13.836 – Astronomia – A comunicação entre a Terra e robôs em Marte


Robô Curiosity
Robô Curiosity

Em 2012 a Agência Espacial Americana, a NASA, enviou ao planeta Marte uma sonda robotizada com a missão de explorar o desconhecido astro, analisando as suas formações rochosas, solo, atmosfera e tudo mais, a procura da existência ou não de vidas passadas (muito provavelmente seres vivos microbianos) e estudar a formação do planeta afim de saber se o seu ambiente alguma vez na história já possa ter sido conveniente para a formação da vida como nós a conhecemos hoje.
Essa sonda recebeu o nome de Curiosity e é o primeiro laboratório móvel completo enviado a outro a planeta; terá por função estudar o solo marciano por cerca de dois anos. Essa sonda está equipada com um braço mecânico capaz de fazer furos, câmeras, sensores térmicos e de movimentos, etc, mas um de seus componentes mais importantes são as antenas, que são usadas para a transmissão de dados para a Terra. Existem três diferentes antenas acopladas à sonda: uma de baixo ganho, uma de alto ganho e uma antena do tipo UHF (Ultra High Frequency; Frequência Ultra Alta).
A primeira antena está ligada a um rádio lento, de baixa potência UHF. Ele é capaz de transmitir uma pequena taxa de dados para outras sondas orbitantes em Marte ou também diretamente para a Terra. Foi projetado para ser usado em situações de emergência, quando os demais dispositivos de transmissão falharem.
A segunda antena está ligada a um rádio UHF de alta velocidade. Este por sua vez transmite as informações rapidamente para as sondas orbitantes do planeta (Odyssey, Mars Reconnaissance Orbiter e Mars Express), a taxas entre 256 kbits/s a 2 Mbits/s e possui um consumo de apenas 15 watts. É o principal meio de comunicação, estima-se que cerca de 31 megabytes de dados cheguem à Terra por dia através deste canal.
Por fim, a antena de alto ganho. Ela conecta diretamente a sonda Curiosity com os cientistas e engenheiros aqui na Terra e por tal motivo este canal só se encontra disponível durante três horas do dia, devido ao alinhamento dos planetas e questões de energia. Esta antena usa um rádio que consome 40 watts e transmite apenas 12 kilobits por segundo. Existe um atraso de 20 minutos na transmissão das informações, pois o sinal precisa percorrer a distâncias superiores entre 100 a 400 milhões de quilômetros entre a Terra e Marte. Por ser um canal de comunicação direto, a NASA o utiliza para enviar comandos a sonda e também para receber dados críticos.
Na Terra, os sinais são captados por antenas de até 70 metros de diâmetro, que fazem parte da Deep Space Network (utilizada também para comunicação com todos os outros satélites e outras missões espaciais).

13.464 – Notícias da Astronomia


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A sonda New Horizons, que visitou Plutão em 2015, acordou de sua “soneca interestelar”. O aparelho estava hibernando desde abril deste ano para economizar energia e cortar gastos até o desenvolvimento de outra missão pela NASA.
A New Horizons, contudo, não estava totalmente desligada da Terra. Mensalmente ela mandava informações sobre sua localização e estado de conservação, para que os especialistas pudessem monitorá-la.
O plano da agência espacial americana é promover o encontro da sonda com o 2014 MU69, objeto originário do Cinturão de Kuiper — área do Sistema Solar situada próxima à órbita de Netuno.
Se tudo der certo, o evento ocorrerá em 1º de janeiro de 2019 e será a maior aproximação (3500 km) entre uma nave e um fragmento do Cinturão, além do encontro planetário mais distante da história: a mais de 6,5 bilhões de quilômetros da Terra.

(Com informações de EarthSky.)

12.844 – Sonda Rosetta colide em cometa e finaliza sua missão histórica


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Após doze anos coletando valiosos dados sobre o Sistema Solar, a sonda Rosetta terminou sua missão. O aparelho da Agência Espacial Europeia (ESA) colidiu com o cometa 67P/Churyumov-Gersasimenko no início da manhã desta sexta-feira (30) no horário de Brasília.
A agência perdeu contato com a sonda no fim da tarde de quinta-feira (29), quando ela entrou no curso de colisão com o cometa em uma altitude de 19 quilômetros. Rosetta foi eficiente até o fim: durante a aproximação, ela coletou informações sobre o gás, a poeira e o plasma que envolvem a superfície do 67P, além de captar imagens dele — os dados foram enviados para a Terra antes da perda de contato.
“A Rosetta fez história mais uma vez”, disse Johann-Dietrich Wörner, diretor da Agência Espacial Europeia. “Hoje celebramos o sucesso de uma missão que mudou o jogo, uma que ultrapassou todos nossos sonhos e expectativas e que continuará o legado da ESA no estudo de cometas.”

