10.932 – Globo Retira “tema da S.Silvestre” do comercial


s silvestre 2014

Após algumas décadas adotando o tema do filme “Carruagens de Fogo”, um tradicional clássico, como tema do comercial da corrida de S.Silvestre, o último grande evento esportivo do ano, a Rede Globo retita o tema do comercial sem se pronunciar sobre o fato. Estima-se que tenha tido problemas com os direitos autorais.
De qualquer forma, aquela “magia de fim de ano” acaba empobrecida com a retirada de um tema que ficou marcado na história do evento.
Mais sobre a São Silvestre
A Prova Pedestre denominada “90ª CORRIDA INTERNACIONAL DE SÃO SILVESTRE”, instituída pelo jornalista Cásper Líbero, doravante denominada EVENTO, será realizada no dia 31 de dezembro de 2014, na cidade de São Paulo, na distância de 15 km, com a participação de PESSOAS DE AMBOS OS SEXOS devidamente inscritas, doravante denominados ATLETAS, independentemente da condição climática.
A Corrida Internacional de São Silvestre é uma realização e propriedade da Fundação Cásper Líbero/FCL, e promovida pela Gazeta Esportiva.net com apoio da Rede Globo de Televisão que é PARCEIRA da FCL na promoção e transmissão da prova. A ORGANIZAÇÃO técnica e entrega de “kits” serão feitas por empresas especializadas.

As inscrições são realizadas EXCLUSIVAMENTE pela FCL no site http://www.saosilvestre.com.br que será responsável pelo recebimento, administração e eventuais reembolsos, quando solicitado, das mesmas.

O EVENTO terá a LARGADA na Avenida Paulista, próximo a Rua Frei Caneca e CHEGADA à mesma Avenida Paulista, nº 900 em frente ao Edifício Cásper Líbero, conforme o percurso detalhado divulgado no site do EVENTO.

O início do EVENTO está previsto para os horários abaixo relacionados, que serão confirmados na entrega do kit, conforme a categoria do ATLETA. Confira:
a. Para a corrida;

– Categoria ATLETAS Cadeirantes (Feminino e Masculino);
LARGADA: a partir das 7h45min em pelotão único.

– Categorias ATLETAS com Deficiência: DEV = Deficiente Visual / AMP = Amputados de Membros Inferiores / DMAI = Deficiente Andante Membro Inferior / DI = Deficientes Intelectuais / DMS = Deficientes Membros Superiores / DAU = Deficientes Auditivos.
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

– Categoria ATLETAS de ELITE A/B (Feminino);
LARGADA: a partir das 8h40min em pelotão único.

– Categorias ATLETAS de ELITE A/B (Masculino);
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

– Categoria ATLETAS Geral (Feminino e Masculino);
LARGADA: a partir das 9h00min em pelotão único.

* Caso prevaleçam os horários acima, os mesmos poderão variar entre 7 minutos a mais ou a menos.
Até a data do EVENTO também poderão ser realizados ajustes de percurso com objetivo de melhorias técnicas e atendimento às necessidades da cidade e órgãos públicos competentes mantendo a LARGADA e CHEGADA aos locais acima descritos.
A ORGANIZAÇÃO solicita extrema atenção às chamadas do sistema de som na área de LARGADA para eventuais ajustes nos respectivos horários.
Quem foi São Silvestre?
São Silvestre I foi Papa entre 31 de Janeiro de 314 até 31 de dezembro de 335, durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos, iniciando-se a Paz na Igreja. Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Festa em 31 de Dezembro.
Atribui-se em geral a conversão de Constantino a uma visão que terá tido antes da batalha da ponte de Milvius (312). Mas a tradição medieval, também teria dito que o imperador teria lepra incurável, e logo que Silvestre o batizou por imersão numa piscina ficou imediatamente curado. Esta versão porém não tem fundamento, pois sabe-se que Constantino foi batizado ao fim de sua vida, com a intenção de perdoar seus pecados, por Eusébio, bispo de Nicomédia.

10.351 – Novela “Boogie Oogie” – Teledramaturgia com trilha sonora “Disco”


Pelo menos de trilha sonora, a próxima novela das 6 da Globo está bem servida. Uma produção de época, do ano de 1978, explosão da era disco.
Com estreia marcada para o dia 4 de agosto no lugar de Meu Pedacinho de Chão na Rede Globo, a novela Boogie Oogie, escrita por Rui Vilhena, sob a direção de Gustavo Fernandez e Ricardo Waddington, apostará na tragicomédia como gênero e na inversão dos valores da protagonista e da vilã da história. Anos depois após trocar dois bebês na maternidade para se vingar do amante Fernando (Marco Ricca), que desistiu de se divorciar da esposa Carlota (Giulia Gam) por causa de uma das crianças, a garçonete Susana (Alessandra Negrini) vai se revelar como uma das protagonistas da trama e não a grande vilã, como aparentava, ao passo que a rival, a vítima, demonstrará o contrário.

9977 – Morre aos 86 anos o humorista Canarinho, da ‘Praça é Nossa’


Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades...!
Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades…!

