13.835 – Linguística – Quantas línguas existem ao todo?


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São 6 912 idiomas em todo o mundo, segundo o compêndio Ethnologue, considerado o maior inventário de línguas do planeta. O livro, editado desde 1951, é uma espécie de bíblia da linguística, indicando quais são as línguas em uso, onde elas são faladas e quantas pessoas usam o idioma. De acordo com os organizadores da enciclopédia, o total de línguas no planeta pode ser até maior. Estima-se que haja entre 300 e 400 línguas ainda não catalogadas em regiões do Pacífico e da Ásia. Além de somar todas as línguas que existem, o Ethnologue traz outras curiosidades na ponta da língua. Aí embaixo, a gente selecionou as mais legais.
Todas as bocas do planeta
Brasil tem 188 dos mais de 6 mil idiomas falados no mundo

NO BRASIL
Nosso país tem 188 idiomas em uso – o português (claro!), mais 187 variedades indígenas. Uma delas é o apiacá, falado por apenas dois brasileiros, e o ofaié, praticado por 11 índios do Mato Grosso do Sul. Cerca de 30 dessas línguas estão em extinção e 47 idiomas que um dia foram falados no país já desapareceram para sempre

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A MAIS FALADA
O idioma mais popular do planeta é o mandarim, o principal dialeto chinês, falado por algo em torno de 870 milhões de pessoas. Em segundo lugar aparece o hindi, a língua oficial da Índia, usado por cerca de 500 milhões de pessoas. O espanhol vem em terceiro lugar, o inglês em quarto e o nosso português em sétimo

EM EXTINÇÃO
O Ethnologue lista 497 línguas que correm o risco de desaparecer em poucas décadas. E segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) metade dos idiomas falados hoje em dia pode sumir durante o século 21, por causa do predomínio do inglês nas páginas da internet

MAIS E MENOS
O país com mais línguas no mundo é Papua Nova Guiné, onde são falados nada menos que 820 idiomas diferentes – a vizinha Indonésia é a vice-campeã, com 742 idiomas. No outro extremo, a Coréia do Norte é o único país onde só se fala uma língua. Em seguida, vem o Haiti, com dois idiomas

13.809 – Pesquisador quer construir muralha para impedir degelo da Antártida


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Conforme o aquecimento global se agrava, os pesquisadores começam a elaborar soluções cada vez mais drásticas para reduzir os impactos das mudanças climáticas na humanidade.
Michael Wolovick, pesquisador do departamento de geociências da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, tem novos planos que, segundo ele, são “plausíveis dentro das realizações humanas”.
Conforme publicou no Cryosphere, ele quer construir uma muralha nos arredores das geleiras para impedir que o gelo vire água e, assim, impeça o aumento do nível do mar. “Estamos imaginando estruturas muito simples, simplesmente pilhas de cascalho ou areia no fundo do oceano”, disse Wolovick ao The Guardian.
A função dessa barreira seria dupla. A primeira e mais óbvia é deter o deslizamento das geleiras submarina à medida que elas se desintegram nas profundezas. Mas elas também podem impedir que as águas mais quentes atinjam as bases das geleiras sob o mar, o que limitaria o degelo.
Wolovick e seus colegas pesquisadores usaram modelos de computador para verificar os prováveis ​​impactos das estruturas que eles acreditam serem necessárias, tomando como ponto de partida a geleira Thwaites na Antártida, com aproximadamente 100 km de extensão, sendo uma das maiores geleiras do mundo.
A criação de uma estrutura de colunas isoladas ou montes no fundo do mar, cada um com cerca de 300 metros de altura, exigiria entre 0,1 e 1,5 km cúbicos de material agregado. Isso tornaria tal projeto semelhante à quantidade de material escavado para formar as Palm Islands de Dubai, que levaram 0,3 quilômetros cúbicos de areia e rocha, ou o canal de Suez, que exigiu a escavação de aproximadamente um quilômetro cúbico.
Tudo isso para garantir uma probabilidade de 30% de impedir o colapso descontrolado da camada de gelo no oeste antártico, conforme sugerem os modelos. Projetos com design mais complexo chegam a 70% de chance de bloquear que metade da água quente alcance a parede de gelo, mas seriam muito mais difíceis de realizar em condições adversas como do polo sul.
As geleiras derretendo sob temperaturas crescentes nos pólos têm o potencial de descarregar grandes quantidades de água doce nos oceanos, fazendo com que o nível do mar suba mais rápido do que nos últimos milênios.
Somente a geleira de Thwaites, uma corrente de gelo do tamanho da Grã-Bretanha e provavelmente a maior fonte isolada de futuros aumentos do nível do mar, poderia provocar o derretimento de água suficiente para elevar o nível do mar global em três metros.
Os autores esperam que, ao criar seus modelos experimentais, possam fomentar pesquisas futuras sobre a engenharia necessária para realizar esses projetos, que levariam muitos anos ou décadas para construídos.
O próprio pesquisador afirma que esse tipo de projeto serve mais como um remendo, que como solução. “Quanto mais carbono emitimos, menor a probabilidade de que as camadas de gelo sobrevivam a longo prazo”, disse ele.

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13.808 – Megalodonte, o tubarão que engoliria um elefante


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Carcharocles (ou Carcharodon) megalodon (também denominado megalodonte ou tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que viveu entre 23 e 2,6 milhões de anos atrás no período Mioceno no Oceano Pacífico.
Extinta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Lamniformes
Família: Lamnidae
Género: Carcharodon ou Carcharocles
Espécie: C. megalodon
Nome binomial
Carcharodon megalodon/Carcharocles megalodon
Os dentes são em muitos aspectos similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que pode superar os 17 centímetros de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são produto de um processo de evolução convergente. Por causa de seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa “dente enorme”.
O tamanho desta criatura era entre 10 e 18 metros, com uma massa que podia chegar as 50 toneladas. Em algumas primeiras reconstituições ultrapassadas, possuíam comprimentos que podiam chegar aos 30 metros, mas sabe-se hoje que o megalodonte provavelmente não ultrapassava os 20 metros.

Em 1995, foi feita uma proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos defendem a inclusão no género Carcharocles, que inclui outras três espécies, enquanto outros mantêm a conexão com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.
Acredita-se que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sua sobrevivência, permitindo que as baleias pudessem prosperar durante o verão.
De acordo com relatos da época do Renascimento, acreditava-se que gigantescos dentes fósseis triangulares, muitas vezes encontrados incrustados em formações rochosas, pertenciam a dragões e cobras. Esta interpretação foi corrigida em 1667 pelo naturalista dinamarquês Nicolaus Steno, que os reconheceu como dentes de tubarão. Ele produziu uma famosa representação de uma cabeça de tubarão com os tais dentes. Steno descreveu suas descobertas no livro The Head of a Shark Dissected, que também continha uma ilustração de um dente de C. megalodon.

O naturalista suíço Louis Agassiz foi quem deu ao tubarão seu primeiro nome científico, Carcharodon megalodon, em 1835, em seu trabalho de pesquisa Recherches sur les poissons fossiles (“Pesquisa sobre peixes fósseis”, em tradução livre), concluído em 1843. Os dentes do megalodonte são morfologicamente semelhantes aos dentes do tubarão branco. Com base nesta observação, Agassiz categorizou a espécie dentro do gênero Carcharodon. Embora o nome científico seja C. megalodon, é muitas vezes informalmente apelidado de “tubarão-branco-gigante” ou “tubarão-monstro”.
ubarões muitas vezes empregam estratégias de caça complexas para pegar presas de grande porte. Alguns paleontólogos sugerem que as estratégias de caça do grande tubarão-branco podem oferecer pistas de como o grande megalodonte poderia ter caçado presas extraordinariamente grandes, como baleias. No entanto, a evidência fóssil sugere que C. megalodon era mais eficaz nas estratégias para capturar grandes presas em comparação com as estratégias empregadas pelo grande tubarão-branco. Os paleontólogos têm realizado um levantamento de fósseis para determinar os padrões de ataque do C. megalodon com as presas.

Durante o Plioceno, cetáceos muito grandes e avançados desapareceram. O megalodonte aparentemente era mais refinado com suas estratégias de caça para lidar com estas grandes baleias. Numerosos ossos fossilizados de nadadeiras (ou seja, segmentos das barbatanas peitorais), e vértebras caudais de grandes baleias do Plioceno foram encontradas com marcas de mordida que foram causados ​​por ataques de megalodonte. Esta evidência paleontológica sugere que o megalodonte tentava imobilizar uma grande baleia rasgando ou mordendo suas estruturas de propulsão antes de matar e se alimentar dela.
Os megalodontes jovens não eram grandes o bastante para atacar baleias. Os dentes dos jovens eram geralmente encontrados em águas rasas, sugerindo que estes grandes tubarões viviam perto das costas. E com isso eles provavelmente deveriam ter caçado peixes de grande porte e pequenos mamíferos, como o Odobenocetops.
C. megalodon é representado no registro fóssil principalmente pelos seus dentes e centra vertebral. Como acontece com todos os outros tubarões, seu esqueleto era formado por cartilagem em vez de ossos propriamente ditos.

