14.062 – Paleontologia – O Velociraptor


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Foi uma ágil espécie de dinossauros carnívoros. É ainda uma das mais famosas pela forte vinculação que recebeu nos meios de comunicação.
O Velociraptor foi descoberto no ano de 1923 quando um fóssil foi encontrado no Deserto de Gobi, na Ásia. Até a descoberta desse animal, os cientistas acreditavam que todos os dinossauros eram lerdos e estúpidos, mas o Velociraptor revelou para o mundo a agilidade e destreza dos dinossauros. Os estudos que se seguiram sobre tal espécie mostraram ainda que era dotado de muita esperteza e inteligência.
O Velociraptor, cujo nome científico é Velociraptor mongoliensis, habitou a região do hoje conhecemos como Ásia entre 84 e 80 milhões de anos atrás, no período determinado como Cretáceo. Era um predador de muita habilidade, seu nome significa “ladrão veloz”. Medindo aproximadamente 1,5 metros de comprimento e cerca de 60 cm de altura, esta espécie pesava em torno dos 50 Kg e tinha o costume de caçar em bandos de 5 a 20 animais.
Como um predador feroz e agressivo, alcançava velocidades semelhantes a de um leopardo. Possuía o que os cientistas chamam de “garra terrível” nas patas traseiras, sobre as quais andava. Durante muito tempo acreditou-se que essas garras serviam para dilacerar as presas, porém o progresso das pesquisas revelou que essas garras com 11 cm possuíam um formato mais arredondado, funcionando melhor para perfurar a traquéia ou a jugular da presa, causando sua morte.
O Velociraptor se alimentava de mamíferos ou pequenos dinossauros herbívoros, envolvendo-os em suas emboscadas da caça em bando. Um elemento de destaque em tal espécie é a ocorrência de clavícula, o que não era comum nos dinossauros. Tal existência na estrutura óssea desses animais permitia que os mesmos fossem capazes de utilizar os braços com força adicional para agarrar a vítima com mais firmeza e assim abatê-la.
O que mais chama a atenção nos Velociraptors é o forte indício que apresentam de terem sido cobertos por penas. A comunidade científica está muito confiante na existência de penas no corpo do animal, mas ainda estudo a suposta capacidade que teriam de planar entre as árvores. Os paleontólogos, contudo, concordam que esse espécie era homeotérmica.

14.061 – Biologia e Paleontologia – Como Surgiram as Aves?


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Dentre as diversas teorias acerca da origem das aves, a mais aceita e difundida hoje é que esses animais evoluíram a partir de algumas espécies de dinossauros. Esta teoria foi fundamentada na descoberta de um fóssil de dinossauro em 1861 na Alemanha cuja presença de penas chamou atenção. O fóssil foi chamado de Archaeopteryx lithographica (asa antiga), sendo classificado como a ave mais primitiva e considerado como um fóssil de transição entre répteis e aves. As impressões das penas no substrato fóssil são bem claras e exibem uma diferenciação das penas em rêmiges primárias e secundária, disposição igual à das aves atuais, o que sugere que a Archaeopteryx teria capacidade de realizar voo batido. Mesmo assim a evolução das penas, do voo e das aves em si podem não estar relacionadas. Apesar do aparecimento das penas em dinossauros, o voo batido, por exemplo, evoluiu em três grupos diferentes de vertebrados: os pterossauros, as aves e os morcegos.
Antes mesmo do Archaeopteryx, alguns dinossauros apresentavam alguns tipos de plumagens primitivas que eram diferentes das penas das aves modernas ou daquelas apresentadas pelo Archaeopteryx. Tal descoberta levantou a hipótese de que as penas podem ter surgido primeiramente para outras funções além do voo. Alguns pesquisadores defendem a ideia de que as penas teriam surgido a partir de seleção sexual, como adornos selecionados pelas fêmeas. Apesar de ser uma teoria plausível, não seria suficiente para, isoladamente, ter forçado o surgimento de penas muito maiores, pois caracteres sexuais geralmente ocorrem somente nos machos ou de forma discreta nas fêmeas. Há ainda a possibilidade das penas terem conferido outras vantagens adaptativas, como um melhor controle da temperatura corpórea.

Quanto à evolução do voo em si, pode-se apontar duas principais teorias: teoria “chão-ar” e teoria “árvore-ar”. No primeiro caso, os animais teriam começado a voar a partir do solo através de corridas ou impulsos. Na segunda teoria o voo teria acontecido quando animais arborícolas realizavam pulos nas copas das árvores e usavam as penas para planar durante os saltos. Apesar da segunda teoria parecer mais palpável por ter menos resistência da força da gravidade, não há evidências de organismos intermediários entre o voo planado e o voo batido (em que há gasto energético), o que pode sugerir que o voo batido não teve sua origem no voo planado. Por outro lado, estudos demonstram que as asas do fóssil Archaeopteryx seriam capazes de gerar um impulso suficiente para fazê-lo voar, já que a força do impulso seria perpendicular à gravidade e não contra ela. O fato é que ambas as teorias deixam lacunas em aberto e abrem espaço para novos e modernos estudos que se propõem a esclarecer completamente a origem do voo e consequentemente das aves.

14.016 – Novo robô pode ser chave para entender como alguns dinossauros aprenderam a voar


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Pesquisadores de universidade de Pequim fizeram demonstrações que indicam que dinossauros desenvolveram habilidade de voo ao baterem as asas quando corriam
Pesquisa publicada em (2/5/19), na revista científica PLOS Computational Biology, apresentou uma nova perspectiva para o desenvolvimento da capacidade de voo em alguns dinossauros – e criou um robô para demonstrar a teoria.
De acordo com o estudo, liderado por Jing-Shan Zhao, pesquisador do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Tsinghua, em Pequim, a origem da habilidade começou como um efeito natural da corrida dos animais, que batiam as asas rudimentares antes de serem capazes de voar. Mas o movimento realizado involuntariamente enquanto corriam pode ter servido para “treinar” alguns dinossauros, fortes o suficiente para resistir ao voo e bater as asas e voar.
A equipe de pesquisa criou um pequeno robô para demonstrar a origem da habilidade de voo. A estrutura da máquina foi baseada no dinossauro Caudipteryx, considerado o dinossauro não-voador mais primitivo. Pesava cinco quilos e não podia voar, mas era capaz de correr a uma velocidade de oito metros por segundo. O robô foi construído no tamanho natural de um Caudipteryx, com capacidade de funcionar em diferentes velocidades. Os movimentos do robô foram baseados na atividade motora do animal real, prevista por meio de cálculos matemáticos.
Para complementar os resultados, os pesquisadores equiparam um avestruz com um par de asas mecânicas. Em ambos os casos, os movimentos da corrida desencadearam uma vibração passiva das asas, o que confirma a proposta do estudo. Tanto o modelo matemático quanto a demonstração real chegaram a movimentos que, embora superficiais, se assemelham às asas das aves.
“Nosso trabalho mostra que o movimento de bater asas se desenvolveu passiva e naturalmente quando o dinossauro corria no chão”, disse Zhao em um comunicado à imprensa. “Embora este flutuar não fosse capaz de levantar o dinossauro no ar naquele momento, o movimento de asas pode ter se desenvolvido antes da capacidade de voar”.
A hipótese mostra que características físicas dos dinossauros permitiam o desenvolvimento da habilidade. Mas, devido à natureza complexa e multifacetada do voo, cientistas consideram que a demonstração não é suficiente para que a pesquisa gere conclusões por conta própria. Os pesquisadores admitiram ser provável que as forças aerodinâmicas criadas pelo movimento mecânico não possam ser comparadas às forças realmente necessárias para poder voar.
Para o paleontólogo da Universidade de Palacký, na República Checa, Dennis Voeten, uma falha do estudo foi não ter levado em conta a dinâmica do ombro e a musculatura reais do Caudipteryx para construir o robô. Em vez disso, os pesquisadores substituíram as estruturas anatômicas de grande importância por molas elásticas.
Voeten considera que isso tornou “impossível visualizar qualquer comportamento esquelético que teria acompanhado esses movimentos”. Ele afirma estar “convencido” de que as forças exercidas durante a corrida podem ter influenciado o movimento das asas, mas que a origem voo dos dinossauros permanece “hipotética”.

