14.257 – Estudo sugere que coronavírus pode estar nos humanos há anos


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Desde que o novo coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, diversas teorias sobre sua origem circularam nas redes sociais e no imaginário da comunidade científica. Agora, um novo estudo afirma que o vírus pode estar em humanos há muitos anos e que passou a ser nocivo para as pessoas após diversas mutações.
Esta pesquisa se originou da que provou que o Sars-Cov-2 não foi criado em laboratório. Dessa forma, foram explorados dois cenários. O primeiro, e mais falado, é que o vírus se originou em animais, provavelmente morcegos ou pangolins. “Embora não tenha sido identificado nenhum coronavírus animal que seja suficientemente semelhante para ter atuado como progenitor direto do Sars-Cov-2, a diversidade de coronavírus em morcegos e outras espécies é pouco analisada”, destacaram os pesquisadores.
A segunda e mais surpreendente hipótese é que a mutação ocorreu já nos humanos, após ser transmitido de um hospedeiro animal há anos, talvez décadas, atrás. “Então, como resultado de mudanças evolutivas graduais ao longo de anos ou talvez décadas, o vírus acabou adquirindo a capacidade de se espalhar de humano para humano e causar doenças graves”, concluíram.
Embora ainda não consigam provar qual das duas hipóteses é a correta, os pesquisadores procuram evidências para inclinarem a balança para uma das duas possibilidades. Enquanto a resposta não é encontrada, diversos países e a Organização Mundial da Saúde trabalham em uma forma de combater a Covid-19, testando remédios e desenvolvendo vacinas.

14.256 – Ma, temática da Pandemia de COVID-19


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Vivemos hoje, em 2020, uma pandemia: O coronavírus (SARS-CoV-2), causador da doença chamada COVID-19, que foi descoberto em 31/12/2019. Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa. O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O contágio, que se iniciou na China, gerou uma pandemia, ou seja, o evento que é caracterizado por uma enfermidade epidêmica que é amplamente disseminada na população mundial.
A matemática pode nos ajudar a interpretar os futuros cenários de contágio e o crescimento da população infectada usando como base para este estudo as funções exponenciais. Funções exponenciais são ferramentas muito importantes devido ao número imenso de aplicações que ela nos proporciona. Alguns estudos que fazem uso desse tipo de funções são aqueles envolvendo cálculos financeiros, datação por carbono-14 de minerais e artefatos arqueológicos, crescimento de bactérias e populacional, entre outras diversas aplicações. Vamos apresentar algumas definições sobre esse tipo de função:
Seja uma função f:R→R e uma constante real α. Essa função é chamada de exponencial se, a lei de associação pode ser escrita da forma:
f(x)=ax
x (Interações) y=f(x)
(nº de infectados)
0 1
1 5
2 25
3 125
4 625
… …
10 9.765.625
Assustador, não? Com apenas 10 interações, alcançamos a marca de quase 10 milhões de infectados.
Neste caso, com apenas 14 interações, chegaríamos a marca de mais de 6 bilhões de infectados.
Felizmente, no mundo real, em situações pandêmicas possuem diversos fatores que podem conter a evolução do contágio. A quarentena é um desses meios de contenção que evitam que pessoas contaminem ou sejam contaminadas, o uso de máscaras, álcool, desinfetantes e entre outros produtos auxiliam na não proliferação de um vírus numa população. Mas, se não houver nenhum tipo de prevenção, é possível que um cenário como estes apresentados aconteça, mesmo que em pontos isolados como pequenas cidades ou bairros.

14.249 – Nova York pode ser o novo epicentro do coronavírus


Nova_york corona vírus
Com a cidade possuindo 35 mil infectados até o momento, a agência de saúde alerta para a possibilidade de um aumento significativo no número de casos.
No entanto, antes da divulgação do relatório consolidado, representantes da agência conversaram com alguns jornalistas na Suíça e revelaram que o mundo deve registrar um “aumento significativo” em comparação ao que foi contabilizado até o momento.
Até a noite de ontem, segunda-feira (23), a OMS reconheceu 334 mil casos, além de registrar 14,5 mil mortes em diversas partes do mundo. Com os EUA, mais especificamente Nova York, sendo o local com o maior registro de casos confirmados.
Com isso, a OMS acredita que os norte-americanos podem enfrentar o ápice da doença em breve. Eles ainda alertam para a possibilidade do país se tornar o novo epicentro da pandemia. “Estamos vendo uma progressão muito rápida do número de casos nos EUA”, alertou Margaret Harris, porta-voz da OMS.
Ainda segundo Harris, cerca de 85% dos novos casos registrados vem da Europa e dos EUA – com os norte-americanos sendo detentores de 40% desse total. Até o momento, 35 mil pessoas foram contaminadas pelo novo coronavírus nos Estados Unidos.
A OMS se preocupa principalmente com Nova York, apontada como principal local de transmissão dentro do país. A taxa de infecção na cidade é cinco vezes maior do que a média de todo os EUA. Esse rápido crescimento foi atribuído principalmente à demora para aplicação de medidas emergenciais e de isolamento social.
Margaret ainda alerta que os números podem ser ainda maiores do que os conhecidos. Isso porque, recentemente, a OMS destacou que os números divulgados até este momento– de infectados e de mortes – são reflexos da transmissão ocorrida há cinco ou seis dias. Por esse motivo, um aumento significativo nas confirmações pode acontecer a qualquer momento.

14.247 – Como a história ensina a lidar com pandemias


gripe espanhola
Qualquer semelhança, não é mera coincidência

Não confunda, você está no ☻Mega Arquivo

Gripe Espanhola matou milhões com transmissão acelerada.
O componente de História nas escolas, além de outros benefícios, tem como objetivo ensinar erros cometidos no passado para que a sociedade saiba como evitar que se repitam. Olhando para as grandes pandemias que já assolaram o mundo, uma que se assemelha bastante à atual crise do novo coronavírus (Covid-19) é a Gripe Espanhola. “Com os primeiros casos aparecendo no primeiro semestre de 1918, a Gripe Espanhola surgiu quando o mundo experimentava a Grande Guerra”, relembra o coordenador da assessoria de História, Filosofia e Sociologia do Sistema Positivo de Ensino, Norton Frehse Nicolazzi Junior. “Ela acabou sendo chamada de espanhola, cogita-se, pelo fato de a Espanha ser um país neutro na Guerra. Nenhum país naquele momento ia se responsabilizar por disseminar aquele vírus de mortandade tão grande”, explica.
Como o Brasil também participou da guerra, o professor lembra que os primeiros brasileiros infectados foram membros de uma frota contaminada na costa do mediterrâneo. Mas a chegada do vírus se deu em meados de setembro de 1918, com a vinda, ao Rio de Janeiro, de um navio britânico com aproximadamente 200 tripulantes doentes e outros infectados aparentemente saudáveis. A partir desse momento, esses marinheiros se misturaram com a população e acabaram transmitindo o vírus, causando um contágio em progressão geométrica”, descreve Nicolazzi. A situação ficou tão precária no país que o presidente da República no momento, Rodrigues Alves, morreu em 1919, em decorrência da pandemia.
As medidas de fechamento de fronteira e isolamento são lições aprendidas com a Gripe Espanhola e, anteriormente, com a Peste Bubônica. “Esse isolamento se mostra necessário se pensarmos na analogia histórica. No caso da Gripe Espanhola, a fronteira aberta permitiu que o vírus chegasse e rapidamente se espalhasse por diversas capitais brasileiras”, relata o coordenador do grupo de ensino paranaense. “No espaço de um mês, em capitais mais afastadas do litoral, tínhamos cerca de 20 óbitos por dia. Se houvesse um fechamento de fronteiras e isolamento, esse número certamente seria menor”. Nicolazzi afirma ainda que não existem condições de comparar a atual epidemia com as anteriores, mas essa expansão, da maneira como ela ocorre, é fruto do próprio processo de progresso técnico, de progresso econômico e da ideia de uma globalização. “As pessoas em trânsito favoreceram a disseminação da Peste no final do período medieval e a disseminação da Gripe Espanhola no início do século 20, com navios circulando o mundo inteiro em função da guerra. Isso tudo favoreceu muito a propagação das doenças, assim como hoje o vírus facilmente acessa o mundo todo”, detalha.
Quanto à desinformação notada nos dias atuais, o professor conta que, antigamente, era muito pior. “As principais potências envolvidas na guerra esconderam os casos de Gripe Espanhola para não transmitirem fraqueza durante o confronto. As pessoas achavam que não seriam contaminadas até o momento em que elas começam a ver os seus próximos adoecerem e morrerem em questões de poucos dias”, recorda. Para ele, a não aceitação da gravidade do problema no primeiro momento faz parte da própria dinâmica das pessoas de tentarem de alguma forma se protegerem.

