13.367 – História – O que é Paz Armada?


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No geral, a expressão “Paz Armada” faz referência ao momento que antecede a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em que as principais potências europeias viviam uma corrida armamentista sem, supostamente, a intenção de dar início a um conflito. Portanto, um período de “paz”, mas em que todos estavam “armados até os dentes”. Desde meados do século XIX, o nacionalismo exacerbado e o imperialismo foram os principais fatores que motivaram essa corrida e posteriormente que levarão à Primeira Guerra.

13.238 – História da Aviação – Impulsionada pela Guerra


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Pode não ser ou parecer bonito, mas o melhor incentivo para o desenvolvimento de inovação em tecnologia é o conflito armado. A guerra incentiva os militares a buscar equipamentos melhores que os do inimigo. E eles têm a verba para isso. Nesse sentido, a aviação militar foi a grande parteira da aviação civil.
Quando você entra hoje em um avião de passageiros produzido pela maior empresa da área, a americana Boeing, fundada em 1916 no meio da guerra, mas antes de os americanos entrarem nela, você está literalmente seguindo nos passos de uma velha tradição de aviões de guerra produzidos pela companhia americana baseada em Seattle.
O bombardeiro Boeing B-17 “Flying Fortress” (Fortaleza Voadora) transformou a Alemanha em ruínas; o Boeing B-29 “Superfortress” (Super Fortaleza) incendiou o Japão e lançou sobre o país asiático duas bombas atômicas; o Boeing B-52 “Stratofortress” (Fortaleza Estratosférica) foi projetado para levar a União Soviética de volta à Idade da Pedra com armas nucleares, mas, como não houve a 3a Guerra Mundial, passou boa parte do tempo lançando bombas em lugares como o Vietnã, o Iraque e o Afeganistão.
Isso tudo ajudou a produzir, por exemplo, o bimotor Boeing 737, o avião a jato mais vendido na história da aviação comercial, e um clássico da ponte aérea Rio-São Paulo.

História Antiga
A ficha de que a aviação tinha vocação militar caiu em 1909, quando Louis Blériot fez a travessia do Canal da Mancha e chegou à Grã-Bretanha. O feito horrorizou os militares britânicos: eles possuíam a maior marinha de guerra do mundo e de repente poderiam ser vulneráveis a um ataque pelo ar.
Também em 1909 os franceses criaram o Service Aéronautique, a primeira força aérea do planeta. Em 1910 os alemães criam a sua. Mas o primeiro uso em combate da nova arma foi obra dos italianos. Em 1911 eles fizeram os primeiros voos de reconhecimento e de bombardeio na guerra com o Império Otomano travada na Líbia.
Paralelamente, o que viria a ser chamado de aviação civil engatinhava. E parou de vez com o início da 1a Guerra Mundial, em 1914. Motores mais poderosos foram criados, aviões com mais motores também. Terminada a guerra, estavam prontos para levar passageiros no lugar de bombas.
No período entre as duas guerras mundiais a tecnologia também evoluiu e foi quando os aviões de lona e madeira, em geral biplanos, foram substituídos por monoplanos de metal bem mais velozes e com maior alcance. Rotas de transporte aéreo civil passaram a ser comuns. Nas décadas de 1920 e 1930 foi criada a base da aviação civil moderna. Não só muitos modelos de aviões foram produzidos por empresas como Sikorsky, Tupolev ou Boeing; foram lançadas linhas aéreas como KLM, Air France e Pan Am. Além da brasileira Condor, estabelecida no país pela alemã Lufthansa.
Novos desenvolvimentos tecnológicos decolaram na 2a Guerra; três exemplos bastam para mostrar sua contundência. São fundamentais para a aviação comercial hoje: radar, propulsão a jato e computador. Todos são frutos de pesquisas com fins militares e, sem eles, a indústria moderna da aviação civil não teria sido possível.

13.209 – Inventos – Video Game, um sub produto da Guerra Fria


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A historia dos Vídeo Games remonta a Guerra Fria , um período em que havia grande tensão entre EUA e União Soviética. E cientistas nem pensavam em dispositivos para entretenimento porque a ideia de apertar um botão naquela época era muito diferente da nossa. Hoje qualquer pessoa aperta botoes todos os dias, mas na Guerra Fria botoes eram relacionados a guerra nuclear eminente.
Nos EUA enquanto o governo investia mais e mais para se preparar para a guerra, em 1958 ,um cientista chamado William Higinbotham que ajudou a construir a primeira bomba atômica inventou a primeira experiencia de entretenimento virtual, o “tênis para dois”. Ele surgiu porque o grupo de cientistas do governo competiam entre si, para saber quem inventava o aparelho mais legal, todos os finais de semana, e William teve a ideia de transformar um osciloscópio em um jogo de tênis por mais que o equipamento fosse extremamente caro.
Com o avanço da guerra, com a ida de Yuri Gagarin na primeira viagem tripulada na corrida espacial, o assunto dominava as manchetes e a sociedade. E isso influenciou Steve Russell ,um especialista do MIT que criou sua própria guerra espacial, alem de super inteligente, Steve lia muitas historias em quadrinhos de ficção. Então apos ter a ideia , começou a aprender a dominar o computador PDP1, que na época custava 120 mil dólares e era considerado um micro computador, tendo o tamanho de uma geladeira. O “avançado” computador fazia digitação e contas de calculadora. Mas Steve decidiu modifica-lo e transformou em um jogo de duas naves espaciais, em que uma jogava misseis na outra para explodi-la. O jogo foi considerado uma expressão direta da corrida espacial. Foi o jogo de computador mais popular por 2 anos, afinal era o único que existia. O jogo se espalhou quando esteve publicou a combinação de códigos que usou, então qualquer lugar que tivesse um PDP1 podia transforma-lo em um jogo. No começo esses sistemas eram controlados por botoes em uma caixa de controle gigante, mas aeromodelistas mais tarde ,usando pecas de um telefone inventaram o Joystick, do mesmo modelo do Atari.
Na década de 60 ,chamavam a TV de maquina da dor ,porque mostrava imagens da guerra na Coreia e Vietnam . E isso gerava milhares de protestos contra as ofensivas de Kennedy. Na década de 70 a TV era fria, uma fonte de noticias ruins, e todo essas situação com as imagens horríveis de guerra que os noticiários exibiam ,tornaram o vídeo game uma mídia atraente para o publico. E quem mudou o cenário foi um dos maiores inventores de vídeo games, Ralph Baer, que criou o primeiro console caseiro e portátil O Magnavox Odissey. Ralph foi o primeiro a perceber que nos EUA existiam cerca de 42 milhões de TVs que sintonizavam 2 canais e não serviam para nada.
Poucos sabem que ele fugiu da Alemanha e se alistou para lutar com o exercito americano, onde desenvolveu sua paixão por tecnologia, e quando trabalhou na Normandia com a equipe de americana de defesa, transformou a Purpose Box(caixa de defesa para misseis) em um protótipo do Magnavox. Desde o inicio, o vídeo game dependia das forcas armadas, pois o exercito foi o primeiro a investir em tecnologia, e todos os primeiros grandes inventores trabalhavam para o exercito.