13.860 – Dinossauros – Eles Estão Entre Nós


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Uma vez por ano o paleontólogo americano Mark Norell troca o conforto do Museu de História Natural de Nova York, com sua privilegiada vista do Central Park, por uma temporada de dois meses no hostil Deserto de Gobi, na Mongólia. Ali, com a ajuda de pesquisadores da Academia de Ciências da Mongólia, ele procura, desde 1990, fósseis de dinossauros, sua grande paixão e principal atração do museu onde trabalha, e de outros animais igualmente antigos. O sacrifício valeu a pena: em abril passado, Norell apresentou ao mundo o resultado desse trabalho, um quase completo exemplar de um pequeno dinossauro, ainda desconhecido, que na pia batismal recebeu o nome grego de Mononychus, devido a uma singular característica: a garra única dos membros anteriores.

O Mononychus integra o grupo dos celurossauros, tem 75 milhões de anos e sua descoberta causou alvoroço muito além das fronteiras da província científica — a revista Time, por exemplo, dedicou-lhe nada menos que o artigo de capa da edição de 26 de abril. Não poderia ser de outra forma: bípede, pedacinhos afiados de dentes, pescoço e cauda compridos, longas pernas boas para correr, muito a propósito do tamanho de um peru, a descoberta reaqueceu o debate em torno de uma velha — e jamais decidida — questão da Paleontologia: seriam as aves modernas descendentes dos dinossauros? Somado a outras evidências que se acumulam sobretudo a partir da década passada, o achado de Norell aponta para uma conclusão: anatomicamente, as aves pertencem à árvore genealógica dos dinossauros.
O Mononychus não tinha asas nem evidências de penas, ao contrário do arqueoptérix — que, no entanto, não se pode garantir tenha sido um animal voador. Porém, possui outras características pouco tradicionais para um dinossauro e muito próximas das aves modernas, tais como a quilha no osso esterno, isto é, uma estrutura muito reforçada nesse osso, que serve de apoio aos músculos peitorais (os que auxiliam no vôo) e ossos pélvicos muito unidos e alongados.
Na verdade, essa é uma das correntes que tentam explicar a evolução das aves. A outra, alternativa mas não oposta, sustenta que dinossauros e aves têm um ancestral comum — o tecodonte, um réptil muito variável, às vezes bípede, outras vezes quadrúpede. Para essa corrente, muitas semelhanças aproximam as aves dos celurossauros, levando à suposição de que ambos evoluíram paralelamente. Tais teorias não chegam a ser exatamente uma novidade, estão na pauta dos especialistas desde o século XIX, e são reavivadas a cada nova evidência que aparece. O Mononychus parece ser a mais importante dos últimos tempos.
Os tiranossauros, velociraptors, alossauros e cia. estão por aí. A diferença é que agora eles atendem por nomes menos glamourosos – pintassilgo, tico-tico, galinha caipira, pato, pombo… Das quase 10 mil espécies de aves que existem, todas são descendentes diretas dos dinossauros. O parentesco entre os dois é um fato bem conhecido da biologia. A diferença é que, agora, começam a surgir evidências de que a relação entre os penosos e os escamosos é bem mais estreita. A começar pelas penas. Em 2012 por exemplo, paleontólogos alemães encontraram um indício de que boa parte dos dinossauros tinha penas. E bico. Conheça agora as características que as aves herdaram de seus avós, as criaturas mais fascinantes que já pisaram sobre a Terra.
Pescoço em “S”
Uma diferença marcante entre dinossauros e crocodilos, por exemplo, é que só os primeiros têm pescoço em forma de “S” – justamente uma característica das aves. Ela provavelmente evoluiu nos primeiros dinossauros como uma adaptação para ampliar o campo de visão (igual o bipedismo – seja nos dinos, seja nos homens). E o resultado foi o pescoço esguio. Os cisnes agradecem.

Instinto maternal
Tartarugas são péssimas mães. Botam os ovos e tchau: a filhotada que se cuide depois. Até pouco tempo atrás o consenso era que os dinossauros também se comportavam desta maneira, digamos, reptiliana. Mas não. Hoje sabemos que vários deles faziam como os pássaros: eram pais exemplares, que construíam ninhos e cuidavam dos filhotes. É o caso deste dino-ave aqui ao lado, o citipati, cujo fóssil mostra o bicho chocando ovos.

Bico
Nós usamos as mãos para cavar. Então desenvolvemos unhas (com os cachorros aconteceu a mesma coisa). Outros usam a boca para cavar, então desenvolveram unhas. Na cara. O bico é um par de unhas facial. Essa proteção evoluiu em alguns dinossauros, e desse grupo passou para todas as aves. Um dos dinos bicudos era o Citipati. Mas alguns pesquisadores acreditam que até grandes carnívoros, como o tiranossauro, tivessem alguma espécie de bico, ainda que dentado.
Pés de passarinho
Responda em um segundo, valendo um milhão de reais: os pés de um dinossauro pareciam mais com: a) os de um crocodilo; b) os de um periquito. Pois é: a certa é a alternativa B. O grupo de dinossauros que deu origem às aves, os terópodes (dos quais faz parte o glorioso tiranossauro), já tinha pés de passarinho, com três dedos para frente e um para trás – dedo extra que os pombos usam para se empoleirar nos fios elétricos.

Ossos pneumáticos
Os terópodes, ramo dos dinossauros mais próximos das aves, e que inclui o tiranossauro, têm ossos pneumáticos, ou seja, com câmaras internas cheias de ar, como as aves modernas (e pneus!). É uma característica essencial para o voo. Mas claro: tiranossauros não voavam – os ossos pneumáticos deixavam o gigante mais leve e ágil.

