3486 – Bíblia – A Torre de Babel


Torre de Babel

Segundo a narrativa bíblica no Gênesis, foi uma torre construída por um povo com o objetivo que o cume chegasse ao céu, para chegarem a Deus e estarem mais perto dele. Isto era uma afronta dos homens para Deus, pois eles queriam se igualar a ele. Deus então parou o projeto e fez com que a torre ruisse, depois castigou os homens de maneira que estes falassem varias línguas para que os homens nunca mais se entendessem e não pudessem voltar a construir uma torre. Esta história é usada para explicar a existência de muitas línguas e raças diferentes. A localização da construção teria sido na planície entre os rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia (atual Iraque), uma região célebre por sua localização estratégica e pela sua fertilidade.
Modelo proposto pela História

Babel, capital do Império babilônico, era uma cidade-estado extremamente rica e poderosa. Era um centro político, militar, cultural e econômico do mundo antigo. Tal qual cidades como Nova York e Paris, nos dias atuais, ela recebia grande número de imigrantes de diversas nacionalidades, cada qual falando um idioma diferente.
O plano interno da Babilônia — seus bairros e ruas principais — tinha sido estabelecido muito antes do império neobabilônio. Na área residencial do cômoro Merkez, onde se obteve acesso aos níveis mais antigos, o padrão de ruas tinha mudado muito pouco ao longo dos séculos desde a ocupação cassita. Os reis assírios, em especial Esarhadon, tinham contribuído para a beatificação da cidade — sobretudo Esagila, o principal santuário de Marduk —, revestindo algumas ruas com reboco e reparado as defesas. Entretanto, o projeto de converter a Babilônia numa metrópole suficientemente grandiosa para representar as aspirações de um império foi iniciado por seu pai, Nabopolassar. Ele iniciou o trabalho no Palácio Sul, sua residência, construiu um templo para Ninurta, as muralhas do cais do Arahru (como o Eufrates era então chamado) e em 610 a.e.c., iniciou o mais ambicioso de todos os empreendimentos arquitetônicos, a reconstrução de Etemenanki, “Fundação do Céu e da Terra”, como a “Torre de Babel” ou zigurate era chamada.
Segundo a Hipótese documental, a passagem deriva da fonte Javista, um escritor cujo trabalho está cheio de Paranomásias, e como muitas das outras paranomásias no texto Javista, o elemento da história que se refere à confusão das línguas é visto por muitos como uma pseudo-etimologia para o nome Babel, relacionado com uma história mais histórica do colapso de uma torre.
A Linguística histórica luta há muito tempo contra a ideia de uma linguagem única original (Língua adâmica). Tentativas de identificar esta língua com uma língua actual têm sido rejeitadas pela comunidade académica. Foi este o caso do Hebreu, e do Basco (como foi proposto por Manuel de Larramendi). Ainda assim, o bem documentado ramo de linguagens com antepassados comuns (como as modernas línguas europeias vindas do antigo Indo-Europeu) aponta na direcção de uma única língua ancestral. O tema principal da disputa é a data, que muitos estudiosos poriam vários milhares de anos antes da própria data da Bíblia para o fim da Torre de Babel.
Um grande projecto de construção no mundo antigo pode ter usado trabalho forçado de diversas populações conquistadas ou súbditas, e o domínio que cobria a Babilónia teria tido algumas línguas não Semitas, como o Hurrita, o Cassita, o Sumério, e o Elamita, entre outros.
Amar-Sin (2046-2037 a.C.), terceiro monarca da Terceira dinastia de Ur, tentou construir um zigurate em Eridu que nunca foi terminado. Tem sido sugerido que Eridu seria o local onde teria estado a torre de Babel, e que a história teria sido mudada mais tarde para a Babilónia Enmerkar (i.e. Enmer o Caçador) rei de Uruk, sugerido por alguns como sendo o modelo para Nimrod, foi também um constructor do templo de Eridu.
Há uma história parecida à da Torre de Babel na Mitologia suméria chamada Enmerkar e o Senhor de Aratta, na qual os dois deuses rivais, Enki e Enlil acabam por confundir as línguas de toda a humanidade como efeito colateral da sua discussão.
Em Gênesis 10, diz-se que Babel era parte do reino de Nimrod. Apesar de não ser especificamente mencionado na Bíblia, Ninrode é frequentemente associado com a construção da torre noutras fontes. Uma teoria recentemente proposta por David Rohl associa Nimrod com Enmerkar, e propõe que as ruínas da Torre de Babel são na verdade as ruínas muito mais velhas do zigurate de Eridu, a sul de Ur, em vez de Babilónia. Entre as razões para esta associação estão o grande tamanho das ruínas, a idade mais velha das ruínas, e o facto de um título de Eridu ser NUN.KI (“lugar poderoso”), que mais tarde se tornou um título da Babilónia.
Tradicionalmente, os povos enumerados no capítulo 10 do Gênesis (a Tabela das Nações) são vistos como tendo-se espalhado pela Terra a partir do Sinar apenas após o abandono da Torre, que é uma explicação da diversidade cultural. Alguns, contudo, vêem uma contradição entre a menção em Génesis 10:5 que diz “5Deles nasceram os povos que se dispersaram por países e línguas, por famílias e nações.” E a seguinte história de Babel, que começa da seguinte maneira “1Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras.” (Genesis 11:1).
Em 440 a.C. Heródoto escreveu:
A parede exterior da Babilónia é a principal defesa da cidade. Há, contudo, uma segunda parede interior, de menor espessura que a primeira, mas não muito inferior a ela [parede exterior] em força. O centro de cada divisão da cidade era ocupado por uma fortaleza. Numa ficava o palácio dos reis, rodeado por um muro de grande força e tamanho: na outra estava o sagrado recinto de Júpiter (Zeus) Belus, um cerco quadrado de 201 m de cada lado, com portões de latão sólido; que também lá estavam no meu tempo. No meio do recinto estava uma torre de mampostería sólida, de 201 m em comprimento e largura, sobre a qual estava erguida uma segunda torre, e nessa uma terceira, e assim até oito. A ascensão até ao topo está do lado de fora, por um caminho que rodeia todas as torres. Quando se está a meio do caminho, há um lugar para descansar e assentos, onde as pessoas se podem sentar por algum tempo no seu caminho até ao topo. Na torre do topo há um templo espaçoso, e dentro do templo está um sofá de tamanho invulgar, ricamente adornado, com uma mesa dourada ao seu lado. Não há estátua de espécie alguma nesse sítio, nem é a câmara ocupada de noite por alguém a não ser por uma mulher nativa, que, como os Caldeus, os sacerdotes deste deus, afirmam, é escolhida para si próprio pela divindade, de todas as mulheres da terra.
Pensa-se que esta Torre de Júpiter Belus se refere ao deus acadiano Bel, cujo nome foi helenizado por Heródoto para Zeus Belus. É provável que corresponda ao gigantesco zigurate a Marduk (Etemenanki), um antigo zigurate que foi abandonado, caindo em ruínas devido a abalos sísmicos, e relâmpagos a danificar o barro. Este enorme zigurate, e a sua queda são vistos por muitos académicos como tendo inspirado a história da Torre de Babel. Contudo, também se encaixaria bem na narrativa Bíblica — dando algum suporto arqueológico para a história. Mais provas podem ser recolhidas daquilo que o Rei Nabucodonosor inscreveu nas ruínas do seu zigurate.
A Literatura Rabínica oferece muitos relatos diferentes sobre outras causas para a Torre de Babel ter sido construída, e sobre as intenções dos seus construtores. Na Mishná era vista como uma rebelião contra Deus. Uns midrash mais tardios registam que os construtores da Torre, chamados “a geração da secessão” nas fontes Judaicas, disseram: “Deus não tem o direito de escolher o mundo superior para Si próprio, e de deixar o mundo inferior para nós; por isso iremos construir uma torre, com um ídolo no topo segurando uma espada, para que pareça como se pretendesse guerrear com Deus” (Gen. R. xxxviii. 7; Tan., ed. Buber, Noah, xxvii. et seq.).
A construção da Torre foi feita para desafiar não só Deus, mas também Abraão, que exortava os construtores a reverenciar. A passagem menciona que os construtores falavam palavras afiadas contra Deus, não citadas na Bíblia, dizendo que uma vez em cada 1656 anos, o céu abanava para que a água chovesse para a terra, por isso eles iram suportar isso com colunas para que não pudesse haver outra inundação (Gen. R. l.c.; Tan. l.c.; similarmente Flávo Josefo, “Ant.” i. 4, § 2).
Apocalipse de Baruque
O terceiro livro de Baruque, ou, Apocalipse de Baruque (3 Baruque), conhecido apenas de cópias Gregas e Eslavas, parece aludir à Torre, e pode ser consistente com a tradição Judaica. Nele, Baruque é primeiro levado (numa visão) a ver o local de repouso das almas “daqueles que construíram a torre da discórdia contra Deus, e o Senhor baniu-os.” A seguir é-lhe mostrado outro lugar, e lá, ocupando a forma de cães,
Aqueles que deram a sugestão de construir a torre, por aqueles que vós vistes conduzirem multidões de ambos homens e mulheres, a fazerem tijolos; entre quem, uma mulher que fazia tijolos não era autorizada a ser libertada na hora do parto, mas trazida à frente enquanto estava a fazer tijolos, e carregava o seu filho no seu avental, e continuava a fazer tijolos. E o Senhor apareceu-lhes e confundiu a sua fala, quando eles tinham construído a torre à altura de quatrocentos e sessenta e três cúbitos. E eles pegaram numa broca, e procuraram perfurar os céus, dizendo, Veja-mos se o céu é feito de barro, ou de latão, ou de ferro. Quando Deus viu isto Ele não os permitiu, e castigou-os com cegueira e confusão da fala, e tornou-os no que vistes. (Apocalipse grego de Baruque, 3:5-8)

