13.662 – Curiosidades sobre o Sistema Solar


Sistema Solar
Nosso Sistema Solar

– O planeta Terra possui apenas um satélite natural: a Lua.
– O maior satélite natural do Sistema Solar é Ganimedes, lua do planeta Júpiter.
– A estrela mais próxima do Sistema Solar é Centauri, distante cerca de 4,22 anos-luz. Ela está localizada no sistema Alpha Centauri.
– O Sol é a única estrela presente no Sistema Solar.
– Com relação à massa e diâmetro, Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar.
– Existem oito planetas no Sistema Solar: Mercúrio, Terra, Marte, Júpiter, Vênus, Saturno, Urano e Netuno.
– O planeta do Sistema Solar que está mais distante do Sol é Netuno.

– A maior montanha do Sistema Solar fica no planeta Marte. Ela se chama Monte Olimpo e possui cerca de 20 km de altura.
– O planeta do Sistema Solar que está mais próximo do Sol é Mercúrio. Mercúrio é também o menor planeta do sistema solar, além de ser o segundo mais quente (o mais quente é Vênus). A temperatura na superfície de Mercúrio pode atingir 420ºC, enquanto em Vênus ela pode chegar a 460ºC (também na superfície).
– Netuno demora 164,8 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol.
– A velocidade (orbital) do Sistema Solar em torno do centro da Via Láctea é de 220 km/s.
– O Sol representa cerca de 99% da massa de todo Sistema Solar.
– O planeta que apresenta maior quantidade de satélites é Júpiter (63 satélites naturais).
– Existem cinco planetas anões no sistema solar: Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris.
– Os únicos planetas do sistema solar que não possuem luas (satélites naturais) são Mercúrio e Vênus.
– Segundo estudos de astrofísicos, o Sistema Solar nasceu a, aproximadamente, 4,6 bilhões de anos.
– O Sistema Solar está distante 26 mil anos-luz do centro da Via Láctea.
– Marte é o planeta mais próximo da Terra.
– Muitos asteroides passam próximo à órbita do nosso planeta, porém o risco de choque com a Terra é muito pequeno.
– Cinco planetas do Sistema Solar podem ser visualizados a olho nu (sem ajuda de equipamentos). São eles: Vênus, Mercúrio, Júpiter, Marte e Saturno. O nome destes planetas são referências aos deuses da mitologia greco-romana.
– Astrônomos já identificaram cerca de 3150 cometas no Sistema Solar.
– O planeta Urano foi descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschell.
– Hiparco (190 a.C. – 120 a.C.), astrônomo grego da Antiguidade, foi o primeiro a calcular, com baixíssima margem de erro (1/60), a distância entre a Terra e a Lua.

13.550 – Astrofísica – Pressão Atmosférica em de Júpiter


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É a maior atmosfera planetária do Sistema Solar. É composta principalmente de hidrogênio molecular e hélio em proporções similares às do Sol. Outros elementos e compostos químicos estão presentes em pequenas quantidades e incluem metano, amônia, sulfeto de hidrogênio e água. Embora acredite-se que a água esteja presente nas profundezas da atmosfera, sua concentração é muito baixa. A atmosfera joviana também possui oxigênio, nitrogênio, enxofre e gases nobres. A abundância destes elementos excede três vezes a do Sol.
De baixo para cima, as camadas atmosféricas são troposfera, estratosfera, termosfera, e exosfera. Cada camada possui seu gradiente de temperatura característicos.
A camada mais baixa, a troposfera, possui um sistema complicado de nuvens, com camadas de amônia, hidrosulfeto de amônia, e água. As nuvens superiores de amônia são visíveis da superfície do planeta, e estão organizadas em um sistema de bandas paralelas ao equador, sendo limitadas por fortes correntes atmosféricas (ventos) conhecidas como jatos. As bandas alternam-se em cor: as bandas de cor mais escuras são chamadas de cinturões, enquanto as bandas de cor mais clara, de zonas. Zonas, que são mais frias que cinturões, correspondem às regiões nas quais o ar está movendo para cima, enquanto nos cinturões o ar está movendo em direção ao interior do planeta. Acredita-se que a cor das zonas seja o resultado de gelo de amônia; não se sabe ainda com certeza o mecanismo que dão aos cinturões suas cores típicas.
A atmosfera jupiteriana possui vários tipos de fenômenos ativos, incluindo instabilidades das bandas, vórtices (ciclones e anticiclones), tempestades e raios.
A circulação atmosférica em Júpiter é significantemente diferente da circulação atmosférica terrestre. O interior de Júpiter é fluido, e não possui nenhuma superfície sólida. Portanto, convecção pode ocorrer na camada de hidrogênio molecular do planeta. Nenhuma teoria compreensiva sobre a dinâmica da atmosfera jupiteriana foi desenvolvida até o presente. Uma teoria bem sucedida deste tipo precisa responder às seguintes questões: a existência de bandas e jatos estáveis estreitos e relativamente simétricos em relação ao equador jupiteriano; o forte jato prógrado observado no equador; a diferença entre cinturões e zonas; e a origem e a persistência de grandes vórtices tais como a Grande Mancha Vermelha.
Júpiter radia mais calor do que recebe do Sol, fato conhecido desde 1966. Estima-se que a razão entre o poder emitido pelo planeta e o poder absorvido do Sol é de 1,67 ± 0,09. O fluxo de calor interno de Júpiter é de 5,44 ± 0,43 W/m², enquanto o poder total emitido pelo planeta é de 335 ± 26 petawatts. O último valor é aproximadamente iqual a um bilionésimo do valor do poder total radiado pelo Sol. Este excesso de calor é primariamente calor primordial proveniente da formação do planeta, mas pode resultar também da precipitação de hélio no interior do planeta.
Os primeiros astrônomos, utilizando pequenos telescópios com olhos como detectores, registraram as mudanças de aparência da atmosfera de Júpiter. Os termos utilizados para descrever as características da atmosfera jupiteriana — cinturões, zonas, manchas vermelhas e marrons, plumas, jatos — ainda são utilizados. Outros termos, tais como vorticidade, movimento vertical, altura das nuvens, entraram em uso depois, no século XX.
As primeiras observações da atmosfera jupiteriana em resoluções maiores do que as possíveis com telescópios terrestres foram tomadas pelas sondas Pioneer 10 e Pioneer 11, embora as primeiras imagens em detalhes da atmosfera jupiteriana foram tomadas pelas sondas Voyager 1 e Voyager 2. As Voyagers tomaram imagens com resolução de até 5 km, em vários espectros, e também criaram filmes de aproximação, mostrando a circulação atmosférica jupiteriana. A sonda Galileu observou menos a atmosfera jupiteriana, embora suas imagens tenham tido, em média, uma resolução maior, e um espectro mais diversificado do que as imagens tomadas pelas Voyagers.
Atualmente, astrônomos possuem acesso contínuo à atividade atmosférica de Júpiter graças a telescópios tais como o Hubble.
Júpiter é composto principalmente de hidrogênio, sendo um quarto de sua massa composta de hélio, embora o hélio corresponda a apenas um décimo do número total de moléculas. O planeta também pode possuir um núcleo rochoso composto por elementos mais pesados, embora, como os outros planetas gigantes, não possua uma superfície sólida bem definida.
Júpiter é observável da Terra a olho nu, com uma magnitude aparente máxima de -2,94, sendo no geral o quarto objeto mais brilhante no céu, depois do Sol, da Lua e de Vênus.
Júpiter possui a maior atmosfera planetária do Sistema Solar, com mais de 5 000 km de altitude.
Como o planeta não tem superfície, a base de sua atmosfera é considerada o ponto em que sua pressão atmosférica é igual a 100 kPa (1.0 bar).
Júpiter é o planeta de maior massa (318 vezes a massa da Terra, mais que todos os outros planetas juntos) e maior raio (cerca de 71500 km, 11 vezes o raio terrestre). Na verdade, Júpiter é tão grande que se pensa poder ser uma estrela abortada – não tem ainda a massa suficiente para que as forças gravitacionais pudessem começar a fusão nuclear. Outro elemento em favor desta teoria é a composição da atmosfera joviana: 90% de hidrogénio, 10% de hélio e vestígios de metano, dióxido de carbono, água, amónia e silicatos – não muito diferente da Nebulosa Solar primordial. Assim, se Júpiter fosse maior (cerca de 80 vezes maior), o nosso Sistema Solar teria uma estrela dupla Sol-Júpiter.

