14.108 – Morre Andrada o Ex Goleiro do Vasco da Gama


Andrada-boca
O goleiro começou a carreira em 1960, no seu país, defendendo o Rosario Central. Em 1969, o Vasco da Gama comprou o seu passe e ele mudou-se para o Brasil. Foi no clube carioca que Andrada viveu a melhor fase da sua carreira, conquistando títulos e prêmios pessoais.

Após seis anos no clube, Andrada mudou-se para a Bahia para defender o Vitória. A sua passagem pelo rubro-negro baiano durou apenas um ano e, em 1977, o goleiro regressou ao seu país natal para defender o Colón onde ficou até 1982, quando encerrou a carreira.
Numa quarta-feira, 19 de novembro de 1969 (ano em que chegou ao Vasco da Gama), Andrada teve à sua frente Pelé que perseguia a marca de 1000 gols na carreira. O estádio do Maracanã recebeu 65.157 pessoas que queriam ver o jogador alcançar a marca histórica, mas Andrada não queria entrar para história como o goleiro que sofreu o milésimo gol de Pelé. Ou como o “Goleiro do Rei” como foi chamado pela mídia, mas, provavelmente, não muito propalado pela maneira não muito agradável como Andrada encarou na época essa situação.

O argentino esforçou-se para não sofrer o gol, mas ao 33 minutos do segundo tempo houve um pênalti a favor do Santos e era a grande oportunidade de Pelé marcar. Todos no estádio gritavam o nome de Pelé. Andrada saltou para o lado certo e tocou na bola, mas não foi suficiente para evitar que Pelé marcasse o milésimo gol.


Pelé cobrou. Eu bati na bola, mas não consegui defender. Depois, com o tempo, as coisas foram mudando. Eu me acostumei com o fato e hoje convivo de uma forma muito gostosa com aquele milésimo gol.”
Em 2008 o goleiro foi acusado de ter sido um agente do serviço de inteligência da ditadura militar argentina entre 1976 e 1983
Morreu, nesta quarta-feira,04 de setembro de 2019, o ex-goleiro argentino Andrada, ídolo do Rosario Central e com passagem marcante no Vasco entre 1969 e 1975. O ex-jogador ficou mundialmente conhecido por ter sofrido o milésimo gol de Pelé, em 19 de novembro de 1969. A causa da morte não foi divulgada. Andrada tinha 80 anos.
Andrada foi destaque do Vasco nas conquistas do Campeonato Carioca de 1970 e do Campeonato Brasileiro de 1974. Dois anos após o título nacional pelo time cruz-maltino defendeu o Vitória da Bahia. Ele atuou por 10 anos no Rosario Central, clube onde se formou e ganhou o apelido de “El Gato” e é o goleiro com mais jogos pelos Canallas: 284 partidas. Chegou a atuar na seleção argentina durante a Copa América de 1963 e foi pré-relacionado para o Mundial de 1966 na Inglaterra, mas acabou cortado devido a uma lesão.

14.107 – Livro – Mundo do Cão


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“Só falta falar” é a frase favorita dos donos de cachorro. Pois o escritor francês Roger Grenier descobriu que os cães falam, ao seu modo. Pelo menos, encontraram grandes porta-vozes em figurões históricos, como Napoleão, ou em filósofos, como Schopenhauer. O cão é sobretudo o melhor amigo do escritor. Jack London, Baudelaire, Rilke, Gide e Thomas Mann são alguns dos autores lembrados em Da Dificuldade de Ser Cão (Companhia das Letras), coletânea de anedotas canino-literárias. Grenier reuniu essas histórias com afeto e sem método. Como quem leva o cão para passear.

14.103 – Como se formam os raios?


raios
Para que surjam raios, é necessário que, além das gotas de chuva, as nuvens de tempestade tenham em seu interior três ingredientes: cristais de gelo, água quase congelada e granizo. Tais elementos se formam na faixa entre 2 e 10 quilômetros de altitude, onde a temperatura fica entre 0 ºC e -50 ºC. Com o ar revolto no interior da nuvem, esses elementos são lançados pra lá e pra cá, chocando-se uns contra os outros. Com isso, acabam trocando carga elétrica entre si: alguns vão ficando cada vez mais positivos, e outros, mais negativos. Os mais pesados, como o granizo e as gotas de chuva, tendem a ficar negativos.

Por causa da gravidade, o granizo e as gotas de chuva se acumulam na parte de baixo, que vai concentrando carga negativa. Mais leves, os cristais de gelo e a água quase congelada são levados por correntes de ar para cima, deixando o topo mais positivo. Começa a se formar um campo elétrico, como se a nuvem fosse uma grande pilha.
Essa dupla polaridade da nuvem é reforçada ainda por dois fenômenos físicos externos a ela. Acima, na região da ionosfera, os raios solares interagem com moléculas de ar, formando mais íons negativos. No solo, por outro lado, diversos fatores contribuem para que a superfície fique eletricamente positiva. Essa polarização da nuvem cria um campo elétrico descomunal: se as redes de alta tensão têm cerca de 10 mil W (watts) de potência, no céu nublado a coisa chega a 1000 GW (gigawatts)! Tamanha tensão começa a ionizar o ar em volta da nuvem – ou seja, ele passa de gás para plasma, o chamado quarto estado da matéria.

Começa então a se formar um caminho de plasma em direção ao solo. Por ter elétrons livres, o plasma é um bom condutor de eletricidade. Com isso, acaba fazendo a ponte até a superfície para que a tensão da nuvem possa ser descarregada. Enquanto o tronco principal desce rumo ao solo, surgem novos ramos tentando abrir passagem.
Quando um tronco principal está próximo do solo, começa a surgir uma massa de plasma na superfície. Essa massa vai subir até se conectar com o veio que desce e, então, fechar o circuito. É por isso que, se alguém estiver perto de onde o fenômeno está rolando, vai perceber os pelos do corpo se eriçando. Quando o caminho se fecha, rola uma troca de cargas entre a superfície e a nuvem e – zap! – temos o relâmpago. A espetacular faísca é fruto do aquecimento do ar, enquanto o ribombar do trovão vem da rápida expansão da camada de ar. Do surgimento do tronco de plasma até rolar o corisco, se passa apenas cerca de 0,1 segundo.
É verdade que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?

Não, isso é mito. Quando o tronco principal de um raio alcança o solo, todas as suas ramificações tentam usar esse caminho aberto e, às vezes, caem no local exato do primeiro relâmpago. Já foram observadas até 32 descargas no mesmo lugar!

Pessoas com metais no corpo têm mais chances de serem atingidas?
Outra lorota. Os metais que porventura trazemos no corpo – como próteses, pinos e aparelho dentário – são muito pequenos para que o raio os considere como um atalho para o solo. Agora, árvores, sim, são bons atalhos. Ou seja, não fique perto de uma durante um toró!

É perigoso nadar durante uma tempestade?
Sim, pois a água conduz bem a eletricidade. Se você estiver no mar e um raio cair a menos de 50 metros, você tem grande risco de receber toda a força da descarga. Em piscinas é ainda pior, pois o choque também pode chegar pelas tubulações metálicas

O que acontece quando é alguém é atingido?
Se o raio cair exatamente em cima do sujeito, é quase certo que ele seja reduzido a um toquinho carbonizado: o corisco gera um aquecimento de quase 30 mil graus Celsius! Caso ele caia a até 50 metros de distância, é grande o risco de rolar parada cardíaca e queimaduras.

É perigoso falar ao telefone durante um temporal?
Se for um telefone com fio, é. Assim como um raio pode atingir um poste e se propagar pela fiação elétrica da casa, queimando eletrodomésticos, ele pode viajar pela linha telefônica até fritar a orelha da pessoa. Telefones sem fio e celulares não correm esse risco.

14.101 – Recordes Insólitos do Guiness


Guiness 2019
O Livro de Recordes do Guinness celebra mais um ano e traz consigo mais um conjunto de recordistas. Na edição de 2019 pode encontrar-se desde o homem com mais modificações corporais, mais precisamente 516, um repetente que já tinha sido eleito o homem com mais piercings em 2010, ao gato que consegue equilibrar mais dados numa só pata.
A estes recordes pouco comuns a que o Guinness nos tem habituado ao longo dos anos, junta-se Ash Randall, um britânico que foi considerado a pessoa que conseguiu controlar uma bola de futebol, com a sola dos pés, durante mais tempo, em cima do tejadilho de um carro em movimento – num total de 93 segundos.
Segue-se Josh Horton, que conseguiu balançar uma guitarra na cabeça durante 7 minutos e 3,9 segundos e a estudante de arte Elizabeth Bond que conseguiu criar as maiores agulhas de tricot do mundo, com 4,42 metros de comprimento cada uma.
No campo alimentar e em apenas um minuto, o irlandês Barry John Crows consegue fazer 78 salsichas e Kevin Strahle consegue comer nove donuts açucarados.
E como a idade é só um número, aos 85 anos Betty Goedhart é a trapezista mais velha do mundo – depois de ter começado a ter aulas aos 78 – e SumiRock a DJ mais velha, com 83.
A alemã Dunja Kuhn conseguiu ter 59 arcos hula-hoop a rodopiar em várias partes do corpo ao mesmo tempo e Mirko Hansen, do mesmo país, conseguiu fazer o melhor tempo a percorrer 50 metros a patinar com as mãos.
Mas nem só as pessoas bateram recordes, como o gato acima já fazia adivinhar. Jessica e a sua humana, Rachael Grylls, saltaram 59 vezes à corda juntas, o maior número de vezes registado entre uma pessoa e um cão juntos. Ainda no que a patudos diz respeito, Feather, uma cadela norte-americana conseguiu saltar a uma altura de 191,7 centímetros.