14.245 – O que é a hidroxicloroquina?


hidroxi2
Hidroxicloroquina, cloroquina e remdesivir. Esses são os medicamentos que, segundo estudos científicos, podem ser eficazes no combate ao novo coronavírus.
A hidroxicloroquina, também conhecida pelo nome comercial Reuquinol, é a mais promissora. O remédio é usado para o tratamento da malária desde os anos 1930, mas também já foi usado para combater doenças como artrite reumatoide e lúpus.
O remédio chegou a ser substituído por outros recentemente porque o protozoário parasita plasmodium falciparum, causador da malária, tornou-se resistente à sua ação. A hidroxicloroquina podia ser usada para prevenir ou combater a malária.
O medicamento já se mostrara anteriormente eficaz contra a Sars, uma doença respiratória aguda que surgiu na China em 2002 e pertence ao grupo coronavírus, assim como o vírus causador da atual pandemia de Covid-19.
Em um estudo publicado por cientistas chineses em 18 de março na revista científica Nature, as drogas hidroxicloroquina e remdesivir se mostraram capazes de inibir a infecção do SARS-CoV-2 (nome do novo coronavírus) em simulação in vitro.
Outro estudo feito na França, realizado pelo Instituto Mediterrâneo de Infecção de Marselha, publicado no periódico científico International Journal of Antimicrobial Agents, mostra que a hidroxicloroquina teve desempenho positivo. Em alguns casos, foi usado também um antibiótico chamado azitromicina, que combate infecções pulmonares causadas por bactérias.
Gregory Rigano, orientador de pesquisa na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e coautor de um estudo sobre o uso de hidroxicloroquina em humanos para combater o coronavírus. Em um experimento feito com dois grupos, um que recebeu o medicamento e outro que não o recebeu, o resultado da droga no combate ao novo coronavírus foi eficaz. O antibiótico azitromicina foi usado em conjunto com a cloroquina, como no estudo feito na França.
O estudo ainda está para ser publicado, mas Rigano já concedeu uma entrevista a uma rádio americana falando sobre o tema. “Esse será o estudo mais importante a ser lançado sobre o tema. Ponto”, disse Rigano. O bilionário Elon Musk também publicou uma mensagem no seu perfil no Twitter nesta semana afirmando que a droga poderia ser eficaz contra o novo coronavírus. A FDA realiza testes com a cloroquina para combater a Covid-19.
Apesar de promissora, a droga ainda precisa de mais testes clínicos antes de ser distribuída amplamente para a população de forma segura. Por isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pediu que a Federal Drug Administration, análoga à Anvisa brasileira, seja ágil com o processo de testes e aprovação do medicamento.
Outro medicamento que tem se mostrado promissor contra o novo coronavírus é o remdesivir. Porém, por ser um medicamento experimental, não se espera que ele esteja amplamente disponível para o tratamento de um grande número de pessoas tão cedo quanto a hidroxicloroquina. A farmacêutica americana Gilead detém a patente do remdesivir.
Os medicamentos anti-virais lopinavir e favipiravir chegaram a ser considerados como drogas em potencial para tratar a Covid-19, mas um estudo divulgado na noite de ontem mostrou que elas são ineficazes. Com isso, os esforços dos cientistas de todo o mundo agora se voltam à hidroxicloroquina.

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14.244 – Número de mortos por coronavírus na Itália supera o da China


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A Itália se tornou o país do mundo a registrar o maior número de mortes pelo novo coronavírus. Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, citando fontes oficiais do governo italiano, o país agora acumula 3.405 mortes, superando a China, que registra 3.130 fatalidades e é o país no qual a doença surgiu no final do ano passado.
Nesta semana, a Itália é o país, ainda, a registrar o maior número de mortos em apenas um dia, 475, desde o início da epidemia. O número de hoje mostra uma leve desaceleração nas fatalidades. No entanto, o total de casos confirmados saltou de 35.713 para 41.035.
A Itália continua o segundo país do mundo mais afetado pela covid-19. Com a atualização do governo italiano, agora contabiliza 41.035 casos confirmados e é seguido por Irã, com 18.407, e Espanha, com 17.395. O total global de pessoas afetadas pelo novo coronavírus é de 229.390.
Ultimas notícias: Ate o fechamento dessa matéria
Itália registra 793 mortes por coronavírus em um único dia
O país tem agora mais de 4,8 mil mortos.
O governo italiano pede para o mundo não desviar o olho da Itália. O caos nos hospitais ensina que é hora de ficar em casa.
Os primeiros dois casos no país aconteceram no penúltimo dia de janeiro. Uma semana depois houve mais um caso confirmado. Na quinzena seguinte, outro. No dia seguinte, já eram 11 confirmados; depois, 132. E o contágio vem crescendo exponencialmente.
As cidades de Bergamo, Brescia e Cremona, no norte do país, são o foco da doença. Profissionais da saúde de Bergamo acusaram a prefeitura de demorar duas semanas para atender o pedido deles de quarentena. Em outras regiões italianas, o isolamento da população conseguiu segurar o contágio.
E justo o norte da Itália foi o porto seguro para quase quatro mil pessoas. O desembarque do cruzeiro que partiu de Buenos Aires seria em Marselha, mas a França só permitiu que franceses pisassem em terra firme. O passageiro brasileiro não sabe quando volta para casa.

“Estamos todos a salvo dentro do navio, graças a Deus. Todos os passageiros e tripulantes, não há nenhum caso, não temos infecção, nada. Pedimos auxílio e atenção do governo e órgãos competentes para que possam nos tirar em segurança do navio”
A União Europeia concordou em estabelecer uma cláusula para pandemias, que derruba os limites de gastos públicos pelo menos até a crise se acalmar. Essa medida permite que os governos liberem empréstimos baratos para empresas se financiarem.

Na Espanha — o segundo país europeu mais atingido pela pandemia —, profissionais da saúde e militares correm para transformar um centro de conferências em Madri um hospital gigante. Médicos e enfermeiros da capital e de outras cidades alertam para a falta de equipamentos e material de proteção para as equipes. Em 24 horas, o número de casos deu um salto para quase 25 mil. As mortes passam de 1,3 mil.
O Reino Unido cogita comprar ações de companhias aéreas britânicas, segundo o jornal Financial Times. A preocupação também é em manter o abastecimento da população.
Um dos cientistas da equipe do governo tem vergonha do comportamento nos mercados. Ele pediu para população cuidar dos trabalhadores da saúde, uma referência ao desabafo de uma enfermeira exausta.
Ela tinha dobrado o turno e na volta para casa não encontrou o que precisava. Prateleiras vazias…
Mas os funcionários dos hospitais não estão esquecidos. O estádio de Wembley se iluminou para homenagear quem está na linha de frente contra o novo coronavírus. É para essas pessoas que lutam dia e noite que a torre Eiffel mandou neste sábado a sua luz.
Na noite deste sábado, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, determinou que todas as empresas do país devem fechar as portas até o dia 3 de abril — com exceção das consideradas essenciais.