A massa de Júpiter é suficientemente grande, contudo, para ter efeitos sobre todo o Sistema Solar. Na Terra, por exemplo, uma análise matemática das marés mostra que, para além do efeito dominante, bem conhecido, da Lua, há um segundo efeito de origem solar (embora o Sol esteja muito distante, a sua massa é bastante para se fazer sentir) e um terceiro efeito, muito mais fraco mas claramente originado por Júpiter. A cintura de asteroides, entre Marte e Júpiter, deve-se ao efeito de maré de Júpiter, que não permitiu que os planetesimais se aglutinassem num planeta. É também este efeito de maré que mantém ativo o vulcanismo de Io, a mais interna das luas galileanas de Júpiter. Como a composição de Júpiter é essencialmente gasosa, o seu raio é definido arbitrariamente como o raio da isóbara de 1 bar, posição que não corresponde a nada de sólido. As imagens que vemos do planeta correspondem aos topos das nuvens.

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13.495 – EXPLOSÕES SOLARES GIGANTESCAS PIORARAM A SITUAÇÃO NO PLANETA


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No último 6 de setembro, a NASA detectou a labareda solar mais poderosa dos últimos 12 anos, com uma intensidade de X9.3. Essa escala determina o tipo de fulguração por meio de uma letra, nesse caso “X”, utilizada para as erupções extremamente grandes; e um valor, que determina sua intensidade.
Quando ocorrem fulgurações desse tipo, a energia emanada do centro do disco solar consegue alcançar 1 trilhão de megatons de TNT. Isso é uma quinta parte da energia emitida pelo Sol em um único segundo e mais que toda a energia que o homem é capaz de produzir em 1 milhão de anos.
Atualmente, toda essa energia está “queimando” o campo magnético terrestre, no momento em que o planeta enfrenta uma nuvem de plasma solar que alcança um diâmetro de aproximadamente 100 milhões de quilômetros. Especialistas já previram o surgimento de auroras polares em cidades da Rússia e do Canadá.

14.456 – Astronomia – Mesmo “do lado” do Sol, Mercúrio abriga gelo


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Sabe quando o dia está tão quente que algum engraçadinho tenta fritar um ovo no asfalto? Bem, em Mercúrio, o ovo viraria pó. E o engraçadinho também. Quanto ao asfalto… bem, voltaria ao estado líquido (ou até gasoso). Durante o dia, a temperatura na superfície do menor planeta do Sistema Solar chega a 426ºC – mais ou menos o dobro do que alcança uma frigideira em um almoço terráqueo comum.
É mais quente do que nós conseguimos imaginar, mas dá para entender: o astro está a “só” 57,9 milhões de quilômetros do Sol, 3 vezes menos do que nós. Que boca de fogão é páreo para isso?
O que é um pouco mais difícil de entender é como, em lugar tão quente, pode existir gelo – sim, água no estado sólido – ao ar livre. Pois foi essa a conclusão de um artigo científico publicado na por pesquisadores da Universidade Brown, nos EUA.
Vamos dividir a explicação em duas partes. Primeira: ao contrário da Terra, que por causa de sua atmosfera é capaz de reter o calor do dia ao longo da noite, a superfície de Mercúrio está em contato direto com o vácuo em seu entorno. Isso significa que, apesar da temperatura absurda durante o dia, as noites lá também são consideravelmente mais frias que as nossas – a mínima recorde é – 173ºC. Sim, negativos.
Se a diferença entre dia e noite é tão extrema, é de se esperar que a diferença de temperatura entre locais com sombra e locais iluminados, mesmo durante o dia, também seja razoável. Sabe quando você está suando ao ar livre, mas acaba colocando uma blusinha quando chega a um lugar coberto? Pois é, multiplique essa sensação.

A superfície de Mercúrio, como a da Lua, é cheia de crateras – algumas bastante fundas. Crateras fundas são um ótimo depósito para líquidos. Além disso, dependendo de sua posição geográfica na superfície do planeta, elas são capazes de fornecer uma sombra mais ou menos constante ao que estiver em seu interior. Uma cratera próxima ao equador (baixa latitude) não é muito refresco: nela, a luz solar sempre incidirá diretamente no buraco, mesmo que apenas por um breve período do dia. Já uma próxima dos polos (alta latitude) sempre formará uma sombra. Isso tem a ver com o ângulo que a luz da estrela atinge a superfície do planeta.

Além disso, é preciso lembrar que o eixo de rotação de Mercúrio, ao contrário do da Terra, não é inclinado em relação a seu plano de órbita. Em bom português, isso significa que não há estações por lá: todos os pontos de sua superfície são atingidos pela luz na mesma proporção ao longo do ano (que dura apenas 88 dias). Por causa disso, o grau de exposição ao Sol nos polos do planeta é constante – o que ajuda a estabilizar o gelo do interior das crateras que estão no ângulo ideal para se proteger da luz solar. Em outras palavras, surgem pequenos pontos de sombra (ou noite) eterna nas falhas mais fundas.

