14.048 – Em teste o Foguete que Levará o Homem a Marte


starship
Foguete reutilizável é peça-chave nos planos da SpaceX de chegar a Marte
Ao responder uma série de perguntas de seus milhares de fãs no Twitter, Elon Musk revelou suas intenções de uma apresentação completa do Starship, o foguete reutilizável de próxima geração da SpaceX já para o final de julho de 2019. A espaçonave é peça-chave no plano da empresa para chegar a Marte.
O CEO da SpaceX também lembrou que o último teste de um de seus motores de foguete Raptor foi “bem-sucedido em geral”, apesar de um aborto, já que o objetivo era testar os limites externos de tolerância do novo motor.
Segundo Musk, a apresentação oficial de Starship da SpaceX deve ocorrer “algumas semanas após Hopper pairar”, se referindo ao teste de voo de curta duração da StarHopper. O StarHopper completou um teste limitado em abril. O próximo passo é repetir o feito sem restrições, o que está mais próximo da realidade do que nunca depois que a empresa resolveu um problema importante com a vibração do motor Raptor em uma frequência operacional específica.
O Super Heavy é o estágio superior do veículo Starship, capaz de transportar até 20 toneladas para a órbita geoestacionária da Terra, ou mais de 100 toneladas para a órbita baixa. O compartimento de carga tem nove metros, e o sistema será capaz de transportar, além de cargas, tripulações e recursos necessários em viagens de astronautas para a Lua ou para Marte.
Vários voos de teste estão previstos com o conjunto Starship-Super Heavy antes que esse primeiro voo comercial de 2021 aconteça, segundo Hofeller, que servirão para demonstrar o sistema de lançamento aos clientes em potencial, bem como para resolver quaisquer problemas que porventura possam acontecer.
Recentemente, a empresa fez um “salto” com um protótipo do Starship, que subiu alguns metros a partir do solo, e os próximos testes alcançarão altitudes mais elevadas. Eventualmente, a SpaceX poderá substituir seus atuais foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy pelo Super Heavy, ainda que a empresa provavelmente não apressará seus atuais clientes para aceitarem esta troca.

14.023 – Como Funciona a Vela Solar?


velasolar
Velas solares são um tipo de propulsão que utiliza pressão de radiação para gerar aceleração. Elas são feitas de grandes espelhos membranosos de pouca massa que ganham momento linear ao refletirem fótons. A pressão de radiação à distância da Terra ao Sol é de aproximadamente 10−5 Pa[1] e é função inversa do quadrado da distância à fonte luminosa, se esta for pontual. Mesmo gerando aceleração de valor muito pequeno, velas solares são capazes de gerar aceleração constante por longos períodos e não requerem massa de reação, que geralmente totaliza uma fração significante da massa das espaçonaves que utilizam-na atualmente, possibilitando assim aumentar a carga útil da espaçonave e atingir grande velocidade. Várias tecnologias foram teorizadas a partir de velas solares de com usos para pequenas alterações de órbitas de satélites a propulsão de veículos espaciais para viagem interestelar.
Os conceitos científicos que embasam a tecnologia de velas solares são bem aceitos e difundidos, porém a tecnologia necessária para a construção viável de velas solares está em desenvolvimento, e missões espaciais baseadas em velas solares partindo de grandes agências ainda não foram executadas. Em 2005, em resposta à falta de interesse governamental, a organização Sociedade Planetária, movida por entusiastas, lançaria a espaçonave Cosmos 1, com propulsão baseada na tecnologia. Porém, o projeto fracassou pois houve uma falha no foguete que iria lançar a espaçonave de um Submarino, no Mar de Barents.
O conceito da tecnologia data desde o século XVII, com Johannes Kepler. Friedrich Zander na década de 1920 novamente propôs esse tipo de tecnologia, que tem sido gradualmente refinada. O intenso interesse recente de estudos científicos começou com um artigo do engenheiro e autor de ficção científica Robert L. Forward em 1984.
Posiciona-se um grande espelho membranoso que reflete a luz do Sol ou de outra fonte luminosa. A pressão de radiação gera uma pequena quantidade de impulsão ao refletir fótons. Inclinando a superfície reflexiva em certos ângulos para a fonte luminosa, gera-se propulsão em direção normal à superfície. Ajustes nos ângulos das velas podem ser feitos com a ajuda de pequenos motores elétricos, para que a vela se incline e possa gerar propulsão na direção desejada.
Teoricamente, também seria possível gerar aceleração em direção à fonte luminosa, contrariando o senso comum, ao desacoplar parte da vela e utilizá-la para concentrar luz numa face reflexiva oposta à fonte de luz.
Os métodos mais eficientes para utilizar velas solares envolvem manobras em direção à fonte de luz, onde a luz é mais intensa. Em meados da década de 1990 foi proposto um método que permite que uma espaçonave equipada com velas solares atinja velocidades de cruzeiro capazes de escapar do sistema solar a velocidades muito maiores do que as atingidas por outros métodos de propulsão avançados, como propulsão nuclear. Demonstrado matematicamente, esse modo de velejar foi considerado como uma das opções para viagens interestelares futuras pela NASA.

Esclarecendo:
Existe um mal-entendido que velas solares são movidas pelo vento solar, ou por partículas carregadas de alta energia do Sol. De fato, tais partículas gerariam impulso ao atingirem velas solares, porém esse efeito é pequeno comparado ao da pressão de radiação da luz: a força da pressão de radiação é cerca de 5.000 vezes maior do que aquela gerada pelo vento solar. Existem modelos propostos que se utilizariam do vento solar, porém precisariam ser muito maiores do que velas solares convencionais.
Outros também teorizam que o princípio das velas solares violaria o princípio da conservação de energia. Esse não é o caso, já que os fótons perdem energia ao atingir os espelhos de uma vela solar ao passarem por desvio Doppler: seu o comprimento de onda aumenta, diminuindo sua energia, em função da velocidade da vela – uma transferência de energia dos fótons solares para a vela. A energia adquirida soma momento à vela.
Atualmente, painéis de controle de temperatura, coletores solares e outras partes móveis são utilizados ocasionalmente como velas solares improvisadas, para ajudar espaçonaves comuns a fazer pequenas correções ou modificações na órbita sem utilizar combustível.
Algumas até tiveram pequenas velas construídas propositalmente para esse uso. Satélites Eurostar da EADS Astrium utilizam velas solares ligadas a seus painéis solares para realizar tarefas de ajuste de momento angular, economizando combustível (esses satélites acumulam momento angular através do tempo e comumente giroscópios são utilizados para controlar a orientação da espaçonave). Algumas espaçonaves não tripuladas, como a Mariner 10, utilizaram velas solares para estender sua vida útil.
Robert L. Forward mostrou que uma vela solar poderia ser utilizada para manipular a órbita de um satélite. Velas solares poderiam, no limite, ser utilizadas para manter um satélite sobre um pólo da Terra. Espaçonaves com velas solares também poderiam ser posicionadas em órbitas próximas ao Sol que seriam estacionárias tanto em relação com a Terra ou com o Sol, que Forward nomeou de ‘satatite’, em referência à estaticidade relativa da espaçonave. Isso seria possível pois a propulsão gerada pela vela cancela a força gravitacional exercida sobre a trajetória desejada. Uma dessas órbitas poderia ser útil para estudar as propriedades do Sol por longos períodos: uma dessas espaçonaves poderia teoricamente ser posicionada diretamente acima de um pólo do Sol e permanecer naquela posição por períodos prolongados.
Forward também propôs o uso de lasers para impulsionar velas solares. Um feixe suficiente poderoso expondo uma vela solar por tempo suficiente poderia acelerar uma espaçonave até uma fração significante da velocidade da luz. Essa tecnologia, porém, iria requerer lasers incrivelmente poderosos, lentes ou espelhos gigantescos.

