14.347 – O Continente Africano


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África é um dos seis continentes do mundo, sendo o terceiro maior em extensão territorial. O território estende-se por mais de 30 milhões de km2, ocupando, aproximadamente, 20% da área continental da Terra. No continente vivem mais de um bilhão de habitantes, fazendo dele o segundo mais populoso entre os demais.

A África é conhecida pela sua pluralidade étnica e cultural, e, por meio de uma história milenar, é capaz de contar a história de toda a humanidade. Apesar da enorme riqueza do continente, muitos países africanos apresentam baixos índices de desenvolvimento, com diversos problemas sociais, como a miséria, baixa qualidade de vida, subnutrição e o analfabetismo.
Os países africanos dividem-se em duas principais regiões — o Norte da África e a África subsaariana — e também se distribuem em:
África Central
África Meridional
África Setentrional
África Ocidental
África Oriental
Continente África
Gentílico Africano
Extensão territorial 30.221.532 km2
População 1.225.080.510 habitantes
Densidade demográfica 36,4 hab/km2

Idioma
Na África são faladas mais de mil línguas africanas, além de idiomas como o Árabe, Inglês, Francês, Português, Espanhol, Africanêr, entre outros.

Países
54 países e 7 territórios independentes
Maior país Argélia
Menor país Seicheles
Países da África e suas capitais
A África é composta por 54 países, sendo 48 continentais e 6 insulares.

África do Sul (Cidade do Cabo)

Angola (Luanda)

Argélia (Argel)

Benin (Porto Novo)

Botsuana (Gaborone)

Burquina Faso (Ouagadougou)

Burundi (Gitega)

Camarões (Yaoundé)

Chade (N’djamena)

Costa do Marfim (Abidjan)

Djibouti (Djibouti)

Egito (Cairo)

Eritreia (Asmara)

Etiópia (Addis Abeba)

Gabão (Libreville)

Gâmbia (Banjul)

Gana (Acra)

Guiné (Conacri)

Guiné-Bissau (Bissau)

Guiné Equatorial (Malabo)

Ilhas de Madagascar (Antananarivo)

Ilhas de Cabo Verde (Cidade de Praia)

Ilha de Comores (Moroni)

Ilhas São Tomé e Príncipe (São Tomé)

Ilhas Seychelles (Victoria)

Lesoto (Maseru)

Libéria (Monróvia)

Líbia (Trípoli)

Malaui (Lilongwe)

Mali (Bamako)

Marrocos (Rabat)

Mauritânia (Nouakchott)

Moçambique (Maputo)

Namíbia (Windhoek)

Níger (Niamey)

Nigéria (Abuja)

Quênia (Nairobi)

República Centro-Africana (Bangui)

República Democrática do Congo (Kinshasa)

República do Congo (Brazzaville)

República de Maurício (Port Louis)

Ruanda (Kigali)

Senegal (Dacar)

Serra Leoa (Freetown)

Somália (Mogadíscio)

Eswatini (Lobamba)

Sudão (Cartum)

Sudão do Sul (Juba)

Tanzânia (Dodoma)

Togo (Lomé)

Tunísia (Tunes)

Uganda (Kampala)

Zâmbia (Lusaka)

Zimbábue (Harare)
África não é um país e sim um continente. Essa pergunta, apesar de parecer óbvia, implica uma questão bastante comum entre a maioria das pessoas: referir-se ao território africano como homogêneo. E não, ele não é. A África é uma das regiões mais diversas do mundo, em termos culturais, religiosos, étnicos, políticos e geográficos.
Na África existe um país chamado África do Sul. Este é responsável por cerca de um quinto da economia do continente.
Sabemos que o continente africano apresenta grande biodiversidade, assim como uma extensa diversidade cultural, étnica, religiosa e política. Assim, para facilitar a análise e observação de algumas áreas, o continente foi dividido em cinco regiões:

1) África Central
Abrange os territórios dos seguintes países: República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Angola, Chade, Camarões e República do Congo. Essa região limita-se com o Oceano Atlântico, a oeste, e regiões montanhosas, a leste. É atravessada por diversos rios, apresenta altas temperaturas, umidade do ar elevada, predominância de clima tropical e presença das savanas.

2) África Meridional
Abrange os territórios dos seguintes países: África do Sul, Botsuana, Comores, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Eswatini, Zâmbia e Zimbábue. Essa região caracteriza-se pela presença de planaltos; clima tropical, desértico e mediterrâneo; e vegetação de savanas, estepes e florestas. Parte dela é rica em minérios como ouro, cobre e crômio. Em outras partes, é praticada a agricultura, como as plantações de cana-de-açúcar, café e fumo.

3) África Setentrional
Abrange os territórios dos seguintes países: Argélia, Egito, Líbia, Marrocos, Sudão e Tunísia, sendo a maior região do continente em termos de área. A população distribui-se de forma heterogênea pela área, concentrando-se nas porções de maior umidade.
Nessa região, também chamada Norte da África, há uma grande concentração de minérios voltados para o mercado de exportação, ao passo que a agropecuária é pouco desenvolvida, devido às suas condições naturais. Apenas no Vale do Rio Nilo é que a agricultura desenvolve-se, devido à grande fertilidade do solo, graças às cheias do rio.

4) África Ocidental
Abrange os territórios dos seguintes países: Benin, Burkina, Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, São Tomé e Príncipe, e Togo. Localiza-se entre o deserto do Saara e o golfo da Guiné.
A África Ocidental caracteriza-se pela predominância de clima equatorial, vegetação representada pelas savanas e florestas. A população concentra-se especialmente nas regiões ao sul, pois no Saara as condições geográficas não são atrativos populacionais. Nessa área a agricultura é uma das atividades econômicas praticadas, com destaque para o cultivo de cana-de-açúcar, cacau e banana.

5) África Oriental
Abrange os territórios dos seguintes países: Burundi, Djinouti, Eritreia, Etiópia, Quênia, Ruanda, Ilhas de Madagascar, Seychelles, Somália, Tanzânia e Uganda. Localiza-se entre a região da bacia hidrográfica do Congo e o Oceano Índico.
A África Oriental caracteriza-se pela presença de formações montanhosas, vulcões e lagos. O clima predominante é o tropical, e a vegetação é dos tipos equatorial, savana e estepes, com áreas desérticas.
A economia da região baseia-se na agricultura com o cultivo de café e algodão, voltado ao mercado de exportação. Essa região apresenta baixos índices de desenvolvimento humano e diversos problemas sociais.

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História da África
A África é o berço da humanidade, pois há indícios de que o continente foi o primeiro a ser habitado por humanos. Nele foram encontrados diversos fósseis que comprovam essa teoria e também possibilitaram o estudo da evolução humana. Estima-se que a porção norte do continente seja a mais antiga do mundo, na qual se estabeleceu os povos egípcios.
O continente foi colonizado por povos europeus, como os espanhóis, portugueses e franceses. Muitos africanos foram arrancados e levados de seus países para outras partes do mundo pelos europeus, a fim de realizarem o trabalho escravo.
Assim a África foi dividida ao longo da sua colonização, segundo os interesses dos colonizadores, que ignoraram a realidade e identidade dos povos, agrupando-os em tribos com disparidades culturais. Foi após a Segunda Guerra Mundial que as colônias africanas iniciaram o seu processo de independência. Contudo, o continente ainda vive diversos conflitos territoriais e religiosos.

População e idiomas
Vivem no continente mais de um bilhão de habitantes. No entanto e apesar do alto contingente, a África apresenta distribuição desigual da população, devido às condições geográficas que desfavorecem a ocupação das áreas.
O continente africano convive com grandes problemas de ordem social. Muitos países apresentam baixos Índices de Desenvolvimento Humano. Grande parte da população de alguns países convive com baixa qualidade de vida, fome e miséria. As taxas de natalidade e mortalidade são muito altas, enquanto a expectativa de vida é baixa.
Há uma grande diversidade cultural no continente, o qual possui várias etnias, tradições, religiões e línguas. Além das milhares de línguas africanas, falam-se as línguas trazidas pelos colonizadores, como o Francês, Inglês e Português. Essa última é falada por cinco países: Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola. Recentemente Guiné Equatorial também adotou o idioma. Caso tenha curiosidade sobre esse tema, leia nosso texto: População africana.

Relevo
O continente africano apresenta, em quase todo o seu território, planaltos com, aproximadamente, 750 metros de altitude limitados por escarpas.
Na região do deserto do Saara (região setentrional), encontra-se o planalto setentrional por onde percorre o Rio Nilo. Na região leste, encontra-se grandes montanhas como o Kilimanjaro e o Monte Quênia. Já na parte meridional, encontra-se a cadeia do Cabo, com altitude que ultrapassa 3400 metros.

