13.351 – Cinema – MINHAS TARDES COM MARGUERITTE


minhas Tardes
Imagine o encontro de duas forças. De um lado, mais de 100 quilos de pura ignorância e do outro menos de 50, carregados de ternura. Entre eles, uma diferença de décadas de idade e em comum, o encanto pelos livros. Esta é a história de um cinquentão pobre com as palavras e uma idosa inversamente rica com elas.
Quando criança, Germain (Gérard Depardieu) foi chamado de burro na escola por todos e em casa, com sua mãe solteira, não era diferente. A dificuldade de ler se perpetuou numa espécie de bloqueio intelectual. Já adulto, sua vida se resumia a viver de bicos, ainda ser alvo de brincadeira dos amigos e, principalmente, conviver com o eterno desamor da mãe. Contudo, quando Margueritte (Gisèle Casadesus) faz com que as páginas de um livro se abram novamente para ele, este reencontro com o universo das letras amplia seu horizonte e o único limite – agora – será somente a sua vontade.
Baseado no livro “La Tête en Friche”, de Marie-Sabine Roger, o filme foi dirigido por Jean Becker (Conversas com Meu Jardineiro), responsável também pelo roteiro, que conduz bem o espectador e de maneira cativante apresenta um drama com elementos de comédia. E é esse contraponto que ameniza a tristeza dos fatos, sem deixar de lado a emoção.
O resultado é uma produção delicada, que não apela para a pieguice, envolvendo você do começo ao fim, porque a amizade fomentada pelo prazer de viver (dela) e aprender (dele) é inesquecível. Assim, a qualquer hora do dia, eis um filme bom de assistir: Minhas Tardes com Margueritte.

13.350 – Personagens – O Amigo da Onça o mais popular do humor nos anos 40 e 50


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O Criador
Péricles de Andrade Maranhão, ou simplesmente Péricles como passaria a ser conhecido, foi contratado como contínuo e, aos 19 anos, já era o mais novo de uma equipe de jornalistas. Chegou a ser parceiro de Millôr Fernandes na lendária seção Pif-Paf mas foi com o Amigo da Onça que faria história. O primeiro desenho saiu na edição de 23 de outubro de 1943 e logo se tornou o mais importante e popular personagem do humor brasileiro nos anos 40 e 50. Com direito a garrafinha com seu rosto, bibelôs que decoravam de cozinhas a salas de jantar e quadrinhos com a célebre frase “Fiado, só amanhã”. Lembram disso nos bares pé-sujos da cidade? Pois é, criação de Péricles!
Péricles tinha tentado outros personagens antes, mas sem muito sucesso. Um dia lhe contaram uma piada sobre uma onça e, conta a lenda, ali mesmo sentou e desenhou um boneco. Nascia e era batizado, então, o Amigo da Onça. Com suas piadas irreverentes, sorriso irônico, jeito malandro e bigodinho (moda entre os meninos hipsters da época), o personagem estava sempre impecável em seu summer jacket branco.
Interessados em saber qual foi a piada? Dois caçadores conversam enquanto estão no acampamento…
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse bem aqui na sua frente?
— Ora, daria um tiro nela — diz o amigo.
— Mas e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu a mataria com meu facão
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanharia um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro reclama irritado:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Normalmente era sisudo, mas tinha um grande senso de humor. Quando menos a gente esperava ele soltava uma daquelas tiradas que fazia todo mundo rir. Sua capacidade de raciocinar e perceber as coisas era também incrível. Observador, tudo era motivo para ser transformado em charge.
Chegou a virar peça de teatro em 1988. “O Amigo da Onça” foi escrita pelos também cartunistas Chico Caruso e Nani e dirigida por Paulo Betti. O elenco contava com, entre outros, Chiquinho Brandão, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Sérgio Mamberti e Eliane Giardini. Chico Caruso mergulhou na pesquisa e chegou a estabelecer uma identidade com o colega humorista, revelou ao GLOBO na edição de 22 de novembro de 1987.
O humorista que sabia fazer o país rir também era triste. Tinha um temperamento sensível que o fazia extrovertido e sentimental, angustiado e insatisfeito, isso tudo ao mesmo tempo. Sua notória boemia e farra com amigos escondia um homem profundamente solitário e infeliz. E, apesar de manter uma aparência engraçada, sofria de depressão. O Amigo da Onça era sua válvula de escape e, como tantos com exacerbada sensibilidade, não conseguia lidar com seus temores e frustrações.

Triste Fim
Na tarde de 31 de dezembro de 1961, solitário, Péricles foi para casa, o apartamento 612 do Edifício Monte Claro, na Rua Barata Ribeiro 160, em Copacabana, na Zona Sul. Lá escreveu três bilhetes, um para sua mãe e o segundo: “A quem interessar possa”.
A história da vida de Péricles Maranhão terminava ali, aos 37 anos. Ele foi para a cozinha, abriu o gás do forno e, antes de fechar todas as portas e janelas com fita adesiva, pendurou o terceiro recado na porta: “Não risquem fósforos”. Foi encontrado morto com a cabeça sobre um travesseiro no chão da cozinha. Estava impecavelmente vestido com um terno de linho branco, camisa azul, gravata escura e sapatos de verniz preto. O criador à imagem e semelhança foi engolido pela criatura; o humor que criou é, entretanto, imortal.

Nota: Amigo da onça também é uma expressão popular, originada deste personagem de quadrinhos (ou banda desenhada). Usa-se essa expressão para definir a pessoa que diz ser amiga de outra mas que constantemente coloca essa outra em situação constrangedora ou vexatória.

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13.351 – Mega Memória – Eles foram fundamentais para a Ciência


Rasis (854-925)
O árabe que habitava a antiga Pérsia (atual Irã) é conhecido como o Pai da Pediatria por ter escrito o primeiro livro sobre doenças infantis. Rasis, contudo, foi muito além. Ele ajudou a demonstrar que as enfermidades tinham origens orgânicas, e não eram obra do destino ou de poderes sobrenaturais.
O médico também foi quem descobriu a diferença entre a varíola e o sarampo e entendeu que a febre é uma resposta do corpo para alguns tipos de infecção. Além disso, Rasis foi um dos pioneiros no uso de gesso em ataduras e no debate da ética médica.

Al-Battani (858-929)
Astrônomo e matemático, o árabe Al-Battani foi responsável por desenvolver ideias que substituíram as de Ptolomeu (90-168), que imperavam até então. Foi responsável por desenvolver tabelas que previam a posição do Sol, da Lua e dos planetas de forma muito precisa. As “Tabelas Sabianas”, como eram chamadas, influenciaram muito o mundo latino e seu trabalho foi reconhecido por Copérnico, 600 anos após sua morte.
Outra curiosidade é que Al-Battani calculou com precisão incrível a duração do ano terrestre: 365 dias, 5 horas, 46 minutos e 24 segundos, que hoje é estimada em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos. Também descobriu que as distâncias entre os astros do Sistema Solar variam de acordo com a época, o que o possibilitou prever fenômenos como os eclipses.

Pierre de Fermat (1601-1665)
Foi um dos responsáveis por trazer a “teoria dos números” como algo interessante para o Ocidente. Fermat só trabalhava com números inteiros, se recusando a aceitar frações. Desenvolveu um sistema de coordenadas e por isso é um dos pais da geometria analítca, além de ter ajudado Blaise Pascal a entender um pouco melhor as probabilidades.
O matemático, no entanto, não foi tão valorizado enquanto viveu. Muitas de suas ideias ajudaram a formar a teoria moderna dos números, dentre elas o chamado Pequeno Teorema de Fermat e o Último Teorema de Fermat, que só foi comprovado em 1995.

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Alessandro Volta (1745-1827)
O cientista italiano foi um dos responsáveis por preparar o terreno para o advento da pilha. Volta acreditava fez testes bem sucedidos com zinco, cobre e um líquido condutor de eletricidade.
Sua experiência então foi usada por outros especialistas para a produção de eletricidade. Tempos depois provaram que o que resultava na corrente elétrica era uma reação química que ocorria na pilha.

Rudolf Virchow (1821-1902)
Alemão nascido na Pomerânia, Virchow defendeu que as doenças iniciam-se nas células: “Pensem microscopicamente”, dizia. Seus estudos foram base para o advento da patologia moderna e é conhecido como Pai da Saúde Pública, por entender que muitas doenças têm na pobreza a sua causa.
Virshow foi pioneiro no estudo da oncologia e o primeiro a descrever corretamente um caso de leucemia (câncer no sangue). Também descobriu outros tipos de doenças malignas, como câncer de estômago — um dos sintomas da doença é conhecido como “gânglio de Virchow”.

Henri Poincaré (1854-1912)
O matemático participou de uma competição feita em 1887 pelo Rei Oscar 2º da Suécia que buscava explicar o funcionamento do Sistema Solar, uma variação do problema da física conhecido como problema dos três corpos.
Ele concluiu que a evolução do sistema é confusa, já que uma pequena mudança nos movimentos iniciais de um astro pode impactar diretamente seu futuro.
Sua explicação foi o suficiente para que Poincaré ganhasse o prêmio e acabou gerando o que seria a origem dos estudos da Teoria do Caos que, por sua vez, só foi desenvolvida 1960.

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Florence Bascom (1862-1945)
Bascom foi a primeira geóloga dos Estados Unidos e, por isso, abriu caminho para inúmeras mulheres na área. A cientista tinha o apoio dos pais e, ao se deparar com um professor que não apoiava o ensino misto na Universidade de Wisconsin, persistiu até conseguir vaga na Universidade John Hopkins, em Baltimore.
Tornou-se autoridade em rochas formadas por cristalizações na região de Piedmont, na Pensilvânia, e em locais de Delaware e Nova Jérsei. Descreveu muitas estruturas geológicas da região e é até hoje referência nos estudos da área.

