13.649 – Estação espacial chinesa em queda é avistada por telescópio


porcentagens-risco
Prestes a completar seu voo desgovernado em direção a Terra, a estação espacial chinesa Tiangong-1 foi avistada por astrônomos italianos e norte-americanos. Um telescópio controlado de maneira robótica conseguiu rastrear o módulo espacial e fornecer imagens durante uma transmissão realizada por pesquisadores do The Virtual Telescope Project, na Itália, e do Observatório Tenagra, nos Estados Unidos.
Identificar a estação espacial não foi tarefa fácil: o Tiangong-1 realiza uma trajetória sem rumo a cerca de 200 quilômetros de altura da Terra, com velocidade de quase 28 mil quilômetros por hora.
De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), a reentrada na atmosfera deve ocorrer entre os dias 30 de março e 2 de abril: lançada em 2011, a Tiangong-1 está desabitada desde 2013 e desgovernada desde 2016.
Cálculos realizados por especialistas afirmam que o Brasil é um dos países que poderiam ser atingidos por fragmentos da estação espacial após sua reentrada na atmosfera. A possibilidade disso acontecer é de cerca de 2,28%. Uma chance bastante remota, mas não nula.
Por ter cerca de 10 metros de comprimento, 3 metros de largura e 8,5 toneladas no lançamento (devido ao gasto de combustível, o peso atual é menor), destroços podem chegar intactos à superfície. As chances de acertarem uma pessoa, no entanto, são ínfimas: 0,02%.
E a possibilidade de um pedaço da Tiangong-1 atingir você é muito mais remoto do que acertar as seis dezenas da Mega-Sena com apenas um jogo: em números, há 0,0000000000027% de chance da estação espacial espatifar sobre sua cabeça contra 0,000002% de probabilidade de tornar-se milionário na loteria. Conte os zeros e faça suas apostas.

10.953 -Astronáutica – Companhia russa anuncia plano para construir base na Lua


LUA

Uma empresa russa anunciou na última semana que está pronta para construir uma base na Lua. Assim que a agência espacial do país der permissão, a companhia Lin Industrial afirmou ser capaz de montar uma base em dez anos, ao custo de 9,3 bilhões de dólares (cerca de 25 bilhões de reais), de acordo com a agência de notícias Tass.
A empresa, que está desenvolvendo o foguete russo Taimyr, planejou a base com o uso de tecnologia e projetos já existentes, que poderiam ser fabricados nos próximos cinco anos. A base seria construída perto da montanha Malapert, que fica no polo Sul da Lua. “Essa é uma região plana, com vista direta para a Terra, que oferece boas condições de comunicação e é um lugar confortável para pousos. O Sol brilha em 89% do dia nessa montanha e a noite, que acontece várias vezes ao ano, dura cerca de três ou seis dias”, disse Alexandre Ilyin, designer-chefe da companhia à Tass.
Ilyin afirmou que a base seria feita em duas etapas. Na primeira, em que seria construído um posto avançado, dois astronautas habitariam a estação, enquanto no segundo estágio haveria mais quatro tripulantes. Os primeiros cinco anos seriam destinados à construção das condições básicas para a vida na Lua, com 13 lançamentos de foguetes que carregariam os equipamentos e outros 37 lançamentos destinados à manutenção da base. Para isso, a empresa usaria um foguete do tipo Angara e também uma nave como a Soyuz.
Em entrevista à agência de notícias, Lev Zeleny, diretor da Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências, afirmou que o plano está relacionado ao retorno do interesse russo na exploração da Lua, mas ainda é cedo para falar sobre a construção de um acampamento.
De acordo com Zeleny, antes de fazer um projeto assim, é necessário selecionar com precisão o lugar do pouso, desenvolver tecnologias que garantam e mantenham a vida dos astronautas no satélite, além de assegurar a segurança contra radiações – que são altas no espaço. Esses estudos são desenvolvidos pela Academia Russa de Ciências e pela agência espacial russa, mas ainda não estão finalizados.

7962 – Astronomia – Possível sinal de matéria escura é detectado


Um experimento de raios cósmicos na Estação Espacial Internacional pode ter obtido a chave para resolver o mistério da matéria escura.
O grupo responsável pelo equipamento, que opera no espaço desde maio de 2011, apresentou ontem, no Cern (Centro Europeu para Pesquisa Nuclear), seus primeiros resultados científicos.
Fruto de 18 meses de observação de raios cósmicos, o trabalho achou um excesso de pósitrons, partículas em tudo iguais aos conhecidos elétrons, mas com carga positiva em vez de negativa.

Estação Espacial Internacional
Estação Espacial Internacional

Componentes da chamada antimatéria, os pósitrons são raros e só podem aparecer quando produzidos por algum evento ocorrido na própria Via Láctea.
Especula-se que esses detectados pelo instrumento tenham sido gerados pela colisão de partículas de matéria escura nas bordas da galáxia.
Se for esse o caso, será possível usar sua prevalência para discriminar entre as várias teorias sobre este que é um dos maiores mistérios da física moderna: do que seria feita essa substância presente nas regiões mais externas das galáxias e que não pode ser detectada diretamente, pelo simples fato de não interagir com a matéria convencional, exceto pela gravidade.

Muitas dúvidas ainda…
Contudo, ainda não há certeza de que os pósitrons captados pelo instrumento, chamado AMS (Espectrômetro Magnético Alfa), tenham origem na colisão de partículas de matéria escura.
“Nos próximos meses, o AMS será capaz de nos dizer se esses pósitrons são um sinal da matéria escura ou se eles têm outra origem”, afirma Samuel Ting, pesquisador do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e um dos autores do estudo, publicado no periódico “Physical Review Letters”.
Uma possibilidade mais prosaica para explicar o excesso de pósitrons seria imaginar que eles são formados nos arredores de pulsares (cadáveres de estrela de alta massa) e então ejetados a grandes velocidades.
Quanto mais energia tem o pósitron, mais raro ele é, por isso é preciso muito tempo de observação para detectar essas partículas em quantidade suficiente para obter significância estatística.
A boa notícia é que o AMS deve continuar operando por mais de uma década, tempo de sobra para resolver de uma vez por todas o enigma da matéria escura –ou não.

6146 – Nave chinesa se acopla com módulo no espaço


Folha Ciência

Uma nave chinesa carregando três astronautas –incluindo a primeira mulher do país a ir ao espaço– se acoplou com um módulo em órbita nesta segunda (18-06).
Com o voo, a China tenta alcançar os americanos e os russos na exploração do espaço.
A cápsula Shenzhou 9, levando os taikonautas (como são chamados os astronautas chineses), completou a manobra com o módulo Tiangong 1 durante a madrugada, a 343 km da superfície terrestre. O acoplamento foi transmitido ao vivo pela TV nacional chinesa.
Os taikonautas vão viver e trabalhar no módulo por alguns dias como parte dos preparativos para a ocupação de uma futura estação espacial do país. A tripulação inclui Liu Yang, 33, piloto da força aérea chinesa e primeira mulher do país a ir ao espaço.

O acoplamento foi o primeiro de um voo tripulado chinês. Em novembro de 2011, a cápsula Shenzhou 8, não tripulada, fez dois acoplamentos com o Tiangong 1 (“palácio celestial”, em chinês), por controle remoto.
A manobra desta segunda-feira também foi feita por controle remoto. Um acoplamento manual, a ser realizado por um dos tripulantes, está previsto na atual missão.
A esperança dos chineses é se juntar aos EUA e à Rússia como únicos países a ter estações espaciais independentes em órbita.

