13.559 – Nordeste sertanejo: a região semi-árida mais povoada do mundo


semi arido Brasil
Fragmentos de Leitura – diversos autores

SEM QUE SE TENHA conhecimento de significativo número de regiões áridas e semi-áridas do mundo é extremamente difícil entender os atributos climáticos, fitogeográficos e antrópicos do Nordeste seco. Parte dessa questão foi resolvida pela contribuição ocasional do grande mestre francês Jean Dresch, um dos participantes da excursão realizada aos sertões semi-áridos por ocasião do Congresso Internacional de Geografia, ocorrido no Rio de Janeiro em agosto de 1956.
Dresch, grande conhecedor do Sahara – após percorrer trechos dos chamados altos dos sertões de Pernambuco e da Paraíba -, segredou aos seus colegas brasileiros uma observação comparativa que consideramos essencial. Afirmou que, nos poucos dias em que tivera contato com os espaços geográficos do Nordeste seco, pudera cotejar os atributos da região das caatingas com os fatos que estudara exaustivamente no deserto do Sahara. E, que meditando nessa direção, podia afiançar que o Nordeste interior não tinha “nada de deserto” na sua conjuntura fisiográfica e ecológica. Relatava inicialmente – aos seus guias de excursão – que, ao contrário do que acontecia nos mega-espaços saharianos, nos sertões nordestinos existia gente por todos os cantos e locais imagináveis. Nesse sentido, baseado nas diferentes regiões áridas que conhecia, podia afiançar que o Nordeste seco era a região semi-árida mais povoada do mundo. Por essa mesma razão era o espaço que, em função de sua inegável rusticidade, apresentava os maiores problemas e dramas para o homem-habitante e suas famílias.

Para reforçar sua assertiva de que os sertões secos em nada poderiam ser comparáveis aos grandes espaços áridos, Dresch lembrou que, no Sahara, apenas nos oásis – muito distantes uns dos outros – existiam comunidades residentes sedentárias: viventes em espaços exíguos, por entre ruelas e moradias de tipo casbah. Dependiam de atividades artesanais e comerciais, pela troca e venda em feiras labirínticas, além da produção reduzida de alimentos nos pomares do pequeno oásis, enquanto caravanas transportadoras de mercadorias produzidas em terras distantes percorriam rotas imensas, levando produtos essenciais para os contidos habitantes ilhados por entre enormes campos de dunas e espaços rochosos ou pedregosos, balizados por raros restos de montanhas.
Nos sertões do Nordeste há povoamento ao longo de rios que nascem em maciços cristalinos ou bordos de escarpas sedimentares, mas sempre chegam ao mar, a despeito de terem seu fluxo d’água cortado por cinco a sete meses (rios intermitentes sazonários, extensivamente exorréicos). Existem sertanejos vivendo em diferentes posições nas vertentes e altos das colinas, gente habitando os sopés de maciços, serras úmidas e cimeiras de chapadas e setores de planaltos cristalinos.
Em contrapartida, porém, o Nordeste seco é a região geográfica de estrutura agrária mais rígida e anti-social das Américas, do que resulta que a capacidade de suporte populacional dessa região tem de ser avaliada por critérios mais amplos e aprofundados, envolvendo tanto atributos endógenos e controles exógenos, quanto eventuais fatores extrógenos que interferem no destino dos homens e comunidades regionais.
Em estudo realizado sobre o Impacto da seca no sertão de Sergipe (Brasil), relativo às conseqüências da forte estiagem do período de 1981-1984, os geógrafos José Augusto Andrade e Raymond Pébayle produziram um excelente trabalho documentário altamente significativo. Na seqüência, serão reproduzidos fragmentos de leitura desse estudo, entre outros, por nós coletados.

Aziz Ab’Sáber
Fragmentos
“Em outubro de 1984, cinco meses apenas após o fim do período seco, as pastagens estavam verdes, os milharais se multiplicavam e os poços quase cheios. (…) À exceção das terras do município de Canindé de São Francisco, o espaço semi-árido do estado de Sergipe não é tão rústico quanto aquele do oeste de Pernambuco ou do Sertão de Canudos no estado da Bahia. A isoieta de 700 mm o distingue grosseiramente do Agreste, onde ocorrem terras menos quentes e mais úmidas. (…) Em 1980, as devastações da caatinga e as expulsões dos posseiros foi bastante forte. O ritmo das aquisições de terras pelos não-residentes de origem não identificada, nesse ano, atingiu 38% das terras colocadas à venda em alguns municípios do sertão sergipano: Carira, Monte Alegre e Poço Redondo. (…) As pesquisas de 1984, para entender ainda os impactos da fome para os mais despossuídos, nos revelaram qual foi a trajetória das estratégias de sobrevivência. Uma seqüência de comportamentos dramáticos parece se repetir um pouco por toda parte, pela busca desesperada de alimentos e água, que se compra a preço de ouro. Em seguida se fazem as primeiras vendas de gado, sobretudo do não-leiteiro, sem qualquer discriminação. Enfim, vende-se a terra e parte-se. Nesse último caso, ninguém ignora a terrível sentença emanada dos anos secos no sertão: ‘quem vende a terra na seca, não a compra mais’.”

[José Augusto Andrade & Raymond Pébayle
.L’impact de la sécheresse dans le Sertão de Sergipe (Brésil).
Extraído do livro de Bernard Bret (coord.)
Les hommes face aux sécheresses, 1989]

“No campo do Passarinho, além de Perizes de Cima (norte do Maranhão), um pesquisador, olhando para uma árvore, perguntou a um caboclo que por ali passava: ‘a madeira dessa pequena árvore é dura?’ E a resposta veio nos seguintes termos: ‘o cerne desse lenho é resistente’. Falou bonito o caboclo maranhense.”

[Transcrição do organizador]

“No alto ressequido e plaino de uma serra dos Gerais, no centro da Bahia, um motorista meninote dirigia um jeep, transportando o engenheiro de minas para a distante cidade mais próxima. De repente, viu uma tora de madeira atravessada no leito da estrada de terra batida. O passageiro não viu nada, até que o prevenido chofer entrou pelo entremeio dos arbustos secos, numa carreira desenfreada. De longe, veio um tiro de espingarda, dirigido para matar o jovem motorista. Assim, os dois passageiros se safaram da maldita emboscada. E o menino falou: ‘viu, sou mais esperto do que esse cangaceiro’. Só então o engenheiro geólogo compreendeu que ainda existiam resíduos solitários de cangaço entre a região de sua mina e a distante cidade do sertão. Que medo. Que lição!”

[Anônimo]
“E a velhinha simpática saiu da barraca coberta de plástico preto, no meio do calor radiante, mostrou aos forasteiros visitantes um prato raso com alguns minúsculos peixinhos mergulhados em água com sal e disse, circundada por crianças alvoroçadas: ‘estão vendo esses peixinhos, que chamamos de peixes da pedra? Eles foram pegos na laminha derradeira de uma lagoínha, d’onde a água já se foi. Não importa: o certo é que com eles vou fazer o banquete das crianças amanhã’. Eram tantas as crianças em volta, que se o forasteiro soubesse chorar, choraria.”

[Anônimo]
“Um jovem pesquisador, cruzando os sertões do Médio e Baixo Jaguaribe (Ceará), botou reparo nas cercas de taquara trançada, dispostas em posição transversal ao eixo do leito seco dos rios. O jovem universitário se perguntava sobre as razões que levaram os sertanejos a construir aquelas rústicas cercas que sincopavam setores dos rios sem água. Ao interrogar um ribeirinho astuto sobre a razão de ser das cercas transversais, obteve resposta imediata: ‘somos nós que pressionamos os fazendeiros pecuaristas para construir tais cercas no momento em que as águas perdem correnteza, a fim de que o gado não venha a comer as plantações que fazemos todo ano, na vazante do leito do rio. Um político que reforçou nossas pretensões foi eleito prefeito de Russas’. E assim ficou esclarecido, para sempre, a razão de ser das cercas transversais aos rios secos dos sertões. E o pesquisador, encantado com a beleza exemplar das culturas de vazante no leito do rio, perguntou ao ribeirinho que parecia o dono das plantações: ‘são seus esses lindos leirões produtivos, aí no leito do rio?’ A resposta veio direta e longa: ‘sim, são meus. Mas não sei por quanto tempo continuarei produzindo assim. Porque, se soltarem muita água do açude para beneficiar os fazendeiros da beira alta, eu vou perder todo o trabalho. A única terra que pobre tem para cultivar é o leito do rio que secou. Mas, nós, não temos força para garantir a produção de alimentos no único espaço que restou para o povo: o leito seco dos rios, onde existe muita água entranhada embaixo das areias’. Frente àquele magnífico exemplo de verdadeira horticultura do vale do Jaguaribe, o pesquisador entendeu logo que a idéia de progresso estava sempre voltada para poucos. Não para o povo. Atenção tecnocratas inconseqüentes! (…) O pesquisador perguntou à senhora envelhecida, rodeada de filhos emudecidos: ‘como é a vida da gente aqui no vilarejo?’ E a resposta veio rápida, com simplicidade: ‘a situação não pode ser boa. Sou viúva. Os filhos mais homens já se foram em busca de trabalho. Fiquei só com os cinco menores’. E, olhando para as estreitas cercas e cercados, de taquaras fincadas, completou: ‘nossa salvação são as cabras do quintal, que dão leite para as crianças. Quando se mata um bode, guardamos a carne no varal de cima do fogão, para que ela dure muito tempo. Por tudo isso não me acanho de pedir um ajutório a vocês!”

[Transcrição do organizador]

“Um dia, alguns pesquisadores em plena atividade de campo pediram pouso em uma fazenda comunitária, perdida em um remoto sertão do interior baiano. E a resposta veio rápida e sincera, por parte da dona da casa: ‘eu vou lhes dar abrigo, porque também tenho filho no mundo’.”