Assista o vídeo:

13.902 – Astronomia – A Sonda Parker


sonda parker
Em alusão ao repórter Peter Parker (o homem aranha)
A sonda Parker é uma sonda espacial produzida pela Nasa que foi lançada no dia 12 de agosto de 2018 rumo ao Sol. Entre os seus objetivos, está a exploração da atmosfera do Sol a fim de que se possa entender melhor o comportamento dos ventos e tempestades solares.

Missão Parker
Estimado em cerca de 1,5 bilhão de dólares, o projeto da Nasa de enviar um laboratório móvel para os arredores do Sol surgiu em 2008. Na época, a missão tinha o nome de Solar Probe, mas foi rebatizada em homenagem ao astrofísico estadunidense Dr. Eugene Newman Parker, responsável por importantes descobertas acerca do comportamento dos ventos solares. Na época em que o projeto foi concebido, diversas barreiras tecnológicas precisavam ser vencidas: uma delas era a concepção de um sofisticado sistema de refrigeração e um escudo térmico para a sonda.
Para observar a coroa solar, a sonda deve chegar o mais perto do Sol que qualquer outro objeto já construído por um ser humano chegou: 6,1 milhões de quilômetros. Levando em consideração as distâncias espaciais, isso é como passar “raspando” no Sol.
A essa distância do Sol, as temperaturas atingem facilmente os 1337 ºC. Nessas condições extremas, os delicados circuitos internos da sonda seriam completamente destruídos se não fosse um escudo de carbono com 12 cm de espessura instalado na sua parte frontal, além de um eficiente sistema de refrigeração, capaz de manter sua temperatura interna em cerca de 29 ºC.
Outro recorde será batido pela sonda: ela será o objeto mais rápido já criado pelo homem. Durante sete anos (a duração estimada da missão é de 6 anos e 321 dias), a sonda será gradualmente acelerada pela gravidade de Vênus em direção à coroa solar. No auge de sua aproximação, estima-se que sua velocidade chegue a 700.000 km/h.
A data original de lançamento da sonda Parker estava marcada para o dia 11 de agosto de 2018, no entanto, em virtude de um mau funcionamento de um de seus sistemas de refrigeração, o lançamento foi adiado para o dia seguinte.
Um dos objetivos da sonda Parker é traçar como o calor e outras formas de energia propagam-se na coroa solar, além de tentar descobrir a causa da grande aceleração sofrida pelo vento solar ao adentrar a região da coroa.
As variações nos ventos solares presentes na coroa solar causam diversos distúrbios eletromagnéticos, os quais podem afetar os sistemas de telecomunicações terrestres, geralmente instalados em satélites. Entender o comportamento da coroa solar significa, portanto, aprender uma forma de prever e preparar-se melhor para a ocorrência desses fenômenos problemáticos.

Além disso, o Sol é a estrela mais próxima da Terra e a única que pode ser estudada tão detalhadamente. Entendendo mais sobre o Sol, será possível aprender mais coisas sobre outras estrelas longínquas.
Estágios da missão
A sonda foi lançada no dia 12 de agosto de 2018 por um potente foguete, o Delta IV-Heavy with Upper Stage, no Cabo Canaveral, no estado da Flórida, Estados Unidos. Ao meio-dia de 16 de agosto, a sonda já estava a 4,6 milhões de quilômetros da Terra, movendo-se a 62.000 km/h. Na madrugada de 3 de outubro de 2018, a sonda terá sua trajetória levemente alterada pela gravidade de Vênus, deslocando-se em direção à coroa solar, onde deverá chegar no dia 5 de novembro de 2018.
A sonda Parker conta com diversos instrumentos de medida diferentes. Esses instrumentos são alimentados pela eletricidade gerada pelas placas solares da sonda, capazes de produzir até 343 W de potência. Um deles é um conjunto de cinco antenas, instaladas atrás do escudo térmico e responsáveis pela comunicação da sonda com a Terra. A sonda também é equipada com diversos magnetômetros: instrumentos capazes de medir a intensidade do campo magnético local, além de sensores de campo elétrico e termômetros.
A sonda Parker conta com diversos instrumentos de medida diferentes. Esses instrumentos são alimentados pela eletricidade gerada pelas placas solares da sonda, capazes de produzir até 343 W de potência. Um deles é um conjunto de cinco antenas, instaladas atrás do escudo térmico e responsáveis pela comunicação da sonda com a Terra. A sonda também é equipada com diversos magnetômetros: instrumentos capazes de medir a intensidade do campo magnético local, além de sensores de campo elétrico e termômetros.
A missão é tentar esclarecer três dúvidas principais sobre a física do Sol: como a atmosfera exterior ao Sol, que recebe o nome de coroa, é aproximadamente 300 vezes mais quente que a camada de superfície logo abaixo? Como o vento ganha velocidade tão rapidamente? Como algumas das partículas mais energéticas do Sol se afastam a mais da metade da velocidade da luz?
Para responder estas questões, a sonda, que é do tamanho de um carro, leva a bordo quatro instrumentos para captar dados. A Parker Solar Probe deve seu nome a Eugene Parker, o físico que fez a primeira teoria sobre a existência do vento solar, em 1958.

parker 2
A PSP foi projetada especialmente para suportar temperaturas extremamente elevadas e radiação, com uma blindagem resultante de anos de pesquisa. Foi construída com um escudo espacial com 11,43 centímetros de espessura, material que deve suportar temperaturas superiores a 1,3 mil°C — a superfície do Sol pode chegar a 5,5 mil°C, e a coroa, atmosfera externa, milhares a mais.
— Esta é a primeira missão da Nasa a ser nomeada por um indivíduo vivo. O revolucionário artigo de Gene Parker previu o aquecimento e a expansão da coroa e do vento solar. Agora, com a Parker Solar Probe, podemos realmente entender o que impulsiona esse fluxo constante até a borda da heliosfera — falou Nicola Fox, diretora da Divisão de Heliofísica da Nasa, em Washington.

