6245 – Acredite se Quiser – Comer terra pode não ser patológico


Em 2009, um grupo de estudantes de biologia da Tufts University reuniu-se para comer terra. Eles moeram pequenos torrões de argila e ingeriram o pó para descobrir, pela primeira vez, o sabor desse material. Esse estranho teste de sabor era parte de um curso de medicina darwiniana oferecido. Os alunos estavam estudando a evolução da geofagia – a prática de comer terra, principalmente solos semelhantes à argila, coisa que animais e pessoas praticam há milênios.
O guia padrão de referência para psiquiatras – a quarta edição do Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSMI, na sigla em inglês) – classifica a geofagia como um transtorno de alimentação em que a pessoa consome coisas que não são alimentos, como cinza de cigarro e tinta de parede. Mas como os alunos viriam a descobrir, estudos culturais de animais e humanos sugerem que a geofagia não é necessariamente uma anormalidade – na verdade, ela é um tipo de adaptação. Os pesquisadores estão analisando o ato de comer terra sob um ângulo diferente e descobrindo que o comportamento geralmente serve para suprir minerais vitais e para desativar toxinas de alimentos e do ambiente.
Uma forma de decidir se a geofagia é anormal ou adaptativa é determinar até que ponto o comportamento é comum em animais e em sociedades humanas. Como o comportamento é observado em muitas espécies e culturas diferentes, é provável que seja benéfico.

Atualmente parece não haver dúvida de que a geofagia é ainda mais comum no reino animal do que se pensava. Os pesquisadores observaram geofagia em mais de 200 espécies de animais, incluindo papagaios, veados, elefantes, morcegos, coelhos, babuínos, gorilas e chimpanzés. A geofagia também é bem documentada em humanos, com registros que datam da época de Hipócrates (460 a.C.). Os mesopotâmios e antigos egípcios usavam a argila medicinalmente: eles cobriam ferimentos com emplastros de barro e comiam terra para tratar de várias doenças, principalmente do intestino. Alguns povos indígenas das Américas usavam terra como um tempero e preparavam alimentos naturalmente amargos como noz de carvalho e batatas com um pouco de terra para neutralizar o amargor. A geofagia foi praticada com frequência na Europa até o século 19 e em algumas sociedades, como a etnia Tiv, da Nigéria, o desejo de comer terra é sinal de gravidez.

Uma explicação comum para o hábito de animais e pessoas ingerirem terra é que o solo contém minerais como cálcio, sódio e ferro, que mantêm a produção de energia e outros processos biológicos vitais. Como as necessidades desses minerais variam com a estação do ano, com a idade e com o estado geral de saúde dos animais, a geofagia é particularmente comum quando sua dieta alimentar não fornece minerais suficientes ou quando os desafios do ambiente exigem mais energia que o normal. Gorilas-das-montanhas e búfalos africanos que vivem em altas altitudes podem, por exemplo, ingerir terra como uma fonte de ferro que promove o desenvolvimento das células vermelhas do sangue. Elefantes, gorilas e morcegos consomem terra rica em sódio quando sua alimentação não contém quantidades suficientes desse elemento químico. Populações de elefantes visitam constantemente cavernas subterrâneas onde cavam e ingerem rochas ricas em sal.

6244 – Aparelho ajuda a ‘escrever’ com a mente


Demora e dá um bocado de trabalho, mas aparelhos de ressonância magnética já podem ser empregados para “conversar” usando apenas a força do pensamento.
A tecnologia, descrita por pesquisadores da Holanda e da Alemanha em artigo na revista científica “Current Biology”, usa padrões cerebrais específicos para codificar cada uma das letras do alfabeto e mais uma “tecla de espaço” mental.
Dessa forma, usando apenas sua atividade cerebral, voluntários saudáveis na faixa dos 30 anos conseguiram formar palavras e responder perguntas dos cientistas.
Trata-se de uma forma extremamente incômoda e lenta de “telepatia”. Mas a técnica tem chance de virar uma importante ferramenta para que pessoas totalmente incapazes de se mexer voltem a se comunicar com o mundo.

Esse problema, conhecido como “síndrome de locked-in” (do inglês “trancado dentro de si mesmo”), é um dos mais aterrorizantes problemas neurológicos.

Por conta de um derrame que afeta as funções motoras, por exemplo, a pessoa tem sua consciência e inteligência preservadas, mas simplesmente não consegue se mexer.
Algumas dessas pessoas têm movimentos residuais, como o dos olhos, que podem ser usados na comunicação, mas em alguns casos nem isso é possível.
No caso de pacientes em situação ainda mais grave, em estado aparentemente vegetativo, o método poderia até ajudar a determinar se, afinal de contas, eles possuem algum grau de consciência.
O sistema criado pela equipe de Bettina Sorger, da Universidade de Maastricht, não é simplesmente uma leitura da letra A quando a pessoa “pensa num A”, digamos.
Como não existem medições confiáveis sobre como as letras seriam representadas na atividade cerebral vista pela ressonância magnética, os cientistas precisaram criar um código, baseado em “tarefas” mentais, que correspondiam a certos grupos de letras.
Havia três tipos de tarefas: imaginar um movimento, fazer um cálculo mental ou “falar” consigo mesmo.

6243 – Mega Memória – O Xerife Lobo


O trio

Xerife Lobo ou The Misadventures of Sheriff Lobo foi uma série de televisão, uma sitcom que misturava ação, aventura e comédia, interpretado por Claude Akins como o xerife Elroy P. Lobo e surgiu como um spin-off da série “B.J. and the Bear” conhecida no Brasil como “As Aventuras de B.J”.
O espetáculo foi criado por Glen A. Larson, através da Glen A. Larson Productions, em associação com Universal Television e MCA company e apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede NBC, entre 18 de setembro de 1979 a 5 de maio de 1981, num total de 37 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada, em duas temporadas. No Brasil foi exibido pela extinta Rede Manchete e também pela Rede Globo.
A série parodiava os policiais norte-americanos interioranos. Na primeira temporada, o xerife Lobo aparecia como um representante policial do município fictício de Orly, na zona rural de Geórgia.
Quando o xerife Lobo participava da série “B.J. and the Bear” ele era um tremendo de um policial corrupto, mas agora ele estava reformado e trabalhava juntamente com o seu auxiliar imediato chamado Perkins, um sujeito trapalhão que freqüentemente acabava gerando uma série de situações exacerbadas, mas muito divertidas.

O trapalhão

Havia também um novo auxiliar, que era filho do prefeito, muito honesto, porém ingênuo chamado Birdwell “Birdie” Hawkins, que sempre estava por fora dos esquemas do xerife Lobo, que não era propriamente um trapaceiro, mas digamos que gostava de levar sempre alguma vantagem em diversas situações, apesar de não chegar a infringir propriamente a lei. Normalmente, ele apenas tentava interpretar a lei a sua maneira, naturalmente.
Já para a segunda temporada o espetáculo foi praticamente todo ele remodelado, quando o xerife e seus dois auxiliares são designados para Atlanta numa força tarefa especial denominada de SCAT, sob os cuidados de seu novo chefe chamado J.C. Carson e se tornam alvos de inveja dos outros detetives do local, que não conseguiam compreender a presença dos caipiras naquele local.
Diversos novos personagens foram introduzidos como Nell Carter como sargento Hildy Jones, Nicolas Coster como Chefe J.C. Carson e Amy Botwinich como Peaches, entre outros. Essas mudanças foram efetuadas tendo em vista o bom desempenho que a série conseguia nas áreas rurais, em detrimento para as áreas urbanas.