Canarinho também participou da primeira versão da novela “Meu Pedacinho de Chão” da Rede Globo, cujo remake como sabemos, está para estrear.
O humorista Aloísio Ferreira Gomes, mais conhecido como Canarinho, morreu aos 86 anos no início da tarde desta sexta-feira (21-março-2014), segundo informou a assessoria de imprensa do SBT.
Ele havia sofrido um infarto agudo do miocárdio no último domingo (16) e estava internado no hospital Santana, em Mogi das Cruzes (interior de São Paulo). O corpo será cremado, mas ainda não há informações sobre o velório.
Nascido em Salvador, Canarinho começou a trabalhar com 17 anos. Aos 20, já cantava na rádio Excelsior, da Bahia.
Em 1955, foi morar em São Paulo, e cantou com Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na rádio Nacional.
Trabalhou na TV Paulista, onde foi parte do humorístico “Praça da Alegria”, de Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto de Nóbrega. Manoel e Canarinho se tornaram amigos próximos. Passou também por outros programas, como “Folias do Golias” e “Balança, Mas não Cai”.
Além de atuar, era também redator, escrevendo para “Programa Show Canarinho”, “Domingo é Dia”, “Brincadeira tem Hora”, entre outras atrações televisivas cômicas.
Foi também ator de novelas, como “Meu Pedacinho de Chão”, “Paixão Proibida” e “Sinhá Moça”, além da série “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, da TV Globo. Além de “Pé de Vento”, da Bandeirantes, ao lado do também já falecido ator Fausto Rocha.
No cinema, participou de filmes da época da pornochanchada, entre os quais se destacam “Snuff, Vítimas do Prazer” (1977), de Cláudio Cunha, e “Nos Tempos da Vaselina” (1979), de José Miziara. Ao todo, trabalhou em mais de dez longas.
Foi colunista de esportes do jornal “Folha da Manhã”, jornal do Grupo Folha (que edita a Folha).
Com Carlos Alberto, fez o humorístico “A Praça é Nossa”, no SBT, onde trabalhava desde 1987. Como Canarinho, ele fazia um quadro em que, ao conversar no telefone, tirava sarro de um valentão da praça.
“Lamentamos a perda do humorista e deixamos nossos sentimentos aos familiares, amigos, admiradores e colegas de trabalho de Canarinho”, disse o SBT em nota.

Espiritismo e Teledramaturgia – A Viagem


a viagem

Foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 11 de abril a 22 de outubro de 1994, no seu horário das 19 horas, em 167 capítulos. Escrita por Ivani Ribeiro, com a colaboração de Solange Castro Neves, direção de Wolf Maya e Ignácio Coqueiro e direção geral de Wolf Maya.
Contou com Antônio Fagundes, Christiane Torloni, Guilherme Fontes, Maurício Mattar, Andréa Beltrão, Lucinha Lins, Miguel Falabella, Jonas Bloch, Laura Cardoso e Thaís de Campos nos papeis principais.

Enredo
Pego em flagrante num assalto, Alexandre Toledo, um jovem de classe média usuário de drogas e álcool, mata o homem que o surpreende e tenta fugir. Porém, seu irmão Raul e seu cunhado Téo o entregam à polícia. Tem uma irmã chamada Dináh, uma mulher bonita, charmosa e que tem muito ciúme de Téo, seu marido que é bem mais jovem que ela, com quem tem uma filha de 7 anos. Dináh é quem faz tudo para defender Alexandre. Vai procurar o renomado advogado Otávio Jordão para que represente Alexandre, mas se depara com um homem revoltado e disposto a fazer de tudo para condenar o rapaz, uma vez que o morto era seu melhor amigo. Assim sendo, Alexandre é condenado e preso, sofrendo muito. Para não passar mais de 20 anos sofrendo na cadeia, suicida-se, prometendo vingança “senão nessa vida, na outra”.
Com o suicídio de Alexandre, o médico e amigo da família Dr. Alberto Rezende põe-se a tentar ajudar a mãe dele, Dona Maroca, e a todos da família, dada a tragédia. Alberto é apaixonado por Dináh, mas depois volta suas atenções para Estela, irmã de Dináh, Raul e Alexandre. Estela tem problemas com sua filha adolescente Bia, que criou sozinha já que o marido, Ismael Novaes, é um mau caráter que a abandonou com a filha pequena. Porém, depois de anos de ausência, ele reaparece e passa a influenciar negativamente a filha contra a mãe.
Do lado cômico da trama existe a pensão de Dona Cininha, onde vivem Tibério, um bondoso funcionário público amigo de Estela e que acredita ter um amigo imaginário; Adonay, um homem misterioso apelidado de “Mascarado”, que esconde seu rosto horrivelmente deformado num acidente de adolescência; e o folgado Agenor, pai da jovem Lisa.
O Dr. Otávio, com quem Dináh passa a viver uma relação de ódio, culpando-o por tudo de ruim que aconteceu a seu irmão, é viúvo e pai de dois filhos: o jovem Tato e o garoto Dudu. Todavia, Alexandre, no vale dos suicídas, um lugar de dor e sofrimento para os que se matam, passa a atormentar a vida de todos, cumprindo o que prometera antes de morrer, como por exemplo deixando Tato drogado e alcoólatra, incentivando-o sem ele saber, para ele ir em prostíbulos e boates, além de bater em mulheres. Ele causa tudo isso para atingir Otávio.
Ele também acaba estragando o casamento de Raul e Andreza influenciando negativamente a sogra de seu irmão, Dona Guiomar, antes uma mulher doce que se torna uma víbora por causa de Alexandre. E ainda torna Téo um marido muito violento com Dináh. Seus principais alvos são o advogado, o irmão e o cunhado.
Dináh e Otávio acabam se apaixonando, bem como Téo e Lisa, ex-namorada de Alexandre que sofria muito por ele além de apanhar muito dele e ser abusada sexualmente quando não queria nada com ele. A única pessoa que se dá conta da malévola influência de Alexandre sobre os vivos é o Dr. Alberto, adepto do Espiritismo, que tenta fazer algo através de suas reuniões mediúnicas.
Morre o advogado Otávio (num acidente de carro provocado por Alexandre) e, depois, morre também Dináh (de um infarto fulminante após reencontrar sua sobrinhia, Bia que estava desaparecida, pois era sua última missão aqui na Terra). Eles se reencontram num lugar chamado “Nosso Lar”, uma colônia espiritual de fato existente para alguns espíritas, onde os espíritos evoluem e aprendem lições de amor e paz. De lá, juntos, com seu amor capaz de superar todas as barreiras, os dois tentam reverter a influência diabólica de Alexandre, que está preso no “Vale dos Suicídas”, sobre os seus entes queridos na Terra. Farão Alexandre perdoar a todos, e ir para colônia “Nosso Lar”, um lugar de paz, amor e evolução espiritual, para que Alexandre reencarne e se torne melhor, além de evoluir espiritualmente.

