14.031 – O que é órbita?


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É o movimento que um corpo celeste realiza ao redor de outro corpo celeste pela influência de sua gravidade. Logo, a órbita terrestre é o movimento que os satélites, sejam eles naturais – como a lua, ou artificiais, realizam em volta do Planeta Terra.
Existem diferentes tipos de órbitas terrestres. Cada uma delas é utilizada por diferentes propósitos dependendo da distância que se encontram da superfície, da área coberta e do tempo necessário para completar a trajetória orbital.
Órbita geoestacionária
Em uma órbita geoestacionária, também chamada de GEO, os objetos permanecem em uma posição fixa em relação a superfície da Terra. De acordo com a Segunda Lei de Newton, para que um objeto em órbita se mantenha em posição fixa em relação a superfície terrestre, ele deve estar a uma distância fixa de 35.786 km do nível do mar e sob a linha do Equador.

A orbita geoestacionária é muito utilizada por satélites utilizados em sistemas de comunicação. Por ficarem na mesma posição em relação a superfície terrestre, eles conseguem cobrir áreas específicas com regularidade, sem que seja necessário interrupções no serviço ou o reposicionamento de antenas responsáveis por captar suas ondas.
Uma órbita baixa da Terra, também chamada de LEO, são aquelas localizadas abaixo da órbita geoestacionária, podendo estar entre 160 km e 2.000 km de distância do nível do mar. A Estação Espacial Internacional está localizada em uma órbita LEO, bem como a maior parte dos satélites meteorológicos e muitos satélites de comunicação.
Órbita polar
As órbitas polares estão entre as baixas órbitas pois possuem altura entre 200km e 1.000km de distância do nível do mar. A particularidade das órbitas polares é que elas varrem a superfície terrestre de polo a polo, formando um ângulo reto com o Equador. Esse tipo de órbita terrestre é muito utilizado por satélite de observação e imageamento da superfície.

Órbita heliossíncrona
Trata-se de um tipo de órbita localizada entre 600 km e 800 km de distância do nível do mar, que descreve uma órbita polar mantendo-se sempre alinhada à posição do sol. Esse tipo de órbita é utilizado por satélites que necessitam de condições de luz para desempenharem suas funções, como satélites óticos.

Órbita média da Terra
As órbitas médias da Terra, também chamada de MEO, são aquelas localizada acima das órbitas LEO e abaixo da órbita GEO, ou seja, entre 2.000 km e 36.000 km de distância do nível do mar. Essas órbitas são muito utilizadas por satélites de geolocalização e para satélites de comunicação que atendem as regiões próxima ao círculo ártico, onde as ondas dos satélites geoestacionários não conseguem chegar.

Órbita terrestre alta
Uma órbita terrestre alta, também chamada de HEO, são as órbitas localizadas acima da órbita geoestacionária, ou seja, acima de 36.000 km de distância do nível do mar. Nestas órbitas, os satélites levam mais de 24 horas para concluir uma revolução completa. Esse tipo de órbita foi muito utilizado durante a Guerra Fria pelos EUA para vigiar o território Russo por meio do projeto VELA.

Órbitas excêntricas
Todas as órbitas citadas descrevem trajetórias circulares nas quais a centrípeta exercida pela gravidade da Terra é a principal propulsora. Diferente dessas órbitas, a orbita excêntrica descreve uma trajetória elíptica, sendo que nas extremidades mais estreitas sua distância da superfície terrestre varia entre 500 km e 2.000 km e nas extremidades mais distantes pode chegar até 150.000 km. Esse tipo de órbita é utilizada por satélites que precisam se afastar da influência eletromagnética e gravitacional da Terra para coletarem dados espaciais.

13.767 – Nasa vai lançar satélite para monitorar o derretimento de gelo na Terra


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A Nasa vai lançar o IceSat-2, o novo satélite de monitoramento da massa polar da Terra. Usando o ATLAS, o laser mais avançado já desenvolvido pela agência espacial, o equipamento vai medir a altura das massas de gelo da Antártida e da Groenlândia.
De acordo com um comunicado o objetivo da agência é mapear as taxas anuais de diminuição das geleiras. Com isso, espera-se prever como essas mudanças vão alterar o nível dos mares e o clima nos polos terrestres e no restante do planeta.
A iniciativa vem da urgência ambiental do problema do derretimento das geleiras. Todos os anos, centenas de bilhões de toneladas de gelo somem por conta do aumento da temperatura, fazendo com que o nível dos oceanos aumente. Dos anos 80 para cá, a área de gelo do mar Ártico diminui 40%.

Como o satélite vai funcionar
A expectativa dos pesquisadores é aperfeiçoar as medições já realizadas pela Nasa a partir de 2003, com o IceSat-1, e em 2009, com o projeto Ice Bridge. Agora, a análise será feita em três dimensões e com uma precisão de frações de centímetro. Tudo isso graças ao poderoso ATLAS.
O sistema emitirá 10 mil pulsos de laser por segundo e registrará o tempo de deslocamento deles entre o satélite e a superfície da Terra. Com precisão certeira, ele vai mostrar a taxa de variação da velocidade em que os fótons (as partículas da luz) irão retornar para o satélite. Com isso, será possível saber o quanto que a altura determinado manto de gelo diminuiu em um ano.
Fora os polos, o ICESat-2 vai medir também a altura de ondas oceânicas, reservatórios e áreas urbanas, além da altura do topo das árvores em relação ao solo. Este último dado, combinado com outros existentes sobre as extensões das florestas, fornecerá uma estimativa da quantidade de carbono armazenada em áreas florestais no mundo.
“Como o satélite fornecerá medições de precisão sem precedentes e com cobertura global, ele produzirá não apenas novas reflexões sobre as regiões polares, mas também descobertas não previstas no mundo todo”, disse Thorsten Markus, cientista do projeto ICESat-2. O lançamento está programado para o dia 15 de setembro, na Califórnia.

13.735 – ‘Lua de Sangue’: Maior eclipse lunar do século poderá ser visto do Brasil


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O maior eclipse lunar do século XXI poderá ser visto do Brasil na sexta-feira, 27-julho de 2018. O fenômeno, também conhecido como Lua de sangue, começa às 16h30 – o eclipse total vai durar cerca de uma hora e meia, segundo o Observatório Nacional. É o último eclipse total da Lua que poderá ser observado do Brasil neste ano, o próximo acontece em janeiro de 2019.
Na parte leste do país, onde ficam estados como Rio de Janeiro e Bahia, a Lua nascerá durante a fase total do eclipse. No oeste, entretanto, os brasileiros vão observar a Lua em sua fase parcial.
O Observatório Nacional recomenda que as pessoas busquem um local onde é possível ver o céu perto do horizonte a leste.
A partir das 18h13, a Lua sai da sombra mais escura – o movimento marca o início do eclipse parcial, que vai até as 19h19. Depois, começa a fase penumbral, quando a Lua entra em sua sombra mais clara. A Lua de sangue termina às 20h29.