6242 – Música – Esquentando os Pratos com Roberta Kelly


Roberta Kelly, não confundir com Roberta Flack, outra cantora famosa, nasceu em Los Angeles, em 1942 e seu maior hit foi “Trouble-Maker”, que permaneceu duas semanas na primeira colocação nos charts dos Estados Unidos.
Entre 1975 até 1983, ela também foi backing vocal de Thelma Houston e em álbuns de Donna Summer.
O hit Zodiacs estourou também aqui no Brasil, muito executado pelas emissoras de rádio e presença garantida nas pistas de dança, ainda hoje se faz presente nos bailes de flash back.

6241 – Mega Almanaque Futebol – Osmar Santos


Osmar no auge da carreira

Osmar Aparecido Santos (Osvaldo Cruz, 28 de julho de 1949) é um ex-radialista e locutor esportivo brasileiro. Após um grave acidente de automóvel atua como pintor.
Formado em Educação Física, Administração e Direito, Osmar Santos, também conhecido como “O Pai da Matéria”, trabalhou como locutor esportivo nas rádios Jovem Pan, Record e Globo onde continua contratado mas sem narrar mais as partidas devido ao grave acidente de automóvel que sofreu em 22 de dezembro de 1994 e que afetou sua fala, que era seu dom. Hoje como artista plástico, dedica parte de seu tempo em pinturas sobre telas. Trabalhou também nas redes de televisão Rede Globo, Rede Record e Rede Manchete. Narrou a Copa do Mundo de 1986 pela Rede Globo como primeiro locutor, na companhia de Galvão Bueno (2º locutor) e Luís Alfredo (3º locutor). Fez para a Rede Manchete a Copa do Mundo de 1990 com comentários de Zagallo.
Foi um dos melhores narradores de futebol do rádio brasileiro. Faziam parte da equipe comandada por Osmar na Rádio Globo, na fase de maior sucesso: Loureiro Júnior e Carlos Aymard (comentaristas), Fausto Silva (o Faustão da Globo), Roberto Carmona e Henrique Guilherme (repórteres de campo). E os também narradores: Oswaldo Maciel, Oscar Ulysses e Odinei Edson (esses dois últimos, seus irmãos). Juarez Soares também participou da equipe, como apresentador de um programa que falava de futebol e variedades. Com base nessa experiência, Osmar Santos e sua equipe passaram a apresentar o programa e variedades Balancê (que tinha na produção Odir Cunha, com Lucimara Parisi na produção artística).
Osmar Santos teve uma participação importante como locutor dos comícios da campanha política de 1984 pelas Diretas Já!. Bastante popular, recebeu proposta para candidatar-se a cargos políticos, mas não aceitou.
Osmar Santos vinha sendo preparado para trabalhar na Rede Globo, onde atuou como narrador de futebol e apresentador, mas quem acabou sendo contratado em 1989 para apresentar o programa dominical da Globo foi seu amigo Fausto Silva. Faustão havia se destacado no programa Perdidos na Noite, produzido pela TV Record a partir de 1982, e TV Bandeirantes, a partir de 1986.
Sempre muito criativo, inovou também quando passou a narrar partidas pela TV Record. Em alguns momentos a câmera o mostrava na cabine e ele falava diretamente com o telespectador. Também criou bordões que foram tão bem aceitos pelo público, que ecoavam pelos estádios, como o famoso “Parou por quê, por que parou?”. Entre suas expressões inesquecíveis, estão: Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha, “Um prá lá, dois prá cá, é fogo no boné do guarda”, “Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho”, “No carocinho do abacate” “ai garotinho”, “vai garotinho porque o placar não é seu” e uma das narrações de gol mais marcante do rádio brasileiro.
Seu irmão Oscar Ulisses comanda a equipe de esportes da Rádio Globo. Seu outro irmão Odinei Edson narra a Fórmula 1 para a Rádio Bandeirantes. Na Bandeirantes trabalha também o seu primo Ulisses Costa.
Em 1994 sofreu um grave acidente de carro que lhe produziu graves seqüelas devido aos danos cerebrais que sofreu quando viajava de Marília para cidade de Lins, em São Paulo, quando ele foi atingido por um motorista de caminhão bêbado. Teve grande recuperação de várias funções, porém sua fala ficou comprometida, sendo capaz de pronunciar menos de cem palavras, impedindo-lhe de continuar trabalhando como narrador. Hoje se dedica à pintura.
O Troféu Osmar Santos é concedido a cada ano à equipe que termina o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de Futebol em primeiro lugar.

6240 – Mega Memória Humor – Cabaré do Barata


O Cabaré do Barata foi um programa exibido na Rede Manchete que era apresentado por Agildo Ribeiro em que ele contracenava com fantoches de políticos como Fernando Collor de Mello, Leonel Brizola, Luís Inácio Lula da Silva, e outros fantoches oriundos do programa Agildo no País das Maravilhas, era exibido às quartas feiras as 22:30 da noite.
Seu tema de Abertura era a música “Por Debaixo dos Panos” cantada por Ney Matogrosso.
Um programa muito engraçado porque plagiava de forma inteligente os políticos.

6239 – A Importância Ecológica da Água


É a substância mais abundante sobre a superfície da Terra pois ocupa 70%.
Por ter os oceanos uma extensão 2,5 maior que a terra firme, e por ser habitável em todas as profundidades, o mar constitui um espaço vital mais de 300 vezes maior que o terrestre.
A água tem um calor específico, calor latente de evaporação mais elevados que qualquer outra substância comum e apresenta um ponto de congelamente relativamente elevado. Oceanos e lagos gelam somente na superfície.
A água possui uma tensão superficial maior que qualquer das substâncias correntes, exceto o mercúrio, propriedade de grande importância ecológica, já que determina sua circulação no interior e através dos organismos. Assim como sua ascensão das camadas inferiores à superfície do solo.

6238 – Segurança Pública – A Rota: Matar ou Morrer


Para conseguir otimizar seus serviços, a ROTA depende do aspecto mais importante dentro de sua estrutura: o homem. Diferenciados pelas boinas negras e pelo braçal com a inscrição “ROTA” e o Brasão do Primeiro Batalhão de Choque “TOBIAS DE AGUIAR”, estes policiais não sentem em suas fardas um grau de superioridade, mas sim um sentimento de bem servir aos preceitos assimilados e aprendidos desde o início de suas carreiras, obedecendo ao juramento por eles prestados em seu ingresso nas fileiras da Corporação. Com um treinamento constante, uma noção pormenorizada de doutrina em patrulhamento, o que leva à padronização quase total de procedimentos, e um elevado respeito aos ditames de Hierarquia e Disciplina dentro da Polícia Militar, nossos homens buscam em seu dia-a-dia o motivo que faz da ROTA um símbolo de qualidade e um exemplo a ser seguido: a máxima qualidade no emprego de meios para a defesa da sociedade.