14.100 – A Vaca é Sagrada, o Antílope, Não – Antílope é enterrado vivo por ordem do governo indiano


Mais uma triste notícia de maus-tratos contra animais: um antílope ferido foi enterrado vivo por um homem que comandava uma escavadeira. Segundo o portal britânico Mirror, ele seria membro do Departamento Florestal de Bihar, estado do leste da Índia.
O bicho é da espécie Boselaphus tragocamelus, também conhecida como nilgó ou antílope-azul. É endêmica da região indiana e somente os machos possuem chifres.
Um vídeo do acontecido foi registrado. Como a qualidade da imagem é baixa, é difícil identificar se é uma antílope fêmea ou macho.
Além disso, a gravação evidencia que o animal estava já em um buraco, provavelmente uma cova feita justamente para enterrá-lo. O bicho aparece assustado e praticamente não se mexe.
A usuária do Twitter Francesgracella, responsável por publicar o vídeo na internet, relatou que as autoridades de Bihar teriam ordenado a morte de 300 antílopes. Segundo ela, agricultores da região reclamaram que os antílopes estavam danificando as plantações.
Por isso, o governo chamou caçadores para matar os animais com projetéis. Um dos bichos, no entanto, sobreviveu – e foi morto sendo enterrado vivo.
É possível ver ao vídeo no Twitter, mas atenção: as imagens são fortes.

14.099 – Apareceu a Margarida – Índia localizou a sonda Chandrayaan-2 e está tentando fazer contato


sonda indiana
A Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês) encontrou a localização do módulo de aterrissagem da sonda não tripulada Chandrayaan-2. Os cientistas perderam contato com o veículo espacial na sexta-feira (6), enquanto ele descia para a superfície da Lua. Agora, eles precisam determinar em qual condição a máquina está.
O presidente da ISRO, K. Sivan, disse ao canal India Today TV que Chandrayaan 2 enviou uma imagem térmica da localização do orbital lunar Vikram – parte que compõe a sonda e fora preparada para ficar um ano no satélite natural coletando dados. A espaçonave também possui um rover com seis rodas, chamado Pragyan, projetado para passar duas semanas na superfície da Lua realizando experimentos.
Essa é a primeira missão indiana a tentar chegar com sucesso na Lua. A equipe da ISRO perdeu contato com a sonda na sexta-feira e até o momento não havia informações se os sinais desapareceram por causa de um problema no módulo de aterrissagem ou por colidir com a superfície lunar.
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, em um discurso na manhã de sábado (7de setembro), indicou que a missão tinha falhado. “Chegamos muito perto, mas precisamos cobrir mais terreno. Nossa determinação de tocar a Lua se tornou ainda mais forte”.
A Chandrayaan-2 deveria ter pousado por volta das 17h20 (horário de Brasília) na sexta-feira (6). A essa hora, porém, na sala de comando da ISRO, a comunicação com a sonda foi interrompida. Segundo o painel de monitoramento, ela estava a apenas 2,1 quilômetros da superfície lunar.
Ao custo de aproximadamente 141 milhões de dólares, a Chandrayaan-2, cujo nome em sânscrito significa “nave lunar”, tem um objetivo ambicioso: chegar perto do polo sul da Lua, a um local jamais explorado em outras missões. O ponto escolhido para o pouso foi um planalto situado entre duas crateras apelidadas de Manzinus C e Simpelius N. Pensando em medidas terrestres, o local fica a 70,9 graus da latitude sul e 22,7 graus da longitude leste, ou seja, a cerca de 600 quilômetros do polo sul.
Com a missão, a ISRO pretende mapear a superfície lunar para estudar as variações na sua composição — algo essencial para o melhor entendimento da origem e da evolução da Lua. Antes, com a missão Chandrayaan-1, lançada em 2008, a Índia ajudou a confirmar a presença de água na Lua, mas fez isso sem pousar na superfície lunar.

14.097 – Mega Sampa – Exposição do 80 Anos de Batman Chegou em S. Paulo


Batman expo
Batman, o famoso Cavaleiro das Trevas, é um personagem nascido nos quadrinhos em 1939 — pois é, o morcego já é um oitentão. Um fenômeno que atravessou décadas e nunca deixou de ser popular, o personagem já foi mais sombrio, mais fanfarrão, soturno e até detetive.
A expo dos 80 anos do heroi dos quadrinhos, telinha e telona chegou em S Paulo e será exibido no Memorial da América Latina.
Na mostra de Ivan Freitas da Costa (o mesmo curador do sucesso recente Quadrinhos, que ficou em cartaz no MIS), a ideia é que o visitante se sinta como o personagem. O percurso, com doze ambientes famosos de Gotham City, é o mesmo do super-herói em uma de suas missões.
Tudo começa na mansão Wayne, com uma grande mesa de jantar vazia. O super-herói, vale lembrar, não tem família e foi acompanhado por seu fiel mordomo, Alfred — pelo menos essa é a versão mais popular da história do personagem, que já foi criado até por tios nas histórias em quadrinhos.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A marca da cenografia é essa: a exposição não é apenas um lugar para tirar fotos, mas também não segue o modelo clássico de uma exibição ou mostra. Apesar da beleza dos ambientes, quase sempre pensados como cenários do universo Batman, ainda há muita informação para absorver por ali. E é tudo bem didático, não tem problema se você não for o fã número um do morcego. Também não é obrigatório conhecer a história original dos quadrinhos. A intenção, segundo Ivan, é atender a todos os públicos, desde o “superfã”, passando pelos cosplayers até o público leigo. A responsável pela expografia é a agência Caselúdico, que reúne em seu portfólio as mostras O Mundo de Tim Burton (MIS, 2016), Castelo Rá Tim Bum (Memorial da América Latina, 2018) e a recente Entra que Lá Vem História, em cartaz no Shopping Eldorado até 22 de setembro.

O caminho segue para a batcaverna. “É hora de colocar o uniforme”, brinca Ivan. Na sala, o visitante dá de cara com o uniforme do Robin, exposto da mesma maneira que o morcego fazia após o Menino Prodígio ser morto pelo Coringa em um dos quadrinhos protagonizados pelo super-herói. Ali estão alguns brinquedos originais da chamada batmania, período após o lançamento da série de 1966, em que produtos inspirados no universo Batman tomaram conta das prateleiras das lojas. Tem de tudo: carrinhos, bonecos, máscaras esquisitas e até uma pistola de água com design pra lá de inusitado.
Saindo da exposição, a brincadeira continua com a clássica lojinha temática. A cenografia segue a mesma linha da mostra e os produtos são dispostos em prédios de Gotham City. Nem a área de alimentação escapou da caracterização, recebendo elementos temáticos.
São esperados 200 000 visitantes até novembro. Ivan conta que começou a planejar essa mostra há cerca de dez anos, logo após a Batman 70, que aconteceu em Belo Horizonte. O curador, no entanto, garante que mais difícil do que decidir o que fará parte da exposição, é escolher o que deixar para trás. O acervo é dividido entre itens de sua coleção particular e a de Marcio Escoteiro, maior colecionador do homem-morcego no Brasil.

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14.092 – Teorias – Mamíferos podem ter dormido durante a extinção dos dinossauros


roedor
Os Tenrecs de Madagascar são os primeiros mamíferos tropicais conhecidos com capacidade de hibernar por longos trechos sem acordar.

Os mamíferos são capazes de feitos incríveis enquanto estão hibernando, podem retardar o envelhecimento para ter relações sexuais. Mas os animais que hibernam geralmente vivem em regiões temperadas e entrar em um torpor em condições frias de inverno, a fim de economizar energia. O tenrec é o primeiro mamífero tropical encontrado conhecido que consegue hibernar por longos períodos sem excitação.
O tenrec comum (Tenrec ecaudatus) é um mamífero indescritível, pesando até 2 kg, e é encontrado nas florestas de Madagascar. Ele se alimentam de insetos, é considerado um fóssil vivo a partir do Cretáceo Superior, mais de 66 milhões de anos atrás, diz o Dr. Barry Lovegrove, fisiologista evolutivo da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, principal autor do o relatório publicado esta semana no Proceedings of the Royal Society B.

Os resultados sugerem que os mamíferos pré-históricos podem ter usado o modo de hibernação, como forma de dormirem com segurança através do evento de extinção em massa que dizimou os dinossauros.

No estudo, 15 tenrecs foram marcados com rádio-transmissores e medidores de temperatura, o que permitiu aos pesquisadores registrar o quanto esses animais dormiam e as variações de sua temperatura corporal.

Depois de acompanhar os animais durante um período de dois anos, os pesquisadores descobriram alguns resultados extremos. “Um macho adulto hibernado durante nove meses, até que foram obrigados a desenterrá-lo, porque as baterias do transmissor de rádio estavam morrendo”, diz Barry.

Esse longo período de hibernação é um achado excepcional em mamíferos tropicais, diz Barry. “Mas o que era totalmente original sobre a hibernação foi que não foi uma vez interrompido por uma excitação que é visto em todos os hibernadores temperados”, acrescenta. Os períodos de vigília, é um padrão geralmente visto em mamíferos e pode ter evoluído para ajudar um organismo restaurar desequilíbrios metabólicos.
Enquanto os dados da temperatura corporal é um indicador indireto de ciclos de sono / vigília, medindo metabolismo seria fornecer uma imagem mais clara do sono dos tenrecs, diz o Dr. Sandy Martin, um biólogo da Universidade de Colorado School of Medicine, nos EUA. “Vai ser importante realmente medir taxas metabólicas durante este período de hibernação prolongada em tenrecs em experimentos futuros”, diz ela.

A pesquisa também sugere que as estratégias de sono de mamíferos pode ser mais sutil do que atualmente pensava. “Eu acho que ‘flexibilidade metabólica” [a capacidade de reduzir o metabolismo durante longo tempo] é muito mais difundido em mamíferos do que havíamos apreciado “, diz Sandy. “Nós temos, até muito recentemente, tentar colocar todos os mamíferos, com a exceção de hibernantes, em duas ou três caixas, quando na verdade há um continuo de flexibilidade metabólica”.
A estratégia de sobrevivência simples: Hibernação

Por volta de 65.500 mil anos atrás, um meteorito caiu na Terra em Chicxulub, no México, causando uma dos maiores extinções em massa do mundo, cobrindo a Terra com uma grande cortina de fumaça impedindo a luz do sol entrar na Terra por vários anos, dizem teorias, e com isso matando todas as grandes criaturas terrestres e plantas. Esse período, conhecido como o limite Cretáceo-Palaeogene (K-Pg), representa um ponto de viragem para muitas espécies. Enquanto a maioria dos dinossauros desapareceram, os mamíferos começaram a florescer. No entanto, até recentemente, era apenas especulado como os mamíferos sobreviveram ao impacto de um asteroide e o ambiente inóspito que se seguiu.
“Para hibernar por nove meses, e talvez até mais, sem uma vez a necessidade de despertar, pode explicar como os mamíferos sobreviveram à devastação ecológica de um ano, que ocorreu em todo o planeta, quando o meteorito se chocou com a Terra”, diz Barry. A nova descoberta também tem implicações potenciais para além do mundo dos tenrecs.

