13.142 – Saúde – Descoberto gene que causa morte súbita em jovens e atletas


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As vítimas de Displasia Arritmogênica do Ventrículo Direito (DAVD) possuem duas características em comum. Elas 1) costumam morrer praticamente na hora e 2) são extremamente jovens e saudáveis, geralmente não passam dos 35 anos. Essa soma de fatores aterrorizantes motivou pesquisadores de três países a se unirem para tentar entender o que está por trás da patologia. A resposta está em 3 letras e dois números: CDH2 – o nome do gene responsável pela doença.
A música já dizia que o coração não é tão simples quanto pensa, e é justamente ele que o DAVD ataca. Quem tem a doença não possui os músculos comuns no órgão. No lugar, os pacientes contém um tecido gorduroso e cheio de fibras. Isso faz com que os corações doentes não aguentem o tranco. Ao longo da vida, o órgão acaba desenvolvendo fibrilhação ventricular (um coração que bate sem ritmo) e taquicardia (um coração que acelera sem motivos aparentes). Isso acaba afetando principalmente quem faz o órgão se esforçar mais: jovens e atletas, que geralmente nem sabem que têm um coração especial. Às vezes, esse esforço começa a ter efeitos colaterais; você pode perder a consciência e ter uma parada cardíaca – e, se não houver um desfibrilador por perto, você morre em poucos minutos.
Para entender melhor a doença, os pesquisadores levaram tempo: duas décadas inteiras. Durante todo esse tempo, estudiosos da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, acompanharam uma família que tinha alta incidência de mortes por DAVD. Dois membros dela, então, tiveram todo seu DNA dissecado. Encontraram 13 mil variantes genéticas comuns entre as duas pessoas e começaram a estudar uma a uma. Depois de cinco anos cuidando disso, os sul-africanos pediram ajuda internacional. Faculdades do Canadá e da Itália começaram a auxiliar na pesquisa e, mesmo assim, levaram outros 15 anos para que uma resposta fosse encontrada.
Eis que o CDH2 se mostrou o culpado da doença. De acordo com o estudo, essa é a pecinha do DNA responsável pela produção de N-Cadherin, uma proteína que define a adesão entre as células cardíacas. Quando uma mutação aparece no CDH2, as células do órgão não são normais, e a DAVD aparece. Para não restar dúvidas, os pesquisadores ainda procuraram um paciente diagnosticado com a doença, dessa vez de outra família. Ao olharem com atenção para o DNA, não deu outra: o CDH2 também era mutante.
Agora, cientistas querem que a descoberta ajude a detectar pacientes antes que eles tenham, de fato, uma parada cardíaca. Uma análise em parentes de pessoas que morreram jovens pode fazer com que a mutação (e a doença) sejam encontradas, iniciando o tratamento com antecedência. Poupando, literalmente, o coração de jovens mundo a fora.

12.827 – Esporte – Dopping na Rio 2016


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Simone Biles, com seu 1,45 m de altura, foi uma das maiores sensações da Olimpíada do Rio de Janeiro, e deixou a competição com 5 medalhas. O que Biles, as irmãs Williams do tênis, um cavaleiro inglês do ciclismo e o time de natação da Alemanha têm em comum?
Todos eles fazem parte do grupo de 25 atletas que teve laudos médicos confidenciais vazados nessa semana por hackers chamados de Fancy Bears. Os “Anonymous do doping” invadiram o site da WADA (Agência Mundial Antidoping) e distribuíram documentos chamados de TUE – Exceções de Uso Terapêutico.
Um TUE é emitido quando um atleta está usando uma substância proibida pelas regras do seu esporte – mas por motivos médicos. Um profissional da WADA analisa os laudos que provam que aquele atleta precisa do remédio proibido e aí aprova ou nega essa autorização especial.
Só que a acusação dos Fancy Bears é que os TUEs estão sendo usados para justificar o doping de alguns atletas e esconder que eles estariam melhorando sua performance de um jeito injusto – não seria coincidência, então, que 17 dos 25 atletas citados tenham acabado de ganhar medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio.
Na maioria dos casos, os atletas estavam usando algum tipo de esteroide. O nome parece alarmante, certo? Mas e se a gente estiver falando de uma bombinha de asma? As bombinhas, afinal, contêm esteroides para aliviar os sintomas da asma.
O ciclista Sir Bradley Wiggins, que ganhou sua oitava medalha olímpica no Rio (e virou cavaleiro inglês em 2013) não ligou a mínima de ver seu nome no mais recente vazamento dos Fancy Bears. Isso porque, segundo disse ao jornal The Telegraph, o mundo inteiro sabe que ele tem asma. Não estava usando estimulantes para se destacar – estava tomando remédio para não ter que escolher entre competir e respirar.
Dos 5 atletas alemães na lista, 3 eram nadadores – e todos estavam tomando remédios indicados para a asma. Um time de natação de elite cheio de asmáticos medicados é um tanto bizarro.
O problema é o seguinte: se, por um lado, esses são remédios totalmente justificáveis para um quadro alérgico, por outro eles aumentam a capacidade do pulmão e oferecem vantagens injustas, especialmente na natação. Se for esse o caso, porém, não deu muito certo: os alemães da lista saíram do Rio sem medalha.
Outro tipo de remédio comum nos documentos vazados eram antiinflamatórios como a prednisona. A maioria dos extensos documentos vazados das irmãs Serena e Venus Williams falavam justamente dessa droga, que é conhecida de qualquer um que tem infecções respiratórias frequentes. Só que nem todo remédio ali é “light” assim: Serena tinha uma autorização de uma semana para tomar Oxicodona, um analgésico opioide parente da heroína.
Todo mundo já precisou de um corticoide na vida para se recuperar de alguma doença – e os TUEs realmente só “perdoam” os atletas por prazos curtos, de 5 a 15 dias. Só que a história fica ainda mais polêmica entre os atletas norteamericanos.
5 dos 11 esportistas americanos denunciados pelo Fancy Bears não estava tomando antiinflamatórios e sim anfetaminas, indicadas para quadros de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Entre eles estava a própria Simone Biles, que se manifestou sobre seu TDAH pelo Twitter e disse tomar Ritalina desde que era criança.
Todo mundo já precisou de um corticoide na vida para se recuperar de alguma doença – e os TUEs realmente só “perdoam” os atletas por prazos curtos, de 5 a 15 dias. Só que a história fica ainda mais polêmica entre os atletas norteamericanos.
A história fica ainda mais complicada, porque os hackers que fazem acusações, os Fancy Bears, se declaram um grupo internacional, mas foram ligados à Rússia pela própria WADA. O Kremlin negou a conexão, dizendo que todo mundo “põe a culpa na Rússia por tudo”. Mas, caso a ligação seja comprovada, o grupo de ataque teria motivos nada nobres para denunciar outros atletas, já que o país foi punido pela WADA por um amplo esquema de doping apoiado pelo governo nas Olimpíadas de Inverno de 2014. E eles prometem: vem mais por aí.

12.745 – Rio 2016 – Phelps quebra recorde olímpico de 2 mil anos


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Com 26 medalhas no total, o nadador americano Michael Phelps é o atleta olímpico com mais conquistas dos últimos tempos. E 11de agosto, ele arrebatou mais uma vitória – dessa vez histórica – para a coleção: com a sua 13ª medalha individual de ouro, nos 200 m medley, se tornou o maior medalhista em provas individuais – um recorde que ficou insuperado por 2.168 anos.
Antes de Phelps, só um cara tinha alcançado essa proeza: o grego Leônidas de Rodes. Nascido em 188 a.C., ele competiu em quatro olimpíadas – entre 164 e 152 a.C -, e era considerado, assim como o nosso “Tubarão de Baltimore”, o maior campeão olímpico individual da época. Faz sentido: aos 36 anos, o atleta acumulou 12 coroas de louros – o equivalente à medalha de ouro naqueles tempos.
O negócio de Leônidas não era nadar, e sim correr. Só que, assim como o campeão de natação, o grego era perito em várias modalidades dentro de seu esporte – ele foi tetracampeão na corrida de 200 m e em duas outras categorias que hoje não existem mais, o diaulo e o hoplitódromo.
Diaulo é uma corrida de ida e volta, de aproximadamente 400 m, semelhante à nossa prova atual dessa distância. Já o hoplitódromo era uma competição mais pesada: os 400 m eram percorridos pelos atletas enquanto eles vestiam uma armadura militar e carregavam um escudo, somando um peso extra de 25 kg. Além de tudo, na época do ano em que as olimpíadas aconteciam, a temperatura podia chegar a 40°C. Quem praticava esse esporte, então, precisava não só ser ágil e forte, mas também ter uma resistência assustadora – por isso, a prova era conhecida como “corrida de soldados”.
Não admira que um atleta que vencesse essas três competições em uma mesma olimpíada fosse tido como um grande herói: esses caras ganhavam o título de triastes – e Leônidas era um desses. Para você entender como ele era acima da média, saiba que só existiram sete triastes na época, e esse grego específico foi o único a alcançar essa honra mais de uma vez.
De fato, o atleta conseguiu o título quatro vezes no total. Na quarta conquista, Leônidas tinha 36 anos, e já estava “velho” para os padrões dos atletas – assim como Phelps, que alcançou suas últimas quatro medalhas esse ano, aos 31. Até hoje, só outros dois atletas além deles conseguiram arrebatar quatro medalhas de ouro individuais consecutivas: os americanos Al Oerter, no arremesso de disco, e Carl Lewis, no salto a distância.
Claro, se a gente for contar direitinho, Phelps tem muito mais medalhas olímpicas do que Leônidas: no total, o americano tem 26 – 13 ouros individuais, nove ouros em revezamentos, dois bronzes e duas pratas. Mas, como na Grécia Antiga não existia nada além do primeiro lugar, e como também não havia provas de revezamento na corrida, a gente dá uma colher de chá pro Leônidas – afinal, o cara foi o único tetra medalhista individual campeão em mais de 2 mil anos de Olimpíadas.

