13.280 – Missão da NASA que “tocará o Sol” faz homenagem a astrofísico lendário


sol
Em anúncio realizado, diretores da NASA decidiram batizar a primeira missão que explorará mais detalhes do Sol com o nome do astrofísico Eugene Parker, responsável pelos primeiros estudos sobre como os campos magnéticos e partículas solares influenciam os planetas do Sistema Solar. O evento organizado pela agência espacial norte-americana aconteceu no auditório da Universidade de Chicago, onde Parker é professor emérito do Departamento de Astronomia e Física.
Thomas Zurbuchen, um dos diretores da NASA, afirmou que essa é a primeira vez que a agência batiza uma missão com o nome de alguém que ainda está vivo – Parker, que iniciou seu estudo sobre o Sol na década de 1950, completará 90 anos de idade no próximo dia 10 de junho.
Em 1958, o astrofísico publicou um artigo com as primeiras investigações a respeito de um fenônemo que ficaria conhecido como vento solar: em sua pesquisa, Parker estudou o comportamento da emissão de partículas e de eletromagnetismo que “escapa” da coroa solar, região conhecida como a “atmosfera externa” do Sol, onde as temperaturas são superiores à própria superfície solar. Ao longo de seu trabalho, o cientista analisou a interação da expansão da coroa solar e de sua relação com os planetas.
Na missão planejada pela NASA, a nave que será desenvolvida precisará lidar com temperaturas altíssimas e radiação em um nível que nenhuma outra precisou lidar. A ideia é que ela traga informações que nos ajudem a prever tempestades solares e a revelar os segredos da nossa estrela mais próxima.
A pequena nave treinará na órbita de Vênus por sete anos antes de ficar a seis milhões de quilômetros da superfície do Sol. Parece meio longe, mas é o suficiente para rastrear os campos magnéticos e analisar algumas partículas solares sem derreter por completo. A missão será lançada em 2018.

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13.249 – Em Marte Cedo ou Tarde – Astronomia: O plano da Nasa para ir a Marte


missão Mar te
Durante o evento Humans to Mars 2017, realizado em Washington, a Nasa apresentou dados concretos sobre seu plano para levar astronautas a Marte na década de 2030.

FASE ZERO
O plano foi dividido em quatro fases e, no momento, estamos, adivinhe, na fase zero. Essa “pré-etapa” envolve testar tecnologias a bordo da Estação Espacial Internacional, que orbita a meros 400 km da superfície da Terra.

FASE UM
A primeira etapa para valer começa a partir de 2021 e se estende por quatro voos do megafoguete SLS, que deve realizar seu primeiro voo-teste em 2019. Cada uma dessas missões levará uma cápsula Orion com quatro astronautas às imediações da Lua, além de um módulo para a construção de uma estação que terá a função de servir como “porto espacial”. A Nasa está chamando essa nova estação de Deep Space Gateway e espera que ela esteja pronta ao redor de 2026.
FASE DOIS
O Gateway poderá apoiar exploração lunar — controlando robôs remotamente e mesmo sendo usado como ponto de partida para missões tripuladas ao solo –, mas sua principal função será servir como porto para o Deep Space Transport, o veículo interplanetário que deve transportar humanos até Marte. A segunda fase envolve uma missão tripulada de um ano com esse veículo nas imediações da Lua — um voo de teste dos sistemas –, em 2028.

FASE TRÊS
Confirmado o sucesso da nave interplanetária em manter uma tripulação viva e bem por um período de tempo longo, chega a hora do primeiro voo até Marte. Ele deve acontecer ao redor de 2033 e, entre ida e volta, consumir cerca de mil dias — quase três anos.

FASE QUATRO
Finalmente, chega o ponto em que pousaremos em Marte. Ainda não há arquitetura fechada para essa etapa final, exceto pelo fato de que ela envolverá, além da nave interplanetária, um módulo de pouso e ascensão marciano. Mas, para tudo isso acontecer, a Nasa espera conseguir parceiros internacionais que contribuam elementos tanto para o Gateway como para as missões marcianas.

 

13.202 – Mais uma superterra na lista dos alvos para a busca por vida fora do Sistema Solar


Um grupo internacional de cientistas anunciou a descoberta de um mundo rochoso, maior que a Terra, orbitando na zona habitável de sua estrela a cerca de 40 anos-luz daqui. O que deixa os pesquisadores empolgados é que sua modesta distância, a exemplo do sistema recém-descoberto Trappist-1, permitirá a busca de sinais de vida por lá nos próximos anos.
A pequena LHS 1140, localizada na constelação austral da Baleia, é uma anã vermelha, com cerca de 15% da massa do nosso Sol. Trata-se de uma estrela já madura, com mais de 5 bilhões de anos, e agora os astrônomos descobriram que ela tem um planeta com diâmetro 40% maior que o da Terra — uma “superterra”, no jargão dos cientistas — que completa uma volta em torno de sua estrela a cada 25 dias.
A descoberta original foi feita com a rede de telescópios MEarth, destinada justamente a buscar planetas similares ao nosso em torno de anãs vermelhas próximas. São dois conjuntos de quatro telescópios de 40 cm de abertura, um instalado no Arizona, no hemisfério Norte, e outro no Chile, no hemisfério Sul. Com isso, os astrônomos têm acesso a 100% da abóbada celeste para as buscas.
Os telescópios fazem descobertas medindo a pequena redução de brilho causada pela passagem de um planeta à frente de sua estrela-mãe, o famoso método dos trânsitos. A técnica é boa para fornecer o diâmetro planetário, mas em geral não permite estimar a massa.

