11.638 – Cientistas desenvolvem novo colírio que pode dissolver catarata sem cirurgia


catarata
A catarata é a causa de metade dos casos de cegueira no mundo. É possível combatê-la com cirurgias, mas o procedimento não é acessível para todos. Especialmente em países pobres, o acesso a cirurgiões-oftalmologistas pode ser bem complicado.
Para tentar solucionar o problema, um time de pesquisadores da University of California San Diego está desenvolvendo um colírio capaz de dissolver a catarata dos olhos. A descoberta foi descrita na revista Nature.
Entenda
Já se sabe que a catarata decorre de um acúmulo de proteínas desnaturadas no cristalino, que fazem a visão ficar esfumaçada. Isso pode acontecer tanto por causa da idade como por fatores genéticos.
Os pesquisadores da University of California perceberam que pacientes jovens que sofriam de catarata não produziam um hormônio chamado lanosterol, um hormônio esteroide.
Então, eles começaram a fazer alguns experimentos. Primeiro, os pesquisadores aplicaram uma solução de lanesterol em células do cristalino humano. Os resultados foram bastante positivos.
Depois, foi a vez de um grupo de treze coelhos que sofriam de catarata severa. Após seis dias de aplicação do colírio, onze coelhos apresentaram melhoras dramáticas – alguns se curaram completamente.
O último teste foi realizado em um grupo de sete cachorros, de raças mais propensas a terem catarata, como labradores e pinschers. A melhora foi igualmente significativa.
Agora, os pesquisadores vão continuar pesquisando a substância para realizar testes em humanos.

11.637 – Tempo Relativo – Entenda por que os mais velhos sentem o tempo passar mais depressa


Você lembra de esperar o que parecia ser uma eternidade pelo seu aniversário quando era criança? E, ao mesmo tempo, a vovó soltava um ‘nossa, já estamos no fim do ano? já é natal? o tempo passou voando!”. Com o passar dos anos o tempo começou a andar mais rápido para você – e você começou a enteder melhor do que sua avó estava falando.
A ideia é que temos um referencial maior do tempo. Como já passamos muitos anos nesse mundo ao ter, digamos, 18 anos, um ano representa só 5,56% da sua vida – então passaria muito mais rápido do que aos 4 anos, em que um ano é 25% da sua vida.
E, caso você esteja revoltado com o passar dos dias – já estamos quase em agosto, pessoal!
A percepção pessoal do tempo é uma das coisas mais curiosas do cérebro e compreender esse mecanismo nos mostra que o tempo, que é uma das únicas coisas certas sobre a vida, pode na verdade ser bem incerta (pelo menos, como visto pelo cérebro humano).
Em Time Warped, ela explica que aquele clichê cinematográfico da batida de carro em slow-motion é, na verdade, um registro próximo a maneira como de fato percebemos o tempo diante de uma situação de medo extremo. Nesses momentos, o tempo mental, que é como o livro chama a maneira como o cérebro percebe a passagem do tempo, realmente desacelera. O cérebro se comporta assim diante de qualquer situação em que o indivíduo se sinta ameaçado.
Para Hammond, o sistema cerebral de registro da passagem do tempo é flexível e, embora não esteja exatamente claro, certamente leva em conta emoções, expectativas, o quanto suas tarefas exigiam de você naquele período e até a temperatura, além dos sentidos (um evento auditivo parece durar mais que um efeito visual). E ela explica que a maioria das pessoas se lembra muito mais vividamente daquilo que viveu entre os 15 e os 25 anos, e o motivo é simples: geralmente, é nessa época da vida em que temos mais experiências novas, em contraste com os anos seguintes. E coisas novas tendem a ter um tratamento especial do tempo mental, que parece perceber episódios assim como mais duradouros. Ou seja: se existe um período da sua vida que pareceu particularmente longo, chances são que você tenha tido muitas experiências novas durante aquela época.
No livro, Hammond também fala que a medida em que envelhecemos, os últimos 10 anos parecem ter se passado mais rápido do que as décadas anteriores, que parecem ter durado mais. Faça o teste com eventos que tenham acontecido nos últimos 10 anos e eles vão parecer muito mais recentes, enquanto coisas que aconteceram nas décadas anteriores parecem bem mais distantes na sua linha do tempo pessoal.
O truque pra fazer o tempo passar devagar (quando olhado em retrospecto, claro)? A riqueza das memórias. Hammond e outros cientistas que estudam o tema, como David Eagleman, concordam que fazer coisas novas cria registros novos no cérebro; portanto, memórias mais ricas e, por fim, quando olhamos aquele evento em retrospecto, o tempo parece ter passado mais devagar. E é por isso que aquela atividade rotineira e entediante, como dirigir até o trabalho, pode parecer durar pra sempre enquanto você está nela, mas quando você olha pra trás, nem parece que durou: é porque o seu cérebro não registrou nada de novo acontecendo.
E na verdade, não precisa exatamente fazer coisas novas, mas olhar diferente pras coisas que você já faz também funciona. Repare mais, busque detalhes que você não enxergou antes. Force seu cérebro a registrar algo que ele não havia registrado antes. O tempo percebido na hora vai parecer mais rápido, verdade, mas quando você olhar pra trás, vai perceber que as novas memórias geraram uma distorção da percepção do tempo, de acordo com cientistas. Meditação também ajuda, porque ela é baseada na atenção plena, um estado mental que também obriga o cérebro a observar e absorver sensações corriqueiras com mais atenção e concentração e, portanto, como novas sensações.