12.743 – Rio 2016 – A Prova dos 100 metros rasos


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Em questão de segundos (exatos 9.81s) Usain Bolt fez história ao conquistar o inédito tricampeonato olímpico na prova dos 100 metros rasos do atletismo nos Jogos do Rio-2016. A prata ficou com o americano Justi Gatlin (principal oponente do jamaicano), com o tempo de 9.89s. O bronze foi para o canadense Andre De Grasse, com 9.91s.
O americano Justin Gatlin comentou a conquista da medalha de prata:

— É difícil, tenho companheiros de equipe que não chegaram à final. Mas temos que ficar gratos pelo que temos, por conseguir uma medalha — falou.

Já na zona mista, ele falou sobre as vaias que recebeu do público.

— Não me concentrei nas vaias. Vi mais bandeiras dos estados unidos do que jamais vi em corridas — comentou: — Você escuta tudo. Mas quando eles estao aqui, estão excitados. Tem muitos fãs do Bolt, da Jamaica… Mas eles não me conhecem. Eu tenho resposta dos meus colegas.

O terceiro colocado, baixinho veloz
O baixinho André De Grasse do Canadá ficou em terceiro com a marca de 10.04 seg, uma façanha levando -se em consideração os concorrentes e as longas passadas de Bolt.

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Andre De Grasse, of Canada, holds a flag after he wins the gold medal in the men’s 100m final during the athletics competition at the 2015 Pan Am Games in Toronto on Wednesday, July 22, 2015. THE CANADIAN PRESS/Mark Blinch

 

12.741 – Atletismo – Como a ginasta Simone Biles desafia as leis da física


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Ainda estamos na metade da Olimpíada do Rio 2016 e a americana Simone Biles já conquistou o mundo. Para quem gosta de ginástica artística, seu ouro não foi uma surpresa. Com 19 anos de idade, ela foi a primeira da história a vencer três campeonatos mundiais consecutivos em sua modalidade (2013, 2014 e 2015), e é a ginasta americana mais condecorada da história em competições internacionais, com 14 medalhas ao todo, 10 delas de ouro.
Biles é a mais recente de uma série de lendas desse esporte, mas há 40 anos, Nadia Comăneci, da Romênia, já fazia o que parecia impossível do ponto de vista da física. Ela tinha apenas 14 anos quando pousou em Montreal, Canadá, para a Olimpíada de 1976, era parte da equipe de ginástica artística do pequeno país do leste europeu, e não fazia a menor ideia de que estava prestes a entrar para a história. Ao terminar uma indescritível prova nas barras assimétricas, deu uma olhada no painel em que os juízes exibem as notas e viu um “1.00”. Não era um defeito. Como, até então, não se pensava que fosse possível atingir a perfeição absoluta na ginástica artística, não era possível exibir os quatro dígitos de “10.00” na tela. “9.98”? Talvez. Não dez.
Mas não foi suficiente realizar a façanha uma vez. Comăneci conquistou outras seis notas dez ao longo evento, com um grau de confiança e precisão que jamais foi superado.
Nos anos seguintes, o “10.00”, claro, não virou rotina. Mas foi alcançado por número razoável de atletas até sua extinção, em 2006, quando entrou em vigor outro – e muito criticado – sistema de pontuação.
Comăneci e Biles parecem desafiar as leis da física todos os dias. É difícil observar o movimento de seus corpos e não se lembrar da associação das Olimpíadas da antiguidade com os deuses. Não há nada inexplicável ali, porém: é tudo ciência.
O mortal é um salto em que os dois pés passam por cima da cabeça e voltam à posição original. Ele possui variações. Uma delas, o carpado, entrou para imaginário brasileiro por ser característica da ginasta Daiane do Santos. Nele, a acrobacia é feita com o corpo dobrado em um ângulo menor que 90° e as pernas esticadas. Outra, ainda mais difícil, é a estendida, em que o corpo simplesmente não é dobrado.
Esse detalhe é importante: quando uma atleta encolhe o corpo na hora do salto, ele fica muito mais fácil.
N a física, há uma unidade de medida chamada inércia rotacional. Ela mede a resistência de um corpo às alterações na sua rotação. Parece difícil de entender, mas na verdade é bem simples. Quando um corpo está girando, ele gira em torno de um eixo. Quanto mais distante do eixo estiver a massa desse corpo, mais ele vai resistir ao giro.
Um objeto como um machado, por exemplo, possuí muita massa em apenas uma ponta, afinal, o cabo é muito mais leve que a lâmina. Já a massa de um livro é distribuída de maneira mais ou menos uniforme. O ser humano possuí uma característica notável: ele pode se encolher ou se esticar, alterando a posição de suas pernas e braços sem tirar o tronco do lugar. Se você abraçar seus joelhos e se tornar uma “bolinha”, você ocupará menos espaço, mas continuará pesando os mesmos 70 ou 80 quilos.
Ou seja: quem salta com o corpo encolhido mantém a própria massa próxima ao eixo de rotação. Isso diminui a inércia, ou seja, a vontade que seu corpo tem de ficar ali paradinho em vez de dar a pirueta. Quem salta com o corpo esticado, por outro lado, joga toda a massa para as pontas, bem longe do eixo, o que aumenta a força que atua contra o giro.
E é aí que reside a grande dificuldade do salto. Considere que ele é duplo, ou seja, são dois giros, e que no final ainda há o meio giro, que demandaria mais alguns parágrafos de explicação, e é provável que você saia dessa matéria mais animado para fazer uma graduação em física que para tentar a carreira olímpica.

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12.722 – Nazismo – Vila olímpica construída por Hitler existe até hoje em Berlim


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A vila olímpica nazista, que hospedou 4 mil atletas, foi uma das mais luxuosas. Durante a Segunda Guerra, ela serviu de quartel para os soldados alemães, foi invadida pelos soviéticos e, 75 anos depois da olimpíada, parece cenário de filme de terror.
Quem daria uma Olimpíada nas mãos de Hitler? Provavelmente, ninguém – se não fosse por um erro: em 1931, pouco antes de o nazismo ganhar força na Alemanha, o Comitê Olímpico Internacional decidiu que Berlim seria a anfitriã dos jogos de 1936. Quando o nazismo começou a se revelar um pouco mais, em 1933, já era tarde para voltar atrás na decisão: mesmo com ameaças de boicote e com protestos de vários países – como o Reino Unido, a França e a Suécia -, o evento aconteceu. No estádio, durante os jogos, a bandeira com o símbolo olímpico era colocada junto da suástica.
Adolf Hitler viu a olimpíada de 1936 como uma oportunidade de mostrar ao mundo os ideais nazistas. Tudo precisava ser grandioso: os estádios, os atletas e, claro, a vila olímpica. Construída em Wustermark, na região metropolitana de Berlim, o alojamento foi projetado com luxo para os jogos, mas acabou sendo usado como uma vila militar durante a Segunda Guerra Mundial, invadido pela União Soviética e, hoje, continua de pé – só que abandonado.

12.686 – Mega Sampa – São Paulo recebe desfile da tocha olímpica neste domingo


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A tocha olímpica desfila neste domingo (24) pelas ruas da cidade de São Paulo. Serão 56km de trajeto percorridos por 260 condutores, entre às 7h45 e 19h. O desfile começa no Museu do Ipiranga e termina no Sambódromo do Anhembi.
No sábado (23), Guarulhos e o ABC Paulista receberam a tocha. Foram 39,7 km de trajeto com a tocha passando por 193 condutores. O desfile começou em Guarulhos e terminou em São Bernardo do Campo. Na quinta-feira (21), a tocha passou por Osasco, na Grande São Paulo.
– Museu do Ipiranga, às 7h45
– Rua Bom Pastor
– Av. Dom Pedro I
– Av. Arno
– Av. Presidente Costa Pereira
– Rua Sarapuí
– Rua Canuto Saraiva
– Rua Visconde de Inhomerim
– Av. Paes de Barros
– Rua da Mooca
– Rua João Antônio de Oliveira
– Rua Almirante Brasil
– Avenida Alcântara Machado
– Avenida Venceslau Brás
– Praça da Sé, às 9h10
– Rua Boa vista
– Largo São Bento
– Rua Líbero Badaró
– Viaduto do Chá
– Praça Ramos de Azevedo
– Rua Conselheiro Crispiniano
– Av. São João
– Av. Ipiranga
– Rua da Consolação, às 9h46
– Av. Paulista, às 10h06
– Av. Bernardino de Campos
– Rua Vergueiro
– Rua Dona Júlia
– Av. Prof. Noé Azevedo
– Av. Domingos de Moraes
– Rua Sena Madureira
– Rua Paulo Francis
– Av. Ibirapuera
– Av. República do Libano
– Rua Manoel da Nobrega
– Av. Pedro Alvares Cabral, às 12h11
– Parque do Ibirapuera
– Viaduto General Marcondes Salgado
– Rua Colombi
– Av. Brasil
– Av. Rebouças
– Praça Charles Muller, às 14h47
– Rua da Cantareira
– Av. Senador Queiroz
– Av. Ipiranga
– Av. Rio Branco
– Praça Princesa Isabel
– Praça Julio Prestes
– Rua Mauá
– Praça da Luz, às 15h42
– Rua Ribeiro de Lima
– Av. Almirante Pereira Guimarães
– Rua Pasto de Almeida
– Rua Olavo Freire
– Praça Charles Miler, às 16h26
– Praça Ana Maria Popovic
– Praça Ricardo Ramos
– Av. Pacaembu
– Ponte da Casa Verde
– Praça Heróis da FEB, às 18h22
– Sambódromo do Anhembi, às 19h

12.680 – Olimpíada – Os Jogos Paraolímpicos


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As primeiras disputas entre pessoas com deficiência de que se tem notícias datam de 1888. Elas aconteceram em Berlim, na Alemanha, onde clubes estimulavam a participação de surdos nos esportes. Mais tarde, lá pelos anos 1920, nos Estados Unidos, tiveram início atividades como natação e atletismo para atletas com deficiência visual. Mas foi somente depois da Segunda Guerra Mundial (1939‒1945) que as competições ganharam força.
O embrião foi formado a partir de 1944, na Inglaterra. Como os métodos tradicionais de reabilitação não poderiam atender às necessidades de um grande número de soldados com deficiência, o governo britânico pediu ao neurologista e neurocirurgião Ludwig Guttmann que criasse um centro especializado em lesões na coluna, no Hospital Stoke Mandeville. Além de usar a fisioterapia no tratamento, o médico recorreu ao esporte para motivar seus pacientes, começando por arremessos de bola para exercitar os membros superiores. A iniciativa gerou aumento de resistência física e de autoestima. E foi ali que a reabilitação por meio do esporte evoluiu de recreacional para competitiva.

