11.938 – Celular – Operadoras podem ser multadas em até R$ 8 milhões por bloquear internet


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As operadoras de telefonia que atuam no Brasil podem receber multa de até R$ 8 milhões se forem condenadas por acusações de bloquear internet nos celulares que atingiram o limite de sua franquia, em vez de reduzir a velocidade de conexão, como faziam antes.
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC/MJ) foi quem instaurou os processos administrativos contra a Vivo, TIM, Claro e Oi, com a acusação de que dessa forma elas estão violando as normas do Código de Defesa do Consumidor.
O órgão afirma que as operadoras falharam no dever de informação, descumpriram ofertas realizadas anteriormente e ofenderam a publicidade oferecida ao consumidor. Elas terão, a partir do início do processo, dez dias para apresentarem suas defesas.

11.937 – Lei e Direito – O que é Ato Obsceno?


É o nome dado a um crime previsto no artigo 233 do código penal brasileiro. De acordo com o exposto na lei, é a prática de obscenidade em lugar público, ou aberto ou exposto ao público. A pena correspondente é de detenção, de três meses a um ano, ou multa.

É importante primeiro distinguir ato obsceno de outra figura também classificada como crime, o ato libidinoso. De acordo com a doutrina especializada, o ato libidinoso tem como objetivo a satisfação sexual, o que não acontece no caso de prática de ato obsceno.

Nele, basta que haja uma conotação sexual no ato em questão, como por exemplo, o ato de mostrar os seios. Não é exigida nenhuma finalidade especial do agente, não precisa haver intenção de ofender, mas sim apenas o dolo de praticar o ato. De acordo com esse raciocino, basta o ato de mostrar os seios, como uma forma de protesto, ainda que lícita a causa do protesto, estará configurado o delito. Pode o ato, porém, ser ao mesmo tempo libidinoso e obsceno, como é o beijo lascivo em praça pública, que pode ser considerado ato libidinoso tendente à satisfação sexual, e também ato obsceno, ofensivo à moral pública.

Não configuram crime de ato obsceno os casos de comunicação de palavra obscena ou escrito obsceno. Estes possuem sua própria qualificação no artigo seguinte do código penal, o 234, e são considerados contravenção penal, mais precisamente, importunação ofensiva ao pudor( artigo 61 da lei das contravenções penais). O já mencionado artigo 233 do código trata apenas de atos.

Deve o ato obsceno, de acordo com a previsão da lei, ocorrer em lugar público, aberto ou exposto ao público. Lugar público é aquele em que um número indeterminado de pessoas tem acesso, como praças, ruas ou praias. Lugar aberto ao público é aquele que também é acessível a um número indeterminado de pessoas, que exige uma condição para a entrada destas. Já o lugar exposto ao público é o local privado que pode ser visto por um número indeterminado de pessoas.

A prática de ato obsceno é figura presente em todo o mundo, independente da natureza liberal ou conservadora do país. Por outro lado, sua conceituação varia enormemente de acordo com a cultura, religião e práticas da sociedade analisada. Nos Estados Unidos, por exemplo, é alvo de grande polêmica a qualificação como prática de ato obsceno o hábito de mães amamentarem seus filhos em locais de acesso público. No Brasil, o mesmo gesto parece ser encarado de modo trivial, e dificilmente testemunharíamos a penalização de uma mãe por amamentar seu filho em público.

11.936 – Energia Solar – Deserto do Saara receberá maior usina do planeta


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O Marrocos é um dos países com mais incidência de sol no planeta: são cerca de três mil horas ensolaradas por ano. Fazendo uma conta rápida (365 dias no ano multiplicado por 24 horas no dia = 8760 horas em um ano) e se pensarmos que até no Marrocos o sol precisa descansar (ou seja, que lá também existe noite) isso quer dizer que há sol em 68% do período diurno do país. A ironia é que mesmo com a abundância desse recurso natural preciossísimo, 97% da energia utilizada pelo povo marroquino vem de fora. Uma imensa usina de energia solar está a caminho para acabar com esse antiquado contraste.
Imensa não – estamos falando da maior usina do mundo. A ideia é que o projeto fique pronto até 2020 – até lá, cerca de 2 bilhões de dólares terão sido gastos na sua construção e instalação. A expectativa é que a usina gere 500 MW e ocupe um espaço equivalente ao de Rabat, capital do país.
A usina está sendo construída em Ouarzazate, cidade conhecida como “a porta do deserto”, por ser uma das entradas para o deserto do Saara. A tecnologia que será empregada por lá não é a mesma dos tradicionais painéis fotovoltaicos – serão utilizados espelhos curvados de cerca de dez metros de altura; essas estruturas estarão ligadas a canos com um líquido dentro e, assim que o líquido esquenta e é transformado em vapor, uma turbina gera a eletricidade.
Se hoje o Marrocos compra de outros países quase toda sua energia, a ideia é que com essa usina o país possa até exportar energia para a Europa. Alguns cientistas afirmam que se todos os desertos do mundo fossem utilizados para capturar energia solar, a demanda energética da humanidade estaria garantida por um ano.
A primeira fase do projeto deve ser lançada já em novembro desse ano – só esse trecho conta com 500 mil espelhos solares espalhados por 800 fileiras.

