10.489 – Lipoaspiração é a plástica mais feita em homens no país


lipo em homens
Cirurgia plástica mais realizada pelas mulheres brasileiras, a lipoaspiração tornou-se também a líder entre os homens adultos no país, um público que tradicionalmente foge dos médicos.
Segundo os cirurgiões, a principal motivação masculina é o desejo de parecer mais jovem e seguir competitivo no mercado de trabalho.
Em 2013, um total de 184.933 operações estéticas foram feitas no país em homens –12% do total. Só a lipoaspiração, levou 27.529 deles ao bisturi para reduzir gordura localizada –especialmente na papada, nos flancos, onde se instalam os pneuzinhos, e no abdome.
Os dados inéditos foram extraídos do relatório da Isaps (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), divulgado em julho.
Um outro estudo da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e do Ibope constatou que, em 2012, a lipo ocupava o terceiro lugar no ranking (15 mil cirurgias).
Em números absolutos, a correção de ginecomastia (crescimento anormal das mamas) ainda é a operação estética masculina mais feita. Em 2013, foram 34.754 procedimentos no país.
Porém, 80% deles são realizados na adolescência, o que coloca a lipoaspiração na liderança entre os marmanjos entre 25 e 50 anos, segundo o cirurgião Carlos Uebel, presidente da Isaps.
Segundo os médicos, o resultado final da lipo em homens costuma ser melhor do que das mulheres. Isso porque eles mantêm a elasticidade da pele por mais tempo, e a área de gordura abaixo da pele tende a ser mais firme e mais vascularizada.
Mas eles costumam ser mais “chatos e exigentes”, conforme Prado Neto. “Reclamam de qualquer detalhe, até o mais insignificante.”