Histórico
Desde que saiu da Terra, em 2004, a Rosetta deu várias voltas ao redor do nosso planeta, passou por Marte e encontrou dois asteroides. Em novembro de 2014, o robô Philae se desprendeu da sonda para pousar no cometa 67P Churyumov-Gerasimenko, se tornando a primeira criação humana a tocar a superfície de um cometa.
A decisão de terminar a missão colidindo no cometa surgiu a partir do fato de que a sonda e o cometa estavam indo para além da órbita de Júpiter. A distância do Sol dificultaria a recarga de Rosetta, que ficaria com pouca energia para funcionar. Vida longa e próspera.

12.804 – NASA lança sonda que voltará com um pedaço de asteroide para a Terra


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A United Launch Alliance (ULA) colocou no espaço o mais novo brinquedo da NASA: o Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security, Regolith Explorer (OSIRIS-Rex), cujo nome, para um leigo, não revela sua missão incrível nem em inglês nem em português. Trata-se de uma sonda sommelier de asteroides.
Ela não irá simplesmente chegar lá, cortar uma fatia e ir embora de barriga cheia, claro. Já em sua aproximação, que deve ocorrer em 2018, ela começará a analisar a topografia e a composição química do asteroide em busca do melhor ponto possível para fazer o corte. Ficará em órbita no rochedo flutuante por três anos e poderá fazer até três tentativas de coleta antes de começar a viagem de volta em 2021, quando a órbita do asteroide estará no ponto mais propício ao retorno.
Se tudo der certo, até julho de 2020, ela terá coletado uma amostra do astro Bennu, que em setembro de 2023 já estará na Terra para ser analisado. A ideia é entender um pouco melhor sobre a formação dos corpos celestes e, assim, ter mais pistas sobre o surgimento do Sistema Solar.

12.631 – Mais sobre a Missão Juno


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Juno vai mapear a atmosfera e a estrutura de Júpiter, investigando como o fortíssimo campo magnético e a monstruosa gravidade do gigante gasoso interferem em suas propriedades. Um dos mistérios jupiterianos que poderão ser solucionados é o da Grande Mancha Vermelha, uma tempestade que dura séculos e que vem encolhendo nas últimas décadas. “Se antes cabiam três Terras ali dentro, hoje não chega a uma”, disse Adriana Ocampo, executiva da NASA que coordena a missão, ao Luneta.
A sonda também pretende responder se Júpiter tem um núcleo sólido ou de hidrogênio metálico, além de explicar como sua presença pode ter influenciado até mesmo a vida na Terra. “Uma das hipóteses é que um planeta do tamanho de Júpiter seja capaz de distribuir as moléculas de água pela região interna do Sistema Solar”, afirma Ocampo. Da próxima vez que for se hidratar, não se esqueça de agradecer ao poderoso deus romano. Ou então ao nosso vizinho grandalhão.

Instrumentos
– JunoCam (JC)
– Espectrógrafo Ultravioleta (UVS)
– Mapeador Infravermelho de Auroras Jupterianas (JIRAM)
– Instrumento de Ondas de Plasma (WAVES)
– Ciência da Gravidade (GS)
– Experimento de Distribuições de Auroras Jupterianas (JADE)
– Radiômetro de Micro-ondas (MWR)
– Instrumento Detector de Partículas Energéticas de Júpiter (JEDI)
– Magnetômetros (M)

Funções
GS e M: mapear campos gravitacional e magnético para estudar estrutura profunda
MWR: sondar atmosfera profunda para medir a quantidade de água e oxigênio
JEDI, JADE e WAVES: analisar campos elétricos, ondas de plasma e partículas para determinar como o campo magnético se relaciona com a atmosfera e com auroras
UVS e JIRAM: fotografar atmosfera e auroras com câmeras ultravioleta e infravermelha para identificar a composição dos gases
JC: tirar imagens coloridas em alta resolução definidas por estudantes e pelo público