Rachel Carson (1907-1964)
A ecologista e bióloga Rachel Carson foi a primeira pessoa a considerar que um pesticida direcionado a uma espécie de erva, inseto ou animal daninho pode prejudicar todo o meio ambiente ao seu redor.
Ela explicou que esses venenos poderiam penetrar o habitat e impactar a vida de outras espécies que vivem no mesmo local, o que pode ter efeito terrível a longo prazo. Carson chamou esses produtos de “biocidas” e identificou mais de 200 substâncias potencialmente prejudiciais para outras espécies.
Foi a primeira a pensar no meio ambiente como algo holístico, e entendeu que pesticidas poderiam afetar até mesmo a alimentação humana. A ecologista ainda serviu de inspiração para a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e incutiu ideias como a de “ecossistema” na opinião pública.

Ahmed H. Zewail (1946-2016)
O egípcio naturalizado americano percebeu na década de 1970 que lasers de pulsos ultracurtos poderiam “fotografar” reações químicas. Isso foi revolucionário, já que essas atividades são extremamente rápidas — os átomos levam menos de cem femtossegundos para se organizarem, o que é muito veloz, levando em consideração que um femtosegundo é o equivalente a aproximadamente 10^-15 segundo.
Zewail usou a tecnologia para aplicar os raios de luz em determinada substância e observar seu comportamento. Sua descoberta permite que as estruturas sejam analisadas, o que revolucionou a físico-química, já que agora é possível “ver” o que ocorre com o material estudado.

13.350 – Biologia – É possível ter um macaco como animal de estimação?


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Segundo a bióloga Maria Izabel Gomes, coordenadora de monitoramento da fauna do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é possível adquirir primatas nascidos em cativeiro desde que a venda esteja autorizada pela secretaria ambiental do respectivo estado. Além da emissão de nota fiscal, o criatório precisa emitir também o Certificado de Origem, documento que atesta a proveniência legal da espécie, no momento da compra.
A lista de animais cuja reprodução está autorizada em cativeiro varia conforme o estado, mas entre as mais comuns estão aves, répteis, primatas e jabutis. Apesar da regulamentação, a compra de animais silvestres tem caído no país em detrimento dos domésticos, afirma Maria Izabel. “A criação de animais silvestres faz parte da cultura do Brasil há centenas de anos. Mas como eles vivem muito mais tempo que gatos e cachorros e não são fáceis de lidar por conta de suas especificidades, estamos vivenciando uma tendência de queda na sua comercialização”.
Um macaco-prego pode viver por até vinte anos em cativeiro. Já um papagaio por até oitenta anos e o jabuti pode chegar a cem. “As pessoas têm que ter a consciência na hora de comprar esses bichos que eles vão passar de geração em geração dentro da família. O neto provavelmente terá que cuidar do papagaio adquirido pelo avô.”
O veterinário Matheus Rabello, especialista em animais silvestres, também alerta para a necessidade de se avaliar a compra. “É preciso saber as necessidades de cada espécie antes de comprar. Qual a alimentação adequada e demais cuidados necessários.
É preciso ter ainda um recinto com, pelo menos, três metros quadrados, que tenha brinquedos, esconderijos e galhos para que o macaco seja constantemente estimulado, de modo a evitar comportamentos agressivos e promover seu desenvolvimento apropriado, afirma o veterinário. Um treinador também é necessário, bem como o contato com outras pessoas, de modo a adestrar e acostumar o animal.

Macaco de estimação
De acordo com os especialistas, ter um macaco em casa apresenta riscos, já que todos os primatas desenvolvem um comportamento agressivo a partir da puberdade. Rabello, inclusive, não o recomenda como animal de estimação. Dessa forma, os cativeiros selecionam os mais mansos para venda, a cerca de 60.000 reais, e mantém os mais violentos para reprodução. Além disso, primatas também podem transmitir raiva se não forem devidamente vacinados.
Já quanto a febre amarela, a bióloga afirma que eles são apenas hospedeiros da doença que é transmitida exclusivamente pela picada do Aedes Aegypti. Caso um macaco de estimação porte a doença, é provável que seus donos também estejam contaminados por estarem na mesma área de atuação do mosquito transmissor.
É preciso observar a diferença entre animais silvestres e domésticos. Os primeiros podem ser encontrados tanto em cativeiros, como na natureza – caso dos animais selvagens –, tendo o mesmo código genético. Já os domésticos, não são mais encontrados na natureza por terem sido domesticados por milhares de anos. Por exemplo, um papagaio é um animal silvestre que pode ser criado em cativeiro ou encontrado em seu habitat natural. Já os cachorros não são mais encontrados na natureza e sua genética varia dos cães selvagens e dos lobos.

13.347 – Cinema – Cegos, Surdos e Loucos


LOUCOS
Comédia

Enredo
O dono de uma banca de jornais, Dave Lyons (Gene Wilder), que é surdo, dá um emprego para Wallace “Wally” Karue (Richard Pryor), que é cego. Perto da banca há um assassinato cometido por Eve (Joan Severance), uma matadora profissional, mas a vítima conseguiu se livrar de uma aparente moeda (na verdade um supercondutor de energia) misturando com outras moedas, que haviam na banca. Wally ouviu um tiro e Dave só viu as pernas de Eve, mas quando a polícia chega os dois são presos como suspeitos. Como Eve e seu cúmplice inglês, Kirgo (Kevin Spacey), não encontram na valise da vítima o material “encomendado” pelo mandante, Sutherland (Anthony Zerbe), então Eve e Kirgo se passam por advogados que querem libertar os acusados, pois têm certeza que a “moeda” está com eles. Mas Wally e Dave fogem e são perseguidos, pela polícia e pelos bandidos.

Elenco:
Gene Wilder
Nome de nascimento: Jerry Silberman
Nacionalidade: Americano
Nascimento: 11 de junho de 1933 (Milwaukee, Wisconsin, EUA)
Falecimento: 28 de agosto de 2016 com a idade de 83 anos

Gene Wilder

Richard Pryor
Nacionalidade: Americano
Nascimento: 1 de dezembro de 1940 (Peoria, Illinois, EUA)
Falecimento: 10 de dezembro de 2005 com a idade de 65 anos

Superman III
1983
real : Richard Lester
Richard Pryor
COLLECTION CHRISTOPHEL

Parceria
Este foi o 3º de 4 filmes em que Gene Wilder e Richard Pryor (ambos já falecidos) atuaram juntos. Os demais foram O Expresso de Chicago (1976), Loucos de Dar Nó (1980) e Um Sem Juízo, Outro Sem Razão (1991).
Estudo
Gene Wilder foi à Liga de Deficientes Auditivos de Nova York, como forma de estudar para seu personagem. Foi lá que conheceu sua futura esposa, Karen Boyer.

13.343 – Antropologia – Homo sapiens se espalhou pelo mundo 200 mil anos antes do esperado


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Usando fósseis e análises de DNA, cientistas estão começando a pintar um retrato dos primórdios da humanidade, uma história com mais reviravoltas do que você veria em um roteiro de cinema.
O consenso atual entre os especialistas é de que o Homo sapiens evoluiu pelo menos 300 mil anos atrás, na África. Muito mais tarde –70 mil anos atrás– um pequeno grupo de africanos se estabeleceu em outros continentes, dando origem às demais populações atuais do planeta.
Para Johannes Krause, diretor do Instituto Max Planck de História Humana, na Alemanha, essa lacuna na linha do tempo é peculiar.
Com base em DNA recentemente descoberto em fósseis, os pesquisadores concluíram que uma onda de Homo sapiens primitivos ou de parentes próximos de nossa espécie abriu caminho da África para a Europa. Lá, eles se miscigenaram com os neandertais.
Em seguida, os primeiros emigrantes africanos desapareceram. Mas parte de seu DNA perdurou em gerações posteriores dos neandertais.
Desde o século 19, paleontologistas vêm enfrentando dificuldades para compreender de que maneira os neandertais se relacionam a nós. Fósseis mostram que eles eram distintos anatomicamente, com testas avantajadas, corpos robustos e outros traços sutis que nos faltam.
Os ossos mais antigos de espécimes semelhantes aos neandertais foram achados na caverna espanhola Sima de los Huesos e foram datados de 430 mil anos atrás. Restos mais recentes dos neandertais, de cerca de 100 mil anos atrás, foram encontrados espalhados por toda a Europa e em uma faixa que se estende até o sul da Sibéria.
Então, 40 mil anos atrás, os neandertais desaparecem do registro fóssil.
Quando era aluno de pós-graduação, na metade dos anos 2000, Krause trabalhou junto a diversos museus para realizar sondagens em fósseis de neandertais. Em alguns deles, ele e os colegas conseguiram achar fragmentos de DNA que puderam estudar.
Os cientistas que estudam genes antigos buscam duas espécies de material genético. A vasta maioria de nossos genes fica no núcleo das células. Herdamos o DNA nuclear de nossos dois progenitores.
Mas também carregamos um pequeno volume de DNA nas usinas que geram combustível em nossas células, as mitocôndrias. O DNA mitocondrial é herdado apenas do lado materno, porque o espermatozoide do pai destrói seu DNA mitocondrial durante a fertilização.
Agora, Krause e seus colegas descobriram novas amostras de DNA neandertal que podem resolver alguns mistérios. Em 2013, um de seus orientandos de pós-doutorado, Cosimo Posth, examinou um fóssil neandertal encontrado em 1937 na caverna alemã de Hohlenstein-Stadel.
Ele conseguiu reconstruir o DNA mitocondrial do fóssil e estimou que ele tivesse 120 mil anos de idade e, mais importante, que pertencesse a um ramo com longo histórico, na árvore genealógica dos neandertais. Ele e os colegas determinaram que todos os neandertais conhecidos herdaram seu DNA mitocondrial de um ancestral que viveu 270 mil anos atrás.
Todos os dados apontam para uma sequência de acontecimentos que poderia resolver o enigma que aflige Krause há tanto tempo.
Antes, os ancestrais comuns dos neandertais e dos homens de Denisova, de uma caverna siberiana, se espalharam pela Europa e Ásia mais de meio milhão de anos atrás. Gradualmente, a população do oeste e a do leste se separaram, geneticamente.
No leste, os ancestrais se tornaram homens de Denisova. No oeste, se tornaram neandertais.
Em algum momento anterior a 270 mil anos atrás, seres humanos provenientes da África e geneticamente muito próximos a nós emigraram para a Europa e se miscigenaram com os neandertais. O DNA deles foi incorporado ao pool genético neandertal.
Posth disse que é possível que os primeiros membros de nossa espécie tenham emigrado da África do Norte para a Europa. Um sustentáculo dessa ideia é a descoberta, reportada no mês passado, de fósseis de Homo sapiens datados de 300 mil anos atrás, no Marrocos.
Mas Posth disse que era cedo demais para descartar outra possibilidade: a de que esses emigrantes pertenciam a outra espécie africana estreitamente aparentada a nós que os cientistas até agora não documentaram.
O DNA mais revelador agora pode vir das montanhas do Marrocos. Lá, cientistas talvez consigam encontrar genes de espécimes mais antigos de Homo sapiens, que poderão ser comparados aos dos neandertais.