3485 – Mitos – A Lenda do Paul Bunyan


Paul Bunyan é um lendário lenhador gigantesco que aparece em alguns relatos tradicionais do folclore dos Estados Unidos. Foi criado pelo jornalista americano James MacGillivray. Está relacionado aos estados de Michigan, Wisconsin e Minnesota, onde goza de grande popularidade. Trata-se de um gigante lenhador campeão, mas que acaba perdendo a competição para uma serra elétrica.
O desenho de Walt Disney, contando a lenda foi apresentado no Brasil na série “Fábrica Adoidada de Mickey Mouse” em 1973

3484 – Turismo Espacial – Compre o bilhete e vá pro espaço


Pelo menos é isso o que esperam os empresários americanos da Scaled Composites, uma firma especializada em aviação espacial. No dia 21 de junho, eles lançaram, com sucesso, a SpaceShipOne, a primeira missão espacial de financiamento privado da história.
O piloto veterano Mike Melvill, de 63 anos, tornou-se astronauta em menos de duas horas, tempo médio do vôo, e quebrou o recorde de velocidade para uma aeronave não-governamental.
Mas por pouco tudo não acaba em tragédia. O sistema de controle apresentou problemas e a subida acabou ficando 10 quilômetros abaixo da altitude planejada. O piloto também diz ter ficado muito assustado com um “barulhão” que ouviu na fase da descida. Assim mesmo, a rápida viagem teve um momento de descontração: Mike abriu um pacote de confeitos de chocolate só para vê-los flutuarem no ambiente sem gravidade.
Com este vôo, a Scaled toma a dianteira na luta pelo Prêmio X – instituído por uma ONG americana para a primeira organização privada a levar três tripulantes (ou o peso equivalente) ao espaço e repetir o feito em até duas semanas. O prêmio é de 10 milhões de dólares – metade do que a Scaled gastou com sua nave espacial.
O dinheiro saiu do bolso de Paul Allen, figurão número 2 da Microsoft. Apesar da cifra milionária, levar um homem ao espaço por 20 milhões de dólares pode ser considerado uma pechincha. A primeira vez que isso foi feito, com o Northrop X15, em 1961, foram gastos cerca de 900 milhões de dólares.
Raio X do foguete
Como funciona a nave privada
Motor a riso
O combustível usado no motor mistura polibutadieno hidroxi-terminado ou, em bom português, borracha sintética e óxido nitroso, mais conhecido como gás hilariante. As substâncias não exigem medidas especiais para armazenamento
Janelinhas
Não é questão de estilo, mas de economia. Fazer um janelão que resista à baixa pressão do espaço sideral é muito caro, então os engenheiros da Scaled optaram por criar várias janelinhas com vidros duplos, algo mais seguro e barato. Não ficou ruim: o piloto Melvill disse ter amado a vista
Trio parada dura
Na cabine, isolada termicamente do motor, senta-se o “astronauta”. Há lugar para mais dois corajosos, como requer o regulamento do Prêmio X. Os controles são acionados pelo próprio piloto, exceto a velocidades supersônicas, quando são acionados eletricamente

3483 – Como se mede o número de sapato?