Com esse estudo pode ajudar identificar estudos futuros ‘on’ e ‘off’ interruptores metabólicas encontrados dentro de fisiologia humana, diz Barry, que é “uma informação extremamente útil para que se possa ser usado para induzir hipotermia em procedimentos médicos que envolvem cirurgia geral , traumas, acidentes vasculares cerebrais, e asfixiado recém-nascidos. Além disso, pode fornecer as informações necessárias para induzir um estado de hibernação em astronautas para a viagem de nove meses a Marte “.

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14.091 – Mega Techs – O Reconhecimento Facial


reconhecimento facial
Trata se de uma técnica de processamento de imagem e visão computacional para determinar a existência, ou não, de faces numa determinada imagem e, caso exista(m), retornar a localização da(s) mesma(s).
Apesar de ser uma tarefa trivial para seres-humanos, é um problema desafiador para computadores, visto que rostos podem variar em cor, iluminação, posicionamento e escala, dificultando a detecção automática.
Os primeiros estudos realizados na área datam do começo dos anos 70, e utilizavam técnicas de heurística e medições extremamente simples. Para isso eram utilizadas imagens seguindo padrões de documentos de identidade, com a face centralizada e plano de fundo liso, como pode ser encontrado em. Pequenas variações nos padrões poderiam invalidar o sistema inteiro, o que manteve as pesquisas na área estagnadas por décadas.
A expressão facial é um ou mais movimentos e expressões dos músculos da face e é sinal de emocionalidade. Estes movimentos geralmente significam a transmissão de algum estado emocional do indivíduo aos seus observadores. As expressões faciais são uma forma de comunicação não-verbal. Eles são o principal meio de transmissão de informações sociais entre os seres humanos, mas eles também ocorrem na maioria dos outros mamíferos e outras espécies animais.
O pioneiro instrumento para classificar cientificamente a face humana o F-M Facial Action Coding System 2. 0 (F-M FACS 2.0) foi criado em 2017 pelo Dr. Freitas-Magalhães, e apresenta 2 mil segmentos em 4K, com recurso a tecnologia 3D e de reconhecimento automático e em tempo real.
Os seres humanos podem adotar uma expressão facial, voluntária ou involuntariamente, e os mecanismos neurais responsáveis ​​pelo controle da expressão diferem em cada caso. Expressões faciais voluntárias são muitas vezes socialmente condicionado e são conduzido por comando enviados ao cérebro. Por outro lado, as expressões faciais involuntárias são consideradas inatas e seguem um percurso subcorticais no cérebro, exemplo, uma expressão de dor, ou o próprio choro.
Os olhos são muitas vezes vistos como características importantes de expressões faciais. Aspectos como a taxa de piscar pode ser usado para indicar se uma pessoa está nervosa ou se ou não ele ou ela está mentindo/brincando, no caso da piscadela. Além disso, o contato visual é considerado um aspecto importante da comunicação interpessoal. No entanto, existem diferenças culturas em relação à propriedade social de manter contato com os olhos ou não.

Para além do carácter, este torna-se acessório das expressões faciais na comunicação falada entre pessoas e desempenham um papel importante na comunicação com a língua de sinais. Muitas frases em língua de sinais incluem expressões faciais.

Há controvérsia em torno da questão da existência ou não as expressões faciais são universais em todo o mundo e apresenta entre os seres humanos. Os defensores da hipótese de alegação de universalidade, apontam que muitas expressões faciais são inatas e têm raízes na ancestrais evolutivos. Os oponentes dessa visão causa a exatidão dos estudos utilizados para testar essa afirmação, e em vez acreditar que as expressões faciais são condicionadas e que as pessoas ver e compreender expressões faciais, em grande parte das situações sociais em torno delas.

14.087 – Contos e Poesia – Qual é a Terra de Palmeiras onde Canta o Sabiá?


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“Canção do Exílio” é uma poesia romântica de Gonçalves Dias escrita em 1843 e introduzida na obra lírica Primeiros cantos, de 1846. Foi produzida no primeiro momento do Romantismo no Brasil, época na qual se vivia uma forte onda de nacionalismo, que se devia ao recente rompimento do Brasil colônia com Portugal. O poeta trata, neste sentido, de demonstrar aversão aos valores portugueses e ressaltar os valores naturais do Brasil.

Há uma presença de dêixis espacial, quanto aos dêiticos com referência aos elementos lugares citados no texto: ”minha terra” (Brasil – Maranhão), ”aqui” (Portugal – Coimbra), ”lá” (Brasil – Maranhão).

Apesar de ser um texto de profunda glorificação à pátria, o poema possui total ausência de adjetivos qualificativos. São os advérbios “lá, cá, aqui” que nos localizam geograficamente no poema. Formalmente, o poema apresenta redondilhas maiores (sete sílabas em cada verso) e rimas oxítonas (lá, cá sabiá), com a exceção da segunda estrofe.

Quando Gonçalves Dias escreveu este poema, cursava a Faculdade de Direito de Coimbra, em julho de 1843. Vivia, desta forma, um exílio físico e geográfico. Tradicionalmente, esta é a situação do exílio.
O poema foi reciclado no Hino Nacional Brasileiro (no trecho “Nossos bosques têm mais vida; Nossa vida (em teu seio) mais amores”, do segundo parágrafo da segunda parte) e na Canção Militar do Expedicionário (no trecho “Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra; Sem que volte para lá”, da segunda estrofe).

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras;
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

14.086 – Fitness – Quanto se gasta a cada exercício


tabela_exercicios1
O gasto calórico de cada atividade é calculado com base no nível de condicionamento físico de cada indivíduo. Temos também outros fatores como: idade, peso corporal e estatura da pessoa.
Logo, os valores apresentados nas tabelas de gasto calórico são na verdade um cálculo médio.
O gasto calórico dos exercícios varia de acordo com o peso da pessoa e intensidade da atividade física, no entanto os exercícios que normalmente gastam mais calorias são corrida, pular corda, natação, jogar polo aquático e andar de patins, por exemplo.
Em média, uma pessoa de 50 kg gasta mais de 600 calorias por hora ao correr numa esteira, enquanto que quem tem cerca de 80 kg gasta cerca de 1000 calorias por hora para esta mesma atividade. Isso acontece porque quanto mais peso a pessoa tem, mais esforço seu corpo precisa fazer para garantir que não falte oxigênio e energia em todas as células do corpo.
Outros exemplos de exercícios que queimam muitas calorias são musculação intensa, futebol de salão, tênis, boxe, judô e jiu-jitsu, por exemplo. Porém, mais importante que começar a praticar um exercício só porque ele queima muitas calorias, é saber se alimentar bem, gostar do tipo de atividade que irá fazer e se dedicar praticando pelo menos 3 vezes por semana, durante 1 hora, ou diariamente durante 30 minutos, porque a regularidade do exercício também é importante para perder peso.
É possível aumentar a quantidade de calorias que se gasta por dia aumentando o metabolismo do corpo e aumentando os músculos, porque quanto mais massa magra a pessoa tiver, mais calorias ela irá gastar.

O que influencia o gasto calórico
O gasto calórico depende de alguns fatores relacionados com a pessoa e com o tipo de exercício, como:

Peso e estrutura corporal;
Altura;
Intensidade, tipo e duração da atividade física;
Idade;
Nível de condicionamento.
Assim, para saber a quantidade de calorias que cada pessoa gasta por dia é importante levar em consideração todos esses fatores. Além disso, é importante que sejam calculadas, pelo nutricionista, a quantidade de calorias que devem ser consumidas por dia para que haja emagrecimento, levando também em consideração hábitos de vida, idade, altura e peso.
A melhor forma de queimar mais calorias e emagrecer é adotar hábitos de vida saudáveis, praticando atividade física de forma intensa e regular e possuindo uma alimentação equilibrada e voltada para o objetivo, sendo, por isso, importante ter acompanhamento nutricional.

É importante também realizar uma atividade física que seja adequada aos hábitos e gosto da pessoa, pois assim é possível que a pessoa mantenha-se sempre motivada e realize o exercício de forma regular. Saiba como escolher o melhor esporte de acordo com o estilo de vida.
Ao começar a praticar algum tipo de atividade física aliada a uma alimentação saudável, o metabolismo é estimulado, favorecendo o gasto de calórico e promovendo o emagrecimento. Basicamente, quanto mais calorias a pessoa gasta fazendo um exercício, mais ela emagrece, mas quanto mais motivada a pessoa estiver, maior será seu esforço e isso irá queimar mais calorias.

14.085 – Farmacologia – A Silimarina


Silibinin_3D

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É um fármaco utilizado pela medicina como protetor do fígado. É um composto extraído do fruto da Silybum marianum. Deve ser comercializado na forma de extrato seco padronizado, contendo flavonoides.
Age aumentando a síntese de RNA e também impedindo a peroxidação dos lipidos da membrana celular e dos organelos dos hepatócitos.
Hoje em dia, a Silimarina é muito usada por pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool, pois ela protege o fígado atacado fortemente pelo álcool, e também usada por atletas que fazem uso de anabolizantes que atacam o fígado.
Silibinina é o principal componente ativo da silimarina, que é extraida da planta medicinal Silybum marianum, é uma espécie de planta com flor pertencente à família Compostae.
A autoridade científica da espécie é (L.) Gaertn., tendo sido publicada em De Fructibus et Seminibus Plantarum
É utilizado no tratamento e prevenção de doenças do fígado através de sua ação anti-hepatotóxica.
Fígado (do latim ficatu) é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. Funciona tanto como glândula exócrina, liberando secreções num sistema de canais que se abrem numa superfície externa, como glândula endócrina, uma vez que também libera substâncias no sangue ou nos vasos linfáticos. Localiza-se no hipocôndrio direito, epigástrio e pequena porção do hipocôndrio esquerdo, sob o diafragma e seu peso aproximado é cerca de 1,3-1,5 kg no homem adulto e um pouco menos na mulher.
Na primeira infância é um órgão tão grande, que pode ser sentido abaixo da margem inferior das costelas, ao lado direito.