10.426 – Medicina – Os avanços que a tecnologia 3D trouxe à saúde


Na década de 1980, quando a impressora 3D foi criada, seu principal uso era fabricar peças para a indústria automobilística, que se aproveitou da possibilidade de rapidamente produzir protótipos e testá-los antes de criar todas as ferramentas para a linha de produção. Desde então, armas, chocolate, canetas, brinquedos, roupas espaciais já saíram de dentro do equipamento. Nos últimos três anos, foi o setor de saúde que passou a investir na tecnologia.
Plásticos e metais estão sendo agora utilizados para criar: réplicas personalizadas de órgãos ou partes do esqueleto que permitem o planejamento preciso de cirurgias; guias cirúrgicas que indicam lugar de cortes e inserções; implantes que substituem ossos ou corrigem problemas de formação de órgãos; e próteses para membros mutilados.
O princípio da impressora 3D é o mesmo da convencional. No lugar de tinta, cientistas introduzem no aparelho pó, gel ou filamento de metal ou de plástico, que, no lugar de letras, imprime camada por camada peças tridimensionais como dedos, crânios ou dentes. A técnica permite uma personalização sem precedentes na medicina. Para criar um crânio de plástico de um paciente, por exemplo, são utilizadas como base imagens de ressonância magnética ou tomografia computadorizada da pessoa, de modo que a cópia saia idêntica ao original. Cientistas acreditam que, no futuro, será possível, em vez de metal ou plástico, utilizar células vivas como matéria-prima das peças — a chamada biotinta. Nesse processo, serão impressos órgãos idênticos aos naturais, o que pode acabar com as filas de espera para transplantes.
O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) lançou em junho um site dedicado ao compartilhamento de arquivos para impressão em 3D, relacionados à saúde e à ciência, como peças de laboratório e modelos anatômicos humanos. “A impressão 3D é um potencial divisor de águas para a pesquisa médica. No NIH nós vimos um incrível retorno dos investimentos: um plástico que vale centavos ajudou pesquisadores a investigar questões científicas importantes, economizando tempo e dinheiro”.
Um dos principais usos das impressoras 3D mundo afora é a produção de implantes para reconstituir partes do corpo, geralmente ossos. Em março, o Centro de Tecnologias de Reconstrução Aplicadas em Cirurgia (Cartis, na sigla em inglês), no País de Gales, realizou uma das mais complexas operações para reconstituir a face de um paciente, vítima de um acidente de moto, em 2012. O objetivo era restaurar a simetria do rosto do britânico Stephen Power, que fraturou ossos da face, mandíbula superior, nariz e crânio.
A cirurgia utilizou a tecnologia 3D em diversos momentos. A primeira parte foi o planejamento, feito no computador e em moldes impressos. “Durante a operação, só é possível ver um lado da face”, explica Peter Evans, especialista em próteses maxilofaciais e um dos fundadores do Cartis. “Fica difícil manter a orientação.”
Os cientistas imprimiram dois implantes de titânio: um para a base da órbita ocular e outro para uma placa que uniu pedaços de ossos quebrados. “Foi a primeira vez que utilizamos todos esses procedimentos na mesma operação”, conta Evans. Para o pesquisador, o uso de implantes feitos em impressoras 3D está começando a se tornar mais comum – ele estima que ocorra um caso por mês no Reino Unido, focados principalmente nas regiões craniana e maxilar.
Em março deste ano, um implante feito com impressora 3D salvou a vida do bebê americano Garrett Peterson, de 18 meses. Ele sofre de traqueobroncomalacia, um defeito nos brônquios e na traqueia que impede a passagem de ar. Ligado a um sistema de ventilação para evitar o sufocamento, Garrett nunca havia saído do hospital e, nos últimos meses, vivia em coma induzido. Médicos implantaram um tubo impresso sob medida para desobstruir as vias aéreas do bebê e, dois meses depois, ele foi para casa.
Afora o benefício à saúde, a tecnologia proporcionou também economia: enquanto o tratamento com ventilação chega a 1 milhão de dólares em até dois anos, o procedimento com o implante custa cerca de 200.000 dólares.
Em outro caso experimental de destaque, estudantes de engenharia da Universidade de Washington criaram em 3D um braço robótico para uma adolescente de 13 anos. O protótipo customizado custou cerca de 200 dólares, enquanto os tradicionais podem ultrapassar 6.000 dólares. Charles Goldfarb, professor de cirurgia ortopédica e um dos mentores do projeto, conta que a equipe trabalha para publicar um artigo na literatura médica e compartilhá-lo com outros centros. “Nossos principais desafios são produzir uma prótese econômica, funcional, durável. Ela deve atender as necessidades de uma criança e ter uma aparência atrativa para ela”, diz. A prótese da adolescente foi feita em plástico cor-de-rosa.
O uso de implantes personalizados ainda não é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para experimentar a técnica, é preciso enfrentar a burocracia do órgão e obter uma autorização especial.
O que já existe é a produção de instrumentos de planejamento cirúrgico, como a reprodução de um crânio ou de maxilar de um paciente, que auxiliam cirurgiões a simular o passo a passo de uma operação. Nesse campo, a entidade pioneira é o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em Campinas, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Desde 2000, o CTI produziu peças para 3 385 cirurgias. “Atendemos quase 500 casos por ano, e o número tem aumentado”, diz o engenheiro Jorge Lopes da Silva, chefe da divisão de tecnologias tridimensionais do CTI.
O CTI atende praticamente apenas o Sistema Único de Saúde (SUS). A solicitação do serviço fica a critério do cirurgião, e os casos mais comuns são de reconstituição óssea — principalmente crânio, mandíbula e face —, decorrentes de acidentes, tumores ou anomalias genéticas. Em alguns casos, o rosto do paciente é impresso em máscaras para planejar a reconstituição.
Além das réplicas, o CTI produz guias cirúrgicas, que orientam o cirurgião e o ajudam a realizar incisões no local exato. “A técnica reduz o tempo de cirurgia em cerca de uma hora e meia, diminui a quantidade de anestesia aplicada no paciente e o cansaço da equipe. No conjunto, esses benefícios diminuem o risco de erros”, explica Rodrigo Rezende, engenheiro e pesquisador da Divisão de Tecnologias Tridimensionais do centro.
A Anvisa informa que, diante do desenvolvimento da tecnologia, firmou uma parceria com o CTI para regulamentar o uso da impressão 3D na medicina.
Os custos com a impressão 3D podem ser relativamente modestos. Um crânio de plástico, por exemplo, custa 2.000 reais. E, de acordo com Jorge Lopes Silva, o investimento vale a pena: a qualidade da cirurgia aumenta, e as despesas totais caem, pois a operação dá menos trabalho para equipe médica, usa menos o centro cirúrgico e reduz a estadia do paciente no hospital.
Em São Paulo, a empresa UP! 3D Brasil, voltada para impressão 3D, há quatro anos produz modelos para planejamento de cirurgias no setor privado. Atualmente, atende quatro ou cinco casos por mês. “A tendência é que o uso de impressoras 3D na saúde fique mais barato e abrangente. Trata-se de uma perspectiva mundial com enorme potencial de crescimento”, afirma o diretor da empresa, Flávio Ulbrich, engenheiro mecatrônico especializado em engenharia clínica.
Órgãos impressos — Para o futuro, a grande promessa são órgãos humanos impressos em 3D. Células do próprio paciente — de preferência as de fácil acesso, como da pele — seriam cultivadas em laboratório e introduzidas na impressora, que produziria partes do corpo como rim, pâncreas e fígado. O órgão passaria um tempo em uma espécie de incubadora, para maturar, e poderia, enfim, ser implantado no paciente.
Pode parecer ficção, mas as pesquisas já começaram.​ O Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, um dos mais avançados na área de bioimpressão (impressão feita diretamente com células), desenvolveu o protótipo de um rim impresso com células e um biomaterial próprio para fixá-las, e a Organovo, primeira empresa a fabricar bioimpressoras, já imprimiu protótipos de tecido do fígado que reproduzem a composição e arquitetura naturais.
Vasos em 3D — Um obstáculo para a produção de órgãos é a vascularização dos tecidos, que precisam de uma circulação constante de nutrientes e oxigênio para sobreviver. No início de julho, um grande avanço foi obtido nessa área, quando cientistas das universidades de Sydney, Harvard e Stanford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts utilizaram a impressão 3D para fabricar vasos sanguíneos.
A equipe imprimiu um molde em três dimensões de vasos sanguíneos e aplicou nas cavidades células endoteliais (que compõem as paredes dos canais sanguíneos) para formar os vasos propriamente ditos. Por enquanto, os cientistas fizeram apenas uma demonstração com células ósseas ao redor dos vasos e ainda não deixaram elas se desenvolverem completamente. “Queríamos provar que essa tecnologia não é tóxica para as células”, diz o brasileiro Luiz Bertassoni, especialista em engenharia biomédica, que participou da pesquisa.
Há mais desafios. Quanto maior a complexidade do órgão, maior a dificuldade em lidar simultaneamente com os diversos tipos de células que o compõe. “No laboratório, a gente costuma estudar um tipo de célula de cada vez, e ainda assim é complicado. Para criar um órgão funcional é preciso trabalhar com células de diferentes tipos, em diferentes pontos. A vascularização facilita esse processo, mas a gente ainda precisa aprender a replicar essas interações intercelulares”, afirma Bertassoni. Segundo o pesquisador, deve levar cerca de três décadas para um órgão impresso ser utilizado clinicamente. “Mas eu adoraria estar errado na minha previsão.”