11.636 – Henry Ford, industrial e fabricante de automóveis nascido em 30-07-1863


O industrial Henry Ford trouxe a linha de montagem.
O industrial Henry Ford trouxe a linha de montagem.

No dia 30 de julho de 1863 nascia, em uma fazenda próxima a um município rural a oeste de Detroit, nos EUA, Henry Ford, fundador da Ford Motor Company e o primeiro empresário a iniciar a montagem em massa automóveis. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos. Como único dono da Ford Company, ele se tornou um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo. Saiba mais sobre Henry Ford em Gigantes da Indústria. Aos 15 anos, Ford já era conhecido por realizar conserto de relógios. Aos 19, trabalhava com a montagem de motores a vapor. Sempre interessado na mecânica dos motores, ele construiu o seu primeiro motor a explosão, movido a gasolina, em 1887. Na década de 1893, Ford trabalhava como engenheiro chefe em uma empresa, cargo que lhe rendeu um bom salário e tempo para se dedicar às suas experiências com motores a gasolina. Em 1896, produziu o seu primeiro veículo chamado Quadriciclo. Aos 40 anos, ele reuniu 11 investidores e US$ 28 mil dólares de capital para formar a Ford Motor Company em 1903. Ford também construiu um carro para corridas que fez sua marca ficar conhecida nos Estados Unidos. Além disso, ele foi um dos primeiros patrocinadores das 500 milhas de Indianópolis. Sucesso de vendas, o modelo Ford T preto foi fabricado até 1926, quando o modelo sofreu modificações por conta da concorrência. No ano seguinte, foi produzido o Ford Model A, produzido até 1931. Depois disso, a empresa adotou um sistema de mudança anual de modelo, semelhante ao que é utilizado pelos fabricantes de automóveis de hoje. Ford também mostrava preocupação com os seus funcionários e sempre buscou os melhores para sua empresa. Por conta disso, oferecia ótimos salários e também repartia com seus empregados uma parte do controle acionário. Ele morreu no dia 7 de abril de 1947 morria, em Dearborn, nos EUA.

11.635 – “Margaridas mutantes” crescem em Fukushima


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O caso das “margaridas mutantes”, que crescem próximo à planta nuclear de Fukushima, surpreende e coloca os cientistas em alerta, ao revelar deformações significativas nas flores. Embora os estudos relacionados ao assunto ainda não permitam estabelecer claramente as causas das mutações nos botões da flor, as imagens, registradas e publicadas pelo japonês @san_kaido, no Twitter, sugerem que isso poderia estar relacionado às radiações provenientes da planta de Fukushima.
As “margaridas mutantes” não seriam a primeira alteração detectada após a catástrofe nuclear, causada pelo violento tsunami de 2011. Em 2014, vários estudos demonstraram uma redução drástica da população local de mariposas, além do aumento significativo da taxa de mortalidade e de anomalias morfológicas desses insetos.
Os cientistas continuam investigando o caso das margaridas, já que as causas de sua mutação podem estar relacionadas a outros motivos além da radiação.

11.634 – Medicina – Cirurgiões realizam transplante de duas mãos em uma criança pela primeira vez no mundo


Esta é a primeira vez que o procedimento foi realizado em uma criança, apenas quatro anos depois de ter sido feita pela primeira vez, pela mesma equipe cirúrgica, em um paciente adulto.
“Eu tomei a decisão do procedimento médico, mas em última análise, a decisão de ter a cirurgia foi de Zion”, disse a mãe, Pattie Ray. “Ele queria fazer o que outras crianças fazem sem tantos problemas”.
Há alguns anos, Zion contraiu uma infecção grave de origem desconhecida que exigiu a amputação de suas mãos e seus pés, e, mais recentemente um transplante de rim. Em contrapartida, quando ele foi receber o transplante renal, a medicação de antirrejeição que ele tomou, o transformou em um candidato forte para receber um transplante duplo de mãos. Apenas três meses depois de ter sido colocado na lista de espera, um doador apareceu. O procedimento foi realizado no início deste mês por uma equipe do Hospital Infantil da Filadélfia (CHOP), com cirurgiões da Penn Medicine.
“A cada ano, há apenas 15 crianças, com base nos bancos de dados, que seriam elegíveis para doarem mãos”, disse o cirurgião-chefe, L. Scott Levin, presidente do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Penn Medicine e diretor do Programa de Transplante de Mão CHOP. “Quando se fala sobre a doação de órgãos, os médicos se aproximam de famílias em um momento terrível, como a perda de uma criança. Então, o fato de Zion ter sido colocado na lista de espera para receber a doação das mãos em abril e três meses depois aparecer um doador, é uma história notável por si só”.
O procedimento cirúrgico de 10 horas foi realizado por uma equipe de 40 médicos de diferentes especialidades. Quando uma equipe conseguiu fazer o sangue fluir dos membros de Zion para suas novas mãos, eles transplantaram os nervos, músculos e tendões. “Esta cirurgia foi o resultado de anos de formação, seguido de meses de planejamento e preparação por uma equipe notável. O sucesso do primeiro transplante de mão bilateral da Penn em um adulto, realizada em 2011, deu-nos uma base para adaptar as técnicas intrincadas e os planos coordenados necessários para realizar esse tipo de procedimento complexo em uma criança. CHOP é um dos poucos lugares no mundo que oferecem os recursos necessários para superar os limites da medicina e mudar a qualidade de vida de uma criança”, disse Levin, em um comunicado de imprensa.
Zion, que também tem duas pernas protéticas, passou as últimas semanas se acostumando com suas novas mãos, e como é possível ver no vídeo abaixo, elas parecem perfeitas. Ele já é capaz de segurar objetos e está passando por fisioterapia.