O que é um eclipse?
Para que ocorra um eclipse, Terra, Lua e Sol devem estar alinhados. Dependendo da ordem, o resultado é um eclipse solar (com a Lua entre o Sol e a Terra) ou lunar (a Terra entre o Sol e a Lua). Os eclipses podem ser totais, parciais ou penumbrais. O eclipse lunar total ocorre quando o satélite penetra completamente a zona de sombra projetada pela Terra. Por causa da coloração avermelhada que a Lua adquire durante o fenômeno, ela recebe a denominação informal de “Lua de sangue”.
O parcial ocorre quando apenas parte da Lua é obscurecida. O penumbral acontece quando a Lua passa pela região de transição entre luz e sombra, com a Terra interceptando apenas uma parte dos raios solares.

13.661 – Astronomia – Saiba como avistar a Estação Espacial Internacional a olho nu


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Três astronautas estão a mais de 400 quilômetros do chão, girando ao redor de nosso planeta a incríveis 27 mil quilômetros por hora. A esta velocidade, eles completam 15 órbitas por dia em volta da Terra (e pensar que há pouco tempo já chegamos a achar uma façanha dar uma única volta ao mundo em 80 dias). A mega-obra de engenharia que abriga esta tripulação é a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), fruto de um esforço multinacional que resultou na conclusão do projeto em 2000. Desde então, o satélite habitável jamais ficou sem seres humanos – são 14 anos ininterruptos no espaço, um recorde absoluto na história da exploração espacial.

DE TEMPOS EM TEMPOS, A ISS PODE SER VISTA A OLHO NU DE QUALQUER LUGAR DO BRASIL

A própria NASA oferece um serviço muito bacana para conseguir achar com exatidão a ISS: o site Spot The Station (Detecte a Estação) tem um catálogo de milhares de cidades pelo mundo, basta procurar pela sua localidade para ter acesso a uma lista detalhada com todas as próximas oportunidades de observação, incluindo dia, hora e o local do céu para onde se deve olhar. Confira um exemplo para São Paulo. Outro ótimo recurso disponibilizado é o de alertas, que te avisa por e-mail ou SMS quando a estação passará por cima de onde você mora.
O site ISS Astro Viewer oferece algumas ferramentas bem interessantes em tempo real: ele mostra o que os astronautas da tripulação estão vendo quando olham para baixo, além de determinar em um mapa a localização exata do satélite em relação à superfície e de sua rota. O serviço também conta com um localizador de cidades e oportunidades, mas com um diferencial – ele inclui em barrinhas verdes o quão brilhante a ISS estará na ocasião. Conseguimos saber, por exemplo, que em São Paulo a estação estará mais visível no dia 10 de dezembro, com brilho máximo.
A última dica é baixar um dos vários aplicativos existentes que ajudam a achar a ISS. Se você tem um aparelho Android, recomendamos o ISS Detector, que indica por GPS para onde olhar e também emite alertas e monitora até as condições climáticas. Para sistemas iOS, o ISS Spotter é uma boa opção, com funções bastante parecidas.

13.660 – Estação Espacial Internacional estará visível de São Paulo


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Foi em 23/04 de 2018

O que diferencia essa passagem da estação é o fato de ser em um horário acessível para que mais pessoas possam vê-la. Segundo previsão da NASA, a ISS ficará visível por cinco minutos a partir das 18h37.
A estação apareceu pelo noroeste e saiu na direção sudoeste, chegando a uma altitude máxima de 80º. A previsão é de um céu claro e que favoreça a observação.
É possível acompanhar os movimentos da ISS e a perspectiva dos astronautas que estão nela por meio do site da estação. Além disso, a agência espacial americana tem uma seção que ajuda os visitantes a encontrarem os pontos e datas em que poderão observar a estação.

13.635 – Astronomia – Satélites do Sistema Solar


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Os planetas e os planetas anões oficiais do Sistema Solar são conhecidos por serem orbitados por 182 satélites naturais ou luas. 19 satélites do Sistema Solar são grandes o suficiente para serem gravitacionalmente arredondados, e, portanto, seriam considerados planetas ou planetas anões se estivessem em órbita direta ao redor do Sol.
Um satélite natural é um corpo celeste que orbita ao redor de um corpo celeste de maiores dimensões. É o caso, por exemplo, da Lua que é o satélite natural do planeta Terra. O nosso Sistema Solar possui 8 planetas, e ao redor dos planetas orbitam ao todo mais de 170 satélites naturais (ou luas) atualmente conhecidos. Dos 8 planetas do nosso Sistema Solar, apenas os planetas Mercúrio e Vénus não têm quaisquer satélites naturais conhecidos.
Os satélites naturais dos planetas do Sistema Solar possuem dimensões muito diferentes. Alguns têm vários milhares de km de diâmetro, outros têm diâmetros na ordem de 1 km.

Ganimedes – O maior satélite de todos os planetas do Sistema Solar. Trata-se, por isso, também do maior satélite do planeta Júpiter, possuindo 5.262 km de diâmetro. Ganimedes foi descoberto em 1610, pelo astrónomo italiano Galileu Galilei.

Titã – O segundo maior satélite do Sistema Solar, sendo o maior satélite do planeta Saturno, possuindo 5.150 km de diâmetro. Este é o único satélite do Sistema Solar que sabemos possuir uma atmosfera densa. Titã foi descoberto em 1655 pelo astrónomo holandês Christiaan Huygens.

Calisto – Este satélite do planeta Júpiter aparece em terceiro lugar, com 4.820 km de diâmetro. Calisto foi descoberto no ano de 1610 por Galileu Galilei.

Io – Em quarto lugar surge outro satélite de Júpiter. Io possui 3.642 km de diâmetro. Esta lua de Júpiter é caracterizada pela sua intensa atividade vulcânica, sendo mesmo o objeto com maior atividade vulcânica de todo o Sistema Solar. Io foi descoberto em 1610 por Galileu Galilei.

