se estamos ou não passando por uma nova revolução no campo da leitura, como bem sugere o historiador francês Roger Chartier:

“A revolução do nosso presente é, com toda certeza, mais que a de Gutenberg. Ela não modifica apenas a técnica de reprodução do texto, mas também as próprias estruturas e formas do suporte que o comunica a seus leitores. O livro impresso tem sido, até hoje, o herdeiro do manuscrito: quanto à organização em cadernos, à hierarquia dos formatos, do libro da banco ao libellus; quanto, também, aos subsídios à leitura: concordâncias, índices, sumários etc. Com o monitor, que vem substituir o códice, a mudança é mais radical, posto que são os modos de organização, de estruturação, de consulta do suporte do escrito que se acham modificados. Uma revolução desse porte necessita, portanto, outros termos de comparação.”

13.530 – Os Lugares Mais Secretos do Mundo


area 51
Área 51: É estritamente proibido o acesso a pessoas não autorizadas. Essa base da Força Aérea americana é provavelmente o local mais citado nos relatórios ufológicos e teorias conspiratórias, especialmente por causa do famoso Caso Roswell.

Cofre do fim do mundo: No arquipélago norueguês de Svalbar, está o também chamado “banco mundial de sementes”, um depósito subterrâneo gigante construído para preservar milhares de sementes de plantas de cultivo no caso de eventuais cataclismos mundiais.

Cheyenne Mountain Complex: Dentro da montanha Cheyenne, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, está localizada a principal instalação do Comando de Defesa Aerospacial da América do Norte. O edifício está literalmente enterrado debaixo de meio quilômetro de granito, e todos seus acessos são blindados com portas de 25 toneladas.

Fort Knox: Nessa base, no estado do Kentucky, estão armazenadas aproximadamente 5 mil toneladas de ouro. É por esse motivo que se trata da instalação mais segura do seu tipo no mundo inteiro. Não só protege metais preciosos como abriga documentos históricos de grande importância, como a Declaração da Independência dos Estados Unidos.

Bunker Yamantau: Na Rússia, em alguma região desconhecida do Monte Yamantau, está localizada uma instalação subterrânea tão secreta que seu objetivo é absolutamente desconhecido. Enquanto alguns rumores dizem que poderia se tratar de um depósito para mísseis nucleares, outros afirmam que seria um abrigo destinado a abrigar milhares de pessoas.

13.525 – Austrália proíbe escalada em monte considerado sagrado por aborígenes


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Estão proibidas as escaladas no monólito Uluru, ou Ayers Rock, que fica na zona central da Austrália.
A rocha, composta de arenito, tem 348 metros de altura e é considerada a maior do mundo.
O lugar é considerado sagrado pelos membros da etnia Anangu, aborígenes proprietários do terreno.
As escaladas começaram nos anos 30, quando o terreno ainda pertencia ao governo australiano. Desde que tomaram posse, em 1985, os Anangu tentam proibir a prática.
A decisão para encerrar esse tipo de atividade foi tomada em conjunto com a diretoria do parque nacional Uluru-Kata Tjuta, em que se localiza o monólito.
“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

monte sagrado

13.524 – Ig Nobel – Descobertas Bizarras da Ciência de 2017


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Depois do Furacão Harvey atingir o Texas, nos Estados Unidos, uma criatura marinha misteriosa sem face e com dentes afiados apareceu na costa do estado. As imagens viralizaram nas redes sociais e internautas começaram a criar hipóteses sobre a origem do estranho animal: de alienígenas a monstros.
Kenneth Tighe, biólogo do Museu Nacional de História Natural de Washington, afirmou ao jornal Earth Touch News que o animal aparenta ser uma enguia da espécie Aplatophis chauliodus, da família Ophichthidae. Contudo, o pesquisador não conseguiu determinar exatamente a espécie da criatura, e declarou que ela ainda pode ser uma Bathyuroconger vicinus ou Xenomystax congroides.
Em 2017 pudemos registrar o anelídeo conhecido como Eunice aphroditois se alimentando e, nossa, que coisa estranha! Esses predadores de emboscada enterram seus corpos no sedimento no fundo do oceano, com apenas suas cabeças emergindo da areia, aguardando a presa. Quando elas passam: BAM! A minhoca sai rapidamente do esconderijo para agarrá-las e levá-las para debaixo da areia.