1948: lançados os Jogos de Stoke Mandeville. Enquanto acontecia a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 29 de julho de 1948, Guttmann comandava a primeira competição de pessoas com deficiência. Dezesseis militares inscritos, entre homens e mulheres com algum tipo de lesão, participaram de um torneio de tiro com arco.

1952: a Holanda entra em cena. Militares holandeses foram convidados a participar dos Jogos de Stoke Mandeville, abrindo espaço para a primeira competição internacional para pessoas com deficiência. À medida que o esporte adaptado crescia, surgiam inovações para melhorar a vida dos atletas. A Guerra Fria e a corrida espacial alavancam o desenvolvimento do plástico e seus compostos: espumas de plástico e fibras de vidro começaram a ganhar espaço em hospitais, centros de terapia e na confecção de próteses.

1958: o Brasil dá os primeiros passos no esporte adaptado. Após sofrerem lesão medular em razão de acidentes, dois brasileiros procuraram serviços de reabilitação nos Estados Unidos que incluíam a prática esportiva. Na volta, Sérgio Serafim Del Grande, de São Paulo, e Robson Sampaio de Almeida, do Rio de Janeiro, fundaram associações onde inicialmente era praticado o basquete em cadeira de rodas. São eles os precursores do esporte adaptado ‒ ou seja, a prática de uma atividade esportiva adaptada para pessoas com deficiência ‒ por aqui.

1960: enfim, Jogos Paralímpicos. Oficialmente com esse nome, eles aconteceram em Roma, na Itália, com 400 inscritos de 23 países, imediatamente após os Jogos Olímpicos.

1964: surge a Organização Internacional Esportiva para Deficientes (ISOD, na sigla em inglês). A entidade passou a oferecer oportunidades para todo tipo de atleta com deficiência ‒ com problemas de visão, amputados, com paralisia cerebral e paraplégicos.

1972: Brasil estreia em Jogos Paralímpicos. Aconteceu em Heidelberg, na Alemanha, com um grupo de 20 atletas homens, que terminou sem medalhas. Outras 41 delegações marcaram presença no evento. Nos anos 1970, teve início também a era da popularização do plástico – material leve e flexível – no desenvolvimento de próteses mais confortáveis e próprias para a prática esportiva.

1976: a primeira medalha brasileira, nos Jogos de Toronto, no Canadá. A dupla Luiz Carlos Costa e Robson Sampaio Almeida estreou no pódio, com uma medalha de bronze, em uma prova de lawn bowls (espécie de bocha sobre grama). A partir dessa edição, cegos e amputados também entraram nas disputas.

1980: a vez de atletas com paralisia cerebral. Eles começaram nos jogos da cidade de Arhnem, na Holanda. Participaram 125 portadores de paralisia cerebral, 341 com deficiência visual, 452 amputados e 1.055 cadeirantes.

1984: 22 medalhas para o Brasil. Na edição que teve duas cidades sediando os jogos ‒ Nova York, nos Estados Unidos, e Stoke Mandeville, na Inglaterra ‒, o Brasil garantiu mais de duas dezenas de medalhas e terminou na 24a colocação no quadro geral de medalhas, com 7 ouros, 17 pratas e 4 bronzes.

1988: os Jogos Paralímpicos passam a acontecer na mesma cidade que os Olímpicos. Depois de várias edições com sedes diferentes, Seul, na Coreia, recebeu os dois eventos. E assim foi daí por diante.

1989: fundado o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). A entidade, sem fins lucrativos, nasceu em Dusseldorf, na Alemanha, com o objetivo de atuar como órgão dirigente do movimento paralímpico global.

1992: Barcelona, um primor de organização. Grande parte da cidade-sede foi adaptada para receber confortavelmente 3 mil atletas, independentemente do tipo de deficiência. Três atletas brasileiros tiveram performances memoráveis: Luiz Cláudio Pereira, no arremesso de peso, Suely Guimarães, no lançamento de disco, e a velocista Ádria Santos, que ganhou seu primeiro ouro ao vencer a prova dos 100 metros.

1995: fundado o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A entidade foi criada tendo como principal função consolidar o movimento paralímpico no Brasil, difundindo o esporte de alto rendimento para pessoas com deficiência.

1996: a prótese Flex-Foot Cheetah é usada pela primeira vez na Paralimpíada de Atlanta, nos Estados Unidos. De fibra de carbono ‒ material flexível e de alta absorção de energia ‒ e inspirado na pata do guepardo, o modelo passa a ser a sensação nas pistas de atletismo.

2000: quebrados 300 recordes mundiais e paralímpicos. O palco dessas conquistas foi Sydney, na Austrália. Nessa edição, o Brasil conseguiu sua melhor colocação em Jogos Paralímpicos até então, com 6 medalhas de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, ficando em 24o lugar no ranking final. Começava a trajetória de conquistas de uma nação paralímpica.

2008: brasileiro leva 9 medalhas na natação em Pequim. Daniel Dias conquistou 4 medalhas de ouro, 4 de prata e 1 de bronze.Outro grande destaque foi a velocista Terezinha Guilhermina, que garantiu o ouro nos 200 metros e a prata nos 100 metros rasos. No futebol de 5, o Brasil sagrou-se bicampeão paralímpico. Com 47 medalhas no total, pulamos para a 9a colocação no ranking mundial.

2012: novas conquistas em Londres. Cumprindo a meta estabelecida pelo CPB, sob a gestão do presidente Andrew Parsons, o Brasil saltou do 9o lugar no quadro geral de medalhas em Pequim para o 7o, com 21 ouros. Essa edição ‒ que recebeu 4.200 atletas de 166 países ‒ foi marcada pela épica vitória do velocista Alan Fonteles sobre o sul-africano Oscar Pistorius nos 200 metros da classe T44. Nas competições e no dia a dia dos atletas, as próteses passaram a se mostrar ainda mais eficientes e personalizadas ‒ graças à utilização do plástico em sua composição, garantindo leveza, design e beleza. As próteses são um exemplo de como o plástico pode contribuir para soluções que permitem maior acessibilidade e qualidade de vida.

2016: a hora do Rio. Os Jogos Paralímpicos são o maior evento de esporte de alto rendimento para atletas com deficiência. Apesar disso, são enfatizadas mais as conquistas do que as deficiências dos participantes. A cerimônia de abertura no Rio está marcada para 7 de setembro e a cidade quer entrar para a história recebendo 4.350 atletas paralímpicos, de cerca de 170 países, que vão disputar 22 modalidades.



 

 

12.383 – Esporte – O calcanhar-de-aquiles dos super-homens


Se você pudesse usar todos os seus cerca do 650 músculos ao mesmo tempo, ergueria sem sacrifício 25 toneladas.
Já o halterofilista russo Andrei Chernerkyn, medalha de ouro em Atlanta. sofreu para levantar 457,5 quilos.
Isso quer dizer que ainda há muito chão pela frente? Não. A diferença de mais de cinqüenta vezes não está no potencial da musculatura, mas sim na sua capacidade de fabricar e armazenar combustível para movê-los. A situação ê particularmente decisiva nas corridas.
Acompanhe. Todo movimento depende de uma molécula chamada adenosina-trifosfato (ATP). A sua quebra libera energia para as contrações musculares. Aqui começa o primeiro limite do corpo: o estoque de ATP é pequeno, mesmo para quem treina muito.
Os atletas que disputaram a final dos 100 metros rasos em Sídnei liquidaram o seu em cerca de 8 segundos, quase 2 antes do final da prova. A partir dai, começaram a desacelerar. Tanque vazio. Nem adianta forçar.
Quanto mais se exige do músculo além do que ele pode, mais fibras ele usa para o mesmo esforço.
Isso aumenta a chance de lesão. Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta nos 100 metros rasos, o brasileiro André Domingues teve uma lesão na coxa no campeonato mundial de 1994, ao lado do recordista mundial. o jamaicano naturalizado canadense Donovan Bailey. “Fiz uma arrancada tão forte que cheguei a estar vários metros à frente dele”, “Mas levei seis meses para voltar às pistas.”
Falta de fôlego
Provas longas exigem muito oxigênio. É na presença dele que a glicose é queimada para produzir energia. O treinamento consegue aumentar um pouquinho a capacidade de aproveitamento do oxigênio pelos músculos, mas não indefinidamente. Segundo limite. determinado pela medida fisiológica chamada V02 max: o volume máximo de oxigênio consumido pelo organismo a cada minuto.
Ele é proporcional ao peso do coqx) e depende da capacidade de bombeamento do coração e de um bom sistema de irrigação sanguínea. “Uma revisão da literatura médica dos últimos vinte anos mostra que os valores de V02 máximo se estabilizaram”, explicou o médico Turibio Leite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O limite, tudo indica, já foi atingido.” Se há esforço extra, o corpo o bloqueia com dor. Se o atleta teimar, o músculo pode se romper. Não há como vencer o embate. André Domingues que o diga.