6243 – Mega Memória – O Xerife Lobo


O trio

Xerife Lobo ou The Misadventures of Sheriff Lobo foi uma série de televisão, uma sitcom que misturava ação, aventura e comédia, interpretado por Claude Akins como o xerife Elroy P. Lobo e surgiu como um spin-off da série “B.J. and the Bear” conhecida no Brasil como “As Aventuras de B.J”.
O espetáculo foi criado por Glen A. Larson, através da Glen A. Larson Productions, em associação com Universal Television e MCA company e apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede NBC, entre 18 de setembro de 1979 a 5 de maio de 1981, num total de 37 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada, em duas temporadas. No Brasil foi exibido pela extinta Rede Manchete e também pela Rede Globo.
A série parodiava os policiais norte-americanos interioranos. Na primeira temporada, o xerife Lobo aparecia como um representante policial do município fictício de Orly, na zona rural de Geórgia.
Quando o xerife Lobo participava da série “B.J. and the Bear” ele era um tremendo de um policial corrupto, mas agora ele estava reformado e trabalhava juntamente com o seu auxiliar imediato chamado Perkins, um sujeito trapalhão que freqüentemente acabava gerando uma série de situações exacerbadas, mas muito divertidas.

O trapalhão

Havia também um novo auxiliar, que era filho do prefeito, muito honesto, porém ingênuo chamado Birdwell “Birdie” Hawkins, que sempre estava por fora dos esquemas do xerife Lobo, que não era propriamente um trapaceiro, mas digamos que gostava de levar sempre alguma vantagem em diversas situações, apesar de não chegar a infringir propriamente a lei. Normalmente, ele apenas tentava interpretar a lei a sua maneira, naturalmente.
Já para a segunda temporada o espetáculo foi praticamente todo ele remodelado, quando o xerife e seus dois auxiliares são designados para Atlanta numa força tarefa especial denominada de SCAT, sob os cuidados de seu novo chefe chamado J.C. Carson e se tornam alvos de inveja dos outros detetives do local, que não conseguiam compreender a presença dos caipiras naquele local.
Diversos novos personagens foram introduzidos como Nell Carter como sargento Hildy Jones, Nicolas Coster como Chefe J.C. Carson e Amy Botwinich como Peaches, entre outros. Essas mudanças foram efetuadas tendo em vista o bom desempenho que a série conseguia nas áreas rurais, em detrimento para as áreas urbanas.

6241 – Mega Almanaque Futebol – Osmar Santos


Osmar no auge da carreira

Osmar Aparecido Santos (Osvaldo Cruz, 28 de julho de 1949) é um ex-radialista e locutor esportivo brasileiro. Após um grave acidente de automóvel atua como pintor.
Formado em Educação Física, Administração e Direito, Osmar Santos, também conhecido como “O Pai da Matéria”, trabalhou como locutor esportivo nas rádios Jovem Pan, Record e Globo onde continua contratado mas sem narrar mais as partidas devido ao grave acidente de automóvel que sofreu em 22 de dezembro de 1994 e que afetou sua fala, que era seu dom. Hoje como artista plástico, dedica parte de seu tempo em pinturas sobre telas. Trabalhou também nas redes de televisão Rede Globo, Rede Record e Rede Manchete. Narrou a Copa do Mundo de 1986 pela Rede Globo como primeiro locutor, na companhia de Galvão Bueno (2º locutor) e Luís Alfredo (3º locutor). Fez para a Rede Manchete a Copa do Mundo de 1990 com comentários de Zagallo.
Foi um dos melhores narradores de futebol do rádio brasileiro. Faziam parte da equipe comandada por Osmar na Rádio Globo, na fase de maior sucesso: Loureiro Júnior e Carlos Aymard (comentaristas), Fausto Silva (o Faustão da Globo), Roberto Carmona e Henrique Guilherme (repórteres de campo). E os também narradores: Oswaldo Maciel, Oscar Ulysses e Odinei Edson (esses dois últimos, seus irmãos). Juarez Soares também participou da equipe, como apresentador de um programa que falava de futebol e variedades. Com base nessa experiência, Osmar Santos e sua equipe passaram a apresentar o programa e variedades Balancê (que tinha na produção Odir Cunha, com Lucimara Parisi na produção artística).
Osmar Santos teve uma participação importante como locutor dos comícios da campanha política de 1984 pelas Diretas Já!. Bastante popular, recebeu proposta para candidatar-se a cargos políticos, mas não aceitou.
Osmar Santos vinha sendo preparado para trabalhar na Rede Globo, onde atuou como narrador de futebol e apresentador, mas quem acabou sendo contratado em 1989 para apresentar o programa dominical da Globo foi seu amigo Fausto Silva. Faustão havia se destacado no programa Perdidos na Noite, produzido pela TV Record a partir de 1982, e TV Bandeirantes, a partir de 1986.
Sempre muito criativo, inovou também quando passou a narrar partidas pela TV Record. Em alguns momentos a câmera o mostrava na cabine e ele falava diretamente com o telespectador. Também criou bordões que foram tão bem aceitos pelo público, que ecoavam pelos estádios, como o famoso “Parou por quê, por que parou?”. Entre suas expressões inesquecíveis, estão: Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha, “Um prá lá, dois prá cá, é fogo no boné do guarda”, “Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho”, “No carocinho do abacate” “ai garotinho”, “vai garotinho porque o placar não é seu” e uma das narrações de gol mais marcante do rádio brasileiro.
Seu irmão Oscar Ulisses comanda a equipe de esportes da Rádio Globo. Seu outro irmão Odinei Edson narra a Fórmula 1 para a Rádio Bandeirantes. Na Bandeirantes trabalha também o seu primo Ulisses Costa.
Em 1994 sofreu um grave acidente de carro que lhe produziu graves seqüelas devido aos danos cerebrais que sofreu quando viajava de Marília para cidade de Lins, em São Paulo, quando ele foi atingido por um motorista de caminhão bêbado. Teve grande recuperação de várias funções, porém sua fala ficou comprometida, sendo capaz de pronunciar menos de cem palavras, impedindo-lhe de continuar trabalhando como narrador. Hoje se dedica à pintura.
O Troféu Osmar Santos é concedido a cada ano à equipe que termina o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de Futebol em primeiro lugar.

