13.142 – Saúde – Descoberto gene que causa morte súbita em jovens e atletas


esporte
As vítimas de Displasia Arritmogênica do Ventrículo Direito (DAVD) possuem duas características em comum. Elas 1) costumam morrer praticamente na hora e 2) são extremamente jovens e saudáveis, geralmente não passam dos 35 anos. Essa soma de fatores aterrorizantes motivou pesquisadores de três países a se unirem para tentar entender o que está por trás da patologia. A resposta está em 3 letras e dois números: CDH2 – o nome do gene responsável pela doença.
A música já dizia que o coração não é tão simples quanto pensa, e é justamente ele que o DAVD ataca. Quem tem a doença não possui os músculos comuns no órgão. No lugar, os pacientes contém um tecido gorduroso e cheio de fibras. Isso faz com que os corações doentes não aguentem o tranco. Ao longo da vida, o órgão acaba desenvolvendo fibrilhação ventricular (um coração que bate sem ritmo) e taquicardia (um coração que acelera sem motivos aparentes). Isso acaba afetando principalmente quem faz o órgão se esforçar mais: jovens e atletas, que geralmente nem sabem que têm um coração especial. Às vezes, esse esforço começa a ter efeitos colaterais; você pode perder a consciência e ter uma parada cardíaca – e, se não houver um desfibrilador por perto, você morre em poucos minutos.
Para entender melhor a doença, os pesquisadores levaram tempo: duas décadas inteiras. Durante todo esse tempo, estudiosos da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, acompanharam uma família que tinha alta incidência de mortes por DAVD. Dois membros dela, então, tiveram todo seu DNA dissecado. Encontraram 13 mil variantes genéticas comuns entre as duas pessoas e começaram a estudar uma a uma. Depois de cinco anos cuidando disso, os sul-africanos pediram ajuda internacional. Faculdades do Canadá e da Itália começaram a auxiliar na pesquisa e, mesmo assim, levaram outros 15 anos para que uma resposta fosse encontrada.
Eis que o CDH2 se mostrou o culpado da doença. De acordo com o estudo, essa é a pecinha do DNA responsável pela produção de N-Cadherin, uma proteína que define a adesão entre as células cardíacas. Quando uma mutação aparece no CDH2, as células do órgão não são normais, e a DAVD aparece. Para não restar dúvidas, os pesquisadores ainda procuraram um paciente diagnosticado com a doença, dessa vez de outra família. Ao olharem com atenção para o DNA, não deu outra: o CDH2 também era mutante.
Agora, cientistas querem que a descoberta ajude a detectar pacientes antes que eles tenham, de fato, uma parada cardíaca. Uma análise em parentes de pessoas que morreram jovens pode fazer com que a mutação (e a doença) sejam encontradas, iniciando o tratamento com antecedência. Poupando, literalmente, o coração de jovens mundo a fora.

12.741 – Atletismo – Como a ginasta Simone Biles desafia as leis da física


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Ainda estamos na metade da Olimpíada do Rio 2016 e a americana Simone Biles já conquistou o mundo. Para quem gosta de ginástica artística, seu ouro não foi uma surpresa. Com 19 anos de idade, ela foi a primeira da história a vencer três campeonatos mundiais consecutivos em sua modalidade (2013, 2014 e 2015), e é a ginasta americana mais condecorada da história em competições internacionais, com 14 medalhas ao todo, 10 delas de ouro.
Biles é a mais recente de uma série de lendas desse esporte, mas há 40 anos, Nadia Comăneci, da Romênia, já fazia o que parecia impossível do ponto de vista da física. Ela tinha apenas 14 anos quando pousou em Montreal, Canadá, para a Olimpíada de 1976, era parte da equipe de ginástica artística do pequeno país do leste europeu, e não fazia a menor ideia de que estava prestes a entrar para a história. Ao terminar uma indescritível prova nas barras assimétricas, deu uma olhada no painel em que os juízes exibem as notas e viu um “1.00”. Não era um defeito. Como, até então, não se pensava que fosse possível atingir a perfeição absoluta na ginástica artística, não era possível exibir os quatro dígitos de “10.00” na tela. “9.98”? Talvez. Não dez.
Mas não foi suficiente realizar a façanha uma vez. Comăneci conquistou outras seis notas dez ao longo evento, com um grau de confiança e precisão que jamais foi superado.
Nos anos seguintes, o “10.00”, claro, não virou rotina. Mas foi alcançado por número razoável de atletas até sua extinção, em 2006, quando entrou em vigor outro – e muito criticado – sistema de pontuação.
Comăneci e Biles parecem desafiar as leis da física todos os dias. É difícil observar o movimento de seus corpos e não se lembrar da associação das Olimpíadas da antiguidade com os deuses. Não há nada inexplicável ali, porém: é tudo ciência.
O mortal é um salto em que os dois pés passam por cima da cabeça e voltam à posição original. Ele possui variações. Uma delas, o carpado, entrou para imaginário brasileiro por ser característica da ginasta Daiane do Santos. Nele, a acrobacia é feita com o corpo dobrado em um ângulo menor que 90° e as pernas esticadas. Outra, ainda mais difícil, é a estendida, em que o corpo simplesmente não é dobrado.
Esse detalhe é importante: quando uma atleta encolhe o corpo na hora do salto, ele fica muito mais fácil.
N a física, há uma unidade de medida chamada inércia rotacional. Ela mede a resistência de um corpo às alterações na sua rotação. Parece difícil de entender, mas na verdade é bem simples. Quando um corpo está girando, ele gira em torno de um eixo. Quanto mais distante do eixo estiver a massa desse corpo, mais ele vai resistir ao giro.
Um objeto como um machado, por exemplo, possuí muita massa em apenas uma ponta, afinal, o cabo é muito mais leve que a lâmina. Já a massa de um livro é distribuída de maneira mais ou menos uniforme. O ser humano possuí uma característica notável: ele pode se encolher ou se esticar, alterando a posição de suas pernas e braços sem tirar o tronco do lugar. Se você abraçar seus joelhos e se tornar uma “bolinha”, você ocupará menos espaço, mas continuará pesando os mesmos 70 ou 80 quilos.
Ou seja: quem salta com o corpo encolhido mantém a própria massa próxima ao eixo de rotação. Isso diminui a inércia, ou seja, a vontade que seu corpo tem de ficar ali paradinho em vez de dar a pirueta. Quem salta com o corpo esticado, por outro lado, joga toda a massa para as pontas, bem longe do eixo, o que aumenta a força que atua contra o giro.
E é aí que reside a grande dificuldade do salto. Considere que ele é duplo, ou seja, são dois giros, e que no final ainda há o meio giro, que demandaria mais alguns parágrafos de explicação, e é provável que você saia dessa matéria mais animado para fazer uma graduação em física que para tentar a carreira olímpica.

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12.383 – Esporte – O calcanhar-de-aquiles dos super-homens


Se você pudesse usar todos os seus cerca do 650 músculos ao mesmo tempo, ergueria sem sacrifício 25 toneladas.
Já o halterofilista russo Andrei Chernerkyn, medalha de ouro em Atlanta. sofreu para levantar 457,5 quilos.
Isso quer dizer que ainda há muito chão pela frente? Não. A diferença de mais de cinqüenta vezes não está no potencial da musculatura, mas sim na sua capacidade de fabricar e armazenar combustível para movê-los. A situação ê particularmente decisiva nas corridas.
Acompanhe. Todo movimento depende de uma molécula chamada adenosina-trifosfato (ATP). A sua quebra libera energia para as contrações musculares. Aqui começa o primeiro limite do corpo: o estoque de ATP é pequeno, mesmo para quem treina muito.
Os atletas que disputaram a final dos 100 metros rasos em Sídnei liquidaram o seu em cerca de 8 segundos, quase 2 antes do final da prova. A partir dai, começaram a desacelerar. Tanque vazio. Nem adianta forçar.
Quanto mais se exige do músculo além do que ele pode, mais fibras ele usa para o mesmo esforço.
Isso aumenta a chance de lesão. Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta nos 100 metros rasos, o brasileiro André Domingues teve uma lesão na coxa no campeonato mundial de 1994, ao lado do recordista mundial. o jamaicano naturalizado canadense Donovan Bailey. “Fiz uma arrancada tão forte que cheguei a estar vários metros à frente dele”, “Mas levei seis meses para voltar às pistas.”
Falta de fôlego
Provas longas exigem muito oxigênio. É na presença dele que a glicose é queimada para produzir energia. O treinamento consegue aumentar um pouquinho a capacidade de aproveitamento do oxigênio pelos músculos, mas não indefinidamente. Segundo limite. determinado pela medida fisiológica chamada V02 max: o volume máximo de oxigênio consumido pelo organismo a cada minuto.
Ele é proporcional ao peso do coqx) e depende da capacidade de bombeamento do coração e de um bom sistema de irrigação sanguínea. “Uma revisão da literatura médica dos últimos vinte anos mostra que os valores de V02 máximo se estabilizaram”, explicou o médico Turibio Leite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O limite, tudo indica, já foi atingido.” Se há esforço extra, o corpo o bloqueia com dor. Se o atleta teimar, o músculo pode se romper. Não há como vencer o embate. André Domingues que o diga.