No caso de LHS 1140b, contudo, os astrônomos solicitaram uma bateria de observações com o Harps, um espectrógrafo instalado no telescópio de La Silla, do ESO, também no Chile. É um instrumento que permite medir o bamboleio gravitacional da estrela conforme ela é atraída suavemente, para lá e para cá, por planetas girando ao seu redor. O método é complementar e permite estimar a massa dos planetas, mas não seu diâmetro. Após 144 medidas precisas da chamada “velocidade radial” da estrela (termo técnico para o “bamboleio”), os cientistas puderam estimar que o planeta tem cerca de 6,6 vezes a massa da Terra (com uma margem de erro significativa de 1,8 massa terrestre).
Pode parecer um número enorme, mas lembre-se de que essa massa toda também se distribui por um volume bem maior, porque o diâmetro do planeta é 40% maior que o nosso. Calculando o volume interno de LHS 1140b (lembra da fórmula das aulas de geometria? V=4/3.π.r3), dá cerca de três vezes o terrestre. Nessas horas, é melhor usar o parâmetro da densidade, que é dada pela massa dividida pelo volume. Nesse sentido, podemos dizer que o mundo recém-descoberto é cerca de duas vezes mais denso que o nosso — provavelmente com um núcleo metálico mais avantajado que o da Terra.
De toda forma, em todas as faixas de massa estimadas, o planeta seria rochoso (planetas gasosos têm densidade muito menor) e estaria numa posição do sistema que, em tese, permitiria a presença de água em estado líquido na superfície. Com efeito, em sua órbita, LHS 1140b recebe cerca de metade da radiação que o Sol nos dá — um pouquinho mais do que Marte recebe no Sistema Solar.
E o mais interessante: “Porque LHS 1140 é próxima, telescópios atualmente em construção podem ser capazes de procurar gases atmosféricos específicos no futuro”, escrevem os autores liderados por Jason Dittmann, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, em seu artigo na “Nature”.
Com isso, o planeta LHS 1140b se junta aos mundos do sistema Trappist-1 na lista de alvos preferenciais para o Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado pela Nasa em 2018, assim como para os telescópios de solo de próxima geração, que devem começar a operar na próxima década.
A ideia é que esses futuros equipamentos, mais sensíveis, possam observar a estrela no momento em que o planeta passar à frente dela. Com isso, parte da luz atravessaria a borda da atmosfera planetária, carregando consigo uma “assinatura” dos gases presentes.

13.134-Emirados Árabes querem ir a Marte e construir uma ‘Dubai’ por lá até 2117


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Os Emirados Árabes, que já ergueram o prédio mais alto do mundo, com 163 andares, estão mirando um bocadinho mais alto: Marte.
O país já havia anunciado que tinha planos de enviar uma missão não tripulada ao planeta vermelho em 2021, coincidindo com o aniversário de 50 anos da união entre os ricos principados do Golfo.
Mas, no último mês, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, premiê dos Emirados, adicionou um outro objetivo ao programa espacial: construir uma cidade em Marte em 2117, daqui a um século.
São metas ousadas, como foi também o rápido desenvolvimento de Dubai e Abu Dhabi a partir dos anos 1970, em uma região desértica.
Os Emirados planejam também erguer uma cidade climatizada no Golfo, uma região cuja sensação térmica pode passar dos 50º C.
Há dúvidas sobre a viabilidade da viagem a Marte. Não há detalhes técnicos de como essas missões seriam feitas. Mas o importante, como no clichê, não é a chegada, mas a viagem em si, diz à Folha Mohammed al-Ahbabi, diretor-geral da agência espacial dos Emirados Árabes.
“Esse não é um projeto sobre o destino final, mas sobre ampliar os nossos conhecimentos e incentivar os nossos jovens”, afirma Ahbabi.
A agência espacial, criada em 2014, regula um dos setores industriais escolhidos pelo governo dos Emirados para impulsionar sua economia quando o petróleo –hoje seu principal recurso– secar.
Mas, quando esse dia chegar, também terão secado os fundos soberanos que por ora gestionam as rendas milionárias do petróleo.
O país investiu quase R$ 20 bilhões em seu programa espacial nas últimas duas décadas, incluindo o desenvolvimento de tecnologias de comunicação. Os Emirados devem lançar um satélite neste ano para a cobertura da América Latina e, em especial, do Brasil.
Os investimentos no setor espacial podem também, diz, transformar a reputação dos Emirados, hoje lembrados pela indústria petroquímica, mas não como um expoente para outras tecnologias.
Uma das metas da agência é portanto, segundo Ahbabi, incentivar jovens a pensar em carreiras que não estejam apenas ligadas ao petróleo.
Um sintoma da urgência desse objetivo foi a dificuldade que a agência encontrou para recrutar 200 jovens para a missão a Marte. Faltavam engenheiros qualificados.
A média de idade dos membros é de 33 anos. Um terço deles são mulheres.
Os recrutas são enviados para estudar em outros países, em parcerias científicas, e os Emirados criaram também três centros de pesquisa espacial nos últimos anos.

NASA E SPACEX
Elon Musk, dono e projetista-chefe da SpaceX, apresentou no ano passado o que seria o objetivo maior da empresa: promover a colonização de Marte. E disse que uma passagem para o planeta vermelho teria de custar pelo menos US$ 200 mil. para viabilizar o plano.
Já o projeto Journey to Mars da Nasa está congelado. A ideia era mandar uma missão tripulada ao planeta por volta de 2030, mas os programas espaciais estão mudando a chave e se concentrando em reavivar a exploração lunar.

12.879 – O espaço pode ser a próxima internet?


espaço negocios
Essa ideia aparentemente sem sentido foi explicada por Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, uma empresa que compete com a SpaceX pela evolução da exploração espacial. A ideia é habilitar uma nova era de empreendedorismo espacial, como foi possível com os primórdios da internet no planeta.
Bezos conta que seu objetivo é criar uma infraestrutura para o espaço similar à que a Amazon pode aproveitar em 1995, com o começo da internet. “Dois garotos em uma universidade podem reinventar uma indústria, mas dois garotos em uma universidade não podem fazer nada de interessante no espaço”, ele explica, fazendo referência à facilidade com que a internet revolucionou mercados inteiros, e como isso não existe para a exploração espacial.
Para mudar isso, a grande meta é tornar a ida ao espaço mais acessível, e uma parte importantíssima deste processo é reduzir o custo permitindo o reaproveitamento dos foguetes que sempre foram destruídos após um uso. Tornar esta viagem mais barata é o foco do que SpaceX e Blue Origin se propõem a fazer, permitindo colocar grandes objetos em órbita com um custo mais baixo.