12.629 – Após cinco anos, sonda Juno chega a Júpiter


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Se você quer conhecer os segredos de Júpiter, quem melhor que a mulher dele para revelá-los? A sonda americana Juno, batizada com o nome da esposa do deus dos deuses, chega hoje ao maior planeta do Sistema Solar.
Em pleno feriado americano da Independência, funcionários do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa farão plantão para monitorar a delicada manobra de inserção orbital da espaçonave.
Aliás, a palavra-chave aí é “monitorar” mesmo. E fazer figas. No piloto automático, a sonda Juno fará toda a manobra sozinha, e aos controladores em terra só caberá monitorar o sinal e se certificar que tudo foi como planejado. Ou não.
Se tudo correr bem, a Juno deve se tornar a segunda sonda da história da exploração espacial a se estabelecer ao redor de Júpiter. A primeira foi a Galileo, que partiu em 1989 e chegou lá em 1995.
Maior dos planetas do Sistema Solar, Júpiter ganhou na Antiguidade o nome do deus dos deuses da mitologia greco-romana.
Seguindo a lógica, as quatro principais luas jovianas, descobertas no século 17 (Europa, Io, Ganimedes e Calisto), receberam nomes de amantes dele.
E agora a sonda Juno chega para representar a ciumenta “número um” de Júpiter com bom motivo: em sua órbita polar ao redor do planeta, ela se aproximará mais dele que qualquer de suas luas e terá a capacidade de enxergar através do típico véu de mentiras de seu marido infiel.
Numa trajetória elíptica bastante excêntrica, a Juno vai se alternar entre aproximações e afastamentos do planeta, passando a cerca de 4.200 km da cobertura de nuvens do gigante gasoso em seu perijove –nome dado ao ponto de mínima distância a Júpiter.
Como se poderia esperar de uma esposa, seu interesse no planeta vai além das aparências –a Juno se destina a investigar os mistérios do interior do gigante gasoso, ocultados por suas nuvens e a imensa turbulência atmosférica.

12.162 – Sonda Galileu – Missão Suicida em Júpiter


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Sonda Galileu entra na atmosfera de Júpiter e explode

Os vaivéns da nave americana Galileu, que estava desde 1989 fotografando e estudando diversos planetas e luas, terminariam num espetacular mergulho kamikase. Ela se estatelou no maior dos mundos do sistema solar, Júpiter. Os cientistas da Nasa queriam evitar que a nave caisse no satélite jupiteriano Europa, que se acreditavam ser habitado por micróbios ou outras formas de vida. Se despencasse por lá, Galileu contaminaria o ambiente extraterrestre mais promissor à vida que se conhece. Decidiu-se então estender o voo por um ano, tirando dele o maior proveito possível, e depois mandar a viajante do espaço para Júpiter sem bilhete de volta.

12.151 – Sonda da NASA que utiliza energia solar bate recorde de distância


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A sonda Juno, da NASA, acabou de se tornar a missão que chegou mais longe no espaço utilizando energia solar: 793 milhões de quilômetros ou 3,5 vezes a distância entre a Terra e Marte – e ela pretende ir ainda mais longe.
Lançada em 2011, a missão Juno foi desenvolvida para estudar Júpiter, onde ela deve chegar em julho de 2016. Ela é a primeira nave que substitui as baterias de energia nuclear por energia solar criada para funcionar a um intervalo tão grande do Sol. A uma distância Terra-Sol, as células conseguem gerar aproximadamente 14 quilowatts de eletricidade. Como a intenção é operar em Júpiter, essa quantidade de energia diminui significativamente, por isso seus painéis são gigantescos: nove metros de matrizes, com 18.698 células solares individuais. No total, a construção pesa quatro toneladas.
“Júpiter é cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e a luz lá é 25 vezes mais fraca. Os nossos painéis vão gerar apenas 500 watts de energia em Júpiter. Mas Juno foi desenhada com muita eficiência, e isso deve ser mais que suficiente para fazer o trabalho”, diz Rick Nybakken, gerente do projeto.
Estudar Júpiter é tão importante quanto estudar o próprio Sol: pelo seu tamanho e por ter sido o primeiro planeta gasoso a se formar, ele influenciou profundamente a formação e evolução de outros corpos. Já salvou a Terra de diversos impactos de cometas: a sua massa é tão grande que é capaz de formatar órbitas de planetas, asteroides e de outros corpos. A NASA espera que algumas perguntas como quando Júpiter nasceu, como o seu campo magnético foi formado e qual a sua composição sejam respondidas através da análise da sonda.
O nome da missão não foi escolhido aleatoriamente: Juno (Hera), na mitologia greco-romana, é a esposa de Júpiter (Zeus). O pai dos deuses criou um véu de nuvens ao redor de si mesmo, para esconder sua perversidade. Sua esposa conseguiu atravessar as nuvens, para revelar sua verdadeira natureza. Espera-se que Juno, a sonda, consiga fazer o mesmo.

