8304 – Decifrada a Capa Protetora do HIV


Estrutura HIV
Estrutura HIV

Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram decifrar com detalhes a estrutura de proteína que serve como uma capa protetora ao material genético do HIV. A estrutura, chamada capsídeo, também facilita a proliferação do vírus. É justamente por isso que o feito é relevante: conhecer a fundo a estrutura que protege o HIV pode revelar suas vulnerabilidades e, assim, ajudar a desenvolver formas de combater a infecção, o que nenhuma droga conseguiu fazer até hoje. Esse estudo, feito na Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, foi publicado na revista Nature.
“Essa abordagem tem o potencial de ser uma alternativa poderosa às nossas terapias atuais contra o HIV, as quais agem tendo como alvo certas enzimas. Porém, a resistência a essas drogas devido à elevada taxa de mutação do vírus continua sendo um enorme desafio”, diz Peijun Zhang, coordenadora do estudo, em um comunicado divulgado pela universidade.
O capsídeo do HIV fica sob a membrana externa do vírus e, em formato de cone, envolve o seu material genético. Até agora, era difícil estudar com precisão essa estrutura devido à sua forma irregular. A equipe de Peijun Zhang conseguiu analisar o capsídeo com a ajuda de um supercomputador e microscópios potentes.
Segundo o estudo, a estrutura é formada 1.300 proteínas que estão ligadas em uma rede complexa constituída em uma grade de três hélices que garante a estabilidade dos capsídeos. Peijun Zhang explica que se os cientistas conseguirem interferir nessas estruturas, será possível afetar a proteção do vírus.
“Os capsídeos precisam permanecer intactos para proteger o genoma do HIV e garantir que o vírus entre em células humanas. Mas, uma vez dentro delas, o capsídeo precisa se separar para poder liberar seu conteúdo (o material genético do vírus) e permitir que o HIV se replique. Desenvolver medicamentos que causem a disfunção dos capsídeos, impedindo que eles se formem, ou então que eles se separem, pode interromper a replicação do HIV”, diz a pesquisadora.

8303 – Equipe brasileira vai estudar possíveis benefícios da cerveja


Terceiro país com maior consumo de cerveja no mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, o Brasil vai iniciar uma pesquisa para avaliar os possíveis benefícios do consumo moderado da bebida para o coração. Estudos internacionais já demonstram, por exemplo, que ingerir cerveja em quantidades moderadas — o que significa beber de uma a duas latas por dia, no máximo — tem um efeito protetor nos vasos sanguíneos, evitando a aterosclerose (entupimento dos vasos) e um possível infarto.
A pesquisa será feita por meio de uma parceria da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) com o Hospital do Coração (HCor), que vai conduzir os estudos com dois grupos de voluntários: um de abstêmios e outro de pessoas que bebem cerveja regularmente. Outros detalhes do estudo serão definidos neste sábado durante o 34º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). No evento, haverá um simpósio que vai apresentar os resultados de pesquisas feitas em animais na Universidade de Barcelona, na Espanha, pela médica Lina Badimón.
Segundo o médico Nabil Ghorayeb, da SBC, a pesquisa no Brasil deve seguir os passos da experiência com o estudo do vinho, que já é feito no HCor. “Pelos resultados da Espanha, deu para perceber que existe um paralelo muito semelhante ao observado no vinho. Lá, o consumo moderado de cerveja reduziu os índices de aterosclerose em animais”.

Pabst Blue Ribbon 1844 – Custa 44 dólares
Produzida pela cervejaria norte-americana Pabst especialmente para o mercado chinês, a Blue Ribbon 1844 é feita de malte caramelizado trazido da Alemanha, o que garante um paladar doce à bebida. A cerveja tem um volume alcoólico de 4,74% e custa 44 dólares na China.

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O efeito do álcool — Segundo o cardiologista Luiz Antônio Machado César, diretor do Núcleo Café e Coração do Instituto do Coração (Incor), uma das hipóteses para explicar o efeito protetor da cerveja nas artérias é o próprio álcool, além das vitaminas B3 e B6, proteínas e sais minerais presentes na bebida. “Há estudos que demonstram que o álcool em quantidades adequadas tem um efeito benéfico para os vasos sanguíneos, evitando a aterosclerose. O problema são as alterações deletérias do álcool nos outros órgãos, caso ele seja consumido em excesso”, diz César. “Na pesquisa com animais, quando as quantidades de cerveja ultrapassavam a quantidade tecnicamente efetiva, o quadro era de piora.”
Os médicos reforçam a importância de uma pesquisa com uma das bebidas mais consumidas no país. “Aqui, a cerveja é muito mais diversão do que complemento alimentar. A pesquisa vai avaliar o consumo como alimento”.

Não é para você

Apesar de a bebida alcoólica, com moderação, proporcionar benefícios para a saúde, ela não é indicada para todos. Existem pessoas que não devem ingerir quantidade alguma de álcool, já que os prejuízos são muito maiores do que as vantagens. Sinal vermelho para quem tem os seguintes problemas:

Doença hepática alcoólica: é a inflamação no fígado causada pelo uso crônico do álcool. Principal metabolizador do álcool no organismo, o fígado é lesionado com a ingestão de bebidas alcoólicas.

Cirrose hepática: o álcool destrói as células do fígado e é o responsável por causar cirrose, quadro de destruição avançada do órgão. Pessoas com esse problema já têm o fígado prejudicado e a ingestão só induziria a piora dele.

Triglicérides aumentado: o triglicérides é uma gordura tão prejudicial quanto o colesterol, já que forma placas que entopem as artérias, podendo causar infarto e derrame cerebral. O álcool aumenta essa taxa. Portanto, quem já tiver a condição deve manter-se longe das bebidas alcoólicas.

Pancreatite: a doença é um processo inflamatório do pâncreas, que é o órgão responsável por produzir insulina e também enzimas necessárias para a digestão. O consumo exagerado de álcool é uma das causas dessa doença, e sua ingestão pode provocar muita dor, danificar o processo de digestão e os níveis de insulina, principal problema do diabetes.

Úlcera: é uma ferida no estômago. Portanto, qualquer irritante gástrico, como o álcool, irá piorar o problema e aumentar a dor.

Insuficiência cardíaca: por ser tóxico, o álcool piora a atividade do músculo cardíaco. Quem já sofre desse problema deve evitar bebidas alcoólicas para que a atividade de circulação do sangue não piore.

Arritmia cardíaca: de modo geral, ele afeta o ritmo dos batimentos cardíacos. A bebida alcoólica induz e piora a arritmia.

Redobre a atenção
Há também aqueles que devem ter muito cuidado ao beber, mesmo que pouco.Tudo depende do grau da doença, do tipo de remédio e do organismo de cada um.

Problemas psiquiátricos: o álcool muda o comportamento das pessoas e pode alterar o efeito da medicação. É arriscada, portanto, a ingestão de bebida alcoólica por aqueles que já têm esse tipo de problema.

Gastrite: é uma fase anterior à úlcera e quem sofre desse problema deve tomar cuidado com a quantidade de bebida alcoólica ingerida. Como pode ser curada e controlada, é permitido o consumo álcool moderado, mas sempre com autorização de um médico.

Diabetes: Todos os diabéticos devem ficar atentos ao consumo de álcool. A quantidade permitida dessa ingestão depende do grau do problema, dos remédios e do organismo da pessoa. Recomenda-se, se for beber, optar por fazê-lo antes ou durante as refeições para evitar a hipoglicemia.

8302 – Epidemiologia – Principais doenças transmitidas por mosquitos


Malária
Doença febril aguda, caracterizada por febres altas, calafrios e cefaleias. Se não tratada, pode gerar complicações graves, principalmente se for transmitida pelo Plasmodium falciparum, responsável por transmitir entre 15% e 20% da malária diagnosticada no Brasil. Ao redor do mundo são registrados cerca de 250 milhões de novos casos e perto um milhão de mortes por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A maior incidência é na África, onde é causa de uma entre cinco mortes infantis. No Brasil, a maior incidência está na região amazônica, mas atualmente a mortalidade é baixa.
Transmissor: Fêmea do mosquito do gênero Anopheles. Prefere lugares como água limpa, sombreada e de baixo fluxo, comuns na região amazônica.
O que transmite: Plasmódios (parasitas) presentes no sangue de quem tem malária. Eles se multiplicam dentro do mosquito e entram em contato com o sangue daquele que for picado pelo Anopheles infectado.