Olhando para o abismo
O horizonte de eventos de um buraco negro é um ponto sem volta. Uma vez que algo está passando por ele, nunca sairá — ao menos é o que se sabe até então. Isso inclui a luz, o que torna os buracos negros impossíveis de serem vistos.
Entretanto, o telescópio Event Horizon examinará o horizonte de eventos do (suposto) buraco negra conhecido como Sagitário A * para fornecer a primeira imagem de um dos fenômenos mais misteriosos do universo.

Torre com cerca de 700 crânios astecas é achada na Cidade do México
Uma torre com aproximadamente 700 crânios humanos foi encontrada próxima ao Templo Mayor, templo de Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, onde atualmente fica a Cidade do México.
Cobertos com cal, foram encontrados crânios de homens, mulheres e crianças, colocando em questão o que se sabe até hoje sobre as práticas da civilização. “Esperávamos encontrar apenas crânios de homens, principalmente jovens, possíveis guerreiros, pois não pensávamos que mulheres e crianças lutassem”, disse Rodrigo Bolanos, antropólogo biológico, em entrevista à agência Reuters.

Você nasceu com medo de aranhas e cobras
Uma pesquisa feita com bebês provou que já nascemos com medo de animais como aranhas e cobras. Para chegar à conclusão, especialistas mostraram imagens de alguns animais para os pequenos voluntários, que reagiram mal a esses bichos mesmo sendo novos demais para terem desenvolvido o medo racionalmente.

Descobriram um inseto tão bizarro que uma nova Ordem precisou ser criada
Dois insetos presos em âmbar há 100 milhões de anos são diferentes de qualquer coisa que os paleontologistas já tinham visto, então foi preciso criar uma nova Ordem para os animais. Para você entender melhor a grandeza da esquesitice desses bichos: mais de 1 milhão de espécies já foram descobertas e classificadas em apenas 32 Ordens (sendo uma delas essa nova).

A matéria assustadora que liga o universo
Quando olhamos para o céu é difícil imaginar o que mantém todas as estrelas, planetas e galáxias ligados. Estudos recentes sugerem que o que une tudo isso é, na realidade, uma porção de filamentos de matéria escura.
Agora, astrônomos da Universidade de Waterloo, no Canadá, conseguiram desenvolver uma técnica capaz de ver o invisível. Usando as dobras espaciais promovidas pelo misterioso material, os cientistas capturaram a primeira imagem de uma rede de matéria escura que compõe o Universo.
Uma escavação arqueológica descobriu os restos de um golfinho na pequena ilha Chapelle Dom Hue, ao largo da costa de Guernsey, no Canal da Mancha, cuidadosamente enterrado em um cemitério medieval. “É muito peculiar, não sei o que fazer com isso”, disse o arqueólogo Philip de Jersey.

Morcegos-vampiro começam a se alimentar de humanos
Um tipo de vampiro-morcego do sul e do centro da América Latina que se alimenta de pássaros fez uma mudança surpreendente em sua dieta e, pela primeira vez, tem sido observado se alimentando de sangue humano.

Sua presa habitual vem desaparecendo devido ao desmatamento, por isso não é surpreendente que esteja buscando refeições em outro lugar. O que é um enigma é como um morcego que evoluiu para digerir o sangue aviário rico em gordura pode digerir o sangue rico em proteínas dos humanos.

(Com informações de Science Alert.)