11.224 – Nasa descobre auroras intensas e enigmática nuvem de pó em Marte


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A sonda espacial MAVEN, que analisa a atmosfera superior do planeta Marte, detectou dois fenômenos insólitos: auroras intensas e uma nuvem de pó a grande altitude da qual se desconhece a origem.
A presença de pó em altitudes orbitais de entre 93 e 190 milhas (150 e 300 quilômetros) é “inesperada”, segundo explicou a agência espacial americana em uma nota.
“Se o pó se origina na atmosfera, isto sugere que desconhecemos um processo fundamental na atmosfera marciana”, afirmou a pesquisadora Laia Andersson, da Universidade do Colorado em Boulder.
O enigma deixado pelas nuvens de pó detectadas na terça-feira é que estão tão altas que nenhum processo atmosférico conhecido nesse planeta poderia produzi-las.
Por outro lado, o mais surpreendente da aurora detectada por MAVEN é a profundidade da atmosfera na qual ocorre, “muito maior que na Terra ou em qualquer outro lugar de Marte”, declarou Arnaud Stiepen, da Universidade do Colorado.
“Os elétrons produzidos devem ser realmente energéticos”, acrescentou.
No mundo científico estas auroras foram batizadas como “As luzes de Natal”, porque MAVEN as descobriu cinco dias antes do último dia 25 de dezembro.
A sonda MAVEN foi lançada em 18 de novembro de 2013 para resolver o mistério de como o planeta vermelho perdeu a maior parte de sua atmosfera e de sua massa de água.
O engenho espacial chegou a Marte no último dia 21 de setembro e deve completar uma missão de um ano.

11.203 – Rosetta: pode haver gelo no ‘pescoço’ do cometa


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Novas fotos do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feitas pela sonda Rosetta mostram a presença de gelo em seu “pescoço”. Lembrando um pato de borracha, o cometa parece formado por dois corpos interligados por uma região menor, conhecida como região Hapi, informalmente chamada de “pescoço”. A revelação foi divulgada pelo Instituto Max Planck, organização alemã que participa da missão.
Três imagens capturadas pela câmera Osiris, a bordo da sonda, permitiram a descoberta. Cada uma correspondia às cores vermelho, verde e azul. Juntando as três, os pesquisadores obtiveram uma imagem colorida do cometa e com isso perceberam que a região Hapi reflete menos luz vermelha do que as demais, ficando mais azulada. Essa coloração indica a presença de gelo no local, seja na superfície ou logo abaixo de uma camada de poeira.
Além disso, nos últimos meses, com a aproximação com o Sol, essa parte do cometa tem se mostrado mais ativa, expelindo jatos de gás e poeira. A diferença de coloração, porém, é pequena, de modo que a quantidade de gelo presente também deve ser limitada. As imagens do Osiris foram feitas no dia 21 de agosto de 2014, quando Rosetta se encontrava a aproximadamente 70 quilômetros do cometa.
A nave Rosetta é equipada com instrumentos adicionais para identificar de forma direta a presença de gelo na superfície. O espectrômetro Virtis, por exemplo, pode determinar claramente as marcas espectrais de moléculas de água. “Temos muita curiosidade de ver se os indícios se confirmam a partir dessas medições”, afirma o chefe da equipe Osiris, Holger Sierks.
“Em agosto, quando o 67P alcançar a máxima aproximação do Sol, ele se aquecerá muito, mas a região Hapi será a exceção: vai permanecer na escuridão e experimentar uma espécie de noite polar”, afirma Sonia Fornasier, do Observatório de Paris e também integrante da equipe Osiris. O “pescoço” do cometa só receberá de novo luz solar a partir de março de 2016.