O executivo afirma que estas restrições de custos impõem restrições sérias a qualquer tipo de espírito empreendedor, ao contrário da liberdade oferecida pela internet. Bezos lembra que, na época da fundação, a Amazon era ele e mais dez pessoas empacotando livros e dirigindo até o posto de correio próximo para entregar os pacotes. “Nós tínhamos uma infraestrutura para fazer o trabalho pesado. Por exemplo, tínhamos uma rede gigantescas que era o Serviço Postal dos Estados Unidos; a internet em si funcionava sobre a rede de chamadas de longa distância”, conta ele, reafirmando que não há nada parecido para realizar negócios que envolvam o espaço.
“Sempre que você encontra uma forma de oferecer ferramentas e serviços que permitam a outras pessoas exercitarem sua criatividade, você está no caminho certo. Eu acho que o espaço está perto de entrar em sua era dourada”, conclui ele, revelando o seu sonho de criar esta infraestrutura espacial.

12.867 – Boeing pretende chegar a Marte antes da SpaceX


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Durante um evento em Chicago na última terça-feira (4 de outubro), o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, disse acreditar que sua empresa conseguirá levar humanos a Marte antes mesmo da SpaceX. Recentemente, a SpaceX mostrou o seu projeto Interplanetary Transport System (ITS), que pretende começar a fazer viagens tripuladas até o planeta vermelho em 2024.
“Estou convencido de que a primeira pessoa a pisar em Marte chegará até lá em um foguete da Boeing”, disse Muilenburg. A fala do CEO da Boeing durante o evento.
A Boeing foi a empresa responsável pelo foguete Saturn V, que foi utilizado pelos Estados Unidos durante a corrida espacial da década de 60 para levar humanos até a Lua. Tanto ela quanto a SpaceX são as primeiras empresas privadas que a NASA contratou para levar cargas até a Estação Espacial Internacional.
No momento, a SpaceX está realizando testes com o foguete Raptor, que deverá ser usado para mover o ITS. A Boeing, por sua vez, está desenvolvendo em parceria com a NASA um foguete semelhante chamado de Space Launch System, que também terá o objetivo de mover espaçonaves destinadas a Marte.

Aviões hipersônicos
Voar até Marte nao foi o único plano ambicioso da Boeing sobre o qual Muilenburg falou no evento. De acordo com a Bloomberg, o CEO da Boeing também tem planos para criar aviões hipersônicos, que seriam capazes de voar em velocidades até três vezes maiores que a velocidade do som – ou seja, viajar a mais de 3702 quilômetros por hora.
Com essa velocidade, esses aviões poderiam, por exemplo, ir de São Paulo a Nova York em pouco mais de duas horas. Uma viagem de São Paulo a Tóquio, por sua vez, poderia ser feita de uma vez só em cerca de seis horas.

Entre o céu e o espaço
Muilenburg também vê oportunidades comerciais entre esses dois extremos. Ele vê o turismo espacial “florescendo ao longo das próximas duas décadas e virando um mercado comercial viável”. Por isso, ele acredita que, ao lado da Estação Espacial Internacional, poderão ser construídos hotéis espaciais nos quais os hóspedes poderão curtir a microgravidade.
Para chegar até lá, as pessoas usariam foguetes e espaçonaves da Boeing. Além disso, o CEO da empresa também acredita que universidades e centros de pesquisa também poderiam se interessar pela criação de laboratórios em microgravidade, que ofereceriam vantagens e novas possibilidades de investigação para algumas áreas da ciência.

Resposta da SpaceX
“Acho que na verdade é bem melhor para o mundo se houver múltiplas companhias ou organizações construindo essas espaçonaves interplanetárias. Quanto mais, melhor. Acho que qualquer coisa que melhore a probabilidade [de se chegar a Marte] no futuro é boa. E então múltiplas empresas fazendo isso seria ótimo, eu acho. Eu quis descrever a arquitetura [do ITS] na esperança de que isso incentivaria empresas e organizações no mundo todo a fazer algo do tipo”.
A SpaceX disse que pretende começar a fazer voos tripulados até Marte em 2024; a Boeing, por sua vez, imagina que suas primeiras viagens até lá comecem na década de 2030 – revelando certa desconfiança dos planos de Musk. De qualquer maneira, ainda há um longo caminho até que o turismo ao planeta vermelho se torne economicamente viável.

12.839 – Projeto Genesis: cientistas querem levar vida a outros planetas e acelerar a evolução


genesis
Nos últimos anos, graças ao rápido avanço tecnológico, foram observados centenas de planetas com características parecidas à da Terra em nossa galáxia.
Claudio Gros, diretor do Instituto de Física Teórica da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, acredita que é possível levar vida a um desses planetas e acelerar seu processo evolutivo.
O projeto foi denominado Genesis, já que, se virar realidade, transformaria os seres humanos em uma espécie de deuses criadores. Os astrofísicos acreditam que será possível implementar a missão em poucas décadas, utilizando microssondas não tripuladas e capazes de viajar em alta velocidade.
Uma vez aterrissadas, as astronaves semeariam uma seleção de organismos unicelulares no planeta eleito, para fazer o ecossistema evoluir até se tornar habitável.
Gros explica: “Dessa maneira, poderemos saltar os aproximadamente 4 bilhões de anos que foram necessários na Terra para chegar à etapa de desenvolvimento do pré-cambriano, a partir do qual o mundo animal se desenvolveu há 500 milhões de anos”.
Os cientistas afirmam que os habitantes da Terra não poderão tirar nenhum benefício direto do projeto, já que o tempo estimado entre o início da vida unicelular até um planeta se tornar habitável é de quase 100 milhões de anos. No entanto, eles consideram que poderia ser uma maneira de “dar algo de volta à vida”.

