13.801 – Mega Memória – O Caso da Elefanta Tyke


elef tyke
Tyke, um elefante africano pertencente ao Circo Internacional de Honolulu que no dia 20 de agosto de 1994, após fugir durante uma apresentação no Neal Blaisdell Center, morreu ao ser acertada 86 vezes pela polícia.
O animal conseguiu fugir depois de atacar fatalmente seu treinador e ferir gravemente outro funcionário do circo. Tyke saiu do picadeiro em direção ao centro da cidade de Honolulu, ferindo um jornalista e após 30 minutos de perseguição, a polícia local disparou 86 tiros, matando a elefante.
Com a morte de Tyke, o animal tornou-se símbolo para os direitos dos animais e o episódio transformou-se emblemático, para os casos de tragédias circenses, pois foram constatados inúmeros ferimentos no elefante decorrentes de maus tratos. Nas investigações, constataram que o treinador possuía várias queixas contra abuso de exercícios, além de que, na autópsia do treinador, foram encontrados traços de cocaína e álcool.
Com este incidente, alguns estados americanos, como a Califórnia e o Hawaii, aprovaram leis proibindo o uso de animais em apresentações circenses.
Tyke no Cinema
“Tyke Elephant Outlaw” é o novo documentário que conta a vida de Tyke, a elefante que fez história ao ser brutalmente morta no Havaí, em 1994.
Ela era explorada pelo Circo Internacional de Honolulu, onde realizava performances forçadamente, como todo animal no universo dos circos. No dia 20 de agosto de 1994, Tyke teve um acesso de fúria durante uma apresentação, matando o seu treinador e ferindo gravemente um outro funcionário do circo. Após o incidente, ela saiu do picadeiro em direção à cidade e foi perseguida pela polícia por 30 minutos, até ser derrubada e morta com uma enxurrada de balas.
O filme teve a sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sarasota, na Flórida (EUA), pouco mais de dois anos após Blackfish ter estreado no Festival de Sundance e ter acendido uma luz sobre o tema das orcas em cativeiro, contando a história de sofrimento da orca Tilikum, entre outros animais.
As metas já estão altivamente definidas, e as esperanças são de que Tyke faça para os circos o que Blackfish tem feito para os parques marinhos – que estão perto de seu fim. Como Tilikum, Tyke era explorada para entretenimento humano. Como Tilikum, Tyke rebelou-se, e matou o seu treinador.
O filme fala com ex-treinadores, manipuladores, ativistas e pessoas de dentro da indústria do circo, bem como aqueles que testemunharam a carnificina.
Dirigido e produzido por Stefan Moore e Susan Lambert, Tyke tem uma contraparte ficcional. “Como o clássico animal King Kong, Tyke é a protagonista central do drama trágico, mas redentor, que combina trauma, indignação, percepção e compaixão”, diz o site do filme. “Em última análise, este documentário levanta questões fundamentais sobre a nossa ligação profunda e misteriosa a outras espécies”.
Em 20 de agosto de 1994, a elefanta africana Tyke, usada no Circo Internacional de Honolulu, Havaí, atacou e matou seu treinador durante uma apresentação.
A história começa em 1973, quando Tyke foi capturada ainda bebê em Moçambique, seu habitat natural, no qual vivia com sua família. A partir daí, começou a ser treinada para se apresentar em circos — um treinamento que envolve espancamento com um objeto pontiagudo chamado bullhook. Além do treinamento brutal, Tyke vivia acorrentada no picadeiro.
Em abril de 1993, Tyke tentou escapar do circo; três meses depois, repetiu o ato, mas sem sucesso . Até que em agosto de 1994, após anos de sofrimento e abuso, Tyke conseguiu fugir do circo. Durante uma apresentação no Neal Blaisdell Center, uma arena usada para shows e exposições do Havaí, ela atacou e matou seu treinador Allen Campbell.
Na época, ativistas tentaram proibir o uso de animais em circos no Havaí, mas não conseguiram porque a indústria circense alegou que era possível tratar os animais “humanitariamente” nesse caso, convencendo os senadores a votarem contra o projeto de lei.
A luta contra animais em circos nos Estados Unidos continua. Até hoje, a prática não é proibida no país.
As imagens digulgadas pelos noticiários de TV da época chocaram o mundo

 

“Não é possível tratar humanamente um animal selvagem na indústria do entretenimento.”
– Pam Burns, Hawaiian Humane Society

13.781 – O gene zumbi que protege os elefantes do câncer


elefante velho
Um elefante africano, em cativeiro, vive uns 70 anos. Mais ou menos o mesmo que um ser humano.
Um elefante africano pesa 6 mil kg. Mais ou menos 100 vezes o que pesa um ser humano.
Um corpo que pesa 100 vezes mais que o nosso, naturalmente, contém 100 vezes mais células, cada uma com sua própria cópia do DNA do animal. Isso significa que o elefante também está sujeito a um risco 100 vezes maior de sofrer um dano no DNA. Um erro que pode causar câncer.
Apesar disso, só 5% dos gigantes acinzentados morrem por causa de tumores, contra 17% dos Homo sapiens. O que os torna tão resistentes à doença? Bem-vindo ao paradoxo de Peto – batizado em homenagem ao biólogo Richard Peto, de Oxford, autor do primeiro texto que apontou essa anomalia estatística, de 1977.
Há três anos, em 2015, pesquisadores das universidades de Chicago e Utah deram um passo importante na solução do problema. Eles descobriram que os elefantes têm inacreditáveis 20 cópias de um gene chamado TP53. Já o ser humano tem só uma. E essa é uma daquelas situações em que 1 é bom, 2 é ótimo e 20 é excelente: a função do TP53 é justamente identificar que há um trecho de DNA danificado em uma célula – e consertá-lo antes que ela se multiplique e cause mais problemas. Quanto mais guardiões desses um animal tem, melhor.

13.681 – Cangambá, o Comedor de Jararacas


O veneno da jararaca pode ser terrível, mas não para o cangambá.

Cangambá
O cangambá é uma animal pertencente ao Filo Chordata, a Classe Mammalia, de ordem Carnívora e da Família Mustelidae . Esse animal é confundido geralmente com o gambá, tanto por expelir odor quando se sente ameaçado e pela semelhança fonética. Ele é encontrado na América do Norte, desde o Canadá até o México. São encontrados geralmente em bosques e campinas. Há espécies similares aqui no Brasil como o zorrilho e a jaratataca que possuem glândulas anais que produzem a substância de mau cheiro.
Possuem uma pelagem brilhante e com tonalidade geralmente escura, algumas espécies vêm acompanhadas por duas listras no dorso, que se estendem desde a cabeça e indo em direção ao rabo ou ainda a terminação da listra ocorre antes mesmo de chegar na cauda. Possui um peso médio de um a quatro quilogramas, medindo de cinquenta e cinco a setenta e cinco centímetros de comprimento. Seu corpo é longo, e possui uma cauda grande e peluda. Sua cabeça e olhos são pequenos e suas orelhas são arredondadas.