Do site oficial da PM

Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, mais conhecidas pelo seu acrônimo ROTA, é uma modalidade de policiamento do 1º Batalhão de Policiamento de Choque – “Tobias de Aguiar” – e uma tropa reserva do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Em 1951 o batalhão, com antigo nome de “Batalhão de Caçadores”, foi batizado com o nome de Tobias de Aguiar, ficando então “Batalhão de Caçadores Tobias de Aguiar”.
O então Presidente da Província Rafael Tobias de Aguiar, antigo nome dado ao então governador, ficou conhecido como o criador da policia militar.
Com uma média de 120 viaturas e um efetivo de 860 homens.
Constitui-se numa força tática da Polícia Militar, que visa possibilitar flexibilidade e capacidade de reação com o uso do policiamento motorizado. Utilizada na necessidade do controle de distúrbios civis através do agrupamento de viaturas, conforme o caso, Grupo de combate, Pelotão, Companhia ou Batalhão de Choque.
A história do Batalhão é defender as Instituições Republicanas. Após diversas denominações, passou a ostentar seu nome atual em 15 de dezembro de 1975.
O Batalhão Tobias de Aguiar, começou a ser construido em 1888 e terminou sua construção em 1892, mas no dia 1 de dezembro 1891 o prédio foi ocupado por tropas da polícia. O Batalhão Tobias de Aguiar, foi o terceiro Quartel construído no então Corpo Policial Permanente. Projeto de autoria do notável arquiteto Ramos de Azevedo e inspirado na arquitetura militar francesa, de estilo surgido na Europa, na primeira metade do Século XIX, com o nome de “Estilo Pós-Napoleônico”. Teve como modelo um Quartel da Legião Estrangeira Francesa no Marrocos. Em seu subsolo há uma rede de túneis que faziam ligações com os quartéis vizinhos e com a estação ferroviária.
O material para sua construção veio de diversas partes do mundo: telhas da França, tijolos da Itália e pinho de Riga, na Letônia. Atualmente, o prédio é patrimônio histórico e está tombado pelo CONDEPHAAT. Além do túnel, há a chaminé, situada do lado externo, próximo ao prédio, que serviu de referencial, durante a Revolução de 1924, contando hoje com marcas de disparos de canhões em quatro pontos.

O significado do brasão
1º Campo – Superior Esquerdo: Em goles (vermelho), que simboliza a audácia, grandeza e espírito de luta, cinco asas de águia em santor que é o símbolo da rapidez nas expedições militares, em ouro que simboliza o esplendor, a soberania e a constância.
2º Campo – Superior Direito: Em ouro com duas faixas diminuídas que simboliza o cinto do cavaleiro, abaixo destas, três flores-de-lis de goles (vermelho), na parte inferior, um escudo em fundo branco que é a simbologia da pureza e do ideal, uma águia em sable (negro) e a direita outras três faixas em sinople (verde) que é a simbologia da vitória, honra e civilidade.
3º Campo – Inferior Esquerdo: Em ouro, cinco merletas em santor que simboliza a indicação dos inimigos vencidos em batalhas, em sable (negro) que é a simbologia da simplicidade, sabedoria, ciências e honestidade.
4º Campo – Inferior Direito: Em ouro, uma águia de goles (vermelho) e membrana de negro, que é a simbologia do poder, da vitória e da prosperidade, o que identifica o apelido dos AGUIARES e do 1º Batalhão de Choque “TOBIAS DE AGUIAR”.

O então chamado Primeiro Batalhão Policial Militar “Tobias De Aguiar” adquiriu o formato atual, pautado na mobilidade e eficácia, a partir de 1970 quando, no contexto da ditadura militar, participou da operação de desmantelamento de um centro de treinamento de guerrilha da VPR atuante no Vale do Ribeira. Apesar de ter sido considerada bem-sucedida, os remanescentes do grupo conseguiram escapar, entre eles Carlos Lamarca e Yoshitane Fujimori, que continuam a militância na capital de São Paulo e na Grande São Paulo; O grupo era acusado de terrorismo pelo regime militar. O Batalhão é reformulado visando o combate à guerrilha urbana. É instalada na sede do “Batalhão Tobias de Aguiar” a central de comunicações com a finalidade de apoiar as viaturas em serviço. As viaturas são equipadas com rádio transceptor para maior agilidade nas Operações da Polícia Militar com a Base Aguiar ou com as viaturas no policiamento; os policiais recebem a boina negra como marca característica. Sob o comando do Ten.-Cel. Salvador D’Aquino o grupo passa a ter o papel de ronda bancária, patrulhamento urbano e tropa de choque para agir onde a polícia comum não tinha condições de fazê-lo. Em 15 de outubro de 1970, passa a denominar-se Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – ROTA. Uma das primeiras vítimas da ROTA no combate a guerrilha urbana é o cabo PMESP Nelson Martinez Ponce, assassinado ao tentar salvar os passageiros de um onibus em Vila Brasilandia que estavam sendo retirados sob ameaça de armas dos guerrilheiros do MOLIPO em 01 de novembro 1971.

6237 – Trabalhar Emagrece


Um estudo mostrou que tarefas domésticas e atividades físicas consomem calorias. Pesquisadores da Universidade de Minessota, de Stanford e da Califórnia demonstraram que atividades corriqueiras como lavar o carro, varrer o chão ou fazer o supermercado podem gastar mais energia do que se imagina. Uma dona de casa que varre com vigor os carpetes de seu apartamento pode gastar tanta energia quanto um goleiro numa final de campeonato. Uma pessoa que passa a trade debriçada sobre os livros consomeo dobro das calorias que alguém vendo televisão. Quanto mais tempo se levar nas tarefas, mais calorias serão queimadas. Um copo de coca cola é eliminado em uma hora de sono. O corpo gasta mais de 70% de toda a sua energia só na manutenção da atividade celular. Para se manter vivo, um indivíduo de 70 quilos queima 63 calorias por hora, já um bombeiro em ação queima 840 calorias por hora, o mesmo que um boxeador. Uma pessoa obesa consome mais energia que a magra para fazer o mesmo exercício.

6236 – Instituições Científicas – O COPPE


É um órgão suplementar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que coordena a maioria dos programas de pós-graduação em engenharia desta universidade. O instituto é considerado o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina, estando sua sede localizada no prédio do Centro de Tecnologia (CT), na Cidade Universitária, Rio de Janeiro.