Funções
Em algumas espécies animais o metabolismo alcança a atividade máxima logo depois da alimentação; isto lhes diminui a capacidade de reação a estímulos externos. Em outras espécies, o controle metabólico é estacionário, sem diminuição desta reação. A diferença é determinada pelo fígado e sua função reguladora, órgão básico da coordenação fisiológica.

Entre algumas das funções do fígado, podemos citar[4][5]:

produção de bile;
síntese do colesterol;
conversão de amônia em ureia;
desintoxicação do organismo;
síntese de protrombina e fibrinogênio (fatores de coagulação do sangue);
destruição das hemácias;
síntese, armazenamento e quebra do glicogênio;
emulsificação de gorduras no processo digestivo, através da secreção da bile;
lipogênese, a produção de triacilglicerol (gorduras);
armazenamento das vitaminas A, B12, D, E e K;
armazenamento de alguns minerais como o ferro;
síntese de albumina (importante para a osmolaridade do sangue);
síntese de angiotensinógeno (hormônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina);
reciclagem de hormônios;
no primeiro trimestre de gestação é o principal produtor de eritrócitos, porém perde essa função nas últimas semanas de gestação.

Uma usina de processamento
Além das funções citadas acima, este órgão efetua aproximadamente 220 funções diferentes, todas interligadas e correlacionadas. Para o entendimento do funcionamento dinâmico e complexo do fígado, podemos dizer que uma das suas principais atividades é a formação e excreção da bile.
as células hepáticas produzem em torno de 1,5 l por dia, descarregando-a através do ducto hepático. A transformação de glicose em glicogênio, este conhecido como amido animal, e seu armazenamento, se dá nas células hepáticas. Ligada a este processo, há a regulação e a organização de proteínas e gorduras em estruturas químicas utilizáveis pelo organismo da concentração dos aminoácidos no sangue, que resulta na conversão de glicose, esta utilizada pelo organismo no seu metabolismo. Neste mesmo processo, o subproduto resulta em ureia, eliminada pelo rim. Além disso, paralelamente existe a elaboração da albumina, e do fibrinogênio, isto tudo ao mesmo tempo em que ocorre a desintegração dos glóbulos vermelhos. Durante este processo, também age em diversos outros, tudo simultaneamente, destruindo, reprocessando e reconstruindo, como se fossem vários órgãos independentes, por exemplo, enquanto destrói as hemácias, o fígado forma o sangue no embrião; a heparina; a vitamina A a partir do caroteno, entre outros.
O fígado, além de produzir em seus processos diversos elementos vitais, ainda age como um depósito, armazenando água, ferro, cobre e as vitaminas A, vitamina D e complexo B.
Durante o seu funcionamento produz calor, participando da regulação do volume sanguíneo; tem ação antitóxica importante, processando e eliminando os elementos nocivos de bebidas alcoólicas, café, barbitúricos, gorduras entre outros. Além disso, tem um papel vital no processo de absorção de alimentos.
As impurezas são filtradas pelo fígado, que destrói as substâncias tissulares transportadas pelo sangue. Os lipídios, glicídios, proteínas, vitaminas, etc, vindos pelo sangue venoso, são transformados em diversos subprodutos. Os glicídeos são convertidos em glicose, que metabolizada se converte em glicogênio, e, novamente convertida em açúcar que é liberado para o sangue quando o nível de plasma cai. As células de Kupffer, que se encontram nos sinusoides, agem sobre as células sanguíneas que já não têm vitalidade, e sobre bactérias, sendo decompostas e convertidas em hemoglobina e proteínas, gerando a bilirrubina, que é coletada pelos condutores biliares, que passam entre cordões dessas células que segregam bílis; esta, por sua vez, vai se deslocando para condutos de maior calibre, até chegar ao canal hepático, (também chamado de ducto hepático, ou duto hepático); neste, une-se numa forquilha em forma de Y com o ducto cístico, chegando à vesícula biliar. Da junção em Y, o ducto biliar comum estende-se até o duodeno, primeiro trecho do intestino delgado, onde a bílis vai se misturar ao alimento para participar da digestão. O alimento decomposto atravessa as paredes permeáveis do intestino delgado e suas moléculas penetram na corrente sanguínea. A veia porta conduz estas ao fígado, que as combina e recombina, enviando-as para o resto do organismo.
Em casos de impactos muito fortes, pode haver ruptura da cápsula que recobre o fígado, com a imediata laceração do tecido do órgão. As lesões em geral são alarmantes e de extrema gravidade, podendo ser muitas vezes fatais, devido à enorme quantidade de sangue que pode ser perdida, dado o grande número de vasos sanguíneos que compõem o órgão. Se em caso de acidente grave, e consequente lesão, a pessoa sobreviver, o fígado geralmente demonstrará alto e rápido poder de regeneração.

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14.084 -Mega Memória – Humor na TV – Satiricom


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Quadros e piadas curtas davam o tom do humorístico, que lançava um olhar crítico e zombeteiro sobre o comportamento humano.
Tal programa humorístico foi produzido e exibido pela Rede Globo semanalmente entre 1973 e 1975. Contava com a participação fixa de Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Jô Soares, Renato Corte Real e Luiz Carlos Miele. Girava em torno de sátiras aos mais variados meios de comunicação, desde a idade da pedra, abordando o rádio, a escrita, a fala, a música, além, claro, da própria televisão, satirizada e parodiada.
A partir da temporada de 1975, ganhou o título Satiricom 75 – A Sátira do Comportamento Humano, satirizando outras coisas além dos meios de comunicação.
O título da série não possui qualquer ligação com a obra de Petrônio, sendo um neologismo dos termos “sátira” e “sitcom”.

Elenco
Agildo Ribeiro
Alcione Mazzeo
Álvaro Aguiar
Antônio Carlos Pires
Antônio Pedro
Berta Loran
Bibi Vogel
Célia Biar
Jô Soares
José Vasconcellos
Luís Delfino
Luiz Carlos Miele
Martim Francisco
Milton Carneiro
Paulo Silvino
Renata Fronzi
Renato Corte Real
Silvino Neto

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Escrito por Max Nunes e Haroldo Barbosa, os mesmos redatores do humorístico TV0-TV1 (1966) – do qual era uma espécie de descendente –, Satiricom estreou em 1974 lançando um olhar crítico e zombeteiro sobre os meios de comunicação.
Sem personagens fixos e com poucas cenas externas, Satiricom era composto basicamente de quadros curtos, de dois minutos, em que comediantes como Jô Soares, Renato Côrte Real, Luiz Carlos Miéle, Berta Loran e Agildo Ribeiro satirizavam telenovelas, clássicos do cinema, programas de auditório, telejornais e programas radiofônicos. O programa ia ao ar a cada quinze dias.
No ano seguinte à sua estreia, o programa foi rebatizado como Satiricom 75 – A Sátira do Comportamento Humano, ampliando seu leque de temas e passando a satirizar também fatos jornalísticos da época. O revezamento constante de piadas curtas continuou a dar a tônica da atração, mas os quadros não contavam mais com as gargalhadas artificiais da claque. Como o próprio Max Nunes chegou a declarar na época, o objetivo era manter o telespectador permanentemente divertido, com um sorriso no rosto, e não provocar gargalhadas esporádicas.
Jô Soares, Jota Rui, Hilton Marques, Lafayette Galvão e Renato Côrte Real também colaboraram com a redação de Satiricom.

14.083 – Cinema – Chuck Norris


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Carlos Ray “Chuck” Norris (Ryan, 10 de março de 1940) é um artista de artes marciais, ator, produtor de cinema, argumentista americano. Depois de servir na United States Air Force (Força Aérea Americana), começou a tornar-se conhecido como artista de artes marciais. Em 1990, fundou a sua escola de artes marciais, Chun Kuk Do, e em 2005, a World Combat League (WCL), uma competição de combate por equipas.

Norris apareceu em numerosos filmes de acção, como Way of the Dragon (1972), em que contracena com Bruce Lee, Lone Wolf McQuade (1983) com David Carradine, na trilogia Missing in Action e em The Delta Force (1986) com Lee Marvin. Foi a estrela maior da empresa The Cannon Group,[2][3] e o actor principal da série de televisão Walker, Texas Ranger, exibida de 1993 a 2001.

Norris é um cristão devoto e politicamente conservador. Escreveu vários livros sobre o Cristianismo e doou a várias causas e candidatos republicanos. Também já participou em vários anúncios televisivos para promover o estudo da Bíblia e a oração nas escolas publicas. Entre 2007 e 2008, fez campanha para o ex-governador do Arkansas, Mike Huckabee, que participou também para a nomeação de candidato a presidente em 2008.[4] Norris é também um cronista para o website conservador WorldNetDaily.