Coração
Nos superatletas. a musculatura do ventrículo esquerdo pode aumentar em até 75%. Com isso. ele chega a bombear 45 litros de sangue por minuto, mais que o dobro do que a população em geral, que trabalha com cerca de 20 litros. Mas. como a dilatação das artérias só vai até certo ponto, o (fluxo sanguíneo não poderia aumentar mais sem que isso elevasse perigosamente a pressão arterial.
Energia
Para fabricar energia, o organismo precisa quebrar moléculas de glicose no musculo No começo do esforço, isso é feilo com a ajuda do oxigénio. Quando a capacidade máxima de aproveitamenio desse gás é alcançada, o corpo dá um jeito de continuar fazendo o serviço sem ele, mas isso tem conseqüências ruins.
Com oxigénio A quebra é eficiente. Consegue transformar a glicose em energia sem deixar nenhum lixo.
Sem oxigénio A energia obtida e pouca. As moléculas de glicose não são detonadas por inteiro e o processo deixa resíduos: o lactato, que provoca dor. e protons de hidrogénio, que causam danos às células
Ossos
A resistência máxima dos ossos já foi alcançada no salto triplo, no segundo dos três pulos Nele. o impacto chega a vinte vezes o peso corporal do atleta. Nas corridas, o impacto sobre a estrutura óssea é muito menor de duas a três vezes o peso do corpo. Ainda assim, é limitante. Setenta por cento dos corredores sofrem lesões devido à repetição constante dos movimentos.

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11.927 – A Química do Doping no Esporte


Um dos primeiros registros de doping no esporte moderno é do ciclista dinamarquês Knud Jensen, nas Olimpíadas de 1960, em Roma. Jensen morreu enquanto disputava a tradicional maratona de 100 quilômetros em equipe. O sol estava muito forte, ele passou mal, caiu da bicicleta e fraturou o crânio. O laudo da morte apontava para insolação seguido de traumatismo craniano, mas um ano após o acidente, a autópsia revelou alta dosagem de anfetamina no sangue de Jensen – uma droga estimulante.
Os primeiros exames antidopings só foram surgir em 1968, nas Olimpíadas do México. Na época, até o álcool era considerado estimulante, e um pentatleta sueco foi pego no exame. Hans-Gunnar Liljenwall admitiu ter bebido duas cervejas antes de uma das provas para “se acalmar”. O doping esportivo surgiu com intuito de melhorar o desempenho dos atletas profissionais através do uso de outras substâncias.
Porém, não estamos aqui para contar casos de doping, mas para explicar a reação de substâncias estimulantes no corpo humano. Existem dois tipos de dopagens, sanguínea e bioquímica. Conheça cada uma delas:

dopping

Dopagem Sanguínea
É causada pela alta quantidade de hemácias, células do sangue responsáveis por levar oxigênio para os músculos. A eritropoetina, ou EPO, é o hormônio responsável pela produção de hemácias, e começou a ser fabricada sinteticamente, em 1985, para tratar pacientes com anemia. Usada em atletas saudáveis, melhora a performance, pois a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue aumenta consideravelmente.
Por se tratar de uma substância biológica, muitas pessoas tendem a achar que a injeção de eritropoietina não é ilegal nos esportes, mas é. Além disso, a dopagem sanguínea têm efeitos colaterais pesados: a quantidade massiva de hemácias no sangue pode acarretar em um AVC ou infarto.

O caso mais famoso de dopagem por EPO no esporte é o do ciclista Lance Armstrong, conhecido por ser uma lenda do ciclismo e ter vencido a Volta da França sete vezes (de 1999 a 2005). Armstrong teve todos seus títulos cassados, e responde processo de vários patrocinadores.

Dopagem Bioquímica
Esse tipo de dopagem é muito mais comum nos esportes de alto rendimento. É causada por hormônios estimulantes e anabólicos. Um dos mais comuns é o hormônio do crescimento, ou GH (Growth Hormone), produzido pela glândula hipófise e responsável por nosso crescimento físico. Esse hormônio também foi criado sinteticamente como medicamento para pacientes com problemas hormonais, mas foi usado em atletas de alto rendimento.

ben jonhson

O caso mais emblemático de doping por GH é o do corredor canadense Ben Johnson, um dos ícones do atletismo na década de 1980. Johnson havia vencido a prova de 100 m rasos nas Olimpíadas de 1988, em Seul, mas foi desqualificado por uso de hormônios proibidos pela federação.
Mais famoso do que o GH são os esteroides anabolizantes. Esses são produzidos sinteticamente afim de substituir a testosterona. Nomes como androsterona, dianabol e drostanolona são comuns nesse meio. Apesar de ser conhecido como “hormônio masculino”, as mulheres também produzem testosterona, mas em um nível bem menor do que os homens. Os efeitos do uso de esteroides são diferentes por gêneros também.
Em mulheres, os efeitos são mais visíveis. Características masculinas, como engrossamento da voz, crescimento de pelos e aumento de força física, assim como perda de gordura e aumento de massa muscular. A nadadora brasileira Rebeca Gusmão, foi banida do esporte, em 2007, aos 23 anos, por alta taxa de testosterona no corpo.
Já nos homens, o efeito colateral é inverso ao das mulheres. O corpo masculino mantem um nível de testosterona e, se injetarmos hormônios extras, o corpo entende que não precisa mais produzir, atrofiando os testículos. Além disso, o excesso de testosterona pode se converter em estrógeno, o hormônio feminino, causando ganho de características femininas em corpos masculinos, como a ginecomastia – crescimento de seios. Esse tipo de dopagem é comum no fisiculturismo.
No futebol, o caso mais emblemático é o de Diego Maradona, pego na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, por uso de cocaína. Os narcóticos, como a cocaína e a maconha, também entram na lista de dopagem bioquímica. Eles não têm efeito anabólico, mas aliviam dor e tensão, podendo aumentar a resistência física do atleta.

11.369 – Mega Memória – Soviéticos anunciam boicote aos Jogos Olímpicos de 1984, nos EUA em 08-05-1984


jogos-olimpicos-olimpiadas
Alegando que seus atletas não estariam protegidos de protestos e possíveis ataques, a União Soviética anunciou no dia 8 de maio de 1984 que não competiria nos Jogos Olímpicos, em Los Angeles, que seriam realizados no mesmo ano. Mesmo com esta declaração, ficava claro que a recusa em participar foi uma resposta à decisão dos EUA de boicotar os Jogos de 1980 que aconteceram em Moscou.
Apenas alguns meses antes dos Jogos de 1984 começarem, em Los Angeles, o governo soviético divulgou um comunicado que afirmava: “É sabido que, desde os primeiros dias de preparação da atual Olímpiada, o poder norte-americano tem definido o uso dos Jogos para seus fins políticos. Sentimentos chauvinistas e histeria antissoviética estão sendo instigados neste país”. Autoridades russas alegaram que os protestos contra os atletas soviéticos estavam propensos a acontecer em Los Angeles e que eles tinham dúvidas se os oficiais americanos iriam controlar irrupções. Os assessores do presidente Ronald Reagan responderam a essas acusações declarando que o boicote soviético foi uma evidente decisão política para a qual não havia real justificativa.
Nos dias que seguiram o comunicado soviético, outras 13 nações comunistas emitiram comunicados similares e se recusaram a participar da competição. Os soviéticos, que tinham ficado incomodados com a recusa dos EUA de participar dos Jogos de 1980, em Moscou, por causa da intervenção no Afeganistão, em 1979, estavam dando o troco ao boicotarem as Olimpíadas de 1984 na América. O impacto nos Jogos foi imenso. Sem concorrência da União Soviética, Alemanha Oriental e outras nações comunistas, os EUA arrebataram um recorde olímpico de 83 medalhas de ouro.

11.184 – Acidente Aéreo Mata Três atletas olímpicos franceses


O acidente, que envolveu integrantes de um reality show, provocou comoção na França.
A mais premiada deles é a nadadora Camille Muffat, 25, ganhadora da medalha de ouro nos 400 metros livre nas Olimpíadas de Londres-2012. Nos mesmos jogos, ganhou a prata nos 200 metros livre.
O outro atleta olímpico morto é o boxeador Alexis Vastine, 28, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 na categoria superligeiros. Quatro anos depois, foi eliminado nas quartas-de-final da mesma competição em Londres.
Também está entre os mortos a iatista Florence Arthaud, 57. Conhecida como “a pequena noiva do Atlântico”, por ter sido a primeira mulher a bater, em 1990, o recorde da travessia do Atlântico Norte à vela em 9 dias, 21 horas e 42 minutos.
Os três participavam da segunda temporada do programa “Dropped”, do canal francês TF1.
O objetivo é que eles encontrassem o mais rápido possível uma tomada, considerada pela produção do programa como símbolo da civilização. Além deles, morreram os dois pilotos argentinos e cinco membros da produção.
Segundo as autoridades argentinas, os helicópteros estavam voando em céu limpo quando subitamente chocaram no ar, a uma altura de cem metros do chão, por volta das 20h locais (mesmo horário em Brasília). Em seguida, os aparelhos pegaram fogo.
Os outros competidores do reality show estavam em solo, a centenas de metros do caminho dos helicópteros. A filmagem foi suspensa e os demais participantes voltarão nesta terça para a França.
A Aeronáutica argentina enviou técnicos à região de Villa Casteli (a 1.331 km de Buenos Aires) para investigar o acidente. Os corpos ainda não foram retirados porque os militares ainda precisam fazer a perícia no local do acidente.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) se disse comovido com a notícia e decretou três dias de luto na sede do organismo, em Lausanne, na Suíça. Durante este período, as bandeiras olímpicas serão hasteadas a meio mastro.
Esta é a segunda vez que mortes ocorrem em reality shows do canal. Em 2013, um competidor do programa de resistência “Koh-Lanta” morreu em uma das provas após reclamar de dores no coração. Diante da morte, o médico responsável pelos cuidados dos participantes se suicidou.