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13.152 – (IN) Segurança – Uma Polícia Arbitrária


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Você é vitima de assalto, aciona uma viatura e chegando no local eles te enquadram, te dão uma blitz e perguntam se você tem “passagem”, no caso você é a vítima, que acabou de passar por uma situação traumatizante como é a de um assalto e ainda passa pelo constrangimento de ser tratado como marginal. Essa é a abordagem padrão recomendada pelo comando da Polícia Militar?

Arbitrariedade
Aplica-se a uma pessoa que age apenas com base em sua vontade ou capricho e não na razão, lógica ou justiça.
Aplica-se à coisa que depende apenas da vontade ou capricho de alguém sem nenhuma razão, a lógica ou a justiça
A noção de arbitrariedade é baseado no conceito de tudo o IE coercitivo que é arbitrário é irrevogável e inevitável. Ou seja, algo que se impõe com o valor de lei com tampas, a ponto tal que ninguém pode fugir dela.
In me ajudar Freud ter falado várias vezes, utilizando este conceito de duas formas básicas:
Por um lado, a arbitrariedade colocado em jogo quando uma pessoa é imposta coercivamente na outra, ou impõe suas caprichos como se fosse uma lei universal.
Que a polícia precisa ser enérgica em suas ações não se discute, porém não se pode tratar da mesma forma, cidadões de bem e marginais.
A formação policial é evidenciada como condição determinante para a ocorrência do excesso e do abuso do poder.
Nota-se que para grande parte da doutrina a busca pessoal somente terá caráter legal no caso de prisão ou se houver a caracterização da fundada suspeita, a qual se refere a uma provável condição de que alguém esteja ocultando consigo algum objeto ilícito ou que esteja no desenvolver de uma ação criminosa.
Os órgãos policiais devem superar a cultura do abuso que ainda está presente na relação polícia e sociedade, haja vista que é incompatível a prática do abuso por quem tem o dever constitucional de proteger e defender. Neste aspecto se evidencia a importância da formação profissional moderna e de qualidade como condição redutora dos casos de excessos por parte da polícia.
A formação policial no Brasil passa por uma transformação nos métodos e na estrutura curricular de ensino, dado as interferências do Ministério da Justiça, entretanto ainda tem muito a evoluir, necessitando ser direcionada para a uma formação ética social e voltada para o ensino transmissor de um pensamento humanista e que atenda as novas perspectivas sociais.

13.109 – Arma de Guerra – Míssil Scud


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Vamos conhecer o Scud, aqui no ☻Mega

O soviético R-17, vulgarmente conhecido como Scud, começou a ganhar destaque no mundo ocidental durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, quando foi usado contra as forças norte-americanas pelo Exército iraquiano de Saddam Hussein. No entanto, essa arma confiável e acessível é amplamente empregada em diversas partes do mundo desde os anos 1960, e foi até convertida em um veículo de lançamento espacial do Oriente Médio.
Nenhum outro míssil balístico foi tão visto em ação em conflitos do século 20 e 21 quanto o soviético R-17. Mundialmente conhecido como Scud, essa arma acabou sendo copiada e modernizada tantas vezes que, em alguns momentos, tornou-se até irreconhecível. Calcula-se que cerca de 3.000 desses mísseis de curto alcance tenham sido disparados em conflitos mundiais ao longo dos últimos 50 anos.

Devido à sua simplicidade, confiabilidade e baixo custo, o R-17 já figurou nos arsenais de mais de 30 países e foi amplamente fabricado sob licença ou simplesmente copiado. Os primeiros testes do R-17 aconteceram em 1957, após dois anos de desenvolvimento, com o objetivo de substituir os mísseis nucleares táticos soviéticos de primeira geração R-11. Estes, por sua vez, eram derivados do modelo nazista V2, o primeiro míssil balístico do mundo, do quais mais de 1.300 foram disparados contra Londres na Segunda Guerra Mundial.

No entanto, por causa da melhor eficiência de combustível, o R-17, ao contrário do R-11, manteve-se em alta por mais de 20 anos, mesmo não necessitando de grandes manutenções. Esta e outras inovações ajudaram a atingir o alcance máximo de 300 km em sua primeira modificação, embora fosse menor e mais leve do que R-11. Era capaz de carregar ogivas explosivas ou nucleares, e podia acertar um alvo em um diâmetro de 600 metros. A variante com armas nucleares foi a principal arma das forças de foguetes da URSS, enquanto as unidades convencionalmente armadas eram geralmente exportadas.

Entre a década de 1960 e 1980, os mísseis Scud foram enviados em grande número para os parceiros internacionais da União Soviética: cerca de 1.000 mísseis foram vendidos para países como Egito, Iraque, Coreia do Norte, Cuba, Vietnã, Líbia e Síria. Muitos começaram a produção unilateral por meio da obtenção de licença ou simplesmente copiando a arma. Em 1984, a Coreia do Norte começou a produzir o seu equivalente, o Hwasong-5, dos quais centenas foram exportados para terceiros, incluindo Emirados Árabes, Líbia, Egito e Paquistão, que, por sua vez, produziam as suas próprias versões do míssil.
Em 1987, o Iraque aperfeiçoou a produção do R-17 com a fabricação do míssil Al-Hussein, que tinha maior alcance por conta da carga reduzida. Bagdá também exportou essa tecnologia, em especial para o Brasil, que, em 1988, começou a produzir um míssil semelhante sob o nome S-300.
Um desdobramento do programa Scud iraquiano foi a modificação do míssil para o lançamento de satélites de 150 kg para o espaço. Engenheiros iraquianos utilizaram uma versão alongada e de duas fases do Scud, em torno do qual foram instalados quatro aceleradores compostos por motores de foguetes baseados no R-17. Em 5 de dezembro de 1989, o primeiro veículo transportador espacial do Iraque decolou da base de lançamento de Al Anbar, a 225 km a sudoeste de Bagdá. O veículo subiu 25 km antes de explodir aos 45 segundos de voo. O programa foi então interrompido pela eclosão da primeira Guerra do Golfo.
Durante a guerra no Afeganistão, entre 1979 e 1989, os soviéticos também usaram mísseis R-17 contra as forças Mujahideen entrincheiradas em posições protegidas nos desfiladeiros. Por causa da precisão variável da arma, ela foi disparada em conjuntos e, geralmente, a não mais de 30 quilômetros de distância –um tiro de “alcance curto” para uma arma tão pesada. A destruição eficaz presenciada foi mais resultado do combustível inflamado do que da explosão e da fragmentação da ogiva de quase uma tonelada.
As posições inimigas foram incendiadas e, invariavelmente, destruídas com 160 galões de querosene e mais de 2 toneladas de ácido nítrico concentrado. Cerca de 1.000 mísseis foram disparados durante o conflito. Durante a chamada “guerra das cidades”, em meio ao conflito Irã-Iraque entre 1980 e 1988, ambos os lados usaram Scuds contra os centros populacionais do outro, disparando um total de cerca de 600 mísseis. Até o final das hostilidades, a infraestrutura e as cidades da província iraniana de Khuzestan foram quase completamente destruídas. O Iraque também ficou severamente destruído por causa dos mísseis, inclusive a capital Bagdá.
O Scud é um míssil balístico móvel, de origem soviética, com curto alcance. O míssil é derivado do foguete alemão V–2 da época da Segunda Guerra Mundial, sendo utilizado em plena Guerra Fria por membros do Pacto de Varsóvia ou seus aliados. É também conhecido pelas seguintes designações: R-11 (primeira versão), R-17, 9k72 Elbrus, 9K14, SS-1.