[A.N.Ab’Sáber]

“No final do século passado e início deste, os nossos antepassados viram na açudagem a única salvação possível e muito fizeram nesse sentido. O açude público Epitácio Pessoa, ex-Boqueirão, é exemplo desse fato. (…) Na década de 50 lutávamos pelo desenvolvimento do Nordeste pedindo estradas, o que conseguimos com o Plano Rodoviário Nacional. Não faltam estradas no Cariri paraibano, bem como em todo o Nordeste. (…) Na década de 60 dissemos que só conseguiríamos nos desenvolver se tivéssemos energia elétrica. Vieram as hidrelétricas e com elas as torres metálicas, os linhões e os cabos conduzindo a energia elétrica que hoje atinge todos os recantos do Nordeste e, naturalmente, o Cariri paraibano. (…) A prioridade dos anos 90 tem sido a água doce. Só conseguiremos o desenvolvimento sustentado se resolvermos o problema de suprimento de água doce da região. (…) Não podemos perder mais essa corrida, a da água doce, pois produzir, importar e reutilizar a água doce que necessitamos é mais do que uma questão de sobrevivência, é mesmo existencial.”

[Escritos de João Ferreira Filho
João Pessoa, PB, 12 de setembro de 1996]

“O sertão de Canudos é um índice sumariando a fisiografia dos sertões do Norte. Resume-os, enfeixa os seus aspectos predominantes numa escala reduzida. É-lhes de algum modo uma zona central comum. (…) As secas de 1710-1711, 1723-1727, 1736-1737, 1744-1745, 1777-1778, do século XVIII, se justapõem às de 1808-1809, 1824-1825, 1835-1837, 1844-1845, 1870, do atual. (…) Observa-se, então, uma cadência raro perturbada na marcha do flagelo, intercortada de intervalos pouco díspares entre 9 e 12 anos, e sucedendo-se de maneira a permitir previsões seguras sobre sua erupção.”

[Euclydes da Cunha: Os sertões, 1902]

“Descansamos uma tarde em casa do poeta popular Cordeiro Manso. Pernoitamos depois junto a um açude lamacento, onde patos nadavam. (…) Outras estações fugiram da memória. José Leonardo e Antônio Vale despediram-se – e com eles o sertão desapareceu. Xiquexiques e mandacarus foram substituídos por uma vegetação densa e muito verde; nos caminhos escuros os chocalhos calaram-se; surgiram regatos, cresceram, transformando-se em rios e atrasaram a marcha. (…) Tinham-se sumido os grandes espaços alvacentos, de areia e cascalho, despovoados, o mato franzino, bancos de macambira, cercas de pedra, chiqueiros e currais, dias luminosos riscados pelo vôo das arribações. Veredas subiam, desciam, torciam-se, e à beira delas arrumavam-se casas, jardins, hortas. Os transeuntes não se vestiam de couro. Em qualquer ponto, achava-me em um buraco entre morros. Água abundante e ruidosa, capinzais imensos, manhãs nevoentas. (…) Constrangi-me no ambiente novo, perdi hábitos e ganhei hábitos.”

[Graciliano Ramos: Infância]

“Consideramos a caatinga como denominação geral da vegetação das áreas semi-áridas do Nordeste, com exclusão das poucas intromissões do cerrado. Segundo este conceito, a caatinga subdivide-se em agreste e sertão e este em carrasco, carimataú, cariri, seridó, e outros tipos vegetacionais ainda menos precisos e incertos. (…) No estudo de uma área a percepção inicial é a de uniformidade generalizada, mas à medida em que o estudioso se aprofunda em suas observações, vai percebendo diferenciações sempre muito precisas em áreas sempre mais reduzidas.”

[Vasconcelos Sobrinho:
As regiões naturais do Nordeste, o meio e a civilização. Recife, Condepe, 1970]

“Uma seca pode-se fazer calamitosa no Ceará, no oeste do Rio Grande do Norte e nos sertões ocidentais da Paraíba sem que nas demais áreas do Nordeste ocidental seus efeitos alcancem o mesmo grau. (…) Os relatos acerca da famosa estiagem de 1877 que passou à crônica histórica como ‘seca do Ceará’ documentam claramente esse processo de crescente angústia que começa, num ano, com a escassez das precipitações no tempo próprio e se resolve em calamidade declarada quando, no verão-outono imediato, perdem-se de todas as esperanças; porque, nesse caso, só em dezembro do terceiro ano haverá outras possibilidades de ‘inverno’.”

[Gilberto Ozório de Andrade e Rachel Caldas Lins:
Os climas do Nordeste, 1971]

“As primeiras chuvas, chamadas do caju, são esperadas em dezembro. Elas transformam o sertão; se faltam, ainda há esperanças de chuva em fevereiro ou março; são as chuvas de Santa Luzia, do equinócio. Se faltam estas, não há mais esperanças e, pouco a pouco, esgotam-se os recursos; o gado ainda devora as últimas ‘ramas’, mas secos os rios e as cacimbas, é forçoso emigrar. Os retirantes se aglomeram nas cidades do litoral. As perdas de vida são, às vezes, avultadas; as perdas de gado são sempre consideráveis.”

[C. M. Delgado de Carvalho]

“Lançada sobre o quadro geográfico dos campos pobres e das caatingas do São Francisco, a expansão da gadaria só poderia se fazer na escala de imensas distâncias. (…) Se é verdade que o São Francisco no fundo de sua calha hidrográfica iria se tornar um ‘condensador de gentes’, numa avenida interior de povoamento, é nítido que esse adensamento longitudinal de população seria devido à atração que a água exerce sobre o homem e sobre o gado no tablado geográfico dos campos gerais e das caatingas secas.”

[Lucas Lopes: O vale do São Francisco.
Ministério da Viação de Obras Públicas, Serviço de Documentação]

“Na estação seca, isto é, de maio a janeiro, os ventos regulares se elevam e em sua marcha, de 100 a 120 km por hora, encadeiam e arrastam todos os vapores aquosos e deixam o Ceará na mais límpida e serena calmaria.”

[M.A. de Macedo: Observações sobre as secas no Ceará.
Rio de Janeiro, Typ. Nacional, 1878]

“Esta lida salutar da natureza principia, no Ceará, com as chuvas de outubro, chamadas ‘chuvas do caju’, as quais os aborígenes designam pelo nome de pyraoba; isto é, chuvas brandas, precursora da abundância pelo enverdecimento, vestidura, florescência e frutificação dos vegetais. (…) A estação das chuvas, anunciadas pelas ‘chuvas do caju’, principia em janeiro e termina em maio. Nesse tempo os ventos regulares, que giram constantemente d’este a oeste paralelos ao Equador e em suas vizinhanças, parecem abaixar-se e diminuir a rapidez de sua marcha ordinária. Então aparecem os ventos irregulares e variáveis, que importam vapores aquosos do oceano e os incorporam aos que se desprendem dos ventos constantes ou ‘geraes’, como vulgarmente os chamam. (…) A ‘indústria da seca’ existe e continua sendo um formidável fomento dos crescentes interesses conservadores da região: sua condição básica de existência é dada pela criação de mecanismos que asseguram a destinação de um fluxo contínuo de capital, sob a forma dinheiro, para alimentar a execução de programas dados como capazes de solucionarem os problemas da seca, mas que se sabe de antemão não serem eficientes. (…) Os flagelados entram nos esquemas estratégicos das políticas anti-seca, mais como elementos que legitimam a assistência de um estado de calamidade pública, do que como beneficiários efetivos das medidas concebidas e postas em prática em seu nome.”

[Otamar de Carvalho: A economia política do Nordeste:
secas, irrigação e desenvolvimento. Brasília, Campus, 1988]

“Existe uma estreita relação entre a limitação de águas e o baixo desempenho da produção agrícola. Atualmente a irrigação constitui a grande expectativa de desenvolvimento regional, não só pelo aumento da produção e produtividade agrícola, mas, sobretudo, pela garantia de emprego estável para a mão-de-obra rural. Apesar de a irrigação ser necessária e urgente, não se deve esquecer que, fora das margens dos dois rios perenes (São Francisco e Parnaíba) só se pode irrigar menos de 1% dos 118 milhões de hectares do Polígono das Secas. É preciso, portanto, ao lado da irrigação, desenvolver uma tecnologia apropriada ao aproveitamento das áreas secas marginais. A utilização de plantas e animais resistentes à seca, nas terras não irrigadas, é uma exigência para o desenvolvimento harmônico da região.”

[Benedito Vasconcelos Mendes: Plantas e animais para o Nordeste.
Rio de Janeiro, Globo Rural, 1987]

“Na década de 70, no século passado, as oito províncias nordestinas – ocupando 1.221.572 km2 apenas cerca de 14,5% dos 8.455.777 km2 do território brasileiro – abrigavam 4.638.500 habitantes, dos 9.930.478 que constituíam a população do país, ou seja, 46,7%. Em 1980, porém, após a grande expansão demográfica do Brasil, que contava com 121.150.549 habitantes, aquelas províncias, já agora estados federados, estavam povoadas por 35.419.156 pessoas, representando 29,23% do total.”

[Pinto de Aguiar: Nordeste: o drama das secas]

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13.525 – Austrália proíbe escalada em monte considerado sagrado por aborígenes


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Estão proibidas as escaladas no monólito Uluru, ou Ayers Rock, que fica na zona central da Austrália.
A rocha, composta de arenito, tem 348 metros de altura e é considerada a maior do mundo.
O lugar é considerado sagrado pelos membros da etnia Anangu, aborígenes proprietários do terreno.
As escaladas começaram nos anos 30, quando o terreno ainda pertencia ao governo australiano. Desde que tomaram posse, em 1985, os Anangu tentam proibir a prática.
A decisão para encerrar esse tipo de atividade foi tomada em conjunto com a diretoria do parque nacional Uluru-Kata Tjuta, em que se localiza o monólito.
“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

monte sagrado

13.496 – Cenários da Desolação


picher
Picher, Oklahoma, Estados Unidos: Esta cidade fantasma era o epicentro da mineração de chumbo. Aos poucos, a má administração de resíduos a transformou em um lugar inabitável. Várias pessoas morreram de envenenamento por chumbo, o que deu início a um êxodo que desencadeou no fechamento da cidade, em 2009.

aral

Mar de Aral, Ásia Central: Este mar interior, ou lago endorreico, localizado na fronteira do Cazaquistão com o Uzbequistão, foi, até algumas décadas atrás, uma região próspera para ambas as nações. Atualmente, seu volume diminuiu 90% devido à mudança climática, o que transformou o lugar em um deserto altamente contaminado.