Foi justamente apontando os telescópios para essas crateras polares que, na década de 1990, astrônomos viram reflexos que poderiam ser explicados de forma satisfatória pela presença de lençóis de gelo. Fazendo uma análise criteriosa dos dados colhidos pelo altímetro da sonda Messenger, que operou até 2015 na órbita de Mercúrio, o pesquisador responsável pelo estudo mais recente, Ariel Deutsch, confirmou essa suspeita, e calculou que a área total coberta pelos três principais depósitos de gelo encontrados é de 3,4 quilômetros quadrados – mais que o dobro do município de São Paulo. Outros quatro depósitos, menores, têm cerca de cinco quilômetros de diâmetro cada um.

Além dos lençóis em si, abrigados no interior das falhas geológicas, os dados de refletividade da superfície no entorno delas também revelaram pontos isolados de água, ainda que em quantidades bem menores. “Nós sugerimos que essa reflexão mais intensa é causada por concentrações de gelo de pequena escala que estão espalhadas pelo terreno”, explicou Deutsch em comunicado. “Costumávamos a pensar que o gelo na superfície de Mercúrio existe predominantemente em grandes crateras, mas nós temos evidências de que também há pequenos depósitos.”

16.382 – O que é uma tempestade solar e como ela afeta a Terra


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O Sol não é só uma estrela que influencia os planetas ao seu redor, ele também é um corpo em constante variação, com explosões violentas de radiação, e um exímio formador de energia em quantidades absurdas para os padrões terrestres.
Sua massa — de cerca de 330 mil vezes a da Terra — corresponde a 99,86% da massa do Sistema Solar. O apelido de Astro Rei não é mera força de expressão. Essa esfera gigante é composta, basicamente por Hidrogênio e Hélio, sendo que 3/4 de seu total é reservado ao primeiro elemento. Menos de 2% de sua composição consiste em elementos pesados, como oxigênio e carbono.
Diferente dos planetas que são considerados rochosos, como a Terra e Marte, ou gasosos, como Saturno e Júpiter, nossa fonte de calor é formada por plasma, gasoso na superfície e mais denso conforme se proxima do núcleo.
É exatamente ali, em seu coração, sob uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados, que as reações químicas nucleares mais selvagens acontecem. São até 600 milhões de toneladas de hidrogênio convertidos em hélio por segundo. A diferença da massa dos dois elementos é expelida em forma de energia. Para sair do núcleo e chegar até a superfície da estrela, essa energia leva até um milhão de anos — um constraste bem grande com o tempo que as partículas do Sol levam para chegar até a Terra: 8 minutos.
Por isso, a camada mais externa do Sol, a Coroa, está sempre se expandindo, criando os ventos solares, por isso o nome “ejeções de massa coronal”. Quando explosões de grandes proporções acontecem nessa área, partículas solares são liberadas.
Os astrônomos estimam que o nosso Sol tenha 4,5 bilhões de anos.Considerando que uma estrela desta grandeza mantém seu brilho por até 10 bilhões de anos, ainda teremos muito com o que nos preocupar.

Os efeitos na Terra
Os aparelhos tecnológicos que usamos na Terra sofrem grande influência do clima espacial. Aparelhos como GPS e comunicadores que dependem de frequência de rádio, como aviões, podem ser impactados por estes presentes do Sol.
Em 1859, uma das maiores ejeções já lançadas pelo Sol atingiu o campo magnético da Terra, causando o colapso dos serviços telegráficos. Como dependemos muito mais da energia elétrica agora, se isso tivesse acontecido hoje os estragos poderiam ter sido maiores.
Na história, nenhuma tempestade solar jamais afetou uma missão espacial tripulada. Mas, em 1972, a NASA registrou rajadas solares que poderiam matar um ser humano desprotegido do campo magnético da Terra durante as missões Apollo 16 e 17.
Mas, calma, a NASA está sempre atenta às atividades solares. A agência espacial garante que mantém uma frota de naves heliofísicas que monitoram o ambiente espacial entre o Sol e a Terra. Além disso, existem eventos naturais impressionantes e maravilhosos só acontecem graças à influência do Sol, como a aurora boreal e a austral, que são o efeito mais visível do Astro Rei em nosso mundo.

13.309 – Astronomia – Júpiter é o maior e também o primeiro planeta do Sistema Solar


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De acordo com um grupo internacional de cientistas, Júpiter já girava ao redor do Sol apenas um milhão de anos depois do início de nosso Sistema Solar, há 4,6 bi. O planeta, porém, tinha uma cara bem diferente da que tem hoje – 15 vezes menor que sua versão atual, e com um apetite voraz por gás e poeira
O estudo foi o primeiro a explicar a formação de Júpiter com dados medidos em laboratório. Diferente do que dá para fazer com a Lua, Marte ou a própria Terra, não conseguimos aterrissar no planetão para descolar um pedaço do gigante e estudá-lo sob o microscópio. A saída, então, foi recorrer a análise química de meteoritos antigos para cravar sua data de aniversário.
Após a explosão que originou o Sol, uma grande nuvem de gás e poeira tomava conta do Sistema Solar. O acúmulo contínuo desses detritos em um núcleo rochoso possibilitou a formação de Júpiter – que um milhão de anos depois de estrear em nosso Sistema Solar já tinha peso 20 vezes maior que o terrestre (hoje, nosso vizinho é 317 vezes mais pesado que a Terra).
Todo esse tamanho foi suficiente para “abrir um buraco” na nuvem de poeira criada na juventude do Sol. A gravidade de Júpiter impedia corpos celestes (como meteoritos) de chegarem perto de sua órbita. Isso criou, então, dois anéis empoeirados diferentes: um ficava de Júpiter para frente, e outro estava atrás do planeta. Isolados, ambos os reservatórios não trocavam material entre si por conta do sentinela gasoso.
Sem os planetas irmãos para atrapalhar o acesso à refeição empoeirada, Júpiter foi crescendo, e 3 milhões de anos depois de nascer, já era 50 vezes maior que a Terra. Por ter se aproximado mais do Sol, tornou-se menos resistente à passagem de asteroides, permitindo que meteoritos que estavam em anéis diferentes voltassem a se misturar. Hoje, sabe-se que esses corpos celestes estão concentrados entre Júpiter e Marte – e eventualmente dão seus alôs por aqui, assustando todo mundo ao passar perto da órbita da Terra.
Os cientistas conseguiram descobrir toda essa relação complexa analisando os isótopos de molibdênio e tungstênio em 19 meteoritos. A partir dessas características químicas, conseguiu-se determinar não só a idade de cada um (entre 1 e 4 milhões de anos mais novos que o Sol), mas também o reservatório que cada um habitava.
O fato é que, ainda que a passos curtos, vamos descobrindo cada vez mais informações sobre o vovô de nosso Sistema Solar. Com a sonda Juno, que permanecerá mais uns meses orbitando Júpiter, dá para dizer que estamos mais íntimos do que nunca do planetão – mesmo que observando a 1.26 milhão de milhas de distância.