A China já é um dos três únicos países a enviar naves tripuladas de forma independente. Outra missão tripulada até o módulo em órbita deve ocorrer ainda neste ano. Missões futuras podem incluir o envio de astronautas à Lua.
O Tiangong 1, lançado no ano passado, deve ser substituído pela estação espacial permanente em 2020.

A futura estação terá cerca de 60 toneladas, sendo um pouco menor do que o Skylab da Nasa, que operou nos anos 1970, e tendo um sexto do tamanho da ISS (Estação Espacial Internacional), mantida atualmente por 16 países.

A China tem uma cooperação limitada com outros países quanto à exploração do espaço e não participa da ISS, principalmente por causa de objeções feitas pelos EUA.

A primeira missão tripulada do país asiático ao espaço foi em 2003. Em 2005, os orientais enviaram uma missão com dois taikonautas e, em 2008, numa missão com três tripulantes, foi feita a primeira caminhada no espaço do país.

6085 – Cápsula Dragon foi resgatada do oceano Pacífico, completando sua missão histórica


De volta intacta

A cápsula não tripulada Dragon, que entrou para a história como a primeira lançada por uma empresa comercial para abastecer a ISS (Estação Espacial Internacional), a SpaceX, foi resgatada do oceano Pacífico.

O diretor da SpaceX, Elon Musk, postou no Twitter:”Amerissagem [pouso no mar] bem sucedida!!” O pouso ocorreu às 12h42 de quinta-feira (31 de maio), no horário de Brasília.
A nave caiu no mar a 900 km da Baixa Califórnia, com a queda amortecida por três paraquedas vermelhos e brancos.
Japão e Europa também têm naves de carga capazes de chegar ao laboratório orbital, mas não conseguem trazer a carga de volta intacta.

A cápsula da SpaceX é maior do que as cápsulas russas da Soyuz e é capaz de trazer de volta mais carga. Isso é importante para não sobrecarregar a armazenagem no interior da ISS.

A cápsula Dragon tem 4,4 metros de altura por 3,66 metros de diâmetro. Pode transportar até 3,31 toneladas, distribuídos entre o compartimento pressurizado na cápsula e o compartimento não pressurizado de carga.
De propriedade do bilionário da internet Elon Musk, a SpaceX pretende começar a levar pessoas para a estação orbital em 2015.

A SpaceX e sua concorrente, a Orbital Sciences Corporation, ambas financiadas pela Nasa, provavelmente se tornarão líderes dos serviços de transporte de carga à estação orbital, que deve permanecer operacional até 2020, segundo a Nasa.
A companhia tem um contrato de US$1,6 bilhão com a agência espacial americana para abastecer a estação nos próximos anos e a Orbital Sciences tem um contrato de US$1,9 bilhão para fazer o mesmo. O voo de testes da Orbital está previsto para o final deste ano.

A cápsula foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, em 22 de maio, transportando 521 quilos de carga ao laboratório orbital, incluindo comida, provisões, computadores, utensílios e experimentos científicos, e trouxe de volta uma carga de 660 quilos à Terra.

Depois de ter sido recuperada no oceano, a cápsula Dragon será levada ao Texas para que a carga seja devolvida à Nasa.

6060 – O Painel Solar


Uma árvore fotovoltaica na Áustria

O cientista americano Charles Fritts descobriu que o silício tinha uma característica intrigante: transformar luz em energia elétrica. Se 1% da Terra fosse coberta por painéis solares (20 estados de São Paulo), eles gerariam energia suficiente para toda a humanidade.

Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.
O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrônica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrónica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez vezes maior que o dos combustíveis fósseis.

Painéis solares no espaço

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte, e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar.Nas regiões mais afastadas do Sol, a luz é muito fraca para produzir energia o suficiente e, por isso, são utilizados geradores termoelétricos de radioisótopos .
As naves espaciais são construídas de modo a que os painéis solares possam orientar-se independentemente do movimento da nave. Assim se consegue otimizar a produção de energia orientando o painel na direção da luz, não importando para onde a nave esteja apontando.
Atualmente, a energia solar, além de usada para propulsão, tem sido utilizada em satélites artificiais que orbitam outros planetas. Como exemplo, as sondas Magellan em órbita de Vénus, e a Mars Global Surveyor, de Marte.

Iss e seus painéis solares

5968 – Mega Polêmica – O fim da era espacial?


O último voo dos ônibus espaciais já aconteceu. E deixou um gosto amargo na boca dos fãs da exploração espacial. O que acontece agora? Em uma palavra: nada. Todas aquelas ideias de concluir a construção de uma estação espacial e então usá-la como espaçoporto e campo de provas antes do lançamento de tripulações na direção da Lua e de Marte, culminando com a efetiva colonização do sistema solar, se esvaíram pelo ralo. Ficaram só na promessa. É o fim da era espacial como a conhecemos.
O Projeto Constellation, tratado pelo então administrador da Nasa, Mike Griffin, como uma nova versão do Projeto Apollo. Acontece que Barack Obama acabou com o Constellation. Uma decisão natural nestes tempos de crise do mundo desenvolvido. O que surpreendeu mesmo foi outra coisa: ninguém ligou para o corte.
Daqui em diante os ônibus espaciais vão se tornar peças de museu. E todas as fichas da exploração do espaço estarão nas mãos da iniciativa privada. Nas mãos de empresas que já passaram a construir foguetes particulares – a Nasa entra apenas aprovando os trabalhos e comprando as passagens para seus astronautas. Demanda para isso até existe: além de transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional, e satélites para a órbita da Terra, esses serviços privados de transporte serviriam ao mercado do turismo espacial. Por isso mesmo, a indústria está correndo para oferecer alternativas, e os primeiros testes dos novos foguetes têm sido um sucesso. Em destaque está a empresa SpaceX, fundada pelo engenheiro Elon Musk (empreendedor que ficou bilionário depois de inventar o PayPal). Ela já demonstrou em voo uma espaçonave que deve levar carga à estação espacial e, lá para 2015, humanos.
O mais interessante é o seguinte: um ônibus espacial não sai do chão por menos de US$ 600 milhões; enquanto isso, o envio de uma nave da SpaceX sai por US$ 130 milhões – com promessa de queda de preço para o futuro. A eficiência de Musk assustou até os maiores concorrentes dos EUA no espaço: os chineses. Eles admitiram que seus foguetes são incapazes de voar pelo mesmo preço.
Então, no sentido de dominar a órbita terrestre, parece que as coisas vão indo muito bem, obrigado. Essas regiões do espaço próximas à Terra, onde ficam os satélites de GPS e de telecomunicações, continuarão bastante ocupadas. Para sempre. Com ou sem a Nasa.
Mas a coisa se complica quando ultrapassamos a distância de 36 mil quilômetros da Terra, onde ficam os chamados satélites geoestacionários. A partir dali, simplesmente não há demanda para voos espaciais. Do ponto de vista dos governos, não há interesse militar ou de publicidade em ir mais longe (como havia na época da Guerra Fria). Do das empresas, pior ainda: elas são movidas pelo lucro – e não há lucro vislumbrável na Lua, em Marte ou seja lá onde for.
Mesmo as sondas não tripuladas estão sem futuro. Todos os planetas já foram visitados por pelo menos uma espaçonave, e até Plutão, hoje um ex-planeta, será explorado de perto, em 2015 (a sonda que irá estudá-lo, a New Horizons, já está no espaço desde 2006). Missão cumprida.
A exploração marciana por robôs, tão badalada nos últimos anos, também tende a arrefecer. Isso porque o próximo grande passo seria uma missão de retorno de amostras, capaz de trazer pedras de lá para cá. Mas custa um mundo de dinheiro, e as grandes agências espaciais, embora interessadas, não tiveram coragem sequer de orçar a empreitada.
Se a indústria continuar prosperando e os custos do envio de cargas e pessoas ao espaço continuarem diminuindo, é possível que programas mais arrojados de exploração possam ser implementados no futuro. Isso pode até viabilizar comercialmente a mineração de elementos raros na Lua e em asteroides… Seria uma segunda era espacial. Mas, por enquanto, teremos de viver com os pés no chão mesmo.