Tudo começou com um decreto meio maluco do rei Eduardo I, da Inglaterra, em 1305. Ele estipulou que uma polegada equivaleria a três grãos de cevada secos e alinhados. A determinação ganhou a simpatia de alguns sapateiros ingleses, que decidiram confeccionar sapatos em tamanho- padrão, de acordo com a quantidade de grãos alinhados. Trinta e oito grãos equivaleriam ao número 38 e assim por diante. Isso facilitou a vida deles e a dos fregueses que, antes da padronização, precisavam provar várias vezes um sapato até que ele ficasse pronto.
Os sapatos precisavam ser bem mais largos do que são hoje, porque não havia distinção entre o pé esquerdo e o direito”, explica um designer de calçados. A diferenciação entre os lados só foi acontecer no começo do século 19, nos Estados Unidos.
Mas não adianta enfileirar grãos de cevada para conferir o número dos seus pés. Durante a revolução industrial, os países europeus decidiram padronizar o tamanho do grão e o transformaram em uma unidade métrica chamada ponto.
O tamanho desse ponto varia de um lugar para outro e é por isso que a numeração muda de acordo com o local. Os Estados Unidos usam o ponto inglês, enquanto o Brasil e parte da Europa usam o ponto francês, que mede 0,666 centímetro. Ainda assim, há variações entre países que usam a mesma medida. Alguns, como a Itália, utilizam o meio ponto, ampliando a grade de numeração.

3482 – Por que agosto tem má fama?


Herdamos a tradição dos nossos colonizadores portugueses. No século 16, época das grandes navegações, era nesse mês que as caravelas iam ao mar. Assim, as namoradas dos navegadores nunca casavam em agosto já que, além de não poder desfrutar da lua-de-mel, poderiam passar rapidamente da condição de recém-casadas para a de viúvas. Segundo o escritor Mário Souto Maior, a tradição se consagrou com a frase “casar em agosto traz desgosto”, que foi resumida para nossa conhecida “agosto, mês do desgosto”.
A fama de mês agourento cresceu no século 20, graças a acontecimentos como o suicídio de Getulio Vargas, (24/8/1954), e a renúncia de Jânio (25/8/1961). Mas a má fama de agosto não é exclusividade da cultura luso-brasileira.
O romanos, no século 1, acreditavam que um dragão passeava pelo céu noturno em agosto (mês, aliás, batizado por eles em homenagem ao imperador Augusto). O monstro nada mais era do que a constelação de Leão, mais visível nessa época do ano.
Mera coincidência?
Desastres do século 20 endossam afama de agosto
Desastre: Início da Primeira Guerra Mundial
Data: 1º de agosto de 1914
Desastre: Destruição de Hiroshima por uma bomba atômica
Data: 6 de agosto de 1945
Desastre: Início da construção do Muro de Berlim
Data: 13 de agosto de 1961
Desastre: Morte de Marilyn Monroe
Data: 5 de agosto de 1962

3481 – Linguística – O inferno dos tradutores


Sabe aquela história de que é complicadíssimo traduzir a palavra “saudade” para outros idiomas? É verdade. Uma empresa britânica, a Today Translations, entrevistou tradutores e lingüistas de vários países e chegou a um ranking das palavras mais intraduzíveis do mundo. Algumas são problemáticas porque representam conceitos de épocas ou lugares específicos. Outras porque têm vários significados. Como o inglês foi usado como língua de referência, nenhuma palavra desse idioma entrou na lista final. A representante do português ficou em sétimo lugar. Confira os verbetes que tiram o sono dos intérpretes.
Dez palavrões daqueles…
Os mais intraduzíveis do mundo
I. Ilunga
Idioma: /Tshiluba/ (dialeto banto falado no Congo e no Zaire)
Definição: Pessoa que perdoa um abuso pela primeira vez, tolera na segunda, mas nunca na terceira. Parece que os africanos que falam esse idioma são pacientes… Mas não abuse!
II. Shlimazl
Idioma: /Iídiche/ (língua falada por alguns judeus da Europa central e oriental)
Definição: Seu cachorro é atropelado, o pneu do carro fura a caminho do trabalho e, chegando lá, você é demitudo. No mesmo dia, recebe o diagnóstico de uma doença incurável. Pessoas assim com azar crônico, são shlimazl.
III. Radiouskacz
Idioma: /Polonês/
Definição: Essa é de arreiar os dicionaristas. A palavrinha, hoje quase extinta, servia para nomear as pessoas que trabalhavam como telegrafistas nos países que faziam parte do bloco soviético da antiga Cortina de Ferro.
IV. Naa
Idioma: /Japonês/
Definição: A expressão, usada apenas na região de Kensai, no Japão, tem dois significados. Ela serve tanto para enfatizar alguma afirmação como para concordar com o que alguém está dizendo.
V. Altahman
Idioma: /Árabe/
Definição: Se você é um shlimazl (em iídiche), é bem provável que padeça de altahman (em árabe), um tipo de tristeza profunda misturada com problemas em excesso e depressão constante. Uma palavra para não deixar psiquiatra nenhuma morrer de fome.
VI. Gezellig
Idioma: /Alemão/
Definição: Pode ser usado para qualificar um estado de espírito relaxado ou um ambiente confortável. Na hora de traduzir a palavra para o inglês, a empresa que fez a pesquisa usou uma frase como exemplo: “Ei, por que você tem tanta pressa de chegar a algum lugar o tempo todo? Por que você não relaxa, tira o seu casaco e sossega um pouco?” Quem segue o conselho vira um gezellig.
VII. Saudade
Idioma: /Português/
Definição: Quer saber como os ingleses traduzem a nossa representante na lista? “Pegue nostalgia, desejo intenso, tristeza e afeto, misture tudo, adicione açúcar, sal e uma dose de cachaça, tudo isso enquanto ouve um samba.” Chegaram perto, hein?
VIII. Selathirupavar
Idioma: /Tamil/ (falado no sul da Índia)
Definição: Um tipo de viadagem que inclui a ausência, principalmente quando uma pessoa decide, por conta própria, não ir para algum lugar onde estava sendo esperado.
IX. Pochemuchka
Idioma: /Russo/
Definição: Parece que os tagarelas russos são realmente inoportunos. Tanto que eles inventaram uma palavra que serve para denominar aquelas pessoas que fazem perguntas em excesso. Crianças que querem saber o porque de tudo fazem parte dessa categoria.
X. Klloshar
Idioma: /Albanês/
Definição: Apesar de estar no último lugar, essa palavra é a campeã dos múltiplos significados. Ela quer dizer perdedor ou alguém que não consegue fazer nada direito. Mas também serve para denominar alguém que está sem direção e não se preocupa com ninguém. Em bom português, um mané.