11.633 – Genética – Habilidade para aprender matemática e idiomas é influenciada por genes herdados


“Descobrimos que o sucesso acadêmico em idiomas, matemática, ciências, história e artes foi afetado pelos mesmos genes”, disse o pesquisador chefe e geneticista, Robert Plomin, do King’s College London, na Inglaterra. “As pessoas podem pensar que são boas em um assunto e ruins em outro, mas na realidade, a maioria das pessoas são notavelmente consistentes”.
Plomin e sua equipe analisaram dados genéticos de 12.500 gêmeos, no Reino Unido, e compararam suas pontuações finais em exames unificados. Metade dos gêmeos eram idênticos, o que significa que eles compartilham 100% do seu DNA, e metade eram fraternos, compartilhando apenas 50% dos genes. Isto permitiu que os pesquisadores pudessem descobrir até que ponto os genes de uma pessoa afetam certos aspectos de sua vida, neste caso específico, o seu desempenho acadêmico.
O desempenho em todas as disciplinas, incluindo idiomas, artes, história, ciências e matemática, foram avaliados, e a equipe descobriu que os conhecimentos deles eram todos altamente hereditários, e as diferenças entre as crianças podem ser explicadas muito mais por seus genes – 54% a 65% – do que os fatores ambientais, tais como o ambiente familiar e escolar, que corresponderam por 14% a 21% das diferenças. Eles também descobriram que a inteligência natural não é suficiente para algumas pessoas se destacarem. Outras características hereditárias, como curiosidade, determinação e memória, desempenham um papel significativo.
“Pela primeira vez, descobrimos que estes efeitos genéticos gerais sobre o desempenho acadêmico se mantiveram iguais quando os efeitos gerais da inteligência foram removidos”, disse Kaili Rimfeld, membro do grupo de pesquisa, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King’s College. Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports.
Os cientistas ainda pretendem descobrir quais genes estão envolvidos, mas o principal benefício à educação que a pesquisa poderia oferecer, é descobrindo quais os efeitos de fatores ambientais sobre o desempenho acadêmico, e quais características em particular, devem ser fomentadas.

11.632 – Tecnologia – Substância recém criada poderá nos permitir respirar embaixo d’água


Explorar o mundo subaquático sem usar tubos de oxigênio até hoje era algo que acontecia apenas em histórias em quadrinhos. Mas uma nova invenção de cientistas da Dinamarca pode fazer com que seja possível respirar embaixo d’água.
Uma quantidade relativamente pequena da substância, apelidada de “Cristal do Aquaman”, poderia ser suficiente para uma pessoa mergulhar sem se afogar. O material tem a capacidade de absorver oxigênio da água, o que tornaria obsoletos os atuais equipamentos de mergulho.
A substância, que usa cobalto em sua estrutura molecular, é capaz de armazenar uma quantidade muito maior de oxigênio do que os cilindros de mergulhação. Segundo a cientista Christine McKenzie, da Universidade de Syddansk, bastariam alguns grãos do cristal para um mergulhador respirar embaixo d´água com sucesso. Os cristais também poderiam ser úteis para pacientes de câncer de pulmão que dependem de tanques de respiração.

11.631 – Projeções – Homem do futuro será incapaz de jogar futebol (?)


O antropólogo e professor da Universidade Estatal de Moscou Stanislav Drobyshevski apontou os principais aspectos da continuidade da evolução da raça humana: a aparência física, o cérebro e algumas mudanças que acontecerão com a espécie. Ele afirma que o nosso corpo continuará se desenvolvendo, que a cor de nossa pele irá escurecer gradualmente – como consequência da mistura de raças –, que os pelos tenderão a desaparecer e que os dentes da boca existirão em menor quantidade com o desaparecimento dos chamados “sisos”.
Uma de suas previsões mais pitorescas, no entanto, diz que “o futuro do nosso pé é o desaparecimento dos dedos”. A tíbia irá se fundir à fíbula, pois não haverá mais a mesma necessidade que tiveram nossos antepassados de manter a mobilidade no pé enquanto sobem em árvores. E se nossos pés vierem a perder sua atual mobilidade, isso significa que os dedos não serão mais necessários. “Dessa forma, no futuro, o balé e o futebol entrarão em declínio”, afirma Drobyshevski. Por fim, o cérebro seria o mais afetado, pois, como adverte o antropólogo, se a “geração do computador” continuar a não utilizá-lo em toda sua capacidade, ele terá seu tamanho reduzido.