9612 – Projeções da Estética – Só será feio quem quiser


O Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza cirurgias plásticas, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2003, foram feitas 621 342 cirurgias no país. Desse total, mais da metade foi realizada com fins estéticos, em sua maioria lipoaspiração. E não pense que isso é coisa só de mulher: 19% das operações foram feitas em homens. E mais: as pessoas estão entrando na mesa de operação cada vez mais cedo. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), entre 2002 e 2003, o número de jovens com menos de 20 anos que se submeteram a cirurgias plásticas subiu 42% no Brasil.
A tendência é que as cirurgias plásticas se banalizem ainda mais nos próximos anos. O motivo é simples: os preços dos métodos de embelezamento estão caindo a cada ano e tendem a diminuir ainda mais, graças ao aumento da oferta de clínicas e de planos que fazem financiamento de cirurgias plásticas. Há dez anos, só quem tinha uma conta bancária polpuda tinha condições de investir na eliminação das marcas da idade ou na correção de imperfeições corriqueiras, como orelhas de abano ou um nariz avantajado. Hoje, qualquer pessoa pode sonhar em fazer uma lipoaspiração para eliminar os depósitos de gordura. No embalo, pode aplicar silicone para deixar os seios mais volumosos. E fazer outras sessões de lipoaspiração para enxugar a barriga e as costas e afinar a cintura.
Como ocorre em quase todas as mudanças comportamentais, a busca da beleza é alimentada pela cultura de massa. Astros da TV, do cinema e da música são os paradigmas dos que buscam uma recauchutagem geral ou parcial. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a influência de personalidades públicas é um dos principais motivos que levam alguém a procurar uma clínica de estética.
Uma das novidades é a bioplastia, uma cirurgia sem cortes, feita com a aplicação de implantes injetáveis permanentes que moldam o contorno facial e corporal. Outra técnica é a videoendoscopia, que exige incisões mínimas e é utilizada para o rejuvenescimento de rostos. Nesse método, introduz-se uma microcâmera por uma incisão de 1,5 centímetro no couro cabeludo. Outros três pequenos cortes acomodam os instrumentos cirúrgicos miniaturizados, que são manipulados pelo médico enquanto ele observa num monitor as imagens internas captadas pela microcâmera.
Outra cirurgia que começa a ser utilizada no Brasil é a gluteoplastia com tensores búlgaros. O procedimento aumenta o volume e ergue a região dos glúteos sem implante de silicone ou enxerto de gordura. O médico faz pequenas incisões e aplica fios sobre os músculos dos glúteos.
Os métodos de recauchutagem contemplam até mesmo as partes mais íntimas. Nos Estados Unidos, por exemplo, é crescente o número de mulheres que realizam a cirurgia plástica genital, apertando os músculos vaginais, arredondando ou encurtando os lábios, lipoaspirando a região púbica e até mesmo restaurando o hímen. Procedimentos antes adotados para resolver problemas como incontinência urinária e má-formação congênita são agora oferecidos como técnicas de “rejuvenescimento vaginal”, seja para melhorar o visual dos genitais, seja para acentuar a satisfação sexual.
Muito mais simples é a aplicação do Botox para disfarçar as rugas. A técnica se tornou tão corriqueira que, hoje, algumas mulheres vão ao médico fazer uma aplicação do Botox como se estivessem indo a um salão de beleza para arrumar os cabelos ou pintar as unhas. “As mais jovens aplicam o Botox esporadicamente para ir a um baile ou outro evento social”.
Embora algumas cirurgias plásticas pareçam absolutamente desnecessárias, cabe ressaltar que os avanços nessa área beneficiam também pessoas que sofreram acidentes e tiveram parte do corpo danificado. O professor David Soutar, ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, disse ao jornal The Guardian que 2020 deverá ser o ano de ouro da medicina estética. Até lá, prevê Soutar, uma importante barreira deverá ser superada. A ciência conseguirá criar pedaços de tecidos e estruturas inteiras, como orelhas, a pedido do cliente, usando as células do próprio paciente. Assim, deve eliminar o problema da rejeição de próteses e órgãos transplantados.

9461 – Tatuagem 3D ajuda a reconstruir mamas de mulheres que tiveram câncer


Mulheres cujas mamas foram reconstruídas após o câncer têm agora uma nova aliada no resgate da autoestima: a tatuagem tridimensional da aréola e do mamilo que, de tão real, chega a enganar os mais desavisados.
A técnica consiste em fazer um retrato da aréola, com uma mistura de cores para que o desenho fique de acordo com o tom da pele.
Um jogo de luz e sombra cria a ilusão da existência dos mamilos e dos tubérculos de Montgomery (pequenos carocinhos ao redor da aréola).
A fisioterapeuta Tarsila Sakamoto, que se especializou em tatuar aréolas, conta que muitas mulheres com as mamas reconstruídas só voltam a mostrar os seios para os maridos ou namorados após a tatuagem.
Muitas mulheres chegam aos estúdios encaminhadas pelos próprios cirurgiões. O preço da tatuagem depende da complexidade do trabalho.
Pode variar entre R$ 200 e R$ 1.000. A durabilidade chega a dez anos ou mais.
Refazer a aréola e o mamilo é a última etapa na longa trajetória das mulheres que enfrentam o câncer de mama.
Após a reconstrução das mamas, normalmente feita a partir de músculos e gordura do abdome, os novos peitos ficam sem aréola e mamilo.
Ao fim desse processo, a mulher pode optar por reconstruir o mamilo (com a própria pele do peito) e colori-lo juntamente com a aréola ou só tatuá-lo em 3D.

8212 – Medicina – A Neurofibromatose


Também conhecidas como Doença de Von Recklinghausen, constituem três doenças genéticas autossômicas dominantes que têm em comum o surgimento de tumores benignos múltiplos no sistema nervoso 1 . As neurofibromatoses são de evolução progressiva e imprevisível e apresentam-se nas formas clínicas de Neurofibromatose Tipo 1 (NF1), Neurofibromatose Tipo 2 (NF2) e Schwannomatose.
A NF1 é causada por mutações herdadas ou novas no cromossomo 17, as quais resultam em disfunção de uma proteína supressora de tumores denominada neurofibromina, e suas manifestações mais comuns são manchas café-com-leite (MCL) e neurofibromas cutâneos, que geralmente surgem na infância e se acompanham de desordens cognitivas e esqueléticas.
Além das manchas café com leite forma neurofibromas nos nervos olho em geral, podendo levar perda de visão, impotência permanente mesmo em individuos “saudáveis” em caso haja neurofibroma na região da virilha ou nervos do orgão sexual. Entre as manifestações relacionadas ao SNC, identificam déficits cognitivos e dificuldade de aprendizado em 50% dos casos e retardo mental em cerca de 5%. Esse mesmo percentual apresenta epilepsia (5%), gliomas do nervo óptico ocorrem em 15%, sintomáticos em 5%.
A NF2 resulta de mutações no cromossomo 22, levando à disfunção de outra proteína, a merlina, a qual também é supressora de tumores, provocando o crescimento de tumores múltiplos no sistema nervoso que causam desequilíbrio e perda auditiva, e aparecem tipicamente no início da vida adulta.
A Schwannomatose, cuja localização genética e o defeito molecular ainda não são bem conhecidos, tem como principal manifestação a dor neuropática intratável na vida adulta relacionada com a presença de múltiplos schwannomas.
Atualmente já está disponíveis testes de DNA para portadores de neurofibromatose, mas o diagnóstico normalmente é clínico.
Não existe uma terapia específica para essa doença. Portanto, o tratamento é freqüentemente direcionado para a prevenção ou o tratamento de suas complicações. As lesões cutâneas podem ser removidas cirurgicamente. A radioterapia apresenta valor terapêutico. Todavia, o laser com dióxido de carbono e a dermoabrasão têm sido utilizados satisfatoriamente nas lesões extensas. O aconselhamento genético é de extrema importância para todos os pacientes com neurofibromatose.