11.090 – Astronáutica – Que Força desconhecida empurrou as sondas pioneer?


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A história da sonda Pioneer 10 já seria empolgante, mesmo que tudo tivesse ocorrido como previsto: a nave foi lançada em 1972 e tornou-se o primeiro objeto criado pelo homem a sair do sistema solar, em 1983. Manteve contato com a Terra durante 25 anos, até perder-se no espaço profundo, em 1997. A Pioneer 10 deixou um enigma: algum fator desconhecido começou a reduzir sua velocidade e empurrá-la de volta para o Sol, quando ela estava se aproximando de Plutão. A “força” desconhecida era ínfima, mas, dadas as distâncias espaciais, bastou para alterar a rota da nave em 400 mil km. O mesmo ocorreu com a Pioneer 11. Tentou-se explicar a anomalia com idéias prosaicas, como vazamentos de fluido nas naves ou problemas na análise de dados. Outras propostas, no campo da chamada “nova física”, foram bem mais ousadas, lembrando que talvez devamos mudar nossas concepções de tempo, espaço e gravidade em escalas cósmicas. Mas nenhuma explicação foi conclusiva. O mistério continua.

11.016- A NASA quer mandar um helicóptero para Marte


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Para otimizar as pesquisas em Marte, a próxima ideia do Jet Propulsion Lab, da NASA, é enviar um tipo de helicóptero ao planeta vermelho. Afinal, até o momento, nossas sondas foram capazes de cobrir áreas menores e limitadas pelo relevo. Com uma sonda capaz de ‘voar baixo’, mais informações poderiam ser obtidas em um tempo menor.
Mas o negócio é mais difícil do que apenas mandar um tipo de drone para lá. A gravidade de Marte é diferente da Terra – precisamente apenas 38% da gravidade que temos por aqui. “Além disso, o sistema precisa ser autônomo e ser capaz de pousar e decolar em terreno rochoso”, afirma Bob Balaram, engenheiro da Nasa.
Até o momento, um protótipo está sendo testado em uma câmara que simula o ambiente marciano. Para conseguir o impulso suficiente, cientistas precisam criar uma máquina que seja capaz de produzir 2,400 revoluções por minuto. Com isso, o helicóptero poderia dar saltos e voar em Marte por períodos de dois a três minutos antes de precisar pousar novamente.
E pousar é um grande desafio – “enquanto com a Curiosity tivemos 7 minutos de terror, quando realizamos seu pouso, com o helicóptero teremos essa preocupação diariamente”.

10.998 – Sonda New Horizons entra nos primeiros estágios do encontro com Plutão


O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide
O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide

Em 179 dias a sonda New Horizons, da Nasa, terá a sua maior aproximação de Plutão. No entanto, hoje a história já começa a ser escrita: sua aparelhagem já está analisando dados sobre o misterioso planeta-anão e seus arredores.
A Nasa ainda não divulgou fotos, mas já começou a analisar a poeira e o plasma nas proximidades de Plutão. As primeiras imagens, segundo a agência, devem ser divulgadas no início de fevereiro – e foram prometidas imagens incríveis (melhores do que as do Hubble) em maio!
Vale a pena lembrar que a New Horizons tirou um retrato de Plutão quando estava próxima a Netuno, em agosto de 2014 – e essa foto ilustra o início da nota.

10.989 – Após 11 anos, sonda Beagle 2 é reencontrada na superfície de Marte


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Perdida em Marte por mais de dez anos, foi localizada pela Nasa, divulgou a agência. Construída pelo Reino Unido, ela pousou no planeta vermelho no dia 25 de dezembro de 2003 e agora apareceu nas imagens da câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE).
A Beagle 2 foi parte da missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), uma colaboração entre a indústria e a academia. “Estou contente que a Beagle 2 finalmente tenha sido encontrada. O meu Natal daquele ano, assim como o de muita gente que trabalhou no projeto, foi arruinado pelo desapontamento de não receber um sinal da superfície de Marte. Desde então, a cada Natal eu me pergunto o que aconteceu com a sonda”, diz Mark Sims, pesquisador da Universidade de Leicester, na Inglaterra, e integrante do projeto Beagle 2.
As imagens da câmera HiRISE, inicialmente analisadas por Michael Croon, um ex-membro da equipe da Mars Express, forneceram evidências da posição da sonda perto do equador marciano. Novas imagens estudadas pelas equipes da Beagle 2, da HiRISE, e do laboratório Jet Propulsion da Nasa confirmaram que os objetos descobertos possuem tamanho e forma corretos.
Devido ao seu tamanho pequeno, cerca de 2 metros, a Beagle 2 se encontra no limite de detecção da HiRISE, a câmera de maior resolução orbitando Marte. A partes identificadas incluem a sonda, sua parte de trás (separada) e um paraquedas.