12.853 – Sinais de vida: NASA detecta vapor de água em lua de Júpiter


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A NASA, confirmou recentemente que o telescópio Hubble detectou o que parecem ser colunas de vapor d’água irrompendo de Europa, uma das luas do planeta Júpiter.
Geoff Yoder, diretor interino da agência espacial norte-americana, explicou a importância da descoberta: “O oceano de Europa é considerado um dos locais mais promissores do Sistema Solar, onde há grande potencial de existir vida”.
A superfície de Europa é coberta por um oceano maior que todos os oceanos da Terra juntos e está revestida de uma espessa camada de gelo.
Se confirmada a descoberta, os pesquisadores poderão coletar amostras de água e tentar definir o grau de habitabilidade do satélite.
Dadas as limitações tecnológicas, é difícil determinar com exatidão se as imagens registradas pelo Hubble correspondem realmente a uma coluna de vapor d’água emergindo da superfície do satélite – na imagem acima, na parte inferior, à esquerda. No entanto, diante de uma hipótese tão promissora, a NASA planeja enviar uma sonda não tripulada para analisar o território na próxima década.
Em 2018, o James Webb Space Telescope estará pronto para funcionamento. Trata-se de um telescópio de altíssima resolução, projetado especialmente para observar com maior precisão a lua de Júpiter.

12.393 – Sistema Solar – Astrônomos amadores flagram grande objeto acertando Júpiter


Dois astrônomos amadores, em diferentes partes do mundo, capturaram um grande objeto impactando Júpiter.
Os vídeos independentes foram gravados por John Mckeon, na Irlanda, e Gerrit Kernbauer, na Áustria, no último em 17 de março de 2016. As imagens, que podem ser vistas no final do texto, mostram algo batendo no lado direito do planeta.
O impacto é visto como um pequeno flash, acima das nuvens, antes de desaparecer. Júpiter é o maior planeta do nosso sistema solar e é bombardeado por rochas espaciais com bastante frequência.
Com a confirmação do impacto, que parece ter sido causado por um meteoro ou cometa, pesquisadores tentam estimar qual seria o tamanho do objeto que provocou a luz brilhante no enorme planeta. No momento, especula-se que a rocha teria, aproximadamente, 10 metros de diâmetro, menos que um grão de areia paro o planeta.

11.235 – Titã, a lua de Saturno, pode abrigar um tipo diferente de vida


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Quando pensamos na possibilidade de vida fora da Terra, frequentemente nos atemos à ideia de uma vida idêntica à de nosso planeta, baseada na existência de água… No entanto, pode haver outro tipo de vida, com outros fundamentos químicos.
Um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Ithaca, nos EUA, teve como estímulo e inspiração um texto escrito por Isaac Asimov em 1962, “Not as We Know It” (Não é Como Imaginamos), para pensar uma vida diferente da que conhecemos, em um lugar distante. Em Titã, a lua de Saturno, é possível a existência, de acordo com eles, de células baseadas em metano, que não necessitam de oxigênio, mas que metabolizam e se reproduzem; ou seja, vivem à sua maneira. Essa membrana celular poderia conter pequenas composições de azoto e seriam capazes de sobreviver a temperaturas de metano líquido de 292ºC abaixo de zero.
Dessa forma, enquanto os astrônomos procuram vida extraterrestre na zona habitável das estrelas (onde pode existir água líquida), essa nova e surpreendente teoria propõe encontrá-la de outra forma, com a presença de células baseadas não em água, mas no metano. Depois de descobrir o composto mais perfeito dos existentes na atmosfera de Titã (o azotosome acrilonitrilo), os especialistas têm, agora, que demonstrar como essas células se comportariam no ambiente do metano – talvez de forma análoga à reprodução e ao metabolismo.

11.227 – Astronomia – Os Planetas perdidos do Sistema Solar


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De acordo com simulações realizadas por Greg Laughlin, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Konstantin Batygin, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), esses mundos primordiais teriam sido destruídos por um evento cataclísmico, e foi isso que viabilizou o posterior surgimento da Terra. Se os pesquisadores estiverem certos, mundos de pequeno porte e com atmosferas modestas, como o nosso, podem ser bem mais raros do que antes se imaginava.
A conclusão é bombástica, porque enfatiza que muitos dos planetas detectados fora do Sistema Solar que, pelo porte, se assemelhariam à Terra podem na verdade ser completamente diferentes. “Dramaticamente, nosso trabalho implica que a maioria dos planetas com massa similar à terrestre é fortemente enriquecida em elementos voláteis e é inabitável”.
Estamos falando de eventos hipotéticos ocorridos há 4,6 bilhões de anos, dos quais há praticamente nenhuma evidência. O trabalho é altamente especulativo e explora tudo que temos descoberto sobre a formação de planetas nas últimas duas décadas. Vamos recapitular esses passos, e aí a história da pesquisa vai se assemelhar muito à clássica desculpa de bêbado: “Sabe como é, uma coisa levou a outra…”
Tudo começa em 1995, quando o primeiro planeta em torno de outra estrela similar ao Sol, 51 Pegasi b, foi descoberto. Ele era um gigante gasoso, como Júpiter. Até aí tudo bem. O problema é que ele completava uma volta em torno de sua estrela em coisa de quatro dias. Era algo simplesmente impossível, a julgar por tudo que achávamos que sabíamos sobre formação de planetas. Bastou essa única e solitária descoberta para colocar nossos frágeis modelos em xeque, inspirados unicamente pela arquitetura do nosso próprio sistema. Vamos a ela.
Ao redor do Sol, os planetas estão distribuídos confortavelmente em longas órbitas, com os mundos rochosos e menores na região interna do sistema e os gigantes gasosos na região externa. O mais interno dos planetas, Mercúrio, é também o menor, e completa uma volta em torno do Sol em 88 dias.
Compare isso à bizarrice de 51 Peg b — um planeta gigante praticamente colado à sua estrela. Os cientistas estavam convencidos de que aquele mundo jamais poderia ter se formado ali, pois a estrela recém-nascida teria “soprado” todo o gás daquela região antes que o planeta pudesse acumulá-lo em sua volumosa atmosfera. Com isso, os astrônomos começaram a levar a sério a noção de migração planetária — o fato de que interações entre mundos recém-nascidos e o disco de gás e poeira que circunda a estrela e dá origem a eles poderia fazer com que suas órbitas se deslocassem.
No fim das contas, duas décadas e mais de mil exoplanetas depois, já sabemos que o caso de 51 Peg b era mesmo extremo — menos de 1% das estrelas têm um “Júpiter Quente” como ele. Contudo, também restava conclusivamente demonstrado que a migração planetária, em diferentes escalas, era um fenômeno bem possível e comum.
Ao mesmo tempo, com o aumento da amostra de sistemas, descobrimos que o nosso Sistema Solar também não era lá a coisa mais comum do Universo. Muitos dos exoplanetas menores que Júpiter se distribuem em órbitas bem mais próximas de suas estrelas que as vistas nos nossos quatro mundos rochosos — Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