3480 – Extinções – Cadê o bacalhau?


Segundo a ONG ambiental World Wildlife Fund, a extinção do bacalhau pode acontecer muito mais rápido do que você imagina: nos últimos 30 anos, o estoque global do bacalhau foi reduzido em 70%. Se a pesca continuar no ritmo atual, em 15 anos não vai sobrar mais nenhum deles para contar a história.
O bacalhau praticamente desapareceu das águas da Groenlândia e do Canadá. A última reserva importante que restou no mundo fica no Mar de Barents, uma região que cobre parte do litoral norueguês e russo. E, para que os peixes não acabem de vez, é preciso que os governos desses países tomem atitudes urgentes para limitar a pesca e garantir sua reprodução.
A pesca predatória também tem afetado o tamanho dos bacalhaus. Os exemplares menores, menos procurados, conseguem escapar das redes com mais facilidade. A seleção natural se encarrega de fazer com que esses “bacalhauzinhos” coloquem mais descendentes no mundo do que seus irmãos corpulentos e mais valorizados economicamente. Do jeito que a coisa vai, quando você contar aos seus netos que comia bacalhau no almoço de Páscoa, eles vão achar que a idade começou a afetar sua memória.
Outras espécies comprometidas
Esturjão Beluga
As ovas desse peixe dão origem ao melhor e mais caro caviar do mundo (são 3 mil dólares o quilo). O número de esturjões anda muito abaixo do suficiente para garantir a renovação da espécie. Uma fêmea pode pesar até 900 quilos e carrega mais de 10 milhões de ovas, mas leva até 20 anos para se reproduzir
Baleia
A baleia também sofre os efeitos da pesca e caça predatórias. Uma das espécies mais procuradas é a Balenoptera acutorostrata. No Japão, durante a Segunda Guerra, elas eram fonte barata de proteína. Hoje, viraram luxo e restaurantes cobram fortunas por uma porção de baleia à dorê, frita ou cozida no vapor
Atum
A situação mais crítica é a do atum-azul – um prato de sashimi desse peixe chega a custar 80 dólares. O albacora-bandolim, muito importante comercialmente, está indo pelo mesmo caminho. Ou seja, talvez um dia aquela latinha de atum que você leva na mochila quando vai acampar vire um artigo de luxo

3479 – Esporte – Mulheres competem com homens nos Jogos Olímpicos?


Hipismo e vela são os dois únicos esportes olímpicos que admitem homens e mulheres competindo entre si com igualdade de regras. “Mas, na vela, as diferenças físicas dão vantagem aos homens e, por isso, mulheres acabam se inscrevendo só para as provas exclusivamente femininas ou em equipes.
Já no hipismo é diferente: os controles do cavalo são regulados para que, mesmo com menos força, a pressão no animal seja a mesma. Assim, homens e mulheres têm exatamente as mesmas chances. A igualdade de gênero também vale para os eqüinos: não há distinção entre cavalos e éguas nas competições.
Cavalo e cavaleiro – ou cavalo e amazona (nome oficial das “cavaleiras”) – formam um conjunto. Na prática, são como uma equipe. “Eles treinam pelo menos dois anos juntos”, diz Luís Fernando Monzon, comentarista de hipismo.
As competições podem ser individuais ou em equipes e consistem em três modalidades: salto, adestramento e concurso completo de equitação (que inclui as duas primeiras mais uma prova em circuito natural chamada cross-country). É na modalidade de salto que o Brasil tem mais chance de medalha. Em 2000, nós faturamos o bronze na prova de equipe. Para tristeza das feministas, o time campeão era formado só por homens.
Regras do Hipismo
A regra: Os cavalos ficam confinados antes das provas
Como funciona: Para evitar sabotagem ou doping, a segurança é redobrada
Curiosidade: Os animais são tratados como superstars com mordomias como ventiladores e manta de borracha cobrindo o chão
Córrego tira-teima
A regra: O cavalo não pode pisar na água
Como funciona: O conjunto perde 4 pontos
Curiosidade: Para não haver erro, uma faixa feita de material espumoso é colocada na beirada do obstáculo. Se o cavalo pisar ali, a ferradura deixará uma marca
Placar no zero
A regra: Na competição de salto, ninguém ganha pontos – só perde
Como funciona: O placar começa em zero e vai ficando negativo
Curiosidade: Quando há empate, os conjuntos percorrem um traçado mais curto e ganha quem completá-lo no menor tempo
Circuito-surpresa
A regra: O circuito é sempre surpresa para os competidores
Como funciona: Alguns minutos antes da prova, a pista é aberta para que cavaleiros meçam as distâncias entre obstáculos
Curiosidade: Quatro passos humanos equivalem a um lance de galope do cavalo
Obstáculos leves
A regra: O cavalo tem de saltar obstáculos sem derrubá-los
Como funciona: Derrubar as barras tira 4 pontos do conjunto
Curiosidade: Os obstáculos imitam cercas e rios porque esses eram os desafios comuns durante a caça à reposa, que deu origem ao esporte. Para que o cavalo não se machuque, as barras são leves e desmontam com facilidade
Pódio sem casco
A regra: Somente homens e mulheres sobem ao pódio
Como funciona: Para comemorar, os vencedores dão o galope da vitória em volta da pista
Curiosidade: Os cavalos não recebem medalhas, e sim um enfeite chamado escarapela
Cavalo empacado
A regra: O cavalo não pode refugar (empacar) mais de uma vez durante a prova
Como funciona: O primeiro refugo tira 4 pontos. O segundo desclassifica o conjunto
Curiosidade: É ou não é um alívio saber que não é só com você que o cavalo empaca?
Queda feia
A regra: Queda do cavalo ou do cavaleiro desclassifica o conjunto
Como funciona: O cavalo só cai quando encosta o “ombro” no chão. Já o cavaleiro não pode cair nem se apoiar em obstáculos ou colunas
Curiosidade: A queda de um cavalo durante a prova é comparável a um gol contra no futebol