14.243 – Fake News – Notícias Falsas se Propagam bem mais rápido que o vírus


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Os casos do novo coronavírus têm causado apreensão mundial. Após mortes em vários países, mensagens sobre a Covid-19 têm sido disseminadas na web.
Circulam pelas redes sociais mensagens que afirmam que tomar um banho bem quente (ou bem frio) pode prevenir o contágio ou mesmo combater o coronavírus. É #FAKE.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que tomar um banho quente não impede ninguém de pegar a Covid-19.
“A temperatura corporal normal permanece em torno de 36,5ºC a 37ºC, independentemente da temperatura do banho/chuveiro. Na verdade, tomar um banho com água extremamente quente pode ser prejudicial, pois pode provocar queimaduras”, diz a entidade.
“A melhor maneira de se proteger contra a Covid-19 é limpar frequentemente as mãos. Ao fazer isso, você elimina vírus que podem estar em suas mãos e evita infecções que podem ocorrer ao tocar seus olhos, boca e nariz”
ma das mensagens diz que, além do banho quente, uma chuveirada gelada logo em seguida é ainda melhor. “Confira super dicas de como você pode fortalecer sua imunidade da Covid-19. Ah! Antes que eu me esqueça acrescente BANHO GELADO por 1 minuto após banho quente para turbinar sua imunidade 👍.”
Um youtuber também afirma que, “além de vitamina C, você pode tomar banho quente e frio”. “Aumenta muito a imunidade. Você mesmo mata vírus. Mata bactérias quando você começar a esquentar o seu próprio corpo.”
Não é verdade.
O Ministério da Saúde diz que “não há evidências científicas que mostrem que vitamina C, vitamina D, inhame, própolis, banhos “quente/frio” e chá de erva doce sejam prevenções eficazes contra o novo coronavírus”.
O ministério reforça às pessoas que, antes de compartilharem mensagens sobre saúde, confirmem se elas são verdadeiras.
O virologista Rômulo Neris, formado pela UFRJ e pesquisador visitante da Universidade da Califórnia, em Davis, afirma que não existe nenhuma evidência científica de que banho quente ou frio diminua a carga viral de uma infecção. “Essa fake news mistura o tratamento de um sintoma com o tratamento da infecção. Banhos quentes podem ajudar a aliviar sintomas como nariz escorrendo ou entupido, dor de garganta e tensão muscular por dor. Isso, inclusive, é uma recomendação do CDC para resfriados comuns. O banho frio, por outro lado, pode ajudar a diminuir a percepção da febre no indivíduo. Apesar disso, ambos não têm nenhum efeito descrito contra o Sars-CoV-2.”
“O banho só é importante em um aspecto: se bem tomado, com água corrente e sabão, limpa nossa pele de potenciais exposições ao vírus no ambiente. Mas, novamente, não faz nada contra uma infecção já em curso.”

Sauna e calor
Também é possível encontrar na web quem diga que o vírus não sobrevive no calor e a 30 minutos de sauna.
Uma checagem feita pela equipe do Fato ou Fake também mostra que é falsa a afirmação de que o novo coronavírus não resiste ao calor.
Circula pelas redes sociais uma imagem que imita o padrão das feitas pelo governo federal com uma mensagem que afirma que, de acordo com a medida provisória 922, o cidadão com mais de 60 anos que estiver na rua terá sua aposentadoria suspensa por tempo indeterminado. O texto diz ainda que filhos e netos do infrator que tenham mais de 18 anos serão responsabilizados com multa de R$ 1.045. As medidas, segundo a mensagem, são para assegurar a saúde da população em meio à pandemia do novo coronavírus. É #FAKE.
Primeiro, a medida provisória 922 não é de 18 de março de 2020, como diz a mensagem falsa, mas de 28 de fevereiro. No texto da proposta, não há nenhuma menção ao trânsito de idosos e à penalidade por descumprimento do isolamento.
A MP, na verdade, permite que órgãos da administração federal realizem a contratação temporária de servidores civis federais aposentados. Como tem força de lei, a MP já está em vigor, mas o texto ainda precisa ser analisado por uma comissão parlamentar mista e votado nos plenários do Senado e da Câmara em até 120 dias.
Circula pelas redes sociais uma mensagem com o título “Ambev – retire seu álcool gel” que orienta as pessoas a clicar em um link, colocar o CEP e pesquisar qual o ponto de distribuição mais próximo de seu endereço. É #FAKE.
A Ambev diz que a mensagem é totalmente falsa. “Algumas mensagens estão circulando pelas redes sociais levando ao cadastro para retirada de álcool em gel em postos de recolhimento. Gostaríamos de alertar que nosso álcool em gel produzido será destinado para uso em hospitais públicos. Não clique em links suspeitos.”
Circula nas redes sociais um vídeo em que um homem apresenta uma caderneta de vacinação de seu cachorro com um adesivo da vacina “Vanguard HTLP 5/ CV-L”, destinada à prevenção do coronavírus canino. No vídeo, o homem diz: “Esse vírus não é novo, gente. Até meus cães estão imunes a esse vírus. Meu cachorro está mais imunizado do que eu? Eles vêm falar agora que estão fabricando essa vacina? Me poupe. Esse vírus é antigo”. A mensagem é #FAKE.
O gerente técnico e de pesquisa aplicada para animais de companhia da Zoetis, fabricante da vacina mencionada no vídeo, explica que o produto não se destina a humanos nem tem a ver com o novo coronavírus.
“O coronavírus da vacina é um coronavírus que é conhecido há bastante tempo. Ele é conhecido há décadas e provoca nos cães um quadro gastrointestinal, principalmente diarreia; às vezes, vômito. Então esse coronavírus que já é conhecido do cão há bastante tempo, embora pertença à mesma família de coronavírus, não tem relação com esse coronavírus novo, que é o Sars coronavírus 2, que acomete humanos. Essa vacina serve só para prevenir a coronavirose canina. Essa vacina não serve para tratar pessoas que têm infecção pelo coronavírus”
“Não existe nenhum relato ou proposição de que o novo coronavírus que está causando tudo que vemos hoje seja relacionado com cães e gatos. O coronavírus que ataca cães e gatos é da mesma família que está atacando a população mundial, porém ele corresponde a um outro gênero, que é o gênero alphacoronavírus. O que ataca humanos é o gênero betacoronavírus. Só aí eles já diferem bastante um do outro. Depois do gênero, ele ainda se diferencia em espécies. Há o coronavírus canino e o coronavírus felino. Para humanos, ele vai se dividir no que se apregoa chamar de Sars COV, Mers-Cov e o Sars COV 2, causador da pandemia de Covid 19.”

Quanto a temperatura ambiente
Uma revisão de 22 estudos sobre vários tipos de coronavírus publicada no Journal of Hospital Infection indica que, quanto maior a temperatura, menor o tempo de permanência do vírus em algumas superfícies. Ainda assim, os dados mostram que mesmo em temperaturas elevadas como 30ºC ou 40ºC os vírus resistem, às vezes por dias.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), faz o alerta de que o vírus pode, sim, ser transmitido em áreas mais quentes. “Segundo as evidências obtidas até agora, o vírus responsável pela Covid-19 pode ser transmitido em todas as áreas, incluindo áreas com clima quente e úmido”.
“Vírus não respeita temperatura. O H1N1 atingiu os Estados Unidos em pleno verão. A Influenza é um vírus de inverno e tem todo ano no Caribe [região tropical]. No ano passado, teve surto de H1N1 no Amazonas”
A mensagem circula com algumas variações no texto. Numa delas, há a informação de que, após ficar 3 ou 4 dias restrito à garganta e mais 5 ou 6 dias nos pulmões, o vírus se torna letal. Weissmann diz que o coronavírus pode, de fato, causar tosse seca, coriza e pneumonia, mas que está mais que comprovado que essa letalidade alardeada não se sustenta.
O Ministério da Saúde reforça que isso não faz qualquer sentido.

14.242 -Farmacologia – hidroxicloroquina e cloroquina na lista de remédios controlados


cloroquina
A procura por hidroxicloroquina aumentou depois que algumas pesquisas indicaram que o produto pode ser utilizado no tratamento do Sars-Cov-2. Mas não há nenhuma comprovação sobre o benefício da substância no tratamento do novo vírus.
As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros.
A medida é para evitar que pessoas que não precisam do medicamento provoquem o desabastecimento do mercado. A Anvisa informou que os medicamentos que possuem a substância não são recomendados no tratamento da Covid-19.
Com a nova determinação da Anvisa, os pacientes que já fazem uso de medicamentos com as substâncias poderão continuar utilizando a receita simples para a compra do produto durante o prazo de 30 dias.
Na nova categoria, o medicamento só poderá ser entregue mediante receita branca especial em duas vias. Médicos que fazem a prescrição de hidroxicloroquina ou cloroquina já devem começar a utilizar este formato. A venda irregular em farmácias é considerada infração grave.

14.241 -Saúde – Celebridades com Corona Vírus


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Tom Hanks e a esposa, Rita Wilson

O casal foi o primeiro do mundo das celebridades a divulgar o diagnóstico nas redes. Eles estão na Austrália, onde o ator filmava com o diretor Baz Luhrmann. Ambos já saíram do hospital e estão se recuperando em casa. Segundo o último post engraçadinho de Hanks, os dois passam bem e já realizam atividades cotidianas, como lavar louça e roupas. Ele publicou uma imagem de sua máquina de escrever favorita: que se chama, olha só, Corona.