Também é conhecido pelas suas contribuições a várias organizações não-governamentais, tanto na forma de doações como em actividades para recolha de fundos. Em 1990 criou a United Fighting Arts Federation (UFAF) e a KickStart, programas que promovem o estudo das artes marciais entre as crianças em risco, como táctica para as afastar do mundo da droga. Desde 2005 que Chuck Norris é amplamente associado a um meme da Internet que documenta características e proezas fictícias, muitas vezes absurdas, associadas a ele.
Alistou-se na Força Aérea dos Estados Unidos em 1958, e foi enviado para a base aérea de Osan, na Coreia do Sul. Foi lá que ganhou o apelido “Chuck” e começou a treinar Tang Soo Do (tangsudo), um interesse que o levou a atingir o cinturão negro naquela arte, e a fundar a forma chun kuk do (“Caminho Universal”).
Quando regressou aos Estados Unidos, continuou a servir como policia militar (AP) na Base March Air Reserve, Califórnia.
Norris foi dispensado do serviço militar em 1962. Trabalhou para a empresa Northrop Corporation e abriu uma cadeia de escolas de Karaté, incluindo uma em Torrance. A sua página oficial tem uma lista de celebridades que foram alunos das suas escolas; entre eles Steve McQueen, Chad McQueen, Bob Barker, Priscilla Presley, Donny Osmond e Marie Osmond.
Norris começou a sua carreira em 1964, num pequeno torneio em Salt Lake City, Utah. Foi derrotado nos seus dois primeiros torneios, com as decisões a cair para Joe Lewis e Allen Steen, e três combates no Campeonato Internacional de Karate, para Tony Tulleners. Em 1967, Norris já tinha melhorado consideravelmente e venceu combates contra Lewis, Skipper Mullins, Arnold Urquidez, Vic Moore, Ron Marchini e Steve Sanders. Norris tornou-se então duas vezes consecutivas vencedor do Torneio All American’s. Henry Cho, em 1967 e 1968. Em 1968, Norris sofreu a décima e última derrota da carreira, perdendo uma decisão virada para Louis Delgado. A 24 de Novembro de 1968, vinga-se da derrota de Delgado e ao fazê-lo ganhou o titulo mundial de Campeão Profissional de Karatê de Pesos-Médios, estatuto que manteve por seis anos consecutivos.
A revista Black Belt, que cobre artes marciais e desportos de combate, atribuiu a Norris os prêmios de ‘Lutador do Ano’ em 1968, ‘Instrutor do Ano’ em 1975, ‘Homem do Ano’ em 1977 e ‘Fighting Stars Editor’s Award’ em 1979.
A carreira competitiva de Chuck Norris acabou em 1974. Apesar de várias opiniões divergentes, o seu recorde em torneios está estimado em 183 vitórias, 10 derrotas e 2 empates. Ganhou pelo menos trinta torneios.
Norris fez história em 1990, quando foi o primeiro ocidental descrito na história documentada do Tae Kwon Do a quem foi dado o Cinturão Preto de Grande Mestre de 8º Grau.
Em 1999, Norris foi introduzido na Martial Arts History Museum’s Hall of Fame.
Em 1990 Norris criou a Chun Kuk Do, uma arte marcial que é baseada principalmente em Tang Soo Do e inclui elementos de todos os estilos de combate que ele conhece. Como muitas outras artes marcias, Chun Kuk Do inclui um código de honra, regras de conduta e um sistema de oito cinturões. Tais regras são do código pessoal de Norris.
Chun Kuk Do inclui as formas hyung da Coreia e a kata japonesa. A maioria das formas são adaptadas a partir do Tang Soo Do e do Karaté tradicional.
Norris conheceu Bruce Lee, numa demonstração de artes marciais em Long Beach. Em 1972, participou como o nemesis de Lee em Way of the Dragon, filme que é amplamente reconhecido como o responsável por o ter lançado para o estrelato. Na Ásia, Norris é ainda conhecido principalmente pelo papel que desempenhou nesse filme.
A estreia como actor principal foi em 1977 no filme Breaker! Breaker!, e em filmes subsequentes como Good Guys Wear Black (1978), The Octagon (1980), Ajuste de Contas (1981) e Lone Wolf McQuade, provando a sua crescente receita de bilheteira. Em 1984, Norris fez Missing in Action, o primeiro de uma série de filmes inspirados em fantasias de salvamento de prisioneiros de guerra estilo-Rambo: First Blood Part II, baseado nos desaparecidos em combate da guerra do Vietname. Missing in Action foi realizado por Joseph Zito e produzido pelos primos israelitas Menahem Golan e Yoram Globus, lançado sobre a marca Cannon Films. No entanto, foi muito criticado, principalmente por tentar agarrar dinheiro devido à popularidade dos filmes Rambo.
Norris é conhecido pelas suas contribuições a várias organizações como a Funds for Kids, Veteran’s Administration National Salute to Hospitalized Veterans, a United Way, e a Fundação Make-A-Wish, tanto na forma de doações como em atividades para recolha de fundos.
Em 1990 Norris fundou a United Fighting Arts Federation (UFAF) e a KickStart (ex-“Kick Drugs Out of America”). Como parte significante das suas contribuições filantrópicas, a organização foi criada para melhorar a auto-estima e o foco das crianças e jovens em risco treinando-os nas artes marciais, como táctica para as afastar do mundo da droga. Norris espera que com este esforço positivo e de fortalecimento, estas crianças tenham a oportunidade de construir um futuro melhor para si.

Fimografia
1968 The Wrecking Crew Homem na casa dos 7 Joys não creditado
1970 Room 222 Como si próprio/Instrutor de Karate ep. 2×10
1972 Way of the Dragon Colt
1973 The Student Teachers Instrutor de Karate papel pequeno
1974 Slaughter in San Francisco Chuck Slaughter
1977 Breaker! Breaker! John David “J.D.” Dawes
1978 Good Guys Wear Black John T. Booker
1979 A Force of One Matt Logan
1980 The Octagon Scott James
1981 Ajuste de Contas Sean Kane
1982 Silent Rage Sheriff Dan Stevens
1982 Forced Vengeance Josh Randall
1983 Lone Wolf McQuade Ranger J.J. McQuade
1984 Missing in Action Col. James Braddock
1985 Missing in Action 2: The Beginning
1985 Code of Silence Eddie Cusack
1985 Invasion U.S.A. Matt Hunter
1986 The Delta Force Major Scott McCoy
1986 The Karate Kommandos Como ele próprio/Lider dos Karate Kommandos série de animação televisiva
1986 Firewalker Max Donigan
1988 Hero and the Terror Danny O’Brien
1988 Braddock: Missing in Action III Col. James Braddock
1990 Delta Force 2: The Colombian Connection Col. Scott McCoy
1991 The Hitman Cliff Garret/Danny Grogan
1992 Sidekicks Como ele prórpio
1993-2001 Walker, Texas Ranger Ranger Cordell Walker Série de TV
1994 Hellbound Frank Shatter
1995 Top Dog Jake Wilder
1996 Forest Warrior Jedidiah McKenna
1998 Logan’s War: Bound by Honor Jake Fallon Filme de TV
1999 Sons of Thunder Cordell Walker Série de TV / estrela convidada
2000 Martial Law Cordell Walker ep. 2×16 (estrela convidada)
2000 The President’s Man Joshua McCord Filme de TV
2002 The President’s Man: A Line in the Sand Joshua McCord Filme de TV
2003 Bells of Innocence Matthew (um Anjo)
2003 Yes, Dear Como ele prórpio/Cordell Walker 4×09 (estrela convidada)
2004 Dodgeball: A True Underdog Story Como ele próprio Breve aparição
2005 Walker, Texas Ranger: Trial by Fire Ranger Cordell Walker Filme de TV
2005 The Cutter John Shepherd
2009 Birdie & Bogey produtor
2012 The Expendables 2 Booker
2015 The Finisher pré-produção