Lua – O satélite do planeta Terra aparece em quinto lugar. A nossa Lua possui 3.475 km de diâmetro. O diâmetro da Lua é cerca de 1/4 do diâmetro da Terra, o que faz com que a Lua seja o maior satélite do Sistema Solar em termos de proporção com seu planeta, porém é o quinto em termos absolutos.

Europa – Em lugar sexto surge outra lua do planeta Júpiter. Europa possui 3.121 km de diâmetro. Debaixo de sua crosta de gelo, é possível que exista um oceano de água salgada. Europa foi descoberto em 1610 por Galileu Galilei.

Tritão – Em sétimo lugar está Tritão, sendo este o maior satélite do planeta Neptuno com 2.706 km de diâmetro. Dada a sua grande distância ao Sol, Tritão é um dos objetos mais frios do Sistema Solar com temperaturas a rondar os -235º C. Tritão foi descoberto em 1846 pelo astrónomo inglês William Lassell.

Titânia – Em oitavo lugar aparece o maior satélite do planeta Úrano. Titânia possui 1.577 km de diâmetro. Titânia foi descoberto em 1787 pelo astrónomo William Herschel (o astrónomo que descobriu o planeta Úrano).

Reia – A nona maior lua do Sistema Solar é Reia, que é também a segunda maior do planeta Saturno, possuindo 1.528 km de diâmetro. Reia foi descoberta pelo astrónomo italiano Giovanni Cassini em 1672.

Oberon – Em décimo lugar surge Oberon, satélite do planeta Úrano. O diâmetro de Oberon é de 1.523 km. Oberon foi descoberto em 1787 pelo astrónomo William Herschel.

13.273 – Astronomia – As Luas de Saturno


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Saturno tem mais de 60 luas misteriosas. Elas têm oceanos subterrâneos, vulcões de gelo e seriam boas para esquiar. Veja a seguir uma lista com algumas descobertas curiosas sobre algumas luas desse complexo planeta.
A Nasa, agência espacial americana, divulgou a notícia de que Encélado, uma das 60 luas de Saturno, pode conter vida microscópica. Esse oceano fica no polo sul de Encélado e pode abranger boa parte da lua, que tem 500 quilômetros de diâmetro. O mar tem 10 quilômetros de profundidade sob uma grossa espessura de 30 a 40 quilômetros de gelo. No seu fundo estão rochas que podem favorecer o desenvolvimento de pequenas formas de vida.
O oceano subterrâneo não é a única característica impressionante de Encélado. O Observatório espacial Herschel já fotografou vapor de água deixar a lua e formar um grande anel em torno de Saturno. Os cerca de 250 kilos de vapor são expelidos em direção ao planeta a cada segundo por meio de jatos na região do seu polo sul. O anel de vapor possui um raio 10 vezes maior que o do planeta dos anéis mas, apesar de seu enorme tamanho, ele nunca havia sido detectado por ser transparente na luz visível. Com comprimentos infravermelhos do Herschel, no entanto, ele aparece.
Encélado também poderia ser o destino perfeito para turistas espaciais em buscas de esportes na neve. De acordo com dados obtidos pela sonda Cassini, a lua possui, em alguns pontos, uma grossa cobertura de neve. Mapas em alta resolução confirmaram a existência de cristais de gelo mais finos do que talco em pó e que seriam perfeitos para esquiadores. Ao analisar o gelo, os cientistas descobriram que a neve se precipita em um padrão previsível e muito lento: para formar os 100 metros de cristais acumulados, foram necessários cerca de 10 milhões de anos. As grandes ondulações, que escondem um terreno não tão uniforme, terminam em cânions de até 500 metros de profundidade e 1,5 quilômetro de comprimento.
A sonda espacial Cassini, da Nasa, já encontrou um ingrediente do plástico em Titã, maior lua de Saturno. Pequenas quantidades de propileno foram detectados nas camadas mais baixas da atmosfera do satélite. Na Terra, o propileno se junta em longas cadeias e forma o polipropileno, usado na fabricação de copos, brinquedos, material hospitalar, entre outros. Um instrumento da sonda mediu o calor vindo de Saturno e de suas luas, o que comprovou a existência do material. Segundo a Nasa, a detecção reforça a esperança dos cientistas de encontrar outros produtos químicos escondidos na atmosfera de Titã. Essa lua de Saturno tem uma crosta de gelo em sua superfície. A atmosfera é densa, rica em materiais orgânicos, e formada por hidrocarbonetos, compostos químicos constituídos de átomos de carbono e hidrogênio, que se ligam a oxigênio, nitrogênio e enxofre (componentes que estão na base do petróleo e dos combustíveis fósseis da Terra).
Um estudo da Nasa indicou uma possível existência de blocos de gelo na superfície de lagos e mares em Titã. As informações coletadas pela sonda Cassini indicam que Titã pode ter blocos de compostos de hidrogênio e carbono (hidrocarbonetos) congelados na superfície dos lagos e mares de hidrocarboneto líquido. Antes, os pesquisadores imaginavam que os lagos de Titã não tinham gelo flutuante porque o metano sólido é mais denso do que o metano líquido e afundaria. Agora, eles sabem que é possível obter metano e etano em blocos finos que congelam juntos. Etano e metano são moléculas orgânicas cruciais em uma química complexa que pode fazer surgir vida. Apesar da possibilidade de vida em Titã, a temperatura no local é muito baixa. O único líquido que existe em maior abundância na superfície é o metano. Embora tenha uma riqueza em elementos orgânicos, as temperaturas na superfície são muito baixas.
Cientistas da Nasa já descobriram que existe oxigênio em Dione, uma das luas de Saturno. Cassini detectou íons de oxigênio molecular perto da superfície gelada da lua, devido ao bombardeamento por partículas presas no campo magnético de Saturno. Dione é um mundo árido e gelado. Segundo os astrônomos, o astro possui alguns atributos que o tornam adequado para a vida como a conhecemos. Segundo os cientistas, a produção de oxigênio parece ser um processo universal em luas geladas, banhadas por uma forte radiação e presos em um ambiente de plasma.
A sonda Cassini, da Nasa, também já encontrou um rio Nilo em versão miniatura na superfície de Titã. Segundo a Nasa, o curso hídrico tem 400 quilômetros de extensão. Embora o rio tenha alguns meandros, ele é praticamente reto e apresenta um curso na forma líquida. A diferença entre o Nilo e o rio de Titã não está apenas em um deles estar na Terra e o outro em Saturno. O rio encontrado por Cassini não é composto por água, mas por hidrocarbonetos como o metano ou o etano. De acordo com a Nasa, a trajetória do rio de Titã é praticamente reta. Isso indica que o rio segue uma fratura presente na superfície da lua de Saturno. Essas fraturas não significam que exista uma placa tectônica em Saturno, como acontece na Terra. Mas elas podem levar à formação de bacias e de grandes mares.
Além de gelo flutuante, Cassini encontrou evidências que indicam a presença de um possível vulcão de gelo em Titã. A tese é a de que algum tipo de atividade geológica subterrânea possa aquecer o interior dos corpos gelados e, assim, derreter gelo e outros materiais que sairiam através de uma abertura na superfície. Tais vulcões funcionariam de forma similar aos que expelem lava na Terra e em Júpiter, por exemplo. Utilizando radares, a nave Cassini conseguiu juntar informações para acriação de um mapa 3D da região, que se revelou bastante parecida ao monte Etna, na Itália, e ao Laki, na Islândia.