Febre amarela
Vírus transmitido por mosquitos por duas formas: urbana e silvestre. Somente esta última existe no Brasil atualmente, transmitida por macacos silvestres. É uma doença infecciosa febril aguda, sua gravidade é variável, lesa principalmente o fígado e pode matar por insuficiência hepática. Só existe na América do Sul e na África. Segundo o Ministério da Saúde, entre 1990 e 2010 ocorreram 587 casos e 259 mortes no Brasil.
Transmissor: Mosquitos infectados pelo vírus do gênero Flavivrus. Nas regiões urbanas, por exemplo, é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue.
O que transmite: Um arbovírus pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, que é contraído, no caso silvestre, dos macacos infectados.

Leishmaniose visceral
É uma doença crônica, fatal e não curável, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso e anemia. Ataca o fígado e o baço, que aumentam de tamanho, provocando o aumento abdominal e, depois da dengue, é a mais disseminada doença endêmica no Brasil. Em 2010, foram registrados 3.526 casos no país e 219 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde. A maior incidência é no Nordeste. A Organização Mundial de Saúde estima que a cada ano são detectados entre 1 e 2 milhões de casos no mundo.
Transmissor: Inseto vetor Lutzomyia longipalpis ou Lutzomyia cruzi, conhecidos popularmente como mosquito-palha ou birigui. No Brasil, não há registros de transmissão direta de pessoa para pessoa.
O que transmite: O protozoário da família Tripanosoma, gênero Leishmania e espécie Leishmania chagasi.

Dengue
Doença endêmica mais disseminada no Brasil, presente em todos os estados. Causa febre aguda, e pode matar. Muito disseminada ao redor do mundo. Os sintomas podem não aparecer ou também se manifestar por dores de cabeça, febre e dores no corpo.
Transmissor: Fêmea do mosquito Aedes aegypti. Criados preferencialmente em ambientes onde há focos de acúmulo de água parada.
O que transmite: Vírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviriade. Possui quatro tipos conhecidos: 1, 2, 3 e 4.

8301 – Vacina japonesa reduz em 72% o risco de malária


Aedes, transmissor da febre amarela e da dengue
Aedes, transmissor da febre amarela e da dengue

Cientistas japoneses estão testando uma vacina contra a malária que, segundo eles, pode reduzir o risco da infecção em até 72%. Ao menos foi o que demonstraram os resultados da primeira fase dos testes clínicos – ou seja, feito em pessoas, e não em modelos animais – do tratamento. Para que uma nova terapia seja aprovada, ela deve passar por três fases de pesquisa clínica.
Os pesquisadores avaliaram a eficácia e a segurança da vacina BK-SE36 para prevenir a malária comparando pessoas imunizadas a indivíduos não vacinados. A vacina parece diminuir em até 72% o risco de infecção e mostrou ser segura.
Ainda não existe uma vacina que evite completamente a malária, e pesquisas que testaram vacinas contra a infecção demonstraram uma redução do risco pequena ou então pouco duradoura. Além disso, a resistência da doença aos remédios vem aumentando, o que piora a eficácia dos tratamentos disponíveis.
O novo estudo, feito na Universidade de Osaka, no Japão, testou a vacina BK-SE36, desenvolvida na própria universidade. A vacina foi feita a partir de uma mistura entre um gel de hidróxido de alumínio e uma proteína geneticamente modificada do parasita responsável pela transmissão da doença.
A vacina foi testada no Japão e também em uma região de Uganda onde a malária é endêmica. No país africano, entre 2010 e 2011, os cientistas testaram a vacina em 132 indivíduos de 6 a 20 anos e, entre 130 e 365 dias após a imunização, compararam essas pessoas a outras cinquenta de um grupo de controle, que não haviam sido vacinadas.

De acordo com os pesquisadores, essa fase do estudo mostrou que a vacina é segura e nenhum paciente imunizado apresentou efeitos adversos graves. O efeito protetor demonstrado pelo tratamento, porém, precisa ser confirmado nas próximas etapas da pesquisa clínica.
Os resultados do teste foram publicados nesta semana no periódico PLoS One. Toshihiro Horii, coordenador do estudo, disse à agência de notícias Jiji Press que seu objetivo é que a vacina BK-SE36 seja usada “cinco anos após a realização de um estudo feito com crianças de até 5 anos de idade, que representam a maior parte das mortes por malária”.

8300 – Sabão germicida reduz em 37% infecções por bactéria resistente a antibióticos


Usar sabão germicida em todos os pacientes internados em unidades de cuidados intensivos pode reduzir em até 37% as contaminações por Staphylococcus aureus (ou estafilococo dourado), bactéria resistente à maioria dos antibióticos e uma importante causa de infecções hospitalares. A prática também pode diminuir em 44% o risco de contaminações no sangue por qualquer agente. Essas são as conclusões do maior estudo já feito nos Estados Unidos sobre o tema. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira no periódico The New England Journal of Medicine.
Essa bactéria também é conhecida por MRSA, sigla em inglês para Staphylococcus aureus resistente à meticilina. De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos, três quartos das cepas dessa bactéria são resistentes a vários antibióticos.
No estudo, especialistas testaram três métodos para reduzir as infecções por MRSA: cuidados de rotina; o uso do sabão e do creme germicida apenas em pacientes já infectados; e o uso de produtos germicidas em todos os pacientes de uma unidade de cuidados intensivos. A pesquisa foi feita com 74.256 pacientes hospitalizados entre 2009 e 2011 e conduzida por uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine, do Hospital Corporation of America e do CDC.
Os pesquisadores concluíram que, além de eficaz para deter a propagação do MRSA, o uso de germicidas também ajuda a prevenir outras causas de infecção. “Este estudo poderia modificar a prática clínica neste campo e criar um ambiente mais seguro para os pacientes nos hospitais”, disse Carolyn Clancy, diretora da Agência para a Pesquisa sobre a Atenção Médica e Qualidade (AHRQ, sigla em inglês) do governo americano.

8299 – Anvisa aprova novo medicamento para doença de Gaucher


Um novo medicamento para a doença de Gaucher, enfermidade rara que afeta cerca de 10.000 pessoas ao redor do mundo, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira. O medicamento, denominado Uplyso (alfataliglicerase) é produzido pelas farmacêuticas Pfizer e Protalix BioTherapeutics.
A doença de Gaucher é uma enfermidade de causas genéticas, relacionada ao metabolismo de lipídios. O paciente apresenta insuficiência de uma enzima, a glicocerebrosidase, relacionada à decomposição de um determinado tipo de molécula de gordura. Essa gordura acaba se acumulando no interior das células, principalmente no fígado e no baço, o que causa um aumento de volume nesses órgãos, podendo provocar lesões. A doença também pode causar problemas de coagulação do sangue e algumas variações podem provocar sequelas neurológicas.
O tratamento para a doença de Gaucher é a reposição da enzima deficiente, por infusão intravenosa, e deve ser realizado de forma contínua. O Uplyso foi aprovado com indicação para a doença de Gaucher tipo I, variação mais branda e mais comum da doença, correspondendo a 95% dos casos.
Fora da América Latina, a alfataliglicerase recebe o nome comercial de Eleyso. Ele foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA, agência que regula a venda de medicamentos nos Estados Unidos) em maio de 2012 e pelo Ministério da Saúde de Israel em setembro de 2012.
A doença de Gaucher é uma das enfermidades raras atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, os medicamentos fornecidos são: imiglucerase (Cerezyme, da farmacêutica Genzyme), alfavelaglicerase (VPRIV, da Shire) e miglustate (Zavesca, da Actelion).
Apesar da aprovação recente, o Uplyso (alfataliglicerase) também já é fornecido pelo SUS. A distribuição teve início no ano passado, com uma autorização excepcional da Anvisa, uma vez que o fornecimento de imiglucerase foi interrompido por seu laboratório produtor. Atualmente, 40 dos 611 pacientes com doença de Gaucher atendidos pelo SUS fazem uso da alfataliglicerase.
A principal diferença da alfataliglicerase para os demais medicamentos já existentes para a doença de Gaucher está na metolodogia de produção. O procedimento consiste em pegar o gene responsável pela fabricação da enzima necessária e inseri-lo em outra célula, para que ela passe a produzi-lo. “Enquanto a produção da imiglucerase, por exemplo, é feita a partir de células do ovário de hamster-chinês, a alfataliglicerase utiliza células de cenoura”, explica Carlos Ruchaud, especialista no tratamento de pacientes com doenças genéticas raras e consultor clínico da Associação Brasileira de Enfermidades Raras (Feber).
Apesar dessa diferença, a enzima produzida deve ser equivalente para todos os medicamentos. “O que caracteriza enzima é a sua sequência de aminoácidos. Então, utilizando o gene da enzima humana, tanto faz se ele é colocado em uma célula de cenoura ou de hamster, ela vai ter que fazer a mesma ‘receita’, ou seja, produzir a mesma enzima. Pode existir uma diferença mínima, mas não deve impactar no tratamento do paciente”, explica Ruchaud.
Para o médico, a eficácia desses medicamentos deve ser semelhante. A única diferença é o fato de que, como são utilizados há mais tempo, os demais remédios têm os riscos conhecidos.