10.932 – Globo Retira “tema da S.Silvestre” do comercial


s silvestre 2014

Após algumas décadas adotando o tema do filme “Carruagens de Fogo”, um tradicional clássico, como tema do comercial da corrida de S.Silvestre, o último grande evento esportivo do ano, a Rede Globo retita o tema do comercial sem se pronunciar sobre o fato. Estima-se que tenha tido problemas com os direitos autorais.
De qualquer forma, aquela “magia de fim de ano” acaba empobrecida com a retirada de um tema que ficou marcado na história do evento.
Mais sobre a São Silvestre
A Prova Pedestre denominada “90ª CORRIDA INTERNACIONAL DE SÃO SILVESTRE”, instituída pelo jornalista Cásper Líbero, doravante denominada EVENTO, será realizada no dia 31 de dezembro de 2014, na cidade de São Paulo, na distância de 15 km, com a participação de PESSOAS DE AMBOS OS SEXOS devidamente inscritas, doravante denominados ATLETAS, independentemente da condição climática.
A Corrida Internacional de São Silvestre é uma realização e propriedade da Fundação Cásper Líbero/FCL, e promovida pela Gazeta Esportiva.net com apoio da Rede Globo de Televisão que é PARCEIRA da FCL na promoção e transmissão da prova. A ORGANIZAÇÃO técnica e entrega de “kits” serão feitas por empresas especializadas.

As inscrições são realizadas EXCLUSIVAMENTE pela FCL no site http://www.saosilvestre.com.br que será responsável pelo recebimento, administração e eventuais reembolsos, quando solicitado, das mesmas.

O EVENTO terá a LARGADA na Avenida Paulista, próximo a Rua Frei Caneca e CHEGADA à mesma Avenida Paulista, nº 900 em frente ao Edifício Cásper Líbero, conforme o percurso detalhado divulgado no site do EVENTO.

O início do EVENTO está previsto para os horários abaixo relacionados, que serão confirmados na entrega do kit, conforme a categoria do ATLETA. Confira:
a. Para a corrida;

– Categoria ATLETAS Cadeirantes (Feminino e Masculino);
LARGADA: a partir das 7h45min em pelotão único.

– Categorias ATLETAS com Deficiência: DEV = Deficiente Visual / AMP = Amputados de Membros Inferiores / DMAI = Deficiente Andante Membro Inferior / DI = Deficientes Intelectuais / DMS = Deficientes Membros Superiores / DAU = Deficientes Auditivos.
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

– Categoria ATLETAS de ELITE A/B (Feminino);
LARGADA: a partir das 8h40min em pelotão único.

– Categorias ATLETAS de ELITE A/B (Masculino);
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

– Categoria ATLETAS Geral (Feminino e Masculino);
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

* Caso prevaleçam os horários acima, os mesmos poderão variar entre 7 minutos a mais ou a menos.
Até a data do EVENTO também poderão ser realizados ajustes de percurso com objetivo de melhorias técnicas e atendimento às necessidades da cidade e órgãos públicos competentes mantendo a LARGADA e CHEGADA aos locais acima descritos.
A ORGANIZAÇÃO solicita extrema atenção às chamadas do sistema de som na área de LARGADA para eventuais ajustes nos respectivos horários.
Quem foi São Silvestre?
São Silvestre I foi Papa entre 31 de Janeiro de 314 até 31 de dezembro de 335, durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos, iniciando-se a Paz na Igreja. Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Festa em 31 de Dezembro.
Atribui-se em geral a conversão de Constantino a uma visão que terá tido antes da batalha da ponte de Milvius (312). Mas a tradição medieval, também teria dito que o imperador teria lepra incurável, e logo que Silvestre o batizou por imersão numa piscina ficou imediatamente curado. Esta versão porém não tem fundamento, pois sabe-se que Constantino foi batizado ao fim de sua vida, com a intenção de perdoar seus pecados, por Eusébio, bispo de Nicomédia.

10.914 – Esporte – Usain Bolt X Jesse Owens


Em 1936, Jesse Owens surpreendeu o mundo e obteve quatro medalhas de ouro na Olimpíada de Berlim. Naquele tempo, foi visto um fenômeno difícil de ser igualado. Oitenta e dois anos depois, porém, um outro velocista provocou um tipo de espanto parecido: Usain Bolt bateu seus concorrentes com uma facilidade assombrosa. As conquistas unem Owens e Bolt, mas todo o resto – do perfil físico aos recursos de treinamento – separa os dois.

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Usain “Lightning” Bolt

• Ouro nos 100 metros rasos, 200 metros rasos, revezamento 4×100 metros e recordista mundial nas três provas na Olimpíada de Pequim-2008
• Trelawny, Jamaica, 21 de agosto de 1986

• 1,96 metro de altura e 86 quilos

Com apenas 22 anos de idade, Usain Bolt tornou-se medalhista de ouro e recordista mundial nas provas dos 100 e 200 metros rasos e 4×100 metros em Pequim-2008. Na prova dos 100 metros, Bolt deixou o mundo de boca aberta ao quebrar o recorde “sem esforço” – no fim, até desacelerou. Quatro dias depois, Bolt voltou pista para quebrar o recorde dos 200 metros, que já durava 12 anos. Desta vez, porém, o jamaicano teve de fazer seu melhor.
Aos 15 anos, o jamaicano faturou um ouro e duas pratas no Mundial de Atletismo Júnior, em Kingstown, na Jamaica. Em 2003, foi a vez do Canadá ver a performance do jovem, que faturou um ouro no mundial de Sherbrooke, nos 200 metros. Ainda como júnior, Bolt venceu os 200 metros em 2004 (nas Bermudas) e 2005 (nas Bahamas). Já como profissional, ficou em segundo lugar no mundial de Osaka, nas provas dos 200 metros e revezamento 4×100, antes de conquistar os ouros na Olimp ada de Pequim. Sua marca nos 100 metros: 9,69 segundos.
Apesar de preferir as festas, o atleta treina horas a fio todos os dias na Jamaica. Tem ao seu lado muitos profissionais especializados, como nutricionista, fisiologista, massagista, treinador de 100 metros e 200 metros e psicólogo. Além do trabalho na pista, também faz musculação para preparar melhor o corpo para as provas de alta velocidade.
Com um porte físico parecido com o de um jogador de basquete – 1,96 metro e 86 quilos-, Bolt é um visto como um marco nas provas mais velozes do atletismo. Antes, imaginava-se que um atleta tão alto não conseguiria uma aceleração rápida o suficiente para vencer os 100 metros. Carl Lewis, por exemplo, tinha 1,80 metro e 80 quilos quando dominou as provas de velocidade nas décadas de 1980 e 1990.

Jesse
Jesse

James Cleveland “Jesse” Owens
• Ouro nos 100 metros rasos, 200 metros rasos, salto em distância e revezamento 4×100 metros na Olimpíada de Berlim-1936
• Alabama, EUA, 12/set/1913-31/mar/1980
• 1,77 metro de altura e 75 quilos
O atleta venceu os 100 e 200 metros rasos, revezamento 4×100 metros rasos e salto em distância, na Olimpíada de Berlim, em 1936. Quando Owens ganhou a prova dos 200 metros, o líder nazista Adolf Hitler, que pretendia usar os Jogos para demonstrar sua teoria de superiordade da raça ariana, se retirou do estádio para não cumprimentá -lo. Jesse Owens foi aclamado por milhares de torcedores de diversos países naquele dia.
Jesse Owens começou sua carreira na equipe de uma escola de Cleveland. Foi campeão nacional de um torneio interescolar nos Estados Unidos e igualou o recorde americano das 100 jardas, com 9,4 segundos. Ao entrar na universidade de Ohio, passou a sofrer com a discriminação racial. Podia participar apenas dos eventos do “campus dos negros”. Competindo apenas com atletas de sua etnia, baixou outros recordes, forçando o comitê olímpico a levá-lo para os Jogos de Berlim. Sua melhor marca nos 100 metros: 10,20 segundos.
Owens cresceu em Oakville, no Alabama, com seus pais Henry e Emma Owens, e mais nove irmãos. As dificuldades financeiras fizeram com que a família do atleta fosse para Cleveland, em Ohio. O atleta teve que trabalhar desde criança para ajudar sua família – isso até o dia em que obteve ajuda financeira da escola em troca de medalhas conquistadas em torneios de atletismo.
Com 1,77 metro de altura e 75 quilos, Jesse Owens tinha 19 centímetros e 11 quilos a menos que Bolt quando disputou os Jogos de Berlim e conquistou quatro medalhas de ouro. Era rápido por ser muito leve, mas o “baixinho” dificilmente estaria numa final olímpica com os gigantes do atletismo atual.