14.081 – Biologia – Como os animais trocam informações


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A comunicação animal é a transferência de informação de um ou de um grupo de animais (remetentes) para um ou mais animais (receptores) que afetam o comportamento atual ou futuro dos receptores. As informações podem ser enviadas intencionalmente, como em uma exibição de corte, ou involuntariamente, como na transferência de perfume de predador para presa. As informações podem ser transferidas para uma “audiência” de vários receptores. Comunicação animal é uma área de rápido crescimento de estudo em disciplinas, incluindo comportamento animal, sociobiologia, neurobiologia e cognição animal. A teoria da sinalização revela que, para que um sinal seja mantido na população, tanto o remetente como o receptor geralmente devem receber algum benefício da interação. A produção de sinal por remetentes e a percepção e a resposta subsequente dos receptores são pensadas para coevolver. A forma mais conhecida de comunicação envolve a exibição de partes do corpo distintivas ou movimentos corporais distintos. Muitas vezes estes ocorrem em combinação, então um movimento atua para revelar ou enfatizar uma parte do corpo. Um exemplo notável é a apresentação da Gaivota de arenque para seu filhote como sinal de alimentação. Como muitas gaivotas, a gaivota de arenque tem uma conta de cor brilhante, amarela com uma mancha vermelha na mandíbula inferior. Quando o pai retorna ao ninho com comida, fica acima da fêmea e bate a conta no chão; Isso provoca uma resposta do filhote com fome, o que estimula os pais a regurgitar os alimentos. O sinal completo, portanto, envolve uma característica morfológica distinta (parte do corpo), a mancha vermelha e um movimento distintivo (tocando no chão), o que torna a mancha vermelha altamente visível para o filhote. Enquanto todos os primatas usam alguma forma de gesto,Frans de Waal concluiu que macacos e seres humanos são únicos na medida em que eles usam gestos intencionais para se comunicar. Ele testou a hipótese de que os gestos evoluem para a linguagem ao estudar os gestos dos bonobos e dos chimpanzés.
Os gestos faciais desempenham um papel importante na comunicação animal. Muitas vezes, um gesto facial é um sinal de emoção. Os cães, por exemplo, expressam raiva por grunhidos e mostrando os dentes. Em alarme, seus ouvidos levantam, com medo, os ouvidos se abaixam enquanto os cães expõem os dentes levemente e estalam os olhos. Jeffrey Mogil estudou as expressões faciais dos ratos durante incrementos de dor crescente; Havia cinco expressões faciais reconhecíveis; Aperto orbital, protuberância no nariz e bochecha e mudanças no transporte de orelha e bigodes.
Os animais sociais coordenam sua comunicação monitorando a orientação de cabeça e olho uns dos outros. Esse comportamento tem sido reconhecido como um componente importante da comunicação durante o desenvolvimento humano, e o acompanhamento do olhar recebeu recentemente muita atenção em animais. Estudos foram realizados em macacos, cachorros, aves e tartarugas, e se concentraram em duas tarefas diferentes: “seguir o olhar de outro para o espaço distante” e “seguir o olhar de outro geometricamente em torno de uma barreira visual, por exemplo, reposicionando-se para seguir uma sugestão de olhar diante de uma barreira que bloqueie sua visão “. A primeira habilidade foi encontrada entre uma ampla gama de animais, enquanto o segundo foi demonstrado apenas para macacos, cães, lobos e corvos. Tenta demonstrar este “olhar geométrico seguinte” no sagui e o ibis deu resultados negativos. A mudança de cor pode ser separada em mudanças que ocorrem durante o crescimento, o desenvolvimento, aqueles desencadeados pelo humor, contexto social ou fatores abióticos, como a temperatura. Estes são vistos em muitas taxas. Alguns cefalópodes, como o polvo e o choco, possuem células de pele especializadas (cromatóforos) que podem alterar a cor aparente, a opacidade e a reflexão da pele deles.[5] Além do uso deles para camuflagem, mudanças rápidas na cor da pele são usadas durante a caça e nos rituais de namoro.O choco pode exibir simultaneamente dois sinais completamente diferentes dos lados opostos do corpo. Quando um choco macho atende uma fêmea na presença de outros machos, ele mostra um padrão masculino de frente para a fêmea e um padrão feminino de frente para enganar outros machos.Alguns sinais de cor ocorrem em ciclos, por exemplo, quando um babuíno fêmea começa a ovular, sua área genital incha e fica vermelho brilhante / rosa, isto indica aos machos que está pronta para se acasalar.
A comunicação pela produção de luz ocorre comumente em vertebrados e invertebrados nos oceanos, particularmente nas profundezas (por exemplo, peixe pescador). Duas formas bem conhecidas de bioluminescência terrestre ocorrem em vagalumes e vermes brilhantes. Outros insetos, larvas de insetos, anidratos, aracnídeos e até espécies de fungos possuem habilidades bioluminescentes. Alguns animais bioluminescentes produzem a própria luz, enquanto outros têm uma relação simbiótica com bactérias bioluminescentes.
Muitos animais se comunicam através da vocalização. A comunicação vocal serve para muitos propósitos, incluindo rituais de acasalamento, chamadas de alerta, transmissão de localização de fontes alimentares e aprendizagem social. Em várias espécies, os machos realizam chamadas durante os rituais de acasalamento como uma forma de competição contra outros machos e para sinalizar as fêmeas. Exemplos incluem morcegos com cabeça de martelo, veados vermelhos, baleias jubarte, elefantes e aves cantoras.O macaco vervet dá uma chamada de alarme distinta para cada um dos seus quatro predadores diferentes, e as reações de outros macacos variam adequadamente de acordo com a chamada. Por exemplo, se uma chamada de alarme sinaliza um píton, os macacos escalam nas árvores, enquanto o alarme para a águia, faz com que os macacos busquem um esconderijo no chão. Os cães de pradaria também usam chamadas complexas que sinalizam diferenças de predadores. De acordo com Con Slobodchikoff e outros, chamadas de cães de pradaria comunicam o tipo, tamanho e velocidade de um predador que se aproxima.Nem todos os animais utilizam a vocalização como meio de comunicação auditiva. Muitos artrópodes esfregam peças especiais do corpo para produzir som. Isso é conhecido como estridulação. Gafanhotos são bem conhecidos por isso, mas muitos outros usam estridulação também, incluindo crustáceos, aranhas, escorpiões, vespas, formigas, besouros, borboletas, mariposas, milipédios e centopédias. Outro meio de comunicação auditiva é a vibração de bexigas de natação em peixes ósseos. A estrutura das bexigas de natação e os músculos sônicos anexados variam muito em famílias de peixes ósseos, resultando em uma grande variedade de sons. As partes do corpo impressionantes em conjunto também podem produzir sinais auditivos. Um exemplo bem conhecido disso é a vibração da ponta da cauda de cascavéis como um sinal de aviso. Outros exemplos incluem as batidas de em gorilas. Apesar de ser o método de comunicação mais antigo, a comunicação química é uma das formas menos compreendidas devido, em parte, à abundância de produtos químicos em nosso ambiente e à dificuldade de detectar e medir todos os produtos químicos em uma amostra.
A eletrocomunicação é uma forma rara de comunicação em animais. É visto principalmente em animais aquáticos, embora alguns mamíferos terrestres, notadamente o ornitorrinco e os echidnas, detectem campos elétricos que possam ser usados para a comunicação. O toque é um fator chave em muitas interações sociais. Aqui estão alguns exemplos:

Luta: Em uma luta, o toque pode ser usado para desafiar um oponente e coordenar movimentos durante a luta. Também pode ser usado pelo perdedor para indicar a submissão.
Acasalamento: Os mamíferos muitas vezes iniciam o acasalamento, preparando-se, acariciando ou esfregando um contra o outro. Isso proporciona a oportunidade de aplicar sinais químicos e avaliar aqueles excretados pelo potencial parceiro. O toque também pode anunciar a intenção do macho de montar a fêmea, como quando um Canguru macho agarra a cauda de uma fêmea. Durante o acasalamento, os estímulos de toque são importantes para posicionamento em pares, coordenação e estimulação genital.
Integração social: O toque é amplamente utilizado para a integração social, um uso que é tipificado pela preparação social de um animal por outro. A higiene social tem várias funções: ele remove parasitas e escombros do animal preparado, reafirma o vínculo social ou a relação hierárquica entre os animais, e da ao líder a oportunidade de examinar as pistas olfativas sobre o indivíduo preparado, talvez adicionando outros. Esse comportamento foi observado em insetos sociais, aves e mamíferos.
Forrageamento: Algumas espécies de formigas recrutam colegas de trabalho para novas descobertas de alimentos primeiro tocando-as com suas antenas e pernas dianteiras, levando-as à fonte de alimento enquanto mantêm contato físico. Outro exemplo disto é a dança das abelhas meladas.
A comunicação sísmica é a troca de informações usando sinais de vibração autogerados transmitidos através de um substrato, como o solo, a água, teias de aranha, hastes de plantas ou uma lâmina de grama. Esta forma de comunicação tem várias vantagens, por exemplo, pode ser enviada independentemente dos níveis de luz e ruído, e geralmente tem um curto alcance e uma curta persistência, o que pode reduzir o perigo de detecção por predadores. O uso da comunicação sísmica é encontrado em muitos taxa, incluindo sapos, ratos cangurus, ratos mole, abelhas,nematoides e outros. Tetraploides geralmente fazem ondas sísmicas batendo no chão com uma parte do corpo, um sinal que é percebido pelo saco do receptor. O sacculo é um órgão na orelha interna contendo um saco membranoso que é usado para o equilíbrio, mas também pode detectar ondas sísmicas em animais que usam essa forma de comunicação. As vibrações podem ser combinadas com outros tipos de comunicação.
Uma série de cobras diferentes tem a capacidade de detectar a radiação térmica infravermelha (IR), o que permite que esses répteis obtenham imagens térmicas do calor radiante emitido por predadores ou presas em comprimentos de onda entre 5 e 30 μm. A precisão deste sentido é tal que uma serpente pode direcionar seu ataque para as partes do corpo vulneráveis ​​de uma presa. Os poços faciais que permitiram a termorregulação sofreram evolução paralela em víboras e pítons, tendo evoluído uma vez em víboras e várias vezes em pítons.
A eletrofisiologia da estrutura é semelhante entre linhagens, mas difere na anatomia da estrutura bruta. Mais superficialmente, os víboras possuem um grande órgão de cada lado da cabeça, entre o olho e a narina, enquanto em pitons têm três ou mais poços comparativamente menores que revestem a parte superior e às vezes o lábio inferior, dentro ou entre as escamas. Os das víboras são os mais avançados, com uma membrana sensorial suspensa em oposição a uma estrutura de poço simples. Dentro da família Viperidae, o órgão do poço é visto apenas na subfamília Crotalinae. Apesar da detecção de radiação IR, o mecanismo IR dos poços é diferente dos fotorreceptores. Enquanto os fotorreceptores detectam a luz através de reações fotoquímicas, a proteína nos poços faciais das cobras é um canal iônico sensível à temperatura. Ele detecta os sinais infravermelhos através de um mecanismo que envolve o aquecimento do órgão do poço, ao invés de reação química à luz.
Autocomunicação é um tipo de comunicação em que o remetente e receptor são o mesmo indivíduo. O remetente emite um sinal que é alterado pelo ambiente e eventualmente é recebido pelo mesmo indivíduo. O sinal alterado fornece informações que podem indicar alimentos, predadores ou conspeciais. Como o remetente e o receptor são o mesmo animal, a pressão de seleção maximiza a eficácia do sinal, isto é, o grau em que um sinal emitido é identificado corretamente por um receptor, apesar da distorção de propagação e do ruído. Existem dois tipos de autocomunicação. A primeira é a electrolocação ativa encontrada nos peixes elétricos Gymnotiformes, elefante (Mormyridae) e também no ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus). O segundo tipo de autocomunicação é a equalização, encontrada em morcegos.
Comunicação durante as disputas: A comunicação animal desempenha um papel vital na determinação do vencedor da disputa sobre um recurso. Muitas espécies têm sinais distintos que indicam agressão, vontade de atacar ou sinais para transmitir o recuo durante competições sobre alimentos, territórios ou companheiros.
Rituais de acasalamento: Os animais produzem sinais para atrair a atenção de um possível parceiro ou para solidificar par de ligações. Estes sinais envolvem frequentemente a exibição de partes ou posturas do corpo. Por exemplo, uma gazela assumirá poses características para iniciar o acasalamento. Os sinais de acasalamento também podem incluir o uso de sinais olfativos ou chamadas únicas para uma espécie. Os animais que formam uniões de par duráveis ​​muitas vezes têm exibições simétricas que eles fazem um ao outro. Exemplos famosos são a apresentação mútua de juncos por grandes grebes de cristais estudados por Julian Huxley, as exibições de triunfo mostradas por muitas espécies de gansos e pinguins em seus locais de ninho e o espetacular cortejo exibido por pássaros do paraíso.
Conforme descrito acima, muitos gestos, posturas e sons de animais, transmitem significado para animais próximos. Estes sinais são frequentemente mais fáceis de descrever do que interpretar. É tentador, especialmente com animais domésticos e macacos, antropomorfizar, isto é, interpretar ações animais em termos humanos, mas isso pode ser bastante enganador. Por exemplo, o “sorriso” de um macaco é muitas vezes um sinal de agressão. Além disso, o mesmo gesto pode ter diferentes significados dependendo do contexto dentro do qual ele ocorre. Por exemplo, o aborrecimento e a postura da cauda de um cão doméstico podem ser usados ​​de maneiras diferentes para transmitir muitos significados, como ilustrado em Charles Darwin’s The Expression of the Emotions in Man and Animals publicado em 1872.
. Existem também mudanças comportamentais que atuam de forma semelhante à coloração de advertência. Por exemplo, caninos como lobos e coiotes podem adotar uma postura agressiva, como grunhir com os dentes descobertos, para indicar que irão lutar, se necessário, e cascavéis usam seu chocalho bem conhecido para alertar potenciais predadores de sua mordida venenosa. Às vezes, uma mudança comportamental e uma coloração de advertência serão combinadas, como em certas espécies de Anfíbios que têm a maior parte de seu corpo colorido para se misturar com os arredores, exceto por uma barriga de cores vivas. Quando confrontados com uma ameaça potencial, eles mostram sua barriga, indicando que eles são venenosos de alguma forma.
Normalmente, os predadores tentam reduzir a comunicação para presas, pois geralmente isso reduzirá a eficácia de sua caça. No entanto, algumas formas de comunicação de predadores para presas ocorrem de maneiras que alteram o comportamento da presa e tornam sua captura mais fácil. Um exemplo bem conhecido é o Peixe-pescador-das-profundezas, um predador de emboscada que espera que sua presa venha a ele. Possui um crescimento bioluminescente carnudo que se projeta da sua testa, que pende na frente de suas mandíbulas. Pequenos peixes tentam tomar a atração, colocando-se em uma posição melhor para o peixe pescador para pegá-los. Outro exemplo de comunicação enganosa é observado no gênero das aranhas de salto (Myrmarachne). Estas aranhas são comumente referidas como “aranhas mímicas” por causa da maneira como elas agitam suas pernas dianteiras no ar para simular antenas.
Várias maneiras pelas quais os seres humanos interpretam o comportamento dos animais, ou dão comandos para eles, são consistentes com a definição de comunicação entre índices. A interpretação habilmente das comunicações animais pode ser fundamental para o bem-estar dos animais que são atendidos ou treinados por humanos. Por exemplo, os comportamentos que indicam dor precisam ser reconhecidos. Na verdade, a sobrevivência do animal e do seu cuidador humano pode estar em jogo se, por exemplo, um humano não reconhecer um sinal de ataque iminente.