6183 – Mega Memória Humor – Balança, mas não cai


Elenco do programa

Do rádio para a TV
Foi um programa humorístico brasileiro. Criado por Max Nunes e Paulo Gracindo na Rádio Nacional do Rio de Janeiro na década de 1950, o programa migrou para a TV Globo em 1968.
Balança Mas Não Cai estreou em 1950 na Rádio Nacional e ali permaneceu até 1967. O programa era ancorado por Wilton Franco. Ele apresentava os quadros humorísticos, supostamente passados nos apartamentos de um edifício residencial fictício, onde moravam as personagens, modelo seguido hoje também pelo “Zorra Total”.
O programa estreou na Rede Globo em 16 de setembro de 1968, permanecendo no ar até dezembro de 1971. Inicialmente, era apresentado ao vivo e tinha como apresentador Augusto César Vannucci. Em 1972, o humorístico passou a ser apresentado na TV Tupi, e só retornaria para a Globo em 1975 até 1983, com apresentação de Paulo Silvino. No ano seguinte, contudo, o programa foi cancelado.

Um pouco +
FORMATO E LINGUAGEM
– Um dos maiores sucessos da Rádio Nacional na década de 1950, Balança Mas Não Cai chegou à TV Globo em 1968, dirigido por Lúcio Mauro e apresentado por Augusto César Vannucci. Em um mês, o programa criado pela dupla Max Nunes e Haroldo Barbosa já era líder de audiência, e os bordões de personagens como Ofélia (Sônia Mamede) – “Eu só abro a boca quando tenho certeza!” – eram repetidos em todas as rodas de conversa.
– O formato era semelhante ao consagrado no rádio e se baseava nos moradores de um decadente edifício-cortiço, como os muitos erguidos devido à crise habitacional que o Rio de Janeiro, na época capital federal, atravessava no início dos anos 1950.
– Em 1972, Balança Mas Não Cai passou a ser exibido na TV Tupi e só voltou à grade de programação da TV Globo dez anos depois, nas tardes de domingo. A equipe era a mesma, e a produção, de José Carlos Santos. Paulo Silvino, que já havia substituído Augusto César Vannucci em alguns programas da primeira fase, era o apresentador.
– O desenhista Juarez Machado também foi o responsável pelos cenários surrealistas do programa. No quadro estrelado pelo ator Luís Alves Pereira Neto (o Ferrugem), por exemplo, o cenário era decorado por lápis gigantes espalhados pelo espaço. Na casa da personagem Dona Iaiá (Ema D’Ávila), os móveis eram imensos, com cadeiras e mesas de três a cinco metros de altura.

Fernandinho e Ofélia
– Entre os vários quadros que marcaram época no Balança Mas Não Cai está o que apresentava a Porforilda Ofélia (Sônia Mamede), uma mulher muito ignorante e sem nenhuma consciência disso, e seu marido Fernandinho (Lúcio Mauro), um homem rico, sofisticado e apaixonado pela esposa, mas que vivia envergonhado com suas gafes, como quando sua mulher dizia a um convidado ilustre que no jantar seriam servidos pratos como “estraga-o-nove”, “homelétrico de queijo” e “pancuecas”.

Primo Pobre & Primo Rico
– Com criação de Max Nunes, o célebre quadro tinha sempre o mesmo esquema: o Primo Pobre (Brandão Filho) visitava o luxuoso apartamento do Primo Rico (Paulo Gracindo) em busca de ajuda para as suas dificuldades financeiras e acabava ouvindo os queixumes do parente milionário. A graça nascia do abismo entre as realidades vividas pelos personagens. Ao ver que o tapete do primo tinha quase oito centímetros de espessura, o Pobre comentava: “Primo, esse seu tapete alto me lembra logo lá de casa”. “Na sua casa tem tapetes altos assim?”, estranhava o Rico. “Quem sou eu, primo! É o capim, que já está mais ou menos nessa altura. Já está entrando pela casa. A situação não está boa, não, primo!” O Primo Rico tinha também um mordomo, Charles, que costumava atender aos seus chamados com um sonoro: “Yes, sir!”, que quase perfurava os tímpanos do Primo Pobre de tão alto que falava. Charles foi interpretado por Arnaldo Artilheiro na primeira fase do programa; e por Tony Tornado, nos anos 1980.
– Como vários quadros do programa, Primo Pobre & Primo Rico era extremamente popular e influente. O público adotava prontamente bordões, como “Primo, você é ótimo!”, e até os nomes mencionados pelos personagens. Foi o caso de Ricardo, o amante da mulher do primo rico. Ela nunca aparecia: estava sempre fazendo compras ou viajando pela Europa com o sujeito. Homem civilizado e pouco afeito às pequenezas do espírito, o milionário parecia não perceber que estava sendo enganado e tinha até afeição pelo rapaz, a quem chamava de “Ricardão”. Não demorou até o nome cair no gosto do público e se transformar em gíria para amante.
– Num dos episódios, os primos conversavam sobre a fome: o Primo Rico dizia: “Olha aqui, primo, de uma coisa eu me orgulho. Nesta casa ninguém passa fome”. E o Pobre respondia: “Mas eu estou passando”. O Rico, então, enchia o primo de esperanças: “Mas será por pouco tempo. Principalmente você, que é meu primo, não vai passar fome aqui em casa”, e chamava o mordomo, Charles. “Leva o primo lá para fora. Aqui em casa você não passa fome. Vai passar fome na sua”, ordenava o Rico. E o Pobre, então: “Primo, você é ótimo!”. O Rico se despedia: “Primo, você também é ótimo!”

CURIOSIDADES
– Max Nunes afirmou que usou como fonte de inspiração as chamadas “cabeças de porco”, moradias ocupadas por famílias numerosas onde todo mundo se espremia para viver no Rio de Janeiro da década de 50, após a Segunda Guerra Mundial. Com o sucesso do programa, Balança Mas Não Cai virou o apelido de um edifício – igualmente superpopuloso – na esquina da Rua Santana com a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio.