10.573 – Fisiologia – Função do Hormônio Eritropoietina


eritropieitina
EPO, é um hormônio de glicoproteína que controla a eritropoiese, ou a produção de células vermelhas do sangue. É uma citocina (molécula de sinalização de proteína) para eritrócitos (glóbulos vermelhos) precursores da medula óssea. A EPO humana tem um peso molecular de 34 kDa.
Também chamada de hemopoetina, é produzida por fibroblastos intersticiais no rim em estreita associação com o peritubular capilar e túbulo epitelial tubular. Também é produzido em células perisinusoidais no fígado. Enquanto a produção hepática predomina no período fetal e perinatal, a produção renal é predominante durante a idade adulta. Além disso a eritropoiese, a eritropoietina tem também outras funções biológicas conhecidas. Por exemplo, ela desempenha um papel importante na resposta do cérebro à lesão neuronal. EPO também está envolvido no processo de cicatrização da ferida.
Quando exógeno, o EPO é usado como uma droga para melhorar o desempenho, é classificado como um agente estimulante da eritropoiese (AEE). EPO exógena pode muitas vezes ser detectada no sangue, devido a pequenas diferenças em relação ao da proteína endógena, por exemplo, nas características de modificação pós-traducional.
Os níveis de eritropoietina no sangue são muito baixos na ausência de anemia, a cerca de 10 mU/ml. No entanto, no estresse hipóxico, a produção de EPO pode aumentar cerca de 1000 vezes, atingindo 10000 mU/ml de sangue. EPO é produzido principalmente por células de revestimento capilar peritubulares do córtex renal, que são, células epiteliais, como altamente especializadas. É sintetizada por células peritubulares renais em adultos, com uma pequena quantidade a ser produzida no fígado. Acredita-se que o regulamento conta com um mecanismo de retroalimentação medindo a oxigenação do sangue.5 Fatores de transcrição constitutivamente sintetizados ao EPO, conhecidos como fatores de hipoxia-induzível, são hidroxilados e proteossomal digeridos, na presença de oxigênio.
Eritropoietinas disponíveis para serem utilizados como agentes terapêuticos são produzidas por tecnologia de ADN recombinante em cultura de células, e incluem Epogen/Procrit (epoetina alfa) e Aranesp (darbepoetina alfa); eles são utilizados no tratamento de anemia resultante de doença renal crônica, doença inflamatória do intestino (doença de Crohn e colite ulcerosa)6 e mielodisplasia do tratamento de câncer (quimioterapia e radioterapia), mas incluí advertências em caixas de aumento do risco de morte, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, tromboembolismo venoso, a recorrência do tumor, e outros graves efeitos fora do alvo.
A eritropoetina é secretada essencialmente pelo córtex renal (aproximadamente 90% da produção). Foi demonstrado que o fígado (sobretudo nos fetos), o cérebro e o útero produzem a eritropoetina igualmente. A produção de eritropoetina é estimulada pela baixa de oxigênio nas artérias renais.
A baixa da pressão parcial em oxigênio (pessoas que vivem em grandes altitudes), a diminuição do número de glóbulos vermelhos (ou hemácias) causada por uma hemorragia ou por uma destruição excessiva, o aumento da necessidade de oxigénio pelos tecidos levam a uma secreção de eritropoietina. Ao contrário, o excesso de oxigénio nos tecidos diminui a sua secreção. Actua sobre as células eritroblásticas da medula óssea, isto é, as células precursoras dos glóbulos vermelhos por intermediação de receptores específicos. 10% da eritropoietina é secretada pelo fígado e 90% pelos rins.
A eritropoietina estimula a proliferação das células-tronco(v) precursoras de glóbulos vermelhos (ou hemácias), ao nível da medula óssea, aumentando assim a produção destas últimas de uma a duas semanas.
Como os rins são os principais produtores de eritropoetina (EPO), uma insuficiência renal crônica leva geralmente a uma deficiência de EPO, e por consequência a uma anemia hipoplásica.

Outro sério risco é o derrame cerebral e o ataque cardíaco, porque com o aumento dos glóbulos vermelhos, o sangue fica mais espesso

Descoberta
Em 1905, Paul Carnot, um professor de medicina em Paris, e seu assistente, Clotilde Deflandre, expuseram a ideia de que hormônios regulam a produção de células vermelhas do sangue. Após a realização de experimentos em coelhos sujeitos a sangria, Carnot e Deflandre atribuíram um aumento das células vermelhas do sangue em indivíduos de coelho a um fator hematopoiética chamado hemopoietina. Eva Bonsdorff e Eeva Jalavisto continuaram a estudar a produção de células vermelhas e, mais tarde chamaram a hematopoiética de substância ‘eritropoietina’. Outros estudos que investigam a existência de EPO por KR Reissman (local desconhecido) e Allan J. Erslev (Thomas Jefferson Medical College) demonstraram que uma determinada substância, circulada no sangue, é capaz de estimular a produção de células vermelhas do sangue e o aumento do hematócrito. Esta substância foi, finalmente, purificada e confirmada como eritropoietina, abrindo as portas para fins terapêuticos para EPO em doenças tais como a anemia.
Hematologista John Adamson e o nefrologista Joseph W. Eschbach olharam para as várias formas de insuficiência renal e a função do hormônio natural do EPO na formação de células vermelhas do sangue. Estudando ovelhas e outros animais, nos anos 1970, os dois cientistas que ajudaram a estabelecer a EPO estimula a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea e pode levar a um tratamento de anemia em seres humanos. Em 1968, Goldwasser e Kung começaram a trabalhar para purificar o EPO humano, e conseguiram purificar quantidades de miligramas de mais de 95% de material puro em 1977.9 EPO pura permitiu a sequência de aminoácidos a serem identificados e parcialmente o gene a ser isolado. Mais tarde, um pesquisador financiado pelo Institutos Nacionais da Saúde (‘NIH’) na Universidade Columbia descobriu uma maneira de sintetizar o EPO. A Universidade de Colúmbia patenteou a técnica, e licenciou a Amgen. A controvérsia se seguiu sobre a justiça das recompensas que a Amgen colheu do trabalho financiado pelo NIH, e Goldwasser nunca foi financeiramente recompensada por seu trabalho.

10.431 – Atletismo e Cardiologia – Atletas possuem coração maior


atividade física

O coração do atleta se adapta às atividades intensas. O coração dos atletas é maior que o de indivíduos comuns.
Atualmente, apesar da queda no número de mortes, as doenças coronarianas e a pressão alta ainda afetam milhares de pessoas, inclusive jovens. O sedentarismo é cada vez mais comum. Jovens e crianças trocam as atividades físicas pelo computador e pela televisão, trocam legumes, frutas e sucos, por fast food e refrigerantes. E é nessa hora que o coração começa a reclamar.
A diferença entre o coração de um atleta ou praticante de exercícios físicos e o de um sedentário é a chamada hipertrofia, ou seja, o coração de um atleta é mais forte do que o de um indivíduo sedentário, devido à quantidade de exercícios que pratica. Os atletas também podem contar com o chamado condicionamento físico, ou seja, o organismo já está preparado para receber certas cargas de esforço, o coração foi preparado para aumentar a frequência cardíaca de acordo com o esforço de cada atleta. São fatores como esses que uma pessoa sedentária não possui e é a partir disso que as doenças coronarianas e o aumento de pressão começam a aparecer.
A pressão arterial de um praticante de exercícios tende a ser mais baixa do que a de um sedentário, porque com a prática de atividades físicas ocorre a diminuição da resistência vascular periférica, ou seja, os vasos são menos contraídos. Portanto a pressão arterial é mais baixa. A pressão arterial depende da resistência que os vasos oferecem a quantidade de sangue que o coração está lançando dentro dos vasos. Quanto menor a resistência, menor a pressão. Porém, isso não é uma regra. “Existem pessoas que não praticam exercício algum e têm a pressão baixíssima. O que ocorre é que pessoas que praticam, geralmente, têm a pressão mais baixa.
Para ter uma vida saudável e evitar os males do coração as pessoas devem fazer exercícios no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos. Mas o ideal é que se faça uma hora de atividades físicas por dia. “Mas a pessoa também não pode querer, de um dia para o outro, correr vários quilômetros. O condicionamento físico é feito aos poucos. O seu organismo tem que estar preparado para receber certa carga de exercícios. Não adianta, também, dizer que praticou esportes na juventude, tem que fazer a vida inteira. Se você pára, o risco das doenças retorna.
Além disso, deve-se ter um cuidado redobrado com a alimentação. A obesidade é um fator de grande risco para o coração. A dieta deve ter alto teor de fibras e baixo teor de gordura animal, saturada. Peixe, legumes, verduras e frutas devem ser a base de uma alimentação saudável, prolongando a vida das pessoas.
Os riscos maiores estão, normalmente, na classe pobre, que tem como base de sua alimentação a farinha e o biscoito, além da famosa “cervejinha do final de semana”, o álcool tem o mesmo número de calorias que a gordura. Esses tipos de alimentos em excesso podem levar a obstrução coronariana.
– Existem os fatores clássicos que levam aos problemas coronarianos que são excesso de peso, pressão alta, diabetes e colesterol alto. Mas existem também fatores que ainda não foram explicados, são mais de 200 – o que mostra que a cardiologia ainda desconhece muitas causas sobre as enfermidades do coração.
Dieta, exercícios físicos e o mínimo de drogas possível foi a dica do cardiologia para uma vida saudável.
Mas em esportes onde os exercícios são muito fortes como nas maratonas e no futebol, é essencial ter ao alcance da equipe médica todo o aparato de ressuscitação cardiovascular. Como o desfibrilador e todo material de entubação. “O material é necessário sim, mas o que deve ser feito são exames sérios e periódicos nos atletas, para que não corram o risco de morrerem enquanto praticam suas atividades. A ressuscitação só deve ser feita em último caso, pois as chances de salvar o paciente são pequenas.