Os fósseis mais comuns de megalodontes são seus dentes. Seus dentes têm: forma triangular, estrutura robusta, são de grande porte, serrilha boa e são em forma de V. Os dentes deste tubarão podem medir mais de 180mm de altura (ou comprimento, quando inclinado na diagonal) e são maiores do que os de qualquer outra espécie de tubarão conhecida.

Os fósseis de C. megalodon foram escavados em muitos lugares do mundo, incluindo Brasil, Europa, América do Norte, América do Sul, Porto Rico, Cuba, Jamaica, Austrália, Nova Zelândia, Japão, África, Malta, Granadinas, Índia e Madagascar. Seus dentes também foram escavados em lugares enormes,por exemplo, o Rio São Francisco em Sergipe.
Fósseis do megalodonte foram encontrados em diversos continentes.

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13.804 – Nasa lança satélite para medir mudanças no gelo da Terra


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Um satélite da Nasa projetado para medir com precisão as placas de gelo, geleiras, bancos de gelo marinho e vegetação foi lançado neste sábado, da Califórnia, nos Estados Unidos. Um foguete transportando o ICESat-2 decolou da Base Aérea de Vandenberg em direção à órbita polar.
O diretor da Nasa na Divisão de Ciências da Terra, Michael Freilich, disse que a missão vai avançar no conhecimento, principalmente, de como as camadas de gelo da Groenlândia e Antártida contribuem para o aumento do nível do mar.
O ICESat-2 carrega um único instrumento, um altímetro a laser que mede a altura determinando quanto tempo fótons levam para viajar da espaçonave para a Terra e voltar. A missão sucede a original ICESat, que funcionou de 2003 a 2009. As medições continuaram desde então com instrumentos aerotransportados na Operação IceBridge.

13.795 – ☻ Mega Curiosidades – Quantas pessoas morrem e nascem no mundo?


É difícil afirmar quantas pessoas nascem e morrem no mundo diariamente. Os dados, baseados em censos mundiais e estatísticas, podem não ser exatos. Ainda assim, a ONU estima que a população mundial cresça a um ritmo de 1,2 %, isto significa que aproximadamente 211.000 pessoas nascem por dia. Isso daria uma média de quase 3 nascimentos por segundo, ou 180 por minuto.
Já em relação ao número de mortos, a Organização das Nações Unidas estima que 102 pessoas morram por minuto.
Outras curiosidades apontam que: a Índia faz 33 partos por minuto e deve ultrapassar a população da China em 2035; e nascem mais homens que mulheres, são cerca de 105 homens para cada 100 mulheres.

13.760 – Biogeografia


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É a ciência dedicada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo buscando entender os padrões de organização espacial e os processos que levaram a tais disposições biológicas. Esta ciência tem um aspecto multifacetado, englobando conhecimentos de diversas outras ciências como biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.
O tema central de estudos da biogeografia gira em torno do estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais possíveis influem no desenvolvimento da vida. Combinar as diferentes variáveis responsáveis pela ocorrência de vida e traçar uma “receita” para a existência da mesma em um determinado ambiente são os objetivos principais dos estudiosos dedicados à biogeografia.
As origens desta ciência encontram-se nos estudos de Alfred Russel Wallace no arquipélago malaio. Ele descreveu inúmeras espécies desse arquipélago e notou que a norte, em determinada área, as espécies eram relacionadas com espécies do continente asiático enquanto que, nas ilhas mais ao sul, as espécies tinham ligação com as espécies do continente australiano. Esta conclusão levou a uma posterior delimitação e mapeamento das áreas estudadas por Wallace, sendo que tais áreas receberam mais tarde a denominação de “Linha de Wallace”.
Seguindo o espírito deste estudo inicial, as diversas regiões do planeta foram sendo gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas. As principais divisões receberam o nome de “divisões biogeográficas”, a saber:
Região Paleártica: Compreende todo o continente europeu, norte da África até o deserto do Saara, o norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão.
Região Neoártica: Toda a América do Norte, indo até a fronteira sul do México.
Região Neotropical: Estende-se do centro do México até o extremo sul da América do Sul.
Região afro-tropical ou etiópica: compreende a África sub-saariana e os dois terços mais ao sul da península arábica.
Região indo-malaia: composta pelo subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia.
Região australiana: o restante mais a leste da Indonésia, ilha de Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia.
Região oceânica: as demais ilhas do oceano Pacífico.
Região antártica: correspondente ao continente e ao oceano com o mesmo nome.
Chamamos de região holártica (ou holártico) o conjunto resultante das regiões paleártica e neoártica.
A classificação acima aplica-se a seres viventes em terra firme ou seca. Em relação aos oceanos temos as “regiões biogeográficas marinhas”, que são definidas por meio das correntes oceânicas ou ainda pelas zonas climáticas, limites mais ou menos exatos para os seres vivos marinhos. Modernamente temos a definição de ecossistema marinho como a unidade de estudo dessas grandes regiões biogeográficas.

13.756 – Mega Tour – Península de Maraú – Bahia


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É difícil de chegar na Península de Maraú. Os guardas de Florença jamais encontrariam Romeu e Julieta por lá. A não ser que eles tenham quadriciclos motorizados. Este é um dos meios de transporte mais comuns da península, já que as ruas não são pavimentadas, e vocês poderão rodar abraçadinhos. A natureza está quase totalmente intocada nessa região e o destaque não são só as praias, mas as piscinas naturais de água quentinha, melhor que qualquer jacuzzi. Na mais famosa delas, a de Taipu de Fora, vocês poderão nadar ao lado dos peixes. Para terminar o dia, que tal ver o pôr do sol do alto do Morro do Farol?
Kiaroa Eco-Luxury Resort tem até prêmio quando o assunto é preservação: este hotel está entre os 25 mais sustentáveis do mundo. Além disso, oferece recepção VIP no Aeroporto Internacional de Salvador, o que resolve na hora a dificuldade em acessar a península. Nas acomodações, alguns pequenos luxos que fazem a diferença: piscina com borda infinita, travesseiros de plumas de ganso e produtos de banho L’Occitane e Bulgari.
Maraú é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua população estimada em 2013 era de 21 016 habitantes.
A cidade, inicialmente chamada de Mayrahú, tem sua origem numa aldeia indígena denominada Mayra. Foi descoberta em 1705 por frades capuchinhos italianos que lhe deram o nome de São Sebastião de Mayrahú. Em 1717, foi elevada a freguesia, e, em 1761, a vila e sede de concelho. Em 1938, tornou-se cidade.
Os padroeiros do município são São Sebastião e Nossa Senhora da Conceição do Cambuízo, que têm, como data festiva, 20 de janeiro e 8 de dezembro, respectivamente.
Com uma cultura riquíssima e quase totalmente preservada, essa cidade atrai cada vez mais turistas de todas as partes do mundo.
Chamada pela mídia de “Polinésia Baiana” devido à sua rara beleza e transparência de suas águas, Maraú possui belíssimas praias distribuídas entre seus vários povoados, além de dezenas de ilhas, cachoeiras, manguezais e quilômetros de Mata Atlântica totalmente preservados. Seus povoados costeiros mais conhecidos são: Barra Grande, Saquaíra, Taipus de Fora e Algodões. Maraú faz parte da Costa do Dendê, uma das regiões mais belas da Bahia. Lá, também, fica localizada a terceira maior baía do país, a Baía de Camamu, onde desagua o rio Maraú. Recentemente, a Península de Maraú começou a ser descoberta por baianos e turistas. Os moradores mais antigos contam que Maraú já foi visitada até pelo escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”, que teria permanecido no povoado o tempo suficiente para ali manter uma residência.
A importância da cidade de Maraú em séculos passados se revela hoje nos prédios de arquitetura antiga, inclusive alguns com características de estilo e gosto portugueses do século XVIII.
Do mirante na cidade alta, consegue-se uma bela vista do estuário de Maraú e da cidade baixa, podendo-se observar a ampla área de feira e as embarcações no atracadouro. O coco, a piaçava e a madeira são os principais materiais para a confecção do artesanato da região. No município, também são cultivados seringueira, dendê (introduzido em fins do século XIX), cravo-da-índia, pupunha, cacau, guaraná e pimenta-do-reino. Uma feira livre movimenta a cidade aos sábados e a pesca é importante fonte de renda para a cidade.
iscinas naturais e praias quase desertas fazem da Península de Maraú (BA) um refúgio imperdível
A Península de Maraú fica na Costa do Dendê, ao sul da Bahia, entre Morro de São Paulo e Itacaré. Só pela referência aos dois paraísos naturais vizinhos já é possível imaginar a riqueza das paisagens e ecossistemas da região.
São mais de 40 km de praias praticamente desertas o ano todo. Mesmo no verão, quando as pousadas ficam lotadas, as praias parecem vazias porque os turistas se dispersam pela vasta costa coberta de coqueirais.
Na maré baixa formam-se dezenas de piscinas naturais, lotadas de peixes, que surgem entre labirintos de arrecifes. Aliás, é importante consultar diariamente a tábua de marés porque as paisagens são capazes de se transformar completamente com as mudanças da lua e das marés.
A praia de Taipu de Fora é considerada uma das mais belas do Brasil porque tem uma piscina natural de um quilômetro de extensão com peixes de todas as cores. No verão, são feitos mergulhos com lanternas para observar a fauna marinha noturna. Já no inverno, as chuvas são mais freqüentes, mas os passeios acontecem normalmente e os períodos de lua nova e lua cheia, quando a maré está seca, são ideais para o mergulho.
Barra Grande é a maior vila da península e ainda preserva a simplicidade caiçara, apesar de abrigar as principais pousadas, bares e restaurantes da região.
Em quase todas as praias há pousadas com veículos 4×4, lanchas, catamarãs e bom atendimento, que organizam passeios para toda a região. Um dos mais conhecidos é feito de barco pelas ilhas da península. Ao chegar na ilha do Sapinho para o almoço, a melhor pedida é o guaiamum, um caranguejo azul catado na hora. Outro passeio famoso é para a bela cachoeira do Tremembé, a única no Brasil que deságua no mar. O barco chega tão perto da queda que é possível tocá-la antes de desembarcar.