8298 – Medicina – Doenças Endócrinas


MEDICINA simbolo

Deficiência do Hormônio do Crescimento
O que é? A deficiência do hormônio do crescimento, produzido na hipófise (glândula localizada na base do cérebro). Ela pode ser congênita ou adquirida por traumas, infecções ou tumores na região.
Incidência: 1 para 4 a 8 mil indivíduos
Sintomas: Em crianças ela causa baixa velocidade de crescimento, acúmulo de gordura no tronco e uma voz mais fina. Quando ocorre em adultos, pode causa fraqueza muscular e baixa massa óssea.
Tratamento: Reposição do hormônio deficiente. A reposição é feita através de injeções subcutâneas, como a insulina, e deve ser realizada todos os dias enquanto a criança estiver em fase de crescimento.
Existe cura? Com o tratamento, 60% das crianças se recuperam e não mantêm a deficiência na idade adulta, mas não é possível garantir a cura.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Hiperplasia adrenal congênita
O que é? Uma doença genética que causa uma deficiência enzimática, que leva a um desequilíbrio da produção hormonal. Ocorre uma redução na quantidade de cortisol (relacionado ao controle da pressão arterial e níveis de açúcar no sangue) e dos mineralocorticoides (relacionados ao controle de sódio e potássio). Já a testosterona, hormônio sexual masculino, é produzida em excesso. Por essa razão, meninas nascidas com a doença costumam apresentar ambiguidade genital, ou seja, órgãos sexuais de aparência intermediária entre a feminina e a masculina.
Incidência: 1 para 4 a 7mil indivíduos
Sintomas: Vômito, diarreia e desidratação, que causam dificuldade de ganho de peso a partir da segunda semana de vida.
Tratamento: Reposição de um ou ambos os hormônio deficientes. O hormônios em excesso tendem a ser regulados automaticamente com o tratamento.
Existe cura? Não. O tratamento deve ser mantido durante toda a vida do paciente.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Hipotireoidismo congênito
O que é? Trata-se de uma doença na qual, ao nascer, a glândula tireoide não funciona corretamente. Ela é responsável pela produção de hormônios essenciais para o desenvolvimento do cérebro e que controlam todo o funcionamento do organismo.
Incidência: 1 para 4 mil pessoas
Sintomas: Apenas 5% dos recém-nascidos com a doença apresentam sintomas, que podem ser choro fraco, língua aumentada, frequência cardíaca mais baixa, pele ressecada e feições características. É importante detectar a doença antes da segunda semana de vida para que o tratamento possa ser iniciado e assim evitar sequelas neurológicas.
Tratamento: Reposição hormonal por meio de comprimidos.
Existe cura? O paciente pode levar uma vida normal, mas precisa tomar os remédios a vida toda.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Fenilcetonúria
O que é? Uma doença genética caracterizada por um defeito na enzima que transforma a fenilalanina em tirosina (componente das proteínas, envolvida em várias funções do organismo), o que gera um acúmulo de fenilalanina.
Incidência: 1 para 10 mil indivíduos
Sintomas: A doença é assintomática e, caso não seja tratada, a doença pode causa atraso no desenvolvimento mental, convulsões, tamanho de crânio reduzido e QI abaixo do normal. Como a tirosina está envolvida na formação da melanina, as crianças tendem a ser albinas ou ter a pele bem clara.
Tratamento: Os portadores da doença precisam receber uma dieta pobre em fenilalanina, para evitar o acúmulo. Como essa substância está presente em diversos alimentos, como carnes, leguminosas, leite, ovos e cereais, a dieta a ser realizada é muito restritiva. Existem fórmulas especiais com baixa fenilalanina para que os pacientes obtenham todos os nutrientes necessários.
Existe cura? Não, o paciente precisa realizar a dieta a vida toda.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Doença falciforme
O que é? Doença genética na qual há um defeito da hemoglobina, proteína encontrada dentro dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias). Em 85% dos casos a doença de manifesta como anemia falciforme. As hemácias apresentam formato alterado e ‘vivem’ menos (ao invés do 110 a 120 dias normais, ela duram apenas 10 a 15 dias).
Incidência: 1 para mil crianças nascidas vivas
Sintomas: A partir dos 6 a 8 meses de idade a anemia já se manifesta, com o amarelado no branco dos olhos e na pele. As hemácias tendem a se aglutinar, causando obstrução dos vasos sanguíneos, o que pode causar dor e até morte de tecidos.
Tratamento: Até por volta dos 5 anos as crianças são tratadas com penicilina para diminuir o risco de infecções. Dos 5 aos 10 anos de idade ocorre um risco maior de acidente vascular cerebral (AVC). Quando a criança tem um derrame, ou é diagnosticada com tendência a ter um, ela passa a receber transfusões de sangue regularmente, para evitar que isso ocorra. Depois dos 10 anos o maior risco é a síndrome torácica aguda, uma espécie de embolia pulmonar que pode causar complicações e até levar à morte.
Existe cura? Sim. A doença pode ser curada com a realização do transplante de medula óssea. No entanto, o procedimento só é indicado para casos mais graves da doença e também existe a dificuldade de encontrar um doador de medula compatível. Na família, a chance de encontrar um doador é de 25 a 30%. Quando o transplante é realizado, a chance de cura é de mais de 80%.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Doença de Wilson
O que é? Doença genética relacionada ao metabolismo do cobre, que faz com que ele se acumule nos tecidos, principalmente no fígado e no sistema nervoso central.
Incidência: 1 para 30 mil indivíduos
Sintomas: Os pacientes podem apresentar movimentos involuntários e sintomas parkinsonianos, além de sintomas hepáticos, como a pele amarelada. Com a evolução da doença, o paciente pode sofrer alteração de memória e do comportamento.
Tratamento: Medicamentos que ajudam a eliminar o cobre do organismo.
Existe cura? Não, o paciente deve tomar o remédio a vida toda.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Síndrome de Turner
O que é? Doença genética que acomete apenas mulheres e é causada pela ausência de um dos cromossomos sexuais X. Normalmente, as mulheres apresentam dois X, mas os pacientes com Síndrome de Turner têm apenas um.
Incidência: 1 pra 2 mil nascimentos
Sintomas: A ausência de um dos cromossomos sexuais pode causar má formação das estruturas cardíacas, baixa estatura, pescoço largo, deficiência intelectual e alterações na diferenciação sexual. A mulher não desenvolve mamas e possui o útero atrofiado. Uma das maiores preocupações é a cardiopatia, que afeta cerca de 40% das pacientes.
Tratamento: Reposição hormonal (com estrogênio, hormônio feminino).
Existe cura? Não, mas os tratamentos melhoram os sintomas, inclusive do ponto de vista estético.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Osteogênese Imperfeita
O que é? Doença genética em que ocorre uma produção anormal de colágeno, substância que participa da formação de tecidos, ossos, ligamentos e tendões.
Incidência: 1 para 15 a 20 mil nascimentos
Sintomas: Fragilidade dos ossos e elasticidade aumentada dos tecidos. Essas alterações podem ser graves, incompatíveis com a vida, até leves, com ossos praticamente normais. Outros sintomas comuns são aspecto azulado na parte branca dos olhos e dentes frágeis, com aspecto opaco.
Tratamento: Não existem ainda tratamentos para evitar a doença, mas a qualidade do osso pode ser melhorada por meio de atividades físicas específicas e medicamentos.
Existe cura? Não.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Fibrose cística
O que é? Doença genética com manifestações pulmonares, digestivas e nas glândulas do suor.
Incidência: 1 para cada 10 mil crianças nascidas vivas, no Brasil.
Sintomas: A primeira manifestação pode ser a obstrução do intestino no recém-nascido pelo mecônio (as primeiras fezes) e as manifestações iniciais respiratórias se assemelham a uma bronquite ou pneumonia. A criança produz muco excessivo, que vai fechando os alvéolos pulmonares e reduzindo a capacidade respiratória. Na parte digestiva, o pâncreas não produz a enzima que faz digestão das gorduras, por isso caso não reponha as enzimas, o paciente pode ter diarreia após se alimentar e apresentar desnutrição. Um dos principais sintomas é o ‘beijo salgado’, um acúmulo de cristais de sal na testa da criança, conferindo um sabor salgado ao beijo que as mães costumam dar nos filhos. É causado pela perda excessiva de sal no suor.
Tratamento: O paciente precisa fazer reposição de enzimas digestivas por toda a vida, a cada refeição. Além disso, ele pode ser tratado com antibióticos para tratar infecções no pulmão causadas pelo muco acumulado.
Existe cura? Não, mas o início precoce do tratamento pode fazer com que o paciente chegue à idade adulta completamente integrado à sociedade.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Angioedema hereditário
O que é? Doença genética causada pela mutação de um gene, que provoca alterações no sistema de coagulação, entre outros.
Incidência: 1 para 50 mil indivíduos
Sintomas: Inchaço de mucosas, como lábios e laringe, que pode ser acompanhado de sintomas gastrintestinais, como cólicas, diarreia e vômito. Casos mais graves podem levar à morte por asfixia.
Tratamento: profilaxia. São utilizados medicamentos para evitar problemas de coagulação.
Existe cura? Não.
O SUS fornece medicamentos? Sim.