12.811 – Teorias de Conspiração sobre o 11/9


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A Torre 7: o edifício anexo às Torres Gêmeas foi derrubado às 17:20 do dia 11 de setembro de 2001, devido aos efeitos combinados dos escombros provenientes dos edifícios atacados e dos vários incêndios que o fogo vizinho desencadeou no seu interior. Os amantes da conspiração afirmam que se tratou de um colapso controlado, causado por bombas incendiárias e explosivos.
O voo 93: o quarto avião sequestrado durante a trágica manhã caiu sobre a pequena cidade de Shanksville, na Pensilvânia, depois que os passageiros deram início a uma rebelião no seu interior para impedir que os terroristas cumprissem sua missão. Embora não haja nenhuma prova sobre isso, circulam na internet vários boatos de que o voo foi derrubado por um míssil do exército norte-americano.
Ataque ao Pentágono: Há duas teorias conspiratórias em torno do ataque ao Pentágono. A primeira sugere que não foi um avião comercial que se chocou contra a sede do Departamento de Defesa dos EUA, mas um míssil ou um voo não tripulado. A segunda afirma que o atentado foi feito pelo próprio Pentágono e não pela Al-Qaeda, como diz a versão oficial.
A queda das Torres Gêmeas: A teoria mais difundida entre os que duvidam da veracidade do relato oficial sugere que as Torres Gêmeas não caíram por causa do impacto dos aviões, mas devido a diversos explosivos que teriam sido colocados no interior do complexo em cumplicidade com o governo Bush. Todavia, não existe nenhuma prova sobre isso.
Cumplicidade militar: Há muitos boatos de que, para realizar um ataque com a grandeza do ocorrido no 11 de setembro, os terroristas contaram com o apoio secreto do exército dos EUA. Diz-se que uma força militar tão poderosa quanto a norte-americana teria sido capaz de derrubar os aviões sequestrados. No entanto, há provas de que os atentados pegaram as forças armadas de surpresa e por isso elas não foram capazes de impedir as colisões.

12.784 – Os 15 países mais pacíficos do mundo em 2016


Islândia
Dinamarca
Áustria
Nova Zelândia
Portugal
República Tcheca
Suíça
Canadá
Japão
Eslovênia
Finlândia
Irlanda
Butão
Suécia
Austrália

Finlandia

Nova_Zelandia

Islandia

 

O mundo se tornou um lugar ainda mais violento nos últimos 12 meses em decorrência do aumento das atividades terroristas em diferentes regiões e pelos altos níveis de instabilidades políticas registrados. É o que constatou a edição 2016 do Global Peace Index, estudo anual produzido pelo Instituto de Economia e Paz (IEP).
Mas, embora o cenário global seja de turbulências, o estudo mostrou que 81 dos países investigados observaram uma melhora em seus níveis de paz. A maioria deles está na Europa: a região que é considerada a mais pacífica, mesmo tendo registrado episódios recentes de violência, como os atentados em Paris (França) em 2015 e em Bruxelas (Bélgica) em 2016.
O estudo tem como objetivo avaliar a situação da paz em 163 países. Para tanto, estuda o contexto interno de cada um deles a partir de 23 indicadores que incluem aspectos como a intensidade dos conflitos nos quais um local está envolvido, seus níveis de criminalidade e sua capacidade militar.
E a edição atual da pesquisa trouxe novidades. Portugal, por exemplo, avançou muitas posições, deixando a 11ª colocação em 2015 para chegar até a quinta entre os mais pacíficos de 2016. O Canadá, por sua vez, caiu uma posição em relação ao ano passado. Essa queda, explica o estudo, é em decorrência do aumento na importação e exportação de armas.
No que diz respeito aos países latinos, o único a ocupar um espaço entre os primeiros colocados é o Chile, no número 27. Falando especificamente sobre o Brasil, o índice notou uma deterioração na situação interna do país em razão das recentes instabilidades políticas, fazendo com que o país caísse da 103ª para a 105ª posição.
Confira na galeria os resultados obtidos pelos 15 países que obtiveram o melhor desempenho frente aos outros. Veja nas imagens quais são eles e quais posições ocuparam nesse ranking em 2015.

12.677 – Terrorismo – Filho de bin Laden promete vingança contra os EUA


Bin Laden
O filho do saudita Osama bin Laden não irá descansar até vingar a morte do fundador da organização terrorista Al Qaeda.
Hamza bin Laden prometeu continuar a luta do grupo numa escalada global contra os EUA e seus aliados. Suas ameaças estão em um discurso em áudio de 21 minutos chamado “We Are All Osama” (Somos Todos Osama), de acordo com o SITE Intelligence Group.
“Vamos continuar golpeando vocês, no seu país e fora dele, em resposta à sua opressão ao povo da Palestina, Afeganistão, Síria, Iraque, Iêmen, Somália e terras muçulmanas que não sobrevivem à sua opressão,” ameaçou.
Osama bin Laden foi morto em uma ação militar conduzida pelo exército norte-americano em 2011. O terrorista foi executado em seu esconderijo no Paquistão. O saudita foi o fundador da Al Qaeda, organização terrorista a qual é atribuída a realização dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
Hamza, que agora tem vinte e poucos anos, estava ao lado de seu pai no Afeganistão antes dos ataques de 11/9 e também passou um tempo com ele no Paquistão, de acordo com o Instituto Brookings.
Apresentado à organização pelo novo chefe Ayman al-Zawahiri, em uma mensagem de áudio no ano passado, Hamza oferece uma voz mais jovem para um grupo cujos líderes estão envelhecendo e encontrando dificuldades em inspirar novos militantes em comparação ao Estado Islâmico.
“Hamza fornece uma nova cara para a Al Qaeda, que se conecta diretamente ao fundador do grupo. Ele é um inimigo articulado e perigoso”, observa Bruce Riedel, do Instituto Brookings.