“Osso da sorte”
Cada um pega de um lado do ossinho. E quem ficar com o pedaço maior ganha. É o “osso da sorte” – brinquedo que as galinhas forneciam para as crianças na era pré-videogame. Ele é formado pela fusão das duas clavículas e ajuda na sustentação dos ossos do tórax durante o voo. Mas também era encontrado em vários dinossauros, como o aerosteon aqui.

Sacos aéreos
Aves não têm sistema respiratório – têm um metrô respiratório. O ar circula por uma rede intrincada de canais ligando reservatórios de ar. São os sacos aéreos. Eles mantêm os pulmões sempre cheios, mesmo quando a ave expira. Isso confere um poder invejável de respiração – e possibilita às aves voar a altitudes rarefeitas. Mas tudo começou aqui no chão, para ajudar certos dinos a correr mais.

Punhos articulados
A articulação do punho das aves de hoje permite uma ampla movimentação das asas. Alguns dinossauros tinham essa mesma característica – caso dos maniraptores. O nome disso na biologia é “exaptação”: o uso de uma estrutura antiga para uma função nova (igual aconteceu com os sacos aéreos e com as penas). Nos dinos, o punho articulado só servia para deixar as mãos mais ágeis.

Penas
Já encontraram dezenas de dinossauros penosos – a maior parte do grupo dos coelurosaurus, que inclui de tiranossauros a dinos voadores. Mas o achado mais recente, o Sciurumimus, desenterrado em julho, na Alemanha, é uma exceção: pertence ao grupo dos megalosauros, um ramo bem diferente. Isso sugere que o ancestral comum entre os dois grupos podia ter penas – e mais: que todos os dinossauros talvez tenham tido pelo menos algum tipo de penugem. A função? A mesma que os pelos têm nos mamíferos: regular a temperatura.

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13.814 – Biologia – O Primeiro Animal a Andar Sobre a Terra


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Fósseis de um animal de transição entre peixes e animais terrestres com 375 milhões de anos contestam um conceito amplamente aceito da teoria da evolução de que grandes apêndices posteriores que dariam origem às patas teriam aparecido depois que os vertebrados migraram da água para a terra.
Descobertos em 2004, os fósseis bem preservados da pélvis e de parte da nadadeira pélvica do Tiktaalik roseae, que parecia um híbrido de crocodilo e peixe, indicam que as patas traseiras na verdade tiveram origem em nadadeiras posteriores, afirmaram cientistas em uma pesquisa publicada na edição online da revista científica americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), com datas de 13 a 17 de janeiro.
“Até então, os paleontólogos pensavam que uma transição havia sido produto de uma locomoção com duas nadadeiras nos peixes, anterior a uma locomoção ‘em quatro apêndices’ entre os tetrápodes”, explicou Neil Shubin, professor de anatomia da Universidade de Chicago, um dos principais autores da descoberta.
Segundo ele, “aparentemente esta transição teria ocorrido antes de tudo nos peixes e não entre os animais terrestres quadrúpedes”, como se supunha.
Os primeiros tetrápodes eram, de fato, animais exclusivamente aquáticos, ainda mal diferenciados dos peixes. Seus descendentes atuais são os anfíbios, as aves, os répteis e os mamíferos.
Hoje extinto, o Tiktaalik roseae tinha cabeça achatada como a de um crocodilo e dentes cortantes de um predador. Ele tinha 2,7 metros de comprimento e possuía uma morfologia muito similar à dos peixes, mas a articulação de suas nadadeiras peitorais leva a crer que este animal conseguia sustentar o peso de seu corpo.
O Tiktaalik roseae representa a espécie de transição mais conhecida entre os peixes e os tetrápodes terrestres, segundo os autores desta pesquisa.
“O Tiktaalik era uma combinação de características primitivas e avançadas. Aqui, não só suas características eram distintas, mas elas sugerem uma função avançada. Eles parecem ter usado a nadadeira de uma forma mais sugestiva do modo como um membro é usado”, explicou outro autor do estudo, Edward Daeschler, curador associado de Zoologia de Vertebrados na Academia de Ciências Naturais da Universidade de Drexel.
As primeiras análises sobre o animal foram realizadas em fósseis encontrados em 2004 no Ártico canadense, na altura da ilha de Ellesmere.
Sem dúvida alguma, as nadadeiras eram utilizadas como remos para nadar, mas poderiam também servir como patas em algumas ocasiões, explicaram os autores deste estudo.
Os trabalhos também permitiram aos cientistas fazer uma nova simulação, mostrando como o Tiktaalik se parecia e como se deslocava em seu hábitat.

13.813 – Paleontologia – Explosão de diversidade dos dinossauros ocorreu antes do final do Cretáceo


Uma equipe de cientistas, coordenada por Graeme Lloyd, da Universidade de Bristol (oeste da Inglaterra), reexaminou a hipótese corrente de que os dinossauros tiveram sua maior diversificação, como outras várias espécies, na última parte do Cretáceo, entre 125 e 80 milhões de anos atrás.
Esse período foi particularmente favorável à vida na Terra, com a explosão de espécies de plantas com flores, insetos, mamíferos e pássaros.
Segundo o novo estudo, publicado no “Proceedings of the Royal Society”, os dinossauros não esperaram pelo final do Cretáceo para se diversificar.
Os pesquisadores analisaram mais de 450 espécies de dinossauros, cerca de 70% das espécies conhecidas até hoje, e criaram uma “superárvore” genealógica, onde uma primeira diversificação em massa ocorreu bem mais cedo, no final do Triássico, entre 225 e 200 milhões de anos atrás.
Uma segunda fase de diversificação, menos importante, teria ocorrido em meados da Era Jurássica, entre 170 e 160 milhões de anos atrás.
A abundância de fósseis encontrada no Cretáceo levou os paleontólogos a privilegiar a “revolução” do Cretáceo como um período-chave para a diversificação dos dinossauros, destaca o novo estudo.
O Cretáceo (145-65 milhões de anos), com seu clima quente, é considerado um excepcional período de reorganização e modernização dos ecossistemas. Essa mesma época marcou o desaparecimento dos dinossauros, geralmente associado ao impacto de um meteoro gigante no que hoje é Yucatán (México).

13.808 – Megalodonte, o tubarão que engoliria um elefante


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Carcharocles (ou Carcharodon) megalodon (também denominado megalodonte ou tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que viveu entre 23 e 2,6 milhões de anos atrás no período Mioceno no Oceano Pacífico.
Extinta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Lamniformes
Família: Lamnidae
Género: Carcharodon ou Carcharocles
Espécie: C. megalodon
Nome binomial
Carcharodon megalodon/Carcharocles megalodon
Os dentes são em muitos aspectos similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que pode superar os 17 centímetros de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são produto de um processo de evolução convergente. Por causa de seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa “dente enorme”.
O tamanho desta criatura era entre 10 e 18 metros, com uma massa que podia chegar as 50 toneladas. Em algumas primeiras reconstituições ultrapassadas, possuíam comprimentos que podiam chegar aos 30 metros, mas sabe-se hoje que o megalodonte provavelmente não ultrapassava os 20 metros.