Coração
Nos superatletas. a musculatura do ventrículo esquerdo pode aumentar em até 75%. Com isso. ele chega a bombear 45 litros de sangue por minuto, mais que o dobro do que a população em geral, que trabalha com cerca de 20 litros. Mas. como a dilatação das artérias só vai até certo ponto, o (fluxo sanguíneo não poderia aumentar mais sem que isso elevasse perigosamente a pressão arterial.
Energia
Para fabricar energia, o organismo precisa quebrar moléculas de glicose no musculo No começo do esforço, isso é feilo com a ajuda do oxigénio. Quando a capacidade máxima de aproveitamenio desse gás é alcançada, o corpo dá um jeito de continuar fazendo o serviço sem ele, mas isso tem conseqüências ruins.
Com oxigénio A quebra é eficiente. Consegue transformar a glicose em energia sem deixar nenhum lixo.
Sem oxigénio A energia obtida e pouca. As moléculas de glicose não são detonadas por inteiro e o processo deixa resíduos: o lactato, que provoca dor. e protons de hidrogénio, que causam danos às células
Ossos
A resistência máxima dos ossos já foi alcançada no salto triplo, no segundo dos três pulos Nele. o impacto chega a vinte vezes o peso corporal do atleta. Nas corridas, o impacto sobre a estrutura óssea é muito menor de duas a três vezes o peso do corpo. Ainda assim, é limitante. Setenta por cento dos corredores sofrem lesões devido à repetição constante dos movimentos.

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11.184 – Acidente Aéreo Mata Três atletas olímpicos franceses


O acidente, que envolveu integrantes de um reality show, provocou comoção na França.
A mais premiada deles é a nadadora Camille Muffat, 25, ganhadora da medalha de ouro nos 400 metros livre nas Olimpíadas de Londres-2012. Nos mesmos jogos, ganhou a prata nos 200 metros livre.
O outro atleta olímpico morto é o boxeador Alexis Vastine, 28, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 na categoria superligeiros. Quatro anos depois, foi eliminado nas quartas-de-final da mesma competição em Londres.
Também está entre os mortos a iatista Florence Arthaud, 57. Conhecida como “a pequena noiva do Atlântico”, por ter sido a primeira mulher a bater, em 1990, o recorde da travessia do Atlântico Norte à vela em 9 dias, 21 horas e 42 minutos.
Os três participavam da segunda temporada do programa “Dropped”, do canal francês TF1.
O objetivo é que eles encontrassem o mais rápido possível uma tomada, considerada pela produção do programa como símbolo da civilização. Além deles, morreram os dois pilotos argentinos e cinco membros da produção.
Segundo as autoridades argentinas, os helicópteros estavam voando em céu limpo quando subitamente chocaram no ar, a uma altura de cem metros do chão, por volta das 20h locais (mesmo horário em Brasília). Em seguida, os aparelhos pegaram fogo.
Os outros competidores do reality show estavam em solo, a centenas de metros do caminho dos helicópteros. A filmagem foi suspensa e os demais participantes voltarão nesta terça para a França.
A Aeronáutica argentina enviou técnicos à região de Villa Casteli (a 1.331 km de Buenos Aires) para investigar o acidente. Os corpos ainda não foram retirados porque os militares ainda precisam fazer a perícia no local do acidente.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) se disse comovido com a notícia e decretou três dias de luto na sede do organismo, em Lausanne, na Suíça. Durante este período, as bandeiras olímpicas serão hasteadas a meio mastro.
Esta é a segunda vez que mortes ocorrem em reality shows do canal. Em 2013, um competidor do programa de resistência “Koh-Lanta” morreu em uma das provas após reclamar de dores no coração. Diante da morte, o médico responsável pelos cuidados dos participantes se suicidou.

10.914 – Esporte – Usain Bolt X Jesse Owens


Em 1936, Jesse Owens surpreendeu o mundo e obteve quatro medalhas de ouro na Olimpíada de Berlim. Naquele tempo, foi visto um fenômeno difícil de ser igualado. Oitenta e dois anos depois, porém, um outro velocista provocou um tipo de espanto parecido: Usain Bolt bateu seus concorrentes com uma facilidade assombrosa. As conquistas unem Owens e Bolt, mas todo o resto – do perfil físico aos recursos de treinamento – separa os dois.

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Usain “Lightning” Bolt

• Ouro nos 100 metros rasos, 200 metros rasos, revezamento 4×100 metros e recordista mundial nas três provas na Olimpíada de Pequim-2008
• Trelawny, Jamaica, 21 de agosto de 1986

• 1,96 metro de altura e 86 quilos

Com apenas 22 anos de idade, Usain Bolt tornou-se medalhista de ouro e recordista mundial nas provas dos 100 e 200 metros rasos e 4×100 metros em Pequim-2008. Na prova dos 100 metros, Bolt deixou o mundo de boca aberta ao quebrar o recorde “sem esforço” – no fim, até desacelerou. Quatro dias depois, Bolt voltou pista para quebrar o recorde dos 200 metros, que já durava 12 anos. Desta vez, porém, o jamaicano teve de fazer seu melhor.
Aos 15 anos, o jamaicano faturou um ouro e duas pratas no Mundial de Atletismo Júnior, em Kingstown, na Jamaica. Em 2003, foi a vez do Canadá ver a performance do jovem, que faturou um ouro no mundial de Sherbrooke, nos 200 metros. Ainda como júnior, Bolt venceu os 200 metros em 2004 (nas Bermudas) e 2005 (nas Bahamas). Já como profissional, ficou em segundo lugar no mundial de Osaka, nas provas dos 200 metros e revezamento 4×100, antes de conquistar os ouros na Olimp ada de Pequim. Sua marca nos 100 metros: 9,69 segundos.
Apesar de preferir as festas, o atleta treina horas a fio todos os dias na Jamaica. Tem ao seu lado muitos profissionais especializados, como nutricionista, fisiologista, massagista, treinador de 100 metros e 200 metros e psicólogo. Além do trabalho na pista, também faz musculação para preparar melhor o corpo para as provas de alta velocidade.
Com um porte físico parecido com o de um jogador de basquete – 1,96 metro e 86 quilos-, Bolt é um visto como um marco nas provas mais velozes do atletismo. Antes, imaginava-se que um atleta tão alto não conseguiria uma aceleração rápida o suficiente para vencer os 100 metros. Carl Lewis, por exemplo, tinha 1,80 metro e 80 quilos quando dominou as provas de velocidade nas décadas de 1980 e 1990.

Jesse
Jesse

James Cleveland “Jesse” Owens
• Ouro nos 100 metros rasos, 200 metros rasos, salto em distância e revezamento 4×100 metros na Olimpíada de Berlim-1936
• Alabama, EUA, 12/set/1913-31/mar/1980
• 1,77 metro de altura e 75 quilos
O atleta venceu os 100 e 200 metros rasos, revezamento 4×100 metros rasos e salto em distância, na Olimpíada de Berlim, em 1936. Quando Owens ganhou a prova dos 200 metros, o líder nazista Adolf Hitler, que pretendia usar os Jogos para demonstrar sua teoria de superiordade da raça ariana, se retirou do estádio para não cumprimentá -lo. Jesse Owens foi aclamado por milhares de torcedores de diversos países naquele dia.
Jesse Owens começou sua carreira na equipe de uma escola de Cleveland. Foi campeão nacional de um torneio interescolar nos Estados Unidos e igualou o recorde americano das 100 jardas, com 9,4 segundos. Ao entrar na universidade de Ohio, passou a sofrer com a discriminação racial. Podia participar apenas dos eventos do “campus dos negros”. Competindo apenas com atletas de sua etnia, baixou outros recordes, forçando o comitê olímpico a levá-lo para os Jogos de Berlim. Sua melhor marca nos 100 metros: 10,20 segundos.
Owens cresceu em Oakville, no Alabama, com seus pais Henry e Emma Owens, e mais nove irmãos. As dificuldades financeiras fizeram com que a família do atleta fosse para Cleveland, em Ohio. O atleta teve que trabalhar desde criança para ajudar sua família – isso até o dia em que obteve ajuda financeira da escola em troca de medalhas conquistadas em torneios de atletismo.
Com 1,77 metro de altura e 75 quilos, Jesse Owens tinha 19 centímetros e 11 quilos a menos que Bolt quando disputou os Jogos de Berlim e conquistou quatro medalhas de ouro. Era rápido por ser muito leve, mas o “baixinho” dificilmente estaria numa final olímpica com os gigantes do atletismo atual.