– Além dos personagens interpretados pelo estrelar elenco do programa – que Lúcio Mauro definiu como “a seleção brasileira do humor”, e incluía nomes como Walter D’Ávila, Zé Trindade e Lilico (do bordão “Como é bom ser rico!”) –, o Balança Mas Não Cai também contava com as participações especiais de humoristas de outros programas da TV Globo, como Agildo Ribeiro (TV0-TV1), Jô Soares (Faça Humor, Não Faça Guerra) e Chico Anysio (Chico Anysio Especial).

6064 – Mega Memória Teledramartugia – Prensença de Anita


Foi uma minissérie brasileira que marcou época e foi exibida pela Rede Globo, de 7 de agosto a 31 de agosto de 2001 totalizando 18 capítulos. Escrita por Manoel Carlos, a minissérie foi baseada no livro homônimo de Mário Donato, teve direção geral de Ricardo Waddington e Alexandre Avancini e núcleo com Ricardo Waddington, apresentando nos papeis principais Mel Lisboa e José Mayer.
Sinopse

Nando quer aproveitar o final de ano para dar o pontapé inicial em um antigo sonho: escrever um romance. Lúcia Helena só pensa em retomar a paixão em seu casamento. Zezinho quer viver seu primeiro amor. E Anita só quer seguir seu destino, com a certeza de que nada é por acaso, tudo está escrito.
Para tentar escapar da rotina louca de São Paulo, Lúcia Helena resolve passar as festas de fim de ano com a família, em Florença, cidade do interior de São Paulo. Pensa em aproveitar o clima familiar para reacender a paixão em seu casamento. Nando vê nas férias, a possibilidade de escrever o seu romance. Em busca de inspiração, encontra Anita, a personagem ideal. Ela se mudou para um sobrado onde no passado aconteceu um crime de amor.
Se Anita não pode mudar o destino, vive da forma mais intensa. Seduz Nando e desperta a primeira paixão de Zezinho. Com os dois, forma um triângulo amoroso que muda para sempre a vida de todos.
A escolha da atriz que iria interpretar a protagonista não foi fácil. Manoel Carlos e Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida. Mel Lisboa, estudante na época, foi escolhida entre mais de 100 jovens, e não decepcionou, mostrando uma Anita sensual e terna. Curiosamente, Mel Lisboa foi a última atriz a ser escalada, pois Manoel Carlos não estava conseguindo encontrar a atriz com o perfil da personagem. Quando viu Mel, disse: “É essa!”. Por esse motivo, os colegas de elenco apelidaram a minissérie de “Ausência de Anita”.
A produção de arte reproduziu uma bailarina espanhola com cerca de 20 centímetros, feita em gesso, chamada Conchita. A boneca era um elemento fundamental na história, pois, segundo Anita, ela guardava a alma da ex-moradora do sobrado (onde a personagem foi morar), Cíntia, que morrera assassinada pelo amante.
As externas da minissérie foram feitas em Vassouras (RJ), que serviu como cenário da fictícia cidade de Florença.

5672 – Mega Memória Teledramaturgia – O Cafona


Foi uma telenovela brasileira, produzida pela Rede Globo e exibida de março a outubro de 1971, às 22 horas. Escrita por Bráulio Pedroso e dirigida por Walter Campos, teve 183 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco.
Gilberto Athayde, um viúvo simples e rude faz fortuna com uma vendinha de subúrbio, que se transforma em cadeia de supermercados. Apesar de continuar sendo um homem simples, a alta sociedade disputa sua amizade, por causa do dinheiro. Unindo os dois mundos está a secretária Shirley Sexy, eternamente apaixonada pelo patrão, que o chama de “Gigi”.
Elenco
Francisco Cuoco – Gilberto Athayde (Gigi)
Marília Pêra – Shirley Sexy
Renata Sorrah – Malu
Tônia Carrero – Beatriz
Paulo Gracindo – Fred da Silva Barros
Ary Fontoura – Profeta
Carlos Vereza – Rogério
Osmar Prado – Cacá
Marco Nanini – Julinho
Eloísa Mafalda – Margarida
Elizângela – Dalva
Djenane Machado – Lúcia Esparadrapo
André Valli – Godofredo
Roberto Bonfim
Maysa – Simone
Eva Christian – Carla