13.341 – Astrobiologia – Por que a vida em Marte pode ser impossível?


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A probabilidade de que os astrônomos encontrem vida em Marte pode ter caído consideravelmente com a descoberta de que o planeta é coberto de tóxicos capazes de destruir qualquer organismo vivo. Segundo estudo publicado no periódico Scientific Reports, nesta quinta-feira, a combinação entre as substâncias químicas do solo marciano e a forte radiação ultravioleta que bombardeia a atmosfera seria fatal para microrganismos como as bactérias – ou seja, qualquer vida surgida no passado seria eliminada pelas condições atuais de Marte.
A descoberta, de acordo com os cientistas, deve ser considerada por futuras missões para a busca de vida no planeta, pois apenas organismos enterrados dois ou três metros sob a superfície estariam a salvo da radiação.
O estudo, feito por uma dupla de astrobiólogos da Universidade de Edinburgo, na Escócia, foi baseado na descoberta de percloratos, substâncias com alto conteúdo oxidantes, em solo marciano. Missões como a Viking, da Nasa, que pesquisou o planeta nos anos 1970, já havia encontrado indícios da substância, que teve a existência confirmada pela sonda Phoenix, em 2008, e pelas missões Curiosity e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Até agora os cientistas acreditavam que, apesar de o químico ser altamente tóxico para microrganismos, eventuais bactérias marcianas poderiam ter encontrado uma maneira de utilizá-lo como fonte de energia.
Para verificar essa possibilidade, Jennifer Wadsworth e Charles Cockell resolveram simular o ambiente marciano em laboratório e submeter a ele bactérias Bacillus subtilis, que são encontradas no solo terrestre e costumam contaminar sondas espaciais. Inicialmente, as bactérias foram expostas a perclorato de magnésio e bombardeadas com radiação ultravioleta em níveis semelhantes aos de Marte. Os pesquisadores perceberam que, com a presença do químico, os microrganismos morriam duas vezes mais rapidamente.
Em uma segunda leva de testes, peróxidos e óxidos de ferro, que também são encontrados no solo marciano, foram adicionados à combinação. Com as novas substâncias, as bactérias desapareciam onze vezes mais rapidamente do que no ambiente compostos apenas de percloratos e radiação.
“Apesar de suspeitarmos dos efeitos tóxicos de oxidantes na superfície marciana há algum tempo, nossas observações mostram que o solo atual de Marte é altamente deletério para as células, resultado de um coquetel tóxico de oxidantes, óxidos de ferro, percloratos e radiação UV”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Há vida em Marte?
O novo estudo, porém, não elimina a possibilidade de vida em Marte, segundo os cientistas. Isso porque ela pode ser encontrada no subsolo – onde estaria protegida das fortes radiações – ou mesmo se aproveitar das baixas temperaturas para se proteger. Quando Wadsworth e Cockell ajustaram a temperatura do experimento de 25°C para 4°C, a morte das bactérias foi sensivelmente reduzida, o que sugere que, em temperaturas amenas, talvez os microrganismos estariam a salvo. Em Marte, a média de temperatura fica em torno de -55°C. Além disso, as concentrações de perclorato não são uniformes na superfície marciana, o que poderia promover a existência de algumas áreas menos nocivas aos microrganismos.
Uma das possibilidades, de acordo com os astrobiólogos, seria encontrar vida no subsolo de Marte. Para confirmar essa hipótese, no entanto, as missões futuras ao planeta deveriam prever perfurações de até três metros na superfície.

13.334 – Heroínas no Cinema


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O último dos grandes super-heróis finalmente realizou o sonho do filme próprio: a Mulher-Maravilha, que chegou às telas depois de 75 anos. Nos últimos 40 anos, os estúdios filmaram mais de 150 longas adaptados de HQs – e apenas 13 são protagonizados por mulheres. (E olha que contamos quadrinhos mais alternativos, como Annie e Azul é a Cor Mais Quente).

1982 A Annie

1984 B Supergirl + C Sheena, a Rainha das Selvas

1985 D Guerreiros do Fogo

1989 E Brenda Starr

1995 F Tank Girl

1996 G Bela e Perigosa

2001 H Josie e as Gatinhas

2004 I Mulher Gato

2005 J Elektra

2013 K Azul é a Cor Mais Quente

2017 L A Vigilante do Amanhã + M Mulher-Maravilha + N Valerian e a Cidade dos Mil Planetas*

*Filmes que serão lançados em 2017

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13.329 – Novo telescópio da Nasa poderá ver as primeiras galáxias do Universo


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Existe uma grande ansiedade para o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, em outubro do ano que vem, sobretudo em conexão com o estudo de exoplanetas e a busca de potenciais evidências de habitabilidade e vida fora do Sistema Solar. Mas, quando o próximo grande observatório da Nasa foi projetado, seu objetivo era outro: sua missão principal era — e continua sendo — observar as primeiras galáxias do Universo.
Quem conta essa história é Duília de Mello, astrofísica, pesquisadora associada da agência espacial americana e vice-reitora da Universidade Católica da América, em Washington (EUA).
Os resultados que o novo telescópio trará com exoplanetas também empolgam a cientista. “Depois vamos ter de ter uma missão dedicada a exoplanetas, mas com o James Webb já se espera que se possa fazer alguma coisa transformadora, algo que vá ser legal.”
Em termos de pesquisa de exoplanetas, o foco estará sobre os mundos a orbitar estrelas menores e menos brilhantes — as anãs vermelhas, como Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol. Contudo, há grande discussão entre os astrônomos se planetas na zona habitável dessas estrelas poderiam ou não ter ambientes favoráveis à vida. O James Webb pode ser o tira-teima neste caso.
Antes que ele possa fazer isso, contudo, o telescópio precisa ser lançado e funcionar corretamente. E Duília de Mello, astrônoma brasileira, afirma que, no momento, esta é a maior preocupação de todos os envolvidos com o projeto. “Ele vai abrir [no espaço] igual a um guarda-chuvinha, e são 65 pontos de abertura. Se um desses der errado, são muitos bilhões de dólares, muita gente a perder o sono. Essa é a ansiedade atual.”

13.323 – Mega Almanaque – Corinthians X Grêmio


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A história do confronto entre esses dois grandes clubes do futebol brasileiro começou em 1947, mas precisamente em 11 de dezembro, na cidade de Porto Alegre no Estádio Baixada dos Moinhos de Vento, quando a equipe corintiana, com tento de Ruy, venceu por 1 a 0, marcando o gol da vitória aos 39 minutos do 1º tempo.Já a primeira partida válida por um torneio oficial entre os dois clubes foi em 5 de abril de 1967, em jogo válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. O Corinthians, mesmo jogando novamente no campo adversário, venceu a partida por 1 a 2 de virada, com 2 gols do meia-direita Tales (Sérgio Lopes marcou para o Grêmio). A primeira vez que o Corinthians enfrentou o Grêmio em São Paulo, foi na partida de volta do Torneio Robertão de 1967, realizada no Estádio do Pacaembu, com nova vitória alvinegra por 2 a 1, gols de Dino San e Flávio para o Corinthians (Alcindo de pênalti descontou para os gaúchos).Foi jogando contra o Grêmio no antigo Estádio Olímpico Monumental, que o Corinthians teve a maior tristeza de sua centenária história de lutas e conquistas, pois no dia 2 de dezembro de 2007, o clube foi rebaixado para o Campeonato Brasileiro de Futebol – Série B, a equipe paulista precisava ganhar a partida, mas o resultado foi de empate em 1 a 1.O Grêmio possui a novíssima Arena do Grêmio, que foi inaugurada em 8 de dezembro de 2012, embora tenha capacidade máxima oficial de 60.540 pessoas, atualmente é permitido a entrada de 56.500 pessoas. Todos os lugares são cobertos e com cadeiras (exceto no setor Norte). Há quatro lances de arquibancada: a baixa com cadeiras (inferior), média baixa com poltronas (gold), média alta com camarotes (vip) e a mais alta também com cadeiras (superior). O lance de arquibancadas mais próximo ao campo fica a cerca de 10 metros do gramado, contrastando com os 40,7 do Olímpico Monumental.O Corinthians possui dois estádios, o Parque São Jorge com capacidade de 18.000 pessoas, e a moderna e luxuosa Arena Corinthians com capacidade máxima oficial para 47.605 espectadores, embora atualmente é liberado cerca de 42.000 pessoas. A mesma possui estrutura retangular de 267 por 228 metros e 43 metros de altura estádio tem dois edifícios: o principal, no lado oeste, e outro no lado leste.