Clima
O território africano é bastante diverso em termos climáticos. Podemos encontrar áreas com predomínio do clima equatorial, outras de clima tropical, assim como há também regiões de clima desértico e mediterrâneo. O clima equatorial é registrado na região ocidental; o tropical, na região central e sul; o desértico, na região setentrional, assim como o clima mediterrâneo.
No continente africano, podem ser encontradas faixas de floresta equatorial; savanas que predominam na maior parte do continente; vegetação mediterrânea; e estepes. Caso tenha maior interesse sobre o clima e a vegetação africanos, leia nosso texto: Aspectos naturais da África.

Economia
Índices econômicos e de desenvolvimento humano apontam que o continente africano é o mais pobre entre os continentes. Muitos países são considerados subdesenvolvidos.
A economia africana é baseada, principalmente, no setor primário, com o extrativismo e a agropecuária. O continente é rico em minerais como ouro e diamante. Em alguns países também são encontrados petróleo e gás natural. A exploração de recursos naturais é feita pelos europeus e também pelos norte-americanos, o que impede o desenvolvimento do país com base em suas próprias riquezas.
O extrativismo animal e vegetal também destaca-se. Já no que tange à agropecuária, a agricultura realizada em alguns lugares é para subsistência e, em outros, para fim comercial.
Os principais cultivos para subsistência são: mandioca, milho, inhame e sorgo. Já dos cultivos voltados para o mercado destacam-se algodão, cacau, café e amendoim. Em relação à pecuária, a criação de gado ganha destaque em diversas áreas. A criação de ovelha também é comum no sul do continente.
Curiosidades
Muitos turistas procuram a África para fazerem safári. O encontro com animais selvagens nas grandes savanas africanas está no roteiro de muitos aventureiros.
O Rio Nilo é considerado o maior rio do mundo.
Dos 30 países mais pobres do mundo, 21 são africanos.
Angola e África do Sul são os países com maior Produto Interno Bruto da África.
O Saara, maior deserto do mundo, localiza-se na África.

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14.328 – Países – Jamaica


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País caribenho ao sul de Cuba com 10.991 km quadrados e a terceira maior ilha das Índias Ocidentais. Descoberta por Colombo em 1494 e colonizada pelos espanhóis em 1509.
Capital: Kingston
Depois de tornar uma possessão espanhola conhecida como Santiago, em 1655 a ilha passa ao domínio britânico e é nomeada como “Jamaica”. O país conseguiu sua completa independência do Reino Unido apenas em 6 de agosto de 1962.
A Jamaica é uma monarquia constitucional parlamentar com o poder legislativo investido no parlamento bicameral nacional, que consiste de um senado e uma câmara composta por representantes eleitos pela população.
História
Os índios aruaques e taínos, originários da América do Sul, se estabeleceram na ilha entre 4.000 e 1.000 a.C.
Quando Cristóvão Colombo chegou em 1494, havia mais de 200 aldeias governadas por caciques (chefes de aldeias). A costa sul da Jamaica era a mais povoada, especialmente em torno da área hoje conhecida como Porto Velho. Os taínos ainda habitavam a Jamaica quando os britânicos assumiram o controle da ilha em 1655. O Jamaican National Heritage Trust está a tentar localizar e documentar qualquer evidência dos povos taínos e aruaques.
Domínio espanhol
Cristóvão Colombo reivindicou a Jamaica para a Espanha após aportar lá em 1494, provavelmente em Porto Seco, agora chamado de Discovery Bay.
Uma milha a oeste de St. Ann Bay é o local do primeiro assentamento espanhol na ilha, conhecido como Sevilla, que foi criado em 1509 e abandonado por volta de 1524 porque foi considerado insalubre.
Os espanhóis foram expulsos à força pelos britânicos em Ocho Rios, em St. Ann. Em 1655, os britânicos, liderados por Sir William Penn e pelo General Robert Venables, assumiram o último forte espanhol na Jamaica.
O nome de Montego Bay, a capital da paróquia de St. James, é proveniente do nome em espanhol mantega bahía (ou baía de banha), aludindo à indústria de fabricação de banha com base no processamento dos inúmeros javalis na área.
Em 1660, a população da Jamaica era de cerca de 4.500 brancos e 1.500 negros, mas, já na década de 1670, os negros formaram a maioria da população.
Durante os primeiros 200 anos de domínio britânico, a Jamaica tornou-se um dos principais exportadores de açúcar e uma das nações dependentes de escravos do mundo, produzindo mais de 77 mil toneladas de açúcar por ano entre 1820 e 1824. Após a abolição do tráfico de escravos em 1807, os ingleses importaram trabalhadores indianos e chineses como servos para complementar a força de trabalho. Muitos de seus descendentes continuam a residir na Jamaica atualmente.
O excesso de zelo britânico no uso de escravos voltou-se contra eles, e no início do século XIX o número de negros era quase 10 vezes maior do que o de brancos. Seguiu-se uma série de revoltas e, em 1838, a escravatura foi formalmente abolida.

Ao longo dos anos que se seguiram, o grau de autonomia da Jamaica foi aumentando e, em 1958, a Jamaica passou a ser uma província de uma nação independente chamada Federação das Índias Ocidentais. A Jamaica saiu da federação em 1962 e é hoje uma nação soberana.

A deterioração das condições econômicas durante a década de 1970 levou a um estado de violência endêmica e à queda do turismo. Uma das antigas capitais da Jamaica era Port Royale, onde se acoitava o pirata e posteriormente governador Henry Morgan. Foi destruída por uma tempestade e um tremor de terra, e Spanish Town, na paróquia de St. Catherine, que foi o local da antiga capital colonial espanhola e da capital inglesa durante os séculos XVIII e XIX.
O país encontra-se entre as latitudes 17° e 19 ° N e as longitudes 76 ° e 79 ° W. Localizada na América Central e Caribe. Montanhas, incluindo as Montanhas Azuis, dominam o interior da ilha. Elas estão cercados por uma estreita planície costeira.
A Jamaica está no cinturão de furacões do Oceano Atlântico e, por isso, a ilha às vezes sofre danos causados ​​por essas tempestades.
A Jamaica é um país que teve, em 2007, sua população estimada em 2,7 milhões de habitantes. Segundo dados de 2001, os jamaicanos residem principalmente na capital Kingston com 651.880 habitantes. Destacam-se também as cidades de Spanish Town (131.515), Portmore (175.000) e Montego Bay (120.000).
Segundo o The World Factbook, a composição étnica da população jamaicana é a seguinte: 92,1% negros, 6,1% mestiços, 0,8% indianos, 0,4% outros e 0,7% indeterminado.
Os principais setores da economia jamaicana incluem a agricultura, a mineração, a manufatura, o turismo e serviços financeiros e de seguros. O turismo e a mineração são os principais ganhadores de divisas. Metade da economia jamaicana depende dos serviços, sendo que metade de sua receita proveniente de serviços como o turismo. Estima-se que 1,3 milhões de turistas estrangeiros visitam Jamaica a cada ano.

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A Jamaica tem uma grande variedade de atividades industriais e comerciais. A indústria da aviação é capaz de realizar manutenção de rotina de aeronaves, exceto para reparos estruturais pesados. Há uma quantidade considerável de apoio técnico para o transporte e aviação agrícola. O país tem uma quantidade considerável de engenharia industrial, fabricação de luz, incluindo fabricação de metal, coberturas metálicas e de fabricação de móveis. Atividades como produção de alimentos, de vidro, software e processamento de dados, impressão e publicação, de subscrição de seguros, de música e de gravação e educação avançada podem ser encontradas nas áreas urbanas de maior dimensão. A indústria da construção jamaicana é totalmente auto-suficiente, com normas técnicas profissionais.
Apesar de ser uma pequena nação, a cultura jamaicana tem uma forte presença global. Os gêneros musicais reggae, ska, mento, rocksteady, dub, e, mais recentemente, dancehall , Reggaeton e ragga tudo se originaram na vibrante e popular indústria fonográfica urbana da ilha. A Jamaica também desempenhou um papel importante no desenvolvimento do punk rock, através do reggae e do ska. O reggae também influenciou o rap norte americano, visto que eles compartilham raízes, como estilos rítmicos africanos. Alguns rappers, como The Notorious B.I.G. e Heavy D, são de ascendência jamaicana. O internacionalmente conhecido músico de reggae Bob Marley também era jamaicano.