5590 – Lixo espacial deixa astronautas em alerta


Folha Ciência

A tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional) teve de se refugiar em cápsulas de fuga de emergência temendo uma colisão com um pedaço de lixo espacial.
O pedaço descartado de um foguete russo foi detectado na sexta-feira, quando já era tarde demais para mover a ISS.
A Nasa (agência espacial americana) afirmou que o objeto não chegou a se aproximar tanto da estação a ponto de constituir uma ameaça, mas acrescentou que era preciso tomar medidas de precaução.
Com frequência, a ISS enfrenta o risco de ser atingida por lixo especial. Em junho, um detrito chegou a 335 metros da plataforma espacial.
Segundo a agência espacial russa, o pedaço de foguete deste sábado passou a uma distância bem menor, a 23 quilômetros.
A tripulação hoje é composta pelos russos Oleg Kononenko, Antonb Shkaplerov e Anatoli Ivanishin; os americanos Donald Pettit e Daniel Burbank, e o holandês André Kuipers, da Esa (Agência Espacial Europeia).
A equipe recebeu ordens de se refugiar em duas cápsulas Soyuz na eventualidade de a estação ser atingida, mas um porta-voz da Nasa informou que eles receberam o sinal verde para regressar à estação na madrugada do sábado.
O ”exercício de abrigo”, segundo o porta-voz, foi realizado ”com extremo zelo e de forma muito cuidadosa”. Ele acrescentou que tudo ocorreu ”como manda o figurino e o pequeno detrito passou pela ISS sem que houvesse incidentes”.
A Nasa está atualmente rastreando cerca de 22 mil objetos que estão percorrendo a órbita terrestre, mas a agência espacial acredita que possam exitir milhões de objetos rondando o espaço, como consequência de décadas de programas espaciais.
Os detritos variam de tamanho, podendo ser desde pequenos objetos com menos de um centímetro de comprimento ou até grandes pedaços de foguetes, satélites que não operam mais ou tanques de combustível descartados.
Todos estes detritos que constituem o lixo espacial viajam a velocidades de vários quilômetros por segundo e, numa eventual colisão, podem provocar sérios danos à plataforma espacial ou a satélites.
Um dos eventos que provocou a maior criação de detritos se deu em 2007, quando a China usou um míssil para destruir um de seus próprios satélites. A explosão criou mais de 3.000 detritos, que puderam ser rastreados, e outras 150 mil partículas.

Lixo espacial

5568 – Planeta Terra – De ☻lho na Aurora Boreal


Aurora vista da Estação

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta terça-feira fotos que mostram a aurora boreal.
Captadas pela equipe da ISS (Estação Espacial Internacional), as imagens foram feitas entre janeiro e fevereiro desse ano e focam principalmente o norte dos Estados Unidos e do Canadá.
A aurora boreal é um fenômeno ótico que ocorre no Hemisfério Norte e é gerado em decorrência do impacto de partículas provenientes do Sol –o chamado vento solar– e a poeira espacial da Via Láctea em contato com a atmosfera terrestre.

5346 – Padaria espacial


Pesquisadores americanos procuram alternativas para abastecer os habitantes das estações espaciais. Como obviamente seria impraticável importar os alimentos da Terra, uma possibilidade mais realista pode ser a da agricultura espacial, ou seja, a construção de estufas para o cultivo de numerosas espécies de plantas com luz artificial e quase total ausência de gravidade.
Tanto na Terra como a bordo das estações e dos ônibus espaciais americanos já foram feitas experiências com diversos tipos de plantas – trigo, hortaliças, batata, batata-doce, soja, cana-de-açúcar e amendoim. O trigo em especial mostrou grande potencial para o cultivo no espaço. “A produtividade foi quase cinco vezes maior do que o recorde mundial”, festeja o biólogo Frank Salisbury, da Universidade de Utah. Se assim é, pelo menos o pão de cada dia dos terrestres que ficarem fora de casa no século XXI parece assegurado.

5227 – Turistas espaciais poderão dar a volta na Lua em 2017


Os turistas espaciais poderão dar a volta na Lua a partir de 2017, quando é comemorado o 50º aniversário do início do programa americano Apolo, informou nesta quinta-feira a companhia Space Adventures (SA).
“Já vendemos uma vaga e a outra planejamos vender muito em breve. Devemos lançar a missão no 50º aniversário do programa Apolo”, disse Eric Anderson, co-fundador e presidente da SA, citado pela agência “Interfax”.
A SA, companhia que organiza os voos cósmicos para novatos conhecidos como turistas espaciais, disse no ano passado que uma personalidade famosa já pagou US$ 150 milhões por um dos bilhetes com destino ao satélite da Terra a bordo de uma nave russa Soyuz.
Anderson lembrou que o lançamento do Apolo 1 terminou em tragédia e que não há melhor maneira de homenagear os três tripulantes americanos mortos do que “realizar um voo ao redor da Lua”.
Após mais de dois anos de provas fracassadas, o Apolo 11 pousou na lua dia 20 de julho de 1969, mais de oito anos depois de o soviético Yuri Gagarin se transformar no primeiro astronauta da história.
A corporação espacial russa Energia, fabricante das Soyuz, está construindo uma nova nave tripulada especialmente para “a realização de programas comerciais com participantes não profissionais”.
Caso a Soyuz com os turistas a bordo se limitar a rodear a Lua e retornar à Terra, o voo se prolongará durante 8 ou 9 dias, mas se a viagem incluir uma visita à Estação Espacial Internacional (ISS) pode durar até três semanas.
A ISS abriu suas portas a sete turistas espaciais: o americano Denis Tito (2001) foi o primeiro a viajar à plataforma, seguido pelo sul-africano Mark Shuttleworth (2002) e o americano Gregory Olsen (2005).
A americana de origem iraniana Anousha Ansari foi a primeira mulher turista a viajar à estação (2006), seguida pelo americano de origem húngara Charles Simonyi (2007) e de Richard Garriott, filho do ex-astronauta dos EUA Owen Garriott (2008).
Simonyi foi o único turista a repetir a experiência em março de 2009, enquanto o fundador do Cirque du Soleil, o canadense Guy Laliberté, foi o último a se alojar na ISS.
A Rússia recorreu ao turismo espacial no início da década passada, por causa da grave crise de financiamento que afetou seu programa espacial após a queda da União Soviética.
Em 2009, a Rússia decidiu acabar com as visitas perante a falta de espaço, já que agora a tripulação da ISS foi duplicada, com até seis tripulantes.
O diretor da Roscosmos, a agência espacial russa, Vladimir Popovkin, manifestou nesta quinta-feira que até 2020 o ser humano voltará à Lua, odisseia na qual poderiam colaborar Roscosmos, Nasa e a Agência Espacial Europeia.