Ictioses
O que são? Doenças genéticas que provocam alterações na pele e descamação abundante. Existem diversos tipos de ictioses, com gravidade variável.
Incidência: A forma mais branda da doença, conhecida como ictiose vulgar, tem incidência estimada de 1 para 250 indivíduos, mas as variações mais graves são mais raras.
Sintomas: Coceira e ressecamento da pele. Alguns casos mais graves podem levar a alterações neurológicas.
Tratamento: Podem ser utilizados umectantes, substâncias que mantêm a pele umedecida. Existe também um medicamento à base de retinoide que pode controlar a descamação da pele. Ele deve ser tomado continuamente, mas pode causar efeitos colaterais, sendo o principal a fá formação do feto, durante a gravidez.
Existe cura? Não.
O SUS fornece medicamentos? Sim.

Mucopolissacaridoses
O que são? Doenças genéticas nas quais deficiências na produção de algumas enzimas provocam acúmulo de açúcares no tecido conjuntivo, presente na maioria dos órgãos, com função de servir de suporte e manter unida a estrutura corporal.
Incidência: 1 para 40 mil nascidos vivos
Sintomas: Esse acúmulo pode causar diversos sintomas no coração, pulmões, músculos e articulações, além de problemas de visão e audição. As crianças ainda têm dificuldades de crescimento, deformidades em ossos e articulações e alterações faciais características. A doença pode afetar o sistema nervoso central e gerar deficiências mentais.
Tratamento: Terapia de reposição enzimática, feita em infusão com soro.
Existe cura? Não, o tratamento deve ser realizado durante toda a vida do paciente, mas a doença deixa de progredir e, se o tratamento for iniciado cedo, é possível conseguir uma reversão total da doença.
O SUS fornece medicamentos? Não

Doença de Fabry
O que é? Doença genética causada pela deficiência na produção de uma enzima, que leva ao acúmulo de gordura no revestimento interno dos vasos sanguíneos.
Incidência: 1 para 40 mil nascidos vivos
Sintomas: A doença afeta progressivamente a circulação, e o quadro clínico pode levar anos para se manifestar. Os sintomas costumam aparecer durante a puberdade. O paciente tem intolerância a frio e calor e podem aparecer pequenas marcas vermelhas na pele, na região pélvica. Se não diagnosticada, a doença pode causar insuficiência real e cardíaca e derrame cerebral.
Tratamento: Reposição da enzima deficiente.
O SUS fornece medicamentos? Não

Doença de Pompe
O que é? Doença genética que leva à deficiência da enzima que quebra o glicogênio, forma sob a qual o organismo armazena açúcar.
Incidência: 1 para 40 mil nascidos vivos
Sintomas: O organismo do paciente não consegue quebrar o glicogênio para utilizá-lo como fonte de energia, o que causa fraqueza muscular progressiva, podendo chegar à paralisia. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de traqueostomia para que o paciente consiga respirar.
Tratamento: Reposição da enzima deficiente.
Existe cura? Não, o tratamento deve ser realizado a vida toda. Porém, quando iniciado cedo, é possível reverter os sintomas.
O SUS fornece medicamentos? Não

8297 – Radiação é novo obstáculo a Missão Marte


Os cientistas sempre souberam que um dos maiores desafios para uma viagem tripulada a Marte era a radiação cósmica. Agora, um novo estudo coloca números firmes sobre o tamanho do desafio –por ora, além da tecnologia disponível.
O resultado é fruto de um instrumento instalado a bordo da espaçonave que levou o jipe Curiosity até o planeta vermelho, numa viagem de pouco mais de oito meses.
O RAD (sigla para Detector de Medição de Radiação) conseguiu medir a incidência de raios cósmicos no interior do veículo durante 220 dos 253 dias de trajeto.
Uma das constatações é de que há grande variação de um dia para o outro, pois boa parte da radiação que incide sobre a espaçonave tem origem no Sol, cuja atividade é variável ao longo do tempo. O resto vem das profundezas do espaço interestelar –em menor quantidade, mas com mais intensidade.
Tirando a média e estimando um tempo de trajeto mais curto para uma nave tripulada –180 dias apenas– nas condições encontradas pelo Curiosity em sua jornada, a exposição da tripulação seria de cerca de 0,33 sievert (unidade usada para estimar nível de radiação).
Considerando que um ser humano pode aguentar 0,6 a 1,2 sievert durante seu tempo de vida (dependendo do sexo e da idade) sem aumentar significativamente seu risco de câncer, parece até seguro, não?
Acontece que a maioria dos seres humanos que vão para Marte deseja voltar de lá. Somando o tempo da volta (novamente com otimistas 180 dias), a exposição total seria de 0,66 sievert –já acima do limite mínimo.
Para piorar, ainda há o tempo no planeta vermelho, onde há menos radiação que no espaço, mas ainda assim bem mais que na superfície da Terra (Marte tem uma atmosfera muito rarefeita, sem ozônio, e nenhum campo magnético que rebata as partículas para o espaço).
E a cereja do bolo: durante a viagem do Curiosity, o Sol andou particularmente calminho. Mas nem sempre ele é tão gentil.
Moral da história: com a tecnologia atual, a saúde dos astronautas estaria seriamente ameaçada. Seria mais ou menos como fazer uma tomografia de corpo inteiro a cada seis dias –algo que nenhum médico recomendaria.
É um problema que precisa ser solucionado com o desenvolvimento de formas mais efetivas de proteção contra radiação e é gravíssimo para o projeto Inspiration Mars, financiado pelo magnata americano Dennis Tito, que pretende despachar um casal rumo ao planeta vermelho em 2018.
Pelos planos originais, a viagem inteira –que não inclui pouso em Marte, apenas um sobrevoo do planeta– duraria 501 dias. A exposição total seria de 0,91 sievert.

8296 – Joias do Antigo Egito foram feitas com ferro de meteorito


É o que diz uma pesquisa publicada na revista científica Meteoritics & Planetary Science. Ao analisar um colar de 5.300 anos de idade, pesquisadores descobriram que o metal empregado é proveniente de um meteorito.
Os cientistas analisaram a composição da joia e encontraram ferro e níquel em proporção equivalente à de um meteorito. A hipótese de que o material caiu do céu foi confirmada com a identificação de uma estrutura conhecida como padrão de Widmanstattën, formado por linhas características da lenta cristalização de ferro e níquel no interior dos asteroides que dão origem aos meteoritos.
Por meio de tomografia computadorizada, os cientistas conseguiram também construir um modelo tridimensional da estrutura da joia e descobriram como ela foi fabricada, milênios antes da mais antiga evidência de derretimento de ferro, que data do século 6 a.C. Os antigos egípcios martelaram um pedaço de ferro de um meteorito até que ele se transformasse em uma pequena placa, que depois foi embutida no colar.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ASTEROIDE, METEORITO E METEORO?
Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

A peça analisada faz parte de um conjunto de nove contas de colar encontradas em 1911, dentro de uma tumba do cemitério de Gerzeh, localizado a aproximadamente setenta quilômetros ao sul do Cairo, no Egito. A sugestão de que as peças seriam originárias de meteoritos surgiu em 1928, quando um estudo observou a presença de níquel nas contas. Até hoje, porém, não existiam indícios mais fortes que pudessem sustentar a hipótese.
A localização dos objetos de ferro antes do século 6 a.C. é restrita aos túmulos de pessoas que ocupavam as posições mais altas da sociedade egípcia. “O ferro era fortemente associado à realeza e ao poder”, explica Diane Johnson, cientista de meteoritos da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido, em entrevista ao site da revista Nature.