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13.225 – Tecnologia – Brasil vai lançar e controlar satélite de telecomunicações


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De Kourou, na Guiana Francesa, parte para o espaço o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Ele será apenas uma das muitas espaçonaves que hoje pairam sobre o território nacional e fornecem conexões via satélite para os mais variados fins, como telefonia, televisão e internet.
Mas será a primeira a ser operada e controlada pelo governo brasileiro -numa parceria entre o Ministério da Defesa e a Telebras.
De acordo com o governo brasileiro, o novo satélite é indispensável para a preservação da soberania nacional, permitindo comunicações seguras das Forças Armadas e a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, que pretende levar internet rápida, pelo espaço, a locais do país onde a infraestrutura de telecomunicações por solo é deficitária.
Discutido desde 2011, o contrato para a construção do SGDC foi assinado em novembro de 2013, dois meses depois que documentos revelaram que contas de e-mail de diversos membros do governo brasileiro, inclusive da ex-presidente Dilma Rousseff, foram alvo de espionagem pela NSA, agência de segurança nacional dos EUA.
Os satélites geoestacionários são assim chamados porque se localizam num anel ao redor do equador terrestre, a cerca de 36 mil km de altitude. Nessa posição, têm a propriedade especial de evoluir em torno da Terra no mesmo ritmo da rotação do próprio planeta -com isso, é como se estivessem o tempo todo sobre o mesmo ponto do globo.
Por essa razão, a órbita geoestacionária é a preferencial para satélites de telecomunicações, pois podem atender ininterruptamente uma grande região territorial.
As tecnologias envolvidas num desses artefatos espaciais de última geração, contudo, não são dominadas pelo Brasil. Por isso, o governo decidiu criar uma empresa integradora nacional -a Visiona, uma joint venture entre a Telebras e a Embraer- e contratar, por meio dela, a construção do satélite no exterior.
A vencedora da licitação foi a empresa franco-italiana Thales Alenia, que se comprometeu a realizar transferência de tecnologias envolvidas na construção do SGDC e construiu o satélite com a colaboração de dezenas de engenheiros brasileiros.
O lançamento será feito pelo foguete Ariane 5, da empresa francesa Arianespace, que opera seus voos a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Com 5,7 toneladas, o SGDC será a carga principal, e um segundo satélite, o KoreaSat-7, da Coreia do Sul, voará como carga útil secundária.
O satélite transmitirá em duas bandas: a X (entre 8 e 12 gigahertz) e a Ka (26 a 40 gigahertz). A primeira será usada exclusivamente para uso da Defesa e a segunda será parcialmente dedicada à implementação, pela Telebras, do Plano Nacional de Banda Larga. A capacidade excedente será licitada para uso por outras empresas interessadas.
A iniciativa pode dar algum retorno imediato ao governo, que investiu R$ 2,7 bilhões no projeto, entre satélite, lançamento e investimentos na infraestrutura de solo para suas operações.
Contudo, ao chegar à sua conclusão, o projeto deixa um enorme vazio para o futuro. Originalmente, a ideia era que o SGDC fosse o primeiro de uma constelação de três satélites geoestacionários de telecomunicações, incorporando gradualmente tecnologia nacional.
Contudo, o segundo satélite da série está apenas em fase de conceito, e sem essas especificações e um contrato firmado, a Visiona -empresa criada para integrar esse e os futuros satélites- basicamente fica sem o que fazer.

13.032 – Google cria prêmio milionário para quem levar minijipe à Lua primeiro


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Trata-se do Prêmio X Lunar Google (GLXP), patrocinado pela gigante da internet para fomentar o desenvolvimento de tecnologias espaciais de baixo custo e a exploração do satélite natural da Terra.
A maior bolada –US$ 20 milhões– vai para o primeiro grupo que conseguir pousar na Lua um módulo robótico capaz de se deslocar por no mínimo 500 metros pela superfície e transmitir vídeos e fotos em alta definição de lá.
O segundo colocado, se houver, não sairá de mãos abanando; levará US$ 5 milhões. É importante colocar esses valores em perspectiva, porém. O preço de tabela para o lançamento de um foguete Falcon 9, da SpaceX –o mais barato do mercado com capacidade para levar uma carga útil até a Lua–, não sai por menos que US$ 62 milhões.
E as regras da premiação exigem que 90% do financiamento do projeto seja privado. Ou seja, as equipes precisam ter um plano de negócios que justifique o investimento todo na missão.
Isso explica a intensa movimentação no grid até o último dia de 2016: das 16 equipes atualmente inscritas (antes eram 29), apenas 5 conseguiram apresentar contratos de lançamento. E como o contrato assinado até o fim do ano é pré-condição para seguir na disputa, várias delas estão se associando.
É o caso da brasileira SpaceMETA, liderada pelo engenheiro Sergio Cavalcanti. Ela chegou a ter um acordo assinado para usar o primeiro voo do foguete Cyclone-4 a partir de Alcântara, mas o lançador se desmaterializou com o cancelamento da parceria entre brasileiros e ucranianos.
Agora, para ter alguma chance, ela e outras três equipes tentam se reunir num grupo em torno do grupo internacional Synergy Moon. “Montamos a estratégia de desaparecer e reaparecer com um time global”, disse Cavalcanti à Folha. Detalhe: o contrato da Synergy, embora reconhecido pelos juízes do GLXP, envolve um foguete ainda não testado sequer uma vez em voo.
Movimento similar de emparceiramento de última hora fez a equipe japonesa Hakuto, que se juntou à indiana Team Indus para viajar junto com ela. Mas nesse caso a chance de sucesso é bem maior: elas têm voo assegurado no foguete indiano PSLV –lançador que inclusive já realizou uma missão lunar, a Chandrayaan-1. (Será esse mesmo lançador que levará a Garatéa-L, primeira missão lunar brasileira, em 2020.)