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A Jamaicana Grace Jones

 

14.222 – A Descoberta da Austrália


5.0.3
O capitão europeu James Cook foi quem descobriu a Austrália quando explorava o continente para o Reino Unido. A descoberta foi no dia 21 de agosto de 1770 e recebeu o nome de Nova Gales do Sul. A região já havia sido visitada por portugueses em 1522 e em 1525 e por neerlandeses no século XVII. Foi postulada pelo geógrafo Ptolomeu que denominou o continente de Terra Australis Incógnita com a hipótese de ser fonte do rio Nilo. A terra australis provocava obsessão e imaginação aos navegadores que pensavam haver grandes riquezas de ouro e especiarias. Foi preciso quase 300 anos de viagens para que James Cook no final do século XVIII descobrisse a terra que hoje é chamada de Austrália. Após descobrir que a terra australis não era as terras do sul, também a abandonou assim como fez os portugueses. Somente em 1642 que a Austrália foi oficialmente descoberta. Um holandês chamado Abel Tasman chegou numa ilha ao sul da Austrália e então a chamou Tasmânia. Em 1868, a terra descoberta foi usada para abrigar 168.000 ingleses que cumpriam pena, eram ladrões, trapaceiros e convictos. Em 1830, o envio dos ingleses já tinha sido suspenso e então passou a ser cobiçada pelos fazendeiros ingleses. Em 1851, foram descobertas grandes quantidades de ouro por todo o território, o que atraiu vários curiosos e gananciosos por fortunas.

14.165-Ecossistemas Aquáticos


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Os ecossistemas aquáticos são classificados conforme as características de: temperatura, salinidade, movimentação da água, profundidade e incidência de raios solares.
Os ecossistemas marinhos incluem os mares e oceanos, os quais cobrem aproximadamente 71% da superfície terrestre.
Eles podem ser classificados de acordo com a profundidade da água da seguinte forma:

Zona litoral: região entre os limites das marés, ficando exposta periodicamente.
Zona nerítica: região do mar sobre a plataforma continental que se estende até 200 m de profundidade, sendo iluminada pela luz solar.
Zona oceânica: região entre 200 a 2000 m de profundidade, não há iluminação da luz solar e os animais tornam-se mais escassos.
Zona bêntica: corresponde ao fundo do mar habitado por algumas espécies.
Os mares e oceanos também são classificados conforme as zonas que recebem ou não os raios solares:
Zona fótica: região que recebe luz do sol suficiente para a fotossíntese dos seres produtores aquáticos.
Zona afótica: região sem incidência de raios solares e habitada apenas por seres heterotróficos.
Os ecossistemas de água doce englobam os córregos, lagos, lagoas, geleiras, reservatórios subterrâneos e rios.

Eles são ser classificados nas seguintes zonas:
Zona úmida ou alagados: áreas de solo saturado com água e que abrigam uma vegetação característica. São exemplos os pântanos e brejos. Quando associado ao ambiente marinho temos os manguezais.
Zona lêntica: áreas de água com pouco fluxo ou paradas, como lagos, lagoas, poças e reservatórios subterrâneos.
Zona lótica: área com água doce corrente a exemplo dos rios, córregos e riachos.
Existem ainda os estuários encontrados na foz dos rios e que unem-se aos mares. Eles apresentam como característica principal a mistura da água doce com a salgada.
Pelo fato de receberem nutrientes do rio e do mar, os estuários são ecossistemas aquáticos de alta produtividade.
A cadeia alimentar corresponde ao caminho da matéria e da energia que inicia com os seres produtores e termina nos decompositores.
O fitoplâncton é um importante produtor primário dos ecossistemas aquáticos, representando a base da cadeia alimentar e servindo de alimento para outros organismos.
Importância e Ameaças
Os ecossistemas representam a unidade básica do estudo da Ecologia. Além disso, é nele que se desenvolvem todas as relações ecológicas entre as espécies e a interação destas com os fatores do ambiente.
Porém, as atividades humanas modificam drasticamente os ecossistemas aquáticos. Um exemplo é a eutrofização, um processo que adiciona matéria orgânica aos ambientes aquáticos em decorrência do escoamento de esgotos ou resíduos industriais.
Essa condição altera o funcionamento da cadeia alimentar, provocando um desequilíbrio ao ecossistema e contaminando a água.
A poluição da água é outro fator que pode ocasionar a destruição de ecossistemas aquáticos e desaparecimento de espécies.

14.159 – Geopolítica – História da Argentina


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A região que hoje corresponde à Argentina era habitada por querandis, quíchuas, charruas e guaranis até a chegada dos conquistadores espanhóis em 1516, liderados por Juan Díaz de Solís.
Sua independência só foi conquistada em 1816, após a revolução que derrubou o vice-rei espanhol em 1810. Proclamou sua primeira Constituição em 1853, a qual ainda é vigente, mas com pequenas modificações ocorridas em 1994.
A metade do século XIX foi marcada por conflitos internos entre liberais civis e conservadores militares, destacando-se o início do movimento peronista ao final da Segunda Guerra Mundial.

Entre 1955 e 1983, houve uma alternância muito grande no poder, com inúmeros presidentes militares e civis, além de golpes frequentes e instalação de ditaduras violentas.
– De acordo com estudos arqueológicos, a região da atual Argentina recebeu os primeiros habitantes há 13 mil anos, aproximadamente. A hipótese mais aceita sobre a chegada do homem ao continente americano refere-se a passagem da Ásia para a América, através do Estreito de Bering.

– Antes da chegada dos espanhóis a região, no começo do século XVI, o norte da Argentina fazia parte do Império Inca e a região dos pampas era habitada por nações indígenas.
– Em 1516, o navegador espanhol Juan Diaz de Sólis realiza navegações no estuário do rio da Prata e oficializa a conquista do território para os espanhóis. Começa a colonização espanhola na região.

– Em 1534 é fundada a atual capital da Argentina, Buenos Aires.

– Durante o século XVI, os espanhóis dão início a explora de prata na região. Este metal estava em grande quantidade com os indígenas, que foram, aos poucos, conquistados e dizimados pelos europeus.

– Em 1561, foi fundada a cidade de Mendoza por Pedro de Castillo.

– O século XVII foi marcado pela exploração da prata, onde os espanhóis utilizaram a mão de obra indígena. Cresce a mestiçagem da população, entre indígenas e espanhóis. Neste século foi grande a quantidade de contrabando e pirataria (holandeses e franceses), principalmente, na região do Rio da Prata.

– Ainda no século XVII intensifica-se a formação das missões jesuíticas, cujo objetivo era catequizar os índios guaranis argentinos.

– Em 1776, a Espanha criou o Vice-Reinado da Prata (capital em Buenos Aires). Começa a luta de soldados espanhóis e índios guaranis para expulsar os portugueses da região do Rio da Prata.
– Em 1767, a coroa espanhola expulsa da Argentina a Companhia de Jesus.

– Em 1806, os ingleses invadem e tomam a cidade de Buenos Aires. Começa a resistência Argentina ao invasor inglês. Em 1807, a coroa inglesa envia à região um reforço de 11 mil soldados para combater a resistência.
– A campanha de Independência da Argentina foi liderada por San Martin, sendo conquistada em 1816.

– A Primeira Constituição da Argentina foi promulgada em 1853.
– Entre 1865 e 1879, a Argentina uniu-se ao Brasil e Uruguai para lutar contra as forças do paraguaio Solano Lopez, na Grande Guerra do Paraguai. A tríplice Aliança saiu vencedora e o Paraguai derrotado e arrasado.
– No final do século XIX tem início a imigração para a Argentina, principalmente de italianos. Este processo, dura até as primeiras décadas do século XX.
– Entre 1916 e 1930 é o período da História da Argentina conhecido como “Os Governos Radicais”. Período marcado pela recuperação da ética e valorização do federalismo.
– Entre 1946 e 1955 é o período do Peronismo. A Argentina foi governada pelo presidente populista Juan Domingos Perón. Período marcado por forte crescimento econômico, criação de direitos sociais e trabalhistas, investimentos em saúde e educação e nacionalização de serviços públicos.
– As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por grande instabilidade política. Os presidentes eleitos foram derrubados por golpes militares.

– Os governos militares terminaram somente em 1983, quando a Argentina volta a ser governada por um civil, Raul Afonsin. Volta o respeito aos direitos humanos e fortalecimento do sistema democrático.
– Afonsin governou a Argentina até 8 de julho de 1989, quando renuncia em favor do presidente eleito, o peronista, Carlos Menem. Menem governou de 1989 até 1999 (dois mandatos democráticos).

14.155 – Quais os Países Formam o Reino Unido?