5196 – Nasa exibe foto noturna da Europa Ocidental tirada da ISS


Europa vista da ISS

O site da Nasa (agência espacial americana) traz nesta segunda-feira (30) a imagem da Europa Ocidental tirada no último dia 22.
As luzes que aparecem na parte central são da iluminação urbana na Bélgica e na Holanda.
O módulo na cor azul que aparece à esquerda é parte da ISS (Estação Espacial Internacional), de onde os astronautas tiraram a foto, e à direita fica o braço mecânico Canadarm2.
Órbita Corrigida
Para evitar o lixo espacial. A ISS (Estação Espacial Internacional) elevou sua órbita em 1,7 km nesta segunda-feira para evitar a colisão com um fragmento do satélite meteorológico chinês Fengyun-1C, informou o CCVE (Centro de Controle de Voos Espaciais).
Um porta-voz do centro russo, citado pela agência de notícias Interfax, disse que a manobra foi feita por motores de correção do módulo de serviço Zvezda.
A altura média da órbita da estação é de 391,6 km, acrescentou a fonte.
Os propulsores funcionaram em modo automático durante 64 segundos e aumentaram a velocidade da estação em um metro por segundo.
Após a correção de hoje, o CCVE decidiu cancelar a elevação que estava prevista para 2 de fevereiro.
A tripulação atual da ISS é composta por seis astronautas: os russos Oleg Kononenko, Antonb Shkaplerov e Anatoli Ivanishin; os americanos Donald Pettit e Daniel Burbank, e o holandês André Kuipers, da Esa (Agência Espacial Europeia).

4884 – Astronomia – A Nasa


Columbia

Agência Espacial Americana, é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial. Sua missão oficial é “fomentar o futuro na pesquisa, descoberta e exploração espacial”.
A NASA foi criada em 29 de julho de 1958, substituindo seu antecessor, o NACA – National Advisory Committee for Aeronautics (Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica).
A NASA foi responsável pelo envio do homem à Lua (veja projeto Apollo) e por diversos outros programas de pesquisa no espaço. Atualmente ela trabalha em conjunto com a Agência Espacial Europeia, com a Agência Espacial Federal Russa e com mais alguns países da Ásia e do mundo todo para a criação da Estação Espacial Internacional.
A NASA também tem desenvolvido vários programas com satélites e com sondas de pesquisa espacial que viajaram até outros planetas e até, alguns deles, se preparam para sair do nosso sistema solar, sendo a próxima grande meta, que tem atraído a atenção de todos, uma viagem tripulada até o planeta Marte, nosso vizinho.
Após o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik 1, pelo programa espacial soviético, em 4 de outubro de 1957, a atenção dos Estados Unidos se voltou para seu próprio esforço em direção ao espaço. O Congresso dos Estados Unidos, alarmado com uma possível ameaça à segurança nacional e à sua liderança tecnológica, encareceu uma ação rápida, mas o presidente Dwight D. Eisenhower e seus assessores aconselharam medidas mais ponderadas. Vários meses de debate produziram um consenso de que era necessária uma nova agência federal para organizar as atividades civis no espaço. Na mesma época também foi criada a ARPA – Advanced Research Projects Agency (Agência para Projetos Avançados de Pesquisa) – com o objetivo de desenvolver tecnologia espacial para aplicações militares.
O NACA
Explorer I
Entre o final de 1957 e o início de 1958 o NACA – National Advisory Committee for Aeronautics (Conselho Nacional para a Aeronáutica), fundado em 1915, começou a estudar quais seriam o trabalho e o papel de uma agência espacial civil, e vários comitês foram formados para examinar o conceito. Em 12 de janeiro de 1958 o NACA organizou uma Comissão Especial de Tecnologia Espacial, dirigida por Guyford Stever. Esta comissão fez uma consulta ao programa de grandes foguetes da Army Ballistic Missile Agency, dirigida então por Wernher von Braun.
O Projeto Gemini se concentrou em realizar experimentos e desenvolver e praticar as técnicas necessárias para missões lunares. O primeiro voo Gemini com astronautas a bordo, o Gemini III, foi pilotado por Gus Grissom e John Young em 23 de março de 1965.
Seguiram-se mais nove missões, mostrando que eram possíveis o voo espacial humano de longa duração e o encontro e acoplagem com um outro veículo no espaço, além de coletar dados médicos sobre os efeitos da microgravidade sobre os seres humanos.
O Skylab foi a primeira estação espacial que os Estados Unidos lançaram em órbita. A estação permaneceu em órbita da Terra entre 1973 e 1979, e foi visitada por equipes três vezes, em 1973 e 1974. Ela incluiu um laboratório para estudar os efeitos da microgravidade e um observatório solar.
A estação permaneceu em órbita da Terra entre 1973 e 1979, e foi visitada por equipes três vezes, em 1973 e 1974. Ela incluiu um laboratório para estudar os efeitos da microgravidade e um observatório solar.
A Estação Espacial Internacional (EEI) é uma instalação internacional de pesquisa montada em órbita baixa da Terra. A construção da estação começou em 1998 e está programada para ser concluída até 2011, com operações continuadas pelo menos até 2015.
A estação pode ser vista da Terra a olho nu e atualmente é o maior satélite artificial do planeta, com uma massa maior que a de qualquer estação espacial anterior.
A EEI é operada como um projeto conjunto entre a NASA, a Agência Espacial Russa, a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, a Agência Espacial Canadense, e a Agência Espacial Europeia. A posse e utilização da estação são definidas através de diversos tratados e acordos intergovernamentais, com a Rússia mantendo a propriedade plena de seus próprios módulos e o resto da estação sendo disponibilizado entre os outros parceiros internacionais. A estação se valeu da frota dos ônibus espaciais para conduzir todas as missões mais importantes. O custo da estação foi estimado pela Agência Espacial Européia em 100 bilhões de euros ao longo de um ciclo de 30 anos, embora as estimativas de custo variem entre 35 e 160 bilhões de dólares, tornando a EEI o mais caro objeto já construído.
A Galileu foi uma sonda enviada pela missão STS-34 do Ônibus Espacial em 18 de outubro de 1989, para estudar o planeta Júpiter e suas luas, chegando ao seu destino em 7 de dezembro de 1995. Apesar de problemas na antena, a Galileu realizou o primeiro sobrevoo a um asteroide, descobriu a primeira lua de um asteroide, foi a primeira nave espacial em órbita de Júpiter, e lançou a primeira sonda na sua atmosfera. A sonda orbitou ao redor de Júpiter em elipses alongadas, cada órbita durando cerca de dois meses. As diferentes distâncias oferecidas por essas órbitas permitiram à Galileu a captação de amostras de diferentes partes da extensa magnetosfera do planeta. As órbitas foram planejadas também para sobrevoar as maiores luas de Júpiter. Uma vez concluída a missão principal de Galileu, sua operação foi prolongada a partir de 7 de dezembro de 1997, fazendo uma série de ousados voos rasantes sobre as luas Europa e Io. A maior aproximação foi 180 km em 15 de outubro de 2001.
O Mars Global Surveyor foi desenvolvido pelo Jet Propulsion Laboratory da NASA e lançado em novembro de 1996. Ele assinalou o retorno dos Estados Unidos a Marte depois de uma ausência de 10 anos. Completou a sua missão principal em janeiro de 2001 e estava em sua fase de missão estendida quando, em 2 de novembro de 2006, deixou de responder aos comandos. Em janeiro de 2007 a NASA oficialmente anunciou o fim da missão.
O programa Mars Exploration Rovers levou duas sondas a explorar o planeta Marte. A missão é gerida pelo Jet Propulsion Laboratory, que projetou, construiu e opera os robôs. A missão começou em 2003 com o envio de dois rovers – Spirit e Opportunity – para explorar a superfície e geologia marciana, pesquisando e caracterizando uma ampla gama de rochas e solos que podem dar pistas sobre a atividade da água em Marte.
New Horizons é uma missão atualmente em rota para Plutão. Espera-se que seja a primeira espaçonave a sobrevoar e estudar Plutão e suas luas, Caronte, Nix e Hydra. Uma vez que a New Horizons deixe o Sistema Solar, a NASA pode vir a executar com ela voos rasantes sobre um ou mais objetos do Cinturão de Kuiper. Foi lançada no dia 19 de janeiro de 2006. Passou por Júpiter em 28 de fevereiro de 2007 e a órbita Saturno em 8 de junho de 2008. Vai chegar a Plutão em 14 de julho de 2015 e depois continuar no Cinturão de Kuiper.
Orion
É uma nave espacial que deverá substituir os atuais ônibus espaciais. Faz parte do Programa Constellation assim como o foguete Ares I, que tem como meta então mandarem uma nave espacial para Marte em 2020.