5584 – Mega Memória Humor – Chico City


Foi um programa humorístico produzido pela Rede Globo e exibido de 1973 a 1980, semanalmente, tendo como figura principal o comediante Chico Anysio. A direção e o responsável pela produção variaram a cada temporada.
No inicio da história do programa, todos os quadros se passavam numa cidade do interior do Nordeste, a tal Chico City, aproveitando o sucesso da novela O bem amado, que fazia graça com personagens e sotaque daquela região do Brasil. O prefeito era o populista e corrupto Valfrido Canavieira. Seu pai, foi revelado depois, era o Professor Raymundo, que também teve lugar no programa com sua Escolinha. Um dos destaques era o velhote Seu Popó, que vivia implicando com seu companheiro Albamerindo (Jomba) e com suas enfermeiras. O jornal da cidade, que fazia oposição ao prefeito, era escrito por Setembrino, vulgo “Esquerdinha”. Na rádio fazia sucesso o locutor Roberval Taylor. Nos comícios de Canavieira, se apresentavam o grupo Baiano e os Novos Caetanos (sátira de Caetano Veloso e os Novos Baianos). A música Vô Batê Pá Tu, de autoria de Orlandivo e Arnaud Rodrigues foi um mega sucesso, inclusive na Europa. Um dos habitantes mais conhecidos da cidade era o famoso Pantaleão, o maior mentiroso do Brasil. Era casado com Terta (Suely May), chamada frequentemente por ele para confirmar as “histórias” do marido (pelo bordão “É mentira, Terta?”) que sempre se passavam em 1927. O protegido do casal era o famoso Pedro Bó, adulto com postura de criança. Ele era interpretado pelo artista de circo Joe Lester, que era secretário do comediante Jararaca (da dupla Jararaca e Ratinho) que fazia parte do elenco do programa. Pedro Bó seria feito pelo comediante Agildo Ribeiro que, por algum motivo, não pôde interpretar o papel. Lester que estava na gravação acompanhando Jararaca, por indicação de Chico Anysio, pegou o papel, que foi um dos maiores sucessos da época, fazendo muitos shows e gravando discos, sempre para o público infantil, chegando a estrelar o longa “Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros”. O bordão “Não, Pedro Bó”, foi um sucesso nacional, sendo inclusive o nome da seção da revista MAD onde tinha “Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis” O último quadro do programa era com o Véio Zuza, um preto velho tradicional a quem os personagens iam se consultar sobre problemas diversos. Ele sempre respondia com um misto de ironia e bom-senso. Neste quadro, o personagem Negritim, era interpretado pelo filho de Chico, Nizo Neto, também maquiado de negro. Chico protagonizava todos os quadros principais, mas havia alguns exclusivos de outros humoristas, como o “Beleza” (o conquistador da cidade), interpretado por Carlos Leite, e “Os Intelectuais”, onde Bertoldo Brecha (o pretenso intelectual de botequim, que vivia travando “sábios” diálogos com um amigo (Martim Francisco), a quem se referia como “Caro colégua”, e cujo nome é uma sátira ao dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht), interpretado por Mário Tupinambá, que voltaria na Escolinha com o bordão “Veeeeeenha!”.
Mas o destaque era mesmo Chico, que em cada programa de Chico City interpretava vários de seus mais de duzentos tipos: além dos citados, havia também o Coronel Limoeiro, o Professor Raimundo, Quem-Quem (três dos seus mais antigos tipos), Meinha, Mariano, Nazareno, Valentino, entre muitos outros.

5583 – Mega Personalidades-Humorista Chico Anysio morre aos 80 anos no Rio


Chico Anisio, foto recente

Boletim médico informou que o paciente não resistiu a uma parada cardiorespiratória e a morte ocorreu por conta de falência múltipla dos órgãos decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.
O artista piorou no início desta semana e, na segunda (19), voltou a respirar com a ajuda de aparelhos em período integral. No dia seguinte, teve uma complicação renal.
Na noite de quarta (21), ele foi submetido a uma sessão de hemodiálise e apresentou instabilidade hemodinâmica –por isso, fez uso de alta dose de medicamentos para controlar a pressão arterial.
Seu estado foi considerado crítico pelos médicos na manhã de quinta (22). Segundo o boletim assinado pelo médico Luiz Alfredo Lamy, o humorista estava sedado, respirando com a ajuda de aparelhos e foi submetido na tarde de ontem a uma punção torácica para drenagem de um “grande hematoma pleural”.
Um dos principais nomes do humor no Brasil, criador de inúmeros personagens e bordões célebres, o cearense Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho construiu uma carreira de mais de seis décadas como radialista, escritor e ator de teatro, cinema e televisão.
Continuou trabalhando mesmo após o longo período de internação entre dezembro de 2010 e março de 2011, quando retirou parte do intestino grosso, fez uma angioplastia e teve sucessivos problemas cardiorrespiratórios que o deixaram em estado grave -chegou a entrar em coma por três vezes.
Quando teve alta, em abril do ano passado, voltou a gravar o programa semanal “Zorra Total”, da Rede Globo, interpretando Salomé.
Chico Anysio deu entrada no mesmo hospital em novembro de 2011 devido a uma infecção urinária. Após ser tratado com um ciclo de antibióticos, recebeu alta para passar o Natal com a família, mas voltou a ser internado no dia seguinte com hemorragia digestiva.
Após alguns dias internado na UTI, Chico apresentou, também, um quadro de pneumonia e passou a respirar com a ajuda de aparelhos durante quase todo o período que esteve internado.
No início de janeiro, apresentou leve melhora na infecção pulmonar e os médicos iniciaram o processo de retirada do respirador.
No dia 14 de janeiro, o estado de Chico piorou e ele foi submetido a uma laparotomia exploradora (cirurgia abdominal para determinar os motivos do sangramento no intestino, retirando um segmento do intestino delgado que tinha sofrido uma perfuração por isquemia intestinal).
No mesmo período, ele desenvolveu insuficiência renal passando a receber sessões de hemodiálise.
Em fevereiro, Chico apresentou discreta melhora no quadro clínico e as sessões de hemodiálise foram suspensas, assim como a redução dos medicamentos para controlar a pressão arterial.
Ainda segundo o hospital, o humorista estava lúcido, permanecia algumas horas do dia sem ajuda do suporte mecânico para respirar e passava diariamente por sessões de fisioterapia respiratória e motora.
No fim do mês, Chico foi diagnosticado com um novo quadro de pneumonia, passou a fazer uso de antibióticos e voltou a respirar com ajuda de aparelhos.
Chico Anysio já havia passado três meses no mesmo hospital no início de 2011, quando deu entrada com falta de ar e foi detectada uma obstrução de artéria coronariana. Ele foi submetido a uma angioplastia, procedimento que desobstrui as artérias.
No período pós-operatório, o humorista passou por diversas complicações, como tamponamento cardíaco e pneumonia. Ele precisou de auxílio de máquinas para respirar em vários momentos da internação, e foi submetido ainda a uma traqueostomia.
O humorista esteve internado em outras duas ocasiões em 2010: em maio e agosto. Na primeira, teve de tratar uma infecção respiratória.
Na época, escreveu em seu blog: “Estou vivo e paciente, esperando a cada telefonema que seja alguém da Globo, vestido de azul marinho, dizendo que alguém da mesma cor quer me ver novamente na telinha”.
Já a segunda internação, em agosto, ocorreu por causa de uma hemorragia digestiva e ele passou por duas cirurgias no intestino. A recuperação foi rápida e, em setembro, Chico voltou aos palcos ao lado de Tom Cavalcanti no espetáculo “Chico.Tom”.
Sua saúde foi se debilitando ao longo da última década. Em 2000, Chico Anysio foi internado com dores no peito. No ano seguinte, teve problemas pulmonares. Em 2006, foi internado duas vezes: primeiro, teve uma infecção respiratória, em seguida, sofreu uma queda em casa na qual fraturou uma vértebra.
Em 2009, o artista fez uma participação na novela “Caminho das Índias”, como o trambiqueiro Namit, pai de Radesh (Marcius Melhem). No ano passado, recebeu o prêmio especial do júri no Festival de Cinema do Rio por sua atuação no filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, dirigido por Vinicius Coimbra.

