12.718 – Combustível feito de folhas biônicas tem potencial para substituir o petróleo


Cientistas da Universidade de Harvard, EUA, criaram uma célula solar, descrita como “folha artificial”, que usa energia solar para transformar dióxido de carbono e água em combustíveis renováveis. A descoberta gerou um produto similar ao óleo, que foi nomeado de “super combustível”. Os pesquisadores usaram o mesmo método da fotossíntese das plantas para criá-lo, mas por meio da adição de dióxido de carbono à água para fazer um hidrocarboneto.
Na fotossíntese, a glicose é produzida pela transformação do dióxido de carbono em glicose por meio da energia solar. O processo concebido pelos cientistas utiliza folhas artificiais e energia solar para transformar água e dióxido de carbono em combustíveis semelhantes aos formados a partir do petróleo. A energia criada é armazenada imediatamente, algo que não acontece com os painéis solares convencionais – que a convertem imediatamente em eletricidade.
De acordo com os pesquisadores, normalmente, as plantas convertem apenas um por cento da luz solar em combustível, mas as folhas artificiais fazem isso em à taxa de 10%. De acordo com Daniel Nocera, de Harvard, “ainda há muito a ser feito”. “Nós podemos ser muito melhores do que a natureza em utilizar o Sol para fazer combustíveis. Acho isso realmente encorajador”, disse ele em um artigo publicado na revista Science.
A equipe de Illinois desenvolveu um catalizador, chamado de “nanoflake tungsten diselenide” (nanoflocos de disseleneto de tungstênio), que converte simultaneamente o monóxido do carbono da folha em energia – o que se mostrou mais eficiente do que os catalisadores metálicos convencionais. Logo, quando combinada com hidrogênio, o monóxido de carbono produz um combustível chamado de gás de síntese, que pode ser utilizado como base para hidrocarbonetos.

Segundo um dos pesquisadores, Amin Salehi, o catalisador é 12 mil vezes melhor na produção do que os metais nobres e 20 a 30 vezes mais barato. Ele também acredita que poderia ser usado em conjunto com as centrais de energia convencionais para produção de combustíveis.
Para Nocera, a técnica não mostrou impedimentos graves e tem tudo o que é necessário para ser transformada em um produto utilizável. “A Ciência está fazendo seu trabalho. As pessoas não percebem que enquanto estão dormindo à noite em suas camas, os cientistas estão fazendo as descobertas necessárias para fornecer energia renovável para o planeta”, disse. “Se houvesse um sentido maior de urgência, isso iria acontecer”.

12.717 – Cientistas descobrem fonte de combustível para 10 mil anos


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Há mil vezes mais urânio no mar do que as reservas convencionais e, finalmente, o homem conseguirá extraí-lo da água.
Os oceanos do mundo contêm cerca de 4 bilhões de toneladas de urânio, o que representa 1 mil vezes as reservas convencionais. O problema sempre foi extraí-lo do mar. Os cientistas anunciam, agora, o que pode ser uma revolução na produção de energia mundial: a criação de tranças de fibras de polietileno contendo uma espécie química chamada “amidoxima”, que atrai urânio. Dessa forma, seria possível extrair o elemento das águas e usá-lo nas usinas de energia nuclear.
A novidade está publicada na revista Industrial & Engineering Chemistry Research, editada pela Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês). Por meio século, os pesquisadores em todo o mundo têm tentado extrair urânio dos oceanos, com pouco sucesso. Desde 2011, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) iniciou um programa que envolve uma equipe multidisciplinar de pesquisadores em laboratórios ao redor do planeta. Os primeiros resultados animadores começam a aparecer agora.
O time de estudiosos conta com químicos, cientistas computacionais, engenheiros, cientistas marinhos e economistas. O conhecimento avançou depois que estudos computacionais forneceram insights sobre grupos químicos que se ligam seletivamente ao urânio. Estudos termodinâmicos forneceram uma visão sobre a química do urânio e espécies relevantes na água do mar, e estudos cinéticos descobriram fatores que controlam a velocidade com que o urânio na água do mar se liga ao adsorvente.

Reserva marinha é suficiente para 10 mil anos
“Para que a energia nuclear continue sendo uma fonte de energia sustentável, é necessário dispor de uma fonte economicamente viável e segura de urânio”, explica Phillip Britt, que lidera o programa DOE.
Estima-se que o urânio encontrado na Terra se esgotará nos próximos cem anos, deixando o planeta sem a matéria-prima necessária para produzir energia nuclear. Entretanto, essa descoberta poderá atender à demanda mundial de urânio para os próximos dez mil anos.

12.538 – Aplicativos prometem economizar bateria e não cumprem o que dizem


Uma pesquisa da PROTESTE Associação de Consumidores testou 16 aplicativos que clamam ajudar na economia de bateria de smartphones. Sete deles, no entanto, foram reprovados nos testes do órgão que atua na defesa dos consumidores.

Entre os apps testados e reprovados, três falharam na missão de economizar bateria de celulares com sistema operacional iOS e outros quatro não conseguiram cumprir o que prometiam no Windows Phone. Os programas para Android em geral tiveram um desempenho melhor.

Entre eles, o conhecido Battery Doctor conseguiu economizar até 52,6% da carga no sistema operacional do Google e 35,8% no iOS, com o Battery Doctor Must-have. No Windows Phone, o melhor programa foi o Lumia Battery que conseguiu otimizar a bateria em apenas 15,7%.

As avaliações também mostraram que nenhum dos aplicativos para iOS e Windows Phone reconhece quais softwares instalados estão consumindo carga da bateria. Já para Android, entre os programas testados, o Battery Defender, Battery Widget Reborn, Juice Defender e Battery Saver também contam com a falha.

A falta de atualizações dos apps também foi outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores. O Battery Life, para iOS, por exemplo, foi atualizado há três anos. Já o Battery Defedner, do Android, teve sua última atualização ocorrida em 2012.
Legenda: apenas os aplicativos em azul foram considerados de boa qualidade.