Osso duríssimo

Em 1995, o Corinthians conquistou a Copa do Brasil sobre o Grêmio.Em 2001, o Grêmio conquistou a Copa do Brasil sobre o Corinthians.Mata-matas em competições da CBF

Em 1982, o Grêmio eliminou o Corinthians, na semifinal do Campeonato Brasileiro.

Em 1986, o Corinthians eliminou o Grêmio, nas oitavas de final do Campeonato Brasileiro.

Em 1991, o Grêmio eliminou o Corinthians, nas quartas de final da Copa do Brasil.

Em 1994, o Grêmio eliminou o Corinthians, nas oitavas de final da Copa do Brasil.Em 1997, o Grêmio eliminou o Corinthians, na semifinal da Copa do Brasil.

Em 1998, o Corinthians eliminou o Grêmio, nas quartas de final do Campeonato Brasileiro.Em 2013, o Grêmio eliminou o Corinthians, nas quartas de final da Copa do Brasil.Competições da Conmebol

Em 1996, o Grêmio eliminou o Corinthians, nas quartas de final da Libertadores da América.

Estatísticas

Campeonato Brasileiro

Pelo Campeonato Brasileiro Unificado foram 63 jogos, com 28 vitórias do Grêmio, 23 vitórias do Corinthians e 12 empates, 85 gols a favor do Grêmio e 65 a favor do Corinthians.

Maiores públicos

Corinthians 1 – 3 Grêmio, 80.000, 17 de junho de 2001, Estádio do Morumbi, Copa do Brasil (em SP)Grêmio 1 – 1 Corinthians, 50.965, 15 de maio de 1997, Estádio Olímpico, Copa do Brasil (no RS)

Maiores goleadas

Essas são as maiores goleadas aplicadas por cada lado:Corinthians sobre o Grêmio

Brasileirão de 1980 14 de maio de 1980 Corinthians 5 – 0 Grêmio Estádio do Morumbi
Sócrates (2), Geraldão (2) e Biro-Biro

Grêmio sobre o Corinthians

Brasileirão de 2002 08 de setembro de 2002

Grêmio 4 – 0 Corinthians Estádio Olímpico
Rodrigo Fabri (3), Rodrigo Mendes (1)

13.322 – Medicina – Venenos que Salvam Vidas


venenos
Como parte da medicina, a biomedicina é responsável por encontrar as substâncias tóxicas originadas no mundo animal que possam curar doenças. Abaixo, alguns exemplos de venenos que estão sendo estudados para combater algumas das patologias mais complicadas que afligem os humanos.

Víboras para combater o Alzheimer: O veneno da víbora de Russell (Daboia russellii) contém uma molécula poderosa que seria capaz de fragmentar a proteína beta-amilóide, responsável pelo Alzheimer.
Aranhas para combater a distrofia muscular: O veneno da aranha Rosa Chilena (Grammostola rosea) possui uma proteína que evita a deterioração das células musculares. Embora não cure a distrofia, consegue parar a degeneração muscular.
Anêmonas para combater a obesidade: O veneno da anêmona Stichodactyla helianthus possui uma toxina que seria capaz de agir no sistema imunológico para regular o ritmo metabólico, ativando a boa gordura.
Caramujos para combater as dores: Os conus produzem um tipo de toxina que modifica seletivamente a transmissão de sinais entre neurônios, o que permitiria bloquear a dor cem vezes mais que a morfina e sem causar vício.
Monstro-de-gila para combater a diabetes: Esse lagarto possui um veneno na saliva que permite tratar diabetes, fazendo com o que o pâncreas produza insulina e que o estômago se esvazie lentamente, de modo que a glicose possa ser absorvida em maior quantidade.
Pererecas para combater o câncer: A perereca Phyllomedusa sauvagii excreta proteínas que poderiam influenciar no crescimento dos vasos sanguíneos, impedindo a chegada de sangue aos tumores.
Serpentes para combater a hipertensão: O veneno da jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) possui uma substância tóxica capaz de diminuir a pressão arterial. Dela deriva um medicamento que hoje já é receitado no mundo inteiro para tratar a hipertensão.

13.318 – Historia – A Nobreza Medieval


nobreza
Os nobres compunham a classe social detentora das forças militares e de uma parcela considerável das terras disponíveis no mundo feudal. Mediante essas prerrogativas, ocupavam junto ao clero importantes funções políticas que marcaram o período. Além disso, vemos que no interior dessa classe havia uma hierarquia que nos revela as distinções e papéis sociais que um membro da classe nobiliárquica poderia vir a assumir.
Na alta nobreza, temos a presença dos príncipes, arquiduques, duques, marqueses e condes. Os pertencentes a esse subgrupo da nobreza correspondiam aos grandes proprietários de terra que possuíam forte influência política e amealhavam sua autoridade sobre um considerável número de vassalos. Em muitos casos, tendo em vista a amplitude de sua influência, um membro da alta nobreza teria mais importância do que o próprio rei.
Entre os proprietários de menor expressão, podemos destacar a presença dos viscondes, barões e cavaleiros. Os cavaleiros eram os sujeitos que melhor exprimiam a organização militar estabelecida ao longo do período medieval. Quando possuía terras, o cavaleiro tinha condições para se dedicar unicamente ao aprimoramento de suas técnicas de luta e a utilização das armas. Em outros casos, o cavaleiro se submetia ao poder de um senhor feudal em troca de algum benefício que lhe provesse sustento.
Além de compor um dos sustentáculos da sociedade feudal, o cavaleiro acabou também influenciando na cultura de sua época. No interior da literatura medieval, podemos ver que diversas canções de gesta e romances épicos exploravam o heroísmo lendário e os valores morais dessa figura. No século XII, as histórias do rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda imortalizaram o senso de justiça e o espírito de aventura de personagens ficcionais como Lancelot e Tristão.

clero

povo

idade media

13.317 – Antropologia – MARGARET MEAD: DAS TRIBOS PRIMITIVAS À REVOLUÇÃO SEXUAL FEMININA


margareth
Nascida em 1901, nos EUA, a vida atribulada de Mead passou por três casamentos, seguidos dos respectivos divórcios, e por dois casos amorosos com mulheres. Para uma sociedade americana que até aos anos 60 do século passado era bastante conservadora, a sua vida privada constituía um verdadeiro escândalo.
Mas desde cedo Mead se revelou uma moça incomum. Não só se apaixonou pela antropologia, como decidiu, aos 22 anos, ir viver para a Samoa Americana (no Pacífico Sul), para aí realizar vários estudos de campo. Não foi de admirar que muitos homens se interrogassem sobre o que fazia uma jovem mulher branca no meio de uma horda de bárbaros, em vez de estar em casa a cozinhar para o marido.
A resposta cai como um relâmpago em 1928, quando a antropóloga regressa ao Ocidente para escrever um dos mais polémicos (e vendidos) livros da época: Adolescência, sexo e cultura em Samoa.
Na sua obra revolucionária, a antropóloga faz tiro ao alvo com a ideia preconcebida de que os problemas que nos angustiam na juventude se devem à natureza da adolescência. Ao analisar algumas aldeias tribais, constata, com grande espanto, que a passagem da infância à adolescência era aí feita com absoluta tranquilidade, sem traços da angústia ou confusão tão típicas no Ocidente. Conclusão: esqueçam as borbulhas na cara, afinal os problemas da adolescência tinham uma origem nas exigências e expectativas culturais da sociedade.
A polémica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.
Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.
Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.
Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.
Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.
E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.
Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.
A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.
Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.

A polêmica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.
Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.
Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.
Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.
Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.
E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.
Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.
A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.
Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.