10.968 – Em 20 de Agosto de 1977, a nave Voyager 2 é lançada para explorar Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio


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Nesse dia, era lançada pela Nasa a nave Voyager 2, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Esta nave passou por Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio e enviou dados importantíssimos para pesquisas científicas. Em 1989, ultrapassou a órbita de Plutão e saiu do Sistema Solar. Em 2005, a Voyager 2 estava a 75 UAs da Terra – UAs, a unidade astronômica, pode ser definida como a distância média entre a Terra e o Sol. A nave carrega um disco fonográfico feito de ouro intitulado “Sounds of the Earth” (Sons da Terra), com 1h30min de música e alguns sons da natureza do planeta Terra. Em maio de 2010, a sonda estava na constelação de Telescópio.

10.967 – Mega Memória – Em 20 de Agosto de 1975, foi lançada Viking 1, a primeira sonda da Nasa enviada para Marte


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A primeira das missões da Nasa rumo a Marte, o veículo espacial Viking 1, foi lançada em um dia como este, no ano de 1975, a bordo do foguete Titan-Centaur. Foram necessários 10 meses de viagem até chegar ao Planeta Vermelho.
Cinco dias antes da inserção em órbita, o equipamento começou a enviar imagens de Marte para a Terra. A aterrissagem da Viking 1 estava programada para o dia 4 de julho de 1976, mas a equipe em terra considerou que a área de pouso era muito rochosa e resolveu esperar por uma oportunidade mais segura, o que só aconteceu no dia 20 de julho, quando o “lander” se separou do “orbiter”.
Ao todo, a Viking 1 operou durante seis anos. Em 21 de novembro de 1982 houve a perda de controle do equipamento. Em 2006, a Viking 1 foi fotografada na superfície de Marte pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter.

10.870 – Missão Rosetta: asteroides, não cometas, teriam trazido água para a Terra


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A teoria não se comprovou. Um estudo publicado na revista Science mostra que a água presente no 67P é muito diferente da que existe no nosso planeta.
As medições que levaram a essa conclusão foram feitas pelo instrumento Rosina, a bordo da sonda Rosetta, composto por dois espectrômetros de massa e um sensor de pressão, durante os meses de agosto e setembro. Diante do resultado negativo, os pesquisadores, liderados por Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna, na Suíça, apontam a possibilidade de a água ter vindo dos asteroides.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram a composição da água do 67P. Na Terra, a água é mais comumente formada por átomos de oxigênio com oito prótons e oito nêutrons em seu núcleo (o oxigênio 16) e de hidrogênio com um próton e nenhum nêutron. Mas essa não é a única fórmula encontrada por aqui. A água também pode ser composta por isótopos (átomos de um mesmo elemento químico que diferem em massa) mais pesados, oxigênio 18 (oito prótons e dez nêutrons) e deutério, também conhecido como hidrogênio pesado, com um próton e um nêutron em seu núcleo.
Os instrumentos mediram a quantidade de deutério em comparação com hidrogênio na água do cometa, e o resultado encontrado foi cerca de três vezes o valor da Terra. “Agora sabemos que a água do 67P não é igual à da Terra”, afirma Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo. “Mas a água não é igual em todos os cometas. Esses corpos celestes podem ter se formado em várias partes do Sistema Solar”.
Duas “famílias” de cometas já tiveram a composição da água analisada: as da Nuvem de Oort, mais distantes do Sol, e as da família de Júpiter, mais próximas do astro. Só o 67P e o Halley, porém, foram medidos in loco, com a ajuda de sondas espaciais. Nos demais casos, as medições foram feitas por telescópios.
O Hartley 2 e 45/P, cometas da família de Júpiter, têm água relativamente parecida com a da Terra. Já a água do 67P revelou-se mais parecida com a dos cometas da Nuvem de Oort.
“Por hora, a probabilidade mais forte é a água ter vindo dos meteoritos”, afirma Picazzio. Os condritos, meteoritos rochosos, têm a água mais semelhante à da Terra já observada no Sistema Solar. Acredita-se que eles sejam fragmentos de asteroides, os corpos celestes apontados pelos autores do estudo como nova possibilidade de origem da água do planeta azul.
Há uma semana, a agência espacial japonesa, Jaxa, lançou a sonda Hayabusa 2, que percorrerá 300 milhões de quilômetros para chegar, em 2018, ao asteroide 1999 JU3, com objetivo de recolher amostras dele. Paralelamente, a Nasa planeja para o ano que vem o lançamento da OSIRIS-REX, com destino ao asteroide Bennu, para recolher amostras em 2019.