11.935 – Concorrente de Peso – YouTube começa a transmitir futebol ao vivo


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O YouTube começa nesta quarta-feira, 28, a transmitir a Copa del Rey, da Espanha, em 17 países, incluindo Brasil. A primeira partida a ser exibida é o duelo Barcelona e Villanovense. Entretanto, o acesso não é gratuito. Na Europa, o Google cobra 5 euros por partida ou 20 euros por todo o torneio. Ainda não se sabe o preço que será cobrado no Brasil.
A parceria, fechada entre o site, a Liga Espanhola e a MediaPro, empresa responsável pela comercialização dos direitos do grupo, pode ser uma pista interessante sobre o que pode acontecer no YouTube Red, serviço por assinatura da plataforma anunciado recentemente.
Essa não é a primeira vez que o YouTube trasnmite eventos esportivos. Em 2014, pessoas de diversos países puderam acompanhar o título mundial do surfista Gabriel Medina.
A entrada do Google no setor pode representar uma mudança na negociação de direitos de transmissão de esportes no Brasil e no mundo. Até hoje, as empresas de televisão dominavam o mercado, disputando para decidir quem compraria determinados campeonatos e contando com a exclusividade de transmissão. Em muitos casos, o telespectador era obrigado a comprar um jogo ou assinar um canal específico para assistir ao evento. Agora, será possível acompanhar partidas longe da TV.

11.934 – Biologia – Bactérias se comunicam do mesmo jeito que os nossos neurônios


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Um novo estudo aponta que bactérias têm um sistema de comunicação muito mais sofisticado do que o esperado. A pesquisa foi realizada em biofilmes ou “placas” bacterianas que formam o tártaro – sim, aquele que se aloja nos dentes. Esses aglomerados são extremamente resistentes a antibióticos e a outros químicos, o que os coloca no topo da lista de grandes preocupações médicas. A comunicação entre as bactérias é feita por meio de canais iônicos, as mesmas estruturas envolvidas na comunicação entre neurônios.
No biofilme, as bactérias são capazes de resolver conflitos dentro da comunidade assim como as sociedades humanas. Foi descoberto que quando as placas crescem até um certo tamanho, as células de fora, que têm acesso irrestrito aos nutrientes do ambiente externo, param de crescer para permitir que o “alimento” seja enviado também para as bactérias mais ao centro da colônia. Assim, a estrutura se mantém viva e resiste aos antibióticos. Essas oscilações no tamanho do biofilme (veja abaixo) requerem grande coordenação entre as bactérias periféricas e as centrais, o que levou os pesquisadores a imaginar que essa comunicação era feita de forma eletroquímica.

11.933 – Uma maldição indígena que teria matado vários presidentes dos EUA


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Existe uma maldição, segundo a crença popular, embora com implicações muito reais, que perseguiu de forma mortal os presidentes norte-americanos desde 1840 até 1960, sem exceção.
Também conhecido como Tecumtha, ou Tekamthi, o cacique Tecumseh, líder nativo da tribo indígena Shawnee, foi derrotado durante a batalha de Tippercanoe pelo governador do recém-estabelecido território de Indiana, William Henry Harrison, em 1811. Porém, antes de morrer, Tecumseh rogou uma poderosa maldição de morte repentina contra os Grandes Pais Brancos, como vingança pela dor causada ao seu povo.
Alguns anos depois, a maldição indígena começou a surtir efeito. William Henry Harrison foi eleito presidente dos EUA em 1840 e, alguns meses depois, em abril de 1841, morreu em decorrência de uma pneumonia. Até os dias de hoje, foi o governante por tempo mais curto na histórica democrática norte-americana.
Em 1860, Abraham Lincoln chegava à presidência e, cinco anos depois, foi assassinado pelo ator John Wilkes Booth, logo após começar seu segundo mandato.
James A. Garfield vencia as eleições de 1880 e apenas alguns meses depois era assassinado pelo advogado Charles Jules Guiteau, no salão de espera da estação de trens de Washington.
Vinte anos depois, embora tenha sido uma reeleição, o presidente William McKinley era assassinado pelo anarquista Leon Czolgosz.
Os dois próximos presidentes americanos morreram por causas naturais, supostamente: Warren G. Hardin, eleito em 1920, morreu oficialmente em consequência de um derrame, embora haja suspeitas de envenenamento. Franklin D. Roosevelt, reeleito em 1940 para o seu terceiro mandato, morreu de uma hemorragia cerebral.
A longa lista de presidentes americanos afetados pela maldição indígena chegou ao fim no mandato de John F. Kennedy, eleito em 1960 e assassinado em 1963. Desde então, com a presidência de Ronald Reagan, eleito em 1980, os efeitos da maldição começaram a desaparecer. Reagan esteve prestes a ser assassinado em 30 de março de 1981, em Washington, quando John Hinckley atirou nele. Mas Reagan sobreviveu e morreu em 2004, aos 93 anos.

11.932 – Lixo Espacial – Terra será atingida por um misterioso pedaço


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No próximo dia 13 de novembro, astrônomos preveem que a Terra será atingida por um aglomerado de lixo espacial que há muitos anos circula em torno do nosso planeta. Contudo, os cientistas ainda estão tentando decifrar, afinal, o que é esse material.
Estudos preliminares indicam que se trata de um objeto com entre um e dois metros de comprimento e provavelmente oco. Além disso, sabe-se que o fragmento – batizado pelos cientistas de WT1190F – circula em uma órbita duas vezes maior do que a da Terra e a Lua.
Lixo espacial geralmente é composto por pedaços de satélites, ônibus espaciais, foguetes e de painéis solares. No entanto, os astrônomos que observam o WT1190F acreditam que ele será queimado total ou parcialmente assim que começar sua reentrada na atmosfera. Por conta disso, talvez nunca saibamos do que se trata esse estranho objeto.
“Pode ser um pedaço perdido da história espacial que voltou para nos assombrar”, brincou Jonathan McDowell, astrônomo do Centro Harvard–Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, Massachusetts (Estados Unidos). Uma das hipóteses mais prováveis é de que se trata de parte do foguete que levou o homem à Lua na década de 1960.
O cientistas alertam, porém, que é pouco provável que alguém aqui na Terra seja capaz de ver o objeto invadindo os céus. Acredita-se que o WT1190F deverá cair em algum lugar do Oceano Índico – isso se sobrar alguma coisa após a violenta reentrada.