13.663 – Mega Hipóteses Astronômicas – Superterras podem estar prendendo ETs de explorar universo


superterras
Por exemplo, para lançar uma missão lunar parecida com a missão Apollo, um foguete em uma superterra teria que ser uma massa de cerca de 400.000 toneladas devido às exigências de combustível, estipula o estudo, o que é dez vezes mais do que é exigível na Terra. Para comparar, esse peso é mais ou menos equivalente ao da Grande Pirâmide de Gizé no Egito, informa o portal Space.com.
O autor do relatório e investigador independente afiliado ao observatório alemão Sonnesberg, Michael Hippke, ressalta que nos planetas mais maciços o voo espacial seria exponencialmente mais caro. “Tais civilizações não teriam televisão de satélite, uma missão lunar ou um telescópio Hubble.”
Pesquisas anteriores sugeriam não só que os mundos que não são parecidos com a Terra poderiam criar circunstâncias adequadas para a vida, mas também que alguns poderiam ser até melhores em comparação com os planetas parecidos com a Terra. As superterras, segundo os especialistas, poderiam ser “super-habitáveis”, já que a sua massa enorme cria uma gravidade mais forte e por isso eles poderiam ter camadas de atmosfera mais espessas e proteger melhor a vida dos nocivos raios cósmicos.

Se a vida nas superterras distantes evoluísse, tais alienígenas poderiam desenvolver uma civilização avançada capaz de efetuar voos espaciais. Entretanto, Hippke ressalta que a força gravitacional destes planetas poderia dificultar muito a decolagem dos extraterrestres dos seus planetas.
“Civilizações das superterras têm menos chances de explorar as estrelas. Ao contrário, de certo modo ficariam presos em seus planetas de origem e, por exemplo, beneficiariam mais do uso de lasers ou telescópios de rádio para comunicação interstelar em vez de enviar sondas ou naves espaciais”, sublinha o autor do estudo.
Para ele, os foguetes funcionam melhor no vácuo que em uma atmosfera e os habitantes de superterras poderiam atingir a órbita via foguetes convencionais usando elevadores espaciais viajando com cabos gigantes. Outra possibilidade, conforme Michael Hippke, é a propulsão por pulsos nucleares, quer dizer, um veículo seja levado ao espaço por explosões de bombas atômicas. Mesmo assim, o especialista adverte que este modo poderia levar a grande poluição ambiental.

13.542 – Astronáutica – Impressora 3D no Espaço


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No Warm Up Wired Festival Brasil 2017, no MAM de SP, Andrew Rush, CEO da empresa americana Made In Space, líder no segmento de manufatura em gravidade zero, anunciou parceria com a empresa brasileira Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. As duas empresas estão trabalhando juntas para a criação de peças e ferramentas no espaço, a partir de uma impressora 3D. O próximo passo é a reciclagem desses objetos fora da Terra, o que não deve demorar.

13.280 – Missão da NASA que “tocará o Sol” faz homenagem a astrofísico lendário


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Em anúncio realizado, diretores da NASA decidiram batizar a primeira missão que explorará mais detalhes do Sol com o nome do astrofísico Eugene Parker, responsável pelos primeiros estudos sobre como os campos magnéticos e partículas solares influenciam os planetas do Sistema Solar. O evento organizado pela agência espacial norte-americana aconteceu no auditório da Universidade de Chicago, onde Parker é professor emérito do Departamento de Astronomia e Física.
Thomas Zurbuchen, um dos diretores da NASA, afirmou que essa é a primeira vez que a agência batiza uma missão com o nome de alguém que ainda está vivo – Parker, que iniciou seu estudo sobre o Sol na década de 1950, completará 90 anos de idade no próximo dia 10 de junho.
Em 1958, o astrofísico publicou um artigo com as primeiras investigações a respeito de um fenônemo que ficaria conhecido como vento solar: em sua pesquisa, Parker estudou o comportamento da emissão de partículas e de eletromagnetismo que “escapa” da coroa solar, região conhecida como a “atmosfera externa” do Sol, onde as temperaturas são superiores à própria superfície solar. Ao longo de seu trabalho, o cientista analisou a interação da expansão da coroa solar e de sua relação com os planetas.
Na missão planejada pela NASA, a nave que será desenvolvida precisará lidar com temperaturas altíssimas e radiação em um nível que nenhuma outra precisou lidar. A ideia é que ela traga informações que nos ajudem a prever tempestades solares e a revelar os segredos da nossa estrela mais próxima.
A pequena nave treinará na órbita de Vênus por sete anos antes de ficar a seis milhões de quilômetros da superfície do Sol. Parece meio longe, mas é o suficiente para rastrear os campos magnéticos e analisar algumas partículas solares sem derreter por completo. A missão será lançada em 2018.

13.249 – Em Marte Cedo ou Tarde – Astronomia: O plano da Nasa para ir a Marte


missão Mar te
Durante o evento Humans to Mars 2017, realizado em Washington, a Nasa apresentou dados concretos sobre seu plano para levar astronautas a Marte na década de 2030.

FASE ZERO
O plano foi dividido em quatro fases e, no momento, estamos, adivinhe, na fase zero. Essa “pré-etapa” envolve testar tecnologias a bordo da Estação Espacial Internacional, que orbita a meros 400 km da superfície da Terra.

FASE UM
A primeira etapa para valer começa a partir de 2021 e se estende por quatro voos do megafoguete SLS, que deve realizar seu primeiro voo-teste em 2019. Cada uma dessas missões levará uma cápsula Orion com quatro astronautas às imediações da Lua, além de um módulo para a construção de uma estação que terá a função de servir como “porto espacial”. A Nasa está chamando essa nova estação de Deep Space Gateway e espera que ela esteja pronta ao redor de 2026.
FASE DOIS
O Gateway poderá apoiar exploração lunar — controlando robôs remotamente e mesmo sendo usado como ponto de partida para missões tripuladas ao solo –, mas sua principal função será servir como porto para o Deep Space Transport, o veículo interplanetário que deve transportar humanos até Marte. A segunda fase envolve uma missão tripulada de um ano com esse veículo nas imediações da Lua — um voo de teste dos sistemas –, em 2028.

FASE TRÊS
Confirmado o sucesso da nave interplanetária em manter uma tripulação viva e bem por um período de tempo longo, chega a hora do primeiro voo até Marte. Ele deve acontecer ao redor de 2033 e, entre ida e volta, consumir cerca de mil dias — quase três anos.

FASE QUATRO
Finalmente, chega o ponto em que pousaremos em Marte. Ainda não há arquitetura fechada para essa etapa final, exceto pelo fato de que ela envolverá, além da nave interplanetária, um módulo de pouso e ascensão marciano. Mas, para tudo isso acontecer, a Nasa espera conseguir parceiros internacionais que contribuam elementos tanto para o Gateway como para as missões marcianas.

 

13.202 – Mais uma superterra na lista dos alvos para a busca por vida fora do Sistema Solar


Um grupo internacional de cientistas anunciou a descoberta de um mundo rochoso, maior que a Terra, orbitando na zona habitável de sua estrela a cerca de 40 anos-luz daqui. O que deixa os pesquisadores empolgados é que sua modesta distância, a exemplo do sistema recém-descoberto Trappist-1, permitirá a busca de sinais de vida por lá nos próximos anos.
A pequena LHS 1140, localizada na constelação austral da Baleia, é uma anã vermelha, com cerca de 15% da massa do nosso Sol. Trata-se de uma estrela já madura, com mais de 5 bilhões de anos, e agora os astrônomos descobriram que ela tem um planeta com diâmetro 40% maior que o da Terra — uma “superterra”, no jargão dos cientistas — que completa uma volta em torno de sua estrela a cada 25 dias.
A descoberta original foi feita com a rede de telescópios MEarth, destinada justamente a buscar planetas similares ao nosso em torno de anãs vermelhas próximas. São dois conjuntos de quatro telescópios de 40 cm de abertura, um instalado no Arizona, no hemisfério Norte, e outro no Chile, no hemisfério Sul. Com isso, os astrônomos têm acesso a 100% da abóbada celeste para as buscas.
Os telescópios fazem descobertas medindo a pequena redução de brilho causada pela passagem de um planeta à frente de sua estrela-mãe, o famoso método dos trânsitos. A técnica é boa para fornecer o diâmetro planetário, mas em geral não permite estimar a massa.