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13.712 – Mega Memória – Derrubado o muro de Berlim e o da Ignorância


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História da queda do muro de Berlim
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim, foi dividida em quatro áreas. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética passaram a comandar e administrar cada uma destas regiões.

As duas Alemanhas
No ano de 1949, os países capitalistas (Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) fizeram um acordo para integrar suas áreas à República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental). O setor soviético, Berlim Oriental, passou a ser integrado a República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental), seguindo o sistema socialista, pró-soviético.

A construção do muro
Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade.
O muro, que começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.

A Queda do muro
Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha.

13.654 – Geografia – Estudo mostra que o deserto do Saara está aumentando


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Não é segredo que o aumento da temperatura causado pela emissão de carbono na atmosfera está derretendo o gelo polar, porém, o que pouca gente sabe é que isso também está causando um aumento na extensão dos desertos. O mais afetado até o momento é o Saara. Um estudo publicado no início de abril, por cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, mostra que desde 1920 o alcance da areia do maior deserto do mundo cresceu em cerca de 10% sobre outros biomas.
O valor é resultado de uma média nas medições de precipitação anual da água em todo o continente africano entre 1920 e 2013. A expansão foi ainda mais longe quando os autores do estudo analisaram as tendências sazonais. Em relação ao verão de quase um século atrás, hoje, o Saara está 16% maior.
Contudo, a culpa de tal fenômeno não é uma surpresa. A atividade humana é a principal responsável por alterar o comportamento do deserto, e segundo o estudo, os dados preliminares mostram que o efeito também está ocorrendo em outros desertos. “As causas são as alterações climáticas e a culpa é do homem. Se esse efeito irá continuar só depende de quais medidas serão tomadas para reverter o clima que estamos esquentando com os gases de efeito estufa”, afirma a climatologista que participou do estudo, Natalie Thomas.

Os resultados mostram as implicações para o futuro do Saara, bem como o que pode ocorrer com outros desertos subtropicais ao redor do mundo. A transformação de solos cultiváveis, ricos em vegetação e vida animal em desertos pode ser irreversível. Também, em um futuro próximo, tempestades de areia podem deixar de ser um fenômeno que ocorre quase exclusivamente no norte da África.

13.633 – Planeta Terra, a Biosfera Perfeita


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Os ecossistemas são sistemas dinâmicos resultantes da interdependência entre os fatores físicos do meio ambiente e os seres vivos que o habitam. Os nutrientes, a água, o ar, os gases, a energia disponível e as substâncias orgânicas e inorgânicas num ambiente constituem a parte abiótica (não viva) de um ecossistema. O conjunto de seres vivos é chamado de biota e é composto de três categorias de organismos: as plantas, os animais e os decompositores – microrganismos que decompõem plantas e animais e os transformam em componentes simples, reciclados.
Uma floresta, um rio, um lago ou um simples jardim são exemplos de ecossistemas. Eles se misturam e interagem. Os ecossistemas podem, também, ser subdivididos em pequenas unidades bióticas, conhecidas como comunidades biológicas. Elas são formadas por duas ou mais populações de espécies que interagem e são interdependentes – como o conjunto da fora e da fauna de um lago.
Já o termo habitat se refere a um ambiente ou ecossistema que oferece condições especialmente favoráveis à sobrevivência de certa espécie. Por exemplo, o cerrado é o habitat do lobo-guará. Um ecossistema pode ser o habitat de diversas espécies para as quais oferece alimento, água, abrigo, entre outras condições essenciais à reprodução da vida.

Biomas
Os grandes conjuntos relativamente homogêneos de ecossistemas são chamados de biomas. O termo bioma designa as comunidades de organismos estáveis, desenvolvidas e bem adaptadas às condições ambientais de uma grande região – pense na Floresta Amazônica ou na tundra ártica. Na Geografia, o estudo dos biomas tem como um dos focos principais a vegetação, elemento que se destaca na paisagem.

Biosfera
A biosfera ou “esfera da vida” é o conjunto de todos os biomas do planeta. Ela faz referência a todas as formas de vida da Terra em escala global – dos reinos monera, protista, animal, vegetal e dos fungos – em conjunto com os fatores não vivos que as sustentam. A biosfera abrange desde as profundezas dos oceanos, que atingem cerca de 11 mil metros, até o limite da troposfera, camada inferior da atmosfera, que atinge uma altitude de cerca de 12 mil metros. Entre os seres vivos, os humanos são os que possuem a maior capacidade de intervenção (positiva e negativa) no equilíbrio das diversas formas de vida que constituem a biosfera.

O QUE ISSO TEM A VER COM BIOLOGIA
Veja abaixo uma descrição resumida dos cinco reinos da natureza:
Reino Monera: organismos unicelulares procariontes, como bactérias e cianobactérias
Reino Protista: seres unicelulares eucariontes, como algas, protozoários e amebas
Reino dos Fungos: seres eucariontes, unicelulares e pluricelulares, como mofos, bolores, cogumelos e leveduras
Reino Vegetal: seres pluricelulares autótrofos, com células revestidas de uma parede de celulose, como briófitas (musgos), pteridófitas (samambaias), gimnospermas (pinheiros) e angiospermas (plantas com flores e frutos)
Reino Animal: organismos pluricelulares e heterótrofos, que inclui os vertebrados (um subfilo dos cordados, que abrange animais com esqueleto interno, coluna vertebral, cérebro e medula espinhal) e os invertebrados (animais sem coluna vertebral nem cérebro)
Biodiversidade
O termo biodiversidade abarca toda a variedade das formas de vida (animais, vegetais e microrganismos), espécies e ecossistemas, em uma região ou em todo o planeta. É uma riqueza tão grande que se ignora o número de espécies vegetais e animais existentes no mundo. A estimativa é de que haja cerca de 14 milhões, mas até agora somente 1,7 milhão foi classificado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A biodiversidade garante o equilíbrio dos ecossistemas e, por tabela, do planeta todo. Por isso, qualquer dano provocado a ela não afeta somente as espécies que habitam determinado local, mas toda uma fina rede de relações entre os seres e o meio em que vivem.
A principal ameaça à biodiversidade do planeta é justamente a ação humana. De acordo a World Wildlife Fund, uma das ONGs ambientalistas mais ativas no mundo, em menos de 40 anos o planeta perdeu 30% de sua biodiversidade, sendo que os países tropicais tiveram uma queda de 60% nesse período.
PEGADA ECOLÓGICA
Segundo a organização não governamental World Wildlife Fund, o homem está consumindo 30% a mais dos recursos naturais que a Terra pode oferecer. Se continuarmos nesse ritmo predatório de exploração dos recursos naturais, em 2030 a demanda atingirá os 100%, ou seja, precisaremos de dois planetas para sustentar o mundo.
A pressão das atividades humanas sobre os ecossistemas é medida pela pegada ecológica. Ela nos mostra se o nosso estilo de vida está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer seus recursos naturais, de renová-los e de absorver os resíduos produzidos pela atividade humana.
O índice, apresentado em hectares globais, representa a superfície ocupada por terras cultivadas, pastagens, florestas, áreas de pesca ou edificadas. Em tese, a sustentabilidade do planeta estaria garantida se cada pessoa no mundo utilizasse 1,8 hectare de área (quase dois campos de futebol). O problema é que essa média é de cerca de 2,7 hectares. Nos países desenvolvidos, esse número é ainda maior – o índice dos Estados Unidos, por exemplo, é de 8 hectares por pessoa. O Brasil apresenta um índice um pouco maior que a média mundial: 2,6.