Dieta e Reprodução do Cangambá
Sua alimentação é composta por insetos e vermes, também incluem pequenos vertebrados, sendo um animal tipicamente carnívoro. Os machos apenas procuram pelas fêmeas na época do cio. Elas se reproduzem durante o inverno, sendo bem semelhante com seu ‘parente’, o zorrilho. Cada fêmea passa o inverno com apenas um macho da sua espécie. É nessa época que o animal diminui suas atividades, ficando somente na toca. Seu período de gestação é de sessenta e três dias, dando a luz uma vez ao ano, sua cria é de geralmente quatro a cinco filhotes. Vivendo em selva duram de dois a três anos e em cativeiro vive até quinze anos. A sua expectativa de vida é relativamente baixa, pois noventa por cento desses animais não sobrevivem ao primeiro inverno.
Hábitos
O Cangambá vive em tocas, em buracos ou rochas. Por desenvolver atividade noturna, durante o dia ele costuma descansar na toca. Embora haja uma contradição de ideias esse animal é bem limpinho, pois a cada refeição feita, ele costuma limpar a boca. Por ser um animal de pequeno porte costuma ser lento ao andar, então esse animal é bem conhecido pela sua arma de defesa, que realmente é muito fedida. Esse animal tem ótimos métodos de defesa. Quando se sente em perigo, tem uma arma química, uma substancia volátil e com muito mau cheiro. A glândula responsável pela produção do líquido se localiza na parte externa do ânus. Mesmo com esse mecanismo de defesa não garante a proteção contra aves predatórias. Uma curiosidade é que esse animal não é predado por outros mamíferos. Esse líquido não é produzido constantemente, somente há produção em último caso, e além do mau cheiro proporciona ardência nos olhos e narinas.
Jararaca
O gênero Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca) representa o grupo mais importante de serpentes peçonhentas, com mais de 60 espécies encontradas em todo território brasileiro (incluindo os gêneros Bothriopsis e Bothrocophias). As principais espécies são: Bothrops atrox: é o ofídio mais encontrado na Amazônia, principalmente, em beiras de rios e igarapés; Bothrops erythromelas: abundante nas áreas litorâneas e úmidas da região Nordeste; Bothrops jararaca: tem grande capacidade adaptativa, ocupa e coloniza áreas silvestres, agrícolas e periurbanas, sendo a espécie mais comum da região Sudeste; Bothrops jararacussu: é a espécie que pode alcançar maior comprimento (até 1,8m) e a que produz maior quantidade de veneno dentre as serpentes do gênero, predominante no Sul e Sudeste; Bothrops moojeni: principal espécie dos cerrados, capaz de se adaptar aos ambientes modificados, com comportamento agressivo e porte avantajado; e Bothrops alternatus: vive em campos e outras áreas abertas, desde a região Centro-oeste até a Sul.
Imunidade
Alguns animais são imunes ao veneno de serpentes. É o caso do gambá. Com essa proteção fisiológica, ele consegue enriquecer seu cardápio com cobras, como as jararacas (Bothrops sp.), cascavéis (Crotalus spp.) e corais (Micrurus spp.). Mordem a região da cabeça ou da garganta desses animais e começam a ingeri-los pela mesma. Segundo SOERENSEN, B. & et ali – UNIMAR, houve apenas morte aguda, em um experimento com gambás, com uma dosagem de 660 mg de veneno, o que corresponde a uma dose 4.000 vezes superior à suportada por bovinos de 400 kg.
Pelo fato destes animais serem de hábitos noturnos, é muito difícil encontrá-los em jardins zoológicos, pela inatividade durante o dia.

13.637 – Implacável Seleção Natural – Filhotes que começam a vida matando os irmãos


☻Mega Arquivo – 30º Ano
Águia Real

A postura da águia real, semelhante à maioria das aves de rapina, é geralmente de dois ovos por ninho. Muitas vezes, um ovo eclode alguns dias antes. Isso dá ao filhote primogênito uma enorme vantagem, ele cresce mais rápido e mais forte do que o irmão mais novo, ganhando facilmente a briga pela comida. Se o alimento for pouco, o caçula morrerá de fome. Se a falta de comida for extrema, o filhote mais velho matará o mais novo e o devorará, os pais não farão nada para impedir o fratricídio. Os cientistas estimam que 80% dos filhotes da águia real morrem dessa maneira.

Hiena Malhada

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A maioria dos mamíferos predadores, como os grandes felinos, nascem com os olhos fechados e sem dentes, ou seja, completamente inofensivos. No entanto, esse não é o caso das hienas malhadas. Elas nascem com olhos bem abertos, já em alerta e com dentes afiadíssimos. Os filhotes da hiena malhada começam a lutar cedo para estabelecer o domínio. Os filhotes maiores mordem brutalmente os irmãos mais fracos e mesmo que os adultos os separem, tão logo fiquem sozinhos na toca, voltam a brigar. As batalhas entre hienas filhotes podem durar semanas.
Há relatos em que os filhotes cavam tocas menores dentro da toca comunitária, onde eles podem brigar sem a interferência dos adultos. Em alguns casos, os mais fracos morrem por causa dos ferimentos, mas geralmente, o destino deles é ainda pior: após serem implacavelmente intimidados pelos irmãos mais fortes, eles ficam tão amedrontados que sequer ousam sair da toca quando a mãe chega para alimentá-los, morrendo assim de fome.

Louva-a-deus
Esses insetos predadores são conhecidos por seus hábitos sexuais de causar pesadelos, a fêmea frequentemente devora o macho depois do sexo, ou até mesmo durante o ato sexual, geralmente começando por arrancar a cabeça do infeliz amante.
Esta tendência canibal não é exclusividade dos adultos. A fêmea deposita os ovos num casulo endurecido e o prende à uma folha ou a um caule. Nascerão de 100 a duzentos louva-a-deuses, todos ao mesmo tempo. Muitas vezes, a primeira refeição desses filhotes é um dos próprios irmãos. Tal comportamento é mais comum quando pequenos insetos são escassos ao redor da área em que os filhotes nasceram.

Garça Branca
As garças são conhecidas pela bela aparência e pelo voo elegante, e ninguém as considera como animais brutais. No entanto, elas são uma das espécies mais propensas ao fratricídio. Normalmente as garças põe três ovos. Os dois primeiros ovos recebem uma carga elevada de hormônios dentro do corpo da mãe, o terceiro ovo só recebe metade dessa carga. O filhote nascido com menos hormônios terá um comportamento menos agressivo, quando o alimento é escasso, os dois filhotes mais violentos o atacam e matam-no, e o jogam para fora do ninho. Isso significa mais comida para os irmãos assassinos.