11.630 – Biologia – Última fêmea de espécie de tartaruga-gigante não consegue se reproduzir


tartaruga
A última fêmea de uma espécie de tartaruga-gigante asiática (Rafetus swinhoei) está com cem anos –e não consegue se reproduzir. Se ela morrer, a espécie estará extinta.
Há meses pesquisadores da Turtle Survival Alliance (TSA), entidade que busca promover a sobrevivência das tartarugas pelo mundo, tentam inseminar artificialmente o animal. Na última tentativa, ela finalmente colocou 89 ovos, mas todos eram estéreis.
Os cientistas vão tentar novamente. Mas eles não sabem direito o que está acontecendo. “Estamos fazendo um voo no escuro”, disse Rick Hudson, presidente da TSA. “Estamos aprendendo sobre a reprodução da espécie conforme vamos tentando.”
Ele explica que o sistema reprodutivo dessa espécie de tartaruga é muito complexo, muito mais do que o o dos seres humanos. “É bizarro de se ver. São muitos tentáculos e apêndices. Não sabemos direito”, afirmou Hudson ao site da revista “Scientific American”. Nunca antes foi feita uma inseminação em tartarugas da espécie.
Há ainda um desafio logístico: é preciso coletar e armazenar sêmen de tartaruga. O doador é um macho que também têm quase 100 anos –estima-se que a expectativa de vida das tartarugas-gigantes não seja muito maior do que isso, mas nem esse número os cientistas sabem ao certo.
Restam apenas quatro indivíduos da espécie no mundo. Além da fêmea e do macho que doou o esperma, ambos moradores do zoológico de Suzhou, na China, há outros dois machos no Vietnam.
A angústia do biológicos e veterinários começou já há alguns anos. Eles colocavam as duas tartarugas para cruzar. Elas até faziam isso, mas nada de filhotes…
Os cientistas começaram a tentar entender o que estava acontecendo. Decidiam coletar espermatozoides do macho para avaliar se eles eram viáveis (a fêmea, aparentemente, é saudável).
Aí surgiu outro problema na epopeia desses especialistas em tartarugas: como coletar o sêmen do macho?
Alguém então teve a ideia de eletrocutar o animal após sedá-lo. Isso poderia levar o bicho a uma ereção e à ejaculação. O método, conhecido como eletroejaculação, que consiste em inserir um eletrodo no ânus, é bem tradicional e utilizado em diversas espécies, como touros e até seres humanos.
Uma parte dos cientistas discordou, afirmando que seria imprudente expor um macho com idade tão avançada a descargas elétricas –ele poderia morrer. A maioria, porém, decidiu que era um risco a se correr e que não havia outra alternativa.
O procedimento deu certo e, com a ereção, eles descobriram que a tartaruga tinha um pênis danificado.
Eles especulam que o estrago pode ter sido causado por uma luta com outro macho décadas atrás –muitas décadas, porque as brigas são coisa de machos jovens. O estrago bloqueava a inseminação natural, mas o esperma era viável.

11.629 – Neurologia – Novas substâncias sugerem que há uma forma de conter o alzheimer


alzheimer grafico
Nos últimos anos, pesquisadores e indústria farmacêutica têm buscado uma alternativa para tratar a doença de Alzheimer ou mesmo retardar seu aparecimento sem quase nenhum sucesso.
Resultados preliminares da ação de dois novos medicamentos, porém, sugerem que existe uma forma de impedir a formação das placas de proteína no cérebro que levam à perda da memória. Pesquisadores estão com um pé atrás, no entanto.
É a primeira vez os pesquisadores apresentam substâncias com o potencial de atrasar o desenvolvimento da doença, em vez de apenas aliviar seus sintomas.
Um dos produtos é o solanezumabe, da farmacêutica Eli Lilly. O outro é o aducanumabe, da Biogen. Ambos são anticorpos monoclonais –proteínas produzidas naturalmente pelo corpo humano, mas alteradas e replicadas em escala pelos pesquisadores.

BIOGEN
Embora os pacientes possam ficar esperançosos, os resultados foram menos impactantes do que esperavam os investidores, especialmente os da Biogen, cujas ações nos EUA caíram 4% ontem –os papeis da Eli Lilly subiram 1%.
A explicação é que a Biogen tinha causado anteriormente alvoroço na comunidade médica (e na Bolsa de valores) ao antecipar alguns resultados em março.
O medicamento se mostrou seguro e eficiente contra as placas de proteína em cérebros de camundongos, mas os resultados em humanos não foram tão animadores, especialmente porque os pesquisadores enfrentam o desafio de encontrar as doses corretas a serem aplicadas.
Doses mais altas são mais efetivas, mas apresentam alta taxa de efeitos colaterais, como edema no cérebro.
Já doses menores de fato reduziram um pouco os efeitos colaterais, mas se mostraram, em um estudo com 30 pacientes, pouco úteis para reduzir a sua perda cognitiva após um ano de tratamento.
Tais resultados podem ser interpretados tanto pelo lado ruim –os pesquisadores estão perdidos quanto à dose ideal do remédio– quanto pelo bom –se alterações na dose de uma droga mudam os resultados observados, trata-se de um sinal de que ela tem um efeito real no organismo.
Jeffreu Sevigny, diretor-sênior da Biogen disse que os resultados, são “fantásticos” e que a empresa já começou outros estudos para conseguir lançar a droga no mercado nos próximos anos.