7666 – Exército dos EUA desenvolve máscara para tratar lesões graves na face


Especialistas nos Estados Unidos estão desenvolvendo uma máscara especial para tratar feridas abertas de pacientes com graves lesões de pele na face.
A terapia seria um grande avanço em uma área da medicina reconstrutiva que tem avançado lentamente nas últimas décadas e enfrenta vários desafios.
Os resultados do tratamento de um ex-sargento do exército americano ilustram as dificuldades enfrentadas por especialistas na recuperação de graves ferimentos de pele.
As lesões sofridas por Todd Nelson eram tão ruins que os médicos achavam que ele não sobreviveria.
“Estávamos indo para casa à noite quando passamos ao lado de um carro amarelo e branco. Quando eles nos viram passando, detonaram a bomba. A explosão aconteceu no meu lado do caminhão, eu estava no lado do passageiro. O caminhão foi arremessado contra uma parede de tijolos e estilhaços entraram no meu olho direito. Meus maxilares superiores e inferiores foram esmagados.”
Nelson passou por mais de 40 operações para reconstruir seu rosto. Algumas lesões destruíram as três camadas da pele –a epiderme, derme e hipoderme– chegando até ao periósteo, membrana que recobre o osso.
Hale está desenvolvendo uma máscara especial que ajudará na cicatrização do ferimento. A máscara terá microcanais para tirar os fluidos da ferida. Em seguida, seriam usadas folhas de pele artificial e só então seria adicionado o enxerto externo de outra parte do corpo.
“Todas as tecnologias que estou explorando atualmente são coisas que já estão ao nosso alcance”, disse Hale.
“Em uns cinco, seis ou sete anos, devemos ter produtos e estratégias que podem ser aplicadas aos soldados que foram feridos na guerra e tudo isso deve ser transponível para o público em geral.”

6008 – Medicina – Câncer de Mama


Nos EUA, a cada 3 minutos é detectado um tumor de mama. Só lá são180 mil novos casos por ano.
No Brasil, a cada 24 minutos surge alguma paciente com tal tipo de câncer. Aqui são 22 mil novos casos por ano.
Sinais de alerta: Aparecimento de nódulos nos seios e alterações que persistem, tais como inchaço ou retração das mamas ou mesmo irritações na pele ao seu redor.
A probabilidade de desenvolver a doença aumenta com a idade, principalmente quando existem outros episódios na família. Mulheres que entraram na menopausa com mais de 50 anos de idade ou que nunca tiveram filhos também tem mais chances de adoecer.
A partir dos 20 anos, as mulheres devem se auto-examinar, apalpando as mamas em busca de nódulos, uma vez por mês, na primeira semana após o fim da menstruação. Depois dos 40 anos é preciso fazer um exame de mamografia todo o ano.

Tratamento – Quando é pequeno, o tumor pode ser isolado e arrancado numa cirurgia.Tumores maiores, porém, exigem a retirada de boa parte ou de toda a mama, que pode ser reconstituída numa plástica mais tarde. De qualquer forma, tais operações são combinadas com rádio e quimioterapia.
Nos últimos 40 anos, a incidência de cura subiu de 78 para 93%, quando o diagnóstico é feito em estágios iniciais.