Gabriela Pugliesi
A influenciadora fitness foi uma das 14 pessoas que contraíram o vírus durante o casamento de sua irmã, num resort de luxo em Itacaré, na Bahia. Agora, pouco mais de uma semana depois, ela afirmou nas redes sociais que continua com tosse, mas já se sente bem melhor. Durante a quarentena, continuou publicando vídeos com exercícios leves, como alongamentos, e posts patrocinados.

Preta Gil
A cantora foi outra que contraiu a doença no casamento da irmã de Pugliesi, em Itacaré. Ela está em quarentena desde então em um hotel em São Paulo, juntamente com o marido. Ativa nas redes sociais, Preta disse essa semana que tem se sentido melhor, mas continua em observação.
Fernanda Paes Leme
A atriz afirmou ter sofrido com os sintomas da doença, mas que sente uma melhora diária. Nas redes sociais, ela compartilhou que sua vizinha lhe entregou uma melancia, sabendo que ela estava doente e não poderia sair.

Kristofer Hivju
O ator norueguês conhecido pelo personagem Tormund, de Game of Thrones, afirmou que teve um resultado positivo para o coronavírus, mas que tem sentido poucos sintomas. Ele fez um apelo para que as pessoas fiquem em casa.

14.240 – Vacina do coronavírus será testada direto em humanos – sem passar por animais


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O primeiro caso confirmado do novo coronavírus foi detectado na China em 7 de janeiro. Pouco tempo depois do anúncio, a empresa de biotecnologia Moderna Therapeutics já estava trabalhando no desenvolvimento de uma vacina para o vírus. Agora, eles afirmaram que vão iniciar os testes diretamente em humanos, sem passar pelo protocolo padrão de testar em animais.
Os ensaios clínicos (com humanos) e pré-clínicos (com animais) que garantem a segurança de uma vacina levam meses ou anos em uma situação ideal. Porém, diante de uma pandemia global, as farmacêuticas estão interessadas em encontrar a uma forma de barrá-la o mais rápido possível – o que abre uma brecha para pular etapas e começar logo de cara as aplicações em voluntários Homo sapiens.
A Moderna começou a procurar voluntários saudáveis no início de março. A ideia é testar 45 pessoas entre 18 e 55 anos, que vão tomar duas doses da vacina com intervalo de um mês. Cada cobaia receberá US$ 100 por visita feita ao laboratório ao longo do estudo, e serão aproximadamente 11 visitas (com a cotação a R$ 5,00, muito brasileiro ficaria ouriçado para participar – e embolsar R$ 5,5 mil). Os experimentos estão rolando no Instituto de Pesquisa em Saúde de Seattle (EUA).
A atitude de pular os ensaios pré-clínicos evidentemente põe em risco a saúde dos voluntários e está gerando objeções éticas da comunidade científica. Muitos pesquisadores se manifestaram contrários à decisão. Para piorar, a Moderna desenvolveu um mecanismo de imunização inédito – não há nenhuma outra vacina no mercado que utilize a mesma técnica, o que torna a experiência ainda mais arriscada.
Explicando: atualmente, há dois tipos diferentes de vacina. Algumas utilizam o próprio micróbio, morto ou quimicamente atenuado, para que ele não seja capaz de causar infecção. Outras utilizam apenas um pedacinho do micróbio – no caso dos vírus, geralmente uma proteína – que sirva de gabarito para o sistema imunológico a criar anticorpos. Nos dois casos, a ideia é treinar o corpo para a chegada da ameaça real.
A vacina da Moderna, por outro lado, usa uma molécula chamada RNA mensageiro (RNAm). No nosso organismo, o RNAm transmite informações contidas em nosso DNA para os ribossomos e possibilita a produção de proteínas. A nova vacina nada mais é do que um monte de RNAm sintético – que instrui o corpo a produzir proteínas iguais às do coronavírus. A ideia é que nosso corpo, ao se ver inundado por essas proteínas alienígenas, aprenda a reconhecê-las para depois identificar e derrotar o corona de verdade.
Se vai funcionar é outra história. A Moderna tentou testar o truque em ratos de laboratório, mas os animais não se mostraram ideais para tal experimento, pois suas células não são atacadas pelo vírus da mesma maneira que as nossas (cada mamífero tem seus próprios parasitas, e eles raramente são intercambiáveis).
Alguns camundongos foram geneticamente modificados no ano 2000, durante o surto da SARS – que também foi causada por um coronavírus –, de maneira a torná-los mais suscetíveis a vírus humanos. Isso permitia utilizá-los como cobaias eficazes em ensaios pré-clínicos. Infelizmente, essa linhagem não sobreviveu aos últimos vinte anos – era muito caro mantê-la. O jeito é começar do zero: a Mersana já está trabalhando em ratinhos com especificações parecidas, que deverão ficar prontos em algumas semanas
Uma vacina que utiliza a técnica de RNAm foi desenvolvida contra o coronavírus causador da MERS, outra epidemia que encheu os jornais nas últimas décadas. Ela foi testada nos ratos mencionados anteriormente. A resposta imune foi suficiente para protegê-los, o que é um dado otimista. Obviamente, porém, não se pode afirmar nada sobre sua aplicabilidade à Covid-19.
Estima-se a vacina estará disponível para uso humano em cerca de um ano – o que obviamente não é rápido o suficiente para barrar a pandemia. Sem contar que, se algo der errado – e isso acontece com frequência em ensaios clínicos –, os testes recomeçam do zero, o que atrasa ainda mais a solução. Os fabricantes de vacinas acreditam que o caso do Covid-19 é um teste importante para demonstrar como lidaremos, no futuro, com surtos de outras infecções desconhecidas.

14.238 – Já era um Pandemônio agora é uma Pandemia


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A Organização Mundial da Saúde declarou estado de pandemia do novo coronavírus. Segundo o órgão, o número de casos, mortes e países afetados só deve aumentar. Mais de 100 países já são afetados pelo vírus – incluindo o Brasil, com mais de 200 casos confirmados até o fechamento desse artigo.
O nome “pandemia” assusta, mas não muda nada na realidade da proliferação do vírus. Ela é usada quando uma doença não se restringe apenas a uma região específica, mas sim por todo o globo. Inicialmente, o vírus estava apenas na China, mas se espalhou rápido assim que saiu da região. Metade dos países infectados pelo coronavírus apresentou seu primeiro caso nos últimos 10 dias.
Assim que surgiu, o coronavírus era classificado como um surto. Ele acontece quando há o aumento brusco de casos de uma doença em determinada região. Foi o que aconteceu na província de Hubei em janeiro deste ano. Um vírus misterioso apareceu na população em Wuhan, a maior cidade da província, e começou a se espalhar rapidamente. Em uma semana, os cientistas chineses já haviam sequenciado o genoma do coronavírus e compartilhado as informações com pesquisadores de todo o mundo por meio de um banco de dados.
Depois, o Covid-19 começou a se espalhar para outras regiões – primeiro a China, a Ásia, e depois chegou em países de todos os continentes. Alguns territórios classificaram a doença como uma epidemia, que é quando há um número de casos acima do esperado pelas autoridades em várias localidades. É comum, por exemplo, cidades ou estados brasileiros declararem epidemia de dengue, fazendo com que as ações de combate ao mosquito se intensifiquem.
Agora, o vírus não infecta apenas quem viajou para a China, mas também é transmitido entre outros países. O primeiro caso brasileiro, por exemplo, foi de um homem que pegou o vírus na Itália. Com a disseminação do coronavírus em escala global, a classificação evoluiu para pandemia. Na escala de disseminação de doenças, a pandemia é a mais abrangente. A gripe suína, causada pelo vírus H1N1, se encaixou nessa categoria em 2009, chegando a atingir 120 territórios do mundo em oito semanas.
Há ainda uma outra classificação, na qual o coronavírus não se encontra: a endemia. Ela não está relacionada ao número de casos, e sim à presença e sazonalidade da doença em determinada região. Acontece quando ela está permanentemente no local ano após ano. A febre amarela, por exemplo, é uma doença endêmica no Norte do Brasil.
“A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional – é uma caracterização ou descrição de uma situação, não é uma mudança nela, disse o diretor-executivo de emergências da OMS, Michael Ryan. Segundo a OMS, o novo estado não muda a posição da organização frente ao vírus. As recomendações para o combate ao vírus continuam as mesmas. Tanto a OMS quanto os países afetados devem manter e ampliar as ações que já vêm sendo feitas.