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Reino Unido é um termo usado para descrever a Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Estes quatro países, juntos, formam o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, o qual é um Estado soberano. Os termos alternativos “nações constituintes” e “Home Nations” também são utilizados, este último principalmente para fins esportivos. Enquanto “países” é o termo descritivo mais comumente usado,devido à ausência de uma constituição britânica formal e a longa e complexa história da formação do Reino Unido, os países do Reino Unido não tem uma denominação oficial. Como consequência, Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales não são subdivisões formais do Reino Unido e vários termos são usados para descrevê-los.
Como um Estado soberano, o Reino Unido é a entidade que é usada em organizações intergovernamentais e como representante e Estado-membro da União Europeia e das Nações Unidas, bem como sob a lei internacional, visto que a Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e o País de Gales não estão na lista de países da Organização Internacional para Padronização (ISO). No entanto, Inglaterra, Escócia e País de Gales têm organismos nacionais separados em muitos esportes, o que significa que eles podem competir individualmente em competições esportivas internacionais; em contextos esportivos, Inglaterra, Irlanda do Norte (ou toda a Irlanda), Escócia e País de Gales são referidos como Home Nations.
O parlamento e o governo do Reino Unido lidam com todos os temas relacionados à Irlanda do Norte e Escócia e todas as questões não-transferidas para o País de Gales, mas não interfere em temas que têm sido atribuídos à Assembleia da Irlanda do Norte, ao Parlamento escocês e à Assembléia galesa. A Inglaterra continua a ser da inteira responsabilidade do Parlamento do Reino Unido, que é centralizado em Londres.
As Ilhas do Canal e a Ilha de Man são dependências do Reino Unido, mas não fazem parte do Reino Unido ou da União Europeia. Colectivamente, o Reino Unido, as Ilhas do Canal e a Ilha de Man são conhecidos na lei britânica como as Ilhas Britânicas. A República da Irlanda é um estado soberano formado a partir da parte da Irlanda, que se separou do Reino Unido em 1922. Embora geograficamente a Irlanda seja parte das Ilhas Britânicas, não é mais uma parte do Reino Unido.

14.095 – Mega Curiosidades – Os países mais ricos e mais pobres do mundo


Você já deve ter ouvido falar no PIB, o Produto Interno Bruto. Ele serve para medir todas as riquezas produzidas num país. Entram nessa conta a renda da padaria, da farmácia, do banco, dos serviços de médico, advogado, enfim, toda a renda de um país. E, claro, os PIBs variam de país para país. Os maiores do mundo são Estados Unidos (que, por isso, é considerado o país mais rico), o da China e o do Japão. O Brasil possui o 9º maior PIB do mundo. Mas, embora o PIB determine a riqueza do país, ele não consegue mostrar uma série de outras informações relevantes para medir o nível de desenvolvimento, como por exemplo, a taxa de analfabetismo e a expectativa de vida.

Decidimos trazer alguns dados sobre os 10 países mais ricos e mais pobres do mundo de acordo com alguns dados específicos. Infelizmente, na lista dos 10 mais pobres, todos ficam no continente africano. Entre os mais ricos, alguns são países da Europa, outros, países do Oriente Médio beneficiados pela renda do petróleo — como Qatar, Kuwait e Emirados Árabes. Veja como os contrastes são impactantes.

Importante destacar que o  índice de Analfabetismo refere-se ao porcentual da população alfabetizada. Assim, por exemplo, na Noruega, 99% da população é alfabetizada (sabe ler e escrever), enquanto na República da Guiné, somente 29,5% das pessoas (menos de 1/3) sabem ler e escrever.

ranking

 

9 lugar

8 lugar

moc x irlanda

 

mala kuait

niger

liberia

burundi

congoquatar

14.071 – História – Américo Vespúcio


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Navegador italiano naturalizado espanhol (1454-1512). Responsável pela logística das embarcações de Colombo e pioneiro da navegação na costa americana.

Américo Vespúcio (1454-1512) nasce em Florença. Recebe boa educação em Pisa, aos cuidados de um tio dominicano, e na França, onde aprofunda os conhecimentos de geografia, astronomia e cosmografia. De volta à Itália, trabalha na casa bancária da Família Médici. É transferido em 1491 para a filial em Sevilha, na Espanha, onde equipa navios para enfrentar longas viagens, sob a chefia de Gianotto Berardi. É Vespúcio que prepara as embarcações para todas as expedições de Cristóvão Colombo. Em 1497, após a morte de Berardi, Vespúcio assume o comando da filial de Sevilha e embarca em sua primeira viagem. O destino são as Índias, no entanto ela se encerra na Flórida, em território hoje pertencente aos Estados Unidos. Na segunda missão, entre 1499 e 1500, atinge a costa da América do Sul, porém imagina estar navegando pelo extremo leste da Ásia. Só na viagem de 1501, iniciada em Portugal, Vespúcio se convence de que as terras não fazem parte da costa asiática, mas são um continente até então desconhecido – um Novo Mundo, que em sua homenagem recebe o nome de América. Em 1508 é nomeado piloto-mor da Espanha. Morre em Sevilha.

14.032 – Mega Básico – Para que serve a Atmosfera?


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A atmosfera terrestre é uma camada de ar que se mantem presa à superfície da Terra pela ação da gravidade. Assim como o Planeta Terra, outros planetas possuem atmosferas, entretanto, a atmosfera terrestre desempenha funções que são vitais para a manutenção da vida no planeta.
A atmosfera é constituída de diversos gases, como dióxido de carbono, oxigênio, nitrogênio e argônio. O gás carbônico ocupa apenas 0,039% do volume total da atmosfera, mas ele é fundamental para a manutenção de toda a cadeia biológica por ser utilizado pelos vegetais no processo de fotossíntese.
Outro importante gás encontrado na atmosfera é o oxigênio, que corresponde a 21% do volume da atmosfera. O oxigênio garante a vida dos seres aeróbicos, desde simples bactérias até seres complexos como os mamíferos.

Filtrar a radiação solar
A atmosfera é responsável por filtrar a maior parte da radiação solar. Cerca de 40% da radiação é refletida para o espaço pelas camadas superiores da atmosfera. A camada de ozônio, por sua vez, é responsável por filtrar cerca de 95% dos raios ultravioletas B (UVB) emitidos pelo sol.
Proteção contra impactos de meteoros
O espaço sideral está cheio de meteoros e outros tipos de fragmentos que constantemente atingem a o Planeta Terra. Os danos causados por esses corpos não são maiores porque a atmosfera atua como um escudo protetor da superfície. Ao entrar em contato com o ar concentrado da atmosfera, sobretudo oxigênio, os meteoros se fragmentam e entram em combustão, o que impede que causem danos a superfície.

Manutenção das temperaturas médias
4% do volume da atmosfera é composto por vapor d’agua. A presença de vapor d’agua garante a manutenção das temperaturas médias na superfície terrestre. Sem a presença de vapor d’agua, tanto o resfriamento quando o ganho de calor da superfície seriam muito mais rápidos, expondo o planeta a amplitudes térmicas extremas.

Efeito Estufa
A presença de dióxido de carbono na atmosfera garante o chamado efeito estufa. Por ser capaz de absorver calor, o dióxido de carbono evita a perda de calor da superfície, mantendo a superfície aquecida o suficiente para a manutenção da vida.

13.980 – Oceanografia – As Fossas Marianas


É o local mais profundo dos oceanos, atingindo uma profundidade de 11 034 metros.
Localiza-se no oceano Pacífico, a leste das ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo “Trieste”, da marinha Americana tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11 000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmaras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração.
Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativos da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano pela primeira vez em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10 916 metros de profundidade, levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão. Por esse motivo, não existem registos visuais do evento.
Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque “a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste”.
Em 1985 o oceanógrafo Robert Ballard, que tornou-se famoso pela descoberta do Titanic, utilizou um ROV (Remotely operated underwater vehicle) e seu minisubmarino Alvin para fazer mais uma descoberta histórica em conjunto com o pesquisador Dedley Foster, comprovando que, ao contrário do que se supunha, abaixo da camada batipelágico situada entre 1000 e 4000 metros, volta a existir vida. Antes da descoberta, as pesquisas eram realizadas de maneira empírica, com redes de alta profundidade. Até então era tido como certo que abaixo do batipelágico não existia mais nada no oceano. Pelas imagens de Ballard e Foster, comprovou-se que graças aos componentes químicos e ao calor exalado pelos vulcões por delicadas “chaminés” encontrados nas Fossas Marianas (a mais de 10 000 metros de profundidade) há vida exuberante nas profundezas. Pela análise das amostras coletadas pelo robô submarino comprovou-se a existência de vida marinha milhões de anos antes da vida na superfície terrestre. Na fossa das Marianas há um incalculável número de espécimes vivos altamente desenvolvidos e adaptados à colossal pressão encontrada nessas profundidades. As filmagens do ROV de Ballard e Foster mudaram para sempre parte da história da evolução da vida no planeta e abriram um campo imenso para novas pesquisas.
Em 25 de março de 2012, o cineasta James Cameron desceu sozinho até ao fundo da fossa das Marianas num batiscafo, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge[4]. Foram sete anos de trabalho para o cineasta empreender, em apenas três horas, uma descida aos 10 998 metros de profundidade. A fossa das Marianas, que recebera a presença humana pela primeira vez em 1960, foi filmada com câmeras de alta resolução em 3D. Cameron esperava ainda, ao longo de seis horas no fundo, recolher amostras do sítio, menos conhecido pela ciência do que a superfície do planeta Marte.
A placa do Pacífico é sub duzida sob a Placa Mariana, criando a Fossa das Marianas e (mais adiante) o arco das ilhas Mariana, à medida que a água está presa na placa é lançada e explode para cima para formar vulcões da ilha. A Fossa das Marianas faz parte do sistema Izu-Bonin-Mariana subdução que forma o limite de fronteira convergente entre duas chapas tectônicas. Neste sistema, a borda ocidental de um prato, a Placa do Pacífico, é subduzida (isto é, impulso) abaixo da menor Mariana Plate que fica a oeste. O material crustal na borda ocidental da placa do Pacífico é uma das crosta oceânica mais antiga da Terra (até 170 milhões de anos) e, portanto, é mais frio e mais denso; Daí a sua grande diferença de altura em relação à Placa Mariana de alto escalão (e mais jovem). A área mais profunda do limite da placa é a Fossa Mariana propriamente dita.
O movimento das placas do Pacífico e Mariana também é indiretamente responsável pela formação das Ilhas Marianas. Estas ilhas vulcânicas são causadas pelo fluxo fundido do manto superior devido à libertação de água que está presa em minerais da porção subduzida da Placa do Pacífico.