10.424 – Fitness – O Whey Protein


whay

Os suplementos conhecidos como whey protein são uma mistura de proteína, carboidrato e gordura, sendo que a proteína representa mais de 80% de sua composição — essa quantidade pode ser maior dependendo do tipo de whey. A proteína é extraída do soro do leite — o processo retém as proteínas de moléculas menores, deixando de lado as maiores, que são mais dificilmente absorvidas.
Tal suplemento vem sendo amplamente usado por pessoas que desejam aumentar a massa muscular. Sabe-se que uma atividade física de força provoca pequenas lesões nos músculos, e a proteína é importante por ajudar a regenerá-lo, aumentando a massa muscular. Por isso, além do carboidrato, recomenda-se consumir proteína após o exercício. O objetivo das pessoas que tomam whey protein após a atividade física é fornecer, de forma prática, uma maior quantidade de proteína ao corpo e que pode ser absorvida mais rapidamente, já que é composta por moléculas menores do que a proteína dos alimentos.
Suplementos são indicados quando a alimentação não é suficiente para oferecer todos os nutrientes que uma pessoa precisa — no caso do whey protein, quando um exercício físico exige mais proteínas para regenerar o músculo do que é possível obter pela dieta. Alguns especialistas, porém, dizem que quase sempre é possível obter a quantidade ideal do nutriente por meio dos alimentos. Outros defendem que o whey protein, além de prático, pode ser mais eficaz do que a comida no ganho de massa muscular por ser absorvida mais rapidamente. “Eu diria que o suplemento pode ser usado por qualquer atleta ou pessoa que possa pagar por ele e passar bastante tempo praticando exercícios”, diz Stuart Phillips, pesquisador do Grupo de Pesquisas em Metabolismo do Exercício da Universidade McMaster, no Canadá.

Faz mal à saúde?
Qualquer dieta rica em proteína gera aumento da produção de ureia no organismo, fazendo com que o rim passe a trabalhar mais. Essa alimentação pode ser prejudicial a pessoas que têm doenças renais graves ou alterações nos rins que passam despercebidas. “Em ambos os casos, o excesso de proteína sobrecarrega o rim e pode levar a lesões permanentes no órgão. Por isso, uma pessoa que pretende consumir o suplemento deve procurar um médico para saber como anda a saúde de seus rins”, diz o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Albert Einstein.
De acordo com Andrea Matarazzo, nutricionista esportiva do Instituto Vita, o ideal é que pessoas que desejam ganhar massa muscular procurem um profissional especializado em alimentação, como um nutricionista ou nutrólogo, para avaliar se há necessidade de acrescentar mais proteína à dieta. “Além disso, pessoas que se sentem muito cansadas e têm muitas dores quando se exercitam devem procurar um profissional que indicará uma alimentação correta e, se necessário, o uso de um suplemento”.
Em exagero, o suplemento pode engordar, pois acrescenta calorias à dieta. O teor calórico do produto depende do tipo de whey protein — há diferenças na quantidade de proteína, carboidrato e gordura. Mas mesmo nas formas de whey protein que contêm a maior porcentagem de proteína as calorias estão presentes. Considerando que cada grama de proteína tem cerca de 4 calorias, uma bebida de whey com 30 gramas de proteína terá ao menos 120 calorias — quantidade semelhante a de dois filés de salmão grelhado.
O whey protein não possui todos os nutrientes de uma refeição completa, como vitaminas e fibras, e, portanto, não deve ser usado como forma de substituir as principais refeições do dia.

Prejudica a saúde a longo prazo?
Não existem estudos que acompanharam durante muitos anos pessoas que ingeriam whey protein para descobrir os efeitos do suplemento a longo prazo. Portanto, não há uma resposta definitiva para a questão. “O whey protein, no entanto, é usado há décadas e nenhum efeito adverso associado ao uso prolongado foi observado”, diz o pesquisador canadense Start Phillips.
Uma pessoa normal, que não é atleta e nem pretende aumentar a sua massa muscular, precisa de 1 a 1,2 gramas de proteína para cada quilo de seu peso total por dia. Assim, quem pesa 60 quilos deve consumir entre 60 e 72 gramas de proteína diariamente, independentemente de qual seja a fonte: vegetal, animal ou suplementar. Embora não exista um consenso em relação à quantidade ideal de whey protein para aumentar a massa muscular, estudos mostram que o organismo é capaz de absorver até 25 gramas de proteína por vez, segundo a nutricionista esportiva Andrea Matarazzo. Consumir de uma só vez uma quantidade superior pode não oferecer benefícios.
Não existe consenso em relação ao melhor momento do dia para fazer uso de whey protein. Segundo o pesquisador canadense Stuart Phillips, estudos atuais mostram que a hora em que o suplemento é tomado não parece interferir significativamente no efeito do produto. Nutricionistas costumam indicar o consumo após uma atividade física de força. Isso porque esse é o momento em que o músculo precisa se regenerar — papel desempenhado pela proteína, tanto a sintetizada pelas células do tecido muscular quanto a obtida pela alimentação.
Diferentes pesquisas já encontraram um benefício do suplemento no aumento da massa muscular — mas trata-se de estudos pequenos e que não acompanharam indivíduos durante muitos anos. Um trabalho holandês publicado em 2012, por exemplo, revisou uma série de pesquisas sobre o assunto que, ao todo, envolveram 680 pessoas. Os autores concluíram que esses suplementos são capazes de favorecer a formação de massa magra e melhorar o desempenho em exercícios de força, especificamente exercícios de membros inferiores, tanto em jovens quanto em pessoas mais velhas.

10.212 – Poluição Ambiental – Atletas olímpicos, não caiam nas águas do Rio, alerta NYT


Poluição na Baía da Guanabara
Poluição na Baía da Guanabara

Os velejadores que competirão nas Olimpíadas de 2016 e os órgãos brasileiros envolvidos na preparação do evento têm pela frente um desafio comum: enfrentar a poluição da Baía de Guanabara, afirma matéria publicada pelo jornal The New York Times.
Especialistas ouvidos pela reportagem compararam a qualidade das águas da região à de uma latrina, tamanha a quantidade de lixo e sujeira encontrados, como ilustra uma sequência de fotos impressionantes que acompanham a reportagem. Quase autoexplicativo, o título sugere: “Velejadores, não caiam nas águas do Rio”.
A matéria ressalta o contraste entre a imagem que o país busca passar e os graves problemas que enfrenta na realidade. “A Baía de Guanabara, aninhada entre o Pão de Açúcar e outros picos, oferece o tipo de imagem que as autoridades do Rio de Janeiro querem comemorar como anfitriões dos Jogos. Mas tornou-se um ponto focal de reclamações por suas águas poluídas, que se transformaram em símbolo de frustrações nos preparativos para os Jogos Olímpicos”, diz um trecho.
“Bem-vindo ao depósito de lixo que é o Rio”, disse ao jornal a equipe de vela da Alemanha. Atletas brasileiros não parecem discordar. “Ela [a Baia] pode ficar realmente nojenta, com carcaças de cães em alguns lugares e água marrom de contaminação por esgotos”, contou o carioca Thomas Low-Beer, 24, que treina na baía.
Segundo a reportagem, o velejador Lars Grael, lenda da vela brasileira, teria sugerido que os eventos espostivos mudassem para outro lugar. Na época da candidatura para as olimpíadas, há cinco anos, a promessa brasileira era de que a Bahia de Guanabara seria 100% despoluída até 2016.
Agora, já se fala do objetivo de tratar pelo menos 80%, mas menos de 40% é atualmente tratado, pondera o jornal. Em entrevista ao jornal, Carlos Portinho, principal autoridade ambiental do Rio de Janeiro, disse que as críticas da Baía de Guanabara são exageradas.
Ele afirma que testes recentes mostraram que a contaminação fecal na área que receberá a regata estava dentro dos padrões considerados “satisfatórios” no Brasil.

10.048 – Corrida ajuda a preservar habilidades cognitivas na meia-idade


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É o que afirmou um estudo.
Os pesquisadores contaram com a participação de 2.747 pessoas saudáveis com idade média de 25 anos. Todas fizeram testes na esteira no primeiro ano do estudo e vinte anos depois. Já os experimentos cognitivos foram realizados 25 anos depois do começo da pesquisa e mediram memória verbal, velocidade psicomotora (que relaciona as habilidades de pensamento com o movimento físico) e função cognitiva.
Para o teste na esteira, os participantes andaram ou correram até a velocidade e a inclinação em que não suportavam mais continuar ou em que tinham dificuldades respiratórias. No primeiro teste, a média foi de 10 minutos de duração. Duas décadas depois, esse tempo diminuiu para 2 minutos e 54 segundos, em média.