14.237 – Corona Vírus – A Historia (Histeria) se repete


carona virus
Diante do coronavírus, é aconselhável evitar a psicose, mas também sua banalização: na maioria dos casos, o COVID-19 é uma doença benigna, mas também tira vidas entre os mais frágeis e pode acabar saturando hospitais, com consequências dramáticas.

Quem está mais exposto?
A mortalidade claramente aumenta com a idade: isso é o que demonstra uma ampla análise publicada em 24 de fevereiro por pesquisadores chineses na revista médica americana “Jama”.
Dos quase 45.000 casos confirmados, a taxa média de mortalidade foi de 2,3%, sem mortes entre crianças menores de 10 anos. Até 39 anos, a taxa é muito baixa, 0,2%. Aumenta para 0,4% entre os quadragenários, 1,3% entre 50-59 anos, 3,6% entre 60-69 anos e 8% entre 70-79 anos.
Pessoas com mais de 80 anos são as mais expostas, com uma taxa de mortalidade de 14,8%.
Outro fator de risco é o fato de sofrer uma doença crônica, como insuficiência respiratória, doença cardíaca, câncer, histórico de AVC…
Um estudo chinês publicado pela revista “The Lancet”, envolvendo 191 pacientes, estudou fatores associados ao risco de mortalidade.
“Uma idade avançada, o fato de apresentar sinais de sepse (ou septicemia, infecção generalizada) ao chegar no hospital e doenças subjacentes como hipertensão e diabetes foram fatores importantes associados à morte dos pacientes”, afirmou um dos autores, o doutor Zhïbo Liu.
Mas as pessoas mais expostas ao novo coronavírus não devem entrar em pânico.
“Quando uma pessoa infectada morre aos 85 anos, o coronavírus não é o que a mata”, mas muitas vezes “as complicações sofridas por seus órgãos que não estavam mais funcionando adequadamente”, afirma Michel Cymes, médico e figura televisiva na França.

O mesmo vale para pacientes com doenças crônicas.
Para o professor francês Jean-Christophe Lucet, o risco diz respeito principalmente a pacientes que sofrem de formas severas dessas doenças. “Devemos ser extremamente claros” sobre este ponto, enfatiza à AFP.

Quantas pessoas podem morrer?
Segundo o estudo de 24 de fevereiro, a doença é benigna em 80,9% dos casos, grave em 13,8% e crítica em 4,7%.
Do número total de casos confirmados no mundo, o COVID-19 matou cerca de 3,5% dos pacientes, com disparidades entre os países. O último número oficial de mortos é superior a 5.000.
Mas essa taxa não é confiável, já que se ignora o número de pessoas realmente infectadas. Como muitos pacientes quase não apresentam sintomas ou são assintomáticos, o número de infectados é provavelmente muito maior do que o detectado e, portanto, a taxa é certamente mais baixa.
Se considerarmos uma estimativa que inclui casos não detectados, “a taxa de mortalidade é de cerca de 1%”, afirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas dos EUA.
No entanto, o perigo de uma doença depende não apenas de sua letalidade, mas também de sua capacidade de expansão.
Mesmo com uma taxa de mortalidade de 1%, “esse número pode ser consistente se 30 ou 60% da população estiver infectada”, diz Simon Cauchemez, do Instituto Pasteur de Paris.
Por outro lado, entre os 130.000 casos registrados desde o início da pandemia no mundo, mais da metade já foi curada, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Quais as diferenças com a gripe?
Apesar de compartilhar sintomas como febre e tosse, o coronavírus não é como uma “simples” gripe.
Em primeiro lugar, parece mais letal, já que a gripe tem “uma mortalidade de 0,1% e esta doença é 10 vezes mais mortal”, segundo Fauci. A OMS estima que a gripe deixa a cada ano entre 290.000 e 650.000 mortes em todo o mundo.
Além disso, os especialistas temem que formas graves do COVID-19 possam afetar uma parte maior da população do que a gripe.
O COVID-19 “não é uma simples gripe, pode se manifestar seriamente em pessoas não tão velhas”, enfatiza o número dois do ministério da Saúde da França, Jérôme Salomon.
De acordo com um estudo chinês – em um pequeno número de pacientes, de 1.099 – 41% dos casos graves tinham entre 15 e 49 anos e 31% entre 50 e 64 anos (em comparação com 0,6% para menores de 14 anos e 27% para os maiores de 65 anos).
Além disso, diferentemente da gripe, “não estamos protegidos” contra o COVID-19, Salomon lembra: “Não há vacinas, não há tratamento” e o ser humano não é naturalmente imunizado contra esse novo vírus.
Os vírus da gripe e do COVID-19 têm em comum que sua propagação é combatida da mesma maneira em nível individual.
Essas são as medidas de precaução: evitar apertar as mãos, beijar, lavar as mãos com frequência, tossir e espirrar na cavidade do cotovelo ou em um lenço descartável, usar máscara quando estiver doente…

Os hospitais ficarão saturados?
É o principal perigo da pandemia: um aumento brusco dos casos, o que levaria a um fluxo maciço de pacientes nos hospitais, causando a superlotação.
Isso não apenas complicaria a hospitalização de pacientes críticos com COVID-19, mas também de todos os outros. A situação pioraria se a equipe médica começasse a ser infectada, deixando de cuidar dos pacientes.

“Devido a esse duplo fator – uma sobrecarga de trabalho com menos funcionários -, os pacientes com patologias urgentes não poderiam ser tratados a tempo e correriam o risco de morrer”, explica à AFP o médico belga Philippe Devos, especialista em reanimação.
Nas redes sociais, muitos médicos alertam para o risco de saturação dos hospitais.
Esses especialistas lembram aos usuários da internet a importância de cada um aplicar as medidas para combater o coronavírus, com alertas no Twitter.
A comunidade médica procura, dessa forma, chamar a atenção para a responsabilidade de cada um, a fim de frear a epidemia prolongando-a ao longo do tempo. Desse modo, o “boom” será menos abrupto e o volume de pacientes simultâneos não sobrecarregará o sistema hospitalar.

– E os animais de estimação?
O caso de um cão diagnosticado “um pouco positivo” em Hong Kong com um dono infectado levantou a questão de possíveis contágios entre o ser humano e os animais.
Mas os cientistas insistem no fato de que este é um caso isolado e que não serve para tirar conclusões.
“À luz do conhecimento científico disponível, não há evidências de que animais de estimação ou de gado tenham um papel importante na disseminação do vírus SARS-CoV-2”, estimou a agência francesa de segurança sanitária ANSES na quarta-feira.
Segundo seus especialistas, a detecção do vírus nas cavidades nasais e orais do cachorro de Hong Kong não é prova de infecção do animal. Em vez disso, estão considerando a possibilidade de um “contágio passivo” (sobrevivência do vírus sobre uma mucosa sem que se reproduza), apesar de exigir estudos complementares.

histeria

14.234 – Atenção Desempregados – Laboratório dá mais de 20 mil reais a quem topar ser infectado com coronavírus


Você estaria disposto a ser infectado com o coronavírus e ser pago por isso em prol de um bem maior? O Queen Mary BioEnterprises Innovation Centre, um laboratório de Londres, está a procura de 24 voluntários para injetar o coronavírus. O objetivo é testar a eficácia de uma vacina em desenvolvimento.
Os participantes que aceitarem o desafio serão recompensados com 4 mil euros, cerca de R$ 21.405. Antes de serem selecionados, os candidatos vão passar por uma bateria de exames.
Os selecionados vão receber duas doses mais fracas do vírus, que devem causar alguns sintomas respiratórios leves, e depois receberão vacinas tanto novas, como já existentes. Depois disso, ficarão em quarentena de 14 dias antes de testados novamente para verificar a eficácia do tratamento. Os resultados vão ajudar os pesquisadores a se concentrarem nos tratamentos mais eficazes para acelerar a cura da Covid-19.
O laboratório é apenas um dos 20 que estão na corrida global para encontrar uma vacina o mais rápido possível. “As empresas de medicamentos podem ter uma ideia muito boa dentro de alguns meses após o início de um estudo de vacina, trabalhando ou não, usando uma amostra tão pequena de pessoas”, afirmou Andrew Catchpole, principal cientista da pesquisa.
Antes de sair injetando as cobaias, o teste espera aprovação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido. Por mais rápido que se iniciem os testes, os especialistas concordam que é impossível que a vacina fique pronta a tempo para combater a atual epidemia.