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12.438 – Por acidente, cientistas descobrem método para prolongar vida útil de baterias


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As baterias de íon-lítio que abastecem smartphones, tablets e laptops modernos, embora mais seguras, possuem uma incômoda desvantagem. Com o tempo e os múltiplos ciclos de carga, elas perdem capacidade e vão, pouco a pouco, exigindo mais recargas. Um experimento da Universidade da Califórnia, porém, pode ter encontrado uma solução.
Por acidente, os cientistas descobriram um método que pode prolongar a vida útil de uma bateria por vários anos. Segundo os estudos, após mais de 200 mil ciclos de carga, uma bateria experimental criada por eles, usando nanofios de ouro e gel eletrocondutor no lugar de lítio, teve uma perda de apenas 5% em capacidade.

Os pesquisadores estavam buscando uma alternativa ao lítio, que, em estado líquido, ajuda a conduzir carga elétrica, mas é sensível a altas temperaturas e pode entrar em combustão. Nanofios de ouro já haviam sido sugeridos anteriormente por outros cientistas como uma solução mais eficiente, mas seu material normalmente entra em corrosão após múltiplos ciclos de carga em contato com o lítio.
Enquanto testavam diferentes materiais, os pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram como evitar essa corrosão. Segundo eles, basta revestir os nanofios com dióxido de manganês e trocar o lítio por gel eletrocondutor. Juntos, o gel e o dióxido se fundem e formam uma espécie de “estojo protetor” em torno dos nanofios, evitando a corrosão.
A bateria experimental criada pelos cientistas durou mais de três meses entre diversos ciclos de recarga e não foi detectado qualquer sinal de degradação nesse período – e, até agora, os cientistas não sabem explicar como isso acontece ou por quê. O maior obstáculo no desenvolvimento de baterias assim, porém, é o alto custo dos fios de ouro. Uma sugestão ainda não testada é substituir o ouro por níquel, segundo os pesquisadores, o que, em tese, facilitaria o caminho para que esse método chegue ao mercado.

12.420 – Mega Techs – Superbateria externa pode recarregar um smartphone por 40 dias


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As baterias portáteis se tornaram um acessório comum ultimamente, com o aumento da potência dos smartphones e as baterias que não acompanham o mesmo ritmo de evolução. Normalmente, os modelos de baterias externas mais comuns trazem cerca de 2.500 mAh, ou em casos mais extremos, próximo de uns 10.000 mAh.
A fabricante Anker decidiu não se limitar pelo que o resto do mercado oferece. A empresa revelou o PowerHouse, que tem o tamanho de um bloco de concreto e traz 120.600 mAh. Esta capacidade seria suficiente para recarregar o seu smartphone completamente por 40 dias mesmo que tenha perdido acesso a qualquer outra fonte de eletricidade.
Ele foi criado para ir além das recargas de smartphones, também. Além das quatro portas USB, que podem carregar quatro aparelhos simultaneamente, o dispositivo também conta uma tomada de três pinos no padrão americano para abastecer qualquer coisa que dependa de uma tomada de parede comum. Assim, mais do que seu celular, a bateria é capaz de recarregar um notebook 15 vezes e até mesmo manter um frigobar funcionando por 7 horas.
A empresa promete que, quando o PowerHouse necessitar de uma recarga, ele pode ser totalmente abastecido em 10 horas com o carregador fornecido na embalagem. Ele conta com uma telinha LCD que fornece as informações detalhadas sobre o estado da recarga.
O dispositivo pode ser adquirido por US$ 500, sendo uma boa alternativa de energia portátil para quando o inevitável apocalipse acontecer. A empresa também promete um carregador solar capaz de abastecer o PowerHouse em 16 horas, o que será mais útil em um cenário de um colapso que acabe com as fontes de eletricidade convencionais.

12.391 – Veja como avaliar a saúde e a vida útil da bateria do seu celular


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Existem diversas formas de avaliar a bateria do seu dispositivo, seja ele qual for. A primeira inspeção é visual. Cá entre nós, você não precisa ser nenhum especialista para distinguir uma bateria defeituosa de outra saudável. Muitas falhas são fáceis de detectar; claro, se você tiver acesso à bateria do seu aparelho. Procure por bolhas, marcas de vazamento, corrosão nos terminais metálicos, manchas brancas ou esverdeadas…. Qualquer um destes indícios é sinal de alerta. Quanto antes você trocar esta bateria, menor a chance de ela danificar seu dispositivo. Não pense duas vezes.
Além da informação principal sobre o nível de bateria, atualmente a maioria dos dispositivos permite um gerenciamento energético mais completo, inclusive com opções para preservar energia quando você mais precisar. Mas, em relação ao nível da bateria, o mais importante é prestar atenção quão rápido a energia do seu aparelho cai logo depois que você o desconecta da tomada. Não é normal, por exemplo, que em poucos minutos ela vá de 100 para 70%…ou caia repentinamente de 60 para 30%. Observe esses níveis de queda anormais. Se eles acontecerem, é outro indício de que já é hora de substituir essa bateria. E, se antes mesmo de chegar ao limite de descarga total, o aparelho simplesmente desligar, pode ter certeza. Essa bateria já era!
Se depois da análise visual e de observar o nível de queda da energia restar dúvida sobre a saúde da bateria, calma: existem opções para um diagnóstico ainda mais preciso. Um dos principais números a uma bateria é o número de ciclos que ela passou; cada ciclo representa uma carga e descarga completa. Mas a informação não é tão fácil de encontrar em qualquer aparelho. Vamos começar pelos dispositivos Android.
Na Play Store existe uma infinidade de aplicativos que prometem avaliar a bateria do smartphone. Nós pesquisamos e um dos melhores que encontramos foi o “Battery, da MacroPinch”. Além de indicar o nível da bateria, o app traz a temperatura, a voltagem, o estado geral e até a tecnologia usada. Agora se você não quiser baixar nada, existe um código secreto para checar o estado da bateria do seu Android. Digite *#*#4636#*#* (asterisco, cerquilha, asterisco, cerquilha, quatro, meia, três, meia, cerquilha, asterisco, cerquilha, asterisco) no seu telefone e veja o que acontece… Um menu cheio de detalhes é exibido na hora. O principal é a “integridade da bateria”… enquanto estiver bom, perfeito. Diferente disso, é hora de começar a pensar em substituir a bateria do seu Android.
Nos notebooks da Apple, a informação sobre o estado da bateria é a mais fácil de se acessar. Ao clicar na maçã, no canto esquerdo superior da tela, basta entrar em “Sobe este Mac”. Em seguida, nas “Informações do Sistema”, você encontra tudo sobre o computador e também sobre a bateria. Clique em “energia” para acessar. Ali você também tem o estado da bateria e o número de ciclos. As baterias dos modelos mais antigos e mais simples suportam, em média, 500 ciclos de carga e descarga até começarem a perder capacidade; já os modelos mais novos suportam até 1000 ciclos antes de serem substituídas. A informação que vale é a “Condição” da bateria, neste caso não mais boa, mas ainda normal.
Nos PCs, a Microsoft adicionou um recurso escondido no Windows 8; um relatório completo e detalhado. O documento traz informações sobre as condições da bateria e também como sua capacidade diminuiu ao longo do tempo, além de outras estatísticas interessantes. Para gerar o relatório, tudo o que você precisa é de um comando único na opção “Prompt de Comando”. Para abrir o menu rapidamente, basta pressionar a tecla especial Windows junto com a letra “X”. Depois de abrir a janela do “Prompt de Comando”, basta digitar o seguinte comando “powercfg /batteryreport” e clicar “Enter”. Esta é a mágica…
O relatório estará salvo na pasta indicada. O documento é salvo em HTML e é bem fácil de ser interpretado. Os detalhes mais importantes são a capacidade nominal, a capacidade de carga total e a contagem de ciclos. A última seção talvez seja a mais interessante para avaliar o estado da bateria do seu PC. A comparação mostra a vida da bateria observada em plena carga do dispositivo para a vida da bateria teórica na sua capacidade nominal. Todos essas informações certamente vão ajudar na hora de decidir sobre a troca da bateria do seu notebook.
Vale uma última dica, se você constatar que é mesmo hora de substituir a bateria do seu notebook, tablet ou smartphone. Procure uma assistência técnica de confiança, que use materiais originais de primeira linha. Caso contrário, além de perder a garantia do seu aparelho, você pode danificá-lo para sempre. Aí o prejuízo é muito maior do que a falta de energia…