Salamandra Tigre
Como a maioria dos anfíbios, as salamandras tigres começam a vida como girinos. Diferente das outras espécies, porém, os ovos da salamandra tigre podem se desenvolver em dois tipos diferentes de girinos: o normal e o canibal. O girino canibal é maior e tem os dentes mais desenvolvidos, geralmente ele só aparece quando a lagoa em que os ovos foram colocados começa a secar ou quando a comida é escassa. Eles comem os girinos menores e se desenvolvem mais rapidamente, se transformando mais depressa em adultos. Essa estratégia permite que as salamandras tigres perpetuem a espécie mesmo em condições desfavoráveis. O mais surpreendente porém, é que os girinos canibais parecem reconhecer seus irmãos e evitam matá-los. Estudos mostram que até mesmo os primos são poupados quando as circunstâncias permitem. Mas se a fome apertar, tanto irmãos como primos entram no cardápio do dia.

Cuco Comum
O cuco comum, geralmente não mata os irmãos de sangue, mas sim os irmãos adotivos. A fêmea adulta dessa espécie se parece muito com um gavião. Ela usa essa semelhança para afastar outros pássaros que estejam com ovos no ninho. Enquanto o ninho é abandonado, ela come um dos ovos e o substitui com um dos seus próprios, então, voa para longe.
Quando os donos do ninho voltam, não percebem a diferença e continuam a cuidar da prole. Mas o filhote do cuco geralmente nasce antes e ainda cego e sem penas, começará imediatamente a jogar os ovos ou os irmãos adotivos para fora do ninho, empurrando-os para a morte. Aos pais adotivos, incapazes de impedir o crime, só resta a alternativa de criar o cuco como se fosse o próprio filhote.

Cuco Manchado
Se você acha que o cuco comum é ruim, espere até conhecer o seu primo um pouco maior, o cuco manchado, encontrado em partes da Europa e Ásia. A fêmea dessa espécie coloca seu ovo (geralmente um, mas às vezes dois) em um ninho de pega rabuda. Os filhotes do cuco manchado não tem o impulso de jogar os outros ovos e filhotes para fora do ninho, mas eles geralmente se desenvolvem mais rápido que seus infelizes irmãos adotivos, e eles têm enormes e coloridas bocas escancaradas que parecem ser irresistíveis para a pega rabuda. O resultado é que as pegas alimentam-os com mais frequência do que aos seus próprios filhotes. Mesmo quando os filhotes do cuco deixam o ninho, ainda voltam para serem alimentados pelos pais adotivos. Esta é uma desgraça para os filhotes da pega, que muitas vezes morrem de fome, abandonados em seu próprio ninho.

Abelha Rainha
Como todos sabem, as abelhas vivem em colônias compostas de uma rainha, alguns zangões (abelhas macho, cuja única função é fecundar a rainha), e as operárias, que são fêmeas estéreis e fazem basicamente todo o trabalho na colônia, encontram néctar para a produção de mel, fabricam a cera e são responsáveis por uma substância especial chamada geleia real, que é produzida por uma glândula na cabeça das operárias jovens.
A geleia real é um alimento altamente nutritivo. É o alimento para a Rainha e para todas as larvas em desenvolvimento na colônia. No entanto, quando a rainha começa a envelhecer e seu poder reprodutivo diminui, as operárias selecionam umas poucas larvas, levam-nas para células especiais longe das outras e começam a alimentá-las com quantidades enormes de geleia real.
Como a larva da rainha se desenvolve pendurada de cabeça para baixo, as operárias tampam a célula com cera. Quando pronta para emergir, a nova rainha faz um corte circular ao redor da cobertura da célula. Células abertas ao lado indicam que a nova rainha foi, provavelmente, morta por uma rival. Quando uma jovem rainha emerge, ela irá perseguir e tentar matar suas rivais. Ao contrário das outras abelhas, o ferrão da rainha não é ciliado. Ela pode picar o quanto quiser sem morrer por causa disto. Em certas circunstâncias, como durante a cisão de uma colônia, as operárias podem isolar as rainhas para impedir um confronto, permitindo a formação de uma nova colônia.

Copidomopsis Floridanum
Copidomopsis floridanum é uma vespa parasitoide, um dos exemplos mais extremos de fratricídio do mundo. A vespa adulta encontra uma lagarta e a ferroa, fazendo com que ela fique completamente paralisada. Em seguida, ela injeta dois ovos no corpo da lagarta, um dos ovos é do sexo masculino, outro do sexo feminino. Mas eles não dão origem a um irmão e uma irmã. Em vez disso, os ovos rapidamente clonam a si mesmos, em um processo conhecido como poliembrionia, e logo a lagarta, ainda viva, mas completamente impotente; é o berçário para 200 larvas do sexo masculino, e mais de 1.200 larvas fêmeas.
Entre as fêmeas, aproximadamente umas 50 começam a crescer mais rapidamente que os seus irmãos, desenvolvendo mandíbulas enormes, entretanto, não desenvolvem órgãos sexuais. Outrora pensava-se que o papel dessas larvas monstros era proteger os irmãos menores, comendo os ovos de outras vespas que porventura os colocassem na lagarta já ocupada. No entanto, sabe-se agora que este não é o caso, pois elas devoram a maioria de seus irmãos machos. Os machos fertilizam suas irmãs ainda no interior da lagarta, e somente um ou dois deles são suficientes para fertilizar todas as fêmeas. Portanto, eliminando o excesso de machos, as larvas canibais garantem que haverá mais comida (o corpo da infeliz lagarta) para suas irmãs férteis, aumentando suas chances de sobrevivência. Esta função é apenas da larva canibal.

Tubarão Cinza
O tubarão cinza, apesar da aparência feroz, geralmente é inofensivo para o homem. A fêmea do tubarão cinza tem dois úteros, cada um deles produz muitos ovos. Os ovos eclodem ainda dentro do úteros. Os embriões logo desenvolvem dentes afiados e começam a matar e a comer seus irmãos e irmãs, e todos os ovos não fecundados, até que reste apenas um embrião vivo em cada útero.
Como resultado, a mãe dá à luz a dois filhotes , os sobreviventes de cada útero, e uma vez que eles se alimentaram fartamente dentro do corpo da mãe, já estão enormes quando nascem, medem cerca de um metro de comprimento!
O tubarão cinza é, portanto, o fratricida nesta lista que começa a matar os irmãos antes de nascer. No momento de seu nascimento, já é um assassino experiente. Esta estratégia de sobrevivência brutal é conhecida como canibalismo intrauterino, e foi descoberto em 1948, quando um cientista que estava sondando o ventre de um tubarão cinza, foi mordido na mão por um dos embriões. O canibalismo intrauterino tem sido relatado em outras espécies de tubarões, incluindo o grande tubarão branco e até mesmo o tubarão-frade (um plácido e inofensivo comedor de plâncton quando adulto), estes, porém, se alimentam apenas de ovos não fertilizados. O tubarão cinza é o único que devora outros embriões.