12.789 -NASA encontra vulcão que expele água e sal no planeta anão Ceres


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Um vulcão de água gelada com metade do tamanho do Everest. Parece umaatração de parque aquático, mas é a nova arma do asteroide Ceres para ganhar alcançar a fama. A descoberta feita pela equipe de Ottaviano Ruesch, da NASA, foi publicada na Science.
Descoberto no século 19, o irmão de Plutão foi inicialmente alçado ao título de provável décimo planeta do Sistema Solar, mas as definições de planeta anão foram atualizadas, e Ceres acabou rebaixado à mesma categoria do ex-nono planeta.
Para os parâmetros de sua vizinhança, porém, Ceres é bem nutrido: um terço de toda a massa do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter corresponde a ele. Não bastasse o tamanho razoável, ele ainda prega peças nos observadores. Já foram registradas crateras que desapareceram de sua superfície sem deixar vestígios e inexplicáveis manchas brilhantes.
Sua nova carta na manga é o vulcão Ahuna Mons, que, em vez de lava, expele água e sal. Isso mesmo, uma ótima ideia para colocar um pouco de macarrão na mistura e improvisar um jantar cósmico. O nome do vulcão é criovulcão, ou vulcão gelado.
Ninguém o viu em atividade, mas há bons motivos para acreditar que ele estaja ativo, sim: não há atividade tectônica no planeta anão, o que excluí a possibilidade de que uma elevação geográfica tenha se formado pelos mesmos processos que deram origem às cordilheiras terráqueas. E foi possível verificar que a erosão não é significativa. “O único processo que pode formar uma montanha isolada é o vulcanismo”, explicou Rausch ao Business Insider.
Essa é a mais clara evidência de um vulcão gelado já encontrada. E a existência dessa bizarrice cósmica pode revelar detalhes fascinantes das características químicas e geológicas do astro. “Nós haviamos visto pistas de atividade criovulcânica no passado, mas não tínhamos certeza. Essa é uma descoberta importante que restringe as formas como Ceres pode ter se desenvolvido”, afirmou Ruesch ao veículo americano. “A montanha na superfície nos conta o que está acontecendo em seu interior.”
Entre outras possíveis implicações da descoberta, a presença de sal diminui a temperatura de solidificação da água, o que pode explicar a características que resultam da circulação de fluidos mesmo em temperaturas tão baixas (a mínima, por lá, é -106ºC, e a máxima, -34º).

12.731 – Americanos vão voltar à Lua ano que vem. Mas não é a Nasa


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Como vimos numa matéria anterior, (12.725); o governo americano acaba de autorizar a primeira missão privada a sair da órbita terrestre. A companhia Moon Express ganhou autorização para mandar um robô para a Lua ano que vem.
A empresa teve que passar por uma batalha burocrática que envolveu várias agências governamentais, como o Departamento de Estado, a Agência Nacional de Segurança (a famosa NSA dos grampos), a Administração Federal de Avião e, claro, a Nasa.
A iniciativa começou em 2010, por três empresários do Vale do Silício: Naveen Jain, Barney Pell e Robert D. Richards. Em 2014, eles testaram com a Nasa, no Centro Espacial Kennedy, seu MTV-1X, o módulo lunar. A geringonça tem o tamanho de uma mesa de centro e lembra um disco voador (ou um pneu, para quem não é ligado em sci-fi).
O foguete que irá levar a sonda é o Electron, da Rocket Labs. Com 16 metros de comprimento e dois estágios, a um módico custo de 4,9 milhões de dólares, é um teco-teco perto do colossal Saturno V, que conduziu as missões Apollo – o maior foguete da história, com 111 metros. Mas a Rocket Labs garante que chega lá.
Se chegar, eles levam o Google Lunar X PRIZE, uma boladinha de 20 milhões que mal deve cobrir as despesas, se tanto. Mas o plano é dar largada à exploração comercial do espaço além da órbita terrestre. “Agora estamos livres para velejar como exploradores para o oitavo continente da Terra, a Lua”, afirma o CEO Bob Richards. “Procurando novo conhecimento e recursos para expandir a esfera econômica da Terra para benefício de toda a humanidade.” Aliás, antes mesmo de conseguirem a autorização para os voos, eles já tinham autorização para conduzir atividades de mineração no espaço, o que foi aprovado no congresso americano.
O futuro do espaço já está nas mãos das empresas, com a Nasa privatizando seus lançamentos desde 2008. Por mais excitante que tenha sido, a primeira era da exploração espacial foi uma manobra de publicidade entre duas superpotências. Assim que os States ganharam a Corrida Espacial com a Apollo 11, o público dormiu: o lançamento da última Apollo, a 17, em 1972, perdeu em audiência para reprises de I Love Lucy.
O caminho do espaço agora é o caminho do dinheiro, mais para Han Solo que Capitão Kirk. Ou, para manter os pés na Terra, mais para Cristóvão Colombo que Neil Armstrong.

12.610 – Colonização de Planetas – As opções mais habitáveis do Sistema Solar


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Sim, se fôssemos sair da Terra, qual seria o melhor lugar para se viver no nosso Sistema Solar? Nenhuma das opções é tão habitável quanto o nosso planeta, mas elas têm a vantagem de ainda não terem sido estragadas pela humanidade. Então é uma questão de pesar risco e benefícios.
Marte
Tem sido a opção número 1 por ser um planeta razoavelmente parecido com a Terra em relação a gravidade, e o fato de ser perto permite uma viagem de até 9 meses. Conta com água sólida nos polos e líquida abaixo do solo, e Sol o bastante para aproveitar energia solar. Não há muita atmosfera, mas ela existe, bloqueando um pouco da radiação solar.
A parte ruim: A vida deve ser restrita a ambientes fechados, porque a atmosfera marciana é extremamente rarefeita, fazendo com que a água evapore em temperaturas muito baixas (menos do que a temperatura do corpo humano). Isso significa que a água no corpo de uma pessoa exposta iria evaporar em pouco tempo, causando uma morte horrível. A radiação ainda é forte demais para uma vida saudável.

Lua
É a opção mais próxima. É possível chegar lá com poucos dias de viagem, tornando a Lua a alternativa mais fácil para aquela fuga rápida do planeta Terra. Também existe a crença de que existe água congelada nos polos, minérios, e Hélio-3, que seria uma boa fonte de energia radioativa.
A parte ruim: sem atmosfera, a Lua é bombardeada por radiação solar. A poeira lunar também se provou um problema sério nas viagens das espaçonaves Apollo. Além disso, há o fato de que, se você realmente quer sumir da Terra, a Lua pode ser perto demais.

Vênus
Em vez de ir para o quarto planeta do Sistema Solar, que tal ir para o segundo? Vênus tem atmosfera, ao contrário de Marte e da Lua. No entanto, a pressão do ar em Vênus em sua superfície é esmagadora (equivalente a quase 1 km de profundidade nos oceanos terrestres), e o calor é insuportável (460° Celsius). No entanto, a NASA já estuda alternativas viáveis que incluem criar cidades voadoras em Vênus, a 50 quilômetros da superfície; nesta altitude, as temperaturas variam entre 0°C e 50°C e a pressão atmosférica é próxima da terrestre.
A parte ruim: se a ideia de viver para sempre em um balão não agrada, o fato de as chuvas serem formadas por ácido sulfúrico, que é fortíssimo e altamente corrosivo, também não é muito atraente. Além disso, o fornecimento de água e metais seria complexa, devido à espessa atmosfera do planeta, dificultando o lançamento e pouso das naves.