Objetivos
> Pousar suavemente uma espaçonave na Lua

> Viajar 500 metros no solo lunar

> Enviar fotos e vídeos em alta definição

Prêmios

1º colocado – US$ 20 milhões
2º colocado – US$ 5 milhões
Prêmios-bônus – US$ 5 milhões

Prazo final
31 de dezembro de 2017

Equipes
> Team SpaceIL (Israel)
> Team Indus (Índia)
> Part-Time Scientists (Alemanha)
> Moon Express (EUA)
> Synergy Moon (internacional)
> STELLAR (EUA)
> Independence-X (Malásia)
> Omega Envoy (EUA)
> Euroluna (internacional)
> Hakuto (Japão)
> Astrobotic (EUA)
> Team Puli (Hungria)
> SpaceMETA (Brasil)
> Team Plan B (Canadá)
> AngelicvM (Chile)
> Team Italia (Itália)

12.927 – Superlua de 14 de novembro será 14% maior e 30% mais brilhante


Lua Cheia
A Superlua esperada para o dia 14 de novembro será a mais brilante Lua Cheia observada desde 1948. Este fenômeno acontece quando a Lua atinge sua fase cheia no ponto mais próximo possível da Terra, por causa de sua órbita elíptica. Assim, o satélite parece maior e mais brilhante que o normal.
Quem não conseguir acompanhar o espetáculo em primeira mão, pode conferir o vídeo que será transmitido pelo Slooh Community Observatory.
Apesar de parecer 14% maior e 30% mais brilhante do que uma Lua típica, um observador comum não vai conseguir identificar grande diferença. “Não é o suficiente para ser notado a não ser que você seja um observador muito cuidadoso”, diz o editor da revista Sky & Telescope.
A revista sugere montar um modelo simples em casa para se ter uma ideia do que veremos no dia 14 de novembro. Para fazer isso, use um globo de 30 cm para representar a Terra e uma laranja para representar a Lua. Coloque os dois objetos a 9 m de distância. Então, posicione-se perto da Terra para ver o tamanho da Lua em uma situação normal. Para comparar com uma situação de Superlua, aproxime a laranja 50 cm do globo e repita a observação. Você notará apenas uma pequena diferença.
Existe um efeito ótico, porém, que é ideal para fotógrafos: a Lua parece muito maior quando está perto do horizonte, quando fica atrás de prédios e árvores. Pesquisadores acreditam que este efeito aconteça porque conseguimos comparar a Lua com objetos próximos ou porque o cérebro entenda que objetos no horizonte são maiores do que objetos que estão no céu, longe do horizonte.
Quem estiver no litoral vai reparar que a maré vai subir um pouco mais que o normal. Sky & Telescopes prevê que a maré vai subir 5 cm a maios no dia 14 de novembro por causa da Superlua.
“A maior diferença acontece em algumas áreas do Alaska, onde a maré pode subir 15 cm a mais. Mas considerando que essas áreas têm variação de maré de 9 m, esse aumento é uma pequena porcentagem do todo”, diz porta-voz do National Oceanic and Atmospheric Administrations, serviço nacional oceânico dos EUA.
Observadores do espaço estão com sorte. Esta Superlua é apenas a segunda de 2016, sendo que a primeira aconteceu em outubro e a terceira acontece dia 13 de dezembro.
A desvantagem para os observadores da Lua, porém, é que na Lua Cheia fica mais difícil de visualizar as crateras lunares, já que a iluminação acontece de forma mais direta, sem a formação de sombras. A grande luminosidade da Superlua também vai atrapalhar a observação de outros objetos espaciais, devido ao excesso de claridade vindo do satélite da Terra.
“Ela vai apagar a visão da chuva de meteoros Geminidas. Observadores vão ser sortudos se conseguirem ver 12 Geminidas por hora no pico da chuva”, dizem pesquisadores da NASA
Esta será a Lua mais brilhante desde 1948. Segundo a NASA, a próxima ocasião em que isso vai acontecer nesta intensidade é em 25 de novembro de 2034.
Para aproveitar melhor esta visão, escolha um ponto de observação longe das cidades, com boa vista do horizonte e use um telescópio ou binóculo.
Luas Cheias acontecem quando o Sol, Terra e Lua se alinham, mas não exatamente
A Lua Cheia acontece todo mês, quando o Sol, Terra e Lua se alinham, com a Terra no meio. Este alinhamento, porém, não é perfeito, e a luz do Sol consegue passar e atingir a Lua, que reflete esta luz de volta para nós.
Quando o alinhamento é perfeito, a Terra impede que a luz do Sol atinja a Lua, resultando em um eclipse lunar total. Nenhum eclipse lunar total vai acontecer em 2017, mas um parcial vai acontecer no dia 21 de agosto de 2017. [Space.com]

12.885- 48 novos vulcões são encontrados em lua de Júpiter


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Muitos vulcões podem ser vistos em nosso Sistema Solar, desde as variações geladas nos planetas anões até as grandes cúpulas em Vênus. Mas na lua Io, do planeta Júpiter, o tamanho e aparência de 48 novos vulcões são impressionantes.
Piscinas de lava do tamanho de cidades e “vulcões escudo” gigantescos concentram um material superaquecido que surge das profundezas de oceanos de magma. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos anunciaram a descoberta nesta semana em artigo publicado no periódico Icarus.
Na pesquisa, os cientistas relatam ainda a descoberta de um lago de lava de 200 quilômetros. Ele foi chamado de Loki Patera e produz ondas enormes.
Os dados de imagens térmicas talvez tenham sido a revelação mais marcante de todas: eles sugerem que a erupção de um desses vulcões provoca uma reação em cadeia e vulcões próximos passam a entrar em erupção também — o mesmo pode acontecer com alguns mais distantes, até 500 quilômetros. Por enquanto não está claro para os pesquisadores como este fenômeno é possível.
“É natural que este processo ocorra em Io e não na Terra, talvez por diferenças na crosta ou na canalização dos vulcões”, opiniou Katherine de Kleer, autora principal do estudo, em entrevista ao IFLScience.
Todos esses pontos foram vistos na “lateral” da lua e em mais nenhum lugar. Modelos térmicos sugerem que a saída vulcânica de Io deveria existir nos polos ou no equador, mas várias evidências mostram que este não é o caso. Mais estudos serão necessários para descobrir o motivo.