12.335 – Riqueza não traz felicidade – Apontou um estudo


Ricos Choram Mais

Quando se tornou pai, Charles Darwin começou a se interessar pelas emoções humanas. Ele passou a tomar notas do desenvolvimento emocional de seus filhos, questionando a importância do clima e das circunstâncias nas alterações de temperamento das crianças.
O choro era o fator pelo qual Darwin mais se interessava. Segundo a revista 1843, a curiosidade do cientista aumentou após um incidente no qual um de seus filhos, então com dois meses de vida, se machucou. O bebê gritou, mas não chorou. A partir de então ele começou a estudar a possibilidade de o choro ser cultural, ou seja, de precisar ser aprendido e praticado.
Essas pesquisas resultaram no livro The Expression of the Emotions in Man and Animals (A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais), publicado em 1872. No volume Darwin sugere que as emoções são facilitadas pelo ato de expressá-las. Partindo desse pressuposto, as pessoas não chorariam por estarem tristes, suas lágrimas as informariam o fato de estarem tristes.
Estudos mais recentes questionam o ponto de vista darwiano no assunto, mas ele foi essencial para que mais pesquisas fossem realizadas à respeito do choro. Um estudo de 2011, por exemplo, reforça a ideia inicial de que o choro é um aspecto cultural. Em “Culture and Crying: Prevalences and Gender Differences”, os cientistas sugerem que “indivíduos que vivem em países mais prósperas, democráticas, extrovertidas e individualistas tendem a chorar mais”.
Ao longo da pesquisa foi observado que os moradores de países em que a vida é mais confortável são os que tendem a chorar mais. Dessa forma, o choro seria um indicador de privilégio.
Já em países com maiores índices de pobreza ou que vivem guerras, o choro surpreendentemente não é tão comum. A cientista Dorte Jessen, que fez parte desse estudo, passou um tempo em um campo de refugiados em Dadaab, na Quênia. Dorte viu uma mãe com duas crianças que não comiam há bastante tempo rasgando os pacotes e dando para os filhos assim que os recebeu. Nenhum dos três disse ou expressou nada durante esse período.
Como explica o Science of Us, situações como essa levaram os cientistas a acreditarem que alguém que vive em situações terríveis como as citadas anteriormente sabe que chorar não vai mudar nada – e há muito o que fazer para gastar tempo teorizando as emoções. É um lembrete para reavaliarmos nossos privilégios na próxima vez que uma coisa mundana der errado e bater aquela vontade de chorar.

12.128 – Projeto de arma contra ataques terroristas


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O mercado negro das armas coloca na mão de criminosos armas ilegais e sem registro. Diante desse problema que parece sem controle, Michael Recce, um ex-engenheiro da Intel, projetou uma das armas mais inteligentes já concebidas no início de 2000, que funciona somente nas mãos dos seus proprietários legais.
A tecnologia de Recce se baseia no chamado comportamento reflexivo. Nosso cérebro é organizado para executar determinadas tarefas sempre da mesma maneira, como, por exemplo, ao assinar um documento. Nós, inadvertidamente, aplicamos a mesma pressão, o mesmo toque, de uma forma única.
A tecnologia da Recce reconhece esses fatores individuais e, juntamente com a biometria, só permite o acionamento da arma nas mãos do seu proprietário. Com a ajuda do New Jersey Institute of Technology (NJIT), ele e alguns outros pesquisadores estão tentando desde então colocar a novidade no mercado, mas isso não tem sido uma tarefa fácil.
Os proprietários de armas alegam que o sistema de reconhecimento das armas inteligentes falha em situações de emergência. Eles dizem que uma arma que exige impressão digital do proprietário pode não alinhar quando a mão estiver tremendo – algo que pode ocorrer quando o dono estiver em uma situação tensa.
Contudo, os inventores alegam que esse recurso poderia ter impedido alguns massacres a escolas nos EUA, em que os atiradores usaram armas de terceiros para matar colegas, como foi o caso de Dylan Klebold e Eric Harris, que assassinaram 15 colegas em Columbine, em 1999.

12.010 – Terrorismo: Pagando o Mal com o Mal – Suspeito de ser mentor de atentados em Paris foi morto


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Culpado ou bode expiatório?

A Promotoria de Paris confirmou nesta quinta-feira (19 de outubro) que o suspeito morto em uma operação policial realizada na quarta é o suposto mentor dos atentados terroristas que mataram 129 pessoas na capital francesa na última sexta-feira (13).

Análises de amostras de pele indicaram que os restos mortais encontrados após a operação policial são do extremista Abdelhamid Abaaoud, 27, belga de ascendência marroquina.
Abaaoud é ligado à milícia radical Estado Islâmico (EI), que reivindicou a autoria dos ataques em Paris. Ele foi criado com seis irmãos no bairro de Molenbeek, em Bruxelas, pelos pais, que têm uma loja. Segundo uma irmã, ele não era religioso antes de 2014 e tirava boas notas.
Segundo a mídia belga, Abaaoud esteve envolvido em uma série de ataques planejados frustrados pela polícia desde janeiro.
Em fevereiro deste ano, a revista on-line do Estado Islâmico, “Dabiq”, veiculou uma entrevista com Abaaoud, informando que ele viajara pela Europa despercebido pelas forças de segurança para organizar ataques e adquirir armas.
Inicialmente, pensava-se que ele estava na Síria, mas registros de ligações telefônicas apontaram que ele estaria escondido em um apartamento em Saint-Denis, subúrbio no norte de Paris.
As autoridades francesas afirmam ter evitado mais um atentado em Paris ao desmantelar nesta quarta (18) uma célula terrorista após megaoperação policial em Saint-Denis que deixou pelo menos dois mortos e oito presos. Ao menos cem policiais foram escalados e 5.000 tiros disparados.
Dentre os mortos na operação, estão Abaaoud, que acredita-se ter sido baleado e atingido por uma granada, e uma mulher-bomba que se explodiu durante o confronto com policiais. A mídia francesa a identificou como Hasna Aitboulahcen, 26, supostamente prima de Abaaoud.
Dentre os suspeitos de envolvimento com os atentados de Paris, continua foragido Salah Abdeslam, um francês de 26 anos nascido na Bélgica. Ele alugou três carros usados nos ataques.