Titan
Esta lua de Saturno tem uma vantagem muito clara: energia aos montes. Ela possui oceanos inteiro de metano puro, que é um gás altamente inflamável, mas lá está em estado líquido. A pressão atmosférica é próxima à da Terra (1,4 vezes a pressão), tornando desnecessário o uso de uma roupa pressurizada (mas ainda seria necessário usar uma máscara para respirar). Há nitrogênio e amônia na atmosfera que poderiam ser usadas para fertilizar hortas em estufas e pode haver água sob a superfície. A atmosfera também é espessa o bastante para filtrar a radiação solar.
A parte ruim: Bom, a lua está perto de Saturno, que é muito longe do Sol. O resultado disso é que a temperatura média em Titan é de -180° Celsius. Além disso, a distância em relação à Terra significa que a viagem até lá demoraria vários anos com os sistemas de propulsão atuais.

Callisto
Júpiter tem várias luas, e Europa é a mais famosa, sempre lembrada quando falamos em chances de vida extraterrestre. No entanto, Callisto é interessante por vários motivos. O fato de estar mais distante de Júpiter significa que recebe menos radiação do gigante gasoso. Além disso, já foi observado gelo na superfície da lua, e tudo indica que haja um oceano salgado a uma profundidade entre 50 e 200 quilômetros. A própria NASA já começou a estudar a possibilidade de enviar humanos a Callisto pela sua estabilidade geológica e a possibilidade de transformar o gelo da superfície em propulsor de foguetes.
A parte ruim: também é longe para chuchu da Terra, dependendo de uma viagem de vários anos. A atmosfera também é fina, gerando problemas como na Lua da Terra e Marte. A radiação que recebe de Júpiter é menor do que outras luas jupterianas, mas ainda é maior do que Titan, por exemplo. Além disso, Callisto recebe apenas 4% da luz solar que a Terra recebe, dificultando bastante a captação de energia.

12.313 – Espaço – Em 10 anos você pode morar na Lua (?)


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Em agosto de 2014, alguns dos cientistas e astrônomos mais importantes do mundo se reuniram para desenvolver formas baratas e eficazes para construir uma base na Lua capaz de abrigar humanos. Entre eles, estavam o astrobiólogo Chris McKay, da NASA , George Church e Peter Diamandis, da X Prize Foundation. Mas o resultado desse encontro só foi divulgado hoje e é uma ótima notícia para quem quer se mudar deste planeta o quanto antes: uma estação habitada na Lua pode ser criada em breve e sem quebrar os cofres.
A previsão para que essa utopia espacial se torne realidade é bastante imediata. De acordo com as informações publicadas pela revista New Space, poderíamos montar uma pequena estação lunar até 2022 com 10 bilhões de dólares ou menos – o programa Apollo, que levou o homem à Lua pela primeira vez custou o equivalente a 150 bilhões de dólares.
A explicação para o orçamento modesto e o prazo curto não tem nada de outro planeta. Novas tecnologias como impressoras 3D, robôs, carros autônomos (que se dirigem sozinhos) e privadas recicladoras serão alternativas baratas e extremamente úteis nessa migração lunática.
Guardadas as devidas proporções, o homem sabe como sobreviver na Lua, aprendizado da vivência na Estação Espacial Internacional. Os cientistas já desenvolveram suplementos alimentares complexos, mecanismos capazes de reciclar água no espaço e sistemas para equilibrar os níveis de oxigênio e dióxido de carbono.
A realidade virtual, por exemplo, seria útil para ajudar nos esforços de planejamento, desenvolvimento de cenários operacionais, testes de ambientação e treinamento de pessoal. As impressoras 3D são outra tecnologia que tem espaço garantido na maquete lunar: elas podem fabricar peças para foguetes, substituir componentes quebrados e diminuir os custos de lançamento.

Bilhetes para a Lua na classe executiva
Ao contrário do que geralmente acontece nas migrações terrestres, o ideal seria ocupar a Lua pouco a pouco e em pequenos grupos para passar estadias curtas. Com o passar do tempo (e dos avanços tecnológicos), as missões passariam períodos mais longos por lá, assim como ocorre com a Estação Especial Internacional.
Nos planos mais ambiciosos, a estação da Lua poderia evoluir para um complexo espacial cheio de soluções multiuso. Alguns pensam nessa estação povoada por centenas de famílias, outros a imaginam como base científica ou até mesmo turística.

A Lua como trampolim para Marte
Mas a NASA não está interessada em enviar outros homens à Lua, a concentração agora é para chegar a Marte em 2030. “Para mim, a Lua é tão sem graça quanto uma bola de concreto. Mas não teremos uma base de pesquisa em Marte se não fizermos isso primeiro na Lua”, afirma Chris Mckay.
Construir uma estação na Lua seria um teste para Marte. Uma valiosa oportunidade de testar sistemas de propulsão, adaptação, comunicações e formas de sobrevivência para os astronautas, com a diferença do tempo de viagem: 9 meses de distância contra apenas alguns dias até a Lua.
O grande impasse para o sonho da casa própria na Lua é a NASA, que só vai se dar ao luxo de escolher um dos destinos, ou a Lua ou Marte. Se McKay e seus colegas estiverem certos, nós podemos ir aos dois – mas antes precisamos incluir robôs e impressoras 3D na bagagem.