O Antigo Egito
ANTIGO IMPÉRIO (3200-2100 a.C.): O período começa com a unificação de diversas tribos e clãs em um estado único, dominado por um faraó, que, além de ter o poder político, também é considerado um deus. Tido como a primeira era de florescimento consolidado da civilização egípcia, o Antigo Império é conhecido como a época das pirâmides, onde eram sepultados os faraós. São erguidas as famosas pirâmides de Gizé.

IMPÉRIO MÉDIO (1975-1640 a.C.): Depois do antigo império, uma série de revoltas acontecem para tentar diminuir o poder dos faraós, dando início a um período de fragmentação política. O poder central volta a ser concentrado no Império Médio, tendo como novo centro a cidade de Tebas. O Egito passa por um momento de estruturação. Não acontecem grandes expansões territoriais. Os faraós mantêm relações diplomáticas com outros reinos na atual Turquia, Síria e Palestina. No campo social, é no Império Médio que o ritual de mumificação deixa de ser um privilégio exclusivo dos faraós e passa a ser adotado também por cidadãos de posses.

IMPÉRIO NOVO (1550-1070 a.C.): É o momento em que o Egito vive uma grande expansão territorial e se beneficia do desenvolvimento da arte e da economia. No Império Novo, o Egito controla boa parte do mundo conhecido à época, uma área que vai do atual Sudão ao começo da Síria. Reinam alguns dos mais famosos faraós, como Akhenaton, Tutankhamon, Seti I e Hamsés II. Depois desse apogeu, o estado egípcio começa a se enfraquecer e é invadido por outros povos, como os persas.

ÉPOCA GREGA (332-30 a.C.): O domínio grego começa com a invasão do Egito por Alexandre, o Grande, e a expulsão dos persas. Após a morte de Alexandre, seus vastos domínios foram divididos entre seus generais, passando o governo do Egito para Ptolomeu. O centro de poder muda de Tebas para Alexandria e o Egito vive um período de grande desenvolvimento científico e econômico. Elementos da vida grega, inclusive seus deuses, passam a conviver com a cultura egípcia. O último descendente de Ptolomeu no controle do Egito foi Cleópatra VII, famosa rainha amante dos generais romanos Júlio César e Marco Antônio. Após ser derrotada por Otaviano, futuro imperador Augusto, ela se suicidou.

8295 – Tia de Angelina Jolie morre de câncer de mama


A norte-americana Debbie Martin, tia de Angelina Jolie, morreu de câncer de mama no último domingo (26-05-2013), informou um hospital da Califórnia, quase duas semanas após a atriz ter anunciado que passou por uma mastectomia dupla por ter herdado um alto risco de câncer de mama.
Debbie, irmã mais nova da mãe de Jolie, morreu aos 61 anos no hospital Palomar Medical Center, em Escondido, perto da cidade de San Diego.
O viúvo, Ron Martin, disse à emissora britânica Sky News que sua mulher tinha o mesmo gene defeituoso BRCA1, como Angelina Jolie.
A mãe de Jolie, Marcheline Bertrand, também foi diagnosticada com câncer de mama e morreu em 2007, aos 56 anos.
Em 14 de maio, a atriz revelou em um artigo no jornal “The New York Times” que havia se submetido a uma mastectomia dupla e disse esperar que sua história inspirasse outras mulheres que enfrentam a doença.
Jolie, de 37 anos, escreveu que passou pela operação, em parte, para tranquilizar seus seis filhos que ela não morreria de câncer como sua própria mãe.
“Muitas vezes falamos de ‘mãe da mamãe’, e eu me vejo tentando explicar a doença que a levou para longe de nós. Eles perguntaram se o mesmo poderia acontecer comigo”, escreveu. “Eu sempre lhes disse para não se preocupar, mas a verdade é que eu carrego um gene ‘defeituoso’.”
A atriz, que ganhou o Oscar de coadjuvante por seu papel no filme de 1999 “Garota, Interrompida”, disse que optou pela cirurgia depois que seus médicos estimaram que ela tinha 87% de risco de câncer de mama e 50% de risco de câncer de ovário, devido a uma mutação genética herdada da mãe.

8294 – Caçador de planetas da Nasa pifa, mas estudos continuam


A mais ambiciosa e poderosa missão de caça a planetas pode ter um fim prematuro. Mas ainda haverá novas descobertas vindas do satélite Kepler durante anos.
O telescópio da Nasa, agência espacial americana, parou de colher dados científicos em 11 de maio, após a pane de um de seus giroscópios.

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São quatro ao todo, e sua função é permitir o direcionamento preciso do telescópio para a região do céu escolhida para a pesquisa, onde ele monitora cerca de 150 mil estrelas em busca de sinais de planetas ao seu redor.
A precisão oferecida pelos giroscópios é de um milionésimo de grau, e o Kepler poderia operar com só três deles. Só que um já havia pifado no ano passado e, agora, outro encalhou.
O satélite entrou em “modo de segurança” (como um computador doméstico quando tem um problema) e sua orientação é mantida por propulsores. Os engenheiros do projeto elaboram um plano que tentará recuperar um dos dois dispositivos pifados.
“Qualquer ação de recuperação levará tempo”, diz Roger Hunter, gerente da missão. “Possivelmente meses.”
Embora a interrupção da missão –sem falar no possível término– seja desanimadora, é importante lembrar que o satélite, lançado em 2009, cumpriu sua meta primária de operar por 3,5 anos.
Durante esse período, o sucesso foi grande. Além de 132 planetas comprovadamente descobertos, a análise inicial aponta que ainda há 2.608 candidatos a verificar, além de outros que podem estar escondidos nos dados brutos.
Com isso, pela primeira vez os astrônomos puderam estimar de forma realista o número de planetas na Via Láctea –na casa dos 100 bilhões.
Mas o grande prêmio da caça aos planetas ainda não foi conquistado: a localização de um mundo do exato tamanho da Terra e na mesma posição com relação a uma estrela similar ao Sol.
Para isso, novos projetos devem pegar o bastão de onde o Kepler deixou. Entre eles está seu sucessor direto, batizado pela Nasa de Tess (sigla para Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito).

8293 – Pesquisa Científica – O Futuro dos Animais


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A penicilina só fez efeito em humanos em uma quantidade 3.000 vezes maior que a testada em camundongos. Mas foi graças aos testes que o antibiótico teve sua eficiência comprovada e pôde salvar centenas de milhões de vidas.
Talvez esse debate não faça sentido daqui a cem anos — ou até menos. O uso de animais para esse tipo de pesquisa hoje é uma necessidade que pode desaparecer com a evolução de modelos que simulam os efeitos dos remédios em computadores e em tecidos humanos cultivados em laboratório. Mas, por enquanto, todos os remédios que estão nas prateleiras das farmácias foram testados em animais. Se vivemos mais e melhor, devemos muito às pesquisas com animais.
Talvez um dos casos mais emblemáticos seja a descoberta dos antibióticos, usado como exemplo tanto por defensores e detratores do modelo de pesquisa com animais. Em 1928, Alexander Fleming notou que a bactéria staphylococcus não proliferava em uma cultura contaminada com o fungo Penicillium notatum. A partir daí, foram 12 anos até que houvesse penicilina suficiente para testes científicos. Em 1940, dois cientistas ingleses infectaram oito camundongos com uma dose letal de bactéria e, uma hora depois, injetaram penicilina em quatro deles. Os que não foram tratados morreram. Mas a quantidade de penicilina necessária para tratar humanos era 3.000 vezes maior do que em camundongos.
Para os detratores, a diferença de escala revela a falta de precisão do modelo animal. Já os cientistas argumentam que, sem esses testes iniciais, a penicilina não teria sido mais estudada. O método revolucionou o tratamento de infecções bacterianas que, até então, causavam centenas de milhões de mortes.
Outros avanços semelhantes, atribuídos à experimentação animal pelos cientistas que a defendem, são a transfusão de sangue, a cura da tuberculose, o tratamento da asma, o transplante de rim, o tratamento do câncer de mama – e a produção de todos os medicamentos atualmente comercializados.