ELI LILLY
No caso da Eli Lilly, a droga mostrou ter efeitos positivos especialmente em pacientes com a doença ainda em estágios moderados, mas dados mais detalhados só serão divulgados no começo de 2017, quando for concluído um teste clínico mais robusto.
Em um estudo, os pacientes foram divididos em dois grupos. O primeiro começou a tomar o remédio um ano e meio antes do segundo.
No mundo dos sonhos, o primeiro grupo teria perdas cognitivas menores do que o segundo, já que começaram a se medicar antes, mostrando a eficiência da droga, aplicada uma vez por mês por uma injeção na veia.
O problema é que isso só aconteceu por um tempo. Até dois anos e meio após o começo do estudo –ou um ano após o segundo grupo começar a ser medicado–, ainda era nítido que os sortudos que tiveram acesso ao remédio antes estavam em melhores condições. Ou seja, o medicamento estava atrasando os efeitos deletérios do alzheimer.
Depois disso, porém, a decadência cognitiva atingiu os dois grupos igualmente.

11.628 – Biologia – Pererecas usam cabeçadas para envenenar inimigos


Trata-se de uma descoberta importante, pois faz com que duas espécies nacionais, conhecidas como pererecas-de-capacete, devam mudar de categoria: de animais venenosos para peçonhentos.
O trabalho, já aceito para publicação na revista “Current Biology”, é uma parceria entre o Instituto Butantan e a Universidade de Utah.
Venenosos são aqueles organismos –como taturana, sapos, algumas plantas e o baiacu– que produzem veneno mas não têm um mecanismo capaz de injetá-lo.
Já os organismos peçonhentos –como aranha armadeira, jararaca, arraias e água-viva– têm essa capacidade para agredir quem incomoda.
Os animais do primeiro grupo têm a chamada defesa passiva. O segundo grupo, ativa.
Até então, as pererecas ficavam teriam defesa passiva porque, como os sapos, apresentam glândulas de veneno na pele, que só com um evento físico (como uma mordida) afetavam o predador.
A mudança de categoria das pererecas-de-capacete veio de uma experiência bastante real, sofrida pelo biólogo Carlos Jared, pesquisador do Instituto Butantan e um dos autores do estudo.
As espécies –Corythomantis greeningi e Aparasphenodon brunoi– foram descritas há mais de um século, mas até então o comportamento de dar cabeçadas não havia sido documentado.
A flexibilidade dos bichos é descomunal: mesmo com o corpo imobilizado, conseguem mexer o pescoço em grandes amplitudes, permitindo golpes venenosos.
As cabeças são úteis tanto para defesa quanto para evitar perda de umidade. A C. greeningi (da caatinga, também conhecida como jia-de-parede) se esconde em buracos em troncos de árvores e entre pedras, deixando só a cabeça para fora. As cabeçonas vedam os buracos, mantendo os bicho hidratados.
As A. brunoi são da mata atlântica e tem aparência menos enrugada que os animais da caatinga; seu veneno é 25 vezes mais potente que o da jararaca (o da C. greeningi é só duas vezes mais potente).
“Esse estudo, entre outras coisas, serve para o público e os biologistas perceberem que pererecas nem sempre são tão gentis quanto pensamos”.

11.627 – Mega Memória – Navio brasileiro é afundado por submarino alemão na Segunda Guerra em 26-07-1942


No dia 26 de julho de 1942, o navio mercante brasileiro Tamandaré foi atingido por um torpedo do submarino alemão U-66, próximo de Trinidad e Tobago, que causou a morte de quatro tripulantes entre os 52 a bordo. Foi o 13o. navio brasileiro atacado pelos submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. O navio afundou em menos de uma hora, e os sobreviventes foram resgatados por um barco dos EUA. O nome do navio foi uma homenagem ao Almirante Tamandaré, herói nacional e patrono da Marinha de Guerra do Brasil.

11.626 – Campo magnético da Terra está enfraquecendo 10 vezes mais rápido no Hemisfério Ocidental