12.300 – Isso é que é Economia – Ruas da França poderão ser iluminadas por bactérias – que brilham no escuro


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É essa a promessa da empresa francesa Glowee, que pretende começar a comercializar a novidade no ano que vem. Trata-se de um gel que contém nutrientes, conservantes e a bactéria Aliivibrio fischeri, que normalmente vive na pele de animais marinhos capazes de brilhar no escuro, como certas espécies de polvos e algas. A empresa diz ter criado um processo para produzir essa bactéria em grande quantidade, e inventado uma maneira de fazê-la sobreviver, no gel especial, por até três dias – durante os quais ela brilha por meio de um fenômeno natural chamado bioluminescência (reação química por meio da qual seres vivos podem produzir luz).
A ideia é aplicar o gel com as bactérias em prédios e vitrines de loja, onde sua luz esverdeada certamente chamaria a atenção – e também driblaria a legislação francesa, que proibe vitrines acesas durante a madrugada. As bactérias funcionariam como luz decorativa e auxiliar, não como fonte principal de iluminação pública. Mesmo assim, entre os investidores da Glowee está a estatal EDF, que controla 95% das redes elétricas da França.

12.239 – Mega Techs – Tênis carregam a bateria do celular com os passos do usuário


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Alá Prof. Pardal

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, estão trabalhando em uma palmilha de sapatos que consiga transformar a energia gerada pelo caminhar de uma pessoa em eletricidade. “Estimativas teóricas mostram que o pé humano pode produzir até 10 watts de energia, desperdiçada em forma de calor. A geração de um total de 20 watts ao andar não é algo pequeno, especialmente em comparação aos requisitos de energia da maior parte dos dispositivos móveis modernos”, explica o professor de engenharia mecânica, Tom Krupenkin.
“Desenvolvemos um novo método de conversão direta do movimento mecânico em energia elétrica que é apropriado para este tipo de aplicação”, explica o professor. A novidade é um líquido condutor que interage com uma superfície revestida de nanofilme, capaz de produzir energia elétrica. A única ressalva é que o método requer uma fonte de energia com alta frequência, maior do que a produzida pelo movimento humano.
Os pesquisadores combinaram então a estrutura a um novo dispositivo, chamado Bubbler. Ele é constituído por duas placas planas com um líquido condutor no meio. Na placa de baixo, minúsculos furos permitem que o gás pressurizado entre, formando bolhas.
As bolhas crescem até encostarem na placa superior e explodirem. A produção contínua e explosão dessas bolhas movimenta o líquido, gerando uma carga elétrica.
Em testes, o método foi capaz de produzir cerca de 10 watts por metro quadrado. De acordo com os cientistas, o número deve crescer mais ainda, com mais estudos. No futuro, o sapato pode ser usado para carregar um smartphone e até gerar energia em áreas remotas.

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12.153 – Descoberto como armazenar energia elétrica em um tipo de “papel”


Apenas uma folha do material, medindo 15 centímetros de diâmetro e menos de 0,5 milímetro de espessura, é capaz de armazenar 1 farad (unidade de capacidade elétrica) de capacitância elétrica, que é aproximadamente o mesmo suportado por muitos supercapacitores utilizados em aparelhos elétricos atuais.
O material, que é feito a partir de nanocelulose e um polímero condutor, pode ser utilizado e recarregado, com duração de centenas de ciclos de carga. E o melhor de tudo, ele só leva alguns segundos para ser ligado novamente.
“Os finos papéis que funcionam como capacitores já existem há algum tempo. O que temos feito é produzir o material em três dimensões. Nós podemos produzir chapas grossas”, disse Xavier Crispin, pesquisador do Laboratório de Eletrônica Orgânica da Universidade de Linköping.
O material dos pesquisadores parece com papel preto, mas, ao toque, se parece mais com uma espécie de plástico. No entanto, ele apresenta também outras qualidades semelhantes ao papel, como a resistência, tal como sua capacidade de ser dobrado como um origami.
A equipe criou as folhas por quebrar fibras de celulose com água de alta pressão. Estas fibras possuem apenas 20 nanômetros de diâmetro, e são adicionadas a uma solução de água contendo um polímero carregado eletricamente. O polímero, em seguida, forma um revestimento fino sobre as fibras. “As fibras cobertas estão emaranhadas, nas quais o líquido nos espaços entre elas funciona como um eletrólito”, explicou Jesper Edberg, membro da equipe. O processo completo é descrito na revista Advanced Science.
O material, que os pesquisadores afirmam criar novos recordes em condutividade conjunta simultânea de íons e elétrons, poderia ter um impacto significativo na forma de armazenar carga em pequenos dispositivos. Com mais pesquisas, poderia até ser capaz de armazenar maior capacidade de energia, podendo resolver um problema de demanda por ela.
Ao contrário das baterias e capacitores utilizados atualmente, que precisam de grandes quantidades de metal e, muitas vezes, contêm produtos químicos tóxicos, o “power paper” é feito a partir de materiais simples, como celulose e polímeros renováveis ​​prontamente disponíveis. De acordo com os pesquisadores, o papel é leve, não requer produtos químicos perigosos ou metais pesados, e é à prova d’água. O desafio é um desenvolvimento de um processo industrial para a fabricação do produto em larga escala.
Assim como o papel normal, o material tem de ser desidratado para tornar-se laminado. Se a equipe for capaz de resolver este quebra-cabeça, possivelmente, com a ajuda de parceiros comerciais, ele poderia ser amplamente utilizado no futuro.