4342 – Rússia quer prolongar vida útil da ISS até 2028


A Rússia propôs na terça-feira (18) o funcionamento da ISS (Estação Espacial Internacional) por mais oito anos além do previsto. O módulo, que iniciou suas operações em 1998, deve encerrar suas atividades em 2020.
“Os especialistas têm diante de si a missão de estudar uma proposta audaz: como garantir o funcionamento da ISS em órbita durante 30 anos”, disse Alexei Krasnov, chefe do programa de cosmonautas da agência espacial russa, a Roscosmos.
Krasnov, que fez estas declarações durante um fórum internacional em Moscou, disse que a plataforma poderia ser utilizada no futuro como centro de montagem dos aparelhos para voos interplanetários.
A iniciativa russa recebeu imediatamente o apoio do diretor de operações da Nasa (agência espacial americana), Mark Polanski, e dos representantes da ESA (Agência Espacial Europeia), informam as agências de notícias russas.
Para Polanski, a estação terá nos próximos anos um papel crucial como trampolim para os voos à Lua, Marte e outros lugares remotos do espaço.
Além da Rússia, Estados Unidos, Japão, Canadá e 12 países-membros da UE (União Europeia) também participam do projeto, que nunca contou com a adesão da China, terceira maior potência espacial do mundo.
Os primeiros astronautas pisaram na plataforma em 2 de novembro de 2000, de maneira que a ISS já superou o recorde estabelecido pela estação russa MIR de nove anos e 257 dias com presença humana.

2627-Megacurtíssiamas – Astronomia – Astronáutica – Genética – Paleontologia


Calote na NASA – O Brasil atrasou na entrega de 6 equipamentos e no pagamento dos fornecedores, para a participação na Estação Espacial Internacional. São 150 milhões de dólares em 5 anos a partipação financeira do Brasil.
Gene na Gaveta – A Monsanto anunciou a desistência de criar o gene exterminador, que depois de implantado nos vegetais, os tornaria inférteis. Assim, os fazendeiros seriam obrigados a comprar mais sementes.
Diamantes no Espaço – Cientistas americanos anunciaram ter reproduzido em laboratório, a pressãoatmosférica dos planetas Urano e Netuno. Ela é 500 mil vezes maior do que a da Terra e esmaga lagos gelados de metano. Na experiência, o carbono contido nas moléculas de metano se transformou em lascas de diamante.O mesmo deve acontecer naqueles mundos.
Genética – Loiras naturais estão acabando – Essa foi a conclusão de um estudo de genética. A miscigenação de raças está fazendo com que os genes que criam os cabelos claros estejam perdendo a corrida para os genes morenos, dominantes. Em breve, só existirão as “loiras de farmácia”.
Sujou, não chove – Uma equipe da NASA achou a prova definitiva de que as queimadas reduzem a quantidade de chuvas. Eles observaram com radares em satélites, que nuvens poluídas produzem menos aguaceiros qua as limpas.
Perdidos nas Alturas – O foguete chinês Longa Marcha-4, o Saçi 1, fabricado aqui no Brasil,deixou de enviar seus bips de volta à Terra após uma semana de lançamento.
Osso Antigo – Palentólogos do Museu de Chicago acharam na Ilha de Madagascar, leste da África, fósseis de dinossauros de 230 milhões de anos. Os mais antigos até então, eram de de um dino chamado euraptor,que habitou o planeta há 220 milhões de anos.
Fotografia – Por que os olhos saem vermelhos?
O fash ilumina o fundo dos olhos onde estão a retina e os vaso sangüíneos. Com o ambiente pouco iluminado a pupila se dilata abrindo caminho para a luz atingir o fundo dos olhos. Tal efeito fica mais evidente em máquinas que o flash está próximo da lente. Algumas máquinas emitem antes, uma luz estroboscópica, só que em piscadas, estimulando a concentração da pupila e o efeito é amenizado.
Megacurtíssima – Vazamento de óleo – O do Exxon Valdez de 1989 ainda afeta psicologicamente os pescadores do Alasca.

2309-Mega Memória:Endeavour decolou rumo a Estação Espacial


Endeavour na plataforma de lançamento

A construção do Endeavour começou em 1987 com o objetivo de substituir o Challenger, destruído durante um acidente em 1986. Peças sobressalentes das estruturas do Discovery e do Atlantis foram usadas na sua construção. A decisão de construir o Endeavour foi preferida à alternativa de reaparelhar o Enterprise porque o custo era menor.
Endeavour foi lançada pela primeira vez em 1992 e teve como primeira missão interceptar e relançar um satélite que saíra da rota padrão. Em 1993 fez sua primeira missão de serviço ao Telescópio Espacial Hubble. O Endeavour saiu de serviço por oito meses em 1997 para reajustes, incluindo a instalação de uma nova escotilha pressurizada. Em dezembro de 1998, ela entregou o módulo da Estação Espacial Internacional.
O nome do vaivém espacial Endeavour foi dado em homenagem ao navio Endeavour comandado pelo navegador inglês James Cook na sua viagem de exploração do Oceano Pacífico no século XVIII

O ônibus espacial levava a bordo uma ex-professora americana, Barbara Morgan.
Este é o segundo de quatro vôos que a Nasa pretende fazer neste ano, em meio à pressa para concluir a construção da estação espacial antes da aposentadoria da frota de três ônibus espaciais, marcada para 2010.
Uma atração especial é a presença da ex-professora primária Barbara Morgan, treinada há 22 anos como substituta de outra professora, Christa McAuliffe, que morreu junto com seis outros astronautas na explosão do Challenger, segundos após a decolagem, em 28 de janeiro de 1986.