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11.208 – Surpresinha em Ganimedes – há um oceano gigante na maior lua do Sistema Solar


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Pesquisadores acabam de publicar um estudo no Journal of Geophysical Research: Space Physics em que provariam a existência de um oceano gigante sob a crosta de Ganímedes, uma das luas de Júpiter.
O maior satélite do Sistema Solar teria mais água do que todos os oceanos da Terra.
Os cientistas baseiam suas conclusões pela superfície lisa e gelada da lua, obtidas através da sonda Galileo e pelo telescópio Hubble. Dados sobre a interação com o campo magnético de Júpiter também indicariam a presença de um oceano salgado cerca de 330 km abaixo da superfície.
Agora Ganímedes se junta à Europa, Titã e Encélado (as duas últimas luas sendo de Saturno), como os satélites em que sabemos que existem oceanos.
Ceres, um planeta-anão atualmente analisado pela sonda Dawn, também pode ter um oceano subterrâneo.

11.198 – Mares em luas geladas de Júpiter e Saturno podem abrigar vida


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Duas descobertas anunciadas recentemente, numa lua de Júpiter e noutra de Saturno, aumentaram as perspectivas da busca por vida extraterrestre no Sistema Solar.
Usando o Telescópio Espacial Hubble, alemães conseguiram confirmar que Ganimedes, a maior das luas jovianas, tem um vasto oceano sob sua superfície congelada.
á dados da sonda Cassini, que orbita Saturno desde 2004, trouxeram evidências de que há fontes hidrotermais sob o oceano oculto de Encélado, uma modesta lua de apenas 500 km de diâmetro.
A revelação, publicada em estudo na revista “Nature”, é importante porque muitos cientistas creem que foi em fossas hidrotermais que a vida surgiu aqui na Terra.
“A descoberta de ambientes similares em Encélado abre perspectivas novas na busca por vida em outras partes do Sistema Solar”.
O achado foi feito ao analisar a composição de partículas de um dos anéis de Saturno, que é composto por material ejetado de fissuras na superfície de Encélado. A presença de pequenos grãos de silicato (rocha) revelou a existência das fontes hidrotermais no leito do oceano.
Água em estado líquido é tida pelos cientistas como a condição essencial para a existência de vida, por isso também há empolgação pela descoberta em Ganimedes.
Ao medir a interação do campo magnético da lua com o fluxo de partículas do Sol, os cientistas conseguiram inferir a presença de um oceano sob a crosta de gelo.
Estima-se que a camada líquida de água salgada em Ganimedes tenha espessura média de 100 km –dez vezes a dos oceanos terrestres.
Já se sabia que outra lua joviana, Europa, também tem oceano subterrâneo. A sonda Galileo já sugeria que era esse o caso em Ganimedes, mas a confirmação só veio agora.

11.161 – Sistema Solar – Curiosidades Jupiterianas


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Para fazer jus ao seu tamanho absurdo, ele recebeu o nome do rei dos deuses da mitologia romana — correspondente a Zeus na mitologia grega — e, só para que você tenha uma noção do tamanho da “criança”, mais de 1.300 Terras caberiam em seu interior!
Júpiter também é o planeta mais massivo do Sistema Solar, contando com mais do que o dobro da massa de todos os demais planetas juntos. Além disso, se Júpiter tivesse 80 vezes mais massa do que tem, ele se tornaria uma estrela em vez de um planeta.
A descoberta de Júpiter também foi revolucionária. Isso porque Galileu Galilei descobriu quatro de suas luas — Io, Europa, Ganimedes e Calisto — em 1610, e foi o primeiro a observar corpos celestes circundando um astro que não fosse a Terra, constatação que ajudou a apoiar a teoria de Nicolau Copérnico de que o nosso planeta não era o centro do Universo.
A composição da atmosfera Júpiter é parecida à do Sol — e à de Saturno também —, sendo formada principalmente por hélio e hidrogênio. E você já deve ter notado que Júpiter conta com diversas bandas de cores diferentes, não é mesmo?
Essas bandas são formadas devido ao movimento de ventos extremamente fortes — que viajam nas direções leste e oeste a velocidades que podem passar de 640 quilômetros por hora — nas camadas mais altas da atmosfera e, na verdade, são nuvens. As mais claras que vemos são compostas por cristais de amônia congelada, enquanto que as mais escuras são formadas por outros elementos.
As bandas não são permanentes e podem mudar de tempo em tempo, e um dos aspectos mais marcantes da atmosfera de Júpiter é a “Grande Mancha Vermelha”, uma monstruosa tempestade que está em plena atividade há mais de 300 anos e que é tão grande que o nosso planeta poderia caber facilmente dentro dela. Contudo, a característica mais curiosa da atmosfera de Júpiter é que os cientistas acreditam que no planeta chove diamantes!

