5602 – Olimpíadas – Competir é melhor do que guerrear


Luta corpo-a-corpo, provas de velocidade, saltos, arremesso de pesos e lanças e corridas de carros de guerra foram as modalidades esportivas praticadas nas primeiras Olimpíadas, criadas em 776 a.C. na cidade de Olímpia, Grécia, onde havia o mais importante templo grego dedicado a Zeus. Os Jogos Olímpicos, realizados de quatro em quatro anos, eram tão importantes entre os gregos que até guerras eram interrompidas no período das competições. Com as Olimpíadas nasce a noção de esporte como meio de confraternização entre os povos, pois as competições reuniam atletas vindos de colônias gregas espalhadas por toda a região do Mediterrâneo. As Olimpíadas duraram mais de 1 000 anos e só terminaram quando, em 394 d.C., o imperador romano Teodósio, convertido ao cristianismo, ordenou o fim da adoração a Zeus entre os gregos – que haviam sido dominados pelos romanos.
O americano Raymond Ewryo foi o atleta que mais ganhou medalhas em toda a história dos Jogos da Era Moderna, com dez medalhas conquistadas entre 1900 e 1908. Já o nadador Mark Spitz, também dos Estados Unidos, detém o recorde de medalhas numa mesma Olimpíada.
No ano de 1972, em Munique, Alemanha, ele conseguiu conquistar sete medalhas.
O homem mais rápido do mundo é o americano Maurice Greene. Ele quebrou o recorde dos 100 metros com 9,79 segundos, no dia 16 de junho de 1999, numa prova em Atenas, na Grécia. Greene conseguiu outros dois feitos memoráveis: pela primeira vez na história, desde 1960, quando o tempo eletrônico foi introduzido, um atleta superou o recorde com uma diferença de apenas 0,05 segundo – a marca anterior, de 9,75 segundos, pertencia ao canadense Donovan Bailey, que a havia estabelecido nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Greene também igualou o seu tempo ao de Ben Johnson, o canadense que, em 1998, havia atingido os mesmos 9,79 segundos. A diferença é que o recorde de Ben Johnson foi invalidado depois que testes comprovaram o uso de substâncias proibidas. Ao chegar ao mesmo resultado, Greene provou que é possível aos atletas quebrarem mesmo os recordes mais difíceis sem precisar recorrer a drogas.

• A atleta dos 100 metros mais rápida de todos os tempos é Florence Griffith Joyner, também dos Estados Unidos, conhecida como Flo-Jo. Sua marca, de 10,49 segundos, foi estabelecida em 1988.
• O maratonista mais rápido do mundo é o marroquino Khalid Khannouchi. Em 1999, em Chicago, nos Estados Unidos, ele terminou a prova em 2 horas, 5 minutos e 42 segundos.