No caso de LHS 1140b, contudo, os astrônomos solicitaram uma bateria de observações com o Harps, um espectrógrafo instalado no telescópio de La Silla, do ESO, também no Chile. É um instrumento que permite medir o bamboleio gravitacional da estrela conforme ela é atraída suavemente, para lá e para cá, por planetas girando ao seu redor. O método é complementar e permite estimar a massa dos planetas, mas não seu diâmetro. Após 144 medidas precisas da chamada “velocidade radial” da estrela (termo técnico para o “bamboleio”), os cientistas puderam estimar que o planeta tem cerca de 6,6 vezes a massa da Terra (com uma margem de erro significativa de 1,8 massa terrestre).
Pode parecer um número enorme, mas lembre-se de que essa massa toda também se distribui por um volume bem maior, porque o diâmetro do planeta é 40% maior que o nosso. Calculando o volume interno de LHS 1140b (lembra da fórmula das aulas de geometria? V=4/3.π.r3), dá cerca de três vezes o terrestre. Nessas horas, é melhor usar o parâmetro da densidade, que é dada pela massa dividida pelo volume. Nesse sentido, podemos dizer que o mundo recém-descoberto é cerca de duas vezes mais denso que o nosso — provavelmente com um núcleo metálico mais avantajado que o da Terra.
De toda forma, em todas as faixas de massa estimadas, o planeta seria rochoso (planetas gasosos têm densidade muito menor) e estaria numa posição do sistema que, em tese, permitiria a presença de água em estado líquido na superfície. Com efeito, em sua órbita, LHS 1140b recebe cerca de metade da radiação que o Sol nos dá — um pouquinho mais do que Marte recebe no Sistema Solar.
E o mais interessante: “Porque LHS 1140 é próxima, telescópios atualmente em construção podem ser capazes de procurar gases atmosféricos específicos no futuro”, escrevem os autores liderados por Jason Dittmann, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, em seu artigo na “Nature”.
Com isso, o planeta LHS 1140b se junta aos mundos do sistema Trappist-1 na lista de alvos preferenciais para o Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado pela Nasa em 2018, assim como para os telescópios de solo de próxima geração, que devem começar a operar na próxima década.
A ideia é que esses futuros equipamentos, mais sensíveis, possam observar a estrela no momento em que o planeta passar à frente dela. Com isso, parte da luz atravessaria a borda da atmosfera planetária, carregando consigo uma “assinatura” dos gases presentes.

13.134-Emirados Árabes querem ir a Marte e construir uma ‘Dubai’ por lá até 2117


dubai-em-marte
Os Emirados Árabes, que já ergueram o prédio mais alto do mundo, com 163 andares, estão mirando um bocadinho mais alto: Marte.
O país já havia anunciado que tinha planos de enviar uma missão não tripulada ao planeta vermelho em 2021, coincidindo com o aniversário de 50 anos da união entre os ricos principados do Golfo.
Mas, no último mês, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, premiê dos Emirados, adicionou um outro objetivo ao programa espacial: construir uma cidade em Marte em 2117, daqui a um século.
São metas ousadas, como foi também o rápido desenvolvimento de Dubai e Abu Dhabi a partir dos anos 1970, em uma região desértica.
Os Emirados planejam também erguer uma cidade climatizada no Golfo, uma região cuja sensação térmica pode passar dos 50º C.
Há dúvidas sobre a viabilidade da viagem a Marte. Não há detalhes técnicos de como essas missões seriam feitas. Mas o importante, como no clichê, não é a chegada, mas a viagem em si, diz à Folha Mohammed al-Ahbabi, diretor-geral da agência espacial dos Emirados Árabes.
“Esse não é um projeto sobre o destino final, mas sobre ampliar os nossos conhecimentos e incentivar os nossos jovens”, afirma Ahbabi.
A agência espacial, criada em 2014, regula um dos setores industriais escolhidos pelo governo dos Emirados para impulsionar sua economia quando o petróleo –hoje seu principal recurso– secar.
Mas, quando esse dia chegar, também terão secado os fundos soberanos que por ora gestionam as rendas milionárias do petróleo.
O país investiu quase R$ 20 bilhões em seu programa espacial nas últimas duas décadas, incluindo o desenvolvimento de tecnologias de comunicação. Os Emirados devem lançar um satélite neste ano para a cobertura da América Latina e, em especial, do Brasil.
Os investimentos no setor espacial podem também, diz, transformar a reputação dos Emirados, hoje lembrados pela indústria petroquímica, mas não como um expoente para outras tecnologias.
Uma das metas da agência é portanto, segundo Ahbabi, incentivar jovens a pensar em carreiras que não estejam apenas ligadas ao petróleo.
Um sintoma da urgência desse objetivo foi a dificuldade que a agência encontrou para recrutar 200 jovens para a missão a Marte. Faltavam engenheiros qualificados.
A média de idade dos membros é de 33 anos. Um terço deles são mulheres.
Os recrutas são enviados para estudar em outros países, em parcerias científicas, e os Emirados criaram também três centros de pesquisa espacial nos últimos anos.

NASA E SPACEX
Elon Musk, dono e projetista-chefe da SpaceX, apresentou no ano passado o que seria o objetivo maior da empresa: promover a colonização de Marte. E disse que uma passagem para o planeta vermelho teria de custar pelo menos US$ 200 mil. para viabilizar o plano.
Já o projeto Journey to Mars da Nasa está congelado. A ideia era mandar uma missão tripulada ao planeta por volta de 2030, mas os programas espaciais estão mudando a chave e se concentrando em reavivar a exploração lunar.

12.879 – O espaço pode ser a próxima internet?


espaço negocios
Essa ideia aparentemente sem sentido foi explicada por Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, uma empresa que compete com a SpaceX pela evolução da exploração espacial. A ideia é habilitar uma nova era de empreendedorismo espacial, como foi possível com os primórdios da internet no planeta.
Bezos conta que seu objetivo é criar uma infraestrutura para o espaço similar à que a Amazon pode aproveitar em 1995, com o começo da internet. “Dois garotos em uma universidade podem reinventar uma indústria, mas dois garotos em uma universidade não podem fazer nada de interessante no espaço”, ele explica, fazendo referência à facilidade com que a internet revolucionou mercados inteiros, e como isso não existe para a exploração espacial.
Para mudar isso, a grande meta é tornar a ida ao espaço mais acessível, e uma parte importantíssima deste processo é reduzir o custo permitindo o reaproveitamento dos foguetes que sempre foram destruídos após um uso. Tornar esta viagem mais barata é o foco do que SpaceX e Blue Origin se propõem a fazer, permitindo colocar grandes objetos em órbita com um custo mais baixo.