No experimento cognitivo, foi constatado que cada minuto que o participante completava no primeiro teste se convertia, 25 anos depois, em 0,12 mais palavra recordada no exame de memória, que continha quinze palavras, e 0,92 mais acerto em um teste numérico. A análise dos resultados levou em conta fatores como tabagismo, diabetes e colesterol alto.
Segundo os cientistas, os participantes que tiveram resultados mais próximos no primeiro e no segundo teste mostraram melhor desempenho nas avaliações de funções cognitivas, comparados àqueles que sofreram um declínio mais acentuado. Os voluntários saíram-se melhor, por exemplo, em relacionar corretamente as cores apresentadas. “Essas mudanças são significativas, mesmo que modestas, já que superam os efeitos de um ano de envelhecimento no cérebro”, explica Jacobs.
Existem regras básicas que valem para todos os iniciantes na corrida – independentemente de idade, condicionamento físico e histórico de saúde. A primeira delas: embora a corrida seja um esporte prático que não exige equipamentos, é preciso ter um bom tênis. Não precisa ser o modelo mais caro ou mais novo da loja – basta que ele tenha bom amortecimento e seja confortável. Além disso, é indicado que pessoas que praticam corrida sigam uma planilha para controlar a evolução dos treinos. “O ideal é ter uma planilha feita por um professor. Mas, se não for possível, seguir treinos prontos publicados em revistas, por exemplo, é sempre melhor do que não seguir nenhum”, diz o educador físico Renato Dutra. Conhecer o seu próprio condicionamento físico é essencial para saber o ponto de partida da corrida – se mais moderado ou intenso. Por fim, alimentação e hidratação são essenciais antes, durante e depois da prática. “O ideal é beber 200 mililitros de água ou isotônico a cada 15 minutos de corrida”, diz o nutrólogo Celso Cukier.
A corrida é um esporte de impacto para as pernas. A sobrecarga no joelho e o risco de lesão são maiores para praticantes despreparados que têm sobrepeso ou obesidade. Isso não quer dizer que quem está fora de forma nunca poderá correr. O ideal é que, antes de dar os primeiros trotes, essas pessoas percam peso e pratiquem algum exercício que não cause impacto no joelho. “Elas não devem começar caminhando. O mais seguro é iniciar com treinos de bicicleta de 30 a 60 minutos, entre três e quatro vezes por semana, durante um a dois meses”, diz o educador físico Renato Dutra. Após esse período, o praticante pode passar a fazer caminhadas com a mesma frequência. Somente depois dessa adaptação é indicado inserir a corrida nos treinos, mas sempre com a orientação de um profissional.
Pessoas sedentárias precisam fazer uma preparação antes de começar a correr, já que a corrida é uma atividade que exige força na musculatura da perna e condicionamento cardiorrespiratório. Como o iniciante magro não corre o risco de sobrecarregar o joelho com o excesso de peso, ele já pode começar com treinos com caminhadas. O ideal é caminhar entre 30 e 50 minutos, de três a cinco vezes por semana, durante quatro a seis semanas. “Depois dessa fase, ele pode fazer treinos intercalando 1 ou 2 minutos de corrida leve com 4 ou 5 minutos de caminhada rápida, totalizando entre 30 e 40 minutos cada treino”.
Um dos tipos mais perigosos de iniciantes é o de praticantes de exercícios sem impacto, como a natação ou bicicleta. Eles têm condicionamento cardiorrespiratório suficiente para aguentar longos treinos, mas um aparelho locomotor despreparado para atividades de impacto. Consequentemente, esses indivíduos tendem a correr muito porque têm fôlego, o que os expõe a um risco maior de lesão. É preciso fazer uma transição antes de começar a correr. “Se não houver histórico de lesão, essas pessoas já podem começar com uma ou duas sessões semanais de treinos que intercalam 1 a 3 minutos de corrida com 2 a 4 minutos de caminhada. O tempo total desse treino deve ser de 30 a 40 minutos”, diz Renato Dutra. Depois daí, a evolução do treino dependerá do desempenho de cada aluno.

9874 – Esporte – Os Jogos Olímpicos de Inverno


jogos de inverno

Trata-se de evento multiesportivo realizado a cada quatro anos, reunindo modalidades de desportos de inverno disputadas no gelo e na neve, sendo um dos eventos máximos do Movimento Olímpico, ao lado dos Jogos Olímpicos de Verão.
A primeira competição de caráter mundial a reunir desportos de inverno foi a Semana Internacional de Desportos de Inverno, realizada em 1924 na cidade francesa de Chamonix. Apenas dois anos depois o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu dar o estatuto de Jogos Olímpicos àquela competição, que passaria a acontecer regularmente.
No princípio, os Jogos de Verão e de Inverno eram atribuídos a um mesmo país para serem realizados no mesmo ano. Foi assim até a quarta edição, na Alemanha, em 1936 (ano em que Berlim sediou os Jogos de Verão e Garmisch-Partenkirchen sediou os Jogos de Inverno). Depois de duas edições canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial (Sapporo 1940 e Cortina d’Ampezzo 1944), os Jogos passaram a ser realizados por países diferentes, mas continuaram a acontecer no mesmo ano. Em 1986 o COI decidiu intercalar os Jogos de Verão e de Inverno, realizados sempre nos anos pares. Assim, os Jogos de Albertville 1992 foram sucedidos pelos Jogos de Lillehammer 1994.
Os Jogos de Inverno sofreram mudanças significativas desde a sua criação. A ascensão da televisão como um meio global de comunicação melhorou o perfil dos Jogos. Foi também criado um fluxo de renda, através da venda de direitos de transmissão e publicidade, que tornou-se lucrativa para o COI. Isto permitiu que interesses externos, tais como empresas de televisão e patrocinadores influenciassem os Jogos. O COI teve de responder a críticas diversas e escândalos internos, bem como a utilização de substâncias dopantes por atletas. Houve um boicote político das Olimpíadas de Inverno. Nações também têm usado os Jogos de Inverno para mostrar a pretensa superioridade de seus sistemas políticos.
Os Estados Unidos sediaram os Jogos quatro vezes, mais do que qualquer outro país. Em seguida vem a França, com três edições. No total, dez países já receberam os Jogos de Inverno. A última edição ocorreu em Sóchi (Rússia), em fevereiro de 2014, que também foi a primeira cidade subtropical a receber os Jogos Olímpicos de Inverno. A próxima edição está marcada para o condado de Pyeongchang, na Coreia do Sul.
O primeiro evento multi-esportivo internacional para desportos de inverno foram os Jogos Nórdicos realizados na Suécia em 1901. Originalmente organizado pelo general Viktor Gustaf Balck, os Jogos Nórdicos foram realizados novamente em 1903 e 1905 e, em seguida, quadrienalmente, e posteriormente, até 1926. Balck foi membro fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI) e amigo próximo do fundador dos Jogos Olímpicos, Pierre de Coubertin. Ele esforçou-se para que os esportes de inverno, especificamente patinação artística, fossem incluídos no programa olímpico. Balck não teve sucesso, até que os Jogos Olímpicos de Verão de 1908, em Londres, Reino Unido, contaram com quatro provas da patinação artística, em que Ulrich Salchow (dez vezes campeão mundial) e Madge Syers conquistaram os títulos individuais.

Três anos mais tarde, o italiano Eugenio Brunetta d’Usseaux propôs que o COI organizasse uma semana com desportos de inverno, como parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 1912, em Estocolmo, Suécia. Os organizadores se opuseram a esta ideia, porque eles desejavam proteger a integridade dos Jogos Nórdicos, e estavam preocupados com a falta de instalações para desportos de inverno.
A primeira Olimpíada após a guerra, os Jogos de 1920, em Antuérpia, na Bélgica, exibiram a patinação artística e o hóquei no gelo.
A cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 foi determinada na 123ª Sessão do COI em 6 de julho de 2011.
Segundo o COI, a cidade anfitriã é responsável pelo, “estabelecimento de funções e serviços para todos os aspectos dos Jogos, tais como planejamentode esportes, espaços, finanças, tecnologia, alojamento e alimentação, mídia, e serviços, bem como operações durante os Jogos.
Em 1967 o COI começou a adotar protocolos de testes de drogas. Eles começaram a testar aleatoriamente os atletas na Olimpíada de Inverno de 1968. O primeiro atleta dos Jogos de Inverno a testar positivo para uma substância proibida foi Alois Schloder, um jogador de hóquei da Alemanha Ocidental que tinha efedrina em seu organismo. Ele foi desclassificado do resto do torneio, mas sua equipe ainda foi autorizada a competir.
Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 em Turim tornaram-se notáveis por um escândalo envolvendo a emergente tendência de doping sanguíneo, que se trata do uso de transfusões de sangue ou de hormônios sintéticos, tais como eritropoietina (EPO) para melhorar o fluxo de oxigênio, a fim de reduzir a fadiga.
Os Jogos Olímpicos de Inverno foram uma frente ideológica da Guerra Fria desde que a União Soviética participou pela primeira vez dos Jogos de Inverno em 1956. Não demorou muito para que os combatentes da Guerra Fria descobrissem nos Jogos uma poderosa ferramenta de divulgação. Políticos soviéticos e americanos usaram os Jogos Olímpicos e outros eventos esportivos internacionais, como uma oportunidade para provar a suposta superioridade de seus respectivos sistemas políticos.
A Guerra Fria criou tensões entre os países aliados com uma ou outra das superpotências. Um dos temas mais espinhosos para o COI foi o reconhecimento das duas Alemanhas. Em 1948, a Alemanha não estava autorizada a participar dos Jogos. Em 1950, o COI reconheceu o Comitê Olímpico da Alemanha Ocidental.Os Jogos de Inverno tiveram apenas um boicote de uma equipe nacional. A República da China, também conhecida como Taiwan, decidiu boicotar as Olimpíadas de Inverno de 1980 em Lake Placid. A razão para o boicote foi que o COI concordou com o pedido da China em competir nos Jogos Olímpicos pela primeira vez desde 1952. Eles foram autorizados a concorrer como “República Popular da China” e usar a bandeira e o hino chinês. Até 1980, a ilha de Taiwan competiu sob o nome de “República da China” e vinha utilizando a bandeira e o hino chinês.
Capítulo 1, do artigo 6 da edição de 2007 da Carta Olímpica define esportes de inverno como “esportes que são praticados na neve ou no gelo.” Ao longo dos anos, o número de esportes e eventos realizados nos Jogos Olímpicos de Inverno aumentou. Houve também esportes de demonstração, que são disputados durante os Jogos, mas para os quais não são concedidas medalhas. Desde 1992, uma série de novos esportes foram adicionados ao programa olímpico. Estes incluem patinação de velocidade em pista curta, snowboard, esqui estilo livre e moguls. A adição desses eventos ampliou o apelo dos Jogos Olímpicos de Inverno para além da Europa e América do Norte. Enquanto potências europeias, como a Noruega, Alemanha e a Rússia continuam a dominar os tradicionais esportes olímpicos de inverno, países como Coreia do Sul, Austrália e Canadá se tornaram potências emergentes nos novos esportes e os Estados Unidos se equilibram entre as duas vertentes.Os resultados são mais paridade no quadro de medalhas, mais interesse nos Jogos Olímpicos de Inverno, e maior audiência da televisão mundial.
Os esportes de demonstração têm historicamente proporcionado aos países-sede uma oportunidade em atrair publicidade a novos e populares esportes locais por se tratar de uma competição sem a concessão de medalhas. Os esportes de demonstração foram interrompidos desde 1992. A patrulha militar, um precursor do biatlo, foi um esporte medalhista em 1924 e mais tarde virou esporte de demonstração em 1928, 1936 e 1948, e em 1960 tornou-se um esporte oficial, como biatlo.

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