Centralia, Pensilvânia, Estados Unidos: Em 1981, o vilarejo tinha uma população de mais de mil habitantes, mas, por causa do incêndio de uma antiga mina de carvão subterrânea, que ainda queima debaixo da terra, seus habitantes fugiram precipitadamente. Atualmente, ainda se conservam as casas e os negócios, mas o clima torna o lugar inabitável.

Wittenoom, Austrália: Esta cidade paradisíaca da Austrália Ocidental foi fechada em 2016 por causa do alto nível de contaminação do ar. Lá, funcionava uma grande fábrica de amianto e as partículas contaminantes desse material tornaram seu território perigosamente tóxico.

wittenoom

13.487 – O Fim da era Glacial


era glacial
Extinta a caça de grande porte (c. 8.000 a.C. – América do Norte): Há algum tempo vem se reduzindo o número de exemplares da megafauna, a caça de grande porte que era uma característica típica desta área e que, provavelmente, foi o que atraiu para cá os primeiros colonizadores. Agora, esses animais parecem ter desaparecido totalmente. Tudo indica que mastodontes, mamutes lanosos, preguiças terrestres gigantes, antas, camelos e tatus gigantes estão extintos na América do Norte.

Morte em Massa
Uma das razões para a extinção em massa é que a glaciação está terminando e, com o clima tornando-se mais quente e mais seco, o tipo de alimento exigido por esses grandes animais praticamente desapareceu. Mas a caça excessiva talvez tenha sido também um fator importante. As pontas estriadas das flechas mostraram-se armas eficientes.
E houve ainda numerosas ocasiões em que os caçadores provocaram o estouro de manadas inteiras, para fazer os animais caírem do alto de rochas ou cercá-los em estreitas passagens e, em seguida, abatê-los. Ainda existem muitos animais de caça, mas o desaparecimento das espécies de maior porte e o clima, cada vez mais quente, inevitavelmente produzirão profundas mudanças no modo de vida das pessoas.

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13.426 – Curiosidades Geográficas – Quais os Lugares Mais Quentes do Planeta?


lugares quentes
Não suporta o verão? Tem vontade de mudar de país quando as temperaturas ultrapassam os 30°? Então fique bem longe desses lugares:
Dallol, Etiópia
Se você acha que alguns lugares no Nordeste brasileiro são muito quentes e até perigosos para a saúde dos habitantes, saiba que o ponto mais quente do Brasil ainda está longe de Dallol, uma cidade na Etiópia que marca 35 °C quando o dia está fresco.
Cercada pelo deserto de Danakil, Dallol tem uma temperatura média de 40 °C durante o ano e, entre junho e agosto, é comum que os moradores sobrevivam sob um sol de 47 °C. O cenário na cidade até lembra outro planeta: calor extremo, muitas rochas e areia.

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Wadi Halfa, Sudão
É uma cidade que está localizada no centro do deserto do Saara. O ar que dessa região subtropical tem uma forte influência na região vizinha, produzindo um seco e extremamente quente deserto.
A precipitação média é de 2,45 mm por ano.

Vale da Morte, EUA
Habitado por ao menos mil anos pela tribo dos Timbisha, o Vale da Morte ganhou o nome dos aventureiros que se atreveram a cruzá-lo no início do século 19, atraídos pela febre de ouro.
Em 1994, o local foi declarado parque nacional. Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas visitam o Vale da Morte a cada ano para desfrutar de sua espetacular paisagem desértica.
Entrar neste lugar quando as previsões meteorológicas apontam para temperaturas superiores a 53°C não parece ser uma boa ideia.

vale da morte
Deserto Lut, Irã
Na área, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a até 70°C.
Em persa, a região é chamada Dasht-e-Loot, o que significa algo como “deserto do vazio”. Mas apesar desse nome, foram descobertos ali água, insetos, répteis e raposas do deserto.

Tirat Tzvi, Israel
Nessa pequena cidade foi registrada a temperatura recorde asiática de 53,9°C (129,0°F) em 21 de junho de 1942.

Timbuktu, Mali – a cidade já registrou a sufocante temperatura de 54,4°C
É uma cidade no centro do Mali, capital da região de mesmo nome. Apesar de não mostrar o esplendor da sua época áurea, no século XIV e estar a ser engolida pela areia do deserto do Saara, ainda tem uma importância tão grande, como depositório de saber, que foi inscrita pela UNESCO, em 1988, na lista do Patrimônio Mundial.
A desertificação e a acumulação de areia trazida pelo vento seco harmattan já destruíram a vegetação, o abastecimento em água e muitas estruturas históricas da cidade.

Queesland, Austrália – caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C.
O clima de Queensland é essencialmente tropical e permite a existência vastas florestas tropicais e mangais junto à costa. O interior é seco e semidesértico.Graças ao seu clima e grande extensão de costa, Queensland é um destino bastante apreciado por veranistas australianos bem como turistas estrangeiros. As atracções principais do estado são a Grande Barreira de Coral e as ilhas costeiras.

Turfan, China – esta área fica a noroeste da província chinêsa de Xinjiang e já viu temperaturas acima de 50°C.
No local existe um peculiar sistema de irrigação subterrânea, que utiliza poços interligados por túneis que fornecem irrigação nas áreas desérticas. Este método de irrigação foi difundido em Xinjiang durante a época da Dinastia Han. Os poços recolhem a água corrente de neve derretida e são interligados de modo que a parte inferior de um poço é ligada com outro poço escavado em um terreno mais abaixo. A maioria desses túneis de irrigação se estendem por cerca de 3 Km, mas alguns chegam a ter 30 km de extensão. Há cerca de 1.100 desses poços na região de Hami e da Depressão de Turpan. Atualmente, o comprimento total desses túneis subterrâneos de irrigação na região de Xinjiang é estimado em 3.000 Km. Trata-se de uma façanha de engenharia comparável à Grande Muralha e ao Grande Canal. A plantação de uvas na região, somente é possível devido a existência desses poços.

Kebili, Tunísia – esta cidade tunisiana já registrou 55º C.
Situa-se à beira de um oásis do deserto do Saara, entre o Chott el Jerid (a noroeste) e o Chott el Fejaj (a nordeste), o território a norte constitui aquilo a que se poderia chamar uma península se os chotts fossem verdadeiramente lagos, já que é uma faixa de terra que separa os dois chotts que estão ligados por uma faixa estreita no sentido este-oeste. A cidade encontra-se 95 km a sudeste de Tozeur, 30 km a norte de Douz, 120 km a oeste de Gabès, 110 km a sul de Gafsa e 470 km a sul de Tunes (distâncias por estrada).

Ghadames, Líbia – Já registrou temperatura de 55°C

A boa notícia é que não há uma temperatura definida de quanto os humanos não conseguem mais aguentar e o grande problema é mesmo lidar com a umidade.

13.424 – Vai um Gelinho aí? Os lugares mais frios do mundo


frio
Se você é daqueles que passa frio quando o termômetro cai alguns graus, passe longe desta lista. Com temperaturas abaixo de -56˚C, esses lugares são os mais congelantes do planeta.
Rogers Pass, Canadá: Roger Pass é o nome da passagem entre as montanhas Selkirk, usada por duas importantes estradas do Canadá. No inverno, as temperaturas na região não são nada agradáveis. A mais baixa já registrada foi de -56,5ºC.
Fort Selkirk, Canadá: -50C
Prospect Creek, Alasca :
Prospecto Creek era o destino de diversas expedições de mineração e já foi lar de mais de 27 mil pessoas que construíram um oleoduto, finalizado em 1977. Desde então, há pouca atividade na área. Em 1971 foi registrada a temperatura mais baixa: -62ºC. Por incrível que pareça, mesmo com esse frio, o petróleo do oleoduto não congela, pois fica protegido por uma camada de isolamento térmico de fibra de vidro.
Eismitte, Groenlândia: verão -12 inverno -64
Não há muito o que se ver em Eismitte além de muito gelo. Em pleno verão, em julho, a temperatura média é de −12.2 °C. A mais baixa já registrada foi de refrescantes -64°C.
Snag, Canadá: -63.9C
Norte da Groelândia: -35
Verkhoyansk, Rússia: -64
Mais de 1.400 pessoas vivem em Verkhoyansk, uma cidade conhecida principalmente por suas temperaturas baixas. Em janeiro, a média é de -50°C. A menor temperatura registrada foi em 1892, de -69,8ºC.
Oymyakon, Rússia: -50C
É o lugar permanentemente habitado mais gelado do planeta, sendo o lar de mais de 200 mil pessoas. Lá é tão frio que o leite geralmente é vendido apenas congelado nos mercados e os carros precisam ficar ligados o dia todo para continuarem funcionando. Antigamente, essa região era conhecida como “Anel da morte de Stalin”, pois era destino de alguns dos exilados políticos do regime soviético. A menor temperatura já registrada foi de -71,1ºC.

Estação Plateau, Antártica: -84C
Claro que as temperaturas mais baixas do planeta estariam na Antártida. Na região onde está localizada a estação de pesquisa americana Plateau, a temperatura mais baixa já registrada foi de -84ºC. A base está hoje desativada.

Estação Vostok, Antártica : temperatura – 62 a -78°C
A base russa Vostok é a mais isolada do mundo e o lugar mais frio do planeta. Em julho de 1983 a temperatura registrada foi de incríveis -89,2ºC. Próximo à estação e abaixo de 4km de gelo está um dos maiores lagos do mundo, com 250km de comprimento e 50km de largura.

friaca

antartida

13.412 – O que é e quando surgiu a Geofísica?