Em 1995, foi feita uma proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos defendem a inclusão no género Carcharocles, que inclui outras três espécies, enquanto outros mantêm a conexão com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.
Acredita-se que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sua sobrevivência, permitindo que as baleias pudessem prosperar durante o verão.
De acordo com relatos da época do Renascimento, acreditava-se que gigantescos dentes fósseis triangulares, muitas vezes encontrados incrustados em formações rochosas, pertenciam a dragões e cobras. Esta interpretação foi corrigida em 1667 pelo naturalista dinamarquês Nicolaus Steno, que os reconheceu como dentes de tubarão. Ele produziu uma famosa representação de uma cabeça de tubarão com os tais dentes. Steno descreveu suas descobertas no livro The Head of a Shark Dissected, que também continha uma ilustração de um dente de C. megalodon.

O naturalista suíço Louis Agassiz foi quem deu ao tubarão seu primeiro nome científico, Carcharodon megalodon, em 1835, em seu trabalho de pesquisa Recherches sur les poissons fossiles (“Pesquisa sobre peixes fósseis”, em tradução livre), concluído em 1843. Os dentes do megalodonte são morfologicamente semelhantes aos dentes do tubarão branco. Com base nesta observação, Agassiz categorizou a espécie dentro do gênero Carcharodon. Embora o nome científico seja C. megalodon, é muitas vezes informalmente apelidado de “tubarão-branco-gigante” ou “tubarão-monstro”.
ubarões muitas vezes empregam estratégias de caça complexas para pegar presas de grande porte. Alguns paleontólogos sugerem que as estratégias de caça do grande tubarão-branco podem oferecer pistas de como o grande megalodonte poderia ter caçado presas extraordinariamente grandes, como baleias. No entanto, a evidência fóssil sugere que C. megalodon era mais eficaz nas estratégias para capturar grandes presas em comparação com as estratégias empregadas pelo grande tubarão-branco. Os paleontólogos têm realizado um levantamento de fósseis para determinar os padrões de ataque do C. megalodon com as presas.

Durante o Plioceno, cetáceos muito grandes e avançados desapareceram. O megalodonte aparentemente era mais refinado com suas estratégias de caça para lidar com estas grandes baleias. Numerosos ossos fossilizados de nadadeiras (ou seja, segmentos das barbatanas peitorais), e vértebras caudais de grandes baleias do Plioceno foram encontradas com marcas de mordida que foram causados ​​por ataques de megalodonte. Esta evidência paleontológica sugere que o megalodonte tentava imobilizar uma grande baleia rasgando ou mordendo suas estruturas de propulsão antes de matar e se alimentar dela.
Os megalodontes jovens não eram grandes o bastante para atacar baleias. Os dentes dos jovens eram geralmente encontrados em águas rasas, sugerindo que estes grandes tubarões viviam perto das costas. E com isso eles provavelmente deveriam ter caçado peixes de grande porte e pequenos mamíferos, como o Odobenocetops.
C. megalodon é representado no registro fóssil principalmente pelos seus dentes e centra vertebral. Como acontece com todos os outros tubarões, seu esqueleto era formado por cartilagem em vez de ossos propriamente ditos.

Os fósseis mais comuns de megalodontes são seus dentes. Seus dentes têm: forma triangular, estrutura robusta, são de grande porte, serrilha boa e são em forma de V. Os dentes deste tubarão podem medir mais de 180mm de altura (ou comprimento, quando inclinado na diagonal) e são maiores do que os de qualquer outra espécie de tubarão conhecida.

Os fósseis de C. megalodon foram escavados em muitos lugares do mundo, incluindo Brasil, Europa, América do Norte, América do Sul, Porto Rico, Cuba, Jamaica, Austrália, Nova Zelândia, Japão, África, Malta, Granadinas, Índia e Madagascar. Seus dentes também foram escavados em lugares enormes,por exemplo, o Rio São Francisco em Sergipe.
Fósseis do megalodonte foram encontrados em diversos continentes.

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13.787 – Quanto comia um dinossauro?


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Os maiores eram herbívoros e deviam comer sem parar para sustentar seu peso, que em alguns casos ultrapassava as 100 toneladas
A paleontologia avançou tanto nas últimas décadas para reconstruir a vida e os hábitos dessas incríveis criaturas extintas que às vezes dá a impressão de que há resposta para tudo. Entretanto, uma olhada mais atenta revela que, apesar dos avanços, o que mais há entre os estudiosos são dúvidas. Exemplo prático: tem como saber quanto comiam os dinossauros?
Parece uma pergunta fácil. Quanto maior o bicho, mais ele devia comer, certo? Verdade, mas especulações sobre o tamanho podem ser mais complicadas do que parece. Quase toda informação que temos vem de ossos fossilizados, mas não sabemos exatamente quanto tecido mole tinha cada um dos dinossauros, e, por consequência, é difícil afirmar com precisão que peso eles tinham.
Além disso, precisamos lembrar que não é só o tamanho que dita quanto alimento é preciso para manter o organismo. Também é importante saber sobre o metabolismo dessas criaturas. Nesse caso, as informações são ainda mais escassas. O que os cientistas podem fazer é calibrar seu chute com base em seres que estão vivos hoje e que dariam uma referência de quanta energia eles precisavam para viver, e quanto tinham de comer para obtê-la.
Uma vez feitas essas ressalvas, alguns cientistas se propuseram a fazer inferências. Sem dúvida, os que mais precisavam de comida eram os saurópodes – seu tamanho era tão gigantesco que não havia quem pudesse demandar mais.
Estudos feitos pelo palentólogo P. Martin Sander, da Universidade de Bonn, sugerem que um saurópode médio devia requerer cerca de 100 mil calorias por dia. E só comendo salada, hein? Não é à toa que, com toda probabilidade, essas criaturas passavam o dia inteiro comendo. Estamos falando de meia tonelada de folhas. Todo santo dia.
Isso, tirando uma média. Imagine quanto comia um argentinossauro adulto, um dos maiores saurópodes que já existiram, com 45 metros de comprimento e mais de 100 toneladas?
Carnívoros
E quem vivia de comer outros bichos, em vez de devorar plantas? Dá para saber? Bem, uma das criaturas mais estudadas nesse quesito é o famoso tiranossauro. E uma das maneiras de estudar seus hábitos alimentares consiste em investigar, bem, o seu cocô.
Os cientistas chamam esses restos de coprólitos – fezes fossilizadas. O mais difícil nesses casos é descobrir quem era o dono do cocô, mas um em particular foi encontrado perto de fósseis de tiranossauro, o que faz os cientistas associarem um ao outro.
Era um cocozão de 38 centímetros e, a julgar por fragmentos próximos, originalmente devia ser até maior. Nele, os cientistas encontraram ossos fragmentados de dinossauro, que revelam que o T. rex engolia osso junto com carne.
E quanto, afinal, ele devia comer? Analisando a sua mandíbula, sabemos que, numa única mordida, ele podia engolir 250 quilos! O que não sabemos é com que frequência ele comia. Como vários animais modernos, ele podia se banquetear e então passar alguns dias sem se alimentar, até voltar à caça. Ninguém sabe.