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13.574 – Mega Sampa – Vamos ás compras na rua Rua José Paulino


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A rua José Paulino, antiga rua dos Imigrantes, está localizada no bairro do Bom Retiro, região central da cidade de São Paulo, no Brasil. A rua é célebre por atrair “sacoleiros” de todo o Brasil que vão ao Bom Retiro em busca das inúmeras lojas de vestuário feminino, em grande parte comandadas por imigrantes coreanos. A rua foi o lugar de fundação do Sport Club Corinthians Paulista em setembro de 1910.
Bom Retiro é um dos bairros do distrito do Bom Retiro, na região central da cidade de São Paulo.
É conhecido pelo seu comércio, por ser o local onde foi fundado o Sport Club Corinthians Paulista e por ser o bairro da torcida organizada e escola de samba Gaviões da Fiel. É também onde se localiza a escola de samba Tom Maior.
Seu nome se origina da “Chácara do Bom Retiro”, uma das destinadas ao recreio das famílias ricas nos idos do século XIX, dentre elas a do marquês de Três Rios, Joaquim Egídio de Sousa Aranha, abastado fazendeiro campineiro, que por três vezes foi presidente da Província de São Paulo, onde ficava o Solar do Marquês, mais tarde sede da Escola Politécnica da USP, onde se hospedou a família imperial. No bairro resta o nome da Rua Três Rios. O Bom Retiro abrigou também o primeiro prédio no Brasil destinado à instalação de uma linha de montagem de automóveis, com a inauguração da fábrica da Ford do Brasil na Rua Solon em 1921. Esse prédio, que ainda existe, foi a sede da filial brasileira da Ford até 1953, quando esta mudou-se para uma fábrica maior (que foi recentemente demolida), no bairro de Vila Prudente.
No bairro situa-se a sede da escola de samba e torcida organizada Gaviões da Fiel, um campus da FATEC e o Museu de Arte Sacra de São Paulo.
O Bom Retiro é relativamente extenso e limita-se com os bairros de Santana, Ponte Grande, Ponte Pequena, Canindé, Pari, Luz e Campos Elísios.
Possui três estações de metrô: Luz,Tiradentes e Armênia.
Passam pelo bairro vias largas e movimentadas como: Avenida Tiradentes, Avenida do Estado e Avenida Santos Dumont.
Outros importantes logradouros são: Rua João Teodoro, Rua Ribeiro de Lima, Rua Três Rios e Rua José Paulino – esta última, importante reduto de comércio de roupas.
Trata-se de um bairro multicultural, com pessoas de diversas origens, principalmente italianas, judaicas, gregas, coreanas e, mais recentemente, bolivianas.
Cerca de 70% do comércio local é administrado pelos coreanos. Boa parte do comércio se modernizou e hoje exibe vitrines dignas de figurar em endereços de alto padrão.

museu de arte sacra

13.559 – Nordeste sertanejo: a região semi-árida mais povoada do mundo


semi arido Brasil
Fragmentos de Leitura – diversos autores

SEM QUE SE TENHA conhecimento de significativo número de regiões áridas e semi-áridas do mundo é extremamente difícil entender os atributos climáticos, fitogeográficos e antrópicos do Nordeste seco. Parte dessa questão foi resolvida pela contribuição ocasional do grande mestre francês Jean Dresch, um dos participantes da excursão realizada aos sertões semi-áridos por ocasião do Congresso Internacional de Geografia, ocorrido no Rio de Janeiro em agosto de 1956.
Dresch, grande conhecedor do Sahara – após percorrer trechos dos chamados altos dos sertões de Pernambuco e da Paraíba -, segredou aos seus colegas brasileiros uma observação comparativa que consideramos essencial. Afirmou que, nos poucos dias em que tivera contato com os espaços geográficos do Nordeste seco, pudera cotejar os atributos da região das caatingas com os fatos que estudara exaustivamente no deserto do Sahara. E, que meditando nessa direção, podia afiançar que o Nordeste interior não tinha “nada de deserto” na sua conjuntura fisiográfica e ecológica. Relatava inicialmente – aos seus guias de excursão – que, ao contrário do que acontecia nos mega-espaços saharianos, nos sertões nordestinos existia gente por todos os cantos e locais imagináveis. Nesse sentido, baseado nas diferentes regiões áridas que conhecia, podia afiançar que o Nordeste seco era a região semi-árida mais povoada do mundo. Por essa mesma razão era o espaço que, em função de sua inegável rusticidade, apresentava os maiores problemas e dramas para o homem-habitante e suas famílias.

Para reforçar sua assertiva de que os sertões secos em nada poderiam ser comparáveis aos grandes espaços áridos, Dresch lembrou que, no Sahara, apenas nos oásis – muito distantes uns dos outros – existiam comunidades residentes sedentárias: viventes em espaços exíguos, por entre ruelas e moradias de tipo casbah. Dependiam de atividades artesanais e comerciais, pela troca e venda em feiras labirínticas, além da produção reduzida de alimentos nos pomares do pequeno oásis, enquanto caravanas transportadoras de mercadorias produzidas em terras distantes percorriam rotas imensas, levando produtos essenciais para os contidos habitantes ilhados por entre enormes campos de dunas e espaços rochosos ou pedregosos, balizados por raros restos de montanhas.
Nos sertões do Nordeste há povoamento ao longo de rios que nascem em maciços cristalinos ou bordos de escarpas sedimentares, mas sempre chegam ao mar, a despeito de terem seu fluxo d’água cortado por cinco a sete meses (rios intermitentes sazonários, extensivamente exorréicos). Existem sertanejos vivendo em diferentes posições nas vertentes e altos das colinas, gente habitando os sopés de maciços, serras úmidas e cimeiras de chapadas e setores de planaltos cristalinos.
Em contrapartida, porém, o Nordeste seco é a região geográfica de estrutura agrária mais rígida e anti-social das Américas, do que resulta que a capacidade de suporte populacional dessa região tem de ser avaliada por critérios mais amplos e aprofundados, envolvendo tanto atributos endógenos e controles exógenos, quanto eventuais fatores extrógenos que interferem no destino dos homens e comunidades regionais.
Em estudo realizado sobre o Impacto da seca no sertão de Sergipe (Brasil), relativo às conseqüências da forte estiagem do período de 1981-1984, os geógrafos José Augusto Andrade e Raymond Pébayle produziram um excelente trabalho documentário altamente significativo. Na seqüência, serão reproduzidos fragmentos de leitura desse estudo, entre outros, por nós coletados.

Aziz Ab’Sáber
Fragmentos
“Em outubro de 1984, cinco meses apenas após o fim do período seco, as pastagens estavam verdes, os milharais se multiplicavam e os poços quase cheios. (…) À exceção das terras do município de Canindé de São Francisco, o espaço semi-árido do estado de Sergipe não é tão rústico quanto aquele do oeste de Pernambuco ou do Sertão de Canudos no estado da Bahia. A isoieta de 700 mm o distingue grosseiramente do Agreste, onde ocorrem terras menos quentes e mais úmidas. (…) Em 1980, as devastações da caatinga e as expulsões dos posseiros foi bastante forte. O ritmo das aquisições de terras pelos não-residentes de origem não identificada, nesse ano, atingiu 38% das terras colocadas à venda em alguns municípios do sertão sergipano: Carira, Monte Alegre e Poço Redondo. (…) As pesquisas de 1984, para entender ainda os impactos da fome para os mais despossuídos, nos revelaram qual foi a trajetória das estratégias de sobrevivência. Uma seqüência de comportamentos dramáticos parece se repetir um pouco por toda parte, pela busca desesperada de alimentos e água, que se compra a preço de ouro. Em seguida se fazem as primeiras vendas de gado, sobretudo do não-leiteiro, sem qualquer discriminação. Enfim, vende-se a terra e parte-se. Nesse último caso, ninguém ignora a terrível sentença emanada dos anos secos no sertão: ‘quem vende a terra na seca, não a compra mais’.”

[José Augusto Andrade & Raymond Pébayle
.L’impact de la sécheresse dans le Sertão de Sergipe (Brésil).
Extraído do livro de Bernard Bret (coord.)
Les hommes face aux sécheresses, 1989]

“No campo do Passarinho, além de Perizes de Cima (norte do Maranhão), um pesquisador, olhando para uma árvore, perguntou a um caboclo que por ali passava: ‘a madeira dessa pequena árvore é dura?’ E a resposta veio nos seguintes termos: ‘o cerne desse lenho é resistente’. Falou bonito o caboclo maranhense.”

[Transcrição do organizador]

“No alto ressequido e plaino de uma serra dos Gerais, no centro da Bahia, um motorista meninote dirigia um jeep, transportando o engenheiro de minas para a distante cidade mais próxima. De repente, viu uma tora de madeira atravessada no leito da estrada de terra batida. O passageiro não viu nada, até que o prevenido chofer entrou pelo entremeio dos arbustos secos, numa carreira desenfreada. De longe, veio um tiro de espingarda, dirigido para matar o jovem motorista. Assim, os dois passageiros se safaram da maldita emboscada. E o menino falou: ‘viu, sou mais esperto do que esse cangaceiro’. Só então o engenheiro geólogo compreendeu que ainda existiam resíduos solitários de cangaço entre a região de sua mina e a distante cidade do sertão. Que medo. Que lição!”

[Anônimo]
“E a velhinha simpática saiu da barraca coberta de plástico preto, no meio do calor radiante, mostrou aos forasteiros visitantes um prato raso com alguns minúsculos peixinhos mergulhados em água com sal e disse, circundada por crianças alvoroçadas: ‘estão vendo esses peixinhos, que chamamos de peixes da pedra? Eles foram pegos na laminha derradeira de uma lagoínha, d’onde a água já se foi. Não importa: o certo é que com eles vou fazer o banquete das crianças amanhã’. Eram tantas as crianças em volta, que se o forasteiro soubesse chorar, choraria.”