Tectônica+de+Placas
Trata -se do estudo da Terra a partir de medidas de campos físicos que se propagam através de seu interior e de regiões vizinhas. Diferente da Geologia cujo estudo da Terra é feito via observações diretas das rochas, quer à superfície, quer provenientes de amostras colhidas em furos de sondagens, e a dedução da sua estrutura, composição, ou história baseada na análise dessas observações, a Geofísica, por sua vez, aplica os princípios da Física ao estudo da Terra.

A investigação geofísica do interior da Terra consiste em fazer medições na superfície ou próxima a ela. Estas medições são influenciadas pela distribuição interna das propriedades físicas. A análise das medições pode revelar como é que as propriedades físicas do interior da Terra variam vertical e lateralmente. Grande parte do conhecimento terrestre, abaixo das profundidades que se podem atingir por intermédio de furos, é proveniente de observações geofísicas. As propriedades da sub-superfície são estimadas por meio de medição, análise e interpretação dos dados na superfície.

A geofísica pode ser dividida em duas grandes áreas, a Geofísica Global (ou Geofísica Básica, ou ainda Geofísica da Terra Sólida), que estuda fenômenos que ocorrem em grandes escalas temporais e/ou espaciais, e, a Geofísica Aplicada, que estuda fenômenos de escala espacial menor.

Geofísica Global
As sub-áreas da Geofísica Global são:
• Sismologia
• Gravimetria
• Geomagnetismo
• Geodésia
• Mudanças Climáticas Globais
• Geotermia
• Geodinâmica
• Tectonofísica
• Geofísica Espacial
• Modelagem computacional de fenômenos geofísicos de grande escala temporal e/ou espacial

Geofísica Aplicada
A Geofísica Aplicada baseia-se na utilização dos métodos geofísicos de prospecção, cujos principais são:
• Gravimetria
• Magnetometria
• Métodos Radiométricos (Gamaespectrometria)
• Eletrorresistividade
• Potencial Espontâneo
• Polarização Induzida
• Métodos Eletromagnéticos (EM34, TDEM, etc.)
• GPR (Ground Penetrating Radar)
• Magnetotelúrico
• Sísmica de Reflexão e Refração

Estes métodos, utilizados geralmente em conjunto e com apoio de informações geológicas, são aplicados em estudos de:
• Prospecção mineral;
• Prospecção de petróleo;
• Monitoramento Ambiental;
• Água subterrânea (exploração e mapeamento de contaminação);
• Estudos forenses: determinação de cemitérios clandestinos, etc;
• Problemas de engenharia: Infra-estrutura de estradas e pontes, etc;
• Urbano (mapeamento de utilidade, a localização do tanque de armazenamento subterrâneo);
• Segurança de Barragens;
• Mapeamento Geológico;
• Arqueologia;

Cada rocha magnetiza-se de acordo com a sua susceptibilidade magnética, que depende da quantidade e do modo de distribuição dos minerais magnéticos presentes. A concentração de minerais magnéticos produz distorções locais no campo magnético da Terra, que podem ser detectadas e fornecem informações sobre a subsuperfície.
A Magnetometria baseia-se no estudo das variações locais do campo magnético terrestre, derivadas da existência, na subsuperfície, de rochas contendo minerais com forte susceptibilidade magnética, tais como a magnetita, ilmenita e pirrotita.
OBSERVAÇÃO: Tanto na Gravimetria como a Magnetometria, os campos físicos estão presentes; com isso, não é necessário que as rochas em subsuperfície sejam excitadas para que se obtenha uma medida do campo físico. Estes métodos obedecem à Teoria do Potencial e guardam várias semelhanças entre si. São referenciadas como Métodos Potenciais.
NO COMEÇO TUDO ERA GEOLOGIA
No século XVIII as investigações da Terra eram feitas sem muito método, numa
forma quase que puramente observacional e baseadas numa filosofia natural, num misto
de especulações e explicações divinas. A única parte das Ciências da Terra já organizada
era a Mineralogia, ensinada em escolas da França e Alemanha, voltadas à mineração. Foi
somente no início do século XIX que o termo Geologia ganhou força, com a fundação da
“Sociedade Geológica de Londres”, em 1807. A partir de então, esta nova ciência tinha a
missão de representar o estudo do acessível, isto é, as teorias sobre a formação e
evolução da Terra tinham que estar fortemente ancoradas no que as rochas podiam
mostrar. O que não podia ser cabalmente demonstrado era considerado meramente
especulação e ficava no campo da Cosmogonia.
Se essa postura rígida ajudou a desenvolver uma ciência com bases sólidas,
também provocou atrasos no conhecimento do interior da Terra e o estabelecimento de
teorias sobre sua evolução, devido ao preconceito sobre qualquer idéia que não
encontrasse respaldo nas observações de superfície. As primeiras medidas físicas usadas
para modelar a estrutura externa da Terra (a crosta) foram aquelas sobre o calor, isto
porque já se admitia que era necessário um fornecimento de calor constante para formar
e manter as cadeias de montanhas.
Por volta de 1830 já se tinha uma grande quantidade de observações sobre o
aumento de temperatura com o aumento de profundidade nas minas. Mantendo-se essa
razão constante, extrapolava-se que a 80 km de profundidade as rochas estariam todas
fundidas, criando um mar de magma que seria a fonte de lavas dos vulcões. Essas falsas
conclusões deveram-se à falta de conhecimento sobre as reais propriedades físicas da
Terra, o que só veio a ser conhecido muito mais tarde. Entretanto, com isso iniciou-se o
estudo do interior do planeta, campo de estudo que por vezes era designado por Geologia
Física. Entretanto, esse termo não era apropriado porque a base de conhecimento e os
métodos a serem utilizados nessa investigação eram muito diferentes daqueles aplicados
pelos geólogos da época. Mais apropriadamente, referia-se então à Física da Terra a essa
linha de investigação, e que acabou sendo o núcleo de uma nova ciência, a Geofísica.

Fonte: USP

 

13.407 – Geografia – Ilhas Famosas e Abandonadas


Hashima (Japão) – No século 19, os japoneses descobriram que esta ilha possuía fartas minas de carvão e começaram a povoar o lugar para explorar o minério. Prédios foram construídos para servir essas pessoas, incluindo um hospital e uma escola. Nos anos 50, o lugar chegou a ter mais de 5 mil moradores. Em 1974, porém, a exploração parou e os habitantes se foram (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Holland Island (EUA) – Esta ilhota na Baía de Chesapeake (EUA), banhada pelo Oceano Atlântico, ganhou muitos habitantes no século 19 devido ao boom da pesca e da agricultura. Em 1920, havia 360 residentes e a ilha chegou a ter 70 estruturas, incluindo uma igreja. No entanto, a erosão do solo diminuiu a área da ilha até que ela desaparecesse completamente em 2012 (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Poveglia (Itália) – É dividida em três pequenas ilhas. Uma delas abriga um forte octogonal construído no século 17. No século seguinte, virou ponto de parada de navios que iam para Veneza – até que dois deles atracaram com pessoas infectadas pela peste. Mais recentemente, no século 20, as estruturas foram transformadas num sanatório, até o local ficar desabitada nos anos 60. Hoje, a ilha italiana tem fama de ser assombrada (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Hirta (Escócia) – Esta ilha a 180 km da costa escocesa foi habitada até 1930, quando os últimos residentes foram embora. Hoje abriga uma estação de monitoramento de mísseis, mas não tem nenhum residente fixo. Mas há até um bar lá para atender os funcionários e marinheiros que passam por ali (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

North Brother Island (EUA) – Esta ilha e sua “irmã”, a South Brother, ficam pertinho de Manhattan, em Nova York. Durante um tempo, a North Brother abrigou um hospital especializado em doenças que exigiam quarentena, como varíola e tuberculose. Depois, virou um centro de reabilitação para dependentes químicos, que fechou nos anos 60. A ilha está desabitada desde então (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Spinalonga (Grécia) – Fortificada no século 16 para proteger o continente contra piratas e invasores, a ilha, que fica na Grécia, foi tomada pelos otomanos no século 18. No século 20, foi uma colônia para leprosos, o que alimenta boatos de que é assombrada. Hoje está desabitada, mas é muito visitada por turistas (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

spinalonga

13.384 – Mega Tour – Ilha Bela


ilha bela
Um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros e é localizado no litoral norte do estado de São Paulo, microrregião de Caraguatatuba. A população aferida pelo IBGE no Censo de 2010 era de 28 196 habitantes, e a área é de 347,5 km², resultando numa densidade demográfica de 81,13 hab/km². A população estimada pelo IBGE para 1 de julho 2015 era de 32 197 habitantes, resultando numa densidade estimada de 92,65 hab/km².
Possui uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, com todas as características de relevo jovem. Com o aspecto geral de um conjunto montanhoso – formado pelo Maciço de São Sebastião e Maciço da Serraria, além da acidentada Península do Boi –, a Ilha de São Sebastião se destaca como um dos acidentes geográficos mais elevados e salientes do litoral paulista, tendo como pontos culminantes o Pico de São Sebastião, com 1379 metros de altitude; o Morro do Papagaio, com 1307 metros; e o Morro da Serraria, com 1285 metros.
Banhado pelo oceano Atlântico, o município está localizado a 135 quilômetros da capital e a 140 quilômetros da divisa com o estado do Rio de Janeiro. Está situada um pouco ao sul do Trópico de Capricórnio, que passa sobre a cidade vizinha de Ubatuba.
Ilhabela é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto ao seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Pesquisas arqueológicas realizadas desde o final da década de 1990 mostram que pelo menos quatro das ilhas do arquipélago de Ilhabela foram habitadas muito antes da chegada dos europeus ao Brasil. Isso foi possível graças à descoberta de sítios arqueológicos pré-coloniais denominados “concheiros”, “abrigos sob rocha” e “aldeias indígenas”. Os “concheiros” permitiram aos arqueólogos concluírem que os primeiros habitantes do arquipélago foram os chamados “homens pescadores-coletores do litoral”, indígenas que não dominavam a agricultura e nem a produção de cerâmica, sobrevivendo apenas do que encontravam na natureza, especialmente animais marinhos. Não existe ainda a datação de nenhum desses “concheiros”. Também foi encontrada na Ilha de São Sebastião grande quantidade de cerâmica indígena da tradição Itararé, possivelmente produzida por indígenas do tronco linguístico macro-jê. Não há, até o momento, nenhuma evidência arqueológica de que tenha existido no arquipélago alguma aldeia do tronco linguístico tupi.
Em 20 de janeiro de 1502 a primeira expedição exploradora enviada ao Brasil pelos portugueses, comandada pelo navegador português Gonçalo Coelho e trazendo a bordo o cosmógrafo italiano Américo Vespúcio, encontrou uma grande ilha que, segundo o aventureiro alemão Hans Staden, era chamada pelos tupis de Maembipe (“lugar de troca de mercadorias e resgate de prisioneiros”). Essa ilha, assim como fora feito em outros acidentes geográficos importantes, foi batizada pelos membros da expedição com o nome do santo do dia, São Sebastião. Também se diz que era chamada pelos indígenas por Ciribaí (lugar tranquilo).
O município arquipélago de Ilhabela possui um território de 348,3 km² (IBGE) e suas principais ilhas são, pela ordem em termos de área, a de São Sebastião, a dos Búzios, a da Vitória e a dos Pescadores – todas habitadas. Fazem parte ainda do arquipélago os ilhotes das Cabras, da Sumítica, da Serraria, dos Castelhanos, da Lagoa, da Figueira e das Enchovas.