13.786 – Brontossauro, o Dinossauro Que Nunca Existiu


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Quem nunca ouviu falar no poderoso brontossauro? O nome é praticamente sinônimo de dinossauro e representa um dos tipos mais conhecidos dessas criaturas – aqueles gigantes herbívoros que andavam sobre quatro patas, conhecidos entre os entendidos como saurópodes.
É um certo choque, portanto, descobrir que o brontossauro nunca existiu. Ou melhor, existiu, mas na verdade era outra espécie. O caso é um ótimo exemplo do frenesi que tomou conta dos pesquisadores de fósseis no final do século 19. Em 1877, o paleontólogo americano Othniel Charles Marsh, da Universidade Yale, estava ocupado estudando muitos exemplares de saurópodes encontrados em cidades do oeste dos Estados Unidos. Os fósseis eram novos e estavam em boas condições, mas muitas vezes vinham incompletos. Entre eles, Marsh descreveu um que ganhou o nome de apatossauro.
Dois anos depois, outro fóssil cruzou seu caminho, dessa vez mais completo, e Marsh batizou de brontossauro. Com a incrível dinomania que as descobertas estavam produzindo na época, o nome logo se tornou popular – muito mais conhecido que o apatossauro, descrito antes, mas com menos ossos conhecidos.
Para ficar tudo ainda mais estranho, o brontossauro de Marsh
não tinha cabeça, o que fez o paleontólogo tentar imaginar qual seria a forma do crânio da gigantesca criatura. Ele especulou que fosse similar ao de um camarassauro e, para efeito de exposição, o esqueleto do brontossauro ganhou uma cabeça desse outro colega.
Contudo, os anos se passaram e no começo do século 20 os pesquisadores começaram a notar que brontossauro e apatossauro eram na verdade a mesmíssima espécie. Em casos assim, como diria o comentarista esportivo, a regra é clara: prevalece o nome mais antigo. Apatossauro, portanto.
Claro, a popularidade impediu que o termo “brontossauro” desaparecesse por completo, embora tenha caído em desuso entre os cientistas. Mas a saga não terminaria aí.
Em 1978, David Berman, do Museu Carnegie, nos Estados Unidos, fez uma análise dos fósseis conhecidos e concluiu que um crânio encontrado em Utah, em 1910, era a cabeça verdadeira do apatossauro – muito mais parecida com a do diplodoco do que com a do camarassauro. Resultado: museus de todo o mundo fzeram um transplante de cabeça nas reconstituições de esqueletos que têm expostos.

FICHA TÉCNICA
Espécie: Apatossauro
Época: 150 milhões de anos atrás
Onde: Estados Unidos
Habitat: florestas
Tamanho: 23 metros (comprimento)
Dieta: plantas
O apatossauro era mais pesado e um pouco menor que seus parentes, com pernas mais grossas para sustentar seu peso, estimado em 18 toneladas. Especula-se que ele derrubasse árvores para se alimentar, em vez de se esticar para comer as folhas mais altas.

13.418 – Dinossauro ‘Frankstein’ pode ser chave para entender evolução da espécie


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Chilesaurus, que foi descoberto em 2015, apresenta características que o colocam entre os grupos do animais carnívoros e herbívoros. Pelo menos é o que aponta um novo estudo dos fósseis encontrados no Chile, da Universidade de Cambridge e do Museu de História Natural do Reino Unido.
“Sua estranha mistura de características o coloca em uma posição-chave na evolução dos dinossauros e ajuda a mostrar como algumas das grandes divisões entre os principais grupos podem ter surgido”, afirma Paul Barrett, um dos pesquisadores, em comunicado oficial.
Acredita-se que o animal tenha tido um crânio pequeno, pescoço longo e corpo com cerca de 3 metros. Supõe-se que ele tenha vivido há cerca de145 milhões de anos, durante o Período Jurásico. Enquanto sua cabeça se assemelhava à de um carnívoro, o Chilesaurus tinha dentes planos mais adequados para comer plantas, o que o torna um mistério.
“Houve uma divisão na árvore genealógica dos dinossauros, e os dois ramos tomaram diferentes direções evolutivas”, afirma Matthew Baron, da Universidade de Cambridge. “Isso parece ter acontecido por causa da mudança na dieta para Chilesaurus. Parece que se tornou mais vantajoso para alguns animais que comiam carne começar a comer plantas, possivelmente até por necessidade”.
Se essa espécie for do grupo Ornitópode em vez do Terópoda, como se acreditava antes, a explicação para a evolução dos dinossauros ficará muito mais clara, pois mostrará que esses animais estão mais próximos do que era imaginado antes. Ou seja, o Chilesaurus será a prova disso.

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13.195 – Quando Surgiu a Paleontologia?