11.781 – Adeus ao ar-condicionado, o vilão da conta de energia


Quando o jovem engenheiro Willis Carrier inventou o que seria o primeiro ar-condicionado da história, em 1902, ele mal podia imaginar que sua criação se tornaria símbolo de modernidade e, hoje, de gasto de energia. O ar-condicionado é responsável por 5% da conta de luz de uma casa.
Com o tempo ficamos cada vez mais dependentes do aparelho. Imagine a indústria cinematográfica sem o ar-condicionado, que chegou aos cinemas em 1920, fazendo com que as férias de verão fossem aproveitadas para bons lançamentos de Hollywood na telona.
Mas se a ideia é economizar energia elétrica, o jeito é fugir do ar-condicionado. Empresários japoneses preocupados com a escassez de energia inventaram duas engenhocas que prometem refrescar a vida em dias quentes. Uma delas é uma jaqueta com ventilador embutido. Você veste, aperta um botão e dois ventiladores pequenos fazem o ar circular. Outra é um lenço especial que, mergulhado na água fria por alguns minutos, mantém a temperatura por até 40 horas. Aí é só enrolar a peça no pescoço e esperar a temperatura do corpo cair até 2 graus.
Na Espanha, estudantes do Instituto de Arquitetura IAAC também buscaram uma alternativa ao ar-condicionado. Criaram um protótipo de parede formado por bolhas de hidrogel. Cada bolha é capaz de reter 400 vezes seu volume em água, que evaporaria em dias quentes, fazendo a temperatura cair.
Enquanto essas invenções não chegam ao Brasil – se é que um dia chegarão -, é possível apostar em outros eletrodomésticos que, se não substituem o ar-condicionado, pelo menos ajudam a aplacar o calor.
Ventilador é a opção mais barata. Eles distribuem o ar de maneira concentrada e direcionada. Há modelos de vários tamanhos e potências e a escolha vai depender da necessidade. Hoje, existem até os que funcionam por USB, para ventilar enquanto você está sentado em frente ao computador, trabalhando.
Circuladores fazem o ar circular no ambiente, com uma distribuição de maneira mais uniforme. Tendem a ser mais silenciosos do que os ventiladores e são indicados para espaços maiores, onde há mais pessoas.

O quebra galho
O quebra galho

Climatizador de ar
Eles diminuem a temperatura do ambiente por meio da evaporação da água. Têm um reservatório de água e, quando o ar é ventilado, essa água evapora e as gotículas fazem a temperatura cair até 2 ou 3 graus. Algumas opções permitem que você utilize água gelada, o que refresca ainda mais. Outras possuem ar frio e também ar quente, para os dias frios. Eles gastam bem menos energia do que um ar-condicionado, mas o resultado final é bem diferente.

11.778 – Energia = Massa – Físicos sugerem que moléculas podem ser feitas de luz


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E se as moléculas não puderem ser constituídas também de luz, e não somente de matéria? É nisso que os físicos acreditam, com base em pesquisa recente do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). Há anos, cientistas do mundo inteiro tentam fazer ligações entre fótons e, agora, parece que estão mais perto de conseguir.
Os resultados da pesquisa sugerem que, sob certas condições e a uma distância pequena, dois fótons, representados na forma de onda na imagem, podem, sim, se unir e dar origem a algo semelhante a uma mólecula de dois átomos. Isso aconteceria graças à força única existente na luz.
A gente já tinha dito, em 2013, que pesquisadores de Harvard e do MIT encontraram uma maneira de vincular dois fótons. Só que um ficaria em cima do outro ? e mais forçados do que, de fato, ligados. Agora, com alguns ajustes, os pesquisadores acreditam que eles poderiam viajar lado a lado, numa disposição parecida com a de uma molécula de hidrogênio.
“Não é uma molécula em si, mas você pode imaginar um tipo semelhante de estrutura”, divulgou Alexey Gorshkov, coordenador da pesquisa do NIST. “Estamos aprendendo a construir estados complexos de luz que, por sua vez, pode ser usada para construir objetos complexos. Esta é a primeira vez que alguém demonstrou como ligar dois fótons separados a uma distância finita”.
E o sabre de luz, já dá para fazer?
Para a infelicidade geral do universo, parece que vai demorar. Isso porque os pesquisadores alegam que a ligação entre fótons exige condições extremas, muito difíceis de reproduzir em circunstâncias, assim, decisivas, quando precisamos empunhar nosso sabre.
Mas isso não quer dizer que as moléculas de luz sejam inúteis. “Muitas tecnologias modernas são baseadas em luz, como as imagens de alta definição, por exemplo”, diz Gorshkov.
Hoje, é preciso calibrar com precisão os sensores de luz, e as móleculas de fótons poderiam tornar isso muito mais fácil, com a criação de um dispositivo que já emita o número exato de fótons para o detector.
E tem mais: essa descoberta poderia ecoomizar muita energia. Atualmente, os dados e as mensagens que enviamos trafegam por cabos de fibra óptica. Só que eles precisam ser convertidos em elétrons para serem processados, o que gera desperdício de energia. Se o transporte e o processamento de dados fosse feito diretamente com fótons, as perdas seriam reduzidas.
Para Gorshkov, tudo isso pode ser interessante para testar a nova teoria e ainda pode possibilitar revelações sobre os próprios fótons. “Amansá-los e conectá-los pode nos mostrar coisas que nunca vimos antes.”