As ilhas de búzios e Vitória ficam, respectivamente, a 28 e 40 quilômetros de Ilhabela. Canoas são as únicas embarcações capazes de atracar no píer precário. Ambas possuem resquícios de cemitérios indígenas pré-históricos. Os habitantes plantam e criam a própria comida, embora a quantidade de peixes esteja diminuindo, mas a Ilha de Búzios possui dois mercados. Falta água potável e os habitantes urinam e defecam na vegetação.
A Ilha de São Sebastião – onde fica a área urbana do município – está localizada defronte aos municípios de São Sebastião a noroeste e Caraguatatuba a norte. Com 337,5 km², a Ilha de São Sebastião é a segunda maior ilha marítima do Brasil, superada apenas pela de Santa Catarina, que abriga a maior parte do município de Florianópolis, a capital de Santa Catarina. Em sua orla – com cerca de 130 quilômetros extensão – o relevo desenha reentrâncias e mergulhos, com 45 praias principais e outra dezena de pequeninas praias situadas, irregularmente, ao pé das escarpas.
A ilha possui duas faces distintas: a face voltada para o continente é a mais urbanizada e populosa cujas praias são mais calmas, badaladas e poluídas. Já a face voltada para o oceano aberto é pouco habitada, sendo que a maioria dos habitantes dessa face está na Praia de Castelhanos, a única praia do lado oceânico acessível de carro (embora só jipes possam fazer o trajeto até o local). Pelas praias dessa face estarem voltadas todas para o oceano, possuem ondas mais fortes que atraem surfistas.Uma das características marcantes de Ilhabela é a predominância da Mata Atlântica, sendo a Serra de Ilhabela coberta pela floresta latifoliada tropical úmida de encosta. Dentre todos os municípios abrangidos pela Mata Atlântica, Ilhabela foi aquele que mais preservou a floresta no período compreendido entre os anos de 1995 a 2000, graças a um programa de contenção da expansão urbana desordenada que é desenvolvido pela administração municipal na área de entorno do Parque Estadual de Ilhabela (PEI), criado em 20 de janeiro de 1977 pelo decreto estadual nº 9414, com área de 27,025 hectares correspondente a cerca de 78% do território abrangido pelo arquipélago.O clima é tropical litorâneo úmido ou tropical atlântico, classificado como Aw. Possui um clima quente e úmido, com temperatura média anual de 23 °C e precipitação de 1 646 mm/ano, mais concentrados nos meses de verão. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura máxima de 30 °C e o mais frio é julho com mínima de 15 °C. No entanto, devido às diferenças altimétricas, é possível a ocorrência de diferentes climas em Ilhabela, como o tropical de altitude ou mesmo subtropical nas áreas montanhosas e nos picos. Áreas muito elevadas (acima de 1.000 m) tendem a apresentar temperaturas bastante inferiores às da parte que fica ao nível do mar.

formação geologica ilha bela
Formação geológica da ilha

13.373 – Geografia, Geopolítica e Geoeconomia – CLASSIFICAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS


União econômica e monetária.
Um dos aspectos mais proeminentes do mundo globalizado e da atual ordem mundial é a formação dos acordos regionais, mais conhecidos como blocos econômicos, que, ao invés de se estabelecerem como um contraponto à integração mundial da globalização, atuaram no sentido de intensificá-la. Hoje em dia, existem diferentes tipos de blocos econômicos que se organizam em diferentes denominações e níveis de integração entre os seus países-membros.
Dessa forma, como existem diferentes objetivos e distintos níveis de avanço em termos econômicos entre os acordos regionais, adota-se uma classificação dos blocos econômicos a fim de melhor estudá-los. Sendo assim, eles são postos em uma hierarquia que vai desde a zona de preferências tarifárias até uma união econômica e monetária. Confira:
Zona de preferências tarifárias: é um passo inicial de integração entre os países, de forma que esses adotam apenas algumas tarifas preferenciais envolvendo alguns produtos, tornando-os mais baratos em relação a países não participantes do bloco.

Exemplo: ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).
Zona de livre comércio: consiste na eliminação ou diminuição significativa das tarifas alfandegárias dos produtos comercializados entre os países-membros. Assim como o tipo anterior, trata-se de um acordo meramente comercial.
Exemplos: NAFTA (Tratado de Livre Comércio das Américas), CAN (Comunidade Andina), entre outros.
União Aduaneira: trata-se de uma zona de livre comércio que também adotou uma Tarifa Externa Comum (TEC), que é uma tarifa que visa taxar os produtos advindos de países não membros dos blocos. Dessa forma, além de reduzir o preço dos produtos comercializados entre os países-membros, a União Aduaneira ainda torna os produtos de países externos ao bloco ainda mais caros.
Exemplo: Mercosul (Mercado Comum do Sul). A TEC, nesse caso, é adotada apenas entre os seus membros efetivos (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai*).
Mercado Comum: é um bloco econômico que conta com um avançado nível de integração econômica, indo muito além de um acordo comercial, pois envolve a livre circulação de produtos, pessoas, bens, capital e trabalho, tornando as fronteiras entre os seus membros quase que inexistentes em termos comerciais e de mobilidade populacional.
União Política e Monetária: consiste em um mercado comum que ampliou ainda mais o seu nível de integração, que passa a alcançar também o campo monetário. Adota-se, então, uma moeda comum que substitui as moedas locais ou passa a valer comercialmente em todos os países-membros. Também é criado um Banco Central do bloco, que passa a adotar uma política econômica comum para todos os integrantes.
O único exemplo de mercado comum e, ao mesmo tempo, de união política e monetária é a União Europeia, que é hoje considerada o mais importante bloco econômico da atualidade em razão do seu avançado nível de integração. Em muitos casos, essa integração alcança até mesmo as decisões políticas que eventualmente são tomadas em conjunto pelos países-membros.

* A Venezuela foi suspensa do Mercosul, por tempo indeterminado em dezembro de 2016.

13.365 – Historia – De ☻lho na África


Os territórios africanos, por serem ricos em recursos naturais, como ferro, petróleo e carvão, tornaram-se alvo de extremo interesse dos países europeus, necessitados de matérias-primas para suas industrias e também novos mercados consumidores.
Em 1885, aconteceu a conferência de Berlim, que reuniu representantes de 15 países, entre eles, Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Holanda, Itália, Portugal, Espanha e Rússia, além de EUA. Nessa ocasião, “fatiaram” a África entre eles, sem consultar os povos que ali viviam.
Transformaram então a África numa colcha de retalhos. Atualmente a África possui 54 países, nos quais se fala, além das línguas de origem africana, inglês, português, alemão e francês, que são heranças do domínio colonial.

Fonte: CEEJA

Mais sobre a Conferência de Berlim
A Conferência de Berlim foi realizada entre 15 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885 e teve como objetivo organizar, por meio de regras, a ocupação da África pelas potências coloniais. Essa divisões não respeitaram as relações étnicas, linguística e mesmo familiares dos povos desse continente. Seu organizador e acompanhante foi Chanceler Otto von Bismarck da Alemanha e participaram a Grã-Bretanha, França, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos, Suécia, Áustria-Hungria e Império Otomano.
O Império Alemão, país vencedor, não possuía colônias na África, mas tinha esse desejo e viu-o satisfeito, passando a administrar o “Sudoeste Africano” (atual Namíbia), Tanganica, Camarões e Togolândia; os Estados Unidos na altura não tinham mais a colônia da Libéria, independente desde 1847, mas como potência em ascensão foram convidados; o Império Otomano possuía províncias na África, notadamente o Egito (incluindo o futuro Sudão Anglo-Egípcio) e Trípoli, mas seus domínios foram vastamente desconsiderados no curso das negociações e foram arrebatados de seu controle até 1914.