5498 – MPB – Roupa Nova


É uma banda brasileira formada na década de 1980 no estado brasileiro do Rio de Janeiro. Ainda hoje encontra-se em plena atividade.
São os atuais recordistas em trilhas sonoras de novelas (mais de 35 temas), sendo “Videogame” a trilha sonora do Jornal da Manchete, da extinta Rede Manchete. As mais famosas são Dona (Roque Santeiro, 1985), A Viagem (A Viagem, 1994) e Coração Pirata (Rainha da Sucata, 1990). O grupo também esteve presente na gravação original de outra trilha bastante conhecida, Tema da Vitória. Usado nas transmissões das corridas de Fórmula 1, o tema virou um verdadeiro hino e imortalizou as vitórias do piloto brasileiro Ayrton Senna.
Algumas novelas tiveram mais de uma música do Roupa Nova em sua trilha sonora. É o caso de Um sonho a mais de 1985 que além do hit Whisky a Go Go que era tema de abertura, tinha também a Chuva de Prata na voz de Gal Costa com participação especial do sexteto. Na novela Corpo Santo, exibida pela extinta Rede Manchete em 1987, o tema de abertura era “Um Lugar no Mundo” do Roupa Nova. Além desta canção o grupo estava presente também em “Amor Explícito” ao lado de Simone e “Um Sonho a Dois” ao lado de Joanna. O fato se repetia em Felicidade de 1991. Desta vez o Roupa Nova emplacaria dois grandes sucessos da sua carreira: “Felicidade”, que era o tema de abertura e “Começo, Meio e Fim”, tema do casal principal “Álvaro e Helena” (Tony Ramos e Maitê Proença). A música “Ibiza Dance” que foi tema de abertura da novela Explode Coração de 1995 ganhou versão remix (Ibiza Dance Remix) que também entrou para a trilha sonora da novela e foi faixa de uma compilação extra lançada no mesmo ano.
Ainda em novelas, a canção “Amor de Índio” gravada pelo Roupa Nova em 2001 para o álbum Ouro de Minas fez parte da trilha sonora de duas novelas da Rede Globo. A primeira em 2001, Estrela Guia, tema dos personagens de Sandy e Guilherme Fontes, e a segunda em 2007 Desejo Proibido, tema de “Laura” vivida por Fernanda Vasconcellos. Outra canção do Roupa Nova que acabou se tornando tema de duas novelas foi Sensual de 1983, que embalou as novelas Voltei pra Você da Rede Globo e O Direito de Nascer, na época exibida pelo SBT.
Os grandes incentivadores da carreira do Roupa Nova são Mariozinho Rocha, diretor musical da Rede Globo que é inclusive o responsável pelo nome da banda, o maestro Eduardo Souto Neto com quem o Roupa Nova gravou o Tema da Vitória e o cantor e compositor Milton Nascimento que homenageou a banda com a canção Nos bailes da vida.
Vários artistas famosos também já regravaram canções compostas pelos integrantes do Roupa Nova, como é o caso de Sandy e Júnior com a canção A lenda, a dupla sertaneja Rick e Renner com as canções A Força do amor e De volta pro futuro, o cantor Eduardo Costa com Linda Demais e Volta pra mim e a dupla sertaneja Victor & Léo com Retratos rasgados. O talento dos integrantes do Roupa Nova como compositores foi reconhecido no Programa Raul Gil, quando eles foram homenageados por calouros e por artistas consagrados no quadro Homenagem ao compositor em 2005.
É a banda brasileira com maior tempo de formação, mais de 30 anos de estrada e com seus membros originais.

5485 – TV – Fantástico – Um programa de 4 décadas



O show da vida, é um programa de televisão brasileiro exibido aos domingos pela Rede Globo. Estreou no dia 5 de agosto de 1973. Criado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, com a participação do Armando Nogueira, Borjalo, Augusto César Vannucci, Manoel Carlos e Ronaldo Boscoli, tendo formato de revista eletrônica. A música de abertura é de autoria de Guto Graça Mello com letra de Boni. No início o programa não tinha apresentadores fixos, o que só aconteceu anos depois. Entre os principais apresentadores que já passaram pela história do programa estão Valéria Monteiro, Fátima Bernardes, Cid Moreira, Sérgio Chapelin, Celso Freitas, William Bonner (1989-1990), Pedro Bial, Glória Maria e Patrícia Poeta. Atualmente os apresentadores do programa são Zeca Camargo, e Renata Ceribelli .Tadeu Schmidt também reveza a apresentação e apresenta as noticias sobre esportes. A locução das matérias é feita por Cid Moreira e Berto Filho. Nos primeiros anos, Cid Moreira e Sérgio Chapelin apresentavam o Fantástico, juntamente com artistas do elenco da Globo que se revezavam a cada domingo. Chico Anysio, com textos de Marcos César respondia pelo humor. Um dos principais diretores do programa foi José Itamar de Freitas, e Léo Batista apresentava noticias sobre esportes.
O programa é reprisado pelo canal Globo News, e o site do programa disponibiliza grande parte do conteúdo do programa.
As Garotas do Fantástico
Este quadro exibia uma modelo por semana, eleita “Garota do Fantástico”. Nos seus últimos dias, nos anos 1980 e 1990, só retornou em 1994 (que naquele ano ficou pouco tempo), o quadro mostrava as modelos de topless em algumas cenas, o quadro que foi descobridor de atrizes e modelos como Cláudia Lira, Paula Burlamaqui, Gisele Fraga, Luciana Vendramini, Núbia Oliver e Viviane Araújo.
Os Gols do Fantástico
Após o encerramento do programa principal, um quadro exibia os gols da rodada dos campeonatos de futebol pelo Brasil e pelo mundo. A narração era de Léo Batista, Fernando Vanucci, Mylena Ciribelli e Galvão Bueno. As emissoras de televisão do Brasil costumavam exibir no domingo à noite o video tape dos jogos na íntegra. Com a apresentação dos gols dos principais jogos, o video tape dominical chegaria ao fim em pouco tempo. Mais tarde começou a ser apresentado o Gol do Fantástico, aquele mais bonito de todos os apresentados no quadro.