9098 – Dopping – Cuidado com o “dequinha”!


DecaDurabolin

Este esteroide, também encontrado no Brasil, originalmente foi desenvolvido pela Organon na década de 60, mas atualmente diversos outros laboratórios produzem este esteroide, como o Extraboline da Grécia e o Dynabolon da Itália que é uma variação do decanoato de nandrolone sendo mais androgênico do que a Deca original. A Deca em sua forma original é moderadamente androgênico com boas propriedades anabólica, sendo utilizado para ganho de massa muscular e pré-competição, porém, alguns atletas tendem a reter muito líquido com esta droga. A Deca é muito usada como uma droga de base para todo ciclo de esteroide (desde que fora de temporada) por evitar inflamações e dores articulares que podem ocorrer devido a realização de treinamento pesado. A diferença da Deca produzida no Brasil é que esta vem com a concentração de 25mg/ml ou 50mg/ml, enquanto no exterior existe concentração de 100mg/ml.

Apresentação: Ampolas de 25 ou 50mg/ml. É produzido no Brasil pela ORGANON.
A nandrolona, também comercializada com o nome Deca, é um anabolizante derivado da testosterona, hormona produzida pelos testículos que é a responsável pela voz grave do homem, desenho facial, tendências mais agressivas, ereção do órgão sexual, entre outras. A nandrolona é comercializada na forma de éster do ácido decanoico.

Efeitos Colaterais
Um dos mais comuns é a retenção de líquidos vindo a causar a hipertensão; o mau funcionamento do fígado; perda de peso; aumento da próstata; marcas irreversíveis na pele como acne; calvície prematura e o crescimento das glândulas mamarias.
O atrofio dos testículos pode ser o efeito mais grave para os homens. Com o consumo da nandrolona o organismo do homem pode perder sua função mais importante que é a produção da testosterona, ele deixa de produzir espermatozoides chegando até a esterilidade, mas para isto poderá ser feita uma aplicação de hormônio.
Nas mulheres, registra-se um aumento de características masculinas, aumento de pelos e problemas de ovulação(Atraso na Menstruação) porém o principal problema se dá na voz,laboratórios clandestinos de fabricação de Deca principalmente paraguaios (LanderLan,Miuti..) usam alta concentração de Nandrolona aprox.70% provocando assim inchaço muscular e sérios problemas androgênicos.

Uso no atletismo
Em alguns indivíduos a massa muscular pode aumentar até 16% a 20%, o peso mais ou menos entre cinco e nove kg e sua resistência física. No caso dos atletas ela melhora a contração muscular e quanto maior a energia acumulada, melhor será o desempenho nos exercícios físicos e se tornará mais fácil a recuperação física. Nos últimos anos o consumo deste produto por atletas tem crescido assustadoramente, com o desenvolvimento de substâncias equivalentes à nandrolona, que apenas são detectáveis até dois dias depois de consumidas.
Geralmente mais utilizadas no atletismo, natação, basquetebol e levantamento de peso. No MMA, o caso mais famoso foi o do ex-campeão Royce Gracie.

A nandrolona é encontrada no organismo através de exame de urina, mas será detectada somente se fizer o teste pouco tempo depois de ser ingerida, caso contrário não.

9096 – Atletismo – Oxigênio não ganha jogo


É cada vez mais freqüente nos Estados Unidos um atleta receber oxigênio puro nos intervalos das competições, na esperança de recuperar-se rapidamente da fadiga. Pura perda de tempo descobriram os médicos. Eles pediram aos integrantes de um time de futebol que se exercitassem até a exaustão. Depois, metade do time recebeu oxigênio puro durante quatro minutos, enquanto a outra metade aspirou pela mascara o próprio ar ambiente. Analisando em uns e outros a freqüência cardíaca e as taxas sanguíneas de ácido lático – o sinal químico dos músculos cansados -, os pesquisadores verificaram que não havia nenhuma diferença.
“A capacidade de absorver o gás limita no organismo, daí não adianta receber doses extras”, explica um fisiologista do Comitê Olímpico Internacional. Segundo ele, os americanos reeditaram um modismo dos anos 50, quando os vestiários de estádios como o Maracanã foram equipados com balões de oxigênio puro. Mais tarde, foram desativados ao se perceber que os jogadores se recuperavam da mesma maneira simplesmente caminhando em volta do campo.

8992 – Dopping – Perigosa receita para a trapaça


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Uma fórmula para vencer a qualquer preço está a venda há alguns anos nas farmácias.
É a versão sintética do hormônio eritropoitina, produzido nos rins, que aumenta a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue. Estes fazem o transporte de oxigênio, bem mais requisitado quando o organismo é literalmente colocado à prova. Por isso, embora indicado para o caso de deficiências renais, o remédio atrai saudáveis atletas que antes chegavam ao extremo de congelar uma boa dose dos próprios glóbulos, para reinjetá-los às vésperas de competições. O recurso é ilegal desde os Jogos Olímpicos de Los Angeles, de 1984.
Até a chegada do novo remédio, um teste de laboratório recém-criado na Suécia para detectar a chamada autotransfusão seria a prova perfeita desse doping sanguíneo.
Tal remédio vendido no Brasil com o nome comercial de Hemogenin, é usado por várias categorias de atletas, corredores, maratonistas, lutadores, fisiculturistas. Mas há sérios riscos. Aumentando o número de glóbulos vermelhos ele “engrossa” o sangue, o que dificulta o seu transporte pelo sistema circulatório, o que pode levar a uma parada cardíaca.

7372 – São Silvestre 2012 – Queniano vence, pra variar


S Silvestre 2012
S Silvestre 2012

O queniano Edwin Kipsang venceu a prova masculina da São Silvestre na manhã desta segunda-feira, com o tempo de 44min04s. O brasileiro melhor colocado foi Giovani dos Santos, que terminou a prova na quarta colocação.
A prova teve total domínio do Quênia, que, além da vitória com Kipsang, conseguiu ainda a segunda e terceira colocação, com Joseph Aperumoi (44min14s) e Mark Korir (44min50). Este último liderou parte da corrida, mas perdeu fôlego no fim.
Hafid Chani, do Marrocos, terminou a prova na quinta colocação, com o tempo de 45min54s.
A edição deste ano da São Silvestre foi a primeira com largada pela manhã. A elite feminina largou às 8h40, enquanto a masculina, às 9h. O valor do prêmio também mudou. Passou de R$ 35 mil para R$ 50 mil.
A prova perdeu prestígio e atrai cada vez menos famosos. Muitos atletas da elite da África (continente que faturou 15 dos últimos 21 títulos) não correram neste ano. Foram os casos dos campeões de 2011, a queniana Priscah Jeptoo e o etíope Tariku Bekele. O continente foi representado por seu segundo escalão, mas mesmo assim obteve sucesso.

Veja os dez primeiros:

1) Edwin Kipsang (QUE), 44min05min
2) Joseph Aperumoi (QUE), 44min14seg
3) Mark Korir (QUE), 44min21seg
4) Giovani dos Santos (BRA), 44min51seg
5) Hafid Chani (MAR), 45min55seg
6) Najim El Qady (MAR), 46min34seg
7) Alphonce Simbu (TAN), 46min37seg
8) Ubiratan dos Santos (BRA),46min38seg
9) Ahmed Baday (MAR), 46min40seg
10) Paulo Roberto de Almeida Paula (BRA), 46min49seg

7295 – O que é a Hipoglicemia?


É a queda das taxas de açúcar – principal fonte de energia para o organismo – e é provocada pela intensa atividade física. O açúcar é armazenado nos músculos, no fígado e no sangue. Em atletas, quando a atividade física é muito intensa e repetida por vários dias, o organismo usa praticamente todo o açúcar dos músculos e começa a queimar o do sangue.” Com isso, a taxa de açúcar cai muito e começam os sintomas da hipoglicemia, como vista escura, suor frio e vômito. Pessoas com atividade física muito intensa, como os trabalhadores braçais, podem sofrer o mesmo problema. Existe também um caso em que, mesmo ingerindo açúcar, a pessoa corre o risco de sofrer hipoglicemia. É o chamado efeito rebote. Isso acontece quando se ingere uma quantidade muito grande de açúcar cerca de 40 minutos antes de realizar atividade física intensa. O sangue fica saturado e o organismo começa a produzir uma quantidade grande de insulina, substância que ajuda a metabolizar o açúcar. Com isso, uma parte do açúcar é excretada e outra absorvida pelas células. A quantidade disponível no sangue diminui muito, provocando a hipoglicemia.