campo magnetico
O campo magnético da Terra, responsável por proteger o planeta da radiação cósmica, vem enfraquecendo em processo acelerado nos últimos seis meses. Os dados coletados dos satélites Swarm – constelação de três satélites idênticos que estão em órbita desde novembro de 2013 para medir o campo magnético da Terra -, pela Agência Espacial Europeia, indicaram pontos enfraquecidos no campo magnético. As primeiras imagens, em alta definição, revelam declínios consideráveis sobre o Hemisfério Ocidental.
No entanto, o campo tem reforçado em outras áreas desde janeiro, principalmente mais ao sul do Oceano Índico. Os cientistas não sabem ao certo o motivo do campo magnético estar enfraquecendo, mas uma das teorias de Rune Floberghagen, gerente de missão da Swarm, é que os pólos magnéticos estejam se alterando.
As últimas medições, feitas por magnetômetros a bordo dos três satélites Swarm, confirmam o movimento magnético ao Norte da Sibéria. “Essa ‘virada’ não é instantânea, levaria centenas, quisá alguns milhares de anos para acontecer. Já chegou a acontecer com certa frequência”, disse Floberghagen.
As alterações na força do campo magnético da Terra são normais, mas os satélites têm mostrado que ele está enfraquecendo mais rapidamente do que no passado.
Os cientistas estimam que o campo magnético fique cinco por cento mais fraco a cada século, mas agora eles acreditam que poderia estar diminuindo 10 vezes mais rápido. Isso significa que essa etapa de ‘movimentação’ poderia ocorrer 2000 anos antes do previsto, de acordo com especialistas que apresentaram as suas conclusões no Terceiro Encontro de Ciência da Swarm, na Dinamarca.
Graças aos sinais do campo magnético, e também de outras fontes, capturados pelos satélites do Centro Europeu de Operações da ‘ESA Satélites’ (SECOC), em Darmstadt, Alemanha, os cientistas terão uma ajuda a mais para resolver o mistério do comportamento do campo magnético do planeta.
“Nos próximos meses, os cientistas vão analisar os dados para desvendar as contribuições magnéticas provenientes de outras fontes, ou seja, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera”, disse um porta-voz da ESA. “Isso irá proporcionar uma nova visão sobre muitos processos naturais, desde aqueles que acontecem nas profundezas de nosso planeta, à meteorologia espacial desencadeada pela atividade solar. Por sua vez, esta informação irá produzir uma melhor compreensão do por quê o campo magnético estar enfraquecendo.”, concluiu.
Não há nenhuma evidência para sugerir que um campo magnético enfraquecido marcará o fim da vida na Terra como a conhecemos. Durante alterações anteriores estudadas, não houveram registros de extinções em massa ou evidência de danos da radiação. Porém, com a ameaça climática espacial, os pesquisadores acreditam que redes de energia e sistemas de comunicação poderiam sofrer sérios danos.
Além disso, animais que usam o campo magnético como meio de orientação, ficariam completamente confusos e poderiam morrer “sem saber para onde ir”.

11.625 – O caminhão que dirige sozinho já existe – e ele foi criado no Brasil


scania usp
O desenvolvimento de veículos autônomos é uma das grandes tendências do mercado de tecnologia. O Google, por exemplo, criou um carro que nem tem volante. Basta que o passageiro/copiloto sente no banco ao lado e aproveite a viagem.
Esse tipo de tecnologia também está em desenvolvimento aqui no Brasil. Em uma parceria com a montadora Scania, pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo criaram o protótipo de um caminhão autônomo.
Foram dois anos de trabalho e R$ 1,2 milhão de investimento no projeto. O objetivo deste é dar um auxílio ao motorista, dando a ele uma opção mais segura de navegação.
Para que o protótipo fosse possível, a equipe, que consiste em professores e alunos da graduação e pós-graduação da USP, alterou aspectos de dois caminhões da Scania.
Para a demonstração do protótipo no campus da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, no interior paulista, a equipe de pesquisa criou um mapa das faixas de trânsito pelas quais o veículo iria passar. De acordo com elas, o caminhão traçou a rota que iria seguir. “É como se fosse um trilho virtual e o caminhão autônomo usa o GPS para seguir esse trilho”.
Dentro do caminhão há uma tela que mostra desenhos tridimensionais do caminhão, da rota e de como ele pretende segui-la. Se o veículo fosse usado comercialmente, ele poderia ficar no modo autônomo na estrada, que possui o fluxo mais constante, e assim que entrasse na cidade, avisasse o motorista para que ele assumisse o controle.
Assim como o GPS tradicional, o sistema do caminhão interage com o motorista: uma interface de voz age quando um obstáculo é detectado e quando o freio é acionado, por exemplo.
Foram instaladas duas câmeras em estéreo, para obter uma estimativa da profundidade, radares que detectam a proximidade de obstáculos e um sensor na barra de direção, que reconhece qualquer interação com o volante.
“O maior desafio do projeto é criar programas de computador que consigam interpretar todas essas informações e transformar isso em comandos. Decidir o quanto o volante tem que virar, quanta força tem que ser aplicada no pedal de aceleração ou de freio…”

Não é feitiçaria, é tecnologia!

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11.624 – Astrobiologia – A Descoberta do Século


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A descoberta de uma bactéria que se comporta como um organismo extraterrestre, anunciada Nasa, pode ser a conquista mais importante da astrobiologia neste século, de acordo com o astrônomo Douglas Galante, coordenador do laboratório de astrobiologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).
“Isso abre portas para a existência de formas de vida em outros planetas que não utilizem os seis elementos básicos da vida na Terra”, afirma. Todas as formas de vida em nosso planeta são baseadas em seis elementos químicos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Mas a bactéria descoberta por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Astrobiologia da Nasa é capaz de dispensar o fósforo e substituí-lo por arsênio.
Segundo Galante, a própria Terra ainda pode abrigar formas de vida que utilizem outros elementos. “Existem ambientes extremos que são desconhecidos ou não foram estudados o bastante, como as fossas tectônicas, que podem abrigar organismos do gênero.”
Pré-Sal – O Brasil também deverá ser palco da busca por organismos que se comportem como extraterrestres. De acordo com Galante, um dos ambientes onde esse tipo de microorganismo tem mais chances de existir é a camada de Pré-Sal, a cerca de 7.000 metros de profundidade. “É um ambiente incrível para ser estudado.” Locais com profundidades e pressão muito grandes podem abrigar organismos com estratégias de vida incomuns, como a bactéria tolerante a arsênio – mortal para organismos vivos – achada pela Nasa no Lago Mono, na Califórnia, nos Estados Unidos.