13.520 – Física – Curiosidades sobre o Tempo


super tempo
Da Super para o ☻Mega

Relatividade
A passagem do tempo é mais rápida para o seu rosto do que para os seus pés (supondo que você esteja de pé). A teoria da relatividade de Einstein afirma que, quanto mais perto você estiver no centro da Terra, mais lento o tempo passará – e isso já foi medido. Por exemplo, no topo do Monte Everest, um ano é cerca de 15 microssegundos menor do que no nível do mar.

Segundo
Tecnicamente, um segundo não é definido como 1/60 de um minuto, mas como “a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação consistente com a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133”.

Dinossauros
Quando os dinossauros governavam a Terra, havia quase 370 dias em um ano. A rotação da Terra está ficando mais lenta porque a gravidade da lua está agindo sobre ela. Isso significa, por sua vez, que os dias no planeta estão ficando mais longos, por cerca de 1,7 milissegundos por século.

Mercúrio
Em Mercúrio, um dia tem dois anos terrestres de duração.

Tempo de Planck
O tempo de Planck é uma unidade científica de tempo. Leva cerca de 550.000 trilhões de trilhões de trilhões de vezes o tempo de Planck para piscar uma vez, rapidamente.

Agora
Não existe o “agora”, de acordo com a física. Espaço e tempo são como fluidos, afetados pela gravidade e até mesmo pela sua velocidade. Disse Albert Einstein: “Para nós físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que uma persistente”.

Luz
Uma vez que a luz leva tempo para nos alcançar, tudo o que vemos no espaço está no passado. O sol que você pode ver no céu é um sol de oito minutos e 20 segundos atrás. A luz da estrela mais próxima da Terra, depois do sol, Proxima Centauri, tem cerca de 4 anos.

Envelhecimento e memória
Novas experiências certamente parecem mais fortes na memória do que as mais conhecidas. Isso é conhecido como “efeito estranho”, e provavelmente é devido ao fato do tempo parecer passar mais rápido à medida que você envelhece – já que mais coisas são familiares para você.

Relógio de estrôncio
O relógio mais preciso já construído é o relógio de estrôncio. Ele tem uma margem de erro de apenas um segundo em 15 bilhões de anos.

A velha do universo
A mais antiga coisa conhecida no universo é uma galáxia chamada z8_GND_5296. Ela tem 13,1 bilhões de anos, o que significa que é apenas 700 milhões de anos mais nova do que o próprio cosmos.

Trens e fusos horários
A causa por trás do fato dos relógios mostrarem a mesma hora em países inteiros é que torna os horários de transportes mais fáceis. Até o século 19, as cidades estabeleciam seus relógios pela hora local, então a hora em municípios próximos podia ser diferente – por exemplo, Bristol ficava 11 minutos atrás de Londres. Isso fazia com que as pessoas comumente perdessem seus trens, de forma que as empresas ferroviárias começaram a usar o “tempo padrão britânico” baseado em Londres a partir de 1840.

Aceleração e expansão do universo
As galáxias distantes da Terra parecem estar se movendo mais rápido do que as próximas, significando que o universo está se acelerando à medida que se expande. A teoria normal para explicar tal expansão é uma força misteriosa no cosmos, conhecida como “energia escura”. Um físico espanhol sugeriu uma perspectiva alternativa de que as galáxias mais distantes e mais antigas parecem estar se movendo mais rápido porque no passado o tempo era mais rápido. Se ele estiver correto, em alguns bilhões de anos, “tudo ficará congelado, como uma foto instantânea”.

24 horas
O fato de que a rotação da Terra está gradualmente desacelerando e, consequentemente, os dias estão ficando mais longos, significa que nossos relógios estão errados e nosso dia de 24 horas está mudando. De vez em quando, o Serviço Internacional de Rotação da Terra, a organização que padroniza o tempo astronômico, precisa adicionar um segundo – chamado “segundo de salto” – ao relógio para manter as coisas consistentes. O último segundo de salto foi adicionado em 30 de junho de 2015. [PhysicsAstronomy]

13.519 – Pré História – Quando os homens começara a andar sobre dois pés


pre historia
Hominídeos andam sobre dois pés (c. 3,5mi a.C. – África Oriental)
Tanzânia, hominídeos estão andando sobre dois pés , deixando pegadas em cinza vulcânica consolidada, conhecida como tufo. A condição da cinza poderá preservar as pegadas por milhões de anos.