3478 – Memórias olímpicas


Não tem palpite mais infeliz do que apostar qual será o maior destaque de uma Olimpíada. As últimas décadas deixam isso bem claro. Por exemplo: na de Los Angeles 1984, o americano Carl Lewis ganhou quatro medalhas de ouro no atletismo, igualando o recorde que Jesse Owens estabelecera nos Jogos de Berlim 1936. Um fenômeno. Mas a imagem mais lembrada é a de uma instrutora de esqui de 39 anos, que resolveu participar da maratona por diversão. Apesar de ter chegado entre as últimas, virou a maior celebridade do mundo naqueles dias. Acontece de tudo nesse evento que pára todo o planeta.
SETEMBRO NEGRO – MUNIQUE 1972
Os olhos estavam voltados para o nadador americano Mark Spitz. Mas o que marcou foram oito terroristas palestinos, que invadiram a vila olímpica e fizeram 11 israelenses de reféns. Queriam trocá-los pela libertação de 236 terroristas. Acuados pela polícia, mataram os atletas. Dois conseguiram fugir
OBJETIVIDADE: NOTA 10 – MONTREAL 1976
Antes de Montreal, as atenções da ginástica estavam no supertime soviético. Mas só até a romeninha Nadia Comaneci cravar a primeira nota 10 numa Olimpíada e levar três ouros. “O que você pretende depois disso?”, quis saber um repórter. “Voltar para casa”, disse ela
MASCOTE FOFO – MOSCOU 1980
Nenhuma Olimpíada foi tão contaminada pela política quanto a de Moscou. Quando o presidente americano Jimmy Carter achou que um boicote ao país inimigo o reelegeria, os EUA ficaram de fora. Agentes da KGB vigiavam atletas, com medo de espionagem. Para contrabalançar o clima pesado, só o ursinho Misha: o mascote mais fofo da história, que até chorou na despedida
MASCOTE FRACASSADO – ATLANTA 1996
Os organizadores dos Jogos de Atlanta criaram um mascote modernoso: Whatizit, que parecia ter saído de um videogame. Não pegou. Então resolveram rebatizá-lo como Izzy. E criaram um enredo, dizendo que ele “vivia dentro da tocha olímpica em busca de cinco anéis mágicos”. Aí é que não pegou mesmo
DREAM TEAM, PRIMEIRO E ÚNICO – BARCELONA 1992
Estados Unidos 116 X Angola 48. Esse foi o primeiro dos oito placares centenários que o time americano de basquete aplicou em Barcelona. O país tinha levado pela primeira vez seus profissionais. Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, três dos melhores em todos os tempos, formaram então o único Time dos Sonhos digno desse nome
OVERDOSE – SEUL 1988
O canadense Ben Johnson levou a fama de bombado ao ser flagrado no antidoping. Mas a americana Florence Griffith Joyner se safou. Suspeita de usar drogas, cravou os recordes dos 100 e dos 200 metros, e se aposentou em 1989, quando se determinou a obrigatoriedade dos exames-surpresa
HEROÍNA POR ACASO – LOS ANGELES 1984
Entrou o que parecia uma zumbi no Estádio Olímpico de Los Angeles. Puxando a perna e com os braços caídos, a suíça Gabrielle Andersen-Scheiss cambaleou por 6 minutos para terminar a maratona. À beira da morte por exaustão, chegou em 37º sob aplausos. E virou heroína. Tudo graças a um intenso despreparo físico

3477 – Mega Mito – Elefantes têm medo de ratos?


Apesar da insistência do boato, dizer que elefantes têm medo de ratos não faz sentido. Elefantes adultos simplesmente não têm predadores na natureza e, por isso, não são de se assustar por pouca coisa. “O elefante pode até se perturbar com algo diferente e reagir atacando o animal ou tentando pisar nele. Mas aí poderia ser qualquer bicho”, diz Kátia Cassaro, do Zoológico de São Paulo.
A lenda parece ter nascido da idéia de que ratos seriam capazes de entrar na tromba do elefante. Acontece que a tromba é quase tão ágil quanto a mão humana, o que permite ao elefante impedir o ataque, e ratos não são de se meter a bestas com um animal tão grande.
Seja qual for o motivo, a lenda envolvendo os dois bichos é bem antiga. O historiador romano Plínio, o Velho, relatou, em sua enciclopédia História Natural, que os elefantes têm tanto “ódio” dos ratos que recusam o feno em que um roedor tenha passado. Para quem bota fé em Plínio, é bom lembrar que ele também diz que elefantes respeitam a religião e “têm consciência de que seus dentes têm valor econômico”

3476 – Mega Byte – Disco Rígido


Precisa de espaço na memória de seu computador? Quer dizer, de muito, mas muito, muito espaço mesmo? O Bigger Disk, da Lacie, foi feito para quem respondeu sim. É um hard disk com a babilônica capacidade de 1,6 terabyte. Calcule comigo: 1 milhão de bytes fazem 1 megabyte, mil desses fazem 1 gigabyte e 1 600 gigabytes fazem este disco. Dá para guardar umas 400 mil músicas, se você conseguir achar tantas.