11.757 – Mega Techs – Pesquisadores criam bateria transparente que carrega com luz solar


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Melhorando o design de baterias transparentes de íon-lítio, pesquisadores japoneses conseguiram fazer com que elas se recarreguem quando são expostas à luz solar. O objetivo deles é que, no futuro, essa tecnologia possa ser usada em janelas inteligentes e em telas de smartphones.
As baterias transparentes foram desenvolvidas originalmente em 2013, na Universidade Kogakuin. O eletrólito usado para o eletrodo positivo era constituído principalmente de fosfato de ferro-lítio e para o eletrodo negativo era constituído por titanato de lítio e hexafluorofosfato de lítio.
São basicamente os mesmos materiais usados na bateria comum, mas os pesquisadores conseguiram fazer com que elas se recarregassem com luz solar. Como a sua espessura tem entre 80 e 90 nanômetros, a luz consegue passar através dela, fazendo com que ela seja transparente.
Até agora, os estudos já conseguiram chegar a um ponto em que a bateria fornecesse uma tensão de 3,6 volts. A pesquisa também já resultou em uma bateria capaz de aguentar 20 ciclos de carga-descarga.

11.749 – Samsung e MIT trabalham em bateria que pode durar para sempre


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Pesquisadores da Samsung e do MIT estão desenvolvendo baterias que podem ter um ciclo de vida indeterminado. A tecnologia pode diminuir o desgaste de uso e fazer com que a carga dos aparelhos durem por mais tempo.

As baterias utilizadas atualmente usam um composto líquido de lítio. Quando os íons se movimentam, liberam eletricidade e geram energia para que o aparelho funcione. Com a constante movimentação dos íons, as células acabam sobrendo desgaste e retendo menos carga. Isso é o que chamamos de ciclo de vida de uma bateria.

O projeto feito em parceria pela fabricante coreana e pelo MIT quer substituir o líquido por um material sólido composto de lítio, germânio, fósforo e enxofre. A nova técnica evita o desgaste das células e ainda pode armazenar de 20% a 30% mais energia na mesma quantidade de espaço.

O novo composto também pode evitar alguns problemas de segurança, já que não apresenta nenhum risco de superaquecimento e princípio de incêndio. “[Com um eletrólito sólido] não há nenhum problema de segurança. Poderíamos jogá-lo contra a parede ou colocar um prego na bateria, não há nada lá que possa queimar, explica o pesquisador Gerbrand Ceder.

Por enquanto, a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento. Não há estimativas de sua chegada ao mercado.

11.701 – Supercondutividade – Avanços no uso da energia


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Tal avanço pode ser um passo importante em uma longa busca para calçar um supercondutor de temperatura ambiente, o que, de acordo com os pesquisadores, poderia ajudar as cidades a construir redes de energia muito mais eficientes.
Até agora, a supercondutividade só funciona em temperaturas muito frias. E, além disso, esse novo recorde de temperatura ainda é muito frio – seria como uma temperatura natural encontrada na superfície da Terra.
Os supercondutores são materiais que conduzem a eletricidade com resistência zero abaixo de determinada temperatura. A supercondutividade depende de que não haja repelência entre os elétrons, como acontece em relação ao materiais comuns, mas que formem duplas – conhecidas como pares de Cooper – que podem fluir sem esforços por meio de supercondutores.
Por mais de três décadas, os cientistas vêm tentando desenvolver supercondutores em uma temperatura ambiente, que não sejam pesados nem resfriem rapidamente.
Antes, as temperaturas mais conhecidas que trabalhavam em supercondutores eram -140 °C, em pressões normais, e -109 °C, em altas pressões.
Agora, os pesquisadores têm conseguido alcançar a supercondutividade em uma temperatura crítica de -70 °C. Ou seja, 19 °C mais quente do que as temperaturas mais frias conhecidas na Antártida.
Os pesquisadores observaram que essa temperatura recorde para a supercondutividade exige pressão externa de aproximadamente 200 gigapascais. A pressão no centro da Terra é de 360 gigapascais.
Os cientistas já tentaram experimentar uma forma de hidrogênio, conhecida como hidrogênio metálico. Uma das principais teorias para trabalhar com supercondutores, conhecida como teoria BCS, sugere que o hidrogênio pode ser um grande supercondutor.
O hidrogênio pode gerar fônons de alta energia, além de suportar fortes interações entre elétrons e fônos. Contudo, a criação de uma forma pura e estável de hidrogênio metálico provou que isso é extremamente difícil.
Em vez disso, nesse novo estudo, os cientistas realizaram um experimento com sulfeto de hidrogênio – o composto que dá o cheiro aos ovos podres.
Os pesquisadores supuseram que, em certa combinação de temperatura fria, pressão e sulfeto de hidrogênio, novas formas de moléculas se formaram – cada uma constituída por três átomos de hidrogênio e um átomo de enxofre. Esse material pode atingir a supercondutividade.
Altas pressões extremas provavelmente fariam com que até um supercondutor em temperatura ambiente fosse impraticável. Porém, pesquisas futuras podem buscar outros materiais ricos em hidrogênio que sejam supercondutores tanto em altas temperaturas como em pressões normais.
Tais descobertas foram publicadas no dia 17 de agosto, na revista Nature, pelo físico Mikhail Eremets, do Instituto de Química Max Planck, da Alemanha.