[Anônimo]
“Um jovem pesquisador, cruzando os sertões do Médio e Baixo Jaguaribe (Ceará), botou reparo nas cercas de taquara trançada, dispostas em posição transversal ao eixo do leito seco dos rios. O jovem universitário se perguntava sobre as razões que levaram os sertanejos a construir aquelas rústicas cercas que sincopavam setores dos rios sem água. Ao interrogar um ribeirinho astuto sobre a razão de ser das cercas transversais, obteve resposta imediata: ‘somos nós que pressionamos os fazendeiros pecuaristas para construir tais cercas no momento em que as águas perdem correnteza, a fim de que o gado não venha a comer as plantações que fazemos todo ano, na vazante do leito do rio. Um político que reforçou nossas pretensões foi eleito prefeito de Russas’. E assim ficou esclarecido, para sempre, a razão de ser das cercas transversais aos rios secos dos sertões. E o pesquisador, encantado com a beleza exemplar das culturas de vazante no leito do rio, perguntou ao ribeirinho que parecia o dono das plantações: ‘são seus esses lindos leirões produtivos, aí no leito do rio?’ A resposta veio direta e longa: ‘sim, são meus. Mas não sei por quanto tempo continuarei produzindo assim. Porque, se soltarem muita água do açude para beneficiar os fazendeiros da beira alta, eu vou perder todo o trabalho. A única terra que pobre tem para cultivar é o leito do rio que secou. Mas, nós, não temos força para garantir a produção de alimentos no único espaço que restou para o povo: o leito seco dos rios, onde existe muita água entranhada embaixo das areias’. Frente àquele magnífico exemplo de verdadeira horticultura do vale do Jaguaribe, o pesquisador entendeu logo que a idéia de progresso estava sempre voltada para poucos. Não para o povo. Atenção tecnocratas inconseqüentes! (…) O pesquisador perguntou à senhora envelhecida, rodeada de filhos emudecidos: ‘como é a vida da gente aqui no vilarejo?’ E a resposta veio rápida, com simplicidade: ‘a situação não pode ser boa. Sou viúva. Os filhos mais homens já se foram em busca de trabalho. Fiquei só com os cinco menores’. E, olhando para as estreitas cercas e cercados, de taquaras fincadas, completou: ‘nossa salvação são as cabras do quintal, que dão leite para as crianças. Quando se mata um bode, guardamos a carne no varal de cima do fogão, para que ela dure muito tempo. Por tudo isso não me acanho de pedir um ajutório a vocês!”

[Transcrição do organizador]

“Um dia, alguns pesquisadores em plena atividade de campo pediram pouso em uma fazenda comunitária, perdida em um remoto sertão do interior baiano. E a resposta veio rápida e sincera, por parte da dona da casa: ‘eu vou lhes dar abrigo, porque também tenho filho no mundo’.”

[A.N.Ab’Sáber]

“No final do século passado e início deste, os nossos antepassados viram na açudagem a única salvação possível e muito fizeram nesse sentido. O açude público Epitácio Pessoa, ex-Boqueirão, é exemplo desse fato. (…) Na década de 50 lutávamos pelo desenvolvimento do Nordeste pedindo estradas, o que conseguimos com o Plano Rodoviário Nacional. Não faltam estradas no Cariri paraibano, bem como em todo o Nordeste. (…) Na década de 60 dissemos que só conseguiríamos nos desenvolver se tivéssemos energia elétrica. Vieram as hidrelétricas e com elas as torres metálicas, os linhões e os cabos conduzindo a energia elétrica que hoje atinge todos os recantos do Nordeste e, naturalmente, o Cariri paraibano. (…) A prioridade dos anos 90 tem sido a água doce. Só conseguiremos o desenvolvimento sustentado se resolvermos o problema de suprimento de água doce da região. (…) Não podemos perder mais essa corrida, a da água doce, pois produzir, importar e reutilizar a água doce que necessitamos é mais do que uma questão de sobrevivência, é mesmo existencial.”

[Escritos de João Ferreira Filho
João Pessoa, PB, 12 de setembro de 1996]

“O sertão de Canudos é um índice sumariando a fisiografia dos sertões do Norte. Resume-os, enfeixa os seus aspectos predominantes numa escala reduzida. É-lhes de algum modo uma zona central comum. (…) As secas de 1710-1711, 1723-1727, 1736-1737, 1744-1745, 1777-1778, do século XVIII, se justapõem às de 1808-1809, 1824-1825, 1835-1837, 1844-1845, 1870, do atual. (…) Observa-se, então, uma cadência raro perturbada na marcha do flagelo, intercortada de intervalos pouco díspares entre 9 e 12 anos, e sucedendo-se de maneira a permitir previsões seguras sobre sua erupção.”

[Euclydes da Cunha: Os sertões, 1902]

“Descansamos uma tarde em casa do poeta popular Cordeiro Manso. Pernoitamos depois junto a um açude lamacento, onde patos nadavam. (…) Outras estações fugiram da memória. José Leonardo e Antônio Vale despediram-se – e com eles o sertão desapareceu. Xiquexiques e mandacarus foram substituídos por uma vegetação densa e muito verde; nos caminhos escuros os chocalhos calaram-se; surgiram regatos, cresceram, transformando-se em rios e atrasaram a marcha. (…) Tinham-se sumido os grandes espaços alvacentos, de areia e cascalho, despovoados, o mato franzino, bancos de macambira, cercas de pedra, chiqueiros e currais, dias luminosos riscados pelo vôo das arribações. Veredas subiam, desciam, torciam-se, e à beira delas arrumavam-se casas, jardins, hortas. Os transeuntes não se vestiam de couro. Em qualquer ponto, achava-me em um buraco entre morros. Água abundante e ruidosa, capinzais imensos, manhãs nevoentas. (…) Constrangi-me no ambiente novo, perdi hábitos e ganhei hábitos.”

[Graciliano Ramos: Infância]

“Consideramos a caatinga como denominação geral da vegetação das áreas semi-áridas do Nordeste, com exclusão das poucas intromissões do cerrado. Segundo este conceito, a caatinga subdivide-se em agreste e sertão e este em carrasco, carimataú, cariri, seridó, e outros tipos vegetacionais ainda menos precisos e incertos. (…) No estudo de uma área a percepção inicial é a de uniformidade generalizada, mas à medida em que o estudioso se aprofunda em suas observações, vai percebendo diferenciações sempre muito precisas em áreas sempre mais reduzidas.”

[Vasconcelos Sobrinho:
As regiões naturais do Nordeste, o meio e a civilização. Recife, Condepe, 1970]

“Uma seca pode-se fazer calamitosa no Ceará, no oeste do Rio Grande do Norte e nos sertões ocidentais da Paraíba sem que nas demais áreas do Nordeste ocidental seus efeitos alcancem o mesmo grau. (…) Os relatos acerca da famosa estiagem de 1877 que passou à crônica histórica como ‘seca do Ceará’ documentam claramente esse processo de crescente angústia que começa, num ano, com a escassez das precipitações no tempo próprio e se resolve em calamidade declarada quando, no verão-outono imediato, perdem-se de todas as esperanças; porque, nesse caso, só em dezembro do terceiro ano haverá outras possibilidades de ‘inverno’.”

[Gilberto Ozório de Andrade e Rachel Caldas Lins:
Os climas do Nordeste, 1971]

“As primeiras chuvas, chamadas do caju, são esperadas em dezembro. Elas transformam o sertão; se faltam, ainda há esperanças de chuva em fevereiro ou março; são as chuvas de Santa Luzia, do equinócio. Se faltam estas, não há mais esperanças e, pouco a pouco, esgotam-se os recursos; o gado ainda devora as últimas ‘ramas’, mas secos os rios e as cacimbas, é forçoso emigrar. Os retirantes se aglomeram nas cidades do litoral. As perdas de vida são, às vezes, avultadas; as perdas de gado são sempre consideráveis.”

[C. M. Delgado de Carvalho]

“Lançada sobre o quadro geográfico dos campos pobres e das caatingas do São Francisco, a expansão da gadaria só poderia se fazer na escala de imensas distâncias. (…) Se é verdade que o São Francisco no fundo de sua calha hidrográfica iria se tornar um ‘condensador de gentes’, numa avenida interior de povoamento, é nítido que esse adensamento longitudinal de população seria devido à atração que a água exerce sobre o homem e sobre o gado no tablado geográfico dos campos gerais e das caatingas secas.”

[Lucas Lopes: O vale do São Francisco.
Ministério da Viação de Obras Públicas, Serviço de Documentação]

“Na estação seca, isto é, de maio a janeiro, os ventos regulares se elevam e em sua marcha, de 100 a 120 km por hora, encadeiam e arrastam todos os vapores aquosos e deixam o Ceará na mais límpida e serena calmaria.”

[M.A. de Macedo: Observações sobre as secas no Ceará.
Rio de Janeiro, Typ. Nacional, 1878]

“Esta lida salutar da natureza principia, no Ceará, com as chuvas de outubro, chamadas ‘chuvas do caju’, as quais os aborígenes designam pelo nome de pyraoba; isto é, chuvas brandas, precursora da abundância pelo enverdecimento, vestidura, florescência e frutificação dos vegetais. (…) A estação das chuvas, anunciadas pelas ‘chuvas do caju’, principia em janeiro e termina em maio. Nesse tempo os ventos regulares, que giram constantemente d’este a oeste paralelos ao Equador e em suas vizinhanças, parecem abaixar-se e diminuir a rapidez de sua marcha ordinária. Então aparecem os ventos irregulares e variáveis, que importam vapores aquosos do oceano e os incorporam aos que se desprendem dos ventos constantes ou ‘geraes’, como vulgarmente os chamam. (…) A ‘indústria da seca’ existe e continua sendo um formidável fomento dos crescentes interesses conservadores da região: sua condição básica de existência é dada pela criação de mecanismos que asseguram a destinação de um fluxo contínuo de capital, sob a forma dinheiro, para alimentar a execução de programas dados como capazes de solucionarem os problemas da seca, mas que se sabe de antemão não serem eficientes. (…) Os flagelados entram nos esquemas estratégicos das políticas anti-seca, mais como elementos que legitimam a assistência de um estado de calamidade pública, do que como beneficiários efetivos das medidas concebidas e postas em prática em seu nome.”