São 240 professores doutores, 120 engenheiros, 350 técnicos e 130 funcionários de administração e manutenção. Em conjunto ocupam uma área de 10 mil m² na Ilha do Fundão, no RJ e operam 64 laboratórios científicosdesde 1963.
Nessas 4 décadas deu origem a milhares de teses. Com as platafromas de prospecção de petróleo em alto mar, graças as quais perfura-se o mesmo na costa brasileira em profundodades inigualáveis. Um mapeamento de doenças está sendo realizado, com o objetivo de auxiliar no diagnóstico de males tropicais como a malária, esquitossomose e doença de chagas. A lista de endemias arquiva em computador , poderá ser usada como base em um programa capaz de imitar o raciocínio médico e fazer diagnósticos automaticamente. Só a doença de Chagas tem 9 formas clínicas diferentes. Há grande expectativa com relação a filtração artificial do sangue, a hemodiálise. A tecnologia para fabricar membranas foi aperfeiçoada há 2 décadas e se tornou mais rápida e barata a produção de substâncias de origem biológicas como os antibióticos. Seu desempenho deve melhorar ainda mais com o advento das películas tipo fibra oca.

A instituição, que possui 12 programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), já formou mais de 11,5 mil mestres e doutores e conta hoje com 325 professores doutores em regime de dedicação exclusiva, 2 800 alunos e 350 funcionários, entre pesquisadores e pessoal técnico e administrativo. Para atender às demandas de sua crescente produção científica e o desenvolvimento de projetos de pesquisa contratados, conta com 116 modernos laboratórios, que formam o maior complexo laboratorial do país na área de engenharia.

6235 – Um robô falsário


Em 2011, Barack Obama tinha um documento extremamente importante para assinar. Era um projeto de lei polêmico, renovando a autorização para torturar suspeitos de terrorismo. O Pentágono queria que ele fosse aprovado imediatamente, sob pena de colocar os EUA em risco. Só que Obama estava longe, em viagem à França. O que fez? Apelou para a autopen: um aparelho de US$ 7 mil que tem a capacidade de reproduzir assinaturas com perfeição (chega até a simular variações naturais, como tremidinhas e irregularidades, para deixar a assinatura mais autêntica ainda). Um assessor simplesmente colocou o documento na frente da máquina, que estava na Casa Branca, e apertou um botão.
A autopen foi inventada em 1937, mas Obama foi o primeiro presidente a usá-la para assinar algo importante (John Kennedy tinha feito uso do aparelho, nos anos 60, mas só em cartas para eleitores). A assinatura original é escaneada num computador e transferida para a máquina, capaz de assinar 10 papéis por minuto. O aparelho também é usado por celebridades, como o ator Johnny Depp, para autografar fotos enviadas aos fãs. E também pode ser empregado em fraudes – como na falsificação de autógrafos, que têm todo um mercado nos EUA (o mais caro e raro é o do astronauta Neil Armstrong, que vale US$ 8 700).
A autopen não é usada no Brasil. “Uma lei assinada pelo chefe de Estado tem validade, independente de se ele usou a autopen”, explica o jurista Coriolano Almeida Camargo. Para isso, o uso do aparelho teria de ser previamente autorizado por uma lei. Escrita – e assinada – por mãos humanas.

6234 – Comer verduras e fazer exercício altera o seu DNA


A prova disso surgiu em um estudo realizado por cientistas da Universidade de McGill, no Canadá. Eles acompanharam 27 mil pessoas que possuíam o gene 9p21 -que aumenta o risco de doenças cardíacas. Nos voluntários que consumiram uma dieta rica em vegetais, esse gene parou de funcionar. Isso acontece porque o microRNA, molécula presente no material genético das plantas, interage com o DNA humano – tendo o poder de ativar ou desativar nossos genes. “Além dos nutrientes das plantas, também estamos comendo informações que podem regular nosso material genético”, diz o líder do estudo, o bioquímico Chen-Yu Zhang, da Universidade de Nanjing, na China.
Já a atividade física é capaz de mexer com o DNA dos músculos. Quando você se exercita, entram em ação enzimas que alteram o funcionamento dos genes dos músculos. “Elas reprogramam o tecido para que ele queime gordura e açúcar de forma mais eficiente”, diz a cientista Juleen Zierath, do Instituto Karolinska, na Suécia. Em ambos os casos, as alterações são temporárias. Se você parar de se exercitar ou comer verduras, seus genes voltam ao estado anterior. A chave da vida saudável está programada no seu código genético – mas também depende de bons hábitos no dia-a-dia.

6233 – Livro proibido de Hitler será relançado na Alemanha


Mein Kampf (Minha Luta), que foi escrito por Adolf Hitler e desde 1945 está banido do país, irá voltar às livrarias alemãs. A obra será republicada pelo governo do estado da Bavária, que irá incluir críticas ao nazismo e explicações históricas junto com o texto original. Segundo as autoridades, a medida, que gerou polêmica no país, é uma tentativa de se antecipar a grupos neonazistas – que deverão reeditar Mein Kampf a partir de 2015, quando ele passará a ser de domínio público. No Brasil, já existe uma editora interessada em lançar o livro.

6232 – Apple usa energia suja – 54% vem do carvão


Se a internet fosse um país, estaria em quinto no ranking mundial de consumo de energia, passando França e Alemanha. Cada clique representa gasto energético e esse desperdício acontece longe do usuário, em servidores que, segundo o Greenpeace, usam carvão para funcionar, a fonte de energia mais poluente.
Confira a porcentagem de energia vinda do carvão usada em grandes empresas de tecnologia:
– 54% da energia utilizada pela Apple vem do carvão.

– 53% da energia utilizada pelo Facebook vem do carvão.

– 49% da energia utilizada pela HP vem do carvão.

– 42% da energia utilizada pelo Twitter vem do carvão.

– 35% da energia utilizada pelo Google vem do carvão.

– 34% da energia utilizada pela Microsoft vem do carvão.
– 18% da energia utilizada pelao Yahoo vem do carvão.

6231 – A Bíblia ao pé da letra


O Velho Testamento deixa claro que as mulheres deveriam ser funcionárias de seus maridos. Funcionárias mesmo: não só com deveres, mas com direitos também. Se uma esposa fosse “demitida” pelo parceiro, por exemplo, podia ganhar uma carta de recomendação, que a moça podia usar como trunfo na hora de tentar uma vaga de mulher de outro sujeito.
Não é exagero falar em “vaga”: um homem podia ter tantas esposas quanto quisesse (ou melhor: quanto pudesse adquirir e sustentar). A poligamia era a regra. Tanto que o primeiro caso aparece logo no capítulo 4 do primeiro livro da Bíblia: “E tomou Lameque para si duas mulheres” (Gênesis).
A situação era tão comum que vários dos personagens mais importantes do Antigo Testamento viviam com mais de uma esposa sob o mesmo teto. Abraão acolhe uma segunda mulher a pedido de Sara, sua número 1, que não conseguia ter filhos. Depois a própria Sara dá à luz Isaac, enquanto a escrava Hagar tem Ismael. Nota: a tradição considera o primeiro como pai de todos os judeus e o segundo, patriarca dos povos árabes.

O caso de Jacó, filho de Isaac e também patriarca de todos os judeus, é o mais conhecido: ele casa com as irmãs Lea e Raquel, filhas de Labão. E compra o dote delas trabalhando no pastoreio do sogro por 14 anos – 7 anos de labuta por cada esposa.