6176 – Mega Memória – As Olimpíadas de Montreal


Os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, realizados entre 17 de julho e 1 e agosto de 1976, com a participação de 6.804 atletas de 92 nações competindo em 21 esportes, foram os primeiro marcados por um grande boicote. Lideradas pela Republica do Congo, 26 nações africanas, o Iraque e a Guiana se recusaram a participar dos Jogos, em protesto pelo COI não suspender a Nova Zelândia, que havia autorizado sua seleção nacional de rugby excursionar pela África do Sul, que no momento se encontrava suspensa da comunidade internacional por causa do Apartheid, fazendo com que o nível de diversas provas do atletismo ficasse abaixo do esperado, já que os africanos dominavam essas provas.
A escolha de Montreal, que havia conquistado o direito de sediar os Jogos contra cidades importantes como Los Angeles e Moscou, não foi feliz no seu evento, apesar da boa organização e total segurança – reflexos dos ocorrido em Jogos de Munique em 1972.
Financeiramente os Jogos foram um fracasso, causando o maior prejuízo financeiro da história do evento até Atenas 2004. Totalizando mais de 2 bilhões de dólares americanos em dívidas, levando a cidade a demorar mais de 40 anos para conseguir quitar as dívidas relacionadas ao evento Seu ousado, caríssimo e problemático estádio olímpico até hoje permanece como um símbolo do fracasso desta edição . No campo esportivo, mais uma grande decepção. Pela primeira e única vez na história dos Jogos de Verão, o país anfitrião terminou a competição sem conseguir conquistar uma única medalha de ouro.
Os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, realizados entre 17 de julho e 1 e agosto de 1976, com a participação de 6.804 atletas de 92 nações competindo em 21 esportes, foram os primeiro marcados por um grande boicote. Lideradas pela Republica do Congo, 26 nações africanas, o Iraque e a Guiana se recusaram a participar dos Jogos, em protesto pelo COI não suspender a Nova Zelândia, que havia autorizado sua seleção nacional de rugby excursionar pela África do Sul, que no momento se encontrava suspensa da comunidade internacional por causa do Apartheid, fazendo com que o nível de diversas provas do atletismo ficasse abaixo do esperado, já que os africanos dominavam essas provas.
A escolha de Montreal, que havia conquistado o direito de sediar os Jogos contra cidades importantes como Los Angeles e Moscou, não foi feliz no seu evento, apesar da boa organização e total segurança – reflexos dos ocorrido em Jogos de Munique em 1972.
Financeiramente os Jogos foram um fracasso, causando o maior prejuízo financeiro da história do evento até Atenas 2004. Totalizando mais de 2 bilhões de dólares americanos em dívidas, levando a cidade a demorar mais de 40 anos para conseguir quitar as dívidas relacionadas ao evento Seu ousado, caríssimo e problemático estádio olímpico até hoje permanece como um símbolo do fracasso desta edição . No campo esportivo, mais uma grande decepção. Pela primeira e única vez na história dos Jogos de Verão, o país anfitrião terminou a competição sem conseguir conquistar uma única medalha de ouro.
Como vimos em um capítulo anterior, a ginasta romena Nadia Comăneci, de apenas 14 anos, foi a grande estrela de Montreal, sendo a primeira atleta da história a receber a nota perfeita de 10.0 neste esporte, nas barras assimétricas. A nota teve que ser apresentada nos placares eletrônicos do ginásio como 1.00, pois até então os placares da ginástica não eram fabricados com dois dígitos antes da divisão da fração, já que a nota 10 era considerada impossível. Comaneci conquistaria três medalhas de ouro e receberia nada mais nada menos que outras seis notas 10 da equipe de jurados durante a competição.
Cinco boxeadores americanos conquistaram medalhas de ouro em Montreal, naquela que para muitos foi a maior equipe de boxe olímpico já formada nos Estados Unidos, composta de Sugar Ray Leonard, Leon Spinks, Michael Spinks, Leo Randolph e Howard Davies Jr. A exceção de Davis, todos se tornariam campeões mundiais profissionais em suas categorias nos anos seguintes.
O ginasta japonês Shun Fujimoto conquistou a excelente nota 9,7 nas argolas, terminado o exercício com uma difícil pirueta de três voltas e a queda em pé na posição ereta perfeita, ajudando a conseguir a medalha de ouro por equipes para o Japão, que disputava a liderança lado a lado com a URSS. Fujimoto realizou a prova com o joelho quebrado.
O italiano Klaus Dibiasi conseguiu o inédito tricampeonato olímpico nos saltos ornamentais, tornando-se o ídolo e modelo de toda uma geração de atletas, entre eles o jovem que o igualaria anos mais tarde, o norte-americano Greg Louganis.
Os Jogos de Montreal assistiram ao primeiro atleta filho de campeão olímpico tornar-se também campeão olímpico. Com um lenço encharcado de lágrimas de um choro convulsivo, um homem no meio da multidão na arquibancada do estádio olímpico, o húngaro Imre Németh, campeão olímpico de lançamento do martelo nos Jogos de Londres em 1948, acenava para o filho Miklos Németh, que ali na sua frente, no gramado do estádio, acabava de se sagrar campeão olímpico do lançamento do dardo, 28 anos depois.
Clarence Hill, das Bermudas, conquistou a medalha de bronze na categoria super-pesados do boxe, dando a seu pequeno país a honra de se tornar a nação de menor população do mundo (53.500 habitantes na época) a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos.

5269 – Atletismo – Qual é o recorde de velocidade em corridas?



As corridas de velocidade são disputadas por homens e mulheres em separado.
Nos 60 metros, o record do mundo é detido pelo atleta norte-americano Maurice Greene com o tempo de 6.39 segundos.
100 Metros – Muitas vezes o detentor do record nesta distância é considerado ” o homem/mulher mais rápido do mundo”. O atual record é de 9.69 conseguido por Usain Bolton da Jamaica nos Jogos Olímpicos de Pequim a 16 de Agosto de 2008.
Os 100 metros rasos foram introduzidos no programa olímpico em Jogos Olímpicos de Verão de 1896 para homens e nos Jogos de 1928 para mulheres. Os primeiros campeões olímpicos foram, respectivamente, Tom Burke e Betty Robinson dos Estados Unidos da América.

Florency, a recordista polêmica

O recorde mundial dos 100 metros masculinos pertence a Usain Bolt, da Jamaica, obtido durante o Campeonato Mundial de Atletismo em Berlim, na Alemanha, em 16 de agosto de 2009, com a marca de 9,58 segundos.
Na prova feminina, O record do mundo ainda é 10.49 segundos e foi conseguido pela incrível Florence Griffith-Joyner,estabelecido em Indianápolis em 1988. Falamos dela em um outro capítulo do ☻ Mega sobre o dopping.
400 Metros – Os 400 metros é uma prova que dá uma volta á pista na linha interior. Os corredores são colocados na posição de partida de maneira que assegure que cada um corre a mesma distância.
Embora esta prova seja de velocidade, tem que se utilizar tácticas na corrida;
de fato os 400 metros tem tempos finais 4 vezes o tempo dos 100 m.O record do mundo é detido por Michael Johnson com o tempo de 43.18 segundos.