4890 – Esporte – A Corrida de S. Silvestre


A "Locomotiva Humana" venceu com o pé nas costas em 1953

É a mais famosa corrida de rua no Brasil, realizada anualmente na cidade de São Paulo, no dia 31 de dezembro, dia de São Silvestre (data de morte do papa da Igreja Católica, canonizado também neste dia, anos depois, no quarto século da Era Cristã) e de onde vem o seu nome.
A corrida possui um percurso de 15 km, menos da metade de uma maratona, mas com quase todas dificuldades de uma devido a fatores como o intenso calor do verão brasileiro e os obstáculos geográficos a serem superados pelos participantes. Desidratação e insolação, entre outros, não são fatos raros tanto entre os profissionais como entre amadores, a grande maioria dos participantes.
O jornalista Cásper Líbero, um milionário que fez fortuna no início do século XX no setor de imprensa, é o idealizador e fundador do evento. Sua ideia original era utilizar a corrida como meio de promoção de seu jornal. Em 1928, ano da quarta edição do evento, Líbero fundou um dos primeiros periódicos dedicados exclusivamente ao esporte no país, a Gazeta Esportiva, que a partir de então passou a ser a organizadora e patrocinadora oficial do evento, condição que detém até os dias atuais. A corrida tornar-se-ia o principal meio de publicidade daquela publicação esportiva.
A primeira edição da corrida foi realizada em 31 de dezembro de 1924. Dado importante é o fato de que, ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre nunca deixou de realizar-se, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial.
Originalmente restrita a homens, o regulamento original da competição também previa a participação exclusiva de cidadãos da cidade de São Paulo. Nos anos seguintes, corredores de outras partes do país foram aceitos ao evento, mas somente em 1941 a corrida seria vencida por um corredor de fora do estado de São Paulo: José Tibúrcio dos Santos, de Minas Gerais. Nesta época, a participação de estrangeiros era proibida. É preciso salientar que a regra bania a vinda de atletas estrangeiros para participar, mas não impedia que estrangeiros residentes na cidade de São Paulo (imigrantes) participassem. Nesse contexto, um italiano, Heitor Blasi, foi o único estrangeiro a vencer a prova antes de 1947.
Em 1945 foi liberada a participação de estrangeiros, mas apenas para corredores convidados provenientes de outros países da América do Sul. O sucesso das duas primeiras edições internacionais, no entanto, levou os organizadores a liberarem a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947. Este ano marcou o início de período de 34 anos durante o qual nenhum brasileiro venceria a prova, o que se encerrou somente quando José João da Silva, de Pernambuco, venceu a edição de 1980 (feito que repetiria em 1985).
A corrida permaneceria restrita a homens até 1975, quando as Nações Unidas declararam aquele ano como o Ano Internacional da Mulher. Os organizadores da São Silvestre aproveitaram o momento para realizar a primeira corrida feminina no mesmo ano. O evento feminino começou já com livre participação internacional, e a primeira vitória brasileira ocorreria somente na 20ª edição da prova, quando Carmem Oliveira venceu, em 1995.
Até 1988, a corrida era realizada à noite, geralmente iniciando-se às 23:30, de forma que os primeiros classificados cruzavam a linha de chegada por volta da meia-noite, mas o ano de 1989 foi marcado por sensíveis modificações no formato do evento. O objetivo era cumprir as determinações da Federação de Atletismo. O horário de início da corrida foi alterado, passando às 15 horas para mulheres e às 17 horas para homens; e a distância a ser percorrida, que variava quase que anualmente (geralmente entre 6,5 e 8,8 km) foi definitivamente fixada em 15 km, o mínimo exigido pela Federação de Atletismo. Naquele mesmo ano de 1989, a São Silvestre foi oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da Federação.
Para a edição de 2011, uma mudança de percurso vem sendo discutida por conta do aumento anual do número de participantes e também pelo Reveillon de São Paulo que acontece algumas horas após a prova no mesmo local. Por isso foi definido, em inícios de Setembro do mesmo ano, que a prova passará a ter seu ponto de chegada no Parque do Ibirapuera.

São Silvestre anuncia novo percurso e retira tradicional descida da Consolação

A organização da São Silvestre anunciou oficialmente nesta sexta-feira o novo percurso da prova, a partir da edição deste ano, no próximo dia 31 de dezembro. Uma série de alterações foi feita para que o trajeto passe a culminar no Obelisco do Ibirapuera, em vez da chegada na Avenida Paulista. Com isso, a principal alteração foi a retirada do trecho na Rua da Consolação.
A Consolação ficou famosa no percurso da São Silvestre por seu longo trecho de descida, um complicador para os atletas durante a prova de 15 km. Em seu lugar, a São Silvestre passará pelas avenidas Dr. Arnaldo e Pacaembu.
Segundo a direção, o traçado continua alternando entre trechos planos subidas e descidas, como é tradicional na prova de fim de ano. O início será na Avenida Paulista, mas a chegada foi trocada para que não haja a “competição” com os outros festejos de Réveillon que acontecem no local.

Se a descida da Consolação perdeu espaço, a subida da Brigadeiro Luiz Antônio prossegue. Desta vez, em vez de fazerem a curva em direção à Paulista, eles continuarão na via, em uma descida grande rumo ao Obelisco do Ibirapuera.