[Otamar de Carvalho: A economia política do Nordeste:
secas, irrigação e desenvolvimento. Brasília, Campus, 1988]

“Existe uma estreita relação entre a limitação de águas e o baixo desempenho da produção agrícola. Atualmente a irrigação constitui a grande expectativa de desenvolvimento regional, não só pelo aumento da produção e produtividade agrícola, mas, sobretudo, pela garantia de emprego estável para a mão-de-obra rural. Apesar de a irrigação ser necessária e urgente, não se deve esquecer que, fora das margens dos dois rios perenes (São Francisco e Parnaíba) só se pode irrigar menos de 1% dos 118 milhões de hectares do Polígono das Secas. É preciso, portanto, ao lado da irrigação, desenvolver uma tecnologia apropriada ao aproveitamento das áreas secas marginais. A utilização de plantas e animais resistentes à seca, nas terras não irrigadas, é uma exigência para o desenvolvimento harmônico da região.”

[Benedito Vasconcelos Mendes: Plantas e animais para o Nordeste.
Rio de Janeiro, Globo Rural, 1987]

“Na década de 70, no século passado, as oito províncias nordestinas – ocupando 1.221.572 km2 apenas cerca de 14,5% dos 8.455.777 km2 do território brasileiro – abrigavam 4.638.500 habitantes, dos 9.930.478 que constituíam a população do país, ou seja, 46,7%. Em 1980, porém, após a grande expansão demográfica do Brasil, que contava com 121.150.549 habitantes, aquelas províncias, já agora estados federados, estavam povoadas por 35.419.156 pessoas, representando 29,23% do total.”

[Pinto de Aguiar: Nordeste: o drama das secas]

13.525 – Austrália proíbe escalada em monte considerado sagrado por aborígenes


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Estão proibidas as escaladas no monólito Uluru, ou Ayers Rock, que fica na zona central da Austrália.
A rocha, composta de arenito, tem 348 metros de altura e é considerada a maior do mundo.
O lugar é considerado sagrado pelos membros da etnia Anangu, aborígenes proprietários do terreno.
As escaladas começaram nos anos 30, quando o terreno ainda pertencia ao governo australiano. Desde que tomaram posse, em 1985, os Anangu tentam proibir a prática.
A decisão para encerrar esse tipo de atividade foi tomada em conjunto com a diretoria do parque nacional Uluru-Kata Tjuta, em que se localiza o monólito.
“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

monte sagrado

13.496 – Cenários da Desolação


picher
Picher, Oklahoma, Estados Unidos: Esta cidade fantasma era o epicentro da mineração de chumbo. Aos poucos, a má administração de resíduos a transformou em um lugar inabitável. Várias pessoas morreram de envenenamento por chumbo, o que deu início a um êxodo que desencadeou no fechamento da cidade, em 2009.

aral

Mar de Aral, Ásia Central: Este mar interior, ou lago endorreico, localizado na fronteira do Cazaquistão com o Uzbequistão, foi, até algumas décadas atrás, uma região próspera para ambas as nações. Atualmente, seu volume diminuiu 90% devido à mudança climática, o que transformou o lugar em um deserto altamente contaminado.

Centralia, Pensilvânia, Estados Unidos: Em 1981, o vilarejo tinha uma população de mais de mil habitantes, mas, por causa do incêndio de uma antiga mina de carvão subterrânea, que ainda queima debaixo da terra, seus habitantes fugiram precipitadamente. Atualmente, ainda se conservam as casas e os negócios, mas o clima torna o lugar inabitável.

Wittenoom, Austrália: Esta cidade paradisíaca da Austrália Ocidental foi fechada em 2016 por causa do alto nível de contaminação do ar. Lá, funcionava uma grande fábrica de amianto e as partículas contaminantes desse material tornaram seu território perigosamente tóxico.

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13.487 – O Fim da era Glacial


era glacial
Extinta a caça de grande porte (c. 8.000 a.C. – América do Norte): Há algum tempo vem se reduzindo o número de exemplares da megafauna, a caça de grande porte que era uma característica típica desta área e que, provavelmente, foi o que atraiu para cá os primeiros colonizadores. Agora, esses animais parecem ter desaparecido totalmente. Tudo indica que mastodontes, mamutes lanosos, preguiças terrestres gigantes, antas, camelos e tatus gigantes estão extintos na América do Norte.

Morte em Massa
Uma das razões para a extinção em massa é que a glaciação está terminando e, com o clima tornando-se mais quente e mais seco, o tipo de alimento exigido por esses grandes animais praticamente desapareceu. Mas a caça excessiva talvez tenha sido também um fator importante. As pontas estriadas das flechas mostraram-se armas eficientes.
E houve ainda numerosas ocasiões em que os caçadores provocaram o estouro de manadas inteiras, para fazer os animais caírem do alto de rochas ou cercá-los em estreitas passagens e, em seguida, abatê-los. Ainda existem muitos animais de caça, mas o desaparecimento das espécies de maior porte e o clima, cada vez mais quente, inevitavelmente produzirão profundas mudanças no modo de vida das pessoas.

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13.426 – Curiosidades Geográficas – Quais os Lugares Mais Quentes do Planeta?


lugares quentes
Não suporta o verão? Tem vontade de mudar de país quando as temperaturas ultrapassam os 30°? Então fique bem longe desses lugares:
Dallol, Etiópia
Se você acha que alguns lugares no Nordeste brasileiro são muito quentes e até perigosos para a saúde dos habitantes, saiba que o ponto mais quente do Brasil ainda está longe de Dallol, uma cidade na Etiópia que marca 35 °C quando o dia está fresco.
Cercada pelo deserto de Danakil, Dallol tem uma temperatura média de 40 °C durante o ano e, entre junho e agosto, é comum que os moradores sobrevivam sob um sol de 47 °C. O cenário na cidade até lembra outro planeta: calor extremo, muitas rochas e areia.

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Wadi Halfa, Sudão
É uma cidade que está localizada no centro do deserto do Saara. O ar que dessa região subtropical tem uma forte influência na região vizinha, produzindo um seco e extremamente quente deserto.
A precipitação média é de 2,45 mm por ano.

Vale da Morte, EUA
Habitado por ao menos mil anos pela tribo dos Timbisha, o Vale da Morte ganhou o nome dos aventureiros que se atreveram a cruzá-lo no início do século 19, atraídos pela febre de ouro.
Em 1994, o local foi declarado parque nacional. Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas visitam o Vale da Morte a cada ano para desfrutar de sua espetacular paisagem desértica.
Entrar neste lugar quando as previsões meteorológicas apontam para temperaturas superiores a 53°C não parece ser uma boa ideia.

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Deserto Lut, Irã
Na área, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a até 70°C.
Em persa, a região é chamada Dasht-e-Loot, o que significa algo como “deserto do vazio”. Mas apesar desse nome, foram descobertos ali água, insetos, répteis e raposas do deserto.

Tirat Tzvi, Israel
Nessa pequena cidade foi registrada a temperatura recorde asiática de 53,9°C (129,0°F) em 21 de junho de 1942.

Timbuktu, Mali – a cidade já registrou a sufocante temperatura de 54,4°C
É uma cidade no centro do Mali, capital da região de mesmo nome. Apesar de não mostrar o esplendor da sua época áurea, no século XIV e estar a ser engolida pela areia do deserto do Saara, ainda tem uma importância tão grande, como depositório de saber, que foi inscrita pela UNESCO, em 1988, na lista do Patrimônio Mundial.
A desertificação e a acumulação de areia trazida pelo vento seco harmattan já destruíram a vegetação, o abastecimento em água e muitas estruturas históricas da cidade.

Queesland, Austrália – caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C.
O clima de Queensland é essencialmente tropical e permite a existência vastas florestas tropicais e mangais junto à costa. O interior é seco e semidesértico.Graças ao seu clima e grande extensão de costa, Queensland é um destino bastante apreciado por veranistas australianos bem como turistas estrangeiros. As atracções principais do estado são a Grande Barreira de Coral e as ilhas costeiras.

Turfan, China – esta área fica a noroeste da província chinêsa de Xinjiang e já viu temperaturas acima de 50°C.
No local existe um peculiar sistema de irrigação subterrânea, que utiliza poços interligados por túneis que fornecem irrigação nas áreas desérticas. Este método de irrigação foi difundido em Xinjiang durante a época da Dinastia Han. Os poços recolhem a água corrente de neve derretida e são interligados de modo que a parte inferior de um poço é ligada com outro poço escavado em um terreno mais abaixo. A maioria desses túneis de irrigação se estendem por cerca de 3 Km, mas alguns chegam a ter 30 km de extensão. Há cerca de 1.100 desses poços na região de Hami e da Depressão de Turpan. Atualmente, o comprimento total desses túneis subterrâneos de irrigação na região de Xinjiang é estimado em 3.000 Km. Trata-se de uma façanha de engenharia comparável à Grande Muralha e ao Grande Canal. A plantação de uvas na região, somente é possível devido a existência desses poços.