Mas nunca na história do Livro Sagrado houve maior predador matrimonial que Salomão, o rei: foram 700 esposas. Setecentas de papel passado, já que o sábio soberano ainda mantinha 300 concubinas. E tudo isso sem pílula nem camisinha… Por isso mesmo o Deuterônimo traz regras para a distribuição de bens entre filhos de diferentes mulheres – os rebentos de mães com mais milhagem em anos de casamento ganham mais. E os primogênitos também. Mas por quê, afinal, a poligamia era a regra lá atrás? “Provavelmente porque havia mais mulheres do que homens entre os judeus, que com frequência estavam envolvidos em guerras violentas. A poligamia, então, era uma forma de garantir a manutenção da população”, diz o historiador Richard Friedman, professor de estudos judaicos da Universidade da Geórgia. “Além disso, uma mulher solteira tinha pouquíssimas alternativas para sobreviver, a não ser se prostituir. Quando um único homem é provedor de várias mulheres, essa questão acaba minimizada.”
O Novo Testamento não cita tantos exemplos de poligamia, mas sugere que ela ainda era comum no século 1. Jesus não toca no assunto, mas, em duas cartas, são Paulo recomenda que os líderes da nova comunidade cristã tenham apenas uma esposa porque “assim eles teriam mais tempo para dedicar aos fiéis”. “O cristianismo só refuta a poligamia quando se aproxima do poder em Roma, que proibia a poligamia”, afirma Brettler. Como escreve santo Agostinho no século 5, “em nosso tempo, e de acordo com o costume romano, não é mais permitido tomar outra esposa”.
Escravas também tinham direitos: se um homem casava com uma de suas servas, só poderia se divorciar se vendesse a mulher para outro senhor. Bom para a mulher, já que evita a situação constrangedora de trabalhar para o ex – e de graça… Menos “feminista” é outra lei bíblica: quando um homem morre e deixa uma viúva, seu irmão deve casar com ela, para garantir que o patrimônio da família não se perca. O adultério, adivinhe, é crime – pudera: no Brasil mesmo era crime até 2005 (detenção de 15 dias a 6 meses, segundo o artigo 240 do Código Penal). A diferença é que lá a pena era de morte mesmo – para ambos os envolvidos na relação sexual fora da lei.

Mais brando é são Paulo, que dá orientações para o dia a dia do casal. Ele até diz que os homens são a cabeça da relação, mas pede que os maridos respeitem as esposas. Um grande salto para nas regras de matrimônio da Antiguidade.

Além de polígamo, qualquer homem podia ter amantes, contanto que oficiais. Eram as concubinas. Jacó trabalhou 14 anos pela posse de suas duas mulheres – mas ganhou duas concubinas de bônus pelos bons serviços prestados. Uma série de regras estabelece como deve ser a vida sexual também: toda mulher tem de se casar virgem, ou então poderá ser dispensada pelo marido – por outro lado, se o marido acusar falsamente a esposa de não ter casado casta, deve permanecer com ela até o fim da vida. Para comprovar sua pureza, a acusada devia apresentar testemunhas dispostas a defender a limpidez do passado dela. As leis sexuais, enfim, eram bem abrangentes: “Quem tiver relações com um animal deve ser morto”, diz o Êxodo. E masturbação também não pode. Como diz o sutil são Paulo: “A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao marido. E o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à esposa”. “O sexo na Bíblia é cheio de contradições”, diz o arqueólogo Michael Coogan, autor de God and Sex (Deus e o Sexo). “É de se desconfiar que fossem realmente levados a sério naquela época.”

A ética comercial do Livro Sagrado tem regras simples: não roubar nem trapacear no peso ou fazer nada que prejudique a outra parte. A cobrança de juros também é proibida. As ordens se repetem ao longo da Bíblia, sempre em tom firme: “Não tomarás dele juros nem ganho” (Levítico), “Não emprestando com usura, e não recebendo mais do que emprestou” (Ezequiel). E isso numa época em que a grande moeda corrente eram sacos de grãos. O fato é que a restrição à cobrança de juros é mais antiga do que a Bíblia. As leis da Babilônia, codificadas mil anos antes, já impunham tetos na cobrança de juros, provavelmente para evitar que os mais espertos enriquecessem à custa de empobrecer o resto da sociedade. Jesus, inclusive, radicaliza. Não só condena os juros como também a cobrança do principal (a quantia emprestada inicialmente): “E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso?” (Lucas). Cristo, aliás, dá muita atenção à cobiça. “Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus, 6:24), diz. E pede que seus seguidores façam como os lírios-do-campo, que recebem proteção e alimento da divindade sem precisar trabalhar. Também diz, para desespero de um fiel cheio de posses, um de seus maiores hits verbais: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus”. Mas existe uma exceção na política bíblica de juros: nos casos em que o empréstimo é concedido a um não-judeu (“um estranho”, nas palavras do Deuterônimo), é permitido praticar a usura. Até por isso os judeus se tornaram os grandes banqueiros da Idade Média.

Mas a parte mais humanista nas relações de trabalho previstas na Bíblia é uma regra para os fazendeiros: sempre deixar sem colher as plantações das bordas do terreno. Para quê? Para que as pessoas mais pobres, sem-terra, possam aproveitar essa parte.

O álcool nem sempre foi consumido com moderação na Bíblia. A palavra “vinho” é citada mais de 200 vezes, e os porres são frequentes: Ló é embebedado pelas filhas e Amnon, filho de Davi, está mais pra lá do que pra cá quando é assassinado por ordem de seu irmão Absalão – a quem interessar: foi pelo crime de ter estuprado a própria irmã, Tamar. “Os sacerdotes são orientados a não beber antes de entrar no templo, e o álcool é relacionado à perda de controle pessoal e da capacidade de diferenciar o bem do mal. Mas nada no texto bíblico proíbe o consumo”, diz historiador Marc Zvi Brettler.

A medicina bíblica é obcecada por manchas na pele – uma preocupação muito compreensível para um povo que vivia no deserto, sob um sol escaldante. Os líderes religiosos é que faziam o papel de médicos. “Quando um homem tiver na pele inchação ou pústula, então será levado a Arão ou a um de seus filhos, os sacerdotes” (Levítico).