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A paleontologia é a disciplina científica que estuda o registro fóssil deixado pelos organismos vivos, procurando compreender a história da vida na Terra. Apesar de ser um campo da biologia, durante o seu desenvolvimento inicial esteve mais relacionada com a geologia, pois os fósseis eram objeto de estudo de áreas como a mineralogia e a estratigrafia. Até praticamente o final do século XVIII a palavra fóssil denominava qualquer objeto escavado, não importando sua origem, e mediante este tratamento os fósseis eram estudados por aquelas áreas científicas.
A história da paleontologia analisa a trajetória da relação que o homem estabeleceu com os fósseis desde a pré-história humana. Primeiramente, vistos como “joguetes da natureza” ou curiosidades, os fósseis somente passaram a ser objeto de um estudo sistematizado, após a constatação de sua origem biológica e de sua posição em uma escala de tempo, também ampliada por este mesmo estudo. Assim o estudo dos fósseis (o termo paleontologia, somente viria a ser cunhado no século XIX, por Ducrotay de Blainville) emergiu como parte integral das mudanças na filosofia natural que ocorreram durante a Idade da Razão.
A origem dos fósseis e o seu significado na História Natural passaram a ser melhor compreendidos no final do século XVIII e início do século XIX, quando a comunidade científica passou a adotar como modelo os resultados dos trabalhos de Georges Cuvier (1769-1832). Estes estudos estavam baseados em seus princípios da anatomia comparada e levaram a instauração da paleontologia como ciência moderna, assim como da geologia . Desta forma, durante a primeira metade do século XIX houve um grande incremento na aquisição do conhecimento sobre a história da vida na Terra e também uma ampliação na escala de tempo geológico. Isto possibilitou a constatação de que houve algum tipo de ordenamento sucessivo no desenvolvimento da vida na Terra. Este fato contribuiu para a formulação de teorias de transmutação de espécies.
Após 1859, com a publicação do livro de Charles Darwin, A Origem das Espécies, a paleontologia passou a ter como um de seus principais objetivos a composição de sequências filogenéticas, procurando estabelecer as vias evolutivas.
Durante a segunda metade do século XIX houve uma grande expansão na atividade paleontológica, especialmente na América do Norte. A tendência continuou no século XX, com regiões adicionais da Terra tornando-se abertas ao estudo sistemático dos fósseis, como por exemplo a China, onde importantes descobertas foram realizadas. Na última metade do século XX intensificou-se o interesse no esclarecimento das extinções em massa e o seu papel na evolução da vida na Terra.
Ainda no século VI a.C., Xenófanes de Cólofon foi mencionado por escritores posteriores de ter observado os restos de conchas de moluscos pelágicos nas montanhas, impressões de folhas em rochas de Paros, assim como várias evidências da presença antiga do mar nas terras altas de Malta, e atribuiu essas aparições às invasões periódicas do mar.
historiador Xanthus da Sardenha (circa 500 a.C.) também chamou a atenção para a ocorrência de conchas fósseis na Armênia, Frígia e Lídia, regiões distantes do mar, e concluiu que as localidades onde tais restos ocorriam tinham sido anteriormente o leito do oceano, e que os limites da terra e do oceano vinham constantemente sofrendo mudanças.
Leonardo da Vinci (1452-1519), em um trabalho não publicado, chegou à mesma conclusão dos antigos gregos sobre as variações dos oceanos. No entanto, em ambos os casos, os fósseis eram restos completos de organismos marinhos que detinham grande semelhança com espécies atuais e como tal fáceis de serem identificadas, permanecendo a questão se os fósseis não assemelhados à nenhuma forma de organismo conhecida, também tinham origem orgânica.
No século XVII Nicolau Steno (1638 – 1686), estabeleceu um ordenamento temporal para os estratos geológicos, nos quais os fósseis eram encontrados. Esta relação estendeu-se para os fósseis contidos nestes estratos, levando-os a serem tratados como registros da história da vida na Terra.
Com este tratamento surgiu o questionamento sobre o destino dos organismos que somente eram encontrados na forma fóssil. Os naturalistas que estudavam os fósseis, dividiam-se entre a defesa da ocorrência da extinção e a defesa da hipótese que propunha que tais organismos ainda deveriam ser descobertos em algum lugar do Globo. Somente após os trabalhos da anatomia comparada de Georges Cuvier serem aceitos pela comunidade científica, esta questão foi resolvida, pois possibilitaram as reconstruções paleontológicas, inclusive destes organismos extintos.
Shen Kuo (chinês: 沈括) (1031 – 1095), da dinastia Song, usou a evidência de fósseis marinhos escavados nas montanhas Taihang para inferir a existência de processos geológicos de geomorfologia e alterações do nível do mar ao longo do tempo.[9] Usando a suas observações de bambus preservados e petrificados, encontrados soterrados em Yan’an, região de Shanbei, província de Shaanxi province, defendeu uma teoria de mudança do clima gradual, uma vez que Shaanxi ao se tratar de uma região de clima seco não seria um habitat propício para o crescimento de bambus.
Como resultado da nova enfase na observação, classificação e catalogação da natureza, os filósofos naturais do século XVI na Europa começaram a estabelecer extensivas coleções de objetos fósseis, assim como também coleções de espécimes vegetais e animais, que eram frequentemente armazenados em gabinetes construídos para ajudá-los a organizar as coleções. Conrad Gesner publicou em 1565 um trabalho sobre fósseis que continha uma das primeiras descrições detalhadas sobre gabinetes e coleções. A coleção pertencia a um membro da extensa rede de correspondentes que Gesner se baseou para suas obras. Tais redes de correspondência informal entre os filósofos naturais e colecionadores tornou-se cada vez mais importante durante o curso do século XVI e foram precursores diretos das sociedades científicas que começam a se formar no século XVII. Essas coleções de gabinete e redes de correspondência desempenharam um papel importante no desenvolvimento da filosofia natural.
Durante a Idade da Razão, mudanças fundamentais na filosofia natural foram refletidas na análise dos fósseis. Em 1665, Athanasius Kircher atribuiu os ossos gigantes à extintas raças de humanos gigantes em seu livro Mundus subterraneus. No mesmo ano, Robert Hooke publicou o Micrographia, uma coleção ilustrada das suas observações com um microscópio. Uma dessas observações foi intitulada Of Petrify’d wood, and other Petrify’d bodies, que incluía uma comparação entre madeira comum e petrificada. Hooke acreditou que os fósseis provinham evidência sobre a história da vida na Terra.
Em 1667, Nicholas Steno escreveu um artigo sobre uma cabeça de tubarão que tinha dissecado. Ele comparou os dentes do tubarão com o com objetos fósseis comuns conhecidas como línguas de pedra. Ele concluiu que os fósseis deviam ter sido dentes de tubarão. Steno então teve um interesse na questão dos fósseis, e para abordar algumas das objeções à sua origem orgânica começou a estudar estratos rochosos. O resultado deste trabalho foi publicado, em 1669, como um precursor para a Forerunner to a Dissertation on a solid naturally enclosed in a solid. Neste livro, Steno estabeleceu uma distinção clara entre objetos como cristais de rocha que realmente se formaram dentro das rochas e dos fósseis, como conchas e dentes de tubarão, que se formaram fora dessas rochas. Steno percebeu que certos tipos de rochas foram formados pela deposição sucessiva de camadas horizontais de sedimentos e que os fósseis eram os restos de organismos vivos que tinham sido enterrados naqueles sedimentos. Steno que, como quase todos os filósofos naturais do século XVII, acreditava que a Terra tinha apenas alguns milhares de anos, recorreu ao dilúvio bíblico como uma possível explicação para os fósseis de organismos marinhos que estavam longe do mar.

13.126 – Réptil pré-histórico dava à luz como um mamífero – sem ovos


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Répteis se originam a partir de ovos, certo? Bem, quase todos. Encontraram um fóssil de réptil fêmea da época dos dinossauros, e ela estava grávida quando morreu — exatamente como os mamíferos de hoje em dia.
A mãe em questão pertence à espécie Dinocephalosaurus. Eles não são classificados como dinossauros, mas como protossauros, uma outra categoria de répteis pré-históricos que pertence a um grupo chamado Archosauromorpha — hoje representado por animais como as tartarugas e crocodilos. Essa é a primeira vez que qualquer animal desse grupo, vivo ou extinto, se mostra capaz de dar à luz em vez de botar ovos, o que torna a descoberta fascinante para a biologia.
O esqueleto foi descoberto em 2008 no condado de Luoping, na província de Yunnan, na China. Ele habitou os mares do sudeste asiático no começo do período Triássico, há 245 milhões de anos, tinha o crânio semelhante ao de um lagarto contemporâneo e alcançava até 4 metros de comprimento.
Há três boa razões para acreditar que esse grandão aquático desistiu dos ovos e se tornou vivíparo. Por causa de sua anatomia — o Dinocephalosaurus lembra um pouco as descrições do monstro do lago Ness, na Escócia — ele não poderia sair da água com tanta facilidade para botar seus ovos na praia, tática adotada pela tartaruga, um de seus parentes atuais.
A possibilidade de que o ovo estivesse lá, mas que sua casca não tenha sido preservada com o resto dos ossos, também foi considerada. Mas os Archosauromorpha de hoje botam ovos com embriões ainda em estágios muito precoces de desenvolvimento, e o fóssil do filhote já estava bem avançado — sinal de que ele teria saído do corpo da mãe prontinho para viver na natureza.
O último argumento contrário ao da gravidez — o de que o esqueleto talvez pertencesse à última refeição da mãe, e não a seu filhote — pode ser derrubado tanto por suas características anatômicas, que batem com as do fóssil adulto, quanto por sua posição no interior do corpo do animal maior: ele estava com a cabeça apontando para a frente, e os répteis daquela época engoliam suas presas na direção oposta.