Kebili, Tunísia – esta cidade tunisiana já registrou 55º C.
Situa-se à beira de um oásis do deserto do Saara, entre o Chott el Jerid (a noroeste) e o Chott el Fejaj (a nordeste), o território a norte constitui aquilo a que se poderia chamar uma península se os chotts fossem verdadeiramente lagos, já que é uma faixa de terra que separa os dois chotts que estão ligados por uma faixa estreita no sentido este-oeste. A cidade encontra-se 95 km a sudeste de Tozeur, 30 km a norte de Douz, 120 km a oeste de Gabès, 110 km a sul de Gafsa e 470 km a sul de Tunes (distâncias por estrada).

Ghadames, Líbia – Já registrou temperatura de 55°C

A boa notícia é que não há uma temperatura definida de quanto os humanos não conseguem mais aguentar e o grande problema é mesmo lidar com a umidade.

13.424 – Vai um Gelinho aí? Os lugares mais frios do mundo


frio
Se você é daqueles que passa frio quando o termômetro cai alguns graus, passe longe desta lista. Com temperaturas abaixo de -56˚C, esses lugares são os mais congelantes do planeta.
Rogers Pass, Canadá: Roger Pass é o nome da passagem entre as montanhas Selkirk, usada por duas importantes estradas do Canadá. No inverno, as temperaturas na região não são nada agradáveis. A mais baixa já registrada foi de -56,5ºC.
Fort Selkirk, Canadá: -50C
Prospect Creek, Alasca :
Prospecto Creek era o destino de diversas expedições de mineração e já foi lar de mais de 27 mil pessoas que construíram um oleoduto, finalizado em 1977. Desde então, há pouca atividade na área. Em 1971 foi registrada a temperatura mais baixa: -62ºC. Por incrível que pareça, mesmo com esse frio, o petróleo do oleoduto não congela, pois fica protegido por uma camada de isolamento térmico de fibra de vidro.
Eismitte, Groenlândia: verão -12 inverno -64
Não há muito o que se ver em Eismitte além de muito gelo. Em pleno verão, em julho, a temperatura média é de −12.2 °C. A mais baixa já registrada foi de refrescantes -64°C.
Snag, Canadá: -63.9C
Norte da Groelândia: -35
Verkhoyansk, Rússia: -64
Mais de 1.400 pessoas vivem em Verkhoyansk, uma cidade conhecida principalmente por suas temperaturas baixas. Em janeiro, a média é de -50°C. A menor temperatura registrada foi em 1892, de -69,8ºC.
Oymyakon, Rússia: -50C
É o lugar permanentemente habitado mais gelado do planeta, sendo o lar de mais de 200 mil pessoas. Lá é tão frio que o leite geralmente é vendido apenas congelado nos mercados e os carros precisam ficar ligados o dia todo para continuarem funcionando. Antigamente, essa região era conhecida como “Anel da morte de Stalin”, pois era destino de alguns dos exilados políticos do regime soviético. A menor temperatura já registrada foi de -71,1ºC.

Estação Plateau, Antártica: -84C
Claro que as temperaturas mais baixas do planeta estariam na Antártida. Na região onde está localizada a estação de pesquisa americana Plateau, a temperatura mais baixa já registrada foi de -84ºC. A base está hoje desativada.

Estação Vostok, Antártica : temperatura – 62 a -78°C
A base russa Vostok é a mais isolada do mundo e o lugar mais frio do planeta. Em julho de 1983 a temperatura registrada foi de incríveis -89,2ºC. Próximo à estação e abaixo de 4km de gelo está um dos maiores lagos do mundo, com 250km de comprimento e 50km de largura.

friaca

antartida

13.412 – O que é e quando surgiu a Geofísica?


Tectônica+de+Placas
Trata -se do estudo da Terra a partir de medidas de campos físicos que se propagam através de seu interior e de regiões vizinhas. Diferente da Geologia cujo estudo da Terra é feito via observações diretas das rochas, quer à superfície, quer provenientes de amostras colhidas em furos de sondagens, e a dedução da sua estrutura, composição, ou história baseada na análise dessas observações, a Geofísica, por sua vez, aplica os princípios da Física ao estudo da Terra.

A investigação geofísica do interior da Terra consiste em fazer medições na superfície ou próxima a ela. Estas medições são influenciadas pela distribuição interna das propriedades físicas. A análise das medições pode revelar como é que as propriedades físicas do interior da Terra variam vertical e lateralmente. Grande parte do conhecimento terrestre, abaixo das profundidades que se podem atingir por intermédio de furos, é proveniente de observações geofísicas. As propriedades da sub-superfície são estimadas por meio de medição, análise e interpretação dos dados na superfície.

A geofísica pode ser dividida em duas grandes áreas, a Geofísica Global (ou Geofísica Básica, ou ainda Geofísica da Terra Sólida), que estuda fenômenos que ocorrem em grandes escalas temporais e/ou espaciais, e, a Geofísica Aplicada, que estuda fenômenos de escala espacial menor.

Geofísica Global
As sub-áreas da Geofísica Global são:
• Sismologia
• Gravimetria
• Geomagnetismo
• Geodésia
• Mudanças Climáticas Globais
• Geotermia
• Geodinâmica
• Tectonofísica
• Geofísica Espacial
• Modelagem computacional de fenômenos geofísicos de grande escala temporal e/ou espacial

Geofísica Aplicada
A Geofísica Aplicada baseia-se na utilização dos métodos geofísicos de prospecção, cujos principais são:
• Gravimetria
• Magnetometria
• Métodos Radiométricos (Gamaespectrometria)
• Eletrorresistividade
• Potencial Espontâneo
• Polarização Induzida
• Métodos Eletromagnéticos (EM34, TDEM, etc.)
• GPR (Ground Penetrating Radar)
• Magnetotelúrico
• Sísmica de Reflexão e Refração

Estes métodos, utilizados geralmente em conjunto e com apoio de informações geológicas, são aplicados em estudos de:
• Prospecção mineral;
• Prospecção de petróleo;
• Monitoramento Ambiental;
• Água subterrânea (exploração e mapeamento de contaminação);
• Estudos forenses: determinação de cemitérios clandestinos, etc;
• Problemas de engenharia: Infra-estrutura de estradas e pontes, etc;
• Urbano (mapeamento de utilidade, a localização do tanque de armazenamento subterrâneo);
• Segurança de Barragens;
• Mapeamento Geológico;
• Arqueologia;

Cada rocha magnetiza-se de acordo com a sua susceptibilidade magnética, que depende da quantidade e do modo de distribuição dos minerais magnéticos presentes. A concentração de minerais magnéticos produz distorções locais no campo magnético da Terra, que podem ser detectadas e fornecem informações sobre a subsuperfície.
A Magnetometria baseia-se no estudo das variações locais do campo magnético terrestre, derivadas da existência, na subsuperfície, de rochas contendo minerais com forte susceptibilidade magnética, tais como a magnetita, ilmenita e pirrotita.
OBSERVAÇÃO: Tanto na Gravimetria como a Magnetometria, os campos físicos estão presentes; com isso, não é necessário que as rochas em subsuperfície sejam excitadas para que se obtenha uma medida do campo físico. Estes métodos obedecem à Teoria do Potencial e guardam várias semelhanças entre si. São referenciadas como Métodos Potenciais.
NO COMEÇO TUDO ERA GEOLOGIA
No século XVIII as investigações da Terra eram feitas sem muito método, numa
forma quase que puramente observacional e baseadas numa filosofia natural, num misto
de especulações e explicações divinas. A única parte das Ciências da Terra já organizada
era a Mineralogia, ensinada em escolas da França e Alemanha, voltadas à mineração. Foi
somente no início do século XIX que o termo Geologia ganhou força, com a fundação da
“Sociedade Geológica de Londres”, em 1807. A partir de então, esta nova ciência tinha a
missão de representar o estudo do acessível, isto é, as teorias sobre a formação e
evolução da Terra tinham que estar fortemente ancoradas no que as rochas podiam
mostrar. O que não podia ser cabalmente demonstrado era considerado meramente
especulação e ficava no campo da Cosmogonia.
Se essa postura rígida ajudou a desenvolver uma ciência com bases sólidas,
também provocou atrasos no conhecimento do interior da Terra e o estabelecimento de
teorias sobre sua evolução, devido ao preconceito sobre qualquer idéia que não
encontrasse respaldo nas observações de superfície. As primeiras medidas físicas usadas
para modelar a estrutura externa da Terra (a crosta) foram aquelas sobre o calor, isto
porque já se admitia que era necessário um fornecimento de calor constante para formar
e manter as cadeias de montanhas.
Por volta de 1830 já se tinha uma grande quantidade de observações sobre o
aumento de temperatura com o aumento de profundidade nas minas. Mantendo-se essa
razão constante, extrapolava-se que a 80 km de profundidade as rochas estariam todas
fundidas, criando um mar de magma que seria a fonte de lavas dos vulcões. Essas falsas
conclusões deveram-se à falta de conhecimento sobre as reais propriedades físicas da
Terra, o que só veio a ser conhecido muito mais tarde. Entretanto, com isso iniciou-se o
estudo do interior do planeta, campo de estudo que por vezes era designado por Geologia
Física. Entretanto, esse termo não era apropriado porque a base de conhecimento e os
métodos a serem utilizados nessa investigação eram muito diferentes daqueles aplicados
pelos geólogos da época. Mais apropriadamente, referia-se então à Física da Terra a essa
linha de investigação, e que acabou sendo o núcleo de uma nova ciência, a Geofísica.