5868 – A Indústria da Beleza


Há 3 000 anos os egípcios combatiam as rugas usando uma poção feita de leite, cera de abelha, azeite de oliva e estrume. Além de nojenta, a fórmula provavelmente não fazia efeito. Mas era tudo o que havia à mão. Hoje, depois que a ciência invadiu o mundo da beleza, as brigas com o espelho poderão ir para o lixo, junto com a maldição do faraó.
Há pílulas para perder peso, ultra-som para retirar gordura por lipoaspiração e implantes de seios com soro fisiológico, para a cliente encher ou esvaziar. Rugas podem ser removidas com técnicas de microcristais de óxido de alumínio e pulsos cirúrgicos de raio laser. Com o avanço da longevidade, o rosto está no centro das atenções. O mercado foi invadido por produtos rejuvenescedores.
Quem tem pele clara começa a ter rugas cerca de quinze anos mais cedo do que os negros. Isso acontece porque a maior quantidade de pigmento ajuda a proteger contra os efeitos ruins do sol.
O queridinho dos consultórios modernos é o laser. Com o passar dos anos, parte das fibras de colágeno e elastina da derme começa a morrer. Como elas normalmente não se regeneram, formam-se rugas. O laser explode as fibras e a pele interpreta isso como uma agressão, estimulando a formação de outras, novinhas. Para minimizar as queimaduras causadas pelos raios, os equipamentos vêm com um sistema de refrigeração.
Muitas vezes os tecidos sob a pele perdem gordura e ela murcha, formando outro tipo de ruga. Nesses casos os dermatologistas usam implantes injetáveis. A maioria deles é um gel que devolve a aparência rechonchuda da região. Os mais modernos duram cerca de dois anos. Depois são absorvidos pela pele.
Você certamente já ouviu falar das rugas de expressão, aquelas que aparecem de tanto franzir a testa ou os olhos. Os músculos se acostumam a ficar nessa posição contraída. Para casos assim, usa-se o botox, uma toxina obtida a partir da bactéria causadora do botulismo. Ela paralisa o músculo, impedindo a sua contração. Parece assustador, mas as rugas somem por seis meses.
O Xenical, ao diminuir a absorção de gordura, provoca diarréia. Ainda assim, essas drogas acabam indo parar na boca de quem quer vestir um biquíni ou uma sunga e sentir que não há nada sobrando. Tanto que os planos de saúde americanos ameaçaram não financiar mais o tratamento com o Xenical. A justificativa é que os consumidores estavam muito mais preocupados em se preparar para o verão do que com questões de saúde.
O problema da gordura começa no cérebro, onde ficam os centros controladores do apetite. É para lá que os pesquisadores apontam seus microscópios. Já existem produtos à venda como o Reductil, que usa uma substância chamada sibutramina. Ela diminui a vontade de comer ao agir sobre os mensageiros químicos do sistema nervoso que controlam a sensação de saciedade.
O hormônio leptina vem sendo olhado de perto pelos cientistas. Produzido pelas células de gordura do corpo, serve como um sinal para o cérebro de que está na hora de parar de comer. Um remédio que imitasse seu funcionamento ajudaria a fechar a boca. Mas as tentativas de fazer uma droga não produziram esse efeito porque, suspeita-se, a leptina tem alguma outra forma de ação desconhecida. Também está no páreo o hormônio alpha-MSH, capaz de desencorajar o organismo a estocar gordura. “Mas não se deve contar com nenhum deles para breve”, diz o endocrinologista Antonio Chacra, da Universidade Federal de São Paulo.
A lipoaspiração é o processo pelo qual a gordura é sugada por um tubinho. Hoje, para facilitar a saída, junto com o cano vai um equipamento que emite ultra-som. As ondas amolecem o tecido gorduroso e facilitam a sua retirada. É mais indicada para regiões como coxa e quadris. A segurança depende da escolha de bons profissionais.
A celulite é uma aflição da mulher que aparece quando o tecido gorduroso deixa de ser bem irrigado pelo sangue. Ocorre uma inflamação das células que depois se juntam formando uma espécie de cicatriz. Há tratamentos convencionais como a eletrofosforilase, por meio do qual agulhas carregam uma pequena corrente elétrica que dilata os vasos, melhorando a irrigação. Mas nem sempre funciona.
As estrias surgem quando alguém engorda muito. A elastina e o colágeno que formam as fibras da pele acabam ficando esgarçados, como um plástico esticado além dos seus limites. Elas raramente se recompõem. Mas dá para disfarçar, tingindo-as com corantes biológicos. Em alguns casos em que o número de estrias é pequeno, o ácido retinóico pode ajudar na regeneração das fibras.
A calvície é provocada por um hormônio masculino, a testosterona. Ela se transforma em uma substância, a DHT, que ataca o folículo onde nasce o pêlo, atrofiando-o. Alguns homens, por fatores genéticos, são mais sensíveis à ação desse hormônio. Parte das drogas que querem pôr fim à careca agem sobre ele. É o caso da finasterida. A substância evita a transformação da testosterona em DHT.
A vitamina A diminui as rugas, a C clareia as manchas e a E hidrata. Mas para que tudo fique em ordem com a pele é preciso usar o creme certo na região certa. Imagine agora uma pílula cosmética. Você toma um concentrado de vitaminas e seu rosto passa a reluzir jovialidade. Essa é uma das pedras filosofais da indústria da beleza. As vitaminas têm dezenas de funções dentro do organismo e o desafio é garantir que, ingeridas em cápsulas, cumpram seu papel sobre a pele.
“As grandes indústrias estão investindo entre 10% e 15% de sua verba na busca de novas tecnologias cosméticas”, informa um bioquímico paulista. Uma dessas linhas de pesquisa busca os imunocosméticos, produtos que imitam mecanismos do próprio corpo para protegê-lo.
As células que produzem as fibras de colágeno e elastina são atacadas por enzimas fabricadas pelo próprio organismo. Com o envelhecimento, esse ataque se torna mais intenso. Cosméticos que bloqueassem a ação das enzimas sobre as células poderiam retardar os efeitos do tempo na pele.

5173 – Medicina – Tratamento do Ouvido


Os brasileiros são a 4ª equipe do mundo a tentar reverter a surdez profunda, nome sugerido pelo seu ponto de origem, o ouvido interno. Ali fica a cóclea espiral com cerca de 35 mm de comprimento em que as vibrações sonoras se transformam em impulsos para o cérebro. Sem tal conversão, reina o silêncio. Com delicadíssimos instrumentos os otorrinos concertama maioria dos danos à audição. Eles podem até mesmo reconstituir o tímpano perfurado em uma resina plástica, usando um outro tecido do próprio paciente.
Mas até há alguns anos, as proezas cirúrgicas tinham um limite bem definido: iam no máximo até o ouvido médio. A idéia de se criar um substituto para a cóclea surgiu na mesma época e localdo sonho de conquistar a Lua.
Em 1968 o otorrino House, trabalhava para a Nasa; sua presença era para a eventual provocação de distúrbio de ouvido nos astronautas e, nesse caso o médico dava consulta à distância. A voz dos pacientes, porém, tinha que ser decodificada. Na época da Guerra Fria, os sinais de rádio eram transformados em sinais elétricos, indecifráveis para os russos. Na base da NASA, um equipamento interpretava os impulsos elétricos, para torná-lo novamente ondas de rádio. Percebeu que o sistema era uma imitação da cóclea, o decodificador do ouvido. A partir daí foi criado o protótipo do aparelho.
Nos animais a orelha se move em direção ao som. A cera amarga dentro do ouvido espantamos insetos que ousam a a se aproximar..
Alguns passageirosde avião carregam goma de mascar na valise pois durante o vôo, a pressão externa pode repentinamente ficar muito menor que a do ouvido médio.
Mascar algo força a trompa de Eustáquio a se abrir. Quando isso não acontece, o passageiro desembarca com a sensação de ouvido tampado.
O ouvido humano é especializado em captar sons medianos entre 200 e 7000 htz, como o da voz e tais frequências precisam de menos volume para serem percebidas.