O executivo afirma que estas restrições de custos impõem restrições sérias a qualquer tipo de espírito empreendedor, ao contrário da liberdade oferecida pela internet. Bezos lembra que, na época da fundação, a Amazon era ele e mais dez pessoas empacotando livros e dirigindo até o posto de correio próximo para entregar os pacotes. “Nós tínhamos uma infraestrutura para fazer o trabalho pesado. Por exemplo, tínhamos uma rede gigantescas que era o Serviço Postal dos Estados Unidos; a internet em si funcionava sobre a rede de chamadas de longa distância”, conta ele, reafirmando que não há nada parecido para realizar negócios que envolvam o espaço.
“Sempre que você encontra uma forma de oferecer ferramentas e serviços que permitam a outras pessoas exercitarem sua criatividade, você está no caminho certo. Eu acho que o espaço está perto de entrar em sua era dourada”, conclui ele, revelando o seu sonho de criar esta infraestrutura espacial.

12.867 – Boeing pretende chegar a Marte antes da SpaceX


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Durante um evento em Chicago na última terça-feira (4 de outubro), o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, disse acreditar que sua empresa conseguirá levar humanos a Marte antes mesmo da SpaceX. Recentemente, a SpaceX mostrou o seu projeto Interplanetary Transport System (ITS), que pretende começar a fazer viagens tripuladas até o planeta vermelho em 2024.
“Estou convencido de que a primeira pessoa a pisar em Marte chegará até lá em um foguete da Boeing”, disse Muilenburg. A fala do CEO da Boeing durante o evento.
A Boeing foi a empresa responsável pelo foguete Saturn V, que foi utilizado pelos Estados Unidos durante a corrida espacial da década de 60 para levar humanos até a Lua. Tanto ela quanto a SpaceX são as primeiras empresas privadas que a NASA contratou para levar cargas até a Estação Espacial Internacional.
No momento, a SpaceX está realizando testes com o foguete Raptor, que deverá ser usado para mover o ITS. A Boeing, por sua vez, está desenvolvendo em parceria com a NASA um foguete semelhante chamado de Space Launch System, que também terá o objetivo de mover espaçonaves destinadas a Marte.

Aviões hipersônicos
Voar até Marte nao foi o único plano ambicioso da Boeing sobre o qual Muilenburg falou no evento. De acordo com a Bloomberg, o CEO da Boeing também tem planos para criar aviões hipersônicos, que seriam capazes de voar em velocidades até três vezes maiores que a velocidade do som – ou seja, viajar a mais de 3702 quilômetros por hora.
Com essa velocidade, esses aviões poderiam, por exemplo, ir de São Paulo a Nova York em pouco mais de duas horas. Uma viagem de São Paulo a Tóquio, por sua vez, poderia ser feita de uma vez só em cerca de seis horas.

Entre o céu e o espaço
Muilenburg também vê oportunidades comerciais entre esses dois extremos. Ele vê o turismo espacial “florescendo ao longo das próximas duas décadas e virando um mercado comercial viável”. Por isso, ele acredita que, ao lado da Estação Espacial Internacional, poderão ser construídos hotéis espaciais nos quais os hóspedes poderão curtir a microgravidade.
Para chegar até lá, as pessoas usariam foguetes e espaçonaves da Boeing. Além disso, o CEO da empresa também acredita que universidades e centros de pesquisa também poderiam se interessar pela criação de laboratórios em microgravidade, que ofereceriam vantagens e novas possibilidades de investigação para algumas áreas da ciência.

Resposta da SpaceX
“Acho que na verdade é bem melhor para o mundo se houver múltiplas companhias ou organizações construindo essas espaçonaves interplanetárias. Quanto mais, melhor. Acho que qualquer coisa que melhore a probabilidade [de se chegar a Marte] no futuro é boa. E então múltiplas empresas fazendo isso seria ótimo, eu acho. Eu quis descrever a arquitetura [do ITS] na esperança de que isso incentivaria empresas e organizações no mundo todo a fazer algo do tipo”.
A SpaceX disse que pretende começar a fazer voos tripulados até Marte em 2024; a Boeing, por sua vez, imagina que suas primeiras viagens até lá comecem na década de 2030 – revelando certa desconfiança dos planos de Musk. De qualquer maneira, ainda há um longo caminho até que o turismo ao planeta vermelho se torne economicamente viável.

12.839 – Projeto Genesis: cientistas querem levar vida a outros planetas e acelerar a evolução


genesis
Nos últimos anos, graças ao rápido avanço tecnológico, foram observados centenas de planetas com características parecidas à da Terra em nossa galáxia.
Claudio Gros, diretor do Instituto de Física Teórica da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, acredita que é possível levar vida a um desses planetas e acelerar seu processo evolutivo.
O projeto foi denominado Genesis, já que, se virar realidade, transformaria os seres humanos em uma espécie de deuses criadores. Os astrofísicos acreditam que será possível implementar a missão em poucas décadas, utilizando microssondas não tripuladas e capazes de viajar em alta velocidade.
Uma vez aterrissadas, as astronaves semeariam uma seleção de organismos unicelulares no planeta eleito, para fazer o ecossistema evoluir até se tornar habitável.
Gros explica: “Dessa maneira, poderemos saltar os aproximadamente 4 bilhões de anos que foram necessários na Terra para chegar à etapa de desenvolvimento do pré-cambriano, a partir do qual o mundo animal se desenvolveu há 500 milhões de anos”.
Os cientistas afirmam que os habitantes da Terra não poderão tirar nenhum benefício direto do projeto, já que o tempo estimado entre o início da vida unicelular até um planeta se tornar habitável é de quase 100 milhões de anos. No entanto, eles consideram que poderia ser uma maneira de “dar algo de volta à vida”.