Em 1993, a Missão Internacional Rosetta foi aprovada pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), com o objetivo de programar a expedição a um cometa, considerado um vestígio dos primórdios do Sistema Solar que continua vagando pelo espaço. Ela custou 1 bilhão de euros.

10.789 – Astronomia – Confirmado: Robô liberado pela sonda Rosetta pousa em cometa


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Pela primeira vez, o homem conseguiu pousar um robô em um cometa, em uma missão que durou mais de dez anos e que tem o objetivo de estudar esse corpo celeste. Dados enviados pelo módulo Philae e rebatidos à Terra pela sonda Rosetta, responsável por levar o equipamento ao cometa, confirmaram no início da tarde desta quarta-feira (12-novembro) o feito inédito na ciência.
A Agência Espacial Europeia, ESA, recebeu a confirmação às 14h03 de que o módulo espacial Philae tocou o solo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, uma massa imensa com superfície composta de gelo e poeira. “Estamos sentados na superfície. Estamos no cometa”, disse Paolo Ferri, um dos líderes da missão Rosetta, depois de confirmar o funcionamento da transmissão do sinal.
A chegada ocorreu 28 minutos e 20 segundos antes, já que existe um intervalo entre a emissão do sinal da Rosetta e a recepção dele na Terra – tempo chamado pelos cientistas de “minutos de terror”.
De acordo com a ESA, após análise da telemetria, verificou-se que o toque na superfície do cometa não aconteceu conforme o planejado, já que os arpões, que fixariam o módulo no cometa, não dispararam em um primeiro momento. Os pesquisadores analisam o que podem fazer para reverter o problema.
Compostos químicos, gases e muita poeira presentes no cometa podem conter respostas sobre a formação dos planetas do Sistema Solar. Além disso, apontariam aos cientistas uma direção para descobrir como a vida surgiu, no estágio em que a conhecemos.
Uma das teorias sobre o início da vida na Terra sugere que os primeiros ingredientes da chamada “sopa orgânica” vieram de um cometa, considerados alguns dos corpos celestes mais antigos do Sistema Solar.
O Philae levou cerca de sete horas para aterrissar. Ao longo desta manhã, os pesquisadores sediados em Darmstadt, na Alemanha, e em vários outros países da Europa que cooperam com a agência, acompanharam cada passo do processo de descida.
Depois da liberação da sonda, outras etapas importantes foram concluídas com sucesso. Entre elas, o reestabelecimento da comunicação entre a Terra e o robô, e o acionamento do trem de pouso do módulo.
Após a aterrisagem, uma nova etapa da missão Rosetta se inicia. Câmeras de alta resolução devem fornecer panorâmicas do ponto de pouso, chamado pelos cientistas de Agilkia, e dez outros equipamentos de pesquisa colherão dados sobre a estrutura interna do cometa.
O módulo Philae vai perfurar o 67P/Churyumov-Gerasimenko para colher amostras, que serão analisadas remotamente. O robô vai ainda medir seu núcleo. Esses dados vão para a sonda e serão rebatidos para a Terra.
O robô terá 64 horas de bateria para fazer tudo isso. É possível recarregá-las, já que os cientistas da ESA instalaram equipamentos que permitem o recarregamento pela luz solar, mas isso vai depender da claridade existente na região da aterrisagem.