4809 – Esporte – A Maratona e a Meia Maratona


Meia Maratona

É uma das provas mais longas, desgastantes e difíceis do atletismo olímpico. Ela é disputada na distância de 42 195 m (42,195 km) desde 1908. É tradicionalmente o último evento dos Jogos Olímpicos.
No ano de 490 a.C. quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.
Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.
Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Filípides, que corresse até Atenas, situada a cerca de 42 km dali, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas “vencemos”, e caiu morto pelo esforço.
No entanto, Heródoto conta que, na realidade, Filípides foi enviado antes da batalha a Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas
Seja como for, cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de 40 km, mas que desde 1908 está estipulada em 42,195 km.
Maratonas desportivas

Em 1896, durante os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação da prova. No início, a distância a ser percorrida era de cerca de quarenta km, a mesma que separava Maratona de Atenas. O grego Spiridon Louis foi o primeiro campeão olímpico de maratona. Na edição de Estocolmo 1912, o português Francisco Lázaro morreu durante a prova.
Nos Jogos de 1948 em Londres, a distância da maratona olímpica foi estabelecida. Até aí, a distância era variável, embora sempre próxima dos quarenta km. Para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Palácio de Windsor, o comitê organizador aferiu a distância total em 42 195 metros, que continua até hoje.
A mais antiga maratona anual do mundo é a Maratona de Boston, nos Estados Unidos, disputada em todo feriado do Dia do Patriota, na terceira segunda-feira de abril, desde 1897.
As maiores maratonas mundiais constituem o circuito World Marathon Majors (WMM), estabelecendo um prêmio no valor de um milhão de dólares para o melhor classificado feminino e masculino, no final da temporada.
Pertencem ao WMM as maratonas de Boston, de Londres, de Berlim, de Chicago e de Nova York.
Atualmente, o recorde mundial pertence ao queniano Patrick Makau, que no dia 29 de Setembro de 2011, em Berlim, estabeleceu o tempo de 2h 03m 38s.
Anteriormente, dois atletas de língua portuguesa já quebraram o recorde mundial da maratona: o português Carlos Lopes em Roterdão, em 1985, com 2:07.12 e o brasileiro Ronaldo da Costa em Berlim, em 1998, com 2:06.05.
A primeira prova oficial de maratona feminina foi nos Campeonatos da Europa de Atletismo em Atenas em 1982, prova ganha pala atleta Rosa Mota.
A maratona feminina foi introduzida nos Jogos de Los Angeles em 1984. A portuguesa Rosa Mota ganhou a medalha de bronze e, quatro anos depois em Seul, alcançou a medalha de ouro.
Uma prática comum durante as competições de maratona é a participação de corredores conhecidos como pacesetters, ‘ou coelhos’, em português. A função deles é servir de guia para os demais competidores, o que acirra a competição e facilita a obtenção de recordes. Esta prática, entretanto, é usada apenas em maratonas anuais pelas cidades do mundo que tem grandes patrocínios e pagam grandes prêmios em dinheiro, e geralmente no intuito de perseguir melhores tempos. Nas maratonas oficiais da IAAF e do COI, não existem este tipo de corredores contratados.
O perfil físico dos grandes maratonistas vencedores é geralmente indivíduos franzinos com pouca ou quase nenhuma gordura e massa muscular, uma vez que os treinamentos e provas consomem todas as reservas.
Já a Meia Maratona é uma corrida com uma distância igual a metade de uma maratona, ou seja de 21,1 km (21 097,5 metros).
A distância, apesar de bastante popular entre corredores profissionais e atletas de massa de todo o mundo, por ser uma prova de resistência que exige menos treinamento e mais adequada a corredores comuns que a maratona, provocando menos fadiga e perda de massa muscular. Não é disputada em campeonatos oficiais, como os Jogos Olímpicos e o Campeonato Mundial de Atletismo. Desde 1992, entretanto, a IAAF criou para os atletas de elite o Campeonato Mundial de Meia Maratona, disputado até 2005 e retornando em 2008. Indicada para aqueles que não querem perder massa muscular e contornos, já que, com o tempo de prova menor, não há o consumo da massa muscular.
Em Portugal são disputadas várias provas de meia maratona de alto nível técnico. O atual recorde mundial masculino foi estabelecido na Meia Maratona de Lisboa de 2010, pelo eritreu Zersenay Tadese, que percorreu a distância em 58:23.