Marcas no chão
Além das pegadas dos hominídeos, há marcas de um grande número de animais terrestres e aves que participam de uma migração anual, todos rumando para o norte. Embora não se saiba qual espécie de hominídeo está deixando as pegadas, elas aparentam ser de dois adultos e um jovem. O menor dos adultos segue deliberadamente os passos do maior dos três.
As maiores pegadas medem de 18 a 23 cm de comprimento, e sua profundidade na cinza indica que os hominídeos tem de 1,20 a 1,50 de altura. As pegadas mostram que, enquanto cruzava a extensão da cinza, um dos três hominídeos parou para olhar à esquerda, possivelmente para prevenir-se contra predadores, comuns na área. A trilha dos hominídeos é cruzada pela de um cavalo com um potro trotando a seu lado.

13.516 – Antropologia – Londres da Idade Média era o local mais violento da Inglaterra


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A arqueóloga Kathryn Krakowka, da Universidade de Oxford, acaba de publicar um trabalho que traz mais detalhes sobre a vida na Idade Média em Londres. “Parece que a violência em Londres medieval estava ligada ao gênero e status social”, aponta ela.
A arqueóloga analisou 399 crânios enterrados em cemitérios de Londres entre 1050 e 1550. Alguns desses cemitérios ficavam em monastérios e custavam muito dinheiro para as famílias dos mortos, enquanto outros eram cemitérios de igrejas que não cobravam nada para enterrar os mortos mais pobres.
A pesquisadora concluiu que 6,8% dos crânios examinados mostraram sinais de trauma, sendo que a maioria das vítimas era homens com idades entre 26 e 35 anos. 25% dos ferimentos aconteceram perto da hora da morte, sugerindo que essas pessoas morreram de golpes na cabeça.
Krakowka aponta que mortes violentas eram comuns na Europa nesta época, e que cemitérios medievais da Croácia, por exemplo, contêm impressionantes 20% de corpos com fraturas no crânio.
O que tornou a pesquisa interessante é a diferença entre o número de crânios com sinais de trauma em cemitérios de Londres em comparação com cemitérios em outras grandes cidades da época do país. Londres tem quase o dobro de mortes violentas que York.

Diferença entre classes sociais
Os resultados encontrados por Krakowka também variam conforme o tipo de cemitério do qual o crânio foi retirado. Os cemitérios utilizados pela classe baixa contêm mais crânios com sinais de fratura, enquanto os utilizados pela classe alta têm menos desses sinais.
Isso sugere que a classe alta tinha acesso ao sistema legal da época, enquanto os mais pobres tinham que resolver seus problemas no muque.
Outra observação com base em informações sobre o dia da morte das pessoas estudadas é que a maior parte dos homicídios aconteciam nas noites de domingo ou nas primeiras horas da segundas-feiras. Esta era a noite em que os trabalhadores iam descansar nas tabernas, gastando parte de sua renda em bebidas alcóolicas.

“Isso, em combinação com meus resultados, possivelmente sugere que aqueles com status mais baixo resolviam conflitos através de brigas informais que podem ter sido causadas pela bebedeira”, diz a pesquisadora.

“Pessoas de status baixo não têm acesso à lei. Eles apelam para a violência como forma de resolver conflitos”, acrescenta o antropólogo Luke Glowacki, do Instituto de Estudos Avançados de Toulouse (França).
Em comparação, pessoas das classes altas brigavam em sistemas mais formais de duelos, talvez envolvendo espadas, cavalos ou lanças, nos quais os oponentes contavam com armaduras para proteger a cabeça.
O estudo foi publicado na revista American Journal of Physical Anthropology. [NewScientist]