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13.267 – Tour da Muamba – Ciudad del Este


Ciudad-del-este
A Grande Ciudad del Este é a segunda maior aglomeração urbana do Paraguai seja em relação a população ou superfície, sendo a aglomeração da Grande Assunção a maior do país. É uma das zonas do Paraguai com maior crescimento urbano nos últimos tempos. Possui uma área de 1017 km² pertencente aos quatro municípios, sendo apenas 120 km² de fato conurbados.
No distrito de Minga Guazú, encontra-se o Aeroporto Internacional Guaraní, o segundo mais importante do país. Este terminal aéreo tem apenas como destinos as cidades de Assunção, Montevidéu e São Paulo.
O Terminal de Ônibus de Ciudad del Este está localizado próximo do Estádio Antonio Oddone Sarubbi. Este terminal oferece serviços para muitas cidades do Paraguai e também a nível Internacional.
A cidade foi fundada através de decreto em 3 de fevereiro de 1957 com o nome Puerto Flor de Lis. Logo, teve seu nome alterado para Puerto Presidente Stroessner, em homenagem ao ditador Alfredo Stroessner. Após o golpe de estado que depôs o ditador em 3 de fevereiro de 1989, o comando revolucionário utilizou o nome Ciudad del Este. Nos dias posteriores, através de plebiscito, os cidadãos elegeram e confirmaram o nome de Ciudad del Este.
A cidade faz parte de um triângulo internacional conhecido na região como Tríplice Fronteira, que envolve também Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. As três cidades são separadas umas das outras pelo Rio Paraná e pelo Rio Iguaçu.
Com uma aglomeração urbana de 387 mil habitantes (2010), Ciudad del Leste é a segunda cidade mais populosa do Paraguai, ficando apenas atrás da capital Assunção, que tem 742 mil habitantes. Inúmeros brasileiros trabalham ilegalmente nessa cidadeː quase 50 mil.
A cidade é responsável por 10% do produto interno bruto paraguaio, que é de 3 bilhões de dólares estadunidenses. É a terceira maior zona franca de comércio do mundo (após Miami e Hong Kong). Seus clientes são, na maioria, brasileiros, paraguaios e coreanos atraídos pelos baixos preços dos produtos ali vendidos. Além disso, a cidade é o quartel-general da Itaipu Binacional, juntamente com Foz do Iguaçu, no Brasil. A venda de eletricidade da usina hidrelétrica de Itaipu para o Brasil gera mais de trezentos milhões de dólares estadunidenses de renda anual para o país.
O turismo de Ciudad del Este é caracterizado pelo turismo de compras, porém a cidade possui, também, atrativos turísticos que fogem a este padrão. A 20 quilômetros ao norte, em Hernandarias, se encontra a represa de Itaipú, que pode ser contemplada pelo lado paraguaio. A 8 quilômetros ao sul, se encontram os Saltos del Monday. A 26 quilômetros ao sul, está localizado o Monumento Científico Moisés Bertoni. O parque de Acaray oferece hospedagem aos visitantes. O lago de la República, que se encontra no centro da cidade, é um espaço de recreação rodeado pela vegetação. A Catedral de San Blás assemelha-se à forma de um barco e foi construída em 1964 com esculturas de pedra. O museu “El Mensú” foi o primeiro espaço destinado para reunir os mais diversos objetos que representam a história, cultura e tradição da cidade, tendo peças da época da fundação da cidade e utensílios de indígenas da região.
A temperatura média anual é de 21 °C, a máxima atinge 38 °C, e a mínima 0 °C. O maior montante anual de precipitação ocorre na região do Alto Paraná, terra do nevoeiro, do orvalho e do inverno permanente. Ciudad del Este tem um clima subtropical continental. No inverno de 1982, nevou pela segunda vez no Paraguai. Em novembro-dezembro de 2009, ocorreram quatro princípios de tornados, mas nunca estabelecidos em sua totalidade (é normal ver vórtices menores sobre o rio Paraná).

13.232 – Mega Sampa – Por que São Caetano do Sul é a nº1 do Brasil em IDH


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São Caetano do Sul (SP) mais uma vez liderou o ranking das cidades mais desenvolvidas do Brasil, divulgado pelo Pnud, órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro. É a terceira vez que o levantamento, intitulado IDHM, é lançado. E é a terceira vez que a cidade do ABC paulista aparace em primeiro.
A cidade alcançou pontuação de 0,862 na avaliação realizada pela ONU com dados do IBGE, referentes ao Censo 2010. Embora a pesquisa nacional use padrões ligeiramente diferentes daqueles aplicados no exterior pela ONU, o IDHM de São Caetano do Sul hoje é maior que o de países como Grécia (0,860) e Chile (0,819).
A escala do IDH vai de 0 a 1, com indicadores positivos em educação, longevidade e renda per capita correspondendo a valores maiores. As cidades brasileiras já haviam sido avaliadas em levantamentos feitos em 1991 e 2000.

Renda per capita
Embora esteja em segundo lugar em relação à educação e em 19ª no quesito longevidade da população, o dinheiro de São Caetano justifica sua avaliação como maior IDH do país. De acordo com o levantamento divulgado hoje, a renda per capita média da cidade de cerca de 145 mil habitantes supera 2 mil reais.
O valor é mais de 20 vezes maior do que o a renda per capita de Marajá do Sena (MA), cidade mais mal-avaliada do país em relação a renda per capita. O fortalecimento da área de serviços sem descuidos em relação à presença industrial é apresentado pelos administradores municipais como uma das razões para cerca de 45% da população de São Caetano se encontrar hoje na classe B.

Educação e longevidade
Além da economia, São Caetano também apresenta bons números em relação à educação. Embora Águas de São Pedro (SP) apresente as melhores estatísticas da área no país, São Caetano está na vice-liderança dos indicadores. A cidade investe cerca 35% do seu orçamento na formação educacional e conta hoje com mais de 100 escolas, um centro de formação de professores e uma universidade municipal.
Entretanto, problemas como a contratação emergencial de professores ainda fazem parte do cotidiano do município. Apesar dos ótimos indicadores, cerca de 4% das crianças de 5 a 6 anos não estão na escola. Na faixa que vai dos 18 aos 20 anos, a porcentagem cresce para mais de 30%.
Hoje, a expectativa de vida em São Caetano do Sul gira em torno de 78 anos. Dos três indicadores que influenciam no IDH, a longevidade é o quesito em que a cidade tem o pior desempenho – a ponto de ficar fora da lista dos 15 municípios do país com melhores indicadores no quesito. Ainda assim, consta no site da prefeitura de São Caetano do Sul a existência de quatro centros voltados para atender a terceira idade.

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13.223 – História – Amazônia já teve partes inundadas e teve até tubarões


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Durante dois momentos no passado partes da Amazônia no Brasil e Colômbia estiveram temporariamente ocupadas por mar. Não era muito profundo e tinha menos salinidade que os atuais oceanos, mas sua fauna incluía até tubarões. Mas isso, que pareceria ser apenas uma curiosidade científica, foi de vital importância para o aumento da biodiversidade da região –a maior do planeta.
Uma equipe internacional de 16 pesquisadores –incluindo o brasileiro Carlos D’Apolito Júnior, da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso)–, distribuídos por instituições de oito países, publicou a descoberta na atual edição da revista científica americana “Science Advances”.
Os dois “eventos de inundação” ocorreram na época geológica conhecida como Mioceno, que durou de 23 a 5,3 milhões de anos atrás. Essa época constitui o momento mais antigo do período geológico chamado Neogeno, que terminou há 2,5 milhões de anos, passando então para o atual período Quaternário. Cada época ou período é caracterizado por mudanças importantes na geologia, na fauna e na flora da Terra.
Hoje cerca de 80% da Amazônia é ocupada por florestas em terra firme e 20% por regiões inundáveis. A equipe, cujo principal pesquisador é Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais, Panamá, examinou sedimentos em núcleos obtidos nas bacias de Llanos, Colômbia, e Amazonas/Solimões, Brasil.
Um total de 933 tipos de microfósseis (“palinomorfos”), ou 54.141 indivíduos, foram contados nos dois núcleos geológicos de Saltarin (Colômbia) e 105-AM (Brasil).
O brasileiro Carlos D’Apolito Júnior obteve seu doutorado, no ano passado na Universidade de Birmingham, Reino Unido, justamente sobre a evolução antiga, durante o Mioceno, da paisagem da Amazônia ocidental na Formação Solimões.
A evidência marinha fez o pesquisador analisar mais amostras; “comecei a encontrar mais e mais dinoflagelados. Bem, o resultado você já sabe –evidência direta e inquestionável de ambientes costeiros na Amazônia ocidental durante o Mioceno”.
O próximo passo foi comparar os resultados com o material colombiano que vinha sendo coletado pelo grupo de Jaramillo. “Vimos que tínhamos ali a comprovação de uma ideia antiga de que esses ambientes costeiros avançaram via Caribe durante o Mioceno”.

13.199 – Geografia do Brasil – Arroio Chuí


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É um pequeno curso de água localizado na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, sendo conhecido por ser o ponto extremo sul do Brasil.
O arroio nasce num pequeno pântano no município de Santa Vitória do Palmar e, inicialmente, corre de norte para sul. Atravessando o município do Chuí, o arroio muda sua direção para leste, passando a marcar, então, a fronteira do Brasil com o Uruguai até desaguar no oceano Atlântico junto à Praia da Barra do Chuí, balneário de Santa Vitória do Palmar, tendo na margem uruguaia a povoação de Barra del Chuy.
O arroio Chuí é, frequentemente, citado como o ponto mais meridional do Brasil, entretanto, a afirmação não está totalmente certa. Geograficamente, o verdadeiro extremo sul do país é apenas um ponto em seu trajeto. A localização exata desse ponto sem nome é uma pequena curva do arroio, aproximadamente 2,7 quilômetros antes de sua foz, a 33° 45′ 03″ de latitude sul e 53° 23′ 48″ de longitude oeste. Por sua vez, a foz do arroio é, ao mesmo tempo, os extremos sul e oeste do litoral brasileiro (não do território nacional) e também os extremos norte e leste do litoral uruguaio.
Até 1978, as cheias e a ação das marés frequentemente alteravam o curso final do arroio, causando problemas diplomáticos entre o Brasil e o Uruguai – pois se tornava difícil delimitar exatamente a fronteira. Naquele ano, de comum acordo entre os dois países, foram feitas obras de dragagem e canalização que tiveram sucesso em estabilizar o curso inferior do arroio.