11.931 – Mega Techs – Faculdade de SP promove eventos gratuitos sobre TI


TI
A Faculdade de Tecnologia do Colégio Bandeirantes (BandTec) irá realizar o evento “Trilhas”, que oferece palestras e workshops para pessoas interessadas em ingressar na área de TI. Com inscrições gratuitas, os cursos, previstos para acontecer entre 05/11 e 01/12, têm vagas limitadas.
Ministrados pelos professores da BandTec, os cursos têm os seguintes temas: Carreira e Mercado de Trabalho em TI; Primeiros passos em programação com Arduíno; Como usar redes sem fio com segurança; e Empreendedorismo em TI. Para se inscrever em qualquer um deles, basta acessar o site.

11.930 – Em meio à crise hídrica, regiões assumem riscos e melhoram a eficiência no uso da água


Em meio à crise hídrica, regiões assumem riscos e melhoram a eficiência no uso da água
No princípio deste ano, enquanto a Costa Leste dos Estados Unidos tremia de frio, a Califórnia fervia. No ano passado, incêndios florestais destruíram casas em subúrbios, um reservatório esvaziado deixou expostas as ruínas de um vilarejo da época da corrida do ouro e, na primavera, a cachoeira do Yosemite estava reduzida a um fio d’água. Enquanto a seca alcançava recordes históricos, as disputas políticas retomavam rotinas conhecidas.
Os agricultores conclamaram o Parlamento a revogar a proteção a espécies de peixes ameaçadas. Os moradores urbanos lembraram que, em média, 41% da água na Califórnia é usada na agricultura, ao passo que menos de 11% abastece as cidades (e quase 49% permanece nos rios). Prevaleceram as frases de efeito, e ao menor sinal de chuva as discussões silenciavam por completo.
“E sempre ocorria que, nos anos de seca, as pessoas mal se lembravam dos anos de abundância”, escreveu John Steinbeck em seu épico romance de 1952, A Leste do Éden, que mostrava a tragédia de uma família no Vale de Salinas no início do século 20, “e durante os anos chuvosos perdiam toda lembrança dos anos de seca”.
Tal capacidade de esquecimento é quase uma característica inata no Oeste americano. Mas não há motivo para isso. Basta, por exemplo, ver o que ocorre na Austrália, um país com situação bem similar à existente hoje na Califórnia e no Oeste americano. Tanto na Califórnia como na Austrália, há zonas desérticas na área central, ao passo que as bordas do território são temperadas e urbanizadas. Ambas dependem de complexos sistemas de dutos para mover a água. Na verdade, os dois irmãos canadenses que, no final do século 19, construíram alguns dos primeiros sistemas de irrigação na Califórnia também ajudaram a planejar os sistemas de água na árida bacia hidrográfica australiana dos rios Murray e Darling.

Australia: solução para reduzir o consumo urbano
Na Austrália, a chamada Grande Seca, que se prolongou por uma década na virada do século 21, desencadeou no princípio o mesmo tipo de escaramuça política que toma conta da Califórnia. No entanto, depois de anos de destruição ambiental, crise de falta de água nas cidades e enormes prejuízos por parte dos agricultores, os políticos australianos – e os produtores rurais – tiveram de assumir riscos consideráveis.
“No auge da seca, tornou-se evidente que não tem como dissimular a verdade do meio ambiente”, diz o professor Mike Young, da Universidade de Adelaide, que participou da reação do país à seca. A Austrália conseguiu reduzir o consumo urbano de água graças ao investimento de bilhões de dólares em medidas de conservação, educação e melhoria na eficiência da rede. O país adotou um esquema que assegurava um suprimento mínimo de água para o ambiente, com o restante sendo dividido em parcelas que podiam ser rapidamente negociadas – ou guardadas. Embora tenham lutado contra as mudanças, os produtores rurais, graças aos estímulos financeiros, logo passaram a usar a água de maneira mais criativa e eficiente. O consumo diminuiu.
“O sistema de manejo da água na Califórnia – cujos custos anuais superam os 30 bilhões de dólares – está muito aquém do exemplo admirável da Austrália”, afirma Michael Haneman, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “A Califórnia e quase toda a região Oeste do país nada fizeram para facilitar o manejo da escassez de água”, diz ele. “Nunca nos mostramos dispostos a realizar, com antecipação, as mudanças indispensáveis para enfrentarmos um futuro mais seco.”

11.929 – Cientistas descobrem como fazer células de leucemia matarem umas às outras


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Apesar de existirem quatro tipos de leucemia, o denominador comum da doença é o prejuízo sofrido pelos leucócitos, os glóbulos brancos do sangue – essas células cancerosas podem comprometer a medula óssea, prejudicando e até impedindo a fabricação de células sanguíneas saudáveis. Apesar de normalmente os médicos não conseguirem descobrir a causa, seu tratamento não ser dos mais simples e a efetividade não ser garantida, um estudo publicado no final de setembro pode significar um sopro de esperança para os portadores da doença.

No campo da pesquisa da cura ao câncer, transformar células malignas em benignas é uma das grandes chaves, uma espécie de Santo Graal da medicina. Essa nova pesquisa realizada pelo The Scripps Research Institute, dos EUA, passa justamente por aí: foi descoberto um jeito de converter células cancerígenas em células que não só são menos agressivas ao organismo do paciente como adquirem a capacidade de matar outras células com leucemia.

O segredo para esse importante achado científico está no tratamento com anticorpos: nos últimos anos, cientistas descobriram que certos anticorpos ativam os receptores de células jovens para que elas se tornassem maduras. A novidade de agora é que eles descobriram que alguns desses anticorpos também podem transformar essas células imaturas da medula em outros tipos de células encontradas no sistema nervoso.