11.627 – Mega Memória – Navio brasileiro é afundado por submarino alemão na Segunda Guerra em 26-07-1942


No dia 26 de julho de 1942, o navio mercante brasileiro Tamandaré foi atingido por um torpedo do submarino alemão U-66, próximo de Trinidad e Tobago, que causou a morte de quatro tripulantes entre os 52 a bordo. Foi o 13o. navio brasileiro atacado pelos submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. O navio afundou em menos de uma hora, e os sobreviventes foram resgatados por um barco dos EUA. O nome do navio foi uma homenagem ao Almirante Tamandaré, herói nacional e patrono da Marinha de Guerra do Brasil.

11.578 – Teorias – As nações que têm mais homens fazem mais guerras


O que faz com que os povos entrem em conflito, de tempos em tempos? Para Christian Mequida e Neil Wiener, da Universidade York, em Toronto, Canadá, é o excesso de homens jovens. Os dois biólogos analisaram a história e a população de mais de 150 nações do mundo todo. E descobriram que os países mais beligerantes são aqueles onde a proporção de jovens do sexo masculino passa dos 35%. Conclusão: as guerras não são deflagradas por ideologia ou honra, mas por causa de mulher. Para impressionar as mocinhas, os mocinhos se atracam, defendendo territórios e riquezas. Quanto mais rapazes houver, maior a probabilidade de começar uma grande briga. “Por aí, podemos prever em que lugares do mundo vai estourar uma guerra e quão destrutiva ela será”. Difícil é achar que a história humana foi escrita toda em cima de competição pela namorada.

11.565 – Geopolítica – Conflitos Irlandeses


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Atentados terroristas não são novidade na província inglesa da Irlanda do Norte, ou Ulster, como é conhecida por lá. Mas os ataques protestantes a igrejas e a casas de católicos, em Belfast, em julho, com a morte de três crianças, e a bomba católica que fez 28 vítimas e 220 feridos em Omagh, em agosto de 1998, foram especialmente amargos. Eles mostraram que não será fácil levar adiante o tratado de paz assinado em 10 de abril, que a maioria esmagadora da população apóia. O acordo deu o Nobel da Paz a John Hume, líder do maior partido católico, e David Trimble, chefe do maior partido protestante.
Aprovado num plebiscito, em maio, com 71% dos votos, o pacto criou o embrião de um futuro governo autônomo – um Parlamento próprio, com 108 representantes, eleitos em julho. Antes, o Ulster só elegia nove deputados ao Parlamento britânico. Na eleição, os partidos favoráveis à paz obtiveram 81% das cadeiras.
Os deputados vão fazer todas as leis, menos aquelas sobre impostos e segurança, que continuarão sendo inglesas. Ao mesmo tempo, vão aprofundar as relações com a República da Irlanda, que tem total independência da Inglaterra, dividindo com ela a administração do transporte, da agricultura e do turismo. Embora semi-autônomo, o Ulster continuará parte do Reino Unido, a não ser que a população opte pela unificação com a República da Irlanda, no futuro. A cada cinco anos haverá eleições.
Ocupada pelos celtas desde 300 a.C., cristianizada no século V e invadida pelos vikings em 795, a Irlanda virou colônia inglesa em 1171. Foi no século XVII que perdeu de vez a tranqüilidade.
1609 – Imigração maciça
A ilha, localizada ao lado da Inglaterra, manteve-se quase que totalmente católica até 1609, quando o rei inglês Jaime I autorizou a colonização em massa por protestantes ingleses e escoceses que, até então, dominavam só 10% das propriedades locais.
1798 – Reação violenta
Ao longo de 200 anos, os católicos foram perdendo terras. Inconformados, revoltaram-se em 1778, criaram brigadas e atacaram os protestantes. A rebelião foi sufocada e a colonização inglesa acelerada. No final do século XVIII, a maioria católica controlava apenas 5% da ilha.
1920 – Novo país
Depois que os conflitos chegaram à beira da guerra, a Inglaterra afinal aceitou dar uma independência relativa à ilha. Os 26 departamentos do sul, onde havia maioria católica, formaram o Estado Livre da Irlanda, que virou República da Irlanda em 1949. Os seis condados do norte, onde predominava a população protestante, continuaram como província inglesa. Essa região é hoje conhecida como Irlanda do Norte ou Ulster.
1998 – Fronteira religiosa
Em Belfast, capital da Irlanda do Norte, os conflitos incessantes levaram, em 1969, à construção de um muro de 3,5 quilômetros de comprimento e 3,5 metros de altura (veja o mapa abaixo) separando o bairro católico Falls do protestante Shankill. A cicatriz da violência permanece até hoje.
1998 – Mistura explosiva
No Ulster, a briga continua porque, embora minoritária, a população católica (38,4%) é quase tão grande quanto a protestante (42,8%) e não aceita fazer parte da Inglaterra. Além disso, há fortes queixas de discriminação anticatólica na região. Resultado: na década de 60 surgiu a luta armada entre as duas facções que, até hoje, fez 3 280 mortos e 37 500 feridos. É muito para uma população de 1,6 milhão de habitantes.
Ira Provisório
Tem 600 membros bem armados e surgiu em 1969, como dissidência do Exército Republicano Irlandês, o famoso IRA, criado em 1866. Do racha nasceu o IRA Oficial, que foi abandonando os atentados e passou a negociar por meio do grupo político Sinn Féin.
Exército Nacional de Libertação da Irlanda
Braço armado do Partido Socialista Republicano Irlandês, criado em 1974 depois de novo racha no Sinn Féin. Tem quarenta militantes e só aceita a paz se o Ulster for anexado imediatamente à República da Irlanda.
Ira Continuidade e Ira Verdadeiro
Os dois filhotes mais novos do IRA Oficial surgiram no começo dos anos 80. São contra a paz e a favor da unificação com a Irlanda. O primeiro tem cinqüenta membros e o segundo, responsável pelo atentado de Omagh, 150.
Protestantes
Força Voluntária Leal
Tem cerca de 300 membros e é contra qualquer acordo com a República da Irlanda. Dedica-se à extorsão e ao assassinato de católicos.
Força Voluntária do Ulster
Com 400 integrantes, exige que o Ulster continue parte da Inglaterra. Esteve por trás dos atentados que mataram três crianças e incendiaram dez igrejas em julho.
União Democrática do Ulster
Seus 200 militantes vêem com antipatia as negociações de paz. Já realizaram ataques contra católicos mas, hoje, entre os radicais protestantes, são os mais moderados.