13.310 – Nutrição – Comer Macarrão Emagrece (?)


macarrão
Se massa engorda e os italianos adoram massa, como explicar que eles sejam tão esbeltos, na média?
Foi com essa pergunta em mente que uma equipe de epidemiologistas italianos realizou um grande estudo com 23.366 homens e mulheres italianos de 18 a 96 anos. Todos eles tiveram suas dietas investigadas e passaram por medições para determinar o índice de massa corporal e a relação cintura-quadril (medida que serve para determinar o tamanho da pança). O resultado surpreendeu todo mundo: quanto mais massa eles comiam, menos barriga tinham (desde que o total de calorias na dieta fosse adequado).
Claro que isso não quer dizer que macarrão emagreça. A tese dos cientistas é que italianos que comem muita massa são mais tradicionalistas em sua dieta. Portanto, provavelmente têm outros hábitos que são típicos da Itália e que fazem bem pacas: farto consumo de tomate e seu molho, de azeitona e azeite, de alho, além de porções relativamente pequenas de carnes variadas. Italiano que come muito macarrão normalmente come também todas essas coisas saudáveis e por isso fica magro.
A pesquisa é relevante porque nos últimos anos entraram na moda no mundo todo as dietas baseadas em muita proteína e pouco carboidrato. Inclusive na Itália tem muita gente maneirando na pasta e comendo mais carne, na crença de que isso ajudará a emagrecer. A nova pesquisa indica que isso não é uma boa ideia.
Sabe-se há tempos que a chamada dieta mediterrânea, praticada tradicionalmente não só na Itália, mas também em países como França, Espanha, Grécia, Turquia, Marrocos e Tunísia, é tremendamente saudável e está ligada a índices baixíssimos de doença cardíaca e obesidade, mesmo com farto acesso aos maiores prazeres gastronômicos do mundo. Em todos esses lugares, consome-se muitos vegetais e azeite de oliva, geralmente em refeições longas regadas a vinho e risadas, muitas vezes ao ar livre. Os cientistas não sabem direito o que exatamente faz bem nessa dieta: se é o azeite, o vinho, o tamanho reduzido das porções de carne, ou se é o clima relaxado e a convivência com a natureza (provavelmente é uma combinação de tudo isso).
O novo estudo obviamente não significa que basta bater um pratão de spaghetti por dia para perder a pança. Longe disso. Mas ele joga areia nas novas “dietas da moda” que surgem dia sim dia não mundo afora. O maior ensinamento da pesquisa é que apegar-se a dietas tradicionais, que foram testadas e aperfeiçoadas ao longo de gerações, provavelmente é uma ideia melhor do que abraçar a última novidade propagandeada nas revistas e nos programas matinais da TV.

13.307 – Cinema e novos conceitos sobre as belas artes


manifesto
A classificação do cinema como sétima arte foi feita pelo crítico Riccioto Canudo no início do século 20. Atualmente há algumas classificações que incluem outras artes: a fotografia é considerada a 8ª arte; as histórias em quadrinhos a 9ª arte; os jogos eletrônicos a 10ª arte e a arte digital, ou seja a arte gráfica que é feita em computadores é considerada a 11ª arte.
A numeração das artes refere-se ao hábito de estabelecer números para designar determinadas manifestações artísticas.
O termo “sétima arte”, usado para designar o cinema, foi estabelecido por Ricciotto Canudo no “Manifesto das Sete Artes”, em 1912 (publicado apenas em 1923).
Posteriormente, foram propostas outras formas de arte, umas mais ou menos consensuais, outras que foram prontamente aceitas como o caso da 9ª arte, que hoje em dia é uma expressão tão utilizada para designar a “Banda desenhada”, como é 7ª arte para o cinema.
Presentemente, esta é a numeração das artes mais consensual, sendo no entanto apenas indicativa, onde cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam a sua linguagem e foram classificadas da seguinte forma:

1ª Arte – Música (som);qualquer tipo
2ª Arte – Artes cénicas (Teatro/Dança/Coreografia) (movimento);
3ª Arte – Pintura (cor);
4ª Arte – Escultura (volume);
5ª Arte – Arquitectura (espaço);
6ª Arte – Literatura (palavra);
7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes posteriores, principalmente a 8ª e no cinema de animação a 9ª);
8ª Arte – Fotografia (imagem);
9ª Arte – Historia em quadrinhos (cor, palavra, imagem);
10ª Arte – Jogos de Video
11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).

Outras numerações, não tão consensuais, propõem o seguinte:
Numeração mais utilizada
Pintura;
Escultura;
Arquitectura;
Dança;
Música;
Literatura;
Cinema;
Televisão;
Banda desenhada;
Jogos de Vídeo;
Multimédia/multimídia ou arte digital.

Numeração menos utilizada
Arquitectura;
Escultura;
Pintura;
Música;
Poesia;
Dança, mímica, teatro e circo;
Cinema;
Rádio, televisão e fotografia ou agrupados em “media arts”;
Banda desenhada;
Arte digital ou RPG ou jogos de vídeo;
Culinária ou arte gráfica.

13.305 – Artes – Quem foi Giotto?


Giotto_-_Legend_of_St_Francis_-_-19-_-_Stigmatization_of_St_Francis
(Colle Vespignano (atual Vicchio, 1267 — Florença, 1337) foi um pintor e arquiteto italiano.
Giotto di Bondone é considerado o primeiro gênio do Renascimento italiano.
Nasceu perto de Florença, foi discípulo de Cinni di Pepo, mais conhecido na história da arte pela introdução da perspectiva na pintura, durante o Renascimento.
Devido ao alto grau de inovação de seu trabalho (ele é considerado o introdutor da perspectiva na pintura da época), Giotto é considerado por Giovanni Boccaccio o precursor da pintura renascentista. Ele é considerado o elo entre o renascimento e a pintura medieval e a bizantina.
A característica principal do seu trabalho é a identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que foi cada vez mais se firmando até o Renascimento.
Giotto, forma diminutiva de Ambrogio ou Angiolo, não se sabe ao certo, adotou a linguagem visual dos escultores, procurando obter volume e altura realista nas figuras em suas obras. Comparando suas obras com as do seu mestre, elas são muito mais naturalistas, sendo Giotto o pioneiro na introdução do espaço tridimensional na pintura europeia. Em seus trabalhos pela península Itálica, Giotto fez amizades com o rei de Nápoles e com Boccaccio, que o menciona em seu livro, Decamerão.
O papa Bento XI quis empregar Giotto, que passaria então dez anos em Roma. Posteriormente, trabalharia para o Rei de Nápoles. Em 1320, ele retornou a Florença, onde chefiaria a construção da Catedral de Florença. Giotto morreu quando pintava “O Juízo Final” para a capela de Bargello, em Florença. Durante uma escavação na Igreja de Santa Reparata, em Florença, foram descobertos ossos na mesma área que Vasari tinha relatado como o túmulo de Giotto. Um exame forense parece ter confirmado que a ossada era mesmo de Giotto.
Os ossos eram de um homem baixo, que pode ter sofrido de uma forma de nanismo. Isso apoia uma tradição da Basílica de Santa Cruz de que um anão que aparece em um dos afrescos seria um auto-retrato de Giotto.
De acordo com o historiador Giorgio Vasari, ele teria começado a desenhar ainda com 12 anos, quando era apenas um pastor de ovelhas, fazendo desenhos em rochas. O artista Cimabue, um dos maiores pintores da Toscana, junto com Duccio (em Siena), o teria visto a desenhar uma ovelha e pediu ao pai de Giotto para levá-lo para ser o seu aprendiz. Posteriormente, Giotto teria pintado uma mosca no nariz de uma figura com tanta habilidade que seu mestre teria tentado afugentar o inseto várias vezes antes de perceber que se tratava de uma pintura.
Em 1280, Giotto foi com Cimabue para Roma onde havia uma escola de pintores de afrescos, onde o mais famoso era Pietro Cavallini. O famoso escultor florentino Arnolfo di Cambio, de quem Giotto se inspirou bastante em seus afrescos, também estava trabalhando em Roma. De Roma, Cimabue foi para Assis para pintar vários grandes afrescos na recém-construída Basílica de São Francisco de Assis. É possível, mas não certo, que Giotto tenha ido com ele. O primeiro trabalho importante de Giotto teria sido a série de afrescos que contam a vida de Francisco de Assis no teto da basílica. Há, no entanto, dúvidas quanto à autoria da obra. Percebe-se a influência da pintura romana no trabalho de Giotto, assim como a influência do gótico francês, bem como da arte bizantina. A aparência realista das figuras causou controvérsia na época. A cena da Crucificação pintada em Florença mostra a clara distinção entre o trabalho de Giotto e o de seu mestre.
De acordo com Vasari, outra obra da fase inicial de Giotto foram os afrescos da Santa Maria Novella e o enorme crucifixo, também na mesma igreja, de cinco metros de altura. As obras foram datadas de 1290 e, portanto, contemporâneas aos afrescos de Assis.
Em 1287, aos 20 anos, Giotto casou-se e foi para Roma. Há poucos traços de sua presença na cidade. A Basílica de São João de Latrão tem uma pequena série de afrescos, pintados a pedido do papa Bonifácio VIII. A fama de Giotto como pintor se espalhou. Ele foi chamado para trabalhar em Pádua e também em Rimini, onde somente um Crucifixo permanece no Templo Malatestiano. Esse trabalho influenciou a chamada Escola de Rimini, de Giovanni e Pietro da Rimini.
A Capella degli Scrovegni, também chamada capella Arena, em Pádua, é considerada o maior trabalho de Giotto. Ele retrata cenas da vida da Virgem Maria (por exemplo, a Visitação) e da Paixão de Cristo e foi criada entre 1303 e 1310.
Aqui, ele quebra as tradições da narração de cenas medievais. A cena da morte de Cristo foi admirada por muitos artistas renascentistas pela força dramática da cena em seu trabalho. Michelangelo, que estudou a obra de Giotto, inspirou-se nesse trabalho para a pintura da Capela Sistina.
Como era comum na decoração do período medieval, a porção oeste da parede é dominada pelo Julgamento Final. São muitos os painéis famosos da Capela, incluindo um com a Adoração dos Magos, em que aparece uma Estrela de Belém semelhante a um cometa. Giotto viu o Cometa Halley em sua aparição em 1301 no céu italiano e é bem provável que esse objeto astronômico tenha influenciado a estrela da Adoração.
Vários outros pintores do norte da Itália foram influenciados por Giotto, incluindo Guariento, Giusto de’ Menabuoi, Jacopo Avanzi e Altichiero.
Um documento de 1313 mostra a presença de Giotto em Roma, onde ele executou um mosaico para a antiga Basílica de São Pedro, encomendado pelo cardeal Jacopo Stefaneschi.
Em 1318, ele começou a pintar quatro capelas para quatro diferentes famílias de Florença na Basílica de Santa Cruz. As composições de Giotto influenciaram mais tarde a Cappela Brancacci, de Masaccio.
Entre 1303 e 1310 realizou um dos mais importantes trabalhos, pintura da Capela Degli Strovegni em Pádua.
De acordo com pesquisas do artista e restaurador italiano Luciano Buso, o Santo Sudário é obra de Giotto di Bondone.