3475 – Para que serve a música?


É muito provável que você não tenha passado um único de seus últimos dias sem escutar alguns acordes. Às vezes nem nos damos conta, mas a música nos cerca por todos os lados. Há música para dançar, namorar, estudar. Música para enfrentar o trânsito, trabalhar, fazer ginástica e para relaxar no final do dia. Música para rezar, curar e memorizar. Para comunicar as emoções que não conseguimos transmitir só por meio de palavras. E música simplesmente para ouvir e curtir. Dos aborígines australianos aos esquimós no Alasca, todas as sociedades do mundo a têm em sua cultura – até porque, você pode não saber, mas a música está conosco desde quando ainda nem éramos seres humanos propriamente ditos.
Com base no achado de flautas de ossos feitas há 53 mil anos pelos neandertais, pesquisadores estimam que a atividade musical deve ter pelo menos 200 mil anos – contra 100 mil anos de vida do Homo sapiens. É bacana imaginar que talvez esses hominídeos já buscassem formas de diversão. Mas, pensando bem, que sentido pode fazer a música em um período no qual nossos ancestrais estavam muito mais preocupados em não ser devorados por um leão do que com o próprio prazer? E mesmo na sociedade contemporânea, se nos cercamos de música com tanto afinco, é de supor que, assim como a fala, ela sirva para alguma coisa, tenha alguma função específica para a humanidade. Mas qual?
A pergunta atormenta filósofos e cientistas há séculos e, infelizmente, ainda não tem resposta conclusiva. Já se imaginou, por exemplo, que a música é responsável por reger a harmonia entre os homens e os astros que mantém a ordem do Universo – uma idéia formulada por Pitágoras no século 5 a.C. Hoje, boa parte da pesquisa científica por explicações tem uma perspectiva evolutiva e biológica. Muitos ainda a vêem apenas como produto cultural voltado ao prazer, sem nenhuma importância para o desenvolvimento humano.
A primeira hipótese sobre a função da música foi levantada por Charles Darwin. O biólogo que popularizou o conceito de evolução das espécies dizia que a música é determinante para a escolha de parceiros sexuais, uma vez que as fêmeas seriam atraídas pelos melhores cantores. “O homem que canta bem, é afinado, expõe melhor seus sentimentos. Parece mais sensível, mais inteligente. E isso agrada as mulheres”, afirma o jornalista e músico brasileiro Paulo Estêvão Andrade, que está escrevendo um livro sobre pesquisas que relacionam música e cérebro. Isso soa bastante familiar: qual mulher nunca teve uma quedinha pelos músicos – dos modernosos DJs aos eternos tocadores de violão em rodas de amigos?
Alguns acordes parecerem tristes e outros felizes pode ter também uma explicação evolutiva. Essa interpretação é relacionada com a forma como o nosso cérebro processa sons amistosos e ameaçadores desde a época em que éramos presas fáceis. “Pense num cão. Quando ele quer demostrar carinho faz um som mais agudo, mais tonal. Quando está agressivo é mais grave e ruidoso.
Acreditar que primeiro desenvolvemos a fala e depois apuramos a técnica musical pode parecer um caminho lógico. Mas a verdade é que não é exatamente assim que funciona nosso ciclo de aprendizado. Antes de os bebês saberem falar, eles já balbuciam de uma forma muito musical. “É comum vê-los inventando musiquinhas mesmo desconhecendo a reprodução dos sons convencionais.

3474 – Anatomia – Os Músculos Sexuais


Descobriu-se que é possível, através de exercícios, melhorar o funcionamento dos músculos sexuais que se acham localizados no períneo, ou no fundo da pelve. Os músculos que ali existem são atravessados pela região retal do intestino grosso, pela uretra e pela vagina, no caso da mulher. Podem ser controlados por reflexos adquiridos, mas como tem pouco uso, passam despercebidos. Os músculos da vagina podem ser contraídos, em forma de exercício. Raramente as mulheres dotadas de músculos vaginais bem desenvolvidos se queixam de dificuldades sexuais. Já as que têm músculos vaginais flácidos, se queixam de dificuldades e de coito doloroso. O único músculo que contrai é o pubo coccigeo..

3473 – Mega Almanaque – Futebol: Friednreich, o “El Tigre”