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Ao ser um gigante gasoso, Júpiter não possui uma superfície sólida, e os cientistas acreditam que seu núcleo seja formado por rochas e metais — e tenha o tamanho da Terra, aproximadamente. Além disso, ao estar mais distante do Sol do que o nosso planeta, o astro leva o equivalente a 12 anos terrestres — ou 4.380 dias! — para completar uma volta ao redor da nossa estrela.
E isso não é tudo! Júpiter gira mais depressa do que qualquer outro planeta do Sistema Solar, e cada dia por lá tem duração de pouco menos que 10 horas “terrestres”. Esse rápido ritmo de rotação é o responsável pelo planeta ter o equador mais gordinho e os polos mais achatados, tanto que a diferença entre as distâncias chega a ser de 7 %.

luas de jupiter

Gigante com muitas luas
Embora as quatro luas descobertas por Galileu — Io, Europa, Ganimedes e Calisto — sejam as maiores de Júpiter, elas dividem sua órbita com outros 46 satélites menores conhecidos, além de outros 17 que foram descobertos e ainda aguardam confirmação. Ganimedes, a maior lua de Júpiter, tem tamanho superior ao do planeta Mercúrio, e é o único satélite do Sistema Solar a contar com seu próprio campo magnético.
Io, por sua vez, possui diversos vulcões ativos em sua superfície, enquanto que Europa é coberta por uma bela camada de gelo. Aliás, os cientistas acreditam que sob esse gelo todo exista um enorme oceano — e que seu volume seria equivalente ao dobro de toda a água que existe aqui na Terra.

Ele também tem anéis
Em 1979, a sonda espacial Voyager 1 da NASA descobriu que Júpiter também conta com sistema de anéis, compostos principalmente por pequenas partículas de poeira. Os aros, que possuem entre 30 e 20 mil quilômetros de espessura, começam a aproximadamente 92 mil quilômetros da superfície do planeta, e se estendem por mais de 225 mil quilômetros. No entanto, o título de “Senhor dos Anéis do Sistema Solar” continua pertencendo a Saturno.

aneis d jupiter

As temperaturas das nuvens de Júpiter são de, em média, – 145 °C, enquanto que as temperaturas no núcleo rondam os 24 mil °C, ou seja, superiores às registradas na superfície do Sol;
A gravidade em Júpiter é 2,4 vezes mais forte do que a da Terra, o que significa que uma pessoa de 100 quilos pesaria 240 kg no planeta;
O planeta conta com o campo magnético mais poderoso do Sistema Solar, e em algumas regiões de sua atmosfera, ele chega a ser 20 vezes mais forte do que o da Terra;
Júpiter é um dos cinco planetas que podem ser vistos a olho nu aqui da Terra, e é o quarto objeto mais brilhante no céu depois do Sol, da Lua e de Vênus.

11.141- Estamos sozinhos no universo?


Mais do que determinar a consistência do nosso universo, somos obcecados por saber se existe vida além do nosso planeta.
Neste ano, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, identificou (mais) dois sistemas planetários que podem abrigar vida fora do sistema solar. Dos cinco corpos que orbitam a estrela Kepler-62, que fica a 1.200 anos-luz de distância da Terra, há chances de dois deles terem água líquida na superfície. Mas essa é a só a ponta do iceberg.
Dos 1.235 planetas suspeitos até agora, cerca de um terço estão em sistemas multiplanetários solares como o nosso. A julgar por essas descobertas, parece que os planetas são tão numerosos quanto grãos de areia.
Há 25 anos, apenas 9 planetas eram conhecidos, todos em nosso sistema solar. Nós só podíamos imaginar o resto, alimentados por um rico acervo de ficção científica, para o qual o espaço exterior era uma fonte inesgotável de ideias. A situação, no entanto, é diferente agora.
Mesmo assim, encontrar exoplanetas – ou seja, aqueles que estão fora do nosso sistema solar – não é tarefa fácil. Eles não emitem luz própria, apenas refletem a luz de suas estrelas. Dadas as distâncias interestelares envolvidas, até mesmo as estrelas mais próximas de nós não são muito visíveis, por isso identificá-los é um desafio tecnológico.
Uma das formas encontradas pelos cientistas para procurar vida extraterrestre em potencial é observar a oscilação rítmica de uma estrela como o nosso sol, criada pela força gravitacional de um planeta em sua órbita.
Existem maneiras de detectar planetas menores. A nave espacial Kepler foi especificamente projetada para varrer uma parte da Via Láctea e descobrir dezenas de planetas do tamanho da Terra perto de sua zona habitável – região em que a vida como a conhecemos é possível –, determinando quantas das bilhões de estrelas em nossa galáxia possuem tais planetas. Kepler monitora continuamente 145 mil estrelas da Via Láctea.
Também, uma nova equipe internacional de astrônomos apresentou provas convincentes de que nossa galáxia está cheia de planetas do tamanho de Júpiter, à deriva entre as estrelas. A descoberta foi feita por meio de uma técnica ainda mais misteriosa: as microlentes gravitacionais. Com base na premissa de Einstein de que a gravidade dobra a luz, é possível ver objetos escuros no céu, medindo a luz que dobra das estrelas por trás deles. Desta forma, os astrofísicos viram 10 planetas andarilhos, e estima-se que pode haver um ou dois deles para cada uma das cerca de 200 bilhões de estrelas na Via Láctea.
E se planetas do tamanho de Júpiter, que são mais fáceis de detectar, existem aos bilhões, certamente deve haver muitos outros planetas do tamanho da Terra lá fora, girando em torno de suas estrelas a uma distância certa para sustentar a vida. Mas simplesmente não sabemos ainda. E não podemos descartar a hipótese, a propósito, de que em algum lugar, existam criaturas inteligentes, moldadas por uma confluência de eventos improváveis ou forças sobrenaturais, olhando para o céu neste exato momento e pensando “será que estamos sozinhos?”.