Mais difícil vai ser manter a paz. Os ânimos estão à flor da pele há três décadas, quando os católicos se rebelaram contra séculos de discriminação. No século XVII os católicos não tinham direito a voto. Até o começo dos anos 70, um protestante que fosse empresário podia votar duas vezes. Hoje, eles ainda controlam a maioria das empresas. E raramente empregam católicos. A Comissão de Emprego do Ulster registra 250 reclamações de discriminação contra católicos por mês. Com tanto ódio, o novo Parlamento terá muito trabalho.

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11.485 – Mega Biografia – Anne Frank (12-06-1929 – 12-03-1945)


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Origem: Alemanha, Holanda
Nascida em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha, Anne Frank morou em Amsterdã durante a Segunda Guerra Mundial. Fugindo da perseguição nazista aos judeus, a família se escondeu por dois anos. Durante essa época, Frank escreveu sobre suas experiências e desejos. Ela tinha 15 anos quando sua família foi encontrada e enviada ao campo de concentração, onde ela morreu. Sua obra “O Diário de Anne Frank”, já foi lida por milhões de pessoas.
A vítima do Holocausto Anne Frank nasceu Annelies Marie Frank em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha. Sua mãe foi Edith Frank e seu pai, Otto Frank, um tenente do exército alemão durante a Primeira Guerra, tornando-se depois um homem de negócios na Alemanha e na Holanda. Frank também teve uma irmã chamada Margot, três anos mais velha.
Os Frank eram uma família de classe média alta que morava em um bairro quieto e religioso de Frankfurt. Porém, Anne nasceu em uma época de mudanças na sociedade alemã, que logo iriam interromper a felicidade e a tranquilidade de sua família e de todos os judeus alemães.
No início dos anos 20, a economia da Alemanha estava em péssimas condições, devido ao Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial e impôs muitas sanções ao país. Em 1933, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, antissemita e liderado por Adolph Hitler, tomou o controle do governo.
A família de Anne Frank se mudou para Amsterdã em 1933, e seu pai se tornou o diretor da Dutch Opekta Company. Lá, eles se sentiram novamente livres. Durante o resto da década de 30, Anne viveu uma infância relativamente normal, com muitos amigos, de diversas etnias e religiões.
Mas isso iria mudar em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra Mundial. Em 10 de maio de 1940, o exército alemão invadiu a Holanda, derrotando as forças holandesas apenas após alguns dias de combate. Os holandeses renderam-se em 15 de maio de 1940, e Anne escreveria em seu diário: “Após maio de 1940, os bons momentos eram raros; primeiro tinha a guerra, depois a rendição e então a chegada dos alemães, que foi quando os problemas começaram para os judeus”.
No começo de outubro de 1940, os ocupantes nazistas impuseram medidas antissemitas na Holanda. Os judeus eram obrigados a usar uma estrela amarela de Davi o tempo todo e obedecer a um toque de recolher. Eles também foram proibidos de serem donos de negócios, por isso Otto deu o controle de sua empresa a dois sócios cristãos. Frank e sua irmã foram transferidas a uma escola judia.
Em 12 de junho de 1942, Anne ganhou um diário pelo seu aniversário de 13 anos, e ela escreveu suas primeiras palavras do texto, endereçadas a uma amiga imaginária chamada Kitty: “Espero que eu possa confiar tudo a você, como eu nuca confiei a ninguém, e eu espero que você seja uma fonte de conforto e apoio”.
Semanas depois, em 5 de julho de 1942, Margot recebeu uma convocação para se reportar a um campo nazista na Alemanha. No dia seguinte, toda a família foi se esconder em quartos improvisados em um espaço vazio atrás da empresa de Otto. Eles foram acompanhados do sócio de Otto Hermann van Pels, sua esposa, Auguste, e seu filho, Peter. Alguns empregados de Otto se encarregavam da comida e de levar informações sobre o mundo exterior.
As famílias passaram dois anos escondidas, sem pisar os pés para fora do local. Para passar o tempo, Anne escrevia textos extensos em seu diário. Em alguns, ela colocava para fora todo o seu desespero de estar confinada. “Cheguei ao ponto no qual eu não me importo em viver ou morrer”, ela escreveu em 3 de fevereiro de 1944. “O mundo irá continuar girando sem mim, e eu não posso fazer nada para mudar os acontecimentos”.
Além do diário, Anne tinha um caderno no qual anotava citações de seus atores favoritos, histórias originais e o começo de um romance sobre o seu tempo na Secret Annex, como chamavam o local do esconderijo.
Ida ao campo de concentração
Em 4 de agosto de 1944, um oficial da polícia secreta alemã acompanhado por quatro nazistas holandeses arrombaram o Secret Annex, prendendo todos que ali estavam escondidos. Eles foram denunciados anonimamente e até hoje a identidade do traidor permanece desconhecida. Todos foram encaminhados ao campo de concentração Westerbork, em 8 de agosto de 1944. Após, foram transferidos para Auschwitz, na Polônia, no meio da noite de 3 de setembro de 1944. Quando chegaram, mulheres e homens foram separados, e foi a última vez que Otto viu sua mulher e filhas.

Morte por tifo
Após meses de trabalho duro, Anne e Margot foram transferidas para o campo de concentração Bergen-Belsen, na Alemanha. Sua mãe não foi autorizada a ir junto e, um tempo depois, adoeceu e morreu, em 6 de janeiro de 1945. No campo, a comida era escassa e a higiene péssima. Tanto Anne quanto sua irmã contraíram tifo e morreram com um dia de diferença, em março de 1945. Ela tinha apenas 15 anos, e foi apenas uma das mais de um milhão de crianças judias que morreram no Holocausto.
Otto Frank foi o único membro da família a sobreviver. Ao final da guerra, ele retornou para sua casa em Amstedã, procurando desesperadamente por notícias de sua família. Em 18 de julho de 1945, ele encontrou duas irmãs que conviveram com Anne e Margot em Bergen-Belsen e que repassaram a trágica notícia.