12.853 – Sinais de vida: NASA detecta vapor de água em lua de Júpiter


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A NASA, confirmou recentemente que o telescópio Hubble detectou o que parecem ser colunas de vapor d’água irrompendo de Europa, uma das luas do planeta Júpiter.
Geoff Yoder, diretor interino da agência espacial norte-americana, explicou a importância da descoberta: “O oceano de Europa é considerado um dos locais mais promissores do Sistema Solar, onde há grande potencial de existir vida”.
A superfície de Europa é coberta por um oceano maior que todos os oceanos da Terra juntos e está revestida de uma espessa camada de gelo.
Se confirmada a descoberta, os pesquisadores poderão coletar amostras de água e tentar definir o grau de habitabilidade do satélite.
Dadas as limitações tecnológicas, é difícil determinar com exatidão se as imagens registradas pelo Hubble correspondem realmente a uma coluna de vapor d’água emergindo da superfície do satélite – na imagem acima, na parte inferior, à esquerda. No entanto, diante de uma hipótese tão promissora, a NASA planeja enviar uma sonda não tripulada para analisar o território na próxima década.
Em 2018, o James Webb Space Telescope estará pronto para funcionamento. Trata-se de um telescópio de altíssima resolução, projetado especialmente para observar com maior precisão a lua de Júpiter.

12.731 – Americanos vão voltar à Lua ano que vem. Mas não é a Nasa


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Como vimos numa matéria anterior, (12.725); o governo americano acaba de autorizar a primeira missão privada a sair da órbita terrestre. A companhia Moon Express ganhou autorização para mandar um robô para a Lua ano que vem.
A empresa teve que passar por uma batalha burocrática que envolveu várias agências governamentais, como o Departamento de Estado, a Agência Nacional de Segurança (a famosa NSA dos grampos), a Administração Federal de Avião e, claro, a Nasa.
A iniciativa começou em 2010, por três empresários do Vale do Silício: Naveen Jain, Barney Pell e Robert D. Richards. Em 2014, eles testaram com a Nasa, no Centro Espacial Kennedy, seu MTV-1X, o módulo lunar. A geringonça tem o tamanho de uma mesa de centro e lembra um disco voador (ou um pneu, para quem não é ligado em sci-fi).
O foguete que irá levar a sonda é o Electron, da Rocket Labs. Com 16 metros de comprimento e dois estágios, a um módico custo de 4,9 milhões de dólares, é um teco-teco perto do colossal Saturno V, que conduziu as missões Apollo – o maior foguete da história, com 111 metros. Mas a Rocket Labs garante que chega lá.
Se chegar, eles levam o Google Lunar X PRIZE, uma boladinha de 20 milhões que mal deve cobrir as despesas, se tanto. Mas o plano é dar largada à exploração comercial do espaço além da órbita terrestre. “Agora estamos livres para velejar como exploradores para o oitavo continente da Terra, a Lua”, afirma o CEO Bob Richards. “Procurando novo conhecimento e recursos para expandir a esfera econômica da Terra para benefício de toda a humanidade.” Aliás, antes mesmo de conseguirem a autorização para os voos, eles já tinham autorização para conduzir atividades de mineração no espaço, o que foi aprovado no congresso americano.
O futuro do espaço já está nas mãos das empresas, com a Nasa privatizando seus lançamentos desde 2008. Por mais excitante que tenha sido, a primeira era da exploração espacial foi uma manobra de publicidade entre duas superpotências. Assim que os States ganharam a Corrida Espacial com a Apollo 11, o público dormiu: o lançamento da última Apollo, a 17, em 1972, perdeu em audiência para reprises de I Love Lucy.
O caminho do espaço agora é o caminho do dinheiro, mais para Han Solo que Capitão Kirk. Ou, para manter os pés na Terra, mais para Cristóvão Colombo que Neil Armstrong.

12.725 – Empresa privada dos EUA vai enviar sonda à Lua em 2017


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Trata-se da primeira vez que uma empresa privada poderá realizar este tipo de missão. Até hoje, apenas os governos dos Estados Unidos, da China e o da ex-União Soviética enviaram naves espaciais para o satélite.
“Agora nós estamos livres para partir como exploradores para o oitavo continente da Terra, a Lua, buscando novos conhecimentos e recursos para expandir a esfera econômica da Terra, para o benefício de toda a humanidade”, disse Bob Richards, cofundador e presidente-executivo da Moon Express, empresa fundada em 2010 e sediada em Cabo Canaveral, na Flórida.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos anunciou a aprovação, após realizar consultas com a Casa Branca, o Departamento de Estado e a Nasa, a agência espacial americana.

12.627 – A Quase Lua da Terra


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De acordo com um anúncio do Centro de Estudos dos Objetos Próximos da Terra, nós também temos a companhia de um “quase-satélite”, mais exatamente o asteroide 2016 HO3. Esta pedra espacial, descoberta em 27 de abril, orbita o Sol de tal maneira que não se desvia muito da Terra.
De acordo com Paul Chodas, da NASA, os cálculos indicam que o 2016 HO3 tem sido um quase-satélite da Terra por aproximadamente cem anos e deverá manter esse padrão nos próximos séculos. Ele explicou que havia um outro asteroide, o 2003 YN107, que chegou a ter uma órbita semelhante há 10 anos, mas a rocha já partiu para longe.
O tamanho exato do 2016 HO3 não é conhecido, mas pesquisadores estimam que ele tenha entre 40 a 100 metros de largura.
Vale ressaltar que o asteroide também não representa nenhum perigo para a Terra, de acordo com a NASA, já que sua distância do nosso planeta nunca será inferior a 14,5 milhões de quilômetros.