Desde o final da década de 1990, um cientista, Sean Senechal, vem desenvolvendo, estudando e usando a linguagem visível e expressiva aprendida em cães e cavalos. Ao ensinar a esses animais uma linguagem gestual (humana), os animais foram encontrados para usar os novos sinais por conta própria para obter o que eles precisam. [30] Os recentes experimentos em linguagem animal são talvez a tentativa mais sofisticada ainda para estabelecer a comunicação humano / animal, embora sua relação com a comunicação animal natural seja incerto.
No caso da comunicação, uma importante discussão de John Krebs e Richard Dawkins estabeleceu hipóteses para a evolução de tais comunicações aparentemente altruístas ou mutualistas, como chamadas de alarme e sinais de namoro, que emergem sob seleção individual. Isso levou à percepção de que a comunicação nem sempre pode ser “honesta” (na verdade, há alguns exemplos óbvios onde não é, como em mimética). A possibilidade de uma comunicação desonesta evolutivamente estável tem sido objeto de muita controvérsia, com Amotz Zahavi em particular, argumentando que não pode existir no longo prazo. Os sociobiologistas também se preocuparam com a evolução de estruturas de sinalização aparentemente excessivas, como a cauda do pavão. É amplamente pensado que estes só podem surgir como resultado da seleção sexual, o que pode criar um processo de feedback positivo que leva ao rápido exagero de uma característica que confere uma vantagem em uma situação competitiva de seleção de parceiros.
Os etólogos e os sociobiologistas analisaram de forma característica a comunicação animal em termos de respostas mais ou menos automáticas aos estímulos, sem levantar a questão de saber se os animais em questão entendem o significado dos sinais que eles emitem e recebem. Essa é uma questão-chave na cognição animal. Existem alguns sistemas de sinalização que parecem exigir um entendimento mais avançado. Um exemplo muito discutido é o uso de chamadas de alarme por macacos vervet.Robert Seyfarth e Dorothy Cheney mostraram que esses animais emitem diferentes chamadas de alarme na presença de diferentes predadores (leopardos, águias e cobras), e os macacos que ouvem as chamadas respondem adequadamente – mas essa habilidade se desenvolve ao longo do tempo e também leva a Conta a experiência do indivíduo que emite a chamada. A metacomunicação, discutida acima, também parece exigir um processo cognitivo mais sofisticado.
Outra questão controversa é a medida em que os comportamentos humanos se assemelham à comunicação animal, ou se toda essa comunicação desapareceu como resultado da nossa capacidade linguística. Algumas das nossas características corporais – sobrancelhas, barbas e bigodes, vozes masculinas adultas profundas, talvez seios femininos – se assemelham bastante a adaptações à produção de sinais. Etólogos como Irenäus Eibl-Eibesfeldt argumentaram que gestos faciais, como sorrir, fazer caretas, e as sobrancelhas em saudação são sinais comunicativos humanos universais que podem estar relacionados a sinais correspondentes em outros primatas. Dado que a linguagem falada recentemente surgiu, é muito provável que a linguagem corporal humana inclua algumas respostas mais ou menos involuntárias que tenham uma origem similar à da comunicação que temos.
Os seres humanos também procuram frequentemente imitar os sinais comunicativos dos animais para interagir com eles. Por exemplo, os gatos têm uma resposta afiliada suave ao fechar lentamente os olhos. Os seres humanos muitas vezes imitam esse sinal para um gato de estimação para estabelecer um relacionamento tolerante. Acariciando e esfregar animais de estimação são todas ações que provavelmente funcionam através de seus padrões naturais de comunicação interespecífica.
Os cães mostraram capacidade de compreender a comunicação humana. Em tarefas de escolha de objetos, os cães utilizam gestos comunicativos humanos, como apontar e dirigir o olhar, a fim de localizar alimentos e brinquedos escondidos. Também foi demonstrado que os cães exibem um viés de olhar esquerdo ao olhar os rostos humanos, indicando que são capazes de ler as emoções humanas. É interessante notar que os cães não fazem uso da direção do olhar ou exibem o viés esquerdo do olhar com outros cães.

mostrando os dentes

14.076 – Ganhadores do IGnobel 2018


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Não é só de prêmios Nobel que vive a comunidade científica. Todos os anos, pesquisadores do mundo todo também são contemplados com um troféu um pouco mais divertido: o prêmio Ig Nobel, que contempla as pesquisas mais bizarras, porém úteis, submetidas no ano.
Dez troféus foram entregues a grupos de pesquisadores, em categorias de medicina e química a economia e antropologia. E como nos anos anteriores, as pesquisas premiadas não decepcionaram: na medicina, por exemplo, o Ig Nobel ficou nas mãos de uma dupla que avaliou a relação das montanhas-russas com a eliminação de pedras nos rins. Na literatura, por sua vez, a pesquisa premiada mostrou que as pessoas realmente não leem manuais de instruções.
Na medicina
Quem levou foram os pesquisadores e urologistas Marc Mitchell e David Wartinger, ambos norte-americanos. Depois de ouvirem relatos de pacientes, eles testaram o efeito de passeios em uma montanha-russa na velocidade de saída de pedras nos rins — e descobriram que, em alguns casos, a força-G pode ajudar mesmo.

Os testes deles foram realizados com 60 modelos que simulavam pacientes com diferentes tamanhos de cálculos renais, e os passeios foram feitos na Big Thunder Mountain Railroad na Disney de Orlando, na Flórida. Explicando de forma resumida, as viagens nos bancos da frente não foram tão bem-sucedidas, com apenas 4 das 24 pedras nos rins saindo. Já as feitas nos bancos de trás surpreenderam: 23 dos 36 cálculos renais passaram com sucesso.
Na antropologia
Os vencedores foram Tomar Persson, Gabriela-Alina Sauciuce e Elainie Madsen, que conseguiram provas em um zoológico de que não só os seres humanos que imitam chimpanzés: o contrário também acontece com frequência. E as imitações são até boas, na avaliação dos pesquisadores. O estudo foi conduzido no Zoológico de Furuvik Zoo, na Suécia, e publicado em agosto do ano passado depois de 52 horas de observação.

Na biologia
O grupo que levou era composto por Paul Becher, Sebastien Lebreton, Erika Wallin, Erik Hedenstrom, Felipe Borrero-Echeverry, Marie Bengtsson, Volker Jorger e Peter Witzgall, de cinco países, incluindo Alemanha e Colômbia. Eles provaram que os enólogos — especialistas em vinhos — são realmente bons no que fazem e conseguem identificar, com boa dose de certeza, a presença de uma mosca em uma taça só pelo cheiro. A pesquisa foi feita com a ajuda de oito especialistas da área de Baden, na Alemanha, todos responsáveis por garantir a qualidade dos vinhos produzidos na região.
Na química
Você já parou para pensar em quão eficaz é lamber algo sujo para limpar? Bem, os portugueses Paula Romão, Adilia Alarcão e César Viana já, e levaram o prêmio na categoria de química por terem medido isso. O estudo é antigo, datando do começo da década de 90, e ajudou a descobrir que sim, as enzimas do “cuspe” até ajudam em superfícies mais frágeis.

No ensino médico
A colonoscopia não é exatamente fácil, mas o japonês Akira Horiuchi levou o prêmio por fazer exames do tipo em si mesmo. Os achados foram compartilhados por ele no relatório médico “Colonoscopy in the Sitting Position: Lessons Learned From Self-Colonoscopy”, ou, em uma tradução livre, “Colonoscopia Sentado: Lições Aprendidas a partir da Auto-Colonoscopia”. O pesquisador é médico e encabeça a área de doenças digestivas no Hospital Geral de Showa Inan, em Nagano, no Japão. Em entrevista ao Japan Times, no entanto, ele não recomenda que ninguém tente fazer isso em casa.

Na literatura
Você muito provavelmente não lê o manual de instruções e sabe que muita gente também não o faz. E agora você tem provas disso, graças à pesquisa de Thea Blackler, Rafael Gomez, Vesna Popovic e M. Helen Thompson, que levaram o prêmio por documentar que a maioria das pessoas que usa um produto complicado de fato não lê o manual.