11.398 – Empresa desenvolve diesel feito apenas de ar e água. Apelidado de “combustível do futuro”, ele já está sendo testado


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A fabricante de automóveis descreve sua descoberta como o “combustível do futuro” e afirma que poderia fornecer um método de propulsão de veículos isento de emissão de carbono.
Especialistas de energia renovável estão convertendo dióxido de carbono e água em uma forma de petróleo bruto, conhecido como “azul bruto”, posteriormente transformado em diesel. Testes têm mostrado que ele pode ser misturado com o diesel a partir de combustíveis fósseis, ou usado como combustível isoladamente.
A Audi já começou a usar o novo “e-diesel” para alimentar o carro oficial da ministra alemã da Educação e Pesquisa, Johanna Wanka, na Alemanha.
Reiner Mangold, chefe de desenvolvimento de produto sustentável da empresa, disse: “Ao desenvolver o Audi e-diesel, estamos promovendo outro combustível à base de dióxido de carbono que irá permitir a mobilidade de longa distância com praticamente nenhum impacto sobre o clima. Usar o dióxido de carbono como matéria-prima, e não como resultado poluente, representa uma oportunidade, não apenas para a indústria automotiva na Alemanha, mas também para transferir o princípio a outros setores e países”.
O novo combustível foi desenvolvido pela Audi junto com a Sunfire, uma empresa de tecnologia de energia, situada em Dresden, também na Alemanha.
No desenvolvimento do combustível, a água é primeiramente aquecida para formar vapor. Em seguida, ela é dividida em seu constituinte de hidrogênio e oxigênio, utilizando a eletrólise em alta temperatura. Ao realizar este processo a temperaturas acima de 800 °C, a água rompe com maior eficiência do que em temperatura ambiente. O hidrogênio é então bombeado para um reator com dióxido de carbono a alta pressão e a temperaturas elevadas. Isto gera uma reação para produzir hidrocarbonetos líquidos de cadeia longa. Os hidrocarbonetos representam o bloco de construção básico de todos os combustíveis fósseis, mas o composto produzido no reator é conhecido como “azul bruto”.
A Audi garante que todo o processo é alimentado com energia renovável e pode ser obtido com um rendimento de cerca de 70%. O azul bruto pode, então, ser refinado de uma forma semelhante ao petróleo bruto padrão, para produzir o e-diesel.
De acordo com a montadora, o combustível sintético não contém enxofre ou anéis de hidrocarbonetos – conhecidos como hidrocarbonetos aromáticos – que são encontrados no petróleo bruto e podem criar poluição adicional.
Christian von Olshausen, diretor de tecnologia da Sunfire, disse que o combustível era eficiente e produziu menos poluição do que o diesel tradicional. “O motor fica mais silencioso e menos poluentes estão sendo criados”, garantiu.
A fábrica de processamento especial pretende produzir 3.000 litros de e-diesel nos próximos meses.
A Audi disse que também extrai o dióxido de carbono do ar ambiente usando captura direta. A queima de combustíveis fósseis é a principal fonte de emissões de dióxido de carbono feita por seres humanos na atmosfera e está causando o aquecimento global. Ao capturar as emissões das usinas de energia e removê-las do ar, a Audi diz que seu novo combustível pode ser usado sem aumentar a carga de gás na atmosfera.

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11.284 – Mega Techs- Baterias, a última fronteira da inovação


Beberrão de energia
Beberrão de energia

A tecnologia evoluiu a passos larguíssimos nas últimas cinco décadas. Um iPhone tem um conjunto de microprocessadores 1 300 vezes mais potente que os dos imensos computadores da missão Apollo 11, que pôs o homem na Lua em 1969. As inovações são tantas, amparadas pela internet, que soa desnecessário enumerá-las. Mas esse ritmo de descobertas corre o risco de ser congelado. Em cinco anos, estima-se que um dos elementos responsáveis por acelerar os avanços tecnológicos atingirá o máximo de seu desenvolvimento: as baterias. Sem elas, smartphones, tablets, notebooks e carros seriam carcaças inúteis. As baterias têm um limite intransponível, imposto pelo tipo de material que as compõe, condição determinante para a quantidade de energia que são capazes de armazenar.
Diferentemente do processamento de computadores, movido na toada de um estatuto quase sagrado da era da informação, a Lei de Moore, estabelecida em 1965 pelo engenheiro americano Gordon Moore, segundo a qual a capacidade de trabalho de um chip dobraria a cada dezoito meses, o progresso das baterias se dá pela descoberta de reações químicas afeitas a estender o poder de armazenamento e distribuição de energia elétrica. “Estamos presos à capacidade natural dos elementos da tabela periódica, limitados a estudar como explorá-los ao máximo, mas sem a possibilidade de superá-los”, define o físico americano Jeff Dahn, chefe do laboratório de armazenamento de energia da Universidade Dalhousie. E temos a certeza, cada vez mais evidente, de que toda bateria acaba muito antes do desejado, atalho para um rotundo palavrão.
Enquanto não desponta uma descoberta avassaladora, a vida segue com dispositivos eletrônicos cada vez mais famintos e beberrões da energia produzida pelas baterias. Tome-se como exemplo o Apple Watch. A escolha de dedicar quase a metade da estrutura interna do relógio a uma bateria foi feita para poder preservá-lo em funcionamento por dezoito horas. Assim, como um celular, pode-se carregá-lo à noite e usá-lo durante o dia. Só que sobrou pouco espaço para o processador. A Apple teve de se render a um dilema clássico da indústria digital. Se a bateria é pequena, para dar espaço ao chip, o dispositivo tem autonomia reduzida. Se é grande, perde em velocidade. No caso do Watch, privilegiou-se a durabilidade da bateria. Para garantir o contínuo progresso da tecnologia, será necessário achar um material que permita a fabricação de baterias menores, mas eficientes.

11.187 – Ecologia – Produzindo sua própria energia


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Na teoria, é possível ganhar dinheiro produzindo energia elétrica. Uma regulamentação da Aneel, de dezembro de 2012, liberou uma espécie de escambo: quem produz mais energia do que consome pode vender eletricidade para os outros consumidores. Basta se acostumar com a ideia de manter um chiqueiro no pátio ou pedalar muito em bicicletas ergométricas.
Bicicletas elétricas
Benefício: duas pessoas pedalando em uma bicicleta ergométrica geram energia suficiente para manter o aparelho de som ligado.
Academias e hoteis já utilizam bicicletas que transformam pedaladas em eletricidade. Os pedais movimentam um dínamo, que gera energia elétrica a partir da mecânica. É claro que, para uma casa, o projeto é pouco rentável – afinal, um ciclista solitário não faz milagre. Mas, em uma academia com 20 bicicletas que oferece quatro aulas de spinning por dia, o resultado são 300 kWh por mês, o suficiente para iluminar mais de seis casas ao mês.
Cata-vento

Benefício: os mais simples (160 W de potência) geram cerca de 40 kWh por mês, o equivalente ao consumo da sua geladeira.
Quanto custa: de R$ 4 mil a R$ 10 mil dependendo da potência.
Com sopros de 10km/h a 12km/h, um pequeno cata-vento já é capaz de manter a geladeira ligada. A energia é produzida no aerogerador pela força do vento e depois levada para um sistema de baterias. Elas permitem usar a eletricidade mesmo quando para de ventar. Antes de adquirir a tecnologia, vale conferir se o regime de ventos obedece uma regularidade no endereço da sua casa.