Giotto

 

13.304 – Por que a mistura de água e álcool libera calor?


Dentro das moléculas de cada uma dessas duas substâncias existe um átomo de hidrogênio unido a um oxigênio, formando o grupo OH. Nesse par, o H possui uma carga elétrica positiva e o O uma negativa. “Quando a água é misturada com o álcool, o hidrogênio de uma molécula de um deles se junta ao oxigênio da molécula do outro e vice-versa, já que as cargas opostas se atraem”, explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo. “Por haver um casamento tão perfeito entre as moléculas, a ligação química entre elas é muito estável: não precisam de muita energia para se manterem unidas. Quando as substancias estão separadas, a ligação entre elas não é tão estável: e suas moléculas necessitam de uma quantidade maior de energia para ficarem juntas. Como a energia indispensável para que as moléculas da mistura se unam é, comparativamente, bem menor que a necessária para manter a união das moléculas de cada uma das substancias separadas, a energia que sobra é liberada em forma de calor.”

13.303 – Futebol – Números do “Majestoso”


CAMPEONATO BRASILEIRO 2015: CORINTHIANS X SÃO PAULO FC

Majestoso é um clássico de futebol disputado entre as equipes paulistas do Sport Club Corinthians Paulista e do São Paulo Futebol Clube desde 1930.Atualmente, é o clássico estadual brasileiro que reúne o maior número de torcedores, já que conta, respectivamente, com a segunda e a terceira maiores torcidas do Brasil e as duas maiores do Estado de São Paulo, de acordo com institutos de pesquisa. O único clássico que supera o “Majestoso” neste sentido é o interestadual Flamengo versus Corinthians, que conta com as duas maiores torcidas do País.Corinthians e São Paulo já decidiram inúmeros Campeonatos Paulistas, um Torneio Rio-São Paulo, um Campeonato Brasileiro e até um título internacional, a Recopa Sul-Americana de 2013, além de terem se enfrentado pela Copa do Brasil, Copa Conmebol e Copa Libertadores.Segundo o próprio São Paulo Futebol Clube, a agremiação tem como data de fundação o dia 25 de janeiro de 1930.

Estatística do Majestoso Número de jogos 332

Vitórias do Corinthians 124

Vitórias do São Paulo 102

Empates 106

Número de gols 935

Gols marcados pelo Corinthians 481

Gols marcados pelo São Paulo 454
Algumas goleadas

São Paulo 6×1 10 de setembro 1933

Corinthians 6×1 22 de novembro 2015

Corinthians 5×0 10 de março 1996

Corinthians 5×0 26 de junho 2011

São Paulo 5×1 1 de janeiro 1946

Corinthians 5×1 16 de abril 1947

Corinthians 5×1 3 de junho 1962

São Paulo 5×1 8 de maio 2005

Curiosidades:

O primeiro clássico entre o então bicampeão paulista Corinthians e o recém-fundado São Paulo ocorreu em 25 de maio de 1930, no Parque São Jorge, jogo válido pelo Campeonato Paulista de 1930. O Corinthians ganhou por 2 a 1.O São Paulo chegou à última rodada do Paulista de 1931 disputando o título com Palmeiras e Santos. Enfrentaria o Corinthians, já eliminado, no Parque São Jorge, precisando vencer para ganhar seu primeiro título. Goleou por 4 a 1 e conquistou a primeira taça de sua história em 10 de janeiro de 1932. Em 1933, São Paulo e Corinthians fizeram um jogo válido pelo Campeonato Paulista e pelo Torneio Rio-São Paulo, na Chácara da Floresta, e o Tricolor venceu por 6 a 1, registrando a maior goleada da história do clássico, que seria igualada pelo Alvinegro em 2015.Final do Campeonato Paulista de Futebol de 1957. O Corinthians liderava o campeonato e havia sido alcançado pelo São Paulo uma semana antes, depois de uma inesperada derrota para o Santos. Às três e meia da tarde, o São Paulo entrou no gramado do Pacaembu com Poy, De Sordi e Mauro Ramos de Oliveira; Sarará, Vítor e Riberto; Maurinho, Amauri, Gino Orlando, Zizinho e Canhoteiro. O Corinthians veio com Gilmar, Olavo e Oreco; Idário, Valmir e Benedito; Cláudio, Luisinho, Índio, Rafael e Zague. Aos cinco minutos, Gino e Luizinho se estranharam (já haviam brigado no clássico do primeiro turno). O jogo foi equilibrado, e o primeiro tempo terminou sem gols. Na etapa final, o Corinthians veio com tudo para cima do São Paulo. Mas, aos dezessete minutos, o Tricolor abriu o placar, com Amauri. Logo em seguida, Canhoteiro ampliou: 2 a 0. Mas o Corinthians reagiu e descontou, com Rafael. Três gols em apenas cinco minutos. Veio o terceiro gol tricolor, com Maurinho, que entrou com bola e tudo no gol de Gilmar. Gilmar saiu correndo atrás do ponta do São Paulo. O jogo ficou parado por dez minutos. Ao final do jogo, a Fiel começou a arremessar garrafas no gramado. Esse Majestoso ficou conhecido como “Tarde das Garrafadas”.O São Paulo, liderado por Pedro Rocha, eliminou o Corinthians na fase semifinal do Campeonato Paulista de 1975 com uma vitória por 2 a 1, dois gols de Serginho, em 10 de agosto. Na final, o São Paulo foi campeão sobre a Portuguesa. Em 19 de outubro de 1975, o clássico terminou com vitória corintiana pelo placar mínimo, dando início ao tabu mais longo do Majestoso, que terminaria apenas em 13 de julho de 1980, quando o Tricolor venceu o Corinthians pelo mesmo placar. Foram quatro anos e nove meses, com dez vitórias corintianas e quatro empates, totalizando catorze partidas sem derrotas.No Campeonato Paulista de 1977, o Corinthians estava no mesmo grupo que o Tricolor do Morumbi na semifinal. Em 2 de outubro, o Corinthians eliminou o São Paulo com um 2 a 1, e acabaria campeão, dando fim a 23 anos de fila.Em 12 de dezembro de 1982, o time da Democracia Corintiana iria enfrentar o Tricolor, então bicampeão paulista, na finalíssima, após ter vencido a primeira final por 1 a 0. Jogando pelo empate, o Corinthians de Wladimir, Sócrates e Zenon, empatou por 0 a 0 no primeiro tempo com o Tricolor de Oscar e Serginho Chulapa, mas Biro-Biro abriu o placar e marcou o segundo gol alvinegro após o empate de Dario Pereyra; Casagrande determinou os 3 a 1 que valeram a taça ao Corinthians, impedindo o que seria o primeiro tricampeonato da história do São Paulo. Esse ano também foi um marco na história do Majestoso: até então, tinha havido poucas decisões, o que deixava o Majestoso com uma rivalidade menor que a do Choque Rei e a do Derby Paulista. Após essa final, São Paulo e Corinthians passaram a dominar o futebol paulista, aumentando em muito a rivalidade e tensão no clássico.No Campeonato Paulista de 1983, Corinthians e São Paulo se enfrentaram pela decisão do título do segundo turno e o Tricolor venceu o Timão por 3 a 2 , garantindo presença na final do campeonato contra o mesmo rival. Na decisão entre tricolor e alvinegro, após uma vitória por 1 a 0 na primeira final, em 11 de dezembro, o Corinthians jogava pelo empate em 14 de dezembro. A Democracia Corintiana levou o 0 a 0 até os 46 do segundo tempo, quando Sócrates abriu o placar. O tricolor ainda empataria aos 48 minutos, mas o título já estava ganho. O Corinthians passava a ser o maior ganhador do Campeonato Paulista de Futebol, com dezenove taças, contra dezoito do Palmeiras.De lanterna a disputa do título. No Campeonato Paulista de 1987, o tricolor eliminou o Palmeiras numa semifinal enquanto o Corinthians eliminou o Santos, que tinha a melhor campanha do campeonato, na outra. Na primeira final, em 26 de agosto, vitória são-paulina por 2 a 1. Em 30 de agosto um empate em 0 a 0 garantiu a taça para o São Paulo. O corínthians havia sido lanterna no primeiro turno, mas depois da contratação do técnico Formiga, teve uma incrível arrancada, chegando a disputar o título contra o São Paulo.Em 16 de dezembro de 1990, segundo jogo da decisão do Campeonato Brasileiro de 1990, entre Corinthians e São Paulo. No primeiro jogo, em 13 de dezembro, Wilson Mano, de joelho, fizera o tento que invertera a vantagem são-paulina, dando ao Corinthians o direito de jogar pelo empate. Aos nove minutos do segundo tempo, Tupãzinho marcou o gol que daria ao Corinthians seu primeiro título brasileiro.No Campeonato Paulista de 1991, o Tricolor venceu a primeira final contra o Corinthians por 3 a 0, com três gols de Raí. O empate por 0 a 0 no segundo jogo garantiu o título tricolor.Em 10 de março de 1996, o alvinegro goleou por 5 a 0, com três gols de Edmundo, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. O jogo foi válido pelo Campeonato Paulista de 1996. Aquela foi a maior vitória corintiana no Majestoso até 2015.Na última rodada do quadrangular final do Campeonato Paulista de 1997, o Corinthians jogou com a vantagem do empate diante do São Paulo, que precisava vencer para levar a taça. Com a presença do imperador japonês Akihito no Morumbi, o time do São Paulo pressionou, mas foi o ex-são-paulino André, do Corinthians que marcou 1 a 0. No segundo tempo, Fábio Aurélio empatou, mas o Corinthians segurou o 1 a 1 e levantou o caneco, ultrapassando o Palmeiras novamente em número de taças estaduais, com 22 títulos.Novo encontro nas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1999. Disputada em melhor de três jogos, com vantagem de três empates para o Corinthians. Na primeira semifinal, vitória do alvinegro por 3 a 2. O jogo ficou marcado pelo fato de o goleiro Dida ter defendido dois pênaltis batidos por Raí. Na semifinal seguinte, em 5 de dezembro, o elenco corintiano conseguiu uma vitória por 2 a 1 e se classificou para a final, onde seria tricampeão brasileiro.Em 2000 o São Paulo eliminou o Corinthians nas semifinais do Campeonato Paulista de 2000 com duas vitórias (2 a 1 e 2 a 0) e acabou campeão.No Campeonato Brasileiro de 2007, o Corinthians pôs fim ao tabu, vencendo o São Paulo por 1 a 0, com gol de cabeça de Betão. Apesar disso, o São Paulo foi campeão e o Corinthians, rebaixado.Em 2013, os rivais se encontraram seis vezes. No primeiro confronto, pelo Campeonato Paulista, vitória do Corinthians por 2 a 1, de virada em pleno Morumbi, onde o São Paulo não perdia havia oito meses. Na semifinal da mesma competição, em jogo único, o Alvinegro eliminou o Tricolor nos pênaltis, após empate sem gols, novamente no Morumbi. Em julho, pela Recopa Sul-Americana, duas vitórias do Corinthians valeram-lhe o título: por 2 a 1, no Morumbi, no dia 3, e por 2 a 0, no Pacaembu, duas semanas depois.
Perda de títulosO Corinthians já foi dez vezes campeão em torneios que tiveram o São Paulo como vice: sete em Campeonatos Paulistas (1938, 1941, 1952, 1982, 1983, 1997 e 2003), uma no Campeonato Brasileiro (1990), uma no Torneio Rio-São Paulo (2002) e uma na Recopa Sul-Americana (2013). Destas, o Corinthians foi campeão em uma decisão direta contra o São Paulo oito vezes: nos Paulistões de 1938, 1982, 1983, 1997 e 2003; no Campeonato Brasileiro de 1990; no Rio-São Paulo de 2002 e na Recopa Sul-Americana de 2013. O Corinthians já eliminou o São Paulo por oito vezes em mata-matas: nas quartas de final da Taça São Paulo de 1962, nas semifinais dos Paulistas de 1999, 2009, 2013 e 2017; na semifinal do segundo turno do Paulista de 1977, na semifinal da Copa do Brasil de 2002 e na semifinal do Brasileiro de 1999.O São Paulo já foi sete vezes campeão de torneios em que o Corinthians terminou como vice, todas em Campeonatos Paulistas: (1931, 1943, 1945, 1946, 1987, 1991, 1998 e 2005). O São Paulo foi campeão em uma decisão direta contra o Corinthians em cinco oportunidades: 1931, 1957, 1987, 1991 e 1998. O São Paulo já eliminou o Corinthians por duas vezes em mata-matas, nas semifinais do Campeonato Paulista de 2000 e da