Reforma
“Encostado” desde 2002, o Endeavour passou por uma ampla reforma desde seu último vôo e é hoje considerado pela Nasa uma espaçonave “seminova”. Com uma nova peça, capaz de ligar o ônibus ao sistema elétrico da estação espacial, o veículo poderá eventualmente prorrogar sua missão de 11 para 14 dias.
Este será o 119º vôo de um ônibus espacial. O objetivo da missão do Endeavour era instalar uma nova viga (com um novo conjunto de painéis solares) na estrutura principal da ISS, substituir um giroscópio com defeito, necessário para a estabilização da estação, e levar mantimentos.
A missão do Endeavour também está sob a sombra do recente relatório da Nasa que revelou que um astronauta bêbado embarcou numa nave russa e outro quase voou embriagado num ônibus espacial. A agência espacial está investigando o caso e prometeu reforçar a proibição de consumo de álcool nas 12 horas prévias aos lançamentos.
Outro constrangimento para a Nasa foi a revelação de que um componente a bordo foi sabotado por um funcionário de uma empresa a serviço da agência espacial. O computador, que será levado à Estação Espacial Internacional, já foi consertado, e o caso está sendo investigado.

Missões do ônibus espacial

Ano Dia Designação descrição
1992 7 de maio STS-49 Captura e relançamento do Intelsat VI
1992 12 de setembro STS-47 missão J ao Spacelab
1993 13 de janeiro STS-54 lançamento do TDRS-F
1993 21 de junho STS-57 testes do Spacelab. Recuperação do European Retrievable Carrier
1993 2 de dezembro STS-61 Primeira missão de serviço ao Telescópio Espacial Hubble
1994 9 de abril STS-59 testes do Space Radar Laboratory
1994 30 de setembro STS-68 testes do Space Radar Laboratory
1995 30 de março STS-67 testes do Spacelab Astro-2
1995 7 de setembro STS-69 teste
1996 11 de janeiro STS-72 Recuperação de uma Unidade de Vôo Espacial japonesa
1996 19 de maio STS-77 testes do Spacelab
1998 22 de janeiro STS-89 acoplagem com a Estação espacial Mir e troca de astronautas
1998 4 de dezembro STS-88 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2000 11 de fevereiro STS-99 teste em missão de topografia e radar
2000 30 de novembro STS-97 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2001 19 de abril STS-100 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2001 5 de dezembro STS-108 acoplagem na Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2002 5 de junho STS-111 acoplagem na Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2002 23 de novembro STS-113 missão de montagem a Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2007 8 de Agosto STS-118 missão de montagem a Estação Espacial Internacional
2008 11 de Março STS-123 Acoplagem do ELM-PS e o Dextre
2008 15 de Novembro STS-126 Conserto dos Painéis solares, Adaptações na ISS
2009 15 de Julho STS-127 Montagem da ISS 2J/A: JEM Exposed Facility (EF) e JEM ELM ES

2297-Astronáutica – Cargueiro russo chega a estação espacial


Cargueiro russo Progress M61

Nave não-tripulada Progress leva suprimentos essenciais para tripulantes da ISS.
Além de comida, roupas e presentes, carga inclui novos computadores. O cargueiro espacial russo Progress M-61 se acoplou no domingo (5) com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia. A manobra, realizada em regime automático, aconteceu às 22h40 em Moscou (15h40 em Brasília), o horário previsto, informou o porta-voz do centro Valeri Lindin à agência oficial russa “Itar-Tass”.

A nave, com cerca de 2,5 toneladas de carga vital para a ISS, se encaixou ao módulo Pirs do laboratório espacial. “A acoplagem transcorreu com sucesso. Após verificar o hermetismo do módulo, os tripulantes da ISS começarão a descarregar o material”, afirmou Lindin. O cargueiro automático transporta combustível, oxigênio, água e instrumentos para experimentos científicos, mantimentos e dois novos computadores destinados ao segmento russo, Zvezda, que substituirão os que apresentaram falhas em junho.

A astronave leva ainda alimentos, artigos de uso pessoal e presentes para a 15ª tripulação permanente da plataforma espacial, integrada pelos cosmonautas russos Fiodor Yurchikhin e Oleg Kotov e o americano Clayton Anderson. Do total, 323 quilos correspondem a alimentos, e mais de cem quilos a instrumentos médicos, remédios, roupa e artigos de higiene pessoal.

Em contêineres separados, os tripulantes da ISS receberão cartas e presentes de seus familiares e, para os momentos de lazer, filmes, livros e gravações com música e sons da natureza. O Progress M-61 é a terceira nave de carga russa enviada à ISS este ano. A Rússia ainda deve lançar em 2007 um novo cargueiro e uma nave tripulada Soyuz

2181-Astronáutica: Sondas, foguetes e estações espaciais


Ciência que se dedica à exploração do espaço cósmico. A história da astronáutica no século XX pode ser dividida em três períodos: o das descobertas realizadas até o fim da II Guerra Mundial, o da corrida espacial entre EUA e URSS e o dos projetos pós- Guerra Fria.
Entre as descobertas realizadas até 1945 destacam-se as primeiras tentativas de fazer voar foguetes espaciais. Esses aparelhos experimentais foram criados com base na idéia de atacar adversários com mísseis, como os famosos V-1 e V-2 alemães. É assim que nascem os lançadores de satélites e de naves espaciais de hoje.
Durante a corrida espacial, a longa disputa entre EUA e URSS resulta em grandes avanços científicos e tecnológicos, especialmente nas áreas da aeronáutica, de telecomunicações e de produção de armamentos. A disputa começa de fato em 1957, ano em que os soviéticos lançam o Sputnik 1, primeiro satélite artificial a entrar em órbita. Um mês depois sobe o primeiro ser vivo, a cadela Laika, a bordo do Sputnik 2. A reação dos EUA vem em 1958, com a criação da Nasa, responsável pelo programa espacial norte-americano. No mesmo ano ela lança seu primeiro satélite artificial, o Explorer 1. Nos anos seguintes, as duas potências investem em projetos pioneiros de exploração da Lua (pela nave russa Luna) e de reconhecimento dos planetas Vênus (pela russa Venera e pela norte-americana Mariner), Marte e Mercúrio (pela norte-americana Mariner).