4890 – Esporte – A Corrida de S. Silvestre


A "Locomotiva Humana" venceu com o pé nas costas em 1953

É a mais famosa corrida de rua no Brasil, realizada anualmente na cidade de São Paulo, no dia 31 de dezembro, dia de São Silvestre (data de morte do papa da Igreja Católica, canonizado também neste dia, anos depois, no quarto século da Era Cristã) e de onde vem o seu nome.
A corrida possui um percurso de 15 km, menos da metade de uma maratona, mas com quase todas dificuldades de uma devido a fatores como o intenso calor do verão brasileiro e os obstáculos geográficos a serem superados pelos participantes. Desidratação e insolação, entre outros, não são fatos raros tanto entre os profissionais como entre amadores, a grande maioria dos participantes.
O jornalista Cásper Líbero, um milionário que fez fortuna no início do século XX no setor de imprensa, é o idealizador e fundador do evento. Sua ideia original era utilizar a corrida como meio de promoção de seu jornal. Em 1928, ano da quarta edição do evento, Líbero fundou um dos primeiros periódicos dedicados exclusivamente ao esporte no país, a Gazeta Esportiva, que a partir de então passou a ser a organizadora e patrocinadora oficial do evento, condição que detém até os dias atuais. A corrida tornar-se-ia o principal meio de publicidade daquela publicação esportiva.
A primeira edição da corrida foi realizada em 31 de dezembro de 1924. Dado importante é o fato de que, ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre nunca deixou de realizar-se, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial.
Originalmente restrita a homens, o regulamento original da competição também previa a participação exclusiva de cidadãos da cidade de São Paulo. Nos anos seguintes, corredores de outras partes do país foram aceitos ao evento, mas somente em 1941 a corrida seria vencida por um corredor de fora do estado de São Paulo: José Tibúrcio dos Santos, de Minas Gerais. Nesta época, a participação de estrangeiros era proibida. É preciso salientar que a regra bania a vinda de atletas estrangeiros para participar, mas não impedia que estrangeiros residentes na cidade de São Paulo (imigrantes) participassem. Nesse contexto, um italiano, Heitor Blasi, foi o único estrangeiro a vencer a prova antes de 1947.
Em 1945 foi liberada a participação de estrangeiros, mas apenas para corredores convidados provenientes de outros países da América do Sul. O sucesso das duas primeiras edições internacionais, no entanto, levou os organizadores a liberarem a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947. Este ano marcou o início de período de 34 anos durante o qual nenhum brasileiro venceria a prova, o que se encerrou somente quando José João da Silva, de Pernambuco, venceu a edição de 1980 (feito que repetiria em 1985).
A corrida permaneceria restrita a homens até 1975, quando as Nações Unidas declararam aquele ano como o Ano Internacional da Mulher. Os organizadores da São Silvestre aproveitaram o momento para realizar a primeira corrida feminina no mesmo ano. O evento feminino começou já com livre participação internacional, e a primeira vitória brasileira ocorreria somente na 20ª edição da prova, quando Carmem Oliveira venceu, em 1995.
Até 1988, a corrida era realizada à noite, geralmente iniciando-se às 23:30, de forma que os primeiros classificados cruzavam a linha de chegada por volta da meia-noite, mas o ano de 1989 foi marcado por sensíveis modificações no formato do evento. O objetivo era cumprir as determinações da Federação de Atletismo. O horário de início da corrida foi alterado, passando às 15 horas para mulheres e às 17 horas para homens; e a distância a ser percorrida, que variava quase que anualmente (geralmente entre 6,5 e 8,8 km) foi definitivamente fixada em 15 km, o mínimo exigido pela Federação de Atletismo. Naquele mesmo ano de 1989, a São Silvestre foi oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da Federação.
Para a edição de 2011, uma mudança de percurso vem sendo discutida por conta do aumento anual do número de participantes e também pelo Reveillon de São Paulo que acontece algumas horas após a prova no mesmo local. Por isso foi definido, em inícios de Setembro do mesmo ano, que a prova passará a ter seu ponto de chegada no Parque do Ibirapuera.

São Silvestre anuncia novo percurso e retira tradicional descida da Consolação

A organização da São Silvestre anunciou oficialmente nesta sexta-feira o novo percurso da prova, a partir da edição deste ano, no próximo dia 31 de dezembro. Uma série de alterações foi feita para que o trajeto passe a culminar no Obelisco do Ibirapuera, em vez da chegada na Avenida Paulista. Com isso, a principal alteração foi a retirada do trecho na Rua da Consolação.
A Consolação ficou famosa no percurso da São Silvestre por seu longo trecho de descida, um complicador para os atletas durante a prova de 15 km. Em seu lugar, a São Silvestre passará pelas avenidas Dr. Arnaldo e Pacaembu.
Segundo a direção, o traçado continua alternando entre trechos planos subidas e descidas, como é tradicional na prova de fim de ano. O início será na Avenida Paulista, mas a chegada foi trocada para que não haja a “competição” com os outros festejos de Réveillon que acontecem no local.

Se a descida da Consolação perdeu espaço, a subida da Brigadeiro Luiz Antônio prossegue. Desta vez, em vez de fazerem a curva em direção à Paulista, eles continuarão na via, em uma descida grande rumo ao Obelisco do Ibirapuera.

4207 – Ginástica Olímpica – As 7 Magníficas


As Sete Magníficas, em inglês: Magnificent Seven, foi o nome dado à seleção norte-americana feminina de ginástica durante os Jogos Olímpicos de 1996, que conquistou pela primeira vez o ouro por equipes para os Estados Unidos em uma Olímpiada.
As sete ginastas eram: Shannon Miller, Dominique Moceanu, Dominique Dawes, Kerri Strug, Amy Chow, Amanda Borden e Jaycie Phelps
Essa realização, ocorrida na Geórgia, território norte-americano, é considerada magnífica por ser inédita, tanto em Olimpíadas, quanto em campeonatos mundiais. Acrescentado como fator ao feito, está o superar as favoritas européias Rússia – que “herdou” as ginastas da União Soviética – e Romênia, segunda e terceira colocadas.
A líder das Sete Magníficas é sempre apontada como sendo Shannon Miller, a ginasta norte-americana mais expressiva a competir, seguida das estrelas Dominique Dawes e Dominique Moceanu. No entanto, durante a classificatória, foi Kerri Strug quem classificou-se para a final do concurso geral.
Nas finais, Strug, durante a prova do salto, feriu o tornozelo no primeiro, executou o segundo e protagonizou junto ao técnico Béla Károlyi, umas das imagens mais marcantes da história da ginástica norte-americana: foi carregada ao pódio da final por equipes sob os aplausos dos compatriotas torcedores.
Barras assimétricas
Para este evento, classificaram-se Amy Chow e dominique Dawes.
Nas barras assimétricas, entre as norte-americanas, Chow era a que detinha a rotina de maior pontuação. Com 9,837, a ginasta empatou com Bi Weijing, da China, em segundo lugar, superada pela russa Svetlana Khorkina. Dawes, que não subiu ao pódio, encerrou em quarto, totalizando 9,800, em uma prova com empates duplo (2º) e triplo (5º).
Solo
Para a final desse aparelho, classificaram-se Dominique Moceanu e Dominique Dawes.
O solo, assim como a trave, possui tradição entre as norte-americanas e aguardava-se bons resutlados das atletas. Ao final das apresentações, Dawes conquistou a medalha de bronze, 0,050 atrás da primeira colocada. Moceanu, por sua vez, encerrou com 9,825, 0,012 atrás de sua companheira, em quarto lugar.
Pós-Olimpíadas

As Sete Magníficas entraram em uma turnê logo após o encerramento das Olimpiadas. Strug, contudo, não participou, devido a lesão sofrida durante os Jogos.
A equipe apareceu em várias caixas de cereais e em diversos talks shows. Miller , foi considerada a mais bem sucedida membro da equipe, somando um total de cinco medalhas olímpicas, em suas participações. Pouco depois, a equipe foi inserida no Hall da Fama Olímpico Norte-Americano.

4060 – Esporte – O Triatlon


Também conhecido como Iron Man, trata-se de Natação, Ciclismo e Corrida e surgiu nos EUa na década de 70.O 1° foi em 1974, em S. Diego. As distâncias originais aumentaram. A 1ª prova de Iron Man foi disputada em 1978. John Collis queria realizar na Ilha de Honolulu, Hawaí, um Triatlo que levasse os atletas ao limite da reistência física. Na época só 15 toparam. Eram 38 km de natação; 180 de bicicleta e 42 de corrida, distância igual a da maratona. Hoje reúne 1500 atletas de 50 países e deu origem a outras competições. A mais radical é o Decatriatlo Duplo, que equivale 20 vezes a distância do Iron Man. São 18 dias de prova com 76 km a nado, 3600 km pedalando e 844 correndo; mas há intervalos. O Triatlo olímpico é menos desgastante e foi introduzido em Sydney no ano 2000. São 1,5 km de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. Já o Triatlo curto para iniciantes tem a metade do percurso. Nas provas profissionais não é permitido colar no ciclista da frente para pegar o vácuo, o que pode reduzir o esforço em até 70%.
Sair na frente não é o mais importante, como a prova é longa, o ideal é estudar o percurso para saber onde ganhar tempo e manter o ritmo constante para evitar o desgaste.
Os 3800 metros de natação geralmente são em mar aberto. Para evitar trapaças, 2 fiscais de caiaque verificam se ninguém está cortando caminho. Na área de transição ocorrem as trocas de roupa.
Nos 180 km de ciclismo é proibido pegar carona no vácuo; os ciclistas devem manter uma distância de 15 metros e quem for superado deve esperar 20 segundos antes de reagir.
São 41 km de corrida e 5 fiscais de moto verificam os competidores.
Os atletas de ponta atingem o ponto de chegada do Iron Man cerca de 8 horas após o início. O tempo limite é de 17 horas. O competidor chega a gastar cerca de 10 mil calorias e perde 2,5 L de água. A recuperação pode levar até 4 semanas.