13.186 – Mega Cidades – Estocomo


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É a sede do governo sueco, representado na figura do Riksdagen, o parlamento nacional do país, além de ser a residência oficial dos membros da monarquia sueca. Em 2008, a área metropolitana de Estocolmo era o lar de cerca de 21% da população da Suécia e contribuía com mais de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Segundo dados de 2010, a cidade de Estocolmo propriamente dita tinha uma população de 807 311 habitantes, enquanto que a área urbana (em sueco tätort) tinha cerca de 1,3 milhão de moradores, e sua região metropolitana, a maior aglomeração urbana do país, que engloba as demais cidades periféricas ou próximas de Estocolmo, além dela própria, cerca de 2 milhões.
Estocolmo é o maior e mais importante centro urbano, cultural, político, financeiro, comercial e administrativo da Suécia desde o século XIII. Sua localização estratégica sobre 14 ilhas no centro-sul da costa leste da Suécia, ao longo do lago Mälaren, tem sido historicamente importante. Uma vez que a capital sueca está situada sobre ilhas conhecidas por sua beleza, a cidade é destino de turistas de todo o mundo, tendo sido apelidada nos últimos anos de “Veneza do Norte”. Estocolmo é conhecida pelos seus edifícios e monumentos extremamente bem preservados, por seus arborizados parques, por sua riquíssima vida cultural e gastronômica, e pela gigantesca qualidade de vida que oferece a seus moradores.
Há décadas, Estocolmo figura como uma das cidades mais visitadas dos países nórdicos, com mais de um milhão de turistas internacionais anualmente.
O nome Stockholm nasce da junção de dois nomes; a primeira parte, stock, que significa literalmente “tronco de madeira”, pode ser relacionado com uma palavra do antigo alemão (Stock), que significa “fortificação”, enquanto que a segunda parte, holm significa ilha, referindo-se à ilhota de Helgeandsholmen na zona central de Estocolmo, de onde a cidade surgiu.
No século XVII a Suécia atingiu grande prosperidade e respeito por parte dos países europeus, reflectindo-se no desenvolvimento de Estocolmo. Desde 1610 até 1680, a população multiplicou-se seis vezes. Em 1634, a cidade tornou-se na capital oficial do Império Sueco. Foram aprovadas leis que deram a Estocolmo o monopólio do comércio da Suécia e dos territórios escandinavos.
Estocolmo fica na parte da costa oriental da Suécia. Está situada num arquipélago de catorze ilhas e ilhotas, unidas por 53 pontes, na região onde o lago Mälaren encontra o mar Báltico. A fisiografia da cidade é muito homogénea, sendo que predominam as planícies, chegando no máximo a 200 m de altitude em alguns pontos. Cerca de 30% da cidade está coberta de canais e outros 30% são ocupados por parques e zonas verdes, proporcionando à cidade um clima mais favorável do que se deveria esperar, principalmente devido à elevada latitude no contexto europeu.
A cidade de Estocolmo tem um clima continental. Devido à latitude da capital sueca, o clima deveria ser mais frio, no entanto é ameno devido à influência da Corrente do Golfo. A duração do dia, em média, varia entre 18 horas, no Verão, e 6 horas no Inverno, sendo que a cidade desfruta de 1821 horas de sol anualmente.
O município de Estocolmo é uma unidade administrativa com limites geográficos bem definidos. Está dividido em distritos municipais que têm ao seu cargo a gestão das escolas, dos serviços sociais, culturais e de lazer da respectiva zona. Estes por sua vez estão divididos em bairros. A cidade está dividida em três partes: Estocolmo Central (Innerstaden), Estocolmo Meridional (Söderort) e Estocolmo Ocidental (Västerort). Os distritos municipais e respectivos bairros de cada uma dessas três fracções são:
Estocolmo Central:

Kungsholmen – Fredhäll, Kristineberg, Kungsholmen, Lilla Essingen, Marieberg, Stadshagen e Stora Essingen
Norrmalm – Norrmalm, Skeppsholmen, Vasastaden e Östermalm
Södermalm – Långholmen, Reimersholme, Södermalm e Södra Hammarbyhamnen
Östermalm – Djurgården, Hjorthagen, Ladugårdsgärdet, Norra Djurgården e Östermalm
Estocolmo Meridional:

Enskede-Årsta-Vantör – Enskedefältet, Enskede Gård, Gamla Enskede, Johanneshov, Stureby, Årsta, Östberga, Bandhagen, Högdalen, Örby, Rågsved e Hagsätra.
Farsta – Fagersjö, Farsta, Farstanäset, Farsta Strand, Gubbängen, Hökarängen, Larsboda, Sköndal, Svedmyra e Tallkrogen
Hägersten-Liljeholmen – Fruängen, Hägersten, Hägerstensåsen, Mälarhöjden, Västertorp, Liljeholmen, Aspudden, Gröndal, Midsommarkransen e Västberga
Skarpnäck – Hammarbyhöjden, Björkhagen, Enskededalen, Kärrtorp, Bagarmossen, Skarpnäcks gård, Flaten, Orhem e Skrubba
Skärholmen – Bredäng, Sätra, Skärholmen e Vårberg
Älvsjö – Herrängen, Långbro, Långsjö, Älvsjö, Solberga, Örby Slott e Liseberg
Estocolmo Ocidental:

Bromma – Abrahamsberg, Alvik, Beckomberga, Blackeberg, Bromma Kyrka, Bällsta, Eneby, Höglandet, Lunda, Mariehäll, Nockeby, Nockebyhov, Norra Ängby, Olovslund, Riksby, Smedslätten, Stora Mossen, Södra Ängby, Traneberg, Ulvsunda, Ulvsunda industriområde, Åkeshov, Åkeslund, Ålsten e Äppelviken
Hässelby-Vällingby – Hässelby gård, Hässelby strand, Hässelby villastad, Grimsta, Kälvesta, Nälsta, Råcksta, Vinsta e Vällingby
Rinkeby-Kista – Rinkeby, Akalla, Husby, Kista e Hansta
Spånga-Tensta – Bromsten, Flysta, Solhem, Lunda, Sundby e Tensta
A grande maioria dos habitantes de Estocolmo trabalham no sector dos serviços, que representa aproximadamente oitenta e cinco por cento dos empregados da cidade. A quase total ausência de indústria pesada na cidade faz com que esta seja uma das mais limpas da Europa e do Mundo. Na última década geraram-se muitos postos de trabalho na capital sueca, principalmente na área da alta tecnologia, devido ao desenvolvimento caseiro de empresas dessa natureza tal como a fixação de companhias multi-nacionais desse género. A IBM, Ericsson e Electrolux têm assento na cidade.

Estocolmo é o centro financeiro da Suécia; na cidade encontram-se sediados os maiores bancos do país, tais como o Swedbank, o Handelsbanken, e o Skandinaviska Enskilda Banken, e também muitas companhias de seguros, como por exemplo a Skandia e Trygg-Hansa. Os principais índices bolsistas suecos estão representados na Bolsa de Estocolmo (Stockholmsbörsen). Também estão instaladas na cidade as principais sedes de lojas de venda a retalho tal como a H&M.

O sector do turismo representa também uma importante fatia na economia local. Entre 1991 e 2004 o número de visitantes da cidade, por ano, aumentou de quatro milhões para sete milhões e meio.
Em Estocolmo o ensino é até os 18 anos, e as crianças aprendem 4 línguas diferentes, para os imigrantes que vivem no município e tem filhos, tem o direito de aprender a língua materna.Um costume nas escolas de Estocolmo é que precisa tirar o sapato para entrar.

Estocolmo é mais conhecida pela cerimônia de entrega do Prémio Nobel que ocorre todos os anos, mas a cidade é também sede da maior concentração de universidades e de instituições de ensino superior isoladas da Suécia. Entre elas estão as seguintes:

Universidade de Estocolmo (Stockholms Universitet)
Real Instituto de Tecnologia (Kungliga Tekniska Högskolan ou “KTH”)
Escola de Economia de Estocolmo (Handelshögskolan i Stockholm ou “Handels”)
Instituto Karolinska (Karolinska Institutet ou ‘”KI”‘)
Escola Real de Belas Artes (Kungliga Konsthögskolan ou “Mejan”)
Escola Real de Música (Kungliga Musikhögskolan)
Universidade-Escola de Artes, Desenho e Design (Konstfack)
Universidade-Escola de Ópera (Operahögskolan)
Universidade-Escola de Educação Musical (Kungliga Musikhögskolan)
Universidade-Escola de Dança (Danshögskolan)
Universidade-Escola do Sul de Estocolmo (Södertörns Högskola)
A cidade de Estocolmo têm um amplo sistema de transporte público. Consiste no Metropolitano de Estocolmo; três sistemas ferroviários regionais ou suburbanos:Trem urbano (Pendeltåg), Roslagsbanan e Saltsjöbanan; um grande número de linhas de ônibus e uma linha de barca na cidade. Todo o setor de transporte público da cidade de Estocolmo, com exceção dos autocarros de aeroporto, são organizados pelo Storstockholms Lokaltrafik. Para a operação e manutenção dos serviços públicos de transporte são delegadas várias empreiteiras. O tráfego de barco do arquipélago é manipulado pelo Waxholmsbolaget.

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Aeroporto de Estocomo

13.144 – Geografia – Qual a maior avenida do Brasil?