Conquista da Lua – A década de 60 começa com um novo objetivo – o de colocar o homem no espaço. A URSS sai novamente na frente. Faz a primeira viagem tripulada, a de Iuri Gagárin, em 1961, e seis anos depois lança a Soyuz 1, um projeto experimental para levar um homem à Lua. Mas a conquista da Lua, ponto culminante da corrida espacial, é realizada pelos EUA em 1969. No dia 20 de julho, o módulo lunar Eagle, da nave Apollo 11, pousa no satélite e o astronauta Neil Armstrong (1930-) torna-se o primeiro homem a pisar em outro corpo celeste. A bandeira dos EUA é fincada no solo lunar, simbolizando esse importantíssimo passo norte-americano na corrida espacial.
Após a conquista da Lua, a prioridade da exploração do espaço passa a ser a pesquisa científica e tecnológica, viabilizada com a construção de estações e ônibus espaciais e com o lançamento de sondas espaciais.
Estações espaciais – Em 19 de abril de 1971, os soviéticos lançam sua primeira estação orbital, a Salyut, na qual são realizados vários tipos de pesquisa científica na ausência da gravidade. A contrapartida norte-americana é a Skylab, lançada em maio de 1973 e desativada em 1979. Em 1986, os soviéticos realizam o mais sério esforço, e o único até agora, para efetivamente estabelecer grupos de homens no espaço: colocam em órbita a estação orbital permanente Mir. Ela continua no espaço até hoje, viabilizando nesses 12 anos de operação a permanência de diversos astronautas em órbita por períodos longos, de até um ano, e supera inúmeros acidentes. Em junho de 1997 acontece o décimo e mais grave acidente na estação, então ocupada por dois astronautas russos e um norte-americano. A nave de suprimentos não tripulada Progress choca-se com a Mir durante manobras de acoplamento. O acidente provoca 10% de despressurização, reduz em 50% o fornecimento de energia e dificulta a comunicação com a Terra
Ônibus espaciais – Na década de 70, os projetos mais importantes têm a ver com a exploração dos grandes planetas externos do sistema solar. Um por um, os mundos distantes são esquadrinhados espetacularmente pelas sondas norte-americanas Voyager. A Voyager 1, lançada em 1977, visitou Júpiter e Saturno, e a Voyager 2, que partiu no mesmo ano, atingiu Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Atualmente, ambas se encontram fora do sistema solar.
No início da década de 80, os EUA desenvolvem seu projeto de ônibus espacial, o Space Shuttle, idealizado para facilitar as viagens tripuladas entre a Terra e as estações orbitais, para missõesde lançamento, reparo e remoção de satélites artificiais e para pesquisas científicas. O programa é inaugurado em abril de 1981, com o lançamento do Columbia, e interrompido em 1986, por causa de um acidente com o segundo ônibus da série, o Challenger. Ele explode tragicamente ao partir para a décima missão e leva à morte os sete tripulantes. Dois anos e meio depois, o programa é retomado com o ônibus espacial Discovery

Sondas espaciais – PROJETOS PÓS-GUERRA FRIA – Os anos após o fim da Guerra Fria foram pouco produtivos para a astronáutica. As potências mundiais sofreram com a recessão econômica e, na redefinição os objetivos estratégicos, a competição espacial ficou em segundo plano. Apesar disso, há alguns projetos de grande porte, com destaque para o telescópio espacial Hubble, a nave Galileu, a Estação Espacial Internacional Alpha, a exploração de Marte e o Neat.
Telescópio espacial Hubble – É lançado pelos EUA em 1990 para observar e fotografar objetos astronômicos jamais vistos, como estrelas em formação e novas galáxias. Tem alcance de 14 bilhões de anos-luz (1 ano-luz equivale a 9,5 trilhões de km). Em 1997 sofre sua segunda reforma (a primeira foi em 1993), que o coloca em uma órbita 15 km mais alta, a 625 km da Terra. Ganha maior precisão, sendo capaz de captar imagens de objetos mais distantes e de observar melhor buracos negros.
Nave Galileu – A exploração do sistema solar entra em nova era com o lançamento da nave Galileu em 1989. Com 2,5 t, ela percorre a órbita da Terra, da Lua e de Vênus até chegar a Júpiter, em dezembro de 1995. Para vencer os 780 milhões de km que separam este planeta da Terra, a nave aproveita a força gravitacional de outros astros. Ao chegar a Júpiter, ela penetra a atmosfera do planeta e lança a sonda Galileu, de 355 kg. Durante 75 minutos, a Nasa recebe informações sobre a estrutura e a composição da atmosfera até a sonda ser destruída pela enorme pressão atmosférica. A nave, porém, continua a pesquisa dos satélites de Júpiter – Io, Ganimedes, Calisto e Europa. Um dos resultados, divulgado em 1997, confirma a existência de um imenso oceano debaixo da superfície congelada de Europa.
Estação Espacial Internacional Alpha (Issa) – Com o envelhecimento da estação russa Mir, surgiu a idéia de estabelecer uma segunda base permanente de pesquisa no espaço. Começou assim o esforço para montar a Issa, que é um programa coletivo, envolvendo a Federação Russa, os EUA, o Canadá, a Europa e o Japão. O Brasil e outros países pobres também participam. A primeira etapa dessa cooperação começou em 1995, com o acoplamento do ônibus espacial norte-americano Atlantis à Mir, formando o maior complexo espacial já colocado em órbita.
Entre 1999 e 2002, a estação deverá ser finalizada com os módulos suplementares e os sistemas fornecidos por Canadá, Japão, Brasil e Europa, num total de 30 lançamentos. De acordo com a previsão, ela pesará 415 t e estará girando em uma órbita circular a 420 km de altitude. Seis pesquisadores deverão trabalhar permanentemente. O projeto deve consumir US$ 15 bilhões. No final de 1998 prevê-se um atraso de três anos na data para o primeiro vôo da Issa. O módulo central, que forma o corpo da estação, está praticamente pronto, na Federação Russa, mas os problemas políticos internos impedem a finalização. A nova data, provisória, para o lançamento está marcada para 2005.

Exploração de Marte – Em julho de 1997, a sonda Mars Pathfinder pousa em Marte. Lançada pela Nasa, tem o objetivo principal de pesquisar a atmosfera e o solo do planeta, além de verificar se existiu água na forma líquida, uma das condições para a vida em Marte. A sonda leva consigo um pequeno robô, o Sojourner, uma espécie de triciclo movido a luz solar e equipado com uma câmera de televisão, seis rodas, garras metálicas e suspensão adaptável a qualquer tipo de terreno. Manobrado da Terra, a mais de 190 milhões de km, recolhe amostras do solo e envia os dados de volta à Terra. Essa missão deve estender-se até 2005. Em setembro de 1997, a sonda Mars Global Surveyor entra na órbita de Marte para realizar a cartografia de todo o planeta e um estudo do clima.
Neat – Sigla em inglês para Programas de Rastreamento de Asteróides Próximos da Terra. O projeto pretende estudar as órbitas de cometas e asteróides que apresentam risco de colisão com a Terra. Entre os observatórios envolvidos destacam-se o de Steward, no sul do Arizona, desde 1989, e o da ilha de Maui, no Havaí, instalado em 1995.