Na Leucemia Mieloide Aguda (LMA), a medula do paciente produz muitos glóbulos brancos, comprometendo a produção de outras células do sangue. Os cientistas pegaram uma amostra de sangue com LMA e aplicaram esses anticorpos indutores de crescimento, fazendo com que as células cancerosas se transformassem em células dendríticas, conhecidas pelo seu papel crucial no nossos sistema imunológico, já que identificam e ajudam a combater vírus, bactérias etc.

Em 24 horas, essas “células matadoras de câncer”acabaram com 15% da população de células cancerígenas. O número impressionou a comunidade científica e chamou atenção o fato de que o ataque ocorreu somente contra células que possuíam a LMA, sendo inofensiva para outros tipos de câncer.

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), em 2014 surgiram 11.370 novos casos de leucemia no Brasil, sendo 5.050 homens e 4.320 mulheres.

11.928 – Ceticismo – Existem doenças ‘psicossomáticas’?


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Não é difícil ver que muita coisa pode mesmo ser psicossomática: estados emocionais afetam a pressão sanguínea, a produção de hormônios, o ritmo da respiração. No fim, estados mentais são estados do cérebro, e o cérebro é um órgão físico, sólido, que é tão parte do corpo quanto o fígado ou o coração.
O problema é que quem diz que “as doenças são psicossomáticas” geralmente está se referindo a todo tipo de problema, incluindo doenças infecciosas como gripe ou aids, ou males de causa complexa, como câncer. O que é não só errado, como cruel e perigoso.
Entre as causas não-psicossomáticas de doenças estão coisas como fatores ambientais e predisposições genéticas mas, talvez por sua proeminência histórica, o alvo preferencial dos apóstolos radicais da “causa psicossomática” é a teoria dos germes.
A existência de micro-organismos foi estabelecida ainda no século 17, mas sua relação com a doença só foi notada no século 19, graças ao trabalho de cientistas como Ignaz Semmelweis (1818-65), que provou que médicos que lavam as mãos transmitem menos doenças para seus pacientes; Louis Pasteur (1822-95), que criou as primeiras vacinas; e Robert Koch (1843-1910), que provou que bactérias causam cólera e tuberculose.
Cem anos antes do trabalho desses pioneiros, outros cientistas já tinham visto micróbios no sangue de pessoas doentes, mas haviam interpretado a evidência de trás para frente, supondo que era da doença que brotavam os bichinhos, e não o contrário.
O dogma psicossomático aparece em dois sabores: o “puro”, que simplesmente ignora a existência de coisas como germes, predisposições genéticas ou contaminantes ambientais, e o “misto”, segundo o qual germes, genes e meio ambiente podem até ser a causa imediata da doença – mas essas coisas só teriam, digamos, “permissão” para atacar uma pessoa quando as defesas mentais caem.
Ambas as versões, no fundo, representam uma recaída atavística na velha teoria do pecado: durante milênios, doença foi associada a algum tipo de castigo divino, se não dos próprios pecados, dos pecados dos ancestrais, de vidas passadas ou do povo.
O perigo é fácil de ver: quem abraça essa visão tem um forte incentivo psicológico para abandonar cautelas básicas envolvendo higiene e, mesmo, para pôr de lado tratamentos testados e eficazes. E cruel porque, como na velha tese do pecado, acrescenta, à dor da doença, a de uma culpa injustificada.

11.927 – A Química do Doping no Esporte


Um dos primeiros registros de doping no esporte moderno é do ciclista dinamarquês Knud Jensen, nas Olimpíadas de 1960, em Roma. Jensen morreu enquanto disputava a tradicional maratona de 100 quilômetros em equipe. O sol estava muito forte, ele passou mal, caiu da bicicleta e fraturou o crânio. O laudo da morte apontava para insolação seguido de traumatismo craniano, mas um ano após o acidente, a autópsia revelou alta dosagem de anfetamina no sangue de Jensen – uma droga estimulante.
Os primeiros exames antidopings só foram surgir em 1968, nas Olimpíadas do México. Na época, até o álcool era considerado estimulante, e um pentatleta sueco foi pego no exame. Hans-Gunnar Liljenwall admitiu ter bebido duas cervejas antes de uma das provas para “se acalmar”. O doping esportivo surgiu com intuito de melhorar o desempenho dos atletas profissionais através do uso de outras substâncias.
Porém, não estamos aqui para contar casos de doping, mas para explicar a reação de substâncias estimulantes no corpo humano. Existem dois tipos de dopagens, sanguínea e bioquímica. Conheça cada uma delas:

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Dopagem Sanguínea
É causada pela alta quantidade de hemácias, células do sangue responsáveis por levar oxigênio para os músculos. A eritropoetina, ou EPO, é o hormônio responsável pela produção de hemácias, e começou a ser fabricada sinteticamente, em 1985, para tratar pacientes com anemia. Usada em atletas saudáveis, melhora a performance, pois a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue aumenta consideravelmente.
Por se tratar de uma substância biológica, muitas pessoas tendem a achar que a injeção de eritropoietina não é ilegal nos esportes, mas é. Além disso, a dopagem sanguínea têm efeitos colaterais pesados: a quantidade massiva de hemácias no sangue pode acarretar em um AVC ou infarto.

O caso mais famoso de dopagem por EPO no esporte é o do ciclista Lance Armstrong, conhecido por ser uma lenda do ciclismo e ter vencido a Volta da França sete vezes (de 1999 a 2005). Armstrong teve todos seus títulos cassados, e responde processo de vários patrocinadores.

Dopagem Bioquímica
Esse tipo de dopagem é muito mais comum nos esportes de alto rendimento. É causada por hormônios estimulantes e anabólicos. Um dos mais comuns é o hormônio do crescimento, ou GH (Growth Hormone), produzido pela glândula hipófise e responsável por nosso crescimento físico. Esse hormônio também foi criado sinteticamente como medicamento para pacientes com problemas hormonais, mas foi usado em atletas de alto rendimento.