11.126 – Astrobiologia


astrobiologia2

Também conhecida como exobiologia e xenobiologia, é um ramo da Ciência atualmente considerado com muita seriedade. Ela investiga a existência nos planos extraterrestres, como a vida se processa fora da Terra e como ela exerce influência sobre o funcionamento do Universo.
Os profissionais deste campo buscam indícios de qualquer espécie de vida em outros astros e até mesmo em nuvens interestelares, procurando também entender como contextos externos ao Planeta Terra influenciam o desenvolvimento de seres vivos. Esta complexa área de pesquisas une-se a disciplinas como a Astronomia, a Geologia, a Física, a Química e a Biologia para melhor compreender seu objeto de estudo, constituindo-se assim em uma ciência interdisciplinar.
Esta expressão surgiu no começo dos anos 60, elaborada por Joshua Lederberg, médico norte-americano, especialista em biologia molecular. Ele trabalhou para a Nasa em projetos experimentais que envolviam a procura de vida no planeta Marte. A Astrobiologia é uma área de estudos bem recente e deriva da Biologia. Ela se dedica a compreender como a vida é preservada e em que condições ela pode existir no âmbito externo da Terra.
Os especialistas tentam entender melhor o contexto da vida no nosso Planeta, como ela nasceu e se aprimorou na esfera terrena, que princípios a regem, o que possibilita a Terra ser uma dimensão capaz de abrigar uma variada e rica gama de espécies vivas. Assim estes estudiosos vão poder usar estes dados para orientar sua procura de organismos vivos em outras esferas.
A Astrobiologia se preocupa em descobrir, assim, como a existência se tornou possível na Terra; se já houve ou há seres vivos em outras esferas do Sistema Solar; se a vida é algo comum no Universo ou uma exceção; se há uma conexão entre o surgimento do Universo e o aparecimento da vida; se a existência é um resultado compulsório da evolução universal ou uma casualidade que só ocorreu em nosso Planeta – se há aqui a interferência dos planos divinos, então não cabe a esta ciência adotar como alvo de investigação a vida no Universo, pois o Homem não tem como acessar os complexos propósitos de Deus -; se os organismos vivos são regidos por leis gerais; entre outras indagações.
Há atualmente na NASA um vasto projeto de estudos e pesquisas neste campo. Em várias universidades do Planeta há estudiosos atentos a este tema, e já é possível encontrar vários cursos de graduação nesta área. A Astrobiologia tende a crescer nos próximos anos; há previsões inclusive de que ela venha a se converter no ramo mais ativo, estimulante e fascinante da Astronomia.
Recentemente os astrônomos encontraram no Universo a presença de mais de oitenta planetas, exteriores ao Sistema Solar, o que reforça a certeza de que no Cosmos pode haver inúmeros astros e aumenta a possibilidade de se encontrar planetas como o nosso, igualmente habitados. Ou seja, torna-se mais viável a existência de ambientes que preencham os requisitos necessários para o florescimento da vida.

11.090 – Astronáutica – Que Força desconhecida empurrou as sondas pioneer?


sonda pionner

A história da sonda Pioneer 10 já seria empolgante, mesmo que tudo tivesse ocorrido como previsto: a nave foi lançada em 1972 e tornou-se o primeiro objeto criado pelo homem a sair do sistema solar, em 1983. Manteve contato com a Terra durante 25 anos, até perder-se no espaço profundo, em 1997. A Pioneer 10 deixou um enigma: algum fator desconhecido começou a reduzir sua velocidade e empurrá-la de volta para o Sol, quando ela estava se aproximando de Plutão. A “força” desconhecida era ínfima, mas, dadas as distâncias espaciais, bastou para alterar a rota da nave em 400 mil km. O mesmo ocorreu com a Pioneer 11. Tentou-se explicar a anomalia com idéias prosaicas, como vazamentos de fluido nas naves ou problemas na análise de dados. Outras propostas, no campo da chamada “nova física”, foram bem mais ousadas, lembrando que talvez devamos mudar nossas concepções de tempo, espaço e gravidade em escalas cósmicas. Mas nenhuma explicação foi conclusiva. O mistério continua.

11.040 – Descoberto sistema solar mais velho que já pode ter abrigado vida


Astrônomos anunciaram a descoberta dos mais antigos planetas do tamanho da Terra já conhecidos, em um sistema estelar com 11,2 bilhões anos de idade. Eles dizem que o achado sugere que a vida poderia ter existido durante a maior parte de 13,8 bilhões de anos de história do Universo.
Os cinco planetas do tamanho da Terra foram detectados através de uma análise de dados do telescópio espacial Kepler da NASA, que procura por variações indicativas na luz estelar assim que os planetas atravessam o disco de uma estrela. Neste caso, a estrela está a 117 anos-luz da Terra e é 25% menor do que o nosso Sol. Ele é conhecido como Kepler-444.
Os pesquisadores usaram uma técnica que mede pequenas oscilações no brilho de uma estrela, para determinar a idade da Kepler-444.
Os planetas variam em tamanho entre Mercúrio e Vênus, mas todos eles orbitam a Kepler-444 dentro de uma órbita parecida com a de Mercúrio em nosso Sistema Solar.
Isso faria com que estes planetas fossem quentes demais para o desenvolvimento da vida como a conhecemos. No entanto, o fato de que tais planetas poderiam se formar tão cedo na história do Universo sugere que os mundos favoráveis à vida poderiam existir por bilhões de anos.
“Há implicações de longo alcance em torno desta descoberta”, disse em um comunicado à imprensa Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, principal autor do artigo publicado esta semana no The Astrophysical Journal.
“No momento em que a Terra se formou, os planetas neste sistema já eram mais velhos do que o nosso planeta é hoje. Esta descoberta agora pode ajudar a identificar o começo do que poderíamos chamar de” era da formação do planeta “, disse Campante.
Confira o vídeo como funciona este sistema solar extremamente antigo:

11.003 – Astronomia – Planeta anima cientistas em busca de vida extraterrestre


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Três novos planetas situados fora do Sistema Solar foram descobertos por cientistas americanos, a partir de dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Um deles está na chamada “zona habitável” de sua estrela, isto é, a uma distância que permitiria a existência de água líquida em suas superfícies. Essa condição é indispensável para a potencial existência de vida, de acordo com os astrônomos.​
Liderado por pesquisadores das universidades do Arizona, da Califórnia e do Havaí, o novo estudo foi financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês). O artigo foi submetido à revista Astrophysical Journal, mas ainda não tem data para ser publicado.
Na primeira semana de janeiro, outro grupo dos Estados Unidos anunciou a descoberta de oito planetas na zona habitável de suas estrelas, com distâncias da Terra variando entre 475 e 1100 anos-luz. Além deles, os dados do Kepler já levaram à descoberta de mais de mil planetas.
A nova descoberta, no entanto, é considerada a mais promissora até agora na busca de planetas semelhantes à Terra. Os três novos objetos estão na órbita da estrela EPIC 201367065, que fica a cerca de 150 anos-luz da Terra. De acordo com os autores do estudo, essa distância, considerada pequena em escala astronômica, permitirá pela primeira vez o estudo de um planeta da zona habitável com os instrumentos e tecnologias atuais.
As dimensões dos novos planetas são 110%, 70% e 50% maiores que as da Terra. O menor deles, que tem a órbita mais distante de sua estrela, recebe níveis de radiação luminosa semelhante à que nosso planeta recebe do Sol, de acordo com Erik Petigura, um estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele descobriu os planetas no dia 6 de janeiro, quando realizava uma análise computacional dos dados do Kepler. Segundo Petigura, há uma possibilidade real do planeta mais externo ser rochoso, como a Terra, o que significa que ele poderia ter a temperatura certa para a formação de oceanos de água líquida.