12.068 – Cientistas descobrem ‘perto’ da Terra planeta potencialmente habitável


planeta habitavel
Cientistas australianos identificaram um exoplaneta potencialmente habitável a 14 anos-luz da Terra –distância relativamente curta no espaço.
Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul descobriram que o planeta, que tem mais de quatro vezes a massa da Terra, é um dos três que orbitam a estrela-anã Wolf 1061.
“É uma descoberta particularmente animadora pois todos os três planetas têm uma massa baixa o bastante para serem potencialmente rochosos e de superfície sólida. E o planeta do meio, Wolf 1061c, está na zona (chamada de) ‘Cachinhos Dourados’, onde pode ser viável a existência de água em estado líquido –e talvez até vida”, afirmou um dos autores do estudo, Duncan Wright.
A estrela-anã Wolf 1061, que os três planetas descobertos orbitam, é relativamente fria e estável. Os planetas têm orbitas de 5, 18 e 67 dias. As massas são pelo menos 1,4;, 4,3; e 5,2 vezes a da Terra, respectivamente.
O planeta maior fica de fora do limite da área habitável e provavelmente também é rochoso, enquanto que o planeta menor está perto demais da estrela para ser habitável.
Anunciado em fevereiro de 2012, o Gliese 667Cc é outro planeta da classe super-Terra, uma classe de planetas com o tamanho entre os de planetas rochosos como Terra e Marte e os gigantes gasosos Júpiter e Saturno.
O Gliese 667Cc tem cerca de 4,5 vezes a massa da Terra, demora 28 dias para completar a órbita em volta de sua estrela e está a 22 anos-luz.
Pequenos planetas rochosos são abundantes em nossa galáxia, e sistemas com muitos planetas também parecem ser comuns. No entanto, a maioria dos exoplanetas rochosos descobertos até agora estão a centenas –ou até milhares– de anos-luz.

ATMOSFERA
Wittenmyer afirmou que a equipe de cientistas só poderá analisar a atmosfera do planeta quando ele passar em frente à estrela.
“Vamos usar nosso telescópio Minerva para procurar por trânsitos em fevereiro, quando a estrela poderá ser observada de novo. Se (o planeta) transitar (em frente à estrela) será a melhor chance, pois (o sistema) está tão perto (da Terra).”
O cientista afirma que, caso eles consigam observar o planeta em trânsito em frente à estrela Wolf 1061, eles poderão medir seu raio, densidade e atmosfera.
A equipe da Universidade de Nova Gales do Sul conseguiu fazer a descoberta observando a estrela-anã com instrumentos específicos do Observatório Europeu do Sul em La Silla, no Chile.
“Nossa equipe desenvolveu uma nova técnica que melhora a análise de dados deste instrumento preciso, construído para a caça de planetas, e nós estudamos mais de uma década de observações da Wolf 1061”, disse o professor Chris Tinney, chefe do setor de Ciência Exoplanetária da universidade australiana.

11.268 – Espaço – Como impedir uma invasão alienígena?


invasão alienígena

Se viajar entre as estrelas está entre as possibilidades para o futuro da humanidade e há pelo menos algumas outras civilizações avançadas lá fora, o dois mais dois leva a uma inevitável conclusão: certamente há ETs por aí que já adquiriram a capacidade para nos visitar.
Quem disse que os ETs não virão até aqui para acabar com a gente, à la Independence Day?
Os entusiastas da busca por vida extraterrestre (conhecida pela sigla Seti) sempre dizem que isso não faria sentido para uma civilização – ir até um planeta vizinho simplesmente para brigar. Mas nem todo mundo pensa assim. O astrônomo Travis Taylor e o químico aeroespacial Bob Boan ousaram dar o primeiro passo na direção contrária ao escrever o livro An Introduction to Planetary Defense (“Uma Introdução à Defesa Planetária”). Trata-se de um esboço de manual de instruções para repelir uma eventual invasão alienígena.
Especulando que os recursos da Terra poderiam ser valiosos a uma outra civilização, e apostando que há pelo menos algumas civilizações na Via Láctea mais avançadas que nós, a dupla sugere que nos preparemos – e para já – contra uma potencial invasão. Portanto, saiba aqui como devemos fazer para nos defender dessa improvável, mas assustadora, possibilidade.

Seja discreto
Para evitar uma invasão, o primeiro passo é evitar ser descoberto. Com esse fim, deveríamos parar de transmitir sinais para o espaço a torto e a direito (abdicando das comunicações por satélite) e focarmos nossas telecomunicações em cabeamento físico. Transmissões capazes de ser detectadas por ETs já são feitas desde os anos 30.

Resposta à altura
No caso de uma hipotética invasão, estaremos enfrentando uma força superior, vinda de fora. Mas seremos mais numerosos. Para fazer uso disso, entretanto, precisaremos unir forças e ter um plano de reação elaborado antes mesmo que a invasão ocorra. Essa estratégia deve ser projetada contemplando coordenação de tantos países quanto for possível.

Confie e desconfie
Um ET desce em Nova York e decide bater um papo com o pessoal da ONU. E aí? Recebemos o homenzinho verde de braços abertos? Nã-nã-ni-nã-não. Não podemos ouvir tudo que ele tem a dizer sem desconfiar de intenções ocultas. Mesmo que ele ofereça a cura para o câncer ou alguma outra coisa muito valiosa. Para Taylor e Boan, há 4 tipos possíveis de civilizações, e não há razão lógica, no momento, para acreditar que algum desses tipos exista em maior número que os demais. Segundo a dupla, é fundamental que prestemos atenção a todos os movimentos do recém-chegado ET, a fim de categorizá-lo o mais rápido possível e preparar a resposta apropriada. E tomar cuidado com os que se venderem, de cara, como bonzinhos – pode ser um truque para nos pegar com as calças arriadas.

Traços mais comuns em extraterrestres

Benevolente:
Os bonzinhos que viriam para nos ensinar a curar o câncer.

Neutro:
Eles vêm, observam, interagem, mas não interferem conosco.

Pesquisador:
Eles vêm saber em que pé nós estamos. No fim, podem se converter em alguma das outras 3 categorias.

Hostil:
Eles vêm para o pau mesmo, e a gente que se lasque.

Tenha bombas atômicas sempre à mão
Caso tenhamos mesmo que ir para o pau com um ET, das armas de destruição em massa conhecidas, as biológicas e químicas seriam de pouco uso; nós sabemos o estrago que elas fazem em humanos, mas será que fariam algum mal a uma criatura de outro planeta? Provavelmente, a única arma realmente potente que teremos diante dos alienígenas será a boa e velha bomba atômica. Por isso, nada de desarmamento! Temos é de fabricar mais e mais bombas.