Friedenreich

Arthur Friedenreich (São Paulo, 18 de julho de 1892 — São Paulo, 6 de setembro de 1969) foi um futebolista brasileiro. Apelidado “El Tigre” ou “Fried”, foi a primeira grande estrela do futebol brasileiro na época amadora, que durou até 1933.
Friedenreich participou da excursão do Paulistano pela Europa em 1925 onde disputou dez jogos e voltou invicto. Teve importante participação no campeonato sul-americano de seleções (atual Copa América) de 1919. Ele marcou o gol da vitória contra os uruguaios na decisão e, ao lado de Neco, foi o artilheiro da competição. Após o feito, suas chuteiras ficaram em exposição na vitrine de um loja de jóias raras no Rio de Janeiro.
Filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira negra brasileira, Arthur Friedenreich nasceu no bairro da Luz, em São Paulo, e aprendeu a jogar bola com bexiga de boi. Poucos anos depois de Charles Miller chegar ao país, em 1894, trazendo o futebol como novidade, o Brasil revelou seu primeiro ídolo. Hoje em dia, são poucos aqueles que viram Friedenreich brilhar nas décadas de 1910, 1920 e 1930.
Nome completo Arthur Friedenreich
Data de nasc. 18 de julho de 1892
Local de nasc. São Paulo, Brasil
Falecido em 6 de setembro de 1969 (77 anos)
Local da morte São Paulo, Brasil
Apelido Fried
El Tigre
Primeiros anos
Jogador de futebol paulista, “Fried” começa a jogar futebol ainda adolescente na cidade de São Paulo, nos clubes Germânia (atual Pinheiros), Mackenzie, Ypiranga e o Paulistano, que hoje são apenas clubes sociais e já não atuam no futebol profissional. Começa a se destacar pela imaginação, técnica, estilo e pela capacidade de improvisar. O apelido de “El Tigre” foi dado pelos uruguaios após a conquista do Campeonato Sul-Americano de 1919, atual Copa América.
A sua posição de origem foi a de centroavante. “El Tigre” acabou introduzindo novas jogadas no ainda menino futebol brasileiro, na época ainda amador, como o drible curto, o chute de efeito e a finta de corpo. Foi campeão paulista em diversas oportunidades pelo clube Paulistano. Também atuou pelo São Paulo Futebol Clube, conquistando mais um campeonato paulista em 1931. O time do São Paulo campeão naquele ano ficou conhecido por “Esquadrão de Aço”, e era formado por Nestor; Clodô e Bartô; Mílton, Bino e Fabio; Luizinho, Siriri, Araken e Junqueirinha.
Depois de ter jogado em 1917 no Flamengo Friedenreich volta ao Rio na década de 30 para de novo jogar pelo Flamengo. Clube onde ele afirmava ter orgulho de jogar e onde fez seu gol mil até o 1.046.
Era considerado pelos cronistas da época um jogador inteligente dentro de campo. Friedenreich talvez tenha sido o jogador mais objetivo e um dos mais corajosos de sua época. Parecia conhecer todos os segredos do futebol e sabia quando e como ia marcar um gol.
Nos dias atuais, ainda é considerado um dos maiores centroavantes que o Brasil já teve. No ano de 1925, voltou da Europa como um dos “melhores do mundo”, depois de vencer, pelo Paulistano, nove dos dez jogos disputados. Um de seus mais incríveis feitos, ocorrido em 1928, foi a marca de sete gols numa única partida contra o União da Lapa, batendo o recorde da época. Ele jogava pelo Paulistano e o resultado final foi de 9 a 0, no dia 16 de setembro; a curiosidade fica por conta do pênalti perdido por Fried. Encerrou a carreira no Flamengo, em julho de 1935, aos 43 anos de idade. Depois de abandonar os gramados, viveu na pobreza um bom tempo até morrer em 6 de setembro de 1969, em uma casa cedida pelo São Paulo.
Seleção Brasileira
Sua estréia na seleção se deu no ano de 1912 em um amistoso contra a seleção paulista, quando o escrete brasileiro venceu por 7 a 0 com dois gols de “Fried”. Sua despedida aconteceu em 1935, em um jogo contra o River Plate no dia 23 de fevereiro, no qual o Brasil ganhou por 2 a 1. Friendenreich fez pela seleção principal 23 jogos e marcou 10 gols. Já na seleção de veteranos, em 1935, disputou 2 jogos e marcou 2 gols. No ano de 1914 ganhou o primeiro título do Brasil na história: a Copa Rocca, taça amistosa realizada para melhorar as relações diplomáticas entre Brasil e Argentina. Outras conquistas importantes que conseguiu foram os sul-americanos de 1919, marcando o gol do título na prorrogação contra os uruguaios, e 1922, primeiras conquistas relevantes da Seleção Brasileira.
Outra característica marcante da personalidade de Friedenreich era seu caráter questionador. Em 1932, engajou-se na Revolução Constitucionalista de 1932, doando troféus, medalhas e prêmios em benefício da causa.
O fato de ser descendente de alemães ajudou Friedenreich na carreira. Mulato, só assim ele pôde jogar nos grandes clubes frequentados pelos brancos da elite.
Uma excursão do Paulistano à Europa em 1925, deu a ele a chance de participar de um marco histórico do futebol do país. No dia 15 de março, pela primeira vez, um time brasileiro jogava no exterior. Ele comandou a goleada de 7 a 2 na França, que deu início a uma série de outras vitórias. E é apelidado de “roi du football” (rei do futebol).
Também foi contra a profissionalização do futebol no país. A partir dos anos 30, o futebol passou a caminhar rumo ao profissionalismo. A idéia não agradou Friedenreich, que recusou proposta do Flamengo, seu último clube, de continuar atuando, e abandonou os gramados após fazer sua última partida no dia 21 de julho de 1935.
Uma atitude infeliz do presidente da Liga Paulista, Elpídio de Paiva Azevedo, causou uma das maiores decepções de Friendenreich na carreira. Ao saber que a comissão técnica da Seleção não teria nenhum paulista, o dirigente impediu a ida dos jogadores do estado para a Copa do Mundo, no Uruguai em 1930. Assim, “El Tigre” encerrou a carreira sem sentir o sabor de disputar um Mundial.

3472 – Mega Almanaque – A Vídeomania


Nos antigos vídeos K7 com só 2 cabeçotes no cilindro, na ocasião da parada (pause) , ocorre chuviscos na imagem, a fita parada faz com que os 2 cabeçotes não leiam todo o sinal. Os principais sistemas de TV á cores utilizados no mundo atualmente são: A) Sistema NTSC – adotados por EUA, Canadá, México, Japão, Chile. B) Sistema Pal- Brasil, Alemanha, Argentina, Paraguai, Itália. C) Sistema SECAN- frança, Bulgária, Síria, Rússia, Egito. Durante a década de 30, os EUA já possuíam algumas estações de TV em fase experimental, transmitindo acontecimentos esportivos, dramas e etc. Até então, não havia produção de receptores comerciais para o público, as audiências eram limitadas a poucos espectadores que, ou construíam seus próprios aparelhos, ou compravam por algum meio os modelos experimentais. A sigla NTSC significa: National Television System Comittee, foi criado em 1940 nos EUA e seu objetivo foi de implantar um projeto padrão técnico para a televisão.