5093 – Medicina – O que é a Obesidade Mórbida


Na contra-mão da anorexia, outra doença séria que abordamos há alguns capítulos atrás, temos a Obesidade Mórbida.
A Obesidade é reconhecida hoje como importante problema de saúde pública. É doença crônica, progressiva, fatal, geneticamente relacionada e caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura e desenvolvimento de outras doenças (co-morbidades).
Um estudo comparativo do Setor de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que, em apenas duas décadas (entre 1974 e 1997), o número de pessoas obesas no Brasil quase triplicou. Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou que o aumento da obesidade é um problema que atinge dezenas de países.
Mas se quem é obeso sofre com o excesso de peso e sabe que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer, por que esse número cresce cada vez mais?
A obesidade é uma doença que depende de vários fatores para se desenvolver: a genética da pessoa, fatores culturais e étnicos, sua predisposição biológica, estilo de vida e hábitos alimentares.
As pessoas, no entanto, engordam por uma simples questão: consomem mais calorias do que gastam. Em outras palavras, não se alimentam de forma equilibrada e muitas levam uma vida sedentária. Se o corpo não usa a energia que ingeriu, por meio de atividades físicas, essa energia se transforma em gordura e se acumula no corpo, causando o aumento de peso.
Como a perda de peso é algo que requer muita força de vontade e disciplina, melhor do que combater, é prevenir a obesidade. E o cuidado começa já na infância.
De acordo com o “National Institutes of Health (NIH)” – Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.
Quem resiste à tentação de, ao passar por uma farmácia, dar aquela “pesadinha” na balança, para ver se os quilos aumentaram ou diminuíram? Apesar desse “controle” que as pessoas costumam fazer, as balanças do Brasil e do mundo estão recebendo, cada vez mais, pessoas acima de seu peso ideal.
O Brasil e o mundo vivem uma verdadeira epidemia de obesidade. Para se ter uma idéia da gravidade do problema, cerca de 70 milhões de brasileiros – ou 40% da população – está com excesso de peso. Além disso, 13% das mulheres e 8% dos homens sofrem de obesidade em nosso país.
50% dos brasileiros estão acima de seu peso corporal ideal.
Há casos de obesos que comem pouco mas têm grande capacidade de armazenar energia em forma de gordura, bem como magros que comem muito, mas seu organismo gasta o que foi consumido com enorme rapidez.
O mau funcionamento de determinadas substâncias em nosso organismo também alteram seu equilíbrio natural, causando obesidade.
Uma deficiência na produção da proteína leptina, por exemplo, pode levar o indivíduo a comer mais do que ele realmente precisa, pois é ela que “avisa” o hipotálamo, localizado no sistema nervoso central, que o organismo está satisfeito. Este, por sua vez, manda uma mensagem para o corpo avisando que ele pare de comer e passe a queimar calorias. Se há deficiência nessa comunicação a tendência é comer excessivamente.
As pessoas com o perfil em formato de maçã têm mais facilidade de desenvolver outras doenças, como problemas cardiovasculares, pois a gordura visceral, ao contrário da subcutânea, dirige-se diretamente para o fígado antes de circular até os músculos, podendo causar resistência à insulina, levando à hiperinsulinémia, que são níveis elevados de insulina, aumentando assim o risco de diabetes mellitus tipo II, hipertensão e doenças cardiovasculares.
• Distribuição anatômica da gordura
Em pessoas com peso normal, a maior parte do tecido adiposo está localizado sob a pele, atuando como protetor contra a perda de calor, o que é chamada de gordura subcutânea. Os indivíduos com sobrepeso ou obesos, além da gordura subcutânea, carregam tecido adiposo na região abdominal, o que representa uma importante reserva de energia, chamada de tecido adiposo visceral, mas que contribui para muitas das doenças associadas à obesidade.
Gordura Subcutânea + Tecido Adiposo Visceral = Gordura Abdominal
• Maçã ou Pêra
Quando o tecido adiposo se acumula predominantemente na região abdominal, há um predomínio da gordura visceral e diz-se que a pessoa apresenta obesidade do tipo andróide ou tipo “maçã”. Se a tendência é acumular gordura na região dos quadris e coxas, a obesidade é classificada como ginóide ou tipo “pêra”.
Mecanismo da Fome
O mecanismo da fome é controlado por um sistema complexo de comunicação entre diversas proteínas liberadas pelo aparelho digestivo e envolve mais de 250 genes herdados de nossos pais. Visando a manter o equilíbrio energético do organismo, cada um desses genes produz uma determinada proteína. Sua regulação é tão precisa que se a pessoa ingerir 120kcal a mais do que suas necessidades energéticas por dia (o que equivale a um copo de refrigerante), no final de 10 anos terá engordado 50k.
O estômago é um importante regulador do apetite. Quando está vazio, há a liberação de grelina, um hormônio que age no cérebro e dispara a sensação de fome que diminui gradativamente à medida que comemos.
A passagem dos alimentos para os intestinos provoca a liberação de outro hormônio, representado pela sigla PYY, que também age no cérebro, ativando o centro de saciedade e provocando a perda de apetite. O balanço estabelecido entre esses dois hormônios, grelina e PYY, indica quando se deve iniciar ou terminar uma refeição.
Dependendo do tipo de alimentos ingeridos, há uma composição diferente na liberação desses hormônios. Por exemplo, carboidratos simples, como a batata e os doces, são absorvidos antes de os intestinos liberarem o hormônio PYY inibidor da fome. Quebrados pela insulina produzida pelo pâncreas, esses carboidratos ingeridos em excesso transformam-se em células gordurosas.
A Obesidade mórbida ocorre quando o peso de uma pessoa ultrapassa o valor 40 no índice de massa corporal – (IMC). De acordo com o “National Institutes of Health (NIH)” – Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco para a saúde.
Os riscos à saúde em pacientes Obesos são:
Desenvolver Diabetes Mellitus tipo II;
Problemas cardiacos;
Dislipidemias;
DA [Doença Arterial, cuja mais comum é a Coronariana(DAC)], com risco de desenvolver para IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), ou AVE (Acidente Vascular Encefálico) isquêmico;
Trombose Venosa com isquemia e necrose principalmente de partes distais do corpo, como pés;
Hipertensão Arterial;
Problemas Articulares (Joelhos e Coluna Lombar); e
Depressão

5084 – Medicina e Estética – A Lipoaspiração


Trata-se de um procedimento invasivo de riscos, causa dores e requer um período de recuperação. Ocasionalmente temos notícia de que algum paciente morreu, vitimado por uma cânula ou outras complicações. Mas a Medicina tem se mobilizado para melhorar a técnica. Já existe uma máquina sem cânulas nem agulhas. No procedimento, apenas um ultra-som, que é utilizado para destruir a gordura localizada, que depois é eliminada gradualmente pelo organismo. São 3 sessões e a máquina é importada. Mas a máquina só elimina em média 300 gramas de gordura por sessão e com a lipo se subtrai 4 quilos de uma só vez. Cada sessão só pode ser repetida depois de 1 mês e o preço é de cerca de 2 mil reais; a dor é só no bolso. Na lipo a laser 1 feixe de luz derrete primeiro as células de gordura,que depois são aspiradas por meio de uma cânula. Na lipo ultra sônica, as células adiposas são explodidas, facilitando a aspiração da gordura. Tal método foi desenvolvido por médicos israelenses e já éusado em 40 países.