3968 – Grandes nomes do esporte – Nádia Comaneci


Nádia em 1976

Nadia Elena Comăneci (Oneşti, 12 de novembro de 1961) é uma ex-ginasta romena, que disputou a modalidade artística e é ainda hoje tida como um ídolo mundial esportivo.
Uma das primeiras alunas do treinador Béla Károlyi, enquanto atleta, conquistou nove medalhas olímpicas, cinco delas de ouro, foi a primeira ginasta a receber uma nota dez – desempenho perfeito – em um evento olímpico de ginástica artística, arquiva quatro medalhas mundiais e doze medalhas europeias. Ao lado da russa Svetlana Khorkina, Nadia é detentora do tricampeonato do individual geral continental, além de bicampeã olímpica na trave de equilíbrio. Em campeonatos nacionais, é ainda pentacampeã do concurso geral.Desde que deixou a vida de atleta profissional, Comăneci continuou envolvida com o desporto: hoje é membro de algumas associações e federações, bem como fundadora de uma instituição filantrópica e colaboradora em diversas outras tanto na Romênia quanto nos Estados Unidos, além de também colaborar para a revista International Gymnast – a publicação mais veiculada da ginástica – ao lado do marido, também ex-ginasta, Bart Conner. Por suas notas e conquistas, é considerada uma das maiores ginastas da modalidade de todos os tempos. Fugida do regime comunista da Romênia, radicou-se nos Estados Unidos e tornou-se cidadã norte-americana. Lá, teve seu primeiro e único filho, Dylan, e abriu um ginásio e uma empresa de equipamentos gímnicos, que produz uma linha de vestuários.
Como premiações, recebeu a Ordem Olímpica por duas vezes, na primeira delas, como a atleta mais jovem a atingir tal distinção; foi eleita uma das cem mulheres mais importantes do século XX; figura, desde 1993, no International Gymnastics Hall of Fame, no qual fora a segunda inserida desde a inauguração da honraria; foi eleita pelo líder comunista romeno, Nicolae Ceauşescu, uma heroína do trabalho socialista, feito este atingido como a mais jovem; também fora eleita, na Romênia, a atleta mais importante do país, em votação realizada no ano de 2006; em 2007, foi escolhida pelo público a celebridade mais confiável da nação, foi eleita a melhor atleta do século XX pelo jornal português Mundo Desportivo, e recebeu da Academia Mundial de Recordes, o título de recordista mundial em sua modalidade.
Ativa durante a infância, adorava tanto saltar que quebrou as molas de quatro sofás em casa.Certa vez, brincando de ginasta com uma amiga no pátio da escola, foi reparada por Béla Karolyi, que, aproximando-se para falar com as meninas, ouviu o sinal tocar e as pequenas sumirem para dentro do colégio. Insatisfeito, entrou na escola e, classe por classe, foi atrás das duas garotas. Na terceira investida, as encontrou e de imediato as convenceu a fazerem o teste para treinar. Nadia andou sobre a trave, aparelho do qual as crianças tinham medo, saltou e cumpriu os requisitos da prova para iniciar seus treinamentos aos seis anos de idade. Na ocasião, o treinador declarou ser a menina a pupila perfeita: “Ela não conhece o medo”

Nádia virou selo

Oito anos mais tarde, quando adolescente, cultivava em sua coleção cerca de duzentas bonecas, outra paixão além da ginástica. Nessa época, vieram seus primeiros grandes êxitos. Em 1976, Nadia, aos quinze anos, foi eleita a personalidade do ano dentre os componentes de sua categoria, além de escolhida a atleta feminina geral do ano e figurar nas capas das revistas Time e Sports Illustrated, devido a seus êxitos inéditos nos Jogos Olímpicos. Em setembro do mesmo ano, um canal da tv norte-americana viajou até Onesti para filmar um especial de uma hora sobre a ginasta, que foi ao ar pela CBS em novembro. Dois anos após tornar-se destaque na modalidade artística, seus pais divorciaram-se, fato este que gerou boatos a respeito de seus ruins resultados, incluídos os atingidos no Mundial, terem ligação com sua vida pessoal à época e não apenas com os treinamentos.Adiante, foi eleita pelo líder comunista romeno, Nicolae Ceauşescu, uma heroína do trabalho socialista, feito este atingido como a mais jovem. Na festa de premiação, ao ser questionada sobre o próximo passo, a menina timidamente respondeu que só queria voltar para casa.
Sua estreia em Jogos Olímpicos foi aos catorze anos, na edição de 1976 realizada no mês de julho, no Canadá. Na ocasião, a ginasta esteve presente em seis das seis finais possíveis.
Na competição qualificatória, realizada no dia 18 de julho, a romena executou nas paralelas assimétricas uma rotina arrojada, que agradou ao público. No final da apresentação, após análise dos árbitros, o placar mostrou a nota 1.00. Em um primeiro momento, o ginásio ficara em silêncio, sem entender como aquela técnica poderia receber um score tão baixo. Contudo, não se passou muito e logo percebeu-se a fragilidade dos placares: como um dez perfeito nunca havia sido atingido antes, não foram programados para registrar tal marca. Assim, pela primeira vez na história olímpica, uma ginasta recebia o chamado dez perfeito.No dia seguinte, durante a final por equipes, Nadia atingiu suas segunda e terceira notas dez ao executar o seu exercício na trave de equilíbrio e, novamente, nas barras assimétricas. Ao final, apesar das notas alcançadas, a Romênia encerrou na segunda colocação. Ao lado das companheiras de equipes, Teodora Ungureanu, Mariana Constantin, Anca Grigoraş, Gabriela Truşca e Georgeta Gabor, Comăneci conquistou a medalha de prata, ao ser superada pela União Soviética de Ludmilla Tourischeva.
Em 21 de julho, na final do concurso geral, tirou sua terceira nota dez nas assimétricas, e sua segunda na trave, para conquistar a medalha de ouro na competição, após somar 79,275, 0,600 a frente da segunda colocada, Nellie Kim, em prova que reuniu um total de 36 ginastas, dentre as quais três eram da Romênia nas primeiras quinze posições.
Nas finais por aparelhos, sucedidas em 23 de julho de 1976, a atleta atingiu suas sexta e sétima notas dez, mais uma vez nas paralelas e na trave. Como resultado, conquistou mais duas medalhas de ouro. Na trave, encerrou a frente da também soviética Olga Korbut, enquanto nas assimétricas superou a compatriota Ungureanu; no solo, encerrou na terceira colocação, atrás das soviéticas que havia superado dois dias antes, no individual geral; por fim, no salto, sem subir ao pódio, foi a quarta classificada em disputa vencida por Kim.
Em 1980, Comăneci despediu-se dos Jogos Olímpicos com a participação na edição de Moscou, Rússia. Nestes Jogos, a ginasta conquistou o direito de disputar cinco das seis finais possíveis durante a fase qualificatória.
Agora, aos dezoito anos, conquistou sua segunda medalha de prata na disputa coletiva, ao ser novamente superada pelas soviéticas. Somando 196,80, a equipe romena, formada por Nadia, Emilia Eberle, Rodica Dunca, Melita Rühn, Dumitriţa Turner e Cristina Grigoraş, encerrou na segunda colocação por 0,350 ponto de diferença para as vencedoras. No individual geral, 36 atletas disputaram as rotações que compunham o evento. Após o encerramento delas, a atleta totalizou 79,075, suficiente para empatar na segunda posição com a alemã oriental Maxi Gnauck. No entanto, foram 0,075 ponto atrás da medalhista de ouro, Yelena Davydova. Com melhor desempenho, as três romenas presentes nesta prova realizada no dia 24 de julho, terminaram entre as dez primeiras posições.
No ano de 1984, após encerrar oficialmente a carreira, teve um filme lançado em sua homenagem, intitulado Nadia, no qual a ginasta estadunidense e campeã mundial das barras assimétricas, Marcia Frederick, a interpreta.No mesmo período, graduou-se pelo Instituto de educação Física e Desportos em Bucareste. Na época de sua formatura, foi convidada a integrar o grupo da Federação Romena de Ginástica como treinadora da equipe júnior do país. Essa função exerceu até o ano de 1989, interrompida pela chegada da Revolução, que pretendia derrubar o líder comunista.
Em dezembro, seu pedido de asilo nos Estados Unidos fora atendido e para lá se mudou. Devido a problemas causados por Panait, mudou-se para o Canadá no ano seguinte, onde viveu até 1991 promovendo equipamentos de ginástica e se apresentando em algumas exibições da modalidade. Após a acidental morte de Stefu, que a acolheu, Bart Conner a convidou para trabalhar em seu ginásio, localizado na cidade de Norman. Em dezembro do ano 2000, deu início ao Dia Internacional do Voluntário e tornou-se a primeira atleta a falar como porta-voz da União Nacional.