12.789 -NASA encontra vulcão que expele água e sal no planeta anão Ceres


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Um vulcão de água gelada com metade do tamanho do Everest. Parece umaatração de parque aquático, mas é a nova arma do asteroide Ceres para ganhar alcançar a fama. A descoberta feita pela equipe de Ottaviano Ruesch, da NASA, foi publicada na Science.
Descoberto no século 19, o irmão de Plutão foi inicialmente alçado ao título de provável décimo planeta do Sistema Solar, mas as definições de planeta anão foram atualizadas, e Ceres acabou rebaixado à mesma categoria do ex-nono planeta.
Para os parâmetros de sua vizinhança, porém, Ceres é bem nutrido: um terço de toda a massa do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter corresponde a ele. Não bastasse o tamanho razoável, ele ainda prega peças nos observadores. Já foram registradas crateras que desapareceram de sua superfície sem deixar vestígios e inexplicáveis manchas brilhantes.
Sua nova carta na manga é o vulcão Ahuna Mons, que, em vez de lava, expele água e sal. Isso mesmo, uma ótima ideia para colocar um pouco de macarrão na mistura e improvisar um jantar cósmico. O nome do vulcão é criovulcão, ou vulcão gelado.
Ninguém o viu em atividade, mas há bons motivos para acreditar que ele estaja ativo, sim: não há atividade tectônica no planeta anão, o que excluí a possibilidade de que uma elevação geográfica tenha se formado pelos mesmos processos que deram origem às cordilheiras terráqueas. E foi possível verificar que a erosão não é significativa. “O único processo que pode formar uma montanha isolada é o vulcanismo”, explicou Rausch ao Business Insider.
Essa é a mais clara evidência de um vulcão gelado já encontrada. E a existência dessa bizarrice cósmica pode revelar detalhes fascinantes das características químicas e geológicas do astro. “Nós haviamos visto pistas de atividade criovulcânica no passado, mas não tínhamos certeza. Essa é uma descoberta importante que restringe as formas como Ceres pode ter se desenvolvido”, afirmou Ruesch ao veículo americano. “A montanha na superfície nos conta o que está acontecendo em seu interior.”
Entre outras possíveis implicações da descoberta, a presença de sal diminui a temperatura de solidificação da água, o que pode explicar a características que resultam da circulação de fluidos mesmo em temperaturas tão baixas (a mínima, por lá, é -106ºC, e a máxima, -34º).

12.731 – Americanos vão voltar à Lua ano que vem. Mas não é a Nasa


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Como vimos numa matéria anterior, (12.725); o governo americano acaba de autorizar a primeira missão privada a sair da órbita terrestre. A companhia Moon Express ganhou autorização para mandar um robô para a Lua ano que vem.
A empresa teve que passar por uma batalha burocrática que envolveu várias agências governamentais, como o Departamento de Estado, a Agência Nacional de Segurança (a famosa NSA dos grampos), a Administração Federal de Avião e, claro, a Nasa.
A iniciativa começou em 2010, por três empresários do Vale do Silício: Naveen Jain, Barney Pell e Robert D. Richards. Em 2014, eles testaram com a Nasa, no Centro Espacial Kennedy, seu MTV-1X, o módulo lunar. A geringonça tem o tamanho de uma mesa de centro e lembra um disco voador (ou um pneu, para quem não é ligado em sci-fi).
O foguete que irá levar a sonda é o Electron, da Rocket Labs. Com 16 metros de comprimento e dois estágios, a um módico custo de 4,9 milhões de dólares, é um teco-teco perto do colossal Saturno V, que conduziu as missões Apollo – o maior foguete da história, com 111 metros. Mas a Rocket Labs garante que chega lá.
Se chegar, eles levam o Google Lunar X PRIZE, uma boladinha de 20 milhões que mal deve cobrir as despesas, se tanto. Mas o plano é dar largada à exploração comercial do espaço além da órbita terrestre. “Agora estamos livres para velejar como exploradores para o oitavo continente da Terra, a Lua”, afirma o CEO Bob Richards. “Procurando novo conhecimento e recursos para expandir a esfera econômica da Terra para benefício de toda a humanidade.” Aliás, antes mesmo de conseguirem a autorização para os voos, eles já tinham autorização para conduzir atividades de mineração no espaço, o que foi aprovado no congresso americano.
O futuro do espaço já está nas mãos das empresas, com a Nasa privatizando seus lançamentos desde 2008. Por mais excitante que tenha sido, a primeira era da exploração espacial foi uma manobra de publicidade entre duas superpotências. Assim que os States ganharam a Corrida Espacial com a Apollo 11, o público dormiu: o lançamento da última Apollo, a 17, em 1972, perdeu em audiência para reprises de I Love Lucy.
O caminho do espaço agora é o caminho do dinheiro, mais para Han Solo que Capitão Kirk. Ou, para manter os pés na Terra, mais para Cristóvão Colombo que Neil Armstrong.

12.610 – Colonização de Planetas – As opções mais habitáveis do Sistema Solar


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Sim, se fôssemos sair da Terra, qual seria o melhor lugar para se viver no nosso Sistema Solar? Nenhuma das opções é tão habitável quanto o nosso planeta, mas elas têm a vantagem de ainda não terem sido estragadas pela humanidade. Então é uma questão de pesar risco e benefícios.
Marte
Tem sido a opção número 1 por ser um planeta razoavelmente parecido com a Terra em relação a gravidade, e o fato de ser perto permite uma viagem de até 9 meses. Conta com água sólida nos polos e líquida abaixo do solo, e Sol o bastante para aproveitar energia solar. Não há muita atmosfera, mas ela existe, bloqueando um pouco da radiação solar.
A parte ruim: A vida deve ser restrita a ambientes fechados, porque a atmosfera marciana é extremamente rarefeita, fazendo com que a água evapore em temperaturas muito baixas (menos do que a temperatura do corpo humano). Isso significa que a água no corpo de uma pessoa exposta iria evaporar em pouco tempo, causando uma morte horrível. A radiação ainda é forte demais para uma vida saudável.

Lua
É a opção mais próxima. É possível chegar lá com poucos dias de viagem, tornando a Lua a alternativa mais fácil para aquela fuga rápida do planeta Terra. Também existe a crença de que existe água congelada nos polos, minérios, e Hélio-3, que seria uma boa fonte de energia radioativa.
A parte ruim: sem atmosfera, a Lua é bombardeada por radiação solar. A poeira lunar também se provou um problema sério nas viagens das espaçonaves Apollo. Além disso, há o fato de que, se você realmente quer sumir da Terra, a Lua pode ser perto demais.

Vênus
Em vez de ir para o quarto planeta do Sistema Solar, que tal ir para o segundo? Vênus tem atmosfera, ao contrário de Marte e da Lua. No entanto, a pressão do ar em Vênus em sua superfície é esmagadora (equivalente a quase 1 km de profundidade nos oceanos terrestres), e o calor é insuportável (460° Celsius). No entanto, a NASA já estuda alternativas viáveis que incluem criar cidades voadoras em Vênus, a 50 quilômetros da superfície; nesta altitude, as temperaturas variam entre 0°C e 50°C e a pressão atmosférica é próxima da terrestre.
A parte ruim: se a ideia de viver para sempre em um balão não agrada, o fato de as chuvas serem formadas por ácido sulfúrico, que é fortíssimo e altamente corrosivo, também não é muito atraente. Além disso, o fornecimento de água e metais seria complexa, devido à espessa atmosfera do planeta, dificultando o lançamento e pouso das naves.

Titan
Esta lua de Saturno tem uma vantagem muito clara: energia aos montes. Ela possui oceanos inteiro de metano puro, que é um gás altamente inflamável, mas lá está em estado líquido. A pressão atmosférica é próxima à da Terra (1,4 vezes a pressão), tornando desnecessário o uso de uma roupa pressurizada (mas ainda seria necessário usar uma máscara para respirar). Há nitrogênio e amônia na atmosfera que poderiam ser usadas para fertilizar hortas em estufas e pode haver água sob a superfície. A atmosfera também é espessa o bastante para filtrar a radiação solar.
A parte ruim: Bom, a lua está perto de Saturno, que é muito longe do Sol. O resultado disso é que a temperatura média em Titan é de -180° Celsius. Além disso, a distância em relação à Terra significa que a viagem até lá demoraria vários anos com os sistemas de propulsão atuais.