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O caso mais emblemático de doping por GH é o do corredor canadense Ben Johnson, um dos ícones do atletismo na década de 1980. Johnson havia vencido a prova de 100 m rasos nas Olimpíadas de 1988, em Seul, mas foi desqualificado por uso de hormônios proibidos pela federação.
Mais famoso do que o GH são os esteroides anabolizantes. Esses são produzidos sinteticamente afim de substituir a testosterona. Nomes como androsterona, dianabol e drostanolona são comuns nesse meio. Apesar de ser conhecido como “hormônio masculino”, as mulheres também produzem testosterona, mas em um nível bem menor do que os homens. Os efeitos do uso de esteroides são diferentes por gêneros também.
Em mulheres, os efeitos são mais visíveis. Características masculinas, como engrossamento da voz, crescimento de pelos e aumento de força física, assim como perda de gordura e aumento de massa muscular. A nadadora brasileira Rebeca Gusmão, foi banida do esporte, em 2007, aos 23 anos, por alta taxa de testosterona no corpo.
Já nos homens, o efeito colateral é inverso ao das mulheres. O corpo masculino mantem um nível de testosterona e, se injetarmos hormônios extras, o corpo entende que não precisa mais produzir, atrofiando os testículos. Além disso, o excesso de testosterona pode se converter em estrógeno, o hormônio feminino, causando ganho de características femininas em corpos masculinos, como a ginecomastia – crescimento de seios. Esse tipo de dopagem é comum no fisiculturismo.
No futebol, o caso mais emblemático é o de Diego Maradona, pego na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, por uso de cocaína. Os narcóticos, como a cocaína e a maconha, também entram na lista de dopagem bioquímica. Eles não têm efeito anabólico, mas aliviam dor e tensão, podendo aumentar a resistência física do atleta.

11.926 – Filosofia – “Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo”, Voltaire


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Corria o ano de 1717 e o reino da França estava sem seu monarca. O extravagante Luís 14 tinha morrido dois anos antes, e o trono ficou vago: seu neto, o futuro Luís 15, ainda era jovem demais para assumir e tinha de esperar a maioridade para ser coroado. O poder passou a ser exercido por um regente, e um ácido escritor parisiense publicou alguns versos satirizando o governo provisório. Mas a arbitrariedade continuava: François-Marie Arouet acabou perseguido e preso na temida fortaleza da Bastilha. Quando recuperou a liberdade, Arouet já havia adotado o pseudônimo que logo ficaria famoso: Voltaire.
Os 11 meses passados na cadeia não foram perdidos. Voltaire dedicou as horas de tédio a trabalhar em Édipo, sua adaptação da obra de Sófocles que viraria um sucesso de crítica nos palcos de Paris. Foi o sinal de que a carreira de escritor e dramaturgo podia ir adiante, apesar do descontentamento que causava nas autoridades. Desde cedo, o pequeno François-Marie apostou na literatura. Escreveu mais de 2 mil livros e panfletos políticos. As opiniões fortes provocaram várias prisões e exílios: em 1726, parou outra vez na Bastilha após brigar com um nobre. Temendo ficar na prisão por tempo indefinido, propôs às autoridades um desterro na Inglaterra como pena alternativa. O período nas ilhas britânicas o colocou em contato com as ideias de John Locke. Voltaire já era um crítico dos reis arbitrários que governavam a França e também da usura da Igreja. Agora, cada vez mais defenderia a liberdade de expressão, o direito a um julgamento justo e a tolerância religiosa – além da separação entre o governo e a Igreja.
Voltaire foi um dos impulsores do chamado “despotismo esclarecido”: sem se opor diretamente aos reis, sustentava que o monarca precisava se cercar de pensadores para governar segundo a razão. Enquanto esteve exilado, chegou a atuar como conselheiro de Frederico 2º, rei da Prússia. Retornou a Paris após duas décadas para a estreia do que viria a ser sua última peça. Morreu logo depois, mas suas ideias duraram o bastante para estar na linha de frente da Revolução Francesa, 11 anos mais tarde.

11.925 – Livro – ‘Estamos muito próximos de nos tornarmos verdadeiros ciborgues’, diz historiador


Complementar nossas funções naturais com dispositivos como óculos, marca-passos e até mesmo computadores e celulares – que auxiliam o cérebro a armazenar dados – faz com que sejamos biônicos. De certo modo, pelo menos. É o que escreve o historiador Yuval Noah Harari em “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”.
“Estamos muito próximos de nos tornarmos verdadeiros ciborgues, de ter características inorgânicas que são inseparáveis de nosso corpo, características que modificam nossas capacidades, desejos, personalidades e identidades”, opina.
Por definição, a palavra “cyborg”, em inglês, se refere a um organismo modificado ciberneticamente para funcionar em um ambiente hostil. Para alguém com problemas de surdez, por exemplo, sustentar uma conversa sem interrupções ou repetições em um lugar barulhento pode ser um desafio.
O autor explica que os mais novos modelos de aparelhos auditivos são chamados de “orelha biônica”. “O dispositivo consiste de um implante que capta o som por meio de um microfone localizado na parte externa da orelha. O implante filtra o som, identifica vozes humanas e as traduz em sinais elétricos que são enviados diretamente ao nervo auditivo central e de lá para o cérebro”.
Outro exemplo citado é o da Retina Implant, uma empresa alemã que começou a desenvolver uma prótese de retina que pode permitir que pessoas cegas adquiram uma visão parcial. Tudo isso com a implantação de um microchip dentro do olho do paciente. Para que ele funcione, fotocélulas absorvem a luz e a transformam em energia elétrica, que estimula as células nervosas intactas na retina. Os impulsos estimulam o cérebro, que os traduz em visão.
Para o autor, de todos os projetos desenvolvidos atualmente, o mais revolucionário é a tentativa de conceber uma interface direta e de mão dupla entre o cérebro humano e o computador. Isso permitirá que computadores leiam os sinais elétricos de um cérebro humano e transmitam simultaneamente sinais que o cérebro possa ler.
Mas, para isso, há um preço. “O que pode acontecer à memória humana, à consciência humana e à identidade humana se o cérebro tiver acesso direto a um banco de memória coletiva? Em tal situação, um ciborgue poderia, por exemplo, acessar as memórias de outro. Não ouvir falar delas, não as ler em uma autobiografia, não as imaginar – mas se lembrar delas diretamente, como se fossem suas. O que acontece com conceitos como ego e identidade de gênero quando as mentes se tornam coletivas?”.
A resposta é simples: segundo o autor, tal ciborgue não seria humano ou mesmo orgânico. Seria algo completamente diferente: um ser com implicações políticas, psicológicas ou filosóficas impossíveis de entender.
Em “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”, Yuval Noah Harari repassa a história da humanidade desde o surgimento da espécie durante a Pré-História até o presente, apresentando interpretações para fatos e desafiando conceitos sobre crenças, ações, poder e futuro.
Yuval Noah Harari é doutor em história pela Universidade de Oxford, com especialização em história mundial, e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Sua linha de pesquisa gira em torno de questões abrangentes, como a relação entre história e biologia, a justiça na história e a evolução da felicidade individual com o passar do tempo.