14.229 – Este pode ter sido o animal que passou o novo coronavírus para humanos


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Uma equipe de pesquisadores chineses anunciou que o pangolim, um tipo de mamífero da África e da Ásia ameaçado de extinção, pode ter sido o animal que passou o novo coronavírus para humanos. O surto da doença provavelmente se iniciou em um mercado de animais silvestres em Wuhan, na China, e desde então já infectou mais de 31 mil pessoas em todo o mundo, totalizando 638 mortes até a tarde desta sexta-feira (07/02).
O resultado vem de uma análise genética feita por cientistas da Universidade Agrícola do Sul da China em amostras de mais de mil animais selvagens. Segundo a equipe, o material genético do 2019-nCoV – o vírus que vem infectando humanos e causando sintomas respiratórios – é 99% igual ao material genético de um vírus encontrado em pangolins, o que faz desse animal o melhor candidato, até agora, a ter trazido a doença para nós.
Mas cientistas de todo o mundo vêm encarando a nova possibilidade com cautela, principalmente porque o estudo completo ainda não foi publicado – por enquanto, os chineses só divulgaram resultados gerais em uma conferência de imprensa. A equipe disse que pretende publicar os detalhes o quanto antes para ajudar no combate à doença.
Estudos anteriores haviam indicado que o novo coronavírus surgiu primeiro em morcegos – que são conhecidos por hospedarem diversos vírus sem apresentar sintomas. Mas a possibilidade de haver um hospedeiro intermediário, ou seja, um animal que pegou o vírus dos morcegos e o transmitiu para nós, é alta. Desde o início do surto, cientistas vêm buscando qual seria o responsável por essa ligação, mas a tarefa é difícil, principalmente porque, no mercado em que se acredita que a doença tenha começado, diversos animais silvestres eram vendidos, tornando a lista de candidatos grande.
Outros vírus conhecidos, do mesmo grupo do novo patógeno, seguiram caminhos parecidos. O coronavírus responsável por causar a SARS (Síndrome respiratória aguda grave), doença que surgiu na China em 2002 e matou mais de 800 pessoas, teve sua origem em morcegos, mas chegou aos humanos através do contato com mamíferos conhecidos como civetas. Já o causador da MERS (Síndrome respiratória do Oriente Médio), doença parecida com a atual que causou mortes em 2012, também surgiu em morcegos e provavelmente passou para os humanos por meio de camelos.
O pangolim é um mamífero que habita regiões da Ásia e da África e lembra visualmente um tatu. Sua carne é considerada uma iguaria em algumas regiões da Ásia – e partes do animal, como suas escamas, também são usadas em procedimentos da medicina tradicional chinesa (mesmo que não tenham efeito comprovado pela ciência). A demanda pelo animal é alta e, por isso, o pangolim é o animal mais traficado de todo o mundo, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza e está altamente ameaçado de extinção, mesmo sendo protegido pela legislação internacional.
Um estudo anterior havia indicado que o hospedeiro intermediário do 2019-nCoV poderia ser uma espécie de cobra asiática, que foi vendida na feira onde se acredita ter originado o surto. Mas, desde a publicação dessa pesquisa, cientistas vêm contestando a tese, porque só há registros de coronavírus parecidos em aves e mamíferos, e não répteis.

A nova possibilidade também aumenta a pressão sobre o governo da China, que já há algum tempo vem sendo acusado de ser brando no combate ao tráfico de animais selvagens. Com o novo surto de coronavírus, instituições internacionais pediram que o comércio de vida selvagem acabe totalmente no país. Com isso, o governo chinês anunciou, em janeiro, uma proibição temporária da prática. Mas muitos ainda pressionam para que a legislação seja permanente.

14.228 – Morcegos carregam dezenas de vírus, mas são imunes a eles


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Não existe um coronavírus só. Existem vários. O nome não se refere a um vírus específico, mas a um grupo de vírus que têm características em comum e foram responsáveis por várias crises de saúde pública nas últimas décadas – o surto chinês atual é só o exemplo mais recente.
Entre 2002 e 2003, a síndrome respiratória aguda grave (que ficou conhecida pela sigla SARS) também teve epicentro na China. Foram 8 mil infectados e 800 mortos em 17 países. Era um coronavírus, parente próximo do responsável pela crise atual. Anos depois, em 2012, a Arábia Saudita parou graças à MERS (dessa vez, a sigla significava síndrome respiratória do Oriente Médio). De novo, a culpa era de um coronavírus; houve 2,5 mil vítimas, 850 fatais.
Doenças epidêmicas virais como estas costumam ser zoonoses, isto é: os agentes causadores – como vírus, bactérias, protozoários, fungos etc. – originalmente parasitavam outros animais. O advento da pecuária há aproximadamente 10 mil anos aumentou a proximidade física entre seres humanos e os bichos que nos forneciam comida, leite, ovos e companhia. Vacas, cães e galinhas carregam seus próprios micróbios, que frequentemente aprendem a infectar também o Homo sapiens. De 1.415 patógenos conhecidos, 61% foram emprestados de outras espécies.
Uma dessas espécies são os morcegos. Eles definitivamente não são mascotes, e só em raros contextos culturais se tornam comida, mas a silhueta de suas asas recortadas e dentes afiados se embrenhou firmemente no imaginário popular. A maior parte das crianças pensa que todo morcego bebe sangue; na realidade, só três dentre as mais de mil espécies são vampiras de vocação (e, para derrubar outro preconceito, só um em cada 200 espécimes é infectado pelo vírus da raiva).
A fama gótica é injusta. Os morcegos são nossos aliados em muitas atividades, e são um dos objetos de estudo mais fascinantes da biologia. Nas palavras de James Gorman no New York Times, eles “comem insetos transmissores de doenças às toneladas, e são essenciais na polinização de muitas frutas, como bananas, abacates e mangas. Além disso, são um grupo incrivelmente diverso, que perfaz cerca de um quarto do total de espécies de mamíferos”.
Os morcegos, porém, são repositórios pululantes de vírus. Ebola, Nipah, Melaka, MERS e SARS todos pegam carona neles sem afetá-los. Ainda não há provas, mas é bem provável que o coronavírus atual também tenha chegado à nossa espécie pegando carona em morcegos. Isso é possível porque o sistema imunológico desses animais tolera tais agentes infecciosos com bem mais parcimônia que o nosso e o dos demais mamíferos.
Em um artigo publicado em fevereiro de 2019 na Escola de Medicina Duke-NUS, em Singapura, um grupo com dezenas de pesquisadores identificou que a proteína NLRP3, nos morcegos, é produzida pelas células em pequena quantidade e em uma versão menos sensível que a carregada por nós. Essa proteína é uma das responsáveis por desencadear a resposta inflamatória dos mamíferos a micróbios que adentram o corpo.
Vírus não são propriamente seres vivos. É mais correto defini-los como conjuntos complexos de moléculas capazes de produzir cópias de si mesmas usando o maquinário do hospedeiro (leia mais sobre isso neste texto). Normalmente, quando um vírus sequestra nossas células, ele ativa uma resposta inflamatória violenta.
Proteínas de sinalização chamadas citocinas atraem os sentinelas do sistema imunológico para o local da invasão; o fluxo de sangue por lá aumenta para permitir que nossa polícia microscópica atenda ao chamado mais rápido, gerando vermelhidão e inchaço. Se tal procedimento é mais relaxado nos morcegos, é porque a capacidade de pegar leve com os vírus, bactérias e afins os ajuda a sobreviver – o que soa contraditório. Por que um sistema imune pregiçoso seria melhor que um pavio curto?
Temos algumas hipóteses para responder a essa pergunta. Em outro artigo, este de 2018, pesquisadores do Instituto Wuhan de Virologia, na China, explicam que os morcegos têm necessidades energéticas muito mais altas que as dos demais mamíferos. Voar, afinal, queima muitas calorias. Isso os forçou a evoluir uma bioquímica diferente para aumentar a eficácia do processamento de combustível no interior de suas células, gerando subprodutos que não são verificados no metabolismo de um ser humano, gato ou cão.
Tais subprodutos são tóxicos e danificam o DNA desses animais. Pedacinhos da molécula que guarda o material genético acabam sendo liberados no interior do organismo e chamam a atenção do sistema imunológico como se fossem – veja só, que coisa doida – vírus. Se as células de defesa do morcego ficassem em prontidão constante, ele passaria o tempo todo atiçando reações inflamatórias contra pedaços de si mesmo. Um eterno alarme falso.
Isso é algo desgastante para o corpo. De fato, muitos dos sintomas que você tem quando está doente são seu corpo tentando combater a doença, e não a doença em si. Um morcego que passasse o tempo todo em alerta máximo morreria atacado pelo próprio sistema imunológico, o que não é lá muito bom para a seleção natural.
Assim, os morcegos dedicam atenção apenas parcial aos vírus, mantendo-os sob controle sem lançar ataques de larga escala. Isso permite que eles se tornem reservatórios ideias para esses parasitas. Abrigos seguros a partir do qual eles podem pular para outros organismos.
Isso significa que devemos lutar contra morcegos? De jeito nenhum. Como já dito, eles são animais essenciais não só para várias atividades humanas como também para a manutenção de incontáveis ecossistemas. Errados estamos nós, que destruímos os habitats desses bichos – e, veja só, até comemos eles quando oportuno. Sabe-se que faz tempo que zoonoses frequentemente têm origem em morcegos. Resta tomar precauções.