12.610 – Colonização de Planetas – As opções mais habitáveis do Sistema Solar


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Sim, se fôssemos sair da Terra, qual seria o melhor lugar para se viver no nosso Sistema Solar? Nenhuma das opções é tão habitável quanto o nosso planeta, mas elas têm a vantagem de ainda não terem sido estragadas pela humanidade. Então é uma questão de pesar risco e benefícios.
Marte
Tem sido a opção número 1 por ser um planeta razoavelmente parecido com a Terra em relação a gravidade, e o fato de ser perto permite uma viagem de até 9 meses. Conta com água sólida nos polos e líquida abaixo do solo, e Sol o bastante para aproveitar energia solar. Não há muita atmosfera, mas ela existe, bloqueando um pouco da radiação solar.
A parte ruim: A vida deve ser restrita a ambientes fechados, porque a atmosfera marciana é extremamente rarefeita, fazendo com que a água evapore em temperaturas muito baixas (menos do que a temperatura do corpo humano). Isso significa que a água no corpo de uma pessoa exposta iria evaporar em pouco tempo, causando uma morte horrível. A radiação ainda é forte demais para uma vida saudável.

Lua
É a opção mais próxima. É possível chegar lá com poucos dias de viagem, tornando a Lua a alternativa mais fácil para aquela fuga rápida do planeta Terra. Também existe a crença de que existe água congelada nos polos, minérios, e Hélio-3, que seria uma boa fonte de energia radioativa.
A parte ruim: sem atmosfera, a Lua é bombardeada por radiação solar. A poeira lunar também se provou um problema sério nas viagens das espaçonaves Apollo. Além disso, há o fato de que, se você realmente quer sumir da Terra, a Lua pode ser perto demais.

Vênus
Em vez de ir para o quarto planeta do Sistema Solar, que tal ir para o segundo? Vênus tem atmosfera, ao contrário de Marte e da Lua. No entanto, a pressão do ar em Vênus em sua superfície é esmagadora (equivalente a quase 1 km de profundidade nos oceanos terrestres), e o calor é insuportável (460° Celsius). No entanto, a NASA já estuda alternativas viáveis que incluem criar cidades voadoras em Vênus, a 50 quilômetros da superfície; nesta altitude, as temperaturas variam entre 0°C e 50°C e a pressão atmosférica é próxima da terrestre.
A parte ruim: se a ideia de viver para sempre em um balão não agrada, o fato de as chuvas serem formadas por ácido sulfúrico, que é fortíssimo e altamente corrosivo, também não é muito atraente. Além disso, o fornecimento de água e metais seria complexa, devido à espessa atmosfera do planeta, dificultando o lançamento e pouso das naves.

Titan
Esta lua de Saturno tem uma vantagem muito clara: energia aos montes. Ela possui oceanos inteiro de metano puro, que é um gás altamente inflamável, mas lá está em estado líquido. A pressão atmosférica é próxima à da Terra (1,4 vezes a pressão), tornando desnecessário o uso de uma roupa pressurizada (mas ainda seria necessário usar uma máscara para respirar). Há nitrogênio e amônia na atmosfera que poderiam ser usadas para fertilizar hortas em estufas e pode haver água sob a superfície. A atmosfera também é espessa o bastante para filtrar a radiação solar.
A parte ruim: Bom, a lua está perto de Saturno, que é muito longe do Sol. O resultado disso é que a temperatura média em Titan é de -180° Celsius. Além disso, a distância em relação à Terra significa que a viagem até lá demoraria vários anos com os sistemas de propulsão atuais.

Callisto
Júpiter tem várias luas, e Europa é a mais famosa, sempre lembrada quando falamos em chances de vida extraterrestre. No entanto, Callisto é interessante por vários motivos. O fato de estar mais distante de Júpiter significa que recebe menos radiação do gigante gasoso. Além disso, já foi observado gelo na superfície da lua, e tudo indica que haja um oceano salgado a uma profundidade entre 50 e 200 quilômetros. A própria NASA já começou a estudar a possibilidade de enviar humanos a Callisto pela sua estabilidade geológica e a possibilidade de transformar o gelo da superfície em propulsor de foguetes.
A parte ruim: também é longe para chuchu da Terra, dependendo de uma viagem de vários anos. A atmosfera também é fina, gerando problemas como na Lua da Terra e Marte. A radiação que recebe de Júpiter é menor do que outras luas jupterianas, mas ainda é maior do que Titan, por exemplo. Além disso, Callisto recebe apenas 4% da luz solar que a Terra recebe, dificultando bastante a captação de energia.

12.599 – NASA está desenvolvendo nave robô para manutenção de satélites


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A NASA está trabalhando em uma nova missão que vai lançar uma nave espacial robótica para realizar o reabastecimento e a manutenção de satélites que já estão em órbita. A nave será equipada com braços robóticos capazes de fazer as transferências de combustível dentro das condições de temperatura e pressão adequadas.
A missão, que está planejada para 2020, pode alterar a forma com que governos e empresas privadas constroem seus satélites, permitindo que eles tenham maior vida útil e impedindo sua morte prematura. O projeto poderia também auxiliar outras naves que já estão no espaço. Benjamin Reed, vice-gerente do projeto, disse que o projeto pode gerar ainda uma economia na produção de satélites.
Além de manutenção, a NASA quer usar o projeto para futuras missões para Marte e locais mais distantes.