11.623 – Biologia – Mudanças naturais no clima, e não a ação humana, é que extinguiram grandes mamíferos


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Há 50 000 anos, o planeta era em muito habitado por animais de grande porte, com mais de 45 quilos, que hoje chamamos de megafauna. Passavam de 150 espécies, entre elas mamutes e tatus enormes. Dois terços desses animais desapareceram 30 000 anos depois, e a comunidade científica ainda não tinha entrado em consenso sobre qual seria o motivo dessa extinção maciça. A maioria achava que a culpa era do homem, que caçava esses animais há milênios. Uma nova pesquisa, porém, aponta que nós não fomos os responsáveis, mas, sim, a natureza.
O estudo, publicado na revista americana Science, contribui para o debate ao bater o martelo: o fator decisivo para o desaparecimento dos grandes animais foram as mudanças climáticas, e não a ação humana. Segundo essa teoria, o aquecimento global explica os eventos de extinção. Não o de agora, mas o de milênios atrás.
O rápido aquecimento, por efeito de mudanças naturais no balanço climático do planeta depois de um período glacial, exigiu adaptação de toda a fauna e flora terrestre. Para chegar a essa conclusão, cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, examinaram fósseis de animais da megafauna à procura de indicações de extinções. A análise do DNA mostrou aos pesquisadores quando a diversidade genética das espécies diminuiu após as alterações na temperatura da atmosfera. Com isso, os estudiosos perceberam que os mamíferos foram desaparecendo aos poucos, gradativamente, e não de uma vez. Ou seja, não eram mortos na caça. Mas vítimas de um novo contexto, aos quais muitos dos representantes da megafauna não sobreviveram.
Paralelamente, os cientistas buscaram informações sobre as mudanças climáticas daquele período, pela análise de camadas de gelo da Groelândia. As geleiras abrigam moléculas de ar antigas, enclausuradas por milênios, e que ainda conservam as propriedades químicas daquela época. Ao examinar a composição de cada uma, é possível aferir como era a temperatura em cada século, já que o aquecimento que seguiu o período glacial não foi gradual, mas consequente de eventos rápidos, nos quais a temperatura subia de 4 a 16 graus em poucas décadas. Para comparar, era mais intenso do que é o atual, este efeito das ações humanas, como pela queima de combustíveis fósseis.
Por fim, os cientistas compararam as informações e assim descobriram que os eventos de aumento significativo da temperatura foram acompanhados de extinções de espécies da megafauna. Concluíram, então, que o desaparecimento dos animais foi um ciclo natural. Os mamutes, por exemplo, até hoje tidos como grandes vítimas dos caçadores humanos, estariam nessa lista, dos que sumiram por não se adaptarem.
“Podemos ver uma relação entre os períodos de aquecimento e as extinções, mas não conseguimos dizer se (o que mais prejudicou os animais) foi o aumento de temperatura ou o ritmo da mudança. Só é certo que é um dos dois”, certificou Alan Cooper, autor do estudo e diretor do Centro Australiano de DNA Antigo, da Universidade de Adelaide.

11.622 – Tecnologia – Novos Materiais


Com um novo tipo de aço, mais resistente ao desgaste, será possível construir recipientes com capacidade muito maior de reter líquidos, gases ou mesmo calor. A criação é do engenheiro químico Nelson Furtado, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Furtado partiu da receita básica do aço inoxidável – que leva ferro, carbono, níquel e cromo – e acrescentou a ela um novo ingrediente, o ítrio. Com esse metal, usado em supercondutores, as ligações químicas ficam mais bem amarradas, aproximando as moléculas umas das outras . “Assim sobra muito menos espaço por onde substâncias ou calor possam escapar”, explica o pesquisador. A nova liga já tem aplicação garantida. Na indústria dos plásticos, grandes tubos de aço inoxidável deixam escapar pelas paredes os materiais que circulam lá dentro entre 600 e 1100 graus Celsius. Aos poucos, os vazamentos crescem, exigindo que os tubos sejam trocados a cada cinco anos. Com a criação do engenheiro do CNPq, eles vão durar um ano e meio a mais. E, o que é melhor, sem que o preço aumente.
O tradicional…
Acima de 1 600 graus Celsius, nenhum componente do aço está sólido. Quando a liga começa a ser resfriada, algumas moléculas vão se agregando em grãos relativamente grandes. Na foto, cada mancha é um desses grãos, dentro de uma peça de aço já solidificado.
…E o novo
O ítrio é o primeiro a se solidificar durante o resfriamento do aço. Seus átomos atraem os do ferro, cromo, carbono e níquel, que acabam se acomodando num número maior de grãos, mais próximos uns dos outros . A liga fica mais resistente.