Callisto
Júpiter tem várias luas, e Europa é a mais famosa, sempre lembrada quando falamos em chances de vida extraterrestre. No entanto, Callisto é interessante por vários motivos. O fato de estar mais distante de Júpiter significa que recebe menos radiação do gigante gasoso. Além disso, já foi observado gelo na superfície da lua, e tudo indica que haja um oceano salgado a uma profundidade entre 50 e 200 quilômetros. A própria NASA já começou a estudar a possibilidade de enviar humanos a Callisto pela sua estabilidade geológica e a possibilidade de transformar o gelo da superfície em propulsor de foguetes.
A parte ruim: também é longe para chuchu da Terra, dependendo de uma viagem de vários anos. A atmosfera também é fina, gerando problemas como na Lua da Terra e Marte. A radiação que recebe de Júpiter é menor do que outras luas jupterianas, mas ainda é maior do que Titan, por exemplo. Além disso, Callisto recebe apenas 4% da luz solar que a Terra recebe, dificultando bastante a captação de energia.

12.313 – Espaço – Em 10 anos você pode morar na Lua (?)


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Em agosto de 2014, alguns dos cientistas e astrônomos mais importantes do mundo se reuniram para desenvolver formas baratas e eficazes para construir uma base na Lua capaz de abrigar humanos. Entre eles, estavam o astrobiólogo Chris McKay, da NASA , George Church e Peter Diamandis, da X Prize Foundation. Mas o resultado desse encontro só foi divulgado hoje e é uma ótima notícia para quem quer se mudar deste planeta o quanto antes: uma estação habitada na Lua pode ser criada em breve e sem quebrar os cofres.
A previsão para que essa utopia espacial se torne realidade é bastante imediata. De acordo com as informações publicadas pela revista New Space, poderíamos montar uma pequena estação lunar até 2022 com 10 bilhões de dólares ou menos – o programa Apollo, que levou o homem à Lua pela primeira vez custou o equivalente a 150 bilhões de dólares.
A explicação para o orçamento modesto e o prazo curto não tem nada de outro planeta. Novas tecnologias como impressoras 3D, robôs, carros autônomos (que se dirigem sozinhos) e privadas recicladoras serão alternativas baratas e extremamente úteis nessa migração lunática.
Guardadas as devidas proporções, o homem sabe como sobreviver na Lua, aprendizado da vivência na Estação Espacial Internacional. Os cientistas já desenvolveram suplementos alimentares complexos, mecanismos capazes de reciclar água no espaço e sistemas para equilibrar os níveis de oxigênio e dióxido de carbono.
A realidade virtual, por exemplo, seria útil para ajudar nos esforços de planejamento, desenvolvimento de cenários operacionais, testes de ambientação e treinamento de pessoal. As impressoras 3D são outra tecnologia que tem espaço garantido na maquete lunar: elas podem fabricar peças para foguetes, substituir componentes quebrados e diminuir os custos de lançamento.

Bilhetes para a Lua na classe executiva
Ao contrário do que geralmente acontece nas migrações terrestres, o ideal seria ocupar a Lua pouco a pouco e em pequenos grupos para passar estadias curtas. Com o passar do tempo (e dos avanços tecnológicos), as missões passariam períodos mais longos por lá, assim como ocorre com a Estação Especial Internacional.
Nos planos mais ambiciosos, a estação da Lua poderia evoluir para um complexo espacial cheio de soluções multiuso. Alguns pensam nessa estação povoada por centenas de famílias, outros a imaginam como base científica ou até mesmo turística.

A Lua como trampolim para Marte
Mas a NASA não está interessada em enviar outros homens à Lua, a concentração agora é para chegar a Marte em 2030. “Para mim, a Lua é tão sem graça quanto uma bola de concreto. Mas não teremos uma base de pesquisa em Marte se não fizermos isso primeiro na Lua”, afirma Chris Mckay.
Construir uma estação na Lua seria um teste para Marte. Uma valiosa oportunidade de testar sistemas de propulsão, adaptação, comunicações e formas de sobrevivência para os astronautas, com a diferença do tempo de viagem: 9 meses de distância contra apenas alguns dias até a Lua.
O grande impasse para o sonho da casa própria na Lua é a NASA, que só vai se dar ao luxo de escolher um dos destinos, ou a Lua ou Marte. Se McKay e seus colegas estiverem certos, nós podemos ir aos dois – mas antes precisamos incluir robôs e impressoras 3D na bagagem.

12.068 – Cientistas descobrem ‘perto’ da Terra planeta potencialmente habitável


planeta habitavel
Cientistas australianos identificaram um exoplaneta potencialmente habitável a 14 anos-luz da Terra –distância relativamente curta no espaço.
Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul descobriram que o planeta, que tem mais de quatro vezes a massa da Terra, é um dos três que orbitam a estrela-anã Wolf 1061.
“É uma descoberta particularmente animadora pois todos os três planetas têm uma massa baixa o bastante para serem potencialmente rochosos e de superfície sólida. E o planeta do meio, Wolf 1061c, está na zona (chamada de) ‘Cachinhos Dourados’, onde pode ser viável a existência de água em estado líquido –e talvez até vida”, afirmou um dos autores do estudo, Duncan Wright.
A estrela-anã Wolf 1061, que os três planetas descobertos orbitam, é relativamente fria e estável. Os planetas têm orbitas de 5, 18 e 67 dias. As massas são pelo menos 1,4;, 4,3; e 5,2 vezes a da Terra, respectivamente.
O planeta maior fica de fora do limite da área habitável e provavelmente também é rochoso, enquanto que o planeta menor está perto demais da estrela para ser habitável.
Anunciado em fevereiro de 2012, o Gliese 667Cc é outro planeta da classe super-Terra, uma classe de planetas com o tamanho entre os de planetas rochosos como Terra e Marte e os gigantes gasosos Júpiter e Saturno.
O Gliese 667Cc tem cerca de 4,5 vezes a massa da Terra, demora 28 dias para completar a órbita em volta de sua estrela e está a 22 anos-luz.
Pequenos planetas rochosos são abundantes em nossa galáxia, e sistemas com muitos planetas também parecem ser comuns. No entanto, a maioria dos exoplanetas rochosos descobertos até agora estão a centenas –ou até milhares– de anos-luz.

ATMOSFERA
Wittenmyer afirmou que a equipe de cientistas só poderá analisar a atmosfera do planeta quando ele passar em frente à estrela.
“Vamos usar nosso telescópio Minerva para procurar por trânsitos em fevereiro, quando a estrela poderá ser observada de novo. Se (o planeta) transitar (em frente à estrela) será a melhor chance, pois (o sistema) está tão perto (da Terra).”
O cientista afirma que, caso eles consigam observar o planeta em trânsito em frente à estrela Wolf 1061, eles poderão medir seu raio, densidade e atmosfera.
A equipe da Universidade de Nova Gales do Sul conseguiu fazer a descoberta observando a estrela-anã com instrumentos específicos do Observatório Europeu do Sul em La Silla, no Chile.
“Nossa equipe desenvolveu uma nova técnica que melhora a análise de dados deste instrumento preciso, construído para a caça de planetas, e nós estudamos mais de uma década de observações da Wolf 1061”, disse o professor Chris Tinney, chefe do setor de Ciência Exoplanetária da universidade australiana.