Placas solares
Benefício: placas fotovoltaicas podem gerar 10 kWh de energia em um dia de Sol, o equivalente ao gasto de um ventilador ligado 5 horas por dia durante um mês inteiro.
Quanto custa: cerca de R$ 14 mil para casas que consomem 250 kWh ao mês.
As placas fotovoltaicas, que estão ficando cada vez mais eficientes, operam a partir da incidência do Sol sobre o painel, que descola elétrons, produzindo corrente elétrica. A energia pode ser armazenada em baterias ou jogada na rede pública para virar desconto na fatura.
Mini-hidrelétrica
Benefício: uma roda d’água com gerador acoplado pode produzir até 100 watts em corrente contínua, potência suficiente para ilumina uma pequena residência.
Quanto custa: de R$ 10 mil a R$ 18 mil.
Sua mãe estava usando a velha roda d¿água na decoração de casa? Pode recuperar o artefato e colocar para funcionar. Basta ter um córrego com pequenas quedas ou correnteza perto de casa para produzir energia. A mini-hidrelétrica funciona pela ação da água, que, ao cair na roda, impulsiona o dínamo e produz eletricidade.
Biogás
Benefício: 64m³ diários de biogás mantêm um gerador de 7,5 kW funcionando por 16 horas. É energia o suficiente para abastecer o consumo de uma televisão, chuveiro e ferro de passar. São necessários 425 porcos.
Quanto custa: entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, dependendo do tamanho, modelo e material do biodigestor.
O combustível vem da decomposição de resíduos orgânicos (restos de comida e fezes de bovinos, porcos, aves e humanos). A transformação ocorre no biodigestor, um recipiente onde os dejetos são colocados e tampados. Lá dentro, bactérias decompõem o material, gerando o biogás, que pode ser queimado para abastecer geradores, fogões e aquecedores. Claro que somente produtores rurais possuem chiqueiros tão grandes, mas matéria-prima não falta.
Fontes Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás e Instituto para o desenvolvimento de energias alternativas da América Latina.

10.782 – Energia e Iluminação – Adeus Lâmpadas Gastonas


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Aos poucos, todas as lâmpadas incandescentes estão sendo retiradas do mercado. No fim de junho, as de 75 W e 100 W vão parar de ser fabricadas no Brasil. Isso porque esse tipo de lâmpada gasta muito mais energia do que as outras. De toda energia que ela consome da rede, apenas 8% se torna luz de fato. O resto é transformado em calor. O prazo final para que todas as incandescentes deixem de ser comercializadas é junho de 2017. É bom já ir trocando as da sua casa. Veja as alternativas:

LED
É a mais econômica. Pode consumir até 95% menos energia do que a incandescente. Já existem modelos amarelados, que deixam o ambiente mais acolhedor.

FLUORESCENTE
Uma lâmpada fluorescente compacta eletrônica de 23 W pode substituir uma incandescente de 100 W. Você terá a mesma luz gastando 77% menos energia.

HALÓGENA
As lâmpadas incandescentes duram entre 750 e mil horas. As halógenas duram o dobro do tempo. Você vai gastar bem menos com a reposição do produto.

Até o fim deste ano, não haverá mais lâmpadas incandescentes de 100 W à venda. As versões de 60, 40 e 25 W desaparecerão gradativamente até 2016. O produto será banido por ser pouco sustentável – apenas 5% da energia consumida vira luz. Os outros 95% perdem-se em calor. “A fuorescente compacta fez fama por causa do apagão de 2001, mas os leds vieram para fcar”, avalia Marcos Santos, gerente de produto da Osram. Veja, abaixo, uma comparação entre os quatro tipos.

INCANDESCENTE
A versão de 60 W é, hoje, a mais vendida do Brasil. Uma de suas vantagens é a possibilidade de dimerização, característica difícil entre as concorrentes. O fluxo luminoso ocorre instantaneamente: ao ser acesa, já dá seu máximo. Seu tom amarelado é confortável aos olhos (temperatura de cor de 3000 k). Possui máximo índice de reprodução de cor (IRC): 100%. Tem vida curta: cercade mil horas. Para clarear 25 mil horas, são necessárias 25 lâmpadas (R$ 62,50). Por esse período, o gasto com energia elétrica é de 1 500 kWh, o que custa R$ 450*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 512,50.

HALÓGENA
Sua equivalente é a opção com 42 W, que representa uma economia de 30%. Assim como as incandescentes, aceita dimer com facilidade. Seu fluxo luminoso também é imediato. Oferece suave tom amarelado (temperatura de cor de 2700 k). Seu índice de reprodução de cor (IRC) é de 100%. Vida de aproximadamente mil horas. Trocam-se 25 lâmpadas para iluminar 25 mil horas (R$ 125). Com consumo de energia atinge 1 050 kWh, cerca de R$ 315*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 440.

FLUORESCENTE COMPACTA
Para obter o mesmo resultado de uma incandescente de 60 W, busque a versão de 15 w. Poupa-se 80% na conta de luz. No Brasil, é raro encontrar as opções que aceitam dimer. Para atingir seu máximo, pede entre um e dois minutos. Acender e apagar seguidamente reduz sua durabilidade. Há mais opções de cor – desde as brancas (6 500 k) até as amareladas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Dura por volta de 8 mil horas. Apenas três lâmpadas clareiam por 25 mil horas (R$ 30). Foram gastos 375 kWh, o que equivale a R$ 112,50*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 142,50

LED
Com apenas 10 W, ela ilumina o mesmo que a incandescente de 60 W. No fim do mês, a economia ultrapassa os 80%. As versões dimerizáveis custam quase o dobro das comuns. Logo que acende, alcança sua capacidade total de clarear. Conta com opções de cor que vão das brancas (6 500 k) até as amarelas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Oferece a maior vida útil: aproximadamente 25 mil horas. Basta uma lâmpada para 25 mil horas. (R$ 50). O consumo fica em 250 kWh, cerca de R$ 75*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 125.