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10.778 – Sonda europeia tenta “epopeia”: pouso inédito e histórico em cometa


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É um jogo de sorte, não se anime demais. As chances de sucesso equivalem a jogar uma moeda para cima e observar como ela cai. Se der cara, o módulo de pouso Philae se desprenderá da sonda Rosetta e produzirá imagens estonteantes da superfície do objeto conhecido como 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Em compensação, se der coroa, teremos de nos contentar com meras observações orbitais feitas pela própria Rosetta. “Está muito silencioso por aqui esses dias, você sente que o evento está chegando”, conta Holger Sierks, cientista responsável pela câmera Osiris, da sonda orbitadora.
Ela estará de olho no Philae durante a descida e tentará fotografá-lo na superfície, caso ele chegue lá e fique.
Não há nada a fazer para garantir o sucesso ou mesmo interferir o que vai acontecer. Os comandos que levam ao pouso são pré-programados, e a distância entre a Terra e o cometa impedem qualquer intervenção manual de última hora –leva 28 minutos para um sinal de rádio partir daqui e chegar lá.
Um detalhe aumenta o drama: o módulo Philae não tem propulsor. Ou seja, ao se desprender da Rosetta, ele simplesmente “cai” suavemente na direção do cometa.
Como a gravidade do cometa é suave –trata-se de um objeto composto por gelo e rocha com modestos quatro quilômetros de diâmetro, numa forma bem irregular–, um erro de cálculo pode ser fatal. O Philae pode errar a mira e se perder no espaço.
O módulo leva cerca de 7 horas para atravessar os 22,5 km que o separam do chão. Ao chegar, dois arpões precisam ancorá-lo ao cometa, e três garras de atracação devem firmá-lo no chão. Com a gravidade fraca, ele poderia quicar e voltar para o espaço.
Como se vê, muito pode dar errado. Daí a chance de 50%. Mas a recompensa científica pode ser grandiosa.
Os cometas representam objetos remanescentes da formação do próprio Sistema Solar. Por isso, os cientistas acreditam que estudá-los pode nos ajudar a compreender a origem da Terra e sua natureza benigna para a vida.
Aliás, a própria origem da vida pode ter uma conexão com os cometas. Os cientistas sabem que eles são ricos em compostos orgânicos.
É bem possível que os cometas tenham trazido essas moléculas para cá, ao colidir com a Terra infante, e com isso tenham viabilizado o surgimento das primeiras formas de vida.
Tudo isso poderá ser posto à prova com o pouso do Philae. Ele tem instrumentos para analisar o solo, além de estudar o aumento de atividade do cometa conforme ele se aproxima do Sol.
O local de pouso foi batizado de Agilkia, em mais uma referência ao Egito Antigo. A pedra de Roseta, que dá nome à missão, foi o que permitiu a decifração dos hieróglifos. Espera-se que a Rosetta espacial faça serviço similar pelo entendimento da formação do Sistema Solar.

modulo de pouso

10.749 – Programa Espacial Chinês – Sonda lunar prepara viagem de volta à Terra


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A sonda lunar chinesa lançada na sexta (24-10-2014), chegou ao campo gravitacional do satélite e está se preparando para voltar à Terra, informa a mídia estatal do país.
O veículo experimental, que não tem nome oficial, chegou por volta das 6h da manhã desta segunda (27-10), horário de Brasília, ao campo gravitacional da Lua, onde permanecerá por 32 horas antes de iniciar a viagem de volta.
A sonda percorrerá meia órbita ao redor da Lua retornado à Terra no sábado (1º). É a primeira desenvolvida pela China projetada para retornar à Terra.
A finalidade desta missão é testar tecnologias como controle de navegação e a proteção contra o calor gerado pela reentrada na atmosfera terrestre.
Os resultados foram utilizados para desenvolver a sonda Chang’e 5, prevista para 2017, com a qual se quer pousar na Lua, recolher amostras e retornar à Terra.
As sondas Chang’e 1 e 2, lançadas respectivamente em 2007 e 2010, ficaram em órbita em torno da Lua enquanto o Chang’e 3 pousou na superfície lunar em dezembro do ano passado com o veículo científico Yutu.
A Chang’e 4 foi desenvolvida como um veículo de reserva para a Chang’e 3 e é utilizada para testes.
Visando desenvolver tecnologias para o retorno de uma missão tripulada à Lua, chineses realizaram cinco missões no espaço entre 2003 e 2013. Ainda nesta segunda (27), a China deve colocar em órbita mais um satélite, que será usado para realizar experimentos científicos no espaço.