Os sacerdotes avaliavam pessoalmente cada caso suspeito, seguindo as regras estabelecidas por Deus, transmitidas a Moisés e transcritas no Livro Sagrado. Primeiro, passar azeite sobre o ferimento (o mesmo produto também é recomendado para lavar os cabelos). Depois de uma semana, no retorno da consulta, vem o diagnóstico definitivo: se o pelo sobre a mancha estiver mais claro, e a ferida estiver mais funda do que a pele, o doente tem lepra.
A partir desse momento, a vítima não tem mais espaço na comunidade. É obrigada a andar pelas ruas, anunciando sua condição para evitar que desavisados entrem em contato com o doente e também sejam contaminados. Ocasionalmente, profetas conseguiam curar leprosos. No Novo Testamento, os sacerdotes cristãos são indicados para curar todo tipo de doença. “A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará” (Tiago).
A Bíblia também orienta na educação dos filhos. Eles devem ser apresentados a Deus recém-nascidos e, no caso dos meninos, circuncidados no oitavo dia de vida. Ao longo da infância, os pais têm a obrigação de repassar a eles a palavra de Javé. Já o Novo Testamento é mais pedagógico, digamos assim: enfatiza a educação pelo bom exemplo dos pais, para que os jovens respeitem a Deus e se comportem corretamente por vontade própria, e não porque foram forçados. Criar adultos calmos e centrados também é importante. “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios). Quando não funcionar, o Antigo Testamento indica que um bastão flexível deve ser usado para bater nos desobedientes (no Brasil, seu uso poderá trazer problemas com a Justiça caso seja aprovada a Lei da Palmada). O objeto tem até nome, vara da correção, e é indicado para qualquer situação em que o pai considere que a criança não seguiu suas instruções.

Sobre a Homossexualidade
O amor entre homens era punido com a morte – a não ser que você fosse o rei Davi. Os livros Samuel I e Samuel II contam a história da amizade entre ele e Jonatã, filho do rei Saul, antecessor de Davi e candidato natural ao trono de Israel. Davi acaba escolhido para a sucessão, mas isso não abala o relacionamento dos dois. Está escrito: “A alma de Jonatã se ligou com a alma de Davi. E Jonatã o amou, como à sua própria alma” (Samuel I). Em outra passagem, Jonatã tira todas as roupas, entrega a Davi e se deita com ele. “E inclinou-se 3 vezes, e beijaram-se um ao outro” (Samuel I). “Esse relato incomoda os intérpretes tradicionais da Bíblia, que tentam explicar a relação como uma forte amizade, e o beijo como um costume comum entre homens”, diz o historiador finlandês Martii Nissinen, da Universidade de Helsinki e autor de Homoeroticism in the Biblical World (Homoerotismo no Mundo Bíblico). “Mas é difícil negar a referência à homossexualidade nesse caso, mesmo que a lei judaica a proíba expressamente.” Em mais de uma ocasião, os relacionamentos entre homens são chamados de “abominação” e “pecado contra Javé”. Para alguns especialistas, o Antigo Testamento também sugere um relacionamento homossexual entre duas mulheres, Noemi e sua nora Rute. Está no livro de Rute um trecho em que ela diz a Noemi: “Aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu.” Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada”.

Muito sangue jorra na Bíblia. Abraão é orientado a sacrificar seu próprio filho Isaac a Javé – e teria obedecido, caso um anjo não aparecesse no último minuto dizendo era tudo um teste para sua fé. Além disso, durante os 40 dias em que detalha suas regras ao patriarca, Deus exige uma série de sacrifícios de animais.

Os rituais são descritos com grande riqueza de detalhes. Moisés manda matar e drenar 12 bois. O sangue é colocado numa tina. Metade é lançada no altar e o resto sobre a multidão. Carneiros abatidos são esfregados no corpo de fiéis, que seguram seus rins nas mãos para oferecê-los a Javé. Pedaços de bichos são queimados sobre o altar. Era uma forma de trocar favores com os deuses. Por isso mesmo, o sacrifício de animais existe em praticamente todas as culturas da Antiguidade. “O sangue é o maior símbolo da vida.
Sequestro, adultério, homossexualidade, prostituição… Tudo isso dava pena de morte. Até fazer sexo com uma virgem poderia custar a vida do “criminoso”. Esse caso, aliás, é um labirinto jurídico: se um homem transar com uma virgem dentro de uma cidade, os dois morrem; se for no campo, só ele. A lógica é que, dentro da cidade, alguém ouviria a virgem gritando por socorro caso o sexo não fosse consentido. Se ninguém ouviu é porque ela não gritou, supõe a lei. E se não gritou é porque cometeu um crime também – o de consentir. No campo é diferente: não dá para saber se ela gritou ou não. Na dúvida, então, morre só o homem.

Matar também dava em pena de morte, claro: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu” (Gênesis). Adorar outros deuses também trazia problemas sérios, já que é sinal de desobediência a um mandamento fundamental: “Não terás outros deuses diante de mim”. Moisés chega a mandar matar 3 mil judeus por causa disso.

O Levítico também manda matar prostitutas a pedradas, a não ser que a moça de vida fácil seja filha de um sacerdote. Aí a punição é pior: “Com fogo será queimada”. A regra seria fortemente contestada por Jesus, com a famosa frase que salvou Maria Madalena: “Aquele que não tem pecado atire a primeira pedra”. Ainda assim, nem todos os autores do Novo Testamento parecem concordar com a recomendação de Cristo. As cartas de são Paulo, por exemplo, defendem o respeito à lei romana, que autoriza o apedrejamento a prostitutas.

Como o Antigo Testamento não aceita o aborto, é crime provocá-lo, mesmo que por acidente, mas a pena depende da gravidade da situação. Se dois homens brigarem e, no meio do quebra-pau, ferirem sem querer uma mulher grávida que estava por perto e provocarem a morte do feto, os dois vão pagar uma indenização estabelecida pelo marido – que perdeu um bem precioso, seu herdeiro. Agora, se a mãe ficar gravemente ferida ou morrer, então vale a famosa lei do Talião – “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe” (Êxodo). Em geral, a pena de morte por apedrejamento não precisava ser julgada pelos sacerdotes. A maioria dos crimes recebia a punição na hora, diante de um grupo de pessoas que presenciaram a cena ou que estavam por perto da cena do crime e foram informadas. Mas também existem regras mais amenas, estas, sim, negociadas dentro dos tribunais e com direito a defesa do acusado. Por exemplo: o Antigo Testamento estabelece que toda mulher menstruada é tão impura que até mesmo os lugares onde ela se senta devem ser evitados. Se um homem encostar na esposa, na mãe ou na irmã nesse período do mês, ele não pode sair de casa por sete dias. E, se fizer isso, pode ter de pagar uma multa.

Em caso de roubo e furto ou qualquer outro prejuízo ao patrimônio alheio, como matar por acidente o cabrito do vizinho, a pena é o pagamento de 4 vezes o valor do bem que foi levado ou destruído. Se a pessoa que cometeu a infração não tivesse condições de pagar, podia ser vendida como escrava.
Tudo isso, é claro, são aspectos de uma vida cotidiana que não existe mais. Mas com a mensagem essencial dos textos sagrados é diferente. E essa mensagem pode ser resumida em uma frase, que também ecoa em todas as grandes religiões da Terra: não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você. Ou mais ainda, como Jesus diz no Evangelho de Mateus: “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós”. Está aí uma recomendação impossível de refutar. E que geralmente traz ótimos resultados.