14.201 – Vírus Desconhecidos são Detectados em Geleira no Tibete


tibete geleira
Cientistas temem que mudanças climáticas possam derreter as geleiras tibetanas e liberar vírus perigosos no meio ambiente, considerando que esse seria o pior cenário possível.
Nos últimos 15.000 anos, uma geleira no planalto tibetano da China alberga um conjunto de seres incomuns e deveras peculiares: vários tipos de vírus congelados, muitos deles ainda desconhecidos da ciência contemporânea.
Congelados mas vivos há milhares de anos
Recentemente, os cientistas, ao analisarem amostras de gelo desta geleira, detectaram a existência de 28 grupos de vírus antes desconhecidos.
Para os cientistas, segundo o artigo publicado pela bioRxiv, se trata de uma descoberta relevantíssima pois permitirá perceber como é que os vírus foram sobrevivendo e prosperando ao longo dos tempos em diferentes climas e ambientes, inclusive sob condições extremas.
Face às mudanças climáticas, os cientistas temem que o derretimento da geleira lance esses vírus desconhecidos no meio ambiente, pelo que urge estudá-los o melhor e o mais rapidamente possível, pois há sempre a possibilidade que alguns deles serem mortais.
Um mundo fascinante congelado
De acordo com o portal Livescience, ainda estamos muito longe de conseguir elencar a totalidade dos vírus da Terra, citando Chantal Abergel, uma especialista francesa em virologia ambiental.
As duas séries de amostras de gelo do planalto tibetano foram coletadas em 1992 e 2015. Contudo, houve contaminação exterior durante a perfuração, manuseio e transporte. Mas, para gáudio dos cientistas, o núcleo das amostras permaneceu intacto.
Recorrendo a técnicas sofisticadas e em ambiente de temperatura controlada, estanque e esterilizada, a equipe de pesquisa conseguiu identificar 33 grupos de gêneros de vírus nos núcleos de gelo. Desses, 28 eram completamente desconhecidos anteriormente pela ciência.
“Os micróbios das duas séries de amostras diferiam significativamente entre eles, presumivelmente devido as condições climáticas muito diferentes aquando da deposição”, refere-se no aludido estudo.
A pesquisa sobre vírus antigos representa um primeiro passo no estudo dos genomas dos vírus localizados em ambientes glaciares e do seu provável impacto microbiano em caso de degelo, concluíram os cientistas.

14.177 – Demorou mas Chegou – Pílula contra HIV


pilula da aids mim
O Ministério da Saúde passará a disponibilizar em até 180 dias a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o vírus HIV. Na prática, um grupo inicial de 7 mil pessoas em grupos estratégicos deverão receber um medicamento para tomar no dia-a-dia e prevenir a infecção.
Inicialmente o governo deve priorizar 12 cidades brasileiras: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, esses municípios foram escolhidos por terem participado de projetos piloto para o uso da pílula.
Além disso, poderão receber o remédio populações-chave, determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais).
O remédio será distribuído para previnir a infecção pelo vírus HIV no Brasil e já é utilizado em outros países para o mesmo fim, como os Estados Unidos, e os estudos demonstram alta taxa de eficiência: 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.
A marca mais conhecida é o Truvada, usada em alguns países. O Ministério da Saúde disse há possibilidade de importar o produto, mas que uma licitação deverá ser feita.
Ele combina dois medicamentos em um comprimido: o fumarato de tenofovir desoproxila (TDF, 300 mg) e a emtricitabina (FTC, 200 mg). Os dois, junto a uma terceira substância, já fazem parte do coquetel de tratamento contra a doença há muitos anos.
O que é PrEP?
A Profilaxia Pré-Exposição é a ingestão do medicamento em grupos de risco do HIV para evitar que novas pessoas sejam infectadas. Há, ainda, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), feita no Brasil desde 2010 – quando a pessoa recebe um tratamento a base de um coquetel logo após um comportamento de risco, ou para profissionais de saúde que possam ter se infectado ao tratar pacientes.
O remédio impede a transcrição do material genético do vírus HIV, evitando se instale nas células do corpo.
Os dois médicos informaram que o medicamento mantém o efeito por um bom tempo no corpo. Então, esquecer de tomar um único dia não é o problema. De acordo com Kallas, ele geralmente é ingerido de três a quatro vezes por semana.
A longo prazo, de acordo com Timerman, o remédio pode causar problemas renais e alterar a calcificação dos ossos. Por isso, ele defende que os pacientes sejam acompanhados de seis em seis meses por um médico.
O total de pessoas cadastradas para receber a prevenção por meio da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), medicamento que previne a infecção do vírus HIV, aumentou 38% em cinco meses. O tratamento está disponível desde janeiro de 2018 no Sistema Único de Saúde (SUS). Desde então, 11.034 pessoas foram cadastradas, sendo 4.152 apenas entre janeiro e maio deste ano, de acordo com o Ministério da Saúde.

A “pílula anti-HIV” é uma combinação de medicamentos: tenofovir (300mg) + truvada (200mg). Ao tomar a dose diária, a pessoa se previne contra o vírus. Os grupos com maior risco passaram a ter acesso à PrEP na rede pública de saúde no Brasil: gays, homens que fazem sexo com outros homens (HSH), profissionais do sexo, homens trans, mulheres trans e travestis.
Em 2017, o Ministério da Saúde liberou a pílula para 7 mil pessoas, inicialmente. Foram priorizadas 12 cidades: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. A escolha dos locais acompanhava a maior incidência da doença. Depois, a PrEP foi ampliada para outras partes do Brasil.
A Profilaxia Pré-Exposição já era utilizada em outros países, como os Estados Unidos. Desde 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar a prevenção para esses mesmos grupos. Estudos apontam uma taxa de eficiência maior do que 90%. Mais de 100 mil pessoas já tinham usado a pílula até o final de 2016.
Uma revisão de 21 trabalhos que somam quase 10 mil pacientes analisou se a PrEP induz à diminuição do uso de preservativo e a incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O estudo aponta uma variação entre as populações estudadas e que não houve um aumento significativo no número de participantes que não usavam camisinha – a conclusão é que os HSH já transavam sem proteção. Mesmo assim, há um aumento geral no número de parceiros.
Os gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSM) são os que mais aderiram à medida no Brasil – foram 2.898 novos cadastros neste ano. Do outro lado, estão travestis, homens trans e mulheres trans, que representam menos de 5% dos usuários da PrEP. Desde o início de 2019, entraram no programa de prevenção 30 travestis, 162 mulheres trans e 10 homens trans.
Mesmo que esse número pareça pequeno, é difícil estimar se essas populações estão sub representadas na política de prevenção. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pesquisas demográficas ainda não contabilizam o número de travestis, mulheres trans e homens trans no Brasil.
O instituto argumenta que, na hora de fazer um questionário nas residências, uma única pessoa responde por toda a família – e muitas vezes não informa a existência de um integrante dessas populações. Além disso, parte dos homens trans e mulheres trans acaba entrando nos índices de sexo feminino ou masculino, pois o gênero é autodeclaratório.