Certas pesquisas beneficiam tanto humanos quanto os próprios animais. Na USP, a geneticista Mayana Zatz conduz atualmente uma pesquisa com células tronco em busca da cura da distrofia muscular de Duchenne (DMD). Essa doença, que só atinge meninos e causa a degeneração dos músculos, pode fazer com que uma criança perca a capacidade de andar aos 10 anos — a partir daí a situação piora. Há alguns anos, um pesquisador americano descobriu que cães da raça golden retriever também desenvolvem a distrofia muscular. No intuito de descobrir um tratamento para seres humanos, a equipe liderada por Mayana busca a cura da doença nos cães. Até então, as pesquisas, com células-tronco, eram desenvolvidas em camundongos. “Se conseguirmos tratar esses cães, estaremos a um passo do tratamento em humanos”, afirmou a geneticista. Depois da pesquisa, os cães serão treinados para ajudar cadeirantes.

Erros Científicos
Em 1957, um novo remédio chamado Talidomida chegou ao mercado. A substância, sedativa e anti-inflamatória, havia sido exaustivamente testada em cobaias. Os roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. No entanto, as mulheres grávidas, que tiveram a droga prescrita para enjoo matinal, tiveram bebês deformados, com uma condição chamada focomielia, que impede a formação de braços e pernas. Para quem é contra o uso de animais em pesquisas científicas, esse caso mostra que os efeitos observados nos bichos não servem para prever o que acontecerá em seres humanos. Quem defende o uso argumenta que a lição foi aprendida e com o rigor científico de hoje isso não teria acontecido — o teste seria feito em roedoras gestantes e o efeito seria detectado a tempo.
De acordo com um relatório do Conselho das Organizações Internacionais de Ciências Médicas, de 2005, mais de 130 produtos farmacêuticos foram retirados do mercado mundial nos últimos 40 anos por motivo de segurança. Um terço nos dois primeiros anos de comercialização e 50% em até cinco anos. Os principais motivos apontados pelo órgão ligado à Organização Mundial de Saúde são as reações adversas causadas pelos medicamentos.
No Brasil, desde fevereiro de 2010 as empresas são obrigadas a monitorar os medicamentos que colocam no mercado nacional. Ao mesmo tempo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também fiscaliza os remédios usados por profissionais de saúde, farmácias, hospitais e organismos internacionais. Nos últimos seis anos, pelo menos sete classes de remédios foram retirados do mercado por causar reações adversas nos pacientes. Entre eles, o Vioxx, em 2004, por causa de risco cardiovascular, e o Tacrolimos e a Closapina, em 2009, ambos por falta de eficácia.
Com a recente decisão da União Europeia de restringir o uso de animais em pesquisas médicas e proibir de vez a utilização de grandes símios em experimentos científicos, as alternativas científicas ao teste em animais entraram em evidência.
O projeto Genoma, encarregado de sequenciar todo o material genético humano, completou 10 anos em 2010.
Os resultados alcançados por ele permitem que modelos computacionais e matemáticos ganhem força no estudo de novas moléculas criadas pela indústria farmacêutica – o que antes só era possível com o teste em animais. Esses modelos, contudo, não são totalmente seguros e precisam de validação ulterior para que venham a substituir as práticas já consagradas.

Pele artificial — Além de computadores, os cientistas estão apostando em modelos in vitro com tecidos de seres humanos e cultura de células. Em 2006, pesquisadores da Unicamp desenvolveram uma pele humana artificial. Paralelamente, outros centros brasileiros desenvolveram pesquisas similares. Os biólogos Luísa Villa e Enrique Boccardo, do Instituto Ludwig de Pesquisa Sobre Câncer, recriam a pele humana e a utilizam para estudos do HPV (vírus do papiloma humano) no câncer cervical.
Mesmo na controvertida área dos cosméticos, combatida pelos defensores dos animais, está ocorrendo avanços. Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, a equipe formada pelas biólogas Silvia Berlanga, Carla Brohem, Laura Cardeal e liderada por Silvya Stuchi Maria-Engler, desenvolveu um tipo diferenciado de pele humana artificial que utiliza fragmentos de pele natural doada em cirurgias plásticas, capaz de oferecer condições para reproduzir o melanoma, um tipo de câncer de pele extremamente letal. Com isso, é possível realizar o teste de novos medicamentos e cosméticos reduzindo a participação dos animais na pesquisa.
O passo seguinte é incluir elementos do sistema imunológico e reproduzir, in vitro, o envelhecimento da pele artificial. A longo prazo, outras aplicações serão possíveis, como cirurgias reparativas para pacientes que sofreram queimaduras ou cirurgias estéticas com a produção de “peles customizadas”, geradas com grau de pigmentação semelhante ao do paciente.
Seja qual for o modelo, a pesquisa científica caminha para um futuro com um uso cada vez menor de animais. Mas, no presente, eles ainda são necessários para continuar a salvar vidas — humanas e não-humanas.

8292 – Brasileiro cria técnica que deixa baterias 50% mais baratas


As nanopartículas de platina
As nanopartículas de platina

As baterias de célula de combustíveis são consideradas ecologicamente mais corretas do que as de lítio — usadas em celulares e computadores. Além de serem menos poluentes, elas conseguem ainda armazenar muito mais energia e demoram, assim, muito mais para descarregar. O custo de uma bateria de célula de combustível, no entanto, pode ser até quatro vezes mais elevado. Mas um estudo defendido como tese de doutorado pela Universidade de São Paulo conseguiu reduzir em 50% o valor dessa bateria. “Se conseguirmos resolver as questões financeiras, é provável que elas passem a ser produzidas em larga escala e acabem conquistando o mercado”, diz Adir José Moreira, químico responsável pela pesquisa.
A bateria de célula de combustível utiliza o hidrogênio, um elemento não nocivo ao meio ambiente, como principal fonte de combustível. Ao contrário dos modelos mais comuns no mercado (como as de lítio), ela não polui, já que seu produto final é apenas energia térmica, calor e água — que sai da bateria como vapor. Além disso, esse tipo de bateria também tem uma densidade de energia aproximadamente nove vezes maior do que a de lítio. Ou seja, ela armazena mais energia em um espaço menor do que aquele exigido por uma bateria de lítio.
As baterias de células de combustível ainda estão restritas ao fornecimento de energia a carros elétricos por causa do seu alto custo. Esse preço elevado está relacionado à quantidade de platina presente na composição. No mercado internacional, 1 grama do elemento pode custar até 53 dólares. Em cada célula há, aproximadamente, 8 miligramas do metal.
O valor comercial das baterias de célula de combustível depende de fatores como o tipo de célula e a carga total. Para fornecer energia a um notebook, por exemplo, é preciso gerar em torno de 50 watts de potência. Uma bateria de célula de combustível com essa potência custa cerca de 2.000 reais, enquanto uma bateria à base de lítio deve custar, no máximo, 500 reais. “O lítio é um elemento ainda mais caro que a platina. Porém, a quantidade aplicada em cada bateria também é menor. Além disso, por ter adquirido estabilidade comercial, a bateria de lítio tem uma tecnologia de produção mais barata”, diz Moreira.
Para reduzir o custo das baterias de célula de combustível, Moreira desenvolveu um novo processo de fabricação. Nele, foi possível reduzir em 70% a quantia de platina, alcançando 50% da eficácia de uma célula tradicional. Na nova técnica, o químico diminuiu também o tamanho das partículas de platina, até transformá-las em nanopartículas, alterando suas propriedades físicas e químicas.
As nanopartículas foram geradas a partir de um filete de platina e depositadas na membrana da bateria junto com uma camada de carbono. Melhorar essa organização das nanopartículas e do filme de carbono, segundo Moreira, é o passo que precisa ser dado para que o sistema atinja 100% de desempenho.
De acordo com Ronaldo Domingues Mansano, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e orientador do estudo, a tecnologia tem potencial para entrar no mercado em menos de um ano. “Basta que uma empresa esteja disposta a elevar a escala do nosso método”.

Algumas Questões
O que falta para alcançar os 100% de desempenho?
Falta acertar a outra parte do catalisador, além da platina, o carbono. O carbono auxilia no processo ao formar uma espécie de camada que facilita a passagem do hidrogênio entre as partículas de platina. Preciso aumentar essa camada de carbono para tornar a célula mais eficiente.