12.555 – Espaço – Empresas privadas querem reconquistar a Lua


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Lá se vão quase 45 anos desde a última vez em que o homem pôs os pés na Lua. As imagens da tripulação da missão Apollo 17 pousando o módulo Challenger no Vale da Taurus-­Littrow são o derradeiro registro, quase apagado da memória, de um tempo em que o corpo celeste mais próximo de nosso planeta deixou de ser só dos poetas, seresteiros e namorados.
Desde então, a Lua ficou metaforicamente mais longe. A Nasa, a agência espacial americana, praticamente a abandonou. Houve iniciativas da extinta União Soviética, da Rússia e da China, mas sempre com naves sem ninguém dentro. Foram experiências interessantes, mas sem o tom espetacular e os grandes avanços científicos dos primeiros tempos.
Vencer a corrida lunar era busca incansável dos Estados para demonstrar força no apogeu da Guerra Fria. Já não é assim. Agora, tudo leva a crer que estamos no caminho da privatização da Lua. “Se dependermos apenas de governos, o universo continuará inexplorado”, diz o engenheiro John Thornton, fundador da americana Astrobotic. Até o ano que vem, a empresa pretende enviar a primeira sonda privada para a Lua. Quer se aventurar nas cavernas cor de Flicts. Se cumprir a meta, garantirá ainda uma pomposa recompensa de 20 milhões de dólares, prometida pela premiação Lunar — parceria entre o Google e a organização sem fins lucrativos XPrize — à primeira companhia da história a concluir a estratosférica missão.
O prêmio Lunar foi idealizado em 2007 com um claro objetivo: “Incentivar empreendedores espaciais a criar uma nova era de acesso barato à Lua e além”. Para entrar na competição, era necessário que um time de cientistas qualificados apresentasse um plano possível para pousar no satélite e percorrer uma distância de 500 metros no terreno, por meio de uma sonda controlada a distância, da Terra. A condição: ao menos 90% do financiamento do projeto tem de vir do setor privado; os outros 10% podem brotar do governo. Ao todo, será distribuído um butim de 30 milhões de dólares — os 20 milhões ao campeão, 5 milhões ao segundo colocado e outros 5 milhões de bônus aos que atingirem uma série de etapas científicas preestabelecidas.
Liderada pelo Google e pela XPrize, e com o apoio de empreendedores do porte de Elon Musk, fundador da Tesla, fabricante de carros elétricos, e da SpaceX, de exploração espacial —, a competição estava, até há pouco, envolta em descrédito. De início, a promessa era lançar um foguete em 2012. Porém, quando a data chegou, o Lunar puxou o freio, anunciando que nenhum time aparentava estar próximo de elaborar uma proposta razoável para vencer. O prazo, então, foi estendido para 2015, depois para 2016 e, recentemente, para 2017. Das 29 empresas que se candidataram à disputa, de catorze países, treze desistiram (boa notícia: sobrou uma brasileira). “Não é fácil ser o primeiro a realizar algo tão ousado, e é de esperar que existam percalços”, disse a americana Chanda Gonzales-Mowrer, diretora do Lunar. “Depois de chegarmos lá, e de colocarmos nosso nome nos livros de história, ninguém se lembrará desses problemas, apenas da glória.”

12.517 – Cientistas confirmam que lua de Plutão é coberta de água congelada


Lua de Plutão

Hydra, a lua mais distante de Plutão, foi descoberta pelos cientistas em 2005.
Eles acreditam que ela tenha sido formada há quatro bilhões de anos pela colisão do planeta com outro de seus quatro satélites naturais, Charon. Uma nova análise acaba de comprovar que Hydra é coberta por água pura congelada.
A descoberta foi feita por meio de dados obtidos pela sonda New Horizons, da NASA, durante sua histórica passagem por Plutão em julho e 2015. Por ter uma superfície extremamente reflexiva, os cientistas já suspeitavam de que a lua fosse coberta de água, e por isso a batizaram de Hydra. Mas agora essa teoria foi confirmada pela primeira vez.
Os novos dados comprovam sem sombra de dúvida a presença de água congelada cristalina em Hydra. Charon, o outro satélite natural de Plutão também é dominado por gelo, mas sua superfície não é tão límpida quanto a de seu vizinho. Os cientistas agora querem descobrir por que isso ocorre.
“Talvez os impactos constantes de micrometeoritos mantenham a superfície de Hydra livre de elementos contaminantes”, disse Simon Porter, um dos cientistas da equipe da New Horizons. “Esse processo não teria eficácia em Charon, que é muito maior que Hydra. Sua gravidade mais poderosa retém destroços causados por esses impactos”. Isso explicaria a “sujeira” na superfície do satélite.

12.313 – Espaço – Em 10 anos você pode morar na Lua (?)


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Em agosto de 2014, alguns dos cientistas e astrônomos mais importantes do mundo se reuniram para desenvolver formas baratas e eficazes para construir uma base na Lua capaz de abrigar humanos. Entre eles, estavam o astrobiólogo Chris McKay, da NASA , George Church e Peter Diamandis, da X Prize Foundation. Mas o resultado desse encontro só foi divulgado hoje e é uma ótima notícia para quem quer se mudar deste planeta o quanto antes: uma estação habitada na Lua pode ser criada em breve e sem quebrar os cofres.
A previsão para que essa utopia espacial se torne realidade é bastante imediata. De acordo com as informações publicadas pela revista New Space, poderíamos montar uma pequena estação lunar até 2022 com 10 bilhões de dólares ou menos – o programa Apollo, que levou o homem à Lua pela primeira vez custou o equivalente a 150 bilhões de dólares.
A explicação para o orçamento modesto e o prazo curto não tem nada de outro planeta. Novas tecnologias como impressoras 3D, robôs, carros autônomos (que se dirigem sozinhos) e privadas recicladoras serão alternativas baratas e extremamente úteis nessa migração lunática.
Guardadas as devidas proporções, o homem sabe como sobreviver na Lua, aprendizado da vivência na Estação Espacial Internacional. Os cientistas já desenvolveram suplementos alimentares complexos, mecanismos capazes de reciclar água no espaço e sistemas para equilibrar os níveis de oxigênio e dióxido de carbono.
A realidade virtual, por exemplo, seria útil para ajudar nos esforços de planejamento, desenvolvimento de cenários operacionais, testes de ambientação e treinamento de pessoal. As impressoras 3D são outra tecnologia que tem espaço garantido na maquete lunar: elas podem fabricar peças para foguetes, substituir componentes quebrados e diminuir os custos de lançamento.

Bilhetes para a Lua na classe executiva
Ao contrário do que geralmente acontece nas migrações terrestres, o ideal seria ocupar a Lua pouco a pouco e em pequenos grupos para passar estadias curtas. Com o passar do tempo (e dos avanços tecnológicos), as missões passariam períodos mais longos por lá, assim como ocorre com a Estação Especial Internacional.
Nos planos mais ambiciosos, a estação da Lua poderia evoluir para um complexo espacial cheio de soluções multiuso. Alguns pensam nessa estação povoada por centenas de famílias, outros a imaginam como base científica ou até mesmo turística.

A Lua como trampolim para Marte
Mas a NASA não está interessada em enviar outros homens à Lua, a concentração agora é para chegar a Marte em 2030. “Para mim, a Lua é tão sem graça quanto uma bola de concreto. Mas não teremos uma base de pesquisa em Marte se não fizermos isso primeiro na Lua”, afirma Chris Mckay.
Construir uma estação na Lua seria um teste para Marte. Uma valiosa oportunidade de testar sistemas de propulsão, adaptação, comunicações e formas de sobrevivência para os astronautas, com a diferença do tempo de viagem: 9 meses de distância contra apenas alguns dias até a Lua.
O grande impasse para o sonho da casa própria na Lua é a NASA, que só vai se dar ao luxo de escolher um dos destinos, ou a Lua ou Marte. Se McKay e seus colegas estiverem certos, nós podemos ir aos dois – mas antes precisamos incluir robôs e impressoras 3D na bagagem.