3471 – ☻Mega Almanaque


A 1ª usina de eletricidade no Brasil foi construída na cidade de Campos no Rio de Janeiro, e inaugurada em 24 de julho de 1883, era termoeléctrica e com potência de 52 KW. Foi inaugurada pelo imperador e pelo presidente da província Gavião Peixoto.
A biblioteca real do RJ, que após o advento de república passou a se chamar biblioteca nacional, situada na rua do passeio, onde se localiza o instituto nacional de música, foi a partir do dia 1º de julho de 1883, iluminada a eletricidade.
Eletrônica- Os potenciômetros podem ser de curva linear ou logarítmica, em aparelhos eletrônicos, e para tais costumam indicar potência de dissipação , porquê os mesmos são usados como divisores de tensão.
O que é eletricidade?
Propriedade que certas substâncias como a resina e o vidro possuem quando friccionadas, de atraírem partículas diversas. A eletricidade se caracteriza pelo fato de produzir campo de força dotado de energia potencial que quão em movimento, produz um campo de força magnética ao qual está associada á energia cinética. As partículas elementares são opostas eletricamente. A unidade que mede a carga é o Coulomb. A eletricidade estática está em forma de uma carga em equilíbrio, ou independente dos efeitos do seu movimento.
Armas Químicas
O gás mostarda foi aperfeiçoado na Alemanha em 1917, ele causa cegueira temporária.
Levisita surgiu nos EUA em 1918. Causa queimaduras, bolhas, irritação das vias respiratórias e pode levar á morte.
Os agentes do sangue foram criados na França em 1915 e impedem a absorção do oxigênio pelas células do corpo. Matam por asfixia
Ácido prússico- cianeto de hidrogênio e agentes sufocantes; criados na Alemanha em 1915, causam irritação nas vias respiratórias, que o organismo combate segregando líquido nos pulmões. Resultado: morte por afogamento.
Agentes incapacitantes- gás lacrimogêneo – EUA 1918-
Causa irritação nos olhos , pele e vias respiratórias causando sensação de queimação. Só é fatal em concentrações muito altas.

3470 – Mega Almanaque – Futebol: Pelé, milésimo gol


Pelé- milésimo gol Foi marcado ás 23horas e 11 minutos do dia 19 de novembro de 1969, no Maracanã, na partida Santos x Vasco , de pênalti. Emocionado, pelé saudou a torcida e dedicou o gol ás crianças vitimadas por uma inundação em SP. Era o dia da bandeira e naquele exato momento, SP sofria uma inundação desastrosa , ao mesmo tempo que o homem pisava na face da lua pela 2ª vez.
Estádio Castelão O estádio Plácido Castelo, o Castelão, em Fortaleza é o 3º maior do Brasil com 125 mil lugares, sendo propriedade do estado do Ceará. O Magalhães Pinto, o Mineirão em BH, vem a seguir com 120 mil lugares.
Grandes Times – O flamengo de Zico e outros craques, derrotando o Liverpol por 3 a zero em Tóquio em 1981, tornou-se campeão mundial de clubes, algo até então jamais repetido por times brasileiros desde a era Pelé. Nos anos 40 na Itália, iniciou-se o reinado do Torino, que desapareceu num desastre aéreo ocorrido em 1949.

3469 – Mega Almanaque – A Origem do Calendário


O nome vem do latim ( calendariu ), que significa seqüência de calendas. Os romanos chamavam de calenda o 1º dia de cada mês. Foi Rômulo que estabeleceu o 1º calendário romano, determinado que o ano tivesse 300 dias divididos em 10 meses. O ano começava pelo mês de março, dedicado á Marte, deus da guerra. Júlio César reformou o calendário para harmoniza-lo com o seu, solar, que vigorou até o ano de 1582, quando surgiu o gregoriano, que é hoje quase universalmente utilizado. No israelita os meses são regulados segundo o curso da Lua. Tem 29 a 30 dias ; o ano compõem-se de 12 meses ou 13 meses lunares, também no muçulmano os meses seguem o curso da Lua; é utilizado pelos árabes e tem como origem o ano 1 da Hégira (16 de julho do ano 622 DC).

3468 – Mega Ecologia


Eletricidade, gás líquido, petróleo, lenha, carvão e etc. Estes são apenas alguns exemplos de materiais que estão cada vez mais escassos no planeta , por isso o controle de energia precisa ser intenso, sobretudo nas grandes potências, que manipulam o consumo e exploram desordenadamente os recursos naturais existentes. O limite do uso de veículos e o consumo somente do que é indispensável para a sobrevivência devem ser metas. Os alimentos naturais são preferíveis aos químicos, uma vez que não prejudicam á saúde; a utilização de venenos e inseticidas precisa evitado, bem como os defensivos agrícolas e produtos químicos na agricultura. Existem meios alternativos que não conflitam com as regras da natureza.
A Ecologia é a ciência que estuda os ecossistemas, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição.As interações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente. A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos”, que significa casa, e “logos”, estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou, de forma mais genérica, do lugar onde se vive.
O cientista alemão Ernst Haeckel usou pela primeira vez este termo em 1869 para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.
A Ecologia pode ser dividida em Autoecologia, Demoecologia e Sinecologia.O meio ambiente afeta os seres vivos não só pelo espaço necessário à sua sobrevivência e reprodução, mas também às suas funções vitais, incluindo o seu comportamento, através do metabolismo. Por essa razão, o meio ambiente e a sua qualidade determinam o número de indivíduos e de espécies que podem viver no mesmo habitat. Por outro lado, os seres vivos também alteram permanentemente o meio ambiente em que vivem. O exemplo mais dramático de alteração do meio ambiente por organismos é a construção dos recifes de coral por minúsculos invertebrados, os pólipos coralinos.

3467 – Astrofísica


ESTRELAS Para gerar energia, empregam um sistema curioso: constróem átomos pesados a partir de átomos leves. A luz e o calor que emitem é o resultado do esforço que empregam na construção. Todos os elementos conhecidos como o ferro , o oxigênio e o urânio nasceram dessa forma : assados nas fornalhas das estrelas, que até o seu aparecimento, praticamente toda a matéria existente estava na forma de hidrogênio, o avô de todos os átomos.
Física
Os 3 estados da matéria- No sólido, a matéria limita-se a vibrar, pois as moléculas não se movem. No estado líquido, não são compressíveis, mas adotam a forma do recipiente que os contém. Já num gás, as moléculas estão num caos. Movem-se tão rapidamente que se libertam umas das outras, deixando espaços livres intermediários. O gás portanto não contém forma nem volume , já que onde houver espaço livre, para lá irão suas moléculas errantes e o gás se expandirá até encher totalmente qualquer recipiente.