10.563 – Reciclagem – Sacudiu, carregou: Empresa francesa vende pilhas que duram para sempre


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Uma empresa francesa iniciou a pré-venda de pilhas padrão AA que duram “para sempre” e custam 10 euros por par (29 reais).
Diferentemente das pilhas recarregáveis comuns, que precisam da energia elétrica de tempos em tempos, a chamada Pilo tem recarga por movimento, convertendo energia cinética em eletricidade. Ou seja, basta sacudir o produto durante três segundos.
As pilhas recarregáveis Pilo são 100 vezes mais duráveis do que as tradicionais, segundo a companhia.
Os produtos comprados na pré-venda serão entregues mundialmente a partir de outubro deste ano, sujeitos a taxas de importação.
Os dispositivos foram feitos para serem usados em aparelhos de energia intermitente, como a companhia descreve. Alguns exemplos são controle remoto, joystick de videogame e mouse Bluetooth.
O projeto foi apresentado durante o evento de inovação Paris Founders Event, realizado na França no final de julho. “Não houve nenhuma ideia mágica. Eu pensei nisso quando tive um problema: precisava ligar a minha TV, mas as baterias não ‘funcionavam’ mais”, afirmou Nicolas Toper, o CEO e cofundador da Pilo, em entrevista ao blog de startups francês Rude Baguette.
Toper conta que a parte mais difícil do projeto foi adaptar a tecnologia de recarregamento de baterias por movimento para reduzir o tempo necessário para o processo, citando que, apesar de não ser nova, a tecnologia nunca chegou ao mercado de consumo de pilhas antes devido ao longo período necessário e a grande quantidade de movimentos para a recarga.

A missão da empresa, segundo Toper, é criar um mundo em que os aparelhos funcionem sem a dependência de recarga de baterias e afirma ainda que as pilhas AA são apenas o primeiro produto da companhia.

Trechos da entrevista:
Como foi o desenvolvimento da tecnologia da Pilo? Quanto tempo demorou e quais foram os maiores desafios?
Trabalhamos na Pilo durante um ano e meio. A Pilo é mais do que uma tecnologia: é um movimento em direção a eletrônicos de consumo que não precisam de bateria.

Se você olhar ao seu redor, você verá muitos dispositivos que consomem tão pouca energia que eles poderiam retirá-la do ambiente, mas, ainda assim, eles operam por meio de baterias. Isto é o que estamos fazendo.
O maior desafio de tecnologia foi descobrir como embalar tudo em uma bateria AA.Não é a melhor forma de fabricação para nós do ponto de vista da tecnologia. Entretanto, isso deixa a parte de negócios muito fácil.

A empresa tem intenção de adaptar a tecnologia da Pilo para gadgets como smartphones?
Sim, vamos construir um monte de dispositivos sem baterias, como uma câmera ou um controle remoto. Estamos confiantes de que podemos adaptar essa tecnologia para smartphones, mas são necessários muita pesquisa e desenvolvimento para confirmar isso e fazer acontecer. Mas, sim, este é o plano de longo prazo.
Nós queremos construir coisas que realmente importam e que irão funcionar por um longo tempo. Fazer produtos interessantes e não me importo só com a nota de rodapé. Queremos produtos que poderemos mostrar com orgulho para nossos filhos.

A empresa recebeu algum tipo de financiamento de investidores ou o projeto foi criado com recursos próprios você?
Nós construímos a empresa com os nossos próprios recursos. Financiamento privado é muito difícil de encontrar na França, especialmente para “moonshot projects” (algo como, “projetos que miram na Lua”, ambiciosos).
É por isso que vamos lançar uma campanha na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter em três meses. Depois disso, vamos buscar investidores para a escala de produção e para construir nossa próxima geração de produtos.

Por que você acha que quase nenhuma empresa investiu nesta tecnologia antes?
Muitas de empresas estão trabalhando nisso, incluindo Apple e Microsoft. Nós somos a menor dessas empresas! Mas parece que somos os únicos preocupados com o meio ambiente e com os consumidores.
Pilo é um produto que poderia prejudicar os negócios das grandes empresas no mesmo campo, como você vê esta questão?
Nós somos muito pequenos para que as grandes empresas nos percebam. Eles não ligam para nós. Estamos fazendo algo tão diferente que eu não tenho certeza de elas irão perceber antes que seja tarde demais.

Você espera um grande impacto positivo sobre o meio ambiente com Pilo?
Espero. A poluição das baterias é uma das piores. Elas contêm um monte de metais pesados (mercúrio, cádmio,…). Uma bateria é construída para resistir a “apenas” 3 mil ciclos de carga.
Os dispositivos Pilo são construídos para serem sustentáveis e amigáveis com o meio ambiente. Eles vão durar muito mais tempo, são totalmente recicláveis e não contêm nenhuma bateria poluente pesada/”tradicional”.

10.551 – Japão vai ter a maior usina solar flutuante do mundo


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O Japão tem cerca de 233.000 quilômetros quadrados, mais ou menos o tamanho do estado de São Paulo. Mas tem 128 milhões de habitantes, e o estado brasileiro tem 44 milhões. A falta de espaço  é um problema não só para atividades como agricultura. Também é para um governo que pretende adotar uma política de abandonar a energia nuclear, depois do acidente da usina de Fukushima.

Onde estes projetos podem ser construídos? Em parte na água, segundo planejaram conjuntamente duas grandes corporações do país, Kyocera e Century Tokyo Leasing.

Elas se associaram para montar duas enormes ilhas de painéis solares que irão flutuar em dois reservatórios e gerar 2.9 megawatts de energia.

Uma das “mega usinas”, conforme o anúncio, ficará sobre a superfície do lago Nishihira, e vai gerar 1.7 megawatt, o que fará dela a maior instalação de seu tipo no mundo. A segunda estará localizada no lago Dongping, com capacidade de 1.2 megawatt. A construção começa este mês e deverá estar pronta em abril de 2015.

As duas empresas pretendem tirar 60 megawatts de 30 usinas flutuantes, cada uma com 2 megawatts de capacidade. Segundo elas, grandes projetos solares em terra prejudicariam a agricultura.

Além disto, o sistema flutuante deverá ser mais eficiente graças ao efeito de resfriamento da água. A joint venture já produz 93 megawatts de energia solar em terra, informa o Science Alert.