Aprenda com os terroristas
Humanos atacando alienígenas com tecnologia vastamente mais poderosa terão de agir de forma não muito diferente da usada pelos terroristas dos tempos atuais. Se a trupe de Osama bin Laden tentasse confrontar o Exército americano, por exemplo, tomaria uma surra. Mas, travando pequenos conflitos de surpresa, com táticas de guerrilha, o estrago passa a ser muito maior. Taylor e Boan acreditam que não haverá estratégia melhor para tentar repelir os ETs, ou, no mínimo, transformar a vida de nossos conquistadores num verdadeiro inferno na Terra.

11.224 – Nasa descobre auroras intensas e enigmática nuvem de pó em Marte


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A sonda espacial MAVEN, que analisa a atmosfera superior do planeta Marte, detectou dois fenômenos insólitos: auroras intensas e uma nuvem de pó a grande altitude da qual se desconhece a origem.
A presença de pó em altitudes orbitais de entre 93 e 190 milhas (150 e 300 quilômetros) é “inesperada”, segundo explicou a agência espacial americana em uma nota.
“Se o pó se origina na atmosfera, isto sugere que desconhecemos um processo fundamental na atmosfera marciana”, afirmou a pesquisadora Laia Andersson, da Universidade do Colorado em Boulder.
O enigma deixado pelas nuvens de pó detectadas na terça-feira é que estão tão altas que nenhum processo atmosférico conhecido nesse planeta poderia produzi-las.
Por outro lado, o mais surpreendente da aurora detectada por MAVEN é a profundidade da atmosfera na qual ocorre, “muito maior que na Terra ou em qualquer outro lugar de Marte”, declarou Arnaud Stiepen, da Universidade do Colorado.
“Os elétrons produzidos devem ser realmente energéticos”, acrescentou.
No mundo científico estas auroras foram batizadas como “As luzes de Natal”, porque MAVEN as descobriu cinco dias antes do último dia 25 de dezembro.
A sonda MAVEN foi lançada em 18 de novembro de 2013 para resolver o mistério de como o planeta vermelho perdeu a maior parte de sua atmosfera e de sua massa de água.
O engenho espacial chegou a Marte no último dia 21 de setembro e deve completar uma missão de um ano.

11.208 – Surpresinha em Ganimedes – há um oceano gigante na maior lua do Sistema Solar


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Pesquisadores acabam de publicar um estudo no Journal of Geophysical Research: Space Physics em que provariam a existência de um oceano gigante sob a crosta de Ganímedes, uma das luas de Júpiter.
O maior satélite do Sistema Solar teria mais água do que todos os oceanos da Terra.
Os cientistas baseiam suas conclusões pela superfície lisa e gelada da lua, obtidas através da sonda Galileo e pelo telescópio Hubble. Dados sobre a interação com o campo magnético de Júpiter também indicariam a presença de um oceano salgado cerca de 330 km abaixo da superfície.
Agora Ganímedes se junta à Europa, Titã e Encélado (as duas últimas luas sendo de Saturno), como os satélites em que sabemos que existem oceanos.
Ceres, um planeta-anão atualmente analisado pela sonda Dawn, também pode ter um oceano subterrâneo.

11.203 – Rosetta: pode haver gelo no ‘pescoço’ do cometa


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Novas fotos do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feitas pela sonda Rosetta mostram a presença de gelo em seu “pescoço”. Lembrando um pato de borracha, o cometa parece formado por dois corpos interligados por uma região menor, conhecida como região Hapi, informalmente chamada de “pescoço”. A revelação foi divulgada pelo Instituto Max Planck, organização alemã que participa da missão.
Três imagens capturadas pela câmera Osiris, a bordo da sonda, permitiram a descoberta. Cada uma correspondia às cores vermelho, verde e azul. Juntando as três, os pesquisadores obtiveram uma imagem colorida do cometa e com isso perceberam que a região Hapi reflete menos luz vermelha do que as demais, ficando mais azulada. Essa coloração indica a presença de gelo no local, seja na superfície ou logo abaixo de uma camada de poeira.
Além disso, nos últimos meses, com a aproximação com o Sol, essa parte do cometa tem se mostrado mais ativa, expelindo jatos de gás e poeira. A diferença de coloração, porém, é pequena, de modo que a quantidade de gelo presente também deve ser limitada. As imagens do Osiris foram feitas no dia 21 de agosto de 2014, quando Rosetta se encontrava a aproximadamente 70 quilômetros do cometa.
A nave Rosetta é equipada com instrumentos adicionais para identificar de forma direta a presença de gelo na superfície. O espectrômetro Virtis, por exemplo, pode determinar claramente as marcas espectrais de moléculas de água. “Temos muita curiosidade de ver se os indícios se confirmam a partir dessas medições”, afirma o chefe da equipe Osiris, Holger Sierks.
“Em agosto, quando o 67P alcançar a máxima aproximação do Sol, ele se aquecerá muito, mas a região Hapi será a exceção: vai permanecer na escuridão e experimentar uma espécie de noite polar”, afirma Sonia Fornasier, do Observatório de Paris e também integrante da equipe Osiris. O “pescoço” do cometa só receberá de novo luz solar a partir de março de 2016.

11.154 – Sem Pés no Chão – Empresas planejam abrir negócios no espaço


espaço negocios

Quem pode ser o dono da Lua? E de um asteroide? Ou de um terreninho em Marte?
De acordo com o Tratado do Espaço Exterior, de 1967, nenhuma nação pode reivindicar soberania sobre qualquer parte de qualquer rocha celestial.
Mas o tratado é menos claro a respeito do que uma empresa ou indivíduo pode fazer no espaço –possivelmente porque na década de 1960 os redatores do acordo devem ter achado difícil imaginar uma corrida espacial liderada por empresários.
Para empresas atuais que pretendem estabelecer uma colônia lunar ou garimpar platina em asteroides, a ambiguidade é mais um obstáculo.
“Como você convence as empresas a investirem na Lua se não existe um marco jurídico, e como, por outro lado, você cria um marco jurídico se não há operações empresariais?”, perguntou John Thornton, presidente-executivo da Astrobotic Technology, de Pittsburgh (Pensilvânia), que pretende ser a primeira empresa privada a pousar uma nave teleguiada na Lua.
Um acordo internacional de 1979, o Tratado da Lua, prevê que as empresas não podem lucrar com o espaço, que ninguém pode ser proprietário da Lua e de outros corpos celestes e que as riquezas lunares devem ser compartilhadas entre as nações, especialmente os países em desenvolvimento. Mas os EUA, a Rússia e a China nunca assinaram esse tratado.
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA, à qual cabe autorizar lançamentos espaciais privados no país, enviou em dezembro uma carta à Bigelow Aerospace, de Nevada, prometendo providências para que nenhuma empresa americana interfira na atuação de concorrentes na Lua e em outros lugares do espaço.
Em 2003, a Bigelow solicitou à FAA que analisasse uma proposta para o pouso de um dos seus habitats na Lua, com a intenção de que fosse usado como base para pesquisas científicas e mineração.
“Reconhecemos a necessidade do setor privado de proteger os seus ativos e seu pessoal na Lua ou em outros corpos celestes”, escreveu George Nield, da FAA.
Na sua proposta, a empresa sugeriu à FAA que ampliasse a sua própria autoridade para poder rever cargas e alvarás de lançamento. Basicamente, a Bigelow pediu à FAA que não autorize nenhuma outra firma americana a pousar no mesmo lugar.