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13.335 – Saúde – Morte por raiva humana é confirmada no Recife


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Recife confirmou o primeiro caso de raiva humana em dezenove anos, de acordo com Jurandir Almeida, gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde do Recife. Adriana Vicente da Silva, de 36 anos, morreu na última quinta-feira, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), mas o resultado do exame realizado pela Instituto Pasteur, de São Paulo, que confirmou a causa do óbito, foi divulgado somente nesta segunda-feira, 3/07.
O laudo do exame mostrou que o vírus encontrado em Adriana é de origem silvestre (cepa 3), proveniente de um morcego hematófago (que se alimenta de sangue). Jurandir acredita que o gato que transmitiu a doença para a mulher tenha entrado em contato com um morcego contaminado.
Antes mesmo da confirmação, após ser levantada a suspeita de raiva, o Centro de Vigilância Ambiental do Recife iniciou as medidas necessárias para evitar novos casos da doença. “Em um raio de 1 quilômetro da residência da vítima nós iniciamos a vacinação de cães e gatos em cada domicílio. Também instalamos postos de vacinação em um raio de 5 quilômetros do local e iniciamos uma vistoria para capturar morcegos que estejam escondidos em residências abandonadas, por exemplo, além de orientar a população sobre a importância de vacinar os animais e notificar caso encontrem algum morcego, cão ou gato com características alteradas”, diz Jurandir .

O caso
Adriana era dona de uma pet shop e havia sido ferida na mama direita por um gato no dia 26 de abril. Na época, a mulher não procurou nenhuma unidade de saúde para relatar o ocorrido e tomar as medidas de saúde necessárias. Somente no dia 18 de junho, quando os sintomas começaram a se desenvolver, ela foi internada no Hospital Agamenon Magalhães, localizado na Zona Norte do Recife. Na última segunda-feira, em razão do agravamento do quadro, ela foi transferida para o HUOC, onde faleceu.
Segundo Jurandir, o fato de ela ter demorado para notificar o acidente e procurar ajuda foi um agravante, tanto de seu estado de saúde quanto do combate a novas transmissões.

Raiva em humanos
A raiva é uma doença de origem viral transmitida, em geral, pelo contato com a saliva ou secreções de animais infectados, como mordidas, arranhões ou lambidas. Nos animais, os sintomas da doença geralmente são dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento, mudança de hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras.
Nos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um “uivo rouco”, segundo informações do Ministério da Saúde. “Gatos agressivos, morcegos voando de dia ou caídos no chão são sinais de alerta”.
Em humanos, os sintomas começam com transformação de caráter, inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos, alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da infecção. Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações, febre e crises convulsivas. Como provoca inflamações no cérebro e na medula, o índice de letalidade da doença é de aproximadamente 100%.
Uma vez mordida ou agredida por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a doença, o ideal é lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar com urgência o serviço de saúde mais próximo para avaliação e prescrição de profilaxia antirrábica humana adequada, que consiste em tomar vacina e soro logo após o incidente.

13.106 – Mundo Cão – Brasil tem 30 milhões de animais abandonados


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Fonte: Folha

O abandono de animais é um problema global. A estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que cerca de 30 milhões de cães e gatos vivam em situação de abandono no Brasil. Em São Paulo, apesar de não haver números oficiais, mais de 500 animais são recolhidos todos os meses por ONGs e instituições de proteção.
Para alertar a população sobre os riscos do abandono de animais de estimação para a saúde pública e dos próprios bichinhos, o CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo) lança a campanha ‘Quando a gente gosta é claro que a gente cuida’. O nome da ação é trecho da música “Sozinho”, do compositor Peninha, que cedeu os direitos autorais.
Abandono e maus-tratos são crimes previstos em lei, mas poucos casos são denunciados e se tornam processo
Os animais abandonados estão mais suscetíveis a maus-tratos, a acidentes e, principalmente, a doenças, que podem ser, inclusive, uma ameaça para outras espécies, como animais silvestres, e para a saúde humana. Segundo a OMS, mais de 70% das doenças emergentes e reemergentes são provenientes de animais, ou seja, são zoonoses.

12.382 – Grandes Felinos – Onça-parda ou sussuarana (Felis concolor)


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Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae

Nome científico: Felis concolor

Nome vulgar: Onça-parda ou sussuarana

Categoria: Ameaçada

Características: A Suçuarana é um animal solitário e prefere viver em um lugar de difícil acesso como florestas, desertos e montanhas. Geralmente caça ao entardecer. O carneiro selvagem, o veado e o caititu constituem suas presas habituais. Os adultos se comunicam por meio de uma espécie de silvo estridente. A fêmea tem a cria em cavernas ou em cepos ocos. Os filhotes abrem os olhos com dez dias e ficam com a mãe até os 20 meses. Período de vida 12 anos. Maturidade sexual de 2 para 3 anos. Gestação de 90 a 96 dias. Números de filhotes: de 01 a 04, nascem pintados com manchas escuras no corpo.

Hábitos: Crepuscular, noturno, arborícola e terrestre. Hábitos alimentares carnívoros e ictiófago.

Habitat: campo, floresta e montanha. Comportamento solitário em par e sedentário. Seu pêlo é em geral bege rosado, mais pode ser cinza, marrom ou cor de ferrugem. O comprimento do pêlo varia conforme o habitat, vai de curto a muito longo. A sussuarana está a vontade em cima das árvores; equilibra-se com a cauda felpuda ao saltar de galho em galho.

Altura: Aproximadamente 63 cm

Peso: Até 100 kg

Comprimento: 1.20 de corpo e 65 cm de cauda

Ocorrência Geográfica: América do Norte, América do Sul e América Central. No Brasil, é encontrada em todos os Biomas

Categoria/Critério: Espécie ameaçada de extinção de acordo com a lista oficial do IBAMA. Apêndice I da CITES. Ameaçada criticamente em perigo-destruição de habitat, caça, populações pequenas, isoladas e em declínio.

Observações adicionais: Conta-se que uma só sussuarana matou 15 carneiros selvagens durante uma saída para caçar. Por outro lado, ela raramente ataca o homem e tem tanto medo de cães que sobe em árvores para escapar deles quando acuada.

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12.354 – Mega Gráficos – Biologia


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Quando não compensa ser original

Borboletas imitadoras não são um caso isolado na natureza; o colorido brilhante da cobra coral é quase sempre suficiente para afastar inimigos. Quando isso não funciona, se fingem de mortas. Moscas parecidas com vespas fazem os predadores se afastarem em busca de alimentos menos picantes.

A Arte do disfarce

Borboletas são conhecidas por possuírem desenhos nas asas que lembram um grande par de olhos. Pousadas em um galho, dão impressão de serem animais muito maiores.