Fonte: USP

 

13.407 – Geografia – Ilhas Famosas e Abandonadas


Hashima (Japão) – No século 19, os japoneses descobriram que esta ilha possuía fartas minas de carvão e começaram a povoar o lugar para explorar o minério. Prédios foram construídos para servir essas pessoas, incluindo um hospital e uma escola. Nos anos 50, o lugar chegou a ter mais de 5 mil moradores. Em 1974, porém, a exploração parou e os habitantes se foram (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

hashima

 

Holland Island (EUA) – Esta ilhota na Baía de Chesapeake (EUA), banhada pelo Oceano Atlântico, ganhou muitos habitantes no século 19 devido ao boom da pesca e da agricultura. Em 1920, havia 360 residentes e a ilha chegou a ter 70 estruturas, incluindo uma igreja. No entanto, a erosão do solo diminuiu a área da ilha até que ela desaparecesse completamente em 2012 (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

holand_island

Poveglia (Itália) – É dividida em três pequenas ilhas. Uma delas abriga um forte octogonal construído no século 17. No século seguinte, virou ponto de parada de navios que iam para Veneza – até que dois deles atracaram com pessoas infectadas pela peste. Mais recentemente, no século 20, as estruturas foram transformadas num sanatório, até o local ficar desabitada nos anos 60. Hoje, a ilha italiana tem fama de ser assombrada (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Hirta (Escócia) – Esta ilha a 180 km da costa escocesa foi habitada até 1930, quando os últimos residentes foram embora. Hoje abriga uma estação de monitoramento de mísseis, mas não tem nenhum residente fixo. Mas há até um bar lá para atender os funcionários e marinheiros que passam por ali (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

North Brother Island (EUA) – Esta ilha e sua “irmã”, a South Brother, ficam pertinho de Manhattan, em Nova York. Durante um tempo, a North Brother abrigou um hospital especializado em doenças que exigiam quarentena, como varíola e tuberculose. Depois, virou um centro de reabilitação para dependentes químicos, que fechou nos anos 60. A ilha está desabitada desde então (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Spinalonga (Grécia) – Fortificada no século 16 para proteger o continente contra piratas e invasores, a ilha, que fica na Grécia, foi tomada pelos otomanos no século 18. No século 20, foi uma colônia para leprosos, o que alimenta boatos de que é assombrada. Hoje está desabitada, mas é muito visitada por turistas (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

spinalonga

13.384 – Mega Tour – Ilha Bela


ilha bela
Um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros e é localizado no litoral norte do estado de São Paulo, microrregião de Caraguatatuba. A população aferida pelo IBGE no Censo de 2010 era de 28 196 habitantes, e a área é de 347,5 km², resultando numa densidade demográfica de 81,13 hab/km². A população estimada pelo IBGE para 1 de julho 2015 era de 32 197 habitantes, resultando numa densidade estimada de 92,65 hab/km².
Possui uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, com todas as características de relevo jovem. Com o aspecto geral de um conjunto montanhoso – formado pelo Maciço de São Sebastião e Maciço da Serraria, além da acidentada Península do Boi –, a Ilha de São Sebastião se destaca como um dos acidentes geográficos mais elevados e salientes do litoral paulista, tendo como pontos culminantes o Pico de São Sebastião, com 1379 metros de altitude; o Morro do Papagaio, com 1307 metros; e o Morro da Serraria, com 1285 metros.
Banhado pelo oceano Atlântico, o município está localizado a 135 quilômetros da capital e a 140 quilômetros da divisa com o estado do Rio de Janeiro. Está situada um pouco ao sul do Trópico de Capricórnio, que passa sobre a cidade vizinha de Ubatuba.
Ilhabela é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto ao seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Pesquisas arqueológicas realizadas desde o final da década de 1990 mostram que pelo menos quatro das ilhas do arquipélago de Ilhabela foram habitadas muito antes da chegada dos europeus ao Brasil. Isso foi possível graças à descoberta de sítios arqueológicos pré-coloniais denominados “concheiros”, “abrigos sob rocha” e “aldeias indígenas”. Os “concheiros” permitiram aos arqueólogos concluírem que os primeiros habitantes do arquipélago foram os chamados “homens pescadores-coletores do litoral”, indígenas que não dominavam a agricultura e nem a produção de cerâmica, sobrevivendo apenas do que encontravam na natureza, especialmente animais marinhos. Não existe ainda a datação de nenhum desses “concheiros”. Também foi encontrada na Ilha de São Sebastião grande quantidade de cerâmica indígena da tradição Itararé, possivelmente produzida por indígenas do tronco linguístico macro-jê. Não há, até o momento, nenhuma evidência arqueológica de que tenha existido no arquipélago alguma aldeia do tronco linguístico tupi.
Em 20 de janeiro de 1502 a primeira expedição exploradora enviada ao Brasil pelos portugueses, comandada pelo navegador português Gonçalo Coelho e trazendo a bordo o cosmógrafo italiano Américo Vespúcio, encontrou uma grande ilha que, segundo o aventureiro alemão Hans Staden, era chamada pelos tupis de Maembipe (“lugar de troca de mercadorias e resgate de prisioneiros”). Essa ilha, assim como fora feito em outros acidentes geográficos importantes, foi batizada pelos membros da expedição com o nome do santo do dia, São Sebastião. Também se diz que era chamada pelos indígenas por Ciribaí (lugar tranquilo).
O município arquipélago de Ilhabela possui um território de 348,3 km² (IBGE) e suas principais ilhas são, pela ordem em termos de área, a de São Sebastião, a dos Búzios, a da Vitória e a dos Pescadores – todas habitadas. Fazem parte ainda do arquipélago os ilhotes das Cabras, da Sumítica, da Serraria, dos Castelhanos, da Lagoa, da Figueira e das Enchovas.

As ilhas de búzios e Vitória ficam, respectivamente, a 28 e 40 quilômetros de Ilhabela. Canoas são as únicas embarcações capazes de atracar no píer precário. Ambas possuem resquícios de cemitérios indígenas pré-históricos. Os habitantes plantam e criam a própria comida, embora a quantidade de peixes esteja diminuindo, mas a Ilha de Búzios possui dois mercados. Falta água potável e os habitantes urinam e defecam na vegetação.
A Ilha de São Sebastião – onde fica a área urbana do município – está localizada defronte aos municípios de São Sebastião a noroeste e Caraguatatuba a norte. Com 337,5 km², a Ilha de São Sebastião é a segunda maior ilha marítima do Brasil, superada apenas pela de Santa Catarina, que abriga a maior parte do município de Florianópolis, a capital de Santa Catarina. Em sua orla – com cerca de 130 quilômetros extensão – o relevo desenha reentrâncias e mergulhos, com 45 praias principais e outra dezena de pequeninas praias situadas, irregularmente, ao pé das escarpas.
A ilha possui duas faces distintas: a face voltada para o continente é a mais urbanizada e populosa cujas praias são mais calmas, badaladas e poluídas. Já a face voltada para o oceano aberto é pouco habitada, sendo que a maioria dos habitantes dessa face está na Praia de Castelhanos, a única praia do lado oceânico acessível de carro (embora só jipes possam fazer o trajeto até o local). Pelas praias dessa face estarem voltadas todas para o oceano, possuem ondas mais fortes que atraem surfistas.Uma das características marcantes de Ilhabela é a predominância da Mata Atlântica, sendo a Serra de Ilhabela coberta pela floresta latifoliada tropical úmida de encosta. Dentre todos os municípios abrangidos pela Mata Atlântica, Ilhabela foi aquele que mais preservou a floresta no período compreendido entre os anos de 1995 a 2000, graças a um programa de contenção da expansão urbana desordenada que é desenvolvido pela administração municipal na área de entorno do Parque Estadual de Ilhabela (PEI), criado em 20 de janeiro de 1977 pelo decreto estadual nº 9414, com área de 27,025 hectares correspondente a cerca de 78% do território abrangido pelo arquipélago.O clima é tropical litorâneo úmido ou tropical atlântico, classificado como Aw. Possui um clima quente e úmido, com temperatura média anual de 23 °C e precipitação de 1 646 mm/ano, mais concentrados nos meses de verão. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura máxima de 30 °C e o mais frio é julho com mínima de 15 °C. No entanto, devido às diferenças altimétricas, é possível a ocorrência de diferentes climas em Ilhabela, como o tropical de altitude ou mesmo subtropical nas áreas montanhosas e nos picos. Áreas muito elevadas (acima de 1.000 m) tendem a apresentar temperaturas bastante inferiores às da parte que fica ao nível do mar.

formação geologica ilha bela
Formação geológica da ilha