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13.948 – Explosão Demográfica – Os Países Mais Populosos do Mundo


1. China: 1.384.688.986 habitantes
2. Índia: 1.296.834.042 habitantes
3. Estados Unidos: 329.256.465 habitantes
4. Indonésia: 262.787.403 habitantes
5. Brasil: 208.846.892 habitantes
6. Paquistão: 207.862.518 habitantes
7. Nigéria: 195.300.34 habitantes
8. Bangladesh: 159.453.001 habitantes
9. Rússia: 142.122.776 habitantes
10. Japão: 126.168.156 habitantes

Nota: O Brasil é o 5º em população e também o 5º em extensão territorial.

china população

Dados da China:
A China possui, atualmente, a maior população do planeta, com mais de 1,3 bilhões de pessoas.
Em virtude dessa preocupação, o governo adotou um severo controle demográfico na China a partir dos anos 1970 chamado de política do filho único. Segundo essa lei, cada casal poderia ter apenas um filho, de modo que a geração de um segundo filho poderia acarretar severas punições por parte do Estado, incluindo o pagamento de multa.
Estima-se que esse controle da população chinesa tenha sido responsável por evitar um aumento de 400 milhões de pessoas no país ao longo dos últimos 25 anos. Todavia, esse modelo sofreu pesadas críticas no âmbito internacional. A principal delas envolve um conjunto de acusações contra o governo chinês, que estaria violando os direitos humanos ao suprimir, à força, o segundo filho dos casais por meio de infanticídios, abortos e esterilizações forçadas. Um documentário gravado pela BBC de Londres – chamado de China, os quartos da morte – também apresenta um quadro de denúncia com fortes imagens supostamente gravadas em orfanatos chineses onde bebês do sexo feminino eram abandonados e mortos.
Existem, no entanto, algumas exceções aplicadas à política do filho único na China. Na zona rural, por exemplo, é muitas vezes permitido o segundo filho de um casal, sobretudo quando o primeiro é uma mulher. Isso porque o país considera que o campo, acima de tudo, precisa suprir com sua força de trabalho as necessidades alimentares de toda a população do país. Algumas etnias específicas, como os tibetanos, também possuem exceções à política do filho único do país.
O crescimento demográfico chinês vem diminuindo consideravelmente. Tanto é que a Índia, segundo país mais populoso do mundo, com mais de um bilhão de pessoas, deverá ultrapassar a China em termos populacionais nas próximas décadas, a não ser que esse país também adote severas leis de controle populacional.
Por outro lado, o governo chinês vem encontrando problemas demográficos resultantes da desaceleração do crescimento vegetativo do país. O primeiro deles é a bomba demográfica do envelhecimento, que resultaria do aumento da proporção do número de idosos, o que acarreta sérios desequilíbrios previdenciários. Esse problema, atualmente vivido na Europa e no Japão, seria mais duramente sentido na China, que ainda se encontra em nível de subdesenvolvimento, com muitos problemas sociais.
Por essa razão, o governo, nos últimos anos, vem flexibilizando a política do filho único para conter o problema do envelhecimento populacional na China. Afinal, estima-se que a proporção de trabalhadores e aposentados caia de 5 por 1 para 2 por 1 até o ano de 2030 caso nenhuma medida seja tomada. Além dos problemas com a previdência social, o país também deve sofrer com a queda da mão de obra (um dos principais atrativos atuais do país para os investimentos estrangeiros) e a consequente queda do consumo, trazendo a perspectiva de desaceleração do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Apesar desse cenário, as mudanças atuais ainda são tímidas, com a permissão de um segundo filho para os casais que assim o desejam. Além do mais, muitos analistas demográficos vêm apontando que as próprias famílias chinesas (sobretudo as que possuem melhores condições de vida) estão recusando-se a ter esse segundo filho. Caso isso continue, o governo chinês, contraditoriamente, deverá incentivar o crescimento demográfico a fim de evitar que sua população envelheça demasiadamente nas próximas décadas.

13.925 – Geografia e Sócio Economia – Um Pouquinho de Brasil


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Não chame Nordeste de Norte!

O Brasil ocupa a posição centro-oriental do continente sul – americano, possuindo limites com

quase todos os países da América do Sul exceto Chile e Equador. Os países que se fazem limite com o
Brasil, de acordo com suas respectivas direções são:
• Norte: Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela.
• Noroeste: Colômbia
• Oeste: Peru e Bolívia
• Sudoeste: Paraguai e Argentina
• Sul: Uruguai
• Nordeste, leste e sudeste: Oceano Atlântico
DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL
A superfície do Brasil está politicamente dividida, ou seja, dividida em Estados.
As linhas que separam estas unidades políticas são chamadas fronteiras.
A República Federativa do Brasil compreende um total de 27 unidades político-administrativas, que
correspondem a 26 Estados e 01 Distrito Federal, onde se localiza Brasília, a capital do Brasil.

Não Chame Nordeste de Norte!!!
A região Norte é formada por: Rondônia, Pará, Acre e Tocantins criado em 1988; Roraima e Amapá.
Já o nordeste é formado por: Maranhão, Piauí, Ceará,Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,Alagoas, Sergipe e Bahia.

O território brasileiro possui uma estrutura geológica antiga e, assim sendo, foi bastante
desgastada pela erosão.
• Não houve formação de cadeias montanhosas ou dobramentos modernos, em decorrência do
Brasil encontrar-se no centro de uma placa tectônica.
A área de planalto ocupa 75% do país e as planícies os 25% restantes, segundo o professor Aziz Ab’
Saber, no final da década de 50.
Existem duas grandes áreas de planalto no Brasil:
O planalto das Guianas, situado no norte da Planície Amazônica e o Planalto Brasileiro, ao sul da
Planície Amazônica.
O Planalto das Guianas, na fronteira do Brasil com as Guianas e a Venezuela abrange terras dos
estados de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará; encontramos reservas consideráveis de manganês na
região da Serra do Navio (Amapá).
Neste planalto está o pico culminante do Brasil: o Pico da Neblina com 3014,1m.
O Planalto Brasileiro divide-se em três partes:
A – Planalto Central: compreendendo principalmente as terras de Mato Grosso e Goiás.
B – Planalto Atlântico: próximo ao Oceano Atlântico, abrangendo as terras brasileiras desde o Rio Grande do Sul até o Nordeste.

C – Planalto Meridional: abrangendo as terras mais interioranas de São Paulo, Paraná, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul, devido à decomposição do basalto (rocha vulcânica) deu origem à terra-roxa, solo de maior fertilidade natural do país.
As mais importantes planícies do Brasil são:

a- Planície Amazônica: situada entre o Planalto das Guianas e o Brasileiro. É a maior área de terras
baixas do Brasil. Cortada pelo rio Amazonas e seus afluentes, formando a maior bacia hidrográfica do país e do mundo.

b- Planície do Pantanal: ocupa a parte oeste do Mato Grosso do Sul, prolongando-se pelo Mato-
Grosso, Paraguai e Bolívia. Cortada pelo rio Paraguai e seus afluentes que transbordam na época das cheias inundando as áreas mais baixas.

c- Planícies Litorâneas: formam uma faixa ao longo do litoral brasileiro. São geralmente arenosas
formando praias e dunas, ou argilosas, dando origem a regiões pantanosas cobertas por uma vegetação chamada mangue.
A posição astronômica do Brasil permite que o território seja bem iluminado e aquecido no decorrer do ano, pois situa-se em sua maior parte na Zona Tropical. O clima no território brasileiro classifica-se em: , compreendida entre o Tópico de Câncer e o de Capricórnio.