11.268 – Espaço – Como impedir uma invasão alienígena?


invasão alienígena

Se viajar entre as estrelas está entre as possibilidades para o futuro da humanidade e há pelo menos algumas outras civilizações avançadas lá fora, o dois mais dois leva a uma inevitável conclusão: certamente há ETs por aí que já adquiriram a capacidade para nos visitar.
Quem disse que os ETs não virão até aqui para acabar com a gente, à la Independence Day?
Os entusiastas da busca por vida extraterrestre (conhecida pela sigla Seti) sempre dizem que isso não faria sentido para uma civilização – ir até um planeta vizinho simplesmente para brigar. Mas nem todo mundo pensa assim. O astrônomo Travis Taylor e o químico aeroespacial Bob Boan ousaram dar o primeiro passo na direção contrária ao escrever o livro An Introduction to Planetary Defense (“Uma Introdução à Defesa Planetária”). Trata-se de um esboço de manual de instruções para repelir uma eventual invasão alienígena.
Especulando que os recursos da Terra poderiam ser valiosos a uma outra civilização, e apostando que há pelo menos algumas civilizações na Via Láctea mais avançadas que nós, a dupla sugere que nos preparemos – e para já – contra uma potencial invasão. Portanto, saiba aqui como devemos fazer para nos defender dessa improvável, mas assustadora, possibilidade.

Seja discreto
Para evitar uma invasão, o primeiro passo é evitar ser descoberto. Com esse fim, deveríamos parar de transmitir sinais para o espaço a torto e a direito (abdicando das comunicações por satélite) e focarmos nossas telecomunicações em cabeamento físico. Transmissões capazes de ser detectadas por ETs já são feitas desde os anos 30.

Resposta à altura
No caso de uma hipotética invasão, estaremos enfrentando uma força superior, vinda de fora. Mas seremos mais numerosos. Para fazer uso disso, entretanto, precisaremos unir forças e ter um plano de reação elaborado antes mesmo que a invasão ocorra. Essa estratégia deve ser projetada contemplando coordenação de tantos países quanto for possível.

Confie e desconfie
Um ET desce em Nova York e decide bater um papo com o pessoal da ONU. E aí? Recebemos o homenzinho verde de braços abertos? Nã-nã-ni-nã-não. Não podemos ouvir tudo que ele tem a dizer sem desconfiar de intenções ocultas. Mesmo que ele ofereça a cura para o câncer ou alguma outra coisa muito valiosa. Para Taylor e Boan, há 4 tipos possíveis de civilizações, e não há razão lógica, no momento, para acreditar que algum desses tipos exista em maior número que os demais. Segundo a dupla, é fundamental que prestemos atenção a todos os movimentos do recém-chegado ET, a fim de categorizá-lo o mais rápido possível e preparar a resposta apropriada. E tomar cuidado com os que se venderem, de cara, como bonzinhos – pode ser um truque para nos pegar com as calças arriadas.

Traços mais comuns em extraterrestres

Benevolente:
Os bonzinhos que viriam para nos ensinar a curar o câncer.

Neutro:
Eles vêm, observam, interagem, mas não interferem conosco.

Pesquisador:
Eles vêm saber em que pé nós estamos. No fim, podem se converter em alguma das outras 3 categorias.

Hostil:
Eles vêm para o pau mesmo, e a gente que se lasque.

Tenha bombas atômicas sempre à mão
Caso tenhamos mesmo que ir para o pau com um ET, das armas de destruição em massa conhecidas, as biológicas e químicas seriam de pouco uso; nós sabemos o estrago que elas fazem em humanos, mas será que fariam algum mal a uma criatura de outro planeta? Provavelmente, a única arma realmente potente que teremos diante dos alienígenas será a boa e velha bomba atômica. Por isso, nada de desarmamento! Temos é de fabricar mais e mais bombas.

Aprenda com os terroristas
Humanos atacando alienígenas com tecnologia vastamente mais poderosa terão de agir de forma não muito diferente da usada pelos terroristas dos tempos atuais. Se a trupe de Osama bin Laden tentasse confrontar o Exército americano, por exemplo, tomaria uma surra. Mas, travando pequenos conflitos de surpresa, com táticas de guerrilha, o estrago passa a ser muito maior. Taylor e Boan acreditam que não haverá estratégia melhor para tentar repelir os ETs, ou, no mínimo, transformar a vida de nossos conquistadores num verdadeiro inferno na Terra.

11.224 – Nasa descobre auroras intensas e enigmática nuvem de pó em Marte


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A sonda espacial MAVEN, que analisa a atmosfera superior do planeta Marte, detectou dois fenômenos insólitos: auroras intensas e uma nuvem de pó a grande altitude da qual se desconhece a origem.
A presença de pó em altitudes orbitais de entre 93 e 190 milhas (150 e 300 quilômetros) é “inesperada”, segundo explicou a agência espacial americana em uma nota.
“Se o pó se origina na atmosfera, isto sugere que desconhecemos um processo fundamental na atmosfera marciana”, afirmou a pesquisadora Laia Andersson, da Universidade do Colorado em Boulder.
O enigma deixado pelas nuvens de pó detectadas na terça-feira é que estão tão altas que nenhum processo atmosférico conhecido nesse planeta poderia produzi-las.
Por outro lado, o mais surpreendente da aurora detectada por MAVEN é a profundidade da atmosfera na qual ocorre, “muito maior que na Terra ou em qualquer outro lugar de Marte”, declarou Arnaud Stiepen, da Universidade do Colorado.
“Os elétrons produzidos devem ser realmente energéticos”, acrescentou.
No mundo científico estas auroras foram batizadas como “As luzes de Natal”, porque MAVEN as descobriu cinco dias antes do último dia 25 de dezembro.
A sonda MAVEN foi lançada em 18 de novembro de 2013 para resolver o mistério de como o planeta vermelho perdeu a maior parte de sua atmosfera e de sua massa de água.
O engenho espacial chegou a Marte no último dia 21 de setembro e deve completar uma missão de um ano.

11.208 – Surpresinha em Ganimedes – há um oceano gigante na maior lua do Sistema Solar


ganimedes

Pesquisadores acabam de publicar um estudo no Journal of Geophysical Research: Space Physics em que provariam a existência de um oceano gigante sob a crosta de Ganímedes, uma das luas de Júpiter.
O maior satélite do Sistema Solar teria mais água do que todos os oceanos da Terra.
Os cientistas baseiam suas conclusões pela superfície lisa e gelada da lua, obtidas através da sonda Galileo e pelo telescópio Hubble. Dados sobre a interação com o campo magnético de Júpiter também indicariam a presença de um oceano salgado cerca de 330 km abaixo da superfície.
Agora Ganímedes se junta à Europa, Titã e Encélado (as duas últimas luas sendo de Saturno), como os satélites em que sabemos que existem oceanos.
Ceres, um planeta-anão atualmente analisado pela sonda Dawn, também pode ter um oceano subterrâneo.