Copa Conmebol de 1994.
No começo, o Corinthians mandava seus jogos no Estádio Alfredo Schürig, e o São Paulo, na Chácara da Floresta. Mais tarde, o Estádio do Pacaembu passou a ser a casa do Majestoso. A partir da década de 1970, o Estádio do Morumbi passou a ser a nova casa do clássico.O Corinthians costumava mandar os jogos do Majestoso no Morumbi, mas, por motivo de desavenças entre as diretorias dos clubes, a partir de 2009 o clássico passou a ter como palco o Estádio do Pacaembu quando o mando fosse do alvinegro.Com a inauguração da Arena Corinthians, em 2014, o Majestoso, passou a ser disputado ali quando o mando de jogo é do Corinthians.

13.302 – Mega Almanaque Futebol – A Fundação do Palmeiras


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26-08-1914
O Palmeiras, um dos clubes de futebol mais conhecidos e vitoriosos do Brasil, era fundado no dia 26 de agosto de 1914 em São Paulo. Imigrantes italianos fundaram o clube, que teve como primeiro nome Società Sportiva Palestra Italia. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, a equipe foi forçada a mudar o nome para Sociedade Esportiva Palmeiras por pressão do governo brasileiro.
O time, apelidado de Verdão, já venceu todas as competições de futebol criadas no país e, entre seus títulos, destaque para a Copa Libertadores da América de 1999. Uma das equipes mais famosas da história do clube alviverde foi a chamada “Academia de Futebol”, nos anos 60 e 70, que era liderada por Ademir da Guia – um dos poucos elencos que encaravam de frente o Santos de Pelé.
Na década de 90, o clube selou a famosa parceira com a multinacional Parmalat, que trouxe muitos títulos ao clube. Um elenco memorável foi formado sob comando do técnico Vanderlei Luxemburgo, em que jogavam Evair, Edmundo, Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Edílson e Zinho. Mais tarde, o craque Rivaldo entrou para o time.
Depois, com Luis Felipe Scolari, o time brilhou com jogadores como Arce, Alex, Cléber, Oséas, Paulo Nunes, Júnior, Euller e os goleiros Velloso e Marcos, este último tornou-se um dos maiores ídolos alviverdes.
No ano do seu centenário, o clube reformou o seu estádio, o Palestra Itália (popularmente conhecido como Parque Antárctica), que foi modernizado e renomeado para Allianz Parque.

13.298 – Mega Techs – Falecido em 2012 o criador do primeiro controle remoto sem fio para TV


controle
Se você consegue trocar o canal da sua televisão sem sair debaixo das cobertas, agradeça a Eugene Polley. O inventor do primeiro controle remoto sem fio para aparelhos de TV morreu aos 96 anos, nos Estados Unidos.
Polley começou a sua carreira na década de 30, trabalhando para a empresa Zenith Radio Corporation (hoje Zenith Eletronics, subsidiária da LG). Em 1955 ele criou o primeiro controle remoto sem fio para TV, batizado de Flash-Matic. O aparelho não funcionava muito bem e era preciso ajustar perfeitamente o ângulo de mira para que ele pudesse ser eficaz.
A invenção de Polley representou uma revolução na televisão. Pela primeira vez, os espectadores puderam mudar de canal durante o intervalo comercial ou ainda ver um pedaço de um programa em cada emissora sem precisar levantar do sofá. Eugene dedicou 47 anos de trabalho à Zenith.

Saiba mais com o Mega
Na Primeira Guerra Mundial, o controle remoto foi usado como um aparelho de rádio frequência que monitorava navios alemães. Com objetivos militares, foram desenvolvidos rádios controladores de navios, de bombas e armas que eram usados remotamente para destruir o inimigo. Na Segunda Guerra Mundial, ele foi usado como detonador de bombas.
No fim da guerra, os cientistas tinham uma tecnologia, mas não sabiam como aplicá-la. Os Estados Unidos foram aprimorando o uso do controle remoto e os cientistas começaram a testá-lo para outros fins.
O criador dessa nova tecnologia foi Nikola Tesla, um cientista que nasceu na Croácia. Com uma excelente memória capaz de dar origem a várias invenções, Nikola, em 1898, patenteou um dispositivo capaz de controlar um barco via rádio.
Em 1903, foi lançado o Telekino, um robô com comandos transmitidos via ondas eletromagnéticas. Ele foi o primeiro controle remoto via rádio no mundo e pioneiro no controle remoto. O robô foi uma criação de Leonardo Torres Quevedo, que registrou sua patente na França, Espanha, Grã-Bretanha e Estados Unidos.
No final de 1930, os fabricantes de rádio criaram vários controles remotos em modelos superiores e a maioria estava ligada ao controle sem fios. A Philco lança o Mystery Control, um controle para rádios à pilha de baixa frequência.
Em 1940, são criados os controles automáticos de garagem. E, em 1950, com a chegada dos televisores eles foram sendo adaptados para TV.
No início dos anos 50, foi criado o primeiro controle remoto da Zenith Eletronics Corporation por Robert Adler. A TV foi revolucionada pelo aparelho. Ela criou um controle sem fio com som de alta frequência usado para transmitir comandos para a TV, o “Space Command”. Não funcionava por meio de baterias e serviu como exemplo para a criação de outros controles até o início da década de 80. A partir daí, começou a ser substituído por aparelhos movidos a raios infravermelhos, que eram simples e baratos. E foi por isso que o controle remoto se tornou mais atrativo e popular.
Nos aprofundando mais na história, em 1941, Robert Adler, um austríaco, começou a trabalhar na Zenith Eletronics (uma empresa norte-americana que tem uma relação com a criação da televisão). Inicialmente, eles teriam fabricado dois tipos de controle remoto: com fio e sem fio. O controle com fio possuía cabo e era chamado de Lazy Bones (1950), acionado pelo polegar. Como ele era conectado a TV, o público não se familiarizou. Pessoas tropeçavam nos cabos e diziam que não era bonito ter um cabo daqueles conectados à TV, em sua sala de estar.
Então, decidiram criar o Flash-matic (1955), um aparelho que emitia flashs de luz através de um tipo de “revólver” e acionava fotocélulas localizadas nos quatro cantos da tela de TV. Cada fotocélula era responsável por uma função: abaixar e diminuir o volume e mudar de canal. O novo modelo ainda não havia agradado a muitos, pois além da dificuldade de lembrar qual das fotocélulas fazia o que, outro problema ocorria quando a TV era exposta à claridade: as fotocélulas se ativavam sem o uso do controle. Imagine a confusão: som altíssimo, canais desregulados e outros problemas.