A – Clima equatorial: encontrado em quase toda a região Norte e no norte de Mato Grosso. É um clima
muito quente e chuvoso.

B – Clima Tropical: engloba quase toda a região Centro-Oeste, o Nordeste, parte do Sudeste e na
porção leste de Roraima, caracteriza-se por invernos secos e verões chuvosos. As temperaturas são médias e a distribuição das chuvas é variável no decorrer do ano.

C – Clima Tropical semi-árido: domina o sertão do Nordeste. É um clima quente e seco, cujas chuvas não ocorrem regularmente, provocando longos períodos da seca.
D – Tropical de altitude: abrange as áreas de maior altitude da Região Sudeste e do Mato Grosso do Sul no qual a altitude influi na diminuição das médias de temperatura. Chove durante o ano todo.

E – Clima Subtropical Úmido: predomina nas regiões Sul e Sudeste do estado de São Paulo, o encontro entre a massa Tropical e a massa Polar provoca chuvas frontais. Após a passagem das chuvas, a massa Polar permanece estacionária ocasionando “ondas de frio” de intensidade e duração variáveis.

ASPECTOS HUMANOS DO BRASIL
Segundo dados do IBGE de 2000, o Brasil possuia cerca de 170 milhões de habitantes aproximadamente, atualmente passa de 200. É um país extremamente populoso, mas como é extenso, sua densidade demográfica é baixa – cerca de 20 hab/Km2. Países como o Japão apresentam mais de 320 habitantes por quilômetro quadrado, e mesmo países enormes, como Estados Unidos, possuem quase o dobro da densidade demográfica brasileira.
Apesar de possuir uma imensa extensão, população numerosa e vastos recursos naturais, grandes problemas sociais e econômicos afligem a sociedade brasileira. Dentre eles podemos citar:
Na década de 80, entre 100 pessoas que trabalhavam em São Paulo, 50 possuíam rendimento mensal de até 2 salários mínimos. Nos dias atuais, não houve mudanças neste quadro. No nordeste a situação é bem mais grave: 52 entre 100 trabalhadores recebem, miseravelmente, no máximo, um salário mínimo; estima-se que a região tenha 45,1% da população pobre dos 42 milhões dos miseráveis do Brasil.
A expectativa de vida da população com rendimento de até um salário mínimo é de 54,8 anos, enquanto que para os que vivem com uma remuneração superior a cinco salários mínimos, a expectativa de vida sobe para 69,6 anos.
Desigualdade de esperança de vida entre as classes sociais de baixa e de alta renda.
Uma população de baixa renda dificilmente estará livre de doenças como tuberculose,esquistossomose, desidratação, decorrentes da falta de higiene, saneamento básico ou do estado de subnutrição.
Elevada ocorrência de doenças

Nas famílias de baixa renda, verifica-se baixo padrão alimentar, fato que, por sua vez, influi nas condições de saúde. O indivíduo é mais facilmente vitimado por doenças e sua esperança de vida é
menor do que nas famílias de maior renda e de melhores condições de alimentação. A população de baixa renda, que constitui a maioria no Brasil, não consome carnes, frutas e vegetais, não satisfazendo adequadamente suas necessidades nutricionais básicas. Esta população alimenta-se principalmente de
produtos mais baratos, como a farinha de mandioca e o feijão, que não possuem as substâncias de que o organismo necessita.

Habitação:
A Habitação deve ter no mínimo uma sala, uma cozinha, um banheiro e um dormitório. No caso da existência de filhos, a habitação, obviamente, necessita de mais dormitórios. No Brasil, 25 em cada 100 domicílios possuem menos de 4 cômodos. Segundo a Fundação João Pinheiro, de Belo Horizonte, em 1995 o déficit habitacional no Brasil era em torno de 5,6 milhões de unidades, sendo 1,6 milhão no meio rural e 4 milhões no meio urbano. De acordo com a Fundação, 85% do déficit habitacional concentra-se nas famílias com até 5 salários mínimos de renda.
Países subdesenvolvidos não oferecem às populações rurais as mesmas oportunidades oferecidas à população urbana. A falta de emprego e de educação provoca êxodo rural, ocasionando nas grandes cidades o acúmulo de migrantes, os quais passam a morar em inúmeras favelas.
Concentração populacional nas áreas urbanas. O estado de São Paulo tem mais habitantes que o maior País do continente americano – o Canadá – mas o Brasil apresenta alguns estados com baixíssima quantidade de habitantes.

Salário Mínimo e Desemprego no Brasil entre 2003-2015 1

13.877 – A África na Idade Média


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De forma geral, o estudo do período Medieval concentra-se em três eixos principais: a formação da cristandade na Europa Ocidental, o desenvolvimento do Império Bizantino na Europa Oriental e o nascimento e expansão da civilização islâmica, desde a Península Ibérica até a Pérsia, abrangendo também o norte da África e o sul da Europa. Normalmente, quando se chega ao tema da expansão islâmica, tangencia-se a questão das civilizações que se desenvolveram na África nesse período, porém de forma muito sucinta e pouco expressiva. A África na Idade Média constitui um tema que deve ser estudado de forma pontual e sistemática, haja vista que interessa a todos que queiram compreender a fundo a formação do mundo moderno.
Desde a Idade Antiga, no continente africano, algumas civilizações destacaram-se enormemente. Foi o caso dos cartagineses (de origem fenícia), que se estabeleceram no noroeste da África; da civilização egípcia, que floresceu no nordeste africano a partir do delta do rio Nilo; da civilização da Núbia, situada abaixo do Egito; do reino de Axum, que se desenvolveu na região da atual Etiópia, entre outros. Todas essas civilizações, algumas em maior e outras em menor grau, mantiveram contato com as civilizações da Europa Ocidental, como a romana, e outras que se desenvolveram na Península Arábica, nas planícies iranianas e no Extremo Oriente.
Toda essa região do norte da África passou a sofrer, no período da Idade Média, uma intensa penetração da civilização árabe islamizada. A partir do século VII, o islamismo passou a expandir-se por toda a Península Arábica e em direção ao norte africano e ao sul europeu. Nesse período, houve a um só tempo um choque e um enriquecimento cultural com as culturas locais africanas, bem como com as civilizações desse continente que já haviam sido cristianizadas.
Na região do Magrebe, a conversão ao islã ocorreu de forma sistemática, desde reinos poderosos como o de Mali até povos nômades. Com a islamização, a prática da escravidão, que era muito comum no continente africano desde a Antiguidade, intensificou-se. Como acentuou o historiador Ricardo da Costa, especialista em Idade Média: “Ao converter meia África, o Islamismo contribuiu muito para estimular ainda mais a escravidão, pois praticou-a desde cedo: antes mesmo de Maomé, já no século VI, mercadores árabes frequentavam todos os portos da costa oriental da África, trocando cereais, carnes e peixes secos com tribos bantus por escravos. As populações negras não muçulmanas também consideravam a escravidão um fato absolutamente normal (como veremos, normalmente os reis africanos tinham centenas de escravos como soldados – e em suas guardas pessoais!)”.
Além do reino de Mali, outros reinos também tiveram destaque no continente africano nesse período, principalmente aqueles que se desenvolveram abaixo do deserto do Saara, tais como Gana, Kanem-Bornu, Iorubá e Benin. A principal forma de contato e de comércio entre esses reinos eram as caravanas de camelos, que permitiam o deslocamento para longas distâncias em meio ao deserto com uma quantidade muito grande de mantimento, pedras preciosas, escravos, metais, porcelanas, tapetes e muitas outras coisas.