O futuro é das baterias de célula de combustível?
Sem dúvida, a tendência é que haja a substituição das baterias comuns pelas de célula de combustível. As baterias comuns têm muitos elementos químicos. Quando são descartadas, no fim de sua vida útil, acabam causando uma poluição ambiental muito grande. Já a vantagem do outro modelo de baterias é que não há poluentes, pois seu produto final é apenas energia térmica, calor e água. Para que ele seja aplicado em larga escala, porém, depende-se muito de investimentos: além da platina ser cara, o hidrogênio também não sai nada barato, pois precisamos usar hidrogênio com um grau de pureza muito elevado.

Existe a possibilidade de substituir a platina por algum outro catalisador?
Sim. Existem vários estudos sobre isso, até porque seria insustentável manter uma larga escala de produção de baterias usando apenas platina. Imagine se todos os veículos fossem à base de células de platina, por exemplo. A reserva mundial do metal não seria suficiente para dar conta de uma demanda como essa. Por isso, é importante buscar outros combustíveis, e é isso o que alguns pesquisadores estão fazendo atualmente.

8291 – História da Medicina – O Pioneiro da Osteologia


Giovani Ingrassias (1510-1580)
Especialista em ossos, médico e professor de Anatomia em Nápoles e, depois em Palermo, foi chamado de Hipócrates siciliano, por causa do pai da Medicina. Identificou o menor osso do corpo humano, o estribo.
Ingrassia recebeu uma educação clássica, que incluía o estudo do latim e do grego. De 1532-1537, ele participou da Universidade de Pádua, estudando com o famoso anatomista Vesalius e obteve sei diploma de medicina. Em seguida, ele trabalhou como médico pessoal nobre perto de Palermo.
Em 1544 tornou-se professor de anatomia e medicina na Universidade de Nápoles. Ele conduziu estudos de dissecação e gravou suas descobertas no livro In Galeni librum de ossibus doctissima et expectatissima commentaria, um comentário crítico sobre Galen ‘s De OSSIBUS que foi publicado postumamente em 1603.

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Sua obra De tumoribus praeter naturam (1553) contém o que é, provavelmente, a primeira descrição de escarlatina : ele informou sobre uma doença de crianças diferentes do sarampo, que causou uma erupção vermelha por todo o corpo, no entanto, ele não mencionou o sintoma comum de uma dor de garganta.
O livro também contém um estudo detalhado do pênis e o mecanismo de sua ereção . Além disso, contém uma descrição de 163 tipos diferentes de tumores.
Em 1556, ele foi recrutado para Palermo como professor de medicina e anatomia, trabalhando no mosteiro de São Domenicus. Sua fama aumentou consideravelmente em 1562, quando ele foi capaz de curar uma ferida persistente do Duque de Terranova. Em 1563 ele tornou-se Protomedicus (administrador médico-chefe) da Sicília. Nesta capacidade, ele enfatizou a educação continuada de médicos e insistiu que a medicina ser tratada como uma disciplina científica que recolheu conhecimento objetivo para garantir tratamentos ideais.
Seu trabalho de 1560 Trattato assai bello et utile dei doi mostri nati em Palermo em diferenciar tempi contém a descrição detalhada de dois casos de gêmeos siameses nascidos em Palermo.
Para combater a endêmica de malária , ordenou a drenagem de pântanos em torno e instituiu hospitais de isolamento para pacientes contagiosas.
Combateu o surto de peste na Sicília, em 1575/1576 , ordenando as medidas de higiene e separando suspeito, confirmado e convalescente casos em diferentes enfermarias do hospital. Em seu livro de 1576 Informatione del pestifero, et contagioso morbo ele descreveu a doença, traçou o seu aparecimento, na Sicília, e foi o primeiro a recomendar a saúde pública contramedidas.
Em 1578, ele escreveu Methodus dandi relationes pro mutilatis torquendis aut a tortura exusandi, uma avaliação, do ponto de vista anatômico, dos métodos contemporâneos de tortura utilizados pela Inquisição romana . O trabalho não foi publicado até 1914.
Ele morreu em 1580 em Palermo e foi enterrado lá na Igreja de San Domenico.

8290 – Anatomia – O Esqueleto Humano


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Compõe-se basicamente de uma coluna vertebral de vértebras interligadas com um par de membros preso em cada ponta e encabeçada por um crânio. Os braços estão ligados pelas omoplatas e clavículas, conhecidas como cintura pélvica, geralmente chama de quadril.
Leonardo da Vinci foi um dos primeiros a desenhar imagens precisas e realistas dos ossos verdadeiros, reunidos e posicionados como se estivessem num corpo vivo. O estudo mostrou que a forma de cada osso está perfeitamente adaptada a sua função no corpo. O microscópio revelou que, em vez de sólido, o osso tem uma intricada micro-estrutura interna.

O Crânio
De forma oco e complexa é composto por mais de 20 ossos diferentes, dos quais simplificamos:
São 8 no crânio ou caixa craniana e 13 no rosto. Durante o desenvolvimento inicial do feto e do bebê, eles ficam separados. Juntam-se durante a infância e unem-se firmemente em linhas onduladas, chamadas sutura. Dentro do crânio estão os 3 minúsculos ossos do ouvido, envolvidos no processo de audição, os menores do esqueleto. Os olhos movem-se em encaixes profundos, e os órgãos olfativos estão no topo da cavidade nasal. As partes funcionais de cada ouvido ficam por dentro do espesso osso temporal.

A Estrutura dos Ossos
Os povos pré-históricos os conheciam mais de perto que as pessoas de hoje. Há mais de 1 milhão de anos, usavam machados e martelos de pedra para abrir os ossos de animais, provavelmente a fim de obter a medula nutritiva do interior. Quando os primeiros microcopistas observaram fatias finas do osso, ficaram impressionados ao ver uma microestrutura complexa e regular. A unidade estrutural em forma de tubo, tem o nome de sistema harvesiano, em homenagem ao médico inglês Clepton Harves (1650-1701). Ele publicou suas observações em 1691 e abriu caminho para a pesquisa de fisiologistas posteriores, que descobriram que os ossos tinham muitas funções, além da sustentação.
Esqueletos humanos fossilizados com mais de 100 mil anos mostraram que os ossos quebrados foram reposicionados para que se curassem melhor. Faz tempo que os engenheiros sabem que, pela relação peso-resistência, existem poucas formas estruturais tão boas quanto as de um tubo. Na articulação do quadril, a cabeça arredondada do fêmur, encaixa-se na cavidade côncava da pélvis. Após estudar os esforços e tensão sobre os ossos e construir modelos mecânicos, os engenheiros descobriram que os ossos compactos se desenvolvem, nas áreas onde há maiores esforços. Em imagem microscópica é visível seu sistema aberto de entreliças e vigas ósseas, conhecidas como taberculas. No osso vivo, os espaços estão preenchidos por fluídos corporais e células errantes. Ao cair de um salto energético, os músculos exercem imensa pressão sobre as articulações do quadril e do joelho, de modo que o osso deve suportar forças de compressão de até meia tonelada.

8289 – O Biotério da Unicamp


Iniciado em 1979 com o apoio da FAPESP, FINEP e CNPq o CEMIB.
Hoje encontra-se entre os mais importantes centros voltados à produção de modelos animais utilizados em pesquisa científica.
O Centro tem reconhecimento internacional e é o único representante do ICLAS (International Council for Laboratory Animal Science) na América Latina.
Apesar de ser chamado pejorativamente de “Campo de Concentração” por ongs protetoras dos animais…

Ali, não é qualquer um que consegue entrar e nem se entra de qualquer jeito. Primeiro, o visitante abandona os sapatos, pula o muro de 0,5 metro e apanha chinelos. Então, um corredor comprido conduz ao banheiro, onde quatro duchas, juntas, expulsam do corpo nu a sujeira vinda de fora. Uma roupa esterilizada fica à espera. De banho tomado e vestida como um cirurgião, a pessoa abre a porta que dá para um cubículo, menor do que um elevador, decorado apenas com um interfone. Ela, assim, pede autorização para passar e, se a resposta é positiva, recebe jatos de ar, que correm do teto em direção ao chão, para varrer eventuais clandestinos, como insetos —afinal o banheiro ainda fica em uma área considerada suja. Só quando se destranca a outra porta do cubículo, oposta à primeira, é que se vai para a chamada área limpa, freqüentada apenas por quem passou por todo esse ritual e pelos animais destinados a experiências científicas.
Esse é o roteiro de quem visita o biotério central da Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, um dos raros exemplares brasileiros que seguem os padrões internacionais estabelecidos para esses locais de criação. “As portas que interrompem o percurso têm maçanetas eletrônicas, acionáveis só de um lado— o de entrar, nunca o de sair.
Hoje em dia, é verdade, os pesquisadores procuram economizar cobaias, deixando-as para a última etapa de seu trabalho, iniciado com simulações em computador ou mesmo observando-se culturas de células em tubos de ensaio.
Sem os animais, contudo, a roda das ciências biológicas não teria girado: talvez ainda se acreditasse que os organismos obedecem a leis mecanicistas sendo um punhado de células isoladas entre si, funcionando certinhas como um relógio. Na década de 1870, porém, o francês Claude Bernard (1813 -1878), um dos precursores da Fisiologia experimental demonstrou com a ajuda de cobaias que existia uma relação entre todos os órgãos. Mas hoje se sabe: não é qualquer animal que serve para o pesquisador. Às vezes, precisamos de uma cobaia com certa doença hereditária, para estudar um fenômeno especifico. Mesmo assim, ela não pode ter outros problemas de saúde, porque isso influenciaria o resultado da experiência.