O louva deus se disfarça de galhos. Tais formas de autoproteção são conhecidas como camuflagem. As listras da zebra por exemplo, são muito mais úteis na sombra de uma árvore, a leoa pode ter dificuldade em vê-la, já alguns animais como o camaleão, alteram a cor.

 

12.288 – Biologia – Animais Adotam Filhotes?


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Diversos relatos confirmam que animais podem criar e cuidar de animais diferentes das suas espécies, que não sejam os seus filhos, porém que são cuidados como se fossem – um comportamento que podemos encarar como adoção.
Mas por que eles adotam? Vários fatores influenciam a adoção de crianças por seres humanos, como o fato de os pais serem incapazes de gerar filhos, quererem realizar um sonho ou por desejarem fazer um ato altruísta. Como não podemos fazer esse tipo de pergunta aos animais, é preciso observar alguns pontos para entender esse questionamento. O mais interessante é quando animais de espécies diferentes criam um vínculo – muitas vezes tido como improvável.
Existem diversos casos peculiares que podemos listar aqui. Podemos falar do caso do cachorro que cuidou de um esquilo como se fosse seu próprio filhote, o guaxinim que adotou um gatinho, um pitbull que cuidava de três porquinhos como se fossem as suas próprias crias, entre vários outros exemplos. Grande parte desses casos ocorre em zoológicos, quando os animais são forçados a conviver em conjunto e acabam desenvolvendo esses relacionamentos.
O início da adoção
As circunstâncias que criam esses comportamentos nos pais adotivos variam bastante, já que em alguns momentos eles simplesmente aceitam esses animais como se fossem os filhos – como se substituíssem as crias de fato. Em outras oportunidades, os vínculos criados são de amizades, até com as espécies tidas como rivais.
Já em outros momentos, temos um contexto bastante diferente e mais agressivo – principalmente quando estamos falando da vida selvagem sem qualquer intervenção humana. Como exemplo, podemos listar o caso do leopardo que caçava um macaco babuíno e que só depois de matá-lo percebeu um filhote agarrado ao corpo da mãe (assustado com o evento). O leopardo não soube como se comportar ao ver o que pequeno filhote, abandonando o alimento e preparando-se para cuidar do animal desprotegido.
Podemos até ver o leopardo dar umas boas lambidas no pequeno e assustado macaquinho, com tentativas de demonstrar afeto e passar algum tipo de segurança. Contudo, não há como saber se esse órfão foi capaz de sobreviver, já que o leopardo não sabe como alimentar o bichinho. Mas algo é certo, os animais têm empatia uns com os outros, conseguem perceber esses sentimentos e se relacionar – independente das espécies (até quando são caça e presa).
A adoção é excepcionalmente comum em animais domésticos, como gatos e cachorros, devido ao vínculo que eles desenvolvem quando são colocados juntos. Também é comum que os animais adotem filhotes órfãos de outras espécies (como é o caso do leopardo citado), já que possuem um instinto natural de cuidado e proteção para com os bebês. Mas a adoção de animais da mesma espécie possui outro ponto de proveito, já que os novos pais têm interesse em passar os genes da espécie adiante – algo descartado em vínculos de animais diferentes.
As adoções também podem ocorrer por interesses mútuos, quando os bichos de ambas as partes se beneficiam de algum modo. Isso ocorre quando os dois interessados ganham vantagens ao expandir o grupo – por exemplo, maior facilidade para adquirir alimentos ou proteger o bando. Às vezes, esse benefício mútuo se resume em um só fator: sociabilidade (o que é extremamente importante para várias espécies).
Essas alterações ocorrem até mesmo biologicamente. Quando um filhote é adotado, o organismo da nova mãe produz o hormônio ocitocina – normalmente originado durante o período da gravidez. Isso faz com que bebês que não sejam filhotes de fato sejam aceitos de melhor modo. Muitos cientistas acreditam que as adoções que ocorrem no mundo animal são originárias do sentimento de empatia que eles possuem.
Esses argumentos já foram comprovados em vários documentos e estudos feitos pela National Geographic. Os mamíferos têm as mesmas estruturas cerebrais que nós humanos, com os mesmos sistemas e áreas relacionadas às emoções que nós também temos. Às vezes nós não damos crédito suficiente aos animais por essas capacidades, por eles serem tão complexos, seres que pensam e que se colocam no lugar dos outros.
E é a capacidade de empatia que faz com que eles adotem outros animais, seja para aliviar algum tipo de dor, de fome no bando ou de solidão de um lado ou de outro. O altruísmo está presente nesses casos, como quando um golfinho nada quilômetros com animais doentes para protegê-los de predadores ou quando búfalos africanos tentam resgatar bichos fora de seus rebanhos para que não sejam vítimas fáceis.
Os animais são capazes de reconhecer, sentir e até mesmo experimentar o que as outras criaturas estão passando. Eles inicialmente reagem a essas emoções com um comportamento amigo, que certamente podemos dizer que evolui para o amor, quando esses animais solitários, que estão em perigo ou que são órfãos são adotados por outras espécies totalmente diferentes.

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12.284 – Biologia – Os animais podem ter sentimentos mais complexos que os humanos


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Se você convive com um bichinho de estimação, sabe que, de alguma forma, eles percebem quando os humanos estão tristes ou felizes. Mas esse tipo de comportamento não se restringe aos gatos e cachorros: estudos mostram que os cavalos conseguem entender algumas emoções dos humanos e que os corvos conseguem “ler os pensamentos” de outros animais da espécie – coisa que até então se acreditava que só os humanos eram capazes de fazer.
Essa crença fez com que a pesquisa relacionada aos sentimentos dos animais ficasse estagnada. Ao supor que determinadas emoções eram restritas aos humanos, os cientistas deixaram de fazer perguntas (e, consequentemente, pesquisas) relevantes sobre como são os sentimentos no mundo animal.
Carl Safina, professor da Universidade de Stony Brook, nos Estados Unidos, foi contra a corrente e começou a levantar questionamentos sobre o assunto. As perguntas o levaram a realizar uma pesquisa que, por sua vez, resultou no livro Beyond Words: What Animals Think and Feel, lançado em julho de 2015.
“Acho importante sabermos com quem estamos na Terra. Nós discutimos a conservação de animais em números, mas eles não são só números”, disse o pesquisador em entrevista à National Geographic. “Tenho observado animais durante toda a minha vida e sempre fico impressionado com as semelhanças entre eles e os humanos.”
O professor acredita que o debate em relação à possibilidade de os animais terem sentimentos ou não nem deveria existir. “Se você observar mamíferos ou até mesmo aves, verá como eles respondem ao mundo. Eles brincam. Eles ficam com medo quando estão em perigo, relaxam quando as coisas estão bem”, diz. “Não parece lógico pensar que os animais não estejam experimentando emoções como o medo e a o amor.”
Quando os elefantes asiáticos veem outro animal da espécie bem agitado, tendem a tocá-lo até ficar mais tranquilo. “É uma espécie de ‘shh, está tudo bem’, muito parecido com o que os humanos adultos fariam para tranquilizar um bebê”, explica o cientista Joshua Plotnik em entrevista ao Discovery.
Existem estudos que conseguiram confirmar, por meio do teste do espelho, a capacidade de algumas espécies de reconhecerem a si mesmos. Trata-se de um experimento bastante utilizado por cientistas em que os animais são colocados em frente a um espelho. Para “passar” no teste, os animais têm que ficar envolvidos com seus próprios reflexos, examinando a imagem de seus corpos, o que indica que reconheceram suas representações. Animais como macacos e golfinhos estão entre os que passaram na experiencia.
Safina aponta ainda que pesquisadores que passam bastante tempo em campo conseguem perceber traços de personalidade nos animais que estão estudando. Assim como os humanos, os animais têm personalidades diferentes. De acordo com o professor, alguns são tímidos, outros agressivos ou tranquilos.