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13.872 – Dica de Livro – A China Antes e Depois de Mao Tse Tung


China C Rossi
Trechos do ☻Mega Foram Usados Para Escrever o Livro
Este livro junta artigos de Ernest Mandel, S. Wu, Carlos Rossi, Pierre Rousset, Roland Lew acerca da evolução da Revolução Chinesa.
O crescimento demográfico aliado aos fenômenos de urbanização, industrialização e disseminação dos padrões de consumo das nações mais desenvolvidas em direção às nações menos desenvolvidas tem exacerbado o conflito redistributivo em nível mundial. A globalização da economia e a monopolização dos mecanismos de mercado como forma de alocação de recursos e decisão sobre o que produzir e consumir expõe as enormes contradições abrigadas dentro do sistema via os impactos ambientais e o preço das “commodities” agrícolas e minerais, aí incluso o petróleo.
Quando Mao Tsé-tung morreu, em 1976, a China era um país rural de 1 bilhão de habitantes, pobre, quase paupérrimo, com 85% de sua população vivendo no campo numa economia de subsistência, com uma parca dieta vegetal, sem meios de transporte além de pernas, bicicletas e de seus animais.
A maior fonte de energia disponível era primária, tirada deles próprios ou da natureza sem nenhuma sofisticação industrial. A infraestrutura de energia e transporte era quase inexistente para o tamanho de sua população, e os padrões de consumo, tão frugais que seria impossível a um ocidental imaginar como eles podiam viver daquela maneira. O sonho de consumo de um chinês era um rádio e uma bicicleta, e a moda, ano após ano, eram os indefectíveis terninhos tipo Mao, com o mesmo design e cores, distribuídas duas ou três peças por habitante. Tudo era racionado, da comida ao sabonete. Os níveis de consumo da China, principalmente de alimentos, beiravam o limite da sobrevivência, daí a grande criatividade dos chineses nos ingredientes de sua culinária, principalmente no que tange a proteína animal.
O impacto da China no mercado mundial de commodities agrícolas, minerais e energia era zero, assim como seu impacto no mercado de bens industrializados. Embora já dispusesse de um razoável poderio militar e inclusive detentora de bombas nucleares, do ponto de vista do impacto econômico no mundo e pressão sobre recursos naturais e emissão de poluentes, tudo se passava como se a China e suas centenas de milhões de habitantes não existissem! Era um enorme ponto no mapa mundial despertando mais curiosidade do que qualquer preocupação. A China de Mao, em 1976, não era muito diferente da China vista por Marco Polo ao final do século 13 ou por Lorde MacCartney ao final do século 18. A China era um imenso país igualitário, vivendo na pobreza absoluta.
Em 2012, apenas 36 anos depois, a China de Hu Jintao, em termos mundiais, era a segunda maior economia, a primeira nação industrial e maior exportador de bens industriais. O país é hoje o maior produtor e consumidor mundial de aço, alumínio, cimento, automóveis, eletrodomésticos, computadores, roupas, sapatos, para nomear alguns itens. Maior consumidor mundial de alimentos, energia e commodities minerais. Nesse curto espaço de tempo, a China deixou de ser uma bucólica nação agrícola e rural para se tornar uma nação industrializada, quase urbana com mais de 50% de sua população vivendo nas cidades.
Nossa civilização ocidental desenvolveu um modelo econômico baseado na abundância relativa, isto é, os recursos do mundo são para todos e devem ser comercializados livremente pelas forças de mercado, mas os padrões de vida e consumo, não. Assim caberá a algumas nações e povos trabalharem mais e fornecerem os recursos. E a outras consumirem. Umas viverão na abundância e outras na penúria! Parafraseando Clausewitz, que dizia que “a guerra é continuação da política sob outros meios”, atrevo a dizer que “a globalização dentro da visão ocidental é a continuação do colonialismo e da escravidão sob outras formas”.

Depois de séculos de exploração colonial, a pregação pela abertura comercial e dos benefícios da economia de mercado, propagados à exaustão pelas nações abastadas do centro como modelo a ser seguido pelas nações pobres da periferia, parece não estar resistindo a seu grande teste que é o crescimento chinês. Imaginem se os demais 4,7 bilhões da população mundial seguirem o mesmo caminho da China! O crescimento acelerado da China era tudo que as nações ocidentais não sabiam que não queriam!

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13.835 – Linguística – Quantas línguas existem ao todo?


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São 6 912 idiomas em todo o mundo, segundo o compêndio Ethnologue, considerado o maior inventário de línguas do planeta. O livro, editado desde 1951, é uma espécie de bíblia da linguística, indicando quais são as línguas em uso, onde elas são faladas e quantas pessoas usam o idioma. De acordo com os organizadores da enciclopédia, o total de línguas no planeta pode ser até maior. Estima-se que haja entre 300 e 400 línguas ainda não catalogadas em regiões do Pacífico e da Ásia. Além de somar todas as línguas que existem, o Ethnologue traz outras curiosidades na ponta da língua. Aí embaixo, a gente selecionou as mais legais.
Todas as bocas do planeta
Brasil tem 188 dos mais de 6 mil idiomas falados no mundo

NO BRASIL
Nosso país tem 188 idiomas em uso – o português (claro!), mais 187 variedades indígenas. Uma delas é o apiacá, falado por apenas dois brasileiros, e o ofaié, praticado por 11 índios do Mato Grosso do Sul. Cerca de 30 dessas línguas estão em extinção e 47 idiomas que um dia foram falados no país já desapareceram para sempre

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A MAIS FALADA
O idioma mais popular do planeta é o mandarim, o principal dialeto chinês, falado por algo em torno de 870 milhões de pessoas. Em segundo lugar aparece o hindi, a língua oficial da Índia, usado por cerca de 500 milhões de pessoas. O espanhol vem em terceiro lugar, o inglês em quarto e o nosso português em sétimo

EM EXTINÇÃO
O Ethnologue lista 497 línguas que correm o risco de desaparecer em poucas décadas. E segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) metade dos idiomas falados hoje em dia pode sumir durante o século 21, por causa do predomínio do inglês nas páginas da internet

MAIS E MENOS
O país com mais línguas no mundo é Papua Nova Guiné, onde são falados nada menos que 820 idiomas diferentes – a vizinha Indonésia é a vice-campeã, com 742 idiomas. No outro extremo, a Coréia do Norte é o único país onde só se fala uma língua. Em seguida, vem o Haiti, com dois idiomas

13.809 – Pesquisador quer construir muralha para impedir degelo da Antártida


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Conforme o aquecimento global se agrava, os pesquisadores começam a elaborar soluções cada vez mais drásticas para reduzir os impactos das mudanças climáticas na humanidade.
Michael Wolovick, pesquisador do departamento de geociências da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, tem novos planos que, segundo ele, são “plausíveis dentro das realizações humanas”.
Conforme publicou no Cryosphere, ele quer construir uma muralha nos arredores das geleiras para impedir que o gelo vire água e, assim, impeça o aumento do nível do mar. “Estamos imaginando estruturas muito simples, simplesmente pilhas de cascalho ou areia no fundo do oceano”, disse Wolovick ao The Guardian.
A função dessa barreira seria dupla. A primeira e mais óbvia é deter o deslizamento das geleiras submarina à medida que elas se desintegram nas profundezas. Mas elas também podem impedir que as águas mais quentes atinjam as bases das geleiras sob o mar, o que limitaria o degelo.
Wolovick e seus colegas pesquisadores usaram modelos de computador para verificar os prováveis ​​impactos das estruturas que eles acreditam serem necessárias, tomando como ponto de partida a geleira Thwaites na Antártida, com aproximadamente 100 km de extensão, sendo uma das maiores geleiras do mundo.
A criação de uma estrutura de colunas isoladas ou montes no fundo do mar, cada um com cerca de 300 metros de altura, exigiria entre 0,1 e 1,5 km cúbicos de material agregado. Isso tornaria tal projeto semelhante à quantidade de material escavado para formar as Palm Islands de Dubai, que levaram 0,3 quilômetros cúbicos de areia e rocha, ou o canal de Suez, que exigiu a escavação de aproximadamente um quilômetro cúbico.
Tudo isso para garantir uma probabilidade de 30% de impedir o colapso descontrolado da camada de gelo no oeste antártico, conforme sugerem os modelos. Projetos com design mais complexo chegam a 70% de chance de bloquear que metade da água quente alcance a parede de gelo, mas seriam muito mais difíceis de realizar em condições adversas como do polo sul.
As geleiras derretendo sob temperaturas crescentes nos pólos têm o potencial de descarregar grandes quantidades de água doce nos oceanos, fazendo com que o nível do mar suba mais rápido do que nos últimos milênios.
Somente a geleira de Thwaites, uma corrente de gelo do tamanho da Grã-Bretanha e provavelmente a maior fonte isolada de futuros aumentos do nível do mar, poderia provocar o derretimento de água suficiente para elevar o nível do mar global em três metros.
Os autores esperam que, ao criar seus modelos experimentais, possam fomentar pesquisas futuras sobre a engenharia necessária para realizar esses projetos, que levariam muitos anos ou décadas para construídos.
O próprio pesquisador afirma que esse tipo de projeto serve mais como um remendo, que como solução. “Quanto mais carbono emitimos, menor a probabilidade de que as camadas de gelo sobrevivam a longo prazo”, disse ele.