O estudo, intitulado “A Vida é Muito Curta para Ler a **** do Manual: Como Usuários se Relacionam com a Documentação e Excesso de Recursos em Produtos” (tradução livre), foi publicado em 2014.

Na nutrição
O pesquisador James Cole levou o Ig Nobel por uma pesquisa sobre canibalismo. Ele calculou que o ingestão de calorias em um dieta canibal é significativamente menor do que a de outras dietas baseadas em carnes. Ou seja, comparando por peso, comer um bife de vaca é mais nutritivo do que um bife feito a partir de uma pessoa. A pesquisa, apesar de estranha, ajudou a provar que as dietas canibais do passado não eram motivadas exatamente pelo valor nutricional, e sim por algum tipo de ritual mesmo.
Na paz
O trânsito pode ser estressante, e os pesquisadores Francisco Alonso, Cristina Esteban, Andrea Serge, Maria-Luisa Ballestar, Jaime Sanmartín, Constanza Calatayud e Beatriz Alamar, da Colômbia e da Espanha, foram descobrir o quanto ele faz as pessoas xingarem.

Eles levaram o prêmio por medir a frequência, a motivação e os efeitos de gritar e reclamar no volante. A pesquisa descobriu que esse tipo de comportamento é muitas vezes motivado não apenas por estresse, mas também por fadiga e motivos pessoais. O estudo também notou que, ainda que representem um risco, há um certo grau de tolerância social aos xingamentos no trânsito, justamente por serem comuns.

Na medicina reprodutiva
Os selos de cartas não têm lá muitas utilidades, mas só John Barry, Bruce Blank e Michael Boileau parecem ter pensado em colá-los ao redor de um órgão sexual masculino. O objetivo? Testar o funcionamento dele. É isso mesmo. Eles levaram o prêmio na categoria pelo relato no estudo “Monitoramento da Tumescência Peniana Noturna com Selos” (título em tradução livre), publicado ainda em 1980.
A ideia dos pesquisadores era relacionar ereções noturnas (que acabavam por rasgar o pedaço de pedaço) com doenças mais graves. Eles descobriram que quem acordava com o papel inteiro — 18 dos 37 pacientes impotentes analisados — tinham neuropatia diabética mais séria, tendências à depressão, perda de libido e fumavam bem mais.

Na economia
Sabe aqueles bonequinhos de vodu? Os pesquisadores Lindie Hanyu Liang, Douglas Brown, Huiwen Lian, Samuel Hanig, D. Lance Ferris e Lisa Keeping levaram o prêmio por analisar a eficácia deles nas mãos de funcionários querendo se vingar de chefes abusivos. Eles descobriram que machucar os bonecos não provoca o mesmo nos chefes, mas ao menos ajuda a aliviar a tensão. No entanto, só funciona no curto prazo. No longo, é melhor discutir a relação com a gerência mesmo.

14.075 -Robótica – Pesquisadores criam pele para robôs que pode regenerar seus circuitos sozinha


regeneracão robotica
Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, podem ter encontrado uma solução para tornar os robôs mais resistentes. Trata-se de uma pele artificial feita de material híbrido e que pode se regenerar sozinha, permitindo a reconexão automática de circuitos. A expectativa é que a solução torne o reparo das máquinas mais barato, combatendo falhas elétricas comuns.
De acordo com a publicação da PhysicsWorld, a solução proposta pelos pesquisadores envolve um tipo de polímero. No entanto, para que o material se torne flexível e resistente a danos, são inseridas micro gotas de uma liga metálica à base de gálio-índio em uma casca macia e elástica. Com isso, cria-se um material híbrido “sólido-líquido” com propriedades macias, eletricamente isolantes e que pode se regenerar diversas vezes.
A “mágica” da solução proposta é a seguinte: quando há um dano no material desta pele robótica, as gotículas de metal presentes no material se rompem para formar novas conexões e redirecionar os sinais elétricos sem interrupção. Assim, as máquinas conseguem continuar as suas operações. De acordo com o chefe da pesquisa, Carmel Majidi, a inspiração para a técnica vem do sistema nervoso humano e sua capacidade de autorregeneração.
Embora o uso de materiais que se “curam” não seja uma novidade na indústria, há uma diferença importante em relação ao proposto pelos cientistas da universidade americana. A maior parte dos compostos atuais demandam exposição ao calor, aumento de umidade ou remontagem manual para que a recuperação ocorra. Já o composto híbrido pode fazer tudo automaticamente, reduzindo custos.

Além do uso em robôs, a equipe da Universidade de Carnegie Mellon acredita que o material também pode ser útil em computadores portáteis e dispositivos vestíveis. A tecnologia também pode ajudar a tornar realidade smartphones flexíveis, tão especulados para os próximos anos, uma vez que sua capacidade regenerativa pode ser usada para recuperar os circuitos internos dos aparelhos.
Apesar dessas características, ainda há espaço para avanços, especialmente no que diz respeito à danos estruturais e mecânicos. Segundo a equipe de pesquisadores norte-americano, o foco agora é desenvolver um material igualmente macio e flexível, mas que pode se regenerar de defeitos físicos.

14.074 – Carro voador japonês faz voo de um minuto em teste


carro voador japones

A corrida para tornar o carro voador realidade está a todo vapor. No Japão, a Nec Corp realizou nesta segunda-feira (5) um teste para seu protótipo. Dentro de uma grande gaiola de segurança, o veículo levantou a 3 metros de altura e ficou voando por cerca de um minuto.
Parecendo mais um drone gigante, o modelo utiliza 4 hélices movidas à energia elétrica. De acordo com a Associated Press, o governo japonês está incentivando o desenvolvimento de carros voadores para que virem realidade até 2030.
Por enquanto, o objetivo é que o veículo seja utilizado em entregas no futuro e sem a necessidade de um piloto.
Além da Nec, empresas como Boeing, Pal-V e Uber estão trabalhando em seus conceitos voadores. Em outra frente, companhias também desenvolvem motos voadoras, inclusive, até a polícia de Dubai está utilizando um protótipo do tipo.

Testes em Fukushima
Entre as bases que o governo japonês está criando para incentivar os carros voadores está uma área de testes em Fukushima. A ideia é utilizar a região devastada pelos desastre nuclear como local de voo para estes veículos.

Há mais projetos em desenvolvimento

 

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Notícias de carros voadores estão se tornando mais frequentes a cada dia. Essa corrida para ver quem domina primeiro esta tecnologia, e a coloca no mercado, envolve gigantes como Boeing, Airbus e Uber, mas também tem projetos nas mãos de várias startups pelo mundo.
Alguns se parecem mais com um carro de verdade, enquanto outros utilizam tecnologia mais similar a de drones. Outra corrida em potencial é a da moto voadora, nesse caso, com veículos mais compactos.

Airbus
Feito em parceria com a Audi, o conceito de carro voador da Airbus foi apresentado no Salão de Genebra de 2018. Com uma cabine de capacidade para dois passageiros, o habitáculo pode ser acoplado tanto a uma base sobre rodas como a um módulo de voo.
O módulo de voo tem 4,40 metros de comprimento, e é movido por 8 motores elétricos, que totalizam 217 cavalos. A autonomia é de 50 km.

O Holandês Voador
A holandesa Pal-V promete para 2020 colocar a venda seu carro voador. Ele tem uma autonomia de até 500 km no ar e possui hélices que o transformam em uma espécia de helicóptero. Chamado de Liberty Pioneer, ele pode levar 2 pessoas e até 20 kg de bagagem.

holandes voador

14.072 – Música – Ilustre Injustiçado no Dueto com Donna Summer


summer e bricks
“Heaven Knows” é uma canção da já falecida cantora e compositora americana Donna Summer, com os vocais convidados da banda Brooklyn Dreams lançada no auge de sua fama durante a década de 1970.
Se passou despercebido a atuação brilhante da segunda voz para a maioria das pessoas não para nós.
A música faz parte do álbum MacArthur Park Suite, lançada em março de 1979. A segunda voz do ilustre desconhecido é do vocalista do Brooklyn Dreams Joe “Bean” Esposito.
Na versão single lançada por Summer (creditada como Donna Summer com Brooklyn Dreams), o cantor Joe “Bean” Esposito canta a segunda faixa para Summer, enquanto Summer.
No entanto, na versão que aparece no álbum de 1979 do Brooklyn Dreams, Sleepless Nights, é Esposito quem canta o vocal principal com Summer cantando a segunda posição, com Summer e o grupo oferecendo backing vocals. No álbum do grupo, esta versão é creditada como Brooklyn Dreams com Donna Summer.
Uma versão single de 12 “, às 6:45, foi lançada, o primeiro verso cantado por Summer solo, o restante com Summer e Esposito.
Ouça todas as versões e compare a magnífica performance de nosso ilustre desconhecido que embora injustiçada não passou despercebida para nós do Mega.

 

14.071 – História – Américo Vespúcio


vespucio
Navegador italiano naturalizado espanhol (1454-1512). Responsável pela logística das embarcações de Colombo e pioneiro da navegação na costa americana.

Américo Vespúcio (1454-1512) nasce em Florença. Recebe boa educação em Pisa, aos cuidados de um tio dominicano, e na França, onde aprofunda os conhecimentos de geografia, astronomia e cosmografia. De volta à Itália, trabalha na casa bancária da Família Médici. É transferido em 1491 para a filial em Sevilha, na Espanha, onde equipa navios para enfrentar longas viagens, sob a chefia de Gianotto Berardi. É Vespúcio que prepara as embarcações para todas as expedições de Cristóvão Colombo. Em 1497, após a morte de Berardi, Vespúcio assume o comando da filial de Sevilha e embarca em sua primeira viagem. O destino são as Índias, no entanto ela se encerra na Flórida, em território hoje pertencente aos Estados Unidos. Na segunda missão, entre 1499 e 1500, atinge a costa da América do Sul, porém imagina estar navegando pelo extremo leste da Ásia. Só na viagem de 1501, iniciada em Portugal, Vespúcio se convence de que as terras não fazem parte da costa asiática, mas são um continente até então desconhecido – um Novo Mundo, que em sua homenagem recebe o nome de América. Em 1508 é nomeado piloto-mor da Espanha. Morre em Sevilha.