6230 – Celular – Uma suspeita no ar


Ele foi acusado de causar câncer nos EUA. Entretanto, a Ciência nunca conseguiu provas suficientemente fortes para condenar em definitivo o seu uso, confirmando as suspeitas de que certas fontes de microondas como fios de alta tensão ou radar possam provocar o câncer. Na dúvida,os médicos recomendam que as pessoas evitem contato contínuo com tais fontes de radiação. O argumento a favor dos celulares é que operam em frequência insuspeita de causar o câncer, entre 840 e 880 Mhz.
A energia emitida por um telefone celular equivale a cerca de 10% da potência de uma lâmpada doméstica e não é suficiente nem para esquentar a pele. Dois usuários de telefone celular de Chicago entraram com um processo contra os fabricantes Motorola e Mitsubish, com o argumento de que não foram avisados sobre os supostos perigos do equipamento. Até o momento, as suspeitas ainda carecem de provas científicas. A grande vítima na ocasião dos boatos foram os produtores dos aparelhos que viram despencar a venda de seus produtos e a momentânea queda das ações na bolsa de valores.

6229 – Arqueologia – Um cerâmica de 20 mil anos


A cerâmica é bem mais antiga do que se imaginava: fragmentos com cerca de 20 mil anos de idade foram achados na caverna de Xianrendong, na China, recuando em até 3.000 anos o uso conhecido desses artefatos.
A data impressiona, pois mostra que a cerâmica já era usada por tribos de caçadores-coletores 10 mil anos antes de surgir a agricultura.
De acordo com os cientistas, até recentemente se achava que a cerâmica tinha sido desenvolvida primeiro por populações sedentárias, que praticavam agricultura.
“A invenção da cerâmica ocorreu também entre outros grupos de caçadores-coletores, não agricultores, em outras partes do mundo”, disse à Folha o líder da pesquisa, o israelense Ofer Bar-Yosef, da Universidade Harvard (Costa Leste dos EUA).
Para o pesquisador Gideon Shelach, da Universidade Hebraica de Jerusalém, que escreveu um comentário na revista “Science”, a origem da cerâmica no leste da Ásia precisa ser mais estudada.
“A comida na China aparentemente foi baseada no cozimento e no vapor desde o começo”, diz Bar-Yosef. No Oriente Médio, a comida incluía mais grãos e sementes.
“No leste da Ásia a cerâmica primitiva não era importante pelo seu uso econômico direto, mas para funções sociais, como rituais.”
Datações em Xianrendong estimam que a caverna foi ocupada entre 29 mil e 17,5 mil anos atrás.
A idade da cerâmica coincide com o pico da última Era do Gelo, quando houve uma redução dos recursos alimentares. O cozimento em cerâmica ajuda a obter mais energia dos alimentos.

6228 – Leite materno bloqueia transmissão do HIV em estudo com cobaias


Uma substância ainda desconhecida e presente no leite materno teria a capacidade de ‘matar’ o vírus da Aids, sugere pesquisadores norte-americanas.
A amamentação pelo peito é uma das vias mais recorrentes de transmissão do HIV em bebês, que também podem se infectar quando ainda estão no útero da mãe ou durante o parto.
Os riscos do recém-nascido de tomar leite da mãe HIV positivo em um único dia são extremamente baixos. Esse quadro é diferente quando a quantidade e o período são maiores: entre 5% a 20% adquirem o vírus.
Sem uma terapia antiviral, somente 65% das crianças infectadas com HIV sobrevivem até o primeiro ano de vida e menos da metade atinge os dois anos de idade.
Contraditoriamente, estudos anteriores já apontaram para as propriedades antivirais do leite materno. Quando tomado exclusivamente (sem qualquer outro líquido ou comida sólida na dieta do bebê), o leite reduz drasticamente a taxa de transmissão do HIV por leite materno.
A pesquisadora Angela Wahl e colegas, da Universidade da Carolina do Norte, criaram, pela primeira vez, cobaias “humanizadas” para estudar a transmissão oral do HIV em ambientes laboratoriais, o que não tinha sido feito antes.
Ou seja, os roedores receberam tecidos da medula óssea, fígado e timo humanos, tornando-os susceptíveis à infecção. Depois, beberam leite contaminado por HIV.
O resultado é que não ocorreu a transmissão do vírus, como era esperado.
“Mostramos que o leite tem uma habilidade intrínseca de ‘matar’ o HIV”, disse Victor Garcia, que supervisionou o trabalho.
A pergunta que se faz é como, então, alguns bebês teriam contraído HIV de suas mães? A resposta para isso pode ser o contato com o sangue da mãe, a partir de um mamilo com rachaduras criadas durante a amamentação.
A próxima meta dos cientistas é identificar qual é o ingrediente misterioso do leite que combate o vírus HIV e se ele é alterado em diferentes estágios de lactação.
O estudo está disponível na versão on-line do “Plos Pathogens”.

6227 – Os Cometas


Corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilômetros.
A palavra cometa é originada da palavra do Latim cometes que vem da palavra do grego komē, que significa “cabeleira da cabeça”. Aristóteles usou pela primeira vez a derivação komētēs para descrever cometas como “estrelas com cabeleira”. O símbolo astronômico para cometas (☄) consiste de um disco com uma cauda similar a uma cabeleira.
Os cometas são classificados em:
periódicos: são cometas que possuem órbita elíptica bem alongada e geralmente voltam à vizinhança solar em períodos inferiores a 200 anos. Os nomes destes cometas começam com P ou de um número seguido de P.
não-periódicos: são cometas que foram vistos apenas uma vez e geralmente possuem órbitas quase parabólicas retornando à vizinhança solar em períodos de milhares de anos, caso retornem. Os nomes dos cometas não-periódicos começam com C.
extintos: são cometas que já desapareceram por terem impactado com outro astro ou se desintegrado em suas passagens muito próximas e frequentes do Sol. Seus nomes costumam ser alterados para começarem com a letra D.
Os cometas possuem uma grande variedade de períodos orbitais diferentes, variando de poucos anos a centenas de milhares de anos, e acredita-se que alguns só passaram uma única vez no Sistema Solar interior antes de serem arremessados no espaço interestelar. Acredita-se que os cometas de período curto tenham sua origem no Cinturão de Kuiper, ou em seu disco de espalhamento, que fica além da órbita de Netuno. Já os cometas de longo período, acredita-se que se originam na Nuvem de Oort, consistindo de restos da condensação da Nebulosa solar, bem além do Cinturão de Kuiper. Os cometas são arremessados dos limites exteriores do Sistema Solar em direção ao Sol pela perturbação gravitacional dos planetas exteriores (no caso dos objetos no Cinturão de Kuiper) ou de estrelas próximas (no caso dos objetos da Nuvem de Oort), ou como resultado da colisão entre objetos nestas regiões.
Acredita-se que uns asteróides tenham uma origem diferente dos cometas, tendo se formado no Sistema Solar interior em vez do Sistema Solar exterior, mas algumas descobertas recentes tornaram um pouco mais nebulosa a distinção entre asteróides e cometas.
O núcleo dos cometas varia em dimensões de 100 metros para mais de 40 quilômetros. Eles são compostos de rochas, poeira, gelo, e gases congelados como monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, e amônia.
Os cometas são descritos popularmente como “bolas de gelo sujo”, apesar de que recentes observações revelaram superfícies secas poeirentas ou rochosas, sugerindo que os gelos estão ocultos abaixo da crosta. Os cometas também contém uma variedade de compostos orgânicos; além dos gases já mencionados, estão também presentes o metanol, cianeto de hidrogênio, formaldeído, etanol e etano, e talvez algumas moléculas mais complexas como hidrocarbonetos de cadeia longa e aminoácidos.
Devido a sua massa pequena, os cometas não conseguem se tornar esféricos sob sua própria gravidade, e por isto tem formas irregulares.
Surpreendentemente, os núcleos cometários estão entre os objetos mais escuros existentes no sistema solar. A Sonda Giotto descobriu que o núcleo do Cometa Halley reflete aproximadamente 4% da luz que incide sobre ele, e a Deep Space 1 descobriu que a superfície do cometa Borrelly reflete entre 2,4 e 3% da luz incidente sobre ele.
No sistema solar exterior, os cometas permanecem congelados e são extremamente difíceis ou impossíveis de detectar a partir da Terra devido a seu tamanho minúsculo. Detecções estatísticas de núcleos de cometas inativos no Cinturão de Kuiper tem sido relatadas a partir das observações do Telescópio Espacial Hubble, mas estas detecções tem sido questionadas, e ainda não foram confirmadas de forma independente. Conforme um cometa se aproxima do sistema solar interior, a radiação solar faz com que os materiais voláteis dentro do cometa vaporizem e sejam ejetadas do núcleo, carregando poeira junto com ela. Os fluxos de poeira e gás liberados formam uma enorme e extremamente tênue atmosfera em torno do cometa, chamada de coma, e a força exercida na coma pela pressão de radiação do Sol, e o vento solar, fazem com que uma enorme cauda se forme, que sempre aponta para longe do Sol.
Como resultado da perda de gases, os cometas deixam uma trilha de detritos sólidos atrás de si. Se o caminho do cometa atravessar o caminho da Terra, então naquele ponto provavelmente haverá uma chuva de meteoros à medida que a Terra atravessar a trilha de detritos. A chuva de meteoros perseidas ocorre todos anos entre 9 e 13 de agosto, quando a Terra passa pela órbita do cometa Swift-Tuttle. O cometa Halley é a origem da chuva de meteoros orionídeos, que ocorre todos os anos no mês de outubro.