8288 – Mega Notícias – Para o câncer não se espalhar


Aproximadamente uma em cada três pessoas operadas de câncer acaba morrendo por causa da doença, mesmo quando os médicos, depois de retirarem o tumor, não identificam sinais de que as células malignas tenham se espalhado pelo organismo, com os exames disponíveis. Essa triste estatística leva muitos pesquisadores a buscar novos testes, para acusar o que chamam cânceres satélites, células cancerosas que escapam do tumor inicial. Nesse sentido, os cientistas do Centro do Câncer Sloan – Kettering, em Nova York, Estados Unidos, parecem realizar um enorme avanço. Eles resolveram produzir anticorpos monoclonais sob medida para cada paciente, cultivados a partir de amostras do tumor extraído na cirurgia.
Injetado na medula óssea, para onde costuma migrar a maioria das células cancerosas, os anticorpos carregadores de substância fluorescentes, visíveis em exames de tomografia, terminam apontando aquelas fugitivas. Assim, os médicos podem saber se determinado paciente precisa de uma quimioterapia mais agressiva depois da operação. Segundo os pesquisadores, o novo teste é capaz de detectar uma única célula cancerosa entre 1 milhão de células normais, ou seja, é 100 vezes mais sensível do que os exames de diagnóstico existentes até o momento.

8287 – Ecologia – Papel Celulose com Bagaço de Cana


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Sem usar árvores na fabricação, o papel ecológico é feito com bagaço de cana-de-açúcar. Além de ecologicamente vantajoso, o papel sem árvores é ainda mais barato que o convencional.
A substituição do papel convencional pelo papel ecológico está sendo feita gradativamente dentro da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que há cerca de dois anos vem incorporando alternativas sustentáveis nos materiais internos. Primeiro foram blocos de anotações, depois envelopes, cartões de visita e até formulários de processos administrativos já constam no material da Secretaria.
Poupar recursos naturais e energéticos e utilizar restos de bagaço de cana para produzir papel reciclado. Essa é a receita que a Ekopapel, gráfica instalada em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, encontrou para produzir uma linha de papéis criativos.
A empresa utiliza o método da reciclagem, que tem como base valorizar um material que já foi utilizado, transformando em outro material que seja útil. O objetivo segundo Edson Rocha, proprietário da gráfica e engenheiro agrônomo de formação, é diminuir a quantidade de resíduos no meio ambiente.
Fundada em julho de 2005, a Ekopapel trabalha com foco na originalidade desde sua criação, o que a diferenciou no mercado da região que atua.
A empresa cria produtos criativos com papel, como brindes corporativos, convites de casamento e de eventos além de apresentar uma gama de produtos que variam entre categorias como envelopes e papéis, azulejos personalizados, papelaria corporativa, restaurantes & hotelaria. Toda criação feita com papel reciclado e conseguiu mapear uma performance com 95% de produtos a base de papel reciclado e 5% do papel reciclado (papel industrial).

8286 – Medicina – Tratamento com células-tronco ajuda na recuperação de pacientes que tiveram AVC


O primeiro teste clínico de um tratamento com células-tronco para vítimas de acidente vascular cerebral (AVC) apresentou resultados positivos. Realizado pela Universidade de Glasgow, na Inglaterra, o estudo será apresentado durante a Conferência Europeia sobre Derrame.
De acordo com Keith Muir, pesquisador que está liderando o estudo, os nove pacientes que receberam o tratamento não tiveram efeitos adversos. Além disso, cinco deles apresentaram uma melhora de leve a moderada nas funções cognitiva e motora — equilíbrio, mobilidade e força nas mãos. Com isso, houve aumento na capacidade desses pacientes de realizar tarefas do dia-a-dia de forma independente.
Muir afirmou que os resultados ultrapassaram suas expectativas. Ele ressalta, porém, que ainda é difícil saber o quanto dessa melhora se deve exclusivamente ao tratamento, ou se pode ter havido algum tipo de efeito placebo.
Os nove participantes do estudo tinham de 60 a 80 anos e haviam sofrido derrames de seis meses a cinco anos antes do início do tratamento. Eles tiveram células-tronco neurais injetadas diretamente na parte do cérebro que sofreu danos relacionados ao AVC.
A segunda fase dos testes clínicos, que tem por objetivo avaliar a eficácia do tratamento, deve ter início no segundo semestre deste ano. A ideia é que ela envolva inicialmente cerca de 20 pacientes que tenham sofrido um AVC há poucas semanas. Para que o estudo em torno de um novo tratamento seja concluído, é necessário que ele passe por três fases de testes clínicos.

8285 – Tratamento com células-tronco recupera tecido cardíaco após infarto


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Pacientes que receberam tratamento com células-tronco durante dois anos apresentaram melhoras significativas nas funções cardíacas. Esses foram os resultados da primeira fase de um ensaio clínico realizado por pesquisadores da Universidade de Louisville e do Brigham and Women’s Hospital, da Universidade de Harvard. Os dados foram apresentados durante encontro da American Heart Association, que acontece em Los Angeles.
O estudo foi realizado com pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca seguida de infarto do miocárdio e volume de sangue bombeado pelo ventrículo esquerdo (ou fração de ejeção do ventrículo esquerdo. LVEF, na sigla em inglês) de 40% ou menos, enquanto o valor normal é de 50% para cima. Esses pacientes tiveram suas próprias células-tronco cardíacas coletadas durante a cirurgia de ponte de safena. As células-tronco foram cultivadas em laboratório até atingir uma quantidade de cerca de um milhão para cada um e então foram reinseridas na região do coração do paciente danificada pelo ataque cardíaco.
O procedimento foi realizado em 20 pacientes. Após quatro meses, o volume de sangue bombeado pelo ventrículo esquerdo (LVEF) aumentou de 29% para 36%, enquanto o grupo que não recebeu as células não apresentou melhoras. O efeito benéfico das células-tronco cardíacas se mostrou progressivo: um ano após o tratamento, o aumento foi de 8,1%. Após dois anos, o aumento foi de 12,9%.
Imagens de ressonância magnética de nove pacientes mostraram uma redução no tecido cardíaco infartado de 33,9 gramas antes do tratamento para 18,2 gramas após dois anos. Já o tecido saudável aumentou de 146,3 para 164,2 gramas. Os demais participantes do estudo não puderam se submeter à ressonância magnética por terem implantado anteriormente aparelhos que interferiam no procedimento.

Caso de sucesso
Um dos participantes do estudo, Jim Dearing, apresentou um resultado extraordinário. Com dois anos de tratamento ele deixou de apresentar sinais dos dois ataques cardíacos que sofreu. Ele teve uma melhora de 20% no bombeamento sanguíneo analisado, de 38% para 58%. “Qualquer um que examine o coração dele agora não imagina que esse paciente já teve insuficiência cardíaca ou ataque cardíaco”, diz Roberto Bolli, pesquisador da Universidade de Louisville.
Os pesquisadores pretendem continuar o estudo por mais dois anos e planejam expandi-lo. “Se estudos maiores continuarem confirmando nossas descobertas, nós teremos uma cura potencial para insuficiência cardíaca, porque teremos algo que, pela primeira vez, realmente pode regenerar tecido cardíaco”, afirma Bolli.