11.621 – Nasa anuncia descoberta do planeta Terra 2.0


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Cientistas da Nasa anunciaram uma das descobertas mais importantes da história. Agora os pesquisadores estão mais próximos de elucidar o mistério da possibilidade da existência de vida fora da Terra.
A agência espacial americana revelou que foi encontrado fora do sistema solar um planeta muito parecido com o nosso, uma espécie de “Terra 2.0”. O planeta rochoso, batizado de Kepler 452B é 1,5 vezes maior que a Terra e é potencialmente habitável.
O Kepler 452B tem 6 bilhões de anos e seu sistema solar é muito semelhante ao nosso. De acordo com os cientistas, ele recebe 10% mais energia de sua estrela do que a Terra recebe do sol. Jon Jenkins, pesquisador da Nasa, afirmou que devido a essas características o planeta pode abrigar vida ou ao menos já ter abrigado seres vivos no passado. Os anos no Kepler 452B tem a mesma duração dos nossos.
O anúncio foi feito baseado em descobertas feitas pelo telescópio Kepler, com o auxílio de informações coletadas pelo telescópio Hubble, além de outros observatórios avançados. Os cientistas agora vão se debruçar sobre os dados coletados para decifrar os segredos do novo planeta.
Mesmo antes da concreta possibilidade de habitar outro planeta existir, cientistas já iniciaram estudos focados em desenvolver tecnologia para tornar a façanha de “fugir da Terra” possível.

11.620 – Mega Byte – Como remover Hao123, Ask, Babylon e pragas similares do seu navegador


pragas
Fazer downloads no Windows é um campo minado: você nunca sabe quando será pego de surpresa ao instalar um programa que traz consigo outro indesejado (ou mais).
Hao123, Ask, Babylon são grandes exemplos, mas há muitos outros. Eles tentam se esconder no instalador de programas legítimos e, quem não está atento, infelizmente, acaba levando a pior.
Na maior parte do tempo esses programas não são maliciosos, apesar da maneira pouco ética que usam para se instalar em seu computador. No entanto, eles podem atrapalhar sua conexão com a internet, reduzir o desempenho do seu PC e tudo mais. Resumindo: não é uma boa ideia deixá-los instalados.
Portanto, veja como removê-los da sua máquina.

Passo 1: Tente a desinstalação normal

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Alguns desses programas não são tão traiçoeiros quanto parecem. Tente o procedimento normal de desinstalação entrando em Painel de Controle e em Desinstalar um programa. Escolha o software que deseja remover e prossiga com a desinstalação.
Seja persistente. Alguns destes programas tentam dissuadi-lo da desinstalação com truques como um botão de confirmação um pouco escondido. Não se deixe enganar por tais artifícios.
Se você puder, utilize o Revo Uninstaller. O programa complementa a desinstalação normal do programa fazendo também uma limpeza no registro do Windows e detectando outros arquivos que permaneçam na máquina depois da remoção do programa.

Passo 2: Limpe seu navegador

Procure por extensões que não deveriam estar instaladas no seu browser. No Chrome, isso pode ser feito entrando em Configurações e Extensões. Se achar algo de que não gosta, clique no ícone da lata de lixo para remover.
Já no Firefox, isso pode ser feito entrando em Complementos e Extensões. Clique em Excluir para desinstalar algo que não deveria estar lá.

Passo 2,5: Restaure as configurações do seu navegador
Se nada deu certo, você pode limpar todas as configurações e extensões do seu navegador.
No Firefox, isso pode ser feito pressionando o botão indicado na imagem abaixo. Selecione a opção Dados para suporte e clique no botão Restaurar o Firefox.
o Chrome, você precisa acessar a área de Configurações e pressione Mostrar configurações avançadas. Role a página até o último item, e pressione o botão Redefinir configurações.

Passo 3: Limpe os atalhos

Essa é uma das maiores pegadinhas. Você pode remover os programas, mas ao abrir o seu navegador por meio de um atalho, sua página inicial ainda será a que o software definiu. É recomendável apagá-los e criar novos.

Passo 4: Faça uma varredura contra esse tipo de software
Este tipo de programa, chamado “Adware”, pode ser detectado e removido por algumas ferramentas específicas. Uma delas é o AdwCleaner, especializado neste tipo de praga.
O programa é bem fácil de usar e pode ser baixado por este link (sem Hao123 :p). Depois de instalar, é só pressionar Verificar para checar se há algum resquício do programa que você quer desinstalar. Depois da varredura, selecione os itens que gostaria de remover e clique em Limpar.

11.619 – Pesquisadores encontram fósseis com sangue de dinossauro


Uma equipe de pesquisadores da Imperial College, em Londres, liderada pelo Dr. Sergio Bertazzo, fez uma descoberta insólita e inédita. Trata-se de uma série de fragmentos biológicos (células de sangue e proteína fibrosa) de dinossauro. A revelação é resultado do estudo dos restos fósseis de 75 milhões de anos idade encontrados na província de Alberta, no Canadá.

A descoberta é verdadeiramente estranha e incomum, uma vez que os fósseis com essa idade costumam conservar apenas materiais duros, como os ossos e, muito raramente, tecidos suaves, como aconteceu dessa vez. Apesar do mau estado de conservação dos fósseis, os pesquisadores puderam estudar o material encontrado e seus resultados sem dúvida contribuirão para o estudo das relações entre diferentes tipos de dinossauros, o aprofundamento de sua fisiologia e a reconstituição do caminho evolutivo que os levou a se transformarem em animais de sangue quente.
Essa grande revelação sugere uma reavaliação das ideias atuais sobre o processo de fossilização. Informações valiosíssimas podem estar passando despercebidas pelo fato de os pesquisadores não procurarem sangue ou tecidos suaves nos fósseis, por pior que seja sua conservação.