Alguns cometas chegam a um final espetacular—ou caindo no Sol, ou atingindo um planeta ou outro corpo. Colisões entre cometas e planetas ou luas foram bastante comuns no início do Sistema Solar: algumas das muitas crateras da Lua, por exemplo, podem ter sido causadas por cometas. Uma colisão recente de um cometa com um planeta aconteceu em 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 partiu-se e colidiu com Júpiter.
Muitos cometas e asteróides colidiram com a Terra nos primeiros estágios. Muitos cientistas acreditam que o bombardeio de cometas na Terra jovem (cerca de quatro bilhões de anos atrás) trouxeram as vastas quantidades de água que agora preenchem os oceanos terrestres, ou pelo menos uma porção significativa dos mesmos. Mas outros pesquisadores tem dúvidas acerca desta teoria.[29] A detecção de moléculas orgânicas nos cometas levou a algumas especulações de que cometas ou meteoritos podem ter trazidos os elementos precursores da vida ou mesmo os primeiros elementos vivos para a Terra. Existem ainda muitos cometas próximos da Terra, apesar de uma colisão com um asteróide ser mais provável que a de cometas.
Suspeita-se que impactos cometários tenham, em longas escalas de tempo, levado quantidades significativas de água para a Lua, parte dela podendo ter sobrevivido como gelo lunar.

Primeiras observações
Cometa Halley representado na Tapeçaria Bayeux que mostra o Rei Harold I sendo informado do Cometa Halley antes da Batalha de Hastings em 1066.
Antes da invenção do telescópio, os cometas pareciam vir do nada no céu e gradualmente desaparecer de vista. Eles eram normalmente considerados mensageiros anunciando a morte de reis ou nobres, ou de desgraças por vir, ou mesmo interpretados como ataques de seres celestiais contra os habitantes da Terra.
De fontes antigas, como os ossos oraculares chineses, sabe-se que suas aparições tem sido notadas pelos humanos por milênios. Algumas autoridades interpretam as “estrelas caindo” no Gilgamesh, o Apocalipse e o Livro de Enoque como referências a cometas, ou possivelmente bólidos.
Em seu primeiro livro Meteorologia, Aristóteles propôs que os cometas dominariam o Ocidente por cerca de dois mil anos. Ele rejeitou as ideias de vários filósofos que os cometas fossem planetas, ou um fenômeno relacionado aos planetas, por que enquanto os planetas tinham seu movimento confinado ao círculo do Zodíaco, os cometas apareciam em qualquer parte do céu.

6226 – Criador de ‘Family Guy’ compra e doa estudos científicos de Carl Sagan


Série Cosmos,um dos legados de Carl Sagan

A Biblioteca do Congresso norte-americano anunciou na quarta-feira (27) ter adquirido estudos originais do cientista Carl Sagan, que levou questionamentos sobre a origem e os mistérios do Universo para dentro das casas de pessoas comuns com a série de TV “Cosmos”, exibida na década de 1980.
A aquisição, cujo preço não foi divulgado, só se tornou possível pela participação de Seth MacFarlane no processo. Ele é o criador dos desenhos “Family Guy”, “American Dad” e “The Cleveland Show”.
“Tudo que fiz foi assinar um cheque, mas foi algo que, para mim, valeu cada centavo”, comentou ele em entrevista.
O material é suficiente, disse a agência de notícias, para encher 800 gavetas. Há correspondências trocadas entre Sagan e seus colegas cientistas, além de rascunhos de artigos acadêmicos e de cenas do filme “Contato”, que foi baseado em um livro de ficção científica escrito por Sagan e rodado com Jodie Foster no papel principal.
O processo da compra teve um facilitador. MacFarlane conhece a viúva de Sagan, Ann Druyan. O primeiro contato foi durante um evento que colocou no mesmo local cientistas proeminentes e roteiristas e diretores de Hollywood.
A partir daí, os dois concordaram em dar seguimento ao mais famoso programa protagonizado por Sagan na TV, a série “Cosmos”, com MacFarlane como um dos produtores do projeto –as gravações devem começar ainda neste ano, com o astrofísico Neil deGrasse Tyson como apresentador. Tyson já tem alguma experiência televisiva, até do lado da comédia — já fez uma participação na série “The Big Bang Theory”, por exemplo.
Carl Sagan morreu em 1996, aos 62 anos. O cientistas contribuiu com a Nasa (agência espacial dos EUA) em vários projetos e realizou estudos sobre a possibilidade de vida extraterrestre.
Sagan também deu sua contribuição ao meio científico ao abordar temas atuais, como as mudanças climáticas globais, e foi coautor do artigo que cunhou o termo “inverno nuclear”, que defende a ideia de que o planeta seria coberto por nuvens espessas após uma guerra nuclear, o que afetaria toda a vida na Terra.