Nádia em 2005

3864 – Grandes Nomes do Esporte – Carl Lews


Um grande medalhista olímpico

Willian Frederick Carlton ‘Carl’ Lewis (Birmingham, 1 de julho de 1961), é um ex-atleta dos Estados Unidos que ganhou dez medalhas olímpicas, nove das quais de ouro, e dez medalhas nos campeonatos mundiais de atletismo, oito das quais de ouro, em uma carreira que se estendeu de 1979, quando ele alcançou uma posição na classificação mundial, até 1996, quando ele ganhou seu último título olímpico e subsequentemente se retirou das pistas. Três medalhas de ouro aos 35 anos.
Lewis foi um velocista que liderou o ranking mundial nos 100m e 200m metros rasos, e eventos de salto em distância com frequência, de 1981 a início de 1990, foi nomeada Atleta do Ano pela Track and Field News, em 1982, 1983 e 1984, e estabeleceu recordes mundiais nos 100m, 4 por 100 metros, e 4 por 200 metros. Suas 65 vitórias no salto em distância durante de 10 anos consecutivos são um dos maiores períodos de invencibilidade do atletismo mundial.
Carl Lewis foi recordista mundial dos 100 metros entre 1987 e 1994 (somente tendo perdido o recorde para Leroy Burell entre junho e agosto de 1991). Numa prova lendária de salto em comprimento contra Mike Powell em 1991, chegou a fazer a marca de 8,91m, que não valeria como recorde mundial apenas por causa do vento acima de 2,0 m/s (logo depois deste salto, Mike Powell bateu o recorde mundial com 8,95m.
Controvérsia e Caso de Doping
Em 2003, o jornal “The Orange Register” noticiou que Carl Lewis não poderia ter disputado a Olimpíada de Seul, em 1988, pois teria sido flagrado no antidoping numa seletiva dois meses antes. Seu exame apontou um estimulante achado em antigripais, proibido pelo Comitê Olímpico Internacional. O jornal publicou uma carta em que Lewis recebeu só uma advertência do Comitê Americano (USOC). O caso, normalmente, seria passível de cancelamento da marca obtida pelo atleta e julgamento para suspensão. O vencedor da prova dos 100 metros rasos já havia sido pego no teste antidoping, com a medalha indo para Carl Lewis. Se ele fosse suspenso, esse seria o maior escandâlo de doping da história. Documentos divulgados por Wade Exum, diretor de Controle Antidoping do Comitê Olímpico dos EUA entre 1991 e 2000, reforçaram suspeitas de que o USOC encobriu mais de 100 casos de doping em dez anos. Nas eliminatórias para Seul, a entidade teria ocultado testes positivos de Joe DeLoach e Andre Phillips.

3014 – Mega Almanaque: A Origem da Maratona


A corrida foi criada como homenagem ao herói grego Feidípedes que no ano 490 AC correu da planície de Maratona, á beira do Mediterrâneo, até Atenas, para anunciar a expulsão dos Persas pelo exército grego. Exausto após o combate e a corrida, deu a notícia e morreu. Nas primeiras olimpíadas modernas a prova tinha 40 km e a distância atual de 42,195 km se tornou padrão após os jogos de Londres (1908) , quando a maratona foi esticada para a largada ser feita dentro do castelo de Windsor. A primeira prova feminina de maratona só foi disputada em Los Angeles em 1984.

Natação
Os registros históricos dão conta que suas primeiras provas foram disputadas na Inglaterra, na primeira metade do século 19. O estilo único era o atual nado de peito, na época chamado nado científico, que dominou as provas nos jogos olímpicos de Atenas, em 1896. Os estilos crawl e borboleta foram criados a partir do nado científico e ganharam provas próprias, o estilo livre em 1908 e o borboleta em 1952. O nado de costas começou a ter provas a partir de 1900.

Esporte olímpico – Ginástica
Foi o 1º esporte a ter sua federação internacional filiada ao Comitê Olímpico Internacional e ginastas, apenas homens estavam presentes nos jogos de Atenas. As provas foram nas argolas, barras paralelas, fixa e cavalo com alça. A participação feminina começou em 1928.

O Centenário das Olimpíadas
Em abril de 1896, os primeiros jogos olímpicos da era moderna eram inaugurados em Atenas com apenas 285 atletas, todos homens, de 13 países que disputaram competições de 9 esportes. 100 anos depois, os jogos de Atlanta reuniram 10 mil atletas, 3.700 mulheres de quase 200 países, com provas em 26 esportes : da maratona, cuja origem remonta á Grécia antiga, passando por modalidades tradicionais como a natação e a ginástica e até o vôlei de praia que estreou em Atenas, com medalhas para o Brasil.

2731-Atletismo – Florence Griffith Joyner, a supermulher


Florence, morta as 36 anos, suspeita de dopping

Delorez Florence Griffith-Joyner (Los Angeles, 21 de Dezembro de 1959 – Mission Viejo, 21 de Setembro de 1998) foi uma atleta norte-americana, especializada em provas de velocidade. Também conhecida como Flo-Jo, ganhou diversas medalhas olímpicas e bateu os recordes dos 100 metros e 200 metros rasos, que ainda hoje se mantêm. Flo-Jo foi casada com o atleta Al Joyner e cunhada da também campeã olímpica Jackie Joyner-Kersee.
nasceu em Los Angeles e desde cedo mostrou aptidão para as corridas de distância curta. Esteve presente nos primeiros Campeonatos Mundiais de Atletismo em 1983, onde ficou em quarto lugar na corrida dos 200 metros. Nos Jogos Olímpicos de 1984, Flo-Jo chamou a atenção do público e da imprensa pela sua medalha de prata nos 200 metros, mas também pelo seu estilo extravagante de manicure. As unhas muito longas e coloridas seriam a sua imagem de marca ao longo de toda a sua carreira. Após os Jogos, Florence casou com Al Joyner, campeão olímpico do triplo salto, e passou a correr menos.
Em 1987, voltou a conquistar a medalha de prata nos Campeonatos do Mundo de Atletismo. Pouco depois, Flo-Jo chocou o mundo do desporto ao bater o recorde do mundo de 100 metros rasos, apesar de ser uma especialista do duplo hectómetro. A marca de 10,49 s foi alcançada nos quartos de final das provas americanas de selecção olímpica. O recorde foi polémico, uma vez que o aparelho de medição da velocidade do vento indicava 0 m/s, mesmo quando todos os presentes testemunharam a existência de vento. Apesar disso, o recorde foi validado pela IAAF.
Nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, Florence Griffith-Joyner era a grande favorita para os eventos de velocidade. No total, ganhou três medalhas de ouro, nos 100 metros (com um tempo de 10,54 s, assistido por vento), nos 200 metros (batendo o recorde do mundo nos quartos de final) e na estafeta 4 x 100 metros, e uma medalha de prata na estafeta 4 x 400 metros. No final do ano recebeu o Prémio James E. Sullivan, que distingue o melhor atleta amador dos Estados Unidos. Pouco tempo depois, Flo-Jo retirou-se para sempre das competições oficiais.
Florence Griffith-Joyner morreu na noite de 21 de Setembro de 1998. A causa do óbito foi asfixia acidental na almofada, durante um ataque de epilepsia, causada por uma má formação congênita cerebral. A família Joyner revelou depois, que Flo-Jo vinha sofrendo de convulsões desde 1990.
A sua morte inesperada trouxe de novo as suspeitas de uso de dopagem na carreira de Florence Griffith-Joyner. A sua carreira foi atípica, principalmente porque todos os seus títulos e feitos foram alcançados numa única época (1987/1988), quando a atleta já tinha 28 anos e passara portanto o pico da sua forma. A forma abrupta como Flo-Jo se retirou das competições também foi interpretada como suspeita, tendo em conta que os testes antidoping passaram a ser rotina no ano seguinte. Pelo seu lado, Griffith-Joyner justificou a melhoria súbita de tempos como resultado de uma alteração no seu programa de treinos.
Porém, os tempos obtidos por Flo-Jo eram absurdamente irreais, tanto que até hoje, com toda a melhoria tecnológica, alimentar e de treinamentos, nenhuma atleta consegue chegar perto dos seus tempos. Nos 100 m rasos feminino, por exemplo, a campeã olímpica de Pequim 2008, Shelly-Ann Fraser, da Jamaica, obteve o ouro fazendo um tempo de 10s78, muito aquém dos 10s49 que são o recorde mundial de Florence. Nos 200 m rasos ocorre o mesmo: a campeã olímpica de 2008, Veronica Campbell-Brown, da Jamaica, obteve o ouro com 21s74, muito aquém do irreal recorde mundial de Florence, 21s34.