14.142 – Idade Média


peste negra
A Peste Negra foi uma pandemia, isto é, a proliferação generalizada de uma doença causada pelo bacilo Yersinia pestis, que se deu na segunda metade do século XIV, na Europa. Essa peste integrou a série de acontecimentos que contribuíram para a Crise da Baixa Idade Média, como as revoltas camponesas, a Guerra dos Cem Anos e o declínio da cavalaria medieval.
A Peste Negra tem sua origem no continente asiático, precisamente na China. Sua chegada à Europa está relacionada às caravanas de comércio que vinham da Ásia através do Mar Mediterrâneo e aportavam nas cidades costeiras europeias, como Veneza e Gênova. Calcula-se que cerca de um terço da população europeia tenha sido dizimada por conta da peste.
A propagação da doença, inicialmente, deu-se por meio de ratos e, principalmente, pulgas infectados com o bacilo, que acabava sendo transmitido às pessoas quando essas eram picadas pelas pulgas – em cujo sistema digestivo a bactéria da peste se multiplicava. Num estágio mais avançado, a doença começou a se propagar por via aérea, através de espirros e gotículas. Contribuíam com a propagação da doença as precárias condições de higiene e habitação que as cidades e vilas medievais possuíam – o que oferecia condições para as infestações de ratazanas e pulgas.
Como ainda não havia um desenvolvimento satisfatório da ciência médica nesta época, não se sabia as causas da peste e tampouco os meios de tratá-la ou de sanear as cidades e vilas. A peste foi denominada “negra” por conta das afecções na pele da pessoa acometida por ela. Isto é, a doença provocava grandes manchas negras na pele, seguidas de inchaços em regiões de grande concentração de gânglios do sistema linfático, como a virilha e as axilas. Esses inchaços também eram conhecidos como “bubões”, por isso a Peste Negra também é conhecida como Peste Bubônica. A morte pela peste era dolorosa e terrível, além de rápida, pois variava de dois a cinco dias após a infecção.
Uma das tentativas de compreensão do fenômeno mortífero da Peste Negra pode ser vista nas representações pictóricas da chamada “A dança macabra”, ou “A Dança da Morte”. As pinturas que retratavam a “dança macabra” apresentavam uma concepção nítida da inexorabilidade da morte e da putrefação do corpo. Nestas pinturas, aparecem sempre esqueletos humanos “dançando” em meio a todo tipo de pessoa, desde senhores e clérigos até artesãos e camponeses – evidenciando assim o caráter universal da morte.
Outro fenômeno da época em que se desencadeou a peste foi a atribuição da causa da moléstia aos povos estrangeiros, notadamente aos judeus. Os judeus, por não serem da Europa e por, desde a Idade Antiga, viverem em constante migração, passando por várias regiões do mundo até se instalarem nos domínios do continente europeu, acabaram por se tornarem o “bode expiatório” das multidões enfurecidas. Milhares de judeus foram mortos durante a eclosão da Peste.
Hoje em dia os surtos pandêmicos são raros, mas várias doenças, como a causada pelo vírus Ebola que se desenvolveu na região da África Subsaariana, ainda oferecem risco de pandemia para o mundo. Por isso é monitorado por centros de investigação epidemiológica internacionais.

13.864 – História da Medicina – A Peste Negra


peste negra
Foi uma pandemia, isto é, a proliferação generalizada de uma doença causada pelo bacilo Yersinia pestis, que se deu na segunda metade do século XIV, na Europa. Essa peste integrou a série de acontecimentos que contribuíram para a Crise da Baixa Idade Média, como as revoltas camponesas, a Guerra dos Cem Anos e o declínio da cavalaria medieval.
A Peste Negra tem sua origem no continente asiático, precisamente na China. Sua chegada à Europa está relacionada às caravanas de comércio que vinham da Ásia através do Mar Mediterrâneo e aportavam nas cidades costeiras europeias, como Veneza e Gênova. Calcula-se que cerca de um terço da população europeia tenha sido dizimada por conta da peste.
A propagação da doença, inicialmente, deu-se por meio de ratos e, principalmente, pulgas infectados com o bacilo, que acabava sendo transmitido às pessoas quando essas eram picadas pelas pulgas – em cujo sistema digestivo a bactéria da peste se multiplicava. Num estágio mais avançado, a doença começou a se propagar por via aérea, através de espirros e gotículas. Contribuíam com a propagação da doença as precárias condições de higiene e habitação que as cidades e vilas medievais possuíam – o que oferecia condições para as infestações de ratazanas e pulgas.
Como ainda não havia um desenvolvimento satisfatório da ciência médica nesta época, não se sabia as causas da peste e tampouco os meios de tratá-la ou de sanear as cidades e vilas. A peste foi denominada “negra” por conta das afecções na pele da pessoa acometida por ela. Isto é, a doença provocava grandes manchas negras na pele, seguidas de inchaços em regiões de grande concentração de gânglios do sistema linfático, como a virilha e as axilas. Esses inchaços também eram conhecidos como “bubões”, por isso a Peste Negra também é conhecida como Peste Bubônica. A morte pela peste era dolorosa e terrível, além de rápida, pois variava de dois a cinco dias após a infecção.
Uma das tentativas de compreensão do fenômeno mortífero da Peste Negra pode ser vista nas representações pictóricas da chamada “A dança macabra”, ou “A Dança da Morte”. As pinturas que retratavam a “dança macabra” apresentavam uma concepção nítida da inexorabilidade da morte e da putrefação do corpo. Nestas pinturas, aparecem sempre esqueletos humanos “dançando” em meio a todo tipo de pessoa, desde senhores e clérigos até artesãos e camponeses – evidenciando assim o caráter universal da morte.
Outro fenômeno da época em que se desencadeou a peste foi a atribuição da causa da moléstia aos povos estrangeiros, notadamente aos judeus. Os judeus, por não serem da Europa e por, desde a Idade Antiga, viverem em constante migração, passando por várias regiões do mundo até se instalarem nos domínios do continente europeu, acabaram por se tornarem o “bode expiatório” das multidões enfurecidas. Milhares de judeus foram mortos durante a eclosão da Peste.
Hoje em dia os surtos pandêmicos são raros, mas várias doenças, como a causada pelo vírus Ebola que se desenvolveu na região da África Subsaariana, ainda oferecem risco de pandemia para o mundo. Por isso é monitorado por centros de investigação epidemiológica internacionais.

13.713 – O Mega não “come bola” – Diferença entre Malária e Febre Amarela


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A malária mata 1.400 crianças por dia em todo o mundo. O número divulgado pela Organização das Nações Unidas só reforça a importância do Dia Mundial de Combate à Malária, comemorado neste dia 25 de abril. No Brasil, porém, os números são mais baixos: segundo o Ministério da Saúde, 99% dos casos da doença ocorrem nos estados que compõem a Amazônia e houve uma redução de 603 mil casos, em 2005, para aproximadamente 217 mil, de janeiro a outubro de 2011. O número de internações também passou de 3.859, em 2010, para 3.215 em 2011.
Assim como a dengue e a febre amarela, a malária é transmitida pela picada de um mosquito. Embora as três doenças típicas de países tropicais tenham alguns sintomas semelhantes (febre, cansaço e dor muscular), apresentam muitas outras especificidades – desde a espécie de mosquito até o tipo de tratamento. Você sabe identificar quais são essas diferenças?
Assim como a dengue e a febre amarela, a malária é transmitida pela picada de um mosquito. Embora as três doenças típicas de países tropicais tenham alguns sintomas semelhantes (febre, cansaço e dor muscular), apresentam muitas outras especificidades – desde a espécie de mosquito até o tipo de tratamento. Você sabe identificar quais são essas diferenças?

No Juruá, interior do Acre, fica uma região recordista em casos de malária no país. Só no ano passado, mais de 20 mil pessoas ficaram doentes. Algumas contraíram a doença até mais de uma vez. Em 2018 já são mais de quatro mil casos diagnosticados. A doença pode ter complicações principalmente em grupos especiais, como diabéticos, hipertensos, cardiopatas.
A malária é transmitida pelo mosquito Anopheles. Os principais sintomas são: dor de cabeça e no corpo, calafrios, tremores intensos, febre alta, náusea e vômitos. Não existe vacina para combater a doença. Prevenir é a única forma de se livrar. O Ministério da Saúde indica o uso de repelentes, mosquiteiros e borrifação.

Principal diferença entre as 2 doenças:
A malária é causada por um protozoário e transmitida por um mosquito. A febre amarela, apesar de ser transmitida também pela picada de um mosquito, é causada por um vírus.