12.994 – Paleontologia – Cientistas encontram cauda de dinossauro perfeitamente preservada em âmbar


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Uma pequena parte da cauda de um dinossauro que viveu há mais de 99 milhões de anos foi encontrada por cientistas da Universidade de Geociências da China. O material estava perfeitamente preservado em âmbar, incluindo pele, ossos e até as penas que cobriam o animal.
Âmbar é uma resina fossilizada de árvores que costuma preservar alguns artefatos inestimáveis para a ciência. No filme “Jurassic Park”, de 1993, é através do fóssil de um mosquito preservado em âmbar que cientistas conseguiram clonar e reproduzir dinossauros em laboratório.
De acordo com Lida Xing, a pesquisadora que liderou o estudo e assina a pesquisa publicada na revista Current Biology (via National Geographic), a descoberta confirma a suspeita crescente de que, diferentemente do que acreditávamos até poucos anos atrás, os dinossauros tinham, sim, penas como as aves modernas.
O âmbar tem apenas 3,5 centímetros de diâmetro. Análises feitas em laboratório indicaram que a cauda pertenceu a um jovem animal do grupo dos Coelurosauria, um dinossauro com formato semelhante ao de uma galinha, mas de comportamento predatório e com até 3 metros de comprimento. É o mesmo grupo que incluía os tiranossauros.
Ainda segundo Lida Xing, o achado representa um importante avanço nos estudos sobre a evolução dos dinossauros e seu “parentesco” com as aves modernas. A amostra foi encontrada em uma mina de âmbar ao norte de Myanmar, onde acredita-se estar localizada a maior concentração de fósseis do Período Cretáceo (época datada entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás).
A esperança dos pesquisadores é de que, asism que o conflito interno entre o governo de Myanmar e as milícias do Estado de Kachin for resolvido, mais descobertas como essa sejam feitas, com mais cientistas tendo acesso ao local. “Talvez encontremos um dinossauro completo”.
A história toda pode acender as esperanças dos fãs de ficção-científica que sonham com um Parque dos Dinossauros no mundo real. Acontece que a “ciência” no filme de 1993, ou mesmo nos livros de Michael Crichton, é um pouco distante da realidade.
Na ficção, cientistas conseguem reconstruir os dinossauros a partir de amostras de DNA encontradas na barriga de um mosquito fossilizado em âmbar. No entanto, moléculas de DNA normalmente se desintegram com a passagem de milhões de anos, mesmo que estejam preservadas nessa resina.
Mesmo que, por sorte, cientistas consigam extrair amostras de DNA de dinossauro suficientes a partir de um fóssil desses, ainda é preciso resolver outros furos no roteiro dos filmes. Primeiro, seria preciso dar um jeito de transformar esse DNA em cromossomos. Se isso for possível, depois seria necessário encontrar algum lugar para implantá-los.
Vertebrados precisam do óvulo e do citoplasma de, no mínimo, uma espécie bem próxima na escala evolutiva para serem formados da maneira correta. E não existe, em lugar nenhum do planeta, um animal capaz de chocar o ovo de um dinossauro. Os obstáculos, portanto, são quase incontáveis.
Por enquanto, sendo assim, nem adianta ficar empolgado. A partir dessa mais recente descoberta, as chances de conseguirmos criar um Parque dos Dinossauros como o da ficção são muito próximas de zero. Mas quem sabe o que futuras descobertas nos reservam?

12.870 – Dinossauros não cantavam como pássaros


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Apesar de dinossauros serem considerados os antepassados diretos dos pássaros modernos, segundo novas pesquisas, eles tinham uma grande diferença dos bichos voadores de hoje em dia: eles não cantavam. A descoberta foi feita a partir da análise de fósseis – mais precisamente da procura por siringes, o órgão responsável pelo canto em aves. Ele nunca foi encontrado em animais que viveram antes de 66 milhões de anos – e mesmo nessa ocasião já existiu em um parente dos gansos. Tudo indica que dinossauros, portanto, não teriam as ferramentas para se arriscar na cantoria.
A descoberta indica que a capacidade de cantar tenha se desenvolvido em um ponto mais avançado da evolução dos pássaros, quando eles já estavam se diferenciando dos dinossauros. “Esse é um passo importante para descobrir qual é o barulho que os dinossauros faziam, além de dar pistas sobre a evolução das aves”, disse Julia Clarke, paleontóloga e autora da pesquisa.
A siringe mais antiga do mundo, datada do mesozóico, foi encontrado na espécie Vegavis igaai, que viveu onde hoje é a Antartica. A ave era uma espécie de tataravô dos gansos e já voava. Arqueólogos acreditam que ele soltava ganidos parecidos com uma buzina graças a uma siringe especialmente assimétrica. A descoberta foi feita comparando o órgão a 12 pássaros vivos.
Geralmente, siringes não fossilizam bem, pois são compostos por anéis de cartilagem. Esses anéis servem de suporte para um tecido mole que vibra com a passagem do ar, isto é, com a cantoria. Há esperanças, portanto, de que o órgão seja encontrado em espécies mais antigas também – embora isso nunca tenha acontecido até agora.

12.672 – Explosão de petróleo pode ter acabado com os dinossauros


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Já é quase unânime a teoria de que os dinossauros foram extintos por causa da queda de um imenso meteoro na região que hoje é o México. O que os cientistas ainda estão descobrindo são os detalhes da extinção. Um estudo publicado na revista de divulgação científica Nature afirma que o corpo celeste pode ter acertado uma imensa reserva de petróleo na queda – o que provocaria uma explosão enorme e uma quantidade ainda maior de fuligem lançadas no céu.
A hipótese foi traçada a partir de análises do solo em lugares distantes, como o Haiti e a Espanha, em que havia restos da queima de hidrocarbonetos datados do fim do período Cretáceo. Para que acontecesse o estrago esperado, a quantidade de fuligem jogada na atmosfera teria de ser cerca de 1,5 bilhão de toneladas – o que explicaria a extinção da maior parte dos dinossauros, mas também a sobrevivência de crocodilos e outros animais. Apenas uma explosão de petróleo explicaria essa quantidade de fuligem.
“A teoria é muito plausível. É um dos melhores estudos que já li sobre o assunto”, disse à revista alemã Der Spiegel o diretor do museu Senckenberg, em Frankfurt. O impacto do meteoro, de 10 quilômetros de tamanho, acabou com 90% da vida terrestre (embora só tenha matado 12% das espécies aquáticas). As cinzas diminuíram a entrada de raios solares na atmosfera, o que fez com que a temperatura do planeta caísse entre 6 e 9 graus. A escuridão impossibilitou a fotossíntese, matando as plantas, os herbíferos e os carnívoros em uma sequência destruidora.