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13.808 – Megalodonte, o tubarão que engoliria um elefante


mega proporção
Carcharocles (ou Carcharodon) megalodon (também denominado megalodonte ou tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que viveu entre 23 e 2,6 milhões de anos atrás no período Mioceno no Oceano Pacífico.
Extinta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Lamniformes
Família: Lamnidae
Género: Carcharodon ou Carcharocles
Espécie: C. megalodon
Nome binomial
Carcharodon megalodon/Carcharocles megalodon
Os dentes são em muitos aspectos similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que pode superar os 17 centímetros de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são produto de um processo de evolução convergente. Por causa de seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa “dente enorme”.
O tamanho desta criatura era entre 10 e 18 metros, com uma massa que podia chegar as 50 toneladas. Em algumas primeiras reconstituições ultrapassadas, possuíam comprimentos que podiam chegar aos 30 metros, mas sabe-se hoje que o megalodonte provavelmente não ultrapassava os 20 metros.

Em 1995, foi feita uma proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos defendem a inclusão no género Carcharocles, que inclui outras três espécies, enquanto outros mantêm a conexão com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.
Acredita-se que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sua sobrevivência, permitindo que as baleias pudessem prosperar durante o verão.
De acordo com relatos da época do Renascimento, acreditava-se que gigantescos dentes fósseis triangulares, muitas vezes encontrados incrustados em formações rochosas, pertenciam a dragões e cobras. Esta interpretação foi corrigida em 1667 pelo naturalista dinamarquês Nicolaus Steno, que os reconheceu como dentes de tubarão. Ele produziu uma famosa representação de uma cabeça de tubarão com os tais dentes. Steno descreveu suas descobertas no livro The Head of a Shark Dissected, que também continha uma ilustração de um dente de C. megalodon.

O naturalista suíço Louis Agassiz foi quem deu ao tubarão seu primeiro nome científico, Carcharodon megalodon, em 1835, em seu trabalho de pesquisa Recherches sur les poissons fossiles (“Pesquisa sobre peixes fósseis”, em tradução livre), concluído em 1843. Os dentes do megalodonte são morfologicamente semelhantes aos dentes do tubarão branco. Com base nesta observação, Agassiz categorizou a espécie dentro do gênero Carcharodon. Embora o nome científico seja C. megalodon, é muitas vezes informalmente apelidado de “tubarão-branco-gigante” ou “tubarão-monstro”.
ubarões muitas vezes empregam estratégias de caça complexas para pegar presas de grande porte. Alguns paleontólogos sugerem que as estratégias de caça do grande tubarão-branco podem oferecer pistas de como o grande megalodonte poderia ter caçado presas extraordinariamente grandes, como baleias. No entanto, a evidência fóssil sugere que C. megalodon era mais eficaz nas estratégias para capturar grandes presas em comparação com as estratégias empregadas pelo grande tubarão-branco. Os paleontólogos têm realizado um levantamento de fósseis para determinar os padrões de ataque do C. megalodon com as presas.

Durante o Plioceno, cetáceos muito grandes e avançados desapareceram. O megalodonte aparentemente era mais refinado com suas estratégias de caça para lidar com estas grandes baleias. Numerosos ossos fossilizados de nadadeiras (ou seja, segmentos das barbatanas peitorais), e vértebras caudais de grandes baleias do Plioceno foram encontradas com marcas de mordida que foram causados ​​por ataques de megalodonte. Esta evidência paleontológica sugere que o megalodonte tentava imobilizar uma grande baleia rasgando ou mordendo suas estruturas de propulsão antes de matar e se alimentar dela.
Os megalodontes jovens não eram grandes o bastante para atacar baleias. Os dentes dos jovens eram geralmente encontrados em águas rasas, sugerindo que estes grandes tubarões viviam perto das costas. E com isso eles provavelmente deveriam ter caçado peixes de grande porte e pequenos mamíferos, como o Odobenocetops.
C. megalodon é representado no registro fóssil principalmente pelos seus dentes e centra vertebral. Como acontece com todos os outros tubarões, seu esqueleto era formado por cartilagem em vez de ossos propriamente ditos.

Os fósseis mais comuns de megalodontes são seus dentes. Seus dentes têm: forma triangular, estrutura robusta, são de grande porte, serrilha boa e são em forma de V. Os dentes deste tubarão podem medir mais de 180mm de altura (ou comprimento, quando inclinado na diagonal) e são maiores do que os de qualquer outra espécie de tubarão conhecida.

Os fósseis de C. megalodon foram escavados em muitos lugares do mundo, incluindo Brasil, Europa, América do Norte, América do Sul, Porto Rico, Cuba, Jamaica, Austrália, Nova Zelândia, Japão, África, Malta, Granadinas, Índia e Madagascar. Seus dentes também foram escavados em lugares enormes,por exemplo, o Rio São Francisco em Sergipe.
Fósseis do megalodonte foram encontrados em diversos continentes.

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13.804 – Nasa lança satélite para medir mudanças no gelo da Terra


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Um satélite da Nasa projetado para medir com precisão as placas de gelo, geleiras, bancos de gelo marinho e vegetação foi lançado neste sábado, da Califórnia, nos Estados Unidos. Um foguete transportando o ICESat-2 decolou da Base Aérea de Vandenberg em direção à órbita polar.
O diretor da Nasa na Divisão de Ciências da Terra, Michael Freilich, disse que a missão vai avançar no conhecimento, principalmente, de como as camadas de gelo da Groenlândia e Antártida contribuem para o aumento do nível do mar.
O ICESat-2 carrega um único instrumento, um altímetro a laser que mede a altura determinando quanto tempo fótons levam para viajar da espaçonave para a Terra e voltar. A missão sucede a original ICESat, que funcionou de 2003 a 2009. As medições continuaram desde então com instrumentos aerotransportados na Operação IceBridge.

13.795 – ☻ Mega Curiosidades – Quantas pessoas morrem e nascem no mundo?


É difícil afirmar quantas pessoas nascem e morrem no mundo diariamente. Os dados, baseados em censos mundiais e estatísticas, podem não ser exatos. Ainda assim, a ONU estima que a população mundial cresça a um ritmo de 1,2 %, isto significa que aproximadamente 211.000 pessoas nascem por dia. Isso daria uma média de quase 3 nascimentos por segundo, ou 180 por minuto.
Já em relação ao número de mortos, a Organização das Nações Unidas estima que 102 pessoas morram por minuto.
Outras curiosidades apontam que: a Índia faz 33 partos por minuto e deve ultrapassar a população da China em 2035; e nascem mais homens que mulheres, são cerca de 105 homens para cada 100 mulheres.

13.760 – Biogeografia


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É a ciência dedicada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo buscando entender os padrões de organização espacial e os processos que levaram a tais disposições biológicas. Esta ciência tem um aspecto multifacetado, englobando conhecimentos de diversas outras ciências como biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.
O tema central de estudos da biogeografia gira em torno do estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais possíveis influem no desenvolvimento da vida. Combinar as diferentes variáveis responsáveis pela ocorrência de vida e traçar uma “receita” para a existência da mesma em um determinado ambiente são os objetivos principais dos estudiosos dedicados à biogeografia.
As origens desta ciência encontram-se nos estudos de Alfred Russel Wallace no arquipélago malaio. Ele descreveu inúmeras espécies desse arquipélago e notou que a norte, em determinada área, as espécies eram relacionadas com espécies do continente asiático enquanto que, nas ilhas mais ao sul, as espécies tinham ligação com as espécies do continente australiano. Esta conclusão levou a uma posterior delimitação e mapeamento das áreas estudadas por Wallace, sendo que tais áreas receberam mais tarde a denominação de “Linha de Wallace”.
Seguindo o espírito deste estudo inicial, as diversas regiões do planeta foram sendo gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas. As principais divisões receberam o nome de “divisões biogeográficas”, a saber:
Região Paleártica: Compreende todo o continente europeu, norte da África até o deserto do Saara, o norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão.
Região Neoártica: Toda a América do Norte, indo até a fronteira sul do México.
Região Neotropical: Estende-se do centro do México até o extremo sul da América do Sul.
Região afro-tropical ou etiópica: compreende a África sub-saariana e os dois terços mais ao sul da península arábica.
Região indo-malaia: composta pelo subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia.
Região australiana: o restante mais a leste da Indonésia, ilha de Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia.
Região oceânica: as demais ilhas do oceano Pacífico.
Região antártica: correspondente ao continente e ao oceano com o mesmo nome.
Chamamos de região holártica (ou holártico) o conjunto resultante das regiões paleártica e neoártica.
A classificação acima aplica-se a seres viventes em terra firme ou seca. Em relação aos oceanos temos as “regiões biogeográficas marinhas”, que são definidas por meio das correntes oceânicas ou ainda pelas zonas climáticas, limites mais ou menos exatos para os seres vivos marinhos. Modernamente temos a definição de ecossistema marinho como a unidade de estudo dessas grandes regiões biogeográficas.