A estrela EPIC 201367065, segundo os autores, é uma anã-vermelha que tem aproximadamente a metade do tamanho e da massa do Sol e, portanto, emite menos calor e luz. A maior parte dos planetas descobertos pela missão Kepler, até agora, são envolvidos por uma espessa atmosfera rica em hidrogênio, que são provavelmente incompatíveis com a vida.

Exoplanetas, isto é, os planetas fora do Sistema Solar, são descobertos às centenas atualmente, embora os astrônomos fiquem na dúvida sobre a possibilidade de algum deles realmente ter condições semelhantes às da Terra. Segundo Andrew Howard, da Universidade do Havaí, a nova descoberta ajudará a resolver essa questão. O próximo passo será estudar as atmosferas do novo planeta com o telescópio Hubble e outros observatórios, para descobrir quais elementos existem em sua atmosfera.

Kepler-438b e Kepler-442b
Candidatos a explonetas mais parecidos com a Terra já descobertos, eles orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a órbita do primeiro é de 35 dias, o Kepler-442b completa uma órbita em sua estrela a cada 112 dias.
Com diâmetro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%.

10.853 – Sistema Solar – Os Satélites de Saturno


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Saturno é o planeta do sistema solar com o segundo maior número de luas ou satélites naturais, sendo Titã a única lua do sistema solar com uma atmosfera importante.
Os satélites maiores, conhecidos antes do começo da exploração espacial são: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hiperião, Jápeto e Febe. Encélado e Titã são mundos especialmente interessantes para os cientistas planetários, primeiramente pela existência de água líquida a pouca profundidade de sua superfície, com a emissão de vapor de água através de geysers. Em segundo porque possui uma atmosfera rica em metano, bem similar a da terra primitiva.
Outras 30 luas de Saturno possuem nome, mas o número exato de satélites ainda é incerto, pois existe uma grande quantidade de objetos que orbitam este planeta. No ano 2000, foram detectados 12 satélites novos, cujas órbitas sugerem ser fragmentos de objetos maiores capturados por Saturno. A missão Cassini-Huygens também encontrou novas luas.
As 62 luas conhecidas de Saturno são listados aqui segundo o período orbital crescente a partir do planeta.

Nome Diâmetro
S/2009 S 1 ≈ 0,3
Pã 28,4 ± 2,6 (35×32×21)
Dafne 7,8 ± 1,6 (9×8×6)
Atlas 30,2 ± 2,8 (42×36×18)
Prometeu 86,2 ± 5,4 (133×79×61)
Pandora 80,6 ± 4,4 (103×80×64)
Epimeteu 113,4 ± 3,8 (116×117×106)
Jano 179,2 ± 4 (195×194×152)
Aegaeon ≈ 0,5
†Mimas 396,4 ± 1,0 (415×394×381)
Methone 3,2 ± 1,2
Anthe ≈ 2
Palene 4,4 ± 0,6 (5×4×4)
†Encélado 504,2 ± 0,4 (513×503×497)
†Tétis 1 066 ± 2,8
Telesto 24,8 ± 0,8
†Dione 1 123,4 ± 1,8
Helene 33 ± 1,2
†Reia 1 528,6 ± 4,4
Titã 5 151 ± 4
†Hipérion 266 ± 16
†Jápeto 1 471,2 ± 6,0
‡Ijiraq 12~0,00118
♣†Febe 214,4 ± 12,4
‡Paaliaq ≈ 22 ~0,00725
♣Skathi ≈ 8 ~0,00035
♦Albiorix ≈ 32 ~0,0223
♣S/2007 S 2 ≈ 6 ~0,00015
♦Bebhionn ≈ 6 ~0,00015
♦Erriapo ≈ 10 ~0,00068
‡Siarnaq ≈ 40 ~0,0435
♣Skoll ≈ 6 ~0,00015
♦Tarvos ≈ 15 ~0,0023
‡Tarqeq ≈ 7 ~0,00023
♣Greip ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 13 ≈ 6 ~0,00015
♣Hyrrokkin ≈ 8 ~0,00035
♣Mundilfari ≈ 7 ~0,00023
♣Jarnsaxa ≈ 6 ~0,00015
♣S/2006 S 1 ≈ 6 ~0,00015
♣S/2007 S 3 ≈ 5 ~0,00009
♣Narvi ≈ 7 ~0,00023
♣Bergelmir ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 17 ≈ 4 ~0,00005
♣Suttungr ≈ 7 ~0,00023
♣Hati ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 12 ≈ 5 ~0,00009
♣Bestla ≈ 7 ~0,00023
♣Farbauti ≈ 5 ~0,00009
♣Thrymr ≈ 7 ~0,00023
♣Aegir ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 7 ≈ 6 ~0,00015
♣S/2006 S 3 ≈ 6 ~0,00015
♣Kari ≈ 7
♣Fenrir ≈ 4 ~0,00005
♣Surtur ≈ 6 ~0,00015
♣Ymir ≈ 18 ~0,00397
♣Loge ≈ 6 ~0,00015
♣Fornjot ≈ 6

Existem mais 3 satélites não confirmados, detectados pela sonda Cassini.
Não está claro se estes possíveis satélites são reais ou se se trata de outros fenômenos persistentes no seio do anel F.
De Saturno, o primeiro satélite a ser descoberto foi Titã, em 1655. Os outros descobertos antes de 1970, foram através de telescópios e observatórios. A Voyager descobriu outros satélites de Saturno após 1970. A Cassini descobriu muitos outros.

10.846 – Astrofísica – Planeta em formação é registado pela primeira vez


planeta-formacao-noticia-history-channel

O caminho em direção a uma compreensão melhor e mais clara a respeito das origens do Sistema Solar está agora um pouco mais próximo, graças a uma imagem de altíssima resolução capturada pelo telescópio ALMA. Os especialistas que trabalham com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array”) conseguiram tirar uma fotografia que revela, com precisão, detalhes extraordinários de um disco de formação planetária. Trata-se de um enorme avanço nessa área, que poderá ajudar a entender como os discos protoplanetários se desenvolvem e geram planetas.
Os cientistas basearam suas observações em uma estrela chamada HL Taui, localizada a 450 anos-luz da Terra, e rodeada por um disco de poeira. “Quando vimos essa imagem pela primeira vez, ficamos impressionados com o espetacular nível de detalhe. A HL Tauri não possui mais que um milhão de anos. No entanto, seu disco parece estar repleto de futuros planetas”, disse Stuart Corder, autor principal do trabalho. Ele espera que a imagem vá “revolucionar as teorias da formação planetária existentes”. Por enquanto, já é possível saber que o processo de formação planetária é muito mais rápido do que se imaginava. A observação dele permitirá também que saibamos como, há quatro milhões de anos, o Sistema Solar foi criado.