Diário encontrado
Quando Otto retornou para Amsterdã, ele encontrou o diário de Anne, que foi guardado pela sua amiga Miep Gies. Ele teve forças para lê-lo e ficou surpreso com o que descobriu. “Foi-me revelada uma Anne completamente diferente da filha que eu perdi”, ele escreveu em uma carta para sua mãe. “Eu não tinha ideia da profundidade de seus pensamentos e sentimentos”.
Ele publicou, em 1947, algumas seleções do diário da filha em um livro chamado “The Secret Annex: Diary Letters from June 14, 1942 to August 1, 1944”. “O Diário de Anne Frank”, como foi intitulado depois, já foi publicado em 67 línguas. Incontáveis edições, assim como adaptações para o teatro e o cinema, foram realizadas ao redor do mundo, e o livro permanece um dos mais lidos sobre a experiência dos judeus durante o Holocausto.
Apesar de ser uma história trágica, o livro é também uma história de fé, esperança e amor. Em uma passagem, ela escreve: “Eu vejo o mundo sendo transformado em uma selva; eu ouço a chegada de um trovão que, um dia, irá nos destruir também. Eu sinto o sofrimento de milhões. Ainda assim, quando eu olho para o céu, eu sinto que, de alguma forma, tudo irá mudar para melhor, que essa crueldade irá acabar e que a paz e a tranquilidade irão retornar”.
Em 2009, o Anne Frank Center USA lançou uma iniciativa chamada “Sapling Project”, plantando mudas de uma árvore de castanha de 170 anos que Anne amava, em 11 nações do mundo.

11.047 – Psicologia – Não atacar é o melhor ataque


manifestos

Sem disciplina, ondas de protestos morrem na praia
Na Tunísia, onde há mais chance de democracia e estabilidade, a campanha foi não-violenta. Isso permitiu mobilização em massa. No Egito também havia apoio maciço, mas uma pequena corrente violenta, não determinante nos protestos, ajudou a criar a instabilidade política de hoje.
Um problema dos movimentos em países democráticos é articular sua proposta de maneira clara: como fica o país se a campanha “vence”.
Ir para a rua é só uma das centenas, senão milhares de maneiras de demonstrar revolta. E uma das mais perigosas. Mas há um número enorme de táticas: greve, deixar de cumprir ordens do governo, construir instituições paralelas de mídia, política ou educação. Isso é criar, ao invés de só focar em destruir. Na Ucrânia aconteceu o “vá devagar”: taxistas andavam em velocidade baixa, trancando as ruas. O governo não sabia o que fazer, já que atacar os motoristas pioraria o trânsito. E não fez nada. Mesmo em ambientes muito hostis, onde símbolos antigoverno são banidos, dá para fazer algo. Você pode cobrir uma praça com uma cor proibida. Ver a polícia correndo atrás de um vira-lata com uma bandana vermelha, por exemplo, expõe o ridículo da situação. Em cada local há uma tática.
Criticar é mais fácil do que construir alternativas. Para construir alternativas, você precisa de liderança e organização, capacidades que você só desenvolve com o tempo. Quanto menos tempo, menos chance de mudar as coisas.
Universidades e outras instituições são muito importantes nesse processo. É preciso haver lugares para discutir em que tipo de país querem viver, estabelecer princípios e valores, debater opiniões divergentes. É preciso pensar bastante antes de ir para a rua. Treinar os participantes para ter disciplina. Foi assim na independência da Índia e no movimento pelos direitos civis nos EUA: quando a polícia começava a bater, eles não reagiam. E funcionou!

10.975 – História – O que foi a Guerra dos Cem Anos?


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Foi um dos maiores conflitos da Idade Média, entre duas das principais potências europeias: França e Inglaterra. Apesar do nome, durou mais de um século – segundo a definição dos historiadores, tudo começou em 1337, para terminar só em 1453. “Não foi um confronto ininterrupto, mas uma série de disputas que incluíram várias batalhas”, diz a historiadora Yone de Carvalho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para entender a origem de tanta briga é preciso recuar no tempo. Em 1066, um duque da Normandia (território francês) chamado Guilherme conquistara a Inglaterra, tornando-se seu rei. Tanto Guilherme quanto seus sucessores eram, ao mesmo tempo, donos do trono inglês e também súditos do rei da França, já que tinham herdado terras naquele país. Séculos depois isso criaria muita encrenca.
Em 1328, o rei francês Carlos IV morreu sem deixar um herdeiro. O então rei da Inglaterra, Eduardo III, considerou-se um pretendente legítimo ao trono vago, pois, além de súdito, era sobrinho de Carlos IV. O problema era que outros nobres franceses reivindicavam o mesmo trono e uma assembléia acabou escolhendo um conde chamado Felipe – que ganhou o título de Felipe VI. A relação de desconfiança entre os monarcas dos dois reinos e a disputa entre eles por territórios franceses – Eduardo III tinha herdado os direitos sobre as regiões da Gasconha, da Guiana e de Ponthieu – resultou na guerra. A França tinha uma população quase quatro vezes maior que a da Inglaterra e também era mais rica, mas não se encontrava tão unida e organizada enquanto nação. A Inglaterra, por sua vez, possuía uma monarquia mais forte e se deu melhor no início da guerra.
Não houve uma grande expansão, mas, ao final da primeira fase do conflito, em 1360, tratados asseguraram aos ingleses a total soberania sobre as terras que possuíam na França. Nas décadas seguintes, conflitos internos levaram os dois países a se concentrarem mais nos problemas domésticos e a guerra entrou numa fase de paz não-declarada, rompida de quando em quando. Por volta de 1420, um novo rei inglês, Henrique V, decidiu aproveitar uma crise entre o monarca francês e alguns nobres para reivindicar novamente o trono da França, dando início a mais um período turbulento. Essa fase final do conflito, porém, foi favorável aos franceses. Comandados por um novo rei, Carlos VII, e com exércitos mais organizados, eles expulsaram os ingleses da Normandia, da Guiana e da Gasconha. A famosa batalha na cidade francesa de Castillon, em 1453, é hoje considerada pelos historiadores o fim da longa guerra, embora nenhum acordo tenha sido assinado e eventuais conflitos tenham continuado a ocorrer.
“A Guerra dos Cem Anos foi a última guerra feudal e também a primeira moderna. Ela foi dirigida por membros da aristocracia feudal no início do conflito e terminou como uma disputa entre Estados que já tinham exércitos nacionais”, diz Yone. Por isso, ela foi um grande marco no desenvolvimento europeu (principalmente na França) da idéia de nação, que unificou países antes divididos em territórios controlados por nobres.
Apesar de a guerra ser travada em território francês, havia cidades estratégicas também na Inglaterra. Os navios que faziam a ligação entre a ilha e o continente partiam de Southampton, um dos principais portos ingleses na Idade Média.
A besta, arma medieval para lançar setas, foi um dos destaques do arsenal militar usado na guerra. Sob certas condições, o arco se mostrou superior, disparando mais flechas por minuto, com maior alcance e precisão. Mas a besta possuía suas vantagens: exigia menor esforço, era mais fácil de transportar e de ser disparada por um homem a cavalo.
Pano de fundo das cenas mais emocionantes da peça Henrique V, de Shakespeare, a batalha de Agincourt, em 1415, foi a última grande vitória inglesa na guerra. Cerca de 9 mil soldados do rei inglês Henrique V conseguiram derrotar 25 mil cavaleiros franceses.