12.020 – Barbárie – Zoológico sacrifica até 30 animais saudáveis por ano


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Administradores do Zoológico de Copenhague, na Dinamarca, ficaram surpresos com a comoção internacional, quando eles esquartejaram um filhote de girafa em frente a uma plateia com crianças e usaram a carcaça para alimentar leões, leopardos e tigres. Marius, de um ano e meio, tinha perfeita saúde, mas foi sacrificado porque seus genes eram parecidos com os de outras girafas do zoológico, o que poderia aumentar a incidência de doenças genéticas em seus descendentes.
Uma petição online com mais de 30 mil assinaturas pedia que o zoológico não matasse o bicho. Manifestantes de direitos animais acusaram o parque de barbárie e falta de ética. Nos últimos dias, a página do zoológico no Facebook tem sido palco de um acalorado debate entre milhares de pessoas de vários países contrárias à medida e uma minoria favorável.
Sacrificar animais saudáveis é comum nos zoológicos europeus. Quando os genes de um animal não são considerados bons para o cruzamento, a prática é abatê-los, como no caso de Marius. O diretor científico do Zoológico de Copenhague, Bengt Holst, afirmou à rede britânica BBC que o parque sacrifica de vinte a trinta animais por ano para garantir uma população geneticamente saudável.
A decisão foi apoiada pela Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (Eaza), que congrega 345 instituições em 41 países. Seu site informa: “A Eaza apoia plenamente a decisão do zoológico de humanamente sacrificar o animal e acredita na necessidade de gerenciar genética e demograficamente a população de animais em cativeiro”.
Em entrevista à rede americana CNN, Bengt Holst disse entender a consternação pública. “Isso acontece por uma causa assustadora: as pessoas se distanciaram tanto da natureza que acreditam que ela é uma Disneylândia, onde tudo é muito legal e os animais só nascem, nunca morrem.”
Ele explicou por que a necropsia foi feita aos olhos do público: “Como o animal é grande, a necropsia precisou ser realizada ao ar livre. Decidimos convidar os visitantes para eles poderem ver quão fantástica é uma girafa por dentro. Os veterinários não apenas dissecaram o animal, mas explicaram as maravilhas das girafas. Essa é a proposta o zoológico: educar”. Quando perguntado sobre quantas crianças caíram no choro diante do exame cadavérico, Holst respondeu: “nenhuma”. “As pessoas podiam escolher se queriam ver ou não. As crianças fizeram muitas perguntas e tiveram boas respostas. Elas voltaram para casa com mais informações sobre girafas do que tinham antes de sair.”

11.649 – Biologia – Índia reduz velocidade de trens para evitar atropelamento de leão raro


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A companhia de ferrovias da Índia decidiu reduzir a velocidade dos trens no entorno do parque Gir, o principal santuário do leão asiático. A ideia é evitar atropelamentos dos poucos exemplares desta subespécie.
O Departamento de Florestas do estado de Gujarat, no oeste do país, trabalha em conjunto com a companhia estatal Western Railways para preservar estes animais ameaçados, contou um de seus oficiais, R.L. Meena. Pelo menos quatro destes felinos já morreram atropelados por trens nas áreas menos arborizadas pelas quais a ferrovia cruza os arredores do santuário, segundo ele. As mortes ocorrem principalmente no distrito de Amreli, por onde passam adultos com filhotes.
Felizmente, a população da espécie aumenta. Há poucos anos ela estava em risco de extinção, e este aumento representa mais leões que vagam pela reserva e seus arredores.
Além de reduzir a velocidade na passagem pelos pontos de maior risco de atropelamento, os responsáveis pela conservação do leão asiático em Gir solicitaram uma mudança de horários à Western Railways. O objetivo é fazer com que os trens de carga que passam pela região evitem o amanhecer e o entardecer, quando estes animais tendem a se deslocar.
Os condutores dos trens conhecem, graças às instruções que receberam de conservacionistas, as horas em que os leões costumam se deslocar e por quais lugares o fazem em busca de água ou comida. A redução da velocidade e a modificação de horários dos comboios de mercadorias são medidas paralelas a outras, como a instalação de cercas com arame farpado, para dissuadir os animais a cruzar as vias.
Outras soluções, neste caso a cargo das ferrovias estatais, são as passagens subterrâneas, para que os leões e outras espécies se acostumem a utilizá-las sem passar sobre os trilhos.
O parque nacional Gir é o último reduto do leão asiático em liberdade, com uma população em torno de 400 exemplares, o dobro da que havia na década de 1970.
Pelo menos outros cem destes grandes felinos transitam fora do parque no distrito, enquanto em zoológicos de diferentes países, segundo dados da National Geographic, calcula-se que haja cerca de 200.
A reserva foi declarada zona protegida em 1965 devido ao alarmante declínio da população do leão asiático em liberdade e ocupa pouco mais de 1.400 quilômetros quadrados, destinados a preservar a subespécie, de nome científico Panthera leo persica.