Um controle para marcar época
O chefe da Zenith, Eugene F. McDonals Jr., alertou e reuniu a sua equipe para resolver o problema. Em meio à reunião, Adler sugeriu a criação de um controle com o uso do ultrassom, cuja frequência de som é tão alta que os ouvidos humanos não conseguem escutar. Houve contradições quanto à ideia dele. Mas, no final, ele e seus colegas de trabalho decidiram fazer um experimento. O incrível Zenith Space Command (1956). A ideia foi um sucesso.
Em 1955, eles começaram fazendo os testes e em 1956 concluíram a obra. Foi criado um controle sem baterias. Na época, os únicos objetos que utilizavam baterias eram as lanternas e os aparelhos para auxiliar na audição. Se o controle remoto parasse de funcionar por causa da bateria, as pessoas iriam achar que ele estava estragado, e daí surgiu essa necessidade.
Uma das dificuldades encontradas pela equipe de Adler foi a descoberta de que mulheres jovens tem uma audição superior à de outras pessoas. Assim constatou o fato num livro científico que utilizou na época. No laboratório, uma jovem profissional deu um pulo quando eles produziram o som que era um pouco mais alto do que os ouvidos poderiam captar. Além disso, o som também pode incomodar os cães.
Conseguindo ultrapassar essa barreira, buscaram trabalhar com uma frequência de som mais alta da qual ninguém poderia ouvir. Utilizaram ondas de ultrassom para transmitir os sinais para a TV e por causa dessa tecnologia, o custo tornou-se mais elevado. Na década de 70 foi necessário usar números de três dígitos e mudar para diferentes canais.
O controle remoto com ultrassom foi usado por duas décadas. Com suas desvantagens, foi necessária a criação do controle infravermelho (1977). A BBC criou o Protocolo ITT de comunicação infravermelha. Nela, cada botão possui um comando que, quando acionado, é enviado para TV.
Há também um pequeno sensor (fotodetector) que identifica cada feixe infravermelho e converte o código em um comando, permitindo a mudança de canais. Uma das desvantagens é que o sinal infravermelho deve estar de frente ao sinal de TV.
Para Adler, uma das motivações maiores de se criar um controle remoto era puramente lógica. A pessoa não teria que se levantar toda hora para mudar canais, ou apagar uma luz por exemplo.
E, inicialmente, ele não pensou que o controle remoto se tornaria algo tão popular, embora desejasse que isso ocorresse. Apesar do controle ter demorado 25 anos para sua popularização, (antes a tecnologia usada encareciam a TV) com a tecnologia da luz infravermelha isso foi possível.
Em 1980, Steve Wozniak, o co-fundador da Apple, se interessou pelo desenvolvimento do controle remoto universal e com o lançamento do CORE (controlador remoto de equipamentos, 1987), um controlador remoto que poderia aprender sinais remotos de outros aparelhos eletrônicos que pode ser ligado ao computador e carregada uma lista de códigos de um software específico do site do fabricante. No entanto, as funcionalidades de cada botão do CORE foram consideradas complexas e difíceis de serem executadas. Foi um dos primeiros controles remotos de aprendizagem controlados por um software de computador.
De acordo com a Consumer Eletronics Association, até o início de 2000, o número de pessoas que utilizam dispositivos eletrônicos em sua casa aumentou, assim como o número de controles remotos. É raro encontrarmos um só controle em nossa casa. Existem diferentes aparelhos e para cada um, temos um controle. Por esse motivo, surgiu a ideia da criação de aparelhos remotos universais capazes de controlar qualquer dispositivo eletrônico.

Entenda a tecnologia
Para aqueles que querem aprender como um controle infravermelho funciona, é necessário estar acompanhado de um bom professor e livro de eletrônica. Mas, a título de curiosidade, seguem alguns componentes do controle infravermelho e suas funções.
A maioria dos controles infravermelhos possui uma placa de circuito impresso (CI) em seu interior com:
Microprocessador – um componente que possui todo o controle lógico do controle remoto. Ao apertamos as teclas, ele lê a informação e processa o comando necessário. Esse processo é chamado de matriz (o mesmo contato passa por várias ilhas, formando uma informação digital). Ex.: Verificação de botões pressionados, emissão do comando completo para o sistema de comunicação infravermelho, verificação de pilhas fracas, etc.
Cristal oscilador – através da ressonância, o cristal vibra com a pizoeletricidade, capacidade de alguns cristais gerarem corrente elétrica devido a uma pressão mecânica, assim, é criado um sinal elétrico com frequência bem precisa. Ele que ditará a velocidade com que o microprocessador irá processar os comandos.
Componentes em geral – capacitores cerâmicos, resistores, diodos e transistores. São componentes secundários necessários para o funcionamento do circuito como um todo.
LED infravermelho ou diodo emissor de luz – responsável por gerar luz infravermelha que é invisível ao olho humano e que transmite o comando para a TV.

Outros componentes do controle:
A Placa de CI – é um pedaço fino de fenolite, com caminhos feitos de cobre, gravados em sua superfície. Os componentes são montados na placa de circuito impresso, por causa da facilidade de produção e montagem em grande quantidade. Nessa placa, também existem pistas de Carbono, com o objetivo de fechar os contatos com as conexões quando a tecla é pressionada.
Conjunto de pontos ou trilhas pretas de tinta condutiva – elas que fazem contato com os botões.
Botões – são feitos por uma lâmina fina emborrachada (chamada de manta). Para cada botão, encontramos um disco condutor preto. Quando o disco toca na placa de circuito impresso, eles se conectam e o microprocessador consegue receber essa conexão.

E como o processo acontece:
Quando pressionamos um botão, dois ou mais pinos do microprocessador são conectados de forma única, permitindo assim que ele saiba qual comando foi escolhido pelo usuário. O microprocessador produz uma sequência de piscos rápidos no LED infravermelho na forma de um código binário específico para o botão pressionado. Os transistores amplificam esses pulsos enviados pelo microprocessador para o LED, que traduz o sinal em luz infravermelha. O sensor na TV pode ver a luz infravermelha e reage apropriadamente ao ver o sinal. Na TV, há um outro microprocessador que lê o sinal emitido pelo controle e efetua os comandos específicos, como trocar de canal, aumentar o volume e todos os outros que atuam no equipamento.

Problemas com seu controle remoto?
O que fazer quando eles param de funcionar? Ou não obedecem ao seu comando quando você aperta a tecla? Ou mesmo, as pilhas utilizadas já foram trocadas e você não consegue encontrar o defeito.
A maior parte dos problemas acontece na manta de borracha. Quando se torna rígida e coberta por impurezas originadas pela exposição contínua ao ambiente.
Devido a esse composto da manta, a placa de circuito impresso, nas áreas de pressão das teclas, é contaminada e mesmo sem pressionarmos a tecla, ela provoca erros de interpretação.
Abra o controle com cuidado e retire a poeira com um pincel limpo e seco. Após isso, passe um pouco de tinta condutiva nos botões defeituosos. Deixe secar por uma hora, verifique se secou mesmo (caso contrário pode piorar a situação), monte o controle e veja se funciona. Pode haver também sujeira no contato com a bateria: veja se há alguma ferrugem ou sujeira no local onde se colocam as pilhas.
Pode haver um fio solto também. São essas pequenas coisas que afetam o funcionamento do controle. Resolva isso usando álcool isopropílico e passe no terminais de contato das pilhas. Espere secar e coloque as pilhas novamente.
Lembre-se que você precisa ter ferramentas adequadas e algum conhecimento de Eletrônica para qualquer tipo de manutenção. Caso não possua, será melhor procurar um técnico experiente.

Controle Remoto de Aprendizagem
A aprendizagem por controle remoto universal é o processo pelo qual o controle captura e armazena os sinais infravermelhos de outros controles. Quando os códigos não se encontram na memória do controle universal, eles são aprendidos do controle original. Basta apontar um controle para o outro. Há controles remotos universais que reconhecem a lista de códigos programados no velho controle remoto.
Normalmente, esses controles já vêm pré-programados com códigos capazes de controlar vários aparelhos. É só você selecionar a marca, o fabricante e usá-lo. Já outros recebem o feixe infravermelho dos controles convencionais e armazenam os códigos em sua memória. Com essa função, ele é capaz de armazenar a função de qualquer botão do controle remoto, com as teclas de aprendizagem e ainda você pode utilizar a gravação macro.
Ele suporta novas marcas ou modelos de todos os tipos de aparelhos. Há controles universais que necessitam ser conectados a um computador, através do cabo USB, para serem configurados.
Exemplo de controles com função de aprendizagem: Philips Controle remoto SRU5040 Universal, Controle Remoto Logitech Harmony 670 Universal Avançado, One for All Xsight Touch e One for All Xsight Color etc.