11.119 – Sinais do Espaço – Blitzar, uma poderosa e desconhecida explosão eletromagnética, é captada a 5,5 milhões de anos-luz da Terra


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Foi detectado um sinal estranho e poderosíssimo, vindo do espaço exterior profundo, a uma distância de 5.500 milhões de anos luz. Supõe-se tratar de uma explosão massiva de ondas de rádio, um fenômeno cósmico conhecido como blitzar.
Os chamados blitzar são uma explosão de radiação eletromagnética, que dura somente um milésimo de segundo, embora produzam uma energia equivalente à gerada pelo Sol durante milhões de anos. Segundo Emily Petroff, da Universidade Swinburne, na Austrália, e membro da equipe que monitorou o fenômeno através de radiotelescópios, a origem do clarão está localizada nas proximidades da constelação de Aquário. E essa informação permite aos especialistas descartar outras causas, como surtos de raios gama e supernovas.
Os dados obtidos no observatório tornaram possível a descoberta de novas propriedades sobre os blitzar. A onda de radiação eletromagnética é polarizada de forma circular, e não linear, como se acreditava anteriormente, o que prova que ela vibra em duas superfícies planas. A partir das fontes de energia dessas ondas, os astrônomos podem calcular a densidade do meio interestelar, o que lhes permitiria decifrar um dos maiores enigmas sobre a evolução do universo.

11.092 – De onde vem o metano de marte?


“Conclui-se que a experiência Viking LR detectou microorganismos vivos no solo de Marte.” Essa afirmação para lá de bombástica está logo na introdução de um artigo científico escrito em 1997 pelo engenheiro ambiental Gilbert Levin, que foi pesquisador da Nasa durante 2 décadas. Ele é uma voz quase isolada na comunidade científica – a maior parte dos acadêmicos ainda espera o surgimento de mais evidências antes de comemorar a existência de vida no planeta vermelho. Levin, porém, acredita ter essas provas desde 1976, quando um dispositivo a bordo da sonda Viking verificou a ocorrência de metano, gás que pode indicar atividade biológica. O metano não duraria mais de 400 anos na atmosfera marciana – ou o gás foi produzido em grandes quantidades há poucos séculos ou é gerado continuamente até hoje. Desde o final dos anos 90, outros testes confirmaram a presença de metano (o último, em 2004, pela sonda européia Mars Express Orbiter).

11.003 – Astronomia – Planeta anima cientistas em busca de vida extraterrestre


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Três novos planetas situados fora do Sistema Solar foram descobertos por cientistas americanos, a partir de dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Um deles está na chamada “zona habitável” de sua estrela, isto é, a uma distância que permitiria a existência de água líquida em suas superfícies. Essa condição é indispensável para a potencial existência de vida, de acordo com os astrônomos.​
Liderado por pesquisadores das universidades do Arizona, da Califórnia e do Havaí, o novo estudo foi financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês). O artigo foi submetido à revista Astrophysical Journal, mas ainda não tem data para ser publicado.
Na primeira semana de janeiro, outro grupo dos Estados Unidos anunciou a descoberta de oito planetas na zona habitável de suas estrelas, com distâncias da Terra variando entre 475 e 1100 anos-luz. Além deles, os dados do Kepler já levaram à descoberta de mais de mil planetas.
A nova descoberta, no entanto, é considerada a mais promissora até agora na busca de planetas semelhantes à Terra. Os três novos objetos estão na órbita da estrela EPIC 201367065, que fica a cerca de 150 anos-luz da Terra. De acordo com os autores do estudo, essa distância, considerada pequena em escala astronômica, permitirá pela primeira vez o estudo de um planeta da zona habitável com os instrumentos e tecnologias atuais.
As dimensões dos novos planetas são 110%, 70% e 50% maiores que as da Terra. O menor deles, que tem a órbita mais distante de sua estrela, recebe níveis de radiação luminosa semelhante à que nosso planeta recebe do Sol, de acordo com Erik Petigura, um estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele descobriu os planetas no dia 6 de janeiro, quando realizava uma análise computacional dos dados do Kepler. Segundo Petigura, há uma possibilidade real do planeta mais externo ser rochoso, como a Terra, o que significa que ele poderia ter a temperatura certa para a formação de oceanos de água líquida.

A estrela EPIC 201367065, segundo os autores, é uma anã-vermelha que tem aproximadamente a metade do tamanho e da massa do Sol e, portanto, emite menos calor e luz. A maior parte dos planetas descobertos pela missão Kepler, até agora, são envolvidos por uma espessa atmosfera rica em hidrogênio, que são provavelmente incompatíveis com a vida.

Exoplanetas, isto é, os planetas fora do Sistema Solar, são descobertos às centenas atualmente, embora os astrônomos fiquem na dúvida sobre a possibilidade de algum deles realmente ter condições semelhantes às da Terra. Segundo Andrew Howard, da Universidade do Havaí, a nova descoberta ajudará a resolver essa questão. O próximo passo será estudar as atmosferas do novo planeta com o telescópio Hubble e outros observatórios, para descobrir quais elementos existem em sua atmosfera.

Kepler-438b e Kepler-442b
Candidatos a explonetas mais parecidos com a Terra já descobertos, eles orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a órbita do primeiro é de 35 dias, o Kepler-442b completa uma órbita em sua estrela a cada 112 dias.
Com diâmetro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%.