11.616 – Genoma de rinoceronte-negro será sequenciado para evitar a extinção da espécie


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Esta não é a primeira tentativa de salvar rinocerontes-negros. Das oito subespécies originais, três já foram completamente extintas. Na esperança de proteger os indivíduos restantes, os cientistas usaram guardas armados e drones para proteger os rinocerontes de caçadores, e pesquisadores nos EUA conseguiram modificar geneticamente um chifre de rinoceronte na busca de evitar que eles chamem a atenção de caçadores do mercado negro.
Mas este novo projeto tem uma abordagem diferente, por descobrir mais sobre como as espécies evoluíram ao longo de milhões de anos, e como podemos ajudá-las a sobreviver, agora. “Com o genoma do rinoceronte-negro, seremos capazes de responder às perguntas: Como é que o rinoceronte-negro evolui para uma subespécie? Quais loci do genoma do rinoceronte-negro mostram a suscetibilidade à doença?”, escreveu a equipe, liderada pelo biólogo Charles Chuck Murry, da Universidade de Washington, na página de crowdfunding.
A equipe conseguiu levantar US$ 17 mil dólares (cerca de R$ 53 mil reais) para a primeira fase de seu projeto, usando a quantia para sequenciar o genoma de um rinoceronte-negro chamado Ntombi. Tendo a sequência genética de Ntombi, eles vão alinhar este genoma ao do rinoceronte-branco do sul para descobrir onde as duas espécies divergem. Todo o projeto será de acesso livre, e a equipe pretende publicar os resultados na imprensa. Eles também têm algumas metas mais ousadas além da conservação, na esperança de que o sequenciamento genético possa ajudá-los a trazer algumas das subespécies extintas de volta à vida.
“Temos a intenção de usar este projeto como um catalisador para sequenciar todas as subespécies de rinocerontes-negros e entender a divergência genética dentro e entre espécies de rinocerontes”, explica a equipe. “Esta pesquisa poderia fazer com que um futuro pesquisador ajude a trazer as três subespécies atualmente extinta de volta à existência”.

11.553 – Chinês cuida de “cães” por 2 anos até perceber que eles eram, na verdade, ursos negros


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Os ursos negros asiáticos estão listados na Classe II de espécies protegidas e não são domésticos.
Wang Kaiyu, é dono de uma fazenda de bananas em Jinchang Town, perto da fronteira do Vietnã. Ele contou em uma entrevista à imprensa local, que há dois anos atrás, um vietnamita estava passando pela área com dois filhotes de cão de “boa aparência”, e Wang decidiu comprá-los.
Por dois anos, ele carinhosamente criou os “cães”, dando banho, brincando e fazendo carinho todos os dias. Wang disse que os animais eram bem-comportados, mas que a fome dos animais estava aumentando rapidamente. “Certa vez eles chegaram a invadir o galinheiro e devorar algumas das galinhas da fazenda”, contou Wang.
Um dia, Wang viu um cartaz sobre a proteção dos animais selvagens em uma exposição organizada pela polícia florestal, e ‘sua ficha’ começou a cair. O fazendeiro percebeu que tinha comprado e criado, acidentalmente, duas espécies protegidas de ursos.
Depois de ponderar muito, ele decidiu que deveria entregar os ursos à polícia florestal, em Maguan, para que eles pudessem ser realocados a um habitat adequado.
Em 30 de junho, a polícia florestal entrou em contato com a Wildlife Rescue and Rehabilitation Centre, da província de Yunnan, e os dois ursos foram enviados para uma área de preservação.

11.538 – Biologia – Longevidade Animal


A maioria dos peixinhos dourados, que crianças ganham em feiras, acabam morrendo dentro de alguns meses, especialmente por falta de cuidados adequados, mas Goldie era especial. Ela sobreviveu 45 anos depois de ter sido dada como um prêmio à mãe de Pauline Evans, em 1960. Quando os pais de Pauline morreram, no final dos anos 90, ela herdou o peixe e continuou cuidando dele até que finalmente falecesse, em 2005.
Goldie herdou o título de peixe mais antigo, ao sobreviver mais que Tish, que morreu aos 43 anos, na Inglaterra. Infelizmente, como não haviam registros que documentem quando o peixe foi adquirido, tanto Tish quanto Goldie permanecem “detentores não oficiais” do título, já que o Guinness não pôde verificar suas idades.
A carpa mais velha
Talvez um dos peixes mais antigos na Terra, Hanako, viveu até os 226 anos. A carpa vermelha morreu em 1977 e os cientistas usaram os anéis em suas escama para estimar com precisão a sua idade. Eles descobriram que o peixe de estimação nasceu antes da fundação dos EUA.
O lagarto mais velho
O tuatara é conhecido por sua longevidade, vivendo regularmente mais de 100 anos. O exemplar mais antigo documentado reside no Museu Southland, da Nova Zelândia. Ele tem, atualmente, 117 anos e recentemente foi pai de sua primeira ninhada, aos 111 anos.

O elefante mais velho

elefante velho
Se a memória de um elefante é realmente boa, Lin Wang tinha muita coisa para se lembrar. Enquanto a média de vida de um elefante é de cerca de 50 anos, Lin Wang alcançou os 86 antes de falecer, em 2003.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses usavam ​​elefantes para transportar suprimentos e retirar grandes peças de artilharia. Lin Wang foi capturado de um campo japonês, em 1943, e utilizado para apoiar a Força Expedicionária chinesa durante a guerra. Em 1952, foi doado para o Jardim Zoológico de Taipei. Ele se tornou a mais famosa atração no zoológico e foi carinhosamente chamado de “vovô Lin Wang” pelos visitantes. Quando ele morreu, em 2003, seu serviço memorial durou semanas e atraiu milhares de visitantes.

Lagosta
Pescadores capturaram a lagosta, chamada de George, na costa de Terra Nova e Labrador, no Canadá, em 2008. Ele foi vendido ao City Crab and Seafood, por cerca de R$ 300 reais, graças ao seu tamanho impressionante. O gerente do restaurante, Keith Valenti, nunca achou que George nasceu para ser comido, tornando-o um mascote e animal de estimação. Seu enorme tamanho atraiu visitantes curiosos para o restaurante. George só viveu no restaurante durante dez dias antes de manifestantes do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals – uma ONG) convencerem o City Crab a libertá-lo de volta na natureza.
PETA interessou-se particularmente com a liberdade de George porque o tamanho de um crustáceo se correlaciona com a sua idade, e, com seus 9 quilos, eles estimaram que a lagosta teria 140 anos. Desde que foi libertado, não há conhecimento da vida de George.

Cavalo
Nascido em 1760, Old Billy viveu impressionantes 62 anos de idade, mais do que o dobro do tempo de vida útil médio de um cavalo. Billy passou a maior parte de sua vida como um cavalo de carga. Ao ficar velho, suas costas se encurvaram e os seus ossos começaram a sair através de sua pele – o que certamente lhe causava dor e agonia. Independentemente disso, ele se tornou uma celebridade local, sendo descrito em uma litografia aos 60 anos e também pintado por um artista chamado W. Taylor.
Após sua morte, seu crânio foi dividido em duas partes, com uma metade taxidermizada e a outra raspada. As duas metades estão em exposição no Museu de Manchester e na Art Gallery & Museum Bedford Cecil Higgins, Inglaterra.

Cachorro
Até agora não há relatos confirmados de um cão que viveu mais de 30 anos, mas Max chegou muito perto, morrendo aos 29 anos e 282 dias. A mistura de beagle, daschund e terrier nasceu em 1983 e foi adotado logo depois por sua proprietária, Janelle DeRouen. Registros veterinários provaram a alegação de DeRouen e, por enquanto, Max detém o título de cão mais velho do mundo.