2086-☻Mega Bloco:Da luneta de Galileu aos telescópios espaciais


Em 1609, Galileu conseguiu construir um telescópio que aumentava 30 vezes a imagem e conseguiu observar os satélites de Júpiter. O instrumento chamado luneta era também conhecido como telescópio de refração, um instrumento que se baseou nas propriedades das lentes côncavas e convexas. Os espelhos planos são de uso mais comum. O telescópio de reflexão é um instrumento derivado da luneta que utiliza além de lentes, a propriedade de reflexão dos espelhos, um dos maiores é o hale, da Califórnia, com 5 metros de diâmetro e pesando 14,5 toneladas. O telescópio Hubble Embora já obsoleto, é o mais sofisticado já colocado no espaço até hoje. Lançado pelo ônibus espacial Discovery, em 25 de abril de 1990, sua órbita gira em torno de 612 km da superfície terrestre, devendo permanecer em operação por 20 anos. Já tirou fotos de Marte; registrou tempestade em Saturno, fotografou Plutão e seu satélite Caronte e detectou conglomerados de estrelas a bilhões de anos luz de distância. Graças a tal equipamento, foi mudada a concepção sobre a formação das galáxias.
Como um balão de borracha
O colossal Saturno só pode escapar da atração gravitacional da Terra porque obedece uma das leis fundamentais que regem o movimento dos corpos : o princípio da atração e reação. Para entende-lo basta observar um simples balãozinho de borracha. Quando seu bico abre, o ar sai com força e o balão salta na direção contrária a da abertura, como um pequeno foguete. Isso acontece porque soltando-se o ar, rompe-se o equilíbrio das forças que mantinham o balão imóvel. Do pequeno busca-pé junino ao gigantesco Saturno, todos se movimentam de modo similar. Motor Foguete – É basicamente um forno aberto onde o combustível líquido ou sólido, queimado a uma velocidade fantástica, deixando escapar gases com violência por uma abertura na cauda do foguete, criando um jato. Sua vantagem é que pode funcionar perfeitamente na ausência de ar, não se apoiam nele como aviões, seu deslocamento é por reação, avançando em direção contrária aos gases que saem pelos tubos ejetores. A propulsão nuclear é feita por um fluxo de hidrogênio líquido que passa através de um reator nuclear gerando temperaturas superiores a 2000°C.
O Ônibus Espacial
É construído por 3 elementos básicos : a nave, um grande reservatório para hidrogênio e oxigênio e 2 propulsores auxiliares chamados de Solid Rocket Booster. Os 5 primeiros exemplares foram : Enterprise, Colúmbia, Chalenger, Discovery e Atlantis. Lançado na vertical, após 2 minutos e a 45 km de altitude se desprende os 2 propulsores e são recuperados por um pára-quedas. Os motores são desligados 8 minutos depois do lançamento, a cerca de 109 km de altitude, pouco antes da entrada em órbita, quando então, o reservatório externo é abandonado. O primeiro Spacelab chegou ao espaço em novembro de 1983, levado pela nave Colúmbia. Após uma série de missões, o programa foi interrompido em janeiro de 1986, na 25° missão, quando a nave Chalenger explodiu em pleno vôo.
Movimentação e Vida no Espaço
Para efetuar manobras no vácuo, ou controlar o equilíbrio, naves espaciais não contam com a ação da aerodinâmica, por isso necessitam de uma série de pequenos motores a jato. As manobras são por sistemas automáticos. A nave deve estar protegida por um escudo térmico, capaz de resistir a temperaturas elevadas. É possível escolher dentro de certos limites, a trajetória de retorno. Tal escudo pode atingir na fase de retorno, temperaturas na ordem dos 1700°C, sendo necessário usar materiais que absorvam grandes quantidades de calor. O do ônibus espacial Space Shuttle é complexo, sendo constituído por milhares de pequenas chapas especiais, coladas a uma estrutura de liga leve. Para a sobrevivência no vácuo, privado de ar e exposto a temperaturas extremas, é necessário um traje espacial pressurizado. A astronáutica progrediu muito e atualmente já é possível se afastar da nave sem estar preso por um cabo, valendo-se de um pequeno sistema de propulsão. O traje é constituído por várias camadas superpostas com funções específicas e uma parafernália de equipamentos e aparelhos de comunicação.
Satélites e Sondas
Com estes, foram realizadas pesquisas relevantes no campo da astronomia, biologia e física espacial e um conhecimento maior do planeta. Satélites são usados para a navegação, uso militar, previsão do tempo e etc. Sondas são engenhos espaciais não habitados, utilizados nos vôos exploratórios para a coleta de informações. Em fevereiro de 1990, a Voyager 1, a 6 bilhões de km da Terra, fotografou o Sistema Solar inteiro, outras aproximaram-se de alguns cometas, como a Giotto, que em março de 1986 enviou imagens do Cometa de Harley. A sonda européia Ulisses foi enviada em 1990 com o objetivo de estudar o Sol.

Tecnologia Espacial
A Espaçonave Colúmbia e os aviões supersônicos que alcançam 3 vezes a velocidade do som possuem partes da fuselagem que superaquecem pelo intenso atrito com o ar. As ligas de titânio tem a resistência do aço, mas pesam apenas a metade e suportam muito bem altas temperaturas, tendo um ponto de fusão de 1660° C. Telescópio Hubble » As primeiras imagens do núcleo da galáxia espiral NGC 253 captadas por tal telescópio, confirmaram os cálculos dos astrônomos. Há uma região de intensa atividade, onde estão nascendo milhares de estrelas. Agora eles tem a prova de São Tomé.

2062- As Estações Orbitais


Skylab foi o primeiro laboratório espacial, funcionou na década de 70 e em 1979 despencou, caindo no Oceano

O principal objetivo da astronáutica é o domínio total do espaço e colocar em colocar em órbita unidades científicas e industriais, e mais adiante, comunidades inteiras que possam se tornar auto-suficientes. O primeiro passo é a construção de estações que possibilitem a exploração do espaço e suas condições ambientais. Antes de se perderem no espaço, as sondas espaciais Voayger 1 e 2 inspecionaram de perto os planetas mais externos do Sistema Solar. Foram lançadas em agosto e setembro de 1977. A primeira estação espacial foi a russa Salyut, lançada em 9 de abril de 1971. A série seguinte foi lançada em abril de 1982, desativada e retornando a Terra em junho de 1986, quando foi lançada a estação MIR, lançada em 20 de fevereiro desse mesmo ano e empregada a pesquisas espaciais. Era constituída por um módulo base com cerca de 13 metros de comprimento e 21 toneladas de peso, dotado de 6 pontos de engate que podiam ser agregados a naves para o transporte de astronautas, suprimentos ou módulos. Em abril de 1987 foi agregado á MIR um módulo para pesquisas chamado kvant com um peso de quase 20 toneladas. O recorde no espaço também é russo, 366 dias, por 2 cosmonautas
O que era o O Skylab?
Foi até agora a única estação espacial americana satelitizada, lançada pelo foguete Saturno em maio de 1973. Uma base espacial com um volume habitável de cerca de 331 metros cúbicos e mais de 90 toneladas, em órbita a 429 km da Terra. Na fase de lançamento foram perdidas partes do escudo antimeteoritos e um dos painéis solares, enquanto que o outro foi danificado e não se abriu. A primeira tripulação que alcançou a Skylab precisou fazer reparos de emergência, e permaneceram na base durante 28 dias, onde estudaram os efeitos da ausência de gravidade, e também foram feitas observações úteis em relação ao vento solar.
A missão Skylab I foi a responsável por colocar em órbita a estação/laboratório espacial Skylab. Foi uma missão não tripulada que usou o foguete Saturno V.

As três missões tripuladas da Skylab foram:

Skylab II – 22 de maio até 22 de junho de 1973 – Charles Conrad, Paul Weitz e Joseph Kerwin
Skylab III – 28 de julho até 25 de setembro de 1973 – Alan Bean, Jack Lousma e Owen Garriott
Skylab IV – 16 de novembro de 1973 até 8 de fevereiro de 1974 – Gerald Carr, William Pogue e Edward Gibson
Todas as três missões tripuladas, devido a pequena carga, fizeram uso do foguete Saturno IB, menos potente e mais barato que o Saturno V.