SAPIENS – UMA BREVE HISTÓRIA DA HUMANIDADE
AUTOR Yuval Noah Harari
EDITORA L&PM Editores

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11.924 – Nutrição – Bacon e linguiça podem causar câncer, diz OMS


Segundo a OMS você deve cortar essa delícia do cardápio
Segundo a OMS você deve cortar essa delícia do cardápio

Linguiças, bacon e outras comidas processadas também podem causar diferentes tipos de câncer, aponta relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A Iarc (International Agency for Research on Cancer), ligada à OMS, avaliou que a carcinogenicidade (capacidade de provocar tumores) está presente no consumo de carne processada e de carne vermelha.
A carne processada se refere à carne que tenha sido transformada através de salga, secagem, fermentação, defumação ou outros processos para melhorar o sabor ou melhorar a preservação, como por exemplo, salsichas, linguiça, bacon, presunto, carne enlatada e carne seca. Vale o mesmo para carne enlatada e molhos preparados à base de carne. Já a carne vermelha entra no alerta da OMS por causa dos cortes de músculo de mamíferos.
A agência passa a classificar o bacon e a linguiça como produtos do grupo 1, em que as substâncias podem causar câncer colorretal. Esse grupo inclui o cigarro, o álcool e o amianto, em que há “evidência suficiente” de constituírem fatores ligados à incidência de câncer.
Segundo especialistas, risco de câncer colorretal cresce 18% para indivíduos que ingerem uma porção de 50 gramas de carne processada diariamente. “Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal devido ao consumo de carne ainda é pequeno, mas este risco aumenta com a quantidade de carne consumida”, diz, em nota, o médico Kurt Straif, responsável pela equipe que realizou a pesquisa.
“Tendo em vista o grande número de pessoas que consomem carne processada, o impacto global sobre a incidência de câncer é de importância para a saúde pública”, afirma Straif.
Especialistas afirmam ainda que as substâncias adicionadas durante o processamento podem causar câncer. Isso ocorre porque são usados sal e aditivos químicos no presunto, patê e hambúrgueres para mantê-los conservados.
Já a carne vermelha foi classificada como tendo “evidência limitada” em relação à incidência de câncer e foi listada no Grupo 2A, que contém o glifosato –usado nas plantações transgênicas. A Iarc descobriu relação principalmente para câncer colorretal, mas também para câncer de pâncreas e de próstata.
A inclusão desses alimentos foi realizada após uma profunda revisão da literatura científica realizada por 22 especialistas de 10 países. O grupo de pesquisa da Iarc analisou mais de 800 estudos que investigam associações de mais de uma dúzia de tipos de câncer com o consumo de carne processada ou de carne vermelha. A evidência mais influente veio de grandes estudos realizados ao longo dos últimos 20 anos.

11.923 – Cardiologia – Adesivo fecha buraco no coração sem cirurgia


Pesquisadores de quatro renomadas instituições médicas da Boston, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica inédita para fechar buracos no coração sem a necessidade de uma cirurgia invasiva. É a tecnologia mais uma vez em favor da humanidade.
Um catéter equipado com luz ultravioleta e levando um adesivo biodegradável é introduzido nas veias do paciente e guiado até o coração. Uma vez que chega ao seu destino, o dispositivo ativa o revestimento adesivo, inflando uma espécie de balão e reparando os buracos. A luz ultravioleta ativa a cola do adesivo na parede do coração. Por fim, o médico esvazia os balões e remove o catéter.
As vantagens são grandes: o coração não precisa parar de bombear sangue para ser reparado e o seu tecido não precisa ser cortado, o que pode evitar complicações e tornar o procedimento mais simples. Com o tempo, por ser biodegradável, o adesivo se dissolve e simplesmente desaparece, não deixando qualquer material estranho no corpo.
Cardiologistas do Hospital Infantil de Boston anunciaram a criação do remendo adesivo inovador para selar buracos no coração. Agora a técnica através do catéter é mais uma revolução na medicina graças ao avanço da tecnologia.