No início do século XIV, o rei da Inglaterra, Eduardo III, controlava os ducados da Gasconha e da Guiana e o condado de Ponthieu, territórios que herdou dentro das atuais fronteiras da França. Mas, em 1337, o rei francês Felipe VI ordenou o confisco das duas primeiras regiões – foi o estopim da guerra
Outra causa importante do início do conflito foi a disputa pela região de Flandres, que enriquecera com a produção de tecidos, importando lã da Inglaterra. Apesar de estar economicamente vinculada aos ingleses, Flandres era um domínio francês. Quando começaram as hostilidades na Gasconha, o rei inglês desembarcou um exército em Flandres
A primeira grande batalha foi travada na cidade de Crécy em 1346 e acabou vencida pelos ingleses. Nela morreram o irmão do rei Felipe VI e cerca de 1 500 soldados franceses
Nas guerras medievais, grandes batalhas só aconteciam de vez em quando. Eram mais comuns os cercos a cidades e fortificações, que ficavam na mira de catapultas. A cidade portuária de Calais enfrentou um dos primeiros grandes cercos da guerra e resistiu por quase um ano diante dos ingleses, até a população se render em 1347, abalada pela fome
Em 1356, numa batalha em Poitiers, os ingleses tiveram outra importante vitória. Caçados por um exército comandado pelo próprio rei francês João II (sucessor de Felipe VI), eles se protegeram numa área pantanosa. Ao atacar, os cavaleiros franceses atolaram e foram dizimados por arqueiros. O rei João II foi feito prisioneiro e só libertado após aceitar tratados que garantiam à Inglaterra o controle de territórios na França
A virada na guerra viria após o cerco a Orleans, que durou sete meses, entre 1428 e 1429. Os franceses, encurralados, já estavam prontos para se render quando Joana D’Arc, camponesa transformada em grande guerreira, convenceu o rei francês a mandar tropas para a região. Os ingleses não resistiram e abandonaram o cerco. O episódio serviu para colocar na história o nome de Joana D’Arc e unir ainda mais os franceses
Em julho de 1453, tropas inglesas tentaram atacar uma fortificação francesa perto de Castillon. Elas foram derrotadas ao serem recebidas pela recém-introduzida artilharia de campanha – canhões que podiam ser transportados. Embates continuaram ocorrendo, mas essa batalha é considerada o marco histórico que encerra a Guerra dos Cem Anos.

10.919 – Mega Memória Sindicalismo – Dia de cão em Diadema, quebra pau na porta da Arteb


Conhecida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC como a BATALHA DE PIRAPORINHA
Primeiro com bombas de gás e depois com tiros, policiais tentaram dispersar 20 mil trabalhadores que realizavam uma passeata no bairro de Piraporinha, em Diadema.
Na frente da fábrica Arteb, cinco metalúrgicos foram baleados.
Era o dia 5 de maio de 1989, uma sexta-feira, e o confronto entrou para a história da categoria como a Batalha de Piraporinha.
Três dias antes acontecera a famosa assembléia de 2 de maio no Paço de São Bernardo, com 50 mil metalúrgicos.
No dia seguinte ao conflito, sábado, 6 de maio, foi realizado um ato de protesto no Sindicato contra a violência da Polícia Militar, que contou com a presença de sindicalistas, representantes de partidos políticos e da Igreja Católica.

vicentinho

10.817 – História – Guerra do Golfo, último capítulo


guerra golfo

Ano: 1991
Rico e poderoso, o Iraque desperdiçava a chance de um futuro promissor e sob o bombardeio de aliados se tornava um país em ruínas.
Era dono do exército mais poderoso do mundo árabe e 100 bilhões de barris de petróleo. caminhando para ser uma potência média. Nem os 8 anos de guerra com o Irã, que deixaram um rombo de 80 bilhões de dólares comprometeram. O erro foi invadir e saquear o Kuweit. Em pouco mais de um mês de guerra, o estado iraquiano entrava em colapso:
20 mil mortos, 60 mil feridos e um prejuízo de 200 bilhões de dólares.
Com um passado glorioso de já ter sido o país mais cosmopolita do planeta, enquanto a Europa ainda chafurdava no barbarismo, Bagdá fora reduzida a escombros só comparáveis a Beirute, com a diferença que a capital libanesa precisou de 15 anos de guerra civil para acabar num monte de ruínas.
Com seu exército mutilado, Saddam Hussein ia em busca de um final honroso para salvar o governo e disfarçar a humilhação da derrota.
Com o Iraque em ruínas, seu exército mutilado antes mesmo de conseguir acertar um único tiro e lutando contra 28 países, liderados pelos EUA, o massacre seria inexorável em campo de batalha. Com exceção de um suposto ataque com armas químicas, de duvidosa eficácia militar, todos os cartuchos de Bagdá já haviam sido queimados, com o mesmo destino dos Scud; os paleolíticos mísseis russos que no início causaram pânico em Israel, mas depois, eram até motivo de piada.

Os descalibrados mísseis iraquianos
Os descalibrados mísseis iraquianos

10.736 – Essa não!! Ele voltou…- Alemanha “reconstrói” Muro de Berlim para comemorar 25 anos da unificação do país


Marreta nele
Marreta nele

Durante 30 anos, o muro que dividia Berlim em dois representava a tensão da Guerra Fria. Não era apenas a capital alemã que estava partida em dois. O mundo se dividia entre países socialistas, encabeçados pela União Soviética, e capitalistas, ao lado dos Estados Unidos. Em novembro de 1989, com o fim da Guerra Fria, a separação da União Soviética e a predominância dos EUA, o muro foi derrubado. Mas agora, 25 anos depois, ele será reconstruído.
Mas, calma, isso não significa a volta da Guerra Fria e muito menos a transformação da Alemanha em um país comunista. A reconstrução do muro será simbólica: em vez de arames, concreto e vigilância militar, ele será feito de balões de luz. Isso aí. 8 mil balões vão dividir a capital alemã em dois, seguindo a mesma linha do muro, por 16 km.
A ideia de reerguer a barreira foi do artista Christopher Bauder e do cineasta Marc Bauder. Os balões vão cruzar Berlim do dia 7 ao dia 9 de novembro. Ao longo da linha, serão projetadas imagens que mostram como era a Alemanha na época da Guerra Fria e contam histórias de pessoas que tiveram suas vidas separadas pelo muro.
Voluntários também poderão escrever mensagens nos balões biodegradáveis da Lichtgrenze (alemão para “fronteira de luz”) e depois soltá-los no ar.

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