12.210 – Omeletão pré histórico


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Com mais de 2 metros da altura, a australiana Genyornis newtoni (perseguida, nesta concepção artística, pelo igualmente monstruoso lagarto Megalania prisca, que pesava 1 tonelada) viveu no país-ilha até uns 45 mil anos atrás. E, de fato, parece que a causa do sumiço dela foram os omeletes — ou quiçá o ovo cozido.
Isso porque um novo estudo que analisou as cascas de ovos da espécie, conduzido por Gifford Miller, da Universidade do Colorado em Boulder (EUA), mostrou que, justamente na época da extinção da ave, começam a aparecer fragmentos de cascas com marcas de fogo localizadas, como se alguém tivesse colocado os ovões em fogueiras — o que provavelmente, aliás, foi o que ocorreu. Há hoje um debate grande sobre a extinção de outros animais gigantes da Austrália da Era do Gelo, com gente que acha que a culpa é da chegada dos seres humanos ao continente, enquanto outros culpam as mudanças climáticas. Ao menos no caso dessa super-ave, parece que há um bom motivo para culpar o homem. Para chegar a essa conclusão, Miller e companhia identificaram cascas de ovos da espécie queimadas em mais de 200 sítios espalhados pela Austrália.
A pesquisa saiu na revista científica “Nature Communications”. Em tempo: cada ovo pesava cerca de 1,5 kg.

10.880 – Paleontologia – Na extinção dos dinossauros, vulcão foi golpe de misericórdia


Ninguém questiona que um imenso asteroide foi o responsável pela extinção dos dinossauros, há 66 milhões de anos. Até porque há uma grande cratera em Chicxulub, no México, com cerca de 180 km de diâmetro, mostrando que o choque aconteceu.
Mas um novo estudo liderado por um pesquisador americano traz evidências de que não foi só isso que matou os animais.
A conclusão do trabalho é que a erupção de um grande vulcão na região de Deccan, na Índia, pode ter sido estimulada pelo próprio impacto do asteroide.
Paul Renne, do Berkeley Geochronology Center, na Califórnia, utilizou, junto com colegas, técnicas de análise retroativa da atividade vulcânica para estimar o impacto da erupção no clima global. Eles analisaram cerca de 700 pedras coletadas na Índia.
Aparentemente, o vulcão já estava “acordado” antes do asteroide, que fez a emissão de lava praticamente dobrar.
Isso afetou o clima global, provavelmente reduzindo drasticamente a temperatura global e a quantidade de comida à disposição dos animais. Estima-se que cerca de 70% das espécies na Terra tenham sido extintas em um curto período de tempo.
Tal volume alto de lava prosseguiu sendo liberado por 500 mil anos após a extinção em massa –o fim do processo coincide com o começo da recuperação dos ecossistemas marinhos, conforme apontam outros estudos.
Os resultados de Renne foram publicados na revista científica “Science”.

11.758 – Biologia – “Plâncton-monstro”: nova teoria explica antiga extinção em massa na Terra


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Uma das extinções em massa de organismos vivos mais antigas da história planetária, a do Ordoviciano-Siluriano, que ocorreu há 420 milhões de anos, pode ter sido causada pelo esgotamento de oxigênio nos oceanos e pela presença de metais nocivos em suas águas, de acordo com o trabalho de uma equipe científica.
Essa nova teoria, que contempla pela primeira vez a anóxia (falta de oxigênio) global nos oceanos como fator determinante nas extinções em massa, supera todas as hipóteses feitas anteriormente, que relacionavam o desaparecimento de 85% das espécies do período Ordoviciano aos eventos glaciais e às mudanças na composição atmosférica.
As novas conclusões surgem a partir de um estudo do plâncton, achado em fósseis na Líbia, os quais pertenciam ao período Siluriano tardio. Cientistas da Universidade de Gante, na Bélgica, focaram especificamente nos Chitinozoa, nos quais encontraram más formações coincidentes com altas concentrações de metais, como chumbo, manganês, alumínio e cobre, entre muitos outros. Os especialistas chamaram essas irregularidades de “mudanças teratológicas” (do grego “theratos”, que significa “monstro”).
Dessa forma, o envenenamento da água com metais teria causado inicialmente mudanças no plâncton, afetando, posteriormente, um número grande de organismo vivos. Atualmente, verifica-se um crescimento anormal de organismos aquosos com um nível alto de toxinas metálicas, o que poderá ser o indício de uma aproximação aos níveis da última extinção em massa do Ordoviciano-Siluriano.

11.619 – Pesquisadores encontram fósseis com sangue de dinossauro


Uma equipe de pesquisadores da Imperial College, em Londres, liderada pelo Dr. Sergio Bertazzo, fez uma descoberta insólita e inédita. Trata-se de uma série de fragmentos biológicos (células de sangue e proteína fibrosa) de dinossauro. A revelação é resultado do estudo dos restos fósseis de 75 milhões de anos idade encontrados na província de Alberta, no Canadá.

A descoberta é verdadeiramente estranha e incomum, uma vez que os fósseis com essa idade costumam conservar apenas materiais duros, como os ossos e, muito raramente, tecidos suaves, como aconteceu dessa vez. Apesar do mau estado de conservação dos fósseis, os pesquisadores puderam estudar o material encontrado e seus resultados sem dúvida contribuirão para o estudo das relações entre diferentes tipos de dinossauros, o aprofundamento de sua fisiologia e a reconstituição do caminho evolutivo que os levou a se transformarem em animais de sangue quente.
Essa grande revelação sugere uma reavaliação das ideias atuais sobre o processo de fossilização. Informações valiosíssimas podem estar passando despercebidas pelo fato de os pesquisadores não procurarem sangue ou tecidos suaves nos fósseis, por pior que seja sua conservação.

11.555 – A Volta dos Dinossauros – Especialistas encontram restos de sangue de dinossauro de 75 milhões de anos


Uma equipe de paleontólogos da Imperial College, em Londres, afirmou ter encontrado restos de células sanguíneas e colágeno de dinossauros em fósseis com 75 milhões de anos de idade. Isso aconteceu acidentalmente, quando os especialistas estavam analisando esses fragmentos fósseis no Museu de História Natural, em Londres.
“A preservação de tecidos moles em fósseis de dinossauros pode ser muito mais comum do que se pensava (…). Essa é apenas a primeira etapa da pesquisa”, explicou Susannah Maidment, coautora do estudo. Ela acrescentou que esse tipo de trabalho poderá ser fundamental para determinar o momento preciso em que os dinossauros evoluíram para um metabolismo de sangue quente.
Já são muitos os cientistas de todo o mundo que contam com a possibilidade de encontrar DNA intacto em células sanguíneas de dinossauros.