2406-Urbanismo-Um PAN sustentável


Logo dos Jogos Pan de 2007 no RJ

Tudo na Cidade dos Esportes, no Rio de Janeiro – que abrigou os XV Jogos Pan-Americanos -, foi projetado e construído para não causar qualquer dano ao meio ambiente
De 13 a 29 de julho de 2007, a cidade do Rio de Janeiro recebeu a segunda maior competição multiesportiva do mundo – os “XV Jogos Pan-Americanos” -, que reunirá delegações de 42 países, com atletas das mais diferentes origens, credos e culturas. E, numa época como a que vivemos, em que a preocupação com o planeta beira a paranóia, seria mais do que natural que este evento também fosse cercado de cuidados ecológicos. Afinal, este é um assunto que transcende a cor do uniforme ou a bandeira no pódio. o Pan 2007 vai contribuir para que seu impacto no ambiente seja o menor possível.

Para receber o Pan, o Rio passou por muitas obras para criar instalações que abrigam atletas e permitem a realização do evento. Mas foi a “Cidade dos Esportes”, um complexo esportivo localizado na Barra da Tijuca, a maior interferência urbana que o carioca presenciou. Lá, surgiram a “Arena Multiuso”, o “Parque Aquático Maria Lenk” e o “Velódromo do Rio”, todos distantes cerca de 5 km da Vila Pan-Americana, um conjunto de 17 prédios, com 1.480 unidades habitacionais, que será a casa dos atletas durante as competições. Como erguer novas instalações, mas reduzir o impacto ambiental dessas construções? “Desde o planejamento, a preocupação com o meio ambiente foi pauta importante na definição dos projetos”, afirma Eider Dantas, Secretário Municipal de Obras do Rio de Janeiro. Para projetar e coordenar a construção dos principais equipamentos do Pan, foram escalados os arquitetos Carlos Porto e Gilson Santos. “Uma das nossas principais diretrizes foi a economia de água”, informa Santos. Assim, os arquitetos criaram, em todas as novas instalações, reservatórios para água de chuva, que, depois de filtrada e armazenada, é utilizada para fins não-potáveis, em vasos sanitários e para irrigação, reserva técnica de incêndio e lavagem de pisos.

Outra grande obra da Prefeitura para o Pan é o moderno e arrojado “Estádio Olímpico João Havelange”, no bairro de Engenho de Dentro, com capacidade para 45 mil espectadores: ele apresenta recurso semelhante, que auxilia a irrigação periódica do grande gramado de futebol.
No “Parque Aquático Maria Lenk”, local das provas de natação, nado sincronizado e saltos ornamentais, há ainda um sistema de filtragem inovador, no qual a água utilizada para a limpeza dos filtros, que normalmente é descartada, volta a ser filtrada e a encher as piscinas. Já a idéia de utilização de energia solar se mostrou muito cara para os projetos. “Como os equipamentos serão utilizados pontualmente e não com uma freqüência diária, a longo prazo, a instalação da tecnologia para captação de energia solar se tornou inadequada na relação custo e benefício”, explica Santos.
Mas, para economizar energia elétrica, os arquitetos privilegiaram recursos que permitem a incidência de muita luz natural. O Velódromo, que abriga as provas de ciclismo e patinação de velocidade, conta com uma cobertura de telhas translúcidas que facilita a entrada de luz.
No “Parque Aquático Maria Lenk”, apenas a arquibancada é coberta e a incidência solar é direta, o que reduz gastos com iluminação artificial. Já a “Arena Multiuso” – que abriga as disputas de basquete, ginástica artística e trampolim acrobático – é completamente fechada e climatizada e a solução foi utilizar um isolante térmico em sua cobertura, para conservar o ar frio que sai dos aparelhos de ar condicionado e economizar energia.
A “Vila Pan-Americana” – que não foi construída pela Prefeitura, mas por uma construtora carioca (os apartamentos serão parte de um condomínio residencial, depois dos Jogos) – também privilegiou a ventilação e a iluminação naturais. Os prédios, projetados com pavimentos divididos em forma de pétalas, com um átrio central e uma grande clarabóia na cobertura, permitem que todos os cômodos das unidades e áreas comuns recebam a luz do sol.

Mas, talvez, uma das maiores contribuições do Pan à região da “Cidade dos Esportes” seja a construção da Unidade de Tratamento de Rio (UTR) do Arroio Fundo. O objetivo da obra é melhorar a qualidade da água do rio Arroio, que margeia a Vila Pan-Americana. A construção da UTR do Arroio vai garantir a melhoria da qualidade do curso d”água e do meio ambiente nos arredores da Vila. O método utilizado para o tratamento da água do rio, desde o local da implantação da UTR até o seu deságüe na Lagoa da Tijuca, é o Flotflux, que trata 1.800 litros de água por segundo. A tecnologia é nacional e tem sucesso comprovado em outras obras já realizadas pelo Brasil. “É o mesmo tipo de unidade utilizada no rio Tietê, em São Paulo”, informa o secretário Eider Dantas. O tratamento é realizado em etapas. Entre elas estão a retenção do lixo bruto do curso d”água com uma barreira flutuante, o acúmulo das impurezas do curso hídrico em partículas, que depois ficam em suspensão, a formação de micro-bolhas, sustentando os flocos na superfície da água, e a retirada de formações de lodo no rio. Já o tratamento de esgoto será realizado localmente, em cada instalação, e depois conduzido para a rede de esgoto da Cedae (Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). “O esgoto, gerado em cada instalação da Cidade dos Esportes, sairá 90% tratado. A estação de tratamento da Barra da Tijuca e o interceptor submarino dão conta do despejo final”, explica Eider. O lixo terá coleta seletiva, com recipientes distribuídos nas áreas dos Jogos, destinados a cada tipo de descarte, e a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro) encaminhará o lixo reciclável para cooperativas de catadores.

A utilização de estruturas pré-moldadas, que usam fôrmas metálicas, em vez de peças de madeira, também foi uma decisão importante nas obras do Pan”, lembra o arquiteto Gilson Santos. Por falar em madeira, ela aparece em exemplares certificados de pau-marfim, na quadra de basquete, da “Arena Multiuso”, e de pinho siberiano, na belíssima pista do “Velódromo”. Com tecnologia holandesa, a pista é feita com madeira própria para esse tipo de construção, proveniente de pinheiros de locais frios, sem poluição e que alcançam grandes alturas. As peças não apresentam umidade e sofrem torções para serem ajustadas nas curvas. A cidade do Rio ficou também mais verde para o Pan. Mais de um milhão de novas árvores nativas de Mata Atlântica e espécies ornamentais foram distribuídas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em canteiros e nas encostas reflorestadas, de norte a sul da cidade. A iniciativa parte das metas estabelecidas para 2007, o Ano da Arborização. Dando boas-vindas à cidade, a Av. Brasil, junto ao Trevo das Margaridas, ganhou novos jardins, extensos gramados e 347 novas árvores. Outro eixo de passagem importante, a Rua Mário Ribeiro, no bairro da Gávea, ostenta um grupo de 29 palmeiras imperiais, com aproximadamente 5 m de altura, ao longo do trajeto que liga os bairros de Lagoa a São Conrado. A “Vila Pan-Americana” e a Av. Abelardo Bueno, na região da “Cidade dos Esportes”, ganharam 2.530 palmeiras, ipês, aroeiras, paus-brasil, entre outros exemplares nativos e espécies de restinga, que já ornamentam o “Boulevard do Pan”, caminho que leva ao “Velódromo” e ao “Parque Aquático Maria Lenk”. A Av. Rachel de Queiroz é o local do Bosque do Pan, onde, numa área de aproximadamente 680 m2, pitangueiras plantadas pelos representantes das delegações comemoram a realização do evento. Ao longo dos 30 mil m2 da avenida, outras 420 árvores e diferentes tipos de palmeiras completam a paisagem. Outro legado do evento é a implementação do Corredor Verde do Pan, unindo os maciços da Pedra Branca e Tijuca. Os plantios foram iniciados no dia 29 de junho, numa região de 40 hectares, próxima à Praça Seca, no bairro de Jacarepaguá. São espécies de Mata Atlântica, que além de reflorestar a área, integram a biodiversidade dos maciços, permitindo a circulação de animais entre as áreas. A iniciativa está também diretamente ligada às ações que pretendem diminuir os efeitos do aquecimento global, inclusive com acompanhamento e avaliação das emissões de dióxido de carbono (C02), durante os Jogos, tarefa a ser feita pela COPPE/UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro). “Resgatar áreas degradadas do Rio é uma das principais contribuições do Pan”, opina Gilson. “A região da Cidade dos Esportes, em termos urbanísticos, era um local abandonado e com pouco uso. O projeto das novas instalações incluiu também a reurbanização do entorno, incluindo a criação de calçadas, áreas de jardim, gramado e circulação de veículos”, completa. Para o arquiteto, agora, só resta se juntar à torcida e apostar no sucesso do evento. Já aos cariocas, cabe ainda torcer para que as boas idéias das instalações do Pan se espalhem para outras áreas da cidade, carente de uma ampla reorganização urbanística, e não se percam, após a cerimônia de encerramento.