11.922- Astronomia – Cometa Lovejoy libera álcool etílico e açúcar


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Cometa de longo período C/2014 Q2, ou Lovejoy, como é conhecido, libera álcool etílico e açúcar, afirmam cientistas em estudo divulgado na última sexta-feira (23) na publicação científicaScience Advances.
“Nós descobrimos que o cometa estava soltando uma quantidade de álcool relativa a de 500 garrafas de vinho por segundo durante sua atividade de pico”, disse Nicolas Biver, condutor da pesquisa e cientista do Observatório de Paris, na França. Entre as substâncias liberadas pelo cometa, foi encontrado um açúcar simples chamado gliceraldeído e outras 19 moléculas orgânicas.
Essas informações fazem com que os cientistas cheguem mais perto de confirmar a teoria de que os cometas fizeram parte dos ingredientes necessários para a origem de vida na Terra.
O Lovejoy foi descoberto em agosto de 2014 e fez sua passagem mais próxima do Sol no dia 30 de janeiro de 2015. O calor intenso causado por esse encontro fez com que o cometa liberasse várias nuvens de gás nos arredores, enquanto soltava cerca de 18 toneladas de moléculas de água por segundo.
Nicolas Biver e sua equipe conseguiram descobriram a composição desse gás usando observações feitas pelo rádiotelescópio do Observatório Pico Veleta, na Espanha. Os cientistas perceberam que a forma como a luz solar interagia com as moléculas na atmosfera do cometa fez com que elas brilhem em frequências específicas. A partir dessas informações foi possível identificar as moléculas.
Os cometas são ótimas fontes para descobrir quais foram os materiais que serviram de base durante o surgimento da Terra. Estima-se que quando as nuvens de gás são produzidas por estrelas que explodem, ou supernovas, elas se misturam com ventos de gigantes vermelhas, comprimindo a si mesmas em uma nuvem concentrada de material estelar que desmorona abaixo de sua própria gravidade para formar novas estrelas e planetas.
Esses gases formadores coletam grãos de poeiras, nos quais dióxido de carbono, vapor de água, e outros gases se acumulam e congelam, antes que a radiação os converta em diferentes tipo de moléculas orgânicas. Os grãos se tornam então parte do interior de cometas e asteroides.
Existem diversas hipóteses de que vários cometas carregados com moléculas orgânicas impactaram a Terra logo após ela ter nascido, se espalhando pela superfície. As últimas observações do cometa Lovejoy dão um novo peso a essa ideia. “O resultado definitivamente reforça a ideia de que cometas carregam consigo uma química bem complexa”, disse Stefanie Millam, do Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA, nos Estados Unidos.
O próximo passo para os cientistas será descobrir se o álcool, o açúcar e as outras moléculas orgânicas encontradas no cometa Lovejoy surgiram pela nuvem primordial formada pelo Sistema Solar, ou se elas foram colhidas de outras fontes.

11.921 – Comportamento Social – Pessoas que trabalham mais também bebem mais


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O Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional conduziu uma pesquisa que revelou que, quanto mais horas passamos no trabalho, mais bebemos. Para chegar a essa conclusão, foram analisados os hábitos de 333693 pessoas em 14 países.
O estudo mostrou que, se você trabalha mais do que a média, tem 13% a mais de chances de abusar no happy hour. Mas quanto é “mais”? De acordo com os cientistas, quem trabalha mais do que 49 horas por semana – divida esse número pelos dias em que você trabalha e, voilá, você descobrirá se tem risco de entrar para essa turma.
E o quanto eles consideram que seria beber mais do que a média? No estudo eles listam 14 drinks para mulheres e 21 drinks para homens a serem consumidos durante uma semana.
E aí, hora de tirar férias ou partiu pro boteco depois do serviço?

11.920 – Conheça a antiga civilização misteriosa que inventou o banheiro


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A Civilização do Vale do Indo é a maior e menos conhecida de todas as primeiras grandes culturas urbanas, e prosperou entre 2600 e 1900 a.C. Em seguida, desapareceu abruptamente, segundo registros históricos. Muito pouco se sabe sobre as pessoas, que estranhamente não deixaram nenhuma evidência arqueológica de guerra e relatos de confrontos. Agora, um especialista acredita que pode estar mais perto de decifrar a escrita antiga usando a tecnologia digital, podendo encontrar padrões em seus símbolos incomuns.
Escrevendo um relatório detalhado, publicado na revista Nature, Andrew Robinson, autor de ‘The Indus: Lost Civilizations’, diz que a pesquisa sobre o império tem progredido de forma importante. O Império estendeu-se através das planícies do rio Indo, do Mar da Arábia para o Ganges, sobre o que é hoje o Paquistão, ao noroeste da Índia e leste do Afeganistão. Tal como os seus contemporâneos, os Indos, que podem ter representado até 10 por cento da população do mundo na Idade do Bronze, vivia ao lado dos rios, devido a sua subsistência para a fertilidade das terras, regadas anualmente. Porém, os restos de seus assentamentos estão localizados em uma região desértica, longe de qualquer grande rio. Eles foram esquecidos até a década de 1920, mas, desde então, uma grande quantidade de pesquisa descobriu uma cultura urbana sofisticada com inumeráveis rotas comerciais internas.
Até agora, mais de mil assentamentos Indos que ocuparam o Paquistão e o noroeste da Índia foram descobertos. Os dois maiores são Mohenjo-daro e Harappa, localizados perto do rio Indo. “Eles possuíam o primeiro banheiro conhecido no mundo, junto com pesos de pedra complexos, colares de pedras preciosas elaborados, e estátuas muito bem esculpidas”, escreveu Robinson em seu relatório. Nos artefatos de pedra, há códigos indecifráveis, compostos entre até 400 e 600 diferentes símbolos, incluindo o que alguns cientistas descrevem como um ‘unicórnio’.