3112 – Medicina – Lipoaspiração: A Gordura muda de lugar com o tempo


Lipo, clic e amplie

Uma lipoaspiração pode reduzir a gordura de coxas e quadril. E, com o tempo, trazer novas curvas não desejadas, diz estudo da Universidade de Colorado, nos EUA.
A pesquisa, publicada no periódico “Obesity”, mostrou que, em um ano, a gordura retirada das coxas volta a se acumular na parte superior do abdome e nos braços.
Os autores acompanharam 32 mulheres na faixa dos 36 anos, que tiveram suas circunferências corporais e percentuais de gorduras medidos. Dois meses após a lipoaspiração, elas tinham perdido 2% de gordura e quase o mesmo em circunferência.
Um ano depois, as medidas foram reavaliadas. A gordura total voltou aos índices originais, mas concentrada na parte superior do corpo.
Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o corpo “defende” suas reservas de gordura. Se as células adiposas são eliminadas de uma área, a gordura vai “inchar” células em outro lugar.
INFLAMAÇÃO
Além do acúmulo de gordura em outros lugares, a lipoaspiração pode ter outras consequências.
Um estudo da SBCP-SP, ainda em andamento, mostra que, quando a retirada de gordura passa de três litros, os níveis de substâncias do corpo que sinalizam inflamação sobem bastante.
Uma nova técnica de lipoaspiração começa a ser usada nos consultórios. A chamada laserlipólise conta com a energia do laser para eliminar a gordura localizada.
Nessa técnica, antes de fazer a aspiração com a cânula, usamos o calor do laser para derreter a gordura. Assim, a retirada é mais suave e há menos sangramento. Depois da aspiração, aplica se de novo o laser, para fazer a pele se retrair mais rápido.
O procedimento é um pouco mais demorado e cerca de 50% mais caro do que a lipoaspiração convencional, recomenda-se o laser especialmente para pessoas com tendência a fibrose ou que já fizeram cirurgias abdominais.

Para o cirurgião plástico Alan Landecker, das sociedades brasileira e internacional de cirurgia plástica, a laserlipólise pode diminuir o sangramento e o tempo de recuperação.
“Uma das desvantagens é que o laser pode aumentar a tendência ao acúmulo de líquidos”, diz o cirurgião. Para Landecker, a técnica ainda é nova e não há estudos suficientes para saber se é melhor ou pior do que a convencional. Ele lembra que o laser, embora não invasivo, pode queimar tecidos.

2793 – Como se faz uma cirurgia de mudança de sexo?


Com convicção: no Brasil, é preciso ter mais de 21 anos e encarar 24 meses de acompanhamento médico até que a cirurgia seja autorizada – sem contar a fila do SUS.
Como se fosse Lego, desmonta-se o pênis original e usam-se as mesmas peças para construir um novo.

1. Intervenção
Com anestesia geral, o paciente recebe uma incisão que contorna todo o saco escrotal e o pênis – cuidando para não atingir o aparelho urinário, que será adaptado para que o paciente possa urinar sentado. No final, o corte vai se transformar em uma vagina com profundidade de 12 a 15 cm.

2. Vazio
Os testículos são retirados, para evitar a produção de hormônios masculinos. O tecido cavernoso do pênis também sai, restando apenas a glande, presa por um fiapo de tecido nervoso, antes responsável pela ereção.

3. Cavidade
A pele do pênis cobre o canal vaginal, dando sensibilidade à região, e a glande vira uma espécie de clitóris. Assim, a nova mulher pode até chegar ao orgasmo. Prepúcio e escroto formam os lábios vaginais. Para que o buraco não feche, é preciso usar com frequência um alargadora – ou praticar muito sexo com penetração. “Vinte minutos diários é o mais aconselhável”, diz Preecha Tiewtranon, tailandês considerado o papa da troca de sexo.

MULHER PARA HOMEM

Bem mais raro que o processo anterior, este se baseia no aumento do clitóris por causa de hormônios masculinos.

1. Testosterona
A paciente tem de tomar diariamente 200 mg de testosterona. Os resultados são: fim da menstruação, voz mais grave, mais massa muscular, às vezes calvície, mais pelos e o desenvolvimento do clitóris – que tem a mesma origem embrionária do pênis (só que um cresce e o outro não).

2. Crescimento
Quando o clitóris alcança 6 cm, o órgão é “despregado” do púbis para que possa ter autonomia de movimento. A uretra é aumentada com tecido extraído da antiga vagina. “O paciente sai daqui urinando em pé”, diz a responsável pelo ambulatório de transexuais do Hospital das Clínicas de São Paulo, Elaine Costa.

3. Psicologia
Os testículos são formados com o tecido dos grandes lábios vaginais, que passarão a envolver duas próteses esféricas de silicone. Fica bem parecido. Quanto ao neopênis, o resultado é mais psicológico: além de minúsculo, quase não serve para penetração.

1893-Medicina:Reabilitação de deficiências físicas


São cerca de 3 milhões de deficientes físicos no Brasil e outro milhão com lesão no cérebro que provocou perda dos movimentos, 72% em desastres de trânsito. Há projeções para a cura de alguns casos de paralisa para daqui a alguns anos. O cabo cheio de nervos que passa no meio da coluna vertebral não perdoa agressões, quando lesionado provoca problemas sem volta. Recentemente constatou-se que um indivíduo usa apenas 8 a 10% dos nervos do centro de sua espinha para se movimentar. Serão necessários alguns anos para que a experiência que deu certo com um rato na Suécia seja transportada para seres humanos. Num acidente a medula nunca se parte como num corte cirúrgico de laboratório, ela se despedaça. Será complicado colá-la e mais difícil ainda fazer com que funcione. A recuperação parcial da fala do locutor esportivo Osmar Santos indica que seu sistema nervoso convocou novas áreas cerebrais para substituir a região perdida no acidente. Nos traumas cerebrais o inchaço continua sendo a luta dos médicos. O aperto lá dentro mata os neurônios. Exames de ressonância comprovaram que o cérebro após tratamento transfere o trabalho que era realizado pela área destruída para outras regiões. O cérebro só é protegido pelos ossos da caixa craniana, qualquer batida mais forte pode arrasar boa parte de suas células. Quando a medula se rompe, no pescoço, o indivíduo não mexe a cabeça e nem respira sem aparelhos. Os nervos que comandam o diafragma, músculo envolvido na respiração, partem dessa área. Quando se parte no meio da coluna, o indivíduo fica paraplégico. A vítima também não percebe quando a bexiga está cheia e sofre freqüentemente infecções urinárias.