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A avenida Sapopemba.

uma avenida da Zona Leste da cidade de São Paulo, Brasil.Inicia no acesso à avenida Salim Farah Maluf, no distrito da Água Rasa e termina no Largo de Santa Luzia, próximo ao centro do município de Ribeirão Pires, à leste da Grande São Paulo. A partir da limítrofe entre Mauá e o município de São Paulo, esta via passa ser denominada como “Ramal Sapopemba”, trecho sob jurisdição do DER (Departamento de Estradas de Rodagem); Com 45 quilômetros de extensão é considerada a maior avenida do Brasil e a terceira maior do mundo. Possui 1.786 postes e nela operam quarenta linhas de ônibus diferentes. Numeração: Lado par até o número 75.008 Lado ímpar até o número 75.007.
Sua origem remonta ao início do século XIX, quando era chamada de Estrada de Sapopemba, e ligava a zona rural ao centro da cidade de São Paulo. Em 3 de junho de 1954 o prefeito Jânio Quadros sancionou a Lei 4.484 que alterava o nome de “estrada” para “Avenida Sapopemba”, após algumas tentativas fracassadas de alterar o nome anos antes.
Já a menor, criada em 1.911 é a Avenida Luiz Xavier localizada em Curitiba-PR é a menor avenida do Brasil, pois só tem uma quadra. A partir da década de 70 virou calçadão de pedestres.
Muita gente considera que a Avenida Brasil no Rio de Janeiro seja a maior, por ter 58 km de extensão, mas uma parte dela é uma alça de acesso da BR-101, não sendo considerada uma parte do trecho urbano do Rio. Ela corta 27 bairros da cidade (São Cristóvão, Caju, Benfica, Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Cordovil, Vigário Geral, Parada de Lucas, Jardim América, Irajá, Acari, Coelho Neto, Barros Filho, Guadalupe, Deodoro, Ricardo de Albuquerque, Realengo, Padre Miguel, Bangu, Vila Kennedy, Santíssimo, Campo Grande, Paciência e Santa Cruz) e pode ser considerada a mais importante via expressa do município.

13.125 – Cientistas identificam novo continente no Hemisfério Sul: a Zelândia


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Um novo continente, quase completamente submerso, foi identificado por cientistas no sudoeste do oceano Pacífico e batizado como Zelândia.
As montanhas mais altas dessa nova região, no entanto, já eram nossas conhecidas e despontam na Nova Zelândia, segundo os geólogos.
Agora, os cientistas estão empenhados em uma campanha para que o continente seja reconhecido.
Um artigo publicado a publicação científica “Geological Society of America’s Journal” afirma que a Zelândia tem 5 milhões de quilômetros quadrados –quase dois terços do tamanho da vizinha Austrália, que tem 7,6 milhões de quilômetros quadrados.

CRITÉRIOS
Cerca de 94% desta área está submersa –há apenas poucas ilhas e três grandes massas de terra visíveis na sua superfície: as ilhas do Norte e do Sul da Nova Zelândia e a Nova Caledônia.
É comum pensar que é preciso que uma região esteja na superfície para ser considerada um continente. Mas os especialistas levaram em conta outros quatro critérios: elevação maior em relação ao entorno, geologia distinta, área bem definida e crosta mais espessa do que a do fundo do oceano.

Mas sendo assim, quantos continentes temos atualmente, afinal?
A resposta é que, como vários critérios podem ser adotados, falta consenso entre os especialistas sobre esse número.

OITAVO CONTINENTE
Embora ainda seja ensinada na escola, a divisão em cinco continentes –América, África, Europa, Ásia e Oceania– é considerada deficiente entre os estudiosos porque não leva em conta critérios geológicos.
Uma outra divisão mescla critérios geológicos e socioculturais, separando, por exemplo, as Américas do Norte (que inclui a Central) e do Sul.
Europa e Ásia –que às vezes aparecem como um único continente, a Eurásia– tornam-se dois blocos distintos, respeitando as diferenças culturais entre seus povos.

Somando África, Oceania e Antártida, teríamos assim sete continentes –a Zelândia viria a ser o oitavo.
O principal autor do artigo, o geólogo neozelandês Nick Mortimer, disse que os cientistas vêm se debruçando sobre as informações há mais de duas décadas para provar que a Zelândia é um novo continente.
“O valor científico de classificar a Zelândia como um continente vai muito além de apenas ter mais um nome em uma lista”, explicaram os pesquisadores.
“O fato de um continente poder estar tão submerso e ainda não fragmentado” é interessante para a “exploração da coesão e do rompimento da crosta continental”.
Mas como a Zelândia vai entrar na lista de continentes? Os autores de livros didáticos devem ficar tensos novamente?
Em 2005, Plutão foi rebaixado à categoria de planeta anão pelos astrônomos e saiu da lista de planetas, alterando o que as escolas ensinaram durante 80 anos.
No entanto, não existe uma organização científica que reconheça formalmente os continentes.
Então, a mudança só vai ocorrer com o tempo –se as futuras pesquisas realmente adotarem a Zelândia como o oitavo deles.

13.112 – Gigantes da Tecnologia X Donald Trump


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Cem empresas de tecnologia, incluindo Google, Facebook e Uber, assinaram uma ação judicial que tenta barrar a medida de Donald Trump que impede a entrada de imigrantes de sete países com maioria muçulmana em território norte-americano.
O documento declara que os Estados Unidos são uma “nação de imigrantes” e aponta que a ordem de Trump vai trazer problemas aos trabalhadores americanos e à economia do país.
“Essa instabilidade e incerteza tornarão muito mais difícil e caro para as empresas norte-americanas contratarem alguns dos melhores talentos do mundo – e as impede de competir no mercado global. As empresas e os empregados têm pouco incentivo para passar pelo laborioso processo de patrocinar ou obter um visto e mudar para os Estados Unidos, se um funcionário pode ser inesperadamente barrado na fronteira”, explica o documento, que continua:
“Os indivíduos qualificados não desejarão imigrar para o país, já que podem ser separados sem aviso de seus cônjuges, avós, parentes e amigos – eles não vão deixar suas raízes, nem correrão riscos econômicos significativos, e subordinarão suas famílias a uma incerteza considerável, ao imigrar para os Estados Unidos diante dessa instabilidade.”
A ação aponta ainda bases jurídicas que impedem a proibição, indicando que a discriminação de pessoas com base em sua nacionalidade viola uma lei federal de 1965. As empresas apontam ainda que a decisão do atual presidente faz parte de “uma doutrina enraizada no racismo e na xenofobia”.

13.110 – História – O que é a América Anglo Saxônica?


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A América Anglo-saxônica é uma região do continente americano formada pelos Estados Unidos e Canadá. Apesar do termo “anglo-saxônico” fazer referência aos países que possuem como língua oficial o inglês, apenas os Estados Unidos e o Canadá são considerados como parte dessa regionalização, pois o elemento unificador não é o idioma, mas sim as características econômicas e socioculturais. Como os Estados Unidos e o Canadá são os únicos países desenvolvidos da América e estabelecem muitas relações entre eles, convencionou-se agrupá-los em uma única região. Os demais países do continente integram a América Latina, onde predomina o subdesenvolvimento e a dependência econômica.
Diferentemente da América Latina, onde predominou a colonização espanhola e portuguesa do tipo de exploração, os Estados Unidos e Canadá foram colonizados pela França (parte do Canadá) e, principalmente, pela Inglaterra, que desenvolveu um modelo de colonização diferente das que ocorreram nos demais países da América. Na chamada colonização de povoamento, que ocorreu nessas duas nações, as metrópoles incentivavam a fixação permanente e o desenvolvimento da colônia, pois acreditavam que, quanto mais desenvolvida fosse a colônia, maior seria o seu lucro. Assim, grandes contingentes populacionais migraram da Europa movidos, principalmente, pelos problemas sociais, econômicos e religiosos de seu país de origem e pela grande expectativa de prosperidade nessa nova terra.
Como esses migrantes tinham a intenção de construir um “novo mundo”, uma “nova Europa”, foi necessário criar uma série de infraestruturas que permitissem aos europeus viverem com uma qualidade de vida semelhante àquela que possuíam na Europa. Com isso, o período colonial nos Estados Unidos e Canadá foi marcado por um grande desenvolvimento econômico mercantil e manufatureiro. Embora parte do lucro das atividades econômicas ficasse para os colonizadores, outra parte desse dinheiro era investida no desenvolvimento da própria colônia, com a criação de estradas, cidades e o desenvolvimento de manufaturas e técnicas de produção que garantissem o aumento gradativo da produtividade.
O desenvolvimento dessas infraestruturas foi fundamental para garantir a autonomia política e econômica desses países após a sua independência, já que, como possuíam um adiantado desenvolvimento econômico e de manufaturas, esses dois países não tiveram dificuldades para ingressar na lógica imperialista mundial e para se industrializar sem depender de capital ou tecnologia estrangeiros. Com isso, essas duas nações se desenvolveram rapidamente, tornando-se grandes potências econômicas e militares.
Atualmente, com um PIB de cerca de 17 trilhões de dólares, os Estados Unidos são a maior potência econômica e militar do mundo, exercendo uma grande influência na maioria dos países do globo, principalmente na América Latina. Já o Canadá ocupa hoje o 10º lugar no ranking das maiores potências econômicas mundiais, com um PIB de quase 2 trilhões de dólares. A economia dos dois países que integram a América Anglo-Saxônica baseia-se principalmente no desenvolvimento das atividades industriais, com o emprego de muita tecnologia, altamente competitiva e diversificada, e no setor de serviços, principalmente o comércio, bancos e o turismo.
Em algumas áreas dos Estados Unidos e do Canadá (nas grandes planícies e no estado americano da Califórnia), o setor primário também é forte. Os Estados Unidos destacam-se pelos produtos agropecuários, como a produção altamente industrializada de trigo, milho e algodão, bem como a criação de suínos e bovinos. Já o Canadá, em virtude do clima muito frio de grande parte do seu território, encontra dificuldades para produzir produtos agrícolas. Sua produção no setor primário deriva principalmente da extração mineral.
Em virtude do alto grau de desenvolvimento econômico desses países, o padrão de vida da população na América Anglo-Saxônica é alto. Juntas, as duas potências possuem cerca de 353 milhões de habitantes. A expectativa de vida é alta, cerca de 78¹ anos, nos Estados Unidos, e 81 anos, no Canadá. Os níveis de escolaridade são bons, pois cerca de 99% da população canadense e norte-americana é alfabetizada, e a média de anos de estudo é de 12,4 anos nos Estados Unidos e 11,5 anos no Canadá. Os investimentos na saúde ultrapassam 17% do PIB desses países. Além disso, a mão de obra americana e canadense, em razão da forte pressão da sociedade, na maioria das vezes, é bem remunerada.