O mundo acadêmico já tentou resolver os códigos centenas de vezes, e agora, os pesquisadores podem estar perto de finalmente descobrir o seu significado. Por exemplo, nos últimos anos, o sentido de escrita – da direita à esquerda – foi revelado pelo estudo da posição do símbolo em diferentes inscrições. Robinson observa que a Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha, criou os primeiros dado acessíveis ao público de textos eletrônicos Indos.
Enquanto isso, o cientista da computação Rajesh Rao, da Universidade de Washington, nos EUA, vem utilizando análise digital para encontrar padrões nos símbolos. “Há um grupo de pessoas que acredita que o povo Indo foi o ancestral dos povos que vivem no sul da Índia, hoje”, disse ele. Por conta da dificuldade em decifrar o texto, ninguém sabe, ainda, por que uma grande civilização como esta teria desaparecido. Uma teoria, que surgiu em 2012, é que a mudança climática levou ao colapso da antiga civilização, há mais de 4.000 anos.

Um estudo também resolveu um grande debate sobre a origem e o destino do Sarasvati, o rio sagrado da mitologia dos Indos. Ao longo de cinco anos, uma equipe combinou fotos internacionais de satélite e dados topográficos para fazer mapas digitais de relevo, com base em registros da civilização Indo. O coautor do estudo, Dorian Fuller, um arqueólogo da Universidade College London, na Inglaterra, disse: “Com estas novas informações sobre a história geológica, poderíamos voltar a analisar o que sabemos sobre os assentamentos. Isso trouxe novas ideias sobre o processo de mudança para o leste da população, para comunidades agrícolas muito mais pequenas, e o declínio das cidades durante os tempos finais”.
O estudo sugere que a falta de chuvas de monção enfraqueceu a dinâmica fluvial e desempenhou um papel fundamental, tanto no desenvolvimento quanto no colapso da cultura do Vale do Indo. Porém, ainda há muito a ser descoberto sobre esta grande civilização, para descobrir o que, de fato, aconteceu.
“Nos solos do Paquistão e da Índia, mais inscrições continuam sendo descobertas, embora não tenhamos descoberto textos de mais de 26 caracteres. “Infelizmente, menos de 10% dos sítios do Indo conhecidos foram escavados. A dificuldade, além do financiamento, é a natureza politicamente conturbada da região”, relatou Robinson. Ele garante que quando os locais restantes forem escavados, os segredos da Civilização do Vale do Indo, finalmente, serão revelados.

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11.919 – Astrofísica – Buraco negro é detectado retalhando estrela a 290 milhões de anos-luz de distância da Terra


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O fenômeno ocorre quando uma estrela se aproxima demais de um buraco negro, e sua intensa gravidade faz com que as forças de maré rasguem a estrela distante.
Nestes eventos, chamados de perturbações de maré, alguns dos detritos são arremessados ​​para fora da estrela a velocidades elevadas, enquanto o restante desce para o buraco negro. Isto provoca um alargamento do raio-X distinto, que pode durar anos. Os cientistas dizem que o evento é o rompimento de maré mais próximo descoberto em cerca de uma década.
“Estes resultados suportam algumas das nossas recentes ideias sobre a estrutura e a evolução de eventos de interrupção de maré”, disse o coautor da pesquisa, Coleman Miller, professor de astronomia na Universidade de Maryland, nos EUA, e diretor do Instituto Joint Space-Science.
A luz ótica do All-Sky Automated Survey for Supernovae (ASAS-SN) foi a responsável por descobrir o rompimento das marés, conhecido como ASASSN-14li, em novembro de 2014.
O evento ocorreu perto de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia PGC 043.234. Outro estudo, usando a observação da vários observatórios da NASA e satélites da Agência Espacial Europeia, forneceu uma imagem mais clara através da análise de emissões de raios-X da destruição pelas forças gravitacionais.
Depois de uma estrela ser destruída por uma interrupção das marés, fortes forças gravitacionais do buraco negro atingem a maioria dos restos da estrela. O atrito aquece estes detritos, gerando enormes quantidades de radiação de raios-X. Seguindo essa onda de raios-X, a quantidade de luz diminui à medida que o material estelar cai além do horizonte de eventos do buraco negro, o ponto do qual nenhuma luz ou outras informações podem escapar. O gás resultante, muitas vezes, cai em direção ao buraco negro por espiral, formando um disco. Mas o processo que cria estas estruturas de disco, conhecidos como “discos de acreção”, continua sendo um mistério.
Ao observar ASASSN-14li, a equipe foi capaz de testemunhar a formação de um disco de acreção observando a luz de raios-X em diferentes comprimentos de onda e acompanhando como essas emissões mudaram ao longo do tempo. Eles descobriram que a maioria dos raios-X são produzidos por um material extremamente estreito do buraco negro. Na verdade, o material pode ser mais brilhante e ocupar a menor órbita estável possível.
Mas os astrônomos também querem saber o que acontece com o gás que não se envolve no horizonte de eventos, mas é ejetado para longe do buraco negro. “O buraco negro rasga a estrela distante e começa a engolir o material muito rapidamente. O buraco negro não pode manter esse ritmo e expele algum material para o exterior”, disse o coautor Jelle Kaastra, astrônomo do Instituto de Pesquisas Espaciais, na Holanda.
Os dados de raios-X também sugerem a presença de um vento se afastando do buraco negro, transportando o gás estelar para fora. No entanto, este vento não chega a se mover rápido o suficiente para escapar da gravidade do alcance do buraco negro. Uma possível explicação para a baixa velocidade do vento é que este gás da estrela, interrompido, segue uma órbita elíptica em torno do buraco negro, e viaja mais lento quando atinge a maior distância do buraco, nos extremos da órbita elíptica.
Os astrônomos esperam encontrar e estudar mais eventos como ASASSN-14li para que eles possam continuar testando modelos teóricos sobre como os buracos negros afetam seus ambientes próximos. Com isso, eles também pretendem aprender mais sobre o efeito de buracos negros em estrelas ou outros corpos que se aproximam. Os resultados foram publicados na revista.