Gato
O mais velho do mundo, na verdade, era uma gata. Tiffany Two estava viva até o início de 2015, com 27 anos. O Guinness ainda não verificou um sucessor para o seu título. Mas 27 anos não é nada em comparação com o gato mais velho de todos os tempos, que viveu até os 38 anos.
Cream Puff viveu em Austin, nos EUA, com seu proprietário, Jake Perry, e um outro gato chamado Granpa. Na época, ele morreu, e Granpa ficou com título de gato mais velho do mundo, com 34 anos. Mas ele também morreu, em seguida. O título máximo continuou com Puff. Como os dois gatos mais velhos do mundo pertenciam à mesma pessoa, muitos dizem que os alimentos dados por Perry (que incluía bacon, ovos, aspargos e brócolis) é o que ajudou seus felinos a sobreviverem por tanto tempo.
Neste caso, a diferença entre um e outro se dá na classificação de gata mais velha e gato mais velho, fêmea e macho.

Tartaruga
Acredita-se que corais vivam por milhares de anos, e as baleias-da-groenlândia podem viver por séculos, mas os animais terrestres raramente têm esses longos períodos de vida. O detentor do recorde atual como o animal terrestre mais velho, ainda vivo, é uma tartaruga chamada Jonathan.
Oriundo das Ilhas Seychelles, Jonathan foi trazido de sua terra natal em 1882 e continua morando na residência oficial do governador de Santa Helena. Uma foto preta e branca de uma coleção de imagens da guerra de Bowe, mostra a tartaruga no ano de 1900.
As tartarugas são conhecidos por sua longevidade, mas uma tartaruga que vivia no Zoológico Alipore, na Índia, estabeleceu um recorde que não será quebrado tão cedo. Ela sobreviveu por 250 anos. Para colocar o fato em perspectiva, ela é mais velha que o governo dos Estados Unidos da América.
A vida de Adwaita começou em 1700, quando foi capturada nas Ilhas Seychelles, antes de ser dada ao general britânico Robert Clive, da Companhia das Índias Orientais. Clive criou Adwaita como um animal de estimação, até ela ser doada ao zoológico, em 1875. Por mais de 125 anos, viveu no mesmo recinto, até que falecer, em 2006. O casco de Adwaita foi então datado em carbono 14 para confirmar sua idade.

Com 507 anos, Ming, o molusco, viveu um longo período de tempo. No entanto, ele poderia ter vivido ainda mais caso os cientistas não tivessem descoberto ele.
Infelizmente, não era possível descobrir sua idade sem rachar seu casco. Ao realizarem tal feito, os pesquisadores perceberam que estavam em posse do, provavelmente, animal vivo mais antigo do mundo. Mas já era tarde demais. Há um ponto positivo na morte de Ming. Seu casco forneceu aos cientistas, descobertas inovadoras sobre as mudanças das temperaturas do mar ao longo dos últimos 500 anos.

11.518 – Zoologia – Mula é filha problemática de égua com jumento


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A mula e o burro são bichos cheios de problemas porque seus pais são de espécie diferente, cujos descendentes são estéreis. A mãe é uma égua e o pai um jumento. A mistura não dá certo. A mula (ou burro, se for macho, já que “mulo” não existe) é forte, boa para trabalhar, mas não se reproduz. O número de cromossomos nos gametas (células sexuais) da égua é 52. O do jumento é 56. “A mula ou o burro nascem com 54”, diz o veterinário Cleyton Eustáquio Braga, da Universidade Federal de Minas Gerais. Esse número cromossômico provoca duas conseqüências. A principal é que o burro não produz espermatozoides e a mula não tem óvulos. Portanto, não geram filhos. Além disso, os órgão genitais desses animais não são perfeitamente desenvolvidos. Há alguns casos, raríssimos, em que o burro ou a mula são férteis, mas os veterinários não sabem ao certo explicar por que isso acontece.
Há outros animais híbridos como o barboto, mistura de cavalo com jumenta, e o zebroide, produto do cruzamento de uma zebra com cavalo. A união entre o jumento e a égua é estimulada porque o burro é um animal apropriado para trabalho pesado. Já a cópula entre cavalo e zebra só acontece por acidente. O zebroide é bravo e não serve para nada.

11.426 – Biologia Marinha – Filhotes de tubarões devoram uns aos outros no útero


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Embriões de tubarão devoram uns aos outros dentro do útero. Há vídeos registrando o fenômeno, mas nunca se soube o motivo. Agora cientistas entenderam a origem do fenômeno: são filhos de diferentes pais disputando o ‘direito de nascer’.
A pesquisa, publicada no periódico Biology Letters, analisou filhotes de tubarão-touro ou tubarão-cinza (Carcharias taurus) durante vários períodos da gestação. Os cientistas perceberam, através de análises de DNA, que, quanto mais avançada a gravidez, maior eram as chances de que os filhotes remanescentes fossem de um único pai.
Isso sugere que o canibalismo no útero seja um mecanismo através dos quais os machos garantem a paternidade dos bebês. De acordo com um dos autores da pesquisa, o biólogo Demian Chapman, da Stony Brook University of New York, a luta pela paternidade continua após a fecundação em algumas espécies.
Os tubarões-touro chegam a 2,5 metros e dão à luz a filhotes de 1 metro. Desde 1980 autópsias revelaram embriões dentro do estômago de filhotes e é sabido que o canibalismo no útero acontece desde os 5 meses de gestação.
Como dá pra imaginar pelo tamanho, a mãe dá a luz apenas a, no máximo, dois filhotes por gestação, mas pode ficar grávida de mais filhotes e de pais diferentes. Até 12 fetos podem começar a ‘jornada’. Dentro do útero os tubarões lutam pela sobrevivência até que só sobre o maior e, possivelmente, outro: e parece que os meio-irmãos são os primeiros alvos. O que tem mais chances de sobrevivência, claro, é o mais velho, além de um irmão que tenha o mesmo pai.

11.423 – Zoologia – Conheça o animal que pode virar 15 animais diferentes


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Especialistas conseguiram, finalmente, identificar um estranho animal das profundezas marinhas e que teve contato com um ser humano, pela primeira vez, em 1998. Chamado de polvo mimético, esse ser enigmático habita as águas do sudeste asiático, que banham diversos arquipélagos, como a Indonésia e o Timor Leste.
A criatura possui uma capacidade impressionante de mudar sua textura e cor, de modo a imitar outras espécies de seu habitat. Na verdade, por ser um polvo, não chega a ser surpreendente seu poder de adaptação – existem muitas espécies com essa característica.
O que é próprio do polvo mimético é sua habilidade em também conseguir reproduzir os comportamentos de outras espécies, de acordo com o perigo que o ameaça. Sabe-se que esse polvo é capaz de imitar, pelo menos, 15 tipos diferentes de espécies aquáticas, como a estrela do mar, o peixe-leão, linguados, corais e até as terríveis cobras de Bali.