Piada do Chico Anysio
Todos os domingos, Chico Anysio contava uma piada. Popularmente, comentava-se que ninguém entendia as piadas que ele contava no Fantástico. Depois ele passou a contar as aventuras do malandro Azambuja, cujo tipo aproveitaria em seu próprio programa e noutro chamado Azambuja e Cia., exibido em 1975. Em 1992, o quadro foi retirado do programa.

Zebrinha da Loteria Esportiva

Durante os anos 1970 e 1980, o Fantástico anunciava o resultado da loteria esportiva com um personagem inusitado. Uma zebrinha desenhada, criada pelo cartunista Borjalo, que movia seus olhos e boca para anunciar um a um os resultados dos 13 jogos da loteria esportiva de então. O personagem foi um sucesso entre crianças da época, algumas até tinham medo. Vale lembrar que “zebra” é o termo usado no Brasil para situação inesperada.

5484 – Mega Memória Teledramaturgia – O Espantalho


O Espantalho é uma telenovela brasileira produzida pelos Estúdios Sílvio Santos e exibida para São Paulo e demais Estados brasileiros, com exceção do Rio de Janeiro, pela Rede Record, entre 25 de janeiro de 1977 e 13 de junho de 1977, primeiramente às 21h15min e, mais tarde, às 23h. Entre junho e novembro do mesmo ano, a telenovela foi exibida para o Rio de Janeiro, às 19h, pela TVS. Em 1978, a novela foi reexibida pela Rede Tupi.
A telenovela tem autoria de Ivani Ribeiro, direção de David Grimberg e José Miziara e direção-geral de Luciano Callegari, apresentando Fábio Cardoso e Theresa Amayo como protagonistas e o excelente Jardel Filho como antagonista principal.
O Espantalho foi reapresentada duas vezes, compactada em 60 capítulos: pela Rede Tupi, às 20h, de maio a agosto de 1979; e pelo SBT, em 1983. Não deixa de ser curioso que “O Espantalho” tenha ido ao ar em três emissoras diferentes.
A trama básica de O Espantalho foi incorporada por Ivani no remake de Mulheres de Areia para a Rede Globo em 1993, resultando num excelente amálgama das 2 histórias.
A Rede Tupi, na época da exibição na emissora, foi processada por Ivani Ribeiro, porque a emissora não pagou os direitos conexos dos atores da telenovela.
Personagens centrais
Ator Personagem
Fábio Cardoso Breno
Jardel Filho Rafael Nascimento
Theresa Amayo Tônia

5443 – O Refrigerante de Guaraná


Guaraná Antarctica, o campeão de vendas

Em 1920, o famacêutico Jesus Norberto Gomes comprou uma máquina de gaseificação para desenvolver um remédio contra a acidez estomacal. Não conseguiu, mas passou a fazer bebidas diferentes para os netos. A mistura com o guaraná fez tanto sucesso que ele passou a vender a bebida no Maranhão com o nome de Guaraná Jesus. O Antactica chegaria no mercado 1 ano depois e é hoje um dos 15 referigerantes mais vendidos Mundo.
Tal marca pertencente à AmBev que foi lançada no Brasil em maio de 1921, pela então Companhia Antarctica Paulista, com o nome de Guaraná Champagne Antarctica, passando a ser a primeira marca a comercializar este tipo de refrigerante. Com o sucesso e popularidade da bebida a Coca-Cola acabou lançando uma marca também com sabor de guaraná. Atualmente, encontra-se entre as quinze marcas de refrigerantes mais vendidas no mundo. No final da década de 90, surgiu o Dolly, por causa da ovelha famosa com esse nome e em alusão a clonagem, o nome sugeria um clone do guaraná Antarctica. As vendas dessa marca também foram bem sucedidas.

Dolly: seria o clone?

Dolly é uma empresa brasileira que lançou o primeiro refrigerante diet do Brasil no ano de 1987. Atua principalmente no mercado de refrigerantes da região sudeste do país desde, cujo principal produto é o Dolly Guaraná. Tem um mascote chamado Dollynho, que realiza atividades recreativas em escolas. A Dolly está constantemente em filmes veiculados nas principais emissoras, exceto a Rede Globo. Números da ACNielsen mostram que a empresa possui 10% de share no mercado nacional de refrigerantes e impressionantes 30% na capital paulista. Na região da grande São Paulo a empresa está em segundo lugar de vendas. A empresa não divulga números de faturamento por uma questão de segurança e privacidade, estudos mostram que a Dolly possui um faturamento anual em torno de 700 milhões de reais.
No ano de 1996 foram lançadas as primeiras franquias de engarrafadores fora do Brasil para a distribuição do Guaraná Champagne em Portugal, no Japão, na China e nos Estados Unidos. Em 1999, o Guaraná Antarctica realizou uma parceria com a PepsiCo, passando a exportar o extrato de guaraná da Amazônia para a produção e distribuição nas unidades mundiais da Pepsi-Cola. Atualmente, a marca encontra-se em crescente processo de internacionalização, graças às fusões entre a AmBev e Interbrew e posteriormente entre InBev e Anheuser-Busch. Além de ser fabricado no Brasil, Portugal e Japão, o Guaraná Antarctica está presente na Argentina, nos Estados Unidos e em alguns países do continente europeu e Ásia, no qual, possuem o produto para venda, em ampla ou estreita distribuição.