1811-Algas servem para fazer gelatina e ossos


As algas das sopas, gelatinas e muitos outros pratos orientais são agora o principal ingrediente na fabricação de ossos artificiais usados em implantes. Essas plantas aquáticas sem raízes alcançam até 60 metros de altura e para se sustentar, possuem muitas vezes uma espécie de esqueleto de carbonato de cálcio. A partir se tais esqueletos são feitos os ossos. Aquecido a 500°C, o esqueleto da alga se quebra em inúmeros grãos, estes são mergulhados numa solução que transforma o carbonato em fosfato de cálcio, o componente do ossos naturais e também da cerâmica, até hoje considerado o melhor material para ossos artificiais. Depois, são moldados na forma desejada. A principal vantagem desses ossos são os poros que a cerâmica não tem e que por isso, os ossos de cerâmica não ficam seguros por muito tempo. Os tecidos ósseos naturais crescem até por dentro dos poros do osso de alga implantado, que logicamente fica bem mais forte.

1728-A Microcirurgia


Escola Paulista de Medicina
A plástica reconstrutiva permite o reimplante de membros amputados e recuperação de movimentos, no caso de paralisia. Um médico sueco chamado Nylen, utilizou pela primeira vez, em 1921, o microscópio numa operação. Em 1960, os norte americanos Jacobson e El Suarez apresentaram a técnica para suturar vasos com diâmetro de 2 mm, provando que era possível recuperar pequenas estruturas do corpo humano. Mas o instrumental cirúrgico disponível era tão grosseiro quanto uma faca de cozinha comparada com um bisturi. Em 1998, um cirurgião japonês fez o primeiro reimplante de um dedo amputado em 1973, australianos reconstruíram o osso de uma tíbia esfacelada, que seria caso para amputação. Na América Latina, o primeiro reimplante de mão foi realizado em 1971, em SP, pela equipe de cirurgia plástica do dr Castro Ferreira, que realizou também o primeiro reimplante dos dedos no continente, 2 anos mais tarde. Atualmente, 90% dessas cirurgias trazem bons resultados. A microcirurgia é ensinada em nível de pós-graduação. A cirurgia de reimplante precisa ser feita até 4 horas após acidente, para evitar a degeneração dos tecidos. O nervo dá uma resposta lenta e sua recuperação não depende só da cirurgia, além do problema da atrofia muscular, quanto mais jovem o paciente, maiores as chances. O problema médico é a necessidade de usar drogas fortíssimas contra a rejeição. Em transplantes cardíacos recorre-se a elas porquê são a única chance de sobrevivência. Mas ninguém arriscaria a vida por um pé.

Cientistas Brasileiros – Ivo Pitangui


Um escultor de gente
Em qualquer canto do planeta onde exista faculdade de medicina, as técnicas de cirurgia plástica de Ivo Pitangui para mamas e abdomem são obrigatórias. Seu livro Aesthetic Plastic Sugery off Head And Body (1981), tornou-se uma bíblia. Criou o curso de pós graduação em cirurgia plástica da PUC do RJ e já formou cerca de 700 especialistas de várias nacionalidades.
Medicina – Cardiologia
Em 1968, Eurícledes de Jesus Zerbini (1912-1993), tornou-se o 6º cardiologista do mundo a realizar o transplante de coração. Nos anos 40, nos EUA, aprendeu técnicas de cirurgia quando ninguém operava o músculo vital. Em 1947, montou o primeiro grupo de cardiologistas do hospital das clínicas em SP. Em 1975, inaugurou o instituto do coração.
Cardiologia – O coração da vanguarda
A despeito dos atuais problemas de má administração, o instituto do coração foi e é a vanguarda da cardiologia brasileira. Foi o 1º a fazer implante de ventrículo esquerdo e já fez mais de 12 mil transplantes de rins. Mesmo com dificuldades financeiras desenvolve 98 projetos de pesquisa.___ O prof. Hilton Rocha criou em BH, o maior centro oftalmológico da Am. Latina. O instituto com seu nome realiza 1500 cirurgias oculares por mês e foi um dos primeiros a fazer transplante de córnea. Criou técnica inovadora para aproveitar partes de uma mesma córnea em 2 pacientes. A pesquisa oftalmológica avança para transportar córneas de animais em pessoas.
Usina de cientistas
O hospital das clínicas pertence a Faculdade de medicina da USP e é maior complexo hospitalar da América Latina. É uma usina de cientistas.
Cientista e ministro
Ex ministro do Ministério da Saúde, tinha pouco tempo para pesquisa, Adib Jatene é o autor da 1ª cirurgia de ponte de safena do Brasil e criador da técnica mundialmente consagrada para corrigir artérias transpostas em coração de bebês.
Medicina – Anjo da guarda
Há 12 anos , Sílvia Brandalise descobriu um novo tipo de leucemia, uma síndrome que tem seu nome. Desde 1978, dirigia o centro infantil de investigação hematológica em Campinas, que montou praticamente sozinha, e transformou em instituto de referência mundial no tratamento de câncer infantil.

Medicina – Cuidado com a Lipoaspiração


Recomenda-se cautela e que se procure cirurgiões confiáveis. Em artigos publicados pelo New England Journal of Medicina, um procedimento de risco poderia estar relacionado á morte de 5 pacientes, ocorridas entre 1993 e e 1998. Referem-se ao uso abusivo da solução líquida que contém xilocaína e um vasocontritor a adrenalina, que serve para diminuir o sangramento. A solução costuma ser injetada no local imediatamente antes da cirurgia para abrir espaço na área onde seria feita a lipoaspiração. O motivo é permitir maior retirada de gordura do que o limite seguro entre 3,5 e 5 litros. O problema é que a ação conjunta da xilocaína e adrenalina pode provocar complicações cardíacas. Os pacientes podem morrer por problemas de queda de pressão, redução dos batimentos cardíacos e endema pulmonar. Há médicos que retiram até 10 litros de gordura de pacientes, não havendo assim como evitar riscos.

Pesquisa Pró Silicone


Proibido nos EUA após uma controvérsia em 1991 sobre sua ação cancerígena e inflamação, o gel de silicone foi estudado em Campinas pela Unicamp e a conclusão foi a de que além de não migrar para outras regiões ou órgãos como acontecia com o silicone líquido, o gel causou inflamação em só um dos 34 ratos da experiência. Mas é preciso cautela. A ausência de complicações no estágio laboratorial não esgota a investigação sobre o material.